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Ementa e Acórdão 11/03/2014 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 574.503 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI EMBTE.(S) :UNIÃO ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO EMBDO.(A/S) :CARLOS ALBERTO DE CARVALHO CHAGAS ADV.(A/S) :ADILSON FONSECA EMENTA Embargos de declaração nos embargos de declaração no agravo regimental no recurso extraordinário. Recurso extraordinário. Cabimento pela alínea b do inciso III do art. 102 da CF. Juizados especiais. Necessidade de afastamento da norma infraconstitucional sob fundamento de contrariedade à Constituição Federal. Não ocorrência. Legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. Precedentes. 1. Para que se abra a via do recurso extraordinário pelo art. 102, inciso III, alínea b, da Constituição, é necessário que a turma recursal haja afastado a aplicabilidade da norma infraconstitucional sob fundamento de contrariedade à Constituição Federal, o que não ocorreu no caso dos autos. 2. O acórdão objeto do recurso extraordinário interposto pela União foi proferido por Turma Recursal de Juizado Especial Federal, donde não cabe falar em incidente de inconstitucionalidade julgado pelo Plenário ou órgão especial. 3. Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise da legislação infraconstitucional e o exame de ofensa reflexa à Constituição. 4. Embargos de declaração acolhidos, em parte, para prestar esclarecimentos, sem efeitos infringentes. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5546414. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9 Ementa e Acórdão RE 574503 AGR-ED-ED / RJ Senhor Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em dar parcial provimento aos embargos de declaração, sem efeitos infringentes, nos termos do voto do Relator. Brasília, 11 de março de 2014. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5546414. Supremo Tribunal Federal RE 574503 AGR-ED-ED / RJ Senhor Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em dar parcial provimento aos embargos de declaração, sem efeitos infringentes, nos termos do voto do Relator. Brasília, 11 de março de 2014. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5546414. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9 Relatório 11/03/2014 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 574.503 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI EMBTE.(S) :UNIÃO ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO EMBDO.(A/S) :CARLOS ALBERTO DE CARVALHO CHAGAS ADV.(A/S) :ADILSON FONSECA RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): União opõe tempestivos segundos embargos de declaração contra acórdão proferido por esta Primeira Turma, de minha relatoria, assim ementado: “Embargos de declaração no agravo regimental no recurso extraordinário. Inexistência da apontada omissão. 1. No julgamento do recurso, as questões postas pelas partes foram enfrentadas adequadamente. Inexistência dos vícios do art. 535 do Código de Processo Civil. 2. Questão adequadamente analisada pela Turma, cujo julgamento bem reflete a posição assentada da Corte sobre o tema. 3. Embargos de declaração rejeitados.” Insiste a embargante, com os mesmos argumentos já expostos quando da interposição dos recursos anteriores, in verbis, que, “(...) no caso dos autos não é necessária a instauração de incidente de inconstitucionalidade, pois o processo é proveniente de Turma Recursal, assim, o argumento acima, de que a declaração de inconstitucionalidade deveria ter sido realizada pelo Plenário da Corte não se aplica à hipótese dos autos. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5546412. Supremo Tribunal Federal 11/03/2014 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 574.503 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI EMBTE.(S) :UNIÃO ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO EMBDO.(A/S) :CARLOS ALBERTO DE CARVALHO CHAGAS ADV.(A/S) :ADILSON FONSECA RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): União opõe tempestivos segundos embargos de declaração contra acórdão proferido por esta Primeira Turma, de minha relatoria, assim ementado: “Embargos de declaração no agravo regimental no recurso extraordinário. Inexistência da apontada omissão. 1. No julgamento do recurso, as questões postas pelas partes foram enfrentadas adequadamente. Inexistência dos vícios do art. 535 do Código de Processo Civil. 2. Questão adequadamente analisada pela Turma, cujo julgamento bem reflete a posição assentada da Corte sobre o tema. 3. Embargos de declaração rejeitados.” Insiste a embargante, com os mesmos argumentos já expostos quando da interposição dos recursos anteriores, in verbis, que, “(...) no caso dos autos não é necessária a instauração de incidente de inconstitucionalidade, pois o processo é proveniente de Turma Recursal, assim, o argumento acima, de que a declaração de inconstitucionalidade deveria ter sido realizada pelo Plenário da Corte não se aplica à hipótese dos autos. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5546412. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9 Relatório RE 574503 AGR-ED-ED / RJ (…) Ademais, não há que se falar que o recurso extraordinário da União aduz pretensão infraconstitucional, pois foi interposto pela alínea b do inciso III do art. 102, ou seja, discute-se apenas a questão da constitucionalidade do dispositivo indicado (e não a sua mera interpretação legal), questão passível de ser abordada, portanto, no apelo extraordinário” (fl. 157). É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5546412. Supremo Tribunal Federal RE 574503 AGR-ED-ED / RJ (…) Ademais, não há que se falar que o recurso extraordinário da União aduz pretensão infraconstitucional, pois foi interposto pela alínea b do inciso III do art. 102, ou seja, discute-se apenas a questão da constitucionalidade do dispositivo indicado (e não a sua mera interpretação legal), questão passível de ser abordada, portanto, no apelo extraordinário” (fl. 157). É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5546412. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI 11/03/2014 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 574.503 RIO DE JANEIRO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Os embargos devem ser acolhidos, em parte; todavia, sem efeitos infringentes. Com efeito, todas as questões trazidas nos presentes declaratórios já foram objeto do agravo regimental e dos embargos declaratórios anteriormente opostos pela parte, sendo certo, também, que as referidas alegações foram rejeitadas por esta Turma. Contudo, alguns esclarecimentos devem ser feitos. Consoante afirmei nos julgados anteriores, para que se abra a via do recurso extraordinário com fundamento no art. 102, inciso III, alínea b, da Constituição da República, faz-se necessário que o plenário ou o órgão especial do tribunal de origem tenha declarado a inconstitucionalidade de norma infraconstitucional em face da Constituição Federal. No caso dos autos, entretanto, o acórdão objeto do recurso extraordinário interposto pela União foi proferido por Turma Recursal de Juizado Especial Federal, donde não cabe falar em incidente de inconstitucionalidade julgado pelo Plenário ou órgão especial, como bem salientou a parte embargante. No entanto, conquanto deva ser afastada essa exigência em relação aos juizados especiais, e apenas neste ponto é que se acolhem as razões dos segundos embargos, permanece a necessidade de que o órgão judicante da origem haja afastado a aplicabilidade da norma em discussão sob o fundamento de contrariedade à Constituição, o que não ocorreu no caso dos autos, haja vista que a alusão a fundamentos constitucionais serviu tão somente como reforço aos fundamentos verdadeiramente adotados. Com efeito, depreende-se dos seguintes excertos colhidos do voto condutor do acórdão recorrido: Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5546411. Supremo Tribunal Federal 11/03/2014 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 574.503 RIO DE JANEIRO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Os embargos devem ser acolhidos, em parte; todavia, sem efeitos infringentes. Com efeito, todas as questões trazidas nos presentes declaratórios já foram objeto do agravo regimental e dos embargos declaratórios anteriormente opostos pela parte, sendo certo, também, que as referidas alegações foram rejeitadas por esta Turma. Contudo, alguns esclarecimentos devem ser feitos. Consoante afirmei nos julgados anteriores, para que se abra a via do recurso extraordinário com fundamento no art. 102, inciso III, alínea b, da Constituição da República, faz-se necessário que o plenário ou o órgão especial do tribunal de origem tenha declarado a inconstitucionalidade de norma infraconstitucional em face da Constituição Federal. No caso dos autos, entretanto, o acórdão objeto do recurso extraordinário interposto pela União foi proferido por Turma Recursal de Juizado Especial Federal, donde não cabe falar em incidente de inconstitucionalidade julgado pelo Plenário ou órgão especial, como bem salientou a parte embargante. No entanto, conquanto deva ser afastada essa exigência em relação aos juizados especiais, e apenas neste ponto é que se acolhem as razões dos segundos embargos, permanece a necessidade de que o órgão judicante da origem haja afastado a aplicabilidade da norma em discussão sob o fundamento de contrariedade à Constituição, o que não ocorreu no caso dos autos, haja vista que a alusão a fundamentos constitucionais serviu tão somente como reforço aos fundamentos verdadeiramente adotados. Com efeito, depreende-se dos seguintes excertos colhidos do voto condutor do acórdão recorrido: Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5546411. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI RE 574503 AGR-ED-ED / RJ “Depreende-se dos autos que pretende o autor a condenação da União Federal a cessar os descontos relativos à contribuição prevista na Medida Provisória nº 2.131/2000 (atual Medida Provisória nº 2.215/2001), destinada ao custeio da pensão militar, no percentual de 1,5% (um e meio por cento), bem como à repetição do importe já descontado a esse título. Alega que o referido desconto não pode prevalecer eis que não tem filhos do sexo feminino que eventualmente possam vir a fazer jus ao benefício de pensão por morte. (…) A Medida Provisória nº 2.215/2001 (reedição da Medida Provisória nº 2.131/2000), em seu artigo 27, alterou a redação da Lei nº 3.765/60, estabelecendo: (…) Por sua vez, determinou em seu artigo 31 que: (…) A despeito de ser a contribuição para a pensão do militar desconto obrigatório a cargo do servidor, o mesmo não se pode dizer da alíquota de 1,5% (um e meio por cento) estabelecida no art. 31, caput, supratranscrito. Na dicção do texto legal, trata-se de um desconto facultativo, tanto assim que poderia ser objeto de renúncia (parágrafo 1º, artigo 31). Por essa razão, considero que o prazo estabelecido para a manifestação da recusa a esse desconto – 31 de agosto de 2001 – não pode ser tido como peremptório, pois se trata de contribuição voluntária daqueles que quiseram optar por manter os benefício previstos na Lei nº 3.765/60. Não se pode, com efeito, impor ao recorrente o desconto em tela (1,5%), compelindo-o a benefício opcional do qual expressamente não pretende se beneficiar. Em outro vértice, não há prova nos autos – facilmente poderia ter sido produzida pela União – de que o autor tenha sido informado da possibilidade – e do prazo – de renúncia ao indigitado desconto. E mesmo que assim fosse, entendo que o seu silêncio no 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5546411. Supremo Tribunal Federal RE 574503 AGR-ED-ED / RJ “Depreende-se dos autos que pretende o autor a condenação da União Federal a cessar os descontos relativos à contribuição prevista na Medida Provisória nº 2.131/2000 (atual Medida Provisória nº 2.215/2001), destinada ao custeio da pensão militar, no percentual de 1,5% (um e meio por cento), bem como à repetição do importe já descontado a esse título. Alega que o referido desconto não pode prevalecer eis que não tem filhos do sexo feminino que eventualmente possam vir a fazer jus ao benefício de pensão por morte. (…) A Medida Provisória nº 2.215/2001 (reedição da Medida Provisória nº 2.131/2000), em seu artigo 27, alterou a redação da Lei nº 3.765/60, estabelecendo: (…) Por sua vez, determinou em seu artigo 31 que: (…) A despeito de ser a contribuição para a pensão do militar desconto obrigatório a cargo do servidor, o mesmo não se pode dizer da alíquota de 1,5% (um e meio por cento) estabelecida no art. 31, caput, supratranscrito. Na dicção do texto legal, trata-se de um desconto facultativo, tanto assim que poderia ser objeto de renúncia (parágrafo 1º, artigo 31). Por essa razão, considero que o prazo estabelecido para a manifestação da recusa a esse desconto – 31 de agosto de 2001 – não pode ser tido como peremptório, pois se trata de contribuição voluntária daqueles que quiseram optar por manter os benefício previstos na Lei nº 3.765/60. Não se pode, com efeito, impor ao recorrente o desconto em tela (1,5%), compelindo-o a benefício opcional do qual expressamente não pretende se beneficiar. Em outro vértice, não há prova nos autos – facilmente poderia ter sido produzida pela União – de que o autor tenha sido informado da possibilidade – e do prazo – de renúncia ao indigitado desconto. E mesmo que assim fosse, entendo que o seu silêncio no 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5546411. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI RE 574503 AGR-ED-ED / RJ prazo assinado jamais poderia ser considerado como manifestação positiva, eis que não se trata de desconto compulsório. (…) Nessa linha, entendo que faz jus o recorrido ao cancelamento dos descontos efetuados em seus proventos, relativamente ao percentual de 1,5% (um e meio por cento) da pensão militar. Contudo, em relação à devolução dos valores já descontados a esse título, em que pese o posicionamento da magistrada sentenciante, entendo por rechaçar, em parte, a pretensão autoral, eis que ante a ausência de manifestação volitiva quanto à renúncia, tais descontos se revestiram de legalidade até a data do ajuizamento da ação (quando expressamente declarada a intenção do servidor), já que amparado na legislação de regência (Medida Provisória nº 2.131/2000, atual nº 2.215/01)” (fls. 59/61). Destarte, constata-se que a Turma Recursal se limitou a interpretar e aplicar a legislação infraconstitucional cabível na espécie, concluindo que o desconto de 1,5% efetuado nos proventos do militar não seria obrigatório, uma vez que a lei de regência permitiria sua renúncia e que o benefício somente aproveitaria àqueles servidores que tivessem filhas, futuras beneficiárias de pensão especial, situação na qual o agravado não se enquadrava. Houvesse reconhecido a inconstitucionalidade do mencionado desconto, não o teria considerado legítimo até que o servidor exercesse sua prerrogativa de renunciar ao complemento de benefício que jamais se utilizaria. Ademais, é certo que, para modificar esse entendimento, seria necessário analisar a Lei nº 3.765/60, com as modificações introduzidas pelas Medidas Provisórias nºs 2.131/00 e 2.215/01, o que é inadmissível em recurso extraordinário, uma vez que a ofensa à Constituição Federal, acaso ocorresse, seria reflexa. Acresça-se a isso o fato de que as normas constitucionais apontadas 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5546411. Supremo Tribunal Federal RE 574503 AGR-ED-ED / RJ prazo assinado jamais poderia ser considerado como manifestação positiva, eis que não se trata de desconto compulsório. (…) Nessa linha, entendo que faz jus o recorrido ao cancelamento dos descontos efetuados em seus proventos, relativamente ao percentual de 1,5% (um e meio por cento) da pensão militar. Contudo, em relação à devolução dos valores já descontados a esse título, em que pese o posicionamento da magistrada sentenciante, entendo por rechaçar, em parte, a pretensão autoral, eis que ante a ausência de manifestação volitiva quanto à renúncia, tais descontos se revestiram de legalidade até a data do ajuizamento da ação (quando expressamente declarada a intenção do servidor), já que amparado na legislação de regência (Medida Provisória nº 2.131/2000, atual nº 2.215/01)” (fls. 59/61). Destarte, constata-se que a Turma Recursal se limitou a interpretar e aplicar a legislação infraconstitucional cabível na espécie, concluindo que o desconto de 1,5% efetuado nos proventos do militar não seria obrigatório, uma vez que a lei de regência permitiria sua renúncia e que o benefício somente aproveitaria àqueles servidores que tivessem filhas, futuras beneficiárias de pensão especial, situação na qual o agravado não se enquadrava. Houvesse reconhecido a inconstitucionalidade do mencionado desconto, não o teria considerado legítimo até que o servidor exercesse sua prerrogativa de renunciar ao complemento de benefício que jamais se utilizaria. Ademais, é certo que, para modificar esse entendimento, seria necessário analisar a Lei nº 3.765/60, com as modificações introduzidas pelas Medidas Provisórias nºs 2.131/00 e 2.215/01, o que é inadmissível em recurso extraordinário, uma vez que a ofensa à Constituição Federal, acaso ocorresse, seria reflexa. Acresça-se a isso o fato de que as normas constitucionais apontadas 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5546411. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI RE 574503 AGR-ED-ED / RJ como violadas no recurso extraordinário (arts. 5º, inciso II, 37, caput, 61, § 1º, inciso II, alínea f, 142, inciso X, e 169, § 1º, inciso I, da Constituição) carecem do necessário prequestionamento, atraindo os óbices das Súmulas nºs 282 e 356 desta Corte. Ante o exposto, acolho os embargos, em parte, para prestar esclarecimentos, sem efeitos infringentes. É como voto. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5546411. Supremo Tribunal Federal RE 574503 AGR-ED-ED / RJ como violadas no recurso extraordinário (arts. 5º, inciso II, 37, caput, 61, § 1º, inciso II, alínea f, 142, inciso X, e 169, § 1º, inciso I, da Constituição) carecem do necessário prequestionamento, atraindo os óbices das Súmulas nºs 282 e 356 desta Corte. Ante o exposto, acolho os embargos, em parte, para prestar esclarecimentos, sem efeitos infringentes. É como voto. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5546411. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9 Extrato de Ata - 11/03/2014 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 574.503 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI EMBTE.(S) : UNIÃO ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO EMBDO.(A/S) : CARLOS ALBERTO DE CARVALHO CHAGAS ADV.(A/S) : ADILSON FONSECA Decisão: A Turma deu parcial provimento aos embargos de declaração, sem efeitos infringentes, nos termos do voto do relator. Unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Marco Aurélio, Presidente. Presidiu o julgamento o Senhor Ministro Dias Toffoli. Primeira Turma, 11.3.2014. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Marco Aurélio, Presidente. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo G. Gonet Branco. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 5495324 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 574.503 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI EMBTE.(S) : UNIÃO ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO EMBDO.(A/S) : CARLOS ALBERTO DE CARVALHO CHAGAS ADV.(A/S) : ADILSON FONSECA Decisão: A Turma deu parcial provimento aos embargos de declaração, sem efeitos infringentes, nos termos do voto do relator. Unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Marco Aurélio, Presidente. Presidiu o julgamento o Senhor Ministro Dias Toffoli. Primeira Turma, 11.3.2014. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Marco Aurélio, Presidente. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo G. Gonet Branco. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 5495324 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=5581289
2014-03-11T00:00:00
2014-04-03T00:00:00
A Turma deu parcial provimento aos embargos de declaração, sem efeitos infringentes, nos termos do voto do relator. Unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Marco Aurélio, Presidente. Presidiu o julgamento o Senhor Ministro Dias Toffoli. Primeira Turma, 11.3.2014.
EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
EMENTA Embargos de declaração nos embargos de declaração no agravo regimental no recurso extraordinário. Recurso extraordinário. Cabimento pela alínea b do inciso III do art. 102 da CF. Juizados especiais. Necessidade de afastamento da norma infraconstitucional sob fundamento de contrariedade à Constituição Federal. Não ocorrência. Legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. Precedentes. 1. Para que se abra a via do recurso extraordinário pelo art. 102, inciso III, alínea b, da Constituição, é necessário que a turma recursal haja afastado a aplicabilidade da norma infraconstitucional sob fundamento de contrariedade à Constituição Federal, o que não ocorreu no caso dos autos. 2. O acórdão objeto do recurso extraordinário interposto pela União foi proferido por Turma Recursal de Juizado Especial Federal, donde não cabe falar em incidente de inconstitucionalidade julgado pelo Plenário ou órgão especial. 3. Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise da legislação infraconstitucional e o exame de ofensa reflexa à Constituição. 4. Embargos de declaração acolhidos, em parte, para prestar esclarecimentos, sem efeitos infringentes.
sjur259784
Número de páginas: 9. Análise: 08/04/2014, TIA.
DIAS TOFFOLI
Primeira Turma
574503
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00102 INC-00003 LET-B\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED LEI-003765 ANO-1960\n LEI ORDINÁRIA REDAÇÃO DADA PELA MPR-2131/2000 E MPR-2215/2001\n\n", "LEG-FED MPR-002131 ANO-2000\n MEDIDA PROVISÓRIA\n\n", "LEG-FED MPR-002215 ANO-2001\n MEDIDA PROVISÓRIA\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000282 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000356 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
RE-AgR-ED-ED
acordaos
RE 574503 AgR-ED-ED
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EMBTE.(S) : UNIÃO ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO EMBDO.(A/S) : CARLOS ALBERTO DE CARVALHO CHAGAS ADV.(A/S) : ADILSON FONSECA
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Ementa e Acórdão 11/03/2014 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 574.503 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI EMBTE.(S) :UNIÃO ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO EMBDO.(A/S) :CARLOS ALBERTO DE CARVALHO CHAGAS ADV.(A/S) :ADILSON FONSECA EMENTA Embargos de declaração nos embargos de declaração no agravo regimental no recurso extraordinário. Recurso extraordinário. Cabimento pela alínea b do inciso III do art. 102 da Constituição Federal de 1988. Juizados especiais. Necessidade de afastamento da norma infraconstitucional sob fundamento de contrariedade à Constituição Federal. Não ocorrência. Legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. Precedentes. 1. Para que se abra a via do recurso extraordinário pelo art. 102, inciso III, alínea b, da Constituição, é necessário que a turma recursal haja afastado a aplicabilidade da norma infraconstitucional sob fundamento de contrariedade à Constituição Federal, o que não ocorreu no caso dos autos. 2. O acórdão objeto do recurso extraordinário interposto pela União foi proferido por Turma Recursal de Juizado Especial Federal, donde não cabe falar em incidente de inconstitucionalidade julgado pelo Plenário ou órgão especial. 3. Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise da legislação infraconstitucional e o exame de ofensa reflexa à Constituição. 4. Embargos de declaração acolhidos, em parte, para prestar esclarecimentos, sem efeitos infringentes. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5546414. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9 Ementa e Acórdão Recurso Extraordinário 574503 AGR-ED-ED / RJ Senhor Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em dar parcial provimento aos embargos de declaração, sem efeitos infringentes, nos termos do voto do Relator. Brasília, 11 de março de 2014. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5546414. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 574503 AGR-ED-ED / RJ Senhor Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em dar parcial provimento aos embargos de declaração, sem efeitos infringentes, nos termos do voto do Relator. Brasília, 11 de março de 2014. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5546414. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9 Relatório 11/03/2014 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 574.503 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI EMBTE.(S) :UNIÃO ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO EMBDO.(A/S) :CARLOS ALBERTO DE CARVALHO CHAGAS ADV.(A/S) :ADILSON FONSECA RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): União opõe tempestivos segundos embargos de declaração contra acórdão proferido por esta Primeira Turma, de minha relatoria, assim ementado: “Embargos de declaração no agravo regimental no recurso extraordinário. Inexistência da apontada omissão. 1. No julgamento do recurso, as questões postas pelas partes foram enfrentadas adequadamente. Inexistência dos vícios do art. 535 do Código de Processo Civil. 2. Questão adequadamente analisada pela Turma, cujo julgamento bem reflete a posição assentada da Corte sobre o tema. 3. Embargos de declaração rejeitados.” Insiste a embargante, com os mesmos argumentos já expostos quando da interposição dos recursos anteriores, in verbis, que, “(...) no caso dos autos não é necessária a instauração de incidente de inconstitucionalidade, pois o processo é proveniente de Turma Recursal, assim, o argumento acima, de que a declaração de inconstitucionalidade deveria ter sido realizada pelo Plenário da Corte não se aplica à hipótese dos autos. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5546412. Supremo Tribunal Federal 11/03/2014 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 574.503 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI EMBTE.(S) :UNIÃO ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO EMBDO.(A/S) :CARLOS ALBERTO DE CARVALHO CHAGAS ADV.(A/S) :ADILSON FONSECA RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): União opõe tempestivos segundos embargos de declaração contra acórdão proferido por esta Primeira Turma, de minha relatoria, assim ementado: “Embargos de declaração no agravo regimental no recurso extraordinário. Inexistência da apontada omissão. 1. No julgamento do recurso, as questões postas pelas partes foram enfrentadas adequadamente. Inexistência dos vícios do art. 535 do Código de Processo Civil. 2. Questão adequadamente analisada pela Turma, cujo julgamento bem reflete a posição assentada da Corte sobre o tema. 3. Embargos de declaração rejeitados.” Insiste a embargante, com os mesmos argumentos já expostos quando da interposição dos recursos anteriores, in verbis, que, “(...) no caso dos autos não é necessária a instauração de incidente de inconstitucionalidade, pois o processo é proveniente de Turma Recursal, assim, o argumento acima, de que a declaração de inconstitucionalidade deveria ter sido realizada pelo Plenário da Corte não se aplica à hipótese dos autos. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5546412. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9 Relatório Recurso Extraordinário 574503 AGR-ED-ED / RJ (…) Ademais, não há que se falar que o recurso extraordinário da União aduz pretensão infraconstitucional, pois foi interposto pela alínea b do inciso III do art. 102, ou seja, discute-se apenas a questão da constitucionalidade do dispositivo indicado (e não a sua mera interpretação legal), questão passível de ser abordada, portanto, no apelo extraordinário” (fl. 157). É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5546412. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 574503 AGR-ED-ED / RJ (…) Ademais, não há que se falar que o recurso extraordinário da União aduz pretensão infraconstitucional, pois foi interposto pela alínea b do inciso III do art. 102, ou seja, discute-se apenas a questão da constitucionalidade do dispositivo indicado (e não a sua mera interpretação legal), questão passível de ser abordada, portanto, no apelo extraordinário” (fl. 157). É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5546412. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI 11/03/2014 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 574.503 RIO DE JANEIRO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Os embargos devem ser acolhidos, em parte; todavia, sem efeitos infringentes. Com efeito, todas as questões trazidas nos presentes declaratórios já foram objeto do agravo regimental e dos embargos declaratórios anteriormente opostos pela parte, sendo certo, também, que as referidas alegações foram rejeitadas por esta Turma. Contudo, alguns esclarecimentos devem ser feitos. Consoante afirmei nos julgados anteriores, para que se abra a via do recurso extraordinário com fundamento no art. 102, inciso III, alínea b, da Constituição da República, faz-se necessário que o plenário ou o órgão especial do tribunal de origem tenha declarado a inconstitucionalidade de norma infraconstitucional em face da Constituição Federal. No caso dos autos, entretanto, o acórdão objeto do recurso extraordinário interposto pela União foi proferido por Turma Recursal de Juizado Especial Federal, donde não cabe falar em incidente de inconstitucionalidade julgado pelo Plenário ou órgão especial, como bem salientou a parte embargante. No entanto, conquanto deva ser afastada essa exigência em relação aos juizados especiais, e apenas neste ponto é que se acolhem as razões dos segundos embargos, permanece a necessidade de que o órgão judicante da origem haja afastado a aplicabilidade da norma em discussão sob o fundamento de contrariedade à Constituição, o que não ocorreu no caso dos autos, haja vista que a alusão a fundamentos constitucionais serviu tão somente como reforço aos fundamentos verdadeiramente adotados. Com efeito, depreende-se dos seguintes excertos colhidos do voto condutor do acórdão recorrido: Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5546411. Supremo Tribunal Federal 11/03/2014 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 574.503 RIO DE JANEIRO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Os embargos devem ser acolhidos, em parte; todavia, sem efeitos infringentes. Com efeito, todas as questões trazidas nos presentes declaratórios já foram objeto do agravo regimental e dos embargos declaratórios anteriormente opostos pela parte, sendo certo, também, que as referidas alegações foram rejeitadas por esta Turma. Contudo, alguns esclarecimentos devem ser feitos. Consoante afirmei nos julgados anteriores, para que se abra a via do recurso extraordinário com fundamento no art. 102, inciso III, alínea b, da Constituição da República, faz-se necessário que o plenário ou o órgão especial do tribunal de origem tenha declarado a inconstitucionalidade de norma infraconstitucional em face da Constituição Federal. No caso dos autos, entretanto, o acórdão objeto do recurso extraordinário interposto pela União foi proferido por Turma Recursal de Juizado Especial Federal, donde não cabe falar em incidente de inconstitucionalidade julgado pelo Plenário ou órgão especial, como bem salientou a parte embargante. No entanto, conquanto deva ser afastada essa exigência em relação aos juizados especiais, e apenas neste ponto é que se acolhem as razões dos segundos embargos, permanece a necessidade de que o órgão judicante da origem haja afastado a aplicabilidade da norma em discussão sob o fundamento de contrariedade à Constituição, o que não ocorreu no caso dos autos, haja vista que a alusão a fundamentos constitucionais serviu tão somente como reforço aos fundamentos verdadeiramente adotados. Com efeito, depreende-se dos seguintes excertos colhidos do voto condutor do acórdão recorrido: Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5546411. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI Recurso Extraordinário 574503 AGR-ED-ED / RJ “Depreende-se dos autos que pretende o autor a condenação da União Federal a cessar os descontos relativos à contribuição prevista na Medida Provisória n 2.131/2000 (atual Medida Provisória n 2.215/2001), destinada ao custeio da pensão militar, no percentual de 1,5% (um e meio por cento), bem como à repetição do importe já descontado a esse título. Alega que o referido desconto não pode prevalecer eis que não tem filhos do sexo feminino que eventualmente possam vir a fazer jus ao benefício de pensão por morte. (…) A Medida Provisória n 2.215/2001 (reedição da Medida Provisória n 2.131/2000), em seu artigo 27, alterou a redação da Lei n 3.765/60, estabelecendo: (…) Por sua vez, determinou em seu artigo 31 que: (…) A despeito de ser a contribuição para a pensão do militar desconto obrigatório a cargo do servidor, o mesmo não se pode dizer da alíquota de 1,5% (um e meio por cento) estabelecida no art. 31, caput, supratranscrito. Na dicção do texto legal, trata-se de um desconto facultativo, tanto assim que poderia ser objeto de renúncia (parágrafo 1..., artigo 31). Por essa razão, considero que o prazo estabelecido para a manifestação da recusa a esse desconto – 31 de agosto de 2001 – não pode ser tido como peremptório, pois se trata de contribuição voluntária daqueles que quiseram optar por manter os benefício previstos na Lei n 3.765/60. Não se pode, com efeito, impor ao recorrente o desconto em tela (1,5%), compelindo-o a benefício opcional do qual expressamente não pretende se beneficiar. Em outro vértice, não há prova nos autos – facilmente poderia ter sido produzida pela União – de que o autor tenha sido informado da possibilidade – e do prazo – de renúncia ao indigitado desconto. E mesmo que assim fosse, entendo que o seu silêncio no 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5546411. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 574503 AGR-ED-ED / RJ “Depreende-se dos autos que pretende o autor a condenação da União Federal a cessar os descontos relativos à contribuição prevista na Medida Provisória n 2.131/2000 (atual Medida Provisória n 2.215/2001), destinada ao custeio da pensão militar, no percentual de 1,5% (um e meio por cento), bem como à repetição do importe já descontado a esse título. Alega que o referido desconto não pode prevalecer eis que não tem filhos do sexo feminino que eventualmente possam vir a fazer jus ao benefício de pensão por morte. (…) A Medida Provisória n 2.215/2001 (reedição da Medida Provisória n 2.131/2000), em seu artigo 27, alterou a redação da Lei n 3.765/60, estabelecendo: (…) Por sua vez, determinou em seu artigo 31 que: (…) A despeito de ser a contribuição para a pensão do militar desconto obrigatório a cargo do servidor, o mesmo não se pode dizer da alíquota de 1,5% (um e meio por cento) estabelecida no art. 31, caput, supratranscrito. Na dicção do texto legal, trata-se de um desconto facultativo, tanto assim que poderia ser objeto de renúncia (parágrafo 1..., artigo 31). Por essa razão, considero que o prazo estabelecido para a manifestação da recusa a esse desconto – 31 de agosto de 2001 – não pode ser tido como peremptório, pois se trata de contribuição voluntária daqueles que quiseram optar por manter os benefício previstos na Lei n 3.765/60. Não se pode, com efeito, impor ao recorrente o desconto em tela (1,5%), compelindo-o a benefício opcional do qual expressamente não pretende se beneficiar. Em outro vértice, não há prova nos autos – facilmente poderia ter sido produzida pela União – de que o autor tenha sido informado da possibilidade – e do prazo – de renúncia ao indigitado desconto. E mesmo que assim fosse, entendo que o seu silêncio no 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5546411. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI Recurso Extraordinário 574503 AGR-ED-ED / RJ prazo assinado jamais poderia ser considerado como manifestação positiva, eis que não se trata de desconto compulsório. (…) Nessa linha, entendo que faz jus o recorrido ao cancelamento dos descontos efetuados em seus proventos, relativamente ao percentual de 1,5% (um e meio por cento) da pensão militar. Contudo, em relação à devolução dos valores já descontados a esse título, em que pese o posicionamento da magistrada sentenciante, entendo por rechaçar, em parte, a pretensão autoral, eis que ante a ausência de manifestação volitiva quanto à renúncia, tais descontos se revestiram de legalidade até a data do ajuizamento da ação (quando expressamente declarada a intenção do servidor), já que amparado na legislação de regência (Medida Provisória n 2.131/2000, atual n 2.215/01)” (fls. 59/61). Destarte, constata-se que a Turma Recursal se limitou a interpretar e aplicar a legislação infraconstitucional cabível na espécie, concluindo que o desconto de 1,5% efetuado nos proventos do militar não seria obrigatório, uma vez que a lei de regência permitiria sua renúncia e que o benefício somente aproveitaria àqueles servidores que tivessem filhas, futuras beneficiárias de pensão especial, situação na qual o agravado não se enquadrava. Houvesse reconhecido a inconstitucionalidade do mencionado desconto, não o teria considerado legítimo até que o servidor exercesse sua prerrogativa de renunciar ao complemento de benefício que jamais se utilizaria. Ademais, é certo que, para modificar esse entendimento, seria necessário analisar a Lei n 3.765/60, com as modificações introduzidas pelas Medidas Provisórias ns 2.131/00 e 2.215/01, o que é inadmissível em recurso extraordinário, uma vez que a ofensa à Constituição Federal, acaso ocorresse, seria reflexa. Acresça-se a isso o fato de que as normas constitucionais apontadas 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5546411. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 574503 AGR-ED-ED / RJ prazo assinado jamais poderia ser considerado como manifestação positiva, eis que não se trata de desconto compulsório. (…) Nessa linha, entendo que faz jus o recorrido ao cancelamento dos descontos efetuados em seus proventos, relativamente ao percentual de 1,5% (um e meio por cento) da pensão militar. Contudo, em relação à devolução dos valores já descontados a esse título, em que pese o posicionamento da magistrada sentenciante, entendo por rechaçar, em parte, a pretensão autoral, eis que ante a ausência de manifestação volitiva quanto à renúncia, tais descontos se revestiram de legalidade até a data do ajuizamento da ação (quando expressamente declarada a intenção do servidor), já que amparado na legislação de regência (Medida Provisória n 2.131/2000, atual n 2.215/01)” (fls. 59/61). Destarte, constata-se que a Turma Recursal se limitou a interpretar e aplicar a legislação infraconstitucional cabível na espécie, concluindo que o desconto de 1,5% efetuado nos proventos do militar não seria obrigatório, uma vez que a lei de regência permitiria sua renúncia e que o benefício somente aproveitaria àqueles servidores que tivessem filhas, futuras beneficiárias de pensão especial, situação na qual o agravado não se enquadrava. Houvesse reconhecido a inconstitucionalidade do mencionado desconto, não o teria considerado legítimo até que o servidor exercesse sua prerrogativa de renunciar ao complemento de benefício que jamais se utilizaria. Ademais, é certo que, para modificar esse entendimento, seria necessário analisar a Lei n 3.765/60, com as modificações introduzidas pelas Medidas Provisórias ns 2.131/00 e 2.215/01, o que é inadmissível em recurso extraordinário, uma vez que a ofensa à Constituição Federal, acaso ocorresse, seria reflexa. Acresça-se a isso o fato de que as normas constitucionais apontadas 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5546411. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI Recurso Extraordinário 574503 AGR-ED-ED / RJ como violadas no recurso extraordinário (arts. 5..., inciso II, 37, caput, 61, § 1..., inciso II, alínea f, 142, inciso X, e 169, § 1..., inciso I, da Constituição) carecem do necessário prequestionamento, atraindo os óbices das Súmulas ns 282 e 356 desta Corte. Ante o exposto, acolho os embargos, em parte, para prestar esclarecimentos, sem efeitos infringentes. É como voto. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5546411. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 574503 AGR-ED-ED / RJ como violadas no recurso extraordinário (arts. 5..., inciso II, 37, caput, 61, § 1..., inciso II, alínea f, 142, inciso X, e 169, § 1..., inciso I, da Constituição) carecem do necessário prequestionamento, atraindo os óbices das Súmulas ns 282 e 356 desta Corte. Ante o exposto, acolho os embargos, em parte, para prestar esclarecimentos, sem efeitos infringentes. É como voto. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5546411. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9 Extrato de Ata - 11/03/2014 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 574.503 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI EMBTE.(S) : UNIÃO ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO EMBDO.(A/S) : CARLOS ALBERTO DE CARVALHO CHAGAS ADV.(A/S) : ADILSON FONSECA Decisão: A Turma deu parcial provimento aos embargos de declaração, sem efeitos infringentes, nos termos do voto do relator. Unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Marco Aurélio, Presidente. Presidiu o julgamento o Senhor Ministro Dias Toffoli. Primeira Turma, 11.3.2014. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Marco Aurélio, Presidente. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo G. Gonet Branco. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 5495324 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 574.503 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI EMBTE.(S) : UNIÃO ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO EMBDO.(A/S) : CARLOS ALBERTO DE CARVALHO CHAGAS ADV.(A/S) : ADILSON FONSECA Decisão: A Turma deu parcial provimento aos embargos de declaração, sem efeitos infringentes, nos termos do voto do relator. Unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Marco Aurélio, Presidente. Presidiu o julgamento o Senhor Ministro Dias Toffoli. Primeira Turma, 11.3.2014. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Marco Aurélio, Presidente. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo G. Gonet Branco. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 5495324 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 574 . 503", "Recurso Extraordinário 574503", "Recurso Extraordinário 574503 AGR", "Recurso Extraordinário 574503 AGR", "Recurso Extraordinário 574503 AGR - ED - ED / RJ", "Recurso Extraordinário 574503 AGR - ED - ED / RJ", "Recurso Extraordinário 574503 AGR", "Recurso Extraordinário 574503 AGR", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 574 . 503", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 574 . 503" ], "LEGISLACAO": [ "alínea b do inciso III do art . 102 da Constituição Federal de 1988", "Constituição Federal", "art . 102 , inciso III , alínea b , da Constituição", "Constituição Federal", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 535 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 535 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , inciso III , alínea b , da Constituição da República", "Constituição Federal", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 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Gonet", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "DIAS TOFFOLI", "CARLOS ALBERTO DE CARVALHO CHAGAS", "ADILSON FONSECA", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Marco Aurélio", "Paulo G . 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Ementa e Acórdão 26/06/2013 PLENÁRIO AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 8.458 ESPÍRITO SANTO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :LEANDRO SÁ FORTES ADV.(A/S) :BRUNO SILVEIRA AGDO.(A/S) :8º PROMOTOR DE JUSTIÇA CÍVEL DE VITÓRIA - MARCELO ZENKNER (PROCEDIMENTO Nº 5195/2009) AGDO.(A/S) :CORREGEDORIA GERAL DA JUSTIÇA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO (PAD Nº 16.393/09) Agravo regimental em reclamação. 2. Direito Administrativo. 3. Pedido de vistas em inquérito civil público. Violação ao princípio da ampla defesa. Inexistente. 4. Súmula Vinculante n. 14. Impossibilidade de aplicação da Súmula em procedimentos de natureza cível. 5. Ausência de argumentos ou provas que possam influenciar a convicção do julgador. 6. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Plenária, sob a presidência do Senhor Ministro Joaquim Barbosa, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 26 de junho de 2013. Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4528663. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 4 Relatório 26/06/2013 PLENÁRIO AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 8.458 ESPÍRITO SANTO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :LEANDRO SÁ FORTES ADV.(A/S) :BRUNO SILVEIRA AGDO.(A/S) :8º PROMOTOR DE JUSTIÇA CÍVEL DE VITÓRIA - MARCELO ZENKNER (PROCEDIMENTO Nº 5195/2009) AGDO.(A/S) :CORREGEDORIA GERAL DA JUSTIÇA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO (PAD Nº 16.393/09) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental em reclamação contra ato do 8º Promotor de Justiça de Vitória/ES que indeferiu pedido de vistas dos autos do Inquérito Civil n. 002/2009. Na decisão agravada, negou-se seguimento à ação, com base no entendimento de que a Súmula Vinculante n. 14 somente é aplicada a procedimentos de natureza penal, sendo vedada sua aplicação à procedimentos cíveis. No agravo regimental, alega-se, em síntese, a aplicabilidade analógica ou extensiva da referida Súmula, nos casos de impedimento de advogado a inquéritos civis. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4528664. Supremo Tribunal Federal 26/06/2013 PLENÁRIO AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 8.458 ESPÍRITO SANTO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :LEANDRO SÁ FORTES ADV.(A/S) :BRUNO SILVEIRA AGDO.(A/S) :8º PROMOTOR DE JUSTIÇA CÍVEL DE VITÓRIA - MARCELO ZENKNER (PROCEDIMENTO Nº 5195/2009) AGDO.(A/S) :CORREGEDORIA GERAL DA JUSTIÇA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO (PAD Nº 16.393/09) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental em reclamação contra ato do 8º Promotor de Justiça de Vitória/ES que indeferiu pedido de vistas dos autos do Inquérito Civil n. 002/2009. Na decisão agravada, negou-se seguimento à ação, com base no entendimento de que a Súmula Vinculante n. 14 somente é aplicada a procedimentos de natureza penal, sendo vedada sua aplicação à procedimentos cíveis. No agravo regimental, alega-se, em síntese, a aplicabilidade analógica ou extensiva da referida Súmula, nos casos de impedimento de advogado a inquéritos civis. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4528664. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 4 Voto - MIN. GILMAR MENDES 26/06/2013 PLENÁRIO AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 8.458 ESPÍRITO SANTO V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): O agravante não trouxe novos elementos aptos a infirmar ou elidir a decisão agravada. Como já demonstrado, a Súmula Vinculante n. 14 é aplicada apenas a procedimentos administrativos de natureza penal, sendo incorreta sua observância naqueles de natureza cível. Colhe-se do voto do Ministro Celso de Mello (PSV 1-6/DF, rel. Min. Menezes Direito): “(...) formulou-se, na espécie, (...) proposta de súmula vinculante destinada a garantir, aos Advogados (e, por intermédio destes, aos indiciados e aos réus) o direito de acesso já reconhecido em lei aos autos de procedimentos penais que tramitem em regime de sigilo”. Assim, verifica-se descompasso entre o pedido e o que disposto na Súmula 14. No mesmo sentido, menciono decisão proferida na RCL n. 9.677/ES, rel. Min. Marco Aurélio, DJe 16.4.2010. Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. É como voto. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4528665. Supremo Tribunal Federal 26/06/2013 PLENÁRIO AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 8.458 ESPÍRITO SANTO V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): O agravante não trouxe novos elementos aptos a infirmar ou elidir a decisão agravada. Como já demonstrado, a Súmula Vinculante n. 14 é aplicada apenas a procedimentos administrativos de natureza penal, sendo incorreta sua observância naqueles de natureza cível. Colhe-se do voto do Ministro Celso de Mello (PSV 1-6/DF, rel. Min. Menezes Direito): “(...) formulou-se, na espécie, (...) proposta de súmula vinculante destinada a garantir, aos Advogados (e, por intermédio destes, aos indiciados e aos réus) o direito de acesso já reconhecido em lei aos autos de procedimentos penais que tramitem em regime de sigilo”. Assim, verifica-se descompasso entre o pedido e o que disposto na Súmula 14. No mesmo sentido, menciono decisão proferida na RCL n. 9.677/ES, rel. Min. Marco Aurélio, DJe 16.4.2010. Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. É como voto. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4528665. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 4 Extrato de Ata - 26/06/2013 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 8.458 PROCED. : ESPÍRITO SANTO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : LEANDRO SÁ FORTES ADV.(A/S) : BRUNO SILVEIRA AGDO.(A/S) : 8º PROMOTOR DE JUSTIÇA CÍVEL DE VITÓRIA - MARCELO ZENKNER (PROCEDIMENTO Nº 5195/2009) AGDO.(A/S) : CORREGEDORIA GERAL DA JUSTIÇA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO (PAD Nº 16.393/09) Decisão: O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, negou provimento ao agravo regimental. Votou o Presidente, Ministro Joaquim Barbosa. Ausentes, justificadamente, o Ministro Celso de Mello e, neste julgamento, a Ministra Cármen Lúcia. Plenário, 26.06.2013. Presidência do Senhor Ministro Joaquim Barbosa. Presentes à sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Teori Zavascki. Procurador-Geral da República, Dr. Roberto Monteiro Gurgel Santos. p/ Luiz Tomimatsu Assessor-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4291033 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 8.458 PROCED. : ESPÍRITO SANTO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : LEANDRO SÁ FORTES ADV.(A/S) : BRUNO SILVEIRA AGDO.(A/S) : 8º PROMOTOR DE JUSTIÇA CÍVEL DE VITÓRIA - MARCELO ZENKNER (PROCEDIMENTO Nº 5195/2009) AGDO.(A/S) : CORREGEDORIA GERAL DA JUSTIÇA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO (PAD Nº 16.393/09) Decisão: O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, negou provimento ao agravo regimental. Votou o Presidente, Ministro Joaquim Barbosa. Ausentes, justificadamente, o Ministro Celso de Mello e, neste julgamento, a Ministra Cármen Lúcia. Plenário, 26.06.2013. Presidência do Senhor Ministro Joaquim Barbosa. Presentes à sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Teori Zavascki. Procurador-Geral da República, Dr. Roberto Monteiro Gurgel Santos. p/ Luiz Tomimatsu Assessor-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4291033 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 4
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=4544007
2013-06-26T00:00:00
2013-09-19T00:00:00
O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, negou provimento ao agravo regimental. Votou o Presidente, Ministro Joaquim Barbosa. Ausentes, justificadamente, o Ministro Celso de Mello e, neste julgamento, a Ministra Cármen Lúcia. Plenário, 26.06.2013.
AG.REG. NA RECLAMAÇÃO
Agravo regimental em reclamação. 2. Direito Administrativo. 3. Pedido de vistas em inquérito civil público. Violação ao princípio da ampla defesa. Inexistente. 4. Súmula Vinculante n. 14. Impossibilidade de aplicação da Súmula em procedimentos de natureza cível. 5. Ausência de argumentos ou provas que possam influenciar a convicção do julgador. 6. Agravo regimental a que se nega provimento.
sjur242233
- Acórdão(s) citado(s): (INQUÉRITO CIVIL PÚBLICO, PEDIDO DE VISTA) Rcl 9677, PSV 1 (TP). Número de páginas: 4. Análise: 24/09/2013, MAR.
GILMAR MENDES
Tribunal Pleno
8458
[ "LEG-FED SUV-000014 \n SÚMULA VINCULANTE DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
Rcl-AgR
acordaos
Rcl 8458 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : LEANDRO SÁ FORTES ADV.(A/S) : BRUNO SILVEIRA AGDO.(A/S) : 8º PROMOTOR DE JUSTIÇA CÍVEL DE VITÓRIA - MARCELO ZENKNER (PROCEDIMENTO Nº 5195/2009) AGDO.(A/S) : CORREGEDORIA GERAL DA JUSTIÇA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO (PAD Nº 16.393/09)
[ "" ]
Ementa e Acórdão 26/06/2013 PLENÁRIO AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 8.458 ESPÍRITO SANTO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :LEANDRO SÁ FORTES ADV.(A/S) :BRUNO SILVEIRA AGDO.(A/S) :8... PROMOTOR DE JUSTIÇA CÍVEL DE VITÓRIA - MARCELO ZENKNER (PROCEDIMENTO n 5195/2009) AGDO.(A/S) :CORREGEDORIA GERAL DA JUSTIÇA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO (PAD n 16.393/09) Agravo regimental em reclamação. 2. Direito Administrativo. 3. Pedido de vistas em inquérito civil público. Violação ao princípio da ampla defesa. Inexistente. 4. Súmula Vinculante n. 14. Impossibilidade de aplicação da Súmula em procedimentos de natureza cível. 5. Ausência de argumentos ou provas que possam influenciar a convicção do julgador. 6. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Plenária, sob a presidência do Senhor Ministro Joaquim Barbosa, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 26 de junho de 2013. Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4528663. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 4 Relatório 26/06/2013 PLENÁRIO AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 8.458 ESPÍRITO SANTO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :LEANDRO SÁ FORTES ADV.(A/S) :BRUNO SILVEIRA AGDO.(A/S) :8... PROMOTOR DE JUSTIÇA CÍVEL DE VITÓRIA - MARCELO ZENKNER (PROCEDIMENTO n 5195/2009) AGDO.(A/S) :CORREGEDORIA GERAL DA JUSTIÇA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO (PAD n 16.393/09) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental em reclamação contra ato do 8... Promotor de Justiça de Vitória/ES que indeferiu pedido de vistas dos autos do Inquérito Civil n. 002/2009. Na decisão agravada, negou-se seguimento à ação, com base no entendimento de que a Súmula Vinculante n. 14 somente é aplicada a procedimentos de natureza penal, sendo vedada sua aplicação à procedimentos cíveis. No agravo regimental, alega-se, em síntese, a aplicabilidade analógica ou extensiva da referida Súmula, nos casos de impedimento de advogado a inquéritos civis. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4528664. Supremo Tribunal Federal 26/06/2013 PLENÁRIO AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 8.458 ESPÍRITO SANTO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :LEANDRO SÁ FORTES ADV.(A/S) :BRUNO SILVEIRA AGDO.(A/S) :8... PROMOTOR DE JUSTIÇA CÍVEL DE VITÓRIA - MARCELO ZENKNER (PROCEDIMENTO n 5195/2009) AGDO.(A/S) :CORREGEDORIA GERAL DA JUSTIÇA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO (PAD n 16.393/09) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental em reclamação contra ato do 8... Promotor de Justiça de Vitória/ES que indeferiu pedido de vistas dos autos do Inquérito Civil n. 002/2009. Na decisão agravada, negou-se seguimento à ação, com base no entendimento de que a Súmula Vinculante n. 14 somente é aplicada a procedimentos de natureza penal, sendo vedada sua aplicação à procedimentos cíveis. No agravo regimental, alega-se, em síntese, a aplicabilidade analógica ou extensiva da referida Súmula, nos casos de impedimento de advogado a inquéritos civis. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4528664. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 4 Voto - MIN. GILMAR MENDES 26/06/2013 PLENÁRIO AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 8.458 ESPÍRITO SANTO V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): O agravante não trouxe novos elementos aptos a infirmar ou elidir a decisão agravada. Como já demonstrado, a Súmula Vinculante n. 14 é aplicada apenas a procedimentos administrativos de natureza penal, sendo incorreta sua observância naqueles de natureza cível. Colhe-se do voto do Ministro Celso de Mello (PSV 1-6/DF, rel. Min. Menezes Direito): “(...) formulou-se, na espécie, (...) proposta de súmula vinculante destinada a garantir, aos Advogados (e, por intermédio destes, aos indiciados e aos réus) o direito de acesso já reconhecido em lei aos autos de procedimentos penais que tramitem em regime de sigilo”. Assim, verifica-se descompasso entre o pedido e o que disposto na Súmula 14. No mesmo sentido, menciono decisão proferida na RCL n. 9.677/ES, rel. Min. Marco Aurélio, DJe 16.4.2010. Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. É como voto. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4528665. Supremo Tribunal Federal 26/06/2013 PLENÁRIO AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 8.458 ESPÍRITO SANTO V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): O agravante não trouxe novos elementos aptos a infirmar ou elidir a decisão agravada. Como já demonstrado, a Súmula Vinculante n. 14 é aplicada apenas a procedimentos administrativos de natureza penal, sendo incorreta sua observância naqueles de natureza cível. Colhe-se do voto do Ministro Celso de Mello (PSV 1-6/DF, rel. Min. Menezes Direito): “(...) formulou-se, na espécie, (...) proposta de súmula vinculante destinada a garantir, aos Advogados (e, por intermédio destes, aos indiciados e aos réus) o direito de acesso já reconhecido em lei aos autos de procedimentos penais que tramitem em regime de sigilo”. Assim, verifica-se descompasso entre o pedido e o que disposto na Súmula 14. No mesmo sentido, menciono decisão proferida na RCL n. 9.677/ES, rel. Min. Marco Aurélio, DJe 16.4.2010. Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. É como voto. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4528665. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 4 Extrato de Ata - 26/06/2013 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 8.458 PROCED. : ESPÍRITO SANTO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : LEANDRO SÁ FORTES ADV.(A/S) : BRUNO SILVEIRA AGDO.(A/S) : 8... PROMOTOR DE JUSTIÇA CÍVEL DE VITÓRIA - MARCELO ZENKNER (PROCEDIMENTO n 5195/2009) AGDO.(A/S) : CORREGEDORIA GERAL DA JUSTIÇA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO (PAD n 16.393/09) Decisão: O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, negou provimento ao agravo regimental. Votou o Presidente, Ministro Joaquim Barbosa. Ausentes, justificadamente, o Ministro Celso de Mello e, neste julgamento, a Ministra Cármen Lúcia. Plenário, 26.06.2013. Presidência do Senhor Ministro Joaquim Barbosa. Presentes à sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Teori Zavascki. Procurador-Geral da República, Dr. Roberto Monteiro Gurgel Santos. p/ Luiz Tomimatsu Assessor-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4291033 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 8.458 PROCED. : ESPÍRITO SANTO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : LEANDRO SÁ FORTES ADV.(A/S) : BRUNO SILVEIRA AGDO.(A/S) : 8... PROMOTOR DE JUSTIÇA CÍVEL DE VITÓRIA - MARCELO ZENKNER (PROCEDIMENTO n 5195/2009) AGDO.(A/S) : CORREGEDORIA GERAL DA JUSTIÇA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO (PAD n 16.393/09) Decisão: O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, negou provimento ao agravo regimental. Votou o Presidente, Ministro Joaquim Barbosa. Ausentes, justificadamente, o Ministro Celso de Mello e, neste julgamento, a Ministra Cármen Lúcia. Plenário, 26.06.2013. Presidência do Senhor Ministro Joaquim Barbosa. Presentes à sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Teori Zavascki. Procurador-Geral da República, Dr. Roberto Monteiro Gurgel Santos. p/ Luiz Tomimatsu Assessor-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4291033 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 4
{ "JURISPRUDENCIA": [ "PAD n 16 . 393 / 09", "PROCEDIMENTO n 5195 / 2009", "PAD n 16 . 393 / 09", "Súmula Vinculante n . 14", "PAD n 16 . 393 / 09", "RCL n . 9 . 677 / ES", "RCL n . 9 . 677 / ES", "PROCEDIMENTO", "PAD n 16 . 393 / 09", "PAD n 16 . 393 / 09" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2" ], "LOCAL": [ "ESPÍRITO SANTO", "Brasília", "ESPÍRITO SANTO", "Vitória", "/", "ES", "ESPÍRITO SANTO", "Vitória", "/", "ES", "ESPÍRITO SANTO", "ESPÍRITO SANTO", "ESPÍRITO SANTO", "ESPÍRITO SANTO" ], "ORGANIZACAO": [ "PLENÁRIO", "CORREGEDORIA GERAL DA JUSTIÇA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "CORREGEDORIA GERAL DA JUSTIÇA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "CORREGEDORIA GERAL DA JUSTIÇA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PLENÁRIO", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PLENÁRIO", "CORREGEDORIA GERAL DA JUSTIÇA DO ESTADO", "Plenário", "Plenário", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "CORREGEDORIA GERAL DA JUSTIÇA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO", "Plenário", "Plenário", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "GILMAR MENDES", "LEANDRO SÁ FORTES", "BRUNO SILVEIRA", "MARCELO ZENKNER", "Joaquim Barbosa", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "LEANDRO SÁ FORTES", "BRUNO SILVEIRA", "MARCELO ZENKNER", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "LEANDRO SÁ FORTES", "BRUNO SILVEIRA", "MARCELO ZENKNER", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "Celso de Mello", "Menezes Direito", "Marco Aurélio", "GILMAR MENDES", "Celso de Mello", "Menezes Direito", "Marco Aurélio", "GILMAR MENDES", "LEANDRO SÁ FORTES", "BRUNO SILVEIRA", "MARCELO ZENKNER", "Joaquim Barbosa", "Celso de Mello", "Cármen Lúcia", "Joaquim Barbosa", "Marco Aurélio", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Cármen Lúcia", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Teori Zavascki", "Roberto Monteiro Gurgel Santos", "Luiz Tomimatsu", "GILMAR MENDES", "LEANDRO SÁ FORTES", "BRUNO SILVEIRA", "MARCELO ZENKNER", "Joaquim Barbosa", "Celso de Mello", "Cármen Lúcia", "Joaquim Barbosa", "Marco Aurélio", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Cármen Lúcia", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Teori Zavascki", "Roberto Monteiro Gurgel Santos", "Luiz Tomimatsu" ], "TEMPO": [ "26", "/", "06", "/", "2013", "26 de junho de 2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "26", "/", "06", "/", "24", "/", "08", "/", "2001", "26", "/", "06", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "26", "/", "06", "/", "2013", "16", ".", "4", ".", "2010", "24", "/", "08", "/", "2001", "26", "/", "06", "/", "2013", "16", ".", "4", ".", "2010", "24", "/", "08", "/", "2001", "26", "/", "06", "/", "2013", "26", ".", "06", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "26", ".", "06", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 11/03/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 660.648 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :HERMES CHAVES FILHO ADV.(A/S) :RICARDO QUINTAS CARNEIRO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - USP ADV.(A/S) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. AUSÊNCIA DE CONTROVÉRSIA CONSTITUCIONAL. SÚMULA 279/STF. Para dissentir da conclusão do acórdão recorrido, seria necessário nova apreciação dos fatos e do material probatório constante dos autos. Incidência da Súmula 279/STF. O exame do recurso extraordinário revela que a hipótese envolve alegadas violações à legislação infraconstitucional, sem que se discuta o seu sentido à luz da Constituição. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Ministro Marco Aurélio, Presidente. Brasília, 11 de março de 2014. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5598361. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Relatório 11/03/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 660.648 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :HERMES CHAVES FILHO ADV.(A/S) :RICARDO QUINTAS CARNEIRO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - USP ADV.(A/S) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão monocrática do Ministro Joaquim Barbosa, relator originário do feito, que conheceu do agravo e negou seguimento a recurso extraordinário, pelos seguintes fundamentos: “Trata-se de recurso extraordinário (art. 102, III, a) interposto de acórdão do Tribunal Superior do Trabalho, cuja ementa tem o seguinte teor (fls. 185): ‘RECURSO DE EMBARGOS. AVISO PRÉVIO INDENIZADO. ESTABILIDADE. PROJEÇÃO. ARTIGO 19 DO ATO DAS DISPOSIÇÕES CONSTITUCIONAIS TRANSITÓRIAS. O aviso prévio indenizado implica na garantia de direitos até a data do término daquele prazo, com o pagamento de salários, com reajustes genericamente concedidos, e os decorrentes de tempo de serviço, com mais 1/12 de férias e 13º salário. É entendimento consagrado no Precedente 40 da SDI1. Por outro lado, o artigo 19 do ADCT, tem requisito indispensável para a concessão da estabilidade, qual seja, a de que o servidor esteja em exercício na data da promulgação da Constituição da República, o que, não Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5598362. Supremo Tribunal Federal 11/03/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 660.648 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :HERMES CHAVES FILHO ADV.(A/S) :RICARDO QUINTAS CARNEIRO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - USP ADV.(A/S) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão monocrática do Ministro Joaquim Barbosa, relator originário do feito, que conheceu do agravo e negou seguimento a recurso extraordinário, pelos seguintes fundamentos: “Trata-se de recurso extraordinário (art. 102, III, a) interposto de acórdão do Tribunal Superior do Trabalho, cuja ementa tem o seguinte teor (fls. 185): ‘RECURSO DE EMBARGOS. AVISO PRÉVIO INDENIZADO. ESTABILIDADE. PROJEÇÃO. ARTIGO 19 DO ATO DAS DISPOSIÇÕES CONSTITUCIONAIS TRANSITÓRIAS. O aviso prévio indenizado implica na garantia de direitos até a data do término daquele prazo, com o pagamento de salários, com reajustes genericamente concedidos, e os decorrentes de tempo de serviço, com mais 1/12 de férias e 13º salário. É entendimento consagrado no Precedente 40 da SDI1. Por outro lado, o artigo 19 do ADCT, tem requisito indispensável para a concessão da estabilidade, qual seja, a de que o servidor esteja em exercício na data da promulgação da Constituição da República, o que, não Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5598362. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório RE 660648 AGR / SP ocorreu na hipótese dos autos. Recurso de embargos a que se dá provimento.’ Nas razões do recurso, indica-se ofensa ao disposto no art. 5º, II, XXXV e LV, da Constituição federal e nos arts. 10, a, e 19 do ADCT. Sustenta-se que houve negativa de prestação jurisdicional e que o recorrente deve ser beneficiado pelas estabilidades previstas nos referidos dispositivos do ADCT. É o relatório. Decido. Determinei no AI 416.222 a subida dos presentes autos para melhor exame. De fato a controvérsia principal cinge-se ao reconhecimento da estabilidade prevista do art. 19 do ADCT. Inclusive essa é a causa de pedir e sob essa ótica foi examinada a controvérsia pelo Tribunal a quo bem como pelas instâncias ordinárias. Portanto é inovatória a alegação de ofensa ao art. 10, a, do ADCT, o que implica o óbice da Súmula 282 deste Tribunal. Consequentemente, não vislumbro a alegada afronta ao art. 5º, XXXV e LV, da Constituição federal, pois o acórdão recorrido inequivocamente prestou jurisdição, sem violar os princípios do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa e tendo enfrentado as questões suscitadas com a devida fundamentação, ainda que com ela não concorde o recorrente. Quanto à alegação de ofensa ao preceito do art. 5º, II, tal questão constitucional também não foi ventilada na decisão recorrida nem foi objeto de embargos de declaração, faltando ao recurso, pois, o indispensável prequestionamento (Súmulas 282 e 356). Finalmente, no que tange à eventual ofensa ao art. 19 do ADCT, a questão constitucional suscitada, na forma como foi posta, não pode ser analisada sem prévio exame da legislação infraconstitucional e das provas que fundamentaram as conclusões da decisão recorrida. O recurso extraordinário é, pois, inviável, tanto porque eventual ofensa à Constituição seria indireta, como por esbarrar na vedação da Súmula 279 desta 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5598362. Supremo Tribunal Federal RE 660648 AGR / SP ocorreu na hipótese dos autos. Recurso de embargos a que se dá provimento.’ Nas razões do recurso, indica-se ofensa ao disposto no art. 5º, II, XXXV e LV, da Constituição federal e nos arts. 10, a, e 19 do ADCT. Sustenta-se que houve negativa de prestação jurisdicional e que o recorrente deve ser beneficiado pelas estabilidades previstas nos referidos dispositivos do ADCT. É o relatório. Decido. Determinei no AI 416.222 a subida dos presentes autos para melhor exame. De fato a controvérsia principal cinge-se ao reconhecimento da estabilidade prevista do art. 19 do ADCT. Inclusive essa é a causa de pedir e sob essa ótica foi examinada a controvérsia pelo Tribunal a quo bem como pelas instâncias ordinárias. Portanto é inovatória a alegação de ofensa ao art. 10, a, do ADCT, o que implica o óbice da Súmula 282 deste Tribunal. Consequentemente, não vislumbro a alegada afronta ao art. 5º, XXXV e LV, da Constituição federal, pois o acórdão recorrido inequivocamente prestou jurisdição, sem violar os princípios do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa e tendo enfrentado as questões suscitadas com a devida fundamentação, ainda que com ela não concorde o recorrente. Quanto à alegação de ofensa ao preceito do art. 5º, II, tal questão constitucional também não foi ventilada na decisão recorrida nem foi objeto de embargos de declaração, faltando ao recurso, pois, o indispensável prequestionamento (Súmulas 282 e 356). Finalmente, no que tange à eventual ofensa ao art. 19 do ADCT, a questão constitucional suscitada, na forma como foi posta, não pode ser analisada sem prévio exame da legislação infraconstitucional e das provas que fundamentaram as conclusões da decisão recorrida. O recurso extraordinário é, pois, inviável, tanto porque eventual ofensa à Constituição seria indireta, como por esbarrar na vedação da Súmula 279 desta 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5598362. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Relatório RE 660648 AGR / SP Corte. Do exposto, nego seguimento ao recurso.” 2. A parte agravante sustenta que “a questão constitucional gira em torno de se saber, afinal, qual o alcance da expressão ‘em exercício na data da promulgação da Constituição’, cuja competência, em última instância é desse Supremo Tribunal Federal”. 3. É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5598362. Supremo Tribunal Federal RE 660648 AGR / SP Corte. Do exposto, nego seguimento ao recurso.” 2. A parte agravante sustenta que “a questão constitucional gira em torno de se saber, afinal, qual o alcance da expressão ‘em exercício na data da promulgação da Constituição’, cuja competência, em última instância é desse Supremo Tribunal Federal”. 3. É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5598362. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 11/03/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 660.648 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. O agravo não deve ser provido. Tal como constatou a decisão agravada, para dissentir da conclusão a que chegou o acórdão recorrido, seriam necessários o revolvimento do conjunto fático-probatório acostado aos autos e a análise da legislação infraconstitucional, providências inviáveis neste momento processual, conforme a Súmulas 279/STF. 2. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal afasta o cabimento de recurso extraordinário para o questionamento de alegadas violações à legislação infraconstitucional sem que se discuta o seu sentido à luz da Constituição. Nesse sentido, veja-se o seguinte precedente: “1. RECURSO. Extraordinário. Inadmissibilidade. Alegação de ofensa ao art. 19 do Dispositivo Transitório. Violação dependente de reexame prévio de matéria fática. Súmula 279. Não cabe recurso extraordinário que tenha por objeto alegação de ofensa que, irradiando-se de má interpretação, aplicação, ou, até, de inobservância de normas infraconstitucionais, seria apenas indireta à Constituição da República, tampouco que dependa de reexame de fatos e provas. 2. RECURSO. Extraordinário. Estabilidade. Artigo 19 do Dispositivo Transitório. Requisito Temporal. Adquire a estabilidade anômala, prevista no artigo 19 do ADCT, aquele que prestou serviço por mais de cinco anos, até 05.10.88.” (AI 577.970-AgR, Rel. Min. Cezar Peluso) Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5598363. Supremo Tribunal Federal 11/03/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 660.648 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. O agravo não deve ser provido. Tal como constatou a decisão agravada, para dissentir da conclusão a que chegou o acórdão recorrido, seriam necessários o revolvimento do conjunto fático-probatório acostado aos autos e a análise da legislação infraconstitucional, providências inviáveis neste momento processual, conforme a Súmulas 279/STF. 2. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal afasta o cabimento de recurso extraordinário para o questionamento de alegadas violações à legislação infraconstitucional sem que se discuta o seu sentido à luz da Constituição. Nesse sentido, veja-se o seguinte precedente: “1. RECURSO. Extraordinário. Inadmissibilidade. Alegação de ofensa ao art. 19 do Dispositivo Transitório. Violação dependente de reexame prévio de matéria fática. Súmula 279. Não cabe recurso extraordinário que tenha por objeto alegação de ofensa que, irradiando-se de má interpretação, aplicação, ou, até, de inobservância de normas infraconstitucionais, seria apenas indireta à Constituição da República, tampouco que dependa de reexame de fatos e provas. 2. RECURSO. Extraordinário. Estabilidade. Artigo 19 do Dispositivo Transitório. Requisito Temporal. Adquire a estabilidade anômala, prevista no artigo 19 do ADCT, aquele que prestou serviço por mais de cinco anos, até 05.10.88.” (AI 577.970-AgR, Rel. Min. Cezar Peluso) Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5598363. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO RE 660648 AGR / SP 3. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5598363. Supremo Tribunal Federal RE 660648 AGR / SP 3. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5598363. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 11/03/2014 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 660.648 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : HERMES CHAVES FILHO ADV.(A/S) : RICARDO QUINTAS CARNEIRO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - USP ADV.(A/S) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Marco Aurélio, Presidente. Presidiu o julgamento o Senhor Ministro Dias Toffoli. Primeira Turma, 11.3.2014. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Marco Aurélio, Presidente. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo G. Gonet Branco. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 5495345 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 660.648 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : HERMES CHAVES FILHO ADV.(A/S) : RICARDO QUINTAS CARNEIRO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - USP ADV.(A/S) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Marco Aurélio, Presidente. Presidiu o julgamento o Senhor Ministro Dias Toffoli. Primeira Turma, 11.3.2014. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Marco Aurélio, Presidente. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo G. Gonet Branco. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 5495345 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=5626640
2014-03-11T00:00:00
2014-04-09T00:00:00
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Marco Aurélio, Presidente. Presidiu o julgamento o Senhor Ministro Dias Toffoli. Primeira Turma, 11.3.2014.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. AUSÊNCIA DE CONTROVÉRSIA CONSTITUCIONAL. SÚMULA 279/STF. Para dissentir da conclusão do acórdão recorrido, seria necessário nova apreciação dos fatos e do material probatório constante dos autos. Incidência da Súmula 279/STF. O exame do recurso extraordinário revela que a hipótese envolve alegadas violações à legislação infraconstitucional, sem que se discuta o seu sentido à luz da Constituição. Agravo regimental a que se nega provimento.
sjur260464
- Acórdão(s) citado(s): (LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL) AI 577970 AgR (2ªT). Número de páginas: 7. Análise: 14/04/2014, BRU.
ROBERTO BARROSO
Primeira Turma
660648
[ "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
RE-AgR
acordaos
RE 660648 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : HERMES CHAVES FILHO ADV.(A/S) : RICARDO QUINTAS CARNEIRO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - USP ADV.(A/S) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO
[ "" ]
Ementa e Acórdão 11/03/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 660.648 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :HERMES CHAVES FILHO ADV.(A/S) :RICARDO QUINTAS CARNEIRO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - USP ADV.(A/S) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. AUSÊNCIA DE CONTROVÉRSIA CONSTITUCIONAL. SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. Para dissentir da conclusão do acórdão recorrido, seria necessário nova apreciação dos fatos e do material probatório constante dos autos. Incidência da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal. O exame do recurso extraordinário revela que a hipótese envolve alegadas violações à legislação infraconstitucional, sem que se discuta o seu sentido à luz da Constituição. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Ministro Marco Aurélio, Presidente. Brasília, 11 de março de 2014. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5598361. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Relatório 11/03/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 660.648 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :HERMES CHAVES FILHO ADV.(A/S) :RICARDO QUINTAS CARNEIRO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - USP ADV.(A/S) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão monocrática do Ministro Joaquim Barbosa, relator originário do feito, que conheceu do agravo e negou seguimento a recurso extraordinário, pelos seguintes fundamentos: “Trata-se de recurso extraordinário (art. 102, III, a) interposto de acórdão do Tribunal Superior do Trabalho, cuja ementa tem o seguinte teor (fls. 185): ‘RECURSO DE EMBARGOS. AVISO PRÉVIO INDENIZADO. ESTABILIDADE. PROJEÇÃO. ARTIGO 19 DO ATO DAS DISPOSIÇÕES CONSTITUCIONAIS TRANSITÓRIAS. O aviso prévio indenizado implica na garantia de direitos até a data do término daquele prazo, com o pagamento de salários, com reajustes genericamente concedidos, e os decorrentes de tempo de serviço, com mais 1/12 de férias e 13... salário. É entendimento consagrado no Precedente 40 da SDI1. Por outro lado, o artigo 19 do ADCT, tem requisito indispensável para a concessão da estabilidade, qual seja, a de que o servidor esteja em exercício na data da promulgação da Constituição da República, o que, não Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5598362. Supremo Tribunal Federal 11/03/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 660.648 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :HERMES CHAVES FILHO ADV.(A/S) :RICARDO QUINTAS CARNEIRO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - USP ADV.(A/S) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão monocrática do Ministro Joaquim Barbosa, relator originário do feito, que conheceu do agravo e negou seguimento a recurso extraordinário, pelos seguintes fundamentos: “Trata-se de recurso extraordinário (art. 102, III, a) interposto de acórdão do Tribunal Superior do Trabalho, cuja ementa tem o seguinte teor (fls. 185): ‘RECURSO DE EMBARGOS. AVISO PRÉVIO INDENIZADO. ESTABILIDADE. PROJEÇÃO. ARTIGO 19 DO ATO DAS DISPOSIÇÕES CONSTITUCIONAIS TRANSITÓRIAS. O aviso prévio indenizado implica na garantia de direitos até a data do término daquele prazo, com o pagamento de salários, com reajustes genericamente concedidos, e os decorrentes de tempo de serviço, com mais 1/12 de férias e 13... salário. É entendimento consagrado no Precedente 40 da SDI1. Por outro lado, o artigo 19 do ADCT, tem requisito indispensável para a concessão da estabilidade, qual seja, a de que o servidor esteja em exercício na data da promulgação da Constituição da República, o que, não Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5598362. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório Recurso Extraordinário 660648 AGR / SP ocorreu na hipótese dos autos. Recurso de embargos a que se dá provimento.’ Nas razões do recurso, indica-se ofensa ao disposto no art. 5..., II, XXXV e LV, da Constituição federal e nos arts. 10, a, e 19 do ADCT. Sustenta-se que houve negativa de prestação jurisdicional e que o recorrente deve ser beneficiado pelas estabilidades previstas nos referidos dispositivos do ADCT. É o relatório. Decido. Determinei no AI 416.222 a subida dos presentes autos para melhor exame. De fato a controvérsia principal cinge-se ao reconhecimento da estabilidade prevista do art. 19 do ADCT. Inclusive essa é a causa de pedir e sob essa ótica foi examinada a controvérsia pelo Tribunal a quo bem como pelas instâncias ordinárias. Portanto é inovatória a alegação de ofensa ao art. 10, a, do ADCT, o que implica o óbice da Súmula 282 deste Tribunal. Consequentemente, não vislumbro a alegada afronta ao art. 5..., XXXV e LV, da Constituição federal, pois o acórdão recorrido inequivocamente prestou jurisdição, sem violar os princípios do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa e tendo enfrentado as questões suscitadas com a devida fundamentação, ainda que com ela não concorde o recorrente. Quanto à alegação de ofensa ao preceito do art. 5..., II, tal questão constitucional também não foi ventilada na decisão recorrida nem foi objeto de embargos de declaração, faltando ao recurso, pois, o indispensável prequestionamento (Súmulas 282 e 356). Finalmente, no que tange à eventual ofensa ao art. 19 do ADCT, a questão constitucional suscitada, na forma como foi posta, não pode ser analisada sem prévio exame da legislação infraconstitucional e das provas que fundamentaram as conclusões da decisão recorrida. O recurso extraordinário é, pois, inviável, tanto porque eventual ofensa à Constituição seria indireta, como por esbarrar na vedação da Súmula 279 desta 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5598362. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 660648 AGR / SP ocorreu na hipótese dos autos. Recurso de embargos a que se dá provimento.’ Nas razões do recurso, indica-se ofensa ao disposto no art. 5..., II, XXXV e LV, da Constituição federal e nos arts. 10, a, e 19 do ADCT. Sustenta-se que houve negativa de prestação jurisdicional e que o recorrente deve ser beneficiado pelas estabilidades previstas nos referidos dispositivos do ADCT. É o relatório. Decido. Determinei no AI 416.222 a subida dos presentes autos para melhor exame. De fato a controvérsia principal cinge-se ao reconhecimento da estabilidade prevista do art. 19 do ADCT. Inclusive essa é a causa de pedir e sob essa ótica foi examinada a controvérsia pelo Tribunal a quo bem como pelas instâncias ordinárias. Portanto é inovatória a alegação de ofensa ao art. 10, a, do ADCT, o que implica o óbice da Súmula 282 deste Tribunal. Consequentemente, não vislumbro a alegada afronta ao art. 5..., XXXV e LV, da Constituição federal, pois o acórdão recorrido inequivocamente prestou jurisdição, sem violar os princípios do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa e tendo enfrentado as questões suscitadas com a devida fundamentação, ainda que com ela não concorde o recorrente. Quanto à alegação de ofensa ao preceito do art. 5..., II, tal questão constitucional também não foi ventilada na decisão recorrida nem foi objeto de embargos de declaração, faltando ao recurso, pois, o indispensável prequestionamento (Súmulas 282 e 356). Finalmente, no que tange à eventual ofensa ao art. 19 do ADCT, a questão constitucional suscitada, na forma como foi posta, não pode ser analisada sem prévio exame da legislação infraconstitucional e das provas que fundamentaram as conclusões da decisão recorrida. O recurso extraordinário é, pois, inviável, tanto porque eventual ofensa à Constituição seria indireta, como por esbarrar na vedação da Súmula 279 desta 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5598362. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Relatório Recurso Extraordinário 660648 AGR / SP Corte. Do exposto, nego seguimento ao recurso.” 2. A parte agravante sustenta que “a questão constitucional gira em torno de se saber, afinal, qual o alcance da expressão ‘em exercício na data da promulgação da Constituição’, cuja competência, em última instância é desse Supremo Tribunal Federal”. 3. É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5598362. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 660648 AGR / SP Corte. Do exposto, nego seguimento ao recurso.” 2. A parte agravante sustenta que “a questão constitucional gira em torno de se saber, afinal, qual o alcance da expressão ‘em exercício na data da promulgação da Constituição’, cuja competência, em última instância é desse Supremo Tribunal Federal”. 3. É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5598362. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 11/03/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 660.648 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. O agravo não deve ser provido. Tal como constatou a decisão agravada, para dissentir da conclusão a que chegou o acórdão recorrido, seriam necessários o revolvimento do conjunto fático-probatório acostado aos autos e a análise da legislação infraconstitucional, providências inviáveis neste momento processual, conforme a Súmulas 279/Supremo Tribunal Federal. 2. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal afasta o cabimento de recurso extraordinário para o questionamento de alegadas violações à legislação infraconstitucional sem que se discuta o seu sentido à luz da Constituição. Nesse sentido, veja-se o seguinte precedente: “1. RECURSO. Extraordinário. Inadmissibilidade. Alegação de ofensa ao art. 19 do Dispositivo Transitório. Violação dependente de reexame prévio de matéria fática. Súmula 279. Não cabe recurso extraordinário que tenha por objeto alegação de ofensa que, irradiando-se de má interpretação, aplicação, ou, até, de inobservância de normas infraconstitucionais, seria apenas indireta à Constituição da República, tampouco que dependa de reexame de fatos e provas. 2. RECURSO. Extraordinário. Estabilidade. Artigo 19 do Dispositivo Transitório. Requisito Temporal. Adquire a estabilidade anômala, prevista no artigo 19 do ADCT, aquele que prestou serviço por mais de cinco anos, até 05.10.88.” (AI 577.970-AgR, Rel. Min. Cezar Peluso) Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5598363. Supremo Tribunal Federal 11/03/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 660.648 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. O agravo não deve ser provido. Tal como constatou a decisão agravada, para dissentir da conclusão a que chegou o acórdão recorrido, seriam necessários o revolvimento do conjunto fático-probatório acostado aos autos e a análise da legislação infraconstitucional, providências inviáveis neste momento processual, conforme a Súmulas 279/Supremo Tribunal Federal. 2. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal afasta o cabimento de recurso extraordinário para o questionamento de alegadas violações à legislação infraconstitucional sem que se discuta o seu sentido à luz da Constituição. Nesse sentido, veja-se o seguinte precedente: “1. RECURSO. Extraordinário. Inadmissibilidade. Alegação de ofensa ao art. 19 do Dispositivo Transitório. Violação dependente de reexame prévio de matéria fática. Súmula 279. Não cabe recurso extraordinário que tenha por objeto alegação de ofensa que, irradiando-se de má interpretação, aplicação, ou, até, de inobservância de normas infraconstitucionais, seria apenas indireta à Constituição da República, tampouco que dependa de reexame de fatos e provas. 2. RECURSO. Extraordinário. Estabilidade. Artigo 19 do Dispositivo Transitório. Requisito Temporal. Adquire a estabilidade anômala, prevista no artigo 19 do ADCT, aquele que prestou serviço por mais de cinco anos, até 05.10.88.” (AI 577.970-AgR, Rel. Min. Cezar Peluso) Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5598363. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO Recurso Extraordinário 660648 AGR / SP 3. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5598363. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 660648 AGR / SP 3. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5598363. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 11/03/2014 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 660.648 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : HERMES CHAVES FILHO ADV.(A/S) : RICARDO QUINTAS CARNEIRO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - USP ADV.(A/S) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Marco Aurélio, Presidente. Presidiu o julgamento o Senhor Ministro Dias Toffoli. Primeira Turma, 11.3.2014. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Marco Aurélio, Presidente. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo G. Gonet Branco. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 5495345 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 660.648 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : HERMES CHAVES FILHO ADV.(A/S) : RICARDO QUINTAS CARNEIRO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - USP ADV.(A/S) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Marco Aurélio, Presidente. Presidiu o julgamento o Senhor Ministro Dias Toffoli. Primeira Turma, 11.3.2014. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Marco Aurélio, Presidente. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo G. Gonet Branco. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 5495345 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 660 . 648", "SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 660 . 648", "RECURSO", "Precedente 40 da SDI1", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 660 . 648", "Precedente 40 da SDI1", "Recurso Extraordinário 660648 AGR / SP", "AI 416 . 222", "Recurso Extraordinário 660648 AGR / SP", "AI 416 . 222", "Recurso Extraordinário 660648 AGR / SP", "RECURSO", "Súmulas 279 / Supremo Tribunal Federal", "AI 577 . 970 - AgR", "Súmulas 279 / Supremo Tribunal Federal", "AI 577 . 970 - AgR", "Recurso Extraordinário 660648 AGR / SP", "Recurso Extraordinário 660648 AGR / SP", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 660 . 648" ], "LEGISLACAO": [ "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo", "Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 19 do ADCT", "Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 5 . . . , II , XXXV e LV , da Constituição federal", "arts", "art . 19 do ADCT", "art . 10 , a , do ADCT", "art . 5 . . . , XXXV e LV , da Constituição federal", "art . 19 do ADCT", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art", "art . 19 do ADCT", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição ’", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição", "Constituição da República", "artigo 19 do ADCT", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição", "Constituição da República", "artigo 19 do ADCT", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "Brasília", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "USP", "ESTADO DE SÃO PAULO" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO", "USP", "Primeira Turma do", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO", "USP", "Tribunal Superior do Trabalho", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO", "USP", "Tribunal Superior do Trabalho", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "AGR", "/", "SP", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO", "USP", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "ROBERTO BARROSO", "HERMES CHAVES FILHO", "RICARDO QUINTAS CARNEIRO", "Dias Toffoli", "Marco Aurélio", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "ROBERTO BARROSO", "HERMES CHAVES FILHO", "RICARDO QUINTAS CARNEIRO", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "Joaquim Barbosa", "ROBERTO BARROSO", "HERMES CHAVES FILHO", "RICARDO QUINTAS CARNEIRO", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "Joaquim Barbosa", "ROBERTO BARROSO", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "Cezar Peluso", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "Cezar Peluso", "ROBERTO BARROSO", "ROBERTO BARROSO", "HERMES CHAVES FILHO", "RICARDO QUINTAS CARNEIRO", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Marco Aurélio", "Paulo G . 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Ementa e Acórdão 11/03/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 595.348 PARÁ RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :INSTITUTO BRASILEIRO DO MEIO AMBIENTE E DOS RECURSOS NATURAIS RENOVÁVEIS - IBAMA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :MADEIREIRA SERRA DOURADA INDÚSTRIA E COMÉRCIO LTDA ADV.(A/S) :NESTOR FEREIRA FILHO EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. LICENÇA AMBIENTAL. REEXAME DE FATOS E PROVAS. SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência da Ministra Cármen Lúcia, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Brasília, 11 de março de 2014. Ministra CÁRMEN LÚCIA - Relatora Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5458553. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Relatório 11/03/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 595.348 PARÁ RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :INSTITUTO BRASILEIRO DO MEIO AMBIENTE E DOS RECURSOS NATURAIS RENOVÁVEIS - IBAMA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :MADEIREIRA SERRA DOURADA INDÚSTRIA E COMÉRCIO LTDA ADV.(A/S) :NESTOR FEREIRA FILHO R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora): 1. Em 5 de dezembro de 2011, o Ministro Ayres Britto, então Relator, negou seguimento ao recurso extraordinário interposto pelo Instituto Brasileiro de Meio Ambiente – Ibama contra julgado do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, que concluiu não poder instrução normativa posterior suspender autorizações anteriormente concedidas sem prova de irregularidade e garantia de ampla defesa e contraditório. A decisão agravada teve a seguinte fundamentação: “4. Tenho que a insurgência não merece acolhida. Isso porque, para adotar entendimento diverso do Tribunal de origem, se fam necessários o reexame do conjunto fático-probatório dos autos (Súmula 279 do STF), bem como a análise da legislação infraconstitucional pertinente. Providências vedadas na instância recursal extraordinária. Isso posto, e frente ao caput do art. 557 do CPC e ao § 1º do art. 21 do RI/STF, nego seguimento ao recurso.”. 2. Intimada dessa decisão em 8.2.2012, interpõe o Instituto Brasileiro de Meio Ambiente – Ibama, em 22.2.2012, tempestivamente, agravo Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5458554. Supremo Tribunal Federal 11/03/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 595.348 PARÁ RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :INSTITUTO BRASILEIRO DO MEIO AMBIENTE E DOS RECURSOS NATURAIS RENOVÁVEIS - IBAMA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :MADEIREIRA SERRA DOURADA INDÚSTRIA E COMÉRCIO LTDA ADV.(A/S) :NESTOR FEREIRA FILHO R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora): 1. Em 5 de dezembro de 2011, o Ministro Ayres Britto, então Relator, negou seguimento ao recurso extraordinário interposto pelo Instituto Brasileiro de Meio Ambiente – Ibama contra julgado do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, que concluiu não poder instrução normativa posterior suspender autorizações anteriormente concedidas sem prova de irregularidade e garantia de ampla defesa e contraditório. A decisão agravada teve a seguinte fundamentação: “4. Tenho que a insurgência não merece acolhida. Isso porque, para adotar entendimento diverso do Tribunal de origem, se fam necessários o reexame do conjunto fático-probatório dos autos (Súmula 279 do STF), bem como a análise da legislação infraconstitucional pertinente. Providências vedadas na instância recursal extraordinária. Isso posto, e frente ao caput do art. 557 do CPC e ao § 1º do art. 21 do RI/STF, nego seguimento ao recurso.”. 2. Intimada dessa decisão em 8.2.2012, interpõe o Instituto Brasileiro de Meio Ambiente – Ibama, em 22.2.2012, tempestivamente, agravo Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5458554. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Relatório RE 595348 AGR / PA regimental. 3. O Agravante alega que “o entendimento do acórdão recorrido no sentido de impedir que o Ibama possa estabelecer as limitações necessárias, a fim de que a agravada exerça regularmente as suas funções dentro das determinações para as quais foram expedidos os Projetos de Manejo Florestal Sustentado, contraria a Constituição Federal”. Requer a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do presente recurso. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5458554. Supremo Tribunal Federal RE 595348 AGR / PA regimental. 3. O Agravante alega que “o entendimento do acórdão recorrido no sentido de impedir que o Ibama possa estabelecer as limitações necessárias, a fim de que a agravada exerça regularmente as suas funções dentro das determinações para as quais foram expedidos os Projetos de Manejo Florestal Sustentado, contraria a Constituição Federal”. Requer a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do presente recurso. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5458554. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA 11/03/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 595.348 PARÁ V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste ao Agravante. 2. O Tribunal de origem assentou: “é que os documentos juntados atestam a presença dos elementos essenciais e configurações da liquidez e certeza do direito invocado. A autorização de exploração em Planos de Manejo Florestal concedido anteriormente ao prazo estabelecido no parágrafo único do artigo 1º do Decreto 2.687/98, bem como as autorizações para extrair, transportar e comercializar madeiras, expedidas anualmente pelo Poder Público, refletem o preenchimento dos requisitos que autorizam à impetrante exercer sua atividade econômica, o que significa a incorporação de um direito ao patrimônio do beneficiado”. Concluir de forma diversa demandaria o reexame de provas, procedimento que esbarra no óbice da Súmula n. 279 deste Supremo Tribunal. Nesse sentido: “Embargos de declaração no agravo de instrumento. Conversão em agravo regimental. Processo civil. Prequestionamento. Ausência. Negativa de prestação jurisdicional. Não ocorrência. Princípios da legalidade, do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa. Execução. Compensação de dívidas. Legislação infraconstitucional. Reexame de fatos e provas. Impossibilidade. Precedentes. 1. Os dispositivos constitucionais tidos como violados não foram examinados pelo Tribunal de origem. Incidência das Súmulas nºs 282 e 356 da Corte. 2. A jurisdição foi prestada pelo Tribunal de origem mediante decisão suficientemente motivada. 3. A afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5458555. Supremo Tribunal Federal 11/03/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 595.348 PARÁ V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste ao Agravante. 2. O Tribunal de origem assentou: “é que os documentos juntados atestam a presença dos elementos essenciais e configurações da liquidez e certeza do direito invocado. A autorização de exploração em Planos de Manejo Florestal concedido anteriormente ao prazo estabelecido no parágrafo único do artigo 1º do Decreto 2.687/98, bem como as autorizações para extrair, transportar e comercializar madeiras, expedidas anualmente pelo Poder Público, refletem o preenchimento dos requisitos que autorizam à impetrante exercer sua atividade econômica, o que significa a incorporação de um direito ao patrimônio do beneficiado”. Concluir de forma diversa demandaria o reexame de provas, procedimento que esbarra no óbice da Súmula n. 279 deste Supremo Tribunal. Nesse sentido: “Embargos de declaração no agravo de instrumento. Conversão em agravo regimental. Processo civil. Prequestionamento. Ausência. Negativa de prestação jurisdicional. Não ocorrência. Princípios da legalidade, do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa. Execução. Compensação de dívidas. Legislação infraconstitucional. Reexame de fatos e provas. Impossibilidade. Precedentes. 1. Os dispositivos constitucionais tidos como violados não foram examinados pelo Tribunal de origem. Incidência das Súmulas nºs 282 e 356 da Corte. 2. A jurisdição foi prestada pelo Tribunal de origem mediante decisão suficientemente motivada. 3. A afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5458555. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA RE 595348 AGR / PA ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando depende, para ser considerada como tal, da análise de normas infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição da República. 4. Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise da legislação infraconstitucional e o reexame dos fatos e das provas dos autos. Incidência das Súmulas nºs 636 e 279/STF. 5. Agravo regimental não provido” (AI 816.607-ED, Relator o Ministro Dias Toffoli, Primeria Turma, DJe 28.10.2013). 3. Os argumentos do Agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 4. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5458555. Supremo Tribunal Federal RE 595348 AGR / PA ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando depende, para ser considerada como tal, da análise de normas infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição da República. 4. Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise da legislação infraconstitucional e o reexame dos fatos e das provas dos autos. Incidência das Súmulas nºs 636 e 279/STF. 5. Agravo regimental não provido” (AI 816.607-ED, Relator o Ministro Dias Toffoli, Primeria Turma, DJe 28.10.2013). 3. Os argumentos do Agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 4. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5458555. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Extrato de Ata - 11/03/2014 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 595.348 PROCED. : PARÁ RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : INSTITUTO BRASILEIRO DO MEIO AMBIENTE E DOS RECURSOS NATURAIS RENOVÁVEIS - IBAMA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) : MADEIREIRA SERRA DOURADA INDÚSTRIA E COMÉRCIO LTDA ADV.(A/S) : NESTOR FEREIRA FILHO Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. 2ª Turma, 11.03.2014. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 5428941 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 595.348 PROCED. : PARÁ RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : INSTITUTO BRASILEIRO DO MEIO AMBIENTE E DOS RECURSOS NATURAIS RENOVÁVEIS - IBAMA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) : MADEIREIRA SERRA DOURADA INDÚSTRIA E COMÉRCIO LTDA ADV.(A/S) : NESTOR FEREIRA FILHO Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. 2ª Turma, 11.03.2014. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 5428941 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=5473118
2014-03-11T00:00:00
2014-03-20T00:00:00
A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. 2ª Turma, 11.03.2014.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. LICENÇA AMBIENTAL. REEXAME DE FATOS E PROVAS. SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.
sjur258135
- Acórdão(s) citado(s): (SÚMULA 279) AI 816607 ED (1ªT). Número de páginas: 6. Análise: 26/03/2014, BRU.
CÁRMEN LÚCIA
Segunda Turma
595348
[ "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
RE-AgR
acordaos
RE 595348 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : INSTITUTO BRASILEIRO DO MEIO AMBIENTE E DOS RECURSOS NATURAIS RENOVÁVEIS - IBAMA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) : MADEIREIRA SERRA DOURADA INDÚSTRIA E COMÉRCIO LTDA ADV.(A/S) : NESTOR FEREIRA FILHO
[ "" ]
Ementa e Acórdão 11/03/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 595.348 PARÁ RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :INSTITUTO BRASILEIRO DO MEIO AMBIENTE E DOS RECURSOS NATURAIS RENOVÁVEIS - IBAMA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :MADEIREIRA SERRA DOURADA INDÚSTRIA E COMÉRCIO LTDA ADV.(A/S) :NESTOR FEREIRA FILHO EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. LICENÇA AMBIENTAL. REEXAME DE FATOS E PROVAS. SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência da Ministra Cármen Lúcia, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Brasília, 11 de março de 2014. Ministra CÁRMEN LÚCIA - Relatora Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5458553. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Relatório 11/03/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 595.348 PARÁ RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :INSTITUTO BRASILEIRO DO MEIO AMBIENTE E DOS RECURSOS NATURAIS RENOVÁVEIS - IBAMA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :MADEIREIRA SERRA DOURADA INDÚSTRIA E COMÉRCIO LTDA ADV.(A/S) :NESTOR FEREIRA FILHO R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora): 1. Em 5 de dezembro de 2011, o Ministro Ayres Britto, então Relator, negou seguimento ao recurso extraordinário interposto pelo Instituto Brasileiro de Meio Ambiente – Ibama contra julgado do Tribunal Regional Federal da 1... Região, que concluiu não poder instrução normativa posterior suspender autorizações anteriormente concedidas sem prova de irregularidade e garantia de ampla defesa e contraditório. A decisão agravada teve a seguinte fundamentação: “4. Tenho que a insurgência não merece acolhida. Isso porque, para adotar entendimento diverso do Tribunal de origem, se fam necessários o reexame do conjunto fático-probatório dos autos (Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal), bem como a análise da legislação infraconstitucional pertinente. Providências vedadas na instância recursal extraordinária. Isso posto, e frente ao caput do art. 557 do Código de Processo Civil e ao § 1... do art. 21 do RI/Supremo Tribunal Federal, nego seguimento ao recurso.”. 2. Intimada dessa decisão em 8.2.2012, interpõe o Instituto Brasileiro de Meio Ambiente – Ibama, em 22.2.2012, tempestivamente, agravo Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5458554. Supremo Tribunal Federal 11/03/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 595.348 PARÁ RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :INSTITUTO BRASILEIRO DO MEIO AMBIENTE E DOS RECURSOS NATURAIS RENOVÁVEIS - IBAMA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :MADEIREIRA SERRA DOURADA INDÚSTRIA E COMÉRCIO LTDA ADV.(A/S) :NESTOR FEREIRA FILHO R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora): 1. Em 5 de dezembro de 2011, o Ministro Ayres Britto, então Relator, negou seguimento ao recurso extraordinário interposto pelo Instituto Brasileiro de Meio Ambiente – Ibama contra julgado do Tribunal Regional Federal da 1... Região, que concluiu não poder instrução normativa posterior suspender autorizações anteriormente concedidas sem prova de irregularidade e garantia de ampla defesa e contraditório. A decisão agravada teve a seguinte fundamentação: “4. Tenho que a insurgência não merece acolhida. Isso porque, para adotar entendimento diverso do Tribunal de origem, se fam necessários o reexame do conjunto fático-probatório dos autos (Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal), bem como a análise da legislação infraconstitucional pertinente. Providências vedadas na instância recursal extraordinária. Isso posto, e frente ao caput do art. 557 do Código de Processo Civil e ao § 1... do art. 21 do RI/Supremo Tribunal Federal, nego seguimento ao recurso.”. 2. Intimada dessa decisão em 8.2.2012, interpõe o Instituto Brasileiro de Meio Ambiente – Ibama, em 22.2.2012, tempestivamente, agravo Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5458554. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Relatório Recurso Extraordinário 595348 AGR / PA regimental. 3. O Agravante alega que “o entendimento do acórdão recorrido no sentido de impedir que o Ibama possa estabelecer as limitações necessárias, a fim de que a agravada exerça regularmente as suas funções dentro das determinações para as quais foram expedidos os Projetos de Manejo Florestal Sustentado, contraria a Constituição Federal”. Requer a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do presente recurso. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5458554. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 595348 AGR / PA regimental. 3. O Agravante alega que “o entendimento do acórdão recorrido no sentido de impedir que o Ibama possa estabelecer as limitações necessárias, a fim de que a agravada exerça regularmente as suas funções dentro das determinações para as quais foram expedidos os Projetos de Manejo Florestal Sustentado, contraria a Constituição Federal”. Requer a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do presente recurso. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5458554. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA 11/03/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 595.348 PARÁ V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste ao Agravante. 2. O Tribunal de origem assentou: “é que os documentos juntados atestam a presença dos elementos essenciais e configurações da liquidez e certeza do direito invocado. A autorização de exploração em Planos de Manejo Florestal concedido anteriormente ao prazo estabelecido no parágrafo único do artigo 1... do Decreto 2.687/98, bem como as autorizações para extrair, transportar e comercializar madeiras, expedidas anualmente pelo Poder Público, refletem o preenchimento dos requisitos que autorizam à impetrante exercer sua atividade econômica, o que significa a incorporação de um direito ao patrimônio do beneficiado”. Concluir de forma diversa demandaria o reexame de provas, procedimento que esbarra no óbice da Súmula n. 279 deste Supremo Tribunal. Nesse sentido: “Embargos de declaração no agravo de instrumento. Conversão em agravo regimental. Processo civil. Prequestionamento. Ausência. Negativa de prestação jurisdicional. Não ocorrência. Princípios da legalidade, do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa. Execução. Compensação de dívidas. Legislação infraconstitucional. Reexame de fatos e provas. Impossibilidade. Precedentes. 1. Os dispositivos constitucionais tidos como violados não foram examinados pelo Tribunal de origem. Incidência das Súmulas ns 282 e 356 da Corte. 2. A jurisdição foi prestada pelo Tribunal de origem mediante decisão suficientemente motivada. 3. A afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5458555. Supremo Tribunal Federal 11/03/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 595.348 PARÁ V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste ao Agravante. 2. O Tribunal de origem assentou: “é que os documentos juntados atestam a presença dos elementos essenciais e configurações da liquidez e certeza do direito invocado. A autorização de exploração em Planos de Manejo Florestal concedido anteriormente ao prazo estabelecido no parágrafo único do artigo 1... do Decreto 2.687/98, bem como as autorizações para extrair, transportar e comercializar madeiras, expedidas anualmente pelo Poder Público, refletem o preenchimento dos requisitos que autorizam à impetrante exercer sua atividade econômica, o que significa a incorporação de um direito ao patrimônio do beneficiado”. Concluir de forma diversa demandaria o reexame de provas, procedimento que esbarra no óbice da Súmula n. 279 deste Supremo Tribunal. Nesse sentido: “Embargos de declaração no agravo de instrumento. Conversão em agravo regimental. Processo civil. Prequestionamento. Ausência. Negativa de prestação jurisdicional. Não ocorrência. Princípios da legalidade, do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa. Execução. Compensação de dívidas. Legislação infraconstitucional. Reexame de fatos e provas. Impossibilidade. Precedentes. 1. Os dispositivos constitucionais tidos como violados não foram examinados pelo Tribunal de origem. Incidência das Súmulas ns 282 e 356 da Corte. 2. A jurisdição foi prestada pelo Tribunal de origem mediante decisão suficientemente motivada. 3. A afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5458555. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA Recurso Extraordinário 595348 AGR / PA ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando depende, para ser considerada como tal, da análise de normas infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição da República. 4. Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise da legislação infraconstitucional e o reexame dos fatos e das provas dos autos. Incidência das Súmulas ns 636 e 279/Supremo Tribunal Federal. 5. Agravo regimental não provido” (AI 816.607-ED, Relator o Ministro Dias Toffoli, Primeria Turma, DJe 28.10.2013). 3. Os argumentos do Agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 4. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5458555. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 595348 AGR / PA ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando depende, para ser considerada como tal, da análise de normas infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição da República. 4. Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise da legislação infraconstitucional e o reexame dos fatos e das provas dos autos. Incidência das Súmulas ns 636 e 279/Supremo Tribunal Federal. 5. Agravo regimental não provido” (AI 816.607-ED, Relator o Ministro Dias Toffoli, Primeria Turma, DJe 28.10.2013). 3. Os argumentos do Agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 4. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5458555. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Extrato de Ata - 11/03/2014 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 595.348 PROCED. : PARÁ RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : INSTITUTO BRASILEIRO DO MEIO AMBIENTE E DOS RECURSOS NATURAIS RENOVÁVEIS - IBAMA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) : MADEIREIRA SERRA DOURADA INDÚSTRIA E COMÉRCIO LTDA ADV.(A/S) : NESTOR FEREIRA FILHO Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. 2... Turma, 11.03.2014. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 5428941 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 595.348 PROCED. : PARÁ RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : INSTITUTO BRASILEIRO DO MEIO AMBIENTE E DOS RECURSOS NATURAIS RENOVÁVEIS - IBAMA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) : MADEIREIRA SERRA DOURADA INDÚSTRIA E COMÉRCIO LTDA ADV.(A/S) : NESTOR FEREIRA FILHO Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. 2... Turma, 11.03.2014. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 5428941 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 595 . 348", "SÚMULA N . 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 595 . 348", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 595 . 348", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 595348 AGR / PA", "Recurso", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 595 . 348", "Súmula n . 279 deste Supremo Tribunal", "Súmulas", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 595 . 348", "Súmula n . 279 deste Supremo Tribunal", "Súmulas", "Recurso Extraordinário 595348 AGR / PA", "Súmulas ns 636 e 279 / Supremo Tribunal Federal", "AI 816 . 607 - ED", "Recurso Extraordinário 595348 AGR / PA", "Súmulas ns 636", "AI 816 . 607 - ED", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 595 . 348", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 595 . 348" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 557 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 557 do Código de Processo Civil", "art . 21 do RI / Supremo Tribunal Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "parágrafo", "artigo 1 . . . do Decreto 2 . 687 / 98", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 1 . . . do Decreto 2 . 687 / 98", "Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "PARÁ", "Brasília", "PARÁ", "PARÁ", "PARÁ", "PARÁ", "PARÁ", "PARÁ" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "INSTITUTO BRASILEIRO DO MEIO AMBIENTE E DOS RECURSOS NATURAIS RENOVÁVEIS", "IBAMA", "MADEIREIRA SERRA DOURADA INDÚSTRIA E COMÉRCIO LTDA", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo", "Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "INSTITUTO BRASILEIRO DO MEIO AMBIENTE E DOS RECURSOS NATURAIS RENOVÁVEIS", "IBAMA", "MADEIREIRA", "Instituto Brasileiro de Meio Ambiente", "Ibama", "Tribunal Regional Federal da 1 . . . 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Ementa e Acórdão 26/06/2013 PLENÁRIO QUESTÃO DE ORDEM NA AÇÃO PENAL 396 RONDÔNIA RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AUTOR(A/S)(ES) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE RONDÔNIA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE RONDÔNIA RÉU(É)(S) :NATAN DONADON ADV.(A/S) :BRUNO RODRIGUES ADV.(A/S) :MAURÍCIO CORRÊA ADV.(A/S) :MAURO MACHADO CHAIBEN EMENTA: QUESTÃO DE ORDEM NA AÇÃO PENAL. CONSTITUCIONAL. PERDA DE MANDATO PARLAMENTAR. SUSPENSÃO E PERDA DOS DIREITOS POLÍTICOS. 1. A perda do mandato parlamentar, no caso em pauta, deriva do preceito constitucional que impõe a suspensão ou a cassação dos direitos políticos. 2. Questão de ordem resolvida no sentido de que, determinada a suspensão dos direitos políticos, a suspensão ou a perda do cargo são medidas decorrentes do julgado e imediatamente exequíveis após o trânsito em julgado da condenação criminal, sendo desimportante para a conclusão o exercício ou não de cargo eletivo no momento do julgamento. A C Ó R D à O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Plenário, sob a Presidência do Ministro Joaquim Barbosa, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por maioria, em resolver a questão de ordem no sentido de que, determinada a suspensão ou a cassação dos direitos políticos, tanto a suspensão quanto a perda do cargo são medidas decorrentes daquela decisão e imediatamente exequíveis após o trânsito em julgado da condenação criminal, não importando o exercício ou não de cargo eletivo no momento do julgamento, nos termos do voto da Relatora. Vencido o Ministro Marco Aurélio. Votou o Presidente, Ministro Joaquim Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4583637. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 28 Ementa e Acórdão AP 396 QO / RO Barbosa. Ausente, justificadamente, o Ministro Celso de Mello. Brasília, 26 de junho de 2013. Ministra CÁRMEN LÚCIA - Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4583637. Supremo Tribunal Federal AP 396 QO / RO Barbosa. Ausente, justificadamente, o Ministro Celso de Mello. Brasília, 26 de junho de 2013. Ministra CÁRMEN LÚCIA - Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4583637. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 28 Relatório QUESTÃO DE ORDEM NA AÇÃO PENAL 396 RONDÔNIA RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AUTOR(A/S)(ES) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE RONDÔNIA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE RONDÔNIA RÉU(É)(S) :NATAN DONADON ADV.(A/S) :BRUNO RODRIGUES ADV.(A/S) :MAURÍCIO CORRÊA ADV.(A/S) :MAURO MACHADO CHAIBEN RELATÓRIO A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora): 1. Em 24.6.1999, o Procurador-Geral de Justiça do Estado de Rondônia ofereceu denúncia contra NATAN DONADON, réu devidamente qualificado nestes autos, pela prática dos crimes previstos nos arts. 288 e 312 c/c arts. 29 e 69, todos do Código Penal (formação de quadrilha e peculato, em concurso material e de pessoas). 2. Em 28.10.2010, o Plenário deste Supremo Tribunal Federal julgou procedente a Ação Penal n. 396, condenando o réu às penas de onze anos, um mês e dez dias de reclusão e sessenta e seis dias-multa, pelo crime de peculato, e de dois anos e três meses de reclusão pelo crime de quadrilha, num total de treze anos, quatro meses e dez dias de reclusão e sessenta e seis dias-multa, em regime inicial fechado: “QUESTÃO DE ORDEM NA AÇÃO PENAL. DEPUTADO FEDERAL. RENÚNCIA AO MANDATO. ABUSO DE DIREITOS: RECONHECIMENTO DA COMPETÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL PARA CONTINUIDADE DO JULGAMENTO DA PRESENTE AÇÃO PENAL. DENÚNCIA. CRIMES DE PECULATO E DE QUADRILHA. ALEGAÇÕES DE NULIDADE DA AÇÃO PENAL, DE INVESTIGAÇÃO PROMOVIDA POR ÓRGÃO DO MINISTÉRIO PÚBLICO DE PRIMEIRO GRAU, DE OFENSA AO PRINCÍPIO DO Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3963624. Supremo Tribunal Federal QUESTÃO DE ORDEM NA AÇÃO PENAL 396 RONDÔNIA RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AUTOR(A/S)(ES) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE RONDÔNIA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE RONDÔNIA RÉU(É)(S) :NATAN DONADON ADV.(A/S) :BRUNO RODRIGUES ADV.(A/S) :MAURÍCIO CORRÊA ADV.(A/S) :MAURO MACHADO CHAIBEN RELATÓRIO A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora): 1. Em 24.6.1999, o Procurador-Geral de Justiça do Estado de Rondônia ofereceu denúncia contra NATAN DONADON, réu devidamente qualificado nestes autos, pela prática dos crimes previstos nos arts. 288 e 312 c/c arts. 29 e 69, todos do Código Penal (formação de quadrilha e peculato, em concurso material e de pessoas). 2. Em 28.10.2010, o Plenário deste Supremo Tribunal Federal julgou procedente a Ação Penal n. 396, condenando o réu às penas de onze anos, um mês e dez dias de reclusão e sessenta e seis dias-multa, pelo crime de peculato, e de dois anos e três meses de reclusão pelo crime de quadrilha, num total de treze anos, quatro meses e dez dias de reclusão e sessenta e seis dias-multa, em regime inicial fechado: “QUESTÃO DE ORDEM NA AÇÃO PENAL. DEPUTADO FEDERAL. RENÚNCIA AO MANDATO. ABUSO DE DIREITOS: RECONHECIMENTO DA COMPETÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL PARA CONTINUIDADE DO JULGAMENTO DA PRESENTE AÇÃO PENAL. DENÚNCIA. CRIMES DE PECULATO E DE QUADRILHA. ALEGAÇÕES DE NULIDADE DA AÇÃO PENAL, DE INVESTIGAÇÃO PROMOVIDA POR ÓRGÃO DO MINISTÉRIO PÚBLICO DE PRIMEIRO GRAU, DE OFENSA AO PRINCÍPIO DO Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3963624. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 28 Relatório AP 396 QO / RO PROMOTOR NATURAL, DE CRIME POLÍTICO, DE INÉPCIA DA DENÚNCIA, DE CONEXÃO E DE CONTINÊNCIA: VÍCIOS NÃO CARACTERIZADOS. PRELIMINARES REJEITADAS. PRECEDENTES. CONFIGURAÇÃO DOS CRIMES DE PECULATO E DE QUADRILHA. AÇÃO PENAL JULGADA PROCEDENTE. 1. Renúncia de mandato: ato legítimo. Não se presta, porém, a ser utilizada como subterfúgio para deslocamento de competência constitucionalmente definidas, que não podem ser objeto de escolha. Impossibilidade de ser aproveitada como expediente para impedir o julgamento em tempo à absolvição ou à condenação e, neste caso, à definição de penas. 2. No caso, a renúncia do mandato foi apresentada à Casa Legislativa em 27 de outubro de 2010, véspera do julgamento da presente ação penal pela Plenário do Supremo Tribunal Federal: pretensões nitidamente incompatíveis com os princípios e as regras constitucionais porque exclui a aplicação da regra de competência deste Supremo Tribunal. 3. É firme a jurisprudência do Supremo Tribunal de que o Ministério Público pode oferecer a denúncia com base em elementos informação obtidos em inquéritos civis, instaurados para a apuração de ilícitos civis e administrativos, no curso dos quais se vislumbre suposta prática de ilícitos penais. Precedentes. 4. O processo e o julgamento de causas de natureza civil não estão inscritas no texto constitucional, mesmo quando instauradas contra Deputado Estadual ou contra qualquer autoridade, que, em matéria penal, dispõem de prerrogativa de foro. 5. O inquérito civil instaurado pelo Ministério Público estadual não se volta à investigação de crime político, sendo inviável a caracterização de qualquer dos fatos investigados como crime político. 6. É apta a denúncia que bem individualiza a conduta do réu, expondo de forma pormenorizada o fato criminoso, preenchendo, assim, os requisitos do art. 41 do Código de Processo Penal. Basta que, da leitura da peça acusatória, possam-se vislumbrar todos os elementos indispensáveis à existência de crime em tese, com autoria definida, de modo a permitir o pleno exercício do contraditório e da ampla defesa. 7. A pluralidade de réus e a necessidade de tramitação mais célere do processo justificam o desmembramento do processo. 8. As provas documentais e testemunhais revelam que o réu, no cargo de diretor financeiro da 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3963624. Supremo Tribunal Federal AP 396 QO / RO PROMOTOR NATURAL, DE CRIME POLÍTICO, DE INÉPCIA DA DENÚNCIA, DE CONEXÃO E DE CONTINÊNCIA: VÍCIOS NÃO CARACTERIZADOS. PRELIMINARES REJEITADAS. PRECEDENTES. CONFIGURAÇÃO DOS CRIMES DE PECULATO E DE QUADRILHA. AÇÃO PENAL JULGADA PROCEDENTE. 1. Renúncia de mandato: ato legítimo. Não se presta, porém, a ser utilizada como subterfúgio para deslocamento de competência constitucionalmente definidas, que não podem ser objeto de escolha. Impossibilidade de ser aproveitada como expediente para impedir o julgamento em tempo à absolvição ou à condenação e, neste caso, à definição de penas. 2. No caso, a renúncia do mandato foi apresentada à Casa Legislativa em 27 de outubro de 2010, véspera do julgamento da presente ação penal pela Plenário do Supremo Tribunal Federal: pretensões nitidamente incompatíveis com os princípios e as regras constitucionais porque exclui a aplicação da regra de competência deste Supremo Tribunal. 3. É firme a jurisprudência do Supremo Tribunal de que o Ministério Público pode oferecer a denúncia com base em elementos informação obtidos em inquéritos civis, instaurados para a apuração de ilícitos civis e administrativos, no curso dos quais se vislumbre suposta prática de ilícitos penais. Precedentes. 4. O processo e o julgamento de causas de natureza civil não estão inscritas no texto constitucional, mesmo quando instauradas contra Deputado Estadual ou contra qualquer autoridade, que, em matéria penal, dispõem de prerrogativa de foro. 5. O inquérito civil instaurado pelo Ministério Público estadual não se volta à investigação de crime político, sendo inviável a caracterização de qualquer dos fatos investigados como crime político. 6. É apta a denúncia que bem individualiza a conduta do réu, expondo de forma pormenorizada o fato criminoso, preenchendo, assim, os requisitos do art. 41 do Código de Processo Penal. Basta que, da leitura da peça acusatória, possam-se vislumbrar todos os elementos indispensáveis à existência de crime em tese, com autoria definida, de modo a permitir o pleno exercício do contraditório e da ampla defesa. 7. A pluralidade de réus e a necessidade de tramitação mais célere do processo justificam o desmembramento do processo. 8. As provas documentais e testemunhais revelam que o réu, no cargo de diretor financeiro da 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3963624. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 28 Relatório AP 396 QO / RO Assembléia Legislativa do Estado de Rondônia, praticou os crimes de peculato, na forma continuada, e de quadrilha narrados na denúncia, o que impõe a sua condenação. 9. Questão de ordem resolvida no sentido de reconhecer a subsistência da competência deste Supremo Tribunal Federal para continuidade do julgamento. 10. Preliminares rejeitadas. 11. Ação penal julgada procedente”. Ao final do voto que proferi, consignei que: “(...) 82. Enquanto durarem os efeitos da condenação, ficam suspensos os direitos políticos do condenado, com base no art. 15, inc. III, da Constituição da República (...)”. 3. Publicada essa decisão no DJ de 28.4.2011, a defesa opôs tempestivamente, em 3.5.2011, embargos de declaração (fls. 4306-4408). 4. Em 13.12.2012, este Supremo Tribunal rejeitou os embargos de declaração: “EMENTA:EMBARGOS DE DECLARAÇÃO CONTRA ACÓRDÃO CONDENATÓRIO. CONTRADIÇÃO, OMISSÃO E ERRO MATERIAL. INEXISTÊNCIA. IMPOSSIBILIDADE DE DE REEXAME DA CAUSA. EMBARGOS REJEITADOS. 1. Ausência contradição, omissão e erro material a ser sanada pelos embargos declaratórios. 2. É firme a jurisprudência no sentido de que são incabíveis os embargos de declaração quando a parte, a pretexto de esclarecer uma inexistente situação de obscuridade, omissão ou contradição, vem a utilizá-los com o objetivo de infringir o julgado e de, assim, viabilizar um indevido reexame da causa. Precedentes. 3. Não se faz necessária a manifestação do julgador sobre todas as teses jurídicas ventiladas pelas partes. Precedentes. 4. Não se constatam elementos suficientes para afastar a competência deste Supremo Tribunal Federal para o julgamento da presente ação penal, bem como para reconhecer a nulidade da ação penal, absolver o Embargante ou declarar a prescrição punitiva 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3963624. Supremo Tribunal Federal AP 396 QO / RO Assembléia Legislativa do Estado de Rondônia, praticou os crimes de peculato, na forma continuada, e de quadrilha narrados na denúncia, o que impõe a sua condenação. 9. Questão de ordem resolvida no sentido de reconhecer a subsistência da competência deste Supremo Tribunal Federal para continuidade do julgamento. 10. Preliminares rejeitadas. 11. Ação penal julgada procedente”. Ao final do voto que proferi, consignei que: “(...) 82. Enquanto durarem os efeitos da condenação, ficam suspensos os direitos políticos do condenado, com base no art. 15, inc. III, da Constituição da República (...)”. 3. Publicada essa decisão no DJ de 28.4.2011, a defesa opôs tempestivamente, em 3.5.2011, embargos de declaração (fls. 4306-4408). 4. Em 13.12.2012, este Supremo Tribunal rejeitou os embargos de declaração: “EMENTA:EMBARGOS DE DECLARAÇÃO CONTRA ACÓRDÃO CONDENATÓRIO. CONTRADIÇÃO, OMISSÃO E ERRO MATERIAL. INEXISTÊNCIA. IMPOSSIBILIDADE DE DE REEXAME DA CAUSA. EMBARGOS REJEITADOS. 1. Ausência contradição, omissão e erro material a ser sanada pelos embargos declaratórios. 2. É firme a jurisprudência no sentido de que são incabíveis os embargos de declaração quando a parte, a pretexto de esclarecer uma inexistente situação de obscuridade, omissão ou contradição, vem a utilizá-los com o objetivo de infringir o julgado e de, assim, viabilizar um indevido reexame da causa. Precedentes. 3. Não se faz necessária a manifestação do julgador sobre todas as teses jurídicas ventiladas pelas partes. Precedentes. 4. Não se constatam elementos suficientes para afastar a competência deste Supremo Tribunal Federal para o julgamento da presente ação penal, bem como para reconhecer a nulidade da ação penal, absolver o Embargante ou declarar a prescrição punitiva 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3963624. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 28 Relatório AP 396 QO / RO estatal, não cabendo aqui ser cogitada a excepcional ocorrência do efeito modificativo dos embargos declaratórios nem a concessão de habeas corpus de ofício. 5. A interrupção da prescrição da pretensão punitiva estatal nas instâncias colegiadas se dá na data da sessão de julgamento, que torna público o acórdão condenatório. 6. A jurisprudência deste Supremo Tribunal é firme no sentido de que o que se espera de uma decisão judicial é que seja fundamentada, e não que se pronuncie sobre todas as alegações deduzidas pelas partes. 7. Embargos de Declaração rejeitados”. 5. Em 8.1.2013, o Procurador-Geral da República requereu a prisão imediata do réu, aduzindo que “o acórdão condenatório proferido pelo Plenário do Supremo Tribunal Federal carrega a característica de definitividade”, razão pela qual seria possível sua execução imediata, antes do trânsito em julgado. Observa que “rejeitados os embargos de declaração, não há possibilidade de interposição de qualquer outro recurso” (fls. 4520-4521). 6. Em 9.1.2013, contrapondo-se àquele requerimento do Ministério Público, ponderou a defesa que “o fato de o plenário do Tribunal haver rejeitado embargos declaratórios interpostos em face do acórdão condenatório não modifica a linha de entendimento que vem prevalecendo na Suprema Corte sobre a matéria sub examine”, argumentando que “consoante entendimento prevalecente na Segunda Turma do Tribunal, só se tem antecipado excepcionalmente a execução de decisão penal condenatória proferida pelas instâncias inferiores em caso de interposição de sucessivos embargos declaratórios procrastinatórios”. Acrescenta que “o acórdão condenatório foi expresso ao dizer que a sua execução, com a expedição do mandado de prisão, só se daria com o seu trânsito em julgado” (4524-4529). 7. Em 11.1.2013, o Ministro Joaquim Barbosa, Presidente do Supremo 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3963624. Supremo Tribunal Federal AP 396 QO / RO estatal, não cabendo aqui ser cogitada a excepcional ocorrência do efeito modificativo dos embargos declaratórios nem a concessão de habeas corpus de ofício. 5. A interrupção da prescrição da pretensão punitiva estatal nas instâncias colegiadas se dá na data da sessão de julgamento, que torna público o acórdão condenatório. 6. A jurisprudência deste Supremo Tribunal é firme no sentido de que o que se espera de uma decisão judicial é que seja fundamentada, e não que se pronuncie sobre todas as alegações deduzidas pelas partes. 7. Embargos de Declaração rejeitados”. 5. Em 8.1.2013, o Procurador-Geral da República requereu a prisão imediata do réu, aduzindo que “o acórdão condenatório proferido pelo Plenário do Supremo Tribunal Federal carrega a característica de definitividade”, razão pela qual seria possível sua execução imediata, antes do trânsito em julgado. Observa que “rejeitados os embargos de declaração, não há possibilidade de interposição de qualquer outro recurso” (fls. 4520-4521). 6. Em 9.1.2013, contrapondo-se àquele requerimento do Ministério Público, ponderou a defesa que “o fato de o plenário do Tribunal haver rejeitado embargos declaratórios interpostos em face do acórdão condenatório não modifica a linha de entendimento que vem prevalecendo na Suprema Corte sobre a matéria sub examine”, argumentando que “consoante entendimento prevalecente na Segunda Turma do Tribunal, só se tem antecipado excepcionalmente a execução de decisão penal condenatória proferida pelas instâncias inferiores em caso de interposição de sucessivos embargos declaratórios procrastinatórios”. Acrescenta que “o acórdão condenatório foi expresso ao dizer que a sua execução, com a expedição do mandado de prisão, só se daria com o seu trânsito em julgado” (4524-4529). 7. Em 11.1.2013, o Ministro Joaquim Barbosa, Presidente do Supremo 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3963624. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 28 Relatório AP 396 QO / RO Tribunal Federal, proferiu a decisão seguinte: “(...) Inicialmente, cumpre notar que, por manifestação da soberania popular fundadora dos poderes constituídos, o Supremo Tribunal Federal foi instituído o órgão máximo do Poder Judiciário nacional. Por tal motivo, cabe a esta Suprema Corte proferir a última decisão sobre as matérias submetidas à sua jurisdição, com a autoridade que lhe é confiada pela Constituição da República. Isso vale tanto para o julgamento de ações originárias como, também, para o julgamento de recursos contra decisões das instâncias inferiores. Em qualquer desses casos, o Supremo Tribunal Federal é o órgão encarregado de proferir, definitivamente, o que é o Direito, ou seja, definir a solução que atende ao ordenamento jurídico no caso concreto. Daí por que não é possível equiparar uma decisão de mérito proferida pelo plenário do Supremo Tribunal Federal a decisões proferidas por juízos de primeiro grau que, na sequência, venham a ser submetidas a recursos para órgãos de instâncias superiores. As decisões desta Suprema Corte necessariamente encerram o ciclo de tramitação dos processos no interior do sistema jurídico, por determinação do Poder Constituinte originário. No caso desta ação penal, os embargos de declaração opostos contra a condenação foram minuciosamente examinados pelo Plenário, que nada encontrou a modificar no acórdão. Porém, essa decisão ainda não foi publicada. Além disso, o voto condutor do acórdão de mérito condicionou a expedição do mandado de prisão ao trânsito em julgado da condenação (fls. 4221, vol. 21), sem que o pedido de execução imediata da pena tenha sido submetido ao colegiado pelo Parquet. Do exposto, no uso da atribuição prevista no art. 13, VIII, do RISTF, indefiro o pedido de prisão, ressalvada a possibilidade de nova análise pelo Plenário deste Tribunal (...)” (fl. 4532-4533). 8. Publicada a decisão dos primeiros embargos de declaração no DJ de 18.3.2013, a defesa opôs novos embargos de declaração, juntando cópia do diploma de Deputado Federal expedido pelo Tribunal Regional Eleitoral de Rondônia em 21.12.2010. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3963624. Supremo Tribunal Federal AP 396 QO / RO Tribunal Federal, proferiu a decisão seguinte: “(...) Inicialmente, cumpre notar que, por manifestação da soberania popular fundadora dos poderes constituídos, o Supremo Tribunal Federal foi instituído o órgão máximo do Poder Judiciário nacional. Por tal motivo, cabe a esta Suprema Corte proferir a última decisão sobre as matérias submetidas à sua jurisdição, com a autoridade que lhe é confiada pela Constituição da República. Isso vale tanto para o julgamento de ações originárias como, também, para o julgamento de recursos contra decisões das instâncias inferiores. Em qualquer desses casos, o Supremo Tribunal Federal é o órgão encarregado de proferir, definitivamente, o que é o Direito, ou seja, definir a solução que atende ao ordenamento jurídico no caso concreto. Daí por que não é possível equiparar uma decisão de mérito proferida pelo plenário do Supremo Tribunal Federal a decisões proferidas por juízos de primeiro grau que, na sequência, venham a ser submetidas a recursos para órgãos de instâncias superiores. As decisões desta Suprema Corte necessariamente encerram o ciclo de tramitação dos processos no interior do sistema jurídico, por determinação do Poder Constituinte originário. No caso desta ação penal, os embargos de declaração opostos contra a condenação foram minuciosamente examinados pelo Plenário, que nada encontrou a modificar no acórdão. Porém, essa decisão ainda não foi publicada. Além disso, o voto condutor do acórdão de mérito condicionou a expedição do mandado de prisão ao trânsito em julgado da condenação (fls. 4221, vol. 21), sem que o pedido de execução imediata da pena tenha sido submetido ao colegiado pelo Parquet. Do exposto, no uso da atribuição prevista no art. 13, VIII, do RISTF, indefiro o pedido de prisão, ressalvada a possibilidade de nova análise pelo Plenário deste Tribunal (...)” (fl. 4532-4533). 8. Publicada a decisão dos primeiros embargos de declaração no DJ de 18.3.2013, a defesa opôs novos embargos de declaração, juntando cópia do diploma de Deputado Federal expedido pelo Tribunal Regional Eleitoral de Rondônia em 21.12.2010. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3963624. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 28 Relatório AP 396 QO / RO 9. Nos Embargos de Declaração nos Embargos de Declaração opostos na Ação Penal n. 396, o Embargante sustenta, basicamente, as questões seguintes: a) omissão quanto à“arguição de que a investigação que deu origem à denúncia e à consequente decisão condenatória desenvolveu-se com grave violação a regra de competência estabelecida em prol de um dos corréus que era detentor de foro por prerrogativa de função no TJRO, que abrangia o ora embargante e os corréus (Súmula 704 /STF), e nada obstante isso foram eles submetidos a investigação conduzida por promotor de justiça de primeira instância e por delegado de polícia (fls. 116/117 dos autos), com grave conspurcação do postulado do juiz natural” (fl. 4635); e b) “após o julgamento [dos embargos de declaração na ação penal], o embargante, eleito deputado federal, foi diplomado e empossado, encontrando-se em pleno exercício do mandato, sendo credor dos direitos e prerrogativas dos parlamentares federais, entre eles os estabelecidos nos (…) arts. 53, § 2º e 55, § 2º , da CF, que, por consubstanciarem garantias institucionais especiais, prevalecem sobre o disposto no art. 15, III, da CF”. Quanto ao último ponto (item “b”), aduz que a “matéria (…) deverá merecer a elevada consideração dessa Suprema Corte como fato superveniente e de ordem pública, cognoscíveis em sede de embargos declaratórios”, argumentando que “[a]ssim não se entendesse, parece ao embargante que a matéria deveria ser levada (…) à cognição e ao julgamento do Plenário dessa Suprema Corte, em Questão de Ordem, que fica desde logo suscitada”. Este o teor dos pedidos: “(...) Ante todo o exposto, requer que os presentes embargos sejam recebidos para o efeito de suprir-se a omissão do acórdão embargado, no que pertine ao fundamento da imprestabilidade da base empírica em que fundada a denúncia e consequentemente o acórdão condenatório, por violação do princípio do juiz natural, com as conseqüências legais, bem como para o efeito de reconhecer-se e proclamar-se, como fato superveniente à condenação (segundo fundamento dos embargos), que o embargante como parlamentar 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3963624. Supremo Tribunal Federal AP 396 QO / RO 9. Nos Embargos de Declaração nos Embargos de Declaração opostos na Ação Penal n. 396, o Embargante sustenta, basicamente, as questões seguintes: a) omissão quanto à“arguição de que a investigação que deu origem à denúncia e à consequente decisão condenatória desenvolveu-se com grave violação a regra de competência estabelecida em prol de um dos corréus que era detentor de foro por prerrogativa de função no TJRO, que abrangia o ora embargante e os corréus (Súmula 704 /STF), e nada obstante isso foram eles submetidos a investigação conduzida por promotor de justiça de primeira instância e por delegado de polícia (fls. 116/117 dos autos), com grave conspurcação do postulado do juiz natural” (fl. 4635); e b) “após o julgamento [dos embargos de declaração na ação penal], o embargante, eleito deputado federal, foi diplomado e empossado, encontrando-se em pleno exercício do mandato, sendo credor dos direitos e prerrogativas dos parlamentares federais, entre eles os estabelecidos nos (…) arts. 53, § 2º e 55, § 2º , da CF, que, por consubstanciarem garantias institucionais especiais, prevalecem sobre o disposto no art. 15, III, da CF”. Quanto ao último ponto (item “b”), aduz que a “matéria (…) deverá merecer a elevada consideração dessa Suprema Corte como fato superveniente e de ordem pública, cognoscíveis em sede de embargos declaratórios”, argumentando que “[a]ssim não se entendesse, parece ao embargante que a matéria deveria ser levada (…) à cognição e ao julgamento do Plenário dessa Suprema Corte, em Questão de Ordem, que fica desde logo suscitada”. Este o teor dos pedidos: “(...) Ante todo o exposto, requer que os presentes embargos sejam recebidos para o efeito de suprir-se a omissão do acórdão embargado, no que pertine ao fundamento da imprestabilidade da base empírica em que fundada a denúncia e consequentemente o acórdão condenatório, por violação do princípio do juiz natural, com as conseqüências legais, bem como para o efeito de reconhecer-se e proclamar-se, como fato superveniente à condenação (segundo fundamento dos embargos), que o embargante como parlamentar 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3963624. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 28 Relatório AP 396 QO / RO federal encontra-se amparado pelas prerrogativas inscritas nos arts. 53, § 2º e 55, § 2º , da Constituição Federal (...)”. 10. Em 26.4.2013, o Procurador-Geral da República “ped[iu] que seja reconhecido o intuito meramente protelatório do recurso e decretado o trânsito em julgado da condenação, para que tenha início o cumprimento da pena imposta por essa Corte” (fls. 4654). 11. Trago, em questão de ordem, a matéria relativa à superveniente diplomação do réu como Deputado Federal. É o relatório. 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3963624. Supremo Tribunal Federal AP 396 QO / RO federal encontra-se amparado pelas prerrogativas inscritas nos arts. 53, § 2º e 55, § 2º , da Constituição Federal (...)”. 10. Em 26.4.2013, o Procurador-Geral da República “ped[iu] que seja reconhecido o intuito meramente protelatório do recurso e decretado o trânsito em julgado da condenação, para que tenha início o cumprimento da pena imposta por essa Corte” (fls. 4654). 11. Trago, em questão de ordem, a matéria relativa à superveniente diplomação do réu como Deputado Federal. É o relatório. 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3963624. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 28 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA 26/06/2013 PLENÁRIO QUESTÃO DE ORDEM NA AÇÃO PENAL 396 RONDÔNIA VOTO A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora): 1. A presente questão de ordem trata da subsistência, ou não, do mandato parlamentar daquele que, condenado por este Supremo Tribunal Federal pelos crimes de peculato e quadrilha, teve seus direitos políticos suspensos (e não perdidos, pois não mais detentor da titularidade de mandato na data designada para o julgamento em Plenário da ação penal), enquanto durarem os efeitos da condenação, nos termos do art. 15, inc. III, da Constituição da República. Diria com mais especificidade, que o que se há de concluir é se se a diplomação do réu em mandato parlamentar depois de condenado na presente ação penal conduz à automática perda dos direitos políticos quando do trânsito em julgado. 2. Em caso análogo ao presente, também apreciado por este Supremo Tribunal, votei vencida, tendo prevalecido a inteligência no sentido de que “uma vez condenado criminalmente um réu detentor de mandato eletivo, caberá ao Poder Judiciário decidir, em definitivo, sobre a perda do mandato”, notadamente quando “condenad[o] pela prática (...) de crim[e] contra a Administração Pública”, pois “[r]epugna à nossa Constituição o exercício do mandato parlamentar quando recaia, sobre o seu titular, a reprovação penal definitiva do Estado, suspendendo-lhe o exercício de direitos políticos e decretando-lhe a perda do mandato eletivo”. Este o trecho pertinente da decisão proferida no julgamento da Ação Penal n. 470, ocorrido no segundo semestre de 2012, Rel. Min. Joaquim Barbosa: Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4583638. Supremo Tribunal Federal 26/06/2013 PLENÁRIO QUESTÃO DE ORDEM NA AÇÃO PENAL 396 RONDÔNIA VOTO A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora): 1. A presente questão de ordem trata da subsistência, ou não, do mandato parlamentar daquele que, condenado por este Supremo Tribunal Federal pelos crimes de peculato e quadrilha, teve seus direitos políticos suspensos (e não perdidos, pois não mais detentor da titularidade de mandato na data designada para o julgamento em Plenário da ação penal), enquanto durarem os efeitos da condenação, nos termos do art. 15, inc. III, da Constituição da República. Diria com mais especificidade, que o que se há de concluir é se se a diplomação do réu em mandato parlamentar depois de condenado na presente ação penal conduz à automática perda dos direitos políticos quando do trânsito em julgado. 2. Em caso análogo ao presente, também apreciado por este Supremo Tribunal, votei vencida, tendo prevalecido a inteligência no sentido de que “uma vez condenado criminalmente um réu detentor de mandato eletivo, caberá ao Poder Judiciário decidir, em definitivo, sobre a perda do mandato”, notadamente quando “condenad[o] pela prática (...) de crim[e] contra a Administração Pública”, pois “[r]epugna à nossa Constituição o exercício do mandato parlamentar quando recaia, sobre o seu titular, a reprovação penal definitiva do Estado, suspendendo-lhe o exercício de direitos políticos e decretando-lhe a perda do mandato eletivo”. Este o trecho pertinente da decisão proferida no julgamento da Ação Penal n. 470, ocorrido no segundo semestre de 2012, Rel. Min. Joaquim Barbosa: Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4583638. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 28 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA AP 396 QO / RO “AÇÃO PENAL ORIGINÁRIA. (…) PERDA DO MANDATO ELETIVO. COMPETÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AUSÊNCIA DE VIOLAÇÃO DO PRINCÍPIO DA SEPARAÇÃO DE PODERES E FUNÇÕES. EXERCÍCIO DA FUNÇÃO JURISDICIONAL. CONDENAÇÃO DOS RÉUS DETENTORES DE MANDATO ELETIVO PELA PRÁTICA DE CRIMES CONTRA A ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA. PENA APLICADA NOS TERMOS ESTABELECIDOS NA LEGISLAÇÃO PENAL PERTINENTE. 1. O Supremo Tribunal Federal recebeu do Poder Constituinte originário a competência para processar e julgar os parlamentares federais acusados da prática de infrações penais comuns. Como consequência, é ao Supremo Tribunal Federal que compete a aplicação das penas cominadas em lei, em caso de condenação. A perda do mandato eletivo é uma pena acessória da pena principal (privativa de liberdade ou restritiva de direitos), e deve ser decretada pelo órgão que exerce a função jurisdicional, como um dos efeitos da condenação, quando presentes os requisitos legais para tanto. 2. Diferentemente da Carta outorgada de 1969, nos termos da qual as hipóteses de perda ou suspensão de direitos políticos deveriam ser disciplinadas por Lei Complementar (art. 149, §3º), o que atribuía eficácia contida ao mencionado dispositivo constitucional, a atual Constituição estabeleceu os casos de perda ou suspensão dos direitos políticos em norma de eficácia plena (art. 15, III). Em consequência, o condenado criminalmente, por decisão transitada em julgado, tem seus direitos políticos suspensos pelo tempo que durarem os efeitos da condenação. 3. A previsão contida no artigo 92, I e II, do Código Penal, é reflexo direto do disposto no art. 15, III, da Constituição Federal. Assim, uma vez condenado criminalmente um réu detentor de mandato eletivo, caberá ao Poder Judiciário decidir, em definitivo, sobre a perda do mandato. Não cabe ao Poder Legislativo deliberar sobre aspectos de decisão condenatória criminal, emanada do Poder Judiciário, proferida em detrimento de membro do Congresso Nacional. A Constituição não submete a decisão do Poder Judiciário à complementação por ato de qualquer outro órgão ou Poder da República. Não há sentença jurisdicional cuja legitimidade ou eficácia esteja condicionada à aprovação pelos órgãos do Poder Político. A 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4583638. Supremo Tribunal Federal AP 396 QO / RO “AÇÃO PENAL ORIGINÁRIA. (…) PERDA DO MANDATO ELETIVO. COMPETÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AUSÊNCIA DE VIOLAÇÃO DO PRINCÍPIO DA SEPARAÇÃO DE PODERES E FUNÇÕES. EXERCÍCIO DA FUNÇÃO JURISDICIONAL. CONDENAÇÃO DOS RÉUS DETENTORES DE MANDATO ELETIVO PELA PRÁTICA DE CRIMES CONTRA A ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA. PENA APLICADA NOS TERMOS ESTABELECIDOS NA LEGISLAÇÃO PENAL PERTINENTE. 1. O Supremo Tribunal Federal recebeu do Poder Constituinte originário a competência para processar e julgar os parlamentares federais acusados da prática de infrações penais comuns. Como consequência, é ao Supremo Tribunal Federal que compete a aplicação das penas cominadas em lei, em caso de condenação. A perda do mandato eletivo é uma pena acessória da pena principal (privativa de liberdade ou restritiva de direitos), e deve ser decretada pelo órgão que exerce a função jurisdicional, como um dos efeitos da condenação, quando presentes os requisitos legais para tanto. 2. Diferentemente da Carta outorgada de 1969, nos termos da qual as hipóteses de perda ou suspensão de direitos políticos deveriam ser disciplinadas por Lei Complementar (art. 149, §3º), o que atribuía eficácia contida ao mencionado dispositivo constitucional, a atual Constituição estabeleceu os casos de perda ou suspensão dos direitos políticos em norma de eficácia plena (art. 15, III). Em consequência, o condenado criminalmente, por decisão transitada em julgado, tem seus direitos políticos suspensos pelo tempo que durarem os efeitos da condenação. 3. A previsão contida no artigo 92, I e II, do Código Penal, é reflexo direto do disposto no art. 15, III, da Constituição Federal. Assim, uma vez condenado criminalmente um réu detentor de mandato eletivo, caberá ao Poder Judiciário decidir, em definitivo, sobre a perda do mandato. Não cabe ao Poder Legislativo deliberar sobre aspectos de decisão condenatória criminal, emanada do Poder Judiciário, proferida em detrimento de membro do Congresso Nacional. A Constituição não submete a decisão do Poder Judiciário à complementação por ato de qualquer outro órgão ou Poder da República. Não há sentença jurisdicional cuja legitimidade ou eficácia esteja condicionada à aprovação pelos órgãos do Poder Político. A 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4583638. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 28 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA AP 396 QO / RO sentença condenatória não é a revelação do parecer de umas das projeções do poder estatal, mas a manifestação integral e completa da instância constitucionalmente competente para sancionar, em caráter definitivo, as ações típicas, antijurídicas e culpáveis. Entendimento que se extrai do artigo 15, III, combinado com o artigo 55, IV, §3º, ambos da Constituição da República. Afastada a incidência do §2º do art. 55 da Lei Maior, quando a perda do mandato parlamentar for decretada pelo Poder Judiciário, como um dos efeitos da condenação criminal transitada em julgado. Ao Poder Legislativo cabe, apenas, dar fiel execução à decisão da Justiça e declarar a perda do mandato, na forma preconizada na decisão jurisdicional. 4. Repugna à nossa Constituição o exercício do mandato parlamentar quando recaia, sobre o seu titular, a reprovação penal definitiva do Estado, suspendendo-lhe o exercício de direitos políticos e decretando-lhe a perda do mandato eletivo. A perda dos direitos políticos é “consequência da existência da coisa julgada”. Consequentemente, não cabe ao Poder Legislativo “outra conduta senão a declaração da extinção do mandato” (RE 225.019, Rel. Min. Nelson Jobim). Conclusão de ordem ética consolidada a partir de precedentes do Supremo Tribunal Federal e extraída da Constituição Federal e das leis que regem o exercício do poder político-representativo, a conferir encadeamento lógico e substância material à decisão no sentido da decretação da perda do mandato eletivo. Conclusão que também se constrói a partir da lógica sistemática da Constituição, que enuncia a cidadania, a capacidade para o exercício de direitos políticos e o preenchimento pleno das condições de elegibilidade como pressupostos sucessivos para a participação completa na formação da vontade e na condução da vida política do Estado. 5. No caso, os réus parlamentares foram condenados pela prática, entre outros, de crimes contra a Administração Pública. Conduta juridicamente incompatível com os deveres inerentes ao cargo. Circunstâncias que impõem a perda do mandato como medida adequada, necessária e proporcional. 6. Decretada a suspensão dos direitos políticos de todos os réus, nos termos do art. 15, III, da Constituição Federal. Unânime. 7. Decretada, por maioria, a perda dos mandatos dos réus titulares de mandato eletivo” (DJ 22.4.2013). 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4583638. Supremo Tribunal Federal AP 396 QO / RO sentença condenatória não é a revelação do parecer de umas das projeções do poder estatal, mas a manifestação integral e completa da instância constitucionalmente competente para sancionar, em caráter definitivo, as ações típicas, antijurídicas e culpáveis. Entendimento que se extrai do artigo 15, III, combinado com o artigo 55, IV, §3º, ambos da Constituição da República. Afastada a incidência do §2º do art. 55 da Lei Maior, quando a perda do mandato parlamentar for decretada pelo Poder Judiciário, como um dos efeitos da condenação criminal transitada em julgado. Ao Poder Legislativo cabe, apenas, dar fiel execução à decisão da Justiça e declarar a perda do mandato, na forma preconizada na decisão jurisdicional. 4. Repugna à nossa Constituição o exercício do mandato parlamentar quando recaia, sobre o seu titular, a reprovação penal definitiva do Estado, suspendendo-lhe o exercício de direitos políticos e decretando-lhe a perda do mandato eletivo. A perda dos direitos políticos é “consequência da existência da coisa julgada”. Consequentemente, não cabe ao Poder Legislativo “outra conduta senão a declaração da extinção do mandato” (RE 225.019, Rel. Min. Nelson Jobim). Conclusão de ordem ética consolidada a partir de precedentes do Supremo Tribunal Federal e extraída da Constituição Federal e das leis que regem o exercício do poder político-representativo, a conferir encadeamento lógico e substância material à decisão no sentido da decretação da perda do mandato eletivo. Conclusão que também se constrói a partir da lógica sistemática da Constituição, que enuncia a cidadania, a capacidade para o exercício de direitos políticos e o preenchimento pleno das condições de elegibilidade como pressupostos sucessivos para a participação completa na formação da vontade e na condução da vida política do Estado. 5. No caso, os réus parlamentares foram condenados pela prática, entre outros, de crimes contra a Administração Pública. Conduta juridicamente incompatível com os deveres inerentes ao cargo. Circunstâncias que impõem a perda do mandato como medida adequada, necessária e proporcional. 6. Decretada a suspensão dos direitos políticos de todos os réus, nos termos do art. 15, III, da Constituição Federal. Unânime. 7. Decretada, por maioria, a perda dos mandatos dos réus titulares de mandato eletivo” (DJ 22.4.2013). 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4583638. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 28 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA AP 396 QO / RO 3. Realço, todavia, que tanto os argumentos jurídicos trazidos pelo réu, para fundamentar a manutenção do mandato parlamentar, quanto os respeitáveis votos proferidos em sentido diverso, não alteram a competência-dever desta Relatoria de analisar e decidir livremente e segundo o seu convencimento, inerente à função de julgar, pois é no exame aprofundado do caso concreto que se afirma a aplicação da lei. 4. Na espécie em pauta, o que se tem é a condenação do Réu pelos crimes de peculato e quadrilha, com a determinação da suspensão dos direitos políticos do condenado, com base no art. 15, inc. III, da Constituição da República. Ressalte-se, inicialmente, que a suspensão de direitos políticos seria inócua, se o exercício de novo mandato parlamentar impedisse a perda dos direitos políticos cassados. A perda do mandato parlamentar, nessa hipótese, deriva logicamente do preceito constitucional que impõe a cassação dos direitos políticos, que pode ser efetivada com a suspensão daqueles que não detém mandato ou a perda do mandato daqueles que o obtiverem. No julgamento da Ação Penal n. 470, acentuou com precisão o Ministro Gilmar Mendes que, “além dos casos em que a condenação criminal transitada em julgado levar à perda do mandato, em razão de a fundamentação da decisão deixar expresso que a improbidade administrativa está contida no crime, como elementar do tipo pelo qual foi condenado o parlamentar, há, ainda, outras hipóteses em que a gravidade do delito leva à aplicação de pena privativa de liberdade superior a 4 (quatro) anos. Nesses casos, aplicar-se-á o art. 92 do Código Penal, de modo que a condenação poderá gerar a perda do mandato parlamentar, em virtude do desvalor atribuído à conduta pelo ordenamento jurídico brasileiro e de sua incompatibilidade, portanto, com o exercício do mandato”. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4583638. Supremo Tribunal Federal AP 396 QO / RO 3. Realço, todavia, que tanto os argumentos jurídicos trazidos pelo réu, para fundamentar a manutenção do mandato parlamentar, quanto os respeitáveis votos proferidos em sentido diverso, não alteram a competência-dever desta Relatoria de analisar e decidir livremente e segundo o seu convencimento, inerente à função de julgar, pois é no exame aprofundado do caso concreto que se afirma a aplicação da lei. 4. Na espécie em pauta, o que se tem é a condenação do Réu pelos crimes de peculato e quadrilha, com a determinação da suspensão dos direitos políticos do condenado, com base no art. 15, inc. III, da Constituição da República. Ressalte-se, inicialmente, que a suspensão de direitos políticos seria inócua, se o exercício de novo mandato parlamentar impedisse a perda dos direitos políticos cassados. A perda do mandato parlamentar, nessa hipótese, deriva logicamente do preceito constitucional que impõe a cassação dos direitos políticos, que pode ser efetivada com a suspensão daqueles que não detém mandato ou a perda do mandato daqueles que o obtiverem. No julgamento da Ação Penal n. 470, acentuou com precisão o Ministro Gilmar Mendes que, “além dos casos em que a condenação criminal transitada em julgado levar à perda do mandato, em razão de a fundamentação da decisão deixar expresso que a improbidade administrativa está contida no crime, como elementar do tipo pelo qual foi condenado o parlamentar, há, ainda, outras hipóteses em que a gravidade do delito leva à aplicação de pena privativa de liberdade superior a 4 (quatro) anos. Nesses casos, aplicar-se-á o art. 92 do Código Penal, de modo que a condenação poderá gerar a perda do mandato parlamentar, em virtude do desvalor atribuído à conduta pelo ordenamento jurídico brasileiro e de sua incompatibilidade, portanto, com o exercício do mandato”. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4583638. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 28 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA AP 396 QO / RO No mesmo sentido, o Ministro Celso de Mello registrou que “[a] distinção feita nos termos da exegese procedida pelo eminente Ministro GILMAR MENDES permitiria, Senhor Presidente, que remanescessem, na esfera das Casas legislativas, para os fins e efeitos a que se refere o § 2º do artigo 55 da Constituição da República, aqueles casos em que o crime pelo qual foi condenado o parlamentar NÃO contivesse, como elementar típica do tipo penal, o ato de improbidade administrativa ou, então, naquelas outras hipóteses em que, mesmo não existindo essa elementar do tipo penal (conotação de improbidade administrativa), a severidade da pena de privação de liberdade (superior a quatro anos) inviabilizasse, por razões de natureza ética, o próprio exercício do mandato legislativo. Ressalvadas essas duas hipóteses, em que a perda de mandato poderia ser decretada pelo próprio Poder Judiciário, em decisão fundamentada e transitada em julgado, com apoio no artigo 92, inciso I, do Código Penal, observar-se-ia, nos demais casos, a reserva de Parlamento, podendo, então, a Casa legislativa interessada, desde que respeitadas aquelas duas (02) ressalvas, proceder na forma prevista no § 2º do artigo 55 da Lei Fundamental”. A dizer, na linha da jurisprudência deste Supremo Tribunal, a cassação dos direitos políticos imposta ao Réu condenado por crime contra a Administração Pública basta para se determinar a suspensão ou a perda, sendo absolutamente irrelevante o fato de ter sido o Réu condenado sem estar no exercício de mandato parlamentar e, posteriormente, ter sido diplomado Deputado Federal, antes do trânsito em julgado da condenação. 5. Pelo exposto, resolvo a presente questão de ordem no sentido de que, determinada a suspensão ou a cassação dos direitos políticos, tanto a suspensão quanto a perda do cargo são medidas decorrentes daquela decisão e imediatamente exequíveis após o trânsito em julgado da condenação criminal, sendo desimportante para a conclusão o exercício ou não de cargo eletivo no momento do julgamento. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4583638. Supremo Tribunal Federal AP 396 QO / RO No mesmo sentido, o Ministro Celso de Mello registrou que “[a] distinção feita nos termos da exegese procedida pelo eminente Ministro GILMAR MENDES permitiria, Senhor Presidente, que remanescessem, na esfera das Casas legislativas, para os fins e efeitos a que se refere o § 2º do artigo 55 da Constituição da República, aqueles casos em que o crime pelo qual foi condenado o parlamentar NÃO contivesse, como elementar típica do tipo penal, o ato de improbidade administrativa ou, então, naquelas outras hipóteses em que, mesmo não existindo essa elementar do tipo penal (conotação de improbidade administrativa), a severidade da pena de privação de liberdade (superior a quatro anos) inviabilizasse, por razões de natureza ética, o próprio exercício do mandato legislativo. Ressalvadas essas duas hipóteses, em que a perda de mandato poderia ser decretada pelo próprio Poder Judiciário, em decisão fundamentada e transitada em julgado, com apoio no artigo 92, inciso I, do Código Penal, observar-se-ia, nos demais casos, a reserva de Parlamento, podendo, então, a Casa legislativa interessada, desde que respeitadas aquelas duas (02) ressalvas, proceder na forma prevista no § 2º do artigo 55 da Lei Fundamental”. A dizer, na linha da jurisprudência deste Supremo Tribunal, a cassação dos direitos políticos imposta ao Réu condenado por crime contra a Administração Pública basta para se determinar a suspensão ou a perda, sendo absolutamente irrelevante o fato de ter sido o Réu condenado sem estar no exercício de mandato parlamentar e, posteriormente, ter sido diplomado Deputado Federal, antes do trânsito em julgado da condenação. 5. Pelo exposto, resolvo a presente questão de ordem no sentido de que, determinada a suspensão ou a cassação dos direitos políticos, tanto a suspensão quanto a perda do cargo são medidas decorrentes daquela decisão e imediatamente exequíveis após o trânsito em julgado da condenação criminal, sendo desimportante para a conclusão o exercício ou não de cargo eletivo no momento do julgamento. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4583638. Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 28 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA AP 396 QO / RO É como voto. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4583638. Supremo Tribunal Federal AP 396 QO / RO É como voto. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4583638. Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 28 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI 26/06/2013 PLENÁRIO QUESTÃO DE ORDEM NA AÇÃO PENAL 396 RONDÔNIA V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI: 1. Com referência à questão de ordem suscitada, relativa à invocação de fato superveniente ao acórdão condenatório (= a diplomação do ora embargante como deputado federal), também não procede a alegação de violação ao art. 53, § 2º da CRFB/1988 (“§ 2º Desde a expedição do diploma, os membros do Congresso Nacional não poderão ser presos, salvo em flagrante de crime inafiançável. Nesse caso, os autos serão remetidos dentro de vinte e quatro horas à Casa respectiva, para que, pelo voto da maioria de seus membros, resolva sobre a prisão”). 2. Esse dispositivo, embora tenha recebido nova redação pela Emenda Constitucional 35, de 20 de dezembro de 2001, preservou incólume, no que diz respeito à disciplina das imunidades especificamente reconhecidas aos parlamentares federais, a regra geral segundo a qual, no âmbito das prisões cautelares, somente se admitiria a modalidade da prisão em flagrante decorrente de crime inafiançável. É essa circunstância que deve ser salientada: a prisão, a que se refere o dispositivo constitucional, é a prisão de natureza cautelar, não a decorrente de sentença condenatória definitiva, transitada em julgado. Nesse sentido é a orientação que se retira de acórdão do Plenário do STF no Inquérito 510/DF, relator Min. Relator Celso de Mello, julgado em 1º/02/1991, em época em que ainda se exigia a licença da casa legislativa para instaurar ação penal contra parlamentar (antes, portanto, da edição da EC 35/2001). Colhe-se do voto do relator, ao tratar da garantia do § 2º do art. 53 como espécie de imunidade parlamentar formal: “(...) O exercício do mandato parlamentar recebeu expressiva tutela jurídica da ordem normativa formalmente consubstanciada na Constituição Federal de 1988. Dentre as Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4298392. Supremo Tribunal Federal 26/06/2013 PLENÁRIO QUESTÃO DE ORDEM NA AÇÃO PENAL 396 RONDÔNIA V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI: 1. Com referência à questão de ordem suscitada, relativa à invocação de fato superveniente ao acórdão condenatório (= a diplomação do ora embargante como deputado federal), também não procede a alegação de violação ao art. 53, § 2º da CRFB/1988 (“§ 2º Desde a expedição do diploma, os membros do Congresso Nacional não poderão ser presos, salvo em flagrante de crime inafiançável. Nesse caso, os autos serão remetidos dentro de vinte e quatro horas à Casa respectiva, para que, pelo voto da maioria de seus membros, resolva sobre a prisão”). 2. Esse dispositivo, embora tenha recebido nova redação pela Emenda Constitucional 35, de 20 de dezembro de 2001, preservou incólume, no que diz respeito à disciplina das imunidades especificamente reconhecidas aos parlamentares federais, a regra geral segundo a qual, no âmbito das prisões cautelares, somente se admitiria a modalidade da prisão em flagrante decorrente de crime inafiançável. É essa circunstância que deve ser salientada: a prisão, a que se refere o dispositivo constitucional, é a prisão de natureza cautelar, não a decorrente de sentença condenatória definitiva, transitada em julgado. Nesse sentido é a orientação que se retira de acórdão do Plenário do STF no Inquérito 510/DF, relator Min. Relator Celso de Mello, julgado em 1º/02/1991, em época em que ainda se exigia a licença da casa legislativa para instaurar ação penal contra parlamentar (antes, portanto, da edição da EC 35/2001). Colhe-se do voto do relator, ao tratar da garantia do § 2º do art. 53 como espécie de imunidade parlamentar formal: “(...) O exercício do mandato parlamentar recebeu expressiva tutela jurídica da ordem normativa formalmente consubstanciada na Constituição Federal de 1988. Dentre as Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4298392. Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 28 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI AP 396 QO / RO prerrogativas de caráter político-institucional que inerem ao Poder Legislativo e aos que o integram, emerge, com inquestionável relevo jurídico, o instituto da imunidade parlamentar, que se projeta em duas dimensões: a primeira, de ordem material, a consagra a inviolabilidade dos membros do Congresso Nacional, por suas opiniões palavras e votos (imunidade parlamentar material), e a segunda, de caráter formal (imunidade parlamentar formal), a geral, de um lado a improcessabilidade dos parlamentares, que só poderão ser submetidos a procedimentos penais acusatórios mediante prévia licença de suas Casas, e, de outro, o estado de relativa incoercibilidade pessoal dos congressistas (freedom from arrest), que só poderão sofrer prisão provisória ou cautelar numa única e singular hipótese: situação de flagrância em crime inafiançável.” - (INQ 510/DF, Pleno, Inquérito Arquivado, j. 1º.02.1991, DJ 19.04.1991). A mencionada “incoercibilidade pessoal dos congressistas” configura-se, por conseguinte, como garantia de natureza relativa. Isto é, o próprio texto constitucional excepciona a prisão em flagrante de crime inafiançável como exceção à regra geral da vedação de custódias cautelares em detrimento de parlamentares. 3. Em suma, ainda que pendente a deliberação, pela respectiva Casa, a respeito da perda, ou não, do mandato do parlamentar condenado definitivamente (CF, art. 55, § 2º), não há empecilho constitucional algum a que o Judiciário promova a execução da pena privativa de liberdade a ele imposta. Nesse particular, nem mesmo o modelo mais amplo de incoercibilidade pessoal consistente na vedação absoluta de prisões cautelares em detrimento do Presidente da República nas infrações comuns poderia salvaguardar a situação jurídica do ora embargante. Note-se que, mesmo nesse regime excepcional aplicável exclusivamente ao Presidente na condição de Chefe de Estado (ADI 978/PB, Pleno, j. 19.10.1995, DJ 17.11.1995), o marco fixado pelo texto constitucional é a 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4298392. Supremo Tribunal Federal AP 396 QO / RO prerrogativas de caráter político-institucional que inerem ao Poder Legislativo e aos que o integram, emerge, com inquestionável relevo jurídico, o instituto da imunidade parlamentar, que se projeta em duas dimensões: a primeira, de ordem material, a consagra a inviolabilidade dos membros do Congresso Nacional, por suas opiniões palavras e votos (imunidade parlamentar material), e a segunda, de caráter formal (imunidade parlamentar formal), a geral, de um lado a improcessabilidade dos parlamentares, que só poderão ser submetidos a procedimentos penais acusatórios mediante prévia licença de suas Casas, e, de outro, o estado de relativa incoercibilidade pessoal dos congressistas (freedom from arrest), que só poderão sofrer prisão provisória ou cautelar numa única e singular hipótese: situação de flagrância em crime inafiançável.” - (INQ 510/DF, Pleno, Inquérito Arquivado, j. 1º.02.1991, DJ 19.04.1991). A mencionada “incoercibilidade pessoal dos congressistas” configura-se, por conseguinte, como garantia de natureza relativa. Isto é, o próprio texto constitucional excepciona a prisão em flagrante de crime inafiançável como exceção à regra geral da vedação de custódias cautelares em detrimento de parlamentares. 3. Em suma, ainda que pendente a deliberação, pela respectiva Casa, a respeito da perda, ou não, do mandato do parlamentar condenado definitivamente (CF, art. 55, § 2º), não há empecilho constitucional algum a que o Judiciário promova a execução da pena privativa de liberdade a ele imposta. Nesse particular, nem mesmo o modelo mais amplo de incoercibilidade pessoal consistente na vedação absoluta de prisões cautelares em detrimento do Presidente da República nas infrações comuns poderia salvaguardar a situação jurídica do ora embargante. Note-se que, mesmo nesse regime excepcional aplicável exclusivamente ao Presidente na condição de Chefe de Estado (ADI 978/PB, Pleno, j. 19.10.1995, DJ 17.11.1995), o marco fixado pelo texto constitucional é a 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4298392. Inteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 28 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI AP 396 QO / RO superveniência de juízo condenatório (CRFB/1988, art. 86, § 3º: “Enquanto não sobrevier sentença condenatória, nas infrações comuns, o Presidente da República não estará sujeito à prisão”). 4. Em conclusão, o fato superveniente suscitado, em sede de questão de ordem, nestes segundos embargos não altera, nem a condenação imposta ao embargante, nem inibe a execução da pena que lhe foi imposta, de modo definitivo, pelo Supremo Tribunal Federal. Por essa razão, voto pela rejeição da questão de ordem suscitada. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4298392. Supremo Tribunal Federal AP 396 QO / RO superveniência de juízo condenatório (CRFB/1988, art. 86, § 3º: “Enquanto não sobrevier sentença condenatória, nas infrações comuns, o Presidente da República não estará sujeito à prisão”). 4. Em conclusão, o fato superveniente suscitado, em sede de questão de ordem, nestes segundos embargos não altera, nem a condenação imposta ao embargante, nem inibe a execução da pena que lhe foi imposta, de modo definitivo, pelo Supremo Tribunal Federal. Por essa razão, voto pela rejeição da questão de ordem suscitada. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4298392. Inteiro Teor do Acórdão - Página 18 de 28 Voto - MIN. ROSA WEBER 26/06/2013 PLENÁRIO QUESTÃO DE ORDEM NA AÇÃO PENAL 396 RONDÔNIA TRIBUNAL PLENO QUESTÃO DE ORDEM NA AÇÃO PENAL 396 VOTO A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER - Senhor Presidente, eu subscrevo os fundamentos da eminente Relatora na mesma linha, destacando que também, quando do julgamento da Ação Penal nº 470, fiquei vencida com relação ao segundo tema; embora também pense, como o Ministro Teori, que, na verdade, neste caso, ele não se põe. E, com relação ao fato superveniente, da mesma forma, não inibiria, até porque o fundamento do Advogado foi justamente o fato, ou a questão sequer se apreciou em função da renúncia que foi declarada e noticiada da Tribunal na véspera. xxxxxxxxxxxxxxxxx Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4591395. Supremo Tribunal Federal 26/06/2013 PLENÁRIO QUESTÃO DE ORDEM NA AÇÃO PENAL 396 RONDÔNIA TRIBUNAL PLENO QUESTÃO DE ORDEM NA AÇÃO PENAL 396 VOTO A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER - Senhor Presidente, eu subscrevo os fundamentos da eminente Relatora na mesma linha, destacando que também, quando do julgamento da Ação Penal nº 470, fiquei vencida com relação ao segundo tema; embora também pense, como o Ministro Teori, que, na verdade, neste caso, ele não se põe. E, com relação ao fato superveniente, da mesma forma, não inibiria, até porque o fundamento do Advogado foi justamente o fato, ou a questão sequer se apreciou em função da renúncia que foi declarada e noticiada da Tribunal na véspera. xxxxxxxxxxxxxxxxx Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4591395. Inteiro Teor do Acórdão - Página 19 de 28 Voto - MIN. LUIZ FUX 26/06/2013 PLENÁRIO QUESTÃO DE ORDEM NA AÇÃO PENAL 396 RONDÔNIA VOTO O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - Presidente, acompanho também a Relatora em relação a esta questão de ordem, não só pela natureza da prisão a que se refere o dispositivo, como também a ratio essendi - entendo eu - desses dispositivos legais visam a evitar que se faça uma perseguição política, que sejam tomadas essas medidas em razão de uma atuação parlamentar; é um julgamento, como se dissesse, de exceção. E essa é a teleologia do dispositivo, conforme tive a oportunidade de pesquisar. Então, por esses fundamentos, também acompanho a eminente Relatora. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4342070. Supremo Tribunal Federal 26/06/2013 PLENÁRIO QUESTÃO DE ORDEM NA AÇÃO PENAL 396 RONDÔNIA VOTO O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - Presidente, acompanho também a Relatora em relação a esta questão de ordem, não só pela natureza da prisão a que se refere o dispositivo, como também a ratio essendi - entendo eu - desses dispositivos legais visam a evitar que se faça uma perseguição política, que sejam tomadas essas medidas em razão de uma atuação parlamentar; é um julgamento, como se dissesse, de exceção. E essa é a teleologia do dispositivo, conforme tive a oportunidade de pesquisar. Então, por esses fundamentos, também acompanho a eminente Relatora. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4342070. Inteiro Teor do Acórdão - Página 20 de 28 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI 26/06/2013 PLENÁRIO QUESTÃO DE ORDEM NA AÇÃO PENAL 396 RONDÔNIA V O T O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI - Senhor Presidente, eu acompanho a eminente Relatora, mas, no que tange aos fundamentos, eu também me ponho de acordo com o que foi expressado pelo eminente Ministro Teori. Eu entendo que essa imunidade relativamente à prisão de que trata o artigo 53, parágrafo 2º, da nossa Constituição, há de ser interpretado em conjunto com o artigo 2º, que diz respeito à separação dos Poderes - portanto, é preciso preservar a esfera de competência de cada um dos Poderes -, e também com artigo 102, I, b da nossa Carta Magna que diz exatamente: "Art. 102. Compete ao Supremo Tribunal Federal, precipuamente, a guarda da Constituição, cabendo-lhe: I - processar e julgar, originariamente: .......... b) nas infrações penais comuns, o Presidente da República, o Vice-Presidente, os membros do Congresso Nacional, seus próprios Ministros e o Procurador-Geral da República;" Portanto, para dar efetividade a esse dispositivo da Constituição, é que o artigo 53, § 2º, deve ser interpretado com as limitações que foram explicitadas - a meu ver, com muita correção - pelo eminente Ministro Teori Zavascki. Também entendo que a questão da perda do mandato, neste caso, não se coloca. E, portanto, com essas considerações brevíssimas acompanho integralmente a nossa Relatora. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4271247. Supremo Tribunal Federal 26/06/2013 PLENÁRIO QUESTÃO DE ORDEM NA AÇÃO PENAL 396 RONDÔNIA V O T O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI - Senhor Presidente, eu acompanho a eminente Relatora, mas, no que tange aos fundamentos, eu também me ponho de acordo com o que foi expressado pelo eminente Ministro Teori. Eu entendo que essa imunidade relativamente à prisão de que trata o artigo 53, parágrafo 2º, da nossa Constituição, há de ser interpretado em conjunto com o artigo 2º, que diz respeito à separação dos Poderes - portanto, é preciso preservar a esfera de competência de cada um dos Poderes -, e também com artigo 102, I, b da nossa Carta Magna que diz exatamente: "Art. 102. Compete ao Supremo Tribunal Federal, precipuamente, a guarda da Constituição, cabendo-lhe: I - processar e julgar, originariamente: .......... b) nas infrações penais comuns, o Presidente da República, o Vice-Presidente, os membros do Congresso Nacional, seus próprios Ministros e o Procurador-Geral da República;" Portanto, para dar efetividade a esse dispositivo da Constituição, é que o artigo 53, § 2º, deve ser interpretado com as limitações que foram explicitadas - a meu ver, com muita correção - pelo eminente Ministro Teori Zavascki. Também entendo que a questão da perda do mandato, neste caso, não se coloca. E, portanto, com essas considerações brevíssimas acompanho integralmente a nossa Relatora. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4271247. Inteiro Teor do Acórdão - Página 21 de 28 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 26/06/2013 PLENÁRIO QUESTÃO DE ORDEM NA AÇÃO PENAL 396 RONDÔNIA VOTO O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Presidente, estamos a examinar em instância única e, por isso, não podemos adotar ortodoxia maior quanto à admissibilidade dos embargos declaratórios. Deve haver o aperfeiçoamento da prestação jurisdicional, sabendo-se que, julgando o Tribunal, não terá o cidadão acesso a outro patamar do Judiciário. Por isso, afasto, de início, a jurisprudência reiterada quanto à inadmissibilidade dos segundos declaratórios, uma vez não tendo surgido o vício pela vez primeira – porque admito excepcionalmente os segundos declaratórios – na análise dos primeiros. De qualquer forma, é possível implementar-se ordem de ofício, ou seja, há previsão no Código de Processo Penal a revelar que o julgador, defrontando-se com ilegalidade passível de alcançar o direito de ir e vir do cidadão, pode deferir, pouco importando a competência, a ordem de ofício. Quando julgamos a Ação Penal, fiz ver em voto proferido: "Presidente, limito-me à questão instrumental porque está consubstanciada na colocação da Ministra Cármen Lúcia. E não posso, evidentemente, potencializar o fundo da ação penal para posteriormente voltar a ela. A competência do Tribunal há de ser apreciada em primeiro lugar. Constato que, pouco a pouco, a renúncia vem merecendo a excomunhão maior e receio que, muito cedo, não se tenha mais esse instituto no cenário jurídico. O móvel da prerrogativa de ser julgado pelo Supremo, o que é fato e precisa ser considerado pela Corte – e não sei se há realmente uma prerrogativa, porque o direito de defesa, ante a tacada única no pronunciamento, no crivo, acaba por prejudicar o próprio detentor dessa chamada prerrogativa –, já não existe, porque o Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4290812. Supremo Tribunal Federal 26/06/2013 PLENÁRIO QUESTÃO DE ORDEM NA AÇÃO PENAL 396 RONDÔNIA VOTO O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Presidente, estamos a examinar em instância única e, por isso, não podemos adotar ortodoxia maior quanto à admissibilidade dos embargos declaratórios. Deve haver o aperfeiçoamento da prestação jurisdicional, sabendo-se que, julgando o Tribunal, não terá o cidadão acesso a outro patamar do Judiciário. Por isso, afasto, de início, a jurisprudência reiterada quanto à inadmissibilidade dos segundos declaratórios, uma vez não tendo surgido o vício pela vez primeira – porque admito excepcionalmente os segundos declaratórios – na análise dos primeiros. De qualquer forma, é possível implementar-se ordem de ofício, ou seja, há previsão no Código de Processo Penal a revelar que o julgador, defrontando-se com ilegalidade passível de alcançar o direito de ir e vir do cidadão, pode deferir, pouco importando a competência, a ordem de ofício. Quando julgamos a Ação Penal, fiz ver em voto proferido: "Presidente, limito-me à questão instrumental porque está consubstanciada na colocação da Ministra Cármen Lúcia. E não posso, evidentemente, potencializar o fundo da ação penal para posteriormente voltar a ela. A competência do Tribunal há de ser apreciada em primeiro lugar. Constato que, pouco a pouco, a renúncia vem merecendo a excomunhão maior e receio que, muito cedo, não se tenha mais esse instituto no cenário jurídico. O móvel da prerrogativa de ser julgado pelo Supremo, o que é fato e precisa ser considerado pela Corte – e não sei se há realmente uma prerrogativa, porque o direito de defesa, ante a tacada única no pronunciamento, no crivo, acaba por prejudicar o próprio detentor dessa chamada prerrogativa –, já não existe, porque o Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4290812. Inteiro Teor do Acórdão - Página 22 de 28 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO AP 396 QO / RO réu desta ação penal não integra mais o Congresso Nacional. E sabemos que a competência do Supremo é de direito estrito. É o que se contém na Carta da República e nada mais. Poderíamos ter, Presidente, o obstáculo do § 4º, quanto à eficácia da renúncia, ato de vontade que surte efeitos imediatos" – excetuado o que previsto neste parágrafo, que transcrevo: “'Art. 55 (...) § 4º A renúncia de parlamentar submetido a processo que vise ou possa levar à perda do mandato, nos termos deste artigo' – a cláusula é importantíssima e não podemos cogitar, aqui, do óbice à eficácia da renúncia pela simples existência de uma ação penal ainda em curso – 'terá seus efeitos suspensos até as deliberações finais de que tratam os §§ 2º e 3º'." Indaguei, então, naquela oportunidade: “Para que haja a deliberação de que trata o § 2º do artigo 55, o que a Carta da República requer? Uma decisão” – respondi – “criminal trânsita em julgado, já coberta pela preclusão maior. Aí, sim. Se houver e se já tiver sido instaurado o processo no Parlamento, na Casa do Parlamento de que versa o § 2º, há a atração do disposto no § 4º do artigo 55 da Constituição Federal. Presidente, até mesmo pelo fato de sermos os guardas maiores do Diploma Maior, não podemos aditá-lo. Não podemos inserir, no § 4º do artigo 55 em comento, o que nele não está contemplado. A meu ver – é a minha óptica, a minha ciência, a minha consciência –, o que cumpre ao Supremo é constatar o fato de o réu da ação penal não mais ser membro do Congresso Nacional. Em se tratando de um direito potestativo, como é o relativo à renúncia, custa-me muito vislumbrar nessa renúncia, sem considerar até mesmo a autodefesa, própria ao processo penal, um abuso no exercício do direito. Peço vênia aos colegas, à maioria já formada, para 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4290812. Supremo Tribunal Federal AP 396 QO / RO réu desta ação penal não integra mais o Congresso Nacional. E sabemos que a competência do Supremo é de direito estrito. É o que se contém na Carta da República e nada mais. Poderíamos ter, Presidente, o obstáculo do § 4º, quanto à eficácia da renúncia, ato de vontade que surte efeitos imediatos" – excetuado o que previsto neste parágrafo, que transcrevo: “'Art. 55 (...) § 4º A renúncia de parlamentar submetido a processo que vise ou possa levar à perda do mandato, nos termos deste artigo' – a cláusula é importantíssima e não podemos cogitar, aqui, do óbice à eficácia da renúncia pela simples existência de uma ação penal ainda em curso – 'terá seus efeitos suspensos até as deliberações finais de que tratam os §§ 2º e 3º'." Indaguei, então, naquela oportunidade: “Para que haja a deliberação de que trata o § 2º do artigo 55, o que a Carta da República requer? Uma decisão” – respondi – “criminal trânsita em julgado, já coberta pela preclusão maior. Aí, sim. Se houver e se já tiver sido instaurado o processo no Parlamento, na Casa do Parlamento de que versa o § 2º, há a atração do disposto no § 4º do artigo 55 da Constituição Federal. Presidente, até mesmo pelo fato de sermos os guardas maiores do Diploma Maior, não podemos aditá-lo. Não podemos inserir, no § 4º do artigo 55 em comento, o que nele não está contemplado. A meu ver – é a minha óptica, a minha ciência, a minha consciência –, o que cumpre ao Supremo é constatar o fato de o réu da ação penal não mais ser membro do Congresso Nacional. Em se tratando de um direito potestativo, como é o relativo à renúncia, custa-me muito vislumbrar nessa renúncia, sem considerar até mesmo a autodefesa, própria ao processo penal, um abuso no exercício do direito. Peço vênia aos colegas, à maioria já formada, para 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4290812. Inteiro Teor do Acórdão - Página 23 de 28 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO AP 396 QO / RO dissentir e assentar: com a renúncia operada, com o fato de o réu ter deixado de ser membro do Congresso Nacional, cessou a competência do Tribunal e cessaria também se o julgamento estivesse em curso e não concluído.” Evidentemente, quando se cogita da competência por prerrogativa de função, há espécie que se igualiza à competência em razão da matéria, ou seja, tem-se a competência funcional que é classificada, sem dúvida alguma, no campo da doutrina – e penso que também no jurisprudencial – como absoluta e não simplesmente relativa. Por que ressalto esse aspecto? Porque, enquanto não cessada a jurisdição – e até aqui não houve a cessação da jurisdição, tanto que o processo foi apregoado e estamos a proferir votos –, é possível reconhecer-se a incompetência absoluta. Ela não fica afastada pela passagem do tempo, por um pronunciamento pretérito do Tribunal. É muito importante atentarmos para a matéria, porque envolve princípio que visa obstar o Juízo de exceção, o Tribunal de Exceção: o princípio do do juízo natural. Prossigo, Presidente: A articulação sobre a incidência, na espécie, do disposto nos artigos 53, § 2º, e 55, § 2º, da Constituição Federal, posteriormente ao julgamento, teria o réu assumido o cargo de deputado federal. Essa circunstância, consoante as razões elaboradas pelo defensor técnico do réu, professor Nabor Bulhões – e bem elaboradas –, esse fato estaria a afastar, segundo esses preceitos, a possibilidade de ter-se, uma vez transitado em julgado o título judicial condenatório, a prisão do réu. Presidente, o artigo 53, § 2º, da Constituição Federal, como já foi frisado pelo ministro Teori Zavascki, não alcança a execução do título judicial ao prever que: § 2º Desde a expedição do diploma, os membros do 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4290812. Supremo Tribunal Federal AP 396 QO / RO dissentir e assentar: com a renúncia operada, com o fato de o réu ter deixado de ser membro do Congresso Nacional, cessou a competência do Tribunal e cessaria também se o julgamento estivesse em curso e não concluído.” Evidentemente, quando se cogita da competência por prerrogativa de função, há espécie que se igualiza à competência em razão da matéria, ou seja, tem-se a competência funcional que é classificada, sem dúvida alguma, no campo da doutrina – e penso que também no jurisprudencial – como absoluta e não simplesmente relativa. Por que ressalto esse aspecto? Porque, enquanto não cessada a jurisdição – e até aqui não houve a cessação da jurisdição, tanto que o processo foi apregoado e estamos a proferir votos –, é possível reconhecer-se a incompetência absoluta. Ela não fica afastada pela passagem do tempo, por um pronunciamento pretérito do Tribunal. É muito importante atentarmos para a matéria, porque envolve princípio que visa obstar o Juízo de exceção, o Tribunal de Exceção: o princípio do do juízo natural. Prossigo, Presidente: A articulação sobre a incidência, na espécie, do disposto nos artigos 53, § 2º, e 55, § 2º, da Constituição Federal, posteriormente ao julgamento, teria o réu assumido o cargo de deputado federal. Essa circunstância, consoante as razões elaboradas pelo defensor técnico do réu, professor Nabor Bulhões – e bem elaboradas –, esse fato estaria a afastar, segundo esses preceitos, a possibilidade de ter-se, uma vez transitado em julgado o título judicial condenatório, a prisão do réu. Presidente, o artigo 53, § 2º, da Constituição Federal, como já foi frisado pelo ministro Teori Zavascki, não alcança a execução do título judicial ao prever que: § 2º Desde a expedição do diploma, os membros do 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4290812. Inteiro Teor do Acórdão - Página 24 de 28 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO AP 396 QO / RO Congresso Nacional não poderão ser presos, salvo em flagrante de crime inafiançável. Nesse caso, os autos serão remetidos dentro de vinte e quatro horas à Casa respectiva, para que, pelo voto da maioria de seus membros, resolva sobre a prisão. Refere-se, iniludivelmente, à prisão provisória, não alcançando, portanto, a que decorra de um mandado visando o cumprimento da pena, visando a execução de condenação judicial. A assim não se entender, estar-se-á indo além do que foi o Constituinte de 1988, no que versou – e também mencionou o fato o ministro Teori Zavascki – que o Presidente da República, na vigência de seu mandato, não pode ser responsabilizado. Não há sequer o curso da ação penal por atos estranhos ao exercício das respectivas funções. Por que se estaria indo até além do que se previu quanto ao Presidente da República? Porque, havendo processo-crime, a tramitação, havendo uma decisão judicial, havendo, até mesmo, a preclusão da decisão judicial no campo da recorribilidade, não se teria a eficácia, a concretude dessa mesma decisão judicial. O que ocorrerá, Presidente, uma vez preclusa a decisão? O título não previu, realmente, a perda do mandato. O que haverá se dará no campo das consequências, simples consequências naturais da imposição de pena restritiva da liberdade, e a ser cumprida, penso – não me lembro bem do pronunciamento do Tribunal –, em regime fechado, ficando inviabilizado o exercício do mandato, a continuidade do réu como Deputado Federal. Aqui, tem-se uma neutralidade do silêncio quanto à perda do mandato. Não implica esse silêncio assentar-se que, simplesmente, continuará intangível o mandato de Deputado Federal. No mais, Presidente – não sei se estou indo adiante, mas uso a palavra para depois não voltar a sustentar e a me manifestar sobre a matéria –, não cabe ir adiante e como quê fechar o protocolo do Supremo ao jurisdicionado, e deixar-se, até mesmo, de aguardar a confecção e a publicação do acórdão que decorrerá da apreciação dessas matérias colocadas no Plenário. Presidente, volto à problemática da competência e reafirmo que 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4290812. Supremo Tribunal Federal AP 396 QO / RO Congresso Nacional não poderão ser presos, salvo em flagrante de crime inafiançável. Nesse caso, os autos serão remetidos dentro de vinte e quatro horas à Casa respectiva, para que, pelo voto da maioria de seus membros, resolva sobre a prisão. Refere-se, iniludivelmente, à prisão provisória, não alcançando, portanto, a que decorra de um mandado visando o cumprimento da pena, visando a execução de condenação judicial. A assim não se entender, estar-se-á indo além do que foi o Constituinte de 1988, no que versou – e também mencionou o fato o ministro Teori Zavascki – que o Presidente da República, na vigência de seu mandato, não pode ser responsabilizado. Não há sequer o curso da ação penal por atos estranhos ao exercício das respectivas funções. Por que se estaria indo até além do que se previu quanto ao Presidente da República? Porque, havendo processo-crime, a tramitação, havendo uma decisão judicial, havendo, até mesmo, a preclusão da decisão judicial no campo da recorribilidade, não se teria a eficácia, a concretude dessa mesma decisão judicial. O que ocorrerá, Presidente, uma vez preclusa a decisão? O título não previu, realmente, a perda do mandato. O que haverá se dará no campo das consequências, simples consequências naturais da imposição de pena restritiva da liberdade, e a ser cumprida, penso – não me lembro bem do pronunciamento do Tribunal –, em regime fechado, ficando inviabilizado o exercício do mandato, a continuidade do réu como Deputado Federal. Aqui, tem-se uma neutralidade do silêncio quanto à perda do mandato. Não implica esse silêncio assentar-se que, simplesmente, continuará intangível o mandato de Deputado Federal. No mais, Presidente – não sei se estou indo adiante, mas uso a palavra para depois não voltar a sustentar e a me manifestar sobre a matéria –, não cabe ir adiante e como quê fechar o protocolo do Supremo ao jurisdicionado, e deixar-se, até mesmo, de aguardar a confecção e a publicação do acórdão que decorrerá da apreciação dessas matérias colocadas no Plenário. Presidente, volto à problemática da competência e reafirmo que 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4290812. Inteiro Teor do Acórdão - Página 25 de 28 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO AP 396 QO / RO estamos a analisar incompetência absoluta. E consigno que, enquanto não cessada a jurisdição, pode e deve ser ferida, porque seria uma grande incongruência o Tribunal estar convencido da respectiva incompetência absoluta e não declará-la. Por isso, peço vênia para, nesse ponto, reiterando o que tive oportunidade de veicular antes, quando julgamos a Ação Penal, assentar a incompetência do Tribunal. 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4290812. Supremo Tribunal Federal AP 396 QO / RO estamos a analisar incompetência absoluta. E consigno que, enquanto não cessada a jurisdição, pode e deve ser ferida, porque seria uma grande incongruência o Tribunal estar convencido da respectiva incompetência absoluta e não declará-la. Por isso, peço vênia para, nesse ponto, reiterando o que tive oportunidade de veicular antes, quando julgamos a Ação Penal, assentar a incompetência do Tribunal. 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4290812. Inteiro Teor do Acórdão - Página 26 de 28 Aditamento ao Voto 26/06/2013 PLENÁRIO QUESTÃO DE ORDEM NA AÇÃO PENAL 396 RONDÔNIA ADITAMENTO AO VOTO O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI - Senhor Presidente, gostaria de fazer um pequeno acréscimo no meu voto para dizer que, nos termos da Constituição, não há nenhuma incompatibilidade entre a manutenção do cargo de deputado e o cumprimento de uma prisão, tanto que a Constituição prevê a hipótese de prisão em flagrante de um deputado, que ele, obviamente, vai cumprir, embora não esteja formalmente destituído do cargo. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Que, em tese, pode ser mantida pelo Congresso, coisa que o “depoente”, de início, não acredita. O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI – Portanto, não há nenhuma incompatibilidade entre um deputado permanecer no cargo de deputado e ser preso. A manutenção ou não do mandato, nesses casos, no caso de condenação definitiva, no meu entender, é uma questão que tem de ser resolvida pelo Congresso. E, no caso de prisão em flagrante, nem essa questão se colocaria. É esse esclarecimento que eu gostaria de fazer. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4292303. Supremo Tribunal Federal 26/06/2013 PLENÁRIO QUESTÃO DE ORDEM NA AÇÃO PENAL 396 RONDÔNIA ADITAMENTO AO VOTO O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI - Senhor Presidente, gostaria de fazer um pequeno acréscimo no meu voto para dizer que, nos termos da Constituição, não há nenhuma incompatibilidade entre a manutenção do cargo de deputado e o cumprimento de uma prisão, tanto que a Constituição prevê a hipótese de prisão em flagrante de um deputado, que ele, obviamente, vai cumprir, embora não esteja formalmente destituído do cargo. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Que, em tese, pode ser mantida pelo Congresso, coisa que o “depoente”, de início, não acredita. O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI – Portanto, não há nenhuma incompatibilidade entre um deputado permanecer no cargo de deputado e ser preso. A manutenção ou não do mandato, nesses casos, no caso de condenação definitiva, no meu entender, é uma questão que tem de ser resolvida pelo Congresso. E, no caso de prisão em flagrante, nem essa questão se colocaria. É esse esclarecimento que eu gostaria de fazer. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4292303. Inteiro Teor do Acórdão - Página 27 de 28 Extrato de Ata - 26/06/2013 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA QUESTÃO DE ORDEM NA AÇÃO PENAL 396 PROCED. : RONDÔNIA RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AUTOR(A/S)(ES) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE RONDÔNIA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE RONDÔNIA RÉU(É)(S) : NATAN DONADON ADV.(A/S) : BRUNO RODRIGUES ADV.(A/S) : MAURÍCIO CORRÊA ADV.(A/S) : MAURO MACHADO CHAIBEN Decisão: O Tribunal, por maioria, vencido o Ministro Marco Aurélio, resolveu a questão de ordem no sentido de que, determinada a cassação dos direitos políticos, tanto a suspensão quanto a perda do cargo são medidas decorrentes e imediatamente exeqüíveis após o trânsito em julgado da condenação criminal, sendo desimportante para a conclusão o exercício ou não de cargo eletivo no momento do julgamento, nos termos do voto da Relatora. Votou o Presidente, Ministro Joaquim Barbosa. Ausente, justificadamente, o Ministro Celso de Mello. Plenário, 26.06.2013. Presidência do Senhor Ministro Joaquim Barbosa. Presentes à sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Teori Zavascki. Procurador-Geral da República, Dr. Roberto Monteiro Gurgel Santos. p/ Luiz Tomimatsu Assessor-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4291030 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA QUESTÃO DE ORDEM NA AÇÃO PENAL 396 PROCED. : RONDÔNIA RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AUTOR(A/S)(ES) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE RONDÔNIA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE RONDÔNIA RÉU(É)(S) : NATAN DONADON ADV.(A/S) : BRUNO RODRIGUES ADV.(A/S) : MAURÍCIO CORRÊA ADV.(A/S) : MAURO MACHADO CHAIBEN Decisão: O Tribunal, por maioria, vencido o Ministro Marco Aurélio, resolveu a questão de ordem no sentido de que, determinada a cassação dos direitos políticos, tanto a suspensão quanto a perda do cargo são medidas decorrentes e imediatamente exeqüíveis após o trânsito em julgado da condenação criminal, sendo desimportante para a conclusão o exercício ou não de cargo eletivo no momento do julgamento, nos termos do voto da Relatora. Votou o Presidente, Ministro Joaquim Barbosa. Ausente, justificadamente, o Ministro Celso de Mello. Plenário, 26.06.2013. Presidência do Senhor Ministro Joaquim Barbosa. Presentes à sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Teori Zavascki. Procurador-Geral da República, Dr. Roberto Monteiro Gurgel Santos. p/ Luiz Tomimatsu Assessor-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4291030 Inteiro Teor do Acórdão - Página 28 de 28
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=4622946
2013-06-26T00:00:00
2013-10-04T00:00:00
O Tribunal, por maioria, vencido o Ministro Marco Aurélio, resolveu a questão de ordem no sentido de que, determinada a cassação dos direitos políticos, tanto a suspensão quanto a perda do cargo são medidas decorrentes e imediatamente exeqüíveis após o trânsito em julgado da condenação criminal, sendo desimportante para a conclusão o exercício ou não de cargo eletivo no momento do julgamento, nos termos do voto da Relatora. Votou o Presidente, Ministro Joaquim Barbosa. Ausente, justificadamente, o Ministro Celso de Mello. Plenário, 26.06.2013.
QUESTÃO DE ORDEM NA AÇÃO PENAL
EMENTA: QUESTÃO DE ORDEM NA AÇÃO PENAL. CONSTITUCIONAL. PERDA DE MANDATO PARLAMENTAR. SUSPENSÃO E PERDA DOS DIREITOS POLÍTICOS. 1. A perda do mandato parlamentar, no caso em pauta, deriva do preceito constitucional que impõe a suspensão ou a cassação dos direitos políticos. 2. Questão de ordem resolvida no sentido de que, determinada a suspensão dos direitos políticos, a suspensão ou a perda do cargo são medidas decorrentes do julgado e imediatamente exequíveis após o trânsito em julgado da condenação criminal, sendo desimportante para a conclusão o exercício ou não de cargo eletivo no momento do julgamento.
sjur243652
- Acórdão(s) citado(s): (PERDA DO MANDATO, CONDENAÇÃO CRIMINAL TRANSITADA EM JULGADO) AP 470 (TP). (IMUNIDADE PARLAMENTAR, PRISÃO) INQ 510 (TP). (IMUNIDADE, PRISÃO, PRESIDENTE DA REPÚBLICA) ADI 978. Número de páginas: 28. Análise: 23/10/2013, AND.
CÁRMEN LÚCIA
Tribunal Pleno
396
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00002 ART-00015 INC-00003 \n ART-00053 PAR-00002 REDAÇÃO ORIGINÁRIA\n ART-00053 PAR-00002 REDAÇÃO DADA PELA EMC-35/2001\n ART-00086 PAR-00003 ART-00102 INC-00001 \n LET-B\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED EMC-000035 ANO-2001\n EMENDA CONSTITUCIONAL" ]
AP-QO
acordaos
AP 396 QO
[ "" ]
AUTOR(A/S)(ES) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE RONDÔNIA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE RONDÔNIA RÉU(É)(S) : NATAN DONADON ADV.(A/S) : BRUNO RODRIGUES ADV.(A/S) : MAURÍCIO CORRÊA ADV.(A/S) : MAURO MACHADO CHAIBEN
[ "" ]
Ementa e Acórdão 26/06/2013 PLENÁRIO QUESTÃO DE ORDEM NA AÇÃO PENAL 396 RONDÔNIA RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AUTOR(A/S)(ES) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE RONDÔNIA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE RONDÔNIA RÉU(É)(S) :NATAN DONADON ADV.(A/S) :BRUNO RODRIGUES ADV.(A/S) :MAURÍCIO CORRÊA ADV.(A/S) :MAURO MACHADO CHAIBEN EMENTA: QUESTÃO DE ORDEM NA AÇÃO PENAL. CONSTITUCIONAL. PERDA DE MANDATO PARLAMENTAR. SUSPENSÃO E PERDA DOS DIREITOS POLÍTICOS. 1. A perda do mandato parlamentar, no caso em pauta, deriva do preceito constitucional que impõe a suspensão ou a cassação dos direitos políticos. 2. Questão de ordem resolvida no sentido de que, determinada a suspensão dos direitos políticos, a suspensão ou a perda do cargo são medidas decorrentes do julgado e imediatamente exequíveis após o trânsito em julgado da condenação criminal, sendo desimportante para a conclusão o exercício ou não de cargo eletivo no momento do julgamento. A C Ó R D à O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Plenário, sob a Presidência do Ministro Joaquim Barbosa, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por maioria, em resolver a questão de ordem no sentido de que, determinada a suspensão ou a cassação dos direitos políticos, tanto a suspensão quanto a perda do cargo são medidas decorrentes daquela decisão e imediatamente exequíveis após o trânsito em julgado da condenação criminal, não importando o exercício ou não de cargo eletivo no momento do julgamento, nos termos do voto da Relatora. Vencido o Ministro Marco Aurélio. Votou o Presidente, Ministro Joaquim Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4583637. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 28 Ementa e Acórdão AP 396 QO / RO Barbosa. Ausente, justificadamente, o Ministro Celso de Mello. Brasília, 26 de junho de 2013. Ministra CÁRMEN LÚCIA - Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4583637. Supremo Tribunal Federal AP 396 QO / RO Barbosa. Ausente, justificadamente, o Ministro Celso de Mello. Brasília, 26 de junho de 2013. Ministra CÁRMEN LÚCIA - Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4583637. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 28 Relatório QUESTÃO DE ORDEM NA AÇÃO PENAL 396 RONDÔNIA RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AUTOR(A/S)(ES) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE RONDÔNIA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE RONDÔNIA RÉU(É)(S) :NATAN DONADON ADV.(A/S) :BRUNO RODRIGUES ADV.(A/S) :MAURÍCIO CORRÊA ADV.(A/S) :MAURO MACHADO CHAIBEN RELATÓRIO A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora): 1. Em 24.6.1999, o Procurador-Geral de Justiça do Estado de Rondônia ofereceu denúncia contra NATAN DONADON, réu devidamente qualificado nestes autos, pela prática dos crimes previstos nos arts. 288 e 312 c/c arts. 29 e 69, todos do Código Penal (formação de quadrilha e peculato, em concurso material e de pessoas). 2. Em 28.10.2010, o Plenário deste Supremo Tribunal Federal julgou procedente a Ação Penal n. 396, condenando o réu às penas de onze anos, um mês e dez dias de reclusão e sessenta e seis dias-multa, pelo crime de peculato, e de dois anos e três meses de reclusão pelo crime de quadrilha, num total de treze anos, quatro meses e dez dias de reclusão e sessenta e seis dias-multa, em regime inicial fechado: “QUESTÃO DE ORDEM NA AÇÃO PENAL. DEPUTADO FEDERAL. RENÚNCIA AO MANDATO. ABUSO DE DIREITOS: RECONHECIMENTO DA COMPETÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL PARA CONTINUIDADE DO JULGAMENTO DA PRESENTE AÇÃO PENAL. DENÚNCIA. CRIMES DE PECULATO E DE QUADRILHA. ALEGAÇÕES DE NULIDADE DA AÇÃO PENAL, DE INVESTIGAÇÃO PROMOVIDA POR ÓRGÃO DO MINISTÉRIO PÚBLICO DE PRIMEIRO GRAU, DE OFENSA AO PRINCÍPIO DO Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3963624. Supremo Tribunal Federal QUESTÃO DE ORDEM NA AÇÃO PENAL 396 RONDÔNIA RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AUTOR(A/S)(ES) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE RONDÔNIA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE RONDÔNIA RÉU(É)(S) :NATAN DONADON ADV.(A/S) :BRUNO RODRIGUES ADV.(A/S) :MAURÍCIO CORRÊA ADV.(A/S) :MAURO MACHADO CHAIBEN RELATÓRIO A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora): 1. Em 24.6.1999, o Procurador-Geral de Justiça do Estado de Rondônia ofereceu denúncia contra NATAN DONADON, réu devidamente qualificado nestes autos, pela prática dos crimes previstos nos arts. 288 e 312 c/c arts. 29 e 69, todos do Código Penal (formação de quadrilha e peculato, em concurso material e de pessoas). 2. Em 28.10.2010, o Plenário deste Supremo Tribunal Federal julgou procedente a Ação Penal n. 396, condenando o réu às penas de onze anos, um mês e dez dias de reclusão e sessenta e seis dias-multa, pelo crime de peculato, e de dois anos e três meses de reclusão pelo crime de quadrilha, num total de treze anos, quatro meses e dez dias de reclusão e sessenta e seis dias-multa, em regime inicial fechado: “QUESTÃO DE ORDEM NA AÇÃO PENAL. DEPUTADO FEDERAL. RENÚNCIA AO MANDATO. ABUSO DE DIREITOS: RECONHECIMENTO DA COMPETÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL PARA CONTINUIDADE DO JULGAMENTO DA PRESENTE AÇÃO PENAL. DENÚNCIA. CRIMES DE PECULATO E DE QUADRILHA. ALEGAÇÕES DE NULIDADE DA AÇÃO PENAL, DE INVESTIGAÇÃO PROMOVIDA POR ÓRGÃO DO MINISTÉRIO PÚBLICO DE PRIMEIRO GRAU, DE OFENSA AO PRINCÍPIO DO Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3963624. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 28 Relatório AP 396 QO / RO PROMOTOR NATURAL, DE CRIME POLÍTICO, DE INÉPCIA DA DENÚNCIA, DE CONEXÃO E DE CONTINÊNCIA: VÍCIOS NÃO CARACTERIZADOS. PRELIMINARES REJEITADAS. PRECEDENTES. CONFIGURAÇÃO DOS CRIMES DE PECULATO E DE QUADRILHA. AÇÃO PENAL JULGADA PROCEDENTE. 1. Renúncia de mandato: ato legítimo. Não se presta, porém, a ser utilizada como subterfúgio para deslocamento de competência constitucionalmente definidas, que não podem ser objeto de escolha. Impossibilidade de ser aproveitada como expediente para impedir o julgamento em tempo à absolvição ou à condenação e, neste caso, à definição de penas. 2. No caso, a renúncia do mandato foi apresentada à Casa Legislativa em 27 de outubro de 2010, véspera do julgamento da presente ação penal pela Plenário do Supremo Tribunal Federal: pretensões nitidamente incompatíveis com os princípios e as regras constitucionais porque exclui a aplicação da regra de competência deste Supremo Tribunal. 3. É firme a jurisprudência do Supremo Tribunal de que o Ministério Público pode oferecer a denúncia com base em elementos informação obtidos em inquéritos civis, instaurados para a apuração de ilícitos civis e administrativos, no curso dos quais se vislumbre suposta prática de ilícitos penais. Precedentes. 4. O processo e o julgamento de causas de natureza civil não estão inscritas no texto constitucional, mesmo quando instauradas contra Deputado Estadual ou contra qualquer autoridade, que, em matéria penal, dispõem de prerrogativa de foro. 5. O inquérito civil instaurado pelo Ministério Público estadual não se volta à investigação de crime político, sendo inviável a caracterização de qualquer dos fatos investigados como crime político. 6. É apta a denúncia que bem individualiza a conduta do réu, expondo de forma pormenorizada o fato criminoso, preenchendo, assim, os requisitos do art. 41 do Código de Processo Penal. Basta que, da leitura da peça acusatória, possam-se vislumbrar todos os elementos indispensáveis à existência de crime em tese, com autoria definida, de modo a permitir o pleno exercício do contraditório e da ampla defesa. 7. A pluralidade de réus e a necessidade de tramitação mais célere do processo justificam o desmembramento do processo. 8. As provas documentais e testemunhais revelam que o réu, no cargo de diretor financeiro da 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3963624. Supremo Tribunal Federal AP 396 QO / RO PROMOTOR NATURAL, DE CRIME POLÍTICO, DE INÉPCIA DA DENÚNCIA, DE CONEXÃO E DE CONTINÊNCIA: VÍCIOS NÃO CARACTERIZADOS. PRELIMINARES REJEITADAS. PRECEDENTES. CONFIGURAÇÃO DOS CRIMES DE PECULATO E DE QUADRILHA. AÇÃO PENAL JULGADA PROCEDENTE. 1. Renúncia de mandato: ato legítimo. Não se presta, porém, a ser utilizada como subterfúgio para deslocamento de competência constitucionalmente definidas, que não podem ser objeto de escolha. Impossibilidade de ser aproveitada como expediente para impedir o julgamento em tempo à absolvição ou à condenação e, neste caso, à definição de penas. 2. No caso, a renúncia do mandato foi apresentada à Casa Legislativa em 27 de outubro de 2010, véspera do julgamento da presente ação penal pela Plenário do Supremo Tribunal Federal: pretensões nitidamente incompatíveis com os princípios e as regras constitucionais porque exclui a aplicação da regra de competência deste Supremo Tribunal. 3. É firme a jurisprudência do Supremo Tribunal de que o Ministério Público pode oferecer a denúncia com base em elementos informação obtidos em inquéritos civis, instaurados para a apuração de ilícitos civis e administrativos, no curso dos quais se vislumbre suposta prática de ilícitos penais. Precedentes. 4. O processo e o julgamento de causas de natureza civil não estão inscritas no texto constitucional, mesmo quando instauradas contra Deputado Estadual ou contra qualquer autoridade, que, em matéria penal, dispõem de prerrogativa de foro. 5. O inquérito civil instaurado pelo Ministério Público estadual não se volta à investigação de crime político, sendo inviável a caracterização de qualquer dos fatos investigados como crime político. 6. É apta a denúncia que bem individualiza a conduta do réu, expondo de forma pormenorizada o fato criminoso, preenchendo, assim, os requisitos do art. 41 do Código de Processo Penal. Basta que, da leitura da peça acusatória, possam-se vislumbrar todos os elementos indispensáveis à existência de crime em tese, com autoria definida, de modo a permitir o pleno exercício do contraditório e da ampla defesa. 7. A pluralidade de réus e a necessidade de tramitação mais célere do processo justificam o desmembramento do processo. 8. As provas documentais e testemunhais revelam que o réu, no cargo de diretor financeiro da 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3963624. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 28 Relatório AP 396 QO / RO Assembléia Legislativa do Estado de Rondônia, praticou os crimes de peculato, na forma continuada, e de quadrilha narrados na denúncia, o que impõe a sua condenação. 9. Questão de ordem resolvida no sentido de reconhecer a subsistência da competência deste Supremo Tribunal Federal para continuidade do julgamento. 10. Preliminares rejeitadas. 11. Ação penal julgada procedente”. Ao final do voto que proferi, consignei que: “(...) 82. Enquanto durarem os efeitos da condenação, ficam suspensos os direitos políticos do condenado, com base no art. 15, inc. III, da Constituição da República (...)”. 3. Publicada essa decisão no DJ de 28.4.2011, a defesa opôs tempestivamente, em 3.5.2011, embargos de declaração (fls. 4306-4408). 4. Em 13.12.2012, este Supremo Tribunal rejeitou os embargos de declaração: “EMENTA:EMBARGOS DE DECLARAÇÃO CONTRA ACÓRDÃO CONDENATÓRIO. CONTRADIÇÃO, OMISSÃO E ERRO MATERIAL. INEXISTÊNCIA. IMPOSSIBILIDADE DE DE REEXAME DA CAUSA. EMBARGOS REJEITADOS. 1. Ausência contradição, omissão e erro material a ser sanada pelos embargos declaratórios. 2. É firme a jurisprudência no sentido de que são incabíveis os embargos de declaração quando a parte, a pretexto de esclarecer uma inexistente situação de obscuridade, omissão ou contradição, vem a utilizá-los com o objetivo de infringir o julgado e de, assim, viabilizar um indevido reexame da causa. Precedentes. 3. Não se faz necessária a manifestação do julgador sobre todas as teses jurídicas ventiladas pelas partes. Precedentes. 4. Não se constatam elementos suficientes para afastar a competência deste Supremo Tribunal Federal para o julgamento da presente ação penal, bem como para reconhecer a nulidade da ação penal, absolver o Embargante ou declarar a prescrição punitiva 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3963624. Supremo Tribunal Federal AP 396 QO / RO Assembléia Legislativa do Estado de Rondônia, praticou os crimes de peculato, na forma continuada, e de quadrilha narrados na denúncia, o que impõe a sua condenação. 9. Questão de ordem resolvida no sentido de reconhecer a subsistência da competência deste Supremo Tribunal Federal para continuidade do julgamento. 10. Preliminares rejeitadas. 11. Ação penal julgada procedente”. Ao final do voto que proferi, consignei que: “(...) 82. Enquanto durarem os efeitos da condenação, ficam suspensos os direitos políticos do condenado, com base no art. 15, inc. III, da Constituição da República (...)”. 3. Publicada essa decisão no DJ de 28.4.2011, a defesa opôs tempestivamente, em 3.5.2011, embargos de declaração (fls. 4306-4408). 4. Em 13.12.2012, este Supremo Tribunal rejeitou os embargos de declaração: “EMENTA:EMBARGOS DE DECLARAÇÃO CONTRA ACÓRDÃO CONDENATÓRIO. CONTRADIÇÃO, OMISSÃO E ERRO MATERIAL. INEXISTÊNCIA. IMPOSSIBILIDADE DE DE REEXAME DA CAUSA. EMBARGOS REJEITADOS. 1. Ausência contradição, omissão e erro material a ser sanada pelos embargos declaratórios. 2. É firme a jurisprudência no sentido de que são incabíveis os embargos de declaração quando a parte, a pretexto de esclarecer uma inexistente situação de obscuridade, omissão ou contradição, vem a utilizá-los com o objetivo de infringir o julgado e de, assim, viabilizar um indevido reexame da causa. Precedentes. 3. Não se faz necessária a manifestação do julgador sobre todas as teses jurídicas ventiladas pelas partes. Precedentes. 4. Não se constatam elementos suficientes para afastar a competência deste Supremo Tribunal Federal para o julgamento da presente ação penal, bem como para reconhecer a nulidade da ação penal, absolver o Embargante ou declarar a prescrição punitiva 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3963624. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 28 Relatório AP 396 QO / RO estatal, não cabendo aqui ser cogitada a excepcional ocorrência do efeito modificativo dos embargos declaratórios nem a concessão de habeas corpus de ofício. 5. A interrupção da prescrição da pretensão punitiva estatal nas instâncias colegiadas se dá na data da sessão de julgamento, que torna público o acórdão condenatório. 6. A jurisprudência deste Supremo Tribunal é firme no sentido de que o que se espera de uma decisão judicial é que seja fundamentada, e não que se pronuncie sobre todas as alegações deduzidas pelas partes. 7. Embargos de Declaração rejeitados”. 5. Em 8.1.2013, o Procurador-Geral da República requereu a prisão imediata do réu, aduzindo que “o acórdão condenatório proferido pelo Plenário do Supremo Tribunal Federal carrega a característica de definitividade”, razão pela qual seria possível sua execução imediata, antes do trânsito em julgado. Observa que “rejeitados os embargos de declaração, não há possibilidade de interposição de qualquer outro recurso” (fls. 4520-4521). 6. Em 9.1.2013, contrapondo-se àquele requerimento do Ministério Público, ponderou a defesa que “o fato de o plenário do Tribunal haver rejeitado embargos declaratórios interpostos em face do acórdão condenatório não modifica a linha de entendimento que vem prevalecendo na Suprema Corte sobre a matéria sub examine”, argumentando que “consoante entendimento prevalecente na Segunda Turma do Tribunal, só se tem antecipado excepcionalmente a execução de decisão penal condenatória proferida pelas instâncias inferiores em caso de interposição de sucessivos embargos declaratórios procrastinatórios”. Acrescenta que “o acórdão condenatório foi expresso ao dizer que a sua execução, com a expedição do mandado de prisão, só se daria com o seu trânsito em julgado” (4524-4529). 7. Em 11.1.2013, o Ministro Joaquim Barbosa, Presidente do Supremo 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3963624. Supremo Tribunal Federal AP 396 QO / RO estatal, não cabendo aqui ser cogitada a excepcional ocorrência do efeito modificativo dos embargos declaratórios nem a concessão de habeas corpus de ofício. 5. A interrupção da prescrição da pretensão punitiva estatal nas instâncias colegiadas se dá na data da sessão de julgamento, que torna público o acórdão condenatório. 6. A jurisprudência deste Supremo Tribunal é firme no sentido de que o que se espera de uma decisão judicial é que seja fundamentada, e não que se pronuncie sobre todas as alegações deduzidas pelas partes. 7. Embargos de Declaração rejeitados”. 5. Em 8.1.2013, o Procurador-Geral da República requereu a prisão imediata do réu, aduzindo que “o acórdão condenatório proferido pelo Plenário do Supremo Tribunal Federal carrega a característica de definitividade”, razão pela qual seria possível sua execução imediata, antes do trânsito em julgado. Observa que “rejeitados os embargos de declaração, não há possibilidade de interposição de qualquer outro recurso” (fls. 4520-4521). 6. Em 9.1.2013, contrapondo-se àquele requerimento do Ministério Público, ponderou a defesa que “o fato de o plenário do Tribunal haver rejeitado embargos declaratórios interpostos em face do acórdão condenatório não modifica a linha de entendimento que vem prevalecendo na Suprema Corte sobre a matéria sub examine”, argumentando que “consoante entendimento prevalecente na Segunda Turma do Tribunal, só se tem antecipado excepcionalmente a execução de decisão penal condenatória proferida pelas instâncias inferiores em caso de interposição de sucessivos embargos declaratórios procrastinatórios”. Acrescenta que “o acórdão condenatório foi expresso ao dizer que a sua execução, com a expedição do mandado de prisão, só se daria com o seu trânsito em julgado” (4524-4529). 7. Em 11.1.2013, o Ministro Joaquim Barbosa, Presidente do Supremo 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3963624. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 28 Relatório AP 396 QO / RO Tribunal Federal, proferiu a decisão seguinte: “(...) Inicialmente, cumpre notar que, por manifestação da soberania popular fundadora dos poderes constituídos, o Supremo Tribunal Federal foi instituído o órgão máximo do Poder Judiciário nacional. Por tal motivo, cabe a esta Suprema Corte proferir a última decisão sobre as matérias submetidas à sua jurisdição, com a autoridade que lhe é confiada pela Constituição da República. Isso vale tanto para o julgamento de ações originárias como, também, para o julgamento de recursos contra decisões das instâncias inferiores. Em qualquer desses casos, o Supremo Tribunal Federal é o órgão encarregado de proferir, definitivamente, o que é o Direito, ou seja, definir a solução que atende ao ordenamento jurídico no caso concreto. Daí por que não é possível equiparar uma decisão de mérito proferida pelo plenário do Supremo Tribunal Federal a decisões proferidas por juízos de primeiro grau que, na sequência, venham a ser submetidas a recursos para órgãos de instâncias superiores. As decisões desta Suprema Corte necessariamente encerram o ciclo de tramitação dos processos no interior do sistema jurídico, por determinação do Poder Constituinte originário. No caso desta ação penal, os embargos de declaração opostos contra a condenação foram minuciosamente examinados pelo Plenário, que nada encontrou a modificar no acórdão. Porém, essa decisão ainda não foi publicada. Além disso, o voto condutor do acórdão de mérito condicionou a expedição do mandado de prisão ao trânsito em julgado da condenação (fls. 4221, vol. 21), sem que o pedido de execução imediata da pena tenha sido submetido ao colegiado pelo Parquet. Do exposto, no uso da atribuição prevista no art. 13, VIII, do RISTF, indefiro o pedido de prisão, ressalvada a possibilidade de nova análise pelo Plenário deste Tribunal (...)” (fl. 4532-4533). 8. Publicada a decisão dos primeiros embargos de declaração no DJ de 18.3.2013, a defesa opôs novos embargos de declaração, juntando cópia do diploma de Deputado Federal expedido pelo Tribunal Regional Eleitoral de Rondônia em 21.12.2010. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3963624. Supremo Tribunal Federal AP 396 QO / RO Tribunal Federal, proferiu a decisão seguinte: “(...) Inicialmente, cumpre notar que, por manifestação da soberania popular fundadora dos poderes constituídos, o Supremo Tribunal Federal foi instituído o órgão máximo do Poder Judiciário nacional. Por tal motivo, cabe a esta Suprema Corte proferir a última decisão sobre as matérias submetidas à sua jurisdição, com a autoridade que lhe é confiada pela Constituição da República. Isso vale tanto para o julgamento de ações originárias como, também, para o julgamento de recursos contra decisões das instâncias inferiores. Em qualquer desses casos, o Supremo Tribunal Federal é o órgão encarregado de proferir, definitivamente, o que é o Direito, ou seja, definir a solução que atende ao ordenamento jurídico no caso concreto. Daí por que não é possível equiparar uma decisão de mérito proferida pelo plenário do Supremo Tribunal Federal a decisões proferidas por juízos de primeiro grau que, na sequência, venham a ser submetidas a recursos para órgãos de instâncias superiores. As decisões desta Suprema Corte necessariamente encerram o ciclo de tramitação dos processos no interior do sistema jurídico, por determinação do Poder Constituinte originário. No caso desta ação penal, os embargos de declaração opostos contra a condenação foram minuciosamente examinados pelo Plenário, que nada encontrou a modificar no acórdão. Porém, essa decisão ainda não foi publicada. Além disso, o voto condutor do acórdão de mérito condicionou a expedição do mandado de prisão ao trânsito em julgado da condenação (fls. 4221, vol. 21), sem que o pedido de execução imediata da pena tenha sido submetido ao colegiado pelo Parquet. Do exposto, no uso da atribuição prevista no art. 13, VIII, do RISTF, indefiro o pedido de prisão, ressalvada a possibilidade de nova análise pelo Plenário deste Tribunal (...)” (fl. 4532-4533). 8. Publicada a decisão dos primeiros embargos de declaração no DJ de 18.3.2013, a defesa opôs novos embargos de declaração, juntando cópia do diploma de Deputado Federal expedido pelo Tribunal Regional Eleitoral de Rondônia em 21.12.2010. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3963624. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 28 Relatório AP 396 QO / RO 9. Nos Embargos de Declaração nos Embargos de Declaração opostos na Ação Penal n. 396, o Embargante sustenta, basicamente, as questões seguintes: a) omissão quanto à“arguição de que a investigação que deu origem à denúncia e à consequente decisão condenatória desenvolveu-se com grave violação a regra de competência estabelecida em prol de um dos corréus que era detentor de foro por prerrogativa de função no TJRO, que abrangia o ora embargante e os corréus (Súmula 704 /Supremo Tribunal Federal), e nada obstante isso foram eles submetidos a investigação conduzida por promotor de justiça de primeira instância e por delegado de polícia (fls. 116/117 dos autos), com grave conspurcação do postulado do juiz natural” (fl. 4635); e b) “após o julgamento [dos embargos de declaração na ação penal], o embargante, eleito deputado federal, foi diplomado e empossado, encontrando-se em pleno exercício do mandato, sendo credor dos direitos e prerrogativas dos parlamentares federais, entre eles os estabelecidos nos (…) arts. 53, § 2... e 55, § 2... , da Constituição Federal de 1988, que, por consubstanciarem garantias institucionais especiais, prevalecem sobre o disposto no art. 15, III, da Constituição Federal de 1988”. Quanto ao último ponto (item “b”), aduz que a “matéria (…) deverá merecer a elevada consideração dessa Suprema Corte como fato superveniente e de ordem pública, cognoscíveis em sede de embargos declaratórios”, argumentando que “[a]ssim não se entendesse, parece ao embargante que a matéria deveria ser levada (…) à cognição e ao julgamento do Plenário dessa Suprema Corte, em Questão de Ordem, que fica desde logo suscitada”. Este o teor dos pedidos: “(...) Ante todo o exposto, requer que os presentes embargos sejam recebidos para o efeito de suprir-se a omissão do acórdão embargado, no que pertine ao fundamento da imprestabilidade da base empírica em que fundada a denúncia e consequentemente o acórdão condenatório, por violação do princípio do juiz natural, com as conseqüências legais, bem como para o efeito de reconhecer-se e proclamar-se, como fato superveniente à condenação (segundo fundamento dos embargos), que o embargante como parlamentar 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3963624. Supremo Tribunal Federal AP 396 QO / RO 9. Nos Embargos de Declaração nos Embargos de Declaração opostos na Ação Penal n. 396, o Embargante sustenta, basicamente, as questões seguintes: a) omissão quanto à“arguição de que a investigação que deu origem à denúncia e à consequente decisão condenatória desenvolveu-se com grave violação a regra de competência estabelecida em prol de um dos corréus que era detentor de foro por prerrogativa de função no TJRO, que abrangia o ora embargante e os corréus (Súmula 704 /Supremo Tribunal Federal), e nada obstante isso foram eles submetidos a investigação conduzida por promotor de justiça de primeira instância e por delegado de polícia (fls. 116/117 dos autos), com grave conspurcação do postulado do juiz natural” (fl. 4635); e b) “após o julgamento [dos embargos de declaração na ação penal], o embargante, eleito deputado federal, foi diplomado e empossado, encontrando-se em pleno exercício do mandato, sendo credor dos direitos e prerrogativas dos parlamentares federais, entre eles os estabelecidos nos (…) arts. 53, § 2... e 55, § 2... , da Constituição Federal de 1988, que, por consubstanciarem garantias institucionais especiais, prevalecem sobre o disposto no art. 15, III, da Constituição Federal de 1988”. Quanto ao último ponto (item “b”), aduz que a “matéria (…) deverá merecer a elevada consideração dessa Suprema Corte como fato superveniente e de ordem pública, cognoscíveis em sede de embargos declaratórios”, argumentando que “[a]ssim não se entendesse, parece ao embargante que a matéria deveria ser levada (…) à cognição e ao julgamento do Plenário dessa Suprema Corte, em Questão de Ordem, que fica desde logo suscitada”. Este o teor dos pedidos: “(...) Ante todo o exposto, requer que os presentes embargos sejam recebidos para o efeito de suprir-se a omissão do acórdão embargado, no que pertine ao fundamento da imprestabilidade da base empírica em que fundada a denúncia e consequentemente o acórdão condenatório, por violação do princípio do juiz natural, com as conseqüências legais, bem como para o efeito de reconhecer-se e proclamar-se, como fato superveniente à condenação (segundo fundamento dos embargos), que o embargante como parlamentar 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3963624. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 28 Relatório AP 396 QO / RO federal encontra-se amparado pelas prerrogativas inscritas nos arts. 53, § 2... e 55, § 2... , da Constituição Federal (...)”. 10. Em 26.4.2013, o Procurador-Geral da República “ped[iu] que seja reconhecido o intuito meramente protelatório do recurso e decretado o trânsito em julgado da condenação, para que tenha início o cumprimento da pena imposta por essa Corte” (fls. 4654). 11. Trago, em questão de ordem, a matéria relativa à superveniente diplomação do réu como Deputado Federal. É o relatório. 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3963624. Supremo Tribunal Federal AP 396 QO / RO federal encontra-se amparado pelas prerrogativas inscritas nos arts. 53, § 2... e 55, § 2... , da Constituição Federal (...)”. 10. Em 26.4.2013, o Procurador-Geral da República “ped[iu] que seja reconhecido o intuito meramente protelatório do recurso e decretado o trânsito em julgado da condenação, para que tenha início o cumprimento da pena imposta por essa Corte” (fls. 4654). 11. Trago, em questão de ordem, a matéria relativa à superveniente diplomação do réu como Deputado Federal. É o relatório. 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3963624. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 28 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA 26/06/2013 PLENÁRIO QUESTÃO DE ORDEM NA AÇÃO PENAL 396 RONDÔNIA VOTO A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora): 1. A presente questão de ordem trata da subsistência, ou não, do mandato parlamentar daquele que, condenado por este Supremo Tribunal Federal pelos crimes de peculato e quadrilha, teve seus direitos políticos suspensos (e não perdidos, pois não mais detentor da titularidade de mandato na data designada para o julgamento em Plenário da ação penal), enquanto durarem os efeitos da condenação, nos termos do art. 15, inc. III, da Constituição da República. Diria com mais especificidade, que o que se há de concluir é se se a diplomação do réu em mandato parlamentar depois de condenado na presente ação penal conduz à automática perda dos direitos políticos quando do trânsito em julgado. 2. Em caso análogo ao presente, também apreciado por este Supremo Tribunal, votei vencida, tendo prevalecido a inteligência no sentido de que “uma vez condenado criminalmente um réu detentor de mandato eletivo, caberá ao Poder Judiciário decidir, em definitivo, sobre a perda do mandato”, notadamente quando “condenad[o] pela prática (...) de crim[e] contra a Administração Pública”, pois “[r]epugna à nossa Constituição o exercício do mandato parlamentar quando recaia, sobre o seu titular, a reprovação penal definitiva do Estado, suspendendo-lhe o exercício de direitos políticos e decretando-lhe a perda do mandato eletivo”. Este o trecho pertinente da decisão proferida no julgamento da Ação Penal n. 470, ocorrido no segundo semestre de 2012, Rel. Min. Joaquim Barbosa: Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4583638. Supremo Tribunal Federal 26/06/2013 PLENÁRIO QUESTÃO DE ORDEM NA AÇÃO PENAL 396 RONDÔNIA VOTO A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora): 1. A presente questão de ordem trata da subsistência, ou não, do mandato parlamentar daquele que, condenado por este Supremo Tribunal Federal pelos crimes de peculato e quadrilha, teve seus direitos políticos suspensos (e não perdidos, pois não mais detentor da titularidade de mandato na data designada para o julgamento em Plenário da ação penal), enquanto durarem os efeitos da condenação, nos termos do art. 15, inc. III, da Constituição da República. Diria com mais especificidade, que o que se há de concluir é se se a diplomação do réu em mandato parlamentar depois de condenado na presente ação penal conduz à automática perda dos direitos políticos quando do trânsito em julgado. 2. Em caso análogo ao presente, também apreciado por este Supremo Tribunal, votei vencida, tendo prevalecido a inteligência no sentido de que “uma vez condenado criminalmente um réu detentor de mandato eletivo, caberá ao Poder Judiciário decidir, em definitivo, sobre a perda do mandato”, notadamente quando “condenad[o] pela prática (...) de crim[e] contra a Administração Pública”, pois “[r]epugna à nossa Constituição o exercício do mandato parlamentar quando recaia, sobre o seu titular, a reprovação penal definitiva do Estado, suspendendo-lhe o exercício de direitos políticos e decretando-lhe a perda do mandato eletivo”. Este o trecho pertinente da decisão proferida no julgamento da Ação Penal n. 470, ocorrido no segundo semestre de 2012, Rel. Min. Joaquim Barbosa: Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4583638. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 28 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA AP 396 QO / RO “AÇÃO PENAL ORIGINÁRIA. (…) PERDA DO MANDATO ELETIVO. COMPETÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AUSÊNCIA DE VIOLAÇÃO DO PRINCÍPIO DA SEPARAÇÃO DE PODERES E FUNÇÕES. EXERCÍCIO DA FUNÇÃO JURISDICIONAL. CONDENAÇÃO DOS RÉUS DETENTORES DE MANDATO ELETIVO PELA PRÁTICA DE CRIMES CONTRA A ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA. PENA APLICADA NOS TERMOS ESTABELECIDOS NA LEGISLAÇÃO PENAL PERTINENTE. 1. O Supremo Tribunal Federal recebeu do Poder Constituinte originário a competência para processar e julgar os parlamentares federais acusados da prática de infrações penais comuns. Como consequência, é ao Supremo Tribunal Federal que compete a aplicação das penas cominadas em lei, em caso de condenação. A perda do mandato eletivo é uma pena acessória da pena principal (privativa de liberdade ou restritiva de direitos), e deve ser decretada pelo órgão que exerce a função jurisdicional, como um dos efeitos da condenação, quando presentes os requisitos legais para tanto. 2. Diferentemente da Carta outorgada de 1969, nos termos da qual as hipóteses de perda ou suspensão de direitos políticos deveriam ser disciplinadas por Lei Complementar (art. 149, §3...), o que atribuía eficácia contida ao mencionado dispositivo constitucional, a atual Constituição estabeleceu os casos de perda ou suspensão dos direitos políticos em norma de eficácia plena (art. 15, III). Em consequência, o condenado criminalmente, por decisão transitada em julgado, tem seus direitos políticos suspensos pelo tempo que durarem os efeitos da condenação. 3. A previsão contida no artigo 92, I e II, do Código Penal, é reflexo direto do disposto no art. 15, III, da Constituição Federal. Assim, uma vez condenado criminalmente um réu detentor de mandato eletivo, caberá ao Poder Judiciário decidir, em definitivo, sobre a perda do mandato. Não cabe ao Poder Legislativo deliberar sobre aspectos de decisão condenatória criminal, emanada do Poder Judiciário, proferida em detrimento de membro do Congresso Nacional. A Constituição não submete a decisão do Poder Judiciário à complementação por ato de qualquer outro órgão ou Poder da República. Não há sentença jurisdicional cuja legitimidade ou eficácia esteja condicionada à aprovação pelos órgãos do Poder Político. A 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4583638. Supremo Tribunal Federal AP 396 QO / RO “AÇÃO PENAL ORIGINÁRIA. (…) PERDA DO MANDATO ELETIVO. COMPETÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AUSÊNCIA DE VIOLAÇÃO DO PRINCÍPIO DA SEPARAÇÃO DE PODERES E FUNÇÕES. EXERCÍCIO DA FUNÇÃO JURISDICIONAL. CONDENAÇÃO DOS RÉUS DETENTORES DE MANDATO ELETIVO PELA PRÁTICA DE CRIMES CONTRA A ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA. PENA APLICADA NOS TERMOS ESTABELECIDOS NA LEGISLAÇÃO PENAL PERTINENTE. 1. O Supremo Tribunal Federal recebeu do Poder Constituinte originário a competência para processar e julgar os parlamentares federais acusados da prática de infrações penais comuns. Como consequência, é ao Supremo Tribunal Federal que compete a aplicação das penas cominadas em lei, em caso de condenação. A perda do mandato eletivo é uma pena acessória da pena principal (privativa de liberdade ou restritiva de direitos), e deve ser decretada pelo órgão que exerce a função jurisdicional, como um dos efeitos da condenação, quando presentes os requisitos legais para tanto. 2. Diferentemente da Carta outorgada de 1969, nos termos da qual as hipóteses de perda ou suspensão de direitos políticos deveriam ser disciplinadas por Lei Complementar (art. 149, §3...), o que atribuía eficácia contida ao mencionado dispositivo constitucional, a atual Constituição estabeleceu os casos de perda ou suspensão dos direitos políticos em norma de eficácia plena (art. 15, III). Em consequência, o condenado criminalmente, por decisão transitada em julgado, tem seus direitos políticos suspensos pelo tempo que durarem os efeitos da condenação. 3. A previsão contida no artigo 92, I e II, do Código Penal, é reflexo direto do disposto no art. 15, III, da Constituição Federal. Assim, uma vez condenado criminalmente um réu detentor de mandato eletivo, caberá ao Poder Judiciário decidir, em definitivo, sobre a perda do mandato. Não cabe ao Poder Legislativo deliberar sobre aspectos de decisão condenatória criminal, emanada do Poder Judiciário, proferida em detrimento de membro do Congresso Nacional. A Constituição não submete a decisão do Poder Judiciário à complementação por ato de qualquer outro órgão ou Poder da República. Não há sentença jurisdicional cuja legitimidade ou eficácia esteja condicionada à aprovação pelos órgãos do Poder Político. A 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4583638. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 28 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA AP 396 QO / RO sentença condenatória não é a revelação do parecer de umas das projeções do poder estatal, mas a manifestação integral e completa da instância constitucionalmente competente para sancionar, em caráter definitivo, as ações típicas, antijurídicas e culpáveis. Entendimento que se extrai do artigo 15, III, combinado com o artigo 55, IV, §3..., ambos da Constituição da República. Afastada a incidência do §2... do art. 55 da Lei Maior, quando a perda do mandato parlamentar for decretada pelo Poder Judiciário, como um dos efeitos da condenação criminal transitada em julgado. Ao Poder Legislativo cabe, apenas, dar fiel execução à decisão da Justiça e declarar a perda do mandato, na forma preconizada na decisão jurisdicional. 4. Repugna à nossa Constituição o exercício do mandato parlamentar quando recaia, sobre o seu titular, a reprovação penal definitiva do Estado, suspendendo-lhe o exercício de direitos políticos e decretando-lhe a perda do mandato eletivo. A perda dos direitos políticos é “consequência da existência da coisa julgada”. Consequentemente, não cabe ao Poder Legislativo “outra conduta senão a declaração da extinção do mandato” (Recurso Extraordinário 225.019, Rel. Min. Nelson Jobim). Conclusão de ordem ética consolidada a partir de precedentes do Supremo Tribunal Federal e extraída da Constituição Federal e das leis que regem o exercício do poder político-representativo, a conferir encadeamento lógico e substância material à decisão no sentido da decretação da perda do mandato eletivo. Conclusão que também se constrói a partir da lógica sistemática da Constituição, que enuncia a cidadania, a capacidade para o exercício de direitos políticos e o preenchimento pleno das condições de elegibilidade como pressupostos sucessivos para a participação completa na formação da vontade e na condução da vida política do Estado. 5. No caso, os réus parlamentares foram condenados pela prática, entre outros, de crimes contra a Administração Pública. Conduta juridicamente incompatível com os deveres inerentes ao cargo. Circunstâncias que impõem a perda do mandato como medida adequada, necessária e proporcional. 6. Decretada a suspensão dos direitos políticos de todos os réus, nos termos do art. 15, III, da Constituição Federal. Unânime. 7. Decretada, por maioria, a perda dos mandatos dos réus titulares de mandato eletivo” (DJ 22.4.2013). 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4583638. Supremo Tribunal Federal AP 396 QO / RO sentença condenatória não é a revelação do parecer de umas das projeções do poder estatal, mas a manifestação integral e completa da instância constitucionalmente competente para sancionar, em caráter definitivo, as ações típicas, antijurídicas e culpáveis. Entendimento que se extrai do artigo 15, III, combinado com o artigo 55, IV, §3..., ambos da Constituição da República. Afastada a incidência do §2... do art. 55 da Lei Maior, quando a perda do mandato parlamentar for decretada pelo Poder Judiciário, como um dos efeitos da condenação criminal transitada em julgado. Ao Poder Legislativo cabe, apenas, dar fiel execução à decisão da Justiça e declarar a perda do mandato, na forma preconizada na decisão jurisdicional. 4. Repugna à nossa Constituição o exercício do mandato parlamentar quando recaia, sobre o seu titular, a reprovação penal definitiva do Estado, suspendendo-lhe o exercício de direitos políticos e decretando-lhe a perda do mandato eletivo. A perda dos direitos políticos é “consequência da existência da coisa julgada”. Consequentemente, não cabe ao Poder Legislativo “outra conduta senão a declaração da extinção do mandato” (Recurso Extraordinário 225.019, Rel. Min. Nelson Jobim). Conclusão de ordem ética consolidada a partir de precedentes do Supremo Tribunal Federal e extraída da Constituição Federal e das leis que regem o exercício do poder político-representativo, a conferir encadeamento lógico e substância material à decisão no sentido da decretação da perda do mandato eletivo. Conclusão que também se constrói a partir da lógica sistemática da Constituição, que enuncia a cidadania, a capacidade para o exercício de direitos políticos e o preenchimento pleno das condições de elegibilidade como pressupostos sucessivos para a participação completa na formação da vontade e na condução da vida política do Estado. 5. No caso, os réus parlamentares foram condenados pela prática, entre outros, de crimes contra a Administração Pública. Conduta juridicamente incompatível com os deveres inerentes ao cargo. Circunstâncias que impõem a perda do mandato como medida adequada, necessária e proporcional. 6. Decretada a suspensão dos direitos políticos de todos os réus, nos termos do art. 15, III, da Constituição Federal. Unânime. 7. Decretada, por maioria, a perda dos mandatos dos réus titulares de mandato eletivo” (DJ 22.4.2013). 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4583638. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 28 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA AP 396 QO / RO 3. Realço, todavia, que tanto os argumentos jurídicos trazidos pelo réu, para fundamentar a manutenção do mandato parlamentar, quanto os respeitáveis votos proferidos em sentido diverso, não alteram a competência-dever desta Relatoria de analisar e decidir livremente e segundo o seu convencimento, inerente à função de julgar, pois é no exame aprofundado do caso concreto que se afirma a aplicação da lei. 4. Na espécie em pauta, o que se tem é a condenação do Réu pelos crimes de peculato e quadrilha, com a determinação da suspensão dos direitos políticos do condenado, com base no art. 15, inc. III, da Constituição da República. Ressalte-se, inicialmente, que a suspensão de direitos políticos seria inócua, se o exercício de novo mandato parlamentar impedisse a perda dos direitos políticos cassados. A perda do mandato parlamentar, nessa hipótese, deriva logicamente do preceito constitucional que impõe a cassação dos direitos políticos, que pode ser efetivada com a suspensão daqueles que não detém mandato ou a perda do mandato daqueles que o obtiverem. No julgamento da Ação Penal n. 470, acentuou com precisão o Ministro Gilmar Mendes que, “além dos casos em que a condenação criminal transitada em julgado levar à perda do mandato, em razão de a fundamentação da decisão deixar expresso que a improbidade administrativa está contida no crime, como elementar do tipo pelo qual foi condenado o parlamentar, há, ainda, outras hipóteses em que a gravidade do delito leva à aplicação de pena privativa de liberdade superior a 4 (quatro) anos. Nesses casos, aplicar-se-á o art. 92 do Código Penal, de modo que a condenação poderá gerar a perda do mandato parlamentar, em virtude do desvalor atribuído à conduta pelo ordenamento jurídico brasileiro e de sua incompatibilidade, portanto, com o exercício do mandato”. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4583638. Supremo Tribunal Federal AP 396 QO / RO 3. Realço, todavia, que tanto os argumentos jurídicos trazidos pelo réu, para fundamentar a manutenção do mandato parlamentar, quanto os respeitáveis votos proferidos em sentido diverso, não alteram a competência-dever desta Relatoria de analisar e decidir livremente e segundo o seu convencimento, inerente à função de julgar, pois é no exame aprofundado do caso concreto que se afirma a aplicação da lei. 4. Na espécie em pauta, o que se tem é a condenação do Réu pelos crimes de peculato e quadrilha, com a determinação da suspensão dos direitos políticos do condenado, com base no art. 15, inc. III, da Constituição da República. Ressalte-se, inicialmente, que a suspensão de direitos políticos seria inócua, se o exercício de novo mandato parlamentar impedisse a perda dos direitos políticos cassados. A perda do mandato parlamentar, nessa hipótese, deriva logicamente do preceito constitucional que impõe a cassação dos direitos políticos, que pode ser efetivada com a suspensão daqueles que não detém mandato ou a perda do mandato daqueles que o obtiverem. No julgamento da Ação Penal n. 470, acentuou com precisão o Ministro Gilmar Mendes que, “além dos casos em que a condenação criminal transitada em julgado levar à perda do mandato, em razão de a fundamentação da decisão deixar expresso que a improbidade administrativa está contida no crime, como elementar do tipo pelo qual foi condenado o parlamentar, há, ainda, outras hipóteses em que a gravidade do delito leva à aplicação de pena privativa de liberdade superior a 4 (quatro) anos. Nesses casos, aplicar-se-á o art. 92 do Código Penal, de modo que a condenação poderá gerar a perda do mandato parlamentar, em virtude do desvalor atribuído à conduta pelo ordenamento jurídico brasileiro e de sua incompatibilidade, portanto, com o exercício do mandato”. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4583638. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 28 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA AP 396 QO / RO No mesmo sentido, o Ministro Celso de Mello registrou que “[a] distinção feita nos termos da exegese procedida pelo eminente Ministro GILMAR MENDES permitiria, Senhor Presidente, que remanescessem, na esfera das Casas legislativas, para os fins e efeitos a que se refere o § 2... do artigo 55 da Constituição da República, aqueles casos em que o crime pelo qual foi condenado o parlamentar NÃO contivesse, como elementar típica do tipo penal, o ato de improbidade administrativa ou, então, naquelas outras hipóteses em que, mesmo não existindo essa elementar do tipo penal (conotação de improbidade administrativa), a severidade da pena de privação de liberdade (superior a quatro anos) inviabilizasse, por razões de natureza ética, o próprio exercício do mandato legislativo. Ressalvadas essas duas hipóteses, em que a perda de mandato poderia ser decretada pelo próprio Poder Judiciário, em decisão fundamentada e transitada em julgado, com apoio no artigo 92, inciso I, do Código Penal, observar-se-ia, nos demais casos, a reserva de Parlamento, podendo, então, a Casa legislativa interessada, desde que respeitadas aquelas duas (02) ressalvas, proceder na forma prevista no § 2... do artigo 55 da Lei Fundamental”. A dizer, na linha da jurisprudência deste Supremo Tribunal, a cassação dos direitos políticos imposta ao Réu condenado por crime contra a Administração Pública basta para se determinar a suspensão ou a perda, sendo absolutamente irrelevante o fato de ter sido o Réu condenado sem estar no exercício de mandato parlamentar e, posteriormente, ter sido diplomado Deputado Federal, antes do trânsito em julgado da condenação. 5. Pelo exposto, resolvo a presente questão de ordem no sentido de que, determinada a suspensão ou a cassação dos direitos políticos, tanto a suspensão quanto a perda do cargo são medidas decorrentes daquela decisão e imediatamente exequíveis após o trânsito em julgado da condenação criminal, sendo desimportante para a conclusão o exercício ou não de cargo eletivo no momento do julgamento. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4583638. Supremo Tribunal Federal AP 396 QO / RO No mesmo sentido, o Ministro Celso de Mello registrou que “[a] distinção feita nos termos da exegese procedida pelo eminente Ministro GILMAR MENDES permitiria, Senhor Presidente, que remanescessem, na esfera das Casas legislativas, para os fins e efeitos a que se refere o § 2... do artigo 55 da Constituição da República, aqueles casos em que o crime pelo qual foi condenado o parlamentar NÃO contivesse, como elementar típica do tipo penal, o ato de improbidade administrativa ou, então, naquelas outras hipóteses em que, mesmo não existindo essa elementar do tipo penal (conotação de improbidade administrativa), a severidade da pena de privação de liberdade (superior a quatro anos) inviabilizasse, por razões de natureza ética, o próprio exercício do mandato legislativo. Ressalvadas essas duas hipóteses, em que a perda de mandato poderia ser decretada pelo próprio Poder Judiciário, em decisão fundamentada e transitada em julgado, com apoio no artigo 92, inciso I, do Código Penal, observar-se-ia, nos demais casos, a reserva de Parlamento, podendo, então, a Casa legislativa interessada, desde que respeitadas aquelas duas (02) ressalvas, proceder na forma prevista no § 2... do artigo 55 da Lei Fundamental”. A dizer, na linha da jurisprudência deste Supremo Tribunal, a cassação dos direitos políticos imposta ao Réu condenado por crime contra a Administração Pública basta para se determinar a suspensão ou a perda, sendo absolutamente irrelevante o fato de ter sido o Réu condenado sem estar no exercício de mandato parlamentar e, posteriormente, ter sido diplomado Deputado Federal, antes do trânsito em julgado da condenação. 5. Pelo exposto, resolvo a presente questão de ordem no sentido de que, determinada a suspensão ou a cassação dos direitos políticos, tanto a suspensão quanto a perda do cargo são medidas decorrentes daquela decisão e imediatamente exequíveis após o trânsito em julgado da condenação criminal, sendo desimportante para a conclusão o exercício ou não de cargo eletivo no momento do julgamento. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4583638. Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 28 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA AP 396 QO / RO É como voto. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4583638. Supremo Tribunal Federal AP 396 QO / RO É como voto. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4583638. Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 28 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI 26/06/2013 PLENÁRIO QUESTÃO DE ORDEM NA AÇÃO PENAL 396 RONDÔNIA V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI: 1. Com referência à questão de ordem suscitada, relativa à invocação de fato superveniente ao acórdão condenatório (= a diplomação do ora embargante como deputado federal), também não procede a alegação de violação ao art. 53, § 2... da CRFB/1988 (“§ 2... Desde a expedição do diploma, os membros do Congresso Nacional não poderão ser presos, salvo em flagrante de crime inafiançável. Nesse caso, os autos serão remetidos dentro de vinte e quatro horas à Casa respectiva, para que, pelo voto da maioria de seus membros, resolva sobre a prisão”). 2. Esse dispositivo, embora tenha recebido nova redação pela Emenda Constitucional 35, de 20 de dezembro de 2001, preservou incólume, no que diz respeito à disciplina das imunidades especificamente reconhecidas aos parlamentares federais, a regra geral segundo a qual, no âmbito das prisões cautelares, somente se admitiria a modalidade da prisão em flagrante decorrente de crime inafiançável. É essa circunstância que deve ser salientada: a prisão, a que se refere o dispositivo constitucional, é a prisão de natureza cautelar, não a decorrente de sentença condenatória definitiva, transitada em julgado. Nesse sentido é a orientação que se retira de acórdão do Plenário do Supremo Tribunal Federal no Inquérito 510/DF, relator Min. Relator Celso de Mello, julgado em 1.../02/1991, em época em que ainda se exigia a licença da casa legislativa para instaurar ação penal contra parlamentar (antes, portanto, da edição da EC 35/2001). Colhe-se do voto do relator, ao tratar da garantia do § 2... do art. 53 como espécie de imunidade parlamentar formal: “(...) O exercício do mandato parlamentar recebeu expressiva tutela jurídica da ordem normativa formalmente consubstanciada na Constituição Federal de 1988. Dentre as Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4298392. Supremo Tribunal Federal 26/06/2013 PLENÁRIO QUESTÃO DE ORDEM NA AÇÃO PENAL 396 RONDÔNIA V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI: 1. Com referência à questão de ordem suscitada, relativa à invocação de fato superveniente ao acórdão condenatório (= a diplomação do ora embargante como deputado federal), também não procede a alegação de violação ao art. 53, § 2... da CRFB/1988 (“§ 2... Desde a expedição do diploma, os membros do Congresso Nacional não poderão ser presos, salvo em flagrante de crime inafiançável. Nesse caso, os autos serão remetidos dentro de vinte e quatro horas à Casa respectiva, para que, pelo voto da maioria de seus membros, resolva sobre a prisão”). 2. Esse dispositivo, embora tenha recebido nova redação pela Emenda Constitucional 35, de 20 de dezembro de 2001, preservou incólume, no que diz respeito à disciplina das imunidades especificamente reconhecidas aos parlamentares federais, a regra geral segundo a qual, no âmbito das prisões cautelares, somente se admitiria a modalidade da prisão em flagrante decorrente de crime inafiançável. É essa circunstância que deve ser salientada: a prisão, a que se refere o dispositivo constitucional, é a prisão de natureza cautelar, não a decorrente de sentença condenatória definitiva, transitada em julgado. Nesse sentido é a orientação que se retira de acórdão do Plenário do Supremo Tribunal Federal no Inquérito 510/DF, relator Min. Relator Celso de Mello, julgado em 1.../02/1991, em época em que ainda se exigia a licença da casa legislativa para instaurar ação penal contra parlamentar (antes, portanto, da edição da EC 35/2001). Colhe-se do voto do relator, ao tratar da garantia do § 2... do art. 53 como espécie de imunidade parlamentar formal: “(...) O exercício do mandato parlamentar recebeu expressiva tutela jurídica da ordem normativa formalmente consubstanciada na Constituição Federal de 1988. Dentre as Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4298392. Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 28 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI AP 396 QO / RO prerrogativas de caráter político-institucional que inerem ao Poder Legislativo e aos que o integram, emerge, com inquestionável relevo jurídico, o instituto da imunidade parlamentar, que se projeta em duas dimensões: a primeira, de ordem material, a consagra a inviolabilidade dos membros do Congresso Nacional, por suas opiniões palavras e votos (imunidade parlamentar material), e a segunda, de caráter formal (imunidade parlamentar formal), a geral, de um lado a improcessabilidade dos parlamentares, que só poderão ser submetidos a procedimentos penais acusatórios mediante prévia licença de suas Casas, e, de outro, o estado de relativa incoercibilidade pessoal dos congressistas (freedom from arrest), que só poderão sofrer prisão provisória ou cautelar numa única e singular hipótese: situação de flagrância em crime inafiançável.” - (INQ 510/DF, Pleno, Inquérito Arquivado, j. 1....02.1991, DJ 19.04.1991). A mencionada “incoercibilidade pessoal dos congressistas” configura-se, por conseguinte, como garantia de natureza relativa. Isto é, o próprio texto constitucional excepciona a prisão em flagrante de crime inafiançável como exceção à regra geral da vedação de custódias cautelares em detrimento de parlamentares. 3. Em suma, ainda que pendente a deliberação, pela respectiva Casa, a respeito da perda, ou não, do mandato do parlamentar condenado definitivamente (Constituição Federal de 1988, art. 55, § 2...), não há empecilho constitucional algum a que o Judiciário promova a execução da pena privativa de liberdade a ele imposta. Nesse particular, nem mesmo o modelo mais amplo de incoercibilidade pessoal consistente na vedação absoluta de prisões cautelares em detrimento do Presidente da República nas infrações comuns poderia salvaguardar a situação jurídica do ora embargante. Note-se que, mesmo nesse regime excepcional aplicável exclusivamente ao Presidente na condição de Chefe de Estado (ADI 978/PB, Pleno, j. 19.10.1995, DJ 17.11.1995), o marco fixado pelo texto constitucional é a 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4298392. Supremo Tribunal Federal AP 396 QO / RO prerrogativas de caráter político-institucional que inerem ao Poder Legislativo e aos que o integram, emerge, com inquestionável relevo jurídico, o instituto da imunidade parlamentar, que se projeta em duas dimensões: a primeira, de ordem material, a consagra a inviolabilidade dos membros do Congresso Nacional, por suas opiniões palavras e votos (imunidade parlamentar material), e a segunda, de caráter formal (imunidade parlamentar formal), a geral, de um lado a improcessabilidade dos parlamentares, que só poderão ser submetidos a procedimentos penais acusatórios mediante prévia licença de suas Casas, e, de outro, o estado de relativa incoercibilidade pessoal dos congressistas (freedom from arrest), que só poderão sofrer prisão provisória ou cautelar numa única e singular hipótese: situação de flagrância em crime inafiançável.” - (INQ 510/DF, Pleno, Inquérito Arquivado, j. 1....02.1991, DJ 19.04.1991). A mencionada “incoercibilidade pessoal dos congressistas” configura-se, por conseguinte, como garantia de natureza relativa. Isto é, o próprio texto constitucional excepciona a prisão em flagrante de crime inafiançável como exceção à regra geral da vedação de custódias cautelares em detrimento de parlamentares. 3. Em suma, ainda que pendente a deliberação, pela respectiva Casa, a respeito da perda, ou não, do mandato do parlamentar condenado definitivamente (Constituição Federal de 1988, art. 55, § 2...), não há empecilho constitucional algum a que o Judiciário promova a execução da pena privativa de liberdade a ele imposta. Nesse particular, nem mesmo o modelo mais amplo de incoercibilidade pessoal consistente na vedação absoluta de prisões cautelares em detrimento do Presidente da República nas infrações comuns poderia salvaguardar a situação jurídica do ora embargante. Note-se que, mesmo nesse regime excepcional aplicável exclusivamente ao Presidente na condição de Chefe de Estado (ADI 978/PB, Pleno, j. 19.10.1995, DJ 17.11.1995), o marco fixado pelo texto constitucional é a 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4298392. Inteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 28 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI AP 396 QO / RO superveniência de juízo condenatório (CRFB/1988, art. 86, § 3...: “Enquanto não sobrevier sentença condenatória, nas infrações comuns, o Presidente da República não estará sujeito à prisão”). 4. Em conclusão, o fato superveniente suscitado, em sede de questão de ordem, nestes segundos embargos não altera, nem a condenação imposta ao embargante, nem inibe a execução da pena que lhe foi imposta, de modo definitivo, pelo Supremo Tribunal Federal. Por essa razão, voto pela rejeição da questão de ordem suscitada. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4298392. Supremo Tribunal Federal AP 396 QO / RO superveniência de juízo condenatório (CRFB/1988, art. 86, § 3...: “Enquanto não sobrevier sentença condenatória, nas infrações comuns, o Presidente da República não estará sujeito à prisão”). 4. Em conclusão, o fato superveniente suscitado, em sede de questão de ordem, nestes segundos embargos não altera, nem a condenação imposta ao embargante, nem inibe a execução da pena que lhe foi imposta, de modo definitivo, pelo Supremo Tribunal Federal. Por essa razão, voto pela rejeição da questão de ordem suscitada. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4298392. Inteiro Teor do Acórdão - Página 18 de 28 Voto - MIN. ROSA WEBER 26/06/2013 PLENÁRIO QUESTÃO DE ORDEM NA AÇÃO PENAL 396 RONDÔNIA TRIBUNAL PLENO QUESTÃO DE ORDEM NA AÇÃO PENAL 396 VOTO A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER - Senhor Presidente, eu subscrevo os fundamentos da eminente Relatora na mesma linha, destacando que também, quando do julgamento da Ação Penal n 470, fiquei vencida com relação ao segundo tema; embora também pense, como o Ministro Teori, que, na verdade, neste caso, ele não se põe. E, com relação ao fato superveniente, da mesma forma, não inibiria, até porque o fundamento do Advogado foi justamente o fato, ou a questão sequer se apreciou em função da renúncia que foi declarada e noticiada da Tribunal na véspera. xxxxxxxxxxxxxxxxx Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4591395. Supremo Tribunal Federal 26/06/2013 PLENÁRIO QUESTÃO DE ORDEM NA AÇÃO PENAL 396 RONDÔNIA TRIBUNAL PLENO QUESTÃO DE ORDEM NA AÇÃO PENAL 396 VOTO A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER - Senhor Presidente, eu subscrevo os fundamentos da eminente Relatora na mesma linha, destacando que também, quando do julgamento da Ação Penal n 470, fiquei vencida com relação ao segundo tema; embora também pense, como o Ministro Teori, que, na verdade, neste caso, ele não se põe. E, com relação ao fato superveniente, da mesma forma, não inibiria, até porque o fundamento do Advogado foi justamente o fato, ou a questão sequer se apreciou em função da renúncia que foi declarada e noticiada da Tribunal na véspera. xxxxxxxxxxxxxxxxx Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4591395. Inteiro Teor do Acórdão - Página 19 de 28 Voto - MIN. LUIZ FUX 26/06/2013 PLENÁRIO QUESTÃO DE ORDEM NA AÇÃO PENAL 396 RONDÔNIA VOTO O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - Presidente, acompanho também a Relatora em relação a esta questão de ordem, não só pela natureza da prisão a que se refere o dispositivo, como também a ratio essendi - entendo eu - desses dispositivos legais visam a evitar que se faça uma perseguição política, que sejam tomadas essas medidas em razão de uma atuação parlamentar; é um julgamento, como se dissesse, de exceção. E essa é a teleologia do dispositivo, conforme tive a oportunidade de pesquisar. Então, por esses fundamentos, também acompanho a eminente Relatora. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4342070. Supremo Tribunal Federal 26/06/2013 PLENÁRIO QUESTÃO DE ORDEM NA AÇÃO PENAL 396 RONDÔNIA VOTO O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - Presidente, acompanho também a Relatora em relação a esta questão de ordem, não só pela natureza da prisão a que se refere o dispositivo, como também a ratio essendi - entendo eu - desses dispositivos legais visam a evitar que se faça uma perseguição política, que sejam tomadas essas medidas em razão de uma atuação parlamentar; é um julgamento, como se dissesse, de exceção. E essa é a teleologia do dispositivo, conforme tive a oportunidade de pesquisar. Então, por esses fundamentos, também acompanho a eminente Relatora. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4342070. Inteiro Teor do Acórdão - Página 20 de 28 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI 26/06/2013 PLENÁRIO QUESTÃO DE ORDEM NA AÇÃO PENAL 396 RONDÔNIA V O T O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI - Senhor Presidente, eu acompanho a eminente Relatora, mas, no que tange aos fundamentos, eu também me ponho de acordo com o que foi expressado pelo eminente Ministro Teori. Eu entendo que essa imunidade relativamente à prisão de que trata o artigo 53, parágrafo 2..., da nossa Constituição, há de ser interpretado em conjunto com o artigo 2..., que diz respeito à separação dos Poderes - portanto, é preciso preservar a esfera de competência de cada um dos Poderes -, e também com artigo 102, I, b da nossa Carta Magna que diz exatamente: "Art. 102. Compete ao Supremo Tribunal Federal, precipuamente, a guarda da Constituição, cabendo-lhe: I - processar e julgar, originariamente: .......... b) nas infrações penais comuns, o Presidente da República, o Vice-Presidente, os membros do Congresso Nacional, seus próprios Ministros e o Procurador-Geral da República;" Portanto, para dar efetividade a esse dispositivo da Constituição, é que o artigo 53, § 2..., deve ser interpretado com as limitações que foram explicitadas - a meu ver, com muita correção - pelo eminente Ministro Teori Zavascki. Também entendo que a questão da perda do mandato, neste caso, não se coloca. E, portanto, com essas considerações brevíssimas acompanho integralmente a nossa Relatora. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4271247. Supremo Tribunal Federal 26/06/2013 PLENÁRIO QUESTÃO DE ORDEM NA AÇÃO PENAL 396 RONDÔNIA V O T O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI - Senhor Presidente, eu acompanho a eminente Relatora, mas, no que tange aos fundamentos, eu também me ponho de acordo com o que foi expressado pelo eminente Ministro Teori. Eu entendo que essa imunidade relativamente à prisão de que trata o artigo 53, parágrafo 2..., da nossa Constituição, há de ser interpretado em conjunto com o artigo 2..., que diz respeito à separação dos Poderes - portanto, é preciso preservar a esfera de competência de cada um dos Poderes -, e também com artigo 102, I, b da nossa Carta Magna que diz exatamente: "Art. 102. Compete ao Supremo Tribunal Federal, precipuamente, a guarda da Constituição, cabendo-lhe: I - processar e julgar, originariamente: .......... b) nas infrações penais comuns, o Presidente da República, o Vice-Presidente, os membros do Congresso Nacional, seus próprios Ministros e o Procurador-Geral da República;" Portanto, para dar efetividade a esse dispositivo da Constituição, é que o artigo 53, § 2..., deve ser interpretado com as limitações que foram explicitadas - a meu ver, com muita correção - pelo eminente Ministro Teori Zavascki. Também entendo que a questão da perda do mandato, neste caso, não se coloca. E, portanto, com essas considerações brevíssimas acompanho integralmente a nossa Relatora. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4271247. Inteiro Teor do Acórdão - Página 21 de 28 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 26/06/2013 PLENÁRIO QUESTÃO DE ORDEM NA AÇÃO PENAL 396 RONDÔNIA VOTO O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Presidente, estamos a examinar em instância única e, por isso, não podemos adotar ortodoxia maior quanto à admissibilidade dos embargos declaratórios. Deve haver o aperfeiçoamento da prestação jurisdicional, sabendo-se que, julgando o Tribunal, não terá o cidadão acesso a outro patamar do Judiciário. Por isso, afasto, de início, a jurisprudência reiterada quanto à inadmissibilidade dos segundos declaratórios, uma vez não tendo surgido o vício pela vez primeira – porque admito excepcionalmente os segundos declaratórios – na análise dos primeiros. De qualquer forma, é possível implementar-se ordem de ofício, ou seja, há previsão no Código de Processo Penal a revelar que o julgador, defrontando-se com ilegalidade passível de alcançar o direito de ir e vir do cidadão, pode deferir, pouco importando a competência, a ordem de ofício. Quando julgamos a Ação Penal, fiz ver em voto proferido: "Presidente, limito-me à questão instrumental porque está consubstanciada na colocação da Ministra Cármen Lúcia. E não posso, evidentemente, potencializar o fundo da ação penal para posteriormente voltar a ela. A competência do Tribunal há de ser apreciada em primeiro lugar. Constato que, pouco a pouco, a renúncia vem merecendo a excomunhão maior e receio que, muito cedo, não se tenha mais esse instituto no cenário jurídico. O móvel da prerrogativa de ser julgado pelo Supremo, o que é fato e precisa ser considerado pela Corte – e não sei se há realmente uma prerrogativa, porque o direito de defesa, ante a tacada única no pronunciamento, no crivo, acaba por prejudicar o próprio detentor dessa chamada prerrogativa –, já não existe, porque o Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4290812. Supremo Tribunal Federal 26/06/2013 PLENÁRIO QUESTÃO DE ORDEM NA AÇÃO PENAL 396 RONDÔNIA VOTO O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Presidente, estamos a examinar em instância única e, por isso, não podemos adotar ortodoxia maior quanto à admissibilidade dos embargos declaratórios. Deve haver o aperfeiçoamento da prestação jurisdicional, sabendo-se que, julgando o Tribunal, não terá o cidadão acesso a outro patamar do Judiciário. Por isso, afasto, de início, a jurisprudência reiterada quanto à inadmissibilidade dos segundos declaratórios, uma vez não tendo surgido o vício pela vez primeira – porque admito excepcionalmente os segundos declaratórios – na análise dos primeiros. De qualquer forma, é possível implementar-se ordem de ofício, ou seja, há previsão no Código de Processo Penal a revelar que o julgador, defrontando-se com ilegalidade passível de alcançar o direito de ir e vir do cidadão, pode deferir, pouco importando a competência, a ordem de ofício. Quando julgamos a Ação Penal, fiz ver em voto proferido: "Presidente, limito-me à questão instrumental porque está consubstanciada na colocação da Ministra Cármen Lúcia. E não posso, evidentemente, potencializar o fundo da ação penal para posteriormente voltar a ela. A competência do Tribunal há de ser apreciada em primeiro lugar. Constato que, pouco a pouco, a renúncia vem merecendo a excomunhão maior e receio que, muito cedo, não se tenha mais esse instituto no cenário jurídico. O móvel da prerrogativa de ser julgado pelo Supremo, o que é fato e precisa ser considerado pela Corte – e não sei se há realmente uma prerrogativa, porque o direito de defesa, ante a tacada única no pronunciamento, no crivo, acaba por prejudicar o próprio detentor dessa chamada prerrogativa –, já não existe, porque o Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4290812. Inteiro Teor do Acórdão - Página 22 de 28 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO AP 396 QO / RO réu desta ação penal não integra mais o Congresso Nacional. E sabemos que a competência do Supremo é de direito estrito. É o que se contém na Carta da República e nada mais. Poderíamos ter, Presidente, o obstáculo do § 4..., quanto à eficácia da renúncia, ato de vontade que surte efeitos imediatos" – excetuado o que previsto neste parágrafo, que transcrevo: “'Art. 55 (...) § 4... A renúncia de parlamentar submetido a processo que vise ou possa levar à perda do mandato, nos termos deste artigo' – a cláusula é importantíssima e não podemos cogitar, aqui, do óbice à eficácia da renúncia pela simples existência de uma ação penal ainda em curso – 'terá seus efeitos suspensos até as deliberações finais de que tratam os §§ 2... e 3...'." Indaguei, então, naquela oportunidade: “Para que haja a deliberação de que trata o § 2... do artigo 55, o que a Carta da República requer? Uma decisão” – respondi – “criminal trânsita em julgado, já coberta pela preclusão maior. Aí, sim. Se houver e se já tiver sido instaurado o processo no Parlamento, na Casa do Parlamento de que versa o § 2..., há a atração do disposto no § 4... do artigo 55 da Constituição Federal. Presidente, até mesmo pelo fato de sermos os guardas maiores do Diploma Maior, não podemos aditá-lo. Não podemos inserir, no § 4... do artigo 55 em comento, o que nele não está contemplado. A meu ver – é a minha óptica, a minha ciência, a minha consciência –, o que cumpre ao Supremo é constatar o fato de o réu da ação penal não mais ser membro do Congresso Nacional. Em se tratando de um direito potestativo, como é o relativo à renúncia, custa-me muito vislumbrar nessa renúncia, sem considerar até mesmo a autodefesa, própria ao processo penal, um abuso no exercício do direito. Peço vênia aos colegas, à maioria já formada, para 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4290812. Supremo Tribunal Federal AP 396 QO / RO réu desta ação penal não integra mais o Congresso Nacional. E sabemos que a competência do Supremo é de direito estrito. É o que se contém na Carta da República e nada mais. Poderíamos ter, Presidente, o obstáculo do § 4..., quanto à eficácia da renúncia, ato de vontade que surte efeitos imediatos" – excetuado o que previsto neste parágrafo, que transcrevo: “'Art. 55 (...) § 4... A renúncia de parlamentar submetido a processo que vise ou possa levar à perda do mandato, nos termos deste artigo' – a cláusula é importantíssima e não podemos cogitar, aqui, do óbice à eficácia da renúncia pela simples existência de uma ação penal ainda em curso – 'terá seus efeitos suspensos até as deliberações finais de que tratam os §§ 2... e 3...'." Indaguei, então, naquela oportunidade: “Para que haja a deliberação de que trata o § 2... do artigo 55, o que a Carta da República requer? Uma decisão” – respondi – “criminal trânsita em julgado, já coberta pela preclusão maior. Aí, sim. Se houver e se já tiver sido instaurado o processo no Parlamento, na Casa do Parlamento de que versa o § 2..., há a atração do disposto no § 4... do artigo 55 da Constituição Federal. Presidente, até mesmo pelo fato de sermos os guardas maiores do Diploma Maior, não podemos aditá-lo. Não podemos inserir, no § 4... do artigo 55 em comento, o que nele não está contemplado. A meu ver – é a minha óptica, a minha ciência, a minha consciência –, o que cumpre ao Supremo é constatar o fato de o réu da ação penal não mais ser membro do Congresso Nacional. Em se tratando de um direito potestativo, como é o relativo à renúncia, custa-me muito vislumbrar nessa renúncia, sem considerar até mesmo a autodefesa, própria ao processo penal, um abuso no exercício do direito. Peço vênia aos colegas, à maioria já formada, para 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4290812. Inteiro Teor do Acórdão - Página 23 de 28 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO AP 396 QO / RO dissentir e assentar: com a renúncia operada, com o fato de o réu ter deixado de ser membro do Congresso Nacional, cessou a competência do Tribunal e cessaria também se o julgamento estivesse em curso e não concluído.” Evidentemente, quando se cogita da competência por prerrogativa de função, há espécie que se igualiza à competência em razão da matéria, ou seja, tem-se a competência funcional que é classificada, sem dúvida alguma, no campo da doutrina – e penso que também no jurisprudencial – como absoluta e não simplesmente relativa. Por que ressalto esse aspecto? Porque, enquanto não cessada a jurisdição – e até aqui não houve a cessação da jurisdição, tanto que o processo foi apregoado e estamos a proferir votos –, é possível reconhecer-se a incompetência absoluta. Ela não fica afastada pela passagem do tempo, por um pronunciamento pretérito do Tribunal. É muito importante atentarmos para a matéria, porque envolve princípio que visa obstar o Juízo de exceção, o Tribunal de Exceção: o princípio do do juízo natural. Prossigo, Presidente: A articulação sobre a incidência, na espécie, do disposto nos artigos 53, § 2..., e 55, § 2..., da Constituição Federal, posteriormente ao julgamento, teria o réu assumido o cargo de deputado federal. Essa circunstância, consoante as razões elaboradas pelo defensor técnico do réu, professor Nabor Bulhões – e bem elaboradas –, esse fato estaria a afastar, segundo esses preceitos, a possibilidade de ter-se, uma vez transitado em julgado o título judicial condenatório, a prisão do réu. Presidente, o artigo 53, § 2..., da Constituição Federal, como já foi frisado pelo ministro Teori Zavascki, não alcança a execução do título judicial ao prever que: § 2... Desde a expedição do diploma, os membros do 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4290812. Supremo Tribunal Federal AP 396 QO / RO dissentir e assentar: com a renúncia operada, com o fato de o réu ter deixado de ser membro do Congresso Nacional, cessou a competência do Tribunal e cessaria também se o julgamento estivesse em curso e não concluído.” Evidentemente, quando se cogita da competência por prerrogativa de função, há espécie que se igualiza à competência em razão da matéria, ou seja, tem-se a competência funcional que é classificada, sem dúvida alguma, no campo da doutrina – e penso que também no jurisprudencial – como absoluta e não simplesmente relativa. Por que ressalto esse aspecto? Porque, enquanto não cessada a jurisdição – e até aqui não houve a cessação da jurisdição, tanto que o processo foi apregoado e estamos a proferir votos –, é possível reconhecer-se a incompetência absoluta. Ela não fica afastada pela passagem do tempo, por um pronunciamento pretérito do Tribunal. É muito importante atentarmos para a matéria, porque envolve princípio que visa obstar o Juízo de exceção, o Tribunal de Exceção: o princípio do do juízo natural. Prossigo, Presidente: A articulação sobre a incidência, na espécie, do disposto nos artigos 53, § 2..., e 55, § 2..., da Constituição Federal, posteriormente ao julgamento, teria o réu assumido o cargo de deputado federal. Essa circunstância, consoante as razões elaboradas pelo defensor técnico do réu, professor Nabor Bulhões – e bem elaboradas –, esse fato estaria a afastar, segundo esses preceitos, a possibilidade de ter-se, uma vez transitado em julgado o título judicial condenatório, a prisão do réu. Presidente, o artigo 53, § 2..., da Constituição Federal, como já foi frisado pelo ministro Teori Zavascki, não alcança a execução do título judicial ao prever que: § 2... Desde a expedição do diploma, os membros do 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4290812. Inteiro Teor do Acórdão - Página 24 de 28 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO AP 396 QO / RO Congresso Nacional não poderão ser presos, salvo em flagrante de crime inafiançável. Nesse caso, os autos serão remetidos dentro de vinte e quatro horas à Casa respectiva, para que, pelo voto da maioria de seus membros, resolva sobre a prisão. Refere-se, iniludivelmente, à prisão provisória, não alcançando, portanto, a que decorra de um mandado visando o cumprimento da pena, visando a execução de condenação judicial. A assim não se entender, estar-se-á indo além do que foi o Constituinte de 1988, no que versou – e também mencionou o fato o ministro Teori Zavascki – que o Presidente da República, na vigência de seu mandato, não pode ser responsabilizado. Não há sequer o curso da ação penal por atos estranhos ao exercício das respectivas funções. Por que se estaria indo até além do que se previu quanto ao Presidente da República? Porque, havendo processo-crime, a tramitação, havendo uma decisão judicial, havendo, até mesmo, a preclusão da decisão judicial no campo da recorribilidade, não se teria a eficácia, a concretude dessa mesma decisão judicial. O que ocorrerá, Presidente, uma vez preclusa a decisão? O título não previu, realmente, a perda do mandato. O que haverá se dará no campo das consequências, simples consequências naturais da imposição de pena restritiva da liberdade, e a ser cumprida, penso – não me lembro bem do pronunciamento do Tribunal –, em regime fechado, ficando inviabilizado o exercício do mandato, a continuidade do réu como Deputado Federal. Aqui, tem-se uma neutralidade do silêncio quanto à perda do mandato. Não implica esse silêncio assentar-se que, simplesmente, continuará intangível o mandato de Deputado Federal. No mais, Presidente – não sei se estou indo adiante, mas uso a palavra para depois não voltar a sustentar e a me manifestar sobre a matéria –, não cabe ir adiante e como quê fechar o protocolo do Supremo ao jurisdicionado, e deixar-se, até mesmo, de aguardar a confecção e a publicação do acórdão que decorrerá da apreciação dessas matérias colocadas no Plenário. Presidente, volto à problemática da competência e reafirmo que 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4290812. Supremo Tribunal Federal AP 396 QO / RO Congresso Nacional não poderão ser presos, salvo em flagrante de crime inafiançável. Nesse caso, os autos serão remetidos dentro de vinte e quatro horas à Casa respectiva, para que, pelo voto da maioria de seus membros, resolva sobre a prisão. Refere-se, iniludivelmente, à prisão provisória, não alcançando, portanto, a que decorra de um mandado visando o cumprimento da pena, visando a execução de condenação judicial. A assim não se entender, estar-se-á indo além do que foi o Constituinte de 1988, no que versou – e também mencionou o fato o ministro Teori Zavascki – que o Presidente da República, na vigência de seu mandato, não pode ser responsabilizado. Não há sequer o curso da ação penal por atos estranhos ao exercício das respectivas funções. Por que se estaria indo até além do que se previu quanto ao Presidente da República? Porque, havendo processo-crime, a tramitação, havendo uma decisão judicial, havendo, até mesmo, a preclusão da decisão judicial no campo da recorribilidade, não se teria a eficácia, a concretude dessa mesma decisão judicial. O que ocorrerá, Presidente, uma vez preclusa a decisão? O título não previu, realmente, a perda do mandato. O que haverá se dará no campo das consequências, simples consequências naturais da imposição de pena restritiva da liberdade, e a ser cumprida, penso – não me lembro bem do pronunciamento do Tribunal –, em regime fechado, ficando inviabilizado o exercício do mandato, a continuidade do réu como Deputado Federal. Aqui, tem-se uma neutralidade do silêncio quanto à perda do mandato. Não implica esse silêncio assentar-se que, simplesmente, continuará intangível o mandato de Deputado Federal. No mais, Presidente – não sei se estou indo adiante, mas uso a palavra para depois não voltar a sustentar e a me manifestar sobre a matéria –, não cabe ir adiante e como quê fechar o protocolo do Supremo ao jurisdicionado, e deixar-se, até mesmo, de aguardar a confecção e a publicação do acórdão que decorrerá da apreciação dessas matérias colocadas no Plenário. Presidente, volto à problemática da competência e reafirmo que 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4290812. Inteiro Teor do Acórdão - Página 25 de 28 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO AP 396 QO / RO estamos a analisar incompetência absoluta. E consigno que, enquanto não cessada a jurisdição, pode e deve ser ferida, porque seria uma grande incongruência o Tribunal estar convencido da respectiva incompetência absoluta e não declará-la. Por isso, peço vênia para, nesse ponto, reiterando o que tive oportunidade de veicular antes, quando julgamos a Ação Penal, assentar a incompetência do Tribunal. 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4290812. Supremo Tribunal Federal AP 396 QO / RO estamos a analisar incompetência absoluta. E consigno que, enquanto não cessada a jurisdição, pode e deve ser ferida, porque seria uma grande incongruência o Tribunal estar convencido da respectiva incompetência absoluta e não declará-la. Por isso, peço vênia para, nesse ponto, reiterando o que tive oportunidade de veicular antes, quando julgamos a Ação Penal, assentar a incompetência do Tribunal. 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4290812. Inteiro Teor do Acórdão - Página 26 de 28 Aditamento ao Voto 26/06/2013 PLENÁRIO QUESTÃO DE ORDEM NA AÇÃO PENAL 396 RONDÔNIA ADITAMENTO AO VOTO O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI - Senhor Presidente, gostaria de fazer um pequeno acréscimo no meu voto para dizer que, nos termos da Constituição, não há nenhuma incompatibilidade entre a manutenção do cargo de deputado e o cumprimento de uma prisão, tanto que a Constituição prevê a hipótese de prisão em flagrante de um deputado, que ele, obviamente, vai cumprir, embora não esteja formalmente destituído do cargo. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Que, em tese, pode ser mantida pelo Congresso, coisa que o “depoente”, de início, não acredita. O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI – Portanto, não há nenhuma incompatibilidade entre um deputado permanecer no cargo de deputado e ser preso. A manutenção ou não do mandato, nesses casos, no caso de condenação definitiva, no meu entender, é uma questão que tem de ser resolvida pelo Congresso. E, no caso de prisão em flagrante, nem essa questão se colocaria. É esse esclarecimento que eu gostaria de fazer. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4292303. Supremo Tribunal Federal 26/06/2013 PLENÁRIO QUESTÃO DE ORDEM NA AÇÃO PENAL 396 RONDÔNIA ADITAMENTO AO VOTO O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI - Senhor Presidente, gostaria de fazer um pequeno acréscimo no meu voto para dizer que, nos termos da Constituição, não há nenhuma incompatibilidade entre a manutenção do cargo de deputado e o cumprimento de uma prisão, tanto que a Constituição prevê a hipótese de prisão em flagrante de um deputado, que ele, obviamente, vai cumprir, embora não esteja formalmente destituído do cargo. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Que, em tese, pode ser mantida pelo Congresso, coisa que o “depoente”, de início, não acredita. O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI – Portanto, não há nenhuma incompatibilidade entre um deputado permanecer no cargo de deputado e ser preso. A manutenção ou não do mandato, nesses casos, no caso de condenação definitiva, no meu entender, é uma questão que tem de ser resolvida pelo Congresso. E, no caso de prisão em flagrante, nem essa questão se colocaria. É esse esclarecimento que eu gostaria de fazer. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4292303. Inteiro Teor do Acórdão - Página 27 de 28 Extrato de Ata - 26/06/2013 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA QUESTÃO DE ORDEM NA AÇÃO PENAL 396 PROCED. : RONDÔNIA RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AUTOR(A/S)(ES) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE RONDÔNIA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE RONDÔNIA RÉU(É)(S) : NATAN DONADON ADV.(A/S) : BRUNO RODRIGUES ADV.(A/S) : MAURÍCIO CORRÊA ADV.(A/S) : MAURO MACHADO CHAIBEN Decisão: O Tribunal, por maioria, vencido o Ministro Marco Aurélio, resolveu a questão de ordem no sentido de que, determinada a cassação dos direitos políticos, tanto a suspensão quanto a perda do cargo são medidas decorrentes e imediatamente exeqüíveis após o trânsito em julgado da condenação criminal, sendo desimportante para a conclusão o exercício ou não de cargo eletivo no momento do julgamento, nos termos do voto da Relatora. Votou o Presidente, Ministro Joaquim Barbosa. Ausente, justificadamente, o Ministro Celso de Mello. Plenário, 26.06.2013. Presidência do Senhor Ministro Joaquim Barbosa. Presentes à sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Teori Zavascki. Procurador-Geral da República, Dr. Roberto Monteiro Gurgel Santos. p/ Luiz Tomimatsu Assessor-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4291030 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA QUESTÃO DE ORDEM NA AÇÃO PENAL 396 PROCED. : RONDÔNIA RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AUTOR(A/S)(ES) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE RONDÔNIA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE RONDÔNIA RÉU(É)(S) : NATAN DONADON ADV.(A/S) : BRUNO RODRIGUES ADV.(A/S) : MAURÍCIO CORRÊA ADV.(A/S) : MAURO MACHADO CHAIBEN Decisão: O Tribunal, por maioria, vencido o Ministro Marco Aurélio, resolveu a questão de ordem no sentido de que, determinada a cassação dos direitos políticos, tanto a suspensão quanto a perda do cargo são medidas decorrentes e imediatamente exeqüíveis após o trânsito em julgado da condenação criminal, sendo desimportante para a conclusão o exercício ou não de cargo eletivo no momento do julgamento, nos termos do voto da Relatora. Votou o Presidente, Ministro Joaquim Barbosa. Ausente, justificadamente, o Ministro Celso de Mello. Plenário, 26.06.2013. Presidência do Senhor Ministro Joaquim Barbosa. Presentes à sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Teori Zavascki. Procurador-Geral da República, Dr. Roberto Monteiro Gurgel Santos. p/ Luiz Tomimatsu Assessor-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4291030 Inteiro Teor do Acórdão - Página 28 de 28
{ "JURISPRUDENCIA": [ "AÇÃO PENAL 396 RONDÔNIA", "AP 396 QO /", "AP 396 QO / RO", "AÇÃO PENAL 396", "AÇÃO PENAL 396", "AP 396 QO / RO", "AP 396 QO /", "Súmula 704 / Supremo Tribunal Federal", "AP 396 QO /", "Ação Penal n . 396", "Súmula 704 / Supremo Tribunal Federal", "AÇÃO PENAL 396", "Ação Penal n . 470", "AÇÃO PENAL 396", "Ação Penal n . 470", "AP 396 QO /", "Recurso Extraordinário 225 . 019", "AP 396 QO / RO", "Recurso Extraordinário 225 . 019", "Ação Penal n . 470", "AP 396 QO / RO", "Ação Penal n . 470", "AP 396 QO / RO", "AP", "AÇÃO", "Inquérito 510 / DF", "AÇÃO PENAL 396", "Inquérito 510 / DF", "INQ 510 / DF", "ADI 978 / PB", "INQ 510 / DF", "ADI 978 / PB", "AÇÃO", "Ação Penal n 470", "Ação Penal n 470", "AÇÃO PENAL 396", "AÇÃO", "AÇÃO PENAL 396", "AP 396 QO /", "AP 396 QO", "AP 396 QO / RO", "AP 396 QO / RO", "AP 396 QO / RO", "AP 396 QO /", "AÇÃO PENAL 396", "AÇÃO PENAL 396" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "arts . 288 e 312 c / c arts . 29 e 69 , todos do Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "arts . 288 e 312 c / c arts . 29 e 69 , todos do Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 41 do Código de Processo Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 41 do Código de Processo Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 15 , inc . 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Ementa e Acórdão 22/04/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 783.051 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :AMANDA BAPKE ADV.(A/S) :ROBERTO DE FIGUEIREDO CALDAS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL DEVIDO PROCESSO LEGAL – PRESTAÇÃO JURISDICIONAL – NULIDADE – RECURSO EXTRAORDINÁRIO. Se, de um lado, é possível haver situação concreta em que transgredido o devido processo legal a ponto de enquadrar o recurso extraordinário no permissivo que lhe é próprio, de outro, descabe confundir a ausência de aperfeiçoamento da prestação jurisdicional com a entrega de forma contrária a interesses. RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova, também não servindo à interpretação de normas estritamente legais. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em desprover o agravo regimental no recurso extraordinário com agravo, nos termos do voto do relator e por unanimidade, em sessão presidida pelo Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas. Brasília, 22 de abril de 2014. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5809810. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Ementa e Acórdão ARE 783051 AGR / RS MINISTRO MARCO AURÉLIO – PRESIDENTE E RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5809810. Supremo Tribunal Federal ARE 783051 AGR / RS MINISTRO MARCO AURÉLIO – PRESIDENTE E RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5809810. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório 22/04/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 783.051 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :AMANDA BAPKE ADV.(A/S) :ROBERTO DE FIGUEIREDO CALDAS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Por meio da decisão de folha 192 e 193, neguei provimento ao agravo, consignando: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA – INTERPRETAÇÃO DE NORMAS LEGAIS – INVIABILIDADE – DESPROVIMENTO DO AGRAVO. 1. A recorribilidade extraordinária é distinta daquela revelada por simples revisão do que decidido, na maioria das vezes procedida mediante o recurso por excelência – a apelação. Atua-se em sede excepcional à luz da moldura fática delineada soberanamente pelo Tribunal de origem, considerando-se as premissas constantes do acórdão impugnado. A jurisprudência sedimentada é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o Verbete nº 279 da Súmula do Supremo: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. As razões do extraordinário partem de pressupostos fáticos estranhos ao acórdão atacado, buscando-se, em última Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5809811. Supremo Tribunal Federal 22/04/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 783.051 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :AMANDA BAPKE ADV.(A/S) :ROBERTO DE FIGUEIREDO CALDAS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Por meio da decisão de folha 192 e 193, neguei provimento ao agravo, consignando: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA – INTERPRETAÇÃO DE NORMAS LEGAIS – INVIABILIDADE – DESPROVIMENTO DO AGRAVO. 1. A recorribilidade extraordinária é distinta daquela revelada por simples revisão do que decidido, na maioria das vezes procedida mediante o recurso por excelência – a apelação. Atua-se em sede excepcional à luz da moldura fática delineada soberanamente pelo Tribunal de origem, considerando-se as premissas constantes do acórdão impugnado. A jurisprudência sedimentada é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o Verbete nº 279 da Súmula do Supremo: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. As razões do extraordinário partem de pressupostos fáticos estranhos ao acórdão atacado, buscando-se, em última Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5809811. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Relatório ARE 783051 AGR / RS análise, o reexame dos elementos probatórios para, com fundamento em quadro diverso, assentar a viabilidade do recurso. A par desse aspecto, descabe confundir a ausência de entrega aperfeiçoada da prestação jurisdicional com decisão contrária aos interesses defendidos. A violência ao devido processo legal não pode ser tomada como uma alavanca para alçar a este Tribunal conflito de interesses com solução na origem. A tentativa acaba por fazer-se voltada à transformação do Supremo em mero revisor dos atos dos demais tribunais do País. Na espécie, o Colegiado de origem procedeu a julgamento fundamentado de forma consentânea com a ordem jurídica. Acresce que o acórdão impugnado mediante o extraordinário revela interpretação de normas estritamente legais, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. À mercê de articulação sobre a violência à Carta da República, pretende-se submeter a análise matéria que não se enquadra no inciso III do artigo 102 da Constituição Federal. Este agravo somente serve à sobrecarga da máquina judiciária, ocupando espaço que deveria ser utilizado na apreciação de outro processo. 2. Conheço do agravo e o desprovejo. 3. Publiquem. A agravante, no regimental de folha 198 a 204, discorre acerca do tema de fundo, requerendo o sobrestamento do processo com base no Recurso Extraordinário nº 766.304/RS, no qual reconhecida a repercussão geral. No mais, aponta a existência de ofensa direta aos artigos 5ª, inciso XXXV, LIV e LV, e 93, inciso IX, da Constituição Federal e defende a não incidência do Verbete nº 279 da Súmula do Supremo. O Estado do Rio Grande do Sul, na contraminuta de folha 211 a 215, sustenta o acerto do ato impugnado. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5809811. Supremo Tribunal Federal ARE 783051 AGR / RS análise, o reexame dos elementos probatórios para, com fundamento em quadro diverso, assentar a viabilidade do recurso. A par desse aspecto, descabe confundir a ausência de entrega aperfeiçoada da prestação jurisdicional com decisão contrária aos interesses defendidos. A violência ao devido processo legal não pode ser tomada como uma alavanca para alçar a este Tribunal conflito de interesses com solução na origem. A tentativa acaba por fazer-se voltada à transformação do Supremo em mero revisor dos atos dos demais tribunais do País. Na espécie, o Colegiado de origem procedeu a julgamento fundamentado de forma consentânea com a ordem jurídica. Acresce que o acórdão impugnado mediante o extraordinário revela interpretação de normas estritamente legais, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. À mercê de articulação sobre a violência à Carta da República, pretende-se submeter a análise matéria que não se enquadra no inciso III do artigo 102 da Constituição Federal. Este agravo somente serve à sobrecarga da máquina judiciária, ocupando espaço que deveria ser utilizado na apreciação de outro processo. 2. Conheço do agravo e o desprovejo. 3. Publiquem. A agravante, no regimental de folha 198 a 204, discorre acerca do tema de fundo, requerendo o sobrestamento do processo com base no Recurso Extraordinário nº 766.304/RS, no qual reconhecida a repercussão geral. No mais, aponta a existência de ofensa direta aos artigos 5ª, inciso XXXV, LIV e LV, e 93, inciso IX, da Constituição Federal e defende a não incidência do Verbete nº 279 da Súmula do Supremo. O Estado do Rio Grande do Sul, na contraminuta de folha 211 a 215, sustenta o acerto do ato impugnado. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5809811. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 22/04/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 783.051 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Na interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por advogada regularmente credenciada (folhas 8, 186 e 187), foi protocolada no prazo legal. Conheço. Atentem para o que decidido na origem. A Turma Recursal da Fazenda Pública dos Juizados Especiais Cíveis do Estado do Rio Grande do Sul reformou a sentença consignando (folhas 125 verso e 126): No presente feito, as informações trazidas pelo Estado dão conta de que no período de validade do certame (fl. 64), para a disciplina e Município para o qual a autora restou aprovada, não foram contratados professores temporariamente, sendo que as demais contratações ocorreram somente após o encerramento da validade do certame. Não ocorrendo nomeações de candidatos aprovados. Ademais, após a expedição de ofício requerido pela parte autora, foi informado pela parte demandada o número total de contratações temporárias ativas, documento que não logrou comprovar a preterição da parte autora, eis que, repito, durante o período de validade do concurso, não houve contratações temporárias que atingissem a classificação da parte autora, aprovada em 2º lugar. Ora, debruçando-me no princípio da razoabilidade, não vejo como considerar existente a 2ª vaga, correspondente à classificação da autora. Ressalte-se que, como visto acima, “os candidatos aprovados Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5809812. Supremo Tribunal Federal 22/04/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 783.051 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Na interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por advogada regularmente credenciada (folhas 8, 186 e 187), foi protocolada no prazo legal. Conheço. Atentem para o que decidido na origem. A Turma Recursal da Fazenda Pública dos Juizados Especiais Cíveis do Estado do Rio Grande do Sul reformou a sentença consignando (folhas 125 verso e 126): No presente feito, as informações trazidas pelo Estado dão conta de que no período de validade do certame (fl. 64), para a disciplina e Município para o qual a autora restou aprovada, não foram contratados professores temporariamente, sendo que as demais contratações ocorreram somente após o encerramento da validade do certame. Não ocorrendo nomeações de candidatos aprovados. Ademais, após a expedição de ofício requerido pela parte autora, foi informado pela parte demandada o número total de contratações temporárias ativas, documento que não logrou comprovar a preterição da parte autora, eis que, repito, durante o período de validade do concurso, não houve contratações temporárias que atingissem a classificação da parte autora, aprovada em 2º lugar. Ora, debruçando-me no princípio da razoabilidade, não vejo como considerar existente a 2ª vaga, correspondente à classificação da autora. Ressalte-se que, como visto acima, “os candidatos aprovados Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5809812. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO ARE 783051 AGR / RS em concurso público têm direito subjetivo à nomeação para a posse que vier a ser dada nos cargos vagos existentes ou nos que vierem a vagar no prazo de validade do concurso". Todavia, não há nos autos prova da existência de vagas suficientes para caracterizar o direito subjetivo da recorrida à nomeação, configurada, nessa situação, tão-só mera expectativa de direito decorrente de aprovação em concurso público. Dessarte, diante da inexistência de vagas que alcancem a respectiva classificação da autora, comprovando a sua preterição, voto por dar provimento ao recurso do Estado e reformar a sentença proferida pelo juízo a quo, por entender que, no presente caso, não foi a parte autora preterida em relação a outro candidato do concurso, ou professor contratado pelo Estado durante o prazo de validade do certame. O deslinde da controvérsia deu-se à luz dos fatos e das provas e sob o ângulo estritamente legal, não considerada a Constituição da República. A conclusão adotada fez-se alicerçada em interpretação conferida à legislação de regência da matéria. Anote-se não equivaler à negativa de prestação jurisdicional o julgamento fundamentado da controvérsia, mas contrário aos interesses da parte. Está-se diante de conflito de interesses que tem desfecho na origem, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. Quanto ao sobrestamento pretendido, o Tribunal, no Recurso Extraordinário nº 766.304/RS, da minha relatoria, concluiu pela repercussão geral do tema relativo à possibilidade de, esgotado o prazo de validade do concurso público, propor-se ação objetivando o reconhecimento do direito à nomeação. À toda evidência o tema é diverso deste ora em julgamento. Por fim, ainda que o Supremo entenda ser possível a propositura da referida ação, esbarraria, o pedido, nos óbices já consignados. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5809812. Supremo Tribunal Federal ARE 783051 AGR / RS em concurso público têm direito subjetivo à nomeação para a posse que vier a ser dada nos cargos vagos existentes ou nos que vierem a vagar no prazo de validade do concurso". Todavia, não há nos autos prova da existência de vagas suficientes para caracterizar o direito subjetivo da recorrida à nomeação, configurada, nessa situação, tão-só mera expectativa de direito decorrente de aprovação em concurso público. Dessarte, diante da inexistência de vagas que alcancem a respectiva classificação da autora, comprovando a sua preterição, voto por dar provimento ao recurso do Estado e reformar a sentença proferida pelo juízo a quo, por entender que, no presente caso, não foi a parte autora preterida em relação a outro candidato do concurso, ou professor contratado pelo Estado durante o prazo de validade do certame. O deslinde da controvérsia deu-se à luz dos fatos e das provas e sob o ângulo estritamente legal, não considerada a Constituição da República. A conclusão adotada fez-se alicerçada em interpretação conferida à legislação de regência da matéria. Anote-se não equivaler à negativa de prestação jurisdicional o julgamento fundamentado da controvérsia, mas contrário aos interesses da parte. Está-se diante de conflito de interesses que tem desfecho na origem, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. Quanto ao sobrestamento pretendido, o Tribunal, no Recurso Extraordinário nº 766.304/RS, da minha relatoria, concluiu pela repercussão geral do tema relativo à possibilidade de, esgotado o prazo de validade do concurso público, propor-se ação objetivando o reconhecimento do direito à nomeação. À toda evidência o tema é diverso deste ora em julgamento. Por fim, ainda que o Supremo entenda ser possível a propositura da referida ação, esbarraria, o pedido, nos óbices já consignados. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5809812. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO ARE 783051 AGR / RS Ante o quadro, desprovejo o regimental. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5809812. Supremo Tribunal Federal ARE 783051 AGR / RS Ante o quadro, desprovejo o regimental. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5809812. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 22/04/2014 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 783.051 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : AMANDA BAPKE ADV.(A/S) : ROBERTO DE FIGUEIREDO CALDAS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Unânime. Não participaram, justificadamente, deste julgamento, os Senhores Ministros Luiz Fux e Rosa Weber. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 22.4.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 5787930 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 783.051 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : AMANDA BAPKE ADV.(A/S) : ROBERTO DE FIGUEIREDO CALDAS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Unânime. Não participaram, justificadamente, deste julgamento, os Senhores Ministros Luiz Fux e Rosa Weber. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 22.4.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 5787930 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=5894017
2014-04-22T00:00:00
2014-05-19T00:00:00
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Unânime. Não participaram, justificadamente, deste julgamento, os Senhores Ministros Luiz Fux e Rosa Weber. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 22.4.2014.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
DEVIDO PROCESSO LEGAL – PRESTAÇÃO JURISDICIONAL – NULIDADE – RECURSO EXTRAORDINÁRIO. Se, de um lado, é possível haver situação concreta em que transgredido o devido processo legal a ponto de enquadrar o recurso extraordinário no permissivo que lhe é próprio, de outro, descabe confundir a ausência de aperfeiçoamento da prestação jurisdicional com a entrega de forma contrária a interesses. RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova, também não servindo à interpretação de normas estritamente legais.
sjur264212
- Acórdão(s) citado(s): (CONCURSO PÚBLICO, NOMEAÇÃO) RE 766304 RG. Número de páginas: 8. Análise: 28/05/2014, MAR.
MARCO AURÉLIO
Primeira Turma
783051
null
ARE-AgR
acordaos
ARE 783051 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : AMANDA BAPKE ADV.(A/S) : ROBERTO DE FIGUEIREDO CALDAS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
[ "" ]
Ementa e Acórdão 22/04/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 783.051 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :AMANDA BAPKE ADV.(A/S) :ROBERTO DE FIGUEIREDO CALDAS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL DEVIDO PROCESSO LEGAL – PRESTAÇÃO JURISDICIONAL – NULIDADE – RECURSO EXTRAORDINÁRIO. Se, de um lado, é possível haver situação concreta em que transgredido o devido processo legal a ponto de enquadrar o recurso extraordinário no permissivo que lhe é próprio, de outro, descabe confundir a ausência de aperfeiçoamento da prestação jurisdicional com a entrega de forma contrária a interesses. RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova, também não servindo à interpretação de normas estritamente legais. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em desprover o agravo regimental no recurso extraordinário com agravo, nos termos do voto do relator e por unanimidade, em sessão presidida pelo Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas. Brasília, 22 de abril de 2014. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5809810. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Ementa e Acórdão ARE 783051 AGR / RS MINISTRO MARCO AURÉLIO – PRESIDENTE E RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5809810. Supremo Tribunal Federal ARE 783051 AGR / RS MINISTRO MARCO AURÉLIO – PRESIDENTE E RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5809810. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório 22/04/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 783.051 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :AMANDA BAPKE ADV.(A/S) :ROBERTO DE FIGUEIREDO CALDAS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Por meio da decisão de folha 192 e 193, neguei provimento ao agravo, consignando: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA – INTERPRETAÇÃO DE NORMAS LEGAIS – INVIABILIDADE – DESPROVIMENTO DO AGRAVO. 1. A recorribilidade extraordinária é distinta daquela revelada por simples revisão do que decidido, na maioria das vezes procedida mediante o recurso por excelência – a apelação. Atua-se em sede excepcional à luz da moldura fática delineada soberanamente pelo Tribunal de origem, considerando-se as premissas constantes do acórdão impugnado. A jurisprudência sedimentada é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o Verbete n 279 da Súmula do Supremo: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. As razões do extraordinário partem de pressupostos fáticos estranhos ao acórdão atacado, buscando-se, em última Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5809811. Supremo Tribunal Federal 22/04/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 783.051 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :AMANDA BAPKE ADV.(A/S) :ROBERTO DE FIGUEIREDO CALDAS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Por meio da decisão de folha 192 e 193, neguei provimento ao agravo, consignando: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA – INTERPRETAÇÃO DE NORMAS LEGAIS – INVIABILIDADE – DESPROVIMENTO DO AGRAVO. 1. A recorribilidade extraordinária é distinta daquela revelada por simples revisão do que decidido, na maioria das vezes procedida mediante o recurso por excelência – a apelação. Atua-se em sede excepcional à luz da moldura fática delineada soberanamente pelo Tribunal de origem, considerando-se as premissas constantes do acórdão impugnado. A jurisprudência sedimentada é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o Verbete n 279 da Súmula do Supremo: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. As razões do extraordinário partem de pressupostos fáticos estranhos ao acórdão atacado, buscando-se, em última Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5809811. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Relatório ARE 783051 AGR / RS análise, o reexame dos elementos probatórios para, com fundamento em quadro diverso, assentar a viabilidade do recurso. A par desse aspecto, descabe confundir a ausência de entrega aperfeiçoada da prestação jurisdicional com decisão contrária aos interesses defendidos. A violência ao devido processo legal não pode ser tomada como uma alavanca para alçar a este Tribunal conflito de interesses com solução na origem. A tentativa acaba por fazer-se voltada à transformação do Supremo em mero revisor dos atos dos demais tribunais do País. Na espécie, o Colegiado de origem procedeu a julgamento fundamentado de forma consentânea com a ordem jurídica. Acresce que o acórdão impugnado mediante o extraordinário revela interpretação de normas estritamente legais, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. À mercê de articulação sobre a violência à Carta da República, pretende-se submeter a análise matéria que não se enquadra no inciso III do artigo 102 da Constituição Federal. Este agravo somente serve à sobrecarga da máquina judiciária, ocupando espaço que deveria ser utilizado na apreciação de outro processo. 2. Conheço do agravo e o desprovejo. 3. Publiquem. A agravante, no regimental de folha 198 a 204, discorre acerca do tema de fundo, requerendo o sobrestamento do processo com base no Recurso Extraordinário n 766.304/RS, no qual reconhecida a repercussão geral. No mais, aponta a existência de ofensa direta aos artigos 5..., inciso XXXV, LIV e LV, e 93, inciso IX, da Constituição Federal e defende a não incidência do Verbete n 279 da Súmula do Supremo. O Estado do Rio Grande do Sul, na contraminuta de folha 211 a 215, sustenta o acerto do ato impugnado. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5809811. Supremo Tribunal Federal ARE 783051 AGR / RS análise, o reexame dos elementos probatórios para, com fundamento em quadro diverso, assentar a viabilidade do recurso. A par desse aspecto, descabe confundir a ausência de entrega aperfeiçoada da prestação jurisdicional com decisão contrária aos interesses defendidos. A violência ao devido processo legal não pode ser tomada como uma alavanca para alçar a este Tribunal conflito de interesses com solução na origem. A tentativa acaba por fazer-se voltada à transformação do Supremo em mero revisor dos atos dos demais tribunais do País. Na espécie, o Colegiado de origem procedeu a julgamento fundamentado de forma consentânea com a ordem jurídica. Acresce que o acórdão impugnado mediante o extraordinário revela interpretação de normas estritamente legais, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. À mercê de articulação sobre a violência à Carta da República, pretende-se submeter a análise matéria que não se enquadra no inciso III do artigo 102 da Constituição Federal. Este agravo somente serve à sobrecarga da máquina judiciária, ocupando espaço que deveria ser utilizado na apreciação de outro processo. 2. Conheço do agravo e o desprovejo. 3. Publiquem. A agravante, no regimental de folha 198 a 204, discorre acerca do tema de fundo, requerendo o sobrestamento do processo com base no Recurso Extraordinário n 766.304/RS, no qual reconhecida a repercussão geral. No mais, aponta a existência de ofensa direta aos artigos 5..., inciso XXXV, LIV e LV, e 93, inciso IX, da Constituição Federal e defende a não incidência do Verbete n 279 da Súmula do Supremo. O Estado do Rio Grande do Sul, na contraminuta de folha 211 a 215, sustenta o acerto do ato impugnado. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5809811. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 22/04/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 783.051 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Na interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por advogada regularmente credenciada (folhas 8, 186 e 187), foi protocolada no prazo legal. Conheço. Atentem para o que decidido na origem. A Turma Recursal da Fazenda Pública dos Juizados Especiais Cíveis do Estado do Rio Grande do Sul reformou a sentença consignando (folhas 125 verso e 126): No presente feito, as informações trazidas pelo Estado dão conta de que no período de validade do certame (fl. 64), para a disciplina e Município para o qual a autora restou aprovada, não foram contratados professores temporariamente, sendo que as demais contratações ocorreram somente após o encerramento da validade do certame. Não ocorrendo nomeações de candidatos aprovados. Ademais, após a expedição de ofício requerido pela parte autora, foi informado pela parte demandada o número total de contratações temporárias ativas, documento que não logrou comprovar a preterição da parte autora, eis que, repito, durante o período de validade do concurso, não houve contratações temporárias que atingissem a classificação da parte autora, aprovada em 2... lugar. Ora, debruçando-me no princípio da razoabilidade, não vejo como considerar existente a 2... vaga, correspondente à classificação da autora. Ressalte-se que, como visto acima, “os candidatos aprovados Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5809812. Supremo Tribunal Federal 22/04/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 783.051 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Na interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por advogada regularmente credenciada (folhas 8, 186 e 187), foi protocolada no prazo legal. Conheço. Atentem para o que decidido na origem. A Turma Recursal da Fazenda Pública dos Juizados Especiais Cíveis do Estado do Rio Grande do Sul reformou a sentença consignando (folhas 125 verso e 126): No presente feito, as informações trazidas pelo Estado dão conta de que no período de validade do certame (fl. 64), para a disciplina e Município para o qual a autora restou aprovada, não foram contratados professores temporariamente, sendo que as demais contratações ocorreram somente após o encerramento da validade do certame. Não ocorrendo nomeações de candidatos aprovados. Ademais, após a expedição de ofício requerido pela parte autora, foi informado pela parte demandada o número total de contratações temporárias ativas, documento que não logrou comprovar a preterição da parte autora, eis que, repito, durante o período de validade do concurso, não houve contratações temporárias que atingissem a classificação da parte autora, aprovada em 2... lugar. Ora, debruçando-me no princípio da razoabilidade, não vejo como considerar existente a 2... vaga, correspondente à classificação da autora. Ressalte-se que, como visto acima, “os candidatos aprovados Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5809812. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO ARE 783051 AGR / RS em concurso público têm direito subjetivo à nomeação para a posse que vier a ser dada nos cargos vagos existentes ou nos que vierem a vagar no prazo de validade do concurso". Todavia, não há nos autos prova da existência de vagas suficientes para caracterizar o direito subjetivo da recorrida à nomeação, configurada, nessa situação, tão-só mera expectativa de direito decorrente de aprovação em concurso público. Dessarte, diante da inexistência de vagas que alcancem a respectiva classificação da autora, comprovando a sua preterição, voto por dar provimento ao recurso do Estado e reformar a sentença proferida pelo juízo a quo, por entender que, no presente caso, não foi a parte autora preterida em relação a outro candidato do concurso, ou professor contratado pelo Estado durante o prazo de validade do certame. O deslinde da controvérsia deu-se à luz dos fatos e das provas e sob o ângulo estritamente legal, não considerada a Constituição da República. A conclusão adotada fez-se alicerçada em interpretação conferida à legislação de regência da matéria. Anote-se não equivaler à negativa de prestação jurisdicional o julgamento fundamentado da controvérsia, mas contrário aos interesses da parte. Está-se diante de conflito de interesses que tem desfecho na origem, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. Quanto ao sobrestamento pretendido, o Tribunal, no Recurso Extraordinário n 766.304/RS, da minha relatoria, concluiu pela repercussão geral do tema relativo à possibilidade de, esgotado o prazo de validade do concurso público, propor-se ação objetivando o reconhecimento do direito à nomeação. À toda evidência o tema é diverso deste ora em julgamento. Por fim, ainda que o Supremo entenda ser possível a propositura da referida ação, esbarraria, o pedido, nos óbices já consignados. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5809812. Supremo Tribunal Federal ARE 783051 AGR / RS em concurso público têm direito subjetivo à nomeação para a posse que vier a ser dada nos cargos vagos existentes ou nos que vierem a vagar no prazo de validade do concurso". Todavia, não há nos autos prova da existência de vagas suficientes para caracterizar o direito subjetivo da recorrida à nomeação, configurada, nessa situação, tão-só mera expectativa de direito decorrente de aprovação em concurso público. Dessarte, diante da inexistência de vagas que alcancem a respectiva classificação da autora, comprovando a sua preterição, voto por dar provimento ao recurso do Estado e reformar a sentença proferida pelo juízo a quo, por entender que, no presente caso, não foi a parte autora preterida em relação a outro candidato do concurso, ou professor contratado pelo Estado durante o prazo de validade do certame. O deslinde da controvérsia deu-se à luz dos fatos e das provas e sob o ângulo estritamente legal, não considerada a Constituição da República. A conclusão adotada fez-se alicerçada em interpretação conferida à legislação de regência da matéria. Anote-se não equivaler à negativa de prestação jurisdicional o julgamento fundamentado da controvérsia, mas contrário aos interesses da parte. Está-se diante de conflito de interesses que tem desfecho na origem, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. Quanto ao sobrestamento pretendido, o Tribunal, no Recurso Extraordinário n 766.304/RS, da minha relatoria, concluiu pela repercussão geral do tema relativo à possibilidade de, esgotado o prazo de validade do concurso público, propor-se ação objetivando o reconhecimento do direito à nomeação. À toda evidência o tema é diverso deste ora em julgamento. Por fim, ainda que o Supremo entenda ser possível a propositura da referida ação, esbarraria, o pedido, nos óbices já consignados. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5809812. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO ARE 783051 AGR / RS Ante o quadro, desprovejo o regimental. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5809812. Supremo Tribunal Federal ARE 783051 AGR / RS Ante o quadro, desprovejo o regimental. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5809812. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 22/04/2014 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 783.051 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : AMANDA BAPKE ADV.(A/S) : ROBERTO DE FIGUEIREDO CALDAS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Unânime. Não participaram, justificadamente, deste julgamento, os Senhores Ministros Luiz Fux e Rosa Weber. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 22.4.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 5787930 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 783.051 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : AMANDA BAPKE ADV.(A/S) : ROBERTO DE FIGUEIREDO CALDAS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Unânime. Não participaram, justificadamente, deste julgamento, os Senhores Ministros Luiz Fux e Rosa Weber. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 22.4.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 5787930 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 783 . 051", "ARE 783051", "ARE 783051", "Verbete n 279 da Súmula do Supremo", "Verbete n 279 da Súmula do Supremo", "ARE 783051 AGR / RS", "Recurso Extraordinário n 766 . 304 / RS", "Verbete n 279 da Súmula do Supremo", "ARE 783051 AGR / RS", "Recurso Extraordinário n 766 . 304 / RS", "Verbete n 279 da Súmula do Supremo", "ARE 783051 AGR / RS", "Recurso Extraordinário n 766 . 304 / RS", "ARE 783051 AGR / RS", "Recurso Extraordinário n 766 . 304 / RS", "ARE 783051 AGR / RS", "ARE 783051 AGR / RS" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Carta da República", "inciso III do artigo 102 da Constituição Federal", "artigos 5 . . . , inciso XXXV , LIV e LV , e 93 , inciso IX , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Carta da República", "inciso III do artigo 102 da Constituição Federal", "artigos 5 . . . , inciso XXXV , LIV e LV , e 93 , inciso IX , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "RIO GRANDE DO SUL", "ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL", "ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL", "Brasília", "RIO GRANDE DO SUL", "ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL", "ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL", "ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL", "Estado do Rio Grande do Sul", "Estado do Rio Grande do Sul", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL", "ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "ESTADO DO", "RIO GRANDE DO SUL", "ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "/", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo", "Supremo", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo", "Supremo", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Turma Recursal da Fazenda Pública dos Juizados Especiais Cíveis do Estado do Rio Grande do Sul", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Turma Recursal da Fazenda Pública dos Juizados Especiais Cíveis do Estado do Rio Grande do Sul", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo", "Supremo", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo", "Supremo", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Primeira Turma", "Primeira", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "MARCO AURÉLIO", "AMANDA BAPKE", "ROBERTO DE FIGUEIREDO CALDAS", "Marco Aurélio", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "AMANDA BAPKE", "ROBERTO DE FIGUEIREDO CALDAS", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "AMANDA BAPKE", "ROBERTO DE FIGUEIREDO CALDAS", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "AMANDA BAPKE", "ROBERTO DE FIGUEIREDO CALDAS", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Marco Aurélio", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Cláudia Sampaio Marques", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "MARCO AURÉLIO", "AMANDA BAPKE", "ROBERTO DE FIGUEIREDO CALDAS", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Marco Aurélio", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Cláudia Sampaio Marques", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "22", "/", "04", "/", "2014", "22 de abril de 2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "04", "/", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "04", "/", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "04", "/", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "04", "/", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "04", "/", "2014", "22", ".", "4", ".", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", ".", "4", ".", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 22/04/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 789.106 SÃO PAULO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :J A S ADV.(A/S) :CARLOS HENRIQUE DA SILVA PEREIRA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO INTDO.(A/S) :J S N EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PENAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO INTERPOSTO CONTRA DECISÃO MONOCRÁTICA. CAUSA DE ALÇADA: SÚMULA N. 281 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência da Ministra Cármen Lúcia, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausentes, justificadamente, neste julgamento, os senhores Ministros Celso de Mello e Gilmar Mendes. Brasília, 22 de abril de 2014. Ministra Cármen Lúcia - Relatora Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5761944. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 2 Extrato de Ata - 22/04/2014 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 789.106 PROCED. : SÃO PAULO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : J A S ADV.(A/S) : CARLOS HENRIQUE DA SILVA PEREIRA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO INTDO.(A/S) : J S N Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausentes, justificadamente, neste julgamento, os Senhores Ministros Celso de Mello e Gilmar Mendes. 2ª Turma, 22.04.2014. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à sessão os Senhores Ministros Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Celso de Mello e Gilmar Mendes. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 5706018 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 789.106 PROCED. : SÃO PAULO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : J A S ADV.(A/S) : CARLOS HENRIQUE DA SILVA PEREIRA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO INTDO.(A/S) : J S N Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausentes, justificadamente, neste julgamento, os Senhores Ministros Celso de Mello e Gilmar Mendes. 2ª Turma, 22.04.2014. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à sessão os Senhores Ministros Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Celso de Mello e Gilmar Mendes. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 5706018 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 2
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=5861367
2014-04-22T00:00:00
2014-05-14T00:00:00
A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausentes, justificadamente, neste julgamento, os Senhores Ministros Celso de Mello e Gilmar Mendes. 2ª Turma, 22.04.2014.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PENAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO INTERPOSTO CONTRA DECISÃO MONOCRÁTICA. CAUSA DE ALÇADA: SÚMULA N. 281 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.
sjur263668
Número de páginas: 2. Análise: 19/05/2014, TIA.
CÁRMEN LÚCIA
Segunda Turma
789106
[ "LEG-FED SUMSTF-000281 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 789106 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : J A S ADV.(A/S) : CARLOS HENRIQUE DA SILVA PEREIRA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO INTDO.(A/S) : J S N
[ "" ]
Ementa e Acórdão 22/04/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 789.106 SÃO PAULO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :J A S ADV.(A/S) :CARLOS HENRIQUE DA SILVA PEREIRA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO INTDO.(A/S) :J S N EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PENAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO INTERPOSTO CONTRA DECISÃO MONOCRÁTICA. CAUSA DE ALÇADA: SÚMULA N. 281 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência da Ministra Cármen Lúcia, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausentes, justificadamente, neste julgamento, os senhores Ministros Celso de Mello e Gilmar Mendes. Brasília, 22 de abril de 2014. Ministra Cármen Lúcia - Relatora Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5761944. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 2 Extrato de Ata - 22/04/2014 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 789.106 PROCED. : SÃO PAULO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : J A S ADV.(A/S) : CARLOS HENRIQUE DA SILVA PEREIRA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO INTDO.(A/S) : J S N Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausentes, justificadamente, neste julgamento, os Senhores Ministros Celso de Mello e Gilmar Mendes. 2... Turma, 22.04.2014. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à sessão os Senhores Ministros Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Celso de Mello e Gilmar Mendes. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 5706018 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 789.106 PROCED. : SÃO PAULO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : J A S ADV.(A/S) : CARLOS HENRIQUE DA SILVA PEREIRA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO INTDO.(A/S) : J S N Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausentes, justificadamente, neste julgamento, os Senhores Ministros Celso de Mello e Gilmar Mendes. 2... Turma, 22.04.2014. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à sessão os Senhores Ministros Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Celso de Mello e Gilmar Mendes. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 5706018 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 2
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 789 . 106", "SÚMULA N . 281 DO SUPREMO" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "Brasília", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "LÚCIA", "CARLOS HENRIQUE DA SILVA PEREIRA", "Cármen Lúcia", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "CÁRMEN LÚCIA", "CARLOS HENRIQUE DA SILVA PEREIRA", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Ricardo Lewandowski", "Teori Zavascki", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Edson Oliveira de Almeida", "Ravena Siqueira", "CÁRMEN LÚCIA", "CARLOS HENRIQUE DA SILVA PEREIRA", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Ricardo Lewandowski", "Teori Zavascki", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Edson Oliveira de Almeida", "Ravena Siqueira" ], "TEMPO": [ "22", "/", "04", "/", "2014", "22 de abril de 2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "04", "/", "2014", "22", ".", "04", ".", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", ".", "04", ".", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 22/04/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 762.191 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :MIRTA CIRLEI SOARES SOUTO ADV.(A/S) :CLOVIS FERNANDO DA SILVA PEREIRA AGDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL DEVIDO PROCESSO LEGAL – PRESTAÇÃO JURISDICIONAL – NULIDADE – RECURSO EXTRAORDINÁRIO. Se, de um lado, é possível haver situação concreta em que transgredido o devido processo legal a ponto de enquadrar o recurso extraordinário no permissivo que lhe é próprio, de outro, descabe confundir a ausência de aperfeiçoamento da prestação jurisdicional com a entrega de forma contrária a interesses. RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova, também não servindo à interpretação de normas estritamente legais. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em desprover o agravo regimental nos embargos de declaração no recurso extraordinário com agravo, nos termos do voto do relator e por unanimidade, em sessão presidida pelo Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas. Brasília, 22 de abril de 2014. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5762476. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Ementa e Acórdão ARE 762191 ED-AGR / RS MINISTRO MARCO AURÉLIO – PRESIDENTE E RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5762476. Supremo Tribunal Federal ARE 762191 ED-AGR / RS MINISTRO MARCO AURÉLIO – PRESIDENTE E RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5762476. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório 22/04/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 762.191 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :MIRTA CIRLEI SOARES SOUTO ADV.(A/S) :CLOVIS FERNANDO DA SILVA PEREIRA AGDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Em 12 de março de 2014, proferi a seguinte decisão: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO – INEXISTÊNCIA DE VÍCIO – DESPROVIMENTO. 1. Em 10 de setembro de 2013, proferi a seguinte decisão: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA – INVIABILIDADE – DESPROVIMENTO DO AGRAVO. 1. A recorribilidade extraordinária é distinta daquela revelada por simples revisão do que decidido, na maioria das vezes procedida mediante o recurso por excelência – a apelação. Atua-se em sede excepcional à luz da moldura fática delineada soberanamente pelo Tribunal de origem, considerando-se as premissas constantes do acórdão impugnado. A jurisprudência sedimentada é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o Verbete nº 279 da Súmula do Supremo: Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5762477. Supremo Tribunal Federal 22/04/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 762.191 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :MIRTA CIRLEI SOARES SOUTO ADV.(A/S) :CLOVIS FERNANDO DA SILVA PEREIRA AGDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Em 12 de março de 2014, proferi a seguinte decisão: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO – INEXISTÊNCIA DE VÍCIO – DESPROVIMENTO. 1. Em 10 de setembro de 2013, proferi a seguinte decisão: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA – INVIABILIDADE – DESPROVIMENTO DO AGRAVO. 1. A recorribilidade extraordinária é distinta daquela revelada por simples revisão do que decidido, na maioria das vezes procedida mediante o recurso por excelência – a apelação. Atua-se em sede excepcional à luz da moldura fática delineada soberanamente pelo Tribunal de origem, considerando-se as premissas constantes do acórdão impugnado. A jurisprudência sedimentada é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o Verbete nº 279 da Súmula do Supremo: Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5762477. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Relatório ARE 762191 ED-AGR / RS Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. As razões do extraordinário partem de pressupostos fáticos estranhos ao acórdão atacado, buscando-se, em última análise, o reexame dos elementos probatórios para, com fundamento em quadro diverso, assentar a viabilidade do recurso. A par desse aspecto, descabe confundir a ausência de entrega aperfeiçoada da prestação jurisdicional com decisão contrária aos interesses defendidos. A violência ao devido processo legal não pode ser tomada como uma alavanca para alçar a este Tribunal conflito de interesses com solução na origem. A tentativa acaba por fazer-se voltada à transformação do Supremo em mero revisor dos atos dos demais tribunais do País. Na espécie, o Colegiado de origem procedeu a julgamento fundamentado de forma consentânea com a ordem jurídica. 2. Conheço do agravo e o desprovejo. 3. Publiquem. A autora, nos declaratórios, articula com a existência de omissão no julgado. Aduz não pretender o reexame do conjunto probatório. Insiste na configuração de ofensa aos artigos 5º, incisos XXXIV, alínea “a”, XXXV, LIV e LV, e 93, inciso IX, da Constituição Federal. O embargado apresentou contrarrazões alegando a ausência de vício no ato atacado. 2. Na interposição destes embargos, observaram-se os pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por advogado 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5762477. Supremo Tribunal Federal ARE 762191 ED-AGR / RS Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. As razões do extraordinário partem de pressupostos fáticos estranhos ao acórdão atacado, buscando-se, em última análise, o reexame dos elementos probatórios para, com fundamento em quadro diverso, assentar a viabilidade do recurso. A par desse aspecto, descabe confundir a ausência de entrega aperfeiçoada da prestação jurisdicional com decisão contrária aos interesses defendidos. A violência ao devido processo legal não pode ser tomada como uma alavanca para alçar a este Tribunal conflito de interesses com solução na origem. A tentativa acaba por fazer-se voltada à transformação do Supremo em mero revisor dos atos dos demais tribunais do País. Na espécie, o Colegiado de origem procedeu a julgamento fundamentado de forma consentânea com a ordem jurídica. 2. Conheço do agravo e o desprovejo. 3. Publiquem. A autora, nos declaratórios, articula com a existência de omissão no julgado. Aduz não pretender o reexame do conjunto probatório. Insiste na configuração de ofensa aos artigos 5º, incisos XXXIV, alínea “a”, XXXV, LIV e LV, e 93, inciso IX, da Constituição Federal. O embargado apresentou contrarrazões alegando a ausência de vício no ato atacado. 2. Na interposição destes embargos, observaram-se os pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por advogado 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5762477. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Relatório ARE 762191 ED-AGR / RS regularmente constituído, foi protocolada no prazo legal. Eis a razão, até certo ponto, de a máquina judiciária estar emperrada. Vê-se a interposição de recurso meramente protelatório, embora esse possa não ser o objetivo do embargante. Apesar de se articular com a existência de omissão na decisão, simplesmente se pleiteia o rejulgamento da causa. Na decisão recorrida ficou expresso que a aferição do que sustentado no extraordinário encontra óbice no fato de, em sede excepcional, atuar-se à luz da moldura fática delineada soberanamente pelo Tribunal de origem, considerando-se as premissas constantes do pronunciamento impugnado. Igualmente, consignou-se a ausência de nulidade do julgado por negativa de prestação jurisdicional ou deficiência de fundamentação. 3. Ante o exposto, ausente qualquer vício no julgado, conheço dos embargos de declaração e os desprovejo. 4. Publiquem. A agravante, na minuta do regimental, insiste no processamento do extraordinário. Reitera as razões dos embargos, insistindo na existência de ofensa direta aos artigos 5º, incisos XXXV, LIV e LV, e 93, inciso IX, da Carta Federal. Discorre acerca do tema de fundo, articulando com a ausência de entrega da prestação jurisdicional. O Instituto Nacional de Seguro Social, em contraminuta, aponta a incidência do Verbete nº 279 da Súmula do Supremo. É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5762477. Supremo Tribunal Federal ARE 762191 ED-AGR / RS regularmente constituído, foi protocolada no prazo legal. Eis a razão, até certo ponto, de a máquina judiciária estar emperrada. Vê-se a interposição de recurso meramente protelatório, embora esse possa não ser o objetivo do embargante. Apesar de se articular com a existência de omissão na decisão, simplesmente se pleiteia o rejulgamento da causa. Na decisão recorrida ficou expresso que a aferição do que sustentado no extraordinário encontra óbice no fato de, em sede excepcional, atuar-se à luz da moldura fática delineada soberanamente pelo Tribunal de origem, considerando-se as premissas constantes do pronunciamento impugnado. Igualmente, consignou-se a ausência de nulidade do julgado por negativa de prestação jurisdicional ou deficiência de fundamentação. 3. Ante o exposto, ausente qualquer vício no julgado, conheço dos embargos de declaração e os desprovejo. 4. Publiquem. A agravante, na minuta do regimental, insiste no processamento do extraordinário. Reitera as razões dos embargos, insistindo na existência de ofensa direta aos artigos 5º, incisos XXXV, LIV e LV, e 93, inciso IX, da Carta Federal. Discorre acerca do tema de fundo, articulando com a ausência de entrega da prestação jurisdicional. O Instituto Nacional de Seguro Social, em contraminuta, aponta a incidência do Verbete nº 279 da Súmula do Supremo. É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5762477. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 22/04/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 762.191 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por profissional da advocacia regularmente constituído, foi protocolada no prazo legal. Conheço. Atentem para o que decidido na origem. A 1ª Turma Recursal dos Juizados Especiais Federais do Estado do Rio Grande do Sul manteve a sentença, assentando: Nos termos do art. 2° da Lei n° 7.070/82, é cabível a concessão do benefício de pensão especial quando restar comprovado que as deficiências são decorrentes do uso do medicamento Talidomida. Art. 2º A percepção do benefício de que trata esta Lei dependerá unicamente da apresentação de atestado médico comprobatório das condições constantes do artigo anterior, passado por junta médica oficial para esse fim constituída pelo Instituto Nacional de Previdência Social, sem qualquer ônus para os interessados. Assim, tendo a perita médica do juízo constatado que as deficiências apresentadas pela demandante não tem o padrão encontrado nas vítimas de embriopatia por talidomida, afirmando que o defeito não é decorrente da utilização daquele remédio, não faz jus a parte autora ao recebimento de pensão especial. O Colegiado de origem procedeu a análise dos fatos e das provas, concluindo pelo não preenchimento dos requisitos necessários à concessão do benefício pleiteado. Anoto não equivaler à negativa de prestação jurisdicional o Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5762478. Supremo Tribunal Federal 22/04/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 762.191 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por profissional da advocacia regularmente constituído, foi protocolada no prazo legal. Conheço. Atentem para o que decidido na origem. A 1ª Turma Recursal dos Juizados Especiais Federais do Estado do Rio Grande do Sul manteve a sentença, assentando: Nos termos do art. 2° da Lei n° 7.070/82, é cabível a concessão do benefício de pensão especial quando restar comprovado que as deficiências são decorrentes do uso do medicamento Talidomida. Art. 2º A percepção do benefício de que trata esta Lei dependerá unicamente da apresentação de atestado médico comprobatório das condições constantes do artigo anterior, passado por junta médica oficial para esse fim constituída pelo Instituto Nacional de Previdência Social, sem qualquer ônus para os interessados. Assim, tendo a perita médica do juízo constatado que as deficiências apresentadas pela demandante não tem o padrão encontrado nas vítimas de embriopatia por talidomida, afirmando que o defeito não é decorrente da utilização daquele remédio, não faz jus a parte autora ao recebimento de pensão especial. O Colegiado de origem procedeu a análise dos fatos e das provas, concluindo pelo não preenchimento dos requisitos necessários à concessão do benefício pleiteado. Anoto não equivaler à negativa de prestação jurisdicional o Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5762478. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO ARE 762191 ED-AGR / RS julgamento fundamentado da controvérsia, mas contrário aos interesses da parte. Está-se diante de conflito de interesses que tem desfecho na origem, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. Ante o quadro, desprovejo o regimental. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5762478. Supremo Tribunal Federal ARE 762191 ED-AGR / RS julgamento fundamentado da controvérsia, mas contrário aos interesses da parte. Está-se diante de conflito de interesses que tem desfecho na origem, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. Ante o quadro, desprovejo o regimental. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5762478. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 22/04/2014 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 762.191 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : MIRTA CIRLEI SOARES SOUTO ADV.(A/S) : CLOVIS FERNANDO DA SILVA PEREIRA AGDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Unânime. Não participaram, justificadamente, deste julgamento, os Senhores Ministros Luiz Fux e Rosa Weber. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 22.4.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 5787914 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 762.191 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : MIRTA CIRLEI SOARES SOUTO ADV.(A/S) : CLOVIS FERNANDO DA SILVA PEREIRA AGDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Unânime. Não participaram, justificadamente, deste julgamento, os Senhores Ministros Luiz Fux e Rosa Weber. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 22.4.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 5787914 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=5842433
2014-04-22T00:00:00
2014-05-12T00:00:00
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Unânime. Não participaram, justificadamente, deste julgamento, os Senhores Ministros Luiz Fux e Rosa Weber. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 22.4.2014.
AG.REG. NOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
DEVIDO PROCESSO LEGAL – PRESTAÇÃO JURISDICIONAL – NULIDADE – RECURSO EXTRAORDINÁRIO. Se, de um lado, é possível haver situação concreta em que transgredido o devido processo legal a ponto de enquadrar o recurso extraordinário no permissivo que lhe é próprio, de outro, descabe confundir a ausência de aperfeiçoamento da prestação jurisdicional com a entrega de forma contrária a interesses. RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova, também não servindo à interpretação de normas estritamente legais.
sjur263397
Número de páginas: 8. Análise: 15/05/2014, TIA.
MARCO AURÉLIO
Primeira Turma
762191
[ "LEG-FED LEI-007070 ANO-1982\n ART-00002\n LEI ORDINÁRIA" ]
ARE-ED-AgR
acordaos
ARE 762191 ED-AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : MIRTA CIRLEI SOARES SOUTO ADV.(A/S) : CLOVIS FERNANDO DA SILVA PEREIRA AGDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL
[ "" ]
Ementa e Acórdão 22/04/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 762.191 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :MIRTA CIRLEI SOARES SOUTO ADV.(A/S) :CLOVIS FERNANDO DA SILVA PEREIRA AGDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL DEVIDO PROCESSO LEGAL – PRESTAÇÃO JURISDICIONAL – NULIDADE – RECURSO EXTRAORDINÁRIO. Se, de um lado, é possível haver situação concreta em que transgredido o devido processo legal a ponto de enquadrar o recurso extraordinário no permissivo que lhe é próprio, de outro, descabe confundir a ausência de aperfeiçoamento da prestação jurisdicional com a entrega de forma contrária a interesses. RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova, também não servindo à interpretação de normas estritamente legais. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em desprover o agravo regimental nos embargos de declaração no recurso extraordinário com agravo, nos termos do voto do relator e por unanimidade, em sessão presidida pelo Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas. Brasília, 22 de abril de 2014. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5762476. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Ementa e Acórdão ARE 762191 ED-AGR / RS MINISTRO MARCO AURÉLIO – PRESIDENTE E RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5762476. Supremo Tribunal Federal ARE 762191 ED-AGR / RS MINISTRO MARCO AURÉLIO – PRESIDENTE E RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5762476. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório 22/04/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 762.191 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :MIRTA CIRLEI SOARES SOUTO ADV.(A/S) :CLOVIS FERNANDO DA SILVA PEREIRA AGDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Em 12 de março de 2014, proferi a seguinte decisão: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO – INEXISTÊNCIA DE VÍCIO – DESPROVIMENTO. 1. Em 10 de setembro de 2013, proferi a seguinte decisão: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA – INVIABILIDADE – DESPROVIMENTO DO AGRAVO. 1. A recorribilidade extraordinária é distinta daquela revelada por simples revisão do que decidido, na maioria das vezes procedida mediante o recurso por excelência – a apelação. Atua-se em sede excepcional à luz da moldura fática delineada soberanamente pelo Tribunal de origem, considerando-se as premissas constantes do acórdão impugnado. A jurisprudência sedimentada é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o Verbete n 279 da Súmula do Supremo: Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5762477. Supremo Tribunal Federal 22/04/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 762.191 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :MIRTA CIRLEI SOARES SOUTO ADV.(A/S) :CLOVIS FERNANDO DA SILVA PEREIRA AGDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Em 12 de março de 2014, proferi a seguinte decisão: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO – INEXISTÊNCIA DE VÍCIO – DESPROVIMENTO. 1. Em 10 de setembro de 2013, proferi a seguinte decisão: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA – INVIABILIDADE – DESPROVIMENTO DO AGRAVO. 1. A recorribilidade extraordinária é distinta daquela revelada por simples revisão do que decidido, na maioria das vezes procedida mediante o recurso por excelência – a apelação. Atua-se em sede excepcional à luz da moldura fática delineada soberanamente pelo Tribunal de origem, considerando-se as premissas constantes do acórdão impugnado. A jurisprudência sedimentada é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o Verbete n 279 da Súmula do Supremo: Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5762477. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Relatório ARE 762191 ED-AGR / RS Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. As razões do extraordinário partem de pressupostos fáticos estranhos ao acórdão atacado, buscando-se, em última análise, o reexame dos elementos probatórios para, com fundamento em quadro diverso, assentar a viabilidade do recurso. A par desse aspecto, descabe confundir a ausência de entrega aperfeiçoada da prestação jurisdicional com decisão contrária aos interesses defendidos. A violência ao devido processo legal não pode ser tomada como uma alavanca para alçar a este Tribunal conflito de interesses com solução na origem. A tentativa acaba por fazer-se voltada à transformação do Supremo em mero revisor dos atos dos demais tribunais do País. Na espécie, o Colegiado de origem procedeu a julgamento fundamentado de forma consentânea com a ordem jurídica. 2. Conheço do agravo e o desprovejo. 3. Publiquem. A autora, nos declaratórios, articula com a existência de omissão no julgado. Aduz não pretender o reexame do conjunto probatório. Insiste na configuração de ofensa aos artigos 5..., incisos XXXIV, alínea “a”, XXXV, LIV e LV, e 93, inciso IX, da Constituição Federal. O embargado apresentou contrarrazões alegando a ausência de vício no ato atacado. 2. Na interposição destes embargos, observaram-se os pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por advogado 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5762477. Supremo Tribunal Federal ARE 762191 ED-AGR / RS Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. As razões do extraordinário partem de pressupostos fáticos estranhos ao acórdão atacado, buscando-se, em última análise, o reexame dos elementos probatórios para, com fundamento em quadro diverso, assentar a viabilidade do recurso. A par desse aspecto, descabe confundir a ausência de entrega aperfeiçoada da prestação jurisdicional com decisão contrária aos interesses defendidos. A violência ao devido processo legal não pode ser tomada como uma alavanca para alçar a este Tribunal conflito de interesses com solução na origem. A tentativa acaba por fazer-se voltada à transformação do Supremo em mero revisor dos atos dos demais tribunais do País. Na espécie, o Colegiado de origem procedeu a julgamento fundamentado de forma consentânea com a ordem jurídica. 2. Conheço do agravo e o desprovejo. 3. Publiquem. A autora, nos declaratórios, articula com a existência de omissão no julgado. Aduz não pretender o reexame do conjunto probatório. Insiste na configuração de ofensa aos artigos 5..., incisos XXXIV, alínea “a”, XXXV, LIV e LV, e 93, inciso IX, da Constituição Federal. O embargado apresentou contrarrazões alegando a ausência de vício no ato atacado. 2. Na interposição destes embargos, observaram-se os pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por advogado 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5762477. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Relatório ARE 762191 ED-AGR / RS regularmente constituído, foi protocolada no prazo legal. Eis a razão, até certo ponto, de a máquina judiciária estar emperrada. Vê-se a interposição de recurso meramente protelatório, embora esse possa não ser o objetivo do embargante. Apesar de se articular com a existência de omissão na decisão, simplesmente se pleiteia o rejulgamento da causa. Na decisão recorrida ficou expresso que a aferição do que sustentado no extraordinário encontra óbice no fato de, em sede excepcional, atuar-se à luz da moldura fática delineada soberanamente pelo Tribunal de origem, considerando-se as premissas constantes do pronunciamento impugnado. Igualmente, consignou-se a ausência de nulidade do julgado por negativa de prestação jurisdicional ou deficiência de fundamentação. 3. Ante o exposto, ausente qualquer vício no julgado, conheço dos embargos de declaração e os desprovejo. 4. Publiquem. A agravante, na minuta do regimental, insiste no processamento do extraordinário. Reitera as razões dos embargos, insistindo na existência de ofensa direta aos artigos 5..., incisos XXXV, LIV e LV, e 93, inciso IX, da Carta Federal. Discorre acerca do tema de fundo, articulando com a ausência de entrega da prestação jurisdicional. O Instituto Nacional de Seguro Social, em contraminuta, aponta a incidência do Verbete n 279 da Súmula do Supremo. É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5762477. Supremo Tribunal Federal ARE 762191 ED-AGR / RS regularmente constituído, foi protocolada no prazo legal. Eis a razão, até certo ponto, de a máquina judiciária estar emperrada. Vê-se a interposição de recurso meramente protelatório, embora esse possa não ser o objetivo do embargante. Apesar de se articular com a existência de omissão na decisão, simplesmente se pleiteia o rejulgamento da causa. Na decisão recorrida ficou expresso que a aferição do que sustentado no extraordinário encontra óbice no fato de, em sede excepcional, atuar-se à luz da moldura fática delineada soberanamente pelo Tribunal de origem, considerando-se as premissas constantes do pronunciamento impugnado. Igualmente, consignou-se a ausência de nulidade do julgado por negativa de prestação jurisdicional ou deficiência de fundamentação. 3. Ante o exposto, ausente qualquer vício no julgado, conheço dos embargos de declaração e os desprovejo. 4. Publiquem. A agravante, na minuta do regimental, insiste no processamento do extraordinário. Reitera as razões dos embargos, insistindo na existência de ofensa direta aos artigos 5..., incisos XXXV, LIV e LV, e 93, inciso IX, da Carta Federal. Discorre acerca do tema de fundo, articulando com a ausência de entrega da prestação jurisdicional. O Instituto Nacional de Seguro Social, em contraminuta, aponta a incidência do Verbete n 279 da Súmula do Supremo. É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5762477. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 22/04/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 762.191 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por profissional da advocacia regularmente constituído, foi protocolada no prazo legal. Conheço. Atentem para o que decidido na origem. A 1... Turma Recursal dos Juizados Especiais Federais do Estado do Rio Grande do Sul manteve a sentença, assentando: Nos termos do art. 2... da Lei n 7.070/82, é cabível a concessão do benefício de pensão especial quando restar comprovado que as deficiências são decorrentes do uso do medicamento Talidomida. Art. 2... A percepção do benefício de que trata esta Lei dependerá unicamente da apresentação de atestado médico comprobatório das condições constantes do artigo anterior, passado por junta médica oficial para esse fim constituída pelo Instituto Nacional de Previdência Social, sem qualquer ônus para os interessados. Assim, tendo a perita médica do juízo constatado que as deficiências apresentadas pela demandante não tem o padrão encontrado nas vítimas de embriopatia por talidomida, afirmando que o defeito não é decorrente da utilização daquele remédio, não faz jus a parte autora ao recebimento de pensão especial. O Colegiado de origem procedeu a análise dos fatos e das provas, concluindo pelo não preenchimento dos requisitos necessários à concessão do benefício pleiteado. Anoto não equivaler à negativa de prestação jurisdicional o Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5762478. Supremo Tribunal Federal 22/04/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 762.191 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por profissional da advocacia regularmente constituído, foi protocolada no prazo legal. Conheço. Atentem para o que decidido na origem. A 1... Turma Recursal dos Juizados Especiais Federais do Estado do Rio Grande do Sul manteve a sentença, assentando: Nos termos do art. 2... da Lei n 7.070/82, é cabível a concessão do benefício de pensão especial quando restar comprovado que as deficiências são decorrentes do uso do medicamento Talidomida. Art. 2... A percepção do benefício de que trata esta Lei dependerá unicamente da apresentação de atestado médico comprobatório das condições constantes do artigo anterior, passado por junta médica oficial para esse fim constituída pelo Instituto Nacional de Previdência Social, sem qualquer ônus para os interessados. Assim, tendo a perita médica do juízo constatado que as deficiências apresentadas pela demandante não tem o padrão encontrado nas vítimas de embriopatia por talidomida, afirmando que o defeito não é decorrente da utilização daquele remédio, não faz jus a parte autora ao recebimento de pensão especial. O Colegiado de origem procedeu a análise dos fatos e das provas, concluindo pelo não preenchimento dos requisitos necessários à concessão do benefício pleiteado. Anoto não equivaler à negativa de prestação jurisdicional o Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5762478. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO ARE 762191 ED-AGR / RS julgamento fundamentado da controvérsia, mas contrário aos interesses da parte. Está-se diante de conflito de interesses que tem desfecho na origem, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. Ante o quadro, desprovejo o regimental. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5762478. Supremo Tribunal Federal ARE 762191 ED-AGR / RS julgamento fundamentado da controvérsia, mas contrário aos interesses da parte. Está-se diante de conflito de interesses que tem desfecho na origem, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. Ante o quadro, desprovejo o regimental. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5762478. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 22/04/2014 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 762.191 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : MIRTA CIRLEI SOARES SOUTO ADV.(A/S) : CLOVIS FERNANDO DA SILVA PEREIRA AGDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Unânime. Não participaram, justificadamente, deste julgamento, os Senhores Ministros Luiz Fux e Rosa Weber. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 22.4.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 5787914 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 762.191 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : MIRTA CIRLEI SOARES SOUTO ADV.(A/S) : CLOVIS FERNANDO DA SILVA PEREIRA AGDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Unânime. Não participaram, justificadamente, deste julgamento, os Senhores Ministros Luiz Fux e Rosa Weber. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 22.4.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 5787914 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
{ "JURISPRUDENCIA": [ "ARE 762191 ED - AGR / RS", "ARE 762191 ED - AGR / RS", "Verbete n 279 da Súmula do Supremo", "Verbete n 279 da Súmula do Supremo", "ARE 762191 ED - AGR / RS", "ARE 762191", "ARE 762191 ED - AGR / RS", "Verbete n 279 da Súmula do Supremo", "ARE 762191 ED - AGR / RS", "Verbete n 279 da Súmula do Supremo", "ARE 762191 ED" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigos 5 . . . , incisos XXXIV , alínea “ a ” , XXXV , LIV e LV , e 93 , inciso IX , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigos 5 . . . , incisos XXXIV , alínea “ a ” , XXXV , LIV e LV , e", "93 , inciso IX , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigos 5 . . . , incisos XXXV , LIV e LV , e 93 , inciso IX , da Carta Federal", "Medida Provisória n 2", "artigos 5 . . . , incisos XXXV , LIV e LV , e 93 , inciso IX , da Carta Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 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Ementa e Acórdão 26/06/2013 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 728.395 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :MARCOS ANTONIO FURTADO MELO ADV.(A/S) :RONALDO GOIS ALMEIDA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL. DECISÃO DE INADMISSIBILIDADE DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. INTERPOSIÇÃO DE EMBARGOS DECLARATÓRIOS INCABÍVEIS. NÃO INTERRUPÇÃO DO PRAZO PARA INTERPOSIÇÃO DE AGRAVO. INTEMPESTIVIDADE. O agravo interposto da decisão que inadmitiu o recurso extraordinário é intempestivo, porquanto prevalece nesta Corte o entendimento de que os embargos de declaração opostos da decisão que, na origem, nega seguimento a recurso extraordinário, por serem manifestamente incabíveis, não suspendem ou interrompem o prazo para a interposição de recurso. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Plenária, sob a presidência do ministro Joaquim Barbosa, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por maioria de votos e nos termos do voto do Relator, em negar provimento ao agravo regimental, vencido o Ministro Marco Aurélio. Brasília, 26 de junho de 2013. Ministro JOAQUIM BARBOSA Presidente Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4299487. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Relatório 26/06/2013 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 728.395 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :MARCOS ANTONIO FURTADO MELO ADV.(A/S) :RONALDO GOIS ALMEIDA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO JOAQUIM BARBOSA (PRESIDENTE): É este o teor da decisão recorrida: “Compulsando os autos, verifico a intempestividade do presente agravo, porquanto interposto em 14.06.2011 (terça-feira), ao passo que a publicação da decisão de inadmissão do apelo extraordinário ocorreu em 25.02.2011. Cumpre observar que os embargos de declaração opostos da decisão do presidente do Tribunal de origem que nega seguimento a recurso extraordinário, por manifestamente incabíveis, não suspendem ou interrompem o prazo para a interposição de outro recurso. Nesse sentido: AI 602.116-AgR (de minha relatoria, Segunda Turma, DJe de 26.10.2007), AI 733.719-AgR (rel. min. Ellen Gracie, Segunda Turma, DJe de 11.12.2009), AI 777.476-AgR (relator-presidente min. Gilmar Mendes, Plenário, DJe de 07.05.2010), AI 779.295-AgR-ED-ED-EDv (rel. min. Rosa Weber, DJe de 06.03.2012) AI 839.995 (rel. min. Dias Toffoli, DJe de 04.06.2012), ARE 663.031-AgR (rel. min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe de 15.03.2012), ARE 686.112-ED (rel. min. Cármen Lúcia, Primeira Turma, DJe de 14.09.2012), ARE 688.273 (rel. min. Luiz Fux, DJe de 28.09.2012) e ARE 704.027 (rel. min. Celso de Mello, DJe de 21.08.2012). Do exposto, nego seguimento ao agravo” Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4318232. Supremo Tribunal Federal 26/06/2013 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 728.395 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :MARCOS ANTONIO FURTADO MELO ADV.(A/S) :RONALDO GOIS ALMEIDA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO JOAQUIM BARBOSA (PRESIDENTE): É este o teor da decisão recorrida: “Compulsando os autos, verifico a intempestividade do presente agravo, porquanto interposto em 14.06.2011 (terça-feira), ao passo que a publicação da decisão de inadmissão do apelo extraordinário ocorreu em 25.02.2011. Cumpre observar que os embargos de declaração opostos da decisão do presidente do Tribunal de origem que nega seguimento a recurso extraordinário, por manifestamente incabíveis, não suspendem ou interrompem o prazo para a interposição de outro recurso. Nesse sentido: AI 602.116-AgR (de minha relatoria, Segunda Turma, DJe de 26.10.2007), AI 733.719-AgR (rel. min. Ellen Gracie, Segunda Turma, DJe de 11.12.2009), AI 777.476-AgR (relator-presidente min. Gilmar Mendes, Plenário, DJe de 07.05.2010), AI 779.295-AgR-ED-ED-EDv (rel. min. Rosa Weber, DJe de 06.03.2012) AI 839.995 (rel. min. Dias Toffoli, DJe de 04.06.2012), ARE 663.031-AgR (rel. min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe de 15.03.2012), ARE 686.112-ED (rel. min. Cármen Lúcia, Primeira Turma, DJe de 14.09.2012), ARE 688.273 (rel. min. Luiz Fux, DJe de 28.09.2012) e ARE 704.027 (rel. min. Celso de Mello, DJe de 21.08.2012). Do exposto, nego seguimento ao agravo” Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4318232. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Relatório ARE 728395 AGR / RS Sustenta-se, em síntese, que o agravo é tempestivo, ao contrário do que foi decidido. Mantenho a decisão e submeto o recurso à apreciação do Plenário. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4318232. Supremo Tribunal Federal ARE 728395 AGR / RS Sustenta-se, em síntese, que o agravo é tempestivo, ao contrário do que foi decidido. Mantenho a decisão e submeto o recurso à apreciação do Plenário. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4318232. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MINISTRO PRESIDENTE 26/06/2013 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 728.395 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO JOAQUIM BARBOSA (PRESIDENTE): O agravo interposto da decisão que inadmitiu o recurso extraordinário é intempestivo. Com efeito, prevalece nesta Corte o entendimento de que o recurso de embargos de declaração opostos da decisão que, na origem, nega seguimento a recurso extraordinário, por ser manifestamente incabível, não suspende ou interrompe o prazo para a interposição de agravo. Nesse sentido, confira-se o seguinte julgado: “EMENTA: Agravo regimental em agravo de instrumento. 2. Agravo regimental e embargos de declaração opostos da decisão de inadmissibilidade do recurso extraordinário. Recursos incabíveis. 3. Intempestividade do agravo. Precedentes. 4. Agravo regimental a que se nega provimento.” (AI 777.476-AgR, Plenário, relator- presidente min. Gilmar Mendes, DJe de 07.05.2010) Ainda nesse sentido: ARE 689.083-ED (rel. min. Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe de 01.02.2013), ARE 663.031-AgR (rel. min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe de 15.03.2012), ARE 685.912 – ED (rel. min. Celso de Mello, Segunda Turma, DJe de 26.10.2012), ARE 688.273 (rel. min. Luiz Fux, DJe de 28.09.2012), ARE 691.090 (rel. min. Rosa Weber, DJe de 07.02.2013) e ARE 706.945 (rel. min. Cármen Lúcia, DJe de 22.11.2012). Do exposto, nego provimento ao presente agravo. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4318233. Supremo Tribunal Federal 26/06/2013 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 728.395 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO JOAQUIM BARBOSA (PRESIDENTE): O agravo interposto da decisão que inadmitiu o recurso extraordinário é intempestivo. Com efeito, prevalece nesta Corte o entendimento de que o recurso de embargos de declaração opostos da decisão que, na origem, nega seguimento a recurso extraordinário, por ser manifestamente incabível, não suspende ou interrompe o prazo para a interposição de agravo. Nesse sentido, confira-se o seguinte julgado: “EMENTA: Agravo regimental em agravo de instrumento. 2. Agravo regimental e embargos de declaração opostos da decisão de inadmissibilidade do recurso extraordinário. Recursos incabíveis. 3. Intempestividade do agravo. Precedentes. 4. Agravo regimental a que se nega provimento.” (AI 777.476-AgR, Plenário, relator- presidente min. Gilmar Mendes, DJe de 07.05.2010) Ainda nesse sentido: ARE 689.083-ED (rel. min. Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe de 01.02.2013), ARE 663.031-AgR (rel. min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe de 15.03.2012), ARE 685.912 – ED (rel. min. Celso de Mello, Segunda Turma, DJe de 26.10.2012), ARE 688.273 (rel. min. Luiz Fux, DJe de 28.09.2012), ARE 691.090 (rel. min. Rosa Weber, DJe de 07.02.2013) e ARE 706.945 (rel. min. Cármen Lúcia, DJe de 22.11.2012). Do exposto, nego provimento ao presente agravo. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4318233. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 26/06/2013 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 728.395 RIO GRANDE DO SUL O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Presidente, apenas há divergência quanto à lista de número 4, que versa a oportunidade do recurso interposto. Aponta o enunciado da lista que a oposição de embargos declaratórios na origem, incabíveis, teria o condão de implicar a passagem do tempo, e, portanto, a extemporaneidade recursal. Peço vênia a Vossa Excelência para divergir nos cinquenta e sete agravos. Entendo, e continuo entendendo, que todo pronunciamento judicial com carga decisória – e o do Juízo primeiro de admissibilidade o é –, quer admitindo, quer negando seguimento ao recurso, desafia embargos declaratórios. Por isso, peço vênia para divergir e prover os agravos. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4290858. Supremo Tribunal Federal 26/06/2013 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 728.395 RIO GRANDE DO SUL O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Presidente, apenas há divergência quanto à lista de número 4, que versa a oportunidade do recurso interposto. Aponta o enunciado da lista que a oposição de embargos declaratórios na origem, incabíveis, teria o condão de implicar a passagem do tempo, e, portanto, a extemporaneidade recursal. Peço vênia a Vossa Excelência para divergir nos cinquenta e sete agravos. Entendo, e continuo entendendo, que todo pronunciamento judicial com carga decisória – e o do Juízo primeiro de admissibilidade o é –, quer admitindo, quer negando seguimento ao recurso, desafia embargos declaratórios. Por isso, peço vênia para divergir e prover os agravos. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4290858. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Extrato de Ata - 26/06/2013 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 728.395 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : MARCOS ANTONIO FURTADO MELO ADV.(A/S) : RONALDO GOIS ALMEIDA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL Decisão: O Tribunal, por maioria, vencido o Ministro Marco Aurélio, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, Ministro Joaquim Barbosa (Presidente). Ausentes, justificadamente, o Ministro Celso de Mello e, neste julgamento, a Ministra Cármen Lúcia. Plenário, 26.06.2013. Presidência do Senhor Ministro Joaquim Barbosa. Presentes à sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Teori Zavascki. Procurador-Geral da República, Dr. Roberto Monteiro Gurgel Santos. p/ Luiz Tomimatsu Assessor-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4291132 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 728.395 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : MARCOS ANTONIO FURTADO MELO ADV.(A/S) : RONALDO GOIS ALMEIDA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL Decisão: O Tribunal, por maioria, vencido o Ministro Marco Aurélio, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, Ministro Joaquim Barbosa (Presidente). Ausentes, justificadamente, o Ministro Celso de Mello e, neste julgamento, a Ministra Cármen Lúcia. Plenário, 26.06.2013. Presidência do Senhor Ministro Joaquim Barbosa. Presentes à sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Teori Zavascki. Procurador-Geral da República, Dr. Roberto Monteiro Gurgel Santos. p/ Luiz Tomimatsu Assessor-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4291132 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=4338973
2013-06-26T00:00:00
2013-08-19T00:00:00
O Tribunal, por maioria, vencido o Ministro Marco Aurélio, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, Ministro Joaquim Barbosa (Presidente). Ausentes, justificadamente, o Ministro Celso de Mello e, neste julgamento, a Ministra Cármen Lúcia. Plenário, 26.06.2013.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
Ementa: AGRAVO REGIMENTAL. DECISÃO DE INADMISSIBILIDADE DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. INTERPOSIÇÃO DE EMBARGOS DECLARATÓRIOS INCABÍVEIS. NÃO INTERRUPÇÃO DO PRAZO PARA INTERPOSIÇÃO DE AGRAVO. INTEMPESTIVIDADE. O agravo interposto da decisão que inadmitiu o recurso extraordinário é intempestivo, porquanto prevalece nesta Corte o entendimento de que os embargos de declaração opostos da decisão que, na origem, nega seguimento a recurso extraordinário, por serem manifestamente incabíveis, não suspendem ou interrompem o prazo para a interposição de recurso. Agravo regimental a que se nega provimento.
sjur238867
- Acórdão (s) citado (s): (RECURSO INCABÍVEL, SUSPENSÃO DE PRAZO) AI 777476 AgR (TP), ARE 689083 ED (1ªT), ARE 663031 AgR (2ªT), ARE 685912 ED (2ªT). - Decisões monocráticas citdas: (RECURSO INCABÍVEL, SUSPENSÃO DE PRAZO) ARE 688273, ARE 691090, ARE 706945. Número de páginas: 6. Análise: 27/08/2013, TBC.
JOAQUIM BARBOSA (Presidente)
Tribunal Pleno
728395
null
ARE-AgR
acordaos
ARE 728395 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : MARCOS ANTONIO FURTADO MELO ADV.(A/S) : RONALDO GOIS ALMEIDA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL
[ "" ]
Ementa e Acórdão 26/06/2013 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 728.395 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :MARCOS ANTONIO FURTADO MELO ADV.(A/S) :RONALDO GOIS ALMEIDA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL. DECISÃO DE INADMISSIBILIDADE DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. INTERPOSIÇÃO DE EMBARGOS DECLARATÓRIOS INCABÍVEIS. NÃO INTERRUPÇÃO DO PRAZO PARA INTERPOSIÇÃO DE AGRAVO. INTEMPESTIVIDADE. O agravo interposto da decisão que inadmitiu o recurso extraordinário é intempestivo, porquanto prevalece nesta Corte o entendimento de que os embargos de declaração opostos da decisão que, na origem, nega seguimento a recurso extraordinário, por serem manifestamente incabíveis, não suspendem ou interrompem o prazo para a interposição de recurso. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Plenária, sob a presidência do ministro Joaquim Barbosa, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por maioria de votos e nos termos do voto do Relator, em negar provimento ao agravo regimental, vencido o Ministro Marco Aurélio. Brasília, 26 de junho de 2013. Ministro JOAQUIM BARBOSA Presidente Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4299487. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Relatório 26/06/2013 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 728.395 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :MARCOS ANTONIO FURTADO MELO ADV.(A/S) :RONALDO GOIS ALMEIDA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO JOAQUIM BARBOSA (PRESIDENTE): É este o teor da decisão recorrida: “Compulsando os autos, verifico a intempestividade do presente agravo, porquanto interposto em 14.06.2011 (terça-feira), ao passo que a publicação da decisão de inadmissão do apelo extraordinário ocorreu em 25.02.2011. Cumpre observar que os embargos de declaração opostos da decisão do presidente do Tribunal de origem que nega seguimento a recurso extraordinário, por manifestamente incabíveis, não suspendem ou interrompem o prazo para a interposição de outro recurso. Nesse sentido: AI 602.116-AgR (de minha relatoria, Segunda Turma, DJe de 26.10.2007), AI 733.719-AgR (rel. min. Ellen Gracie, Segunda Turma, DJe de 11.12.2009), AI 777.476-AgR (relator-presidente min. Gilmar Mendes, Plenário, DJe de 07.05.2010), AI 779.295-AgR-ED-ED-EDv (rel. min. Rosa Weber, DJe de 06.03.2012) AI 839.995 (rel. min. Dias Toffoli, DJe de 04.06.2012), ARE 663.031-AgR (rel. min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe de 15.03.2012), ARE 686.112-ED (rel. min. Cármen Lúcia, Primeira Turma, DJe de 14.09.2012), ARE 688.273 (rel. min. Luiz Fux, DJe de 28.09.2012) e ARE 704.027 (rel. min. Celso de Mello, DJe de 21.08.2012). Do exposto, nego seguimento ao agravo” Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4318232. Supremo Tribunal Federal 26/06/2013 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 728.395 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :MARCOS ANTONIO FURTADO MELO ADV.(A/S) :RONALDO GOIS ALMEIDA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO JOAQUIM BARBOSA (PRESIDENTE): É este o teor da decisão recorrida: “Compulsando os autos, verifico a intempestividade do presente agravo, porquanto interposto em 14.06.2011 (terça-feira), ao passo que a publicação da decisão de inadmissão do apelo extraordinário ocorreu em 25.02.2011. Cumpre observar que os embargos de declaração opostos da decisão do presidente do Tribunal de origem que nega seguimento a recurso extraordinário, por manifestamente incabíveis, não suspendem ou interrompem o prazo para a interposição de outro recurso. Nesse sentido: AI 602.116-AgR (de minha relatoria, Segunda Turma, DJe de 26.10.2007), AI 733.719-AgR (rel. min. Ellen Gracie, Segunda Turma, DJe de 11.12.2009), AI 777.476-AgR (relator-presidente min. Gilmar Mendes, Plenário, DJe de 07.05.2010), AI 779.295-AgR-ED-ED-EDv (rel. min. Rosa Weber, DJe de 06.03.2012) AI 839.995 (rel. min. Dias Toffoli, DJe de 04.06.2012), ARE 663.031-AgR (rel. min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe de 15.03.2012), ARE 686.112-ED (rel. min. Cármen Lúcia, Primeira Turma, DJe de 14.09.2012), ARE 688.273 (rel. min. Luiz Fux, DJe de 28.09.2012) e ARE 704.027 (rel. min. Celso de Mello, DJe de 21.08.2012). Do exposto, nego seguimento ao agravo” Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4318232. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Relatório ARE 728395 AGR / RS Sustenta-se, em síntese, que o agravo é tempestivo, ao contrário do que foi decidido. Mantenho a decisão e submeto o recurso à apreciação do Plenário. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4318232. Supremo Tribunal Federal ARE 728395 AGR / RS Sustenta-se, em síntese, que o agravo é tempestivo, ao contrário do que foi decidido. Mantenho a decisão e submeto o recurso à apreciação do Plenário. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4318232. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MINISTRO PRESIDENTE 26/06/2013 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 728.395 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO JOAQUIM BARBOSA (PRESIDENTE): O agravo interposto da decisão que inadmitiu o recurso extraordinário é intempestivo. Com efeito, prevalece nesta Corte o entendimento de que o recurso de embargos de declaração opostos da decisão que, na origem, nega seguimento a recurso extraordinário, por ser manifestamente incabível, não suspende ou interrompe o prazo para a interposição de agravo. Nesse sentido, confira-se o seguinte julgado: “EMENTA: Agravo regimental em agravo de instrumento. 2. Agravo regimental e embargos de declaração opostos da decisão de inadmissibilidade do recurso extraordinário. Recursos incabíveis. 3. Intempestividade do agravo. Precedentes. 4. Agravo regimental a que se nega provimento.” (AI 777.476-AgR, Plenário, relator- presidente min. Gilmar Mendes, DJe de 07.05.2010) Ainda nesse sentido: ARE 689.083-ED (rel. min. Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe de 01.02.2013), ARE 663.031-AgR (rel. min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe de 15.03.2012), ARE 685.912 – ED (rel. min. Celso de Mello, Segunda Turma, DJe de 26.10.2012), ARE 688.273 (rel. min. Luiz Fux, DJe de 28.09.2012), ARE 691.090 (rel. min. Rosa Weber, DJe de 07.02.2013) e ARE 706.945 (rel. min. Cármen Lúcia, DJe de 22.11.2012). Do exposto, nego provimento ao presente agravo. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4318233. Supremo Tribunal Federal 26/06/2013 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 728.395 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO JOAQUIM BARBOSA (PRESIDENTE): O agravo interposto da decisão que inadmitiu o recurso extraordinário é intempestivo. Com efeito, prevalece nesta Corte o entendimento de que o recurso de embargos de declaração opostos da decisão que, na origem, nega seguimento a recurso extraordinário, por ser manifestamente incabível, não suspende ou interrompe o prazo para a interposição de agravo. Nesse sentido, confira-se o seguinte julgado: “EMENTA: Agravo regimental em agravo de instrumento. 2. Agravo regimental e embargos de declaração opostos da decisão de inadmissibilidade do recurso extraordinário. Recursos incabíveis. 3. Intempestividade do agravo. Precedentes. 4. Agravo regimental a que se nega provimento.” (AI 777.476-AgR, Plenário, relator- presidente min. Gilmar Mendes, DJe de 07.05.2010) Ainda nesse sentido: ARE 689.083-ED (rel. min. Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe de 01.02.2013), ARE 663.031-AgR (rel. min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe de 15.03.2012), ARE 685.912 – ED (rel. min. Celso de Mello, Segunda Turma, DJe de 26.10.2012), ARE 688.273 (rel. min. Luiz Fux, DJe de 28.09.2012), ARE 691.090 (rel. min. Rosa Weber, DJe de 07.02.2013) e ARE 706.945 (rel. min. Cármen Lúcia, DJe de 22.11.2012). Do exposto, nego provimento ao presente agravo. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4318233. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 26/06/2013 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 728.395 RIO GRANDE DO SUL O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Presidente, apenas há divergência quanto à lista de número 4, que versa a oportunidade do recurso interposto. Aponta o enunciado da lista que a oposição de embargos declaratórios na origem, incabíveis, teria o condão de implicar a passagem do tempo, e, portanto, a extemporaneidade recursal. Peço vênia a Vossa Excelência para divergir nos cinquenta e sete agravos. Entendo, e continuo entendendo, que todo pronunciamento judicial com carga decisória – e o do Juízo primeiro de admissibilidade o é –, quer admitindo, quer negando seguimento ao recurso, desafia embargos declaratórios. Por isso, peço vênia para divergir e prover os agravos. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4290858. Supremo Tribunal Federal 26/06/2013 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 728.395 RIO GRANDE DO SUL O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Presidente, apenas há divergência quanto à lista de número 4, que versa a oportunidade do recurso interposto. Aponta o enunciado da lista que a oposição de embargos declaratórios na origem, incabíveis, teria o condão de implicar a passagem do tempo, e, portanto, a extemporaneidade recursal. Peço vênia a Vossa Excelência para divergir nos cinquenta e sete agravos. Entendo, e continuo entendendo, que todo pronunciamento judicial com carga decisória – e o do Juízo primeiro de admissibilidade o é –, quer admitindo, quer negando seguimento ao recurso, desafia embargos declaratórios. Por isso, peço vênia para divergir e prover os agravos. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4290858. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Extrato de Ata - 26/06/2013 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 728.395 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : MARCOS ANTONIO FURTADO MELO ADV.(A/S) : RONALDO GOIS ALMEIDA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL Decisão: O Tribunal, por maioria, vencido o Ministro Marco Aurélio, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, Ministro Joaquim Barbosa (Presidente). Ausentes, justificadamente, o Ministro Celso de Mello e, neste julgamento, a Ministra Cármen Lúcia. Plenário, 26.06.2013. Presidência do Senhor Ministro Joaquim Barbosa. Presentes à sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Teori Zavascki. Procurador-Geral da República, Dr. Roberto Monteiro Gurgel Santos. p/ Luiz Tomimatsu Assessor-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4291132 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 728.395 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : MARCOS ANTONIO FURTADO MELO ADV.(A/S) : RONALDO GOIS ALMEIDA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL Decisão: O Tribunal, por maioria, vencido o Ministro Marco Aurélio, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, Ministro Joaquim Barbosa (Presidente). Ausentes, justificadamente, o Ministro Celso de Mello e, neste julgamento, a Ministra Cármen Lúcia. Plenário, 26.06.2013. Presidência do Senhor Ministro Joaquim Barbosa. Presentes à sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Teori Zavascki. Procurador-Geral da República, Dr. Roberto Monteiro Gurgel Santos. p/ Luiz Tomimatsu Assessor-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4291132 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 728 . 395", "AI 602 . 116 - AgR", "AI 733 . 719 - AgR", "AI 777 . 476 - AgR", "AI 779 . 295 - AgR - ED -", "AI 839 . 995", "ARE 663 . 031 - AgR", "ARE 686 . 112 - ED", "ARE 688 . 273", "ARE 704 . 027", "AI 602 . 116 - AgR", "AI 733 . 719 - AgR", "AI 777 . 476 - AgR", "AI 779 . 295 - AgR - ED - ED", "AI 839 . 995", "ARE 663 . 031 - AgR", "ARE 686 . 112 - ED", "ARE 688 . 273", "ARE 704 . 027", "ARE 728395", "AI 777 . 476 - AgR", "ARE 689 . 083 - ED", "ARE 663 . 031 - AgR", "ARE 685 . 912", "ARE 688 . 273", "ARE 691", "ARE 706", "AI 777 . 476 - AgR", "ARE 689 . 083 - ED", "ARE 663 . 031 - AgR", "ARE 685 . 912 – ED", "ARE 688 . 273", "ARE 691 . 090", "ARE 706 . 945", "RECURSO" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", 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"MARCO AURÉLIO", "MARCOS ANTONIO FURTADO MELO", "RONALDO GOIS ALMEIDA", "Marco Aurélio", "Joaquim Barbosa", "Celso de Mello", "Cármen Lúcia", "Joaquim Barbosa", "Marco Aurélio", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Cármen Lúcia", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Teori Zavascki", "Roberto Monteiro Gurgel Santos", "MARCOS ANTONIO FURTADO MELO", "RONALDO GOIS ALMEIDA", "Marco Aurélio", "Joaquim Barbosa", "Celso de Mello", "Cármen Lúcia", "Joaquim Barbosa", "Marco Aurélio", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Cármen Lúcia", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Teori Zavascki", "Roberto Monteiro Gurgel Santos", "Luiz Tomimatsu" ], "TEMPO": [ "26", "/", "06", "/", "2013", "26 de junho de 2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "26", "/", "06", "/", "2013", "14", ".", "06", ".", "2011", "terça", "-", "feira", "25", ".", "02", ".", "2011", "26", ".", "10", ".", "2007", "11", ".", "12", ".", "2009", "07", ".", "05", ".", "2010", "06", ".", "03", ".", "2012", "04", ".", 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Ementa e Acórdão 22/04/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 800.574 ESPÍRITO SANTO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :GILBERTO ALVARES DOS SANTOS ADV.(A/S) :PRISCILA CANDIDO BONADIMAN E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :GRANIVEST MÁRMORES E GRANITOS LTDA ADV.(A/S) :MARCELO SANTOS LEITE E OUTRO(A/S) EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CONSUMIDOR. INEXISTÊNCIA DE CONTRARIEDADE AO ART. 93, INC. IX, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. ALEGADA AFRONTA AOS PRINCÍPIOS DO DEVIDO PROCESSO LEGAL, DO CONTRADITÓRIO E DA AMPLA DEFESA. NECESSÁRIA ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. INEXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. RESCISÃO DE CONTRATO. VÍCIO DE BENS E DESCUMPRIMENTO DE CLÁUSULAS CONTRATUAIS. REEXAME DE PROVAS. SÚMULAS NS. 279 E 454 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência da Ministra Cármen Lúcia, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausentes, justificadamente, neste julgamento, os senhores Ministros Celso de Mello e Gilmar Mendes. Brasília, 22 de abril de 2014. Ministra Cármen Lúcia - Relatora Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5762003. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9 Relatório 22/04/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 800.574 ESPÍRITO SANTO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :GILBERTO ALVARES DOS SANTOS ADV.(A/S) :PRISCILA CANDIDO BONADIMAN E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :GRANIVEST MÁRMORES E GRANITOS LTDA ADV.(A/S) :MARCELO SANTOS LEITE E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA – (Relatora): 1. Em 28 de março de 2014, neguei seguimento ao agravo nos autos do recurso extraordinário interposto por Gilberto Alvares dos Santos contra julgado do Tribunal de Justiça do Espírito Santo, que não reconhecera vício no produto contratado pelo Agravante, negando-lhe a pretensão de reparação por danos materiais. A decisão agravada teve a seguinte fundamentação: “5. Razão jurídica não assiste ao Agravante. 6. A alegação de nulidade do acórdão por contrariedade ao art. 93, inc. IX, da Constituição da República não pode prosperar. Embora em sentido contrário à pretensão do Agravante, o acórdão recorrido apresentou suficiente fundamentação. Conforme a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, “o que a Constituição exige, no art. 93, IX, é que a decisão judicial seja fundamentada; não, que a fundamentação seja correta, na solução das questões de fato ou de direito da lide: declinadas no julgado as premissas, corretamente assentadas ou não, mas coerentes com o dispositivo do acórdão, está satisfeita a exigência constitucional” (RE 140.370/MT , Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, RTJ 150/269). 7. A apreciação do pleito recursal demandaria o reexame do conjunto fático-probatório constante do processo e da legislação infraconstitucional aplicável à espécie (no caso, o Código de Processo Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5762004. Supremo Tribunal Federal 22/04/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 800.574 ESPÍRITO SANTO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :GILBERTO ALVARES DOS SANTOS ADV.(A/S) :PRISCILA CANDIDO BONADIMAN E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :GRANIVEST MÁRMORES E GRANITOS LTDA ADV.(A/S) :MARCELO SANTOS LEITE E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA – (Relatora): 1. Em 28 de março de 2014, neguei seguimento ao agravo nos autos do recurso extraordinário interposto por Gilberto Alvares dos Santos contra julgado do Tribunal de Justiça do Espírito Santo, que não reconhecera vício no produto contratado pelo Agravante, negando-lhe a pretensão de reparação por danos materiais. A decisão agravada teve a seguinte fundamentação: “5. Razão jurídica não assiste ao Agravante. 6. A alegação de nulidade do acórdão por contrariedade ao art. 93, inc. IX, da Constituição da República não pode prosperar. Embora em sentido contrário à pretensão do Agravante, o acórdão recorrido apresentou suficiente fundamentação. Conforme a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, “o que a Constituição exige, no art. 93, IX, é que a decisão judicial seja fundamentada; não, que a fundamentação seja correta, na solução das questões de fato ou de direito da lide: declinadas no julgado as premissas, corretamente assentadas ou não, mas coerentes com o dispositivo do acórdão, está satisfeita a exigência constitucional” (RE 140.370/MT , Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, RTJ 150/269). 7. A apreciação do pleito recursal demandaria o reexame do conjunto fático-probatório constante do processo e da legislação infraconstitucional aplicável à espécie (no caso, o Código de Processo Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5762004. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9 Relatório ARE 800574 AGR / ES Civil e o Código de Defesa do Consumidor), procedimento inviável de ser validamente adotado nessa via processual. Incide a Súmula n. 279 deste Supremo Tribunal: “EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CONSUMIDOR. RESCISÃO DE CONTRATO. VÍCIO DE BENS E DESCUMPRIMENTO DE CLÁUSULAS CONTRATUAIS. REEXAME DE PROVAS. SÚMULAS NS. 279 E 454 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (ARE 749.218-AgR/SP, de minha relatoria, Segunda Turma, DJe 15.8.2013). “EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL. INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS. CONTROVÉRSIA DECIDIDA À LUZ DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. REEXAME DE PROVAS. SÚMULA 279 DESTE TRIBUNAL. INEXISTÊNCIA DE OFENSA DIRETA À CONSTITUIÇÃO FEDERAL. A questão em debate foi decidida com base no Código de Defesa do Consumidor. Assim, eventual ofensa à Constituição seria indireta ou reflexa, o que enseja o descabimento do recurso extraordinário. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI 645.863-AgR/RJ, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, Segunda Turma, DJe 20.3.2009). “EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. RESPONSABILIDADE CIVIL: INDENIZAÇÃO. FATO DO PRODUTO. CONTROVÉRSIA DECIDIDA COM BASE NO CÓDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR. IMPOSSIBILIDADE DA ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL E DO REEXAME DE PROVAS (SÚMULA 279). OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. Imposição de multa de 1% do valor corrigido da causa. Aplicação do art. 557, § 2º, c/c arts. 14, inc. II e III, e 17, inc. VII, do Código de Processo Civil” (AI 655.049-AgR/RJ, de minha relatoria, Primeira Turma, DJe 7.11.2008). 8. Ademais, o Supremo Tribunal Federal assentou que a alegação de contrariedade ao art. 5º, incs. LIV e LV, da Constituição da República, se dependente do exame de legislação infraconstitucional 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5762004. Supremo Tribunal Federal ARE 800574 AGR / ES Civil e o Código de Defesa do Consumidor), procedimento inviável de ser validamente adotado nessa via processual. Incide a Súmula n. 279 deste Supremo Tribunal: “EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CONSUMIDOR. RESCISÃO DE CONTRATO. VÍCIO DE BENS E DESCUMPRIMENTO DE CLÁUSULAS CONTRATUAIS. REEXAME DE PROVAS. SÚMULAS NS. 279 E 454 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (ARE 749.218-AgR/SP, de minha relatoria, Segunda Turma, DJe 15.8.2013). “EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL. INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS. CONTROVÉRSIA DECIDIDA À LUZ DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. REEXAME DE PROVAS. SÚMULA 279 DESTE TRIBUNAL. INEXISTÊNCIA DE OFENSA DIRETA À CONSTITUIÇÃO FEDERAL. A questão em debate foi decidida com base no Código de Defesa do Consumidor. Assim, eventual ofensa à Constituição seria indireta ou reflexa, o que enseja o descabimento do recurso extraordinário. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI 645.863-AgR/RJ, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, Segunda Turma, DJe 20.3.2009). “EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. RESPONSABILIDADE CIVIL: INDENIZAÇÃO. FATO DO PRODUTO. CONTROVÉRSIA DECIDIDA COM BASE NO CÓDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR. IMPOSSIBILIDADE DA ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL E DO REEXAME DE PROVAS (SÚMULA 279). OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. Imposição de multa de 1% do valor corrigido da causa. Aplicação do art. 557, § 2º, c/c arts. 14, inc. II e III, e 17, inc. VII, do Código de Processo Civil” (AI 655.049-AgR/RJ, de minha relatoria, Primeira Turma, DJe 7.11.2008). 8. Ademais, o Supremo Tribunal Federal assentou que a alegação de contrariedade ao art. 5º, incs. LIV e LV, da Constituição da República, se dependente do exame de legislação infraconstitucional 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5762004. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9 Relatório ARE 800574 AGR / ES (no caso, o Código de Processo Civil e o Código de Defesa do Consumidor), não viabiliza o recurso extraordinário, pois eventual ofensa constitucional seria indireta: “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. PROCESSUAL CIVIL. PENHORA. INTIMAÇÃO PESSOAL. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL: OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. A jurisprudência do Supremo Tribunal firmou-se no sentido de que as alegações de afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando dependentes de exame de legislação infraconstitucional, configurariam ofensa constitucional indireta” (AI 776.282-AgR, de minha relatoria, Primeira Turma, DJe 12.3.2010). “AGRAVO REGIMENTAL. INEXISTÊNCIA DE OFENSA AOS ARTIGOS 5º, XXXV, LIV E LV, e 93, IX, DA CONSTITUIÇÃO. O Tribunal de origem prestou jurisdição por acórdão devidamente fundamentado, em observância aos princípios do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa. Ainda que assim não fosse, esta Corte firmou entendimento no sentido de que, em regra, as alegações de afronta aos mencionados princípios configuram, quando muito, ofensa indireta ou reflexa à Constituição da República. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI 602.224-AgR, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, Segunda Turma, DJe 7.12.2010). 9. Pelo exposto, nego seguimento a este agravo (art. 544, § 4º, inc. II, alínea a, do Código de Processo Civil e art. 21, § 1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal)”. 2. Publicada essa decisão no DJe de 3.4.2014, interpõe Gilberto Alvares dos Santos, em 8.4.2014, tempestivamente, agravo regimental. 3. O Agravante afirma que “o princípio do livre convencimento motivado exige fundamentação concreta vinculada aos autos, que, no caso em análise, não se mostra presente, sendo certo que esta não se confunde com o princípio da convicção íntima do julgador que, per si, não se presta a fundamentar uma decisão”. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5762004. Supremo Tribunal Federal ARE 800574 AGR / ES (no caso, o Código de Processo Civil e o Código de Defesa do Consumidor), não viabiliza o recurso extraordinário, pois eventual ofensa constitucional seria indireta: “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. PROCESSUAL CIVIL. PENHORA. INTIMAÇÃO PESSOAL. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL: OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. A jurisprudência do Supremo Tribunal firmou-se no sentido de que as alegações de afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando dependentes de exame de legislação infraconstitucional, configurariam ofensa constitucional indireta” (AI 776.282-AgR, de minha relatoria, Primeira Turma, DJe 12.3.2010). “AGRAVO REGIMENTAL. INEXISTÊNCIA DE OFENSA AOS ARTIGOS 5º, XXXV, LIV E LV, e 93, IX, DA CONSTITUIÇÃO. O Tribunal de origem prestou jurisdição por acórdão devidamente fundamentado, em observância aos princípios do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa. Ainda que assim não fosse, esta Corte firmou entendimento no sentido de que, em regra, as alegações de afronta aos mencionados princípios configuram, quando muito, ofensa indireta ou reflexa à Constituição da República. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI 602.224-AgR, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, Segunda Turma, DJe 7.12.2010). 9. Pelo exposto, nego seguimento a este agravo (art. 544, § 4º, inc. II, alínea a, do Código de Processo Civil e art. 21, § 1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal)”. 2. Publicada essa decisão no DJe de 3.4.2014, interpõe Gilberto Alvares dos Santos, em 8.4.2014, tempestivamente, agravo regimental. 3. O Agravante afirma que “o princípio do livre convencimento motivado exige fundamentação concreta vinculada aos autos, que, no caso em análise, não se mostra presente, sendo certo que esta não se confunde com o princípio da convicção íntima do julgador que, per si, não se presta a fundamentar uma decisão”. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5762004. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9 Relatório ARE 800574 AGR / ES Argumenta que, “como os trabalhos periciais não foram conduzidos pelo perito nomeado pelo juiz (...), mas sim por terceiro completamente estranho ao processo e ao juízo, cuja qualificação técnica é totalmente desconhecida, tornou-se manifestamente ilegal o laudo produzido, tendo o d. Tribunal de origem deixado passar despercebido os incisivos apontamentos realizados pelo Agravante, afrontando o princípio da ampla defesa e do devido processo legal, estes previstos no art. 5º, LIV e LV, da Constituição Federal”. Requer a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do presente recurso. É o relatório. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5762004. Supremo Tribunal Federal ARE 800574 AGR / ES Argumenta que, “como os trabalhos periciais não foram conduzidos pelo perito nomeado pelo juiz (...), mas sim por terceiro completamente estranho ao processo e ao juízo, cuja qualificação técnica é totalmente desconhecida, tornou-se manifestamente ilegal o laudo produzido, tendo o d. Tribunal de origem deixado passar despercebido os incisivos apontamentos realizados pelo Agravante, afrontando o princípio da ampla defesa e do devido processo legal, estes previstos no art. 5º, LIV e LV, da Constituição Federal”. Requer a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do presente recurso. É o relatório. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5762004. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA 22/04/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 800.574 ESPÍRITO SANTO V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste ao Agravante. 2. Inicialmente, não prospera a alegação de nulidade do acórdão por falta de fundamentação. Os Tribunais apreciaram as questões suscitadas, fundamentando-as de modo suficiente a demonstrar as razões objetivas do convencimento do julgador. A prestação jurisdicional foi concedida nos termos da legislação vigente, apesar de ter sido a conclusão contrária aos interesses do Agravante. Confira-se: “Questão de ordem. (…) 3. O art. 93, IX, da Constituição Federal exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar, contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão. 4. Questão de ordem acolhida para reconhecer a repercussão geral, reafirmar a jurisprudência do Tribunal, negar provimento ao recurso e autorizar a adoção dos procedimentos relacionados à repercussão geral” (AI 792.292-QORG, Relator o Ministro Gilmar Mendes, Plenário Virtual, DJe 13.8.2010). 3. Quanto à alegação de contrariedade ao art. 5º, incs. LIV e LV, da Constituição, no julgamento do Agravo em Recurso Extraordinário n. 748.371, Relator o Ministro Gilmar Mendes, o Supremo Tribunal Federal assentou a inexistência de repercussão geral quanto às alegações de contrariedade aos princípios do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa, quando o exame da questão depende de prévia análise da adequada aplicação de normas infraconstitucionais: Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5762005. Supremo Tribunal Federal 22/04/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 800.574 ESPÍRITO SANTO V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste ao Agravante. 2. Inicialmente, não prospera a alegação de nulidade do acórdão por falta de fundamentação. Os Tribunais apreciaram as questões suscitadas, fundamentando-as de modo suficiente a demonstrar as razões objetivas do convencimento do julgador. A prestação jurisdicional foi concedida nos termos da legislação vigente, apesar de ter sido a conclusão contrária aos interesses do Agravante. Confira-se: “Questão de ordem. (…) 3. O art. 93, IX, da Constituição Federal exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar, contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão. 4. Questão de ordem acolhida para reconhecer a repercussão geral, reafirmar a jurisprudência do Tribunal, negar provimento ao recurso e autorizar a adoção dos procedimentos relacionados à repercussão geral” (AI 792.292-QORG, Relator o Ministro Gilmar Mendes, Plenário Virtual, DJe 13.8.2010). 3. Quanto à alegação de contrariedade ao art. 5º, incs. LIV e LV, da Constituição, no julgamento do Agravo em Recurso Extraordinário n. 748.371, Relator o Ministro Gilmar Mendes, o Supremo Tribunal Federal assentou a inexistência de repercussão geral quanto às alegações de contrariedade aos princípios do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa, quando o exame da questão depende de prévia análise da adequada aplicação de normas infraconstitucionais: Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5762005. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA ARE 800574 AGR / ES “Alegação de cerceamento do direito de defesa. Tema relativo à suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal. Julgamento da causa dependente de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais. Rejeição da repercussão geral” (DJe 1º.8.2013). Declarada a ausência de repercussão geral, os recursos extraordinários e os agravos de instrumento que suscitarem a mesma questão constitucional podem ter o seu seguimento negado pelos relatores (§ 1º do art. 327 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal). 4. Como afirmado na decisão agravada, a apreciação do pleito recursal demandaria o reexame do conjunto fático-probatório constante do processo e da legislação infraconstitucional aplicável à espécie, procedimento inviável de ser validamente adotado nessa via processual. Incide na espécie a Súmula n. 279 deste Supremo Tribunal: “EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CONSUMIDOR. RESCISÃO DE CONTRATO. VÍCIO DE BENS E DESCUMPRIMENTO DE CLÁUSULAS CONTRATUAIS. REEXAME DE PROVAS. SÚMULAS NS. 279 E 454 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (ARE 749.218-AgR/SP, de minha relatoria, Segunda Turma, DJe 15.8.2013). “EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL. INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS. CONTROVÉRSIA DECIDIDA À LUZ DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. REEXAME DE PROVAS. SÚMULA 279 DESTE TRIBUNAL. INEXISTÊNCIA DE OFENSA DIRETA À CONSTITUIÇÃO FEDERAL. A questão em debate foi decidida com base no Código de Defesa do Consumidor. Assim, eventual ofensa à Constituição seria indireta ou reflexa, o que 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5762005. Supremo Tribunal Federal ARE 800574 AGR / ES “Alegação de cerceamento do direito de defesa. Tema relativo à suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal. Julgamento da causa dependente de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais. Rejeição da repercussão geral” (DJe 1º.8.2013). Declarada a ausência de repercussão geral, os recursos extraordinários e os agravos de instrumento que suscitarem a mesma questão constitucional podem ter o seu seguimento negado pelos relatores (§ 1º do art. 327 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal). 4. Como afirmado na decisão agravada, a apreciação do pleito recursal demandaria o reexame do conjunto fático-probatório constante do processo e da legislação infraconstitucional aplicável à espécie, procedimento inviável de ser validamente adotado nessa via processual. Incide na espécie a Súmula n. 279 deste Supremo Tribunal: “EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CONSUMIDOR. RESCISÃO DE CONTRATO. VÍCIO DE BENS E DESCUMPRIMENTO DE CLÁUSULAS CONTRATUAIS. REEXAME DE PROVAS. SÚMULAS NS. 279 E 454 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (ARE 749.218-AgR/SP, de minha relatoria, Segunda Turma, DJe 15.8.2013). “EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL. INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS. CONTROVÉRSIA DECIDIDA À LUZ DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. REEXAME DE PROVAS. SÚMULA 279 DESTE TRIBUNAL. INEXISTÊNCIA DE OFENSA DIRETA À CONSTITUIÇÃO FEDERAL. A questão em debate foi decidida com base no Código de Defesa do Consumidor. Assim, eventual ofensa à Constituição seria indireta ou reflexa, o que 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5762005. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA ARE 800574 AGR / ES enseja o descabimento do recurso extraordinário. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI 645.863-AgR/RJ, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, Segunda Turma, DJe 20.3.2009). “EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. RESPONSABILIDADE CIVIL: INDENIZAÇÃO. FATO DO PRODUTO. CONTROVÉRSIA DECIDIDA COM BASE NO CÓDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR. IMPOSSIBILIDADE DA ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL E DO REEXAME DE PROVAS (SÚMULA 279). OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. Imposição de multa de 1% do valor corrigido da causa. Aplicação do art. 557, § 2º, c/c arts. 14, inc. II e III, e 17, inc. VII, do Código de Processo Civil” (AI 655.049-AgR/RJ, de minha relatoria, Primeira Turma, DJe 7.11.2008). 5. Os argumentos do Agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 6. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5762005. Supremo Tribunal Federal ARE 800574 AGR / ES enseja o descabimento do recurso extraordinário. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI 645.863-AgR/RJ, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, Segunda Turma, DJe 20.3.2009). “EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. RESPONSABILIDADE CIVIL: INDENIZAÇÃO. FATO DO PRODUTO. CONTROVÉRSIA DECIDIDA COM BASE NO CÓDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR. IMPOSSIBILIDADE DA ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL E DO REEXAME DE PROVAS (SÚMULA 279). OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. Imposição de multa de 1% do valor corrigido da causa. Aplicação do art. 557, § 2º, c/c arts. 14, inc. II e III, e 17, inc. VII, do Código de Processo Civil” (AI 655.049-AgR/RJ, de minha relatoria, Primeira Turma, DJe 7.11.2008). 5. Os argumentos do Agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 6. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5762005. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9 Extrato de Ata - 22/04/2014 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 800.574 PROCED. : ESPÍRITO SANTO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : GILBERTO ALVARES DOS SANTOS ADV.(A/S) : PRISCILA CANDIDO BONADIMAN E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : GRANIVEST MÁRMORES E GRANITOS LTDA ADV.(A/S) : MARCELO SANTOS LEITE E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausentes, justificadamente, neste julgamento, os Senhores Ministros Celso de Mello e Gilmar Mendes. 2ª Turma, 22.04.2014. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à sessão os Senhores Ministros Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Celso de Mello e Gilmar Mendes. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 5706040 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 800.574 PROCED. : ESPÍRITO SANTO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : GILBERTO ALVARES DOS SANTOS ADV.(A/S) : PRISCILA CANDIDO BONADIMAN E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : GRANIVEST MÁRMORES E GRANITOS LTDA ADV.(A/S) : MARCELO SANTOS LEITE E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausentes, justificadamente, neste julgamento, os Senhores Ministros Celso de Mello e Gilmar Mendes. 2ª Turma, 22.04.2014. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à sessão os Senhores Ministros Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Celso de Mello e Gilmar Mendes. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 5706040 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=5787345
2014-04-22T00:00:00
2014-05-06T00:00:00
A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausentes, justificadamente, neste julgamento, os Senhores Ministros Celso de Mello e Gilmar Mendes. 2ª Turma, 22.04.2014.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CONSUMIDOR. INEXISTÊNCIA DE CONTRARIEDADE AO ART. 93, INC. IX, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. ALEGADA AFRONTA AOS PRINCÍPIOS DO DEVIDO PROCESSO LEGAL, DO CONTRADITÓRIO E DA AMPLA DEFESA. NECESSÁRIA ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. INEXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. RESCISÃO DE CONTRATO. VÍCIO DE BENS E DESCUMPRIMENTO DE CLÁUSULAS CONTRATUAIS. REEXAME DE PROVAS. SÚMULAS NS. 279 E 454 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.
sjur262854
- Acórdão(s) citado(s): (PRESTAÇÃO JURISDICIONAL) AI 791292 QO-RG. (SÚMULA 279) AI 655049 AgR (1ªT), AI 645863 AgR (2ªT), ARE 749218 AgR (2ªT). (OFENSA REFLEXA) ARE 748371 RG. Número de páginas: 9. Análise: 14/05/2014, BRU.
CÁRMEN LÚCIA
Segunda Turma
800574
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00093 INC-00009\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED RGI ANO-1980\n ART-00327 PAR-00001\n RISTF-1980 REGIMENTO INTERNO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000454 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 800574 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : GILBERTO ALVARES DOS SANTOS ADV.(A/S) : PRISCILA CANDIDO BONADIMAN E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : GRANIVEST MÁRMORES E GRANITOS LTDA ADV.(A/S) : MARCELO SANTOS LEITE E OUTRO(A/S)
[ "" ]
Ementa e Acórdão 22/04/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 800.574 ESPÍRITO SANTO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :GILBERTO ALVARES DOS SANTOS ADV.(A/S) :PRISCILA CANDIDO BONADIMAN E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :GRANIVEST MÁRMORES E GRANITOS LTDA ADV.(A/S) :MARCELO SANTOS LEITE E OUTRO(A/S) EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CONSUMIDOR. INEXISTÊNCIA DE CONTRARIEDADE AO ART. 93, INC. IX, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. ALEGADA AFRONTA AOS PRINCÍPIOS DO DEVIDO PROCESSO LEGAL, DO CONTRADITÓRIO E DA AMPLA DEFESA. NECESSÁRIA ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. INEXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. RESCISÃO DE CONTRATO. VÍCIO DE BENS E DESCUMPRIMENTO DE CLÁUSULAS CONTRATUAIS. REEXAME DE PROVAS. SÚMULAS NS. 279 E 454 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência da Ministra Cármen Lúcia, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausentes, justificadamente, neste julgamento, os senhores Ministros Celso de Mello e Gilmar Mendes. Brasília, 22 de abril de 2014. Ministra Cármen Lúcia - Relatora Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5762003. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9 Relatório 22/04/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 800.574 ESPÍRITO SANTO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :GILBERTO ALVARES DOS SANTOS ADV.(A/S) :PRISCILA CANDIDO BONADIMAN E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :GRANIVEST MÁRMORES E GRANITOS LTDA ADV.(A/S) :MARCELO SANTOS LEITE E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA – (Relatora): 1. Em 28 de março de 2014, neguei seguimento ao agravo nos autos do recurso extraordinário interposto por Gilberto Alvares dos Santos contra julgado do Tribunal de Justiça do Espírito Santo, que não reconhecera vício no produto contratado pelo Agravante, negando-lhe a pretensão de reparação por danos materiais. A decisão agravada teve a seguinte fundamentação: “5. Razão jurídica não assiste ao Agravante. 6. A alegação de nulidade do acórdão por contrariedade ao art. 93, inc. IX, da Constituição da República não pode prosperar. Embora em sentido contrário à pretensão do Agravante, o acórdão recorrido apresentou suficiente fundamentação. Conforme a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, “o que a Constituição exige, no art. 93, IX, é que a decisão judicial seja fundamentada; não, que a fundamentação seja correta, na solução das questões de fato ou de direito da lide: declinadas no julgado as premissas, corretamente assentadas ou não, mas coerentes com o dispositivo do acórdão, está satisfeita a exigência constitucional” (Recurso Extraordinário 140.370/MT , Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, RTJ 150/269). 7. A apreciação do pleito recursal demandaria o reexame do conjunto fático-probatório constante do processo e da legislação infraconstitucional aplicável à espécie (no caso, o Código de Processo Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5762004. Supremo Tribunal Federal 22/04/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 800.574 ESPÍRITO SANTO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :GILBERTO ALVARES DOS SANTOS ADV.(A/S) :PRISCILA CANDIDO BONADIMAN E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :GRANIVEST MÁRMORES E GRANITOS LTDA ADV.(A/S) :MARCELO SANTOS LEITE E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA – (Relatora): 1. Em 28 de março de 2014, neguei seguimento ao agravo nos autos do recurso extraordinário interposto por Gilberto Alvares dos Santos contra julgado do Tribunal de Justiça do Espírito Santo, que não reconhecera vício no produto contratado pelo Agravante, negando-lhe a pretensão de reparação por danos materiais. A decisão agravada teve a seguinte fundamentação: “5. Razão jurídica não assiste ao Agravante. 6. A alegação de nulidade do acórdão por contrariedade ao art. 93, inc. IX, da Constituição da República não pode prosperar. Embora em sentido contrário à pretensão do Agravante, o acórdão recorrido apresentou suficiente fundamentação. Conforme a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, “o que a Constituição exige, no art. 93, IX, é que a decisão judicial seja fundamentada; não, que a fundamentação seja correta, na solução das questões de fato ou de direito da lide: declinadas no julgado as premissas, corretamente assentadas ou não, mas coerentes com o dispositivo do acórdão, está satisfeita a exigência constitucional” (Recurso Extraordinário 140.370/MT , Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, RTJ 150/269). 7. A apreciação do pleito recursal demandaria o reexame do conjunto fático-probatório constante do processo e da legislação infraconstitucional aplicável à espécie (no caso, o Código de Processo Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5762004. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9 Relatório ARE 800574 AGR / ES Civil e o Código de Defesa do Consumidor), procedimento inviável de ser validamente adotado nessa via processual. Incide a Súmula n. 279 deste Supremo Tribunal: “EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CONSUMIDOR. RESCISÃO DE CONTRATO. VÍCIO DE BENS E DESCUMPRIMENTO DE CLÁUSULAS CONTRATUAIS. REEXAME DE PROVAS. SÚMULAS NS. 279 E 454 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (ARE 749.218-AgR/SP, de minha relatoria, Segunda Turma, DJe 15.8.2013). “EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL. INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS. CONTROVÉRSIA DECIDIDA À LUZ DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. REEXAME DE PROVAS. SÚMULA 279 DESTE TRIBUNAL. INEXISTÊNCIA DE OFENSA DIRETA À CONSTITUIÇÃO FEDERAL. A questão em debate foi decidida com base no Código de Defesa do Consumidor. Assim, eventual ofensa à Constituição seria indireta ou reflexa, o que enseja o descabimento do recurso extraordinário. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI 645.863-AgR/RJ, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, Segunda Turma, DJe 20.3.2009). “EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. RESPONSABILIDADE CIVIL: INDENIZAÇÃO. FATO DO PRODUTO. CONTROVÉRSIA DECIDIDA COM BASE NO CÓDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR. IMPOSSIBILIDADE DA ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL E DO REEXAME DE PROVAS (SÚMULA 279). OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. Imposição de multa de 1% do valor corrigido da causa. Aplicação do art. 557, § 2..., c/c arts. 14, inc. II e III, e 17, inc. VII, do Código de Processo Civil” (AI 655.049-AgR/RJ, de minha relatoria, Primeira Turma, DJe 7.11.2008). 8. Ademais, o Supremo Tribunal Federal assentou que a alegação de contrariedade ao art. 5..., incs. LIV e LV, da Constituição da República, se dependente do exame de legislação infraconstitucional 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5762004. Supremo Tribunal Federal ARE 800574 AGR / ES Civil e o Código de Defesa do Consumidor), procedimento inviável de ser validamente adotado nessa via processual. Incide a Súmula n. 279 deste Supremo Tribunal: “EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CONSUMIDOR. RESCISÃO DE CONTRATO. VÍCIO DE BENS E DESCUMPRIMENTO DE CLÁUSULAS CONTRATUAIS. REEXAME DE PROVAS. SÚMULAS NS. 279 E 454 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (ARE 749.218-AgR/SP, de minha relatoria, Segunda Turma, DJe 15.8.2013). “EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL. INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS. CONTROVÉRSIA DECIDIDA À LUZ DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. REEXAME DE PROVAS. SÚMULA 279 DESTE TRIBUNAL. INEXISTÊNCIA DE OFENSA DIRETA À CONSTITUIÇÃO FEDERAL. A questão em debate foi decidida com base no Código de Defesa do Consumidor. Assim, eventual ofensa à Constituição seria indireta ou reflexa, o que enseja o descabimento do recurso extraordinário. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI 645.863-AgR/RJ, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, Segunda Turma, DJe 20.3.2009). “EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. RESPONSABILIDADE CIVIL: INDENIZAÇÃO. FATO DO PRODUTO. CONTROVÉRSIA DECIDIDA COM BASE NO CÓDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR. IMPOSSIBILIDADE DA ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL E DO REEXAME DE PROVAS (SÚMULA 279). OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. Imposição de multa de 1% do valor corrigido da causa. Aplicação do art. 557, § 2..., c/c arts. 14, inc. II e III, e 17, inc. VII, do Código de Processo Civil” (AI 655.049-AgR/RJ, de minha relatoria, Primeira Turma, DJe 7.11.2008). 8. Ademais, o Supremo Tribunal Federal assentou que a alegação de contrariedade ao art. 5..., incs. LIV e LV, da Constituição da República, se dependente do exame de legislação infraconstitucional 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5762004. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9 Relatório ARE 800574 AGR / ES (no caso, o Código de Processo Civil e o Código de Defesa do Consumidor), não viabiliza o recurso extraordinário, pois eventual ofensa constitucional seria indireta: “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. PROCESSUAL CIVIL. PENHORA. INTIMAÇÃO PESSOAL. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL: OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. A jurisprudência do Supremo Tribunal firmou-se no sentido de que as alegações de afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando dependentes de exame de legislação infraconstitucional, configurariam ofensa constitucional indireta” (AI 776.282-AgR, de minha relatoria, Primeira Turma, DJe 12.3.2010). “AGRAVO REGIMENTAL. INEXISTÊNCIA DE OFENSA AOS ARTIGOS 5..., XXXV, LIV E LV, e 93, IX, DA CONSTITUIÇÃO. O Tribunal de origem prestou jurisdição por acórdão devidamente fundamentado, em observância aos princípios do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa. Ainda que assim não fosse, esta Corte firmou entendimento no sentido de que, em regra, as alegações de afronta aos mencionados princípios configuram, quando muito, ofensa indireta ou reflexa à Constituição da República. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI 602.224-AgR, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, Segunda Turma, DJe 7.12.2010). 9. Pelo exposto, nego seguimento a este agravo (art. 544, § 4..., inc. II, alínea a, do Código de Processo Civil e art. 21, § 1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal)”. 2. Publicada essa decisão no DJe de 3.4.2014, interpõe Gilberto Alvares dos Santos, em 8.4.2014, tempestivamente, agravo regimental. 3. O Agravante afirma que “o princípio do livre convencimento motivado exige fundamentação concreta vinculada aos autos, que, no caso em análise, não se mostra presente, sendo certo que esta não se confunde com o princípio da convicção íntima do julgador que, per si, não se presta a fundamentar uma decisão”. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5762004. Supremo Tribunal Federal ARE 800574 AGR / ES (no caso, o Código de Processo Civil e o Código de Defesa do Consumidor), não viabiliza o recurso extraordinário, pois eventual ofensa constitucional seria indireta: “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. PROCESSUAL CIVIL. PENHORA. INTIMAÇÃO PESSOAL. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL: OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. A jurisprudência do Supremo Tribunal firmou-se no sentido de que as alegações de afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando dependentes de exame de legislação infraconstitucional, configurariam ofensa constitucional indireta” (AI 776.282-AgR, de minha relatoria, Primeira Turma, DJe 12.3.2010). “AGRAVO REGIMENTAL. INEXISTÊNCIA DE OFENSA AOS ARTIGOS 5..., XXXV, LIV E LV, e 93, IX, DA CONSTITUIÇÃO. O Tribunal de origem prestou jurisdição por acórdão devidamente fundamentado, em observância aos princípios do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa. Ainda que assim não fosse, esta Corte firmou entendimento no sentido de que, em regra, as alegações de afronta aos mencionados princípios configuram, quando muito, ofensa indireta ou reflexa à Constituição da República. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI 602.224-AgR, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, Segunda Turma, DJe 7.12.2010). 9. Pelo exposto, nego seguimento a este agravo (art. 544, § 4..., inc. II, alínea a, do Código de Processo Civil e art. 21, § 1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal)”. 2. Publicada essa decisão no DJe de 3.4.2014, interpõe Gilberto Alvares dos Santos, em 8.4.2014, tempestivamente, agravo regimental. 3. O Agravante afirma que “o princípio do livre convencimento motivado exige fundamentação concreta vinculada aos autos, que, no caso em análise, não se mostra presente, sendo certo que esta não se confunde com o princípio da convicção íntima do julgador que, per si, não se presta a fundamentar uma decisão”. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5762004. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9 Relatório ARE 800574 AGR / ES Argumenta que, “como os trabalhos periciais não foram conduzidos pelo perito nomeado pelo juiz (...), mas sim por terceiro completamente estranho ao processo e ao juízo, cuja qualificação técnica é totalmente desconhecida, tornou-se manifestamente ilegal o laudo produzido, tendo o d. Tribunal de origem deixado passar despercebido os incisivos apontamentos realizados pelo Agravante, afrontando o princípio da ampla defesa e do devido processo legal, estes previstos no art. 5..., LIV e LV, da Constituição Federal”. Requer a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do presente recurso. É o relatório. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5762004. Supremo Tribunal Federal ARE 800574 AGR / ES Argumenta que, “como os trabalhos periciais não foram conduzidos pelo perito nomeado pelo juiz (...), mas sim por terceiro completamente estranho ao processo e ao juízo, cuja qualificação técnica é totalmente desconhecida, tornou-se manifestamente ilegal o laudo produzido, tendo o d. Tribunal de origem deixado passar despercebido os incisivos apontamentos realizados pelo Agravante, afrontando o princípio da ampla defesa e do devido processo legal, estes previstos no art. 5..., LIV e LV, da Constituição Federal”. Requer a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do presente recurso. É o relatório. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5762004. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA 22/04/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 800.574 ESPÍRITO SANTO V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste ao Agravante. 2. Inicialmente, não prospera a alegação de nulidade do acórdão por falta de fundamentação. Os Tribunais apreciaram as questões suscitadas, fundamentando-as de modo suficiente a demonstrar as razões objetivas do convencimento do julgador. A prestação jurisdicional foi concedida nos termos da legislação vigente, apesar de ter sido a conclusão contrária aos interesses do Agravante. Confira-se: “Questão de ordem. (…) 3. O art. 93, IX, da Constituição Federal exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar, contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão. 4. Questão de ordem acolhida para reconhecer a repercussão geral, reafirmar a jurisprudência do Tribunal, negar provimento ao recurso e autorizar a adoção dos procedimentos relacionados à repercussão geral” (AI 792.292-QORG, Relator o Ministro Gilmar Mendes, Plenário Virtual, DJe 13.8.2010). 3. Quanto à alegação de contrariedade ao art. 5..., incs. LIV e LV, da Constituição, no julgamento do Agravo em Recurso Extraordinário n. 748.371, Relator o Ministro Gilmar Mendes, o Supremo Tribunal Federal assentou a inexistência de repercussão geral quanto às alegações de contrariedade aos princípios do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa, quando o exame da questão depende de prévia análise da adequada aplicação de normas infraconstitucionais: Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5762005. Supremo Tribunal Federal 22/04/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 800.574 ESPÍRITO SANTO V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste ao Agravante. 2. Inicialmente, não prospera a alegação de nulidade do acórdão por falta de fundamentação. Os Tribunais apreciaram as questões suscitadas, fundamentando-as de modo suficiente a demonstrar as razões objetivas do convencimento do julgador. A prestação jurisdicional foi concedida nos termos da legislação vigente, apesar de ter sido a conclusão contrária aos interesses do Agravante. Confira-se: “Questão de ordem. (…) 3. O art. 93, IX, da Constituição Federal exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar, contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão. 4. Questão de ordem acolhida para reconhecer a repercussão geral, reafirmar a jurisprudência do Tribunal, negar provimento ao recurso e autorizar a adoção dos procedimentos relacionados à repercussão geral” (AI 792.292-QORG, Relator o Ministro Gilmar Mendes, Plenário Virtual, DJe 13.8.2010). 3. Quanto à alegação de contrariedade ao art. 5..., incs. LIV e LV, da Constituição, no julgamento do Agravo em Recurso Extraordinário n. 748.371, Relator o Ministro Gilmar Mendes, o Supremo Tribunal Federal assentou a inexistência de repercussão geral quanto às alegações de contrariedade aos princípios do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa, quando o exame da questão depende de prévia análise da adequada aplicação de normas infraconstitucionais: Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5762005. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA ARE 800574 AGR / ES “Alegação de cerceamento do direito de defesa. Tema relativo à suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal. Julgamento da causa dependente de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais. Rejeição da repercussão geral” (DJe 1....8.2013). Declarada a ausência de repercussão geral, os recursos extraordinários e os agravos de instrumento que suscitarem a mesma questão constitucional podem ter o seu seguimento negado pelos relatores (§ 1... do art. 327 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal). 4. Como afirmado na decisão agravada, a apreciação do pleito recursal demandaria o reexame do conjunto fático-probatório constante do processo e da legislação infraconstitucional aplicável à espécie, procedimento inviável de ser validamente adotado nessa via processual. Incide na espécie a Súmula n. 279 deste Supremo Tribunal: “EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CONSUMIDOR. RESCISÃO DE CONTRATO. VÍCIO DE BENS E DESCUMPRIMENTO DE CLÁUSULAS CONTRATUAIS. REEXAME DE PROVAS. SÚMULAS NS. 279 E 454 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (ARE 749.218-AgR/SP, de minha relatoria, Segunda Turma, DJe 15.8.2013). “EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL. INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS. CONTROVÉRSIA DECIDIDA À LUZ DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. REEXAME DE PROVAS. SÚMULA 279 DESTE TRIBUNAL. INEXISTÊNCIA DE OFENSA DIRETA À CONSTITUIÇÃO FEDERAL. A questão em debate foi decidida com base no Código de Defesa do Consumidor. Assim, eventual ofensa à Constituição seria indireta ou reflexa, o que 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5762005. Supremo Tribunal Federal ARE 800574 AGR / ES “Alegação de cerceamento do direito de defesa. Tema relativo à suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal. Julgamento da causa dependente de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais. Rejeição da repercussão geral” (DJe 1....8.2013). Declarada a ausência de repercussão geral, os recursos extraordinários e os agravos de instrumento que suscitarem a mesma questão constitucional podem ter o seu seguimento negado pelos relatores (§ 1... do art. 327 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal). 4. Como afirmado na decisão agravada, a apreciação do pleito recursal demandaria o reexame do conjunto fático-probatório constante do processo e da legislação infraconstitucional aplicável à espécie, procedimento inviável de ser validamente adotado nessa via processual. Incide na espécie a Súmula n. 279 deste Supremo Tribunal: “EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CONSUMIDOR. RESCISÃO DE CONTRATO. VÍCIO DE BENS E DESCUMPRIMENTO DE CLÁUSULAS CONTRATUAIS. REEXAME DE PROVAS. SÚMULAS NS. 279 E 454 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (ARE 749.218-AgR/SP, de minha relatoria, Segunda Turma, DJe 15.8.2013). “EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL. INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS. CONTROVÉRSIA DECIDIDA À LUZ DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. REEXAME DE PROVAS. SÚMULA 279 DESTE TRIBUNAL. INEXISTÊNCIA DE OFENSA DIRETA À CONSTITUIÇÃO FEDERAL. A questão em debate foi decidida com base no Código de Defesa do Consumidor. Assim, eventual ofensa à Constituição seria indireta ou reflexa, o que 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5762005. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA ARE 800574 AGR / ES enseja o descabimento do recurso extraordinário. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI 645.863-AgR/RJ, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, Segunda Turma, DJe 20.3.2009). “EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. RESPONSABILIDADE CIVIL: INDENIZAÇÃO. FATO DO PRODUTO. CONTROVÉRSIA DECIDIDA COM BASE NO CÓDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR. IMPOSSIBILIDADE DA ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL E DO REEXAME DE PROVAS (SÚMULA 279). OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. Imposição de multa de 1% do valor corrigido da causa. Aplicação do art. 557, § 2..., c/c arts. 14, inc. II e III, e 17, inc. VII, do Código de Processo Civil” (AI 655.049-AgR/RJ, de minha relatoria, Primeira Turma, DJe 7.11.2008). 5. Os argumentos do Agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 6. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5762005. Supremo Tribunal Federal ARE 800574 AGR / ES enseja o descabimento do recurso extraordinário. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI 645.863-AgR/RJ, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, Segunda Turma, DJe 20.3.2009). “EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. RESPONSABILIDADE CIVIL: INDENIZAÇÃO. FATO DO PRODUTO. CONTROVÉRSIA DECIDIDA COM BASE NO CÓDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR. IMPOSSIBILIDADE DA ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL E DO REEXAME DE PROVAS (SÚMULA 279). OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. Imposição de multa de 1% do valor corrigido da causa. Aplicação do art. 557, § 2..., c/c arts. 14, inc. II e III, e 17, inc. VII, do Código de Processo Civil” (AI 655.049-AgR/RJ, de minha relatoria, Primeira Turma, DJe 7.11.2008). 5. Os argumentos do Agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 6. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5762005. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9 Extrato de Ata - 22/04/2014 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 800.574 PROCED. : ESPÍRITO SANTO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : GILBERTO ALVARES DOS SANTOS ADV.(A/S) : PRISCILA CANDIDO BONADIMAN E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : GRANIVEST MÁRMORES E GRANITOS LTDA ADV.(A/S) : MARCELO SANTOS LEITE E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausentes, justificadamente, neste julgamento, os Senhores Ministros Celso de Mello e Gilmar Mendes. 2... Turma, 22.04.2014. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à sessão os Senhores Ministros Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Celso de Mello e Gilmar Mendes. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 5706040 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 800.574 PROCED. : ESPÍRITO SANTO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : GILBERTO ALVARES DOS SANTOS ADV.(A/S) : PRISCILA CANDIDO BONADIMAN E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : GRANIVEST MÁRMORES E GRANITOS LTDA ADV.(A/S) : MARCELO SANTOS LEITE E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausentes, justificadamente, neste julgamento, os Senhores Ministros Celso de Mello e Gilmar Mendes. 2... Turma, 22.04.2014. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à sessão os Senhores Ministros Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Celso de Mello e Gilmar Mendes. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 5706040 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
{ "JURISPRUDENCIA": [ "SÚMULAS NS . 279", "Recurso Extraordinário 140 . 370 / MT", "RECURSO", "Recurso Extraordinário 140 . 370 / MT", "SÚMULAS NS . 279", "ARE 749 . 218 - AgR / SP", "SÚMULA 279 DESTE TRIBUNAL", "AI 645 . 863 - AgR / RJ", "AI 655 . 049 - AgR / RJ", "ARE 800574 AGR", "Súmula n . 279 deste Supremo Tribunal", "SÚMULAS NS . 279", "ARE 749 . 218 - AgR / SP", "SÚMULA 279 DESTE TRIBUNAL", "AI 645 . 863 - AgR / RJ", "AI 655 . 049 - AgR / RJ", "ARE 800574 AGR /", "AI 776 . 282 - AgR", "AI 602 . 224 - AgR", "AI 776 . 282 - AgR", "AI 602 . 224 - AgR", "ARE 800574 AGR / ES", "ARE 800574 AGR / ES", "RECURSO", "AI 792 . 292 - QORG", "AI 792 . 292 - QORG", "Recurso Extraordinário n . 748 . 371", "Súmula n . 279 deste Supremo Tribunal", "SÚMULAS NS . 279", "ARE 749 . 218 - AgR / SP", "SÚMULA 279 DESTE TRIBUNAL", "ARE 800574 AGR / ES", "Súmula n . 279 deste Supremo Tribunal", "SÚMULAS NS . 279", "ARE 749 . 218 - AgR / SP", "AI 645 . 863 - AgR / RJ", "AI 655 . 049 - AgR / RJ", "ARE 800574 AGR / ES", "AI 645 . 863 - AgR / RJ", "AI 655 . 049 - AgR / RJ" ], "LEGISLACAO": [ "ART . 93 , INC . IX , DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 93 , inc . IX , da Constituição da República", "Constituição", "Código de Processo Supremo Tribunal Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 93 , inc . IX , da Constituição da República", "Constituição", "Código de Processo Supremo", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Defesa do", "Código de Defesa do Consumidor", "Constituição", "CÓDIGO DE DEFESA DO", "art . 557 , § 2 . . . , c", "arts . 14 , inc . II e III , e 17 , inc . VII , do Código de Processo Civil", "art . 5 . . . , incs . LIV e LV , da Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Defesa do Consumidor", "Código de Defesa do Consumidor", "Constituição", "CÓDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR", "arts . 14 , inc . II e III , e 17 , inc . VII , do Código de Processo Civil", "art . 5 . . . , incs . LIV e LV , da Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil", "Código de Defesa do Consumidor", "ARTIGOS 5 . . . , XXXV , LIV E LV , e 93 , IX , DA CONSTITUIÇÃO", "Constituição da República", "art", "art . 21 , § 1 . . . , do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil", "Código de Defesa do Consumidor", "ARTIGOS 5 . . . , XXXV , LIV E LV , e 93 , IX , DA CONSTITUIÇÃO", "Constituição da República", "art . 544 , § 4 . . . , inc . II , alínea a , do Código de Processo Civil", "art . 21 , § 1 . . . , do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 5 . . . , LIV e LV , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 5 . . . , LIV e LV , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 93 , IX , da Constituição Federal", "art . 5 . . . , incs . 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Ementa e Acórdão 26/06/2013 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 721.962 RIO DE JANEIRO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :BANCO SANTANDER (BRASIL) S/A ADV.(A/S) :ANDRESSA BARROS FIGUEIREDO DE PAIVA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :DIEGO DE OLIVEIRA ALVES ADV.(A/S) :REINALDO CARLOS ALVES DE LIMA EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO. AUSÊNCIA DE PRELIMINAR FORMAL DE EXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL DA MATÉRIA CONSTITUCIONAL INVOCADA NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. INTIMAÇÃO DO ACÓRDÃO RECORRIDO POSTERIOR A 03.05.2007. De acordo com a orientação firmada neste Tribunal, é dever da parte recorrente apresentar preliminar formal e fundamentada da repercussão geral da questão constitucional em debate no recurso extraordinário. Cabe à parte recorrente apontar de forma expressa e clara as circunstâncias que poderiam configurar a relevância – do ponto de vista econômico, político, social ou jurídico – das questões constitucionais invocadas no recurso extraordinário (CPC, art. 543-A, §§ 1º e 2º). Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Plenária, sob a presidência do ministro Joaquim Barbosa, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos e nos termos do voto do Relator, em negar provimento ao agravo regimental. Brasília, 26 de junho de 2013. Ministro JOAQUIM BARBOSA Presidente Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4919385. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Relatório 26/06/2013 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 721.962 RIO DE JANEIRO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :BANCO SANTANDER (BRASIL) S/A ADV.(A/S) :ANDRESSA BARROS FIGUEIREDO DE PAIVA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :DIEGO DE OLIVEIRA ALVES ADV.(A/S) :REINALDO CARLOS ALVES DE LIMA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO JOAQUIM BARBOSA - (Presidente): É este o teor da decisão prolatada por meu antecessor, min. Ayres Britto: “É de agravo (nos próprios autos, conforme a Lei 12.322/2010) interposto contra decisão denegatória de admissibilidade a recurso extraordinário que se cuida. 2. Tenho que o inconformismo não merece acolhida. É que a parte recorrente não se desincumbiu do dever processual introduzido pela EC 45/2004 e regulamentado pelo § 2º do art. 543-A do Código de Processo Civil, na redação da Lei 11.418/2006. 3. Com efeito, esta Casa de Justiça, ao apreciar a Questão de Ordem no AI 664.567, sob a relatoria do ministro Sepúlveda Pertence, assentou que a exigência da demonstração formal e fundamentada da repercussão geral das questões constitucionais discutidas no recurso extraordinário incide quando a intimação do acórdão recorrido tenha ocorrido a partir de 03 de maio de 2007, data da publicação da Emenda Regimental nº 21, de 30 de abril de 2007 . Mais: na mesma ocasião, foi decidido que a repercussão geral passou a integrar a disciplina constitucional de todos os recursos extraordinários, inclusive os criminais. 4. Em nova apreciação da matéria, no julgamento do RE Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4919386. Supremo Tribunal Federal 26/06/2013 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 721.962 RIO DE JANEIRO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :BANCO SANTANDER (BRASIL) S/A ADV.(A/S) :ANDRESSA BARROS FIGUEIREDO DE PAIVA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :DIEGO DE OLIVEIRA ALVES ADV.(A/S) :REINALDO CARLOS ALVES DE LIMA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO JOAQUIM BARBOSA - (Presidente): É este o teor da decisão prolatada por meu antecessor, min. Ayres Britto: “É de agravo (nos próprios autos, conforme a Lei 12.322/2010) interposto contra decisão denegatória de admissibilidade a recurso extraordinário que se cuida. 2. Tenho que o inconformismo não merece acolhida. É que a parte recorrente não se desincumbiu do dever processual introduzido pela EC 45/2004 e regulamentado pelo § 2º do art. 543-A do Código de Processo Civil, na redação da Lei 11.418/2006. 3. Com efeito, esta Casa de Justiça, ao apreciar a Questão de Ordem no AI 664.567, sob a relatoria do ministro Sepúlveda Pertence, assentou que a exigência da demonstração formal e fundamentada da repercussão geral das questões constitucionais discutidas no recurso extraordinário incide quando a intimação do acórdão recorrido tenha ocorrido a partir de 03 de maio de 2007, data da publicação da Emenda Regimental nº 21, de 30 de abril de 2007 . Mais: na mesma ocasião, foi decidido que a repercussão geral passou a integrar a disciplina constitucional de todos os recursos extraordinários, inclusive os criminais. 4. Em nova apreciação da matéria, no julgamento do RE Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4919386. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Relatório ARE 721962 AGR / RJ 569.476-AgR, sob a relatoria da ministra Ellen Gracie, o Plenário dispôs que a demonstração de que as questões constitucionais suscitadas, além de relevantes do ponto de vista econômico, político, social ou jurídico, ultrapassam os interesses subjetivos das partes, deverá ser apresentada em um tópico destacado na petição do seu recurso . Logo, não há falar em demonstração implícita da repercussão geral. Ante o exposto, nego seguimento ao recurso. O que faço frente ao art. 557 do CPC e à alínea c do inciso V do art. 13, c/c o § 1º do art. 21, ambos do RI/STF.” (Fls. 95/96) Dessa decisão interpõe-se agravo regimental no qual a parte alega que a matéria em debate no recurso extraordinário possui repercussão geral. Mantenho a decisão agravada e submeto o presente recurso à apreciação do Plenário. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4919386. Supremo Tribunal Federal ARE 721962 AGR / RJ 569.476-AgR, sob a relatoria da ministra Ellen Gracie, o Plenário dispôs que a demonstração de que as questões constitucionais suscitadas, além de relevantes do ponto de vista econômico, político, social ou jurídico, ultrapassam os interesses subjetivos das partes, deverá ser apresentada em um tópico destacado na petição do seu recurso . Logo, não há falar em demonstração implícita da repercussão geral. Ante o exposto, nego seguimento ao recurso. O que faço frente ao art. 557 do CPC e à alínea c do inciso V do art. 13, c/c o § 1º do art. 21, ambos do RI/STF.” (Fls. 95/96) Dessa decisão interpõe-se agravo regimental no qual a parte alega que a matéria em debate no recurso extraordinário possui repercussão geral. Mantenho a decisão agravada e submeto o presente recurso à apreciação do Plenário. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4919386. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MINISTRO PRESIDENTE 26/06/2013 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 721.962 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO JOAQUIM BARBOSA - (Presidente): O Supremo Tribunal Federal, ao apreciar questão de ordem no AI 664.567 (rel. Min. Sepúlveda Pertence, Plenário, DJ de 06.09.2007), decidiu que todo recurso extraordinário interposto de decisão cuja intimação ocorreu após 3 de maio de 2007, data da entrada em vigor da Emenda Regimental 21/2007 ao RISTF, deve apresentar preliminar formal e fundamentada da repercussão geral das questões constitucionais nele debatidas. Essa orientação foi reiterada no julgamento do RE 569.476-AgR, relatora-presidente min. Ellen Gracie, Plenário, DJe de 25.04.2008. Transcrevo trecho do voto prolatado nesse julgado: “Dessa forma, parece-me que mesmo nas hipóteses de presunção de existência da repercussão geral, previstas no art. 323, § 1º, do RISTF, o recorrente também terá que demonstrar, em tópico destacado na petição do seu apelo extremo, que a matéria constitucional nele suscitada já teve a repercussão geral reconhecida, ou que a decisão recorrida contraria súmula ou a jurisprudência dominante do Supremo Tribunal Federal, não sendo necessária, por tais motivos, a submissão da questão ao procedimento do julgamento eletrônico da repercussão geral.” Nesse sentido, confiram-se os seguintes julgados: ARE 680.290-AgR (relator-presidente min. Ayres Britto, Plenário, DJe de 07.12.2012), ARE 707.106-AgR (rel. min. Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe de 11.12.2012), ARE 693.169-AgR (rel. min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe de 02.10.2012) e ARE 681.005-ED (rel. min. Rosa Weber, Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4919387. Supremo Tribunal Federal 26/06/2013 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 721.962 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO JOAQUIM BARBOSA - (Presidente): O Supremo Tribunal Federal, ao apreciar questão de ordem no AI 664.567 (rel. Min. Sepúlveda Pertence, Plenário, DJ de 06.09.2007), decidiu que todo recurso extraordinário interposto de decisão cuja intimação ocorreu após 3 de maio de 2007, data da entrada em vigor da Emenda Regimental 21/2007 ao RISTF, deve apresentar preliminar formal e fundamentada da repercussão geral das questões constitucionais nele debatidas. Essa orientação foi reiterada no julgamento do RE 569.476-AgR, relatora-presidente min. Ellen Gracie, Plenário, DJe de 25.04.2008. Transcrevo trecho do voto prolatado nesse julgado: “Dessa forma, parece-me que mesmo nas hipóteses de presunção de existência da repercussão geral, previstas no art. 323, § 1º, do RISTF, o recorrente também terá que demonstrar, em tópico destacado na petição do seu apelo extremo, que a matéria constitucional nele suscitada já teve a repercussão geral reconhecida, ou que a decisão recorrida contraria súmula ou a jurisprudência dominante do Supremo Tribunal Federal, não sendo necessária, por tais motivos, a submissão da questão ao procedimento do julgamento eletrônico da repercussão geral.” Nesse sentido, confiram-se os seguintes julgados: ARE 680.290-AgR (relator-presidente min. Ayres Britto, Plenário, DJe de 07.12.2012), ARE 707.106-AgR (rel. min. Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe de 11.12.2012), ARE 693.169-AgR (rel. min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe de 02.10.2012) e ARE 681.005-ED (rel. min. Rosa Weber, Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4919387. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MINISTRO PRESIDENTE ARE 721962 AGR / RJ Primeira Turma, DJe de 18.12.2012). Ademais, este Tribunal, analisando questão de ordem suscitada no ARE 663.637-AgR, relator-presidente min. Ayres Britto (ata de julgamento publicada no DJe de 27.09.2012), entendeu que, o reconhecimento, pelo Plenário, da existência de repercussão geral sobre determinada questão apenas dispensa a submissão desta a novo julgamento, subsistindo a necessidade de a parte apresentar a preliminar formal de repercussão geral e devidamente fundamentada, nos termos do art. 102, § 3º, da Constituição Federal e do art. 543- A, do Código de Processo Civil. No caso em exame, verifico que a intimação do acórdão recorrido ocorreu após o marco inicial fixado pela Corte e que a parte recorrente não atendeu a esse requisito. A ausência desse pressuposto autoriza a Presidência desta Corte a negar o processamento do recurso extraordinário, bem assim do agravo interposto contra a decisão que, na origem, não o admitiu (cf. art. 13, V, c, e art. 327, caput e § 1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal). Do exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4919387. Supremo Tribunal Federal ARE 721962 AGR / RJ Primeira Turma, DJe de 18.12.2012). Ademais, este Tribunal, analisando questão de ordem suscitada no ARE 663.637-AgR, relator-presidente min. Ayres Britto (ata de julgamento publicada no DJe de 27.09.2012), entendeu que, o reconhecimento, pelo Plenário, da existência de repercussão geral sobre determinada questão apenas dispensa a submissão desta a novo julgamento, subsistindo a necessidade de a parte apresentar a preliminar formal de repercussão geral e devidamente fundamentada, nos termos do art. 102, § 3º, da Constituição Federal e do art. 543- A, do Código de Processo Civil. No caso em exame, verifico que a intimação do acórdão recorrido ocorreu após o marco inicial fixado pela Corte e que a parte recorrente não atendeu a esse requisito. A ausência desse pressuposto autoriza a Presidência desta Corte a negar o processamento do recurso extraordinário, bem assim do agravo interposto contra a decisão que, na origem, não o admitiu (cf. art. 13, V, c, e art. 327, caput e § 1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal). Do exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4919387. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Extrato de Ata - 26/06/2013 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 721.962 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : BANCO SANTANDER (BRASIL) S/A ADV.(A/S) : ANDRESSA BARROS FIGUEIREDO DE PAIVA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : DIEGO DE OLIVEIRA ALVES ADV.(A/S) : REINALDO CARLOS ALVES DE LIMA Decisão: O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, Ministro Joaquim Barbosa (Presidente), negou provimento ao agravo regimental. Ausentes, justificadamente, o Ministro Celso de Mello e, neste julgamento, a Ministra Cármen Lúcia. Plenário, 26.06.2013. Presidência do Senhor Ministro Joaquim Barbosa. Presentes à sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Teori Zavascki. Procurador-Geral da República, Dr. Roberto Monteiro Gurgel Santos. p/ Luiz Tomimatsu Assessor-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4996977 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 721.962 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : BANCO SANTANDER (BRASIL) S/A ADV.(A/S) : ANDRESSA BARROS FIGUEIREDO DE PAIVA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : DIEGO DE OLIVEIRA ALVES ADV.(A/S) : REINALDO CARLOS ALVES DE LIMA Decisão: O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, Ministro Joaquim Barbosa (Presidente), negou provimento ao agravo regimental. Ausentes, justificadamente, o Ministro Celso de Mello e, neste julgamento, a Ministra Cármen Lúcia. Plenário, 26.06.2013. Presidência do Senhor Ministro Joaquim Barbosa. Presentes à sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Teori Zavascki. Procurador-Geral da República, Dr. Roberto Monteiro Gurgel Santos. p/ Luiz Tomimatsu Assessor-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4996977 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=4996984
2013-06-26T00:00:00
2013-12-09T00:00:00
Decisão: O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, Ministro Joaquim Barbosa (Presidente), negou provimento ao agravo regimental. Ausentes, justificadamente, o Ministro Celso de Mello e, neste julgamento, a Ministra Cármen Lúcia. Plenário, 26.06.2013.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO. AUSÊNCIA DE PRELIMINAR FORMAL DE EXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL DA MATÉRIA CONSTITUCIONAL INVOCADA NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. INTIMAÇÃO DO ACÓRDÃO RECORRIDO POSTERIOR A 03.05.2007. De acordo com a orientação firmada neste Tribunal, é dever da parte recorrente apresentar preliminar formal e fundamentada da repercussão geral da questão constitucional em debate no recurso extraordinário. Cabe à parte recorrente apontar de forma expressa e clara as circunstâncias que poderiam configurar a relevância – do ponto de vista econômico, político, social ou jurídico – das questões constitucionais invocadas no recurso extraordinário (CPC, art. 543-A, §§ 1º e 2º). Agravo regimental a que se nega provimento.
sjur245360
- Acórdão(s) citado(s): (PRELIMINAR FORMAL, REPERCUSSÃO GERAL) AI 664567 RG (TP), RE 569476 AgR (TP), ARE 680290 AgR (TP), ARE 707106 AgR (2ªT), ARE 693169 AgR (2ªT),ARE 681005 ED (1ªT). (SISTEMÁTICA, REPERCUSSAO GERAL) ARE 663637 AgR-QO (TP). Número de páginas: 6. Análise: 13/01/2014, AUR.
JOAQUIM BARBOSA (Presidente)
Tribunal Pleno
721962
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00102 PAR-00003\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED LEI-005869 ANO-1973\n ART-0543A PAR-00001 PAR-00002\n CPC-1973 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED RGI ANO-1980\n RISTF-1980 REGIMENTO INTERNO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL\n\n", "LEG-FED EMR-000021 ANO-2007\n EMENDA REGIMENTAL DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 721962 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : BANCO SANTANDER (BRASIL) S/A ADV.(A/S) : OSMAR MENDES PAIXÃO CÔRTES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : DIEGO DE OLIVEIRA ALVES ADV.(A/S) : REINALDO CARLOS ALVES DE LIMA
[ "" ]
Ementa e Acórdão 26/06/2013 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 721.962 RIO DE JANEIRO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :BANCO SANTANDER (BRASIL) S/A ADV.(A/S) :ANDRESSA BARROS FIGUEIREDO DE PAIVA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :DIEGO DE OLIVEIRA ALVES ADV.(A/S) :REINALDO CARLOS ALVES DE LIMA EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO. AUSÊNCIA DE PRELIMINAR FORMAL DE EXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL DA MATÉRIA CONSTITUCIONAL INVOCADA NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. INTIMAÇÃO DO ACÓRDÃO RECORRIDO POSTERIOR A 03.05.2007. De acordo com a orientação firmada neste Tribunal, é dever da parte recorrente apresentar preliminar formal e fundamentada da repercussão geral da questão constitucional em debate no recurso extraordinário. Cabe à parte recorrente apontar de forma expressa e clara as circunstâncias que poderiam configurar a relevância – do ponto de vista econômico, político, social ou jurídico – das questões constitucionais invocadas no recurso extraordinário (Código de Processo Civil, art. 543-A, §§ 1... e 2...). Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Plenária, sob a presidência do ministro Joaquim Barbosa, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos e nos termos do voto do Relator, em negar provimento ao agravo regimental. Brasília, 26 de junho de 2013. Ministro JOAQUIM BARBOSA Presidente Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4919385. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Relatório 26/06/2013 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 721.962 RIO DE JANEIRO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :BANCO SANTANDER (BRASIL) S/A ADV.(A/S) :ANDRESSA BARROS FIGUEIREDO DE PAIVA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :DIEGO DE OLIVEIRA ALVES ADV.(A/S) :REINALDO CARLOS ALVES DE LIMA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO JOAQUIM BARBOSA - (Presidente): É este o teor da decisão prolatada por meu antecessor, min. Ayres Britto: “É de agravo (nos próprios autos, conforme a Lei 12.322/2010) interposto contra decisão denegatória de admissibilidade a recurso extraordinário que se cuida. 2. Tenho que o inconformismo não merece acolhida. É que a parte recorrente não se desincumbiu do dever processual introduzido pela EC 45/2004 e regulamentado pelo § 2... do art. 543-A do Código de Processo Civil, na redação da Lei 11.418/2006. 3. Com efeito, esta Casa de Justiça, ao apreciar a Questão de Ordem no AI 664.567, sob a relatoria do ministro Sepúlveda Pertence, assentou que a exigência da demonstração formal e fundamentada da repercussão geral das questões constitucionais discutidas no recurso extraordinário incide quando a intimação do acórdão recorrido tenha ocorrido a partir de 03 de maio de 2007, data da publicação da Emenda Regimental n 21, de 30 de abril de 2007 . Mais: na mesma ocasião, foi decidido que a repercussão geral passou a integrar a disciplina constitucional de todos os recursos extraordinários, inclusive os criminais. 4. Em nova apreciação da matéria, no julgamento do Recurso Extraordinário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4919386. Supremo Tribunal Federal 26/06/2013 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 721.962 RIO DE JANEIRO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :BANCO SANTANDER (BRASIL) S/A ADV.(A/S) :ANDRESSA BARROS FIGUEIREDO DE PAIVA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :DIEGO DE OLIVEIRA ALVES ADV.(A/S) :REINALDO CARLOS ALVES DE LIMA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO JOAQUIM BARBOSA - (Presidente): É este o teor da decisão prolatada por meu antecessor, min. Ayres Britto: “É de agravo (nos próprios autos, conforme a Lei 12.322/2010) interposto contra decisão denegatória de admissibilidade a recurso extraordinário que se cuida. 2. Tenho que o inconformismo não merece acolhida. É que a parte recorrente não se desincumbiu do dever processual introduzido pela EC 45/2004 e regulamentado pelo § 2... do art. 543-A do Código de Processo Civil, na redação da Lei 11.418/2006. 3. Com efeito, esta Casa de Justiça, ao apreciar a Questão de Ordem no AI 664.567, sob a relatoria do ministro Sepúlveda Pertence, assentou que a exigência da demonstração formal e fundamentada da repercussão geral das questões constitucionais discutidas no recurso extraordinário incide quando a intimação do acórdão recorrido tenha ocorrido a partir de 03 de maio de 2007, data da publicação da Emenda Regimental n 21, de 30 de abril de 2007 . Mais: na mesma ocasião, foi decidido que a repercussão geral passou a integrar a disciplina constitucional de todos os recursos extraordinários, inclusive os criminais. 4. Em nova apreciação da matéria, no julgamento do Recurso Extraordinário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4919386. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Relatório ARE 721962 AGR / RJ 569.476-AgR, sob a relatoria da ministra Ellen Gracie, o Plenário dispôs que a demonstração de que as questões constitucionais suscitadas, além de relevantes do ponto de vista econômico, político, social ou jurídico, ultrapassam os interesses subjetivos das partes, deverá ser apresentada em um tópico destacado na petição do seu recurso . Logo, não há falar em demonstração implícita da repercussão geral. Ante o exposto, nego seguimento ao recurso. O que faço frente ao art. 557 do Código de Processo Civil e à alínea c do inciso V do art. 13, c/c o § 1... do art. 21, ambos do RI/Supremo Tribunal Federal.” (Fls. 95/96) Dessa decisão interpõe-se agravo regimental no qual a parte alega que a matéria em debate no recurso extraordinário possui repercussão geral. Mantenho a decisão agravada e submeto o presente recurso à apreciação do Plenário. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4919386. Supremo Tribunal Federal ARE 721962 AGR / RJ 569.476-AgR, sob a relatoria da ministra Ellen Gracie, o Plenário dispôs que a demonstração de que as questões constitucionais suscitadas, além de relevantes do ponto de vista econômico, político, social ou jurídico, ultrapassam os interesses subjetivos das partes, deverá ser apresentada em um tópico destacado na petição do seu recurso . Logo, não há falar em demonstração implícita da repercussão geral. Ante o exposto, nego seguimento ao recurso. O que faço frente ao art. 557 do Código de Processo Civil e à alínea c do inciso V do art. 13, c/c o § 1... do art. 21, ambos do RI/Supremo Tribunal Federal.” (Fls. 95/96) Dessa decisão interpõe-se agravo regimental no qual a parte alega que a matéria em debate no recurso extraordinário possui repercussão geral. Mantenho a decisão agravada e submeto o presente recurso à apreciação do Plenário. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4919386. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MINISTRO PRESIDENTE 26/06/2013 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 721.962 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO JOAQUIM BARBOSA - (Presidente): O Supremo Tribunal Federal, ao apreciar questão de ordem no AI 664.567 (rel. Min. Sepúlveda Pertence, Plenário, DJ de 06.09.2007), decidiu que todo recurso extraordinário interposto de decisão cuja intimação ocorreu após 3 de maio de 2007, data da entrada em vigor da Emenda Regimental 21/2007 ao RISTF, deve apresentar preliminar formal e fundamentada da repercussão geral das questões constitucionais nele debatidas. Essa orientação foi reiterada no julgamento do Recurso Extraordinário 569.476-AgR, relatora-presidente min. Ellen Gracie, Plenário, DJe de 25.04.2008. Transcrevo trecho do voto prolatado nesse julgado: “Dessa forma, parece-me que mesmo nas hipóteses de presunção de existência da repercussão geral, previstas no art. 323, § 1..., do RISTF, o recorrente também terá que demonstrar, em tópico destacado na petição do seu apelo extremo, que a matéria constitucional nele suscitada já teve a repercussão geral reconhecida, ou que a decisão recorrida contraria súmula ou a jurisprudência dominante do Supremo Tribunal Federal, não sendo necessária, por tais motivos, a submissão da questão ao procedimento do julgamento eletrônico da repercussão geral.” Nesse sentido, confiram-se os seguintes julgados: ARE 680.290-AgR (relator-presidente min. Ayres Britto, Plenário, DJe de 07.12.2012), ARE 707.106-AgR (rel. min. Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe de 11.12.2012), ARE 693.169-AgR (rel. min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe de 02.10.2012) e ARE 681.005-ED (rel. min. Rosa Weber, Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4919387. Supremo Tribunal Federal 26/06/2013 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 721.962 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO JOAQUIM BARBOSA - (Presidente): O Supremo Tribunal Federal, ao apreciar questão de ordem no AI 664.567 (rel. Min. Sepúlveda Pertence, Plenário, DJ de 06.09.2007), decidiu que todo recurso extraordinário interposto de decisão cuja intimação ocorreu após 3 de maio de 2007, data da entrada em vigor da Emenda Regimental 21/2007 ao RISTF, deve apresentar preliminar formal e fundamentada da repercussão geral das questões constitucionais nele debatidas. Essa orientação foi reiterada no julgamento do Recurso Extraordinário 569.476-AgR, relatora-presidente min. Ellen Gracie, Plenário, DJe de 25.04.2008. Transcrevo trecho do voto prolatado nesse julgado: “Dessa forma, parece-me que mesmo nas hipóteses de presunção de existência da repercussão geral, previstas no art. 323, § 1..., do RISTF, o recorrente também terá que demonstrar, em tópico destacado na petição do seu apelo extremo, que a matéria constitucional nele suscitada já teve a repercussão geral reconhecida, ou que a decisão recorrida contraria súmula ou a jurisprudência dominante do Supremo Tribunal Federal, não sendo necessária, por tais motivos, a submissão da questão ao procedimento do julgamento eletrônico da repercussão geral.” Nesse sentido, confiram-se os seguintes julgados: ARE 680.290-AgR (relator-presidente min. Ayres Britto, Plenário, DJe de 07.12.2012), ARE 707.106-AgR (rel. min. Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe de 11.12.2012), ARE 693.169-AgR (rel. min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe de 02.10.2012) e ARE 681.005-ED (rel. min. Rosa Weber, Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4919387. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MINISTRO PRESIDENTE ARE 721962 AGR / RJ Primeira Turma, DJe de 18.12.2012). Ademais, este Tribunal, analisando questão de ordem suscitada no ARE 663.637-AgR, relator-presidente min. Ayres Britto (ata de julgamento publicada no DJe de 27.09.2012), entendeu que, o reconhecimento, pelo Plenário, da existência de repercussão geral sobre determinada questão apenas dispensa a submissão desta a novo julgamento, subsistindo a necessidade de a parte apresentar a preliminar formal de repercussão geral e devidamente fundamentada, nos termos do art. 102, § 3..., da Constituição Federal e do art. 543- A, do Código de Processo Civil. No caso em exame, verifico que a intimação do acórdão recorrido ocorreu após o marco inicial fixado pela Corte e que a parte recorrente não atendeu a esse requisito. A ausência desse pressuposto autoriza a Presidência desta Corte a negar o processamento do recurso extraordinário, bem assim do agravo interposto contra a decisão que, na origem, não o admitiu (cf. art. 13, V, c, e art. 327, caput e § 1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal). Do exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4919387. Supremo Tribunal Federal ARE 721962 AGR / RJ Primeira Turma, DJe de 18.12.2012). Ademais, este Tribunal, analisando questão de ordem suscitada no ARE 663.637-AgR, relator-presidente min. Ayres Britto (ata de julgamento publicada no DJe de 27.09.2012), entendeu que, o reconhecimento, pelo Plenário, da existência de repercussão geral sobre determinada questão apenas dispensa a submissão desta a novo julgamento, subsistindo a necessidade de a parte apresentar a preliminar formal de repercussão geral e devidamente fundamentada, nos termos do art. 102, § 3..., da Constituição Federal e do art. 543- A, do Código de Processo Civil. No caso em exame, verifico que a intimação do acórdão recorrido ocorreu após o marco inicial fixado pela Corte e que a parte recorrente não atendeu a esse requisito. A ausência desse pressuposto autoriza a Presidência desta Corte a negar o processamento do recurso extraordinário, bem assim do agravo interposto contra a decisão que, na origem, não o admitiu (cf. art. 13, V, c, e art. 327, caput e § 1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal). Do exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4919387. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Extrato de Ata - 26/06/2013 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 721.962 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : BANCO SANTANDER (BRASIL) S/A ADV.(A/S) : ANDRESSA BARROS FIGUEIREDO DE PAIVA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : DIEGO DE OLIVEIRA ALVES ADV.(A/S) : REINALDO CARLOS ALVES DE LIMA Decisão: O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, Ministro Joaquim Barbosa (Presidente), negou provimento ao agravo regimental. Ausentes, justificadamente, o Ministro Celso de Mello e, neste julgamento, a Ministra Cármen Lúcia. Plenário, 26.06.2013. Presidência do Senhor Ministro Joaquim Barbosa. Presentes à sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Teori Zavascki. Procurador-Geral da República, Dr. Roberto Monteiro Gurgel Santos. p/ Luiz Tomimatsu Assessor-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4996977 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 721.962 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : BANCO SANTANDER (BRASIL) S/A ADV.(A/S) : ANDRESSA BARROS FIGUEIREDO DE PAIVA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : DIEGO DE OLIVEIRA ALVES ADV.(A/S) : REINALDO CARLOS ALVES DE LIMA Decisão: O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, Ministro Joaquim Barbosa (Presidente), negou provimento ao agravo regimental. Ausentes, justificadamente, o Ministro Celso de Mello e, neste julgamento, a Ministra Cármen Lúcia. Plenário, 26.06.2013. Presidência do Senhor Ministro Joaquim Barbosa. Presentes à sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Teori Zavascki. Procurador-Geral da República, Dr. Roberto Monteiro Gurgel Santos. p/ Luiz Tomimatsu Assessor-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4996977 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 721 . 962", "AI 664 . 567", "AI 664 . 567", "ARE 721962 AGR", "ARE 721962 AGR / RJ 569 . 476 - AgR", "AI 664 . 567", "Recurso Extraordinário 569 . 476 - AgR", "ARE 680 . 290 - AgR", "ARE 707 . 106 - AgR", "ARE 693 . 169 - AgR", "ARE 681 . 005 - ED", "AI 664 . 567", "Recurso Extraordinário 569 . 476 - AgR", "ARE 680 . 290 - AgR", "ARE 707 . 106 - AgR", "ARE 693 . 169 - AgR", "ARE 681 . 005 - ED", "ARE 721962 AGR / RJ", "ARE 663 . 637 - AgR", "ARE 721962 AGR / RJ", "ARE 663 . 637 - AgR" ], "LEGISLACAO": [ "Código de Processo Civil , art . 543 - A , § §", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei 12 . 322 / 2010", "EC 45 / 2004", "Lei 11 . 418 / 2006", "Emenda Regimental n 21", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei 12 . 322 / 2010", "EC 45 / 2004", "-", "A do Código de Processo Civil", "Lei 11 . 418 / 2006", "Emenda Regimental n 21", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 557 do Código de Processo Civil", "alínea", "Medida Provisória n 2 . 200", "art . 557 do Código de Processo Civil", "alínea c do inciso V do art . 13 , c / c o § 1 . . . do art . 21 , ambos do RI / Supremo Tribunal Federal .", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Emenda Regimental 21 / 2007", "art . 323 , § 1 . . . , do RISTF", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Emenda Regimental 21 / 2007 ao", "art . 323 , § 1 . . . , do RISTF", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , § 3 . . . , da Constituição Federal", "art . 543 - A , do Código de Processo Civil", "art . 13 , V , c , e art . 327 , caput e § 1 . . . , do Regimento Interno do Supremo Tribunal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , § 3 . . . , da Constituição Federal", "art . 543 - A , do Código de Processo Civil", "art . 13 , V , c , e art . 327 , caput e § 1 . . . , do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "RIO DE JANEIRO", "Brasília", "RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO" ], "ORGANIZACAO": [ "PLENÁRIO", "BANCO SANTANDER ( BRASIL ) S / A", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "BANCO SANTANDER ( BRASIL ) S / A", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "BANCO SANTANDER ( BRASIL ) S / A", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Plenário", "/", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Plenário", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PLENÁRIO", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "RISTF", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Primeira Turma", "Plenário", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Plenário", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PLENÁRIO", "BANCO SANTANDER ( BRASIL ) S / A", "Plenário", "Plenário", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "BANCO SANTANDER ( BRASIL ) S / A", "Plenário", "Plenário", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "ANDRESSA BARROS FIGUEIREDO DE PAIVA", "DIEGO DE OLIVEIRA ALVES", "REINALDO CARLOS ALVES DE LIMA", "Joaquim Barbosa", "JOAQUIM BARBOSA", "ANDRESSA BARROS FIGUEIREDO DE PAIVA", "DIEGO DE OLIVEIRA ALVES", "REINALDO CARLOS ALVES DE LIMA", "JOAQUIM BARBOSA", "Ayres Britto", "Sepúlveda Pertence", "ANDRESSA BARROS FIGUEIREDO DE PAIVA", "DIEGO DE OLIVEIRA ALVES", "REINALDO CARLOS ALVES DE LIMA", "JOAQUIM BARBOSA", "Ayres Britto", "Sepúlveda Pertence", "Ellen Gracie", "Ellen Gracie", "JOAQUIM BARBOSA", "Sepúlveda Pertence", "Ellen Gracie", "Ayres Britto", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Rosa Weber", "JOAQUIM BARBOSA", "Sepúlveda Pertence", "Ellen Gracie", "Ayres Britto", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Rosa Weber", "Ayres Britto", "Ayres Britto", "ANDRESSA BARROS FIGUEIREDO DE PAIVA", "DIEGO DE OLIVEIRA ALVES", "REINALDO CARLOS ALVES DE LIMA", "Joaquim Barbosa", "Celso de Mello", "Cármen Lúcia", "Joaquim Barbosa", "Marco Aurélio", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Cármen Lúcia", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Teori Zavascki", "Roberto Monteiro Gurgel Santos", "Luiz", "Tomimatsu", "ANDRESSA BARROS FIGUEIREDO DE PAIVA", "DIEGO DE OLIVEIRA ALVES", "REINALDO CARLOS ALVES DE LIMA", "Joaquim Barbosa", "Celso de Mello", "Cármen Lúcia", "Joaquim Barbosa", "Marco Aurélio", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Cármen Lúcia", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Zavascki", "Roberto Monteiro Gurgel Santos", "Luiz Tomimatsu" ], "TEMPO": [ "26", "/", "06", "/", "2013", "03", ".", "05", ".", "2007", "26 de junho de 2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "26", "/", "06", "/", "2013", "03 de maio de 2007", "30 de abril de 2007", "24", "/", "08", "/", "2001", "26", "/", "06", "/", "2013", "03 de maio de 2007", "30 de abril de 2007", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "26", "/", "06", "/", "2013", "06", ".", "09", ".", "2007", "3 de maio de 2007", "25", ".", "04", ".", "2008", "07", ".", "12", ".", "2012", "11", ".", "12", ".", "2012", "02", ".", "10", 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Ementa e Acórdão 22/04/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 798.541 SERGIPE RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :JOSÉ ALVES LINO DOS SANTOS ADV.(A/S) :FÁBIO CORRÊA RIBEIRO E OUTRO(A/S) EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. INCONSTITUCIONALIDADE DA EXPRESSÃO “ÍNDICE OFICIAL DE REMUNERAÇÃO BÁSICA DA CADERNETA DE POUPANÇA”. REAJUSTE REMUNERATÓRIO. ATUALIZAÇÃO MONETÁRIA E JUROS MORATÓRIOS FIXADOS COM BASE NO ART. 1º-F DA LEI N. 9.494/1997, ALTERADO PELO ART. 5º DA LEI N. 11.960/2009. JULGADO RECORRIDO CONSOANTE À JURISPRUDÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência da Ministra Cármen Lúcia, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausentes, justificadamente, neste julgamento, os senhores Ministros Celso de Mello e Gilmar Mendes. Brasília, 22 de abril de 2014. Ministra Cármen Lúcia - Relatora Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5764252. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 11 Relatório 22/04/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 798.541 SERGIPE RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :JOSÉ ALVES LINO DOS SANTOS ADV.(A/S) :FÁBIO CORRÊA RIBEIRO E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora): 1. Em 26 de março de 2014, neguei seguimento ao recurso extraordinário interposto pelo Instituto Nacional de Seguro Social – INSS contra julgado do Tribunal Regional Federal da 5ª Região, que determinara a aplicação de juros de mora e correção monetária em 1% ao mês, nos termos do art. 1º-F da Lei n. 9.494/1997. A decisão agravada teve a seguinte fundamentação: “4. No julgamento conjunto das Ações Diretas de Inconstitucionalidade n. 4.357/DF e 4.425/DF, Relator o Ministro Ayres Britto, Redator para o acórdão o Ministro Luiz Fux, o Plenário deste Supremo Tribunal Federal assentou: “Ementa: DIREITO CONSTITUCIONAL. REGIME DE EXECUÇÃO DA FAZENDA PÚBLICA MEDIANTE PRECATÓRIO. EMENDA CONSTITUCIONAL Nº 62/2009. INCONSTITUCIONALIDADE FORMAL NÃO CONFIGURADA. INEXISTÊNCIA DE INTERSTÍCIO CONSTITUCIONAL MÍNIMO ENTRE OS DOIS TURNOS DE VOTAÇÃO DE EMENDAS À LEI MAIOR (CF, ART. 60, §2º). CONSTITUCIONALIDADE DA SISTEMÁTICA DE “SUPERPREFERÊNCIA” A CREDORES DE VERBAS ALIMENTÍCIAS QUANDO IDOSOS OU PORTADORES DE DOENÇA GRAVE. RESPEITO À DIGNIDADE DA PESSOA HUMANA E À PROPORCIONALIDADE. INVALIDADE Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5764253. Supremo Tribunal Federal 22/04/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 798.541 SERGIPE RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :JOSÉ ALVES LINO DOS SANTOS ADV.(A/S) :FÁBIO CORRÊA RIBEIRO E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora): 1. Em 26 de março de 2014, neguei seguimento ao recurso extraordinário interposto pelo Instituto Nacional de Seguro Social – INSS contra julgado do Tribunal Regional Federal da 5ª Região, que determinara a aplicação de juros de mora e correção monetária em 1% ao mês, nos termos do art. 1º-F da Lei n. 9.494/1997. A decisão agravada teve a seguinte fundamentação: “4. No julgamento conjunto das Ações Diretas de Inconstitucionalidade n. 4.357/DF e 4.425/DF, Relator o Ministro Ayres Britto, Redator para o acórdão o Ministro Luiz Fux, o Plenário deste Supremo Tribunal Federal assentou: “Ementa: DIREITO CONSTITUCIONAL. REGIME DE EXECUÇÃO DA FAZENDA PÚBLICA MEDIANTE PRECATÓRIO. EMENDA CONSTITUCIONAL Nº 62/2009. INCONSTITUCIONALIDADE FORMAL NÃO CONFIGURADA. INEXISTÊNCIA DE INTERSTÍCIO CONSTITUCIONAL MÍNIMO ENTRE OS DOIS TURNOS DE VOTAÇÃO DE EMENDAS À LEI MAIOR (CF, ART. 60, §2º). CONSTITUCIONALIDADE DA SISTEMÁTICA DE “SUPERPREFERÊNCIA” A CREDORES DE VERBAS ALIMENTÍCIAS QUANDO IDOSOS OU PORTADORES DE DOENÇA GRAVE. RESPEITO À DIGNIDADE DA PESSOA HUMANA E À PROPORCIONALIDADE. INVALIDADE Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5764253. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 11 Relatório RE 798541 AGR / SE JURÍDICO-CONSTITUCIONAL DA LIMITAÇÃO DA PREFERÊNCIA A IDOSOS QUE COMPLETEM 60 (SESSENTA) ANOS ATÉ A EXPEDIÇÃO DO PRECATÓRIO. DISCRIMINAÇÃO ARBITRÁRIA E VIOLAÇÃO À ISONOMIA (CF, ART. 5º, CAPUT). INCONSTITUCIONALIDADE DA SISTEMÁTICA DE COMPENSAÇÃO DE DÉBITOS INSCRITOS EM PRECATÓRIOS EM PROVEITO EXCLUSIVO DA FAZENDA PÚBLICA. EMBARAÇO À EFETIVIDADE DA JURISDIÇÃO (CF, ART. 5º, XXXV), DESRESPEITO À COISA JULGADA MATERIAL (CF, ART. 5º XXXVI), OFENSA À SEPARAÇÃO DOS PODERES (CF, ART. 2º) E ULTRAJE À ISONOMIA ENTRE O ESTADO E O PARTICULAR (CF, ART. 1º, CAPUT, C/C ART. 5º, CAPUT). IMPOSSIBILIDADE JURÍDICA DA UTILIZAÇÃO DO ÍNDICE DE REMUNERAÇÃO DA CADERNETA DE POUPANÇA COMO CRITÉRIO DE CORREÇÃO MONETÁRIA. VIOLAÇÃO AO DIREITO FUNDAMENTAL DE PROPRIEDADE (CF, ART. 5º, XXII). INADEQUAÇÃO MANIFESTA ENTRE MEIOS E FINS. INCONSTITUCIONALIDADE DA UTILIZAÇÃO DO RENDIMENTO DA CADERNETA DE POUPANÇA COMO ÍNDICE DEFINIDOR DOS JUROS MORATÓRIOS DOS CRÉDITOS INSCRITOS EM PRECATÓRIOS, QUANDO ORIUNDOS DE RELAÇÕES JURÍDICO-TRIBUTÁRIAS. DISCRIMINAÇÃO ARBITRÁRIA E VIOLAÇÃO À ISONOMIA ENTRE DEVEDOR PÚBLICO E DEVEDOR PRIVADO (CF, ART. 5º, CAPUT). INCONSTITUCIONALIDADE DO REGIME ESPECIAL DE PAGAMENTO. OFENSA À CLÁUSULA CONSTITUCIONAL DO ESTADO DE DIREITO (CF, ART. 1º, CAPUT), AO PRINCÍPIO DA SEPARAÇÃO DE PODERES (CF, ART. 2º), AO POSTULADO DA ISONOMIA (CF, ART. 5º, CAPUT), À GARANTIA DO ACESSO À JUSTIÇA E A EFETIVIDADE DA TUTELA JURISDICIONAL (CF, ART. 5º, XXXV) E AO DIREITO ADQUIRIDO E À COISA JULGADA (CF, ART. 5º, XXXVI). PEDIDO JULGADO PROCEDENTE EM PARTE. 1. A Constituição Federal de 1988 não fixou um intervalo temporal mínimo entre os dois turnos de votação para fins de 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5764253. Supremo Tribunal Federal RE 798541 AGR / SE JURÍDICO-CONSTITUCIONAL DA LIMITAÇÃO DA PREFERÊNCIA A IDOSOS QUE COMPLETEM 60 (SESSENTA) ANOS ATÉ A EXPEDIÇÃO DO PRECATÓRIO. DISCRIMINAÇÃO ARBITRÁRIA E VIOLAÇÃO À ISONOMIA (CF, ART. 5º, CAPUT). INCONSTITUCIONALIDADE DA SISTEMÁTICA DE COMPENSAÇÃO DE DÉBITOS INSCRITOS EM PRECATÓRIOS EM PROVEITO EXCLUSIVO DA FAZENDA PÚBLICA. EMBARAÇO À EFETIVIDADE DA JURISDIÇÃO (CF, ART. 5º, XXXV), DESRESPEITO À COISA JULGADA MATERIAL (CF, ART. 5º XXXVI), OFENSA À SEPARAÇÃO DOS PODERES (CF, ART. 2º) E ULTRAJE À ISONOMIA ENTRE O ESTADO E O PARTICULAR (CF, ART. 1º, CAPUT, C/C ART. 5º, CAPUT). IMPOSSIBILIDADE JURÍDICA DA UTILIZAÇÃO DO ÍNDICE DE REMUNERAÇÃO DA CADERNETA DE POUPANÇA COMO CRITÉRIO DE CORREÇÃO MONETÁRIA. VIOLAÇÃO AO DIREITO FUNDAMENTAL DE PROPRIEDADE (CF, ART. 5º, XXII). INADEQUAÇÃO MANIFESTA ENTRE MEIOS E FINS. INCONSTITUCIONALIDADE DA UTILIZAÇÃO DO RENDIMENTO DA CADERNETA DE POUPANÇA COMO ÍNDICE DEFINIDOR DOS JUROS MORATÓRIOS DOS CRÉDITOS INSCRITOS EM PRECATÓRIOS, QUANDO ORIUNDOS DE RELAÇÕES JURÍDICO-TRIBUTÁRIAS. DISCRIMINAÇÃO ARBITRÁRIA E VIOLAÇÃO À ISONOMIA ENTRE DEVEDOR PÚBLICO E DEVEDOR PRIVADO (CF, ART. 5º, CAPUT). INCONSTITUCIONALIDADE DO REGIME ESPECIAL DE PAGAMENTO. OFENSA À CLÁUSULA CONSTITUCIONAL DO ESTADO DE DIREITO (CF, ART. 1º, CAPUT), AO PRINCÍPIO DA SEPARAÇÃO DE PODERES (CF, ART. 2º), AO POSTULADO DA ISONOMIA (CF, ART. 5º, CAPUT), À GARANTIA DO ACESSO À JUSTIÇA E A EFETIVIDADE DA TUTELA JURISDICIONAL (CF, ART. 5º, XXXV) E AO DIREITO ADQUIRIDO E À COISA JULGADA (CF, ART. 5º, XXXVI). PEDIDO JULGADO PROCEDENTE EM PARTE. 1. A Constituição Federal de 1988 não fixou um intervalo temporal mínimo entre os dois turnos de votação para fins de 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5764253. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 11 Relatório RE 798541 AGR / SE aprovação de emendas à Constituição (CF, art. 62, §2º), de sorte que inexiste parâmetro objetivo que oriente o exame judicial do grau de solidez da vontade política de reformar a Lei Maior. A interferência judicial no âmago do processo político, verdadeiro locus da atuação típica dos agentes do Poder Legislativo, tem de gozar de lastro forte e categórico no que prevê o texto da Constituição Federal. Inexistência de ofensa formal à Constituição brasileira. 2. O pagamento prioritário, até certo limite, de precatórios devidos a titulares idosos ou que sejam portadores de doença grave promove, com razoabilidade, a dignidade da pessoa humana (CF, art. 1º, III) e a proporcionalidade (CF, art. 5º, LIV), situando-se dentro da margem de conformação do legislador constituinte para operacionalização da novel preferência subjetiva criada pela Emenda Constitucional nº 62/2009. 3. A expressão “na data de expedição do precatório”, contida no art. 100, §2º, da CF, com redação dada pela EC nº 62/09, enquanto baliza temporal para a aplicação da preferência no pagamento de idosos, ultraja a isonomia (CF, art. 5º, caput) entre os cidadãos credores da Fazenda Pública, na medida em que discrimina, sem qualquer fundamento, aqueles que venham a alcançar a idade de sessenta anos não na data da expedição do precatório, mas sim posteriormente, enquanto pendente este e ainda não ocorrido o pagamento. 4. O regime de compensação dos débitos da Fazenda Pública inscritos em precatórios, previsto nos §§ 9º e 10 do art. 100 da Constituição Federal, incluídos pela EC nº 62/09, embaraça a efetividade da jurisdição (CF, art. 5º, XXXV), desrespeita a coisa julgada material (CF, art. 5º, XXXVI), vulnera a Separação dos Poderes (CF, art. 2º) e ofende a isonomia entre o Poder Público e o particular (CF, art. 5º, caput), cânone essencial do Estado Democrático de Direito (CF, art. 1º, caput). 5. A atualização monetária dos débitos fazendários inscritos em precatórios segundo o índice oficial de remuneração da caderneta de poupança viola o direito fundamental de propriedade (CF, art. 5º, XXII) na medida em que é manifestamente incapaz de preservar o valor real do crédito de que é titular o cidadão. A inflação, fenômeno tipicamente econômico- monetário, mostra-se insuscetível de captação apriorística (ex ante), de modo que o meio escolhido pelo legislador constituinte (remuneração da caderneta de poupança) é inidôneo a promover o fim a que se 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5764253. Supremo Tribunal Federal RE 798541 AGR / SE aprovação de emendas à Constituição (CF, art. 62, §2º), de sorte que inexiste parâmetro objetivo que oriente o exame judicial do grau de solidez da vontade política de reformar a Lei Maior. A interferência judicial no âmago do processo político, verdadeiro locus da atuação típica dos agentes do Poder Legislativo, tem de gozar de lastro forte e categórico no que prevê o texto da Constituição Federal. Inexistência de ofensa formal à Constituição brasileira. 2. O pagamento prioritário, até certo limite, de precatórios devidos a titulares idosos ou que sejam portadores de doença grave promove, com razoabilidade, a dignidade da pessoa humana (CF, art. 1º, III) e a proporcionalidade (CF, art. 5º, LIV), situando-se dentro da margem de conformação do legislador constituinte para operacionalização da novel preferência subjetiva criada pela Emenda Constitucional nº 62/2009. 3. A expressão “na data de expedição do precatório”, contida no art. 100, §2º, da CF, com redação dada pela EC nº 62/09, enquanto baliza temporal para a aplicação da preferência no pagamento de idosos, ultraja a isonomia (CF, art. 5º, caput) entre os cidadãos credores da Fazenda Pública, na medida em que discrimina, sem qualquer fundamento, aqueles que venham a alcançar a idade de sessenta anos não na data da expedição do precatório, mas sim posteriormente, enquanto pendente este e ainda não ocorrido o pagamento. 4. O regime de compensação dos débitos da Fazenda Pública inscritos em precatórios, previsto nos §§ 9º e 10 do art. 100 da Constituição Federal, incluídos pela EC nº 62/09, embaraça a efetividade da jurisdição (CF, art. 5º, XXXV), desrespeita a coisa julgada material (CF, art. 5º, XXXVI), vulnera a Separação dos Poderes (CF, art. 2º) e ofende a isonomia entre o Poder Público e o particular (CF, art. 5º, caput), cânone essencial do Estado Democrático de Direito (CF, art. 1º, caput). 5. A atualização monetária dos débitos fazendários inscritos em precatórios segundo o índice oficial de remuneração da caderneta de poupança viola o direito fundamental de propriedade (CF, art. 5º, XXII) na medida em que é manifestamente incapaz de preservar o valor real do crédito de que é titular o cidadão. A inflação, fenômeno tipicamente econômico- monetário, mostra-se insuscetível de captação apriorística (ex ante), de modo que o meio escolhido pelo legislador constituinte (remuneração da caderneta de poupança) é inidôneo a promover o fim a que se 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5764253. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 11 Relatório RE 798541 AGR / SE destina (traduzir a inflação do período). 6. A quantificação dos juros moratórios relativos a débitos fazendários inscritos em precatórios segundo o índice de remuneração da caderneta de poupança vulnera o princípio constitucional da isonomia (CF, art. 5º, caput) ao incidir sobre débitos estatais de natureza tributária, pela discriminação em detrimento da parte processual privada que, salvo expressa determinação em contrário, responde pelos juros da mora tributária à taxa de 1% ao mês em favor do Estado (ex vi do art. 161, §1º, CTN). Declaração de inconstitucionalidade parcial sem redução da expressão “independentemente de sua natureza”, contida no art. 100, §12, da CF, incluído pela EC nº 62/09, para determinar que, quanto aos precatórios de natureza tributária, sejam aplicados os mesmos juros de mora incidentes sobre todo e qualquer crédito tributário. 7. O art. 1º-F da Lei nº 9.494/97, com redação dada pela Lei nº 11.960/09, ao reproduzir as regras da EC nº 62/09 quanto à atualização monetária e à fixação de juros moratórios de créditos inscritos em precatórios incorre nos mesmos vícios de juridicidade que inquinam o art. 100, §12, da CF, razão pela qual se revela inconstitucional por arrastamento, na mesma extensão dos itens 5 e 6 supra. 8. O regime “especial” de pagamento de precatórios para Estados e Municípios criado pela EC nº 62/09, ao veicular nova moratória na quitação dos débitos judiciais da Fazenda Pública e ao impor o contingenciamento de recursos para esse fim, viola a cláusula constitucional do Estado de Direito (CF, art. 1º, caput), o princípio da Separação de Poderes (CF, art. 2º), o postulado da isonomia (CF, art. 5º), a garantia do acesso à justiça e a efetividade da tutela jurisdicional (CF, art. 5º, XXXV), o direito adquirido e à coisa julgada (CF, art. 5º, XXXVI). 9. Pedido de declaração de inconstitucionalidade julgado procedente em parte” (DJ 19.12.2013, grifos nossos). 5. A conclusão do Plenário deste Supremo Tribunal sobre a modulação dos efeitos das declarações proferidas nas Ações Diretas de Inconstitucionalidade ns. 4.357/DF e 4.425/DF (vista ao Ministro Dias Toffoli em 19.3.2014) não altera a situação posta em exame neste recurso. Continua em vigor o sistema de pagamentos de precatórios atual, enquanto não decididos os requerimentos de modulação dos 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5764253. Supremo Tribunal Federal RE 798541 AGR / SE destina (traduzir a inflação do período). 6. A quantificação dos juros moratórios relativos a débitos fazendários inscritos em precatórios segundo o índice de remuneração da caderneta de poupança vulnera o princípio constitucional da isonomia (CF, art. 5º, caput) ao incidir sobre débitos estatais de natureza tributária, pela discriminação em detrimento da parte processual privada que, salvo expressa determinação em contrário, responde pelos juros da mora tributária à taxa de 1% ao mês em favor do Estado (ex vi do art. 161, §1º, CTN). Declaração de inconstitucionalidade parcial sem redução da expressão “independentemente de sua natureza”, contida no art. 100, §12, da CF, incluído pela EC nº 62/09, para determinar que, quanto aos precatórios de natureza tributária, sejam aplicados os mesmos juros de mora incidentes sobre todo e qualquer crédito tributário. 7. O art. 1º-F da Lei nº 9.494/97, com redação dada pela Lei nº 11.960/09, ao reproduzir as regras da EC nº 62/09 quanto à atualização monetária e à fixação de juros moratórios de créditos inscritos em precatórios incorre nos mesmos vícios de juridicidade que inquinam o art. 100, §12, da CF, razão pela qual se revela inconstitucional por arrastamento, na mesma extensão dos itens 5 e 6 supra. 8. O regime “especial” de pagamento de precatórios para Estados e Municípios criado pela EC nº 62/09, ao veicular nova moratória na quitação dos débitos judiciais da Fazenda Pública e ao impor o contingenciamento de recursos para esse fim, viola a cláusula constitucional do Estado de Direito (CF, art. 1º, caput), o princípio da Separação de Poderes (CF, art. 2º), o postulado da isonomia (CF, art. 5º), a garantia do acesso à justiça e a efetividade da tutela jurisdicional (CF, art. 5º, XXXV), o direito adquirido e à coisa julgada (CF, art. 5º, XXXVI). 9. Pedido de declaração de inconstitucionalidade julgado procedente em parte” (DJ 19.12.2013, grifos nossos). 5. A conclusão do Plenário deste Supremo Tribunal sobre a modulação dos efeitos das declarações proferidas nas Ações Diretas de Inconstitucionalidade ns. 4.357/DF e 4.425/DF (vista ao Ministro Dias Toffoli em 19.3.2014) não altera a situação posta em exame neste recurso. Continua em vigor o sistema de pagamentos de precatórios atual, enquanto não decididos os requerimentos de modulação dos 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5764253. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 11 Relatório RE 798541 AGR / SE efeitos, como concluiu, dentre outros, o Ministro Teori Zavaski no precedente seguinte: “Com efeito, não obstante a declaração de inconstitucionalidade das expressões ‘índice oficial de remuneração básica da caderneta de poupança’ e ‘independentemente de sua natureza’, contidas no § 12 do art. 100 da CF/88, bem como a declaração de inconstitucionalidade, em parte, por arrastamento do art. 1º-F da Lei 9.494/97 (redação dada pelo art. 5º da Lei nº 11.960/2009), o relator para acórdão das Ações Diretas de Inconstitucionalidade 4.357 e 4.425, Min. Luiz Fux, atendendo a petição apresentada pelo Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil, na qual se noticiava ‘a paralisação do pagamento de precatórios por alguns Tribunais de Justiça do País, determinada após o julgamento conjunto das Ações Diretas de Inconstitucionalidade nº 4.357 e 4.425, realizado em 14/03/2013, pelo Plenário do Supremo Tribunal Federal”, em 11/04/2013, deferiu medida cautelar, determinando: ‘ad cautelam, que os Tribunais de Justiça de todos os Estados e do Distrito Federal deem imediata continuidade aos pagamentos de precatórios, na forma como já vinham realizando até a decisão proferida pelo Supremo Tribunal Federal em 14/03/2013, segundo a sistemática vigente à época, respeitando-se a vinculação de receitas para fins de quitação da dívida pública, sob pena de sequestro’. Essa medida cautelar, deferida pelo relator, foi ratificada pelo Plenário da Corte na sessão de julgamento de 24/10/2013, a significar que, enquanto não revogada, continua em vigor o sistema de pagamentos de precatórios ‘na forma como vinham sendo realizados’, não tendo eficácia, por enquanto, as decisões de mérito tomadas pelo STF Ações Diretas de Inconstitucionalidade 4.357 e 4.425. Ora, como se pode perceber em juízo preliminar e sumário, o Superior Tribunal de Justiça, ao estabelecer índice de correção monetária diverso daquele fixado pelo art. 1º-F da Lei 9.494/97 (com redação dada pelo art. 5º da Lei nº 11.960/2009), nos termos do decidido pela Corte no julgamento de mérito das ADIs 4.357 e 4.425, aparentemente, descumpriu referida medida cautelar” (Rcl 16.475- MC, Relator o Ministro Teori Zavascki, DJe 20.11.2013, grifos nossos). 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5764253. Supremo Tribunal Federal RE 798541 AGR / SE efeitos, como concluiu, dentre outros, o Ministro Teori Zavaski no precedente seguinte: “Com efeito, não obstante a declaração de inconstitucionalidade das expressões ‘índice oficial de remuneração básica da caderneta de poupança’ e ‘independentemente de sua natureza’, contidas no § 12 do art. 100 da CF/88, bem como a declaração de inconstitucionalidade, em parte, por arrastamento do art. 1º-F da Lei 9.494/97 (redação dada pelo art. 5º da Lei nº 11.960/2009), o relator para acórdão das Ações Diretas de Inconstitucionalidade 4.357 e 4.425, Min. Luiz Fux, atendendo a petição apresentada pelo Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil, na qual se noticiava ‘a paralisação do pagamento de precatórios por alguns Tribunais de Justiça do País, determinada após o julgamento conjunto das Ações Diretas de Inconstitucionalidade nº 4.357 e 4.425, realizado em 14/03/2013, pelo Plenário do Supremo Tribunal Federal”, em 11/04/2013, deferiu medida cautelar, determinando: ‘ad cautelam, que os Tribunais de Justiça de todos os Estados e do Distrito Federal deem imediata continuidade aos pagamentos de precatórios, na forma como já vinham realizando até a decisão proferida pelo Supremo Tribunal Federal em 14/03/2013, segundo a sistemática vigente à época, respeitando-se a vinculação de receitas para fins de quitação da dívida pública, sob pena de sequestro’. Essa medida cautelar, deferida pelo relator, foi ratificada pelo Plenário da Corte na sessão de julgamento de 24/10/2013, a significar que, enquanto não revogada, continua em vigor o sistema de pagamentos de precatórios ‘na forma como vinham sendo realizados’, não tendo eficácia, por enquanto, as decisões de mérito tomadas pelo STF Ações Diretas de Inconstitucionalidade 4.357 e 4.425. Ora, como se pode perceber em juízo preliminar e sumário, o Superior Tribunal de Justiça, ao estabelecer índice de correção monetária diverso daquele fixado pelo art. 1º-F da Lei 9.494/97 (com redação dada pelo art. 5º da Lei nº 11.960/2009), nos termos do decidido pela Corte no julgamento de mérito das ADIs 4.357 e 4.425, aparentemente, descumpriu referida medida cautelar” (Rcl 16.475- MC, Relator o Ministro Teori Zavascki, DJe 20.11.2013, grifos nossos). 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5764253. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 11 Relatório RE 798541 AGR / SE 6. Pelo exposto, nego seguimento ao recurso extraordinário (art. 557, caput, do Código de Processo Civil e art. 21, § 1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal)”. 2. Intimado dessa decisão em 2.4.2014, interpõe o Instituto Nacional de Seguro Social – INSS, em 9.4.2014, tempestivamente, agravo regimental. 3. O Agravante alega que: “A decisão não pode prevalecer, tendo em vista que há que se considerar, primeiramente, que os Acórdãos das ADI 4.357/DF e ADI 4.4.25/DF ainda foram publicados, razão pela qual o exato alcance da decisão ainda não pode ser avaliado com segurança. Ademais, cumpre explicitar que o STF não chegou a decidir quanto à modulação dos efeitos da decisão das ADIs, em epígrafe, ainda não tendo deliberado se o julgamento se operará ex tunc ou se haverá algum momento para a eficácia da decisão, como previsto pelo art. 27 da Lei n. 9.868/99”. Requer a reconsideração da decisão agravada ou o sobrestamento do presente recurso. É o relatório. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5764253. Supremo Tribunal Federal RE 798541 AGR / SE 6. Pelo exposto, nego seguimento ao recurso extraordinário (art. 557, caput, do Código de Processo Civil e art. 21, § 1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal)”. 2. Intimado dessa decisão em 2.4.2014, interpõe o Instituto Nacional de Seguro Social – INSS, em 9.4.2014, tempestivamente, agravo regimental. 3. O Agravante alega que: “A decisão não pode prevalecer, tendo em vista que há que se considerar, primeiramente, que os Acórdãos das ADI 4.357/DF e ADI 4.4.25/DF ainda foram publicados, razão pela qual o exato alcance da decisão ainda não pode ser avaliado com segurança. Ademais, cumpre explicitar que o STF não chegou a decidir quanto à modulação dos efeitos da decisão das ADIs, em epígrafe, ainda não tendo deliberado se o julgamento se operará ex tunc ou se haverá algum momento para a eficácia da decisão, como previsto pelo art. 27 da Lei n. 9.868/99”. Requer a reconsideração da decisão agravada ou o sobrestamento do presente recurso. É o relatório. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5764253. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 11 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA 22/04/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 798.541 SERGIPE V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste ao Agravante. 2. A insurgência do Agravante diz respeito à aplicabilidade do art. 1º-F da Lei n. 9.494/1997, com a alteração do art. 5º da Lei n. 11.960/2009, ao presente caso. Como afirmado na decisão agravada, a questão versa sobre o reconhecimento e a atualização monetária de débito previdenciário ainda em fase de conhecimento. O acórdão recorrido harmoniza-se com a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal quanto à aplicação imediata do art. 1º-F da Lei n. 9.494/1997 (alterado pela Lei n. 11.960/2009). Nesse sentido: AI 842.063- RG, Relator o Ministro Presidente, Plenário Virtual, DJe 2.9.2011. 3. Ainda que assim não fosse, aguarda-se o julgamento do Plenário deste Supremo Tribunal sobre a modulação dos efeitos das declarações proferidas nas Ações Diretas de Inconstitucionalidade ns. 4.357 e 4.425 (vista ao Ministro Roberto Barroso em 24.10.2013). Desse modo, melhor sorte não assiste ao Agravante, pois, enquanto não forem decididos os pedidos de modulação dos efeitos, continuará em vigor o sistema de pagamentos de precatórios na forma como vinham sendo realizados. Confira-se o seguinte julgado: Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5764254. Supremo Tribunal Federal 22/04/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 798.541 SERGIPE V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste ao Agravante. 2. A insurgência do Agravante diz respeito à aplicabilidade do art. 1º-F da Lei n. 9.494/1997, com a alteração do art. 5º da Lei n. 11.960/2009, ao presente caso. Como afirmado na decisão agravada, a questão versa sobre o reconhecimento e a atualização monetária de débito previdenciário ainda em fase de conhecimento. O acórdão recorrido harmoniza-se com a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal quanto à aplicação imediata do art. 1º-F da Lei n. 9.494/1997 (alterado pela Lei n. 11.960/2009). Nesse sentido: AI 842.063- RG, Relator o Ministro Presidente, Plenário Virtual, DJe 2.9.2011. 3. Ainda que assim não fosse, aguarda-se o julgamento do Plenário deste Supremo Tribunal sobre a modulação dos efeitos das declarações proferidas nas Ações Diretas de Inconstitucionalidade ns. 4.357 e 4.425 (vista ao Ministro Roberto Barroso em 24.10.2013). Desse modo, melhor sorte não assiste ao Agravante, pois, enquanto não forem decididos os pedidos de modulação dos efeitos, continuará em vigor o sistema de pagamentos de precatórios na forma como vinham sendo realizados. Confira-se o seguinte julgado: Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5764254. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 11 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA RE 798541 AGR / SE “Com efeito, não obstante a declaração de inconstitucionalidade das expressões ‘índice oficial de remuneração básica da caderneta de poupança’ e ‘independentemente de sua natureza’, contidas no § 12 do art. 100 da CF/88, bem como a declaração de inconstitucionalidade, em parte, por arrastamento do art. 1º-F da Lei 9.494/97 (redação dada pelo art. 5º da Lei nº 11.960/2009), o relator para acórdão das Ações Diretas de Inconstitucionalidade 4.357 e 4.425, Min. Luiz Fux, atendendo a petição apresentada pelo Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil, na qual se noticiava ‘a paralisação do pagamento de precatórios por alguns Tribunais de Justiça do País, determinada após o julgamento conjunto das Ações Diretas de Inconstitucionalidade nº 4.357 e 4.425, realizado em 14/03/2013, pelo Plenário do Supremo Tribunal Federal”, em 11/04/2013, deferiu medida cautelar, determinando: ‘ad cautelam, que os Tribunais de Justiça de todos os Estados e do Distrito Federal deem imediata continuidade aos pagamentos de precatórios, na forma como já vinham realizando até a decisão proferida pelo Supremo Tribunal Federal em 14/03/2013, segundo a sistemática vigente à época, respeitando-se a vinculação de receitas para fins de quitação da dívida pública, sob pena de sequestro’. Essa medida cautelar, deferida pelo relator, foi ratificada pelo Plenário da Corte na sessão de julgamento de 24/10/2013, a significar que, enquanto não revogada, continua em vigor o sistema de pagamentos de precatórios ‘na forma como vinham sendo realizados’, não tendo eficácia, por enquanto, as decisões de mérito tomadas pelo STF Ações Diretas de Inconstitucionalidade 4.357 e 4.425. Ora, como se pode perceber em juízo preliminar e sumário, o Superior Tribunal de Justiça, ao estabelecer índice de correção monetária diverso daquele fixado pelo art. 1º-F da Lei 9.494/97 (com redação dada pelo art. 5º da Lei nº 11.960/2009), nos termos do decidido pela Corte no julgamento de mérito das ADIs 4.357 e 4.425, aparentemente, descumpriu referida medida cautelar” (Rcl 16.475- MC, Relator o Ministro Teori Zawascki, DJe 20.11.2013, grifos nossos). 4. Os argumentos do Agravante, insuficientes para modificar a 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5764254. Supremo Tribunal Federal RE 798541 AGR / SE “Com efeito, não obstante a declaração de inconstitucionalidade das expressões ‘índice oficial de remuneração básica da caderneta de poupança’ e ‘independentemente de sua natureza’, contidas no § 12 do art. 100 da CF/88, bem como a declaração de inconstitucionalidade, em parte, por arrastamento do art. 1º-F da Lei 9.494/97 (redação dada pelo art. 5º da Lei nº 11.960/2009), o relator para acórdão das Ações Diretas de Inconstitucionalidade 4.357 e 4.425, Min. Luiz Fux, atendendo a petição apresentada pelo Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil, na qual se noticiava ‘a paralisação do pagamento de precatórios por alguns Tribunais de Justiça do País, determinada após o julgamento conjunto das Ações Diretas de Inconstitucionalidade nº 4.357 e 4.425, realizado em 14/03/2013, pelo Plenário do Supremo Tribunal Federal”, em 11/04/2013, deferiu medida cautelar, determinando: ‘ad cautelam, que os Tribunais de Justiça de todos os Estados e do Distrito Federal deem imediata continuidade aos pagamentos de precatórios, na forma como já vinham realizando até a decisão proferida pelo Supremo Tribunal Federal em 14/03/2013, segundo a sistemática vigente à época, respeitando-se a vinculação de receitas para fins de quitação da dívida pública, sob pena de sequestro’. Essa medida cautelar, deferida pelo relator, foi ratificada pelo Plenário da Corte na sessão de julgamento de 24/10/2013, a significar que, enquanto não revogada, continua em vigor o sistema de pagamentos de precatórios ‘na forma como vinham sendo realizados’, não tendo eficácia, por enquanto, as decisões de mérito tomadas pelo STF Ações Diretas de Inconstitucionalidade 4.357 e 4.425. Ora, como se pode perceber em juízo preliminar e sumário, o Superior Tribunal de Justiça, ao estabelecer índice de correção monetária diverso daquele fixado pelo art. 1º-F da Lei 9.494/97 (com redação dada pelo art. 5º da Lei nº 11.960/2009), nos termos do decidido pela Corte no julgamento de mérito das ADIs 4.357 e 4.425, aparentemente, descumpriu referida medida cautelar” (Rcl 16.475- MC, Relator o Ministro Teori Zawascki, DJe 20.11.2013, grifos nossos). 4. Os argumentos do Agravante, insuficientes para modificar a 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5764254. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 11 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA RE 798541 AGR / SE decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 5. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5764254. Supremo Tribunal Federal RE 798541 AGR / SE decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 5. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5764254. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 11 Extrato de Ata - 22/04/2014 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 798.541 PROCED. : SERGIPE RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) : JOSÉ ALVES LINO DOS SANTOS ADV.(A/S) : FÁBIO CORRÊA RIBEIRO E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausentes, justificadamente, neste julgamento, os Senhores Ministros Celso de Mello e Gilmar Mendes. 2ª Turma, 22.04.2014. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à sessão os Senhores Ministros Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Celso de Mello e Gilmar Mendes. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 5706032 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 798.541 PROCED. : SERGIPE RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) : JOSÉ ALVES LINO DOS SANTOS ADV.(A/S) : FÁBIO CORRÊA RIBEIRO E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausentes, justificadamente, neste julgamento, os Senhores Ministros Celso de Mello e Gilmar Mendes. 2ª Turma, 22.04.2014. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à sessão os Senhores Ministros Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Celso de Mello e Gilmar Mendes. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 5706032 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 11
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=5787442
2014-04-22T00:00:00
2014-05-06T00:00:00
A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausentes, justificadamente, neste julgamento, os Senhores Ministros Celso de Mello e Gilmar Mendes. 2ª Turma, 22.04.2014.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. INCONSTITUCIONALIDADE DA EXPRESSÃO “ÍNDICE OFICIAL DE REMUNERAÇÃO BÁSICA DA CADERNETA DE POUPANÇA”. REAJUSTE REMUNERATÓRIO. ATUALIZAÇÃO MONETÁRIA E JUROS MORATÓRIOS FIXADOS COM BASE NO ART. 1º-F DA LEI N. 9.494/1997, ALTERADO PELO ART. 5º DA LEI N. 11.960/2009. JULGADO RECORRIDO CONSOANTE À JURISPRUDÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.
sjur262852
- Acórdão(s) citado(s): (LEI, APLICAÇÃO IMEDIATA ) AI 842063 RG. - Decisão monocrática citada: (SISTEMA DE PAGAMENTO, PRECATÓRIOS) Rcl 16475 MC. Número de páginas: 11. Análise: 13/05/2014, BRU.
CÁRMEN LÚCIA
Segunda Turma
798541
[ "LEG-FED LEI-009494 ANO-1997\n ART-0001F\n LEI ORDINÁRIA\n\n", "LEG-FED LEI-011960 ANO-2009\n ART-00005\n LEI ORDINÁRIA" ]
RE-AgR
acordaos
RE 798541 AgR
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AGTE.(S) : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) : JOSÉ ALVES LINO DOS SANTOS ADV.(A/S) : FÁBIO CORRÊA RIBEIRO E OUTRO(A/S)
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Ementa e Acórdão 22/04/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 798.541 SERGIPE RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :JOSÉ ALVES LINO DOS SANTOS ADV.(A/S) :FÁBIO CORRÊA RIBEIRO E OUTRO(A/S) EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. INCONSTITUCIONALIDADE DA EXPRESSÃO “ÍNDICE OFICIAL DE REMUNERAÇÃO BÁSICA DA CADERNETA DE POUPANÇA”. REAJUSTE REMUNERATÓRIO. ATUALIZAÇÃO MONETÁRIA E JUROS MORATÓRIOS FIXADOS COM BASE NO ART. 1...-F DA LEI N. 9.494/1997, ALTERADO PELO ART. 5... DA LEI N. 11.960/2009. JULGADO RECORRIDO CONSOANTE À JURISPRUDÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência da Ministra Cármen Lúcia, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausentes, justificadamente, neste julgamento, os senhores Ministros Celso de Mello e Gilmar Mendes. Brasília, 22 de abril de 2014. Ministra Cármen Lúcia - Relatora Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5764252. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 11 Relatório 22/04/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 798.541 SERGIPE RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :JOSÉ ALVES LINO DOS SANTOS ADV.(A/S) :FÁBIO CORRÊA RIBEIRO E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora): 1. Em 26 de março de 2014, neguei seguimento ao recurso extraordinário interposto pelo Instituto Nacional de Seguro Social – INSS contra julgado do Tribunal Regional Federal da 5... Região, que determinara a aplicação de juros de mora e correção monetária em 1% ao mês, nos termos do art. 1...-F da Lei n. 9.494/1997. A decisão agravada teve a seguinte fundamentação: “4. No julgamento conjunto das Ações Diretas de Inconstitucionalidade n. 4.357/DF e 4.425/DF, Relator o Ministro Ayres Britto, Redator para o acórdão o Ministro Luiz Fux, o Plenário deste Supremo Tribunal Federal assentou: “Ementa: DIREITO CONSTITUCIONAL. REGIME DE EXECUÇÃO DA FAZENDA PÚBLICA MEDIANTE PRECATÓRIO. EMENDA CONSTITUCIONAL n 62/2009. INCONSTITUCIONALIDADE FORMAL NÃO CONFIGURADA. INEXISTÊNCIA DE INTERSTÍCIO CONSTITUCIONAL MÍNIMO ENTRE OS DOIS TURNOS DE VOTAÇÃO DE EMENDAS À LEI MAIOR (Constituição Federal de 1988, ART. 60, §2...). CONSTITUCIONALIDADE DA SISTEMÁTICA DE “SUPERPREFERÊNCIA” A CREDORES DE VERBAS ALIMENTÍCIAS QUANDO IDOSOS OU PORTADORES DE DOENÇA GRAVE. RESPEITO À DIGNIDADE DA PESSOA HUMANA E À PROPORCIONALIDADE. INVALIDADE Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5764253. Supremo Tribunal Federal 22/04/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 798.541 SERGIPE RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :JOSÉ ALVES LINO DOS SANTOS ADV.(A/S) :FÁBIO CORRÊA RIBEIRO E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora): 1. Em 26 de março de 2014, neguei seguimento ao recurso extraordinário interposto pelo Instituto Nacional de Seguro Social – INSS contra julgado do Tribunal Regional Federal da 5... Região, que determinara a aplicação de juros de mora e correção monetária em 1% ao mês, nos termos do art. 1...-F da Lei n. 9.494/1997. A decisão agravada teve a seguinte fundamentação: “4. No julgamento conjunto das Ações Diretas de Inconstitucionalidade n. 4.357/DF e 4.425/DF, Relator o Ministro Ayres Britto, Redator para o acórdão o Ministro Luiz Fux, o Plenário deste Supremo Tribunal Federal assentou: “Ementa: DIREITO CONSTITUCIONAL. REGIME DE EXECUÇÃO DA FAZENDA PÚBLICA MEDIANTE PRECATÓRIO. EMENDA CONSTITUCIONAL n 62/2009. INCONSTITUCIONALIDADE FORMAL NÃO CONFIGURADA. INEXISTÊNCIA DE INTERSTÍCIO CONSTITUCIONAL MÍNIMO ENTRE OS DOIS TURNOS DE VOTAÇÃO DE EMENDAS À LEI MAIOR (Constituição Federal de 1988, ART. 60, §2...). CONSTITUCIONALIDADE DA SISTEMÁTICA DE “SUPERPREFERÊNCIA” A CREDORES DE VERBAS ALIMENTÍCIAS QUANDO IDOSOS OU PORTADORES DE DOENÇA GRAVE. RESPEITO À DIGNIDADE DA PESSOA HUMANA E À PROPORCIONALIDADE. INVALIDADE Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5764253. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 11 Relatório Recurso Extraordinário 798541 AGR / SE JURÍDICO-CONSTITUCIONAL DA LIMITAÇÃO DA PREFERÊNCIA A IDOSOS QUE COMPLETEM 60 (SESSENTA) ANOS ATÉ A EXPEDIÇÃO DO PRECATÓRIO. DISCRIMINAÇÃO ARBITRÁRIA E VIOLAÇÃO À ISONOMIA (Constituição Federal de 1988, ART. 5..., CAPUT). INCONSTITUCIONALIDADE DA SISTEMÁTICA DE COMPENSAÇÃO DE DÉBITOS INSCRITOS EM PRECATÓRIOS EM PROVEITO EXCLUSIVO DA FAZENDA PÚBLICA. EMBARAÇO À EFETIVIDADE DA JURISDIÇÃO (Constituição Federal de 1988, ART. 5..., XXXV), DESRESPEITO À COISA JULGADA MATERIAL (Constituição Federal de 1988, ART. 5... XXXVI), OFENSA À SEPARAÇÃO DOS PODERES (Constituição Federal de 1988, ART. 2...) E ULTRAJE À ISONOMIA ENTRE O ESTADO E O PARTICULAR (Constituição Federal de 1988, ART. 1..., CAPUT, C/C ART. 5..., CAPUT). IMPOSSIBILIDADE JURÍDICA DA UTILIZAÇÃO DO ÍNDICE DE REMUNERAÇÃO DA CADERNETA DE POUPANÇA COMO CRITÉRIO DE CORREÇÃO MONETÁRIA. VIOLAÇÃO AO DIREITO FUNDAMENTAL DE PROPRIEDADE (Constituição Federal de 1988, ART. 5..., XXII). INADEQUAÇÃO MANIFESTA ENTRE MEIOS E FINS. INCONSTITUCIONALIDADE DA UTILIZAÇÃO DO RENDIMENTO DA CADERNETA DE POUPANÇA COMO ÍNDICE DEFINIDOR DOS JUROS MORATÓRIOS DOS CRÉDITOS INSCRITOS EM PRECATÓRIOS, QUANDO ORIUNDOS DE RELAÇÕES JURÍDICO-TRIBUTÁRIAS. DISCRIMINAÇÃO ARBITRÁRIA E VIOLAÇÃO À ISONOMIA ENTRE DEVEDOR PÚBLICO E DEVEDOR PRIVADO (Constituição Federal de 1988, ART. 5..., CAPUT). INCONSTITUCIONALIDADE DO REGIME ESPECIAL DE PAGAMENTO. OFENSA À CLÁUSULA CONSTITUCIONAL DO ESTADO DE DIREITO (Constituição Federal de 1988, ART. 1..., CAPUT), AO PRINCÍPIO DA SEPARAÇÃO DE PODERES (Constituição Federal de 1988, ART. 2...), AO POSTULADO DA ISONOMIA (Constituição Federal de 1988, ART. 5..., CAPUT), À GARANTIA DO ACESSO À JUSTIÇA E A EFETIVIDADE DA TUTELA JURISDICIONAL (Constituição Federal de 1988, ART. 5..., XXXV) E AO DIREITO ADQUIRIDO E À COISA JULGADA (Constituição Federal de 1988, ART. 5..., XXXVI). PEDIDO JULGADO PROCEDENTE EM PARTE. 1. A Constituição Federal de 1988 não fixou um intervalo temporal mínimo entre os dois turnos de votação para fins de 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5764253. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 798541 AGR / SE JURÍDICO-CONSTITUCIONAL DA LIMITAÇÃO DA PREFERÊNCIA A IDOSOS QUE COMPLETEM 60 (SESSENTA) ANOS ATÉ A EXPEDIÇÃO DO PRECATÓRIO. DISCRIMINAÇÃO ARBITRÁRIA E VIOLAÇÃO À ISONOMIA (Constituição Federal de 1988, ART. 5..., CAPUT). INCONSTITUCIONALIDADE DA SISTEMÁTICA DE COMPENSAÇÃO DE DÉBITOS INSCRITOS EM PRECATÓRIOS EM PROVEITO EXCLUSIVO DA FAZENDA PÚBLICA. EMBARAÇO À EFETIVIDADE DA JURISDIÇÃO (Constituição Federal de 1988, ART. 5..., XXXV), DESRESPEITO À COISA JULGADA MATERIAL (Constituição Federal de 1988, ART. 5... XXXVI), OFENSA À SEPARAÇÃO DOS PODERES (Constituição Federal de 1988, ART. 2...) E ULTRAJE À ISONOMIA ENTRE O ESTADO E O PARTICULAR (Constituição Federal de 1988, ART. 1..., CAPUT, C/C ART. 5..., CAPUT). IMPOSSIBILIDADE JURÍDICA DA UTILIZAÇÃO DO ÍNDICE DE REMUNERAÇÃO DA CADERNETA DE POUPANÇA COMO CRITÉRIO DE CORREÇÃO MONETÁRIA. VIOLAÇÃO AO DIREITO FUNDAMENTAL DE PROPRIEDADE (Constituição Federal de 1988, ART. 5..., XXII). INADEQUAÇÃO MANIFESTA ENTRE MEIOS E FINS. INCONSTITUCIONALIDADE DA UTILIZAÇÃO DO RENDIMENTO DA CADERNETA DE POUPANÇA COMO ÍNDICE DEFINIDOR DOS JUROS MORATÓRIOS DOS CRÉDITOS INSCRITOS EM PRECATÓRIOS, QUANDO ORIUNDOS DE RELAÇÕES JURÍDICO-TRIBUTÁRIAS. DISCRIMINAÇÃO ARBITRÁRIA E VIOLAÇÃO À ISONOMIA ENTRE DEVEDOR PÚBLICO E DEVEDOR PRIVADO (Constituição Federal de 1988, ART. 5..., CAPUT). INCONSTITUCIONALIDADE DO REGIME ESPECIAL DE PAGAMENTO. OFENSA À CLÁUSULA CONSTITUCIONAL DO ESTADO DE DIREITO (Constituição Federal de 1988, ART. 1..., CAPUT), AO PRINCÍPIO DA SEPARAÇÃO DE PODERES (Constituição Federal de 1988, ART. 2...), AO POSTULADO DA ISONOMIA (Constituição Federal de 1988, ART. 5..., CAPUT), À GARANTIA DO ACESSO À JUSTIÇA E A EFETIVIDADE DA TUTELA JURISDICIONAL (Constituição Federal de 1988, ART. 5..., XXXV) E AO DIREITO ADQUIRIDO E À COISA JULGADA (Constituição Federal de 1988, ART. 5..., XXXVI). PEDIDO JULGADO PROCEDENTE EM PARTE. 1. A Constituição Federal de 1988 não fixou um intervalo temporal mínimo entre os dois turnos de votação para fins de 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5764253. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 11 Relatório Recurso Extraordinário 798541 AGR / SE aprovação de emendas à Constituição (Constituição Federal de 1988, art. 62, §2...), de sorte que inexiste parâmetro objetivo que oriente o exame judicial do grau de solidez da vontade política de reformar a Lei Maior. A interferência judicial no âmago do processo político, verdadeiro locus da atuação típica dos agentes do Poder Legislativo, tem de gozar de lastro forte e categórico no que prevê o texto da Constituição Federal. Inexistência de ofensa formal à Constituição brasileira. 2. O pagamento prioritário, até certo limite, de precatórios devidos a titulares idosos ou que sejam portadores de doença grave promove, com razoabilidade, a dignidade da pessoa humana (Constituição Federal de 1988, art. 1..., III) e a proporcionalidade (Constituição Federal de 1988, art. 5..., LIV), situando-se dentro da margem de conformação do legislador constituinte para operacionalização da novel preferência subjetiva criada pela Emenda Constitucional n 62/2009. 3. A expressão “na data de expedição do precatório”, contida no art. 100, §2..., da Constituição Federal de 1988, com redação dada pela EC n 62/09, enquanto baliza temporal para a aplicação da preferência no pagamento de idosos, ultraja a isonomia (Constituição Federal de 1988, art. 5..., caput) entre os cidadãos credores da Fazenda Pública, na medida em que discrimina, sem qualquer fundamento, aqueles que venham a alcançar a idade de sessenta anos não na data da expedição do precatório, mas sim posteriormente, enquanto pendente este e ainda não ocorrido o pagamento. 4. O regime de compensação dos débitos da Fazenda Pública inscritos em precatórios, previsto nos §§ 9... e 10 do art. 100 da Constituição Federal, incluídos pela EC n 62/09, embaraça a efetividade da jurisdição (Constituição Federal de 1988, art. 5..., XXXV), desrespeita a coisa julgada material (Constituição Federal de 1988, art. 5..., XXXVI), vulnera a Separação dos Poderes (Constituição Federal de 1988, art. 2...) e ofende a isonomia entre o Poder Público e o particular (Constituição Federal de 1988, art. 5..., caput), cânone essencial do Estado Democrático de Direito (Constituição Federal de 1988, art. 1..., caput). 5. A atualização monetária dos débitos fazendários inscritos em precatórios segundo o índice oficial de remuneração da caderneta de poupança viola o direito fundamental de propriedade (Constituição Federal de 1988, art. 5..., XXII) na medida em que é manifestamente incapaz de preservar o valor real do crédito de que é titular o cidadão. A inflação, fenômeno tipicamente econômico- monetário, mostra-se insuscetível de captação apriorística (ex ante), de modo que o meio escolhido pelo legislador constituinte (remuneração da caderneta de poupança) é inidôneo a promover o fim a que se 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5764253. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 798541 AGR / SE aprovação de emendas à Constituição (Constituição Federal de 1988, art. 62, §2...), de sorte que inexiste parâmetro objetivo que oriente o exame judicial do grau de solidez da vontade política de reformar a Lei Maior. A interferência judicial no âmago do processo político, verdadeiro locus da atuação típica dos agentes do Poder Legislativo, tem de gozar de lastro forte e categórico no que prevê o texto da Constituição Federal. Inexistência de ofensa formal à Constituição brasileira. 2. O pagamento prioritário, até certo limite, de precatórios devidos a titulares idosos ou que sejam portadores de doença grave promove, com razoabilidade, a dignidade da pessoa humana (Constituição Federal de 1988, art. 1..., III) e a proporcionalidade (Constituição Federal de 1988, art. 5..., LIV), situando-se dentro da margem de conformação do legislador constituinte para operacionalização da novel preferência subjetiva criada pela Emenda Constitucional n 62/2009. 3. A expressão “na data de expedição do precatório”, contida no art. 100, §2..., da Constituição Federal de 1988, com redação dada pela EC n 62/09, enquanto baliza temporal para a aplicação da preferência no pagamento de idosos, ultraja a isonomia (Constituição Federal de 1988, art. 5..., caput) entre os cidadãos credores da Fazenda Pública, na medida em que discrimina, sem qualquer fundamento, aqueles que venham a alcançar a idade de sessenta anos não na data da expedição do precatório, mas sim posteriormente, enquanto pendente este e ainda não ocorrido o pagamento. 4. O regime de compensação dos débitos da Fazenda Pública inscritos em precatórios, previsto nos §§ 9... e 10 do art. 100 da Constituição Federal, incluídos pela EC n 62/09, embaraça a efetividade da jurisdição (Constituição Federal de 1988, art. 5..., XXXV), desrespeita a coisa julgada material (Constituição Federal de 1988, art. 5..., XXXVI), vulnera a Separação dos Poderes (Constituição Federal de 1988, art. 2...) e ofende a isonomia entre o Poder Público e o particular (Constituição Federal de 1988, art. 5..., caput), cânone essencial do Estado Democrático de Direito (Constituição Federal de 1988, art. 1..., caput). 5. A atualização monetária dos débitos fazendários inscritos em precatórios segundo o índice oficial de remuneração da caderneta de poupança viola o direito fundamental de propriedade (Constituição Federal de 1988, art. 5..., XXII) na medida em que é manifestamente incapaz de preservar o valor real do crédito de que é titular o cidadão. A inflação, fenômeno tipicamente econômico- monetário, mostra-se insuscetível de captação apriorística (ex ante), de modo que o meio escolhido pelo legislador constituinte (remuneração da caderneta de poupança) é inidôneo a promover o fim a que se 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5764253. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 11 Relatório Recurso Extraordinário 798541 AGR / SE destina (traduzir a inflação do período). 6. A quantificação dos juros moratórios relativos a débitos fazendários inscritos em precatórios segundo o índice de remuneração da caderneta de poupança vulnera o princípio constitucional da isonomia (Constituição Federal de 1988, art. 5..., caput) ao incidir sobre débitos estatais de natureza tributária, pela discriminação em detrimento da parte processual privada que, salvo expressa determinação em contrário, responde pelos juros da mora tributária à taxa de 1% ao mês em favor do Estado (ex vi do art. 161, §1..., CTN). Declaração de inconstitucionalidade parcial sem redução da expressão “independentemente de sua natureza”, contida no art. 100, §12, da Constituição Federal de 1988, incluído pela EC n 62/09, para determinar que, quanto aos precatórios de natureza tributária, sejam aplicados os mesmos juros de mora incidentes sobre todo e qualquer crédito tributário. 7. O art. 1...-F da Lei n 9.494/97, com redação dada pela Lei n 11.960/09, ao reproduzir as regras da EC n 62/09 quanto à atualização monetária e à fixação de juros moratórios de créditos inscritos em precatórios incorre nos mesmos vícios de juridicidade que inquinam o art. 100, §12, da Constituição Federal de 1988, razão pela qual se revela inconstitucional por arrastamento, na mesma extensão dos itens 5 e 6 supra. 8. O regime “especial” de pagamento de precatórios para Estados e Municípios criado pela EC n 62/09, ao veicular nova moratória na quitação dos débitos judiciais da Fazenda Pública e ao impor o contingenciamento de recursos para esse fim, viola a cláusula constitucional do Estado de Direito (Constituição Federal de 1988, art. 1..., caput), o princípio da Separação de Poderes (Constituição Federal de 1988, art. 2...), o postulado da isonomia (Constituição Federal de 1988, art. 5...), a garantia do acesso à justiça e a efetividade da tutela jurisdicional (Constituição Federal de 1988, art. 5..., XXXV), o direito adquirido e à coisa julgada (Constituição Federal de 1988, art. 5..., XXXVI). 9. Pedido de declaração de inconstitucionalidade julgado procedente em parte” (DJ 19.12.2013, grifos nossos). 5. A conclusão do Plenário deste Supremo Tribunal sobre a modulação dos efeitos das declarações proferidas nas Ações Diretas de Inconstitucionalidade ns. 4.357/DF e 4.425/DF (vista ao Ministro Dias Toffoli em 19.3.2014) não altera a situação posta em exame neste recurso. Continua em vigor o sistema de pagamentos de precatórios atual, enquanto não decididos os requerimentos de modulação dos 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5764253. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 798541 AGR / SE destina (traduzir a inflação do período). 6. A quantificação dos juros moratórios relativos a débitos fazendários inscritos em precatórios segundo o índice de remuneração da caderneta de poupança vulnera o princípio constitucional da isonomia (Constituição Federal de 1988, art. 5..., caput) ao incidir sobre débitos estatais de natureza tributária, pela discriminação em detrimento da parte processual privada que, salvo expressa determinação em contrário, responde pelos juros da mora tributária à taxa de 1% ao mês em favor do Estado (ex vi do art. 161, §1..., CTN). Declaração de inconstitucionalidade parcial sem redução da expressão “independentemente de sua natureza”, contida no art. 100, §12, da Constituição Federal de 1988, incluído pela EC n 62/09, para determinar que, quanto aos precatórios de natureza tributária, sejam aplicados os mesmos juros de mora incidentes sobre todo e qualquer crédito tributário. 7. O art. 1...-F da Lei n 9.494/97, com redação dada pela Lei n 11.960/09, ao reproduzir as regras da EC n 62/09 quanto à atualização monetária e à fixação de juros moratórios de créditos inscritos em precatórios incorre nos mesmos vícios de juridicidade que inquinam o art. 100, §12, da Constituição Federal de 1988, razão pela qual se revela inconstitucional por arrastamento, na mesma extensão dos itens 5 e 6 supra. 8. O regime “especial” de pagamento de precatórios para Estados e Municípios criado pela EC n 62/09, ao veicular nova moratória na quitação dos débitos judiciais da Fazenda Pública e ao impor o contingenciamento de recursos para esse fim, viola a cláusula constitucional do Estado de Direito (Constituição Federal de 1988, art. 1..., caput), o princípio da Separação de Poderes (Constituição Federal de 1988, art. 2...), o postulado da isonomia (Constituição Federal de 1988, art. 5...), a garantia do acesso à justiça e a efetividade da tutela jurisdicional (Constituição Federal de 1988, art. 5..., XXXV), o direito adquirido e à coisa julgada (Constituição Federal de 1988, art. 5..., XXXVI). 9. Pedido de declaração de inconstitucionalidade julgado procedente em parte” (DJ 19.12.2013, grifos nossos). 5. A conclusão do Plenário deste Supremo Tribunal sobre a modulação dos efeitos das declarações proferidas nas Ações Diretas de Inconstitucionalidade ns. 4.357/DF e 4.425/DF (vista ao Ministro Dias Toffoli em 19.3.2014) não altera a situação posta em exame neste recurso. Continua em vigor o sistema de pagamentos de precatórios atual, enquanto não decididos os requerimentos de modulação dos 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5764253. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 11 Relatório Recurso Extraordinário 798541 AGR / SE efeitos, como concluiu, dentre outros, o Ministro Teori Zavaski no precedente seguinte: “Com efeito, não obstante a declaração de inconstitucionalidade das expressões ‘índice oficial de remuneração básica da caderneta de poupança’ e ‘independentemente de sua natureza’, contidas no § 12 do art. 100 da Constituição Federal de 1988/88, bem como a declaração de inconstitucionalidade, em parte, por arrastamento do art. 1...-F da Lei 9.494/97 (redação dada pelo art. 5... da Lei n 11.960/2009), o relator para acórdão das Ações Diretas de Inconstitucionalidade 4.357 e 4.425, Min. Luiz Fux, atendendo a petição apresentada pelo Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil, na qual se noticiava ‘a paralisação do pagamento de precatórios por alguns Tribunais de Justiça do País, determinada após o julgamento conjunto das Ações Diretas de Inconstitucionalidade n 4.357 e 4.425, realizado em 14/03/2013, pelo Plenário do Supremo Tribunal Federal”, em 11/04/2013, deferiu medida cautelar, determinando: ‘ad cautelam, que os Tribunais de Justiça de todos os Estados e do Distrito Federal deem imediata continuidade aos pagamentos de precatórios, na forma como já vinham realizando até a decisão proferida pelo Supremo Tribunal Federal em 14/03/2013, segundo a sistemática vigente à época, respeitando-se a vinculação de receitas para fins de quitação da dívida pública, sob pena de sequestro’. Essa medida cautelar, deferida pelo relator, foi ratificada pelo Plenário da Corte na sessão de julgamento de 24/10/2013, a significar que, enquanto não revogada, continua em vigor o sistema de pagamentos de precatórios ‘na forma como vinham sendo realizados’, não tendo eficácia, por enquanto, as decisões de mérito tomadas pelo Supremo Tribunal Federal Ações Diretas de Inconstitucionalidade 4.357 e 4.425. Ora, como se pode perceber em juízo preliminar e sumário, o Superior Tribunal de Justiça, ao estabelecer índice de correção monetária diverso daquele fixado pelo art. 1...-F da Lei 9.494/97 (com redação dada pelo art. 5... da Lei n 11.960/2009), nos termos do decidido pela Corte no julgamento de mérito das ADIs 4.357 e 4.425, aparentemente, descumpriu referida medida cautelar” (Rcl 16.475- MC, Relator o Ministro Teori Zavascki, DJe 20.11.2013, grifos nossos). 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5764253. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 798541 AGR / SE efeitos, como concluiu, dentre outros, o Ministro Teori Zavaski no precedente seguinte: “Com efeito, não obstante a declaração de inconstitucionalidade das expressões ‘índice oficial de remuneração básica da caderneta de poupança’ e ‘independentemente de sua natureza’, contidas no § 12 do art. 100 da Constituição Federal de 1988/88, bem como a declaração de inconstitucionalidade, em parte, por arrastamento do art. 1...-F da Lei 9.494/97 (redação dada pelo art. 5... da Lei n 11.960/2009), o relator para acórdão das Ações Diretas de Inconstitucionalidade 4.357 e 4.425, Min. Luiz Fux, atendendo a petição apresentada pelo Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil, na qual se noticiava ‘a paralisação do pagamento de precatórios por alguns Tribunais de Justiça do País, determinada após o julgamento conjunto das Ações Diretas de Inconstitucionalidade n 4.357 e 4.425, realizado em 14/03/2013, pelo Plenário do Supremo Tribunal Federal”, em 11/04/2013, deferiu medida cautelar, determinando: ‘ad cautelam, que os Tribunais de Justiça de todos os Estados e do Distrito Federal deem imediata continuidade aos pagamentos de precatórios, na forma como já vinham realizando até a decisão proferida pelo Supremo Tribunal Federal em 14/03/2013, segundo a sistemática vigente à época, respeitando-se a vinculação de receitas para fins de quitação da dívida pública, sob pena de sequestro’. Essa medida cautelar, deferida pelo relator, foi ratificada pelo Plenário da Corte na sessão de julgamento de 24/10/2013, a significar que, enquanto não revogada, continua em vigor o sistema de pagamentos de precatórios ‘na forma como vinham sendo realizados’, não tendo eficácia, por enquanto, as decisões de mérito tomadas pelo Supremo Tribunal Federal Ações Diretas de Inconstitucionalidade 4.357 e 4.425. Ora, como se pode perceber em juízo preliminar e sumário, o Superior Tribunal de Justiça, ao estabelecer índice de correção monetária diverso daquele fixado pelo art. 1...-F da Lei 9.494/97 (com redação dada pelo art. 5... da Lei n 11.960/2009), nos termos do decidido pela Corte no julgamento de mérito das ADIs 4.357 e 4.425, aparentemente, descumpriu referida medida cautelar” (Rcl 16.475- MC, Relator o Ministro Teori Zavascki, DJe 20.11.2013, grifos nossos). 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5764253. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 11 Relatório Recurso Extraordinário 798541 AGR / SE 6. Pelo exposto, nego seguimento ao recurso extraordinário (art. 557, caput, do Código de Processo Civil e art. 21, § 1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal)”. 2. Intimado dessa decisão em 2.4.2014, interpõe o Instituto Nacional de Seguro Social – INSS, em 9.4.2014, tempestivamente, agravo regimental. 3. O Agravante alega que: “A decisão não pode prevalecer, tendo em vista que há que se considerar, primeiramente, que os Acórdãos das ADI 4.357/DF e ADI 4.4.25/DF ainda foram publicados, razão pela qual o exato alcance da decisão ainda não pode ser avaliado com segurança. Ademais, cumpre explicitar que o Supremo Tribunal Federal não chegou a decidir quanto à modulação dos efeitos da decisão das ADIs, em epígrafe, ainda não tendo deliberado se o julgamento se operará ex tunc ou se haverá algum momento para a eficácia da decisão, como previsto pelo art. 27 da Lei n. 9.868/99”. Requer a reconsideração da decisão agravada ou o sobrestamento do presente recurso. É o relatório. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5764253. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 798541 AGR / SE 6. Pelo exposto, nego seguimento ao recurso extraordinário (art. 557, caput, do Código de Processo Civil e art. 21, § 1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal)”. 2. Intimado dessa decisão em 2.4.2014, interpõe o Instituto Nacional de Seguro Social – INSS, em 9.4.2014, tempestivamente, agravo regimental. 3. O Agravante alega que: “A decisão não pode prevalecer, tendo em vista que há que se considerar, primeiramente, que os Acórdãos das ADI 4.357/DF e ADI 4.4.25/DF ainda foram publicados, razão pela qual o exato alcance da decisão ainda não pode ser avaliado com segurança. Ademais, cumpre explicitar que o Supremo Tribunal Federal não chegou a decidir quanto à modulação dos efeitos da decisão das ADIs, em epígrafe, ainda não tendo deliberado se o julgamento se operará ex tunc ou se haverá algum momento para a eficácia da decisão, como previsto pelo art. 27 da Lei n. 9.868/99”. Requer a reconsideração da decisão agravada ou o sobrestamento do presente recurso. É o relatório. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5764253. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 11 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA 22/04/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 798.541 SERGIPE V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste ao Agravante. 2. A insurgência do Agravante diz respeito à aplicabilidade do art. 1...-F da Lei n. 9.494/1997, com a alteração do art. 5... da Lei n. 11.960/2009, ao presente caso. Como afirmado na decisão agravada, a questão versa sobre o reconhecimento e a atualização monetária de débito previdenciário ainda em fase de conhecimento. O acórdão recorrido harmoniza-se com a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal quanto à aplicação imediata do art. 1...-F da Lei n. 9.494/1997 (alterado pela Lei n. 11.960/2009). Nesse sentido: AI 842.063- RG, Relator o Ministro Presidente, Plenário Virtual, DJe 2.9.2011. 3. Ainda que assim não fosse, aguarda-se o julgamento do Plenário deste Supremo Tribunal sobre a modulação dos efeitos das declarações proferidas nas Ações Diretas de Inconstitucionalidade ns. 4.357 e 4.425 (vista ao Ministro Roberto Barroso em 24.10.2013). Desse modo, melhor sorte não assiste ao Agravante, pois, enquanto não forem decididos os pedidos de modulação dos efeitos, continuará em vigor o sistema de pagamentos de precatórios na forma como vinham sendo realizados. Confira-se o seguinte julgado: Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5764254. Supremo Tribunal Federal 22/04/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 798.541 SERGIPE V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste ao Agravante. 2. A insurgência do Agravante diz respeito à aplicabilidade do art. 1...-F da Lei n. 9.494/1997, com a alteração do art. 5... da Lei n. 11.960/2009, ao presente caso. Como afirmado na decisão agravada, a questão versa sobre o reconhecimento e a atualização monetária de débito previdenciário ainda em fase de conhecimento. O acórdão recorrido harmoniza-se com a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal quanto à aplicação imediata do art. 1...-F da Lei n. 9.494/1997 (alterado pela Lei n. 11.960/2009). Nesse sentido: AI 842.063- RG, Relator o Ministro Presidente, Plenário Virtual, DJe 2.9.2011. 3. Ainda que assim não fosse, aguarda-se o julgamento do Plenário deste Supremo Tribunal sobre a modulação dos efeitos das declarações proferidas nas Ações Diretas de Inconstitucionalidade ns. 4.357 e 4.425 (vista ao Ministro Roberto Barroso em 24.10.2013). Desse modo, melhor sorte não assiste ao Agravante, pois, enquanto não forem decididos os pedidos de modulação dos efeitos, continuará em vigor o sistema de pagamentos de precatórios na forma como vinham sendo realizados. Confira-se o seguinte julgado: Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5764254. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 11 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA Recurso Extraordinário 798541 AGR / SE “Com efeito, não obstante a declaração de inconstitucionalidade das expressões ‘índice oficial de remuneração básica da caderneta de poupança’ e ‘independentemente de sua natureza’, contidas no § 12 do art. 100 da Constituição Federal de 1988/88, bem como a declaração de inconstitucionalidade, em parte, por arrastamento do art. 1...-F da Lei 9.494/97 (redação dada pelo art. 5... da Lei n 11.960/2009), o relator para acórdão das Ações Diretas de Inconstitucionalidade 4.357 e 4.425, Min. Luiz Fux, atendendo a petição apresentada pelo Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil, na qual se noticiava ‘a paralisação do pagamento de precatórios por alguns Tribunais de Justiça do País, determinada após o julgamento conjunto das Ações Diretas de Inconstitucionalidade n 4.357 e 4.425, realizado em 14/03/2013, pelo Plenário do Supremo Tribunal Federal”, em 11/04/2013, deferiu medida cautelar, determinando: ‘ad cautelam, que os Tribunais de Justiça de todos os Estados e do Distrito Federal deem imediata continuidade aos pagamentos de precatórios, na forma como já vinham realizando até a decisão proferida pelo Supremo Tribunal Federal em 14/03/2013, segundo a sistemática vigente à época, respeitando-se a vinculação de receitas para fins de quitação da dívida pública, sob pena de sequestro’. Essa medida cautelar, deferida pelo relator, foi ratificada pelo Plenário da Corte na sessão de julgamento de 24/10/2013, a significar que, enquanto não revogada, continua em vigor o sistema de pagamentos de precatórios ‘na forma como vinham sendo realizados’, não tendo eficácia, por enquanto, as decisões de mérito tomadas pelo Supremo Tribunal Federal Ações Diretas de Inconstitucionalidade 4.357 e 4.425. Ora, como se pode perceber em juízo preliminar e sumário, o Superior Tribunal de Justiça, ao estabelecer índice de correção monetária diverso daquele fixado pelo art. 1...-F da Lei 9.494/97 (com redação dada pelo art. 5... da Lei n 11.960/2009), nos termos do decidido pela Corte no julgamento de mérito das ADIs 4.357 e 4.425, aparentemente, descumpriu referida medida cautelar” (Rcl 16.475- MC, Relator o Ministro Teori Zawascki, DJe 20.11.2013, grifos nossos). 4. Os argumentos do Agravante, insuficientes para modificar a 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5764254. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 798541 AGR / SE “Com efeito, não obstante a declaração de inconstitucionalidade das expressões ‘índice oficial de remuneração básica da caderneta de poupança’ e ‘independentemente de sua natureza’, contidas no § 12 do art. 100 da Constituição Federal de 1988/88, bem como a declaração de inconstitucionalidade, em parte, por arrastamento do art. 1...-F da Lei 9.494/97 (redação dada pelo art. 5... da Lei n 11.960/2009), o relator para acórdão das Ações Diretas de Inconstitucionalidade 4.357 e 4.425, Min. Luiz Fux, atendendo a petição apresentada pelo Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil, na qual se noticiava ‘a paralisação do pagamento de precatórios por alguns Tribunais de Justiça do País, determinada após o julgamento conjunto das Ações Diretas de Inconstitucionalidade n 4.357 e 4.425, realizado em 14/03/2013, pelo Plenário do Supremo Tribunal Federal”, em 11/04/2013, deferiu medida cautelar, determinando: ‘ad cautelam, que os Tribunais de Justiça de todos os Estados e do Distrito Federal deem imediata continuidade aos pagamentos de precatórios, na forma como já vinham realizando até a decisão proferida pelo Supremo Tribunal Federal em 14/03/2013, segundo a sistemática vigente à época, respeitando-se a vinculação de receitas para fins de quitação da dívida pública, sob pena de sequestro’. Essa medida cautelar, deferida pelo relator, foi ratificada pelo Plenário da Corte na sessão de julgamento de 24/10/2013, a significar que, enquanto não revogada, continua em vigor o sistema de pagamentos de precatórios ‘na forma como vinham sendo realizados’, não tendo eficácia, por enquanto, as decisões de mérito tomadas pelo Supremo Tribunal Federal Ações Diretas de Inconstitucionalidade 4.357 e 4.425. Ora, como se pode perceber em juízo preliminar e sumário, o Superior Tribunal de Justiça, ao estabelecer índice de correção monetária diverso daquele fixado pelo art. 1...-F da Lei 9.494/97 (com redação dada pelo art. 5... da Lei n 11.960/2009), nos termos do decidido pela Corte no julgamento de mérito das ADIs 4.357 e 4.425, aparentemente, descumpriu referida medida cautelar” (Rcl 16.475- MC, Relator o Ministro Teori Zawascki, DJe 20.11.2013, grifos nossos). 4. Os argumentos do Agravante, insuficientes para modificar a 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5764254. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 11 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA Recurso Extraordinário 798541 AGR / SE decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 5. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5764254. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 798541 AGR / SE decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 5. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5764254. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 11 Extrato de Ata - 22/04/2014 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 798.541 PROCED. : SERGIPE RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) : JOSÉ ALVES LINO DOS SANTOS ADV.(A/S) : FÁBIO CORRÊA RIBEIRO E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausentes, justificadamente, neste julgamento, os Senhores Ministros Celso de Mello e Gilmar Mendes. 2... Turma, 22.04.2014. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à sessão os Senhores Ministros Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Celso de Mello e Gilmar Mendes. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 5706032 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 798.541 PROCED. : SERGIPE RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) : JOSÉ ALVES LINO DOS SANTOS ADV.(A/S) : FÁBIO CORRÊA RIBEIRO E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausentes, justificadamente, neste julgamento, os Senhores Ministros Celso de Mello e Gilmar Mendes. 2... Turma, 22.04.2014. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à sessão os Senhores Ministros Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Celso de Mello e Gilmar Mendes. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 5706032 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 11
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 798 . 541", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 798 . 541", "Ações Diretas de Inconstitucionalidade n . 4 . 357 / DF", "4", ".", "425", "/", "DF", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 798 . 541", "Ações Diretas de Inconstitucionalidade n . 4 . 357 / DF", "4", ".", "425", "/", "DF", "Recurso Extraordinário 798541 AGR", "Recurso Extraordinário 798541", "Recurso Extraordinário 798541", "Recurso Extraordinário 798541", "Recurso Extraordinário 798541 AGR / SE", "Ações Diretas de Inconstitucionalidade ns . 4 . 357 / DF", "4", ".", "425", "/", "DF", "Recurso Extraordinário 798541 AGR / SE", "Ações Diretas de Inconstitucionalidade ns . 4 . 357 / DF", "4", ".", "425", "/", "DF", "Recurso Extraordinário 798541 AGR / SE", "Ações Diretas de Inconstitucionalidade 4 . 357", "Ações Diretas de Inconstitucionalidade n 4 . 357", "Ações Diretas de Inconstitucionalidade 4 . 357", "ADIs 4 . 357", "Rcl 16 . 475 - MC", "Recurso Extraordinário 798541 AGR / SE", "Ações Diretas de Inconstitucionalidade 4 . 357", "Ações Diretas de Inconstitucionalidade n 4 . 357", "Ações Diretas de Inconstitucionalidade 4 . 357", "ADIs 4 . 357", "Rcl 16 . 475 - MC", "Recurso Extraordinário 798541 AGR / SE", "ADI 4 . 357 / DF", "ADI 4 . 4 . 25 / DF", "Recurso Extraordinário 798541 AGR / SE", "ADI 4 . 357 / DF", "ADI 4 . 4 . 25 / DF", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 798 . 541", "AI 842 . 063 - RG", "Ações Diretas de Inconstitucionalidade ns . 4 . 357", "AI 842 . 063 - RG", "Ações Diretas de Inconstitucionalidade ns . 4 . 357", "Recurso Extraordinário 798541 AGR / SE", "Ações Diretas de Inconstitucionalidade 4 . 357", "Ações Diretas de Inconstitucionalidade n 4 . 357", "Ações Diretas de Inconstitucionalidade 4 . 357", "ADIs 4 . 357", "Rcl 16 . 475 - MC", "Recurso Extraordinário 798541 AGR / SE", "Ações Diretas de Inconstitucionalidade 4 . 357", "Ações Diretas de Inconstitucionalidade n 4 . 357", "Ações Diretas de Inconstitucionalidade 4 . 357", "ADIs 4 . 357", "Rcl 16 . 475 - MC", "Recurso Extraordinário 798541 AGR / SE", "Recurso Extraordinário 798541 AGR / SE", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 798 . 541" ], "LEGISLACAO": [ "ART . 1 . . . - F DA LEI N . 9 . 494 / 1997", "ART . 5 . . . 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XXXVI", "Constituição Federal de 1988 , ART . 2 . . .", "Constituição Federal de 1988 , ART . 1 . . . , CAPUT", "C", "Constituição Federal de 1988 , ART . 5 . . . , XXII", "Constituição Federal de 1988 , ART . 5 . . .", "Constituição Federal de 1988 , ART . 1 . . . , CAPUT", "Constituição Federal de 1988 , ART . 2 . . .", "Constituição Federal de 1988 , ART . 5 . . . , CAPUT", "Constituição Federal de 1988 , ART . 5 . . . , XXXV", "Constituição Federal de 1988 , ART . 5 . . . , XXXVI", "Constituição Federal de 1988", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal de 1988 , ART . 5 . . . , CAPUT", "Constituição Federal de 1988 , ART . 5 . . . , XXXV", "Constituição Federal de 1988 , ART . 5 . . . 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Ementa e Acórdão 26/06/2013 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 682.069 MINAS GERAIS RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :MARIA GORETT BRAGANÇA SOUZA ADV.(A/S) :HUMBERTO MARCIAL FONSECA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DE IPATINGA ADV.(A/S) :EVARISTO FERREIRA FREIRE JÚNIOR E OUTRO(S) E OUTRO(A/S) EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO. AUSÊNCIA DE PRELIMINAR FORMAL DE EXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL DA MATÉRIA CONSTITUCIONAL INVOCADA NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. INTIMAÇÃO DO ACÓRDÃO RECORRIDO POSTERIOR A 03.05.2007. De acordo com a orientação firmada neste Tribunal, é dever da parte recorrente apresentar preliminar formal e fundamentada da repercussão geral da questão constitucional em debate no recurso extraordinário. Cabe à parte recorrente apontar de forma expressa e clara as circunstâncias que poderiam configurar a relevância – do ponto de vista econômico, político, social ou jurídico – das questões constitucionais invocadas no recurso extraordinário (CPC, art. 543-A, §§ 1º e 2º). Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Plenária, sob a presidência do ministro Joaquim Barbosa, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos e nos termos do voto do Relator, em negar provimento ao agravo regimental. Brasília, 26 de junho de 2013. Ministro JOAQUIM BARBOSA Presidente Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4299323. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Relatório 26/06/2013 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 682.069 MINAS GERAIS RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :MARIA GORETT BRAGANÇA SOUZA ADV.(A/S) :HUMBERTO MARCIAL FONSECA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DE IPATINGA ADV.(A/S) :EVARISTO FERREIRA FREIRE JÚNIOR E OUTRO(S) E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO JOAQUIM BARBOSA - (Presidente): É este o teor da decisão agravada: ”DECISÃO: O Plenário do Supremo Tribunal Federal, no julgamento do AI 664.567-QO, rel. min. Sepúlveda Pertence, estabeleceu que “(...) a exigência da demonstração formal e fundamentada no recurso extraordinário da repercussão geral das questões constitucionais discutidas só incide quando a intimação do acórdão recorrido tenha ocorrido a partir de 3.5.2007, data da publicação da Emenda Regimental nº 21, de 30 de abril de 2007.” (DJ de 06.09.2007). Verifico que a intimação do recorrente ocorreu após 3.5.2007 (fls. 150) e a interposição do recurso extraordinário não se fez acompanhar da devida demonstração, nas razões recursais, da existência de repercussão geral, o que inviabiliza o apelo extraordinário. Nesse sentido: ARE 667.043-AgR (relator-presidente ministro Ayres Britto, Plenário, DJ de 09.08.2012), AI 821.305-AgR (rel. min. Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJ de 15.08.2011), AI 780.477-AgR (rel. min. Joaquim Barbosa, Segunda Turma, DJ de 08.03.2012), ARE 654.250-ED, (rel. min. Ricardo Lewandowski, Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4299394. Supremo Tribunal Federal 26/06/2013 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 682.069 MINAS GERAIS RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :MARIA GORETT BRAGANÇA SOUZA ADV.(A/S) :HUMBERTO MARCIAL FONSECA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DE IPATINGA ADV.(A/S) :EVARISTO FERREIRA FREIRE JÚNIOR E OUTRO(S) E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO JOAQUIM BARBOSA - (Presidente): É este o teor da decisão agravada: ”DECISÃO: O Plenário do Supremo Tribunal Federal, no julgamento do AI 664.567-QO, rel. min. Sepúlveda Pertence, estabeleceu que “(...) a exigência da demonstração formal e fundamentada no recurso extraordinário da repercussão geral das questões constitucionais discutidas só incide quando a intimação do acórdão recorrido tenha ocorrido a partir de 3.5.2007, data da publicação da Emenda Regimental nº 21, de 30 de abril de 2007.” (DJ de 06.09.2007). Verifico que a intimação do recorrente ocorreu após 3.5.2007 (fls. 150) e a interposição do recurso extraordinário não se fez acompanhar da devida demonstração, nas razões recursais, da existência de repercussão geral, o que inviabiliza o apelo extraordinário. Nesse sentido: ARE 667.043-AgR (relator-presidente ministro Ayres Britto, Plenário, DJ de 09.08.2012), AI 821.305-AgR (rel. min. Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJ de 15.08.2011), AI 780.477-AgR (rel. min. Joaquim Barbosa, Segunda Turma, DJ de 08.03.2012), ARE 654.250-ED, (rel. min. Ricardo Lewandowski, Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4299394. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Relatório ARE 682069 AGR / MG Segunda Turma, DJ de 11.10.2011), AI 853.702-AgR (rel. min. Cármen Lúcia, Primeira Turma, DJ de 13.03.2012); RE 629.255- AgR (rel. min. Dias Toffoli, Primeira Turma, DJ de 10.10.2012), RE 614.223-AgR (rel. min. Luiz Fux, Primeira Turma, DJ de 15.09.2011), ARE 683.660-AgR (rel. min. Rosa Weber, Primeira Turma, DJ de 18.09.2012), ARE 692.735 (rel. min. Celso de Mello, DJ de 20.06.2012) e ARE 654.243 (rel. min. Marco Aurélio, DJ de 03.10.2011). Ademais, esta Corte, ao decidir a Questão de Ordem no ARE 663.637-AgR, relator-presidente ministro Ayres Britto (julgado em 12.09.2012), decidiu que é indispensável a apresentação de preliminar de repercussão geral devidamente fundamentada, ainda que o Supremo Tribunal Federal, no julgamento de outro processo, já tenha reconhecido a presença da repercussão geral da mesma questão constitucional em discussão. Ante o exposto, nego seguimento ao recurso..” (Fls. 302-303) Dessa decisão interpõe-se agravo regimental em que se alega, em síntese, que o recurso extraordinário preenche o requisito referente à demonstração de existência de repercussão geral da matéria em debate, embora de forma implícita. Mantenho a decisão agravada e submeto o presente recurso à apreciação do Plenário. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4299394. Supremo Tribunal Federal ARE 682069 AGR / MG Segunda Turma, DJ de 11.10.2011), AI 853.702-AgR (rel. min. Cármen Lúcia, Primeira Turma, DJ de 13.03.2012); RE 629.255- AgR (rel. min. Dias Toffoli, Primeira Turma, DJ de 10.10.2012), RE 614.223-AgR (rel. min. Luiz Fux, Primeira Turma, DJ de 15.09.2011), ARE 683.660-AgR (rel. min. Rosa Weber, Primeira Turma, DJ de 18.09.2012), ARE 692.735 (rel. min. Celso de Mello, DJ de 20.06.2012) e ARE 654.243 (rel. min. Marco Aurélio, DJ de 03.10.2011). Ademais, esta Corte, ao decidir a Questão de Ordem no ARE 663.637-AgR, relator-presidente ministro Ayres Britto (julgado em 12.09.2012), decidiu que é indispensável a apresentação de preliminar de repercussão geral devidamente fundamentada, ainda que o Supremo Tribunal Federal, no julgamento de outro processo, já tenha reconhecido a presença da repercussão geral da mesma questão constitucional em discussão. Ante o exposto, nego seguimento ao recurso..” (Fls. 302-303) Dessa decisão interpõe-se agravo regimental em que se alega, em síntese, que o recurso extraordinário preenche o requisito referente à demonstração de existência de repercussão geral da matéria em debate, embora de forma implícita. Mantenho a decisão agravada e submeto o presente recurso à apreciação do Plenário. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4299394. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MINISTRO PRESIDENTE 26/06/2013 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 682.069 MINAS GERAIS V O T O O SENHOR MINISTRO JOAQUIM BARBOSA - (Presidente): O Supremo Tribunal Federal, ao apreciar questão de ordem no AI 664.567 (rel. Min. Sepúlveda Pertence, Plenário, DJ de 06.09.2007), decidiu que todo recurso extraordinário interposto de decisão cuja intimação ocorreu após 3 de maio de 2007, data da entrada em vigor da Emenda Regimental 21/2007 ao RISTF, deve apresentar preliminar formal e fundamentada da repercussão geral das questões constitucionais nele debatidas. Essa orientação foi reiterada no julgamento do RE 569.476-AgR, relatora-presidente min. Ellen Gracie, Plenário, DJe 25.04.2008. Transcrevo trecho do voto prolatado nesse julgado: “Dessa forma, parece-me que mesmo nas hipóteses de presunção de existência da repercussão geral, previstas no art. 323, § 1º, do RISTF, o recorrente também terá que demonstrar, em tópico destacado na petição do seu apelo extremo, que a matéria constitucional nele suscitada já teve a repercussão geral reconhecida, ou que a decisão recorrida contraria súmula ou a jurisprudência dominante do Supremo Tribunal Federal, não sendo necessária, por tais motivos, a submissão da questão ao procedimento do julgamento eletrônico da repercussão geral.” Nesse sentido, confiram-se os seguintes julgados: ARE 680.290-AgR (relator-presidente min. Ayres Britto, Plenário, DJe de 07.12.2012), ARE 707.106-AgR (rel. min. Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe de 11.12.2012), ARE 693.169-AgR (rel. min. Ricardo Lewandowski, Segunda Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4299395. Supremo Tribunal Federal 26/06/2013 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 682.069 MINAS GERAIS V O T O O SENHOR MINISTRO JOAQUIM BARBOSA - (Presidente): O Supremo Tribunal Federal, ao apreciar questão de ordem no AI 664.567 (rel. Min. Sepúlveda Pertence, Plenário, DJ de 06.09.2007), decidiu que todo recurso extraordinário interposto de decisão cuja intimação ocorreu após 3 de maio de 2007, data da entrada em vigor da Emenda Regimental 21/2007 ao RISTF, deve apresentar preliminar formal e fundamentada da repercussão geral das questões constitucionais nele debatidas. Essa orientação foi reiterada no julgamento do RE 569.476-AgR, relatora-presidente min. Ellen Gracie, Plenário, DJe 25.04.2008. Transcrevo trecho do voto prolatado nesse julgado: “Dessa forma, parece-me que mesmo nas hipóteses de presunção de existência da repercussão geral, previstas no art. 323, § 1º, do RISTF, o recorrente também terá que demonstrar, em tópico destacado na petição do seu apelo extremo, que a matéria constitucional nele suscitada já teve a repercussão geral reconhecida, ou que a decisão recorrida contraria súmula ou a jurisprudência dominante do Supremo Tribunal Federal, não sendo necessária, por tais motivos, a submissão da questão ao procedimento do julgamento eletrônico da repercussão geral.” Nesse sentido, confiram-se os seguintes julgados: ARE 680.290-AgR (relator-presidente min. Ayres Britto, Plenário, DJe de 07.12.2012), ARE 707.106-AgR (rel. min. Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe de 11.12.2012), ARE 693.169-AgR (rel. min. Ricardo Lewandowski, Segunda Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4299395. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MINISTRO PRESIDENTE ARE 682069 AGR / MG Turma, DJe de 02.10.2012) e ARE 681.005-ED (rel. min. Rosa Weber, Primeira Turma, DJe de 18.12.2012). Ademais, este Tribunal, analisando questão de ordem suscitada no ARE 663.637-AgR, relator-presidente min. Ayres Britto (ata de julgamento publicada no DJe de 27.09.2012), entendeu que, o reconhecimento, pelo Plenário, da existência de repercussão geral sobre determinada questão apenas dispensa a submissão desta a novo julgamento, subsistindo a necessidade de a parte apresentar a preliminar formal de repercussão geral e devidamente fundamentada, nos termos do art. 102, § 3º, da Constituição Federal e do art. 543- A, do Código de Processo Civil. No caso em exame, verifico que a intimação do acórdão recorrido ocorreu após o marco inicial fixado pela Corte e que a parte recorrente não atendeu esse requisito. A ausência desse pressuposto autoriza a Presidência desta Corte a negar o processamento do recurso extraordinário, bem assim do agravo interposto contra a decisão que, na origem, o não admitiu (cf. art. 13, V, c, e art. 327, caput e § 1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal). Do exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4299395. Supremo Tribunal Federal ARE 682069 AGR / MG Turma, DJe de 02.10.2012) e ARE 681.005-ED (rel. min. Rosa Weber, Primeira Turma, DJe de 18.12.2012). Ademais, este Tribunal, analisando questão de ordem suscitada no ARE 663.637-AgR, relator-presidente min. Ayres Britto (ata de julgamento publicada no DJe de 27.09.2012), entendeu que, o reconhecimento, pelo Plenário, da existência de repercussão geral sobre determinada questão apenas dispensa a submissão desta a novo julgamento, subsistindo a necessidade de a parte apresentar a preliminar formal de repercussão geral e devidamente fundamentada, nos termos do art. 102, § 3º, da Constituição Federal e do art. 543- A, do Código de Processo Civil. No caso em exame, verifico que a intimação do acórdão recorrido ocorreu após o marco inicial fixado pela Corte e que a parte recorrente não atendeu esse requisito. A ausência desse pressuposto autoriza a Presidência desta Corte a negar o processamento do recurso extraordinário, bem assim do agravo interposto contra a decisão que, na origem, o não admitiu (cf. art. 13, V, c, e art. 327, caput e § 1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal). Do exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4299395. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Extrato de Ata - 26/06/2013 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 682.069 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : MARIA GORETT BRAGANÇA SOUZA ADV.(A/S) : HUMBERTO MARCIAL FONSECA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MUNICÍPIO DE IPATINGA ADV.(A/S) : EVARISTO FERREIRA FREIRE JÚNIOR E OUTRO(S) E OUTRO(A/S) Decisão: O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, Ministro Joaquim Barbosa (Presidente), negou provimento ao agravo regimental. Ausentes, justificadamente, o Ministro Celso de Mello e, neste julgamento, a Ministra Cármen Lúcia. Plenário, 26.06.2013. Presidência do Senhor Ministro Joaquim Barbosa. Presentes à sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Teori Zavascki. Procurador-Geral da República, Dr. Roberto Monteiro Gurgel Santos. p/ Luiz Tomimatsu Assessor-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4291064 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 682.069 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : MARIA GORETT BRAGANÇA SOUZA ADV.(A/S) : HUMBERTO MARCIAL FONSECA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MUNICÍPIO DE IPATINGA ADV.(A/S) : EVARISTO FERREIRA FREIRE JÚNIOR E OUTRO(S) E OUTRO(A/S) Decisão: O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, Ministro Joaquim Barbosa (Presidente), negou provimento ao agravo regimental. Ausentes, justificadamente, o Ministro Celso de Mello e, neste julgamento, a Ministra Cármen Lúcia. Plenário, 26.06.2013. Presidência do Senhor Ministro Joaquim Barbosa. Presentes à sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Teori Zavascki. Procurador-Geral da República, Dr. Roberto Monteiro Gurgel Santos. p/ Luiz Tomimatsu Assessor-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4291064 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=4346639
2013-06-26T00:00:00
2013-08-20T00:00:00
O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, Ministro Joaquim Barbosa (Presidente), negou provimento ao agravo regimental. Ausentes, justificadamente, o Ministro Celso de Mello e, neste julgamento, a Ministra Cármen Lúcia. Plenário, 26.06.2013.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO. AUSÊNCIA DE PRELIMINAR FORMAL DE EXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL DA MATÉRIA CONSTITUCIONAL INVOCADA NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. INTIMAÇÃO DO ACÓRDÃO RECORRIDO POSTERIOR A 03.05.2007. De acordo com a orientação firmada neste Tribunal, é dever da parte recorrente apresentar preliminar formal e fundamentada da repercussão geral da questão constitucional em debate no recurso extraordinário. Cabe à parte recorrente apontar de forma expressa e clara as circunstâncias que poderiam configurar a relevância – do ponto de vista econômico, político, social ou jurídico – das questões constitucionais invocadas no recurso extraordinário (CPC, art. 543-A, §§ 1º e 2º). Agravo regimental a que se nega provimento.
sjur239003
- Acórdão(s) citado(s): (PRELIMINAR FORMAL, REPERCUSSÃO GERAL) AI 664.567 QO-RG (TP), RE 569476 AgR (TP), ARE 680290 AgR (TP), ARE 707106 AgR (2ªT), ARE 693169 AgR (2ªT),ARE 681005 ED (1ªT). (SISTEMÁTICA, REPERCUSSÃO GERAL) ARE 663637 AgR-QO (TP). Número de páginas: 6. Análise: 27/08/2013, TBC.
JOAQUIM BARBOSA (Presidente)
Tribunal Pleno
682069
[ "LEG-FED CF ANO-1988\r\n ART-00102 PAR-00003\r\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\r\n\r\n", "LEG-FED LEI-005869 ANO-1973\r\n ART-0543A PAR-00001 PAR-00002\r\n CPC-1973 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\r\n\r\n", "LEG-FED RGI ANO-1980\r\n ART-00013 INC-00005 LET-C ART-00327 \"CAPUT\" \r\n PAR-00001\r\n RISTF-1980 REGIMENTO INTERNO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL\r\n\r\n", "LEG-FED EMR-000021 ANO-2007\r\n EMENDA REGIMENTAL DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 682069 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : MARIA GORETT BRAGANÇA SOUZA ADV.(A/S) : HUMBERTO MARCIAL FONSECA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MUNICÍPIO DE IPATINGA ADV.(A/S) : EVARISTO FERREIRA FREIRE JÚNIOR E OUTRO(S) E OUTRO(A/S)
[ "" ]
Ementa e Acórdão 26/06/2013 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 682.069 MINAS GERAIS RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :MARIA GORETT BRAGANÇA SOUZA ADV.(A/S) :HUMBERTO MARCIAL FONSECA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DE IPATINGA ADV.(A/S) :EVARISTO FERREIRA FREIRE JÚNIOR E OUTRO(S) E OUTRO(A/S) EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO. AUSÊNCIA DE PRELIMINAR FORMAL DE EXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL DA MATÉRIA CONSTITUCIONAL INVOCADA NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. INTIMAÇÃO DO ACÓRDÃO RECORRIDO POSTERIOR A 03.05.2007. De acordo com a orientação firmada neste Tribunal, é dever da parte recorrente apresentar preliminar formal e fundamentada da repercussão geral da questão constitucional em debate no recurso extraordinário. Cabe à parte recorrente apontar de forma expressa e clara as circunstâncias que poderiam configurar a relevância – do ponto de vista econômico, político, social ou jurídico – das questões constitucionais invocadas no recurso extraordinário (Código de Processo Civil, art. 543-A, §§ 1... e 2...). Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Plenária, sob a presidência do ministro Joaquim Barbosa, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos e nos termos do voto do Relator, em negar provimento ao agravo regimental. Brasília, 26 de junho de 2013. Ministro JOAQUIM BARBOSA Presidente Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4299323. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Relatório 26/06/2013 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 682.069 MINAS GERAIS RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :MARIA GORETT BRAGANÇA SOUZA ADV.(A/S) :HUMBERTO MARCIAL FONSECA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DE IPATINGA ADV.(A/S) :EVARISTO FERREIRA FREIRE JÚNIOR E OUTRO(S) E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO JOAQUIM BARBOSA - (Presidente): É este o teor da decisão agravada: ”DECISÃO: O Plenário do Supremo Tribunal Federal, no julgamento do AI 664.567-QO, rel. min. Sepúlveda Pertence, estabeleceu que “(...) a exigência da demonstração formal e fundamentada no recurso extraordinário da repercussão geral das questões constitucionais discutidas só incide quando a intimação do acórdão recorrido tenha ocorrido a partir de 3.5.2007, data da publicação da Emenda Regimental n 21, de 30 de abril de 2007.” (DJ de 06.09.2007). Verifico que a intimação do recorrente ocorreu após 3.5.2007 (fls. 150) e a interposição do recurso extraordinário não se fez acompanhar da devida demonstração, nas razões recursais, da existência de repercussão geral, o que inviabiliza o apelo extraordinário. Nesse sentido: ARE 667.043-AgR (relator-presidente ministro Ayres Britto, Plenário, DJ de 09.08.2012), AI 821.305-AgR (rel. min. Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJ de 15.08.2011), AI 780.477-AgR (rel. min. Joaquim Barbosa, Segunda Turma, DJ de 08.03.2012), ARE 654.250-ED, (rel. min. Ricardo Lewandowski, Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4299394. Supremo Tribunal Federal 26/06/2013 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 682.069 MINAS GERAIS RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :MARIA GORETT BRAGANÇA SOUZA ADV.(A/S) :HUMBERTO MARCIAL FONSECA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DE IPATINGA ADV.(A/S) :EVARISTO FERREIRA FREIRE JÚNIOR E OUTRO(S) E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO JOAQUIM BARBOSA - (Presidente): É este o teor da decisão agravada: ”DECISÃO: O Plenário do Supremo Tribunal Federal, no julgamento do AI 664.567-QO, rel. min. Sepúlveda Pertence, estabeleceu que “(...) a exigência da demonstração formal e fundamentada no recurso extraordinário da repercussão geral das questões constitucionais discutidas só incide quando a intimação do acórdão recorrido tenha ocorrido a partir de 3.5.2007, data da publicação da Emenda Regimental n 21, de 30 de abril de 2007.” (DJ de 06.09.2007). Verifico que a intimação do recorrente ocorreu após 3.5.2007 (fls. 150) e a interposição do recurso extraordinário não se fez acompanhar da devida demonstração, nas razões recursais, da existência de repercussão geral, o que inviabiliza o apelo extraordinário. Nesse sentido: ARE 667.043-AgR (relator-presidente ministro Ayres Britto, Plenário, DJ de 09.08.2012), AI 821.305-AgR (rel. min. Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJ de 15.08.2011), AI 780.477-AgR (rel. min. Joaquim Barbosa, Segunda Turma, DJ de 08.03.2012), ARE 654.250-ED, (rel. min. Ricardo Lewandowski, Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4299394. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Relatório ARE 682069 AGR / MG Segunda Turma, DJ de 11.10.2011), AI 853.702-AgR (rel. min. Cármen Lúcia, Primeira Turma, DJ de 13.03.2012); Recurso Extraordinário 629.255- AgR (rel. min. Dias Toffoli, Primeira Turma, DJ de 10.10.2012), Recurso Extraordinário 614.223-AgR (rel. min. Luiz Fux, Primeira Turma, DJ de 15.09.2011), ARE 683.660-AgR (rel. min. Rosa Weber, Primeira Turma, DJ de 18.09.2012), ARE 692.735 (rel. min. Celso de Mello, DJ de 20.06.2012) e ARE 654.243 (rel. min. Marco Aurélio, DJ de 03.10.2011). Ademais, esta Corte, ao decidir a Questão de Ordem no ARE 663.637-AgR, relator-presidente ministro Ayres Britto (julgado em 12.09.2012), decidiu que é indispensável a apresentação de preliminar de repercussão geral devidamente fundamentada, ainda que o Supremo Tribunal Federal, no julgamento de outro processo, já tenha reconhecido a presença da repercussão geral da mesma questão constitucional em discussão. Ante o exposto, nego seguimento ao recurso..” (Fls. 302-303) Dessa decisão interpõe-se agravo regimental em que se alega, em síntese, que o recurso extraordinário preenche o requisito referente à demonstração de existência de repercussão geral da matéria em debate, embora de forma implícita. Mantenho a decisão agravada e submeto o presente recurso à apreciação do Plenário. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4299394. Supremo Tribunal Federal ARE 682069 AGR / MG Segunda Turma, DJ de 11.10.2011), AI 853.702-AgR (rel. min. Cármen Lúcia, Primeira Turma, DJ de 13.03.2012); Recurso Extraordinário 629.255- AgR (rel. min. Dias Toffoli, Primeira Turma, DJ de 10.10.2012), Recurso Extraordinário 614.223-AgR (rel. min. Luiz Fux, Primeira Turma, DJ de 15.09.2011), ARE 683.660-AgR (rel. min. Rosa Weber, Primeira Turma, DJ de 18.09.2012), ARE 692.735 (rel. min. Celso de Mello, DJ de 20.06.2012) e ARE 654.243 (rel. min. Marco Aurélio, DJ de 03.10.2011). Ademais, esta Corte, ao decidir a Questão de Ordem no ARE 663.637-AgR, relator-presidente ministro Ayres Britto (julgado em 12.09.2012), decidiu que é indispensável a apresentação de preliminar de repercussão geral devidamente fundamentada, ainda que o Supremo Tribunal Federal, no julgamento de outro processo, já tenha reconhecido a presença da repercussão geral da mesma questão constitucional em discussão. Ante o exposto, nego seguimento ao recurso..” (Fls. 302-303) Dessa decisão interpõe-se agravo regimental em que se alega, em síntese, que o recurso extraordinário preenche o requisito referente à demonstração de existência de repercussão geral da matéria em debate, embora de forma implícita. Mantenho a decisão agravada e submeto o presente recurso à apreciação do Plenário. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4299394. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MINISTRO PRESIDENTE 26/06/2013 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 682.069 MINAS GERAIS V O T O O SENHOR MINISTRO JOAQUIM BARBOSA - (Presidente): O Supremo Tribunal Federal, ao apreciar questão de ordem no AI 664.567 (rel. Min. Sepúlveda Pertence, Plenário, DJ de 06.09.2007), decidiu que todo recurso extraordinário interposto de decisão cuja intimação ocorreu após 3 de maio de 2007, data da entrada em vigor da Emenda Regimental 21/2007 ao RISTF, deve apresentar preliminar formal e fundamentada da repercussão geral das questões constitucionais nele debatidas. Essa orientação foi reiterada no julgamento do Recurso Extraordinário 569.476-AgR, relatora-presidente min. Ellen Gracie, Plenário, DJe 25.04.2008. Transcrevo trecho do voto prolatado nesse julgado: “Dessa forma, parece-me que mesmo nas hipóteses de presunção de existência da repercussão geral, previstas no art. 323, § 1..., do RISTF, o recorrente também terá que demonstrar, em tópico destacado na petição do seu apelo extremo, que a matéria constitucional nele suscitada já teve a repercussão geral reconhecida, ou que a decisão recorrida contraria súmula ou a jurisprudência dominante do Supremo Tribunal Federal, não sendo necessária, por tais motivos, a submissão da questão ao procedimento do julgamento eletrônico da repercussão geral.” Nesse sentido, confiram-se os seguintes julgados: ARE 680.290-AgR (relator-presidente min. Ayres Britto, Plenário, DJe de 07.12.2012), ARE 707.106-AgR (rel. min. Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe de 11.12.2012), ARE 693.169-AgR (rel. min. Ricardo Lewandowski, Segunda Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4299395. Supremo Tribunal Federal 26/06/2013 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 682.069 MINAS GERAIS V O T O O SENHOR MINISTRO JOAQUIM BARBOSA - (Presidente): O Supremo Tribunal Federal, ao apreciar questão de ordem no AI 664.567 (rel. Min. Sepúlveda Pertence, Plenário, DJ de 06.09.2007), decidiu que todo recurso extraordinário interposto de decisão cuja intimação ocorreu após 3 de maio de 2007, data da entrada em vigor da Emenda Regimental 21/2007 ao RISTF, deve apresentar preliminar formal e fundamentada da repercussão geral das questões constitucionais nele debatidas. Essa orientação foi reiterada no julgamento do Recurso Extraordinário 569.476-AgR, relatora-presidente min. Ellen Gracie, Plenário, DJe 25.04.2008. Transcrevo trecho do voto prolatado nesse julgado: “Dessa forma, parece-me que mesmo nas hipóteses de presunção de existência da repercussão geral, previstas no art. 323, § 1..., do RISTF, o recorrente também terá que demonstrar, em tópico destacado na petição do seu apelo extremo, que a matéria constitucional nele suscitada já teve a repercussão geral reconhecida, ou que a decisão recorrida contraria súmula ou a jurisprudência dominante do Supremo Tribunal Federal, não sendo necessária, por tais motivos, a submissão da questão ao procedimento do julgamento eletrônico da repercussão geral.” Nesse sentido, confiram-se os seguintes julgados: ARE 680.290-AgR (relator-presidente min. Ayres Britto, Plenário, DJe de 07.12.2012), ARE 707.106-AgR (rel. min. Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe de 11.12.2012), ARE 693.169-AgR (rel. min. Ricardo Lewandowski, Segunda Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4299395. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MINISTRO PRESIDENTE ARE 682069 AGR / MG Turma, DJe de 02.10.2012) e ARE 681.005-ED (rel. min. Rosa Weber, Primeira Turma, DJe de 18.12.2012). Ademais, este Tribunal, analisando questão de ordem suscitada no ARE 663.637-AgR, relator-presidente min. Ayres Britto (ata de julgamento publicada no DJe de 27.09.2012), entendeu que, o reconhecimento, pelo Plenário, da existência de repercussão geral sobre determinada questão apenas dispensa a submissão desta a novo julgamento, subsistindo a necessidade de a parte apresentar a preliminar formal de repercussão geral e devidamente fundamentada, nos termos do art. 102, § 3..., da Constituição Federal e do art. 543- A, do Código de Processo Civil. No caso em exame, verifico que a intimação do acórdão recorrido ocorreu após o marco inicial fixado pela Corte e que a parte recorrente não atendeu esse requisito. A ausência desse pressuposto autoriza a Presidência desta Corte a negar o processamento do recurso extraordinário, bem assim do agravo interposto contra a decisão que, na origem, o não admitiu (cf. art. 13, V, c, e art. 327, caput e § 1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal). Do exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4299395. Supremo Tribunal Federal ARE 682069 AGR / MG Turma, DJe de 02.10.2012) e ARE 681.005-ED (rel. min. Rosa Weber, Primeira Turma, DJe de 18.12.2012). Ademais, este Tribunal, analisando questão de ordem suscitada no ARE 663.637-AgR, relator-presidente min. Ayres Britto (ata de julgamento publicada no DJe de 27.09.2012), entendeu que, o reconhecimento, pelo Plenário, da existência de repercussão geral sobre determinada questão apenas dispensa a submissão desta a novo julgamento, subsistindo a necessidade de a parte apresentar a preliminar formal de repercussão geral e devidamente fundamentada, nos termos do art. 102, § 3..., da Constituição Federal e do art. 543- A, do Código de Processo Civil. No caso em exame, verifico que a intimação do acórdão recorrido ocorreu após o marco inicial fixado pela Corte e que a parte recorrente não atendeu esse requisito. A ausência desse pressuposto autoriza a Presidência desta Corte a negar o processamento do recurso extraordinário, bem assim do agravo interposto contra a decisão que, na origem, o não admitiu (cf. art. 13, V, c, e art. 327, caput e § 1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal). Do exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4299395. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Extrato de Ata - 26/06/2013 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 682.069 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : MARIA GORETT BRAGANÇA SOUZA ADV.(A/S) : HUMBERTO MARCIAL FONSECA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MUNICÍPIO DE IPATINGA ADV.(A/S) : EVARISTO FERREIRA FREIRE JÚNIOR E OUTRO(S) E OUTRO(A/S) Decisão: O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, Ministro Joaquim Barbosa (Presidente), negou provimento ao agravo regimental. Ausentes, justificadamente, o Ministro Celso de Mello e, neste julgamento, a Ministra Cármen Lúcia. Plenário, 26.06.2013. Presidência do Senhor Ministro Joaquim Barbosa. Presentes à sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Teori Zavascki. Procurador-Geral da República, Dr. Roberto Monteiro Gurgel Santos. p/ Luiz Tomimatsu Assessor-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4291064 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 682.069 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : MARIA GORETT BRAGANÇA SOUZA ADV.(A/S) : HUMBERTO MARCIAL FONSECA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MUNICÍPIO DE IPATINGA ADV.(A/S) : EVARISTO FERREIRA FREIRE JÚNIOR E OUTRO(S) E OUTRO(A/S) Decisão: O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, Ministro Joaquim Barbosa (Presidente), negou provimento ao agravo regimental. Ausentes, justificadamente, o Ministro Celso de Mello e, neste julgamento, a Ministra Cármen Lúcia. Plenário, 26.06.2013. Presidência do Senhor Ministro Joaquim Barbosa. Presentes à sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Teori Zavascki. Procurador-Geral da República, Dr. Roberto Monteiro Gurgel Santos. p/ Luiz Tomimatsu Assessor-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4291064 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 682 . 069", "AI 664 . 567 - QO", "ARE 667 . 043 - AgR", "AI 821 . 305 - AgR", "AI 780 . 477 - AgR", "ARE 654 . 250 - ED", "AI 664 . 567 - QO", "ARE 667 . 043 - AgR", "AI 821 . 305 - AgR", "AI 780 . 477 - AgR", "ARE 654 . 250 - ED", "ARE 682069 AGR / MG", "AI 853 . 702 - AgR", "Recurso Extraordinário 629 . 255 - AgR", "Recurso Extraordinário 614 . 223 - AgR", "ARE 683 . 660 - AgR", "ARE 692 . 735", "ARE 654 . 243", "ARE 663 . 637 - AgR", "ARE 682069 AGR / MG", "AI 853 . 702 - AgR", "Recurso Extraordinário 629 . 255 - AgR", "Recurso Extraordinário 614 . 223 - AgR", "ARE 683 . 660 - AgR", "ARE 692 . 735", "ARE 654 . 243", "ARE 663 . 637 - AgR", "AI 664 . 567", "ARE 680 . 290 -", "ARE", "ARE 693", "AI 664 . 567", "Recurso Extraordinário 569 . 476 - AgR", "ARE 680 . 290 - AgR", "ARE 707 . 106 - AgR", "ARE 693 . 169 - AgR", "ARE 682069 AGR", "ARE 681 . 005 - ED", "ARE 663 . 637 -", "ARE 681 . 005 - ED", "ARE 663 . 637 - AgR" ], 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"Plenário", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PLENÁRIO", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "RISTF", "Recurso", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Segunda Turma", "Segunda", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Segunda Turma", "Segunda", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "/", "MG Turma", "Primeira Turma", "Plenário", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "ARE", "AGR", "/", "MG", "Turma", "Primeira Turma", "Plenário", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PLENÁRIO", "Plenário", "Plenário", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "Plenário", "estrutura de Chaves 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"Ayres Britto", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Rosa Weber", "Ayres Britto", "Rosa Weber", "Ayres Britto", "MARIA GORETT BRAGANÇA SOUZA", "HUMBERTO MARCIAL FONSECA", "EVARISTO FERREIRA FREIRE JÚNIOR", "Joaquim Barbosa", "Celso de Mello", "Cármen Lúcia", "Joaquim Barbosa", "Marco Aurélio", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Cármen Lúcia", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Teori Zavascki", "Roberto Monteiro Gurgel Santos", "Luiz Tomimatsu", "MARIA GORETT BRAGANÇA SOUZA", "HUMBERTO MARCIAL FONSECA", "EVARISTO FERREIRA FREIRE JÚNIOR", "Joaquim Barbosa", "Celso de Mello", "Cármen Lúcia", "Joaquim Barbosa", "Marco Aurélio", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Cármen Lúcia", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Teori Zavascki", "Roberto Monteiro Gurgel Santos", "Luiz Tomimatsu" ], "TEMPO": [ "26", "/", "06", "/", "2013", "03", ".", "05", ".", "2007", "26 de junho de 2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "26", "/", "06", "/", "2013", "3", ".", "5", ".", 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Ementa e Acórdão 25/03/2014 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 120.518 SÃO PAULO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA PACTE.(S) :JUAN JOSÉ FERNANDEZ PLAZA IMPTE.(S) :DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIAO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) :RELATORA DO ARESP Nº 280.089 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA EMENTA: HABEAS CORPUS. CONSTITUCIONAL. PENAL. TRÁFICO INTERNACIONAL DE ENTORPECENTE. 1. INCABÍVEL IMPETRAÇÃO CONTRA DECISÃO MONOCRÁTICA PROFERIDA NO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. 2. CAUSA DE DIMINUIÇÃO PREVISTA NO § 4º DO ART. 33 DA LEI N. 11.343/2006. IMPOSSIBILIDADE DE REEXAME DE PROVA. 3. FIXAÇÃO DO REGIME A SER REALIZADA PELO JUÍZO DE ORIGEM COM A RECAPTURA DO PACIENTE. ORDEM DENEGADA. 1. Impetração contra decisão monocrática proferida pela Ministra Laurita Vaz no Agravo em Recurso Especial n. 280.089. É incabível o habeas corpus neste Supremo Tribunal quando não interposto o agravo regimental no Superior Tribunal de Justiça. Precedentes. 2. Inaplicabilidade da causa de diminuição prevista no § 4º do art. 33 da Lei n. 11.343/2006. Paciente que, nos termos do que assentado nas instâncias antecedentes, dedica-se a atividade criminosa. Afastar essa premissa demandaria o reexame dos fatos e das provas dos autos, ao que não se presta o habeas corpus, como afirmado no julgado objeto do presente recurso. 3. Paciente foragido. Questão do regime prisional a ser apreciada pelo juízo de origem após o cumprimento do mandado de prisão. 4. Ordem denegada. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5533596. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 22 Ementa e Acórdão HC 120518 / SP Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência da Ministra Cármen Lúcia, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, em denegar a ordem, nos termos do voto da Relatora. Brasília, 25 de março de 2014. Ministra CÁRMEN LÚCIA - Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5533596. Supremo Tribunal Federal HC 120518 / SP Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência da Ministra Cármen Lúcia, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, em denegar a ordem, nos termos do voto da Relatora. Brasília, 25 de março de 2014. Ministra CÁRMEN LÚCIA - Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5533596. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 22 Relatório 25/03/2014 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 120.518 SÃO PAULO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA PACTE.(S) :JUAN JOSÉ FERNANDEZ PLAZA IMPTE.(S) :DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIAO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) :RELATORA DO ARESP Nº 280.089 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (RELATORA): 1. Habeas corpus, sem requerimento de medida liminar, impetrado pela DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO, em benefício de JUAN JOSÉ FERNANDEZ PLAZA, contra decisão da Ministra Laurita Vaz, do Superior Tribunal de Justiça, que, em 14.11.2013, rejeitou os Embargos Declaratórios no Agravo em Recurso Especial n. 280.089. 2. Em 10.10.2013, a Ministra Laurita Vaz, do Superior Tribunal de Justiça, em decisão monocrática, deu parcial provimento ao Agravo em Recurso Especial n. 280.089, interposto pela defesa: “AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. PENAL. TRÁFICO DE ENTORPECENTES. FIXAÇÃO DA PENA-BASE ACIMA DO MÍNIMO LEGAL. ART. 59 DO CÓDIGO PENAL E 42 DA LEI N.º 11.343/06. QUANTIDADE E QUALIDADE DA DROGA. MOTIVAÇÃO SUFICIENTE. RECONHECIMENTO DA CONFISSÃO ESPONTÂNEA. CABIMENTO. MINORANTE PREVISTA NO ART. 33, § 4.º, DA LEI DE TÓXICOS. INAPLICABILIDADE NO CASO. AUSÊNCIA DOS REQUISITOS LEGAIS. REGIME PRISIONAL FECHADO. EXISTÊNCIA DE CIRCUNSTÂNCIAS JUDICIAIS DESFAVORÁVEIS. AGRAVO CONHECIDO PARA DAR PARCIAL PROVIMENTO AO RECURSO ESPECIAL Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5533597. Supremo Tribunal Federal 25/03/2014 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 120.518 SÃO PAULO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA PACTE.(S) :JUAN JOSÉ FERNANDEZ PLAZA IMPTE.(S) :DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIAO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) :RELATORA DO ARESP Nº 280.089 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (RELATORA): 1. Habeas corpus, sem requerimento de medida liminar, impetrado pela DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO, em benefício de JUAN JOSÉ FERNANDEZ PLAZA, contra decisão da Ministra Laurita Vaz, do Superior Tribunal de Justiça, que, em 14.11.2013, rejeitou os Embargos Declaratórios no Agravo em Recurso Especial n. 280.089. 2. Em 10.10.2013, a Ministra Laurita Vaz, do Superior Tribunal de Justiça, em decisão monocrática, deu parcial provimento ao Agravo em Recurso Especial n. 280.089, interposto pela defesa: “AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. PENAL. TRÁFICO DE ENTORPECENTES. FIXAÇÃO DA PENA-BASE ACIMA DO MÍNIMO LEGAL. ART. 59 DO CÓDIGO PENAL E 42 DA LEI N.º 11.343/06. QUANTIDADE E QUALIDADE DA DROGA. MOTIVAÇÃO SUFICIENTE. RECONHECIMENTO DA CONFISSÃO ESPONTÂNEA. CABIMENTO. MINORANTE PREVISTA NO ART. 33, § 4.º, DA LEI DE TÓXICOS. INAPLICABILIDADE NO CASO. AUSÊNCIA DOS REQUISITOS LEGAIS. REGIME PRISIONAL FECHADO. EXISTÊNCIA DE CIRCUNSTÂNCIAS JUDICIAIS DESFAVORÁVEIS. AGRAVO CONHECIDO PARA DAR PARCIAL PROVIMENTO AO RECURSO ESPECIAL Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5533597. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 22 Relatório HC 120518 / SP DECISÃO Vistos, etc. Trata-se de agravo em recurso especial interposto por JUAN JOSÉ FERNANDEZ PLAZA contra decisão do Tribunal Regional Federal da 3.ª Região, que inadmitiu recurso especial interposto com fundamento na alínea a do permissivo constitucional. Consta dos autos que o ora Agravante foi condenado às penas de 02 (dois) anos e 11 (onze) meses de reclusão, em regime inicial fechado, e 292 (duzentos e noventa e dois) dias-multa, como incurso no art. 33, caput, c.c. art. 40, inciso I, da Lei n.º 11.343/2006 e art. 65, inciso III, alínea d, do Código Penal. O Tribunal local deu parcial provimento ao recurso do Ministério Público e negou provimento ao recurso da Defesa, nos termos da ementa a seguir, in verbis: ‘APELAÇÕES CRIMINAIS. MPF E DEFESA. TRAFICO INTERNACIONAL DE COCAÍNA. PENA-BASE MANTIDA. ATENUANTE AFASTADA. CAUSA DE DIMINUIÇÃO EXCLUÍDA. PERCENTUAL DA INTERNACIONALIDADE REDUZIDO. MULTA FIXADA CONFORME O CRITÉRIO BIFÁSICO. RECURSO MINISTERIAL PARCIALMENTE PROVIDO. RECURSO DO RÉU DESPROVIDO, NA PARTE EM QUE CONHECIDO. 1) Recursos da acusação e da defesa contra a dosimetria da pena cominada a JUAN JOSÉ FERNANDEZ PLAZA espanhol, preso em flagrante no dia 31/8/2009, no terminal de passageiros do e Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, onde pretendia embarcar para a Espanha levando consigo sob as vestes, 2.475 kg de cocaína (peso líquido) – substância entorpecente de uso proscrito no Brasil, cuja natureza foi confirmada pela perícia técnica. 2) Mantida a pena-base de 6 anos de reclusão, fixada na sentença, especialmente em razão da quantidade e da natureza da droga apreendida. 3) Inocorrência das atenuantes previstas nos artigos 65, III, ‘a’ e ‘c’, ou 66 do Código Penal. Ao contrário do que afirma 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5533597. Supremo Tribunal Federal HC 120518 / SP DECISÃO Vistos, etc. Trata-se de agravo em recurso especial interposto por JUAN JOSÉ FERNANDEZ PLAZA contra decisão do Tribunal Regional Federal da 3.ª Região, que inadmitiu recurso especial interposto com fundamento na alínea a do permissivo constitucional. Consta dos autos que o ora Agravante foi condenado às penas de 02 (dois) anos e 11 (onze) meses de reclusão, em regime inicial fechado, e 292 (duzentos e noventa e dois) dias-multa, como incurso no art. 33, caput, c.c. art. 40, inciso I, da Lei n.º 11.343/2006 e art. 65, inciso III, alínea d, do Código Penal. O Tribunal local deu parcial provimento ao recurso do Ministério Público e negou provimento ao recurso da Defesa, nos termos da ementa a seguir, in verbis: ‘APELAÇÕES CRIMINAIS. MPF E DEFESA. TRAFICO INTERNACIONAL DE COCAÍNA. PENA-BASE MANTIDA. ATENUANTE AFASTADA. CAUSA DE DIMINUIÇÃO EXCLUÍDA. PERCENTUAL DA INTERNACIONALIDADE REDUZIDO. MULTA FIXADA CONFORME O CRITÉRIO BIFÁSICO. RECURSO MINISTERIAL PARCIALMENTE PROVIDO. RECURSO DO RÉU DESPROVIDO, NA PARTE EM QUE CONHECIDO. 1) Recursos da acusação e da defesa contra a dosimetria da pena cominada a JUAN JOSÉ FERNANDEZ PLAZA espanhol, preso em flagrante no dia 31/8/2009, no terminal de passageiros do e Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, onde pretendia embarcar para a Espanha levando consigo sob as vestes, 2.475 kg de cocaína (peso líquido) – substância entorpecente de uso proscrito no Brasil, cuja natureza foi confirmada pela perícia técnica. 2) Mantida a pena-base de 6 anos de reclusão, fixada na sentença, especialmente em razão da quantidade e da natureza da droga apreendida. 3) Inocorrência das atenuantes previstas nos artigos 65, III, ‘a’ e ‘c’, ou 66 do Código Penal. Ao contrário do que afirma 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5533597. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 22 Relatório HC 120518 / SP a defesa, não há estado aflitivo ou necessidade material e, muito menos, ‘dever moral’ que justifique o narcotráfico internacional, delito gravíssimo contra a saúde pública causador de severos danos sociais. 4) Afastada a atenuante da confissão espontânea, conforme requerido pelo órgão ministerial. A Polícia Federal constatou que o réu vestia uma malha aderente, sob a roupa, que mantinha pacotes de cocaína presos ao seu tronco e a suas pernas. Diante da descoberta, JUAN JOSÉ FERNANDEZ PLAZA limitou-se a confirmar o óbvio, a admitir a autoria impossível de ser negada. Ainda, o STF orienta-se por não reconhecer a atenuante em caso de prisão em flagrante (HC 102002, Relator Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, julgado em 22/11/2011, ACÓRDÃO ELETRÔNICO DJe-234 DIVULG 09-12-2011 PUBLIC 12-12- 2011). 5) Fica afastado o benefício do artigo 33, caput e §4º, da Lei nº 11.343/2006. A pessoa que se dispõe a traficar substância entorpecente, com despesas custeadas por terceiros e mediante promessa de recompensa, arriscando-se ao transitar por múltiplos aeroportos já na posse de elevada quantidade de cocaína, evidentemente age animada pela affectio de pertencer a uma organização criminosa. Isso é certo, pois nenhum grupo de narcotraficantes arriscaria uma custosa operação de busca de mais de quatro quilos de cocaína entregando-a em mãos de pessoa neófita e deles desconhecida. Pedido de ‘elevação’ do percentual de benefício prejudicado. 6) De ofício, resta reduzido para 1/6 (um sexto) o percentual de aumento decorrente da internacionalidade do tráfico. O iter geográfico que o réu tencionava percorrer, Espanha/Brasil/Espanha, com uma conexão interna em território brasileiro, São Paulo/Amazonas/São Paulo, não justificam o aumento da pena na metade. 7) Réu definitivamente condenado a pena privativa de liberdade de 7 anos de reclusão. 8) Consoante o critério bifásico eleito no artigo 43 da Lei 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5533597. Supremo Tribunal Federal HC 120518 / SP a defesa, não há estado aflitivo ou necessidade material e, muito menos, ‘dever moral’ que justifique o narcotráfico internacional, delito gravíssimo contra a saúde pública causador de severos danos sociais. 4) Afastada a atenuante da confissão espontânea, conforme requerido pelo órgão ministerial. A Polícia Federal constatou que o réu vestia uma malha aderente, sob a roupa, que mantinha pacotes de cocaína presos ao seu tronco e a suas pernas. Diante da descoberta, JUAN JOSÉ FERNANDEZ PLAZA limitou-se a confirmar o óbvio, a admitir a autoria impossível de ser negada. Ainda, o STF orienta-se por não reconhecer a atenuante em caso de prisão em flagrante (HC 102002, Relator Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, julgado em 22/11/2011, ACÓRDÃO ELETRÔNICO DJe-234 DIVULG 09-12-2011 PUBLIC 12-12- 2011). 5) Fica afastado o benefício do artigo 33, caput e §4º, da Lei nº 11.343/2006. A pessoa que se dispõe a traficar substância entorpecente, com despesas custeadas por terceiros e mediante promessa de recompensa, arriscando-se ao transitar por múltiplos aeroportos já na posse de elevada quantidade de cocaína, evidentemente age animada pela affectio de pertencer a uma organização criminosa. Isso é certo, pois nenhum grupo de narcotraficantes arriscaria uma custosa operação de busca de mais de quatro quilos de cocaína entregando-a em mãos de pessoa neófita e deles desconhecida. Pedido de ‘elevação’ do percentual de benefício prejudicado. 6) De ofício, resta reduzido para 1/6 (um sexto) o percentual de aumento decorrente da internacionalidade do tráfico. O iter geográfico que o réu tencionava percorrer, Espanha/Brasil/Espanha, com uma conexão interna em território brasileiro, São Paulo/Amazonas/São Paulo, não justificam o aumento da pena na metade. 7) Réu definitivamente condenado a pena privativa de liberdade de 7 anos de reclusão. 8) Consoante o critério bifásico eleito no artigo 43 da Lei 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5533597. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 22 Relatório HC 120518 / SP nº 11.343/2006, a multa foi elevada para 700 dias-multa, mantendo-se o valor unitário mínimo legal. 9) Na sentença foi estabelecido o regime inicial fechado, sendo ínsita, nessa determinação, a possibilidade de progressão (pedido de ‘progressão’ não conhecido). 10) Recurso da defesa desprovido e apelo da acusação parcialmente provido’ (fls. 474/475). Os embargos de declaração opostos restaram rejeitados. Irresignada, a Defesa interpôs recurso especial, sustentando contrariedade aos arts. 33, § 2.º, alínea b, 44, 59 e 65, inciso III, alínea d, todos do Código Penal e aos arts. 33, § 4.º, e 42 da Lei n.º 11.343/2006. Aduz, para tanto, ser possível a fixação de regime inicial de cumprimento de pena mais brando, pois o Acusado cumpriria os requisitos do art. 33, § 2.º, alínea b, do Código Penal. Ademais, afirma que ‘levando-se em conta as quantidades usualmente apreendidas em nosso Pais, não há que se falar que o volume encontrado com o Recorrente justifica a majoração da pena acima do mínimo legal ou no percentual aplicado nesses autos’ (fl. 507) e que deveria ter sido reconhecida a atenuante de confissão espontânea do Réu. Defende, ainda, que o Acusado agiu na qualidade de mula e por isso não poderia ser considerado integrante de organização criminosa. Pleiteia também a aplicação da pena restritiva de direitos. Requer a reforma do acórdão, ‘de modo que seja diminuída a pena imposta, impondo-se, em decorrência, regime inicial de cumprimento da pena mais benéfico que ora fixado. Requer, ainda, caso diminuída a pena para quantum igual ou inferior a 04 anos, que seja a pena privativa de liberdade substituída por restritiva de direitos, se mais favorável ao Recorrente, uma vez que possível é a substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos nos casos de tráfico ilícito de entorpecentes’ (fl. 522). Contrarrazões às fls. 526/545. Ao analisar a admissibilidade do apelo especial, o Tribunal local aplicou a Súmulas nºs 7 e 83 desta Corte Superior. O Ministério Público Federal manifestou-se às fls. 583/586, 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5533597. Supremo Tribunal Federal HC 120518 / SP nº 11.343/2006, a multa foi elevada para 700 dias-multa, mantendo-se o valor unitário mínimo legal. 9) Na sentença foi estabelecido o regime inicial fechado, sendo ínsita, nessa determinação, a possibilidade de progressão (pedido de ‘progressão’ não conhecido). 10) Recurso da defesa desprovido e apelo da acusação parcialmente provido’ (fls. 474/475). Os embargos de declaração opostos restaram rejeitados. Irresignada, a Defesa interpôs recurso especial, sustentando contrariedade aos arts. 33, § 2.º, alínea b, 44, 59 e 65, inciso III, alínea d, todos do Código Penal e aos arts. 33, § 4.º, e 42 da Lei n.º 11.343/2006. Aduz, para tanto, ser possível a fixação de regime inicial de cumprimento de pena mais brando, pois o Acusado cumpriria os requisitos do art. 33, § 2.º, alínea b, do Código Penal. Ademais, afirma que ‘levando-se em conta as quantidades usualmente apreendidas em nosso Pais, não há que se falar que o volume encontrado com o Recorrente justifica a majoração da pena acima do mínimo legal ou no percentual aplicado nesses autos’ (fl. 507) e que deveria ter sido reconhecida a atenuante de confissão espontânea do Réu. Defende, ainda, que o Acusado agiu na qualidade de mula e por isso não poderia ser considerado integrante de organização criminosa. Pleiteia também a aplicação da pena restritiva de direitos. Requer a reforma do acórdão, ‘de modo que seja diminuída a pena imposta, impondo-se, em decorrência, regime inicial de cumprimento da pena mais benéfico que ora fixado. Requer, ainda, caso diminuída a pena para quantum igual ou inferior a 04 anos, que seja a pena privativa de liberdade substituída por restritiva de direitos, se mais favorável ao Recorrente, uma vez que possível é a substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos nos casos de tráfico ilícito de entorpecentes’ (fl. 522). Contrarrazões às fls. 526/545. Ao analisar a admissibilidade do apelo especial, o Tribunal local aplicou a Súmulas nºs 7 e 83 desta Corte Superior. O Ministério Público Federal manifestou-se às fls. 583/586, 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5533597. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 22 Relatório HC 120518 / SP opinando pelo não conhecimento do agravo. É o relatório. Decido. Por estarem presentes os requisitos de admissibilidade do agravo, e tendo sido atacados os fundamentos da decisão de inadmissibilidade, passo ao exame do recurso especial. A primeira insurgência refere-se à fixação da pena-base. As instâncias ordinárias consideraram a natureza da droga apreendida (cocaína) e a significativa quantidade do entorpecente (2,475 kg), elementos para majorar a pena-base do crime de tráfico ilícito de entorpecentes em 01 (um) ano, com supedâneo no art. 42 da Lei de Tóxicos. Como é sabido, o julgador deve, ao individualizar a pena, examinar com acuidade os elementos que dizem respeito ao fato, obedecidos e sopesados todos os critérios estabelecidos no art. 59 do Código Penal, para aplicar, de forma justa e fundamentada, a reprimenda que seja, proporcionalmente, necessária e suficiente para reprovação do crime. Especialmente quando considerar desfavoráveis as circunstâncias judiciais, deve o magistrado declinar, motivadamente, as suas razões, pois a inobservância dessa regra ofende o preceito contido no art. 93, inciso IX, da Constituição Federal. Na hipótese, não se verifica ilegalidade na primeira fase de dosimetria, pois, segundo o disposto no art. 42 da Lei n.º 11.343/06, a natureza e a quantidade da substância entorpecente devem ser consideradas, com preponderância sobre as circunstâncias previstas no art. 59 do Código Penal, no momento da fixação das penas. (…) De outra parte, em relação à alegada violação ao art. 65, inciso III, alínea d, do Código Penal, verifica-se que o juízo singular considerou a confissão efetuada pelo Agravante para embasar a condenação, mediante os seguintes fundamentos, ad litteram: ‘DA MATERIALIDADE E DA AUTORIA DO DELITO. A materialidade do delito restou comprovada pelo Laudo de Constatação Preliminar acostado às fls. 07 do Inquérito 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5533597. Supremo Tribunal Federal HC 120518 / SP opinando pelo não conhecimento do agravo. É o relatório. Decido. Por estarem presentes os requisitos de admissibilidade do agravo, e tendo sido atacados os fundamentos da decisão de inadmissibilidade, passo ao exame do recurso especial. A primeira insurgência refere-se à fixação da pena-base. As instâncias ordinárias consideraram a natureza da droga apreendida (cocaína) e a significativa quantidade do entorpecente (2,475 kg), elementos para majorar a pena-base do crime de tráfico ilícito de entorpecentes em 01 (um) ano, com supedâneo no art. 42 da Lei de Tóxicos. Como é sabido, o julgador deve, ao individualizar a pena, examinar com acuidade os elementos que dizem respeito ao fato, obedecidos e sopesados todos os critérios estabelecidos no art. 59 do Código Penal, para aplicar, de forma justa e fundamentada, a reprimenda que seja, proporcionalmente, necessária e suficiente para reprovação do crime. Especialmente quando considerar desfavoráveis as circunstâncias judiciais, deve o magistrado declinar, motivadamente, as suas razões, pois a inobservância dessa regra ofende o preceito contido no art. 93, inciso IX, da Constituição Federal. Na hipótese, não se verifica ilegalidade na primeira fase de dosimetria, pois, segundo o disposto no art. 42 da Lei n.º 11.343/06, a natureza e a quantidade da substância entorpecente devem ser consideradas, com preponderância sobre as circunstâncias previstas no art. 59 do Código Penal, no momento da fixação das penas. (…) De outra parte, em relação à alegada violação ao art. 65, inciso III, alínea d, do Código Penal, verifica-se que o juízo singular considerou a confissão efetuada pelo Agravante para embasar a condenação, mediante os seguintes fundamentos, ad litteram: ‘DA MATERIALIDADE E DA AUTORIA DO DELITO. A materialidade do delito restou comprovada pelo Laudo de Constatação Preliminar acostado às fls. 07 do Inquérito 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5533597. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 22 Relatório HC 120518 / SP Policial, bem como pelo Laudo Toxicológico definitivo às fls. 98/100, atestando ser COCAÍNA a substância encontrada em poder do réu JUAN JOSE FERNANDES PLAZA. De igual forma, a autoria restou seguramente comprovada pelas provas colhidas nos autos. Com efeito, foi dada voz de prisão a JUAN JOSE FERNANDES PLAZA em flagrante delito, tão logo constatou- se, em análise preliminar, a natureza da substância em pó, atestada como cocaína, encontrada em pacotes amarrados em seu corpo. Em seu depoimento perante a autoridade policial, o próprio réu confessou, afirmando que recebeu a droga em Manaus para ser entregue em Madri, pelo que receberia E$ B.000,00 (oito mil euros). Em juízo, JUAN JOSE FERNANDES PLAZA confirmou o que dissera em sede policial, isto é que tinha conhecimento da existência da droga. Desde do momento em que saiu da Espanha sabia a razão de sua viagem ao Brasil’ (fl. 265). Porém, o Tribunal a quo asseverou não ser cabível a aplicação da atenuante da confissão espontânea sob este fundamento, in verbis: ‘De outro lado, assiste razão ao MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL que se insurge contra a atenuação feita da pena com fulcro no artigo 65, III, ‘d', do Código Penal, O nervosismo de JUAN JOSÉ FERNANDEZ PLAZA provocou a desconfiança da Polícia Federal, que então o submeteu a revista pessoal. Constatou-se que o réu vestia uma malha aderente, sob a roupa, que mantinha pacotes de cocaína presos (aderidos) ao seu tronco e a suas pernas. Diante da descoberta JUAN JOSÉ FERNANDEZ PLAZA limitou-se a confirmar o óbvio, a admitir uma autoria impossível de sei negada, o que não se confunde com confissão espontânea, sendo de rigor o afastamento da atenuante, restabelecendo-se a pena no seu patamar anterior, 6 anos de reclusão. A propósito, o STF vem afastando a atenuante da confissão em casos onde o réu é preso em flagrante (HC 102002, 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5533597. Supremo Tribunal Federal HC 120518 / SP Policial, bem como pelo Laudo Toxicológico definitivo às fls. 98/100, atestando ser COCAÍNA a substância encontrada em poder do réu JUAN JOSE FERNANDES PLAZA. De igual forma, a autoria restou seguramente comprovada pelas provas colhidas nos autos. Com efeito, foi dada voz de prisão a JUAN JOSE FERNANDES PLAZA em flagrante delito, tão logo constatou- se, em análise preliminar, a natureza da substância em pó, atestada como cocaína, encontrada em pacotes amarrados em seu corpo. Em seu depoimento perante a autoridade policial, o próprio réu confessou, afirmando que recebeu a droga em Manaus para ser entregue em Madri, pelo que receberia E$ B.000,00 (oito mil euros). Em juízo, JUAN JOSE FERNANDES PLAZA confirmou o que dissera em sede policial, isto é que tinha conhecimento da existência da droga. Desde do momento em que saiu da Espanha sabia a razão de sua viagem ao Brasil’ (fl. 265). Porém, o Tribunal a quo asseverou não ser cabível a aplicação da atenuante da confissão espontânea sob este fundamento, in verbis: ‘De outro lado, assiste razão ao MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL que se insurge contra a atenuação feita da pena com fulcro no artigo 65, III, ‘d', do Código Penal, O nervosismo de JUAN JOSÉ FERNANDEZ PLAZA provocou a desconfiança da Polícia Federal, que então o submeteu a revista pessoal. Constatou-se que o réu vestia uma malha aderente, sob a roupa, que mantinha pacotes de cocaína presos (aderidos) ao seu tronco e a suas pernas. Diante da descoberta JUAN JOSÉ FERNANDEZ PLAZA limitou-se a confirmar o óbvio, a admitir uma autoria impossível de sei negada, o que não se confunde com confissão espontânea, sendo de rigor o afastamento da atenuante, restabelecendo-se a pena no seu patamar anterior, 6 anos de reclusão. A propósito, o STF vem afastando a atenuante da confissão em casos onde o réu é preso em flagrante (HC 102002, 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5533597. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 22 Relatório HC 120518 / SP Relator(a): Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, julgado em 22/11/2011, ACÓRDÃO ELETRÔNICO Dje-234 DIVULG 09-12-2011 PUBLIC 12-12-20 11)’ (fl. 471). Cumpre esclarecer, contudo, que o art. 65, inciso III, alínea d, do Código Penal, modificado pela Lei n.º 7.209/84, preceitua que a confissão espontânea sempre atenuará a pena, possuindo caráter meramente objetivo, já que a lei não limitou sua aplicação com a imposição de critérios subjetivos ou fáticos. É, aliás, o que se infere da leitura do disposto no mencionado dispositivo, in verbis: ‘Art. 65. São circunstâncias que sempre atenuam a pena: III - ter o agente: d) confessado espontaneamente, perante a autoridade, a autoria do crime;’ Ressalte-se, tão somente, que o texto legal menciona o verbete ‘espontaneamente’, ou seja, a confissão deve basear-se na livre vontade do agente, que a faz por si mesmo, sem constrangimento ou incitação de outrem. Portanto, na hipótese dos autos, diante das razões expostas, deve ser reconhecida a incidência da atenuante da confissão espontânea para o Agravante. (…) Quanto ao pleito de aplicação da causa de diminuição de pena do § 4.º do art. 33 da Lei n.º 11.343/06, a sentença de primeiro grau ressaltou que a pena foi reduzida na metade porque que a conduta do Réu estaria em estágio intermediário da cadeia de tráfico, uma vez que não venderia a droga diretamente ao usuário. O Tribunal de origem, por sua vez, afastou a incidência do art. 33, § 4.º, e aumentou a pena, no patamar mínimo (1/6), em virtude da transnacionalidade do delito, nos termos a seguir, in verbis: ‘Passando para a terceira e última fase, verifica-se que a pena foi reduzida na metade, nos termos do artigo 33, § 4º, da Lei no 11.343/2006 e aumentada em 1/4 (um quarto), com fulcro no artigo 40, I, do mesmo diploma legal. Na esteira do recurso ministerial, entendo pela não incidência do benefício do artigo 33, caput e §4º, da Lei no 11.243/2006, pois a pessoa que se dispõe a traficar substância 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5533597. Supremo Tribunal Federal HC 120518 / SP Relator(a): Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, julgado em 22/11/2011, ACÓRDÃO ELETRÔNICO Dje-234 DIVULG 09-12-2011 PUBLIC 12-12-20 11)’ (fl. 471). Cumpre esclarecer, contudo, que o art. 65, inciso III, alínea d, do Código Penal, modificado pela Lei n.º 7.209/84, preceitua que a confissão espontânea sempre atenuará a pena, possuindo caráter meramente objetivo, já que a lei não limitou sua aplicação com a imposição de critérios subjetivos ou fáticos. É, aliás, o que se infere da leitura do disposto no mencionado dispositivo, in verbis: ‘Art. 65. São circunstâncias que sempre atenuam a pena: III - ter o agente: d) confessado espontaneamente, perante a autoridade, a autoria do crime;’ Ressalte-se, tão somente, que o texto legal menciona o verbete ‘espontaneamente’, ou seja, a confissão deve basear-se na livre vontade do agente, que a faz por si mesmo, sem constrangimento ou incitação de outrem. Portanto, na hipótese dos autos, diante das razões expostas, deve ser reconhecida a incidência da atenuante da confissão espontânea para o Agravante. (…) Quanto ao pleito de aplicação da causa de diminuição de pena do § 4.º do art. 33 da Lei n.º 11.343/06, a sentença de primeiro grau ressaltou que a pena foi reduzida na metade porque que a conduta do Réu estaria em estágio intermediário da cadeia de tráfico, uma vez que não venderia a droga diretamente ao usuário. O Tribunal de origem, por sua vez, afastou a incidência do art. 33, § 4.º, e aumentou a pena, no patamar mínimo (1/6), em virtude da transnacionalidade do delito, nos termos a seguir, in verbis: ‘Passando para a terceira e última fase, verifica-se que a pena foi reduzida na metade, nos termos do artigo 33, § 4º, da Lei no 11.343/2006 e aumentada em 1/4 (um quarto), com fulcro no artigo 40, I, do mesmo diploma legal. Na esteira do recurso ministerial, entendo pela não incidência do benefício do artigo 33, caput e §4º, da Lei no 11.243/2006, pois a pessoa que se dispõe a traficar substância 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5533597. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 22 Relatório HC 120518 / SP entorpecente, com despesas custeadas por terceiros e mediante pagamento, arriscando-se ao transitar por múltiplos aeroportos na viagem de volta, já na posse de elevada quantidade de cocaína, evidentemente age animada pela affectio de pertencer a uma organização criminosa. Isso é certo, pois nenhum grupo de narcotraficantes arriscaria uma custosa operação de busca de mais de dois quilos de cocaína entregando-a em mãos de pessoa neófita e deles desconhecida. No caso dos autos, JUAN JOSÉ FERNANDEZ PL.AZA viajou ao Brasil com o propósito de traficar. Levaria a cocaína entregue por um nigeriano em Manaus/AM para Madri, Espanha, por oito mil euros, sendo que quatro mil euros foram pagos adiantados, antes da viagem ao Brasil. É o que basta para comprovar que o réu participava de um esquema de narcotráfico internacional. Prosseguindo, a internacionalidade do tráfico está plenamente caracterizada. O réu foi preso no Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, na fila de acesso à área de embarque internacional, levando a droga ocultada sob a roupa. Todavia, entendo que o iter geográfico que o réu tencionava percorrer, Espanha/Brasil/Espanha, com uma conexão interna em território brasileiro, São Paulo/Amazonas/São Paulo, não justifica o majoração da pena na metade, motivo pelo qual, de ofício, reduzo para 1/6 (um sexto) o aumento pela internacionalidade do tráfico’ (…). Nos termos do § 4.º do art. 33 da Lei de Drogas: ‘[...] nos delitos definidos no caput e no § 1º deste artigo, as penas poderão ser reduzidas de um sexto a dois terços, vedada a conversão em penas restritivas de direitos, desde que o agente seja primário, de bons antecedentes, não se dedique às atividades criminosas nem integre organização criminosa’. No caso dos autos, o Réu foi flagrado com grande quantidade – ‘2,475 kg de cocaína’ (fl. 471) –, o que certamente afasta a possibilidade de incidência da referida minorante. Exemplificativamente, verifica-se que, em casos semelhantes 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5533597. Supremo Tribunal Federal HC 120518 / SP entorpecente, com despesas custeadas por terceiros e mediante pagamento, arriscando-se ao transitar por múltiplos aeroportos na viagem de volta, já na posse de elevada quantidade de cocaína, evidentemente age animada pela affectio de pertencer a uma organização criminosa. Isso é certo, pois nenhum grupo de narcotraficantes arriscaria uma custosa operação de busca de mais de dois quilos de cocaína entregando-a em mãos de pessoa neófita e deles desconhecida. No caso dos autos, JUAN JOSÉ FERNANDEZ PL.AZA viajou ao Brasil com o propósito de traficar. Levaria a cocaína entregue por um nigeriano em Manaus/AM para Madri, Espanha, por oito mil euros, sendo que quatro mil euros foram pagos adiantados, antes da viagem ao Brasil. É o que basta para comprovar que o réu participava de um esquema de narcotráfico internacional. Prosseguindo, a internacionalidade do tráfico está plenamente caracterizada. O réu foi preso no Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, na fila de acesso à área de embarque internacional, levando a droga ocultada sob a roupa. Todavia, entendo que o iter geográfico que o réu tencionava percorrer, Espanha/Brasil/Espanha, com uma conexão interna em território brasileiro, São Paulo/Amazonas/São Paulo, não justifica o majoração da pena na metade, motivo pelo qual, de ofício, reduzo para 1/6 (um sexto) o aumento pela internacionalidade do tráfico’ (…). Nos termos do § 4.º do art. 33 da Lei de Drogas: ‘[...] nos delitos definidos no caput e no § 1º deste artigo, as penas poderão ser reduzidas de um sexto a dois terços, vedada a conversão em penas restritivas de direitos, desde que o agente seja primário, de bons antecedentes, não se dedique às atividades criminosas nem integre organização criminosa’. No caso dos autos, o Réu foi flagrado com grande quantidade – ‘2,475 kg de cocaína’ (fl. 471) –, o que certamente afasta a possibilidade de incidência da referida minorante. Exemplificativamente, verifica-se que, em casos semelhantes 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5533597. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 22 Relatório HC 120518 / SP julgados por esta Corte Superior de Justiça, a posse de quantidades elevadas de entorpecentes foram suficientes para se concluir que o Réu é pessoa dedicada à criminalidade, com consequente negativa de concessão dos benefícios trazidos pela Lei n.º 11.343/06 (…). Acrescente-se que o legislador não delimitou parâmetros para a fixação da pena-base, bem assim para a redução pela causa de diminuição prevista na Lei de Drogas, de forma que o quantum de aumento e de diminuição ficam adstritos ao prudente arbítrio do Magistrado, que deve observar o princípio do livre convencimento motivado. Assim, passo ao redimensionamento na pena. Na primeira fase, fica mantida a pena-base em 06 (seis) anos de reclusão, mais 600 (seiscentos) dias-multa, conforme fixado pelo Tribunal de origem. Na segunda fase, presente a atenuante da confissão espontânea, restabeleço a diminuição da pena para o mínimo legal, conforme fixada pelo juízo singular, qual seja: 05 (cinco) anos de reclusão, mais 500 (quinhentos) dias-multa. Após, considerando as majorantes previstas no art. 40, inciso I, da Lei n.º 11.343/06, mantenho a majoração fixada pelo Tribunal a quo, na fração de 1/6 (um sexto), restando a pena definitiva fixada em 05 (cinco) anos e 10 (dez) meses de reclusão, além do pagamento de 580 (quinhentos e oitenta) dias-multa. Quanto ao regime prisional, muito embora o Plenário do Supremo Tribunal Federal tenha - no julgamento do HC n.º 111.840/ES - declarado incidentalmente a inconstitucionalidade do § 1.º do art. 2.º da Lei n.º 8.072/90, com a redação que lhe foi dada pela Lei n.º 11.464/07, afastando, dessa forma, a obrigatoriedade do regime fechado para os condenados por crimes hediondos e equiparados, é de ser mantido o regime mais gravoso, no caso, ainda que se trate de pena inferior a 8 anos de reclusão, tendo em vista a existência de circunstâncias judiciais desfavoráveis ao Agravante. Por fim, o pleito de substituição da pena privativa de liberdade por sanções alternativas não pode ser acolhido, tendo em vista que foi fixada reprimenda superior a 04 anos (art. 44, inciso I, do Código Penal). 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5533597. Supremo Tribunal Federal HC 120518 / SP julgados por esta Corte Superior de Justiça, a posse de quantidades elevadas de entorpecentes foram suficientes para se concluir que o Réu é pessoa dedicada à criminalidade, com consequente negativa de concessão dos benefícios trazidos pela Lei n.º 11.343/06 (…). Acrescente-se que o legislador não delimitou parâmetros para a fixação da pena-base, bem assim para a redução pela causa de diminuição prevista na Lei de Drogas, de forma que o quantum de aumento e de diminuição ficam adstritos ao prudente arbítrio do Magistrado, que deve observar o princípio do livre convencimento motivado. Assim, passo ao redimensionamento na pena. Na primeira fase, fica mantida a pena-base em 06 (seis) anos de reclusão, mais 600 (seiscentos) dias-multa, conforme fixado pelo Tribunal de origem. Na segunda fase, presente a atenuante da confissão espontânea, restabeleço a diminuição da pena para o mínimo legal, conforme fixada pelo juízo singular, qual seja: 05 (cinco) anos de reclusão, mais 500 (quinhentos) dias-multa. Após, considerando as majorantes previstas no art. 40, inciso I, da Lei n.º 11.343/06, mantenho a majoração fixada pelo Tribunal a quo, na fração de 1/6 (um sexto), restando a pena definitiva fixada em 05 (cinco) anos e 10 (dez) meses de reclusão, além do pagamento de 580 (quinhentos e oitenta) dias-multa. Quanto ao regime prisional, muito embora o Plenário do Supremo Tribunal Federal tenha - no julgamento do HC n.º 111.840/ES - declarado incidentalmente a inconstitucionalidade do § 1.º do art. 2.º da Lei n.º 8.072/90, com a redação que lhe foi dada pela Lei n.º 11.464/07, afastando, dessa forma, a obrigatoriedade do regime fechado para os condenados por crimes hediondos e equiparados, é de ser mantido o regime mais gravoso, no caso, ainda que se trate de pena inferior a 8 anos de reclusão, tendo em vista a existência de circunstâncias judiciais desfavoráveis ao Agravante. Por fim, o pleito de substituição da pena privativa de liberdade por sanções alternativas não pode ser acolhido, tendo em vista que foi fixada reprimenda superior a 04 anos (art. 44, inciso I, do Código Penal). 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5533597. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 22 Relatório HC 120518 / SP Ante o exposto, com fundamento no art. 544, § 4.º, inciso II, alínea c, do Código de Processo Civil, c.c. o art. 3.º do Código de Processo Penal, CONHEÇO do agravo e DOU PARCIAL PROVIMENTO ao recurso especial para, reformando o acórdão recorrido, reconhecer a incidência da confissão, redimensionando a pena para 05 (cinco) anos e 10 (dez) meses de reclusão, em regime inicial fechado, mantendo-se, no mais, a condenação imposta pela Corte de origem”. 3. A defesa opôs embargos de declaração, rejeitados pela Ministra Laurita Vaz, do Superior Tribunal de Justiça, por decisão monocrática, em 14.11.2013: “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. PENAL. TRÁFICO DE DROGAS. PLEITO DE APLICAÇÃO DA MINORANTE DO ART. 33, § 4.º, DA LEI N.º 11.343/2006. QUANTIDADE DE DROGA APREENDIDA QUE, POR SI SÓ, IMPEDE SUA APLICAÇÃO. PRECEDENTES DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL E DESTA CORTE. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO REJEITADOS. DECISÃO Vistos, etc. Trata-se de embargos de declaração opostos por JUAN JOSÉ FERNANDEZ PLAZA, contra decisão de minha relatoria (…). Alega a Defesa que a minorante do art. 33, § 4.º, da Lei n.º 11.343/2006 deve ser aplicada porque não está comprovado nos autos que o Acusado integre organização criminosa. Afirma que ‘não se pode confundir um grande empresário do tráfico com pessoas presas em fronteiras por tráfico de drogas consideradas como ‘mulas’, pois são traficantes eventuais tendo em vista que não necessariamente integrem organizações criminosas’ (fl. 610). Requer o provimento dos embargos, com efeitos infringentes, para que seja aplicada a minorante em seu patamar máximo. É o breve relatório. Decido. Não assiste razão o Embargante. 10 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5533597. Supremo Tribunal Federal HC 120518 / SP Ante o exposto, com fundamento no art. 544, § 4.º, inciso II, alínea c, do Código de Processo Civil, c.c. o art. 3.º do Código de Processo Penal, CONHEÇO do agravo e DOU PARCIAL PROVIMENTO ao recurso especial para, reformando o acórdão recorrido, reconhecer a incidência da confissão, redimensionando a pena para 05 (cinco) anos e 10 (dez) meses de reclusão, em regime inicial fechado, mantendo-se, no mais, a condenação imposta pela Corte de origem”. 3. A defesa opôs embargos de declaração, rejeitados pela Ministra Laurita Vaz, do Superior Tribunal de Justiça, por decisão monocrática, em 14.11.2013: “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. PENAL. TRÁFICO DE DROGAS. PLEITO DE APLICAÇÃO DA MINORANTE DO ART. 33, § 4.º, DA LEI N.º 11.343/2006. QUANTIDADE DE DROGA APREENDIDA QUE, POR SI SÓ, IMPEDE SUA APLICAÇÃO. PRECEDENTES DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL E DESTA CORTE. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO REJEITADOS. DECISÃO Vistos, etc. Trata-se de embargos de declaração opostos por JUAN JOSÉ FERNANDEZ PLAZA, contra decisão de minha relatoria (…). Alega a Defesa que a minorante do art. 33, § 4.º, da Lei n.º 11.343/2006 deve ser aplicada porque não está comprovado nos autos que o Acusado integre organização criminosa. Afirma que ‘não se pode confundir um grande empresário do tráfico com pessoas presas em fronteiras por tráfico de drogas consideradas como ‘mulas’, pois são traficantes eventuais tendo em vista que não necessariamente integrem organizações criminosas’ (fl. 610). Requer o provimento dos embargos, com efeitos infringentes, para que seja aplicada a minorante em seu patamar máximo. É o breve relatório. Decido. Não assiste razão o Embargante. 10 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5533597. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 22 Relatório HC 120518 / SP A decisão impugnada deu parcial provimento ao recurso especial para reconhecer a incidência da atenuante da confissão espontânea, mas afastou a minorante prevista no § 4.º do art. 33 da lei antidrogas em razão da expressiva quantidade de entorpecente apreendida com o ora Embargante (2,475 kg de cocaína - fl. 470), em conformidade com a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal e desta Corte Superior. De fato, o Supremo Tribunal Federal já consignou que a quantidade da substância entorpecente é apta a caracterizar a dedicação do réu à atividade criminosa, o que é suficiente para afastar a incidência da minorante em questão (…). Ademais, afastar o entendimento exarado pela Corte Estadual quanto à dedicação do ora Embargante à atividade criminosa, demanda exame aprofundado do conjunto fático-probatório dos autos, o que, como é sabido, afigura-se inviável na via estreita do recurso especial. Conclui-se, portanto, não haver omissão a ser reparada na espécie. Com efeito, não preenchidos os requisitos legais, não faz jus o condenado à aplicação da causa de diminuição inserta no § 4.º do art. 33 da Lei 11.343/2006. Ante o exposto, REJEITO os presentes embargos declaratórios”. 4. Essa decisão não foi objeto de recurso, vindo a defesa a impetrar o presente habeas corpus, no qual pede aplicação da causa de diminuição de pena prevista pelo art. 33, § 4º, da Lei 11.343/2006, em seu patamar máximo, com a consequente fixação de regime menos gravoso para o início do cumprimento da pena do Paciente. A Impetrante sustenta que o “delito em tela é uma espécie na qual deveria se aplicar o § 4º do artigo 33 da lei nº 11.343/06, reduzindo assim a pena do agente em seu grau máximo, por entender que o paciente é primário, possui bons antecedentes, não utiliza de atividades criminosas como meio de subsistência e não possui participação em organizações criminosas, tendo em vista assim que não pode ser considerado tão pernicioso à sociedade quanto um traficante rotineiro que exerce essa atividade diariamente”. 11 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5533597. Supremo Tribunal Federal HC 120518 / SP A decisão impugnada deu parcial provimento ao recurso especial para reconhecer a incidência da atenuante da confissão espontânea, mas afastou a minorante prevista no § 4.º do art. 33 da lei antidrogas em razão da expressiva quantidade de entorpecente apreendida com o ora Embargante (2,475 kg de cocaína - fl. 470), em conformidade com a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal e desta Corte Superior. De fato, o Supremo Tribunal Federal já consignou que a quantidade da substância entorpecente é apta a caracterizar a dedicação do réu à atividade criminosa, o que é suficiente para afastar a incidência da minorante em questão (…). Ademais, afastar o entendimento exarado pela Corte Estadual quanto à dedicação do ora Embargante à atividade criminosa, demanda exame aprofundado do conjunto fático-probatório dos autos, o que, como é sabido, afigura-se inviável na via estreita do recurso especial. Conclui-se, portanto, não haver omissão a ser reparada na espécie. Com efeito, não preenchidos os requisitos legais, não faz jus o condenado à aplicação da causa de diminuição inserta no § 4.º do art. 33 da Lei 11.343/2006. Ante o exposto, REJEITO os presentes embargos declaratórios”. 4. Essa decisão não foi objeto de recurso, vindo a defesa a impetrar o presente habeas corpus, no qual pede aplicação da causa de diminuição de pena prevista pelo art. 33, § 4º, da Lei 11.343/2006, em seu patamar máximo, com a consequente fixação de regime menos gravoso para o início do cumprimento da pena do Paciente. A Impetrante sustenta que o “delito em tela é uma espécie na qual deveria se aplicar o § 4º do artigo 33 da lei nº 11.343/06, reduzindo assim a pena do agente em seu grau máximo, por entender que o paciente é primário, possui bons antecedentes, não utiliza de atividades criminosas como meio de subsistência e não possui participação em organizações criminosas, tendo em vista assim que não pode ser considerado tão pernicioso à sociedade quanto um traficante rotineiro que exerce essa atividade diariamente”. 11 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5533597. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 22 Relatório HC 120518 / SP Afirma que a “negativa de reconhecimento da causa de diminuição baseou-se em meras conjecturas, sem qualquer respaldo na prova coligida aos autos”, ressaltando “que não há uma tentativa de reexame probatório ao levantar tais questões, pois não se discute a aplicação ou não de quaisquer provas, dada a inexistência destas que demonstrem cabalmente a participação do paciente em organização criminosa”. Conclui que “é de rigor a aplicação da redução máxima prevista, pois o paciente preenche todas as condições impostas pelo texto legal, fazendo jus a tal benefício”. 5. Este o teor dos pedidos: “Ex positis, o impetrante requer: a) a concessão da ordem de Habeas Corpus (...), para que se aplique a causa de diminuição de pena prevista no § 4º do artigo 33 da lei nº 11.343/06 e reconhecimento do direito ao regime inicial de cumprimento de pena mais benéfico (semiaberto); b) a intimação pessoal do Defensor Público Federal para acompanhar o presente feito, inclusive quando da colocação do presente recurso em mesa de julgamento; contando-se em dobro todos os prazos, na forma do inciso I do art. 44 da Lei Complementar nº 80/1994; c) sejam solicitadas as informações de estilo, caso V. Ex.ª entenda necessário, com a informação de que o processo judicial não foi até o presente momento disponibilizado pelo STJ, embora houvesse tentativas neste sentido, requer-se também a requisição do mesmo em sua integralidade perante aquele Superior Tribunal”. 6. Em 6.12.2013, não havendo requerimento de medida liminar a ser apreciado, requisitei informações e determinei vista ao Procurador-Geral da República. 7. As informações foram prestadas e a Procuradoria-Geral da República opinou pela concessão parcial da ordem. 12 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5533597. Supremo Tribunal Federal HC 120518 / SP Afirma que a “negativa de reconhecimento da causa de diminuição baseou-se em meras conjecturas, sem qualquer respaldo na prova coligida aos autos”, ressaltando “que não há uma tentativa de reexame probatório ao levantar tais questões, pois não se discute a aplicação ou não de quaisquer provas, dada a inexistência destas que demonstrem cabalmente a participação do paciente em organização criminosa”. Conclui que “é de rigor a aplicação da redução máxima prevista, pois o paciente preenche todas as condições impostas pelo texto legal, fazendo jus a tal benefício”. 5. Este o teor dos pedidos: “Ex positis, o impetrante requer: a) a concessão da ordem de Habeas Corpus (...), para que se aplique a causa de diminuição de pena prevista no § 4º do artigo 33 da lei nº 11.343/06 e reconhecimento do direito ao regime inicial de cumprimento de pena mais benéfico (semiaberto); b) a intimação pessoal do Defensor Público Federal para acompanhar o presente feito, inclusive quando da colocação do presente recurso em mesa de julgamento; contando-se em dobro todos os prazos, na forma do inciso I do art. 44 da Lei Complementar nº 80/1994; c) sejam solicitadas as informações de estilo, caso V. Ex.ª entenda necessário, com a informação de que o processo judicial não foi até o presente momento disponibilizado pelo STJ, embora houvesse tentativas neste sentido, requer-se também a requisição do mesmo em sua integralidade perante aquele Superior Tribunal”. 6. Em 6.12.2013, não havendo requerimento de medida liminar a ser apreciado, requisitei informações e determinei vista ao Procurador-Geral da República. 7. As informações foram prestadas e a Procuradoria-Geral da República opinou pela concessão parcial da ordem. 12 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5533597. Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 22 Relatório HC 120518 / SP É o relatório. 13 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5533597. Supremo Tribunal Federal HC 120518 / SP É o relatório. 13 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5533597. Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 22 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA 25/03/2014 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 120.518 SÃO PAULO V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste à Impetrante. 2. Primeiramente, ressalto que a presente impetração é contra decisão monocrática proferida pela Ministra Laurita Vaz, do Superior Tribunal de Justiça, no Agravo em Recurso Especial n. 280.089. Nos termos da jurisprudência deste Supremo Tribunal, a “não interposição de agravo regimental no STJ – e, portanto, a ausência da análise da decisão monocrática pelo colegiado – impede o conhecimento do habeas corpus por esta Corte” (HC 120.259-AgR, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe 12.2.2014). Na mesma linha: “HABEAS CORPUS. CONSTITUCIONAL. PENAL. DECISÃO MONOCRÁTICA QUE INDEFERE LIMINARMENTE WRIT MANEJADO NO STJ. IMPETRAÇÃO NÃO CONHECIDA. I – No caso sob exame, verifica-se que a decisão impugnada foi proferida monocraticamente. Desse modo, o pleito não pode ser conhecido, sob pena de indevida supressão de instância e de extravasamento dos limites de competência do STF descritos no art. 102 da Constituição Federal, que pressupõem seja a coação praticada por Tribunal Superior. II – A não interposição de agravo regimental no STJ e, portanto, a ausência da análise da decisão monocrática pelo colegiado, impede o conhecimento do habeas corpus por esta Corte. III – Writ não conhecido” (HC 119.115, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe 13.2.2014, grifos nossos). Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5533598. Supremo Tribunal Federal 25/03/2014 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 120.518 SÃO PAULO V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste à Impetrante. 2. Primeiramente, ressalto que a presente impetração é contra decisão monocrática proferida pela Ministra Laurita Vaz, do Superior Tribunal de Justiça, no Agravo em Recurso Especial n. 280.089. Nos termos da jurisprudência deste Supremo Tribunal, a “não interposição de agravo regimental no STJ – e, portanto, a ausência da análise da decisão monocrática pelo colegiado – impede o conhecimento do habeas corpus por esta Corte” (HC 120.259-AgR, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe 12.2.2014). Na mesma linha: “HABEAS CORPUS. CONSTITUCIONAL. PENAL. DECISÃO MONOCRÁTICA QUE INDEFERE LIMINARMENTE WRIT MANEJADO NO STJ. IMPETRAÇÃO NÃO CONHECIDA. I – No caso sob exame, verifica-se que a decisão impugnada foi proferida monocraticamente. Desse modo, o pleito não pode ser conhecido, sob pena de indevida supressão de instância e de extravasamento dos limites de competência do STF descritos no art. 102 da Constituição Federal, que pressupõem seja a coação praticada por Tribunal Superior. II – A não interposição de agravo regimental no STJ e, portanto, a ausência da análise da decisão monocrática pelo colegiado, impede o conhecimento do habeas corpus por esta Corte. III – Writ não conhecido” (HC 119.115, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe 13.2.2014, grifos nossos). Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5533598. Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 22 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA HC 120518 / SP E: “HABEAS CORPUS. SUBSTITUTIVO DE RECURSO ORDINÁRIO. ASSOCIAÇÃO PARA O TRÁFICO DE ENTORPECENTES. PRISÃO PREVENTIVA. INADEQUAÇÃO DA VIA PROCESSUAL. 1. O entendimento majoritário da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal é no sentido de que ‘o habeas corpus é incabível quando endereçado em face de decisão monocrática que nega seguimento ao writ , sem a interposição de agravo regimental’ (HC 113.186, Rel. Min. Luiz Fux). 2. Inexistência de ilegalidade flagrante ou de abuso de poder na prisão preventiva. 3. Habeas Corpus extinto por inadequação da via processual, cassada a medida liminar deferida” (HC 116.551, Relator o Ministro Marco Aurélio, Redator para o acórdão Ministro Roberto Barroso, DJe 3.2.2014, grifos nossos). 3. Ademais, não há se cogitar de flagrante ilegalidade ou teratologia a justificar a flexibilização desse entendimento. 4. Embora o juízo da 1ª Vara Federal de Guarulhos, 19ª Subseção Judiciária de São Paulo, tenha aplicado a causa de diminuição do § 4º do art. 33 da Lei n. 11.343/2006 no patamar de 1/2, a Primeira Turma do Tribunal Regional Federal da 3ª Região a afastou, ao dar parcial provimento ao recurso de apelação da acusação e negar provimento ao da defesa: “Os recursos da acusação e da defesa cingem-se a dosimetria da pena cominada a JUAN JOSÉ FERNANDEZ PLAZA, espanhol, preso em flagrante no dia 31/8/2009 no terminal de passageiros do Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, onde pretendia embarcar para a Espanha levando consigo, sob as vestes, 2.475kg de cocaína (peso líquido) – substância entorpecente de uso proscrito no Brasil, cuja natureza foi confirmada pela perícia técnica. (...) Na esteira do recurso ministerial, entendo pela não incidência do 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5533598. Supremo Tribunal Federal HC 120518 / SP E: “HABEAS CORPUS. SUBSTITUTIVO DE RECURSO ORDINÁRIO. ASSOCIAÇÃO PARA O TRÁFICO DE ENTORPECENTES. PRISÃO PREVENTIVA. INADEQUAÇÃO DA VIA PROCESSUAL. 1. O entendimento majoritário da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal é no sentido de que ‘o habeas corpus é incabível quando endereçado em face de decisão monocrática que nega seguimento ao writ , sem a interposição de agravo regimental’ (HC 113.186, Rel. Min. Luiz Fux). 2. Inexistência de ilegalidade flagrante ou de abuso de poder na prisão preventiva. 3. Habeas Corpus extinto por inadequação da via processual, cassada a medida liminar deferida” (HC 116.551, Relator o Ministro Marco Aurélio, Redator para o acórdão Ministro Roberto Barroso, DJe 3.2.2014, grifos nossos). 3. Ademais, não há se cogitar de flagrante ilegalidade ou teratologia a justificar a flexibilização desse entendimento. 4. Embora o juízo da 1ª Vara Federal de Guarulhos, 19ª Subseção Judiciária de São Paulo, tenha aplicado a causa de diminuição do § 4º do art. 33 da Lei n. 11.343/2006 no patamar de 1/2, a Primeira Turma do Tribunal Regional Federal da 3ª Região a afastou, ao dar parcial provimento ao recurso de apelação da acusação e negar provimento ao da defesa: “Os recursos da acusação e da defesa cingem-se a dosimetria da pena cominada a JUAN JOSÉ FERNANDEZ PLAZA, espanhol, preso em flagrante no dia 31/8/2009 no terminal de passageiros do Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, onde pretendia embarcar para a Espanha levando consigo, sob as vestes, 2.475kg de cocaína (peso líquido) – substância entorpecente de uso proscrito no Brasil, cuja natureza foi confirmada pela perícia técnica. (...) Na esteira do recurso ministerial, entendo pela não incidência do 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5533598. Inteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 22 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA HC 120518 / SP benefício do artigo 33, caput e § 4º, da Lei n. 11.343/2006, pois a pessoa que se dispõe a traficar substância entorpecente, com despesas custeadas por terceiros e mediante pagamento, arriscando-se ao transitar por múltiplos aeroportos na viagem de volta, já na posse de elevada quantidade de cocaína, evidentemente age animada pela affectio de pertencer a uma organização criminosa. Isso é certo, pois nenhum grupo de narcotraficantes arriscaria uma custosa operação de busca de mais de dois quilos de cocaína entregando-a em mãos de pessoa neófita e deles desconhecida. No caso dos autos, JUAN JOSÉ FERNANDEZ PLAZA viajou ao Brasil com o propósito de traficar. Levaria a cocaína entregue por um nigeriano em Manaus/AM, para Madri, Espanha, por oito mil euros, sendo que quatro mil euros foram pagos adiantados, antes da viagem ao Brasil. É o que basta para comprovar que o réu participava de um esquema de narcotráfico internacional” (grifos nossos). 5. Esse julgado foi mantido pela Ministra Laurita Vaz, do Superior Tribunal de Justiça, ao rejeitar monocraticamente os embargos de declaração opostos contra sua decisão de parcial provimento ao Agravo em Recurso Especial n. 280.089: “A decisão impugnada deu parcial provimento ao recurso especial para reconhecer a incidência da atenuante da confissão espontânea, mas afastou a minorante prevista no § 4.º do art. 33 da lei antidrogas em razão da expressiva quantidade de entorpecente apreendida com o ora Embargante (2,475 kg de cocaína - fl. 470), em conformidade com a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal e desta Corte Superior. De fato, o Supremo Tribunal Federal já consignou que a quantidade da substância entorpecente é apta a caracterizar a dedicação do réu à atividade criminosa, o que é suficiente para afastar a incidência da minorante em questão (…). Ademais, afastar o entendimento exarado pela Corte Estadual quanto à dedicação do ora Embargante à atividade criminosa, demanda exame aprofundado do conjunto fático-probatório dos autos, o que, como é sabido, afigura-se inviável na via estreita do recurso 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5533598. Supremo Tribunal Federal HC 120518 / SP benefício do artigo 33, caput e § 4º, da Lei n. 11.343/2006, pois a pessoa que se dispõe a traficar substância entorpecente, com despesas custeadas por terceiros e mediante pagamento, arriscando-se ao transitar por múltiplos aeroportos na viagem de volta, já na posse de elevada quantidade de cocaína, evidentemente age animada pela affectio de pertencer a uma organização criminosa. Isso é certo, pois nenhum grupo de narcotraficantes arriscaria uma custosa operação de busca de mais de dois quilos de cocaína entregando-a em mãos de pessoa neófita e deles desconhecida. No caso dos autos, JUAN JOSÉ FERNANDEZ PLAZA viajou ao Brasil com o propósito de traficar. Levaria a cocaína entregue por um nigeriano em Manaus/AM, para Madri, Espanha, por oito mil euros, sendo que quatro mil euros foram pagos adiantados, antes da viagem ao Brasil. É o que basta para comprovar que o réu participava de um esquema de narcotráfico internacional” (grifos nossos). 5. Esse julgado foi mantido pela Ministra Laurita Vaz, do Superior Tribunal de Justiça, ao rejeitar monocraticamente os embargos de declaração opostos contra sua decisão de parcial provimento ao Agravo em Recurso Especial n. 280.089: “A decisão impugnada deu parcial provimento ao recurso especial para reconhecer a incidência da atenuante da confissão espontânea, mas afastou a minorante prevista no § 4.º do art. 33 da lei antidrogas em razão da expressiva quantidade de entorpecente apreendida com o ora Embargante (2,475 kg de cocaína - fl. 470), em conformidade com a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal e desta Corte Superior. De fato, o Supremo Tribunal Federal já consignou que a quantidade da substância entorpecente é apta a caracterizar a dedicação do réu à atividade criminosa, o que é suficiente para afastar a incidência da minorante em questão (…). Ademais, afastar o entendimento exarado pela Corte Estadual quanto à dedicação do ora Embargante à atividade criminosa, demanda exame aprofundado do conjunto fático-probatório dos autos, o que, como é sabido, afigura-se inviável na via estreita do recurso 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5533598. Inteiro Teor do Acórdão - Página 18 de 22 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA HC 120518 / SP especial” (grifos nossos). 6. Dessa forma, pelo que se tem nas instâncias antecedentes, a causa de diminuição do § 4º do art. 33 da Lei n. 11.343/2006 foi afastada porque, com base no conjunto probatório dos autos, o Paciente se dedica a atividade criminosa. Para afastar essa premissa, seria imprescindível o reexame de fatos e de provas, ao que não se presta o habeas corpus. Este Supremo Tribunal assentou que o “habeas corpus constitui remédio processual inadequado para a análise da prova, para o reexame do material probatório produzido, para a reapreciação da matéria de fato e, também, para a revalorização dos elementos instrutórios coligidos no processo penal de conhecimento” (HC 74.295, Relator o Ministro Celso de Mello, DJ 22.6.2001). Na mesma linha: “HABEAS CORPUS. TRÁFICO ILÍCITO TRANSNACIONAL DE DROGAS. IMPOSSIBILIDADE DE APLICAÇÃO DA CAUSA DE DIMINUIÇÃO DE PENA PREVISTA NO § 4º DO ART. 33 DA LEI 11.343/2006. PACIENTE INTEGRANTE DE ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA. RECONHECIMENTO PELO JUIZ SENTENCIANTE E PELO TRIBUNAL EM SEDE DE APELAÇÃO. ORDEM DENEGADA. I – Para a concessão do benefício previsto no § 4º do art. 33 da Lei 11.343/2006, é necessário que o réu seja primário, de bons antecedentes, não se dedique às atividades criminosas nem integre organização criminosa. II – No presente caso, o juízo de primeiro grau deixou de aplicar a causa de diminuição da pena, em virtude de a paciente ter se associado a outras três pessoas para a prática do crime de tráfico transnacional de droga, o que evidencia a existência de uma organização criminosa voltada para esse fim. III – A discussão sobre o acerto ou desacerto da decisão do juiz de primeiro grau, confirmada em segunda instância, exige o exame aprofundado de fatos e provas, o que, em sede de habeas corpus , não se mostra possível, visto tratar-se 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5533598. Supremo Tribunal Federal HC 120518 / SP especial” (grifos nossos). 6. Dessa forma, pelo que se tem nas instâncias antecedentes, a causa de diminuição do § 4º do art. 33 da Lei n. 11.343/2006 foi afastada porque, com base no conjunto probatório dos autos, o Paciente se dedica a atividade criminosa. Para afastar essa premissa, seria imprescindível o reexame de fatos e de provas, ao que não se presta o habeas corpus. Este Supremo Tribunal assentou que o “habeas corpus constitui remédio processual inadequado para a análise da prova, para o reexame do material probatório produzido, para a reapreciação da matéria de fato e, também, para a revalorização dos elementos instrutórios coligidos no processo penal de conhecimento” (HC 74.295, Relator o Ministro Celso de Mello, DJ 22.6.2001). Na mesma linha: “HABEAS CORPUS. TRÁFICO ILÍCITO TRANSNACIONAL DE DROGAS. IMPOSSIBILIDADE DE APLICAÇÃO DA CAUSA DE DIMINUIÇÃO DE PENA PREVISTA NO § 4º DO ART. 33 DA LEI 11.343/2006. PACIENTE INTEGRANTE DE ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA. RECONHECIMENTO PELO JUIZ SENTENCIANTE E PELO TRIBUNAL EM SEDE DE APELAÇÃO. ORDEM DENEGADA. I – Para a concessão do benefício previsto no § 4º do art. 33 da Lei 11.343/2006, é necessário que o réu seja primário, de bons antecedentes, não se dedique às atividades criminosas nem integre organização criminosa. II – No presente caso, o juízo de primeiro grau deixou de aplicar a causa de diminuição da pena, em virtude de a paciente ter se associado a outras três pessoas para a prática do crime de tráfico transnacional de droga, o que evidencia a existência de uma organização criminosa voltada para esse fim. III – A discussão sobre o acerto ou desacerto da decisão do juiz de primeiro grau, confirmada em segunda instância, exige o exame aprofundado de fatos e provas, o que, em sede de habeas corpus , não se mostra possível, visto tratar-se 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5533598. Inteiro Teor do Acórdão - Página 19 de 22 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA HC 120518 / SP de instrumento destinado à proteção de direito demonstrável de plano, que não admite dilação probatória. IV – Mantida a reprimenda, tal como aplicada pelo juízo sentenciante e confirmada em segundo grau de jurisdição, fica superado o pedido de substituição da pena privativa de liberdade por restritivas de direitos, por vedação do inciso I do art. 44 do Código Penal, bem como a fixação do regime aberto. V – Habeas corpus denegado” (HC 106.105, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe 1º.2.2011, grifos nossos). 7. Por fim, ressalto não ser o caso de acolher o parecer da Procuradoria-Geral da República no sentido da concessão parcial da ordem para “determinar ao juízo da execução competente que fixe, motivadamente, o regime inicial, afastando-se o óbice do art. 2º, §1º, da Lei 8.072/90”. 8. O juízo da 1ª Vara Federal de Guarulhos, 19ª Subseção Judiciária de São Paulo, condenou o Paciente por tráfico internacional à pena de 2 anos, 11 meses e 292 dias-multa e fixou o regime inicial fechado nestes termos: “A pena privativa de liberdade cominada deverá ser cumprida inicialmente em regime fechado, nos termos do artigo 2º, § 1º, da Lei dos Crimes Hediondos, na redação que lhe foi dada pela Lei nº 11.464/07, ressalvando que a verificação do preenchimento das condições para progressão de regime ficará a cargo do Juízo da Execução, inclusive no tocante a eventual direito a progressão pelo tempo de prisão provisória já decorrido”. 9. De acordo com os documentos que instruem os autos, o Paciente foi solto em 17.3.2012, pelo cumprimento integral dessa pena. No entanto, com o parcial provimento do recurso da acusação pela Primeira Turma do Tribunal Regional Federal da 3ª Região, a pena foi majorada para 7 anos de reclusão e 700 dias-multa, sendo reduzida para 5 anos, 10 meses de reclusão e 580 dias-multa pelo parcial provimento do recurso da defesa no Superior Tribunal de Justiça, decisão transitada em julgado. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5533598. Supremo Tribunal Federal HC 120518 / SP de instrumento destinado à proteção de direito demonstrável de plano, que não admite dilação probatória. IV – Mantida a reprimenda, tal como aplicada pelo juízo sentenciante e confirmada em segundo grau de jurisdição, fica superado o pedido de substituição da pena privativa de liberdade por restritivas de direitos, por vedação do inciso I do art. 44 do Código Penal, bem como a fixação do regime aberto. V – Habeas corpus denegado” (HC 106.105, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe 1º.2.2011, grifos nossos). 7. Por fim, ressalto não ser o caso de acolher o parecer da Procuradoria-Geral da República no sentido da concessão parcial da ordem para “determinar ao juízo da execução competente que fixe, motivadamente, o regime inicial, afastando-se o óbice do art. 2º, §1º, da Lei 8.072/90”. 8. O juízo da 1ª Vara Federal de Guarulhos, 19ª Subseção Judiciária de São Paulo, condenou o Paciente por tráfico internacional à pena de 2 anos, 11 meses e 292 dias-multa e fixou o regime inicial fechado nestes termos: “A pena privativa de liberdade cominada deverá ser cumprida inicialmente em regime fechado, nos termos do artigo 2º, § 1º, da Lei dos Crimes Hediondos, na redação que lhe foi dada pela Lei nº 11.464/07, ressalvando que a verificação do preenchimento das condições para progressão de regime ficará a cargo do Juízo da Execução, inclusive no tocante a eventual direito a progressão pelo tempo de prisão provisória já decorrido”. 9. De acordo com os documentos que instruem os autos, o Paciente foi solto em 17.3.2012, pelo cumprimento integral dessa pena. No entanto, com o parcial provimento do recurso da acusação pela Primeira Turma do Tribunal Regional Federal da 3ª Região, a pena foi majorada para 7 anos de reclusão e 700 dias-multa, sendo reduzida para 5 anos, 10 meses de reclusão e 580 dias-multa pelo parcial provimento do recurso da defesa no Superior Tribunal de Justiça, decisão transitada em julgado. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5533598. Inteiro Teor do Acórdão - Página 20 de 22 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA HC 120518 / SP 10. Por causa desse acréscimo à pena fixada em primeira instância, foi expedido mandado de prisão para que o Paciente cumpra o restante da pena, o que ainda não aconteceu, conforme informado em contato telefônico pelo juízo de origem. 11. Dessa forma, embora este Supremo Tribunal, nos termos do parecer, “no julgamento do HC 111.840 (Rel. Min. Dias Toffoli, julgado em 27.6.2012), [tenha declarado] incidentalmente a inconstitucionalidade do referido preceito [artigo 2º, § 1º, da Lei n. 8.072/1990]”, o Paciente está foragido e nenhuma efetividade haveria em se determinar ao juízo de origem que reexaminasse a questão do regime prisional. Após o cumprimento do mandado de prisão, caberá ao juízo de origem reexaminar a questão do regime prisional, podendo a defesa, caso considere conveniente, insurgir-se quanto ao que for decidido. 12. Pelo exposto, voto pela denegação da ordem. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5533598. Supremo Tribunal Federal HC 120518 / SP 10. Por causa desse acréscimo à pena fixada em primeira instância, foi expedido mandado de prisão para que o Paciente cumpra o restante da pena, o que ainda não aconteceu, conforme informado em contato telefônico pelo juízo de origem. 11. Dessa forma, embora este Supremo Tribunal, nos termos do parecer, “no julgamento do HC 111.840 (Rel. Min. Dias Toffoli, julgado em 27.6.2012), [tenha declarado] incidentalmente a inconstitucionalidade do referido preceito [artigo 2º, § 1º, da Lei n. 8.072/1990]”, o Paciente está foragido e nenhuma efetividade haveria em se determinar ao juízo de origem que reexaminasse a questão do regime prisional. Após o cumprimento do mandado de prisão, caberá ao juízo de origem reexaminar a questão do regime prisional, podendo a defesa, caso considere conveniente, insurgir-se quanto ao que for decidido. 12. Pelo exposto, voto pela denegação da ordem. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5533598. Inteiro Teor do Acórdão - Página 21 de 22 Extrato de Ata - 25/03/2014 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 120.518 PROCED. : SÃO PAULO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA PACTE.(S) : JUAN JOSÉ FERNANDEZ PLAZA IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIAO PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) : RELATORA DO ARESP Nº 280.089 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por votação unânime, denegou a ordem, nos termos do voto da Relatora. 2ª Turma, 25.03.2014. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 5534398 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 120.518 PROCED. : SÃO PAULO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA PACTE.(S) : JUAN JOSÉ FERNANDEZ PLAZA IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIAO PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) : RELATORA DO ARESP Nº 280.089 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por votação unânime, denegou a ordem, nos termos do voto da Relatora. 2ª Turma, 25.03.2014. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 5534398 Inteiro Teor do Acórdão - Página 22 de 22
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=5580716
2014-03-25T00:00:00
2014-04-03T00:00:00
A Turma, por votação unânime, denegou a ordem, nos termos do voto da Relatora. 2ª Turma, 25.03.2014.
HABEAS CORPUS
EMENTA: HABEAS CORPUS. CONSTITUCIONAL. PENAL. TRÁFICO INTERNACIONAL DE ENTORPECENTE. 1. INCABÍVEL IMPETRAÇÃO CONTRA DECISÃO MONOCRÁTICA PROFERIDA NO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. 2. CAUSA DE DIMINUIÇÃO PREVISTA NO § 4º DO ART. 33 DA LEI N. 11.343/2006. IMPOSSIBILIDADE DE REEXAME DE PROVA. 3. FIXAÇÃO DO REGIME A SER REALIZADA PELO JUÍZO DE ORIGEM COM A RECAPTURA DO PACIENTE. ORDEM DENEGADA. 1. Impetração contra decisão monocrática proferida pela Ministra Laurita Vaz no Agravo em Recurso Especial n. 280.089. É incabível o habeas corpus neste Supremo Tribunal quando não interposto o agravo regimental no Superior Tribunal de Justiça. Precedentes. 2. Inaplicabilidade da causa de diminuição prevista no § 4º do art. 33 da Lei n. 11.343/2006. Paciente que, nos termos do que assentado nas instâncias antecedentes, dedica-se a atividade criminosa. Afastar essa premissa demandaria o reexame dos fatos e das provas dos autos, ao que não se presta o habeas corpus, como afirmado no julgado objeto do presente recurso. 3. Paciente foragido. Questão do regime prisional a ser apreciada pelo juízo de origem após o cumprimento do mandado de prisão. 4. Ordem denegada.
sjur259820
- Acórdão(s) citado(s): (HC, CONTRARIEDADE, DECISÃO MONOCRÁTICA, AUSÊNCIA, INTERPOSIÇÃO, AGRAVO REGIMENTAL) HC 116551 (1ªT), HC 119115 (2ªT), HC 120259 AgR (2ªT). (HC, REEXAME, FATO, PROVA) HC 74295 (1ªT), HC 106105 (1ªT). Número de páginas: 22. Análise: 10/04/2014, IVA. Revisão: 24/04/2014, RAF.
CÁRMEN LÚCIA
Segunda Turma
120518
[ "LEG-FED LEI-008072 ANO-1990\n ART-00002 PAR-00001\n LCH-1990 LEI DE CRIMES HEDIONDOS\n\n", "LEG-FED LEI-011343 ANO-2006\n ART-00033 PAR-00004\n LTX-2006 LEI DE TÓXICOS" ]
HC
acordaos
HC 120518
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PACTE.(S) : JUAN JOSÉ FERNANDEZ PLAZA IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIAO PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) : RELATORA DO ARESP Nº 280.089 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
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Ementa e Acórdão 25/03/2014 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 120.518 SÃO PAULO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA PACTE.(S) :JUAN JOSÉ FERNANDEZ PLAZA IMPTE.(S) :DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIAO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) :RELATORA DO ARESP n 280.089 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA EMENTA: HABEAS CORPUS. CONSTITUCIONAL. PENAL. TRÁFICO INTERNACIONAL DE ENTORPECENTE. 1. INCABÍVEL IMPETRAÇÃO CONTRA DECISÃO MONOCRÁTICA PROFERIDA NO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. 2. CAUSA DE DIMINUIÇÃO PREVISTA NO § 4... DO ART. 33 DA LEI N. 11.343/2006. IMPOSSIBILIDADE DE REEXAME DE PROVA. 3. FIXAÇÃO DO REGIME A SER REALIZADA PELO JUÍZO DE ORIGEM COM A RECAPTURA DO PACIENTE. ORDEM DENEGADA. 1. Impetração contra decisão monocrática proferida pela Ministra Laurita Vaz no Agravo em Recurso Especial n. 280.089. É incabível o habeas corpus neste Supremo Tribunal quando não interposto o agravo regimental no Superior Tribunal de Justiça. Precedentes. 2. Inaplicabilidade da causa de diminuição prevista no § 4... do art. 33 da Lei n. 11.343/2006. Paciente que, nos termos do que assentado nas instâncias antecedentes, dedica-se a atividade criminosa. Afastar essa premissa demandaria o reexame dos fatos e das provas dos autos, ao que não se presta o habeas corpus, como afirmado no julgado objeto do presente recurso. 3. Paciente foragido. Questão do regime prisional a ser apreciada pelo juízo de origem após o cumprimento do mandado de prisão. 4. Ordem denegada. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5533596. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 22 Ementa e Acórdão HC 120518 / SP Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência da Ministra Cármen Lúcia, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, em denegar a ordem, nos termos do voto da Relatora. Brasília, 25 de março de 2014. Ministra CÁRMEN LÚCIA - Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5533596. Supremo Tribunal Federal HC 120518 / SP Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência da Ministra Cármen Lúcia, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, em denegar a ordem, nos termos do voto da Relatora. Brasília, 25 de março de 2014. Ministra CÁRMEN LÚCIA - Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5533596. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 22 Relatório 25/03/2014 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 120.518 SÃO PAULO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA PACTE.(S) :JUAN JOSÉ FERNANDEZ PLAZA IMPTE.(S) :DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIAO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) :RELATORA DO ARESP n 280.089 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (RELATORA): 1. Habeas corpus, sem requerimento de medida liminar, impetrado pela DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO, em benefício de JUAN JOSÉ FERNANDEZ PLAZA, contra decisão da Ministra Laurita Vaz, do Superior Tribunal de Justiça, que, em 14.11.2013, rejeitou os Embargos Declaratórios no Agravo em Recurso Especial n. 280.089. 2. Em 10.10.2013, a Ministra Laurita Vaz, do Superior Tribunal de Justiça, em decisão monocrática, deu parcial provimento ao Agravo em Recurso Especial n. 280.089, interposto pela defesa: “AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. PENAL. TRÁFICO DE ENTORPECENTES. FIXAÇÃO DA PENA-BASE ACIMA DO MÍNIMO LEGAL. ART. 59 DO CÓDIGO PENAL E 42 DA LEI N. 11.343/06. QUANTIDADE E QUALIDADE DA DROGA. MOTIVAÇÃO SUFICIENTE. RECONHECIMENTO DA CONFISSÃO ESPONTÂNEA. CABIMENTO. MINORANTE PREVISTA NO ART. 33, § 4., DA LEI DE TÓXICOS. INAPLICABILIDADE NO CASO. AUSÊNCIA DOS REQUISITOS LEGAIS. REGIME PRISIONAL FECHADO. EXISTÊNCIA DE CIRCUNSTÂNCIAS JUDICIAIS DESFAVORÁVEIS. AGRAVO CONHECIDO PARA DAR PARCIAL PROVIMENTO AO RECURSO ESPECIAL Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5533597. Supremo Tribunal Federal 25/03/2014 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 120.518 SÃO PAULO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA PACTE.(S) :JUAN JOSÉ FERNANDEZ PLAZA IMPTE.(S) :DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIAO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) :RELATORA DO ARESP n 280.089 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (RELATORA): 1. Habeas corpus, sem requerimento de medida liminar, impetrado pela DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO, em benefício de JUAN JOSÉ FERNANDEZ PLAZA, contra decisão da Ministra Laurita Vaz, do Superior Tribunal de Justiça, que, em 14.11.2013, rejeitou os Embargos Declaratórios no Agravo em Recurso Especial n. 280.089. 2. Em 10.10.2013, a Ministra Laurita Vaz, do Superior Tribunal de Justiça, em decisão monocrática, deu parcial provimento ao Agravo em Recurso Especial n. 280.089, interposto pela defesa: “AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. PENAL. TRÁFICO DE ENTORPECENTES. FIXAÇÃO DA PENA-BASE ACIMA DO MÍNIMO LEGAL. ART. 59 DO CÓDIGO PENAL E 42 DA LEI N. 11.343/06. QUANTIDADE E QUALIDADE DA DROGA. MOTIVAÇÃO SUFICIENTE. RECONHECIMENTO DA CONFISSÃO ESPONTÂNEA. CABIMENTO. MINORANTE PREVISTA NO ART. 33, § 4., DA LEI DE TÓXICOS. INAPLICABILIDADE NO CASO. AUSÊNCIA DOS REQUISITOS LEGAIS. REGIME PRISIONAL FECHADO. EXISTÊNCIA DE CIRCUNSTÂNCIAS JUDICIAIS DESFAVORÁVEIS. AGRAVO CONHECIDO PARA DAR PARCIAL PROVIMENTO AO RECURSO ESPECIAL Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5533597. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 22 Relatório HC 120518 / SP DECISÃO Vistos, etc. Trata-se de agravo em recurso especial interposto por JUAN JOSÉ FERNANDEZ PLAZA contra decisão do Tribunal Regional Federal da 3. Região, que inadmitiu recurso especial interposto com fundamento na alínea a do permissivo constitucional. Consta dos autos que o ora Agravante foi condenado às penas de 02 (dois) anos e 11 (onze) meses de reclusão, em regime inicial fechado, e 292 (duzentos e noventa e dois) dias-multa, como incurso no art. 33, caput, c.c. art. 40, inciso I, da Lei n. 11.343/2006 e art. 65, inciso III, alínea d, do Código Penal. O Tribunal local deu parcial provimento ao recurso do Ministério Público e negou provimento ao recurso da Defesa, nos termos da ementa a seguir, in verbis: ‘APELAÇÕES CRIMINAIS. MPF E DEFESA. TRAFICO INTERNACIONAL DE COCAÍNA. PENA-BASE MANTIDA. ATENUANTE AFASTADA. CAUSA DE DIMINUIÇÃO EXCLUÍDA. PERCENTUAL DA INTERNACIONALIDADE REDUZIDO. MULTA FIXADA CONFORME O CRITÉRIO BIFÁSICO. RECURSO MINISTERIAL PARCIALMENTE PROVIDO. RECURSO DO RÉU DESPROVIDO, NA PARTE EM QUE CONHECIDO. 1) Recursos da acusação e da defesa contra a dosimetria da pena cominada a JUAN JOSÉ FERNANDEZ PLAZA espanhol, preso em flagrante no dia 31/8/2009, no terminal de passageiros do e Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, onde pretendia embarcar para a Espanha levando consigo sob as vestes, 2.475 kg de cocaína (peso líquido) – substância entorpecente de uso proscrito no Brasil, cuja natureza foi confirmada pela perícia técnica. 2) Mantida a pena-base de 6 anos de reclusão, fixada na sentença, especialmente em razão da quantidade e da natureza da droga apreendida. 3) Inocorrência das atenuantes previstas nos artigos 65, III, ‘a’ e ‘c’, ou 66 do Código Penal. Ao contrário do que afirma 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5533597. Supremo Tribunal Federal HC 120518 / SP DECISÃO Vistos, etc. Trata-se de agravo em recurso especial interposto por JUAN JOSÉ FERNANDEZ PLAZA contra decisão do Tribunal Regional Federal da 3. Região, que inadmitiu recurso especial interposto com fundamento na alínea a do permissivo constitucional. Consta dos autos que o ora Agravante foi condenado às penas de 02 (dois) anos e 11 (onze) meses de reclusão, em regime inicial fechado, e 292 (duzentos e noventa e dois) dias-multa, como incurso no art. 33, caput, c.c. art. 40, inciso I, da Lei n. 11.343/2006 e art. 65, inciso III, alínea d, do Código Penal. O Tribunal local deu parcial provimento ao recurso do Ministério Público e negou provimento ao recurso da Defesa, nos termos da ementa a seguir, in verbis: ‘APELAÇÕES CRIMINAIS. MPF E DEFESA. TRAFICO INTERNACIONAL DE COCAÍNA. PENA-BASE MANTIDA. ATENUANTE AFASTADA. CAUSA DE DIMINUIÇÃO EXCLUÍDA. PERCENTUAL DA INTERNACIONALIDADE REDUZIDO. MULTA FIXADA CONFORME O CRITÉRIO BIFÁSICO. RECURSO MINISTERIAL PARCIALMENTE PROVIDO. RECURSO DO RÉU DESPROVIDO, NA PARTE EM QUE CONHECIDO. 1) Recursos da acusação e da defesa contra a dosimetria da pena cominada a JUAN JOSÉ FERNANDEZ PLAZA espanhol, preso em flagrante no dia 31/8/2009, no terminal de passageiros do e Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, onde pretendia embarcar para a Espanha levando consigo sob as vestes, 2.475 kg de cocaína (peso líquido) – substância entorpecente de uso proscrito no Brasil, cuja natureza foi confirmada pela perícia técnica. 2) Mantida a pena-base de 6 anos de reclusão, fixada na sentença, especialmente em razão da quantidade e da natureza da droga apreendida. 3) Inocorrência das atenuantes previstas nos artigos 65, III, ‘a’ e ‘c’, ou 66 do Código Penal. Ao contrário do que afirma 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5533597. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 22 Relatório HC 120518 / SP a defesa, não há estado aflitivo ou necessidade material e, muito menos, ‘dever moral’ que justifique o narcotráfico internacional, delito gravíssimo contra a saúde pública causador de severos danos sociais. 4) Afastada a atenuante da confissão espontânea, conforme requerido pelo órgão ministerial. A Polícia Federal constatou que o réu vestia uma malha aderente, sob a roupa, que mantinha pacotes de cocaína presos ao seu tronco e a suas pernas. Diante da descoberta, JUAN JOSÉ FERNANDEZ PLAZA limitou-se a confirmar o óbvio, a admitir a autoria impossível de ser negada. Ainda, o Supremo Tribunal Federal orienta-se por não reconhecer a atenuante em caso de prisão em flagrante (HC 102002, Relator Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, julgado em 22/11/2011, ACÓRDÃO ELETRÔNICO DJe-234 DIVULG 09-12-2011 PUBLIC 12-12- 2011). 5) Fica afastado o benefício do artigo 33, caput e §4..., da Lei n 11.343/2006. A pessoa que se dispõe a traficar substância entorpecente, com despesas custeadas por terceiros e mediante promessa de recompensa, arriscando-se ao transitar por múltiplos aeroportos já na posse de elevada quantidade de cocaína, evidentemente age animada pela affectio de pertencer a uma organização criminosa. Isso é certo, pois nenhum grupo de narcotraficantes arriscaria uma custosa operação de busca de mais de quatro quilos de cocaína entregando-a em mãos de pessoa neófita e deles desconhecida. Pedido de ‘elevação’ do percentual de benefício prejudicado. 6) De ofício, resta reduzido para 1/6 (um sexto) o percentual de aumento decorrente da internacionalidade do tráfico. O iter geográfico que o réu tencionava percorrer, Espanha/Brasil/Espanha, com uma conexão interna em território brasileiro, São Paulo/Amazonas/São Paulo, não justificam o aumento da pena na metade. 7) Réu definitivamente condenado a pena privativa de liberdade de 7 anos de reclusão. 8) Consoante o critério bifásico eleito no artigo 43 da Lei 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5533597. Supremo Tribunal Federal HC 120518 / SP a defesa, não há estado aflitivo ou necessidade material e, muito menos, ‘dever moral’ que justifique o narcotráfico internacional, delito gravíssimo contra a saúde pública causador de severos danos sociais. 4) Afastada a atenuante da confissão espontânea, conforme requerido pelo órgão ministerial. A Polícia Federal constatou que o réu vestia uma malha aderente, sob a roupa, que mantinha pacotes de cocaína presos ao seu tronco e a suas pernas. Diante da descoberta, JUAN JOSÉ FERNANDEZ PLAZA limitou-se a confirmar o óbvio, a admitir a autoria impossível de ser negada. Ainda, o Supremo Tribunal Federal orienta-se por não reconhecer a atenuante em caso de prisão em flagrante (HC 102002, Relator Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, julgado em 22/11/2011, ACÓRDÃO ELETRÔNICO DJe-234 DIVULG 09-12-2011 PUBLIC 12-12- 2011). 5) Fica afastado o benefício do artigo 33, caput e §4..., da Lei n 11.343/2006. A pessoa que se dispõe a traficar substância entorpecente, com despesas custeadas por terceiros e mediante promessa de recompensa, arriscando-se ao transitar por múltiplos aeroportos já na posse de elevada quantidade de cocaína, evidentemente age animada pela affectio de pertencer a uma organização criminosa. Isso é certo, pois nenhum grupo de narcotraficantes arriscaria uma custosa operação de busca de mais de quatro quilos de cocaína entregando-a em mãos de pessoa neófita e deles desconhecida. Pedido de ‘elevação’ do percentual de benefício prejudicado. 6) De ofício, resta reduzido para 1/6 (um sexto) o percentual de aumento decorrente da internacionalidade do tráfico. O iter geográfico que o réu tencionava percorrer, Espanha/Brasil/Espanha, com uma conexão interna em território brasileiro, São Paulo/Amazonas/São Paulo, não justificam o aumento da pena na metade. 7) Réu definitivamente condenado a pena privativa de liberdade de 7 anos de reclusão. 8) Consoante o critério bifásico eleito no artigo 43 da Lei 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5533597. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 22 Relatório HC 120518 / SP n 11.343/2006, a multa foi elevada para 700 dias-multa, mantendo-se o valor unitário mínimo legal. 9) Na sentença foi estabelecido o regime inicial fechado, sendo ínsita, nessa determinação, a possibilidade de progressão (pedido de ‘progressão’ não conhecido). 10) Recurso da defesa desprovido e apelo da acusação parcialmente provido’ (fls. 474/475). Os embargos de declaração opostos restaram rejeitados. Irresignada, a Defesa interpôs recurso especial, sustentando contrariedade aos arts. 33, § 2., alínea b, 44, 59 e 65, inciso III, alínea d, todos do Código Penal e aos arts. 33, § 4., e 42 da Lei n. 11.343/2006. Aduz, para tanto, ser possível a fixação de regime inicial de cumprimento de pena mais brando, pois o Acusado cumpriria os requisitos do art. 33, § 2., alínea b, do Código Penal. Ademais, afirma que ‘levando-se em conta as quantidades usualmente apreendidas em nosso Pais, não há que se falar que o volume encontrado com o Recorrente justifica a majoração da pena acima do mínimo legal ou no percentual aplicado nesses autos’ (fl. 507) e que deveria ter sido reconhecida a atenuante de confissão espontânea do Réu. Defende, ainda, que o Acusado agiu na qualidade de mula e por isso não poderia ser considerado integrante de organização criminosa. Pleiteia também a aplicação da pena restritiva de direitos. Requer a reforma do acórdão, ‘de modo que seja diminuída a pena imposta, impondo-se, em decorrência, regime inicial de cumprimento da pena mais benéfico que ora fixado. Requer, ainda, caso diminuída a pena para quantum igual ou inferior a 04 anos, que seja a pena privativa de liberdade substituída por restritiva de direitos, se mais favorável ao Recorrente, uma vez que possível é a substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos nos casos de tráfico ilícito de entorpecentes’ (fl. 522). Contrarrazões às fls. 526/545. Ao analisar a admissibilidade do apelo especial, o Tribunal local aplicou a Súmulas ns 7 e 83 desta Corte Superior. O Ministério Público Federal manifestou-se às fls. 583/586, 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5533597. Supremo Tribunal Federal HC 120518 / SP n 11.343/2006, a multa foi elevada para 700 dias-multa, mantendo-se o valor unitário mínimo legal. 9) Na sentença foi estabelecido o regime inicial fechado, sendo ínsita, nessa determinação, a possibilidade de progressão (pedido de ‘progressão’ não conhecido). 10) Recurso da defesa desprovido e apelo da acusação parcialmente provido’ (fls. 474/475). Os embargos de declaração opostos restaram rejeitados. Irresignada, a Defesa interpôs recurso especial, sustentando contrariedade aos arts. 33, § 2., alínea b, 44, 59 e 65, inciso III, alínea d, todos do Código Penal e aos arts. 33, § 4., e 42 da Lei n. 11.343/2006. Aduz, para tanto, ser possível a fixação de regime inicial de cumprimento de pena mais brando, pois o Acusado cumpriria os requisitos do art. 33, § 2., alínea b, do Código Penal. Ademais, afirma que ‘levando-se em conta as quantidades usualmente apreendidas em nosso Pais, não há que se falar que o volume encontrado com o Recorrente justifica a majoração da pena acima do mínimo legal ou no percentual aplicado nesses autos’ (fl. 507) e que deveria ter sido reconhecida a atenuante de confissão espontânea do Réu. Defende, ainda, que o Acusado agiu na qualidade de mula e por isso não poderia ser considerado integrante de organização criminosa. Pleiteia também a aplicação da pena restritiva de direitos. Requer a reforma do acórdão, ‘de modo que seja diminuída a pena imposta, impondo-se, em decorrência, regime inicial de cumprimento da pena mais benéfico que ora fixado. Requer, ainda, caso diminuída a pena para quantum igual ou inferior a 04 anos, que seja a pena privativa de liberdade substituída por restritiva de direitos, se mais favorável ao Recorrente, uma vez que possível é a substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos nos casos de tráfico ilícito de entorpecentes’ (fl. 522). Contrarrazões às fls. 526/545. Ao analisar a admissibilidade do apelo especial, o Tribunal local aplicou a Súmulas ns 7 e 83 desta Corte Superior. O Ministério Público Federal manifestou-se às fls. 583/586, 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5533597. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 22 Relatório HC 120518 / SP opinando pelo não conhecimento do agravo. É o relatório. Decido. Por estarem presentes os requisitos de admissibilidade do agravo, e tendo sido atacados os fundamentos da decisão de inadmissibilidade, passo ao exame do recurso especial. A primeira insurgência refere-se à fixação da pena-base. As instâncias ordinárias consideraram a natureza da droga apreendida (cocaína) e a significativa quantidade do entorpecente (2,475 kg), elementos para majorar a pena-base do crime de tráfico ilícito de entorpecentes em 01 (um) ano, com supedâneo no art. 42 da Lei de Tóxicos. Como é sabido, o julgador deve, ao individualizar a pena, examinar com acuidade os elementos que dizem respeito ao fato, obedecidos e sopesados todos os critérios estabelecidos no art. 59 do Código Penal, para aplicar, de forma justa e fundamentada, a reprimenda que seja, proporcionalmente, necessária e suficiente para reprovação do crime. Especialmente quando considerar desfavoráveis as circunstâncias judiciais, deve o magistrado declinar, motivadamente, as suas razões, pois a inobservância dessa regra ofende o preceito contido no art. 93, inciso IX, da Constituição Federal. Na hipótese, não se verifica ilegalidade na primeira fase de dosimetria, pois, segundo o disposto no art. 42 da Lei n. 11.343/06, a natureza e a quantidade da substância entorpecente devem ser consideradas, com preponderância sobre as circunstâncias previstas no art. 59 do Código Penal, no momento da fixação das penas. (…) De outra parte, em relação à alegada violação ao art. 65, inciso III, alínea d, do Código Penal, verifica-se que o juízo singular considerou a confissão efetuada pelo Agravante para embasar a condenação, mediante os seguintes fundamentos, ad litteram: ‘DA MATERIALIDADE E DA AUTORIA DO DELITO. A materialidade do delito restou comprovada pelo Laudo de Constatação Preliminar acostado às fls. 07 do Inquérito 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5533597. Supremo Tribunal Federal HC 120518 / SP opinando pelo não conhecimento do agravo. É o relatório. Decido. Por estarem presentes os requisitos de admissibilidade do agravo, e tendo sido atacados os fundamentos da decisão de inadmissibilidade, passo ao exame do recurso especial. A primeira insurgência refere-se à fixação da pena-base. As instâncias ordinárias consideraram a natureza da droga apreendida (cocaína) e a significativa quantidade do entorpecente (2,475 kg), elementos para majorar a pena-base do crime de tráfico ilícito de entorpecentes em 01 (um) ano, com supedâneo no art. 42 da Lei de Tóxicos. Como é sabido, o julgador deve, ao individualizar a pena, examinar com acuidade os elementos que dizem respeito ao fato, obedecidos e sopesados todos os critérios estabelecidos no art. 59 do Código Penal, para aplicar, de forma justa e fundamentada, a reprimenda que seja, proporcionalmente, necessária e suficiente para reprovação do crime. Especialmente quando considerar desfavoráveis as circunstâncias judiciais, deve o magistrado declinar, motivadamente, as suas razões, pois a inobservância dessa regra ofende o preceito contido no art. 93, inciso IX, da Constituição Federal. Na hipótese, não se verifica ilegalidade na primeira fase de dosimetria, pois, segundo o disposto no art. 42 da Lei n. 11.343/06, a natureza e a quantidade da substância entorpecente devem ser consideradas, com preponderância sobre as circunstâncias previstas no art. 59 do Código Penal, no momento da fixação das penas. (…) De outra parte, em relação à alegada violação ao art. 65, inciso III, alínea d, do Código Penal, verifica-se que o juízo singular considerou a confissão efetuada pelo Agravante para embasar a condenação, mediante os seguintes fundamentos, ad litteram: ‘DA MATERIALIDADE E DA AUTORIA DO DELITO. A materialidade do delito restou comprovada pelo Laudo de Constatação Preliminar acostado às fls. 07 do Inquérito 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5533597. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 22 Relatório HC 120518 / SP Policial, bem como pelo Laudo Toxicológico definitivo às fls. 98/100, atestando ser COCAÍNA a substância encontrada em poder do réu JUAN JOSE FERNANDES PLAZA. De igual forma, a autoria restou seguramente comprovada pelas provas colhidas nos autos. Com efeito, foi dada voz de prisão a JUAN JOSE FERNANDES PLAZA em flagrante delito, tão logo constatou- se, em análise preliminar, a natureza da substância em pó, atestada como cocaína, encontrada em pacotes amarrados em seu corpo. Em seu depoimento perante a autoridade policial, o próprio réu confessou, afirmando que recebeu a droga em Manaus para ser entregue em Madri, pelo que receberia E$ B.000,00 (oito mil euros). Em juízo, JUAN JOSE FERNANDES PLAZA confirmou o que dissera em sede policial, isto é que tinha conhecimento da existência da droga. Desde do momento em que saiu da Espanha sabia a razão de sua viagem ao Brasil’ (fl. 265). Porém, o Tribunal a quo asseverou não ser cabível a aplicação da atenuante da confissão espontânea sob este fundamento, in verbis: ‘De outro lado, assiste razão ao MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL que se insurge contra a atenuação feita da pena com fulcro no artigo 65, III, ‘d', do Código Penal, O nervosismo de JUAN JOSÉ FERNANDEZ PLAZA provocou a desconfiança da Polícia Federal, que então o submeteu a revista pessoal. Constatou-se que o réu vestia uma malha aderente, sob a roupa, que mantinha pacotes de cocaína presos (aderidos) ao seu tronco e a suas pernas. Diante da descoberta JUAN JOSÉ FERNANDEZ PLAZA limitou-se a confirmar o óbvio, a admitir uma autoria impossível de sei negada, o que não se confunde com confissão espontânea, sendo de rigor o afastamento da atenuante, restabelecendo-se a pena no seu patamar anterior, 6 anos de reclusão. A propósito, o Supremo Tribunal Federal vem afastando a atenuante da confissão em casos onde o réu é preso em flagrante (HC 102002, 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5533597. Supremo Tribunal Federal HC 120518 / SP Policial, bem como pelo Laudo Toxicológico definitivo às fls. 98/100, atestando ser COCAÍNA a substância encontrada em poder do réu JUAN JOSE FERNANDES PLAZA. De igual forma, a autoria restou seguramente comprovada pelas provas colhidas nos autos. Com efeito, foi dada voz de prisão a JUAN JOSE FERNANDES PLAZA em flagrante delito, tão logo constatou- se, em análise preliminar, a natureza da substância em pó, atestada como cocaína, encontrada em pacotes amarrados em seu corpo. Em seu depoimento perante a autoridade policial, o próprio réu confessou, afirmando que recebeu a droga em Manaus para ser entregue em Madri, pelo que receberia E$ B.000,00 (oito mil euros). Em juízo, JUAN JOSE FERNANDES PLAZA confirmou o que dissera em sede policial, isto é que tinha conhecimento da existência da droga. Desde do momento em que saiu da Espanha sabia a razão de sua viagem ao Brasil’ (fl. 265). Porém, o Tribunal a quo asseverou não ser cabível a aplicação da atenuante da confissão espontânea sob este fundamento, in verbis: ‘De outro lado, assiste razão ao MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL que se insurge contra a atenuação feita da pena com fulcro no artigo 65, III, ‘d', do Código Penal, O nervosismo de JUAN JOSÉ FERNANDEZ PLAZA provocou a desconfiança da Polícia Federal, que então o submeteu a revista pessoal. Constatou-se que o réu vestia uma malha aderente, sob a roupa, que mantinha pacotes de cocaína presos (aderidos) ao seu tronco e a suas pernas. Diante da descoberta JUAN JOSÉ FERNANDEZ PLAZA limitou-se a confirmar o óbvio, a admitir uma autoria impossível de sei negada, o que não se confunde com confissão espontânea, sendo de rigor o afastamento da atenuante, restabelecendo-se a pena no seu patamar anterior, 6 anos de reclusão. A propósito, o Supremo Tribunal Federal vem afastando a atenuante da confissão em casos onde o réu é preso em flagrante (HC 102002, 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5533597. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 22 Relatório HC 120518 / SP Relator(a): Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, julgado em 22/11/2011, ACÓRDÃO ELETRÔNICO Dje-234 DIVULG 09-12-2011 PUBLIC 12-12-20 11)’ (fl. 471). Cumpre esclarecer, contudo, que o art. 65, inciso III, alínea d, do Código Penal, modificado pela Lei n. 7.209/84, preceitua que a confissão espontânea sempre atenuará a pena, possuindo caráter meramente objetivo, já que a lei não limitou sua aplicação com a imposição de critérios subjetivos ou fáticos. É, aliás, o que se infere da leitura do disposto no mencionado dispositivo, in verbis: ‘Art. 65. São circunstâncias que sempre atenuam a pena: III - ter o agente: d) confessado espontaneamente, perante a autoridade, a autoria do crime;’ Ressalte-se, tão somente, que o texto legal menciona o verbete ‘espontaneamente’, ou seja, a confissão deve basear-se na livre vontade do agente, que a faz por si mesmo, sem constrangimento ou incitação de outrem. Portanto, na hipótese dos autos, diante das razões expostas, deve ser reconhecida a incidência da atenuante da confissão espontânea para o Agravante. (…) Quanto ao pleito de aplicação da causa de diminuição de pena do § 4. do art. 33 da Lei n. 11.343/06, a sentença de primeiro grau ressaltou que a pena foi reduzida na metade porque que a conduta do Réu estaria em estágio intermediário da cadeia de tráfico, uma vez que não venderia a droga diretamente ao usuário. O Tribunal de origem, por sua vez, afastou a incidência do art. 33, § 4., e aumentou a pena, no patamar mínimo (1/6), em virtude da transnacionalidade do delito, nos termos a seguir, in verbis: ‘Passando para a terceira e última fase, verifica-se que a pena foi reduzida na metade, nos termos do artigo 33, § 4..., da Lei no 11.343/2006 e aumentada em 1/4 (um quarto), com fulcro no artigo 40, I, do mesmo diploma legal. Na esteira do recurso ministerial, entendo pela não incidência do benefício do artigo 33, caput e §4..., da Lei no 11.243/2006, pois a pessoa que se dispõe a traficar substância 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5533597. Supremo Tribunal Federal HC 120518 / SP Relator(a): Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, julgado em 22/11/2011, ACÓRDÃO ELETRÔNICO Dje-234 DIVULG 09-12-2011 PUBLIC 12-12-20 11)’ (fl. 471). Cumpre esclarecer, contudo, que o art. 65, inciso III, alínea d, do Código Penal, modificado pela Lei n. 7.209/84, preceitua que a confissão espontânea sempre atenuará a pena, possuindo caráter meramente objetivo, já que a lei não limitou sua aplicação com a imposição de critérios subjetivos ou fáticos. É, aliás, o que se infere da leitura do disposto no mencionado dispositivo, in verbis: ‘Art. 65. São circunstâncias que sempre atenuam a pena: III - ter o agente: d) confessado espontaneamente, perante a autoridade, a autoria do crime;’ Ressalte-se, tão somente, que o texto legal menciona o verbete ‘espontaneamente’, ou seja, a confissão deve basear-se na livre vontade do agente, que a faz por si mesmo, sem constrangimento ou incitação de outrem. Portanto, na hipótese dos autos, diante das razões expostas, deve ser reconhecida a incidência da atenuante da confissão espontânea para o Agravante. (…) Quanto ao pleito de aplicação da causa de diminuição de pena do § 4. do art. 33 da Lei n. 11.343/06, a sentença de primeiro grau ressaltou que a pena foi reduzida na metade porque que a conduta do Réu estaria em estágio intermediário da cadeia de tráfico, uma vez que não venderia a droga diretamente ao usuário. O Tribunal de origem, por sua vez, afastou a incidência do art. 33, § 4., e aumentou a pena, no patamar mínimo (1/6), em virtude da transnacionalidade do delito, nos termos a seguir, in verbis: ‘Passando para a terceira e última fase, verifica-se que a pena foi reduzida na metade, nos termos do artigo 33, § 4..., da Lei no 11.343/2006 e aumentada em 1/4 (um quarto), com fulcro no artigo 40, I, do mesmo diploma legal. Na esteira do recurso ministerial, entendo pela não incidência do benefício do artigo 33, caput e §4..., da Lei no 11.243/2006, pois a pessoa que se dispõe a traficar substância 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5533597. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 22 Relatório HC 120518 / SP entorpecente, com despesas custeadas por terceiros e mediante pagamento, arriscando-se ao transitar por múltiplos aeroportos na viagem de volta, já na posse de elevada quantidade de cocaína, evidentemente age animada pela affectio de pertencer a uma organização criminosa. Isso é certo, pois nenhum grupo de narcotraficantes arriscaria uma custosa operação de busca de mais de dois quilos de cocaína entregando-a em mãos de pessoa neófita e deles desconhecida. No caso dos autos, JUAN JOSÉ FERNANDEZ Projeto de Lei.AZA viajou ao Brasil com o propósito de traficar. Levaria a cocaína entregue por um nigeriano em Manaus/AM para Madri, Espanha, por oito mil euros, sendo que quatro mil euros foram pagos adiantados, antes da viagem ao Brasil. É o que basta para comprovar que o réu participava de um esquema de narcotráfico internacional. Prosseguindo, a internacionalidade do tráfico está plenamente caracterizada. O réu foi preso no Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, na fila de acesso à área de embarque internacional, levando a droga ocultada sob a roupa. Todavia, entendo que o iter geográfico que o réu tencionava percorrer, Espanha/Brasil/Espanha, com uma conexão interna em território brasileiro, São Paulo/Amazonas/São Paulo, não justifica o majoração da pena na metade, motivo pelo qual, de ofício, reduzo para 1/6 (um sexto) o aumento pela internacionalidade do tráfico’ (…). Nos termos do § 4. do art. 33 da Lei nº 11.343/2006 (Lei de Drogas): ‘[...] nos delitos definidos no caput e no § 1... deste artigo, as penas poderão ser reduzidas de um sexto a dois terços, vedada a conversão em penas restritivas de direitos, desde que o agente seja primário, de bons antecedentes, não se dedique às atividades criminosas nem integre organização criminosa’. No caso dos autos, o Réu foi flagrado com grande quantidade – ‘2,475 kg de cocaína’ (fl. 471) –, o que certamente afasta a possibilidade de incidência da referida minorante. Exemplificativamente, verifica-se que, em casos semelhantes 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5533597. Supremo Tribunal Federal HC 120518 / SP entorpecente, com despesas custeadas por terceiros e mediante pagamento, arriscando-se ao transitar por múltiplos aeroportos na viagem de volta, já na posse de elevada quantidade de cocaína, evidentemente age animada pela affectio de pertencer a uma organização criminosa. Isso é certo, pois nenhum grupo de narcotraficantes arriscaria uma custosa operação de busca de mais de dois quilos de cocaína entregando-a em mãos de pessoa neófita e deles desconhecida. No caso dos autos, JUAN JOSÉ FERNANDEZ Projeto de Lei.AZA viajou ao Brasil com o propósito de traficar. Levaria a cocaína entregue por um nigeriano em Manaus/AM para Madri, Espanha, por oito mil euros, sendo que quatro mil euros foram pagos adiantados, antes da viagem ao Brasil. É o que basta para comprovar que o réu participava de um esquema de narcotráfico internacional. Prosseguindo, a internacionalidade do tráfico está plenamente caracterizada. O réu foi preso no Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, na fila de acesso à área de embarque internacional, levando a droga ocultada sob a roupa. Todavia, entendo que o iter geográfico que o réu tencionava percorrer, Espanha/Brasil/Espanha, com uma conexão interna em território brasileiro, São Paulo/Amazonas/São Paulo, não justifica o majoração da pena na metade, motivo pelo qual, de ofício, reduzo para 1/6 (um sexto) o aumento pela internacionalidade do tráfico’ (…). Nos termos do § 4. do art. 33 da Lei nº 11.343/2006 (Lei de Drogas): ‘[...] nos delitos definidos no caput e no § 1... deste artigo, as penas poderão ser reduzidas de um sexto a dois terços, vedada a conversão em penas restritivas de direitos, desde que o agente seja primário, de bons antecedentes, não se dedique às atividades criminosas nem integre organização criminosa’. No caso dos autos, o Réu foi flagrado com grande quantidade – ‘2,475 kg de cocaína’ (fl. 471) –, o que certamente afasta a possibilidade de incidência da referida minorante. Exemplificativamente, verifica-se que, em casos semelhantes 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5533597. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 22 Relatório HC 120518 / SP julgados por esta Corte Superior de Justiça, a posse de quantidades elevadas de entorpecentes foram suficientes para se concluir que o Réu é pessoa dedicada à criminalidade, com consequente negativa de concessão dos benefícios trazidos pela Lei n. 11.343/06 (…). Acrescente-se que o legislador não delimitou parâmetros para a fixação da pena-base, bem assim para a redução pela causa de diminuição prevista na Lei nº 11.343/2006 (Lei de Drogas), de forma que o quantum de aumento e de diminuição ficam adstritos ao prudente arbítrio do Magistrado, que deve observar o princípio do livre convencimento motivado. Assim, passo ao redimensionamento na pena. Na primeira fase, fica mantida a pena-base em 06 (seis) anos de reclusão, mais 600 (seiscentos) dias-multa, conforme fixado pelo Tribunal de origem. Na segunda fase, presente a atenuante da confissão espontânea, restabeleço a diminuição da pena para o mínimo legal, conforme fixada pelo juízo singular, qual seja: 05 (cinco) anos de reclusão, mais 500 (quinhentos) dias-multa. Após, considerando as majorantes previstas no art. 40, inciso I, da Lei n. 11.343/06, mantenho a majoração fixada pelo Tribunal a quo, na fração de 1/6 (um sexto), restando a pena definitiva fixada em 05 (cinco) anos e 10 (dez) meses de reclusão, além do pagamento de 580 (quinhentos e oitenta) dias-multa. Quanto ao regime prisional, muito embora o Plenário do Supremo Tribunal Federal tenha - no julgamento do HC n. 111.840/ES - declarado incidentalmente a inconstitucionalidade do § 1. do art. 2. da Lei n. 8.072/90, com a redação que lhe foi dada pela Lei n. 11.464/07, afastando, dessa forma, a obrigatoriedade do regime fechado para os condenados por crimes hediondos e equiparados, é de ser mantido o regime mais gravoso, no caso, ainda que se trate de pena inferior a 8 anos de reclusão, tendo em vista a existência de circunstâncias judiciais desfavoráveis ao Agravante. Por fim, o pleito de substituição da pena privativa de liberdade por sanções alternativas não pode ser acolhido, tendo em vista que foi fixada reprimenda superior a 04 anos (art. 44, inciso I, do Código Penal). 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5533597. Supremo Tribunal Federal HC 120518 / SP julgados por esta Corte Superior de Justiça, a posse de quantidades elevadas de entorpecentes foram suficientes para se concluir que o Réu é pessoa dedicada à criminalidade, com consequente negativa de concessão dos benefícios trazidos pela Lei n. 11.343/06 (…). Acrescente-se que o legislador não delimitou parâmetros para a fixação da pena-base, bem assim para a redução pela causa de diminuição prevista na Lei nº 11.343/2006 (Lei de Drogas), de forma que o quantum de aumento e de diminuição ficam adstritos ao prudente arbítrio do Magistrado, que deve observar o princípio do livre convencimento motivado. Assim, passo ao redimensionamento na pena. Na primeira fase, fica mantida a pena-base em 06 (seis) anos de reclusão, mais 600 (seiscentos) dias-multa, conforme fixado pelo Tribunal de origem. Na segunda fase, presente a atenuante da confissão espontânea, restabeleço a diminuição da pena para o mínimo legal, conforme fixada pelo juízo singular, qual seja: 05 (cinco) anos de reclusão, mais 500 (quinhentos) dias-multa. Após, considerando as majorantes previstas no art. 40, inciso I, da Lei n. 11.343/06, mantenho a majoração fixada pelo Tribunal a quo, na fração de 1/6 (um sexto), restando a pena definitiva fixada em 05 (cinco) anos e 10 (dez) meses de reclusão, além do pagamento de 580 (quinhentos e oitenta) dias-multa. Quanto ao regime prisional, muito embora o Plenário do Supremo Tribunal Federal tenha - no julgamento do HC n. 111.840/ES - declarado incidentalmente a inconstitucionalidade do § 1. do art. 2. da Lei n. 8.072/90, com a redação que lhe foi dada pela Lei n. 11.464/07, afastando, dessa forma, a obrigatoriedade do regime fechado para os condenados por crimes hediondos e equiparados, é de ser mantido o regime mais gravoso, no caso, ainda que se trate de pena inferior a 8 anos de reclusão, tendo em vista a existência de circunstâncias judiciais desfavoráveis ao Agravante. Por fim, o pleito de substituição da pena privativa de liberdade por sanções alternativas não pode ser acolhido, tendo em vista que foi fixada reprimenda superior a 04 anos (art. 44, inciso I, do Código Penal). 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5533597. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 22 Relatório HC 120518 / SP Ante o exposto, com fundamento no art. 544, § 4., inciso II, alínea c, do Código de Processo Civil, c.c. o art. 3. do Código de Processo Penal, CONHEÇO do agravo e DOU PARCIAL PROVIMENTO ao recurso especial para, reformando o acórdão recorrido, reconhecer a incidência da confissão, redimensionando a pena para 05 (cinco) anos e 10 (dez) meses de reclusão, em regime inicial fechado, mantendo-se, no mais, a condenação imposta pela Corte de origem”. 3. A defesa opôs embargos de declaração, rejeitados pela Ministra Laurita Vaz, do Superior Tribunal de Justiça, por decisão monocrática, em 14.11.2013: “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. PENAL. TRÁFICO DE DROGAS. PLEITO DE APLICAÇÃO DA MINORANTE DO ART. 33, § 4., DA LEI N. 11.343/2006. QUANTIDADE DE DROGA APREENDIDA QUE, POR SI SÓ, IMPEDE SUA APLICAÇÃO. PRECEDENTES DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL E DESTA CORTE. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO REJEITADOS. DECISÃO Vistos, etc. Trata-se de embargos de declaração opostos por JUAN JOSÉ FERNANDEZ PLAZA, contra decisão de minha relatoria (…). Alega a Defesa que a minorante do art. 33, § 4., da Lei n. 11.343/2006 deve ser aplicada porque não está comprovado nos autos que o Acusado integre organização criminosa. Afirma que ‘não se pode confundir um grande empresário do tráfico com pessoas presas em fronteiras por tráfico de drogas consideradas como ‘mulas’, pois são traficantes eventuais tendo em vista que não necessariamente integrem organizações criminosas’ (fl. 610). Requer o provimento dos embargos, com efeitos infringentes, para que seja aplicada a minorante em seu patamar máximo. É o breve relatório. Decido. Não assiste razão o Embargante. 10 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5533597. Supremo Tribunal Federal HC 120518 / SP Ante o exposto, com fundamento no art. 544, § 4., inciso II, alínea c, do Código de Processo Civil, c.c. o art. 3. do Código de Processo Penal, CONHEÇO do agravo e DOU PARCIAL PROVIMENTO ao recurso especial para, reformando o acórdão recorrido, reconhecer a incidência da confissão, redimensionando a pena para 05 (cinco) anos e 10 (dez) meses de reclusão, em regime inicial fechado, mantendo-se, no mais, a condenação imposta pela Corte de origem”. 3. A defesa opôs embargos de declaração, rejeitados pela Ministra Laurita Vaz, do Superior Tribunal de Justiça, por decisão monocrática, em 14.11.2013: “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. PENAL. TRÁFICO DE DROGAS. PLEITO DE APLICAÇÃO DA MINORANTE DO ART. 33, § 4., DA LEI N. 11.343/2006. QUANTIDADE DE DROGA APREENDIDA QUE, POR SI SÓ, IMPEDE SUA APLICAÇÃO. PRECEDENTES DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL E DESTA CORTE. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO REJEITADOS. DECISÃO Vistos, etc. Trata-se de embargos de declaração opostos por JUAN JOSÉ FERNANDEZ PLAZA, contra decisão de minha relatoria (…). Alega a Defesa que a minorante do art. 33, § 4., da Lei n. 11.343/2006 deve ser aplicada porque não está comprovado nos autos que o Acusado integre organização criminosa. Afirma que ‘não se pode confundir um grande empresário do tráfico com pessoas presas em fronteiras por tráfico de drogas consideradas como ‘mulas’, pois são traficantes eventuais tendo em vista que não necessariamente integrem organizações criminosas’ (fl. 610). Requer o provimento dos embargos, com efeitos infringentes, para que seja aplicada a minorante em seu patamar máximo. É o breve relatório. Decido. Não assiste razão o Embargante. 10 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5533597. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 22 Relatório HC 120518 / SP A decisão impugnada deu parcial provimento ao recurso especial para reconhecer a incidência da atenuante da confissão espontânea, mas afastou a minorante prevista no § 4. do art. 33 da lei antidrogas em razão da expressiva quantidade de entorpecente apreendida com o ora Embargante (2,475 kg de cocaína - fl. 470), em conformidade com a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal e desta Corte Superior. De fato, o Supremo Tribunal Federal já consignou que a quantidade da substância entorpecente é apta a caracterizar a dedicação do réu à atividade criminosa, o que é suficiente para afastar a incidência da minorante em questão (…). Ademais, afastar o entendimento exarado pela Corte Estadual quanto à dedicação do ora Embargante à atividade criminosa, demanda exame aprofundado do conjunto fático-probatório dos autos, o que, como é sabido, afigura-se inviável na via estreita do recurso especial. Conclui-se, portanto, não haver omissão a ser reparada na espécie. Com efeito, não preenchidos os requisitos legais, não faz jus o condenado à aplicação da causa de diminuição inserta no § 4. do art. 33 da Lei 11.343/2006. Ante o exposto, REJEITO os presentes embargos declaratórios”. 4. Essa decisão não foi objeto de recurso, vindo a defesa a impetrar o presente habeas corpus, no qual pede aplicação da causa de diminuição de pena prevista pelo art. 33, § 4..., da Lei 11.343/2006, em seu patamar máximo, com a consequente fixação de regime menos gravoso para o início do cumprimento da pena do Paciente. A Impetrante sustenta que o “delito em tela é uma espécie na qual deveria se aplicar o § 4... do artigo 33 da lei n 11.343/06, reduzindo assim a pena do agente em seu grau máximo, por entender que o paciente é primário, possui bons antecedentes, não utiliza de atividades criminosas como meio de subsistência e não possui participação em organizações criminosas, tendo em vista assim que não pode ser considerado tão pernicioso à sociedade quanto um traficante rotineiro que exerce essa atividade diariamente”. 11 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5533597. Supremo Tribunal Federal HC 120518 / SP A decisão impugnada deu parcial provimento ao recurso especial para reconhecer a incidência da atenuante da confissão espontânea, mas afastou a minorante prevista no § 4. do art. 33 da lei antidrogas em razão da expressiva quantidade de entorpecente apreendida com o ora Embargante (2,475 kg de cocaína - fl. 470), em conformidade com a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal e desta Corte Superior. De fato, o Supremo Tribunal Federal já consignou que a quantidade da substância entorpecente é apta a caracterizar a dedicação do réu à atividade criminosa, o que é suficiente para afastar a incidência da minorante em questão (…). Ademais, afastar o entendimento exarado pela Corte Estadual quanto à dedicação do ora Embargante à atividade criminosa, demanda exame aprofundado do conjunto fático-probatório dos autos, o que, como é sabido, afigura-se inviável na via estreita do recurso especial. Conclui-se, portanto, não haver omissão a ser reparada na espécie. Com efeito, não preenchidos os requisitos legais, não faz jus o condenado à aplicação da causa de diminuição inserta no § 4. do art. 33 da Lei 11.343/2006. Ante o exposto, REJEITO os presentes embargos declaratórios”. 4. Essa decisão não foi objeto de recurso, vindo a defesa a impetrar o presente habeas corpus, no qual pede aplicação da causa de diminuição de pena prevista pelo art. 33, § 4..., da Lei 11.343/2006, em seu patamar máximo, com a consequente fixação de regime menos gravoso para o início do cumprimento da pena do Paciente. A Impetrante sustenta que o “delito em tela é uma espécie na qual deveria se aplicar o § 4... do artigo 33 da lei n 11.343/06, reduzindo assim a pena do agente em seu grau máximo, por entender que o paciente é primário, possui bons antecedentes, não utiliza de atividades criminosas como meio de subsistência e não possui participação em organizações criminosas, tendo em vista assim que não pode ser considerado tão pernicioso à sociedade quanto um traficante rotineiro que exerce essa atividade diariamente”. 11 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5533597. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 22 Relatório HC 120518 / SP Afirma que a “negativa de reconhecimento da causa de diminuição baseou-se em meras conjecturas, sem qualquer respaldo na prova coligida aos autos”, ressaltando “que não há uma tentativa de reexame probatório ao levantar tais questões, pois não se discute a aplicação ou não de quaisquer provas, dada a inexistência destas que demonstrem cabalmente a participação do paciente em organização criminosa”. Conclui que “é de rigor a aplicação da redução máxima prevista, pois o paciente preenche todas as condições impostas pelo texto legal, fazendo jus a tal benefício”. 5. Este o teor dos pedidos: “Ex positis, o impetrante requer: a) a concessão da ordem de Habeas Corpus (...), para que se aplique a causa de diminuição de pena prevista no § 4... do artigo 33 da lei n 11.343/06 e reconhecimento do direito ao regime inicial de cumprimento de pena mais benéfico (semiaberto); b) a intimação pessoal do Defensor Público Federal para acompanhar o presente feito, inclusive quando da colocação do presente recurso em mesa de julgamento; contando-se em dobro todos os prazos, na forma do inciso I do art. 44 da Lei Complementar n 80/1994; c) sejam solicitadas as informações de estilo, caso V. Ex. entenda necessário, com a informação de que o processo judicial não foi até o presente momento disponibilizado pelo Superior Tribunal de Justiça, embora houvesse tentativas neste sentido, requer-se também a requisição do mesmo em sua integralidade perante aquele Superior Tribunal”. 6. Em 6.12.2013, não havendo requerimento de medida liminar a ser apreciado, requisitei informações e determinei vista ao Procurador-Geral da República. 7. As informações foram prestadas e a Procuradoria-Geral da República opinou pela concessão parcial da ordem. 12 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5533597. Supremo Tribunal Federal HC 120518 / SP Afirma que a “negativa de reconhecimento da causa de diminuição baseou-se em meras conjecturas, sem qualquer respaldo na prova coligida aos autos”, ressaltando “que não há uma tentativa de reexame probatório ao levantar tais questões, pois não se discute a aplicação ou não de quaisquer provas, dada a inexistência destas que demonstrem cabalmente a participação do paciente em organização criminosa”. Conclui que “é de rigor a aplicação da redução máxima prevista, pois o paciente preenche todas as condições impostas pelo texto legal, fazendo jus a tal benefício”. 5. Este o teor dos pedidos: “Ex positis, o impetrante requer: a) a concessão da ordem de Habeas Corpus (...), para que se aplique a causa de diminuição de pena prevista no § 4... do artigo 33 da lei n 11.343/06 e reconhecimento do direito ao regime inicial de cumprimento de pena mais benéfico (semiaberto); b) a intimação pessoal do Defensor Público Federal para acompanhar o presente feito, inclusive quando da colocação do presente recurso em mesa de julgamento; contando-se em dobro todos os prazos, na forma do inciso I do art. 44 da Lei Complementar n 80/1994; c) sejam solicitadas as informações de estilo, caso V. Ex. entenda necessário, com a informação de que o processo judicial não foi até o presente momento disponibilizado pelo Superior Tribunal de Justiça, embora houvesse tentativas neste sentido, requer-se também a requisição do mesmo em sua integralidade perante aquele Superior Tribunal”. 6. Em 6.12.2013, não havendo requerimento de medida liminar a ser apreciado, requisitei informações e determinei vista ao Procurador-Geral da República. 7. As informações foram prestadas e a Procuradoria-Geral da República opinou pela concessão parcial da ordem. 12 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5533597. Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 22 Relatório HC 120518 / SP É o relatório. 13 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5533597. Supremo Tribunal Federal HC 120518 / SP É o relatório. 13 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5533597. Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 22 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA 25/03/2014 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 120.518 SÃO PAULO V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste à Impetrante. 2. Primeiramente, ressalto que a presente impetração é contra decisão monocrática proferida pela Ministra Laurita Vaz, do Superior Tribunal de Justiça, no Agravo em Recurso Especial n. 280.089. Nos termos da jurisprudência deste Supremo Tribunal, a “não interposição de agravo regimental no Superior Tribunal de Justiça – e, portanto, a ausência da análise da decisão monocrática pelo colegiado – impede o conhecimento do habeas corpus por esta Corte” (HC 120.259-AgR, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe 12.2.2014). Na mesma linha: “HABEAS CORPUS. CONSTITUCIONAL. PENAL. DECISÃO MONOCRÁTICA QUE INDEFERE LIMINARMENTE WRIT MANEJADO NO Superior Tribunal de Justiça. IMPETRAÇÃO NÃO CONHECIDA. I – No caso sob exame, verifica-se que a decisão impugnada foi proferida monocraticamente. Desse modo, o pleito não pode ser conhecido, sob pena de indevida supressão de instância e de extravasamento dos limites de competência do Supremo Tribunal Federal descritos no art. 102 da Constituição Federal, que pressupõem seja a coação praticada por Tribunal Superior. II – A não interposição de agravo regimental no Superior Tribunal de Justiça e, portanto, a ausência da análise da decisão monocrática pelo colegiado, impede o conhecimento do habeas corpus por esta Corte. III – Writ não conhecido” (HC 119.115, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe 13.2.2014, grifos nossos). Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5533598. Supremo Tribunal Federal 25/03/2014 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 120.518 SÃO PAULO V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste à Impetrante. 2. Primeiramente, ressalto que a presente impetração é contra decisão monocrática proferida pela Ministra Laurita Vaz, do Superior Tribunal de Justiça, no Agravo em Recurso Especial n. 280.089. Nos termos da jurisprudência deste Supremo Tribunal, a “não interposição de agravo regimental no Superior Tribunal de Justiça – e, portanto, a ausência da análise da decisão monocrática pelo colegiado – impede o conhecimento do habeas corpus por esta Corte” (HC 120.259-AgR, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe 12.2.2014). Na mesma linha: “HABEAS CORPUS. CONSTITUCIONAL. PENAL. DECISÃO MONOCRÁTICA QUE INDEFERE LIMINARMENTE WRIT MANEJADO NO Superior Tribunal de Justiça. IMPETRAÇÃO NÃO CONHECIDA. I – No caso sob exame, verifica-se que a decisão impugnada foi proferida monocraticamente. Desse modo, o pleito não pode ser conhecido, sob pena de indevida supressão de instância e de extravasamento dos limites de competência do Supremo Tribunal Federal descritos no art. 102 da Constituição Federal, que pressupõem seja a coação praticada por Tribunal Superior. II – A não interposição de agravo regimental no Superior Tribunal de Justiça e, portanto, a ausência da análise da decisão monocrática pelo colegiado, impede o conhecimento do habeas corpus por esta Corte. III – Writ não conhecido” (HC 119.115, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe 13.2.2014, grifos nossos). Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5533598. Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 22 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA HC 120518 / SP E: “HABEAS CORPUS. SUBSTITUTIVO DE RECURSO ORDINÁRIO. ASSOCIAÇÃO PARA O TRÁFICO DE ENTORPECENTES. PRISÃO PREVENTIVA. INADEQUAÇÃO DA VIA PROCESSUAL. 1. O entendimento majoritário da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal é no sentido de que ‘o habeas corpus é incabível quando endereçado em face de decisão monocrática que nega seguimento ao writ , sem a interposição de agravo regimental’ (HC 113.186, Rel. Min. Luiz Fux). 2. Inexistência de ilegalidade flagrante ou de abuso de poder na prisão preventiva. 3. Habeas Corpus extinto por inadequação da via processual, cassada a medida liminar deferida” (HC 116.551, Relator o Ministro Marco Aurélio, Redator para o acórdão Ministro Roberto Barroso, DJe 3.2.2014, grifos nossos). 3. Ademais, não há se cogitar de flagrante ilegalidade ou teratologia a justificar a flexibilização desse entendimento. 4. Embora o juízo da 1... Vara Federal de Guarulhos, 19... Subseção Judiciária de São Paulo, tenha aplicado a causa de diminuição do § 4... do art. 33 da Lei n. 11.343/2006 no patamar de 1/2, a Primeira Turma do Tribunal Regional Federal da 3... Região a afastou, ao dar parcial provimento ao recurso de apelação da acusação e negar provimento ao da defesa: “Os recursos da acusação e da defesa cingem-se a dosimetria da pena cominada a JUAN JOSÉ FERNANDEZ PLAZA, espanhol, preso em flagrante no dia 31/8/2009 no terminal de passageiros do Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, onde pretendia embarcar para a Espanha levando consigo, sob as vestes, 2.475kg de cocaína (peso líquido) – substância entorpecente de uso proscrito no Brasil, cuja natureza foi confirmada pela perícia técnica. (...) Na esteira do recurso ministerial, entendo pela não incidência do 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5533598. Supremo Tribunal Federal HC 120518 / SP E: “HABEAS CORPUS. SUBSTITUTIVO DE RECURSO ORDINÁRIO. ASSOCIAÇÃO PARA O TRÁFICO DE ENTORPECENTES. PRISÃO PREVENTIVA. INADEQUAÇÃO DA VIA PROCESSUAL. 1. O entendimento majoritário da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal é no sentido de que ‘o habeas corpus é incabível quando endereçado em face de decisão monocrática que nega seguimento ao writ , sem a interposição de agravo regimental’ (HC 113.186, Rel. Min. Luiz Fux). 2. Inexistência de ilegalidade flagrante ou de abuso de poder na prisão preventiva. 3. Habeas Corpus extinto por inadequação da via processual, cassada a medida liminar deferida” (HC 116.551, Relator o Ministro Marco Aurélio, Redator para o acórdão Ministro Roberto Barroso, DJe 3.2.2014, grifos nossos). 3. Ademais, não há se cogitar de flagrante ilegalidade ou teratologia a justificar a flexibilização desse entendimento. 4. Embora o juízo da 1... Vara Federal de Guarulhos, 19... Subseção Judiciária de São Paulo, tenha aplicado a causa de diminuição do § 4... do art. 33 da Lei n. 11.343/2006 no patamar de 1/2, a Primeira Turma do Tribunal Regional Federal da 3... Região a afastou, ao dar parcial provimento ao recurso de apelação da acusação e negar provimento ao da defesa: “Os recursos da acusação e da defesa cingem-se a dosimetria da pena cominada a JUAN JOSÉ FERNANDEZ PLAZA, espanhol, preso em flagrante no dia 31/8/2009 no terminal de passageiros do Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, onde pretendia embarcar para a Espanha levando consigo, sob as vestes, 2.475kg de cocaína (peso líquido) – substância entorpecente de uso proscrito no Brasil, cuja natureza foi confirmada pela perícia técnica. (...) Na esteira do recurso ministerial, entendo pela não incidência do 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5533598. Inteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 22 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA HC 120518 / SP benefício do artigo 33, caput e § 4..., da Lei n. 11.343/2006, pois a pessoa que se dispõe a traficar substância entorpecente, com despesas custeadas por terceiros e mediante pagamento, arriscando-se ao transitar por múltiplos aeroportos na viagem de volta, já na posse de elevada quantidade de cocaína, evidentemente age animada pela affectio de pertencer a uma organização criminosa. Isso é certo, pois nenhum grupo de narcotraficantes arriscaria uma custosa operação de busca de mais de dois quilos de cocaína entregando-a em mãos de pessoa neófita e deles desconhecida. No caso dos autos, JUAN JOSÉ FERNANDEZ PLAZA viajou ao Brasil com o propósito de traficar. Levaria a cocaína entregue por um nigeriano em Manaus/AM, para Madri, Espanha, por oito mil euros, sendo que quatro mil euros foram pagos adiantados, antes da viagem ao Brasil. É o que basta para comprovar que o réu participava de um esquema de narcotráfico internacional” (grifos nossos). 5. Esse julgado foi mantido pela Ministra Laurita Vaz, do Superior Tribunal de Justiça, ao rejeitar monocraticamente os embargos de declaração opostos contra sua decisão de parcial provimento ao Agravo em Recurso Especial n. 280.089: “A decisão impugnada deu parcial provimento ao recurso especial para reconhecer a incidência da atenuante da confissão espontânea, mas afastou a minorante prevista no § 4. do art. 33 da lei antidrogas em razão da expressiva quantidade de entorpecente apreendida com o ora Embargante (2,475 kg de cocaína - fl. 470), em conformidade com a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal e desta Corte Superior. De fato, o Supremo Tribunal Federal já consignou que a quantidade da substância entorpecente é apta a caracterizar a dedicação do réu à atividade criminosa, o que é suficiente para afastar a incidência da minorante em questão (…). Ademais, afastar o entendimento exarado pela Corte Estadual quanto à dedicação do ora Embargante à atividade criminosa, demanda exame aprofundado do conjunto fático-probatório dos autos, o que, como é sabido, afigura-se inviável na via estreita do recurso 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5533598. Supremo Tribunal Federal HC 120518 / SP benefício do artigo 33, caput e § 4..., da Lei n. 11.343/2006, pois a pessoa que se dispõe a traficar substância entorpecente, com despesas custeadas por terceiros e mediante pagamento, arriscando-se ao transitar por múltiplos aeroportos na viagem de volta, já na posse de elevada quantidade de cocaína, evidentemente age animada pela affectio de pertencer a uma organização criminosa. Isso é certo, pois nenhum grupo de narcotraficantes arriscaria uma custosa operação de busca de mais de dois quilos de cocaína entregando-a em mãos de pessoa neófita e deles desconhecida. No caso dos autos, JUAN JOSÉ FERNANDEZ PLAZA viajou ao Brasil com o propósito de traficar. Levaria a cocaína entregue por um nigeriano em Manaus/AM, para Madri, Espanha, por oito mil euros, sendo que quatro mil euros foram pagos adiantados, antes da viagem ao Brasil. É o que basta para comprovar que o réu participava de um esquema de narcotráfico internacional” (grifos nossos). 5. Esse julgado foi mantido pela Ministra Laurita Vaz, do Superior Tribunal de Justiça, ao rejeitar monocraticamente os embargos de declaração opostos contra sua decisão de parcial provimento ao Agravo em Recurso Especial n. 280.089: “A decisão impugnada deu parcial provimento ao recurso especial para reconhecer a incidência da atenuante da confissão espontânea, mas afastou a minorante prevista no § 4. do art. 33 da lei antidrogas em razão da expressiva quantidade de entorpecente apreendida com o ora Embargante (2,475 kg de cocaína - fl. 470), em conformidade com a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal e desta Corte Superior. De fato, o Supremo Tribunal Federal já consignou que a quantidade da substância entorpecente é apta a caracterizar a dedicação do réu à atividade criminosa, o que é suficiente para afastar a incidência da minorante em questão (…). Ademais, afastar o entendimento exarado pela Corte Estadual quanto à dedicação do ora Embargante à atividade criminosa, demanda exame aprofundado do conjunto fático-probatório dos autos, o que, como é sabido, afigura-se inviável na via estreita do recurso 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5533598. Inteiro Teor do Acórdão - Página 18 de 22 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA HC 120518 / SP especial” (grifos nossos). 6. Dessa forma, pelo que se tem nas instâncias antecedentes, a causa de diminuição do § 4... do art. 33 da Lei n. 11.343/2006 foi afastada porque, com base no conjunto probatório dos autos, o Paciente se dedica a atividade criminosa. Para afastar essa premissa, seria imprescindível o reexame de fatos e de provas, ao que não se presta o habeas corpus. Este Supremo Tribunal assentou que o “habeas corpus constitui remédio processual inadequado para a análise da prova, para o reexame do material probatório produzido, para a reapreciação da matéria de fato e, também, para a revalorização dos elementos instrutórios coligidos no processo penal de conhecimento” (HC 74.295, Relator o Ministro Celso de Mello, DJ 22.6.2001). Na mesma linha: “HABEAS CORPUS. TRÁFICO ILÍCITO TRANSNACIONAL DE DROGAS. IMPOSSIBILIDADE DE APLICAÇÃO DA CAUSA DE DIMINUIÇÃO DE PENA PREVISTA NO § 4... DO ART. 33 DA LEI 11.343/2006. PACIENTE INTEGRANTE DE ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA. RECONHECIMENTO PELO JUIZ SENTENCIANTE E PELO TRIBUNAL EM SEDE DE APELAÇÃO. ORDEM DENEGADA. I – Para a concessão do benefício previsto no § 4... do art. 33 da Lei 11.343/2006, é necessário que o réu seja primário, de bons antecedentes, não se dedique às atividades criminosas nem integre organização criminosa. II – No presente caso, o juízo de primeiro grau deixou de aplicar a causa de diminuição da pena, em virtude de a paciente ter se associado a outras três pessoas para a prática do crime de tráfico transnacional de droga, o que evidencia a existência de uma organização criminosa voltada para esse fim. III – A discussão sobre o acerto ou desacerto da decisão do juiz de primeiro grau, confirmada em segunda instância, exige o exame aprofundado de fatos e provas, o que, em sede de habeas corpus , não se mostra possível, visto tratar-se 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5533598. Supremo Tribunal Federal HC 120518 / SP especial” (grifos nossos). 6. Dessa forma, pelo que se tem nas instâncias antecedentes, a causa de diminuição do § 4... do art. 33 da Lei n. 11.343/2006 foi afastada porque, com base no conjunto probatório dos autos, o Paciente se dedica a atividade criminosa. Para afastar essa premissa, seria imprescindível o reexame de fatos e de provas, ao que não se presta o habeas corpus. Este Supremo Tribunal assentou que o “habeas corpus constitui remédio processual inadequado para a análise da prova, para o reexame do material probatório produzido, para a reapreciação da matéria de fato e, também, para a revalorização dos elementos instrutórios coligidos no processo penal de conhecimento” (HC 74.295, Relator o Ministro Celso de Mello, DJ 22.6.2001). Na mesma linha: “HABEAS CORPUS. TRÁFICO ILÍCITO TRANSNACIONAL DE DROGAS. IMPOSSIBILIDADE DE APLICAÇÃO DA CAUSA DE DIMINUIÇÃO DE PENA PREVISTA NO § 4... DO ART. 33 DA LEI 11.343/2006. PACIENTE INTEGRANTE DE ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA. RECONHECIMENTO PELO JUIZ SENTENCIANTE E PELO TRIBUNAL EM SEDE DE APELAÇÃO. ORDEM DENEGADA. I – Para a concessão do benefício previsto no § 4... do art. 33 da Lei 11.343/2006, é necessário que o réu seja primário, de bons antecedentes, não se dedique às atividades criminosas nem integre organização criminosa. II – No presente caso, o juízo de primeiro grau deixou de aplicar a causa de diminuição da pena, em virtude de a paciente ter se associado a outras três pessoas para a prática do crime de tráfico transnacional de droga, o que evidencia a existência de uma organização criminosa voltada para esse fim. III – A discussão sobre o acerto ou desacerto da decisão do juiz de primeiro grau, confirmada em segunda instância, exige o exame aprofundado de fatos e provas, o que, em sede de habeas corpus , não se mostra possível, visto tratar-se 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5533598. Inteiro Teor do Acórdão - Página 19 de 22 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA HC 120518 / SP de instrumento destinado à proteção de direito demonstrável de plano, que não admite dilação probatória. IV – Mantida a reprimenda, tal como aplicada pelo juízo sentenciante e confirmada em segundo grau de jurisdição, fica superado o pedido de substituição da pena privativa de liberdade por restritivas de direitos, por vedação do inciso I do art. 44 do Código Penal, bem como a fixação do regime aberto. V – Habeas corpus denegado” (HC 106.105, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe 1....2.2011, grifos nossos). 7. Por fim, ressalto não ser o caso de acolher o parecer da Procuradoria-Geral da República no sentido da concessão parcial da ordem para “determinar ao juízo da execução competente que fixe, motivadamente, o regime inicial, afastando-se o óbice do art. 2..., §1..., da Lei 8.072/90”. 8. O juízo da 1... Vara Federal de Guarulhos, 19... Subseção Judiciária de São Paulo, condenou o Paciente por tráfico internacional à pena de 2 anos, 11 meses e 292 dias-multa e fixou o regime inicial fechado nestes termos: “A pena privativa de liberdade cominada deverá ser cumprida inicialmente em regime fechado, nos termos do artigo 2..., § 1..., da Lei dos Crimes Hediondos, na redação que lhe foi dada pela Lei n 11.464/07, ressalvando que a verificação do preenchimento das condições para progressão de regime ficará a cargo do Juízo da Execução, inclusive no tocante a eventual direito a progressão pelo tempo de prisão provisória já decorrido”. 9. De acordo com os documentos que instruem os autos, o Paciente foi solto em 17.3.2012, pelo cumprimento integral dessa pena. No entanto, com o parcial provimento do recurso da acusação pela Primeira Turma do Tribunal Regional Federal da 3... Região, a pena foi majorada para 7 anos de reclusão e 700 dias-multa, sendo reduzida para 5 anos, 10 meses de reclusão e 580 dias-multa pelo parcial provimento do recurso da defesa no Superior Tribunal de Justiça, decisão transitada em julgado. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5533598. Supremo Tribunal Federal HC 120518 / SP de instrumento destinado à proteção de direito demonstrável de plano, que não admite dilação probatória. IV – Mantida a reprimenda, tal como aplicada pelo juízo sentenciante e confirmada em segundo grau de jurisdição, fica superado o pedido de substituição da pena privativa de liberdade por restritivas de direitos, por vedação do inciso I do art. 44 do Código Penal, bem como a fixação do regime aberto. V – Habeas corpus denegado” (HC 106.105, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe 1....2.2011, grifos nossos). 7. Por fim, ressalto não ser o caso de acolher o parecer da Procuradoria-Geral da República no sentido da concessão parcial da ordem para “determinar ao juízo da execução competente que fixe, motivadamente, o regime inicial, afastando-se o óbice do art. 2..., §1..., da Lei 8.072/90”. 8. O juízo da 1... Vara Federal de Guarulhos, 19... Subseção Judiciária de São Paulo, condenou o Paciente por tráfico internacional à pena de 2 anos, 11 meses e 292 dias-multa e fixou o regime inicial fechado nestes termos: “A pena privativa de liberdade cominada deverá ser cumprida inicialmente em regime fechado, nos termos do artigo 2..., § 1..., da Lei dos Crimes Hediondos, na redação que lhe foi dada pela Lei n 11.464/07, ressalvando que a verificação do preenchimento das condições para progressão de regime ficará a cargo do Juízo da Execução, inclusive no tocante a eventual direito a progressão pelo tempo de prisão provisória já decorrido”. 9. De acordo com os documentos que instruem os autos, o Paciente foi solto em 17.3.2012, pelo cumprimento integral dessa pena. No entanto, com o parcial provimento do recurso da acusação pela Primeira Turma do Tribunal Regional Federal da 3... Região, a pena foi majorada para 7 anos de reclusão e 700 dias-multa, sendo reduzida para 5 anos, 10 meses de reclusão e 580 dias-multa pelo parcial provimento do recurso da defesa no Superior Tribunal de Justiça, decisão transitada em julgado. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5533598. Inteiro Teor do Acórdão - Página 20 de 22 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA HC 120518 / SP 10. Por causa desse acréscimo à pena fixada em primeira instância, foi expedido mandado de prisão para que o Paciente cumpra o restante da pena, o que ainda não aconteceu, conforme informado em contato telefônico pelo juízo de origem. 11. Dessa forma, embora este Supremo Tribunal, nos termos do parecer, “no julgamento do HC 111.840 (Rel. Min. Dias Toffoli, julgado em 27.6.2012), [tenha declarado] incidentalmente a inconstitucionalidade do referido preceito [artigo 2..., § 1..., da Lei n. 8.072/1990]”, o Paciente está foragido e nenhuma efetividade haveria em se determinar ao juízo de origem que reexaminasse a questão do regime prisional. Após o cumprimento do mandado de prisão, caberá ao juízo de origem reexaminar a questão do regime prisional, podendo a defesa, caso considere conveniente, insurgir-se quanto ao que for decidido. 12. Pelo exposto, voto pela denegação da ordem. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5533598. Supremo Tribunal Federal HC 120518 / SP 10. Por causa desse acréscimo à pena fixada em primeira instância, foi expedido mandado de prisão para que o Paciente cumpra o restante da pena, o que ainda não aconteceu, conforme informado em contato telefônico pelo juízo de origem. 11. Dessa forma, embora este Supremo Tribunal, nos termos do parecer, “no julgamento do HC 111.840 (Rel. Min. Dias Toffoli, julgado em 27.6.2012), [tenha declarado] incidentalmente a inconstitucionalidade do referido preceito [artigo 2..., § 1..., da Lei n. 8.072/1990]”, o Paciente está foragido e nenhuma efetividade haveria em se determinar ao juízo de origem que reexaminasse a questão do regime prisional. Após o cumprimento do mandado de prisão, caberá ao juízo de origem reexaminar a questão do regime prisional, podendo a defesa, caso considere conveniente, insurgir-se quanto ao que for decidido. 12. Pelo exposto, voto pela denegação da ordem. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5533598. Inteiro Teor do Acórdão - Página 21 de 22 Extrato de Ata - 25/03/2014 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 120.518 PROCED. : SÃO PAULO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA PACTE.(S) : JUAN JOSÉ FERNANDEZ PLAZA IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIAO PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) : RELATORA DO ARESP n 280.089 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por votação unânime, denegou a ordem, nos termos do voto da Relatora. 2... Turma, 25.03.2014. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 5534398 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 120.518 PROCED. : SÃO PAULO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA PACTE.(S) : JUAN JOSÉ FERNANDEZ PLAZA IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIAO PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) : RELATORA DO ARESP n 280.089 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por votação unânime, denegou a ordem, nos termos do voto da Relatora. 2... Turma, 25.03.2014. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 5534398 Inteiro Teor do Acórdão - Página 22 de 22
{ "JURISPRUDENCIA": [ "HABEAS CORPUS 120 . 518", "ARESP n 280 . 089", "Agravo em Recurso Especial n . 280 . 089", "HC 120518 / SP", "HC 120518 / SP", "HABEAS CORPUS 120 . 518", "ARESP n 280 . 089", "Agravo em Recurso Especial n . 280 . 089 .", "Agravo em Recurso Especial n . 280 . 089", "HABEAS CORPUS 120 . 518", "ARESP n 280 . 089", "Agravo em Recurso Especial n . 280 . 089 .", "HC 120518 / SP", "HC 120518 / SP", "HC 120518 / SP", "HC 102002", "HC 120518 / SP", "HC 102002", "HC 120518 / SP n 11 . 343 / 2006", "Súmulas ns 7", "HC 120518 / SP n 11 . 343 / 2006", "HC 120518 / SP", "HC 120518 / SP", "HC 120518 / SP", "HC 102002 , 6", "HC 120518 / SP", "HC 102002 , 6 Supremo Tribunal", "HC 120518 / SP", "HC 120518 / SP", "HC 120518 / SP", "HC 120518 / SP", "HC 120518 / SP", "HC n . 111 . 840 / ES", "HC 120518 / SP", "HC n . 111 . 840 / ES", "HC 120518 / SP", "HC 120518 / SP", "HC 120518 / SP", "HC 120518 / SP", "HC 120518 / SP", "HC 120518 / SP", "HC 120518 / SP", "HC 120518 / SP", "HABEAS CORPUS 120 . 518", "Agravo em Recurso Especial n . 280 . 089", "HC 120 . 259 - 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JOSÉ FERNANDEZ PLAZA", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Roberto Barroso", "JUAN JOSÉ FERNANDEZ PLAZA", "CÁRMEN LÚCIA", "JUAN JOSÉ FERNANDEZ PLAZA", "Laurita Vaz", "JUAN JOSÉ FERNANDEZ PLAZA", "Laurita Vaz", "CÁRMEN LÚCIA", "Celso de Mello", "Celso de Mello", "CÁRMEN LÚCIA", "Ricardo Lewandowski", "Ricardo Lewandowski", "CÁRMEN LÚCIA", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "CÁRMEN LÚCIA", "JUAN JOSÉ FERNANDEZ PLAZA", "Cármen Lúcia", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Teori Zavascki", "Paulo Gustavo Gonet Branco", "Ravena Siqueira", "CÁRMEN LÚCIA", "JUAN JOSÉ FERNANDEZ PLAZA", "Cármen Lúcia", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Teori Zavascki", "Paulo Gustavo Gonet Branco", "Ravena Siqueira" ], "TEMPO": [ "25", "/", "03", "/", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "25 de março de 2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "25 de março de 2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "25", "/", "03", "/", "2014", "14", ".", "11", ".", "2013", "10", ".", "10", ".", 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Ementa e Acórdão 25/03/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 121.142 SÃO PAULO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :LUCIANO FERNANDES OLIVEIRA ADV.(A/S) :LEANDRO BOLCONE PEREIRA AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA E M E N T A: “HABEAS CORPUS” – EXECUÇÃO PENAL – PROGRESSÃO AO REGIME SEMIABERTO – ANÁLISE DE REQUISITOS SUBJETIVOS – CONTROVÉRSIA QUE IMPLICA EXAME APROFUNDADO DE FATOS E PROVAS – INVIABILIDADE DESSA ANÁLISE NA VIA SUMARÍSSIMA DO “HABEAS CORPUS” – DECISÃO QUE SE REPORTA AOS FUNDAMENTOS QUE DERAM SUPORTE AO PARECER DO MINISTÉRIO PÚBLICO – MOTIVAÇÃO “PER RELATIONEM” – LEGITIMIDADE CONSTITUCIONAL DESSA TÉCNICA DE MOTIVAÇÃO – FUNDAMENTAÇÃO VÁLIDA – RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO. - A ação de “habeas corpus” constitui remédio processual inadequado, quando ajuizada com o objetivo (a) de promover a análise da prova penal, (b) de efetuar o reexame do conjunto probatório regularmente produzido, (c) de provocar a reapreciação da matéria de fato e (d) de proceder à revalorização dos elementos instrutórios coligidos no processo penal de conhecimento. Não se revela viável, desse modo, em sede de “habeas corpus”, o pleito de progressão ao regime semiaberto. - O Supremo Tribunal Federal tem salientado, em seu magistério jurisprudencial, a propósito da motivação “per relationem”, que inocorre ausência de fundamentação quando o ato decisório – o acórdão, inclusive – reporta-se, expressamente, a manifestações ou a peças processuais outras, mesmo as produzidas pelo Ministério Público, desde que, nestas, se achem expostos os motivos, de fato ou de direito, justificadores da decisão judicial proferida. Precedentes. Doutrina. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5828299. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 12 Ementa e Acórdão HC 121142 AGR / SP O acórdão, ao fazer remissão aos fundamentos fático-jurídicos expostos no parecer do Ministério Público – e ao invocá-los como expressa razão de decidir –, ajusta-se, com plena fidelidade, à exigência jurídico-constitucional de motivação a que estão sujeitos os atos decisórios emanados do Poder Judiciário (CF, art. 93, IX). A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência da Ministra Cármen Lúcia, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 25 de março de 2014. CELSO DE MELLO – RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5828299. Supremo Tribunal Federal HC 121142 AGR / SP O acórdão, ao fazer remissão aos fundamentos fático-jurídicos expostos no parecer do Ministério Público – e ao invocá-los como expressa razão de decidir –, ajusta-se, com plena fidelidade, à exigência jurídico-constitucional de motivação a que estão sujeitos os atos decisórios emanados do Poder Judiciário (CF, art. 93, IX). A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência da Ministra Cármen Lúcia, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 25 de março de 2014. CELSO DE MELLO – RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5828299. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 12 Relatório 25/03/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 121.142 SÃO PAULO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :LUCIANO FERNANDES OLIVEIRA ADV.(A/S) :LEANDRO BOLCONE PEREIRA AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): O Ministério Público Federal, em parecer da lavra da ilustre Subprocuradora-Geral da República Dra. CLÁUDIA SAMPAIO MARQUES, assim resumiu e apreciou a presente impetração: “‘HABEAS CORPUS’. EXECUÇÃO PENAL. PLEITO DE PROGRESSÃO AO REGIME SEMIABERTO. INDEFERIMENTO EM SEDE ORDINÁRIA. AUSÊNCIA DE REQUISITO SUBJETIVO. INADMISSIBILIDADE DE ‘HC’ SUBSTITUTIVO DE RECURSO ORDINÁRIO. CONSTRANGIMENTO ILEGAL NÃO CONFIGURADO. PACIENTE QUE NÃO OSTENTA O MÉRITO NECESSÁRIO PARA O BENEFÍCIO ALMEJADO (ART. 112 DA LEP). REITERAÇÃO DELITIVA E INÚMERAS FALTAS GRAVES PRATICADAS NO CURSO DA EXECUÇÃO PENAL. PRECEDENTES DA SUPREMA CORTE. PARECER PELO NÃO CONHECIMENTO DO ‘WRIT’ E, NO Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5828300. Supremo Tribunal Federal 25/03/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 121.142 SÃO PAULO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :LUCIANO FERNANDES OLIVEIRA ADV.(A/S) :LEANDRO BOLCONE PEREIRA AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): O Ministério Público Federal, em parecer da lavra da ilustre Subprocuradora-Geral da República Dra. CLÁUDIA SAMPAIO MARQUES, assim resumiu e apreciou a presente impetração: “‘HABEAS CORPUS’. EXECUÇÃO PENAL. PLEITO DE PROGRESSÃO AO REGIME SEMIABERTO. INDEFERIMENTO EM SEDE ORDINÁRIA. AUSÊNCIA DE REQUISITO SUBJETIVO. INADMISSIBILIDADE DE ‘HC’ SUBSTITUTIVO DE RECURSO ORDINÁRIO. CONSTRANGIMENTO ILEGAL NÃO CONFIGURADO. PACIENTE QUE NÃO OSTENTA O MÉRITO NECESSÁRIO PARA O BENEFÍCIO ALMEJADO (ART. 112 DA LEP). REITERAÇÃO DELITIVA E INÚMERAS FALTAS GRAVES PRATICADAS NO CURSO DA EXECUÇÃO PENAL. PRECEDENTES DA SUPREMA CORTE. PARECER PELO NÃO CONHECIMENTO DO ‘WRIT’ E, NO Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5828300. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 12 Relatório HC 121142 AGR / SP MÉRITO, PELA DENEGAÇÃO DA ORDEM. 1. Trata-se de ‘habeas corpus’ impetrado em favor de Luciano Fernandes Oliveira contra acórdão proferido pelo Superior Tribunal de Justiça no HC nº 240.208/SP, assim ementado: ‘’HABEAS CORPUS’. IMPETRAÇÃO SUBSTITUTIVA DE RECURSO ESPECIAL. IMPROPRIEDADE DA VIA ELEITA. PROGRESSÃO AO REGIME SEMIABERTO. REQUISITO SUBJETIVO. NÃO PREENCHIMENTO. FALTAS GRAVES. AUSÊNCIA DE ILEGALIDADE PATENTE. EXAME CRIMINOLÓGICO. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. NÃO CONHECIMENTO. 1. É imperiosa a necessidade de racionalização do emprego do ‘habeas corpus’, em prestígio ao âmbito de cognição da garantia constitucional, e, em louvor à lógica do sistema recursal. ‘In casu’, foi impetrada indevidamente a ordem como substitutiva de recurso especial. 2. Hipótese em que não há flagrante ilegalidade a ser reconhecida. A Corte estadual procedeu a uma análise do mérito do condenado, incluindo as faltas disciplinares por ele cometidas, e entendeu incabível a benesse, fundamentando concretamente o acórdão. Quanto ao mérito das faltas graves, trata-se de matéria de fato, não de direito, e a inversão do decidido depende de um exame amplo e profundo da conduta carcerária do apenado. 3. O pleito subsidiário, de transferência para penitenciária onde o paciente possa trabalhar e estudar, não foi enfrentado pelo Tribunal de origem, vedada a supressão de instância. 4. ‘Writ’ não conhecido’. 2. O impetrante sustenta, em síntese, que o paciente atende aos requisitos subjetivos e objetivos necessários à progressão para o regime semiaberto, requerendo a concessão do benefício, ou, alternativamente, que seja determinada sua transferência para outro 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5828300. Supremo Tribunal Federal HC 121142 AGR / SP MÉRITO, PELA DENEGAÇÃO DA ORDEM. 1. Trata-se de ‘habeas corpus’ impetrado em favor de Luciano Fernandes Oliveira contra acórdão proferido pelo Superior Tribunal de Justiça no HC nº 240.208/SP, assim ementado: ‘’HABEAS CORPUS’. IMPETRAÇÃO SUBSTITUTIVA DE RECURSO ESPECIAL. IMPROPRIEDADE DA VIA ELEITA. PROGRESSÃO AO REGIME SEMIABERTO. REQUISITO SUBJETIVO. NÃO PREENCHIMENTO. FALTAS GRAVES. AUSÊNCIA DE ILEGALIDADE PATENTE. EXAME CRIMINOLÓGICO. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. NÃO CONHECIMENTO. 1. É imperiosa a necessidade de racionalização do emprego do ‘habeas corpus’, em prestígio ao âmbito de cognição da garantia constitucional, e, em louvor à lógica do sistema recursal. ‘In casu’, foi impetrada indevidamente a ordem como substitutiva de recurso especial. 2. Hipótese em que não há flagrante ilegalidade a ser reconhecida. A Corte estadual procedeu a uma análise do mérito do condenado, incluindo as faltas disciplinares por ele cometidas, e entendeu incabível a benesse, fundamentando concretamente o acórdão. Quanto ao mérito das faltas graves, trata-se de matéria de fato, não de direito, e a inversão do decidido depende de um exame amplo e profundo da conduta carcerária do apenado. 3. O pleito subsidiário, de transferência para penitenciária onde o paciente possa trabalhar e estudar, não foi enfrentado pelo Tribunal de origem, vedada a supressão de instância. 4. ‘Writ’ não conhecido’. 2. O impetrante sustenta, em síntese, que o paciente atende aos requisitos subjetivos e objetivos necessários à progressão para o regime semiaberto, requerendo a concessão do benefício, ou, alternativamente, que seja determinada sua transferência para outro 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5828300. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 12 Relatório HC 121142 AGR / SP estabelecimento prisional em que lhe seja possível trabalhar e estudar, com fins de uma melhor avaliação quanto à sua reabilitação. 3. Preliminarmente, impõe-se a extinção do feito sem julgamento do mérito em razão da incompetência dessa Corte para conhecer de ‘habeas corpus’ impetrado contra acórdão do Superior Tribunal de Justiça que, também em ‘habeas corpus’, não conheceu do pedido. 4. A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal firmou posicionamento no sentido de ‘não mais admitir habeas corpus que tenham por objetivo substituir o Recurso Ordinário em ‘Habeas Corpus’ (RHC). Segundo o entendimento da Turma, para se questionar uma decisão que denega pedido de ‘HC’, em instância anterior, o instrumento adequado é o RHC e não o ‘habeas corpus’. Ressalta-se, no ponto, que a via do ‘habeas corpus’ também foi impropriamente utilizada perante a Corte dita coatora, como substitutiva de recurso especial. 5. No mérito, do mesmo modo, as razões da impetração não merecem acolhimento. 6. O paciente foi condenado às penas de 38 anos, 6 meses e 9 dias de reclusão, em regime inicial fechado, por crimes de tráfico de entorpecentes e roubo qualificado. O pedido de progressão para o regime semiaberto foi indeferido pelo Juízo das Execuções Criminais, por ausência de requisito subjetivo, decisão mantida no julgamento do agravo em execução pelo TJ/SP, com base nas peculiaridades do caso. 7. Ao contrário do que alega o impetrante, o indeferimento do pedido de progressão de regime ocorreu de forma plenamente fundamentada, com estrita observância aos critérios legais (art. 112 da LEP). Registrou-se que, além de ser ‘reincidente específico no delito de roubo qualificado, apresentando três períodos em que permaneceu foragido’, o paciente praticou inúmeras faltas disciplinares de natureza grave durante o cumprimento da pena (‘consistentes em apreensão de celular com bateria, oito chips, porção de gesso e cimento; liderança em movimento subversivo com danos ao patrimônio, desobediência, desrespeito e ameaça e evasão’), a indicarem, inclusive, a necessidade de exame criminológico para análise de novo pleito relativo à progressão prisional. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5828300. Supremo Tribunal Federal HC 121142 AGR / SP estabelecimento prisional em que lhe seja possível trabalhar e estudar, com fins de uma melhor avaliação quanto à sua reabilitação. 3. Preliminarmente, impõe-se a extinção do feito sem julgamento do mérito em razão da incompetência dessa Corte para conhecer de ‘habeas corpus’ impetrado contra acórdão do Superior Tribunal de Justiça que, também em ‘habeas corpus’, não conheceu do pedido. 4. A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal firmou posicionamento no sentido de ‘não mais admitir habeas corpus que tenham por objetivo substituir o Recurso Ordinário em ‘Habeas Corpus’ (RHC). Segundo o entendimento da Turma, para se questionar uma decisão que denega pedido de ‘HC’, em instância anterior, o instrumento adequado é o RHC e não o ‘habeas corpus’. Ressalta-se, no ponto, que a via do ‘habeas corpus’ também foi impropriamente utilizada perante a Corte dita coatora, como substitutiva de recurso especial. 5. No mérito, do mesmo modo, as razões da impetração não merecem acolhimento. 6. O paciente foi condenado às penas de 38 anos, 6 meses e 9 dias de reclusão, em regime inicial fechado, por crimes de tráfico de entorpecentes e roubo qualificado. O pedido de progressão para o regime semiaberto foi indeferido pelo Juízo das Execuções Criminais, por ausência de requisito subjetivo, decisão mantida no julgamento do agravo em execução pelo TJ/SP, com base nas peculiaridades do caso. 7. Ao contrário do que alega o impetrante, o indeferimento do pedido de progressão de regime ocorreu de forma plenamente fundamentada, com estrita observância aos critérios legais (art. 112 da LEP). Registrou-se que, além de ser ‘reincidente específico no delito de roubo qualificado, apresentando três períodos em que permaneceu foragido’, o paciente praticou inúmeras faltas disciplinares de natureza grave durante o cumprimento da pena (‘consistentes em apreensão de celular com bateria, oito chips, porção de gesso e cimento; liderança em movimento subversivo com danos ao patrimônio, desobediência, desrespeito e ameaça e evasão’), a indicarem, inclusive, a necessidade de exame criminológico para análise de novo pleito relativo à progressão prisional. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5828300. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 12 Relatório HC 121142 AGR / SP 8. Tal contexto demonstra claramente que o paciente não ostenta o mérito necessário para obter a pretendida progressão ao regime intermediário, pois as condutas empreendidas no curso da execução penal evidenciam, de forma veemente, a persistência de traços de insubordinação e a tendência à reiteração delitiva, inviabilizando, pelo menos por ora, a progressão para regime mais brando. 9. Além disso, maiores incursões acerca do mérito do condenado demandariam inegável revolvimento de elementos fático-probatórios, medida incompatível com os estritos limites do ‘mandamus’. Em casos análogos, são diversos os julgados dessa Suprema Corte: ‘RECURSO ORDINÁRIO EM ‘HABEAS CORPUS’. EXECUÇÃO PENAL. PROGRESSÃO DE REGIME. NÃO PREENCHIMENTO DO REQUISITO SUBJETIVO PREVISTO NO ART. 112 DA LEI 7.210/1984. DECISÃO FUNDAMENTADA. INVIABILIDADE DE REVOLVER FATOS E PROVAS EM SEDE DE ‘HABEAS CORPUS’. RECURSO IMPROVIDO. 1. Decisão fundamentada concluiu que o paciente não preenche o requisito subjetivo necessário para a concessão progressão de regime (cometimento de faltas graves e evasões). Nesse contexto, revela-se inviável a utilização de ‘habeas corpus’, ação desprovida do direito ao contraditório, para reexaminar fatos e provas com vistas a verificar se o paciente ostenta ou não boa conduta carcerária apta o suficiente para o deferimento do benefício executório. Precedentes. 2. Recurso ordinário improvido’ – … (RHC 119610, Rel. Min. Teori Zavascki, Segunda Turma, julgado em 04/02/2014, DJe-031 DIVULG 13-02-2014 PUBLIC 14-02-2014). ‘‘HABEAS CORPUS’. PLEITO DE ANULAÇÃO DO ACÓRDÃO PROFERIDO PELO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. INEXISTÊNCIA DE CONSTRANGIMENTO ILEGAL. EXECUÇÃO PENAL. PROGRESSÃO DE REGIME. REQUISITO SUBJETIVO 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5828300. Supremo Tribunal Federal HC 121142 AGR / SP 8. Tal contexto demonstra claramente que o paciente não ostenta o mérito necessário para obter a pretendida progressão ao regime intermediário, pois as condutas empreendidas no curso da execução penal evidenciam, de forma veemente, a persistência de traços de insubordinação e a tendência à reiteração delitiva, inviabilizando, pelo menos por ora, a progressão para regime mais brando. 9. Além disso, maiores incursões acerca do mérito do condenado demandariam inegável revolvimento de elementos fático-probatórios, medida incompatível com os estritos limites do ‘mandamus’. Em casos análogos, são diversos os julgados dessa Suprema Corte: ‘RECURSO ORDINÁRIO EM ‘HABEAS CORPUS’. EXECUÇÃO PENAL. PROGRESSÃO DE REGIME. NÃO PREENCHIMENTO DO REQUISITO SUBJETIVO PREVISTO NO ART. 112 DA LEI 7.210/1984. DECISÃO FUNDAMENTADA. INVIABILIDADE DE REVOLVER FATOS E PROVAS EM SEDE DE ‘HABEAS CORPUS’. RECURSO IMPROVIDO. 1. Decisão fundamentada concluiu que o paciente não preenche o requisito subjetivo necessário para a concessão progressão de regime (cometimento de faltas graves e evasões). Nesse contexto, revela-se inviável a utilização de ‘habeas corpus’, ação desprovida do direito ao contraditório, para reexaminar fatos e provas com vistas a verificar se o paciente ostenta ou não boa conduta carcerária apta o suficiente para o deferimento do benefício executório. Precedentes. 2. Recurso ordinário improvido’ – … (RHC 119610, Rel. Min. Teori Zavascki, Segunda Turma, julgado em 04/02/2014, DJe-031 DIVULG 13-02-2014 PUBLIC 14-02-2014). ‘‘HABEAS CORPUS’. PLEITO DE ANULAÇÃO DO ACÓRDÃO PROFERIDO PELO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. INEXISTÊNCIA DE CONSTRANGIMENTO ILEGAL. EXECUÇÃO PENAL. PROGRESSÃO DE REGIME. REQUISITO SUBJETIVO 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5828300. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 12 Relatório HC 121142 AGR / SP NÃO PREENCHIDO. REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. VEDAÇÃO. ORDEM DENEGADA. I – Não há nenhuma ilegalidade no acórdão do Superior Tribunal de Justiça que, embora assente que não conhece de ‘habeas corpus’ porque impetrado em substituição ao recurso ordinariamente previsto, examina as questões postas com o fito de verificar a existência de constrangimento ilegal apto a justificar a concessão da ordem de ofício. II – O acórdão estadual, ao manter a decisão de primeiro grau, concluiu fundamentadamente pela impossibilidade de conceder o benefício da progressão de regime ao paciente, ante o não preenchimento do requisito subjetivo, tendo em vista o histórico prisional desfavorável e a inadequação terapêutica da medida postulada. III – Ainda que assim não fosse, a análise quanto ao preenchimento do requisito subjetivo previsto no art. 112 da LEP demandaria o reexame do conjunto fático-probatório, o que é vedado em sede de habeas corpus. IV – Ordem denegada’ – ... (HC 116389, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, julgado em 24/04/2013,DJe-089 DIVULG 13-05-2013 PUBLIC 14-05-2013). ‘’HABEAS CORPUS’. CONSTITUCIONAL. EXECUÇÃO PENAL. PROGRESSÃO DE REGIME. REQUISITO SUBJETIVO NÃO ATENDIDO. IMPOSSIBILIDADE DE REEXAME DE PROVA EM ‘HABEAS CORPUS’. 1. Paciente/Impetrante condenado à pena total de 65 anos, 3 meses e 11 dias de reclusão pelo cometimento de latrocínio, homicídio, roubos circunstanciados, furto qualificado, estelionatos, receptação, uso de documento falso e falsificação de documento público. 2. Pedido de progressão para o regime semiaberto indeferido pela não observância do requisito subjetivo, considerados a pena, os crimes imputados e a prática de falta grave. Fundamentos idôneos. Precedentes. 3. A análise do preenchimento, ou não, do requisito subjetivo para a progressão de regime demandaria a 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5828300. Supremo Tribunal Federal HC 121142 AGR / SP NÃO PREENCHIDO. REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. VEDAÇÃO. ORDEM DENEGADA. I – Não há nenhuma ilegalidade no acórdão do Superior Tribunal de Justiça que, embora assente que não conhece de ‘habeas corpus’ porque impetrado em substituição ao recurso ordinariamente previsto, examina as questões postas com o fito de verificar a existência de constrangimento ilegal apto a justificar a concessão da ordem de ofício. II – O acórdão estadual, ao manter a decisão de primeiro grau, concluiu fundamentadamente pela impossibilidade de conceder o benefício da progressão de regime ao paciente, ante o não preenchimento do requisito subjetivo, tendo em vista o histórico prisional desfavorável e a inadequação terapêutica da medida postulada. III – Ainda que assim não fosse, a análise quanto ao preenchimento do requisito subjetivo previsto no art. 112 da LEP demandaria o reexame do conjunto fático-probatório, o que é vedado em sede de habeas corpus. IV – Ordem denegada’ – ... (HC 116389, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, julgado em 24/04/2013,DJe-089 DIVULG 13-05-2013 PUBLIC 14-05-2013). ‘’HABEAS CORPUS’. CONSTITUCIONAL. EXECUÇÃO PENAL. PROGRESSÃO DE REGIME. REQUISITO SUBJETIVO NÃO ATENDIDO. IMPOSSIBILIDADE DE REEXAME DE PROVA EM ‘HABEAS CORPUS’. 1. Paciente/Impetrante condenado à pena total de 65 anos, 3 meses e 11 dias de reclusão pelo cometimento de latrocínio, homicídio, roubos circunstanciados, furto qualificado, estelionatos, receptação, uso de documento falso e falsificação de documento público. 2. Pedido de progressão para o regime semiaberto indeferido pela não observância do requisito subjetivo, considerados a pena, os crimes imputados e a prática de falta grave. Fundamentos idôneos. Precedentes. 3. A análise do preenchimento, ou não, do requisito subjetivo para a progressão de regime demandaria a 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5828300. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 12 Relatório HC 121142 AGR / SP reexame dos fatos e das provas dos autos, ao que não se presta o ‘habeas corpus’. 4. Ordem denegada’ – ... (HC 110098, Rel. Min. Cármen Lúcia, Primeira Turma, julgado em 08/11/2011, DJe-232 DIVULG 06-12-2011 PUBLIC 07-12-2011). 10. Por fim, importa registrar que o pedido alternativo – de transferência do paciente para outro estabelecimento prisional – não foi apreciado nas instâncias anteriores, o que inviabiliza sua análise pelo Pretório Excelso. 11. Pelo exposto, o parecer é pelo não conhecimento do ‘writ’ e, caso conhecido, pela denegação ordem.” (grifei) Por não me convencer das razões expostas pela parte ora agravante, submeto, à apreciação desta colenda Turma, o presente recurso de agravo. É o relatório. 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5828300. Supremo Tribunal Federal HC 121142 AGR / SP reexame dos fatos e das provas dos autos, ao que não se presta o ‘habeas corpus’. 4. Ordem denegada’ – ... (HC 110098, Rel. Min. Cármen Lúcia, Primeira Turma, julgado em 08/11/2011, DJe-232 DIVULG 06-12-2011 PUBLIC 07-12-2011). 10. Por fim, importa registrar que o pedido alternativo – de transferência do paciente para outro estabelecimento prisional – não foi apreciado nas instâncias anteriores, o que inviabiliza sua análise pelo Pretório Excelso. 11. Pelo exposto, o parecer é pelo não conhecimento do ‘writ’ e, caso conhecido, pela denegação ordem.” (grifei) Por não me convencer das razões expostas pela parte ora agravante, submeto, à apreciação desta colenda Turma, o presente recurso de agravo. É o relatório. 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5828300. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 12 Voto - MIN. CELSO DE MELLO 25/03/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 121.142 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Entendo não assistir razão à parte ora agravante, eis que a decisão agravada – cujos fundamentos são ora reafirmados – ajusta-se, com integralidade, à diretriz jurisprudencial firmada pelo Supremo Tribunal Federal na matéria em exame. Passo, desse modo, a examinar o pedido ora formulado nesta sede processual. E, ao fazê-lo, acolho, integralmente, o substancioso e fundamentado parecer do Ministério Público Federal, da lavra da ilustre Subprocuradora-Geral da República Dra. CLÁUDIA SAMPAIO MARQUES, que opinou pela denegação da ordem de “habeas corpus”. Ao adotar, como razão de decidir, os fundamentos em que se apoia a manifestação da douta Procuradoria-Geral da República, valho-me da técnica da motivação “per relationem”, cuja legitimidade jurídico-constitucional tem sido reconhecida pela jurisprudência desta Suprema Corte (HC 69.438/SP, Rel. Min. CELSO DE MELLO – HC 69.987/SP, Rel. Min. CELSO DE MELLO, v.g.). Com efeito, o Supremo Tribunal Federal, pronunciando-se a propósito da técnica da motivação por referência ou por remissão, reconheceu-a compatível com o que dispõe o art. 93, inciso IX, da Constituição da República (AI 734.689-AgR/DF, Rel. Min. CELSO DE MELLO – ARE 657.355-AgR/SP, Rel. Min. LUIZ FUX – HC 54.513/DF, Rel. Min. MOREIRA ALVES – RE 585.932-AgR/RJ, Rel. Min. GILMAR MENDES, v.g.): “Reveste-se de plena legitimidade jurídico-constitucional a utilização, pelo Poder Judiciário, da técnica da motivação ‘per Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5828301. Supremo Tribunal Federal 25/03/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 121.142 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Entendo não assistir razão à parte ora agravante, eis que a decisão agravada – cujos fundamentos são ora reafirmados – ajusta-se, com integralidade, à diretriz jurisprudencial firmada pelo Supremo Tribunal Federal na matéria em exame. Passo, desse modo, a examinar o pedido ora formulado nesta sede processual. E, ao fazê-lo, acolho, integralmente, o substancioso e fundamentado parecer do Ministério Público Federal, da lavra da ilustre Subprocuradora-Geral da República Dra. CLÁUDIA SAMPAIO MARQUES, que opinou pela denegação da ordem de “habeas corpus”. Ao adotar, como razão de decidir, os fundamentos em que se apoia a manifestação da douta Procuradoria-Geral da República, valho-me da técnica da motivação “per relationem”, cuja legitimidade jurídico-constitucional tem sido reconhecida pela jurisprudência desta Suprema Corte (HC 69.438/SP, Rel. Min. CELSO DE MELLO – HC 69.987/SP, Rel. Min. CELSO DE MELLO, v.g.). Com efeito, o Supremo Tribunal Federal, pronunciando-se a propósito da técnica da motivação por referência ou por remissão, reconheceu-a compatível com o que dispõe o art. 93, inciso IX, da Constituição da República (AI 734.689-AgR/DF, Rel. Min. CELSO DE MELLO – ARE 657.355-AgR/SP, Rel. Min. LUIZ FUX – HC 54.513/DF, Rel. Min. MOREIRA ALVES – RE 585.932-AgR/RJ, Rel. Min. GILMAR MENDES, v.g.): “Reveste-se de plena legitimidade jurídico-constitucional a utilização, pelo Poder Judiciário, da técnica da motivação ‘per Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5828301. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 12 Voto - MIN. CELSO DE MELLO HC 121142 AGR / SP relationem’, que se mostra compatível com o que dispõe o art. 93, IX, da Constituição da República. A remissão feita pelo magistrado – referindo-se, expressamente, aos fundamentos (de fato e/ou de direito) que deram suporte a anterior decisão (ou, então, a pareceres do Ministério Público ou, ainda, a informações prestadas por órgão apontado como coator) – constitui meio apto a promover a formal incorporação, ao ato decisório, da motivação a que o juiz se reportou como razão de decidir. Precedentes.” (AI 825.520-AgR-ED/SP, Rel. Min. CELSO DE MELLO) Observo, de outro lado, por relevante, que essa manifestação do Ministério Público Federal ajusta-se, com absoluta fidelidade, no que concerne ao tema de fundo, à diretriz jurisprudencial que o Supremo Tribunal Federal consagrou na apreciação de controvérsia idêntica à ora em análise. Não se desconhece que a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal – desde que ausente situação de certeza objetiva quanto aos fatos – tem assinalado não se revelar compatível com o âmbito estreito do “habeas corpus” a apreciação jurisdicional que importe em indagação probatória, ou em análise aprofundada de matéria fática, ou, ainda, em exame valorativo dos elementos de prova (RTJ 110/555 – RTJ 129/1199 – RTJ 163/650-651 – RTJ 165/877-878 – RTJ 168/863-865 – RTJ 186/237, v.g.). Com efeito, a pretensão do ora impetrante, tal como deduzida, implicaria irrecusável análise da prova e importaria em aprofundada investigação dos fatos subjacentes à causa principal, o que se revela inadmissível – como anteriormente assinalado – na via angusta e sumaríssima do “habeas corpus” (RTJ 140/893, Rel. Min. CELSO DE MELLO – HC 66.381/SP, Rel. Min. DJACI FALCÃO – HC 65.887/SP, Rel. Min. OCTAVIO GALLOTTI – HC 96.820/SP, Rel. Min. LUIZ FUX, v.g.): “A ação de ‘habeas corpus’ constitui remédio processual inadequado, quando ajuizada com objetivo (a) de promover a 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5828301. Supremo Tribunal Federal HC 121142 AGR / SP relationem’, que se mostra compatível com o que dispõe o art. 93, IX, da Constituição da República. A remissão feita pelo magistrado – referindo-se, expressamente, aos fundamentos (de fato e/ou de direito) que deram suporte a anterior decisão (ou, então, a pareceres do Ministério Público ou, ainda, a informações prestadas por órgão apontado como coator) – constitui meio apto a promover a formal incorporação, ao ato decisório, da motivação a que o juiz se reportou como razão de decidir. Precedentes.” (AI 825.520-AgR-ED/SP, Rel. Min. CELSO DE MELLO) Observo, de outro lado, por relevante, que essa manifestação do Ministério Público Federal ajusta-se, com absoluta fidelidade, no que concerne ao tema de fundo, à diretriz jurisprudencial que o Supremo Tribunal Federal consagrou na apreciação de controvérsia idêntica à ora em análise. Não se desconhece que a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal – desde que ausente situação de certeza objetiva quanto aos fatos – tem assinalado não se revelar compatível com o âmbito estreito do “habeas corpus” a apreciação jurisdicional que importe em indagação probatória, ou em análise aprofundada de matéria fática, ou, ainda, em exame valorativo dos elementos de prova (RTJ 110/555 – RTJ 129/1199 – RTJ 163/650-651 – RTJ 165/877-878 – RTJ 168/863-865 – RTJ 186/237, v.g.). Com efeito, a pretensão do ora impetrante, tal como deduzida, implicaria irrecusável análise da prova e importaria em aprofundada investigação dos fatos subjacentes à causa principal, o que se revela inadmissível – como anteriormente assinalado – na via angusta e sumaríssima do “habeas corpus” (RTJ 140/893, Rel. Min. CELSO DE MELLO – HC 66.381/SP, Rel. Min. DJACI FALCÃO – HC 65.887/SP, Rel. Min. OCTAVIO GALLOTTI – HC 96.820/SP, Rel. Min. LUIZ FUX, v.g.): “A ação de ‘habeas corpus’ constitui remédio processual inadequado, quando ajuizada com objetivo (a) de promover a 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5828301. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 12 Voto - MIN. CELSO DE MELLO HC 121142 AGR / SP análise da prova penal, (b) de efetuar o reexame do conjunto probatório regularmente produzido, (c) de provocar a reapreciação da matéria de fato e (d) de proceder à revalorização dos elementos instrutórios coligidos no processo penal de conhecimento. Precedentes.” (RTJ 195/486, Rel. Min. CELSO DE MELLO) Em suma: tenho para mim que os fundamentos subjacentes à decisão ora impugnada ajustam-se aos estritos critérios que a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal consagrou na matéria ora em exame. Sendo assim, em face das razões expostas, nego provimento ao presente recurso de agravo, mantendo, por seus próprios fundamentos, a decisão ora agravada. É o meu voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5828301. Supremo Tribunal Federal HC 121142 AGR / SP análise da prova penal, (b) de efetuar o reexame do conjunto probatório regularmente produzido, (c) de provocar a reapreciação da matéria de fato e (d) de proceder à revalorização dos elementos instrutórios coligidos no processo penal de conhecimento. Precedentes.” (RTJ 195/486, Rel. Min. CELSO DE MELLO) Em suma: tenho para mim que os fundamentos subjacentes à decisão ora impugnada ajustam-se aos estritos critérios que a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal consagrou na matéria ora em exame. Sendo assim, em face das razões expostas, nego provimento ao presente recurso de agravo, mantendo, por seus próprios fundamentos, a decisão ora agravada. É o meu voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5828301. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 12 Extrato de Ata - 25/03/2014 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 121.142 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) : LUCIANO FERNANDES OLIVEIRA ADV.(A/S) : LEANDRO BOLCONE PEREIRA AGDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. 2ª Turma, 25.03.2014. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 5597174 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 121.142 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) : LUCIANO FERNANDES OLIVEIRA ADV.(A/S) : LEANDRO BOLCONE PEREIRA AGDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. 2ª Turma, 25.03.2014. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 5597174 Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 12
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=5874707
2014-03-25T00:00:00
2014-05-15T00:00:00
A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. 2ª Turma, 25.03.2014.
AG.REG. NO HABEAS CORPUS
E M E N T A: “HABEAS CORPUS” – EXECUÇÃO PENAL – PROGRESSÃO AO REGIME SEMIABERTO – ANÁLISE DE REQUISITOS SUBJETIVOS – CONTROVÉRSIA QUE IMPLICA EXAME APROFUNDADO DE FATOS E PROVAS – INVIABILIDADE DESSA ANÁLISE NA VIA SUMARÍSSIMA DO “HABEAS CORPUS” – DECISÃO QUE SE REPORTA AOS FUNDAMENTOS QUE DERAM SUPORTE AO PARECER DO MINISTÉRIO PÚBLICO – MOTIVAÇÃO “PER RELATIONEM” – LEGITIMIDADE CONSTITUCIONAL DESSA TÉCNICA DE MOTIVAÇÃO – FUNDAMENTAÇÃO VÁLIDA – RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO. - A ação de “habeas corpus” constitui remédio processual inadequado, quando ajuizada com o objetivo (a) de promover a análise da prova penal, (b) de efetuar o reexame do conjunto probatório regularmente produzido, (c) de provocar a reapreciação da matéria de fato e (d) de proceder à revalorização dos elementos instrutórios coligidos no processo penal de conhecimento. Não se revela viável, desse modo, em sede de “habeas corpus”, o pleito de progressão ao regime semiaberto. - O Supremo Tribunal Federal tem salientado, em seu magistério jurisprudencial, a propósito da motivação “per relationem”, que inocorre ausência de fundamentação quando o ato decisório – o acórdão, inclusive – reporta-se, expressamente, a manifestações ou a peças processuais outras, mesmo as produzidas pelo Ministério Público, desde que, nestas, se achem expostos os motivos, de fato ou de direito, justificadores da decisão judicial proferida. Precedentes. Doutrina. O acórdão, ao fazer remissão aos fundamentos fático-jurídicos expostos no parecer do Ministério Público – e ao invocá-los como expressa razão de decidir –, ajusta-se, com plena fidelidade, à exigência jurídico-constitucional de motivação a que estão sujeitos os atos decisórios emanados do Poder Judiciário (CF, art. 93, IX).
sjur263855
- Acórdão(s) citado(s): (MOTIVAÇÃO "PER RELATIONEM") HC 69438 (1ªT), HC 69987 (TP), AI 734689 AgR (2ªT), AI 825520 AgR-ED (2ªT), ARE 657355 AgR (1ªT), RE 585932 AgR (2ªT). (HC, REEXAME, PROVA) RTJ 110/555, RTJ 129/1199, RTJ 163/650, RTJ 165/877, RTJ 168/863, RTJ 186/237. (HC, REEXAME, FATO) HC 65887 (1ªT), HC 66381 (2ªT), RTJ 140/893, RTJ 195/486. Número de páginas: 12. Análise: 20/05/2014, BRU.
CELSO DE MELLO
Segunda Turma
121142
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00093 INC-00009\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL" ]
HC-AgR
acordaos
HC 121142 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : LUCIANO FERNANDES OLIVEIRA ADV.(A/S) : LEANDRO BOLCONE PEREIRA AGDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
[ "" ]
Ementa e Acórdão 25/03/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 121.142 SÃO PAULO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :LUCIANO FERNANDES OLIVEIRA ADV.(A/S) :LEANDRO BOLCONE PEREIRA AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA E M E N T A: “HABEAS CORPUS” – EXECUÇÃO PENAL – PROGRESSÃO AO REGIME SEMIABERTO – ANÁLISE DE REQUISITOS SUBJETIVOS – CONTROVÉRSIA QUE IMPLICA EXAME APROFUNDADO DE FATOS E PROVAS – INVIABILIDADE DESSA ANÁLISE NA VIA SUMARÍSSIMA DO “HABEAS CORPUS” – DECISÃO QUE SE REPORTA AOS FUNDAMENTOS QUE DERAM SUPORTE AO PARECER DO MINISTÉRIO PÚBLICO – MOTIVAÇÃO “PER RELATIONEM” – LEGITIMIDADE CONSTITUCIONAL DESSA TÉCNICA DE MOTIVAÇÃO – FUNDAMENTAÇÃO VÁLIDA – RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO. - A ação de “habeas corpus” constitui remédio processual inadequado, quando ajuizada com o objetivo (a) de promover a análise da prova penal, (b) de efetuar o reexame do conjunto probatório regularmente produzido, (c) de provocar a reapreciação da matéria de fato e (d) de proceder à revalorização dos elementos instrutórios coligidos no processo penal de conhecimento. Não se revela viável, desse modo, em sede de “habeas corpus”, o pleito de progressão ao regime semiaberto. - O Supremo Tribunal Federal tem salientado, em seu magistério jurisprudencial, a propósito da motivação “per relationem”, que inocorre ausência de fundamentação quando o ato decisório – o acórdão, inclusive – reporta-se, expressamente, a manifestações ou a peças processuais outras, mesmo as produzidas pelo Ministério Público, desde que, nestas, se achem expostos os motivos, de fato ou de direito, justificadores da decisão judicial proferida. Precedentes. Doutrina. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5828299. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 12 Ementa e Acórdão HC 121142 AGR / SP O acórdão, ao fazer remissão aos fundamentos fático-jurídicos expostos no parecer do Ministério Público – e ao invocá-los como expressa razão de decidir –, ajusta-se, com plena fidelidade, à exigência jurídico-constitucional de motivação a que estão sujeitos os atos decisórios emanados do Poder Judiciário (Constituição Federal de 1988, art. 93, IX). A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência da Ministra Cármen Lúcia, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 25 de março de 2014. CELSO DE MELLO – RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5828299. Supremo Tribunal Federal HC 121142 AGR / SP O acórdão, ao fazer remissão aos fundamentos fático-jurídicos expostos no parecer do Ministério Público – e ao invocá-los como expressa razão de decidir –, ajusta-se, com plena fidelidade, à exigência jurídico-constitucional de motivação a que estão sujeitos os atos decisórios emanados do Poder Judiciário (Constituição Federal de 1988, art. 93, IX). A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência da Ministra Cármen Lúcia, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 25 de março de 2014. CELSO DE MELLO – RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5828299. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 12 Relatório 25/03/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 121.142 SÃO PAULO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :LUCIANO FERNANDES OLIVEIRA ADV.(A/S) :LEANDRO BOLCONE PEREIRA AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): O Ministério Público Federal, em parecer da lavra da ilustre Subprocuradora-Geral da República Dra. CLÁUDIA SAMPAIO MARQUES, assim resumiu e apreciou a presente impetração: “‘HABEAS CORPUS’. EXECUÇÃO PENAL. PLEITO DE PROGRESSÃO AO REGIME SEMIABERTO. INDEFERIMENTO EM SEDE ORDINÁRIA. AUSÊNCIA DE REQUISITO SUBJETIVO. INADMISSIBILIDADE DE ‘HC’ SUBSTITUTIVO DE RECURSO ORDINÁRIO. CONSTRANGIMENTO ILEGAL NÃO CONFIGURADO. PACIENTE QUE NÃO OSTENTA O MÉRITO NECESSÁRIO PARA O BENEFÍCIO ALMEJADO (ART. 112 DA LEP). REITERAÇÃO DELITIVA E INÚMERAS FALTAS GRAVES PRATICADAS NO CURSO DA EXECUÇÃO PENAL. PRECEDENTES DA SUPREMA CORTE. PARECER PELO NÃO CONHECIMENTO DO ‘WRIT’ E, NO Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5828300. Supremo Tribunal Federal 25/03/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 121.142 SÃO PAULO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :LUCIANO FERNANDES OLIVEIRA ADV.(A/S) :LEANDRO BOLCONE PEREIRA AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): O Ministério Público Federal, em parecer da lavra da ilustre Subprocuradora-Geral da República Dra. CLÁUDIA SAMPAIO MARQUES, assim resumiu e apreciou a presente impetração: “‘HABEAS CORPUS’. EXECUÇÃO PENAL. PLEITO DE PROGRESSÃO AO REGIME SEMIABERTO. INDEFERIMENTO EM SEDE ORDINÁRIA. AUSÊNCIA DE REQUISITO SUBJETIVO. INADMISSIBILIDADE DE ‘HC’ SUBSTITUTIVO DE RECURSO ORDINÁRIO. CONSTRANGIMENTO ILEGAL NÃO CONFIGURADO. PACIENTE QUE NÃO OSTENTA O MÉRITO NECESSÁRIO PARA O BENEFÍCIO ALMEJADO (ART. 112 DA LEP). REITERAÇÃO DELITIVA E INÚMERAS FALTAS GRAVES PRATICADAS NO CURSO DA EXECUÇÃO PENAL. PRECEDENTES DA SUPREMA CORTE. PARECER PELO NÃO CONHECIMENTO DO ‘WRIT’ E, NO Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5828300. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 12 Relatório HC 121142 AGR / SP MÉRITO, PELA DENEGAÇÃO DA ORDEM. 1. Trata-se de ‘habeas corpus’ impetrado em favor de Luciano Fernandes Oliveira contra acórdão proferido pelo Superior Tribunal de Justiça no HC n 240.208/SP, assim ementado: ‘’HABEAS CORPUS’. IMPETRAÇÃO SUBSTITUTIVA DE RECURSO ESPECIAL. IMPROPRIEDADE DA VIA ELEITA. PROGRESSÃO AO REGIME SEMIABERTO. REQUISITO SUBJETIVO. NÃO PREENCHIMENTO. FALTAS GRAVES. AUSÊNCIA DE ILEGALIDADE PATENTE. EXAME CRIMINOLÓGICO. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. NÃO CONHECIMENTO. 1. É imperiosa a necessidade de racionalização do emprego do ‘habeas corpus’, em prestígio ao âmbito de cognição da garantia constitucional, e, em louvor à lógica do sistema recursal. ‘In casu’, foi impetrada indevidamente a ordem como substitutiva de recurso especial. 2. Hipótese em que não há flagrante ilegalidade a ser reconhecida. A Corte estadual procedeu a uma análise do mérito do condenado, incluindo as faltas disciplinares por ele cometidas, e entendeu incabível a benesse, fundamentando concretamente o acórdão. Quanto ao mérito das faltas graves, trata-se de matéria de fato, não de direito, e a inversão do decidido depende de um exame amplo e profundo da conduta carcerária do apenado. 3. O pleito subsidiário, de transferência para penitenciária onde o paciente possa trabalhar e estudar, não foi enfrentado pelo Tribunal de origem, vedada a supressão de instância. 4. ‘Writ’ não conhecido’. 2. O impetrante sustenta, em síntese, que o paciente atende aos requisitos subjetivos e objetivos necessários à progressão para o regime semiaberto, requerendo a concessão do benefício, ou, alternativamente, que seja determinada sua transferência para outro 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5828300. Supremo Tribunal Federal HC 121142 AGR / SP MÉRITO, PELA DENEGAÇÃO DA ORDEM. 1. Trata-se de ‘habeas corpus’ impetrado em favor de Luciano Fernandes Oliveira contra acórdão proferido pelo Superior Tribunal de Justiça no HC n 240.208/SP, assim ementado: ‘’HABEAS CORPUS’. IMPETRAÇÃO SUBSTITUTIVA DE RECURSO ESPECIAL. IMPROPRIEDADE DA VIA ELEITA. PROGRESSÃO AO REGIME SEMIABERTO. REQUISITO SUBJETIVO. NÃO PREENCHIMENTO. FALTAS GRAVES. AUSÊNCIA DE ILEGALIDADE PATENTE. EXAME CRIMINOLÓGICO. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. NÃO CONHECIMENTO. 1. É imperiosa a necessidade de racionalização do emprego do ‘habeas corpus’, em prestígio ao âmbito de cognição da garantia constitucional, e, em louvor à lógica do sistema recursal. ‘In casu’, foi impetrada indevidamente a ordem como substitutiva de recurso especial. 2. Hipótese em que não há flagrante ilegalidade a ser reconhecida. A Corte estadual procedeu a uma análise do mérito do condenado, incluindo as faltas disciplinares por ele cometidas, e entendeu incabível a benesse, fundamentando concretamente o acórdão. Quanto ao mérito das faltas graves, trata-se de matéria de fato, não de direito, e a inversão do decidido depende de um exame amplo e profundo da conduta carcerária do apenado. 3. O pleito subsidiário, de transferência para penitenciária onde o paciente possa trabalhar e estudar, não foi enfrentado pelo Tribunal de origem, vedada a supressão de instância. 4. ‘Writ’ não conhecido’. 2. O impetrante sustenta, em síntese, que o paciente atende aos requisitos subjetivos e objetivos necessários à progressão para o regime semiaberto, requerendo a concessão do benefício, ou, alternativamente, que seja determinada sua transferência para outro 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5828300. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 12 Relatório HC 121142 AGR / SP estabelecimento prisional em que lhe seja possível trabalhar e estudar, com fins de uma melhor avaliação quanto à sua reabilitação. 3. Preliminarmente, impõe-se a extinção do feito sem julgamento do mérito em razão da incompetência dessa Corte para conhecer de ‘habeas corpus’ impetrado contra acórdão do Superior Tribunal de Justiça que, também em ‘habeas corpus’, não conheceu do pedido. 4. A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal firmou posicionamento no sentido de ‘não mais admitir habeas corpus que tenham por objetivo substituir o Recurso Ordinário em ‘Habeas Corpus’ (RHC). Segundo o entendimento da Turma, para se questionar uma decisão que denega pedido de ‘HC’, em instância anterior, o instrumento adequado é o RHC e não o ‘habeas corpus’. Ressalta-se, no ponto, que a via do ‘habeas corpus’ também foi impropriamente utilizada perante a Corte dita coatora, como substitutiva de recurso especial. 5. No mérito, do mesmo modo, as razões da impetração não merecem acolhimento. 6. O paciente foi condenado às penas de 38 anos, 6 meses e 9 dias de reclusão, em regime inicial fechado, por crimes de tráfico de entorpecentes e roubo qualificado. O pedido de progressão para o regime semiaberto foi indeferido pelo Juízo das Execuções Criminais, por ausência de requisito subjetivo, decisão mantida no julgamento do agravo em execução pelo TJ/SP, com base nas peculiaridades do caso. 7. Ao contrário do que alega o impetrante, o indeferimento do pedido de progressão de regime ocorreu de forma plenamente fundamentada, com estrita observância aos critérios legais (art. 112 da LEP). Registrou-se que, além de ser ‘reincidente específico no delito de roubo qualificado, apresentando três períodos em que permaneceu foragido’, o paciente praticou inúmeras faltas disciplinares de natureza grave durante o cumprimento da pena (‘consistentes em apreensão de celular com bateria, oito chips, porção de gesso e cimento; liderança em movimento subversivo com danos ao patrimônio, desobediência, desrespeito e ameaça e evasão’), a indicarem, inclusive, a necessidade de exame criminológico para análise de novo pleito relativo à progressão prisional. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5828300. Supremo Tribunal Federal HC 121142 AGR / SP estabelecimento prisional em que lhe seja possível trabalhar e estudar, com fins de uma melhor avaliação quanto à sua reabilitação. 3. Preliminarmente, impõe-se a extinção do feito sem julgamento do mérito em razão da incompetência dessa Corte para conhecer de ‘habeas corpus’ impetrado contra acórdão do Superior Tribunal de Justiça que, também em ‘habeas corpus’, não conheceu do pedido. 4. A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal firmou posicionamento no sentido de ‘não mais admitir habeas corpus que tenham por objetivo substituir o Recurso Ordinário em ‘Habeas Corpus’ (RHC). Segundo o entendimento da Turma, para se questionar uma decisão que denega pedido de ‘HC’, em instância anterior, o instrumento adequado é o RHC e não o ‘habeas corpus’. Ressalta-se, no ponto, que a via do ‘habeas corpus’ também foi impropriamente utilizada perante a Corte dita coatora, como substitutiva de recurso especial. 5. No mérito, do mesmo modo, as razões da impetração não merecem acolhimento. 6. O paciente foi condenado às penas de 38 anos, 6 meses e 9 dias de reclusão, em regime inicial fechado, por crimes de tráfico de entorpecentes e roubo qualificado. O pedido de progressão para o regime semiaberto foi indeferido pelo Juízo das Execuções Criminais, por ausência de requisito subjetivo, decisão mantida no julgamento do agravo em execução pelo TJ/SP, com base nas peculiaridades do caso. 7. Ao contrário do que alega o impetrante, o indeferimento do pedido de progressão de regime ocorreu de forma plenamente fundamentada, com estrita observância aos critérios legais (art. 112 da LEP). Registrou-se que, além de ser ‘reincidente específico no delito de roubo qualificado, apresentando três períodos em que permaneceu foragido’, o paciente praticou inúmeras faltas disciplinares de natureza grave durante o cumprimento da pena (‘consistentes em apreensão de celular com bateria, oito chips, porção de gesso e cimento; liderança em movimento subversivo com danos ao patrimônio, desobediência, desrespeito e ameaça e evasão’), a indicarem, inclusive, a necessidade de exame criminológico para análise de novo pleito relativo à progressão prisional. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5828300. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 12 Relatório HC 121142 AGR / SP 8. Tal contexto demonstra claramente que o paciente não ostenta o mérito necessário para obter a pretendida progressão ao regime intermediário, pois as condutas empreendidas no curso da execução penal evidenciam, de forma veemente, a persistência de traços de insubordinação e a tendência à reiteração delitiva, inviabilizando, pelo menos por ora, a progressão para regime mais brando. 9. Além disso, maiores incursões acerca do mérito do condenado demandariam inegável revolvimento de elementos fático-probatórios, medida incompatível com os estritos limites do ‘mandamus’. Em casos análogos, são diversos os julgados dessa Suprema Corte: ‘RECURSO ORDINÁRIO EM ‘HABEAS CORPUS’. EXECUÇÃO PENAL. PROGRESSÃO DE REGIME. NÃO PREENCHIMENTO DO REQUISITO SUBJETIVO PREVISTO NO ART. 112 DA LEI 7.210/1984. DECISÃO FUNDAMENTADA. INVIABILIDADE DE REVOLVER FATOS E PROVAS EM SEDE DE ‘HABEAS CORPUS’. RECURSO IMPROVIDO. 1. Decisão fundamentada concluiu que o paciente não preenche o requisito subjetivo necessário para a concessão progressão de regime (cometimento de faltas graves e evasões). Nesse contexto, revela-se inviável a utilização de ‘habeas corpus’, ação desprovida do direito ao contraditório, para reexaminar fatos e provas com vistas a verificar se o paciente ostenta ou não boa conduta carcerária apta o suficiente para o deferimento do benefício executório. Precedentes. 2. Recurso ordinário improvido’ – … (RHC 119610, Rel. Min. Teori Zavascki, Segunda Turma, julgado em 04/02/2014, DJe-031 DIVULG 13-02-2014 PUBLIC 14-02-2014). ‘‘HABEAS CORPUS’. PLEITO DE ANULAÇÃO DO ACÓRDÃO PROFERIDO PELO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. INEXISTÊNCIA DE CONSTRANGIMENTO ILEGAL. EXECUÇÃO PENAL. PROGRESSÃO DE REGIME. REQUISITO SUBJETIVO 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5828300. Supremo Tribunal Federal HC 121142 AGR / SP 8. Tal contexto demonstra claramente que o paciente não ostenta o mérito necessário para obter a pretendida progressão ao regime intermediário, pois as condutas empreendidas no curso da execução penal evidenciam, de forma veemente, a persistência de traços de insubordinação e a tendência à reiteração delitiva, inviabilizando, pelo menos por ora, a progressão para regime mais brando. 9. Além disso, maiores incursões acerca do mérito do condenado demandariam inegável revolvimento de elementos fático-probatórios, medida incompatível com os estritos limites do ‘mandamus’. Em casos análogos, são diversos os julgados dessa Suprema Corte: ‘RECURSO ORDINÁRIO EM ‘HABEAS CORPUS’. EXECUÇÃO PENAL. PROGRESSÃO DE REGIME. NÃO PREENCHIMENTO DO REQUISITO SUBJETIVO PREVISTO NO ART. 112 DA LEI 7.210/1984. DECISÃO FUNDAMENTADA. INVIABILIDADE DE REVOLVER FATOS E PROVAS EM SEDE DE ‘HABEAS CORPUS’. RECURSO IMPROVIDO. 1. Decisão fundamentada concluiu que o paciente não preenche o requisito subjetivo necessário para a concessão progressão de regime (cometimento de faltas graves e evasões). Nesse contexto, revela-se inviável a utilização de ‘habeas corpus’, ação desprovida do direito ao contraditório, para reexaminar fatos e provas com vistas a verificar se o paciente ostenta ou não boa conduta carcerária apta o suficiente para o deferimento do benefício executório. Precedentes. 2. Recurso ordinário improvido’ – … (RHC 119610, Rel. Min. Teori Zavascki, Segunda Turma, julgado em 04/02/2014, DJe-031 DIVULG 13-02-2014 PUBLIC 14-02-2014). ‘‘HABEAS CORPUS’. PLEITO DE ANULAÇÃO DO ACÓRDÃO PROFERIDO PELO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. INEXISTÊNCIA DE CONSTRANGIMENTO ILEGAL. EXECUÇÃO PENAL. PROGRESSÃO DE REGIME. REQUISITO SUBJETIVO 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5828300. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 12 Relatório HC 121142 AGR / SP NÃO PREENCHIDO. REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. VEDAÇÃO. ORDEM DENEGADA. I – Não há nenhuma ilegalidade no acórdão do Superior Tribunal de Justiça que, embora assente que não conhece de ‘habeas corpus’ porque impetrado em substituição ao recurso ordinariamente previsto, examina as questões postas com o fito de verificar a existência de constrangimento ilegal apto a justificar a concessão da ordem de ofício. II – O acórdão estadual, ao manter a decisão de primeiro grau, concluiu fundamentadamente pela impossibilidade de conceder o benefício da progressão de regime ao paciente, ante o não preenchimento do requisito subjetivo, tendo em vista o histórico prisional desfavorável e a inadequação terapêutica da medida postulada. III – Ainda que assim não fosse, a análise quanto ao preenchimento do requisito subjetivo previsto no art. 112 da LEP demandaria o reexame do conjunto fático-probatório, o que é vedado em sede de habeas corpus. IV – Ordem denegada’ – ... (HC 116389, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, julgado em 24/04/2013,DJe-089 DIVULG 13-05-2013 PUBLIC 14-05-2013). ‘’HABEAS CORPUS’. CONSTITUCIONAL. EXECUÇÃO PENAL. PROGRESSÃO DE REGIME. REQUISITO SUBJETIVO NÃO ATENDIDO. IMPOSSIBILIDADE DE REEXAME DE PROVA EM ‘HABEAS CORPUS’. 1. Paciente/Impetrante condenado à pena total de 65 anos, 3 meses e 11 dias de reclusão pelo cometimento de latrocínio, homicídio, roubos circunstanciados, furto qualificado, estelionatos, receptação, uso de documento falso e falsificação de documento público. 2. Pedido de progressão para o regime semiaberto indeferido pela não observância do requisito subjetivo, considerados a pena, os crimes imputados e a prática de falta grave. Fundamentos idôneos. Precedentes. 3. A análise do preenchimento, ou não, do requisito subjetivo para a progressão de regime demandaria a 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5828300. Supremo Tribunal Federal HC 121142 AGR / SP NÃO PREENCHIDO. REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. VEDAÇÃO. ORDEM DENEGADA. I – Não há nenhuma ilegalidade no acórdão do Superior Tribunal de Justiça que, embora assente que não conhece de ‘habeas corpus’ porque impetrado em substituição ao recurso ordinariamente previsto, examina as questões postas com o fito de verificar a existência de constrangimento ilegal apto a justificar a concessão da ordem de ofício. II – O acórdão estadual, ao manter a decisão de primeiro grau, concluiu fundamentadamente pela impossibilidade de conceder o benefício da progressão de regime ao paciente, ante o não preenchimento do requisito subjetivo, tendo em vista o histórico prisional desfavorável e a inadequação terapêutica da medida postulada. III – Ainda que assim não fosse, a análise quanto ao preenchimento do requisito subjetivo previsto no art. 112 da LEP demandaria o reexame do conjunto fático-probatório, o que é vedado em sede de habeas corpus. IV – Ordem denegada’ – ... (HC 116389, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, julgado em 24/04/2013,DJe-089 DIVULG 13-05-2013 PUBLIC 14-05-2013). ‘’HABEAS CORPUS’. CONSTITUCIONAL. EXECUÇÃO PENAL. PROGRESSÃO DE REGIME. REQUISITO SUBJETIVO NÃO ATENDIDO. IMPOSSIBILIDADE DE REEXAME DE PROVA EM ‘HABEAS CORPUS’. 1. Paciente/Impetrante condenado à pena total de 65 anos, 3 meses e 11 dias de reclusão pelo cometimento de latrocínio, homicídio, roubos circunstanciados, furto qualificado, estelionatos, receptação, uso de documento falso e falsificação de documento público. 2. Pedido de progressão para o regime semiaberto indeferido pela não observância do requisito subjetivo, considerados a pena, os crimes imputados e a prática de falta grave. Fundamentos idôneos. Precedentes. 3. A análise do preenchimento, ou não, do requisito subjetivo para a progressão de regime demandaria a 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5828300. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 12 Relatório HC 121142 AGR / SP reexame dos fatos e das provas dos autos, ao que não se presta o ‘habeas corpus’. 4. Ordem denegada’ – ... (HC 110098, Rel. Min. Cármen Lúcia, Primeira Turma, julgado em 08/11/2011, DJe-232 DIVULG 06-12-2011 PUBLIC 07-12-2011). 10. Por fim, importa registrar que o pedido alternativo – de transferência do paciente para outro estabelecimento prisional – não foi apreciado nas instâncias anteriores, o que inviabiliza sua análise pelo Pretório Excelso. 11. Pelo exposto, o parecer é pelo não conhecimento do ‘writ’ e, caso conhecido, pela denegação ordem.” (grifei) Por não me convencer das razões expostas pela parte ora agravante, submeto, à apreciação desta colenda Turma, o presente recurso de agravo. É o relatório. 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5828300. Supremo Tribunal Federal HC 121142 AGR / SP reexame dos fatos e das provas dos autos, ao que não se presta o ‘habeas corpus’. 4. Ordem denegada’ – ... (HC 110098, Rel. Min. Cármen Lúcia, Primeira Turma, julgado em 08/11/2011, DJe-232 DIVULG 06-12-2011 PUBLIC 07-12-2011). 10. Por fim, importa registrar que o pedido alternativo – de transferência do paciente para outro estabelecimento prisional – não foi apreciado nas instâncias anteriores, o que inviabiliza sua análise pelo Pretório Excelso. 11. Pelo exposto, o parecer é pelo não conhecimento do ‘writ’ e, caso conhecido, pela denegação ordem.” (grifei) Por não me convencer das razões expostas pela parte ora agravante, submeto, à apreciação desta colenda Turma, o presente recurso de agravo. É o relatório. 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5828300. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 12 Voto - MIN. CELSO DE MELLO 25/03/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 121.142 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Entendo não assistir razão à parte ora agravante, eis que a decisão agravada – cujos fundamentos são ora reafirmados – ajusta-se, com integralidade, à diretriz jurisprudencial firmada pelo Supremo Tribunal Federal na matéria em exame. Passo, desse modo, a examinar o pedido ora formulado nesta sede processual. E, ao fazê-lo, acolho, integralmente, o substancioso e fundamentado parecer do Ministério Público Federal, da lavra da ilustre Subprocuradora-Geral da República Dra. CLÁUDIA SAMPAIO MARQUES, que opinou pela denegação da ordem de “habeas corpus”. Ao adotar, como razão de decidir, os fundamentos em que se apoia a manifestação da douta Procuradoria-Geral da República, valho-me da técnica da motivação “per relationem”, cuja legitimidade jurídico-constitucional tem sido reconhecida pela jurisprudência desta Suprema Corte (HC 69.438/SP, Rel. Min. CELSO DE MELLO – HC 69.987/SP, Rel. Min. CELSO DE MELLO, v.g.). Com efeito, o Supremo Tribunal Federal, pronunciando-se a propósito da técnica da motivação por referência ou por remissão, reconheceu-a compatível com o que dispõe o art. 93, inciso IX, da Constituição da República (AI 734.689-AgR/DF, Rel. Min. CELSO DE MELLO – ARE 657.355-AgR/SP, Rel. Min. LUIZ FUX – HC 54.513/DF, Rel. Min. MOREIRA ALVES – Recurso Extraordinário 585.932-AgR/RJ, Rel. Min. GILMAR MENDES, v.g.): “Reveste-se de plena legitimidade jurídico-constitucional a utilização, pelo Poder Judiciário, da técnica da motivação ‘per Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5828301. Supremo Tribunal Federal 25/03/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 121.142 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Entendo não assistir razão à parte ora agravante, eis que a decisão agravada – cujos fundamentos são ora reafirmados – ajusta-se, com integralidade, à diretriz jurisprudencial firmada pelo Supremo Tribunal Federal na matéria em exame. Passo, desse modo, a examinar o pedido ora formulado nesta sede processual. E, ao fazê-lo, acolho, integralmente, o substancioso e fundamentado parecer do Ministério Público Federal, da lavra da ilustre Subprocuradora-Geral da República Dra. CLÁUDIA SAMPAIO MARQUES, que opinou pela denegação da ordem de “habeas corpus”. Ao adotar, como razão de decidir, os fundamentos em que se apoia a manifestação da douta Procuradoria-Geral da República, valho-me da técnica da motivação “per relationem”, cuja legitimidade jurídico-constitucional tem sido reconhecida pela jurisprudência desta Suprema Corte (HC 69.438/SP, Rel. Min. CELSO DE MELLO – HC 69.987/SP, Rel. Min. CELSO DE MELLO, v.g.). Com efeito, o Supremo Tribunal Federal, pronunciando-se a propósito da técnica da motivação por referência ou por remissão, reconheceu-a compatível com o que dispõe o art. 93, inciso IX, da Constituição da República (AI 734.689-AgR/DF, Rel. Min. CELSO DE MELLO – ARE 657.355-AgR/SP, Rel. Min. LUIZ FUX – HC 54.513/DF, Rel. Min. MOREIRA ALVES – Recurso Extraordinário 585.932-AgR/RJ, Rel. Min. GILMAR MENDES, v.g.): “Reveste-se de plena legitimidade jurídico-constitucional a utilização, pelo Poder Judiciário, da técnica da motivação ‘per Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5828301. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 12 Voto - MIN. CELSO DE MELLO HC 121142 AGR / SP relationem’, que se mostra compatível com o que dispõe o art. 93, IX, da Constituição da República. A remissão feita pelo magistrado – referindo-se, expressamente, aos fundamentos (de fato e/ou de direito) que deram suporte a anterior decisão (ou, então, a pareceres do Ministério Público ou, ainda, a informações prestadas por órgão apontado como coator) – constitui meio apto a promover a formal incorporação, ao ato decisório, da motivação a que o juiz se reportou como razão de decidir. Precedentes.” (AI 825.520-AgR-ED/SP, Rel. Min. CELSO DE MELLO) Observo, de outro lado, por relevante, que essa manifestação do Ministério Público Federal ajusta-se, com absoluta fidelidade, no que concerne ao tema de fundo, à diretriz jurisprudencial que o Supremo Tribunal Federal consagrou na apreciação de controvérsia idêntica à ora em análise. Não se desconhece que a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal – desde que ausente situação de certeza objetiva quanto aos fatos – tem assinalado não se revelar compatível com o âmbito estreito do “habeas corpus” a apreciação jurisdicional que importe em indagação probatória, ou em análise aprofundada de matéria fática, ou, ainda, em exame valorativo dos elementos de prova (RTJ 110/555 – RTJ 129/1199 – RTJ 163/650-651 – RTJ 165/877-878 – RTJ 168/863-865 – RTJ 186/237, v.g.). Com efeito, a pretensão do ora impetrante, tal como deduzida, implicaria irrecusável análise da prova e importaria em aprofundada investigação dos fatos subjacentes à causa principal, o que se revela inadmissível – como anteriormente assinalado – na via angusta e sumaríssima do “habeas corpus” (RTJ 140/893, Rel. Min. CELSO DE MELLO – HC 66.381/SP, Rel. Min. DJACI FALCÃO – HC 65.887/SP, Rel. Min. OCTAVIO GALLOTTI – HC 96.820/SP, Rel. Min. LUIZ FUX, v.g.): “A ação de ‘habeas corpus’ constitui remédio processual inadequado, quando ajuizada com objetivo (a) de promover a 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5828301. Supremo Tribunal Federal HC 121142 AGR / SP relationem’, que se mostra compatível com o que dispõe o art. 93, IX, da Constituição da República. A remissão feita pelo magistrado – referindo-se, expressamente, aos fundamentos (de fato e/ou de direito) que deram suporte a anterior decisão (ou, então, a pareceres do Ministério Público ou, ainda, a informações prestadas por órgão apontado como coator) – constitui meio apto a promover a formal incorporação, ao ato decisório, da motivação a que o juiz se reportou como razão de decidir. Precedentes.” (AI 825.520-AgR-ED/SP, Rel. Min. CELSO DE MELLO) Observo, de outro lado, por relevante, que essa manifestação do Ministério Público Federal ajusta-se, com absoluta fidelidade, no que concerne ao tema de fundo, à diretriz jurisprudencial que o Supremo Tribunal Federal consagrou na apreciação de controvérsia idêntica à ora em análise. Não se desconhece que a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal – desde que ausente situação de certeza objetiva quanto aos fatos – tem assinalado não se revelar compatível com o âmbito estreito do “habeas corpus” a apreciação jurisdicional que importe em indagação probatória, ou em análise aprofundada de matéria fática, ou, ainda, em exame valorativo dos elementos de prova (RTJ 110/555 – RTJ 129/1199 – RTJ 163/650-651 – RTJ 165/877-878 – RTJ 168/863-865 – RTJ 186/237, v.g.). Com efeito, a pretensão do ora impetrante, tal como deduzida, implicaria irrecusável análise da prova e importaria em aprofundada investigação dos fatos subjacentes à causa principal, o que se revela inadmissível – como anteriormente assinalado – na via angusta e sumaríssima do “habeas corpus” (RTJ 140/893, Rel. Min. CELSO DE MELLO – HC 66.381/SP, Rel. Min. DJACI FALCÃO – HC 65.887/SP, Rel. Min. OCTAVIO GALLOTTI – HC 96.820/SP, Rel. Min. LUIZ FUX, v.g.): “A ação de ‘habeas corpus’ constitui remédio processual inadequado, quando ajuizada com objetivo (a) de promover a 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5828301. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 12 Voto - MIN. CELSO DE MELLO HC 121142 AGR / SP análise da prova penal, (b) de efetuar o reexame do conjunto probatório regularmente produzido, (c) de provocar a reapreciação da matéria de fato e (d) de proceder à revalorização dos elementos instrutórios coligidos no processo penal de conhecimento. Precedentes.” (RTJ 195/486, Rel. Min. CELSO DE MELLO) Em suma: tenho para mim que os fundamentos subjacentes à decisão ora impugnada ajustam-se aos estritos critérios que a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal consagrou na matéria ora em exame. Sendo assim, em face das razões expostas, nego provimento ao presente recurso de agravo, mantendo, por seus próprios fundamentos, a decisão ora agravada. É o meu voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5828301. Supremo Tribunal Federal HC 121142 AGR / SP análise da prova penal, (b) de efetuar o reexame do conjunto probatório regularmente produzido, (c) de provocar a reapreciação da matéria de fato e (d) de proceder à revalorização dos elementos instrutórios coligidos no processo penal de conhecimento. Precedentes.” (RTJ 195/486, Rel. Min. CELSO DE MELLO) Em suma: tenho para mim que os fundamentos subjacentes à decisão ora impugnada ajustam-se aos estritos critérios que a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal consagrou na matéria ora em exame. Sendo assim, em face das razões expostas, nego provimento ao presente recurso de agravo, mantendo, por seus próprios fundamentos, a decisão ora agravada. É o meu voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5828301. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 12 Extrato de Ata - 25/03/2014 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 121.142 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) : LUCIANO FERNANDES OLIVEIRA ADV.(A/S) : LEANDRO BOLCONE PEREIRA AGDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. 2... Turma, 25.03.2014. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 5597174 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 121.142 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) : LUCIANO FERNANDES OLIVEIRA ADV.(A/S) : LEANDRO BOLCONE PEREIRA AGDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. 2... Turma, 25.03.2014. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 5597174 Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 12
{ "JURISPRUDENCIA": [ "HABEAS CORPUS 121 . 142", "HC 121142 AGR / SP", "HC 121142", "HABEAS CORPUS 121 . 142", "HABEAS CORPUS 121 . 142 SÃO", "HC 121142 AGR / SP", "HC n 240 . 208 / SP", "HC 121142 AGR / SP", "HC n 240 . 208 / SP", "HC 121142 AGR / SP", "HC 121142 AGR / SP", "HC 121142 AGR / SP", "RHC 119610", "HC 121142 AGR / SP", "RHC 119610", "HC 121142 AGR / SP", "HC 116389", "HC 121142 AGR / SP", "HC 116389", "HC 121142 AGR / SP", "HC 110098", "HC 121142 AGR / SP", "HC 110098", "HABEAS CORPUS 121 . 142", "HC 69 . 438 / SP", "HC 69 . 987 / SP", "AI 734 . 689 - AgR / DF", "ARE 657 . 355 - AgR / SP", "HC 54 . 513 / DF", "Recurso Extraordinário 585 . 932 - AgR / RJ", "HABEAS CORPUS 121 . 142", "HC 69 . 438 / SP", "HC 69 . 987 / SP", "AI 734 . 689 - AgR / DF", "ARE 657 . 355 - AgR / SP", "HC 54 . 513 / DF", "Recurso Extraordinário 585 . 932 - AgR / RJ", "HC 121142 AGR / SP", "AI 825 . 520 - AgR - ED / SP", "RTJ 110 / 555", "RTJ 140 / 893", "HC 66 . 381 / SP", "HC 65 . 887 / SP", "HC 96 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Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Ministério Público Federal", "Procuradoria", "-", "Geral da República", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Ministério Público Federal", "Procuradoria", "-", "Geral da República", "Suprema", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Ministério Público", "Ministério Público Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Ministério Público", "ED", "/", "Ministério Público Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas 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Zavascki", "Ricardo Lewandowski", "Ricardo Lewandowski", "Cármen Lúcia", "Cármen Lúcia", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CLÁUDIA SAMPAIO MARQUES", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "LUIZ FUX", "MOREIRA ALVES", "GILMAR MENDES", "CELSO DE MELLO", "CLÁUDIA SAMPAIO MARQUES", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "LUIZ FUX", "MOREIRA ALVES", "GILMAR MENDES", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "DJACI FALCÃO", "OCTAVIO GALLOTTI", "LUIZ FUX", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "DJACI FALCÃO", "OCTAVIO GALLOTTI", "LUIZ FUX", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "LUCIANO FERNANDES OLIVEIRA", "LEANDRO BOLCONE PEREIRA", "Cármen Lúcia", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Teori Zavascki", "Paulo Gustavo Gonet Branco", "Ravena Siqueira", "CELSO DE MELLO", "LUCIANO FERNANDES OLIVEIRA", "LEANDRO BOLCONE PEREIRA", "Cármen Lúcia", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Ricardo 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Ementa e Acórdão 19/02/2014 PLENÁRIO AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 509 MATO GROSSO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI REQTE.(S) :ASSOCIAÇÃO DOS MAGISTRADOS BRASILEIROS - AMB ADV.(A/S) :LUDOVICO ANTONIO MERIGHI INTDO.(A/S) :GOVERNADOR DO ESTADO DE MATO GROSSO INTDO.(A/S) :ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DE MATO GROSSO EMENTA: COMPOSIÇÃO E LIMITE DA REMUNERAÇÃO DE MAGISTRADOS E SERVIDORES PÚBLICOS. LOMAN. EC 19/98. PARCIAL PROCEDÊNCIA. I – Possibilidade de exercício do controle de constitucionalidade concentrado de lei ou ato normativo, ainda que alterado o parâmetro de controle. Precedentes desta Corte. II - Carência superveniente da ação, ante o desaparecimento do interesse processual, no que diz respeito ao pleito de reconhecimento da inconstitucionalidade da Lei Complementar 2, de 24/5/1990, do Estado do Mato Grosso, tendo em vista a sua revogação pela Lei Complementar Estadual 16, de 26/3/1992. III - O art. 145 da Constituição do Estado de Mato Grosso contrapõe- se, na parte em que se refere à remuneração total dos cargos do Poder Judiciário, ao estabelecido no art. 93, inciso V, da Constituição Federal, em sua redação original. Enquanto não encaminhada por esta Corte proposta de lei complementar a regulamentar o tema, os vencimentos dos magistrados encontram regência na Lei Complementar 35, de 14/3/1979, recepcionada pela nova ordem constitucional. IV - Dessa forma, a Constituição Estadual do Mato Grosso não poderia regrar a composição dos vencimentos dos seus magistrados de outra maneira, que não aquela disposta na Constituição Federal e na Lei Orgânica da Magistratura Nacional. V - Os §§ 2º e 3º do art. 145 da CE/MT representam mera reprodução do estatuído nos incisos XI, tanto em sua redação original, quanto na Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6622998. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 18 Ementa e Acórdão ADI 509 / MT atual, e XII, do art. 37 da Constituição Federal. VI - O fato de a Constituição Federal estabelecer um limite máximo remuneratório para os cargos do Poder Judiciário não implicou a equiparação ou isonomia de vencimentos. Precedentes do STF. VII - Impossibilidade de a Assembleia Legislativa do Estado estabelecer teto máximo para a remuneração de cargos do Poder Judiciário. VIII - Parcial procedência dos pleitos do autor. Declaração de inconstitucionalidade das expressões “que servirá de limite máximo para a remuneração dos cargos do Poder Judiciário”, constante do inciso XXXI do artigo 26; e da expressão “e Judiciário”, constante do caput, do artigo 145, ambos da Constituição do Estado do Mato Grosso. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Plenária, sob a Presidência do Senhor Ministro Joaquim Barbosa, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, confirmar em parte a liminar concedida; julgar extinto o processo no que se refere à Lei Complementar nº 2 do Estado de Mato Grosso, de 24 de maio de 1990, dada à carência superveniente da ação, representada pelo desaparecimento do interesse processual, e julgar parcialmente procedente a ação direta para declarar inconstitucional a expressão “que servirá de limite máximo para a remuneração dos cargos do Poder Judiciário”, constante do inciso XXXI do artigo 26, e a expressão “e Judiciário”, contida no caput do artigo 145, ambos da Constituição do Estado de Mato Grosso. Votou o Presidente, Ministro Joaquim Barbosa. Ausentes, neste julgamento, os Ministros Marco Aurélio e Dias Toffoli. Brasília, 19 de fevereiro de 2014. RICARDO LEWANDOWSKI – RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6622998. Supremo Tribunal Federal ADI 509 / MT atual, e XII, do art. 37 da Constituição Federal. VI - O fato de a Constituição Federal estabelecer um limite máximo remuneratório para os cargos do Poder Judiciário não implicou a equiparação ou isonomia de vencimentos. Precedentes do STF. VII - Impossibilidade de a Assembleia Legislativa do Estado estabelecer teto máximo para a remuneração de cargos do Poder Judiciário. VIII - Parcial procedência dos pleitos do autor. Declaração de inconstitucionalidade das expressões “que servirá de limite máximo para a remuneração dos cargos do Poder Judiciário”, constante do inciso XXXI do artigo 26; e da expressão “e Judiciário”, constante do caput, do artigo 145, ambos da Constituição do Estado do Mato Grosso. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Plenária, sob a Presidência do Senhor Ministro Joaquim Barbosa, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, confirmar em parte a liminar concedida; julgar extinto o processo no que se refere à Lei Complementar nº 2 do Estado de Mato Grosso, de 24 de maio de 1990, dada à carência superveniente da ação, representada pelo desaparecimento do interesse processual, e julgar parcialmente procedente a ação direta para declarar inconstitucional a expressão “que servirá de limite máximo para a remuneração dos cargos do Poder Judiciário”, constante do inciso XXXI do artigo 26, e a expressão “e Judiciário”, contida no caput do artigo 145, ambos da Constituição do Estado de Mato Grosso. Votou o Presidente, Ministro Joaquim Barbosa. Ausentes, neste julgamento, os Ministros Marco Aurélio e Dias Toffoli. Brasília, 19 de fevereiro de 2014. RICARDO LEWANDOWSKI – RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6622998. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 18 Relatório 19/02/2014 PLENÁRIO AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 509 MATO GROSSO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI REQTE.(S) :ASSOCIAÇÃO DOS MAGISTRADOS BRASILEIROS - AMB ADV.(A/S) :LUDOVICO ANTONIO MERIGHI INTDO.(A/S) :GOVERNADOR DO ESTADO DE MATO GROSSO INTDO.(A/S) :ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DE MATO GROSSO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Trata-se de ação direta de inconstitucionalidade, proposta pela Associação dos Magistrados Brasileiros – AMB, com fundamento no art. 103, IX, da Constituição Federal, em que pleiteia a suspensão liminar dos artigos 145, caput, §§ 2º e 3º e 26, inciso XXXI, ambos da Constituição do Estado de Mato Grosso e dos artigos 1º e 8º da Lei Complementar Estadual nº 2, de 24 de maio de 1990, na sua integralidade, que dispõem sobre a composição e o limite de remuneração dos magistrados e dos servidores públicos em geral do Estado de Mato Grosso. Fundamentou a inconstitucionalidade dos normativos atacados sob os seguintes fundamentos: a) vício de iniciativa, na medida em que competiria ao Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso o encaminhamento de lei para a fixação dos vencimentos para o Poder Judiciário Estadual; b) supressão de vantagens pecuniárias aos integrantes do Poder Judiciário em alteração do disposto na Lei de Organização Judiciária, cuja iniciativa somente caberia ao Tribunal de Justiça local; Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6622999. Supremo Tribunal Federal 19/02/2014 PLENÁRIO AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 509 MATO GROSSO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI REQTE.(S) :ASSOCIAÇÃO DOS MAGISTRADOS BRASILEIROS - AMB ADV.(A/S) :LUDOVICO ANTONIO MERIGHI INTDO.(A/S) :GOVERNADOR DO ESTADO DE MATO GROSSO INTDO.(A/S) :ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DE MATO GROSSO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Trata-se de ação direta de inconstitucionalidade, proposta pela Associação dos Magistrados Brasileiros – AMB, com fundamento no art. 103, IX, da Constituição Federal, em que pleiteia a suspensão liminar dos artigos 145, caput, §§ 2º e 3º e 26, inciso XXXI, ambos da Constituição do Estado de Mato Grosso e dos artigos 1º e 8º da Lei Complementar Estadual nº 2, de 24 de maio de 1990, na sua integralidade, que dispõem sobre a composição e o limite de remuneração dos magistrados e dos servidores públicos em geral do Estado de Mato Grosso. Fundamentou a inconstitucionalidade dos normativos atacados sob os seguintes fundamentos: a) vício de iniciativa, na medida em que competiria ao Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso o encaminhamento de lei para a fixação dos vencimentos para o Poder Judiciário Estadual; b) supressão de vantagens pecuniárias aos integrantes do Poder Judiciário em alteração do disposto na Lei de Organização Judiciária, cuja iniciativa somente caberia ao Tribunal de Justiça local; Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6622999. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 18 Relatório ADI 509 / MT c) fixação de teto máximo remuneratório aos integrantes do Poder Judiciário Estadual diferentemente daquele estatuído na Constituição Federal; e d) invasão da esfera de competência federal, ao dispor sobre a retirada e modificação de vantagens asseguradas aos magistrados na Lei Orgânica da Magistratura Nacional. Em sessão plenária realizada em 19 de junho de 1991 foi, à unanimidade, parcialmente deferida a medida liminar pleiteada para suspender no caput do art. 145 da Constituição Estadual de Mato Grosso, as expressões “e judiciária”; no art. 1º da Lei Complementar nº 2, de 24.5.90, as expressões “e desembargadores” e, por maioria, para suspender no inciso XXXI, do art. 26, da Constituição do Estado do Mato Grosso, as expressões “que servirá de limite máximo para a remuneração dos cargos do Poder Judiciário nos termos da Constituição Federal e desta Constituição”, restando indeferida a medida em relação aos §§ 2º e 3º do art. 145 da Constituição do referido Estado e em relação ao art. 8º da Lei Complementar Estadual nº 2, de 24.5.90 (fls. 286-303). O Governador do Estado de Mato Grosso, nas informações de fls. 195-213, sustentou: a) a inexistência de vício de iniciativa do diploma que fixou os vencimentos dos magistrados mato-grossenses, na medida em que a Lei Complementar n. 02/90 “resultou de projeto de lei de iniciativa do Tribunal de Justiça de Mato Grosso” que teria fixado “a isonomia dos vencimentos dos integrantes do Poder Judiciário e dos Deputados Estaduais”; b) que o art. 1º da Lei Complementar nº 02/90 implicou na “incorporação aos vencimentos dos magistrados de todas as vantagens que eles percebiam e a consequente extinção delas como vantagens, já que continuaram a ser percebidas como vencimentos” (...), “sendo incogitável, no caso, ter havido 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6622999. Supremo Tribunal Federal ADI 509 / MT c) fixação de teto máximo remuneratório aos integrantes do Poder Judiciário Estadual diferentemente daquele estatuído na Constituição Federal; e d) invasão da esfera de competência federal, ao dispor sobre a retirada e modificação de vantagens asseguradas aos magistrados na Lei Orgânica da Magistratura Nacional. Em sessão plenária realizada em 19 de junho de 1991 foi, à unanimidade, parcialmente deferida a medida liminar pleiteada para suspender no caput do art. 145 da Constituição Estadual de Mato Grosso, as expressões “e judiciária”; no art. 1º da Lei Complementar nº 2, de 24.5.90, as expressões “e desembargadores” e, por maioria, para suspender no inciso XXXI, do art. 26, da Constituição do Estado do Mato Grosso, as expressões “que servirá de limite máximo para a remuneração dos cargos do Poder Judiciário nos termos da Constituição Federal e desta Constituição”, restando indeferida a medida em relação aos §§ 2º e 3º do art. 145 da Constituição do referido Estado e em relação ao art. 8º da Lei Complementar Estadual nº 2, de 24.5.90 (fls. 286-303). O Governador do Estado de Mato Grosso, nas informações de fls. 195-213, sustentou: a) a inexistência de vício de iniciativa do diploma que fixou os vencimentos dos magistrados mato-grossenses, na medida em que a Lei Complementar n. 02/90 “resultou de projeto de lei de iniciativa do Tribunal de Justiça de Mato Grosso” que teria fixado “a isonomia dos vencimentos dos integrantes do Poder Judiciário e dos Deputados Estaduais”; b) que o art. 1º da Lei Complementar nº 02/90 implicou na “incorporação aos vencimentos dos magistrados de todas as vantagens que eles percebiam e a consequente extinção delas como vantagens, já que continuaram a ser percebidas como vencimentos” (...), “sendo incogitável, no caso, ter havido 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6622999. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 18 Relatório ADI 509 / MT redução salarial”; c) que, por meio do art. 145, § 2º, da Constituição Estadual “o Governo do Estado fixou a política salarial dos Poderes constituídos, e, em dando cumprimento às normas constitucionais, estabeleceu o limite máximo de vencimentos entre os Magistrados, os Deputados Estaduais e os Secretários de Estado, evitando, com isso, que fosse violado o inciso XII, do art. 37, da Carta Federal”; d) que “o art. 26, XXXI ‘in fine’ da Constituição Estadual ora impugnado, sob o paradigma da Carta Federal, nada mais fez do que repetir o mandamento estabelecido pelo art. 37, XII da C.F. (...) quando consignou que a remuneração do Governador servirá de limite máximo para a remuneração dos cargos do Poder Judiciário”; e) que “As expressões ‘limite máximo’ (Carta Estadual) e ‘não poderão ser superiores’ (Carta Federal), via de consequência, trazem o mesmo resultado prático”; e f) que o legislador, no art. 65 da LOMAN, “ao usar as expressões ‘poderão nos termos da lei’, estava (...) obviamente atento aos princípios basilares do regime federativo, mantendo para tanto, a autonomia dos Estados, máxime, no que concerne à auto-administração” e, “por conseguinte, a matéria referente as gratificações dos magistrados mato-grossenses pertine a lei estadual, pois, somente dela pode advir regras incidentais na relação funcional dos magistrados com o Estado do Mato Grosso”. Alegou que “a extinção das vantagens conferidas aos magistrados mato-grossenses, através da Lei Complementar 02/90 se deu na mais absoluta legalidade” e que “a previsão do legislador constitucional de que a legislação específica da Magistratura será objeto de uma futura lei federal, não tira dos Estados a competência legislativa, pois deverá a futura lei observar os princípios que se acham expressos ou que se contém implícitos na Constituição Federal, dentre eles, o da autonomia estadual, princípio primeiro do regime federativo”. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6622999. Supremo Tribunal Federal ADI 509 / MT redução salarial”; c) que, por meio do art. 145, § 2º, da Constituição Estadual “o Governo do Estado fixou a política salarial dos Poderes constituídos, e, em dando cumprimento às normas constitucionais, estabeleceu o limite máximo de vencimentos entre os Magistrados, os Deputados Estaduais e os Secretários de Estado, evitando, com isso, que fosse violado o inciso XII, do art. 37, da Carta Federal”; d) que “o art. 26, XXXI ‘in fine’ da Constituição Estadual ora impugnado, sob o paradigma da Carta Federal, nada mais fez do que repetir o mandamento estabelecido pelo art. 37, XII da C.F. (...) quando consignou que a remuneração do Governador servirá de limite máximo para a remuneração dos cargos do Poder Judiciário”; e) que “As expressões ‘limite máximo’ (Carta Estadual) e ‘não poderão ser superiores’ (Carta Federal), via de consequência, trazem o mesmo resultado prático”; e f) que o legislador, no art. 65 da LOMAN, “ao usar as expressões ‘poderão nos termos da lei’, estava (...) obviamente atento aos princípios basilares do regime federativo, mantendo para tanto, a autonomia dos Estados, máxime, no que concerne à auto-administração” e, “por conseguinte, a matéria referente as gratificações dos magistrados mato-grossenses pertine a lei estadual, pois, somente dela pode advir regras incidentais na relação funcional dos magistrados com o Estado do Mato Grosso”. Alegou que “a extinção das vantagens conferidas aos magistrados mato-grossenses, através da Lei Complementar 02/90 se deu na mais absoluta legalidade” e que “a previsão do legislador constitucional de que a legislação específica da Magistratura será objeto de uma futura lei federal, não tira dos Estados a competência legislativa, pois deverá a futura lei observar os princípios que se acham expressos ou que se contém implícitos na Constituição Federal, dentre eles, o da autonomia estadual, princípio primeiro do regime federativo”. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6622999. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 18 Relatório ADI 509 / MT Finalizou aduzindo que “quase 01 (um) ano após a publicação da Lei Complementar 02/90, e na sua plena vigência, o Tribunal de Justiça de Mato Grosso, em flagrante desrespeito ao nela contido, continua efetuando o pagamento de vantagens já extintas”. A Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso, às fls. 244-251, basicamente repisou as alegações do Governador do Estado, acrescentando que, por meio do Ofício 238/90, o Presidente do Tribunal de Justiça solicitou a “a retirada do Projeto de Lei nº 103/89, sob o argumento da necessidade de ‘reexame da matéria, em face do surgimento de fatos novos’”, sendo que “o Plenário da Assembleia Legislativa não permitiu a retirada da matéria, passando, daí em diante, a tramitar juntamente com o Projeto de Lei nº 040/90”. À fl. 285, o então Min. Rel. Celso de Mello determinou a abertura de vista ao Advogado-Geral da União e ao Procurador-Geral da República. Às fls. 306-315, a Advocacia-Geral da União apresentou sua defesa ao texto impugnado e requereu, preliminarmente, o reconhecimento da prejudicialidade da ação, no que diz respeito à Lei Complementar nº 02, de 1990, uma vez que revogada pela Lei Complementar nº 16, de 26 de março de 1992, pugnando pela extinção parcial do processo. No mérito, no que pertine à alegação de inconstitucionalidade dos artigos 26, inciso XXXI, e 145, §§ 2º e 3º, da Constituição Estadual de Mato Grosso, reportou-se às manifestações do Governador do Estado e do Presidente da Assembleia Legislativa, pleiteando fosse o pleito julgado improcedente. A Procuradoria-Geral da República opinou, preliminarmente, pelo reconhecimento da prejudicialidade da ação em relação à Lei Complementar Estadual nº 2/90, dada a sua revogação pela Lei 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6622999. Supremo Tribunal Federal ADI 509 / MT Finalizou aduzindo que “quase 01 (um) ano após a publicação da Lei Complementar 02/90, e na sua plena vigência, o Tribunal de Justiça de Mato Grosso, em flagrante desrespeito ao nela contido, continua efetuando o pagamento de vantagens já extintas”. A Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso, às fls. 244-251, basicamente repisou as alegações do Governador do Estado, acrescentando que, por meio do Ofício 238/90, o Presidente do Tribunal de Justiça solicitou a “a retirada do Projeto de Lei nº 103/89, sob o argumento da necessidade de ‘reexame da matéria, em face do surgimento de fatos novos’”, sendo que “o Plenário da Assembleia Legislativa não permitiu a retirada da matéria, passando, daí em diante, a tramitar juntamente com o Projeto de Lei nº 040/90”. À fl. 285, o então Min. Rel. Celso de Mello determinou a abertura de vista ao Advogado-Geral da União e ao Procurador-Geral da República. Às fls. 306-315, a Advocacia-Geral da União apresentou sua defesa ao texto impugnado e requereu, preliminarmente, o reconhecimento da prejudicialidade da ação, no que diz respeito à Lei Complementar nº 02, de 1990, uma vez que revogada pela Lei Complementar nº 16, de 26 de março de 1992, pugnando pela extinção parcial do processo. No mérito, no que pertine à alegação de inconstitucionalidade dos artigos 26, inciso XXXI, e 145, §§ 2º e 3º, da Constituição Estadual de Mato Grosso, reportou-se às manifestações do Governador do Estado e do Presidente da Assembleia Legislativa, pleiteando fosse o pleito julgado improcedente. A Procuradoria-Geral da República opinou, preliminarmente, pelo reconhecimento da prejudicialidade da ação em relação à Lei Complementar Estadual nº 2/90, dada a sua revogação pela Lei 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6622999. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 18 Relatório ADI 509 / MT Complementar nº 16/92. Ainda em sede preliminar, manifestou-se pela “perda de objeto desta ação no que se refere aos arts. 26, inciso XXXI, e 145, parágrafo 2º, da Constituição do Mato Grosso, impugnadas frente ao art. 37, XI, da Constituição Federal, em virtude da modificação substancial desse dispositivo constitucional efetivada pela EC nº 19/98” (fls. 319/323). Afirmou, já no mérito, não vislumbrar inconstitucionalidade alguma “com relação ao parágrafo 3º do art. 145, da Constituição mato-grossense”, opinando, neste aspecto, pela improcedência da ação. O então Min. Rel. Sepúlveda Pertence determinou à requerida que informasse se houve alteração referente às normas impugnadas nesta ação (fl. 326). A fl. 336, o Presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso informou que a Lei Complementar nº 02, de 24 de maio de 1990 foi revogada pela Lei Complementar nº 16, de 26 de março de 1992; e que os dispositivos contestados, referentes à Constituição Estadual, se encontravam em vigor. A AMB, a fl. 343, requereu a extinção do processo, com o seu consequente arquivamento, “por falta de objeto, em razão da edição e vigência da Lei Complementar 16, de 26.3.92”, sendo que, a fl. 341, o Min. Rel. Sepúlveda Pertence indeferiu o requerimento, tendo em vista que os artigos da Constituição Estadual atacados não foram alterados. O Plenário desta Corte, em sessão realizada no dia 1º/8/2008, por proposta do Min. Marco Aurélio, deliberou adiar o julgamento do feito (350-351). Considerando a alteração do padrão de controle, o Min. Rel. Menezes Direito, à fl. 349, determinou fosse dada vista dos autos à Associação autora e, posteriormente, à Advocacia-Geral da União e à 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6622999. Supremo Tribunal Federal ADI 509 / MT Complementar nº 16/92. Ainda em sede preliminar, manifestou-se pela “perda de objeto desta ação no que se refere aos arts. 26, inciso XXXI, e 145, parágrafo 2º, da Constituição do Mato Grosso, impugnadas frente ao art. 37, XI, da Constituição Federal, em virtude da modificação substancial desse dispositivo constitucional efetivada pela EC nº 19/98” (fls. 319/323). Afirmou, já no mérito, não vislumbrar inconstitucionalidade alguma “com relação ao parágrafo 3º do art. 145, da Constituição mato-grossense”, opinando, neste aspecto, pela improcedência da ação. O então Min. Rel. Sepúlveda Pertence determinou à requerida que informasse se houve alteração referente às normas impugnadas nesta ação (fl. 326). A fl. 336, o Presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso informou que a Lei Complementar nº 02, de 24 de maio de 1990 foi revogada pela Lei Complementar nº 16, de 26 de março de 1992; e que os dispositivos contestados, referentes à Constituição Estadual, se encontravam em vigor. A AMB, a fl. 343, requereu a extinção do processo, com o seu consequente arquivamento, “por falta de objeto, em razão da edição e vigência da Lei Complementar 16, de 26.3.92”, sendo que, a fl. 341, o Min. Rel. Sepúlveda Pertence indeferiu o requerimento, tendo em vista que os artigos da Constituição Estadual atacados não foram alterados. O Plenário desta Corte, em sessão realizada no dia 1º/8/2008, por proposta do Min. Marco Aurélio, deliberou adiar o julgamento do feito (350-351). Considerando a alteração do padrão de controle, o Min. Rel. Menezes Direito, à fl. 349, determinou fosse dada vista dos autos à Associação autora e, posteriormente, à Advocacia-Geral da União e à 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6622999. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 18 Relatório ADI 509 / MT Procuradoria-Geral da República. Às fls. 355-364, em nova manifestação, a Advocacia-Geral da União arguiu a prejudicialidade da ação, no que diz respeito aos arts. 26, inc. XXXI, e 145, caput e § 2º, da Constituição Estadual, diante da “alteração substancial do inciso XI do art. 37 da Constituição Federal, levada a efeito, inicialmente, pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998, e, posteriormente, pela Emenda Constitucional nº 41, de 2003”. No mérito, manifestou-se pelo conhecimento da ação somente em relação ao parágrafo 3º, do art. 145 da Constituição do Estado do Mato Grosso, pugnando, nesse aspecto, pela improcedência da ação, uma vez que o normativo atacado representa mera reprodução do inciso XII, do art. 37 da CF. A Procuradoria-Geral da República, em novo parecer (fls. 366-371), opinou, preliminarmente, pelo reconhecimento da prejudicialidade da ação em relação ao § 2º, do art. 145 da Constituição mato-grossense, na medida em que teria sofrido significativa alteração pela Emenda Constitucional 54, de 26 de agosto de 2008. Fez o Parquet, na oportunidade, referência ao fato de, na sessão plenária de 1º de agosto de 2008, os “Ministros dessa Corte, ao iniciarem a análise de questão de ordem suscitada na presente ação pelo Ministro MENEZES DIREITO, relator, sinalizaram no sentido de, em casos de alteração do paradigma de controle, superar os obstáculos de ordem formal e passar à análise das normas questionadas à luz dos parâmetros de controle originário e superveniente”. Finalizou manifestando-se no sentido “de alteração substancial do parâmetro de controle”. O Plenário desta Corte, em sessão realizada no dia 10/9/2009, novamente por proposta do Min. Marco Aurélio, deliberou adiar o seu julgamento (fls. 373-374). 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6622999. Supremo Tribunal Federal ADI 509 / MT Procuradoria-Geral da República. Às fls. 355-364, em nova manifestação, a Advocacia-Geral da União arguiu a prejudicialidade da ação, no que diz respeito aos arts. 26, inc. XXXI, e 145, caput e § 2º, da Constituição Estadual, diante da “alteração substancial do inciso XI do art. 37 da Constituição Federal, levada a efeito, inicialmente, pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998, e, posteriormente, pela Emenda Constitucional nº 41, de 2003”. No mérito, manifestou-se pelo conhecimento da ação somente em relação ao parágrafo 3º, do art. 145 da Constituição do Estado do Mato Grosso, pugnando, nesse aspecto, pela improcedência da ação, uma vez que o normativo atacado representa mera reprodução do inciso XII, do art. 37 da CF. A Procuradoria-Geral da República, em novo parecer (fls. 366-371), opinou, preliminarmente, pelo reconhecimento da prejudicialidade da ação em relação ao § 2º, do art. 145 da Constituição mato-grossense, na medida em que teria sofrido significativa alteração pela Emenda Constitucional 54, de 26 de agosto de 2008. Fez o Parquet, na oportunidade, referência ao fato de, na sessão plenária de 1º de agosto de 2008, os “Ministros dessa Corte, ao iniciarem a análise de questão de ordem suscitada na presente ação pelo Ministro MENEZES DIREITO, relator, sinalizaram no sentido de, em casos de alteração do paradigma de controle, superar os obstáculos de ordem formal e passar à análise das normas questionadas à luz dos parâmetros de controle originário e superveniente”. Finalizou manifestando-se no sentido “de alteração substancial do parâmetro de controle”. O Plenário desta Corte, em sessão realizada no dia 10/9/2009, novamente por proposta do Min. Marco Aurélio, deliberou adiar o seu julgamento (fls. 373-374). 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6622999. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 18 Relatório ADI 509 / MT À fl. 376 o Min. Dias Toffoli despachou nos autos declarando-se impedido para o julgamento da causa, em virtude de sua anterior atuação no feito na qualidade de Advogado-Geral da União, nos termos dos artigos 134, inciso III, do CPC e 277 do RISTF. É o relatório, do qual serão expedidas cópias aos Exmºs. Srs. Ministros. 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6622999. Supremo Tribunal Federal ADI 509 / MT À fl. 376 o Min. Dias Toffoli despachou nos autos declarando-se impedido para o julgamento da causa, em virtude de sua anterior atuação no feito na qualidade de Advogado-Geral da União, nos termos dos artigos 134, inciso III, do CPC e 277 do RISTF. É o relatório, do qual serão expedidas cópias aos Exmºs. Srs. Ministros. 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6622999. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 18 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI 19/02/2014 PLENÁRIO AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 509 MATO GROSSO V O T O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Senhor Presidente, bem analisados os autos, entendo assistir parcial razão à Associação dos Magistrados Brasileiros - AMB no tocante ao pedido formulado nesta ação. Ressalto, de início, a possibilidade de exercício do controle de constitucionalidade concentrado de determinada lei ou ato normativo, ainda que alterado o parâmetro de controle, conforme anteriormente assentado pelo Plenário desta Corte por ocasião do julgamento das Ações Diretas de Inconstitucionalidade 2.189/PR e 2.158/PR, ambas de relatoria do Ministro Dias Toffoli, razão pela qual rejeito a preliminar de prejudicialidade da ação arguida pela Advocacia-Geral da União. Transcrevo, respectivamente, o teor das ementas dos julgados mencionados: “Ação Direta de Inconstitucionalidade. PGR. Lei nº 12.398/98- Paraná. Decreto estadual nº 721/99. Edição da EC nº 41/03. Substancial alteração do parâmetro de controle. Não ocorrência de prejuízo. Contribuição dos inativos. Inconstitucionalidade sob a EC nº 20/98. Precedentes. 1. Em nosso ordenamento jurídico, não se admite a figura da constitucionalidade superveniente. Mais relevante do que a atualidade do parâmetro de controle é a constatação de que a inconstitucionalidade persiste e é atual, ainda que se refira a dispositivos da Constituição Federal que não se encontram mais em vigor. Caso contrário, ficaria sensivelmente enfraquecida a própria regra que proíbe a convalidação. 2. A jurisdição constitucional brasileira não deve deixar às instâncias ordinárias a solução de problemas que podem, de maneira mais eficiente, eficaz e segura, ser resolvidos em sede de controle Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6623000. Supremo Tribunal Federal 19/02/2014 PLENÁRIO AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 509 MATO GROSSO V O T O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Senhor Presidente, bem analisados os autos, entendo assistir parcial razão à Associação dos Magistrados Brasileiros - AMB no tocante ao pedido formulado nesta ação. Ressalto, de início, a possibilidade de exercício do controle de constitucionalidade concentrado de determinada lei ou ato normativo, ainda que alterado o parâmetro de controle, conforme anteriormente assentado pelo Plenário desta Corte por ocasião do julgamento das Ações Diretas de Inconstitucionalidade 2.189/PR e 2.158/PR, ambas de relatoria do Ministro Dias Toffoli, razão pela qual rejeito a preliminar de prejudicialidade da ação arguida pela Advocacia-Geral da União. Transcrevo, respectivamente, o teor das ementas dos julgados mencionados: “Ação Direta de Inconstitucionalidade. PGR. Lei nº 12.398/98- Paraná. Decreto estadual nº 721/99. Edição da EC nº 41/03. Substancial alteração do parâmetro de controle. Não ocorrência de prejuízo. Contribuição dos inativos. Inconstitucionalidade sob a EC nº 20/98. Precedentes. 1. Em nosso ordenamento jurídico, não se admite a figura da constitucionalidade superveniente. Mais relevante do que a atualidade do parâmetro de controle é a constatação de que a inconstitucionalidade persiste e é atual, ainda que se refira a dispositivos da Constituição Federal que não se encontram mais em vigor. Caso contrário, ficaria sensivelmente enfraquecida a própria regra que proíbe a convalidação. 2. A jurisdição constitucional brasileira não deve deixar às instâncias ordinárias a solução de problemas que podem, de maneira mais eficiente, eficaz e segura, ser resolvidos em sede de controle Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6623000. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 18 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI ADI 509 / MT concentrado de normas. 3. A Lei estadual nº 12.398/98, que criou a contribuição dos inativos no Estado do Paraná, por ser inconstitucional ao tempo de sua edição, não poderia ser convalidada pela Emenda Constitucional nº 41/03. E, se a norma não foi convalidada, isso significa que a sua inconstitucionalidade persiste e é atual, ainda que se refira a dispositivos da Constituição Federal que não se encontram mais em vigor, alterados que foram pela Emenda Constitucional nº 41/03. Superada a preliminar de prejudicialidade da ação, fixando o entendimento de, analisada a situação concreta, não se assentar o prejuízo das ações em curso, para evitar situações em que uma lei que nasceu claramente inconstitucional volte a produzir, em tese, seus efeitos, uma vez revogada as medidas cautelares concedidas já há dez anos. 4. No mérito, é pacífica a jurisprudência desta Corte no sentido de que é inconstitucional a incidência, sob a égide da EC nº 20/98, de contribuição previdenciária sobre os proventos dos servidores públicos inativos e dos pensionistas, como previu a Lei nº 12.398/98 do Estado do Paraná (cf. ADI nº 2.010/DF-MC, Relator o Ministro Celso de Mello, DJ de 12/4/02; e RE nº 408.824/RS-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Eros Grau, DJ de 25/4/08). 5. Ação direta julgada procedente”. “Ação Direta de Inconstitucionalidade. AMB. Lei nº 12.398/98- Paraná. Decreto estadual nº 721/99. Edição da EC nº 41/03. Substancial alteração do parâmetro de controle. Não ocorrência de prejuízo. Superação da jurisprudência da Corte acerca da matéria. Contribuição dos inativos. Inconstitucionalidade sob a EC nº 20/98. Precedentes. 1. Em nosso ordenamento jurídico, não se admite a figura da constitucionalidade superveniente. Mais relevante do que a atualidade do parâmetro de controle é a constatação de que a inconstitucionalidade persiste e é atual, ainda que se refira a dispositivos da Constituição Federal que não se encontram mais em vigor. Caso contrário, ficaria sensivelmente enfraquecida a própria regra que proíbe a convalidação. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6623000. Supremo Tribunal Federal ADI 509 / MT concentrado de normas. 3. A Lei estadual nº 12.398/98, que criou a contribuição dos inativos no Estado do Paraná, por ser inconstitucional ao tempo de sua edição, não poderia ser convalidada pela Emenda Constitucional nº 41/03. E, se a norma não foi convalidada, isso significa que a sua inconstitucionalidade persiste e é atual, ainda que se refira a dispositivos da Constituição Federal que não se encontram mais em vigor, alterados que foram pela Emenda Constitucional nº 41/03. Superada a preliminar de prejudicialidade da ação, fixando o entendimento de, analisada a situação concreta, não se assentar o prejuízo das ações em curso, para evitar situações em que uma lei que nasceu claramente inconstitucional volte a produzir, em tese, seus efeitos, uma vez revogada as medidas cautelares concedidas já há dez anos. 4. No mérito, é pacífica a jurisprudência desta Corte no sentido de que é inconstitucional a incidência, sob a égide da EC nº 20/98, de contribuição previdenciária sobre os proventos dos servidores públicos inativos e dos pensionistas, como previu a Lei nº 12.398/98 do Estado do Paraná (cf. ADI nº 2.010/DF-MC, Relator o Ministro Celso de Mello, DJ de 12/4/02; e RE nº 408.824/RS-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Eros Grau, DJ de 25/4/08). 5. Ação direta julgada procedente”. “Ação Direta de Inconstitucionalidade. AMB. Lei nº 12.398/98- Paraná. Decreto estadual nº 721/99. Edição da EC nº 41/03. Substancial alteração do parâmetro de controle. Não ocorrência de prejuízo. Superação da jurisprudência da Corte acerca da matéria. Contribuição dos inativos. Inconstitucionalidade sob a EC nº 20/98. Precedentes. 1. Em nosso ordenamento jurídico, não se admite a figura da constitucionalidade superveniente. Mais relevante do que a atualidade do parâmetro de controle é a constatação de que a inconstitucionalidade persiste e é atual, ainda que se refira a dispositivos da Constituição Federal que não se encontram mais em vigor. Caso contrário, ficaria sensivelmente enfraquecida a própria regra que proíbe a convalidação. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6623000. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 18 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI ADI 509 / MT 2. A jurisdição constitucional brasileira não deve deixar às instâncias ordinárias a solução de problemas que podem, de maneira mais eficiente, eficaz e segura, ser resolvidos em sede de controle concentrado de normas. 3. A Lei estadual nº 12.398/98, que criou a contribuição dos inativos no Estado do Paraná, por ser inconstitucional ao tempo de sua edição, não poderia ser convalidada pela Emenda Constitucional nº 41/03. E, se a norma não foi convalidada, isso significa que a sua inconstitucionalidade persiste e é atual, ainda que se refira a dispositivos da Constituição Federal que não se encontram mais em vigor, alterados que foram pela Emenda Constitucional nº 41/03. Superada a preliminar de prejudicialidade da ação, fixando o entendimento de, analisada a situação concreta, não se assentar o prejuízo das ações em curso, para evitar situações em que uma lei que nasceu claramente inconstitucional volte a produzir, em tese, seus efeitos, uma vez revogada as medidas cautelares concedidas já há dez anos. 4. No mérito, é pacífica a jurisprudência desta Corte no sentido de que é inconstitucional a incidência, sob a égide da EC nº 20/98, de contribuição previdenciária sobre os proventos dos servidores públicos inativos e dos pensionistas, como previu a Lei nº 12.398/98, do Estado do Paraná (cf. ADI nº 2.010/DF-MC, Relator o Ministro Celso de Mello, DJ de 12/4/02; e RE nº 408.824/RS-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Eros Grau, DJ de 25/4/08). 5. É igualmente inconstitucional a incidência, sobre os proventos de inativos e pensionistas, de contribuição compulsória para o custeio de serviços médico-hospitalares (cf. RE nº 346.797/RS-AgR, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, Primeira Turma, DJ de 28/11/03; ADI nº 1.920/BA-MC, Relator o Ministro Nelson Jobim, DJ de 20/9/02). 6. Declaração de inconstitucionalidade por arrastamento das normas impugnadas do decreto regulamentar, em virtude da relação de dependência com a lei impugnada. Precedentes. 7. Ação direta de inconstitucionalidade julgada parcialmente procedente”. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6623000. Supremo Tribunal Federal ADI 509 / MT 2. A jurisdição constitucional brasileira não deve deixar às instâncias ordinárias a solução de problemas que podem, de maneira mais eficiente, eficaz e segura, ser resolvidos em sede de controle concentrado de normas. 3. A Lei estadual nº 12.398/98, que criou a contribuição dos inativos no Estado do Paraná, por ser inconstitucional ao tempo de sua edição, não poderia ser convalidada pela Emenda Constitucional nº 41/03. E, se a norma não foi convalidada, isso significa que a sua inconstitucionalidade persiste e é atual, ainda que se refira a dispositivos da Constituição Federal que não se encontram mais em vigor, alterados que foram pela Emenda Constitucional nº 41/03. Superada a preliminar de prejudicialidade da ação, fixando o entendimento de, analisada a situação concreta, não se assentar o prejuízo das ações em curso, para evitar situações em que uma lei que nasceu claramente inconstitucional volte a produzir, em tese, seus efeitos, uma vez revogada as medidas cautelares concedidas já há dez anos. 4. No mérito, é pacífica a jurisprudência desta Corte no sentido de que é inconstitucional a incidência, sob a égide da EC nº 20/98, de contribuição previdenciária sobre os proventos dos servidores públicos inativos e dos pensionistas, como previu a Lei nº 12.398/98, do Estado do Paraná (cf. ADI nº 2.010/DF-MC, Relator o Ministro Celso de Mello, DJ de 12/4/02; e RE nº 408.824/RS-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Eros Grau, DJ de 25/4/08). 5. É igualmente inconstitucional a incidência, sobre os proventos de inativos e pensionistas, de contribuição compulsória para o custeio de serviços médico-hospitalares (cf. RE nº 346.797/RS-AgR, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, Primeira Turma, DJ de 28/11/03; ADI nº 1.920/BA-MC, Relator o Ministro Nelson Jobim, DJ de 20/9/02). 6. Declaração de inconstitucionalidade por arrastamento das normas impugnadas do decreto regulamentar, em virtude da relação de dependência com a lei impugnada. Precedentes. 7. Ação direta de inconstitucionalidade julgada parcialmente procedente”. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6623000. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 18 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI ADI 509 / MT Imperativo, por outro lado, o reconhecimento da carência superveniente da ação, ante o desaparecimento do interesse processual, no que diz respeito ao pleito de reconhecimento da inconstitucionalidade da Lei Complementar do Estado do Mato Grosso nº 2, de 24/5/1990, tendo em vista a sua revogação pela Lei Complementar Estadual nº 16, de 26/3/1992, conforme, aliás, informou a Assembleia Legislativa do Estado do Mato Grosso às fls. 336-337 dos autos. Rejeito, por outro lado, a preliminar deduzida pela Procuradoria- Geral da República de prejudicialidade da ação no que se refere ao § 2º, do art. 145, da Constituição do Estado do Mato Grosso. É que a Emenda Constitucional 54, de 26/8/2008, mencionada pelo Parquet, que alterou substancialmente o referido dispositivo, foi declarada inconstitucional por esta Corte, na ADI 4.154/MT, de minha relatoria, cuja ementa aqui reproduzo: “AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. EMENDA CONSTITUCIONAL QUE DISPÕE SOBRE REGIME JURÍDICO DOS SERVIDORES PÚBLICOS DO ESTADO DE MATO GROSSO. PROJETO ORIGINADO NA ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA. INCONSTITUCIONALIDADE FORMAL. VÍCIO RECONHECIDO. VIOLAÇÃO À RESERVA DE INICIATIVA DO CHEFE DO PODER EXECUTIVO. EXISTÊNCIA, TAMBÉM, DE VÍCIO DE INCONSTITUCIONALIDADE MATERIAL. LIMITE ÚNICO. SUBSÍDIOS DE PARLAMENTAR LIMITADO AO DOS DESEMBARGADORES. VINCULAÇÃO DE ESPÉCIES REMUNERATÓRIAS. IMPOSSIBILIDADE. AÇÃO JULGADA PROCEDENTE. I - A iniciativa de lei que disponha sobre o regime jurídico dos servidores públicos é reservada ao Chefe do Poder Executivo local por força do artigo 61, § 1º, II, c, da Constituição Federal. II – Não se aplica o limite único fixado no § 12, do art. 37, da Constituição Federal, aos subsídios dos Deputados Estaduais e Distritais e dos Vereadores conforme estabelece esse mesmo dispositivo. A lei local impugnada não faz a referida ressalva. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6623000. Supremo Tribunal Federal ADI 509 / MT Imperativo, por outro lado, o reconhecimento da carência superveniente da ação, ante o desaparecimento do interesse processual, no que diz respeito ao pleito de reconhecimento da inconstitucionalidade da Lei Complementar do Estado do Mato Grosso nº 2, de 24/5/1990, tendo em vista a sua revogação pela Lei Complementar Estadual nº 16, de 26/3/1992, conforme, aliás, informou a Assembleia Legislativa do Estado do Mato Grosso às fls. 336-337 dos autos. Rejeito, por outro lado, a preliminar deduzida pela Procuradoria- Geral da República de prejudicialidade da ação no que se refere ao § 2º, do art. 145, da Constituição do Estado do Mato Grosso. É que a Emenda Constitucional 54, de 26/8/2008, mencionada pelo Parquet, que alterou substancialmente o referido dispositivo, foi declarada inconstitucional por esta Corte, na ADI 4.154/MT, de minha relatoria, cuja ementa aqui reproduzo: “AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. EMENDA CONSTITUCIONAL QUE DISPÕE SOBRE REGIME JURÍDICO DOS SERVIDORES PÚBLICOS DO ESTADO DE MATO GROSSO. PROJETO ORIGINADO NA ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA. INCONSTITUCIONALIDADE FORMAL. VÍCIO RECONHECIDO. VIOLAÇÃO À RESERVA DE INICIATIVA DO CHEFE DO PODER EXECUTIVO. EXISTÊNCIA, TAMBÉM, DE VÍCIO DE INCONSTITUCIONALIDADE MATERIAL. LIMITE ÚNICO. SUBSÍDIOS DE PARLAMENTAR LIMITADO AO DOS DESEMBARGADORES. VINCULAÇÃO DE ESPÉCIES REMUNERATÓRIAS. IMPOSSIBILIDADE. AÇÃO JULGADA PROCEDENTE. I - A iniciativa de lei que disponha sobre o regime jurídico dos servidores públicos é reservada ao Chefe do Poder Executivo local por força do artigo 61, § 1º, II, c, da Constituição Federal. II – Não se aplica o limite único fixado no § 12, do art. 37, da Constituição Federal, aos subsídios dos Deputados Estaduais e Distritais e dos Vereadores conforme estabelece esse mesmo dispositivo. A lei local impugnada não faz a referida ressalva. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6623000. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 18 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI ADI 509 / MT III - É vedada a vinculação de quaisquer espécies remuneratórias, para efeito de remuneração de pessoal do serviço público, nos termos do art. 37, XIII, da Constituição Federal. IV - Ação direta julgada procedente para declarar a inconstitucionalidade da Emenda Constitucional 54, de 26 de agosto de 2008, que modificou o art. 145, §§ 2º e 4º, da Constituição do Estado de Mato Grosso”. Permanece, portanto, inalterada a redação do § 2º, do art. 145, da Constituição Estadual do Mato Grosso, remanescendo íntegro o interesse processual a justificar a análise do mérito desta ação direta de inconstitucionalidade, no que se refere aos dispositivos da Constituição Estadual apontados pela autora. No mérito, verifico assistir parcial razão à autora quanto à apontada inconstitucionalidade do caput do art. 145 da Constituição local. O artigo mencionado dispõe que: “A remuneração total dos cargos, empregos e funções dos Poderes Legislativo, Executivo e Judiciário será composta, exclusivamente, do vencimento-base e de uma única verba de representação”. Tal dicção se contrapõe, na parte referente à remuneração total dos cargos do Poder Judiciário, ao disposto no art. 93, V, da Constituição Federal, em sua redação original, vigente à época da propositura desta demanda, na medida em que os vencimentos da magistratura nacional eram, por disposição constitucional, escalonados com diferenças não superiores a 10% (dez por cento) de uma para outra das categorias da carreira, cujo limite máximo era o vencimento dos Ministros do Supremo Tribunal Federal. A composição destes vencimentos, por sua vez, por disposição expressa da Carta Magna, era matéria afeta exclusivamente à Lei Complementar Federal, de iniciativa privativa do Supremo Tribunal Federal, razão pela qual, enquanto não encaminhada por esta Corte proposta de lei regulamentando o tema, os vencimentos dos magistrados 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6623000. Supremo Tribunal Federal ADI 509 / MT III - É vedada a vinculação de quaisquer espécies remuneratórias, para efeito de remuneração de pessoal do serviço público, nos termos do art. 37, XIII, da Constituição Federal. IV - Ação direta julgada procedente para declarar a inconstitucionalidade da Emenda Constitucional 54, de 26 de agosto de 2008, que modificou o art. 145, §§ 2º e 4º, da Constituição do Estado de Mato Grosso”. Permanece, portanto, inalterada a redação do § 2º, do art. 145, da Constituição Estadual do Mato Grosso, remanescendo íntegro o interesse processual a justificar a análise do mérito desta ação direta de inconstitucionalidade, no que se refere aos dispositivos da Constituição Estadual apontados pela autora. No mérito, verifico assistir parcial razão à autora quanto à apontada inconstitucionalidade do caput do art. 145 da Constituição local. O artigo mencionado dispõe que: “A remuneração total dos cargos, empregos e funções dos Poderes Legislativo, Executivo e Judiciário será composta, exclusivamente, do vencimento-base e de uma única verba de representação”. Tal dicção se contrapõe, na parte referente à remuneração total dos cargos do Poder Judiciário, ao disposto no art. 93, V, da Constituição Federal, em sua redação original, vigente à época da propositura desta demanda, na medida em que os vencimentos da magistratura nacional eram, por disposição constitucional, escalonados com diferenças não superiores a 10% (dez por cento) de uma para outra das categorias da carreira, cujo limite máximo era o vencimento dos Ministros do Supremo Tribunal Federal. A composição destes vencimentos, por sua vez, por disposição expressa da Carta Magna, era matéria afeta exclusivamente à Lei Complementar Federal, de iniciativa privativa do Supremo Tribunal Federal, razão pela qual, enquanto não encaminhada por esta Corte proposta de lei regulamentando o tema, os vencimentos dos magistrados 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6623000. Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 18 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI ADI 509 / MT encontravam regência no Capítulo I, do Título IV, da Lei Complementar 35, de 14/3/1979, recepcionada pela nova ordem constitucional. Dessa forma, a Constituição Estadual do Mato Grosso não poderia regrar a composição dos vencimentos dos seus magistrados de outra maneira, que não aquela disposta na Constituição Federal e na Lei Orgânica da Magistratura Nacional. Impende frisar, ainda, que a apontada inconstitucionalidade permanece em face do atual ordenamento constitucional, na medida em que a Emenda Constitucional 19, de 4/6/1998, ao introduzir o § 4º no art. 39 da CF, disciplinou integralmente o tema, dispondo que os membros de Poder “serão remunerados exclusivamente por subsídio fixado em parcela única, vedado o acréscimo de qualquer gratificação, adicional, abono, prêmio, verba de representação ou outra espécie remuneratória”. O mesmo não se pode dizer dos §§ 2º e 3º, do art. 145 da CE/MT, também contestados na presente ADI, uma vez que representam mera reprodução do estatuído nos incisos XI, tanto em sua redação original, quanto na atual, e XII, do art. 37 da Constituição Federal. Desde a primitiva redação da Constituição, até os dias atuais, os vencimentos pagos no âmbito do Poder Judiciário Estadual não poderiam, como de fato não podem, exceder aqueles devidos aos Desembargadores do Tribunal de Justiça, que, por sua vez, agora encontram-se limitados pela Emenda Constitucional 41, de 19/12/2003, em noventa inteiros e vinte e cinco centésimos por cento do subsídio mensal, em espécie, dos Ministros do Supremo Tribunal Federal. Tal raciocínio se aplica à limitação dos vencimentos dos cargos do Poder Judiciário aos pagos pelo Poder Executivo, disciplina instituída em 5/10/1988, que permanece íntegra até hoje. Impende frisar que o fato de a Constituição Federal estabelecer um limite máximo remuneratório para os cargos do Poder Judiciário, não implicou a equiparação ou isonomia de vencimentos, conforme, aliás, assentou o Min. Eros Grau no voto 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6623000. Supremo Tribunal Federal ADI 509 / MT encontravam regência no Capítulo I, do Título IV, da Lei Complementar 35, de 14/3/1979, recepcionada pela nova ordem constitucional. Dessa forma, a Constituição Estadual do Mato Grosso não poderia regrar a composição dos vencimentos dos seus magistrados de outra maneira, que não aquela disposta na Constituição Federal e na Lei Orgânica da Magistratura Nacional. Impende frisar, ainda, que a apontada inconstitucionalidade permanece em face do atual ordenamento constitucional, na medida em que a Emenda Constitucional 19, de 4/6/1998, ao introduzir o § 4º no art. 39 da CF, disciplinou integralmente o tema, dispondo que os membros de Poder “serão remunerados exclusivamente por subsídio fixado em parcela única, vedado o acréscimo de qualquer gratificação, adicional, abono, prêmio, verba de representação ou outra espécie remuneratória”. O mesmo não se pode dizer dos §§ 2º e 3º, do art. 145 da CE/MT, também contestados na presente ADI, uma vez que representam mera reprodução do estatuído nos incisos XI, tanto em sua redação original, quanto na atual, e XII, do art. 37 da Constituição Federal. Desde a primitiva redação da Constituição, até os dias atuais, os vencimentos pagos no âmbito do Poder Judiciário Estadual não poderiam, como de fato não podem, exceder aqueles devidos aos Desembargadores do Tribunal de Justiça, que, por sua vez, agora encontram-se limitados pela Emenda Constitucional 41, de 19/12/2003, em noventa inteiros e vinte e cinco centésimos por cento do subsídio mensal, em espécie, dos Ministros do Supremo Tribunal Federal. Tal raciocínio se aplica à limitação dos vencimentos dos cargos do Poder Judiciário aos pagos pelo Poder Executivo, disciplina instituída em 5/10/1988, que permanece íntegra até hoje. Impende frisar que o fato de a Constituição Federal estabelecer um limite máximo remuneratório para os cargos do Poder Judiciário, não implicou a equiparação ou isonomia de vencimentos, conforme, aliás, assentou o Min. Eros Grau no voto 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6623000. Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 18 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI ADI 509 / MT condutor proferido na ADI 603, verbis: “Não há, de igual modo, ofensa ao disposto no artigo 37, incisos X e XII, da Constituição do Brasil. Como ponderou o Ministro CÉLIO BORJA, relator à época [fl. 82]: 'A dicção do inciso X, do artigo 37, da Constituição Federal, parece não abonar a tese da imperativa adoção dos mesmos índices para todos os servidores civis dos diferentes Poderes, sustentada na inicial. É que a cláusula constitucional aludida veda a distinção de índices ENTRE SERVIDORES CIVIS E MILITARES, não generalizando a proibição, tal como parece crer a inicial. Tanto assim é que o Supremo Tribunal tem admitido aumentos diferenciados dos vencimentos dos servidores públicos, seja para compensar preterição passada de algumas categorias, seja para dar-lhes hierarquia salarial nova e diversa. Argüi-se, também, violação do inciso XII, do artigo 37, da Constituição [...]. Não está aí proclamada isonomia remuneratória prescrita alhures (art. 39, § 1º, Const.) para os cargos, aliás, de atribuições iguais ou assemelhadas do mesmo Poder ou dos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário. O que o inciso XII, artigo 37, da Constituição cria é um limite, não uma relação de igualdade. Ora, esse limite reclama, para implementar-se, intervenção legislativa uma vez que JÁ NÃO havendo paridade, antes do advento da Constituição, nem estando, desse modo, contidos os vencimentos, somente mediante redução dos que são superiores aos pagos pelo Executivo, seria alcançável a parificação prescrita'”. As mesmas razões já explicitadas servem para evidenciar que o inciso XXXI, do art. 26 da Constituição do Estado do Mato Grosso também se encontra em relação de contrariedade à Constituição Federal, na medida em que não é dado à Assembleia Legislativa do Estado estabelecer máximo para a remuneração de cargos do Poder Judiciário, que na história constitucional contemporânea sempre encontrou limite no 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6623000. Supremo Tribunal Federal ADI 509 / MT condutor proferido na ADI 603, verbis: “Não há, de igual modo, ofensa ao disposto no artigo 37, incisos X e XII, da Constituição do Brasil. Como ponderou o Ministro CÉLIO BORJA, relator à época [fl. 82]: 'A dicção do inciso X, do artigo 37, da Constituição Federal, parece não abonar a tese da imperativa adoção dos mesmos índices para todos os servidores civis dos diferentes Poderes, sustentada na inicial. É que a cláusula constitucional aludida veda a distinção de índices ENTRE SERVIDORES CIVIS E MILITARES, não generalizando a proibição, tal como parece crer a inicial. Tanto assim é que o Supremo Tribunal tem admitido aumentos diferenciados dos vencimentos dos servidores públicos, seja para compensar preterição passada de algumas categorias, seja para dar-lhes hierarquia salarial nova e diversa. Argüi-se, também, violação do inciso XII, do artigo 37, da Constituição [...]. Não está aí proclamada isonomia remuneratória prescrita alhures (art. 39, § 1º, Const.) para os cargos, aliás, de atribuições iguais ou assemelhadas do mesmo Poder ou dos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário. O que o inciso XII, artigo 37, da Constituição cria é um limite, não uma relação de igualdade. Ora, esse limite reclama, para implementar-se, intervenção legislativa uma vez que JÁ NÃO havendo paridade, antes do advento da Constituição, nem estando, desse modo, contidos os vencimentos, somente mediante redução dos que são superiores aos pagos pelo Executivo, seria alcançável a parificação prescrita'”. As mesmas razões já explicitadas servem para evidenciar que o inciso XXXI, do art. 26 da Constituição do Estado do Mato Grosso também se encontra em relação de contrariedade à Constituição Federal, na medida em que não é dado à Assembleia Legislativa do Estado estabelecer máximo para a remuneração de cargos do Poder Judiciário, que na história constitucional contemporânea sempre encontrou limite no 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6623000. Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 18 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI ADI 509 / MT vencimento - atualmente subsídio - devido aos Ministros do Supremo Tribunal Federal, conforme disciplina contida no inciso V do art. 93, combinado com o disposto no inciso XI do art. 37, ambos da Constituição Federal. Isso posto, confirmo em parte a tutela de urgência antes deferida e julgo: a) parcialmente extinto o processo, no que se refere ao pleito de declaração de inconstitucionalidade da Lei Complementar nº 2 do Estado do Mato Grosso, de 24/5/1990, dada a carência superveniente da ação, representada pelo desaparecimento do interesse processual; e b) parcialmente procedente o pleito de declaração de inconstitucionalidade da Constituição do Estado do Mato Grosso, para que sejam declaradas inconstitucionais as expressões “que servirá de limite máximo para a remuneração dos cargos do Poder Judiciário”, constante do inciso XXXI do seu artigo 26; e “e Judiciário”, constante do caput do seu artigo 145. É como voto. 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6623000. Supremo Tribunal Federal ADI 509 / MT vencimento - atualmente subsídio - devido aos Ministros do Supremo Tribunal Federal, conforme disciplina contida no inciso V do art. 93, combinado com o disposto no inciso XI do art. 37, ambos da Constituição Federal. Isso posto, confirmo em parte a tutela de urgência antes deferida e julgo: a) parcialmente extinto o processo, no que se refere ao pleito de declaração de inconstitucionalidade da Lei Complementar nº 2 do Estado do Mato Grosso, de 24/5/1990, dada a carência superveniente da ação, representada pelo desaparecimento do interesse processual; e b) parcialmente procedente o pleito de declaração de inconstitucionalidade da Constituição do Estado do Mato Grosso, para que sejam declaradas inconstitucionais as expressões “que servirá de limite máximo para a remuneração dos cargos do Poder Judiciário”, constante do inciso XXXI do seu artigo 26; e “e Judiciário”, constante do caput do seu artigo 145. É como voto. 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6623000. Inteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 18 Extrato de Ata - 19/02/2014 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 509 PROCED. : MATO GROSSO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI REQTE.(S) : ASSOCIAÇÃO DOS MAGISTRADOS BRASILEIROS - AMB ADV.(A/S) : LUDOVICO ANTONIO MERIGHI INTDO.(A/S) : GOVERNADOR DO ESTADO DE MATO GROSSO INTDO.(A/S) : ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DE MATO GROSSO Decisão: Por proposta do Senhor Ministro Marco Aurélio, o Tribunal deliberou adiar o julgamento. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Eros Grau. Presidência do Senhor Ministro Gilmar Mendes. Plenário, 01.08.2008. Decisão: Retirado de pauta por indicação da Presidência. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Celso de Mello e Eros Grau. Presidência do Senhor Ministro Gilmar Mendes. Plenário, 10.09.2009. Decisão: O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, confirmou em parte a liminar concedida; julgou extinto o processo no que se refere à Lei Complementar nº 2 do Estado de Mato Grosso, de 24 de maio de 1990, dada à carência superveniente da ação, representada pelo desaparecimento do interesse processual, e julgou parcialmente procedente a ação direta para declarar inconstitucional a expressão “que servirá de limite máximo para a remuneração dos cargos do Poder Judiciário”, constante do inciso XXXI do artigo 26, e a expressão “e Judiciário”, contida no caput do artigo 145, ambos da Constituição do Estado de Mato Grosso. Votou o Presidente, Ministro Joaquim Barbosa. Ausentes, neste julgamento, os Ministros Marco Aurélio e Dias Toffoli. Plenário, 19.02.2014. Presidência do Senhor Ministro Joaquim Barbosa. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber, Teori Zavascki e Roberto Barroso. Procurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot Monteiro de Barros. p/ Luiz Tomimatsu Assessor-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6683387 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 509 PROCED. : MATO GROSSO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI REQTE.(S) : ASSOCIAÇÃO DOS MAGISTRADOS BRASILEIROS - AMB ADV.(A/S) : LUDOVICO ANTONIO MERIGHI INTDO.(A/S) : GOVERNADOR DO ESTADO DE MATO GROSSO INTDO.(A/S) : ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DE MATO GROSSO Decisão: Por proposta do Senhor Ministro Marco Aurélio, o Tribunal deliberou adiar o julgamento. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Eros Grau. Presidência do Senhor Ministro Gilmar Mendes. Plenário, 01.08.2008. Decisão: Retirado de pauta por indicação da Presidência. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Celso de Mello e Eros Grau. Presidência do Senhor Ministro Gilmar Mendes. Plenário, 10.09.2009. Decisão: O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, confirmou em parte a liminar concedida; julgou extinto o processo no que se refere à Lei Complementar nº 2 do Estado de Mato Grosso, de 24 de maio de 1990, dada à carência superveniente da ação, representada pelo desaparecimento do interesse processual, e julgou parcialmente procedente a ação direta para declarar inconstitucional a expressão “que servirá de limite máximo para a remuneração dos cargos do Poder Judiciário”, constante do inciso XXXI do artigo 26, e a expressão “e Judiciário”, contida no caput do artigo 145, ambos da Constituição do Estado de Mato Grosso. Votou o Presidente, Ministro Joaquim Barbosa. Ausentes, neste julgamento, os Ministros Marco Aurélio e Dias Toffoli. Plenário, 19.02.2014. Presidência do Senhor Ministro Joaquim Barbosa. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber, Teori Zavascki e Roberto Barroso. Procurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot Monteiro de Barros. p/ Luiz Tomimatsu Assessor-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6683387 Inteiro Teor do Acórdão - Página 18 de 18
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=6744247
2014-02-19T00:00:00
2014-09-16T00:00:00
Por proposta do Senhor Ministro Marco Aurélio, o Tribunal deliberou adiar o julgamento. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Eros Grau. Presidência do Senhor Ministro Gilmar Mendes. Plenário, 01.08.2008. Decisão: Retirado de pauta por indicação da Presidência. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Celso de Mello e Eros Grau. Presidência do Senhor Ministro Gilmar Mendes. Plenário, 10.09.2009. Decisão: O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, confirmou em parte a liminar concedida; julgou extinto o processo no que se refere à Lei Complementar nº 2 do Estado de Mato Grosso, de 24 de maio de 1990, dada à carência superveniente da ação, representada pelo desaparecimento do interesse processual, e julgou parcialmente procedente a ação direta para declarar inconstitucional a expressão “que servirá de limite máximo para a remuneração dos cargos do Poder Judiciário”, constante do inciso XXXI do artigo 26, e a expressão “e Judiciário”, contida no caput do artigo 145, ambos da Constituição do Estado de Mato Grosso. Votou o Presidente, Ministro Joaquim Barbosa. Ausentes, neste julgamento, os Ministros Marco Aurélio e Dias Toffoli. Plenário, 19.02.2014.
AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE
Ementa: COMPOSIÇÃO E LIMITE DA REMUNERAÇÃO DE MAGISTRADOS E SERVIDORES PÚBLICOS. LOMAN. EC 19/98. PARCIAL PROCEDÊNCIA. I – Possibilidade de exercício do controle de constitucionalidade concentrado de lei ou ato normativo, ainda que alterado o parâmetro de controle. Precedentes desta Corte. II - Carência superveniente da ação, ante o desaparecimento do interesse processual, no que diz respeito ao pleito de reconhecimento da inconstitucionalidade da Lei Complementar 2, de 24/5/1990, do Estado do Mato Grosso, tendo em vista a sua revogação pela Lei Complementar Estadual 16, de 26/3/1992. III - O art. 145 da Constituição do Estado de Mato Grosso contrapõe-se, na parte em que se refere à remuneração total dos cargos do Poder Judiciário, ao estabelecido no art. 93, inciso V, da Constituição Federal, em sua redação original. Enquanto não encaminhada por esta Corte proposta de lei complementar a regulamentar o tema, os vencimentos dos magistrados encontram regência na Lei Complementar 35, de 14/3/1979, recepcionada pela nova ordem constitucional. IV - Dessa forma, a Constituição Estadual do Mato Grosso não poderia regrar a composição dos vencimentos dos seus magistrados de outra maneira, que não aquela disposta na Constituição Federal e na Lei Orgânica da Magistratura Nacional. V - Os §§ 2º e 3º do art. 145 da CE/MT representam mera reprodução do estatuído nos incisos XI, tanto em sua redação original, quanto na atual, e XII, do art. 37 da Constituição Federal. VI - O fato de a Constituição Federal estabelecer um limite máximo remuneratório para os cargos do Poder Judiciário não implicou a equiparação ou isonomia de vencimentos. Precedentes do STF. VII - Impossibilidade de a Assembleia Legislativa do Estado estabelecer teto máximo para a remuneração de cargos do Poder Judiciário. VIII - Parcial procedência dos pleitos do autor. Declaração de inconstitucionalidade das expressões “que servirá de limite máximo para a remuneração dos cargos do Poder Judiciário”, constante do inciso XXXI do artigo 26; e da expressão “e Judiciário”, constante do caput, do artigo 145, ambos da Constituição do Estado do Mato Grosso.
sjur276682
- Acórdão(s) citado(s): (AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE, ALTERAÇÃO, PARÂMETRO DE CONTROLE) ADI 2158 (TP), ADI 2189 (TP). (SERVIDOR PÚBLICO, ISONOMIA, REMUNERAÇÃO) ADI 603 (TP). - Veja ADI 4154 do STF. Número de páginas: 18. Análise: 19/09/2014, RAF. Revisão: 04/11/2014, GOD.
RICARDO LEWANDOWSKI
Tribunal Pleno
509
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00037 INC-00011 REDAÇÃO ORIGINÁRIA\n ART-00037 INC-00011 REDAÇÃO DADA PELA EMC-41/2003\n ART-00037 INC-00012 \n ART-00039 PAR-00004 INCLUÍDO PELA EMC-19/1998\n ART-00093 INC-00005 REDAÇÃO ORIGINÁRIA\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED EMC-000019 ANO-1998\n EMENDA CONSTITUCIONAL\n\n", "LEG-FED EMC-000041 ANO-2003\n EMENDA CONSTITUCIONAL\n\n", "LEG-FED LCP-000035 ANO-1979\n LOMAN-1979 LEI ORGÂNICA DA MAGISTRATURA NACIONAL\n\n", "LEG-EST CES ANO-1989\n ART-00026 INC-00031 \n ART-00145 \"CAPUT\" PAR-00002 REDAÇÃO ORIGINÁRIA\n ART-00145 \"CAPUT\" PAR-00003\n CONSTITUIÇÃO ESTADUAL, MT\n\n", "LEG-EST EMC-000054 ANO-2008\n EMENDA CONSTITUCIONAL, MT\n\n", "LEG-EST LCP-000002 ANO-1990\n LEI COMPLEMENTAR, MT - REVOGADA PELA LCP-16/1992\n\n", "LEG-EST LCP-000016 ANO-1992\n LEI COMPLEMENTAR, MT" ]
ADI
acordaos
ADI 509
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REQTE.(S) : ASSOCIAÇÃO DOS MAGISTRADOS BRASILEIROS - AMB ADV.(A/S) : LUDOVICO ANTONIO MERIGHI INTDO.(A/S) : GOVERNADOR DO ESTADO DE MATO GROSSO INTDO.(A/S) : ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DE MATO GROSSO
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Ementa e Acórdão 19/02/2014 PLENÁRIO AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 509 MATO GROSSO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI REQTE.(S) :ASSOCIAÇÃO DOS MAGISTRADOS BRASILEIROS - AMB ADV.(A/S) :LUDOVICO ANTONIO MERIGHI INTDO.(A/S) :GOVERNADOR DO ESTADO DE MATO GROSSO INTDO.(A/S) :ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DE MATO GROSSO EMENTA: COMPOSIÇÃO E LIMITE DA REMUNERAÇÃO DE MAGISTRADOS E SERVIDORES PÚBLICOS. LOMAN. EC 19/98. PARCIAL PROCEDÊNCIA. I – Possibilidade de exercício do controle de constitucionalidade concentrado de lei ou ato normativo, ainda que alterado o parâmetro de controle. Precedentes desta Corte. II - Carência superveniente da ação, ante o desaparecimento do interesse processual, no que diz respeito ao pleito de reconhecimento da inconstitucionalidade da Lei Complementar 2, de 24/5/1990, do Estado do Mato Grosso, tendo em vista a sua revogação pela Lei Complementar Estadual 16, de 26/3/1992. III - O art. 145 da Constituição do Estado de Mato Grosso contrapõe- se, na parte em que se refere à remuneração total dos cargos do Poder Judiciário, ao estabelecido no art. 93, inciso V, da Constituição Federal, em sua redação original. Enquanto não encaminhada por esta Corte proposta de lei complementar a regulamentar o tema, os vencimentos dos magistrados encontram regência na Lei Complementar 35, de 14/3/1979, recepcionada pela nova ordem constitucional. IV - Dessa forma, a Constituição Estadual do Mato Grosso não poderia regrar a composição dos vencimentos dos seus magistrados de outra maneira, que não aquela disposta na Constituição Federal e na Lei Orgânica da Magistratura Nacional. V - Os §§ 2... e 3... do art. 145 da CE/MT representam mera reprodução do estatuído nos incisos XI, tanto em sua redação original, quanto na Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6622998. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 18 Ementa e Acórdão ADI 509 / MT atual, e XII, do art. 37 da Constituição Federal. VI - O fato de a Constituição Federal estabelecer um limite máximo remuneratório para os cargos do Poder Judiciário não implicou a equiparação ou isonomia de vencimentos. Precedentes do Supremo Tribunal Federal. VII - Impossibilidade de a Assembleia Legislativa do Estado estabelecer teto máximo para a remuneração de cargos do Poder Judiciário. VIII - Parcial procedência dos pleitos do autor. Declaração de inconstitucionalidade das expressões “que servirá de limite máximo para a remuneração dos cargos do Poder Judiciário”, constante do inciso XXXI do artigo 26; e da expressão “e Judiciário”, constante do caput, do artigo 145, ambos da Constituição do Estado do Mato Grosso. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Plenária, sob a Presidência do Senhor Ministro Joaquim Barbosa, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, confirmar em parte a liminar concedida; julgar extinto o processo no que se refere à Lei Complementar n 2 do Estado de Mato Grosso, de 24 de maio de 1990, dada à carência superveniente da ação, representada pelo desaparecimento do interesse processual, e julgar parcialmente procedente a ação direta para declarar inconstitucional a expressão “que servirá de limite máximo para a remuneração dos cargos do Poder Judiciário”, constante do inciso XXXI do artigo 26, e a expressão “e Judiciário”, contida no caput do artigo 145, ambos da Constituição do Estado de Mato Grosso. Votou o Presidente, Ministro Joaquim Barbosa. Ausentes, neste julgamento, os Ministros Marco Aurélio e Dias Toffoli. Brasília, 19 de fevereiro de 2014. RICARDO LEWANDOWSKI – RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6622998. Supremo Tribunal Federal ADI 509 / MT atual, e XII, do art. 37 da Constituição Federal. VI - O fato de a Constituição Federal estabelecer um limite máximo remuneratório para os cargos do Poder Judiciário não implicou a equiparação ou isonomia de vencimentos. Precedentes do Supremo Tribunal Federal. VII - Impossibilidade de a Assembleia Legislativa do Estado estabelecer teto máximo para a remuneração de cargos do Poder Judiciário. VIII - Parcial procedência dos pleitos do autor. Declaração de inconstitucionalidade das expressões “que servirá de limite máximo para a remuneração dos cargos do Poder Judiciário”, constante do inciso XXXI do artigo 26; e da expressão “e Judiciário”, constante do caput, do artigo 145, ambos da Constituição do Estado do Mato Grosso. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Plenária, sob a Presidência do Senhor Ministro Joaquim Barbosa, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, confirmar em parte a liminar concedida; julgar extinto o processo no que se refere à Lei Complementar n 2 do Estado de Mato Grosso, de 24 de maio de 1990, dada à carência superveniente da ação, representada pelo desaparecimento do interesse processual, e julgar parcialmente procedente a ação direta para declarar inconstitucional a expressão “que servirá de limite máximo para a remuneração dos cargos do Poder Judiciário”, constante do inciso XXXI do artigo 26, e a expressão “e Judiciário”, contida no caput do artigo 145, ambos da Constituição do Estado de Mato Grosso. Votou o Presidente, Ministro Joaquim Barbosa. Ausentes, neste julgamento, os Ministros Marco Aurélio e Dias Toffoli. Brasília, 19 de fevereiro de 2014. RICARDO LEWANDOWSKI – RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6622998. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 18 Relatório 19/02/2014 PLENÁRIO AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 509 MATO GROSSO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI REQTE.(S) :ASSOCIAÇÃO DOS MAGISTRADOS BRASILEIROS - AMB ADV.(A/S) :LUDOVICO ANTONIO MERIGHI INTDO.(A/S) :GOVERNADOR DO ESTADO DE MATO GROSSO INTDO.(A/S) :ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DE MATO GROSSO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Trata-se de ação direta de inconstitucionalidade, proposta pela Associação dos Magistrados Brasileiros – AMB, com fundamento no art. 103, IX, da Constituição Federal, em que pleiteia a suspensão liminar dos artigos 145, caput, §§ 2... e 3... e 26, inciso XXXI, ambos da Constituição do Estado de Mato Grosso e dos artigos 1... e 8... da Lei Complementar Estadual n 2, de 24 de maio de 1990, na sua integralidade, que dispõem sobre a composição e o limite de remuneração dos magistrados e dos servidores públicos em geral do Estado de Mato Grosso. Fundamentou a inconstitucionalidade dos normativos atacados sob os seguintes fundamentos: a) vício de iniciativa, na medida em que competiria ao Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso o encaminhamento de lei para a fixação dos vencimentos para o Poder Judiciário Estadual; b) supressão de vantagens pecuniárias aos integrantes do Poder Judiciário em alteração do disposto na Lei de Organização Judiciária, cuja iniciativa somente caberia ao Tribunal de Justiça local; Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6622999. Supremo Tribunal Federal 19/02/2014 PLENÁRIO AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 509 MATO GROSSO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI REQTE.(S) :ASSOCIAÇÃO DOS MAGISTRADOS BRASILEIROS - AMB ADV.(A/S) :LUDOVICO ANTONIO MERIGHI INTDO.(A/S) :GOVERNADOR DO ESTADO DE MATO GROSSO INTDO.(A/S) :ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DE MATO GROSSO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Trata-se de ação direta de inconstitucionalidade, proposta pela Associação dos Magistrados Brasileiros – AMB, com fundamento no art. 103, IX, da Constituição Federal, em que pleiteia a suspensão liminar dos artigos 145, caput, §§ 2... e 3... e 26, inciso XXXI, ambos da Constituição do Estado de Mato Grosso e dos artigos 1... e 8... da Lei Complementar Estadual n 2, de 24 de maio de 1990, na sua integralidade, que dispõem sobre a composição e o limite de remuneração dos magistrados e dos servidores públicos em geral do Estado de Mato Grosso. Fundamentou a inconstitucionalidade dos normativos atacados sob os seguintes fundamentos: a) vício de iniciativa, na medida em que competiria ao Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso o encaminhamento de lei para a fixação dos vencimentos para o Poder Judiciário Estadual; b) supressão de vantagens pecuniárias aos integrantes do Poder Judiciário em alteração do disposto na Lei de Organização Judiciária, cuja iniciativa somente caberia ao Tribunal de Justiça local; Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6622999. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 18 Relatório ADI 509 / MT c) fixação de teto máximo remuneratório aos integrantes do Poder Judiciário Estadual diferentemente daquele estatuído na Constituição Federal; e d) invasão da esfera de competência federal, ao dispor sobre a retirada e modificação de vantagens asseguradas aos magistrados na Lei Orgânica da Magistratura Nacional. Em sessão plenária realizada em 19 de junho de 1991 foi, à unanimidade, parcialmente deferida a medida liminar pleiteada para suspender no caput do art. 145 da Constituição Estadual de Mato Grosso, as expressões “e judiciária”; no art. 1... da Lei Complementar n 2, de 24.5.90, as expressões “e desembargadores” e, por maioria, para suspender no inciso XXXI, do art. 26, da Constituição do Estado do Mato Grosso, as expressões “que servirá de limite máximo para a remuneração dos cargos do Poder Judiciário nos termos da Constituição Federal e desta Constituição”, restando indeferida a medida em relação aos §§ 2... e 3... do art. 145 da Constituição do referido Estado e em relação ao art. 8... da Lei Complementar Estadual n 2, de 24.5.90 (fls. 286-303). O Governador do Estado de Mato Grosso, nas informações de fls. 195-213, sustentou: a) a inexistência de vício de iniciativa do diploma que fixou os vencimentos dos magistrados mato-grossenses, na medida em que a Lei Complementar n. 02/90 “resultou de projeto de lei de iniciativa do Tribunal de Justiça de Mato Grosso” que teria fixado “a isonomia dos vencimentos dos integrantes do Poder Judiciário e dos Deputados Estaduais”; b) que o art. 1... da Lei Complementar n 02/90 implicou na “incorporação aos vencimentos dos magistrados de todas as vantagens que eles percebiam e a consequente extinção delas como vantagens, já que continuaram a ser percebidas como vencimentos” (...), “sendo incogitável, no caso, ter havido 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6622999. Supremo Tribunal Federal ADI 509 / MT c) fixação de teto máximo remuneratório aos integrantes do Poder Judiciário Estadual diferentemente daquele estatuído na Constituição Federal; e d) invasão da esfera de competência federal, ao dispor sobre a retirada e modificação de vantagens asseguradas aos magistrados na Lei Orgânica da Magistratura Nacional. Em sessão plenária realizada em 19 de junho de 1991 foi, à unanimidade, parcialmente deferida a medida liminar pleiteada para suspender no caput do art. 145 da Constituição Estadual de Mato Grosso, as expressões “e judiciária”; no art. 1... da Lei Complementar n 2, de 24.5.90, as expressões “e desembargadores” e, por maioria, para suspender no inciso XXXI, do art. 26, da Constituição do Estado do Mato Grosso, as expressões “que servirá de limite máximo para a remuneração dos cargos do Poder Judiciário nos termos da Constituição Federal e desta Constituição”, restando indeferida a medida em relação aos §§ 2... e 3... do art. 145 da Constituição do referido Estado e em relação ao art. 8... da Lei Complementar Estadual n 2, de 24.5.90 (fls. 286-303). O Governador do Estado de Mato Grosso, nas informações de fls. 195-213, sustentou: a) a inexistência de vício de iniciativa do diploma que fixou os vencimentos dos magistrados mato-grossenses, na medida em que a Lei Complementar n. 02/90 “resultou de projeto de lei de iniciativa do Tribunal de Justiça de Mato Grosso” que teria fixado “a isonomia dos vencimentos dos integrantes do Poder Judiciário e dos Deputados Estaduais”; b) que o art. 1... da Lei Complementar n 02/90 implicou na “incorporação aos vencimentos dos magistrados de todas as vantagens que eles percebiam e a consequente extinção delas como vantagens, já que continuaram a ser percebidas como vencimentos” (...), “sendo incogitável, no caso, ter havido 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6622999. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 18 Relatório ADI 509 / MT redução salarial”; c) que, por meio do art. 145, § 2..., da Constituição Estadual “o Governo do Estado fixou a política salarial dos Poderes constituídos, e, em dando cumprimento às normas constitucionais, estabeleceu o limite máximo de vencimentos entre os Magistrados, os Deputados Estaduais e os Secretários de Estado, evitando, com isso, que fosse violado o inciso XII, do art. 37, da Carta Federal”; d) que “o art. 26, XXXI ‘in fine’ da Constituição Estadual ora impugnado, sob o paradigma da Carta Federal, nada mais fez do que repetir o mandamento estabelecido pelo art. 37, XII da C.F. (...) quando consignou que a remuneração do Governador servirá de limite máximo para a remuneração dos cargos do Poder Judiciário”; e) que “As expressões ‘limite máximo’ (Carta Estadual) e ‘não poderão ser superiores’ (Carta Federal), via de consequência, trazem o mesmo resultado prático”; e f) que o legislador, no art. 65 da LOMAN, “ao usar as expressões ‘poderão nos termos da lei’, estava (...) obviamente atento aos princípios basilares do regime federativo, mantendo para tanto, a autonomia dos Estados, máxime, no que concerne à auto-administração” e, “por conseguinte, a matéria referente as gratificações dos magistrados mato-grossenses pertine a lei estadual, pois, somente dela pode advir regras incidentais na relação funcional dos magistrados com o Estado do Mato Grosso”. Alegou que “a extinção das vantagens conferidas aos magistrados mato-grossenses, através da Lei Complementar 02/90 se deu na mais absoluta legalidade” e que “a previsão do legislador constitucional de que a legislação específica da Magistratura será objeto de uma futura lei federal, não tira dos Estados a competência legislativa, pois deverá a futura lei observar os princípios que se acham expressos ou que se contém implícitos na Constituição Federal, dentre eles, o da autonomia estadual, princípio primeiro do regime federativo”. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6622999. Supremo Tribunal Federal ADI 509 / MT redução salarial”; c) que, por meio do art. 145, § 2..., da Constituição Estadual “o Governo do Estado fixou a política salarial dos Poderes constituídos, e, em dando cumprimento às normas constitucionais, estabeleceu o limite máximo de vencimentos entre os Magistrados, os Deputados Estaduais e os Secretários de Estado, evitando, com isso, que fosse violado o inciso XII, do art. 37, da Carta Federal”; d) que “o art. 26, XXXI ‘in fine’ da Constituição Estadual ora impugnado, sob o paradigma da Carta Federal, nada mais fez do que repetir o mandamento estabelecido pelo art. 37, XII da C.F. (...) quando consignou que a remuneração do Governador servirá de limite máximo para a remuneração dos cargos do Poder Judiciário”; e) que “As expressões ‘limite máximo’ (Carta Estadual) e ‘não poderão ser superiores’ (Carta Federal), via de consequência, trazem o mesmo resultado prático”; e f) que o legislador, no art. 65 da LOMAN, “ao usar as expressões ‘poderão nos termos da lei’, estava (...) obviamente atento aos princípios basilares do regime federativo, mantendo para tanto, a autonomia dos Estados, máxime, no que concerne à auto-administração” e, “por conseguinte, a matéria referente as gratificações dos magistrados mato-grossenses pertine a lei estadual, pois, somente dela pode advir regras incidentais na relação funcional dos magistrados com o Estado do Mato Grosso”. Alegou que “a extinção das vantagens conferidas aos magistrados mato-grossenses, através da Lei Complementar 02/90 se deu na mais absoluta legalidade” e que “a previsão do legislador constitucional de que a legislação específica da Magistratura será objeto de uma futura lei federal, não tira dos Estados a competência legislativa, pois deverá a futura lei observar os princípios que se acham expressos ou que se contém implícitos na Constituição Federal, dentre eles, o da autonomia estadual, princípio primeiro do regime federativo”. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6622999. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 18 Relatório ADI 509 / MT Finalizou aduzindo que “quase 01 (um) ano após a publicação da Lei Complementar 02/90, e na sua plena vigência, o Tribunal de Justiça de Mato Grosso, em flagrante desrespeito ao nela contido, continua efetuando o pagamento de vantagens já extintas”. A Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso, às fls. 244-251, basicamente repisou as alegações do Governador do Estado, acrescentando que, por meio do Ofício 238/90, o Presidente do Tribunal de Justiça solicitou a “a retirada do Projeto de Lei n 103/89, sob o argumento da necessidade de ‘reexame da matéria, em face do surgimento de fatos novos’”, sendo que “o Plenário da Assembleia Legislativa não permitiu a retirada da matéria, passando, daí em diante, a tramitar juntamente com o Projeto de Lei n 040/90”. À fl. 285, o então Min. Rel. Celso de Mello determinou a abertura de vista ao Advogado-Geral da União e ao Procurador-Geral da República. Às fls. 306-315, a Advocacia-Geral da União apresentou sua defesa ao texto impugnado e requereu, preliminarmente, o reconhecimento da prejudicialidade da ação, no que diz respeito à Lei Complementar n 02, de 1990, uma vez que revogada pela Lei Complementar n 16, de 26 de março de 1992, pugnando pela extinção parcial do processo. No mérito, no que pertine à alegação de inconstitucionalidade dos artigos 26, inciso XXXI, e 145, §§ 2... e 3..., da Constituição Estadual de Mato Grosso, reportou-se às manifestações do Governador do Estado e do Presidente da Assembleia Legislativa, pleiteando fosse o pleito julgado improcedente. A Procuradoria-Geral da República opinou, preliminarmente, pelo reconhecimento da prejudicialidade da ação em relação à Lei Complementar Estadual n 2/90, dada a sua revogação pela Lei 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6622999. Supremo Tribunal Federal ADI 509 / MT Finalizou aduzindo que “quase 01 (um) ano após a publicação da Lei Complementar 02/90, e na sua plena vigência, o Tribunal de Justiça de Mato Grosso, em flagrante desrespeito ao nela contido, continua efetuando o pagamento de vantagens já extintas”. A Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso, às fls. 244-251, basicamente repisou as alegações do Governador do Estado, acrescentando que, por meio do Ofício 238/90, o Presidente do Tribunal de Justiça solicitou a “a retirada do Projeto de Lei n 103/89, sob o argumento da necessidade de ‘reexame da matéria, em face do surgimento de fatos novos’”, sendo que “o Plenário da Assembleia Legislativa não permitiu a retirada da matéria, passando, daí em diante, a tramitar juntamente com o Projeto de Lei n 040/90”. À fl. 285, o então Min. Rel. Celso de Mello determinou a abertura de vista ao Advogado-Geral da União e ao Procurador-Geral da República. Às fls. 306-315, a Advocacia-Geral da União apresentou sua defesa ao texto impugnado e requereu, preliminarmente, o reconhecimento da prejudicialidade da ação, no que diz respeito à Lei Complementar n 02, de 1990, uma vez que revogada pela Lei Complementar n 16, de 26 de março de 1992, pugnando pela extinção parcial do processo. No mérito, no que pertine à alegação de inconstitucionalidade dos artigos 26, inciso XXXI, e 145, §§ 2... e 3..., da Constituição Estadual de Mato Grosso, reportou-se às manifestações do Governador do Estado e do Presidente da Assembleia Legislativa, pleiteando fosse o pleito julgado improcedente. A Procuradoria-Geral da República opinou, preliminarmente, pelo reconhecimento da prejudicialidade da ação em relação à Lei Complementar Estadual n 2/90, dada a sua revogação pela Lei 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6622999. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 18 Relatório ADI 509 / MT Complementar n 16/92. Ainda em sede preliminar, manifestou-se pela “perda de objeto desta ação no que se refere aos arts. 26, inciso XXXI, e 145, parágrafo 2..., da Constituição do Mato Grosso, impugnadas frente ao art. 37, XI, da Constituição Federal, em virtude da modificação substancial desse dispositivo constitucional efetivada pela EC n 19/98” (fls. 319/323). Afirmou, já no mérito, não vislumbrar inconstitucionalidade alguma “com relação ao parágrafo 3... do art. 145, da Constituição mato-grossense”, opinando, neste aspecto, pela improcedência da ação. O então Min. Rel. Sepúlveda Pertence determinou à requerida que informasse se houve alteração referente às normas impugnadas nesta ação (fl. 326). A fl. 336, o Presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso informou que a Lei Complementar n 02, de 24 de maio de 1990 foi revogada pela Lei Complementar n 16, de 26 de março de 1992; e que os dispositivos contestados, referentes à Constituição Estadual, se encontravam em vigor. A AMB, a fl. 343, requereu a extinção do processo, com o seu consequente arquivamento, “por falta de objeto, em razão da edição e vigência da Lei Complementar 16, de 26.3.92”, sendo que, a fl. 341, o Min. Rel. Sepúlveda Pertence indeferiu o requerimento, tendo em vista que os artigos da Constituição Estadual atacados não foram alterados. O Plenário desta Corte, em sessão realizada no dia 1.../8/2008, por proposta do Min. Marco Aurélio, deliberou adiar o julgamento do feito (350-351). Considerando a alteração do padrão de controle, o Min. Rel. Menezes Direito, à fl. 349, determinou fosse dada vista dos autos à Associação autora e, posteriormente, à Advocacia-Geral da União e à 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6622999. Supremo Tribunal Federal ADI 509 / MT Complementar n 16/92. Ainda em sede preliminar, manifestou-se pela “perda de objeto desta ação no que se refere aos arts. 26, inciso XXXI, e 145, parágrafo 2..., da Constituição do Mato Grosso, impugnadas frente ao art. 37, XI, da Constituição Federal, em virtude da modificação substancial desse dispositivo constitucional efetivada pela EC n 19/98” (fls. 319/323). Afirmou, já no mérito, não vislumbrar inconstitucionalidade alguma “com relação ao parágrafo 3... do art. 145, da Constituição mato-grossense”, opinando, neste aspecto, pela improcedência da ação. O então Min. Rel. Sepúlveda Pertence determinou à requerida que informasse se houve alteração referente às normas impugnadas nesta ação (fl. 326). A fl. 336, o Presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso informou que a Lei Complementar n 02, de 24 de maio de 1990 foi revogada pela Lei Complementar n 16, de 26 de março de 1992; e que os dispositivos contestados, referentes à Constituição Estadual, se encontravam em vigor. A AMB, a fl. 343, requereu a extinção do processo, com o seu consequente arquivamento, “por falta de objeto, em razão da edição e vigência da Lei Complementar 16, de 26.3.92”, sendo que, a fl. 341, o Min. Rel. Sepúlveda Pertence indeferiu o requerimento, tendo em vista que os artigos da Constituição Estadual atacados não foram alterados. O Plenário desta Corte, em sessão realizada no dia 1.../8/2008, por proposta do Min. Marco Aurélio, deliberou adiar o julgamento do feito (350-351). Considerando a alteração do padrão de controle, o Min. Rel. Menezes Direito, à fl. 349, determinou fosse dada vista dos autos à Associação autora e, posteriormente, à Advocacia-Geral da União e à 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6622999. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 18 Relatório ADI 509 / MT Procuradoria-Geral da República. Às fls. 355-364, em nova manifestação, a Advocacia-Geral da União arguiu a prejudicialidade da ação, no que diz respeito aos arts. 26, inc. XXXI, e 145, caput e § 2..., da Constituição Estadual, diante da “alteração substancial do inciso XI do art. 37 da Constituição Federal, levada a efeito, inicialmente, pela Emenda Constitucional n 19, de 1998, e, posteriormente, pela Emenda Constitucional n 41, de 2003”. No mérito, manifestou-se pelo conhecimento da ação somente em relação ao parágrafo 3..., do art. 145 da Constituição do Estado do Mato Grosso, pugnando, nesse aspecto, pela improcedência da ação, uma vez que o normativo atacado representa mera reprodução do inciso XII, do art. 37 da Constituição Federal de 1988. A Procuradoria-Geral da República, em novo parecer (fls. 366-371), opinou, preliminarmente, pelo reconhecimento da prejudicialidade da ação em relação ao § 2..., do art. 145 da Constituição mato-grossense, na medida em que teria sofrido significativa alteração pela Emenda Constitucional 54, de 26 de agosto de 2008. Fez o Parquet, na oportunidade, referência ao fato de, na sessão plenária de 1... de agosto de 2008, os “Ministros dessa Corte, ao iniciarem a análise de questão de ordem suscitada na presente ação pelo Ministro MENEZES DIREITO, relator, sinalizaram no sentido de, em casos de alteração do paradigma de controle, superar os obstáculos de ordem formal e passar à análise das normas questionadas à luz dos parâmetros de controle originário e superveniente”. Finalizou manifestando-se no sentido “de alteração substancial do parâmetro de controle”. O Plenário desta Corte, em sessão realizada no dia 10/9/2009, novamente por proposta do Min. Marco Aurélio, deliberou adiar o seu julgamento (fls. 373-374). 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6622999. Supremo Tribunal Federal ADI 509 / MT Procuradoria-Geral da República. Às fls. 355-364, em nova manifestação, a Advocacia-Geral da União arguiu a prejudicialidade da ação, no que diz respeito aos arts. 26, inc. XXXI, e 145, caput e § 2..., da Constituição Estadual, diante da “alteração substancial do inciso XI do art. 37 da Constituição Federal, levada a efeito, inicialmente, pela Emenda Constitucional n 19, de 1998, e, posteriormente, pela Emenda Constitucional n 41, de 2003”. No mérito, manifestou-se pelo conhecimento da ação somente em relação ao parágrafo 3..., do art. 145 da Constituição do Estado do Mato Grosso, pugnando, nesse aspecto, pela improcedência da ação, uma vez que o normativo atacado representa mera reprodução do inciso XII, do art. 37 da Constituição Federal de 1988. A Procuradoria-Geral da República, em novo parecer (fls. 366-371), opinou, preliminarmente, pelo reconhecimento da prejudicialidade da ação em relação ao § 2..., do art. 145 da Constituição mato-grossense, na medida em que teria sofrido significativa alteração pela Emenda Constitucional 54, de 26 de agosto de 2008. Fez o Parquet, na oportunidade, referência ao fato de, na sessão plenária de 1... de agosto de 2008, os “Ministros dessa Corte, ao iniciarem a análise de questão de ordem suscitada na presente ação pelo Ministro MENEZES DIREITO, relator, sinalizaram no sentido de, em casos de alteração do paradigma de controle, superar os obstáculos de ordem formal e passar à análise das normas questionadas à luz dos parâmetros de controle originário e superveniente”. Finalizou manifestando-se no sentido “de alteração substancial do parâmetro de controle”. O Plenário desta Corte, em sessão realizada no dia 10/9/2009, novamente por proposta do Min. Marco Aurélio, deliberou adiar o seu julgamento (fls. 373-374). 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6622999. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 18 Relatório ADI 509 / MT À fl. 376 o Min. Dias Toffoli despachou nos autos declarando-se impedido para o julgamento da causa, em virtude de sua anterior atuação no feito na qualidade de Advogado-Geral da União, nos termos dos artigos 134, inciso III, do Código de Processo Civil e 277 do RISTF. É o relatório, do qual serão expedidas cópias aos Exms. Srs. Ministros. 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6622999. Supremo Tribunal Federal ADI 509 / MT À fl. 376 o Min. Dias Toffoli despachou nos autos declarando-se impedido para o julgamento da causa, em virtude de sua anterior atuação no feito na qualidade de Advogado-Geral da União, nos termos dos artigos 134, inciso III, do Código de Processo Civil e 277 do RISTF. É o relatório, do qual serão expedidas cópias aos Exms. Srs. Ministros. 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6622999. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 18 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI 19/02/2014 PLENÁRIO AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 509 MATO GROSSO V O T O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Senhor Presidente, bem analisados os autos, entendo assistir parcial razão à Associação dos Magistrados Brasileiros - AMB no tocante ao pedido formulado nesta ação. Ressalto, de início, a possibilidade de exercício do controle de constitucionalidade concentrado de determinada lei ou ato normativo, ainda que alterado o parâmetro de controle, conforme anteriormente assentado pelo Plenário desta Corte por ocasião do julgamento das Ações Diretas de Inconstitucionalidade 2.189/PR e 2.158/PR, ambas de relatoria do Ministro Dias Toffoli, razão pela qual rejeito a preliminar de prejudicialidade da ação arguida pela Advocacia-Geral da União. Transcrevo, respectivamente, o teor das ementas dos julgados mencionados: “Ação Direta de Inconstitucionalidade. PGR. Lei n 12.398/98- Paraná. Decreto estadual n 721/99. Edição da EC n 41/03. Substancial alteração do parâmetro de controle. Não ocorrência de prejuízo. Contribuição dos inativos. Inconstitucionalidade sob a EC n 20/98. Precedentes. 1. Em nosso ordenamento jurídico, não se admite a figura da constitucionalidade superveniente. Mais relevante do que a atualidade do parâmetro de controle é a constatação de que a inconstitucionalidade persiste e é atual, ainda que se refira a dispositivos da Constituição Federal que não se encontram mais em vigor. Caso contrário, ficaria sensivelmente enfraquecida a própria regra que proíbe a convalidação. 2. A jurisdição constitucional brasileira não deve deixar às instâncias ordinárias a solução de problemas que podem, de maneira mais eficiente, eficaz e segura, ser resolvidos em sede de controle Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6623000. Supremo Tribunal Federal 19/02/2014 PLENÁRIO AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 509 MATO GROSSO V O T O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Senhor Presidente, bem analisados os autos, entendo assistir parcial razão à Associação dos Magistrados Brasileiros - AMB no tocante ao pedido formulado nesta ação. Ressalto, de início, a possibilidade de exercício do controle de constitucionalidade concentrado de determinada lei ou ato normativo, ainda que alterado o parâmetro de controle, conforme anteriormente assentado pelo Plenário desta Corte por ocasião do julgamento das Ações Diretas de Inconstitucionalidade 2.189/PR e 2.158/PR, ambas de relatoria do Ministro Dias Toffoli, razão pela qual rejeito a preliminar de prejudicialidade da ação arguida pela Advocacia-Geral da União. Transcrevo, respectivamente, o teor das ementas dos julgados mencionados: “Ação Direta de Inconstitucionalidade. PGR. Lei n 12.398/98- Paraná. Decreto estadual n 721/99. Edição da EC n 41/03. Substancial alteração do parâmetro de controle. Não ocorrência de prejuízo. Contribuição dos inativos. Inconstitucionalidade sob a EC n 20/98. Precedentes. 1. Em nosso ordenamento jurídico, não se admite a figura da constitucionalidade superveniente. Mais relevante do que a atualidade do parâmetro de controle é a constatação de que a inconstitucionalidade persiste e é atual, ainda que se refira a dispositivos da Constituição Federal que não se encontram mais em vigor. Caso contrário, ficaria sensivelmente enfraquecida a própria regra que proíbe a convalidação. 2. A jurisdição constitucional brasileira não deve deixar às instâncias ordinárias a solução de problemas que podem, de maneira mais eficiente, eficaz e segura, ser resolvidos em sede de controle Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6623000. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 18 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI ADI 509 / MT concentrado de normas. 3. A Lei estadual n 12.398/98, que criou a contribuição dos inativos no Estado do Paraná, por ser inconstitucional ao tempo de sua edição, não poderia ser convalidada pela Emenda Constitucional n 41/03. E, se a norma não foi convalidada, isso significa que a sua inconstitucionalidade persiste e é atual, ainda que se refira a dispositivos da Constituição Federal que não se encontram mais em vigor, alterados que foram pela Emenda Constitucional n 41/03. Superada a preliminar de prejudicialidade da ação, fixando o entendimento de, analisada a situação concreta, não se assentar o prejuízo das ações em curso, para evitar situações em que uma lei que nasceu claramente inconstitucional volte a produzir, em tese, seus efeitos, uma vez revogada as medidas cautelares concedidas já há dez anos. 4. No mérito, é pacífica a jurisprudência desta Corte no sentido de que é inconstitucional a incidência, sob a égide da EC n 20/98, de contribuição previdenciária sobre os proventos dos servidores públicos inativos e dos pensionistas, como previu a Lei n 12.398/98 do Estado do Paraná (cf. ADI n 2.010/DF-MC, Relator o Ministro Celso de Mello, DJ de 12/4/02; e Recurso Extraordinário n 408.824/RS-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Eros Grau, DJ de 25/4/08). 5. Ação direta julgada procedente”. “Ação Direta de Inconstitucionalidade. AMB. Lei n 12.398/98- Paraná. Decreto estadual n 721/99. Edição da EC n 41/03. Substancial alteração do parâmetro de controle. Não ocorrência de prejuízo. Superação da jurisprudência da Corte acerca da matéria. Contribuição dos inativos. Inconstitucionalidade sob a EC n 20/98. Precedentes. 1. Em nosso ordenamento jurídico, não se admite a figura da constitucionalidade superveniente. Mais relevante do que a atualidade do parâmetro de controle é a constatação de que a inconstitucionalidade persiste e é atual, ainda que se refira a dispositivos da Constituição Federal que não se encontram mais em vigor. Caso contrário, ficaria sensivelmente enfraquecida a própria regra que proíbe a convalidação. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6623000. Supremo Tribunal Federal ADI 509 / MT concentrado de normas. 3. A Lei estadual n 12.398/98, que criou a contribuição dos inativos no Estado do Paraná, por ser inconstitucional ao tempo de sua edição, não poderia ser convalidada pela Emenda Constitucional n 41/03. E, se a norma não foi convalidada, isso significa que a sua inconstitucionalidade persiste e é atual, ainda que se refira a dispositivos da Constituição Federal que não se encontram mais em vigor, alterados que foram pela Emenda Constitucional n 41/03. Superada a preliminar de prejudicialidade da ação, fixando o entendimento de, analisada a situação concreta, não se assentar o prejuízo das ações em curso, para evitar situações em que uma lei que nasceu claramente inconstitucional volte a produzir, em tese, seus efeitos, uma vez revogada as medidas cautelares concedidas já há dez anos. 4. No mérito, é pacífica a jurisprudência desta Corte no sentido de que é inconstitucional a incidência, sob a égide da EC n 20/98, de contribuição previdenciária sobre os proventos dos servidores públicos inativos e dos pensionistas, como previu a Lei n 12.398/98 do Estado do Paraná (cf. ADI n 2.010/DF-MC, Relator o Ministro Celso de Mello, DJ de 12/4/02; e Recurso Extraordinário n 408.824/RS-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Eros Grau, DJ de 25/4/08). 5. Ação direta julgada procedente”. “Ação Direta de Inconstitucionalidade. AMB. Lei n 12.398/98- Paraná. Decreto estadual n 721/99. Edição da EC n 41/03. Substancial alteração do parâmetro de controle. Não ocorrência de prejuízo. Superação da jurisprudência da Corte acerca da matéria. Contribuição dos inativos. Inconstitucionalidade sob a EC n 20/98. Precedentes. 1. Em nosso ordenamento jurídico, não se admite a figura da constitucionalidade superveniente. Mais relevante do que a atualidade do parâmetro de controle é a constatação de que a inconstitucionalidade persiste e é atual, ainda que se refira a dispositivos da Constituição Federal que não se encontram mais em vigor. Caso contrário, ficaria sensivelmente enfraquecida a própria regra que proíbe a convalidação. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6623000. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 18 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI ADI 509 / MT 2. A jurisdição constitucional brasileira não deve deixar às instâncias ordinárias a solução de problemas que podem, de maneira mais eficiente, eficaz e segura, ser resolvidos em sede de controle concentrado de normas. 3. A Lei estadual n 12.398/98, que criou a contribuição dos inativos no Estado do Paraná, por ser inconstitucional ao tempo de sua edição, não poderia ser convalidada pela Emenda Constitucional n 41/03. E, se a norma não foi convalidada, isso significa que a sua inconstitucionalidade persiste e é atual, ainda que se refira a dispositivos da Constituição Federal que não se encontram mais em vigor, alterados que foram pela Emenda Constitucional n 41/03. Superada a preliminar de prejudicialidade da ação, fixando o entendimento de, analisada a situação concreta, não se assentar o prejuízo das ações em curso, para evitar situações em que uma lei que nasceu claramente inconstitucional volte a produzir, em tese, seus efeitos, uma vez revogada as medidas cautelares concedidas já há dez anos. 4. No mérito, é pacífica a jurisprudência desta Corte no sentido de que é inconstitucional a incidência, sob a égide da EC n 20/98, de contribuição previdenciária sobre os proventos dos servidores públicos inativos e dos pensionistas, como previu a Lei n 12.398/98, do Estado do Paraná (cf. ADI n 2.010/DF-MC, Relator o Ministro Celso de Mello, DJ de 12/4/02; e Recurso Extraordinário n 408.824/RS-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Eros Grau, DJ de 25/4/08). 5. É igualmente inconstitucional a incidência, sobre os proventos de inativos e pensionistas, de contribuição compulsória para o custeio de serviços médico-hospitalares (cf. Recurso Extraordinário n 346.797/RS-AgR, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, Primeira Turma, DJ de 28/11/03; ADI n 1.920/BA-MC, Relator o Ministro Nelson Jobim, DJ de 20/9/02). 6. Declaração de inconstitucionalidade por arrastamento das normas impugnadas do decreto regulamentar, em virtude da relação de dependência com a lei impugnada. Precedentes. 7. Ação direta de inconstitucionalidade julgada parcialmente procedente”. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6623000. Supremo Tribunal Federal ADI 509 / MT 2. A jurisdição constitucional brasileira não deve deixar às instâncias ordinárias a solução de problemas que podem, de maneira mais eficiente, eficaz e segura, ser resolvidos em sede de controle concentrado de normas. 3. A Lei estadual n 12.398/98, que criou a contribuição dos inativos no Estado do Paraná, por ser inconstitucional ao tempo de sua edição, não poderia ser convalidada pela Emenda Constitucional n 41/03. E, se a norma não foi convalidada, isso significa que a sua inconstitucionalidade persiste e é atual, ainda que se refira a dispositivos da Constituição Federal que não se encontram mais em vigor, alterados que foram pela Emenda Constitucional n 41/03. Superada a preliminar de prejudicialidade da ação, fixando o entendimento de, analisada a situação concreta, não se assentar o prejuízo das ações em curso, para evitar situações em que uma lei que nasceu claramente inconstitucional volte a produzir, em tese, seus efeitos, uma vez revogada as medidas cautelares concedidas já há dez anos. 4. No mérito, é pacífica a jurisprudência desta Corte no sentido de que é inconstitucional a incidência, sob a égide da EC n 20/98, de contribuição previdenciária sobre os proventos dos servidores públicos inativos e dos pensionistas, como previu a Lei n 12.398/98, do Estado do Paraná (cf. ADI n 2.010/DF-MC, Relator o Ministro Celso de Mello, DJ de 12/4/02; e Recurso Extraordinário n 408.824/RS-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Eros Grau, DJ de 25/4/08). 5. É igualmente inconstitucional a incidência, sobre os proventos de inativos e pensionistas, de contribuição compulsória para o custeio de serviços médico-hospitalares (cf. Recurso Extraordinário n 346.797/RS-AgR, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, Primeira Turma, DJ de 28/11/03; ADI n 1.920/BA-MC, Relator o Ministro Nelson Jobim, DJ de 20/9/02). 6. Declaração de inconstitucionalidade por arrastamento das normas impugnadas do decreto regulamentar, em virtude da relação de dependência com a lei impugnada. Precedentes. 7. Ação direta de inconstitucionalidade julgada parcialmente procedente”. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6623000. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 18 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI ADI 509 / MT Imperativo, por outro lado, o reconhecimento da carência superveniente da ação, ante o desaparecimento do interesse processual, no que diz respeito ao pleito de reconhecimento da inconstitucionalidade da Lei Complementar do Estado do Mato Grosso n 2, de 24/5/1990, tendo em vista a sua revogação pela Lei Complementar Estadual n 16, de 26/3/1992, conforme, aliás, informou a Assembleia Legislativa do Estado do Mato Grosso às fls. 336-337 dos autos. Rejeito, por outro lado, a preliminar deduzida pela Procuradoria- Geral da República de prejudicialidade da ação no que se refere ao § 2..., do art. 145, da Constituição do Estado do Mato Grosso. É que a Emenda Constitucional 54, de 26/8/2008, mencionada pelo Parquet, que alterou substancialmente o referido dispositivo, foi declarada inconstitucional por esta Corte, na ADI 4.154/MT, de minha relatoria, cuja ementa aqui reproduzo: “AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. EMENDA CONSTITUCIONAL QUE DISPÕE SOBRE REGIME JURÍDICO DOS SERVIDORES PÚBLICOS DO ESTADO DE MATO GROSSO. PROJETO ORIGINADO NA ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA. INCONSTITUCIONALIDADE FORMAL. VÍCIO RECONHECIDO. VIOLAÇÃO À RESERVA DE INICIATIVA DO CHEFE DO PODER EXECUTIVO. EXISTÊNCIA, TAMBÉM, DE VÍCIO DE INCONSTITUCIONALIDADE MATERIAL. LIMITE ÚNICO. SUBSÍDIOS DE PARLAMENTAR LIMITADO AO DOS DESEMBARGADORES. VINCULAÇÃO DE ESPÉCIES REMUNERATÓRIAS. IMPOSSIBILIDADE. AÇÃO JULGADA PROCEDENTE. I - A iniciativa de lei que disponha sobre o regime jurídico dos servidores públicos é reservada ao Chefe do Poder Executivo local por força do artigo 61, § 1..., II, c, da Constituição Federal. II – Não se aplica o limite único fixado no § 12, do art. 37, da Constituição Federal, aos subsídios dos Deputados Estaduais e Distritais e dos Vereadores conforme estabelece esse mesmo dispositivo. A lei local impugnada não faz a referida ressalva. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6623000. Supremo Tribunal Federal ADI 509 / MT Imperativo, por outro lado, o reconhecimento da carência superveniente da ação, ante o desaparecimento do interesse processual, no que diz respeito ao pleito de reconhecimento da inconstitucionalidade da Lei Complementar do Estado do Mato Grosso n 2, de 24/5/1990, tendo em vista a sua revogação pela Lei Complementar Estadual n 16, de 26/3/1992, conforme, aliás, informou a Assembleia Legislativa do Estado do Mato Grosso às fls. 336-337 dos autos. Rejeito, por outro lado, a preliminar deduzida pela Procuradoria- Geral da República de prejudicialidade da ação no que se refere ao § 2..., do art. 145, da Constituição do Estado do Mato Grosso. É que a Emenda Constitucional 54, de 26/8/2008, mencionada pelo Parquet, que alterou substancialmente o referido dispositivo, foi declarada inconstitucional por esta Corte, na ADI 4.154/MT, de minha relatoria, cuja ementa aqui reproduzo: “AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. EMENDA CONSTITUCIONAL QUE DISPÕE SOBRE REGIME JURÍDICO DOS SERVIDORES PÚBLICOS DO ESTADO DE MATO GROSSO. PROJETO ORIGINADO NA ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA. INCONSTITUCIONALIDADE FORMAL. VÍCIO RECONHECIDO. VIOLAÇÃO À RESERVA DE INICIATIVA DO CHEFE DO PODER EXECUTIVO. EXISTÊNCIA, TAMBÉM, DE VÍCIO DE INCONSTITUCIONALIDADE MATERIAL. LIMITE ÚNICO. SUBSÍDIOS DE PARLAMENTAR LIMITADO AO DOS DESEMBARGADORES. VINCULAÇÃO DE ESPÉCIES REMUNERATÓRIAS. IMPOSSIBILIDADE. AÇÃO JULGADA PROCEDENTE. I - A iniciativa de lei que disponha sobre o regime jurídico dos servidores públicos é reservada ao Chefe do Poder Executivo local por força do artigo 61, § 1..., II, c, da Constituição Federal. II – Não se aplica o limite único fixado no § 12, do art. 37, da Constituição Federal, aos subsídios dos Deputados Estaduais e Distritais e dos Vereadores conforme estabelece esse mesmo dispositivo. A lei local impugnada não faz a referida ressalva. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6623000. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 18 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI ADI 509 / MT III - É vedada a vinculação de quaisquer espécies remuneratórias, para efeito de remuneração de pessoal do serviço público, nos termos do art. 37, XIII, da Constituição Federal. IV - Ação direta julgada procedente para declarar a inconstitucionalidade da Emenda Constitucional 54, de 26 de agosto de 2008, que modificou o art. 145, §§ 2... e 4..., da Constituição do Estado de Mato Grosso”. Permanece, portanto, inalterada a redação do § 2..., do art. 145, da Constituição Estadual do Mato Grosso, remanescendo íntegro o interesse processual a justificar a análise do mérito desta ação direta de inconstitucionalidade, no que se refere aos dispositivos da Constituição Estadual apontados pela autora. No mérito, verifico assistir parcial razão à autora quanto à apontada inconstitucionalidade do caput do art. 145 da Constituição local. O artigo mencionado dispõe que: “A remuneração total dos cargos, empregos e funções dos Poderes Legislativo, Executivo e Judiciário será composta, exclusivamente, do vencimento-base e de uma única verba de representação”. Tal dicção se contrapõe, na parte referente à remuneração total dos cargos do Poder Judiciário, ao disposto no art. 93, V, da Constituição Federal, em sua redação original, vigente à época da propositura desta demanda, na medida em que os vencimentos da magistratura nacional eram, por disposição constitucional, escalonados com diferenças não superiores a 10% (dez por cento) de uma para outra das categorias da carreira, cujo limite máximo era o vencimento dos Ministros do Supremo Tribunal Federal. A composição destes vencimentos, por sua vez, por disposição expressa da Carta Magna, era matéria afeta exclusivamente à Lei Complementar Federal, de iniciativa privativa do Supremo Tribunal Federal, razão pela qual, enquanto não encaminhada por esta Corte proposta de lei regulamentando o tema, os vencimentos dos magistrados 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6623000. Supremo Tribunal Federal ADI 509 / MT III - É vedada a vinculação de quaisquer espécies remuneratórias, para efeito de remuneração de pessoal do serviço público, nos termos do art. 37, XIII, da Constituição Federal. IV - Ação direta julgada procedente para declarar a inconstitucionalidade da Emenda Constitucional 54, de 26 de agosto de 2008, que modificou o art. 145, §§ 2... e 4..., da Constituição do Estado de Mato Grosso”. Permanece, portanto, inalterada a redação do § 2..., do art. 145, da Constituição Estadual do Mato Grosso, remanescendo íntegro o interesse processual a justificar a análise do mérito desta ação direta de inconstitucionalidade, no que se refere aos dispositivos da Constituição Estadual apontados pela autora. No mérito, verifico assistir parcial razão à autora quanto à apontada inconstitucionalidade do caput do art. 145 da Constituição local. O artigo mencionado dispõe que: “A remuneração total dos cargos, empregos e funções dos Poderes Legislativo, Executivo e Judiciário será composta, exclusivamente, do vencimento-base e de uma única verba de representação”. Tal dicção se contrapõe, na parte referente à remuneração total dos cargos do Poder Judiciário, ao disposto no art. 93, V, da Constituição Federal, em sua redação original, vigente à época da propositura desta demanda, na medida em que os vencimentos da magistratura nacional eram, por disposição constitucional, escalonados com diferenças não superiores a 10% (dez por cento) de uma para outra das categorias da carreira, cujo limite máximo era o vencimento dos Ministros do Supremo Tribunal Federal. A composição destes vencimentos, por sua vez, por disposição expressa da Carta Magna, era matéria afeta exclusivamente à Lei Complementar Federal, de iniciativa privativa do Supremo Tribunal Federal, razão pela qual, enquanto não encaminhada por esta Corte proposta de lei regulamentando o tema, os vencimentos dos magistrados 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6623000. Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 18 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI ADI 509 / MT encontravam regência no Capítulo I, do Título IV, da Lei Complementar 35, de 14/3/1979, recepcionada pela nova ordem constitucional. Dessa forma, a Constituição Estadual do Mato Grosso não poderia regrar a composição dos vencimentos dos seus magistrados de outra maneira, que não aquela disposta na Constituição Federal e na Lei Orgânica da Magistratura Nacional. Impende frisar, ainda, que a apontada inconstitucionalidade permanece em face do atual ordenamento constitucional, na medida em que a Emenda Constitucional 19, de 4/6/1998, ao introduzir o § 4... no art. 39 da Constituição Federal de 1988, disciplinou integralmente o tema, dispondo que os membros de Poder “serão remunerados exclusivamente por subsídio fixado em parcela única, vedado o acréscimo de qualquer gratificação, adicional, abono, prêmio, verba de representação ou outra espécie remuneratória”. O mesmo não se pode dizer dos §§ 2... e 3..., do art. 145 da CE/MT, também contestados na presente ADI, uma vez que representam mera reprodução do estatuído nos incisos XI, tanto em sua redação original, quanto na atual, e XII, do art. 37 da Constituição Federal. Desde a primitiva redação da Constituição, até os dias atuais, os vencimentos pagos no âmbito do Poder Judiciário Estadual não poderiam, como de fato não podem, exceder aqueles devidos aos Desembargadores do Tribunal de Justiça, que, por sua vez, agora encontram-se limitados pela Emenda Constitucional 41, de 19/12/2003, em noventa inteiros e vinte e cinco centésimos por cento do subsídio mensal, em espécie, dos Ministros do Supremo Tribunal Federal. Tal raciocínio se aplica à limitação dos vencimentos dos cargos do Poder Judiciário aos pagos pelo Poder Executivo, disciplina instituída em 5/10/1988, que permanece íntegra até hoje. Impende frisar que o fato de a Constituição Federal estabelecer um limite máximo remuneratório para os cargos do Poder Judiciário, não implicou a equiparação ou isonomia de vencimentos, conforme, aliás, assentou o Min. Eros Grau no voto 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6623000. Supremo Tribunal Federal ADI 509 / MT encontravam regência no Capítulo I, do Título IV, da Lei Complementar 35, de 14/3/1979, recepcionada pela nova ordem constitucional. Dessa forma, a Constituição Estadual do Mato Grosso não poderia regrar a composição dos vencimentos dos seus magistrados de outra maneira, que não aquela disposta na Constituição Federal e na Lei Orgânica da Magistratura Nacional. Impende frisar, ainda, que a apontada inconstitucionalidade permanece em face do atual ordenamento constitucional, na medida em que a Emenda Constitucional 19, de 4/6/1998, ao introduzir o § 4... no art. 39 da Constituição Federal de 1988, disciplinou integralmente o tema, dispondo que os membros de Poder “serão remunerados exclusivamente por subsídio fixado em parcela única, vedado o acréscimo de qualquer gratificação, adicional, abono, prêmio, verba de representação ou outra espécie remuneratória”. O mesmo não se pode dizer dos §§ 2... e 3..., do art. 145 da CE/MT, também contestados na presente ADI, uma vez que representam mera reprodução do estatuído nos incisos XI, tanto em sua redação original, quanto na atual, e XII, do art. 37 da Constituição Federal. Desde a primitiva redação da Constituição, até os dias atuais, os vencimentos pagos no âmbito do Poder Judiciário Estadual não poderiam, como de fato não podem, exceder aqueles devidos aos Desembargadores do Tribunal de Justiça, que, por sua vez, agora encontram-se limitados pela Emenda Constitucional 41, de 19/12/2003, em noventa inteiros e vinte e cinco centésimos por cento do subsídio mensal, em espécie, dos Ministros do Supremo Tribunal Federal. Tal raciocínio se aplica à limitação dos vencimentos dos cargos do Poder Judiciário aos pagos pelo Poder Executivo, disciplina instituída em 5/10/1988, que permanece íntegra até hoje. Impende frisar que o fato de a Constituição Federal estabelecer um limite máximo remuneratório para os cargos do Poder Judiciário, não implicou a equiparação ou isonomia de vencimentos, conforme, aliás, assentou o Min. Eros Grau no voto 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6623000. Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 18 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI ADI 509 / MT condutor proferido na ADI 603, verbis: “Não há, de igual modo, ofensa ao disposto no artigo 37, incisos X e XII, da Constituição do Brasil. Como ponderou o Ministro CÉLIO BORJA, relator à época [fl. 82]: 'A dicção do inciso X, do artigo 37, da Constituição Federal, parece não abonar a tese da imperativa adoção dos mesmos índices para todos os servidores civis dos diferentes Poderes, sustentada na inicial. É que a cláusula constitucional aludida veda a distinção de índices ENTRE SERVIDORES CIVIS E MILITARES, não generalizando a proibição, tal como parece crer a inicial. Tanto assim é que o Supremo Tribunal tem admitido aumentos diferenciados dos vencimentos dos servidores públicos, seja para compensar preterição passada de algumas categorias, seja para dar-lhes hierarquia salarial nova e diversa. Argüi-se, também, violação do inciso XII, do artigo 37, da Constituição [...]. Não está aí proclamada isonomia remuneratória prescrita alhures (art. 39, § 1..., Const.) para os cargos, aliás, de atribuições iguais ou assemelhadas do mesmo Poder ou dos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário. O que o inciso XII, artigo 37, da Constituição cria é um limite, não uma relação de igualdade. Ora, esse limite reclama, para implementar-se, intervenção legislativa uma vez que JÁ NÃO havendo paridade, antes do advento da Constituição, nem estando, desse modo, contidos os vencimentos, somente mediante redução dos que são superiores aos pagos pelo Executivo, seria alcançável a parificação prescrita'”. As mesmas razões já explicitadas servem para evidenciar que o inciso XXXI, do art. 26 da Constituição do Estado do Mato Grosso também se encontra em relação de contrariedade à Constituição Federal, na medida em que não é dado à Assembleia Legislativa do Estado estabelecer máximo para a remuneração de cargos do Poder Judiciário, que na história constitucional contemporânea sempre encontrou limite no 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6623000. Supremo Tribunal Federal ADI 509 / MT condutor proferido na ADI 603, verbis: “Não há, de igual modo, ofensa ao disposto no artigo 37, incisos X e XII, da Constituição do Brasil. Como ponderou o Ministro CÉLIO BORJA, relator à época [fl. 82]: 'A dicção do inciso X, do artigo 37, da Constituição Federal, parece não abonar a tese da imperativa adoção dos mesmos índices para todos os servidores civis dos diferentes Poderes, sustentada na inicial. É que a cláusula constitucional aludida veda a distinção de índices ENTRE SERVIDORES CIVIS E MILITARES, não generalizando a proibição, tal como parece crer a inicial. Tanto assim é que o Supremo Tribunal tem admitido aumentos diferenciados dos vencimentos dos servidores públicos, seja para compensar preterição passada de algumas categorias, seja para dar-lhes hierarquia salarial nova e diversa. Argüi-se, também, violação do inciso XII, do artigo 37, da Constituição [...]. Não está aí proclamada isonomia remuneratória prescrita alhures (art. 39, § 1..., Const.) para os cargos, aliás, de atribuições iguais ou assemelhadas do mesmo Poder ou dos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário. O que o inciso XII, artigo 37, da Constituição cria é um limite, não uma relação de igualdade. Ora, esse limite reclama, para implementar-se, intervenção legislativa uma vez que JÁ NÃO havendo paridade, antes do advento da Constituição, nem estando, desse modo, contidos os vencimentos, somente mediante redução dos que são superiores aos pagos pelo Executivo, seria alcançável a parificação prescrita'”. As mesmas razões já explicitadas servem para evidenciar que o inciso XXXI, do art. 26 da Constituição do Estado do Mato Grosso também se encontra em relação de contrariedade à Constituição Federal, na medida em que não é dado à Assembleia Legislativa do Estado estabelecer máximo para a remuneração de cargos do Poder Judiciário, que na história constitucional contemporânea sempre encontrou limite no 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6623000. Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 18 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI ADI 509 / MT vencimento - atualmente subsídio - devido aos Ministros do Supremo Tribunal Federal, conforme disciplina contida no inciso V do art. 93, combinado com o disposto no inciso XI do art. 37, ambos da Constituição Federal. Isso posto, confirmo em parte a tutela de urgência antes deferida e julgo: a) parcialmente extinto o processo, no que se refere ao pleito de declaração de inconstitucionalidade da Lei Complementar n 2 do Estado do Mato Grosso, de 24/5/1990, dada a carência superveniente da ação, representada pelo desaparecimento do interesse processual; e b) parcialmente procedente o pleito de declaração de inconstitucionalidade da Constituição do Estado do Mato Grosso, para que sejam declaradas inconstitucionais as expressões “que servirá de limite máximo para a remuneração dos cargos do Poder Judiciário”, constante do inciso XXXI do seu artigo 26; e “e Judiciário”, constante do caput do seu artigo 145. É como voto. 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6623000. Supremo Tribunal Federal ADI 509 / MT vencimento - atualmente subsídio - devido aos Ministros do Supremo Tribunal Federal, conforme disciplina contida no inciso V do art. 93, combinado com o disposto no inciso XI do art. 37, ambos da Constituição Federal. Isso posto, confirmo em parte a tutela de urgência antes deferida e julgo: a) parcialmente extinto o processo, no que se refere ao pleito de declaração de inconstitucionalidade da Lei Complementar n 2 do Estado do Mato Grosso, de 24/5/1990, dada a carência superveniente da ação, representada pelo desaparecimento do interesse processual; e b) parcialmente procedente o pleito de declaração de inconstitucionalidade da Constituição do Estado do Mato Grosso, para que sejam declaradas inconstitucionais as expressões “que servirá de limite máximo para a remuneração dos cargos do Poder Judiciário”, constante do inciso XXXI do seu artigo 26; e “e Judiciário”, constante do caput do seu artigo 145. É como voto. 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6623000. Inteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 18 Extrato de Ata - 19/02/2014 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 509 PROCED. : MATO GROSSO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI REQTE.(S) : ASSOCIAÇÃO DOS MAGISTRADOS BRASILEIROS - AMB ADV.(A/S) : LUDOVICO ANTONIO MERIGHI INTDO.(A/S) : GOVERNADOR DO ESTADO DE MATO GROSSO INTDO.(A/S) : ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DE MATO GROSSO Decisão: Por proposta do Senhor Ministro Marco Aurélio, o Tribunal deliberou adiar o julgamento. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Eros Grau. Presidência do Senhor Ministro Gilmar Mendes. Plenário, 01.08.2008. Decisão: Retirado de pauta por indicação da Presidência. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Celso de Mello e Eros Grau. Presidência do Senhor Ministro Gilmar Mendes. Plenário, 10.09.2009. Decisão: O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, confirmou em parte a liminar concedida; julgou extinto o processo no que se refere à Lei Complementar n 2 do Estado de Mato Grosso, de 24 de maio de 1990, dada à carência superveniente da ação, representada pelo desaparecimento do interesse processual, e julgou parcialmente procedente a ação direta para declarar inconstitucional a expressão “que servirá de limite máximo para a remuneração dos cargos do Poder Judiciário”, constante do inciso XXXI do artigo 26, e a expressão “e Judiciário”, contida no caput do artigo 145, ambos da Constituição do Estado de Mato Grosso. Votou o Presidente, Ministro Joaquim Barbosa. Ausentes, neste julgamento, os Ministros Marco Aurélio e Dias Toffoli. Plenário, 19.02.2014. Presidência do Senhor Ministro Joaquim Barbosa. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber, Teori Zavascki e Roberto Barroso. Procurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot Monteiro de Barros. p/ Luiz Tomimatsu Assessor-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6683387 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 509 PROCED. : MATO GROSSO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI REQTE.(S) : ASSOCIAÇÃO DOS MAGISTRADOS BRASILEIROS - AMB ADV.(A/S) : LUDOVICO ANTONIO MERIGHI INTDO.(A/S) : GOVERNADOR DO ESTADO DE MATO GROSSO INTDO.(A/S) : ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DE MATO GROSSO Decisão: Por proposta do Senhor Ministro Marco Aurélio, o Tribunal deliberou adiar o julgamento. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Eros Grau. Presidência do Senhor Ministro Gilmar Mendes. Plenário, 01.08.2008. Decisão: Retirado de pauta por indicação da Presidência. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Celso de Mello e Eros Grau. Presidência do Senhor Ministro Gilmar Mendes. Plenário, 10.09.2009. Decisão: O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, confirmou em parte a liminar concedida; julgou extinto o processo no que se refere à Lei Complementar n 2 do Estado de Mato Grosso, de 24 de maio de 1990, dada à carência superveniente da ação, representada pelo desaparecimento do interesse processual, e julgou parcialmente procedente a ação direta para declarar inconstitucional a expressão “que servirá de limite máximo para a remuneração dos cargos do Poder Judiciário”, constante do inciso XXXI do artigo 26, e a expressão “e Judiciário”, contida no caput do artigo 145, ambos da Constituição do Estado de Mato Grosso. Votou o Presidente, Ministro Joaquim Barbosa. Ausentes, neste julgamento, os Ministros Marco Aurélio e Dias Toffoli. Plenário, 19.02.2014. Presidência do Senhor Ministro Joaquim Barbosa. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber, Teori Zavascki e Roberto Barroso. Procurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot Monteiro de Barros. p/ Luiz Tomimatsu Assessor-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6683387 Inteiro Teor do Acórdão - Página 18 de 18
{ "JURISPRUDENCIA": [ "ADI 509 / MT", "ADI 509 / MT", "AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 509", "AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 509", "ADI 509 / MT", "ADI 509 / MT", "ADI 509 / MT", "ADI 509 / MT", "ADI 509 / MT", "ADI 509 / MT", "ADI 509 / MT Complementar n 16 / 92", "ADI 509 / MT Complementar n 16 / 92", "ADI 509 / MT", "ADI 509", "ADI 509 / MT", "ADI 509 / MT", "Ações Diretas de Inconstitucionalidade 2 . 189 / PR", "2", ".", "158", "/", "PR", "AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 509", "Ações Diretas de Inconstitucionalidade 2 . 189 / PR", "2", ".", "158", "/", "PR", "ADI 509 / MT", "ADI n 2 . 010 / DF - MC", "Recurso Extraordinário n 408 . 824 / RS - AgR", "ADI 509 / MT", "ADI n 2 . 010 / DF - MC", "Recurso Extraordinário n 408 . 824 / RS - AgR", "ADI 509 / MT", "ADI n 2 . 010 / DF - MC", "Recurso Extraordinário n 408 . 824 / RS - AgR", "Recurso Extraordinário n 346 . 797 / RS - AgR", "ADI n 1 . 920 / BA - MC", "ADI 509 / MT", "ADI n 2 . 010 / DF - MC", "Recurso Extraordinário n 408 . 824 / RS - AgR", "Recurso Extraordinário n 346 . 797 / RS - AgR", "ADI n 1 . 920 / BA - MC", "ADI 509 / MT", "ADI 4 . 154 / MT", "ADI 509 / MT", "ADI 4 . 154 / MT", "ADI 509 / MT", "ADI 509 / MT", "ADI 509 / MT", "ADI 509", "ADI 509 / MT", "ADI 603", "ADI 509 / MT", "ADI 603", "ADI 509", "ADI 509 / MT" ], "LEGISLACAO": [ "LOMAN", "EC 19 / 98", "Lei Complementar 2", "Lei Complementar Estadual 16", "art . 145 da Constituição do Estado de Mato Grosso", "art . 93 , inciso V , da Constituição Federal", "Lei Complementar 35", "Constituição Estadual do Mato Grosso", "Constituição Federal", "Lei Orgânica da Magistratura Nacional", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "XII , do art . 37 da Constituição Federal", "Constituição Federal", "caput , do artigo 145 , ambos da Constituição do Estado do Mato Grosso", "Lei Complementar n 2 do Estado de Mato Grosso", "artigo 145 , ambos da Constituição do Estado de Mato Grosso", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "XII , do art . 37 da Constituição Federal", "Constituição Federal", "artigo 145 , ambos da Constituição do Estado do Mato Grosso", "Lei Complementar n 2 do Estado de Mato Grosso", "artigo 145 , ambos da Constituição do Estado de Mato Grosso", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 103 , IX , da Constituição Federal", "artigos 145 , caput , § § 2 . . . e 3 . . . e 26 , inciso XXXI , ambos da", "Constituição do Estado de", "artigos 1 . . . e 8 . . . da Lei Complementar Estadual n 2", "Lei de Organização Judiciária", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 103 , IX , da Constituição Federal", "artigos 145 , caput , § § 2 . . . e 3 . . . e 26 , inciso XXXI , ambos da Constituição do Estado de Mato Grosso", "artigos 1 . . . e 8 . . . da Lei Complementar Estadual n 2", "Lei", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", "Lei Orgânica da Magistratura Nacional", "art . 145 da Constituição Estadual de Mato Grosso", "art . 1 . . . da Lei Complementar n 2", "inciso XXXI , do art . 26 , da Constituição do Estado do Mato Grosso", "Constituição Federal", "Constituição", "art . 8 . . . da Lei Complementar Estadual n 2", "Lei Complementar n . 02 / 90", "art . 1 . . . da Lei Complementar n 02 / 90", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", "Lei Orgânica da Magistratura Nacional", "art . 145 da Constituição Estadual de Mato Grosso", "art . 1 . . . da Lei Complementar n 2", "inciso XXXI , do", "art . 26 , da Constituição do Estado do Mato Grosso", "Constituição Federal", "Constituição", "art . 8 . . . da Lei Complementar Estadual n 2", "Lei Complementar n . 02 / 90", "art . 1 . . . da Lei Complementar n 02 / 90", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 145 , § 2 . . . , da Constituição Estadual", "inciso XII , do art . 37 , da Carta Federal", "art . 26 , XXXI ‘ in fine ’ da Constituição Estadual", "Carta Federal", "art", "Carta", "Carta Federal", "art . 65 da LOMAN", "Lei Complementar 02 / 90", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 145 , § 2 . . . , da Constituição Estadual", "inciso XII , do art . 37 , da Carta Federal", "art . 26 , XXXI ‘ in fine ’ da Constituição Estadual", "Carta Federal", "art . 37 , XII da C . F .", "Carta Estadual", "Carta Federal", "art . 65 da LOMAN", "Lei Complementar 02 / 90", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei Complementar 02 / 90", "Projeto de Lei n 103 / 89", "Projeto de Lei n 040 / 90", "Lei Complementar n 02", "Lei Complementar n 16", "artigos 26 , inciso XXXI , e 145 , § § 2 . . . e 3 . . . , da Constituição Estadual de Mato Grosso", "Lei Complementar Estadual n 2 / 90", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei Complementar 02 / 90", "de", "Lei n 103 / 89", "Projeto de Lei n 040 / 90", "Lei Complementar n 02", "Lei Complementar n 16", "artigos 26 , inciso XXXI , e 145 , § §", "Constituição Estadual de Mato Grosso", "Lei Complementar Estadual n 2 / 90", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "arts . 26 , inciso XXXI , e 145 , parágrafo 2 . . . , da Constituição do Mato Grosso", "art . 37 , XI , da Constituição Federal", "EC n 19 / 98", "parágrafo 3 . . . do art . 145 , da Constituição mato - grossense ”", "Lei Complementar n 02", "Lei Complementar n 16", "Lei Complementar 16", "Constituição Estadual", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "arts . 26 , inciso XXXI , e 145 , parágrafo 2 . . . , da Constituição do Mato Grosso", "art", "Constituição Federal", "EC n 19 / 98", "parágrafo 3 .", "Lei Complementar n 02", "Lei Complementar n 16", "Constituição Estadual", "Lei Complementar 16", "Constituição Estadual", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "arts . 26 , inc . XXXI , e 145 , caput e § 2 . . . , da Constituição Estadual", "inciso XI do art . 37 da Constituição Federal", "Emenda Constitucional n 19", "Emenda Constitucional n 41", "art . 145 da Constituição do Estado do Mato Grosso", "inciso XII , do art . 37 da Constituição Federal de 1988", "Emenda Constitucional 54", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "arts . 26 , inc . XXXI , e 145 , caput e § 2 . . . , da Constituição Estadual", "inciso XI do art . 37 da Constituição Federal", "Emenda Constitucional n 19", "Emenda Constitucional n 41", "parágrafo 3 . . . , do art . 145 da Constituição do Estado do Mato Grosso", "inciso XII , do art . 37 da Constituição Federal de 1988", "§ 2 . . . , do", "art . 145 da Constituição mato - grossense", "Emenda Constitucional 54", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigos 134 , inciso III , do Código de Processo Civil", "277 do RISTF", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigos 134 , inciso III , do Código de Processo Civil", "277 do RISTF", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei n 12 . 398 / 98", "Decreto estadual n 721 / 99", "EC n 41 / 03", "EC n 20 /", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei n 12 . 398 / 98", "Decreto estadual n 721 / 99", "EC n 41 / 03", "EC n 20 / 98", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei estadual n 12 . 398 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Ementa e Acórdão 25/03/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 789.211 SÃO PAULO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :EXTERNATO POPULAR SÃO VICENTE DE PAULO - COLÉGIO LUÍZA DE MARILLAC ADV.(A/S) :ROGÉRIO LUIZ DOS SANTOS TERRA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :BANCO CENTRAL DO BRASIL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO BANCO CENTRAL AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. TRIBUTÁRIO. ENTIDADE BENEFICENTE DE ASSISTÊNCIA SOCIAL. REQUISITOS LEGAIS PARA CONCESSÃO DE IMUNIDADE TRIBUTÁRIA. INEXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência da Ministra Cármen Lúcia, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Brasília, 25 de março de 2014. Ministra CÁRMEN LÚCIA - Relatora Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5559584. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Relatório 25/03/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 789.211 SÃO PAULO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :EXTERNATO POPULAR SÃO VICENTE DE PAULO - COLÉGIO LUÍZA DE MARILLAC ADV.(A/S) :ROGÉRIO LUIZ DOS SANTOS TERRA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :BANCO CENTRAL DO BRASIL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO BANCO CENTRAL AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora): 1. Em 4 de fevereiro de 2014, neguei seguimento ao agravo nos autos do recurso extraordinário interposto por Externato Popular São Vicente de Paulo – Colégio Luíza de Marillac contra julgado do Tribunal Regional Federal da 3ª Região, o qual manteve sentença que entendera que o Agravante não teria direito à imunidade tributária prevista no art. 195, § 7º, da Constituição da República. A decisão agravada teve a seguinte fundamentação: “No Recurso Extraordinário n. 642.422, Relator o Ministro Presidente, este Supremo Tribunal assentou a inexistência de repercussão geral da questão trazida na espécie: ‘RECURSO. Extraordinário. Inadmissibilidade. Imunidade tributária. Entidade beneficente de assistência social. Requisitos legais. Tema infraconstitucional. Precedentes. Ausência de repercussão geral. Recurso extraordinário não conhecido. Não apresenta repercussão geral recurso extraordinário que, tendo por objeto o preenchimento dos requisitos impostos pelo art. 55 da Lei n. 8.212/1991, aptos a caracterizar pessoa jurídica como entidade Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5559585. Supremo Tribunal Federal 25/03/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 789.211 SÃO PAULO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :EXTERNATO POPULAR SÃO VICENTE DE PAULO - COLÉGIO LUÍZA DE MARILLAC ADV.(A/S) :ROGÉRIO LUIZ DOS SANTOS TERRA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :BANCO CENTRAL DO BRASIL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO BANCO CENTRAL AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora): 1. Em 4 de fevereiro de 2014, neguei seguimento ao agravo nos autos do recurso extraordinário interposto por Externato Popular São Vicente de Paulo – Colégio Luíza de Marillac contra julgado do Tribunal Regional Federal da 3ª Região, o qual manteve sentença que entendera que o Agravante não teria direito à imunidade tributária prevista no art. 195, § 7º, da Constituição da República. A decisão agravada teve a seguinte fundamentação: “No Recurso Extraordinário n. 642.422, Relator o Ministro Presidente, este Supremo Tribunal assentou a inexistência de repercussão geral da questão trazida na espécie: ‘RECURSO. Extraordinário. Inadmissibilidade. Imunidade tributária. Entidade beneficente de assistência social. Requisitos legais. Tema infraconstitucional. Precedentes. Ausência de repercussão geral. Recurso extraordinário não conhecido. Não apresenta repercussão geral recurso extraordinário que, tendo por objeto o preenchimento dos requisitos impostos pelo art. 55 da Lei n. 8.212/1991, aptos a caracterizar pessoa jurídica como entidade Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5559585. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Relatório ARE 789211 AGR / SP beneficente de assistência social, para efeitos de reconhecimento de imunidade tributária, versa sobre tema infraconstitucional’ (DJe 8.9.2011 – grifos nossos). Carente de repercussão geral a matéria constitucional posta à apreciação, os recursos extraordinários e agravos que suscitarem a mesma questão serão recusados pelos respectivos relatores, nos termos do § 1º do art. 327 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal. 7. Pelo exposto, nego seguimento a este agravo (§ 1º do art. 327 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal)” (fls. 527-532). 2. Publicada essa decisão no DJe de 10.2.2014, interpõe Externato Popular São Vicente de Paulo – Colégio Luíza de Marillac, em 17.2.2014, tempestivamente, agravo regimental. 3. O Agravante afirma “o cerne da discussão instaurada no apelo extraordinário não reside no campo fático-probatório nem na questão exclusivamente infraconstitucional do preenchimento (ou não) dos requisitos legais estatuídos no artigo 55 da Lei 8.212/91 (…) O que se discute é a necessidade de que o tema seja enfocado sob a perspectiva da necessidade de lei complementar, cuidando-se de limitação constitucional ao poder de tributar” (fl. 538). Requer a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do presente recurso. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5559585. Supremo Tribunal Federal ARE 789211 AGR / SP beneficente de assistência social, para efeitos de reconhecimento de imunidade tributária, versa sobre tema infraconstitucional’ (DJe 8.9.2011 – grifos nossos). Carente de repercussão geral a matéria constitucional posta à apreciação, os recursos extraordinários e agravos que suscitarem a mesma questão serão recusados pelos respectivos relatores, nos termos do § 1º do art. 327 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal. 7. Pelo exposto, nego seguimento a este agravo (§ 1º do art. 327 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal)” (fls. 527-532). 2. Publicada essa decisão no DJe de 10.2.2014, interpõe Externato Popular São Vicente de Paulo – Colégio Luíza de Marillac, em 17.2.2014, tempestivamente, agravo regimental. 3. O Agravante afirma “o cerne da discussão instaurada no apelo extraordinário não reside no campo fático-probatório nem na questão exclusivamente infraconstitucional do preenchimento (ou não) dos requisitos legais estatuídos no artigo 55 da Lei 8.212/91 (…) O que se discute é a necessidade de que o tema seja enfocado sob a perspectiva da necessidade de lei complementar, cuidando-se de limitação constitucional ao poder de tributar” (fl. 538). Requer a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do presente recurso. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5559585. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA 25/03/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 789.211 SÃO PAULO VOTO A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA – (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste ao Agravante. 2. Na origem, o Tribunal Regional Federal da 3ª Região decidiu: “No caso em tela, a impetrante quer isenção quanto a quotas patronais relativas às contribuições sociais inerentes a períodos (01/1988 a 12/1994) que antecederam até o Certificado de Fins Filantrópicos (17.1.1996 – fl. 70), sem o qual não poderia requerer qualquer isenção junto ao INSS, o que fez somente em 4.2.1997 (fl. 78). Incabível, pelas razões já expostas, a invocada aplicação da Lei n. 9.429/1996, que prorrogou os prazos para renovação de Certificados de Entidades de Fins Filantrópicos que já o tivessem em 24.7.1996 e de recadastramento junto ao Conselho Nacional de Assistência Social (CNAS), bem como anulou os atos do INSS tomados contra instituições que gozavam de isenção da contribuição social, pela falta de apresentação de pedido de renovação do certificado em tempo hábil, inclusive no que toca aos créditos decorrentes das contribuições sociais devidas, a partir de 25.7.1981, pelas entidades beneficentes de assistência social que, nesse período, tivessem cumprido o disposto no artigo 55 da Lei n. 8.212/1991” (fl. 441). No Recurso Extraordinário n. 642.422, Relator o Ministro Presidente, este Supremo Tribunal assentou a inexistência de repercussão geral da questão trazida na espécie: “RECURSO. Extraordinário. Inadmissibilidade. Imunidade tributária. Entidade beneficente de assistência social. Requisitos Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5559586. Supremo Tribunal Federal 25/03/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 789.211 SÃO PAULO VOTO A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA – (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste ao Agravante. 2. Na origem, o Tribunal Regional Federal da 3ª Região decidiu: “No caso em tela, a impetrante quer isenção quanto a quotas patronais relativas às contribuições sociais inerentes a períodos (01/1988 a 12/1994) que antecederam até o Certificado de Fins Filantrópicos (17.1.1996 – fl. 70), sem o qual não poderia requerer qualquer isenção junto ao INSS, o que fez somente em 4.2.1997 (fl. 78). Incabível, pelas razões já expostas, a invocada aplicação da Lei n. 9.429/1996, que prorrogou os prazos para renovação de Certificados de Entidades de Fins Filantrópicos que já o tivessem em 24.7.1996 e de recadastramento junto ao Conselho Nacional de Assistência Social (CNAS), bem como anulou os atos do INSS tomados contra instituições que gozavam de isenção da contribuição social, pela falta de apresentação de pedido de renovação do certificado em tempo hábil, inclusive no que toca aos créditos decorrentes das contribuições sociais devidas, a partir de 25.7.1981, pelas entidades beneficentes de assistência social que, nesse período, tivessem cumprido o disposto no artigo 55 da Lei n. 8.212/1991” (fl. 441). No Recurso Extraordinário n. 642.422, Relator o Ministro Presidente, este Supremo Tribunal assentou a inexistência de repercussão geral da questão trazida na espécie: “RECURSO. Extraordinário. Inadmissibilidade. Imunidade tributária. Entidade beneficente de assistência social. Requisitos Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5559586. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA ARE 789211 AGR / SP legais. Tema infraconstitucional. Precedentes. Ausência de repercussão geral. Recurso extraordinário não conhecido. Não apresenta repercussão geral recurso extraordinário que, tendo por objeto o preenchimento dos requisitos impostos pelo art. 55 da Lei n. 8.212/1991, aptos a caracterizar pessoa jurídica como entidade beneficente de assistência social, para efeitos de reconhecimento de imunidade tributária, versa sobre tema infraconstitucional” (DJe 8.9.2011 – grifos nossos). Declarada a ausência de repercussão geral, os recursos extraordinários e agravos de instrumento que suscitarem a mesma questão constitucional podem ter o seu seguimento negado pelos respectivos relatores, conforme o § 1º do art. 327 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal. 3. Os argumentos do Agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 4. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5559586. Supremo Tribunal Federal ARE 789211 AGR / SP legais. Tema infraconstitucional. Precedentes. Ausência de repercussão geral. Recurso extraordinário não conhecido. Não apresenta repercussão geral recurso extraordinário que, tendo por objeto o preenchimento dos requisitos impostos pelo art. 55 da Lei n. 8.212/1991, aptos a caracterizar pessoa jurídica como entidade beneficente de assistência social, para efeitos de reconhecimento de imunidade tributária, versa sobre tema infraconstitucional” (DJe 8.9.2011 – grifos nossos). Declarada a ausência de repercussão geral, os recursos extraordinários e agravos de instrumento que suscitarem a mesma questão constitucional podem ter o seu seguimento negado pelos respectivos relatores, conforme o § 1º do art. 327 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal. 3. Os argumentos do Agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 4. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5559586. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Extrato de Ata - 25/03/2014 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 789.211 PROCED. : SÃO PAULO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : EXTERNATO POPULAR SÃO VICENTE DE PAULO - COLÉGIO LUÍZA DE MARILLAC ADV.(A/S) : ROGÉRIO LUIZ DOS SANTOS TERRA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : BANCO CENTRAL DO BRASIL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO BANCO CENTRAL AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. 2ª Turma, 25.03.2014. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 5534421 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 789.211 PROCED. : SÃO PAULO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : EXTERNATO POPULAR SÃO VICENTE DE PAULO - COLÉGIO LUÍZA DE MARILLAC ADV.(A/S) : ROGÉRIO LUIZ DOS SANTOS TERRA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : BANCO CENTRAL DO BRASIL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO BANCO CENTRAL AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. 2ª Turma, 25.03.2014. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 5534421 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=5580548
2014-03-25T00:00:00
2014-04-03T00:00:00
A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. 2ª Turma, 25.03.2014.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. TRIBUTÁRIO. ENTIDADE BENEFICENTE DE ASSISTÊNCIA SOCIAL. REQUISITOS LEGAIS PARA CONCESSÃO DE IMUNIDADE TRIBUTÁRIA. INEXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.
sjur259808
- Acórdão(s) citado(s): (IMUNIDADE TRIBUTÁRIA, TEMA INFRACONSTITUCIONAL) RE 642442 RG. Número de páginas: 6. Análise: 03/04/2014, TIA.
CÁRMEN LÚCIA
Segunda Turma
789211
[ "LEG-FED RGI ANO-1980\n ART-00327 PAR-00001\n RISTF-1980 REGIMENTO INTERNO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 789211 AgR
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AGTE.(S) : EXTERNATO POPULAR SÃO VICENTE DE PAULO - COLÉGIO LUÍZA DE MARILLAC ADV.(A/S) : ROGÉRIO LUIZ DOS SANTOS TERRA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : BANCO CENTRAL DO BRASIL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO BANCO CENTRAL AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
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Ementa e Acórdão 25/03/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 789.211 SÃO PAULO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :EXTERNATO POPULAR SÃO VICENTE DE PAULO - COLÉGIO LUÍZA DE MARILLAC ADV.(A/S) :ROGÉRIO LUIZ DOS SANTOS TERRA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :BANCO CENTRAL DO BRASIL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO BANCO CENTRAL AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. TRIBUTÁRIO. ENTIDADE BENEFICENTE DE ASSISTÊNCIA SOCIAL. REQUISITOS LEGAIS PARA CONCESSÃO DE IMUNIDADE TRIBUTÁRIA. INEXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência da Ministra Cármen Lúcia, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Brasília, 25 de março de 2014. Ministra CÁRMEN LÚCIA - Relatora Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5559584. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Relatório 25/03/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 789.211 SÃO PAULO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :EXTERNATO POPULAR SÃO VICENTE DE PAULO - COLÉGIO LUÍZA DE MARILLAC ADV.(A/S) :ROGÉRIO LUIZ DOS SANTOS TERRA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :BANCO CENTRAL DO BRASIL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO BANCO CENTRAL AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora): 1. Em 4 de fevereiro de 2014, neguei seguimento ao agravo nos autos do recurso extraordinário interposto por Externato Popular São Vicente de Paulo – Colégio Luíza de Marillac contra julgado do Tribunal Regional Federal da 3... Região, o qual manteve sentença que entendera que o Agravante não teria direito à imunidade tributária prevista no art. 195, § 7..., da Constituição da República. A decisão agravada teve a seguinte fundamentação: “No Recurso Extraordinário n. 642.422, Relator o Ministro Presidente, este Supremo Tribunal assentou a inexistência de repercussão geral da questão trazida na espécie: ‘RECURSO. Extraordinário. Inadmissibilidade. Imunidade tributária. Entidade beneficente de assistência social. Requisitos legais. Tema infraconstitucional. Precedentes. Ausência de repercussão geral. Recurso extraordinário não conhecido. Não apresenta repercussão geral recurso extraordinário que, tendo por objeto o preenchimento dos requisitos impostos pelo art. 55 da Lei n. 8.212/1991, aptos a caracterizar pessoa jurídica como entidade Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5559585. Supremo Tribunal Federal 25/03/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 789.211 SÃO PAULO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :EXTERNATO POPULAR SÃO VICENTE DE PAULO - COLÉGIO LUÍZA DE MARILLAC ADV.(A/S) :ROGÉRIO LUIZ DOS SANTOS TERRA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :BANCO CENTRAL DO BRASIL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO BANCO CENTRAL AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora): 1. Em 4 de fevereiro de 2014, neguei seguimento ao agravo nos autos do recurso extraordinário interposto por Externato Popular São Vicente de Paulo – Colégio Luíza de Marillac contra julgado do Tribunal Regional Federal da 3... Região, o qual manteve sentença que entendera que o Agravante não teria direito à imunidade tributária prevista no art. 195, § 7..., da Constituição da República. A decisão agravada teve a seguinte fundamentação: “No Recurso Extraordinário n. 642.422, Relator o Ministro Presidente, este Supremo Tribunal assentou a inexistência de repercussão geral da questão trazida na espécie: ‘RECURSO. Extraordinário. Inadmissibilidade. Imunidade tributária. Entidade beneficente de assistência social. Requisitos legais. Tema infraconstitucional. Precedentes. Ausência de repercussão geral. Recurso extraordinário não conhecido. Não apresenta repercussão geral recurso extraordinário que, tendo por objeto o preenchimento dos requisitos impostos pelo art. 55 da Lei n. 8.212/1991, aptos a caracterizar pessoa jurídica como entidade Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5559585. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Relatório ARE 789211 AGR / SP beneficente de assistência social, para efeitos de reconhecimento de imunidade tributária, versa sobre tema infraconstitucional’ (DJe 8.9.2011 – grifos nossos). Carente de repercussão geral a matéria constitucional posta à apreciação, os recursos extraordinários e agravos que suscitarem a mesma questão serão recusados pelos respectivos relatores, nos termos do § 1... do art. 327 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal. 7. Pelo exposto, nego seguimento a este agravo (§ 1... do art. 327 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal)” (fls. 527-532). 2. Publicada essa decisão no DJe de 10.2.2014, interpõe Externato Popular São Vicente de Paulo – Colégio Luíza de Marillac, em 17.2.2014, tempestivamente, agravo regimental. 3. O Agravante afirma “o cerne da discussão instaurada no apelo extraordinário não reside no campo fático-probatório nem na questão exclusivamente infraconstitucional do preenchimento (ou não) dos requisitos legais estatuídos no artigo 55 da Lei 8.212/91 (…) O que se discute é a necessidade de que o tema seja enfocado sob a perspectiva da necessidade de lei complementar, cuidando-se de limitação constitucional ao poder de tributar” (fl. 538). Requer a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do presente recurso. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5559585. Supremo Tribunal Federal ARE 789211 AGR / SP beneficente de assistência social, para efeitos de reconhecimento de imunidade tributária, versa sobre tema infraconstitucional’ (DJe 8.9.2011 – grifos nossos). Carente de repercussão geral a matéria constitucional posta à apreciação, os recursos extraordinários e agravos que suscitarem a mesma questão serão recusados pelos respectivos relatores, nos termos do § 1... do art. 327 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal. 7. Pelo exposto, nego seguimento a este agravo (§ 1... do art. 327 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal)” (fls. 527-532). 2. Publicada essa decisão no DJe de 10.2.2014, interpõe Externato Popular São Vicente de Paulo – Colégio Luíza de Marillac, em 17.2.2014, tempestivamente, agravo regimental. 3. O Agravante afirma “o cerne da discussão instaurada no apelo extraordinário não reside no campo fático-probatório nem na questão exclusivamente infraconstitucional do preenchimento (ou não) dos requisitos legais estatuídos no artigo 55 da Lei 8.212/91 (…) O que se discute é a necessidade de que o tema seja enfocado sob a perspectiva da necessidade de lei complementar, cuidando-se de limitação constitucional ao poder de tributar” (fl. 538). Requer a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do presente recurso. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5559585. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA 25/03/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 789.211 SÃO PAULO VOTO A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA – (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste ao Agravante. 2. Na origem, o Tribunal Regional Federal da 3... Região decidiu: “No caso em tela, a impetrante quer isenção quanto a quotas patronais relativas às contribuições sociais inerentes a períodos (01/1988 a 12/1994) que antecederam até o Certificado de Fins Filantrópicos (17.1.1996 – fl. 70), sem o qual não poderia requerer qualquer isenção junto ao INSS, o que fez somente em 4.2.1997 (fl. 78). Incabível, pelas razões já expostas, a invocada aplicação da Lei n. 9.429/1996, que prorrogou os prazos para renovação de Certificados de Entidades de Fins Filantrópicos que já o tivessem em 24.7.1996 e de recadastramento junto ao Conselho Nacional de Assistência Social (CNAS), bem como anulou os atos do INSS tomados contra instituições que gozavam de isenção da contribuição social, pela falta de apresentação de pedido de renovação do certificado em tempo hábil, inclusive no que toca aos créditos decorrentes das contribuições sociais devidas, a partir de 25.7.1981, pelas entidades beneficentes de assistência social que, nesse período, tivessem cumprido o disposto no artigo 55 da Lei n. 8.212/1991” (fl. 441). No Recurso Extraordinário n. 642.422, Relator o Ministro Presidente, este Supremo Tribunal assentou a inexistência de repercussão geral da questão trazida na espécie: “RECURSO. Extraordinário. Inadmissibilidade. Imunidade tributária. Entidade beneficente de assistência social. Requisitos Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5559586. Supremo Tribunal Federal 25/03/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 789.211 SÃO PAULO VOTO A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA – (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste ao Agravante. 2. Na origem, o Tribunal Regional Federal da 3... Região decidiu: “No caso em tela, a impetrante quer isenção quanto a quotas patronais relativas às contribuições sociais inerentes a períodos (01/1988 a 12/1994) que antecederam até o Certificado de Fins Filantrópicos (17.1.1996 – fl. 70), sem o qual não poderia requerer qualquer isenção junto ao INSS, o que fez somente em 4.2.1997 (fl. 78). Incabível, pelas razões já expostas, a invocada aplicação da Lei n. 9.429/1996, que prorrogou os prazos para renovação de Certificados de Entidades de Fins Filantrópicos que já o tivessem em 24.7.1996 e de recadastramento junto ao Conselho Nacional de Assistência Social (CNAS), bem como anulou os atos do INSS tomados contra instituições que gozavam de isenção da contribuição social, pela falta de apresentação de pedido de renovação do certificado em tempo hábil, inclusive no que toca aos créditos decorrentes das contribuições sociais devidas, a partir de 25.7.1981, pelas entidades beneficentes de assistência social que, nesse período, tivessem cumprido o disposto no artigo 55 da Lei n. 8.212/1991” (fl. 441). No Recurso Extraordinário n. 642.422, Relator o Ministro Presidente, este Supremo Tribunal assentou a inexistência de repercussão geral da questão trazida na espécie: “RECURSO. Extraordinário. Inadmissibilidade. Imunidade tributária. Entidade beneficente de assistência social. Requisitos Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5559586. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA ARE 789211 AGR / SP legais. Tema infraconstitucional. Precedentes. Ausência de repercussão geral. Recurso extraordinário não conhecido. Não apresenta repercussão geral recurso extraordinário que, tendo por objeto o preenchimento dos requisitos impostos pelo art. 55 da Lei n. 8.212/1991, aptos a caracterizar pessoa jurídica como entidade beneficente de assistência social, para efeitos de reconhecimento de imunidade tributária, versa sobre tema infraconstitucional” (DJe 8.9.2011 – grifos nossos). Declarada a ausência de repercussão geral, os recursos extraordinários e agravos de instrumento que suscitarem a mesma questão constitucional podem ter o seu seguimento negado pelos respectivos relatores, conforme o § 1... do art. 327 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal. 3. Os argumentos do Agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 4. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5559586. Supremo Tribunal Federal ARE 789211 AGR / SP legais. Tema infraconstitucional. Precedentes. Ausência de repercussão geral. Recurso extraordinário não conhecido. Não apresenta repercussão geral recurso extraordinário que, tendo por objeto o preenchimento dos requisitos impostos pelo art. 55 da Lei n. 8.212/1991, aptos a caracterizar pessoa jurídica como entidade beneficente de assistência social, para efeitos de reconhecimento de imunidade tributária, versa sobre tema infraconstitucional” (DJe 8.9.2011 – grifos nossos). Declarada a ausência de repercussão geral, os recursos extraordinários e agravos de instrumento que suscitarem a mesma questão constitucional podem ter o seu seguimento negado pelos respectivos relatores, conforme o § 1... do art. 327 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal. 3. Os argumentos do Agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 4. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5559586. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Extrato de Ata - 25/03/2014 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 789.211 PROCED. : SÃO PAULO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : EXTERNATO POPULAR SÃO VICENTE DE PAULO - COLÉGIO LUÍZA DE MARILLAC ADV.(A/S) : ROGÉRIO LUIZ DOS SANTOS TERRA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : BANCO CENTRAL DO BRASIL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO BANCO CENTRAL AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. 2... Turma, 25.03.2014. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 5534421 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 789.211 PROCED. : SÃO PAULO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : EXTERNATO POPULAR SÃO VICENTE DE PAULO - COLÉGIO LUÍZA DE MARILLAC ADV.(A/S) : ROGÉRIO LUIZ DOS SANTOS TERRA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : BANCO CENTRAL DO BRASIL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO BANCO CENTRAL AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. 2... Turma, 25.03.2014. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 5534421 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO", "Recurso Extraordinário n . 642 . 422", "Recurso Extraordinário n . 642 . 422", "ARE 789211 AGR / SP", "Recurso Extraordinário n . 642 . 422", "Recurso Extraordinário n . 642 . 422", "ARE 789211 AGR / SP" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 195 , § 7 . . . , da Constituição da República", "art . 55 da Lei n . 8 . 212 / 1991", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 195 , § 7 . . . , da Constituição da República", "art . 55 da Lei n . 8 . 212 / 1991", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 55 da Lei 8 . 212 / 91", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 327 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "artigo 55 da Lei 8 . 212 / 91", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei n . 9 . 429 / 1996", "artigo 55 da Lei n . 8 . 212 / 1991", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei n . 9 . 429 / 1996", "artigo 55 da Lei n . 8 . 212 / 1991", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 55 da Lei n . 8 . 212 / 1991", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 55 da Lei n . 8 . 212 / 1991", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "SÃO PAULO", "Brasília", "SÃO PAULO", "SÃO VICENTE DE PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO VICENTE DE PAULO", "São Vicente de Paulo", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO VICENTE DE PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO VICENTE DE PAULO", "COLÉGIO" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "SÃO", "BANCO CENTRAL DO BRASIL", "BANCO CENTRAL", "UNIÃO", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "EXTERNATO", "COLÉGIO", "BANCO CENTRAL DO BRASIL", "BANCO CENTRAL", "UNIÃO", "Externato Popular São Vicente de Paulo", "Colégio Luíza de Marillac", "Tribunal Regional Federal da 3 . . . Região", "Supremo", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "EXTERNATO", "COLÉGIO", "BANCO CENTRAL DO BRASIL", "BANCO", "UNIÃO", "Colégio Luíza de Marillac", "Tribunal Regional Federal da 3 . . . Região", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Externato Popular São Vicente de Paulo", "Colégio Luíza de Marillac", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Externato", "São", "Colégio Luíza de Marillac", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "Tribunal Regional Federal da 3 . . . 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Ementa e Acórdão 25/03/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 615.113 AMAZONAS RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :ESTADO DO AMAZONAS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO AMAZONAS AGDO.(A/S) :ANA OLIMPIA MARQUES ARGENTA ADV.(A/S) :AUTA GAGLIARDI MADEIRA E OUTRO(A/S) EMENTA DIREITO ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. AÇÃO DE COBRANÇA. VANTAGEM PESSOAL. RECONHECIMENTO. TRÂNSITO EM JULGADO EM MANDADO DE SEGURANÇA. RECURSO EXTRAORDINÁRIO QUE NÃO ATACA OS FUNDAMENTOS DO ACÓRDÃO RECORRIDO. APLICAÇÃO DA SÚMULA 284/STF. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 19.02.2009. Deficiência na fundamentação por ausência de ataque, nas razões do recurso extraordinário, aos fundamentos do acórdão recorrido. Aplicação da Súmula 284/STF. Agravo regimental conhecido e não provido. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Brasília, 25 de março de 2014. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5544853. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Ementa e Acórdão RE 615113 ED-AGR / AM Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5544853. Supremo Tribunal Federal RE 615113 ED-AGR / AM Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5544853. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório 25/03/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 615.113 AMAZONAS RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :ESTADO DO AMAZONAS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO AMAZONAS AGDO.(A/S) :ANA OLIMPIA MARQUES ARGENTA ADV.(A/S) :AUTA GAGLIARDI MADEIRA E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra decisão por mim proferida, mediante a qual negado seguimento a seu recurso extraordinário, maneja agravo regimental o Estado do Amazonas. O agravante insurge-se contra a decisão agravada, ao argumento de que a matéria foi prequestionada, há ofensa direta à Constituição Federal e desnecessário o reexame de fatos e provas. Alega que “(...) é possível o reexame do mérito em ação de cobrança de valores atrasados.” (doc. 23, fl. 07). Requer a aplicação do “(...) entendimento do Plenário do Supremo Tribunal Federal no RE 563.965-RG.” (doc. 23, fl. 13). Acórdão do Tribunal de Justiça do Estado do Amazonas publicado em 19.02.2009 (doc. 17). É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5544854. Supremo Tribunal Federal 25/03/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 615.113 AMAZONAS RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :ESTADO DO AMAZONAS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO AMAZONAS AGDO.(A/S) :ANA OLIMPIA MARQUES ARGENTA ADV.(A/S) :AUTA GAGLIARDI MADEIRA E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra decisão por mim proferida, mediante a qual negado seguimento a seu recurso extraordinário, maneja agravo regimental o Estado do Amazonas. O agravante insurge-se contra a decisão agravada, ao argumento de que a matéria foi prequestionada, há ofensa direta à Constituição Federal e desnecessário o reexame de fatos e provas. Alega que “(...) é possível o reexame do mérito em ação de cobrança de valores atrasados.” (doc. 23, fl. 07). Requer a aplicação do “(...) entendimento do Plenário do Supremo Tribunal Federal no RE 563.965-RG.” (doc. 23, fl. 13). Acórdão do Tribunal de Justiça do Estado do Amazonas publicado em 19.02.2009 (doc. 17). É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5544854. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Voto - MIN. ROSA WEBER 25/03/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 615.113 AMAZONAS V O T O A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame do mérito. Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo: “Vistos etc. Contra a determinação de devolução dos autos para a aplicação do artigo 543-B pelo Tribunal de origem, Ana Olímpia Marques Argente, em petição autuada como embargos de declaração, sustenta a ausência de identidade entre o precedente examinado pelo Plenário Virtual desta Corte e o presente processo. É o relatório. Decido. No RE 563.965-RG, Pleno, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe 18.4.2008, foi examinada a existência de repercussão geral da chamada estabilidade financeira, ou seja, do direito à vinculação do valor da incorporação ao do cargo exercido pelo servidor. O recurso extraordinário foi interposto pelo Estado do Amazonas contra acórdão da 1ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do mesmo Estado. Consta no voto do relator, verbis: ‘Quanto ao mérito, melhor sorte não assiste à apelante, pois a ação de cobrança é originária de decisão proferida em MS que reconheceu o direito da autora à percepção das vantagens relativas ao cargo comissionado de assessor de secretário, correspondente ao Símbolo AD- 1. Verifica-se, assim, que o direito da autora/apelada Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5544855. Supremo Tribunal Federal 25/03/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 615.113 AMAZONAS V O T O A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame do mérito. Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo: “Vistos etc. Contra a determinação de devolução dos autos para a aplicação do artigo 543-B pelo Tribunal de origem, Ana Olímpia Marques Argente, em petição autuada como embargos de declaração, sustenta a ausência de identidade entre o precedente examinado pelo Plenário Virtual desta Corte e o presente processo. É o relatório. Decido. No RE 563.965-RG, Pleno, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe 18.4.2008, foi examinada a existência de repercussão geral da chamada estabilidade financeira, ou seja, do direito à vinculação do valor da incorporação ao do cargo exercido pelo servidor. O recurso extraordinário foi interposto pelo Estado do Amazonas contra acórdão da 1ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do mesmo Estado. Consta no voto do relator, verbis: ‘Quanto ao mérito, melhor sorte não assiste à apelante, pois a ação de cobrança é originária de decisão proferida em MS que reconheceu o direito da autora à percepção das vantagens relativas ao cargo comissionado de assessor de secretário, correspondente ao Símbolo AD- 1. Verifica-se, assim, que o direito da autora/apelada Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5544855. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Voto - MIN. ROSA WEBER RE 615113 ED-AGR / AM restou devidamente comprovado e reconhecido perante órgão colegiado do Tribunal de Justiça, buscando agora, tão somente, mediante ação própria, a diferença sobre os valores que, por se tratar de vantagem pessoal, deve ser estendido aos inativos, conforme previsão constitucional.’ Aparelhado o recurso extraordinário na afronta aos arts. 5º, XXXVI, 37, XIII, 40, § 8º, e 6, § 1º, II, a, da Lei Maior. Verifico a impossibilidade de aplicação do artigo 543-B, em razão da ausência de identidade entre as matérias tratadas nos recursos extraordinários. O Tribunal de origem decidiu que o direito do servidor à vinculação da sua incorporação ao valor do cargo por ele exercido, matéria que teve a repercussão geral examinada por este Supremo Tribunal Federal, já havia sido reconhecido em anterior decisão proferida em mandado de segurança. Em decorrência, passo à análise do recurso. Preenchidos os pressupostos extrínsecos. Da detida análise das razões de decidir adotadas pelo Tribunal de origem, por ocasião do julgamento da apelação, concluo que nada colhe o recurso extraordinário. Ausente impugnação específica, no recurso, às razões de decidir adotadas pela Corte de origem, aplicável à hipótese o entendimento jurisprudencial vertido na Súmula 284/STF: "É inadmissível o recurso extraordinário, quando a deficiência na sua fundamentação não permitir a exata compreensão da controvérsia". Nesse sentido: ARE 656.357-AgR, 2ª Turma, Rel. Min. Joaquim Barbosa, DJe 23.02.2012; AI 762.808-AgR, 2ª Turma, Rel. Min. Ayres Britto, DJe 30.3.2012; RE 356.310-AgR- segundo, 1ª Turma, Rel. Min. Dias Toffoli, DJe 11.10.2011; e RE 656.256-AgR, 1ª Turma, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe 05.3.2012, cuja ementa transcrevo: ‘AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. REVISÃO DE ATO ADMINISTRATIVO. DECADÊNCIA. IMPOSSIBILIDADE 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5544855. Supremo Tribunal Federal RE 615113 ED-AGR / AM restou devidamente comprovado e reconhecido perante órgão colegiado do Tribunal de Justiça, buscando agora, tão somente, mediante ação própria, a diferença sobre os valores que, por se tratar de vantagem pessoal, deve ser estendido aos inativos, conforme previsão constitucional.’ Aparelhado o recurso extraordinário na afronta aos arts. 5º, XXXVI, 37, XIII, 40, § 8º, e 6, § 1º, II, a, da Lei Maior. Verifico a impossibilidade de aplicação do artigo 543-B, em razão da ausência de identidade entre as matérias tratadas nos recursos extraordinários. O Tribunal de origem decidiu que o direito do servidor à vinculação da sua incorporação ao valor do cargo por ele exercido, matéria que teve a repercussão geral examinada por este Supremo Tribunal Federal, já havia sido reconhecido em anterior decisão proferida em mandado de segurança. Em decorrência, passo à análise do recurso. Preenchidos os pressupostos extrínsecos. Da detida análise das razões de decidir adotadas pelo Tribunal de origem, por ocasião do julgamento da apelação, concluo que nada colhe o recurso extraordinário. Ausente impugnação específica, no recurso, às razões de decidir adotadas pela Corte de origem, aplicável à hipótese o entendimento jurisprudencial vertido na Súmula 284/STF: "É inadmissível o recurso extraordinário, quando a deficiência na sua fundamentação não permitir a exata compreensão da controvérsia". Nesse sentido: ARE 656.357-AgR, 2ª Turma, Rel. Min. Joaquim Barbosa, DJe 23.02.2012; AI 762.808-AgR, 2ª Turma, Rel. Min. Ayres Britto, DJe 30.3.2012; RE 356.310-AgR- segundo, 1ª Turma, Rel. Min. Dias Toffoli, DJe 11.10.2011; e RE 656.256-AgR, 1ª Turma, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe 05.3.2012, cuja ementa transcrevo: ‘AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. REVISÃO DE ATO ADMINISTRATIVO. DECADÊNCIA. IMPOSSIBILIDADE 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5544855. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. ROSA WEBER RE 615113 ED-AGR / AM DE ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DOS FUNDAMENTOS DO ACÓRDÃO RECORRIDO. INCIDÊNCIA DA SÚMULA N. 284 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.’ Com efeito, o Tribunal a quo, no acórdão recorrido, limitou-se a consignar a existência de anterior decisão judicial reconhecendo o direito pleiteado pelo servidor, fundamento não impugnado no apelo extremo. Ante o exposto, torno sem efeito a devolução e, desde logo, nego seguimento ao recurso extraordinário.” Irrepreensível a decisão agravada. Oportuna a transcrição da ementa do acórdão proferido pelo Tribunal de Justiça do Estado do Amazonas (doc. 05, fl. 01): “Remessa ex-officio e apelação cível. Ação ordinária de cobrança de diferença de cargo comissionado. Inexistência de prescrição quinquenal. Ação de cobrança. Meio idôneo para pleitear o pagamento de valores, confirmado o direito mediante decisão transitada em julgado em Mandado de Segurança. Vantagem pessoal estendida aos inativos. Previsão constitucional. Recursos improvidos. Sentença de 1º grau confirmada.” Emerge do acórdão que ensejou o manejo do recurso extraordinário que o Tribunal de Justiça do Estado do Amazonas decidiu a controvérsia com fundamento na existência de anterior decisão, em mandado de segurança, com trânsito em julgado, reconhecendo o direito da agravada ao recebimento de vantagem pessoal. O recurso extraordinário fundamentou-se na discussão sobre o 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5544855. Supremo Tribunal Federal RE 615113 ED-AGR / AM DE ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DOS FUNDAMENTOS DO ACÓRDÃO RECORRIDO. INCIDÊNCIA DA SÚMULA N. 284 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.’ Com efeito, o Tribunal a quo, no acórdão recorrido, limitou-se a consignar a existência de anterior decisão judicial reconhecendo o direito pleiteado pelo servidor, fundamento não impugnado no apelo extremo. Ante o exposto, torno sem efeito a devolução e, desde logo, nego seguimento ao recurso extraordinário.” Irrepreensível a decisão agravada. Oportuna a transcrição da ementa do acórdão proferido pelo Tribunal de Justiça do Estado do Amazonas (doc. 05, fl. 01): “Remessa ex-officio e apelação cível. Ação ordinária de cobrança de diferença de cargo comissionado. Inexistência de prescrição quinquenal. Ação de cobrança. Meio idôneo para pleitear o pagamento de valores, confirmado o direito mediante decisão transitada em julgado em Mandado de Segurança. Vantagem pessoal estendida aos inativos. Previsão constitucional. Recursos improvidos. Sentença de 1º grau confirmada.” Emerge do acórdão que ensejou o manejo do recurso extraordinário que o Tribunal de Justiça do Estado do Amazonas decidiu a controvérsia com fundamento na existência de anterior decisão, em mandado de segurança, com trânsito em julgado, reconhecendo o direito da agravada ao recebimento de vantagem pessoal. O recurso extraordinário fundamentou-se na discussão sobre o 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5544855. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. ROSA WEBER RE 615113 ED-AGR / AM recebimento da vantagem pessoal pela servidora, sem atacar os argumentos utilizados pelo Tribunal a quo para negar provimento ao recurso e confirmar a sentença. Aplicável, na hipótese, o entendimento jurisprudencial vertido na Súmula 284/STF: “É inadmissível o recurso extraordinário, quando a deficiência na sua fundamentação não permitir a exata compreensão da controvérsia.” Nesse sentido: ARE 656.357-AgR, 2ª Turma, Rel. Min. Joaquim Barbosa, DJe 23.02.2012; AI 762.808-AgR, 2ª Turma, Rel. Min. Ayres Britto, DJe 30.3.2012; RE 356.310-AgR-segundo, 1ª Turma, Rel. Min. Dias Toffoli, DJe 11.10.2011; e RE 656.256-AgR, 1ª Turma, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe 05.3.2012, cuja ementa transcrevo: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. REVISÃO DE ATO ADMINISTRATIVO. DECADÊNCIA. IMPOSSIBILIDADE DE ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DOS FUNDAMENTOS DO ACÓRDÃO RECORRIDO. INCIDÊNCIA DA SÚMULA N. 284 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO - destaquei.” Agravo regimental conhecido e não provido. É como voto. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5544855. Supremo Tribunal Federal RE 615113 ED-AGR / AM recebimento da vantagem pessoal pela servidora, sem atacar os argumentos utilizados pelo Tribunal a quo para negar provimento ao recurso e confirmar a sentença. Aplicável, na hipótese, o entendimento jurisprudencial vertido na Súmula 284/STF: “É inadmissível o recurso extraordinário, quando a deficiência na sua fundamentação não permitir a exata compreensão da controvérsia.” Nesse sentido: ARE 656.357-AgR, 2ª Turma, Rel. Min. Joaquim Barbosa, DJe 23.02.2012; AI 762.808-AgR, 2ª Turma, Rel. Min. Ayres Britto, DJe 30.3.2012; RE 356.310-AgR-segundo, 1ª Turma, Rel. Min. Dias Toffoli, DJe 11.10.2011; e RE 656.256-AgR, 1ª Turma, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe 05.3.2012, cuja ementa transcrevo: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. REVISÃO DE ATO ADMINISTRATIVO. DECADÊNCIA. IMPOSSIBILIDADE DE ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DOS FUNDAMENTOS DO ACÓRDÃO RECORRIDO. INCIDÊNCIA DA SÚMULA N. 284 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO - destaquei.” Agravo regimental conhecido e não provido. É como voto. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5544855. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 25/03/2014 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 615.113 PROCED. : AMAZONAS RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : ESTADO DO AMAZONAS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO AMAZONAS AGDO.(A/S) : ANA OLIMPIA MARQUES ARGENTA ADV.(A/S) : AUTA GAGLIARDI MADEIRA E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da relatora. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 25.3.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 5608667 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 615.113 PROCED. : AMAZONAS RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : ESTADO DO AMAZONAS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO AMAZONAS AGDO.(A/S) : ANA OLIMPIA MARQUES ARGENTA ADV.(A/S) : AUTA GAGLIARDI MADEIRA E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da relatora. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 25.3.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 5608667 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=5634101
2014-03-25T00:00:00
2014-04-10T00:00:00
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da relatora. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 25.3.2014.
AG.REG. NOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
EMENTA DIREITO ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. AÇÃO DE COBRANÇA. VANTAGEM PESSOAL. RECONHECIMENTO. TRÂNSITO EM JULGADO EM MANDADO DE SEGURANÇA. RECURSO EXTRAORDINÁRIO QUE NÃO ATACA OS FUNDAMENTOS DO ACÓRDÃO RECORRIDO. APLICAÇÃO DA SÚMULA 284/STF. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 19.02.2009. Deficiência na fundamentação por ausência de ataque, nas razões do recurso extraordinário, aos fundamentos do acórdão recorrido. Aplicação da Súmula 284/STF. Agravo regimental conhecido e não provido.
sjur260568
- Acórdão(s) citado(s): (SÚMULA 284) AI 762808 AgR (2ªT), RE 356310 AgR-segundo (1ªT), RE 656256 AgR (1ªT), ARE 656357 AgR (2ªT). Número de páginas: 8. Análise: 23/04/2014, TIA.
ROSA WEBER
Primeira Turma
615113
[ "LEG-FED SUMSTF-000284 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
RE-ED-AgR
acordaos
RE 615113 ED-AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : ESTADO DO AMAZONAS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO AMAZONAS AGDO.(A/S) : ANA OLIMPIA MARQUES ARGENTA ADV.(A/S) : AUTA GAGLIARDI MADEIRA E OUTRO(A/S)
[ "" ]
Ementa e Acórdão 25/03/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 615.113 AMAZONAS RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :ESTADO DO AMAZONAS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO AMAZONAS AGDO.(A/S) :ANA OLIMPIA MARQUES ARGENTA ADV.(A/S) :AUTA GAGLIARDI MADEIRA E OUTRO(A/S) EMENTA DIREITO ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. AÇÃO DE COBRANÇA. VANTAGEM PESSOAL. RECONHECIMENTO. TRÂNSITO EM JULGADO EM MANDADO DE SEGURANÇA. RECURSO EXTRAORDINÁRIO QUE NÃO ATACA OS FUNDAMENTOS DO ACÓRDÃO RECORRIDO. APLICAÇÃO DA SÚMULA 284/Supremo Tribunal Federal. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 19.02.2009. Deficiência na fundamentação por ausência de ataque, nas razões do recurso extraordinário, aos fundamentos do acórdão recorrido. Aplicação da Súmula 284/Supremo Tribunal Federal. Agravo regimental conhecido e não provido. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Brasília, 25 de março de 2014. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5544853. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Ementa e Acórdão Recurso Extraordinário 615113 ED-AGR / AM Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5544853. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 615113 ED-AGR / AM Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5544853. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório 25/03/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 615.113 AMAZONAS RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :ESTADO DO AMAZONAS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO AMAZONAS AGDO.(A/S) :ANA OLIMPIA MARQUES ARGENTA ADV.(A/S) :AUTA GAGLIARDI MADEIRA E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra decisão por mim proferida, mediante a qual negado seguimento a seu recurso extraordinário, maneja agravo regimental o Estado do Amazonas. O agravante insurge-se contra a decisão agravada, ao argumento de que a matéria foi prequestionada, há ofensa direta à Constituição Federal e desnecessário o reexame de fatos e provas. Alega que “(...) é possível o reexame do mérito em ação de cobrança de valores atrasados.” (doc. 23, fl. 07). Requer a aplicação do “(...) entendimento do Plenário do Supremo Tribunal Federal no Recurso Extraordinário 563.965-RG.” (doc. 23, fl. 13). Acórdão do Tribunal de Justiça do Estado do Amazonas publicado em 19.02.2009 (doc. 17). É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5544854. Supremo Tribunal Federal 25/03/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 615.113 AMAZONAS RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :ESTADO DO AMAZONAS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO AMAZONAS AGDO.(A/S) :ANA OLIMPIA MARQUES ARGENTA ADV.(A/S) :AUTA GAGLIARDI MADEIRA E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra decisão por mim proferida, mediante a qual negado seguimento a seu recurso extraordinário, maneja agravo regimental o Estado do Amazonas. O agravante insurge-se contra a decisão agravada, ao argumento de que a matéria foi prequestionada, há ofensa direta à Constituição Federal e desnecessário o reexame de fatos e provas. Alega que “(...) é possível o reexame do mérito em ação de cobrança de valores atrasados.” (doc. 23, fl. 07). Requer a aplicação do “(...) entendimento do Plenário do Supremo Tribunal Federal no Recurso Extraordinário 563.965-RG.” (doc. 23, fl. 13). Acórdão do Tribunal de Justiça do Estado do Amazonas publicado em 19.02.2009 (doc. 17). É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5544854. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Voto - MIN. ROSA WEBER 25/03/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 615.113 AMAZONAS V O T O A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame do mérito. Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo: “Vistos etc. Contra a determinação de devolução dos autos para a aplicação do artigo 543-B pelo Tribunal de origem, Ana Olímpia Marques Argente, em petição autuada como embargos de declaração, sustenta a ausência de identidade entre o precedente examinado pelo Plenário Virtual desta Corte e o presente processo. É o relatório. Decido. No Recurso Extraordinário 563.965-RG, Pleno, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe 18.4.2008, foi examinada a existência de repercussão geral da chamada estabilidade financeira, ou seja, do direito à vinculação do valor da incorporação ao do cargo exercido pelo servidor. O recurso extraordinário foi interposto pelo Estado do Amazonas contra acórdão da 1... Câmara Cível do Tribunal de Justiça do mesmo Estado. Consta no voto do relator, verbis: ‘Quanto ao mérito, melhor sorte não assiste à apelante, pois a ação de cobrança é originária de decisão proferida em MS que reconheceu o direito da autora à percepção das vantagens relativas ao cargo comissionado de assessor de secretário, correspondente ao Símbolo AD- 1. Verifica-se, assim, que o direito da autora/apelada Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5544855. Supremo Tribunal Federal 25/03/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 615.113 AMAZONAS V O T O A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame do mérito. Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo: “Vistos etc. Contra a determinação de devolução dos autos para a aplicação do artigo 543-B pelo Tribunal de origem, Ana Olímpia Marques Argente, em petição autuada como embargos de declaração, sustenta a ausência de identidade entre o precedente examinado pelo Plenário Virtual desta Corte e o presente processo. É o relatório. Decido. No Recurso Extraordinário 563.965-RG, Pleno, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe 18.4.2008, foi examinada a existência de repercussão geral da chamada estabilidade financeira, ou seja, do direito à vinculação do valor da incorporação ao do cargo exercido pelo servidor. O recurso extraordinário foi interposto pelo Estado do Amazonas contra acórdão da 1... Câmara Cível do Tribunal de Justiça do mesmo Estado. Consta no voto do relator, verbis: ‘Quanto ao mérito, melhor sorte não assiste à apelante, pois a ação de cobrança é originária de decisão proferida em MS que reconheceu o direito da autora à percepção das vantagens relativas ao cargo comissionado de assessor de secretário, correspondente ao Símbolo AD- 1. Verifica-se, assim, que o direito da autora/apelada Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5544855. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Voto - MIN. ROSA WEBER Recurso Extraordinário 615113 ED-AGR / AM restou devidamente comprovado e reconhecido perante órgão colegiado do Tribunal de Justiça, buscando agora, tão somente, mediante ação própria, a diferença sobre os valores que, por se tratar de vantagem pessoal, deve ser estendido aos inativos, conforme previsão constitucional.’ Aparelhado o recurso extraordinário na afronta aos arts. 5..., XXXVI, 37, XIII, 40, § 8..., e 6, § 1..., II, a, da Lei Maior. Verifico a impossibilidade de aplicação do artigo 543-B, em razão da ausência de identidade entre as matérias tratadas nos recursos extraordinários. O Tribunal de origem decidiu que o direito do servidor à vinculação da sua incorporação ao valor do cargo por ele exercido, matéria que teve a repercussão geral examinada por este Supremo Tribunal Federal, já havia sido reconhecido em anterior decisão proferida em mandado de segurança. Em decorrência, passo à análise do recurso. Preenchidos os pressupostos extrínsecos. Da detida análise das razões de decidir adotadas pelo Tribunal de origem, por ocasião do julgamento da apelação, concluo que nada colhe o recurso extraordinário. Ausente impugnação específica, no recurso, às razões de decidir adotadas pela Corte de origem, aplicável à hipótese o entendimento jurisprudencial vertido na Súmula 284/Supremo Tribunal Federal: "É inadmissível o recurso extraordinário, quando a deficiência na sua fundamentação não permitir a exata compreensão da controvérsia". Nesse sentido: ARE 656.357-AgR, 2... Turma, Rel. Min. Joaquim Barbosa, DJe 23.02.2012; AI 762.808-AgR, 2... Turma, Rel. Min. Ayres Britto, DJe 30.3.2012; Recurso Extraordinário 356.310-AgR- segundo, 1... Turma, Rel. Min. Dias Toffoli, DJe 11.10.2011; e Recurso Extraordinário 656.256-AgR, 1... Turma, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe 05.3.2012, cuja ementa transcrevo: ‘AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. REVISÃO DE ATO ADMINISTRATIVO. DECADÊNCIA. IMPOSSIBILIDADE 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5544855. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 615113 ED-AGR / AM restou devidamente comprovado e reconhecido perante órgão colegiado do Tribunal de Justiça, buscando agora, tão somente, mediante ação própria, a diferença sobre os valores que, por se tratar de vantagem pessoal, deve ser estendido aos inativos, conforme previsão constitucional.’ Aparelhado o recurso extraordinário na afronta aos arts. 5..., XXXVI, 37, XIII, 40, § 8..., e 6, § 1..., II, a, da Lei Maior. Verifico a impossibilidade de aplicação do artigo 543-B, em razão da ausência de identidade entre as matérias tratadas nos recursos extraordinários. O Tribunal de origem decidiu que o direito do servidor à vinculação da sua incorporação ao valor do cargo por ele exercido, matéria que teve a repercussão geral examinada por este Supremo Tribunal Federal, já havia sido reconhecido em anterior decisão proferida em mandado de segurança. Em decorrência, passo à análise do recurso. Preenchidos os pressupostos extrínsecos. Da detida análise das razões de decidir adotadas pelo Tribunal de origem, por ocasião do julgamento da apelação, concluo que nada colhe o recurso extraordinário. Ausente impugnação específica, no recurso, às razões de decidir adotadas pela Corte de origem, aplicável à hipótese o entendimento jurisprudencial vertido na Súmula 284/Supremo Tribunal Federal: "É inadmissível o recurso extraordinário, quando a deficiência na sua fundamentação não permitir a exata compreensão da controvérsia". Nesse sentido: ARE 656.357-AgR, 2... Turma, Rel. Min. Joaquim Barbosa, DJe 23.02.2012; AI 762.808-AgR, 2... Turma, Rel. Min. Ayres Britto, DJe 30.3.2012; Recurso Extraordinário 356.310-AgR- segundo, 1... Turma, Rel. Min. Dias Toffoli, DJe 11.10.2011; e Recurso Extraordinário 656.256-AgR, 1... Turma, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe 05.3.2012, cuja ementa transcrevo: ‘AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. REVISÃO DE ATO ADMINISTRATIVO. DECADÊNCIA. IMPOSSIBILIDADE 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5544855. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. ROSA WEBER Recurso Extraordinário 615113 ED-AGR / AM DE ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DOS FUNDAMENTOS DO ACÓRDÃO RECORRIDO. INCIDÊNCIA DA SÚMULA N. 284 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.’ Com efeito, o Tribunal a quo, no acórdão recorrido, limitou-se a consignar a existência de anterior decisão judicial reconhecendo o direito pleiteado pelo servidor, fundamento não impugnado no apelo extremo. Ante o exposto, torno sem efeito a devolução e, desde logo, nego seguimento ao recurso extraordinário.” Irrepreensível a decisão agravada. Oportuna a transcrição da ementa do acórdão proferido pelo Tribunal de Justiça do Estado do Amazonas (doc. 05, fl. 01): “Remessa ex-officio e apelação cível. Ação ordinária de cobrança de diferença de cargo comissionado. Inexistência de prescrição quinquenal. Ação de cobrança. Meio idôneo para pleitear o pagamento de valores, confirmado o direito mediante decisão transitada em julgado em Mandado de Segurança. Vantagem pessoal estendida aos inativos. Previsão constitucional. Recursos improvidos. Sentença de 1... grau confirmada.” Emerge do acórdão que ensejou o manejo do recurso extraordinário que o Tribunal de Justiça do Estado do Amazonas decidiu a controvérsia com fundamento na existência de anterior decisão, em mandado de segurança, com trânsito em julgado, reconhecendo o direito da agravada ao recebimento de vantagem pessoal. O recurso extraordinário fundamentou-se na discussão sobre o 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5544855. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 615113 ED-AGR / AM DE ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DOS FUNDAMENTOS DO ACÓRDÃO RECORRIDO. INCIDÊNCIA DA SÚMULA N. 284 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.’ Com efeito, o Tribunal a quo, no acórdão recorrido, limitou-se a consignar a existência de anterior decisão judicial reconhecendo o direito pleiteado pelo servidor, fundamento não impugnado no apelo extremo. Ante o exposto, torno sem efeito a devolução e, desde logo, nego seguimento ao recurso extraordinário.” Irrepreensível a decisão agravada. Oportuna a transcrição da ementa do acórdão proferido pelo Tribunal de Justiça do Estado do Amazonas (doc. 05, fl. 01): “Remessa ex-officio e apelação cível. Ação ordinária de cobrança de diferença de cargo comissionado. Inexistência de prescrição quinquenal. Ação de cobrança. Meio idôneo para pleitear o pagamento de valores, confirmado o direito mediante decisão transitada em julgado em Mandado de Segurança. Vantagem pessoal estendida aos inativos. Previsão constitucional. Recursos improvidos. Sentença de 1... grau confirmada.” Emerge do acórdão que ensejou o manejo do recurso extraordinário que o Tribunal de Justiça do Estado do Amazonas decidiu a controvérsia com fundamento na existência de anterior decisão, em mandado de segurança, com trânsito em julgado, reconhecendo o direito da agravada ao recebimento de vantagem pessoal. O recurso extraordinário fundamentou-se na discussão sobre o 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5544855. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. ROSA WEBER Recurso Extraordinário 615113 ED-AGR / AM recebimento da vantagem pessoal pela servidora, sem atacar os argumentos utilizados pelo Tribunal a quo para negar provimento ao recurso e confirmar a sentença. Aplicável, na hipótese, o entendimento jurisprudencial vertido na Súmula 284/Supremo Tribunal Federal: “É inadmissível o recurso extraordinário, quando a deficiência na sua fundamentação não permitir a exata compreensão da controvérsia.” Nesse sentido: ARE 656.357-AgR, 2... Turma, Rel. Min. Joaquim Barbosa, DJe 23.02.2012; AI 762.808-AgR, 2... Turma, Rel. Min. Ayres Britto, DJe 30.3.2012; Recurso Extraordinário 356.310-AgR-segundo, 1... Turma, Rel. Min. Dias Toffoli, DJe 11.10.2011; e Recurso Extraordinário 656.256-AgR, 1... Turma, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe 05.3.2012, cuja ementa transcrevo: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. REVISÃO DE ATO ADMINISTRATIVO. DECADÊNCIA. IMPOSSIBILIDADE DE ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DOS FUNDAMENTOS DO ACÓRDÃO RECORRIDO. INCIDÊNCIA DA SÚMULA N. 284 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO - destaquei.” Agravo regimental conhecido e não provido. É como voto. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5544855. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 615113 ED-AGR / AM recebimento da vantagem pessoal pela servidora, sem atacar os argumentos utilizados pelo Tribunal a quo para negar provimento ao recurso e confirmar a sentença. Aplicável, na hipótese, o entendimento jurisprudencial vertido na Súmula 284/Supremo Tribunal Federal: “É inadmissível o recurso extraordinário, quando a deficiência na sua fundamentação não permitir a exata compreensão da controvérsia.” Nesse sentido: ARE 656.357-AgR, 2... Turma, Rel. Min. Joaquim Barbosa, DJe 23.02.2012; AI 762.808-AgR, 2... Turma, Rel. Min. Ayres Britto, DJe 30.3.2012; Recurso Extraordinário 356.310-AgR-segundo, 1... Turma, Rel. Min. Dias Toffoli, DJe 11.10.2011; e Recurso Extraordinário 656.256-AgR, 1... Turma, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe 05.3.2012, cuja ementa transcrevo: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. REVISÃO DE ATO ADMINISTRATIVO. DECADÊNCIA. IMPOSSIBILIDADE DE ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DOS FUNDAMENTOS DO ACÓRDÃO RECORRIDO. INCIDÊNCIA DA SÚMULA N. 284 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO - destaquei.” Agravo regimental conhecido e não provido. É como voto. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5544855. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 25/03/2014 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 615.113 PROCED. : AMAZONAS RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : ESTADO DO AMAZONAS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO AMAZONAS AGDO.(A/S) : ANA OLIMPIA MARQUES ARGENTA ADV.(A/S) : AUTA GAGLIARDI MADEIRA E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da relatora. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 25.3.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 5608667 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 615.113 PROCED. : AMAZONAS RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : ESTADO DO AMAZONAS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO AMAZONAS AGDO.(A/S) : ANA OLIMPIA MARQUES ARGENTA ADV.(A/S) : AUTA GAGLIARDI MADEIRA E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da relatora. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 25.3.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 5608667 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 615 . 113 AMAZONAS", "SÚMULA 284 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 284 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 615113 ED", "Recurso Extraordinário 615113", "Recurso Extraordinário 563 . 965 - RG .", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 615 . 113", "Recurso Extraordinário 563 . 965 - RG .", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 615 . 113", "Recurso Extraordinário 563 . 965 - RG", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 615 . 113", "Recurso Extraordinário 563 . 965 - RG", "Recurso Extraordinário 615113 ED -", "Súmula 284 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 656 . 357 - AgR", "AI 762 . 808 - AgR", "Recurso Extraordinário 356 . 310 - AgR - segundo", "Recurso Extraordinário 656 . 256 - AgR", "Recurso Extraordinário 615113 ED - AGR / AM", "Súmula 284 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 656 . 357 - AgR", "AI 762 . 808 - AgR", "Recurso Extraordinário 356 . 310 - AgR - segundo", "Recurso Extraordinário 656 . 256 - AgR", "Recurso Extraordinário 615113 ED - AGR / AM", "SÚMULA N . 284 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Recurso", "SÚMULA N . 284 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Recurso Extraordinário 615113 ED - AGR / AM", "Súmula 284 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 656 . 357 - AgR", "AI 762 . 808 - AgR", "Recurso Extraordinário 356 . 310 - AgR - segundo", "Recurso Extraordinário 656 . 256 - AgR", "SÚMULA N . 284 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Recurso Extraordinário 615113 ED - AGR / AM", "Súmula 284 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 656 . 357 - AgR", "AI 762 . 808 - AgR", "Recurso Extraordinário 356 . 310 - AgR - segundo", "Recurso Extraordinário 656 . 256 - AgR", "SÚMULA N . 284 DO SUPREMO" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 /", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "arts . 5 . . . , XXXVI , 37 , XIII , 40 , § 8 . . . , e 6 , § 1 . . . , II , a , da Lei Maior", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "arts . 5 . . . , XXXVI , 37 , XIII , 40 , § 8 . . . , e 6 , § 1 . . . , II , a , da Lei Maior", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "ESTADO DO AMAZONAS", "ESTADO DO AMAZONAS", "Brasília", "ESTADO DO AMAZONAS", "ESTADO DO AMAZONAS", "AMAZONAS", "ESTADO DO AMAZONAS", "ESTADO DO AMAZONAS", "Estado do Amazonas", "Estado do Amazonas", "Estado do Amazonas", "AMAZONAS", "ESTADO DO AMAZONAS", "ESTADO DO AMAZONAS", "AMAZONAS", "ESTADO DO AMAZONAS", "ESTADO DO AMAZONAS" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Estado do", "Plenário do Supremo Tribunal Federal", "Tribunal de Justiça do Estado do Amazonas", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Plenário do Supremo Tribunal Federal", "Tribunal de Justiça do Estado do Amazonas", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "AMAZONAS", "Plenário", "Pleno", "1", ".", ".", ".", "Câmara Cível do Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Plenário", "Pleno", "1", ".", ".", ". Câmara Cível do Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "2", ".", ".", ". Turma", "2", ".", ".", "1", ".", ".", ".", ".", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "2", "2", ".", ".", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Tribunal de Justiça do Estado do Amazonas", "Tribunal de Justiça do Estado do Amazonas", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal de Justiça do Estado do Amazonas", "Tribunal de Justiça do Estado do Amazonas", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "2", ".", ".", "2", ".", ".", "1", ".", ".", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "2", "2", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "ROSA WEBER", "ANA OLIMPIA MARQUES ARGENTA", "AUTA GAGLIARDI MADEIRA", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "ROSA WEBER", "ANA OLIMPIA MARQUES ARGENTA", "GAGLIARDI MADEIRA", "Rosa Weber", "ROSA WEBER", "ANA OLIMPIA MARQUES ARGENTA", "AUTA GAGLIARDI MADEIRA", "Rosa Weber", "ROSA WEBER", "Rosa Weber", "Ana Olímpia Marques Argente", "Cármen Lúcia", "Rosa Weber", "Ana Olímpia Marques Argente", "Cármen Lúcia", "ROSA WEBER", "Joaquim Barbosa", "Ayres Britto", "Dias Toffoli", "Cármen Lúcia", "Joaquim Barbosa", "Ayres Britto", "Dias Toffoli", "Cármen Lúcia", "ROSA WEBER", "ROSA WEBER", "Joaquim Barbosa", "Ayres Britto", "Dias Toffoli", "Cármen Lúcia", "Joaquim Barbosa", "Ayres Britto", "Dias Toffoli", "Cármen Lúcia", "ROSA WEBER", "ANA OLIMPIA MARQUES ARGENTA", "AUTA GAGLIARDI MADEIRA", "Marco Aurélio", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Edson Oliveira de Almeida", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "ROSA WEBER", "ANA OLIMPIA MARQUES", "AUTA GAGLIARDI MADEIRA", "Marco Aurélio", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Edson Oliveira de Almeida", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "25", "/", "03", "/", "2014", "19", ".", "02", ".", "2009", "25 de março de 2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "25", "/", "03", "/", "2014", "19", ".", "02", ".", "2009", "24", "/", "08", "/", "2001", "25", "/", "03", "/", "2014", "19", ".", "02", ".", "2009", "24", "/", "08", "/", "2001", "25", "/", "03", "/", "2014", "18", ".", "4", ".", "2008", "24", "/", "08", "/", "2001", "25", "/", "03", "/", "2014", "18", ".", "4", ".", "2008", "24", "/", "08", "/", "2001", "23", ".", "02", ".", "2012", "30", ".", "3", ".", "2012", "11", ".", "10", ".", "2011", "05", ".", "3", ".", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "23", ".", "02", ".", "2012", "30", ".", "3", ".", "2012", "11", ".", "10", ".", "2011", "05", ".", "3", ".", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "23", ".", "02", ".", "2012", "30", ".", "3", ".", "2012", "11", ".", "10", ".", "2011", "05", ".", "3", ".", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "23", ".", "02", ".", "2012", "30", ".", "3", ".", "2012", "11", ".", "10", ".", "2011", "05", ".", "3", ".", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "25", "/", "03", "/", "2014", "25", ".", "3", ".", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "25", ".", "3", ".", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 22/04/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 418.110 RIO GRANDE DO SUL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA AGDO.(A/S) :LARIETE MARIA BISSIGO EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PROCESSO PENAL. CRIMES TRIBUTÁRIOS. SONEGAÇÃO FISCAL. LEI N. 10.684/2003. PARCELAMENTO DOS DÉBITOS EXTENSÍVEL ÀS PESSOAS FÍSICAS. SUSPENSÃO DA PRETENSÃO PUNITIVA E DA PRESCRIÇÃO. INCABÍVEL O RECURSO QUE NÃO INFIRMA TODOS OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. SÚMULA N. 287 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência da Ministra Cármen Lúcia, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausentes, justificadamente, neste julgamento, os senhores Ministros Celso de Mello e Gilmar Mendes. Brasília, 22 de abril de 2014. Ministra Cármen Lúcia - Relatora Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5762049. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10 Relatório 22/04/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 418.110 RIO GRANDE DO SUL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA AGDO.(A/S) :LARIETE MARIA BISSIGO R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora): 1. Em 11 de março de 2014, neguei seguimento ao recurso extraordinário interposto pelo Ministério Público contra julgado do Tribunal Regional Federal da 4ª Região, nos seguintes termos: “5. Razão jurídica não assiste ao Recorrente. 6. A decisão recorrida harmoniza-se com a jurisprudência deste Supremo Tribunal, no sentido de ser incabível correição parcial para impugnar ato jurisdicional de mérito: ‘Ementa: Penal e Processual Penal Militar. Habeas corpus. Deserção – art. 187 do Código Penal Militar. Extinção da punibilidade pela ocorrência da prescrição da pretensão punitiva. Sentença transitada em julgado. Correição parcial acolhida para desarquivar a ação penal e anular a sentença. Insurgência contra ato jurisdicional. Não cabimento. 1. A correição parcial mediante representação do ministro corregedor- geral da Justiça Militar destina-se a corrigir erro de procedimento incidente sobre o arquivamento irregular do inquérito ou processo, e não para impugnar ato jurisdicional (HC 110.538/DF, 2ª Turma, Rel. Min. Gilmar Mendes). 2. A correição parcial, mercê de não ser apta a impugnar ato jurisdicional de mérito, in casu, tem contornos de revisão criminal pro societate, inadmissível no ordenamento jurídico. 3. É cediço que: - a) o paciente foi denunciado, em 22/09/2008, pelo crime de deserção, tipificado no art. 187 do Código Penal Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5762050. Supremo Tribunal Federal 22/04/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 418.110 RIO GRANDE DO SUL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA AGDO.(A/S) :LARIETE MARIA BISSIGO R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora): 1. Em 11 de março de 2014, neguei seguimento ao recurso extraordinário interposto pelo Ministério Público contra julgado do Tribunal Regional Federal da 4ª Região, nos seguintes termos: “5. Razão jurídica não assiste ao Recorrente. 6. A decisão recorrida harmoniza-se com a jurisprudência deste Supremo Tribunal, no sentido de ser incabível correição parcial para impugnar ato jurisdicional de mérito: ‘Ementa: Penal e Processual Penal Militar. Habeas corpus. Deserção – art. 187 do Código Penal Militar. Extinção da punibilidade pela ocorrência da prescrição da pretensão punitiva. Sentença transitada em julgado. Correição parcial acolhida para desarquivar a ação penal e anular a sentença. Insurgência contra ato jurisdicional. Não cabimento. 1. A correição parcial mediante representação do ministro corregedor- geral da Justiça Militar destina-se a corrigir erro de procedimento incidente sobre o arquivamento irregular do inquérito ou processo, e não para impugnar ato jurisdicional (HC 110.538/DF, 2ª Turma, Rel. Min. Gilmar Mendes). 2. A correição parcial, mercê de não ser apta a impugnar ato jurisdicional de mérito, in casu, tem contornos de revisão criminal pro societate, inadmissível no ordenamento jurídico. 3. É cediço que: - a) o paciente foi denunciado, em 22/09/2008, pelo crime de deserção, tipificado no art. 187 do Código Penal Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5762050. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 10 Relatório RE 418110 AGR / RS Militar, por ter se ausentado em 18/06/2008, apresentando-se voluntariamente em 06/08/2008, tendo a peça acusatória sido recebida no dia 03/10/2008, sobrevindo nova deserção, em 20/11/2008, sem apresentação espontânea e captura; - b) o Conselho Permanente de Justiça, contudo, acolheu o parecer do Promotor da Justiça Militar e, em 18/10/2008, declarou extinta a punibilidade da primeira deserção, pela ocorrência da prescrição (decisão transitada em julgado em 04/11/2010), gerando a irresignação no Juiz Auditor Corregedor, que ingressou com correição parcial, com fundamento no art. 498, b, do CPPM, que restou acolhida pelo Superior Tribunal Militar para anular a sentença e determinar o retorno dos autos ao Juízo de origem para aguardar a apresentação espontânea ou a captura do paciente. 4. Ordem concedida para restabelecer a sentença que declarou extinta a punibilidade, pela ocorrência da prescrição, do crime de deserção’ (HC 108.952, Relator o Ministro Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 18.6.2013). ‘Habeas corpus. 2. Deserção. 3. Extinção da punibilidade do acusado em razão da prescrição da pretensão punitiva. 4. Trânsito em julgado da decisão para a acusação. 5. Correição parcial. Invocação do art. 498, alínea b, do CPPM: representação cabível para ‘corrigir arquivamento irregular em inquérito ou processo’. 6. A insurgência do Juiz-Auditor Corregedor recai sobre o mérito e não sobre o erro procedimental. Imutabilidade da coisa julgada material. 7. Ordem concedida para restabelecer a sentença do Conselho Permanente de Justiça para o Exército, que reconheceu a prescrição da pretensão punitiva em favor do paciente’ (HC 110.538, Relator o Ministro Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe 1º.3.2013-2013). 7. Ademais, em caso análogo ao presente, no julgamento do Habeas Corpus n. 86.465, o Ministro Joaquim Barbosa decidiu ser aplicável a regra prevista no art. 9º, da Lei 10.684/2003 às pessoas físicas: ‘DECISÃO (Referente à petição nº 114912, de 27.09.2005): Trata-se de pedido de reconsideração da decisão de 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5762050. Supremo Tribunal Federal RE 418110 AGR / RS Militar, por ter se ausentado em 18/06/2008, apresentando-se voluntariamente em 06/08/2008, tendo a peça acusatória sido recebida no dia 03/10/2008, sobrevindo nova deserção, em 20/11/2008, sem apresentação espontânea e captura; - b) o Conselho Permanente de Justiça, contudo, acolheu o parecer do Promotor da Justiça Militar e, em 18/10/2008, declarou extinta a punibilidade da primeira deserção, pela ocorrência da prescrição (decisão transitada em julgado em 04/11/2010), gerando a irresignação no Juiz Auditor Corregedor, que ingressou com correição parcial, com fundamento no art. 498, b, do CPPM, que restou acolhida pelo Superior Tribunal Militar para anular a sentença e determinar o retorno dos autos ao Juízo de origem para aguardar a apresentação espontânea ou a captura do paciente. 4. Ordem concedida para restabelecer a sentença que declarou extinta a punibilidade, pela ocorrência da prescrição, do crime de deserção’ (HC 108.952, Relator o Ministro Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 18.6.2013). ‘Habeas corpus. 2. Deserção. 3. Extinção da punibilidade do acusado em razão da prescrição da pretensão punitiva. 4. Trânsito em julgado da decisão para a acusação. 5. Correição parcial. Invocação do art. 498, alínea b, do CPPM: representação cabível para ‘corrigir arquivamento irregular em inquérito ou processo’. 6. A insurgência do Juiz-Auditor Corregedor recai sobre o mérito e não sobre o erro procedimental. Imutabilidade da coisa julgada material. 7. Ordem concedida para restabelecer a sentença do Conselho Permanente de Justiça para o Exército, que reconheceu a prescrição da pretensão punitiva em favor do paciente’ (HC 110.538, Relator o Ministro Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe 1º.3.2013-2013). 7. Ademais, em caso análogo ao presente, no julgamento do Habeas Corpus n. 86.465, o Ministro Joaquim Barbosa decidiu ser aplicável a regra prevista no art. 9º, da Lei 10.684/2003 às pessoas físicas: ‘DECISÃO (Referente à petição nº 114912, de 27.09.2005): Trata-se de pedido de reconsideração da decisão de 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5762050. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 10 Relatório RE 418110 AGR / RS fls. 38-39, na qual indeferi a liminar requerida no presente habeas corpus. No mérito, pretende o impetrante obter o trancamento da ação penal à qual o paciente responde pelo crime de sonegação fiscal. Alega, em apertada síntese, que o paciente, que responde a processo pelo delito previsto no art. 1º, I, da Lei 4.729/1965 (art. 1º, I e IV da Lei nº 8.137/90), tem direito a que seja decretada em seu favor a suspensão da punibilidade prevista no art. 9º da Lei 10.684/2003. Sustenta que, em razão de alegado parcelamento do débito posterior ao recebimento da denúncia, seria cabível a aplicação retroativa do instituto previsto no art. 9º da Lei 10.684/2003. Requer a concessão de liminar para que seja sobrestada, até o julgamento final do presente habeas corpus, a Ação Penal 2001.50.01.003021-9, que tramita contra o paciente no Juízo da Quinta Vara Federal do Espírito Santo. Indeferi a liminar requerida na decisão de fls. 38/39, em razão da não individualização do débito fiscal oriundo da ação penal á qual o paciente responde. Diante da apresentação de pedido de reconsideração da liminar, determinei, no despacho de fls. 50, que o impetrante trouxesse aos autos documentos que comprovem, efetivamente, a existência de débito fiscal oriundo dos fatos apurados na Ação Penal 2001.50.01.003021-9. É o relatório. Decido. Em resposta à solicitação de fls. 50, o impetrante trouxe aos autos os documentos de fls. 64/71, que demonstram que a ação penal acima mencionada deu origem ao processo fiscal nº11543.001447/99-16, e que o débito relativo a tal processo está incluído no parcelamento do PAES (fls.70). Consta, ainda, que o paciente está em dia com as obrigações mensais do PAES. Com efeito, a Lei 10.684/03 assim dispõe: "Art. 9o É suspensa a pretensão punitiva do Estado, referente aos crimes previstos nos arts. 1o e 2o da Lei no 8.137, de 27 de dezembro de 1990, e nos arts. 168A e 337A do Decreto-Lei no 2.848, de 7 de dezembro de 1940 - Código Penal, durante o período em que a pessoa jurídica relacionada com o agente dos aludidos crimes estiver incluída no regime de parcelamento. § 1o A prescrição criminal não corre durante o período de suspensão da pretensão punitiva. § 2o 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5762050. Supremo Tribunal Federal RE 418110 AGR / RS fls. 38-39, na qual indeferi a liminar requerida no presente habeas corpus. No mérito, pretende o impetrante obter o trancamento da ação penal à qual o paciente responde pelo crime de sonegação fiscal. Alega, em apertada síntese, que o paciente, que responde a processo pelo delito previsto no art. 1º, I, da Lei 4.729/1965 (art. 1º, I e IV da Lei nº 8.137/90), tem direito a que seja decretada em seu favor a suspensão da punibilidade prevista no art. 9º da Lei 10.684/2003. Sustenta que, em razão de alegado parcelamento do débito posterior ao recebimento da denúncia, seria cabível a aplicação retroativa do instituto previsto no art. 9º da Lei 10.684/2003. Requer a concessão de liminar para que seja sobrestada, até o julgamento final do presente habeas corpus, a Ação Penal 2001.50.01.003021-9, que tramita contra o paciente no Juízo da Quinta Vara Federal do Espírito Santo. Indeferi a liminar requerida na decisão de fls. 38/39, em razão da não individualização do débito fiscal oriundo da ação penal á qual o paciente responde. Diante da apresentação de pedido de reconsideração da liminar, determinei, no despacho de fls. 50, que o impetrante trouxesse aos autos documentos que comprovem, efetivamente, a existência de débito fiscal oriundo dos fatos apurados na Ação Penal 2001.50.01.003021-9. É o relatório. Decido. Em resposta à solicitação de fls. 50, o impetrante trouxe aos autos os documentos de fls. 64/71, que demonstram que a ação penal acima mencionada deu origem ao processo fiscal nº11543.001447/99-16, e que o débito relativo a tal processo está incluído no parcelamento do PAES (fls.70). Consta, ainda, que o paciente está em dia com as obrigações mensais do PAES. Com efeito, a Lei 10.684/03 assim dispõe: "Art. 9o É suspensa a pretensão punitiva do Estado, referente aos crimes previstos nos arts. 1o e 2o da Lei no 8.137, de 27 de dezembro de 1990, e nos arts. 168A e 337A do Decreto-Lei no 2.848, de 7 de dezembro de 1940 - Código Penal, durante o período em que a pessoa jurídica relacionada com o agente dos aludidos crimes estiver incluída no regime de parcelamento. § 1o A prescrição criminal não corre durante o período de suspensão da pretensão punitiva. § 2o 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5762050. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 10 Relatório RE 418110 AGR / RS Extingue-se a punibilidade dos crimes referidos neste artigo quando a pessoa jurídica relacionada com o agente efetuar o pagamento integral dos débitos oriundos de tributos e contribuições sociais, inclusive acessórios." Verifico que a lei se refere a débito de pessoa jurídica, e não de pessoa física, como é o caso do paciente. Penso, porém, que não haveria sentido em extinguir a punibilidade pelos delitos fiscais em razão do parcelamento feito pela pessoa jurídica, e não aplicar o mesmo raciocínio em relação à pessoa física, pois em ambos os casos são as pessoas físicas, que contra si têm movidas as ações penais, as beneficiárias da norma. No que concerne ao crime praticado pelo paciente, verifico que a conduta constante da denúncia de fls. 08-10 se amolda ao tipo penal previsto no art. 1º, I e IV da Lei nº 8.137/90, como inclusive reconhecido pelo juízo processante às fls. 45. O juízo de primeiro grau indeferiu a suspensão da pretensão punitiva requerida pelo paciente, por reconhecer, incidentalmente, a inconstitucionalidade do art. 9º da Lei nº 10684/03 (fls.45). Tramita nesta corte a ADI nº 3.002, na qual se questiona a constitucionalidade do art. 9º da Lei nº 10684/03. A referida ação foi distribuída em 24.09.2003 e não há notícia da concessão de liminar. Há precedentes da 1ª Turma (HC 81929 rel. p/ acórdão min. Cezar Peluso, D.J. 27.02.2004 e HC 85452, rel. min. Eros Grau, D.J. 03.06.2005) nos quais a ordem foi deferida, para que fosse aplicado aos pacientes o art. 9º da Lei nº10.684/03. Muito embora, no presente caso, o magistrado de primeiro grau tenha exercido regularmente o controle difuso de constitucionalidade, penso que, em razão da discussão acerca da matéria já estar afetada a esta Corte na ADI 3.002, rel. min. Celso de Mello, é interessante que se aguarde, ao menos até o julgamento final do presente writ, antes de se proceder ao proferimento de sentença contra o paciente. No caso, a suspensão da punibilidade pelo parcelamento do débito após o recebimento da denúncia não geraria prejuízo à pretensão punitiva estatal, na medida em que, nos termos do §1º do art. 9º da Lei nº 10.684/03, a prescrição criminal não corre durante o período da suspensão da pretensão punitiva. Do exposto, defiro a 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5762050. Supremo Tribunal Federal RE 418110 AGR / RS Extingue-se a punibilidade dos crimes referidos neste artigo quando a pessoa jurídica relacionada com o agente efetuar o pagamento integral dos débitos oriundos de tributos e contribuições sociais, inclusive acessórios." Verifico que a lei se refere a débito de pessoa jurídica, e não de pessoa física, como é o caso do paciente. Penso, porém, que não haveria sentido em extinguir a punibilidade pelos delitos fiscais em razão do parcelamento feito pela pessoa jurídica, e não aplicar o mesmo raciocínio em relação à pessoa física, pois em ambos os casos são as pessoas físicas, que contra si têm movidas as ações penais, as beneficiárias da norma. No que concerne ao crime praticado pelo paciente, verifico que a conduta constante da denúncia de fls. 08-10 se amolda ao tipo penal previsto no art. 1º, I e IV da Lei nº 8.137/90, como inclusive reconhecido pelo juízo processante às fls. 45. O juízo de primeiro grau indeferiu a suspensão da pretensão punitiva requerida pelo paciente, por reconhecer, incidentalmente, a inconstitucionalidade do art. 9º da Lei nº 10684/03 (fls.45). Tramita nesta corte a ADI nº 3.002, na qual se questiona a constitucionalidade do art. 9º da Lei nº 10684/03. A referida ação foi distribuída em 24.09.2003 e não há notícia da concessão de liminar. Há precedentes da 1ª Turma (HC 81929 rel. p/ acórdão min. Cezar Peluso, D.J. 27.02.2004 e HC 85452, rel. min. Eros Grau, D.J. 03.06.2005) nos quais a ordem foi deferida, para que fosse aplicado aos pacientes o art. 9º da Lei nº10.684/03. Muito embora, no presente caso, o magistrado de primeiro grau tenha exercido regularmente o controle difuso de constitucionalidade, penso que, em razão da discussão acerca da matéria já estar afetada a esta Corte na ADI 3.002, rel. min. Celso de Mello, é interessante que se aguarde, ao menos até o julgamento final do presente writ, antes de se proceder ao proferimento de sentença contra o paciente. No caso, a suspensão da punibilidade pelo parcelamento do débito após o recebimento da denúncia não geraria prejuízo à pretensão punitiva estatal, na medida em que, nos termos do §1º do art. 9º da Lei nº 10.684/03, a prescrição criminal não corre durante o período da suspensão da pretensão punitiva. Do exposto, defiro a 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5762050. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 10 Relatório RE 418110 AGR / RS liminar para determinar a suspensão da pretensão punitiva do Estado, no que concerne à ação penal nº 2001.50.01.003021-9, unicamente em relação ao réu Jorge Alberto Anders, ora paciente, até o julgamento final do presente writ, salientando que fica suspenso também o curso da prescrição criminal, nos termos do §1º do art. 9º da Lei nº 10.684/03. Tendo em vista a suficiente instrução do feito, abra-se vista à Procuradoria-Geral da República’ (HC 86.465-MC, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJ 5.5.2005, grifos nossos)”. 2. Intimado em 17.3.2014, o Ministério Público interpôs em 19.3.2014, tempestivamente, agravo regimental. 3. O Agravante afirma que “não procede o argumento da impropriedade da correição parcial manejada pelo Ministério Público[, pois] o acórdão do Tribunal Regional aplicou o princípio da fungibilidade e converteu a irresignação em recurso em sentido estrito”. Sustenta que “o arquivamento da ADI 3.002/DF não torna prejudicada a alegação de inconstitucionalidade do art. 9º da Lei 10.684/2003. É que a Lei 10.684/2003 foi substituída pela Lei 11.941/2009, que também foi objeto de ação direta de inconstitucionalidade proposta pelo Procurador-Geral da República, ADI 4273/DF, ainda em andamento”. Requer “o provimento deste agravo regimental, para que o recurso fique sobrestado até o julgamento definitivo da ADI 4273/DF”. É o relatório. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5762050. Supremo Tribunal Federal RE 418110 AGR / RS liminar para determinar a suspensão da pretensão punitiva do Estado, no que concerne à ação penal nº 2001.50.01.003021-9, unicamente em relação ao réu Jorge Alberto Anders, ora paciente, até o julgamento final do presente writ, salientando que fica suspenso também o curso da prescrição criminal, nos termos do §1º do art. 9º da Lei nº 10.684/03. Tendo em vista a suficiente instrução do feito, abra-se vista à Procuradoria-Geral da República’ (HC 86.465-MC, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJ 5.5.2005, grifos nossos)”. 2. Intimado em 17.3.2014, o Ministério Público interpôs em 19.3.2014, tempestivamente, agravo regimental. 3. O Agravante afirma que “não procede o argumento da impropriedade da correição parcial manejada pelo Ministério Público[, pois] o acórdão do Tribunal Regional aplicou o princípio da fungibilidade e converteu a irresignação em recurso em sentido estrito”. Sustenta que “o arquivamento da ADI 3.002/DF não torna prejudicada a alegação de inconstitucionalidade do art. 9º da Lei 10.684/2003. É que a Lei 10.684/2003 foi substituída pela Lei 11.941/2009, que também foi objeto de ação direta de inconstitucionalidade proposta pelo Procurador-Geral da República, ADI 4273/DF, ainda em andamento”. Requer “o provimento deste agravo regimental, para que o recurso fique sobrestado até o julgamento definitivo da ADI 4273/DF”. É o relatório. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5762050. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 10 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA 22/04/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 418.110 RIO GRANDE DO SUL V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora): 1. O Agravante informou, na peça de agravo regimental, que a correição parcial havia sido convertida em recurso em sentido estrito pelo Tribunal de origem, o qual aplicou o princípio da fungibilidade. Com razão o Agravante. Conforme se verifica no julgado do Tribunal Regional Federal da 4ª Região, foi determinada a conversão da correição parcial em recuso em sentido estrito, porém esse fato não é suficiente para a modificação do resultado do julgamento. 2. O Agravante alega que o Tribunal de origem teria contrariado os arts. 1º, inc. II e parágrafo único, 3º, incs. I e III, 5º, caput, 19, inc. II, 37, caput, 62, § 1º, inc. I, alínea b, 146, inc. III, alínea b, 150, incs. II e VI, alínea a, 151, incs. I, II e III, e 152 da Constituição da República. Argumenta ser equivocada a decisão do juízo da Vara Federal de Caxias do Sul/RS, “que determinou, na ação penal nº 2003.71.07.008285-0 (art. 1º, inciso I, da Lei nº 8.137/90), a suspensão da pretensão punitiva e do curso do prazo prescricional, com fulcro no art. 9º, parágrafo 2º, da Lei nº 10.684/03”, pois “a suspensão do processo não merece prosperar, pois as situações não são isonômicas, tanto que houve por bem o legislador preterir aqueles benefícios à pessoa física, não podendo desta forma, prevalecer a interpretação extensiva” (grifos nossos). Como se percebe pela transcrição dos argumentos do recurso do Agravante, a discussão trata da extensão do benefício de suspensão do processo às pessoas físicas, e não do parcelamento dos débitos tributários com a consequente extinção da punibilidade, conforme previsto nos arts. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5762051. Supremo Tribunal Federal 22/04/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 418.110 RIO GRANDE DO SUL V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora): 1. O Agravante informou, na peça de agravo regimental, que a correição parcial havia sido convertida em recurso em sentido estrito pelo Tribunal de origem, o qual aplicou o princípio da fungibilidade. Com razão o Agravante. Conforme se verifica no julgado do Tribunal Regional Federal da 4ª Região, foi determinada a conversão da correição parcial em recuso em sentido estrito, porém esse fato não é suficiente para a modificação do resultado do julgamento. 2. O Agravante alega que o Tribunal de origem teria contrariado os arts. 1º, inc. II e parágrafo único, 3º, incs. I e III, 5º, caput, 19, inc. II, 37, caput, 62, § 1º, inc. I, alínea b, 146, inc. III, alínea b, 150, incs. II e VI, alínea a, 151, incs. I, II e III, e 152 da Constituição da República. Argumenta ser equivocada a decisão do juízo da Vara Federal de Caxias do Sul/RS, “que determinou, na ação penal nº 2003.71.07.008285-0 (art. 1º, inciso I, da Lei nº 8.137/90), a suspensão da pretensão punitiva e do curso do prazo prescricional, com fulcro no art. 9º, parágrafo 2º, da Lei nº 10.684/03”, pois “a suspensão do processo não merece prosperar, pois as situações não são isonômicas, tanto que houve por bem o legislador preterir aqueles benefícios à pessoa física, não podendo desta forma, prevalecer a interpretação extensiva” (grifos nossos). Como se percebe pela transcrição dos argumentos do recurso do Agravante, a discussão trata da extensão do benefício de suspensão do processo às pessoas físicas, e não do parcelamento dos débitos tributários com a consequente extinção da punibilidade, conforme previsto nos arts. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5762051. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 10 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA RE 418110 AGR / RS 67, 68 e 69 da Lei n. 11.941/2009, que revogou a Lei n. 10.684/2003. Portanto, incabível o sobrestamento deste feito em razão do discutido na Ação Direta da Inconstitucionalidade n. 4.243/DF. 3. Ademais, o Agravante limitou-se a requer o sobrestamento do feito e não impugnou o fundamento da decisão agravada referente à aplicação do art. 9º da Lei n. 10.684/2003 às pessoas físicas, o que torna inviável o agravo regimental: ““Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Recurso extraordinário. Decisão de inadmissibilidade. Fundamentos não impugnados. Precedentes. 1. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é firme no sentido de que devem ser impugnados, na petição de agravo, todos os fundamentos da decisão com que não se admitiu o apelo extremo. 2. Agravo regimental não provido” (ARE 711.585-AgR, Relator o Ministro Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe 10.12.2012). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DEVER DE IMPUGNAR TODOS OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO DE ADMISSIBILIDADE DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. INOBSERVÂNCIA. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 287. AGRAVO IMPROVIDO. I - O agravo não atacou os fundamentos da decisão que inadmitiu o recurso extraordinário, o que o torna inviável, conforme a Súmula 287 do STF. Precedentes. II - Agravo regimental improvido” (ARE 654.292-AgR, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe 25.10.2011). “AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO QUE NÃO ATACOU OS FUNDAMENTOS DO ARESTO IMPUGNADO, NEM PROCEDEU À INDICAÇÃO DO DISPOSITIVO CONSTITUCIONAL QUE TERIA SIDO VIOLADO. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5762051. Supremo Tribunal Federal RE 418110 AGR / RS 67, 68 e 69 da Lei n. 11.941/2009, que revogou a Lei n. 10.684/2003. Portanto, incabível o sobrestamento deste feito em razão do discutido na Ação Direta da Inconstitucionalidade n. 4.243/DF. 3. Ademais, o Agravante limitou-se a requer o sobrestamento do feito e não impugnou o fundamento da decisão agravada referente à aplicação do art. 9º da Lei n. 10.684/2003 às pessoas físicas, o que torna inviável o agravo regimental: ““Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Recurso extraordinário. Decisão de inadmissibilidade. Fundamentos não impugnados. Precedentes. 1. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é firme no sentido de que devem ser impugnados, na petição de agravo, todos os fundamentos da decisão com que não se admitiu o apelo extremo. 2. Agravo regimental não provido” (ARE 711.585-AgR, Relator o Ministro Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe 10.12.2012). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DEVER DE IMPUGNAR TODOS OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO DE ADMISSIBILIDADE DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. INOBSERVÂNCIA. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 287. AGRAVO IMPROVIDO. I - O agravo não atacou os fundamentos da decisão que inadmitiu o recurso extraordinário, o que o torna inviável, conforme a Súmula 287 do STF. Precedentes. II - Agravo regimental improvido” (ARE 654.292-AgR, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe 25.10.2011). “AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO QUE NÃO ATACOU OS FUNDAMENTOS DO ARESTO IMPUGNADO, NEM PROCEDEU À INDICAÇÃO DO DISPOSITIVO CONSTITUCIONAL QUE TERIA SIDO VIOLADO. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5762051. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 10 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA RE 418110 AGR / RS INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS 283 E 284 DO STF. Agravo regimental desprovido” (AI 552.131-AgR, Relator o Ministro Ayres Britto, Primeira Turma, DJ 17.11.2006). “1. RECURSO. Embargos de declaração. Deficiência na fundamentação do recurso. Súmula 284. Embargos rejeitados. Há fundamentação deficiente de recurso, quando não revele correlação entre as suas razões e os fundamentos da decisão recorrida. 2. RECURSO. Embargos de declaração. Caráter meramente protelatório. Litigância de má-fé. Imposição de multa. Aplicação do art. 538, § único, c.c. arts. 14, II e III, e 17, VII, do CPC. Quando abusiva a oposição de embargos de declaração manifestamente protelatórios, deve o Tribunal condenar o embargante a pagar multa ao embargado” (RE 511.693-ED, Relator o Ministro Cezar Peluso, Segunda Turma, DJe 19.12.2008). “RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO (LEI Nº 12.322/2010) – AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DOS FUNDAMENTOS EM QUE SE ASSENTOU O ATO DECISÓRIO QUESTIONADO – RECURSO IMPROVIDO. O RECURSO DE AGRAVO DEVE IMPUGNAR, ESPECIFICADAMENTE, TODOS OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. - O recurso de agravo a que se referem os arts. 545 e 557, § 1º, ambos do CPC, deve infirmar todos os fundamentos jurídicos em que se assenta a decisão agravada. O descumprimento dessa obrigação processual, por parte do recorrente, torna inviável o recurso de agravo por ele interposto. Precedentes” (ARE 696.876-AgR, de minha relatoria, Primeira Turma, DJe 19.9.2012). 4. Os argumentos do Agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 5. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5762051. Supremo Tribunal Federal RE 418110 AGR / RS INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS 283 E 284 DO STF. Agravo regimental desprovido” (AI 552.131-AgR, Relator o Ministro Ayres Britto, Primeira Turma, DJ 17.11.2006). “1. RECURSO. Embargos de declaração. Deficiência na fundamentação do recurso. Súmula 284. Embargos rejeitados. Há fundamentação deficiente de recurso, quando não revele correlação entre as suas razões e os fundamentos da decisão recorrida. 2. RECURSO. Embargos de declaração. Caráter meramente protelatório. Litigância de má-fé. Imposição de multa. Aplicação do art. 538, § único, c.c. arts. 14, II e III, e 17, VII, do CPC. Quando abusiva a oposição de embargos de declaração manifestamente protelatórios, deve o Tribunal condenar o embargante a pagar multa ao embargado” (RE 511.693-ED, Relator o Ministro Cezar Peluso, Segunda Turma, DJe 19.12.2008). “RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO (LEI Nº 12.322/2010) – AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DOS FUNDAMENTOS EM QUE SE ASSENTOU O ATO DECISÓRIO QUESTIONADO – RECURSO IMPROVIDO. O RECURSO DE AGRAVO DEVE IMPUGNAR, ESPECIFICADAMENTE, TODOS OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. - O recurso de agravo a que se referem os arts. 545 e 557, § 1º, ambos do CPC, deve infirmar todos os fundamentos jurídicos em que se assenta a decisão agravada. O descumprimento dessa obrigação processual, por parte do recorrente, torna inviável o recurso de agravo por ele interposto. Precedentes” (ARE 696.876-AgR, de minha relatoria, Primeira Turma, DJe 19.9.2012). 4. Os argumentos do Agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 5. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5762051. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 10 Extrato de Ata - 22/04/2014 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 418.110 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA AGDO.(A/S) : LARIETE MARIA BISSIGO Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausentes, justificadamente, neste julgamento, os Senhores Ministros Celso de Mello e Gilmar Mendes. 2ª Turma, 22.04.2014. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à sessão os Senhores Ministros Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Celso de Mello e Gilmar Mendes. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 5705994 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 418.110 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA AGDO.(A/S) : LARIETE MARIA BISSIGO Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausentes, justificadamente, neste julgamento, os Senhores Ministros Celso de Mello e Gilmar Mendes. 2ª Turma, 22.04.2014. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à sessão os Senhores Ministros Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Celso de Mello e Gilmar Mendes. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 5705994 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=5772766
2014-04-22T00:00:00
2014-05-05T00:00:00
A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausentes, justificadamente, neste julgamento, os Senhores Ministros Celso de Mello e Gilmar Mendes. 2ª Turma, 22.04.2014.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PROCESSO PENAL. CRIMES TRIBUTÁRIOS. SONEGAÇÃO FISCAL. LEI N. 10.684/2003. PARCELAMENTO DOS DÉBITOS EXTENSÍVEL ÀS PESSOAS FÍSICAS. SUSPENSÃO DA PRETENSÃO PUNITIVA E DA PRESCRIÇÃO. INCABÍVEL O RECURSO QUE NÃO INFIRMA TODOS OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. SÚMULA N. 287 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.
sjur262730
- Acórdão(s) citado(s): (IMPUGNAÇÃO) AI 552131 AgR (1ªT), RE 511693 ED (2ªT), ARE 654292 AgR (2ªT), ARE 696876 AgR (1ªT), ARE 711585 AgR (1ªT). Número de páginas: 10. Análise: 08/05/2014, TIA.
CÁRMEN LÚCIA
Segunda Turma
418110
[ "LEG-FED LEI-010684 ANO-2003\n ART-00009\n LEI ORDINÁRIA\n\n", "LEG-FED LEI-011941 ANO-2009\n ART-00067 ART-00068 ART-00069\n LEI ORDINÁRIA\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000287 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
RE-AgR
acordaos
RE 418110 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA AGDO.(A/S) : LARIETE MARIA BISSIGO
[ "" ]
Ementa e Acórdão 22/04/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 418.110 RIO GRANDE DO SUL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA AGDO.(A/S) :LARIETE MARIA BISSIGO EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PROCESSO PENAL. CRIMES TRIBUTÁRIOS. SONEGAÇÃO FISCAL. LEI N. 10.684/2003. PARCELAMENTO DOS DÉBITOS EXTENSÍVEL ÀS PESSOAS FÍSICAS. SUSPENSÃO DA PRETENSÃO PUNITIVA E DA PRESCRIÇÃO. INCABÍVEL O RECURSO QUE NÃO INFIRMA TODOS OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. SÚMULA N. 287 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência da Ministra Cármen Lúcia, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausentes, justificadamente, neste julgamento, os senhores Ministros Celso de Mello e Gilmar Mendes. Brasília, 22 de abril de 2014. Ministra Cármen Lúcia - Relatora Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5762049. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10 Relatório 22/04/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 418.110 RIO GRANDE DO SUL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA AGDO.(A/S) :LARIETE MARIA BISSIGO R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora): 1. Em 11 de março de 2014, neguei seguimento ao recurso extraordinário interposto pelo Ministério Público contra julgado do Tribunal Regional Federal da 4... Região, nos seguintes termos: “5. Razão jurídica não assiste ao Recorrente. 6. A decisão recorrida harmoniza-se com a jurisprudência deste Supremo Tribunal, no sentido de ser incabível correição parcial para impugnar ato jurisdicional de mérito: ‘Ementa: Penal e Processual Penal Militar. Habeas corpus. Deserção – art. 187 do Código Penal Militar. Extinção da punibilidade pela ocorrência da prescrição da pretensão punitiva. Sentença transitada em julgado. Correição parcial acolhida para desarquivar a ação penal e anular a sentença. Insurgência contra ato jurisdicional. Não cabimento. 1. A correição parcial mediante representação do ministro corregedor- geral da Justiça Militar destina-se a corrigir erro de procedimento incidente sobre o arquivamento irregular do inquérito ou processo, e não para impugnar ato jurisdicional (HC 110.538/DF, 2... Turma, Rel. Min. Gilmar Mendes). 2. A correição parcial, mercê de não ser apta a impugnar ato jurisdicional de mérito, in casu, tem contornos de revisão criminal pro societate, inadmissível no ordenamento jurídico. 3. É cediço que: - a) o paciente foi denunciado, em 22/09/2008, pelo crime de deserção, tipificado no art. 187 do Código Penal Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5762050. Supremo Tribunal Federal 22/04/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 418.110 RIO GRANDE DO SUL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA AGDO.(A/S) :LARIETE MARIA BISSIGO R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora): 1. Em 11 de março de 2014, neguei seguimento ao recurso extraordinário interposto pelo Ministério Público contra julgado do Tribunal Regional Federal da 4... Região, nos seguintes termos: “5. Razão jurídica não assiste ao Recorrente. 6. A decisão recorrida harmoniza-se com a jurisprudência deste Supremo Tribunal, no sentido de ser incabível correição parcial para impugnar ato jurisdicional de mérito: ‘Ementa: Penal e Processual Penal Militar. Habeas corpus. Deserção – art. 187 do Código Penal Militar. Extinção da punibilidade pela ocorrência da prescrição da pretensão punitiva. Sentença transitada em julgado. Correição parcial acolhida para desarquivar a ação penal e anular a sentença. Insurgência contra ato jurisdicional. Não cabimento. 1. A correição parcial mediante representação do ministro corregedor- geral da Justiça Militar destina-se a corrigir erro de procedimento incidente sobre o arquivamento irregular do inquérito ou processo, e não para impugnar ato jurisdicional (HC 110.538/DF, 2... Turma, Rel. Min. Gilmar Mendes). 2. A correição parcial, mercê de não ser apta a impugnar ato jurisdicional de mérito, in casu, tem contornos de revisão criminal pro societate, inadmissível no ordenamento jurídico. 3. É cediço que: - a) o paciente foi denunciado, em 22/09/2008, pelo crime de deserção, tipificado no art. 187 do Código Penal Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5762050. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 10 Relatório Recurso Extraordinário 418110 AGR / RS Militar, por ter se ausentado em 18/06/2008, apresentando-se voluntariamente em 06/08/2008, tendo a peça acusatória sido recebida no dia 03/10/2008, sobrevindo nova deserção, em 20/11/2008, sem apresentação espontânea e captura; - b) o Conselho Permanente de Justiça, contudo, acolheu o parecer do Promotor da Justiça Militar e, em 18/10/2008, declarou extinta a punibilidade da primeira deserção, pela ocorrência da prescrição (decisão transitada em julgado em 04/11/2010), gerando a irresignação no Juiz Auditor Corregedor, que ingressou com correição parcial, com fundamento no art. 498, b, do CPPM, que restou acolhida pelo Superior Tribunal Militar para anular a sentença e determinar o retorno dos autos ao Juízo de origem para aguardar a apresentação espontânea ou a captura do paciente. 4. Ordem concedida para restabelecer a sentença que declarou extinta a punibilidade, pela ocorrência da prescrição, do crime de deserção’ (HC 108.952, Relator o Ministro Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 18.6.2013). ‘Habeas corpus. 2. Deserção. 3. Extinção da punibilidade do acusado em razão da prescrição da pretensão punitiva. 4. Trânsito em julgado da decisão para a acusação. 5. Correição parcial. Invocação do art. 498, alínea b, do CPPM: representação cabível para ‘corrigir arquivamento irregular em inquérito ou processo’. 6. A insurgência do Juiz-Auditor Corregedor recai sobre o mérito e não sobre o erro procedimental. Imutabilidade da coisa julgada material. 7. Ordem concedida para restabelecer a sentença do Conselho Permanente de Justiça para o Exército, que reconheceu a prescrição da pretensão punitiva em favor do paciente’ (HC 110.538, Relator o Ministro Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe 1....3.2013-2013). 7. Ademais, em caso análogo ao presente, no julgamento do Habeas Corpus n. 86.465, o Ministro Joaquim Barbosa decidiu ser aplicável a regra prevista no art. 9..., da Lei 10.684/2003 às pessoas físicas: ‘DECISÃO (Referente à petição n 114912, de 27.09.2005): Trata-se de pedido de reconsideração da decisão de 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5762050. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 418110 AGR / RS Militar, por ter se ausentado em 18/06/2008, apresentando-se voluntariamente em 06/08/2008, tendo a peça acusatória sido recebida no dia 03/10/2008, sobrevindo nova deserção, em 20/11/2008, sem apresentação espontânea e captura; - b) o Conselho Permanente de Justiça, contudo, acolheu o parecer do Promotor da Justiça Militar e, em 18/10/2008, declarou extinta a punibilidade da primeira deserção, pela ocorrência da prescrição (decisão transitada em julgado em 04/11/2010), gerando a irresignação no Juiz Auditor Corregedor, que ingressou com correição parcial, com fundamento no art. 498, b, do CPPM, que restou acolhida pelo Superior Tribunal Militar para anular a sentença e determinar o retorno dos autos ao Juízo de origem para aguardar a apresentação espontânea ou a captura do paciente. 4. Ordem concedida para restabelecer a sentença que declarou extinta a punibilidade, pela ocorrência da prescrição, do crime de deserção’ (HC 108.952, Relator o Ministro Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 18.6.2013). ‘Habeas corpus. 2. Deserção. 3. Extinção da punibilidade do acusado em razão da prescrição da pretensão punitiva. 4. Trânsito em julgado da decisão para a acusação. 5. Correição parcial. Invocação do art. 498, alínea b, do CPPM: representação cabível para ‘corrigir arquivamento irregular em inquérito ou processo’. 6. A insurgência do Juiz-Auditor Corregedor recai sobre o mérito e não sobre o erro procedimental. Imutabilidade da coisa julgada material. 7. Ordem concedida para restabelecer a sentença do Conselho Permanente de Justiça para o Exército, que reconheceu a prescrição da pretensão punitiva em favor do paciente’ (HC 110.538, Relator o Ministro Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe 1....3.2013-2013). 7. Ademais, em caso análogo ao presente, no julgamento do Habeas Corpus n. 86.465, o Ministro Joaquim Barbosa decidiu ser aplicável a regra prevista no art. 9..., da Lei 10.684/2003 às pessoas físicas: ‘DECISÃO (Referente à petição n 114912, de 27.09.2005): Trata-se de pedido de reconsideração da decisão de 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5762050. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 10 Relatório Recurso Extraordinário 418110 AGR / RS fls. 38-39, na qual indeferi a liminar requerida no presente habeas corpus. No mérito, pretende o impetrante obter o trancamento da ação penal à qual o paciente responde pelo crime de sonegação fiscal. Alega, em apertada síntese, que o paciente, que responde a processo pelo delito previsto no art. 1..., I, da Lei 4.729/1965 (art. 1..., I e IV da Lei n 8.137/90), tem direito a que seja decretada em seu favor a suspensão da punibilidade prevista no art. 9... da Lei 10.684/2003. Sustenta que, em razão de alegado parcelamento do débito posterior ao recebimento da denúncia, seria cabível a aplicação retroativa do instituto previsto no art. 9... da Lei 10.684/2003. Requer a concessão de liminar para que seja sobrestada, até o julgamento final do presente habeas corpus, a Ação Penal 2001.50.01.003021-9, que tramita contra o paciente no Juízo da Quinta Vara Federal do Espírito Santo. Indeferi a liminar requerida na decisão de fls. 38/39, em razão da não individualização do débito fiscal oriundo da ação penal á qual o paciente responde. Diante da apresentação de pedido de reconsideração da liminar, determinei, no despacho de fls. 50, que o impetrante trouxesse aos autos documentos que comprovem, efetivamente, a existência de débito fiscal oriundo dos fatos apurados na Ação Penal 2001.50.01.003021-9. É o relatório. Decido. Em resposta à solicitação de fls. 50, o impetrante trouxe aos autos os documentos de fls. 64/71, que demonstram que a ação penal acima mencionada deu origem ao processo fiscal n11543.001447/99-16, e que o débito relativo a tal processo está incluído no parcelamento do PAES (fls.70). Consta, ainda, que o paciente está em dia com as obrigações mensais do PAES. Com efeito, a Lei 10.684/03 assim dispõe: "Art. 9o É suspensa a pretensão punitiva do Estado, referente aos crimes previstos nos arts. 1o e 2o da Lei no 8.137, de 27 de dezembro de 1990, e nos arts. 168A e 337A do Decreto-Lei no 2.848, de 7 de dezembro de 1940 - Código Penal, durante o período em que a pessoa jurídica relacionada com o agente dos aludidos crimes estiver incluída no regime de parcelamento. § 1o A prescrição criminal não corre durante o período de suspensão da pretensão punitiva. § 2o 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5762050. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 418110 AGR / RS fls. 38-39, na qual indeferi a liminar requerida no presente habeas corpus. No mérito, pretende o impetrante obter o trancamento da ação penal à qual o paciente responde pelo crime de sonegação fiscal. Alega, em apertada síntese, que o paciente, que responde a processo pelo delito previsto no art. 1..., I, da Lei 4.729/1965 (art. 1..., I e IV da Lei n 8.137/90), tem direito a que seja decretada em seu favor a suspensão da punibilidade prevista no art. 9... da Lei 10.684/2003. Sustenta que, em razão de alegado parcelamento do débito posterior ao recebimento da denúncia, seria cabível a aplicação retroativa do instituto previsto no art. 9... da Lei 10.684/2003. Requer a concessão de liminar para que seja sobrestada, até o julgamento final do presente habeas corpus, a Ação Penal 2001.50.01.003021-9, que tramita contra o paciente no Juízo da Quinta Vara Federal do Espírito Santo. Indeferi a liminar requerida na decisão de fls. 38/39, em razão da não individualização do débito fiscal oriundo da ação penal á qual o paciente responde. Diante da apresentação de pedido de reconsideração da liminar, determinei, no despacho de fls. 50, que o impetrante trouxesse aos autos documentos que comprovem, efetivamente, a existência de débito fiscal oriundo dos fatos apurados na Ação Penal 2001.50.01.003021-9. É o relatório. Decido. Em resposta à solicitação de fls. 50, o impetrante trouxe aos autos os documentos de fls. 64/71, que demonstram que a ação penal acima mencionada deu origem ao processo fiscal n11543.001447/99-16, e que o débito relativo a tal processo está incluído no parcelamento do PAES (fls.70). Consta, ainda, que o paciente está em dia com as obrigações mensais do PAES. Com efeito, a Lei 10.684/03 assim dispõe: "Art. 9o É suspensa a pretensão punitiva do Estado, referente aos crimes previstos nos arts. 1o e 2o da Lei no 8.137, de 27 de dezembro de 1990, e nos arts. 168A e 337A do Decreto-Lei no 2.848, de 7 de dezembro de 1940 - Código Penal, durante o período em que a pessoa jurídica relacionada com o agente dos aludidos crimes estiver incluída no regime de parcelamento. § 1o A prescrição criminal não corre durante o período de suspensão da pretensão punitiva. § 2o 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5762050. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 10 Relatório Recurso Extraordinário 418110 AGR / RS Extingue-se a punibilidade dos crimes referidos neste artigo quando a pessoa jurídica relacionada com o agente efetuar o pagamento integral dos débitos oriundos de tributos e contribuições sociais, inclusive acessórios." Verifico que a lei se refere a débito de pessoa jurídica, e não de pessoa física, como é o caso do paciente. Penso, porém, que não haveria sentido em extinguir a punibilidade pelos delitos fiscais em razão do parcelamento feito pela pessoa jurídica, e não aplicar o mesmo raciocínio em relação à pessoa física, pois em ambos os casos são as pessoas físicas, que contra si têm movidas as ações penais, as beneficiárias da norma. No que concerne ao crime praticado pelo paciente, verifico que a conduta constante da denúncia de fls. 08-10 se amolda ao tipo penal previsto no art. 1..., I e IV da Lei n 8.137/90, como inclusive reconhecido pelo juízo processante às fls. 45. O juízo de primeiro grau indeferiu a suspensão da pretensão punitiva requerida pelo paciente, por reconhecer, incidentalmente, a inconstitucionalidade do art. 9... da Lei n 10684/03 (fls.45). Tramita nesta corte a ADI n 3.002, na qual se questiona a constitucionalidade do art. 9... da Lei n 10684/03. A referida ação foi distribuída em 24.09.2003 e não há notícia da concessão de liminar. Há precedentes da 1... Turma (HC 81929 rel. p/ acórdão min. Cezar Peluso, D.J. 27.02.2004 e HC 85452, rel. min. Eros Grau, D.J. 03.06.2005) nos quais a ordem foi deferida, para que fosse aplicado aos pacientes o art. 9... da Lei n10.684/03. Muito embora, no presente caso, o magistrado de primeiro grau tenha exercido regularmente o controle difuso de constitucionalidade, penso que, em razão da discussão acerca da matéria já estar afetada a esta Corte na ADI 3.002, rel. min. Celso de Mello, é interessante que se aguarde, ao menos até o julgamento final do presente writ, antes de se proceder ao proferimento de sentença contra o paciente. No caso, a suspensão da punibilidade pelo parcelamento do débito após o recebimento da denúncia não geraria prejuízo à pretensão punitiva estatal, na medida em que, nos termos do §1... do art. 9... da Lei n 10.684/03, a prescrição criminal não corre durante o período da suspensão da pretensão punitiva. Do exposto, defiro a 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5762050. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 418110 AGR / RS Extingue-se a punibilidade dos crimes referidos neste artigo quando a pessoa jurídica relacionada com o agente efetuar o pagamento integral dos débitos oriundos de tributos e contribuições sociais, inclusive acessórios." Verifico que a lei se refere a débito de pessoa jurídica, e não de pessoa física, como é o caso do paciente. Penso, porém, que não haveria sentido em extinguir a punibilidade pelos delitos fiscais em razão do parcelamento feito pela pessoa jurídica, e não aplicar o mesmo raciocínio em relação à pessoa física, pois em ambos os casos são as pessoas físicas, que contra si têm movidas as ações penais, as beneficiárias da norma. No que concerne ao crime praticado pelo paciente, verifico que a conduta constante da denúncia de fls. 08-10 se amolda ao tipo penal previsto no art. 1..., I e IV da Lei n 8.137/90, como inclusive reconhecido pelo juízo processante às fls. 45. O juízo de primeiro grau indeferiu a suspensão da pretensão punitiva requerida pelo paciente, por reconhecer, incidentalmente, a inconstitucionalidade do art. 9... da Lei n 10684/03 (fls.45). Tramita nesta corte a ADI n 3.002, na qual se questiona a constitucionalidade do art. 9... da Lei n 10684/03. A referida ação foi distribuída em 24.09.2003 e não há notícia da concessão de liminar. Há precedentes da 1... Turma (HC 81929 rel. p/ acórdão min. Cezar Peluso, D.J. 27.02.2004 e HC 85452, rel. min. Eros Grau, D.J. 03.06.2005) nos quais a ordem foi deferida, para que fosse aplicado aos pacientes o art. 9... da Lei n10.684/03. Muito embora, no presente caso, o magistrado de primeiro grau tenha exercido regularmente o controle difuso de constitucionalidade, penso que, em razão da discussão acerca da matéria já estar afetada a esta Corte na ADI 3.002, rel. min. Celso de Mello, é interessante que se aguarde, ao menos até o julgamento final do presente writ, antes de se proceder ao proferimento de sentença contra o paciente. No caso, a suspensão da punibilidade pelo parcelamento do débito após o recebimento da denúncia não geraria prejuízo à pretensão punitiva estatal, na medida em que, nos termos do §1... do art. 9... da Lei n 10.684/03, a prescrição criminal não corre durante o período da suspensão da pretensão punitiva. Do exposto, defiro a 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5762050. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 10 Relatório Recurso Extraordinário 418110 AGR / RS liminar para determinar a suspensão da pretensão punitiva do Estado, no que concerne à ação penal n 2001.50.01.003021-9, unicamente em relação ao réu Jorge Alberto Anders, ora paciente, até o julgamento final do presente writ, salientando que fica suspenso também o curso da prescrição criminal, nos termos do §1... do art. 9... da Lei n 10.684/03. Tendo em vista a suficiente instrução do feito, abra-se vista à Procuradoria-Geral da República’ (HC 86.465-MC, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJ 5.5.2005, grifos nossos)”. 2. Intimado em 17.3.2014, o Ministério Público interpôs em 19.3.2014, tempestivamente, agravo regimental. 3. O Agravante afirma que “não procede o argumento da impropriedade da correição parcial manejada pelo Ministério Público[, pois] o acórdão do Tribunal Regional aplicou o princípio da fungibilidade e converteu a irresignação em recurso em sentido estrito”. Sustenta que “o arquivamento da ADI 3.002/DF não torna prejudicada a alegação de inconstitucionalidade do art. 9... da Lei 10.684/2003. É que a Lei 10.684/2003 foi substituída pela Lei 11.941/2009, que também foi objeto de ação direta de inconstitucionalidade proposta pelo Procurador-Geral da República, ADI 4273/DF, ainda em andamento”. Requer “o provimento deste agravo regimental, para que o recurso fique sobrestado até o julgamento definitivo da ADI 4273/DF”. É o relatório. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5762050. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 418110 AGR / RS liminar para determinar a suspensão da pretensão punitiva do Estado, no que concerne à ação penal n 2001.50.01.003021-9, unicamente em relação ao réu Jorge Alberto Anders, ora paciente, até o julgamento final do presente writ, salientando que fica suspenso também o curso da prescrição criminal, nos termos do §1... do art. 9... da Lei n 10.684/03. Tendo em vista a suficiente instrução do feito, abra-se vista à Procuradoria-Geral da República’ (HC 86.465-MC, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJ 5.5.2005, grifos nossos)”. 2. Intimado em 17.3.2014, o Ministério Público interpôs em 19.3.2014, tempestivamente, agravo regimental. 3. O Agravante afirma que “não procede o argumento da impropriedade da correição parcial manejada pelo Ministério Público[, pois] o acórdão do Tribunal Regional aplicou o princípio da fungibilidade e converteu a irresignação em recurso em sentido estrito”. Sustenta que “o arquivamento da ADI 3.002/DF não torna prejudicada a alegação de inconstitucionalidade do art. 9... da Lei 10.684/2003. É que a Lei 10.684/2003 foi substituída pela Lei 11.941/2009, que também foi objeto de ação direta de inconstitucionalidade proposta pelo Procurador-Geral da República, ADI 4273/DF, ainda em andamento”. Requer “o provimento deste agravo regimental, para que o recurso fique sobrestado até o julgamento definitivo da ADI 4273/DF”. É o relatório. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5762050. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 10 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA 22/04/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 418.110 RIO GRANDE DO SUL V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora): 1. O Agravante informou, na peça de agravo regimental, que a correição parcial havia sido convertida em recurso em sentido estrito pelo Tribunal de origem, o qual aplicou o princípio da fungibilidade. Com razão o Agravante. Conforme se verifica no julgado do Tribunal Regional Federal da 4... Região, foi determinada a conversão da correição parcial em recuso em sentido estrito, porém esse fato não é suficiente para a modificação do resultado do julgamento. 2. O Agravante alega que o Tribunal de origem teria contrariado os arts. 1..., inc. II e parágrafo único, 3..., incs. I e III, 5..., caput, 19, inc. II, 37, caput, 62, § 1..., inc. I, alínea b, 146, inc. III, alínea b, 150, incs. II e VI, alínea a, 151, incs. I, II e III, e 152 da Constituição da República. Argumenta ser equivocada a decisão do juízo da Vara Federal de Caxias do Sul/RS, “que determinou, na ação penal n 2003.71.07.008285-0 (art. 1..., inciso I, da Lei n 8.137/90), a suspensão da pretensão punitiva e do curso do prazo prescricional, com fulcro no art. 9..., parágrafo 2..., da Lei n 10.684/03”, pois “a suspensão do processo não merece prosperar, pois as situações não são isonômicas, tanto que houve por bem o legislador preterir aqueles benefícios à pessoa física, não podendo desta forma, prevalecer a interpretação extensiva” (grifos nossos). Como se percebe pela transcrição dos argumentos do recurso do Agravante, a discussão trata da extensão do benefício de suspensão do processo às pessoas físicas, e não do parcelamento dos débitos tributários com a consequente extinção da punibilidade, conforme previsto nos arts. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5762051. Supremo Tribunal Federal 22/04/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 418.110 RIO GRANDE DO SUL V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora): 1. O Agravante informou, na peça de agravo regimental, que a correição parcial havia sido convertida em recurso em sentido estrito pelo Tribunal de origem, o qual aplicou o princípio da fungibilidade. Com razão o Agravante. Conforme se verifica no julgado do Tribunal Regional Federal da 4... Região, foi determinada a conversão da correição parcial em recuso em sentido estrito, porém esse fato não é suficiente para a modificação do resultado do julgamento. 2. O Agravante alega que o Tribunal de origem teria contrariado os arts. 1..., inc. II e parágrafo único, 3..., incs. I e III, 5..., caput, 19, inc. II, 37, caput, 62, § 1..., inc. I, alínea b, 146, inc. III, alínea b, 150, incs. II e VI, alínea a, 151, incs. I, II e III, e 152 da Constituição da República. Argumenta ser equivocada a decisão do juízo da Vara Federal de Caxias do Sul/RS, “que determinou, na ação penal n 2003.71.07.008285-0 (art. 1..., inciso I, da Lei n 8.137/90), a suspensão da pretensão punitiva e do curso do prazo prescricional, com fulcro no art. 9..., parágrafo 2..., da Lei n 10.684/03”, pois “a suspensão do processo não merece prosperar, pois as situações não são isonômicas, tanto que houve por bem o legislador preterir aqueles benefícios à pessoa física, não podendo desta forma, prevalecer a interpretação extensiva” (grifos nossos). Como se percebe pela transcrição dos argumentos do recurso do Agravante, a discussão trata da extensão do benefício de suspensão do processo às pessoas físicas, e não do parcelamento dos débitos tributários com a consequente extinção da punibilidade, conforme previsto nos arts. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5762051. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 10 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA Recurso Extraordinário 418110 AGR / RS 67, 68 e 69 da Lei n. 11.941/2009, que revogou a Lei n. 10.684/2003. Portanto, incabível o sobrestamento deste feito em razão do discutido na Ação Direta da Inconstitucionalidade n. 4.243/DF. 3. Ademais, o Agravante limitou-se a requer o sobrestamento do feito e não impugnou o fundamento da decisão agravada referente à aplicação do art. 9... da Lei n. 10.684/2003 às pessoas físicas, o que torna inviável o agravo regimental: ““Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Recurso extraordinário. Decisão de inadmissibilidade. Fundamentos não impugnados. Precedentes. 1. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é firme no sentido de que devem ser impugnados, na petição de agravo, todos os fundamentos da decisão com que não se admitiu o apelo extremo. 2. Agravo regimental não provido” (ARE 711.585-AgR, Relator o Ministro Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe 10.12.2012). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DEVER DE IMPUGNAR TODOS OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO DE ADMISSIBILIDADE DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. INOBSERVÂNCIA. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 287. AGRAVO IMPROVIDO. I - O agravo não atacou os fundamentos da decisão que inadmitiu o recurso extraordinário, o que o torna inviável, conforme a Súmula 287 do Supremo Tribunal Federal. Precedentes. II - Agravo regimental improvido” (ARE 654.292-AgR, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe 25.10.2011). “AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO QUE NÃO ATACOU OS FUNDAMENTOS DO ARESTO IMPUGNADO, NEM PROCEDEU À INDICAÇÃO DO DISPOSITIVO CONSTITUCIONAL QUE TERIA SIDO VIOLADO. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5762051. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 418110 AGR / RS 67, 68 e 69 da Lei n. 11.941/2009, que revogou a Lei n. 10.684/2003. Portanto, incabível o sobrestamento deste feito em razão do discutido na Ação Direta da Inconstitucionalidade n. 4.243/DF. 3. Ademais, o Agravante limitou-se a requer o sobrestamento do feito e não impugnou o fundamento da decisão agravada referente à aplicação do art. 9... da Lei n. 10.684/2003 às pessoas físicas, o que torna inviável o agravo regimental: ““Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Recurso extraordinário. Decisão de inadmissibilidade. Fundamentos não impugnados. Precedentes. 1. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é firme no sentido de que devem ser impugnados, na petição de agravo, todos os fundamentos da decisão com que não se admitiu o apelo extremo. 2. Agravo regimental não provido” (ARE 711.585-AgR, Relator o Ministro Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe 10.12.2012). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DEVER DE IMPUGNAR TODOS OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO DE ADMISSIBILIDADE DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. INOBSERVÂNCIA. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 287. AGRAVO IMPROVIDO. I - O agravo não atacou os fundamentos da decisão que inadmitiu o recurso extraordinário, o que o torna inviável, conforme a Súmula 287 do Supremo Tribunal Federal. Precedentes. II - Agravo regimental improvido” (ARE 654.292-AgR, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe 25.10.2011). “AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO QUE NÃO ATACOU OS FUNDAMENTOS DO ARESTO IMPUGNADO, NEM PROCEDEU À INDICAÇÃO DO DISPOSITIVO CONSTITUCIONAL QUE TERIA SIDO VIOLADO. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5762051. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 10 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA Recurso Extraordinário 418110 AGR / RS INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS 283 E 284 DO Supremo Tribunal Federal. Agravo regimental desprovido” (AI 552.131-AgR, Relator o Ministro Ayres Britto, Primeira Turma, DJ 17.11.2006). “1. RECURSO. Embargos de declaração. Deficiência na fundamentação do recurso. Súmula 284. Embargos rejeitados. Há fundamentação deficiente de recurso, quando não revele correlação entre as suas razões e os fundamentos da decisão recorrida. 2. RECURSO. Embargos de declaração. Caráter meramente protelatório. Litigância de má-fé. Imposição de multa. Aplicação do art. 538, § único, c.c. arts. 14, II e III, e 17, VII, do Código de Processo Civil. Quando abusiva a oposição de embargos de declaração manifestamente protelatórios, deve o Tribunal condenar o embargante a pagar multa ao embargado” (Recurso Extraordinário 511.693-ED, Relator o Ministro Cezar Peluso, Segunda Turma, DJe 19.12.2008). “RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO (LEI n 12.322/2010) – AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DOS FUNDAMENTOS EM QUE SE ASSENTOU O ATO DECISÓRIO QUESTIONADO – RECURSO IMPROVIDO. O RECURSO DE AGRAVO DEVE IMPUGNAR, ESPECIFICADAMENTE, TODOS OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. - O recurso de agravo a que se referem os arts. 545 e 557, § 1..., ambos do Código de Processo Civil, deve infirmar todos os fundamentos jurídicos em que se assenta a decisão agravada. O descumprimento dessa obrigação processual, por parte do recorrente, torna inviável o recurso de agravo por ele interposto. Precedentes” (ARE 696.876-AgR, de minha relatoria, Primeira Turma, DJe 19.9.2012). 4. Os argumentos do Agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 5. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5762051. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 418110 AGR / RS INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS 283 E 284 DO Supremo Tribunal Federal. Agravo regimental desprovido” (AI 552.131-AgR, Relator o Ministro Ayres Britto, Primeira Turma, DJ 17.11.2006). “1. RECURSO. Embargos de declaração. Deficiência na fundamentação do recurso. Súmula 284. Embargos rejeitados. Há fundamentação deficiente de recurso, quando não revele correlação entre as suas razões e os fundamentos da decisão recorrida. 2. RECURSO. Embargos de declaração. Caráter meramente protelatório. Litigância de má-fé. Imposição de multa. Aplicação do art. 538, § único, c.c. arts. 14, II e III, e 17, VII, do Código de Processo Civil. Quando abusiva a oposição de embargos de declaração manifestamente protelatórios, deve o Tribunal condenar o embargante a pagar multa ao embargado” (Recurso Extraordinário 511.693-ED, Relator o Ministro Cezar Peluso, Segunda Turma, DJe 19.12.2008). “RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO (LEI n 12.322/2010) – AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DOS FUNDAMENTOS EM QUE SE ASSENTOU O ATO DECISÓRIO QUESTIONADO – RECURSO IMPROVIDO. O RECURSO DE AGRAVO DEVE IMPUGNAR, ESPECIFICADAMENTE, TODOS OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. - O recurso de agravo a que se referem os arts. 545 e 557, § 1..., ambos do Código de Processo Civil, deve infirmar todos os fundamentos jurídicos em que se assenta a decisão agravada. O descumprimento dessa obrigação processual, por parte do recorrente, torna inviável o recurso de agravo por ele interposto. Precedentes” (ARE 696.876-AgR, de minha relatoria, Primeira Turma, DJe 19.9.2012). 4. Os argumentos do Agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 5. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5762051. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 10 Extrato de Ata - 22/04/2014 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 418.110 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA AGDO.(A/S) : LARIETE MARIA BISSIGO Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausentes, justificadamente, neste julgamento, os Senhores Ministros Celso de Mello e Gilmar Mendes. 2... Turma, 22.04.2014. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à sessão os Senhores Ministros Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Celso de Mello e Gilmar Mendes. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 5705994 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 418.110 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA AGDO.(A/S) : LARIETE MARIA BISSIGO Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausentes, justificadamente, neste julgamento, os Senhores Ministros Celso de Mello e Gilmar Mendes. 2... Turma, 22.04.2014. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à sessão os Senhores Ministros Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Celso de Mello e Gilmar Mendes. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 5705994 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 418 . 110", "SÚMULA N . 287 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 418 . 110", "HC 110 . 538 / DF", "RECURSO", "HC 110 . 538 / DF", "Recurso Extraordinário 418110 AGR / RS", "HC 108 . 952", "HC 110 . 538", "Habeas Corpus n . 86 . 465", "Recurso Extraordinário 418110 AGR / RS", "HC 108 . 952", "HC 110 . 538", "Habeas Corpus n . 86 . 465", "Recurso Extraordinário 418110 AGR / RS", "Ação Penal 2001 . 50 . 01 . 003021 - 9", "Ação Penal 2001 . 50 . 01 . 003021 - 9", "Recurso Extraordinário 418110 AGR / RS", "Ação Penal 2001 . 50 . 01 . 003021 - 9", "ADI n 3 . 002", "HC 81929", "HC 85452", "ADI 3 . 002", "Recurso Extraordinário 418110 AGR / RS", "ADI n 3 . 002", "HC 81929", "HC 85452", "ADI 3 . 002", "Recurso Extraordinário 418110 AGR / RS", "ação", "HC 86 . 465 - MC", "ADI 3 . 002 / DF", "ADI 4273 / DF", "ADI 4273 / DF", "Recurso Extraordinário 418110 AGR / RS", "ação penal n 2001 . 50 . 01 . 003021 - 9", "HC 86 . 465 - MC", "ADI 3 . 002 / DF", "ADI 4273 / DF", "ADI 4273 / DF", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 418 . 110", "ação penal n 2003 . 71 . 07 . 008285 - 0", "ação penal n 2003 . 71 . 07 . 008285 - 0", "Recurso Extraordinário 418110 AGR / RS", "Ação Direta da Inconstitucionalidade n . 4 . 243 / DF", "ARE 711 . 585 - AgR", "Súmula 287 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 654 . 292 - AgR", "Recurso Extraordinário 418110 AGR / RS", "Ação Direta da Inconstitucionalidade n . 4 . 243 / DF .", "ARE 711 . 585 - AgR", "Súmula 287 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 654 . 292 - AgR", "SÚMULAS 283", "AI 552 . 131 - AgR", "Recurso Extraordinário 511 . 693 - ED", "ARE 696 . 876 - AgR", "Recurso Extraordinário 418110 AGR / RS", "SÚMULAS 283", "AI 552 . 131 - AgR", "Recurso Extraordinário 511 . 693 - ED", "ARE 696 . 876 - AgR", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 418 . 110", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 418 . 110" ], "LEGISLACAO": [ "LEI N . 10 . 684 / 2003", "Medida Provisória n 2 . 200", "art . 187 do Código Penal Militar", "art . 187 do Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 187 do Código Penal Militar", "art . 187 do Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 498 , b , do CPPM", "art . 498 , alínea b , do CPPM", "art . 9 . . . , da Lei 10 . 684 / 2003", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 498 , b , do CPPM", "art . 498 , alínea b , do CPPM", "art . 9 . . . , da Lei 10 . 684 / 2003", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . . . , I , da Lei 4 . 729 / 1965", "art . 1 . . . , I e IV da Lei n 8 . 137 / 90", "art . 9 . . . da Lei 10 . 684 / 2003", "art . 9 . . . da Lei 10 . 684 / 2003", "Lei 10 . 684 / 03", "arts . 1o e 2o da Lei no 8 . 137", "arts . 168A e 337A do Decreto - Lei no 2 . 848", "Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . . . , I , da Lei 4 . 729 / 1965", "art . 1 . . . , I e IV da Lei n 8 . 137 / 90", "art . 9 . . . da Lei 10 . 684 / 2003", "art . 9 . . . da Lei 10 . 684 / 2003", "Lei 10 . 684 / 03", "arts . 1o e 2o da Lei no 8 . 137", "arts . 168A e 337A do Decreto - Lei no 2 . 848", "Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . . . , I e IV da Lei n 8 . 137 / 90", "art . 9 . . . da Lei n 10684 / 03", "art . 9 . . . da Lei n 10684 / 03", "art . 9 . . . da Lei n10 . 684 / 03", "§ 1 . . . do art . 9 . . . da Lei n 10 . 684 / 03", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . . . , I e IV da Lei n 8 . 137 / 90", "art . 9 . . . da Lei n 10684 / 03", "art . 9 . . . da Lei n 10684 / 03", "art . 9 . . . da Lei n10 . 684 / 03", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 9 . . . da Lei 10 . 684 / 2003", "Lei 10 . 684 / 2003", "Lei 11 . 941 / 2009", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "§ 1 . . . do art . 9 . . . da Lei n 10 . 684 / 03", "art . 9 . . . da Lei 10 . 684 / 2003", "Lei 10 . 684 / 2003", "Lei 11 . 941 / 2009", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art", "art . 9 . . . , parágrafo 2 . . . , da Lei n 10 . 684 / 03", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "arts . 1 . . . , inc . 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Ementa e Acórdão 19/02/2014 PLENÁRIO AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 239 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI REQTE.(S) :GOVERNADOR DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO INTDO.(A/S) :ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO EMENTA Ação direta de inconstitucionalidade. Artigo 90, § 3º, da Constituição do Estado do Rio de Janeiro. Disponibilidade remunerada dos servidores públicos. Edição da EC nº 19/98. Substancial alteração do parâmetro de controle. Artigo 41, § 3º, da Constituição Federal. Não ocorrência de prejuízo. Fixação de prazo para aproveitamento do servidor. Inconstitucionalidade. Integralidade da remuneração. Não recepção pela EC nº 19/98. 1. A Emenda Constitucional nº 19/98 alterou substancialmente parte do art. 41, § 3º, da Constituição Federal, o qual figura como paradigma de controle na ação. Necessidade de adoção de dois juízos subsequentes pelo Tribunal. O primeiro entre o preceito impugnado e o texto constitucional vigente na propositura da ação, com o fim de se averiguar a existência de compatibilidade entre ambos (juízo de constitucionalidade). Já o segundo entre o dispositivo questionado e o parâmetro alterado (atualmente em vigor), com o escopo de se atestar sua eventual recepção pelo texto constitucional superveniente. 2. A imposição do prazo de um ano para aproveitamento do servidor em disponibilidade ofende materialmente a Carta Federal, pois consiste em obrigação criada pelo Poder Legislativo que não decorre direta ou indiretamente dos pressupostos essenciais à aplicação do instituto da disponibilidade definidos na Constituição da República (art. 41, § 3º), e, principalmente, porque não condiz com o postulado da independência dos Poderes instituídos, ainda que em sede do primeiro exercício do Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5519895. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 21 Ementa e Acórdão ADI 239 / RJ poder constituinte decorrente. 3. O art. 41, § 3º, da Constituição Federal, na sua redação originária, era silente em relação ao quantum da remuneração que seria devida ao servidor posto em disponibilidade. Esse vácuo normativo até então existente autorizava os estados a legislar sobre a matéria, assegurando a integralidade remuneratória aos seus servidores. Contudo, a modificação trazida pela EC 19/98 suplantou a previsão contida na Carta estadual, pois passou a determinar, expressamente, que a remuneração do servidor em disponibilidade seria proporcional ao tempo de serviço. 4. Ação direta julgada parcialmente procedente. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em sessão plenária, sob a presidência do Senhor Ministro Joaquim Barbosa, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos e nos termos do voto do Relator, em julgar parcialmente procedente a ação direta para declarar a inconstitucionalidade da expressão “pelo prazo máximo de um ano”, contida no art. 90, § 3º, da Constituição do Estado do Rio de Janeiro, e reconhecer a não recepção da expressão “com vencimentos e vantagens integrais”, contida no mesmo dispositivo, pela Constituição Federal de 1988, tendo em vista a redação dada ao dispositivo constitucional paradigma pela EC nº 19, de 4 de junho de 1998. Brasília, 19 de fevereiro de 2014. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5519895. Supremo Tribunal Federal ADI 239 / RJ poder constituinte decorrente. 3. O art. 41, § 3º, da Constituição Federal, na sua redação originária, era silente em relação ao quantum da remuneração que seria devida ao servidor posto em disponibilidade. Esse vácuo normativo até então existente autorizava os estados a legislar sobre a matéria, assegurando a integralidade remuneratória aos seus servidores. Contudo, a modificação trazida pela EC 19/98 suplantou a previsão contida na Carta estadual, pois passou a determinar, expressamente, que a remuneração do servidor em disponibilidade seria proporcional ao tempo de serviço. 4. Ação direta julgada parcialmente procedente. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em sessão plenária, sob a presidência do Senhor Ministro Joaquim Barbosa, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos e nos termos do voto do Relator, em julgar parcialmente procedente a ação direta para declarar a inconstitucionalidade da expressão “pelo prazo máximo de um ano”, contida no art. 90, § 3º, da Constituição do Estado do Rio de Janeiro, e reconhecer a não recepção da expressão “com vencimentos e vantagens integrais”, contida no mesmo dispositivo, pela Constituição Federal de 1988, tendo em vista a redação dada ao dispositivo constitucional paradigma pela EC nº 19, de 4 de junho de 1998. Brasília, 19 de fevereiro de 2014. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5519895. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 21 Relatório 19/02/2014 PLENÁRIO AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 239 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI REQTE.(S) :GOVERNADOR DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO INTDO.(A/S) :ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Cuida-se de ação direta de inconstitucionalidade ajuizada pelo Governador do Estado do Rio de Janeiro, em 5 de abril de 1990, na qual se questiona o art. 90, § 3º, da Constituição do Estado do Rio de Janeiro, o qual versa sobre o instituto da disponibilidade remunerada dos servidores públicos. Eis o teor da norma impugnada: “Art. 90 - São estáveis, após dois anos de efetivo exercício, os servidores nomeados em virtude de concurso público. (...) § 3º - Ocorrendo extinção do cargo, o funcionário estável ficará em disponibilidade remunerada, com vencimentos e vantagens integrais, pelo prazo máximo de um ano, até seu aproveitamento obrigatório em função equivalente no serviço público”. Sustenta o autor que o dispositivo hostilizado, ao determinar o pagamento integral da remuneração dos servidores em disponibilidade e ao impor seu aproveitamento no prazo máximo de um ano, não guardaria correspondência com o disposto no art. 41, § 3º, da Constituição Federal, o qual se trata de limitação intransponível para a Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5519893. Supremo Tribunal Federal 19/02/2014 PLENÁRIO AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 239 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI REQTE.(S) :GOVERNADOR DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO INTDO.(A/S) :ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Cuida-se de ação direta de inconstitucionalidade ajuizada pelo Governador do Estado do Rio de Janeiro, em 5 de abril de 1990, na qual se questiona o art. 90, § 3º, da Constituição do Estado do Rio de Janeiro, o qual versa sobre o instituto da disponibilidade remunerada dos servidores públicos. Eis o teor da norma impugnada: “Art. 90 - São estáveis, após dois anos de efetivo exercício, os servidores nomeados em virtude de concurso público. (...) § 3º - Ocorrendo extinção do cargo, o funcionário estável ficará em disponibilidade remunerada, com vencimentos e vantagens integrais, pelo prazo máximo de um ano, até seu aproveitamento obrigatório em função equivalente no serviço público”. Sustenta o autor que o dispositivo hostilizado, ao determinar o pagamento integral da remuneração dos servidores em disponibilidade e ao impor seu aproveitamento no prazo máximo de um ano, não guardaria correspondência com o disposto no art. 41, § 3º, da Constituição Federal, o qual se trata de limitação intransponível para a Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5519893. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 21 Relatório ADI 239 / RJ atuação do Constituinte Estadual, não podendo esse nem ampliar nem restringir as garantias asseguradas na referida norma constitucional. Ademais, defende que o servidor público em disponibilidade não pode receber vencimentos integrais porque não está prestando qualquer serviço e, além disso, não se pode compelir o Poder Público estadual a aproveitar, em prazo determinado, o servidor em disponibilidade, uma vez que esse aproveitamento dependeria de vaga cuja criação não é de competência da Administração. Aduz, por fim, que somente lei de iniciativa do Chefe do Poder Executivo, na forma do art. 61, § 1º, inciso II, alínea “c” da Constituição Federal, poderia ter legitimamente regulamentado o instituto da disponibilidade remunerada dos servidores estaduais. A Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (fls. 50/54) defendeu a compatibilidade do preceito com a Constituição Federal, sob o argumento de que o art. 41, § 3º, da Constituição Federal obriga o aproveitamento do servidor em disponibilidade, sendo, ainda, silente sobre o quantum da remuneração no período. Sustentou, ademais, a possibilidade de regulamentação do tema em nível estadual, tendo em vista o status constitucional da regra . O então Advogado-Geral da União (fls. 58/64) defendeu o ato questionado, salientando a possibilidade de melhor definição do instituto no âmbito estadual, destacando precedente específico da Corte sobre o tema (ADI 313/DF, Rel. Min. Paulo Brassard, DJ de 21/8/91). A Procuradoria-Geral da República pronunciou-se, primeiramente, pela prejudicialidade da ação, tendo em vista que o dispositivo constitucional apontado como violado (art. 41, § 3º) sofreu modificações em virtude da Emenda Constitucional nº 19/98 e, no mérito, pela declaração de “inconstitucionalidade do § 3º do artigo 90 da Constituição do Estado do Rio de Janeiro por vício formal (não obediência ao dispositivo constitucional que atribui aos Chefes dos Poderes Executivos a competência privativa para iniciar o processo legislativo que trata do regime jurídico único dos seus servidores), ou, ainda, acaso assim não entenda, pela parcial inconstitucionalidade material do referido artigo, 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5519893. Supremo Tribunal Federal ADI 239 / RJ atuação do Constituinte Estadual, não podendo esse nem ampliar nem restringir as garantias asseguradas na referida norma constitucional. Ademais, defende que o servidor público em disponibilidade não pode receber vencimentos integrais porque não está prestando qualquer serviço e, além disso, não se pode compelir o Poder Público estadual a aproveitar, em prazo determinado, o servidor em disponibilidade, uma vez que esse aproveitamento dependeria de vaga cuja criação não é de competência da Administração. Aduz, por fim, que somente lei de iniciativa do Chefe do Poder Executivo, na forma do art. 61, § 1º, inciso II, alínea “c” da Constituição Federal, poderia ter legitimamente regulamentado o instituto da disponibilidade remunerada dos servidores estaduais. A Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (fls. 50/54) defendeu a compatibilidade do preceito com a Constituição Federal, sob o argumento de que o art. 41, § 3º, da Constituição Federal obriga o aproveitamento do servidor em disponibilidade, sendo, ainda, silente sobre o quantum da remuneração no período. Sustentou, ademais, a possibilidade de regulamentação do tema em nível estadual, tendo em vista o status constitucional da regra . O então Advogado-Geral da União (fls. 58/64) defendeu o ato questionado, salientando a possibilidade de melhor definição do instituto no âmbito estadual, destacando precedente específico da Corte sobre o tema (ADI 313/DF, Rel. Min. Paulo Brassard, DJ de 21/8/91). A Procuradoria-Geral da República pronunciou-se, primeiramente, pela prejudicialidade da ação, tendo em vista que o dispositivo constitucional apontado como violado (art. 41, § 3º) sofreu modificações em virtude da Emenda Constitucional nº 19/98 e, no mérito, pela declaração de “inconstitucionalidade do § 3º do artigo 90 da Constituição do Estado do Rio de Janeiro por vício formal (não obediência ao dispositivo constitucional que atribui aos Chefes dos Poderes Executivos a competência privativa para iniciar o processo legislativo que trata do regime jurídico único dos seus servidores), ou, ainda, acaso assim não entenda, pela parcial inconstitucionalidade material do referido artigo, 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5519893. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 21 Relatório ADI 239 / RJ suprimindo-se somente a expressão ‘pelo prazo máximo de um ano’” (fl. 72). Foram intimadas as partes para falarem sobre a alteração do parâmetro de controle efetivada pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998 (fl. 83). O Estado do Rio de Janeiro, em petição de fls. 88/93, defendeu a não prejudicialidade da ação, defendendo que os vícios de inconstitucionalidade apontados foram aprofundados com as alterações promovidas na Constituição Federal. A Advocacia-Geral da União manifestou-se pela procedência parcial do pedido formulado pela requerente, com a declaração de inconstitucionalidade da expressão “com vencimentos e vantagens integrais”, contida no § 3º do artigo 90 da Constituição do Estado do Rio de Janeiro, em face da superveniência da Emenda Constitucional nº 19/98 (fls. 97/107). De igual modo, a Procuradoria-Geral da República pronunciou-se pelo conhecimento da ação, em razão de persistir a inconstitucionalidade apontada na inicial e afirmada no parecer anteriormente proferido (fls. 111/113. É o relatório. Distribuam-se cópias aos Senhores Ministros (art. 9º da Lei nº 9.868/99 e art. 172 do RISTF). 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5519893. Supremo Tribunal Federal ADI 239 / RJ suprimindo-se somente a expressão ‘pelo prazo máximo de um ano’” (fl. 72). Foram intimadas as partes para falarem sobre a alteração do parâmetro de controle efetivada pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998 (fl. 83). O Estado do Rio de Janeiro, em petição de fls. 88/93, defendeu a não prejudicialidade da ação, defendendo que os vícios de inconstitucionalidade apontados foram aprofundados com as alterações promovidas na Constituição Federal. A Advocacia-Geral da União manifestou-se pela procedência parcial do pedido formulado pela requerente, com a declaração de inconstitucionalidade da expressão “com vencimentos e vantagens integrais”, contida no § 3º do artigo 90 da Constituição do Estado do Rio de Janeiro, em face da superveniência da Emenda Constitucional nº 19/98 (fls. 97/107). De igual modo, a Procuradoria-Geral da República pronunciou-se pelo conhecimento da ação, em razão de persistir a inconstitucionalidade apontada na inicial e afirmada no parecer anteriormente proferido (fls. 111/113. É o relatório. Distribuam-se cópias aos Senhores Ministros (art. 9º da Lei nº 9.868/99 e art. 172 do RISTF). 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5519893. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 21 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI 19/02/2014 PLENÁRIO AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 239 RIO DE JANEIRO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Como relatado, cuida-se de ação direta de inconstitucionalidade em que se questiona a validade de previsão da Constituição do Estado do Rio de Janeiro que assegura a integralidade de vencimentos ao servidor público em disponibilidade, bem como determina o seu obrigatório aproveitamento no prazo de um ano. A questão que desponta, de início, é acerca da preliminar de prejudicialidade da ação, diante do advento da Emenda Constitucional nº 19/98. O referido ato reformador alterou parte do art. 41, § 3º, da Constituição Federal, o qual figura como paradigma de controle. Vide: Redação original “Art. 41.(...) (...) § 3º - Extinto o cargo ou declarada sua desnecessidade, o servidor estável ficará em disponibilidade remunerada, até seu adequado aproveitamento em outro cargo.” Redação após a EC 19/1998 “Art. 41.(...) (...) 3º Extinto o cargo ou declarada a sua desnecessidade, o servidor estável ficará em disponibilidade, com remuneração proporcional ao tempo de serviço, até seu adequado aproveitamento em outro cargo.” Destaco, primeiramente, que a modificação de redação promovida no texto constitucional não abarcou a parte do dispositivo que assenta a necessidade de adequado aproveitamento do servidor posto em regime de disponibilidade em outro cargo. Por essa razão, como, nessa parte, não Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5458331. Supremo Tribunal Federal 19/02/2014 PLENÁRIO AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 239 RIO DE JANEIRO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Como relatado, cuida-se de ação direta de inconstitucionalidade em que se questiona a validade de previsão da Constituição do Estado do Rio de Janeiro que assegura a integralidade de vencimentos ao servidor público em disponibilidade, bem como determina o seu obrigatório aproveitamento no prazo de um ano. A questão que desponta, de início, é acerca da preliminar de prejudicialidade da ação, diante do advento da Emenda Constitucional nº 19/98. O referido ato reformador alterou parte do art. 41, § 3º, da Constituição Federal, o qual figura como paradigma de controle. Vide: Redação original “Art. 41.(...) (...) § 3º - Extinto o cargo ou declarada sua desnecessidade, o servidor estável ficará em disponibilidade remunerada, até seu adequado aproveitamento em outro cargo.” Redação após a EC 19/1998 “Art. 41.(...) (...) 3º Extinto o cargo ou declarada a sua desnecessidade, o servidor estável ficará em disponibilidade, com remuneração proporcional ao tempo de serviço, até seu adequado aproveitamento em outro cargo.” Destaco, primeiramente, que a modificação de redação promovida no texto constitucional não abarcou a parte do dispositivo que assenta a necessidade de adequado aproveitamento do servidor posto em regime de disponibilidade em outro cargo. Por essa razão, como, nessa parte, não Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5458331. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 21 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ADI 239 / RJ houve alteração da norma constitucional, não há qualquer óbice ao conhecimento da ação quanto à regra que impôs o prazo máximo de um ano para o aproveitamento do servidor. Entretanto, o mesmo não ocorre em relação à parte do § 3º do art. 90 da Constituição do Estado do Rio de Janeiro que determina o pagamento integral da remuneração dos servidores em disponibilidade. Com efeito, nessa parte, verifica-se a ocorrência de substancial alteração do parâmetro de controle, pois enquanto, na sua redação original, o § 3º do art. 41 da Constituição Federal era silente quanto à integralidade ou à proporcionalidade da remuneração que seria devida ao servidor posto em disponibilidade, na redação conferida pela EC nº 19/98, o mencionado dispositivo passou a ser expresso no sentido de que o servidor estável em disponibilidade deve perceber remuneração proporcional ao tempo de serviço. É preciso destacar, a propósito, que a jurisprudência deste Supremo Tribunal Federal tem avançado quanto à análise do prejuízo das ações diretas de constitucionalidade. Certas hipóteses que, na linha da jurisprudência tradicional da Corte, teriam ensejado o encerramento prematuro de ações, têm dado margem, atualmente, à continuidade do julgamento, em respeito aos valores maiores da preservação da supremacia da Constituição Federal e da efetividade da jurisdição constitucional. Podem-se rememorar os casos da ADI nº 2.158/PR e da ADI nº 2.189/PR, de minha relatoria, que tratavam da cobrança de contribuição previdenciária dos servidores inativos do Estado do Paraná, antes da edição da EC nº 41/2003. A inconstitucionalidade do ato normativo foi reconhecida mesmo diante da alteração do parâmetro de controle, já que estava assentada a incompatibilidade da norma com o texto anterior da Constituição Federal, que vedava a exação. Do mesmo modo, foi descartada a possibilidade de convalidação de vício congênito pelo advento de emenda constitucional que agasalhasse o mesmo conteúdo normativo atacado (constitucionalização superveniente). A esse respeito, diz o acórdão respectivo: 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5458331. Supremo Tribunal Federal ADI 239 / RJ houve alteração da norma constitucional, não há qualquer óbice ao conhecimento da ação quanto à regra que impôs o prazo máximo de um ano para o aproveitamento do servidor. Entretanto, o mesmo não ocorre em relação à parte do § 3º do art. 90 da Constituição do Estado do Rio de Janeiro que determina o pagamento integral da remuneração dos servidores em disponibilidade. Com efeito, nessa parte, verifica-se a ocorrência de substancial alteração do parâmetro de controle, pois enquanto, na sua redação original, o § 3º do art. 41 da Constituição Federal era silente quanto à integralidade ou à proporcionalidade da remuneração que seria devida ao servidor posto em disponibilidade, na redação conferida pela EC nº 19/98, o mencionado dispositivo passou a ser expresso no sentido de que o servidor estável em disponibilidade deve perceber remuneração proporcional ao tempo de serviço. É preciso destacar, a propósito, que a jurisprudência deste Supremo Tribunal Federal tem avançado quanto à análise do prejuízo das ações diretas de constitucionalidade. Certas hipóteses que, na linha da jurisprudência tradicional da Corte, teriam ensejado o encerramento prematuro de ações, têm dado margem, atualmente, à continuidade do julgamento, em respeito aos valores maiores da preservação da supremacia da Constituição Federal e da efetividade da jurisdição constitucional. Podem-se rememorar os casos da ADI nº 2.158/PR e da ADI nº 2.189/PR, de minha relatoria, que tratavam da cobrança de contribuição previdenciária dos servidores inativos do Estado do Paraná, antes da edição da EC nº 41/2003. A inconstitucionalidade do ato normativo foi reconhecida mesmo diante da alteração do parâmetro de controle, já que estava assentada a incompatibilidade da norma com o texto anterior da Constituição Federal, que vedava a exação. Do mesmo modo, foi descartada a possibilidade de convalidação de vício congênito pelo advento de emenda constitucional que agasalhasse o mesmo conteúdo normativo atacado (constitucionalização superveniente). A esse respeito, diz o acórdão respectivo: 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5458331. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 21 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ADI 239 / RJ “EMENTA Ação Direta de Inconstitucionalidade. AMB. Lei nº 12.398/98-Paraná. Decreto estadual nº 721/99. Edição da EC nº 41/03. Substancial alteração do parâmetro de controle. Não ocorrência de prejuízo. Superação da jurisprudência da Corte acerca da matéria. Contribuição dos inativos. Inconstitucionalidade sob a EC nº 20/98. Precedentes. 1. Em nosso ordenamento jurídico, não se admite a figura da constitucionalidade superveniente. Mais relevante do que a atualidade do parâmetro de controle é a constatação de que a inconstitucionalidade persiste e é atual, ainda que se refira a dispositivos da Constituição Federal que não se encontram mais em vigor. Caso contrário, ficaria sensivelmente enfraquecida a própria regra que proíbe a convalidação. 2. A jurisdição constitucional brasileira não deve deixar às instâncias ordinárias a solução de problemas que podem, de maneira mais eficiente, eficaz e segura, ser resolvidos em sede de controle concentrado de normas. 3. A Lei estadual nº 12.398/98, que criou a contribuição dos inativos no Estado do Paraná, por ser inconstitucional ao tempo de sua edição, não poderia ser convalidada pela Emenda Constitucional nº 41/03. E, se a norma não foi convalidada, isso significa que a sua inconstitucionalidade persiste e é atual, ainda que se refira a dispositivos da Constituição Federal que não se encontram mais em vigor, alterados que foram pela Emenda Constitucional nº 41/03. Superada a preliminar de prejudicialidade da ação, fixando o entendimento de, analisada a situação concreta, não se assentar o prejuízo das ações em curso, para evitar situações em que uma lei que nasceu claramente inconstitucional volte a produzir, em tese, seus efeitos, uma vez revogada as medidas cautelares concedidas já há dez anos. 4. No mérito, é pacífica a jurisprudência desta Corte no sentido de que é inconstitucional a incidência, sob a égide da EC nº 20/98, de contribuição previdenciária sobre os proventos dos servidores públicos inativos e dos pensionistas, como previu a Lei nº 12.398/98, do Estado do Paraná (cf. ADI nº 2.010/DF-MC, Relator o Ministro 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5458331. Supremo Tribunal Federal ADI 239 / RJ “EMENTA Ação Direta de Inconstitucionalidade. AMB. Lei nº 12.398/98-Paraná. Decreto estadual nº 721/99. Edição da EC nº 41/03. Substancial alteração do parâmetro de controle. Não ocorrência de prejuízo. Superação da jurisprudência da Corte acerca da matéria. Contribuição dos inativos. Inconstitucionalidade sob a EC nº 20/98. Precedentes. 1. Em nosso ordenamento jurídico, não se admite a figura da constitucionalidade superveniente. Mais relevante do que a atualidade do parâmetro de controle é a constatação de que a inconstitucionalidade persiste e é atual, ainda que se refira a dispositivos da Constituição Federal que não se encontram mais em vigor. Caso contrário, ficaria sensivelmente enfraquecida a própria regra que proíbe a convalidação. 2. A jurisdição constitucional brasileira não deve deixar às instâncias ordinárias a solução de problemas que podem, de maneira mais eficiente, eficaz e segura, ser resolvidos em sede de controle concentrado de normas. 3. A Lei estadual nº 12.398/98, que criou a contribuição dos inativos no Estado do Paraná, por ser inconstitucional ao tempo de sua edição, não poderia ser convalidada pela Emenda Constitucional nº 41/03. E, se a norma não foi convalidada, isso significa que a sua inconstitucionalidade persiste e é atual, ainda que se refira a dispositivos da Constituição Federal que não se encontram mais em vigor, alterados que foram pela Emenda Constitucional nº 41/03. Superada a preliminar de prejudicialidade da ação, fixando o entendimento de, analisada a situação concreta, não se assentar o prejuízo das ações em curso, para evitar situações em que uma lei que nasceu claramente inconstitucional volte a produzir, em tese, seus efeitos, uma vez revogada as medidas cautelares concedidas já há dez anos. 4. No mérito, é pacífica a jurisprudência desta Corte no sentido de que é inconstitucional a incidência, sob a égide da EC nº 20/98, de contribuição previdenciária sobre os proventos dos servidores públicos inativos e dos pensionistas, como previu a Lei nº 12.398/98, do Estado do Paraná (cf. ADI nº 2.010/DF-MC, Relator o Ministro 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5458331. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 21 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ADI 239 / RJ Celso de Mello, DJ de 12/4/02; e RE nº 408.824/RS-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Eros Grau, DJ de 25/4/08). 5. É igualmente inconstitucional a incidência, sobre os proventos de inativos e pensionistas, de contribuição compulsória para o custeio de serviços médico-hospitalares (cf. RE nº 346.797/RS- AgR, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, Primeira Turma, DJ de 28/11/03; ADI nº 1.920/BA-MC, Relator o Ministro Nelson Jobim, DJ de 20/9/02). 6. Declaração de inconstitucionalidade por arrastamento das normas impugnadas do decreto regulamentar, em virtude da relação de dependência com a lei impugnada. Precedentes. 7. Ação direta de inconstitucionalidade julgada parcialmente procedente” (DJe de 16/12/10). Esse entendimento foi reiterado no julgamento da ADI nº 94/RO, de relatoria do eminente Ministro Gilmar Mendes, o qual, em seu voto, assentou que “[n]esses casos, impõe-se a verificação da constitucionalidade do dispositivo em relação aos dois parâmetros constitucionais” (DJ de 16/12/11). No presente caso, o tratamento a ser dispensado pela Corte deve ser semelhante. A presente ação direta, que remonta ao ano de 1990, impugna previsão da Constituição do Estado do Rio de Janeiro que assegura o pagamento de vencimentos integrais ao servidor posto em disponibilidade. Tal construção ocorreu, inicialmente, diante de um quadro de silêncio da Constituição Federal, a qual, em sua redação original, nada dispunha a respeito. Só com a promulgação da EC nº 19/98 é que a Carta da República passou a fazer referência expressa à proporcionalidade da remuneração, com base no tempo de serviço do servidor. Diante do quadro, acredito que seja salutar a adoção de dois juízos subsequentes pelo Tribunal. O primeiro, entre o preceito impugnado e o texto constitucional vigente na propositura da ação, com o fim de se averiguar a existência de compatibilidade entre ambos (juízo de constitucionalidade). Já o segundo entre o dispositivo questionado e o 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5458331. Supremo Tribunal Federal ADI 239 / RJ Celso de Mello, DJ de 12/4/02; e RE nº 408.824/RS-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Eros Grau, DJ de 25/4/08). 5. É igualmente inconstitucional a incidência, sobre os proventos de inativos e pensionistas, de contribuição compulsória para o custeio de serviços médico-hospitalares (cf. RE nº 346.797/RS- AgR, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, Primeira Turma, DJ de 28/11/03; ADI nº 1.920/BA-MC, Relator o Ministro Nelson Jobim, DJ de 20/9/02). 6. Declaração de inconstitucionalidade por arrastamento das normas impugnadas do decreto regulamentar, em virtude da relação de dependência com a lei impugnada. Precedentes. 7. Ação direta de inconstitucionalidade julgada parcialmente procedente” (DJe de 16/12/10). Esse entendimento foi reiterado no julgamento da ADI nº 94/RO, de relatoria do eminente Ministro Gilmar Mendes, o qual, em seu voto, assentou que “[n]esses casos, impõe-se a verificação da constitucionalidade do dispositivo em relação aos dois parâmetros constitucionais” (DJ de 16/12/11). No presente caso, o tratamento a ser dispensado pela Corte deve ser semelhante. A presente ação direta, que remonta ao ano de 1990, impugna previsão da Constituição do Estado do Rio de Janeiro que assegura o pagamento de vencimentos integrais ao servidor posto em disponibilidade. Tal construção ocorreu, inicialmente, diante de um quadro de silêncio da Constituição Federal, a qual, em sua redação original, nada dispunha a respeito. Só com a promulgação da EC nº 19/98 é que a Carta da República passou a fazer referência expressa à proporcionalidade da remuneração, com base no tempo de serviço do servidor. Diante do quadro, acredito que seja salutar a adoção de dois juízos subsequentes pelo Tribunal. O primeiro, entre o preceito impugnado e o texto constitucional vigente na propositura da ação, com o fim de se averiguar a existência de compatibilidade entre ambos (juízo de constitucionalidade). Já o segundo entre o dispositivo questionado e o 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5458331. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 21 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ADI 239 / RJ parâmetro alterado (atualmente em vigor), com o escopo de se atestar sua eventual recepção pelo texto constitucional superveniente. Essa é a alternativa proposta pelo eminente Ministro Gilmar Mendes em obra doutrinária, na qual cita os debates travados na ADI nº 509. Vide: “(...) em caso de revogação superveniente de parâmetro de controle, julgava-se prejudicada a ação. Em decisão de 1º-08- 2008 o Tribunal acolheu a questão de ordem para afirmar que a revogação ou alteração superveniente do parâmetro de controle não impede o conhecimento da ação em relação à norma constitucional em vigor quando da propositura da ação. Caso a norma ordinária venha a ser declarada inconstitucional, o processo estaria integralmente concluído. Se, porém, a lei questionada viesse a ser reconhecida como constitucional, tem- se indagação relevante: a) prossegue-se no julgamento da ADI em face do parâmetro de controle superveniente?; b) encerra-se o processo de controle abstrato por impossibilidade de exame da questão de ordem pré-constitucional em face de norma constitucional superveniente?; ou c) examina-se a questão em sede de ADI, mas com características de controle incidental, para a averbar a recepção ou não do direito ordinário? Nossa tendência é favorecer a adoção da terceira solução” (Curso de Direito Constitucional. São Paulo: Editora Saraiva. 5. ed., 2010. p. 1284) Não vejo óbice para se admitir solução equivalente nesta ação direta. Saliente-se que a Corte, nessa hipótese, não inova em sede de controle concentrado, uma vez que tem admitido, na via da arguição de descumprimento de preceito fundamental, a realização de juízos de recepção com amparo em normas constitucionais supervenientes. Exemplos são as ADPF nºs 156 e 130, nas quais se apreciava a subsistência, no mundo jurídico, após a instauração da nova conjuntura constitucional em 1988, do § 1º do art. 636 da CLT e da Lei de Imprensa, respectivamente. 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5458331. Supremo Tribunal Federal ADI 239 / RJ parâmetro alterado (atualmente em vigor), com o escopo de se atestar sua eventual recepção pelo texto constitucional superveniente. Essa é a alternativa proposta pelo eminente Ministro Gilmar Mendes em obra doutrinária, na qual cita os debates travados na ADI nº 509. Vide: “(...) em caso de revogação superveniente de parâmetro de controle, julgava-se prejudicada a ação. Em decisão de 1º-08- 2008 o Tribunal acolheu a questão de ordem para afirmar que a revogação ou alteração superveniente do parâmetro de controle não impede o conhecimento da ação em relação à norma constitucional em vigor quando da propositura da ação. Caso a norma ordinária venha a ser declarada inconstitucional, o processo estaria integralmente concluído. Se, porém, a lei questionada viesse a ser reconhecida como constitucional, tem- se indagação relevante: a) prossegue-se no julgamento da ADI em face do parâmetro de controle superveniente?; b) encerra-se o processo de controle abstrato por impossibilidade de exame da questão de ordem pré-constitucional em face de norma constitucional superveniente?; ou c) examina-se a questão em sede de ADI, mas com características de controle incidental, para a averbar a recepção ou não do direito ordinário? Nossa tendência é favorecer a adoção da terceira solução” (Curso de Direito Constitucional. São Paulo: Editora Saraiva. 5. ed., 2010. p. 1284) Não vejo óbice para se admitir solução equivalente nesta ação direta. Saliente-se que a Corte, nessa hipótese, não inova em sede de controle concentrado, uma vez que tem admitido, na via da arguição de descumprimento de preceito fundamental, a realização de juízos de recepção com amparo em normas constitucionais supervenientes. Exemplos são as ADPF nºs 156 e 130, nas quais se apreciava a subsistência, no mundo jurídico, após a instauração da nova conjuntura constitucional em 1988, do § 1º do art. 636 da CLT e da Lei de Imprensa, respectivamente. 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5458331. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 21 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ADI 239 / RJ A aproximação dos institutos jurídicos, ambos pertencentes ao ramo do processo objetivo, vem sendo, inclusive, realçada pela Corte para firmar a fungibilidade das ações quando presentes os requisitos necessários (ADI nº 4.105/DF-MC, Relator o Ministro Marco Aurélio, DJe de 18/6/10; ADI nº 4.180/DF-MC-REF, Relator o Ministro Cezar Peluso, DJe de 27/8/10). Por essas razões, Senhores Ministros, conheço integralmente da presente ação direta de inconstitucionalidade. Quanto ao mérito, tendo em vista a duplicidade de questionamentos acerca do dispositivo impugnado, já que a ação é direcionada à imposição de prazo de aproveitamento e à questão remuneratória, cabe aqui diferenciar as abordagens, pois a análise do mérito é peculiar em cada um dos casos. A) Da fixação de prazo para aproveitamento do servidor Desde a sua redação original, a Constituição de 1988 sinalizou que o estado de disponibilidade do servidor não é permanente, a teor da expressão “até seu adequado aproveitamento em outro cargo”, impondo, por conseguinte, à Administração o dever de realocar o servidor ocioso em vaga do serviço público. Sobre o instituto da disponibilidade, vale reprisar as considerações do Ministro Celso de Mello no julgamento da Pet nº 999: “O instituto da disponibilidade remunerada, desse modo, ainda que suscetível de disciplinação normativa em sede legal, encontra, no texto da Constituição da República, a sede exclusiva de definição dos pressupostos essenciais à sua aplicação. Isso significa , portanto, que, residindo, na própria Carta Federal, a 'sedes materiae' pertinente ao delineamento desse instituto de direito administrativo, impõe-se ao legislador - mesmo cuidando-se do legislador constituinte estadual - a necessária observância do dever de conformação jurídico- 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5458331. Supremo Tribunal Federal ADI 239 / RJ A aproximação dos institutos jurídicos, ambos pertencentes ao ramo do processo objetivo, vem sendo, inclusive, realçada pela Corte para firmar a fungibilidade das ações quando presentes os requisitos necessários (ADI nº 4.105/DF-MC, Relator o Ministro Marco Aurélio, DJe de 18/6/10; ADI nº 4.180/DF-MC-REF, Relator o Ministro Cezar Peluso, DJe de 27/8/10). Por essas razões, Senhores Ministros, conheço integralmente da presente ação direta de inconstitucionalidade. Quanto ao mérito, tendo em vista a duplicidade de questionamentos acerca do dispositivo impugnado, já que a ação é direcionada à imposição de prazo de aproveitamento e à questão remuneratória, cabe aqui diferenciar as abordagens, pois a análise do mérito é peculiar em cada um dos casos. A) Da fixação de prazo para aproveitamento do servidor Desde a sua redação original, a Constituição de 1988 sinalizou que o estado de disponibilidade do servidor não é permanente, a teor da expressão “até seu adequado aproveitamento em outro cargo”, impondo, por conseguinte, à Administração o dever de realocar o servidor ocioso em vaga do serviço público. Sobre o instituto da disponibilidade, vale reprisar as considerações do Ministro Celso de Mello no julgamento da Pet nº 999: “O instituto da disponibilidade remunerada, desse modo, ainda que suscetível de disciplinação normativa em sede legal, encontra, no texto da Constituição da República, a sede exclusiva de definição dos pressupostos essenciais à sua aplicação. Isso significa , portanto, que, residindo, na própria Carta Federal, a 'sedes materiae' pertinente ao delineamento desse instituto de direito administrativo, impõe-se ao legislador - mesmo cuidando-se do legislador constituinte estadual - a necessária observância do dever de conformação jurídico- 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5458331. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 21 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ADI 239 / RJ normativa, de tal modo que não se revelará lícito, ao Estado- membro, nesse tema, inovar no tratamento da questão. Torna-se imperioso admitir, pois, em conseqüência do parâmetro subordinante que emerge do art. 41, §§ 2º e 3º, da Constituição Federal, que se apresenta virtualmente nulo - no que concerne à definição dos seus 'essentialia' e pressupostos de incidência - o espaço de liberdade decisória que se oferece ao legislador local no regramento do instituto da disponibilidade remunerada. A disponibilidade remunerada traduz, na realidade, uma importante garantia de índole constitucional instituída em favor do agente público civil estável (CF, art. 41, § 3º). Essa garantia de ordem subjetiva, tradicional em nosso constitucionalismo republicano desde 1934, só pode ser estendida ao servidor público civil estável - ressalvada a hipótese prevista na parte final do § 2º do art. 41 da Carta Política -, desde que o cargo por ele titularizado, consoante adverte CELSO ANTONIO BANDEIRA DE MELLO ('Curso de Direito Administrativo', p. 139, item n. 46, 4ª ed., 1993, Malheiros), 'venha a ser extinto ou declarado desnecessário (§ 3º do art. 41) ou ainda quando, em virtude de reintegração de outrem, seja desalojado do cargo que ocupava sem ter um cargo de origem para regressar a ele (art. 41, § 2º, precitado)'” (Tribunal Pleno, DJ de 17/6/95). Prima facie, o dispositivo em ataque parece atender à razão constitucional ao determinar ao administrador que efetue o aproveitamento obrigatório do servidor o quanto antes, fixando, inclusive, limite temporal para a tomada da medida. Essa disposição temporal, contudo, em vez de ensejar a celeridade do procedimento, pode provocar verdadeiro entrave administrativo, uma vez que o prazo de um ano, por vezes, será atingido antes do surgimento de cargo público vago idêntico ou equivalente àquele que era titularizado pelo servidor em disponibilidade. Tal regra, dessa perspectiva, contrasta com o sistema constitucional, 7 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5458331. Supremo Tribunal Federal ADI 239 / RJ normativa, de tal modo que não se revelará lícito, ao Estado- membro, nesse tema, inovar no tratamento da questão. Torna-se imperioso admitir, pois, em conseqüência do parâmetro subordinante que emerge do art. 41, §§ 2º e 3º, da Constituição Federal, que se apresenta virtualmente nulo - no que concerne à definição dos seus 'essentialia' e pressupostos de incidência - o espaço de liberdade decisória que se oferece ao legislador local no regramento do instituto da disponibilidade remunerada. A disponibilidade remunerada traduz, na realidade, uma importante garantia de índole constitucional instituída em favor do agente público civil estável (CF, art. 41, § 3º). Essa garantia de ordem subjetiva, tradicional em nosso constitucionalismo republicano desde 1934, só pode ser estendida ao servidor público civil estável - ressalvada a hipótese prevista na parte final do § 2º do art. 41 da Carta Política -, desde que o cargo por ele titularizado, consoante adverte CELSO ANTONIO BANDEIRA DE MELLO ('Curso de Direito Administrativo', p. 139, item n. 46, 4ª ed., 1993, Malheiros), 'venha a ser extinto ou declarado desnecessário (§ 3º do art. 41) ou ainda quando, em virtude de reintegração de outrem, seja desalojado do cargo que ocupava sem ter um cargo de origem para regressar a ele (art. 41, § 2º, precitado)'” (Tribunal Pleno, DJ de 17/6/95). Prima facie, o dispositivo em ataque parece atender à razão constitucional ao determinar ao administrador que efetue o aproveitamento obrigatório do servidor o quanto antes, fixando, inclusive, limite temporal para a tomada da medida. Essa disposição temporal, contudo, em vez de ensejar a celeridade do procedimento, pode provocar verdadeiro entrave administrativo, uma vez que o prazo de um ano, por vezes, será atingido antes do surgimento de cargo público vago idêntico ou equivalente àquele que era titularizado pelo servidor em disponibilidade. Tal regra, dessa perspectiva, contrasta com o sistema constitucional, 7 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5458331. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 21 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ADI 239 / RJ na medida em que o provimento de cargos públicos é ato consequente de pretérita criação de cargos novos por meio de lei (art. 61, § 1º, II, a; art. 96, II, b, CF/88), ou de ocorrência de vaga nos já existentes, por meio de qualquer das formas de vacância. Desse modo, a imposição do citado prazo afigura-se como providência de difícil ou impossível consecução. Não bastasse isso, a regra ofende materialmente a Carta Federal, pois consiste em obrigação criada pelo Poder Legislativo que não decorre direta ou indiretamente dos pressupostos essenciais à aplicação do instituto da disponibilidade definidos na Constituição da República (art. 41, § 3º) e, principalmente, porque não condiz com o postulado da independência dos Poderes instituídos. A imposição de termo ao cumprimento da regra invade a autonomia administrativa conferida ao Poder Executivo, ao Poder Judiciário e aos demais órgãos titulares dessa prerrogativa, não sendo lícito que seja feita pela Assembleia Legislativa do Estado, ainda que em sede de primeiro exercício do poder constituinte decorrente. Colha-se precedente desta Corte, no qual se assentou a inconstitucionalidade de norma estadual versada sobre o tema, em razão da quebra do postulado da independência dos Poderes e do dever de observância obrigatória da disciplina constitucional do instituto: “EMENTA: AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. ESTADO DE RONDÔNIA. § 10 INTRODUZIDO NO ARTIGO 20 DA CONSTITUIÇÃO ESTADUAL PELA EMENDA CONSTITUCIONAL N.º 3/92. Dispositivo que se ressente de inconstitucionalidade material e formal. No primeiro caso, por haver instituído hipótese de disponibilidade do servidor civil e efeito do exercício, por este, de mandato eletivo, que não se acham previstos na Carta da República (arts. 38 e 41, §§ 2.º e 3.º), nesse ponto, de observância imperiosa para os Estados. E, no segundo, por introduzir modificação no regime jurídico de servidores públicos, com ofensa ao princípio de iniciativa privativa do Chefe do Poder Executivo, como previsto no art. 61, § 1.º, II, c, da mesma Carta, corolário do princípio da independência dos 8 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5458331. Supremo Tribunal Federal ADI 239 / RJ na medida em que o provimento de cargos públicos é ato consequente de pretérita criação de cargos novos por meio de lei (art. 61, § 1º, II, a; art. 96, II, b, CF/88), ou de ocorrência de vaga nos já existentes, por meio de qualquer das formas de vacância. Desse modo, a imposição do citado prazo afigura-se como providência de difícil ou impossível consecução. Não bastasse isso, a regra ofende materialmente a Carta Federal, pois consiste em obrigação criada pelo Poder Legislativo que não decorre direta ou indiretamente dos pressupostos essenciais à aplicação do instituto da disponibilidade definidos na Constituição da República (art. 41, § 3º) e, principalmente, porque não condiz com o postulado da independência dos Poderes instituídos. A imposição de termo ao cumprimento da regra invade a autonomia administrativa conferida ao Poder Executivo, ao Poder Judiciário e aos demais órgãos titulares dessa prerrogativa, não sendo lícito que seja feita pela Assembleia Legislativa do Estado, ainda que em sede de primeiro exercício do poder constituinte decorrente. Colha-se precedente desta Corte, no qual se assentou a inconstitucionalidade de norma estadual versada sobre o tema, em razão da quebra do postulado da independência dos Poderes e do dever de observância obrigatória da disciplina constitucional do instituto: “EMENTA: AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. ESTADO DE RONDÔNIA. § 10 INTRODUZIDO NO ARTIGO 20 DA CONSTITUIÇÃO ESTADUAL PELA EMENDA CONSTITUCIONAL N.º 3/92. Dispositivo que se ressente de inconstitucionalidade material e formal. No primeiro caso, por haver instituído hipótese de disponibilidade do servidor civil e efeito do exercício, por este, de mandato eletivo, que não se acham previstos na Carta da República (arts. 38 e 41, §§ 2.º e 3.º), nesse ponto, de observância imperiosa para os Estados. E, no segundo, por introduzir modificação no regime jurídico de servidores públicos, com ofensa ao princípio de iniciativa privativa do Chefe do Poder Executivo, como previsto no art. 61, § 1.º, II, c, da mesma Carta, corolário do princípio da independência dos 8 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5458331. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 21 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ADI 239 / RJ Poderes a que, por igual, está vinculado o legislador estadual. Procedência da ação” (ADI nº 1.255/RO, Relator o Ministro Ilmar Galvão, Tribunal Pleno, DJ de 6/9/01). Por essas razões, deve ser declarada a inconstitucionalidade da expressão “pelo prazo máximo de um ano” contida no art. 90, § 3º, da Constituição do Estado do Rio de Janeiro. B) Da integralidade da remuneração Nos termos declinados na apreciação da questão prejudicial, a Constituição Federal, na sua redação originária, era silente no que diz respeito ao quantum da remuneração que seria devida ao servidor posto em disponibilidade. Esse vácuo normativo até então existente, a meu ver, autorizava os estados a legislar sobre a matéria, assegurando a integralidade remuneratória aos seus servidores. Destaque-se, inclusive, que esta Suprema Corte, com parâmetro na redação originária do art. 41, § 3º, da Carta de 1988, declarou, por maioria, na ADI nº 313/DF (Rel. Min. Paulo Brossard, DJ de 30/4/92), a inconstitucionalidade dos arts. 10 e 20 do Decreto nº 99.300, de 15/6/90, os quais fixavam a proporcionalidade dos vencimentos dos servidores em disponibilidade. Assim sendo, a expressão “com vencimentos e vantagens integrais” contida no art. 90, § 3º, da Constituição do Estado do Rio de Janeiro não conflitava com a feição inicial do instituto, delineada na redação originária da Lei Fundamental. O mesmo argumento serve para demonstrar também que a modificação trazida pela EC nº 19/98 suplantou a previsão contida na Carta estadual, pois passou-se a determinar, expressamente, que o cálculo dos vencimentos, na hipótese de disponibilidade do servidor decorrente da extinção do cargo por ele ocupado ou da declaração de sua desnecessidade, fosse feito com suporte no tempo de serviço laboral, ou seja, a remuneração passaria a ser, necessariamente, proporcional ao tempo de serviço, por se tratar, como visto anteriormente, de norma de 9 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5458331. Supremo Tribunal Federal ADI 239 / RJ Poderes a que, por igual, está vinculado o legislador estadual. Procedência da ação” (ADI nº 1.255/RO, Relator o Ministro Ilmar Galvão, Tribunal Pleno, DJ de 6/9/01). Por essas razões, deve ser declarada a inconstitucionalidade da expressão “pelo prazo máximo de um ano” contida no art. 90, § 3º, da Constituição do Estado do Rio de Janeiro. B) Da integralidade da remuneração Nos termos declinados na apreciação da questão prejudicial, a Constituição Federal, na sua redação originária, era silente no que diz respeito ao quantum da remuneração que seria devida ao servidor posto em disponibilidade. Esse vácuo normativo até então existente, a meu ver, autorizava os estados a legislar sobre a matéria, assegurando a integralidade remuneratória aos seus servidores. Destaque-se, inclusive, que esta Suprema Corte, com parâmetro na redação originária do art. 41, § 3º, da Carta de 1988, declarou, por maioria, na ADI nº 313/DF (Rel. Min. Paulo Brossard, DJ de 30/4/92), a inconstitucionalidade dos arts. 10 e 20 do Decreto nº 99.300, de 15/6/90, os quais fixavam a proporcionalidade dos vencimentos dos servidores em disponibilidade. Assim sendo, a expressão “com vencimentos e vantagens integrais” contida no art. 90, § 3º, da Constituição do Estado do Rio de Janeiro não conflitava com a feição inicial do instituto, delineada na redação originária da Lei Fundamental. O mesmo argumento serve para demonstrar também que a modificação trazida pela EC nº 19/98 suplantou a previsão contida na Carta estadual, pois passou-se a determinar, expressamente, que o cálculo dos vencimentos, na hipótese de disponibilidade do servidor decorrente da extinção do cargo por ele ocupado ou da declaração de sua desnecessidade, fosse feito com suporte no tempo de serviço laboral, ou seja, a remuneração passaria a ser, necessariamente, proporcional ao tempo de serviço, por se tratar, como visto anteriormente, de norma de 9 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5458331. Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 21 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ADI 239 / RJ repetição obrigatória. Nesses termos, o preceito, nessa parte, conquanto passe pelo teste de compatibilidade com o texto original da Constituição Federal, deve ser declarado como não recepcionado pela EC nº 19/98. C) Conclusão Ante o exposto, voto pela procedência parcial da ação direta, com a declaração de inconstitucionalidade da expressão “pelo prazo máximo de um ano” contida no art. 90, § 3º, da Constituição do Estado do Rio de Janeiro e o reconhecimento da não recepção da expressão “com vencimentos e vantagens integrais”, contida no mesmo dispositivo, pela Constituição Federal de 1988, tendo em vista a redação dada ao dispositivo constitucional paradigma pela EC nº 19, de 4 de junho de 1998. 10 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5458331. Supremo Tribunal Federal ADI 239 / RJ repetição obrigatória. Nesses termos, o preceito, nessa parte, conquanto passe pelo teste de compatibilidade com o texto original da Constituição Federal, deve ser declarado como não recepcionado pela EC nº 19/98. C) Conclusão Ante o exposto, voto pela procedência parcial da ação direta, com a declaração de inconstitucionalidade da expressão “pelo prazo máximo de um ano” contida no art. 90, § 3º, da Constituição do Estado do Rio de Janeiro e o reconhecimento da não recepção da expressão “com vencimentos e vantagens integrais”, contida no mesmo dispositivo, pela Constituição Federal de 1988, tendo em vista a redação dada ao dispositivo constitucional paradigma pela EC nº 19, de 4 de junho de 1998. 10 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5458331. Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 21 Debate 19/02/2014 PLENÁRIO AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 239 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI REQTE.(S) :GOVERNADOR DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO INTDO.(A/S) :ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO DEBATE O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI - CANCELADO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Seguindo a linha da jurisprudência, pelo menos desde a ADI nº 2, que estabeleceu a técnica da não recepção. O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES - Isso foi na ADI, agora? O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO: CANCELADO. O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI – (RELATOR): A ADI nº 2 estabeleceu a técnica da não recepção. O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO: CANCELADO. A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - Revogação, não recepção. O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI - CANCELADO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Eu não tenho dificuldade de mudar a terminologia para incompatibilidade. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Mas se há incompatibilidade, ela tem que se resolver. O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7014854. Supremo Tribunal Federal 19/02/2014 PLENÁRIO AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 239 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI REQTE.(S) :GOVERNADOR DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO INTDO.(A/S) :ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO DEBATE O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI - CANCELADO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Seguindo a linha da jurisprudência, pelo menos desde a ADI nº 2, que estabeleceu a técnica da não recepção. O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES - Isso foi na ADI, agora? O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO: CANCELADO. O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI – (RELATOR): A ADI nº 2 estabeleceu a técnica da não recepção. O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO: CANCELADO. A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - Revogação, não recepção. O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI - CANCELADO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Eu não tenho dificuldade de mudar a terminologia para incompatibilidade. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Mas se há incompatibilidade, ela tem que se resolver. O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7014854. Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 21 Debate ADI 239 / RJ Aí eu mudaria. O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI - CANCELADO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Eu vou mudar então para incompatibilidade, se os colegas estiverem de acordo. O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES - Essa foi uma mudança que ocorreu depois da proposta da ADI? Foi isso? O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI - CANCELADO O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Ministro Toffoli, sobreveio uma emenda constitucional federal incompatível com a emenda estadual. O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Quem estava em disponibilidade recebia integralmente, isso era compatível com o texto originário. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Certo. O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Sobreveio a Emenda nº 19, e a Emenda nº 19 estabeleceu a proporcionalidade. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Portanto, é um conflito intertemporal, uma lei posterior incompatível com uma lei anterior. O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Mas o que o Ministro Teori coloca é interessante: elas não estão na mesma esfera de edição. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Não tem problema. A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - Mas ela é norma de repetição obrigatória, porque o regime de servidores obriga. O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO: CANCELADO. A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - É pré-constitucional. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7014854. Supremo Tribunal Federal ADI 239 / RJ Aí eu mudaria. O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI - CANCELADO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Eu vou mudar então para incompatibilidade, se os colegas estiverem de acordo. O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES - Essa foi uma mudança que ocorreu depois da proposta da ADI? Foi isso? O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI - CANCELADO O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Ministro Toffoli, sobreveio uma emenda constitucional federal incompatível com a emenda estadual. O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Quem estava em disponibilidade recebia integralmente, isso era compatível com o texto originário. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Certo. O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Sobreveio a Emenda nº 19, e a Emenda nº 19 estabeleceu a proporcionalidade. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Portanto, é um conflito intertemporal, uma lei posterior incompatível com uma lei anterior. O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Mas o que o Ministro Teori coloca é interessante: elas não estão na mesma esfera de edição. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Não tem problema. A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - Mas ela é norma de repetição obrigatória, porque o regime de servidores obriga. O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO: CANCELADO. A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - É pré-constitucional. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7014854. Inteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 21 Debate ADI 239 / RJ O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO: CANCELADO. O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES - Eu acho que a nossa jurisprudência sempre foi de que, em princípio, não se pode conhecer, em ADI, da relação entre a norma e o Direito Constitucional superveniente. O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Por isso que essa solução fica mais adequada. O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES - Exatamente. Depois, creio que nós tivemos um caso, acho que um da relatoria de Vossa Excelência e um da relatoria do Ministro Menezes Direito, em que nós dissemos que era, sim, cognoscível, se verificável, em sede de ADI, essa... A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - No caso do Menezes Direito isso ficou taxativo. O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES - Exatamente. Então, fazia-se o juízo, até por economia processual. O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Exatamente. O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES - Ou, do contrário, nós acabaríamos simplesmente julgando prejudicada a ação. Parece-me que há uma questão de ordem aí, acho que Vossa Excelência foi Relator de um dos casos. O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Eu vou manter, da forma como está, a minha conclusão. O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES - Portanto, parece-me que é condizente. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Porque não é um juízo de validade, é uma incompatibilidade que retira a vigência.. O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): E está consoante a jurisprudência. O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES - Mas se resolve em sede de ADI também. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Está bem. Eu estou de acordo também. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7014854. Supremo Tribunal Federal ADI 239 / RJ O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO: CANCELADO. O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES - Eu acho que a nossa jurisprudência sempre foi de que, em princípio, não se pode conhecer, em ADI, da relação entre a norma e o Direito Constitucional superveniente. O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Por isso que essa solução fica mais adequada. O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES - Exatamente. Depois, creio que nós tivemos um caso, acho que um da relatoria de Vossa Excelência e um da relatoria do Ministro Menezes Direito, em que nós dissemos que era, sim, cognoscível, se verificável, em sede de ADI, essa... A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - No caso do Menezes Direito isso ficou taxativo. O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES - Exatamente. Então, fazia-se o juízo, até por economia processual. O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Exatamente. O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES - Ou, do contrário, nós acabaríamos simplesmente julgando prejudicada a ação. Parece-me que há uma questão de ordem aí, acho que Vossa Excelência foi Relator de um dos casos. O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Eu vou manter, da forma como está, a minha conclusão. O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES - Portanto, parece-me que é condizente. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Porque não é um juízo de validade, é uma incompatibilidade que retira a vigência.. O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): E está consoante a jurisprudência. O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES - Mas se resolve em sede de ADI também. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Está bem. Eu estou de acordo também. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7014854. Inteiro Teor do Acórdão - Página 18 de 21 Debate ADI 239 / RJ O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES - Até porque surge uma outra hipótese, bastante comum também, ou que não é incomum, da sucessão de emendas constitucionais. E aí a lei pode ser julgada constitucional em relação à emenda que foi revogada, mas depois se coloca o problema em relação à emenda superveniente. A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - A nova situação vai ter que ser examinada em outra ação direta, outro controle, e com consequências nesse período, porque aqui estamos falando de servidores públicos, de pagamento. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Portanto, a jurisprudência dominante é que é possível aferir recepção ou não recepção em ação direta. O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Exatamente. A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - Essa matéria aparece em julgados da Turma, por exemplo, ainda ontem tivemos o caso em que cogitamos da não recepção de uma norma, afetou-se ao Plenário, porque aí é controle de constitucionalidade. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Mas norma anterior à Constituição prevalece o entendimento tradicional? O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES - Claro, claro. A superveniência é que se admite o exame. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7014854. Supremo Tribunal Federal ADI 239 / RJ O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES - Até porque surge uma outra hipótese, bastante comum também, ou que não é incomum, da sucessão de emendas constitucionais. E aí a lei pode ser julgada constitucional em relação à emenda que foi revogada, mas depois se coloca o problema em relação à emenda superveniente. A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - A nova situação vai ter que ser examinada em outra ação direta, outro controle, e com consequências nesse período, porque aqui estamos falando de servidores públicos, de pagamento. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Portanto, a jurisprudência dominante é que é possível aferir recepção ou não recepção em ação direta. O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Exatamente. A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - Essa matéria aparece em julgados da Turma, por exemplo, ainda ontem tivemos o caso em que cogitamos da não recepção de uma norma, afetou-se ao Plenário, porque aí é controle de constitucionalidade. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Mas norma anterior à Constituição prevalece o entendimento tradicional? O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES - Claro, claro. A superveniência é que se admite o exame. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7014854. Inteiro Teor do Acórdão - Página 19 de 21 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI 19/02/2014 PLENÁRIO AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 239 RIO DE JANEIRO VOTO O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI - Eu vou acompanhar, embora pessoalmente considere que esse fenômeno não é propriamente o fenômeno de recepção, mas de inconstitucionalidade, porque se tratam de duas normas constitucionais. O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): É a jurisprudência. O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES - É, porque, desde a ADI nº 2, ficou a jurisprudência. O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI - Sim, eu concordo que essa aferição é possível quando se trata de fenômeno de recepção, mas aqui acho que não é propriamente fenômeno de recepção. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5485464. Supremo Tribunal Federal 19/02/2014 PLENÁRIO AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 239 RIO DE JANEIRO VOTO O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI - Eu vou acompanhar, embora pessoalmente considere que esse fenômeno não é propriamente o fenômeno de recepção, mas de inconstitucionalidade, porque se tratam de duas normas constitucionais. O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): É a jurisprudência. O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES - É, porque, desde a ADI nº 2, ficou a jurisprudência. O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI - Sim, eu concordo que essa aferição é possível quando se trata de fenômeno de recepção, mas aqui acho que não é propriamente fenômeno de recepção. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5485464. Inteiro Teor do Acórdão - Página 20 de 21 Extrato de Ata - 19/02/2014 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 239 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI REQTE.(S) : GOVERNADOR DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO INTDO.(A/S) : ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO Decisão: O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, julgou parcialmente procedente a ação direta para declarar a inconstitucionalidade da expressão “pelo prazo máximo de um ano”, contida no art. 90, § 3º, da Constituição do Estado do Rio de Janeiro, e reconhecer a não recepção da expressão “com vencimentos e vantagens integrais”, contida no mesmo dispositivo, pela Constituição Federal de 1988, tendo em vista a redação dada ao dispositivo constitucional paradigma pela EC nº 19, de 4 de junho de 1998. Votou o Presidente, Ministro Joaquim Barbosa. Ausente, neste julgamento, o Ministro Marco Aurélio. Plenário, 19.02.2014. Presidência do Senhor Ministro Joaquim Barbosa. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber, Teori Zavascki e Roberto Barroso. Procurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot Monteiro de Barros. p/ Luiz Tomimatsu Assessor-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 5512455 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 239 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI REQTE.(S) : GOVERNADOR DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO INTDO.(A/S) : ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO Decisão: O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, julgou parcialmente procedente a ação direta para declarar a inconstitucionalidade da expressão “pelo prazo máximo de um ano”, contida no art. 90, § 3º, da Constituição do Estado do Rio de Janeiro, e reconhecer a não recepção da expressão “com vencimentos e vantagens integrais”, contida no mesmo dispositivo, pela Constituição Federal de 1988, tendo em vista a redação dada ao dispositivo constitucional paradigma pela EC nº 19, de 4 de junho de 1998. Votou o Presidente, Ministro Joaquim Barbosa. Ausente, neste julgamento, o Ministro Marco Aurélio. Plenário, 19.02.2014. Presidência do Senhor Ministro Joaquim Barbosa. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber, Teori Zavascki e Roberto Barroso. Procurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot Monteiro de Barros. p/ Luiz Tomimatsu Assessor-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 5512455 Inteiro Teor do Acórdão - Página 21 de 21
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=7065404
2014-02-19T00:00:00
2014-10-30T00:00:00
O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, julgou parcialmente procedente a ação direta para declarar a inconstitucionalidade da expressão “pelo prazo máximo de um ano”, contida no art. 90, § 3º, da Constituição do Estado do Rio de Janeiro, e reconhecer a não recepção da expressão “com vencimentos e vantagens integrais”, contida no mesmo dispositivo, pela Constituição Federal de 1988, tendo em vista a redação dada ao dispositivo constitucional paradigma pela EC nº 19, de 4 de junho de 1998. Votou o Presidente, Ministro Joaquim Barbosa. Ausente, neste julgamento, o Ministro Marco Aurélio. Plenário, 19.02.2014.
AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE
EMENTA Ação direta de inconstitucionalidade. Artigo 90, § 3º, da Constituição do Estado do Rio de Janeiro. Disponibilidade remunerada dos servidores públicos. Edição da EC nº 19/98. Substancial alteração do parâmetro de controle. Artigo 41, § 3º, da Constituição Federal. Não ocorrência de prejuízo. Fixação de prazo para aproveitamento do servidor. Inconstitucionalidade. Integralidade da remuneração. Não recepção pela EC nº 19/98. 1. A Emenda Constitucional nº 19/98 alterou substancialmente parte do art. 41, § 3º, da Constituição Federal, o qual figura como paradigma de controle na ação. Necessidade de adoção de dois juízos subsequentes pelo Tribunal. O primeiro entre o preceito impugnado e o texto constitucional vigente na propositura da ação, com o fim de se averiguar a existência de compatibilidade entre ambos (juízo de constitucionalidade). Já o segundo entre o dispositivo questionado e o parâmetro alterado (atualmente em vigor), com o escopo de se atestar sua eventual recepção pelo texto constitucional superveniente. 2. A imposição do prazo de um ano para aproveitamento do servidor em disponibilidade ofende materialmente a Carta Federal, pois consiste em obrigação criada pelo Poder Legislativo que não decorre direta ou indiretamente dos pressupostos essenciais à aplicação do instituto da disponibilidade definidos na Constituição da República (art. 41, § 3º), e, principalmente, porque não condiz com o postulado da independência dos Poderes instituídos, ainda que em sede do primeiro exercício do poder constituinte decorrente. 3. O art. 41, § 3º, da Constituição Federal, na sua redação originária, era silente em relação ao quantum da remuneração que seria devida ao servidor posto em disponibilidade. Esse vácuo normativo até então existente autorizava os estados a legislar sobre a matéria, assegurando a integralidade remuneratória aos seus servidores. Contudo, a modificação trazida pela EC 19/98 suplantou a previsão contida na Carta estadual, pois passou a determinar, expressamente, que a remuneração do servidor em disponibilidade seria proporcional ao tempo de serviço. 4. Ação direta julgada parcialmente procedente.
sjur282506
- Acórdão(s) citado(s): (ADI, ALTERAÇÃO, SUPERVENIÊNCIA, CONSTITUIÇÃO FEDERAL) ADI 94 (TP), ADI 509 (TP), ADI 2158 (TP), ADI 2189 (TP). (NÃO RECEPÇÃO, LEI, CONSTITUIÇÃO) ADPF 130 (TP), ADI 2 (1ªT), ADPF 156 (TP). (ADPF, FUNGIBILIDADE, ADI) ADI 4105 MC (TP), ADI 4180 MC-REF (TP). (INSTITUTO JURÍDICO, DISPONIBILIDADE REMUNERADA) Pet 999 MC (TP). (FIXAÇÃO, PRAZO, APROVEITAMENTO, SERVIDOR PÚBLICO, PRINCÍPIO DA INDEPENDÊNCIA DOS PODERES) ADI 1255 (TP). (PROPORCIONALIDADE, REMUNERAÇÃO, SERVIDOR PÚBLICO, DISPONIBILIDADE REMUNERADA) ADI 313 (TP). Número de páginas: 21. Análise: 12/11/2014, IVA.
DIAS TOFFOLI
Tribunal Pleno
239
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00041 REDAÇÃO ORIGINÁRIA\n ART-00041 PAR-00003 REDAÇÃO ORIGINÁRIA\n ART-00041 REDAÇÃO DADA PELA EMC-19/1998\n ART-00041 PAR-00003 REDAÇÃO DADA PELA EMC-19/1998\n ART-00061 PAR-00001 INC-00002 LET-A \n ART-00096 INC-00002 LET-B\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED EMC-000019 ANO-1998\n EMENDA CONSTITUCIONAL\n\n", "LEG-FED LEI-005250 ANO-1967\n LI-1967 LEI DE IMPRENSA\n\n", "LEG-FED DEL-005452 ANO-1943\n ART-00636 PAR-00001\n CLT-1943 CONSOLIDAÇÃO DAS LEIS DO TRABALHO\n\n", "LEG-FED DEC-099300 ANO-1990\n ART-00010 ART-00020\n DECRETO\n\n", "LEG-EST CES ANO-1989\n ART-00090 PAR-00003\n CONSTITUIÇÃO ESTADUAL, RJ" ]
ADI
acordaos
ADI 239
[ "" ]
REQTE.(S) : GOVERNADOR DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO INTDO.(A/S) : ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
[ "" ]
Ementa e Acórdão 19/02/2014 PLENÁRIO AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 239 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI REQTE.(S) :GOVERNADOR DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO INTDO.(A/S) :ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO EMENTA Ação direta de inconstitucionalidade. Artigo 90, § 3..., da Constituição do Estado do Rio de Janeiro. Disponibilidade remunerada dos servidores públicos. Edição da EC n 19/98. Substancial alteração do parâmetro de controle. Artigo 41, § 3..., da Constituição Federal. Não ocorrência de prejuízo. Fixação de prazo para aproveitamento do servidor. Inconstitucionalidade. Integralidade da remuneração. Não recepção pela EC n 19/98. 1. A Emenda Constitucional n 19/98 alterou substancialmente parte do art. 41, § 3..., da Constituição Federal, o qual figura como paradigma de controle na ação. Necessidade de adoção de dois juízos subsequentes pelo Tribunal. O primeiro entre o preceito impugnado e o texto constitucional vigente na propositura da ação, com o fim de se averiguar a existência de compatibilidade entre ambos (juízo de constitucionalidade). Já o segundo entre o dispositivo questionado e o parâmetro alterado (atualmente em vigor), com o escopo de se atestar sua eventual recepção pelo texto constitucional superveniente. 2. A imposição do prazo de um ano para aproveitamento do servidor em disponibilidade ofende materialmente a Carta Federal, pois consiste em obrigação criada pelo Poder Legislativo que não decorre direta ou indiretamente dos pressupostos essenciais à aplicação do instituto da disponibilidade definidos na Constituição da República (art. 41, § 3...), e, principalmente, porque não condiz com o postulado da independência dos Poderes instituídos, ainda que em sede do primeiro exercício do Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5519895. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 21 Ementa e Acórdão ADI 239 / RJ poder constituinte decorrente. 3. O art. 41, § 3..., da Constituição Federal, na sua redação originária, era silente em relação ao quantum da remuneração que seria devida ao servidor posto em disponibilidade. Esse vácuo normativo até então existente autorizava os estados a legislar sobre a matéria, assegurando a integralidade remuneratória aos seus servidores. Contudo, a modificação trazida pela EC 19/98 suplantou a previsão contida na Carta estadual, pois passou a determinar, expressamente, que a remuneração do servidor em disponibilidade seria proporcional ao tempo de serviço. 4. Ação direta julgada parcialmente procedente. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em sessão plenária, sob a presidência do Senhor Ministro Joaquim Barbosa, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos e nos termos do voto do Relator, em julgar parcialmente procedente a ação direta para declarar a inconstitucionalidade da expressão “pelo prazo máximo de um ano”, contida no art. 90, § 3..., da Constituição do Estado do Rio de Janeiro, e reconhecer a não recepção da expressão “com vencimentos e vantagens integrais”, contida no mesmo dispositivo, pela Constituição Federal de 1988, tendo em vista a redação dada ao dispositivo constitucional paradigma pela EC n 19, de 4 de junho de 1998. Brasília, 19 de fevereiro de 2014. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5519895. Supremo Tribunal Federal ADI 239 / RJ poder constituinte decorrente. 3. O art. 41, § 3..., da Constituição Federal, na sua redação originária, era silente em relação ao quantum da remuneração que seria devida ao servidor posto em disponibilidade. Esse vácuo normativo até então existente autorizava os estados a legislar sobre a matéria, assegurando a integralidade remuneratória aos seus servidores. Contudo, a modificação trazida pela EC 19/98 suplantou a previsão contida na Carta estadual, pois passou a determinar, expressamente, que a remuneração do servidor em disponibilidade seria proporcional ao tempo de serviço. 4. Ação direta julgada parcialmente procedente. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em sessão plenária, sob a presidência do Senhor Ministro Joaquim Barbosa, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos e nos termos do voto do Relator, em julgar parcialmente procedente a ação direta para declarar a inconstitucionalidade da expressão “pelo prazo máximo de um ano”, contida no art. 90, § 3..., da Constituição do Estado do Rio de Janeiro, e reconhecer a não recepção da expressão “com vencimentos e vantagens integrais”, contida no mesmo dispositivo, pela Constituição Federal de 1988, tendo em vista a redação dada ao dispositivo constitucional paradigma pela EC n 19, de 4 de junho de 1998. Brasília, 19 de fevereiro de 2014. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5519895. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 21 Relatório 19/02/2014 PLENÁRIO AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 239 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI REQTE.(S) :GOVERNADOR DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO INTDO.(A/S) :ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Cuida-se de ação direta de inconstitucionalidade ajuizada pelo Governador do Estado do Rio de Janeiro, em 5 de abril de 1990, na qual se questiona o art. 90, § 3..., da Constituição do Estado do Rio de Janeiro, o qual versa sobre o instituto da disponibilidade remunerada dos servidores públicos. Eis o teor da norma impugnada: “Art. 90 - São estáveis, após dois anos de efetivo exercício, os servidores nomeados em virtude de concurso público. (...) § 3... - Ocorrendo extinção do cargo, o funcionário estável ficará em disponibilidade remunerada, com vencimentos e vantagens integrais, pelo prazo máximo de um ano, até seu aproveitamento obrigatório em função equivalente no serviço público”. Sustenta o autor que o dispositivo hostilizado, ao determinar o pagamento integral da remuneração dos servidores em disponibilidade e ao impor seu aproveitamento no prazo máximo de um ano, não guardaria correspondência com o disposto no art. 41, § 3..., da Constituição Federal, o qual se trata de limitação intransponível para a Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5519893. Supremo Tribunal Federal 19/02/2014 PLENÁRIO AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 239 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI REQTE.(S) :GOVERNADOR DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO INTDO.(A/S) :ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Cuida-se de ação direta de inconstitucionalidade ajuizada pelo Governador do Estado do Rio de Janeiro, em 5 de abril de 1990, na qual se questiona o art. 90, § 3..., da Constituição do Estado do Rio de Janeiro, o qual versa sobre o instituto da disponibilidade remunerada dos servidores públicos. Eis o teor da norma impugnada: “Art. 90 - São estáveis, após dois anos de efetivo exercício, os servidores nomeados em virtude de concurso público. (...) § 3... - Ocorrendo extinção do cargo, o funcionário estável ficará em disponibilidade remunerada, com vencimentos e vantagens integrais, pelo prazo máximo de um ano, até seu aproveitamento obrigatório em função equivalente no serviço público”. Sustenta o autor que o dispositivo hostilizado, ao determinar o pagamento integral da remuneração dos servidores em disponibilidade e ao impor seu aproveitamento no prazo máximo de um ano, não guardaria correspondência com o disposto no art. 41, § 3..., da Constituição Federal, o qual se trata de limitação intransponível para a Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5519893. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 21 Relatório ADI 239 / RJ atuação do Constituinte Estadual, não podendo esse nem ampliar nem restringir as garantias asseguradas na referida norma constitucional. Ademais, defende que o servidor público em disponibilidade não pode receber vencimentos integrais porque não está prestando qualquer serviço e, além disso, não se pode compelir o Poder Público estadual a aproveitar, em prazo determinado, o servidor em disponibilidade, uma vez que esse aproveitamento dependeria de vaga cuja criação não é de competência da Administração. Aduz, por fim, que somente lei de iniciativa do Chefe do Poder Executivo, na forma do art. 61, § 1..., inciso II, alínea “c” da Constituição Federal, poderia ter legitimamente regulamentado o instituto da disponibilidade remunerada dos servidores estaduais. A Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (fls. 50/54) defendeu a compatibilidade do preceito com a Constituição Federal, sob o argumento de que o art. 41, § 3..., da Constituição Federal obriga o aproveitamento do servidor em disponibilidade, sendo, ainda, silente sobre o quantum da remuneração no período. Sustentou, ademais, a possibilidade de regulamentação do tema em nível estadual, tendo em vista o status constitucional da regra . O então Advogado-Geral da União (fls. 58/64) defendeu o ato questionado, salientando a possibilidade de melhor definição do instituto no âmbito estadual, destacando precedente específico da Corte sobre o tema (ADI 313/DF, Rel. Min. Paulo Brassard, DJ de 21/8/91). A Procuradoria-Geral da República pronunciou-se, primeiramente, pela prejudicialidade da ação, tendo em vista que o dispositivo constitucional apontado como violado (art. 41, § 3...) sofreu modificações em virtude da Emenda Constitucional n 19/98 e, no mérito, pela declaração de “inconstitucionalidade do § 3... do artigo 90 da Constituição do Estado do Rio de Janeiro por vício formal (não obediência ao dispositivo constitucional que atribui aos Chefes dos Poderes Executivos a competência privativa para iniciar o processo legislativo que trata do regime jurídico único dos seus servidores), ou, ainda, acaso assim não entenda, pela parcial inconstitucionalidade material do referido artigo, 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5519893. Supremo Tribunal Federal ADI 239 / RJ atuação do Constituinte Estadual, não podendo esse nem ampliar nem restringir as garantias asseguradas na referida norma constitucional. Ademais, defende que o servidor público em disponibilidade não pode receber vencimentos integrais porque não está prestando qualquer serviço e, além disso, não se pode compelir o Poder Público estadual a aproveitar, em prazo determinado, o servidor em disponibilidade, uma vez que esse aproveitamento dependeria de vaga cuja criação não é de competência da Administração. Aduz, por fim, que somente lei de iniciativa do Chefe do Poder Executivo, na forma do art. 61, § 1..., inciso II, alínea “c” da Constituição Federal, poderia ter legitimamente regulamentado o instituto da disponibilidade remunerada dos servidores estaduais. A Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (fls. 50/54) defendeu a compatibilidade do preceito com a Constituição Federal, sob o argumento de que o art. 41, § 3..., da Constituição Federal obriga o aproveitamento do servidor em disponibilidade, sendo, ainda, silente sobre o quantum da remuneração no período. Sustentou, ademais, a possibilidade de regulamentação do tema em nível estadual, tendo em vista o status constitucional da regra . O então Advogado-Geral da União (fls. 58/64) defendeu o ato questionado, salientando a possibilidade de melhor definição do instituto no âmbito estadual, destacando precedente específico da Corte sobre o tema (ADI 313/DF, Rel. Min. Paulo Brassard, DJ de 21/8/91). A Procuradoria-Geral da República pronunciou-se, primeiramente, pela prejudicialidade da ação, tendo em vista que o dispositivo constitucional apontado como violado (art. 41, § 3...) sofreu modificações em virtude da Emenda Constitucional n 19/98 e, no mérito, pela declaração de “inconstitucionalidade do § 3... do artigo 90 da Constituição do Estado do Rio de Janeiro por vício formal (não obediência ao dispositivo constitucional que atribui aos Chefes dos Poderes Executivos a competência privativa para iniciar o processo legislativo que trata do regime jurídico único dos seus servidores), ou, ainda, acaso assim não entenda, pela parcial inconstitucionalidade material do referido artigo, 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5519893. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 21 Relatório ADI 239 / RJ suprimindo-se somente a expressão ‘pelo prazo máximo de um ano’” (fl. 72). Foram intimadas as partes para falarem sobre a alteração do parâmetro de controle efetivada pela Emenda Constitucional n 19, de 1998 (fl. 83). O Estado do Rio de Janeiro, em petição de fls. 88/93, defendeu a não prejudicialidade da ação, defendendo que os vícios de inconstitucionalidade apontados foram aprofundados com as alterações promovidas na Constituição Federal. A Advocacia-Geral da União manifestou-se pela procedência parcial do pedido formulado pela requerente, com a declaração de inconstitucionalidade da expressão “com vencimentos e vantagens integrais”, contida no § 3... do artigo 90 da Constituição do Estado do Rio de Janeiro, em face da superveniência da Emenda Constitucional n 19/98 (fls. 97/107). De igual modo, a Procuradoria-Geral da República pronunciou-se pelo conhecimento da ação, em razão de persistir a inconstitucionalidade apontada na inicial e afirmada no parecer anteriormente proferido (fls. 111/113. É o relatório. Distribuam-se cópias aos Senhores Ministros (art. 9... da Lei n 9.868/99 e art. 172 do RISTF). 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5519893. Supremo Tribunal Federal ADI 239 / RJ suprimindo-se somente a expressão ‘pelo prazo máximo de um ano’” (fl. 72). Foram intimadas as partes para falarem sobre a alteração do parâmetro de controle efetivada pela Emenda Constitucional n 19, de 1998 (fl. 83). O Estado do Rio de Janeiro, em petição de fls. 88/93, defendeu a não prejudicialidade da ação, defendendo que os vícios de inconstitucionalidade apontados foram aprofundados com as alterações promovidas na Constituição Federal. A Advocacia-Geral da União manifestou-se pela procedência parcial do pedido formulado pela requerente, com a declaração de inconstitucionalidade da expressão “com vencimentos e vantagens integrais”, contida no § 3... do artigo 90 da Constituição do Estado do Rio de Janeiro, em face da superveniência da Emenda Constitucional n 19/98 (fls. 97/107). De igual modo, a Procuradoria-Geral da República pronunciou-se pelo conhecimento da ação, em razão de persistir a inconstitucionalidade apontada na inicial e afirmada no parecer anteriormente proferido (fls. 111/113. É o relatório. Distribuam-se cópias aos Senhores Ministros (art. 9... da Lei n 9.868/99 e art. 172 do RISTF). 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5519893. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 21 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI 19/02/2014 PLENÁRIO AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 239 RIO DE JANEIRO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Como relatado, cuida-se de ação direta de inconstitucionalidade em que se questiona a validade de previsão da Constituição do Estado do Rio de Janeiro que assegura a integralidade de vencimentos ao servidor público em disponibilidade, bem como determina o seu obrigatório aproveitamento no prazo de um ano. A questão que desponta, de início, é acerca da preliminar de prejudicialidade da ação, diante do advento da Emenda Constitucional n 19/98. O referido ato reformador alterou parte do art. 41, § 3..., da Constituição Federal, o qual figura como paradigma de controle. Vide: Redação original “Art. 41.(...) (...) § 3... - Extinto o cargo ou declarada sua desnecessidade, o servidor estável ficará em disponibilidade remunerada, até seu adequado aproveitamento em outro cargo.” Redação após a EC 19/1998 “Art. 41.(...) (...) 3... Extinto o cargo ou declarada a sua desnecessidade, o servidor estável ficará em disponibilidade, com remuneração proporcional ao tempo de serviço, até seu adequado aproveitamento em outro cargo.” Destaco, primeiramente, que a modificação de redação promovida no texto constitucional não abarcou a parte do dispositivo que assenta a necessidade de adequado aproveitamento do servidor posto em regime de disponibilidade em outro cargo. Por essa razão, como, nessa parte, não Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5458331. Supremo Tribunal Federal 19/02/2014 PLENÁRIO AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 239 RIO DE JANEIRO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Como relatado, cuida-se de ação direta de inconstitucionalidade em que se questiona a validade de previsão da Constituição do Estado do Rio de Janeiro que assegura a integralidade de vencimentos ao servidor público em disponibilidade, bem como determina o seu obrigatório aproveitamento no prazo de um ano. A questão que desponta, de início, é acerca da preliminar de prejudicialidade da ação, diante do advento da Emenda Constitucional n 19/98. O referido ato reformador alterou parte do art. 41, § 3..., da Constituição Federal, o qual figura como paradigma de controle. Vide: Redação original “Art. 41.(...) (...) § 3... - Extinto o cargo ou declarada sua desnecessidade, o servidor estável ficará em disponibilidade remunerada, até seu adequado aproveitamento em outro cargo.” Redação após a EC 19/1998 “Art. 41.(...) (...) 3... Extinto o cargo ou declarada a sua desnecessidade, o servidor estável ficará em disponibilidade, com remuneração proporcional ao tempo de serviço, até seu adequado aproveitamento em outro cargo.” Destaco, primeiramente, que a modificação de redação promovida no texto constitucional não abarcou a parte do dispositivo que assenta a necessidade de adequado aproveitamento do servidor posto em regime de disponibilidade em outro cargo. Por essa razão, como, nessa parte, não Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5458331. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 21 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ADI 239 / RJ houve alteração da norma constitucional, não há qualquer óbice ao conhecimento da ação quanto à regra que impôs o prazo máximo de um ano para o aproveitamento do servidor. Entretanto, o mesmo não ocorre em relação à parte do § 3... do art. 90 da Constituição do Estado do Rio de Janeiro que determina o pagamento integral da remuneração dos servidores em disponibilidade. Com efeito, nessa parte, verifica-se a ocorrência de substancial alteração do parâmetro de controle, pois enquanto, na sua redação original, o § 3... do art. 41 da Constituição Federal era silente quanto à integralidade ou à proporcionalidade da remuneração que seria devida ao servidor posto em disponibilidade, na redação conferida pela EC n 19/98, o mencionado dispositivo passou a ser expresso no sentido de que o servidor estável em disponibilidade deve perceber remuneração proporcional ao tempo de serviço. É preciso destacar, a propósito, que a jurisprudência deste Supremo Tribunal Federal tem avançado quanto à análise do prejuízo das ações diretas de constitucionalidade. Certas hipóteses que, na linha da jurisprudência tradicional da Corte, teriam ensejado o encerramento prematuro de ações, têm dado margem, atualmente, à continuidade do julgamento, em respeito aos valores maiores da preservação da supremacia da Constituição Federal e da efetividade da jurisdição constitucional. Podem-se rememorar os casos da ADI n 2.158/PR e da ADI n 2.189/PR, de minha relatoria, que tratavam da cobrança de contribuição previdenciária dos servidores inativos do Estado do Paraná, antes da edição da EC n 41/2003. A inconstitucionalidade do ato normativo foi reconhecida mesmo diante da alteração do parâmetro de controle, já que estava assentada a incompatibilidade da norma com o texto anterior da Constituição Federal, que vedava a exação. Do mesmo modo, foi descartada a possibilidade de convalidação de vício congênito pelo advento de emenda constitucional que agasalhasse o mesmo conteúdo normativo atacado (constitucionalização superveniente). A esse respeito, diz o acórdão respectivo: 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5458331. Supremo Tribunal Federal ADI 239 / RJ houve alteração da norma constitucional, não há qualquer óbice ao conhecimento da ação quanto à regra que impôs o prazo máximo de um ano para o aproveitamento do servidor. Entretanto, o mesmo não ocorre em relação à parte do § 3... do art. 90 da Constituição do Estado do Rio de Janeiro que determina o pagamento integral da remuneração dos servidores em disponibilidade. Com efeito, nessa parte, verifica-se a ocorrência de substancial alteração do parâmetro de controle, pois enquanto, na sua redação original, o § 3... do art. 41 da Constituição Federal era silente quanto à integralidade ou à proporcionalidade da remuneração que seria devida ao servidor posto em disponibilidade, na redação conferida pela EC n 19/98, o mencionado dispositivo passou a ser expresso no sentido de que o servidor estável em disponibilidade deve perceber remuneração proporcional ao tempo de serviço. É preciso destacar, a propósito, que a jurisprudência deste Supremo Tribunal Federal tem avançado quanto à análise do prejuízo das ações diretas de constitucionalidade. Certas hipóteses que, na linha da jurisprudência tradicional da Corte, teriam ensejado o encerramento prematuro de ações, têm dado margem, atualmente, à continuidade do julgamento, em respeito aos valores maiores da preservação da supremacia da Constituição Federal e da efetividade da jurisdição constitucional. Podem-se rememorar os casos da ADI n 2.158/PR e da ADI n 2.189/PR, de minha relatoria, que tratavam da cobrança de contribuição previdenciária dos servidores inativos do Estado do Paraná, antes da edição da EC n 41/2003. A inconstitucionalidade do ato normativo foi reconhecida mesmo diante da alteração do parâmetro de controle, já que estava assentada a incompatibilidade da norma com o texto anterior da Constituição Federal, que vedava a exação. Do mesmo modo, foi descartada a possibilidade de convalidação de vício congênito pelo advento de emenda constitucional que agasalhasse o mesmo conteúdo normativo atacado (constitucionalização superveniente). A esse respeito, diz o acórdão respectivo: 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5458331. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 21 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ADI 239 / RJ “EMENTA Ação Direta de Inconstitucionalidade. AMB. Lei n 12.398/98-Paraná. Decreto estadual n 721/99. Edição da EC n 41/03. Substancial alteração do parâmetro de controle. Não ocorrência de prejuízo. Superação da jurisprudência da Corte acerca da matéria. Contribuição dos inativos. Inconstitucionalidade sob a EC n 20/98. Precedentes. 1. Em nosso ordenamento jurídico, não se admite a figura da constitucionalidade superveniente. Mais relevante do que a atualidade do parâmetro de controle é a constatação de que a inconstitucionalidade persiste e é atual, ainda que se refira a dispositivos da Constituição Federal que não se encontram mais em vigor. Caso contrário, ficaria sensivelmente enfraquecida a própria regra que proíbe a convalidação. 2. A jurisdição constitucional brasileira não deve deixar às instâncias ordinárias a solução de problemas que podem, de maneira mais eficiente, eficaz e segura, ser resolvidos em sede de controle concentrado de normas. 3. A Lei estadual n 12.398/98, que criou a contribuição dos inativos no Estado do Paraná, por ser inconstitucional ao tempo de sua edição, não poderia ser convalidada pela Emenda Constitucional n 41/03. E, se a norma não foi convalidada, isso significa que a sua inconstitucionalidade persiste e é atual, ainda que se refira a dispositivos da Constituição Federal que não se encontram mais em vigor, alterados que foram pela Emenda Constitucional n 41/03. Superada a preliminar de prejudicialidade da ação, fixando o entendimento de, analisada a situação concreta, não se assentar o prejuízo das ações em curso, para evitar situações em que uma lei que nasceu claramente inconstitucional volte a produzir, em tese, seus efeitos, uma vez revogada as medidas cautelares concedidas já há dez anos. 4. No mérito, é pacífica a jurisprudência desta Corte no sentido de que é inconstitucional a incidência, sob a égide da EC n 20/98, de contribuição previdenciária sobre os proventos dos servidores públicos inativos e dos pensionistas, como previu a Lei n 12.398/98, do Estado do Paraná (cf. ADI n 2.010/DF-MC, Relator o Ministro 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5458331. Supremo Tribunal Federal ADI 239 / RJ “EMENTA Ação Direta de Inconstitucionalidade. AMB. Lei n 12.398/98-Paraná. Decreto estadual n 721/99. Edição da EC n 41/03. Substancial alteração do parâmetro de controle. Não ocorrência de prejuízo. Superação da jurisprudência da Corte acerca da matéria. Contribuição dos inativos. Inconstitucionalidade sob a EC n 20/98. Precedentes. 1. Em nosso ordenamento jurídico, não se admite a figura da constitucionalidade superveniente. Mais relevante do que a atualidade do parâmetro de controle é a constatação de que a inconstitucionalidade persiste e é atual, ainda que se refira a dispositivos da Constituição Federal que não se encontram mais em vigor. Caso contrário, ficaria sensivelmente enfraquecida a própria regra que proíbe a convalidação. 2. A jurisdição constitucional brasileira não deve deixar às instâncias ordinárias a solução de problemas que podem, de maneira mais eficiente, eficaz e segura, ser resolvidos em sede de controle concentrado de normas. 3. A Lei estadual n 12.398/98, que criou a contribuição dos inativos no Estado do Paraná, por ser inconstitucional ao tempo de sua edição, não poderia ser convalidada pela Emenda Constitucional n 41/03. E, se a norma não foi convalidada, isso significa que a sua inconstitucionalidade persiste e é atual, ainda que se refira a dispositivos da Constituição Federal que não se encontram mais em vigor, alterados que foram pela Emenda Constitucional n 41/03. Superada a preliminar de prejudicialidade da ação, fixando o entendimento de, analisada a situação concreta, não se assentar o prejuízo das ações em curso, para evitar situações em que uma lei que nasceu claramente inconstitucional volte a produzir, em tese, seus efeitos, uma vez revogada as medidas cautelares concedidas já há dez anos. 4. No mérito, é pacífica a jurisprudência desta Corte no sentido de que é inconstitucional a incidência, sob a égide da EC n 20/98, de contribuição previdenciária sobre os proventos dos servidores públicos inativos e dos pensionistas, como previu a Lei n 12.398/98, do Estado do Paraná (cf. ADI n 2.010/DF-MC, Relator o Ministro 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5458331. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 21 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ADI 239 / RJ Celso de Mello, DJ de 12/4/02; e Recurso Extraordinário n 408.824/RS-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Eros Grau, DJ de 25/4/08). 5. É igualmente inconstitucional a incidência, sobre os proventos de inativos e pensionistas, de contribuição compulsória para o custeio de serviços médico-hospitalares (cf. Recurso Extraordinário n 346.797/RS- AgR, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, Primeira Turma, DJ de 28/11/03; ADI n 1.920/BA-MC, Relator o Ministro Nelson Jobim, DJ de 20/9/02). 6. Declaração de inconstitucionalidade por arrastamento das normas impugnadas do decreto regulamentar, em virtude da relação de dependência com a lei impugnada. Precedentes. 7. Ação direta de inconstitucionalidade julgada parcialmente procedente” (DJe de 16/12/10). Esse entendimento foi reiterado no julgamento da ADI n 94/RO, de relatoria do eminente Ministro Gilmar Mendes, o qual, em seu voto, assentou que “[n]esses casos, impõe-se a verificação da constitucionalidade do dispositivo em relação aos dois parâmetros constitucionais” (DJ de 16/12/11). No presente caso, o tratamento a ser dispensado pela Corte deve ser semelhante. A presente ação direta, que remonta ao ano de 1990, impugna previsão da Constituição do Estado do Rio de Janeiro que assegura o pagamento de vencimentos integrais ao servidor posto em disponibilidade. Tal construção ocorreu, inicialmente, diante de um quadro de silêncio da Constituição Federal, a qual, em sua redação original, nada dispunha a respeito. Só com a promulgação da EC n 19/98 é que a Carta da República passou a fazer referência expressa à proporcionalidade da remuneração, com base no tempo de serviço do servidor. Diante do quadro, acredito que seja salutar a adoção de dois juízos subsequentes pelo Tribunal. O primeiro, entre o preceito impugnado e o texto constitucional vigente na propositura da ação, com o fim de se averiguar a existência de compatibilidade entre ambos (juízo de constitucionalidade). Já o segundo entre o dispositivo questionado e o 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5458331. Supremo Tribunal Federal ADI 239 / RJ Celso de Mello, DJ de 12/4/02; e Recurso Extraordinário n 408.824/RS-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Eros Grau, DJ de 25/4/08). 5. É igualmente inconstitucional a incidência, sobre os proventos de inativos e pensionistas, de contribuição compulsória para o custeio de serviços médico-hospitalares (cf. Recurso Extraordinário n 346.797/RS- AgR, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, Primeira Turma, DJ de 28/11/03; ADI n 1.920/BA-MC, Relator o Ministro Nelson Jobim, DJ de 20/9/02). 6. Declaração de inconstitucionalidade por arrastamento das normas impugnadas do decreto regulamentar, em virtude da relação de dependência com a lei impugnada. Precedentes. 7. Ação direta de inconstitucionalidade julgada parcialmente procedente” (DJe de 16/12/10). Esse entendimento foi reiterado no julgamento da ADI n 94/RO, de relatoria do eminente Ministro Gilmar Mendes, o qual, em seu voto, assentou que “[n]esses casos, impõe-se a verificação da constitucionalidade do dispositivo em relação aos dois parâmetros constitucionais” (DJ de 16/12/11). No presente caso, o tratamento a ser dispensado pela Corte deve ser semelhante. A presente ação direta, que remonta ao ano de 1990, impugna previsão da Constituição do Estado do Rio de Janeiro que assegura o pagamento de vencimentos integrais ao servidor posto em disponibilidade. Tal construção ocorreu, inicialmente, diante de um quadro de silêncio da Constituição Federal, a qual, em sua redação original, nada dispunha a respeito. Só com a promulgação da EC n 19/98 é que a Carta da República passou a fazer referência expressa à proporcionalidade da remuneração, com base no tempo de serviço do servidor. Diante do quadro, acredito que seja salutar a adoção de dois juízos subsequentes pelo Tribunal. O primeiro, entre o preceito impugnado e o texto constitucional vigente na propositura da ação, com o fim de se averiguar a existência de compatibilidade entre ambos (juízo de constitucionalidade). Já o segundo entre o dispositivo questionado e o 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5458331. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 21 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ADI 239 / RJ parâmetro alterado (atualmente em vigor), com o escopo de se atestar sua eventual recepção pelo texto constitucional superveniente. Essa é a alternativa proposta pelo eminente Ministro Gilmar Mendes em obra doutrinária, na qual cita os debates travados na ADI n 509. Vide: “(...) em caso de revogação superveniente de parâmetro de controle, julgava-se prejudicada a ação. Em decisão de 1...-08- 2008 o Tribunal acolheu a questão de ordem para afirmar que a revogação ou alteração superveniente do parâmetro de controle não impede o conhecimento da ação em relação à norma constitucional em vigor quando da propositura da ação. Caso a norma ordinária venha a ser declarada inconstitucional, o processo estaria integralmente concluído. Se, porém, a lei questionada viesse a ser reconhecida como constitucional, tem- se indagação relevante: a) prossegue-se no julgamento da ADI em face do parâmetro de controle superveniente?; b) encerra-se o processo de controle abstrato por impossibilidade de exame da questão de ordem pré-constitucional em face de norma constitucional superveniente?; ou c) examina-se a questão em sede de ADI, mas com características de controle incidental, para a averbar a recepção ou não do direito ordinário? Nossa tendência é favorecer a adoção da terceira solução” (Curso de Direito Constitucional. São Paulo: Editora Saraiva. 5. ed., 2010. p. 1284) Não vejo óbice para se admitir solução equivalente nesta ação direta. Saliente-se que a Corte, nessa hipótese, não inova em sede de controle concentrado, uma vez que tem admitido, na via da arguição de descumprimento de preceito fundamental, a realização de juízos de recepção com amparo em normas constitucionais supervenientes. Exemplos são as ADPF ns 156 e 130, nas quais se apreciava a subsistência, no mundo jurídico, após a instauração da nova conjuntura constitucional em 1988, do § 1... do art. 636 da Consolidação das Leis do Trabalho e da Lei de Imprensa, respectivamente. 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5458331. Supremo Tribunal Federal ADI 239 / RJ parâmetro alterado (atualmente em vigor), com o escopo de se atestar sua eventual recepção pelo texto constitucional superveniente. Essa é a alternativa proposta pelo eminente Ministro Gilmar Mendes em obra doutrinária, na qual cita os debates travados na ADI n 509. Vide: “(...) em caso de revogação superveniente de parâmetro de controle, julgava-se prejudicada a ação. Em decisão de 1...-08- 2008 o Tribunal acolheu a questão de ordem para afirmar que a revogação ou alteração superveniente do parâmetro de controle não impede o conhecimento da ação em relação à norma constitucional em vigor quando da propositura da ação. Caso a norma ordinária venha a ser declarada inconstitucional, o processo estaria integralmente concluído. Se, porém, a lei questionada viesse a ser reconhecida como constitucional, tem- se indagação relevante: a) prossegue-se no julgamento da ADI em face do parâmetro de controle superveniente?; b) encerra-se o processo de controle abstrato por impossibilidade de exame da questão de ordem pré-constitucional em face de norma constitucional superveniente?; ou c) examina-se a questão em sede de ADI, mas com características de controle incidental, para a averbar a recepção ou não do direito ordinário? Nossa tendência é favorecer a adoção da terceira solução” (Curso de Direito Constitucional. São Paulo: Editora Saraiva. 5. ed., 2010. p. 1284) Não vejo óbice para se admitir solução equivalente nesta ação direta. Saliente-se que a Corte, nessa hipótese, não inova em sede de controle concentrado, uma vez que tem admitido, na via da arguição de descumprimento de preceito fundamental, a realização de juízos de recepção com amparo em normas constitucionais supervenientes. Exemplos são as ADPF ns 156 e 130, nas quais se apreciava a subsistência, no mundo jurídico, após a instauração da nova conjuntura constitucional em 1988, do § 1... do art. 636 da Consolidação das Leis do Trabalho e da Lei de Imprensa, respectivamente. 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5458331. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 21 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ADI 239 / RJ A aproximação dos institutos jurídicos, ambos pertencentes ao ramo do processo objetivo, vem sendo, inclusive, realçada pela Corte para firmar a fungibilidade das ações quando presentes os requisitos necessários (ADI n 4.105/DF-MC, Relator o Ministro Marco Aurélio, DJe de 18/6/10; ADI n 4.180/DF-MC-REF, Relator o Ministro Cezar Peluso, DJe de 27/8/10). Por essas razões, Senhores Ministros, conheço integralmente da presente ação direta de inconstitucionalidade. Quanto ao mérito, tendo em vista a duplicidade de questionamentos acerca do dispositivo impugnado, já que a ação é direcionada à imposição de prazo de aproveitamento e à questão remuneratória, cabe aqui diferenciar as abordagens, pois a análise do mérito é peculiar em cada um dos casos. A) Da fixação de prazo para aproveitamento do servidor Desde a sua redação original, a Constituição de 1988 sinalizou que o estado de disponibilidade do servidor não é permanente, a teor da expressão “até seu adequado aproveitamento em outro cargo”, impondo, por conseguinte, à Administração o dever de realocar o servidor ocioso em vaga do serviço público. Sobre o instituto da disponibilidade, vale reprisar as considerações do Ministro Celso de Mello no julgamento da Pet n 999: “O instituto da disponibilidade remunerada, desse modo, ainda que suscetível de disciplinação normativa em sede legal, encontra, no texto da Constituição da República, a sede exclusiva de definição dos pressupostos essenciais à sua aplicação. Isso significa , portanto, que, residindo, na própria Carta Federal, a 'sedes materiae' pertinente ao delineamento desse instituto de direito administrativo, impõe-se ao legislador - mesmo cuidando-se do legislador constituinte estadual - a necessária observância do dever de conformação jurídico- 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5458331. Supremo Tribunal Federal ADI 239 / RJ A aproximação dos institutos jurídicos, ambos pertencentes ao ramo do processo objetivo, vem sendo, inclusive, realçada pela Corte para firmar a fungibilidade das ações quando presentes os requisitos necessários (ADI n 4.105/DF-MC, Relator o Ministro Marco Aurélio, DJe de 18/6/10; ADI n 4.180/DF-MC-REF, Relator o Ministro Cezar Peluso, DJe de 27/8/10). Por essas razões, Senhores Ministros, conheço integralmente da presente ação direta de inconstitucionalidade. Quanto ao mérito, tendo em vista a duplicidade de questionamentos acerca do dispositivo impugnado, já que a ação é direcionada à imposição de prazo de aproveitamento e à questão remuneratória, cabe aqui diferenciar as abordagens, pois a análise do mérito é peculiar em cada um dos casos. A) Da fixação de prazo para aproveitamento do servidor Desde a sua redação original, a Constituição de 1988 sinalizou que o estado de disponibilidade do servidor não é permanente, a teor da expressão “até seu adequado aproveitamento em outro cargo”, impondo, por conseguinte, à Administração o dever de realocar o servidor ocioso em vaga do serviço público. Sobre o instituto da disponibilidade, vale reprisar as considerações do Ministro Celso de Mello no julgamento da Pet n 999: “O instituto da disponibilidade remunerada, desse modo, ainda que suscetível de disciplinação normativa em sede legal, encontra, no texto da Constituição da República, a sede exclusiva de definição dos pressupostos essenciais à sua aplicação. Isso significa , portanto, que, residindo, na própria Carta Federal, a 'sedes materiae' pertinente ao delineamento desse instituto de direito administrativo, impõe-se ao legislador - mesmo cuidando-se do legislador constituinte estadual - a necessária observância do dever de conformação jurídico- 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5458331. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 21 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ADI 239 / RJ normativa, de tal modo que não se revelará lícito, ao Estado- membro, nesse tema, inovar no tratamento da questão. Torna-se imperioso admitir, pois, em conseqüência do parâmetro subordinante que emerge do art. 41, §§ 2... e 3..., da Constituição Federal, que se apresenta virtualmente nulo - no que concerne à definição dos seus 'essentialia' e pressupostos de incidência - o espaço de liberdade decisória que se oferece ao legislador local no regramento do instituto da disponibilidade remunerada. A disponibilidade remunerada traduz, na realidade, uma importante garantia de índole constitucional instituída em favor do agente público civil estável (Constituição Federal de 1988, art. 41, § 3...). Essa garantia de ordem subjetiva, tradicional em nosso constitucionalismo republicano desde 1934, só pode ser estendida ao servidor público civil estável - ressalvada a hipótese prevista na parte final do § 2... do art. 41 da Carta Política -, desde que o cargo por ele titularizado, consoante adverte CELSO ANTONIO BANDEIRA DE MELLO ('Curso de Direito Administrativo', p. 139, item n. 46, 4... ed., 1993, Malheiros), 'venha a ser extinto ou declarado desnecessário (§ 3... do art. 41) ou ainda quando, em virtude de reintegração de outrem, seja desalojado do cargo que ocupava sem ter um cargo de origem para regressar a ele (art. 41, § 2..., precitado)'” (Tribunal Pleno, DJ de 17/6/95). Prima facie, o dispositivo em ataque parece atender à razão constitucional ao determinar ao administrador que efetue o aproveitamento obrigatório do servidor o quanto antes, fixando, inclusive, limite temporal para a tomada da medida. Essa disposição temporal, contudo, em vez de ensejar a celeridade do procedimento, pode provocar verdadeiro entrave administrativo, uma vez que o prazo de um ano, por vezes, será atingido antes do surgimento de cargo público vago idêntico ou equivalente àquele que era titularizado pelo servidor em disponibilidade. Tal regra, dessa perspectiva, contrasta com o sistema constitucional, 7 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5458331. Supremo Tribunal Federal ADI 239 / RJ normativa, de tal modo que não se revelará lícito, ao Estado- membro, nesse tema, inovar no tratamento da questão. Torna-se imperioso admitir, pois, em conseqüência do parâmetro subordinante que emerge do art. 41, §§ 2... e 3..., da Constituição Federal, que se apresenta virtualmente nulo - no que concerne à definição dos seus 'essentialia' e pressupostos de incidência - o espaço de liberdade decisória que se oferece ao legislador local no regramento do instituto da disponibilidade remunerada. A disponibilidade remunerada traduz, na realidade, uma importante garantia de índole constitucional instituída em favor do agente público civil estável (Constituição Federal de 1988, art. 41, § 3...). Essa garantia de ordem subjetiva, tradicional em nosso constitucionalismo republicano desde 1934, só pode ser estendida ao servidor público civil estável - ressalvada a hipótese prevista na parte final do § 2... do art. 41 da Carta Política -, desde que o cargo por ele titularizado, consoante adverte CELSO ANTONIO BANDEIRA DE MELLO ('Curso de Direito Administrativo', p. 139, item n. 46, 4... ed., 1993, Malheiros), 'venha a ser extinto ou declarado desnecessário (§ 3... do art. 41) ou ainda quando, em virtude de reintegração de outrem, seja desalojado do cargo que ocupava sem ter um cargo de origem para regressar a ele (art. 41, § 2..., precitado)'” (Tribunal Pleno, DJ de 17/6/95). Prima facie, o dispositivo em ataque parece atender à razão constitucional ao determinar ao administrador que efetue o aproveitamento obrigatório do servidor o quanto antes, fixando, inclusive, limite temporal para a tomada da medida. Essa disposição temporal, contudo, em vez de ensejar a celeridade do procedimento, pode provocar verdadeiro entrave administrativo, uma vez que o prazo de um ano, por vezes, será atingido antes do surgimento de cargo público vago idêntico ou equivalente àquele que era titularizado pelo servidor em disponibilidade. Tal regra, dessa perspectiva, contrasta com o sistema constitucional, 7 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5458331. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 21 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ADI 239 / RJ na medida em que o provimento de cargos públicos é ato consequente de pretérita criação de cargos novos por meio de lei (art. 61, § 1..., II, a; art. 96, II, b, Constituição Federal de 1988/88), ou de ocorrência de vaga nos já existentes, por meio de qualquer das formas de vacância. Desse modo, a imposição do citado prazo afigura-se como providência de difícil ou impossível consecução. Não bastasse isso, a regra ofende materialmente a Carta Federal, pois consiste em obrigação criada pelo Poder Legislativo que não decorre direta ou indiretamente dos pressupostos essenciais à aplicação do instituto da disponibilidade definidos na Constituição da República (art. 41, § 3...) e, principalmente, porque não condiz com o postulado da independência dos Poderes instituídos. A imposição de termo ao cumprimento da regra invade a autonomia administrativa conferida ao Poder Executivo, ao Poder Judiciário e aos demais órgãos titulares dessa prerrogativa, não sendo lícito que seja feita pela Assembleia Legislativa do Estado, ainda que em sede de primeiro exercício do poder constituinte decorrente. Colha-se precedente desta Corte, no qual se assentou a inconstitucionalidade de norma estadual versada sobre o tema, em razão da quebra do postulado da independência dos Poderes e do dever de observância obrigatória da disciplina constitucional do instituto: “EMENTA: AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. ESTADO DE RONDÔNIA. § 10 INTRODUZIDO NO ARTIGO 20 DA CONSTITUIÇÃO ESTADUAL PELA EMENDA CONSTITUCIONAL N. 3/92. Dispositivo que se ressente de inconstitucionalidade material e formal. No primeiro caso, por haver instituído hipótese de disponibilidade do servidor civil e efeito do exercício, por este, de mandato eletivo, que não se acham previstos na Carta da República (arts. 38 e 41, §§ 2. e 3.), nesse ponto, de observância imperiosa para os Estados. E, no segundo, por introduzir modificação no regime jurídico de servidores públicos, com ofensa ao princípio de iniciativa privativa do Chefe do Poder Executivo, como previsto no art. 61, § 1., II, c, da mesma Carta, corolário do princípio da independência dos 8 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5458331. Supremo Tribunal Federal ADI 239 / RJ na medida em que o provimento de cargos públicos é ato consequente de pretérita criação de cargos novos por meio de lei (art. 61, § 1..., II, a; art. 96, II, b, Constituição Federal de 1988/88), ou de ocorrência de vaga nos já existentes, por meio de qualquer das formas de vacância. Desse modo, a imposição do citado prazo afigura-se como providência de difícil ou impossível consecução. Não bastasse isso, a regra ofende materialmente a Carta Federal, pois consiste em obrigação criada pelo Poder Legislativo que não decorre direta ou indiretamente dos pressupostos essenciais à aplicação do instituto da disponibilidade definidos na Constituição da República (art. 41, § 3...) e, principalmente, porque não condiz com o postulado da independência dos Poderes instituídos. A imposição de termo ao cumprimento da regra invade a autonomia administrativa conferida ao Poder Executivo, ao Poder Judiciário e aos demais órgãos titulares dessa prerrogativa, não sendo lícito que seja feita pela Assembleia Legislativa do Estado, ainda que em sede de primeiro exercício do poder constituinte decorrente. Colha-se precedente desta Corte, no qual se assentou a inconstitucionalidade de norma estadual versada sobre o tema, em razão da quebra do postulado da independência dos Poderes e do dever de observância obrigatória da disciplina constitucional do instituto: “EMENTA: AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. ESTADO DE RONDÔNIA. § 10 INTRODUZIDO NO ARTIGO 20 DA CONSTITUIÇÃO ESTADUAL PELA EMENDA CONSTITUCIONAL N. 3/92. Dispositivo que se ressente de inconstitucionalidade material e formal. No primeiro caso, por haver instituído hipótese de disponibilidade do servidor civil e efeito do exercício, por este, de mandato eletivo, que não se acham previstos na Carta da República (arts. 38 e 41, §§ 2. e 3.), nesse ponto, de observância imperiosa para os Estados. E, no segundo, por introduzir modificação no regime jurídico de servidores públicos, com ofensa ao princípio de iniciativa privativa do Chefe do Poder Executivo, como previsto no art. 61, § 1., II, c, da mesma Carta, corolário do princípio da independência dos 8 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5458331. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 21 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ADI 239 / RJ Poderes a que, por igual, está vinculado o legislador estadual. Procedência da ação” (ADI n 1.255/RO, Relator o Ministro Ilmar Galvão, Tribunal Pleno, DJ de 6/9/01). Por essas razões, deve ser declarada a inconstitucionalidade da expressão “pelo prazo máximo de um ano” contida no art. 90, § 3..., da Constituição do Estado do Rio de Janeiro. B) Da integralidade da remuneração Nos termos declinados na apreciação da questão prejudicial, a Constituição Federal, na sua redação originária, era silente no que diz respeito ao quantum da remuneração que seria devida ao servidor posto em disponibilidade. Esse vácuo normativo até então existente, a meu ver, autorizava os estados a legislar sobre a matéria, assegurando a integralidade remuneratória aos seus servidores. Destaque-se, inclusive, que esta Suprema Corte, com parâmetro na redação originária do art. 41, § 3..., da Carta de 1988, declarou, por maioria, na ADI n 313/DF (Rel. Min. Paulo Brossard, DJ de 30/4/92), a inconstitucionalidade dos arts. 10 e 20 do Decreto n 99.300, de 15/6/90, os quais fixavam a proporcionalidade dos vencimentos dos servidores em disponibilidade. Assim sendo, a expressão “com vencimentos e vantagens integrais” contida no art. 90, § 3..., da Constituição do Estado do Rio de Janeiro não conflitava com a feição inicial do instituto, delineada na redação originária da Lei Fundamental. O mesmo argumento serve para demonstrar também que a modificação trazida pela EC n 19/98 suplantou a previsão contida na Carta estadual, pois passou-se a determinar, expressamente, que o cálculo dos vencimentos, na hipótese de disponibilidade do servidor decorrente da extinção do cargo por ele ocupado ou da declaração de sua desnecessidade, fosse feito com suporte no tempo de serviço laboral, ou seja, a remuneração passaria a ser, necessariamente, proporcional ao tempo de serviço, por se tratar, como visto anteriormente, de norma de 9 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5458331. Supremo Tribunal Federal ADI 239 / RJ Poderes a que, por igual, está vinculado o legislador estadual. Procedência da ação” (ADI n 1.255/RO, Relator o Ministro Ilmar Galvão, Tribunal Pleno, DJ de 6/9/01). Por essas razões, deve ser declarada a inconstitucionalidade da expressão “pelo prazo máximo de um ano” contida no art. 90, § 3..., da Constituição do Estado do Rio de Janeiro. B) Da integralidade da remuneração Nos termos declinados na apreciação da questão prejudicial, a Constituição Federal, na sua redação originária, era silente no que diz respeito ao quantum da remuneração que seria devida ao servidor posto em disponibilidade. Esse vácuo normativo até então existente, a meu ver, autorizava os estados a legislar sobre a matéria, assegurando a integralidade remuneratória aos seus servidores. Destaque-se, inclusive, que esta Suprema Corte, com parâmetro na redação originária do art. 41, § 3..., da Carta de 1988, declarou, por maioria, na ADI n 313/DF (Rel. Min. Paulo Brossard, DJ de 30/4/92), a inconstitucionalidade dos arts. 10 e 20 do Decreto n 99.300, de 15/6/90, os quais fixavam a proporcionalidade dos vencimentos dos servidores em disponibilidade. Assim sendo, a expressão “com vencimentos e vantagens integrais” contida no art. 90, § 3..., da Constituição do Estado do Rio de Janeiro não conflitava com a feição inicial do instituto, delineada na redação originária da Lei Fundamental. O mesmo argumento serve para demonstrar também que a modificação trazida pela EC n 19/98 suplantou a previsão contida na Carta estadual, pois passou-se a determinar, expressamente, que o cálculo dos vencimentos, na hipótese de disponibilidade do servidor decorrente da extinção do cargo por ele ocupado ou da declaração de sua desnecessidade, fosse feito com suporte no tempo de serviço laboral, ou seja, a remuneração passaria a ser, necessariamente, proporcional ao tempo de serviço, por se tratar, como visto anteriormente, de norma de 9 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5458331. Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 21 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ADI 239 / RJ repetição obrigatória. Nesses termos, o preceito, nessa parte, conquanto passe pelo teste de compatibilidade com o texto original da Constituição Federal, deve ser declarado como não recepcionado pela EC n 19/98. C) Conclusão Ante o exposto, voto pela procedência parcial da ação direta, com a declaração de inconstitucionalidade da expressão “pelo prazo máximo de um ano” contida no art. 90, § 3..., da Constituição do Estado do Rio de Janeiro e o reconhecimento da não recepção da expressão “com vencimentos e vantagens integrais”, contida no mesmo dispositivo, pela Constituição Federal de 1988, tendo em vista a redação dada ao dispositivo constitucional paradigma pela EC n 19, de 4 de junho de 1998. 10 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5458331. Supremo Tribunal Federal ADI 239 / RJ repetição obrigatória. Nesses termos, o preceito, nessa parte, conquanto passe pelo teste de compatibilidade com o texto original da Constituição Federal, deve ser declarado como não recepcionado pela EC n 19/98. C) Conclusão Ante o exposto, voto pela procedência parcial da ação direta, com a declaração de inconstitucionalidade da expressão “pelo prazo máximo de um ano” contida no art. 90, § 3..., da Constituição do Estado do Rio de Janeiro e o reconhecimento da não recepção da expressão “com vencimentos e vantagens integrais”, contida no mesmo dispositivo, pela Constituição Federal de 1988, tendo em vista a redação dada ao dispositivo constitucional paradigma pela EC n 19, de 4 de junho de 1998. 10 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5458331. Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 21 Debate 19/02/2014 PLENÁRIO AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 239 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI REQTE.(S) :GOVERNADOR DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO INTDO.(A/S) :ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO DEBATE O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI - CANCELADO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Seguindo a linha da jurisprudência, pelo menos desde a ADI n 2, que estabeleceu a técnica da não recepção. O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES - Isso foi na ADI, agora? O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO: CANCELADO. O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI – (RELATOR): A ADI n 2 estabeleceu a técnica da não recepção. O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO: CANCELADO. A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - Revogação, não recepção. O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI - CANCELADO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Eu não tenho dificuldade de mudar a terminologia para incompatibilidade. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Mas se há incompatibilidade, ela tem que se resolver. O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7014854. Supremo Tribunal Federal 19/02/2014 PLENÁRIO AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 239 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI REQTE.(S) :GOVERNADOR DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO INTDO.(A/S) :ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO DEBATE O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI - CANCELADO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Seguindo a linha da jurisprudência, pelo menos desde a ADI n 2, que estabeleceu a técnica da não recepção. O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES - Isso foi na ADI, agora? O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO: CANCELADO. O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI – (RELATOR): A ADI n 2 estabeleceu a técnica da não recepção. O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO: CANCELADO. A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - Revogação, não recepção. O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI - CANCELADO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Eu não tenho dificuldade de mudar a terminologia para incompatibilidade. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Mas se há incompatibilidade, ela tem que se resolver. O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7014854. Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 21 Debate ADI 239 / RJ Aí eu mudaria. O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI - CANCELADO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Eu vou mudar então para incompatibilidade, se os colegas estiverem de acordo. O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES - Essa foi uma mudança que ocorreu depois da proposta da ADI? Foi isso? O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI - CANCELADO O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Ministro Toffoli, sobreveio uma emenda constitucional federal incompatível com a emenda estadual. O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Quem estava em disponibilidade recebia integralmente, isso era compatível com o texto originário. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Certo. O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Sobreveio a Emenda n 19, e a Emenda n 19 estabeleceu a proporcionalidade. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Portanto, é um conflito intertemporal, uma lei posterior incompatível com uma lei anterior. O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Mas o que o Ministro Teori coloca é interessante: elas não estão na mesma esfera de edição. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Não tem problema. A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - Mas ela é norma de repetição obrigatória, porque o regime de servidores obriga. O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO: CANCELADO. A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - É pré-constitucional. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7014854. Supremo Tribunal Federal ADI 239 / RJ Aí eu mudaria. O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI - CANCELADO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Eu vou mudar então para incompatibilidade, se os colegas estiverem de acordo. O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES - Essa foi uma mudança que ocorreu depois da proposta da ADI? Foi isso? O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI - CANCELADO O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Ministro Toffoli, sobreveio uma emenda constitucional federal incompatível com a emenda estadual. O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Quem estava em disponibilidade recebia integralmente, isso era compatível com o texto originário. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Certo. O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Sobreveio a Emenda n 19, e a Emenda n 19 estabeleceu a proporcionalidade. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Portanto, é um conflito intertemporal, uma lei posterior incompatível com uma lei anterior. O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Mas o que o Ministro Teori coloca é interessante: elas não estão na mesma esfera de edição. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Não tem problema. A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - Mas ela é norma de repetição obrigatória, porque o regime de servidores obriga. O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO: CANCELADO. A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - É pré-constitucional. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7014854. Inteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 21 Debate ADI 239 / RJ O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO: CANCELADO. O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES - Eu acho que a nossa jurisprudência sempre foi de que, em princípio, não se pode conhecer, em ADI, da relação entre a norma e o Direito Constitucional superveniente. O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Por isso que essa solução fica mais adequada. O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES - Exatamente. Depois, creio que nós tivemos um caso, acho que um da relatoria de Vossa Excelência e um da relatoria do Ministro Menezes Direito, em que nós dissemos que era, sim, cognoscível, se verificável, em sede de ADI, essa... A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - No caso do Menezes Direito isso ficou taxativo. O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES - Exatamente. Então, fazia-se o juízo, até por economia processual. O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Exatamente. O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES - Ou, do contrário, nós acabaríamos simplesmente julgando prejudicada a ação. Parece-me que há uma questão de ordem aí, acho que Vossa Excelência foi Relator de um dos casos. O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Eu vou manter, da forma como está, a minha conclusão. O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES - Portanto, parece-me que é condizente. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Porque não é um juízo de validade, é uma incompatibilidade que retira a vigência.. O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): E está consoante a jurisprudência. O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES - Mas se resolve em sede de ADI também. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Está bem. Eu estou de acordo também. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7014854. Supremo Tribunal Federal ADI 239 / RJ O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO: CANCELADO. O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES - Eu acho que a nossa jurisprudência sempre foi de que, em princípio, não se pode conhecer, em ADI, da relação entre a norma e o Direito Constitucional superveniente. O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Por isso que essa solução fica mais adequada. O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES - Exatamente. Depois, creio que nós tivemos um caso, acho que um da relatoria de Vossa Excelência e um da relatoria do Ministro Menezes Direito, em que nós dissemos que era, sim, cognoscível, se verificável, em sede de ADI, essa... A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - No caso do Menezes Direito isso ficou taxativo. O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES - Exatamente. Então, fazia-se o juízo, até por economia processual. O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Exatamente. O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES - Ou, do contrário, nós acabaríamos simplesmente julgando prejudicada a ação. Parece-me que há uma questão de ordem aí, acho que Vossa Excelência foi Relator de um dos casos. O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Eu vou manter, da forma como está, a minha conclusão. O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES - Portanto, parece-me que é condizente. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Porque não é um juízo de validade, é uma incompatibilidade que retira a vigência.. O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): E está consoante a jurisprudência. O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES - Mas se resolve em sede de ADI também. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Está bem. Eu estou de acordo também. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7014854. Inteiro Teor do Acórdão - Página 18 de 21 Debate ADI 239 / RJ O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES - Até porque surge uma outra hipótese, bastante comum também, ou que não é incomum, da sucessão de emendas constitucionais. E aí a lei pode ser julgada constitucional em relação à emenda que foi revogada, mas depois se coloca o problema em relação à emenda superveniente. A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - A nova situação vai ter que ser examinada em outra ação direta, outro controle, e com consequências nesse período, porque aqui estamos falando de servidores públicos, de pagamento. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Portanto, a jurisprudência dominante é que é possível aferir recepção ou não recepção em ação direta. O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Exatamente. A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - Essa matéria aparece em julgados da Turma, por exemplo, ainda ontem tivemos o caso em que cogitamos da não recepção de uma norma, afetou-se ao Plenário, porque aí é controle de constitucionalidade. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Mas norma anterior à Constituição prevalece o entendimento tradicional? O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES - Claro, claro. A superveniência é que se admite o exame. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7014854. Supremo Tribunal Federal ADI 239 / RJ O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES - Até porque surge uma outra hipótese, bastante comum também, ou que não é incomum, da sucessão de emendas constitucionais. E aí a lei pode ser julgada constitucional em relação à emenda que foi revogada, mas depois se coloca o problema em relação à emenda superveniente. A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - A nova situação vai ter que ser examinada em outra ação direta, outro controle, e com consequências nesse período, porque aqui estamos falando de servidores públicos, de pagamento. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Portanto, a jurisprudência dominante é que é possível aferir recepção ou não recepção em ação direta. O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Exatamente. A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - Essa matéria aparece em julgados da Turma, por exemplo, ainda ontem tivemos o caso em que cogitamos da não recepção de uma norma, afetou-se ao Plenário, porque aí é controle de constitucionalidade. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Mas norma anterior à Constituição prevalece o entendimento tradicional? O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES - Claro, claro. A superveniência é que se admite o exame. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7014854. Inteiro Teor do Acórdão - Página 19 de 21 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI 19/02/2014 PLENÁRIO AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 239 RIO DE JANEIRO VOTO O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI - Eu vou acompanhar, embora pessoalmente considere que esse fenômeno não é propriamente o fenômeno de recepção, mas de inconstitucionalidade, porque se tratam de duas normas constitucionais. O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): É a jurisprudência. O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES - É, porque, desde a ADI n 2, ficou a jurisprudência. O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI - Sim, eu concordo que essa aferição é possível quando se trata de fenômeno de recepção, mas aqui acho que não é propriamente fenômeno de recepção. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5485464. Supremo Tribunal Federal 19/02/2014 PLENÁRIO AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 239 RIO DE JANEIRO VOTO O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI - Eu vou acompanhar, embora pessoalmente considere que esse fenômeno não é propriamente o fenômeno de recepção, mas de inconstitucionalidade, porque se tratam de duas normas constitucionais. O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): É a jurisprudência. O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES - É, porque, desde a ADI n 2, ficou a jurisprudência. O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI - Sim, eu concordo que essa aferição é possível quando se trata de fenômeno de recepção, mas aqui acho que não é propriamente fenômeno de recepção. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5485464. Inteiro Teor do Acórdão - Página 20 de 21 Extrato de Ata - 19/02/2014 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 239 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI REQTE.(S) : GOVERNADOR DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO INTDO.(A/S) : ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO Decisão: O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, julgou parcialmente procedente a ação direta para declarar a inconstitucionalidade da expressão “pelo prazo máximo de um ano”, contida no art. 90, § 3..., da Constituição do Estado do Rio de Janeiro, e reconhecer a não recepção da expressão “com vencimentos e vantagens integrais”, contida no mesmo dispositivo, pela Constituição Federal de 1988, tendo em vista a redação dada ao dispositivo constitucional paradigma pela EC n 19, de 4 de junho de 1998. Votou o Presidente, Ministro Joaquim Barbosa. Ausente, neste julgamento, o Ministro Marco Aurélio. Plenário, 19.02.2014. Presidência do Senhor Ministro Joaquim Barbosa. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber, Teori Zavascki e Roberto Barroso. Procurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot Monteiro de Barros. p/ Luiz Tomimatsu Assessor-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 5512455 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 239 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI REQTE.(S) : GOVERNADOR DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO INTDO.(A/S) : ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO Decisão: O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, julgou parcialmente procedente a ação direta para declarar a inconstitucionalidade da expressão “pelo prazo máximo de um ano”, contida no art. 90, § 3..., da Constituição do Estado do Rio de Janeiro, e reconhecer a não recepção da expressão “com vencimentos e vantagens integrais”, contida no mesmo dispositivo, pela Constituição Federal de 1988, tendo em vista a redação dada ao dispositivo constitucional paradigma pela EC n 19, de 4 de junho de 1998. Votou o Presidente, Ministro Joaquim Barbosa. Ausente, neste julgamento, o Ministro Marco Aurélio. Plenário, 19.02.2014. Presidência do Senhor Ministro Joaquim Barbosa. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber, Teori Zavascki e Roberto Barroso. Procurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot Monteiro de Barros. p/ Luiz Tomimatsu Assessor-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 5512455 Inteiro Teor do Acórdão - Página 21 de 21
{ "JURISPRUDENCIA": [ "AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 239", "ADI 239 / RJ", "ADI 239 / RJ", "ADI 313 / DF", "ADI 239 / RJ", "ADI 313 / DF", "ADI 239 / RJ", "ADI 239 / RJ", "ADI 239 / RJ", "ADI n 2 . 158 / PR", "ADI n 2 . 189 / PR", "ADI 239 / RJ", "ADI n 2 . 158 /", "ADI n 2 . 189 / PR", "ADI 239 / RJ", "ADI n 2 . 010 / DF - MC", "ADI 239 / RJ", "ADI n 2 . 010 / DF - MC", "ADI 239 / RJ Celso", "Recurso Extraordinário n 408 . 824 / RS - AgR", "Recurso Extraordinário n 346 . 797 / RS - AgR", "ADI n 1 . 920 / BA - MC", "ADI n 94 / RO", "ADI 239 / RJ Celso de Mello", "Recurso Extraordinário n 408 . 824 / RS - AgR", "Recurso Extraordinário n 346 . 797 / RS - AgR", "ADI n 1 . 920 / BA - MC", "ADI n 94 / RO", "ADI 239 / RJ", "ADI n 509 .", "ADPF ns 156", "ADI 239 / RJ", "ADI n 509 .", "ADPF ns 156", "ADI 239 / RJ", "ADI n 4 . 105 / DF - MC", "ADI n 4 . 180 / DF - MC - REF", "Pet n 999", "ADI 239 / RJ", "ADI n 4 . 105 / DF - MC", "ADI n 4 . 180 / DF - MC - REF", "Pet n 999", "ADI 239 / 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Ementa e Acórdão 22/04/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 800.685 DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :CLÁUDIO FERNANDO COSTA ADV.(A/S) :RUDI MEIRA CASSEL E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CONCURSO PÚBLICO. NOMEAÇÃO. INEXISTÊNCIA DE CONTRARIEDADE AO ART. 93, INC. IX, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. NECESSIDADE DE REEXAME DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL, DAS PROVAS E DAS CLÁUSULAS EDITALÍCIAS. SÚMULAS NS. 279 E 454 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência da Ministra Cármen Lúcia, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausentes, justificadamente, neste julgamento, os senhores Ministros Celso de Mello e Gilmar Mendes. Brasília, 22 de abril de 2014. Ministra Cármen Lúcia - Relatora Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5762008. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Relatório 22/04/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 800.685 DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :CLÁUDIO FERNANDO COSTA ADV.(A/S) :RUDI MEIRA CASSEL E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora): 1. Em 24 de março de 2014, neguei seguimento ao agravo nos autos do recurso extraordinário interposto por Cláudio Fernando Costa contra julgado do Superior Tribunal de Justiça, o qual assentou que o Agravante não preencheu os requisitos para posse no cargo de médico do trabalho. A decisão agravada teve a seguinte fundamentação: “6. A alegação de nulidade do acórdão por contrariedade ao art. 93, inc. IX, da Constituição da República não pode prosperar. Embora em sentido contrário à pretensão do Agravante, o acórdão recorrido apresentou suficiente fundamentação. Conforme a jurisprudência do Supremo Tribunal, “o que a Constituição exige, no art. 93, IX, é que a decisão judicial seja fundamentada; não, que a fundamentação seja correta, na solução das questões de fato ou de direito da lide: declinadas no julgado as premissas, corretamente assentadas ou não, mas coerentes com o dispositivo do acórdão, está satisfeita a exigência constitucional” (RE 140.370, Rel. Min. Sepúlveda Pertence, RTJ 150/269). 7. A apreciação do pleito recursal demandaria o reexame do conjunto fático-probatório constante do processo, das cláusulas do Edital n. 3/2010 e da legislação infraconstitucional aplicável na Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5762009. Supremo Tribunal Federal 22/04/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 800.685 DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :CLÁUDIO FERNANDO COSTA ADV.(A/S) :RUDI MEIRA CASSEL E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora): 1. Em 24 de março de 2014, neguei seguimento ao agravo nos autos do recurso extraordinário interposto por Cláudio Fernando Costa contra julgado do Superior Tribunal de Justiça, o qual assentou que o Agravante não preencheu os requisitos para posse no cargo de médico do trabalho. A decisão agravada teve a seguinte fundamentação: “6. A alegação de nulidade do acórdão por contrariedade ao art. 93, inc. IX, da Constituição da República não pode prosperar. Embora em sentido contrário à pretensão do Agravante, o acórdão recorrido apresentou suficiente fundamentação. Conforme a jurisprudência do Supremo Tribunal, “o que a Constituição exige, no art. 93, IX, é que a decisão judicial seja fundamentada; não, que a fundamentação seja correta, na solução das questões de fato ou de direito da lide: declinadas no julgado as premissas, corretamente assentadas ou não, mas coerentes com o dispositivo do acórdão, está satisfeita a exigência constitucional” (RE 140.370, Rel. Min. Sepúlveda Pertence, RTJ 150/269). 7. A apreciação do pleito recursal demandaria o reexame do conjunto fático-probatório constante do processo, das cláusulas do Edital n. 3/2010 e da legislação infraconstitucional aplicável na Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5762009. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório ARE 800685 AGR / DF espécie (no caso, o Código de Processo Civil), inviável de ser validamente levado a efeito em recurso extraordinário. Incide no caso as Súmulas ns. 279 e 454 do Supremo Tribunal Federal: ‘AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. CONCURSO PÚBLICO. OBSERVÂNCIA DAS REGRAS DO EDITAL. IMPOSSIBILIDADE DE ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL E DO REEXAME DE PROVAS E DE CLÁUSULAS EDITALÍCIAS. SÚMULAS NS. 279 E 454 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO’ (ARE 784.815-AgR/BA, de minha relatoria, Segunda Turma, DJ 24.2.2014). (…) 8. Ademais, este Supremo Tribunal assentou que a alegação de contrariedade ao art. 5º, inc. II, XXXV, XXXVI, e LV, da Constituição da República, se dependente do exame da legislação infraconstitucional (no caso, o Código de Processo Civil e o Código Civil), poderia configurar, se fosse o caso, ofensa constitucional indireta. (…) 8. Pelo exposto, nego seguimento ao agravo (art. 544, § 4º, inc. I, do Código de Processo Civil e art. 21, § 1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal)”. 2. Publicada essa decisão no DJe de 31.3.2014, interpõe Cláudio Fernando Costa, em 7.4.2014, tempestivamente, agravo regimental. 3. O Agravante alega que “não há que se falar em aplicação do enunciado da Súmula nº 279 ao caso; a análise da matéria posta no recurso excepcional não exige o revolvimento de questão de fato, nem tampouco o reexame de prova, tratando-se, na verdade, de pretensão recursal envolvendo matéria eminentemente de direito - valoração da prova”. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5762009. Supremo Tribunal Federal ARE 800685 AGR / DF espécie (no caso, o Código de Processo Civil), inviável de ser validamente levado a efeito em recurso extraordinário. Incide no caso as Súmulas ns. 279 e 454 do Supremo Tribunal Federal: ‘AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. CONCURSO PÚBLICO. OBSERVÂNCIA DAS REGRAS DO EDITAL. IMPOSSIBILIDADE DE ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL E DO REEXAME DE PROVAS E DE CLÁUSULAS EDITALÍCIAS. SÚMULAS NS. 279 E 454 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO’ (ARE 784.815-AgR/BA, de minha relatoria, Segunda Turma, DJ 24.2.2014). (…) 8. Ademais, este Supremo Tribunal assentou que a alegação de contrariedade ao art. 5º, inc. II, XXXV, XXXVI, e LV, da Constituição da República, se dependente do exame da legislação infraconstitucional (no caso, o Código de Processo Civil e o Código Civil), poderia configurar, se fosse o caso, ofensa constitucional indireta. (…) 8. Pelo exposto, nego seguimento ao agravo (art. 544, § 4º, inc. I, do Código de Processo Civil e art. 21, § 1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal)”. 2. Publicada essa decisão no DJe de 31.3.2014, interpõe Cláudio Fernando Costa, em 7.4.2014, tempestivamente, agravo regimental. 3. O Agravante alega que “não há que se falar em aplicação do enunciado da Súmula nº 279 ao caso; a análise da matéria posta no recurso excepcional não exige o revolvimento de questão de fato, nem tampouco o reexame de prova, tratando-se, na verdade, de pretensão recursal envolvendo matéria eminentemente de direito - valoração da prova”. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5762009. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Relatório ARE 800685 AGR / DF Assevera que “a presente ação de segurança merece provimento, na medida em que os atos impugnados revestem-se de absoluta ilegalidade, violando direito líquido e certo do recorrente. Isso sem falar que a matéria em discussão conta com jurisprudência favorável ao recorrente”. Requer o provimento do presente recurso. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5762009. Supremo Tribunal Federal ARE 800685 AGR / DF Assevera que “a presente ação de segurança merece provimento, na medida em que os atos impugnados revestem-se de absoluta ilegalidade, violando direito líquido e certo do recorrente. Isso sem falar que a matéria em discussão conta com jurisprudência favorável ao recorrente”. Requer o provimento do presente recurso. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5762009. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA 22/04/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 800.685 DISTRITO FEDERAL V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste ao Agravante. 2. Quanto à alegada insuficiência de fundamentação da decisão, cumpre esclarecer que “o art. 93, IX, da Constituição Federal exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar, contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão” (RE 791.292 QO- RG, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe 13.8.2010). 3. Ademais, o reexame da controvérsia sobre o preenchimento dos requisitos para nomeação no cargo de médico especialista em medicina do trabalho demandaria o reexame do conjunto fático-probatório constante do processo, das cláusulas do Edital n. 3/2010 e da legislação infraconstitucional aplicável (no caso, Código de Processo Civil), inviável de ser validamente levado a efeito em recurso extraordinário. Incidem no caso as Súmulas ns. 279 e 454 do Supremo Tribunal Federal: “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. CONTRATAÇÃO TEMPORÁRIA DE PROFESSORES. EXISTÊNCIA DE CANDIDADOS APROVADOS EM CONCURSO PÚBLICO DE PROVIMENTO EFETIVO. ILEGALIDADE. LEI ESTADUAL 6.915/2007. EXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. SÚMULA 279 DESTA CORTE. ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO LOCAL. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 280 DO STF. PRINCÍPIO DA SEPARAÇÃO DOS PODERES. AUSÊNCIA DE VIOLAÇÃO. POSSIBILIDADE DE CONTROLE JUDICIAL DOS Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5762010. Supremo Tribunal Federal 22/04/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 800.685 DISTRITO FEDERAL V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste ao Agravante. 2. Quanto à alegada insuficiência de fundamentação da decisão, cumpre esclarecer que “o art. 93, IX, da Constituição Federal exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar, contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão” (RE 791.292 QO- RG, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe 13.8.2010). 3. Ademais, o reexame da controvérsia sobre o preenchimento dos requisitos para nomeação no cargo de médico especialista em medicina do trabalho demandaria o reexame do conjunto fático-probatório constante do processo, das cláusulas do Edital n. 3/2010 e da legislação infraconstitucional aplicável (no caso, Código de Processo Civil), inviável de ser validamente levado a efeito em recurso extraordinário. Incidem no caso as Súmulas ns. 279 e 454 do Supremo Tribunal Federal: “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. CONTRATAÇÃO TEMPORÁRIA DE PROFESSORES. EXISTÊNCIA DE CANDIDADOS APROVADOS EM CONCURSO PÚBLICO DE PROVIMENTO EFETIVO. ILEGALIDADE. LEI ESTADUAL 6.915/2007. EXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. SÚMULA 279 DESTA CORTE. ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO LOCAL. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 280 DO STF. PRINCÍPIO DA SEPARAÇÃO DOS PODERES. AUSÊNCIA DE VIOLAÇÃO. POSSIBILIDADE DE CONTROLE JUDICIAL DOS Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5762010. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA ARE 800685 AGR / DF ATOS ADMINISTRATIVOS DISCRICIONÁRIOS ABUSIVOS E ILEGAIS. AGRAVO IMPROVIDO. I - Inviável o recurso extraordinário quando sua apreciação demanda o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos, bem como da legislação infraconstitucional local aplicável à espécie. Incidência das Súmulas 279 e 280 do STF. Precedentes. II - Esta Corte possui entendimento no sentido de que o exame pelo Poder Judiciário do ato administrativo tido por ilegal ou abusivo não viola o princípio da separação dos poderes. Precedentes. III - Agravo regimental improvido” (RE 654.170-AgR, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe 15.4.2013). “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Administrativo. Competência do relator para negar seguimento a recurso manifestamente inadmissível. Concurso público. Nomeação de servidores temporários. Inexistência de cargos efetivos vagos. Desvio de finalidade não configurado. Preterição de candidato aprovado em concurso vigente. Não ocorrência. Reexame de fatos e provas. Impossibilidade. Precedentes. 1. É competente o relator (art. 557, caput, do Código de Processo Civil e art. 21, parágrafo 1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal) para negar seguimento “ao recurso manifestamente inadmissível, improcedente, prejudicado ou em confronto com a súmula ou com jurisprudência dominante do respectivo tribunal, do Supremo Tribunal Federal, ou de Tribunal Superior”. 2. A jurisprudência da Corte é no sentido de que a contratação precária de agentes públicos somente configura preterição na ordem de nomeação de aprovados em concurso público vigente - ainda que fora do número de vagas previsto no edital - quando referida contratação tiver como finalidade o preenchimento de cargos efetivos vagos. 3. Inadmissível, em recurso extraordinário, o reexame dos fatos e das provas dos autos a fim de verificar a existência de cargos efetivos vagos ao tempo da contratação precária. Incidência da Súmula nº 279/STF. 4. Agravo regimental não provido” (ARE 754.585-AgR, Relator o Ministro Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe 22.10.2013). 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5762010. Supremo Tribunal Federal ARE 800685 AGR / DF ATOS ADMINISTRATIVOS DISCRICIONÁRIOS ABUSIVOS E ILEGAIS. AGRAVO IMPROVIDO. I - Inviável o recurso extraordinário quando sua apreciação demanda o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos, bem como da legislação infraconstitucional local aplicável à espécie. Incidência das Súmulas 279 e 280 do STF. Precedentes. II - Esta Corte possui entendimento no sentido de que o exame pelo Poder Judiciário do ato administrativo tido por ilegal ou abusivo não viola o princípio da separação dos poderes. Precedentes. III - Agravo regimental improvido” (RE 654.170-AgR, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe 15.4.2013). “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Administrativo. Competência do relator para negar seguimento a recurso manifestamente inadmissível. Concurso público. Nomeação de servidores temporários. Inexistência de cargos efetivos vagos. Desvio de finalidade não configurado. Preterição de candidato aprovado em concurso vigente. Não ocorrência. Reexame de fatos e provas. Impossibilidade. Precedentes. 1. É competente o relator (art. 557, caput, do Código de Processo Civil e art. 21, parágrafo 1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal) para negar seguimento “ao recurso manifestamente inadmissível, improcedente, prejudicado ou em confronto com a súmula ou com jurisprudência dominante do respectivo tribunal, do Supremo Tribunal Federal, ou de Tribunal Superior”. 2. A jurisprudência da Corte é no sentido de que a contratação precária de agentes públicos somente configura preterição na ordem de nomeação de aprovados em concurso público vigente - ainda que fora do número de vagas previsto no edital - quando referida contratação tiver como finalidade o preenchimento de cargos efetivos vagos. 3. Inadmissível, em recurso extraordinário, o reexame dos fatos e das provas dos autos a fim de verificar a existência de cargos efetivos vagos ao tempo da contratação precária. Incidência da Súmula nº 279/STF. 4. Agravo regimental não provido” (ARE 754.585-AgR, Relator o Ministro Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe 22.10.2013). 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5762010. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA ARE 800685 AGR / DF 4. Os argumentos do Agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 5. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5762010. Supremo Tribunal Federal ARE 800685 AGR / DF 4. Os argumentos do Agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 5. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5762010. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 22/04/2014 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 800.685 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : CLÁUDIO FERNANDO COSTA ADV.(A/S) : RUDI MEIRA CASSEL E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausentes, justificadamente, neste julgamento, os Senhores Ministros Celso de Mello e Gilmar Mendes. 2ª Turma, 22.04.2014. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à sessão os Senhores Ministros Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Celso de Mello e Gilmar Mendes. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 5706042 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 800.685 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : CLÁUDIO FERNANDO COSTA ADV.(A/S) : RUDI MEIRA CASSEL E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausentes, justificadamente, neste julgamento, os Senhores Ministros Celso de Mello e Gilmar Mendes. 2ª Turma, 22.04.2014. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à sessão os Senhores Ministros Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Celso de Mello e Gilmar Mendes. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 5706042 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=5787355
2014-04-22T00:00:00
2014-05-06T00:00:00
A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausentes, justificadamente, neste julgamento, os Senhores Ministros Celso de Mello e Gilmar Mendes. 2ª Turma, 22.04.2014.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CONCURSO PÚBLICO. NOMEAÇÃO. INEXISTÊNCIA DE CONTRARIEDADE AO ART. 93, INC. IX, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. NECESSIDADE DE REEXAME DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL, DAS PROVAS E DAS CLÁUSULAS EDITALÍCIAS. SÚMULAS NS. 279 E 454 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.
sjur262860
- Acórdão(s) citado(s): (PRESTAÇÃO JURISDICIONAL) AI 791292 QO-RG. (SÚMULA 279, SÚMULA 454) RE 654170 AgR (2ªT), ARE 724585 AgR (1ªT). Número de páginas: 8. Análise: 12/05/2014, BRU.
CÁRMEN LÚCIA
Segunda Turma
800685
[ "LEG-FED LEI-005869 ANO-1973\n CPC-1973 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000454 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 800685 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : CLÁUDIO FERNANDO COSTA ADV.(A/S) : RUDI MEIRA CASSEL E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL
[ "" ]
Ementa e Acórdão 22/04/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 800.685 DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :CLÁUDIO FERNANDO COSTA ADV.(A/S) :RUDI MEIRA CASSEL E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CONCURSO PÚBLICO. NOMEAÇÃO. INEXISTÊNCIA DE CONTRARIEDADE AO ART. 93, INC. IX, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. NECESSIDADE DE REEXAME DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL, DAS PROVAS E DAS CLÁUSULAS EDITALÍCIAS. SÚMULAS NS. 279 E 454 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência da Ministra Cármen Lúcia, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausentes, justificadamente, neste julgamento, os senhores Ministros Celso de Mello e Gilmar Mendes. Brasília, 22 de abril de 2014. Ministra Cármen Lúcia - Relatora Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5762008. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Relatório 22/04/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 800.685 DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :CLÁUDIO FERNANDO COSTA ADV.(A/S) :RUDI MEIRA CASSEL E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora): 1. Em 24 de março de 2014, neguei seguimento ao agravo nos autos do recurso extraordinário interposto por Cláudio Fernando Costa contra julgado do Superior Tribunal de Justiça, o qual assentou que o Agravante não preencheu os requisitos para posse no cargo de médico do trabalho. A decisão agravada teve a seguinte fundamentação: “6. A alegação de nulidade do acórdão por contrariedade ao art. 93, inc. IX, da Constituição da República não pode prosperar. Embora em sentido contrário à pretensão do Agravante, o acórdão recorrido apresentou suficiente fundamentação. Conforme a jurisprudência do Supremo Tribunal, “o que a Constituição exige, no art. 93, IX, é que a decisão judicial seja fundamentada; não, que a fundamentação seja correta, na solução das questões de fato ou de direito da lide: declinadas no julgado as premissas, corretamente assentadas ou não, mas coerentes com o dispositivo do acórdão, está satisfeita a exigência constitucional” (Recurso Extraordinário 140.370, Rel. Min. Sepúlveda Pertence, RTJ 150/269). 7. A apreciação do pleito recursal demandaria o reexame do conjunto fático-probatório constante do processo, das cláusulas do Edital n. 3/2010 e da legislação infraconstitucional aplicável na Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5762009. Supremo Tribunal Federal 22/04/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 800.685 DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :CLÁUDIO FERNANDO COSTA ADV.(A/S) :RUDI MEIRA CASSEL E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora): 1. Em 24 de março de 2014, neguei seguimento ao agravo nos autos do recurso extraordinário interposto por Cláudio Fernando Costa contra julgado do Superior Tribunal de Justiça, o qual assentou que o Agravante não preencheu os requisitos para posse no cargo de médico do trabalho. A decisão agravada teve a seguinte fundamentação: “6. A alegação de nulidade do acórdão por contrariedade ao art. 93, inc. IX, da Constituição da República não pode prosperar. Embora em sentido contrário à pretensão do Agravante, o acórdão recorrido apresentou suficiente fundamentação. Conforme a jurisprudência do Supremo Tribunal, “o que a Constituição exige, no art. 93, IX, é que a decisão judicial seja fundamentada; não, que a fundamentação seja correta, na solução das questões de fato ou de direito da lide: declinadas no julgado as premissas, corretamente assentadas ou não, mas coerentes com o dispositivo do acórdão, está satisfeita a exigência constitucional” (Recurso Extraordinário 140.370, Rel. Min. Sepúlveda Pertence, RTJ 150/269). 7. A apreciação do pleito recursal demandaria o reexame do conjunto fático-probatório constante do processo, das cláusulas do Edital n. 3/2010 e da legislação infraconstitucional aplicável na Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5762009. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório ARE 800685 AGR / DF espécie (no caso, o Código de Processo Civil), inviável de ser validamente levado a efeito em recurso extraordinário. Incide no caso as Súmulas ns. 279 e 454 do Supremo Tribunal Federal: ‘AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. CONCURSO PÚBLICO. OBSERVÂNCIA DAS REGRAS DO EDITAL. IMPOSSIBILIDADE DE ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL E DO REEXAME DE PROVAS E DE CLÁUSULAS EDITALÍCIAS. SÚMULAS NS. 279 E 454 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO’ (ARE 784.815-AgR/BA, de minha relatoria, Segunda Turma, DJ 24.2.2014). (…) 8. Ademais, este Supremo Tribunal assentou que a alegação de contrariedade ao art. 5..., inc. II, XXXV, XXXVI, e LV, da Constituição da República, se dependente do exame da legislação infraconstitucional (no caso, o Código de Processo Civil e o Código Civil), poderia configurar, se fosse o caso, ofensa constitucional indireta. (…) 8. Pelo exposto, nego seguimento ao agravo (art. 544, § 4..., inc. I, do Código de Processo Civil e art. 21, § 1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal)”. 2. Publicada essa decisão no DJe de 31.3.2014, interpõe Cláudio Fernando Costa, em 7.4.2014, tempestivamente, agravo regimental. 3. O Agravante alega que “não há que se falar em aplicação do enunciado da Súmula n 279 ao caso; a análise da matéria posta no recurso excepcional não exige o revolvimento de questão de fato, nem tampouco o reexame de prova, tratando-se, na verdade, de pretensão recursal envolvendo matéria eminentemente de direito - valoração da prova”. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5762009. Supremo Tribunal Federal ARE 800685 AGR / DF espécie (no caso, o Código de Processo Civil), inviável de ser validamente levado a efeito em recurso extraordinário. Incide no caso as Súmulas ns. 279 e 454 do Supremo Tribunal Federal: ‘AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. CONCURSO PÚBLICO. OBSERVÂNCIA DAS REGRAS DO EDITAL. IMPOSSIBILIDADE DE ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL E DO REEXAME DE PROVAS E DE CLÁUSULAS EDITALÍCIAS. SÚMULAS NS. 279 E 454 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO’ (ARE 784.815-AgR/BA, de minha relatoria, Segunda Turma, DJ 24.2.2014). (…) 8. Ademais, este Supremo Tribunal assentou que a alegação de contrariedade ao art. 5..., inc. II, XXXV, XXXVI, e LV, da Constituição da República, se dependente do exame da legislação infraconstitucional (no caso, o Código de Processo Civil e o Código Civil), poderia configurar, se fosse o caso, ofensa constitucional indireta. (…) 8. Pelo exposto, nego seguimento ao agravo (art. 544, § 4..., inc. I, do Código de Processo Civil e art. 21, § 1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal)”. 2. Publicada essa decisão no DJe de 31.3.2014, interpõe Cláudio Fernando Costa, em 7.4.2014, tempestivamente, agravo regimental. 3. O Agravante alega que “não há que se falar em aplicação do enunciado da Súmula n 279 ao caso; a análise da matéria posta no recurso excepcional não exige o revolvimento de questão de fato, nem tampouco o reexame de prova, tratando-se, na verdade, de pretensão recursal envolvendo matéria eminentemente de direito - valoração da prova”. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5762009. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Relatório ARE 800685 AGR / DF Assevera que “a presente ação de segurança merece provimento, na medida em que os atos impugnados revestem-se de absoluta ilegalidade, violando direito líquido e certo do recorrente. Isso sem falar que a matéria em discussão conta com jurisprudência favorável ao recorrente”. Requer o provimento do presente recurso. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5762009. Supremo Tribunal Federal ARE 800685 AGR / DF Assevera que “a presente ação de segurança merece provimento, na medida em que os atos impugnados revestem-se de absoluta ilegalidade, violando direito líquido e certo do recorrente. Isso sem falar que a matéria em discussão conta com jurisprudência favorável ao recorrente”. Requer o provimento do presente recurso. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5762009. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA 22/04/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 800.685 DISTRITO FEDERAL V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste ao Agravante. 2. Quanto à alegada insuficiência de fundamentação da decisão, cumpre esclarecer que “o art. 93, IX, da Constituição Federal exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar, contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão” (Recurso Extraordinário 791.292 QO- RG, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe 13.8.2010). 3. Ademais, o reexame da controvérsia sobre o preenchimento dos requisitos para nomeação no cargo de médico especialista em medicina do trabalho demandaria o reexame do conjunto fático-probatório constante do processo, das cláusulas do Edital n. 3/2010 e da legislação infraconstitucional aplicável (no caso, Código de Processo Civil), inviável de ser validamente levado a efeito em recurso extraordinário. Incidem no caso as Súmulas ns. 279 e 454 do Supremo Tribunal Federal: “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. CONTRATAÇÃO TEMPORÁRIA DE PROFESSORES. EXISTÊNCIA DE CANDIDADOS APROVADOS EM CONCURSO PÚBLICO DE PROVIMENTO EFETIVO. ILEGALIDADE. LEI ESTADUAL 6.915/2007. EXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. SÚMULA 279 DESTA CORTE. ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO LOCAL. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 280 DO Supremo Tribunal Federal. PRINCÍPIO DA SEPARAÇÃO DOS PODERES. AUSÊNCIA DE VIOLAÇÃO. POSSIBILIDADE DE CONTROLE JUDICIAL DOS Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5762010. Supremo Tribunal Federal 22/04/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 800.685 DISTRITO FEDERAL V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste ao Agravante. 2. Quanto à alegada insuficiência de fundamentação da decisão, cumpre esclarecer que “o art. 93, IX, da Constituição Federal exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar, contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão” (Recurso Extraordinário 791.292 QO- RG, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe 13.8.2010). 3. Ademais, o reexame da controvérsia sobre o preenchimento dos requisitos para nomeação no cargo de médico especialista em medicina do trabalho demandaria o reexame do conjunto fático-probatório constante do processo, das cláusulas do Edital n. 3/2010 e da legislação infraconstitucional aplicável (no caso, Código de Processo Civil), inviável de ser validamente levado a efeito em recurso extraordinário. Incidem no caso as Súmulas ns. 279 e 454 do Supremo Tribunal Federal: “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. CONTRATAÇÃO TEMPORÁRIA DE PROFESSORES. EXISTÊNCIA DE CANDIDADOS APROVADOS EM CONCURSO PÚBLICO DE PROVIMENTO EFETIVO. ILEGALIDADE. LEI ESTADUAL 6.915/2007. EXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. SÚMULA 279 DESTA CORTE. ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO LOCAL. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 280 DO Supremo Tribunal Federal. PRINCÍPIO DA SEPARAÇÃO DOS PODERES. AUSÊNCIA DE VIOLAÇÃO. POSSIBILIDADE DE CONTROLE JUDICIAL DOS Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5762010. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA ARE 800685 AGR / DF ATOS ADMINISTRATIVOS DISCRICIONÁRIOS ABUSIVOS E ILEGAIS. AGRAVO IMPROVIDO. I - Inviável o recurso extraordinário quando sua apreciação demanda o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos, bem como da legislação infraconstitucional local aplicável à espécie. Incidência das Súmulas 279 e 280 do Supremo Tribunal Federal. Precedentes. II - Esta Corte possui entendimento no sentido de que o exame pelo Poder Judiciário do ato administrativo tido por ilegal ou abusivo não viola o princípio da separação dos poderes. Precedentes. III - Agravo regimental improvido” (Recurso Extraordinário 654.170-AgR, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe 15.4.2013). “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Administrativo. Competência do relator para negar seguimento a recurso manifestamente inadmissível. Concurso público. Nomeação de servidores temporários. Inexistência de cargos efetivos vagos. Desvio de finalidade não configurado. Preterição de candidato aprovado em concurso vigente. Não ocorrência. Reexame de fatos e provas. Impossibilidade. Precedentes. 1. É competente o relator (art. 557, caput, do Código de Processo Civil e art. 21, parágrafo 1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal) para negar seguimento “ao recurso manifestamente inadmissível, improcedente, prejudicado ou em confronto com a súmula ou com jurisprudência dominante do respectivo tribunal, do Supremo Tribunal Federal, ou de Tribunal Superior”. 2. A jurisprudência da Corte é no sentido de que a contratação precária de agentes públicos somente configura preterição na ordem de nomeação de aprovados em concurso público vigente - ainda que fora do número de vagas previsto no edital - quando referida contratação tiver como finalidade o preenchimento de cargos efetivos vagos. 3. Inadmissível, em recurso extraordinário, o reexame dos fatos e das provas dos autos a fim de verificar a existência de cargos efetivos vagos ao tempo da contratação precária. Incidência da Súmula n 279/Supremo Tribunal Federal. 4. Agravo regimental não provido” (ARE 754.585-AgR, Relator o Ministro Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe 22.10.2013). 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5762010. Supremo Tribunal Federal ARE 800685 AGR / DF ATOS ADMINISTRATIVOS DISCRICIONÁRIOS ABUSIVOS E ILEGAIS. AGRAVO IMPROVIDO. I - Inviável o recurso extraordinário quando sua apreciação demanda o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos, bem como da legislação infraconstitucional local aplicável à espécie. Incidência das Súmulas 279 e 280 do Supremo Tribunal Federal. Precedentes. II - Esta Corte possui entendimento no sentido de que o exame pelo Poder Judiciário do ato administrativo tido por ilegal ou abusivo não viola o princípio da separação dos poderes. Precedentes. III - Agravo regimental improvido” (Recurso Extraordinário 654.170-AgR, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe 15.4.2013). “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Administrativo. Competência do relator para negar seguimento a recurso manifestamente inadmissível. Concurso público. Nomeação de servidores temporários. Inexistência de cargos efetivos vagos. Desvio de finalidade não configurado. Preterição de candidato aprovado em concurso vigente. Não ocorrência. Reexame de fatos e provas. Impossibilidade. Precedentes. 1. É competente o relator (art. 557, caput, do Código de Processo Civil e art. 21, parágrafo 1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal) para negar seguimento “ao recurso manifestamente inadmissível, improcedente, prejudicado ou em confronto com a súmula ou com jurisprudência dominante do respectivo tribunal, do Supremo Tribunal Federal, ou de Tribunal Superior”. 2. A jurisprudência da Corte é no sentido de que a contratação precária de agentes públicos somente configura preterição na ordem de nomeação de aprovados em concurso público vigente - ainda que fora do número de vagas previsto no edital - quando referida contratação tiver como finalidade o preenchimento de cargos efetivos vagos. 3. Inadmissível, em recurso extraordinário, o reexame dos fatos e das provas dos autos a fim de verificar a existência de cargos efetivos vagos ao tempo da contratação precária. Incidência da Súmula n 279/Supremo Tribunal Federal. 4. Agravo regimental não provido” (ARE 754.585-AgR, Relator o Ministro Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe 22.10.2013). 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5762010. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA ARE 800685 AGR / DF 4. Os argumentos do Agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 5. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5762010. Supremo Tribunal Federal ARE 800685 AGR / DF 4. Os argumentos do Agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 5. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5762010. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 22/04/2014 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 800.685 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : CLÁUDIO FERNANDO COSTA ADV.(A/S) : RUDI MEIRA CASSEL E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausentes, justificadamente, neste julgamento, os Senhores Ministros Celso de Mello e Gilmar Mendes. 2... Turma, 22.04.2014. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à sessão os Senhores Ministros Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Celso de Mello e Gilmar Mendes. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 5706042 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 800.685 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : CLÁUDIO FERNANDO COSTA ADV.(A/S) : RUDI MEIRA CASSEL E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausentes, justificadamente, neste julgamento, os Senhores Ministros Celso de Mello e Gilmar Mendes. 2... Turma, 22.04.2014. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à sessão os Senhores Ministros Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Celso de Mello e Gilmar Mendes. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 5706042 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 800 . 685", "SÚMULAS NS . 279", "Recurso Extraordinário 140 . 370", "RTJ 150 / 269", "Recurso Extraordinário 140 . 370", "ARE 800685 AGR / DF", "Súmulas ns . 279", "SÚMULAS NS . 279", "ARE 784 . 815 - AgR / BA", "ARE 800685 AGR", "Súmulas ns . 279", "SÚMULAS NS . 279", "ARE 784 . 815 - AgR / BA", "ARE 800685 AGR / DF", "ARE 800685 AGR /", "Recurso Extraordinário 791 . 292 QO - RG", "Súmulas ns . 279 e 454 do Supremo Tribunal Federal", "SÚMULA 280 DO Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 791 . 292 QO - RG", "Súmulas ns . 279", "SÚMULA", "SÚMULA 280 DO Supremo Tribunal Federal", "Súmulas 279 e 280 do Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 654 . 170 - AgR", "Súmula n 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 754 . 585 - AgR", "Súmulas 279", "Recurso Extraordinário 654 . 170 - AgR", "Súmula n 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 754 . 585 - AgR", "ARE 800685 AGR / DF" ], "LEGISLACAO": [ "ART . 93 , INC . IX , DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 93 , inc . IX , da Constituição da República", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 93 , inc . IX , da Constituição da República", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil", "art . 5 . . . , inc . II , XXXV , XXXVI , e LV , da Constituição da República", "Código de Processo Civil", "Código Civil", "art . 544 , § 4 . . . , inc . I , do Código de Processo Civil", "art . 21 , § 1 . . . , do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil", "art", "Código de Processo Civil", "Código Civil", "art . 544 , § 4 . . . , inc . I , do Código de Processo Civil", "art . 21 , § 1 . . . , do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 93 , IX , da Constituição Federal", "Código de Processo Civil", "LEI ESTADUAL 6 . 915 / 2007", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 93 , IX , da Constituição Federal", "Código de Processo Civil", "LEI ESTADUAL 6 . 915 / 2007", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 557 , caput , do Código de Processo Civil", "art . 21 , parágrafo 1 . . . , do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 557 , caput , do Código de Processo Civil", "art . 21 , parágrafo 1 . . . , do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "Brasília", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "2", ".", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "2", ".", ".", ". Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "CLÁUDIO FERNANDO COSTA", "RUDI MEIRA CASSEL", "Cármen Lúcia", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "CÁRMEN LÚCIA", "CLÁUDIO FERNANDO COSTA", "RUDI MEIRA CASSEL", "CÁRMEN LÚCIA", "Cláudio Fernando Costa", "Sepúlveda Pertence", "CÁRMEN LÚCIA", "CLÁUDIO FERNANDO COSTA", "RUDI MEIRA CASSEL", "CÁRMEN LÚCIA", "Cláudio Fernando Costa", "Sepúlveda Pertence", "Cláudio Fernando Costa", "Cláudio Fernando Costa", "CÁRMEN LÚCIA", "CÁRMEN LÚCIA", "Gilmar Mendes", "CÁRMEN LÚCIA", "Gilmar Mendes", "CÁRMEN LÚCIA ARE", "Ricardo Lewandowski", "Dias Toffoli", "Ricardo Lewandowski", "Dias Toffoli", "LÚCIA", "RUDI MEIRA CASSEL", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Ricardo Lewandowski", "Teori Zavascki", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Edson Oliveira de Almeida", "Ravena Siqueira", "CÁRMEN LÚCIA", "CLÁUDIO FERNANDO COSTA", "RUDI MEIRA CASSEL", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Ricardo Lewandowski", "Teori Zavascki", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Edson Oliveira de Almeida", "Ravena Siqueira" ], "TEMPO": [ "22", "/", "04", "/", "2014", "22 de abril de 2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "04", "/", "2014", "24 de março de 2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "04", "/", "2014", "24 de março de 2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", ".", "2", ".", "2014", "31", ".", "3", ".", "2014", "7", ".", "4", ".", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", ".", "2", ".", "2014", "31", ".", "3", ".", "2014", "7", ".", "4", ".", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "04", "/", "2014", "13", ".", "8", ".", "2010", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "04", "/", "2014", "13", ".", "8", ".", "2010", "24", "/", "08", "/", "2001", "15", ".", "4", ".", "2013", "22", ".", "10", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "15", ".", "4", ".", "2013", "22", ".", "10", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "04", "/", "2014", "22", ".", "04", ".", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", ".", "04", ".", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 18/03/2014 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 114.821 MINAS GERAIS RELATORA : MIN. ROSA WEBER PACTE.(S) :DENILSON MARCONDES VENÂNCIO IMPTE.(S) :DENILSON MARCONDES VENÂNCIO COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA EMENTA HABEAS CORPUS. PROCESSO PENAL. SUBSTITUTIVO DO RECURSO CONSTITUCIONAL. INADEQUAÇÃO DA VIA ELEITA. INJÚRIA E CALÚNIA CONTRA MAGISTRADO. IMUNIDADE PROFISSIONAL. TRANCAMENTO DA AÇÃO PENAL. EXCEPCIONALIDADE. NECESSIDADE DE EXAME DOS FATOS E PROVAS DA CAUSA. IMPOSSIBILIDADE. 1. Contra a denegação de habeas corpus por Tribunal Superior prevê a Constituição Federal remédio jurídico expresso, o recurso ordinário. Diante da dicção do art. 102, II, a, da Constituição da República, a impetração de novo habeas corpus em caráter substitutivo escamoteia o instituto recursal próprio, em manifesta burla ao preceito constitucional. 2. A jurisprudência desta Suprema Corte é pacífica no sentido de que o trancamento da ação penal pela via do habeas corpus é excepcionalíssimo, admitido apenas nos casos de manifesta atipicidade ou falta de justa causa, o que não se verifica na espécie. 3. Não se exigem, quando do recebimento da denúncia, a cognição e a avaliação exaustiva da prova ou a apreciação exauriente dos argumentos das partes, bastando o exame da validade formal da peça e a verificação da presença de indícios suficientes de autoria e de materialidade. 4. O habeas corpus não se presta ao exame e à valoração aprofundada das provas, necessários para verificação da tese defensiva que atribuiu à vítima a prática do delito de abuso de autoridade. 5. Pode-se confiar no devido processo legal, com o trâmite natural da ação penal, para prevenir de forma suficiente eventuais ilegalidades, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5486041. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 18 Ementa e Acórdão HC 114821 / MG abusos ou injustiças no processo penal, não se justificando o trancamento da ação, salvo em situações excepcionalíssimas. Deve-se dar ao processo uma chance, sem o seu prematuro encerramento. 6. Habeas corpus extinto sem resolução do mérito. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em julgar extinta a ordem de habeas corpus, nos termos do voto da Relatora. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Luiz Fux. Brasília, 18 de março de 2014. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5486041. Supremo Tribunal Federal HC 114821 / MG abusos ou injustiças no processo penal, não se justificando o trancamento da ação, salvo em situações excepcionalíssimas. Deve-se dar ao processo uma chance, sem o seu prematuro encerramento. 6. Habeas corpus extinto sem resolução do mérito. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em julgar extinta a ordem de habeas corpus, nos termos do voto da Relatora. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Luiz Fux. Brasília, 18 de março de 2014. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5486041. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 18 Relatório 18/03/2014 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 114.821 MINAS GERAIS RELATORA : MIN. ROSA WEBER PACTE.(S) :DENILSON MARCONDES VENÂNCIO IMPTE.(S) :DENILSON MARCONDES VENÂNCIO COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Trata-se de habeas corpus impetrado por Denilson Marcondes Venâncio em seu próprio favor contra acórdão do Superior Tribunal de Justiça, que, nos autos do HC 103.430/MG, denegou a ordem. O paciente-impetrante foi denunciado pelo Ministério Público, juntamente com outros acusados, pela suposta prática de crimes contra a honra (arts. 138 e 140 c/c 141, II, do Código Penal). Segundo a exordial acusatória, o paciente-impetrante e os coacusados, ao impetrarem, perante o Tribunal de Justiça de Minas Gerais, habeas corpus preventivo, contra o Juiz de Direito da Comarca de Guaranésia, Milton Biagioni Furquim, por suposto abuso de autoridade (art. 4º, “a”, da Lei 4.898/65), teriam caluniado o magistrado, imputando- lhe falsamente crimes de abuso de autoridade. Em resposta à denúncia, o ora Paciente afirmou que o Juiz de Direito utilizava a magistratura como bem de consumo, “por dinheiro”, além de veicular outras ofensas (“a suposta vítima se julga o sol”), razão pela qual foi aditada a denúncia, por entender praticada injúria contra o ofendido. A denúncia foi recebida pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais verbis: “PROCESSO-CRIME DE COMPETÊNCIA ORIGINÁRIA - ACUSAÇÃO DE CRIMES CONTRA A HONRA DE FUNCIONÁRIO PÚBLICO - CALÚNIA E INJÚRIA - ARTS. 138 E 140, AMBOS COMBINADOS COM O ART. 141, INCISO II, TODOS DO CÓDIGO PENAL – VÁRIOS DENUNCIADOS E Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5486042. Supremo Tribunal Federal 18/03/2014 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 114.821 MINAS GERAIS RELATORA : MIN. ROSA WEBER PACTE.(S) :DENILSON MARCONDES VENÂNCIO IMPTE.(S) :DENILSON MARCONDES VENÂNCIO COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Trata-se de habeas corpus impetrado por Denilson Marcondes Venâncio em seu próprio favor contra acórdão do Superior Tribunal de Justiça, que, nos autos do HC 103.430/MG, denegou a ordem. O paciente-impetrante foi denunciado pelo Ministério Público, juntamente com outros acusados, pela suposta prática de crimes contra a honra (arts. 138 e 140 c/c 141, II, do Código Penal). Segundo a exordial acusatória, o paciente-impetrante e os coacusados, ao impetrarem, perante o Tribunal de Justiça de Minas Gerais, habeas corpus preventivo, contra o Juiz de Direito da Comarca de Guaranésia, Milton Biagioni Furquim, por suposto abuso de autoridade (art. 4º, “a”, da Lei 4.898/65), teriam caluniado o magistrado, imputando- lhe falsamente crimes de abuso de autoridade. Em resposta à denúncia, o ora Paciente afirmou que o Juiz de Direito utilizava a magistratura como bem de consumo, “por dinheiro”, além de veicular outras ofensas (“a suposta vítima se julga o sol”), razão pela qual foi aditada a denúncia, por entender praticada injúria contra o ofendido. A denúncia foi recebida pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais verbis: “PROCESSO-CRIME DE COMPETÊNCIA ORIGINÁRIA - ACUSAÇÃO DE CRIMES CONTRA A HONRA DE FUNCIONÁRIO PÚBLICO - CALÚNIA E INJÚRIA - ARTS. 138 E 140, AMBOS COMBINADOS COM O ART. 141, INCISO II, TODOS DO CÓDIGO PENAL – VÁRIOS DENUNCIADOS E Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5486042. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 18 Relatório HC 114821 / MG DENTRE ELES O PREFEITO MUNICIPAL - DENÚNCIA - PLAUSIBILIDADE - PREENCHIMENTO DOS REQUISITOS LEGAIS - RECEBIMENTO. Sendo taxativas as hipóteses de suspeição previstas nos incisos do art. 254 do CPP, em razão do disposto no art. 258 do CPP, não há como se permitir o enquadramento nelas de fatos articulados sem nenhum suporte em tais incisos, notadamente quando o que se constata é que seria impossível se declarar a suspeição de um representante do Ministério Público quando, cumprindo com seus deveres e obrigações, tem regular atuação funcional por ser o titular da ação penal, tudo impedindo que se tenha com configurada qualquer questão pessoal. Na fase pré-processual de recebimento ou não da denúncia, deve prevalecer a máxima in dubio pro societate, oportunidade em que se possibilita ao titular da ação penal ampliar o conjunto probatório. Não sendo o caso de rejeitá-la de início (art. 43 e incisos, CPP), deve ser recebida a denúncia que descrever corretamente os fatos, imputar prática de crimes em tese, qualificar o acusado e apresentar rol de testemunhas. Rejeita-se a preliminar e recebe-se a denúncia.” Inconformado, impetrou o paciente o citado HC 103.430/MG perante o Superior Tribunal Justiça, que denegou a ordem consoante a ementa seguinte: “HABEAS CORPUS. PACIENTE DENUNCIADO POR CRIMES CONTRA A HONRA DE FUNCIONÁRIO PÚBLICO. CALÚNIA E INJÚRIA. OFENSAS IRROGADAS CONTRA MAGISTRADO NO EXERCÍCIO DE SUAS FUNÇÕES (ARTS. 138 E 140, C/C ART. 141, II, TODOS DO CPB). AÇÃO PENAL ORIGINÁRIA. DENÙNCIA RECEBIDA PELO TRIBUNAL A QUO. ALEGAÇÃO DE AUSÊNCIA DE JUSTA CAUSA. IMPROPRIEDADE DA VIA ELEITA. PRECEDENTES DO STJ. DENÚNCIA QUE DESCREVE, EM TESE, A PRÁTICA DOS DELITOS TIPIFICADOS NA EXORDIAL ACUSATÓRIA. PARECER DO MPF PELA DENEGAÇÃO DA ORDEM. ORDEM DENEGADA. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5486042. Supremo Tribunal Federal HC 114821 / MG DENTRE ELES O PREFEITO MUNICIPAL - DENÚNCIA - PLAUSIBILIDADE - PREENCHIMENTO DOS REQUISITOS LEGAIS - RECEBIMENTO. Sendo taxativas as hipóteses de suspeição previstas nos incisos do art. 254 do CPP, em razão do disposto no art. 258 do CPP, não há como se permitir o enquadramento nelas de fatos articulados sem nenhum suporte em tais incisos, notadamente quando o que se constata é que seria impossível se declarar a suspeição de um representante do Ministério Público quando, cumprindo com seus deveres e obrigações, tem regular atuação funcional por ser o titular da ação penal, tudo impedindo que se tenha com configurada qualquer questão pessoal. Na fase pré-processual de recebimento ou não da denúncia, deve prevalecer a máxima in dubio pro societate, oportunidade em que se possibilita ao titular da ação penal ampliar o conjunto probatório. Não sendo o caso de rejeitá-la de início (art. 43 e incisos, CPP), deve ser recebida a denúncia que descrever corretamente os fatos, imputar prática de crimes em tese, qualificar o acusado e apresentar rol de testemunhas. Rejeita-se a preliminar e recebe-se a denúncia.” Inconformado, impetrou o paciente o citado HC 103.430/MG perante o Superior Tribunal Justiça, que denegou a ordem consoante a ementa seguinte: “HABEAS CORPUS. PACIENTE DENUNCIADO POR CRIMES CONTRA A HONRA DE FUNCIONÁRIO PÚBLICO. CALÚNIA E INJÚRIA. OFENSAS IRROGADAS CONTRA MAGISTRADO NO EXERCÍCIO DE SUAS FUNÇÕES (ARTS. 138 E 140, C/C ART. 141, II, TODOS DO CPB). AÇÃO PENAL ORIGINÁRIA. DENÙNCIA RECEBIDA PELO TRIBUNAL A QUO. ALEGAÇÃO DE AUSÊNCIA DE JUSTA CAUSA. IMPROPRIEDADE DA VIA ELEITA. PRECEDENTES DO STJ. DENÚNCIA QUE DESCREVE, EM TESE, A PRÁTICA DOS DELITOS TIPIFICADOS NA EXORDIAL ACUSATÓRIA. PARECER DO MPF PELA DENEGAÇÃO DA ORDEM. ORDEM DENEGADA. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5486042. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 18 Relatório HC 114821 / MG 1. Segundo os termos da denúncia, repassados no parecer do MP e no douto acórdão vergastado, os denunciados teriam feito múltiplas acusações contra Magistrado, quando da impetração de Habeas Corpus perante o Tribunal Estadual, entre elas a de que estaria agindo com abuso de autoridade ao ordenar e executar medida privativa de liberdade individual, sem as formalidade legais; bem como exercer a Magistratura como bem de consumo, como emprego bem remunerado ou por dinheiro, ainda segundo as mesmas fontes. 2. Segundo compreensão pacificada nesta egrégia Corte Superior, o trancamento de Ação Penal por falta de justa causa, na via estreita do writ, é viável desde que se comprove, de plano, a atipicidade da conduta ou ausência de indícios suficientes de autoria ou da materialidade d delito, hipóteses não configuradas na espécie. 3. No caso em exame, a exordial acusatória não é inepta, pois atenta aos ditames legais: qualifica os acusados, apresenta uma narração congruente dos fatos, descrevendo a conduta havida como criminosa e suas circunstâncias, além de rol de testemunhas. 4. Parecer do MPF pela denegação da ordem. 5. Ordem denegada.” No presente writ, assevera o paciente-impetrante que o constrangimento ilegal está consubstanciado no ato de recebimento da denúncia pela Corte Estadual, bem como na decisão da Corte Superior de Justiça que denegou o writ. Aduz que o magistrado Milton Biagioni Furquim – “titular da Comarca de Guaranésia/MG, irmão do vice-prefeito na gestão 2001/2004 e candidato a prefeito derrotado, nas eleições municipais de outubro de 2004 e atual prefeito de Itapeva/MG – 2009/2012”, teria atuado de modo a causar temor no ora paciente, razão pela qual impetrou habeas corpus preventivo em seu favor e de outras dezoito pessoas, tendo o writ sido denegado sob o fundamento de se tratar de simples disputa política entre os pacientes e a autoridade coatora. Defende ter agido com imunidade judiciária ao assinar a petição de habeas corpus, sob o argumento de ter o ânimo de defesa contra a autoridade coatora, razão pela qual reputa ausente a justa causa para a persecução penal. Requer o trancamento da ação penal. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5486042. Supremo Tribunal Federal HC 114821 / MG 1. Segundo os termos da denúncia, repassados no parecer do MP e no douto acórdão vergastado, os denunciados teriam feito múltiplas acusações contra Magistrado, quando da impetração de Habeas Corpus perante o Tribunal Estadual, entre elas a de que estaria agindo com abuso de autoridade ao ordenar e executar medida privativa de liberdade individual, sem as formalidade legais; bem como exercer a Magistratura como bem de consumo, como emprego bem remunerado ou por dinheiro, ainda segundo as mesmas fontes. 2. Segundo compreensão pacificada nesta egrégia Corte Superior, o trancamento de Ação Penal por falta de justa causa, na via estreita do writ, é viável desde que se comprove, de plano, a atipicidade da conduta ou ausência de indícios suficientes de autoria ou da materialidade d delito, hipóteses não configuradas na espécie. 3. No caso em exame, a exordial acusatória não é inepta, pois atenta aos ditames legais: qualifica os acusados, apresenta uma narração congruente dos fatos, descrevendo a conduta havida como criminosa e suas circunstâncias, além de rol de testemunhas. 4. Parecer do MPF pela denegação da ordem. 5. Ordem denegada.” No presente writ, assevera o paciente-impetrante que o constrangimento ilegal está consubstanciado no ato de recebimento da denúncia pela Corte Estadual, bem como na decisão da Corte Superior de Justiça que denegou o writ. Aduz que o magistrado Milton Biagioni Furquim – “titular da Comarca de Guaranésia/MG, irmão do vice-prefeito na gestão 2001/2004 e candidato a prefeito derrotado, nas eleições municipais de outubro de 2004 e atual prefeito de Itapeva/MG – 2009/2012”, teria atuado de modo a causar temor no ora paciente, razão pela qual impetrou habeas corpus preventivo em seu favor e de outras dezoito pessoas, tendo o writ sido denegado sob o fundamento de se tratar de simples disputa política entre os pacientes e a autoridade coatora. Defende ter agido com imunidade judiciária ao assinar a petição de habeas corpus, sob o argumento de ter o ânimo de defesa contra a autoridade coatora, razão pela qual reputa ausente a justa causa para a persecução penal. Requer o trancamento da ação penal. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5486042. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 18 Relatório HC 114821 / MG Indeferi o pedido liminar em 09.9.2012. O Ministério Público Federal, em parecer da lavra do Subprocurador-Geral da República Edson Oliveira Almeida, opina pela extinção do feito sem resolução do mérito. Expedido telegrama para dar ciência da sessão de julgamento do feito. É o relatório. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5486042. Supremo Tribunal Federal HC 114821 / MG Indeferi o pedido liminar em 09.9.2012. O Ministério Público Federal, em parecer da lavra do Subprocurador-Geral da República Edson Oliveira Almeida, opina pela extinção do feito sem resolução do mérito. Expedido telegrama para dar ciência da sessão de julgamento do feito. É o relatório. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5486042. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 18 Voto - MIN. ROSA WEBER 18/03/2014 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 114.821 MINAS GERAIS VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): A questão em debate no presente habeas corpus diz com o trancamento da ação penal por falta de justa causa. De início, ressalto que o presente habeas corpus foi impetrado contra acórdão do Superior Tribunal de Justiça, que denegou a ordem no HC 103.430/MG. Contra a denegação de habeas corpus por Tribunal Superior prevê a Constituição da República remédio jurídico expresso, o recurso ordinário (art. 102, II, a). Diante da dicção constitucional não cabe, em decorrência, a utilização de novo habeas corpus, em caráter substitutivo. A Primeira Turma desta Corte assentou tal entendimento, em 08.8.2012, ao julgar o HC 109.956/PR: “HABEAS CORPUS - JULGAMENTO POR TRIBUNAL SUPERIOR - IMPUGNAÇÃO. A teor do disposto no artigo 102, inciso II, alínea “a”, da Constituição Federal, contra decisão, proferida em processo revelador de habeas corpus, a implicar a não concessão da ordem, cabível é o recurso ordinário. Evolução quanto à admissibilidade do substitutivo do habeas corpus. PROCESSO – CRIME – DILIGÊNCIAS – INADEQUAÇÃO. Uma vez inexistente base para o implemento de diligências, cumpre ao Juízo, na condução do processo, indeferi-las” (HC 109.956/PR, Rel. Min. Marco Aurélio, DJe 11.9.2012). Da minha lavra, destaco o HC 108.390/MS: “HABEAS CORPUS. PROCESSO PENAL. SUBSTITUTIVO DO RECURSO CONSTITUCIONAL. INADMISSIBILIDADE. CONSTITUIÇÃO FEDERAL, ART. 102, II, a. TRÁFICO DE DROGAS. DOSIMETRIA DA PENA. CAUSA DE DIMINUIÇÃO DO ART. 33, § 4º, DA LEI 11.343/06. REGIME INICIAL DE Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5486043. Supremo Tribunal Federal 18/03/2014 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 114.821 MINAS GERAIS VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): A questão em debate no presente habeas corpus diz com o trancamento da ação penal por falta de justa causa. De início, ressalto que o presente habeas corpus foi impetrado contra acórdão do Superior Tribunal de Justiça, que denegou a ordem no HC 103.430/MG. Contra a denegação de habeas corpus por Tribunal Superior prevê a Constituição da República remédio jurídico expresso, o recurso ordinário (art. 102, II, a). Diante da dicção constitucional não cabe, em decorrência, a utilização de novo habeas corpus, em caráter substitutivo. A Primeira Turma desta Corte assentou tal entendimento, em 08.8.2012, ao julgar o HC 109.956/PR: “HABEAS CORPUS - JULGAMENTO POR TRIBUNAL SUPERIOR - IMPUGNAÇÃO. A teor do disposto no artigo 102, inciso II, alínea “a”, da Constituição Federal, contra decisão, proferida em processo revelador de habeas corpus, a implicar a não concessão da ordem, cabível é o recurso ordinário. Evolução quanto à admissibilidade do substitutivo do habeas corpus. PROCESSO – CRIME – DILIGÊNCIAS – INADEQUAÇÃO. Uma vez inexistente base para o implemento de diligências, cumpre ao Juízo, na condução do processo, indeferi-las” (HC 109.956/PR, Rel. Min. Marco Aurélio, DJe 11.9.2012). Da minha lavra, destaco o HC 108.390/MS: “HABEAS CORPUS. PROCESSO PENAL. SUBSTITUTIVO DO RECURSO CONSTITUCIONAL. INADMISSIBILIDADE. CONSTITUIÇÃO FEDERAL, ART. 102, II, a. TRÁFICO DE DROGAS. DOSIMETRIA DA PENA. CAUSA DE DIMINUIÇÃO DO ART. 33, § 4º, DA LEI 11.343/06. REGIME INICIAL DE Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5486043. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 18 Voto - MIN. ROSA WEBER HC 114821 / MG CUMPRIMENTO DE PENA. 1. O habeas corpus tem uma rica história, constituindo garantia fundamental do cidadão. Ação constitucional que é, não pode ser amesquinhado, mas também não é passível de vulgarização, sob pena de restar descaracterizado como remédio heroico. Contra a denegação de habeas corpus por Tribunal Superior prevê a Constituição Federal remédio jurídico expresso, o recurso ordinário. Diante da dicção do art. 102, II, a, da Constituição da República, a impetração de novo habeas corpus em caráter substitutivo escamoteia o instituto recursal próprio, em manifesta burla ao preceito constitucional. Precedente da Primeira Turma desta Suprema Corte. 2. (…).” (HC 108.390/MS, 1ª Turma, DJe 02.10.2012). Nesse contexto, a preservação da racionalidade do sistema processual e recursal, bem como a necessidade de assegurar a razoável duração do processo comandada no art. 5º, LXXVIII, da Carta Magna aconselham seja retomada a função constitucional do habeas corpus, inadmitido o seu uso como substitutivo de recurso no processo penal. No caso do recurso ordinário contra a denegação do writ por Tribunal Superior, o emprego do habeas corpus em substituição é ainda mais grave, considerada a expressa previsão do recurso no texto constitucional (art. 102, II, a , da Constituição Federal). Admitir o habeas corpus como substitutivo do recurso, diante da expressa previsão constitucional, representaria burla indireta ao instituto próprio, cujo manejo está à disposição do sucumbente, observados os requisitos pertinentes. Em síntese, o habeas corpus é garantia fundamental que não pode ser vulgarizada, sob pena de sua descaracterização como remédio heroico, e seu emprego não pode servir a escamotear o instituto recursal previsto no texto da Constituição. Como é a hipótese dos autos, o habeas corpus deve ser extinto sem resolução de mérito. Remanesce, todavia, a possibilidade da concessão da ordem de ofício, desde que presente constrangimento ilegal manifesto ou 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5486043. Supremo Tribunal Federal HC 114821 / MG CUMPRIMENTO DE PENA. 1. O habeas corpus tem uma rica história, constituindo garantia fundamental do cidadão. Ação constitucional que é, não pode ser amesquinhado, mas também não é passível de vulgarização, sob pena de restar descaracterizado como remédio heroico. Contra a denegação de habeas corpus por Tribunal Superior prevê a Constituição Federal remédio jurídico expresso, o recurso ordinário. Diante da dicção do art. 102, II, a, da Constituição da República, a impetração de novo habeas corpus em caráter substitutivo escamoteia o instituto recursal próprio, em manifesta burla ao preceito constitucional. Precedente da Primeira Turma desta Suprema Corte. 2. (…).” (HC 108.390/MS, 1ª Turma, DJe 02.10.2012). Nesse contexto, a preservação da racionalidade do sistema processual e recursal, bem como a necessidade de assegurar a razoável duração do processo comandada no art. 5º, LXXVIII, da Carta Magna aconselham seja retomada a função constitucional do habeas corpus, inadmitido o seu uso como substitutivo de recurso no processo penal. No caso do recurso ordinário contra a denegação do writ por Tribunal Superior, o emprego do habeas corpus em substituição é ainda mais grave, considerada a expressa previsão do recurso no texto constitucional (art. 102, II, a , da Constituição Federal). Admitir o habeas corpus como substitutivo do recurso, diante da expressa previsão constitucional, representaria burla indireta ao instituto próprio, cujo manejo está à disposição do sucumbente, observados os requisitos pertinentes. Em síntese, o habeas corpus é garantia fundamental que não pode ser vulgarizada, sob pena de sua descaracterização como remédio heroico, e seu emprego não pode servir a escamotear o instituto recursal previsto no texto da Constituição. Como é a hipótese dos autos, o habeas corpus deve ser extinto sem resolução de mérito. Remanesce, todavia, a possibilidade da concessão da ordem de ofício, desde que presente constrangimento ilegal manifesto ou 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5486043. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 18 Voto - MIN. ROSA WEBER HC 114821 / MG teratologia. Na espécie, a questão de fundo diz com a suposta ausência de justa causa para a ação penal. Inicialmente, destaco que a jurisprudência desta Corte orienta-se no sentido de que “a concessão de habeas corpus com a finalidade de trancamento de ação penal em curso só é possível em situações excepcionais, quando estiverem comprovadas, de plano, a atipicidade da conduta, causa extintiva da punibilidade ou ausência de indícios de autoria.” (HC 107412/SP, Rel. Min. Dias Toffoli, 1ª Turma, DJe 23.5.2012). Do mesmo modo, os arestos, verbis: “(...) 5. É firme a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal quanto à excepcionalidade do trancamento de ação penal pela via processualmente acanhada do habeas corpus. Jurisprudência, essa, assentada na idéia-força de que o trancamento da ação penal é medida restrita a situações que se reportem a conduta não-constitutiva de crime em tese, ou quando já estiver extinta a punibilidade, ou, ainda, se não ocorrentes indícios mínimos da autoria (HCs 87.310, 91.005 e RHC 88.139, da minha relatoria; HC 87.293, da relatoria do ministro Eros Grau; HC 85.740, da relatoria do ministro Ricardo Lewandowski; e HC 85.134, da relatoria do ministro Marco Aurélio). 6. Não é inepta a denúncia que descreve, suficientemente, os fatos supostamente ilícitos e permite o exercício da ampla defesa pelo acusado. No caso, a peça ministerial pública descreveu as condutas tidas por delituosas com todas as circunstâncias até então conhecidas, de modo a permitir o amplo exercício do direito de defesa dos acusados. 7. Não cabe ao Supremo Tribunal Federal examinar, per saltum, pretensão de desclassificação da conduta debitada ao paciente. 8. Habeas corpus parcialmente conhecido e, nessa extensão, denegada a ordem.” (HC 101.066/GO), Rel. Min. Ayres Britto, 2ª Turma, DJe 6.3.2012). “(...) 1. A inépcia da inicial e sua apreciação na via estreita do habeas corpus exige a demonstração, de plano, de flagrante ilegalidade ou abuso de poder, prima facie evidente na denúncia oferecida, de tal 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5486043. Supremo Tribunal Federal HC 114821 / MG teratologia. Na espécie, a questão de fundo diz com a suposta ausência de justa causa para a ação penal. Inicialmente, destaco que a jurisprudência desta Corte orienta-se no sentido de que “a concessão de habeas corpus com a finalidade de trancamento de ação penal em curso só é possível em situações excepcionais, quando estiverem comprovadas, de plano, a atipicidade da conduta, causa extintiva da punibilidade ou ausência de indícios de autoria.” (HC 107412/SP, Rel. Min. Dias Toffoli, 1ª Turma, DJe 23.5.2012). Do mesmo modo, os arestos, verbis: “(...) 5. É firme a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal quanto à excepcionalidade do trancamento de ação penal pela via processualmente acanhada do habeas corpus. Jurisprudência, essa, assentada na idéia-força de que o trancamento da ação penal é medida restrita a situações que se reportem a conduta não-constitutiva de crime em tese, ou quando já estiver extinta a punibilidade, ou, ainda, se não ocorrentes indícios mínimos da autoria (HCs 87.310, 91.005 e RHC 88.139, da minha relatoria; HC 87.293, da relatoria do ministro Eros Grau; HC 85.740, da relatoria do ministro Ricardo Lewandowski; e HC 85.134, da relatoria do ministro Marco Aurélio). 6. Não é inepta a denúncia que descreve, suficientemente, os fatos supostamente ilícitos e permite o exercício da ampla defesa pelo acusado. No caso, a peça ministerial pública descreveu as condutas tidas por delituosas com todas as circunstâncias até então conhecidas, de modo a permitir o amplo exercício do direito de defesa dos acusados. 7. Não cabe ao Supremo Tribunal Federal examinar, per saltum, pretensão de desclassificação da conduta debitada ao paciente. 8. Habeas corpus parcialmente conhecido e, nessa extensão, denegada a ordem.” (HC 101.066/GO), Rel. Min. Ayres Britto, 2ª Turma, DJe 6.3.2012). “(...) 1. A inépcia da inicial e sua apreciação na via estreita do habeas corpus exige a demonstração, de plano, de flagrante ilegalidade ou abuso de poder, prima facie evidente na denúncia oferecida, de tal 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5486043. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 18 Voto - MIN. ROSA WEBER HC 114821 / MG sorte que não reclame a apreciação do acervo probatório. Precedentes: HC 107839, Relator(a): Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Primeira Turma, julgado em 07/06/2011; HC 102730, Relator(a): Min. CÁRMEN LÚCIA, Primeira Turma, julgado em 08/02/2011; HC 104271, Relator(a): Min. AYRES BRITTO, Segunda Turma, julgado em 28/09/2010.” (HC 109.308/RJ, Rel. Min. Luiz Fux, 1ª Turma, DJe 26.3.2012). Ao denegar a ordem no HC 103.430/MG, o Superior Tribunal de Justiça assim consignou: “1. Constou da denúncia formulada contra o paciente e demais coacusados: ‘Uma análise detida do conteúdo da petição de habeas corpus demonstra, sem sombra de dúvida, que os ora denunciados tiveram a nítida intenção de ofender a honra do Magistrado, imputando-lhe condutas criminosas que sabiam ser inexistentes, objetivando, ainda que indiretamente, macular a imagem do candidato adversário, seu irmão. Eis um trecho da petição inicial do habeas corpus, onde os denunciados atribuem falsamente condutas criminosas por parte do Juiz de Direito: ... o irmão do candidato Urias - Dr. Milton Furquim, valendo-se da sua condição de Juiz de Direito, na tentativa desesperada de burlar o regime democrático de direito e ganhar as eleições a qualquer preço, por todo o período eleitoral, e até a presente data, vem, reiteradamente, achincalhando e coagindo os ora pacientes, intimidando-os e ameaçando-os. Todas as pessoas que se candidataram no partido contrário ou apoiaram opositores políticos seus, como o caso dos pacientes, são constantemente ameaçados de prisão (grifo no original - fls. 13). Como bem se observa, os denunciados fizeram afirmação no sentido de que o Magistrado, ora vítima, de 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5486043. Supremo Tribunal Federal HC 114821 / MG sorte que não reclame a apreciação do acervo probatório. Precedentes: HC 107839, Relator(a): Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Primeira Turma, julgado em 07/06/2011; HC 102730, Relator(a): Min. CÁRMEN LÚCIA, Primeira Turma, julgado em 08/02/2011; HC 104271, Relator(a): Min. AYRES BRITTO, Segunda Turma, julgado em 28/09/2010.” (HC 109.308/RJ, Rel. Min. Luiz Fux, 1ª Turma, DJe 26.3.2012). Ao denegar a ordem no HC 103.430/MG, o Superior Tribunal de Justiça assim consignou: “1. Constou da denúncia formulada contra o paciente e demais coacusados: ‘Uma análise detida do conteúdo da petição de habeas corpus demonstra, sem sombra de dúvida, que os ora denunciados tiveram a nítida intenção de ofender a honra do Magistrado, imputando-lhe condutas criminosas que sabiam ser inexistentes, objetivando, ainda que indiretamente, macular a imagem do candidato adversário, seu irmão. Eis um trecho da petição inicial do habeas corpus, onde os denunciados atribuem falsamente condutas criminosas por parte do Juiz de Direito: ... o irmão do candidato Urias - Dr. Milton Furquim, valendo-se da sua condição de Juiz de Direito, na tentativa desesperada de burlar o regime democrático de direito e ganhar as eleições a qualquer preço, por todo o período eleitoral, e até a presente data, vem, reiteradamente, achincalhando e coagindo os ora pacientes, intimidando-os e ameaçando-os. Todas as pessoas que se candidataram no partido contrário ou apoiaram opositores políticos seus, como o caso dos pacientes, são constantemente ameaçados de prisão (grifo no original - fls. 13). Como bem se observa, os denunciados fizeram afirmação no sentido de que o Magistrado, ora vítima, de 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5486043. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 18 Voto - MIN. ROSA WEBER HC 114821 / MG maneira reiterada os achincalhou, coagiu, intimidou e até mesmo os ameaçou de prisão. Há de se esclarecer que a vítima exerce as suas funções inclusive como Juiz Eleitoral,, na comarca de Guaranésia, distante cerca de trezentos quilômetros do município de Itapeva. Verifica-se, pois, que a par de não comprovadas, as alegações de que o mesmo estaria interferindo na campanha eleitoral de Itapeva, em benefício de seu irmão candidato, valendo-se de sua condição de autoridade judiciária, são absolutamente impertinentes e inverossímeis, mesmo porque nenhuma representação foi apresentada pelos supostos prejudicados contra o Magistrado à Justiça Eleitoral ou à Corregedoria- Geral da Justiça. (...). Em outro trecho da petição inicial referida, os denunciados afirmaram que o Magistrado, ora vítima, teria praticado crime de abuso de autoridade, ao dar voz de prisão ao sr. Pedro Luciano. Vejamos: ... Tanto quem, afim (sic) de demonstrar seu poder contra a liberdade dos pacientes, o Dr. Milton Furquim, após proferir ofensas verbais contra o Sr. Pedro Luciano, e ironicamente, por várias vezes lhe chamar de burrico, e, tendo o Sr. Pedro perdido a paciência e lhe chamar, por uma única vez de Capotão, o mesmo deu voz de prisão ao Sr. Pedro Luciano, mobilizando toda a polícia local, determinando a lavratura do boletim de ocorrência e ordenando aos policiais, que o Sr. Pedro fosse levado à Delegacia, onde por sua ordem, permaneceu por todo o dia, deito, em fim (sic), preso (fls. 13). Uma leitura atenta do boletim de Ocorrência da Polícia Militar, a respeito do episódio, demonstra que os fatos foram distorcidos pelos denunciados, com o objetivo claro de atribuir falsamente a prática de crime por parte do Magistrado, ora vítima. Extrai-se daquele documento a seguinte informação: 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5486043. Supremo Tribunal Federal HC 114821 / MG maneira reiterada os achincalhou, coagiu, intimidou e até mesmo os ameaçou de prisão. Há de se esclarecer que a vítima exerce as suas funções inclusive como Juiz Eleitoral,, na comarca de Guaranésia, distante cerca de trezentos quilômetros do município de Itapeva. Verifica-se, pois, que a par de não comprovadas, as alegações de que o mesmo estaria interferindo na campanha eleitoral de Itapeva, em benefício de seu irmão candidato, valendo-se de sua condição de autoridade judiciária, são absolutamente impertinentes e inverossímeis, mesmo porque nenhuma representação foi apresentada pelos supostos prejudicados contra o Magistrado à Justiça Eleitoral ou à Corregedoria- Geral da Justiça. (...). Em outro trecho da petição inicial referida, os denunciados afirmaram que o Magistrado, ora vítima, teria praticado crime de abuso de autoridade, ao dar voz de prisão ao sr. Pedro Luciano. Vejamos: ... Tanto quem, afim (sic) de demonstrar seu poder contra a liberdade dos pacientes, o Dr. Milton Furquim, após proferir ofensas verbais contra o Sr. Pedro Luciano, e ironicamente, por várias vezes lhe chamar de burrico, e, tendo o Sr. Pedro perdido a paciência e lhe chamar, por uma única vez de Capotão, o mesmo deu voz de prisão ao Sr. Pedro Luciano, mobilizando toda a polícia local, determinando a lavratura do boletim de ocorrência e ordenando aos policiais, que o Sr. Pedro fosse levado à Delegacia, onde por sua ordem, permaneceu por todo o dia, deito, em fim (sic), preso (fls. 13). Uma leitura atenta do boletim de Ocorrência da Polícia Militar, a respeito do episódio, demonstra que os fatos foram distorcidos pelos denunciados, com o objetivo claro de atribuir falsamente a prática de crime por parte do Magistrado, ora vítima. Extrai-se daquele documento a seguinte informação: 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5486043. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 18 Voto - MIN. ROSA WEBER HC 114821 / MG Durante patrulhamento pelo Rua Assis Monteiro, centro desta urbe, fomos abordados pelo Sr. Milton Biagioni Furquim, o qual após se identificar como Juiz de Direito, nos informou que havia efetuado a prisão em flagrante pelo crime de desacato do Sr. Pedro Luciano da Silva. O Sr. Milton requereu a condução do autor até a Depol de Itapeva, onde seriam tomadas demais providências. Segundo nos relatou o Sr. Milton, o autor Pedro Luciano da Silva lhe ofendeu chamando-o de Capote, e que possivelmente o autor tenha sido orientado por outras pessoas para lhe ofender. Ao chegarmos na Depol o autor disse que não sabia que o Sr. Milton era Juiz de Direito e que o chamou de Capote por brincadeira. Enquanto preparávamos para realizar as medidas de praxe, o Sr. Dr. Milton orientou o autor a mudar sua atitude e não fazer esse tipo de brincadeira com a sua pessoa, por tratar-se de uma autoridade. Fato subsequente o próprio juiz Sr. Dr. Milton liberou o autor Sr. Pedro Luciano da Silva, ao qual minutos atrás havia sido preso pelo próprio Sr. Milton. Em conversa com o Sr. Dr. Milton, o mesmo nos informou que não haveria necessidade de serem tomadas outras providências. Atendendo às normas e procedimentos, devido ao emprenho da PM e da prisão e do fato ocorrido, lavro o presente BO para conhecimento e demais providências (fl. 66). Digno de nota que sequer houve instauração de inquérito policial e nem mesmo a suposta vítima confirmou a versão apresentadas pelos denunciados, no sentido de que estivera preso por ordem do Juiz de Direito da comarca de Guaranésia. (...). Ainda na referida petição, os incriminados afirmaram que o Magistrado, ora vítima, teria ordenado, verbalmente, ao Sargento Fradique, da Polícia Militar local, a prisão do então candidato ao cargo de Prefeito, 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5486043. Supremo Tribunal Federal HC 114821 / MG Durante patrulhamento pelo Rua Assis Monteiro, centro desta urbe, fomos abordados pelo Sr. Milton Biagioni Furquim, o qual após se identificar como Juiz de Direito, nos informou que havia efetuado a prisão em flagrante pelo crime de desacato do Sr. Pedro Luciano da Silva. O Sr. Milton requereu a condução do autor até a Depol de Itapeva, onde seriam tomadas demais providências. Segundo nos relatou o Sr. Milton, o autor Pedro Luciano da Silva lhe ofendeu chamando-o de Capote, e que possivelmente o autor tenha sido orientado por outras pessoas para lhe ofender. Ao chegarmos na Depol o autor disse que não sabia que o Sr. Milton era Juiz de Direito e que o chamou de Capote por brincadeira. Enquanto preparávamos para realizar as medidas de praxe, o Sr. Dr. Milton orientou o autor a mudar sua atitude e não fazer esse tipo de brincadeira com a sua pessoa, por tratar-se de uma autoridade. Fato subsequente o próprio juiz Sr. Dr. Milton liberou o autor Sr. Pedro Luciano da Silva, ao qual minutos atrás havia sido preso pelo próprio Sr. Milton. Em conversa com o Sr. Dr. Milton, o mesmo nos informou que não haveria necessidade de serem tomadas outras providências. Atendendo às normas e procedimentos, devido ao emprenho da PM e da prisão e do fato ocorrido, lavro o presente BO para conhecimento e demais providências (fl. 66). Digno de nota que sequer houve instauração de inquérito policial e nem mesmo a suposta vítima confirmou a versão apresentadas pelos denunciados, no sentido de que estivera preso por ordem do Juiz de Direito da comarca de Guaranésia. (...). Ainda na referida petição, os incriminados afirmaram que o Magistrado, ora vítima, teria ordenado, verbalmente, ao Sargento Fradique, da Polícia Militar local, a prisão do então candidato ao cargo de Prefeito, 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5486043. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 18 Voto - MIN. ROSA WEBER HC 114821 / MG asseverando que a ordem somente não foi cumprida porque o atual Prefeito fugiu. Não há qualquer prova que demonstre a veracidade do fato. Cuida-se de outra imputação leviana e espúria com o objetivo claro de ofender a honra subjetiva da vítima, como meio de prejudicar a candidatura contrária. Mais adiante, na mesma peça, os denunciados afirmaram que o Dr. Milton Furquim, no dia 02 de outubro, véspera das eleições municipais, reiteradamente, passava em frente à casa do candidato Deni, encarando-o bem como a seus familiares, a todo o momento. A afirmação é seguramente mentirosa. Segundo o impetrante e pacientes, o Magistrado, ora vítima, estaria intimidado e até mesmo ameaçando, de maneira velada, o candidato Deni e seus familiares, no dia imediatamente anterior ao pleito eleitoral de 2004. Ocorre que, conforme pode ser facilmente verificado, o Magistrado em tela é Juiz Eleitoral na comarca de Guaranésia, distante aproximadamente trezentos quilômetros de Itapeva. No dia referido sequer encontrava-se em sua cidade natal (fls. 19/31).’ 2. Assim, sem reparos o parecer ministerial, cujas razões vão aqui acolhidas: O Tribunal de origem recebeu a denúncia sob os seguintes fundamentos: A meu juízo, a denúncia e o aditamento oferecidos encontram-se adequados em todos os seus aspectos, descrevendo fatos que constituem crimes, em tese, e que não foi elidido pelas defesas preliminares. (...). Os denunciados fizeram várias acusações contra o Magistrado, quando da impetração do writ (fls. 26/34-TJ). Exordial assinada por todos, dentre elas a de que estaria agindo com abuso de autoridade ao ordenar, executar e 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5486043. Supremo Tribunal Federal HC 114821 / MG asseverando que a ordem somente não foi cumprida porque o atual Prefeito fugiu. Não há qualquer prova que demonstre a veracidade do fato. Cuida-se de outra imputação leviana e espúria com o objetivo claro de ofender a honra subjetiva da vítima, como meio de prejudicar a candidatura contrária. Mais adiante, na mesma peça, os denunciados afirmaram que o Dr. Milton Furquim, no dia 02 de outubro, véspera das eleições municipais, reiteradamente, passava em frente à casa do candidato Deni, encarando-o bem como a seus familiares, a todo o momento. A afirmação é seguramente mentirosa. Segundo o impetrante e pacientes, o Magistrado, ora vítima, estaria intimidado e até mesmo ameaçando, de maneira velada, o candidato Deni e seus familiares, no dia imediatamente anterior ao pleito eleitoral de 2004. Ocorre que, conforme pode ser facilmente verificado, o Magistrado em tela é Juiz Eleitoral na comarca de Guaranésia, distante aproximadamente trezentos quilômetros de Itapeva. No dia referido sequer encontrava-se em sua cidade natal (fls. 19/31).’ 2. Assim, sem reparos o parecer ministerial, cujas razões vão aqui acolhidas: O Tribunal de origem recebeu a denúncia sob os seguintes fundamentos: A meu juízo, a denúncia e o aditamento oferecidos encontram-se adequados em todos os seus aspectos, descrevendo fatos que constituem crimes, em tese, e que não foi elidido pelas defesas preliminares. (...). Os denunciados fizeram várias acusações contra o Magistrado, quando da impetração do writ (fls. 26/34-TJ). Exordial assinada por todos, dentre elas a de que estaria agindo com abuso de autoridade ao ordenar, executar e 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5486043. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 18 Voto - MIN. ROSA WEBER HC 114821 / MG ameaçar medida privativa de liberdade individual, sem as formalidade legais ou com abuso de poder, ou seja, acusaram o Magistrado de estar cometendo o delito descrito no art. 4o., alínea a da Lei 4.898/65. Em resposta preliminar (fls. 97/122 - TJ), após regular intimação no presente processo-crime de competência originária, o denunciado Denílson Marcondes Venâncio afirmou que a suposta vítima exerce a Magistratura, como bem de consumo, como emprego bem remunerado, em fim, por dinheiro, fato que redundou no aditamento da denúncia (fls. 383/387 - TJ), agora pelo delito de injúria. Frise-se que, as alegadas imunidades dos denunciados Vereadores e Advogado, devem ser aferidas durante a instrução criminal, uma vez que indícios indicam que extrapolaram suas atribuições profissionais. As condutas descritas, em tese, amoldam-se aos tipos penais descritos no art. 138, c/c art. 141, inc. II, c/c art. 29, do CP, quais sejam, respectivamente, calúnia e injúria, em razão de suas funções (fls. 196 a 201). Segundo compreensão pacificada nesta Egrégia Corte superior de Justiça, o trancamento de ação penal por falta de justa causa, na via estreita do writ, é viável desde que se comprove, de plano, a atipicidade ou ausência de indícios de autoria ou de prova sobre a materialidade do delito; hipóteses não configuradas na espécie. In casu, a exordial acusatória de fls. 19/31 não é inepta pois atenta aos ditames do artigo 41 do Código de Processo Penal; qualifica os acusados, apresenta uma narração congruente dos fatos (descrevendo o fato criminoso e suas circunstâncias) e o rol de testemunhas (fls. 255/256). 3. O entendimento acima exposto não discrepa de julgados esta Corte Superior: ‘(...)’. 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5486043. Supremo Tribunal Federal HC 114821 / MG ameaçar medida privativa de liberdade individual, sem as formalidade legais ou com abuso de poder, ou seja, acusaram o Magistrado de estar cometendo o delito descrito no art. 4o., alínea a da Lei 4.898/65. Em resposta preliminar (fls. 97/122 - TJ), após regular intimação no presente processo-crime de competência originária, o denunciado Denílson Marcondes Venâncio afirmou que a suposta vítima exerce a Magistratura, como bem de consumo, como emprego bem remunerado, em fim, por dinheiro, fato que redundou no aditamento da denúncia (fls. 383/387 - TJ), agora pelo delito de injúria. Frise-se que, as alegadas imunidades dos denunciados Vereadores e Advogado, devem ser aferidas durante a instrução criminal, uma vez que indícios indicam que extrapolaram suas atribuições profissionais. As condutas descritas, em tese, amoldam-se aos tipos penais descritos no art. 138, c/c art. 141, inc. II, c/c art. 29, do CP, quais sejam, respectivamente, calúnia e injúria, em razão de suas funções (fls. 196 a 201). Segundo compreensão pacificada nesta Egrégia Corte superior de Justiça, o trancamento de ação penal por falta de justa causa, na via estreita do writ, é viável desde que se comprove, de plano, a atipicidade ou ausência de indícios de autoria ou de prova sobre a materialidade do delito; hipóteses não configuradas na espécie. In casu, a exordial acusatória de fls. 19/31 não é inepta pois atenta aos ditames do artigo 41 do Código de Processo Penal; qualifica os acusados, apresenta uma narração congruente dos fatos (descrevendo o fato criminoso e suas circunstâncias) e o rol de testemunhas (fls. 255/256). 3. O entendimento acima exposto não discrepa de julgados esta Corte Superior: ‘(...)’. 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5486043. Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 18 Voto - MIN. ROSA WEBER HC 114821 / MG Isso posto, em consonância com o parecer ministerial, denega-se a ordem.” Com efeito, conforme relatado, a peça acusatória narra suposta prática pelo paciente-impetrante e coacusados de crimes contra a honra (arts. 138 e 140 c/c 141, II, do Código Penal), pois teriam caluniado o Juiz de Direito da Comarca de Guaranésia, Milton Biagioni Furquim, imputando-lhe o crime de abuso de autoridade (art. 4º, “a”, da Lei 4.898/1965). Posteriormente, a denúncia contra o paciente-impetrante foi aditada para atribuir-lhe e aos codenunciados a suposta prática do crime de injúria por terem afirmado em resposta à acusação que o magistrado “utilizava a magistratura como bem de consumo”, além de veicularem outras ofensas, como “a suposta vítima se julga o sol”. Nesse contexto, entendo haver lastro probatório mínimo para a denúncia, que preenche adequadamente os requisitos do art. 41 do Código de Processo penal ao qualificar o acusado, expor os fatos criminosos e, ao fim, imputar ao paciente-impetrante crimes contra a honra. Os fundamentos esposados pelas instâncias anteriores impedem concluir pela inviabilidade do processamento da ação penal por falta de justa causa nesta fase processual. Como revela o ato apontado como coator, o Superior Tribunal de Justiça entendeu, em sintonia com a jurisprudência desta Suprema Corte, que apenas o flagrante constrangimento ilegal decorrente da constatação, sem necessidade de revolvimento do quadro fático-probatório, da atipicidade da conduta, da ausência de elementos, ainda que indiciários, da autoria e da materialidade do delito ou da presença de alguma excludente de punibilidade – situação que afirma não ser a dos autos –, autoriza o trancamento da ação penal na via estreita do habeas corpus. A propósito, não se exigem, quando do recebimento da denúncia, a cognição e a avaliação exaustiva da prova ou a apreciação exauriente dos argumentos das partes, bastando o exame da validade formal da peça e a verificação da presença de indícios suficientes de autoria e de materialidade. 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5486043. Supremo Tribunal Federal HC 114821 / MG Isso posto, em consonância com o parecer ministerial, denega-se a ordem.” Com efeito, conforme relatado, a peça acusatória narra suposta prática pelo paciente-impetrante e coacusados de crimes contra a honra (arts. 138 e 140 c/c 141, II, do Código Penal), pois teriam caluniado o Juiz de Direito da Comarca de Guaranésia, Milton Biagioni Furquim, imputando-lhe o crime de abuso de autoridade (art. 4º, “a”, da Lei 4.898/1965). Posteriormente, a denúncia contra o paciente-impetrante foi aditada para atribuir-lhe e aos codenunciados a suposta prática do crime de injúria por terem afirmado em resposta à acusação que o magistrado “utilizava a magistratura como bem de consumo”, além de veicularem outras ofensas, como “a suposta vítima se julga o sol”. Nesse contexto, entendo haver lastro probatório mínimo para a denúncia, que preenche adequadamente os requisitos do art. 41 do Código de Processo penal ao qualificar o acusado, expor os fatos criminosos e, ao fim, imputar ao paciente-impetrante crimes contra a honra. Os fundamentos esposados pelas instâncias anteriores impedem concluir pela inviabilidade do processamento da ação penal por falta de justa causa nesta fase processual. Como revela o ato apontado como coator, o Superior Tribunal de Justiça entendeu, em sintonia com a jurisprudência desta Suprema Corte, que apenas o flagrante constrangimento ilegal decorrente da constatação, sem necessidade de revolvimento do quadro fático-probatório, da atipicidade da conduta, da ausência de elementos, ainda que indiciários, da autoria e da materialidade do delito ou da presença de alguma excludente de punibilidade – situação que afirma não ser a dos autos –, autoriza o trancamento da ação penal na via estreita do habeas corpus. A propósito, não se exigem, quando do recebimento da denúncia, a cognição e a avaliação exaustiva da prova ou a apreciação exauriente dos argumentos das partes, bastando o exame da validade formal da peça e a verificação da presença de indícios suficientes de autoria e de materialidade. 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5486043. Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 18 Voto - MIN. ROSA WEBER HC 114821 / MG Com efeito, a denúncia não necessita exaurir todas as questões de fato e de direito envolvidas, tarefa reservada às alegações finais. Nos dizeres de Guilherme Nucci: “A peça deve indicar o que o agente fez, para que ele possa se defender. Se envolver argumentos outros, tornará impossível seu entendimento pelo réu, prejudicando a ampla defesa. (...) E não é na denúncia nem na queixa que devem fazer as demonstrações da responsabilidade do réu, o que deve se reservar para a apreciação final da prova, quando se concretiza (ou não) o pedido da condenação.” (NUCCI, Guilherme de Souza. Código de Processo Penal Comentado. 10ª ed. São Paulo: editora Revista dos Tribunais, 2011. P. 162). A inicial acusatória no presente caso está assentada em indícios probatórios mínimos de condutas supostamente violadoras de preceito legal, qual seja, imputar a um magistrado o crime de abuso de autoridade e ofender sua honra e decoro. Entender de modo diverso, para aferir a veracidade ou não das ofensas dirigidas ao magistrado, demandaria o exame aprofundado das provas, o que não é possível na via estreita dessa ação constitucional. Reitero, conforme consignei ao indeferir o pedido liminar, que a instauração de processo disciplinar contra o Juiz de Direito pelo Conselho Nacional de Justiça (n.º 0001901-13.12.2.00.0000) não permite concluir, de per si, acerca da responsabilidade do magistrado no suposto abuso de autoridade. Embora comungue do entendimento do Ministro Celso de Mello de que “os atos praticados pelo advogado no patrocínio técnico da causa, respeitados os limites deontológicos que regem a sua atuação como profissional do Direito e que guardam relação de estrita pertinência com o objeto do litígio, ainda que expressem críticas duras, veementes e severas, mesmo se dirigidas ao magistrado, não podem ser qualificados como transgressões ao patrimônio moral de qualquer dos sujeitos processuais, eis que o animus defendendi importa em descaracterização do elemento subjetivo inerente aos crimes contra a honra” (HC 10 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5486043. Supremo Tribunal Federal HC 114821 / MG Com efeito, a denúncia não necessita exaurir todas as questões de fato e de direito envolvidas, tarefa reservada às alegações finais. Nos dizeres de Guilherme Nucci: “A peça deve indicar o que o agente fez, para que ele possa se defender. Se envolver argumentos outros, tornará impossível seu entendimento pelo réu, prejudicando a ampla defesa. (...) E não é na denúncia nem na queixa que devem fazer as demonstrações da responsabilidade do réu, o que deve se reservar para a apreciação final da prova, quando se concretiza (ou não) o pedido da condenação.” (NUCCI, Guilherme de Souza. Código de Processo Penal Comentado. 10ª ed. São Paulo: editora Revista dos Tribunais, 2011. P. 162). A inicial acusatória no presente caso está assentada em indícios probatórios mínimos de condutas supostamente violadoras de preceito legal, qual seja, imputar a um magistrado o crime de abuso de autoridade e ofender sua honra e decoro. Entender de modo diverso, para aferir a veracidade ou não das ofensas dirigidas ao magistrado, demandaria o exame aprofundado das provas, o que não é possível na via estreita dessa ação constitucional. Reitero, conforme consignei ao indeferir o pedido liminar, que a instauração de processo disciplinar contra o Juiz de Direito pelo Conselho Nacional de Justiça (n.º 0001901-13.12.2.00.0000) não permite concluir, de per si, acerca da responsabilidade do magistrado no suposto abuso de autoridade. Embora comungue do entendimento do Ministro Celso de Mello de que “os atos praticados pelo advogado no patrocínio técnico da causa, respeitados os limites deontológicos que regem a sua atuação como profissional do Direito e que guardam relação de estrita pertinência com o objeto do litígio, ainda que expressem críticas duras, veementes e severas, mesmo se dirigidas ao magistrado, não podem ser qualificados como transgressões ao patrimônio moral de qualquer dos sujeitos processuais, eis que o animus defendendi importa em descaracterização do elemento subjetivo inerente aos crimes contra a honra” (HC 10 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5486043. Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 18 Voto - MIN. ROSA WEBER HC 114821 / MG 98.237/SP, Rel. Min. Celso de Mello, 2ª Turma, DJ 06.8.2010), no caso em tela a denúncia abrange também o crime de calúnia, não alcançado pela imunidade profissional prevista no art. 7º, § 2º, da Lei 8.906/1994. Assim, entendo que os fatos descritos não recomendam o trancamento da ação penal, admitido, reitero, somente diante de situações excepcionalíssimas. Pode-se confiar no devido processo legal, com o trâmite natural da ação penal, para prevenir de forma suficiente eventuais ilegalidades, abusos ou injustiças no processo penal. Ante o exposto, voto pela extinção do habeas corpus sem resolução do mérito, por sua inadequação como substitutivo de recurso constitucional. 11 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5486043. Supremo Tribunal Federal HC 114821 / MG 98.237/SP, Rel. Min. Celso de Mello, 2ª Turma, DJ 06.8.2010), no caso em tela a denúncia abrange também o crime de calúnia, não alcançado pela imunidade profissional prevista no art. 7º, § 2º, da Lei 8.906/1994. Assim, entendo que os fatos descritos não recomendam o trancamento da ação penal, admitido, reitero, somente diante de situações excepcionalíssimas. Pode-se confiar no devido processo legal, com o trâmite natural da ação penal, para prevenir de forma suficiente eventuais ilegalidades, abusos ou injustiças no processo penal. Ante o exposto, voto pela extinção do habeas corpus sem resolução do mérito, por sua inadequação como substitutivo de recurso constitucional. 11 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5486043. Inteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 18 Extrato de Ata - 18/03/2014 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 114.821 PROCED. : MINAS GERAIS RELATORA : MIN. ROSA WEBER PACTE.(S) : DENILSON MARCONDES VENÂNCIO IMPTE.(S) : DENILSON MARCONDES VENÂNCIO COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma julgou extinta a ordem de habeas corpus, nos termos do voto da relatora. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Luiz Fux. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 18.3.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 5545348 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 114.821 PROCED. : MINAS GERAIS RELATORA : MIN. ROSA WEBER PACTE.(S) : DENILSON MARCONDES VENÂNCIO IMPTE.(S) : DENILSON MARCONDES VENÂNCIO COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma julgou extinta a ordem de habeas corpus, nos termos do voto da relatora. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Luiz Fux. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 18.3.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 5545348 Inteiro Teor do Acórdão - Página 18 de 18
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=5597356
2014-03-18T00:00:00
2014-04-07T00:00:00
A Turma julgou extinta a ordem de habeas corpus, nos termos do voto da relatora. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Luiz Fux. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 18.3.2014.
HABEAS CORPUS
EMENTA HABEAS CORPUS. PROCESSO PENAL. SUBSTITUTIVO DO RECURSO CONSTITUCIONAL. INADEQUAÇÃO DA VIA ELEITA. INJÚRIA E CALÚNIA CONTRA MAGISTRADO. IMUNIDADE PROFISSIONAL. TRANCAMENTO DA AÇÃO PENAL. EXCEPCIONALIDADE. NECESSIDADE DE EXAME DOS FATOS E PROVAS DA CAUSA. IMPOSSIBILIDADE. 1. Contra a denegação de habeas corpus por Tribunal Superior prevê a Constituição Federal remédio jurídico expresso, o recurso ordinário. Diante da dicção do art. 102, II, a, da Constituição da República, a impetração de novo habeas corpus em caráter substitutivo escamoteia o instituto recursal próprio, em manifesta burla ao preceito constitucional. 2. A jurisprudência desta Suprema Corte é pacífica no sentido de que o trancamento da ação penal pela via do habeas corpus é excepcionalíssimo, admitido apenas nos casos de manifesta atipicidade ou falta de justa causa, o que não se verifica na espécie. 3. Não se exigem, quando do recebimento da denúncia, a cognição e a avaliação exaustiva da prova ou a apreciação exauriente dos argumentos das partes, bastando o exame da validade formal da peça e a verificação da presença de indícios suficientes de autoria e de materialidade. 4. O habeas corpus não se presta ao exame e à valoração aprofundada das provas, necessários para verificação da tese defensiva que atribuiu à vítima a prática do delito de abuso de autoridade. 5. Pode-se confiar no devido processo legal, com o trâmite natural da ação penal, para prevenir de forma suficiente eventuais ilegalidades, abusos ou injustiças no processo penal, não se justificando o trancamento da ação, salvo em situações excepcionalíssimas. Deve-se dar ao processo uma chance, sem o seu prematuro encerramento. 6. Habeas corpus extinto sem resolução do mérito.
sjur260132
- Acórdão(s) citado(s): (HC, SUBSTITUIÇÃO, RHC) HC 108390 (1ªT), HC 109956 (1ªT). (HC, TRANCAMENTO, AÇÃO PENAL) HC 101066 (2ªT), HC 107412 (1ªT), HC 109308 (1ªT). (INVIOLABILIDADE, ADVOGADO, EXERCÍCIO PROFISSIONAL, OFENSA, MAGISTRADO) HC 98237 (2ªT). Número de páginas: 18. Análise: 14/04/2014, RAF. Revisão: 24/04/2014, JOS.
ROSA WEBER
Primeira Turma
114821
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00005 INC-00078 ART-00102 INC-00002 \n LET-A\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED LEI-004898 ANO-1965\n ART-00004 LET-A\n LEI ORDINÁRIA\n\n", "LEG-FED LEI-008906 ANO-1994\n ART-00007 PAR-00002\n EOAB-1994 ESTATUTO DA ADVOCACIA E ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL\n\n", "LEG-FED DEL-002848 ANO-1940\n ART-00138 ART-00140 ART-00141 INC-00002\n CP-1940 CÓDIGO PENAL\n\n", "LEG-FED DEL-003689 ANO-1941\n ART-00041\n CPP-1941 CÓDIGO DE PROCESSO PENAL" ]
HC
acordaos
HC 114821
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PACTE.(S) : DENILSON MARCONDES VENÂNCIO IMPTE.(S) : DENILSON MARCONDES VENÂNCIO COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
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Ementa e Acórdão 18/03/2014 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 114.821 MINAS GERAIS RELATORA : MIN. ROSA WEBER PACTE.(S) :DENILSON MARCONDES VENÂNCIO IMPTE.(S) :DENILSON MARCONDES VENÂNCIO COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA EMENTA HABEAS CORPUS. PROCESSO PENAL. SUBSTITUTIVO DO RECURSO CONSTITUCIONAL. INADEQUAÇÃO DA VIA ELEITA. INJÚRIA E CALÚNIA CONTRA MAGISTRADO. IMUNIDADE PROFISSIONAL. TRANCAMENTO DA AÇÃO PENAL. EXCEPCIONALIDADE. NECESSIDADE DE EXAME DOS FATOS E PROVAS DA CAUSA. IMPOSSIBILIDADE. 1. Contra a denegação de habeas corpus por Tribunal Superior prevê a Constituição Federal remédio jurídico expresso, o recurso ordinário. Diante da dicção do art. 102, II, a, da Constituição da República, a impetração de novo habeas corpus em caráter substitutivo escamoteia o instituto recursal próprio, em manifesta burla ao preceito constitucional. 2. A jurisprudência desta Suprema Corte é pacífica no sentido de que o trancamento da ação penal pela via do habeas corpus é excepcionalíssimo, admitido apenas nos casos de manifesta atipicidade ou falta de justa causa, o que não se verifica na espécie. 3. Não se exigem, quando do recebimento da denúncia, a cognição e a avaliação exaustiva da prova ou a apreciação exauriente dos argumentos das partes, bastando o exame da validade formal da peça e a verificação da presença de indícios suficientes de autoria e de materialidade. 4. O habeas corpus não se presta ao exame e à valoração aprofundada das provas, necessários para verificação da tese defensiva que atribuiu à vítima a prática do delito de abuso de autoridade. 5. Pode-se confiar no devido processo legal, com o trâmite natural da ação penal, para prevenir de forma suficiente eventuais ilegalidades, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5486041. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 18 Ementa e Acórdão HC 114821 / MG abusos ou injustiças no processo penal, não se justificando o trancamento da ação, salvo em situações excepcionalíssimas. Deve-se dar ao processo uma chance, sem o seu prematuro encerramento. 6. Habeas corpus extinto sem resolução do mérito. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em julgar extinta a ordem de habeas corpus, nos termos do voto da Relatora. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Luiz Fux. Brasília, 18 de março de 2014. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5486041. Supremo Tribunal Federal HC 114821 / MG abusos ou injustiças no processo penal, não se justificando o trancamento da ação, salvo em situações excepcionalíssimas. Deve-se dar ao processo uma chance, sem o seu prematuro encerramento. 6. Habeas corpus extinto sem resolução do mérito. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em julgar extinta a ordem de habeas corpus, nos termos do voto da Relatora. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Luiz Fux. Brasília, 18 de março de 2014. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5486041. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 18 Relatório 18/03/2014 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 114.821 MINAS GERAIS RELATORA : MIN. ROSA WEBER PACTE.(S) :DENILSON MARCONDES VENÂNCIO IMPTE.(S) :DENILSON MARCONDES VENÂNCIO COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Trata-se de habeas corpus impetrado por Denilson Marcondes Venâncio em seu próprio favor contra acórdão do Superior Tribunal de Justiça, que, nos autos do HC 103.430/MG, denegou a ordem. O paciente-impetrante foi denunciado pelo Ministério Público, juntamente com outros acusados, pela suposta prática de crimes contra a honra (arts. 138 e 140 c/c 141, II, do Código Penal). Segundo a exordial acusatória, o paciente-impetrante e os coacusados, ao impetrarem, perante o Tribunal de Justiça de Minas Gerais, habeas corpus preventivo, contra o Juiz de Direito da Comarca de Guaranésia, Milton Biagioni Furquim, por suposto abuso de autoridade (art. 4..., “a”, da Lei 4.898/65), teriam caluniado o magistrado, imputando- lhe falsamente crimes de abuso de autoridade. Em resposta à denúncia, o ora Paciente afirmou que o Juiz de Direito utilizava a magistratura como bem de consumo, “por dinheiro”, além de veicular outras ofensas (“a suposta vítima se julga o sol”), razão pela qual foi aditada a denúncia, por entender praticada injúria contra o ofendido. A denúncia foi recebida pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais verbis: “PROCESSO-CRIME DE COMPETÊNCIA ORIGINÁRIA - ACUSAÇÃO DE CRIMES CONTRA A HONRA DE FUNCIONÁRIO PÚBLICO - CALÚNIA E INJÚRIA - ARTS. 138 E 140, AMBOS COMBINADOS COM O ART. 141, INCISO II, TODOS DO CÓDIGO PENAL – VÁRIOS DENUNCIADOS E Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5486042. Supremo Tribunal Federal 18/03/2014 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 114.821 MINAS GERAIS RELATORA : MIN. ROSA WEBER PACTE.(S) :DENILSON MARCONDES VENÂNCIO IMPTE.(S) :DENILSON MARCONDES VENÂNCIO COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Trata-se de habeas corpus impetrado por Denilson Marcondes Venâncio em seu próprio favor contra acórdão do Superior Tribunal de Justiça, que, nos autos do HC 103.430/MG, denegou a ordem. O paciente-impetrante foi denunciado pelo Ministério Público, juntamente com outros acusados, pela suposta prática de crimes contra a honra (arts. 138 e 140 c/c 141, II, do Código Penal). Segundo a exordial acusatória, o paciente-impetrante e os coacusados, ao impetrarem, perante o Tribunal de Justiça de Minas Gerais, habeas corpus preventivo, contra o Juiz de Direito da Comarca de Guaranésia, Milton Biagioni Furquim, por suposto abuso de autoridade (art. 4..., “a”, da Lei 4.898/65), teriam caluniado o magistrado, imputando- lhe falsamente crimes de abuso de autoridade. Em resposta à denúncia, o ora Paciente afirmou que o Juiz de Direito utilizava a magistratura como bem de consumo, “por dinheiro”, além de veicular outras ofensas (“a suposta vítima se julga o sol”), razão pela qual foi aditada a denúncia, por entender praticada injúria contra o ofendido. A denúncia foi recebida pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais verbis: “PROCESSO-CRIME DE COMPETÊNCIA ORIGINÁRIA - ACUSAÇÃO DE CRIMES CONTRA A HONRA DE FUNCIONÁRIO PÚBLICO - CALÚNIA E INJÚRIA - ARTS. 138 E 140, AMBOS COMBINADOS COM O ART. 141, INCISO II, TODOS DO CÓDIGO PENAL – VÁRIOS DENUNCIADOS E Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5486042. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 18 Relatório HC 114821 / MG DENTRE ELES O PREFEITO MUNICIPAL - DENÚNCIA - PLAUSIBILIDADE - PREENCHIMENTO DOS REQUISITOS LEGAIS - RECEBIMENTO. Sendo taxativas as hipóteses de suspeição previstas nos incisos do art. 254 do CPP, em razão do disposto no art. 258 do CPP, não há como se permitir o enquadramento nelas de fatos articulados sem nenhum suporte em tais incisos, notadamente quando o que se constata é que seria impossível se declarar a suspeição de um representante do Ministério Público quando, cumprindo com seus deveres e obrigações, tem regular atuação funcional por ser o titular da ação penal, tudo impedindo que se tenha com configurada qualquer questão pessoal. Na fase pré-processual de recebimento ou não da denúncia, deve prevalecer a máxima in dubio pro societate, oportunidade em que se possibilita ao titular da ação penal ampliar o conjunto probatório. Não sendo o caso de rejeitá-la de início (art. 43 e incisos, CPP), deve ser recebida a denúncia que descrever corretamente os fatos, imputar prática de crimes em tese, qualificar o acusado e apresentar rol de testemunhas. Rejeita-se a preliminar e recebe-se a denúncia.” Inconformado, impetrou o paciente o citado HC 103.430/MG perante o Superior Tribunal Justiça, que denegou a ordem consoante a ementa seguinte: “HABEAS CORPUS. PACIENTE DENUNCIADO POR CRIMES CONTRA A HONRA DE FUNCIONÁRIO PÚBLICO. CALÚNIA E INJÚRIA. OFENSAS IRROGADAS CONTRA MAGISTRADO NO EXERCÍCIO DE SUAS FUNÇÕES (ARTS. 138 E 140, C/C ART. 141, II, TODOS DO CPB). AÇÃO PENAL ORIGINÁRIA. DENÙNCIA RECEBIDA PELO TRIBUNAL A QUO. ALEGAÇÃO DE AUSÊNCIA DE JUSTA CAUSA. IMPROPRIEDADE DA VIA ELEITA. PRECEDENTES DO Superior Tribunal de Justiça. DENÚNCIA QUE DESCREVE, EM TESE, A PRÁTICA DOS DELITOS TIPIFICADOS NA EXORDIAL ACUSATÓRIA. PARECER DO MPF PELA DENEGAÇÃO DA ORDEM. ORDEM DENEGADA. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5486042. Supremo Tribunal Federal HC 114821 / MG DENTRE ELES O PREFEITO MUNICIPAL - DENÚNCIA - PLAUSIBILIDADE - PREENCHIMENTO DOS REQUISITOS LEGAIS - RECEBIMENTO. Sendo taxativas as hipóteses de suspeição previstas nos incisos do art. 254 do CPP, em razão do disposto no art. 258 do CPP, não há como se permitir o enquadramento nelas de fatos articulados sem nenhum suporte em tais incisos, notadamente quando o que se constata é que seria impossível se declarar a suspeição de um representante do Ministério Público quando, cumprindo com seus deveres e obrigações, tem regular atuação funcional por ser o titular da ação penal, tudo impedindo que se tenha com configurada qualquer questão pessoal. Na fase pré-processual de recebimento ou não da denúncia, deve prevalecer a máxima in dubio pro societate, oportunidade em que se possibilita ao titular da ação penal ampliar o conjunto probatório. Não sendo o caso de rejeitá-la de início (art. 43 e incisos, CPP), deve ser recebida a denúncia que descrever corretamente os fatos, imputar prática de crimes em tese, qualificar o acusado e apresentar rol de testemunhas. Rejeita-se a preliminar e recebe-se a denúncia.” Inconformado, impetrou o paciente o citado HC 103.430/MG perante o Superior Tribunal Justiça, que denegou a ordem consoante a ementa seguinte: “HABEAS CORPUS. PACIENTE DENUNCIADO POR CRIMES CONTRA A HONRA DE FUNCIONÁRIO PÚBLICO. CALÚNIA E INJÚRIA. OFENSAS IRROGADAS CONTRA MAGISTRADO NO EXERCÍCIO DE SUAS FUNÇÕES (ARTS. 138 E 140, C/C ART. 141, II, TODOS DO CPB). AÇÃO PENAL ORIGINÁRIA. DENÙNCIA RECEBIDA PELO TRIBUNAL A QUO. ALEGAÇÃO DE AUSÊNCIA DE JUSTA CAUSA. IMPROPRIEDADE DA VIA ELEITA. PRECEDENTES DO Superior Tribunal de Justiça. DENÚNCIA QUE DESCREVE, EM TESE, A PRÁTICA DOS DELITOS TIPIFICADOS NA EXORDIAL ACUSATÓRIA. PARECER DO MPF PELA DENEGAÇÃO DA ORDEM. ORDEM DENEGADA. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5486042. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 18 Relatório HC 114821 / MG 1. Segundo os termos da denúncia, repassados no parecer do Medida Provisória e no douto acórdão vergastado, os denunciados teriam feito múltiplas acusações contra Magistrado, quando da impetração de Habeas Corpus perante o Tribunal Estadual, entre elas a de que estaria agindo com abuso de autoridade ao ordenar e executar medida privativa de liberdade individual, sem as formalidade legais; bem como exercer a Magistratura como bem de consumo, como emprego bem remunerado ou por dinheiro, ainda segundo as mesmas fontes. 2. Segundo compreensão pacificada nesta egrégia Corte Superior, o trancamento de Ação Penal por falta de justa causa, na via estreita do writ, é viável desde que se comprove, de plano, a atipicidade da conduta ou ausência de indícios suficientes de autoria ou da materialidade d delito, hipóteses não configuradas na espécie. 3. No caso em exame, a exordial acusatória não é inepta, pois atenta aos ditames legais: qualifica os acusados, apresenta uma narração congruente dos fatos, descrevendo a conduta havida como criminosa e suas circunstâncias, além de rol de testemunhas. 4. Parecer do MPF pela denegação da ordem. 5. Ordem denegada.” No presente writ, assevera o paciente-impetrante que o constrangimento ilegal está consubstanciado no ato de recebimento da denúncia pela Corte Estadual, bem como na decisão da Corte Superior de Justiça que denegou o writ. Aduz que o magistrado Milton Biagioni Furquim – “titular da Comarca de Guaranésia/MG, irmão do vice-prefeito na gestão 2001/2004 e candidato a prefeito derrotado, nas eleições municipais de outubro de 2004 e atual prefeito de Itapeva/MG – 2009/2012”, teria atuado de modo a causar temor no ora paciente, razão pela qual impetrou habeas corpus preventivo em seu favor e de outras dezoito pessoas, tendo o writ sido denegado sob o fundamento de se tratar de simples disputa política entre os pacientes e a autoridade coatora. Defende ter agido com imunidade judiciária ao assinar a petição de habeas corpus, sob o argumento de ter o ânimo de defesa contra a autoridade coatora, razão pela qual reputa ausente a justa causa para a persecução penal. Requer o trancamento da ação penal. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5486042. Supremo Tribunal Federal HC 114821 / MG 1. Segundo os termos da denúncia, repassados no parecer do Medida Provisória e no douto acórdão vergastado, os denunciados teriam feito múltiplas acusações contra Magistrado, quando da impetração de Habeas Corpus perante o Tribunal Estadual, entre elas a de que estaria agindo com abuso de autoridade ao ordenar e executar medida privativa de liberdade individual, sem as formalidade legais; bem como exercer a Magistratura como bem de consumo, como emprego bem remunerado ou por dinheiro, ainda segundo as mesmas fontes. 2. Segundo compreensão pacificada nesta egrégia Corte Superior, o trancamento de Ação Penal por falta de justa causa, na via estreita do writ, é viável desde que se comprove, de plano, a atipicidade da conduta ou ausência de indícios suficientes de autoria ou da materialidade d delito, hipóteses não configuradas na espécie. 3. No caso em exame, a exordial acusatória não é inepta, pois atenta aos ditames legais: qualifica os acusados, apresenta uma narração congruente dos fatos, descrevendo a conduta havida como criminosa e suas circunstâncias, além de rol de testemunhas. 4. Parecer do MPF pela denegação da ordem. 5. Ordem denegada.” No presente writ, assevera o paciente-impetrante que o constrangimento ilegal está consubstanciado no ato de recebimento da denúncia pela Corte Estadual, bem como na decisão da Corte Superior de Justiça que denegou o writ. Aduz que o magistrado Milton Biagioni Furquim – “titular da Comarca de Guaranésia/MG, irmão do vice-prefeito na gestão 2001/2004 e candidato a prefeito derrotado, nas eleições municipais de outubro de 2004 e atual prefeito de Itapeva/MG – 2009/2012”, teria atuado de modo a causar temor no ora paciente, razão pela qual impetrou habeas corpus preventivo em seu favor e de outras dezoito pessoas, tendo o writ sido denegado sob o fundamento de se tratar de simples disputa política entre os pacientes e a autoridade coatora. Defende ter agido com imunidade judiciária ao assinar a petição de habeas corpus, sob o argumento de ter o ânimo de defesa contra a autoridade coatora, razão pela qual reputa ausente a justa causa para a persecução penal. Requer o trancamento da ação penal. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5486042. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 18 Relatório HC 114821 / MG Indeferi o pedido liminar em 09.9.2012. O Ministério Público Federal, em parecer da lavra do Subprocurador-Geral da República Edson Oliveira Almeida, opina pela extinção do feito sem resolução do mérito. Expedido telegrama para dar ciência da sessão de julgamento do feito. É o relatório. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5486042. Supremo Tribunal Federal HC 114821 / MG Indeferi o pedido liminar em 09.9.2012. O Ministério Público Federal, em parecer da lavra do Subprocurador-Geral da República Edson Oliveira Almeida, opina pela extinção do feito sem resolução do mérito. Expedido telegrama para dar ciência da sessão de julgamento do feito. É o relatório. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5486042. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 18 Voto - MIN. ROSA WEBER 18/03/2014 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 114.821 MINAS GERAIS VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): A questão em debate no presente habeas corpus diz com o trancamento da ação penal por falta de justa causa. De início, ressalto que o presente habeas corpus foi impetrado contra acórdão do Superior Tribunal de Justiça, que denegou a ordem no HC 103.430/MG. Contra a denegação de habeas corpus por Tribunal Superior prevê a Constituição da República remédio jurídico expresso, o recurso ordinário (art. 102, II, a). Diante da dicção constitucional não cabe, em decorrência, a utilização de novo habeas corpus, em caráter substitutivo. A Primeira Turma desta Corte assentou tal entendimento, em 08.8.2012, ao julgar o HC 109.956/PR: “HABEAS CORPUS - JULGAMENTO POR TRIBUNAL SUPERIOR - IMPUGNAÇÃO. A teor do disposto no artigo 102, inciso II, alínea “a”, da Constituição Federal, contra decisão, proferida em processo revelador de habeas corpus, a implicar a não concessão da ordem, cabível é o recurso ordinário. Evolução quanto à admissibilidade do substitutivo do habeas corpus. PROCESSO – CRIME – DILIGÊNCIAS – INADEQUAÇÃO. Uma vez inexistente base para o implemento de diligências, cumpre ao Juízo, na condução do processo, indeferi-las” (HC 109.956/PR, Rel. Min. Marco Aurélio, DJe 11.9.2012). Da minha lavra, destaco o HC 108.390/MS: “HABEAS CORPUS. PROCESSO PENAL. SUBSTITUTIVO DO RECURSO CONSTITUCIONAL. INADMISSIBILIDADE. CONSTITUIÇÃO FEDERAL, ART. 102, II, a. TRÁFICO DE DROGAS. DOSIMETRIA DA PENA. CAUSA DE DIMINUIÇÃO DO ART. 33, § 4..., DA LEI 11.343/06. REGIME INICIAL DE Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5486043. Supremo Tribunal Federal 18/03/2014 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 114.821 MINAS GERAIS VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): A questão em debate no presente habeas corpus diz com o trancamento da ação penal por falta de justa causa. De início, ressalto que o presente habeas corpus foi impetrado contra acórdão do Superior Tribunal de Justiça, que denegou a ordem no HC 103.430/MG. Contra a denegação de habeas corpus por Tribunal Superior prevê a Constituição da República remédio jurídico expresso, o recurso ordinário (art. 102, II, a). Diante da dicção constitucional não cabe, em decorrência, a utilização de novo habeas corpus, em caráter substitutivo. A Primeira Turma desta Corte assentou tal entendimento, em 08.8.2012, ao julgar o HC 109.956/PR: “HABEAS CORPUS - JULGAMENTO POR TRIBUNAL SUPERIOR - IMPUGNAÇÃO. A teor do disposto no artigo 102, inciso II, alínea “a”, da Constituição Federal, contra decisão, proferida em processo revelador de habeas corpus, a implicar a não concessão da ordem, cabível é o recurso ordinário. Evolução quanto à admissibilidade do substitutivo do habeas corpus. PROCESSO – CRIME – DILIGÊNCIAS – INADEQUAÇÃO. Uma vez inexistente base para o implemento de diligências, cumpre ao Juízo, na condução do processo, indeferi-las” (HC 109.956/PR, Rel. Min. Marco Aurélio, DJe 11.9.2012). Da minha lavra, destaco o HC 108.390/MS: “HABEAS CORPUS. PROCESSO PENAL. SUBSTITUTIVO DO RECURSO CONSTITUCIONAL. INADMISSIBILIDADE. CONSTITUIÇÃO FEDERAL, ART. 102, II, a. TRÁFICO DE DROGAS. DOSIMETRIA DA PENA. CAUSA DE DIMINUIÇÃO DO ART. 33, § 4..., DA LEI 11.343/06. REGIME INICIAL DE Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5486043. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 18 Voto - MIN. ROSA WEBER HC 114821 / MG CUMPRIMENTO DE PENA. 1. O habeas corpus tem uma rica história, constituindo garantia fundamental do cidadão. Ação constitucional que é, não pode ser amesquinhado, mas também não é passível de vulgarização, sob pena de restar descaracterizado como remédio heroico. Contra a denegação de habeas corpus por Tribunal Superior prevê a Constituição Federal remédio jurídico expresso, o recurso ordinário. Diante da dicção do art. 102, II, a, da Constituição da República, a impetração de novo habeas corpus em caráter substitutivo escamoteia o instituto recursal próprio, em manifesta burla ao preceito constitucional. Precedente da Primeira Turma desta Suprema Corte. 2. (…).” (HC 108.390/MS, 1... Turma, DJe 02.10.2012). Nesse contexto, a preservação da racionalidade do sistema processual e recursal, bem como a necessidade de assegurar a razoável duração do processo comandada no art. 5..., LXXVIII, da Carta Magna aconselham seja retomada a função constitucional do habeas corpus, inadmitido o seu uso como substitutivo de recurso no processo penal. No caso do recurso ordinário contra a denegação do writ por Tribunal Superior, o emprego do habeas corpus em substituição é ainda mais grave, considerada a expressa previsão do recurso no texto constitucional (art. 102, II, a , da Constituição Federal). Admitir o habeas corpus como substitutivo do recurso, diante da expressa previsão constitucional, representaria burla indireta ao instituto próprio, cujo manejo está à disposição do sucumbente, observados os requisitos pertinentes. Em síntese, o habeas corpus é garantia fundamental que não pode ser vulgarizada, sob pena de sua descaracterização como remédio heroico, e seu emprego não pode servir a escamotear o instituto recursal previsto no texto da Constituição. Como é a hipótese dos autos, o habeas corpus deve ser extinto sem resolução de mérito. Remanesce, todavia, a possibilidade da concessão da ordem de ofício, desde que presente constrangimento ilegal manifesto ou 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5486043. Supremo Tribunal Federal HC 114821 / MG CUMPRIMENTO DE PENA. 1. O habeas corpus tem uma rica história, constituindo garantia fundamental do cidadão. Ação constitucional que é, não pode ser amesquinhado, mas também não é passível de vulgarização, sob pena de restar descaracterizado como remédio heroico. Contra a denegação de habeas corpus por Tribunal Superior prevê a Constituição Federal remédio jurídico expresso, o recurso ordinário. Diante da dicção do art. 102, II, a, da Constituição da República, a impetração de novo habeas corpus em caráter substitutivo escamoteia o instituto recursal próprio, em manifesta burla ao preceito constitucional. Precedente da Primeira Turma desta Suprema Corte. 2. (…).” (HC 108.390/MS, 1... Turma, DJe 02.10.2012). Nesse contexto, a preservação da racionalidade do sistema processual e recursal, bem como a necessidade de assegurar a razoável duração do processo comandada no art. 5..., LXXVIII, da Carta Magna aconselham seja retomada a função constitucional do habeas corpus, inadmitido o seu uso como substitutivo de recurso no processo penal. No caso do recurso ordinário contra a denegação do writ por Tribunal Superior, o emprego do habeas corpus em substituição é ainda mais grave, considerada a expressa previsão do recurso no texto constitucional (art. 102, II, a , da Constituição Federal). Admitir o habeas corpus como substitutivo do recurso, diante da expressa previsão constitucional, representaria burla indireta ao instituto próprio, cujo manejo está à disposição do sucumbente, observados os requisitos pertinentes. Em síntese, o habeas corpus é garantia fundamental que não pode ser vulgarizada, sob pena de sua descaracterização como remédio heroico, e seu emprego não pode servir a escamotear o instituto recursal previsto no texto da Constituição. Como é a hipótese dos autos, o habeas corpus deve ser extinto sem resolução de mérito. Remanesce, todavia, a possibilidade da concessão da ordem de ofício, desde que presente constrangimento ilegal manifesto ou 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5486043. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 18 Voto - MIN. ROSA WEBER HC 114821 / MG teratologia. Na espécie, a questão de fundo diz com a suposta ausência de justa causa para a ação penal. Inicialmente, destaco que a jurisprudência desta Corte orienta-se no sentido de que “a concessão de habeas corpus com a finalidade de trancamento de ação penal em curso só é possível em situações excepcionais, quando estiverem comprovadas, de plano, a atipicidade da conduta, causa extintiva da punibilidade ou ausência de indícios de autoria.” (HC 107412/SP, Rel. Min. Dias Toffoli, 1... Turma, DJe 23.5.2012). Do mesmo modo, os arestos, verbis: “(...) 5. É firme a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal quanto à excepcionalidade do trancamento de ação penal pela via processualmente acanhada do habeas corpus. Jurisprudência, essa, assentada na idéia-força de que o trancamento da ação penal é medida restrita a situações que se reportem a conduta não-constitutiva de crime em tese, ou quando já estiver extinta a punibilidade, ou, ainda, se não ocorrentes indícios mínimos da autoria (HCs 87.310, 91.005 e RHC 88.139, da minha relatoria; HC 87.293, da relatoria do ministro Eros Grau; HC 85.740, da relatoria do ministro Ricardo Lewandowski; e HC 85.134, da relatoria do ministro Marco Aurélio). 6. Não é inepta a denúncia que descreve, suficientemente, os fatos supostamente ilícitos e permite o exercício da ampla defesa pelo acusado. No caso, a peça ministerial pública descreveu as condutas tidas por delituosas com todas as circunstâncias até então conhecidas, de modo a permitir o amplo exercício do direito de defesa dos acusados. 7. Não cabe ao Supremo Tribunal Federal examinar, per saltum, pretensão de desclassificação da conduta debitada ao paciente. 8. Habeas corpus parcialmente conhecido e, nessa extensão, denegada a ordem.” (HC 101.066/GO), Rel. Min. Ayres Britto, 2... Turma, DJe 6.3.2012). “(...) 1. A inépcia da inicial e sua apreciação na via estreita do habeas corpus exige a demonstração, de plano, de flagrante ilegalidade ou abuso de poder, prima facie evidente na denúncia oferecida, de tal 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5486043. Supremo Tribunal Federal HC 114821 / MG teratologia. Na espécie, a questão de fundo diz com a suposta ausência de justa causa para a ação penal. Inicialmente, destaco que a jurisprudência desta Corte orienta-se no sentido de que “a concessão de habeas corpus com a finalidade de trancamento de ação penal em curso só é possível em situações excepcionais, quando estiverem comprovadas, de plano, a atipicidade da conduta, causa extintiva da punibilidade ou ausência de indícios de autoria.” (HC 107412/SP, Rel. Min. Dias Toffoli, 1... Turma, DJe 23.5.2012). Do mesmo modo, os arestos, verbis: “(...) 5. É firme a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal quanto à excepcionalidade do trancamento de ação penal pela via processualmente acanhada do habeas corpus. Jurisprudência, essa, assentada na idéia-força de que o trancamento da ação penal é medida restrita a situações que se reportem a conduta não-constitutiva de crime em tese, ou quando já estiver extinta a punibilidade, ou, ainda, se não ocorrentes indícios mínimos da autoria (HCs 87.310, 91.005 e RHC 88.139, da minha relatoria; HC 87.293, da relatoria do ministro Eros Grau; HC 85.740, da relatoria do ministro Ricardo Lewandowski; e HC 85.134, da relatoria do ministro Marco Aurélio). 6. Não é inepta a denúncia que descreve, suficientemente, os fatos supostamente ilícitos e permite o exercício da ampla defesa pelo acusado. No caso, a peça ministerial pública descreveu as condutas tidas por delituosas com todas as circunstâncias até então conhecidas, de modo a permitir o amplo exercício do direito de defesa dos acusados. 7. Não cabe ao Supremo Tribunal Federal examinar, per saltum, pretensão de desclassificação da conduta debitada ao paciente. 8. Habeas corpus parcialmente conhecido e, nessa extensão, denegada a ordem.” (HC 101.066/GO), Rel. Min. Ayres Britto, 2... Turma, DJe 6.3.2012). “(...) 1. A inépcia da inicial e sua apreciação na via estreita do habeas corpus exige a demonstração, de plano, de flagrante ilegalidade ou abuso de poder, prima facie evidente na denúncia oferecida, de tal 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5486043. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 18 Voto - MIN. ROSA WEBER HC 114821 / MG sorte que não reclame a apreciação do acervo probatório. Precedentes: HC 107839, Relator(a): Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Primeira Turma, julgado em 07/06/2011; HC 102730, Relator(a): Min. CÁRMEN LÚCIA, Primeira Turma, julgado em 08/02/2011; HC 104271, Relator(a): Min. AYRES BRITTO, Segunda Turma, julgado em 28/09/2010.” (HC 109.308/RJ, Rel. Min. Luiz Fux, 1... Turma, DJe 26.3.2012). Ao denegar a ordem no HC 103.430/MG, o Superior Tribunal de Justiça assim consignou: “1. Constou da denúncia formulada contra o paciente e demais coacusados: ‘Uma análise detida do conteúdo da petição de habeas corpus demonstra, sem sombra de dúvida, que os ora denunciados tiveram a nítida intenção de ofender a honra do Magistrado, imputando-lhe condutas criminosas que sabiam ser inexistentes, objetivando, ainda que indiretamente, macular a imagem do candidato adversário, seu irmão. Eis um trecho da petição inicial do habeas corpus, onde os denunciados atribuem falsamente condutas criminosas por parte do Juiz de Direito: ... o irmão do candidato Urias - Dr. Milton Furquim, valendo-se da sua condição de Juiz de Direito, na tentativa desesperada de burlar o regime democrático de direito e ganhar as eleições a qualquer preço, por todo o período eleitoral, e até a presente data, vem, reiteradamente, achincalhando e coagindo os ora pacientes, intimidando-os e ameaçando-os. Todas as pessoas que se candidataram no partido contrário ou apoiaram opositores políticos seus, como o caso dos pacientes, são constantemente ameaçados de prisão (grifo no original - fls. 13). Como bem se observa, os denunciados fizeram afirmação no sentido de que o Magistrado, ora vítima, de 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5486043. Supremo Tribunal Federal HC 114821 / MG sorte que não reclame a apreciação do acervo probatório. Precedentes: HC 107839, Relator(a): Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Primeira Turma, julgado em 07/06/2011; HC 102730, Relator(a): Min. CÁRMEN LÚCIA, Primeira Turma, julgado em 08/02/2011; HC 104271, Relator(a): Min. AYRES BRITTO, Segunda Turma, julgado em 28/09/2010.” (HC 109.308/RJ, Rel. Min. Luiz Fux, 1... Turma, DJe 26.3.2012). Ao denegar a ordem no HC 103.430/MG, o Superior Tribunal de Justiça assim consignou: “1. Constou da denúncia formulada contra o paciente e demais coacusados: ‘Uma análise detida do conteúdo da petição de habeas corpus demonstra, sem sombra de dúvida, que os ora denunciados tiveram a nítida intenção de ofender a honra do Magistrado, imputando-lhe condutas criminosas que sabiam ser inexistentes, objetivando, ainda que indiretamente, macular a imagem do candidato adversário, seu irmão. Eis um trecho da petição inicial do habeas corpus, onde os denunciados atribuem falsamente condutas criminosas por parte do Juiz de Direito: ... o irmão do candidato Urias - Dr. Milton Furquim, valendo-se da sua condição de Juiz de Direito, na tentativa desesperada de burlar o regime democrático de direito e ganhar as eleições a qualquer preço, por todo o período eleitoral, e até a presente data, vem, reiteradamente, achincalhando e coagindo os ora pacientes, intimidando-os e ameaçando-os. Todas as pessoas que se candidataram no partido contrário ou apoiaram opositores políticos seus, como o caso dos pacientes, são constantemente ameaçados de prisão (grifo no original - fls. 13). Como bem se observa, os denunciados fizeram afirmação no sentido de que o Magistrado, ora vítima, de 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5486043. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 18 Voto - MIN. ROSA WEBER HC 114821 / MG maneira reiterada os achincalhou, coagiu, intimidou e até mesmo os ameaçou de prisão. Há de se esclarecer que a vítima exerce as suas funções inclusive como Juiz Eleitoral,, na comarca de Guaranésia, distante cerca de trezentos quilômetros do município de Itapeva. Verifica-se, pois, que a par de não comprovadas, as alegações de que o mesmo estaria interferindo na campanha eleitoral de Itapeva, em benefício de seu irmão candidato, valendo-se de sua condição de autoridade judiciária, são absolutamente impertinentes e inverossímeis, mesmo porque nenhuma representação foi apresentada pelos supostos prejudicados contra o Magistrado à Justiça Eleitoral ou à Corregedoria- Geral da Justiça. (...). Em outro trecho da petição inicial referida, os denunciados afirmaram que o Magistrado, ora vítima, teria praticado crime de abuso de autoridade, ao dar voz de prisão ao sr. Pedro Luciano. Vejamos: ... Tanto quem, afim (sic) de demonstrar seu poder contra a liberdade dos pacientes, o Dr. Milton Furquim, após proferir ofensas verbais contra o Sr. Pedro Luciano, e ironicamente, por várias vezes lhe chamar de burrico, e, tendo o Sr. Pedro perdido a paciência e lhe chamar, por uma única vez de Capotão, o mesmo deu voz de prisão ao Sr. Pedro Luciano, mobilizando toda a polícia local, determinando a lavratura do boletim de ocorrência e ordenando aos policiais, que o Sr. Pedro fosse levado à Delegacia, onde por sua ordem, permaneceu por todo o dia, deito, em fim (sic), preso (fls. 13). Uma leitura atenta do boletim de Ocorrência da Polícia Militar, a respeito do episódio, demonstra que os fatos foram distorcidos pelos denunciados, com o objetivo claro de atribuir falsamente a prática de crime por parte do Magistrado, ora vítima. Extrai-se daquele documento a seguinte informação: 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5486043. Supremo Tribunal Federal HC 114821 / MG maneira reiterada os achincalhou, coagiu, intimidou e até mesmo os ameaçou de prisão. Há de se esclarecer que a vítima exerce as suas funções inclusive como Juiz Eleitoral,, na comarca de Guaranésia, distante cerca de trezentos quilômetros do município de Itapeva. Verifica-se, pois, que a par de não comprovadas, as alegações de que o mesmo estaria interferindo na campanha eleitoral de Itapeva, em benefício de seu irmão candidato, valendo-se de sua condição de autoridade judiciária, são absolutamente impertinentes e inverossímeis, mesmo porque nenhuma representação foi apresentada pelos supostos prejudicados contra o Magistrado à Justiça Eleitoral ou à Corregedoria- Geral da Justiça. (...). Em outro trecho da petição inicial referida, os denunciados afirmaram que o Magistrado, ora vítima, teria praticado crime de abuso de autoridade, ao dar voz de prisão ao sr. Pedro Luciano. Vejamos: ... Tanto quem, afim (sic) de demonstrar seu poder contra a liberdade dos pacientes, o Dr. Milton Furquim, após proferir ofensas verbais contra o Sr. Pedro Luciano, e ironicamente, por várias vezes lhe chamar de burrico, e, tendo o Sr. Pedro perdido a paciência e lhe chamar, por uma única vez de Capotão, o mesmo deu voz de prisão ao Sr. Pedro Luciano, mobilizando toda a polícia local, determinando a lavratura do boletim de ocorrência e ordenando aos policiais, que o Sr. Pedro fosse levado à Delegacia, onde por sua ordem, permaneceu por todo o dia, deito, em fim (sic), preso (fls. 13). Uma leitura atenta do boletim de Ocorrência da Polícia Militar, a respeito do episódio, demonstra que os fatos foram distorcidos pelos denunciados, com o objetivo claro de atribuir falsamente a prática de crime por parte do Magistrado, ora vítima. Extrai-se daquele documento a seguinte informação: 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5486043. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 18 Voto - MIN. ROSA WEBER HC 114821 / MG Durante patrulhamento pelo Rua Assis Monteiro, centro desta urbe, fomos abordados pelo Sr. Milton Biagioni Furquim, o qual após se identificar como Juiz de Direito, nos informou que havia efetuado a prisão em flagrante pelo crime de desacato do Sr. Pedro Luciano da Silva. O Sr. Milton requereu a condução do autor até a Depol de Itapeva, onde seriam tomadas demais providências. Segundo nos relatou o Sr. Milton, o autor Pedro Luciano da Silva lhe ofendeu chamando-o de Capote, e que possivelmente o autor tenha sido orientado por outras pessoas para lhe ofender. Ao chegarmos na Depol o autor disse que não sabia que o Sr. Milton era Juiz de Direito e que o chamou de Capote por brincadeira. Enquanto preparávamos para realizar as medidas de praxe, o Sr. Dr. Milton orientou o autor a mudar sua atitude e não fazer esse tipo de brincadeira com a sua pessoa, por tratar-se de uma autoridade. Fato subsequente o próprio juiz Sr. Dr. Milton liberou o autor Sr. Pedro Luciano da Silva, ao qual minutos atrás havia sido preso pelo próprio Sr. Milton. Em conversa com o Sr. Dr. Milton, o mesmo nos informou que não haveria necessidade de serem tomadas outras providências. Atendendo às normas e procedimentos, devido ao emprenho da PM e da prisão e do fato ocorrido, lavro o presente BO para conhecimento e demais providências (fl. 66). Digno de nota que sequer houve instauração de inquérito policial e nem mesmo a suposta vítima confirmou a versão apresentadas pelos denunciados, no sentido de que estivera preso por ordem do Juiz de Direito da comarca de Guaranésia. (...). Ainda na referida petição, os incriminados afirmaram que o Magistrado, ora vítima, teria ordenado, verbalmente, ao Sargento Fradique, da Polícia Militar local, a prisão do então candidato ao cargo de Prefeito, 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5486043. Supremo Tribunal Federal HC 114821 / MG Durante patrulhamento pelo Rua Assis Monteiro, centro desta urbe, fomos abordados pelo Sr. Milton Biagioni Furquim, o qual após se identificar como Juiz de Direito, nos informou que havia efetuado a prisão em flagrante pelo crime de desacato do Sr. Pedro Luciano da Silva. O Sr. Milton requereu a condução do autor até a Depol de Itapeva, onde seriam tomadas demais providências. Segundo nos relatou o Sr. Milton, o autor Pedro Luciano da Silva lhe ofendeu chamando-o de Capote, e que possivelmente o autor tenha sido orientado por outras pessoas para lhe ofender. Ao chegarmos na Depol o autor disse que não sabia que o Sr. Milton era Juiz de Direito e que o chamou de Capote por brincadeira. Enquanto preparávamos para realizar as medidas de praxe, o Sr. Dr. Milton orientou o autor a mudar sua atitude e não fazer esse tipo de brincadeira com a sua pessoa, por tratar-se de uma autoridade. Fato subsequente o próprio juiz Sr. Dr. Milton liberou o autor Sr. Pedro Luciano da Silva, ao qual minutos atrás havia sido preso pelo próprio Sr. Milton. Em conversa com o Sr. Dr. Milton, o mesmo nos informou que não haveria necessidade de serem tomadas outras providências. Atendendo às normas e procedimentos, devido ao emprenho da PM e da prisão e do fato ocorrido, lavro o presente BO para conhecimento e demais providências (fl. 66). Digno de nota que sequer houve instauração de inquérito policial e nem mesmo a suposta vítima confirmou a versão apresentadas pelos denunciados, no sentido de que estivera preso por ordem do Juiz de Direito da comarca de Guaranésia. (...). Ainda na referida petição, os incriminados afirmaram que o Magistrado, ora vítima, teria ordenado, verbalmente, ao Sargento Fradique, da Polícia Militar local, a prisão do então candidato ao cargo de Prefeito, 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5486043. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 18 Voto - MIN. ROSA WEBER HC 114821 / MG asseverando que a ordem somente não foi cumprida porque o atual Prefeito fugiu. Não há qualquer prova que demonstre a veracidade do fato. Cuida-se de outra imputação leviana e espúria com o objetivo claro de ofender a honra subjetiva da vítima, como meio de prejudicar a candidatura contrária. Mais adiante, na mesma peça, os denunciados afirmaram que o Dr. Milton Furquim, no dia 02 de outubro, véspera das eleições municipais, reiteradamente, passava em frente à casa do candidato Deni, encarando-o bem como a seus familiares, a todo o momento. A afirmação é seguramente mentirosa. Segundo o impetrante e pacientes, o Magistrado, ora vítima, estaria intimidado e até mesmo ameaçando, de maneira velada, o candidato Deni e seus familiares, no dia imediatamente anterior ao pleito eleitoral de 2004. Ocorre que, conforme pode ser facilmente verificado, o Magistrado em tela é Juiz Eleitoral na comarca de Guaranésia, distante aproximadamente trezentos quilômetros de Itapeva. No dia referido sequer encontrava-se em sua cidade natal (fls. 19/31).’ 2. Assim, sem reparos o parecer ministerial, cujas razões vão aqui acolhidas: O Tribunal de origem recebeu a denúncia sob os seguintes fundamentos: A meu juízo, a denúncia e o aditamento oferecidos encontram-se adequados em todos os seus aspectos, descrevendo fatos que constituem crimes, em tese, e que não foi elidido pelas defesas preliminares. (...). Os denunciados fizeram várias acusações contra o Magistrado, quando da impetração do writ (fls. 26/34-TJ). Exordial assinada por todos, dentre elas a de que estaria agindo com abuso de autoridade ao ordenar, executar e 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5486043. Supremo Tribunal Federal HC 114821 / MG asseverando que a ordem somente não foi cumprida porque o atual Prefeito fugiu. Não há qualquer prova que demonstre a veracidade do fato. Cuida-se de outra imputação leviana e espúria com o objetivo claro de ofender a honra subjetiva da vítima, como meio de prejudicar a candidatura contrária. Mais adiante, na mesma peça, os denunciados afirmaram que o Dr. Milton Furquim, no dia 02 de outubro, véspera das eleições municipais, reiteradamente, passava em frente à casa do candidato Deni, encarando-o bem como a seus familiares, a todo o momento. A afirmação é seguramente mentirosa. Segundo o impetrante e pacientes, o Magistrado, ora vítima, estaria intimidado e até mesmo ameaçando, de maneira velada, o candidato Deni e seus familiares, no dia imediatamente anterior ao pleito eleitoral de 2004. Ocorre que, conforme pode ser facilmente verificado, o Magistrado em tela é Juiz Eleitoral na comarca de Guaranésia, distante aproximadamente trezentos quilômetros de Itapeva. No dia referido sequer encontrava-se em sua cidade natal (fls. 19/31).’ 2. Assim, sem reparos o parecer ministerial, cujas razões vão aqui acolhidas: O Tribunal de origem recebeu a denúncia sob os seguintes fundamentos: A meu juízo, a denúncia e o aditamento oferecidos encontram-se adequados em todos os seus aspectos, descrevendo fatos que constituem crimes, em tese, e que não foi elidido pelas defesas preliminares. (...). Os denunciados fizeram várias acusações contra o Magistrado, quando da impetração do writ (fls. 26/34-TJ). Exordial assinada por todos, dentre elas a de que estaria agindo com abuso de autoridade ao ordenar, executar e 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5486043. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 18 Voto - MIN. ROSA WEBER HC 114821 / MG ameaçar medida privativa de liberdade individual, sem as formalidade legais ou com abuso de poder, ou seja, acusaram o Magistrado de estar cometendo o delito descrito no art. 4o., alínea a da Lei 4.898/65. Em resposta preliminar (fls. 97/122 - TJ), após regular intimação no presente processo-crime de competência originária, o denunciado Denílson Marcondes Venâncio afirmou que a suposta vítima exerce a Magistratura, como bem de consumo, como emprego bem remunerado, em fim, por dinheiro, fato que redundou no aditamento da denúncia (fls. 383/387 - TJ), agora pelo delito de injúria. Frise-se que, as alegadas imunidades dos denunciados Vereadores e Advogado, devem ser aferidas durante a instrução criminal, uma vez que indícios indicam que extrapolaram suas atribuições profissionais. As condutas descritas, em tese, amoldam-se aos tipos penais descritos no art. 138, c/c art. 141, inc. II, c/c art. 29, do Código Penal Brasileiro, quais sejam, respectivamente, calúnia e injúria, em razão de suas funções (fls. 196 a 201). Segundo compreensão pacificada nesta Egrégia Corte superior de Justiça, o trancamento de ação penal por falta de justa causa, na via estreita do writ, é viável desde que se comprove, de plano, a atipicidade ou ausência de indícios de autoria ou de prova sobre a materialidade do delito; hipóteses não configuradas na espécie. In casu, a exordial acusatória de fls. 19/31 não é inepta pois atenta aos ditames do artigo 41 do Código de Processo Penal; qualifica os acusados, apresenta uma narração congruente dos fatos (descrevendo o fato criminoso e suas circunstâncias) e o rol de testemunhas (fls. 255/256). 3. O entendimento acima exposto não discrepa de julgados esta Corte Superior: ‘(...)’. 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5486043. Supremo Tribunal Federal HC 114821 / MG ameaçar medida privativa de liberdade individual, sem as formalidade legais ou com abuso de poder, ou seja, acusaram o Magistrado de estar cometendo o delito descrito no art. 4o., alínea a da Lei 4.898/65. Em resposta preliminar (fls. 97/122 - TJ), após regular intimação no presente processo-crime de competência originária, o denunciado Denílson Marcondes Venâncio afirmou que a suposta vítima exerce a Magistratura, como bem de consumo, como emprego bem remunerado, em fim, por dinheiro, fato que redundou no aditamento da denúncia (fls. 383/387 - TJ), agora pelo delito de injúria. Frise-se que, as alegadas imunidades dos denunciados Vereadores e Advogado, devem ser aferidas durante a instrução criminal, uma vez que indícios indicam que extrapolaram suas atribuições profissionais. As condutas descritas, em tese, amoldam-se aos tipos penais descritos no art. 138, c/c art. 141, inc. II, c/c art. 29, do Código Penal Brasileiro, quais sejam, respectivamente, calúnia e injúria, em razão de suas funções (fls. 196 a 201). Segundo compreensão pacificada nesta Egrégia Corte superior de Justiça, o trancamento de ação penal por falta de justa causa, na via estreita do writ, é viável desde que se comprove, de plano, a atipicidade ou ausência de indícios de autoria ou de prova sobre a materialidade do delito; hipóteses não configuradas na espécie. In casu, a exordial acusatória de fls. 19/31 não é inepta pois atenta aos ditames do artigo 41 do Código de Processo Penal; qualifica os acusados, apresenta uma narração congruente dos fatos (descrevendo o fato criminoso e suas circunstâncias) e o rol de testemunhas (fls. 255/256). 3. O entendimento acima exposto não discrepa de julgados esta Corte Superior: ‘(...)’. 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5486043. Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 18 Voto - MIN. ROSA WEBER HC 114821 / MG Isso posto, em consonância com o parecer ministerial, denega-se a ordem.” Com efeito, conforme relatado, a peça acusatória narra suposta prática pelo paciente-impetrante e coacusados de crimes contra a honra (arts. 138 e 140 c/c 141, II, do Código Penal), pois teriam caluniado o Juiz de Direito da Comarca de Guaranésia, Milton Biagioni Furquim, imputando-lhe o crime de abuso de autoridade (art. 4..., “a”, da Lei 4.898/1965). Posteriormente, a denúncia contra o paciente-impetrante foi aditada para atribuir-lhe e aos codenunciados a suposta prática do crime de injúria por terem afirmado em resposta à acusação que o magistrado “utilizava a magistratura como bem de consumo”, além de veicularem outras ofensas, como “a suposta vítima se julga o sol”. Nesse contexto, entendo haver lastro probatório mínimo para a denúncia, que preenche adequadamente os requisitos do art. 41 do Código de Processo penal ao qualificar o acusado, expor os fatos criminosos e, ao fim, imputar ao paciente-impetrante crimes contra a honra. Os fundamentos esposados pelas instâncias anteriores impedem concluir pela inviabilidade do processamento da ação penal por falta de justa causa nesta fase processual. Como revela o ato apontado como coator, o Superior Tribunal de Justiça entendeu, em sintonia com a jurisprudência desta Suprema Corte, que apenas o flagrante constrangimento ilegal decorrente da constatação, sem necessidade de revolvimento do quadro fático-probatório, da atipicidade da conduta, da ausência de elementos, ainda que indiciários, da autoria e da materialidade do delito ou da presença de alguma excludente de punibilidade – situação que afirma não ser a dos autos –, autoriza o trancamento da ação penal na via estreita do habeas corpus. A propósito, não se exigem, quando do recebimento da denúncia, a cognição e a avaliação exaustiva da prova ou a apreciação exauriente dos argumentos das partes, bastando o exame da validade formal da peça e a verificação da presença de indícios suficientes de autoria e de materialidade. 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5486043. Supremo Tribunal Federal HC 114821 / MG Isso posto, em consonância com o parecer ministerial, denega-se a ordem.” Com efeito, conforme relatado, a peça acusatória narra suposta prática pelo paciente-impetrante e coacusados de crimes contra a honra (arts. 138 e 140 c/c 141, II, do Código Penal), pois teriam caluniado o Juiz de Direito da Comarca de Guaranésia, Milton Biagioni Furquim, imputando-lhe o crime de abuso de autoridade (art. 4..., “a”, da Lei 4.898/1965). Posteriormente, a denúncia contra o paciente-impetrante foi aditada para atribuir-lhe e aos codenunciados a suposta prática do crime de injúria por terem afirmado em resposta à acusação que o magistrado “utilizava a magistratura como bem de consumo”, além de veicularem outras ofensas, como “a suposta vítima se julga o sol”. Nesse contexto, entendo haver lastro probatório mínimo para a denúncia, que preenche adequadamente os requisitos do art. 41 do Código de Processo penal ao qualificar o acusado, expor os fatos criminosos e, ao fim, imputar ao paciente-impetrante crimes contra a honra. Os fundamentos esposados pelas instâncias anteriores impedem concluir pela inviabilidade do processamento da ação penal por falta de justa causa nesta fase processual. Como revela o ato apontado como coator, o Superior Tribunal de Justiça entendeu, em sintonia com a jurisprudência desta Suprema Corte, que apenas o flagrante constrangimento ilegal decorrente da constatação, sem necessidade de revolvimento do quadro fático-probatório, da atipicidade da conduta, da ausência de elementos, ainda que indiciários, da autoria e da materialidade do delito ou da presença de alguma excludente de punibilidade – situação que afirma não ser a dos autos –, autoriza o trancamento da ação penal na via estreita do habeas corpus. A propósito, não se exigem, quando do recebimento da denúncia, a cognição e a avaliação exaustiva da prova ou a apreciação exauriente dos argumentos das partes, bastando o exame da validade formal da peça e a verificação da presença de indícios suficientes de autoria e de materialidade. 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5486043. Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 18 Voto - MIN. ROSA WEBER HC 114821 / MG Com efeito, a denúncia não necessita exaurir todas as questões de fato e de direito envolvidas, tarefa reservada às alegações finais. Nos dizeres de Guilherme Nucci: “A peça deve indicar o que o agente fez, para que ele possa se defender. Se envolver argumentos outros, tornará impossível seu entendimento pelo réu, prejudicando a ampla defesa. (...) E não é na denúncia nem na queixa que devem fazer as demonstrações da responsabilidade do réu, o que deve se reservar para a apreciação final da prova, quando se concretiza (ou não) o pedido da condenação.” (NUCCI, Guilherme de Souza. Código de Processo Penal Comentado. 10... ed. São Paulo: editora Revista dos Tribunais, 2011. P. 162). A inicial acusatória no presente caso está assentada em indícios probatórios mínimos de condutas supostamente violadoras de preceito legal, qual seja, imputar a um magistrado o crime de abuso de autoridade e ofender sua honra e decoro. Entender de modo diverso, para aferir a veracidade ou não das ofensas dirigidas ao magistrado, demandaria o exame aprofundado das provas, o que não é possível na via estreita dessa ação constitucional. Reitero, conforme consignei ao indeferir o pedido liminar, que a instauração de processo disciplinar contra o Juiz de Direito pelo Conselho Nacional de Justiça (n. 0001901-13.12.2.00.0000) não permite concluir, de per si, acerca da responsabilidade do magistrado no suposto abuso de autoridade. Embora comungue do entendimento do Ministro Celso de Mello de que “os atos praticados pelo advogado no patrocínio técnico da causa, respeitados os limites deontológicos que regem a sua atuação como profissional do Direito e que guardam relação de estrita pertinência com o objeto do litígio, ainda que expressem críticas duras, veementes e severas, mesmo se dirigidas ao magistrado, não podem ser qualificados como transgressões ao patrimônio moral de qualquer dos sujeitos processuais, eis que o animus defendendi importa em descaracterização do elemento subjetivo inerente aos crimes contra a honra” (HC 10 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5486043. Supremo Tribunal Federal HC 114821 / MG Com efeito, a denúncia não necessita exaurir todas as questões de fato e de direito envolvidas, tarefa reservada às alegações finais. Nos dizeres de Guilherme Nucci: “A peça deve indicar o que o agente fez, para que ele possa se defender. Se envolver argumentos outros, tornará impossível seu entendimento pelo réu, prejudicando a ampla defesa. (...) E não é na denúncia nem na queixa que devem fazer as demonstrações da responsabilidade do réu, o que deve se reservar para a apreciação final da prova, quando se concretiza (ou não) o pedido da condenação.” (NUCCI, Guilherme de Souza. Código de Processo Penal Comentado. 10... ed. São Paulo: editora Revista dos Tribunais, 2011. P. 162). A inicial acusatória no presente caso está assentada em indícios probatórios mínimos de condutas supostamente violadoras de preceito legal, qual seja, imputar a um magistrado o crime de abuso de autoridade e ofender sua honra e decoro. Entender de modo diverso, para aferir a veracidade ou não das ofensas dirigidas ao magistrado, demandaria o exame aprofundado das provas, o que não é possível na via estreita dessa ação constitucional. Reitero, conforme consignei ao indeferir o pedido liminar, que a instauração de processo disciplinar contra o Juiz de Direito pelo Conselho Nacional de Justiça (n. 0001901-13.12.2.00.0000) não permite concluir, de per si, acerca da responsabilidade do magistrado no suposto abuso de autoridade. Embora comungue do entendimento do Ministro Celso de Mello de que “os atos praticados pelo advogado no patrocínio técnico da causa, respeitados os limites deontológicos que regem a sua atuação como profissional do Direito e que guardam relação de estrita pertinência com o objeto do litígio, ainda que expressem críticas duras, veementes e severas, mesmo se dirigidas ao magistrado, não podem ser qualificados como transgressões ao patrimônio moral de qualquer dos sujeitos processuais, eis que o animus defendendi importa em descaracterização do elemento subjetivo inerente aos crimes contra a honra” (HC 10 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5486043. Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 18 Voto - MIN. ROSA WEBER HC 114821 / MG 98.237/SP, Rel. Min. Celso de Mello, 2... Turma, DJ 06.8.2010), no caso em tela a denúncia abrange também o crime de calúnia, não alcançado pela imunidade profissional prevista no art. 7..., § 2..., da Lei 8.906/1994. Assim, entendo que os fatos descritos não recomendam o trancamento da ação penal, admitido, reitero, somente diante de situações excepcionalíssimas. Pode-se confiar no devido processo legal, com o trâmite natural da ação penal, para prevenir de forma suficiente eventuais ilegalidades, abusos ou injustiças no processo penal. Ante o exposto, voto pela extinção do habeas corpus sem resolução do mérito, por sua inadequação como substitutivo de recurso constitucional. 11 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5486043. Supremo Tribunal Federal HC 114821 / MG 98.237/SP, Rel. Min. Celso de Mello, 2... Turma, DJ 06.8.2010), no caso em tela a denúncia abrange também o crime de calúnia, não alcançado pela imunidade profissional prevista no art. 7..., § 2..., da Lei 8.906/1994. Assim, entendo que os fatos descritos não recomendam o trancamento da ação penal, admitido, reitero, somente diante de situações excepcionalíssimas. Pode-se confiar no devido processo legal, com o trâmite natural da ação penal, para prevenir de forma suficiente eventuais ilegalidades, abusos ou injustiças no processo penal. Ante o exposto, voto pela extinção do habeas corpus sem resolução do mérito, por sua inadequação como substitutivo de recurso constitucional. 11 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5486043. Inteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 18 Extrato de Ata - 18/03/2014 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 114.821 PROCED. : MINAS GERAIS RELATORA : MIN. ROSA WEBER PACTE.(S) : DENILSON MARCONDES VENÂNCIO IMPTE.(S) : DENILSON MARCONDES VENÂNCIO COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma julgou extinta a ordem de habeas corpus, nos termos do voto da relatora. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Luiz Fux. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 18.3.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 5545348 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 114.821 PROCED. : MINAS GERAIS RELATORA : MIN. ROSA WEBER PACTE.(S) : DENILSON MARCONDES VENÂNCIO IMPTE.(S) : DENILSON MARCONDES VENÂNCIO COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma julgou extinta a ordem de habeas corpus, nos termos do voto da relatora. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Luiz Fux. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 18.3.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 5545348 Inteiro Teor do Acórdão - Página 18 de 18
{ "JURISPRUDENCIA": [ "HABEAS CORPUS 114 . 821", "HC 114821 / MG", "HC 114821 / MG", "HABEAS CORPUS 114 . 821", "HC 103 . 430 / MG", "HABEAS CORPUS 114 . 821", "HC 103 . 430 / MG", "HC 114821 / MG", "HC 103 . 430 / MG", "HC 114821 / MG", "HC 103 . 430 / MG", "HC 114821 / MG", "HC 114821 / MG", "HC 114821 / MG", "HABEAS CORPUS 114 . 821", "HC 103 . 430 / MG", "HC 109 . 956 / PR", "HC 109 . 956 / PR", "HC 108 . 390 / MS", "HABEAS CORPUS 114 . 821", "HC 103 . 430 / MG", "HC 109 . 956 / PR", "HC 109 . 956 / PR", "HC 108 . 390", "HC 114821 / MG", "HC 108 . 390 / MS", "HC 114821 / MG", "HC 108 . 390 / MS", "HC 114821 / MG", "HC 107412 / SP", "HCs 87 . 310", "RHC 88 . 139", "HC 87 . 293", "HC 85 . 740", "HC 85 . 134", "HC 101 . 066 / GO )", "HC 114821 / MG", "HC 107412 / SP", "HCs 87 . 310", "91", ".", "005", "RHC 88 . 139", "HC 87 . 293", "HC 85 . 740", "HC 85 . 134", "HC 101 . 066 / GO )", "HC 114821 / MG", "HC 107839", "HC 102730", "HC 104271", "HC 109 . 308 / RJ", "HC", "HC 114821 / MG", "HC 107839", "HC 102730", "HC 104271", "HC 109 . 308 / RJ", "HC 103 . 430 / MG", "HC 114821 / MG", "HC 114821 / MG", "HC 114821 / MG", "HC 114821 / MG", "HC 114821 / MG", "HC 114821 / MG", "HC 114821 / MG", "HC 114821 / MG", "HC 114821 / MG", "HC 114821 / MG", "HC 114821 / MG", "HC 10 Supremo Tribunal Federal", "HC 114821 / MG", "HC 10 Supremo Tribunal Federal", "HC 114821 / MG 98 . 237 / SP", "HC 114821 / MG 98 . 237 / SP", "HABEAS CORPUS 114 . 821", "HABEAS CORPUS 114 . 821" ], "LEGISLACAO": [ "Constituição Federal", "art . 102 , II , a , da Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "arts . 138 e 140 c / c 141 , II , do Código Penal", "art . 4 . . . , “ a ” , da Lei 4 . 898 / 65", "ART . 141 , INCISO II , TODOS DO CÓDIGO PENAL", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "arts . 138 e 140 c / c 141 , II , do Código Penal", "art . 4 . . . , “ a ” , da Lei 4 . 898 / 65", "ART . 141 , INCISO II , TODOS DO CÓDIGO PENAL", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 254 do CPP", "art . 258 do CPP", "art . 43 e incisos , CPP", "ARTS . 138 E 140 , C / C ART . 141 , II , TODOS DO CPB", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art .", "art . 258 do CPP", "art . 43 e incisos , CPP", "ARTS . 138 E 140 , C / C ART . 141 , II , TODOS DO CPB", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição da República", "artigo 102 , inciso II , alínea “ a ” , da Constituição Federal", "ART . 33 , § 4 . . . , DA", "LEI 11 . 343 / 06", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição da República", "artigo 102 , inciso II , alínea “ a ” , da Constituição Federal", "CONSTITUIÇÃO FEDERAL , ART . 102 , II , a", "ART . 33 , § 4 . . . , DA", "LEI 11 . 343 / 06", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", "art . 102 , II , a , da Constituição da República", "art . 5 . . . , LXXVIII , da Carta Magna", "art . 102 , II , a , da Constituição Federal", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", "art . 102 , II , a , da Constituição da República", "art . 5 . . . , LXXVIII , da Carta Magna", "art . 102 , II , a , da Constituição Federal", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 4o . , alínea a da Lei 4 . 898 / 65", "art . 138 , c / c art . 141 , inc . 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"ROSA WEBER", "Dias Toffoli", "Eros Grau", "Ricardo Lewandowski", "Marco Aurélio", "Ayres Britto", "Dias Toffoli", "Eros Grau", "Ricardo Lewandowski", "Marco Aurélio", "Ayres Britto", "ROSA WEBER", "RICARDO LEWANDOWSKI", "CÁRMEN LÚCIA", "AYRES BRITTO", "Luiz Fux", "Urias", "Milton Furquim", "RICARDO LEWANDOWSKI", "CÁRMEN LÚCIA", "AYRES BRITTO", "Luiz Fux", "Urias", "Milton Furquim", "ROSA WEBER", "Pedro Luciano", "Milton Furquim", "Pedro Luciano", "Pedro", "Pedro Luciano", "Pedro", "Pedro Luciano", "Milton Furquim", "Pedro Luciano", "Pedro", "Pedro Luciano", "Pedro", "ROSA WEBER", "Milton Biagioni Furquim", "Pedro Luciano da Silva", "Milton", "Milton", "Pedro Luciano da Silva", "Milton", "Milton", "Milton", "Pedro Luciano da Silva", "Milton", "Milton", "Fradique", "Milton Biagioni Furquim", "Pedro Luciano da Silva", "Milton", "Milton", "Pedro Luciano da Silva", "Milton", "Milton", "Milton", "Pedro Luciano da Silva", "Milton", "Milton", "Fradique", "ROSA WEBER", "Milton Furquim", "Deni", "Deni", "Milton Furquim", "Deni", "Deni", "ROSA WEBER", "Denílson Marcondes Venâncio", "Denílson Marcondes Venâncio", "ROSA WEBER", "Milton Biagioni Furquim", "Milton Biagioni Furquim", "ROSA WEBER", "Guilherme Nucci", "NUCCI , Guilherme de Souza", "Celso de Mello", "Guilherme Nucci", "NUCCI , Guilherme de Souza", "Celso de Mello", "ROSA WEBER", "Celso de Mello", "Celso de Mello", "ROSA WEBER", "DENILSON MARCONDES VENÂNCIO", "DENILSON MARCONDES VENÂNCIO", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Cláudia Sampaio Marques", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "ROSA WEBER", "DENILSON MARCONDES", "DENILSON MARCONDES", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Cláudia Sampaio Marques", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "18", "/", "03", "/", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "18 de março de 2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "18 de 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"2001" ] }
Ementa e Acórdão 18/03/2014 PRIMEIRA TURMA RECURSO EXTRAORDINÁRIO 766.589 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. LUIZ FUX RECTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO RECTE.(S) :BNDES PARTICIPAÇÕES S/A - BNDESPAR ADV.(A/S) :PATRICE GILLES PAIM LYARD E OUTRO(A/S) RECDO.(A/S) :VICUNHA SIDERURGIA S/A ADV.(A/S) :FRANCISCO ANTUNES MACIEL MÜSSNICH E OUTRO(A/S) EMENTA: RECURSO EXTRAORDINÁRIO. DIREITO CONSTITUCIONAL E PROCESSUAL CIVIL. SUPERVENIENTE PROVIMENTO DE RECURSO ESPECIAL INTERPOSTO CONTRA O MESMO ACÓRDÃO DE ORIGEM. SUBSTITUIÇÃO DO ARESTO IMPUGNADO PELA DECISÃO DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. ART. 512 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. PREJUDICIALIDADE ULTERIOR DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PERDA DO OBJETO. 1. O artigo 512 do Código de Processo Civil dispõe que “o julgamento proferido pelo tribunal substituirá a sentença ou a decisão recorrida no que tiver sido objeto de recurso”. 2. In casu, a) a decisão proferida pelo Superior Tribunal de Justiça nos autos do Recurso Especial nº 1.297.539/RJ, ao dar provimento ao apelo do BNDESPAR interposto simultaneamente ao presente recurso extraordinário, substituiu o acórdão de origem proferido pelo Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, mercê do disposto no artigo 512 do Código de Processo Civil; b) consectariamente, o presente recurso extraordinário restou prejudicado ante a perda superveniente do seu objeto. Precedentes: (RE nº 524.069, Rel. Min. Ellen Gracie, DJe nº 82 de 4.5.2011; AI nº 499.375-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe nº 42 de 22.6.2007; RE nº 500.122-AgR, Rel. Min. Joaquim Barbosa, DJe nº 60 de 30.03.2011; RE nº 553.928-AgR, rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJe 119, de 22.6.2011; RE nº 454.803-AgR, Rel. Min. Carlos Britto, DJ de 2.6.2006). Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5636118. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 21 Ementa e Acórdão RE 766589 / DF A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por maioria de votos, em julgar prejudicado o recurso extraordinário, nos termos do voto do Relator, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio. Brasília, 18 de março de 2014. LUIZ FUX – Relator Documento assinado digitalmente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5636118. Supremo Tribunal Federal RE 766589 / DF A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por maioria de votos, em julgar prejudicado o recurso extraordinário, nos termos do voto do Relator, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio. Brasília, 18 de março de 2014. LUIZ FUX – Relator Documento assinado digitalmente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5636118. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 21 Relatório 18/03/2014 PRIMEIRA TURMA RECURSO EXTRAORDINÁRIO 766.589 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. LUIZ FUX RECTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO RECTE.(S) :BNDES PARTICIPAÇÕES S/A - BNDESPAR ADV.(A/S) :PATRICE GILLES PAIM LYARD E OUTRO(A/S) RECDO.(A/S) :VICUNHA SIDERURGIA S/A ADV.(A/S) :FRANCISCO ANTUNES MACIEL MÜSSNICH E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de julgamento conjunto de dois recursos extraordinários, o primeiro, autuado sob o nº 766.589/RJ, interposto pela UNIÃO (fls. 1897/1904) e por BNDES PARTICIPAÇÕES S/A (BNDESPAR) (fls. 1916/1939) contra acórdão exarado da 16ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJ/RJ) (fls. 1841/1842); o segundo, autuado sob o nº 747.912/RJ, interposto também por BNDESPAR (processo eletrônico - fls. 2975/3011) contra acórdão do Superior Tribunal de Justiça exarado nos autos do RESP nº 1.297.539/RJ (processo eletrônico - fls. 2916/2917). A bem da compreensão precisa da controvérsia, passo a relatar os acontecimentos relevantes para os processos em julgamento desde a propositura da inicial em primeira instância. Em 6 de dezembro de 2006, VICUNHA SIDERURGIA S/A ajuizou ação declaratória/condenatória sob o rito ordinário (autuado sob o nº 2006.001.1577369) perante BNDESPAR e distribuída à 6ª Vara Empresarial da Comarca da Capital do Estado do Rio de Janeiro. Dois eram os pedidos ventilados na inicial: (a) a condenação do BNDESPAR a restituir as 1.465.815 (um milhão, quatrocentos e sessenta e cinco mil, oitocentos e quinze) ações ordinárias escriturais de emissão da Companhia Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5636119. Supremo Tribunal Federal 18/03/2014 PRIMEIRA TURMA RECURSO EXTRAORDINÁRIO 766.589 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. LUIZ FUX RECTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO RECTE.(S) :BNDES PARTICIPAÇÕES S/A - BNDESPAR ADV.(A/S) :PATRICE GILLES PAIM LYARD E OUTRO(A/S) RECDO.(A/S) :VICUNHA SIDERURGIA S/A ADV.(A/S) :FRANCISCO ANTUNES MACIEL MÜSSNICH E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de julgamento conjunto de dois recursos extraordinários, o primeiro, autuado sob o nº 766.589/RJ, interposto pela UNIÃO (fls. 1897/1904) e por BNDES PARTICIPAÇÕES S/A (BNDESPAR) (fls. 1916/1939) contra acórdão exarado da 16ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJ/RJ) (fls. 1841/1842); o segundo, autuado sob o nº 747.912/RJ, interposto também por BNDESPAR (processo eletrônico - fls. 2975/3011) contra acórdão do Superior Tribunal de Justiça exarado nos autos do RESP nº 1.297.539/RJ (processo eletrônico - fls. 2916/2917). A bem da compreensão precisa da controvérsia, passo a relatar os acontecimentos relevantes para os processos em julgamento desde a propositura da inicial em primeira instância. Em 6 de dezembro de 2006, VICUNHA SIDERURGIA S/A ajuizou ação declaratória/condenatória sob o rito ordinário (autuado sob o nº 2006.001.1577369) perante BNDESPAR e distribuída à 6ª Vara Empresarial da Comarca da Capital do Estado do Rio de Janeiro. Dois eram os pedidos ventilados na inicial: (a) a condenação do BNDESPAR a restituir as 1.465.815 (um milhão, quatrocentos e sessenta e cinco mil, oitocentos e quinze) ações ordinárias escriturais de emissão da Companhia Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5636119. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 21 Relatório RE 766589 / DF Siderúrgica Nacional entregues em excesso por ocasião do exercício da permuta ocorrida em 19/04/2005, bem como o valor correspondente aos dividendos e juros sobre o capital próprio pagos ao réu com relação às referidas ações após 19/04/2005 até a data do cumprimento da sentença, devidamente atualizado e acrescido de juros a partir da data de cada pagamento efetuado e (b) subsidiariamente condenar o réu ao pagamento em favor da autora do valor de mercado (cotação em bolsa), na data do cumprimento da sentença, correspondente a 1.465.815 (um milhão, quatrocentos e sessenta e cinco mil, oitocentos e quinze) ações ordinárias escriturais de emissão da CSN entregues em excesso por ocasião do exercício da permuta ocorrida em 19/04/2005, bem como o valor correspondente aos dividendos e juros sobre o capital próprio pagos ao réu com relação às referidas ações após 19/04/2005 até a data do cumprimento da sentença, devidamente atualizado e acrescido de juros a partir da data de cada pagamento efetuado. Em 24 de julho de 2008, a juíza Simone Lopes da Costa da 6ª Vara Empresarial da Comarca da Capital fluminense julgou procedente o pedido deduzido pela VICUNHA SIDERURGIA, em sentença cujo dispositivo registrou o seguinte: “JULGO PROCEDENTE o pedido formulado na petição inicial e extingo o processo com julgamento do mérito, na forma do artigo 269, I do Código de Processo Civil. Condeno o réu a restituir as 1.465.815 (um milhão, quatrocentos e sessenta e cinco mil, oitocentos e quinze) ações ordinárias escriturais de emissão da CSN entregues em excesso por ocasião do exercício da permuta ocorrida em 19/04/2005, bem como o valor correspondente aos dividendos e juros sobre o capital próprio pagos a ré com relação as referidas ações após 19/04/2005 até a data do cumprimento da sentença, acrescidos de correção monetária a contar da presente e juros de 1% (um por cento) ao mês a contar da citação. Condeno o réu ao pagamento das custas processuais e dos honorários advocatícios que arbitro em 15% (quinze por cento) sobre o valor da condenação, 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5636119. Supremo Tribunal Federal RE 766589 / DF Siderúrgica Nacional entregues em excesso por ocasião do exercício da permuta ocorrida em 19/04/2005, bem como o valor correspondente aos dividendos e juros sobre o capital próprio pagos ao réu com relação às referidas ações após 19/04/2005 até a data do cumprimento da sentença, devidamente atualizado e acrescido de juros a partir da data de cada pagamento efetuado e (b) subsidiariamente condenar o réu ao pagamento em favor da autora do valor de mercado (cotação em bolsa), na data do cumprimento da sentença, correspondente a 1.465.815 (um milhão, quatrocentos e sessenta e cinco mil, oitocentos e quinze) ações ordinárias escriturais de emissão da CSN entregues em excesso por ocasião do exercício da permuta ocorrida em 19/04/2005, bem como o valor correspondente aos dividendos e juros sobre o capital próprio pagos ao réu com relação às referidas ações após 19/04/2005 até a data do cumprimento da sentença, devidamente atualizado e acrescido de juros a partir da data de cada pagamento efetuado. Em 24 de julho de 2008, a juíza Simone Lopes da Costa da 6ª Vara Empresarial da Comarca da Capital fluminense julgou procedente o pedido deduzido pela VICUNHA SIDERURGIA, em sentença cujo dispositivo registrou o seguinte: “JULGO PROCEDENTE o pedido formulado na petição inicial e extingo o processo com julgamento do mérito, na forma do artigo 269, I do Código de Processo Civil. Condeno o réu a restituir as 1.465.815 (um milhão, quatrocentos e sessenta e cinco mil, oitocentos e quinze) ações ordinárias escriturais de emissão da CSN entregues em excesso por ocasião do exercício da permuta ocorrida em 19/04/2005, bem como o valor correspondente aos dividendos e juros sobre o capital próprio pagos a ré com relação as referidas ações após 19/04/2005 até a data do cumprimento da sentença, acrescidos de correção monetária a contar da presente e juros de 1% (um por cento) ao mês a contar da citação. Condeno o réu ao pagamento das custas processuais e dos honorários advocatícios que arbitro em 15% (quinze por cento) sobre o valor da condenação, 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5636119. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 21 Relatório RE 766589 / DF considerando que este processo não deveria sequer existir e o trabalho desenvolvido. Após o trânsito em julgado, dê-se baixa e arquive-se”. A sentença foi publicada no dia 28 de julho de 2008. Em 6 de agosto de 2008, foram opostos embargos de declaração pelo BNDESPAR; embargos estes rejeitados por decisão de 28 de agosto de 2008, publicada em 09 de setembro de 2008. Neste ínterim, em 5 de setembro de 2008, a UNIÃO apresentou manifestação de interesse no feito, consoante o art. 5º, parágrafo único, da Lei nº 9.469/97. Essa petição foi juntada no dia 1º de outubro de 2008, razão pela qual, em 9 de outubro de 2008, o Juízo da 6ª Vara Empresarial do TJ/RJ declinou a competência para a Justiça Federal. Essa decisão foi publicada no dia 16 de outubro de 2008. Contra a decisão que remeteu os autos à Justiça Federal, VICUNHA SIDERURGIA interpôs agravo de instrumento perante o Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (AI nº 0049348-07.2008.8.19.0000), ao qual foi atribuído efeito suspensivo pelo relator Desembargador Lindolpho Morais Marinho em 07 de novembro de 2008, “apenas para, diante do risco de lesão grave e de difícil reparação, suspender o cumprimento da decisão, que declinou da competência para a Justiça Federal, sendo certo que a questão do prosseguimento do feito na Justiça Estadual constitui o mérito do agravo de instrumento, o qual será oportunamente apreciado pelo Colegiado da Câmara”. Na mesma decisão, o relator afirmou ser desnecessária a intimação da UNIÃO quanto aos atos processuais ocorridos no âmbito do agravo de instrumento, porquanto, a seu sentir, “o referido ente público ainda não integrou a relação jurídica de direito material deduzida no feito principal, tendo apenas manifestado o seu interesse em intervir no feito”. Em 19 de maio de 2009, a 16ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro deu provimento, por maioria, ao agravo de 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5636119. Supremo Tribunal Federal RE 766589 / DF considerando que este processo não deveria sequer existir e o trabalho desenvolvido. Após o trânsito em julgado, dê-se baixa e arquive-se”. A sentença foi publicada no dia 28 de julho de 2008. Em 6 de agosto de 2008, foram opostos embargos de declaração pelo BNDESPAR; embargos estes rejeitados por decisão de 28 de agosto de 2008, publicada em 09 de setembro de 2008. Neste ínterim, em 5 de setembro de 2008, a UNIÃO apresentou manifestação de interesse no feito, consoante o art. 5º, parágrafo único, da Lei nº 9.469/97. Essa petição foi juntada no dia 1º de outubro de 2008, razão pela qual, em 9 de outubro de 2008, o Juízo da 6ª Vara Empresarial do TJ/RJ declinou a competência para a Justiça Federal. Essa decisão foi publicada no dia 16 de outubro de 2008. Contra a decisão que remeteu os autos à Justiça Federal, VICUNHA SIDERURGIA interpôs agravo de instrumento perante o Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (AI nº 0049348-07.2008.8.19.0000), ao qual foi atribuído efeito suspensivo pelo relator Desembargador Lindolpho Morais Marinho em 07 de novembro de 2008, “apenas para, diante do risco de lesão grave e de difícil reparação, suspender o cumprimento da decisão, que declinou da competência para a Justiça Federal, sendo certo que a questão do prosseguimento do feito na Justiça Estadual constitui o mérito do agravo de instrumento, o qual será oportunamente apreciado pelo Colegiado da Câmara”. Na mesma decisão, o relator afirmou ser desnecessária a intimação da UNIÃO quanto aos atos processuais ocorridos no âmbito do agravo de instrumento, porquanto, a seu sentir, “o referido ente público ainda não integrou a relação jurídica de direito material deduzida no feito principal, tendo apenas manifestado o seu interesse em intervir no feito”. Em 19 de maio de 2009, a 16ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro deu provimento, por maioria, ao agravo de 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5636119. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 21 Relatório RE 766589 / DF instrumento interposto pela VICUNHA SIDERURGIA. O acórdão foi publicado em 2 de julho de 2009. Eis a ementa do aresto: PROCESSUAL CIVIL. DEMANDA AJUIZADA PERANTE A JUSTIÇA ESTADUAL. PROLAÇÃO DE SENTENÇA. UNIÃO. INTERESSE EM INTERVIR NO FEITO. INTERVENÇÃO EXTRAORDINÁRIA. DESLOCAMENTO DA COMPETÊNCIA PARA A JUSTIÇA FEDERAL. DESACERTO DA DECISÃO. PROVIMENTO DO RECURSO. O ente estatal que pretender intervir em processo de modo extraordinário, com base no interesse econômico, em momento em que a sentença de primeiro grau já foi prolatada e publicada, recebendo o processo no estado, na forma do artigo 50, parágrafo único do CPC, deve, para ser considerado parte, apresentar recurso formal, nos moldes do art. 5º, parágrafo único, da Lei nº 9.469/97. O simples pedido dirigido ao Juiz prolator da sentença não tem o poder de deslocar a competência para o Juízo ad quem, por não compadecer com a forma estabelecida em lei, além do magistrado já haver findado o seu ofício. Recurso provido, para declarar a nulidade da decisão agravada. Contra essa decisão, o BNDESPAR opôs embargos de declaração em 7 de julho de 2009, os quais foram acolhidos em parte apenas para corrigir erro material do acórdão quanto à data da publicação da sentença condenatória. O acórdão que julgou os embargos de declaração foi publicado em 7 de agosto de 2009, tendo o prazo recursal sido iniciado em 10 de agosto. Em 21 de agosto de 2009, a UNIÃO interpôs recursos extraordinário e especial contra este acórdão do TJ/RJ. Três dias depois, em 24 de agosto de 2009, o BNDESPAR também interpôs os mesmos recursos. Todos os recursos foram inadmitidos pela Terceira Vice-Presidência do TJ/RJ em 16 de dezembro de 2009. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5636119. Supremo Tribunal Federal RE 766589 / DF instrumento interposto pela VICUNHA SIDERURGIA. O acórdão foi publicado em 2 de julho de 2009. Eis a ementa do aresto: PROCESSUAL CIVIL. DEMANDA AJUIZADA PERANTE A JUSTIÇA ESTADUAL. PROLAÇÃO DE SENTENÇA. UNIÃO. INTERESSE EM INTERVIR NO FEITO. INTERVENÇÃO EXTRAORDINÁRIA. DESLOCAMENTO DA COMPETÊNCIA PARA A JUSTIÇA FEDERAL. DESACERTO DA DECISÃO. PROVIMENTO DO RECURSO. O ente estatal que pretender intervir em processo de modo extraordinário, com base no interesse econômico, em momento em que a sentença de primeiro grau já foi prolatada e publicada, recebendo o processo no estado, na forma do artigo 50, parágrafo único do CPC, deve, para ser considerado parte, apresentar recurso formal, nos moldes do art. 5º, parágrafo único, da Lei nº 9.469/97. O simples pedido dirigido ao Juiz prolator da sentença não tem o poder de deslocar a competência para o Juízo ad quem, por não compadecer com a forma estabelecida em lei, além do magistrado já haver findado o seu ofício. Recurso provido, para declarar a nulidade da decisão agravada. Contra essa decisão, o BNDESPAR opôs embargos de declaração em 7 de julho de 2009, os quais foram acolhidos em parte apenas para corrigir erro material do acórdão quanto à data da publicação da sentença condenatória. O acórdão que julgou os embargos de declaração foi publicado em 7 de agosto de 2009, tendo o prazo recursal sido iniciado em 10 de agosto. Em 21 de agosto de 2009, a UNIÃO interpôs recursos extraordinário e especial contra este acórdão do TJ/RJ. Três dias depois, em 24 de agosto de 2009, o BNDESPAR também interpôs os mesmos recursos. Todos os recursos foram inadmitidos pela Terceira Vice-Presidência do TJ/RJ em 16 de dezembro de 2009. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5636119. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 21 Relatório RE 766589 / DF Inconformados, BNDESPAR e a UNIÃO interpuseram agravo de instrumento visando à subida dos respectivos recursos extraordinário e especial. De modo a facilitar a compreensão dos desdobramentos deste processo, separei o relatório dos acontecimentos em função dos tribunais nos quais se passaram. Superior Tribunal de Justiça No Superior Tribunal de Justiça, o AI interposto pelo BNDESPAR (AI nº 1.330.832) foi provido, em 31 de março de 2011, pelo Ministro Vasco Della Giustina (Desembargador convocado do TJ/RS) para determinar a subida do recurso especial. Já o agravo de instrumento interposto pela UNIÃO (AI nº 1.330.659) não foi conhecido por ausência de translado de peça obrigatória. Uma vez admitido, o RESP nº 1.297.539/RJ interposto pelo BNDESPAR foi provido em parte. Confira-se, abaixo, a ementa do julgado: PROCESSUAL CIVIL. ASSISTÊNCIA. VALIDADE FORMAL DO REQUERIMENTO DE ASSISTÊNCIA, FORMULADO PELA UNIÃO FEDERAL (LEI 9.649/97, art. 9º), APÓS A SENTENÇA, MAS ANTES DA PUBLICAÇÃO DE DECISÃO QUE REJEITOU EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. INEXIGIBILIDADE DE FORMULAÇÃO POR INTERMÉDIO DE APELAÇÃO. NÃO SUSPENSÃO DO PROCESSO DURANTE O PROCESSAMENTO, INCLUSIVE EM APENSO, DA ASSISTÊNCIA, NO CASO DE IMPUGNAÇÃO. RECURSO PROVIDO, COM DETERMINAÇÕES E OBSERVAÇÕES. 1- Admite-se o requerimento de assistência, inclusive o formulado pela União nos termos da Lei 9.649/97, art. 9º, em qualquer fase do processo (CPC, art. 50), até mesmo após a sentença, recebendo, o assistente, o processo no estado em que 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5636119. Supremo Tribunal Federal RE 766589 / DF Inconformados, BNDESPAR e a UNIÃO interpuseram agravo de instrumento visando à subida dos respectivos recursos extraordinário e especial. De modo a facilitar a compreensão dos desdobramentos deste processo, separei o relatório dos acontecimentos em função dos tribunais nos quais se passaram. Superior Tribunal de Justiça No Superior Tribunal de Justiça, o AI interposto pelo BNDESPAR (AI nº 1.330.832) foi provido, em 31 de março de 2011, pelo Ministro Vasco Della Giustina (Desembargador convocado do TJ/RS) para determinar a subida do recurso especial. Já o agravo de instrumento interposto pela UNIÃO (AI nº 1.330.659) não foi conhecido por ausência de translado de peça obrigatória. Uma vez admitido, o RESP nº 1.297.539/RJ interposto pelo BNDESPAR foi provido em parte. Confira-se, abaixo, a ementa do julgado: PROCESSUAL CIVIL. ASSISTÊNCIA. VALIDADE FORMAL DO REQUERIMENTO DE ASSISTÊNCIA, FORMULADO PELA UNIÃO FEDERAL (LEI 9.649/97, art. 9º), APÓS A SENTENÇA, MAS ANTES DA PUBLICAÇÃO DE DECISÃO QUE REJEITOU EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. INEXIGIBILIDADE DE FORMULAÇÃO POR INTERMÉDIO DE APELAÇÃO. NÃO SUSPENSÃO DO PROCESSO DURANTE O PROCESSAMENTO, INCLUSIVE EM APENSO, DA ASSISTÊNCIA, NO CASO DE IMPUGNAÇÃO. RECURSO PROVIDO, COM DETERMINAÇÕES E OBSERVAÇÕES. 1- Admite-se o requerimento de assistência, inclusive o formulado pela União nos termos da Lei 9.649/97, art. 9º, em qualquer fase do processo (CPC, art. 50), até mesmo após a sentença, recebendo, o assistente, o processo no estado em que 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5636119. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 21 Relatório RE 766589 / DF se encontrar. 2- O assistente, em qualquer modalidade, quanto intervém no processo, não pode suscitar questões a respeito das quais já tenha se operado a preclusão, mas isso não significa que esteja obrigado a, após a sentença, pleitear seu ingresso no feito pela mesma forma processual que o assistido estava obrigado a observar no decorrer do processo, isto é, não se exige, no caso, a via recursal de modo que o pedido de assistência formulado após a sentença pode ser deduzido por petição, requerendo, motivadamente, a assistência, não se exigindo que o seja por intermédio de recurso contra a sentença. 3- Não se suspende o processo para o processamento de pedido de assistência formulado, o qual, no caso de impugnação, processa-se em separado, até o julgamento pelo Juízo ou Tribunal competente (CPC, arts. 50 e 54), produzindo- se seus efeitos, a partir de então, a Assistência. 5- O pedido de assistência, formulado pela União Federal, com fundamento no art. 5º da Lei 8469, de 10.6.1997, pode, no caso de evidente descabimento de seus fundamentos, ser rejeitado pela Justiça Estadual, sem prejuízo de, em caso de necessidade de análise de maior profundidade, reservar-se, seu julgamento, à Justiça Federal, dada a especialização desta (Súmula 150/STJ). 6- Recurso especial provido para, afastados os óbices formais de exaurimento da atuação do Juízo de 1º Grau pela sentença e de exigência de intervenção da União Federal por intermédio de recurso, para, cassado, tecnicamente, o Acórdão ora recorrido, aplicar o Direito à espécie, e determinar e observar: a) a formação de instrumento para processamento da impugnação à assistência, no Juízo de 1º Grau, e o julgamento preliminar, por este, do pedido de assistência, sem suspensão do processo; b) determinar o processamento de recursos interpostos contra a sentença. (REsp 1297539/RJ, Rel. Ministro SIDNEI BENETI, TERCEIRA TURMA, julgado em 21/08/2012, DJe 18/10/2012) 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5636119. Supremo Tribunal Federal RE 766589 / DF se encontrar. 2- O assistente, em qualquer modalidade, quanto intervém no processo, não pode suscitar questões a respeito das quais já tenha se operado a preclusão, mas isso não significa que esteja obrigado a, após a sentença, pleitear seu ingresso no feito pela mesma forma processual que o assistido estava obrigado a observar no decorrer do processo, isto é, não se exige, no caso, a via recursal de modo que o pedido de assistência formulado após a sentença pode ser deduzido por petição, requerendo, motivadamente, a assistência, não se exigindo que o seja por intermédio de recurso contra a sentença. 3- Não se suspende o processo para o processamento de pedido de assistência formulado, o qual, no caso de impugnação, processa-se em separado, até o julgamento pelo Juízo ou Tribunal competente (CPC, arts. 50 e 54), produzindo- se seus efeitos, a partir de então, a Assistência. 5- O pedido de assistência, formulado pela União Federal, com fundamento no art. 5º da Lei 8469, de 10.6.1997, pode, no caso de evidente descabimento de seus fundamentos, ser rejeitado pela Justiça Estadual, sem prejuízo de, em caso de necessidade de análise de maior profundidade, reservar-se, seu julgamento, à Justiça Federal, dada a especialização desta (Súmula 150/STJ). 6- Recurso especial provido para, afastados os óbices formais de exaurimento da atuação do Juízo de 1º Grau pela sentença e de exigência de intervenção da União Federal por intermédio de recurso, para, cassado, tecnicamente, o Acórdão ora recorrido, aplicar o Direito à espécie, e determinar e observar: a) a formação de instrumento para processamento da impugnação à assistência, no Juízo de 1º Grau, e o julgamento preliminar, por este, do pedido de assistência, sem suspensão do processo; b) determinar o processamento de recursos interpostos contra a sentença. (REsp 1297539/RJ, Rel. Ministro SIDNEI BENETI, TERCEIRA TURMA, julgado em 21/08/2012, DJe 18/10/2012) 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5636119. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 21 Relatório RE 766589 / DF Contra esse acórdão, o BNDESPAR interpôs, em 13 de dezembro de 2012, o recurso extraordinário nº 747.912, de minha relatoria, no qual se postula a reforma do julgado pelo STJ. Este RE está agora em julgamento. Alega o recorrente que o acórdão vergastado teria contrariado os artigos 109, I, 5º, LIII, LIV e LV, e subsidiariamente os art. 93, IX e 105, III, “a”, da CRFB/88. Aduz a existência de repercussão geral presumida das questões constitucionais debatidas, quais sejam: (i) a competência da Justiça Federal para processar e julgar o pedido de intervenção da União em processos de seu interesse; (ii) a violação ao princípio do juiz natural e ofensa ao devido processo legal e à ampla defesa, caracterizados pela negativa de remessa imediata do feito à Justiça Federal, bem como pela ausência de intimação pessoal dos representantes da União a partir do pedido de intervenção formalizado na Justiça Estadual, prejudicando o exercício de faculdades processuais relevantes, como o direito de recorrer tempestivamente; por fim, (iii) o ultraje ao dever de motivação das decisões judiciais, configurado pela omissão do STJ no enfrentamento de “inconsistências” apontadas pelo recorrente nos seus embargos declaratórios. Aponta que “o acórdão recorrido, prolatado pela 3ª Turma do e. Superior Tribunal de Justiça, a despeito de admitir tratar-se de intervenção da União na qualidade de Assistente, determinou a cisão do julgamento do incidente de Assistência e da causa principal, admitindo que ambos sejam julgados pela Justiça Estadual, sem suspensão”. Segundo articula, seria “nítida a violação à regra de competência do art. 109, I, da CRFB/88”. Requer a “remessa imediata dos autos para processo e julgamento da causa e seu incidente ao Juiz Federal competente, a quem competirá, da mesma forma, decidir pela existência e valorar o interesse manifestado pela UNIÃO (...)”. Afirma ainda que “a determinação do acórdão recorrido, de cisão do julgamento do incidente sem suspensão do processo principal, determinando expressamente o processo e julgamento dos recursos de apelação apresentados 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5636119. Supremo Tribunal Federal RE 766589 / DF Contra esse acórdão, o BNDESPAR interpôs, em 13 de dezembro de 2012, o recurso extraordinário nº 747.912, de minha relatoria, no qual se postula a reforma do julgado pelo STJ. Este RE está agora em julgamento. Alega o recorrente que o acórdão vergastado teria contrariado os artigos 109, I, 5º, LIII, LIV e LV, e subsidiariamente os art. 93, IX e 105, III, “a”, da CRFB/88. Aduz a existência de repercussão geral presumida das questões constitucionais debatidas, quais sejam: (i) a competência da Justiça Federal para processar e julgar o pedido de intervenção da União em processos de seu interesse; (ii) a violação ao princípio do juiz natural e ofensa ao devido processo legal e à ampla defesa, caracterizados pela negativa de remessa imediata do feito à Justiça Federal, bem como pela ausência de intimação pessoal dos representantes da União a partir do pedido de intervenção formalizado na Justiça Estadual, prejudicando o exercício de faculdades processuais relevantes, como o direito de recorrer tempestivamente; por fim, (iii) o ultraje ao dever de motivação das decisões judiciais, configurado pela omissão do STJ no enfrentamento de “inconsistências” apontadas pelo recorrente nos seus embargos declaratórios. Aponta que “o acórdão recorrido, prolatado pela 3ª Turma do e. Superior Tribunal de Justiça, a despeito de admitir tratar-se de intervenção da União na qualidade de Assistente, determinou a cisão do julgamento do incidente de Assistência e da causa principal, admitindo que ambos sejam julgados pela Justiça Estadual, sem suspensão”. Segundo articula, seria “nítida a violação à regra de competência do art. 109, I, da CRFB/88”. Requer a “remessa imediata dos autos para processo e julgamento da causa e seu incidente ao Juiz Federal competente, a quem competirá, da mesma forma, decidir pela existência e valorar o interesse manifestado pela UNIÃO (...)”. Afirma ainda que “a determinação do acórdão recorrido, de cisão do julgamento do incidente sem suspensão do processo principal, determinando expressamente o processo e julgamento dos recursos de apelação apresentados 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5636119. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 21 Relatório RE 766589 / DF posteriormente ao requerimento de intervenção neste caso concreto, inviabiliza a intervenção em auxílio à defesa do recorrente”. Destarte, postula que o acórdão recorrido seja reformado para “garantir expressamente o direito de a UNIÃO exercer os poderes inerentes às partes desde o momento efetivo que requereu sua intervenção no processo de origem”, sob pena de violação aos princípios constitucionais da ampla defesa e do contraditório. Articula também que o acórdão emanado do Superior Tribunal de Justiça teria violado os acórdão emanado do Superior Tribunal de Justiça por ofensa aos artigos 93, IX e 105, III, “a”, da Constituição da República. Consoante narra, “a despeito da oposição de Embargos de Declaração, [o BNDESPAR] não logrou êxito na supressão de inconsistências da decisão recorrida à luz da legislação infraconstitucional, tendo sido negado provimento ao fundamento de se tratar de tentativa de rediscussão da matéria”. Em seguida, transcreve sua peça de embargos de embargos de declaração apresentada perante o STJ. Supremo Tribunal Federal No Supremo Tribunal Federal, os agravos de instrumento foram autuados sob os números 807.621 (interposto pelo BNDESPAR) e 806.354 (interposto pela UNIÃO). Cada um deles será tratado em tópico específico e com o devido destaque. AI nº 807.621 Nos autos do AI nº 807.621, o então Min. Relator Eros Grau rejeitara a impugnação articulada pelo BNDESPAR com base no art. 21, §1º, do RISTF, ao argumento de que a controvérsia restringir-se-ia à interpretação da legislação infraconstitucional, caracterizando ofensa meramente reflexa à Constituição da República. O BNDESPAR apresentou agravo regimental contra essa decisão. 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5636119. Supremo Tribunal Federal RE 766589 / DF posteriormente ao requerimento de intervenção neste caso concreto, inviabiliza a intervenção em auxílio à defesa do recorrente”. Destarte, postula que o acórdão recorrido seja reformado para “garantir expressamente o direito de a UNIÃO exercer os poderes inerentes às partes desde o momento efetivo que requereu sua intervenção no processo de origem”, sob pena de violação aos princípios constitucionais da ampla defesa e do contraditório. Articula também que o acórdão emanado do Superior Tribunal de Justiça teria violado os acórdão emanado do Superior Tribunal de Justiça por ofensa aos artigos 93, IX e 105, III, “a”, da Constituição da República. Consoante narra, “a despeito da oposição de Embargos de Declaração, [o BNDESPAR] não logrou êxito na supressão de inconsistências da decisão recorrida à luz da legislação infraconstitucional, tendo sido negado provimento ao fundamento de se tratar de tentativa de rediscussão da matéria”. Em seguida, transcreve sua peça de embargos de embargos de declaração apresentada perante o STJ. Supremo Tribunal Federal No Supremo Tribunal Federal, os agravos de instrumento foram autuados sob os números 807.621 (interposto pelo BNDESPAR) e 806.354 (interposto pela UNIÃO). Cada um deles será tratado em tópico específico e com o devido destaque. AI nº 807.621 Nos autos do AI nº 807.621, o então Min. Relator Eros Grau rejeitara a impugnação articulada pelo BNDESPAR com base no art. 21, §1º, do RISTF, ao argumento de que a controvérsia restringir-se-ia à interpretação da legislação infraconstitucional, caracterizando ofensa meramente reflexa à Constituição da República. O BNDESPAR apresentou agravo regimental contra essa decisão. 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5636119. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 21 Relatório RE 766589 / DF Com a aposentadoria do E. Min Eros Grau, os autos foram a mim redistribuídos por substituição, ocasião em que, em uma primeira análise do tema, reconsiderei a primeira decisão sobre a admissibilidade do RE e determinei a subida do recurso extraordinário com o intuito de estudar melhor os autos e avaliar em que medida a controvérsia in concreto envolvia matéria constitucional, notadamente à luz do art. 109, I, da Constituição Federal. Essa decisão que reconsiderou o pronunciamento anterior do Min. Eros Grau foi então impugnada por agravo regimental interposto pela VICUNHA SIDERURGIA, ao qual, em 7 de fevereiro de 2013, neguei seguimento de plano, porquanto cediço o não cabimento de recurso da deliberação da Turma ou do Relator que determinar, em agravo de instrumento, o processamento de recurso denegado ou procrastinado, excetuada a hipótese de má-formação do agravo em virtude da deficiência do traslado. Em 9 de abril de 2013, após ter ciência do julgamento do RESP nº 1.297.539/RJ pelo STJ (acima referido), declarei extinto o AI nº 807.621 ante a perda superveniente de seu objeto. Na oportunidade assentei que “contra acórdão proferido pelo Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro foram interpostos recursos especial e extraordinário. O Superior Tribunal de Justiça deu provimento ao recurso especial, determinando ao Juízo de origem o reexame da controvérsia relacionada com admissão da União Federal com assistente do BNDESPAR. Consectariamente, o extraordinário interposto contra o acórdão do Tribunal estadual perdeu o seu objeto de impugnação, bem assim o agravo de instrumento formalizado contra a sua inadmissão”. A decisão foi publicada no dia 16 de abril de 2013. Irresignado, o BNDESPAR interpôs agravo regimental em 22 de abril de 2013, no qual sustentou a não configuração de perda do objeto do seu recurso extraordinário. Não obstante isso, em 3 de junho de 2013, determinei a baixa imediata do processo ao juízo de origem tendo em vista que “não havendo ainda a intervenção da União Federal como assistente, 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5636119. Supremo Tribunal Federal RE 766589 / DF Com a aposentadoria do E. Min Eros Grau, os autos foram a mim redistribuídos por substituição, ocasião em que, em uma primeira análise do tema, reconsiderei a primeira decisão sobre a admissibilidade do RE e determinei a subida do recurso extraordinário com o intuito de estudar melhor os autos e avaliar em que medida a controvérsia in concreto envolvia matéria constitucional, notadamente à luz do art. 109, I, da Constituição Federal. Essa decisão que reconsiderou o pronunciamento anterior do Min. Eros Grau foi então impugnada por agravo regimental interposto pela VICUNHA SIDERURGIA, ao qual, em 7 de fevereiro de 2013, neguei seguimento de plano, porquanto cediço o não cabimento de recurso da deliberação da Turma ou do Relator que determinar, em agravo de instrumento, o processamento de recurso denegado ou procrastinado, excetuada a hipótese de má-formação do agravo em virtude da deficiência do traslado. Em 9 de abril de 2013, após ter ciência do julgamento do RESP nº 1.297.539/RJ pelo STJ (acima referido), declarei extinto o AI nº 807.621 ante a perda superveniente de seu objeto. Na oportunidade assentei que “contra acórdão proferido pelo Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro foram interpostos recursos especial e extraordinário. O Superior Tribunal de Justiça deu provimento ao recurso especial, determinando ao Juízo de origem o reexame da controvérsia relacionada com admissão da União Federal com assistente do BNDESPAR. Consectariamente, o extraordinário interposto contra o acórdão do Tribunal estadual perdeu o seu objeto de impugnação, bem assim o agravo de instrumento formalizado contra a sua inadmissão”. A decisão foi publicada no dia 16 de abril de 2013. Irresignado, o BNDESPAR interpôs agravo regimental em 22 de abril de 2013, no qual sustentou a não configuração de perda do objeto do seu recurso extraordinário. Não obstante isso, em 3 de junho de 2013, determinei a baixa imediata do processo ao juízo de origem tendo em vista que “não havendo ainda a intervenção da União Federal como assistente, 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5636119. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 21 Relatório RE 766589 / DF incabível a alegação de ofensa ao artigo 109, I, da Constituição”, porquanto “não é dado ao BNDESPAR, que ainda não figura como parte assistida, vir, em nome próprio, postular direito alheio (CPC, artigo 6º), apresentando neste processo a impugnação (agravo regimental) à decisão mediante a qual foi declarada a prejudicialidade do recurso”. A decisão foi publicada em 10 de junho de 2013. Em 27 de junho de 2013, a UNIÃO apresentou agravo regimental contra essa decisão. Na data de 27 de fevereiro de 2014, reconsiderei a decisão que havia determinado a perda do objeto do recurso extraordinário interposto pelo BNDESPAR e solicitei a inclusão em pauta do apelo extremo apresentado pela instituição financeira (fls. 1916/1939 – RE nº 766.589/RJ). Trago-o, agora, à apreciação do colegiado. Em suas razões recursais, o BNDESPAR afirma, inicialmente, que seu recurso “tem por finalidade a reforma do acórdão preferido pelo Tribunal a quo [TJ/RJ], que afastou a competência da Justiça Federal para apreciar pedido de intervenção da União e decidir acerca de seu interesse para figurar na causa, contrariando o artigo 109, I, e artigo 5º, incisos LIII, LIV da CRFB/88”. Sustenta a existência de repercussão geral na matéria ante a relevância jurídica e política do debate. Aduz que “a única Justiça que tem competência para processar e decidir sobre a existência ou não de interessa da União efetivamente manifestado é a Justiça Federal por força da expressa disposição constitucional” (art. 109, I, CRFB) e que o TJ/RJ “acabou por sonegar esse direito à União e, consequentemente, negou a competência da Justiça Federal prevista no artigo 109, I, da CRFB”. Aponta que o acórdão recorrido teria endossado fundamentação incompatível com o devido processo legal (CRFB, art. 5º, LIV), uma vez 10 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5636119. Supremo Tribunal Federal RE 766589 / DF incabível a alegação de ofensa ao artigo 109, I, da Constituição”, porquanto “não é dado ao BNDESPAR, que ainda não figura como parte assistida, vir, em nome próprio, postular direito alheio (CPC, artigo 6º), apresentando neste processo a impugnação (agravo regimental) à decisão mediante a qual foi declarada a prejudicialidade do recurso”. A decisão foi publicada em 10 de junho de 2013. Em 27 de junho de 2013, a UNIÃO apresentou agravo regimental contra essa decisão. Na data de 27 de fevereiro de 2014, reconsiderei a decisão que havia determinado a perda do objeto do recurso extraordinário interposto pelo BNDESPAR e solicitei a inclusão em pauta do apelo extremo apresentado pela instituição financeira (fls. 1916/1939 – RE nº 766.589/RJ). Trago-o, agora, à apreciação do colegiado. Em suas razões recursais, o BNDESPAR afirma, inicialmente, que seu recurso “tem por finalidade a reforma do acórdão preferido pelo Tribunal a quo [TJ/RJ], que afastou a competência da Justiça Federal para apreciar pedido de intervenção da União e decidir acerca de seu interesse para figurar na causa, contrariando o artigo 109, I, e artigo 5º, incisos LIII, LIV da CRFB/88”. Sustenta a existência de repercussão geral na matéria ante a relevância jurídica e política do debate. Aduz que “a única Justiça que tem competência para processar e decidir sobre a existência ou não de interessa da União efetivamente manifestado é a Justiça Federal por força da expressa disposição constitucional” (art. 109, I, CRFB) e que o TJ/RJ “acabou por sonegar esse direito à União e, consequentemente, negou a competência da Justiça Federal prevista no artigo 109, I, da CRFB”. Aponta que o acórdão recorrido teria endossado fundamentação incompatível com o devido processo legal (CRFB, art. 5º, LIV), uma vez 10 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5636119. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 21 Relatório RE 766589 / DF que assentou a necessidade de o interesse da UNIÃO ser manifestado através de recurso e não simples petição. Narra que “a decisão dos embargos de declaração que integrou a sentença somente foi publicada após o pedido de intervenção, de modo que, no momento em que formulou seu requerimento, a União Federal sequer poderia ter acesso aos autos porque estava conclusão [sic] para a decisão integrativa”. Articula ainda que, “por força do artigo 38 da LC nº 73/93, após manifestar seu interesse na causa, a União deveria ter sido intimada pessoalmente para os demais atos processuais, e, a partir daí, poderia trabalhar com os recursos disponíveis na lei do processo”. Sustenta também a ocorrência de ultraje ao art. 5º, incisos LIII (princípio do juiz natural) e LIV (princípio do devido processo legal) da Constituição da República. Isso porque, a seu sentir, “no momento em que a 16ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro afastou a possibilidade de intervenção da União Federal reformando a decisão do Juízo de primeira instância, decidiu questão que é constitucionalmente atribuída à Justiça Federal”. O alegado descumprimento de regra de competência configuraria violação às aludidas garantias constitucionais. Pede então a reforma do acórdão impugnado e a manutenção da decisão de primeira instância que, “apreciando o requerimento de intervenção da União, declinou para a Justiça Federal decidir sobre o interesse da União Federal na causa ex vi do art. 109, I, da CRFB/88 e conforme determina o verbete nº 150 da Súmula de Jurisprudência do STJ”. AI nº 806.354 Nos autos do AI nº 806.354, também foi declarado o prejuízo do RE interposto pela UNIÃO (fls. 1897/1904) ante a decisão do STJ no RESP nº 1.297.539/RJ, ao que imediatamente foi seguido de pedido de reconsideração pelo ente federativo. Alegou então a UNIÃO que “o BNDESPAR interpôs recurso extraordinário contra o acórdão do Superior Tribunal de Justiça (...)”, de modo que “não se pode admitir a perda de objeto, 11 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5636119. Supremo Tribunal Federal RE 766589 / DF que assentou a necessidade de o interesse da UNIÃO ser manifestado através de recurso e não simples petição. Narra que “a decisão dos embargos de declaração que integrou a sentença somente foi publicada após o pedido de intervenção, de modo que, no momento em que formulou seu requerimento, a União Federal sequer poderia ter acesso aos autos porque estava conclusão [sic] para a decisão integrativa”. Articula ainda que, “por força do artigo 38 da LC nº 73/93, após manifestar seu interesse na causa, a União deveria ter sido intimada pessoalmente para os demais atos processuais, e, a partir daí, poderia trabalhar com os recursos disponíveis na lei do processo”. Sustenta também a ocorrência de ultraje ao art. 5º, incisos LIII (princípio do juiz natural) e LIV (princípio do devido processo legal) da Constituição da República. Isso porque, a seu sentir, “no momento em que a 16ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro afastou a possibilidade de intervenção da União Federal reformando a decisão do Juízo de primeira instância, decidiu questão que é constitucionalmente atribuída à Justiça Federal”. O alegado descumprimento de regra de competência configuraria violação às aludidas garantias constitucionais. Pede então a reforma do acórdão impugnado e a manutenção da decisão de primeira instância que, “apreciando o requerimento de intervenção da União, declinou para a Justiça Federal decidir sobre o interesse da União Federal na causa ex vi do art. 109, I, da CRFB/88 e conforme determina o verbete nº 150 da Súmula de Jurisprudência do STJ”. AI nº 806.354 Nos autos do AI nº 806.354, também foi declarado o prejuízo do RE interposto pela UNIÃO (fls. 1897/1904) ante a decisão do STJ no RESP nº 1.297.539/RJ, ao que imediatamente foi seguido de pedido de reconsideração pelo ente federativo. Alegou então a UNIÃO que “o BNDESPAR interpôs recurso extraordinário contra o acórdão do Superior Tribunal de Justiça (...)”, de modo que “não se pode admitir a perda de objeto, 11 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5636119. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 21 Relatório RE 766589 / DF nem muito menos a ‘intercomunicação’ de decisões proferidas em processos distintos, se sequer houve o trânsito em julgado da decisão considerada como paradigma”. Postulou, assim, que fosse reconsiderada a decisão que declarou o prejuízo do seu recurso extraordinário. Em 20 de maio de 2013, proferi decisão entendendo que, no caso sub examine, teria ocorrido “preclusão maior, haja vista o transcurso do prazo recursal, ocorrido em maio de 2013, sem qualquer manifestação da parte assistida”. A UNIÃO apresentou então agravo regimental apontando uma suposta contradição lógica entre as fundamentações das decisões proferidas nos AI’s nº 807.621 e 806.354. Segundo UNIÃO, “muito embora digam respeito à mesma questão – intervenção da União no feito – as decisões adotam premissas distintas. E mais, se conjugados os critérios de ambas as decisões, forma-se um cenário de verdadeira irrecorribilidade não prevista em lei. Isso porque no AI 807.621 considerou-se que a União ainda não era propriamente assistente e que o BNDESPAR não poderia recorrer para discutir o mero pedido de intervenção da União, mesmo este ente público tendo peticionado naqueles autos, corroborando todos os termos do agravo interno do BNDESPAR e requerendo o seu provimento. Nestes autos, por seu turno, reconheceu-se que a União era assistente e, em razão disso, teria sua atuação processual subordinada à atuação BNDESPAR. Desse modo, como o BNDESPAR, aqui tido por assistido, não tinha apresentado recurso nestes autos, a União não poderia recorrer”. E assim resumiu a questão: “Ora objetivamente considerada a situação, tem-se a configuração de um verdadeiro círculo vicioso: a União não pode recorrer porque o BNDESPAR não recorreu e o BNDESPAR não pode recorrer porque a União recorreu. E o resultado prático deste impasse lógico é uma situação configuradora de verdadeira negativa de prestação jurisdicional”. 12 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5636119. Supremo Tribunal Federal RE 766589 / DF nem muito menos a ‘intercomunicação’ de decisões proferidas em processos distintos, se sequer houve o trânsito em julgado da decisão considerada como paradigma”. Postulou, assim, que fosse reconsiderada a decisão que declarou o prejuízo do seu recurso extraordinário. Em 20 de maio de 2013, proferi decisão entendendo que, no caso sub examine, teria ocorrido “preclusão maior, haja vista o transcurso do prazo recursal, ocorrido em maio de 2013, sem qualquer manifestação da parte assistida”. A UNIÃO apresentou então agravo regimental apontando uma suposta contradição lógica entre as fundamentações das decisões proferidas nos AI’s nº 807.621 e 806.354. Segundo UNIÃO, “muito embora digam respeito à mesma questão – intervenção da União no feito – as decisões adotam premissas distintas. E mais, se conjugados os critérios de ambas as decisões, forma-se um cenário de verdadeira irrecorribilidade não prevista em lei. Isso porque no AI 807.621 considerou-se que a União ainda não era propriamente assistente e que o BNDESPAR não poderia recorrer para discutir o mero pedido de intervenção da União, mesmo este ente público tendo peticionado naqueles autos, corroborando todos os termos do agravo interno do BNDESPAR e requerendo o seu provimento. Nestes autos, por seu turno, reconheceu-se que a União era assistente e, em razão disso, teria sua atuação processual subordinada à atuação BNDESPAR. Desse modo, como o BNDESPAR, aqui tido por assistido, não tinha apresentado recurso nestes autos, a União não poderia recorrer”. E assim resumiu a questão: “Ora objetivamente considerada a situação, tem-se a configuração de um verdadeiro círculo vicioso: a União não pode recorrer porque o BNDESPAR não recorreu e o BNDESPAR não pode recorrer porque a União recorreu. E o resultado prático deste impasse lógico é uma situação configuradora de verdadeira negativa de prestação jurisdicional”. 12 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5636119. Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 21 Relatório RE 766589 / DF Pediu, então, fosse reconsiderada a decisão que declarou prejudicado seu recurso extraordinário, seguida do provimento do agravo de instrumento interposto da decisão que inadmitiu seu RE para, por fim, ser processada e acolhida a pretensão recursal lá deduzida. Na data de 27 de fevereiro de 2014, reconsiderei a decisão que havia determinado a perda do objeto do recurso extraordinário interposto pelo UNIÃO e solicitei a inclusão em pauta do apelo extremo apresentado pela entidade federativa (fls. 1897/1904 – RE nº 766.589/RJ). Trago-o, agora, à apreciação do colegiado. Em seu recurso extraordinário, a UNIÃO afirma que “a decisão recorrida, da forma como foi prolatada, afronta ao disposto no artigo 109, I, da Constituição da República”. Anota que, “de acordo com a pacífica jurisprudência desta Corte Constitucional quando a União manifesta interesse no feito cabe ao Juízo Estadual declinar da competência para a Justiça Federal, a qual compete decidir sobre a existência de interesse jurídico que justifique a presença, no processo da União”. Arrola, então, precedentes do STF que estariam de acordo com sua tese jurídica. Pede a reforma do acórdão emanado do TJ/RJ para que se reconheça a contrariedade aos dispositivos constitucionais. É o relatório. 13 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5636119. Supremo Tribunal Federal RE 766589 / DF Pediu, então, fosse reconsiderada a decisão que declarou prejudicado seu recurso extraordinário, seguida do provimento do agravo de instrumento interposto da decisão que inadmitiu seu RE para, por fim, ser processada e acolhida a pretensão recursal lá deduzida. Na data de 27 de fevereiro de 2014, reconsiderei a decisão que havia determinado a perda do objeto do recurso extraordinário interposto pelo UNIÃO e solicitei a inclusão em pauta do apelo extremo apresentado pela entidade federativa (fls. 1897/1904 – RE nº 766.589/RJ). Trago-o, agora, à apreciação do colegiado. Em seu recurso extraordinário, a UNIÃO afirma que “a decisão recorrida, da forma como foi prolatada, afronta ao disposto no artigo 109, I, da Constituição da República”. Anota que, “de acordo com a pacífica jurisprudência desta Corte Constitucional quando a União manifesta interesse no feito cabe ao Juízo Estadual declinar da competência para a Justiça Federal, a qual compete decidir sobre a existência de interesse jurídico que justifique a presença, no processo da União”. Arrola, então, precedentes do STF que estariam de acordo com sua tese jurídica. Pede a reforma do acórdão emanado do TJ/RJ para que se reconheça a contrariedade aos dispositivos constitucionais. É o relatório. 13 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5636119. Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 21 Voto - MIN. LUIZ FUX 18/03/2014 PRIMEIRA TURMA RECURSO EXTRAORDINÁRIO 766.589 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Em 21 de agosto de 2012, o Superior Tribunal de Justiça deu provimento ao Recurso Especial nº 1.297.539/RJ, interposto pelo BNDESPAR, simultaneamente ao presente recurso extraordinário, contra o mesmo acórdão emanado do Tribunal de Justiça que aqui se discute. Eis a ementa do decisum: PROCESSUAL CIVIL. ASSISTÊNCIA. VALIDADE FORMAL DO REQUERIMENTO DE ASSISTÊNCIA, FORMULADO PELA UNIÃO FEDERAL ( LEI 9.649/97, art.9º), APÓS A SENTENÇA, MAS ANTES DA PUBLICAÇÃO DE DECISÃO QUE REJEITOU EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. INEXIGIBILIDADE DE FORMULAÇÃO POR INTERMÉDIO DE APELAÇÃO. NÃO SUSPENSÃO DO PROCESSO INTERMÉDIO DE APELAÇÃO. NÃO SUSPENSÃO DO PROCESSO DURANTE O PROCESSAMENTO, INCLUSIVE EM APENSO, DA ASSISTÊNCIA, NO CASO DE IMPUGNAÇÃO. RECURSO PROVIDO. COM DETERMINAÇÕES E OBSERVAÇÕES. 1. - Admite-se o requerimento de assistência, inclusive o formulado pela União nos termos da Lei 9.649/97, art. 9º, em qualquer fase do processo (CPC, art. 50), até mesmo após a sentença, recebendo, o assistente, o processo no estado em que se encontrar. 2. - O assistente, em qualquer modalidade, quanto intervém no processo, não pode suscitar questões a respeito das quais já tenha se operado a preclusão, mas isso não significa que esteja obrigado a, após a sentença, pleitear seu ingresso no feito pela mesma forma processual que o assistido estava obrigado a observar no decorrer do processo, isto é, não se exige, no caso, a via recursal de modo que o pedido de assistência formulado após a sentença pode ser deduzido por Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5636120. Supremo Tribunal Federal 18/03/2014 PRIMEIRA TURMA RECURSO EXTRAORDINÁRIO 766.589 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Em 21 de agosto de 2012, o Superior Tribunal de Justiça deu provimento ao Recurso Especial nº 1.297.539/RJ, interposto pelo BNDESPAR, simultaneamente ao presente recurso extraordinário, contra o mesmo acórdão emanado do Tribunal de Justiça que aqui se discute. Eis a ementa do decisum: PROCESSUAL CIVIL. ASSISTÊNCIA. VALIDADE FORMAL DO REQUERIMENTO DE ASSISTÊNCIA, FORMULADO PELA UNIÃO FEDERAL ( LEI 9.649/97, art.9º), APÓS A SENTENÇA, MAS ANTES DA PUBLICAÇÃO DE DECISÃO QUE REJEITOU EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. INEXIGIBILIDADE DE FORMULAÇÃO POR INTERMÉDIO DE APELAÇÃO. NÃO SUSPENSÃO DO PROCESSO INTERMÉDIO DE APELAÇÃO. NÃO SUSPENSÃO DO PROCESSO DURANTE O PROCESSAMENTO, INCLUSIVE EM APENSO, DA ASSISTÊNCIA, NO CASO DE IMPUGNAÇÃO. RECURSO PROVIDO. COM DETERMINAÇÕES E OBSERVAÇÕES. 1. - Admite-se o requerimento de assistência, inclusive o formulado pela União nos termos da Lei 9.649/97, art. 9º, em qualquer fase do processo (CPC, art. 50), até mesmo após a sentença, recebendo, o assistente, o processo no estado em que se encontrar. 2. - O assistente, em qualquer modalidade, quanto intervém no processo, não pode suscitar questões a respeito das quais já tenha se operado a preclusão, mas isso não significa que esteja obrigado a, após a sentença, pleitear seu ingresso no feito pela mesma forma processual que o assistido estava obrigado a observar no decorrer do processo, isto é, não se exige, no caso, a via recursal de modo que o pedido de assistência formulado após a sentença pode ser deduzido por Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5636120. Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 21 Voto - MIN. LUIZ FUX RE 766589 / DF petição, requerendo, motivadamente, a assistência, não se exigindo que o seja por intermédio de recurso contra a sentença. 3. - Não se suspende o processo para o processamento de pedido de assistência formulada, o qual, no caso de impugnação, processa-se em separado, até o julgamento pelo Juízo ou Tribunal competente ( CPC, arts. 50 e 54), produzindo- se seus efeitos, a partir de então, a Assistência. 4. - O pedido de assistência, formulado pela União Federal, com fundamento no art. 5º da Lei 9.469, de 10.6.1997, pode, no caso de evidente descabimento de seus fundamentos, ser rejeitado pela justiça Estadual, sem prejuízo de, em caso de necessidade de análise de maior profundidade, reservar-se, seu julgamento, à Justiça Federal, dada a especialização desta (Súmula 150/STJ). 5. - Recurso especial provido para , afastados os óbices formais de exaurimento da atuação do Juízo de 1º Grau pela sentença e de exigência de intervenção da União Federal por intermédio de recurso, para, cassado, tecnicamente, o Acórdão ora recorrido, aplicar o Direito à espécie, e determinar e observar: a) a formação de instrumento para processamento da impugnação à assistência, no Juízo de 1º Grau, e o julgamento preliminar, por este, do pedido de assistência, sem suspensão do processo; b) determinar o processamento de recursos interpostos contra a sentença . Consoante dispõe o artigo 512 do Código de Processo Civil, o julgamento proferido pelo Tribunal substituirá a sentença ou a decisão recorrida no que tiver sido objeto do recurso. Sobre o tema, assim decidiu o Plenário do Supremo Tribunal Federal no julgamento do Recurso Extraordinário nº 194.382/SP, acórdão publicado no DJU de 25.04.2003, in verbis: (...) Enfatiza José Carlos Barbosa Moreira [Comentários ao Código de Processo Civil, vol. v, p. 391] que a expressão substituirá a sentença ou a decisão recorrida não faz alusão senão às 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5636120. Supremo Tribunal Federal RE 766589 / DF petição, requerendo, motivadamente, a assistência, não se exigindo que o seja por intermédio de recurso contra a sentença. 3. - Não se suspende o processo para o processamento de pedido de assistência formulada, o qual, no caso de impugnação, processa-se em separado, até o julgamento pelo Juízo ou Tribunal competente ( CPC, arts. 50 e 54), produzindo- se seus efeitos, a partir de então, a Assistência. 4. - O pedido de assistência, formulado pela União Federal, com fundamento no art. 5º da Lei 9.469, de 10.6.1997, pode, no caso de evidente descabimento de seus fundamentos, ser rejeitado pela justiça Estadual, sem prejuízo de, em caso de necessidade de análise de maior profundidade, reservar-se, seu julgamento, à Justiça Federal, dada a especialização desta (Súmula 150/STJ). 5. - Recurso especial provido para , afastados os óbices formais de exaurimento da atuação do Juízo de 1º Grau pela sentença e de exigência de intervenção da União Federal por intermédio de recurso, para, cassado, tecnicamente, o Acórdão ora recorrido, aplicar o Direito à espécie, e determinar e observar: a) a formação de instrumento para processamento da impugnação à assistência, no Juízo de 1º Grau, e o julgamento preliminar, por este, do pedido de assistência, sem suspensão do processo; b) determinar o processamento de recursos interpostos contra a sentença . Consoante dispõe o artigo 512 do Código de Processo Civil, o julgamento proferido pelo Tribunal substituirá a sentença ou a decisão recorrida no que tiver sido objeto do recurso. Sobre o tema, assim decidiu o Plenário do Supremo Tribunal Federal no julgamento do Recurso Extraordinário nº 194.382/SP, acórdão publicado no DJU de 25.04.2003, in verbis: (...) Enfatiza José Carlos Barbosa Moreira [Comentários ao Código de Processo Civil, vol. v, p. 391] que a expressão substituirá a sentença ou a decisão recorrida não faz alusão senão às 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5636120. Inteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 21 Voto - MIN. LUIZ FUX RE 766589 / DF hipóteses em que o tribunal conhece do recurso, lhe aprecia o mérito. Nas outras, seria absurdo cogitar-se de substituição: não se chegou sequer a analisar, sob qualquer aspecto, a matéria que, no julgamento de grau inferior, constituíra objeto da impugnação do recorrente . De igual modo, Sérgio Sahione, Código de Processo Civil Comentado, p. 170, entende que a substituição prevista na norma processual (CPC, artigo 512) não ocorrerá se o recurso extraordinário não for conhecido, porque aí, limitada que está a função da Suprema Corte a, previamente, aferir a ocorrência dos pressupostos constitucionais cuja verificação lhe devolve o pleno conhecimento e julgamento da causa, o não conhecimento (do recurso) importa em que aquela Corte não emita nenhum juízo de valor acerca do objeto do recurso . Aliás, no âmbito desta Corte tem-se entendido que fica prejudicado o RE quando, tendo sido interposto simultaneamente o RESP, o STJ haja provido este último (logo, foi conhecido), ocorrendo, assim, a substituição do provimento judicial de que cogita o CPC, artigo 512. A diversidade de enfoques do mesmo tema controvertido veiculada nos citados recursos não afasta o fenômeno previsto na legislação instrumental comum, ou seja, o da substituição (JSTF 192/110). (…) Idêntico posicionamento adotou o Superior Tribunal de Justiça na Medida Cautelar nº 472-PA, Adhemar Maciel, DJ 07.05.96: O acórdão somente substituirá a sentença se o recurso for conhecido pelo tribunal. Não sendo conhecido, não há o efeito substitutivo. (…) Importa rememorar que, como o artigo 512 do Código de Processo Civil refere-se à decisão de mérito, a substituição somente ocorrerá se for conhecido e provido o extraordinário ou o especial, embora no julgamento destes deva-se examinar a tese jurídica para constatar a ocorrência das hipóteses de cabimento previstas na Constituição Federal. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5636120. Supremo Tribunal Federal RE 766589 / DF hipóteses em que o tribunal conhece do recurso, lhe aprecia o mérito. Nas outras, seria absurdo cogitar-se de substituição: não se chegou sequer a analisar, sob qualquer aspecto, a matéria que, no julgamento de grau inferior, constituíra objeto da impugnação do recorrente . De igual modo, Sérgio Sahione, Código de Processo Civil Comentado, p. 170, entende que a substituição prevista na norma processual (CPC, artigo 512) não ocorrerá se o recurso extraordinário não for conhecido, porque aí, limitada que está a função da Suprema Corte a, previamente, aferir a ocorrência dos pressupostos constitucionais cuja verificação lhe devolve o pleno conhecimento e julgamento da causa, o não conhecimento (do recurso) importa em que aquela Corte não emita nenhum juízo de valor acerca do objeto do recurso . Aliás, no âmbito desta Corte tem-se entendido que fica prejudicado o RE quando, tendo sido interposto simultaneamente o RESP, o STJ haja provido este último (logo, foi conhecido), ocorrendo, assim, a substituição do provimento judicial de que cogita o CPC, artigo 512. A diversidade de enfoques do mesmo tema controvertido veiculada nos citados recursos não afasta o fenômeno previsto na legislação instrumental comum, ou seja, o da substituição (JSTF 192/110). (…) Idêntico posicionamento adotou o Superior Tribunal de Justiça na Medida Cautelar nº 472-PA, Adhemar Maciel, DJ 07.05.96: O acórdão somente substituirá a sentença se o recurso for conhecido pelo tribunal. Não sendo conhecido, não há o efeito substitutivo. (…) Importa rememorar que, como o artigo 512 do Código de Processo Civil refere-se à decisão de mérito, a substituição somente ocorrerá se for conhecido e provido o extraordinário ou o especial, embora no julgamento destes deva-se examinar a tese jurídica para constatar a ocorrência das hipóteses de cabimento previstas na Constituição Federal. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5636120. Inteiro Teor do Acórdão - Página 18 de 21 Voto - MIN. LUIZ FUX RE 766589 / DF In casu, contra acórdão proferido pelo Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro foram interpostos recursos especial e extraordinário. O Superior Tribunal de Justiça deu provimento ao recurso especial, determinando ao Juízo de origem o reexame da controvérsia relacionada com admissão da União Federal como assistente do BNDESPAR. Consectariamente, o extraordinário interposto contra o acórdão do Tribunal estadual perdeu o seu objeto, porquanto substituído pelo acórdão do Superior Tribunal de Justiça. De qualquer sorte, ainda que não houvesse a perda do objeto o presente recurso extraordinário – do que se cogita apenas para argumentar –, a natureza infraconstitucional da controvérsia aqui versada (referente ao efeitos jurídico-processuais da intervenção anômala da União com base no art. 5º da Lei nº 9.469/97) impediria o conhecimento da pretensão recursal, como já registrei no voto proferido no RE nº 747.912/RJ. Portanto, mesmo que superada a questão da prejudicialidade do presente apelo extremo movido pela UNIÃO e pelo BNDESPAR, a matéria de fundo não poderia ser discutida em sede de recurso extraordinário, porquanto essencialmente vinculada à disciplina da legislação ordinária. Ex positis, com base no artigo 21, inciso IX, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, voto no sentido de declarar-se prejudicado o presente recurso extraordinário em face da perda superveniente do seu objeto. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5636120. Supremo Tribunal Federal RE 766589 / DF In casu, contra acórdão proferido pelo Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro foram interpostos recursos especial e extraordinário. O Superior Tribunal de Justiça deu provimento ao recurso especial, determinando ao Juízo de origem o reexame da controvérsia relacionada com admissão da União Federal como assistente do BNDESPAR. Consectariamente, o extraordinário interposto contra o acórdão do Tribunal estadual perdeu o seu objeto, porquanto substituído pelo acórdão do Superior Tribunal de Justiça. De qualquer sorte, ainda que não houvesse a perda do objeto o presente recurso extraordinário – do que se cogita apenas para argumentar –, a natureza infraconstitucional da controvérsia aqui versada (referente ao efeitos jurídico-processuais da intervenção anômala da União com base no art. 5º da Lei nº 9.469/97) impediria o conhecimento da pretensão recursal, como já registrei no voto proferido no RE nº 747.912/RJ. Portanto, mesmo que superada a questão da prejudicialidade do presente apelo extremo movido pela UNIÃO e pelo BNDESPAR, a matéria de fundo não poderia ser discutida em sede de recurso extraordinário, porquanto essencialmente vinculada à disciplina da legislação ordinária. Ex positis, com base no artigo 21, inciso IX, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, voto no sentido de declarar-se prejudicado o presente recurso extraordinário em face da perda superveniente do seu objeto. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5636120. Inteiro Teor do Acórdão - Página 19 de 21 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 18/03/2014 PRIMEIRA TURMA RECURSO EXTRAORDINÁRIO 766.589 DISTRITO FEDERAL O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (PRESIDENTE) – Entendo que o pronunciamento do Superior Tribunal de Justiça substituiu – ao contrário o deixou incólume – o do Tribunal de Justiça, admitindo que caberia à Justiça comum apreciar a existência ou não do interesse da União em recorrer. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5581399. Supremo Tribunal Federal 18/03/2014 PRIMEIRA TURMA RECURSO EXTRAORDINÁRIO 766.589 DISTRITO FEDERAL O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (PRESIDENTE) – Entendo que o pronunciamento do Superior Tribunal de Justiça substituiu – ao contrário o deixou incólume – o do Tribunal de Justiça, admitindo que caberia à Justiça comum apreciar a existência ou não do interesse da União em recorrer. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5581399. Inteiro Teor do Acórdão - Página 20 de 21 Extrato de Ata - 18/03/2014 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA RECURSO EXTRAORDINÁRIO 766.589 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. LUIZ FUX RECTE.(S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO RECTE.(S) : BNDES PARTICIPAÇÕES S/A - BNDESPAR ADV.(A/S) : PATRICE GILLES PAIM LYARD E OUTRO(A/S) RECDO.(A/S) : VICUNHA SIDERURGIA S/A ADV.(A/S) : FRANCISCO ANTUNES MACIEL MÜSSNICH E OUTRO(A/S) Decisão: Por maioria de votos, a Turma julgou prejudicado o recurso extraordinário, nos termos do voto do relator, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio, Presidente. Falou o Dr. Luiz Fernando Fraga, pela recorrida. Primeira Turma, 18.3.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 5545473 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA RECURSO EXTRAORDINÁRIO 766.589 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. LUIZ FUX RECTE.(S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO RECTE.(S) : BNDES PARTICIPAÇÕES S/A - BNDESPAR ADV.(A/S) : PATRICE GILLES PAIM LYARD E OUTRO(A/S) RECDO.(A/S) : VICUNHA SIDERURGIA S/A ADV.(A/S) : FRANCISCO ANTUNES MACIEL MÜSSNICH E OUTRO(A/S) Decisão: Por maioria de votos, a Turma julgou prejudicado o recurso extraordinário, nos termos do voto do relator, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio, Presidente. Falou o Dr. Luiz Fernando Fraga, pela recorrida. Primeira Turma, 18.3.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 5545473 Inteiro Teor do Acórdão - Página 21 de 21
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=5684420
2014-03-18T00:00:00
2014-04-23T00:00:00
Por maioria de votos, a Turma julgou prejudicado o recurso extraordinário, nos termos do voto do relator, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio, Presidente. Falou o Dr. Luiz Fernando Fraga, pela recorrida. Primeira Turma, 18.3.2014.
RECURSO EXTRAORDINÁRIO
Ementa: RECURSO EXTRAORDINÁRIO. DIREITO CONSTITUCIONAL E PROCESSUAL CIVIL. SUPERVENIENTE PROVIMENTO DE RECURSO ESPECIAL INTERPOSTO CONTRA O MESMO ACÓRDÃO DE ORIGEM. SUBSTITUIÇÃO DO ARESTO IMPUGNADO PELA DECISÃO DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. ART. 512 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. PREJUDICIALIDADE ULTERIOR DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PERDA DO OBJETO. 1. O artigo 512 do Código de Processo Civil dispõe que “o julgamento proferido pelo tribunal substituirá a sentença ou a decisão recorrida no que tiver sido objeto de recurso”. 2. In casu, a) a decisão proferida pelo Superior Tribunal de Justiça nos autos do Recurso Especial nº 1.297.539/RJ, ao dar provimento ao apelo do BNDESPAR interposto simultaneamente ao presente recurso extraordinário, substituiu o acórdão de origem proferido pelo Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, mercê do disposto no artigo 512 do Código de Processo Civil; b) consectariamente, o presente recurso extraordinário restou prejudicado ante a perda superveniente do seu objeto. Precedentes: (RE nº 524.069, Rel. Min. Ellen Gracie, DJe nº 82 de 4.5.2011; AI nº 499.375-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe nº 42 de 22.6.2007; RE nº 500.122-AgR, Rel. Min. Joaquim Barbosa, DJe nº 60 de 30.03.2011; RE nº 553.928-AgR, rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJe 119, de 22.6.2011; RE nº 454.803-AgR, Rel. Min. Carlos Britto, DJ de 2.6.2006).
sjur261417
- Acórdão(s) citado(s): (SUPERVENIÊNCIA, JULGAMENTO, RECURSO ESPECIAL, PERDA, OBJETO, RECURSO EXTRAORDINÁRIO) AI 499375 AgR (1ªT), RE 454803 AgR (1ªT), RE 553928 AgR (1ªT), RE 500122 AgR (2ªT), RE 524069 AgR (2ªT). (SUBSTITUIÇÃO, DECISÃO, TRIBUNAL "A QUO", CONHECIMENTO, PROVIMENTO, RECURSO, TRIBUNAL "AD QUEM") RE 194382 (TP). (PEDIDO DE INTERVENÇÃO, UNIÃO, MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL) RE 747912 (1ªT). Número de páginas: 21. Análise: 25/04/2014, RAF. Revisão: 25/06/2014, JOS.
LUIZ FUX
Primeira Turma
766589
[ "LEG-FED LEI-005869 ANO-1973\n ART-00512\n CPC-1973 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED LEI-009469 ANO-1997\n ART-00005\n LEI ORDINÁRIA\n\n", "LEG-FED RGI ANO-1980\n ART-00021 INC-00009\n RISTF-1980 REGIMENTO INTERNO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL" ]
RE
acordaos
RE 766589
[ "" ]
RECTE.(S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO RECTE.(S) : BNDES PARTICIPAÇÕES S/A - BNDESPAR ADV.(A/S) : PATRICE GILLES PAIM LYARD E OUTRO(A/S) RECDO.(A/S) : VICUNHA SIDERURGIA S/A ADV.(A/S) : FRANCISCO ANTUNES MACIEL MÜSSNICH E OUTRO(A/S)
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Ementa e Acórdão 18/03/2014 PRIMEIRA TURMA RECURSO EXTRAORDINÁRIO 766.589 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. LUIZ FUX RECTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO RECTE.(S) :BNDES PARTICIPAÇÕES S/A - BNDESPAR ADV.(A/S) :PATRICE GILLES PAIM LYARD E OUTRO(A/S) RECDO.(A/S) :VICUNHA SIDERURGIA S/A ADV.(A/S) :FRANCISCO ANTUNES MACIEL MÜSSNICH E OUTRO(A/S) EMENTA: RECURSO EXTRAORDINÁRIO. DIREITO CONSTITUCIONAL E PROCESSUAL CIVIL. SUPERVENIENTE PROVIMENTO DE RECURSO ESPECIAL INTERPOSTO CONTRA O MESMO ACÓRDÃO DE ORIGEM. SUBSTITUIÇÃO DO ARESTO IMPUGNADO PELA DECISÃO DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. ART. 512 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. PREJUDICIALIDADE ULTERIOR DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PERDA DO OBJETO. 1. O artigo 512 do Código de Processo Civil dispõe que “o julgamento proferido pelo tribunal substituirá a sentença ou a decisão recorrida no que tiver sido objeto de recurso”. 2. In casu, a) a decisão proferida pelo Superior Tribunal de Justiça nos autos do Recurso Especial n 1.297.539/RJ, ao dar provimento ao apelo do BNDESPAR interposto simultaneamente ao presente recurso extraordinário, substituiu o acórdão de origem proferido pelo Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, mercê do disposto no artigo 512 do Código de Processo Civil; b) consectariamente, o presente recurso extraordinário restou prejudicado ante a perda superveniente do seu objeto. Precedentes: (Recurso Extraordinário n 524.069, Rel. Min. Ellen Gracie, DJe n 82 de 4.5.2011; AI n 499.375-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe n 42 de 22.6.2007; Recurso Extraordinário n 500.122-AgR, Rel. Min. Joaquim Barbosa, DJe n 60 de 30.03.2011; Recurso Extraordinário n 553.928-AgR, rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJe 119, de 22.6.2011; Recurso Extraordinário n 454.803-AgR, Rel. Min. Carlos Britto, DJ de 2.6.2006). Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5636118. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 21 Ementa e Acórdão Recurso Extraordinário 766589 / DF A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por maioria de votos, em julgar prejudicado o recurso extraordinário, nos termos do voto do Relator, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio. Brasília, 18 de março de 2014. LUIZ FUX – Relator Documento assinado digitalmente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5636118. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 766589 / DF A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por maioria de votos, em julgar prejudicado o recurso extraordinário, nos termos do voto do Relator, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio. Brasília, 18 de março de 2014. LUIZ FUX – Relator Documento assinado digitalmente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5636118. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 21 Relatório 18/03/2014 PRIMEIRA TURMA RECURSO EXTRAORDINÁRIO 766.589 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. LUIZ FUX RECTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO RECTE.(S) :BNDES PARTICIPAÇÕES S/A - BNDESPAR ADV.(A/S) :PATRICE GILLES PAIM LYARD E OUTRO(A/S) RECDO.(A/S) :VICUNHA SIDERURGIA S/A ADV.(A/S) :FRANCISCO ANTUNES MACIEL MÜSSNICH E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de julgamento conjunto de dois recursos extraordinários, o primeiro, autuado sob o n 766.589/RJ, interposto pela UNIÃO (fls. 1897/1904) e por BNDES PARTICIPAÇÕES S/A (BNDESPAR) (fls. 1916/1939) contra acórdão exarado da 16... Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJ/RJ) (fls. 1841/1842); o segundo, autuado sob o n 747.912/RJ, interposto também por BNDESPAR (processo eletrônico - fls. 2975/3011) contra acórdão do Superior Tribunal de Justiça exarado nos autos do RESP n 1.297.539/RJ (processo eletrônico - fls. 2916/2917). A bem da compreensão precisa da controvérsia, passo a relatar os acontecimentos relevantes para os processos em julgamento desde a propositura da inicial em primeira instância. Em 6 de dezembro de 2006, VICUNHA SIDERURGIA S/A ajuizou ação declaratória/condenatória sob o rito ordinário (autuado sob o n 2006.001.1577369) perante BNDESPAR e distribuída à 6... Vara Empresarial da Comarca da Capital do Estado do Rio de Janeiro. Dois eram os pedidos ventilados na inicial: (a) a condenação do BNDESPAR a restituir as 1.465.815 (um milhão, quatrocentos e sessenta e cinco mil, oitocentos e quinze) ações ordinárias escriturais de emissão da Companhia Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5636119. Supremo Tribunal Federal 18/03/2014 PRIMEIRA TURMA RECURSO EXTRAORDINÁRIO 766.589 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. LUIZ FUX RECTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO RECTE.(S) :BNDES PARTICIPAÇÕES S/A - BNDESPAR ADV.(A/S) :PATRICE GILLES PAIM LYARD E OUTRO(A/S) RECDO.(A/S) :VICUNHA SIDERURGIA S/A ADV.(A/S) :FRANCISCO ANTUNES MACIEL MÜSSNICH E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de julgamento conjunto de dois recursos extraordinários, o primeiro, autuado sob o n 766.589/RJ, interposto pela UNIÃO (fls. 1897/1904) e por BNDES PARTICIPAÇÕES S/A (BNDESPAR) (fls. 1916/1939) contra acórdão exarado da 16... Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJ/RJ) (fls. 1841/1842); o segundo, autuado sob o n 747.912/RJ, interposto também por BNDESPAR (processo eletrônico - fls. 2975/3011) contra acórdão do Superior Tribunal de Justiça exarado nos autos do RESP n 1.297.539/RJ (processo eletrônico - fls. 2916/2917). A bem da compreensão precisa da controvérsia, passo a relatar os acontecimentos relevantes para os processos em julgamento desde a propositura da inicial em primeira instância. Em 6 de dezembro de 2006, VICUNHA SIDERURGIA S/A ajuizou ação declaratória/condenatória sob o rito ordinário (autuado sob o n 2006.001.1577369) perante BNDESPAR e distribuída à 6... Vara Empresarial da Comarca da Capital do Estado do Rio de Janeiro. Dois eram os pedidos ventilados na inicial: (a) a condenação do BNDESPAR a restituir as 1.465.815 (um milhão, quatrocentos e sessenta e cinco mil, oitocentos e quinze) ações ordinárias escriturais de emissão da Companhia Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5636119. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 21 Relatório Recurso Extraordinário 766589 / DF Siderúrgica Nacional entregues em excesso por ocasião do exercício da permuta ocorrida em 19/04/2005, bem como o valor correspondente aos dividendos e juros sobre o capital próprio pagos ao réu com relação às referidas ações após 19/04/2005 até a data do cumprimento da sentença, devidamente atualizado e acrescido de juros a partir da data de cada pagamento efetuado e (b) subsidiariamente condenar o réu ao pagamento em favor da autora do valor de mercado (cotação em bolsa), na data do cumprimento da sentença, correspondente a 1.465.815 (um milhão, quatrocentos e sessenta e cinco mil, oitocentos e quinze) ações ordinárias escriturais de emissão da CSN entregues em excesso por ocasião do exercício da permuta ocorrida em 19/04/2005, bem como o valor correspondente aos dividendos e juros sobre o capital próprio pagos ao réu com relação às referidas ações após 19/04/2005 até a data do cumprimento da sentença, devidamente atualizado e acrescido de juros a partir da data de cada pagamento efetuado. Em 24 de julho de 2008, a juíza Simone Lopes da Costa da 6... Vara Empresarial da Comarca da Capital fluminense julgou procedente o pedido deduzido pela VICUNHA SIDERURGIA, em sentença cujo dispositivo registrou o seguinte: “JULGO PROCEDENTE o pedido formulado na petição inicial e extingo o processo com julgamento do mérito, na forma do artigo 269, I do Código de Processo Civil. Condeno o réu a restituir as 1.465.815 (um milhão, quatrocentos e sessenta e cinco mil, oitocentos e quinze) ações ordinárias escriturais de emissão da CSN entregues em excesso por ocasião do exercício da permuta ocorrida em 19/04/2005, bem como o valor correspondente aos dividendos e juros sobre o capital próprio pagos a ré com relação as referidas ações após 19/04/2005 até a data do cumprimento da sentença, acrescidos de correção monetária a contar da presente e juros de 1% (um por cento) ao mês a contar da citação. Condeno o réu ao pagamento das custas processuais e dos honorários advocatícios que arbitro em 15% (quinze por cento) sobre o valor da condenação, 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5636119. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 766589 / DF Siderúrgica Nacional entregues em excesso por ocasião do exercício da permuta ocorrida em 19/04/2005, bem como o valor correspondente aos dividendos e juros sobre o capital próprio pagos ao réu com relação às referidas ações após 19/04/2005 até a data do cumprimento da sentença, devidamente atualizado e acrescido de juros a partir da data de cada pagamento efetuado e (b) subsidiariamente condenar o réu ao pagamento em favor da autora do valor de mercado (cotação em bolsa), na data do cumprimento da sentença, correspondente a 1.465.815 (um milhão, quatrocentos e sessenta e cinco mil, oitocentos e quinze) ações ordinárias escriturais de emissão da CSN entregues em excesso por ocasião do exercício da permuta ocorrida em 19/04/2005, bem como o valor correspondente aos dividendos e juros sobre o capital próprio pagos ao réu com relação às referidas ações após 19/04/2005 até a data do cumprimento da sentença, devidamente atualizado e acrescido de juros a partir da data de cada pagamento efetuado. Em 24 de julho de 2008, a juíza Simone Lopes da Costa da 6... Vara Empresarial da Comarca da Capital fluminense julgou procedente o pedido deduzido pela VICUNHA SIDERURGIA, em sentença cujo dispositivo registrou o seguinte: “JULGO PROCEDENTE o pedido formulado na petição inicial e extingo o processo com julgamento do mérito, na forma do artigo 269, I do Código de Processo Civil. Condeno o réu a restituir as 1.465.815 (um milhão, quatrocentos e sessenta e cinco mil, oitocentos e quinze) ações ordinárias escriturais de emissão da CSN entregues em excesso por ocasião do exercício da permuta ocorrida em 19/04/2005, bem como o valor correspondente aos dividendos e juros sobre o capital próprio pagos a ré com relação as referidas ações após 19/04/2005 até a data do cumprimento da sentença, acrescidos de correção monetária a contar da presente e juros de 1% (um por cento) ao mês a contar da citação. Condeno o réu ao pagamento das custas processuais e dos honorários advocatícios que arbitro em 15% (quinze por cento) sobre o valor da condenação, 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5636119. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 21 Relatório Recurso Extraordinário 766589 / DF considerando que este processo não deveria sequer existir e o trabalho desenvolvido. Após o trânsito em julgado, dê-se baixa e arquive-se”. A sentença foi publicada no dia 28 de julho de 2008. Em 6 de agosto de 2008, foram opostos embargos de declaração pelo BNDESPAR; embargos estes rejeitados por decisão de 28 de agosto de 2008, publicada em 09 de setembro de 2008. Neste ínterim, em 5 de setembro de 2008, a UNIÃO apresentou manifestação de interesse no feito, consoante o art. 5..., parágrafo único, da Lei n 9.469/97. Essa petição foi juntada no dia 1... de outubro de 2008, razão pela qual, em 9 de outubro de 2008, o Juízo da 6... Vara Empresarial do TJ/RJ declinou a competência para a Justiça Federal. Essa decisão foi publicada no dia 16 de outubro de 2008. Contra a decisão que remeteu os autos à Justiça Federal, VICUNHA SIDERURGIA interpôs agravo de instrumento perante o Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (AI n 0049348-07.2008.8.19.0000), ao qual foi atribuído efeito suspensivo pelo relator Desembargador Lindolpho Morais Marinho em 07 de novembro de 2008, “apenas para, diante do risco de lesão grave e de difícil reparação, suspender o cumprimento da decisão, que declinou da competência para a Justiça Federal, sendo certo que a questão do prosseguimento do feito na Justiça Estadual constitui o mérito do agravo de instrumento, o qual será oportunamente apreciado pelo Colegiado da Câmara”. Na mesma decisão, o relator afirmou ser desnecessária a intimação da UNIÃO quanto aos atos processuais ocorridos no âmbito do agravo de instrumento, porquanto, a seu sentir, “o referido ente público ainda não integrou a relação jurídica de direito material deduzida no feito principal, tendo apenas manifestado o seu interesse em intervir no feito”. Em 19 de maio de 2009, a 16... Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro deu provimento, por maioria, ao agravo de 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5636119. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 766589 / DF considerando que este processo não deveria sequer existir e o trabalho desenvolvido. Após o trânsito em julgado, dê-se baixa e arquive-se”. A sentença foi publicada no dia 28 de julho de 2008. Em 6 de agosto de 2008, foram opostos embargos de declaração pelo BNDESPAR; embargos estes rejeitados por decisão de 28 de agosto de 2008, publicada em 09 de setembro de 2008. Neste ínterim, em 5 de setembro de 2008, a UNIÃO apresentou manifestação de interesse no feito, consoante o art. 5..., parágrafo único, da Lei n 9.469/97. Essa petição foi juntada no dia 1... de outubro de 2008, razão pela qual, em 9 de outubro de 2008, o Juízo da 6... Vara Empresarial do TJ/RJ declinou a competência para a Justiça Federal. Essa decisão foi publicada no dia 16 de outubro de 2008. Contra a decisão que remeteu os autos à Justiça Federal, VICUNHA SIDERURGIA interpôs agravo de instrumento perante o Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (AI n 0049348-07.2008.8.19.0000), ao qual foi atribuído efeito suspensivo pelo relator Desembargador Lindolpho Morais Marinho em 07 de novembro de 2008, “apenas para, diante do risco de lesão grave e de difícil reparação, suspender o cumprimento da decisão, que declinou da competência para a Justiça Federal, sendo certo que a questão do prosseguimento do feito na Justiça Estadual constitui o mérito do agravo de instrumento, o qual será oportunamente apreciado pelo Colegiado da Câmara”. Na mesma decisão, o relator afirmou ser desnecessária a intimação da UNIÃO quanto aos atos processuais ocorridos no âmbito do agravo de instrumento, porquanto, a seu sentir, “o referido ente público ainda não integrou a relação jurídica de direito material deduzida no feito principal, tendo apenas manifestado o seu interesse em intervir no feito”. Em 19 de maio de 2009, a 16... Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro deu provimento, por maioria, ao agravo de 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5636119. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 21 Relatório Recurso Extraordinário 766589 / DF instrumento interposto pela VICUNHA SIDERURGIA. O acórdão foi publicado em 2 de julho de 2009. Eis a ementa do aresto: PROCESSUAL CIVIL. DEMANDA AJUIZADA PERANTE A JUSTIÇA ESTADUAL. PROLAÇÃO DE SENTENÇA. UNIÃO. INTERESSE EM INTERVIR NO FEITO. INTERVENÇÃO EXTRAORDINÁRIA. DESLOCAMENTO DA COMPETÊNCIA PARA A JUSTIÇA FEDERAL. DESACERTO DA DECISÃO. PROVIMENTO DO RECURSO. O ente estatal que pretender intervir em processo de modo extraordinário, com base no interesse econômico, em momento em que a sentença de primeiro grau já foi prolatada e publicada, recebendo o processo no estado, na forma do artigo 50, parágrafo único do Código de Processo Civil, deve, para ser considerado parte, apresentar recurso formal, nos moldes do art. 5..., parágrafo único, da Lei n 9.469/97. O simples pedido dirigido ao Juiz prolator da sentença não tem o poder de deslocar a competência para o Juízo ad quem, por não compadecer com a forma estabelecida em lei, além do magistrado já haver findado o seu ofício. Recurso provido, para declarar a nulidade da decisão agravada. Contra essa decisão, o BNDESPAR opôs embargos de declaração em 7 de julho de 2009, os quais foram acolhidos em parte apenas para corrigir erro material do acórdão quanto à data da publicação da sentença condenatória. O acórdão que julgou os embargos de declaração foi publicado em 7 de agosto de 2009, tendo o prazo recursal sido iniciado em 10 de agosto. Em 21 de agosto de 2009, a UNIÃO interpôs recursos extraordinário e especial contra este acórdão do TJ/RJ. Três dias depois, em 24 de agosto de 2009, o BNDESPAR também interpôs os mesmos recursos. Todos os recursos foram inadmitidos pela Terceira Vice-Presidência do TJ/RJ em 16 de dezembro de 2009. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5636119. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 766589 / DF instrumento interposto pela VICUNHA SIDERURGIA. O acórdão foi publicado em 2 de julho de 2009. Eis a ementa do aresto: PROCESSUAL CIVIL. DEMANDA AJUIZADA PERANTE A JUSTIÇA ESTADUAL. PROLAÇÃO DE SENTENÇA. UNIÃO. INTERESSE EM INTERVIR NO FEITO. INTERVENÇÃO EXTRAORDINÁRIA. DESLOCAMENTO DA COMPETÊNCIA PARA A JUSTIÇA FEDERAL. DESACERTO DA DECISÃO. PROVIMENTO DO RECURSO. O ente estatal que pretender intervir em processo de modo extraordinário, com base no interesse econômico, em momento em que a sentença de primeiro grau já foi prolatada e publicada, recebendo o processo no estado, na forma do artigo 50, parágrafo único do Código de Processo Civil, deve, para ser considerado parte, apresentar recurso formal, nos moldes do art. 5..., parágrafo único, da Lei n 9.469/97. O simples pedido dirigido ao Juiz prolator da sentença não tem o poder de deslocar a competência para o Juízo ad quem, por não compadecer com a forma estabelecida em lei, além do magistrado já haver findado o seu ofício. Recurso provido, para declarar a nulidade da decisão agravada. Contra essa decisão, o BNDESPAR opôs embargos de declaração em 7 de julho de 2009, os quais foram acolhidos em parte apenas para corrigir erro material do acórdão quanto à data da publicação da sentença condenatória. O acórdão que julgou os embargos de declaração foi publicado em 7 de agosto de 2009, tendo o prazo recursal sido iniciado em 10 de agosto. Em 21 de agosto de 2009, a UNIÃO interpôs recursos extraordinário e especial contra este acórdão do TJ/RJ. Três dias depois, em 24 de agosto de 2009, o BNDESPAR também interpôs os mesmos recursos. Todos os recursos foram inadmitidos pela Terceira Vice-Presidência do TJ/RJ em 16 de dezembro de 2009. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5636119. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 21 Relatório Recurso Extraordinário 766589 / DF Inconformados, BNDESPAR e a UNIÃO interpuseram agravo de instrumento visando à subida dos respectivos recursos extraordinário e especial. De modo a facilitar a compreensão dos desdobramentos deste processo, separei o relatório dos acontecimentos em função dos tribunais nos quais se passaram. Superior Tribunal de Justiça No Superior Tribunal de Justiça, o AI interposto pelo BNDESPAR (AI n 1.330.832) foi provido, em 31 de março de 2011, pelo Ministro Vasco Della Giustina (Desembargador convocado do TJ/RS) para determinar a subida do recurso especial. Já o agravo de instrumento interposto pela UNIÃO (AI n 1.330.659) não foi conhecido por ausência de translado de peça obrigatória. Uma vez admitido, o RESP n 1.297.539/RJ interposto pelo BNDESPAR foi provido em parte. Confira-se, abaixo, a ementa do julgado: PROCESSUAL CIVIL. ASSISTÊNCIA. VALIDADE FORMAL DO REQUERIMENTO DE ASSISTÊNCIA, FORMULADO PELA UNIÃO FEDERAL (LEI 9.649/97, art. 9...), APÓS A SENTENÇA, MAS ANTES DA PUBLICAÇÃO DE DECISÃO QUE REJEITOU EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. INEXIGIBILIDADE DE FORMULAÇÃO POR INTERMÉDIO DE APELAÇÃO. NÃO SUSPENSÃO DO PROCESSO DURANTE O PROCESSAMENTO, INCLUSIVE EM APENSO, DA ASSISTÊNCIA, NO CASO DE IMPUGNAÇÃO. RECURSO PROVIDO, COM DETERMINAÇÕES E OBSERVAÇÕES. 1- Admite-se o requerimento de assistência, inclusive o formulado pela União nos termos da Lei 9.649/97, art. 9..., em qualquer fase do processo (Código de Processo Civil, art. 50), até mesmo após a sentença, recebendo, o assistente, o processo no estado em que 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5636119. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 766589 / DF Inconformados, BNDESPAR e a UNIÃO interpuseram agravo de instrumento visando à subida dos respectivos recursos extraordinário e especial. De modo a facilitar a compreensão dos desdobramentos deste processo, separei o relatório dos acontecimentos em função dos tribunais nos quais se passaram. Superior Tribunal de Justiça No Superior Tribunal de Justiça, o AI interposto pelo BNDESPAR (AI n 1.330.832) foi provido, em 31 de março de 2011, pelo Ministro Vasco Della Giustina (Desembargador convocado do TJ/RS) para determinar a subida do recurso especial. Já o agravo de instrumento interposto pela UNIÃO (AI n 1.330.659) não foi conhecido por ausência de translado de peça obrigatória. Uma vez admitido, o RESP n 1.297.539/RJ interposto pelo BNDESPAR foi provido em parte. Confira-se, abaixo, a ementa do julgado: PROCESSUAL CIVIL. ASSISTÊNCIA. VALIDADE FORMAL DO REQUERIMENTO DE ASSISTÊNCIA, FORMULADO PELA UNIÃO FEDERAL (LEI 9.649/97, art. 9...), APÓS A SENTENÇA, MAS ANTES DA PUBLICAÇÃO DE DECISÃO QUE REJEITOU EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. INEXIGIBILIDADE DE FORMULAÇÃO POR INTERMÉDIO DE APELAÇÃO. NÃO SUSPENSÃO DO PROCESSO DURANTE O PROCESSAMENTO, INCLUSIVE EM APENSO, DA ASSISTÊNCIA, NO CASO DE IMPUGNAÇÃO. RECURSO PROVIDO, COM DETERMINAÇÕES E OBSERVAÇÕES. 1- Admite-se o requerimento de assistência, inclusive o formulado pela União nos termos da Lei 9.649/97, art. 9..., em qualquer fase do processo (Código de Processo Civil, art. 50), até mesmo após a sentença, recebendo, o assistente, o processo no estado em que 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5636119. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 21 Relatório Recurso Extraordinário 766589 / DF se encontrar. 2- O assistente, em qualquer modalidade, quanto intervém no processo, não pode suscitar questões a respeito das quais já tenha se operado a preclusão, mas isso não significa que esteja obrigado a, após a sentença, pleitear seu ingresso no feito pela mesma forma processual que o assistido estava obrigado a observar no decorrer do processo, isto é, não se exige, no caso, a via recursal de modo que o pedido de assistência formulado após a sentença pode ser deduzido por petição, requerendo, motivadamente, a assistência, não se exigindo que o seja por intermédio de recurso contra a sentença. 3- Não se suspende o processo para o processamento de pedido de assistência formulado, o qual, no caso de impugnação, processa-se em separado, até o julgamento pelo Juízo ou Tribunal competente (Código de Processo Civil, arts. 50 e 54), produzindo- se seus efeitos, a partir de então, a Assistência. 5- O pedido de assistência, formulado pela União Federal, com fundamento no art. 5... da Lei 8469, de 10.6.1997, pode, no caso de evidente descabimento de seus fundamentos, ser rejeitado pela Justiça Estadual, sem prejuízo de, em caso de necessidade de análise de maior profundidade, reservar-se, seu julgamento, à Justiça Federal, dada a especialização desta (Súmula 150/Superior Tribunal de Justiça). 6- Recurso especial provido para, afastados os óbices formais de exaurimento da atuação do Juízo de 1... Grau pela sentença e de exigência de intervenção da União Federal por intermédio de recurso, para, cassado, tecnicamente, o Acórdão ora recorrido, aplicar o Direito à espécie, e determinar e observar: a) a formação de instrumento para processamento da impugnação à assistência, no Juízo de 1... Grau, e o julgamento preliminar, por este, do pedido de assistência, sem suspensão do processo; b) determinar o processamento de recursos interpostos contra a sentença. (REsp 1297539/RJ, Rel. Ministro SIDNEI BENETI, TERCEIRA TURMA, julgado em 21/08/2012, DJe 18/10/2012) 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5636119. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 766589 / DF se encontrar. 2- O assistente, em qualquer modalidade, quanto intervém no processo, não pode suscitar questões a respeito das quais já tenha se operado a preclusão, mas isso não significa que esteja obrigado a, após a sentença, pleitear seu ingresso no feito pela mesma forma processual que o assistido estava obrigado a observar no decorrer do processo, isto é, não se exige, no caso, a via recursal de modo que o pedido de assistência formulado após a sentença pode ser deduzido por petição, requerendo, motivadamente, a assistência, não se exigindo que o seja por intermédio de recurso contra a sentença. 3- Não se suspende o processo para o processamento de pedido de assistência formulado, o qual, no caso de impugnação, processa-se em separado, até o julgamento pelo Juízo ou Tribunal competente (Código de Processo Civil, arts. 50 e 54), produzindo- se seus efeitos, a partir de então, a Assistência. 5- O pedido de assistência, formulado pela União Federal, com fundamento no art. 5... da Lei 8469, de 10.6.1997, pode, no caso de evidente descabimento de seus fundamentos, ser rejeitado pela Justiça Estadual, sem prejuízo de, em caso de necessidade de análise de maior profundidade, reservar-se, seu julgamento, à Justiça Federal, dada a especialização desta (Súmula 150/Superior Tribunal de Justiça). 6- Recurso especial provido para, afastados os óbices formais de exaurimento da atuação do Juízo de 1... Grau pela sentença e de exigência de intervenção da União Federal por intermédio de recurso, para, cassado, tecnicamente, o Acórdão ora recorrido, aplicar o Direito à espécie, e determinar e observar: a) a formação de instrumento para processamento da impugnação à assistência, no Juízo de 1... Grau, e o julgamento preliminar, por este, do pedido de assistência, sem suspensão do processo; b) determinar o processamento de recursos interpostos contra a sentença. (REsp 1297539/RJ, Rel. Ministro SIDNEI BENETI, TERCEIRA TURMA, julgado em 21/08/2012, DJe 18/10/2012) 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5636119. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 21 Relatório Recurso Extraordinário 766589 / DF Contra esse acórdão, o BNDESPAR interpôs, em 13 de dezembro de 2012, o recurso extraordinário n 747.912, de minha relatoria, no qual se postula a reforma do julgado pelo Superior Tribunal de Justiça. Este Recurso Extraordinário está agora em julgamento. Alega o recorrente que o acórdão vergastado teria contrariado os artigos 109, I, 5..., LIII, LIV e LV, e subsidiariamente os art. 93, IX e 105, III, “a”, da CRFB/88. Aduz a existência de repercussão geral presumida das questões constitucionais debatidas, quais sejam: (i) a competência da Justiça Federal para processar e julgar o pedido de intervenção da União em processos de seu interesse; (ii) a violação ao princípio do juiz natural e ofensa ao devido processo legal e à ampla defesa, caracterizados pela negativa de remessa imediata do feito à Justiça Federal, bem como pela ausência de intimação pessoal dos representantes da União a partir do pedido de intervenção formalizado na Justiça Estadual, prejudicando o exercício de faculdades processuais relevantes, como o direito de recorrer tempestivamente; por fim, (iii) o ultraje ao dever de motivação das decisões judiciais, configurado pela omissão do Superior Tribunal de Justiça no enfrentamento de “inconsistências” apontadas pelo recorrente nos seus embargos declaratórios. Aponta que “o acórdão recorrido, prolatado pela 3... Turma do e. Superior Tribunal de Justiça, a despeito de admitir tratar-se de intervenção da União na qualidade de Assistente, determinou a cisão do julgamento do incidente de Assistência e da causa principal, admitindo que ambos sejam julgados pela Justiça Estadual, sem suspensão”. Segundo articula, seria “nítida a violação à regra de competência do art. 109, I, da CRFB/88”. Requer a “remessa imediata dos autos para processo e julgamento da causa e seu incidente ao Juiz Federal competente, a quem competirá, da mesma forma, decidir pela existência e valorar o interesse manifestado pela UNIÃO (...)”. Afirma ainda que “a determinação do acórdão recorrido, de cisão do julgamento do incidente sem suspensão do processo principal, determinando expressamente o processo e julgamento dos recursos de apelação apresentados 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5636119. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 766589 / DF Contra esse acórdão, o BNDESPAR interpôs, em 13 de dezembro de 2012, o recurso extraordinário n 747.912, de minha relatoria, no qual se postula a reforma do julgado pelo Superior Tribunal de Justiça. Este Recurso Extraordinário está agora em julgamento. Alega o recorrente que o acórdão vergastado teria contrariado os artigos 109, I, 5..., LIII, LIV e LV, e subsidiariamente os art. 93, IX e 105, III, “a”, da CRFB/88. Aduz a existência de repercussão geral presumida das questões constitucionais debatidas, quais sejam: (i) a competência da Justiça Federal para processar e julgar o pedido de intervenção da União em processos de seu interesse; (ii) a violação ao princípio do juiz natural e ofensa ao devido processo legal e à ampla defesa, caracterizados pela negativa de remessa imediata do feito à Justiça Federal, bem como pela ausência de intimação pessoal dos representantes da União a partir do pedido de intervenção formalizado na Justiça Estadual, prejudicando o exercício de faculdades processuais relevantes, como o direito de recorrer tempestivamente; por fim, (iii) o ultraje ao dever de motivação das decisões judiciais, configurado pela omissão do Superior Tribunal de Justiça no enfrentamento de “inconsistências” apontadas pelo recorrente nos seus embargos declaratórios. Aponta que “o acórdão recorrido, prolatado pela 3... Turma do e. Superior Tribunal de Justiça, a despeito de admitir tratar-se de intervenção da União na qualidade de Assistente, determinou a cisão do julgamento do incidente de Assistência e da causa principal, admitindo que ambos sejam julgados pela Justiça Estadual, sem suspensão”. Segundo articula, seria “nítida a violação à regra de competência do art. 109, I, da CRFB/88”. Requer a “remessa imediata dos autos para processo e julgamento da causa e seu incidente ao Juiz Federal competente, a quem competirá, da mesma forma, decidir pela existência e valorar o interesse manifestado pela UNIÃO (...)”. Afirma ainda que “a determinação do acórdão recorrido, de cisão do julgamento do incidente sem suspensão do processo principal, determinando expressamente o processo e julgamento dos recursos de apelação apresentados 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5636119. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 21 Relatório Recurso Extraordinário 766589 / DF posteriormente ao requerimento de intervenção neste caso concreto, inviabiliza a intervenção em auxílio à defesa do recorrente”. Destarte, postula que o acórdão recorrido seja reformado para “garantir expressamente o direito de a UNIÃO exercer os poderes inerentes às partes desde o momento efetivo que requereu sua intervenção no processo de origem”, sob pena de violação aos princípios constitucionais da ampla defesa e do contraditório. Articula também que o acórdão emanado do Superior Tribunal de Justiça teria violado os acórdão emanado do Superior Tribunal de Justiça por ofensa aos artigos 93, IX e 105, III, “a”, da Constituição da República. Consoante narra, “a despeito da oposição de Embargos de Declaração, [o BNDESPAR] não logrou êxito na supressão de inconsistências da decisão recorrida à luz da legislação infraconstitucional, tendo sido negado provimento ao fundamento de se tratar de tentativa de rediscussão da matéria”. Em seguida, transcreve sua peça de embargos de embargos de declaração apresentada perante o Superior Tribunal de Justiça. Supremo Tribunal Federal No Supremo Tribunal Federal, os agravos de instrumento foram autuados sob os números 807.621 (interposto pelo BNDESPAR) e 806.354 (interposto pela UNIÃO). Cada um deles será tratado em tópico específico e com o devido destaque. AI n 807.621 Nos autos do AI n 807.621, o então Min. Relator Eros Grau rejeitara a impugnação articulada pelo BNDESPAR com base no art. 21, §1..., do RISTF, ao argumento de que a controvérsia restringir-se-ia à interpretação da legislação infraconstitucional, caracterizando ofensa meramente reflexa à Constituição da República. O BNDESPAR apresentou agravo regimental contra essa decisão. 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5636119. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 766589 / DF posteriormente ao requerimento de intervenção neste caso concreto, inviabiliza a intervenção em auxílio à defesa do recorrente”. Destarte, postula que o acórdão recorrido seja reformado para “garantir expressamente o direito de a UNIÃO exercer os poderes inerentes às partes desde o momento efetivo que requereu sua intervenção no processo de origem”, sob pena de violação aos princípios constitucionais da ampla defesa e do contraditório. Articula também que o acórdão emanado do Superior Tribunal de Justiça teria violado os acórdão emanado do Superior Tribunal de Justiça por ofensa aos artigos 93, IX e 105, III, “a”, da Constituição da República. Consoante narra, “a despeito da oposição de Embargos de Declaração, [o BNDESPAR] não logrou êxito na supressão de inconsistências da decisão recorrida à luz da legislação infraconstitucional, tendo sido negado provimento ao fundamento de se tratar de tentativa de rediscussão da matéria”. Em seguida, transcreve sua peça de embargos de embargos de declaração apresentada perante o Superior Tribunal de Justiça. Supremo Tribunal Federal No Supremo Tribunal Federal, os agravos de instrumento foram autuados sob os números 807.621 (interposto pelo BNDESPAR) e 806.354 (interposto pela UNIÃO). Cada um deles será tratado em tópico específico e com o devido destaque. AI n 807.621 Nos autos do AI n 807.621, o então Min. Relator Eros Grau rejeitara a impugnação articulada pelo BNDESPAR com base no art. 21, §1..., do RISTF, ao argumento de que a controvérsia restringir-se-ia à interpretação da legislação infraconstitucional, caracterizando ofensa meramente reflexa à Constituição da República. O BNDESPAR apresentou agravo regimental contra essa decisão. 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5636119. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 21 Relatório Recurso Extraordinário 766589 / DF Com a aposentadoria do E. Min Eros Grau, os autos foram a mim redistribuídos por substituição, ocasião em que, em uma primeira análise do tema, reconsiderei a primeira decisão sobre a admissibilidade do Recurso Extraordinário e determinei a subida do recurso extraordinário com o intuito de estudar melhor os autos e avaliar em que medida a controvérsia in concreto envolvia matéria constitucional, notadamente à luz do art. 109, I, da Constituição Federal. Essa decisão que reconsiderou o pronunciamento anterior do Min. Eros Grau foi então impugnada por agravo regimental interposto pela VICUNHA SIDERURGIA, ao qual, em 7 de fevereiro de 2013, neguei seguimento de plano, porquanto cediço o não cabimento de recurso da deliberação da Turma ou do Relator que determinar, em agravo de instrumento, o processamento de recurso denegado ou procrastinado, excetuada a hipótese de má-formação do agravo em virtude da deficiência do traslado. Em 9 de abril de 2013, após ter ciência do julgamento do RESP n 1.297.539/RJ pelo Superior Tribunal de Justiça (acima referido), declarei extinto o AI n 807.621 ante a perda superveniente de seu objeto. Na oportunidade assentei que “contra acórdão proferido pelo Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro foram interpostos recursos especial e extraordinário. O Superior Tribunal de Justiça deu provimento ao recurso especial, determinando ao Juízo de origem o reexame da controvérsia relacionada com admissão da União Federal com assistente do BNDESPAR. Consectariamente, o extraordinário interposto contra o acórdão do Tribunal estadual perdeu o seu objeto de impugnação, bem assim o agravo de instrumento formalizado contra a sua inadmissão”. A decisão foi publicada no dia 16 de abril de 2013. Irresignado, o BNDESPAR interpôs agravo regimental em 22 de abril de 2013, no qual sustentou a não configuração de perda do objeto do seu recurso extraordinário. Não obstante isso, em 3 de junho de 2013, determinei a baixa imediata do processo ao juízo de origem tendo em vista que “não havendo ainda a intervenção da União Federal como assistente, 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5636119. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 766589 / DF Com a aposentadoria do E. Min Eros Grau, os autos foram a mim redistribuídos por substituição, ocasião em que, em uma primeira análise do tema, reconsiderei a primeira decisão sobre a admissibilidade do Recurso Extraordinário e determinei a subida do recurso extraordinário com o intuito de estudar melhor os autos e avaliar em que medida a controvérsia in concreto envolvia matéria constitucional, notadamente à luz do art. 109, I, da Constituição Federal. Essa decisão que reconsiderou o pronunciamento anterior do Min. Eros Grau foi então impugnada por agravo regimental interposto pela VICUNHA SIDERURGIA, ao qual, em 7 de fevereiro de 2013, neguei seguimento de plano, porquanto cediço o não cabimento de recurso da deliberação da Turma ou do Relator que determinar, em agravo de instrumento, o processamento de recurso denegado ou procrastinado, excetuada a hipótese de má-formação do agravo em virtude da deficiência do traslado. Em 9 de abril de 2013, após ter ciência do julgamento do RESP n 1.297.539/RJ pelo Superior Tribunal de Justiça (acima referido), declarei extinto o AI n 807.621 ante a perda superveniente de seu objeto. Na oportunidade assentei que “contra acórdão proferido pelo Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro foram interpostos recursos especial e extraordinário. O Superior Tribunal de Justiça deu provimento ao recurso especial, determinando ao Juízo de origem o reexame da controvérsia relacionada com admissão da União Federal com assistente do BNDESPAR. Consectariamente, o extraordinário interposto contra o acórdão do Tribunal estadual perdeu o seu objeto de impugnação, bem assim o agravo de instrumento formalizado contra a sua inadmissão”. A decisão foi publicada no dia 16 de abril de 2013. Irresignado, o BNDESPAR interpôs agravo regimental em 22 de abril de 2013, no qual sustentou a não configuração de perda do objeto do seu recurso extraordinário. Não obstante isso, em 3 de junho de 2013, determinei a baixa imediata do processo ao juízo de origem tendo em vista que “não havendo ainda a intervenção da União Federal como assistente, 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5636119. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 21 Relatório Recurso Extraordinário 766589 / DF incabível a alegação de ofensa ao artigo 109, I, da Constituição”, porquanto “não é dado ao BNDESPAR, que ainda não figura como parte assistida, vir, em nome próprio, postular direito alheio (Código de Processo Civil, artigo 6...), apresentando neste processo a impugnação (agravo regimental) à decisão mediante a qual foi declarada a prejudicialidade do recurso”. A decisão foi publicada em 10 de junho de 2013. Em 27 de junho de 2013, a UNIÃO apresentou agravo regimental contra essa decisão. Na data de 27 de fevereiro de 2014, reconsiderei a decisão que havia determinado a perda do objeto do recurso extraordinário interposto pelo BNDESPAR e solicitei a inclusão em pauta do apelo extremo apresentado pela instituição financeira (fls. 1916/1939 – Recurso Extraordinário n 766.589/RJ). Trago-o, agora, à apreciação do colegiado. Em suas razões recursais, o BNDESPAR afirma, inicialmente, que seu recurso “tem por finalidade a reforma do acórdão preferido pelo Tribunal a quo [TJ/RJ], que afastou a competência da Justiça Federal para apreciar pedido de intervenção da União e decidir acerca de seu interesse para figurar na causa, contrariando o artigo 109, I, e artigo 5..., incisos LIII, LIV da CRFB/88”. Sustenta a existência de repercussão geral na matéria ante a relevância jurídica e política do debate. Aduz que “a única Justiça que tem competência para processar e decidir sobre a existência ou não de interessa da União efetivamente manifestado é a Justiça Federal por força da expressa disposição constitucional” (art. 109, I, CRFB) e que o TJ/RJ “acabou por sonegar esse direito à União e, consequentemente, negou a competência da Justiça Federal prevista no artigo 109, I, da CRFB”. Aponta que o acórdão recorrido teria endossado fundamentação incompatível com o devido processo legal (CRFB, art. 5..., LIV), uma vez 10 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5636119. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 766589 / DF incabível a alegação de ofensa ao artigo 109, I, da Constituição”, porquanto “não é dado ao BNDESPAR, que ainda não figura como parte assistida, vir, em nome próprio, postular direito alheio (Código de Processo Civil, artigo 6...), apresentando neste processo a impugnação (agravo regimental) à decisão mediante a qual foi declarada a prejudicialidade do recurso”. A decisão foi publicada em 10 de junho de 2013. Em 27 de junho de 2013, a UNIÃO apresentou agravo regimental contra essa decisão. Na data de 27 de fevereiro de 2014, reconsiderei a decisão que havia determinado a perda do objeto do recurso extraordinário interposto pelo BNDESPAR e solicitei a inclusão em pauta do apelo extremo apresentado pela instituição financeira (fls. 1916/1939 – Recurso Extraordinário n 766.589/RJ). Trago-o, agora, à apreciação do colegiado. Em suas razões recursais, o BNDESPAR afirma, inicialmente, que seu recurso “tem por finalidade a reforma do acórdão preferido pelo Tribunal a quo [TJ/RJ], que afastou a competência da Justiça Federal para apreciar pedido de intervenção da União e decidir acerca de seu interesse para figurar na causa, contrariando o artigo 109, I, e artigo 5..., incisos LIII, LIV da CRFB/88”. Sustenta a existência de repercussão geral na matéria ante a relevância jurídica e política do debate. Aduz que “a única Justiça que tem competência para processar e decidir sobre a existência ou não de interessa da União efetivamente manifestado é a Justiça Federal por força da expressa disposição constitucional” (art. 109, I, CRFB) e que o TJ/RJ “acabou por sonegar esse direito à União e, consequentemente, negou a competência da Justiça Federal prevista no artigo 109, I, da CRFB”. Aponta que o acórdão recorrido teria endossado fundamentação incompatível com o devido processo legal (CRFB, art. 5..., LIV), uma vez 10 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5636119. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 21 Relatório Recurso Extraordinário 766589 / DF que assentou a necessidade de o interesse da UNIÃO ser manifestado através de recurso e não simples petição. Narra que “a decisão dos embargos de declaração que integrou a sentença somente foi publicada após o pedido de intervenção, de modo que, no momento em que formulou seu requerimento, a União Federal sequer poderia ter acesso aos autos porque estava conclusão [sic] para a decisão integrativa”. Articula ainda que, “por força do artigo 38 da Lei Complementar n 73/93, após manifestar seu interesse na causa, a União deveria ter sido intimada pessoalmente para os demais atos processuais, e, a partir daí, poderia trabalhar com os recursos disponíveis na lei do processo”. Sustenta também a ocorrência de ultraje ao art. 5..., incisos LIII (princípio do juiz natural) e LIV (princípio do devido processo legal) da Constituição da República. Isso porque, a seu sentir, “no momento em que a 16... Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro afastou a possibilidade de intervenção da União Federal reformando a decisão do Juízo de primeira instância, decidiu questão que é constitucionalmente atribuída à Justiça Federal”. O alegado descumprimento de regra de competência configuraria violação às aludidas garantias constitucionais. Pede então a reforma do acórdão impugnado e a manutenção da decisão de primeira instância que, “apreciando o requerimento de intervenção da União, declinou para a Justiça Federal decidir sobre o interesse da União Federal na causa ex vi do art. 109, I, da CRFB/88 e conforme determina o verbete n 150 da Súmula de Jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça”. AI n 806.354 Nos autos do AI n 806.354, também foi declarado o prejuízo do Recurso Extraordinário interposto pela UNIÃO (fls. 1897/1904) ante a decisão do Superior Tribunal de Justiça no RESP n 1.297.539/RJ, ao que imediatamente foi seguido de pedido de reconsideração pelo ente federativo. Alegou então a UNIÃO que “o BNDESPAR interpôs recurso extraordinário contra o acórdão do Superior Tribunal de Justiça (...)”, de modo que “não se pode admitir a perda de objeto, 11 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5636119. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 766589 / DF que assentou a necessidade de o interesse da UNIÃO ser manifestado através de recurso e não simples petição. Narra que “a decisão dos embargos de declaração que integrou a sentença somente foi publicada após o pedido de intervenção, de modo que, no momento em que formulou seu requerimento, a União Federal sequer poderia ter acesso aos autos porque estava conclusão [sic] para a decisão integrativa”. Articula ainda que, “por força do artigo 38 da Lei Complementar n 73/93, após manifestar seu interesse na causa, a União deveria ter sido intimada pessoalmente para os demais atos processuais, e, a partir daí, poderia trabalhar com os recursos disponíveis na lei do processo”. Sustenta também a ocorrência de ultraje ao art. 5..., incisos LIII (princípio do juiz natural) e LIV (princípio do devido processo legal) da Constituição da República. Isso porque, a seu sentir, “no momento em que a 16... Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro afastou a possibilidade de intervenção da União Federal reformando a decisão do Juízo de primeira instância, decidiu questão que é constitucionalmente atribuída à Justiça Federal”. O alegado descumprimento de regra de competência configuraria violação às aludidas garantias constitucionais. Pede então a reforma do acórdão impugnado e a manutenção da decisão de primeira instância que, “apreciando o requerimento de intervenção da União, declinou para a Justiça Federal decidir sobre o interesse da União Federal na causa ex vi do art. 109, I, da CRFB/88 e conforme determina o verbete n 150 da Súmula de Jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça”. AI n 806.354 Nos autos do AI n 806.354, também foi declarado o prejuízo do Recurso Extraordinário interposto pela UNIÃO (fls. 1897/1904) ante a decisão do Superior Tribunal de Justiça no RESP n 1.297.539/RJ, ao que imediatamente foi seguido de pedido de reconsideração pelo ente federativo. Alegou então a UNIÃO que “o BNDESPAR interpôs recurso extraordinário contra o acórdão do Superior Tribunal de Justiça (...)”, de modo que “não se pode admitir a perda de objeto, 11 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5636119. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 21 Relatório Recurso Extraordinário 766589 / DF nem muito menos a ‘intercomunicação’ de decisões proferidas em processos distintos, se sequer houve o trânsito em julgado da decisão considerada como paradigma”. Postulou, assim, que fosse reconsiderada a decisão que declarou o prejuízo do seu recurso extraordinário. Em 20 de maio de 2013, proferi decisão entendendo que, no caso sub examine, teria ocorrido “preclusão maior, haja vista o transcurso do prazo recursal, ocorrido em maio de 2013, sem qualquer manifestação da parte assistida”. A UNIÃO apresentou então agravo regimental apontando uma suposta contradição lógica entre as fundamentações das decisões proferidas nos AI’s n 807.621 e 806.354. Segundo UNIÃO, “muito embora digam respeito à mesma questão – intervenção da União no feito – as decisões adotam premissas distintas. E mais, se conjugados os critérios de ambas as decisões, forma-se um cenário de verdadeira irrecorribilidade não prevista em lei. Isso porque no AI 807.621 considerou-se que a União ainda não era propriamente assistente e que o BNDESPAR não poderia recorrer para discutir o mero pedido de intervenção da União, mesmo este ente público tendo peticionado naqueles autos, corroborando todos os termos do agravo interno do BNDESPAR e requerendo o seu provimento. Nestes autos, por seu turno, reconheceu-se que a União era assistente e, em razão disso, teria sua atuação processual subordinada à atuação BNDESPAR. Desse modo, como o BNDESPAR, aqui tido por assistido, não tinha apresentado recurso nestes autos, a União não poderia recorrer”. E assim resumiu a questão: “Ora objetivamente considerada a situação, tem-se a configuração de um verdadeiro círculo vicioso: a União não pode recorrer porque o BNDESPAR não recorreu e o BNDESPAR não pode recorrer porque a União recorreu. E o resultado prático deste impasse lógico é uma situação configuradora de verdadeira negativa de prestação jurisdicional”. 12 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5636119. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 766589 / DF nem muito menos a ‘intercomunicação’ de decisões proferidas em processos distintos, se sequer houve o trânsito em julgado da decisão considerada como paradigma”. Postulou, assim, que fosse reconsiderada a decisão que declarou o prejuízo do seu recurso extraordinário. Em 20 de maio de 2013, proferi decisão entendendo que, no caso sub examine, teria ocorrido “preclusão maior, haja vista o transcurso do prazo recursal, ocorrido em maio de 2013, sem qualquer manifestação da parte assistida”. A UNIÃO apresentou então agravo regimental apontando uma suposta contradição lógica entre as fundamentações das decisões proferidas nos AI’s n 807.621 e 806.354. Segundo UNIÃO, “muito embora digam respeito à mesma questão – intervenção da União no feito – as decisões adotam premissas distintas. E mais, se conjugados os critérios de ambas as decisões, forma-se um cenário de verdadeira irrecorribilidade não prevista em lei. Isso porque no AI 807.621 considerou-se que a União ainda não era propriamente assistente e que o BNDESPAR não poderia recorrer para discutir o mero pedido de intervenção da União, mesmo este ente público tendo peticionado naqueles autos, corroborando todos os termos do agravo interno do BNDESPAR e requerendo o seu provimento. Nestes autos, por seu turno, reconheceu-se que a União era assistente e, em razão disso, teria sua atuação processual subordinada à atuação BNDESPAR. Desse modo, como o BNDESPAR, aqui tido por assistido, não tinha apresentado recurso nestes autos, a União não poderia recorrer”. E assim resumiu a questão: “Ora objetivamente considerada a situação, tem-se a configuração de um verdadeiro círculo vicioso: a União não pode recorrer porque o BNDESPAR não recorreu e o BNDESPAR não pode recorrer porque a União recorreu. E o resultado prático deste impasse lógico é uma situação configuradora de verdadeira negativa de prestação jurisdicional”. 12 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5636119. Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 21 Relatório Recurso Extraordinário 766589 / DF Pediu, então, fosse reconsiderada a decisão que declarou prejudicado seu recurso extraordinário, seguida do provimento do agravo de instrumento interposto da decisão que inadmitiu seu Recurso Extraordinário para, por fim, ser processada e acolhida a pretensão recursal lá deduzida. Na data de 27 de fevereiro de 2014, reconsiderei a decisão que havia determinado a perda do objeto do recurso extraordinário interposto pelo UNIÃO e solicitei a inclusão em pauta do apelo extremo apresentado pela entidade federativa (fls. 1897/1904 – Recurso Extraordinário n 766.589/RJ). Trago-o, agora, à apreciação do colegiado. Em seu recurso extraordinário, a UNIÃO afirma que “a decisão recorrida, da forma como foi prolatada, afronta ao disposto no artigo 109, I, da Constituição da República”. Anota que, “de acordo com a pacífica jurisprudência desta Corte Constitucional quando a União manifesta interesse no feito cabe ao Juízo Estadual declinar da competência para a Justiça Federal, a qual compete decidir sobre a existência de interesse jurídico que justifique a presença, no processo da União”. Arrola, então, precedentes do Supremo Tribunal Federal que estariam de acordo com sua tese jurídica. Pede a reforma do acórdão emanado do TJ/RJ para que se reconheça a contrariedade aos dispositivos constitucionais. É o relatório. 13 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5636119. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 766589 / DF Pediu, então, fosse reconsiderada a decisão que declarou prejudicado seu recurso extraordinário, seguida do provimento do agravo de instrumento interposto da decisão que inadmitiu seu Recurso Extraordinário para, por fim, ser processada e acolhida a pretensão recursal lá deduzida. Na data de 27 de fevereiro de 2014, reconsiderei a decisão que havia determinado a perda do objeto do recurso extraordinário interposto pelo UNIÃO e solicitei a inclusão em pauta do apelo extremo apresentado pela entidade federativa (fls. 1897/1904 – Recurso Extraordinário n 766.589/RJ). Trago-o, agora, à apreciação do colegiado. Em seu recurso extraordinário, a UNIÃO afirma que “a decisão recorrida, da forma como foi prolatada, afronta ao disposto no artigo 109, I, da Constituição da República”. Anota que, “de acordo com a pacífica jurisprudência desta Corte Constitucional quando a União manifesta interesse no feito cabe ao Juízo Estadual declinar da competência para a Justiça Federal, a qual compete decidir sobre a existência de interesse jurídico que justifique a presença, no processo da União”. Arrola, então, precedentes do Supremo Tribunal Federal que estariam de acordo com sua tese jurídica. Pede a reforma do acórdão emanado do TJ/RJ para que se reconheça a contrariedade aos dispositivos constitucionais. É o relatório. 13 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5636119. Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 21 Voto - MIN. LUIZ FUX 18/03/2014 PRIMEIRA TURMA RECURSO EXTRAORDINÁRIO 766.589 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Em 21 de agosto de 2012, o Superior Tribunal de Justiça deu provimento ao Recurso Especial n 1.297.539/RJ, interposto pelo BNDESPAR, simultaneamente ao presente recurso extraordinário, contra o mesmo acórdão emanado do Tribunal de Justiça que aqui se discute. Eis a ementa do decisum: PROCESSUAL CIVIL. ASSISTÊNCIA. VALIDADE FORMAL DO REQUERIMENTO DE ASSISTÊNCIA, FORMULADO PELA UNIÃO FEDERAL ( LEI 9.649/97, art.9...), APÓS A SENTENÇA, MAS ANTES DA PUBLICAÇÃO DE DECISÃO QUE REJEITOU EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. INEXIGIBILIDADE DE FORMULAÇÃO POR INTERMÉDIO DE APELAÇÃO. NÃO SUSPENSÃO DO PROCESSO INTERMÉDIO DE APELAÇÃO. NÃO SUSPENSÃO DO PROCESSO DURANTE O PROCESSAMENTO, INCLUSIVE EM APENSO, DA ASSISTÊNCIA, NO CASO DE IMPUGNAÇÃO. RECURSO PROVIDO. COM DETERMINAÇÕES E OBSERVAÇÕES. 1. - Admite-se o requerimento de assistência, inclusive o formulado pela União nos termos da Lei 9.649/97, art. 9..., em qualquer fase do processo (Código de Processo Civil, art. 50), até mesmo após a sentença, recebendo, o assistente, o processo no estado em que se encontrar. 2. - O assistente, em qualquer modalidade, quanto intervém no processo, não pode suscitar questões a respeito das quais já tenha se operado a preclusão, mas isso não significa que esteja obrigado a, após a sentença, pleitear seu ingresso no feito pela mesma forma processual que o assistido estava obrigado a observar no decorrer do processo, isto é, não se exige, no caso, a via recursal de modo que o pedido de assistência formulado após a sentença pode ser deduzido por Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5636120. Supremo Tribunal Federal 18/03/2014 PRIMEIRA TURMA RECURSO EXTRAORDINÁRIO 766.589 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Em 21 de agosto de 2012, o Superior Tribunal de Justiça deu provimento ao Recurso Especial n 1.297.539/RJ, interposto pelo BNDESPAR, simultaneamente ao presente recurso extraordinário, contra o mesmo acórdão emanado do Tribunal de Justiça que aqui se discute. Eis a ementa do decisum: PROCESSUAL CIVIL. ASSISTÊNCIA. VALIDADE FORMAL DO REQUERIMENTO DE ASSISTÊNCIA, FORMULADO PELA UNIÃO FEDERAL ( LEI 9.649/97, art.9...), APÓS A SENTENÇA, MAS ANTES DA PUBLICAÇÃO DE DECISÃO QUE REJEITOU EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. INEXIGIBILIDADE DE FORMULAÇÃO POR INTERMÉDIO DE APELAÇÃO. NÃO SUSPENSÃO DO PROCESSO INTERMÉDIO DE APELAÇÃO. NÃO SUSPENSÃO DO PROCESSO DURANTE O PROCESSAMENTO, INCLUSIVE EM APENSO, DA ASSISTÊNCIA, NO CASO DE IMPUGNAÇÃO. RECURSO PROVIDO. COM DETERMINAÇÕES E OBSERVAÇÕES. 1. - Admite-se o requerimento de assistência, inclusive o formulado pela União nos termos da Lei 9.649/97, art. 9..., em qualquer fase do processo (Código de Processo Civil, art. 50), até mesmo após a sentença, recebendo, o assistente, o processo no estado em que se encontrar. 2. - O assistente, em qualquer modalidade, quanto intervém no processo, não pode suscitar questões a respeito das quais já tenha se operado a preclusão, mas isso não significa que esteja obrigado a, após a sentença, pleitear seu ingresso no feito pela mesma forma processual que o assistido estava obrigado a observar no decorrer do processo, isto é, não se exige, no caso, a via recursal de modo que o pedido de assistência formulado após a sentença pode ser deduzido por Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5636120. Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 21 Voto - MIN. LUIZ FUX Recurso Extraordinário 766589 / DF petição, requerendo, motivadamente, a assistência, não se exigindo que o seja por intermédio de recurso contra a sentença. 3. - Não se suspende o processo para o processamento de pedido de assistência formulada, o qual, no caso de impugnação, processa-se em separado, até o julgamento pelo Juízo ou Tribunal competente ( Código de Processo Civil, arts. 50 e 54), produzindo- se seus efeitos, a partir de então, a Assistência. 4. - O pedido de assistência, formulado pela União Federal, com fundamento no art. 5... da Lei 9.469, de 10.6.1997, pode, no caso de evidente descabimento de seus fundamentos, ser rejeitado pela justiça Estadual, sem prejuízo de, em caso de necessidade de análise de maior profundidade, reservar-se, seu julgamento, à Justiça Federal, dada a especialização desta (Súmula 150/Superior Tribunal de Justiça). 5. - Recurso especial provido para , afastados os óbices formais de exaurimento da atuação do Juízo de 1... Grau pela sentença e de exigência de intervenção da União Federal por intermédio de recurso, para, cassado, tecnicamente, o Acórdão ora recorrido, aplicar o Direito à espécie, e determinar e observar: a) a formação de instrumento para processamento da impugnação à assistência, no Juízo de 1... Grau, e o julgamento preliminar, por este, do pedido de assistência, sem suspensão do processo; b) determinar o processamento de recursos interpostos contra a sentença . Consoante dispõe o artigo 512 do Código de Processo Civil, o julgamento proferido pelo Tribunal substituirá a sentença ou a decisão recorrida no que tiver sido objeto do recurso. Sobre o tema, assim decidiu o Plenário do Supremo Tribunal Federal no julgamento do Recurso Extraordinário n 194.382/SP, acórdão publicado no DJU de 25.04.2003, in verbis: (...) Enfatiza José Carlos Barbosa Moreira [Comentários ao Código de Processo Civil, vol. v, p. 391] que a expressão substituirá a sentença ou a decisão recorrida não faz alusão senão às 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5636120. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 766589 / DF petição, requerendo, motivadamente, a assistência, não se exigindo que o seja por intermédio de recurso contra a sentença. 3. - Não se suspende o processo para o processamento de pedido de assistência formulada, o qual, no caso de impugnação, processa-se em separado, até o julgamento pelo Juízo ou Tribunal competente ( Código de Processo Civil, arts. 50 e 54), produzindo- se seus efeitos, a partir de então, a Assistência. 4. - O pedido de assistência, formulado pela União Federal, com fundamento no art. 5... da Lei 9.469, de 10.6.1997, pode, no caso de evidente descabimento de seus fundamentos, ser rejeitado pela justiça Estadual, sem prejuízo de, em caso de necessidade de análise de maior profundidade, reservar-se, seu julgamento, à Justiça Federal, dada a especialização desta (Súmula 150/Superior Tribunal de Justiça). 5. - Recurso especial provido para , afastados os óbices formais de exaurimento da atuação do Juízo de 1... Grau pela sentença e de exigência de intervenção da União Federal por intermédio de recurso, para, cassado, tecnicamente, o Acórdão ora recorrido, aplicar o Direito à espécie, e determinar e observar: a) a formação de instrumento para processamento da impugnação à assistência, no Juízo de 1... Grau, e o julgamento preliminar, por este, do pedido de assistência, sem suspensão do processo; b) determinar o processamento de recursos interpostos contra a sentença . Consoante dispõe o artigo 512 do Código de Processo Civil, o julgamento proferido pelo Tribunal substituirá a sentença ou a decisão recorrida no que tiver sido objeto do recurso. Sobre o tema, assim decidiu o Plenário do Supremo Tribunal Federal no julgamento do Recurso Extraordinário n 194.382/SP, acórdão publicado no DJU de 25.04.2003, in verbis: (...) Enfatiza José Carlos Barbosa Moreira [Comentários ao Código de Processo Civil, vol. v, p. 391] que a expressão substituirá a sentença ou a decisão recorrida não faz alusão senão às 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5636120. Inteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 21 Voto - MIN. LUIZ FUX Recurso Extraordinário 766589 / DF hipóteses em que o tribunal conhece do recurso, lhe aprecia o mérito. Nas outras, seria absurdo cogitar-se de substituição: não se chegou sequer a analisar, sob qualquer aspecto, a matéria que, no julgamento de grau inferior, constituíra objeto da impugnação do recorrente . De igual modo, Sérgio Sahione, Código de Processo Civil Comentado, p. 170, entende que a substituição prevista na norma processual (Código de Processo Civil, artigo 512) não ocorrerá se o recurso extraordinário não for conhecido, porque aí, limitada que está a função da Suprema Corte a, previamente, aferir a ocorrência dos pressupostos constitucionais cuja verificação lhe devolve o pleno conhecimento e julgamento da causa, o não conhecimento (do recurso) importa em que aquela Corte não emita nenhum juízo de valor acerca do objeto do recurso . Aliás, no âmbito desta Corte tem-se entendido que fica prejudicado o Recurso Extraordinário quando, tendo sido interposto simultaneamente o RESP, o Superior Tribunal de Justiça haja provido este último (logo, foi conhecido), ocorrendo, assim, a substituição do provimento judicial de que cogita o Código de Processo Civil, artigo 512. A diversidade de enfoques do mesmo tema controvertido veiculada nos citados recursos não afasta o fenômeno previsto na legislação instrumental comum, ou seja, o da substituição (JSTF 192/110). (…) Idêntico posicionamento adotou o Superior Tribunal de Justiça na Medida Cautelar n 472-PA, Adhemar Maciel, DJ 07.05.96: O acórdão somente substituirá a sentença se o recurso for conhecido pelo tribunal. Não sendo conhecido, não há o efeito substitutivo. (…) Importa rememorar que, como o artigo 512 do Código de Processo Civil refere-se à decisão de mérito, a substituição somente ocorrerá se for conhecido e provido o extraordinário ou o especial, embora no julgamento destes deva-se examinar a tese jurídica para constatar a ocorrência das hipóteses de cabimento previstas na Constituição Federal. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5636120. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 766589 / DF hipóteses em que o tribunal conhece do recurso, lhe aprecia o mérito. Nas outras, seria absurdo cogitar-se de substituição: não se chegou sequer a analisar, sob qualquer aspecto, a matéria que, no julgamento de grau inferior, constituíra objeto da impugnação do recorrente . De igual modo, Sérgio Sahione, Código de Processo Civil Comentado, p. 170, entende que a substituição prevista na norma processual (Código de Processo Civil, artigo 512) não ocorrerá se o recurso extraordinário não for conhecido, porque aí, limitada que está a função da Suprema Corte a, previamente, aferir a ocorrência dos pressupostos constitucionais cuja verificação lhe devolve o pleno conhecimento e julgamento da causa, o não conhecimento (do recurso) importa em que aquela Corte não emita nenhum juízo de valor acerca do objeto do recurso . Aliás, no âmbito desta Corte tem-se entendido que fica prejudicado o Recurso Extraordinário quando, tendo sido interposto simultaneamente o RESP, o Superior Tribunal de Justiça haja provido este último (logo, foi conhecido), ocorrendo, assim, a substituição do provimento judicial de que cogita o Código de Processo Civil, artigo 512. A diversidade de enfoques do mesmo tema controvertido veiculada nos citados recursos não afasta o fenômeno previsto na legislação instrumental comum, ou seja, o da substituição (JSTF 192/110). (…) Idêntico posicionamento adotou o Superior Tribunal de Justiça na Medida Cautelar n 472-PA, Adhemar Maciel, DJ 07.05.96: O acórdão somente substituirá a sentença se o recurso for conhecido pelo tribunal. Não sendo conhecido, não há o efeito substitutivo. (…) Importa rememorar que, como o artigo 512 do Código de Processo Civil refere-se à decisão de mérito, a substituição somente ocorrerá se for conhecido e provido o extraordinário ou o especial, embora no julgamento destes deva-se examinar a tese jurídica para constatar a ocorrência das hipóteses de cabimento previstas na Constituição Federal. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5636120. Inteiro Teor do Acórdão - Página 18 de 21 Voto - MIN. LUIZ FUX Recurso Extraordinário 766589 / DF In casu, contra acórdão proferido pelo Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro foram interpostos recursos especial e extraordinário. O Superior Tribunal de Justiça deu provimento ao recurso especial, determinando ao Juízo de origem o reexame da controvérsia relacionada com admissão da União Federal como assistente do BNDESPAR. Consectariamente, o extraordinário interposto contra o acórdão do Tribunal estadual perdeu o seu objeto, porquanto substituído pelo acórdão do Superior Tribunal de Justiça. De qualquer sorte, ainda que não houvesse a perda do objeto o presente recurso extraordinário – do que se cogita apenas para argumentar –, a natureza infraconstitucional da controvérsia aqui versada (referente ao efeitos jurídico-processuais da intervenção anômala da União com base no art. 5... da Lei n 9.469/97) impediria o conhecimento da pretensão recursal, como já registrei no voto proferido no Recurso Extraordinário n 747.912/RJ. Portanto, mesmo que superada a questão da prejudicialidade do presente apelo extremo movido pela UNIÃO e pelo BNDESPAR, a matéria de fundo não poderia ser discutida em sede de recurso extraordinário, porquanto essencialmente vinculada à disciplina da legislação ordinária. Ex positis, com base no artigo 21, inciso IX, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, voto no sentido de declarar-se prejudicado o presente recurso extraordinário em face da perda superveniente do seu objeto. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5636120. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 766589 / DF In casu, contra acórdão proferido pelo Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro foram interpostos recursos especial e extraordinário. O Superior Tribunal de Justiça deu provimento ao recurso especial, determinando ao Juízo de origem o reexame da controvérsia relacionada com admissão da União Federal como assistente do BNDESPAR. Consectariamente, o extraordinário interposto contra o acórdão do Tribunal estadual perdeu o seu objeto, porquanto substituído pelo acórdão do Superior Tribunal de Justiça. De qualquer sorte, ainda que não houvesse a perda do objeto o presente recurso extraordinário – do que se cogita apenas para argumentar –, a natureza infraconstitucional da controvérsia aqui versada (referente ao efeitos jurídico-processuais da intervenção anômala da União com base no art. 5... da Lei n 9.469/97) impediria o conhecimento da pretensão recursal, como já registrei no voto proferido no Recurso Extraordinário n 747.912/RJ. Portanto, mesmo que superada a questão da prejudicialidade do presente apelo extremo movido pela UNIÃO e pelo BNDESPAR, a matéria de fundo não poderia ser discutida em sede de recurso extraordinário, porquanto essencialmente vinculada à disciplina da legislação ordinária. Ex positis, com base no artigo 21, inciso IX, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, voto no sentido de declarar-se prejudicado o presente recurso extraordinário em face da perda superveniente do seu objeto. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5636120. Inteiro Teor do Acórdão - Página 19 de 21 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 18/03/2014 PRIMEIRA TURMA RECURSO EXTRAORDINÁRIO 766.589 DISTRITO FEDERAL O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (PRESIDENTE) – Entendo que o pronunciamento do Superior Tribunal de Justiça substituiu – ao contrário o deixou incólume – o do Tribunal de Justiça, admitindo que caberia à Justiça comum apreciar a existência ou não do interesse da União em recorrer. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5581399. Supremo Tribunal Federal 18/03/2014 PRIMEIRA TURMA RECURSO EXTRAORDINÁRIO 766.589 DISTRITO FEDERAL O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (PRESIDENTE) – Entendo que o pronunciamento do Superior Tribunal de Justiça substituiu – ao contrário o deixou incólume – o do Tribunal de Justiça, admitindo que caberia à Justiça comum apreciar a existência ou não do interesse da União em recorrer. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5581399. Inteiro Teor do Acórdão - Página 20 de 21 Extrato de Ata - 18/03/2014 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA RECURSO EXTRAORDINÁRIO 766.589 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. LUIZ FUX RECTE.(S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO RECTE.(S) : BNDES PARTICIPAÇÕES S/A - BNDESPAR ADV.(A/S) : PATRICE GILLES PAIM LYARD E OUTRO(A/S) RECDO.(A/S) : VICUNHA SIDERURGIA S/A ADV.(A/S) : FRANCISCO ANTUNES MACIEL MÜSSNICH E OUTRO(A/S) Decisão: Por maioria de votos, a Turma julgou prejudicado o recurso extraordinário, nos termos do voto do relator, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio, Presidente. Falou o Dr. Luiz Fernando Fraga, pela recorrida. Primeira Turma, 18.3.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 5545473 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA RECURSO EXTRAORDINÁRIO 766.589 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. LUIZ FUX RECTE.(S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO RECTE.(S) : BNDES PARTICIPAÇÕES S/A - BNDESPAR ADV.(A/S) : PATRICE GILLES PAIM LYARD E OUTRO(A/S) RECDO.(A/S) : VICUNHA SIDERURGIA S/A ADV.(A/S) : FRANCISCO ANTUNES MACIEL MÜSSNICH E OUTRO(A/S) Decisão: Por maioria de votos, a Turma julgou prejudicado o recurso extraordinário, nos termos do voto do relator, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio, Presidente. Falou o Dr. Luiz Fernando Fraga, pela recorrida. Primeira Turma, 18.3.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 5545473 Inteiro Teor do Acórdão - Página 21 de 21
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 766 . 589", "Recurso Especial n 1 . 297 . 539 / RJ", "Recurso Extraordinário n 524 . 069", "AI n 499 . 375 - AgR", "Recurso Extraordinário n 500 . 122 - AgR", "Recurso Extraordinário n 553 . 928 - AgR", "Recurso Extraordinário n 454 . 803 - AgR", "Recurso Extraordinário 766589 / DF", "Recurso Extraordinário 766589 / DF", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 766 . 589", "RESP n 1 . 297 . 539 / RJ", "RESP n 1 . 297 . 539 / RJ", "Recurso Extraordinário 766589 / DF", "Recurso Extraordinário 766589 / DF", "Recurso Extraordinário 766589 / DF", "AI n 0049348 - 07 . 2008 . 8 . 19 . 0000", "Recurso Extraordinário 766589 / DF", "AI n 0049348 - 07 . 2008 . 8 . 19 . 0000", "Recurso Extraordinário 766589 / DF", "Recurso Extraordinário 766589 / DF", "Recurso Extraordinário 766589 / DF", "AI n 1 . 330 . 832", "AI n 1 . 330 . 659", "RESP n 1 . 297 . 539 / RJ", "Recurso Extraordinário 766589 / DF", "AI n 1 . 330 . 832", "AI n 1 . 330 . 659", "RESP n 1 . 297 . 539 / RJ", "Recurso Extraordinário 766589 / DF", "Súmula 150 / Superior Tribunal de Justiça", "REsp 1297539 / RJ", "Recurso Extraordinário 766589 / DF", "Súmula 150 / Superior Tribunal de Justiça", "REsp 1297539 / RJ", "Recurso Extraordinário 766589 / DF", "recurso extraordinário n 747 . 912", "Recurso Extraordinário 766589 / DF", "recurso extraordinário n 747 . 912", "Recurso Extraordinário 766589 / DF", "AI n 807 . 621", "AI n 807 . 621", "Recurso Extraordinário 766589 / DF", "AI n 807 . 621", "AI n 807 . 621", "Recurso Extraordinário 766589 / DF", "RESP n 1 . 297 . 539 / RJ", "AI n 807 . 621", "Recurso Extraordinário 766589 / DF", "RESP n 1 . 297 . 539 / RJ", "AI n 807 . 621", "Recurso Extraordinário 766589 / DF", "Recurso Extraordinário n 766 . 589 / RJ", "Recurso Extraordinário n 766 . 589 / RJ", "Recurso Extraordinário 766589 / DF", "verbete n 150 da Súmula de Jurisprudência do Superior Tribunal de", "AI n 806 . 354", "AI n 806 . 354", "RESP n 1 . 297 . 539 / RJ", "Recurso Extraordinário 766589 / DF", "AI n 806 . 354", "AI n 806 . 354", "RESP n 1 . 297 . 539 / RJ", "Recurso Extraordinário 766589 / DF", "AI", "’", "AI 807 . 621", "Recurso Extraordinário 766589 / DF", "AI", "’", "s n 807 . 621", "806", ".", "354", "AI 807 . 621", "Recurso Extraordinário 766589 / DF", "Recurso Extraordinário n 766 . 589 / RJ", "Recurso Extraordinário 766589 / DF", "Recurso Extraordinário n 766 . 589 / RJ", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 766 . 589", "Recurso Especial n 1 . 297 . 539 / RJ", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 766 . 589", "Recurso Especial n 1 . 297 . 539 / RJ", "Recurso Extraordinário 766589 / DF", "Súmula 150 / Superior Tribunal de Justiça", "Recurso Extraordinário n 194 . 382 / SP", "Recurso Extraordinário 766589 / DF", "Súmula 150 / Superior Tribunal de Justiça", "Recurso Extraordinário n 194 . 382 / SP", "Recurso Extraordinário 766589 / DF", "JSTF 192 / 110", "Medida Cautelar n 472 - PA", "Recurso Extraordinário 766589 / DF", "JSTF 192 / 110", "Medida Cautelar n 472 - PA", "Recurso Extraordinário 766589 / DF", "Recurso Extraordinário n 747 . 912 / RJ", "Recurso Extraordinário 766589 / DF", "Recurso Extraordinário n 747 . 912 / RJ", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 766 . 589", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 766 . 589", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 766 . 589" ], "LEGISLACAO": [ "ART . 512 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL", "artigo 512 do Código de Processo Civil", "artigo 512 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 269 , I do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 269 , I do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 5 . . . , parágrafo único , da Lei n 9 . 469 / 97", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei n 9", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 50 , parágrafo único do Código de Processo Civil", "art . 5 . . . , parágrafo único , da Lei n 9 . 469 / 97", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 50 , parágrafo único do Código de Processo Civil", "art . 5 . . . , parágrafo único , da Lei n 9 . 469 / 97", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "LEI 9 . 649 / 97 , art . 9 . . .", "Lei 9 . 649 / 97 ,", "Código de Processo Civil , art . 50", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "LEI 9 . 649 / 97 , art .", "Lei 9 . 649 / 97 ,", "Código de Processo Civil , art . 50", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil , arts . 50 e 54", "art . 5 . . . da Lei 8469", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil , arts . 50 e 54", "art . 5 . . . da Lei 8469", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigos 109 , I , 5 . . . , LIII , LIV e LV ,", "art . 93 , IX e 105 , III , “ a ” , da CRFB / 88", "art . 109 , I , da CRFB / 88", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigos 109 , I , 5 . . . , LIII ,", "art . 93 , IX e 105 , III , “ a ” , da CRFB / 88", "art . 109 , I , da CRFB / 88", "Medida Provisória n 2 . 200 - 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2 / 2001", "artigo 38 da Lei Complementar", "art . 5 . . . ,", "incisos LIII ( princípio", "art . 109 , I , da CRFB / 88", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 38 da Lei Complementar n 73 / 93", "art . 5 . . . , incisos LIII", "art . 109 , I , da CRFB / 88", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 109 , I , da Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 109 , I , da Constituição da República ”", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "LEI 9 . 649 / 97 , art . 9", "Lei 9 . 649 / 97 , art", "Código de Processo Civil , art . 50", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "LEI 9 . 649 / 97 , art . 9 . . .", "Lei 9 . 649 / 97 , art", "Código de Processo Civil , art . 50", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil , arts . 50 e 54", "art . 5 . . . da Lei 9 . 469", "artigo 512 do Código de Processo Civil", "Código de Processo Civil", "Código de Processo Civil , arts . 50 e 54", "art . 5 . . . da Lei 9 . 469", "artigo 512 do Código de Processo Civil", "Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil Comentado", "Código de Processo Civil , artigo 512", "Código de Processo Civil , artigo 512", "artigo 512 do Código de Processo Civil", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil Comentado", "Código de Processo Civil , artigo 512", "Código de Processo Civil , artigo 512", "artigo 512 do Código de Processo Civil", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 5 . . . da Lei n 9 . 469 / 97", "artigo 21 , inciso IX , do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 5 . . . da Lei n 9 . 469 / 97", "artigo", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "DISTRITO FEDERAL", "Brasília", "Brasília", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "UNIÃO", "UNIÃO", "BNDES PARTICIPAÇÕES S / A", "BNDESPAR", "VICUNHA SIDERURGIA S / A", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Superior Tribunal de Justiça", "BNDESPAR", "Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma do", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "UNIÃO", "UNIÃO", "BNDES PARTICIPAÇÕES S / A", "BNDESPAR", "VICUNHA SIDERURGIA S / A", "UNIÃO", "BNDES PARTICIPAÇÕES S / A", "BNDESPAR", "16", ".", ".", ". Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro", "TJ", "/", "RJ", "BNDESPAR", "Superior Tribunal de Justiça", "VICUNHA SIDERURGIA S / A", "BNDESPAR", "6", ".", ".", ".", "Vara Empresarial da Comarca da Capital do Estado do Rio de Janeiro", "BNDESPAR", "Companhia", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "UNIÃO", "UNIÃO", "BNDES PARTICIPAÇÕES S / A", "BNDESPAR", "VICUNHA SIDERURGIA S / A", "UNIÃO", "BNDES PARTICIPAÇÕES S / A", "BNDESPAR", "16", ".", ". . 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Ementa e Acórdão 18/03/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 785.659 RIO DE JANEIRO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :EDUARDO CIATTEI PENNA ADV.(A/S) :ANA BEATRIZ BORGES MARTINS PENNA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO EMENTA DIREITO ADMINISTRATIVO. POLICIAL MILITAR. ALEGAÇÃO DE IRREGULARIDADES EM PROCEDIMENTO ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR. DEBATE DE ÂMBITO INFRACONSTITUCIONAL. NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL NÃO CONFIGURADA. ANÁLISE DA OCORRÊNCIA DE EVENTUAL AFRONTA AOS PRECEITOS CONSTITUCIONAIS INVOCADOS NO APELO EXTREMO DEPENDENTE DA REELABORAÇÃO DA MOLDURA FÁTICA CONSTANTE DO ACÓRDÃO REGIONAL. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 04.11.2011. Inexiste violação do artigo 93, IX, da Constituição Federal de 1988. Na compreensão desta Suprema Corte, o texto constitucional exige que o órgão jurisdicional explicite as razões de seu convencimento, sem necessidade, contudo, do exame detalhado de cada argumento esgrimido pelas partes. Precedentes. O exame da alegada ofensa aos princípios da proteção ao devido processo legal, ao contraditório e à ampla defesa, dependeria de prévia análise da legislação infraconstitucional aplicada à espécie, o que refoge à competência jurisdicional extraordinária, prevista no art. 102 da Constituição Federal. Precedentes. Divergir do entendimento do Tribunal a quo acerca da regularidade do procedimento administrativo disciplinar instaurado contra o ora Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5485980. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 14 Ementa e Acórdão ARE 785659 AGR / RJ agravante e pela ausência de nulidade no processo judicial demandaria a análise da legislação infraconstitucional aplicável à espécie, bem como a reelaboração da moldura fática delineada na origem, inviável em sede recursal extraordinária. Aplicação do óbice da Súmula 279/STF. Precedentes. Agravo regimental conhecido e não provido. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Luiz Fux. Brasília, 18 de março de 2014. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5485980. Supremo Tribunal Federal ARE 785659 AGR / RJ agravante e pela ausência de nulidade no processo judicial demandaria a análise da legislação infraconstitucional aplicável à espécie, bem como a reelaboração da moldura fática delineada na origem, inviável em sede recursal extraordinária. Aplicação do óbice da Súmula 279/STF. Precedentes. Agravo regimental conhecido e não provido. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Luiz Fux. Brasília, 18 de março de 2014. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5485980. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 14 Relatório 18/03/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 785.659 RIO DE JANEIRO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :EDUARDO CIATTEI PENNA ADV.(A/S) :ANA BEATRIZ BORGES MARTINS PENNA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO R E L A T Ó R I O A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra decisão por mim proferida, mediante a qual negado seguimento a seu agravo em recurso extraordinário, maneja agravo regimental Eduardo Ciattei Penna. O agravante insurge-se contra a decisão agravada, ao argumento de que “(...) Antes de ser proferida sentença de 1ª instância, a advogada do Autor, ora Apelante, ficou impossibilitada de interpor Agravo de Instrumento contra decisão que ignorou a manifestação Autoral em produzir provas, porque a publicação não saiu com o nome da advogada do apelante”. Afirma que “(...)O fato narrado acima, não só gera nulidade processual, na forma do artigo 236, parágrafo 1º do Código de Processo Civil, como responsabilidade funcional e viola o princípio constitucional do contraditório e da ampla defesa, artigo 5°, LV da Constituição da República Federativa do Brasil”. Sustenta que “(...) No processo administrativo houve violação a norma processual quando não foi ouvido o principal acusador, violando também o contraditório e a ampla defesa, pois impediu o Apelante de se defender das acusações que lhe foram imputadas levianamente”. Aduz que “(...) não há nos autos do processo administrativo nenhuma autorização judicial que permitisse a juntada aos autos da quebra do sigilo bancário do Apelante, e todos os documentos referentes à quebra do sigilo bancário não estão sendo acautelados com os cuidados que a lei complementar 105/2001 determina e até foi publicado a quebra do sigilo bancário pela Administração em Boletim da Polícia Militar, desrespeitando totalmente o que Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5485981. Supremo Tribunal Federal 18/03/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 785.659 RIO DE JANEIRO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :EDUARDO CIATTEI PENNA ADV.(A/S) :ANA BEATRIZ BORGES MARTINS PENNA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO R E L A T Ó R I O A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra decisão por mim proferida, mediante a qual negado seguimento a seu agravo em recurso extraordinário, maneja agravo regimental Eduardo Ciattei Penna. O agravante insurge-se contra a decisão agravada, ao argumento de que “(...) Antes de ser proferida sentença de 1ª instância, a advogada do Autor, ora Apelante, ficou impossibilitada de interpor Agravo de Instrumento contra decisão que ignorou a manifestação Autoral em produzir provas, porque a publicação não saiu com o nome da advogada do apelante”. Afirma que “(...)O fato narrado acima, não só gera nulidade processual, na forma do artigo 236, parágrafo 1º do Código de Processo Civil, como responsabilidade funcional e viola o princípio constitucional do contraditório e da ampla defesa, artigo 5°, LV da Constituição da República Federativa do Brasil”. Sustenta que “(...) No processo administrativo houve violação a norma processual quando não foi ouvido o principal acusador, violando também o contraditório e a ampla defesa, pois impediu o Apelante de se defender das acusações que lhe foram imputadas levianamente”. Aduz que “(...) não há nos autos do processo administrativo nenhuma autorização judicial que permitisse a juntada aos autos da quebra do sigilo bancário do Apelante, e todos os documentos referentes à quebra do sigilo bancário não estão sendo acautelados com os cuidados que a lei complementar 105/2001 determina e até foi publicado a quebra do sigilo bancário pela Administração em Boletim da Polícia Militar, desrespeitando totalmente o que Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5485981. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 14 Relatório ARE 785659 AGR / RJ determina a lei”. Insiste na alegação de afronta aos arts. 5º, XII, LIV, LV, LVI e LVII, e 93, IX, da Constituição Federal. Acórdão do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro publicado em 04.11.2011. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5485981. Supremo Tribunal Federal ARE 785659 AGR / RJ determina a lei”. Insiste na alegação de afronta aos arts. 5º, XII, LIV, LV, LVI e LVII, e 93, IX, da Constituição Federal. Acórdão do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro publicado em 04.11.2011. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5485981. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 14 Voto - MIN. ROSA WEBER 18/03/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 785.659 RIO DE JANEIRO V O T O A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame do mérito. Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo: “Vistos etc. Contra o juízo negativo de admissibilidade do recurso extraordinário, exarado pela Presidência do Tribunal a quo, foi manejado agravo. Na minuta, sustenta-se que o recurso extraordinário reúne todos os requisitos para sua admissão. Aparelhado o recurso na violação dos arts. 5º, XII, XXXV, LIV, LV, LVI e LVII, e 93, IX, da Lei Maior. É o relatório. Decido. Preenchidos os pressupostos extrínsecos. Da detida análise dos fundamentos da decisão denegatória de seguimento do recurso extraordinário, bem como à luz das razões de decidir adotadas pelo Tribunal de origem, por ocasião do julgamento do recurso veiculado na instância ordinária, concluo que nada colhe o agravo. Da leitura dos fundamentos do acórdão prolatado na origem, constato explicitados os motivos de decidir, a afastar o vício da nulidade por negativa de prestação jurisdicional arguido. Destaco que, no âmbito técnico-processual, o grau de correção do juízo de valor emitido na origem não se confunde com vício ao primado da fundamentação, notadamente consabido que a disparidade entre o resultado do julgamento e a expectativa da parte não sugestiona lesão à norma do texto republicano. Precedentes desta Suprema Corte na matéria: Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5485982. Supremo Tribunal Federal 18/03/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 785.659 RIO DE JANEIRO V O T O A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame do mérito. Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo: “Vistos etc. Contra o juízo negativo de admissibilidade do recurso extraordinário, exarado pela Presidência do Tribunal a quo, foi manejado agravo. Na minuta, sustenta-se que o recurso extraordinário reúne todos os requisitos para sua admissão. Aparelhado o recurso na violação dos arts. 5º, XII, XXXV, LIV, LV, LVI e LVII, e 93, IX, da Lei Maior. É o relatório. Decido. Preenchidos os pressupostos extrínsecos. Da detida análise dos fundamentos da decisão denegatória de seguimento do recurso extraordinário, bem como à luz das razões de decidir adotadas pelo Tribunal de origem, por ocasião do julgamento do recurso veiculado na instância ordinária, concluo que nada colhe o agravo. Da leitura dos fundamentos do acórdão prolatado na origem, constato explicitados os motivos de decidir, a afastar o vício da nulidade por negativa de prestação jurisdicional arguido. Destaco que, no âmbito técnico-processual, o grau de correção do juízo de valor emitido na origem não se confunde com vício ao primado da fundamentação, notadamente consabido que a disparidade entre o resultado do julgamento e a expectativa da parte não sugestiona lesão à norma do texto republicano. Precedentes desta Suprema Corte na matéria: Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5485982. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 14 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 785659 AGR / RJ “Fundamentação do acórdão recorrido. Existência. Não há falar em ofensa ao art. 93, IX, da CF, quando o acórdão impugnado tenha dado razões suficientes, embora contrárias à tese da recorrente.” (AI 426.981-AgR, Relator Ministro Cezar Peluso, DJ 05.11.04; no mesmo sentido: AI 611.406-AgR, Relator Ministro Carlos Britto, DJE 20.02.09) “Omissão. Inexistência. O magistrado não está obrigado a responder todos os fundamentos alegados pelo recorrente. PIS. Lei n. 9.715/98. Constitucionalidade. A controvérsia foi decidida com respaldo em fundamentos adequados, inexistindo omissão a ser suprida. Este Tribunal fixou entendimento no sentido de que o magistrado não está vinculado pelo dever de responder todo s os fundamentos alegados pela parte recorrente. Precedentes. Esta Corte afastou a suposta inconstitucionalidade das alterações introduzidas pela Lei n. 9.715/98, admitindo a majoração da contribuição para o PIS mediante a edição de medida provisória. Precedentes.” (RE 511.581-AgR, Relator Ministro Eros Grau, DJE 15.8.08) “O que a Constituição exige, no art. 93, IX, é que a decisão judicial seja fundamentada; não, que a fundamentação seja correta, na solução das questões de fato ou de direito da lide: declinadas no julgado as premissas, corretamente assentadas ou não, mas coerentes com o dispositivo do acórdão, está satisfeita a exigência constitucional.” (AI 402.819-AgR, Relator Ministro Sepúlveda Pertence, DJ 05.9.03) O exame de eventual ofensa aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais, consagradores dos princípios da inafastabilidade da prestação jurisdicional e da proteção ao devido processo legal, ao contraditório e à ampla defesa (art. 5º 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5485982. Supremo Tribunal Federal ARE 785659 AGR / RJ “Fundamentação do acórdão recorrido. Existência. Não há falar em ofensa ao art. 93, IX, da CF, quando o acórdão impugnado tenha dado razões suficientes, embora contrárias à tese da recorrente.” (AI 426.981-AgR, Relator Ministro Cezar Peluso, DJ 05.11.04; no mesmo sentido: AI 611.406-AgR, Relator Ministro Carlos Britto, DJE 20.02.09) “Omissão. Inexistência. O magistrado não está obrigado a responder todos os fundamentos alegados pelo recorrente. PIS. Lei n. 9.715/98. Constitucionalidade. A controvérsia foi decidida com respaldo em fundamentos adequados, inexistindo omissão a ser suprida. Este Tribunal fixou entendimento no sentido de que o magistrado não está vinculado pelo dever de responder todo s os fundamentos alegados pela parte recorrente. Precedentes. Esta Corte afastou a suposta inconstitucionalidade das alterações introduzidas pela Lei n. 9.715/98, admitindo a majoração da contribuição para o PIS mediante a edição de medida provisória. Precedentes.” (RE 511.581-AgR, Relator Ministro Eros Grau, DJE 15.8.08) “O que a Constituição exige, no art. 93, IX, é que a decisão judicial seja fundamentada; não, que a fundamentação seja correta, na solução das questões de fato ou de direito da lide: declinadas no julgado as premissas, corretamente assentadas ou não, mas coerentes com o dispositivo do acórdão, está satisfeita a exigência constitucional.” (AI 402.819-AgR, Relator Ministro Sepúlveda Pertence, DJ 05.9.03) O exame de eventual ofensa aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais, consagradores dos princípios da inafastabilidade da prestação jurisdicional e da proteção ao devido processo legal, ao contraditório e à ampla defesa (art. 5º 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5485982. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 14 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 785659 AGR / RJ da Lei Maior), demanda, em primeiro plano, a interpretação das normas infraconstitucionais aplicáveis à espécie, de tal modo que, se afronta ocorresse, seria indireta, o que não atende à exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência deste egrégio Supremo Tribunal Federal, verbis: "Recurso extraordinário: descabimento: acórdão recorrido, do Tribunal Superior do Trabalho, que decidiu a questão à luz de legislação infraconstitucional: alegada violação ao texto constitucional que, se ocorresse, seria reflexa ou indireta; ausência de negativa de prestação jurisdicional ou de defesa aos princípios compreendidos nos arts. 5º, II, XXXV, LIV e LV e 93, IX, da Constituição Federal." (STF-AI-AgR-436.911/SE, Relator Ministro Sepúlveda Pertence, 1ª Turma, DJ 17.6.2005) "CONSTITUCIONAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO: ALEGAÇÃO DE OFENSA À C.F., art. 5º, II, XXXV, XXXVI, LIV e LV. I. - Ao Judiciário cabe, no conflito de interesses, fazer valer a vontade concreta da lei, interpretando-a. Se, em tal operação, interpreta razoavelmente ou desarrazoadamente a lei, a questão fica no campo da legalidade, inocorrendo o contencioso constitucional. II. - Decisão contrária ao interesse da parte não configura negativa de prestação jurisdicional (C.F., art. 5º, XXXV). III. - A verificação, no caso concreto, da existência, ou não, do direito adquirido, situa-se no campo infraconstitucional. IV. - Alegação de ofensa ao devido processo legal: C.F., art. 5º, LIV e LV: se ofensa tivesse havido, seria ela indireta, reflexa, dado que a ofensa direta seria a normas processuais. E a ofensa a preceito constitucional que autoriza a admissão do recurso extraordinário é a ofensa direta, frontal. V. - Agravo não provido" (STF-RE-AgR-154.158/SP, Relator Ministro Carlos Velloso, 2ª Turma, DJ 20.9.2002). 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5485982. Supremo Tribunal Federal ARE 785659 AGR / RJ da Lei Maior), demanda, em primeiro plano, a interpretação das normas infraconstitucionais aplicáveis à espécie, de tal modo que, se afronta ocorresse, seria indireta, o que não atende à exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência deste egrégio Supremo Tribunal Federal, verbis: "Recurso extraordinário: descabimento: acórdão recorrido, do Tribunal Superior do Trabalho, que decidiu a questão à luz de legislação infraconstitucional: alegada violação ao texto constitucional que, se ocorresse, seria reflexa ou indireta; ausência de negativa de prestação jurisdicional ou de defesa aos princípios compreendidos nos arts. 5º, II, XXXV, LIV e LV e 93, IX, da Constituição Federal." (STF-AI-AgR-436.911/SE, Relator Ministro Sepúlveda Pertence, 1ª Turma, DJ 17.6.2005) "CONSTITUCIONAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO: ALEGAÇÃO DE OFENSA À C.F., art. 5º, II, XXXV, XXXVI, LIV e LV. I. - Ao Judiciário cabe, no conflito de interesses, fazer valer a vontade concreta da lei, interpretando-a. Se, em tal operação, interpreta razoavelmente ou desarrazoadamente a lei, a questão fica no campo da legalidade, inocorrendo o contencioso constitucional. II. - Decisão contrária ao interesse da parte não configura negativa de prestação jurisdicional (C.F., art. 5º, XXXV). III. - A verificação, no caso concreto, da existência, ou não, do direito adquirido, situa-se no campo infraconstitucional. IV. - Alegação de ofensa ao devido processo legal: C.F., art. 5º, LIV e LV: se ofensa tivesse havido, seria ela indireta, reflexa, dado que a ofensa direta seria a normas processuais. E a ofensa a preceito constitucional que autoriza a admissão do recurso extraordinário é a ofensa direta, frontal. V. - Agravo não provido" (STF-RE-AgR-154.158/SP, Relator Ministro Carlos Velloso, 2ª Turma, DJ 20.9.2002). 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5485982. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 14 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 785659 AGR / RJ Outrossim, o Tribunal de origem, na hipótese em apreço, lastreou-se na prova produzida para firmar seu convencimento, razão pela qual aferir a ocorrência de eventual afronta aos preceitos constitucionais invocados no apelo extremo exigiria o revolvimento do quadro fático delineado, procedimento vedado em sede extraordinária. Aplicação da Súmula 279/STF: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário”. Nesse sentir, não merece processamento o apelo extremo, consoante também se denota dos fundamentos da decisão que desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja detida análise conduz à conclusão pela ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República. Nego seguimento (art. 21, § 1º, do RISTF)”. Nada colhe. Tal como consignado na decisão agravada, inexiste violação do artigo 93, IX, da Constituição Federal de 1988. Na compreensão desta Suprema Corte, o texto constitucional exige que o órgão jurisdicional explicite as razões de seu convencimento, sem necessidade, contudo, do exame detalhado de cada argumento esgrimido pelas partes. Cito precedentes: “Questão de ordem. Agravo de Instrumento. Conversão em recurso extraordinário (CPC, art. 544, §§ 3º e 4º). Alegação de ofensa aos incisos XXXV e LX do art. 5º e ao inciso IX do art. 93 da Constituição Federal. Inocorrência. O art. 93, IX, da Constituição Federal exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar, contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão. Questão de ordem acolhida para reconhecer a repercussão geral, reafirmar a jurisprudência do Tribunal, negar provimento ao recurso e autorizar a adoção dos procedimentos relacionados à repercussão geral” (AI 791.292-QO-RG, Rel. Min. Gilmar 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5485982. Supremo Tribunal Federal ARE 785659 AGR / RJ Outrossim, o Tribunal de origem, na hipótese em apreço, lastreou-se na prova produzida para firmar seu convencimento, razão pela qual aferir a ocorrência de eventual afronta aos preceitos constitucionais invocados no apelo extremo exigiria o revolvimento do quadro fático delineado, procedimento vedado em sede extraordinária. Aplicação da Súmula 279/STF: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário”. Nesse sentir, não merece processamento o apelo extremo, consoante também se denota dos fundamentos da decisão que desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja detida análise conduz à conclusão pela ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República. Nego seguimento (art. 21, § 1º, do RISTF)”. Nada colhe. Tal como consignado na decisão agravada, inexiste violação do artigo 93, IX, da Constituição Federal de 1988. Na compreensão desta Suprema Corte, o texto constitucional exige que o órgão jurisdicional explicite as razões de seu convencimento, sem necessidade, contudo, do exame detalhado de cada argumento esgrimido pelas partes. Cito precedentes: “Questão de ordem. Agravo de Instrumento. Conversão em recurso extraordinário (CPC, art. 544, §§ 3º e 4º). Alegação de ofensa aos incisos XXXV e LX do art. 5º e ao inciso IX do art. 93 da Constituição Federal. Inocorrência. O art. 93, IX, da Constituição Federal exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar, contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão. Questão de ordem acolhida para reconhecer a repercussão geral, reafirmar a jurisprudência do Tribunal, negar provimento ao recurso e autorizar a adoção dos procedimentos relacionados à repercussão geral” (AI 791.292-QO-RG, Rel. Min. Gilmar 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5485982. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 14 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 785659 AGR / RJ Mendes, Tribunal Pleno, por maioria, DJe 13.8.2010). “RECURSO EXTRAORDINÁRIO MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova, também não servindo à interpretação de normas estritamente legais. RECURSO EXTRAORDINÁRIO PRESTAÇÃO JURISDICIONAL DEVIDO PROCESSO LEGAL. Se, de um lado, é possível ter-se situação concreta em que transgredido o devido processo legal a ponto de se enquadrar o recurso extraordinário no permissivo que lhe é próprio, de outro, descabe confundir a ausência de aperfeiçoamento da prestação jurisdicional com a entrega de forma contrária aos interesses do recorrente. AGRAVO ARTIGO 557, § 2º, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL MULTA. Se o agravo é manifestamente infundado, impõe-se a aplicação da multa prevista no § 2º do artigo 557 do Código de Processo Civil, arcando a parte com o ônus decorrente da litigância de má-fé” (ARE 721.783-AgR/RS, Rel. Min. Marco Aurélio, 1ª Turma, DJe 12.3.2013). Ademais, a discussão travada nos autos não alcança status constitucional. O exame da alegada ofensa aos princípios da proteção ao devido processo legal, ao contraditório e à ampla defesa, dependeria de prévia análise da legislação infraconstitucional aplicada à espécie, o que refoge à competência jurisdicional extraordinária, prevista no art. 102 da Constituição Federal. Cito precedentes: “DIREITO PROCESSUAL TRABALHISTA. ALEGAÇÃO DE VIOLAÇÃO DOS PRINCÍPIOS DO DEVIDO PROCESSO LEGAL, DO CONTRADITÓRIO E DA AMPLA DEFESA. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. REEXAME INCABÍVEL NO ÂMBITO DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL NÃO CONFIGURADA. DECISÃO FUNDAMENTADA. Impossibilidade de exame em recurso extraordinário de alegada violação, acaso existente, situada no âmbito 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5485982. Supremo Tribunal Federal ARE 785659 AGR / RJ Mendes, Tribunal Pleno, por maioria, DJe 13.8.2010). “RECURSO EXTRAORDINÁRIO MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova, também não servindo à interpretação de normas estritamente legais. RECURSO EXTRAORDINÁRIO PRESTAÇÃO JURISDICIONAL DEVIDO PROCESSO LEGAL. Se, de um lado, é possível ter-se situação concreta em que transgredido o devido processo legal a ponto de se enquadrar o recurso extraordinário no permissivo que lhe é próprio, de outro, descabe confundir a ausência de aperfeiçoamento da prestação jurisdicional com a entrega de forma contrária aos interesses do recorrente. AGRAVO ARTIGO 557, § 2º, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL MULTA. Se o agravo é manifestamente infundado, impõe-se a aplicação da multa prevista no § 2º do artigo 557 do Código de Processo Civil, arcando a parte com o ônus decorrente da litigância de má-fé” (ARE 721.783-AgR/RS, Rel. Min. Marco Aurélio, 1ª Turma, DJe 12.3.2013). Ademais, a discussão travada nos autos não alcança status constitucional. O exame da alegada ofensa aos princípios da proteção ao devido processo legal, ao contraditório e à ampla defesa, dependeria de prévia análise da legislação infraconstitucional aplicada à espécie, o que refoge à competência jurisdicional extraordinária, prevista no art. 102 da Constituição Federal. Cito precedentes: “DIREITO PROCESSUAL TRABALHISTA. ALEGAÇÃO DE VIOLAÇÃO DOS PRINCÍPIOS DO DEVIDO PROCESSO LEGAL, DO CONTRADITÓRIO E DA AMPLA DEFESA. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. REEXAME INCABÍVEL NO ÂMBITO DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL NÃO CONFIGURADA. DECISÃO FUNDAMENTADA. Impossibilidade de exame em recurso extraordinário de alegada violação, acaso existente, situada no âmbito 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5485982. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 14 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 785659 AGR / RJ infraconstitucional. A simples contrariedade da parte não configura ausência de fundamentação. Agravo regimental a que se nega provimento”(AI 842.445-AgR/RJ, de minha relatoria, 1ª Turma, DJe 16.4.2012). “A afronta aos princípios do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando depende, para ser reconhecida como tal, da análise de normas infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição da República” (AI 745.285-AgR/PE, Rel. Min. Dias Toffoli, 1ª Turma, unânime, DJe 1º.02.2012). De outra parte, oportuna a transcrição parcial do acórdão proferido pelo Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro: “(...) A contestação, bem como a sentença, partiu da premissa de que o recorrente foi punido através do procedimento disciplinar questionado, com a exclusão do quadro de Oficiais da Polícia Militar, sendo certo que o procedimento administrativo em questão ainda resta inacabado. Contudo, tal fato não compromete a conclusão de inexistência de vício no processo administrativo, uma vez que foram seguidas as normas formais, conferindo legitimidade ao procedimento. (…) Do farto conteúdo probatório carreado aos autos, vê-se que o recorrente teve a oportunidade de se defender no curso do processo administrativo disciplinar, bem como justificar as condutas a ele imputadas pela Administração Pública, não se havendo de cogitar cerceamento ao seu direito de ampla defesa e ao contraditório. Destarte, acertadamente, decidiu o Juízo a quo ao julgar improcedente o pedido autoral, eis que a atuação administrativa observou os princípios constitucionais que 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5485982. Supremo Tribunal Federal ARE 785659 AGR / RJ infraconstitucional. A simples contrariedade da parte não configura ausência de fundamentação. Agravo regimental a que se nega provimento”(AI 842.445-AgR/RJ, de minha relatoria, 1ª Turma, DJe 16.4.2012). “A afronta aos princípios do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando depende, para ser reconhecida como tal, da análise de normas infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição da República” (AI 745.285-AgR/PE, Rel. Min. Dias Toffoli, 1ª Turma, unânime, DJe 1º.02.2012). De outra parte, oportuna a transcrição parcial do acórdão proferido pelo Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro: “(...) A contestação, bem como a sentença, partiu da premissa de que o recorrente foi punido através do procedimento disciplinar questionado, com a exclusão do quadro de Oficiais da Polícia Militar, sendo certo que o procedimento administrativo em questão ainda resta inacabado. Contudo, tal fato não compromete a conclusão de inexistência de vício no processo administrativo, uma vez que foram seguidas as normas formais, conferindo legitimidade ao procedimento. (…) Do farto conteúdo probatório carreado aos autos, vê-se que o recorrente teve a oportunidade de se defender no curso do processo administrativo disciplinar, bem como justificar as condutas a ele imputadas pela Administração Pública, não se havendo de cogitar cerceamento ao seu direito de ampla defesa e ao contraditório. Destarte, acertadamente, decidiu o Juízo a quo ao julgar improcedente o pedido autoral, eis que a atuação administrativa observou os princípios constitucionais que 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5485982. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 14 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 785659 AGR / RJ asseguram a ampla defesa e o contraditório. Em relação à alegada nulidade no presente processo judicial, também não tem razão o recorrente, uma vez que em atenção ao despacho de 242, o qual indagou se as partes pretendiam produzir provas, o apelante limitou-se a afirmar que pretendia produzi-las (fl. 256), sem, ao menos, indicar as provas. O art. 326 do CPC prevê o prazo de 10 (dez) dias para a produção de provas na fase em que se encontrava o processo, sendo, portanto, completamente imprópria a singela manifestação da parte autora para que a partir de um próximo despacho contasse seu prazo para a produção das referidas provas. (…) Oportunizada a produção de prova, não há que se falar em cerceamento de defesa. Sendo assim, em que pesem as alegações do recorrente, deve ser desprovido o recurso”. Emerge do acórdão que ensejou o manejo do recurso extraordinário que o Tribunal a quo concluiu no sentido da regularidade do procedimento administrativo disciplinar instaurado contra o ora agravante, e pela ausência de nulidade no processo judicial. Divergir de tal entendimento demandaria a análise da legislação infraconstitucional aplicável à espécie, bem como a reelaboração da moldura fática delineada na origem, inviável em sede recursal extraordinária. Aplicação da Súmula 279/STF: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário.” Colho precedentes: “Embargos de declaração no agravo de instrumento. Conversão em agravo regimental. Servidor público. Processo administrativo disciplinar. Princípio da ampla defesa. Violação. Reexame de fatos e provas. Impossibilidade. Precedentes. 1. O Tribunal de origem concluiu, com base nos fatos e nas provas dos autos, que não houve violação do princípio da ampla defesa no transcurso do processo administrativo disciplinar. 2. 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5485982. Supremo Tribunal Federal ARE 785659 AGR / RJ asseguram a ampla defesa e o contraditório. Em relação à alegada nulidade no presente processo judicial, também não tem razão o recorrente, uma vez que em atenção ao despacho de 242, o qual indagou se as partes pretendiam produzir provas, o apelante limitou-se a afirmar que pretendia produzi-las (fl. 256), sem, ao menos, indicar as provas. O art. 326 do CPC prevê o prazo de 10 (dez) dias para a produção de provas na fase em que se encontrava o processo, sendo, portanto, completamente imprópria a singela manifestação da parte autora para que a partir de um próximo despacho contasse seu prazo para a produção das referidas provas. (…) Oportunizada a produção de prova, não há que se falar em cerceamento de defesa. Sendo assim, em que pesem as alegações do recorrente, deve ser desprovido o recurso”. Emerge do acórdão que ensejou o manejo do recurso extraordinário que o Tribunal a quo concluiu no sentido da regularidade do procedimento administrativo disciplinar instaurado contra o ora agravante, e pela ausência de nulidade no processo judicial. Divergir de tal entendimento demandaria a análise da legislação infraconstitucional aplicável à espécie, bem como a reelaboração da moldura fática delineada na origem, inviável em sede recursal extraordinária. Aplicação da Súmula 279/STF: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário.” Colho precedentes: “Embargos de declaração no agravo de instrumento. Conversão em agravo regimental. Servidor público. Processo administrativo disciplinar. Princípio da ampla defesa. Violação. Reexame de fatos e provas. Impossibilidade. Precedentes. 1. O Tribunal de origem concluiu, com base nos fatos e nas provas dos autos, que não houve violação do princípio da ampla defesa no transcurso do processo administrativo disciplinar. 2. 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5485982. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 14 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 785659 AGR / RJ Divergir desse entendimento demandaria o reexame do conjunto fático-probatório da causa, o que é inadmissível em recurso extraordinário. Incidência da Súmula nº 279 desta Corte. 3. Embargos de declaração recebidos como agravo regimental, ao qual se nega provimento” (AI 726.030- ED/MG, Rel. Min. Dias Toffoli, 1ª Turma, DJe 19.11.2012). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. EX- POLICIAL MILITAR. PEDIDO DE REINTEGRAÇÃO. ALEGAÇÃO DE NULIDADE DO PROCEDIMENTO ADMINISTRATIVO. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. NÃO CABIMENTO DE REEXAME PELA VIA EXTRAORDINÁRIA. 1. A violação indireta ou reflexa das regras constitucionais não enseja recurso extraordinário. Precedentes: AI n. 738.145 - AgR, Rel. Min. CELSO DE MELLO, 2ª Turma, DJ 25.02.11; AI n. 482.317-AgR, Rel. Min. ELLEN GRACIE, 2ª Turma DJ 15.03.11; AI n. 646.103-AgR, Rel. Ministra CÁRMEN LÚCIA, 1ª Turma, DJ 18.03.11. 2. In casu, o acórdão originariamente recorrido assentou: “POLICIAL MILITAR – Demissão – Idônea aplicação de novel RDPM – Princípio da irretroatividade das leis – Não incidência – Princípios da Atipicidade e do Informalismo – Independência das Esferas de Responsabilização – Higidez do Conselho de Disciplina – Poder Discricionário do Administrador – Regular motivação do ato – Respeito à razoabilidade e proporcionalidade – Indenização por danos morais – Descabimento – Provimento negado. Sendo a conduta imputada de igual gravame, tando no anterior quanto no vigente Regulamento Disciplinar, inexistente prejuízo. Não importa a capitulação legal, já que o acusado de transgressão manifesta-se quanto aos fatos. Sendo legal a exclusão, é vedado ao Poder Judiciário pronunciar-se sobre a conveniência, justiça ou oportunidade da aplicação da pena, pois tais questões prendem-se ao mérito administrativo.” 3. Agravo regimental desprovido” (ARE 650.718-AgR/SP, Rel. Min. Luiz Fux, 1ª Turma, DJe 28.6.2012). 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5485982. Supremo Tribunal Federal ARE 785659 AGR / RJ Divergir desse entendimento demandaria o reexame do conjunto fático-probatório da causa, o que é inadmissível em recurso extraordinário. Incidência da Súmula nº 279 desta Corte. 3. Embargos de declaração recebidos como agravo regimental, ao qual se nega provimento” (AI 726.030- ED/MG, Rel. Min. Dias Toffoli, 1ª Turma, DJe 19.11.2012). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. EX- POLICIAL MILITAR. PEDIDO DE REINTEGRAÇÃO. ALEGAÇÃO DE NULIDADE DO PROCEDIMENTO ADMINISTRATIVO. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. NÃO CABIMENTO DE REEXAME PELA VIA EXTRAORDINÁRIA. 1. A violação indireta ou reflexa das regras constitucionais não enseja recurso extraordinário. Precedentes: AI n. 738.145 - AgR, Rel. Min. CELSO DE MELLO, 2ª Turma, DJ 25.02.11; AI n. 482.317-AgR, Rel. Min. ELLEN GRACIE, 2ª Turma DJ 15.03.11; AI n. 646.103-AgR, Rel. Ministra CÁRMEN LÚCIA, 1ª Turma, DJ 18.03.11. 2. In casu, o acórdão originariamente recorrido assentou: “POLICIAL MILITAR – Demissão – Idônea aplicação de novel RDPM – Princípio da irretroatividade das leis – Não incidência – Princípios da Atipicidade e do Informalismo – Independência das Esferas de Responsabilização – Higidez do Conselho de Disciplina – Poder Discricionário do Administrador – Regular motivação do ato – Respeito à razoabilidade e proporcionalidade – Indenização por danos morais – Descabimento – Provimento negado. Sendo a conduta imputada de igual gravame, tando no anterior quanto no vigente Regulamento Disciplinar, inexistente prejuízo. Não importa a capitulação legal, já que o acusado de transgressão manifesta-se quanto aos fatos. Sendo legal a exclusão, é vedado ao Poder Judiciário pronunciar-se sobre a conveniência, justiça ou oportunidade da aplicação da pena, pois tais questões prendem-se ao mérito administrativo.” 3. Agravo regimental desprovido” (ARE 650.718-AgR/SP, Rel. Min. Luiz Fux, 1ª Turma, DJe 28.6.2012). 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5485982. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 14 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 785659 AGR / RJ “AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. DIREITO ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. DEMISSÃO. ALEGAÇÃO DE OCORRÊNCIA DE IRREGULARIDADES NO PROCEDIMENTO QUE APUROU OS FATOS. REEXAME DE FATOS E PROVAS. OFENSA INDIRETA OU REFLEXA À CONSTITUIÇÃO. ÓBICE DOS ENUNCIADOS 279 E 636 DA SÚMULA/STF. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI 848.135 -AgR/RS, Rel. Min. Joaquim Barbosa, DJe 01.12.2011). Nesse contexto, as razões do agravo regimental não são aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere à ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República. Agravo regimental conhecido e não provido. É como voto. 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5485982. Supremo Tribunal Federal ARE 785659 AGR / RJ “AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. DIREITO ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. DEMISSÃO. ALEGAÇÃO DE OCORRÊNCIA DE IRREGULARIDADES NO PROCEDIMENTO QUE APUROU OS FATOS. REEXAME DE FATOS E PROVAS. OFENSA INDIRETA OU REFLEXA À CONSTITUIÇÃO. ÓBICE DOS ENUNCIADOS 279 E 636 DA SÚMULA/STF. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI 848.135 -AgR/RS, Rel. Min. Joaquim Barbosa, DJe 01.12.2011). Nesse contexto, as razões do agravo regimental não são aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere à ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República. Agravo regimental conhecido e não provido. É como voto. 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5485982. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 14 Extrato de Ata - 18/03/2014 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 785.659 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : EDUARDO CIATTEI PENNA ADV.(A/S) : ANA BEATRIZ BORGES MARTINS PENNA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da relatora. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Luiz Fux. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 18.3.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 5545516 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 785.659 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : EDUARDO CIATTEI PENNA ADV.(A/S) : ANA BEATRIZ BORGES MARTINS PENNA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da relatora. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Luiz Fux. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 18.3.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 5545516 Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 14
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=5597109
2014-03-18T00:00:00
2014-04-07T00:00:00
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da relatora. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Luiz Fux. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 18.3.2014.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
EMENTA DIREITO ADMINISTRATIVO. POLICIAL MILITAR. ALEGAÇÃO DE IRREGULARIDADES EM PROCEDIMENTO ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR. DEBATE DE ÂMBITO INFRACONSTITUCIONAL. NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL NÃO CONFIGURADA. ANÁLISE DA OCORRÊNCIA DE EVENTUAL AFRONTA AOS PRECEITOS CONSTITUCIONAIS INVOCADOS NO APELO EXTREMO DEPENDENTE DA REELABORAÇÃO DA MOLDURA FÁTICA CONSTANTE DO ACÓRDÃO REGIONAL. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 04.11.2011. Inexiste violação do artigo 93, IX, da Constituição Federal de 1988. Na compreensão desta Suprema Corte, o texto constitucional exige que o órgão jurisdicional explicite as razões de seu convencimento, sem necessidade, contudo, do exame detalhado de cada argumento esgrimido pelas partes. Precedentes. O exame da alegada ofensa aos princípios da proteção ao devido processo legal, ao contraditório e à ampla defesa, dependeria de prévia análise da legislação infraconstitucional aplicada à espécie, o que refoge à competência jurisdicional extraordinária, prevista no art. 102 da Constituição Federal. Precedentes. Divergir do entendimento do Tribunal a quo acerca da regularidade do procedimento administrativo disciplinar instaurado contra o ora agravante e pela ausência de nulidade no processo judicial demandaria a análise da legislação infraconstitucional aplicável à espécie, bem como a reelaboração da moldura fática delineada na origem, inviável em sede recursal extraordinária. Aplicação do óbice da Súmula 279/STF. Precedentes. Agravo regimental conhecido e não provido.
sjur260133
- Acórdão(s) citado(s): (FUNDAMENTAÇÃO, DECISÃO JUDICIAL) AI 791292 QO-RG, ARE 721783 AgR (1ªT). (DEVIDO PROCESSO LEGAL) AI 842445 AgR (1ªT), AI 745285 AgR (1ªT). (SÚMULA 279) AI 848135 AgR (2ªT), ARE 650718 AgR (1ªT), AI 726030 ED (1ªT). Número de páginas: 14. Análise: 22/04/2014, TIA.
ROSA WEBER
Primeira Turma
785659
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00093 INC-00009 ART-00102\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 785659 AgR
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AGTE.(S) : EDUARDO CIATTEI PENNA ADV.(A/S) : ANA BEATRIZ BORGES MARTINS PENNA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
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Ementa e Acórdão 18/03/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 785.659 RIO DE JANEIRO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :EDUARDO CIATTEI PENNA ADV.(A/S) :ANA BEATRIZ BORGES MARTINS PENNA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO EMENTA DIREITO ADMINISTRATIVO. POLICIAL MILITAR. ALEGAÇÃO DE IRREGULARIDADES EM PROCEDIMENTO ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR. DEBATE DE ÂMBITO INFRACONSTITUCIONAL. NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL NÃO CONFIGURADA. ANÁLISE DA OCORRÊNCIA DE EVENTUAL AFRONTA AOS PRECEITOS CONSTITUCIONAIS INVOCADOS NO APELO EXTREMO DEPENDENTE DA REELABORAÇÃO DA MOLDURA FÁTICA CONSTANTE DO ACÓRDÃO REGIONAL. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 04.11.2011. Inexiste violação do artigo 93, IX, da Constituição Federal de 1988. Na compreensão desta Suprema Corte, o texto constitucional exige que o órgão jurisdicional explicite as razões de seu convencimento, sem necessidade, contudo, do exame detalhado de cada argumento esgrimido pelas partes. Precedentes. O exame da alegada ofensa aos princípios da proteção ao devido processo legal, ao contraditório e à ampla defesa, dependeria de prévia análise da legislação infraconstitucional aplicada à espécie, o que refoge à competência jurisdicional extraordinária, prevista no art. 102 da Constituição Federal. Precedentes. Divergir do entendimento do Tribunal a quo acerca da regularidade do procedimento administrativo disciplinar instaurado contra o ora Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5485980. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 14 Ementa e Acórdão ARE 785659 AGR / RJ agravante e pela ausência de nulidade no processo judicial demandaria a análise da legislação infraconstitucional aplicável à espécie, bem como a reelaboração da moldura fática delineada na origem, inviável em sede recursal extraordinária. Aplicação do óbice da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal. Precedentes. Agravo regimental conhecido e não provido. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Luiz Fux. Brasília, 18 de março de 2014. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5485980. Supremo Tribunal Federal ARE 785659 AGR / RJ agravante e pela ausência de nulidade no processo judicial demandaria a análise da legislação infraconstitucional aplicável à espécie, bem como a reelaboração da moldura fática delineada na origem, inviável em sede recursal extraordinária. Aplicação do óbice da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal. Precedentes. Agravo regimental conhecido e não provido. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Luiz Fux. Brasília, 18 de março de 2014. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5485980. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 14 Relatório 18/03/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 785.659 RIO DE JANEIRO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :EDUARDO CIATTEI PENNA ADV.(A/S) :ANA BEATRIZ BORGES MARTINS PENNA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO R E L A T Ó R I O A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra decisão por mim proferida, mediante a qual negado seguimento a seu agravo em recurso extraordinário, maneja agravo regimental Eduardo Ciattei Penna. O agravante insurge-se contra a decisão agravada, ao argumento de que “(...) Antes de ser proferida sentença de 1... instância, a advogada do Autor, ora Apelante, ficou impossibilitada de interpor Agravo de Instrumento contra decisão que ignorou a manifestação Autoral em produzir provas, porque a publicação não saiu com o nome da advogada do apelante”. Afirma que “(...)O fato narrado acima, não só gera nulidade processual, na forma do artigo 236, parágrafo 1... do Código de Processo Civil, como responsabilidade funcional e viola o princípio constitucional do contraditório e da ampla defesa, artigo 5..., LV da Constituição da República Federativa do Brasil”. Sustenta que “(...) No processo administrativo houve violação a norma processual quando não foi ouvido o principal acusador, violando também o contraditório e a ampla defesa, pois impediu o Apelante de se defender das acusações que lhe foram imputadas levianamente”. Aduz que “(...) não há nos autos do processo administrativo nenhuma autorização judicial que permitisse a juntada aos autos da quebra do sigilo bancário do Apelante, e todos os documentos referentes à quebra do sigilo bancário não estão sendo acautelados com os cuidados que a lei complementar 105/2001 determina e até foi publicado a quebra do sigilo bancário pela Administração em Boletim da Polícia Militar, desrespeitando totalmente o que Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5485981. Supremo Tribunal Federal 18/03/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 785.659 RIO DE JANEIRO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :EDUARDO CIATTEI PENNA ADV.(A/S) :ANA BEATRIZ BORGES MARTINS PENNA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO R E L A T Ó R I O A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra decisão por mim proferida, mediante a qual negado seguimento a seu agravo em recurso extraordinário, maneja agravo regimental Eduardo Ciattei Penna. O agravante insurge-se contra a decisão agravada, ao argumento de que “(...) Antes de ser proferida sentença de 1... instância, a advogada do Autor, ora Apelante, ficou impossibilitada de interpor Agravo de Instrumento contra decisão que ignorou a manifestação Autoral em produzir provas, porque a publicação não saiu com o nome da advogada do apelante”. Afirma que “(...)O fato narrado acima, não só gera nulidade processual, na forma do artigo 236, parágrafo 1... do Código de Processo Civil, como responsabilidade funcional e viola o princípio constitucional do contraditório e da ampla defesa, artigo 5..., LV da Constituição da República Federativa do Brasil”. Sustenta que “(...) No processo administrativo houve violação a norma processual quando não foi ouvido o principal acusador, violando também o contraditório e a ampla defesa, pois impediu o Apelante de se defender das acusações que lhe foram imputadas levianamente”. Aduz que “(...) não há nos autos do processo administrativo nenhuma autorização judicial que permitisse a juntada aos autos da quebra do sigilo bancário do Apelante, e todos os documentos referentes à quebra do sigilo bancário não estão sendo acautelados com os cuidados que a lei complementar 105/2001 determina e até foi publicado a quebra do sigilo bancário pela Administração em Boletim da Polícia Militar, desrespeitando totalmente o que Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5485981. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 14 Relatório ARE 785659 AGR / RJ determina a lei”. Insiste na alegação de afronta aos arts. 5..., XII, LIV, LV, LVI e LVII, e 93, IX, da Constituição Federal. Acórdão do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro publicado em 04.11.2011. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5485981. Supremo Tribunal Federal ARE 785659 AGR / RJ determina a lei”. Insiste na alegação de afronta aos arts. 5..., XII, LIV, LV, LVI e LVII, e 93, IX, da Constituição Federal. Acórdão do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro publicado em 04.11.2011. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5485981. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 14 Voto - MIN. ROSA WEBER 18/03/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 785.659 RIO DE JANEIRO V O T O A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame do mérito. Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo: “Vistos etc. Contra o juízo negativo de admissibilidade do recurso extraordinário, exarado pela Presidência do Tribunal a quo, foi manejado agravo. Na minuta, sustenta-se que o recurso extraordinário reúne todos os requisitos para sua admissão. Aparelhado o recurso na violação dos arts. 5..., XII, XXXV, LIV, LV, LVI e LVII, e 93, IX, da Lei Maior. É o relatório. Decido. Preenchidos os pressupostos extrínsecos. Da detida análise dos fundamentos da decisão denegatória de seguimento do recurso extraordinário, bem como à luz das razões de decidir adotadas pelo Tribunal de origem, por ocasião do julgamento do recurso veiculado na instância ordinária, concluo que nada colhe o agravo. Da leitura dos fundamentos do acórdão prolatado na origem, constato explicitados os motivos de decidir, a afastar o vício da nulidade por negativa de prestação jurisdicional arguido. Destaco que, no âmbito técnico-processual, o grau de correção do juízo de valor emitido na origem não se confunde com vício ao primado da fundamentação, notadamente consabido que a disparidade entre o resultado do julgamento e a expectativa da parte não sugestiona lesão à norma do texto republicano. Precedentes desta Suprema Corte na matéria: Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5485982. Supremo Tribunal Federal 18/03/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 785.659 RIO DE JANEIRO V O T O A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame do mérito. Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo: “Vistos etc. Contra o juízo negativo de admissibilidade do recurso extraordinário, exarado pela Presidência do Tribunal a quo, foi manejado agravo. Na minuta, sustenta-se que o recurso extraordinário reúne todos os requisitos para sua admissão. Aparelhado o recurso na violação dos arts. 5..., XII, XXXV, LIV, LV, LVI e LVII, e 93, IX, da Lei Maior. É o relatório. Decido. Preenchidos os pressupostos extrínsecos. Da detida análise dos fundamentos da decisão denegatória de seguimento do recurso extraordinário, bem como à luz das razões de decidir adotadas pelo Tribunal de origem, por ocasião do julgamento do recurso veiculado na instância ordinária, concluo que nada colhe o agravo. Da leitura dos fundamentos do acórdão prolatado na origem, constato explicitados os motivos de decidir, a afastar o vício da nulidade por negativa de prestação jurisdicional arguido. Destaco que, no âmbito técnico-processual, o grau de correção do juízo de valor emitido na origem não se confunde com vício ao primado da fundamentação, notadamente consabido que a disparidade entre o resultado do julgamento e a expectativa da parte não sugestiona lesão à norma do texto republicano. Precedentes desta Suprema Corte na matéria: Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5485982. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 14 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 785659 AGR / RJ “Fundamentação do acórdão recorrido. Existência. Não há falar em ofensa ao art. 93, IX, da Constituição Federal de 1988, quando o acórdão impugnado tenha dado razões suficientes, embora contrárias à tese da recorrente.” (AI 426.981-AgR, Relator Ministro Cezar Peluso, DJ 05.11.04; no mesmo sentido: AI 611.406-AgR, Relator Ministro Carlos Britto, DJE 20.02.09) “Omissão. Inexistência. O magistrado não está obrigado a responder todos os fundamentos alegados pelo recorrente. PIS. Lei n. 9.715/98. Constitucionalidade. A controvérsia foi decidida com respaldo em fundamentos adequados, inexistindo omissão a ser suprida. Este Tribunal fixou entendimento no sentido de que o magistrado não está vinculado pelo dever de responder todo s os fundamentos alegados pela parte recorrente. Precedentes. Esta Corte afastou a suposta inconstitucionalidade das alterações introduzidas pela Lei n. 9.715/98, admitindo a majoração da contribuição para o PIS mediante a edição de medida provisória. Precedentes.” (Recurso Extraordinário 511.581-AgR, Relator Ministro Eros Grau, DJE 15.8.08) “O que a Constituição exige, no art. 93, IX, é que a decisão judicial seja fundamentada; não, que a fundamentação seja correta, na solução das questões de fato ou de direito da lide: declinadas no julgado as premissas, corretamente assentadas ou não, mas coerentes com o dispositivo do acórdão, está satisfeita a exigência constitucional.” (AI 402.819-AgR, Relator Ministro Sepúlveda Pertence, DJ 05.9.03) O exame de eventual ofensa aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais, consagradores dos princípios da inafastabilidade da prestação jurisdicional e da proteção ao devido processo legal, ao contraditório e à ampla defesa (art. 5... 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5485982. Supremo Tribunal Federal ARE 785659 AGR / RJ “Fundamentação do acórdão recorrido. Existência. Não há falar em ofensa ao art. 93, IX, da Constituição Federal de 1988, quando o acórdão impugnado tenha dado razões suficientes, embora contrárias à tese da recorrente.” (AI 426.981-AgR, Relator Ministro Cezar Peluso, DJ 05.11.04; no mesmo sentido: AI 611.406-AgR, Relator Ministro Carlos Britto, DJE 20.02.09) “Omissão. Inexistência. O magistrado não está obrigado a responder todos os fundamentos alegados pelo recorrente. PIS. Lei n. 9.715/98. Constitucionalidade. A controvérsia foi decidida com respaldo em fundamentos adequados, inexistindo omissão a ser suprida. Este Tribunal fixou entendimento no sentido de que o magistrado não está vinculado pelo dever de responder todo s os fundamentos alegados pela parte recorrente. Precedentes. Esta Corte afastou a suposta inconstitucionalidade das alterações introduzidas pela Lei n. 9.715/98, admitindo a majoração da contribuição para o PIS mediante a edição de medida provisória. Precedentes.” (Recurso Extraordinário 511.581-AgR, Relator Ministro Eros Grau, DJE 15.8.08) “O que a Constituição exige, no art. 93, IX, é que a decisão judicial seja fundamentada; não, que a fundamentação seja correta, na solução das questões de fato ou de direito da lide: declinadas no julgado as premissas, corretamente assentadas ou não, mas coerentes com o dispositivo do acórdão, está satisfeita a exigência constitucional.” (AI 402.819-AgR, Relator Ministro Sepúlveda Pertence, DJ 05.9.03) O exame de eventual ofensa aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais, consagradores dos princípios da inafastabilidade da prestação jurisdicional e da proteção ao devido processo legal, ao contraditório e à ampla defesa (art. 5... 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5485982. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 14 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 785659 AGR / RJ da Lei Maior), demanda, em primeiro plano, a interpretação das normas infraconstitucionais aplicáveis à espécie, de tal modo que, se afronta ocorresse, seria indireta, o que não atende à exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência deste egrégio Supremo Tribunal Federal, verbis: "Recurso extraordinário: descabimento: acórdão recorrido, do Tribunal Superior do Trabalho, que decidiu a questão à luz de legislação infraconstitucional: alegada violação ao texto constitucional que, se ocorresse, seria reflexa ou indireta; ausência de negativa de prestação jurisdicional ou de defesa aos princípios compreendidos nos arts. 5..., II, XXXV, LIV e LV e 93, IX, da Constituição Federal." (Supremo Tribunal Federal-AI-AgR-436.911/SE, Relator Ministro Sepúlveda Pertence, 1... Turma, DJ 17.6.2005) "CONSTITUCIONAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO: ALEGAÇÃO DE OFENSA À C.F., art. 5..., II, XXXV, XXXVI, LIV e LV. I. - Ao Judiciário cabe, no conflito de interesses, fazer valer a vontade concreta da lei, interpretando-a. Se, em tal operação, interpreta razoavelmente ou desarrazoadamente a lei, a questão fica no campo da legalidade, inocorrendo o contencioso constitucional. II. - Decisão contrária ao interesse da parte não configura negativa de prestação jurisdicional (C.F., art. 5..., XXXV). III. - A verificação, no caso concreto, da existência, ou não, do direito adquirido, situa-se no campo infraconstitucional. IV. - Alegação de ofensa ao devido processo legal: C.F., art. 5..., LIV e LV: se ofensa tivesse havido, seria ela indireta, reflexa, dado que a ofensa direta seria a normas processuais. E a ofensa a preceito constitucional que autoriza a admissão do recurso extraordinário é a ofensa direta, frontal. V. - Agravo não provido" (Supremo Tribunal Federal-Recurso Extraordinário-AgR-154.158/SP, Relator Ministro Carlos Velloso, 2... Turma, DJ 20.9.2002). 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5485982. Supremo Tribunal Federal ARE 785659 AGR / RJ da Lei Maior), demanda, em primeiro plano, a interpretação das normas infraconstitucionais aplicáveis à espécie, de tal modo que, se afronta ocorresse, seria indireta, o que não atende à exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência deste egrégio Supremo Tribunal Federal, verbis: "Recurso extraordinário: descabimento: acórdão recorrido, do Tribunal Superior do Trabalho, que decidiu a questão à luz de legislação infraconstitucional: alegada violação ao texto constitucional que, se ocorresse, seria reflexa ou indireta; ausência de negativa de prestação jurisdicional ou de defesa aos princípios compreendidos nos arts. 5..., II, XXXV, LIV e LV e 93, IX, da Constituição Federal." (Supremo Tribunal Federal-AI-AgR-436.911/SE, Relator Ministro Sepúlveda Pertence, 1... Turma, DJ 17.6.2005) "CONSTITUCIONAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO: ALEGAÇÃO DE OFENSA À C.F., art. 5..., II, XXXV, XXXVI, LIV e LV. I. - Ao Judiciário cabe, no conflito de interesses, fazer valer a vontade concreta da lei, interpretando-a. Se, em tal operação, interpreta razoavelmente ou desarrazoadamente a lei, a questão fica no campo da legalidade, inocorrendo o contencioso constitucional. II. - Decisão contrária ao interesse da parte não configura negativa de prestação jurisdicional (C.F., art. 5..., XXXV). III. - A verificação, no caso concreto, da existência, ou não, do direito adquirido, situa-se no campo infraconstitucional. IV. - Alegação de ofensa ao devido processo legal: C.F., art. 5..., LIV e LV: se ofensa tivesse havido, seria ela indireta, reflexa, dado que a ofensa direta seria a normas processuais. E a ofensa a preceito constitucional que autoriza a admissão do recurso extraordinário é a ofensa direta, frontal. V. - Agravo não provido" (Supremo Tribunal Federal-Recurso Extraordinário-AgR-154.158/SP, Relator Ministro Carlos Velloso, 2... Turma, DJ 20.9.2002). 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5485982. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 14 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 785659 AGR / RJ Outrossim, o Tribunal de origem, na hipótese em apreço, lastreou-se na prova produzida para firmar seu convencimento, razão pela qual aferir a ocorrência de eventual afronta aos preceitos constitucionais invocados no apelo extremo exigiria o revolvimento do quadro fático delineado, procedimento vedado em sede extraordinária. Aplicação da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário”. Nesse sentir, não merece processamento o apelo extremo, consoante também se denota dos fundamentos da decisão que desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja detida análise conduz à conclusão pela ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República. Nego seguimento (art. 21, § 1..., do RISTF)”. Nada colhe. Tal como consignado na decisão agravada, inexiste violação do artigo 93, IX, da Constituição Federal de 1988. Na compreensão desta Suprema Corte, o texto constitucional exige que o órgão jurisdicional explicite as razões de seu convencimento, sem necessidade, contudo, do exame detalhado de cada argumento esgrimido pelas partes. Cito precedentes: “Questão de ordem. Agravo de Instrumento. Conversão em recurso extraordinário (Código de Processo Civil, art. 544, §§ 3... e 4...). Alegação de ofensa aos incisos XXXV e LX do art. 5... e ao inciso IX do art. 93 da Constituição Federal. Inocorrência. O art. 93, IX, da Constituição Federal exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar, contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão. Questão de ordem acolhida para reconhecer a repercussão geral, reafirmar a jurisprudência do Tribunal, negar provimento ao recurso e autorizar a adoção dos procedimentos relacionados à repercussão geral” (AI 791.292-QO-RG, Rel. Min. Gilmar 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5485982. Supremo Tribunal Federal ARE 785659 AGR / RJ Outrossim, o Tribunal de origem, na hipótese em apreço, lastreou-se na prova produzida para firmar seu convencimento, razão pela qual aferir a ocorrência de eventual afronta aos preceitos constitucionais invocados no apelo extremo exigiria o revolvimento do quadro fático delineado, procedimento vedado em sede extraordinária. Aplicação da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário”. Nesse sentir, não merece processamento o apelo extremo, consoante também se denota dos fundamentos da decisão que desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja detida análise conduz à conclusão pela ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República. Nego seguimento (art. 21, § 1..., do RISTF)”. Nada colhe. Tal como consignado na decisão agravada, inexiste violação do artigo 93, IX, da Constituição Federal de 1988. Na compreensão desta Suprema Corte, o texto constitucional exige que o órgão jurisdicional explicite as razões de seu convencimento, sem necessidade, contudo, do exame detalhado de cada argumento esgrimido pelas partes. Cito precedentes: “Questão de ordem. Agravo de Instrumento. Conversão em recurso extraordinário (Código de Processo Civil, art. 544, §§ 3... e 4...). Alegação de ofensa aos incisos XXXV e LX do art. 5... e ao inciso IX do art. 93 da Constituição Federal. Inocorrência. O art. 93, IX, da Constituição Federal exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar, contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão. Questão de ordem acolhida para reconhecer a repercussão geral, reafirmar a jurisprudência do Tribunal, negar provimento ao recurso e autorizar a adoção dos procedimentos relacionados à repercussão geral” (AI 791.292-QO-RG, Rel. Min. Gilmar 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5485982. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 14 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 785659 AGR / RJ Mendes, Tribunal Pleno, por maioria, DJe 13.8.2010). “RECURSO EXTRAORDINÁRIO MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova, também não servindo à interpretação de normas estritamente legais. RECURSO EXTRAORDINÁRIO PRESTAÇÃO JURISDICIONAL DEVIDO PROCESSO LEGAL. Se, de um lado, é possível ter-se situação concreta em que transgredido o devido processo legal a ponto de se enquadrar o recurso extraordinário no permissivo que lhe é próprio, de outro, descabe confundir a ausência de aperfeiçoamento da prestação jurisdicional com a entrega de forma contrária aos interesses do recorrente. AGRAVO ARTIGO 557, § 2..., DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL MULTA. Se o agravo é manifestamente infundado, impõe-se a aplicação da multa prevista no § 2... do artigo 557 do Código de Processo Civil, arcando a parte com o ônus decorrente da litigância de má-fé” (ARE 721.783-AgR/RS, Rel. Min. Marco Aurélio, 1... Turma, DJe 12.3.2013). Ademais, a discussão travada nos autos não alcança status constitucional. O exame da alegada ofensa aos princípios da proteção ao devido processo legal, ao contraditório e à ampla defesa, dependeria de prévia análise da legislação infraconstitucional aplicada à espécie, o que refoge à competência jurisdicional extraordinária, prevista no art. 102 da Constituição Federal. Cito precedentes: “DIREITO PROCESSUAL TRABALHISTA. ALEGAÇÃO DE VIOLAÇÃO DOS PRINCÍPIOS DO DEVIDO PROCESSO LEGAL, DO CONTRADITÓRIO E DA AMPLA DEFESA. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. REEXAME INCABÍVEL NO ÂMBITO DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL NÃO CONFIGURADA. DECISÃO FUNDAMENTADA. Impossibilidade de exame em recurso extraordinário de alegada violação, acaso existente, situada no âmbito 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5485982. Supremo Tribunal Federal ARE 785659 AGR / RJ Mendes, Tribunal Pleno, por maioria, DJe 13.8.2010). “RECURSO EXTRAORDINÁRIO MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova, também não servindo à interpretação de normas estritamente legais. RECURSO EXTRAORDINÁRIO PRESTAÇÃO JURISDICIONAL DEVIDO PROCESSO LEGAL. Se, de um lado, é possível ter-se situação concreta em que transgredido o devido processo legal a ponto de se enquadrar o recurso extraordinário no permissivo que lhe é próprio, de outro, descabe confundir a ausência de aperfeiçoamento da prestação jurisdicional com a entrega de forma contrária aos interesses do recorrente. AGRAVO ARTIGO 557, § 2..., DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL MULTA. Se o agravo é manifestamente infundado, impõe-se a aplicação da multa prevista no § 2... do artigo 557 do Código de Processo Civil, arcando a parte com o ônus decorrente da litigância de má-fé” (ARE 721.783-AgR/RS, Rel. Min. Marco Aurélio, 1... Turma, DJe 12.3.2013). Ademais, a discussão travada nos autos não alcança status constitucional. O exame da alegada ofensa aos princípios da proteção ao devido processo legal, ao contraditório e à ampla defesa, dependeria de prévia análise da legislação infraconstitucional aplicada à espécie, o que refoge à competência jurisdicional extraordinária, prevista no art. 102 da Constituição Federal. Cito precedentes: “DIREITO PROCESSUAL TRABALHISTA. ALEGAÇÃO DE VIOLAÇÃO DOS PRINCÍPIOS DO DEVIDO PROCESSO LEGAL, DO CONTRADITÓRIO E DA AMPLA DEFESA. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. REEXAME INCABÍVEL NO ÂMBITO DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL NÃO CONFIGURADA. DECISÃO FUNDAMENTADA. Impossibilidade de exame em recurso extraordinário de alegada violação, acaso existente, situada no âmbito 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5485982. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 14 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 785659 AGR / RJ infraconstitucional. A simples contrariedade da parte não configura ausência de fundamentação. Agravo regimental a que se nega provimento”(AI 842.445-AgR/RJ, de minha relatoria, 1... Turma, DJe 16.4.2012). “A afronta aos princípios do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando depende, para ser reconhecida como tal, da análise de normas infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição da República” (AI 745.285-AgR/PE, Rel. Min. Dias Toffoli, 1... Turma, unânime, DJe 1....02.2012). De outra parte, oportuna a transcrição parcial do acórdão proferido pelo Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro: “(...) A contestação, bem como a sentença, partiu da premissa de que o recorrente foi punido através do procedimento disciplinar questionado, com a exclusão do quadro de Oficiais da Polícia Militar, sendo certo que o procedimento administrativo em questão ainda resta inacabado. Contudo, tal fato não compromete a conclusão de inexistência de vício no processo administrativo, uma vez que foram seguidas as normas formais, conferindo legitimidade ao procedimento. (…) Do farto conteúdo probatório carreado aos autos, vê-se que o recorrente teve a oportunidade de se defender no curso do processo administrativo disciplinar, bem como justificar as condutas a ele imputadas pela Administração Pública, não se havendo de cogitar cerceamento ao seu direito de ampla defesa e ao contraditório. Destarte, acertadamente, decidiu o Juízo a quo ao julgar improcedente o pedido autoral, eis que a atuação administrativa observou os princípios constitucionais que 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5485982. Supremo Tribunal Federal ARE 785659 AGR / RJ infraconstitucional. A simples contrariedade da parte não configura ausência de fundamentação. Agravo regimental a que se nega provimento”(AI 842.445-AgR/RJ, de minha relatoria, 1... Turma, DJe 16.4.2012). “A afronta aos princípios do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando depende, para ser reconhecida como tal, da análise de normas infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição da República” (AI 745.285-AgR/PE, Rel. Min. Dias Toffoli, 1... Turma, unânime, DJe 1....02.2012). De outra parte, oportuna a transcrição parcial do acórdão proferido pelo Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro: “(...) A contestação, bem como a sentença, partiu da premissa de que o recorrente foi punido através do procedimento disciplinar questionado, com a exclusão do quadro de Oficiais da Polícia Militar, sendo certo que o procedimento administrativo em questão ainda resta inacabado. Contudo, tal fato não compromete a conclusão de inexistência de vício no processo administrativo, uma vez que foram seguidas as normas formais, conferindo legitimidade ao procedimento. (…) Do farto conteúdo probatório carreado aos autos, vê-se que o recorrente teve a oportunidade de se defender no curso do processo administrativo disciplinar, bem como justificar as condutas a ele imputadas pela Administração Pública, não se havendo de cogitar cerceamento ao seu direito de ampla defesa e ao contraditório. Destarte, acertadamente, decidiu o Juízo a quo ao julgar improcedente o pedido autoral, eis que a atuação administrativa observou os princípios constitucionais que 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5485982. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 14 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 785659 AGR / RJ asseguram a ampla defesa e o contraditório. Em relação à alegada nulidade no presente processo judicial, também não tem razão o recorrente, uma vez que em atenção ao despacho de 242, o qual indagou se as partes pretendiam produzir provas, o apelante limitou-se a afirmar que pretendia produzi-las (fl. 256), sem, ao menos, indicar as provas. O art. 326 do Código de Processo Civil prevê o prazo de 10 (dez) dias para a produção de provas na fase em que se encontrava o processo, sendo, portanto, completamente imprópria a singela manifestação da parte autora para que a partir de um próximo despacho contasse seu prazo para a produção das referidas provas. (…) Oportunizada a produção de prova, não há que se falar em cerceamento de defesa. Sendo assim, em que pesem as alegações do recorrente, deve ser desprovido o recurso”. Emerge do acórdão que ensejou o manejo do recurso extraordinário que o Tribunal a quo concluiu no sentido da regularidade do procedimento administrativo disciplinar instaurado contra o ora agravante, e pela ausência de nulidade no processo judicial. Divergir de tal entendimento demandaria a análise da legislação infraconstitucional aplicável à espécie, bem como a reelaboração da moldura fática delineada na origem, inviável em sede recursal extraordinária. Aplicação da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário.” Colho precedentes: “Embargos de declaração no agravo de instrumento. Conversão em agravo regimental. Servidor público. Processo administrativo disciplinar. Princípio da ampla defesa. Violação. Reexame de fatos e provas. Impossibilidade. Precedentes. 1. O Tribunal de origem concluiu, com base nos fatos e nas provas dos autos, que não houve violação do princípio da ampla defesa no transcurso do processo administrativo disciplinar. 2. 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5485982. Supremo Tribunal Federal ARE 785659 AGR / RJ asseguram a ampla defesa e o contraditório. Em relação à alegada nulidade no presente processo judicial, também não tem razão o recorrente, uma vez que em atenção ao despacho de 242, o qual indagou se as partes pretendiam produzir provas, o apelante limitou-se a afirmar que pretendia produzi-las (fl. 256), sem, ao menos, indicar as provas. O art. 326 do Código de Processo Civil prevê o prazo de 10 (dez) dias para a produção de provas na fase em que se encontrava o processo, sendo, portanto, completamente imprópria a singela manifestação da parte autora para que a partir de um próximo despacho contasse seu prazo para a produção das referidas provas. (…) Oportunizada a produção de prova, não há que se falar em cerceamento de defesa. Sendo assim, em que pesem as alegações do recorrente, deve ser desprovido o recurso”. Emerge do acórdão que ensejou o manejo do recurso extraordinário que o Tribunal a quo concluiu no sentido da regularidade do procedimento administrativo disciplinar instaurado contra o ora agravante, e pela ausência de nulidade no processo judicial. Divergir de tal entendimento demandaria a análise da legislação infraconstitucional aplicável à espécie, bem como a reelaboração da moldura fática delineada na origem, inviável em sede recursal extraordinária. Aplicação da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário.” Colho precedentes: “Embargos de declaração no agravo de instrumento. Conversão em agravo regimental. Servidor público. Processo administrativo disciplinar. Princípio da ampla defesa. Violação. Reexame de fatos e provas. Impossibilidade. Precedentes. 1. O Tribunal de origem concluiu, com base nos fatos e nas provas dos autos, que não houve violação do princípio da ampla defesa no transcurso do processo administrativo disciplinar. 2. 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5485982. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 14 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 785659 AGR / RJ Divergir desse entendimento demandaria o reexame do conjunto fático-probatório da causa, o que é inadmissível em recurso extraordinário. Incidência da Súmula n 279 desta Corte. 3. Embargos de declaração recebidos como agravo regimental, ao qual se nega provimento” (AI 726.030- ED/MG, Rel. Min. Dias Toffoli, 1... Turma, DJe 19.11.2012). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. EX- POLICIAL MILITAR. PEDIDO DE REINTEGRAÇÃO. ALEGAÇÃO DE NULIDADE DO PROCEDIMENTO ADMINISTRATIVO. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. NÃO CABIMENTO DE REEXAME PELA VIA EXTRAORDINÁRIA. 1. A violação indireta ou reflexa das regras constitucionais não enseja recurso extraordinário. Precedentes: AI n. 738.145 - AgR, Rel. Min. CELSO DE MELLO, 2... Turma, DJ 25.02.11; AI n. 482.317-AgR, Rel. Min. ELLEN GRACIE, 2... Turma DJ 15.03.11; AI n. 646.103-AgR, Rel. Ministra CÁRMEN LÚCIA, 1... Turma, DJ 18.03.11. 2. In casu, o acórdão originariamente recorrido assentou: “POLICIAL MILITAR – Demissão – Idônea aplicação de novel RDPM – Princípio da irretroatividade das leis – Não incidência – Princípios da Atipicidade e do Informalismo – Independência das Esferas de Responsabilização – Higidez do Conselho de Disciplina – Poder Discricionário do Administrador – Regular motivação do ato – Respeito à razoabilidade e proporcionalidade – Indenização por danos morais – Descabimento – Provimento negado. Sendo a conduta imputada de igual gravame, tando no anterior quanto no vigente Regulamento Disciplinar, inexistente prejuízo. Não importa a capitulação legal, já que o acusado de transgressão manifesta-se quanto aos fatos. Sendo legal a exclusão, é vedado ao Poder Judiciário pronunciar-se sobre a conveniência, justiça ou oportunidade da aplicação da pena, pois tais questões prendem-se ao mérito administrativo.” 3. Agravo regimental desprovido” (ARE 650.718-AgR/SP, Rel. Min. Luiz Fux, 1... Turma, DJe 28.6.2012). 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5485982. Supremo Tribunal Federal ARE 785659 AGR / RJ Divergir desse entendimento demandaria o reexame do conjunto fático-probatório da causa, o que é inadmissível em recurso extraordinário. Incidência da Súmula n 279 desta Corte. 3. Embargos de declaração recebidos como agravo regimental, ao qual se nega provimento” (AI 726.030- ED/MG, Rel. Min. Dias Toffoli, 1... Turma, DJe 19.11.2012). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. EX- POLICIAL MILITAR. PEDIDO DE REINTEGRAÇÃO. ALEGAÇÃO DE NULIDADE DO PROCEDIMENTO ADMINISTRATIVO. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. NÃO CABIMENTO DE REEXAME PELA VIA EXTRAORDINÁRIA. 1. A violação indireta ou reflexa das regras constitucionais não enseja recurso extraordinário. Precedentes: AI n. 738.145 - AgR, Rel. Min. CELSO DE MELLO, 2... Turma, DJ 25.02.11; AI n. 482.317-AgR, Rel. Min. ELLEN GRACIE, 2... Turma DJ 15.03.11; AI n. 646.103-AgR, Rel. Ministra CÁRMEN LÚCIA, 1... Turma, DJ 18.03.11. 2. In casu, o acórdão originariamente recorrido assentou: “POLICIAL MILITAR – Demissão – Idônea aplicação de novel RDPM – Princípio da irretroatividade das leis – Não incidência – Princípios da Atipicidade e do Informalismo – Independência das Esferas de Responsabilização – Higidez do Conselho de Disciplina – Poder Discricionário do Administrador – Regular motivação do ato – Respeito à razoabilidade e proporcionalidade – Indenização por danos morais – Descabimento – Provimento negado. Sendo a conduta imputada de igual gravame, tando no anterior quanto no vigente Regulamento Disciplinar, inexistente prejuízo. Não importa a capitulação legal, já que o acusado de transgressão manifesta-se quanto aos fatos. Sendo legal a exclusão, é vedado ao Poder Judiciário pronunciar-se sobre a conveniência, justiça ou oportunidade da aplicação da pena, pois tais questões prendem-se ao mérito administrativo.” 3. Agravo regimental desprovido” (ARE 650.718-AgR/SP, Rel. Min. Luiz Fux, 1... Turma, DJe 28.6.2012). 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5485982. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 14 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 785659 AGR / RJ “AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. DIREITO ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. DEMISSÃO. ALEGAÇÃO DE OCORRÊNCIA DE IRREGULARIDADES NO PROCEDIMENTO QUE APUROU OS FATOS. REEXAME DE FATOS E PROVAS. OFENSA INDIRETA OU REFLEXA À CONSTITUIÇÃO. ÓBICE DOS ENUNCIADOS 279 E 636 DA SÚMULA/Supremo Tribunal Federal. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI 848.135 -AgR/RS, Rel. Min. Joaquim Barbosa, DJe 01.12.2011). Nesse contexto, as razões do agravo regimental não são aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere à ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República. Agravo regimental conhecido e não provido. É como voto. 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5485982. Supremo Tribunal Federal ARE 785659 AGR / RJ “AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. DIREITO ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. DEMISSÃO. ALEGAÇÃO DE OCORRÊNCIA DE IRREGULARIDADES NO PROCEDIMENTO QUE APUROU OS FATOS. REEXAME DE FATOS E PROVAS. OFENSA INDIRETA OU REFLEXA À CONSTITUIÇÃO. ÓBICE DOS ENUNCIADOS 279 E 636 DA SÚMULA/Supremo Tribunal Federal. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI 848.135 -AgR/RS, Rel. Min. Joaquim Barbosa, DJe 01.12.2011). Nesse contexto, as razões do agravo regimental não são aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere à ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República. Agravo regimental conhecido e não provido. É como voto. 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5485982. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 14 Extrato de Ata - 18/03/2014 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 785.659 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : EDUARDO CIATTEI PENNA ADV.(A/S) : ANA BEATRIZ BORGES MARTINS PENNA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da relatora. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Luiz Fux. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 18.3.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 5545516 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 785.659 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : EDUARDO CIATTEI PENNA ADV.(A/S) : ANA BEATRIZ BORGES MARTINS PENNA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da relatora. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Luiz Fux. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 18.3.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 5545516 Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 14
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 785 . 659", "ARE 785659 AGR / RJ", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 785659 AGR / RJ", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "RECURSO", "ARE 785659 AGR / RJ", "ARE 785659 AGR", "AI 426 . 981 - AgR", "AI 611", ".", "406", "-", "AgR", "Recurso Extraordinário 511 . 581 - AgR", "AI 402 . 819 - AgR", "ARE 785659 AGR / RJ", "AI 426 . 981 - AgR", "AI 611 . 406 - AgR", "Recurso Extraordinário 511 . 581 - AgR", "AI 402 . 819 - AgR", "ARE 785659 AGR / RJ da Lei Maior", "AI", "-", "AgR", "-", "436", ".", "911", "/", "SE", "Recurso Extraordinário - AgR - 154 . 158 / SP", "Recurso Extraordinário - AgR - 154 . 158 / SP", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "AI 791 . 292 - QO -", "ARE 785659", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "AI 791 . 292 - QO - RG", "ARE 721 . 783 - AgR / RS", "ARE 785659 AGR / RJ Mendes", "ARE 721 . 783 - AgR / RS", "AI 842 . 445 - AgR / RJ", "AI 745 . 285 - AgR / PE", "ARE 785659", "AI 842 . 445 - 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Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal Superior do Trabalho", "Supremo Tribunal Federal", "1", ".", ".", ". Turma", "Supremo Tribunal Federal", "2", ".", ". . Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "/", "RJ", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Tribunal Pleno", "1", ".", ". . Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal Pleno", "1", ".", ". . Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "1", ".", ".", ". Turma", "1", ".", ".", ". Turma", "Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "/", "RJ", "1", ".", ".", ". Turma", "1", ".", ".", ". Turma", "Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro", "Polícia", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "1", ".", ". . Turma", "2", ".", ".", ". Turma", "2", ".", ". . Turma", "1", ".", ".", ". Turma", "1", ".", ". . Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "1", ".", ".", ". Turma", "2", ".", ".", "2", ".", ".", ". Turma", "1", ".", ".", ".", "1", ".", ". . Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA", "TURMA", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "ROSA WEBER", "EDUARDO CIATTEI PENNA", "ANA BEATRIZ BORGES MARTINS PENNA", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "ROSA WEBER", "EDUARDO CIATTEI PENNA", "ANA BEATRIZ BORGES MARTINS PENNA", "Rosa Weber", "Eduardo Ciattei Penna", "ROSA WEBER", "EDUARDO CIATTEI PENNA", "ANA BEATRIZ BORGES MARTINS PENNA", "Rosa Weber", "Eduardo Ciattei Penna", "ROSA WEBER", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "ROSA WEBER", "Cezar Peluso", "Carlos Britto", "Eros Grau", "Sepúlveda Pertence", "Cezar Peluso", "Carlos Britto", "Eros Grau", "Sepúlveda Pertence", "ROSA WEBER", "Sepúlveda Pertence", "Carlos Velloso", "Sepúlveda Pertence", "Carlos Velloso", "ROSA WEBER ARE", "Gilmar", "Gilmar", "ROSA WEBER ARE", "Mendes", "Marco Aurélio", "Marco Aurélio", "ROSA WEBER", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "ROSA WEBER", "ROSA WEBER", "Dias Toffoli", "CELSO DE MELLO", "ELLEN GRACIE", "CÁRMEN LÚCIA", "Luiz Fux", "Dias Toffoli", "CELSO DE MELLO", "ELLEN GRACIE", "CÁRMEN LÚCIA", "Luiz Fux", "ROSA WEBER", "Joaquim Barbosa", "Joaquim Barbosa", "ROSA WEBER", "EDUARDO CIATTEI PENNA", "ANA BEATRIZ BORGES MARTINS PENNA", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Cláudia Sampaio Marques", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "ROSA WEBER", "EDUARDO CIATTEI PENNA", "ANA BEATRIZ BORGES MARTINS PENNA", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Cláudia Sampaio Marques", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "18", "/", "03", "/", "2014", "04", ".", "11", ".", "2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "18 de março de 2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "18 de março de 2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "18", "/", "03", "/", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "18", "/", "03", "/", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "04", ".", "11", ".", "2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "04", ".", "11", ".", "2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "18", "/", "03", "/", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "18", "/", "03", "/", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", ".", "11", ".", "04", "20", ".", "02", ".", "09", "15", ".", "8", ".", "08", "05", ".", "9", ".", "03", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", ".", "11", ".", "04", "20", ".", "02", ".", "09", "15", ".", "8", ".", "08", "05", ".", "9", ".", "03", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", ".", "6", ".", "2005", "20", ".", "9", ".", "2002", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", ".", "6", ".", "2005", "20", ".", "9", ".", "2002", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "13", ".", "8", ".", "2010", "12", ".", "3", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "13", ".", "8", ".", "2010", "12", ".", "3", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "16", ".", "4", ".", "2012", "1", ".", ".", ".", ".", "02", ".", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "16", ".", "4", ".", "2012", ".", ".", ".", ".", "02", ".", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", ".", "11", ".", "2012", "25", ".", "02", ".", "11", "15", ".", "03", ".", "11", "18", ".", "03", ".", "11", "28", ".", "6", ".", "2012", "/", "08", "/", "2001", "19", ".", "11", ".", "2012", "25", ".", "02", ".", "11", "15", ".", "03", ".", "11", "18", ".", "03", ".", "11", "28", ".", "6", ".", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "01", ".", "12", ".", "2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "01", ".", "12", ".", "2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "18", "/", "03", "/", "2014", "18", ".", "3", ".", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "18", ".", "3", ".", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 18/02/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 738.529 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :NAOYA BABA AGTE.(S) :LAUREANO JOSÉ ANANIAS ADV.(A/S) :HÉLIO JOSÉ FIGUEIREDO AGDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NOS RECURSOS EXTRAORDINÁRIOS COM AGRAVO. PREVIDENCIÁRIO. PRESERVAÇÃO DO VALOR REAL DO BENEFÍCIO. PROCESSUAL CIVIL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO INTERPOSTO CONTRA ACÓRDÃO DO STJ. VIOLAÇÃO AO ART. 105 DA CF/88. PRELIMINAR FORMAL DE REPERCUSSÃO GERAL. AUSÊNCIA DE FUNDAMENTAÇÃO. ARTIGO 543-A, § 2º, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL C.C. ART. 327, § 1º, DO RISTF. 1. A repercussão geral como novel requisito constitucional de admissibilidade do recurso extraordinário demanda que o reclamante demonstre, fundamentadamente, que a indignação extrema encarta questões relevantes do ponto de vista econômico, político, social ou jurídico que ultrapassem os interesses subjetivos da causa (artigo 543-A, § 2º, do Código de Processo Civil, introduzido pela Lei n. 11.418/06, verbis: “O recorrente deverá demonstrar, em preliminar do recurso, para apreciação exclusiva do Supremo Tribunal Federal, a existência de repercussão geral”). 2. O recorrente deve demonstrar a existência de repercussão geral nos termos previstos em lei. Nesse sentido, AI 731.924/PR, Rel. Min. Cármen Lúcia, e AI 812.378-AgR/SP, Rel. Min. Cezar Peluso, Plenário. 3. O momento processual oportuno para a demonstração das questões relevantes do ponto de vista econômico, político, social ou jurídico que ultrapassem os interesses subjetivos das partes é em tópico exclusivo, devidamente fundamentado, no recurso extraordinário, e não nas razões do agravo regimental, como desejam os agravantes. Incide, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5331537. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Ementa e Acórdão ARE 738529 AGR / MG aqui, o óbice da preclusão consumativa. 4. In casu, os acórdãos recorridos assentaram: "PREVIDENCIÁRIO. BENEFÍCIOS CONCEDIDOS NA VIGÊNCIA DA LEI 8.213/91. CÁLCULO DO PRIMEIRO REAJUSTE. CRITÉRIO DA PROPORCIONALIDADE. APLICABILIDADE. LEI 8.213/91, ART. 41, II, E LEGISLAÇÃO POSTERIOR. REAJUSTE PELA VARIAÇÃO DO INPC APÓS A EDIÇÃO DA LEI 8.542/92. IMPOSSIBILIDADE. REAJUSTAMENTO PELOS MESMOS ÍNDICES DE REAJUSTE DO SALÁRIO-DE-CONTRIBUIÇÃO OU DOS BENEFÍCIOS DE VALOR MÍNIMO: EQUIVALÊNCIA EM NÚMERO DE SALÁRIOS MÍNIMOS FORA DO PERÍODO A QUE SE REFERE O ART. 58 DO ADCT. INAPLICABILIDADE. SÚMULA 20/TRF1ª REGIÃO. CRITÉRIOS DE REAJUSTE DOS BENEFÍCIOS. PRESERVAÇÃO DO VALOR REAL. APELAÇÃO NÃO PROVIDA.” e “AGRAVO REGIMENTAL NOS EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA EM AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. ACÓRDÃO PARADIGMA. MANDADO DE SEGURANÇA. IMPROPRIEDADE. COTEJO ANALÍTICO. AUSÊNCIA.” . 5. Agravo regimental DESPROVIDO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 18 de fevereiro de 2014. LUIZ FUX – Relator Documento assinado digitalmente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5331537. Supremo Tribunal Federal ARE 738529 AGR / MG aqui, o óbice da preclusão consumativa. 4. In casu, os acórdãos recorridos assentaram: "PREVIDENCIÁRIO. BENEFÍCIOS CONCEDIDOS NA VIGÊNCIA DA LEI 8.213/91. CÁLCULO DO PRIMEIRO REAJUSTE. CRITÉRIO DA PROPORCIONALIDADE. APLICABILIDADE. LEI 8.213/91, ART. 41, II, E LEGISLAÇÃO POSTERIOR. REAJUSTE PELA VARIAÇÃO DO INPC APÓS A EDIÇÃO DA LEI 8.542/92. IMPOSSIBILIDADE. REAJUSTAMENTO PELOS MESMOS ÍNDICES DE REAJUSTE DO SALÁRIO-DE-CONTRIBUIÇÃO OU DOS BENEFÍCIOS DE VALOR MÍNIMO: EQUIVALÊNCIA EM NÚMERO DE SALÁRIOS MÍNIMOS FORA DO PERÍODO A QUE SE REFERE O ART. 58 DO ADCT. INAPLICABILIDADE. SÚMULA 20/TRF1ª REGIÃO. CRITÉRIOS DE REAJUSTE DOS BENEFÍCIOS. PRESERVAÇÃO DO VALOR REAL. APELAÇÃO NÃO PROVIDA.” e “AGRAVO REGIMENTAL NOS EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA EM AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. ACÓRDÃO PARADIGMA. MANDADO DE SEGURANÇA. IMPROPRIEDADE. COTEJO ANALÍTICO. AUSÊNCIA.” . 5. Agravo regimental DESPROVIDO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 18 de fevereiro de 2014. LUIZ FUX – Relator Documento assinado digitalmente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5331537. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório 18/02/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 738.529 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :NAOYA BABA AGTE.(S) :LAUREANO JOSÉ ANANIAS ADV.(A/S) :HÉLIO JOSÉ FIGUEIREDO AGDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto por NAOYA BABA e LAUREANO JOSÉ ANANIAS contra decisão que prolatei, assim ementada, verbis: “RECURSOS EXTRAORDINÁRIOS COM AGRAVOS. PREVIDENCIÁRIO. PRESERVAÇÃO DO VALOR REAL DO BENEFÍCIO. AUSÊNCIA DE PRELIMINAR FUNDAMENTADA DE REPERCUSSÃO GERAL. ARTIGO 543-A, § 2º, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL C.C. ART. 327, § 1º, DO RISTF. 1. A repercussão geral é requisito de admissibilidade do apelo extremo, por isso o recurso extraordinário é inadmissível quando não apresentar preliminar formal de transcendência geral ou quando esta não for suficientemente fundamentada. (Questão de Ordem no AI nº 664.567, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 6/9/2007). 2. In casu, a parte não cumpriu o referido requisito ao impugnar os acórdãos recorridos que assentaram: ‘PREVIDENCIÁRIO. BENEFÍCIOS CONCEDIDOS NA VIGÊNCIA DA LEI 8.213/91. CÁLCULO DO PRIMEIRO REAJUSTE. CRITÉRIO DA PROPORCIONALIDADE. APLICABILIDADE. LEI 8.213/91, ART. 41, II, E LEGISLAÇÃO POSTERIOR. REAJUSTE PELA VARIAÇÃO DO INPC APÓS A EDIÇÃO DA LEI 8.542/92. IMPOSSIBILIDADE. REAJUSTAMENTO PELOS MESMOS Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5331538. Supremo Tribunal Federal 18/02/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 738.529 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :NAOYA BABA AGTE.(S) :LAUREANO JOSÉ ANANIAS ADV.(A/S) :HÉLIO JOSÉ FIGUEIREDO AGDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto por NAOYA BABA e LAUREANO JOSÉ ANANIAS contra decisão que prolatei, assim ementada, verbis: “RECURSOS EXTRAORDINÁRIOS COM AGRAVOS. PREVIDENCIÁRIO. PRESERVAÇÃO DO VALOR REAL DO BENEFÍCIO. AUSÊNCIA DE PRELIMINAR FUNDAMENTADA DE REPERCUSSÃO GERAL. ARTIGO 543-A, § 2º, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL C.C. ART. 327, § 1º, DO RISTF. 1. A repercussão geral é requisito de admissibilidade do apelo extremo, por isso o recurso extraordinário é inadmissível quando não apresentar preliminar formal de transcendência geral ou quando esta não for suficientemente fundamentada. (Questão de Ordem no AI nº 664.567, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 6/9/2007). 2. In casu, a parte não cumpriu o referido requisito ao impugnar os acórdãos recorridos que assentaram: ‘PREVIDENCIÁRIO. BENEFÍCIOS CONCEDIDOS NA VIGÊNCIA DA LEI 8.213/91. CÁLCULO DO PRIMEIRO REAJUSTE. CRITÉRIO DA PROPORCIONALIDADE. APLICABILIDADE. LEI 8.213/91, ART. 41, II, E LEGISLAÇÃO POSTERIOR. REAJUSTE PELA VARIAÇÃO DO INPC APÓS A EDIÇÃO DA LEI 8.542/92. IMPOSSIBILIDADE. REAJUSTAMENTO PELOS MESMOS Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5331538. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Relatório ARE 738529 AGR / MG ÍNDICES DE REAJUSTE DO SALÁRIO-DE-CONTRIBUIÇÃO OU DOS BENEFÍCIOS DE VALOR MÍNIMO: EQUIVALÊNCIA EM NÚMERO DE SALÁRIOS MÍNIMOS FORA DO PERÍODO A QUE SE REFERE O ART. 58 DO ADCT. INAPLICABILIDADE. SÚMULA 20/TRF1ª REGIÃO. CRITÉRIOS DE REAJUSTE DOS BENEFÍCIOS. PRESERVAÇÃO DO VALOR REAL. APELAÇÃO NÃO PROVIDA’ e ‘AGRAVO REGIMENTAL NOS EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA EM AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. ACÓRDÃO PARADIGMA. MANDADO DE SEGURANÇA. IMPROPRIEDADE. COTEJO ANALÍTICO. AUSÊNCIA’. 3. Agravos DESPROVIDOS”. Inconformados com a decisão supra, os agravantes interpõem o recurso alegando, em síntese: “Tratando-se de inconstitucionalidade de norma, a repercussão é presumida. Existirá repercussão em todos os setores, notadamente, jurídico, social, político e econômico, porquanto, a aplicação de norma inconstitucional fere a segurança jurídica e, em última instancia a própria credibilidade das decisões judiciais. Assim, o simples fato de estar sendo discutido no recurso extraordinário a inconstitucionalidade de norma, a repercussão geral é implícita. Logo, restou demonstrada a existência de repercussão geral” (fl. 3 do documento eletrônico 7). É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5331538. Supremo Tribunal Federal ARE 738529 AGR / MG ÍNDICES DE REAJUSTE DO SALÁRIO-DE-CONTRIBUIÇÃO OU DOS BENEFÍCIOS DE VALOR MÍNIMO: EQUIVALÊNCIA EM NÚMERO DE SALÁRIOS MÍNIMOS FORA DO PERÍODO A QUE SE REFERE O ART. 58 DO ADCT. INAPLICABILIDADE. SÚMULA 20/TRF1ª REGIÃO. CRITÉRIOS DE REAJUSTE DOS BENEFÍCIOS. PRESERVAÇÃO DO VALOR REAL. APELAÇÃO NÃO PROVIDA’ e ‘AGRAVO REGIMENTAL NOS EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA EM AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. ACÓRDÃO PARADIGMA. MANDADO DE SEGURANÇA. IMPROPRIEDADE. COTEJO ANALÍTICO. AUSÊNCIA’. 3. Agravos DESPROVIDOS”. Inconformados com a decisão supra, os agravantes interpõem o recurso alegando, em síntese: “Tratando-se de inconstitucionalidade de norma, a repercussão é presumida. Existirá repercussão em todos os setores, notadamente, jurídico, social, político e econômico, porquanto, a aplicação de norma inconstitucional fere a segurança jurídica e, em última instancia a própria credibilidade das decisões judiciais. Assim, o simples fato de estar sendo discutido no recurso extraordinário a inconstitucionalidade de norma, a repercussão geral é implícita. Logo, restou demonstrada a existência de repercussão geral” (fl. 3 do documento eletrônico 7). É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5331538. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Voto - MIN. LUIZ FUX 18/02/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 738.529 MINAS GERAIS V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação não merece prosperar. Em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta evidenciado das razões recursais que os agravantes não trouxeram nenhum argumento capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual a mesma deve ser mantida por seus próprios fundamentos. Com efeito, a repercussão geral como novel requisito constitucional de admissibilidade do recurso extraordinário demanda que o reclamante demonstre, fundamentadamente, que a indignação extrema encarta questões relevantes do ponto de vista econômico, político, social ou jurídico que ultrapassem os interesses subjetivos da causa (artigo 543-A, § 2º, do Código de Processo Civil, introduzido pela Lei n. 11.418/06, verbis : “O recorrente deverá demonstrar, em preliminar do recurso, para apreciação exclusiva do Supremo Tribunal Federal, a existência de repercussão geral”). A parte recorrente, nas razões do recurso extraordinário interposto contra o acórdão do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, aduziu que: “A Turma julgadora não reparou a lesão de direito solicitada. Declarou que o critério hostilizado é compatível com normas constitucionais. Como esse são contrários aos ditames constitucionais, há necessidade de deliberação do STF para reparar a lesão de direito denunciada, notadamenrte a de redução/diminuição do valor real dos benefícios previdenciários dos recorrentes. Daí a necessidade de admissão do RE para dissipar dita lesão de direito, sob pena de o próprio Poder Judiciário avalizar aplicação Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5331539. Supremo Tribunal Federal 18/02/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 738.529 MINAS GERAIS V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação não merece prosperar. Em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta evidenciado das razões recursais que os agravantes não trouxeram nenhum argumento capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual a mesma deve ser mantida por seus próprios fundamentos. Com efeito, a repercussão geral como novel requisito constitucional de admissibilidade do recurso extraordinário demanda que o reclamante demonstre, fundamentadamente, que a indignação extrema encarta questões relevantes do ponto de vista econômico, político, social ou jurídico que ultrapassem os interesses subjetivos da causa (artigo 543-A, § 2º, do Código de Processo Civil, introduzido pela Lei n. 11.418/06, verbis : “O recorrente deverá demonstrar, em preliminar do recurso, para apreciação exclusiva do Supremo Tribunal Federal, a existência de repercussão geral”). A parte recorrente, nas razões do recurso extraordinário interposto contra o acórdão do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, aduziu que: “A Turma julgadora não reparou a lesão de direito solicitada. Declarou que o critério hostilizado é compatível com normas constitucionais. Como esse são contrários aos ditames constitucionais, há necessidade de deliberação do STF para reparar a lesão de direito denunciada, notadamenrte a de redução/diminuição do valor real dos benefícios previdenciários dos recorrentes. Daí a necessidade de admissão do RE para dissipar dita lesão de direito, sob pena de o próprio Poder Judiciário avalizar aplicação Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5331539. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 738529 AGR / MG inconstitucional. Não obstante isso, a manutenção de norma inconstitucional no ordenamento jurídico vai de encontro com a segurança jurídica e o Estado Democrático de Direito. Daí haver repercussão geral autorizadora do conhecimento do RE” (fl. 118 do volume 2 dos autos eletrônicos) . Já no recurso extraordinário interposto no Superior Tribunal de Justiça, limitou-se a afirmar que: “No entanto, o acórdão recorrido deixou de reparar as lesões de direito denunciadas. Fazendo-o o STJ deixou de exercer sua competência inserta no art. 105, III, da CF/88, ao deixar de reparar ilegalidades e omissões apontadas em REsp, inadmitido na origem e em AI – REsp, que visou reparação de ilegalidades que denuncia terem sido cometidas contra direito do recorrente. Ademais, deu legalidade aos critérios objurgados. Persistindo o entendimento objurtado, os benefícios previdenciários deixarão de atender a finalidade para qual foram criados, qual seja: a de garantir a manutenção do segurado, com moradia, transporte, alimentação, vestuário, quando na inatividade. Ademais, estará o próprio Poder Judiciário coadunando com decisões ilegais e deixando de reparar lesões de direito, no que redunda negativa de prestação jurisdicional. Daí demonstrada a existência de repercussão geral autorizadora do processamento do RE, para propiciar reparação da lesão de direito aqui denunciada” (fl. 52 do volume 4 dos autos eletrônicos). Assim, verifica-se que os recorrentes, em ambos os recursos, não fundamentaram, sob o ponto de vista econômico, político, social ou jurídico, a preliminar de repercussão geral, conforme disposto no art. 543- A, § 2º, do CPC, e no art. 327, § 1º, do RISTF. Nesse sentido, AI 731.924/PR, Rel. Min. Cármen Lúcia, no qual ficou assentado: 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5331539. Supremo Tribunal Federal ARE 738529 AGR / MG inconstitucional. Não obstante isso, a manutenção de norma inconstitucional no ordenamento jurídico vai de encontro com a segurança jurídica e o Estado Democrático de Direito. Daí haver repercussão geral autorizadora do conhecimento do RE” (fl. 118 do volume 2 dos autos eletrônicos) . Já no recurso extraordinário interposto no Superior Tribunal de Justiça, limitou-se a afirmar que: “No entanto, o acórdão recorrido deixou de reparar as lesões de direito denunciadas. Fazendo-o o STJ deixou de exercer sua competência inserta no art. 105, III, da CF/88, ao deixar de reparar ilegalidades e omissões apontadas em REsp, inadmitido na origem e em AI – REsp, que visou reparação de ilegalidades que denuncia terem sido cometidas contra direito do recorrente. Ademais, deu legalidade aos critérios objurgados. Persistindo o entendimento objurtado, os benefícios previdenciários deixarão de atender a finalidade para qual foram criados, qual seja: a de garantir a manutenção do segurado, com moradia, transporte, alimentação, vestuário, quando na inatividade. Ademais, estará o próprio Poder Judiciário coadunando com decisões ilegais e deixando de reparar lesões de direito, no que redunda negativa de prestação jurisdicional. Daí demonstrada a existência de repercussão geral autorizadora do processamento do RE, para propiciar reparação da lesão de direito aqui denunciada” (fl. 52 do volume 4 dos autos eletrônicos). Assim, verifica-se que os recorrentes, em ambos os recursos, não fundamentaram, sob o ponto de vista econômico, político, social ou jurídico, a preliminar de repercussão geral, conforme disposto no art. 543- A, § 2º, do CPC, e no art. 327, § 1º, do RISTF. Nesse sentido, AI 731.924/PR, Rel. Min. Cármen Lúcia, no qual ficou assentado: 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5331539. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 738529 AGR / MG “Não basta, portanto, dizer que o tema tem repercussão geral, sendo ônus exclusivo do recorrente demonstrar, com argumentos substanciais, que há no caso relevância econômica, política, social ou jurídica. A ausência de fundamentação expressa, formal e objetivamente articulada pelo Agravante para demonstrar, nas razões do recurso extraordinário, a existência de repercussão geral da matéria constitucionalmente arguida inviabiliza o exame do recurso. Assim, embora tenha mencionado a existência, no caso vertente, de repercussão geral, o Agravante não desenvolveu argumentos suficientemente convincentes para cumprir o objetivo da exigência constitucional.” No mesmo sentido, AI 812.378-AgR/SP, Rel. Min. Cezar Peluso, Plenário, que possui a seguinte ementa: “Recurso. Extraordinário. Inadmissibilidade. preliminar de repercussão geral. Ausência. Não conhecimento do agravo de instrumento. Agravo regimental não provido. É incognoscível recurso extraordinário que careça de preliminar formal e fundamentada de repercussão geral.“ Cabe salientar que o momento processual oportuno para a demonstração das questões relevantes do ponto de vista econômico, político, social ou jurídico, que ultrapassem os interesses subjetivos das partes, é em tópico exclusivo, devidamente fundamentado, no recurso extraordinário, e não nas razões do agravo regimental, como desejam os recorrentes. Incide, aqui, o óbice da preclusão consumativa. Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo regimental. É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5331539. Supremo Tribunal Federal ARE 738529 AGR / MG “Não basta, portanto, dizer que o tema tem repercussão geral, sendo ônus exclusivo do recorrente demonstrar, com argumentos substanciais, que há no caso relevância econômica, política, social ou jurídica. A ausência de fundamentação expressa, formal e objetivamente articulada pelo Agravante para demonstrar, nas razões do recurso extraordinário, a existência de repercussão geral da matéria constitucionalmente arguida inviabiliza o exame do recurso. Assim, embora tenha mencionado a existência, no caso vertente, de repercussão geral, o Agravante não desenvolveu argumentos suficientemente convincentes para cumprir o objetivo da exigência constitucional.” No mesmo sentido, AI 812.378-AgR/SP, Rel. Min. Cezar Peluso, Plenário, que possui a seguinte ementa: “Recurso. Extraordinário. Inadmissibilidade. preliminar de repercussão geral. Ausência. Não conhecimento do agravo de instrumento. Agravo regimental não provido. É incognoscível recurso extraordinário que careça de preliminar formal e fundamentada de repercussão geral.“ Cabe salientar que o momento processual oportuno para a demonstração das questões relevantes do ponto de vista econômico, político, social ou jurídico, que ultrapassem os interesses subjetivos das partes, é em tópico exclusivo, devidamente fundamentado, no recurso extraordinário, e não nas razões do agravo regimental, como desejam os recorrentes. Incide, aqui, o óbice da preclusão consumativa. Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo regimental. É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5331539. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 18/02/2014 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 738.529 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : NAOYA BABA AGTE.(S) : LAUREANO JOSÉ ANANIAS ADV.(A/S) : HÉLIO JOSÉ FIGUEIREDO AGDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 18.2.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 5356760 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 738.529 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : NAOYA BABA AGTE.(S) : LAUREANO JOSÉ ANANIAS ADV.(A/S) : HÉLIO JOSÉ FIGUEIREDO AGDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 18.2.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 5356760 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=5361734
2014-02-18T00:00:00
2014-03-06T00:00:00
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 18.2.2014.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
Ementa: AGRAVO REGIMENTAL NOS RECURSOS EXTRAORDINÁRIOS COM AGRAVO. PREVIDENCIÁRIO. PRESERVAÇÃO DO VALOR REAL DO BENEFÍCIO. PROCESSUAL CIVIL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO INTERPOSTO CONTRA ACÓRDÃO DO STJ. VIOLAÇÃO AO ART. 105 DA CF/88. PRELIMINAR FORMAL DE REPERCUSSÃO GERAL. AUSÊNCIA DE FUNDAMENTAÇÃO. ARTIGO 543-A, § 2º, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL C.C. ART. 327, § 1º, DO RISTF. 1. A repercussão geral como novel requisito constitucional de admissibilidade do recurso extraordinário demanda que o reclamante demonstre, fundamentadamente, que a indignação extrema encarta questões relevantes do ponto de vista econômico, político, social ou jurídico que ultrapassem os interesses subjetivos da causa (artigo 543-A, § 2º, do Código de Processo Civil, introduzido pela Lei n. 11.418/06, verbis: “O recorrente deverá demonstrar, em preliminar do recurso, para apreciação exclusiva do Supremo Tribunal Federal, a existência de repercussão geral”). 2. O recorrente deve demonstrar a existência de repercussão geral nos termos previstos em lei. Nesse sentido, AI 731.924/PR, Rel. Min. Cármen Lúcia, e AI 812.378-AgR/SP, Rel. Min. Cezar Peluso, Plenário. 3. O momento processual oportuno para a demonstração das questões relevantes do ponto de vista econômico, político, social ou jurídico que ultrapassem os interesses subjetivos das partes é em tópico exclusivo, devidamente fundamentado, no recurso extraordinário, e não nas razões do agravo regimental, como desejam os agravantes. Incide, aqui, o óbice da preclusão consumativa. 4. In casu, os acórdãos recorridos assentaram: "PREVIDENCIÁRIO. BENEFÍCIOS CONCEDIDOS NA VIGÊNCIA DA LEI 8.213/91. CÁLCULO DO PRIMEIRO REAJUSTE. CRITÉRIO DA PROPORCIONALIDADE. APLICABILIDADE. LEI 8.213/91, ART. 41, II, E LEGISLAÇÃO POSTERIOR. REAJUSTE PELA VARIAÇÃO DO INPC APÓS A EDIÇÃO DA LEI 8.542/92. IMPOSSIBILIDADE. REAJUSTAMENTO PELOS MESMOS ÍNDICES DE REAJUSTE DO SALÁRIO-DE-CONTRIBUIÇÃO OU DOS BENEFÍCIOS DE VALOR MÍNIMO: EQUIVALÊNCIA EM NÚMERO DE SALÁRIOS MÍNIMOS FORA DO PERÍODO A QUE SE REFERE O ART. 58 DO ADCT. INAPLICABILIDADE. SÚMULA 20/TRF1ª REGIÃO. CRITÉRIOS DE REAJUSTE DOS BENEFÍCIOS. PRESERVAÇÃO DO VALOR REAL. APELAÇÃO NÃO PROVIDA.” e “AGRAVO REGIMENTAL NOS EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA EM AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. ACÓRDÃO PARADIGMA. MANDADO DE SEGURANÇA. IMPROPRIEDADE. COTEJO ANALÍTICO. AUSÊNCIA.” . 5. Agravo regimental DESPROVIDO.
sjur256553
- Acórdão(s) citado(s): (REPERCUSSÃO GERAL, PRELIMINAR) AI 812378 AgR (TP). - Decisão monocrática citada: (REPERCUSSÃO GERAL, PRELIMINAR) AI 731924. Número de páginas: 8. Análise: 07/03/2014, MAR.
LUIZ FUX
Primeira Turma
738529
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00105\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED LEI-005869 ANO-1973\n ART-0543A \n ART-0543A PAR-00002 INCLUÍDO PELA LEI-11.418/2006\n CPC-1973 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED LEI-011418 ANO-2006\n LEI ORDINÁRIA\n\n", "LEG-FED RGI ANO-1980\n ART-00327 PAR-00001\n RISTF-1980 REGIMENTO INTERNO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 738529 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : NAOYA BABA AGTE.(S) : LAUREANO JOSÉ ANANIAS ADV.(A/S) : HÉLIO JOSÉ FIGUEIREDO AGDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL
[ "" ]
Ementa e Acórdão 18/02/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 738.529 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :NAOYA BABA AGTE.(S) :LAUREANO JOSÉ ANANIAS ADV.(A/S) :HÉLIO JOSÉ FIGUEIREDO AGDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NOS RECURSOS EXTRAORDINÁRIOS COM AGRAVO. PREVIDENCIÁRIO. PRESERVAÇÃO DO VALOR REAL DO BENEFÍCIO. PROCESSUAL CIVIL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO INTERPOSTO CONTRA ACÓRDÃO DO Superior Tribunal de Justiça. VIOLAÇÃO AO ART. 105 DA Constituição Federal de 1988/88. PRELIMINAR FORMAL DE REPERCUSSÃO GERAL. AUSÊNCIA DE FUNDAMENTAÇÃO. ARTIGO 543-A, § 2..., DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL C.C. ART. 327, § 1..., DO RISTF. 1. A repercussão geral como novel requisito constitucional de admissibilidade do recurso extraordinário demanda que o reclamante demonstre, fundamentadamente, que a indignação extrema encarta questões relevantes do ponto de vista econômico, político, social ou jurídico que ultrapassem os interesses subjetivos da causa (artigo 543-A, § 2..., do Código de Processo Civil, introduzido pela Lei n. 11.418/06, verbis: “O recorrente deverá demonstrar, em preliminar do recurso, para apreciação exclusiva do Supremo Tribunal Federal, a existência de repercussão geral”). 2. O recorrente deve demonstrar a existência de repercussão geral nos termos previstos em lei. Nesse sentido, AI 731.924/PR, Rel. Min. Cármen Lúcia, e AI 812.378-AgR/SP, Rel. Min. Cezar Peluso, Plenário. 3. O momento processual oportuno para a demonstração das questões relevantes do ponto de vista econômico, político, social ou jurídico que ultrapassem os interesses subjetivos das partes é em tópico exclusivo, devidamente fundamentado, no recurso extraordinário, e não nas razões do agravo regimental, como desejam os agravantes. Incide, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5331537. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Ementa e Acórdão ARE 738529 AGR / MG aqui, o óbice da preclusão consumativa. 4. In casu, os acórdãos recorridos assentaram: "PREVIDENCIÁRIO. BENEFÍCIOS CONCEDIDOS NA VIGÊNCIA DA LEI 8.213/91. CÁLCULO DO PRIMEIRO REAJUSTE. CRITÉRIO DA PROPORCIONALIDADE. APLICABILIDADE. LEI 8.213/91, ART. 41, II, E LEGISLAÇÃO POSTERIOR. REAJUSTE PELA VARIAÇÃO DO INPC APÓS A EDIÇÃO DA LEI 8.542/92. IMPOSSIBILIDADE. REAJUSTAMENTO PELOS MESMOS ÍNDICES DE REAJUSTE DO SALÁRIO-DE-CONTRIBUIÇÃO OU DOS BENEFÍCIOS DE VALOR MÍNIMO: EQUIVALÊNCIA EM NÚMERO DE SALÁRIOS MÍNIMOS FORA DO PERÍODO A QUE SE REFERE O ART. 58 DO ADCT. INAPLICABILIDADE. SÚMULA 20/TRF1... REGIÃO. CRITÉRIOS DE REAJUSTE DOS BENEFÍCIOS. PRESERVAÇÃO DO VALOR REAL. APELAÇÃO NÃO PROVIDA.” e “AGRAVO REGIMENTAL NOS EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA EM AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. ACÓRDÃO PARADIGMA. MANDADO DE SEGURANÇA. IMPROPRIEDADE. COTEJO ANALÍTICO. AUSÊNCIA.” . 5. Agravo regimental DESPROVIDO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 18 de fevereiro de 2014. LUIZ FUX – Relator Documento assinado digitalmente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5331537. Supremo Tribunal Federal ARE 738529 AGR / MG aqui, o óbice da preclusão consumativa. 4. In casu, os acórdãos recorridos assentaram: "PREVIDENCIÁRIO. BENEFÍCIOS CONCEDIDOS NA VIGÊNCIA DA LEI 8.213/91. CÁLCULO DO PRIMEIRO REAJUSTE. CRITÉRIO DA PROPORCIONALIDADE. APLICABILIDADE. LEI 8.213/91, ART. 41, II, E LEGISLAÇÃO POSTERIOR. REAJUSTE PELA VARIAÇÃO DO INPC APÓS A EDIÇÃO DA LEI 8.542/92. IMPOSSIBILIDADE. REAJUSTAMENTO PELOS MESMOS ÍNDICES DE REAJUSTE DO SALÁRIO-DE-CONTRIBUIÇÃO OU DOS BENEFÍCIOS DE VALOR MÍNIMO: EQUIVALÊNCIA EM NÚMERO DE SALÁRIOS MÍNIMOS FORA DO PERÍODO A QUE SE REFERE O ART. 58 DO ADCT. INAPLICABILIDADE. SÚMULA 20/TRF1... REGIÃO. CRITÉRIOS DE REAJUSTE DOS BENEFÍCIOS. PRESERVAÇÃO DO VALOR REAL. APELAÇÃO NÃO PROVIDA.” e “AGRAVO REGIMENTAL NOS EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA EM AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. ACÓRDÃO PARADIGMA. MANDADO DE SEGURANÇA. IMPROPRIEDADE. COTEJO ANALÍTICO. AUSÊNCIA.” . 5. Agravo regimental DESPROVIDO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 18 de fevereiro de 2014. LUIZ FUX – Relator Documento assinado digitalmente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5331537. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório 18/02/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 738.529 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :NAOYA BABA AGTE.(S) :LAUREANO JOSÉ ANANIAS ADV.(A/S) :HÉLIO JOSÉ FIGUEIREDO AGDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto por NAOYA BABA e LAUREANO JOSÉ ANANIAS contra decisão que prolatei, assim ementada, verbis: “RECURSOS EXTRAORDINÁRIOS COM AGRAVOS. PREVIDENCIÁRIO. PRESERVAÇÃO DO VALOR REAL DO BENEFÍCIO. AUSÊNCIA DE PRELIMINAR FUNDAMENTADA DE REPERCUSSÃO GERAL. ARTIGO 543-A, § 2..., DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL C.C. ART. 327, § 1..., DO RISTF. 1. A repercussão geral é requisito de admissibilidade do apelo extremo, por isso o recurso extraordinário é inadmissível quando não apresentar preliminar formal de transcendência geral ou quando esta não for suficientemente fundamentada. (Questão de Ordem no AI n 664.567, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 6/9/2007). 2. In casu, a parte não cumpriu o referido requisito ao impugnar os acórdãos recorridos que assentaram: ‘PREVIDENCIÁRIO. BENEFÍCIOS CONCEDIDOS NA VIGÊNCIA DA LEI 8.213/91. CÁLCULO DO PRIMEIRO REAJUSTE. CRITÉRIO DA PROPORCIONALIDADE. APLICABILIDADE. LEI 8.213/91, ART. 41, II, E LEGISLAÇÃO POSTERIOR. REAJUSTE PELA VARIAÇÃO DO INPC APÓS A EDIÇÃO DA LEI 8.542/92. IMPOSSIBILIDADE. REAJUSTAMENTO PELOS MESMOS Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5331538. Supremo Tribunal Federal 18/02/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 738.529 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :NAOYA BABA AGTE.(S) :LAUREANO JOSÉ ANANIAS ADV.(A/S) :HÉLIO JOSÉ FIGUEIREDO AGDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto por NAOYA BABA e LAUREANO JOSÉ ANANIAS contra decisão que prolatei, assim ementada, verbis: “RECURSOS EXTRAORDINÁRIOS COM AGRAVOS. PREVIDENCIÁRIO. PRESERVAÇÃO DO VALOR REAL DO BENEFÍCIO. AUSÊNCIA DE PRELIMINAR FUNDAMENTADA DE REPERCUSSÃO GERAL. ARTIGO 543-A, § 2..., DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL C.C. ART. 327, § 1..., DO RISTF. 1. A repercussão geral é requisito de admissibilidade do apelo extremo, por isso o recurso extraordinário é inadmissível quando não apresentar preliminar formal de transcendência geral ou quando esta não for suficientemente fundamentada. (Questão de Ordem no AI n 664.567, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 6/9/2007). 2. In casu, a parte não cumpriu o referido requisito ao impugnar os acórdãos recorridos que assentaram: ‘PREVIDENCIÁRIO. BENEFÍCIOS CONCEDIDOS NA VIGÊNCIA DA LEI 8.213/91. CÁLCULO DO PRIMEIRO REAJUSTE. CRITÉRIO DA PROPORCIONALIDADE. APLICABILIDADE. LEI 8.213/91, ART. 41, II, E LEGISLAÇÃO POSTERIOR. REAJUSTE PELA VARIAÇÃO DO INPC APÓS A EDIÇÃO DA LEI 8.542/92. IMPOSSIBILIDADE. REAJUSTAMENTO PELOS MESMOS Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5331538. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Relatório ARE 738529 AGR / MG ÍNDICES DE REAJUSTE DO SALÁRIO-DE-CONTRIBUIÇÃO OU DOS BENEFÍCIOS DE VALOR MÍNIMO: EQUIVALÊNCIA EM NÚMERO DE SALÁRIOS MÍNIMOS FORA DO PERÍODO A QUE SE REFERE O ART. 58 DO ADCT. INAPLICABILIDADE. SÚMULA 20/TRF1... REGIÃO. CRITÉRIOS DE REAJUSTE DOS BENEFÍCIOS. PRESERVAÇÃO DO VALOR REAL. APELAÇÃO NÃO PROVIDA’ e ‘AGRAVO REGIMENTAL NOS EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA EM AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. ACÓRDÃO PARADIGMA. MANDADO DE SEGURANÇA. IMPROPRIEDADE. COTEJO ANALÍTICO. AUSÊNCIA’. 3. Agravos DESPROVIDOS”. Inconformados com a decisão supra, os agravantes interpõem o recurso alegando, em síntese: “Tratando-se de inconstitucionalidade de norma, a repercussão é presumida. Existirá repercussão em todos os setores, notadamente, jurídico, social, político e econômico, porquanto, a aplicação de norma inconstitucional fere a segurança jurídica e, em última instancia a própria credibilidade das decisões judiciais. Assim, o simples fato de estar sendo discutido no recurso extraordinário a inconstitucionalidade de norma, a repercussão geral é implícita. Logo, restou demonstrada a existência de repercussão geral” (fl. 3 do documento eletrônico 7). É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5331538. Supremo Tribunal Federal ARE 738529 AGR / MG ÍNDICES DE REAJUSTE DO SALÁRIO-DE-CONTRIBUIÇÃO OU DOS BENEFÍCIOS DE VALOR MÍNIMO: EQUIVALÊNCIA EM NÚMERO DE SALÁRIOS MÍNIMOS FORA DO PERÍODO A QUE SE REFERE O ART. 58 DO ADCT. INAPLICABILIDADE. SÚMULA 20/TRF1... REGIÃO. CRITÉRIOS DE REAJUSTE DOS BENEFÍCIOS. PRESERVAÇÃO DO VALOR REAL. APELAÇÃO NÃO PROVIDA’ e ‘AGRAVO REGIMENTAL NOS EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA EM AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. ACÓRDÃO PARADIGMA. MANDADO DE SEGURANÇA. IMPROPRIEDADE. COTEJO ANALÍTICO. AUSÊNCIA’. 3. Agravos DESPROVIDOS”. Inconformados com a decisão supra, os agravantes interpõem o recurso alegando, em síntese: “Tratando-se de inconstitucionalidade de norma, a repercussão é presumida. Existirá repercussão em todos os setores, notadamente, jurídico, social, político e econômico, porquanto, a aplicação de norma inconstitucional fere a segurança jurídica e, em última instancia a própria credibilidade das decisões judiciais. Assim, o simples fato de estar sendo discutido no recurso extraordinário a inconstitucionalidade de norma, a repercussão geral é implícita. Logo, restou demonstrada a existência de repercussão geral” (fl. 3 do documento eletrônico 7). É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5331538. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Voto - MIN. LUIZ FUX 18/02/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 738.529 MINAS GERAIS V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação não merece prosperar. Em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta evidenciado das razões recursais que os agravantes não trouxeram nenhum argumento capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual a mesma deve ser mantida por seus próprios fundamentos. Com efeito, a repercussão geral como novel requisito constitucional de admissibilidade do recurso extraordinário demanda que o reclamante demonstre, fundamentadamente, que a indignação extrema encarta questões relevantes do ponto de vista econômico, político, social ou jurídico que ultrapassem os interesses subjetivos da causa (artigo 543-A, § 2..., do Código de Processo Civil, introduzido pela Lei n. 11.418/06, verbis : “O recorrente deverá demonstrar, em preliminar do recurso, para apreciação exclusiva do Supremo Tribunal Federal, a existência de repercussão geral”). A parte recorrente, nas razões do recurso extraordinário interposto contra o acórdão do Tribunal Regional Federal da 1... Região, aduziu que: “A Turma julgadora não reparou a lesão de direito solicitada. Declarou que o critério hostilizado é compatível com normas constitucionais. Como esse são contrários aos ditames constitucionais, há necessidade de deliberação do Supremo Tribunal Federal para reparar a lesão de direito denunciada, notadamenrte a de redução/diminuição do valor real dos benefícios previdenciários dos recorrentes. Daí a necessidade de admissão do Recurso Extraordinário para dissipar dita lesão de direito, sob pena de o próprio Poder Judiciário avalizar aplicação Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5331539. Supremo Tribunal Federal 18/02/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 738.529 MINAS GERAIS V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação não merece prosperar. Em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta evidenciado das razões recursais que os agravantes não trouxeram nenhum argumento capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual a mesma deve ser mantida por seus próprios fundamentos. Com efeito, a repercussão geral como novel requisito constitucional de admissibilidade do recurso extraordinário demanda que o reclamante demonstre, fundamentadamente, que a indignação extrema encarta questões relevantes do ponto de vista econômico, político, social ou jurídico que ultrapassem os interesses subjetivos da causa (artigo 543-A, § 2..., do Código de Processo Civil, introduzido pela Lei n. 11.418/06, verbis : “O recorrente deverá demonstrar, em preliminar do recurso, para apreciação exclusiva do Supremo Tribunal Federal, a existência de repercussão geral”). A parte recorrente, nas razões do recurso extraordinário interposto contra o acórdão do Tribunal Regional Federal da 1... Região, aduziu que: “A Turma julgadora não reparou a lesão de direito solicitada. Declarou que o critério hostilizado é compatível com normas constitucionais. Como esse são contrários aos ditames constitucionais, há necessidade de deliberação do Supremo Tribunal Federal para reparar a lesão de direito denunciada, notadamenrte a de redução/diminuição do valor real dos benefícios previdenciários dos recorrentes. Daí a necessidade de admissão do Recurso Extraordinário para dissipar dita lesão de direito, sob pena de o próprio Poder Judiciário avalizar aplicação Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5331539. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 738529 AGR / MG inconstitucional. Não obstante isso, a manutenção de norma inconstitucional no ordenamento jurídico vai de encontro com a segurança jurídica e o Estado Democrático de Direito. Daí haver repercussão geral autorizadora do conhecimento do Recurso Extraordinário” (fl. 118 do volume 2 dos autos eletrônicos) . Já no recurso extraordinário interposto no Superior Tribunal de Justiça, limitou-se a afirmar que: “No entanto, o acórdão recorrido deixou de reparar as lesões de direito denunciadas. Fazendo-o o Superior Tribunal de Justiça deixou de exercer sua competência inserta no art. 105, III, da Constituição Federal de 1988/88, ao deixar de reparar ilegalidades e omissões apontadas em REsp, inadmitido na origem e em AI – REsp, que visou reparação de ilegalidades que denuncia terem sido cometidas contra direito do recorrente. Ademais, deu legalidade aos critérios objurgados. Persistindo o entendimento objurtado, os benefícios previdenciários deixarão de atender a finalidade para qual foram criados, qual seja: a de garantir a manutenção do segurado, com moradia, transporte, alimentação, vestuário, quando na inatividade. Ademais, estará o próprio Poder Judiciário coadunando com decisões ilegais e deixando de reparar lesões de direito, no que redunda negativa de prestação jurisdicional. Daí demonstrada a existência de repercussão geral autorizadora do processamento do Recurso Extraordinário, para propiciar reparação da lesão de direito aqui denunciada” (fl. 52 do volume 4 dos autos eletrônicos). Assim, verifica-se que os recorrentes, em ambos os recursos, não fundamentaram, sob o ponto de vista econômico, político, social ou jurídico, a preliminar de repercussão geral, conforme disposto no art. 543- A, § 2..., do Código de Processo Civil, e no art. 327, § 1..., do RISTF. Nesse sentido, AI 731.924/PR, Rel. Min. Cármen Lúcia, no qual ficou assentado: 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5331539. Supremo Tribunal Federal ARE 738529 AGR / MG inconstitucional. Não obstante isso, a manutenção de norma inconstitucional no ordenamento jurídico vai de encontro com a segurança jurídica e o Estado Democrático de Direito. Daí haver repercussão geral autorizadora do conhecimento do Recurso Extraordinário” (fl. 118 do volume 2 dos autos eletrônicos) . Já no recurso extraordinário interposto no Superior Tribunal de Justiça, limitou-se a afirmar que: “No entanto, o acórdão recorrido deixou de reparar as lesões de direito denunciadas. Fazendo-o o Superior Tribunal de Justiça deixou de exercer sua competência inserta no art. 105, III, da Constituição Federal de 1988/88, ao deixar de reparar ilegalidades e omissões apontadas em REsp, inadmitido na origem e em AI – REsp, que visou reparação de ilegalidades que denuncia terem sido cometidas contra direito do recorrente. Ademais, deu legalidade aos critérios objurgados. Persistindo o entendimento objurtado, os benefícios previdenciários deixarão de atender a finalidade para qual foram criados, qual seja: a de garantir a manutenção do segurado, com moradia, transporte, alimentação, vestuário, quando na inatividade. Ademais, estará o próprio Poder Judiciário coadunando com decisões ilegais e deixando de reparar lesões de direito, no que redunda negativa de prestação jurisdicional. Daí demonstrada a existência de repercussão geral autorizadora do processamento do Recurso Extraordinário, para propiciar reparação da lesão de direito aqui denunciada” (fl. 52 do volume 4 dos autos eletrônicos). Assim, verifica-se que os recorrentes, em ambos os recursos, não fundamentaram, sob o ponto de vista econômico, político, social ou jurídico, a preliminar de repercussão geral, conforme disposto no art. 543- A, § 2..., do Código de Processo Civil, e no art. 327, § 1..., do RISTF. Nesse sentido, AI 731.924/PR, Rel. Min. Cármen Lúcia, no qual ficou assentado: 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5331539. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 738529 AGR / MG “Não basta, portanto, dizer que o tema tem repercussão geral, sendo ônus exclusivo do recorrente demonstrar, com argumentos substanciais, que há no caso relevância econômica, política, social ou jurídica. A ausência de fundamentação expressa, formal e objetivamente articulada pelo Agravante para demonstrar, nas razões do recurso extraordinário, a existência de repercussão geral da matéria constitucionalmente arguida inviabiliza o exame do recurso. Assim, embora tenha mencionado a existência, no caso vertente, de repercussão geral, o Agravante não desenvolveu argumentos suficientemente convincentes para cumprir o objetivo da exigência constitucional.” No mesmo sentido, AI 812.378-AgR/SP, Rel. Min. Cezar Peluso, Plenário, que possui a seguinte ementa: “Recurso. Extraordinário. Inadmissibilidade. preliminar de repercussão geral. Ausência. Não conhecimento do agravo de instrumento. Agravo regimental não provido. É incognoscível recurso extraordinário que careça de preliminar formal e fundamentada de repercussão geral.“ Cabe salientar que o momento processual oportuno para a demonstração das questões relevantes do ponto de vista econômico, político, social ou jurídico, que ultrapassem os interesses subjetivos das partes, é em tópico exclusivo, devidamente fundamentado, no recurso extraordinário, e não nas razões do agravo regimental, como desejam os recorrentes. Incide, aqui, o óbice da preclusão consumativa. Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo regimental. É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5331539. Supremo Tribunal Federal ARE 738529 AGR / MG “Não basta, portanto, dizer que o tema tem repercussão geral, sendo ônus exclusivo do recorrente demonstrar, com argumentos substanciais, que há no caso relevância econômica, política, social ou jurídica. A ausência de fundamentação expressa, formal e objetivamente articulada pelo Agravante para demonstrar, nas razões do recurso extraordinário, a existência de repercussão geral da matéria constitucionalmente arguida inviabiliza o exame do recurso. Assim, embora tenha mencionado a existência, no caso vertente, de repercussão geral, o Agravante não desenvolveu argumentos suficientemente convincentes para cumprir o objetivo da exigência constitucional.” No mesmo sentido, AI 812.378-AgR/SP, Rel. Min. Cezar Peluso, Plenário, que possui a seguinte ementa: “Recurso. Extraordinário. Inadmissibilidade. preliminar de repercussão geral. Ausência. Não conhecimento do agravo de instrumento. Agravo regimental não provido. É incognoscível recurso extraordinário que careça de preliminar formal e fundamentada de repercussão geral.“ Cabe salientar que o momento processual oportuno para a demonstração das questões relevantes do ponto de vista econômico, político, social ou jurídico, que ultrapassem os interesses subjetivos das partes, é em tópico exclusivo, devidamente fundamentado, no recurso extraordinário, e não nas razões do agravo regimental, como desejam os recorrentes. Incide, aqui, o óbice da preclusão consumativa. Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo regimental. É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5331539. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 18/02/2014 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 738.529 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : NAOYA BABA AGTE.(S) : LAUREANO JOSÉ ANANIAS ADV.(A/S) : HÉLIO JOSÉ FIGUEIREDO AGDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 18.2.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 5356760 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 738.529 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : NAOYA BABA AGTE.(S) : LAUREANO JOSÉ ANANIAS ADV.(A/S) : HÉLIO JOSÉ FIGUEIREDO AGDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 18.2.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 5356760 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 738 . 529", "AI 731 . 924 / PR", "AI 812 . 378 - AgR / SP", "ARE 738529 AGR /", "SÚMULA 20 / TRF1", "SÚMULA 20 / TRF1 .", "Questão de Ordem no AI n 664 . 567", "Questão de Ordem no AI n 664 . 567", "ARE 738529 AGR / MG", "SÚMULA 20 / TRF1", "ARE 738529 AGR / MG", "SÚMULA 20 / TRF1", "AI 731 . 924 / PR", "ARE 738529 AGR / MG", "AI 731 . 924 / PR", "ARE 738529 AGR", "AI 812 . 378 - AgR / SP", "ARE 738529 AGR", "AI 812 . 378 - AgR / SP" ], "LEGISLACAO": [ "ART . 105 DA Constituição Federal de 1988 / 88", "ARTIGO 543 - A , § 2 . . . , DO CÓDIGO DE PROCESSO", "artigo 543 - A , § 2 . . . , do Código de Processo Civil", "Lei n . 11 . 418 / 06", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "LEI 8 . 213 / 91", "LEI 8 . 213 / 91 , ART . 41 , II ,", "LEI 8 . 542 / 92", "ART . 58 DO ADCT", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "LEI 8 . 213 / 91", "LEI 8 . 213 / 91 , ART . 41 , II ,", "LEI 8 . 542 / 92", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ARTIGO 543 - A , § 2 . . . , DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL", "LEI 8 . 213 / 91", "LEI 8 . 213 / 91 , ART . 41 , II ,", "LEI 8 . 542 / 92", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ARTIGO 543 - A , § 2 . . . , DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL C .", "ART . 327 , § 1 . . . , DO RISTF", "LEI 8 . 213 / 91", "LEI 8 . 213 / 91 , ART . 41 , II ,", "LEI 8 . 542 / 92", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 543 - A , § 2 . . . , do Código de Processo Civil", "Lei n . 11 . 418 / 06", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 543 - A , § 2 . . . , do Código de Processo Civil", "Lei n . 11 . 418 / 06", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 105 , III , da Constituição Federal de 1988 / 88", "art . 543 - A , § 2 . . . , do Código de Processo Civil", "art . 327 , § 1 . . . , do RISTF", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 105 , III , da Constituição Federal de 1988 / 88", "art . 543 - A , § 2 . . . , do Código de Processo Civil", "art . 327 , § 1 . . . , do RISTF", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "MINAS GERAIS", "Brasília", "Brasília", "MINAS GERAIS", "MINAS GERAIS", "MINAS GERAIS", "MINAS", "MINAS GERAIS" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL", "INSS", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma do", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma do", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL", "INSS", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL", "INSS", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal Regional Federal da 1 . . . Região", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Regional Federal da 1 . . . 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Ementa e Acórdão 18/02/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 784.492 DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :TERRA INDÚSTRIA DA AMAZÔNIA LTDA ADV.(A/S) :FERNANDO DENIS MARTINS AGDO.(A/S) :PRIMEIRA TURMA DO COLÉGIO RECURSAL DE SÃO BERNARDO DO CAMPO - SP ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) :ROSÂNGELA NUNES DA SILVA EMENTA DIREITO PROCESSUAL CIVIL. RECLAMAÇÃO PARA O SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. CABIMENTO. DEBATE DE ÂMBITO INFRACONSTITUCIONAL. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA NÃO VIABILIZA O MANEJO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 13.6.2013. Divergir do entendimento do Superior Tribunal de Justiça no tocante aos critérios de admissibilidade de Reclamação de sua competência demandaria a análise da legislação infraconstitucional (Resolução nº 12/2009) aplicável à espécie, de tal modo que, se afronta ocorresse, seria indireta, o que não atende à exigência do art. 102, III, “a”, da Constituição Federal. Precedentes. Agravo regimental conhecido e não provido. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Brasília, 18 de fevereiro de 2014. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5312328. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9 Ementa e Acórdão ARE 784492 AGR / DF Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5312328. Supremo Tribunal Federal ARE 784492 AGR / DF Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5312328. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9 Relatório 18/02/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 784.492 DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :TERRA INDÚSTRIA DA AMAZÔNIA LTDA ADV.(A/S) :FERNANDO DENIS MARTINS AGDO.(A/S) :PRIMEIRA TURMA DO COLÉGIO RECURSAL DE SÃO BERNARDO DO CAMPO - SP ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) :ROSÂNGELA NUNES DA SILVA R E L A T Ó R I O A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra decisão por mim proferida, mediante a qual negado provimento a seu agravo em recurso extraordinário, maneja agravo regimental a Terra Indústria da Amazônia Ltda. A agravante insurge-se contra a decisão agravada, ao argumento de que “(...) uma análise mais apurada levará à inevitável conclusão de que a discussão que ora se apresenta orbita em torno não de uma violação à uma resolução do Superior Tribunal de Justiça, mas sim de uma violação da resolução em questão à Constituição da República, contrariando um entendimento firmado na presente corte!”. Requer “(...) integral provimento do Agravo em Recurso Extraordinário e do Recurso Extraordinário em questão para, reconhecendo-se a inconstitucionalidade do decreto número 12/09 e da decisão recorrida, declarar a possibilidade de utilização da Reclamação como sucedâneo do Recurso Especial a fim de permitir o questionamento no Tribunal a quo dos julgados que violem Lei Federal proferidos pelas Turmas Recursais dos Juizados Especiais Estaduais, independente de haver ‘jurisprudência consolidada daquela corte, assim entendida como aquelas proferidas no julgamento de recurso especial processado sob o rito do art. 543-C do Código de Processo Civil ou enunciado de súmulas’, determinando-se, ainda, o regular recebimento, processamento e julgamento da Reclamação interposta no Tribunal a quo”. Afirma ser “(...) um absurdo as disposições da Resolução em questão e o entendimento do Tribunal a quo, uma Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5312329. Supremo Tribunal Federal 18/02/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 784.492 DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :TERRA INDÚSTRIA DA AMAZÔNIA LTDA ADV.(A/S) :FERNANDO DENIS MARTINS AGDO.(A/S) :PRIMEIRA TURMA DO COLÉGIO RECURSAL DE SÃO BERNARDO DO CAMPO - SP ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) :ROSÂNGELA NUNES DA SILVA R E L A T Ó R I O A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra decisão por mim proferida, mediante a qual negado provimento a seu agravo em recurso extraordinário, maneja agravo regimental a Terra Indústria da Amazônia Ltda. A agravante insurge-se contra a decisão agravada, ao argumento de que “(...) uma análise mais apurada levará à inevitável conclusão de que a discussão que ora se apresenta orbita em torno não de uma violação à uma resolução do Superior Tribunal de Justiça, mas sim de uma violação da resolução em questão à Constituição da República, contrariando um entendimento firmado na presente corte!”. Requer “(...) integral provimento do Agravo em Recurso Extraordinário e do Recurso Extraordinário em questão para, reconhecendo-se a inconstitucionalidade do decreto número 12/09 e da decisão recorrida, declarar a possibilidade de utilização da Reclamação como sucedâneo do Recurso Especial a fim de permitir o questionamento no Tribunal a quo dos julgados que violem Lei Federal proferidos pelas Turmas Recursais dos Juizados Especiais Estaduais, independente de haver ‘jurisprudência consolidada daquela corte, assim entendida como aquelas proferidas no julgamento de recurso especial processado sob o rito do art. 543-C do Código de Processo Civil ou enunciado de súmulas’, determinando-se, ainda, o regular recebimento, processamento e julgamento da Reclamação interposta no Tribunal a quo”. Afirma ser “(...) um absurdo as disposições da Resolução em questão e o entendimento do Tribunal a quo, uma Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5312329. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9 Relatório ARE 784492 AGR / DF vez que a Constituição da República em momento algum limita o uso da reclamação como tem feito tal Tribunal”. Insiste na alegação de afronta direta ao art. 105, III, da Constituição Federal. Acórdão do Superior Tribunal de Justiça publicado em 13.6.2013. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5312329. Supremo Tribunal Federal ARE 784492 AGR / DF vez que a Constituição da República em momento algum limita o uso da reclamação como tem feito tal Tribunal”. Insiste na alegação de afronta direta ao art. 105, III, da Constituição Federal. Acórdão do Superior Tribunal de Justiça publicado em 13.6.2013. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5312329. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9 Voto - MIN. ROSA WEBER 18/02/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 784.492 DISTRITO FEDERAL V O T O A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame do mérito. Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo: “Vistos etc. Contra o juízo negativo de admissibilidade do recurso extraordinário, exarado pela Presidência do Tribunal a quo, foi manejado agravo. Na minuta, sustenta-se que o recurso extraordinário reúne todos os requisitos para sua admissão. Aparelhado o recurso na violação do art. 105, III, da Lei Maior. É o relatório. Decido. Preenchidos os pressupostos extrínsecos. Da detida análise dos fundamentos da decisão denegatória de seguimento do recurso extraordinário, bem como à luz das razões de decidir adotadas pelo Tribunal de origem, por ocasião do julgamento do recurso veiculado na instância ordinária, concluo que nada colhe o agravo. O exame de eventual ofensa ao preceito constitucional indicado nas razões recursais, demanda, em primeiro plano, a interpretação das normas infraconstitucionais aplicáveis à espécie, de tal modo que, se afronta ocorresse, seria indireta, o que não atende à exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência deste egrégio Supremo Tribunal Federal, verbis: "AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PENAL. 1. CABIMENTO DE RECLAMAÇÃO PARA O SUPERIOR Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5312330. Supremo Tribunal Federal 18/02/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 784.492 DISTRITO FEDERAL V O T O A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame do mérito. Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo: “Vistos etc. Contra o juízo negativo de admissibilidade do recurso extraordinário, exarado pela Presidência do Tribunal a quo, foi manejado agravo. Na minuta, sustenta-se que o recurso extraordinário reúne todos os requisitos para sua admissão. Aparelhado o recurso na violação do art. 105, III, da Lei Maior. É o relatório. Decido. Preenchidos os pressupostos extrínsecos. Da detida análise dos fundamentos da decisão denegatória de seguimento do recurso extraordinário, bem como à luz das razões de decidir adotadas pelo Tribunal de origem, por ocasião do julgamento do recurso veiculado na instância ordinária, concluo que nada colhe o agravo. O exame de eventual ofensa ao preceito constitucional indicado nas razões recursais, demanda, em primeiro plano, a interpretação das normas infraconstitucionais aplicáveis à espécie, de tal modo que, se afronta ocorresse, seria indireta, o que não atende à exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência deste egrégio Supremo Tribunal Federal, verbis: "AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PENAL. 1. CABIMENTO DE RECLAMAÇÃO PARA O SUPERIOR Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5312330. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 784492 AGR / DF TRIBUNAL DE JUSTIÇA. ACÓRDÃO PROFERIDO COM BASE EM FUNDAMENTO PROCESSUAL. 2. ALEGADO DESCUMPRIMENTO DO ART. 5º, INC. LIV E LV, DA CONSTITUIÇÃO. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (ARE 647.350-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, 1ª Turma, DJe 13.9.2011) "AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. ACÓRDÃO PELO QUAL O SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA SE LIMITOU AO EXAME DE QUESTÃO PROCESSUAL. EVENTUAL OFENSA AO MAGNO TEXTO APENAS OCORRERIA DE MODO REFLEXO OU INDIRETO. Agravo regimental desprovido” (AI 815.219-AgR, Rel. Min. Ayres Britto, 2ª Turma, DJe 07.3.2012) . Nesse sentir, não merece processamento o apelo extremo, consoante também se denota dos fundamentos da decisão que desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja detida análise conduz à conclusão pela ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República. Nego seguimento (art. 21, § 1º, do RISTF)” Irrepreensível a decisão agravada. Oportuna a transcrição parcial do acórdão proferido pelo Superior Tribunal de Justiça: “(...) A Segunda Seção, em 23.11.2011, quando do julgamento das Reclamações n. 3.812/ES e 6.721/MT, decidiu que a reclamação fundamentada na Resolução STJ n. 12/2009 somente tem cabimento quando a decisão reclamada contrariar a jurisprudência consolidada do STJ, considerando como jurisprudência enunciado de súmula ou acórdão prolatado no julgamento de recurso especial processado sob o rito do art. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5312330. Supremo Tribunal Federal ARE 784492 AGR / DF TRIBUNAL DE JUSTIÇA. ACÓRDÃO PROFERIDO COM BASE EM FUNDAMENTO PROCESSUAL. 2. ALEGADO DESCUMPRIMENTO DO ART. 5º, INC. LIV E LV, DA CONSTITUIÇÃO. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (ARE 647.350-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, 1ª Turma, DJe 13.9.2011) "AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. ACÓRDÃO PELO QUAL O SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA SE LIMITOU AO EXAME DE QUESTÃO PROCESSUAL. EVENTUAL OFENSA AO MAGNO TEXTO APENAS OCORRERIA DE MODO REFLEXO OU INDIRETO. Agravo regimental desprovido” (AI 815.219-AgR, Rel. Min. Ayres Britto, 2ª Turma, DJe 07.3.2012) . Nesse sentir, não merece processamento o apelo extremo, consoante também se denota dos fundamentos da decisão que desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja detida análise conduz à conclusão pela ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República. Nego seguimento (art. 21, § 1º, do RISTF)” Irrepreensível a decisão agravada. Oportuna a transcrição parcial do acórdão proferido pelo Superior Tribunal de Justiça: “(...) A Segunda Seção, em 23.11.2011, quando do julgamento das Reclamações n. 3.812/ES e 6.721/MT, decidiu que a reclamação fundamentada na Resolução STJ n. 12/2009 somente tem cabimento quando a decisão reclamada contrariar a jurisprudência consolidada do STJ, considerando como jurisprudência enunciado de súmula ou acórdão prolatado no julgamento de recurso especial processado sob o rito do art. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5312330. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 784492 AGR / DF 543-C do CPC. (…) No presente caso, a parte apresenta divergência com julgados que não se enquadram em nenhuma das hipóteses mencionadas, pois não tratam de jurisprudência consolidada do Superior Tribunal de Justiça. Ante o exposto, com base no art. 557, caput, do CPC, c/c o art. 1º, § 2º, da Resolução n. 12/2009 do STJ, julgo improcedente a reclamação”. Emerge do acórdão que ensejou o manejo do recurso extraordinário que o STJ decidiu controvérsia relativa à admissibilidade de Reclamação de sua competência. Divergir de tal entendimento demandaria a análise da legislação infraconstitucional (Resolução nº 12/2009), de tal modo que, se afronta ocorresse, seria indireta, o que não atende à exigência do art. 102, III, “a”, da Constituição Federal. Colho precedentes: “DIREITO PROCESSUAL. AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. RECLAMAÇÃO. PRESSUPOSTOS DE ADMISSIBILIDADE. ART. 105, I, f, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. NATUREZA PROCESSUAL. OFENSA INDIRETA. 1. É inadmissível recurso extraordinário que, a pretexto de ofensa a princípios constitucionais, objetive a análise de legislação infraconstitucional. 2. O Superior Tribunal de Justiça limitou-se a tratar de matéria processual relativa ao cabimento da reclamação, nos termos do art. 105, I, f (parte final), da Constituição Federal, cuja discussão não enseja cabimento de recurso extraordinário. 3. A alegada violação aos postulados da prestação jurisdicional e do devido processo legal configura, quando muito, ofensa meramente reflexa. 4. Inexistência de argumento capaz de infirmar o entendimento adotado pela decisão agravada. 5. Agravo regimental improvido” (RE 445.384-AgR/MG, Rel. Min. Ellen Gracie, 2ª Turma, DJe 18.12.2009). “AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5312330. Supremo Tribunal Federal ARE 784492 AGR / DF 543-C do CPC. (…) No presente caso, a parte apresenta divergência com julgados que não se enquadram em nenhuma das hipóteses mencionadas, pois não tratam de jurisprudência consolidada do Superior Tribunal de Justiça. Ante o exposto, com base no art. 557, caput, do CPC, c/c o art. 1º, § 2º, da Resolução n. 12/2009 do STJ, julgo improcedente a reclamação”. Emerge do acórdão que ensejou o manejo do recurso extraordinário que o STJ decidiu controvérsia relativa à admissibilidade de Reclamação de sua competência. Divergir de tal entendimento demandaria a análise da legislação infraconstitucional (Resolução nº 12/2009), de tal modo que, se afronta ocorresse, seria indireta, o que não atende à exigência do art. 102, III, “a”, da Constituição Federal. Colho precedentes: “DIREITO PROCESSUAL. AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. RECLAMAÇÃO. PRESSUPOSTOS DE ADMISSIBILIDADE. ART. 105, I, f, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. NATUREZA PROCESSUAL. OFENSA INDIRETA. 1. É inadmissível recurso extraordinário que, a pretexto de ofensa a princípios constitucionais, objetive a análise de legislação infraconstitucional. 2. O Superior Tribunal de Justiça limitou-se a tratar de matéria processual relativa ao cabimento da reclamação, nos termos do art. 105, I, f (parte final), da Constituição Federal, cuja discussão não enseja cabimento de recurso extraordinário. 3. A alegada violação aos postulados da prestação jurisdicional e do devido processo legal configura, quando muito, ofensa meramente reflexa. 4. Inexistência de argumento capaz de infirmar o entendimento adotado pela decisão agravada. 5. Agravo regimental improvido” (RE 445.384-AgR/MG, Rel. Min. Ellen Gracie, 2ª Turma, DJe 18.12.2009). “AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5312330. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 784492 AGR / DF INSTRUMENTO. ACÓRDÃO PELO QUAL O SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA SE LIMITOU AO EXAME DE QUESTÃO PROCESSUAL. EVENTUAL OFENSA AO MAGNO TEXTO APENAS OCORRERIA DE MODO REFLEXO OU INDIRETO. Agravo regimental desprovido” (AI 815.219-AgR/ DF, Rel. Min. Ayres Britto, DJe de 07.3.2012). Nesse contexto, as razões do agravo regimental não são aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere à ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República. Agravo regimental conhecido e não provido. É como voto. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5312330. Supremo Tribunal Federal ARE 784492 AGR / DF INSTRUMENTO. ACÓRDÃO PELO QUAL O SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA SE LIMITOU AO EXAME DE QUESTÃO PROCESSUAL. EVENTUAL OFENSA AO MAGNO TEXTO APENAS OCORRERIA DE MODO REFLEXO OU INDIRETO. Agravo regimental desprovido” (AI 815.219-AgR/ DF, Rel. Min. Ayres Britto, DJe de 07.3.2012). Nesse contexto, as razões do agravo regimental não são aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere à ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República. Agravo regimental conhecido e não provido. É como voto. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5312330. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9 Extrato de Ata - 18/02/2014 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 784.492 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : TERRA INDÚSTRIA DA AMAZÔNIA LTDA ADV.(A/S) : FERNANDO DENIS MARTINS AGDO.(A/S) : PRIMEIRA TURMA DO COLÉGIO RECURSAL DE SÃO BERNARDO DO CAMPO - SP ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) : ROSÂNGELA NUNES DA SILVA Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da relatora. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 18.2.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 5356819 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 784.492 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : TERRA INDÚSTRIA DA AMAZÔNIA LTDA ADV.(A/S) : FERNANDO DENIS MARTINS AGDO.(A/S) : PRIMEIRA TURMA DO COLÉGIO RECURSAL DE SÃO BERNARDO DO CAMPO - SP ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) : ROSÂNGELA NUNES DA SILVA Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da relatora. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 18.2.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 5356819 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=5361331
2014-02-18T00:00:00
2014-03-06T00:00:00
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da relatora. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 18.2.2014.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
EMENTA DIREITO PROCESSUAL CIVIL. RECLAMAÇÃO PARA O SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. CABIMENTO. DEBATE DE ÂMBITO INFRACONSTITUCIONAL. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA NÃO VIABILIZA O MANEJO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 13.6.2013. Divergir do entendimento do Superior Tribunal de Justiça no tocante aos critérios de admissibilidade de Reclamação de sua competência demandaria a análise da legislação infraconstitucional (Resolução nº 12/2009) aplicável à espécie, de tal modo que, se afronta ocorresse, seria indireta, o que não atende à exigência do art. 102, III, “a”, da Constituição Federal. Precedentes. Agravo regimental conhecido e não provido.
sjur256544
- Acórdão(s) citado(s): (MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL) RE 445384 AgR (2ªT), AI 815219 AgR (2ªT). Número de páginas: 9. Análise: 07/03/2014, BRU.
ROSA WEBER
Primeira Turma
784492
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00102 INC-00003 LET-A\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED RES-000012 ANO-2009\n RESOLUÇÃO DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA - STJ" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 784492 AgR
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AGTE.(S) : TERRA INDÚSTRIA DA AMAZÔNIA LTDA ADV.(A/S) : FERNANDO DENIS MARTINS AGDO.(A/S) : PRIMEIRA TURMA DO COLÉGIO RECURSAL DE SÃO BERNARDO DO CAMPO - SP ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) : ROSÂNGELA NUNES DA SILVA
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Ementa e Acórdão 18/02/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 784.492 DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :TERRA INDÚSTRIA DA AMAZÔNIA LTDA ADV.(A/S) :FERNANDO DENIS MARTINS AGDO.(A/S) :PRIMEIRA TURMA DO COLÉGIO RECURSAL DE SÃO BERNARDO DO CAMPO - SP ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) :ROSÂNGELA NUNES DA SILVA EMENTA DIREITO PROCESSUAL CIVIL. RECLAMAÇÃO PARA O SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. CABIMENTO. DEBATE DE ÂMBITO INFRACONSTITUCIONAL. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA NÃO VIABILIZA O MANEJO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 13.6.2013. Divergir do entendimento do Superior Tribunal de Justiça no tocante aos critérios de admissibilidade de Reclamação de sua competência demandaria a análise da legislação infraconstitucional (Resolução n 12/2009) aplicável à espécie, de tal modo que, se afronta ocorresse, seria indireta, o que não atende à exigência do art. 102, III, “a”, da Constituição Federal. Precedentes. Agravo regimental conhecido e não provido. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Brasília, 18 de fevereiro de 2014. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5312328. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9 Ementa e Acórdão ARE 784492 AGR / DF Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5312328. Supremo Tribunal Federal ARE 784492 AGR / DF Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5312328. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9 Relatório 18/02/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 784.492 DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :TERRA INDÚSTRIA DA AMAZÔNIA LTDA ADV.(A/S) :FERNANDO DENIS MARTINS AGDO.(A/S) :PRIMEIRA TURMA DO COLÉGIO RECURSAL DE SÃO BERNARDO DO CAMPO - SP ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) :ROSÂNGELA NUNES DA SILVA R E L A T Ó R I O A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra decisão por mim proferida, mediante a qual negado provimento a seu agravo em recurso extraordinário, maneja agravo regimental a Terra Indústria da Amazônia Ltda. A agravante insurge-se contra a decisão agravada, ao argumento de que “(...) uma análise mais apurada levará à inevitável conclusão de que a discussão que ora se apresenta orbita em torno não de uma violação à uma resolução do Superior Tribunal de Justiça, mas sim de uma violação da resolução em questão à Constituição da República, contrariando um entendimento firmado na presente corte!”. Requer “(...) integral provimento do Agravo em Recurso Extraordinário e do Recurso Extraordinário em questão para, reconhecendo-se a inconstitucionalidade do decreto número 12/09 e da decisão recorrida, declarar a possibilidade de utilização da Reclamação como sucedâneo do Recurso Especial a fim de permitir o questionamento no Tribunal a quo dos julgados que violem Lei Federal proferidos pelas Turmas Recursais dos Juizados Especiais Estaduais, independente de haver ‘jurisprudência consolidada daquela corte, assim entendida como aquelas proferidas no julgamento de recurso especial processado sob o rito do art. 543-C do Código de Processo Civil ou enunciado de súmulas’, determinando-se, ainda, o regular recebimento, processamento e julgamento da Reclamação interposta no Tribunal a quo”. Afirma ser “(...) um absurdo as disposições da Resolução em questão e o entendimento do Tribunal a quo, uma Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5312329. Supremo Tribunal Federal 18/02/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 784.492 DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :TERRA INDÚSTRIA DA AMAZÔNIA LTDA ADV.(A/S) :FERNANDO DENIS MARTINS AGDO.(A/S) :PRIMEIRA TURMA DO COLÉGIO RECURSAL DE SÃO BERNARDO DO CAMPO - SP ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) :ROSÂNGELA NUNES DA SILVA R E L A T Ó R I O A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra decisão por mim proferida, mediante a qual negado provimento a seu agravo em recurso extraordinário, maneja agravo regimental a Terra Indústria da Amazônia Ltda. A agravante insurge-se contra a decisão agravada, ao argumento de que “(...) uma análise mais apurada levará à inevitável conclusão de que a discussão que ora se apresenta orbita em torno não de uma violação à uma resolução do Superior Tribunal de Justiça, mas sim de uma violação da resolução em questão à Constituição da República, contrariando um entendimento firmado na presente corte!”. Requer “(...) integral provimento do Agravo em Recurso Extraordinário e do Recurso Extraordinário em questão para, reconhecendo-se a inconstitucionalidade do decreto número 12/09 e da decisão recorrida, declarar a possibilidade de utilização da Reclamação como sucedâneo do Recurso Especial a fim de permitir o questionamento no Tribunal a quo dos julgados que violem Lei Federal proferidos pelas Turmas Recursais dos Juizados Especiais Estaduais, independente de haver ‘jurisprudência consolidada daquela corte, assim entendida como aquelas proferidas no julgamento de recurso especial processado sob o rito do art. 543-C do Código de Processo Civil ou enunciado de súmulas’, determinando-se, ainda, o regular recebimento, processamento e julgamento da Reclamação interposta no Tribunal a quo”. Afirma ser “(...) um absurdo as disposições da Resolução em questão e o entendimento do Tribunal a quo, uma Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5312329. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9 Relatório ARE 784492 AGR / DF vez que a Constituição da República em momento algum limita o uso da reclamação como tem feito tal Tribunal”. Insiste na alegação de afronta direta ao art. 105, III, da Constituição Federal. Acórdão do Superior Tribunal de Justiça publicado em 13.6.2013. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5312329. Supremo Tribunal Federal ARE 784492 AGR / DF vez que a Constituição da República em momento algum limita o uso da reclamação como tem feito tal Tribunal”. Insiste na alegação de afronta direta ao art. 105, III, da Constituição Federal. Acórdão do Superior Tribunal de Justiça publicado em 13.6.2013. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5312329. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9 Voto - MIN. ROSA WEBER 18/02/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 784.492 DISTRITO FEDERAL V O T O A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame do mérito. Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo: “Vistos etc. Contra o juízo negativo de admissibilidade do recurso extraordinário, exarado pela Presidência do Tribunal a quo, foi manejado agravo. Na minuta, sustenta-se que o recurso extraordinário reúne todos os requisitos para sua admissão. Aparelhado o recurso na violação do art. 105, III, da Lei Maior. É o relatório. Decido. Preenchidos os pressupostos extrínsecos. Da detida análise dos fundamentos da decisão denegatória de seguimento do recurso extraordinário, bem como à luz das razões de decidir adotadas pelo Tribunal de origem, por ocasião do julgamento do recurso veiculado na instância ordinária, concluo que nada colhe o agravo. O exame de eventual ofensa ao preceito constitucional indicado nas razões recursais, demanda, em primeiro plano, a interpretação das normas infraconstitucionais aplicáveis à espécie, de tal modo que, se afronta ocorresse, seria indireta, o que não atende à exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência deste egrégio Supremo Tribunal Federal, verbis: "AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PENAL. 1. CABIMENTO DE RECLAMAÇÃO PARA O SUPERIOR Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5312330. Supremo Tribunal Federal 18/02/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 784.492 DISTRITO FEDERAL V O T O A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame do mérito. Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo: “Vistos etc. Contra o juízo negativo de admissibilidade do recurso extraordinário, exarado pela Presidência do Tribunal a quo, foi manejado agravo. Na minuta, sustenta-se que o recurso extraordinário reúne todos os requisitos para sua admissão. Aparelhado o recurso na violação do art. 105, III, da Lei Maior. É o relatório. Decido. Preenchidos os pressupostos extrínsecos. Da detida análise dos fundamentos da decisão denegatória de seguimento do recurso extraordinário, bem como à luz das razões de decidir adotadas pelo Tribunal de origem, por ocasião do julgamento do recurso veiculado na instância ordinária, concluo que nada colhe o agravo. O exame de eventual ofensa ao preceito constitucional indicado nas razões recursais, demanda, em primeiro plano, a interpretação das normas infraconstitucionais aplicáveis à espécie, de tal modo que, se afronta ocorresse, seria indireta, o que não atende à exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência deste egrégio Supremo Tribunal Federal, verbis: "AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PENAL. 1. CABIMENTO DE RECLAMAÇÃO PARA O SUPERIOR Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5312330. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 784492 AGR / DF TRIBUNAL DE JUSTIÇA. ACÓRDÃO PROFERIDO COM BASE EM FUNDAMENTO PROCESSUAL. 2. ALEGADO DESCUMPRIMENTO DO ART. 5..., INC. LIV E LV, DA CONSTITUIÇÃO. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (ARE 647.350-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, 1... Turma, DJe 13.9.2011) "AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. ACÓRDÃO PELO QUAL O SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA SE LIMITOU AO EXAME DE QUESTÃO PROCESSUAL. EVENTUAL OFENSA AO MAGNO TEXTO APENAS OCORRERIA DE MODO REFLEXO OU INDIRETO. Agravo regimental desprovido” (AI 815.219-AgR, Rel. Min. Ayres Britto, 2... Turma, DJe 07.3.2012) . Nesse sentir, não merece processamento o apelo extremo, consoante também se denota dos fundamentos da decisão que desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja detida análise conduz à conclusão pela ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República. Nego seguimento (art. 21, § 1..., do RISTF)” Irrepreensível a decisão agravada. Oportuna a transcrição parcial do acórdão proferido pelo Superior Tribunal de Justiça: “(...) A Segunda Seção, em 23.11.2011, quando do julgamento das Reclamações n. 3.812/ES e 6.721/MT, decidiu que a reclamação fundamentada na Resolução Superior Tribunal de Justiça n. 12/2009 somente tem cabimento quando a decisão reclamada contrariar a jurisprudência consolidada do Superior Tribunal de Justiça, considerando como jurisprudência enunciado de súmula ou acórdão prolatado no julgamento de recurso especial processado sob o rito do art. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5312330. Supremo Tribunal Federal ARE 784492 AGR / DF TRIBUNAL DE JUSTIÇA. ACÓRDÃO PROFERIDO COM BASE EM FUNDAMENTO PROCESSUAL. 2. ALEGADO DESCUMPRIMENTO DO ART. 5..., INC. LIV E LV, DA CONSTITUIÇÃO. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (ARE 647.350-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, 1... Turma, DJe 13.9.2011) "AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. ACÓRDÃO PELO QUAL O SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA SE LIMITOU AO EXAME DE QUESTÃO PROCESSUAL. EVENTUAL OFENSA AO MAGNO TEXTO APENAS OCORRERIA DE MODO REFLEXO OU INDIRETO. Agravo regimental desprovido” (AI 815.219-AgR, Rel. Min. Ayres Britto, 2... Turma, DJe 07.3.2012) . Nesse sentir, não merece processamento o apelo extremo, consoante também se denota dos fundamentos da decisão que desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja detida análise conduz à conclusão pela ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República. Nego seguimento (art. 21, § 1..., do RISTF)” Irrepreensível a decisão agravada. Oportuna a transcrição parcial do acórdão proferido pelo Superior Tribunal de Justiça: “(...) A Segunda Seção, em 23.11.2011, quando do julgamento das Reclamações n. 3.812/ES e 6.721/MT, decidiu que a reclamação fundamentada na Resolução Superior Tribunal de Justiça n. 12/2009 somente tem cabimento quando a decisão reclamada contrariar a jurisprudência consolidada do Superior Tribunal de Justiça, considerando como jurisprudência enunciado de súmula ou acórdão prolatado no julgamento de recurso especial processado sob o rito do art. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5312330. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 784492 AGR / DF 543-C do Código de Processo Civil. (…) No presente caso, a parte apresenta divergência com julgados que não se enquadram em nenhuma das hipóteses mencionadas, pois não tratam de jurisprudência consolidada do Superior Tribunal de Justiça. Ante o exposto, com base no art. 557, caput, do Código de Processo Civil, c/c o art. 1..., § 2..., da Resolução n. 12/2009 do Superior Tribunal de Justiça, julgo improcedente a reclamação”. Emerge do acórdão que ensejou o manejo do recurso extraordinário que o Superior Tribunal de Justiça decidiu controvérsia relativa à admissibilidade de Reclamação de sua competência. Divergir de tal entendimento demandaria a análise da legislação infraconstitucional (Resolução n 12/2009), de tal modo que, se afronta ocorresse, seria indireta, o que não atende à exigência do art. 102, III, “a”, da Constituição Federal. Colho precedentes: “DIREITO PROCESSUAL. AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. RECLAMAÇÃO. PRESSUPOSTOS DE ADMISSIBILIDADE. ART. 105, I, f, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. NATUREZA PROCESSUAL. OFENSA INDIRETA. 1. É inadmissível recurso extraordinário que, a pretexto de ofensa a princípios constitucionais, objetive a análise de legislação infraconstitucional. 2. O Superior Tribunal de Justiça limitou-se a tratar de matéria processual relativa ao cabimento da reclamação, nos termos do art. 105, I, f (parte final), da Constituição Federal, cuja discussão não enseja cabimento de recurso extraordinário. 3. A alegada violação aos postulados da prestação jurisdicional e do devido processo legal configura, quando muito, ofensa meramente reflexa. 4. Inexistência de argumento capaz de infirmar o entendimento adotado pela decisão agravada. 5. Agravo regimental improvido” (Recurso Extraordinário 445.384-AgR/MG, Rel. Min. Ellen Gracie, 2... Turma, DJe 18.12.2009). “AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5312330. Supremo Tribunal Federal ARE 784492 AGR / DF 543-C do Código de Processo Civil. (…) No presente caso, a parte apresenta divergência com julgados que não se enquadram em nenhuma das hipóteses mencionadas, pois não tratam de jurisprudência consolidada do Superior Tribunal de Justiça. Ante o exposto, com base no art. 557, caput, do Código de Processo Civil, c/c o art. 1..., § 2..., da Resolução n. 12/2009 do Superior Tribunal de Justiça, julgo improcedente a reclamação”. Emerge do acórdão que ensejou o manejo do recurso extraordinário que o Superior Tribunal de Justiça decidiu controvérsia relativa à admissibilidade de Reclamação de sua competência. Divergir de tal entendimento demandaria a análise da legislação infraconstitucional (Resolução n 12/2009), de tal modo que, se afronta ocorresse, seria indireta, o que não atende à exigência do art. 102, III, “a”, da Constituição Federal. Colho precedentes: “DIREITO PROCESSUAL. AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. RECLAMAÇÃO. PRESSUPOSTOS DE ADMISSIBILIDADE. ART. 105, I, f, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. NATUREZA PROCESSUAL. OFENSA INDIRETA. 1. É inadmissível recurso extraordinário que, a pretexto de ofensa a princípios constitucionais, objetive a análise de legislação infraconstitucional. 2. O Superior Tribunal de Justiça limitou-se a tratar de matéria processual relativa ao cabimento da reclamação, nos termos do art. 105, I, f (parte final), da Constituição Federal, cuja discussão não enseja cabimento de recurso extraordinário. 3. A alegada violação aos postulados da prestação jurisdicional e do devido processo legal configura, quando muito, ofensa meramente reflexa. 4. Inexistência de argumento capaz de infirmar o entendimento adotado pela decisão agravada. 5. Agravo regimental improvido” (Recurso Extraordinário 445.384-AgR/MG, Rel. Min. Ellen Gracie, 2... Turma, DJe 18.12.2009). “AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5312330. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 784492 AGR / DF INSTRUMENTO. ACÓRDÃO PELO QUAL O SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA SE LIMITOU AO EXAME DE QUESTÃO PROCESSUAL. EVENTUAL OFENSA AO MAGNO TEXTO APENAS OCORRERIA DE MODO REFLEXO OU INDIRETO. Agravo regimental desprovido” (AI 815.219-AgR/ DF, Rel. Min. Ayres Britto, DJe de 07.3.2012). Nesse contexto, as razões do agravo regimental não são aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere à ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República. Agravo regimental conhecido e não provido. É como voto. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5312330. Supremo Tribunal Federal ARE 784492 AGR / DF INSTRUMENTO. ACÓRDÃO PELO QUAL O SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA SE LIMITOU AO EXAME DE QUESTÃO PROCESSUAL. EVENTUAL OFENSA AO MAGNO TEXTO APENAS OCORRERIA DE MODO REFLEXO OU INDIRETO. Agravo regimental desprovido” (AI 815.219-AgR/ DF, Rel. Min. Ayres Britto, DJe de 07.3.2012). Nesse contexto, as razões do agravo regimental não são aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere à ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República. Agravo regimental conhecido e não provido. É como voto. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5312330. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9 Extrato de Ata - 18/02/2014 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 784.492 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : TERRA INDÚSTRIA DA AMAZÔNIA LTDA ADV.(A/S) : FERNANDO DENIS MARTINS AGDO.(A/S) : PRIMEIRA TURMA DO COLÉGIO RECURSAL DE SÃO BERNARDO DO CAMPO - SP ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) : ROSÂNGELA NUNES DA SILVA Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da relatora. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 18.2.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 5356819 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 784.492 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : TERRA INDÚSTRIA DA AMAZÔNIA LTDA ADV.(A/S) : FERNANDO DENIS MARTINS AGDO.(A/S) : PRIMEIRA TURMA DO COLÉGIO RECURSAL DE SÃO BERNARDO DO CAMPO - SP ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) : ROSÂNGELA NUNES DA SILVA Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da relatora. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 18.2.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 5356819 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 784 . 492", "ARE 784492 AGR / DF", "ARE 784492 AGR", "ARE 784492 AGR / DF", "ARE 784492 AGR", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 784 . 492", "ARE 647 . 350 - AgR", "AI 815 . 219 - AgR", "Reclamações n . 3 . 812 / ES", "ARE 784492 AGR / DF", "ARE 647 . 350 - AgR", "AI 815 . 219 - AgR", "Reclamações n", "6", ".", "721", "/", "MT", "Recurso Extraordinário 445 . 384 - AgR / MG", "ARE 784492 AGR / DF 543 - C", "Recurso Extraordinário 445 . 384 - AgR / MG", "ARE 784492 AGR / DF", "AI 815 . 219 - AgR / DF", "ARE 784492 AGR / DF", "AI 815 . 219 - AgR / DF" ], "LEGISLACAO": [ "CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA", "Resolução n 12 / 2009", "art . 102 , III , “ a ” , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição da República", "decreto número", "art . 543 - C do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição da República", "decreto número 12 / 09", "C do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição da República", "art . 105 , III , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição da República", "art . 105 , III , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 105 , III , da Lei Maior", "art . 102 , III , “ a ” , da Lei Maior", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 105 , III , da Lei Maior", "art . 102 , III , “ a ” , da Lei Maior", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 5 . . . , INC . LIV E LV , DA CONSTITUIÇÃO", "Constituição da República", "Resolução Superior Tribunal de Justiça n . 12 / 2009", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição da República", "art . 21 , § 1 . . . , do RISTF", "Resolução Superior Tribunal de Justiça n . 12 / 2009", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 557 , caput , do Código de Processo Civil", "Resolução n . 12 / 2009", "Resolução n 12 / 2009", "art . 102 , III , “ a ” , da Constituição Federal", "ART . 105 , I , f , DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL", "art . 105 , I , f ( parte final ) , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 557 , caput , do Código de Processo Civil", "art . 1 . . . , § 2 . . . , da Resolução n . 12 / 2009 do Superior Tribunal de Justiça", "Resolução n 12 / 2009", "art . 102 , III , “ a ” , da Constituição Federal", "ART . 105 , I , f , DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL", "art . 105 , I , f ( parte final ) , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "DISTRITO FEDERAL", "Brasília", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "TERRA INDÚSTRIA DA AMAZÔNIA LTDA", "PRIMEIRA TURMA DO COLÉGIO RECURSAL DE SÃO BERNARDO DO CAMPO - SP", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "TERRA INDÚSTRIA DA AMAZÔNIA LTDA", "PRIMEIRA TURMA DO COLÉGIO RECURSAL DE SÃO BERNARDO DO CAMPO - SP", "Terra Indústria da Amazônia Ltda .", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "TERRA INDÚSTRIA DA AMAZÔNIA LTDA", "PRIMEIRA TURMA DO COLÉGIO RECURSAL DE SÃO BERNARDO DO CAMPO - SP", "Terra Indústria da Amazônia Ltda", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "/", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "SUPERIOR", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "SUPERIOR", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "/", "TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "1", ".", ". . 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Ementa e Acórdão 19/02/2014 PLENÁRIO AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 119 RONDÔNIA RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI REQTE.(S) :GOVERNADOR DO ESTADO DE RONDÔNIA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE RONDÔNIA INTDO.(A/S) :ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DE RONDÔNIA EMENTA Ação direta de inconstitucionalidade. Artigos e expressões da Constituição do Estado de Rondônia, promulgada em 28 de setembro de 1989, e das suas Disposições Constitucionais Transitórias. Parcial prejudicialidade. Alteração substancial. Eficácia exaurida. Procedência parcial do pedido. Autonomia financeira do Tribunal de Contas. Disponibilidade remunerada a ex-detentor de mandato eletivo. Representação de inconstitucionalidade em âmbito estadual. 1. Os arts. 101 e 102 da Constituição do Estado, os quais delineavam as competências e as prerrogativas do Ministério Público local e de seus membros, sofreram substanciais alterações com a Emenda Constitucional estadual nº 20/2001, de forma que restaram descaracterizadas as previsões originalmente neles contidas, ocorrendo, assim, a prejudicialidade do exercício do controle abstrato de normas. Precedentes. 2. O art. 37 do ADCT da Constituição do Estado de Rondônia, por meio do qual foi anistiada a dívida da Assembleia Legislativa em relação ao Instituto de Previdência do Estado de Rondônia (IPERON), referente à contribuição previdenciária dos servidores daquela Assembleia consolidada até o mês de março de 1989, já produziu todos os seus efeitos jurídicos, tratando-se de norma de eficácia exaurida. Precedentes. 3. O autor ataca trecho do art. 50 da Carta estadual que outorgou ao Tribunal de Contas do Estado, além da capacidade de autogestão, a autonomia de caráter financeiro. Constitucionalidade decorrente da outorga à Corte de Contas das mesmas garantias dadas ao Poder Judiciário (arts. 73 e 96 da CF/88), o que inclui a autonomia financeira. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5519938. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 24 Ementa e Acórdão ADI 119 / RO 4. É inconstitucional a garantia da disponibilidade remunerada ao ex-detentor de mandato eletivo, com a opção pelo retorno ou não às atividades, se servidor público, após o encerramento da atividade parlamentar. Não conformidade com o Texto Magno, por ofensa ao regime constitucional da disponibilidade do servidor público (art. 41, §§ 2º e 3º, CF/88) e à regra de afastamento do titular de cargo público para o exercício de mandato eletivo (art. 38, CF/88). No caso específico do Estado de Rondônia, a Corte já declarou a inconstitucionalidade de preceito similar inserido na Constituição estadual pela Emenda nº 3/92 (ADI nº 1.255/RO, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Ilmar Galvão, DJ de 6/9/01). 5. Não é inconstitucional norma da Constituição do Estado que atribui ao procurador da Assembleia Legislativa ou, alternativamente, ao procurador-geral do Estado, a incumbência de defender a constitucionalidade de ato normativo estadual questionado em controle abstrato de constitucionalidade na esfera de competência do Tribunal de Justiça. Previsão que não afronta a Constituição Federal, já que ausente o dever de simetria para com o modelo federal, que impõe apenas a pluralidade de legitimados para a propositura da ação (art. 125, § 2º, CF/88). Ausência de ofensa ao art. 132 da Carta Política, que fixa a exclusividade de representação do ente federado pela Procuradoria-Geral do Estado, uma vez que nos feitos de controle abstrato de constitucionalidade nem sequer há partes processuais propriamente ditas, inexistindo litígio na acepção técnica do termo. 6. Ação direta de inconstitucionalidade julgada parcialmente procedente. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em sessão plenária, sob a presidência do Senhor Ministro Joaquim Barbosa, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos e nos termos do voto do Relator, em julgar parcialmente procedente a ação direta para declarar 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5519938. Supremo Tribunal Federal ADI 119 / RO 4. É inconstitucional a garantia da disponibilidade remunerada ao ex-detentor de mandato eletivo, com a opção pelo retorno ou não às atividades, se servidor público, após o encerramento da atividade parlamentar. Não conformidade com o Texto Magno, por ofensa ao regime constitucional da disponibilidade do servidor público (art. 41, §§ 2º e 3º, CF/88) e à regra de afastamento do titular de cargo público para o exercício de mandato eletivo (art. 38, CF/88). No caso específico do Estado de Rondônia, a Corte já declarou a inconstitucionalidade de preceito similar inserido na Constituição estadual pela Emenda nº 3/92 (ADI nº 1.255/RO, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Ilmar Galvão, DJ de 6/9/01). 5. Não é inconstitucional norma da Constituição do Estado que atribui ao procurador da Assembleia Legislativa ou, alternativamente, ao procurador-geral do Estado, a incumbência de defender a constitucionalidade de ato normativo estadual questionado em controle abstrato de constitucionalidade na esfera de competência do Tribunal de Justiça. Previsão que não afronta a Constituição Federal, já que ausente o dever de simetria para com o modelo federal, que impõe apenas a pluralidade de legitimados para a propositura da ação (art. 125, § 2º, CF/88). Ausência de ofensa ao art. 132 da Carta Política, que fixa a exclusividade de representação do ente federado pela Procuradoria-Geral do Estado, uma vez que nos feitos de controle abstrato de constitucionalidade nem sequer há partes processuais propriamente ditas, inexistindo litígio na acepção técnica do termo. 6. Ação direta de inconstitucionalidade julgada parcialmente procedente. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em sessão plenária, sob a presidência do Senhor Ministro Joaquim Barbosa, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos e nos termos do voto do Relator, em julgar parcialmente procedente a ação direta para declarar 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5519938. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 24 Ementa e Acórdão ADI 119 / RO a inconstitucionalidade do art. 272 da Constituição do Estado de Rondônia, ficando prejudicada a ação em relação aos arts. 101 e 102, IV, da referida Constituição e em relação ao art. 37 das suas disposições constitucionais transitórias. Brasília, 19 de fevereiro de 2014. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5519938. Supremo Tribunal Federal ADI 119 / RO a inconstitucionalidade do art. 272 da Constituição do Estado de Rondônia, ficando prejudicada a ação em relação aos arts. 101 e 102, IV, da referida Constituição e em relação ao art. 37 das suas disposições constitucionais transitórias. Brasília, 19 de fevereiro de 2014. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5519938. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 24 Relatório 19/02/2014 PLENÁRIO AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 119 RONDÔNIA RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI REQTE.(S) :GOVERNADOR DO ESTADO DE RONDÔNIA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE RONDÔNIA INTDO.(A/S) :ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DE RONDÔNIA RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Cuida-se de ação direta de inconstitucionalidade ajuizada pelo Governador do Estado de Rondônia, em 24 de outubro de 1989, tendo por objeto a íntegra dos arts. 272 e 102 , IV, e de partes dos arts. 50, 88, § 4º, e 101, todos da Constituição estadual, bem como o art. 37 das Disposições Constitucionais Transitórias. Eis o teor das normas impugnadas (em negrito as expressões questionadas): “Art. 50 - Ao Tribunal de Contas do Estado é assegurada autonomia financeira e administrativa, podendo propor ao Poder Legislativo a criação e extinção dos seus cargos, alteração da organização e dos serviços auxiliares, provendo-os por concurso público de provas e títulos.” “Art. 88 - São partes legítimas para propor ação direta de inconstitucionalidade de lei ou ato normativo estadual ou municipal, em face desta Constituição: (...) § 4º - Quando o Tribunal de Justiça apreciar a inconstitucionalidade, em tese, de norma legal ou ato normativo estadual, citará previamente o Procurador-Geral do Estado ou o Procurador-Geral da Assembléia Legislativa, que defenderá o ato ou texto impugnado ou, em se tratando de norma municipal, o Prefeito Municipal, para a mesma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5519936. Supremo Tribunal Federal 19/02/2014 PLENÁRIO AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 119 RONDÔNIA RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI REQTE.(S) :GOVERNADOR DO ESTADO DE RONDÔNIA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE RONDÔNIA INTDO.(A/S) :ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DE RONDÔNIA RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Cuida-se de ação direta de inconstitucionalidade ajuizada pelo Governador do Estado de Rondônia, em 24 de outubro de 1989, tendo por objeto a íntegra dos arts. 272 e 102 , IV, e de partes dos arts. 50, 88, § 4º, e 101, todos da Constituição estadual, bem como o art. 37 das Disposições Constitucionais Transitórias. Eis o teor das normas impugnadas (em negrito as expressões questionadas): “Art. 50 - Ao Tribunal de Contas do Estado é assegurada autonomia financeira e administrativa, podendo propor ao Poder Legislativo a criação e extinção dos seus cargos, alteração da organização e dos serviços auxiliares, provendo-os por concurso público de provas e títulos.” “Art. 88 - São partes legítimas para propor ação direta de inconstitucionalidade de lei ou ato normativo estadual ou municipal, em face desta Constituição: (...) § 4º - Quando o Tribunal de Justiça apreciar a inconstitucionalidade, em tese, de norma legal ou ato normativo estadual, citará previamente o Procurador-Geral do Estado ou o Procurador-Geral da Assembléia Legislativa, que defenderá o ato ou texto impugnado ou, em se tratando de norma municipal, o Prefeito Municipal, para a mesma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5519936. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 24 Relatório ADI 119 / RO finalidade.” “Art. 101. São funções institucionais do Ministério Público, as estatuídas no art. 129 da Constituição Federal, podendo este representar ao Tribunal de Contas do Estado sobre irregularidades ou ilegalidades no processamento das contas públicas, bem como solicitar inspeções e auditorias financeiras em Prefeituras, Câmaras Municipais, órgãos da administração direta e indireta do Estado e dos Municípios, inclusive fundações e sociedades instituídas e mantidas pelo poder público.” “Art. 102. O Ministério Público será organizado em carreira, obedecidos os seguintes princípios: (...) IV – aposentadoria voluntária, aos vinte e cinco anos de serviço, ou aos sessenta e cinco anos de idade, se homem, e aos sessenta, se mulher, com proventos proporcionais ao tempo de serviço;” “Art. 272 - Os ex-Deputados da Assembléia Legislativa do Estado de Rondônia que forem servidores públicos, vencida a legislatura, optarão pelo seu retorno ao órgão de origem ou ficarão em disponibilidade.” “Art. 37. (Das Disposições Constitucionais Transitórias) Fica anistiada a dívida existente entre a Assembléia Legislativa e o IPERON – Instituto de Previdência do Estado de Rondônia, até o mês de março de 1989”(grifos nossos). Alega o autor que a previsão de autonomia financeira do Tribunal de Contas Estadual, contida no art. 50 da Carta estadual, vulnera os arts. 2º; 25; 165, § 5º, I; e 73 da Constituição Federal, uma vez que, a teor do art. 96 da Lei Maior, tal previsão não poderia ser estendida à Corte Administrativa. Em relação ao art. 88, § 4º, o autor sustenta que a expressão “ou o 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5519936. Supremo Tribunal Federal ADI 119 / RO finalidade.” “Art. 101. São funções institucionais do Ministério Público, as estatuídas no art. 129 da Constituição Federal, podendo este representar ao Tribunal de Contas do Estado sobre irregularidades ou ilegalidades no processamento das contas públicas, bem como solicitar inspeções e auditorias financeiras em Prefeituras, Câmaras Municipais, órgãos da administração direta e indireta do Estado e dos Municípios, inclusive fundações e sociedades instituídas e mantidas pelo poder público.” “Art. 102. O Ministério Público será organizado em carreira, obedecidos os seguintes princípios: (...) IV – aposentadoria voluntária, aos vinte e cinco anos de serviço, ou aos sessenta e cinco anos de idade, se homem, e aos sessenta, se mulher, com proventos proporcionais ao tempo de serviço;” “Art. 272 - Os ex-Deputados da Assembléia Legislativa do Estado de Rondônia que forem servidores públicos, vencida a legislatura, optarão pelo seu retorno ao órgão de origem ou ficarão em disponibilidade.” “Art. 37. (Das Disposições Constitucionais Transitórias) Fica anistiada a dívida existente entre a Assembléia Legislativa e o IPERON – Instituto de Previdência do Estado de Rondônia, até o mês de março de 1989”(grifos nossos). Alega o autor que a previsão de autonomia financeira do Tribunal de Contas Estadual, contida no art. 50 da Carta estadual, vulnera os arts. 2º; 25; 165, § 5º, I; e 73 da Constituição Federal, uma vez que, a teor do art. 96 da Lei Maior, tal previsão não poderia ser estendida à Corte Administrativa. Em relação ao art. 88, § 4º, o autor sustenta que a expressão “ou o 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5519936. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 24 Relatório ADI 119 / RO Procurador-Geral da Assembleia Legislativa” seria inconstitucional, sob a alegação de que a representação judicial da unidade federada compete ao Procurador-Geral do Estado, nos termos dos arts. 132 da Constituição Federal e 69 dos Atos das Disposições Constitucionais Transitórias, bem como de que haveria ofensa ao princípio da simetria, já que função semelhante seria atribuída, em âmbito federal, ao Advogado-Geral da União. Por outro lado, afirma a ocorrência de inconstitucionalidade formal, por desrespeito à competência da União para legislar sobre processo civil. Busca, ademais, o requerente a declaração de inconstitucionalidade de parte do art. 101 da Constituição estadual, a qual autoriza o Ministério Público local a solicitar inspeções e auditorias financeiras nos órgãos municipais e estaduais. Segundo afirma, não é possível a extensão das competências ministeriais, nos termos do art. 129 da Constituição Federal, o que somente se legitimaria após a edição de lei complementar e por intermédio do regular processo legislativo ordinário. Além disso, tais faculdades, típicas da Assembleia Legislativa e das câmaras municipais, não poderiam ser transferidas para órgão cujas funções institucionais fossem diversas. Já em relação ao art. 102, IV, ora impugnado, afirma o autor que o mencionado dispositivo fere os arts. 96, VI; 129, IX e § 4º; e 202, III e § 1º, da Constituição Federal, pois o constituinte estadual teria firmado discriminação em relação à Magistratura, à qual o Ministério Público deve ser atrelado, em matéria de aposentadoria, consoante determinação do art. 129, IX, § 4º, da CF. Ademais, a norma questionada não teria guardado pertinência com a disposição contida na Constituição Federal. No tocante ao art. 272 da Carta estadual, sustenta o Governador que o pedido de declaração de inconstitucionalidade resulta da frontal incompatibilidade da regra com os arts. 2º; 25; 41, § 3º; 61, § 1º, I; 84, II; e 84, XXV, da Constituição Federal. Por fim, aduz que o art. 37 das Disposições Constitucionais Transitórias vulneraria os arts. 150, § 6º; 48, VIII; 165, §§ 5º e 6º, todos da Constituição Federal, uma vez que a anistia somente pode ser concedida 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5519936. Supremo Tribunal Federal ADI 119 / RO Procurador-Geral da Assembleia Legislativa” seria inconstitucional, sob a alegação de que a representação judicial da unidade federada compete ao Procurador-Geral do Estado, nos termos dos arts. 132 da Constituição Federal e 69 dos Atos das Disposições Constitucionais Transitórias, bem como de que haveria ofensa ao princípio da simetria, já que função semelhante seria atribuída, em âmbito federal, ao Advogado-Geral da União. Por outro lado, afirma a ocorrência de inconstitucionalidade formal, por desrespeito à competência da União para legislar sobre processo civil. Busca, ademais, o requerente a declaração de inconstitucionalidade de parte do art. 101 da Constituição estadual, a qual autoriza o Ministério Público local a solicitar inspeções e auditorias financeiras nos órgãos municipais e estaduais. Segundo afirma, não é possível a extensão das competências ministeriais, nos termos do art. 129 da Constituição Federal, o que somente se legitimaria após a edição de lei complementar e por intermédio do regular processo legislativo ordinário. Além disso, tais faculdades, típicas da Assembleia Legislativa e das câmaras municipais, não poderiam ser transferidas para órgão cujas funções institucionais fossem diversas. Já em relação ao art. 102, IV, ora impugnado, afirma o autor que o mencionado dispositivo fere os arts. 96, VI; 129, IX e § 4º; e 202, III e § 1º, da Constituição Federal, pois o constituinte estadual teria firmado discriminação em relação à Magistratura, à qual o Ministério Público deve ser atrelado, em matéria de aposentadoria, consoante determinação do art. 129, IX, § 4º, da CF. Ademais, a norma questionada não teria guardado pertinência com a disposição contida na Constituição Federal. No tocante ao art. 272 da Carta estadual, sustenta o Governador que o pedido de declaração de inconstitucionalidade resulta da frontal incompatibilidade da regra com os arts. 2º; 25; 41, § 3º; 61, § 1º, I; 84, II; e 84, XXV, da Constituição Federal. Por fim, aduz que o art. 37 das Disposições Constitucionais Transitórias vulneraria os arts. 150, § 6º; 48, VIII; 165, §§ 5º e 6º, todos da Constituição Federal, uma vez que a anistia somente pode ser concedida 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5519936. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 24 Relatório ADI 119 / RO por intermédio de lei específica, mediante regular processo legislativo e com a participação do chefe do Executivo por meio da sanção. Em resposta à solicitação de informações, a Assembleia Legislativa do Estado de Rondônia (fls. 37/59) defendeu a constitucionalidade dos dispositivos, haja vista que, na elaboração da Constituição estadual teriam sido atendidos os princípios estabelecidos na Carta Magna, o que não significa “cega conformação dos dispositivos constitucionais dos Estados aos da Constituição Federal” (fl. 38). O autor, no intuito de suspender, desde logo, a eficácia do art. 272 da Constituição do Estado, ingressou com medida cautelar incidental, autuada nesta Corte como Pet nº 999/RO e distribuída por prevenção ao Ministro Celso de Mello. A medida liminar foi deferida em deliberação plenária, conforme a seguinte ementa: “MEDIDA CAUTELAR INCIDENTAL - POSTULAÇÃO DEDUZIDA POR GOVERNADOR DE ESTADO NO CURSO DE PROCESSO DE FISCALIZAÇÃO NORMATIVA ABSTRATA - NECESSÁRIA CONFORMAÇÃO DO ORDENAMENTO NORMATIVO DO ESTADO-MEMBRO AO MODELO JURÍDICO QUE REGE, NO PLANO DO SISTEMA CONSTITUCIONAL, O TEMA DA DISPONIBILIDADE REMUNERADA (CF, ART. 41, §§ 2º E 3º) - DOUTRINA E PRECEDENTE DO STF - OCORRÊNCIA, NA ESPÉCIE, DOS PRESSUPOSTOS LEGITIMADORES DA CONCESSÃO DO PROVIMENTO CAUTELAR - MEDIDA CAUTELAR DEFERIDA” (DJ de 17/06/05). O Advogado-Geral da União (fls. 63/76) manifestou-se pela improcedência do pedido, entendendo que foi dado a cada estado o poder de elaborar a sua própria Constituição, tendo por balizamento os princípios da Constituição Federal, e não toda e qualquer matéria nela disciplinada. No seu parecer, ressaltou o Procurador-Geral da República (fls. 78/86): 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5519936. Supremo Tribunal Federal ADI 119 / RO por intermédio de lei específica, mediante regular processo legislativo e com a participação do chefe do Executivo por meio da sanção. Em resposta à solicitação de informações, a Assembleia Legislativa do Estado de Rondônia (fls. 37/59) defendeu a constitucionalidade dos dispositivos, haja vista que, na elaboração da Constituição estadual teriam sido atendidos os princípios estabelecidos na Carta Magna, o que não significa “cega conformação dos dispositivos constitucionais dos Estados aos da Constituição Federal” (fl. 38). O autor, no intuito de suspender, desde logo, a eficácia do art. 272 da Constituição do Estado, ingressou com medida cautelar incidental, autuada nesta Corte como Pet nº 999/RO e distribuída por prevenção ao Ministro Celso de Mello. A medida liminar foi deferida em deliberação plenária, conforme a seguinte ementa: “MEDIDA CAUTELAR INCIDENTAL - POSTULAÇÃO DEDUZIDA POR GOVERNADOR DE ESTADO NO CURSO DE PROCESSO DE FISCALIZAÇÃO NORMATIVA ABSTRATA - NECESSÁRIA CONFORMAÇÃO DO ORDENAMENTO NORMATIVO DO ESTADO-MEMBRO AO MODELO JURÍDICO QUE REGE, NO PLANO DO SISTEMA CONSTITUCIONAL, O TEMA DA DISPONIBILIDADE REMUNERADA (CF, ART. 41, §§ 2º E 3º) - DOUTRINA E PRECEDENTE DO STF - OCORRÊNCIA, NA ESPÉCIE, DOS PRESSUPOSTOS LEGITIMADORES DA CONCESSÃO DO PROVIMENTO CAUTELAR - MEDIDA CAUTELAR DEFERIDA” (DJ de 17/06/05). O Advogado-Geral da União (fls. 63/76) manifestou-se pela improcedência do pedido, entendendo que foi dado a cada estado o poder de elaborar a sua própria Constituição, tendo por balizamento os princípios da Constituição Federal, e não toda e qualquer matéria nela disciplinada. No seu parecer, ressaltou o Procurador-Geral da República (fls. 78/86): 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5519936. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 24 Relatório ADI 119 / RO i) a prejudicialidade da ação em relação ao art. 102 da Constituição do Estado de Rondônia, dada a alteração promovida pela Emenda Constitucional nº 20/98 nas regras de aposentadoria dos servidores públicos, magistrados e membros do MP; ii) a inconstitucionalidade do art. 37 das Disposições Constitucionais Transitórias, da integralidade do art. 272 e das expressões impugnadas pelo autor, albergadas nos arts. 88, § 4º, e 101, todos da Constituição Estadual; iii) a improcedência do pedido em relação à expressão autonomia “financeira”, contida no art. 50 daquele texto constitucional, haja vista a Constituição Federal ter atribuído ao Tribunais de Contas da União as mesmas prerrogativas ofertadas ao Poder Judiciário. Questionada sobre a vigência dos dispositivos impugnados, a Assembleia Legislativa do Estado de Rondônia informou, às fls. 112/113, que os arts. 101 e 102, inciso IV, da Constituição estadual tiveram suas redações modificadas por meio da Emenda Constitucional estadual nº 20/2001, permanecendo os demais textos questionados sem alterações. É o relatório. 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5519936. Supremo Tribunal Federal ADI 119 / RO i) a prejudicialidade da ação em relação ao art. 102 da Constituição do Estado de Rondônia, dada a alteração promovida pela Emenda Constitucional nº 20/98 nas regras de aposentadoria dos servidores públicos, magistrados e membros do MP; ii) a inconstitucionalidade do art. 37 das Disposições Constitucionais Transitórias, da integralidade do art. 272 e das expressões impugnadas pelo autor, albergadas nos arts. 88, § 4º, e 101, todos da Constituição Estadual; iii) a improcedência do pedido em relação à expressão autonomia “financeira”, contida no art. 50 daquele texto constitucional, haja vista a Constituição Federal ter atribuído ao Tribunais de Contas da União as mesmas prerrogativas ofertadas ao Poder Judiciário. Questionada sobre a vigência dos dispositivos impugnados, a Assembleia Legislativa do Estado de Rondônia informou, às fls. 112/113, que os arts. 101 e 102, inciso IV, da Constituição estadual tiveram suas redações modificadas por meio da Emenda Constitucional estadual nº 20/2001, permanecendo os demais textos questionados sem alterações. É o relatório. 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5519936. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 24 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI 19/02/2014 PLENÁRIO AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 119 RONDÔNIA VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Trata-se de ação direta de inconstitucionalidade proposta pelo Governador do Estado de Rondônia impugnando diversos artigos e expressões da Constituição do Estado, promulgada em 28 de setembro de 1989, pouco depois do exercício pela Assembleia local do Poder Constituinte Decorrente. Passo, então, à análise dos dispositivos impugnados. A) Artigos 101 e 102, IV, da Constituição estadual: prejudicialidade (alteração substancial promovida pela Emenda Constitucional estadual nº 20/2001) Impende, de início, consignar que, a teor das informações prestadas pela Assembleia Legislativa do Estado de Rondônia, os arts. 101 e 102 da Constituição do Estado, os quais delineavam as competências e as prerrogativas do ministério público local e de seus membros, sofreram substanciais alterações com a Emenda Constitucional estadual nº 20/2001, de forma que restaram descaracterizadas as previsões originalmente neles contidas. Isso pode ser conferido mediante o simples cotejo dos textos: Redação originária: “Art. 101. São funções institucionais do Ministério Público, as estatuídas no art. 129 da Constituição Federal, podendo este representar ao Tribunal de Contas do Estado sobre irregularidades ou ilegalidades no processamento das contas públicas, bem como solicitar inspeções e auditorias financeiras em Prefeituras, Câmaras Municipais, órgãos da administração direta e indireta do Estado e dos Municípios, inclusive fundações e sociedades instituídas e mantidas pelo Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5458351. Supremo Tribunal Federal 19/02/2014 PLENÁRIO AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 119 RONDÔNIA VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Trata-se de ação direta de inconstitucionalidade proposta pelo Governador do Estado de Rondônia impugnando diversos artigos e expressões da Constituição do Estado, promulgada em 28 de setembro de 1989, pouco depois do exercício pela Assembleia local do Poder Constituinte Decorrente. Passo, então, à análise dos dispositivos impugnados. A) Artigos 101 e 102, IV, da Constituição estadual: prejudicialidade (alteração substancial promovida pela Emenda Constitucional estadual nº 20/2001) Impende, de início, consignar que, a teor das informações prestadas pela Assembleia Legislativa do Estado de Rondônia, os arts. 101 e 102 da Constituição do Estado, os quais delineavam as competências e as prerrogativas do ministério público local e de seus membros, sofreram substanciais alterações com a Emenda Constitucional estadual nº 20/2001, de forma que restaram descaracterizadas as previsões originalmente neles contidas. Isso pode ser conferido mediante o simples cotejo dos textos: Redação originária: “Art. 101. São funções institucionais do Ministério Público, as estatuídas no art. 129 da Constituição Federal, podendo este representar ao Tribunal de Contas do Estado sobre irregularidades ou ilegalidades no processamento das contas públicas, bem como solicitar inspeções e auditorias financeiras em Prefeituras, Câmaras Municipais, órgãos da administração direta e indireta do Estado e dos Municípios, inclusive fundações e sociedades instituídas e mantidas pelo Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5458351. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 24 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ADI 119 / RO poder público. Art. 102. O Ministério Público será organizado em carreira, obedecidos os seguintes princípios: (...) IV – aposentadoria voluntária, aos vinte e cinco anos de serviço, ou aos sessenta e cinco anos de idade, se homem, e aos sessenta, se mulher, com proventos proporcionais ao tempo de serviço;” Emenda Constitucional nº 20/2001: “Art. 101. São funções institucionais do Ministério Público: I – promover, privativamente, a ação penal pública, na forma da lei; II – zelar pelo efetivo respeito dos poderes públicos e dos serviços de relevância pública aos direitos assegurados nesta Constituição, promovendo as medidas necessárias à sua garantia. Art. 102. Aplica-se ao Ministério Público, no que couber, o disposto no artigo 93, II e VI e artigo 129, incisos e parágrafos da Constituição Federal.” A jurisprudência da Corte assentou-se no sentido da prejudicialidade do exercício do controle abstrato de normas, por meio de ação direta de inconstitucionalidade, quando as previsões supostamente afrontadoras da Constituição Federal não mais permaneçam vigentes. A saber: ADI nº 2.118/AL, Tribunal Pleno, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 5/8/10; ADI nº 2.006/DF, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Eros Grau, DJe de 10/10/08. Dessa forma, a apreciação do pedido em relação ao art. 102, inciso IV, e à parte do art. 101 que autorizava o ministério público a “solicitar inspeções e auditorias financeiras em Prefeituras, Câmaras Municipais, órgãos da administração direta e indireta do Estado e dos Municípios, inclusive fundações e sociedades instituídas e mantidas pelo poder público”, ambas da Constituição do Estado de Rondônia, resta prejudicada, diante das radicais modificações normativas promovidas 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5458351. Supremo Tribunal Federal ADI 119 / RO poder público. Art. 102. O Ministério Público será organizado em carreira, obedecidos os seguintes princípios: (...) IV – aposentadoria voluntária, aos vinte e cinco anos de serviço, ou aos sessenta e cinco anos de idade, se homem, e aos sessenta, se mulher, com proventos proporcionais ao tempo de serviço;” Emenda Constitucional nº 20/2001: “Art. 101. São funções institucionais do Ministério Público: I – promover, privativamente, a ação penal pública, na forma da lei; II – zelar pelo efetivo respeito dos poderes públicos e dos serviços de relevância pública aos direitos assegurados nesta Constituição, promovendo as medidas necessárias à sua garantia. Art. 102. Aplica-se ao Ministério Público, no que couber, o disposto no artigo 93, II e VI e artigo 129, incisos e parágrafos da Constituição Federal.” A jurisprudência da Corte assentou-se no sentido da prejudicialidade do exercício do controle abstrato de normas, por meio de ação direta de inconstitucionalidade, quando as previsões supostamente afrontadoras da Constituição Federal não mais permaneçam vigentes. A saber: ADI nº 2.118/AL, Tribunal Pleno, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 5/8/10; ADI nº 2.006/DF, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Eros Grau, DJe de 10/10/08. Dessa forma, a apreciação do pedido em relação ao art. 102, inciso IV, e à parte do art. 101 que autorizava o ministério público a “solicitar inspeções e auditorias financeiras em Prefeituras, Câmaras Municipais, órgãos da administração direta e indireta do Estado e dos Municípios, inclusive fundações e sociedades instituídas e mantidas pelo poder público”, ambas da Constituição do Estado de Rondônia, resta prejudicada, diante das radicais modificações normativas promovidas 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5458351. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 24 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ADI 119 / RO pelo constituinte estadual. B) Artigo 37 do ADCT da Constituição do Estado de Rondônia: prejudicialidade (norma de eficácia exaurida) Dirige o autor, ademais, o pedido de declaração de inconstitucionalidade contra o art. 37 do ADCT da Constituição do Estado de Rondônia, por meio do qual foi anistiada a dívida da Assembleia Legislativa em relação ao Instituto de Previdência do Estado de Rondônia (IPERON), referente à contribuição previdenciária dos servidores da Assembleia Legislativa consolidada até o mês de março de 1989. Segundo o Governador, houve violação da redação original do art. 150, § 6º, da Constituição Federal, o qual exigia a edição de lei específica para a concessão de anistia de caráter tributário. É bem verdade que esta Corte, no julgamento da ADI nº 155/SC, apreciando o deferimento do benefício fiscal de ICMS estampado no Ato das Disposições Constitucionais Transitórias da Constituição do Estado de Santa Catarina, firmou a inconstitucionalidade da norma transitória. Assentou-se naquela oportunidade: “Inconstitucionalidade, por contrariar o processo legislativo decorrente do art. 150, § 6º, da Constituição Federal (onde se exige a edição de lei ordinária específica), bem como do princípio da independência dos Poderes (art. 2º), a anistia tributária concedida pelo art. 34, e seus parágrafos, do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias, de 1989, do Estado de Santa Catarina” (ADI nº 155/SC, Relator o Ministro Octavio Gallotti, DJ de 8/9/2000). Como se vê, a princípio, de acordo com o precedente da Corte, estaria eivado de inconstitucionalidade o dispositivo ora impugnado, haja vista o perdão da dívida previdenciária da Assembleia Legislativa ter-se operado via Poder Constituinte Decorrente, sem a participação do Poder 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5458351. Supremo Tribunal Federal ADI 119 / RO pelo constituinte estadual. B) Artigo 37 do ADCT da Constituição do Estado de Rondônia: prejudicialidade (norma de eficácia exaurida) Dirige o autor, ademais, o pedido de declaração de inconstitucionalidade contra o art. 37 do ADCT da Constituição do Estado de Rondônia, por meio do qual foi anistiada a dívida da Assembleia Legislativa em relação ao Instituto de Previdência do Estado de Rondônia (IPERON), referente à contribuição previdenciária dos servidores da Assembleia Legislativa consolidada até o mês de março de 1989. Segundo o Governador, houve violação da redação original do art. 150, § 6º, da Constituição Federal, o qual exigia a edição de lei específica para a concessão de anistia de caráter tributário. É bem verdade que esta Corte, no julgamento da ADI nº 155/SC, apreciando o deferimento do benefício fiscal de ICMS estampado no Ato das Disposições Constitucionais Transitórias da Constituição do Estado de Santa Catarina, firmou a inconstitucionalidade da norma transitória. Assentou-se naquela oportunidade: “Inconstitucionalidade, por contrariar o processo legislativo decorrente do art. 150, § 6º, da Constituição Federal (onde se exige a edição de lei ordinária específica), bem como do princípio da independência dos Poderes (art. 2º), a anistia tributária concedida pelo art. 34, e seus parágrafos, do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias, de 1989, do Estado de Santa Catarina” (ADI nº 155/SC, Relator o Ministro Octavio Gallotti, DJ de 8/9/2000). Como se vê, a princípio, de acordo com o precedente da Corte, estaria eivado de inconstitucionalidade o dispositivo ora impugnado, haja vista o perdão da dívida previdenciária da Assembleia Legislativa ter-se operado via Poder Constituinte Decorrente, sem a participação do Poder 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5458351. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 24 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ADI 119 / RO Executivo. O preceito, mesmo dotado de status constitucional, violaria o art. 150, § 6º, da Constituição Federal: “Qualquer subsídio ou isenção, redução de base de cálculo, concessão de crédito presumido, anistia ou remissão, relativos a impostos, taxas ou contribuições, só poderá ser concedido mediante lei específica, federal, estadual ou municipal, que regule exclusivamente as matérias acima enumeradas ou o correspondente tributo ou contribuição, sem prejuízo do disposto no art. 155, § 2.º, XII, g.” Ocorre, contudo, que o art. 37 do ADCT da Constituição do Estado de Rondônia, ora questionado, refere-se às dívidas existentes até o mês de março de 1989. Eis o teor da norma impugnada: “Art. 37. Fica anistiada a dívida existente entre a Assembléia Legislativa e o IPERON – Instituto de Previdência do Estado de Rondônia, até o mês de março de 1989.” Assim sendo, o dispositivo constitucional já produziu todos os seus efeitos jurídicos, tratando-se de norma de eficácia exaurida. Ademais, em virtude do transcurso do tempo, todas as relações jurídicas por ela reguladas já se efetivaram e eventual declaração de inconstitucionalidade na atualidade careceria de qualquer efeito prático. Isso porque, mesmo que restabelecida a dívida previdenciária da Assembleia Legislativa, o Instituto de Previdência do Estado de Rondônia (IPERON) ficaria obstado de promover qualquer execução do crédito tributário, ante a ocorrência da decadência prevista no Código Tributário Nacional. Logo, revelar-se-ia inútil eventual declaração de inconstitucionalidade da norma impugnada, já que não subsistiriam quaisquer efeitos jurídicos a serem regulados, frustrando-se, assim, a finalidade da ação direta de inconstitucionalidade. Nesses casos, tem decidido este Supremo Tribunal Federal ser inviável ação direta de inconstitucionalidade que tenha por objeto norma 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5458351. Supremo Tribunal Federal ADI 119 / RO Executivo. O preceito, mesmo dotado de status constitucional, violaria o art. 150, § 6º, da Constituição Federal: “Qualquer subsídio ou isenção, redução de base de cálculo, concessão de crédito presumido, anistia ou remissão, relativos a impostos, taxas ou contribuições, só poderá ser concedido mediante lei específica, federal, estadual ou municipal, que regule exclusivamente as matérias acima enumeradas ou o correspondente tributo ou contribuição, sem prejuízo do disposto no art. 155, § 2.º, XII, g.” Ocorre, contudo, que o art. 37 do ADCT da Constituição do Estado de Rondônia, ora questionado, refere-se às dívidas existentes até o mês de março de 1989. Eis o teor da norma impugnada: “Art. 37. Fica anistiada a dívida existente entre a Assembléia Legislativa e o IPERON – Instituto de Previdência do Estado de Rondônia, até o mês de março de 1989.” Assim sendo, o dispositivo constitucional já produziu todos os seus efeitos jurídicos, tratando-se de norma de eficácia exaurida. Ademais, em virtude do transcurso do tempo, todas as relações jurídicas por ela reguladas já se efetivaram e eventual declaração de inconstitucionalidade na atualidade careceria de qualquer efeito prático. Isso porque, mesmo que restabelecida a dívida previdenciária da Assembleia Legislativa, o Instituto de Previdência do Estado de Rondônia (IPERON) ficaria obstado de promover qualquer execução do crédito tributário, ante a ocorrência da decadência prevista no Código Tributário Nacional. Logo, revelar-se-ia inútil eventual declaração de inconstitucionalidade da norma impugnada, já que não subsistiriam quaisquer efeitos jurídicos a serem regulados, frustrando-se, assim, a finalidade da ação direta de inconstitucionalidade. Nesses casos, tem decidido este Supremo Tribunal Federal ser inviável ação direta de inconstitucionalidade que tenha por objeto norma 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5458351. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 24 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ADI 119 / RO de eficácia exaurida, com a consequente extinção anômala do processo de controle normativo abstrato, tal como sucede na presente hipótese. Nesse sentido, é vasta a jurisprudência desta Colenda Corte: ADI nº 1.979/SC- MC, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Marco Aurélio, DJ de 29/9/06; ADI nº 885/DF, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Néri da Silveira, DJ de 31/8/01; ADI nº 1.599/DF-MC, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Maurício Corrêa, DJ de 18/5/01; ADI nº 612/RJ-QO, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Celso de Mello, DJ de 6/5/94. Julgo, portanto, prejudicada a ação também nesse ponto. C) Art. 50 da Constituição Estadual: concessão de autonomia financeira e administrativa ao Tribunal de Contas do Estado – constitucionalidade. O autor ataca trecho do art. 50 da Carta estadual, que, tendo por premissa a fixação das competências e das garantias do tribunal de contas local, a ele outorgou, além da capacidade de autogestão, autonomia de caráter financeiro. É de se notar que o texto estadual não inova na previsão. Numa análise sistemática da Constituição Federal, vê-se que são dadas ao Tribunal de Contas da União as mesmas garantias dos tribunais do Poder Judiciário, na forma dos arts. 73 e 96, o que inclui a autonomia financeira. Na lição de Hugo Nigro Mazzilli, “autonomia financeira é a capacidade de elaboração da proposta orçamentária e de gestão e aplicação dos recursos destinados a prover as atividades e serviços do órgão titular da dotação. Essa autonomia pressupõe a existência de dotações que possam ser livremente administradas, aplicadas e remanejadas pela unidade orçamentária a que foram destinadas” (O Ministério Público na Constituição de 1988 . São Paulo: Saraiva, 1989. p. 61). 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5458351. Supremo Tribunal Federal ADI 119 / RO de eficácia exaurida, com a consequente extinção anômala do processo de controle normativo abstrato, tal como sucede na presente hipótese. Nesse sentido, é vasta a jurisprudência desta Colenda Corte: ADI nº 1.979/SC- MC, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Marco Aurélio, DJ de 29/9/06; ADI nº 885/DF, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Néri da Silveira, DJ de 31/8/01; ADI nº 1.599/DF-MC, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Maurício Corrêa, DJ de 18/5/01; ADI nº 612/RJ-QO, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Celso de Mello, DJ de 6/5/94. Julgo, portanto, prejudicada a ação também nesse ponto. C) Art. 50 da Constituição Estadual: concessão de autonomia financeira e administrativa ao Tribunal de Contas do Estado – constitucionalidade. O autor ataca trecho do art. 50 da Carta estadual, que, tendo por premissa a fixação das competências e das garantias do tribunal de contas local, a ele outorgou, além da capacidade de autogestão, autonomia de caráter financeiro. É de se notar que o texto estadual não inova na previsão. Numa análise sistemática da Constituição Federal, vê-se que são dadas ao Tribunal de Contas da União as mesmas garantias dos tribunais do Poder Judiciário, na forma dos arts. 73 e 96, o que inclui a autonomia financeira. Na lição de Hugo Nigro Mazzilli, “autonomia financeira é a capacidade de elaboração da proposta orçamentária e de gestão e aplicação dos recursos destinados a prover as atividades e serviços do órgão titular da dotação. Essa autonomia pressupõe a existência de dotações que possam ser livremente administradas, aplicadas e remanejadas pela unidade orçamentária a que foram destinadas” (O Ministério Público na Constituição de 1988 . São Paulo: Saraiva, 1989. p. 61). 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5458351. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 24 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ADI 119 / RO Além disso, é comum o estabelecimento de autonomia financeira a determinados órgãos e entidades, em razão da relevância institucional das funções desempenhadas, no mais das vezes atreladas às atividades de controle e de fiscalização, e da necessária independência de atuação dos seus membros. Assim o é em relação ao ministério público e à defensoria pública, a teor dos arts. 127, §§ 2º e 3º, e 134, § 2º, da Constituição Federal. Aos Tribunais de Contas, por conseguinte, tendo em conta a alta relevância dos serviços prestados no controle externo da administração pública, é a eles atribuída autonomia de caráter administrativo e financeiro, como salvaguarda para o desempenho de suas funções de maneira independente. Nesse particular, ainda segundo o magistério de Hugo Nigro Mazzilli, “[t]al autonomia é inerente aos órgãos funcionalmente independentes, como são o Ministério Público e os Tribunais de Contas, os quais não poderiam realizar plenamente as suas funções se ficassem na dependência financeira de outro órgão controlador de suas dotações" (op. cit., p .61). Dessa forma, conforme reconhecido pela Constituição de 1988 e por esta Suprema Corte, gozam as cortes de contas do país, inclusive as estaduais, das prerrogativas do autogoverno e da autonomia financeira. Nesse sentido, há pronunciamentos deste Supremo Tribunal Federal nos seguintes julgados: ADI nº 4.418/TO-MC e ADI nº 4.421/TO-MC, ambos de minha relatoria; ADI nº 1.994/ES, Rel. Min. Eros Grau, DJ de 8/9/06; ADI nº 789/DF, Rel. Min. Celso de Mello, DJ de 19/12/94. Não vislumbro, pois, vício de inconstitucionalidade no art. 50 da Carta estadual. D) Artigo 272 da Constituição de Rondônia: opção pelos deputados estaduais, quando servidores públicos, de retornar ao órgão de origem ou ficar em disponibilidade após o encerramento da legislatura - inconstitucionalidade. 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5458351. Supremo Tribunal Federal ADI 119 / RO Além disso, é comum o estabelecimento de autonomia financeira a determinados órgãos e entidades, em razão da relevância institucional das funções desempenhadas, no mais das vezes atreladas às atividades de controle e de fiscalização, e da necessária independência de atuação dos seus membros. Assim o é em relação ao ministério público e à defensoria pública, a teor dos arts. 127, §§ 2º e 3º, e 134, § 2º, da Constituição Federal. Aos Tribunais de Contas, por conseguinte, tendo em conta a alta relevância dos serviços prestados no controle externo da administração pública, é a eles atribuída autonomia de caráter administrativo e financeiro, como salvaguarda para o desempenho de suas funções de maneira independente. Nesse particular, ainda segundo o magistério de Hugo Nigro Mazzilli, “[t]al autonomia é inerente aos órgãos funcionalmente independentes, como são o Ministério Público e os Tribunais de Contas, os quais não poderiam realizar plenamente as suas funções se ficassem na dependência financeira de outro órgão controlador de suas dotações" (op. cit., p .61). Dessa forma, conforme reconhecido pela Constituição de 1988 e por esta Suprema Corte, gozam as cortes de contas do país, inclusive as estaduais, das prerrogativas do autogoverno e da autonomia financeira. Nesse sentido, há pronunciamentos deste Supremo Tribunal Federal nos seguintes julgados: ADI nº 4.418/TO-MC e ADI nº 4.421/TO-MC, ambos de minha relatoria; ADI nº 1.994/ES, Rel. Min. Eros Grau, DJ de 8/9/06; ADI nº 789/DF, Rel. Min. Celso de Mello, DJ de 19/12/94. Não vislumbro, pois, vício de inconstitucionalidade no art. 50 da Carta estadual. D) Artigo 272 da Constituição de Rondônia: opção pelos deputados estaduais, quando servidores públicos, de retornar ao órgão de origem ou ficar em disponibilidade após o encerramento da legislatura - inconstitucionalidade. 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5458351. Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 24 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ADI 119 / RO Resultado diverso, porém, deve ser proclamado no concernente ao art. 272 da Constituição estadual, que trata da possibilidade de os ex- deputados estaduais titulares de cargo público optarem por permanecer em disponibilidade após o encerramento da legislatura. Remanescem, no caso, as razões embasadoras da concessão da medida cautelar para a suspensão do dispositivo. Eis o cerne do voto do Ministro Celso de Mello, proferido quando do julgamento da Pet nº 999: “O instituto da disponibilidade remunerada, desse modo, ainda que suscetível de disciplinação normativa em sede legal, encontra, no texto da Constituição da República, a sede exclusiva de definição dos pressupostos essenciais à sua aplicação. Isso significa , portanto, que, residindo, na própria Carta Federal, a 'sedes materiae' pertinente ao delineamento desse instituto de direito administrativo, impõe-se ao legislador - mesmo cuidando-se do legislador constituinte estadual - a necessária observância do dever de conformação jurídico- normativa, de tal modo que não se revelará lícito, ao Estado- membro, nesse tema, inovar no tratamento da questão. Torna-se imperioso admitir , pois, em conseqüência do parâmetro subordinante que emerge do art. 41, §§ 2º e 3º, da Constituição Federal, que se apresenta virtualmente nulo - no que concerne à definição dos seus 'essentialia' e pressupostos de incidência - o espaço de liberdade decisória que se oferece ao legislador local no regramento do instituto da disponibilidade remunerada. A disponibilidade remunerada traduz, na realidade, uma importante garantia de índole constitucional instituída em favor do agente público civil estável (CF, art. 41, § 3º). Essa garantia de ordem subjetiva, tradicional em nosso constitucionalismo republicano desde 1934, só pode ser estendida ao servidor público civil estável - ressalvada a hipótese prevista na parte final do § 2º do art. 41 da Carta Política -, desde que o cargo por ele titularizado, consoante 7 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5458351. Supremo Tribunal Federal ADI 119 / RO Resultado diverso, porém, deve ser proclamado no concernente ao art. 272 da Constituição estadual, que trata da possibilidade de os ex- deputados estaduais titulares de cargo público optarem por permanecer em disponibilidade após o encerramento da legislatura. Remanescem, no caso, as razões embasadoras da concessão da medida cautelar para a suspensão do dispositivo. Eis o cerne do voto do Ministro Celso de Mello, proferido quando do julgamento da Pet nº 999: “O instituto da disponibilidade remunerada, desse modo, ainda que suscetível de disciplinação normativa em sede legal, encontra, no texto da Constituição da República, a sede exclusiva de definição dos pressupostos essenciais à sua aplicação. Isso significa , portanto, que, residindo, na própria Carta Federal, a 'sedes materiae' pertinente ao delineamento desse instituto de direito administrativo, impõe-se ao legislador - mesmo cuidando-se do legislador constituinte estadual - a necessária observância do dever de conformação jurídico- normativa, de tal modo que não se revelará lícito, ao Estado- membro, nesse tema, inovar no tratamento da questão. Torna-se imperioso admitir , pois, em conseqüência do parâmetro subordinante que emerge do art. 41, §§ 2º e 3º, da Constituição Federal, que se apresenta virtualmente nulo - no que concerne à definição dos seus 'essentialia' e pressupostos de incidência - o espaço de liberdade decisória que se oferece ao legislador local no regramento do instituto da disponibilidade remunerada. A disponibilidade remunerada traduz, na realidade, uma importante garantia de índole constitucional instituída em favor do agente público civil estável (CF, art. 41, § 3º). Essa garantia de ordem subjetiva, tradicional em nosso constitucionalismo republicano desde 1934, só pode ser estendida ao servidor público civil estável - ressalvada a hipótese prevista na parte final do § 2º do art. 41 da Carta Política -, desde que o cargo por ele titularizado, consoante 7 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5458351. Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 24 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ADI 119 / RO adverte CELSO ANTONIO BANDEIRA DE MELLO ('Curso de Direito Administrativo', p. 139, item n. 46, 4ª ed., 1993, Malheiros), 'venha a ser extinto ou declarado desnecessário (§ 3º do art. 41) ou ainda quando, em virtude de reintegração de outrem, seja desalojado do cargo que ocupava sem ter um cargo de origem para regressar a ele (art. 41, § 2º, precitado)'. O preceito impugnado em sede de controle normativo abstrato (ADI 119/RO) parece divorciar-se da disciplina constitucional da disponibilidade remunerada estabelecida no art. 41, §§ 2º e 3º, da Carta Política, além de criar uma situação administrativa exorbitante do direito comum, com possível inobservância, ainda, do regime jurídico que define o estatuto funcional dos servidores públicos, quando no exercício de mandato eletivo (CF, art. 38)” (Tribunal Pleno, DJ de 17/06/95). É importante consignar que, embora tenha ocorrido alteração textual do paradigma invocado, qual seja, do art. 41, § 3º, da Constituição Federal, por meio da Emenda Constitucional nº 19/1998, permanece em vigor o substrato semântico da redação anterior, tendo sido acrescida ao texto apenas a previsão de que a remuneração do servidor em disponibilidade tem de ser proporcional ao tempo de serviço. A garantia da disponibilidade remunerada, posta em favor do servidor público, é corolário da aquisição da estabilidade. Foi perfilada na ordem constitucional como salvaguarda do funcionário frente aos infortúnios gerados no âmago da Administração Pública, quando ocorre a extinção do cargo titularizado, a declaração de sua desnecessidade ou a reintegração do pretérito ocupante da posição. Nesse sentido, afigura-se inconstitucional o desvirtuamento do instituto, para tratá-lo como espécie de benefício dado ao ex-detentor de mandato eletivo, ao facultar-lhe, se servidor público, a opção de retorno ou não às atividades após o encerramento da atividade parlamentar. Ressalte-se que o arquétipo constitucional da medida (disponibilidade remunerada) é vinculativo, sendo vedado ao constituinte estadual, ao regulamentar ou delinear as hipóteses de disponibilidade em âmbito local, quebrar as balizas presentes no art. 41, 8 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5458351. Supremo Tribunal Federal ADI 119 / RO adverte CELSO ANTONIO BANDEIRA DE MELLO ('Curso de Direito Administrativo', p. 139, item n. 46, 4ª ed., 1993, Malheiros), 'venha a ser extinto ou declarado desnecessário (§ 3º do art. 41) ou ainda quando, em virtude de reintegração de outrem, seja desalojado do cargo que ocupava sem ter um cargo de origem para regressar a ele (art. 41, § 2º, precitado)'. O preceito impugnado em sede de controle normativo abstrato (ADI 119/RO) parece divorciar-se da disciplina constitucional da disponibilidade remunerada estabelecida no art. 41, §§ 2º e 3º, da Carta Política, além de criar uma situação administrativa exorbitante do direito comum, com possível inobservância, ainda, do regime jurídico que define o estatuto funcional dos servidores públicos, quando no exercício de mandato eletivo (CF, art. 38)” (Tribunal Pleno, DJ de 17/06/95). É importante consignar que, embora tenha ocorrido alteração textual do paradigma invocado, qual seja, do art. 41, § 3º, da Constituição Federal, por meio da Emenda Constitucional nº 19/1998, permanece em vigor o substrato semântico da redação anterior, tendo sido acrescida ao texto apenas a previsão de que a remuneração do servidor em disponibilidade tem de ser proporcional ao tempo de serviço. A garantia da disponibilidade remunerada, posta em favor do servidor público, é corolário da aquisição da estabilidade. Foi perfilada na ordem constitucional como salvaguarda do funcionário frente aos infortúnios gerados no âmago da Administração Pública, quando ocorre a extinção do cargo titularizado, a declaração de sua desnecessidade ou a reintegração do pretérito ocupante da posição. Nesse sentido, afigura-se inconstitucional o desvirtuamento do instituto, para tratá-lo como espécie de benefício dado ao ex-detentor de mandato eletivo, ao facultar-lhe, se servidor público, a opção de retorno ou não às atividades após o encerramento da atividade parlamentar. Ressalte-se que o arquétipo constitucional da medida (disponibilidade remunerada) é vinculativo, sendo vedado ao constituinte estadual, ao regulamentar ou delinear as hipóteses de disponibilidade em âmbito local, quebrar as balizas presentes no art. 41, 8 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5458351. Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 24 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ADI 119 / RO §§ 2º e 3º, da Carta Magna, ampliando o rol ali consagrado. Ademais, como abordado na cautelar, o dispositivo impugnado destoa do art. 38, I, da Constituição Federal, que à época já preceituava: “Art. 38. Ao servidor público em exercício de mandato eletivo aplicam- se as seguintes disposições: I - tratando-se de mandato eletivo federal, estadual ou distrital, ficará afastado de seu cargo, emprego ou função”. Vê-se que o pressuposto do afastamento é o exercício pelo servidor de mandado eletivo. Extinta sua causa geratriz, nada mais comum que o retorno do ex-mandatário ao desempenho das atividades inerentes ao cargo público por ele titularizado, se não sobrevier razão outra de natureza independente que ampare novo licenciamento. Ressalto, ainda, que, no caso específico do Estado de Rondônia, a Corte, na ADI nº 1.255/RO, já declarou a inconstitucionalidade de preceito similar inserido na Constituição estadual pela Emenda nº 3/92, que dispunha: “Art. 20 (...) § 10. O servidor que for eleito Deputado Estadual, ao terminar o mandato e retornar ao serviço público, terá garantido o direito à disponibilidade, com todas as vantagens do mais elevado cargo ou função que tenha ocupado”. Naquele caso, verificou-se, igualmente, afronta aos arts. 38 e 41, §§ 2º e 3º, da Carta Política, conforme a ementa seguinte: “AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. ESTADO DE RONDÔNIA. § 10 INTRODUZIDO NO ARTIGO 20 DA CONSTITUIÇÃO ESTADUAL PELA EMENDA CONSTITUCIONAL N.º 3/92. Dispositivo que se ressente de inconstitucionalidade material e formal. No primeiro caso, por haver instituído hipótese de 9 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5458351. Supremo Tribunal Federal ADI 119 / RO §§ 2º e 3º, da Carta Magna, ampliando o rol ali consagrado. Ademais, como abordado na cautelar, o dispositivo impugnado destoa do art. 38, I, da Constituição Federal, que à época já preceituava: “Art. 38. Ao servidor público em exercício de mandato eletivo aplicam- se as seguintes disposições: I - tratando-se de mandato eletivo federal, estadual ou distrital, ficará afastado de seu cargo, emprego ou função”. Vê-se que o pressuposto do afastamento é o exercício pelo servidor de mandado eletivo. Extinta sua causa geratriz, nada mais comum que o retorno do ex-mandatário ao desempenho das atividades inerentes ao cargo público por ele titularizado, se não sobrevier razão outra de natureza independente que ampare novo licenciamento. Ressalto, ainda, que, no caso específico do Estado de Rondônia, a Corte, na ADI nº 1.255/RO, já declarou a inconstitucionalidade de preceito similar inserido na Constituição estadual pela Emenda nº 3/92, que dispunha: “Art. 20 (...) § 10. O servidor que for eleito Deputado Estadual, ao terminar o mandato e retornar ao serviço público, terá garantido o direito à disponibilidade, com todas as vantagens do mais elevado cargo ou função que tenha ocupado”. Naquele caso, verificou-se, igualmente, afronta aos arts. 38 e 41, §§ 2º e 3º, da Carta Política, conforme a ementa seguinte: “AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. ESTADO DE RONDÔNIA. § 10 INTRODUZIDO NO ARTIGO 20 DA CONSTITUIÇÃO ESTADUAL PELA EMENDA CONSTITUCIONAL N.º 3/92. Dispositivo que se ressente de inconstitucionalidade material e formal. No primeiro caso, por haver instituído hipótese de 9 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5458351. Inteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 24 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ADI 119 / RO disponibilidade do servidor civil e efeito do exercício, por este, de mandato eletivo, que não se acham previstos na Carta da República (arts. 38 e 41, §§ 2.º e 3.º), nesse ponto, de observância imperiosa para os Estados. E, no segundo, por introduzir modificação no regime jurídico de servidores públicos, com ofensa ao princípio de iniciativa privativa do Chefe do Poder Executivo, como previsto no art. 61, § 1.º, II, c, da mesma Carta, corolário do princípio da independência dos Poderes a que, por igual, está vinculado o legislador estadual. Procedência da ação” (ADI nº 1.255/RO, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Ilmar Galvão, DJ de 6/9/01). Tenho, por conseguinte, como inconstitucional o art. 272 da Constituição do Estado de Rondônia, dada a afronta ao regime constitucional da disponibilidade do servidor público e à regra de afastamento do titular de cargo público para o exercício de mandato eletivo. E) Art. 88, § 4º, da Carta estadual: atribuição, alternativamente, ao procurador-geral do Estado e ao procurador-geral da Assembleia Legislativa a faculdade de defender a constitucionalidade de ato normativo estadual em ação direta perante o Tribunal de Justiça – constitucionalidade. Por fim, investe o autor contra parte do art. 88, § 4º, da Carta estadual, por meio do qual se atribuiu ao procurador da Assembleia Legislativa ou, alternativamente, ao procurador-geral do Estado, a incumbência de defender a constitucionalidade de ato normativo estadual questionado em controle abstrato de constitucionalidade, na esfera de competência do Tribunal de Justiça. Assevera, em suma, (i) a quebra da simetria com o modelo adotado no âmbito federal exercido pelo STF, (ii) a vulneração da exclusividade de representação judicial do ente federado pela Procuradoria-Geral do Estado, bem assim, (iii) a ocorrência de vício formal, uma vez que teria 10 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5458351. Supremo Tribunal Federal ADI 119 / RO disponibilidade do servidor civil e efeito do exercício, por este, de mandato eletivo, que não se acham previstos na Carta da República (arts. 38 e 41, §§ 2.º e 3.º), nesse ponto, de observância imperiosa para os Estados. E, no segundo, por introduzir modificação no regime jurídico de servidores públicos, com ofensa ao princípio de iniciativa privativa do Chefe do Poder Executivo, como previsto no art. 61, § 1.º, II, c, da mesma Carta, corolário do princípio da independência dos Poderes a que, por igual, está vinculado o legislador estadual. Procedência da ação” (ADI nº 1.255/RO, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Ilmar Galvão, DJ de 6/9/01). Tenho, por conseguinte, como inconstitucional o art. 272 da Constituição do Estado de Rondônia, dada a afronta ao regime constitucional da disponibilidade do servidor público e à regra de afastamento do titular de cargo público para o exercício de mandato eletivo. E) Art. 88, § 4º, da Carta estadual: atribuição, alternativamente, ao procurador-geral do Estado e ao procurador-geral da Assembleia Legislativa a faculdade de defender a constitucionalidade de ato normativo estadual em ação direta perante o Tribunal de Justiça – constitucionalidade. Por fim, investe o autor contra parte do art. 88, § 4º, da Carta estadual, por meio do qual se atribuiu ao procurador da Assembleia Legislativa ou, alternativamente, ao procurador-geral do Estado, a incumbência de defender a constitucionalidade de ato normativo estadual questionado em controle abstrato de constitucionalidade, na esfera de competência do Tribunal de Justiça. Assevera, em suma, (i) a quebra da simetria com o modelo adotado no âmbito federal exercido pelo STF, (ii) a vulneração da exclusividade de representação judicial do ente federado pela Procuradoria-Geral do Estado, bem assim, (iii) a ocorrência de vício formal, uma vez que teria 10 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5458351. Inteiro Teor do Acórdão - Página 18 de 24 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ADI 119 / RO sido invadida a competência privativa da União para legislar sobre processo civil. É importante, num primeiro momento, refutar a alegação de pecha formal no dispositivo, uma vez que incabível a alegação de usurpação da competência da União para legislar sobre processo civil fincada no art. 22, inciso I, da Constituição. A delegação aos estados da faculdade de instituir processo abstrato de controle de constitucionalidade de leis ou atos normativos estaduais ou municipais em face da Constituição Estadual decorre de autorização específica inserta no art. 125, § 2º, da Carta Magna, não se confundindo com a criação ordinária de normas processuais. Eis o teor da norma constitucional: “Art. 125. Os Estados organizarão sua Justiça, observados os princípios estabelecidos nesta Constituição. (...) § 2º - Cabe aos Estados a instituição de representação de inconstitucionalidade de leis ou atos normativos estaduais ou municipais em face da Constituição Estadual, vedada a atribuição da legitimação para agir a um único órgão.” Trata-se de procedimento especial, cuja regulamentação é dada a cada ente federado. A única limitação posta pelo Poder Constituinte foi a necessidade de se reconhecer a mais de um órgão ou pessoa a legitimidade para provocar a jurisdição constitucional regional. Por exclusão, no demais, cada ente federado poderia moldar a capacidade de utilização da ação direta da maneira que melhor lhe conviesse, desde que não afrontasse outras cláusulas constitucionais gerais. A propósito, confiram-se os seguintes esclarecimentos de Léo Ferreira Leoncy acerca das ações de inconstitucionalidade em âmbito estadual: “Ao conferir competências aos Estados-membros para que criassem a chamada representação de inconstitucionalidades de 11 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5458351. Supremo Tribunal Federal ADI 119 / RO sido invadida a competência privativa da União para legislar sobre processo civil. É importante, num primeiro momento, refutar a alegação de pecha formal no dispositivo, uma vez que incabível a alegação de usurpação da competência da União para legislar sobre processo civil fincada no art. 22, inciso I, da Constituição. A delegação aos estados da faculdade de instituir processo abstrato de controle de constitucionalidade de leis ou atos normativos estaduais ou municipais em face da Constituição Estadual decorre de autorização específica inserta no art. 125, § 2º, da Carta Magna, não se confundindo com a criação ordinária de normas processuais. Eis o teor da norma constitucional: “Art. 125. Os Estados organizarão sua Justiça, observados os princípios estabelecidos nesta Constituição. (...) § 2º - Cabe aos Estados a instituição de representação de inconstitucionalidade de leis ou atos normativos estaduais ou municipais em face da Constituição Estadual, vedada a atribuição da legitimação para agir a um único órgão.” Trata-se de procedimento especial, cuja regulamentação é dada a cada ente federado. A única limitação posta pelo Poder Constituinte foi a necessidade de se reconhecer a mais de um órgão ou pessoa a legitimidade para provocar a jurisdição constitucional regional. Por exclusão, no demais, cada ente federado poderia moldar a capacidade de utilização da ação direta da maneira que melhor lhe conviesse, desde que não afrontasse outras cláusulas constitucionais gerais. A propósito, confiram-se os seguintes esclarecimentos de Léo Ferreira Leoncy acerca das ações de inconstitucionalidade em âmbito estadual: “Ao conferir competências aos Estados-membros para que criassem a chamada representação de inconstitucionalidades de 11 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5458351. Inteiro Teor do Acórdão - Página 19 de 24 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ADI 119 / RO leis ou atos normativos estaduais ou municipais em face da Constituição Estadual, o legislador constituinte federal vedou àqueles entes a atribuição da legitimação para agir somente a um único órgão (art. 125, § 2º. CF). Num primeiro exame, esta parece ser a única norma a ser observada pelo constituinte decorrente no que diz respeito à legitimidade para a a propositura da ação direta estadual. Com efeito, quando se veda a legitimação a um único órgão, exige-se a sua atribuição pelo menos a dois entes. Este é um sentido inequívoco da norma sob comento. A Constituição Federal não obriga, portanto, a uma simetria com o modelo por ela disciplinado, no que concerne ao rol dos legitimados constante do seu artigo 103”. (LEONCY, Léo Ferreira. Controle de constitucionalidade estadual: as normas de observância obrigatória e a defesa abstrata da Constituição do Estado-membro. São Paulo: Saraiva, 2007, p. 57-58).” Ressalte-se que esta Suprema Corte, na ADI nº 558/RJ-MC, de relatoria do eminente Ministro Sepúlveda Pertence (DJ de 26/3/93), já teve a oportunidade de analisar o alcance do art. 125, § 2º, da Constituição Federal, ocasião em que afastou, em análise de cautelar, a alegada inconstitucionalidade da inserção, no rol de legitimados para a propositura da ação direta, das Comissões permanentes e de membros da Assembleia Legislativa, assim como dos procuradores-gerais do estado e da defensoria pública. Sustentava-se que essas autoridades não poderiam dispor dessa prerrogativa, à luz do disposto nos arts. 103, 132 e 134 da Constituição Federal. Esclarecedor é o seguinte trecho do voto proferido pelo Ministro Sepúlveda Pertence: “Estou, data venia, em que carece de plausibilidade a arguição, a qual, de um lado, trai o mau vezo de reduzir o poder constituinte estadual à imitação servil da Constituição Federal e, de outro, não leva às consequências devidas as suas premissas, que induziriam a impugnação a outros tópicos do 12 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5458351. Supremo Tribunal Federal ADI 119 / RO leis ou atos normativos estaduais ou municipais em face da Constituição Estadual, o legislador constituinte federal vedou àqueles entes a atribuição da legitimação para agir somente a um único órgão (art. 125, § 2º. CF). Num primeiro exame, esta parece ser a única norma a ser observada pelo constituinte decorrente no que diz respeito à legitimidade para a a propositura da ação direta estadual. Com efeito, quando se veda a legitimação a um único órgão, exige-se a sua atribuição pelo menos a dois entes. Este é um sentido inequívoco da norma sob comento. A Constituição Federal não obriga, portanto, a uma simetria com o modelo por ela disciplinado, no que concerne ao rol dos legitimados constante do seu artigo 103”. (LEONCY, Léo Ferreira. Controle de constitucionalidade estadual: as normas de observância obrigatória e a defesa abstrata da Constituição do Estado-membro. São Paulo: Saraiva, 2007, p. 57-58).” Ressalte-se que esta Suprema Corte, na ADI nº 558/RJ-MC, de relatoria do eminente Ministro Sepúlveda Pertence (DJ de 26/3/93), já teve a oportunidade de analisar o alcance do art. 125, § 2º, da Constituição Federal, ocasião em que afastou, em análise de cautelar, a alegada inconstitucionalidade da inserção, no rol de legitimados para a propositura da ação direta, das Comissões permanentes e de membros da Assembleia Legislativa, assim como dos procuradores-gerais do estado e da defensoria pública. Sustentava-se que essas autoridades não poderiam dispor dessa prerrogativa, à luz do disposto nos arts. 103, 132 e 134 da Constituição Federal. Esclarecedor é o seguinte trecho do voto proferido pelo Ministro Sepúlveda Pertence: “Estou, data venia, em que carece de plausibilidade a arguição, a qual, de um lado, trai o mau vezo de reduzir o poder constituinte estadual à imitação servil da Constituição Federal e, de outro, não leva às consequências devidas as suas premissas, que induziriam a impugnação a outros tópicos do 12 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5458351. Inteiro Teor do Acórdão - Página 20 de 24 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ADI 119 / RO mesmo dispositivo. No tocante ao controle direito da constitucionalidade de âmbito estadual, a única regra federal a preservar é a do art. 125, § 2º, CF, que autoriza os Estados a instituir a representação e lhes veda apenas ' a atribuição de legitimação para agir a um único órgão ' ” (ADI nº 558/RJ-MC, Rel. Min. Sepúlveda Pertence, DJ de 26/3/93). Salutar, ainda, a transcrição de passagem do voto proferido pelo Ministro Célio Borja, igualmente na ADI nº 558/RJ-MC: “A Constituição Federal, ao admitir que os Estados criassem a sua própria jurisdição constitucional, confiou-lhes a tutela da ordem jurídica territorial que se funda na sua própria Constituição. A rigor, penso eu, ao assim proceder, reconheceu aos Estados o poder de dispor a respeito. (...) A meu ver, a Constituição Federal nem precisaria dizer mais. Mas diz, no § 2º do art. 125, algo que é realmente carregado de um sentido muito forte, não diria de delegação, porque repugna-me a ideia de uma delegação nesse particular, dado que sustento que antes, ao prever, em outra proposição do mesmo dispositivo, a instituição da jurisdição constitucional estadual, a Constituição, evidentemente, deu aos Estados mão livre para regular o instituto.” Esse entendimento foi reafirmado no RE nº 261.677/PR, Rel. Min. Sepúlveda Pertence, DJ de 15/9/06 e acredito que tal raciocínio possa ser alargado à questão ora debatida na presente ação. Muito embora o constituinte originário tenha, no âmbito federal, colocado o advogado-geral da União para atuar no controle abstrato como defensor da lei ou do ato normativo impugnado, tal previsão não se estendeu literalmente aos estados, não se impondo que o procurador- geral do estado figure nessa posição. Acrescente-se que, caso assim se considerasse, seria inconstitucional até mesmo a previsão contida na segunda parte do § 4º do art. 88 da 13 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5458351. Supremo Tribunal Federal ADI 119 / RO mesmo dispositivo. No tocante ao controle direito da constitucionalidade de âmbito estadual, a única regra federal a preservar é a do art. 125, § 2º, CF, que autoriza os Estados a instituir a representação e lhes veda apenas ' a atribuição de legitimação para agir a um único órgão ' ” (ADI nº 558/RJ-MC, Rel. Min. Sepúlveda Pertence, DJ de 26/3/93). Salutar, ainda, a transcrição de passagem do voto proferido pelo Ministro Célio Borja, igualmente na ADI nº 558/RJ-MC: “A Constituição Federal, ao admitir que os Estados criassem a sua própria jurisdição constitucional, confiou-lhes a tutela da ordem jurídica territorial que se funda na sua própria Constituição. A rigor, penso eu, ao assim proceder, reconheceu aos Estados o poder de dispor a respeito. (...) A meu ver, a Constituição Federal nem precisaria dizer mais. Mas diz, no § 2º do art. 125, algo que é realmente carregado de um sentido muito forte, não diria de delegação, porque repugna-me a ideia de uma delegação nesse particular, dado que sustento que antes, ao prever, em outra proposição do mesmo dispositivo, a instituição da jurisdição constitucional estadual, a Constituição, evidentemente, deu aos Estados mão livre para regular o instituto.” Esse entendimento foi reafirmado no RE nº 261.677/PR, Rel. Min. Sepúlveda Pertence, DJ de 15/9/06 e acredito que tal raciocínio possa ser alargado à questão ora debatida na presente ação. Muito embora o constituinte originário tenha, no âmbito federal, colocado o advogado-geral da União para atuar no controle abstrato como defensor da lei ou do ato normativo impugnado, tal previsão não se estendeu literalmente aos estados, não se impondo que o procurador- geral do estado figure nessa posição. Acrescente-se que, caso assim se considerasse, seria inconstitucional até mesmo a previsão contida na segunda parte do § 4º do art. 88 da 13 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5458351. Inteiro Teor do Acórdão - Página 21 de 24 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ADI 119 / RO Constituição estadual – não impugnada na presente ação –, no sentido de que, tratando-se de norma municipal, a defesa do ato será feita pelo prefeito municipal. Lembre-se que há manifestação do advogado-geral da União, com base no art. 103, § 3º, da Carta Federal, ainda que se trate de ação direta ajuizada em face de normas estaduais. Talvez até se pudesse questionar a ausência de previsão de algum agente ou entidade a exercer o papel de defesa da constitucionalidade da norma impugnada, como forma a se garantir, no mínimo, uma fórmula processual dialética, na qual se apresentem fundamentos diversos acerca da declaração de incompatibilidade. Contudo, não vejo base para entender como inconstitucional o fato de se conferir, alternativamente, essa atribuição ao procurador-geral da Assembleia Legislativa. Nesses termos, a liberdade de conformação dada ao ente federado, portanto, permitiria que a função especial desempenhada pelo advogado- geral da União no âmbito federal, seja, no âmbito estadual, outorgada a outrem que não o procurador-geral do estado, ou, como no caso específico do Estado de Rondônia, seja a competência fracionada entre esse e o procurador-geral da Assembleia Legislativa. Não havendo o dever de simetria, é fato que o texto da Constituição estadual não afronta o conteúdo da Carta Maior, justamente porque elaborado no espaço de discricionariedade estabelecido em favor do estado. Ressalte-se, por fim, que resta, igualmente, incólume o conteúdo do art. 132 da Constituição Federal, que estabelece a exclusividade da representação dos entes federados pelas procuradorias dos estados. Isso porque, tratando-se de processo de natureza objetiva, não há sequer partes processuais propriamente ditas, inexistindo litígio na acepção técnica do termo. Além disso, note-se que, quando o advogado-geral da União é instado a manifestar-se, com base no art. 103, § 3º, da Constituição, não atua ele como representante judicial da União. Trata-se de função autônoma e extraordinária que, nos termos da atual jurisprudência desta Corte, conforme decidido em questão de ordem na ADI nº 3.916/DF (rel. 14 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5458351. Supremo Tribunal Federal ADI 119 / RO Constituição estadual – não impugnada na presente ação –, no sentido de que, tratando-se de norma municipal, a defesa do ato será feita pelo prefeito municipal. Lembre-se que há manifestação do advogado-geral da União, com base no art. 103, § 3º, da Carta Federal, ainda que se trate de ação direta ajuizada em face de normas estaduais. Talvez até se pudesse questionar a ausência de previsão de algum agente ou entidade a exercer o papel de defesa da constitucionalidade da norma impugnada, como forma a se garantir, no mínimo, uma fórmula processual dialética, na qual se apresentem fundamentos diversos acerca da declaração de incompatibilidade. Contudo, não vejo base para entender como inconstitucional o fato de se conferir, alternativamente, essa atribuição ao procurador-geral da Assembleia Legislativa. Nesses termos, a liberdade de conformação dada ao ente federado, portanto, permitiria que a função especial desempenhada pelo advogado- geral da União no âmbito federal, seja, no âmbito estadual, outorgada a outrem que não o procurador-geral do estado, ou, como no caso específico do Estado de Rondônia, seja a competência fracionada entre esse e o procurador-geral da Assembleia Legislativa. Não havendo o dever de simetria, é fato que o texto da Constituição estadual não afronta o conteúdo da Carta Maior, justamente porque elaborado no espaço de discricionariedade estabelecido em favor do estado. Ressalte-se, por fim, que resta, igualmente, incólume o conteúdo do art. 132 da Constituição Federal, que estabelece a exclusividade da representação dos entes federados pelas procuradorias dos estados. Isso porque, tratando-se de processo de natureza objetiva, não há sequer partes processuais propriamente ditas, inexistindo litígio na acepção técnica do termo. Além disso, note-se que, quando o advogado-geral da União é instado a manifestar-se, com base no art. 103, § 3º, da Constituição, não atua ele como representante judicial da União. Trata-se de função autônoma e extraordinária que, nos termos da atual jurisprudência desta Corte, conforme decidido em questão de ordem na ADI nº 3.916/DF (rel. 14 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5458351. Inteiro Teor do Acórdão - Página 22 de 24 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ADI 119 / RO Min. Eros Grau, DJ de 14/5/10), revela-se como um direito de manifestação, devendo o advogado-geral da União apresentar a argumentação que lhe pareça adequada e pronunciar-se em defesa da constitucionalidade, e não do ato impugnado. Nesses termos, eventual atuação do procurador-geral da Assembleia Legislativa, com base no art. 272 da Constituição de Rondônia, igualmente, não se confunde com o papel de representação judicial do Estado, esse sim de exclusividade da Procuradoria-Geral do Estado, não se verificando, portanto, ofensa ao art. 132 da Carta Federal. Além disso, na espécie, seria salutar, por exemplo, a manifestação do procurador-geral da Assembleia Legislativa no caso de impugnação de lei estadual cujo projeto legislativo tivesse sido de iniciativa parlamentar. Viabiliza-se, nesse caso, a defesa da lei questionada pelos seus próprios autores. Não se trataria aqui, propriamente, de representação judicial do estado – nos feitos de controle abstrato de constitucionalidade não há interesses subjetivos a serem postulados ou defendidos – e, portanto, não haveria nenhuma violação do art. 132 da Carta Magna. F) Conclusão: Ante o exposto, voto pela parcial procedência do pedido, para: i) declarar a inconstitucionalidade tão somente do art. 272 da Constituição estadual; e ii) julgar prejudicada a ação em relação aos arts. 101 e 102, IV, da Constituição do Estado de Rondônia e em relação ao art. 37 das suas Disposições Constitucionais Transitórias. É como voto. 15 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5458351. Supremo Tribunal Federal ADI 119 / RO Min. Eros Grau, DJ de 14/5/10), revela-se como um direito de manifestação, devendo o advogado-geral da União apresentar a argumentação que lhe pareça adequada e pronunciar-se em defesa da constitucionalidade, e não do ato impugnado. Nesses termos, eventual atuação do procurador-geral da Assembleia Legislativa, com base no art. 272 da Constituição de Rondônia, igualmente, não se confunde com o papel de representação judicial do Estado, esse sim de exclusividade da Procuradoria-Geral do Estado, não se verificando, portanto, ofensa ao art. 132 da Carta Federal. Além disso, na espécie, seria salutar, por exemplo, a manifestação do procurador-geral da Assembleia Legislativa no caso de impugnação de lei estadual cujo projeto legislativo tivesse sido de iniciativa parlamentar. Viabiliza-se, nesse caso, a defesa da lei questionada pelos seus próprios autores. Não se trataria aqui, propriamente, de representação judicial do estado – nos feitos de controle abstrato de constitucionalidade não há interesses subjetivos a serem postulados ou defendidos – e, portanto, não haveria nenhuma violação do art. 132 da Carta Magna. F) Conclusão: Ante o exposto, voto pela parcial procedência do pedido, para: i) declarar a inconstitucionalidade tão somente do art. 272 da Constituição estadual; e ii) julgar prejudicada a ação em relação aos arts. 101 e 102, IV, da Constituição do Estado de Rondônia e em relação ao art. 37 das suas Disposições Constitucionais Transitórias. É como voto. 15 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5458351. Inteiro Teor do Acórdão - Página 23 de 24 Extrato de Ata - 19/02/2014 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 119 PROCED. : RONDÔNIA RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI REQTE.(S) : GOVERNADOR DO ESTADO DE RONDÔNIA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE RONDÔNIA INTDO.(A/S) : ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DE RONDÔNIA Decisão: O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, julgou parcialmente procedente a ação direta para declarar a inconstitucionalidade do art. 272 da Constituição do Estado de Rondônia, prejudicada a ação em relação aos artigos 101 e 102, IV, da referida Constituição, e em relação ao art. 37 das suas disposições constitucionais transitórias. Votou o Presidente, Ministro Joaquim Barbosa. Ausente, neste julgamento, o Ministro Marco Aurélio. Falou pelo Ministério Público Federal o Dr. Rodrigo Janot Monteiro de Barros, Procurador-Geral da República. Plenário, 19.02.2014. Presidência do Senhor Ministro Joaquim Barbosa. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber, Teori Zavascki e Roberto Barroso. Procurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot Monteiro de Barros. p/ Luiz Tomimatsu Assessor-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 5512453 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 119 PROCED. : RONDÔNIA RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI REQTE.(S) : GOVERNADOR DO ESTADO DE RONDÔNIA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE RONDÔNIA INTDO.(A/S) : ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DE RONDÔNIA Decisão: O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, julgou parcialmente procedente a ação direta para declarar a inconstitucionalidade do art. 272 da Constituição do Estado de Rondônia, prejudicada a ação em relação aos artigos 101 e 102, IV, da referida Constituição, e em relação ao art. 37 das suas disposições constitucionais transitórias. Votou o Presidente, Ministro Joaquim Barbosa. Ausente, neste julgamento, o Ministro Marco Aurélio. Falou pelo Ministério Público Federal o Dr. Rodrigo Janot Monteiro de Barros, Procurador-Geral da República. Plenário, 19.02.2014. Presidência do Senhor Ministro Joaquim Barbosa. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber, Teori Zavascki e Roberto Barroso. Procurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot Monteiro de Barros. p/ Luiz Tomimatsu Assessor-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 5512453 Inteiro Teor do Acórdão - Página 24 de 24
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=5530505
2014-02-19T00:00:00
2014-03-28T00:00:00
O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, julgou parcialmente procedente a ação direta para declarar a inconstitucionalidade do art. 272 da Constituição do Estado de Rondônia, prejudicada a ação em relação aos artigos 101 e 102, IV, da referida Constituição, e em relação ao art. 37 das suas disposições constitucionais transitórias. Votou o Presidente, Ministro Joaquim Barbosa. Ausente, neste julgamento, o Ministro Marco Aurélio. Falou pelo Ministério Público Federal o Dr. Rodrigo Janot Monteiro de Barros, Procurador-Geral da República. Plenário, 19.02.2014.
AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE
EMENTA Ação direta de inconstitucionalidade. Artigos e expressões da Constituição do Estado de Rondônia, promulgada em 28 de setembro de 1989, e das suas Disposições Constitucionais Transitórias. Parcial prejudicialidade. Alteração substancial. Eficácia exaurida. Procedência parcial do pedido. Autonomia financeira do Tribunal de Contas. Disponibilidade remunerada a ex-detentor de mandato eletivo. Representação de inconstitucionalidade em âmbito estadual. 1. Os arts. 101 e 102 da Constituição do Estado, os quais delineavam as competências e as prerrogativas do Ministério Público local e de seus membros, sofreram substanciais alterações com a Emenda Constitucional estadual nº 20/2001, de forma que restaram descaracterizadas as previsões originalmente neles contidas, ocorrendo, assim, a prejudicialidade do exercício do controle abstrato de normas. Precedentes. 2. O art. 37 do ADCT da Constituição do Estado de Rondônia, por meio do qual foi anistiada a dívida da Assembleia Legislativa em relação ao Instituto de Previdência do Estado de Rondônia (IPERON), referente à contribuição previdenciária dos servidores daquela Assembleia consolidada até o mês de março de 1989, já produziu todos os seus efeitos jurídicos, tratando-se de norma de eficácia exaurida. Precedentes. 3. O autor ataca trecho do art. 50 da Carta estadual que outorgou ao Tribunal de Contas do Estado, além da capacidade de autogestão, a autonomia de caráter financeiro. Constitucionalidade decorrente da outorga à Corte de Contas das mesmas garantias dadas ao Poder Judiciário (arts. 73 e 96 da CF/88), o que inclui a autonomia financeira. 4. É inconstitucional a garantia da disponibilidade remunerada ao ex-detentor de mandato eletivo, com a opção pelo retorno ou não às atividades, se servidor público, após o encerramento da atividade parlamentar. Não conformidade com o Texto Magno, por ofensa ao regime constitucional da disponibilidade do servidor público (art. 41, §§ 2º e 3º, CF/88) e à regra de afastamento do titular de cargo público para o exercício de mandato eletivo (art. 38, CF/88). No caso específico do Estado de Rondônia, a Corte já declarou a inconstitucionalidade de preceito similar inserido na Constituição estadual pela Emenda nº 3/92 (ADI nº 1.255/RO, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Ilmar Galvão, DJ de 6/9/01). 5. Não é inconstitucional norma da Constituição do Estado que atribui ao procurador da Assembleia Legislativa ou, alternativamente, ao procurador-geral do Estado, a incumbência de defender a constitucionalidade de ato normativo estadual questionado em controle abstrato de constitucionalidade na esfera de competência do Tribunal de Justiça. Previsão que não afronta a Constituição Federal, já que ausente o dever de simetria para com o modelo federal, que impõe apenas a pluralidade de legitimados para a propositura da ação (art. 125, § 2º, CF/88). Ausência de ofensa ao art. 132 da Carta Política, que fixa a exclusividade de representação do ente federado pela Procuradoria-Geral do Estado, uma vez que nos feitos de controle abstrato de constitucionalidade nem sequer há partes processuais propriamente ditas, inexistindo litígio na acepção técnica do termo. 6. Ação direta de inconstitucionalidade julgada parcialmente procedente.
sjur259185
- Acórdão(s) citado(s): (DISPONIBILIDADE, SERVIDOR PÚBLICO, MANDATO ELETIVO) ADI 1255 (TP). (ADI, PREJUDICIALIDADE, PERDA, VIGÊNCIA, NORMA IMPUGNADA) ADI 2006 (TP), ADI 2118 (TP). (CONSTITUIÇÃO ESTADUAL, ANISTIA TRIBUTÁRIA) ADI 155 (TP). (ADI, EXAURIMENTO, EFICÁCIA, NORMA IMPUGNADA) ADI 612 QO (TP), ADI 1979 MC (TP), ADI 885 (TP), ADI 1599 MC (TP). (AUTONOMIA FINANCEIRA, TRIBUNAL DE CONTAS) ADI 1994 (TP), ADI 4418 MC (TP), ADI 4421 MC (TP), ADI 789 (TP). (ROL, LEGITIMADOS, ADI ESTADUAL) RE 261677 (TP), ADI 558 MC (TP). (ADI, ATUAÇÃO, ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO) ADI 3916 (TP). - Veja Pet 999 do STF. Número de páginas: 24. Análise: 24/04/2014, GOD. Revisão: 25/07/2014, IVA.
DIAS TOFFOLI
Tribunal Pleno
119
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00022 INC-00001 ART-00038 INC-00001 \n ART-00041 PAR-00002 \n ART-00041 PAR-00003 REDAÇÃO DADA PELA EMC-19/1998\n ART-00073 ART-00096 ART-00103 PAR-00003 \n ART-00125 PAR-00002 ART-00127 PAR-00002 \n PAR-00003 ART-00132 ART-00134 PAR-00002 \n ART-00150 PAR-00006 REDAÇÃO ORIGINÁRIA\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED EMC-000019 ANO-1998\n EMENDA CONSTITUCIONAL\n\n", "LEG-EST CES ANO-1989\n ART-00020 PAR-00010 REDAÇÃO DADA PELA EMC-3/1992\n ART-00050 ART-00088 PAR-00004 \n ART-00101 REDAÇÃO DADA PELA EMC-20/2001\n ART-00101 INC-00001 REDAÇÃO DADA PELA EMC-20/2001\n ART-00101 INC-00002 REDAÇÃO DADA PELA EMC-20/2001\n ART-00101 REDAÇÃO ORIGINÁRIA\n ART-00102 REDAÇÃO DADA PELA EMC-20/2001\n ART-00102 REDAÇÃO ORIGINÁRIA\n ART-00102 INC-00004 REDAÇÃO ORIGINÁRIA\n ART-00272\n CONSTITUIÇÃO ESTADUAL, RO\n\n", "LEG-EST ADCT ANO-1989\n ATO DAS DISPOSIÇÕES CONSTITUCIONAIS TRANSITÓRIAS, SC\n\n", "LEG-EST ADCT ANO-1989\n ART-00037\n ATO DAS DISPOSIÇÕES CONSTITUCIONAIS TRANSITÓRIAS, RO\n\n", "LEG-EST EMC-000003 ANO-1992\n EMENDA CONSTITUCIONAL, RO\n\n", "LEG-EST EMC-000020 ANO-2001\n EMENDA CONSTITUCIONAL, RO" ]
ADI
acordaos
ADI 119
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REQTE.(S) : GOVERNADOR DO ESTADO DE RONDÔNIA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE RONDÔNIA INTDO.(A/S) : ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DE RONDÔNIA
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Ementa e Acórdão 19/02/2014 PLENÁRIO AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 119 RONDÔNIA RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI REQTE.(S) :GOVERNADOR DO ESTADO DE RONDÔNIA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE RONDÔNIA INTDO.(A/S) :ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DE RONDÔNIA EMENTA Ação direta de inconstitucionalidade. Artigos e expressões da Constituição do Estado de Rondônia, promulgada em 28 de setembro de 1989, e das suas Disposições Constitucionais Transitórias. Parcial prejudicialidade. Alteração substancial. Eficácia exaurida. Procedência parcial do pedido. Autonomia financeira do Tribunal de Contas. Disponibilidade remunerada a ex-detentor de mandato eletivo. Representação de inconstitucionalidade em âmbito estadual. 1. Os arts. 101 e 102 da Constituição do Estado, os quais delineavam as competências e as prerrogativas do Ministério Público local e de seus membros, sofreram substanciais alterações com a Emenda Constitucional estadual n 20/2001, de forma que restaram descaracterizadas as previsões originalmente neles contidas, ocorrendo, assim, a prejudicialidade do exercício do controle abstrato de normas. Precedentes. 2. O art. 37 do ADCT da Constituição do Estado de Rondônia, por meio do qual foi anistiada a dívida da Assembleia Legislativa em relação ao Instituto de Previdência do Estado de Rondônia (IPERON), referente à contribuição previdenciária dos servidores daquela Assembleia consolidada até o mês de março de 1989, já produziu todos os seus efeitos jurídicos, tratando-se de norma de eficácia exaurida. Precedentes. 3. O autor ataca trecho do art. 50 da Carta estadual que outorgou ao Tribunal de Contas do Estado, além da capacidade de autogestão, a autonomia de caráter financeiro. Constitucionalidade decorrente da outorga à Corte de Contas das mesmas garantias dadas ao Poder Judiciário (arts. 73 e 96 da Constituição Federal de 1988/88), o que inclui a autonomia financeira. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5519938. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 24 Ementa e Acórdão ADI 119 / RO 4. É inconstitucional a garantia da disponibilidade remunerada ao ex-detentor de mandato eletivo, com a opção pelo retorno ou não às atividades, se servidor público, após o encerramento da atividade parlamentar. Não conformidade com o Texto Magno, por ofensa ao regime constitucional da disponibilidade do servidor público (art. 41, §§ 2... e 3..., Constituição Federal de 1988/88) e à regra de afastamento do titular de cargo público para o exercício de mandato eletivo (art. 38, Constituição Federal de 1988/88). No caso específico do Estado de Rondônia, a Corte já declarou a inconstitucionalidade de preceito similar inserido na Constituição estadual pela Emenda n 3/92 (ADI n 1.255/RO, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Ilmar Galvão, DJ de 6/9/01). 5. Não é inconstitucional norma da Constituição do Estado que atribui ao procurador da Assembleia Legislativa ou, alternativamente, ao procurador-geral do Estado, a incumbência de defender a constitucionalidade de ato normativo estadual questionado em controle abstrato de constitucionalidade na esfera de competência do Tribunal de Justiça. Previsão que não afronta a Constituição Federal, já que ausente o dever de simetria para com o modelo federal, que impõe apenas a pluralidade de legitimados para a propositura da ação (art. 125, § 2..., Constituição Federal de 1988/88). Ausência de ofensa ao art. 132 da Carta Política, que fixa a exclusividade de representação do ente federado pela Procuradoria-Geral do Estado, uma vez que nos feitos de controle abstrato de constitucionalidade nem sequer há partes processuais propriamente ditas, inexistindo litígio na acepção técnica do termo. 6. Ação direta de inconstitucionalidade julgada parcialmente procedente. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em sessão plenária, sob a presidência do Senhor Ministro Joaquim Barbosa, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos e nos termos do voto do Relator, em julgar parcialmente procedente a ação direta para declarar 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5519938. Supremo Tribunal Federal ADI 119 / RO 4. É inconstitucional a garantia da disponibilidade remunerada ao ex-detentor de mandato eletivo, com a opção pelo retorno ou não às atividades, se servidor público, após o encerramento da atividade parlamentar. Não conformidade com o Texto Magno, por ofensa ao regime constitucional da disponibilidade do servidor público (art. 41, §§ 2... e 3..., Constituição Federal de 1988/88) e à regra de afastamento do titular de cargo público para o exercício de mandato eletivo (art. 38, Constituição Federal de 1988/88). No caso específico do Estado de Rondônia, a Corte já declarou a inconstitucionalidade de preceito similar inserido na Constituição estadual pela Emenda n 3/92 (ADI n 1.255/RO, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Ilmar Galvão, DJ de 6/9/01). 5. Não é inconstitucional norma da Constituição do Estado que atribui ao procurador da Assembleia Legislativa ou, alternativamente, ao procurador-geral do Estado, a incumbência de defender a constitucionalidade de ato normativo estadual questionado em controle abstrato de constitucionalidade na esfera de competência do Tribunal de Justiça. Previsão que não afronta a Constituição Federal, já que ausente o dever de simetria para com o modelo federal, que impõe apenas a pluralidade de legitimados para a propositura da ação (art. 125, § 2..., Constituição Federal de 1988/88). Ausência de ofensa ao art. 132 da Carta Política, que fixa a exclusividade de representação do ente federado pela Procuradoria-Geral do Estado, uma vez que nos feitos de controle abstrato de constitucionalidade nem sequer há partes processuais propriamente ditas, inexistindo litígio na acepção técnica do termo. 6. Ação direta de inconstitucionalidade julgada parcialmente procedente. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em sessão plenária, sob a presidência do Senhor Ministro Joaquim Barbosa, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos e nos termos do voto do Relator, em julgar parcialmente procedente a ação direta para declarar 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5519938. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 24 Ementa e Acórdão ADI 119 / RO a inconstitucionalidade do art. 272 da Constituição do Estado de Rondônia, ficando prejudicada a ação em relação aos arts. 101 e 102, IV, da referida Constituição e em relação ao art. 37 das suas disposições constitucionais transitórias. Brasília, 19 de fevereiro de 2014. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5519938. Supremo Tribunal Federal ADI 119 / RO a inconstitucionalidade do art. 272 da Constituição do Estado de Rondônia, ficando prejudicada a ação em relação aos arts. 101 e 102, IV, da referida Constituição e em relação ao art. 37 das suas disposições constitucionais transitórias. Brasília, 19 de fevereiro de 2014. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5519938. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 24 Relatório 19/02/2014 PLENÁRIO AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 119 RONDÔNIA RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI REQTE.(S) :GOVERNADOR DO ESTADO DE RONDÔNIA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE RONDÔNIA INTDO.(A/S) :ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DE RONDÔNIA RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Cuida-se de ação direta de inconstitucionalidade ajuizada pelo Governador do Estado de Rondônia, em 24 de outubro de 1989, tendo por objeto a íntegra dos arts. 272 e 102 , IV, e de partes dos arts. 50, 88, § 4..., e 101, todos da Constituição estadual, bem como o art. 37 das Disposições Constitucionais Transitórias. Eis o teor das normas impugnadas (em negrito as expressões questionadas): “Art. 50 - Ao Tribunal de Contas do Estado é assegurada autonomia financeira e administrativa, podendo propor ao Poder Legislativo a criação e extinção dos seus cargos, alteração da organização e dos serviços auxiliares, provendo-os por concurso público de provas e títulos.” “Art. 88 - São partes legítimas para propor ação direta de inconstitucionalidade de lei ou ato normativo estadual ou municipal, em face desta Constituição: (...) § 4... - Quando o Tribunal de Justiça apreciar a inconstitucionalidade, em tese, de norma legal ou ato normativo estadual, citará previamente o Procurador-Geral do Estado ou o Procurador-Geral da Assembléia Legislativa, que defenderá o ato ou texto impugnado ou, em se tratando de norma municipal, o Prefeito Municipal, para a mesma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5519936. Supremo Tribunal Federal 19/02/2014 PLENÁRIO AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 119 RONDÔNIA RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI REQTE.(S) :GOVERNADOR DO ESTADO DE RONDÔNIA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE RONDÔNIA INTDO.(A/S) :ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DE RONDÔNIA RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Cuida-se de ação direta de inconstitucionalidade ajuizada pelo Governador do Estado de Rondônia, em 24 de outubro de 1989, tendo por objeto a íntegra dos arts. 272 e 102 , IV, e de partes dos arts. 50, 88, § 4..., e 101, todos da Constituição estadual, bem como o art. 37 das Disposições Constitucionais Transitórias. Eis o teor das normas impugnadas (em negrito as expressões questionadas): “Art. 50 - Ao Tribunal de Contas do Estado é assegurada autonomia financeira e administrativa, podendo propor ao Poder Legislativo a criação e extinção dos seus cargos, alteração da organização e dos serviços auxiliares, provendo-os por concurso público de provas e títulos.” “Art. 88 - São partes legítimas para propor ação direta de inconstitucionalidade de lei ou ato normativo estadual ou municipal, em face desta Constituição: (...) § 4... - Quando o Tribunal de Justiça apreciar a inconstitucionalidade, em tese, de norma legal ou ato normativo estadual, citará previamente o Procurador-Geral do Estado ou o Procurador-Geral da Assembléia Legislativa, que defenderá o ato ou texto impugnado ou, em se tratando de norma municipal, o Prefeito Municipal, para a mesma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5519936. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 24 Relatório ADI 119 / RO finalidade.” “Art. 101. São funções institucionais do Ministério Público, as estatuídas no art. 129 da Constituição Federal, podendo este representar ao Tribunal de Contas do Estado sobre irregularidades ou ilegalidades no processamento das contas públicas, bem como solicitar inspeções e auditorias financeiras em Prefeituras, Câmaras Municipais, órgãos da administração direta e indireta do Estado e dos Municípios, inclusive fundações e sociedades instituídas e mantidas pelo poder público.” “Art. 102. O Ministério Público será organizado em carreira, obedecidos os seguintes princípios: (...) IV – aposentadoria voluntária, aos vinte e cinco anos de serviço, ou aos sessenta e cinco anos de idade, se homem, e aos sessenta, se mulher, com proventos proporcionais ao tempo de serviço;” “Art. 272 - Os ex-Deputados da Assembléia Legislativa do Estado de Rondônia que forem servidores públicos, vencida a legislatura, optarão pelo seu retorno ao órgão de origem ou ficarão em disponibilidade.” “Art. 37. (Das Disposições Constitucionais Transitórias) Fica anistiada a dívida existente entre a Assembléia Legislativa e o IPERON – Instituto de Previdência do Estado de Rondônia, até o mês de março de 1989”(grifos nossos). Alega o autor que a previsão de autonomia financeira do Tribunal de Contas Estadual, contida no art. 50 da Carta estadual, vulnera os arts. 2...; 25; 165, § 5..., I; e 73 da Constituição Federal, uma vez que, a teor do art. 96 da Lei Maior, tal previsão não poderia ser estendida à Corte Administrativa. Em relação ao art. 88, § 4..., o autor sustenta que a expressão “ou o 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5519936. Supremo Tribunal Federal ADI 119 / RO finalidade.” “Art. 101. São funções institucionais do Ministério Público, as estatuídas no art. 129 da Constituição Federal, podendo este representar ao Tribunal de Contas do Estado sobre irregularidades ou ilegalidades no processamento das contas públicas, bem como solicitar inspeções e auditorias financeiras em Prefeituras, Câmaras Municipais, órgãos da administração direta e indireta do Estado e dos Municípios, inclusive fundações e sociedades instituídas e mantidas pelo poder público.” “Art. 102. O Ministério Público será organizado em carreira, obedecidos os seguintes princípios: (...) IV – aposentadoria voluntária, aos vinte e cinco anos de serviço, ou aos sessenta e cinco anos de idade, se homem, e aos sessenta, se mulher, com proventos proporcionais ao tempo de serviço;” “Art. 272 - Os ex-Deputados da Assembléia Legislativa do Estado de Rondônia que forem servidores públicos, vencida a legislatura, optarão pelo seu retorno ao órgão de origem ou ficarão em disponibilidade.” “Art. 37. (Das Disposições Constitucionais Transitórias) Fica anistiada a dívida existente entre a Assembléia Legislativa e o IPERON – Instituto de Previdência do Estado de Rondônia, até o mês de março de 1989”(grifos nossos). Alega o autor que a previsão de autonomia financeira do Tribunal de Contas Estadual, contida no art. 50 da Carta estadual, vulnera os arts. 2...; 25; 165, § 5..., I; e 73 da Constituição Federal, uma vez que, a teor do art. 96 da Lei Maior, tal previsão não poderia ser estendida à Corte Administrativa. Em relação ao art. 88, § 4..., o autor sustenta que a expressão “ou o 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5519936. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 24 Relatório ADI 119 / RO Procurador-Geral da Assembleia Legislativa” seria inconstitucional, sob a alegação de que a representação judicial da unidade federada compete ao Procurador-Geral do Estado, nos termos dos arts. 132 da Constituição Federal e 69 dos Atos das Disposições Constitucionais Transitórias, bem como de que haveria ofensa ao princípio da simetria, já que função semelhante seria atribuída, em âmbito federal, ao Advogado-Geral da União. Por outro lado, afirma a ocorrência de inconstitucionalidade formal, por desrespeito à competência da União para legislar sobre processo civil. Busca, ademais, o requerente a declaração de inconstitucionalidade de parte do art. 101 da Constituição estadual, a qual autoriza o Ministério Público local a solicitar inspeções e auditorias financeiras nos órgãos municipais e estaduais. Segundo afirma, não é possível a extensão das competências ministeriais, nos termos do art. 129 da Constituição Federal, o que somente se legitimaria após a edição de lei complementar e por intermédio do regular processo legislativo ordinário. Além disso, tais faculdades, típicas da Assembleia Legislativa e das câmaras municipais, não poderiam ser transferidas para órgão cujas funções institucionais fossem diversas. Já em relação ao art. 102, IV, ora impugnado, afirma o autor que o mencionado dispositivo fere os arts. 96, VI; 129, IX e § 4...; e 202, III e § 1..., da Constituição Federal, pois o constituinte estadual teria firmado discriminação em relação à Magistratura, à qual o Ministério Público deve ser atrelado, em matéria de aposentadoria, consoante determinação do art. 129, IX, § 4..., da Constituição Federal de 1988. Ademais, a norma questionada não teria guardado pertinência com a disposição contida na Constituição Federal. No tocante ao art. 272 da Carta estadual, sustenta o Governador que o pedido de declaração de inconstitucionalidade resulta da frontal incompatibilidade da regra com os arts. 2...; 25; 41, § 3...; 61, § 1..., I; 84, II; e 84, XXV, da Constituição Federal. Por fim, aduz que o art. 37 das Disposições Constitucionais Transitórias vulneraria os arts. 150, § 6...; 48, VIII; 165, §§ 5... e 6..., todos da Constituição Federal, uma vez que a anistia somente pode ser concedida 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5519936. Supremo Tribunal Federal ADI 119 / RO Procurador-Geral da Assembleia Legislativa” seria inconstitucional, sob a alegação de que a representação judicial da unidade federada compete ao Procurador-Geral do Estado, nos termos dos arts. 132 da Constituição Federal e 69 dos Atos das Disposições Constitucionais Transitórias, bem como de que haveria ofensa ao princípio da simetria, já que função semelhante seria atribuída, em âmbito federal, ao Advogado-Geral da União. Por outro lado, afirma a ocorrência de inconstitucionalidade formal, por desrespeito à competência da União para legislar sobre processo civil. Busca, ademais, o requerente a declaração de inconstitucionalidade de parte do art. 101 da Constituição estadual, a qual autoriza o Ministério Público local a solicitar inspeções e auditorias financeiras nos órgãos municipais e estaduais. Segundo afirma, não é possível a extensão das competências ministeriais, nos termos do art. 129 da Constituição Federal, o que somente se legitimaria após a edição de lei complementar e por intermédio do regular processo legislativo ordinário. Além disso, tais faculdades, típicas da Assembleia Legislativa e das câmaras municipais, não poderiam ser transferidas para órgão cujas funções institucionais fossem diversas. Já em relação ao art. 102, IV, ora impugnado, afirma o autor que o mencionado dispositivo fere os arts. 96, VI; 129, IX e § 4...; e 202, III e § 1..., da Constituição Federal, pois o constituinte estadual teria firmado discriminação em relação à Magistratura, à qual o Ministério Público deve ser atrelado, em matéria de aposentadoria, consoante determinação do art. 129, IX, § 4..., da Constituição Federal de 1988. Ademais, a norma questionada não teria guardado pertinência com a disposição contida na Constituição Federal. No tocante ao art. 272 da Carta estadual, sustenta o Governador que o pedido de declaração de inconstitucionalidade resulta da frontal incompatibilidade da regra com os arts. 2...; 25; 41, § 3...; 61, § 1..., I; 84, II; e 84, XXV, da Constituição Federal. Por fim, aduz que o art. 37 das Disposições Constitucionais Transitórias vulneraria os arts. 150, § 6...; 48, VIII; 165, §§ 5... e 6..., todos da Constituição Federal, uma vez que a anistia somente pode ser concedida 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5519936. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 24 Relatório ADI 119 / RO por intermédio de lei específica, mediante regular processo legislativo e com a participação do chefe do Executivo por meio da sanção. Em resposta à solicitação de informações, a Assembleia Legislativa do Estado de Rondônia (fls. 37/59) defendeu a constitucionalidade dos dispositivos, haja vista que, na elaboração da Constituição estadual teriam sido atendidos os princípios estabelecidos na Carta Magna, o que não significa “cega conformação dos dispositivos constitucionais dos Estados aos da Constituição Federal” (fl. 38). O autor, no intuito de suspender, desde logo, a eficácia do art. 272 da Constituição do Estado, ingressou com medida cautelar incidental, autuada nesta Corte como Pet n 999/RO e distribuída por prevenção ao Ministro Celso de Mello. A medida liminar foi deferida em deliberação plenária, conforme a seguinte ementa: “MEDIDA CAUTELAR INCIDENTAL - POSTULAÇÃO DEDUZIDA POR GOVERNADOR DE ESTADO NO CURSO DE PROCESSO DE FISCALIZAÇÃO NORMATIVA ABSTRATA - NECESSÁRIA CONFORMAÇÃO DO ORDENAMENTO NORMATIVO DO ESTADO-MEMBRO AO MODELO JURÍDICO QUE REGE, NO PLANO DO SISTEMA CONSTITUCIONAL, O TEMA DA DISPONIBILIDADE REMUNERADA (Constituição Federal de 1988, ART. 41, §§ 2... E 3...) - DOUTRINA E PRECEDENTE DO Supremo Tribunal Federal - OCORRÊNCIA, NA ESPÉCIE, DOS PRESSUPOSTOS LEGITIMADORES DA CONCESSÃO DO PROVIMENTO CAUTELAR - MEDIDA CAUTELAR DEFERIDA” (DJ de 17/06/05). O Advogado-Geral da União (fls. 63/76) manifestou-se pela improcedência do pedido, entendendo que foi dado a cada estado o poder de elaborar a sua própria Constituição, tendo por balizamento os princípios da Constituição Federal, e não toda e qualquer matéria nela disciplinada. No seu parecer, ressaltou o Procurador-Geral da República (fls. 78/86): 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5519936. Supremo Tribunal Federal ADI 119 / RO por intermédio de lei específica, mediante regular processo legislativo e com a participação do chefe do Executivo por meio da sanção. Em resposta à solicitação de informações, a Assembleia Legislativa do Estado de Rondônia (fls. 37/59) defendeu a constitucionalidade dos dispositivos, haja vista que, na elaboração da Constituição estadual teriam sido atendidos os princípios estabelecidos na Carta Magna, o que não significa “cega conformação dos dispositivos constitucionais dos Estados aos da Constituição Federal” (fl. 38). O autor, no intuito de suspender, desde logo, a eficácia do art. 272 da Constituição do Estado, ingressou com medida cautelar incidental, autuada nesta Corte como Pet n 999/RO e distribuída por prevenção ao Ministro Celso de Mello. A medida liminar foi deferida em deliberação plenária, conforme a seguinte ementa: “MEDIDA CAUTELAR INCIDENTAL - POSTULAÇÃO DEDUZIDA POR GOVERNADOR DE ESTADO NO CURSO DE PROCESSO DE FISCALIZAÇÃO NORMATIVA ABSTRATA - NECESSÁRIA CONFORMAÇÃO DO ORDENAMENTO NORMATIVO DO ESTADO-MEMBRO AO MODELO JURÍDICO QUE REGE, NO PLANO DO SISTEMA CONSTITUCIONAL, O TEMA DA DISPONIBILIDADE REMUNERADA (Constituição Federal de 1988, ART. 41, §§ 2... E 3...) - DOUTRINA E PRECEDENTE DO Supremo Tribunal Federal - OCORRÊNCIA, NA ESPÉCIE, DOS PRESSUPOSTOS LEGITIMADORES DA CONCESSÃO DO PROVIMENTO CAUTELAR - MEDIDA CAUTELAR DEFERIDA” (DJ de 17/06/05). O Advogado-Geral da União (fls. 63/76) manifestou-se pela improcedência do pedido, entendendo que foi dado a cada estado o poder de elaborar a sua própria Constituição, tendo por balizamento os princípios da Constituição Federal, e não toda e qualquer matéria nela disciplinada. No seu parecer, ressaltou o Procurador-Geral da República (fls. 78/86): 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5519936. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 24 Relatório ADI 119 / RO i) a prejudicialidade da ação em relação ao art. 102 da Constituição do Estado de Rondônia, dada a alteração promovida pela Emenda Constitucional n 20/98 nas regras de aposentadoria dos servidores públicos, magistrados e membros do Medida Provisória; ii) a inconstitucionalidade do art. 37 das Disposições Constitucionais Transitórias, da integralidade do art. 272 e das expressões impugnadas pelo autor, albergadas nos arts. 88, § 4..., e 101, todos da Constituição Estadual; iii) a improcedência do pedido em relação à expressão autonomia “financeira”, contida no art. 50 daquele texto constitucional, haja vista a Constituição Federal ter atribuído ao Tribunais de Contas da União as mesmas prerrogativas ofertadas ao Poder Judiciário. Questionada sobre a vigência dos dispositivos impugnados, a Assembleia Legislativa do Estado de Rondônia informou, às fls. 112/113, que os arts. 101 e 102, inciso IV, da Constituição estadual tiveram suas redações modificadas por meio da Emenda Constitucional estadual n 20/2001, permanecendo os demais textos questionados sem alterações. É o relatório. 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5519936. Supremo Tribunal Federal ADI 119 / RO i) a prejudicialidade da ação em relação ao art. 102 da Constituição do Estado de Rondônia, dada a alteração promovida pela Emenda Constitucional n 20/98 nas regras de aposentadoria dos servidores públicos, magistrados e membros do Medida Provisória; ii) a inconstitucionalidade do art. 37 das Disposições Constitucionais Transitórias, da integralidade do art. 272 e das expressões impugnadas pelo autor, albergadas nos arts. 88, § 4..., e 101, todos da Constituição Estadual; iii) a improcedência do pedido em relação à expressão autonomia “financeira”, contida no art. 50 daquele texto constitucional, haja vista a Constituição Federal ter atribuído ao Tribunais de Contas da União as mesmas prerrogativas ofertadas ao Poder Judiciário. Questionada sobre a vigência dos dispositivos impugnados, a Assembleia Legislativa do Estado de Rondônia informou, às fls. 112/113, que os arts. 101 e 102, inciso IV, da Constituição estadual tiveram suas redações modificadas por meio da Emenda Constitucional estadual n 20/2001, permanecendo os demais textos questionados sem alterações. É o relatório. 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5519936. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 24 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI 19/02/2014 PLENÁRIO AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 119 RONDÔNIA VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Trata-se de ação direta de inconstitucionalidade proposta pelo Governador do Estado de Rondônia impugnando diversos artigos e expressões da Constituição do Estado, promulgada em 28 de setembro de 1989, pouco depois do exercício pela Assembleia local do Poder Constituinte Decorrente. Passo, então, à análise dos dispositivos impugnados. A) Artigos 101 e 102, IV, da Constituição estadual: prejudicialidade (alteração substancial promovida pela Emenda Constitucional estadual n 20/2001) Impende, de início, consignar que, a teor das informações prestadas pela Assembleia Legislativa do Estado de Rondônia, os arts. 101 e 102 da Constituição do Estado, os quais delineavam as competências e as prerrogativas do ministério público local e de seus membros, sofreram substanciais alterações com a Emenda Constitucional estadual n 20/2001, de forma que restaram descaracterizadas as previsões originalmente neles contidas. Isso pode ser conferido mediante o simples cotejo dos textos: Redação originária: “Art. 101. São funções institucionais do Ministério Público, as estatuídas no art. 129 da Constituição Federal, podendo este representar ao Tribunal de Contas do Estado sobre irregularidades ou ilegalidades no processamento das contas públicas, bem como solicitar inspeções e auditorias financeiras em Prefeituras, Câmaras Municipais, órgãos da administração direta e indireta do Estado e dos Municípios, inclusive fundações e sociedades instituídas e mantidas pelo Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5458351. Supremo Tribunal Federal 19/02/2014 PLENÁRIO AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 119 RONDÔNIA VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Trata-se de ação direta de inconstitucionalidade proposta pelo Governador do Estado de Rondônia impugnando diversos artigos e expressões da Constituição do Estado, promulgada em 28 de setembro de 1989, pouco depois do exercício pela Assembleia local do Poder Constituinte Decorrente. Passo, então, à análise dos dispositivos impugnados. A) Artigos 101 e 102, IV, da Constituição estadual: prejudicialidade (alteração substancial promovida pela Emenda Constitucional estadual n 20/2001) Impende, de início, consignar que, a teor das informações prestadas pela Assembleia Legislativa do Estado de Rondônia, os arts. 101 e 102 da Constituição do Estado, os quais delineavam as competências e as prerrogativas do ministério público local e de seus membros, sofreram substanciais alterações com a Emenda Constitucional estadual n 20/2001, de forma que restaram descaracterizadas as previsões originalmente neles contidas. Isso pode ser conferido mediante o simples cotejo dos textos: Redação originária: “Art. 101. São funções institucionais do Ministério Público, as estatuídas no art. 129 da Constituição Federal, podendo este representar ao Tribunal de Contas do Estado sobre irregularidades ou ilegalidades no processamento das contas públicas, bem como solicitar inspeções e auditorias financeiras em Prefeituras, Câmaras Municipais, órgãos da administração direta e indireta do Estado e dos Municípios, inclusive fundações e sociedades instituídas e mantidas pelo Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5458351. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 24 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ADI 119 / RO poder público. Art. 102. O Ministério Público será organizado em carreira, obedecidos os seguintes princípios: (...) IV – aposentadoria voluntária, aos vinte e cinco anos de serviço, ou aos sessenta e cinco anos de idade, se homem, e aos sessenta, se mulher, com proventos proporcionais ao tempo de serviço;” Emenda Constitucional n 20/2001: “Art. 101. São funções institucionais do Ministério Público: I – promover, privativamente, a ação penal pública, na forma da lei; II – zelar pelo efetivo respeito dos poderes públicos e dos serviços de relevância pública aos direitos assegurados nesta Constituição, promovendo as medidas necessárias à sua garantia. Art. 102. Aplica-se ao Ministério Público, no que couber, o disposto no artigo 93, II e VI e artigo 129, incisos e parágrafos da Constituição Federal.” A jurisprudência da Corte assentou-se no sentido da prejudicialidade do exercício do controle abstrato de normas, por meio de ação direta de inconstitucionalidade, quando as previsões supostamente afrontadoras da Constituição Federal não mais permaneçam vigentes. A saber: ADI n 2.118/AL, Tribunal Pleno, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 5/8/10; ADI n 2.006/DF, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Eros Grau, DJe de 10/10/08. Dessa forma, a apreciação do pedido em relação ao art. 102, inciso IV, e à parte do art. 101 que autorizava o ministério público a “solicitar inspeções e auditorias financeiras em Prefeituras, Câmaras Municipais, órgãos da administração direta e indireta do Estado e dos Municípios, inclusive fundações e sociedades instituídas e mantidas pelo poder público”, ambas da Constituição do Estado de Rondônia, resta prejudicada, diante das radicais modificações normativas promovidas 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5458351. Supremo Tribunal Federal ADI 119 / RO poder público. Art. 102. O Ministério Público será organizado em carreira, obedecidos os seguintes princípios: (...) IV – aposentadoria voluntária, aos vinte e cinco anos de serviço, ou aos sessenta e cinco anos de idade, se homem, e aos sessenta, se mulher, com proventos proporcionais ao tempo de serviço;” Emenda Constitucional n 20/2001: “Art. 101. São funções institucionais do Ministério Público: I – promover, privativamente, a ação penal pública, na forma da lei; II – zelar pelo efetivo respeito dos poderes públicos e dos serviços de relevância pública aos direitos assegurados nesta Constituição, promovendo as medidas necessárias à sua garantia. Art. 102. Aplica-se ao Ministério Público, no que couber, o disposto no artigo 93, II e VI e artigo 129, incisos e parágrafos da Constituição Federal.” A jurisprudência da Corte assentou-se no sentido da prejudicialidade do exercício do controle abstrato de normas, por meio de ação direta de inconstitucionalidade, quando as previsões supostamente afrontadoras da Constituição Federal não mais permaneçam vigentes. A saber: ADI n 2.118/AL, Tribunal Pleno, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 5/8/10; ADI n 2.006/DF, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Eros Grau, DJe de 10/10/08. Dessa forma, a apreciação do pedido em relação ao art. 102, inciso IV, e à parte do art. 101 que autorizava o ministério público a “solicitar inspeções e auditorias financeiras em Prefeituras, Câmaras Municipais, órgãos da administração direta e indireta do Estado e dos Municípios, inclusive fundações e sociedades instituídas e mantidas pelo poder público”, ambas da Constituição do Estado de Rondônia, resta prejudicada, diante das radicais modificações normativas promovidas 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5458351. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 24 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ADI 119 / RO pelo constituinte estadual. B) Artigo 37 do ADCT da Constituição do Estado de Rondônia: prejudicialidade (norma de eficácia exaurida) Dirige o autor, ademais, o pedido de declaração de inconstitucionalidade contra o art. 37 do ADCT da Constituição do Estado de Rondônia, por meio do qual foi anistiada a dívida da Assembleia Legislativa em relação ao Instituto de Previdência do Estado de Rondônia (IPERON), referente à contribuição previdenciária dos servidores da Assembleia Legislativa consolidada até o mês de março de 1989. Segundo o Governador, houve violação da redação original do art. 150, § 6..., da Constituição Federal, o qual exigia a edição de lei específica para a concessão de anistia de caráter tributário. É bem verdade que esta Corte, no julgamento da ADI n 155/SC, apreciando o deferimento do benefício fiscal de ICMS estampado no Ato das Disposições Constitucionais Transitórias da Constituição do Estado de Santa Catarina, firmou a inconstitucionalidade da norma transitória. Assentou-se naquela oportunidade: “Inconstitucionalidade, por contrariar o processo legislativo decorrente do art. 150, § 6..., da Constituição Federal (onde se exige a edição de lei ordinária específica), bem como do princípio da independência dos Poderes (art. 2...), a anistia tributária concedida pelo art. 34, e seus parágrafos, do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias, de 1989, do Estado de Santa Catarina” (ADI n 155/SC, Relator o Ministro Octavio Gallotti, DJ de 8/9/2000). Como se vê, a princípio, de acordo com o precedente da Corte, estaria eivado de inconstitucionalidade o dispositivo ora impugnado, haja vista o perdão da dívida previdenciária da Assembleia Legislativa ter-se operado via Poder Constituinte Decorrente, sem a participação do Poder 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5458351. Supremo Tribunal Federal ADI 119 / RO pelo constituinte estadual. B) Artigo 37 do ADCT da Constituição do Estado de Rondônia: prejudicialidade (norma de eficácia exaurida) Dirige o autor, ademais, o pedido de declaração de inconstitucionalidade contra o art. 37 do ADCT da Constituição do Estado de Rondônia, por meio do qual foi anistiada a dívida da Assembleia Legislativa em relação ao Instituto de Previdência do Estado de Rondônia (IPERON), referente à contribuição previdenciária dos servidores da Assembleia Legislativa consolidada até o mês de março de 1989. Segundo o Governador, houve violação da redação original do art. 150, § 6..., da Constituição Federal, o qual exigia a edição de lei específica para a concessão de anistia de caráter tributário. É bem verdade que esta Corte, no julgamento da ADI n 155/SC, apreciando o deferimento do benefício fiscal de ICMS estampado no Ato das Disposições Constitucionais Transitórias da Constituição do Estado de Santa Catarina, firmou a inconstitucionalidade da norma transitória. Assentou-se naquela oportunidade: “Inconstitucionalidade, por contrariar o processo legislativo decorrente do art. 150, § 6..., da Constituição Federal (onde se exige a edição de lei ordinária específica), bem como do princípio da independência dos Poderes (art. 2...), a anistia tributária concedida pelo art. 34, e seus parágrafos, do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias, de 1989, do Estado de Santa Catarina” (ADI n 155/SC, Relator o Ministro Octavio Gallotti, DJ de 8/9/2000). Como se vê, a princípio, de acordo com o precedente da Corte, estaria eivado de inconstitucionalidade o dispositivo ora impugnado, haja vista o perdão da dívida previdenciária da Assembleia Legislativa ter-se operado via Poder Constituinte Decorrente, sem a participação do Poder 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5458351. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 24 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ADI 119 / RO Executivo. O preceito, mesmo dotado de status constitucional, violaria o art. 150, § 6..., da Constituição Federal: “Qualquer subsídio ou isenção, redução de base de cálculo, concessão de crédito presumido, anistia ou remissão, relativos a impostos, taxas ou contribuições, só poderá ser concedido mediante lei específica, federal, estadual ou municipal, que regule exclusivamente as matérias acima enumeradas ou o correspondente tributo ou contribuição, sem prejuízo do disposto no art. 155, § 2., XII, g.” Ocorre, contudo, que o art. 37 do ADCT da Constituição do Estado de Rondônia, ora questionado, refere-se às dívidas existentes até o mês de março de 1989. Eis o teor da norma impugnada: “Art. 37. Fica anistiada a dívida existente entre a Assembléia Legislativa e o IPERON – Instituto de Previdência do Estado de Rondônia, até o mês de março de 1989.” Assim sendo, o dispositivo constitucional já produziu todos os seus efeitos jurídicos, tratando-se de norma de eficácia exaurida. Ademais, em virtude do transcurso do tempo, todas as relações jurídicas por ela reguladas já se efetivaram e eventual declaração de inconstitucionalidade na atualidade careceria de qualquer efeito prático. Isso porque, mesmo que restabelecida a dívida previdenciária da Assembleia Legislativa, o Instituto de Previdência do Estado de Rondônia (IPERON) ficaria obstado de promover qualquer execução do crédito tributário, ante a ocorrência da decadência prevista no Código Tributário Nacional. Logo, revelar-se-ia inútil eventual declaração de inconstitucionalidade da norma impugnada, já que não subsistiriam quaisquer efeitos jurídicos a serem regulados, frustrando-se, assim, a finalidade da ação direta de inconstitucionalidade. Nesses casos, tem decidido este Supremo Tribunal Federal ser inviável ação direta de inconstitucionalidade que tenha por objeto norma 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5458351. Supremo Tribunal Federal ADI 119 / RO Executivo. O preceito, mesmo dotado de status constitucional, violaria o art. 150, § 6..., da Constituição Federal: “Qualquer subsídio ou isenção, redução de base de cálculo, concessão de crédito presumido, anistia ou remissão, relativos a impostos, taxas ou contribuições, só poderá ser concedido mediante lei específica, federal, estadual ou municipal, que regule exclusivamente as matérias acima enumeradas ou o correspondente tributo ou contribuição, sem prejuízo do disposto no art. 155, § 2., XII, g.” Ocorre, contudo, que o art. 37 do ADCT da Constituição do Estado de Rondônia, ora questionado, refere-se às dívidas existentes até o mês de março de 1989. Eis o teor da norma impugnada: “Art. 37. Fica anistiada a dívida existente entre a Assembléia Legislativa e o IPERON – Instituto de Previdência do Estado de Rondônia, até o mês de março de 1989.” Assim sendo, o dispositivo constitucional já produziu todos os seus efeitos jurídicos, tratando-se de norma de eficácia exaurida. Ademais, em virtude do transcurso do tempo, todas as relações jurídicas por ela reguladas já se efetivaram e eventual declaração de inconstitucionalidade na atualidade careceria de qualquer efeito prático. Isso porque, mesmo que restabelecida a dívida previdenciária da Assembleia Legislativa, o Instituto de Previdência do Estado de Rondônia (IPERON) ficaria obstado de promover qualquer execução do crédito tributário, ante a ocorrência da decadência prevista no Código Tributário Nacional. Logo, revelar-se-ia inútil eventual declaração de inconstitucionalidade da norma impugnada, já que não subsistiriam quaisquer efeitos jurídicos a serem regulados, frustrando-se, assim, a finalidade da ação direta de inconstitucionalidade. Nesses casos, tem decidido este Supremo Tribunal Federal ser inviável ação direta de inconstitucionalidade que tenha por objeto norma 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5458351. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 24 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ADI 119 / RO de eficácia exaurida, com a consequente extinção anômala do processo de controle normativo abstrato, tal como sucede na presente hipótese. Nesse sentido, é vasta a jurisprudência desta Colenda Corte: ADI n 1.979/SC- MC, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Marco Aurélio, DJ de 29/9/06; ADI n 885/DF, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Néri da Silveira, DJ de 31/8/01; ADI n 1.599/DF-MC, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Maurício Corrêa, DJ de 18/5/01; ADI n 612/RJ-QO, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Celso de Mello, DJ de 6/5/94. Julgo, portanto, prejudicada a ação também nesse ponto. C) Art. 50 da Constituição Estadual: concessão de autonomia financeira e administrativa ao Tribunal de Contas do Estado – constitucionalidade. O autor ataca trecho do art. 50 da Carta estadual, que, tendo por premissa a fixação das competências e das garantias do tribunal de contas local, a ele outorgou, além da capacidade de autogestão, autonomia de caráter financeiro. É de se notar que o texto estadual não inova na previsão. Numa análise sistemática da Constituição Federal, vê-se que são dadas ao Tribunal de Contas da União as mesmas garantias dos tribunais do Poder Judiciário, na forma dos arts. 73 e 96, o que inclui a autonomia financeira. Na lição de Hugo Nigro Mazzilli, “autonomia financeira é a capacidade de elaboração da proposta orçamentária e de gestão e aplicação dos recursos destinados a prover as atividades e serviços do órgão titular da dotação. Essa autonomia pressupõe a existência de dotações que possam ser livremente administradas, aplicadas e remanejadas pela unidade orçamentária a que foram destinadas” (O Ministério Público na Constituição de 1988 . São Paulo: Saraiva, 1989. p. 61). 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5458351. Supremo Tribunal Federal ADI 119 / RO de eficácia exaurida, com a consequente extinção anômala do processo de controle normativo abstrato, tal como sucede na presente hipótese. Nesse sentido, é vasta a jurisprudência desta Colenda Corte: ADI n 1.979/SC- MC, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Marco Aurélio, DJ de 29/9/06; ADI n 885/DF, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Néri da Silveira, DJ de 31/8/01; ADI n 1.599/DF-MC, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Maurício Corrêa, DJ de 18/5/01; ADI n 612/RJ-QO, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Celso de Mello, DJ de 6/5/94. Julgo, portanto, prejudicada a ação também nesse ponto. C) Art. 50 da Constituição Estadual: concessão de autonomia financeira e administrativa ao Tribunal de Contas do Estado – constitucionalidade. O autor ataca trecho do art. 50 da Carta estadual, que, tendo por premissa a fixação das competências e das garantias do tribunal de contas local, a ele outorgou, além da capacidade de autogestão, autonomia de caráter financeiro. É de se notar que o texto estadual não inova na previsão. Numa análise sistemática da Constituição Federal, vê-se que são dadas ao Tribunal de Contas da União as mesmas garantias dos tribunais do Poder Judiciário, na forma dos arts. 73 e 96, o que inclui a autonomia financeira. Na lição de Hugo Nigro Mazzilli, “autonomia financeira é a capacidade de elaboração da proposta orçamentária e de gestão e aplicação dos recursos destinados a prover as atividades e serviços do órgão titular da dotação. Essa autonomia pressupõe a existência de dotações que possam ser livremente administradas, aplicadas e remanejadas pela unidade orçamentária a que foram destinadas” (O Ministério Público na Constituição de 1988 . São Paulo: Saraiva, 1989. p. 61). 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5458351. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 24 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ADI 119 / RO Além disso, é comum o estabelecimento de autonomia financeira a determinados órgãos e entidades, em razão da relevância institucional das funções desempenhadas, no mais das vezes atreladas às atividades de controle e de fiscalização, e da necessária independência de atuação dos seus membros. Assim o é em relação ao ministério público e à defensoria pública, a teor dos arts. 127, §§ 2... e 3..., e 134, § 2..., da Constituição Federal. Aos Tribunais de Contas, por conseguinte, tendo em conta a alta relevância dos serviços prestados no controle externo da administração pública, é a eles atribuída autonomia de caráter administrativo e financeiro, como salvaguarda para o desempenho de suas funções de maneira independente. Nesse particular, ainda segundo o magistério de Hugo Nigro Mazzilli, “[t]al autonomia é inerente aos órgãos funcionalmente independentes, como são o Ministério Público e os Tribunais de Contas, os quais não poderiam realizar plenamente as suas funções se ficassem na dependência financeira de outro órgão controlador de suas dotações" (op. cit., p .61). Dessa forma, conforme reconhecido pela Constituição de 1988 e por esta Suprema Corte, gozam as cortes de contas do país, inclusive as estaduais, das prerrogativas do autogoverno e da autonomia financeira. Nesse sentido, há pronunciamentos deste Supremo Tribunal Federal nos seguintes julgados: ADI n 4.418/TO-MC e ADI n 4.421/TO-MC, ambos de minha relatoria; ADI n 1.994/ES, Rel. Min. Eros Grau, DJ de 8/9/06; ADI n 789/DF, Rel. Min. Celso de Mello, DJ de 19/12/94. Não vislumbro, pois, vício de inconstitucionalidade no art. 50 da Carta estadual. D) Artigo 272 da Constituição de Rondônia: opção pelos deputados estaduais, quando servidores públicos, de retornar ao órgão de origem ou ficar em disponibilidade após o encerramento da legislatura - inconstitucionalidade. 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5458351. Supremo Tribunal Federal ADI 119 / RO Além disso, é comum o estabelecimento de autonomia financeira a determinados órgãos e entidades, em razão da relevância institucional das funções desempenhadas, no mais das vezes atreladas às atividades de controle e de fiscalização, e da necessária independência de atuação dos seus membros. Assim o é em relação ao ministério público e à defensoria pública, a teor dos arts. 127, §§ 2... e 3..., e 134, § 2..., da Constituição Federal. Aos Tribunais de Contas, por conseguinte, tendo em conta a alta relevância dos serviços prestados no controle externo da administração pública, é a eles atribuída autonomia de caráter administrativo e financeiro, como salvaguarda para o desempenho de suas funções de maneira independente. Nesse particular, ainda segundo o magistério de Hugo Nigro Mazzilli, “[t]al autonomia é inerente aos órgãos funcionalmente independentes, como são o Ministério Público e os Tribunais de Contas, os quais não poderiam realizar plenamente as suas funções se ficassem na dependência financeira de outro órgão controlador de suas dotações" (op. cit., p .61). Dessa forma, conforme reconhecido pela Constituição de 1988 e por esta Suprema Corte, gozam as cortes de contas do país, inclusive as estaduais, das prerrogativas do autogoverno e da autonomia financeira. Nesse sentido, há pronunciamentos deste Supremo Tribunal Federal nos seguintes julgados: ADI n 4.418/TO-MC e ADI n 4.421/TO-MC, ambos de minha relatoria; ADI n 1.994/ES, Rel. Min. Eros Grau, DJ de 8/9/06; ADI n 789/DF, Rel. Min. Celso de Mello, DJ de 19/12/94. Não vislumbro, pois, vício de inconstitucionalidade no art. 50 da Carta estadual. D) Artigo 272 da Constituição de Rondônia: opção pelos deputados estaduais, quando servidores públicos, de retornar ao órgão de origem ou ficar em disponibilidade após o encerramento da legislatura - inconstitucionalidade. 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5458351. Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 24 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ADI 119 / RO Resultado diverso, porém, deve ser proclamado no concernente ao art. 272 da Constituição estadual, que trata da possibilidade de os ex- deputados estaduais titulares de cargo público optarem por permanecer em disponibilidade após o encerramento da legislatura. Remanescem, no caso, as razões embasadoras da concessão da medida cautelar para a suspensão do dispositivo. Eis o cerne do voto do Ministro Celso de Mello, proferido quando do julgamento da Pet n 999: “O instituto da disponibilidade remunerada, desse modo, ainda que suscetível de disciplinação normativa em sede legal, encontra, no texto da Constituição da República, a sede exclusiva de definição dos pressupostos essenciais à sua aplicação. Isso significa , portanto, que, residindo, na própria Carta Federal, a 'sedes materiae' pertinente ao delineamento desse instituto de direito administrativo, impõe-se ao legislador - mesmo cuidando-se do legislador constituinte estadual - a necessária observância do dever de conformação jurídico- normativa, de tal modo que não se revelará lícito, ao Estado- membro, nesse tema, inovar no tratamento da questão. Torna-se imperioso admitir , pois, em conseqüência do parâmetro subordinante que emerge do art. 41, §§ 2... e 3..., da Constituição Federal, que se apresenta virtualmente nulo - no que concerne à definição dos seus 'essentialia' e pressupostos de incidência - o espaço de liberdade decisória que se oferece ao legislador local no regramento do instituto da disponibilidade remunerada. A disponibilidade remunerada traduz, na realidade, uma importante garantia de índole constitucional instituída em favor do agente público civil estável (Constituição Federal de 1988, art. 41, § 3...). Essa garantia de ordem subjetiva, tradicional em nosso constitucionalismo republicano desde 1934, só pode ser estendida ao servidor público civil estável - ressalvada a hipótese prevista na parte final do § 2... do art. 41 da Carta Política -, desde que o cargo por ele titularizado, consoante 7 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5458351. Supremo Tribunal Federal ADI 119 / RO Resultado diverso, porém, deve ser proclamado no concernente ao art. 272 da Constituição estadual, que trata da possibilidade de os ex- deputados estaduais titulares de cargo público optarem por permanecer em disponibilidade após o encerramento da legislatura. Remanescem, no caso, as razões embasadoras da concessão da medida cautelar para a suspensão do dispositivo. Eis o cerne do voto do Ministro Celso de Mello, proferido quando do julgamento da Pet n 999: “O instituto da disponibilidade remunerada, desse modo, ainda que suscetível de disciplinação normativa em sede legal, encontra, no texto da Constituição da República, a sede exclusiva de definição dos pressupostos essenciais à sua aplicação. Isso significa , portanto, que, residindo, na própria Carta Federal, a 'sedes materiae' pertinente ao delineamento desse instituto de direito administrativo, impõe-se ao legislador - mesmo cuidando-se do legislador constituinte estadual - a necessária observância do dever de conformação jurídico- normativa, de tal modo que não se revelará lícito, ao Estado- membro, nesse tema, inovar no tratamento da questão. Torna-se imperioso admitir , pois, em conseqüência do parâmetro subordinante que emerge do art. 41, §§ 2... e 3..., da Constituição Federal, que se apresenta virtualmente nulo - no que concerne à definição dos seus 'essentialia' e pressupostos de incidência - o espaço de liberdade decisória que se oferece ao legislador local no regramento do instituto da disponibilidade remunerada. A disponibilidade remunerada traduz, na realidade, uma importante garantia de índole constitucional instituída em favor do agente público civil estável (Constituição Federal de 1988, art. 41, § 3...). Essa garantia de ordem subjetiva, tradicional em nosso constitucionalismo republicano desde 1934, só pode ser estendida ao servidor público civil estável - ressalvada a hipótese prevista na parte final do § 2... do art. 41 da Carta Política -, desde que o cargo por ele titularizado, consoante 7 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5458351. Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 24 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ADI 119 / RO adverte CELSO ANTONIO BANDEIRA DE MELLO ('Curso de Direito Administrativo', p. 139, item n. 46, 4... ed., 1993, Malheiros), 'venha a ser extinto ou declarado desnecessário (§ 3... do art. 41) ou ainda quando, em virtude de reintegração de outrem, seja desalojado do cargo que ocupava sem ter um cargo de origem para regressar a ele (art. 41, § 2..., precitado)'. O preceito impugnado em sede de controle normativo abstrato (ADI 119/RO) parece divorciar-se da disciplina constitucional da disponibilidade remunerada estabelecida no art. 41, §§ 2... e 3..., da Carta Política, além de criar uma situação administrativa exorbitante do direito comum, com possível inobservância, ainda, do regime jurídico que define o estatuto funcional dos servidores públicos, quando no exercício de mandato eletivo (Constituição Federal de 1988, art. 38)” (Tribunal Pleno, DJ de 17/06/95). É importante consignar que, embora tenha ocorrido alteração textual do paradigma invocado, qual seja, do art. 41, § 3..., da Constituição Federal, por meio da Emenda Constitucional n 19/1998, permanece em vigor o substrato semântico da redação anterior, tendo sido acrescida ao texto apenas a previsão de que a remuneração do servidor em disponibilidade tem de ser proporcional ao tempo de serviço. A garantia da disponibilidade remunerada, posta em favor do servidor público, é corolário da aquisição da estabilidade. Foi perfilada na ordem constitucional como salvaguarda do funcionário frente aos infortúnios gerados no âmago da Administração Pública, quando ocorre a extinção do cargo titularizado, a declaração de sua desnecessidade ou a reintegração do pretérito ocupante da posição. Nesse sentido, afigura-se inconstitucional o desvirtuamento do instituto, para tratá-lo como espécie de benefício dado ao ex-detentor de mandato eletivo, ao facultar-lhe, se servidor público, a opção de retorno ou não às atividades após o encerramento da atividade parlamentar. Ressalte-se que o arquétipo constitucional da medida (disponibilidade remunerada) é vinculativo, sendo vedado ao constituinte estadual, ao regulamentar ou delinear as hipóteses de disponibilidade em âmbito local, quebrar as balizas presentes no art. 41, 8 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5458351. Supremo Tribunal Federal ADI 119 / RO adverte CELSO ANTONIO BANDEIRA DE MELLO ('Curso de Direito Administrativo', p. 139, item n. 46, 4... ed., 1993, Malheiros), 'venha a ser extinto ou declarado desnecessário (§ 3... do art. 41) ou ainda quando, em virtude de reintegração de outrem, seja desalojado do cargo que ocupava sem ter um cargo de origem para regressar a ele (art. 41, § 2..., precitado)'. O preceito impugnado em sede de controle normativo abstrato (ADI 119/RO) parece divorciar-se da disciplina constitucional da disponibilidade remunerada estabelecida no art. 41, §§ 2... e 3..., da Carta Política, além de criar uma situação administrativa exorbitante do direito comum, com possível inobservância, ainda, do regime jurídico que define o estatuto funcional dos servidores públicos, quando no exercício de mandato eletivo (Constituição Federal de 1988, art. 38)” (Tribunal Pleno, DJ de 17/06/95). É importante consignar que, embora tenha ocorrido alteração textual do paradigma invocado, qual seja, do art. 41, § 3..., da Constituição Federal, por meio da Emenda Constitucional n 19/1998, permanece em vigor o substrato semântico da redação anterior, tendo sido acrescida ao texto apenas a previsão de que a remuneração do servidor em disponibilidade tem de ser proporcional ao tempo de serviço. A garantia da disponibilidade remunerada, posta em favor do servidor público, é corolário da aquisição da estabilidade. Foi perfilada na ordem constitucional como salvaguarda do funcionário frente aos infortúnios gerados no âmago da Administração Pública, quando ocorre a extinção do cargo titularizado, a declaração de sua desnecessidade ou a reintegração do pretérito ocupante da posição. Nesse sentido, afigura-se inconstitucional o desvirtuamento do instituto, para tratá-lo como espécie de benefício dado ao ex-detentor de mandato eletivo, ao facultar-lhe, se servidor público, a opção de retorno ou não às atividades após o encerramento da atividade parlamentar. Ressalte-se que o arquétipo constitucional da medida (disponibilidade remunerada) é vinculativo, sendo vedado ao constituinte estadual, ao regulamentar ou delinear as hipóteses de disponibilidade em âmbito local, quebrar as balizas presentes no art. 41, 8 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5458351. Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 24 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ADI 119 / RO §§ 2... e 3..., da Carta Magna, ampliando o rol ali consagrado. Ademais, como abordado na cautelar, o dispositivo impugnado destoa do art. 38, I, da Constituição Federal, que à época já preceituava: “Art. 38. Ao servidor público em exercício de mandato eletivo aplicam- se as seguintes disposições: I - tratando-se de mandato eletivo federal, estadual ou distrital, ficará afastado de seu cargo, emprego ou função”. Vê-se que o pressuposto do afastamento é o exercício pelo servidor de mandado eletivo. Extinta sua causa geratriz, nada mais comum que o retorno do ex-mandatário ao desempenho das atividades inerentes ao cargo público por ele titularizado, se não sobrevier razão outra de natureza independente que ampare novo licenciamento. Ressalto, ainda, que, no caso específico do Estado de Rondônia, a Corte, na ADI n 1.255/RO, já declarou a inconstitucionalidade de preceito similar inserido na Constituição estadual pela Emenda n 3/92, que dispunha: “Art. 20 (...) § 10. O servidor que for eleito Deputado Estadual, ao terminar o mandato e retornar ao serviço público, terá garantido o direito à disponibilidade, com todas as vantagens do mais elevado cargo ou função que tenha ocupado”. Naquele caso, verificou-se, igualmente, afronta aos arts. 38 e 41, §§ 2... e 3..., da Carta Política, conforme a ementa seguinte: “AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. ESTADO DE RONDÔNIA. § 10 INTRODUZIDO NO ARTIGO 20 DA CONSTITUIÇÃO ESTADUAL PELA EMENDA CONSTITUCIONAL N. 3/92. Dispositivo que se ressente de inconstitucionalidade material e formal. No primeiro caso, por haver instituído hipótese de 9 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5458351. Supremo Tribunal Federal ADI 119 / RO §§ 2... e 3..., da Carta Magna, ampliando o rol ali consagrado. Ademais, como abordado na cautelar, o dispositivo impugnado destoa do art. 38, I, da Constituição Federal, que à época já preceituava: “Art. 38. Ao servidor público em exercício de mandato eletivo aplicam- se as seguintes disposições: I - tratando-se de mandato eletivo federal, estadual ou distrital, ficará afastado de seu cargo, emprego ou função”. Vê-se que o pressuposto do afastamento é o exercício pelo servidor de mandado eletivo. Extinta sua causa geratriz, nada mais comum que o retorno do ex-mandatário ao desempenho das atividades inerentes ao cargo público por ele titularizado, se não sobrevier razão outra de natureza independente que ampare novo licenciamento. Ressalto, ainda, que, no caso específico do Estado de Rondônia, a Corte, na ADI n 1.255/RO, já declarou a inconstitucionalidade de preceito similar inserido na Constituição estadual pela Emenda n 3/92, que dispunha: “Art. 20 (...) § 10. O servidor que for eleito Deputado Estadual, ao terminar o mandato e retornar ao serviço público, terá garantido o direito à disponibilidade, com todas as vantagens do mais elevado cargo ou função que tenha ocupado”. Naquele caso, verificou-se, igualmente, afronta aos arts. 38 e 41, §§ 2... e 3..., da Carta Política, conforme a ementa seguinte: “AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. ESTADO DE RONDÔNIA. § 10 INTRODUZIDO NO ARTIGO 20 DA CONSTITUIÇÃO ESTADUAL PELA EMENDA CONSTITUCIONAL N. 3/92. Dispositivo que se ressente de inconstitucionalidade material e formal. No primeiro caso, por haver instituído hipótese de 9 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5458351. Inteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 24 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ADI 119 / RO disponibilidade do servidor civil e efeito do exercício, por este, de mandato eletivo, que não se acham previstos na Carta da República (arts. 38 e 41, §§ 2. e 3.), nesse ponto, de observância imperiosa para os Estados. E, no segundo, por introduzir modificação no regime jurídico de servidores públicos, com ofensa ao princípio de iniciativa privativa do Chefe do Poder Executivo, como previsto no art. 61, § 1., II, c, da mesma Carta, corolário do princípio da independência dos Poderes a que, por igual, está vinculado o legislador estadual. Procedência da ação” (ADI n 1.255/RO, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Ilmar Galvão, DJ de 6/9/01). Tenho, por conseguinte, como inconstitucional o art. 272 da Constituição do Estado de Rondônia, dada a afronta ao regime constitucional da disponibilidade do servidor público e à regra de afastamento do titular de cargo público para o exercício de mandato eletivo. E) Art. 88, § 4..., da Carta estadual: atribuição, alternativamente, ao procurador-geral do Estado e ao procurador-geral da Assembleia Legislativa a faculdade de defender a constitucionalidade de ato normativo estadual em ação direta perante o Tribunal de Justiça – constitucionalidade. Por fim, investe o autor contra parte do art. 88, § 4..., da Carta estadual, por meio do qual se atribuiu ao procurador da Assembleia Legislativa ou, alternativamente, ao procurador-geral do Estado, a incumbência de defender a constitucionalidade de ato normativo estadual questionado em controle abstrato de constitucionalidade, na esfera de competência do Tribunal de Justiça. Assevera, em suma, (i) a quebra da simetria com o modelo adotado no âmbito federal exercido pelo Supremo Tribunal Federal, (ii) a vulneração da exclusividade de representação judicial do ente federado pela Procuradoria-Geral do Estado, bem assim, (iii) a ocorrência de vício formal, uma vez que teria 10 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5458351. Supremo Tribunal Federal ADI 119 / RO disponibilidade do servidor civil e efeito do exercício, por este, de mandato eletivo, que não se acham previstos na Carta da República (arts. 38 e 41, §§ 2. e 3.), nesse ponto, de observância imperiosa para os Estados. E, no segundo, por introduzir modificação no regime jurídico de servidores públicos, com ofensa ao princípio de iniciativa privativa do Chefe do Poder Executivo, como previsto no art. 61, § 1., II, c, da mesma Carta, corolário do princípio da independência dos Poderes a que, por igual, está vinculado o legislador estadual. Procedência da ação” (ADI n 1.255/RO, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Ilmar Galvão, DJ de 6/9/01). Tenho, por conseguinte, como inconstitucional o art. 272 da Constituição do Estado de Rondônia, dada a afronta ao regime constitucional da disponibilidade do servidor público e à regra de afastamento do titular de cargo público para o exercício de mandato eletivo. E) Art. 88, § 4..., da Carta estadual: atribuição, alternativamente, ao procurador-geral do Estado e ao procurador-geral da Assembleia Legislativa a faculdade de defender a constitucionalidade de ato normativo estadual em ação direta perante o Tribunal de Justiça – constitucionalidade. Por fim, investe o autor contra parte do art. 88, § 4..., da Carta estadual, por meio do qual se atribuiu ao procurador da Assembleia Legislativa ou, alternativamente, ao procurador-geral do Estado, a incumbência de defender a constitucionalidade de ato normativo estadual questionado em controle abstrato de constitucionalidade, na esfera de competência do Tribunal de Justiça. Assevera, em suma, (i) a quebra da simetria com o modelo adotado no âmbito federal exercido pelo Supremo Tribunal Federal, (ii) a vulneração da exclusividade de representação judicial do ente federado pela Procuradoria-Geral do Estado, bem assim, (iii) a ocorrência de vício formal, uma vez que teria 10 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5458351. Inteiro Teor do Acórdão - Página 18 de 24 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ADI 119 / RO sido invadida a competência privativa da União para legislar sobre processo civil. É importante, num primeiro momento, refutar a alegação de pecha formal no dispositivo, uma vez que incabível a alegação de usurpação da competência da União para legislar sobre processo civil fincada no art. 22, inciso I, da Constituição. A delegação aos estados da faculdade de instituir processo abstrato de controle de constitucionalidade de leis ou atos normativos estaduais ou municipais em face da Constituição Estadual decorre de autorização específica inserta no art. 125, § 2..., da Carta Magna, não se confundindo com a criação ordinária de normas processuais. Eis o teor da norma constitucional: “Art. 125. Os Estados organizarão sua Justiça, observados os princípios estabelecidos nesta Constituição. (...) § 2... - Cabe aos Estados a instituição de representação de inconstitucionalidade de leis ou atos normativos estaduais ou municipais em face da Constituição Estadual, vedada a atribuição da legitimação para agir a um único órgão.” Trata-se de procedimento especial, cuja regulamentação é dada a cada ente federado. A única limitação posta pelo Poder Constituinte foi a necessidade de se reconhecer a mais de um órgão ou pessoa a legitimidade para provocar a jurisdição constitucional regional. Por exclusão, no demais, cada ente federado poderia moldar a capacidade de utilização da ação direta da maneira que melhor lhe conviesse, desde que não afrontasse outras cláusulas constitucionais gerais. A propósito, confiram-se os seguintes esclarecimentos de Léo Ferreira Leoncy acerca das ações de inconstitucionalidade em âmbito estadual: “Ao conferir competências aos Estados-membros para que criassem a chamada representação de inconstitucionalidades de 11 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5458351. Supremo Tribunal Federal ADI 119 / RO sido invadida a competência privativa da União para legislar sobre processo civil. É importante, num primeiro momento, refutar a alegação de pecha formal no dispositivo, uma vez que incabível a alegação de usurpação da competência da União para legislar sobre processo civil fincada no art. 22, inciso I, da Constituição. A delegação aos estados da faculdade de instituir processo abstrato de controle de constitucionalidade de leis ou atos normativos estaduais ou municipais em face da Constituição Estadual decorre de autorização específica inserta no art. 125, § 2..., da Carta Magna, não se confundindo com a criação ordinária de normas processuais. Eis o teor da norma constitucional: “Art. 125. Os Estados organizarão sua Justiça, observados os princípios estabelecidos nesta Constituição. (...) § 2... - Cabe aos Estados a instituição de representação de inconstitucionalidade de leis ou atos normativos estaduais ou municipais em face da Constituição Estadual, vedada a atribuição da legitimação para agir a um único órgão.” Trata-se de procedimento especial, cuja regulamentação é dada a cada ente federado. A única limitação posta pelo Poder Constituinte foi a necessidade de se reconhecer a mais de um órgão ou pessoa a legitimidade para provocar a jurisdição constitucional regional. Por exclusão, no demais, cada ente federado poderia moldar a capacidade de utilização da ação direta da maneira que melhor lhe conviesse, desde que não afrontasse outras cláusulas constitucionais gerais. A propósito, confiram-se os seguintes esclarecimentos de Léo Ferreira Leoncy acerca das ações de inconstitucionalidade em âmbito estadual: “Ao conferir competências aos Estados-membros para que criassem a chamada representação de inconstitucionalidades de 11 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5458351. Inteiro Teor do Acórdão - Página 19 de 24 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ADI 119 / RO leis ou atos normativos estaduais ou municipais em face da Constituição Estadual, o legislador constituinte federal vedou àqueles entes a atribuição da legitimação para agir somente a um único órgão (art. 125, § 2.... Constituição Federal de 1988). Num primeiro exame, esta parece ser a única norma a ser observada pelo constituinte decorrente no que diz respeito à legitimidade para a a propositura da ação direta estadual. Com efeito, quando se veda a legitimação a um único órgão, exige-se a sua atribuição pelo menos a dois entes. Este é um sentido inequívoco da norma sob comento. A Constituição Federal não obriga, portanto, a uma simetria com o modelo por ela disciplinado, no que concerne ao rol dos legitimados constante do seu artigo 103”. (LEONCY, Léo Ferreira. Controle de constitucionalidade estadual: as normas de observância obrigatória e a defesa abstrata da Constituição do Estado-membro. São Paulo: Saraiva, 2007, p. 57-58).” Ressalte-se que esta Suprema Corte, na ADI n 558/RJ-MC, de relatoria do eminente Ministro Sepúlveda Pertence (DJ de 26/3/93), já teve a oportunidade de analisar o alcance do art. 125, § 2..., da Constituição Federal, ocasião em que afastou, em análise de cautelar, a alegada inconstitucionalidade da inserção, no rol de legitimados para a propositura da ação direta, das Comissões permanentes e de membros da Assembleia Legislativa, assim como dos procuradores-gerais do estado e da defensoria pública. Sustentava-se que essas autoridades não poderiam dispor dessa prerrogativa, à luz do disposto nos arts. 103, 132 e 134 da Constituição Federal. Esclarecedor é o seguinte trecho do voto proferido pelo Ministro Sepúlveda Pertence: “Estou, data venia, em que carece de plausibilidade a arguição, a qual, de um lado, trai o mau vezo de reduzir o poder constituinte estadual à imitação servil da Constituição Federal e, de outro, não leva às consequências devidas as suas premissas, que induziriam a impugnação a outros tópicos do 12 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5458351. Supremo Tribunal Federal ADI 119 / RO leis ou atos normativos estaduais ou municipais em face da Constituição Estadual, o legislador constituinte federal vedou àqueles entes a atribuição da legitimação para agir somente a um único órgão (art. 125, § 2.... Constituição Federal de 1988). Num primeiro exame, esta parece ser a única norma a ser observada pelo constituinte decorrente no que diz respeito à legitimidade para a a propositura da ação direta estadual. Com efeito, quando se veda a legitimação a um único órgão, exige-se a sua atribuição pelo menos a dois entes. Este é um sentido inequívoco da norma sob comento. A Constituição Federal não obriga, portanto, a uma simetria com o modelo por ela disciplinado, no que concerne ao rol dos legitimados constante do seu artigo 103”. (LEONCY, Léo Ferreira. Controle de constitucionalidade estadual: as normas de observância obrigatória e a defesa abstrata da Constituição do Estado-membro. São Paulo: Saraiva, 2007, p. 57-58).” Ressalte-se que esta Suprema Corte, na ADI n 558/RJ-MC, de relatoria do eminente Ministro Sepúlveda Pertence (DJ de 26/3/93), já teve a oportunidade de analisar o alcance do art. 125, § 2..., da Constituição Federal, ocasião em que afastou, em análise de cautelar, a alegada inconstitucionalidade da inserção, no rol de legitimados para a propositura da ação direta, das Comissões permanentes e de membros da Assembleia Legislativa, assim como dos procuradores-gerais do estado e da defensoria pública. Sustentava-se que essas autoridades não poderiam dispor dessa prerrogativa, à luz do disposto nos arts. 103, 132 e 134 da Constituição Federal. Esclarecedor é o seguinte trecho do voto proferido pelo Ministro Sepúlveda Pertence: “Estou, data venia, em que carece de plausibilidade a arguição, a qual, de um lado, trai o mau vezo de reduzir o poder constituinte estadual à imitação servil da Constituição Federal e, de outro, não leva às consequências devidas as suas premissas, que induziriam a impugnação a outros tópicos do 12 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5458351. Inteiro Teor do Acórdão - Página 20 de 24 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ADI 119 / RO mesmo dispositivo. No tocante ao controle direito da constitucionalidade de âmbito estadual, a única regra federal a preservar é a do art. 125, § 2..., Constituição Federal de 1988, que autoriza os Estados a instituir a representação e lhes veda apenas ' a atribuição de legitimação para agir a um único órgão ' ” (ADI n 558/RJ-MC, Rel. Min. Sepúlveda Pertence, DJ de 26/3/93). Salutar, ainda, a transcrição de passagem do voto proferido pelo Ministro Célio Borja, igualmente na ADI n 558/RJ-MC: “A Constituição Federal, ao admitir que os Estados criassem a sua própria jurisdição constitucional, confiou-lhes a tutela da ordem jurídica territorial que se funda na sua própria Constituição. A rigor, penso eu, ao assim proceder, reconheceu aos Estados o poder de dispor a respeito. (...) A meu ver, a Constituição Federal nem precisaria dizer mais. Mas diz, no § 2... do art. 125, algo que é realmente carregado de um sentido muito forte, não diria de delegação, porque repugna-me a ideia de uma delegação nesse particular, dado que sustento que antes, ao prever, em outra proposição do mesmo dispositivo, a instituição da jurisdição constitucional estadual, a Constituição, evidentemente, deu aos Estados mão livre para regular o instituto.” Esse entendimento foi reafirmado no Recurso Extraordinário n 261.677/PR, Rel. Min. Sepúlveda Pertence, DJ de 15/9/06 e acredito que tal raciocínio possa ser alargado à questão ora debatida na presente ação. Muito embora o constituinte originário tenha, no âmbito federal, colocado o advogado-geral da União para atuar no controle abstrato como defensor da lei ou do ato normativo impugnado, tal previsão não se estendeu literalmente aos estados, não se impondo que o procurador- geral do estado figure nessa posição. Acrescente-se que, caso assim se considerasse, seria inconstitucional até mesmo a previsão contida na segunda parte do § 4... do art. 88 da 13 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5458351. Supremo Tribunal Federal ADI 119 / RO mesmo dispositivo. No tocante ao controle direito da constitucionalidade de âmbito estadual, a única regra federal a preservar é a do art. 125, § 2..., Constituição Federal de 1988, que autoriza os Estados a instituir a representação e lhes veda apenas ' a atribuição de legitimação para agir a um único órgão ' ” (ADI n 558/RJ-MC, Rel. Min. Sepúlveda Pertence, DJ de 26/3/93). Salutar, ainda, a transcrição de passagem do voto proferido pelo Ministro Célio Borja, igualmente na ADI n 558/RJ-MC: “A Constituição Federal, ao admitir que os Estados criassem a sua própria jurisdição constitucional, confiou-lhes a tutela da ordem jurídica territorial que se funda na sua própria Constituição. A rigor, penso eu, ao assim proceder, reconheceu aos Estados o poder de dispor a respeito. (...) A meu ver, a Constituição Federal nem precisaria dizer mais. Mas diz, no § 2... do art. 125, algo que é realmente carregado de um sentido muito forte, não diria de delegação, porque repugna-me a ideia de uma delegação nesse particular, dado que sustento que antes, ao prever, em outra proposição do mesmo dispositivo, a instituição da jurisdição constitucional estadual, a Constituição, evidentemente, deu aos Estados mão livre para regular o instituto.” Esse entendimento foi reafirmado no Recurso Extraordinário n 261.677/PR, Rel. Min. Sepúlveda Pertence, DJ de 15/9/06 e acredito que tal raciocínio possa ser alargado à questão ora debatida na presente ação. Muito embora o constituinte originário tenha, no âmbito federal, colocado o advogado-geral da União para atuar no controle abstrato como defensor da lei ou do ato normativo impugnado, tal previsão não se estendeu literalmente aos estados, não se impondo que o procurador- geral do estado figure nessa posição. Acrescente-se que, caso assim se considerasse, seria inconstitucional até mesmo a previsão contida na segunda parte do § 4... do art. 88 da 13 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5458351. Inteiro Teor do Acórdão - Página 21 de 24 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ADI 119 / RO Constituição estadual – não impugnada na presente ação –, no sentido de que, tratando-se de norma municipal, a defesa do ato será feita pelo prefeito municipal. Lembre-se que há manifestação do advogado-geral da União, com base no art. 103, § 3..., da Carta Federal, ainda que se trate de ação direta ajuizada em face de normas estaduais. Talvez até se pudesse questionar a ausência de previsão de algum agente ou entidade a exercer o papel de defesa da constitucionalidade da norma impugnada, como forma a se garantir, no mínimo, uma fórmula processual dialética, na qual se apresentem fundamentos diversos acerca da declaração de incompatibilidade. Contudo, não vejo base para entender como inconstitucional o fato de se conferir, alternativamente, essa atribuição ao procurador-geral da Assembleia Legislativa. Nesses termos, a liberdade de conformação dada ao ente federado, portanto, permitiria que a função especial desempenhada pelo advogado- geral da União no âmbito federal, seja, no âmbito estadual, outorgada a outrem que não o procurador-geral do estado, ou, como no caso específico do Estado de Rondônia, seja a competência fracionada entre esse e o procurador-geral da Assembleia Legislativa. Não havendo o dever de simetria, é fato que o texto da Constituição estadual não afronta o conteúdo da Carta Maior, justamente porque elaborado no espaço de discricionariedade estabelecido em favor do estado. Ressalte-se, por fim, que resta, igualmente, incólume o conteúdo do art. 132 da Constituição Federal, que estabelece a exclusividade da representação dos entes federados pelas procuradorias dos estados. Isso porque, tratando-se de processo de natureza objetiva, não há sequer partes processuais propriamente ditas, inexistindo litígio na acepção técnica do termo. Além disso, note-se que, quando o advogado-geral da União é instado a manifestar-se, com base no art. 103, § 3..., da Constituição, não atua ele como representante judicial da União. Trata-se de função autônoma e extraordinária que, nos termos da atual jurisprudência desta Corte, conforme decidido em questão de ordem na ADI n 3.916/DF (rel. 14 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5458351. Supremo Tribunal Federal ADI 119 / RO Constituição estadual – não impugnada na presente ação –, no sentido de que, tratando-se de norma municipal, a defesa do ato será feita pelo prefeito municipal. Lembre-se que há manifestação do advogado-geral da União, com base no art. 103, § 3..., da Carta Federal, ainda que se trate de ação direta ajuizada em face de normas estaduais. Talvez até se pudesse questionar a ausência de previsão de algum agente ou entidade a exercer o papel de defesa da constitucionalidade da norma impugnada, como forma a se garantir, no mínimo, uma fórmula processual dialética, na qual se apresentem fundamentos diversos acerca da declaração de incompatibilidade. Contudo, não vejo base para entender como inconstitucional o fato de se conferir, alternativamente, essa atribuição ao procurador-geral da Assembleia Legislativa. Nesses termos, a liberdade de conformação dada ao ente federado, portanto, permitiria que a função especial desempenhada pelo advogado- geral da União no âmbito federal, seja, no âmbito estadual, outorgada a outrem que não o procurador-geral do estado, ou, como no caso específico do Estado de Rondônia, seja a competência fracionada entre esse e o procurador-geral da Assembleia Legislativa. Não havendo o dever de simetria, é fato que o texto da Constituição estadual não afronta o conteúdo da Carta Maior, justamente porque elaborado no espaço de discricionariedade estabelecido em favor do estado. Ressalte-se, por fim, que resta, igualmente, incólume o conteúdo do art. 132 da Constituição Federal, que estabelece a exclusividade da representação dos entes federados pelas procuradorias dos estados. Isso porque, tratando-se de processo de natureza objetiva, não há sequer partes processuais propriamente ditas, inexistindo litígio na acepção técnica do termo. Além disso, note-se que, quando o advogado-geral da União é instado a manifestar-se, com base no art. 103, § 3..., da Constituição, não atua ele como representante judicial da União. Trata-se de função autônoma e extraordinária que, nos termos da atual jurisprudência desta Corte, conforme decidido em questão de ordem na ADI n 3.916/DF (rel. 14 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5458351. Inteiro Teor do Acórdão - Página 22 de 24 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ADI 119 / RO Min. Eros Grau, DJ de 14/5/10), revela-se como um direito de manifestação, devendo o advogado-geral da União apresentar a argumentação que lhe pareça adequada e pronunciar-se em defesa da constitucionalidade, e não do ato impugnado. Nesses termos, eventual atuação do procurador-geral da Assembleia Legislativa, com base no art. 272 da Constituição de Rondônia, igualmente, não se confunde com o papel de representação judicial do Estado, esse sim de exclusividade da Procuradoria-Geral do Estado, não se verificando, portanto, ofensa ao art. 132 da Carta Federal. Além disso, na espécie, seria salutar, por exemplo, a manifestação do procurador-geral da Assembleia Legislativa no caso de impugnação de lei estadual cujo projeto legislativo tivesse sido de iniciativa parlamentar. Viabiliza-se, nesse caso, a defesa da lei questionada pelos seus próprios autores. Não se trataria aqui, propriamente, de representação judicial do estado – nos feitos de controle abstrato de constitucionalidade não há interesses subjetivos a serem postulados ou defendidos – e, portanto, não haveria nenhuma violação do art. 132 da Carta Magna. F) Conclusão: Ante o exposto, voto pela parcial procedência do pedido, para: i) declarar a inconstitucionalidade tão somente do art. 272 da Constituição estadual; e ii) julgar prejudicada a ação em relação aos arts. 101 e 102, IV, da Constituição do Estado de Rondônia e em relação ao art. 37 das suas Disposições Constitucionais Transitórias. É como voto. 15 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5458351. Supremo Tribunal Federal ADI 119 / RO Min. Eros Grau, DJ de 14/5/10), revela-se como um direito de manifestação, devendo o advogado-geral da União apresentar a argumentação que lhe pareça adequada e pronunciar-se em defesa da constitucionalidade, e não do ato impugnado. Nesses termos, eventual atuação do procurador-geral da Assembleia Legislativa, com base no art. 272 da Constituição de Rondônia, igualmente, não se confunde com o papel de representação judicial do Estado, esse sim de exclusividade da Procuradoria-Geral do Estado, não se verificando, portanto, ofensa ao art. 132 da Carta Federal. Além disso, na espécie, seria salutar, por exemplo, a manifestação do procurador-geral da Assembleia Legislativa no caso de impugnação de lei estadual cujo projeto legislativo tivesse sido de iniciativa parlamentar. Viabiliza-se, nesse caso, a defesa da lei questionada pelos seus próprios autores. Não se trataria aqui, propriamente, de representação judicial do estado – nos feitos de controle abstrato de constitucionalidade não há interesses subjetivos a serem postulados ou defendidos – e, portanto, não haveria nenhuma violação do art. 132 da Carta Magna. F) Conclusão: Ante o exposto, voto pela parcial procedência do pedido, para: i) declarar a inconstitucionalidade tão somente do art. 272 da Constituição estadual; e ii) julgar prejudicada a ação em relação aos arts. 101 e 102, IV, da Constituição do Estado de Rondônia e em relação ao art. 37 das suas Disposições Constitucionais Transitórias. É como voto. 15 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5458351. Inteiro Teor do Acórdão - Página 23 de 24 Extrato de Ata - 19/02/2014 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 119 PROCED. : RONDÔNIA RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI REQTE.(S) : GOVERNADOR DO ESTADO DE RONDÔNIA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE RONDÔNIA INTDO.(A/S) : ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DE RONDÔNIA Decisão: O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, julgou parcialmente procedente a ação direta para declarar a inconstitucionalidade do art. 272 da Constituição do Estado de Rondônia, prejudicada a ação em relação aos artigos 101 e 102, IV, da referida Constituição, e em relação ao art. 37 das suas disposições constitucionais transitórias. Votou o Presidente, Ministro Joaquim Barbosa. Ausente, neste julgamento, o Ministro Marco Aurélio. Falou pelo Ministério Público Federal o Dr. Rodrigo Janot Monteiro de Barros, Procurador-Geral da República. Plenário, 19.02.2014. Presidência do Senhor Ministro Joaquim Barbosa. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber, Teori Zavascki e Roberto Barroso. Procurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot Monteiro de Barros. p/ Luiz Tomimatsu Assessor-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 5512453 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 119 PROCED. : RONDÔNIA RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI REQTE.(S) : GOVERNADOR DO ESTADO DE RONDÔNIA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE RONDÔNIA INTDO.(A/S) : ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DE RONDÔNIA Decisão: O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, julgou parcialmente procedente a ação direta para declarar a inconstitucionalidade do art. 272 da Constituição do Estado de Rondônia, prejudicada a ação em relação aos artigos 101 e 102, IV, da referida Constituição, e em relação ao art. 37 das suas disposições constitucionais transitórias. Votou o Presidente, Ministro Joaquim Barbosa. Ausente, neste julgamento, o Ministro Marco Aurélio. Falou pelo Ministério Público Federal o Dr. Rodrigo Janot Monteiro de Barros, Procurador-Geral da República. Plenário, 19.02.2014. Presidência do Senhor Ministro Joaquim Barbosa. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber, Teori Zavascki e Roberto Barroso. Procurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot Monteiro de Barros. p/ Luiz Tomimatsu Assessor-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 5512453 Inteiro Teor do Acórdão - Página 24 de 24
{ "JURISPRUDENCIA": [ "ADI 119 / RO", "ADI n 1 . 255 / RO", "ADI 119 / RO", "ADI n 1 . 255 / RO", "ADI 119 / RO", "ADI 119 / RO", "AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 119", "ADI 119 / RO", "ADI 119 / RO", "ADI 119 / RO", "ADI 119 / RO", "ADI 119 / RO", "ADI 119 / RO", "Pet n 999 / RO", "ADI 119 / RO", "ADI 119 / RO", "ADI 119 / RO", "ADI n 2 . 118 / AL", "ADI n 2 . 006 / DF", "ADI 119 / RO", "ADI n 2 . 118 / AL", "ADI n 2 . 006 / DF", "ADI 119 / RO", "ADI n 155 / SC", "ADI n 155 / SC", "ADI 119 / RO", "ADI n 155 / SC", "ADI n 155 / SC", "ADI 119 / RO", "ADI 119 / RO", "ADI 119 / RO", "ADI n 1 . 979 / SC - MC", "ADI n 885 / DF", "ADI n 1 . 599 / DF - MC", "ADI n 612 / RJ - QO", "ADI 119 / RO", "ADI n 1 . 979 / SC - MC", "ADI n 885 / DF", "ADI n 1 . 599 / DF - MC", "ADI n 612 / RJ - QO", "ADI 119 / RO", "ADI n 4 . 418 / TO - MC", "ADI n 4 . 421 / TO - MC", "ADI n 1 . 994 /", "ADI n 789 / DF", "ADI 119 / RO", "ADI n 4 . 418 / TO - MC", "ADI n 4 . 421", "ADI n 1 . 994 / ES", "ADI n 789 / DF", "ADI 119 / RO", "Pet n 999", "ADI 119 / RO", "Pet n 999", "ADI 119 / RO", "ADI 119 / RO", "ADI 119 / RO", "ADI 119 / RO", "ADI 119 / RO", "ADI n 1 . 255 / RO", "ADI 119 / RO", "ADI n 1 . 255 / RO", "ADI 119 / RO", "ADI n 1 . 255 / RO", "ADI 119 / RO", "ADI n 1 . 255 / RO", "ADI 119 / RO", "ADI 119 / RO", "ADI 119 / RO", "ADI n 558 / RJ - 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2 / 2001", "art . 150 , § 6 . . . , da Constituição Federal", "art . 37 do ADCT da Constituição do Estado de Rondônia", "Código Tributário Nacional", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 150 , § 6 . . . , da Constituição Federal", "art . 37 do ADCT da Constituição do Estado de Rondônia", "Código Tributário Nacional", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Art . 50 da Constituição Estadual", "art . 50 da", "Carta estadual", "Constituição Federal", "Constituição de 1988", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Art . 50 da Constituição Estadual", "art . 50 da Carta estadual", "Constituição Federal", "Constituição de 1988", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "arts . 127 , § § 2 . . . e 3 . . . , e 134 , § 2 . . . , da Constituição Federal", "Constituição de 1988", "art . 50 da Carta estadual", "Artigo 272 da Constituição de Rondônia", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "arts . 127 , § § 2 . . . e 3 . . . , e 134 , § 2 . . . , da Constituição Federal", "Constituição de 1988", "art . 50 da Carta estadual", "Artigo 272 da Constituição de Rondônia", "Medida Provisória n 2 . 200 - 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TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "Celso de Mello", "Celso de Mello", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "Cármen Lúcia", "Eros Grau", "Cármen Lúcia", "Eros Grau", "DIAS TOFFOLI", "Octavio Gallotti", "Octavio Gallotti", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "Marco Aurélio", "Néri da Silveira", "Maurício Corrêa", "Celso de Mello", "Hugo Nigro Mazzilli", "Marco Aurélio", "Néri da Silveira", "Maurício Corrêa", "Celso de Mello", "Hugo Nigro Mazzilli", "DIAS TOFFOLI", "Hugo Nigro Mazzilli", "Eros Grau", "Celso de Mello", "Hugo Nigro Mazzilli", "Eros Grau", "Celso de Mello", "DIAS TOFFOLI", "Celso de Mello", "Celso de Mello", "DIAS TOFFOLI", "CELSO ANTONIO BANDEIRA DE MELLO", "CELSO ANTONIO BANDEIRA DE MELLO", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "Ilmar Galvão", "Ilmar Galvão", "DIAS TOFFOLI", "Léo Ferreira Leoncy", "Léo Ferreira Leoncy", "DIAS TOFFOLI", "LEONCY , Léo Ferreira", "Sepúlveda Pertence", "Sepúlveda Pertence", "LEONCY , Léo 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Ementa e Acórdão 25/03/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 796.623 BAHIA RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :SILVIO PINTO DE OLIVEIRA AGTE.(S) :MARIA ELENICE PIRES DE OLIVEIRA ADV.(A/S) :IVONE NASCIMENTO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :HANI MOHAMED ABDEL GHANI HASSAN AGDO.(A/S) :VALKIRIA MANTEY GHANI ADV.(A/S) :FELIPPE CARDOZO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :ANDRE MARINHO MENDONÇA ADV.(A/S) :MARINA BASILE EMENTA DIREITO PROCESSUAL CIVIL. ALEGAÇÃO DE OFENSA AO CONTRADITÓRIO E À AMPLA DEFESA. DEBATE DE ÂMBITO INFRACONSTITUCIONAL. ANÁLISE DA OCORRÊNCIA DE EVENTUAL AFRONTA AO PRECEITO CONSTITUCIONAL INVOCADO NO APELO EXTREMO DEPENDENTE DA REELABORAÇÃO DA MOLDURA FÁTICA CONSTANTE DO ACÓRDÃO RECORRIDO. APLICAÇÃO DO ÓBICE DA SÚMULA 279/STF. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 25.01.2013. O exame da alegada ofensa ao art. 5º, LV, da Constituição Federal dependeria de prévia análise da legislação infraconstitucional aplicada à espécie, o que refoge à competência jurisdicional extraordinária, prevista no art. 102 da Constituição Federal. Precedentes. Divergir do entendimento do Tribunal a quo no tocante à alegado vício de publicação e à necessidade de republicação das intimações das decisões monocráticas que inadmitiram os recursos especial e extraordinário demandaria a reelaboração da moldura fática delineada na origem, inviável em sede recursal extraordinária. Aplicação do óbice da Súmula 279/STF. Agravo regimental conhecido e não provido. A C Ó R D Ã O Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5874460. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 12 Ementa e Acórdão ARE 796623 AGR / BA Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Brasília, 25 de março de 2014. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5874460. Supremo Tribunal Federal ARE 796623 AGR / BA Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Brasília, 25 de março de 2014. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5874460. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 12 Relatório 25/03/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 796.623 BAHIA RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :SILVIO PINTO DE OLIVEIRA AGTE.(S) :MARIA ELENICE PIRES DE OLIVEIRA ADV.(A/S) :IVONE NASCIMENTO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :HANI MOHAMED ABDEL GHANI HASSAN AGDO.(A/S) :VALKIRIA MANTEY GHANI ADV.(A/S) :FELIPPE CARDOZO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :ANDRE MARINHO MENDONÇA ADV.(A/S) :MARINA BASILE R E L A T Ó R I O A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra decisão por mim proferida, mediante a qual negado provimento a seu agravo em recurso extraordinário, maneja agravo regimental Silvio Pinto de Oliveira e Maria Elenice Pires de Oliveira. Os agravantes insurgem-se contra a decisão agravada, ao argumento de que “(...) se trata de um caso de nulidade absoluta, em que foi retirada a oportunidade de os agravantes esboçarem ampla defesa, garantia erigida no artigo 5º, inciso LV, da Constituição Federal, implicando cerceamento do direito de defesa, uma vez que houve vício de publicação nos autos da Apelação Cível, devidamente constatado na Ação Mandamental, mas que, lamentavelmente, não foi sanado pela Secretaria Especial de Recursos, órgão ao qual caberia a incumbência de republicar as decisões, em face do reconhecimento da mencionada nulidade pelas Câmaras Cíveis Reunidas do Tribunal de Justiça da Bahia”. Afirmam que “(...) trata-se de formalismo excessivo a exigência da ofensa direta, além de cercear o direito do individuo de ter acesso à justiça, (...)”. Insistem na alegação de afronta direta ao art. 5º, LV, da Constituição Federal. Acórdão do Tribunal de Justiça do Estado da Bahia publicado em 25.01.2013. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5933531. Supremo Tribunal Federal 25/03/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 796.623 BAHIA RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :SILVIO PINTO DE OLIVEIRA AGTE.(S) :MARIA ELENICE PIRES DE OLIVEIRA ADV.(A/S) :IVONE NASCIMENTO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :HANI MOHAMED ABDEL GHANI HASSAN AGDO.(A/S) :VALKIRIA MANTEY GHANI ADV.(A/S) :FELIPPE CARDOZO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :ANDRE MARINHO MENDONÇA ADV.(A/S) :MARINA BASILE R E L A T Ó R I O A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra decisão por mim proferida, mediante a qual negado provimento a seu agravo em recurso extraordinário, maneja agravo regimental Silvio Pinto de Oliveira e Maria Elenice Pires de Oliveira. Os agravantes insurgem-se contra a decisão agravada, ao argumento de que “(...) se trata de um caso de nulidade absoluta, em que foi retirada a oportunidade de os agravantes esboçarem ampla defesa, garantia erigida no artigo 5º, inciso LV, da Constituição Federal, implicando cerceamento do direito de defesa, uma vez que houve vício de publicação nos autos da Apelação Cível, devidamente constatado na Ação Mandamental, mas que, lamentavelmente, não foi sanado pela Secretaria Especial de Recursos, órgão ao qual caberia a incumbência de republicar as decisões, em face do reconhecimento da mencionada nulidade pelas Câmaras Cíveis Reunidas do Tribunal de Justiça da Bahia”. Afirmam que “(...) trata-se de formalismo excessivo a exigência da ofensa direta, além de cercear o direito do individuo de ter acesso à justiça, (...)”. Insistem na alegação de afronta direta ao art. 5º, LV, da Constituição Federal. Acórdão do Tribunal de Justiça do Estado da Bahia publicado em 25.01.2013. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5933531. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 12 Voto - MIN. ROSA WEBER 25/03/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 796.623 BAHIA V O T O A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame do mérito. Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo: “Vistos etc. Contra o juízo negativo de admissibilidade do recurso extraordinário, exarado pela Presidência do Tribunal a quo, foi manejado agravo. Na minuta, sustenta-se que o recurso extraordinário reúne todos os requisitos para sua admissão. Aparelhado o recurso na afronta ao art. 5°, LV, da Constituição Federal. É o relatório. Decido. Preenchidos os pressupostos extrínsecos. Da detida análise dos fundamentos da decisão denegatória de seguimento do recurso extraordinário, bem como à luz das razões de decidir adotadas pelo Tribunal de origem, por ocasião do julgamento do recurso veiculado na instância ordinária, concluo que nada colhe o agravo. O exame de eventual ofensa aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais, consagradores dos princípios da inafastabilidade da prestação jurisdicional, da proteção ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito e à coisa julgada, bem como ao devido processo legal, ao contraditório e à ampla defesa (art. 5º da Lei Maior), demanda, em primeiro plano, a interpretação das normas infraconstitucionais aplicáveis à espécie, de tal modo que, se afronta ocorresse, seria indireta, o que não atende à exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência deste egrégio Supremo Tribunal Federal, verbis: Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5874462. Supremo Tribunal Federal 25/03/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 796.623 BAHIA V O T O A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame do mérito. Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo: “Vistos etc. Contra o juízo negativo de admissibilidade do recurso extraordinário, exarado pela Presidência do Tribunal a quo, foi manejado agravo. Na minuta, sustenta-se que o recurso extraordinário reúne todos os requisitos para sua admissão. Aparelhado o recurso na afronta ao art. 5°, LV, da Constituição Federal. É o relatório. Decido. Preenchidos os pressupostos extrínsecos. Da detida análise dos fundamentos da decisão denegatória de seguimento do recurso extraordinário, bem como à luz das razões de decidir adotadas pelo Tribunal de origem, por ocasião do julgamento do recurso veiculado na instância ordinária, concluo que nada colhe o agravo. O exame de eventual ofensa aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais, consagradores dos princípios da inafastabilidade da prestação jurisdicional, da proteção ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito e à coisa julgada, bem como ao devido processo legal, ao contraditório e à ampla defesa (art. 5º da Lei Maior), demanda, em primeiro plano, a interpretação das normas infraconstitucionais aplicáveis à espécie, de tal modo que, se afronta ocorresse, seria indireta, o que não atende à exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência deste egrégio Supremo Tribunal Federal, verbis: Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5874462. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 12 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 796623 AGR / BA "RECURSO. Extraordinário. Inadmissibilidade. Alegação de ofensa ao art. 5º, XXII, XXIII, XXIV, LIV e LV, da Constituição Federal. Violações dependentes de reexame prévio de normas inferiores. Ofensa constitucional indireta. Matéria fática. Súmula 279. Agravo regimental não provido. É pacífica a jurisprudência desta Corte, no sentido de não tolerar, em recurso extraordinário, alegação de ofensa que, irradiando-se de má interpretação, aplicação, ou, até, inobservância de normas infraconstitucionais, seria apenas indireta à Constituição da República, e, muito menos, de reexame de provas" (STF-AI-AgR-495.880/SP, Relator Ministro Cezar Peluso, 1ª Turma, DJ 05.8.2005). "Recurso extraordinário: descabimento: acórdão recorrido, do Tribunal Superior do Trabalho, que decidiu a questão à luz de legislação infraconstitucional: alegada violação ao texto constitucional que, se ocorresse, seria reflexa ou indireta; ausência de negativa de prestação jurisdicional ou de defesa aos princípios compreendidos nos arts. 5º, II, XXXV, LIV e LV e 93, IX, da Constituição Federal." (STF-AI-AgR-436.911/SE, Relator Ministro Sepúlveda Pertence, 1ª Turma, DJ 17.6.2005) "CONSTITUCIONAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO: ALEGAÇÃO DE OFENSA À C.F., art. 5º, II, XXXV, XXXVI, LIV e LV. I. - Ao Judiciário cabe, no conflito de interesses, fazer valer a vontade concreta da lei, interpretando-a. Se, em tal operação, interpreta razoavelmente ou desarrazoadamente a lei, a questão fica no campo da legalidade, inocorrendo o contencioso constitucional. II. - Decisão contrária ao interesse da parte não configura negativa de prestação jurisdicional (C.F., art. 5º, XXXV). III. - A verificação, no caso concreto, da existência, ou não, do direito adquirido, situa-se no campo 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5874462. Supremo Tribunal Federal ARE 796623 AGR / BA "RECURSO. Extraordinário. Inadmissibilidade. Alegação de ofensa ao art. 5º, XXII, XXIII, XXIV, LIV e LV, da Constituição Federal. Violações dependentes de reexame prévio de normas inferiores. Ofensa constitucional indireta. Matéria fática. Súmula 279. Agravo regimental não provido. É pacífica a jurisprudência desta Corte, no sentido de não tolerar, em recurso extraordinário, alegação de ofensa que, irradiando-se de má interpretação, aplicação, ou, até, inobservância de normas infraconstitucionais, seria apenas indireta à Constituição da República, e, muito menos, de reexame de provas" (STF-AI-AgR-495.880/SP, Relator Ministro Cezar Peluso, 1ª Turma, DJ 05.8.2005). "Recurso extraordinário: descabimento: acórdão recorrido, do Tribunal Superior do Trabalho, que decidiu a questão à luz de legislação infraconstitucional: alegada violação ao texto constitucional que, se ocorresse, seria reflexa ou indireta; ausência de negativa de prestação jurisdicional ou de defesa aos princípios compreendidos nos arts. 5º, II, XXXV, LIV e LV e 93, IX, da Constituição Federal." (STF-AI-AgR-436.911/SE, Relator Ministro Sepúlveda Pertence, 1ª Turma, DJ 17.6.2005) "CONSTITUCIONAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO: ALEGAÇÃO DE OFENSA À C.F., art. 5º, II, XXXV, XXXVI, LIV e LV. I. - Ao Judiciário cabe, no conflito de interesses, fazer valer a vontade concreta da lei, interpretando-a. Se, em tal operação, interpreta razoavelmente ou desarrazoadamente a lei, a questão fica no campo da legalidade, inocorrendo o contencioso constitucional. II. - Decisão contrária ao interesse da parte não configura negativa de prestação jurisdicional (C.F., art. 5º, XXXV). III. - A verificação, no caso concreto, da existência, ou não, do direito adquirido, situa-se no campo 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5874462. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 12 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 796623 AGR / BA infraconstitucional. IV. - Alegação de ofensa ao devido processo legal: C.F., art. 5º, LIV e LV: se ofensa tivesse havido, seria ela indireta, reflexa, dado que a ofensa direta seria a normas processuais. E a ofensa a preceito constitucional que autoriza a admissão do recurso extraordinário é a ofensa direta, frontal. V. - Agravo não provido" (STF-RE-AgR-154.158/SP, Relator Ministro Carlos Velloso, 2ª Turma, DJ 20.9.2002). "TRABALHISTA. ACÓRDÃO QUE NÃO ADMITIU RECURSO DE REVISTA, INTERPOSTO PARA AFASTAR PENHORA SOBRE BENS ALIENADOS FIDUCIARIAMENTE EM GARANTIA DE FINANCIAMENTO POR MEIO DE CÉDULA DE CRÉDITO À EXPORTAÇÃO. DECRETO-LEI 413/69 E LEI 4.728/65. ALEGADA AFRONTA AO ART. 5º, II, XXII, XXXV E XXXVI, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. Questão insuscetível de ser apreciada senão por via da legislação infraconstitucional que fundamentou o acórdão, procedimento inviável em sede de recurso extraordinário, onde não cabe a aferição de ofensa reflexa e indireta à Carta Magna. Recurso não conhecido" (STF-RE- 153.781/DF, Relator Ministro Ilmar Galvão, 1ª Turma, DJ 02.02.2001). O Tribunal de origem, na hipótese em apreço, lastreou-se na prova produzida para firmar seu convencimento, razão pela qual aferir a ocorrência de eventual afronta aos preceitos constitucionais invocados no apelo extremo exigiria o revolvimento do quadro fático delineado, procedimento vedado em sede extraordinária. Aplicação da Súmula 279/STF: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário”. Nesse sentido: “EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5874462. Supremo Tribunal Federal ARE 796623 AGR / BA infraconstitucional. IV. - Alegação de ofensa ao devido processo legal: C.F., art. 5º, LIV e LV: se ofensa tivesse havido, seria ela indireta, reflexa, dado que a ofensa direta seria a normas processuais. E a ofensa a preceito constitucional que autoriza a admissão do recurso extraordinário é a ofensa direta, frontal. V. - Agravo não provido" (STF-RE-AgR-154.158/SP, Relator Ministro Carlos Velloso, 2ª Turma, DJ 20.9.2002). "TRABALHISTA. ACÓRDÃO QUE NÃO ADMITIU RECURSO DE REVISTA, INTERPOSTO PARA AFASTAR PENHORA SOBRE BENS ALIENADOS FIDUCIARIAMENTE EM GARANTIA DE FINANCIAMENTO POR MEIO DE CÉDULA DE CRÉDITO À EXPORTAÇÃO. DECRETO-LEI 413/69 E LEI 4.728/65. ALEGADA AFRONTA AO ART. 5º, II, XXII, XXXV E XXXVI, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. Questão insuscetível de ser apreciada senão por via da legislação infraconstitucional que fundamentou o acórdão, procedimento inviável em sede de recurso extraordinário, onde não cabe a aferição de ofensa reflexa e indireta à Carta Magna. Recurso não conhecido" (STF-RE- 153.781/DF, Relator Ministro Ilmar Galvão, 1ª Turma, DJ 02.02.2001). O Tribunal de origem, na hipótese em apreço, lastreou-se na prova produzida para firmar seu convencimento, razão pela qual aferir a ocorrência de eventual afronta aos preceitos constitucionais invocados no apelo extremo exigiria o revolvimento do quadro fático delineado, procedimento vedado em sede extraordinária. Aplicação da Súmula 279/STF: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário”. Nesse sentido: “EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5874462. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 12 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 796623 AGR / BA ADMINISTRATIVO. NOMEAÇÃO DE CANDIDATO APROVADO EM CONCURSO PÚBLICO. IRREGULARIDADE NA CONVOCAÇÃO. 1) REEXAME DE PROVAS E DE CLÁUSULAS EDITALÍCIAS. SÚMULAS N. 279 E 454 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. 2) INTERPOSIÇÃO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO PELA ALÍNEA C DO INC. III DO ART. 102 DA CONSTITUIÇÃO. INADMISSIBILIDADE. SÚMULA 284 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO”. (ARE 727104 AgR, Relator(a): Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, julgado em 28/05/2013, PROCESSO ELETRÔNICO DJe-151 DIVULG 05-08-2013 PUBLIC 06-08-2013). Nesse sentir, não merece processamento o apelo extremo, consoante também se denota dos fundamentos da decisão que desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja detida análise conduz à conclusão pela ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República. Nego seguimento (art. 21, § 1º, do RISTF)”. Nada colhe. Conforme expresso na decisão agravada, a discussão travada nos autos não alcança status constitucional. O exame da alegada ofensa ao art. 5º, LV, da Constituição Federal dependeria de prévia análise da legislação infraconstitucional aplicável à espécie, o que refoge à competência jurisdicional extraordinária, prevista no art. 102 da Constituição Federal. Cito precedentes: “DIREITO PROCESSUAL TRABALHISTA. ALEGAÇÃO DE VIOLAÇÃO DOS PRINCÍPIOS DO DEVIDO PROCESSO LEGAL, DO CONTRADITÓRIO E DA AMPLA DEFESA. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. REEXAME INCABÍVEL NO ÂMBITO DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL NÃO 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5874462. Supremo Tribunal Federal ARE 796623 AGR / BA ADMINISTRATIVO. NOMEAÇÃO DE CANDIDATO APROVADO EM CONCURSO PÚBLICO. IRREGULARIDADE NA CONVOCAÇÃO. 1) REEXAME DE PROVAS E DE CLÁUSULAS EDITALÍCIAS. SÚMULAS N. 279 E 454 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. 2) INTERPOSIÇÃO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO PELA ALÍNEA C DO INC. III DO ART. 102 DA CONSTITUIÇÃO. INADMISSIBILIDADE. SÚMULA 284 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO”. (ARE 727104 AgR, Relator(a): Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, julgado em 28/05/2013, PROCESSO ELETRÔNICO DJe-151 DIVULG 05-08-2013 PUBLIC 06-08-2013). Nesse sentir, não merece processamento o apelo extremo, consoante também se denota dos fundamentos da decisão que desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja detida análise conduz à conclusão pela ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República. Nego seguimento (art. 21, § 1º, do RISTF)”. Nada colhe. Conforme expresso na decisão agravada, a discussão travada nos autos não alcança status constitucional. O exame da alegada ofensa ao art. 5º, LV, da Constituição Federal dependeria de prévia análise da legislação infraconstitucional aplicável à espécie, o que refoge à competência jurisdicional extraordinária, prevista no art. 102 da Constituição Federal. Cito precedentes: “DIREITO PROCESSUAL TRABALHISTA. ALEGAÇÃO DE VIOLAÇÃO DOS PRINCÍPIOS DO DEVIDO PROCESSO LEGAL, DO CONTRADITÓRIO E DA AMPLA DEFESA. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. REEXAME INCABÍVEL NO ÂMBITO DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL NÃO 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5874462. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 12 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 796623 AGR / BA CONFIGURADA. DECISÃO FUNDAMENTADA. Impossibilidade de exame em recurso extraordinário de alegada violação, acaso existente, situada no âmbito infraconstitucional. A simples contrariedade da parte não configura ausência de fundamentação. Agravo regimental a que se nega provimento”(AI 842.445-AgR/RJ, de minha relatoria, 1ª Turma, DJe 16.4.2012). “A afronta aos princípios do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando depende, para ser reconhecida como tal, da análise de normas infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição da República” (AI 745.285-AgR/PE, Rel. Min. Dias Toffoli, 1ª Turma, unânime, DJe 01.02.2012). “RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO (LEI Nº 12.322/2010) – ALEGADA VIOLAÇÃO AO PRECEITO INSCRITO NO ART. 5º, LV, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA – AUSÊNCIA DE OFENSA DIRETA À CONSTITUIÇÃO – CONTENCIOSO DE MERA LEGALIDADE – REEXAME DE FATOS E PROVAS – IMPOSSIBILIDADE – SÚMULA 279/STF – RECURSO IMPROVIDO. - As alegações de desrespeito aos postulados da legalidade, do devido processo legal, da plenitude de defesa e da motivação dos atos decisórios, por dependerem de exame prévio e necessário da legislação comum, podem configurar, quando muito, situações caracterizadoras de ofensa meramente reflexa ao texto da Constituição, o que não basta, só por si, para viabilizar o acesso à via recursal extraordinária. Precedentes. - Não cabe recurso extraordinário, quando interposto com o objetivo de discutir questões de fato ou de examinar matéria de caráter probatório” (ARE 757.504- AgR/ES, Rel. Min. Celso de Mello, 2ª Turma, DJe 07.10.2013). “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5874462. Supremo Tribunal Federal ARE 796623 AGR / BA CONFIGURADA. DECISÃO FUNDAMENTADA. Impossibilidade de exame em recurso extraordinário de alegada violação, acaso existente, situada no âmbito infraconstitucional. A simples contrariedade da parte não configura ausência de fundamentação. Agravo regimental a que se nega provimento”(AI 842.445-AgR/RJ, de minha relatoria, 1ª Turma, DJe 16.4.2012). “A afronta aos princípios do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando depende, para ser reconhecida como tal, da análise de normas infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição da República” (AI 745.285-AgR/PE, Rel. Min. Dias Toffoli, 1ª Turma, unânime, DJe 01.02.2012). “RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO (LEI Nº 12.322/2010) – ALEGADA VIOLAÇÃO AO PRECEITO INSCRITO NO ART. 5º, LV, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA – AUSÊNCIA DE OFENSA DIRETA À CONSTITUIÇÃO – CONTENCIOSO DE MERA LEGALIDADE – REEXAME DE FATOS E PROVAS – IMPOSSIBILIDADE – SÚMULA 279/STF – RECURSO IMPROVIDO. - As alegações de desrespeito aos postulados da legalidade, do devido processo legal, da plenitude de defesa e da motivação dos atos decisórios, por dependerem de exame prévio e necessário da legislação comum, podem configurar, quando muito, situações caracterizadoras de ofensa meramente reflexa ao texto da Constituição, o que não basta, só por si, para viabilizar o acesso à via recursal extraordinária. Precedentes. - Não cabe recurso extraordinário, quando interposto com o objetivo de discutir questões de fato ou de examinar matéria de caráter probatório” (ARE 757.504- AgR/ES, Rel. Min. Celso de Mello, 2ª Turma, DJe 07.10.2013). “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5874462. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 12 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 796623 AGR / BA EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. INDEFERIMENTO DE DILIGÊNCIA PROBATÓRIA. ALEGADA CONTRARIEDADE AO ART. 5º, LV, DA CONSTITUIÇÃO. INEXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. OFENSA REFLEXA. VIOLAÇÃO AO ART. 93, IX, DA LEI MAIOR. INOCORRÊNCIA. AGRAVO IMPROVIDO. I - Os Ministros desta Corte, no ARE 639.228- RG/RJ, Rel. Min. Cezar Peluso, manifestaram-se pela inexistência de repercussão geral do tema referente à alegada violação aos princípios da ampla defesa e do contraditório nos casos de indeferimento de diligência probatória, decisão que vale para todos os recursos sobre matéria idêntica. II – Reafirmou-se, naquela ocasião, o entendimento no sentido de que a análise da alegada violação ao art. 5º, LV, da Constituição, proveniente do indeferimento de produção de prova, depende de exame da legislação processual, o que configura situação de ofensa reflexa ao texto constitucional e, portanto, inviabiliza o conhecimento do recurso extraordinário. III – Este Tribunal firmou orientação no sentido de que não há contrariedade ao art. 93, IX, da mesma Carta quando o acórdão recorrido encontra-se suficientemente fundamentado. IV - Agravo regimental improvido”(ARE 742.476-AgR/GO, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, 2ª Turma, DJe 12.6.2013). De outra parte, oportuna a transcrição parcial do acórdão proferido pelo Tribunal de Justiça do Estado da Bahia: “Cuida-se de Agravo de Instrumento, com pedido de efeito ativo, interposto por SILVIO PINTO DE OLIVEIRA E OUTROS, hostilizando decisum (fl. 19/TJ) proferido pelo MM. Juízo da 14 ª Vara dos Feitos de Rel. de Cons. Civ. e Comerciais de Salvador, que, nos autos da Ação Ordinária de Rescisão de Compromisso de Compra e Venda cumulada com Perdas e Danos e Reintegração de Posse movida em seu desfavor por HANI MOHAMED ABDEL HASSAN E OUTROS, ora agravados, indeferiu pedido de remessa dos autos ao Tribunal de Justiça da Bahia. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5874462. Supremo Tribunal Federal ARE 796623 AGR / BA EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. INDEFERIMENTO DE DILIGÊNCIA PROBATÓRIA. ALEGADA CONTRARIEDADE AO ART. 5º, LV, DA CONSTITUIÇÃO. INEXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. OFENSA REFLEXA. VIOLAÇÃO AO ART. 93, IX, DA LEI MAIOR. INOCORRÊNCIA. AGRAVO IMPROVIDO. I - Os Ministros desta Corte, no ARE 639.228- RG/RJ, Rel. Min. Cezar Peluso, manifestaram-se pela inexistência de repercussão geral do tema referente à alegada violação aos princípios da ampla defesa e do contraditório nos casos de indeferimento de diligência probatória, decisão que vale para todos os recursos sobre matéria idêntica. II – Reafirmou-se, naquela ocasião, o entendimento no sentido de que a análise da alegada violação ao art. 5º, LV, da Constituição, proveniente do indeferimento de produção de prova, depende de exame da legislação processual, o que configura situação de ofensa reflexa ao texto constitucional e, portanto, inviabiliza o conhecimento do recurso extraordinário. III – Este Tribunal firmou orientação no sentido de que não há contrariedade ao art. 93, IX, da mesma Carta quando o acórdão recorrido encontra-se suficientemente fundamentado. IV - Agravo regimental improvido”(ARE 742.476-AgR/GO, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, 2ª Turma, DJe 12.6.2013). De outra parte, oportuna a transcrição parcial do acórdão proferido pelo Tribunal de Justiça do Estado da Bahia: “Cuida-se de Agravo de Instrumento, com pedido de efeito ativo, interposto por SILVIO PINTO DE OLIVEIRA E OUTROS, hostilizando decisum (fl. 19/TJ) proferido pelo MM. Juízo da 14 ª Vara dos Feitos de Rel. de Cons. Civ. e Comerciais de Salvador, que, nos autos da Ação Ordinária de Rescisão de Compromisso de Compra e Venda cumulada com Perdas e Danos e Reintegração de Posse movida em seu desfavor por HANI MOHAMED ABDEL HASSAN E OUTROS, ora agravados, indeferiu pedido de remessa dos autos ao Tribunal de Justiça da Bahia. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5874462. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 12 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 796623 AGR / BA (…) indeferiu o pedido confeccionado no petitório de fls. 501-507, com a pretensão de que os autos principais fossem encaminhados ao Egrégio Tribunal de Justiça da Bahia, especificamente à Secretaria Especial de Recursos, para que fosse apreciado pela 2ª Vice-Presidência, o pedido de republicação das intimações das decisões monocráticas que inadmitiram os recursos especial e extraordinário. (...) Em referência à decisão objurgada neste recurso instrumental, entendo que o magistrado de piso agiu de forma correta e jurídica, porquanto sua postura fundamentou-se na literalidade textual e lógica, não apenas do teor do despacho de fl. 197/TJ, mas da própria ordem emanada no dispositivo do acórdão do mandado de segurança, a qual deixou de acolher os pedidos que faziam referência à possibilidade de republicação das intimações. (…) Note-se, portanto, que os autos retornaram do Tribunal de Justiça, através de ordem legal interna corporis, sendo direcionados à instância ordinária para processamento regular do feito. Logo, reputo acertada a decisão do magistrado singular, a qual se encontra amparada e dotada de juridicidade. Frise-se que, em que pese discordância do agravante, os autos principais já foram devolvidos à instância ad quem ‘para adoção das medidas cabíveis pelo órgão competente’ (fl. 09/TJ), visto que há comprovação de que o eminente Des. 2º Vice- Presidente, em comento ao dispositivo do acórdão de fl. 178- 181/TJ, explicitou impossibilidade de reabertura de prazo recursal. Do quanto coligido nos autos, à exaustão, reputo não ser esta a via eleita hábil à análise da irresignação dos agravantes, sobretudo no que se refere à nulidade absoluta. Isto pois, a insurgência contra este vício processual evidenciado impõe a utilização e manejo de via recursal hábil, o que, de fato, não foi feito à contento. (…)” Emerge do acórdão que ensejou o manejo do recurso extraordinário 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5874462. Supremo Tribunal Federal ARE 796623 AGR / BA (…) indeferiu o pedido confeccionado no petitório de fls. 501-507, com a pretensão de que os autos principais fossem encaminhados ao Egrégio Tribunal de Justiça da Bahia, especificamente à Secretaria Especial de Recursos, para que fosse apreciado pela 2ª Vice-Presidência, o pedido de republicação das intimações das decisões monocráticas que inadmitiram os recursos especial e extraordinário. (...) Em referência à decisão objurgada neste recurso instrumental, entendo que o magistrado de piso agiu de forma correta e jurídica, porquanto sua postura fundamentou-se na literalidade textual e lógica, não apenas do teor do despacho de fl. 197/TJ, mas da própria ordem emanada no dispositivo do acórdão do mandado de segurança, a qual deixou de acolher os pedidos que faziam referência à possibilidade de republicação das intimações. (…) Note-se, portanto, que os autos retornaram do Tribunal de Justiça, através de ordem legal interna corporis, sendo direcionados à instância ordinária para processamento regular do feito. Logo, reputo acertada a decisão do magistrado singular, a qual se encontra amparada e dotada de juridicidade. Frise-se que, em que pese discordância do agravante, os autos principais já foram devolvidos à instância ad quem ‘para adoção das medidas cabíveis pelo órgão competente’ (fl. 09/TJ), visto que há comprovação de que o eminente Des. 2º Vice- Presidente, em comento ao dispositivo do acórdão de fl. 178- 181/TJ, explicitou impossibilidade de reabertura de prazo recursal. Do quanto coligido nos autos, à exaustão, reputo não ser esta a via eleita hábil à análise da irresignação dos agravantes, sobretudo no que se refere à nulidade absoluta. Isto pois, a insurgência contra este vício processual evidenciado impõe a utilização e manejo de via recursal hábil, o que, de fato, não foi feito à contento. (…)” Emerge do acórdão que ensejou o manejo do recurso extraordinário 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5874462. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 12 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 796623 AGR / BA que o Tribunal a quo decidiu controvérsia referente à alegado vício de publicação e à necessidade de republicação das intimações das decisões monocráticas que inadmitiram os recursos especial e extraordinário. Divergir da conclusão do acórdão recorrido demandaria a reelaboração da moldura fática delineada na origem, inviável em sede recursal extraordinária. Aplicação da Súmula 279/STF: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário.” Nesse contexto, as razões do agravo regimental não são aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere à ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República. Agravo regimental conhecido e não provido. É como voto. 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5874462. Supremo Tribunal Federal ARE 796623 AGR / BA que o Tribunal a quo decidiu controvérsia referente à alegado vício de publicação e à necessidade de republicação das intimações das decisões monocráticas que inadmitiram os recursos especial e extraordinário. Divergir da conclusão do acórdão recorrido demandaria a reelaboração da moldura fática delineada na origem, inviável em sede recursal extraordinária. Aplicação da Súmula 279/STF: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário.” Nesse contexto, as razões do agravo regimental não são aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere à ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República. Agravo regimental conhecido e não provido. É como voto. 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5874462. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 12 Extrato de Ata - 25/03/2014 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 796.623 PROCED. : BAHIA RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : SILVIO PINTO DE OLIVEIRA AGTE.(S) : MARIA ELENICE PIRES DE OLIVEIRA ADV.(A/S) : IVONE NASCIMENTO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : HANI MOHAMED ABDEL GHANI HASSAN AGDO.(A/S) : VALKIRIA MANTEY GHANI ADV.(A/S) : FELIPPE CARDOZO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : ANDRE MARINHO MENDONÇA ADV.(A/S) : MARINA BASILE Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da relatora. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 25.3.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 5949937 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 796.623 PROCED. : BAHIA RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : SILVIO PINTO DE OLIVEIRA AGTE.(S) : MARIA ELENICE PIRES DE OLIVEIRA ADV.(A/S) : IVONE NASCIMENTO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : HANI MOHAMED ABDEL GHANI HASSAN AGDO.(A/S) : VALKIRIA MANTEY GHANI ADV.(A/S) : FELIPPE CARDOZO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : ANDRE MARINHO MENDONÇA ADV.(A/S) : MARINA BASILE Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da relatora. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 25.3.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 5949937 Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 12
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=5955368
2014-03-25T00:00:00
2014-05-28T00:00:00
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da relatora. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 25.3.2014.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
EMENTA DIREITO PROCESSUAL CIVIL. ALEGAÇÃO DE OFENSA AO CONTRADITÓRIO E À AMPLA DEFESA. DEBATE DE ÂMBITO INFRACONSTITUCIONAL. ANÁLISE DA OCORRÊNCIA DE EVENTUAL AFRONTA AO PRECEITO CONSTITUCIONAL INVOCADO NO APELO EXTREMO DEPENDENTE DA REELABORAÇÃO DA MOLDURA FÁTICA CONSTANTE DO ACÓRDÃO RECORRIDO. APLICAÇÃO DO ÓBICE DA SÚMULA 279/STF. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 25.01.2013. O exame da alegada ofensa ao art. 5º, LV, da Constituição Federal dependeria de prévia análise da legislação infraconstitucional aplicada à espécie, o que refoge à competência jurisdicional extraordinária, prevista no art. 102 da Constituição Federal. Precedentes. Divergir do entendimento do Tribunal a quo no tocante à alegado vício de publicação e à necessidade de republicação das intimações das decisões monocráticas que inadmitiram os recursos especial e extraordinário demandaria a reelaboração da moldura fática delineada na origem, inviável em sede recursal extraordinária. Aplicação do óbice da Súmula 279/STF. Agravo regimental conhecido e não provido.
sjur265629
- Acórdão(s) citado(s): (OFENSA REFLEXA) AI 842445 AgR (1ªT), AI 745285 AgR (1ªT), ARE 742476 AgR (2ªT), ARE 757504 AgR (2ªT). Número de páginas: 12. Análise: 03/06/2014, BRU.
ROSA WEBER
Primeira Turma
796623
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00005 INC-00055\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 796623 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : SILVIO PINTO DE OLIVEIRA AGTE.(S) : MARIA ELENICE PIRES DE OLIVEIRA ADV.(A/S) : IVONE NASCIMENTO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : HANI MOHAMED ABDEL GHANI HASSAN AGDO.(A/S) : VALKIRIA MANTEY GHANI ADV.(A/S) : FELIPPE CARDOZO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : ANDRE MARINHO MENDONÇA ADV.(A/S) : MARINA BASILE
[ "" ]
Ementa e Acórdão 25/03/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 796.623 BAHIA RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :SILVIO PINTO DE OLIVEIRA AGTE.(S) :MARIA ELENICE PIRES DE OLIVEIRA ADV.(A/S) :IVONE NASCIMENTO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :HANI MOHAMED ABDEL GHANI HASSAN AGDO.(A/S) :VALKIRIA MANTEY GHANI ADV.(A/S) :FELIPPE CARDOZO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :ANDRE MARINHO MENDONÇA ADV.(A/S) :MARINA BASILE EMENTA DIREITO PROCESSUAL CIVIL. ALEGAÇÃO DE OFENSA AO CONTRADITÓRIO E À AMPLA DEFESA. DEBATE DE ÂMBITO INFRACONSTITUCIONAL. ANÁLISE DA OCORRÊNCIA DE EVENTUAL AFRONTA AO PRECEITO CONSTITUCIONAL INVOCADO NO APELO EXTREMO DEPENDENTE DA REELABORAÇÃO DA MOLDURA FÁTICA CONSTANTE DO ACÓRDÃO RECORRIDO. APLICAÇÃO DO ÓBICE DA SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 25.01.2013. O exame da alegada ofensa ao art. 5..., LV, da Constituição Federal dependeria de prévia análise da legislação infraconstitucional aplicada à espécie, o que refoge à competência jurisdicional extraordinária, prevista no art. 102 da Constituição Federal. Precedentes. Divergir do entendimento do Tribunal a quo no tocante à alegado vício de publicação e à necessidade de republicação das intimações das decisões monocráticas que inadmitiram os recursos especial e extraordinário demandaria a reelaboração da moldura fática delineada na origem, inviável em sede recursal extraordinária. Aplicação do óbice da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal. Agravo regimental conhecido e não provido. A C Ó R D Ã O Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5874460. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 12 Ementa e Acórdão ARE 796623 AGR / BA Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Brasília, 25 de março de 2014. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5874460. Supremo Tribunal Federal ARE 796623 AGR / BA Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Brasília, 25 de março de 2014. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5874460. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 12 Relatório 25/03/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 796.623 BAHIA RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :SILVIO PINTO DE OLIVEIRA AGTE.(S) :MARIA ELENICE PIRES DE OLIVEIRA ADV.(A/S) :IVONE NASCIMENTO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :HANI MOHAMED ABDEL GHANI HASSAN AGDO.(A/S) :VALKIRIA MANTEY GHANI ADV.(A/S) :FELIPPE CARDOZO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :ANDRE MARINHO MENDONÇA ADV.(A/S) :MARINA BASILE R E L A T Ó R I O A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra decisão por mim proferida, mediante a qual negado provimento a seu agravo em recurso extraordinário, maneja agravo regimental Silvio Pinto de Oliveira e Maria Elenice Pires de Oliveira. Os agravantes insurgem-se contra a decisão agravada, ao argumento de que “(...) se trata de um caso de nulidade absoluta, em que foi retirada a oportunidade de os agravantes esboçarem ampla defesa, garantia erigida no artigo 5..., inciso LV, da Constituição Federal, implicando cerceamento do direito de defesa, uma vez que houve vício de publicação nos autos da Apelação Cível, devidamente constatado na Ação Mandamental, mas que, lamentavelmente, não foi sanado pela Secretaria Especial de Recursos, órgão ao qual caberia a incumbência de republicar as decisões, em face do reconhecimento da mencionada nulidade pelas Câmaras Cíveis Reunidas do Tribunal de Justiça da Bahia”. Afirmam que “(...) trata-se de formalismo excessivo a exigência da ofensa direta, além de cercear o direito do individuo de ter acesso à justiça, (...)”. Insistem na alegação de afronta direta ao art. 5..., LV, da Constituição Federal. Acórdão do Tribunal de Justiça do Estado da Bahia publicado em 25.01.2013. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5933531. Supremo Tribunal Federal 25/03/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 796.623 BAHIA RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :SILVIO PINTO DE OLIVEIRA AGTE.(S) :MARIA ELENICE PIRES DE OLIVEIRA ADV.(A/S) :IVONE NASCIMENTO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :HANI MOHAMED ABDEL GHANI HASSAN AGDO.(A/S) :VALKIRIA MANTEY GHANI ADV.(A/S) :FELIPPE CARDOZO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :ANDRE MARINHO MENDONÇA ADV.(A/S) :MARINA BASILE R E L A T Ó R I O A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra decisão por mim proferida, mediante a qual negado provimento a seu agravo em recurso extraordinário, maneja agravo regimental Silvio Pinto de Oliveira e Maria Elenice Pires de Oliveira. Os agravantes insurgem-se contra a decisão agravada, ao argumento de que “(...) se trata de um caso de nulidade absoluta, em que foi retirada a oportunidade de os agravantes esboçarem ampla defesa, garantia erigida no artigo 5..., inciso LV, da Constituição Federal, implicando cerceamento do direito de defesa, uma vez que houve vício de publicação nos autos da Apelação Cível, devidamente constatado na Ação Mandamental, mas que, lamentavelmente, não foi sanado pela Secretaria Especial de Recursos, órgão ao qual caberia a incumbência de republicar as decisões, em face do reconhecimento da mencionada nulidade pelas Câmaras Cíveis Reunidas do Tribunal de Justiça da Bahia”. Afirmam que “(...) trata-se de formalismo excessivo a exigência da ofensa direta, além de cercear o direito do individuo de ter acesso à justiça, (...)”. Insistem na alegação de afronta direta ao art. 5..., LV, da Constituição Federal. Acórdão do Tribunal de Justiça do Estado da Bahia publicado em 25.01.2013. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5933531. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 12 Voto - MIN. ROSA WEBER 25/03/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 796.623 BAHIA V O T O A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame do mérito. Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo: “Vistos etc. Contra o juízo negativo de admissibilidade do recurso extraordinário, exarado pela Presidência do Tribunal a quo, foi manejado agravo. Na minuta, sustenta-se que o recurso extraordinário reúne todos os requisitos para sua admissão. Aparelhado o recurso na afronta ao art. 5..., LV, da Constituição Federal. É o relatório. Decido. Preenchidos os pressupostos extrínsecos. Da detida análise dos fundamentos da decisão denegatória de seguimento do recurso extraordinário, bem como à luz das razões de decidir adotadas pelo Tribunal de origem, por ocasião do julgamento do recurso veiculado na instância ordinária, concluo que nada colhe o agravo. O exame de eventual ofensa aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais, consagradores dos princípios da inafastabilidade da prestação jurisdicional, da proteção ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito e à coisa julgada, bem como ao devido processo legal, ao contraditório e à ampla defesa (art. 5... da Lei Maior), demanda, em primeiro plano, a interpretação das normas infraconstitucionais aplicáveis à espécie, de tal modo que, se afronta ocorresse, seria indireta, o que não atende à exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência deste egrégio Supremo Tribunal Federal, verbis: Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5874462. Supremo Tribunal Federal 25/03/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 796.623 BAHIA V O T O A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame do mérito. Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo: “Vistos etc. Contra o juízo negativo de admissibilidade do recurso extraordinário, exarado pela Presidência do Tribunal a quo, foi manejado agravo. Na minuta, sustenta-se que o recurso extraordinário reúne todos os requisitos para sua admissão. Aparelhado o recurso na afronta ao art. 5..., LV, da Constituição Federal. É o relatório. Decido. Preenchidos os pressupostos extrínsecos. Da detida análise dos fundamentos da decisão denegatória de seguimento do recurso extraordinário, bem como à luz das razões de decidir adotadas pelo Tribunal de origem, por ocasião do julgamento do recurso veiculado na instância ordinária, concluo que nada colhe o agravo. O exame de eventual ofensa aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais, consagradores dos princípios da inafastabilidade da prestação jurisdicional, da proteção ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito e à coisa julgada, bem como ao devido processo legal, ao contraditório e à ampla defesa (art. 5... da Lei Maior), demanda, em primeiro plano, a interpretação das normas infraconstitucionais aplicáveis à espécie, de tal modo que, se afronta ocorresse, seria indireta, o que não atende à exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência deste egrégio Supremo Tribunal Federal, verbis: Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5874462. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 12 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 796623 AGR / BA "RECURSO. Extraordinário. Inadmissibilidade. Alegação de ofensa ao art. 5..., XXII, XXIII, XXIV, LIV e LV, da Constituição Federal. Violações dependentes de reexame prévio de normas inferiores. Ofensa constitucional indireta. Matéria fática. Súmula 279. Agravo regimental não provido. É pacífica a jurisprudência desta Corte, no sentido de não tolerar, em recurso extraordinário, alegação de ofensa que, irradiando-se de má interpretação, aplicação, ou, até, inobservância de normas infraconstitucionais, seria apenas indireta à Constituição da República, e, muito menos, de reexame de provas" (Supremo Tribunal Federal-AI-AgR-495.880/SP, Relator Ministro Cezar Peluso, 1... Turma, DJ 05.8.2005). "Recurso extraordinário: descabimento: acórdão recorrido, do Tribunal Superior do Trabalho, que decidiu a questão à luz de legislação infraconstitucional: alegada violação ao texto constitucional que, se ocorresse, seria reflexa ou indireta; ausência de negativa de prestação jurisdicional ou de defesa aos princípios compreendidos nos arts. 5..., II, XXXV, LIV e LV e 93, IX, da Constituição Federal." (Supremo Tribunal Federal-AI-AgR-436.911/SE, Relator Ministro Sepúlveda Pertence, 1... Turma, DJ 17.6.2005) "CONSTITUCIONAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO: ALEGAÇÃO DE OFENSA À C.F., art. 5..., II, XXXV, XXXVI, LIV e LV. I. - Ao Judiciário cabe, no conflito de interesses, fazer valer a vontade concreta da lei, interpretando-a. Se, em tal operação, interpreta razoavelmente ou desarrazoadamente a lei, a questão fica no campo da legalidade, inocorrendo o contencioso constitucional. II. - Decisão contrária ao interesse da parte não configura negativa de prestação jurisdicional (C.F., art. 5..., XXXV). III. - A verificação, no caso concreto, da existência, ou não, do direito adquirido, situa-se no campo 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5874462. Supremo Tribunal Federal ARE 796623 AGR / BA "RECURSO. Extraordinário. Inadmissibilidade. Alegação de ofensa ao art. 5..., XXII, XXIII, XXIV, LIV e LV, da Constituição Federal. Violações dependentes de reexame prévio de normas inferiores. Ofensa constitucional indireta. Matéria fática. Súmula 279. Agravo regimental não provido. É pacífica a jurisprudência desta Corte, no sentido de não tolerar, em recurso extraordinário, alegação de ofensa que, irradiando-se de má interpretação, aplicação, ou, até, inobservância de normas infraconstitucionais, seria apenas indireta à Constituição da República, e, muito menos, de reexame de provas" (Supremo Tribunal Federal-AI-AgR-495.880/SP, Relator Ministro Cezar Peluso, 1... Turma, DJ 05.8.2005). "Recurso extraordinário: descabimento: acórdão recorrido, do Tribunal Superior do Trabalho, que decidiu a questão à luz de legislação infraconstitucional: alegada violação ao texto constitucional que, se ocorresse, seria reflexa ou indireta; ausência de negativa de prestação jurisdicional ou de defesa aos princípios compreendidos nos arts. 5..., II, XXXV, LIV e LV e 93, IX, da Constituição Federal." (Supremo Tribunal Federal-AI-AgR-436.911/SE, Relator Ministro Sepúlveda Pertence, 1... Turma, DJ 17.6.2005) "CONSTITUCIONAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO: ALEGAÇÃO DE OFENSA À C.F., art. 5..., II, XXXV, XXXVI, LIV e LV. I. - Ao Judiciário cabe, no conflito de interesses, fazer valer a vontade concreta da lei, interpretando-a. Se, em tal operação, interpreta razoavelmente ou desarrazoadamente a lei, a questão fica no campo da legalidade, inocorrendo o contencioso constitucional. II. - Decisão contrária ao interesse da parte não configura negativa de prestação jurisdicional (C.F., art. 5..., XXXV). III. - A verificação, no caso concreto, da existência, ou não, do direito adquirido, situa-se no campo 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5874462. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 12 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 796623 AGR / BA infraconstitucional. IV. - Alegação de ofensa ao devido processo legal: C.F., art. 5..., LIV e LV: se ofensa tivesse havido, seria ela indireta, reflexa, dado que a ofensa direta seria a normas processuais. E a ofensa a preceito constitucional que autoriza a admissão do recurso extraordinário é a ofensa direta, frontal. V. - Agravo não provido" (Supremo Tribunal Federal-Recurso Extraordinário-AgR-154.158/SP, Relator Ministro Carlos Velloso, 2... Turma, DJ 20.9.2002). "TRABALHISTA. ACÓRDÃO QUE NÃO ADMITIU RECURSO DE REVISTA, INTERPOSTO PARA AFASTAR PENHORA SOBRE BENS ALIENADOS FIDUCIARIAMENTE EM GARANTIA DE FINANCIAMENTO POR MEIO DE CÉDULA DE CRÉDITO À EXPORTAÇÃO. DECRETO-LEI 413/69 E LEI 4.728/65. ALEGADA AFRONTA AO ART. 5..., II, XXII, XXXV E XXXVI, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. Questão insuscetível de ser apreciada senão por via da legislação infraconstitucional que fundamentou o acórdão, procedimento inviável em sede de recurso extraordinário, onde não cabe a aferição de ofensa reflexa e indireta à Carta Magna. Recurso não conhecido" (Supremo Tribunal Federal-Recurso Extraordinário- 153.781/DF, Relator Ministro Ilmar Galvão, 1... Turma, DJ 02.02.2001). O Tribunal de origem, na hipótese em apreço, lastreou-se na prova produzida para firmar seu convencimento, razão pela qual aferir a ocorrência de eventual afronta aos preceitos constitucionais invocados no apelo extremo exigiria o revolvimento do quadro fático delineado, procedimento vedado em sede extraordinária. Aplicação da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário”. Nesse sentido: “EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5874462. Supremo Tribunal Federal ARE 796623 AGR / BA infraconstitucional. IV. - Alegação de ofensa ao devido processo legal: C.F., art. 5..., LIV e LV: se ofensa tivesse havido, seria ela indireta, reflexa, dado que a ofensa direta seria a normas processuais. E a ofensa a preceito constitucional que autoriza a admissão do recurso extraordinário é a ofensa direta, frontal. V. - Agravo não provido" (Supremo Tribunal Federal-Recurso Extraordinário-AgR-154.158/SP, Relator Ministro Carlos Velloso, 2... Turma, DJ 20.9.2002). "TRABALHISTA. ACÓRDÃO QUE NÃO ADMITIU RECURSO DE REVISTA, INTERPOSTO PARA AFASTAR PENHORA SOBRE BENS ALIENADOS FIDUCIARIAMENTE EM GARANTIA DE FINANCIAMENTO POR MEIO DE CÉDULA DE CRÉDITO À EXPORTAÇÃO. DECRETO-LEI 413/69 E LEI 4.728/65. ALEGADA AFRONTA AO ART. 5..., II, XXII, XXXV E XXXVI, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. Questão insuscetível de ser apreciada senão por via da legislação infraconstitucional que fundamentou o acórdão, procedimento inviável em sede de recurso extraordinário, onde não cabe a aferição de ofensa reflexa e indireta à Carta Magna. Recurso não conhecido" (Supremo Tribunal Federal-Recurso Extraordinário- 153.781/DF, Relator Ministro Ilmar Galvão, 1... Turma, DJ 02.02.2001). O Tribunal de origem, na hipótese em apreço, lastreou-se na prova produzida para firmar seu convencimento, razão pela qual aferir a ocorrência de eventual afronta aos preceitos constitucionais invocados no apelo extremo exigiria o revolvimento do quadro fático delineado, procedimento vedado em sede extraordinária. Aplicação da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário”. Nesse sentido: “EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5874462. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 12 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 796623 AGR / BA ADMINISTRATIVO. NOMEAÇÃO DE CANDIDATO APROVADO EM CONCURSO PÚBLICO. IRREGULARIDADE NA CONVOCAÇÃO. 1) REEXAME DE PROVAS E DE CLÁUSULAS EDITALÍCIAS. SÚMULAS N. 279 E 454 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. 2) INTERPOSIÇÃO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO PELA ALÍNEA C DO INC. III DO ART. 102 DA CONSTITUIÇÃO. INADMISSIBILIDADE. SÚMULA 284 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO”. (ARE 727104 AgR, Relator(a): Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, julgado em 28/05/2013, PROCESSO ELETRÔNICO DJe-151 DIVULG 05-08-2013 PUBLIC 06-08-2013). Nesse sentir, não merece processamento o apelo extremo, consoante também se denota dos fundamentos da decisão que desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja detida análise conduz à conclusão pela ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República. Nego seguimento (art. 21, § 1..., do RISTF)”. Nada colhe. Conforme expresso na decisão agravada, a discussão travada nos autos não alcança status constitucional. O exame da alegada ofensa ao art. 5..., LV, da Constituição Federal dependeria de prévia análise da legislação infraconstitucional aplicável à espécie, o que refoge à competência jurisdicional extraordinária, prevista no art. 102 da Constituição Federal. Cito precedentes: “DIREITO PROCESSUAL TRABALHISTA. ALEGAÇÃO DE VIOLAÇÃO DOS PRINCÍPIOS DO DEVIDO PROCESSO LEGAL, DO CONTRADITÓRIO E DA AMPLA DEFESA. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. REEXAME INCABÍVEL NO ÂMBITO DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL NÃO 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5874462. Supremo Tribunal Federal ARE 796623 AGR / BA ADMINISTRATIVO. NOMEAÇÃO DE CANDIDATO APROVADO EM CONCURSO PÚBLICO. IRREGULARIDADE NA CONVOCAÇÃO. 1) REEXAME DE PROVAS E DE CLÁUSULAS EDITALÍCIAS. SÚMULAS N. 279 E 454 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. 2) INTERPOSIÇÃO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO PELA ALÍNEA C DO INC. III DO ART. 102 DA CONSTITUIÇÃO. INADMISSIBILIDADE. SÚMULA 284 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO”. (ARE 727104 AgR, Relator(a): Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, julgado em 28/05/2013, PROCESSO ELETRÔNICO DJe-151 DIVULG 05-08-2013 PUBLIC 06-08-2013). Nesse sentir, não merece processamento o apelo extremo, consoante também se denota dos fundamentos da decisão que desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja detida análise conduz à conclusão pela ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República. Nego seguimento (art. 21, § 1..., do RISTF)”. Nada colhe. Conforme expresso na decisão agravada, a discussão travada nos autos não alcança status constitucional. O exame da alegada ofensa ao art. 5..., LV, da Constituição Federal dependeria de prévia análise da legislação infraconstitucional aplicável à espécie, o que refoge à competência jurisdicional extraordinária, prevista no art. 102 da Constituição Federal. Cito precedentes: “DIREITO PROCESSUAL TRABALHISTA. ALEGAÇÃO DE VIOLAÇÃO DOS PRINCÍPIOS DO DEVIDO PROCESSO LEGAL, DO CONTRADITÓRIO E DA AMPLA DEFESA. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. REEXAME INCABÍVEL NO ÂMBITO DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL NÃO 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5874462. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 12 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 796623 AGR / BA CONFIGURADA. DECISÃO FUNDAMENTADA. Impossibilidade de exame em recurso extraordinário de alegada violação, acaso existente, situada no âmbito infraconstitucional. A simples contrariedade da parte não configura ausência de fundamentação. Agravo regimental a que se nega provimento”(AI 842.445-AgR/RJ, de minha relatoria, 1... Turma, DJe 16.4.2012). “A afronta aos princípios do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando depende, para ser reconhecida como tal, da análise de normas infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição da República” (AI 745.285-AgR/PE, Rel. Min. Dias Toffoli, 1... Turma, unânime, DJe 01.02.2012). “RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO (LEI n 12.322/2010) – ALEGADA VIOLAÇÃO AO PRECEITO INSCRITO NO ART. 5..., LV, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA – AUSÊNCIA DE OFENSA DIRETA À CONSTITUIÇÃO – CONTENCIOSO DE MERA LEGALIDADE – REEXAME DE FATOS E PROVAS – IMPOSSIBILIDADE – SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal – RECURSO IMPROVIDO. - As alegações de desrespeito aos postulados da legalidade, do devido processo legal, da plenitude de defesa e da motivação dos atos decisórios, por dependerem de exame prévio e necessário da legislação comum, podem configurar, quando muito, situações caracterizadoras de ofensa meramente reflexa ao texto da Constituição, o que não basta, só por si, para viabilizar o acesso à via recursal extraordinária. Precedentes. - Não cabe recurso extraordinário, quando interposto com o objetivo de discutir questões de fato ou de examinar matéria de caráter probatório” (ARE 757.504- AgR/ES, Rel. Min. Celso de Mello, 2... Turma, DJe 07.10.2013). “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5874462. Supremo Tribunal Federal ARE 796623 AGR / BA CONFIGURADA. DECISÃO FUNDAMENTADA. Impossibilidade de exame em recurso extraordinário de alegada violação, acaso existente, situada no âmbito infraconstitucional. A simples contrariedade da parte não configura ausência de fundamentação. Agravo regimental a que se nega provimento”(AI 842.445-AgR/RJ, de minha relatoria, 1... Turma, DJe 16.4.2012). “A afronta aos princípios do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando depende, para ser reconhecida como tal, da análise de normas infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição da República” (AI 745.285-AgR/PE, Rel. Min. Dias Toffoli, 1... Turma, unânime, DJe 01.02.2012). “RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO (LEI n 12.322/2010) – ALEGADA VIOLAÇÃO AO PRECEITO INSCRITO NO ART. 5..., LV, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA – AUSÊNCIA DE OFENSA DIRETA À CONSTITUIÇÃO – CONTENCIOSO DE MERA LEGALIDADE – REEXAME DE FATOS E PROVAS – IMPOSSIBILIDADE – SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal – RECURSO IMPROVIDO. - As alegações de desrespeito aos postulados da legalidade, do devido processo legal, da plenitude de defesa e da motivação dos atos decisórios, por dependerem de exame prévio e necessário da legislação comum, podem configurar, quando muito, situações caracterizadoras de ofensa meramente reflexa ao texto da Constituição, o que não basta, só por si, para viabilizar o acesso à via recursal extraordinária. Precedentes. - Não cabe recurso extraordinário, quando interposto com o objetivo de discutir questões de fato ou de examinar matéria de caráter probatório” (ARE 757.504- AgR/ES, Rel. Min. Celso de Mello, 2... Turma, DJe 07.10.2013). “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5874462. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 12 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 796623 AGR / BA EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. INDEFERIMENTO DE DILIGÊNCIA PROBATÓRIA. ALEGADA CONTRARIEDADE AO ART. 5..., LV, DA CONSTITUIÇÃO. INEXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. OFENSA REFLEXA. VIOLAÇÃO AO ART. 93, IX, DA LEI MAIOR. INOCORRÊNCIA. AGRAVO IMPROVIDO. I - Os Ministros desta Corte, no ARE 639.228- RG/RJ, Rel. Min. Cezar Peluso, manifestaram-se pela inexistência de repercussão geral do tema referente à alegada violação aos princípios da ampla defesa e do contraditório nos casos de indeferimento de diligência probatória, decisão que vale para todos os recursos sobre matéria idêntica. II – Reafirmou-se, naquela ocasião, o entendimento no sentido de que a análise da alegada violação ao art. 5..., LV, da Constituição, proveniente do indeferimento de produção de prova, depende de exame da legislação processual, o que configura situação de ofensa reflexa ao texto constitucional e, portanto, inviabiliza o conhecimento do recurso extraordinário. III – Este Tribunal firmou orientação no sentido de que não há contrariedade ao art. 93, IX, da mesma Carta quando o acórdão recorrido encontra-se suficientemente fundamentado. IV - Agravo regimental improvido”(ARE 742.476-AgR/GO, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, 2... Turma, DJe 12.6.2013). De outra parte, oportuna a transcrição parcial do acórdão proferido pelo Tribunal de Justiça do Estado da Bahia: “Cuida-se de Agravo de Instrumento, com pedido de efeito ativo, interposto por SILVIO PINTO DE OLIVEIRA E OUTROS, hostilizando decisum (fl. 19/TJ) proferido pelo MM. Juízo da 14 Vara dos Feitos de Rel. de Cons. Civ. e Comerciais de Salvador, que, nos autos da Ação Ordinária de Rescisão de Compromisso de Compra e Venda cumulada com Perdas e Danos e Reintegração de Posse movida em seu desfavor por HANI MOHAMED ABDEL HASSAN E OUTROS, ora agravados, indeferiu pedido de remessa dos autos ao Tribunal de Justiça da Bahia. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5874462. Supremo Tribunal Federal ARE 796623 AGR / BA EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. INDEFERIMENTO DE DILIGÊNCIA PROBATÓRIA. ALEGADA CONTRARIEDADE AO ART. 5..., LV, DA CONSTITUIÇÃO. INEXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. OFENSA REFLEXA. VIOLAÇÃO AO ART. 93, IX, DA LEI MAIOR. INOCORRÊNCIA. AGRAVO IMPROVIDO. I - Os Ministros desta Corte, no ARE 639.228- RG/RJ, Rel. Min. Cezar Peluso, manifestaram-se pela inexistência de repercussão geral do tema referente à alegada violação aos princípios da ampla defesa e do contraditório nos casos de indeferimento de diligência probatória, decisão que vale para todos os recursos sobre matéria idêntica. II – Reafirmou-se, naquela ocasião, o entendimento no sentido de que a análise da alegada violação ao art. 5..., LV, da Constituição, proveniente do indeferimento de produção de prova, depende de exame da legislação processual, o que configura situação de ofensa reflexa ao texto constitucional e, portanto, inviabiliza o conhecimento do recurso extraordinário. III – Este Tribunal firmou orientação no sentido de que não há contrariedade ao art. 93, IX, da mesma Carta quando o acórdão recorrido encontra-se suficientemente fundamentado. IV - Agravo regimental improvido”(ARE 742.476-AgR/GO, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, 2... Turma, DJe 12.6.2013). De outra parte, oportuna a transcrição parcial do acórdão proferido pelo Tribunal de Justiça do Estado da Bahia: “Cuida-se de Agravo de Instrumento, com pedido de efeito ativo, interposto por SILVIO PINTO DE OLIVEIRA E OUTROS, hostilizando decisum (fl. 19/TJ) proferido pelo MM. Juízo da 14 Vara dos Feitos de Rel. de Cons. Civ. e Comerciais de Salvador, que, nos autos da Ação Ordinária de Rescisão de Compromisso de Compra e Venda cumulada com Perdas e Danos e Reintegração de Posse movida em seu desfavor por HANI MOHAMED ABDEL HASSAN E OUTROS, ora agravados, indeferiu pedido de remessa dos autos ao Tribunal de Justiça da Bahia. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5874462. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 12 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 796623 AGR / BA (…) indeferiu o pedido confeccionado no petitório de fls. 501-507, com a pretensão de que os autos principais fossem encaminhados ao Egrégio Tribunal de Justiça da Bahia, especificamente à Secretaria Especial de Recursos, para que fosse apreciado pela 2... Vice-Presidência, o pedido de republicação das intimações das decisões monocráticas que inadmitiram os recursos especial e extraordinário. (...) Em referência à decisão objurgada neste recurso instrumental, entendo que o magistrado de piso agiu de forma correta e jurídica, porquanto sua postura fundamentou-se na literalidade textual e lógica, não apenas do teor do despacho de fl. 197/TJ, mas da própria ordem emanada no dispositivo do acórdão do mandado de segurança, a qual deixou de acolher os pedidos que faziam referência à possibilidade de republicação das intimações. (…) Note-se, portanto, que os autos retornaram do Tribunal de Justiça, através de ordem legal interna corporis, sendo direcionados à instância ordinária para processamento regular do feito. Logo, reputo acertada a decisão do magistrado singular, a qual se encontra amparada e dotada de juridicidade. Frise-se que, em que pese discordância do agravante, os autos principais já foram devolvidos à instância ad quem ‘para adoção das medidas cabíveis pelo órgão competente’ (fl. 09/TJ), visto que há comprovação de que o eminente Des. 2... Vice- Presidente, em comento ao dispositivo do acórdão de fl. 178- 181/TJ, explicitou impossibilidade de reabertura de prazo recursal. Do quanto coligido nos autos, à exaustão, reputo não ser esta a via eleita hábil à análise da irresignação dos agravantes, sobretudo no que se refere à nulidade absoluta. Isto pois, a insurgência contra este vício processual evidenciado impõe a utilização e manejo de via recursal hábil, o que, de fato, não foi feito à contento. (…)” Emerge do acórdão que ensejou o manejo do recurso extraordinário 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5874462. Supremo Tribunal Federal ARE 796623 AGR / BA (…) indeferiu o pedido confeccionado no petitório de fls. 501-507, com a pretensão de que os autos principais fossem encaminhados ao Egrégio Tribunal de Justiça da Bahia, especificamente à Secretaria Especial de Recursos, para que fosse apreciado pela 2... Vice-Presidência, o pedido de republicação das intimações das decisões monocráticas que inadmitiram os recursos especial e extraordinário. (...) Em referência à decisão objurgada neste recurso instrumental, entendo que o magistrado de piso agiu de forma correta e jurídica, porquanto sua postura fundamentou-se na literalidade textual e lógica, não apenas do teor do despacho de fl. 197/TJ, mas da própria ordem emanada no dispositivo do acórdão do mandado de segurança, a qual deixou de acolher os pedidos que faziam referência à possibilidade de republicação das intimações. (…) Note-se, portanto, que os autos retornaram do Tribunal de Justiça, através de ordem legal interna corporis, sendo direcionados à instância ordinária para processamento regular do feito. Logo, reputo acertada a decisão do magistrado singular, a qual se encontra amparada e dotada de juridicidade. Frise-se que, em que pese discordância do agravante, os autos principais já foram devolvidos à instância ad quem ‘para adoção das medidas cabíveis pelo órgão competente’ (fl. 09/TJ), visto que há comprovação de que o eminente Des. 2... Vice- Presidente, em comento ao dispositivo do acórdão de fl. 178- 181/TJ, explicitou impossibilidade de reabertura de prazo recursal. Do quanto coligido nos autos, à exaustão, reputo não ser esta a via eleita hábil à análise da irresignação dos agravantes, sobretudo no que se refere à nulidade absoluta. Isto pois, a insurgência contra este vício processual evidenciado impõe a utilização e manejo de via recursal hábil, o que, de fato, não foi feito à contento. (…)” Emerge do acórdão que ensejou o manejo do recurso extraordinário 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5874462. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 12 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 796623 AGR / BA que o Tribunal a quo decidiu controvérsia referente à alegado vício de publicação e à necessidade de republicação das intimações das decisões monocráticas que inadmitiram os recursos especial e extraordinário. Divergir da conclusão do acórdão recorrido demandaria a reelaboração da moldura fática delineada na origem, inviável em sede recursal extraordinária. Aplicação da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário.” Nesse contexto, as razões do agravo regimental não são aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere à ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República. Agravo regimental conhecido e não provido. É como voto. 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5874462. Supremo Tribunal Federal ARE 796623 AGR / BA que o Tribunal a quo decidiu controvérsia referente à alegado vício de publicação e à necessidade de republicação das intimações das decisões monocráticas que inadmitiram os recursos especial e extraordinário. Divergir da conclusão do acórdão recorrido demandaria a reelaboração da moldura fática delineada na origem, inviável em sede recursal extraordinária. Aplicação da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário.” Nesse contexto, as razões do agravo regimental não são aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere à ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República. Agravo regimental conhecido e não provido. É como voto. 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5874462. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 12 Extrato de Ata - 25/03/2014 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 796.623 PROCED. : BAHIA RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : SILVIO PINTO DE OLIVEIRA AGTE.(S) : MARIA ELENICE PIRES DE OLIVEIRA ADV.(A/S) : IVONE NASCIMENTO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : HANI MOHAMED ABDEL GHANI HASSAN AGDO.(A/S) : VALKIRIA MANTEY GHANI ADV.(A/S) : FELIPPE CARDOZO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : ANDRE MARINHO MENDONÇA ADV.(A/S) : MARINA BASILE Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da relatora. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 25.3.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 5949937 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 796.623 PROCED. : BAHIA RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : SILVIO PINTO DE OLIVEIRA AGTE.(S) : MARIA ELENICE PIRES DE OLIVEIRA ADV.(A/S) : IVONE NASCIMENTO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : HANI MOHAMED ABDEL GHANI HASSAN AGDO.(A/S) : VALKIRIA MANTEY GHANI ADV.(A/S) : FELIPPE CARDOZO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : ANDRE MARINHO MENDONÇA ADV.(A/S) : MARINA BASILE Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da relatora. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 25.3.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 5949937 Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 12
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 796 . 623", "SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 796623 AGR / BA", "ARE 796623 AGR /", "RECURSO", "AI", "-", "AgR", "-", "495", ".", "880", "/", "SP", "AI", "-", "AgR", "-", "436", ".", "ARE 796623 AGR", "AI", "-", "AgR", "-", "495", ".", "880", "/", "SP", "Recurso Extraordinário - AgR - 154 . 158 / SP", "Recurso Extraordinário - 153 . 781 / DF", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 796623 AGR / BA", "Recurso Extraordinário - AgR - 154 . 158 / SP", "Recurso Extraordinário - 153 . 781 / DF", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "SÚMULAS N . 279", "SÚMULA 284 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "ARE 727104 AgR", "ARE 796623", "SÚMULAS N . 279", "SÚMULA 284 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "ARE 727104 AgR", "AI 842 . 445 - AgR / RJ", "AI 745 . 285 - AgR / PE", "SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 757 . 504 - AgR / ES", "ARE 796623 AGR / BA", "AI 842 . 445 - AgR / RJ", "AI 745 . 285 - AgR / PE", "SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 757 . 504 - AgR / ES", "ARE 639 . 228 - RG / RJ", "ARE 742 . 476 - AgR / GO", "ARE 639 . 228 - RG / RJ", "ARE 742 . 476 - AgR / GO", "ARE 796623", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 796623 AGR / BA", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal" ], "LEGISLACAO": [ "art . 5 . . . , LV , da Constituição Federal", "art . 102 da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", "art . 5 . . . , LV , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 5 . . . , inciso LV , da Constituição Federal", "art . 5 . . . , LV , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 5 . . . , LV , da Constituição Federal", "art . 5 . . . da Lei Maior", "art . 102 , III , “ a ” , da Lei Maior", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 5 . . . , LV , da Constituição Federal", "art . 5 . . . da Lei Maior", "art . 102 , III , “ a ” , da Lei Maior", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição da República", "arts . 5 . . . , II , XXXV , LIV e LV e 93 , IX , da Constituição Federal", "C", ".", "F . , art . 5 . . . , II , XXXV , XXXVI , LIV e LV", "C", ".", "F . , art . 5 . . . ,", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 5 . . . , XXII , XXIII , XXIV , LIV e LV , da Constituição Federal", "Constituição da República", "arts . 5 . . . , II , XXXV , LIV e LV e 93 , IX , da Constituição Federal", "C", ".", "F . , art . 5 . . . , II , XXXV , XXXVI , LIV e LV . I", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "LEI 413 / 69", "LEI 4 . 728 / 65", "ART . 5 . . . , II , XXII , XXXV E XXXVI , DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL", "Carta Magna", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "DECRETO", "-", "LEI 413 / 69", "LEI 4 . 728 / 65", "ART . 5 . . . , II , XXII , XXXV E XXXVI , DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL", "Carta Magna", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ALÍNEA C DO INC . III DO ART . 102 DA CONSTITUIÇÃO", "Constituição da República", "art . 5 . . . , LV , da Constituição Federal", "art . 102 da Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição da República", "art . 21 , § 1 . . . , do RISTF", "art . 5 . . . , LV , da Constituição Federal", "art . 102 da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição da República", "LEI n 12 . 322 / 2010", "ART . 5 . . . , LV , DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição da República", "LEI n 12 . 322 / 2010", "ART . 5 . . . , LV , DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 5 . . . , LV , DA CONSTITUIÇÃO", "ART . 93 , IX , DA LEI MAIOR", "art . 5 . . . , LV , da Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 5 . . . , LV , DA CONSTITUIÇÃO", "ART . 93 , IX , DA LEI MAIOR", "art . 5 . . . , LV , da Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "BAHIA", "Brasília", "Brasília", "BAHIA", "BAHIA", "BAHIA", "BAHIA" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Secretaria Especial de Recursos", "Câmaras Cíveis Reunidas", "Tribunal de Justiça do Estado da Bahia", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Secretaria Especial de Recursos", "Tribunal de Justiça da Bahia", "Tribunal de Justiça do Estado da Bahia", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "BAHIA", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "1", ".", ".", "Tribunal Superior do Trabalho", "Supremo Tribunal Federal", "1", ".", ".", ". 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Turma", "Supremo Tribunal Federal", "1", ".", ".", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", ".", "Supremo Tribunal Federal", "1", ".", ".", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "1", ".", ".", ". Turma", "1", ".", ". . Turma", "2", ".", ". . Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "1", "2", ".", ". . Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "2", ".", ". . Turma", "Tribunal de Justiça do Estado da Bahia", "14 Vara dos Feitos de Rel . de Cons . Civ . e Comerciais de Salvador", "Tribunal de Justiça da Bahia", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "2", ".", ". . Turma", "Tribunal de Justiça do Estado da Bahia", "14 Vara dos Feitos de Rel . de Cons . 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"Sepúlveda Pertence", "Cezar Peluso", "Sepúlveda Pertence", "ROSA WEBER", "Carlos Velloso", "Ilmar Galvão", "Carlos Velloso", "Ilmar Galvão", "ROSA WEBER", "CÁRMEN LÚCIA", "CÁRMEN LÚCIA", "ROSA WEBER ARE", "Dias Toffoli", "Celso de Mello", "Dias Toffoli", "Celso de Mello", "ROSA WEBER", "Cezar Peluso", "Ricardo Lewandowski", "SILVIO PINTO DE OLIVEIRA", "HANI MOHAMED ABDEL HASSAN", "Cezar Peluso", "Ricardo Lewandowski", "SILVIO PINTO DE OLIVEIRA", "HANI MOHAMED ABDEL HASSAN", "ROSA WEBER ARE 796623", "ROSA WEBER ARE 796623", "ROSA WEBER", "SILVIO PINTO DE OLIVEIRA", "MARIA ELENICE PIRES DE OLIVEIRA", "IVONE NASCIMENTO", "HANI MOHAMED ABDEL GHANI HASSAN", "VALKIRIA MANTEY GHANI", "FELIPPE CARDOZO", "ANDRE MARINHO MENDONÇA", "MARINA BASILE", "Marco Aurélio", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Edson Oliveira de Almeida", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "ROSA WEBER", "SILVIO PINTO DE OLIVEIRA", "MARIA ELENICE PIRES DE OLIVEIRA", "IVONE NASCIMENTO", "HANI MOHAMED ABDEL GHANI HASSAN", "VALKIRIA MANTEY GHANI", "FELIPPE CARDOZO", "ANDRE MARINHO MENDONÇA", "MARINA BASILE", "Marco Aurélio", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Edson Oliveira de Almeida", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "25", "/", "03", "/", "2014", "25", ".", "01", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "25 de março de 2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "25 de março de 2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "25", "/", "03", "/", "2014", "25", ".", "01", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "25", "/", "03", "/", "2014", "25", ".", "01", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "25", "/", "03", "/", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "25", "/", "03", "/", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", ".", "8", ".", "2005", "17", ".", "6", ".", "2005", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", ".", "8", ".", "2005", "17", ".", "6", ".", "2005", "24", "/", "08", "/", "2001", "20", ".", "9", ".", 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Ementa e Acórdão 11/03/2014 PRIMEIRA TURMA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 118.197 ESPÍRITO SANTO RELATORA : MIN. ROSA WEBER RECTE.(S) :DEFENSORIA PUBLICA DO ESTADO DO ESPIRITO SANTO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO PACTE.(S) :FRANKLIN REINALDO ALVES DE OLIVEIRA RECDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA EMENTA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. PROCESSO PENAL. IMPETRAÇÃO NÃO CONHECIDA NO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA POR INADEQUAÇÃO DA VIA ELEITA. TRIBUNAL DO JÚRI. DECISÃO MANIFESTAMENTE CONTRÁRIA À PROVA DOS AUTOS. REALIZAÇÃO DE NOVO JULGAMENTO. NÃO VIOLAÇÃO DO PRINCÍPIO CONSTITUCIONAL DA SOBERANIA DOS VEREDICTOS. EXCESSO DE LINGUAGEM. INOCORRÊNCIA. 1. O Superior Tribunal de Justiça observou os precedentes da Primeira Turma desta Suprema Corte que não vem admitindo a utilização de habeas corpus em substituição a recurso constitucional. 2. A soberania dos veredictos não é um princípio intangível que não admita relativização. A decisão do Conselho de Sentença quando manifestamente divorciada do contexto probatório dos autos resulta em arbitrariedade que deve ser sanada pelo juízo recursal, nos termos do art. 593, inciso III, alínea d, do Código de Processo Penal. 3. Inocorrência de excesso de linguagem do acórdão da Corte Estadual que determinou a realização de novo Júri com a necessária motivação que deve nortear as decisões judiciais, nos termos do art. 93, IX, da Constituição Federal, conservando o comedimento necessário para esta espécie de provimento jurisdicional. 4. Recurso ordinário em habeas corpus não provido. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5544888. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 14 Ementa e Acórdão RHC 118197 / ES A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso ordinário em habeas corpus, nos termos do voto da Relatora. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Marco Aurélio, Presidente. Brasília, 11 de março de 2014. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5544888. Supremo Tribunal Federal RHC 118197 / ES A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso ordinário em habeas corpus, nos termos do voto da Relatora. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Marco Aurélio, Presidente. Brasília, 11 de março de 2014. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5544888. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 14 Relatório 11/03/2014 PRIMEIRA TURMA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 118.197 ESPÍRITO SANTO RELATORA : MIN. ROSA WEBER RECTE.(S) :DEFENSORIA PUBLICA DO ESTADO DO ESPIRITO SANTO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO PACTE.(S) :FRANKLIN REINALDO ALVES DE OLIVEIRA RECDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Trata-se de recurso ordinário em habeas corpus, com pedido de liminar, interposto por Franklin Reinaldo Alves de Oliveira, representado pela Defensoria Pública do Estado do Espírito Santo, contra acórdão do Superior Tribunal de Justiça, que não conheceu do HC 225.566/ES. Franklin Reinaldo Alves de Oliveira foi pronunciado pelo Juízo do Tribunal do Júri da Barra Funda de São Francisco/ES em virtude da suposta prática do crime previsto no art. 121, § 2º, II, do Código Penal. Submetido a julgamento perante o Tribunal do Júri, foi condenado à pena de 06 (seis) anos de reclusão, em regime inicial semiaberto, como incurso nas sanções do art. 121, § 1º, do Código Penal. Naquela oportunidade, os jurados afastaram a qualificadora do motivo fútil e reputaram aplicável ao caso a minorante do § 1º do art. 121 do Código Penal. Contra essa decisão, o Ministério Público interpôs apelação perante o Tribunal de Justiça do Estado do Espírito Santo, que, ao fundamento de ser o veredicto manifestamente contrário às provas dos autos, deu provimento ao recurso para determinar a realização de novo julgamento pelo Júri. Irresignada, a Defesa impetrou o HC 225.566/ES perante o Superior Tribunal de Justiça, que não conheceu do writ em acórdão assim Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5544889. Supremo Tribunal Federal 11/03/2014 PRIMEIRA TURMA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 118.197 ESPÍRITO SANTO RELATORA : MIN. ROSA WEBER RECTE.(S) :DEFENSORIA PUBLICA DO ESTADO DO ESPIRITO SANTO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO PACTE.(S) :FRANKLIN REINALDO ALVES DE OLIVEIRA RECDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Trata-se de recurso ordinário em habeas corpus, com pedido de liminar, interposto por Franklin Reinaldo Alves de Oliveira, representado pela Defensoria Pública do Estado do Espírito Santo, contra acórdão do Superior Tribunal de Justiça, que não conheceu do HC 225.566/ES. Franklin Reinaldo Alves de Oliveira foi pronunciado pelo Juízo do Tribunal do Júri da Barra Funda de São Francisco/ES em virtude da suposta prática do crime previsto no art. 121, § 2º, II, do Código Penal. Submetido a julgamento perante o Tribunal do Júri, foi condenado à pena de 06 (seis) anos de reclusão, em regime inicial semiaberto, como incurso nas sanções do art. 121, § 1º, do Código Penal. Naquela oportunidade, os jurados afastaram a qualificadora do motivo fútil e reputaram aplicável ao caso a minorante do § 1º do art. 121 do Código Penal. Contra essa decisão, o Ministério Público interpôs apelação perante o Tribunal de Justiça do Estado do Espírito Santo, que, ao fundamento de ser o veredicto manifestamente contrário às provas dos autos, deu provimento ao recurso para determinar a realização de novo julgamento pelo Júri. Irresignada, a Defesa impetrou o HC 225.566/ES perante o Superior Tribunal de Justiça, que não conheceu do writ em acórdão assim Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5544889. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 14 Relatório RHC 118197 / ES ementado: “HABEAS CORPUS. IMPETRAÇÃO ORIGINÁRIA. SUBSTITUIÇÃO AO RECURSO ESPECIAL CABÍVEL. IMPOSSIBILIDADE. RESPEITO AO SISTEMA RECURSAL PREVISTO NA CARTA MAGNA. NÃO CONHECIMENTO. 1. Com o intuito de homenagear o sistema criado pelo Poder Constituinte Originário para a impugnação das decisões judiciais, necessária a racionalização da utilização do habeas corpus, o qual não deve ser admitido para contestar decisão contra a qual exista previsão de recurso específico no ordenamento jurídico. 2. Tendo em vista que a impetração aponta como ato coator acórdão proferido por ocasião do julgamento de apelação criminal, contra a qual seria cabível a interposição do recurso especial, depara-se com flagrante utilização inadequada da via eleita, circunstância que impede o seu conhecimento. 3. Como o writ foi impetrado antes da alteração do entendimento jurisprudencial desta Corte Superior de Justiça, o alegado constrangimento ilegal será enfrentado para que se analise a possibilidade de eventual concessão de habeas corpus de ofício. HOMICÍDIO (ARTIGO 121, CAPUT, DO CÓDIGO PENAL). APELO MINISTERIAL. DECISÃO DOS JURADOS MANIFESTAMENTE CONTRÁRIA À PROVA DOS AUTOS. INEXISTÊNCIA DE OFENSA AO PRINCÍPIO DA SOBERANIA DO VEREDICTO POPULAR. CONSTRANGIMENTO ILEGAL NÃO EVIDENCIADO. ORDEM DENEGADA. 1. Não há violação ao princípio da soberania dos veredictos, inserto no artigo 5º, inciso XXXVIII, alínea ‘c’, da Constituição Federal, nos casos em que, com espeque na alínea ‘d’ do inciso III do artigo 593 do Código de Processo Penal, o Tribunal de origem, procedendo a exame dos elementos contidos no feito, entende que a decisão dos jurados não se coaduna com a prova produzida no caderno processual. 2. Habeas corpus não conhecido.” A questão foi, então, submetida a esta Suprema Corte. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5544889. Supremo Tribunal Federal RHC 118197 / ES ementado: “HABEAS CORPUS. IMPETRAÇÃO ORIGINÁRIA. SUBSTITUIÇÃO AO RECURSO ESPECIAL CABÍVEL. IMPOSSIBILIDADE. RESPEITO AO SISTEMA RECURSAL PREVISTO NA CARTA MAGNA. NÃO CONHECIMENTO. 1. Com o intuito de homenagear o sistema criado pelo Poder Constituinte Originário para a impugnação das decisões judiciais, necessária a racionalização da utilização do habeas corpus, o qual não deve ser admitido para contestar decisão contra a qual exista previsão de recurso específico no ordenamento jurídico. 2. Tendo em vista que a impetração aponta como ato coator acórdão proferido por ocasião do julgamento de apelação criminal, contra a qual seria cabível a interposição do recurso especial, depara-se com flagrante utilização inadequada da via eleita, circunstância que impede o seu conhecimento. 3. Como o writ foi impetrado antes da alteração do entendimento jurisprudencial desta Corte Superior de Justiça, o alegado constrangimento ilegal será enfrentado para que se analise a possibilidade de eventual concessão de habeas corpus de ofício. HOMICÍDIO (ARTIGO 121, CAPUT, DO CÓDIGO PENAL). APELO MINISTERIAL. DECISÃO DOS JURADOS MANIFESTAMENTE CONTRÁRIA À PROVA DOS AUTOS. INEXISTÊNCIA DE OFENSA AO PRINCÍPIO DA SOBERANIA DO VEREDICTO POPULAR. CONSTRANGIMENTO ILEGAL NÃO EVIDENCIADO. ORDEM DENEGADA. 1. Não há violação ao princípio da soberania dos veredictos, inserto no artigo 5º, inciso XXXVIII, alínea ‘c’, da Constituição Federal, nos casos em que, com espeque na alínea ‘d’ do inciso III do artigo 593 do Código de Processo Penal, o Tribunal de origem, procedendo a exame dos elementos contidos no feito, entende que a decisão dos jurados não se coaduna com a prova produzida no caderno processual. 2. Habeas corpus não conhecido.” A questão foi, então, submetida a esta Suprema Corte. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5544889. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 14 Relatório RHC 118197 / ES O Recorrente, em seu recurso ordinário, reitera as alegações levadas a conhecimento das instâncias anteriores. Aduz que o Tribunal Estadual, ao dar provimento ao recurso manejado pelo Parquet, invadiu a competência do Júri, porquanto a decisão, da forma como foi proferida, com inegável excesso de linguagem e descartando peremptoriamente as teses defensivas, poderá influenciar sobremaneira o Conselho de Sentença, caso o Recorrente seja submetido a novo julgamento. Requer, em medida liminar, a imediata suspensão do julgamento pelo Tribunal do Júri da Barra de São Francisco/ES até a decisão final deste recurso. No mérito, pugna pelo seu provimento para cassar o acórdão do Tribunal de Justiça do Estado do Espírito Santo, com a prolação de outro. Indeferi a liminar em 04.7.2013. Contrarrazões apresentadas. O Ministério Público Federal, em parecer da lavra do Subprocurador-Geral da República Edson Oliveira de Almeida, opina pelo não provimento do recurso. Expedido telegrama para dar ciência da sessão de julgamento do feito. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5544889. Supremo Tribunal Federal RHC 118197 / ES O Recorrente, em seu recurso ordinário, reitera as alegações levadas a conhecimento das instâncias anteriores. Aduz que o Tribunal Estadual, ao dar provimento ao recurso manejado pelo Parquet, invadiu a competência do Júri, porquanto a decisão, da forma como foi proferida, com inegável excesso de linguagem e descartando peremptoriamente as teses defensivas, poderá influenciar sobremaneira o Conselho de Sentença, caso o Recorrente seja submetido a novo julgamento. Requer, em medida liminar, a imediata suspensão do julgamento pelo Tribunal do Júri da Barra de São Francisco/ES até a decisão final deste recurso. No mérito, pugna pelo seu provimento para cassar o acórdão do Tribunal de Justiça do Estado do Espírito Santo, com a prolação de outro. Indeferi a liminar em 04.7.2013. Contrarrazões apresentadas. O Ministério Público Federal, em parecer da lavra do Subprocurador-Geral da República Edson Oliveira de Almeida, opina pelo não provimento do recurso. Expedido telegrama para dar ciência da sessão de julgamento do feito. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5544889. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 14 Voto - MIN. ROSA WEBER 11/03/2014 PRIMEIRA TURMA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 118.197 ESPÍRITO SANTO VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): O presente recurso ordinário em habeas corpus diz com o alegado excesso de linguagem no comando judicial que determinou a realização de novo julgamento de Franklin Reinaldo Alves de Oliveira pelo Tribunal Júri. De início, ressalto que o presente recurso ordinário em habeas corpus foi interposto contra acórdão do Superior Tribunal de Justiça, que não conheceu do HC 225.566/ES. A decisão teve por fundamento a inadequação da via eleita pela Defesa, tendo em vista o entendimento fixado pelo Superior Tribunal de Justiça e pela Primeira Turma desta Suprema Corte de obstar a utilização do habeas corpus como substitutivo do recurso ordinário constitucional. Primeiramente, destaco a observância, com as devidas adaptações, dos precedentes da Primeira Turma desta Suprema Corte que não vem admitindo a utilização de habeas corpus em substituição ao recurso ordinário. Tal entendimento foi assentado, em 08.8.2012, no julgamento do HC 109.956/PR: “HABEAS CORPUS - JULGAMENTO POR TRIBUNAL SUPERIOR - IMPUGNAÇÃO. A teor do disposto no artigo 102, inciso II, alínea “a”, da Constituição Federal, contra decisão, proferida em processo revelador de habeas corpus, a implicar a não concessão da ordem, cabível é o recurso ordinário. Evolução quanto à admissibilidade do substitutivo do habeas corpus. PROCESSO – CRIME – DILIGÊNCIAS – INADEQUAÇÃO. Uma vez inexistente base para o implemento de diligências, cumpre ao Juízo, na condução do processo, indeferi-las” (HC 109.956/PR, Rel. Min. Marco Aurélio, DJe 11.9.2012). Da minha lavra, destaco o HC 108.390/MS: Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5544890. Supremo Tribunal Federal 11/03/2014 PRIMEIRA TURMA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 118.197 ESPÍRITO SANTO VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): O presente recurso ordinário em habeas corpus diz com o alegado excesso de linguagem no comando judicial que determinou a realização de novo julgamento de Franklin Reinaldo Alves de Oliveira pelo Tribunal Júri. De início, ressalto que o presente recurso ordinário em habeas corpus foi interposto contra acórdão do Superior Tribunal de Justiça, que não conheceu do HC 225.566/ES. A decisão teve por fundamento a inadequação da via eleita pela Defesa, tendo em vista o entendimento fixado pelo Superior Tribunal de Justiça e pela Primeira Turma desta Suprema Corte de obstar a utilização do habeas corpus como substitutivo do recurso ordinário constitucional. Primeiramente, destaco a observância, com as devidas adaptações, dos precedentes da Primeira Turma desta Suprema Corte que não vem admitindo a utilização de habeas corpus em substituição ao recurso ordinário. Tal entendimento foi assentado, em 08.8.2012, no julgamento do HC 109.956/PR: “HABEAS CORPUS - JULGAMENTO POR TRIBUNAL SUPERIOR - IMPUGNAÇÃO. A teor do disposto no artigo 102, inciso II, alínea “a”, da Constituição Federal, contra decisão, proferida em processo revelador de habeas corpus, a implicar a não concessão da ordem, cabível é o recurso ordinário. Evolução quanto à admissibilidade do substitutivo do habeas corpus. PROCESSO – CRIME – DILIGÊNCIAS – INADEQUAÇÃO. Uma vez inexistente base para o implemento de diligências, cumpre ao Juízo, na condução do processo, indeferi-las” (HC 109.956/PR, Rel. Min. Marco Aurélio, DJe 11.9.2012). Da minha lavra, destaco o HC 108.390/MS: Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5544890. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 14 Voto - MIN. ROSA WEBER RHC 118197 / ES “HABEAS CORPUS. PROCESSO PENAL. SUBSTITUTIVO DO RECURSO CONSTITUCIONAL. INADMISSIBILIDADE. CONSTITUIÇÃO FEDERAL, ART. 102, II, a. TRÁFICO DE DROGAS. DOSIMETRIA DA PENA. CAUSA DE DIMINUIÇÃO DO ART. 33, § 4º, DA LEI 11.343/06. REGIME INICIAL DE CUMPRIMENTO DE PENA. 1. O habeas corpus tem uma rica história, constituindo garantia fundamental do cidadão. Ação constitucional que é, não pode ser amesquinhado, mas também não é passível de vulgarização, sob pena de restar descaracterizado como remédio heroico. Contra a denegação de habeas corpus por Tribunal Superior prevê a Constituição Federal remédio jurídico expresso, o recurso ordinário. Diante da dicção do art. 102, II, a, da Constituição da República, a impetração de novo habeas corpus em caráter substitutivo escamoteia o instituto recursal próprio, em manifesta burla ao preceito constitucional. Precedente da Primeira Turma desta Suprema Corte. 2. (…).” (HC 108.390/MS, 1ª Turma, DJe 02.10.2012). O desvirtuamento do habeas corpus tem efeito ainda mais grave nos Tribunais Superiores, diante das funções precípuas quer do Superior Tribunal de Justiça — a última palavra na interpretação da lei federal — quer desta Suprema Corte — a guarda da Constituição. Como a decisão atacada está conforme os precedentes da Primeira Turma, não haveria como reconhecer a plausibilidade da pretensão veiculada na inicial. Passo à análise da possibilidade da concessão de ofício da ordem de habeas corpus, visto que apreciada a questão de mérito pela autoridade apontada como coatora. Franklin Reinaldo Alves de Oliveira foi pronunciado pelo Juízo do Tribunal do Júri da Barra Funda de São Francisco/ES em virtude da suposta prática do crime previsto no art. 121, § 2º, II, do Código Penal. Submetido a julgamento perante o Tribunal do Júri, foi condenado à pena de 06 (seis) anos de reclusão, em regime inicial semiaberto, como incurso nas sanções do art. 121, § 1º, do Código Penal — na ocasião, os 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5544890. Supremo Tribunal Federal RHC 118197 / ES “HABEAS CORPUS. PROCESSO PENAL. SUBSTITUTIVO DO RECURSO CONSTITUCIONAL. INADMISSIBILIDADE. CONSTITUIÇÃO FEDERAL, ART. 102, II, a. TRÁFICO DE DROGAS. DOSIMETRIA DA PENA. CAUSA DE DIMINUIÇÃO DO ART. 33, § 4º, DA LEI 11.343/06. REGIME INICIAL DE CUMPRIMENTO DE PENA. 1. O habeas corpus tem uma rica história, constituindo garantia fundamental do cidadão. Ação constitucional que é, não pode ser amesquinhado, mas também não é passível de vulgarização, sob pena de restar descaracterizado como remédio heroico. Contra a denegação de habeas corpus por Tribunal Superior prevê a Constituição Federal remédio jurídico expresso, o recurso ordinário. Diante da dicção do art. 102, II, a, da Constituição da República, a impetração de novo habeas corpus em caráter substitutivo escamoteia o instituto recursal próprio, em manifesta burla ao preceito constitucional. Precedente da Primeira Turma desta Suprema Corte. 2. (…).” (HC 108.390/MS, 1ª Turma, DJe 02.10.2012). O desvirtuamento do habeas corpus tem efeito ainda mais grave nos Tribunais Superiores, diante das funções precípuas quer do Superior Tribunal de Justiça — a última palavra na interpretação da lei federal — quer desta Suprema Corte — a guarda da Constituição. Como a decisão atacada está conforme os precedentes da Primeira Turma, não haveria como reconhecer a plausibilidade da pretensão veiculada na inicial. Passo à análise da possibilidade da concessão de ofício da ordem de habeas corpus, visto que apreciada a questão de mérito pela autoridade apontada como coatora. Franklin Reinaldo Alves de Oliveira foi pronunciado pelo Juízo do Tribunal do Júri da Barra Funda de São Francisco/ES em virtude da suposta prática do crime previsto no art. 121, § 2º, II, do Código Penal. Submetido a julgamento perante o Tribunal do Júri, foi condenado à pena de 06 (seis) anos de reclusão, em regime inicial semiaberto, como incurso nas sanções do art. 121, § 1º, do Código Penal — na ocasião, os 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5544890. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 14 Voto - MIN. ROSA WEBER RHC 118197 / ES jurados afastaram a qualificadora do motivo fútil e reputaram aplicável ao caso a minorante do § 1º do art. 121 do Código Penal. Contra essa decisão, o Ministério Público interpôs apelação perante o Tribunal de Justiça do Estado do Espírito Santo, que, ao fundamento de ser o veredicto manifestamente contrário às provas dos autos, deu provimento ao recurso para determinar a realização de novo julgamento pelo Júri. Ato contínuo, impetrado o HC 225.566/ES no Superior Tribunal de Justiça. A Quinta Turma não conheceu do pedido. Reputou não comportar conhecimento, na via eleita, o pleito deduzido na inicial, porquanto o habeas corpus não pode ser utilizado como substitutivo do recurso adequado. Mesmo ultrapassada essa barreira, assentou inexistir o constrangimento ilegal apontado na impetração, porquanto não há violação ao princípio da soberania dos veredictos, inserto no art. 5º, inciso XXXVIII, alínea ‘c’, da Constituição Federal. A questão foi, então, submetida a esta Suprema Corte. Aduz que o Tribunal Estadual, ao dar provimento ao recurso manejado pelo Parquet, invadiu a competência do Júri, porquanto a decisão, da forma como foi proferida, com excesso de linguagem e descartando peremptoriamente as teses defensivas, poderá influenciar sobremaneira o Conselho de Sentença, caso o Recorrente seja submetido a novo julgamento. Pois bem, a Constituição Federal de 1988 contempla o princípio da soberania dos veredictos do Tribunal do Júri (art. 5.º, XXXVII, c). Tal princípio constitui uma conquista histórica, que remonta ao assim denominado Buschel’s Case, de 1670, quando concedido habeas corpus pela Court of Common Pleas inglesa para libertar jurados presos por ordem do Juiz Presidente do Júri por este ter entendido que eles haviam proferido veredicto contrário à prova dos autos. No Brasil, o princípio remonta a pelo menos 1941, já que o Código de Processo Penal estabeleceu hipóteses restritas de cabimento da apelação contra as decisões do Tribunal do Júri (art. 593, III). Em matéria probatória, a revisão só cabe contra “decisão dos jurados manifestamente contrária à prova dos autos” e o provimento leva à cassação do julgado, com 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5544890. Supremo Tribunal Federal RHC 118197 / ES jurados afastaram a qualificadora do motivo fútil e reputaram aplicável ao caso a minorante do § 1º do art. 121 do Código Penal. Contra essa decisão, o Ministério Público interpôs apelação perante o Tribunal de Justiça do Estado do Espírito Santo, que, ao fundamento de ser o veredicto manifestamente contrário às provas dos autos, deu provimento ao recurso para determinar a realização de novo julgamento pelo Júri. Ato contínuo, impetrado o HC 225.566/ES no Superior Tribunal de Justiça. A Quinta Turma não conheceu do pedido. Reputou não comportar conhecimento, na via eleita, o pleito deduzido na inicial, porquanto o habeas corpus não pode ser utilizado como substitutivo do recurso adequado. Mesmo ultrapassada essa barreira, assentou inexistir o constrangimento ilegal apontado na impetração, porquanto não há violação ao princípio da soberania dos veredictos, inserto no art. 5º, inciso XXXVIII, alínea ‘c’, da Constituição Federal. A questão foi, então, submetida a esta Suprema Corte. Aduz que o Tribunal Estadual, ao dar provimento ao recurso manejado pelo Parquet, invadiu a competência do Júri, porquanto a decisão, da forma como foi proferida, com excesso de linguagem e descartando peremptoriamente as teses defensivas, poderá influenciar sobremaneira o Conselho de Sentença, caso o Recorrente seja submetido a novo julgamento. Pois bem, a Constituição Federal de 1988 contempla o princípio da soberania dos veredictos do Tribunal do Júri (art. 5.º, XXXVII, c). Tal princípio constitui uma conquista histórica, que remonta ao assim denominado Buschel’s Case, de 1670, quando concedido habeas corpus pela Court of Common Pleas inglesa para libertar jurados presos por ordem do Juiz Presidente do Júri por este ter entendido que eles haviam proferido veredicto contrário à prova dos autos. No Brasil, o princípio remonta a pelo menos 1941, já que o Código de Processo Penal estabeleceu hipóteses restritas de cabimento da apelação contra as decisões do Tribunal do Júri (art. 593, III). Em matéria probatória, a revisão só cabe contra “decisão dos jurados manifestamente contrária à prova dos autos” e o provimento leva à cassação do julgado, com 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5544890. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 14 Voto - MIN. ROSA WEBER RHC 118197 / ES a submissão do acusado a novo julgamento por outro Júri e não à própria reforma do veredicto (art. 593, §3º). Por outro lado, a soberania dos veredictos não é um princípio intangível, sendo possível sua relativização. Em verdade, a decisão do Conselho de Sentença, quando manifestamente contrária à prova dos autos, resulta em arbitrariedade que deve ser sanada pelo juízo recursal, nos termos do art. 593, inciso III, alínea d, do Código de Processo Penal. A Corte de Apelação, ao determinar a realização de um novo julgamento, não substitui a decisão popular por outra, nem usurpa a competência do Júri, mas tão somente determina que seja realizado outro julgamento, conforme o art. 593, § 3º, do Código de Processo Penal. Pelo mesmo motivo, não se admite segunda apelação, com o que o novo veredicto, quer pela absolvição, quer pela condenação, não pode mais ser alterado. Portanto, infere-se que o mencionado princípio constitucional da soberania dos veredictos (art. 5º, inciso XXXVIII, alínea c, da CF/88) coexiste em perfeita harmonia com o sistema recursal penal (art. 593, inciso III, alínea d, do CPP). Delineadas as balizas de fundamentação, colho oportunamente excerto esclarecedor do voto condutor do acórdão recorrido: “... verifica-se a preservação da soberania dos veredictos proferidos pelo Tribunal do Júri, já que a única providência passível de ser adotada pelo Tribunal, caso constatada a decisão dos jurados manifestamente contrária à prova produzida nos autos, é a anulação do primeiro julgamento, determinando-se que a outro seja o acusado submetido (artigo 593, 3º, do Código de Processo Penal), formando-se, para tanto, um novo Conselho de Sentença. Com base nestas considerações, infere-se que o Tribunal Estadual, ao analisar a insurgência manifestada pelo representante do Ministério Público, diante dos testemunhos prestados em juízo e da confissão efetuada pelo próprio acusado, entendeu que não haveria como se acolher a tese de que o paciente teria agido sob violenta emoção, logo após injusta provocação da vítima, tampouco o afastamento da 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5544890. Supremo Tribunal Federal RHC 118197 / ES a submissão do acusado a novo julgamento por outro Júri e não à própria reforma do veredicto (art. 593, §3º). Por outro lado, a soberania dos veredictos não é um princípio intangível, sendo possível sua relativização. Em verdade, a decisão do Conselho de Sentença, quando manifestamente contrária à prova dos autos, resulta em arbitrariedade que deve ser sanada pelo juízo recursal, nos termos do art. 593, inciso III, alínea d, do Código de Processo Penal. A Corte de Apelação, ao determinar a realização de um novo julgamento, não substitui a decisão popular por outra, nem usurpa a competência do Júri, mas tão somente determina que seja realizado outro julgamento, conforme o art. 593, § 3º, do Código de Processo Penal. Pelo mesmo motivo, não se admite segunda apelação, com o que o novo veredicto, quer pela absolvição, quer pela condenação, não pode mais ser alterado. Portanto, infere-se que o mencionado princípio constitucional da soberania dos veredictos (art. 5º, inciso XXXVIII, alínea c, da CF/88) coexiste em perfeita harmonia com o sistema recursal penal (art. 593, inciso III, alínea d, do CPP). Delineadas as balizas de fundamentação, colho oportunamente excerto esclarecedor do voto condutor do acórdão recorrido: “... verifica-se a preservação da soberania dos veredictos proferidos pelo Tribunal do Júri, já que a única providência passível de ser adotada pelo Tribunal, caso constatada a decisão dos jurados manifestamente contrária à prova produzida nos autos, é a anulação do primeiro julgamento, determinando-se que a outro seja o acusado submetido (artigo 593, 3º, do Código de Processo Penal), formando-se, para tanto, um novo Conselho de Sentença. Com base nestas considerações, infere-se que o Tribunal Estadual, ao analisar a insurgência manifestada pelo representante do Ministério Público, diante dos testemunhos prestados em juízo e da confissão efetuada pelo próprio acusado, entendeu que não haveria como se acolher a tese de que o paciente teria agido sob violenta emoção, logo após injusta provocação da vítima, tampouco o afastamento da 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5544890. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 14 Voto - MIN. ROSA WEBER RHC 118197 / ES qualificadora do motivo fútil, motivo pelo qual a decisão dos jurados contrariaria o acervo probatório.” Quanto ao aventado excesso de linguagem, transcrevo excertos do acórdão proferido pelo Tribunal de Justiça do Estado do Espírito Santo na parte em que externa os motivos para cassar a decisão proferida pelo Júri: “Todas as provas acostadas aos autos dão a certeza de que a sentença prolatada pelo Juízo a quo há de ser revista. É cediço que pelo fundamentado contido no artigo 593, inciso III, alínea ‘d’, do Código Penal, somente enseja provimento o recurso caso reste demonstrado, de forma cabal, que a decisão dos jurados não encontrou arrimo em absolutamente nenhuma prova produzida durante o iter persecutorio. É esse o caso dos autos. Extraem-se dos depoimentos das testemunhas que o apelado e a vitima passaram a noite juntos e se encontravam embriagados. No outro dia a vitima foi encontrada morta e o apelado apontado como o autor do crime, pois foi ele a última pessoa a estar com ela. O apelado foi encontrado em um hotel da cidade e escondia na bolsa as roupas sujas de sangue, além de marcas de sangue na barra da calça e da botina. O apelado confessou a prática do crime, dizendo que a vitima havia apanhado dinheiro em seu bolso e ao tentar reavê-lo acabou por matá-la com golpes de pedra na cabeça. O laudo de exame cadavérico mostra o grande número de ferimentos sofridos pela vítima, o que demonstra o dolo intenso do apelado ao agir, tirando a vida da pessoa com quem passou a noite aos beijos e abraços, por conta da quantia de R$65,00. Não há, pois, como se falar aqui em violenta emoção! É dizer, em outras palavras, que o Egrégio Tribunal de Justiça, ao apreciar e julgar o apelo, verificou que a decisão recorrida não encontra qualquer apoio nos autos, o que autoriza a anulação postulada, eis que não representa versão escolhida pelos jurados. Como bem disse a douta Procuradoria de Justiça, em bem lançado parecer da Drª Maria Elizabeth de Moraes Amancio Pereira, ‘... não obstante a comprovada futilidade do motivo do crime 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5544890. Supremo Tribunal Federal RHC 118197 / ES qualificadora do motivo fútil, motivo pelo qual a decisão dos jurados contrariaria o acervo probatório.” Quanto ao aventado excesso de linguagem, transcrevo excertos do acórdão proferido pelo Tribunal de Justiça do Estado do Espírito Santo na parte em que externa os motivos para cassar a decisão proferida pelo Júri: “Todas as provas acostadas aos autos dão a certeza de que a sentença prolatada pelo Juízo a quo há de ser revista. É cediço que pelo fundamentado contido no artigo 593, inciso III, alínea ‘d’, do Código Penal, somente enseja provimento o recurso caso reste demonstrado, de forma cabal, que a decisão dos jurados não encontrou arrimo em absolutamente nenhuma prova produzida durante o iter persecutorio. É esse o caso dos autos. Extraem-se dos depoimentos das testemunhas que o apelado e a vitima passaram a noite juntos e se encontravam embriagados. No outro dia a vitima foi encontrada morta e o apelado apontado como o autor do crime, pois foi ele a última pessoa a estar com ela. O apelado foi encontrado em um hotel da cidade e escondia na bolsa as roupas sujas de sangue, além de marcas de sangue na barra da calça e da botina. O apelado confessou a prática do crime, dizendo que a vitima havia apanhado dinheiro em seu bolso e ao tentar reavê-lo acabou por matá-la com golpes de pedra na cabeça. O laudo de exame cadavérico mostra o grande número de ferimentos sofridos pela vítima, o que demonstra o dolo intenso do apelado ao agir, tirando a vida da pessoa com quem passou a noite aos beijos e abraços, por conta da quantia de R$65,00. Não há, pois, como se falar aqui em violenta emoção! É dizer, em outras palavras, que o Egrégio Tribunal de Justiça, ao apreciar e julgar o apelo, verificou que a decisão recorrida não encontra qualquer apoio nos autos, o que autoriza a anulação postulada, eis que não representa versão escolhida pelos jurados. Como bem disse a douta Procuradoria de Justiça, em bem lançado parecer da Drª Maria Elizabeth de Moraes Amancio Pereira, ‘... não obstante a comprovada futilidade do motivo do crime 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5544890. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 14 Voto - MIN. ROSA WEBER RHC 118197 / ES perpetrado, o Conselho de Sentença decidiu condenar o apelado por homicídio simples privilegiado ( artigo 121, § 1º CP), ao argumento de que o crime foi cometido sob o domínio de violenta emoção logo após injusta provocação da vítima, o que, data venia, não encontra qualquer respaldo nas provas produzidas no decorrer da instrução criminal’. De uma análise detida dos autos, depreende-se não haver qualquer dúvida acerca da autoria delitiva. Trata-se de réu confesso, o qual asseverou em Juízo ser o responsável pela violenta morte da vítima. De igual forma, a materialidade encontra-se sobejamente comprovada, notadamente em consideração ao Laudo de Exame Cadavérico de fl. 38. Ademais, o acusado externou a todo o tempo o seu animus necandi, inclusive ao machucar violentamente até provocar a sua morte, sem interromper a ação delituosa. Neste passo, e considerando que no caso em questão os jurados firmaram seu convencimento em desacordo com o conjunto probatório, não há que se falar em decisão manifestamente contrária à prova dos autos”. Desde logo, cumpre observar a impossibilidade de o homicídio ser qualificado pelo motivo fútil (CP, art. 121, § 2º, II) e, ao mesmo tempo, privilegiado (CP, art. 121, § 1º). Isto porque a figura do homicídio privilegiado-qualificado (frise-se, amplamente aceita pela doutrina e pela jurisprudência) demanda, necessariamente, a presença de qualificadora de ordem objetiva – o que, por certo, não é o caso do motivo fútil, qualificadora, por excelência, de natureza subjetiva. Nesse sentido é o magistério da doutrina: “Como regra, pode-se aceitar a existência concomitante de qualificadoras objetivas com as circunstâncias legais do privilégio, que são de ordem subjetiva (motivo de relevante valor e domínio de violenta emoção). O que não se pode acolher é a convivência pacífica das qualificadoras subjetivas com qualquer forma de privilégio, tal como seria o homicídio praticado, ao mesmo tempo, por motivo fútil e 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5544890. Supremo Tribunal Federal RHC 118197 / ES perpetrado, o Conselho de Sentença decidiu condenar o apelado por homicídio simples privilegiado ( artigo 121, § 1º CP), ao argumento de que o crime foi cometido sob o domínio de violenta emoção logo após injusta provocação da vítima, o que, data venia, não encontra qualquer respaldo nas provas produzidas no decorrer da instrução criminal’. De uma análise detida dos autos, depreende-se não haver qualquer dúvida acerca da autoria delitiva. Trata-se de réu confesso, o qual asseverou em Juízo ser o responsável pela violenta morte da vítima. De igual forma, a materialidade encontra-se sobejamente comprovada, notadamente em consideração ao Laudo de Exame Cadavérico de fl. 38. Ademais, o acusado externou a todo o tempo o seu animus necandi, inclusive ao machucar violentamente até provocar a sua morte, sem interromper a ação delituosa. Neste passo, e considerando que no caso em questão os jurados firmaram seu convencimento em desacordo com o conjunto probatório, não há que se falar em decisão manifestamente contrária à prova dos autos”. Desde logo, cumpre observar a impossibilidade de o homicídio ser qualificado pelo motivo fútil (CP, art. 121, § 2º, II) e, ao mesmo tempo, privilegiado (CP, art. 121, § 1º). Isto porque a figura do homicídio privilegiado-qualificado (frise-se, amplamente aceita pela doutrina e pela jurisprudência) demanda, necessariamente, a presença de qualificadora de ordem objetiva – o que, por certo, não é o caso do motivo fútil, qualificadora, por excelência, de natureza subjetiva. Nesse sentido é o magistério da doutrina: “Como regra, pode-se aceitar a existência concomitante de qualificadoras objetivas com as circunstâncias legais do privilégio, que são de ordem subjetiva (motivo de relevante valor e domínio de violenta emoção). O que não se pode acolher é a convivência pacífica das qualificadoras subjetivas com qualquer forma de privilégio, tal como seria o homicídio praticado, ao mesmo tempo, por motivo fútil e 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5544890. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 14 Voto - MIN. ROSA WEBER RHC 118197 / ES por relevante valor moral” (NUCCI, Guilherme de Souza. Código Penal Comentado. 11ª ed. São Paulo, Revista dos Tribunais, 2012, p. 637). A despeito dos argumentos defensivos, não visualizo o excesso de linguagem apontado. É que a decisão exarada pela Corte Estadual – ao determinar a realização de novo Júri, por considerar não configurado, na hipótese, diferentemente do decidido pelo Conselho de Sentença, o homicídio privilegiado, diante da futilidade da conduta perpetrada (circunstâncias, consoante mencionado, incompatíveis) – tão somente delimitou as provas dos autos que a levaram a concluir neste sentido. Ou seja, procedeu à necessária motivação que deve nortear as decisões judiciais, nos termos do comando peremptório do art. 93, IX, da Constituição Federal, conservando, a meu ver, o comedimento necessário para esta espécie de provimento jurisdicional. Ademais, entendimento diverso demandaria o exame aprofundado de fatos e provas, inviável na via estreita do habeas corpus. À guisa de ilustração, cito: “III – Não houve no julgamento excesso de linguagem ou juízo de condenação, mas tão somente o cotejo da decisão dos jurados com as provas produzidas no curso do processo. IV – A discussão sobre o acerto ou o desacerto do acórdão do Tribunal que cassa decisão dos jurados contrária às provas dos autos demanda o reexame do conjunto fático-probatório dos autos, o que é vedado em sede de habeas corpus” (RHC 118.273/ES, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, 2ª Turma, DJe 19.11.2013). Com efeito, o acórdão ora hostilizado converge para o mesmo entendimento no sentido da inocorrência de excesso de linguagem e da inviabilidade, na espécie, de reapreciar o acervo fático-probatório na via estreita do habeas corpus. Confira-se: “(...). Assim agindo, constata-se que o Tribunal de origem somente demonstrou em qual parte o veredicto do conselho de sentença se desviara do conjunto probatório produzido nos autos, indicando em que se fundaria e dando os motivos de seu 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5544890. Supremo Tribunal Federal RHC 118197 / ES por relevante valor moral” (NUCCI, Guilherme de Souza. Código Penal Comentado. 11ª ed. São Paulo, Revista dos Tribunais, 2012, p. 637). A despeito dos argumentos defensivos, não visualizo o excesso de linguagem apontado. É que a decisão exarada pela Corte Estadual – ao determinar a realização de novo Júri, por considerar não configurado, na hipótese, diferentemente do decidido pelo Conselho de Sentença, o homicídio privilegiado, diante da futilidade da conduta perpetrada (circunstâncias, consoante mencionado, incompatíveis) – tão somente delimitou as provas dos autos que a levaram a concluir neste sentido. Ou seja, procedeu à necessária motivação que deve nortear as decisões judiciais, nos termos do comando peremptório do art. 93, IX, da Constituição Federal, conservando, a meu ver, o comedimento necessário para esta espécie de provimento jurisdicional. Ademais, entendimento diverso demandaria o exame aprofundado de fatos e provas, inviável na via estreita do habeas corpus. À guisa de ilustração, cito: “III – Não houve no julgamento excesso de linguagem ou juízo de condenação, mas tão somente o cotejo da decisão dos jurados com as provas produzidas no curso do processo. IV – A discussão sobre o acerto ou o desacerto do acórdão do Tribunal que cassa decisão dos jurados contrária às provas dos autos demanda o reexame do conjunto fático-probatório dos autos, o que é vedado em sede de habeas corpus” (RHC 118.273/ES, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, 2ª Turma, DJe 19.11.2013). Com efeito, o acórdão ora hostilizado converge para o mesmo entendimento no sentido da inocorrência de excesso de linguagem e da inviabilidade, na espécie, de reapreciar o acervo fático-probatório na via estreita do habeas corpus. Confira-se: “(...). Assim agindo, constata-se que o Tribunal de origem somente demonstrou em qual parte o veredicto do conselho de sentença se desviara do conjunto probatório produzido nos autos, indicando em que se fundaria e dando os motivos de seu 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5544890. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 14 Voto - MIN. ROSA WEBER RHC 118197 / ES convencimento, não havendo que se falar em violação ao princípio da soberania dos veredictos, tampouco em excesso de linguagem. Nesse sentido, confira-se a jurisprudência pacífica desta colenda Corte Superior, que reiteradamente vem decidindo que, nas hipóteses em que a Corte a quo anula o julgamento popular ao fundamento de que foi manifestamente contrário à prova dos autos, não há ofensa à soberania dos veredictos, sendo certo que não é o mandamus a via apta ao apontado exame, pois demandaria análise aprofundada do contexto fático-probatório... Por conseguinte, tendo o aresto em exame cingido-se a apontar que as provas constantes dos autos não permitiriam o reconhecimento do homicídio privilegiado e o afastamento da qualificadora do motivo fútil, não há como se reconhecer a eiva apontada na impetração. Não se revelando, portanto, qualquer constrangimento ilegal passível de ser remediado mediante atuação de ofício desta Corte Superior de Justiça, não se conhece do habeas corpus.” Não vislumbro, na hipótese, ilegalidade ou abuso de direito no ato apontado como coator. Ante o exposto, voto pelo não provimento do recurso ordinário em habeas corpus. 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5544890. Supremo Tribunal Federal RHC 118197 / ES convencimento, não havendo que se falar em violação ao princípio da soberania dos veredictos, tampouco em excesso de linguagem. Nesse sentido, confira-se a jurisprudência pacífica desta colenda Corte Superior, que reiteradamente vem decidindo que, nas hipóteses em que a Corte a quo anula o julgamento popular ao fundamento de que foi manifestamente contrário à prova dos autos, não há ofensa à soberania dos veredictos, sendo certo que não é o mandamus a via apta ao apontado exame, pois demandaria análise aprofundada do contexto fático-probatório... Por conseguinte, tendo o aresto em exame cingido-se a apontar que as provas constantes dos autos não permitiriam o reconhecimento do homicídio privilegiado e o afastamento da qualificadora do motivo fútil, não há como se reconhecer a eiva apontada na impetração. Não se revelando, portanto, qualquer constrangimento ilegal passível de ser remediado mediante atuação de ofício desta Corte Superior de Justiça, não se conhece do habeas corpus.” Não vislumbro, na hipótese, ilegalidade ou abuso de direito no ato apontado como coator. Ante o exposto, voto pelo não provimento do recurso ordinário em habeas corpus. 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5544890. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 14 Extrato de Ata - 11/03/2014 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 118.197 PROCED. : ESPÍRITO SANTO RELATORA : MIN. ROSA WEBER RECTE.(S) : DEFENSORIA PUBLICA DO ESTADO DO ESPIRITO SANTO PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO PACTE.(S) : FRANKLIN REINALDO ALVES DE OLIVEIRA RECDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: A Turma negou provimento ao recurso ordinário em habeas corpus, nos termos do voto da relatora. Unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Marco Aurélio, Presidente. Presidiu o julgamento o Senhor Ministro Dias Toffoli. Primeira Turma, 11.3.2014. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Marco Aurélio, Presidente. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo G. Gonet Branco. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 5495276 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 118.197 PROCED. : ESPÍRITO SANTO RELATORA : MIN. ROSA WEBER RECTE.(S) : DEFENSORIA PUBLICA DO ESTADO DO ESPIRITO SANTO PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO PACTE.(S) : FRANKLIN REINALDO ALVES DE OLIVEIRA RECDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: A Turma negou provimento ao recurso ordinário em habeas corpus, nos termos do voto da relatora. Unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Marco Aurélio, Presidente. Presidiu o julgamento o Senhor Ministro Dias Toffoli. Primeira Turma, 11.3.2014. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Marco Aurélio, Presidente. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo G. Gonet Branco. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 5495276 Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 14
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=5635107
2014-03-11T00:00:00
2014-04-10T00:00:00
A Turma negou provimento ao recurso ordinário em habeas corpus, nos termos do voto da relatora. Unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Marco Aurélio, Presidente. Presidiu o julgamento o Senhor Ministro Dias Toffoli. Primeira Turma, 11.3.2014.
RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS
EMENTA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. PROCESSO PENAL. IMPETRAÇÃO NÃO CONHECIDA NO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA POR INADEQUAÇÃO DA VIA ELEITA. TRIBUNAL DO JÚRI. DECISÃO MANIFESTAMENTE CONTRÁRIA À PROVA DOS AUTOS. REALIZAÇÃO DE NOVO JULGAMENTO. NÃO VIOLAÇÃO DO PRINCÍPIO CONSTITUCIONAL DA SOBERANIA DOS VEREDICTOS. EXCESSO DE LINGUAGEM. INOCORRÊNCIA. 1. O Superior Tribunal de Justiça observou os precedentes da Primeira Turma desta Suprema Corte que não vem admitindo a utilização de habeas corpus em substituição a recurso constitucional. 2. A soberania dos veredictos não é um princípio intangível que não admita relativização. A decisão do Conselho de Sentença quando manifestamente divorciada do contexto probatório dos autos resulta em arbitrariedade que deve ser sanada pelo juízo recursal, nos termos do art. 593, inciso III, alínea d, do Código de Processo Penal. 3. Inocorrência de excesso de linguagem do acórdão da Corte Estadual que determinou a realização de novo Júri com a necessária motivação que deve nortear as decisões judiciais, nos termos do art. 93, IX, da Constituição Federal, conservando o comedimento necessário para esta espécie de provimento jurisdicional. 4. Recurso ordinário em habeas corpus não provido.
sjur260599
- Acórdão(s) citado(s): (HC SUBSTITUTIVO) HC 108390 (1ªT), HC 109956 (1ªT). (HC, REEXAME) RHC 118273 (2ªT). - Decisão estrangeira citada: Buschel’s Case, de 1670, Court of Common Pleas inglesa. Número de páginas: 14. Análise: 22/04/2014, TIA.
ROSA WEBER
Primeira Turma
118197
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00005 INC-00038 LET-C ART-00093 \n INC-00009\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED DEL-002848 ANO-1940\n ART-00121 PAR-00001 PAR-00002 INC-00002\n CP-1940 CÓDIGO PENAL\n\n", "LEG-FED DEL-003689 ANO-1941\n ART-00593 INC-00003 LET-D PAR-00003\n CPP-1941 CÓDIGO DE PROCESSO PENAL" ]
RHC
acordaos
RHC 118197
[ "" ]
RECTE.(S) : DEFENSORIA PUBLICA DO ESTADO DO ESPIRITO SANTO PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO PACTE.(S) : FRANKLIN REINALDO ALVES DE OLIVEIRA RECDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
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Ementa e Acórdão 11/03/2014 PRIMEIRA TURMA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 118.197 ESPÍRITO SANTO RELATORA : MIN. ROSA WEBER RECTE.(S) :DEFENSORIA PUBLICA DO ESTADO DO ESPIRITO SANTO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO PACTE.(S) :FRANKLIN REINALDO ALVES DE OLIVEIRA RECDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA EMENTA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. PROCESSO PENAL. IMPETRAÇÃO NÃO CONHECIDA NO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA POR INADEQUAÇÃO DA VIA ELEITA. TRIBUNAL DO JÚRI. DECISÃO MANIFESTAMENTE CONTRÁRIA À PROVA DOS AUTOS. REALIZAÇÃO DE NOVO JULGAMENTO. NÃO VIOLAÇÃO DO PRINCÍPIO CONSTITUCIONAL DA SOBERANIA DOS VEREDICTOS. EXCESSO DE LINGUAGEM. INOCORRÊNCIA. 1. O Superior Tribunal de Justiça observou os precedentes da Primeira Turma desta Suprema Corte que não vem admitindo a utilização de habeas corpus em substituição a recurso constitucional. 2. A soberania dos veredictos não é um princípio intangível que não admita relativização. A decisão do Conselho de Sentença quando manifestamente divorciada do contexto probatório dos autos resulta em arbitrariedade que deve ser sanada pelo juízo recursal, nos termos do art. 593, inciso III, alínea d, do Código de Processo Penal. 3. Inocorrência de excesso de linguagem do acórdão da Corte Estadual que determinou a realização de novo Júri com a necessária motivação que deve nortear as decisões judiciais, nos termos do art. 93, IX, da Constituição Federal, conservando o comedimento necessário para esta espécie de provimento jurisdicional. 4. Recurso ordinário em habeas corpus não provido. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5544888. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 14 Ementa e Acórdão RHC 118197 / ES A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso ordinário em habeas corpus, nos termos do voto da Relatora. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Marco Aurélio, Presidente. Brasília, 11 de março de 2014. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5544888. Supremo Tribunal Federal RHC 118197 / ES A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso ordinário em habeas corpus, nos termos do voto da Relatora. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Marco Aurélio, Presidente. Brasília, 11 de março de 2014. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5544888. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 14 Relatório 11/03/2014 PRIMEIRA TURMA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 118.197 ESPÍRITO SANTO RELATORA : MIN. ROSA WEBER RECTE.(S) :DEFENSORIA PUBLICA DO ESTADO DO ESPIRITO SANTO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO PACTE.(S) :FRANKLIN REINALDO ALVES DE OLIVEIRA RECDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Trata-se de recurso ordinário em habeas corpus, com pedido de liminar, interposto por Franklin Reinaldo Alves de Oliveira, representado pela Defensoria Pública do Estado do Espírito Santo, contra acórdão do Superior Tribunal de Justiça, que não conheceu do HC 225.566/ES. Franklin Reinaldo Alves de Oliveira foi pronunciado pelo Juízo do Tribunal do Júri da Barra Funda de São Francisco/ES em virtude da suposta prática do crime previsto no art. 121, § 2..., II, do Código Penal. Submetido a julgamento perante o Tribunal do Júri, foi condenado à pena de 06 (seis) anos de reclusão, em regime inicial semiaberto, como incurso nas sanções do art. 121, § 1..., do Código Penal. Naquela oportunidade, os jurados afastaram a qualificadora do motivo fútil e reputaram aplicável ao caso a minorante do § 1... do art. 121 do Código Penal. Contra essa decisão, o Ministério Público interpôs apelação perante o Tribunal de Justiça do Estado do Espírito Santo, que, ao fundamento de ser o veredicto manifestamente contrário às provas dos autos, deu provimento ao recurso para determinar a realização de novo julgamento pelo Júri. Irresignada, a Defesa impetrou o HC 225.566/ES perante o Superior Tribunal de Justiça, que não conheceu do writ em acórdão assim Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5544889. Supremo Tribunal Federal 11/03/2014 PRIMEIRA TURMA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 118.197 ESPÍRITO SANTO RELATORA : MIN. ROSA WEBER RECTE.(S) :DEFENSORIA PUBLICA DO ESTADO DO ESPIRITO SANTO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO PACTE.(S) :FRANKLIN REINALDO ALVES DE OLIVEIRA RECDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Trata-se de recurso ordinário em habeas corpus, com pedido de liminar, interposto por Franklin Reinaldo Alves de Oliveira, representado pela Defensoria Pública do Estado do Espírito Santo, contra acórdão do Superior Tribunal de Justiça, que não conheceu do HC 225.566/ES. Franklin Reinaldo Alves de Oliveira foi pronunciado pelo Juízo do Tribunal do Júri da Barra Funda de São Francisco/ES em virtude da suposta prática do crime previsto no art. 121, § 2..., II, do Código Penal. Submetido a julgamento perante o Tribunal do Júri, foi condenado à pena de 06 (seis) anos de reclusão, em regime inicial semiaberto, como incurso nas sanções do art. 121, § 1..., do Código Penal. Naquela oportunidade, os jurados afastaram a qualificadora do motivo fútil e reputaram aplicável ao caso a minorante do § 1... do art. 121 do Código Penal. Contra essa decisão, o Ministério Público interpôs apelação perante o Tribunal de Justiça do Estado do Espírito Santo, que, ao fundamento de ser o veredicto manifestamente contrário às provas dos autos, deu provimento ao recurso para determinar a realização de novo julgamento pelo Júri. Irresignada, a Defesa impetrou o HC 225.566/ES perante o Superior Tribunal de Justiça, que não conheceu do writ em acórdão assim Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5544889. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 14 Relatório RHC 118197 / ES ementado: “HABEAS CORPUS. IMPETRAÇÃO ORIGINÁRIA. SUBSTITUIÇÃO AO RECURSO ESPECIAL CABÍVEL. IMPOSSIBILIDADE. RESPEITO AO SISTEMA RECURSAL PREVISTO NA CARTA MAGNA. NÃO CONHECIMENTO. 1. Com o intuito de homenagear o sistema criado pelo Poder Constituinte Originário para a impugnação das decisões judiciais, necessária a racionalização da utilização do habeas corpus, o qual não deve ser admitido para contestar decisão contra a qual exista previsão de recurso específico no ordenamento jurídico. 2. Tendo em vista que a impetração aponta como ato coator acórdão proferido por ocasião do julgamento de apelação criminal, contra a qual seria cabível a interposição do recurso especial, depara-se com flagrante utilização inadequada da via eleita, circunstância que impede o seu conhecimento. 3. Como o writ foi impetrado antes da alteração do entendimento jurisprudencial desta Corte Superior de Justiça, o alegado constrangimento ilegal será enfrentado para que se analise a possibilidade de eventual concessão de habeas corpus de ofício. HOMICÍDIO (ARTIGO 121, CAPUT, DO CÓDIGO PENAL). APELO MINISTERIAL. DECISÃO DOS JURADOS MANIFESTAMENTE CONTRÁRIA À PROVA DOS AUTOS. INEXISTÊNCIA DE OFENSA AO PRINCÍPIO DA SOBERANIA DO VEREDICTO POPULAR. CONSTRANGIMENTO ILEGAL NÃO EVIDENCIADO. ORDEM DENEGADA. 1. Não há violação ao princípio da soberania dos veredictos, inserto no artigo 5..., inciso XXXVIII, alínea ‘c’, da Constituição Federal, nos casos em que, com espeque na alínea ‘d’ do inciso III do artigo 593 do Código de Processo Penal, o Tribunal de origem, procedendo a exame dos elementos contidos no feito, entende que a decisão dos jurados não se coaduna com a prova produzida no caderno processual. 2. Habeas corpus não conhecido.” A questão foi, então, submetida a esta Suprema Corte. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5544889. Supremo Tribunal Federal RHC 118197 / ES ementado: “HABEAS CORPUS. IMPETRAÇÃO ORIGINÁRIA. SUBSTITUIÇÃO AO RECURSO ESPECIAL CABÍVEL. IMPOSSIBILIDADE. RESPEITO AO SISTEMA RECURSAL PREVISTO NA CARTA MAGNA. NÃO CONHECIMENTO. 1. Com o intuito de homenagear o sistema criado pelo Poder Constituinte Originário para a impugnação das decisões judiciais, necessária a racionalização da utilização do habeas corpus, o qual não deve ser admitido para contestar decisão contra a qual exista previsão de recurso específico no ordenamento jurídico. 2. Tendo em vista que a impetração aponta como ato coator acórdão proferido por ocasião do julgamento de apelação criminal, contra a qual seria cabível a interposição do recurso especial, depara-se com flagrante utilização inadequada da via eleita, circunstância que impede o seu conhecimento. 3. Como o writ foi impetrado antes da alteração do entendimento jurisprudencial desta Corte Superior de Justiça, o alegado constrangimento ilegal será enfrentado para que se analise a possibilidade de eventual concessão de habeas corpus de ofício. HOMICÍDIO (ARTIGO 121, CAPUT, DO CÓDIGO PENAL). APELO MINISTERIAL. DECISÃO DOS JURADOS MANIFESTAMENTE CONTRÁRIA À PROVA DOS AUTOS. INEXISTÊNCIA DE OFENSA AO PRINCÍPIO DA SOBERANIA DO VEREDICTO POPULAR. CONSTRANGIMENTO ILEGAL NÃO EVIDENCIADO. ORDEM DENEGADA. 1. Não há violação ao princípio da soberania dos veredictos, inserto no artigo 5..., inciso XXXVIII, alínea ‘c’, da Constituição Federal, nos casos em que, com espeque na alínea ‘d’ do inciso III do artigo 593 do Código de Processo Penal, o Tribunal de origem, procedendo a exame dos elementos contidos no feito, entende que a decisão dos jurados não se coaduna com a prova produzida no caderno processual. 2. Habeas corpus não conhecido.” A questão foi, então, submetida a esta Suprema Corte. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5544889. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 14 Relatório RHC 118197 / ES O Recorrente, em seu recurso ordinário, reitera as alegações levadas a conhecimento das instâncias anteriores. Aduz que o Tribunal Estadual, ao dar provimento ao recurso manejado pelo Parquet, invadiu a competência do Júri, porquanto a decisão, da forma como foi proferida, com inegável excesso de linguagem e descartando peremptoriamente as teses defensivas, poderá influenciar sobremaneira o Conselho de Sentença, caso o Recorrente seja submetido a novo julgamento. Requer, em medida liminar, a imediata suspensão do julgamento pelo Tribunal do Júri da Barra de São Francisco/ES até a decisão final deste recurso. No mérito, pugna pelo seu provimento para cassar o acórdão do Tribunal de Justiça do Estado do Espírito Santo, com a prolação de outro. Indeferi a liminar em 04.7.2013. Contrarrazões apresentadas. O Ministério Público Federal, em parecer da lavra do Subprocurador-Geral da República Edson Oliveira de Almeida, opina pelo não provimento do recurso. Expedido telegrama para dar ciência da sessão de julgamento do feito. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5544889. Supremo Tribunal Federal RHC 118197 / ES O Recorrente, em seu recurso ordinário, reitera as alegações levadas a conhecimento das instâncias anteriores. Aduz que o Tribunal Estadual, ao dar provimento ao recurso manejado pelo Parquet, invadiu a competência do Júri, porquanto a decisão, da forma como foi proferida, com inegável excesso de linguagem e descartando peremptoriamente as teses defensivas, poderá influenciar sobremaneira o Conselho de Sentença, caso o Recorrente seja submetido a novo julgamento. Requer, em medida liminar, a imediata suspensão do julgamento pelo Tribunal do Júri da Barra de São Francisco/ES até a decisão final deste recurso. No mérito, pugna pelo seu provimento para cassar o acórdão do Tribunal de Justiça do Estado do Espírito Santo, com a prolação de outro. Indeferi a liminar em 04.7.2013. Contrarrazões apresentadas. O Ministério Público Federal, em parecer da lavra do Subprocurador-Geral da República Edson Oliveira de Almeida, opina pelo não provimento do recurso. Expedido telegrama para dar ciência da sessão de julgamento do feito. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5544889. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 14 Voto - MIN. ROSA WEBER 11/03/2014 PRIMEIRA TURMA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 118.197 ESPÍRITO SANTO VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): O presente recurso ordinário em habeas corpus diz com o alegado excesso de linguagem no comando judicial que determinou a realização de novo julgamento de Franklin Reinaldo Alves de Oliveira pelo Tribunal Júri. De início, ressalto que o presente recurso ordinário em habeas corpus foi interposto contra acórdão do Superior Tribunal de Justiça, que não conheceu do HC 225.566/ES. A decisão teve por fundamento a inadequação da via eleita pela Defesa, tendo em vista o entendimento fixado pelo Superior Tribunal de Justiça e pela Primeira Turma desta Suprema Corte de obstar a utilização do habeas corpus como substitutivo do recurso ordinário constitucional. Primeiramente, destaco a observância, com as devidas adaptações, dos precedentes da Primeira Turma desta Suprema Corte que não vem admitindo a utilização de habeas corpus em substituição ao recurso ordinário. Tal entendimento foi assentado, em 08.8.2012, no julgamento do HC 109.956/PR: “HABEAS CORPUS - JULGAMENTO POR TRIBUNAL SUPERIOR - IMPUGNAÇÃO. A teor do disposto no artigo 102, inciso II, alínea “a”, da Constituição Federal, contra decisão, proferida em processo revelador de habeas corpus, a implicar a não concessão da ordem, cabível é o recurso ordinário. Evolução quanto à admissibilidade do substitutivo do habeas corpus. PROCESSO – CRIME – DILIGÊNCIAS – INADEQUAÇÃO. Uma vez inexistente base para o implemento de diligências, cumpre ao Juízo, na condução do processo, indeferi-las” (HC 109.956/PR, Rel. Min. Marco Aurélio, DJe 11.9.2012). Da minha lavra, destaco o HC 108.390/MS: Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5544890. Supremo Tribunal Federal 11/03/2014 PRIMEIRA TURMA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 118.197 ESPÍRITO SANTO VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): O presente recurso ordinário em habeas corpus diz com o alegado excesso de linguagem no comando judicial que determinou a realização de novo julgamento de Franklin Reinaldo Alves de Oliveira pelo Tribunal Júri. De início, ressalto que o presente recurso ordinário em habeas corpus foi interposto contra acórdão do Superior Tribunal de Justiça, que não conheceu do HC 225.566/ES. A decisão teve por fundamento a inadequação da via eleita pela Defesa, tendo em vista o entendimento fixado pelo Superior Tribunal de Justiça e pela Primeira Turma desta Suprema Corte de obstar a utilização do habeas corpus como substitutivo do recurso ordinário constitucional. Primeiramente, destaco a observância, com as devidas adaptações, dos precedentes da Primeira Turma desta Suprema Corte que não vem admitindo a utilização de habeas corpus em substituição ao recurso ordinário. Tal entendimento foi assentado, em 08.8.2012, no julgamento do HC 109.956/PR: “HABEAS CORPUS - JULGAMENTO POR TRIBUNAL SUPERIOR - IMPUGNAÇÃO. A teor do disposto no artigo 102, inciso II, alínea “a”, da Constituição Federal, contra decisão, proferida em processo revelador de habeas corpus, a implicar a não concessão da ordem, cabível é o recurso ordinário. Evolução quanto à admissibilidade do substitutivo do habeas corpus. PROCESSO – CRIME – DILIGÊNCIAS – INADEQUAÇÃO. Uma vez inexistente base para o implemento de diligências, cumpre ao Juízo, na condução do processo, indeferi-las” (HC 109.956/PR, Rel. Min. Marco Aurélio, DJe 11.9.2012). Da minha lavra, destaco o HC 108.390/MS: Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5544890. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 14 Voto - MIN. ROSA WEBER RHC 118197 / ES “HABEAS CORPUS. PROCESSO PENAL. SUBSTITUTIVO DO RECURSO CONSTITUCIONAL. INADMISSIBILIDADE. CONSTITUIÇÃO FEDERAL, ART. 102, II, a. TRÁFICO DE DROGAS. DOSIMETRIA DA PENA. CAUSA DE DIMINUIÇÃO DO ART. 33, § 4..., DA LEI 11.343/06. REGIME INICIAL DE CUMPRIMENTO DE PENA. 1. O habeas corpus tem uma rica história, constituindo garantia fundamental do cidadão. Ação constitucional que é, não pode ser amesquinhado, mas também não é passível de vulgarização, sob pena de restar descaracterizado como remédio heroico. Contra a denegação de habeas corpus por Tribunal Superior prevê a Constituição Federal remédio jurídico expresso, o recurso ordinário. Diante da dicção do art. 102, II, a, da Constituição da República, a impetração de novo habeas corpus em caráter substitutivo escamoteia o instituto recursal próprio, em manifesta burla ao preceito constitucional. Precedente da Primeira Turma desta Suprema Corte. 2. (…).” (HC 108.390/MS, 1... Turma, DJe 02.10.2012). O desvirtuamento do habeas corpus tem efeito ainda mais grave nos Tribunais Superiores, diante das funções precípuas quer do Superior Tribunal de Justiça — a última palavra na interpretação da lei federal — quer desta Suprema Corte — a guarda da Constituição. Como a decisão atacada está conforme os precedentes da Primeira Turma, não haveria como reconhecer a plausibilidade da pretensão veiculada na inicial. Passo à análise da possibilidade da concessão de ofício da ordem de habeas corpus, visto que apreciada a questão de mérito pela autoridade apontada como coatora. Franklin Reinaldo Alves de Oliveira foi pronunciado pelo Juízo do Tribunal do Júri da Barra Funda de São Francisco/ES em virtude da suposta prática do crime previsto no art. 121, § 2..., II, do Código Penal. Submetido a julgamento perante o Tribunal do Júri, foi condenado à pena de 06 (seis) anos de reclusão, em regime inicial semiaberto, como incurso nas sanções do art. 121, § 1..., do Código Penal — na ocasião, os 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5544890. Supremo Tribunal Federal RHC 118197 / ES “HABEAS CORPUS. PROCESSO PENAL. SUBSTITUTIVO DO RECURSO CONSTITUCIONAL. INADMISSIBILIDADE. CONSTITUIÇÃO FEDERAL, ART. 102, II, a. TRÁFICO DE DROGAS. DOSIMETRIA DA PENA. CAUSA DE DIMINUIÇÃO DO ART. 33, § 4..., DA LEI 11.343/06. REGIME INICIAL DE CUMPRIMENTO DE PENA. 1. O habeas corpus tem uma rica história, constituindo garantia fundamental do cidadão. Ação constitucional que é, não pode ser amesquinhado, mas também não é passível de vulgarização, sob pena de restar descaracterizado como remédio heroico. Contra a denegação de habeas corpus por Tribunal Superior prevê a Constituição Federal remédio jurídico expresso, o recurso ordinário. Diante da dicção do art. 102, II, a, da Constituição da República, a impetração de novo habeas corpus em caráter substitutivo escamoteia o instituto recursal próprio, em manifesta burla ao preceito constitucional. Precedente da Primeira Turma desta Suprema Corte. 2. (…).” (HC 108.390/MS, 1... Turma, DJe 02.10.2012). O desvirtuamento do habeas corpus tem efeito ainda mais grave nos Tribunais Superiores, diante das funções precípuas quer do Superior Tribunal de Justiça — a última palavra na interpretação da lei federal — quer desta Suprema Corte — a guarda da Constituição. Como a decisão atacada está conforme os precedentes da Primeira Turma, não haveria como reconhecer a plausibilidade da pretensão veiculada na inicial. Passo à análise da possibilidade da concessão de ofício da ordem de habeas corpus, visto que apreciada a questão de mérito pela autoridade apontada como coatora. Franklin Reinaldo Alves de Oliveira foi pronunciado pelo Juízo do Tribunal do Júri da Barra Funda de São Francisco/ES em virtude da suposta prática do crime previsto no art. 121, § 2..., II, do Código Penal. Submetido a julgamento perante o Tribunal do Júri, foi condenado à pena de 06 (seis) anos de reclusão, em regime inicial semiaberto, como incurso nas sanções do art. 121, § 1..., do Código Penal — na ocasião, os 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5544890. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 14 Voto - MIN. ROSA WEBER RHC 118197 / ES jurados afastaram a qualificadora do motivo fútil e reputaram aplicável ao caso a minorante do § 1... do art. 121 do Código Penal. Contra essa decisão, o Ministério Público interpôs apelação perante o Tribunal de Justiça do Estado do Espírito Santo, que, ao fundamento de ser o veredicto manifestamente contrário às provas dos autos, deu provimento ao recurso para determinar a realização de novo julgamento pelo Júri. Ato contínuo, impetrado o HC 225.566/ES no Superior Tribunal de Justiça. A Quinta Turma não conheceu do pedido. Reputou não comportar conhecimento, na via eleita, o pleito deduzido na inicial, porquanto o habeas corpus não pode ser utilizado como substitutivo do recurso adequado. Mesmo ultrapassada essa barreira, assentou inexistir o constrangimento ilegal apontado na impetração, porquanto não há violação ao princípio da soberania dos veredictos, inserto no art. 5..., inciso XXXVIII, alínea ‘c’, da Constituição Federal. A questão foi, então, submetida a esta Suprema Corte. Aduz que o Tribunal Estadual, ao dar provimento ao recurso manejado pelo Parquet, invadiu a competência do Júri, porquanto a decisão, da forma como foi proferida, com excesso de linguagem e descartando peremptoriamente as teses defensivas, poderá influenciar sobremaneira o Conselho de Sentença, caso o Recorrente seja submetido a novo julgamento. Pois bem, a Constituição Federal de 1988 contempla o princípio da soberania dos veredictos do Tribunal do Júri (art. 5., XXXVII, c). Tal princípio constitui uma conquista histórica, que remonta ao assim denominado Buschel’s Case, de 1670, quando concedido habeas corpus pela Court of Common Pleas inglesa para libertar jurados presos por ordem do Juiz Presidente do Júri por este ter entendido que eles haviam proferido veredicto contrário à prova dos autos. No Brasil, o princípio remonta a pelo menos 1941, já que o Código de Processo Penal estabeleceu hipóteses restritas de cabimento da apelação contra as decisões do Tribunal do Júri (art. 593, III). Em matéria probatória, a revisão só cabe contra “decisão dos jurados manifestamente contrária à prova dos autos” e o provimento leva à cassação do julgado, com 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5544890. Supremo Tribunal Federal RHC 118197 / ES jurados afastaram a qualificadora do motivo fútil e reputaram aplicável ao caso a minorante do § 1... do art. 121 do Código Penal. Contra essa decisão, o Ministério Público interpôs apelação perante o Tribunal de Justiça do Estado do Espírito Santo, que, ao fundamento de ser o veredicto manifestamente contrário às provas dos autos, deu provimento ao recurso para determinar a realização de novo julgamento pelo Júri. Ato contínuo, impetrado o HC 225.566/ES no Superior Tribunal de Justiça. A Quinta Turma não conheceu do pedido. Reputou não comportar conhecimento, na via eleita, o pleito deduzido na inicial, porquanto o habeas corpus não pode ser utilizado como substitutivo do recurso adequado. Mesmo ultrapassada essa barreira, assentou inexistir o constrangimento ilegal apontado na impetração, porquanto não há violação ao princípio da soberania dos veredictos, inserto no art. 5..., inciso XXXVIII, alínea ‘c’, da Constituição Federal. A questão foi, então, submetida a esta Suprema Corte. Aduz que o Tribunal Estadual, ao dar provimento ao recurso manejado pelo Parquet, invadiu a competência do Júri, porquanto a decisão, da forma como foi proferida, com excesso de linguagem e descartando peremptoriamente as teses defensivas, poderá influenciar sobremaneira o Conselho de Sentença, caso o Recorrente seja submetido a novo julgamento. Pois bem, a Constituição Federal de 1988 contempla o princípio da soberania dos veredictos do Tribunal do Júri (art. 5., XXXVII, c). Tal princípio constitui uma conquista histórica, que remonta ao assim denominado Buschel’s Case, de 1670, quando concedido habeas corpus pela Court of Common Pleas inglesa para libertar jurados presos por ordem do Juiz Presidente do Júri por este ter entendido que eles haviam proferido veredicto contrário à prova dos autos. No Brasil, o princípio remonta a pelo menos 1941, já que o Código de Processo Penal estabeleceu hipóteses restritas de cabimento da apelação contra as decisões do Tribunal do Júri (art. 593, III). Em matéria probatória, a revisão só cabe contra “decisão dos jurados manifestamente contrária à prova dos autos” e o provimento leva à cassação do julgado, com 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5544890. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 14 Voto - MIN. ROSA WEBER RHC 118197 / ES a submissão do acusado a novo julgamento por outro Júri e não à própria reforma do veredicto (art. 593, §3...). Por outro lado, a soberania dos veredictos não é um princípio intangível, sendo possível sua relativização. Em verdade, a decisão do Conselho de Sentença, quando manifestamente contrária à prova dos autos, resulta em arbitrariedade que deve ser sanada pelo juízo recursal, nos termos do art. 593, inciso III, alínea d, do Código de Processo Penal. A Corte de Apelação, ao determinar a realização de um novo julgamento, não substitui a decisão popular por outra, nem usurpa a competência do Júri, mas tão somente determina que seja realizado outro julgamento, conforme o art. 593, § 3..., do Código de Processo Penal. Pelo mesmo motivo, não se admite segunda apelação, com o que o novo veredicto, quer pela absolvição, quer pela condenação, não pode mais ser alterado. Portanto, infere-se que o mencionado princípio constitucional da soberania dos veredictos (art. 5..., inciso XXXVIII, alínea c, da Constituição Federal de 1988/88) coexiste em perfeita harmonia com o sistema recursal penal (art. 593, inciso III, alínea d, do CPP). Delineadas as balizas de fundamentação, colho oportunamente excerto esclarecedor do voto condutor do acórdão recorrido: “... verifica-se a preservação da soberania dos veredictos proferidos pelo Tribunal do Júri, já que a única providência passível de ser adotada pelo Tribunal, caso constatada a decisão dos jurados manifestamente contrária à prova produzida nos autos, é a anulação do primeiro julgamento, determinando-se que a outro seja o acusado submetido (artigo 593, 3..., do Código de Processo Penal), formando-se, para tanto, um novo Conselho de Sentença. Com base nestas considerações, infere-se que o Tribunal Estadual, ao analisar a insurgência manifestada pelo representante do Ministério Público, diante dos testemunhos prestados em juízo e da confissão efetuada pelo próprio acusado, entendeu que não haveria como se acolher a tese de que o paciente teria agido sob violenta emoção, logo após injusta provocação da vítima, tampouco o afastamento da 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5544890. Supremo Tribunal Federal RHC 118197 / ES a submissão do acusado a novo julgamento por outro Júri e não à própria reforma do veredicto (art. 593, §3...). Por outro lado, a soberania dos veredictos não é um princípio intangível, sendo possível sua relativização. Em verdade, a decisão do Conselho de Sentença, quando manifestamente contrária à prova dos autos, resulta em arbitrariedade que deve ser sanada pelo juízo recursal, nos termos do art. 593, inciso III, alínea d, do Código de Processo Penal. A Corte de Apelação, ao determinar a realização de um novo julgamento, não substitui a decisão popular por outra, nem usurpa a competência do Júri, mas tão somente determina que seja realizado outro julgamento, conforme o art. 593, § 3..., do Código de Processo Penal. Pelo mesmo motivo, não se admite segunda apelação, com o que o novo veredicto, quer pela absolvição, quer pela condenação, não pode mais ser alterado. Portanto, infere-se que o mencionado princípio constitucional da soberania dos veredictos (art. 5..., inciso XXXVIII, alínea c, da Constituição Federal de 1988/88) coexiste em perfeita harmonia com o sistema recursal penal (art. 593, inciso III, alínea d, do CPP). Delineadas as balizas de fundamentação, colho oportunamente excerto esclarecedor do voto condutor do acórdão recorrido: “... verifica-se a preservação da soberania dos veredictos proferidos pelo Tribunal do Júri, já que a única providência passível de ser adotada pelo Tribunal, caso constatada a decisão dos jurados manifestamente contrária à prova produzida nos autos, é a anulação do primeiro julgamento, determinando-se que a outro seja o acusado submetido (artigo 593, 3..., do Código de Processo Penal), formando-se, para tanto, um novo Conselho de Sentença. Com base nestas considerações, infere-se que o Tribunal Estadual, ao analisar a insurgência manifestada pelo representante do Ministério Público, diante dos testemunhos prestados em juízo e da confissão efetuada pelo próprio acusado, entendeu que não haveria como se acolher a tese de que o paciente teria agido sob violenta emoção, logo após injusta provocação da vítima, tampouco o afastamento da 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5544890. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 14 Voto - MIN. ROSA WEBER RHC 118197 / ES qualificadora do motivo fútil, motivo pelo qual a decisão dos jurados contrariaria o acervo probatório.” Quanto ao aventado excesso de linguagem, transcrevo excertos do acórdão proferido pelo Tribunal de Justiça do Estado do Espírito Santo na parte em que externa os motivos para cassar a decisão proferida pelo Júri: “Todas as provas acostadas aos autos dão a certeza de que a sentença prolatada pelo Juízo a quo há de ser revista. É cediço que pelo fundamentado contido no artigo 593, inciso III, alínea ‘d’, do Código Penal, somente enseja provimento o recurso caso reste demonstrado, de forma cabal, que a decisão dos jurados não encontrou arrimo em absolutamente nenhuma prova produzida durante o iter persecutorio. É esse o caso dos autos. Extraem-se dos depoimentos das testemunhas que o apelado e a vitima passaram a noite juntos e se encontravam embriagados. No outro dia a vitima foi encontrada morta e o apelado apontado como o autor do crime, pois foi ele a última pessoa a estar com ela. O apelado foi encontrado em um hotel da cidade e escondia na bolsa as roupas sujas de sangue, além de marcas de sangue na barra da calça e da botina. O apelado confessou a prática do crime, dizendo que a vitima havia apanhado dinheiro em seu bolso e ao tentar reavê-lo acabou por matá-la com golpes de pedra na cabeça. O laudo de exame cadavérico mostra o grande número de ferimentos sofridos pela vítima, o que demonstra o dolo intenso do apelado ao agir, tirando a vida da pessoa com quem passou a noite aos beijos e abraços, por conta da quantia de R$65,00. Não há, pois, como se falar aqui em violenta emoção! É dizer, em outras palavras, que o Egrégio Tribunal de Justiça, ao apreciar e julgar o apelo, verificou que a decisão recorrida não encontra qualquer apoio nos autos, o que autoriza a anulação postulada, eis que não representa versão escolhida pelos jurados. Como bem disse a douta Procuradoria de Justiça, em bem lançado parecer da Dr Maria Elizabeth de Moraes Amancio Pereira, ‘... não obstante a comprovada futilidade do motivo do crime 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5544890. Supremo Tribunal Federal RHC 118197 / ES qualificadora do motivo fútil, motivo pelo qual a decisão dos jurados contrariaria o acervo probatório.” Quanto ao aventado excesso de linguagem, transcrevo excertos do acórdão proferido pelo Tribunal de Justiça do Estado do Espírito Santo na parte em que externa os motivos para cassar a decisão proferida pelo Júri: “Todas as provas acostadas aos autos dão a certeza de que a sentença prolatada pelo Juízo a quo há de ser revista. É cediço que pelo fundamentado contido no artigo 593, inciso III, alínea ‘d’, do Código Penal, somente enseja provimento o recurso caso reste demonstrado, de forma cabal, que a decisão dos jurados não encontrou arrimo em absolutamente nenhuma prova produzida durante o iter persecutorio. É esse o caso dos autos. Extraem-se dos depoimentos das testemunhas que o apelado e a vitima passaram a noite juntos e se encontravam embriagados. No outro dia a vitima foi encontrada morta e o apelado apontado como o autor do crime, pois foi ele a última pessoa a estar com ela. O apelado foi encontrado em um hotel da cidade e escondia na bolsa as roupas sujas de sangue, além de marcas de sangue na barra da calça e da botina. O apelado confessou a prática do crime, dizendo que a vitima havia apanhado dinheiro em seu bolso e ao tentar reavê-lo acabou por matá-la com golpes de pedra na cabeça. O laudo de exame cadavérico mostra o grande número de ferimentos sofridos pela vítima, o que demonstra o dolo intenso do apelado ao agir, tirando a vida da pessoa com quem passou a noite aos beijos e abraços, por conta da quantia de R$65,00. Não há, pois, como se falar aqui em violenta emoção! É dizer, em outras palavras, que o Egrégio Tribunal de Justiça, ao apreciar e julgar o apelo, verificou que a decisão recorrida não encontra qualquer apoio nos autos, o que autoriza a anulação postulada, eis que não representa versão escolhida pelos jurados. Como bem disse a douta Procuradoria de Justiça, em bem lançado parecer da Dr Maria Elizabeth de Moraes Amancio Pereira, ‘... não obstante a comprovada futilidade do motivo do crime 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5544890. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 14 Voto - MIN. ROSA WEBER RHC 118197 / ES perpetrado, o Conselho de Sentença decidiu condenar o apelado por homicídio simples privilegiado ( artigo 121, § 1... Código Penal Brasileiro), ao argumento de que o crime foi cometido sob o domínio de violenta emoção logo após injusta provocação da vítima, o que, data venia, não encontra qualquer respaldo nas provas produzidas no decorrer da instrução criminal’. De uma análise detida dos autos, depreende-se não haver qualquer dúvida acerca da autoria delitiva. Trata-se de réu confesso, o qual asseverou em Juízo ser o responsável pela violenta morte da vítima. De igual forma, a materialidade encontra-se sobejamente comprovada, notadamente em consideração ao Laudo de Exame Cadavérico de fl. 38. Ademais, o acusado externou a todo o tempo o seu animus necandi, inclusive ao machucar violentamente até provocar a sua morte, sem interromper a ação delituosa. Neste passo, e considerando que no caso em questão os jurados firmaram seu convencimento em desacordo com o conjunto probatório, não há que se falar em decisão manifestamente contrária à prova dos autos”. Desde logo, cumpre observar a impossibilidade de o homicídio ser qualificado pelo motivo fútil (Código Penal Brasileiro, art. 121, § 2..., II) e, ao mesmo tempo, privilegiado (Código Penal Brasileiro, art. 121, § 1...). Isto porque a figura do homicídio privilegiado-qualificado (frise-se, amplamente aceita pela doutrina e pela jurisprudência) demanda, necessariamente, a presença de qualificadora de ordem objetiva – o que, por certo, não é o caso do motivo fútil, qualificadora, por excelência, de natureza subjetiva. Nesse sentido é o magistério da doutrina: “Como regra, pode-se aceitar a existência concomitante de qualificadoras objetivas com as circunstâncias legais do privilégio, que são de ordem subjetiva (motivo de relevante valor e domínio de violenta emoção). O que não se pode acolher é a convivência pacífica das qualificadoras subjetivas com qualquer forma de privilégio, tal como seria o homicídio praticado, ao mesmo tempo, por motivo fútil e 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5544890. Supremo Tribunal Federal RHC 118197 / ES perpetrado, o Conselho de Sentença decidiu condenar o apelado por homicídio simples privilegiado ( artigo 121, § 1... Código Penal Brasileiro), ao argumento de que o crime foi cometido sob o domínio de violenta emoção logo após injusta provocação da vítima, o que, data venia, não encontra qualquer respaldo nas provas produzidas no decorrer da instrução criminal’. De uma análise detida dos autos, depreende-se não haver qualquer dúvida acerca da autoria delitiva. Trata-se de réu confesso, o qual asseverou em Juízo ser o responsável pela violenta morte da vítima. De igual forma, a materialidade encontra-se sobejamente comprovada, notadamente em consideração ao Laudo de Exame Cadavérico de fl. 38. Ademais, o acusado externou a todo o tempo o seu animus necandi, inclusive ao machucar violentamente até provocar a sua morte, sem interromper a ação delituosa. Neste passo, e considerando que no caso em questão os jurados firmaram seu convencimento em desacordo com o conjunto probatório, não há que se falar em decisão manifestamente contrária à prova dos autos”. Desde logo, cumpre observar a impossibilidade de o homicídio ser qualificado pelo motivo fútil (Código Penal Brasileiro, art. 121, § 2..., II) e, ao mesmo tempo, privilegiado (Código Penal Brasileiro, art. 121, § 1...). Isto porque a figura do homicídio privilegiado-qualificado (frise-se, amplamente aceita pela doutrina e pela jurisprudência) demanda, necessariamente, a presença de qualificadora de ordem objetiva – o que, por certo, não é o caso do motivo fútil, qualificadora, por excelência, de natureza subjetiva. Nesse sentido é o magistério da doutrina: “Como regra, pode-se aceitar a existência concomitante de qualificadoras objetivas com as circunstâncias legais do privilégio, que são de ordem subjetiva (motivo de relevante valor e domínio de violenta emoção). O que não se pode acolher é a convivência pacífica das qualificadoras subjetivas com qualquer forma de privilégio, tal como seria o homicídio praticado, ao mesmo tempo, por motivo fútil e 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5544890. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 14 Voto - MIN. ROSA WEBER RHC 118197 / ES por relevante valor moral” (NUCCI, Guilherme de Souza. Código Penal Comentado. 11... ed. São Paulo, Revista dos Tribunais, 2012, p. 637). A despeito dos argumentos defensivos, não visualizo o excesso de linguagem apontado. É que a decisão exarada pela Corte Estadual – ao determinar a realização de novo Júri, por considerar não configurado, na hipótese, diferentemente do decidido pelo Conselho de Sentença, o homicídio privilegiado, diante da futilidade da conduta perpetrada (circunstâncias, consoante mencionado, incompatíveis) – tão somente delimitou as provas dos autos que a levaram a concluir neste sentido. Ou seja, procedeu à necessária motivação que deve nortear as decisões judiciais, nos termos do comando peremptório do art. 93, IX, da Constituição Federal, conservando, a meu ver, o comedimento necessário para esta espécie de provimento jurisdicional. Ademais, entendimento diverso demandaria o exame aprofundado de fatos e provas, inviável na via estreita do habeas corpus. À guisa de ilustração, cito: “III – Não houve no julgamento excesso de linguagem ou juízo de condenação, mas tão somente o cotejo da decisão dos jurados com as provas produzidas no curso do processo. IV – A discussão sobre o acerto ou o desacerto do acórdão do Tribunal que cassa decisão dos jurados contrária às provas dos autos demanda o reexame do conjunto fático-probatório dos autos, o que é vedado em sede de habeas corpus” (RHC 118.273/ES, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, 2... Turma, DJe 19.11.2013). Com efeito, o acórdão ora hostilizado converge para o mesmo entendimento no sentido da inocorrência de excesso de linguagem e da inviabilidade, na espécie, de reapreciar o acervo fático-probatório na via estreita do habeas corpus. Confira-se: “(...). Assim agindo, constata-se que o Tribunal de origem somente demonstrou em qual parte o veredicto do conselho de sentença se desviara do conjunto probatório produzido nos autos, indicando em que se fundaria e dando os motivos de seu 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5544890. Supremo Tribunal Federal RHC 118197 / ES por relevante valor moral” (NUCCI, Guilherme de Souza. Código Penal Comentado. 11... ed. São Paulo, Revista dos Tribunais, 2012, p. 637). A despeito dos argumentos defensivos, não visualizo o excesso de linguagem apontado. É que a decisão exarada pela Corte Estadual – ao determinar a realização de novo Júri, por considerar não configurado, na hipótese, diferentemente do decidido pelo Conselho de Sentença, o homicídio privilegiado, diante da futilidade da conduta perpetrada (circunstâncias, consoante mencionado, incompatíveis) – tão somente delimitou as provas dos autos que a levaram a concluir neste sentido. Ou seja, procedeu à necessária motivação que deve nortear as decisões judiciais, nos termos do comando peremptório do art. 93, IX, da Constituição Federal, conservando, a meu ver, o comedimento necessário para esta espécie de provimento jurisdicional. Ademais, entendimento diverso demandaria o exame aprofundado de fatos e provas, inviável na via estreita do habeas corpus. À guisa de ilustração, cito: “III – Não houve no julgamento excesso de linguagem ou juízo de condenação, mas tão somente o cotejo da decisão dos jurados com as provas produzidas no curso do processo. IV – A discussão sobre o acerto ou o desacerto do acórdão do Tribunal que cassa decisão dos jurados contrária às provas dos autos demanda o reexame do conjunto fático-probatório dos autos, o que é vedado em sede de habeas corpus” (RHC 118.273/ES, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, 2... Turma, DJe 19.11.2013). Com efeito, o acórdão ora hostilizado converge para o mesmo entendimento no sentido da inocorrência de excesso de linguagem e da inviabilidade, na espécie, de reapreciar o acervo fático-probatório na via estreita do habeas corpus. Confira-se: “(...). Assim agindo, constata-se que o Tribunal de origem somente demonstrou em qual parte o veredicto do conselho de sentença se desviara do conjunto probatório produzido nos autos, indicando em que se fundaria e dando os motivos de seu 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5544890. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 14 Voto - MIN. ROSA WEBER RHC 118197 / ES convencimento, não havendo que se falar em violação ao princípio da soberania dos veredictos, tampouco em excesso de linguagem. Nesse sentido, confira-se a jurisprudência pacífica desta colenda Corte Superior, que reiteradamente vem decidindo que, nas hipóteses em que a Corte a quo anula o julgamento popular ao fundamento de que foi manifestamente contrário à prova dos autos, não há ofensa à soberania dos veredictos, sendo certo que não é o mandamus a via apta ao apontado exame, pois demandaria análise aprofundada do contexto fático-probatório... Por conseguinte, tendo o aresto em exame cingido-se a apontar que as provas constantes dos autos não permitiriam o reconhecimento do homicídio privilegiado e o afastamento da qualificadora do motivo fútil, não há como se reconhecer a eiva apontada na impetração. Não se revelando, portanto, qualquer constrangimento ilegal passível de ser remediado mediante atuação de ofício desta Corte Superior de Justiça, não se conhece do habeas corpus.” Não vislumbro, na hipótese, ilegalidade ou abuso de direito no ato apontado como coator. Ante o exposto, voto pelo não provimento do recurso ordinário em habeas corpus. 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5544890. Supremo Tribunal Federal RHC 118197 / ES convencimento, não havendo que se falar em violação ao princípio da soberania dos veredictos, tampouco em excesso de linguagem. Nesse sentido, confira-se a jurisprudência pacífica desta colenda Corte Superior, que reiteradamente vem decidindo que, nas hipóteses em que a Corte a quo anula o julgamento popular ao fundamento de que foi manifestamente contrário à prova dos autos, não há ofensa à soberania dos veredictos, sendo certo que não é o mandamus a via apta ao apontado exame, pois demandaria análise aprofundada do contexto fático-probatório... Por conseguinte, tendo o aresto em exame cingido-se a apontar que as provas constantes dos autos não permitiriam o reconhecimento do homicídio privilegiado e o afastamento da qualificadora do motivo fútil, não há como se reconhecer a eiva apontada na impetração. Não se revelando, portanto, qualquer constrangimento ilegal passível de ser remediado mediante atuação de ofício desta Corte Superior de Justiça, não se conhece do habeas corpus.” Não vislumbro, na hipótese, ilegalidade ou abuso de direito no ato apontado como coator. Ante o exposto, voto pelo não provimento do recurso ordinário em habeas corpus. 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5544890. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 14 Extrato de Ata - 11/03/2014 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 118.197 PROCED. : ESPÍRITO SANTO RELATORA : MIN. ROSA WEBER RECTE.(S) : DEFENSORIA PUBLICA DO ESTADO DO ESPIRITO SANTO PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO PACTE.(S) : FRANKLIN REINALDO ALVES DE OLIVEIRA RECDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: A Turma negou provimento ao recurso ordinário em habeas corpus, nos termos do voto da relatora. Unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Marco Aurélio, Presidente. Presidiu o julgamento o Senhor Ministro Dias Toffoli. Primeira Turma, 11.3.2014. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Marco Aurélio, Presidente. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo G. Gonet Branco. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 5495276 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 118.197 PROCED. : ESPÍRITO SANTO RELATORA : MIN. ROSA WEBER RECTE.(S) : DEFENSORIA PUBLICA DO ESTADO DO ESPIRITO SANTO PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO PACTE.(S) : FRANKLIN REINALDO ALVES DE OLIVEIRA RECDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: A Turma negou provimento ao recurso ordinário em habeas corpus, nos termos do voto da relatora. Unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Marco Aurélio, Presidente. Presidiu o julgamento o Senhor Ministro Dias Toffoli. Primeira Turma, 11.3.2014. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Marco Aurélio, Presidente. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo G. Gonet Branco. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 5495276 Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 14
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO ORDINÁRIO EM", "HABEAS CORPUS 118 . 197", "HABEAS CORPUS 118 . 197", "HC 225 . 566 / ES", "HC 225 . 566 / ES", "HC 225 . 566 / ES", "HC 225 . 566 / ES", "RHC 118197 / ES", "RHC 118197 / ES", "RHC 118197 /", "RHC 118197 / ES", "HC 225", "HC 109 . 956 / PR", "HC 109 . 956 / PR", "HC 108 . 390 / MS", "HC 225 . 566 / ES", "HC 109 . 956 / PR", "HC 109 . 956 / PR", "HC 108 . 390 / MS", "HC 108 . 390 / MS", "RHC 118197", "HC 108 . 390 / MS", "HC 225 . 566 / ES", "RHC 118197 / ES", "HC 225 . 566 / ES", "RHC 118197 / ES", "RHC 118197 / ES", "RHC 118197 / ES", "RHC 118197 / ES", "RHC 118 . 273 / ES", "RHC 118197 / ES", "RHC 118 . 273 / ES", "RHC 118197 / ES" ], "LEGISLACAO": [ "art . 593 , inciso III , alínea d , do Código de Processo Penal", "art . 93 , IX , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 121 , § 2 . . . , II , do Código Penal", "art . 121 , § 1 . . . , do Código Penal", "§ 1 . . . do", "art . 121 do Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 121 , § 2 . . . , II , do Código Penal", "art . 121 , § 1 . . . , do Código Penal", "§ 1 . . . do art . 121 do Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ARTIGO 121 , CAPUT , DO CÓDIGO PENAL", "artigo 5 . . . , inciso XXXVIII , alínea ‘ c ’ , da Constituição Federal", "alínea ‘ d ’ do inciso III do artigo 593 do Código de Processo Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ARTIGO 121 , CAPUT , DO CÓDIGO PENAL", "artigo 5 . . . , inciso XXXVIII , alínea ‘ c ’ , da Constituição Federal", "alínea ‘ d ’ do inciso III do artigo 593 do Código de Processo Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 102 , inciso II , alínea “ a ” , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 102 , inciso II , alínea “ a ” , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "CONSTITUIÇÃO", "ART . 33 , § 4 . . . , DA LEI 11 . 343 / 06", "Constituição Federal", "art . 102 , II , a , da Constituição da República", "art . 121 , § 2 . . . , II , do Código", "art . 121 , § 1 . . . , do Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 33 , § 4 . . . , DA LEI 11 . 343 / 06", "Constituição Federal", "art . 102 , II , a , da Constituição da República", "Constituição", "art . 121 , § 2 . . . , II , do Código Penal", "art . 121 , § 1 . . . , do Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 121 do Código Penal", "art . 5 . . . , inciso XXXVIII , alínea ‘ c ’ , da Constituição Federal", "Constituição Federal de 1988", "Código de Processo Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 5 . . . , inciso XXXVIII , alínea ‘ c ’ , da Constituição Federal", "Constituição Federal de 1988", "art . 5 . , XXXVII , c", "Código de Processo Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 593 , inciso III , alínea d , do Código de Processo Penal", "art . 593 , § 3 . . . , do Código de Processo Penal", "art . 5 . . . , inciso XXXVIII , alínea c , da Constituição Federal de 1988 / 88", "art . 593 , inciso III , alínea d , do CPP", "artigo 593 , 3 . . . , do Código de Processo Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 593 , inciso III , alínea d , do Código de Processo Penal", "art . 593 , § 3 . . . , do Código de Processo Penal", "art . 5 . . . , inciso XXXVIII , alínea c , da Constituição Federal de 1988 / 88", "art . 593 , inciso III , alínea d , do CPP", "artigo 593 , 3 . . . , do Código de Processo Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 593 , inciso III , alínea ‘ d ’ , do Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 593 , inciso III , alínea ‘ d ’ , do Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 121 , § 1 . . . Código Penal Brasileiro", "Código Penal Brasileiro , art . 121 , § 2 . . . , II", "Código Penal Brasileiro , art . 121 , § 1 . . .", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 121 , § 1 . . . 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Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Revista dos Tribunais", "2", ".", ". . Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "DEFENSORIA PUBLICA DO ESTADO DO ESPIRITO SANTO", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "DEFENSORIA PUBLICA DO ESTADO", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "ROSA WEBER", "FRANKLIN REINALDO ALVES DE OLIVEIRA", "Dias Toffoli", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "Dias Toffoli", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "ROSA WEBER", "FRANKLIN REINALDO ALVES DE OLIVEIRA", "Rosa Weber", "Franklin Reinaldo Alves de Oliveira", "Franklin Reinaldo Alves de Oliveira", "ROSA WEBER", "FRANKLIN REINALDO ALVES DE OLIVEIRA", "Rosa Weber", "Franklin Reinaldo Alves de Oliveira", "Franklin Reinaldo Alves de Oliveira", "Edson Oliveira de Almeida", "Edson Oliveira de Almeida", "ROSA WEBER", "Rosa Weber", "Franklin Reinaldo Alves de Oliveira", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "Franklin Reinaldo Alves de Oliveira", "Marco Aurélio", "ROSA", "WEBER RHC 118197", "Franklin Reinaldo Alves de Oliveira", "Franklin Reinaldo Alves de Oliveira", "ROSA WEBER RHC 118197 /", "ROSA WEBER RHC 118197 / ES", "ROSA WEBER RHC 118197", "Maria", "Elizabeth de Moraes Amancio Pereira", "Maria Elizabeth de Moraes Amancio Pereira", "ROSA WEBER RHC", "ROSA WEBER", "NUCCI , Guilherme de Souza", "Ricardo Lewandowski", "NUCCI , Guilherme de Souza", "Ricardo Lewandowski", "ROSA WEBER", "ROSA WEBER", "FRANKLIN REINALDO ALVES DE OLIVEIRA", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Marco Aurélio", "Paulo G . Gonet Branco", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "ROSA WEBER", "FRANKLIN REINALDO ALVES DE OLIVEIRA", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Marco Aurélio", "Paulo G . 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Ementa e Acórdão 11/03/2014 PRIMEIRA TURMA RECURSO EXTRAORDINÁRIO 374.933 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI RECTE.(S) :AGROPECUÁRIA VALE DO ARAGUAIA LTDA ADV.(A/S) :MARCUS VINÍCIUS DE ALMEIDA RAMOS ADV.(A/S) :LEANDRO SALOMÃO RECDO.(A/S) :DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL INTDO.(A/S) :ESSO BRASILEIRA DE PETRÓLEO LTDA INTDO.(A/S) :TEXACO BRASIL S/A ADV.(A/S) :JOSÉ CARLOS AZEVEDO INTDO.(A/S) :COMPANHIA BRASILEIRA DE PETRÓLEO IPIRANGA ADV.(A/S) :JOÃO HENRIQUE CAVALCANTI DE OLIVEIRA INTDO.(A/S) :PETROBRAS DISTRIBUIDORA S/A ADV.(A/S) :MELILLO DINIS DO NASCIMENTO INTDO.(A/S) :ESTADO DE GOIÁS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE GOIÁS EMENTA Recurso extraordinário. Tributário. Imunidade. Operações interestaduais com Combustíveis e outros derivados de petróleo. Artigo 155, § 2º, X, B, CF. Benefício que não se aplica ao consumidor final. Entendimento pacífico do STF. 1. No RE nº 198.088/SP, Relator o Ministro Ilmar Galvão, julgado em 17 de maio de 2000, o Plenário da Corte, por maioria, decidiu que a imunidade prevista no art.155, § 2º, X, b, da Constituição Federal incide apenas nas operações interestaduais entre refinarias e distribuidoras, e não entre essas e o consumidor final. 2. A benesse fiscal é outorgada às operações de comércio de petróleo e de seus derivados entre estados federados excluídas aquelas operações interestaduais realizadas entre a distribuidora e o consumidor final. 3. Recurso extraordinário não provido. ACÓRDÃO Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5546405. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10 Ementa e Acórdão RE 374933 / DF Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso extraordinário, nos termos do voto do Relator. Brasília, 11 de março de 2014. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5546405. Supremo Tribunal Federal RE 374933 / DF Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso extraordinário, nos termos do voto do Relator. Brasília, 11 de março de 2014. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5546405. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 10 Relatório 11/03/2014 PRIMEIRA TURMA RECURSO EXTRAORDINÁRIO 374.933 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI RECTE.(S) :AGROPECUÁRIA VALE DO ARAGUAIA LTDA ADV.(A/S) :MARCUS VINÍCIUS DE ALMEIDA RAMOS ADV.(A/S) :LEANDRO SALOMÃO RECDO.(A/S) :DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL INTDO.(A/S) :ESSO BRASILEIRA DE PETRÓLEO LTDA INTDO.(A/S) :TEXACO BRASIL S/A ADV.(A/S) :JOSÉ CARLOS AZEVEDO INTDO.(A/S) :COMPANHIA BRASILEIRA DE PETRÓLEO IPIRANGA ADV.(A/S) :JOÃO HENRIQUE CAVALCANTI DE OLIVEIRA INTDO.(A/S) :PETROBRAS DISTRIBUIDORA S/A ADV.(A/S) :MELILLO DINIS DO NASCIMENTO INTDO.(A/S) :ESTADO DE GOIÁS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE GOIÁS RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Agropecuária Vale do Araguaia Ltda. interpõe recurso extraordinário, com fundamento na alínea a do permissivo constitucional, contra acórdão da Primeira Turma Cível do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios assim ementado: “Constitucional. 1. ICMS. Imunidade tributária. Aquisição de derivados de petróleo pelo consumidor final diretamente das distribuidoras para uso em outra Unidade da Federação. Constitucionalidade dos Convênios ICMS-Confaz, sucedâneos da lei complementar (art. 146, III, ‘a’ da Carta Magna). A imunidade prevista no art. 155, § 2º, X, ‘b’, da CF incide apenas nas operações entre as refinarias e as distribuidoras e não entre estas e o consumidor final. Imunidade não reconhecida. 2. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5546403. Supremo Tribunal Federal 11/03/2014 PRIMEIRA TURMA RECURSO EXTRAORDINÁRIO 374.933 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI RECTE.(S) :AGROPECUÁRIA VALE DO ARAGUAIA LTDA ADV.(A/S) :MARCUS VINÍCIUS DE ALMEIDA RAMOS ADV.(A/S) :LEANDRO SALOMÃO RECDO.(A/S) :DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL INTDO.(A/S) :ESSO BRASILEIRA DE PETRÓLEO LTDA INTDO.(A/S) :TEXACO BRASIL S/A ADV.(A/S) :JOSÉ CARLOS AZEVEDO INTDO.(A/S) :COMPANHIA BRASILEIRA DE PETRÓLEO IPIRANGA ADV.(A/S) :JOÃO HENRIQUE CAVALCANTI DE OLIVEIRA INTDO.(A/S) :PETROBRAS DISTRIBUIDORA S/A ADV.(A/S) :MELILLO DINIS DO NASCIMENTO INTDO.(A/S) :ESTADO DE GOIÁS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE GOIÁS RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Agropecuária Vale do Araguaia Ltda. interpõe recurso extraordinário, com fundamento na alínea a do permissivo constitucional, contra acórdão da Primeira Turma Cível do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios assim ementado: “Constitucional. 1. ICMS. Imunidade tributária. Aquisição de derivados de petróleo pelo consumidor final diretamente das distribuidoras para uso em outra Unidade da Federação. Constitucionalidade dos Convênios ICMS-Confaz, sucedâneos da lei complementar (art. 146, III, ‘a’ da Carta Magna). A imunidade prevista no art. 155, § 2º, X, ‘b’, da CF incide apenas nas operações entre as refinarias e as distribuidoras e não entre estas e o consumidor final. Imunidade não reconhecida. 2. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5546403. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 10 Relatório RE 374933 / DF Litigância de Má-fé. Imposição com assento no art. 17, I, CPC – deduzir pretensão ou defesa contra texto expresso de lei. Interpretação de textos legais controvertida. 3. Distribuição de demandas idênticas. Litigância de má-fé (art. 18 CPC). Ausência de prova. 4. Parcial provimento dos embargos infringentes para excluir a condenação da embargante por litigância de má-fé. Embargos infringentes parcialmente providos” (fl. 491) . Alega a recorrente contrariedade ao art. 155, § 2º, inciso X, alínea b, da Constituição Federal, que vedaria a incidência de ICMS sobre operações de comércio de petróleo envolvendo diferentes estados da Federação, o que incluiria lubrificantes, combustíveis líquidos gasosos dele derivados e energia elétrica. Aduz que a imunidade prevista na Magna Carta não pode ser “restringida, que seja por lei complementar, convênio ou lei ordinária”. Segundo entende a imunidade em causa deve ser interpretada de forma ampla, não afrontando a isonomia o reconhecimento do beneplácito aos contribuintes que adquirem, para consumo, derivados de petróleo. Contra-arrazoado (fls. 576 a 582), o recurso extraordinário (fls. 541 a 563) foi admitido (fls. 588/589). O Superior Tribunal de Justiça, em decisão transitada em julgado (fls. 611 a 621), negou provimento ao agravo de instrumento interposto contra a decisão em que não se admitiu o recurso especial interposto paralelamente ao extraordinário. Com base no art. 557 do Código de Processo Civil, neguei seguimento ao recurso extraordinário, firme na jurisprudência do Plenário da Corte no sentido de que a imunidade prevista no art. 155, § 2º, X, alínea b, da Constituição Federal atinge apenas o estado de origem, competindo ao estado de destino da mercadoria a tributação das operações subsequentes. Contra essa decisão a Agropecuária Vale do Araguaia Ltda. interpôs agravo regimental, o qual, por maioria, foi provido, dando-se sequência ao recurso extraordinário. É o que cumpre relatar. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5546403. Supremo Tribunal Federal RE 374933 / DF Litigância de Má-fé. Imposição com assento no art. 17, I, CPC – deduzir pretensão ou defesa contra texto expresso de lei. Interpretação de textos legais controvertida. 3. Distribuição de demandas idênticas. Litigância de má-fé (art. 18 CPC). Ausência de prova. 4. Parcial provimento dos embargos infringentes para excluir a condenação da embargante por litigância de má-fé. Embargos infringentes parcialmente providos” (fl. 491) . Alega a recorrente contrariedade ao art. 155, § 2º, inciso X, alínea b, da Constituição Federal, que vedaria a incidência de ICMS sobre operações de comércio de petróleo envolvendo diferentes estados da Federação, o que incluiria lubrificantes, combustíveis líquidos gasosos dele derivados e energia elétrica. Aduz que a imunidade prevista na Magna Carta não pode ser “restringida, que seja por lei complementar, convênio ou lei ordinária”. Segundo entende a imunidade em causa deve ser interpretada de forma ampla, não afrontando a isonomia o reconhecimento do beneplácito aos contribuintes que adquirem, para consumo, derivados de petróleo. Contra-arrazoado (fls. 576 a 582), o recurso extraordinário (fls. 541 a 563) foi admitido (fls. 588/589). O Superior Tribunal de Justiça, em decisão transitada em julgado (fls. 611 a 621), negou provimento ao agravo de instrumento interposto contra a decisão em que não se admitiu o recurso especial interposto paralelamente ao extraordinário. Com base no art. 557 do Código de Processo Civil, neguei seguimento ao recurso extraordinário, firme na jurisprudência do Plenário da Corte no sentido de que a imunidade prevista no art. 155, § 2º, X, alínea b, da Constituição Federal atinge apenas o estado de origem, competindo ao estado de destino da mercadoria a tributação das operações subsequentes. Contra essa decisão a Agropecuária Vale do Araguaia Ltda. interpôs agravo regimental, o qual, por maioria, foi provido, dando-se sequência ao recurso extraordinário. É o que cumpre relatar. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5546403. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 10 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI 11/03/2014 PRIMEIRA TURMA RECURSO EXTRAORDINÁRIO 374.933 DISTRITO FEDERAL VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): O acórdão recorrido consignou que “a imunidade prevista no art.155, §2º, X, b, da Constituição Federal incide apenas nas operações entre refinarias e distribuidoras e não entre estas e o consumidor final”, o que se alinha ao entendimento pacífico deste Supremo Tribunal Federal. Com efeito, a matéria não é nova na Corte. No RE nº 198.088/SP, Relator o Ministro Ilmar Galvão, julgado em 17 de maio de 2000, o Plenário da Corte, por maioria, já decidiu que a imunidade de que trata o art. 155, § 2º, X, b, da Constituição, não foi instituída em prol do consumidor, ressaltando que o beneplácito visa contemplar o ente federativo destinatário, a quem caberá todo o ICMS, desde a produção até o consumo. É o que se vê da ementa do julgado a seguir transcrita. “EMENTA: TRIBUTÁRIO. ICMS. LUBRIFICANTES E COMBUSTÍVEIS LÍQUIDOS E GASOSOS, DERIVADOS DO PETRÓLEO. OPERAÇÕES INTERESTADUAIS. IMUNIDADE DO ART. 155, § 2º, X, B, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. Benefício fiscal que não foi instituído em prol do consumidor, mas do Estado de destino dos produtos em causa, ao qual caberá, em sua totalidade, o ICMS sobre eles incidente, desde a remessa até o consumo. Conseqüente descabimento das teses da imunidade e da inconstitucionalidade dos textos legais, com que a empresa consumidora dos produtos em causa pretendeu obviar, no caso, a exigência tributária do Estado de São Paulo. Recurso conhecido, mas desprovido.” Ao meu sentir, o debate ocorrido naquela assentada sobre se o art. 155, § 2º, X, b, da Magna Carta albergaria uma norma de imunidade ou “não incidência” é irrelevante para o deslinde da questão. A imunidade Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5546402. Supremo Tribunal Federal 11/03/2014 PRIMEIRA TURMA RECURSO EXTRAORDINÁRIO 374.933 DISTRITO FEDERAL VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): O acórdão recorrido consignou que “a imunidade prevista no art.155, §2º, X, b, da Constituição Federal incide apenas nas operações entre refinarias e distribuidoras e não entre estas e o consumidor final”, o que se alinha ao entendimento pacífico deste Supremo Tribunal Federal. Com efeito, a matéria não é nova na Corte. No RE nº 198.088/SP, Relator o Ministro Ilmar Galvão, julgado em 17 de maio de 2000, o Plenário da Corte, por maioria, já decidiu que a imunidade de que trata o art. 155, § 2º, X, b, da Constituição, não foi instituída em prol do consumidor, ressaltando que o beneplácito visa contemplar o ente federativo destinatário, a quem caberá todo o ICMS, desde a produção até o consumo. É o que se vê da ementa do julgado a seguir transcrita. “EMENTA: TRIBUTÁRIO. ICMS. LUBRIFICANTES E COMBUSTÍVEIS LÍQUIDOS E GASOSOS, DERIVADOS DO PETRÓLEO. OPERAÇÕES INTERESTADUAIS. IMUNIDADE DO ART. 155, § 2º, X, B, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. Benefício fiscal que não foi instituído em prol do consumidor, mas do Estado de destino dos produtos em causa, ao qual caberá, em sua totalidade, o ICMS sobre eles incidente, desde a remessa até o consumo. Conseqüente descabimento das teses da imunidade e da inconstitucionalidade dos textos legais, com que a empresa consumidora dos produtos em causa pretendeu obviar, no caso, a exigência tributária do Estado de São Paulo. Recurso conhecido, mas desprovido.” Ao meu sentir, o debate ocorrido naquela assentada sobre se o art. 155, § 2º, X, b, da Magna Carta albergaria uma norma de imunidade ou “não incidência” é irrelevante para o deslinde da questão. A imunidade Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5546402. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 10 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI RE 374933 / DF não deixa de ser uma hipótese de não incidência constitucionalmente qualificada. De outro giro, é de se privilegiar, no caso, não a interpretação meramente literal do texto constitucional, mas buscar, efetivamente, qual foi a vontade do legislador constituinte. No paradigma, empresa estabelecida no Estado de São Paulo pretendia fosse declarada ilegítima a exigência por esse Estado do ICMS sobre lubrificantes e outros derivados de petróleo por ela adquiridos no Estado Rio de Janeiro, na qualidade de consumidora final. Na ocasião o Ministro Nelson Jobin explicitou a sistemática adotada pelo legislador constituinte de 1988. “Vejam bem o que se passou, basicamente, na questão do petróleo. O sistema tributário anterior tinha imposto específico para energia elétrica e petróleo, que eram os chamados impostos únicos de competência da União, ao qual ela teria uma distribuição entre os Estados, distribuíam parcelas de arrecadação do imposto único, que eram as do art. 21, inciso VIII, da Constituição anterior, imposto sobre produção, importação, circulação, distribuição ou consumo de lubrificantes e combustíveis líquidos ou gasosos e de energia elétrica, e também imposto sobre minerais, aquelas alíquotas chamadas impostos únicos. O que se fez em 1988? Colocou-se, em 1988, na base do ICMS essas operações, destruiu-se os impostos únicos, desapareceu e ampliou-se a base do ICM. O ICM anterior a 1988 era restrito, excluídas todas essas mercadorias referidas, esses bens lubrificantes e petróleo, e também estavam excluídos os serviços. Em 1988, amplia-se a base do ICMS para incluir serviços não excludentes, depois, por uma questão decorrente da própria Constituição, não excludentes, depois, os serviços municipais, o imposto de serviço atribuído aos Municípios, e incluiu-se, também, todos aqueles bens que compunham a base do chamado imposto único. Aí, surge um problema, os Estados produtores de energia elétrica e de petróleo passariam, tendo em vista regras específicas do ICM, a perceber todos os ICMS nas operações 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5546402. Supremo Tribunal Federal RE 374933 / DF não deixa de ser uma hipótese de não incidência constitucionalmente qualificada. De outro giro, é de se privilegiar, no caso, não a interpretação meramente literal do texto constitucional, mas buscar, efetivamente, qual foi a vontade do legislador constituinte. No paradigma, empresa estabelecida no Estado de São Paulo pretendia fosse declarada ilegítima a exigência por esse Estado do ICMS sobre lubrificantes e outros derivados de petróleo por ela adquiridos no Estado Rio de Janeiro, na qualidade de consumidora final. Na ocasião o Ministro Nelson Jobin explicitou a sistemática adotada pelo legislador constituinte de 1988. “Vejam bem o que se passou, basicamente, na questão do petróleo. O sistema tributário anterior tinha imposto específico para energia elétrica e petróleo, que eram os chamados impostos únicos de competência da União, ao qual ela teria uma distribuição entre os Estados, distribuíam parcelas de arrecadação do imposto único, que eram as do art. 21, inciso VIII, da Constituição anterior, imposto sobre produção, importação, circulação, distribuição ou consumo de lubrificantes e combustíveis líquidos ou gasosos e de energia elétrica, e também imposto sobre minerais, aquelas alíquotas chamadas impostos únicos. O que se fez em 1988? Colocou-se, em 1988, na base do ICMS essas operações, destruiu-se os impostos únicos, desapareceu e ampliou-se a base do ICM. O ICM anterior a 1988 era restrito, excluídas todas essas mercadorias referidas, esses bens lubrificantes e petróleo, e também estavam excluídos os serviços. Em 1988, amplia-se a base do ICMS para incluir serviços não excludentes, depois, por uma questão decorrente da própria Constituição, não excludentes, depois, os serviços municipais, o imposto de serviço atribuído aos Municípios, e incluiu-se, também, todos aqueles bens que compunham a base do chamado imposto único. Aí, surge um problema, os Estados produtores de energia elétrica e de petróleo passariam, tendo em vista regras específicas do ICM, a perceber todos os ICMS nas operações 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5546402. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 10 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI RE 374933 / DF interestaduais, ou seja, os Estados produtores, no caso específico, fundamentalmente Sergipe, Rio, São Paulo e Bahia, passariam a perceber integralmente todo o tributo. Resolveu-se o quê, aí? Resolveu-se estabelecer, exatamente, que para essas hipóteses, ou seja, nestas circunstâncias em que houvesse a circulação de bens, que eram bens produzidos pela União em territórios dos Estados, para o qual todos os Estados haviam contribuído. O que se estabeleceu? Estabeleceu-se o princípio puro do destino, qual seja o tributo, que poderia ser arrecadado na origem, passou a ser arrecadado integralmente no destino”. Nesse linha, embora uma leitura apressada do dispositivo constitucional possa levar à conclusão de que toda e qualquer operação interestadual com combustíveis e outros derivados de petróleo estaria à salvo da tributação, o fato é que a norma imunizante, “Não beneficia, portanto, o consumidor, mas o Estado de destino do produto, ao qual caberá todo o tributo sobre ele incidente, até a operação final. Do contrário, estaria consagrado tratamento desigual entre consumidores, segundo adquirissem eles os produtos de que necessitam, no próprio Estado, ou no Estado vizinho, o que não teria justificativa.” Note-se que, no caso dos autos, a empresa adquire regularmente combustível no Distrito Federal e pretende a não inclusão do valor do ICMS nas notas fiscais emitidas pela distribuidora no Estado de Goiás, na qualidade de substituta tributária. No RE nº 198.088, em destaque, esta situação fática foi bem lembrada pelo Ministro Ilmar Galvão, em extenso debate com os Ministros da Corte. Asseverou Sua Excelência que “o contrário seria o caos total. As empresas de ônibus de Brasília iriam abastecer-se em Anápolis, obviamente”. No RE nº 414.588/SP, Primeira Turma, Relator Ministro Eros Grau ficou claro que “a benesse fiscal é outorgada às operações que destinem petróleo e seus derivados a outros Estados, mas não àquelas operações 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5546402. Supremo Tribunal Federal RE 374933 / DF interestaduais, ou seja, os Estados produtores, no caso específico, fundamentalmente Sergipe, Rio, São Paulo e Bahia, passariam a perceber integralmente todo o tributo. Resolveu-se o quê, aí? Resolveu-se estabelecer, exatamente, que para essas hipóteses, ou seja, nestas circunstâncias em que houvesse a circulação de bens, que eram bens produzidos pela União em territórios dos Estados, para o qual todos os Estados haviam contribuído. O que se estabeleceu? Estabeleceu-se o princípio puro do destino, qual seja o tributo, que poderia ser arrecadado na origem, passou a ser arrecadado integralmente no destino”. Nesse linha, embora uma leitura apressada do dispositivo constitucional possa levar à conclusão de que toda e qualquer operação interestadual com combustíveis e outros derivados de petróleo estaria à salvo da tributação, o fato é que a norma imunizante, “Não beneficia, portanto, o consumidor, mas o Estado de destino do produto, ao qual caberá todo o tributo sobre ele incidente, até a operação final. Do contrário, estaria consagrado tratamento desigual entre consumidores, segundo adquirissem eles os produtos de que necessitam, no próprio Estado, ou no Estado vizinho, o que não teria justificativa.” Note-se que, no caso dos autos, a empresa adquire regularmente combustível no Distrito Federal e pretende a não inclusão do valor do ICMS nas notas fiscais emitidas pela distribuidora no Estado de Goiás, na qualidade de substituta tributária. No RE nº 198.088, em destaque, esta situação fática foi bem lembrada pelo Ministro Ilmar Galvão, em extenso debate com os Ministros da Corte. Asseverou Sua Excelência que “o contrário seria o caos total. As empresas de ônibus de Brasília iriam abastecer-se em Anápolis, obviamente”. No RE nº 414.588/SP, Primeira Turma, Relator Ministro Eros Grau ficou claro que “a benesse fiscal é outorgada às operações que destinem petróleo e seus derivados a outros Estados, mas não àquelas operações 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5546402. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 10 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI RE 374933 / DF interestaduais realizadas pelo consumidor final”, como se vê na ementa a seguir transcrita. “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONSTITUCIONAL. TRIBUTÁRIO. LUBRIFICANTES LÍQUIDOS E GASOSOS, DERIVADOS DE PETRÓLEO. OPERAÇÕES INTERESTADUAIS ENTRE DISTRIBUIDORA E CONSUMIDOR FINAL. ICMS. IMUNIDADE TRIBUTÁRIA. INEXISTÊNCIA. 1. A imunidade tributária prevista no artigo 155, § 2º, X, b, da Constituição do Brasil não foi instituída em favor do consumidor final, mas do Estado de destino dos produtos em causa, ao qual caberá, em sua totalidade, o ICMS sobre eles incidente, desde a remessa até o consumo. 2. Empresa distribuidora de lubrificantes líquidos e gasosos e de derivados de petróleo. Operação mercantil estabelecida entre consumidor situado em outro Estado. Recolhimento antecipado de ICMS. Restituição do valor pago, sob o argumento de estar abrangida a operação pela imunidade tributária. Pedido improcedente. A benesse fiscal é outorgada às operações que destinem petróleo e seus derivados a outros Estados, mas não àquelas operações interestaduais realizadas pelo consumidor final. Precedente do Pleno do Supremo Tribunal Federal, RE n. 198.088, Relator o Ministro Ilmar Galvão, DJ de 5.9.2003. Agravo regimental não provido”. Inúmeros são os precedentes da Segunda Turma. Cito a título de exemplo: “Agravo regimental em recurso extraordinário. 2. Combustíveis e derivados de petróleo consumidos por empresas de transporte. Incidência de ICMS. Precedentes. 3. Agravo regimental a que se nega provimento” (RE n 255.434/GO – AgR, Segunda Turma, Relator Ministro Gilmar Mendes, Dje de 14/3/08). “TRIBUTÁRIO. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5546402. Supremo Tribunal Federal RE 374933 / DF interestaduais realizadas pelo consumidor final”, como se vê na ementa a seguir transcrita. “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONSTITUCIONAL. TRIBUTÁRIO. LUBRIFICANTES LÍQUIDOS E GASOSOS, DERIVADOS DE PETRÓLEO. OPERAÇÕES INTERESTADUAIS ENTRE DISTRIBUIDORA E CONSUMIDOR FINAL. ICMS. IMUNIDADE TRIBUTÁRIA. INEXISTÊNCIA. 1. A imunidade tributária prevista no artigo 155, § 2º, X, b, da Constituição do Brasil não foi instituída em favor do consumidor final, mas do Estado de destino dos produtos em causa, ao qual caberá, em sua totalidade, o ICMS sobre eles incidente, desde a remessa até o consumo. 2. Empresa distribuidora de lubrificantes líquidos e gasosos e de derivados de petróleo. Operação mercantil estabelecida entre consumidor situado em outro Estado. Recolhimento antecipado de ICMS. Restituição do valor pago, sob o argumento de estar abrangida a operação pela imunidade tributária. Pedido improcedente. A benesse fiscal é outorgada às operações que destinem petróleo e seus derivados a outros Estados, mas não àquelas operações interestaduais realizadas pelo consumidor final. Precedente do Pleno do Supremo Tribunal Federal, RE n. 198.088, Relator o Ministro Ilmar Galvão, DJ de 5.9.2003. Agravo regimental não provido”. Inúmeros são os precedentes da Segunda Turma. Cito a título de exemplo: “Agravo regimental em recurso extraordinário. 2. Combustíveis e derivados de petróleo consumidos por empresas de transporte. Incidência de ICMS. Precedentes. 3. Agravo regimental a que se nega provimento” (RE n 255.434/GO – AgR, Segunda Turma, Relator Ministro Gilmar Mendes, Dje de 14/3/08). “TRIBUTÁRIO. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5546402. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 10 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI RE 374933 / DF EXTRAORDINÁRIO. ICMS. ART. 155, § 2º, X, B, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. OPERAÇÕES INTERESTADUAIS ENVOLVENDO COMBUSTÍVEIS E OUTROS DERIVADOS DE PETRÓLEO. IMUNIDADE. BENEFÍCIO QUE NÃO SE APLICA AO CONSUMIDOR FINAL. PRECEDENTE DO PLENÁRIO DO STF: RE 198.088, REL. MIN. ILMAR GALVÃO, DJ DE 05.09.2003. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO” (RE nº 269.199/PB – AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Teori Zavascki, Dje de 22/5/13). Ante o exposto, nego provimento ao recurso extraordinário. É como voto. 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5546402. Supremo Tribunal Federal RE 374933 / DF EXTRAORDINÁRIO. ICMS. ART. 155, § 2º, X, B, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. OPERAÇÕES INTERESTADUAIS ENVOLVENDO COMBUSTÍVEIS E OUTROS DERIVADOS DE PETRÓLEO. IMUNIDADE. BENEFÍCIO QUE NÃO SE APLICA AO CONSUMIDOR FINAL. PRECEDENTE DO PLENÁRIO DO STF: RE 198.088, REL. MIN. ILMAR GALVÃO, DJ DE 05.09.2003. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO” (RE nº 269.199/PB – AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Teori Zavascki, Dje de 22/5/13). Ante o exposto, nego provimento ao recurso extraordinário. É como voto. 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5546402. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 10 Extrato de Ata - 11/03/2014 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA RECURSO EXTRAORDINÁRIO 374.933 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI RECTE.(S) : AGROPECUÁRIA VALE DO ARAGUAIA LTDA ADV.(A/S) : MARCUS VINÍCIUS DE ALMEIDA RAMOS ADV.(A/S) : LEANDRO SALOMÃO RECDO.(A/S) : DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL INTDO.(A/S) : ESSO BRASILEIRA DE PETRÓLEO LTDA INTDO.(A/S) : TEXACO BRASIL S/A ADV.(A/S) : JOSÉ CARLOS AZEVEDO INTDO.(A/S) : COMPANHIA BRASILEIRA DE PETRÓLEO IPIRANGA ADV.(A/S) : JOÃO HENRIQUE CAVALCANTI DE OLIVEIRA INTDO.(A/S) : PETROBRAS DISTRIBUIDORA S/A ADV.(A/S) : MELILLO DINIS DO NASCIMENTO INTDO.(A/S) : ESTADO DE GOIÁS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE GOIÁS Decisão: A Turma negou provimento ao recurso extraordinário, nos termos do voto do relator. Unânime. Impedido o Senhor Ministro Luiz Fux. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Marco Aurélio, Presidente. Presidiu o julgamento o Senhor Ministro Dias Toffoli. Primeira Turma, 11.3.2014. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Marco Aurélio, Presidente. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo G. Gonet Branco. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 5495320 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA RECURSO EXTRAORDINÁRIO 374.933 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI RECTE.(S) : AGROPECUÁRIA VALE DO ARAGUAIA LTDA ADV.(A/S) : MARCUS VINÍCIUS DE ALMEIDA RAMOS ADV.(A/S) : LEANDRO SALOMÃO RECDO.(A/S) : DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL INTDO.(A/S) : ESSO BRASILEIRA DE PETRÓLEO LTDA INTDO.(A/S) : TEXACO BRASIL S/A ADV.(A/S) : JOSÉ CARLOS AZEVEDO INTDO.(A/S) : COMPANHIA BRASILEIRA DE PETRÓLEO IPIRANGA ADV.(A/S) : JOÃO HENRIQUE CAVALCANTI DE OLIVEIRA INTDO.(A/S) : PETROBRAS DISTRIBUIDORA S/A ADV.(A/S) : MELILLO DINIS DO NASCIMENTO INTDO.(A/S) : ESTADO DE GOIÁS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE GOIÁS Decisão: A Turma negou provimento ao recurso extraordinário, nos termos do voto do relator. Unânime. Impedido o Senhor Ministro Luiz Fux. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Marco Aurélio, Presidente. Presidiu o julgamento o Senhor Ministro Dias Toffoli. Primeira Turma, 11.3.2014. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Marco Aurélio, Presidente. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo G. Gonet Branco. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 5495320 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=5580589
2014-03-11T00:00:00
2014-04-03T00:00:00
A Turma negou provimento ao recurso extraordinário, nos termos do voto do relator. Unânime. Impedido o Senhor Ministro Luiz Fux. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Marco Aurélio, Presidente. Presidiu o julgamento o Senhor Ministro Dias Toffoli. Primeira Turma, 11.3.2014.
RECURSO EXTRAORDINÁRIO
EMENTA Recurso extraordinário. Tributário. Imunidade. Operações interestaduais com Combustíveis e outros derivados de petróleo. Artigo 155, § 2º, X, B, CF. Benefício que não se aplica ao consumidor final. Entendimento pacífico do STF. 1. No RE nº 198.088/SP, Relator o Ministro Ilmar Galvão, julgado em 17 de maio de 2000, o Plenário da Corte, por maioria, decidiu que a imunidade prevista no art.155, § 2º, X, b, da Constituição Federal incide apenas nas operações interestaduais entre refinarias e distribuidoras, e não entre essas e o consumidor final. 2. A benesse fiscal é outorgada às operações de comércio de petróleo e de seus derivados entre estados federados excluídas aquelas operações interestaduais realizadas entre a distribuidora e o consumidor final. 3. Recurso extraordinário não provido.
sjur259755
- Acórdão(s) citado(s): (IMUNIDADE, OPERAÇÕES INTERESTADUAIS) RE 198088 (TP), RE 255434 AgR (2ªT), RE 296199 AgR (2ªT). Número de páginas: 10. Análise: 08/04/2014, TIA.
DIAS TOFFOLI
Primeira Turma
374933
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00155 PAR-00002 INC-00010 LET-B\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL" ]
RE
acordaos
RE 374933
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RECTE.(S) : AGROPECUÁRIA VALE DO ARAGUAIA LTDA ADV.(A/S) : MARCUS VINÍCIUS DE ALMEIDA RAMOS ADV.(A/S) : LEANDRO SALOMÃO RECDO.(A/S) : DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL INTDO.(A/S) : ESSO BRASILEIRA DE PETRÓLEO LTDA INTDO.(A/S) : TEXACO BRASIL S/A ADV.(A/S) : JOSÉ CARLOS AZEVEDO INTDO.(A/S) : COMPANHIA BRASILEIRA DE PETRÓLEO IPIRANGA ADV.(A/S) : JOÃO HENRIQUE CAVALCANTI DE OLIVEIRA INTDO.(A/S) : PETROBRAS DISTRIBUIDORA S/A ADV.(A/S) : MELILLO DINIS DO NASCIMENTO INTDO.(A/S) : ESTADO DE GOIÁS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE GOIÁS
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Ementa e Acórdão 11/03/2014 PRIMEIRA TURMA RECURSO EXTRAORDINÁRIO 374.933 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI RECTE.(S) :AGROPECUÁRIA VALE DO ARAGUAIA LTDA ADV.(A/S) :MARCUS VINÍCIUS DE ALMEIDA RAMOS ADV.(A/S) :LEANDRO SALOMÃO RECDO.(A/S) :DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL INTDO.(A/S) :ESSO BRASILEIRA DE PETRÓLEO LTDA INTDO.(A/S) :TEXACO BRASIL S/A ADV.(A/S) :JOSÉ CARLOS AZEVEDO INTDO.(A/S) :COMPANHIA BRASILEIRA DE PETRÓLEO IPIRANGA ADV.(A/S) :JOÃO HENRIQUE CAVALCANTI DE OLIVEIRA INTDO.(A/S) :PETROBRAS DISTRIBUIDORA S/A ADV.(A/S) :MELILLO DINIS DO NASCIMENTO INTDO.(A/S) :ESTADO DE GOIÁS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE GOIÁS EMENTA Recurso extraordinário. Tributário. Imunidade. Operações interestaduais com Combustíveis e outros derivados de petróleo. Artigo 155, § 2..., X, B, Constituição Federal de 1988. Benefício que não se aplica ao consumidor final. Entendimento pacífico do Supremo Tribunal Federal. 1. No Recurso Extraordinário n 198.088/SP, Relator o Ministro Ilmar Galvão, julgado em 17 de maio de 2000, o Plenário da Corte, por maioria, decidiu que a imunidade prevista no art.155, § 2..., X, b, da Constituição Federal incide apenas nas operações interestaduais entre refinarias e distribuidoras, e não entre essas e o consumidor final. 2. A benesse fiscal é outorgada às operações de comércio de petróleo e de seus derivados entre estados federados excluídas aquelas operações interestaduais realizadas entre a distribuidora e o consumidor final. 3. Recurso extraordinário não provido. ACÓRDÃO Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5546405. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10 Ementa e Acórdão Recurso Extraordinário 374933 / DF Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso extraordinário, nos termos do voto do Relator. Brasília, 11 de março de 2014. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5546405. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 374933 / DF Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso extraordinário, nos termos do voto do Relator. Brasília, 11 de março de 2014. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5546405. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 10 Relatório 11/03/2014 PRIMEIRA TURMA RECURSO EXTRAORDINÁRIO 374.933 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI RECTE.(S) :AGROPECUÁRIA VALE DO ARAGUAIA LTDA ADV.(A/S) :MARCUS VINÍCIUS DE ALMEIDA RAMOS ADV.(A/S) :LEANDRO SALOMÃO RECDO.(A/S) :DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL INTDO.(A/S) :ESSO BRASILEIRA DE PETRÓLEO LTDA INTDO.(A/S) :TEXACO BRASIL S/A ADV.(A/S) :JOSÉ CARLOS AZEVEDO INTDO.(A/S) :COMPANHIA BRASILEIRA DE PETRÓLEO IPIRANGA ADV.(A/S) :JOÃO HENRIQUE CAVALCANTI DE OLIVEIRA INTDO.(A/S) :PETROBRAS DISTRIBUIDORA S/A ADV.(A/S) :MELILLO DINIS DO NASCIMENTO INTDO.(A/S) :ESTADO DE GOIÁS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE GOIÁS RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Agropecuária Vale do Araguaia Ltda. interpõe recurso extraordinário, com fundamento na alínea a do permissivo constitucional, contra acórdão da Primeira Turma Cível do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios assim ementado: “Constitucional. 1. ICMS. Imunidade tributária. Aquisição de derivados de petróleo pelo consumidor final diretamente das distribuidoras para uso em outra Unidade da Federação. Constitucionalidade dos Convênios ICMS-Confaz, sucedâneos da lei complementar (art. 146, III, ‘a’ da Carta Magna). A imunidade prevista no art. 155, § 2..., X, ‘b’, da Constituição Federal de 1988 incide apenas nas operações entre as refinarias e as distribuidoras e não entre estas e o consumidor final. Imunidade não reconhecida. 2. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5546403. Supremo Tribunal Federal 11/03/2014 PRIMEIRA TURMA RECURSO EXTRAORDINÁRIO 374.933 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI RECTE.(S) :AGROPECUÁRIA VALE DO ARAGUAIA LTDA ADV.(A/S) :MARCUS VINÍCIUS DE ALMEIDA RAMOS ADV.(A/S) :LEANDRO SALOMÃO RECDO.(A/S) :DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL INTDO.(A/S) :ESSO BRASILEIRA DE PETRÓLEO LTDA INTDO.(A/S) :TEXACO BRASIL S/A ADV.(A/S) :JOSÉ CARLOS AZEVEDO INTDO.(A/S) :COMPANHIA BRASILEIRA DE PETRÓLEO IPIRANGA ADV.(A/S) :JOÃO HENRIQUE CAVALCANTI DE OLIVEIRA INTDO.(A/S) :PETROBRAS DISTRIBUIDORA S/A ADV.(A/S) :MELILLO DINIS DO NASCIMENTO INTDO.(A/S) :ESTADO DE GOIÁS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE GOIÁS RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Agropecuária Vale do Araguaia Ltda. interpõe recurso extraordinário, com fundamento na alínea a do permissivo constitucional, contra acórdão da Primeira Turma Cível do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios assim ementado: “Constitucional. 1. ICMS. Imunidade tributária. Aquisição de derivados de petróleo pelo consumidor final diretamente das distribuidoras para uso em outra Unidade da Federação. Constitucionalidade dos Convênios ICMS-Confaz, sucedâneos da lei complementar (art. 146, III, ‘a’ da Carta Magna). A imunidade prevista no art. 155, § 2..., X, ‘b’, da Constituição Federal de 1988 incide apenas nas operações entre as refinarias e as distribuidoras e não entre estas e o consumidor final. Imunidade não reconhecida. 2. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5546403. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 10 Relatório Recurso Extraordinário 374933 / DF Litigância de Má-fé. Imposição com assento no art. 17, I, Código de Processo Civil – deduzir pretensão ou defesa contra texto expresso de lei. Interpretação de textos legais controvertida. 3. Distribuição de demandas idênticas. Litigância de má-fé (art. 18 Código de Processo Civil). Ausência de prova. 4. Parcial provimento dos embargos infringentes para excluir a condenação da embargante por litigância de má-fé. Embargos infringentes parcialmente providos” (fl. 491) . Alega a recorrente contrariedade ao art. 155, § 2..., inciso X, alínea b, da Constituição Federal, que vedaria a incidência de ICMS sobre operações de comércio de petróleo envolvendo diferentes estados da Federação, o que incluiria lubrificantes, combustíveis líquidos gasosos dele derivados e energia elétrica. Aduz que a imunidade prevista na Magna Carta não pode ser “restringida, que seja por lei complementar, convênio ou lei ordinária”. Segundo entende a imunidade em causa deve ser interpretada de forma ampla, não afrontando a isonomia o reconhecimento do beneplácito aos contribuintes que adquirem, para consumo, derivados de petróleo. Contra-arrazoado (fls. 576 a 582), o recurso extraordinário (fls. 541 a 563) foi admitido (fls. 588/589). O Superior Tribunal de Justiça, em decisão transitada em julgado (fls. 611 a 621), negou provimento ao agravo de instrumento interposto contra a decisão em que não se admitiu o recurso especial interposto paralelamente ao extraordinário. Com base no art. 557 do Código de Processo Civil, neguei seguimento ao recurso extraordinário, firme na jurisprudência do Plenário da Corte no sentido de que a imunidade prevista no art. 155, § 2..., X, alínea b, da Constituição Federal atinge apenas o estado de origem, competindo ao estado de destino da mercadoria a tributação das operações subsequentes. Contra essa decisão a Agropecuária Vale do Araguaia Ltda. interpôs agravo regimental, o qual, por maioria, foi provido, dando-se sequência ao recurso extraordinário. É o que cumpre relatar. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5546403. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 374933 / DF Litigância de Má-fé. Imposição com assento no art. 17, I, Código de Processo Civil – deduzir pretensão ou defesa contra texto expresso de lei. Interpretação de textos legais controvertida. 3. Distribuição de demandas idênticas. Litigância de má-fé (art. 18 Código de Processo Civil). Ausência de prova. 4. Parcial provimento dos embargos infringentes para excluir a condenação da embargante por litigância de má-fé. Embargos infringentes parcialmente providos” (fl. 491) . Alega a recorrente contrariedade ao art. 155, § 2..., inciso X, alínea b, da Constituição Federal, que vedaria a incidência de ICMS sobre operações de comércio de petróleo envolvendo diferentes estados da Federação, o que incluiria lubrificantes, combustíveis líquidos gasosos dele derivados e energia elétrica. Aduz que a imunidade prevista na Magna Carta não pode ser “restringida, que seja por lei complementar, convênio ou lei ordinária”. Segundo entende a imunidade em causa deve ser interpretada de forma ampla, não afrontando a isonomia o reconhecimento do beneplácito aos contribuintes que adquirem, para consumo, derivados de petróleo. Contra-arrazoado (fls. 576 a 582), o recurso extraordinário (fls. 541 a 563) foi admitido (fls. 588/589). O Superior Tribunal de Justiça, em decisão transitada em julgado (fls. 611 a 621), negou provimento ao agravo de instrumento interposto contra a decisão em que não se admitiu o recurso especial interposto paralelamente ao extraordinário. Com base no art. 557 do Código de Processo Civil, neguei seguimento ao recurso extraordinário, firme na jurisprudência do Plenário da Corte no sentido de que a imunidade prevista no art. 155, § 2..., X, alínea b, da Constituição Federal atinge apenas o estado de origem, competindo ao estado de destino da mercadoria a tributação das operações subsequentes. Contra essa decisão a Agropecuária Vale do Araguaia Ltda. interpôs agravo regimental, o qual, por maioria, foi provido, dando-se sequência ao recurso extraordinário. É o que cumpre relatar. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5546403. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 10 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI 11/03/2014 PRIMEIRA TURMA RECURSO EXTRAORDINÁRIO 374.933 DISTRITO FEDERAL VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): O acórdão recorrido consignou que “a imunidade prevista no art.155, §2..., X, b, da Constituição Federal incide apenas nas operações entre refinarias e distribuidoras e não entre estas e o consumidor final”, o que se alinha ao entendimento pacífico deste Supremo Tribunal Federal. Com efeito, a matéria não é nova na Corte. No Recurso Extraordinário n 198.088/SP, Relator o Ministro Ilmar Galvão, julgado em 17 de maio de 2000, o Plenário da Corte, por maioria, já decidiu que a imunidade de que trata o art. 155, § 2..., X, b, da Constituição, não foi instituída em prol do consumidor, ressaltando que o beneplácito visa contemplar o ente federativo destinatário, a quem caberá todo o ICMS, desde a produção até o consumo. É o que se vê da ementa do julgado a seguir transcrita. “EMENTA: TRIBUTÁRIO. ICMS. LUBRIFICANTES E COMBUSTÍVEIS LÍQUIDOS E GASOSOS, DERIVADOS DO PETRÓLEO. OPERAÇÕES INTERESTADUAIS. IMUNIDADE DO ART. 155, § 2..., X, B, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. Benefício fiscal que não foi instituído em prol do consumidor, mas do Estado de destino dos produtos em causa, ao qual caberá, em sua totalidade, o ICMS sobre eles incidente, desde a remessa até o consumo. Conseqüente descabimento das teses da imunidade e da inconstitucionalidade dos textos legais, com que a empresa consumidora dos produtos em causa pretendeu obviar, no caso, a exigência tributária do Estado de São Paulo. Recurso conhecido, mas desprovido.” Ao meu sentir, o debate ocorrido naquela assentada sobre se o art. 155, § 2..., X, b, da Magna Carta albergaria uma norma de imunidade ou “não incidência” é irrelevante para o deslinde da questão. A imunidade Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5546402. Supremo Tribunal Federal 11/03/2014 PRIMEIRA TURMA RECURSO EXTRAORDINÁRIO 374.933 DISTRITO FEDERAL VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): O acórdão recorrido consignou que “a imunidade prevista no art.155, §2..., X, b, da Constituição Federal incide apenas nas operações entre refinarias e distribuidoras e não entre estas e o consumidor final”, o que se alinha ao entendimento pacífico deste Supremo Tribunal Federal. Com efeito, a matéria não é nova na Corte. No Recurso Extraordinário n 198.088/SP, Relator o Ministro Ilmar Galvão, julgado em 17 de maio de 2000, o Plenário da Corte, por maioria, já decidiu que a imunidade de que trata o art. 155, § 2..., X, b, da Constituição, não foi instituída em prol do consumidor, ressaltando que o beneplácito visa contemplar o ente federativo destinatário, a quem caberá todo o ICMS, desde a produção até o consumo. É o que se vê da ementa do julgado a seguir transcrita. “EMENTA: TRIBUTÁRIO. ICMS. LUBRIFICANTES E COMBUSTÍVEIS LÍQUIDOS E GASOSOS, DERIVADOS DO PETRÓLEO. OPERAÇÕES INTERESTADUAIS. IMUNIDADE DO ART. 155, § 2..., X, B, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. Benefício fiscal que não foi instituído em prol do consumidor, mas do Estado de destino dos produtos em causa, ao qual caberá, em sua totalidade, o ICMS sobre eles incidente, desde a remessa até o consumo. Conseqüente descabimento das teses da imunidade e da inconstitucionalidade dos textos legais, com que a empresa consumidora dos produtos em causa pretendeu obviar, no caso, a exigência tributária do Estado de São Paulo. Recurso conhecido, mas desprovido.” Ao meu sentir, o debate ocorrido naquela assentada sobre se o art. 155, § 2..., X, b, da Magna Carta albergaria uma norma de imunidade ou “não incidência” é irrelevante para o deslinde da questão. A imunidade Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5546402. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 10 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI Recurso Extraordinário 374933 / DF não deixa de ser uma hipótese de não incidência constitucionalmente qualificada. De outro giro, é de se privilegiar, no caso, não a interpretação meramente literal do texto constitucional, mas buscar, efetivamente, qual foi a vontade do legislador constituinte. No paradigma, empresa estabelecida no Estado de São Paulo pretendia fosse declarada ilegítima a exigência por esse Estado do ICMS sobre lubrificantes e outros derivados de petróleo por ela adquiridos no Estado Rio de Janeiro, na qualidade de consumidora final. Na ocasião o Ministro Nelson Jobin explicitou a sistemática adotada pelo legislador constituinte de 1988. “Vejam bem o que se passou, basicamente, na questão do petróleo. O sistema tributário anterior tinha imposto específico para energia elétrica e petróleo, que eram os chamados impostos únicos de competência da União, ao qual ela teria uma distribuição entre os Estados, distribuíam parcelas de arrecadação do imposto único, que eram as do art. 21, inciso VIII, da Constituição anterior, imposto sobre produção, importação, circulação, distribuição ou consumo de lubrificantes e combustíveis líquidos ou gasosos e de energia elétrica, e também imposto sobre minerais, aquelas alíquotas chamadas impostos únicos. O que se fez em 1988? Colocou-se, em 1988, na base do ICMS essas operações, destruiu-se os impostos únicos, desapareceu e ampliou-se a base do ICM. O ICM anterior a 1988 era restrito, excluídas todas essas mercadorias referidas, esses bens lubrificantes e petróleo, e também estavam excluídos os serviços. Em 1988, amplia-se a base do ICMS para incluir serviços não excludentes, depois, por uma questão decorrente da própria Constituição, não excludentes, depois, os serviços municipais, o imposto de serviço atribuído aos Municípios, e incluiu-se, também, todos aqueles bens que compunham a base do chamado imposto único. Aí, surge um problema, os Estados produtores de energia elétrica e de petróleo passariam, tendo em vista regras específicas do ICM, a perceber todos os ICMS nas operações 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5546402. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 374933 / DF não deixa de ser uma hipótese de não incidência constitucionalmente qualificada. De outro giro, é de se privilegiar, no caso, não a interpretação meramente literal do texto constitucional, mas buscar, efetivamente, qual foi a vontade do legislador constituinte. No paradigma, empresa estabelecida no Estado de São Paulo pretendia fosse declarada ilegítima a exigência por esse Estado do ICMS sobre lubrificantes e outros derivados de petróleo por ela adquiridos no Estado Rio de Janeiro, na qualidade de consumidora final. Na ocasião o Ministro Nelson Jobin explicitou a sistemática adotada pelo legislador constituinte de 1988. “Vejam bem o que se passou, basicamente, na questão do petróleo. O sistema tributário anterior tinha imposto específico para energia elétrica e petróleo, que eram os chamados impostos únicos de competência da União, ao qual ela teria uma distribuição entre os Estados, distribuíam parcelas de arrecadação do imposto único, que eram as do art. 21, inciso VIII, da Constituição anterior, imposto sobre produção, importação, circulação, distribuição ou consumo de lubrificantes e combustíveis líquidos ou gasosos e de energia elétrica, e também imposto sobre minerais, aquelas alíquotas chamadas impostos únicos. O que se fez em 1988? Colocou-se, em 1988, na base do ICMS essas operações, destruiu-se os impostos únicos, desapareceu e ampliou-se a base do ICM. O ICM anterior a 1988 era restrito, excluídas todas essas mercadorias referidas, esses bens lubrificantes e petróleo, e também estavam excluídos os serviços. Em 1988, amplia-se a base do ICMS para incluir serviços não excludentes, depois, por uma questão decorrente da própria Constituição, não excludentes, depois, os serviços municipais, o imposto de serviço atribuído aos Municípios, e incluiu-se, também, todos aqueles bens que compunham a base do chamado imposto único. Aí, surge um problema, os Estados produtores de energia elétrica e de petróleo passariam, tendo em vista regras específicas do ICM, a perceber todos os ICMS nas operações 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5546402. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 10 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI Recurso Extraordinário 374933 / DF interestaduais, ou seja, os Estados produtores, no caso específico, fundamentalmente Sergipe, Rio, São Paulo e Bahia, passariam a perceber integralmente todo o tributo. Resolveu-se o quê, aí? Resolveu-se estabelecer, exatamente, que para essas hipóteses, ou seja, nestas circunstâncias em que houvesse a circulação de bens, que eram bens produzidos pela União em territórios dos Estados, para o qual todos os Estados haviam contribuído. O que se estabeleceu? Estabeleceu-se o princípio puro do destino, qual seja o tributo, que poderia ser arrecadado na origem, passou a ser arrecadado integralmente no destino”. Nesse linha, embora uma leitura apressada do dispositivo constitucional possa levar à conclusão de que toda e qualquer operação interestadual com combustíveis e outros derivados de petróleo estaria à salvo da tributação, o fato é que a norma imunizante, “Não beneficia, portanto, o consumidor, mas o Estado de destino do produto, ao qual caberá todo o tributo sobre ele incidente, até a operação final. Do contrário, estaria consagrado tratamento desigual entre consumidores, segundo adquirissem eles os produtos de que necessitam, no próprio Estado, ou no Estado vizinho, o que não teria justificativa.” Note-se que, no caso dos autos, a empresa adquire regularmente combustível no Distrito Federal e pretende a não inclusão do valor do ICMS nas notas fiscais emitidas pela distribuidora no Estado de Goiás, na qualidade de substituta tributária. No Recurso Extraordinário n 198.088, em destaque, esta situação fática foi bem lembrada pelo Ministro Ilmar Galvão, em extenso debate com os Ministros da Corte. Asseverou Sua Excelência que “o contrário seria o caos total. As empresas de ônibus de Brasília iriam abastecer-se em Anápolis, obviamente”. No Recurso Extraordinário n 414.588/SP, Primeira Turma, Relator Ministro Eros Grau ficou claro que “a benesse fiscal é outorgada às operações que destinem petróleo e seus derivados a outros Estados, mas não àquelas operações 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5546402. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 374933 / DF interestaduais, ou seja, os Estados produtores, no caso específico, fundamentalmente Sergipe, Rio, São Paulo e Bahia, passariam a perceber integralmente todo o tributo. Resolveu-se o quê, aí? Resolveu-se estabelecer, exatamente, que para essas hipóteses, ou seja, nestas circunstâncias em que houvesse a circulação de bens, que eram bens produzidos pela União em territórios dos Estados, para o qual todos os Estados haviam contribuído. O que se estabeleceu? Estabeleceu-se o princípio puro do destino, qual seja o tributo, que poderia ser arrecadado na origem, passou a ser arrecadado integralmente no destino”. Nesse linha, embora uma leitura apressada do dispositivo constitucional possa levar à conclusão de que toda e qualquer operação interestadual com combustíveis e outros derivados de petróleo estaria à salvo da tributação, o fato é que a norma imunizante, “Não beneficia, portanto, o consumidor, mas o Estado de destino do produto, ao qual caberá todo o tributo sobre ele incidente, até a operação final. Do contrário, estaria consagrado tratamento desigual entre consumidores, segundo adquirissem eles os produtos de que necessitam, no próprio Estado, ou no Estado vizinho, o que não teria justificativa.” Note-se que, no caso dos autos, a empresa adquire regularmente combustível no Distrito Federal e pretende a não inclusão do valor do ICMS nas notas fiscais emitidas pela distribuidora no Estado de Goiás, na qualidade de substituta tributária. No Recurso Extraordinário n 198.088, em destaque, esta situação fática foi bem lembrada pelo Ministro Ilmar Galvão, em extenso debate com os Ministros da Corte. Asseverou Sua Excelência que “o contrário seria o caos total. As empresas de ônibus de Brasília iriam abastecer-se em Anápolis, obviamente”. No Recurso Extraordinário n 414.588/SP, Primeira Turma, Relator Ministro Eros Grau ficou claro que “a benesse fiscal é outorgada às operações que destinem petróleo e seus derivados a outros Estados, mas não àquelas operações 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5546402. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 10 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI Recurso Extraordinário 374933 / DF interestaduais realizadas pelo consumidor final”, como se vê na ementa a seguir transcrita. “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONSTITUCIONAL. TRIBUTÁRIO. LUBRIFICANTES LÍQUIDOS E GASOSOS, DERIVADOS DE PETRÓLEO. OPERAÇÕES INTERESTADUAIS ENTRE DISTRIBUIDORA E CONSUMIDOR FINAL. ICMS. IMUNIDADE TRIBUTÁRIA. INEXISTÊNCIA. 1. A imunidade tributária prevista no artigo 155, § 2..., X, b, da Constituição do Brasil não foi instituída em favor do consumidor final, mas do Estado de destino dos produtos em causa, ao qual caberá, em sua totalidade, o ICMS sobre eles incidente, desde a remessa até o consumo. 2. Empresa distribuidora de lubrificantes líquidos e gasosos e de derivados de petróleo. Operação mercantil estabelecida entre consumidor situado em outro Estado. Recolhimento antecipado de ICMS. Restituição do valor pago, sob o argumento de estar abrangida a operação pela imunidade tributária. Pedido improcedente. A benesse fiscal é outorgada às operações que destinem petróleo e seus derivados a outros Estados, mas não àquelas operações interestaduais realizadas pelo consumidor final. Precedente do Pleno do Supremo Tribunal Federal, Recurso Extraordinário n. 198.088, Relator o Ministro Ilmar Galvão, DJ de 5.9.2003. Agravo regimental não provido”. Inúmeros são os precedentes da Segunda Turma. Cito a título de exemplo: “Agravo regimental em recurso extraordinário. 2. Combustíveis e derivados de petróleo consumidos por empresas de transporte. Incidência de ICMS. Precedentes. 3. Agravo regimental a que se nega provimento” (Recurso Extraordinário n 255.434/GO – AgR, Segunda Turma, Relator Ministro Gilmar Mendes, Dje de 14/3/08). “TRIBUTÁRIO. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5546402. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 374933 / DF interestaduais realizadas pelo consumidor final”, como se vê na ementa a seguir transcrita. “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONSTITUCIONAL. TRIBUTÁRIO. LUBRIFICANTES LÍQUIDOS E GASOSOS, DERIVADOS DE PETRÓLEO. OPERAÇÕES INTERESTADUAIS ENTRE DISTRIBUIDORA E CONSUMIDOR FINAL. ICMS. IMUNIDADE TRIBUTÁRIA. INEXISTÊNCIA. 1. A imunidade tributária prevista no artigo 155, § 2..., X, b, da Constituição do Brasil não foi instituída em favor do consumidor final, mas do Estado de destino dos produtos em causa, ao qual caberá, em sua totalidade, o ICMS sobre eles incidente, desde a remessa até o consumo. 2. Empresa distribuidora de lubrificantes líquidos e gasosos e de derivados de petróleo. Operação mercantil estabelecida entre consumidor situado em outro Estado. Recolhimento antecipado de ICMS. Restituição do valor pago, sob o argumento de estar abrangida a operação pela imunidade tributária. Pedido improcedente. A benesse fiscal é outorgada às operações que destinem petróleo e seus derivados a outros Estados, mas não àquelas operações interestaduais realizadas pelo consumidor final. Precedente do Pleno do Supremo Tribunal Federal, Recurso Extraordinário n. 198.088, Relator o Ministro Ilmar Galvão, DJ de 5.9.2003. Agravo regimental não provido”. Inúmeros são os precedentes da Segunda Turma. Cito a título de exemplo: “Agravo regimental em recurso extraordinário. 2. Combustíveis e derivados de petróleo consumidos por empresas de transporte. Incidência de ICMS. Precedentes. 3. Agravo regimental a que se nega provimento” (Recurso Extraordinário n 255.434/GO – AgR, Segunda Turma, Relator Ministro Gilmar Mendes, Dje de 14/3/08). “TRIBUTÁRIO. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5546402. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 10 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI Recurso Extraordinário 374933 / DF EXTRAORDINÁRIO. ICMS. ART. 155, § 2..., X, B, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. OPERAÇÕES INTERESTADUAIS ENVOLVENDO COMBUSTÍVEIS E OUTROS DERIVADOS DE PETRÓLEO. IMUNIDADE. BENEFÍCIO QUE NÃO SE APLICA AO CONSUMIDOR FINAL. PRECEDENTE DO PLENÁRIO DO Supremo Tribunal Federal: Recurso Extraordinário 198.088, REL. MIN. ILMAR GALVÃO, DJ DE 05.09.2003. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO” (Recurso Extraordinário n 269.199/PB – AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Teori Zavascki, Dje de 22/5/13). Ante o exposto, nego provimento ao recurso extraordinário. É como voto. 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5546402. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 374933 / DF EXTRAORDINÁRIO. ICMS. ART. 155, § 2..., X, B, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. OPERAÇÕES INTERESTADUAIS ENVOLVENDO COMBUSTÍVEIS E OUTROS DERIVADOS DE PETRÓLEO. IMUNIDADE. BENEFÍCIO QUE NÃO SE APLICA AO CONSUMIDOR FINAL. PRECEDENTE DO PLENÁRIO DO Supremo Tribunal Federal: Recurso Extraordinário 198.088, REL. MIN. ILMAR GALVÃO, DJ DE 05.09.2003. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO” (Recurso Extraordinário n 269.199/PB – AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Teori Zavascki, Dje de 22/5/13). Ante o exposto, nego provimento ao recurso extraordinário. É como voto. 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5546402. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 10 Extrato de Ata - 11/03/2014 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA RECURSO EXTRAORDINÁRIO 374.933 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI RECTE.(S) : AGROPECUÁRIA VALE DO ARAGUAIA LTDA ADV.(A/S) : MARCUS VINÍCIUS DE ALMEIDA RAMOS ADV.(A/S) : LEANDRO SALOMÃO RECDO.(A/S) : DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL INTDO.(A/S) : ESSO BRASILEIRA DE PETRÓLEO LTDA INTDO.(A/S) : TEXACO BRASIL S/A ADV.(A/S) : JOSÉ CARLOS AZEVEDO INTDO.(A/S) : COMPANHIA BRASILEIRA DE PETRÓLEO IPIRANGA ADV.(A/S) : JOÃO HENRIQUE CAVALCANTI DE OLIVEIRA INTDO.(A/S) : PETROBRAS DISTRIBUIDORA S/A ADV.(A/S) : MELILLO DINIS DO NASCIMENTO INTDO.(A/S) : ESTADO DE GOIÁS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE GOIÁS Decisão: A Turma negou provimento ao recurso extraordinário, nos termos do voto do relator. Unânime. Impedido o Senhor Ministro Luiz Fux. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Marco Aurélio, Presidente. Presidiu o julgamento o Senhor Ministro Dias Toffoli. Primeira Turma, 11.3.2014. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Marco Aurélio, Presidente. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo G. Gonet Branco. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 5495320 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA RECURSO EXTRAORDINÁRIO 374.933 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI RECTE.(S) : AGROPECUÁRIA VALE DO ARAGUAIA LTDA ADV.(A/S) : MARCUS VINÍCIUS DE ALMEIDA RAMOS ADV.(A/S) : LEANDRO SALOMÃO RECDO.(A/S) : DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL INTDO.(A/S) : ESSO BRASILEIRA DE PETRÓLEO LTDA INTDO.(A/S) : TEXACO BRASIL S/A ADV.(A/S) : JOSÉ CARLOS AZEVEDO INTDO.(A/S) : COMPANHIA BRASILEIRA DE PETRÓLEO IPIRANGA ADV.(A/S) : JOÃO HENRIQUE CAVALCANTI DE OLIVEIRA INTDO.(A/S) : PETROBRAS DISTRIBUIDORA S/A ADV.(A/S) : MELILLO DINIS DO NASCIMENTO INTDO.(A/S) : ESTADO DE GOIÁS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE GOIÁS Decisão: A Turma negou provimento ao recurso extraordinário, nos termos do voto do relator. Unânime. Impedido o Senhor Ministro Luiz Fux. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Marco Aurélio, Presidente. Presidiu o julgamento o Senhor Ministro Dias Toffoli. Primeira Turma, 11.3.2014. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Marco Aurélio, Presidente. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo G. Gonet Branco. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 5495320 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 374 . 933", "Recurso Extraordinário n 198 . 088 / SP", "Recurso Extraordinário 374933 / DF", "Recurso Extraordinário 374933 / DF", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 374 . 933", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 374 . 933", "Recurso Extraordinário 374933 / DF", "Recurso Extraordinário 374933 / DF", "Recurso Extraordinário n 198 . 088 / SP", "RECURSO", "Recurso Extraordinário n 198 . 088 / SP", "Recurso Extraordinário 374933 / DF", "Recurso Extraordinário 374933 / DF", "Recurso Extraordinário 374933 / DF", "Recurso Extraordinário n 198 . 088", "Recurso Extraordinário n 414 . 588 / SP", "Recurso Extraordinário 374933 / DF", "Recurso Extraordinário n 198 . 088", "Recurso Extraordinário n 414 . 588 / SP", "Recurso Extraordinário 374933 / DF", "Recurso Extraordinário n . 198 . 088", "Recurso Extraordinário n 255 . 434 / GO – AgR", "Recurso Extraordinário 374933 / DF", "Recurso Extraordinário n . 198 . 088", "Recurso Extraordinário n 255 . 434 / GO – AgR", "Recurso Extraordinário 374933 / DF", "Recurso Extraordinário 198 . 088", "Recurso Extraordinário n 269 . 199 / PB – AgR", "Recurso Extraordinário 374933 / DF", "Recurso Extraordinário 198 . 088", "Recurso Extraordinário n 269 . 199 / PB – AgR", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 374 . 933" ], "LEGISLACAO": [ "Artigo 155 , § 2 . . . , X , B , Constituição Federal de 1988", "art . 155 , § 2 . . . , X , b , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 146 , III , ‘ a ’ da Carta Magna", "art . 155 , § 2 . . . , X , ‘ b ’ , da Constituição Federal de 1988", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 146 , III , ‘ a ’ da Carta Magna", "art . 155 , § 2 . . . , X , ‘ b ’ , da Constituição Federal de 1988", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 17 , I , Código de Processo Civil", "art . 18 Código de Processo Civil", "art . 155 , § 2 . . . , inciso X , alínea b , da Constituição 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"art . 21 , inciso VIII , da Constituição anterior", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 21 , inciso VIII , da Constituição anterior", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 155 , § 2 . . . , X , b , da Constituição do Brasil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 155 , § 2 . . . , X , b , da Constituição do Brasil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 155 , § 2 . . . , X , B , DA CONSTITUIÇÃO", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 155 , § 2 . . . , X , B , DA CONSTITUIÇÃO", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "ESTADO DE GOIÁS", "ESTADO DE GOIÁS", "Brasília", "Brasília", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "ESTADO DE GOIÁS", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "ESTADO DE GOIÁS", "ESTADO DE GOIÁS", "DISTRITO FEDERAL", "Estado de São Paulo", "DISTRITO FEDERAL", "Estado de São Paulo", "Estado de São Paulo", "Estado Rio de Janeiro", "Estado de São Paulo", "Estado Rio de Janeiro", "Sergipe", "Rio", "São Paulo", "Bahia", "Distrito Federal", "Estado de Goiás", "Brasília", "Anápolis", "Sergipe", "Rio", "São Paulo", "Bahia", "Distrito Federal", "Estado de Goiás", "Brasília", "Anápolis", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "ESTADO DE GOIÁS", "ESTADO DE GOIÁS", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "ESTADO DE GOIÁS", "ESTADO DE GOIÁS" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "VALE DO ARAGUAIA LTDA", "ESSO BRASILEIRA DE PETRÓLEO LTDA", "TEXACO BRASIL S / A", "COMPANHIA BRASILEIRA DE PETRÓLEO IPIRANGA", "PETROBRAS DISTRIBUIDORA S / A", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário da Corte", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma do", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "AGROPECUÁRIA VALE DO ARAGUAIA LTDA", "ESSO BRASILEIRA DE PETRÓLEO LTDA", "TEXACO BRASIL S / A", "COMPANHIA BRASILEIRA DE PETRÓLEO IPIRANGA", "PETROBRAS DISTRIBUIDORA S / A", "MELILLO", "ESTADO", "Agropecuária Vale do Araguaia Ltda .", "Primeira Turma", "Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "VALE DO ARAGUAIA LTDA", "ESSO BRASILEIRA DE PETRÓLEO LTDA", "TEXACO BRASIL S / A", "COMPANHIA BRASILEIRA DE PETRÓLEO", "IPIRANGA", "PETROBRAS DISTRIBUIDORA S / A", "Agropecuária Vale do Araguaia Ltda .", "Primeira Turma Cível do 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Gonet Branco", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "DIAS TOFFOLI", "MARCUS VINÍCIUS DE ALMEIDA RAMOS", "LEANDRO SALOMÃO", "JOSÉ CARLOS AZEVEDO", "JOÃO HENRIQUE CAVALCANTI DE OLIVEIRA", "MELILLO DINIS DO NASCIMENTO", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Marco Aurélio", "Paulo G . 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Ementa e Acórdão 18/02/2014 PRIMEIRA TURMA SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 640.404 SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :CENTRO TRANSMONTANO DE SÃO PAULO ADV.(A/S) :SILVIO FERREIRA DA SILVA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :JOSÉ DUARTE DAS NEVES (REPRESENTADO POR ROSANGELA DAS NEVES DEVOGLIO) ADV.(A/S) :CAMILA SANTOS CURY EMENTA DIREITO CIVIL E CONSUMIDOR. PLANO DE SAÚDE. COBERTURA DE DESPESAS COM TRATAMENTO MÉDICO. INTERPRETAÇÃO DE CONTRATO. ÓBICE DA SÚMULA 454/STF. APLICAÇÃO DO CÓDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR. ÂMBITO INFRACONSTITUCIONAL DO DEBATE. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL NÃO VIABILIZA O MANEJO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 24.6.2010. As razões do agravo regimental não são aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. A pretensão do recorrente de obter decisão em sentido diverso encontra óbice na Súmula 454/STF: “Simples interpretação de cláusulas contratuais não dá lugar a recurso extraordinário”. A matéria tratada nos autos não traz identidade com a do RE 578.801-RG, Rel. Min. Cármen Lúcia, razão pela qual não incide a sistemática do art. 543-B do CPC. Na hipótese, não houve aplicação da Lei 9.656/98 a contrato celebrado antes da sua vigência, mas sim, do Código de Defesa do Consumidor, de forma que a suposta ofensa ao preceito constitucional indicado nas razões recursais somente poderia ser constatada a partir da análise da legislação infraconstitucional que fundamentou o acórdão da origem, bem como do prévio reexame da interpretação conferida pelo Tribunal de origem a cláusulas contratuais, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto, de Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5312450. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 12 Ementa e Acórdão RE 640404 AGR-SEGUNDO / SP viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Agravo regimental conhecido e não provido. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Brasília, 18 de fevereiro de 2014. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5312450. Supremo Tribunal Federal RE 640404 AGR-SEGUNDO / SP viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Agravo regimental conhecido e não provido. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Brasília, 18 de fevereiro de 2014. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5312450. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 12 Relatório 18/02/2014 PRIMEIRA TURMA SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 640.404 SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :CENTRO TRANSMONTANO DE SÃO PAULO ADV.(A/S) :SILVIO FERREIRA DA SILVA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :JOSÉ DUARTE DAS NEVES (REPRESENTADO POR ROSANGELA DAS NEVES DEVOGLIO) ADV.(A/S) :CAMILA SANTOS CURY R E L A T Ó R I O A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra a decisão proferida pelo eminente Ministro Cezar Peluso, na qualidade de Presidente desta Corte, pela qual negado seguimento ao recurso extraordinário (doc. 07, fl. 180), por intempestivo, manejou embargos de declaração o Centro Transmontano de São Paulo (doc. 07, fls. 185-8). Após exercido o juízo de retratação (doc. 07, fl. 194) pelo eminente Ministro Cezar Peluso, na qualidade de Presidente desta Corte, distribuído o feito à minha relatoria em 26.4.2012. Contra decisão por mim proferida (doc. 08, fls. 01-4), mediante a qual negado seguimento a seu recurso extraordinário interposto contra acórdão do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, maneja segundo agravo regimental o Centro Transmontano de São Paulo. O agravante insurge-se contra a decisão agravada, ao argumento de que há violação direta do art. 5º, XXXVI, da Constituição Federal. Sustenta a não incidência das Súmulas 279 e 454/STF. Alega que à época do contrato do Plano não havia lei que obrigasse a cobertura de prótese, que é impossível a interferência estatal nas relações de cunho associativo, bem como a majoração da cobertura sem contraprestação proporcional, sendo flagrante a ofensa ao ato jurídico perfeito (doc. 10, fl. 05). Aduz a aplicação da sistemática da repercussão geral reconhecida no RE 578.801. Acórdão recorrido publicado em 24.6.2010. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5312451. Supremo Tribunal Federal 18/02/2014 PRIMEIRA TURMA SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 640.404 SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :CENTRO TRANSMONTANO DE SÃO PAULO ADV.(A/S) :SILVIO FERREIRA DA SILVA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :JOSÉ DUARTE DAS NEVES (REPRESENTADO POR ROSANGELA DAS NEVES DEVOGLIO) ADV.(A/S) :CAMILA SANTOS CURY R E L A T Ó R I O A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra a decisão proferida pelo eminente Ministro Cezar Peluso, na qualidade de Presidente desta Corte, pela qual negado seguimento ao recurso extraordinário (doc. 07, fl. 180), por intempestivo, manejou embargos de declaração o Centro Transmontano de São Paulo (doc. 07, fls. 185-8). Após exercido o juízo de retratação (doc. 07, fl. 194) pelo eminente Ministro Cezar Peluso, na qualidade de Presidente desta Corte, distribuído o feito à minha relatoria em 26.4.2012. Contra decisão por mim proferida (doc. 08, fls. 01-4), mediante a qual negado seguimento a seu recurso extraordinário interposto contra acórdão do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, maneja segundo agravo regimental o Centro Transmontano de São Paulo. O agravante insurge-se contra a decisão agravada, ao argumento de que há violação direta do art. 5º, XXXVI, da Constituição Federal. Sustenta a não incidência das Súmulas 279 e 454/STF. Alega que à época do contrato do Plano não havia lei que obrigasse a cobertura de prótese, que é impossível a interferência estatal nas relações de cunho associativo, bem como a majoração da cobertura sem contraprestação proporcional, sendo flagrante a ofensa ao ato jurídico perfeito (doc. 10, fl. 05). Aduz a aplicação da sistemática da repercussão geral reconhecida no RE 578.801. Acórdão recorrido publicado em 24.6.2010. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5312451. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 12 Relatório RE 640404 AGR-SEGUNDO / SP 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5312451. Supremo Tribunal Federal RE 640404 AGR-SEGUNDO / SP 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5312451. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 12 Voto - MIN. ROSA WEBER 18/02/2014 PRIMEIRA TURMA SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 640.404 SÃO PAULO VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame do mérito. Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo: “Vistos etc. Contra o acórdão prolatado pelo Tribunal de origem, maneja recurso extraordinário, com base no art. 102, III, da Lei Maior, Centro Trasmontano de São Paulo. Aparelhado o recurso na violação do art. 5º, XXXVI, da Lei Maior. É o relatório. Decido. Preenchidos os pressupostos extrínsecos. Da detida análise dos fundamentos adotados pelo Tribunal de origem, por ocasião do julgamento do apelo veiculado na instância ordinária, em confronto com as razões veiculadas no extraordinário, concluo que nada colhe o recurso. O exame de eventual ofensa ao preceito constitucional indicado nas razões recursais, consagrador dos princípios da proteção ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito e à coisa julgada (art. 5º da Lei Maior), demanda, em primeiro plano, a interpretação das normas infraconstitucionais aplicáveis à espécie, de tal modo que, se afronta ocorresse, seria indireta, o que não atende à exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência deste egrégio Supremo Tribunal Federal, verbis: ‘CONSTITUCIONAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO: ALEGAÇÃO DE OFENSA À C.F., art. 5º, II, XXXV, XXXVI, LIV e LV. I. - Ao Judiciário cabe, no conflito de interesses, fazer valer Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5312452. Supremo Tribunal Federal 18/02/2014 PRIMEIRA TURMA SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 640.404 SÃO PAULO VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame do mérito. Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo: “Vistos etc. Contra o acórdão prolatado pelo Tribunal de origem, maneja recurso extraordinário, com base no art. 102, III, da Lei Maior, Centro Trasmontano de São Paulo. Aparelhado o recurso na violação do art. 5º, XXXVI, da Lei Maior. É o relatório. Decido. Preenchidos os pressupostos extrínsecos. Da detida análise dos fundamentos adotados pelo Tribunal de origem, por ocasião do julgamento do apelo veiculado na instância ordinária, em confronto com as razões veiculadas no extraordinário, concluo que nada colhe o recurso. O exame de eventual ofensa ao preceito constitucional indicado nas razões recursais, consagrador dos princípios da proteção ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito e à coisa julgada (art. 5º da Lei Maior), demanda, em primeiro plano, a interpretação das normas infraconstitucionais aplicáveis à espécie, de tal modo que, se afronta ocorresse, seria indireta, o que não atende à exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência deste egrégio Supremo Tribunal Federal, verbis: ‘CONSTITUCIONAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO: ALEGAÇÃO DE OFENSA À C.F., art. 5º, II, XXXV, XXXVI, LIV e LV. I. - Ao Judiciário cabe, no conflito de interesses, fazer valer Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5312452. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 12 Voto - MIN. ROSA WEBER RE 640404 AGR-SEGUNDO / SP a vontade concreta da lei, interpretando-a. Se, em tal operação, interpreta razoavelmente ou desarrazoadamente a lei, a questão fica no campo da legalidade, inocorrendo o contencioso constitucional. II. - Decisão contrária ao interesse da parte não configura negativa de prestação jurisdicional (C.F., art. 5º, XXXV). III. - A verificação, no caso concreto, da existência, ou não, do direito adquirido, situa-se no campo infraconstitucional. IV. - Alegação de ofensa ao devido processo legal: C.F., art. 5º, LIV e LV: se ofensa tivesse havido, seria ela indireta, reflexa, dado que a ofensa direta seria a normas processuais. E a ofensa a preceito constitucional que autoriza a admissão do recurso extraordinário é a ofensa direta, frontal. V. - Agravo não provido’ (STF-RE-AgR-154.158/SP, Relator Ministro Carlos Velloso, 2ª Turma, DJ 20.9.2002). ‘TRABALHISTA. ACÓRDÃO QUE NÃO ADMITIU RECURSO DE REVISTA, INTERPOSTO PARA AFASTAR PENHORA SOBRE BENS ALIENADOS FIDUCIARIAMENTE EM GARANTIA DE FINANCIAMENTO POR MEIO DE CÉDULA DE CRÉDITO À EXPORTAÇÃO. DECRETO-LEI 413/69 E LEI 4.728/65. ALEGADA AFRONTA AO ART. 5º, II, XXII, XXXV E XXXVI, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. Questão insuscetível de ser apreciada senão por via da legislação infraconstitucional que fundamentou o acórdão, procedimento inviável em sede de recurso extraordinário, onde não cabe a aferição de ofensa reflexa e indireta à Carta Magna. Recurso não conhecido’ (STF-RE-153.781/DF, Relator Ministro Ilmar Galvão, 1ª Turma, DJ 02.02.2001). Ressalte-se que, no caso, não houve a aplicação da Lei 9.656/98 a contrato celebrado antes da sua vigência, mas sim, do Código de Defesa do Consumidor, de forma que a suposta ofensa ao preceito constitucional indicado nas razões recursais somente poderia ser constatada a partir da análise da legislação infraconstitucional que fundamentou o acórdão da origem, bem como do prévio reexame da interpretação conferida pelo 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5312452. Supremo Tribunal Federal RE 640404 AGR-SEGUNDO / SP a vontade concreta da lei, interpretando-a. Se, em tal operação, interpreta razoavelmente ou desarrazoadamente a lei, a questão fica no campo da legalidade, inocorrendo o contencioso constitucional. II. - Decisão contrária ao interesse da parte não configura negativa de prestação jurisdicional (C.F., art. 5º, XXXV). III. - A verificação, no caso concreto, da existência, ou não, do direito adquirido, situa-se no campo infraconstitucional. IV. - Alegação de ofensa ao devido processo legal: C.F., art. 5º, LIV e LV: se ofensa tivesse havido, seria ela indireta, reflexa, dado que a ofensa direta seria a normas processuais. E a ofensa a preceito constitucional que autoriza a admissão do recurso extraordinário é a ofensa direta, frontal. V. - Agravo não provido’ (STF-RE-AgR-154.158/SP, Relator Ministro Carlos Velloso, 2ª Turma, DJ 20.9.2002). ‘TRABALHISTA. ACÓRDÃO QUE NÃO ADMITIU RECURSO DE REVISTA, INTERPOSTO PARA AFASTAR PENHORA SOBRE BENS ALIENADOS FIDUCIARIAMENTE EM GARANTIA DE FINANCIAMENTO POR MEIO DE CÉDULA DE CRÉDITO À EXPORTAÇÃO. DECRETO-LEI 413/69 E LEI 4.728/65. ALEGADA AFRONTA AO ART. 5º, II, XXII, XXXV E XXXVI, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. Questão insuscetível de ser apreciada senão por via da legislação infraconstitucional que fundamentou o acórdão, procedimento inviável em sede de recurso extraordinário, onde não cabe a aferição de ofensa reflexa e indireta à Carta Magna. Recurso não conhecido’ (STF-RE-153.781/DF, Relator Ministro Ilmar Galvão, 1ª Turma, DJ 02.02.2001). Ressalte-se que, no caso, não houve a aplicação da Lei 9.656/98 a contrato celebrado antes da sua vigência, mas sim, do Código de Defesa do Consumidor, de forma que a suposta ofensa ao preceito constitucional indicado nas razões recursais somente poderia ser constatada a partir da análise da legislação infraconstitucional que fundamentou o acórdão da origem, bem como do prévio reexame da interpretação conferida pelo 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5312452. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 12 Voto - MIN. ROSA WEBER RE 640404 AGR-SEGUNDO / SP Tribunal de origem a cláusulas contratuais, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Dessarte, desatendida a exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência deste egrégio Supremo Tribunal Federal. Aplicação da Súmula 454/STF: “Simples interpretação de cláusulas contratuais não dá lugar a recurso extraordinário”. Colho precedentes: ‘AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CONSUMIDOR. PLANO DE SAÚDE. COBERTURA CONTRATUAL. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL: OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. NECESSIDADE DE REEXAME DE PROVAS E DE CLÁUSULAS CONTRATUAIS: SÚMULAS NS. 279 E 454 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO’ (ARE 734.806 AgR, Relatora Min. Cármen Lúcia, 2ª Turma, DJe 26.6.2013) ‘Agravo regimental no recurso extraordinário. Competência do Relator para negar seguimento a recurso manifestamente inadmissível. Direito do consumidor. Contrato de plano de saúde. Cobertura. Decisão da origem fundamentada no Código de Defesa do Consumidor. Princípios da ampla defesa e do contraditório. Ofensa reflexa. Reexame de provas e cláusulas contratuais. Impossibilidade. Precedentes. 1. É competente o Relator (art. 557, caput, do Código de Processo Civil e art. 21, § 1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal) para negar seguimento “ao recurso manifestamente inadmissível, improcedente, prejudicado ou em confronto com a súmula ou com jurisprudência dominante do respectivo tribunal, do Supremo Tribunal Federal, ou de Tribunal Superior”. 2. Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise da legislação infraconstitucional e o reexame de cláusulas contratuais e dos fatos e das provas dos autos. Incidência das Súmulas nºs 636, 454 e 279/STF. 3. A afronta aos princípios da 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5312452. Supremo Tribunal Federal RE 640404 AGR-SEGUNDO / SP Tribunal de origem a cláusulas contratuais, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Dessarte, desatendida a exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência deste egrégio Supremo Tribunal Federal. Aplicação da Súmula 454/STF: “Simples interpretação de cláusulas contratuais não dá lugar a recurso extraordinário”. Colho precedentes: ‘AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CONSUMIDOR. PLANO DE SAÚDE. COBERTURA CONTRATUAL. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL: OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. NECESSIDADE DE REEXAME DE PROVAS E DE CLÁUSULAS CONTRATUAIS: SÚMULAS NS. 279 E 454 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO’ (ARE 734.806 AgR, Relatora Min. Cármen Lúcia, 2ª Turma, DJe 26.6.2013) ‘Agravo regimental no recurso extraordinário. Competência do Relator para negar seguimento a recurso manifestamente inadmissível. Direito do consumidor. Contrato de plano de saúde. Cobertura. Decisão da origem fundamentada no Código de Defesa do Consumidor. Princípios da ampla defesa e do contraditório. Ofensa reflexa. Reexame de provas e cláusulas contratuais. Impossibilidade. Precedentes. 1. É competente o Relator (art. 557, caput, do Código de Processo Civil e art. 21, § 1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal) para negar seguimento “ao recurso manifestamente inadmissível, improcedente, prejudicado ou em confronto com a súmula ou com jurisprudência dominante do respectivo tribunal, do Supremo Tribunal Federal, ou de Tribunal Superior”. 2. Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise da legislação infraconstitucional e o reexame de cláusulas contratuais e dos fatos e das provas dos autos. Incidência das Súmulas nºs 636, 454 e 279/STF. 3. A afronta aos princípios da 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5312452. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 12 Voto - MIN. ROSA WEBER RE 640404 AGR-SEGUNDO / SP legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando depende, para ser reconhecida como tal, da análise de normas infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição da República. 4. Agravo regimental não provido’ (RE 741.860 AgR, Relator Min. Dias Toffoli, 1ª Turma, DJe 08.8.2013). Nesse sentir, não merece seguimento o recurso extraordinário, consoante também se denota dos fundamentos da decisão que desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja detida análise conduz à conclusão pela ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República. Nego seguimento ao recurso extraordinário (CPC, art. 557, caput)”. Irrepreensível a decisão agravada. Oportuna a transcrição da ementa proferida pelo Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo: “ASSISTÊNCIA MÉDICA E HOSPITALAR. Serviços médicos e hospitalares prestados por associação civil sem fins lucrativos. Natureza jurídica que não impede a aplicação das normas da Lei 8.078/90. Colocação de prótese que era imprescindível à realização da cirurgia de emergência. Abusividade presente. Art. 51, IV, do CDC. Recurso desprovido” (doc. 02, fl. 118). Emerge do acórdão que ensejou o manejo do recurso extraordinário que o Tribunal paulista se limitou ao exame da matéria à luz de normas infraconstitucionais, da moldura fática e de cláusulas contratuais. A pretensão do recorrente de obter decisão em sentido diverso encontra óbice na Súmula 454/STF: “Simples interpretação de cláusulas contratuais não dá lugar a recurso extraordinário”. Constato que a matéria tratada nos autos não traz identidade com a 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5312452. Supremo Tribunal Federal RE 640404 AGR-SEGUNDO / SP legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando depende, para ser reconhecida como tal, da análise de normas infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição da República. 4. Agravo regimental não provido’ (RE 741.860 AgR, Relator Min. Dias Toffoli, 1ª Turma, DJe 08.8.2013). Nesse sentir, não merece seguimento o recurso extraordinário, consoante também se denota dos fundamentos da decisão que desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja detida análise conduz à conclusão pela ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República. Nego seguimento ao recurso extraordinário (CPC, art. 557, caput)”. Irrepreensível a decisão agravada. Oportuna a transcrição da ementa proferida pelo Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo: “ASSISTÊNCIA MÉDICA E HOSPITALAR. Serviços médicos e hospitalares prestados por associação civil sem fins lucrativos. Natureza jurídica que não impede a aplicação das normas da Lei 8.078/90. Colocação de prótese que era imprescindível à realização da cirurgia de emergência. Abusividade presente. Art. 51, IV, do CDC. Recurso desprovido” (doc. 02, fl. 118). Emerge do acórdão que ensejou o manejo do recurso extraordinário que o Tribunal paulista se limitou ao exame da matéria à luz de normas infraconstitucionais, da moldura fática e de cláusulas contratuais. A pretensão do recorrente de obter decisão em sentido diverso encontra óbice na Súmula 454/STF: “Simples interpretação de cláusulas contratuais não dá lugar a recurso extraordinário”. Constato que a matéria tratada nos autos não traz identidade com a 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5312452. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 12 Voto - MIN. ROSA WEBER RE 640404 AGR-SEGUNDO / SP do RE 578.801-RG, Rel. Min. Cármen Lúcia, razão pela qual não incide a sistemática do art. 543-B do CPC. Na hipótese, não houve aplicação da Lei 9.656/98 a contrato celebrado antes da sua vigência, mas sim, do Código de Defesa do Consumidor, de forma que a suposta ofensa ao preceito constitucional indicado nas razões recursais somente poderia ser constatada a partir da análise da legislação infraconstitucional que fundamentou o acórdão da origem, bem como do prévio reexame da interpretação conferida pelo Tribunal de origem a cláusulas contratuais, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. A jurisprudência desta Corte é firme no sentido de que eventual ofensa reflexa a norma constitucional não viabiliza o trânsito do recurso extraordinário. Nesse sentido, cito os seguintes julgados: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CONSUMIDOR. COBERTURA DE MEDICAMENTO POR PLANO DE SAÚDE. 1. Análise de matéria infraconstitucional. Ofensa constitucional indireta. 2. Análise de cláusulas contratuais e reexame de fatos e provas. Súmulas n. 279 e 454 do Supremo Tribunal Federal. 3. Agravo regimental ao qual se nega provimento” (ARE 685.253- AgR/SP, Rel. Min. Cármen Lúcia, 2ª Turma, DJe 04.10.2012). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CIVIL E CONSUMIDOR. PLANO DE SAÚDE. NEGATIVA DE COBERTURA DE DESPESAS COM TRATAMENTOS. INTERPRETAÇÃO DA DISPOSIÇÃO CONTRATUAL. AUSÊNCIA DO NECESSÁRIO PREQUESTIONAMENTO. ALEGADA VIOLAÇÃO AO ARTIGO 5º, XXXVI, DA CF/88. INOCORRÊNCIA. DEMANDA QUE NECESSITA DA ANÁLISE DO CONTRATO DE PLANO DE SAÚDE. MATÉRIA DE ÍNDOLE INFRACONSTITUCIONAL. ÓBICE DA SÚMULA 454 DO STF. REPERCUSSÃO GERAL NÃO EXAMINADA EM FACE DE OUTROS FUNDAMENTOS QUE OBSTAM A ADMISSÃO DO 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5312452. Supremo Tribunal Federal RE 640404 AGR-SEGUNDO / SP do RE 578.801-RG, Rel. Min. Cármen Lúcia, razão pela qual não incide a sistemática do art. 543-B do CPC. Na hipótese, não houve aplicação da Lei 9.656/98 a contrato celebrado antes da sua vigência, mas sim, do Código de Defesa do Consumidor, de forma que a suposta ofensa ao preceito constitucional indicado nas razões recursais somente poderia ser constatada a partir da análise da legislação infraconstitucional que fundamentou o acórdão da origem, bem como do prévio reexame da interpretação conferida pelo Tribunal de origem a cláusulas contratuais, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. A jurisprudência desta Corte é firme no sentido de que eventual ofensa reflexa a norma constitucional não viabiliza o trânsito do recurso extraordinário. Nesse sentido, cito os seguintes julgados: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CONSUMIDOR. COBERTURA DE MEDICAMENTO POR PLANO DE SAÚDE. 1. Análise de matéria infraconstitucional. Ofensa constitucional indireta. 2. Análise de cláusulas contratuais e reexame de fatos e provas. Súmulas n. 279 e 454 do Supremo Tribunal Federal. 3. Agravo regimental ao qual se nega provimento” (ARE 685.253- AgR/SP, Rel. Min. Cármen Lúcia, 2ª Turma, DJe 04.10.2012). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CIVIL E CONSUMIDOR. PLANO DE SAÚDE. NEGATIVA DE COBERTURA DE DESPESAS COM TRATAMENTOS. INTERPRETAÇÃO DA DISPOSIÇÃO CONTRATUAL. AUSÊNCIA DO NECESSÁRIO PREQUESTIONAMENTO. ALEGADA VIOLAÇÃO AO ARTIGO 5º, XXXVI, DA CF/88. INOCORRÊNCIA. DEMANDA QUE NECESSITA DA ANÁLISE DO CONTRATO DE PLANO DE SAÚDE. MATÉRIA DE ÍNDOLE INFRACONSTITUCIONAL. ÓBICE DA SÚMULA 454 DO STF. REPERCUSSÃO GERAL NÃO EXAMINADA EM FACE DE OUTROS FUNDAMENTOS QUE OBSTAM A ADMISSÃO DO 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5312452. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 12 Voto - MIN. ROSA WEBER RE 640404 AGR-SEGUNDO / SP APELO EXTREMO. 1. O requisito do prequestionamento é indispensável, por isso que inviável a apreciação, em sede de recurso extraordinário, de matéria sobre a qual não se pronunciou o Tribunal de origem, incidindo o óbice da Súmula 282 do Supremo Tribunal Federal. 2. A violação indireta ou reflexa das regras constitucionais não enseja recurso extraordinário. Precedentes: AI n. 738.145 - AgR, Rel. Min. CELSO DE MELLO, 2ª Turma, DJ 25.02.11; AI n. 482.317-AgR, Rel. Min. ELLEN GRACIE, 2ª Turma DJ 15.03.11; AI n. 646.103- AgR, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, 1ª Turma, DJ 18.03.11. 3. O direito adquirido, o ato jurídico perfeito e a coisa julgada, quando objeto de verificação de cada caso concreto acerca da ocorrência ou não de violação, não desafiam a instância extraordinária, posto implicarem análise de matéria infraconstitucional. 4. As cláusulas contratuais ou editalícias e a verificação de suas validades encerram reexame de norma infraconstitucional, insuscetível de discussão via recurso extraordinário, incidindo, in casu, o óbice da Súmula 454 do STF, verbis: Simples interpretação de cláusulas contratuais não dá lugar a recurso extraordinário. Precedentes: RE 599.127-AgR, 2ª Turma, Rel. Min. Ayres Britto, Dje de 04/03/11, e AI 829.036- AgR, 1ª Turma, Rel. Min. Cármen Lúcia, Dje de 24/03/11. 5. In casu, o acórdão originariamente recorrido assentou: “PLANO DE SAÚDE – Preliminares de cerceamento de defesa, de nulidade da sentença e de decadência do direito da autora, rejeitadas – Negativa de cobertura de despesas com tratamentos necessários para a manutenção da vida da paciente (hemodiálise e uso de albumina) – Abusividade configurada – Configurada devida – Precedentes desta Corte – Sentença de procedência mantida – Recurso desprovido.” 6. Agravo regimental a que se nega provimento” ( ARE 668.997-AgR/SP, Rel. Min. Luiz Fux, 1ª Turma, DJe 21.9.2012). “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. DIREITO DO CONSUMIDOR. CONTRATO DE PLANO DE SAÚDE. IMPOSSIBILIDADE DO REEXAME 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5312452. Supremo Tribunal Federal RE 640404 AGR-SEGUNDO / SP APELO EXTREMO. 1. O requisito do prequestionamento é indispensável, por isso que inviável a apreciação, em sede de recurso extraordinário, de matéria sobre a qual não se pronunciou o Tribunal de origem, incidindo o óbice da Súmula 282 do Supremo Tribunal Federal. 2. A violação indireta ou reflexa das regras constitucionais não enseja recurso extraordinário. Precedentes: AI n. 738.145 - AgR, Rel. Min. CELSO DE MELLO, 2ª Turma, DJ 25.02.11; AI n. 482.317-AgR, Rel. Min. ELLEN GRACIE, 2ª Turma DJ 15.03.11; AI n. 646.103- AgR, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, 1ª Turma, DJ 18.03.11. 3. O direito adquirido, o ato jurídico perfeito e a coisa julgada, quando objeto de verificação de cada caso concreto acerca da ocorrência ou não de violação, não desafiam a instância extraordinária, posto implicarem análise de matéria infraconstitucional. 4. As cláusulas contratuais ou editalícias e a verificação de suas validades encerram reexame de norma infraconstitucional, insuscetível de discussão via recurso extraordinário, incidindo, in casu, o óbice da Súmula 454 do STF, verbis: Simples interpretação de cláusulas contratuais não dá lugar a recurso extraordinário. Precedentes: RE 599.127-AgR, 2ª Turma, Rel. Min. Ayres Britto, Dje de 04/03/11, e AI 829.036- AgR, 1ª Turma, Rel. Min. Cármen Lúcia, Dje de 24/03/11. 5. In casu, o acórdão originariamente recorrido assentou: “PLANO DE SAÚDE – Preliminares de cerceamento de defesa, de nulidade da sentença e de decadência do direito da autora, rejeitadas – Negativa de cobertura de despesas com tratamentos necessários para a manutenção da vida da paciente (hemodiálise e uso de albumina) – Abusividade configurada – Configurada devida – Precedentes desta Corte – Sentença de procedência mantida – Recurso desprovido.” 6. Agravo regimental a que se nega provimento” ( ARE 668.997-AgR/SP, Rel. Min. Luiz Fux, 1ª Turma, DJe 21.9.2012). “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. DIREITO DO CONSUMIDOR. CONTRATO DE PLANO DE SAÚDE. IMPOSSIBILIDADE DO REEXAME 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5312452. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 12 Voto - MIN. ROSA WEBER RE 640404 AGR-SEGUNDO / SP DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL, DAS CLÁUSULAS CONTRATUAIS E DAS PROVAS (SÚMULAS N. 279 E 454). OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (AI 822.898-AgR/RJ, Rel. Min. Cármen Lúcia, 1ª Turma, DJe 21.02.2012). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. SEGURO SAÚDE. CONTROVÉRSIA DECIDIDA COM FUNDAMENTO NO CÓDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR. OFENSA INDIRETA. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. REEXAME DE FATOS E PROVAS E ANÁLISE DE CLAÚSULAS DE CONTRATO. INVIABILIDADE DO EXTRAORDINÁRIO. 1. Controvérsia decidida com fundamento no Código de Defesa do Consumidor e legislação correlata. 2. Aferir se houve ou não ofensa à Constituição do Brasil demandaria a análise de normas cujos preceitos estão inseridos em comandos infraconstitucionais. 3. Reexame de fatos e provas e análise de cláusulas de contrato. Inviabilidade do recurso extraordinário. Súmulas 279 e 454 do Supremo Tribunal Federal. Agravo regimental a que se nega provimento” (RE 594.665-AgR/SP, Rel. Min. Eros Grau, 2ª Turma, DJe 24.4.2009). Nesse contexto, as razões do agravo não são aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere ao âmbito infraconstitucional do debate, a inviabilizar o trânsito do recurso extraordinário. Agravo regimental conhecido e não provido. É como voto. 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5312452. Supremo Tribunal Federal RE 640404 AGR-SEGUNDO / SP DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL, DAS CLÁUSULAS CONTRATUAIS E DAS PROVAS (SÚMULAS N. 279 E 454). OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (AI 822.898-AgR/RJ, Rel. Min. Cármen Lúcia, 1ª Turma, DJe 21.02.2012). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. SEGURO SAÚDE. CONTROVÉRSIA DECIDIDA COM FUNDAMENTO NO CÓDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR. OFENSA INDIRETA. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. REEXAME DE FATOS E PROVAS E ANÁLISE DE CLAÚSULAS DE CONTRATO. INVIABILIDADE DO EXTRAORDINÁRIO. 1. Controvérsia decidida com fundamento no Código de Defesa do Consumidor e legislação correlata. 2. Aferir se houve ou não ofensa à Constituição do Brasil demandaria a análise de normas cujos preceitos estão inseridos em comandos infraconstitucionais. 3. Reexame de fatos e provas e análise de cláusulas de contrato. Inviabilidade do recurso extraordinário. Súmulas 279 e 454 do Supremo Tribunal Federal. Agravo regimental a que se nega provimento” (RE 594.665-AgR/SP, Rel. Min. Eros Grau, 2ª Turma, DJe 24.4.2009). Nesse contexto, as razões do agravo não são aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere ao âmbito infraconstitucional do debate, a inviabilizar o trânsito do recurso extraordinário. Agravo regimental conhecido e não provido. É como voto. 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5312452. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 12 Extrato de Ata - 18/02/2014 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 640.404 PROCED. : SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : CENTRO TRANSMONTANO DE SÃO PAULO ADV.(A/S) : SILVIO FERREIRA DA SILVA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : JOSÉ DUARTE DAS NEVES (REPRESENTADO POR ROSANGELA DAS NEVES DEVOGLIO) ADV.(A/S) : CAMILA SANTOS CURY Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da relatora. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 18.2.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 5356729 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 640.404 PROCED. : SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : CENTRO TRANSMONTANO DE SÃO PAULO ADV.(A/S) : SILVIO FERREIRA DA SILVA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : JOSÉ DUARTE DAS NEVES (REPRESENTADO POR ROSANGELA DAS NEVES DEVOGLIO) ADV.(A/S) : CAMILA SANTOS CURY Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da relatora. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 18.2.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 5356729 Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 12
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=5361587
2014-02-18T00:00:00
2014-03-06T00:00:00
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da relatora. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 18.2.2014.
SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
EMENTA DIREITO CIVIL E CONSUMIDOR. PLANO DE SAÚDE. COBERTURA DE DESPESAS COM TRATAMENTO MÉDICO. INTERPRETAÇÃO DE CONTRATO. ÓBICE DA SÚMULA 454/STF. APLICAÇÃO DO CÓDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR. ÂMBITO INFRACONSTITUCIONAL DO DEBATE. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL NÃO VIABILIZA O MANEJO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 24.6.2010. As razões do agravo regimental não são aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. A pretensão do recorrente de obter decisão em sentido diverso encontra óbice na Súmula 454/STF: “Simples interpretação de cláusulas contratuais não dá lugar a recurso extraordinário”. A matéria tratada nos autos não traz identidade com a do RE 578.801-RG, Rel. Min. Cármen Lúcia, razão pela qual não incide a sistemática do art. 543-B do CPC. Na hipótese, não houve aplicação da Lei 9.656/98 a contrato celebrado antes da sua vigência, mas sim, do Código de Defesa do Consumidor, de forma que a suposta ofensa ao preceito constitucional indicado nas razões recursais somente poderia ser constatada a partir da análise da legislação infraconstitucional que fundamentou o acórdão da origem, bem como do prévio reexame da interpretação conferida pelo Tribunal de origem a cláusulas contratuais, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Agravo regimental conhecido e não provido.
sjur256537
- Acórdão(s) citado(s): (SÚMULA 454) RE 594665 AgR (2ªT), AI 822898 AgR (1ªT), ARE 685253 AgR (2ªT), ARE 668997 AgR (1ªT). Número de páginas: 12. Análise: 07/03/2014, BRU.
ROSA WEBER
Primeira Turma
640404
[ "LEG-FED LEI-005869 ANO-1973\n ART-0543B\n CPC-1973 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED LEI-008078 ANO-1990\n CDC-1990 CÓDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000454 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
RE-AgR-segundo
acordaos
RE 640404 AgR-segundo
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AGTE.(S) : CENTRO TRANSMONTANO DE SÃO PAULO ADV.(A/S) : SILVIO FERREIRA DA SILVA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : JOSÉ DUARTE DAS NEVES (REPRESENTADO POR ROSANGELA DAS NEVES DEVOGLIO) ADV.(A/S) : CAMILA SANTOS CURY
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Ementa e Acórdão 18/02/2014 PRIMEIRA TURMA SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 640.404 SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :CENTRO TRANSMONTANO DE SÃO PAULO ADV.(A/S) :SILVIO FERREIRA DA SILVA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :JOSÉ DUARTE DAS NEVES (REPRESENTADO POR ROSANGELA DAS NEVES DEVOGLIO) ADV.(A/S) :CAMILA SANTOS CURY EMENTA DIREITO CIVIL E CONSUMIDOR. PLANO DE SAÚDE. COBERTURA DE DESPESAS COM TRATAMENTO MÉDICO. INTERPRETAÇÃO DE CONTRATO. ÓBICE DA SÚMULA 454/Supremo Tribunal Federal. APLICAÇÃO DO CÓDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR. ÂMBITO INFRACONSTITUCIONAL DO DEBATE. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL NÃO VIABILIZA O MANEJO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 24.6.2010. As razões do agravo regimental não são aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. A pretensão do recorrente de obter decisão em sentido diverso encontra óbice na Súmula 454/Supremo Tribunal Federal: “Simples interpretação de cláusulas contratuais não dá lugar a recurso extraordinário”. A matéria tratada nos autos não traz identidade com a do Recurso Extraordinário 578.801-RG, Rel. Min. Cármen Lúcia, razão pela qual não incide a sistemática do art. 543-B do Código de Processo Civil. Na hipótese, não houve aplicação da Lei 9.656/98 a contrato celebrado antes da sua vigência, mas sim, do Código de Defesa do Consumidor, de forma que a suposta ofensa ao preceito constitucional indicado nas razões recursais somente poderia ser constatada a partir da análise da legislação infraconstitucional que fundamentou o acórdão da origem, bem como do prévio reexame da interpretação conferida pelo Tribunal de origem a cláusulas contratuais, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto, de Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5312450. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 12 Ementa e Acórdão Recurso Extraordinário 640404 AGR-SEGUNDO / SP viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Agravo regimental conhecido e não provido. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Brasília, 18 de fevereiro de 2014. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5312450. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 640404 AGR-SEGUNDO / SP viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Agravo regimental conhecido e não provido. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Brasília, 18 de fevereiro de 2014. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5312450. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 12 Relatório 18/02/2014 PRIMEIRA TURMA SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 640.404 SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :CENTRO TRANSMONTANO DE SÃO PAULO ADV.(A/S) :SILVIO FERREIRA DA SILVA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :JOSÉ DUARTE DAS NEVES (REPRESENTADO POR ROSANGELA DAS NEVES DEVOGLIO) ADV.(A/S) :CAMILA SANTOS CURY R E L A T Ó R I O A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra a decisão proferida pelo eminente Ministro Cezar Peluso, na qualidade de Presidente desta Corte, pela qual negado seguimento ao recurso extraordinário (doc. 07, fl. 180), por intempestivo, manejou embargos de declaração o Centro Transmontano de São Paulo (doc. 07, fls. 185-8). Após exercido o juízo de retratação (doc. 07, fl. 194) pelo eminente Ministro Cezar Peluso, na qualidade de Presidente desta Corte, distribuído o feito à minha relatoria em 26.4.2012. Contra decisão por mim proferida (doc. 08, fls. 01-4), mediante a qual negado seguimento a seu recurso extraordinário interposto contra acórdão do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, maneja segundo agravo regimental o Centro Transmontano de São Paulo. O agravante insurge-se contra a decisão agravada, ao argumento de que há violação direta do art. 5..., XXXVI, da Constituição Federal. Sustenta a não incidência das Súmulas 279 e 454/Supremo Tribunal Federal. Alega que à época do contrato do Plano não havia lei que obrigasse a cobertura de prótese, que é impossível a interferência estatal nas relações de cunho associativo, bem como a majoração da cobertura sem contraprestação proporcional, sendo flagrante a ofensa ao ato jurídico perfeito (doc. 10, fl. 05). Aduz a aplicação da sistemática da repercussão geral reconhecida no Recurso Extraordinário 578.801. Acórdão recorrido publicado em 24.6.2010. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5312451. Supremo Tribunal Federal 18/02/2014 PRIMEIRA TURMA SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 640.404 SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :CENTRO TRANSMONTANO DE SÃO PAULO ADV.(A/S) :SILVIO FERREIRA DA SILVA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :JOSÉ DUARTE DAS NEVES (REPRESENTADO POR ROSANGELA DAS NEVES DEVOGLIO) ADV.(A/S) :CAMILA SANTOS CURY R E L A T Ó R I O A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra a decisão proferida pelo eminente Ministro Cezar Peluso, na qualidade de Presidente desta Corte, pela qual negado seguimento ao recurso extraordinário (doc. 07, fl. 180), por intempestivo, manejou embargos de declaração o Centro Transmontano de São Paulo (doc. 07, fls. 185-8). Após exercido o juízo de retratação (doc. 07, fl. 194) pelo eminente Ministro Cezar Peluso, na qualidade de Presidente desta Corte, distribuído o feito à minha relatoria em 26.4.2012. Contra decisão por mim proferida (doc. 08, fls. 01-4), mediante a qual negado seguimento a seu recurso extraordinário interposto contra acórdão do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, maneja segundo agravo regimental o Centro Transmontano de São Paulo. O agravante insurge-se contra a decisão agravada, ao argumento de que há violação direta do art. 5..., XXXVI, da Constituição Federal. Sustenta a não incidência das Súmulas 279 e 454/Supremo Tribunal Federal. Alega que à época do contrato do Plano não havia lei que obrigasse a cobertura de prótese, que é impossível a interferência estatal nas relações de cunho associativo, bem como a majoração da cobertura sem contraprestação proporcional, sendo flagrante a ofensa ao ato jurídico perfeito (doc. 10, fl. 05). Aduz a aplicação da sistemática da repercussão geral reconhecida no Recurso Extraordinário 578.801. Acórdão recorrido publicado em 24.6.2010. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5312451. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 12 Relatório Recurso Extraordinário 640404 AGR-SEGUNDO / SP 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5312451. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 640404 AGR-SEGUNDO / SP 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5312451. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 12 Voto - MIN. ROSA WEBER 18/02/2014 PRIMEIRA TURMA SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 640.404 SÃO PAULO VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame do mérito. Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo: “Vistos etc. Contra o acórdão prolatado pelo Tribunal de origem, maneja recurso extraordinário, com base no art. 102, III, da Lei Maior, Centro Trasmontano de São Paulo. Aparelhado o recurso na violação do art. 5..., XXXVI, da Lei Maior. É o relatório. Decido. Preenchidos os pressupostos extrínsecos. Da detida análise dos fundamentos adotados pelo Tribunal de origem, por ocasião do julgamento do apelo veiculado na instância ordinária, em confronto com as razões veiculadas no extraordinário, concluo que nada colhe o recurso. O exame de eventual ofensa ao preceito constitucional indicado nas razões recursais, consagrador dos princípios da proteção ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito e à coisa julgada (art. 5... da Lei Maior), demanda, em primeiro plano, a interpretação das normas infraconstitucionais aplicáveis à espécie, de tal modo que, se afronta ocorresse, seria indireta, o que não atende à exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência deste egrégio Supremo Tribunal Federal, verbis: ‘CONSTITUCIONAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO: ALEGAÇÃO DE OFENSA À C.F., art. 5..., II, XXXV, XXXVI, LIV e LV. I. - Ao Judiciário cabe, no conflito de interesses, fazer valer Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5312452. Supremo Tribunal Federal 18/02/2014 PRIMEIRA TURMA SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 640.404 SÃO PAULO VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame do mérito. Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo: “Vistos etc. Contra o acórdão prolatado pelo Tribunal de origem, maneja recurso extraordinário, com base no art. 102, III, da Lei Maior, Centro Trasmontano de São Paulo. Aparelhado o recurso na violação do art. 5..., XXXVI, da Lei Maior. É o relatório. Decido. Preenchidos os pressupostos extrínsecos. Da detida análise dos fundamentos adotados pelo Tribunal de origem, por ocasião do julgamento do apelo veiculado na instância ordinária, em confronto com as razões veiculadas no extraordinário, concluo que nada colhe o recurso. O exame de eventual ofensa ao preceito constitucional indicado nas razões recursais, consagrador dos princípios da proteção ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito e à coisa julgada (art. 5... da Lei Maior), demanda, em primeiro plano, a interpretação das normas infraconstitucionais aplicáveis à espécie, de tal modo que, se afronta ocorresse, seria indireta, o que não atende à exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência deste egrégio Supremo Tribunal Federal, verbis: ‘CONSTITUCIONAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO: ALEGAÇÃO DE OFENSA À C.F., art. 5..., II, XXXV, XXXVI, LIV e LV. I. - Ao Judiciário cabe, no conflito de interesses, fazer valer Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5312452. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 12 Voto - MIN. ROSA WEBER Recurso Extraordinário 640404 AGR-SEGUNDO / SP a vontade concreta da lei, interpretando-a. Se, em tal operação, interpreta razoavelmente ou desarrazoadamente a lei, a questão fica no campo da legalidade, inocorrendo o contencioso constitucional. II. - Decisão contrária ao interesse da parte não configura negativa de prestação jurisdicional (C.F., art. 5..., XXXV). III. - A verificação, no caso concreto, da existência, ou não, do direito adquirido, situa-se no campo infraconstitucional. IV. - Alegação de ofensa ao devido processo legal: C.F., art. 5..., LIV e LV: se ofensa tivesse havido, seria ela indireta, reflexa, dado que a ofensa direta seria a normas processuais. E a ofensa a preceito constitucional que autoriza a admissão do recurso extraordinário é a ofensa direta, frontal. V. - Agravo não provido’ (Supremo Tribunal Federal-Recurso Extraordinário-AgR-154.158/SP, Relator Ministro Carlos Velloso, 2... Turma, DJ 20.9.2002). ‘TRABALHISTA. ACÓRDÃO QUE NÃO ADMITIU RECURSO DE REVISTA, INTERPOSTO PARA AFASTAR PENHORA SOBRE BENS ALIENADOS FIDUCIARIAMENTE EM GARANTIA DE FINANCIAMENTO POR MEIO DE CÉDULA DE CRÉDITO À EXPORTAÇÃO. DECRETO-LEI 413/69 E LEI 4.728/65. ALEGADA AFRONTA AO ART. 5..., II, XXII, XXXV E XXXVI, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. Questão insuscetível de ser apreciada senão por via da legislação infraconstitucional que fundamentou o acórdão, procedimento inviável em sede de recurso extraordinário, onde não cabe a aferição de ofensa reflexa e indireta à Carta Magna. Recurso não conhecido’ (Supremo Tribunal Federal-Recurso Extraordinário-153.781/DF, Relator Ministro Ilmar Galvão, 1... Turma, DJ 02.02.2001). Ressalte-se que, no caso, não houve a aplicação da Lei 9.656/98 a contrato celebrado antes da sua vigência, mas sim, do Código de Defesa do Consumidor, de forma que a suposta ofensa ao preceito constitucional indicado nas razões recursais somente poderia ser constatada a partir da análise da legislação infraconstitucional que fundamentou o acórdão da origem, bem como do prévio reexame da interpretação conferida pelo 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5312452. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 640404 AGR-SEGUNDO / SP a vontade concreta da lei, interpretando-a. Se, em tal operação, interpreta razoavelmente ou desarrazoadamente a lei, a questão fica no campo da legalidade, inocorrendo o contencioso constitucional. II. - Decisão contrária ao interesse da parte não configura negativa de prestação jurisdicional (C.F., art. 5..., XXXV). III. - A verificação, no caso concreto, da existência, ou não, do direito adquirido, situa-se no campo infraconstitucional. IV. - Alegação de ofensa ao devido processo legal: C.F., art. 5..., LIV e LV: se ofensa tivesse havido, seria ela indireta, reflexa, dado que a ofensa direta seria a normas processuais. E a ofensa a preceito constitucional que autoriza a admissão do recurso extraordinário é a ofensa direta, frontal. V. - Agravo não provido’ (Supremo Tribunal Federal-Recurso Extraordinário-AgR-154.158/SP, Relator Ministro Carlos Velloso, 2... Turma, DJ 20.9.2002). ‘TRABALHISTA. ACÓRDÃO QUE NÃO ADMITIU RECURSO DE REVISTA, INTERPOSTO PARA AFASTAR PENHORA SOBRE BENS ALIENADOS FIDUCIARIAMENTE EM GARANTIA DE FINANCIAMENTO POR MEIO DE CÉDULA DE CRÉDITO À EXPORTAÇÃO. DECRETO-LEI 413/69 E LEI 4.728/65. ALEGADA AFRONTA AO ART. 5..., II, XXII, XXXV E XXXVI, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. Questão insuscetível de ser apreciada senão por via da legislação infraconstitucional que fundamentou o acórdão, procedimento inviável em sede de recurso extraordinário, onde não cabe a aferição de ofensa reflexa e indireta à Carta Magna. Recurso não conhecido’ (Supremo Tribunal Federal-Recurso Extraordinário-153.781/DF, Relator Ministro Ilmar Galvão, 1... Turma, DJ 02.02.2001). Ressalte-se que, no caso, não houve a aplicação da Lei 9.656/98 a contrato celebrado antes da sua vigência, mas sim, do Código de Defesa do Consumidor, de forma que a suposta ofensa ao preceito constitucional indicado nas razões recursais somente poderia ser constatada a partir da análise da legislação infraconstitucional que fundamentou o acórdão da origem, bem como do prévio reexame da interpretação conferida pelo 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5312452. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 12 Voto - MIN. ROSA WEBER Recurso Extraordinário 640404 AGR-SEGUNDO / SP Tribunal de origem a cláusulas contratuais, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Dessarte, desatendida a exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência deste egrégio Supremo Tribunal Federal. Aplicação da Súmula 454/Supremo Tribunal Federal: “Simples interpretação de cláusulas contratuais não dá lugar a recurso extraordinário”. Colho precedentes: ‘AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CONSUMIDOR. PLANO DE SAÚDE. COBERTURA CONTRATUAL. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL: OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. NECESSIDADE DE REEXAME DE PROVAS E DE CLÁUSULAS CONTRATUAIS: SÚMULAS NS. 279 E 454 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO’ (ARE 734.806 AgR, Relatora Min. Cármen Lúcia, 2... Turma, DJe 26.6.2013) ‘Agravo regimental no recurso extraordinário. Competência do Relator para negar seguimento a recurso manifestamente inadmissível. Direito do consumidor. Contrato de plano de saúde. Cobertura. Decisão da origem fundamentada no Código de Defesa do Consumidor. Princípios da ampla defesa e do contraditório. Ofensa reflexa. Reexame de provas e cláusulas contratuais. Impossibilidade. Precedentes. 1. É competente o Relator (art. 557, caput, do Código de Processo Civil e art. 21, § 1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal) para negar seguimento “ao recurso manifestamente inadmissível, improcedente, prejudicado ou em confronto com a súmula ou com jurisprudência dominante do respectivo tribunal, do Supremo Tribunal Federal, ou de Tribunal Superior”. 2. Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise da legislação infraconstitucional e o reexame de cláusulas contratuais e dos fatos e das provas dos autos. Incidência das Súmulas ns 636, 454 e 279/Supremo Tribunal Federal. 3. A afronta aos princípios da 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5312452. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 640404 AGR-SEGUNDO / SP Tribunal de origem a cláusulas contratuais, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Dessarte, desatendida a exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência deste egrégio Supremo Tribunal Federal. Aplicação da Súmula 454/Supremo Tribunal Federal: “Simples interpretação de cláusulas contratuais não dá lugar a recurso extraordinário”. Colho precedentes: ‘AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CONSUMIDOR. PLANO DE SAÚDE. COBERTURA CONTRATUAL. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL: OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. NECESSIDADE DE REEXAME DE PROVAS E DE CLÁUSULAS CONTRATUAIS: SÚMULAS NS. 279 E 454 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO’ (ARE 734.806 AgR, Relatora Min. Cármen Lúcia, 2... Turma, DJe 26.6.2013) ‘Agravo regimental no recurso extraordinário. Competência do Relator para negar seguimento a recurso manifestamente inadmissível. Direito do consumidor. Contrato de plano de saúde. Cobertura. Decisão da origem fundamentada no Código de Defesa do Consumidor. Princípios da ampla defesa e do contraditório. Ofensa reflexa. Reexame de provas e cláusulas contratuais. Impossibilidade. Precedentes. 1. É competente o Relator (art. 557, caput, do Código de Processo Civil e art. 21, § 1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal) para negar seguimento “ao recurso manifestamente inadmissível, improcedente, prejudicado ou em confronto com a súmula ou com jurisprudência dominante do respectivo tribunal, do Supremo Tribunal Federal, ou de Tribunal Superior”. 2. Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise da legislação infraconstitucional e o reexame de cláusulas contratuais e dos fatos e das provas dos autos. Incidência das Súmulas ns 636, 454 e 279/Supremo Tribunal Federal. 3. A afronta aos princípios da 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5312452. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 12 Voto - MIN. ROSA WEBER Recurso Extraordinário 640404 AGR-SEGUNDO / SP legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando depende, para ser reconhecida como tal, da análise de normas infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição da República. 4. Agravo regimental não provido’ (Recurso Extraordinário 741.860 AgR, Relator Min. Dias Toffoli, 1... Turma, DJe 08.8.2013). Nesse sentir, não merece seguimento o recurso extraordinário, consoante também se denota dos fundamentos da decisão que desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja detida análise conduz à conclusão pela ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República. Nego seguimento ao recurso extraordinário (Código de Processo Civil, art. 557, caput)”. Irrepreensível a decisão agravada. Oportuna a transcrição da ementa proferida pelo Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo: “ASSISTÊNCIA MÉDICA E HOSPITALAR. Serviços médicos e hospitalares prestados por associação civil sem fins lucrativos. Natureza jurídica que não impede a aplicação das normas da Lei 8.078/90. Colocação de prótese que era imprescindível à realização da cirurgia de emergência. Abusividade presente. Art. 51, IV, do CDC. Recurso desprovido” (doc. 02, fl. 118). Emerge do acórdão que ensejou o manejo do recurso extraordinário que o Tribunal paulista se limitou ao exame da matéria à luz de normas infraconstitucionais, da moldura fática e de cláusulas contratuais. A pretensão do recorrente de obter decisão em sentido diverso encontra óbice na Súmula 454/Supremo Tribunal Federal: “Simples interpretação de cláusulas contratuais não dá lugar a recurso extraordinário”. Constato que a matéria tratada nos autos não traz identidade com a 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5312452. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 640404 AGR-SEGUNDO / SP legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando depende, para ser reconhecida como tal, da análise de normas infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição da República. 4. Agravo regimental não provido’ (Recurso Extraordinário 741.860 AgR, Relator Min. Dias Toffoli, 1... Turma, DJe 08.8.2013). Nesse sentir, não merece seguimento o recurso extraordinário, consoante também se denota dos fundamentos da decisão que desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja detida análise conduz à conclusão pela ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República. Nego seguimento ao recurso extraordinário (Código de Processo Civil, art. 557, caput)”. Irrepreensível a decisão agravada. Oportuna a transcrição da ementa proferida pelo Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo: “ASSISTÊNCIA MÉDICA E HOSPITALAR. Serviços médicos e hospitalares prestados por associação civil sem fins lucrativos. Natureza jurídica que não impede a aplicação das normas da Lei 8.078/90. Colocação de prótese que era imprescindível à realização da cirurgia de emergência. Abusividade presente. Art. 51, IV, do CDC. Recurso desprovido” (doc. 02, fl. 118). Emerge do acórdão que ensejou o manejo do recurso extraordinário que o Tribunal paulista se limitou ao exame da matéria à luz de normas infraconstitucionais, da moldura fática e de cláusulas contratuais. A pretensão do recorrente de obter decisão em sentido diverso encontra óbice na Súmula 454/Supremo Tribunal Federal: “Simples interpretação de cláusulas contratuais não dá lugar a recurso extraordinário”. Constato que a matéria tratada nos autos não traz identidade com a 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5312452. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 12 Voto - MIN. ROSA WEBER Recurso Extraordinário 640404 AGR-SEGUNDO / SP do Recurso Extraordinário 578.801-RG, Rel. Min. Cármen Lúcia, razão pela qual não incide a sistemática do art. 543-B do Código de Processo Civil. Na hipótese, não houve aplicação da Lei 9.656/98 a contrato celebrado antes da sua vigência, mas sim, do Código de Defesa do Consumidor, de forma que a suposta ofensa ao preceito constitucional indicado nas razões recursais somente poderia ser constatada a partir da análise da legislação infraconstitucional que fundamentou o acórdão da origem, bem como do prévio reexame da interpretação conferida pelo Tribunal de origem a cláusulas contratuais, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. A jurisprudência desta Corte é firme no sentido de que eventual ofensa reflexa a norma constitucional não viabiliza o trânsito do recurso extraordinário. Nesse sentido, cito os seguintes julgados: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CONSUMIDOR. COBERTURA DE MEDICAMENTO POR PLANO DE SAÚDE. 1. Análise de matéria infraconstitucional. Ofensa constitucional indireta. 2. Análise de cláusulas contratuais e reexame de fatos e provas. Súmulas n. 279 e 454 do Supremo Tribunal Federal. 3. Agravo regimental ao qual se nega provimento” (ARE 685.253- AgR/SP, Rel. Min. Cármen Lúcia, 2... Turma, DJe 04.10.2012). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CIVIL E CONSUMIDOR. PLANO DE SAÚDE. NEGATIVA DE COBERTURA DE DESPESAS COM TRATAMENTOS. INTERPRETAÇÃO DA DISPOSIÇÃO CONTRATUAL. AUSÊNCIA DO NECESSÁRIO PREQUESTIONAMENTO. ALEGADA VIOLAÇÃO AO ARTIGO 5..., XXXVI, DA Constituição Federal de 1988/88. INOCORRÊNCIA. DEMANDA QUE NECESSITA DA ANÁLISE DO CONTRATO DE PLANO DE SAÚDE. MATÉRIA DE ÍNDOLE INFRACONSTITUCIONAL. ÓBICE DA SÚMULA 454 DO Supremo Tribunal Federal. REPERCUSSÃO GERAL NÃO EXAMINADA EM FACE DE OUTROS FUNDAMENTOS QUE OBSTAM A ADMISSÃO DO 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5312452. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 640404 AGR-SEGUNDO / SP do Recurso Extraordinário 578.801-RG, Rel. Min. Cármen Lúcia, razão pela qual não incide a sistemática do art. 543-B do Código de Processo Civil. Na hipótese, não houve aplicação da Lei 9.656/98 a contrato celebrado antes da sua vigência, mas sim, do Código de Defesa do Consumidor, de forma que a suposta ofensa ao preceito constitucional indicado nas razões recursais somente poderia ser constatada a partir da análise da legislação infraconstitucional que fundamentou o acórdão da origem, bem como do prévio reexame da interpretação conferida pelo Tribunal de origem a cláusulas contratuais, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. A jurisprudência desta Corte é firme no sentido de que eventual ofensa reflexa a norma constitucional não viabiliza o trânsito do recurso extraordinário. Nesse sentido, cito os seguintes julgados: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CONSUMIDOR. COBERTURA DE MEDICAMENTO POR PLANO DE SAÚDE. 1. Análise de matéria infraconstitucional. Ofensa constitucional indireta. 2. Análise de cláusulas contratuais e reexame de fatos e provas. Súmulas n. 279 e 454 do Supremo Tribunal Federal. 3. Agravo regimental ao qual se nega provimento” (ARE 685.253- AgR/SP, Rel. Min. Cármen Lúcia, 2... Turma, DJe 04.10.2012). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CIVIL E CONSUMIDOR. PLANO DE SAÚDE. NEGATIVA DE COBERTURA DE DESPESAS COM TRATAMENTOS. INTERPRETAÇÃO DA DISPOSIÇÃO CONTRATUAL. AUSÊNCIA DO NECESSÁRIO PREQUESTIONAMENTO. ALEGADA VIOLAÇÃO AO ARTIGO 5..., XXXVI, DA Constituição Federal de 1988/88. INOCORRÊNCIA. DEMANDA QUE NECESSITA DA ANÁLISE DO CONTRATO DE PLANO DE SAÚDE. MATÉRIA DE ÍNDOLE INFRACONSTITUCIONAL. ÓBICE DA SÚMULA 454 DO Supremo Tribunal Federal. REPERCUSSÃO GERAL NÃO EXAMINADA EM FACE DE OUTROS FUNDAMENTOS QUE OBSTAM A ADMISSÃO DO 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5312452. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 12 Voto - MIN. ROSA WEBER Recurso Extraordinário 640404 AGR-SEGUNDO / SP APELO EXTREMO. 1. O requisito do prequestionamento é indispensável, por isso que inviável a apreciação, em sede de recurso extraordinário, de matéria sobre a qual não se pronunciou o Tribunal de origem, incidindo o óbice da Súmula 282 do Supremo Tribunal Federal. 2. A violação indireta ou reflexa das regras constitucionais não enseja recurso extraordinário. Precedentes: AI n. 738.145 - AgR, Rel. Min. CELSO DE MELLO, 2... Turma, DJ 25.02.11; AI n. 482.317-AgR, Rel. Min. ELLEN GRACIE, 2... Turma DJ 15.03.11; AI n. 646.103- AgR, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, 1... Turma, DJ 18.03.11. 3. O direito adquirido, o ato jurídico perfeito e a coisa julgada, quando objeto de verificação de cada caso concreto acerca da ocorrência ou não de violação, não desafiam a instância extraordinária, posto implicarem análise de matéria infraconstitucional. 4. As cláusulas contratuais ou editalícias e a verificação de suas validades encerram reexame de norma infraconstitucional, insuscetível de discussão via recurso extraordinário, incidindo, in casu, o óbice da Súmula 454 do Supremo Tribunal Federal, verbis: Simples interpretação de cláusulas contratuais não dá lugar a recurso extraordinário. Precedentes: Recurso Extraordinário 599.127-AgR, 2... Turma, Rel. Min. Ayres Britto, Dje de 04/03/11, e AI 829.036- AgR, 1... Turma, Rel. Min. Cármen Lúcia, Dje de 24/03/11. 5. In casu, o acórdão originariamente recorrido assentou: “PLANO DE SAÚDE – Preliminares de cerceamento de defesa, de nulidade da sentença e de decadência do direito da autora, rejeitadas – Negativa de cobertura de despesas com tratamentos necessários para a manutenção da vida da paciente (hemodiálise e uso de albumina) – Abusividade configurada – Configurada devida – Precedentes desta Corte – Sentença de procedência mantida – Recurso desprovido.” 6. Agravo regimental a que se nega provimento” ( ARE 668.997-AgR/SP, Rel. Min. Luiz Fux, 1... Turma, DJe 21.9.2012). “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. DIREITO DO CONSUMIDOR. CONTRATO DE PLANO DE SAÚDE. IMPOSSIBILIDADE DO REEXAME 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5312452. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 640404 AGR-SEGUNDO / SP APELO EXTREMO. 1. O requisito do prequestionamento é indispensável, por isso que inviável a apreciação, em sede de recurso extraordinário, de matéria sobre a qual não se pronunciou o Tribunal de origem, incidindo o óbice da Súmula 282 do Supremo Tribunal Federal. 2. A violação indireta ou reflexa das regras constitucionais não enseja recurso extraordinário. Precedentes: AI n. 738.145 - AgR, Rel. Min. CELSO DE MELLO, 2... Turma, DJ 25.02.11; AI n. 482.317-AgR, Rel. Min. ELLEN GRACIE, 2... Turma DJ 15.03.11; AI n. 646.103- AgR, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, 1... Turma, DJ 18.03.11. 3. O direito adquirido, o ato jurídico perfeito e a coisa julgada, quando objeto de verificação de cada caso concreto acerca da ocorrência ou não de violação, não desafiam a instância extraordinária, posto implicarem análise de matéria infraconstitucional. 4. As cláusulas contratuais ou editalícias e a verificação de suas validades encerram reexame de norma infraconstitucional, insuscetível de discussão via recurso extraordinário, incidindo, in casu, o óbice da Súmula 454 do Supremo Tribunal Federal, verbis: Simples interpretação de cláusulas contratuais não dá lugar a recurso extraordinário. Precedentes: Recurso Extraordinário 599.127-AgR, 2... Turma, Rel. Min. Ayres Britto, Dje de 04/03/11, e AI 829.036- AgR, 1... Turma, Rel. Min. Cármen Lúcia, Dje de 24/03/11. 5. In casu, o acórdão originariamente recorrido assentou: “PLANO DE SAÚDE – Preliminares de cerceamento de defesa, de nulidade da sentença e de decadência do direito da autora, rejeitadas – Negativa de cobertura de despesas com tratamentos necessários para a manutenção da vida da paciente (hemodiálise e uso de albumina) – Abusividade configurada – Configurada devida – Precedentes desta Corte – Sentença de procedência mantida – Recurso desprovido.” 6. Agravo regimental a que se nega provimento” ( ARE 668.997-AgR/SP, Rel. Min. Luiz Fux, 1... Turma, DJe 21.9.2012). “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. DIREITO DO CONSUMIDOR. CONTRATO DE PLANO DE SAÚDE. IMPOSSIBILIDADE DO REEXAME 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5312452. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 12 Voto - MIN. ROSA WEBER Recurso Extraordinário 640404 AGR-SEGUNDO / SP DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL, DAS CLÁUSULAS CONTRATUAIS E DAS PROVAS (SÚMULAS N. 279 E 454). OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (AI 822.898-AgR/RJ, Rel. Min. Cármen Lúcia, 1... Turma, DJe 21.02.2012). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. SEGURO SAÚDE. CONTROVÉRSIA DECIDIDA COM FUNDAMENTO NO CÓDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR. OFENSA INDIRETA. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. REEXAME DE FATOS E PROVAS E ANÁLISE DE CLAÚSULAS DE CONTRATO. INVIABILIDADE DO EXTRAORDINÁRIO. 1. Controvérsia decidida com fundamento no Código de Defesa do Consumidor e legislação correlata. 2. Aferir se houve ou não ofensa à Constituição do Brasil demandaria a análise de normas cujos preceitos estão inseridos em comandos infraconstitucionais. 3. Reexame de fatos e provas e análise de cláusulas de contrato. Inviabilidade do recurso extraordinário. Súmulas 279 e 454 do Supremo Tribunal Federal. Agravo regimental a que se nega provimento” (Recurso Extraordinário 594.665-AgR/SP, Rel. Min. Eros Grau, 2... Turma, DJe 24.4.2009). Nesse contexto, as razões do agravo não são aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere ao âmbito infraconstitucional do debate, a inviabilizar o trânsito do recurso extraordinário. Agravo regimental conhecido e não provido. É como voto. 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5312452. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 640404 AGR-SEGUNDO / SP DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL, DAS CLÁUSULAS CONTRATUAIS E DAS PROVAS (SÚMULAS N. 279 E 454). OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (AI 822.898-AgR/RJ, Rel. Min. Cármen Lúcia, 1... Turma, DJe 21.02.2012). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. SEGURO SAÚDE. CONTROVÉRSIA DECIDIDA COM FUNDAMENTO NO CÓDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR. OFENSA INDIRETA. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. REEXAME DE FATOS E PROVAS E ANÁLISE DE CLAÚSULAS DE CONTRATO. INVIABILIDADE DO EXTRAORDINÁRIO. 1. Controvérsia decidida com fundamento no Código de Defesa do Consumidor e legislação correlata. 2. Aferir se houve ou não ofensa à Constituição do Brasil demandaria a análise de normas cujos preceitos estão inseridos em comandos infraconstitucionais. 3. Reexame de fatos e provas e análise de cláusulas de contrato. Inviabilidade do recurso extraordinário. Súmulas 279 e 454 do Supremo Tribunal Federal. Agravo regimental a que se nega provimento” (Recurso Extraordinário 594.665-AgR/SP, Rel. Min. Eros Grau, 2... Turma, DJe 24.4.2009). Nesse contexto, as razões do agravo não são aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere ao âmbito infraconstitucional do debate, a inviabilizar o trânsito do recurso extraordinário. Agravo regimental conhecido e não provido. É como voto. 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5312452. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 12 Extrato de Ata - 18/02/2014 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 640.404 PROCED. : SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : CENTRO TRANSMONTANO DE SÃO PAULO ADV.(A/S) : SILVIO FERREIRA DA SILVA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : JOSÉ DUARTE DAS NEVES (REPRESENTADO POR ROSANGELA DAS NEVES DEVOGLIO) ADV.(A/S) : CAMILA SANTOS CURY Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da relatora. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 18.2.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 5356729 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 640.404 PROCED. : SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : CENTRO TRANSMONTANO DE SÃO PAULO ADV.(A/S) : SILVIO FERREIRA DA SILVA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : JOSÉ DUARTE DAS NEVES (REPRESENTADO POR ROSANGELA DAS NEVES DEVOGLIO) ADV.(A/S) : CAMILA SANTOS CURY Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da relatora. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 18.2.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 5356729 Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 12
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Ementa e Acórdão 18/02/2014 SEGUNDA TURMA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 120.133 PARÁ RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI RECTE.(S) :JÚLIO CÉSAR DA SILVA ADV.(A/S) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL RECDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO MILITAR PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA EMENTA: RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. PROCESSUAL PENAL MILITAR. FURTO DE MUNIÇÃO EM ORGANIZAÇÃO MILITAR. LEGITIMIDADE DOS FUNDAMENTOS DA PRISÃO PREVENTIVA. PERICULOSIDADE DO AGENTE. MODUS OPERANDI. GARANTIA DA ORDEM PÚBLICA. PRESSUPOSTOS DOS ARTS. 254 E 255 DO CÓDIGO DE PROCESSO PENAL MILITAR. AUSÊNCIA DE CONSTRANGIMENTO ILEGAL. EXCESSO DE PRAZO DA CUSTÓDIA CAUTELAR. NÃO CARACTERIZAÇÃO. COMPLEXIDADE DA AÇÃO PENAL. CONTRIBUIÇÃO DA DEFESA. INEXISTÊNCIA DE INÉRCIA OU DESÍDIA DO PODER JUDICIÁRIO. RECURSO AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. I – A prisão cautelar mostra-se suficientemente motivada para a preservação da ordem pública, tendo em vista a periculosidade do paciente, verificada pelo modus operandi mediante o qual foi praticado o delito. Precedentes. II – As condições subjetivas favoráveis do paciente não obstam a segregação cautelar, desde que presentes nos autos elementos concretos a recomendar sua manutenção, como se verifica no caso sob exame. III – A jurisprudência desta Corte é firme no sentido de que não procede a alegação de excesso de prazo quando a complexidade do feito, as peculiaridades da causa ou a defesa contribuem para eventual dilação do prazo. Precedentes. IV – Ficaram comprovadas a complexidade da ação penal e a tomada de providências necessárias ao célere andamento do feito. A dilação dos prazos processuais não pode ser imputada ao juízo que preside o andamento do feito, mas às peculiaridades do caso, bem como à atuação Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5315427. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 16 Ementa e Acórdão RHC 120133 / PA da defesa. V – Recurso ordinário em habeas corpus ao qual se nega provimento, com recomendação. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por votação unânime, negar provimento ao recurso, mas recomendar ao Juízo da Auditoria da 8ª Circunscrição Judiciária Militar que envide esforços com vistas a julgar em breve a Ação Penal Militar 0000093-41.2011.7.08.0008, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. Brasília, 18 de fevereiro de 2014. RICARDO LEWANDOWSKI – RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5315427. Supremo Tribunal Federal RHC 120133 / PA da defesa. V – Recurso ordinário em habeas corpus ao qual se nega provimento, com recomendação. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por votação unânime, negar provimento ao recurso, mas recomendar ao Juízo da Auditoria da 8ª Circunscrição Judiciária Militar que envide esforços com vistas a julgar em breve a Ação Penal Militar 0000093-41.2011.7.08.0008, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. Brasília, 18 de fevereiro de 2014. RICARDO LEWANDOWSKI – RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5315427. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 16 Relatório 18/02/2014 SEGUNDA TURMA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 120.133 PARÁ RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI RECTE.(S) :JÚLIO CÉSAR DA SILVA ADV.(A/S) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL RECDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO MILITAR PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Trata-se de recurso ordinário em habeas corpus, interposto por JÚLIO CÉSAR DA SILVA, assistido pela Defensoria Pública da União, contra acórdão do Superior Tribunal Militar, que denegou a ordem postulada no HC 142- 60.2013.7.00.0000/PA, Rel. Min. Gen. Ex. Lúcio Mário de Barros Góes. Consta dos autos que, em 3/5/2011, foi instaurado inquérito policial militar para apurar o furto de 465 cartuchos de fuzil 7,62 mm do paiol de munições do 52º Batalhão de Infantaria de Selva, no município de Marabá/PA. Em decorrência das investigações, o recorrente foi preso em flagrante pela Polícia Civil do Estado do Pará em 4/5/2011, porque surpreendido, juntamente com outros quatro indivíduos, na posse de diversos bens pertencentes ao Exército Brasileiro, entre os quais 1.740 (mil setecentos e quarenta) cartuchos de fuzil 7,62 mm, 4 (quatro) coletes a prova de balas, peças de fardamentos e kit de manutenção em selva. Na sequência, em 5/5/2011, o Juiz Auditor da Auditoria da 8ª Circunscrição Judiciária Militar decretou a prisão preventiva do recorrente, que foi posteriormente denunciado, juntamente com outros oito investigados, pela suposta prática do delito previsto no art. 240, §§ 4º, 5º e 6º, I e IV, do Código Penal Militar (furto qualificado). Inconformada, a Defensoria pública da União requereu a liberdade Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5315428. Supremo Tribunal Federal 18/02/2014 SEGUNDA TURMA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 120.133 PARÁ RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI RECTE.(S) :JÚLIO CÉSAR DA SILVA ADV.(A/S) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL RECDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO MILITAR PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Trata-se de recurso ordinário em habeas corpus, interposto por JÚLIO CÉSAR DA SILVA, assistido pela Defensoria Pública da União, contra acórdão do Superior Tribunal Militar, que denegou a ordem postulada no HC 142- 60.2013.7.00.0000/PA, Rel. Min. Gen. Ex. Lúcio Mário de Barros Góes. Consta dos autos que, em 3/5/2011, foi instaurado inquérito policial militar para apurar o furto de 465 cartuchos de fuzil 7,62 mm do paiol de munições do 52º Batalhão de Infantaria de Selva, no município de Marabá/PA. Em decorrência das investigações, o recorrente foi preso em flagrante pela Polícia Civil do Estado do Pará em 4/5/2011, porque surpreendido, juntamente com outros quatro indivíduos, na posse de diversos bens pertencentes ao Exército Brasileiro, entre os quais 1.740 (mil setecentos e quarenta) cartuchos de fuzil 7,62 mm, 4 (quatro) coletes a prova de balas, peças de fardamentos e kit de manutenção em selva. Na sequência, em 5/5/2011, o Juiz Auditor da Auditoria da 8ª Circunscrição Judiciária Militar decretou a prisão preventiva do recorrente, que foi posteriormente denunciado, juntamente com outros oito investigados, pela suposta prática do delito previsto no art. 240, §§ 4º, 5º e 6º, I e IV, do Código Penal Militar (furto qualificado). Inconformada, a Defensoria pública da União requereu a liberdade Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5315428. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 16 Relatório RHC 120133 / PA provisória do recorrente, a qual foi negada pelo Conselho Permanente de Justiça para o Exército da Auditoria da 8ª CJM. Dessa decisão a defesa impetrou habeas corpus no Superior Tribunal Militar, onde a ordem foi denegada. É contra o acórdão da Corte castrense que se insurge o recorrente. Sustenta, inicialmente, o excesso de prazo da custódia cautelar, que perdura por mais de dois anos e meio, sem que, ao menos, tenha sido proferida sentença condenatória. Alega, na sequência, a ausência dos requisitos autorizadores da prisão preventiva, destacando, ainda, que possui residência fixa, ocupação lícita e que “não consta nos autos qualquer menção que afaste a sua primariedade e seus bons antecedentes” (grifos no original). Argumenta, então, que é manifesto o constrangimento ilegal a que está submetido, haja vista que se encontra preso, à disposição do Poder Judiciário, desde antes do início da fase instrutória, em uma indevida antecipação do cumprimento da pena imposta em eventual sentença condenatória. Requer, ao final, o deferimento de medida liminar para que seja determinada a imediata expedição de alvará de soltura em seu favor, assegurando-lhe o direito de permanecer em liberdade até o julgamento da ação penal. No mérito, pede a concessão definitiva da ordem. A Procuradoria-Geral da Justiça Militar ofereceu contrarrazões às fls. 115/122. Em 10/12/2013, indeferi a medida liminar requerida e solicitei informações ao Juízo da Auditoria da 8ª Circunscrição Judiciária Militar. Determinei, ainda, fosse ouvido o Procurador-Geral da República. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5315428. Supremo Tribunal Federal RHC 120133 / PA provisória do recorrente, a qual foi negada pelo Conselho Permanente de Justiça para o Exército da Auditoria da 8ª CJM. Dessa decisão a defesa impetrou habeas corpus no Superior Tribunal Militar, onde a ordem foi denegada. É contra o acórdão da Corte castrense que se insurge o recorrente. Sustenta, inicialmente, o excesso de prazo da custódia cautelar, que perdura por mais de dois anos e meio, sem que, ao menos, tenha sido proferida sentença condenatória. Alega, na sequência, a ausência dos requisitos autorizadores da prisão preventiva, destacando, ainda, que possui residência fixa, ocupação lícita e que “não consta nos autos qualquer menção que afaste a sua primariedade e seus bons antecedentes” (grifos no original). Argumenta, então, que é manifesto o constrangimento ilegal a que está submetido, haja vista que se encontra preso, à disposição do Poder Judiciário, desde antes do início da fase instrutória, em uma indevida antecipação do cumprimento da pena imposta em eventual sentença condenatória. Requer, ao final, o deferimento de medida liminar para que seja determinada a imediata expedição de alvará de soltura em seu favor, assegurando-lhe o direito de permanecer em liberdade até o julgamento da ação penal. No mérito, pede a concessão definitiva da ordem. A Procuradoria-Geral da Justiça Militar ofereceu contrarrazões às fls. 115/122. Em 10/12/2013, indeferi a medida liminar requerida e solicitei informações ao Juízo da Auditoria da 8ª Circunscrição Judiciária Militar. Determinei, ainda, fosse ouvido o Procurador-Geral da República. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5315428. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 16 Relatório RHC 120133 / PA As informações do juízo processante foram recebidas nesta Corte em 13/1/2014. O Ministério Público Federal, em parecer da lavra da Subprocuradora-Geral da República Deborah Macedo Duprat de Britto Pereira, opinou pela concessão da ordem. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5315428. Supremo Tribunal Federal RHC 120133 / PA As informações do juízo processante foram recebidas nesta Corte em 13/1/2014. O Ministério Público Federal, em parecer da lavra da Subprocuradora-Geral da República Deborah Macedo Duprat de Britto Pereira, opinou pela concessão da ordem. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5315428. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 16 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI 18/02/2014 SEGUNDA TURMA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 120.133 PARÁ V O T O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Bem examinados os autos, tenho que o caso é de denegação da ordem. Eis a ementa do acórdão impugnado: “HABEAS CORPUS. FURTO QUALIFICADO (CPM, ART. 240, §§ 4º, 5º e 6º, INCISOS I e IV). CO-AUTORIA. PRISÃO PREVENTIVA. NECESSIDADE. PERICULOSIDADE. EXCESSO DE PRAZO. JUSTIFICATIVA. Decisão fundamentada e revestida das formalidades legais. Medida que se mostra necessária para a garantia da ordem pública, em face da periculosidade do Paciente, bem como para assegurar a regular instrução da causa e a aplicação da lei penal militar, em razão, não somente da gravidade abstrata do crime de furto de grande quantidade de munição do interior de uma unidade militar, com apoio de militares integrantes do serviço de guarda e arrombamento da porta do paiol, mas também devido às circunstâncias concretas da prática delitiva. Excesso de prazo da prisão que se justifica pelas peculiaridades do caso concreto, pois além de haver concurso de agentes, a apuração requer minuciosa reunião de conjunto probatório. Ademais, o trâmite processual encontra-se obstaculizado por pedidos de diligências. Conhecida e denegada a ordem. Decisão unânime”. Conforme relatado, o recorrente sustenta a existência de constrangimento decorrente do excesso de prazo da prisão preventiva, ao fundamento de que se encontra preso há quase 3 anos, sem julgamento de mérito da ação penal. Postula, também, a revogação da custódia cautelar sob a alegação de ausência de elementos concretos aptos a demonstrar a necessidade do acautelamento. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5315429. Supremo Tribunal Federal 18/02/2014 SEGUNDA TURMA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 120.133 PARÁ V O T O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Bem examinados os autos, tenho que o caso é de denegação da ordem. Eis a ementa do acórdão impugnado: “HABEAS CORPUS. FURTO QUALIFICADO (CPM, ART. 240, §§ 4º, 5º e 6º, INCISOS I e IV). CO-AUTORIA. PRISÃO PREVENTIVA. NECESSIDADE. PERICULOSIDADE. EXCESSO DE PRAZO. JUSTIFICATIVA. Decisão fundamentada e revestida das formalidades legais. Medida que se mostra necessária para a garantia da ordem pública, em face da periculosidade do Paciente, bem como para assegurar a regular instrução da causa e a aplicação da lei penal militar, em razão, não somente da gravidade abstrata do crime de furto de grande quantidade de munição do interior de uma unidade militar, com apoio de militares integrantes do serviço de guarda e arrombamento da porta do paiol, mas também devido às circunstâncias concretas da prática delitiva. Excesso de prazo da prisão que se justifica pelas peculiaridades do caso concreto, pois além de haver concurso de agentes, a apuração requer minuciosa reunião de conjunto probatório. Ademais, o trâmite processual encontra-se obstaculizado por pedidos de diligências. Conhecida e denegada a ordem. Decisão unânime”. Conforme relatado, o recorrente sustenta a existência de constrangimento decorrente do excesso de prazo da prisão preventiva, ao fundamento de que se encontra preso há quase 3 anos, sem julgamento de mérito da ação penal. Postula, também, a revogação da custódia cautelar sob a alegação de ausência de elementos concretos aptos a demonstrar a necessidade do acautelamento. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5315429. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 16 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI RHC 120133 / PA Sem razão, contudo. Inicialmente, examino a alegação de ausência dos requisitos autorizadores da custódia preventiva. Tem-se, nos autos, que o recorrente, também conhecido pela alcunha de “BODÃO”, foi preso em flagrante porque teria planejado e executado, juntamente com outros integrantes de um grupo criminoso, a subtração de grande quantidade de munição do paiol do 52º Batalhão de Infantaria de Selva (52º BIS), sediado em Marabá/PA. Ao ser detido pela Polícia Civil do Estado do Pará, juntamente com outros quatro indivíduos, o recorrente tinha em seu poder 1.740 (mil setecentos e quarenta) cartuchos de fuzil 7,62 mm, 4 (quatro) coletes a prova de balas, peças de fardamentos, kit de manutenção em selva e outros utensílios, todos pertencentes ao Exército Brasileiro. O magistrado de primeiro grau fundamentou o decreto prisional na prova do fato delituoso, nos indícios suficientes de autoria, na garantia da ordem pública, no modus operandi pelo qual o delito foi praticado e na periculosidade dos acusados, nos termos dos arts. 254 e 255 do Código de Processo Penal Militar1. 1 Art. 254. A prisão preventiva pode ser decretada pelo auditor ou pelo Conselho de Justiça, de ofício, a requerimento do Ministério Público ou mediante representação da autoridade encarregada do inquérito policial militar, em qualquer fase deste ou do processo, concorrendo os requisitos seguintes: a) prova do fato delituoso; b) indícios suficientes de autoria. Casos de decretação Art. 255. A prisão preventiva, além dos requisitos do artigo anterior, deverá fundar-se em um dos seguintes casos: a) garantia da ordem pública; b) conveniência da instrução criminal; c) periculosidade do indiciado ou acusado; 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5315429. Supremo Tribunal Federal RHC 120133 / PA Sem razão, contudo. Inicialmente, examino a alegação de ausência dos requisitos autorizadores da custódia preventiva. Tem-se, nos autos, que o recorrente, também conhecido pela alcunha de “BODÃO”, foi preso em flagrante porque teria planejado e executado, juntamente com outros integrantes de um grupo criminoso, a subtração de grande quantidade de munição do paiol do 52º Batalhão de Infantaria de Selva (52º BIS), sediado em Marabá/PA. Ao ser detido pela Polícia Civil do Estado do Pará, juntamente com outros quatro indivíduos, o recorrente tinha em seu poder 1.740 (mil setecentos e quarenta) cartuchos de fuzil 7,62 mm, 4 (quatro) coletes a prova de balas, peças de fardamentos, kit de manutenção em selva e outros utensílios, todos pertencentes ao Exército Brasileiro. O magistrado de primeiro grau fundamentou o decreto prisional na prova do fato delituoso, nos indícios suficientes de autoria, na garantia da ordem pública, no modus operandi pelo qual o delito foi praticado e na periculosidade dos acusados, nos termos dos arts. 254 e 255 do Código de Processo Penal Militar1. 1 Art. 254. A prisão preventiva pode ser decretada pelo auditor ou pelo Conselho de Justiça, de ofício, a requerimento do Ministério Público ou mediante representação da autoridade encarregada do inquérito policial militar, em qualquer fase deste ou do processo, concorrendo os requisitos seguintes: a) prova do fato delituoso; b) indícios suficientes de autoria. Casos de decretação Art. 255. A prisão preventiva, além dos requisitos do artigo anterior, deverá fundar-se em um dos seguintes casos: a) garantia da ordem pública; b) conveniência da instrução criminal; c) periculosidade do indiciado ou acusado; 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5315429. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 16 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI RHC 120133 / PA Com efeito, ao contrário do que alegado, é possível concluir que o decreto prisional está lastreado em argumentação idônea, que demonstra a presença dos requisitos necessários para a manutenção da custódia preventiva, conforme se verifica do seguinte excerto: “(...) A presente apuração sumária visa identificar a autoria de furto de munição de fuzil utilizado pelo Exército, calibre 7,62 mm, subtraídos do Paiol do 52º BIS, em Marabá-PA. Além da existência de fortes indícios de que houve arrombamento do lacre e destruição do cadeado do Paiol, evidências indicam que houve a participação dos militares de serviço no dia 29 de abril, os quais possibilitaram o ingresso dos ex-militares conhecidos como BODÃO e MARINHO que subtraíram a munição daquele Paiol. Um dos envolvidos, SD CABRAL, afirmou que provavelmente a munição subtraída seria vendida. É sabido que o Fuzil Automático Leve (FAL), que utiliza a munição calibre 7,62 mm, é de uso exclusivo das Forças Armadas, sendo autorizado seu uso para alguns Órgãos Policiais. Todavia meliantes do crime organizado, e narcotraficantes vêm fazendo uso deste tipo de armamento, por seu poder de fogo altamente letal. A experiência de quem labuta no combate ao crime sabe que, o fornecimento clandestino deste tipo de munição é feita por pessoas ligadas a grupos organizados na prática de crimes, como assalto a bancos, tráfico de drogas, sequestros, etc. No Pará é corriqueiro, segundo noticia a imprensa, assaltos a bancos em cidades do interior do Estado, o qual, por ter uma rede rodoviária ligando seu vasto continente aos estados do Tocantins, Maranhão e Mato Grosso, possibilita o rápido deslocamento desses grupos para qualquer parte do País, por via terrestre, inclusive para o d) segurança da aplicação da lei penal militar; e) exigência da manutenção das normas ou princípios de hierarquia e disciplina militares, quando ficarem ameaçados ou atingidos com a liberdade do indiciado ou acusado. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5315429. Supremo Tribunal Federal RHC 120133 / PA Com efeito, ao contrário do que alegado, é possível concluir que o decreto prisional está lastreado em argumentação idônea, que demonstra a presença dos requisitos necessários para a manutenção da custódia preventiva, conforme se verifica do seguinte excerto: “(...) A presente apuração sumária visa identificar a autoria de furto de munição de fuzil utilizado pelo Exército, calibre 7,62 mm, subtraídos do Paiol do 52º BIS, em Marabá-PA. Além da existência de fortes indícios de que houve arrombamento do lacre e destruição do cadeado do Paiol, evidências indicam que houve a participação dos militares de serviço no dia 29 de abril, os quais possibilitaram o ingresso dos ex-militares conhecidos como BODÃO e MARINHO que subtraíram a munição daquele Paiol. Um dos envolvidos, SD CABRAL, afirmou que provavelmente a munição subtraída seria vendida. É sabido que o Fuzil Automático Leve (FAL), que utiliza a munição calibre 7,62 mm, é de uso exclusivo das Forças Armadas, sendo autorizado seu uso para alguns Órgãos Policiais. Todavia meliantes do crime organizado, e narcotraficantes vêm fazendo uso deste tipo de armamento, por seu poder de fogo altamente letal. A experiência de quem labuta no combate ao crime sabe que, o fornecimento clandestino deste tipo de munição é feita por pessoas ligadas a grupos organizados na prática de crimes, como assalto a bancos, tráfico de drogas, sequestros, etc. No Pará é corriqueiro, segundo noticia a imprensa, assaltos a bancos em cidades do interior do Estado, o qual, por ter uma rede rodoviária ligando seu vasto continente aos estados do Tocantins, Maranhão e Mato Grosso, possibilita o rápido deslocamento desses grupos para qualquer parte do País, por via terrestre, inclusive para o d) segurança da aplicação da lei penal militar; e) exigência da manutenção das normas ou princípios de hierarquia e disciplina militares, quando ficarem ameaçados ou atingidos com a liberdade do indiciado ou acusado. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5315429. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 16 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI RHC 120133 / PA Rio de Janeiro, onde os grupos de traficantes utilizam ilegalmente o fuzil de calibre 7,62mm. Por certo a participação de militares do serviço ativo do Exército, com furto de munição, auxiliando terceiros a entrar clandestinamente na OM, indica quebra da ética militar e atingimento direto aos princípios que dão base à estrutura castrense, hierarquia e disciplina, impondo-se rápida medida corretiva. Consoante apreensão feita pela Polícia Civil, com os coautores 'BODÃO' e 'MARINHO' foram encontrados diversos equipamentos militares, capuz, colete a prova de balas, farta quantidade de munição, além de dois veículos sendo um Gol e um Celta. Este fato indica que, se não fosse a atuação da Polícia Civil do Pará, esses meliantes provavelmente estariam foragidos, levando consigo a munição subtraída do Paiol do 52º BIS. Tais evidências implicam na periculosidade desses agentes. Há pois, presentes os requisitos do art. 254, letras 'a' e 'b', além das circunstâncias do art. 255, letras 'a', 'b', 'c', 'd' e 'e', do CPPM, a autorizar a decretação da prisão preventiva, já que há prova do fato delituoso, indícios suficientes de autoria, além do que, a prisão se faz necessária para garantia da ordem pública, em face da periculosidade dos indiciados civis, para assegurar a aplicação da lei penal militar, além da manutenção da hierarquia e disciplina, em face dos militares” (fls. 43-44). Verifica-se, pois, a necessidade de preservação da ordem pública em virtude da grande quantidade de munição apreendida, ainda mais quando encontrados no local da apreensão diversos equipamentos militares – capuz, colete à prova de balas e munição de uso restrito –, conforme revelado por um dos corréus, seriam vendidos para o crime organizado. Cumpre destacar, ademais, a audácia do grupo criminoso, composto por militares da ativa, ex-militares e civis, que, por conhecerem a rotina, invadiram a organização militar, arrombaram o paiol onde eram guardadas as munições e furtaram elevada quantidade de cartuchos para 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5315429. Supremo Tribunal Federal RHC 120133 / PA Rio de Janeiro, onde os grupos de traficantes utilizam ilegalmente o fuzil de calibre 7,62mm. Por certo a participação de militares do serviço ativo do Exército, com furto de munição, auxiliando terceiros a entrar clandestinamente na OM, indica quebra da ética militar e atingimento direto aos princípios que dão base à estrutura castrense, hierarquia e disciplina, impondo-se rápida medida corretiva. Consoante apreensão feita pela Polícia Civil, com os coautores 'BODÃO' e 'MARINHO' foram encontrados diversos equipamentos militares, capuz, colete a prova de balas, farta quantidade de munição, além de dois veículos sendo um Gol e um Celta. Este fato indica que, se não fosse a atuação da Polícia Civil do Pará, esses meliantes provavelmente estariam foragidos, levando consigo a munição subtraída do Paiol do 52º BIS. Tais evidências implicam na periculosidade desses agentes. Há pois, presentes os requisitos do art. 254, letras 'a' e 'b', além das circunstâncias do art. 255, letras 'a', 'b', 'c', 'd' e 'e', do CPPM, a autorizar a decretação da prisão preventiva, já que há prova do fato delituoso, indícios suficientes de autoria, além do que, a prisão se faz necessária para garantia da ordem pública, em face da periculosidade dos indiciados civis, para assegurar a aplicação da lei penal militar, além da manutenção da hierarquia e disciplina, em face dos militares” (fls. 43-44). Verifica-se, pois, a necessidade de preservação da ordem pública em virtude da grande quantidade de munição apreendida, ainda mais quando encontrados no local da apreensão diversos equipamentos militares – capuz, colete à prova de balas e munição de uso restrito –, conforme revelado por um dos corréus, seriam vendidos para o crime organizado. Cumpre destacar, ademais, a audácia do grupo criminoso, composto por militares da ativa, ex-militares e civis, que, por conhecerem a rotina, invadiram a organização militar, arrombaram o paiol onde eram guardadas as munições e furtaram elevada quantidade de cartuchos para 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5315429. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 16 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI RHC 120133 / PA fuzil 7,62 mm. Pesa, ainda, em desfavor do paciente, conforme destacado no acórdão impugnado, que as provas constantes nos autos, até o momento, apontam-no como um dos mentores da empreitada criminosa. Essa orientação está em consonância com o que vem decidindo esta Corte no sentido de que a periculosidade do agente, revelada pelo modo como o crime foi praticado, demonstra a necessidade de se acautelar o meio social e constitui fundamento idôneo para a prisão preventiva. Nesse sentido, menciono a ementa de precedentes de ambas as Turmas: “HABEAS CORPUS. LIBERDADE PROVISÓRIA NO CRIME DE TRÁFICO DE DROGAS. CONDENAÇÃO SUPERVENIENTE. PERDA DE OBJETO. PRESSUPOSTOS E FUNDAMENTOS DA PRISÃO PREVENTIVA. RISCO DE REITERAÇÃO DELITIVA E À ORDEM PÚBLICA. A superveniência de sentença e acórdão condenatório nos quais é mantida prisão cautelar, anteriormente decretada, implica a mudança do título da prisão e prejudica o conhecimento de habeas corpus impetrado contra a prisão antes do julgamento. O Plenário desta Corte, no julgamento do Habeas Corpus 104.339/SP, decidiu pela inconstitucionalidade da vedação abstrata à concessão de liberdade provisória em crimes de tráfico de drogas, invalidando parcialmente a provisão da espécie contida no art. 44 da Lei nº 11.343/2006. Não obstante, a Corte também ressalvou a possibilidade da decretação da prisão cautelar em processos por crimes de tráfico de drogas. Se as circunstâncias concretas da prática do crime indicam o envolvimento profundo do agente com o tráfico de drogas e, por conseguinte, a periculosidade e o risco de reiteração delitiva, está justificada decretação ou a manutenção da prisão cautelar para resguardar a ordem pública, desde que igualmente presentes boas provas da materialidade e da autoria. Habeas corpus prejudicado” (HC 103.206/MG, Rel. Min. Rosa Weber – grifos meus). 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5315429. Supremo Tribunal Federal RHC 120133 / PA fuzil 7,62 mm. Pesa, ainda, em desfavor do paciente, conforme destacado no acórdão impugnado, que as provas constantes nos autos, até o momento, apontam-no como um dos mentores da empreitada criminosa. Essa orientação está em consonância com o que vem decidindo esta Corte no sentido de que a periculosidade do agente, revelada pelo modo como o crime foi praticado, demonstra a necessidade de se acautelar o meio social e constitui fundamento idôneo para a prisão preventiva. Nesse sentido, menciono a ementa de precedentes de ambas as Turmas: “HABEAS CORPUS. LIBERDADE PROVISÓRIA NO CRIME DE TRÁFICO DE DROGAS. CONDENAÇÃO SUPERVENIENTE. PERDA DE OBJETO. PRESSUPOSTOS E FUNDAMENTOS DA PRISÃO PREVENTIVA. RISCO DE REITERAÇÃO DELITIVA E À ORDEM PÚBLICA. A superveniência de sentença e acórdão condenatório nos quais é mantida prisão cautelar, anteriormente decretada, implica a mudança do título da prisão e prejudica o conhecimento de habeas corpus impetrado contra a prisão antes do julgamento. O Plenário desta Corte, no julgamento do Habeas Corpus 104.339/SP, decidiu pela inconstitucionalidade da vedação abstrata à concessão de liberdade provisória em crimes de tráfico de drogas, invalidando parcialmente a provisão da espécie contida no art. 44 da Lei nº 11.343/2006. Não obstante, a Corte também ressalvou a possibilidade da decretação da prisão cautelar em processos por crimes de tráfico de drogas. Se as circunstâncias concretas da prática do crime indicam o envolvimento profundo do agente com o tráfico de drogas e, por conseguinte, a periculosidade e o risco de reiteração delitiva, está justificada decretação ou a manutenção da prisão cautelar para resguardar a ordem pública, desde que igualmente presentes boas provas da materialidade e da autoria. Habeas corpus prejudicado” (HC 103.206/MG, Rel. Min. Rosa Weber – grifos meus). 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5315429. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 16 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI RHC 120133 / PA “HABEAS CORPUS. TENTATIVA DE HOMICÍDIO QUALIFICADO. AMBIÊNCIA FACTUAL DE COBRANÇA DE 'DÍVIDAS DO TRÁFICO'. PRISÃO PREVENTIVA. FUNDAMENTAÇÃO IDÔNEA. PERICULOSIDADE DO AGENTE, AFERIDA NA TESSITURA DA CAUSA. ORDEM DENEGADA. 1. O conceito jurídico de ordem pública não se confunde com incolumidade das pessoas e do patrimônio (art. 144 da CF/88). A ordem pública se constitui em bem jurídico que pode resultar mais ou menos fragilizado pelo modo personalizado com que se dá a concreta violação da integridade das pessoas ou do patrimônio de terceiros, tanto quanto da saúde pública (nas hipóteses de tráfico de entorpecentes e drogas afins). 2. A ordem pública enquanto pressuposto da prisão cautelar está imbricada com a imperiosa necessidade de acautelar o meio social contra fatores de perturbação que já se localizam na gravidade incomum da execução de certos crimes. Não da incomum gravidade abstrata desse ou daquele crime, mas da incomum gravidade na perpetração em si do crime, levando à consistente ilação de que, solto, o agente reincidirá no delito. Donde o vínculo operacional entre necessidade de preservação da ordem pública e acautelamento do meio social. Logo, conceito de ordem pública que se desvincula do conceito de incolumidade das pessoas e do patrimônio alheio (assim como da violação à saúde pública), mas que se enlaça umbilicalmente à noção de acautelamento do meio social. 3. É certo que, para condenar penalmente alguém, o órgão julgador tem de olhar para trás e ver em que medida os fatos delituosos e suas coordenadas dão conta da culpabilidade do acusado. Já no que toca à decretação da prisão preventiva, se também é certo que o juiz valora esses mesmos fatos e vetores, ele o faz na perspectiva da aferição da periculosidade do agente. Não propriamente da culpabilidade. Pelo que o quantum da pena está para a culpabilidade do agente assim como o decreto de prisão preventiva está para a periculosidade, pois é tal periculosidade que pode colocar em risco o meio social quanto à possibilidade de reiteração delitiva (cuidando-se, claro, de prisão preventiva com fundamento na garantia da ordem pública). 4. Não há que se 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5315429. Supremo Tribunal Federal RHC 120133 / PA “HABEAS CORPUS. TENTATIVA DE HOMICÍDIO QUALIFICADO. AMBIÊNCIA FACTUAL DE COBRANÇA DE 'DÍVIDAS DO TRÁFICO'. PRISÃO PREVENTIVA. FUNDAMENTAÇÃO IDÔNEA. PERICULOSIDADE DO AGENTE, AFERIDA NA TESSITURA DA CAUSA. ORDEM DENEGADA. 1. O conceito jurídico de ordem pública não se confunde com incolumidade das pessoas e do patrimônio (art. 144 da CF/88). A ordem pública se constitui em bem jurídico que pode resultar mais ou menos fragilizado pelo modo personalizado com que se dá a concreta violação da integridade das pessoas ou do patrimônio de terceiros, tanto quanto da saúde pública (nas hipóteses de tráfico de entorpecentes e drogas afins). 2. A ordem pública enquanto pressuposto da prisão cautelar está imbricada com a imperiosa necessidade de acautelar o meio social contra fatores de perturbação que já se localizam na gravidade incomum da execução de certos crimes. Não da incomum gravidade abstrata desse ou daquele crime, mas da incomum gravidade na perpetração em si do crime, levando à consistente ilação de que, solto, o agente reincidirá no delito. Donde o vínculo operacional entre necessidade de preservação da ordem pública e acautelamento do meio social. Logo, conceito de ordem pública que se desvincula do conceito de incolumidade das pessoas e do patrimônio alheio (assim como da violação à saúde pública), mas que se enlaça umbilicalmente à noção de acautelamento do meio social. 3. É certo que, para condenar penalmente alguém, o órgão julgador tem de olhar para trás e ver em que medida os fatos delituosos e suas coordenadas dão conta da culpabilidade do acusado. Já no que toca à decretação da prisão preventiva, se também é certo que o juiz valora esses mesmos fatos e vetores, ele o faz na perspectiva da aferição da periculosidade do agente. Não propriamente da culpabilidade. Pelo que o quantum da pena está para a culpabilidade do agente assim como o decreto de prisão preventiva está para a periculosidade, pois é tal periculosidade que pode colocar em risco o meio social quanto à possibilidade de reiteração delitiva (cuidando-se, claro, de prisão preventiva com fundamento na garantia da ordem pública). 4. Não há que se 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5315429. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 16 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI RHC 120133 / PA falar em inidoneidade do decreto de prisão, se este embasa a custódia cautelar a partir do contexto empírico da causa. Contexto revelador da incomum gravidade da conduta protagonizada pelo paciente. A evidenciar, portanto, periculosidade envolta em atmosfera de concreta probabilidade de sua reiteração. Precedentes: HCs 85.248, 98.928 e 94.838-AgR, da minha relatoria; 92.735, da relatoria do ministro Cezar Peluso; 96.977, da relatoria do ministro Ricardo Lewandowski; bem como 96.579 e 98.143, da relatoria da ministra Ellen Gracie. 5. Sempre que a maneira da perpetração do delito revelar de pronto a extrema periculosidade do agente, abre-se ao decreto prisional a possibilidade de estabelecer um vínculo funcional entre o modus operandi do suposto crime e a garantia da ordem pública. Precedentes: HCs 93.012 e 90.413, da relatoria dos ministros Menezes Direito e Ricardo Lewandowski, respectivamente. 6. Ordem denegada” (HC 109.436/ES, Rel. Min. Ayres Britto – grifos meus). Desse modo, entendo que a custódia encontra-se sobejamente fundamentada e lastreada nos requisitos autorizadores descritos nos arts. 254 e 255 do Código de Processo Penal Militar – em especial na garantia da ordem pública, bem como na segurança da aplicação da lei penal militar e na manutenção da hierarquia e disciplina –, que foram concretamente demonstrados pelo juízo processante. Por fim, anoto que as condições subjetivas favoráveis do paciente não obstam a segregação cautelar, desde que presentes nos autos elementos concretos a recomendar sua manutenção, como se verifica neste caso. Nesse sentido, entre outros, cito: HC 88.453/RJ, Rel. Min. Joaquim Barbosa; HC 90.330/PR, Rel. Min. Ellen Gracie; HC 93.901/RS, de minha relatoria; HC 92.204/PR, Rel. Min. Menezes Direito. No que concerne ao alegado excesso de prazo da prisão cautelar, também não tem razão o recorrente. Infere-se dos autos que eventual dilação dos prazos processuais não 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5315429. Supremo Tribunal Federal RHC 120133 / PA falar em inidoneidade do decreto de prisão, se este embasa a custódia cautelar a partir do contexto empírico da causa. Contexto revelador da incomum gravidade da conduta protagonizada pelo paciente. A evidenciar, portanto, periculosidade envolta em atmosfera de concreta probabilidade de sua reiteração. Precedentes: HCs 85.248, 98.928 e 94.838-AgR, da minha relatoria; 92.735, da relatoria do ministro Cezar Peluso; 96.977, da relatoria do ministro Ricardo Lewandowski; bem como 96.579 e 98.143, da relatoria da ministra Ellen Gracie. 5. Sempre que a maneira da perpetração do delito revelar de pronto a extrema periculosidade do agente, abre-se ao decreto prisional a possibilidade de estabelecer um vínculo funcional entre o modus operandi do suposto crime e a garantia da ordem pública. Precedentes: HCs 93.012 e 90.413, da relatoria dos ministros Menezes Direito e Ricardo Lewandowski, respectivamente. 6. Ordem denegada” (HC 109.436/ES, Rel. Min. Ayres Britto – grifos meus). Desse modo, entendo que a custódia encontra-se sobejamente fundamentada e lastreada nos requisitos autorizadores descritos nos arts. 254 e 255 do Código de Processo Penal Militar – em especial na garantia da ordem pública, bem como na segurança da aplicação da lei penal militar e na manutenção da hierarquia e disciplina –, que foram concretamente demonstrados pelo juízo processante. Por fim, anoto que as condições subjetivas favoráveis do paciente não obstam a segregação cautelar, desde que presentes nos autos elementos concretos a recomendar sua manutenção, como se verifica neste caso. Nesse sentido, entre outros, cito: HC 88.453/RJ, Rel. Min. Joaquim Barbosa; HC 90.330/PR, Rel. Min. Ellen Gracie; HC 93.901/RS, de minha relatoria; HC 92.204/PR, Rel. Min. Menezes Direito. No que concerne ao alegado excesso de prazo da prisão cautelar, também não tem razão o recorrente. Infere-se dos autos que eventual dilação dos prazos processuais não 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5315429. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 16 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI RHC 120133 / PA pode ser imputada ao Poder Judiciário, uma vez que o feito se reveste de certa complexidade. Trata-se de ação penal movida contra nove réus, acusados da prática do crime de furto qualificado, no qual foi subtraída grande quantidade de munição pertencente ao Exército Brasileiro. No curso da instrução foram arroladas inúmeras testemunhas, sendo necessária, ainda, a expedição de diversas cartas precatórias, além de outros procedimentos excepcionais, o que justifica a dilação dos prazos. Nesse sentido, transcrevo trecho dos esclarecimentos prestados pelo juízo processante que considero importantes para o deslinde da controvérsia: “III. JÚLIO CESAR DA SILVA, devidamente qualificado nos autos do Processo 0000093-41.2011.7.08.0008 (32/11-6), foi denunciado em 20/6/2011, considerando-o incurso na sanção do art. 242, §§ 4º, 5º e 6º, I e IV, cumulado com o art. 53, § 2º, IV, todos do Código Penal Militar (…), sendo as informações seguintes, relacionadas de fora exclusiva a este acusado; IV. Foi a denúncia recebida em 11/7/2011 (...), sendo o acusado citado em 20/1/2012, qualificado e interrogado, aos 9/2/2012, por intermédio de carta precatória (…); V. Na fase processual pertinente, colhidos os depoimentos de três, das quatro testemunhas arroladas na denúncia, sendo certo que o representante do Parquet militar requereu a desistência da oitiva de uma delas, o que foi homologado pelo Juízo (…); VI. A defesa do acusado JÚLIO CESAR DA SILVA foi intimada para indicar se apresentaria rol de testemunhas, mas não se pronunciou (…); VII. Despacho de 26/11/2013 determinou a abertura de vista às partes para cumprimento do disposto no art. 427 do Código de Processo Penal Militar (…); VIII. Cabe informar que os defensores dos demais corréus que ofertaram rol, já concluíram suas respectivas produções 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5315429. Supremo Tribunal Federal RHC 120133 / PA pode ser imputada ao Poder Judiciário, uma vez que o feito se reveste de certa complexidade. Trata-se de ação penal movida contra nove réus, acusados da prática do crime de furto qualificado, no qual foi subtraída grande quantidade de munição pertencente ao Exército Brasileiro. No curso da instrução foram arroladas inúmeras testemunhas, sendo necessária, ainda, a expedição de diversas cartas precatórias, além de outros procedimentos excepcionais, o que justifica a dilação dos prazos. Nesse sentido, transcrevo trecho dos esclarecimentos prestados pelo juízo processante que considero importantes para o deslinde da controvérsia: “III. JÚLIO CESAR DA SILVA, devidamente qualificado nos autos do Processo 0000093-41.2011.7.08.0008 (32/11-6), foi denunciado em 20/6/2011, considerando-o incurso na sanção do art. 242, §§ 4º, 5º e 6º, I e IV, cumulado com o art. 53, § 2º, IV, todos do Código Penal Militar (…), sendo as informações seguintes, relacionadas de fora exclusiva a este acusado; IV. Foi a denúncia recebida em 11/7/2011 (...), sendo o acusado citado em 20/1/2012, qualificado e interrogado, aos 9/2/2012, por intermédio de carta precatória (…); V. Na fase processual pertinente, colhidos os depoimentos de três, das quatro testemunhas arroladas na denúncia, sendo certo que o representante do Parquet militar requereu a desistência da oitiva de uma delas, o que foi homologado pelo Juízo (…); VI. A defesa do acusado JÚLIO CESAR DA SILVA foi intimada para indicar se apresentaria rol de testemunhas, mas não se pronunciou (…); VII. Despacho de 26/11/2013 determinou a abertura de vista às partes para cumprimento do disposto no art. 427 do Código de Processo Penal Militar (…); VIII. Cabe informar que os defensores dos demais corréus que ofertaram rol, já concluíram suas respectivas produções 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5315429. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 16 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI RHC 120133 / PA testemunhais; (…) X. Atualmente, como referido acima, o feito encontra-se na dilação processual do art. 427 do Código de Processo Penal Militar2” (grifos meus). Desse modo, de acordo com o que noticiado pelo magistrado processante e tendo em vista o andamento atualizado da ação penal – obtido no sítio eletrônico do STM –, é possível comprovar a complexidade da ação penal e confirmar que estão sendo tomadas todas as providências necessárias ao célere andamento do feito. Por outro lado, cumpre ressaltar que a própria defesa também contribuiu para o atraso no andamento do feito, haja vista a ausência de indicação tempestiva de rol de testemunhas e a própria renúncia dos patronos constituídos pelo recorrente, que passou a ser representado pela Defensoria Pública. Esses fatos tornam compreensível certa delonga na marcha processual, sem que isso implique em violação ao postulado da razoável duração do processo. Assim, tenho que a dilação dos prazos processuais não pode ser imputada ao juízo que preside o andamento do feito, mas às peculiaridades do caso sob exame, bem como à atuação da defesa. Não tenho como afrontado, pois, no caso sob exame, o princípio constitucional da razoável duração do processo, previsto no art. 5º, LXXVIII, da Constituição Federal, tampouco caracterizado o constrangimento ilegal que justifique a concessão da ordem, consideradas as vicissitudes do feito em comento. 2 Art. 427. Após a inquirição da última testemunha de defesa, os autos irão conclusos ao auditor, que deles determinará vista em cartório às partes, por 5 (cinco) dias, para requererem, se não o tiverem feito, o que for de direito, nos termos deste Código. 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5315429. Supremo Tribunal Federal RHC 120133 / PA testemunhais; (…) X. Atualmente, como referido acima, o feito encontra-se na dilação processual do art. 427 do Código de Processo Penal Militar2” (grifos meus). Desse modo, de acordo com o que noticiado pelo magistrado processante e tendo em vista o andamento atualizado da ação penal – obtido no sítio eletrônico do STM –, é possível comprovar a complexidade da ação penal e confirmar que estão sendo tomadas todas as providências necessárias ao célere andamento do feito. Por outro lado, cumpre ressaltar que a própria defesa também contribuiu para o atraso no andamento do feito, haja vista a ausência de indicação tempestiva de rol de testemunhas e a própria renúncia dos patronos constituídos pelo recorrente, que passou a ser representado pela Defensoria Pública. Esses fatos tornam compreensível certa delonga na marcha processual, sem que isso implique em violação ao postulado da razoável duração do processo. Assim, tenho que a dilação dos prazos processuais não pode ser imputada ao juízo que preside o andamento do feito, mas às peculiaridades do caso sob exame, bem como à atuação da defesa. Não tenho como afrontado, pois, no caso sob exame, o princípio constitucional da razoável duração do processo, previsto no art. 5º, LXXVIII, da Constituição Federal, tampouco caracterizado o constrangimento ilegal que justifique a concessão da ordem, consideradas as vicissitudes do feito em comento. 2 Art. 427. Após a inquirição da última testemunha de defesa, os autos irão conclusos ao auditor, que deles determinará vista em cartório às partes, por 5 (cinco) dias, para requererem, se não o tiverem feito, o que for de direito, nos termos deste Código. 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5315429. Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 16 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI RHC 120133 / PA Destaco, outrossim, que a jurisprudência desta Corte é firme no sentido de que não procede a alegação de excesso de prazo quando a complexidade do feito, as peculiaridades da causa ou a defesa contribuem para eventual dilação do prazo. Nesse sentido, menciono, entre outros, os seguintes precedentes: RHC 93.174/SE e HC 106.675/RJ, ambos de relatoria do Ministro Ayres Britto; HC 97.542/PB, Rel. Min. Ellen Gracie; HC 97.743/SP, Rel. Min. Eros Grau; HC 98.689/SP, de minha relatoria; HC 96.714/CE, Rel. Min. Cármen Lúcia; HC 97.076/PE, Cezar Peluso; HC 95.505/SP, Rel. Min. Menezes Direito; HC 104.849/RJ. Rel. Min. Gilmar Mendes. Isso não impede, contudo, que se faça uma recomendação ao Juízo da Auditoria da 8ª Circunscrição Judiciária Militar no sentido de envidar esforços com vistas a julgar em breve a ação penal movida contra o recorrente. Ante o exposto, nego provimento ao recurso, mas recomendo ao Juízo da Auditoria da 8ª Circunscrição Judiciária Militar que envide esforços com vistas a julgar em breve a Ação Penal Militar 0000093- 41.2011.7.08.0008. 10 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5315429. Supremo Tribunal Federal RHC 120133 / PA Destaco, outrossim, que a jurisprudência desta Corte é firme no sentido de que não procede a alegação de excesso de prazo quando a complexidade do feito, as peculiaridades da causa ou a defesa contribuem para eventual dilação do prazo. Nesse sentido, menciono, entre outros, os seguintes precedentes: RHC 93.174/SE e HC 106.675/RJ, ambos de relatoria do Ministro Ayres Britto; HC 97.542/PB, Rel. Min. Ellen Gracie; HC 97.743/SP, Rel. Min. Eros Grau; HC 98.689/SP, de minha relatoria; HC 96.714/CE, Rel. Min. Cármen Lúcia; HC 97.076/PE, Cezar Peluso; HC 95.505/SP, Rel. Min. Menezes Direito; HC 104.849/RJ. Rel. Min. Gilmar Mendes. Isso não impede, contudo, que se faça uma recomendação ao Juízo da Auditoria da 8ª Circunscrição Judiciária Militar no sentido de envidar esforços com vistas a julgar em breve a ação penal movida contra o recorrente. Ante o exposto, nego provimento ao recurso, mas recomendo ao Juízo da Auditoria da 8ª Circunscrição Judiciária Militar que envide esforços com vistas a julgar em breve a Ação Penal Militar 0000093- 41.2011.7.08.0008. 10 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5315429. Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 16 Extrato de Ata - 18/02/2014 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 120.133 PROCED. : PARÁ RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI RECTE.(S) : JÚLIO CÉSAR DA SILVA ADV.(A/S) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL RECDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO MILITAR PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao recurso, mas recomendou ao Juízo da Auditoria da 8ª Circunscrição Judiciária Militar que envide esforços com vistas a julgar em breve a Ação Penal Militar 0000093-41.2011.7.08.0008, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. 2ª Turma, 18.02.2014. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 5351698 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 120.133 PROCED. : PARÁ RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI RECTE.(S) : JÚLIO CÉSAR DA SILVA ADV.(A/S) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL RECDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO MILITAR PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao recurso, mas recomendou ao Juízo da Auditoria da 8ª Circunscrição Judiciária Militar que envide esforços com vistas a julgar em breve a Ação Penal Militar 0000093-41.2011.7.08.0008, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. 2ª Turma, 18.02.2014. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 5351698 Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 16
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=5377732
2014-02-18T00:00:00
2014-03-10T00:00:00
A Turma, por votação unânime, negou provimento ao recurso, mas recomendou ao Juízo da Auditoria da 8ª Circunscrição Judiciária Militar que envide esforços com vistas a julgar em breve a Ação Penal Militar 0000093-41.2011.7.08.0008, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. 2ª Turma, 18.02.2014.
RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS
Ementa: RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. PROCESSUAL PENAL MILITAR. FURTO DE MUNIÇÃO EM ORGANIZAÇÃO MILITAR. LEGITIMIDADE DOS FUNDAMENTOS DA PRISÃO PREVENTIVA. PERICULOSIDADE DO AGENTE. MODUS OPERANDI. GARANTIA DA ORDEM PÚBLICA. PRESSUPOSTOS DOS ARTS. 254 E 255 DO CÓDIGO DE PROCESSO PENAL MILITAR. AUSÊNCIA DE CONSTRANGIMENTO ILEGAL. EXCESSO DE PRAZO DA CUSTÓDIA CAUTELAR. NÃO CARACTERIZAÇÃO. COMPLEXIDADE DA AÇÃO PENAL. CONTRIBUIÇÃO DA DEFESA. INEXISTÊNCIA DE INÉRCIA OU DESÍDIA DO PODER JUDICIÁRIO. RECURSO AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. I – A prisão cautelar mostra-se suficientemente motivada para a preservação da ordem pública, tendo em vista a periculosidade do paciente, verificada pelo modus operandi mediante o qual foi praticado o delito. Precedentes. II – As condições subjetivas favoráveis do paciente não obstam a segregação cautelar, desde que presentes nos autos elementos concretos a recomendar sua manutenção, como se verifica no caso sob exame. III – A jurisprudência desta Corte é firme no sentido de que não procede a alegação de excesso de prazo quando a complexidade do feito, as peculiaridades da causa ou a defesa contribuem para eventual dilação do prazo. Precedentes. IV – Ficaram comprovadas a complexidade da ação penal e a tomada de providências necessárias ao célere andamento do feito. A dilação dos prazos processuais não pode ser imputada ao juízo que preside o andamento do feito, mas às peculiaridades do caso, bem como à atuação da defesa. V – Recurso ordinário em habeas corpus ao qual se nega provimento, com recomendação.
sjur256814
- Acórdão(s) citado(s): (PRISÃO PREVENTIVA, GARANTIA DA ORDEM PÚBLICA, PERICULOSIDADE, REITERAÇÃO CRIMINOSA) HC 103206 (1ªT), HC 109436 (2ªT). (PRISÃO PREVENTIVA, CIRCUNSTÂNCIAS PESSOAIS) HC 88453 (2ªT), HC 90330 (2ªT), HC 92204 (1ªT), HC 93901 (1ªT). (PRISÃO PREVENTIVA, EXCESSO DE PRAZO, COMPLEXIDADE, PECULIARIDADE, PROCESSO ) RHC 93174 (1ªT), HC 95505 (1ªT), HC 96714 (1ªT), HC 97076 (2ªT), HC 97542 (2ªT), HC 97743 (2ªT), HC 98689 (1ªT), HC 104849 (2ªT), HC 106675 (2ªT). Número de páginas: 16. Análise: 13/03/2014, RAF. Revisão: 14/04/2014, SER.
RICARDO LEWANDOWSKI
Segunda Turma
120133
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00005 INC-00078\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED DEL-001002 ANO-1969\n ART-00254 LET-A LET-B ART-00255 \n LET-A LET-B LET-C LET-D \n LET-E ART-00427\n CPPM-1969 CÓDIGO DE PROCESSO PENAL MILITAR" ]
RHC
acordaos
RHC 120133
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RECTE.(S) : JÚLIO CÉSAR DA SILVA ADV.(A/S) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL RECDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO MILITAR PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
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Ementa e Acórdão 18/02/2014 SEGUNDA TURMA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 120.133 PARÁ RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI RECTE.(S) :JÚLIO CÉSAR DA SILVA ADV.(A/S) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL RECDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO MILITAR PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA EMENTA: RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. PROCESSUAL PENAL MILITAR. FURTO DE MUNIÇÃO EM ORGANIZAÇÃO MILITAR. LEGITIMIDADE DOS FUNDAMENTOS DA PRISÃO PREVENTIVA. PERICULOSIDADE DO AGENTE. MODUS OPERANDI. GARANTIA DA ORDEM PÚBLICA. PRESSUPOSTOS DOS ARTS. 254 E 255 DO CÓDIGO DE PROCESSO PENAL MILITAR. AUSÊNCIA DE CONSTRANGIMENTO ILEGAL. EXCESSO DE PRAZO DA CUSTÓDIA CAUTELAR. NÃO CARACTERIZAÇÃO. COMPLEXIDADE DA AÇÃO PENAL. CONTRIBUIÇÃO DA DEFESA. INEXISTÊNCIA DE INÉRCIA OU DESÍDIA DO PODER JUDICIÁRIO. RECURSO AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. I – A prisão cautelar mostra-se suficientemente motivada para a preservação da ordem pública, tendo em vista a periculosidade do paciente, verificada pelo modus operandi mediante o qual foi praticado o delito. Precedentes. II – As condições subjetivas favoráveis do paciente não obstam a segregação cautelar, desde que presentes nos autos elementos concretos a recomendar sua manutenção, como se verifica no caso sob exame. III – A jurisprudência desta Corte é firme no sentido de que não procede a alegação de excesso de prazo quando a complexidade do feito, as peculiaridades da causa ou a defesa contribuem para eventual dilação do prazo. Precedentes. IV – Ficaram comprovadas a complexidade da ação penal e a tomada de providências necessárias ao célere andamento do feito. A dilação dos prazos processuais não pode ser imputada ao juízo que preside o andamento do feito, mas às peculiaridades do caso, bem como à atuação Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5315427. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 16 Ementa e Acórdão RHC 120133 / PA da defesa. V – Recurso ordinário em habeas corpus ao qual se nega provimento, com recomendação. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por votação unânime, negar provimento ao recurso, mas recomendar ao Juízo da Auditoria da 8... Circunscrição Judiciária Militar que envide esforços com vistas a julgar em breve a Ação Penal Militar 0000093-41.2011.7.08.0008, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. Brasília, 18 de fevereiro de 2014. RICARDO LEWANDOWSKI – RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5315427. Supremo Tribunal Federal RHC 120133 / PA da defesa. V – Recurso ordinário em habeas corpus ao qual se nega provimento, com recomendação. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por votação unânime, negar provimento ao recurso, mas recomendar ao Juízo da Auditoria da 8... Circunscrição Judiciária Militar que envide esforços com vistas a julgar em breve a Ação Penal Militar 0000093-41.2011.7.08.0008, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. Brasília, 18 de fevereiro de 2014. RICARDO LEWANDOWSKI – RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5315427. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 16 Relatório 18/02/2014 SEGUNDA TURMA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 120.133 PARÁ RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI RECTE.(S) :JÚLIO CÉSAR DA SILVA ADV.(A/S) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL RECDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO MILITAR PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Trata-se de recurso ordinário em habeas corpus, interposto por JÚLIO CÉSAR DA SILVA, assistido pela Defensoria Pública da União, contra acórdão do Superior Tribunal Militar, que denegou a ordem postulada no HC 142- 60.2013.7.00.0000/PA, Rel. Min. Gen. Ex. Lúcio Mário de Barros Góes. Consta dos autos que, em 3/5/2011, foi instaurado inquérito policial militar para apurar o furto de 465 cartuchos de fuzil 7,62 mm do paiol de munições do 52... Batalhão de Infantaria de Selva, no município de Marabá/PA. Em decorrência das investigações, o recorrente foi preso em flagrante pela Polícia Civil do Estado do Pará em 4/5/2011, porque surpreendido, juntamente com outros quatro indivíduos, na posse de diversos bens pertencentes ao Exército Brasileiro, entre os quais 1.740 (mil setecentos e quarenta) cartuchos de fuzil 7,62 mm, 4 (quatro) coletes a prova de balas, peças de fardamentos e kit de manutenção em selva. Na sequência, em 5/5/2011, o Juiz Auditor da Auditoria da 8... Circunscrição Judiciária Militar decretou a prisão preventiva do recorrente, que foi posteriormente denunciado, juntamente com outros oito investigados, pela suposta prática do delito previsto no art. 240, §§ 4..., 5... e 6..., I e IV, do Código Penal Militar (furto qualificado). Inconformada, a Defensoria pública da União requereu a liberdade Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5315428. Supremo Tribunal Federal 18/02/2014 SEGUNDA TURMA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 120.133 PARÁ RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI RECTE.(S) :JÚLIO CÉSAR DA SILVA ADV.(A/S) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL RECDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO MILITAR PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Trata-se de recurso ordinário em habeas corpus, interposto por JÚLIO CÉSAR DA SILVA, assistido pela Defensoria Pública da União, contra acórdão do Superior Tribunal Militar, que denegou a ordem postulada no HC 142- 60.2013.7.00.0000/PA, Rel. Min. Gen. Ex. Lúcio Mário de Barros Góes. Consta dos autos que, em 3/5/2011, foi instaurado inquérito policial militar para apurar o furto de 465 cartuchos de fuzil 7,62 mm do paiol de munições do 52... Batalhão de Infantaria de Selva, no município de Marabá/PA. Em decorrência das investigações, o recorrente foi preso em flagrante pela Polícia Civil do Estado do Pará em 4/5/2011, porque surpreendido, juntamente com outros quatro indivíduos, na posse de diversos bens pertencentes ao Exército Brasileiro, entre os quais 1.740 (mil setecentos e quarenta) cartuchos de fuzil 7,62 mm, 4 (quatro) coletes a prova de balas, peças de fardamentos e kit de manutenção em selva. Na sequência, em 5/5/2011, o Juiz Auditor da Auditoria da 8... Circunscrição Judiciária Militar decretou a prisão preventiva do recorrente, que foi posteriormente denunciado, juntamente com outros oito investigados, pela suposta prática do delito previsto no art. 240, §§ 4..., 5... e 6..., I e IV, do Código Penal Militar (furto qualificado). Inconformada, a Defensoria pública da União requereu a liberdade Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5315428. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 16 Relatório RHC 120133 / PA provisória do recorrente, a qual foi negada pelo Conselho Permanente de Justiça para o Exército da Auditoria da 8... CJM. Dessa decisão a defesa impetrou habeas corpus no Superior Tribunal Militar, onde a ordem foi denegada. É contra o acórdão da Corte castrense que se insurge o recorrente. Sustenta, inicialmente, o excesso de prazo da custódia cautelar, que perdura por mais de dois anos e meio, sem que, ao menos, tenha sido proferida sentença condenatória. Alega, na sequência, a ausência dos requisitos autorizadores da prisão preventiva, destacando, ainda, que possui residência fixa, ocupação lícita e que “não consta nos autos qualquer menção que afaste a sua primariedade e seus bons antecedentes” (grifos no original). Argumenta, então, que é manifesto o constrangimento ilegal a que está submetido, haja vista que se encontra preso, à disposição do Poder Judiciário, desde antes do início da fase instrutória, em uma indevida antecipação do cumprimento da pena imposta em eventual sentença condenatória. Requer, ao final, o deferimento de medida liminar para que seja determinada a imediata expedição de alvará de soltura em seu favor, assegurando-lhe o direito de permanecer em liberdade até o julgamento da ação penal. No mérito, pede a concessão definitiva da ordem. A Procuradoria-Geral da Justiça Militar ofereceu contrarrazões às fls. 115/122. Em 10/12/2013, indeferi a medida liminar requerida e solicitei informações ao Juízo da Auditoria da 8... Circunscrição Judiciária Militar. Determinei, ainda, fosse ouvido o Procurador-Geral da República. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5315428. Supremo Tribunal Federal RHC 120133 / PA provisória do recorrente, a qual foi negada pelo Conselho Permanente de Justiça para o Exército da Auditoria da 8... CJM. Dessa decisão a defesa impetrou habeas corpus no Superior Tribunal Militar, onde a ordem foi denegada. É contra o acórdão da Corte castrense que se insurge o recorrente. Sustenta, inicialmente, o excesso de prazo da custódia cautelar, que perdura por mais de dois anos e meio, sem que, ao menos, tenha sido proferida sentença condenatória. Alega, na sequência, a ausência dos requisitos autorizadores da prisão preventiva, destacando, ainda, que possui residência fixa, ocupação lícita e que “não consta nos autos qualquer menção que afaste a sua primariedade e seus bons antecedentes” (grifos no original). Argumenta, então, que é manifesto o constrangimento ilegal a que está submetido, haja vista que se encontra preso, à disposição do Poder Judiciário, desde antes do início da fase instrutória, em uma indevida antecipação do cumprimento da pena imposta em eventual sentença condenatória. Requer, ao final, o deferimento de medida liminar para que seja determinada a imediata expedição de alvará de soltura em seu favor, assegurando-lhe o direito de permanecer em liberdade até o julgamento da ação penal. No mérito, pede a concessão definitiva da ordem. A Procuradoria-Geral da Justiça Militar ofereceu contrarrazões às fls. 115/122. Em 10/12/2013, indeferi a medida liminar requerida e solicitei informações ao Juízo da Auditoria da 8... Circunscrição Judiciária Militar. Determinei, ainda, fosse ouvido o Procurador-Geral da República. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5315428. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 16 Relatório RHC 120133 / PA As informações do juízo processante foram recebidas nesta Corte em 13/1/2014. O Ministério Público Federal, em parecer da lavra da Subprocuradora-Geral da República Deborah Macedo Duprat de Britto Pereira, opinou pela concessão da ordem. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5315428. Supremo Tribunal Federal RHC 120133 / PA As informações do juízo processante foram recebidas nesta Corte em 13/1/2014. O Ministério Público Federal, em parecer da lavra da Subprocuradora-Geral da República Deborah Macedo Duprat de Britto Pereira, opinou pela concessão da ordem. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5315428. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 16 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI 18/02/2014 SEGUNDA TURMA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 120.133 PARÁ V O T O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Bem examinados os autos, tenho que o caso é de denegação da ordem. Eis a ementa do acórdão impugnado: “HABEAS CORPUS. FURTO QUALIFICADO (CPM, ART. 240, §§ 4..., 5... e 6..., INCISOS I e IV). CO-AUTORIA. PRISÃO PREVENTIVA. NECESSIDADE. PERICULOSIDADE. EXCESSO DE PRAZO. JUSTIFICATIVA. Decisão fundamentada e revestida das formalidades legais. Medida que se mostra necessária para a garantia da ordem pública, em face da periculosidade do Paciente, bem como para assegurar a regular instrução da causa e a aplicação da lei penal militar, em razão, não somente da gravidade abstrata do crime de furto de grande quantidade de munição do interior de uma unidade militar, com apoio de militares integrantes do serviço de guarda e arrombamento da porta do paiol, mas também devido às circunstâncias concretas da prática delitiva. Excesso de prazo da prisão que se justifica pelas peculiaridades do caso concreto, pois além de haver concurso de agentes, a apuração requer minuciosa reunião de conjunto probatório. Ademais, o trâmite processual encontra-se obstaculizado por pedidos de diligências. Conhecida e denegada a ordem. Decisão unânime”. Conforme relatado, o recorrente sustenta a existência de constrangimento decorrente do excesso de prazo da prisão preventiva, ao fundamento de que se encontra preso há quase 3 anos, sem julgamento de mérito da ação penal. Postula, também, a revogação da custódia cautelar sob a alegação de ausência de elementos concretos aptos a demonstrar a necessidade do acautelamento. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5315429. Supremo Tribunal Federal 18/02/2014 SEGUNDA TURMA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 120.133 PARÁ V O T O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Bem examinados os autos, tenho que o caso é de denegação da ordem. Eis a ementa do acórdão impugnado: “HABEAS CORPUS. FURTO QUALIFICADO (CPM, ART. 240, §§ 4..., 5... e 6..., INCISOS I e IV). CO-AUTORIA. PRISÃO PREVENTIVA. NECESSIDADE. PERICULOSIDADE. EXCESSO DE PRAZO. JUSTIFICATIVA. Decisão fundamentada e revestida das formalidades legais. Medida que se mostra necessária para a garantia da ordem pública, em face da periculosidade do Paciente, bem como para assegurar a regular instrução da causa e a aplicação da lei penal militar, em razão, não somente da gravidade abstrata do crime de furto de grande quantidade de munição do interior de uma unidade militar, com apoio de militares integrantes do serviço de guarda e arrombamento da porta do paiol, mas também devido às circunstâncias concretas da prática delitiva. Excesso de prazo da prisão que se justifica pelas peculiaridades do caso concreto, pois além de haver concurso de agentes, a apuração requer minuciosa reunião de conjunto probatório. Ademais, o trâmite processual encontra-se obstaculizado por pedidos de diligências. Conhecida e denegada a ordem. Decisão unânime”. Conforme relatado, o recorrente sustenta a existência de constrangimento decorrente do excesso de prazo da prisão preventiva, ao fundamento de que se encontra preso há quase 3 anos, sem julgamento de mérito da ação penal. Postula, também, a revogação da custódia cautelar sob a alegação de ausência de elementos concretos aptos a demonstrar a necessidade do acautelamento. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5315429. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 16 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI RHC 120133 / PA Sem razão, contudo. Inicialmente, examino a alegação de ausência dos requisitos autorizadores da custódia preventiva. Tem-se, nos autos, que o recorrente, também conhecido pela alcunha de “BODÃO”, foi preso em flagrante porque teria planejado e executado, juntamente com outros integrantes de um grupo criminoso, a subtração de grande quantidade de munição do paiol do 52... Batalhão de Infantaria de Selva (52... BIS), sediado em Marabá/PA. Ao ser detido pela Polícia Civil do Estado do Pará, juntamente com outros quatro indivíduos, o recorrente tinha em seu poder 1.740 (mil setecentos e quarenta) cartuchos de fuzil 7,62 mm, 4 (quatro) coletes a prova de balas, peças de fardamentos, kit de manutenção em selva e outros utensílios, todos pertencentes ao Exército Brasileiro. O magistrado de primeiro grau fundamentou o decreto prisional na prova do fato delituoso, nos indícios suficientes de autoria, na garantia da ordem pública, no modus operandi pelo qual o delito foi praticado e na periculosidade dos acusados, nos termos dos arts. 254 e 255 do Código de Processo Penal Militar1. 1 Art. 254. A prisão preventiva pode ser decretada pelo auditor ou pelo Conselho de Justiça, de ofício, a requerimento do Ministério Público ou mediante representação da autoridade encarregada do inquérito policial militar, em qualquer fase deste ou do processo, concorrendo os requisitos seguintes: a) prova do fato delituoso; b) indícios suficientes de autoria. Casos de decretação Art. 255. A prisão preventiva, além dos requisitos do artigo anterior, deverá fundar-se em um dos seguintes casos: a) garantia da ordem pública; b) conveniência da instrução criminal; c) periculosidade do indiciado ou acusado; 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5315429. Supremo Tribunal Federal RHC 120133 / PA Sem razão, contudo. Inicialmente, examino a alegação de ausência dos requisitos autorizadores da custódia preventiva. Tem-se, nos autos, que o recorrente, também conhecido pela alcunha de “BODÃO”, foi preso em flagrante porque teria planejado e executado, juntamente com outros integrantes de um grupo criminoso, a subtração de grande quantidade de munição do paiol do 52... Batalhão de Infantaria de Selva (52... BIS), sediado em Marabá/PA. Ao ser detido pela Polícia Civil do Estado do Pará, juntamente com outros quatro indivíduos, o recorrente tinha em seu poder 1.740 (mil setecentos e quarenta) cartuchos de fuzil 7,62 mm, 4 (quatro) coletes a prova de balas, peças de fardamentos, kit de manutenção em selva e outros utensílios, todos pertencentes ao Exército Brasileiro. O magistrado de primeiro grau fundamentou o decreto prisional na prova do fato delituoso, nos indícios suficientes de autoria, na garantia da ordem pública, no modus operandi pelo qual o delito foi praticado e na periculosidade dos acusados, nos termos dos arts. 254 e 255 do Código de Processo Penal Militar1. 1 Art. 254. A prisão preventiva pode ser decretada pelo auditor ou pelo Conselho de Justiça, de ofício, a requerimento do Ministério Público ou mediante representação da autoridade encarregada do inquérito policial militar, em qualquer fase deste ou do processo, concorrendo os requisitos seguintes: a) prova do fato delituoso; b) indícios suficientes de autoria. Casos de decretação Art. 255. A prisão preventiva, além dos requisitos do artigo anterior, deverá fundar-se em um dos seguintes casos: a) garantia da ordem pública; b) conveniência da instrução criminal; c) periculosidade do indiciado ou acusado; 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5315429. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 16 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI RHC 120133 / PA Com efeito, ao contrário do que alegado, é possível concluir que o decreto prisional está lastreado em argumentação idônea, que demonstra a presença dos requisitos necessários para a manutenção da custódia preventiva, conforme se verifica do seguinte excerto: “(...) A presente apuração sumária visa identificar a autoria de furto de munição de fuzil utilizado pelo Exército, calibre 7,62 mm, subtraídos do Paiol do 52... BIS, em Marabá-PA. Além da existência de fortes indícios de que houve arrombamento do lacre e destruição do cadeado do Paiol, evidências indicam que houve a participação dos militares de serviço no dia 29 de abril, os quais possibilitaram o ingresso dos ex-militares conhecidos como BODÃO e MARINHO que subtraíram a munição daquele Paiol. Um dos envolvidos, SD CABRAL, afirmou que provavelmente a munição subtraída seria vendida. É sabido que o Fuzil Automático Leve (FAL), que utiliza a munição calibre 7,62 mm, é de uso exclusivo das Forças Armadas, sendo autorizado seu uso para alguns Órgãos Policiais. Todavia meliantes do crime organizado, e narcotraficantes vêm fazendo uso deste tipo de armamento, por seu poder de fogo altamente letal. A experiência de quem labuta no combate ao crime sabe que, o fornecimento clandestino deste tipo de munição é feita por pessoas ligadas a grupos organizados na prática de crimes, como assalto a bancos, tráfico de drogas, sequestros, etc. No Pará é corriqueiro, segundo noticia a imprensa, assaltos a bancos em cidades do interior do Estado, o qual, por ter uma rede rodoviária ligando seu vasto continente aos estados do Tocantins, Maranhão e Mato Grosso, possibilita o rápido deslocamento desses grupos para qualquer parte do País, por via terrestre, inclusive para o d) segurança da aplicação da lei penal militar; e) exigência da manutenção das normas ou princípios de hierarquia e disciplina militares, quando ficarem ameaçados ou atingidos com a liberdade do indiciado ou acusado. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5315429. Supremo Tribunal Federal RHC 120133 / PA Com efeito, ao contrário do que alegado, é possível concluir que o decreto prisional está lastreado em argumentação idônea, que demonstra a presença dos requisitos necessários para a manutenção da custódia preventiva, conforme se verifica do seguinte excerto: “(...) A presente apuração sumária visa identificar a autoria de furto de munição de fuzil utilizado pelo Exército, calibre 7,62 mm, subtraídos do Paiol do 52... BIS, em Marabá-PA. Além da existência de fortes indícios de que houve arrombamento do lacre e destruição do cadeado do Paiol, evidências indicam que houve a participação dos militares de serviço no dia 29 de abril, os quais possibilitaram o ingresso dos ex-militares conhecidos como BODÃO e MARINHO que subtraíram a munição daquele Paiol. Um dos envolvidos, SD CABRAL, afirmou que provavelmente a munição subtraída seria vendida. É sabido que o Fuzil Automático Leve (FAL), que utiliza a munição calibre 7,62 mm, é de uso exclusivo das Forças Armadas, sendo autorizado seu uso para alguns Órgãos Policiais. Todavia meliantes do crime organizado, e narcotraficantes vêm fazendo uso deste tipo de armamento, por seu poder de fogo altamente letal. A experiência de quem labuta no combate ao crime sabe que, o fornecimento clandestino deste tipo de munição é feita por pessoas ligadas a grupos organizados na prática de crimes, como assalto a bancos, tráfico de drogas, sequestros, etc. No Pará é corriqueiro, segundo noticia a imprensa, assaltos a bancos em cidades do interior do Estado, o qual, por ter uma rede rodoviária ligando seu vasto continente aos estados do Tocantins, Maranhão e Mato Grosso, possibilita o rápido deslocamento desses grupos para qualquer parte do País, por via terrestre, inclusive para o d) segurança da aplicação da lei penal militar; e) exigência da manutenção das normas ou princípios de hierarquia e disciplina militares, quando ficarem ameaçados ou atingidos com a liberdade do indiciado ou acusado. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5315429. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 16 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI RHC 120133 / PA Rio de Janeiro, onde os grupos de traficantes utilizam ilegalmente o fuzil de calibre 7,62mm. Por certo a participação de militares do serviço ativo do Exército, com furto de munição, auxiliando terceiros a entrar clandestinamente na OM, indica quebra da ética militar e atingimento direto aos princípios que dão base à estrutura castrense, hierarquia e disciplina, impondo-se rápida medida corretiva. Consoante apreensão feita pela Polícia Civil, com os coautores 'BODÃO' e 'MARINHO' foram encontrados diversos equipamentos militares, capuz, colete a prova de balas, farta quantidade de munição, além de dois veículos sendo um Gol e um Celta. Este fato indica que, se não fosse a atuação da Polícia Civil do Pará, esses meliantes provavelmente estariam foragidos, levando consigo a munição subtraída do Paiol do 52... BIS. Tais evidências implicam na periculosidade desses agentes. Há pois, presentes os requisitos do art. 254, letras 'a' e 'b', além das circunstâncias do art. 255, letras 'a', 'b', 'c', 'd' e 'e', do CPPM, a autorizar a decretação da prisão preventiva, já que há prova do fato delituoso, indícios suficientes de autoria, além do que, a prisão se faz necessária para garantia da ordem pública, em face da periculosidade dos indiciados civis, para assegurar a aplicação da lei penal militar, além da manutenção da hierarquia e disciplina, em face dos militares” (fls. 43-44). Verifica-se, pois, a necessidade de preservação da ordem pública em virtude da grande quantidade de munição apreendida, ainda mais quando encontrados no local da apreensão diversos equipamentos militares – capuz, colete à prova de balas e munição de uso restrito –, conforme revelado por um dos corréus, seriam vendidos para o crime organizado. Cumpre destacar, ademais, a audácia do grupo criminoso, composto por militares da ativa, ex-militares e civis, que, por conhecerem a rotina, invadiram a organização militar, arrombaram o paiol onde eram guardadas as munições e furtaram elevada quantidade de cartuchos para 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5315429. Supremo Tribunal Federal RHC 120133 / PA Rio de Janeiro, onde os grupos de traficantes utilizam ilegalmente o fuzil de calibre 7,62mm. Por certo a participação de militares do serviço ativo do Exército, com furto de munição, auxiliando terceiros a entrar clandestinamente na OM, indica quebra da ética militar e atingimento direto aos princípios que dão base à estrutura castrense, hierarquia e disciplina, impondo-se rápida medida corretiva. Consoante apreensão feita pela Polícia Civil, com os coautores 'BODÃO' e 'MARINHO' foram encontrados diversos equipamentos militares, capuz, colete a prova de balas, farta quantidade de munição, além de dois veículos sendo um Gol e um Celta. Este fato indica que, se não fosse a atuação da Polícia Civil do Pará, esses meliantes provavelmente estariam foragidos, levando consigo a munição subtraída do Paiol do 52... BIS. Tais evidências implicam na periculosidade desses agentes. Há pois, presentes os requisitos do art. 254, letras 'a' e 'b', além das circunstâncias do art. 255, letras 'a', 'b', 'c', 'd' e 'e', do CPPM, a autorizar a decretação da prisão preventiva, já que há prova do fato delituoso, indícios suficientes de autoria, além do que, a prisão se faz necessária para garantia da ordem pública, em face da periculosidade dos indiciados civis, para assegurar a aplicação da lei penal militar, além da manutenção da hierarquia e disciplina, em face dos militares” (fls. 43-44). Verifica-se, pois, a necessidade de preservação da ordem pública em virtude da grande quantidade de munição apreendida, ainda mais quando encontrados no local da apreensão diversos equipamentos militares – capuz, colete à prova de balas e munição de uso restrito –, conforme revelado por um dos corréus, seriam vendidos para o crime organizado. Cumpre destacar, ademais, a audácia do grupo criminoso, composto por militares da ativa, ex-militares e civis, que, por conhecerem a rotina, invadiram a organização militar, arrombaram o paiol onde eram guardadas as munições e furtaram elevada quantidade de cartuchos para 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5315429. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 16 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI RHC 120133 / PA fuzil 7,62 mm. Pesa, ainda, em desfavor do paciente, conforme destacado no acórdão impugnado, que as provas constantes nos autos, até o momento, apontam-no como um dos mentores da empreitada criminosa. Essa orientação está em consonância com o que vem decidindo esta Corte no sentido de que a periculosidade do agente, revelada pelo modo como o crime foi praticado, demonstra a necessidade de se acautelar o meio social e constitui fundamento idôneo para a prisão preventiva. Nesse sentido, menciono a ementa de precedentes de ambas as Turmas: “HABEAS CORPUS. LIBERDADE PROVISÓRIA NO CRIME DE TRÁFICO DE DROGAS. CONDENAÇÃO SUPERVENIENTE. PERDA DE OBJETO. PRESSUPOSTOS E FUNDAMENTOS DA PRISÃO PREVENTIVA. RISCO DE REITERAÇÃO DELITIVA E À ORDEM PÚBLICA. A superveniência de sentença e acórdão condenatório nos quais é mantida prisão cautelar, anteriormente decretada, implica a mudança do título da prisão e prejudica o conhecimento de habeas corpus impetrado contra a prisão antes do julgamento. O Plenário desta Corte, no julgamento do Habeas Corpus 104.339/SP, decidiu pela inconstitucionalidade da vedação abstrata à concessão de liberdade provisória em crimes de tráfico de drogas, invalidando parcialmente a provisão da espécie contida no art. 44 da Lei n 11.343/2006. Não obstante, a Corte também ressalvou a possibilidade da decretação da prisão cautelar em processos por crimes de tráfico de drogas. Se as circunstâncias concretas da prática do crime indicam o envolvimento profundo do agente com o tráfico de drogas e, por conseguinte, a periculosidade e o risco de reiteração delitiva, está justificada decretação ou a manutenção da prisão cautelar para resguardar a ordem pública, desde que igualmente presentes boas provas da materialidade e da autoria. Habeas corpus prejudicado” (HC 103.206/MG, Rel. Min. Rosa Weber – grifos meus). 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5315429. Supremo Tribunal Federal RHC 120133 / PA fuzil 7,62 mm. Pesa, ainda, em desfavor do paciente, conforme destacado no acórdão impugnado, que as provas constantes nos autos, até o momento, apontam-no como um dos mentores da empreitada criminosa. Essa orientação está em consonância com o que vem decidindo esta Corte no sentido de que a periculosidade do agente, revelada pelo modo como o crime foi praticado, demonstra a necessidade de se acautelar o meio social e constitui fundamento idôneo para a prisão preventiva. Nesse sentido, menciono a ementa de precedentes de ambas as Turmas: “HABEAS CORPUS. LIBERDADE PROVISÓRIA NO CRIME DE TRÁFICO DE DROGAS. CONDENAÇÃO SUPERVENIENTE. PERDA DE OBJETO. PRESSUPOSTOS E FUNDAMENTOS DA PRISÃO PREVENTIVA. RISCO DE REITERAÇÃO DELITIVA E À ORDEM PÚBLICA. A superveniência de sentença e acórdão condenatório nos quais é mantida prisão cautelar, anteriormente decretada, implica a mudança do título da prisão e prejudica o conhecimento de habeas corpus impetrado contra a prisão antes do julgamento. O Plenário desta Corte, no julgamento do Habeas Corpus 104.339/SP, decidiu pela inconstitucionalidade da vedação abstrata à concessão de liberdade provisória em crimes de tráfico de drogas, invalidando parcialmente a provisão da espécie contida no art. 44 da Lei n 11.343/2006. Não obstante, a Corte também ressalvou a possibilidade da decretação da prisão cautelar em processos por crimes de tráfico de drogas. Se as circunstâncias concretas da prática do crime indicam o envolvimento profundo do agente com o tráfico de drogas e, por conseguinte, a periculosidade e o risco de reiteração delitiva, está justificada decretação ou a manutenção da prisão cautelar para resguardar a ordem pública, desde que igualmente presentes boas provas da materialidade e da autoria. Habeas corpus prejudicado” (HC 103.206/MG, Rel. Min. Rosa Weber – grifos meus). 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5315429. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 16 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI RHC 120133 / PA “HABEAS CORPUS. TENTATIVA DE HOMICÍDIO QUALIFICADO. AMBIÊNCIA FACTUAL DE COBRANÇA DE 'DÍVIDAS DO TRÁFICO'. PRISÃO PREVENTIVA. FUNDAMENTAÇÃO IDÔNEA. PERICULOSIDADE DO AGENTE, AFERIDA NA TESSITURA DA CAUSA. ORDEM DENEGADA. 1. O conceito jurídico de ordem pública não se confunde com incolumidade das pessoas e do patrimônio (art. 144 da Constituição Federal de 1988/88). A ordem pública se constitui em bem jurídico que pode resultar mais ou menos fragilizado pelo modo personalizado com que se dá a concreta violação da integridade das pessoas ou do patrimônio de terceiros, tanto quanto da saúde pública (nas hipóteses de tráfico de entorpecentes e drogas afins). 2. A ordem pública enquanto pressuposto da prisão cautelar está imbricada com a imperiosa necessidade de acautelar o meio social contra fatores de perturbação que já se localizam na gravidade incomum da execução de certos crimes. Não da incomum gravidade abstrata desse ou daquele crime, mas da incomum gravidade na perpetração em si do crime, levando à consistente ilação de que, solto, o agente reincidirá no delito. Donde o vínculo operacional entre necessidade de preservação da ordem pública e acautelamento do meio social. Logo, conceito de ordem pública que se desvincula do conceito de incolumidade das pessoas e do patrimônio alheio (assim como da violação à saúde pública), mas que se enlaça umbilicalmente à noção de acautelamento do meio social. 3. É certo que, para condenar penalmente alguém, o órgão julgador tem de olhar para trás e ver em que medida os fatos delituosos e suas coordenadas dão conta da culpabilidade do acusado. Já no que toca à decretação da prisão preventiva, se também é certo que o juiz valora esses mesmos fatos e vetores, ele o faz na perspectiva da aferição da periculosidade do agente. Não propriamente da culpabilidade. Pelo que o quantum da pena está para a culpabilidade do agente assim como o decreto de prisão preventiva está para a periculosidade, pois é tal periculosidade que pode colocar em risco o meio social quanto à possibilidade de reiteração delitiva (cuidando-se, claro, de prisão preventiva com fundamento na garantia da ordem pública). 4. Não há que se 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5315429. Supremo Tribunal Federal RHC 120133 / PA “HABEAS CORPUS. TENTATIVA DE HOMICÍDIO QUALIFICADO. AMBIÊNCIA FACTUAL DE COBRANÇA DE 'DÍVIDAS DO TRÁFICO'. PRISÃO PREVENTIVA. FUNDAMENTAÇÃO IDÔNEA. PERICULOSIDADE DO AGENTE, AFERIDA NA TESSITURA DA CAUSA. ORDEM DENEGADA. 1. O conceito jurídico de ordem pública não se confunde com incolumidade das pessoas e do patrimônio (art. 144 da Constituição Federal de 1988/88). A ordem pública se constitui em bem jurídico que pode resultar mais ou menos fragilizado pelo modo personalizado com que se dá a concreta violação da integridade das pessoas ou do patrimônio de terceiros, tanto quanto da saúde pública (nas hipóteses de tráfico de entorpecentes e drogas afins). 2. A ordem pública enquanto pressuposto da prisão cautelar está imbricada com a imperiosa necessidade de acautelar o meio social contra fatores de perturbação que já se localizam na gravidade incomum da execução de certos crimes. Não da incomum gravidade abstrata desse ou daquele crime, mas da incomum gravidade na perpetração em si do crime, levando à consistente ilação de que, solto, o agente reincidirá no delito. Donde o vínculo operacional entre necessidade de preservação da ordem pública e acautelamento do meio social. Logo, conceito de ordem pública que se desvincula do conceito de incolumidade das pessoas e do patrimônio alheio (assim como da violação à saúde pública), mas que se enlaça umbilicalmente à noção de acautelamento do meio social. 3. É certo que, para condenar penalmente alguém, o órgão julgador tem de olhar para trás e ver em que medida os fatos delituosos e suas coordenadas dão conta da culpabilidade do acusado. Já no que toca à decretação da prisão preventiva, se também é certo que o juiz valora esses mesmos fatos e vetores, ele o faz na perspectiva da aferição da periculosidade do agente. Não propriamente da culpabilidade. Pelo que o quantum da pena está para a culpabilidade do agente assim como o decreto de prisão preventiva está para a periculosidade, pois é tal periculosidade que pode colocar em risco o meio social quanto à possibilidade de reiteração delitiva (cuidando-se, claro, de prisão preventiva com fundamento na garantia da ordem pública). 4. Não há que se 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5315429. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 16 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI RHC 120133 / PA falar em inidoneidade do decreto de prisão, se este embasa a custódia cautelar a partir do contexto empírico da causa. Contexto revelador da incomum gravidade da conduta protagonizada pelo paciente. A evidenciar, portanto, periculosidade envolta em atmosfera de concreta probabilidade de sua reiteração. Precedentes: HCs 85.248, 98.928 e 94.838-AgR, da minha relatoria; 92.735, da relatoria do ministro Cezar Peluso; 96.977, da relatoria do ministro Ricardo Lewandowski; bem como 96.579 e 98.143, da relatoria da ministra Ellen Gracie. 5. Sempre que a maneira da perpetração do delito revelar de pronto a extrema periculosidade do agente, abre-se ao decreto prisional a possibilidade de estabelecer um vínculo funcional entre o modus operandi do suposto crime e a garantia da ordem pública. Precedentes: HCs 93.012 e 90.413, da relatoria dos ministros Menezes Direito e Ricardo Lewandowski, respectivamente. 6. Ordem denegada” (HC 109.436/ES, Rel. Min. Ayres Britto – grifos meus). Desse modo, entendo que a custódia encontra-se sobejamente fundamentada e lastreada nos requisitos autorizadores descritos nos arts. 254 e 255 do Código de Processo Penal Militar – em especial na garantia da ordem pública, bem como na segurança da aplicação da lei penal militar e na manutenção da hierarquia e disciplina –, que foram concretamente demonstrados pelo juízo processante. Por fim, anoto que as condições subjetivas favoráveis do paciente não obstam a segregação cautelar, desde que presentes nos autos elementos concretos a recomendar sua manutenção, como se verifica neste caso. Nesse sentido, entre outros, cito: HC 88.453/RJ, Rel. Min. Joaquim Barbosa; HC 90.330/PR, Rel. Min. Ellen Gracie; HC 93.901/RS, de minha relatoria; HC 92.204/PR, Rel. Min. Menezes Direito. No que concerne ao alegado excesso de prazo da prisão cautelar, também não tem razão o recorrente. Infere-se dos autos que eventual dilação dos prazos processuais não 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5315429. Supremo Tribunal Federal RHC 120133 / PA falar em inidoneidade do decreto de prisão, se este embasa a custódia cautelar a partir do contexto empírico da causa. Contexto revelador da incomum gravidade da conduta protagonizada pelo paciente. A evidenciar, portanto, periculosidade envolta em atmosfera de concreta probabilidade de sua reiteração. Precedentes: HCs 85.248, 98.928 e 94.838-AgR, da minha relatoria; 92.735, da relatoria do ministro Cezar Peluso; 96.977, da relatoria do ministro Ricardo Lewandowski; bem como 96.579 e 98.143, da relatoria da ministra Ellen Gracie. 5. Sempre que a maneira da perpetração do delito revelar de pronto a extrema periculosidade do agente, abre-se ao decreto prisional a possibilidade de estabelecer um vínculo funcional entre o modus operandi do suposto crime e a garantia da ordem pública. Precedentes: HCs 93.012 e 90.413, da relatoria dos ministros Menezes Direito e Ricardo Lewandowski, respectivamente. 6. Ordem denegada” (HC 109.436/ES, Rel. Min. Ayres Britto – grifos meus). Desse modo, entendo que a custódia encontra-se sobejamente fundamentada e lastreada nos requisitos autorizadores descritos nos arts. 254 e 255 do Código de Processo Penal Militar – em especial na garantia da ordem pública, bem como na segurança da aplicação da lei penal militar e na manutenção da hierarquia e disciplina –, que foram concretamente demonstrados pelo juízo processante. Por fim, anoto que as condições subjetivas favoráveis do paciente não obstam a segregação cautelar, desde que presentes nos autos elementos concretos a recomendar sua manutenção, como se verifica neste caso. Nesse sentido, entre outros, cito: HC 88.453/RJ, Rel. Min. Joaquim Barbosa; HC 90.330/PR, Rel. Min. Ellen Gracie; HC 93.901/RS, de minha relatoria; HC 92.204/PR, Rel. Min. Menezes Direito. No que concerne ao alegado excesso de prazo da prisão cautelar, também não tem razão o recorrente. Infere-se dos autos que eventual dilação dos prazos processuais não 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5315429. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 16 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI RHC 120133 / PA pode ser imputada ao Poder Judiciário, uma vez que o feito se reveste de certa complexidade. Trata-se de ação penal movida contra nove réus, acusados da prática do crime de furto qualificado, no qual foi subtraída grande quantidade de munição pertencente ao Exército Brasileiro. No curso da instrução foram arroladas inúmeras testemunhas, sendo necessária, ainda, a expedição de diversas cartas precatórias, além de outros procedimentos excepcionais, o que justifica a dilação dos prazos. Nesse sentido, transcrevo trecho dos esclarecimentos prestados pelo juízo processante que considero importantes para o deslinde da controvérsia: “III. JÚLIO CESAR DA SILVA, devidamente qualificado nos autos do Processo 0000093-41.2011.7.08.0008 (32/11-6), foi denunciado em 20/6/2011, considerando-o incurso na sanção do art. 242, §§ 4..., 5... e 6..., I e IV, cumulado com o art. 53, § 2..., IV, todos do Código Penal Militar (…), sendo as informações seguintes, relacionadas de fora exclusiva a este acusado; IV. Foi a denúncia recebida em 11/7/2011 (...), sendo o acusado citado em 20/1/2012, qualificado e interrogado, aos 9/2/2012, por intermédio de carta precatória (…); V. Na fase processual pertinente, colhidos os depoimentos de três, das quatro testemunhas arroladas na denúncia, sendo certo que o representante do Parquet militar requereu a desistência da oitiva de uma delas, o que foi homologado pelo Juízo (…); VI. A defesa do acusado JÚLIO CESAR DA SILVA foi intimada para indicar se apresentaria rol de testemunhas, mas não se pronunciou (…); VII. Despacho de 26/11/2013 determinou a abertura de vista às partes para cumprimento do disposto no art. 427 do Código de Processo Penal Militar (…); VIII. Cabe informar que os defensores dos demais corréus que ofertaram rol, já concluíram suas respectivas produções 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5315429. Supremo Tribunal Federal RHC 120133 / PA pode ser imputada ao Poder Judiciário, uma vez que o feito se reveste de certa complexidade. Trata-se de ação penal movida contra nove réus, acusados da prática do crime de furto qualificado, no qual foi subtraída grande quantidade de munição pertencente ao Exército Brasileiro. No curso da instrução foram arroladas inúmeras testemunhas, sendo necessária, ainda, a expedição de diversas cartas precatórias, além de outros procedimentos excepcionais, o que justifica a dilação dos prazos. Nesse sentido, transcrevo trecho dos esclarecimentos prestados pelo juízo processante que considero importantes para o deslinde da controvérsia: “III. JÚLIO CESAR DA SILVA, devidamente qualificado nos autos do Processo 0000093-41.2011.7.08.0008 (32/11-6), foi denunciado em 20/6/2011, considerando-o incurso na sanção do art. 242, §§ 4..., 5... e 6..., I e IV, cumulado com o art. 53, § 2..., IV, todos do Código Penal Militar (…), sendo as informações seguintes, relacionadas de fora exclusiva a este acusado; IV. Foi a denúncia recebida em 11/7/2011 (...), sendo o acusado citado em 20/1/2012, qualificado e interrogado, aos 9/2/2012, por intermédio de carta precatória (…); V. Na fase processual pertinente, colhidos os depoimentos de três, das quatro testemunhas arroladas na denúncia, sendo certo que o representante do Parquet militar requereu a desistência da oitiva de uma delas, o que foi homologado pelo Juízo (…); VI. A defesa do acusado JÚLIO CESAR DA SILVA foi intimada para indicar se apresentaria rol de testemunhas, mas não se pronunciou (…); VII. Despacho de 26/11/2013 determinou a abertura de vista às partes para cumprimento do disposto no art. 427 do Código de Processo Penal Militar (…); VIII. Cabe informar que os defensores dos demais corréus que ofertaram rol, já concluíram suas respectivas produções 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5315429. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 16 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI RHC 120133 / PA testemunhais; (…) X. Atualmente, como referido acima, o feito encontra-se na dilação processual do art. 427 do Código de Processo Penal Militar2” (grifos meus). Desse modo, de acordo com o que noticiado pelo magistrado processante e tendo em vista o andamento atualizado da ação penal – obtido no sítio eletrônico do STM –, é possível comprovar a complexidade da ação penal e confirmar que estão sendo tomadas todas as providências necessárias ao célere andamento do feito. Por outro lado, cumpre ressaltar que a própria defesa também contribuiu para o atraso no andamento do feito, haja vista a ausência de indicação tempestiva de rol de testemunhas e a própria renúncia dos patronos constituídos pelo recorrente, que passou a ser representado pela Defensoria Pública. Esses fatos tornam compreensível certa delonga na marcha processual, sem que isso implique em violação ao postulado da razoável duração do processo. Assim, tenho que a dilação dos prazos processuais não pode ser imputada ao juízo que preside o andamento do feito, mas às peculiaridades do caso sob exame, bem como à atuação da defesa. Não tenho como afrontado, pois, no caso sob exame, o princípio constitucional da razoável duração do processo, previsto no art. 5..., LXXVIII, da Constituição Federal, tampouco caracterizado o constrangimento ilegal que justifique a concessão da ordem, consideradas as vicissitudes do feito em comento. 2 Art. 427. Após a inquirição da última testemunha de defesa, os autos irão conclusos ao auditor, que deles determinará vista em cartório às partes, por 5 (cinco) dias, para requererem, se não o tiverem feito, o que for de direito, nos termos deste Código. 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5315429. Supremo Tribunal Federal RHC 120133 / PA testemunhais; (…) X. Atualmente, como referido acima, o feito encontra-se na dilação processual do art. 427 do Código de Processo Penal Militar2” (grifos meus). Desse modo, de acordo com o que noticiado pelo magistrado processante e tendo em vista o andamento atualizado da ação penal – obtido no sítio eletrônico do STM –, é possível comprovar a complexidade da ação penal e confirmar que estão sendo tomadas todas as providências necessárias ao célere andamento do feito. Por outro lado, cumpre ressaltar que a própria defesa também contribuiu para o atraso no andamento do feito, haja vista a ausência de indicação tempestiva de rol de testemunhas e a própria renúncia dos patronos constituídos pelo recorrente, que passou a ser representado pela Defensoria Pública. Esses fatos tornam compreensível certa delonga na marcha processual, sem que isso implique em violação ao postulado da razoável duração do processo. Assim, tenho que a dilação dos prazos processuais não pode ser imputada ao juízo que preside o andamento do feito, mas às peculiaridades do caso sob exame, bem como à atuação da defesa. Não tenho como afrontado, pois, no caso sob exame, o princípio constitucional da razoável duração do processo, previsto no art. 5..., LXXVIII, da Constituição Federal, tampouco caracterizado o constrangimento ilegal que justifique a concessão da ordem, consideradas as vicissitudes do feito em comento. 2 Art. 427. Após a inquirição da última testemunha de defesa, os autos irão conclusos ao auditor, que deles determinará vista em cartório às partes, por 5 (cinco) dias, para requererem, se não o tiverem feito, o que for de direito, nos termos deste Código. 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5315429. Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 16 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI RHC 120133 / PA Destaco, outrossim, que a jurisprudência desta Corte é firme no sentido de que não procede a alegação de excesso de prazo quando a complexidade do feito, as peculiaridades da causa ou a defesa contribuem para eventual dilação do prazo. Nesse sentido, menciono, entre outros, os seguintes precedentes: RHC 93.174/SE e HC 106.675/RJ, ambos de relatoria do Ministro Ayres Britto; HC 97.542/PB, Rel. Min. Ellen Gracie; HC 97.743/SP, Rel. Min. Eros Grau; HC 98.689/SP, de minha relatoria; HC 96.714/CE, Rel. Min. Cármen Lúcia; HC 97.076/PE, Cezar Peluso; HC 95.505/SP, Rel. Min. Menezes Direito; HC 104.849/RJ. Rel. Min. Gilmar Mendes. Isso não impede, contudo, que se faça uma recomendação ao Juízo da Auditoria da 8... Circunscrição Judiciária Militar no sentido de envidar esforços com vistas a julgar em breve a ação penal movida contra o recorrente. Ante o exposto, nego provimento ao recurso, mas recomendo ao Juízo da Auditoria da 8... Circunscrição Judiciária Militar que envide esforços com vistas a julgar em breve a Ação Penal Militar 0000093- 41.2011.7.08.0008. 10 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5315429. Supremo Tribunal Federal RHC 120133 / PA Destaco, outrossim, que a jurisprudência desta Corte é firme no sentido de que não procede a alegação de excesso de prazo quando a complexidade do feito, as peculiaridades da causa ou a defesa contribuem para eventual dilação do prazo. Nesse sentido, menciono, entre outros, os seguintes precedentes: RHC 93.174/SE e HC 106.675/RJ, ambos de relatoria do Ministro Ayres Britto; HC 97.542/PB, Rel. Min. Ellen Gracie; HC 97.743/SP, Rel. Min. Eros Grau; HC 98.689/SP, de minha relatoria; HC 96.714/CE, Rel. Min. Cármen Lúcia; HC 97.076/PE, Cezar Peluso; HC 95.505/SP, Rel. Min. Menezes Direito; HC 104.849/RJ. Rel. Min. Gilmar Mendes. Isso não impede, contudo, que se faça uma recomendação ao Juízo da Auditoria da 8... Circunscrição Judiciária Militar no sentido de envidar esforços com vistas a julgar em breve a ação penal movida contra o recorrente. Ante o exposto, nego provimento ao recurso, mas recomendo ao Juízo da Auditoria da 8... Circunscrição Judiciária Militar que envide esforços com vistas a julgar em breve a Ação Penal Militar 0000093- 41.2011.7.08.0008. 10 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5315429. Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 16 Extrato de Ata - 18/02/2014 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 120.133 PROCED. : PARÁ RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI RECTE.(S) : JÚLIO CÉSAR DA SILVA ADV.(A/S) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL RECDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO MILITAR PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao recurso, mas recomendou ao Juízo da Auditoria da 8... Circunscrição Judiciária Militar que envide esforços com vistas a julgar em breve a Ação Penal Militar 0000093-41.2011.7.08.0008, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. 2... Turma, 18.02.2014. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 5351698 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 120.133 PROCED. : PARÁ RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI RECTE.(S) : JÚLIO CÉSAR DA SILVA ADV.(A/S) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL RECDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO MILITAR PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao recurso, mas recomendou ao Juízo da Auditoria da 8... Circunscrição Judiciária Militar que envide esforços com vistas a julgar em breve a Ação Penal Militar 0000093-41.2011.7.08.0008, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. 2... Turma, 18.02.2014. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 5351698 Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 16
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 120 . 133 PARÁ", "Ação Penal Militar 0000093 - 41 . 2011 . 7 . 08 . 0008", "RHC 120133 / PA", "Ação Penal Militar 0000093 - 41 . 2011 . 7 . 08 . 0008", "HC 142 - 60 . 2013 . 7 . 00 . 0000 / PA", "RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 120 . 133 PARÁ", "HC 142 - 60 . 2013 . 7 . 00 . 0000 / PA", "RHC 120133 / PA", "RHC", "RHC", "HABEAS CORPUS 120 . 133", "RHC 120133 / PA", "RHC 120133 / PA", "RHC 120133 / PA", "RHC 120133 / PA", "RHC 120133 / PA", "Habeas Corpus 104 . 339 / SP", "HC 103 . 206 / MG", "RHC 120133 / PA", "Habeas Corpus 104 . 339 / SP", "HC 103 . 206 / MG", "RHC 120133 / PA", "RHC 120133 / PA “", "RHC 120133 / PA", "HCs 85 . 248", ".", "928", "94", ".", "838", "-", "AgR", "HCs 93 . 012", "HC 109 . 436 / ES", "HC 88 . 453 / RJ", "HC 90 . 330 / PR", "HC 93 . 901 / RS", "HC 92 . 204 / PR", "RHC 120133 / PA", "HCs 85 . 248", ".", "928", "94", ".", "838 - AgR", "92", ".", "735", ".", ".", "HCs 93 . 012", "HC 109 . 436 / ES", "HC 88 . 453 / RJ", "HC 90 . 330 / PR", "HC 93 . 901 / RS", "HC 92 . 204 / PR", "Processo 0000093 - 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2 / 2001", "art . 240 , § § 4 . . . , 5 . . . e 6 . . . , I e IV , do Código Penal Militar", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "CPM , ART . 240 , § § 4 . . .", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "CPM , ART . 240 , § § 4 . . . , 5 . . . e 6 . . . , INCISOS", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "arts . 254 e 255 do Código de Processo Penal Militar1", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "arts . 254 e 255 do Código de Processo Penal Militar1", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 255 , letras ' a ' , ' b ' , ' c ' , ' d ' e ' e ' , do CPPM", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 255 , letras", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 44 da Lei n 11 . 343 / 2006", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 44 da Lei n 11 . 343 / 2006", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 144 da Constituição Federal de 1988 / 88", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 144 da Constituição Federal de 1988 / 88", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "arts . 254 e 255 do Código de Processo Penal Militar", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "arts . 254 e 255 do Código de Processo Penal Militar", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 242 , § § 4 . . . , 5 . . . e 6 . . . , I e IV , cumulado com", "art . 53 , § 2 . . . , IV , todos do Código Penal Militar", "art . 427 do Código de Processo Penal Militar", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 242 , §", "art . 53 , § 2 . . . , IV , todos do Código Penal Militar", "art . 427 do Código de", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 427 do Código de Processo Penal Militar2", "art . 5 . . . , LXXVIII , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 427 do Código de Processo Penal Militar2", "art . 5 . . . , LXXVIII , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "Brasília", "Brasília", "município de", "Marabá / PA", "município de", "Marabá / PA", "PARÁ", "PARÁ", "Marabá", "/", "PA", "Marabá", "/", "PA", "Marabá", "-", "PA", "Pará", "Estado", "Tocantins", "Maranhão", "Mato Grosso", "Marabá", "-", "PA", "Pará", "Estado", "Tocantins", "Maranhão", "Mato Grosso", "Rio de Janeiro", "Rio de Janeiro", "PARÁ", "PARÁ" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO MILITAR", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Circunscrição Judiciária Militar", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal", "8", ".", ". . Circunscrição Judiciária Militar", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO", "Defensoria Pública da União", "Superior Tribunal Militar", "52", ".", ". . Batalhão de Infantaria de Selva", "Polícia Civil do Estado do Pará", "Exército Brasileiro", "8", ". . . Circunscrição Judiciária Militar", "Defensoria pública da União", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO MILITAR", "Defensoria Pública da União", "Superior Tribunal Militar", "52", ".", ".", ".", "Batalhão de Infantaria de Selva", "Polícia Civil do Estado do Pará", "Exército Brasileiro", "8", ". . . Circunscrição Judiciária Militar", "Defensoria pública da União", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Conselho Permanente de Justiça para o Exército da Auditoria da", "8", "CJM", "Superior Tribunal Militar", "Procuradoria", "-", "Geral da Justiça Militar", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Conselho Permanente de Justiça", "Exército", "8", "CJM", "Superior Tribunal Militar", "Procuradoria", "-", "Geral da Justiça Militar", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Ministério Público Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Ministério Público Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "52", ".", ".", ". Batalhão de Infantaria de Selva", "52", "BIS", "Polícia Civil do Estado do Pará", "Exército Brasileiro", "Conselho", "Ministério Público", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "52", ".", ".", ".", "Batalhão de Infantaria de Selva", "52", ".", "BIS", "Polícia Civil do Estado do Pará", "Exército Brasileiro", "Ministério Público", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Exército", "52", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Exército", "52", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Exército", "Polícia Civil", "Polícia Civil do Pará", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Exército", "Polícia Civil", "Polícia Civil do Pará", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Plenário desta", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário desta", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Exército Brasileiro", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Exército Brasileiro", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "STM", "Defensoria Pública", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "STM", "Defensoria Pública", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "8", "8", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO MILITAR", "8", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO MILITAR", "8", ". Circunscrição Judiciária Militar", ".", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "RICARDO LEWANDOWSKI", "JÚLIO CÉSAR DA SILVA", "Cármen Lúcia", "Gilmar Mendes", "RICARDO LEWANDOWSKI", "Cármen Lúcia", "Gilmar Mendes", "RICARDO LEWANDOWSKI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "JÚLIO CÉSAR DA SILVA", "RICARDO LEWANDOWSKI", "JÚLIO CÉSAR DA SILVA", "Lúcio Mário de Barros Góes", "RICARDO LEWANDOWSKI", "JÚLIO CÉSAR DA SILVA", "RICARDO LEWANDOWSKI", "JÚLIO CÉSAR DA SILVA", "Lúcio Mário de Barros Góes", "Deborah Macedo Duprat de Britto Pereira", "Deborah Macedo Duprat de Britto Pereira", "RICARDO LEWANDOWSKI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "BODÃO", "MARINHO", "CABRAL", "BODÃO", "MARINHO", "CABRAL", "RICARDO LEWANDOWSKI", "BODÃO", "MARINHO", "BODÃO", "MARINHO", "RICARDO LEWANDOWSKI", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "RICARDO LEWANDOWSKI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "Cezar Peluso", "Ricardo Lewandowski", "Ellen Gracie", "Menezes Direito", "Ricardo Lewandowski", "Ayres Britto", "Joaquim Barbosa", "Ellen Gracie", "Menezes Direito", "Cezar Peluso", "Ricardo Lewandowski", "Ellen Gracie", "Menezes Direito", "Ricardo Lewandowski", "Ayres Britto", "Joaquim Barbosa", "Ellen Gracie", "Menezes Direito", "RICARDO LEWANDOWSKI", "JÚLIO CESAR DA SILVA", "JÚLIO CESAR DA SILVA", "JÚLIO CESAR DA SILVA", "JÚLIO CESAR DA SILVA", "RICARDO LEWANDOWSKI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "Ayres Britto", "Ellen Gracie", "Eros Grau", "Cármen Lúcia", "Cezar Peluso", "Menezes Direito", "Gilmar Mendes", "Ayres Britto", "Ellen Gracie", "Eros Grau", "Cármen Lúcia", "Cezar Peluso", "Menezes Direito", "Gilmar Mendes", "RICARDO LEWANDOWSKI", "JÚLIO CÉSAR DA SILVA", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Teori Zavascki", "Cláudia Sampaio Marques", "Ravena Siqueira", "RICARDO LEWANDOWSKI", "JÚLIO CÉSAR DA SILVA", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Teori Zavascki", "Cláudia Sampaio Marques", "Ravena Siqueira" ], "TEMPO": [ "18", "/", "02", "/", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "18 de fevereiro de 2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "18 de fevereiro de 2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "18", "/", "02", "/", "2014", "3", "/", "5", "/", "2011", "4", "/", "5", "/", "2011", "5", "/", "5", "/", "2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "18", "/", "02", "/", "2014", "3", "/", "5", "/", "2011", "4", "/", "5", "/", "2011", "5", "/", "5", "/", "2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "12", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "12", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "13", "/", "1", "/", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "13", "/", "1", "/", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "18", "/", "02", "/", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "18", "/", "02", "/", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "29 de abril", "24", "/", "08", "/", "2001", "29 de abril", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "20", "/", "6", "/", "2011", "11", "/", "7", "/", "2011", "20", "/", "1", "/", "2012", "9", "/", "2", "/", "2012", "26", "/", "11", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "20", "/", "6", "/", "2011", "11", "/", "7", "/", "2011", "20", "/", "1", "/", "2012", "9", "/", "2", "/", "2012", "26", "/", "11", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "18", "/", "02", "/", "2014", "18", ".", "02", ".", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "18", ".", "02", ".", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 10/04/2014 PLENÁRIO AG.REG. NOS EMB.DIV. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 603.513 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :MINASPETRO - SINDICATO DO COMÉRCIO VAREJISTA DE DERIVADOS DE PETRÓLEO NO ESTADO DE MINAS GERAIS ADV.(A/S) :CARLOS HENRIQUE DE MORAIS BOMFIM JUNIOR E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :INSTITUTO BRASILEIRO DO MEIO AMBIENTE E DOS RECURSOS NATURAIS RENOVÁVEIS - IBAMA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL EMENTA: PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NOS EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA NO AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. INADMISSÃO. AUSÊNCIA DE SIMILITUDE FÁTICA ENTRE OS PRECEDENTES POSTOS A CONFRONTO. TAXA DE CONTROLE E FISCALIZAÇÃO AMBIENTAL. CONSTITUCIONALIDADE. JURISPRUDÊNCIA PACÍFICA. ART. 332 DO RISTF. 1. É pacífico na jurisprudência do Supremo Tribunal Federal o entendimento de que é constitucional a Taxa de Controle e Fiscalização Ambiental instituída pela Lei 10.165/00 (RE 416.601/DF, rel. Min. CARLOS VELLOSO, Pleno, unânime, DJ de 30.9.2005). 2. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Plenária, sob a Presidência do Ministro CELSO DE MELLO (art. 37, I, do RISTF), na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Votou o Presidente. Ausentes, neste julgamento, os Ministros Joaquim Barbosa Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5705945. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Ementa e Acórdão RE 603513 AGR-EDV-AGR / MG (Presidente), Ricardo Lewandowski (Vice-Presidente) e Roberto Barroso. Brasília, 10 de abril de 2014. Ministro TEORI ZAVASCKI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5705945. Supremo Tribunal Federal RE 603513 AGR-EDV-AGR / MG (Presidente), Ricardo Lewandowski (Vice-Presidente) e Roberto Barroso. Brasília, 10 de abril de 2014. Ministro TEORI ZAVASCKI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5705945. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório 10/04/2014 PLENÁRIO AG.REG. NOS EMB.DIV. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 603.513 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :MINASPETRO - SINDICATO DO COMÉRCIO VAREJISTA DE DERIVADOS DE PETRÓLEO NO ESTADO DE MINAS GERAIS ADV.(A/S) :CARLOS HENRIQUE DE MORAIS BOMFIM JUNIOR E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :INSTITUTO BRASILEIRO DO MEIO AMBIENTE E DOS RECURSOS NATURAIS RENOVÁVEIS - IBAMA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão que inadmitiu os embargos de divergência ao fundamento de que (a) não há dissonância entre o acórdão embargado e o aresto paradigma; (b) a jurisprudência desta Corte é pacífica no sentido de ser constitucional a Taxa de Controle e Fiscalização Ambiental instituída pela Lei 10.165/00. No agravo, a parte agravante sustenta que (a) não há posicionamento definitivo do Plenário do Supremo Tribunal Federal acerca da constitucionalidade da TCFA e (b) as questões fático-jurídicas do acórdão embargado e do aresto paradigma são semelhantes. Defende, no mais, ser possível a conversão dos embargos de divergência em embargos de declaração. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5705946. Supremo Tribunal Federal 10/04/2014 PLENÁRIO AG.REG. NOS EMB.DIV. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 603.513 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :MINASPETRO - SINDICATO DO COMÉRCIO VAREJISTA DE DERIVADOS DE PETRÓLEO NO ESTADO DE MINAS GERAIS ADV.(A/S) :CARLOS HENRIQUE DE MORAIS BOMFIM JUNIOR E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :INSTITUTO BRASILEIRO DO MEIO AMBIENTE E DOS RECURSOS NATURAIS RENOVÁVEIS - IBAMA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão que inadmitiu os embargos de divergência ao fundamento de que (a) não há dissonância entre o acórdão embargado e o aresto paradigma; (b) a jurisprudência desta Corte é pacífica no sentido de ser constitucional a Taxa de Controle e Fiscalização Ambiental instituída pela Lei 10.165/00. No agravo, a parte agravante sustenta que (a) não há posicionamento definitivo do Plenário do Supremo Tribunal Federal acerca da constitucionalidade da TCFA e (b) as questões fático-jurídicas do acórdão embargado e do aresto paradigma são semelhantes. Defende, no mais, ser possível a conversão dos embargos de divergência em embargos de declaração. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5705946. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI 10/04/2014 PLENÁRIO AG.REG. NOS EMB.DIV. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 603.513 MINAS GERAIS V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. A decisão agravada é do seguinte teor: 2. Os embargos de divergência não devem prosperar. O Supremo Tribunal Federal já assentou que o recurso de embargos de divergência possui contornos rígidos, que não podem ser elastecidos quando ausentes as hipóteses específicas de sua admissibilidade (AI 741.876 AgR-ED-EDv-AgR-ED/SP, rel. Min. DIAS TOFFOLI, Pleno, unânime, DJe de 01.8.2012). Assim, os embargos têm, como único condão, uniformizar entendimentos do Tribunal porventura dissonantes, não visando à mera revisão dos acórdãos. A parte embargante traz, como único fundamento, uma ponderação constante no voto proferido pelo Ministro Joaquim Barbosa no aresto paradigma, no sentido de que se poderia reconhecer a ilegitimidade da taxa quando devidamente comprovado nos autos que o contribuinte ou a atividade não se sujeitam ao poder de polícia do IBAMA. Ocorre que, não obstante ter exposto esse ponto de vista, S. Excia., no precedente paradigma, acompanhou o Relator, de modo que não há qualquer divergência entre os acórdãos colocados a confronto. Ora, o cabimento dos embargos de divergência está restrito à decisão de Turma que, em recurso extraordinário ou em agravo de instrumento, divergir de julgado de outra Turma ou do Plenário, nos termos do art. 330 do RISTF. No caso, ao contrário, o acórdão embargado reafirmou posicionamento assente nesta Corte quanto à constitucionalidade da Taxa de Controle e Fiscalização Ambiental instituída pela Lei 10.165/2000. Neste sentido, o RE 408.582-AgR/RS, rel. Min. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5705947. Supremo Tribunal Federal 10/04/2014 PLENÁRIO AG.REG. NOS EMB.DIV. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 603.513 MINAS GERAIS V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. A decisão agravada é do seguinte teor: 2. Os embargos de divergência não devem prosperar. O Supremo Tribunal Federal já assentou que o recurso de embargos de divergência possui contornos rígidos, que não podem ser elastecidos quando ausentes as hipóteses específicas de sua admissibilidade (AI 741.876 AgR-ED-EDv-AgR-ED/SP, rel. Min. DIAS TOFFOLI, Pleno, unânime, DJe de 01.8.2012). Assim, os embargos têm, como único condão, uniformizar entendimentos do Tribunal porventura dissonantes, não visando à mera revisão dos acórdãos. A parte embargante traz, como único fundamento, uma ponderação constante no voto proferido pelo Ministro Joaquim Barbosa no aresto paradigma, no sentido de que se poderia reconhecer a ilegitimidade da taxa quando devidamente comprovado nos autos que o contribuinte ou a atividade não se sujeitam ao poder de polícia do IBAMA. Ocorre que, não obstante ter exposto esse ponto de vista, S. Excia., no precedente paradigma, acompanhou o Relator, de modo que não há qualquer divergência entre os acórdãos colocados a confronto. Ora, o cabimento dos embargos de divergência está restrito à decisão de Turma que, em recurso extraordinário ou em agravo de instrumento, divergir de julgado de outra Turma ou do Plenário, nos termos do art. 330 do RISTF. No caso, ao contrário, o acórdão embargado reafirmou posicionamento assente nesta Corte quanto à constitucionalidade da Taxa de Controle e Fiscalização Ambiental instituída pela Lei 10.165/2000. Neste sentido, o RE 408.582-AgR/RS, rel. Min. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5705947. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI RE 603513 AGR-EDV-AGR / MG MARCO AURÉLIO, 1ª Turma, DJe, de 11.3.2011; AI 638.133- AgR/SP, rel. Min. GILMAR MENDES, 2ª Turma, DJe de 28.3.2008, todos utilizando-se do precedente fixado no RE 416.601/DF, rel. Min. CARLOS VELLOSO, Pleno, unânime, DJ de 30.9.2005, cuja ementa é a seguinte: CONSTITUCIONAL. TRIBUTÁRIO. IBAMA: TAXA DE FISCALIZAÇÃO. Lei 6.938/81, com a redação da Lei 10.165/2000, artigos 17-B, 17-C, 17-D, 17-G. C.F., art. 145, II. I. - Taxa de Controle e Fiscalização Ambiental - TCFA - do IBAMA: Lei 6.938, com a redação da Lei 10.165/2000: constitucionalidade. II. - R.E. conhecido, em parte, e não provido. Apreciando recurso de empresa com atividade semelhante à da ora recorrente, aplicou-se o mesmo entendimento (AI 648.201-AgR/ SP, rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Primeira Turma, DJe de 26.6.2009). Dessarte, são incabíveis os presentes embargos, porquanto pacífica no Tribunal a orientação da decisão embargada; sobre esse ponto, o seguinte precedente, formado em caso análogo: Agravo regimental em embargos de divergência não admitidos por ausência de pressupostos de admissibilidade. 1. nos termos do art. 332 do Regimento Interno desta Corte, decisão proferida em conformidade com a pacífica jurisprudência do Supremo Tribunal Federal não pode ser alterada por meio de embargos de divergência. 2. O despacho denegatório de seguimento dos embargos de divergência trouxe fundamentos que não foram atacados no agravo regimental em tela, fato a acarretar sua rejeição. 3. Agravo regimental a que se nega provimento (AI 331.146 AgR-ED-EDv-AgR, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Tribunal Pleno, DJe de 01/08/2012). 3. Por fim, descabida a pretensão de recebimento do 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5705947. Supremo Tribunal Federal RE 603513 AGR-EDV-AGR / MG MARCO AURÉLIO, 1ª Turma, DJe, de 11.3.2011; AI 638.133- AgR/SP, rel. Min. GILMAR MENDES, 2ª Turma, DJe de 28.3.2008, todos utilizando-se do precedente fixado no RE 416.601/DF, rel. Min. CARLOS VELLOSO, Pleno, unânime, DJ de 30.9.2005, cuja ementa é a seguinte: CONSTITUCIONAL. TRIBUTÁRIO. IBAMA: TAXA DE FISCALIZAÇÃO. Lei 6.938/81, com a redação da Lei 10.165/2000, artigos 17-B, 17-C, 17-D, 17-G. C.F., art. 145, II. I. - Taxa de Controle e Fiscalização Ambiental - TCFA - do IBAMA: Lei 6.938, com a redação da Lei 10.165/2000: constitucionalidade. II. - R.E. conhecido, em parte, e não provido. Apreciando recurso de empresa com atividade semelhante à da ora recorrente, aplicou-se o mesmo entendimento (AI 648.201-AgR/ SP, rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Primeira Turma, DJe de 26.6.2009). Dessarte, são incabíveis os presentes embargos, porquanto pacífica no Tribunal a orientação da decisão embargada; sobre esse ponto, o seguinte precedente, formado em caso análogo: Agravo regimental em embargos de divergência não admitidos por ausência de pressupostos de admissibilidade. 1. nos termos do art. 332 do Regimento Interno desta Corte, decisão proferida em conformidade com a pacífica jurisprudência do Supremo Tribunal Federal não pode ser alterada por meio de embargos de divergência. 2. O despacho denegatório de seguimento dos embargos de divergência trouxe fundamentos que não foram atacados no agravo regimental em tela, fato a acarretar sua rejeição. 3. Agravo regimental a que se nega provimento (AI 331.146 AgR-ED-EDv-AgR, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Tribunal Pleno, DJe de 01/08/2012). 3. Por fim, descabida a pretensão de recebimento do 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5705947. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI RE 603513 AGR-EDV-AGR / MG recurso como embargos declaratórios. Se supunha haver os vícios de omissão, contradição ou obscuridade, nada impedia o recorrente de opor embargos declaratórios. Ora, não há como aceitar que um recurso seja proposto com o confesso propósito de infringir o julgado e de esclarecê-lo. Não há no ordenamento processual civil recurso com tal matiz. O agravo regimental não traz qualquer subsídio apto a alterar esses fundamentos, razão pela qual deve ser mantido incólume o entendimento da decisão agravada. 2. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. É o voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5705947. Supremo Tribunal Federal RE 603513 AGR-EDV-AGR / MG recurso como embargos declaratórios. Se supunha haver os vícios de omissão, contradição ou obscuridade, nada impedia o recorrente de opor embargos declaratórios. Ora, não há como aceitar que um recurso seja proposto com o confesso propósito de infringir o julgado e de esclarecê-lo. Não há no ordenamento processual civil recurso com tal matiz. O agravo regimental não traz qualquer subsídio apto a alterar esses fundamentos, razão pela qual deve ser mantido incólume o entendimento da decisão agravada. 2. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. É o voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5705947. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 10/04/2014 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NOS EMB.DIV. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 603.513 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) : MINASPETRO - SINDICATO DO COMÉRCIO VAREJISTA DE DERIVADOS DE PETRÓLEO NO ESTADO DE MINAS GERAIS ADV.(A/S) : CARLOS HENRIQUE DE MORAIS BOMFIM JUNIOR E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : INSTITUTO BRASILEIRO DO MEIO AMBIENTE E DOS RECURSOS NATURAIS RENOVÁVEIS - IBAMA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL Decisão: O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, negou provimento ao agravo regimental. Votou o Presidente. Ausentes, neste julgamento, os Ministros Joaquim Barbosa (Presidente), Ricardo Lewandowski (Vice-Presidente) e Roberto Barroso. Presidiu o julgamento o Ministro Celso de Mello (art. 37, I, do RISTF). Plenário, 10.04.2014. Presidência do Senhor Ministro Joaquim Barbosa. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber, Teori Zavascki e Roberto Barroso. Procurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot Monteiro de Barros. p/ Luiz Tomimatsu Assessor-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 5704473 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NOS EMB.DIV. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 603.513 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) : MINASPETRO - SINDICATO DO COMÉRCIO VAREJISTA DE DERIVADOS DE PETRÓLEO NO ESTADO DE MINAS GERAIS ADV.(A/S) : CARLOS HENRIQUE DE MORAIS BOMFIM JUNIOR E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : INSTITUTO BRASILEIRO DO MEIO AMBIENTE E DOS RECURSOS NATURAIS RENOVÁVEIS - IBAMA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL Decisão: O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, negou provimento ao agravo regimental. Votou o Presidente. Ausentes, neste julgamento, os Ministros Joaquim Barbosa (Presidente), Ricardo Lewandowski (Vice-Presidente) e Roberto Barroso. Presidiu o julgamento o Ministro Celso de Mello (art. 37, I, do RISTF). Plenário, 10.04.2014. Presidência do Senhor Ministro Joaquim Barbosa. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber, Teori Zavascki e Roberto Barroso. Procurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot Monteiro de Barros. p/ Luiz Tomimatsu Assessor-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 5704473 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=5750372
2014-04-10T00:00:00
2014-04-30T00:00:00
O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, negou provimento ao agravo regimental. Votou o Presidente. Ausentes, neste julgamento, os Ministros Joaquim Barbosa (Presidente), Ricardo Lewandowski (Vice-Presidente) e Roberto Barroso. Presidiu o julgamento o Ministro Celso de Mello (art. 37, I, do RISTF). Plenário, 10.04.2014.
AG.REG. NOS EMB.DIV. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
Ementa: PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NOS EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA NO AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. INADMISSÃO. AUSÊNCIA DE SIMILITUDE FÁTICA ENTRE OS PRECEDENTES POSTOS A CONFRONTO. TAXA DE CONTROLE E FISCALIZAÇÃO AMBIENTAL. CONSTITUCIONALIDADE. JURISPRUDÊNCIA PACÍFICA. ART. 332 DO RISTF. 1. É pacífico na jurisprudência do Supremo Tribunal Federal o entendimento de que é constitucional a Taxa de Controle e Fiscalização Ambiental instituída pela Lei 10.165/00 (RE 416.601/DF, rel. Min. CARLOS VELLOSO, Pleno, unânime, DJ de 30.9.2005). 2. Agravo regimental a que se nega provimento.
sjur262455
- Acórdão(s) citado(s): (CONTROLE DE FISCALIZAÇÃO AMBIENTAL, TAXA) RE 416601 (TP). Número de páginas: 7. Análise: 06/05/2014, BRU.
TEORI ZAVASCKI
Tribunal Pleno
603513
[ "LEG-FED LEI-010165 ANO-2000\n LEI ORDINÁRIA\n\n", "LEG-FED RGI ANO-1980\n ART-00332\n RISTF-1980 REGIMENTO INTERNO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL" ]
RE-AgR-EDv-AgR
acordaos
RE 603513 AgR-EDv-AgR
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AGTE.(S) : MINASPETRO - SINDICATO DO COMÉRCIO VAREJISTA DE DERIVADOS DE PETRÓLEO NO ESTADO DE MINAS GERAIS ADV.(A/S) : CARLOS HENRIQUE DE MORAIS BOMFIM JUNIOR E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : INSTITUTO BRASILEIRO DO MEIO AMBIENTE E DOS RECURSOS NATURAIS RENOVÁVEIS - IBAMA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL
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Ementa e Acórdão 10/04/2014 PLENÁRIO AG.REG. NOS EMB.DIV. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 603.513 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :MINASPETRO - SINDICATO DO COMÉRCIO VAREJISTA DE DERIVADOS DE PETRÓLEO NO ESTADO DE MINAS GERAIS ADV.(A/S) :CARLOS HENRIQUE DE MORAIS BOMFIM JUNIOR E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :INSTITUTO BRASILEIRO DO MEIO AMBIENTE E DOS RECURSOS NATURAIS RENOVÁVEIS - IBAMA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL EMENTA: PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NOS EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA NO AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. INADMISSÃO. AUSÊNCIA DE SIMILITUDE FÁTICA ENTRE OS PRECEDENTES POSTOS A CONFRONTO. TAXA DE CONTROLE E FISCALIZAÇÃO AMBIENTAL. CONSTITUCIONALIDADE. JURISPRUDÊNCIA PACÍFICA. ART. 332 DO RISTF. 1. É pacífico na jurisprudência do Supremo Tribunal Federal o entendimento de que é constitucional a Taxa de Controle e Fiscalização Ambiental instituída pela Lei 10.165/00 (Recurso Extraordinário 416.601/DF, rel. Min. CARLOS VELLOSO, Pleno, unânime, DJ de 30.9.2005). 2. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Plenária, sob a Presidência do Ministro CELSO DE MELLO (art. 37, I, do RISTF), na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Votou o Presidente. Ausentes, neste julgamento, os Ministros Joaquim Barbosa Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5705945. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Ementa e Acórdão Recurso Extraordinário 603513 AGR-EDV-AGR / MG (Presidente), Ricardo Lewandowski (Vice-Presidente) e Roberto Barroso. Brasília, 10 de abril de 2014. Ministro TEORI ZAVASCKI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5705945. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 603513 AGR-EDV-AGR / MG (Presidente), Ricardo Lewandowski (Vice-Presidente) e Roberto Barroso. Brasília, 10 de abril de 2014. Ministro TEORI ZAVASCKI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5705945. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório 10/04/2014 PLENÁRIO AG.REG. NOS EMB.DIV. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 603.513 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :MINASPETRO - SINDICATO DO COMÉRCIO VAREJISTA DE DERIVADOS DE PETRÓLEO NO ESTADO DE MINAS GERAIS ADV.(A/S) :CARLOS HENRIQUE DE MORAIS BOMFIM JUNIOR E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :INSTITUTO BRASILEIRO DO MEIO AMBIENTE E DOS RECURSOS NATURAIS RENOVÁVEIS - IBAMA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão que inadmitiu os embargos de divergência ao fundamento de que (a) não há dissonância entre o acórdão embargado e o aresto paradigma; (b) a jurisprudência desta Corte é pacífica no sentido de ser constitucional a Taxa de Controle e Fiscalização Ambiental instituída pela Lei 10.165/00. No agravo, a parte agravante sustenta que (a) não há posicionamento definitivo do Plenário do Supremo Tribunal Federal acerca da constitucionalidade da TCFA e (b) as questões fático-jurídicas do acórdão embargado e do aresto paradigma são semelhantes. Defende, no mais, ser possível a conversão dos embargos de divergência em embargos de declaração. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5705946. Supremo Tribunal Federal 10/04/2014 PLENÁRIO AG.REG. NOS EMB.DIV. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 603.513 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :MINASPETRO - SINDICATO DO COMÉRCIO VAREJISTA DE DERIVADOS DE PETRÓLEO NO ESTADO DE MINAS GERAIS ADV.(A/S) :CARLOS HENRIQUE DE MORAIS BOMFIM JUNIOR E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :INSTITUTO BRASILEIRO DO MEIO AMBIENTE E DOS RECURSOS NATURAIS RENOVÁVEIS - IBAMA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão que inadmitiu os embargos de divergência ao fundamento de que (a) não há dissonância entre o acórdão embargado e o aresto paradigma; (b) a jurisprudência desta Corte é pacífica no sentido de ser constitucional a Taxa de Controle e Fiscalização Ambiental instituída pela Lei 10.165/00. No agravo, a parte agravante sustenta que (a) não há posicionamento definitivo do Plenário do Supremo Tribunal Federal acerca da constitucionalidade da TCFA e (b) as questões fático-jurídicas do acórdão embargado e do aresto paradigma são semelhantes. Defende, no mais, ser possível a conversão dos embargos de divergência em embargos de declaração. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5705946. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI 10/04/2014 PLENÁRIO AG.REG. NOS EMB.DIV. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 603.513 MINAS GERAIS V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. A decisão agravada é do seguinte teor: 2. Os embargos de divergência não devem prosperar. O Supremo Tribunal Federal já assentou que o recurso de embargos de divergência possui contornos rígidos, que não podem ser elastecidos quando ausentes as hipóteses específicas de sua admissibilidade (AI 741.876 AgR-ED-EDv-AgR-ED/SP, rel. Min. DIAS TOFFOLI, Pleno, unânime, DJe de 01.8.2012). Assim, os embargos têm, como único condão, uniformizar entendimentos do Tribunal porventura dissonantes, não visando à mera revisão dos acórdãos. A parte embargante traz, como único fundamento, uma ponderação constante no voto proferido pelo Ministro Joaquim Barbosa no aresto paradigma, no sentido de que se poderia reconhecer a ilegitimidade da taxa quando devidamente comprovado nos autos que o contribuinte ou a atividade não se sujeitam ao poder de polícia do IBAMA. Ocorre que, não obstante ter exposto esse ponto de vista, S. Excia., no precedente paradigma, acompanhou o Relator, de modo que não há qualquer divergência entre os acórdãos colocados a confronto. Ora, o cabimento dos embargos de divergência está restrito à decisão de Turma que, em recurso extraordinário ou em agravo de instrumento, divergir de julgado de outra Turma ou do Plenário, nos termos do art. 330 do RISTF. No caso, ao contrário, o acórdão embargado reafirmou posicionamento assente nesta Corte quanto à constitucionalidade da Taxa de Controle e Fiscalização Ambiental instituída pela Lei 10.165/2000. Neste sentido, o Recurso Extraordinário 408.582-AgR/RS, rel. Min. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5705947. Supremo Tribunal Federal 10/04/2014 PLENÁRIO AG.REG. NOS EMB.DIV. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 603.513 MINAS GERAIS V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. A decisão agravada é do seguinte teor: 2. Os embargos de divergência não devem prosperar. O Supremo Tribunal Federal já assentou que o recurso de embargos de divergência possui contornos rígidos, que não podem ser elastecidos quando ausentes as hipóteses específicas de sua admissibilidade (AI 741.876 AgR-ED-EDv-AgR-ED/SP, rel. Min. DIAS TOFFOLI, Pleno, unânime, DJe de 01.8.2012). Assim, os embargos têm, como único condão, uniformizar entendimentos do Tribunal porventura dissonantes, não visando à mera revisão dos acórdãos. A parte embargante traz, como único fundamento, uma ponderação constante no voto proferido pelo Ministro Joaquim Barbosa no aresto paradigma, no sentido de que se poderia reconhecer a ilegitimidade da taxa quando devidamente comprovado nos autos que o contribuinte ou a atividade não se sujeitam ao poder de polícia do IBAMA. Ocorre que, não obstante ter exposto esse ponto de vista, S. Excia., no precedente paradigma, acompanhou o Relator, de modo que não há qualquer divergência entre os acórdãos colocados a confronto. Ora, o cabimento dos embargos de divergência está restrito à decisão de Turma que, em recurso extraordinário ou em agravo de instrumento, divergir de julgado de outra Turma ou do Plenário, nos termos do art. 330 do RISTF. No caso, ao contrário, o acórdão embargado reafirmou posicionamento assente nesta Corte quanto à constitucionalidade da Taxa de Controle e Fiscalização Ambiental instituída pela Lei 10.165/2000. Neste sentido, o Recurso Extraordinário 408.582-AgR/RS, rel. Min. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5705947. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI Recurso Extraordinário 603513 AGR-EDV-AGR / MG MARCO AURÉLIO, 1... Turma, DJe, de 11.3.2011; AI 638.133- AgR/SP, rel. Min. GILMAR MENDES, 2... Turma, DJe de 28.3.2008, todos utilizando-se do precedente fixado no Recurso Extraordinário 416.601/DF, rel. Min. CARLOS VELLOSO, Pleno, unânime, DJ de 30.9.2005, cuja ementa é a seguinte: CONSTITUCIONAL. TRIBUTÁRIO. IBAMA: TAXA DE FISCALIZAÇÃO. Lei 6.938/81, com a redação da Lei 10.165/2000, artigos 17-B, 17-C, 17-D, 17-G. C.F., art. 145, II. I. - Taxa de Controle e Fiscalização Ambiental - TCFA - do IBAMA: Lei 6.938, com a redação da Lei 10.165/2000: constitucionalidade. II. - R.E. conhecido, em parte, e não provido. Apreciando recurso de empresa com atividade semelhante à da ora recorrente, aplicou-se o mesmo entendimento (AI 648.201-AgR/ SP, rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Primeira Turma, DJe de 26.6.2009). Dessarte, são incabíveis os presentes embargos, porquanto pacífica no Tribunal a orientação da decisão embargada; sobre esse ponto, o seguinte precedente, formado em caso análogo: Agravo regimental em embargos de divergência não admitidos por ausência de pressupostos de admissibilidade. 1. nos termos do art. 332 do Regimento Interno desta Corte, decisão proferida em conformidade com a pacífica jurisprudência do Supremo Tribunal Federal não pode ser alterada por meio de embargos de divergência. 2. O despacho denegatório de seguimento dos embargos de divergência trouxe fundamentos que não foram atacados no agravo regimental em tela, fato a acarretar sua rejeição. 3. Agravo regimental a que se nega provimento (AI 331.146 AgR-ED-EDv-AgR, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Tribunal Pleno, DJe de 01/08/2012). 3. Por fim, descabida a pretensão de recebimento do 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5705947. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 603513 AGR-EDV-AGR / MG MARCO AURÉLIO, 1... Turma, DJe, de 11.3.2011; AI 638.133- AgR/SP, rel. Min. GILMAR MENDES, 2... Turma, DJe de 28.3.2008, todos utilizando-se do precedente fixado no Recurso Extraordinário 416.601/DF, rel. Min. CARLOS VELLOSO, Pleno, unânime, DJ de 30.9.2005, cuja ementa é a seguinte: CONSTITUCIONAL. TRIBUTÁRIO. IBAMA: TAXA DE FISCALIZAÇÃO. Lei 6.938/81, com a redação da Lei 10.165/2000, artigos 17-B, 17-C, 17-D, 17-G. C.F., art. 145, II. I. - Taxa de Controle e Fiscalização Ambiental - TCFA - do IBAMA: Lei 6.938, com a redação da Lei 10.165/2000: constitucionalidade. II. - R.E. conhecido, em parte, e não provido. Apreciando recurso de empresa com atividade semelhante à da ora recorrente, aplicou-se o mesmo entendimento (AI 648.201-AgR/ SP, rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Primeira Turma, DJe de 26.6.2009). Dessarte, são incabíveis os presentes embargos, porquanto pacífica no Tribunal a orientação da decisão embargada; sobre esse ponto, o seguinte precedente, formado em caso análogo: Agravo regimental em embargos de divergência não admitidos por ausência de pressupostos de admissibilidade. 1. nos termos do art. 332 do Regimento Interno desta Corte, decisão proferida em conformidade com a pacífica jurisprudência do Supremo Tribunal Federal não pode ser alterada por meio de embargos de divergência. 2. O despacho denegatório de seguimento dos embargos de divergência trouxe fundamentos que não foram atacados no agravo regimental em tela, fato a acarretar sua rejeição. 3. Agravo regimental a que se nega provimento (AI 331.146 AgR-ED-EDv-AgR, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Tribunal Pleno, DJe de 01/08/2012). 3. Por fim, descabida a pretensão de recebimento do 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5705947. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI Recurso Extraordinário 603513 AGR-EDV-AGR / MG recurso como embargos declaratórios. Se supunha haver os vícios de omissão, contradição ou obscuridade, nada impedia o recorrente de opor embargos declaratórios. Ora, não há como aceitar que um recurso seja proposto com o confesso propósito de infringir o julgado e de esclarecê-lo. Não há no ordenamento processual civil recurso com tal matiz. O agravo regimental não traz qualquer subsídio apto a alterar esses fundamentos, razão pela qual deve ser mantido incólume o entendimento da decisão agravada. 2. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. É o voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5705947. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 603513 AGR-EDV-AGR / MG recurso como embargos declaratórios. Se supunha haver os vícios de omissão, contradição ou obscuridade, nada impedia o recorrente de opor embargos declaratórios. Ora, não há como aceitar que um recurso seja proposto com o confesso propósito de infringir o julgado e de esclarecê-lo. Não há no ordenamento processual civil recurso com tal matiz. O agravo regimental não traz qualquer subsídio apto a alterar esses fundamentos, razão pela qual deve ser mantido incólume o entendimento da decisão agravada. 2. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. É o voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5705947. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 10/04/2014 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NOS EMB.DIV. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 603.513 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) : MINASPETRO - SINDICATO DO COMÉRCIO VAREJISTA DE DERIVADOS DE PETRÓLEO NO ESTADO DE MINAS GERAIS ADV.(A/S) : CARLOS HENRIQUE DE MORAIS BOMFIM JUNIOR E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : INSTITUTO BRASILEIRO DO MEIO AMBIENTE E DOS RECURSOS NATURAIS RENOVÁVEIS - IBAMA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL Decisão: O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, negou provimento ao agravo regimental. Votou o Presidente. Ausentes, neste julgamento, os Ministros Joaquim Barbosa (Presidente), Ricardo Lewandowski (Vice-Presidente) e Roberto Barroso. Presidiu o julgamento o Ministro Celso de Mello (art. 37, I, do RISTF). Plenário, 10.04.2014. Presidência do Senhor Ministro Joaquim Barbosa. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber, Teori Zavascki e Roberto Barroso. Procurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot Monteiro de Barros. p/ Luiz Tomimatsu Assessor-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 5704473 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NOS EMB.DIV. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 603.513 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) : MINASPETRO - SINDICATO DO COMÉRCIO VAREJISTA DE DERIVADOS DE PETRÓLEO NO ESTADO DE MINAS GERAIS ADV.(A/S) : CARLOS HENRIQUE DE MORAIS BOMFIM JUNIOR E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : INSTITUTO BRASILEIRO DO MEIO AMBIENTE E DOS RECURSOS NATURAIS RENOVÁVEIS - IBAMA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL Decisão: O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, negou provimento ao agravo regimental. Votou o Presidente. Ausentes, neste julgamento, os Ministros Joaquim Barbosa (Presidente), Ricardo Lewandowski (Vice-Presidente) e Roberto Barroso. Presidiu o julgamento o Ministro Celso de Mello (art. 37, I, do RISTF). Plenário, 10.04.2014. Presidência do Senhor Ministro Joaquim Barbosa. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber, Teori Zavascki e Roberto Barroso. Procurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot Monteiro de Barros. p/ Luiz Tomimatsu Assessor-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 5704473 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 603 . 513", "Recurso Extraordinário 416 . 601 / DF", "Recurso Extraordinário 603513", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 603 . 513", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 603 . 513", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 603 . 513", "AI 741 . 876 AgR", "Recurso Extraordinário 408 . 582 - AgR / RS", "AI 741 . 876 AgR", "Recurso Extraordinário 408 . 582 - AgR / RS", "Recurso Extraordinário 603513", "AI 638 . 133 - AgR / SP", "Recurso Extraordinário 416 . 601 / DF", "AI 648 . 201 - AgR / SP", "AI 331 . 146 AgR - ED - EDv - AgR", "Recurso Extraordinário 603513 AGR", "AI 638 . 133 - AgR / SP", "Recurso Extraordinário 416 . 601 / DF", "AI 648 . 201 - AgR / SP", "AI 331 . 146 AgR - ED - EDv - AgR", "Recurso Extraordinário 603513 AGR", "Recurso Extraordinário 603513", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 603 . 513", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 603 . 513" ], "LEGISLACAO": [ "ART", "Lei 10 . 165 / 00", "art . 37 , I , do RISTF", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei 10 . 165 / 00", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei 10 . 165 / 00", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 330 do RISTF", "Lei 10 . 165 / 2000", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 330 do RISTF", "Lei 10 . 165 / 2000", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei 6 . 938 / 81", "Lei 10 . 165 / 2000", "Lei 6 . 938", "Lei 10 . 165 / 2000", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei 6 . 938 / 81", "Lei 10 . 165 / 2000", "Lei 6 . 938", "Lei 10 . 165 / 2000", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "MINAS GERAIS", "ESTADO DE MINAS GERAIS", "Brasília", "Brasília", "MINAS GERAIS", "ESTADO DE MINAS GERAIS", "MINAS GERAIS", "ESTADO DE MINAS GERAIS", "MINAS GERAIS", "MINAS GERAIS", "MINAS GERAIS", "ESTADO DE MINAS GERAIS" ], "ORGANIZACAO": [ "PLENÁRIO", "INSTITUTO BRASILEIRO DO MEIO AMBIENTE E DOS RECURSOS NATURAIS RENOVÁVEIS", "IBAMA", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PLENÁRIO", "SINDICATO DO COMÉRCIO VAREJISTA DE DERIVADOS DE PETRÓLEO", "INSTITUTO BRASILEIRO DO MEIO AMBIENTE E DOS RECURSOS NATURAIS RENOVÁVEIS", "IBAMA", "Plenário do Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil .", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "SINDICATO DO COMÉRCIO VAREJISTA DE DERIVADOS DE PETRÓLEO NO", "INSTITUTO BRASILEIRO DO MEIO AMBIENTE E DOS RECURSOS NATURAIS RENOVÁVEIS", "IBAMA", "Plenário do Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PLENÁRIO", "Supremo Tribunal Federal", "IBAMA", "Plenário", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "Supremo Tribunal Federal", "IBAMA", "Plenário", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "2", "IBAMA", "IBAMA", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal Pleno", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "1", ".", "2", "IBAMA", "IBAMA", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal Pleno", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "/", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PLENÁRIO", "SINDICATO DO COMÉRCIO VAREJISTA DE DERIVADOS DE PETRÓLEO NO ESTADO DE MINAS GERAIS", "INSTITUTO BRASILEIRO DO MEIO AMBIENTE E DOS RECURSOS NATURAIS RENOVÁVEIS", "IBAMA", 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"CARLOS VELLOSO", "CÁRMEN LÚCIA", "DIAS TOFFOLI", "TEORI ZAVASCKI", "TEORI ZAVASCKI", "CARLOS HENRIQUE DE MORAIS BOMFIM JUNIOR", "Joaquim Barbosa", "Ricardo Lewandowski", "Roberto Barroso", "Celso de Mello", "Joaquim Barbosa", "Celso de Mello", "Marco Aurélio", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Cármen Lúcia", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Teori Zavascki", "Roberto Barroso", "Rodrigo Janot Monteiro de Barros", "Luiz Tomimatsu", "CARLOS HENRIQUE DE MORAIS BOMFIM JUNIOR", "Joaquim Barbosa", "Ricardo Lewandowski", "Roberto Barroso", "Celso de Mello", "Joaquim Barbosa", "Celso de Mello", "Marco Aurélio", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Cármen Lúcia", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Teori Zavascki", "Roberto Barroso", "Rodrigo Janot Monteiro de Barros", "Luiz Tomimatsu" ], "TEMPO": [ "10", "/", "04", "/", "2014", "30", ".", "9", ".", "2005", "24", "/", "08", "/", "2001", "10 de abril de 2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "10 de abril de 2014", "24", 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Ementa e Acórdão 18/02/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 788.550 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :MUNICÍPIO DE MOGI MIRIM PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE MOGI MIRIM AGDO.(A/S) :REGIANE APARECIDA DONEGÁ E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :VALDIR PAIS E OUTRO(A/S) Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Direito do Trabalho. 3. Pagamento de férias em dobro. Matéria infraconstitucional. 4. Princípio da legalidade. Incidência do Enunciado 636 da Súmula do STF. 5. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 6. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 18 de fevereiro de 2014. Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5346169. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Relatório 18/02/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 788.550 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :MUNICÍPIO DE MOGI MIRIM PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE MOGI MIRIM AGDO.(A/S) :REGIANE APARECIDA DONEGÁ E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :VALDIR PAIS E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental em recurso extraordinário com agravo contra decisão que negou provimento a recurso, ao fundamento de que a natureza da matéria versada nos autos reveste-se de índole infraconstitucional. No agravo regimental, sustenta-se violação direta ao texto constitucional, em especial aos artigos 5º, II e LV; e 37, caput, ao fundamento de que foi aplicada ao Município de Mogi Mirim penalidade não prevista em lei. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5346170. Supremo Tribunal Federal 18/02/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 788.550 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :MUNICÍPIO DE MOGI MIRIM PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE MOGI MIRIM AGDO.(A/S) :REGIANE APARECIDA DONEGÁ E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :VALDIR PAIS E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental em recurso extraordinário com agravo contra decisão que negou provimento a recurso, ao fundamento de que a natureza da matéria versada nos autos reveste-se de índole infraconstitucional. No agravo regimental, sustenta-se violação direta ao texto constitucional, em especial aos artigos 5º, II e LV; e 37, caput, ao fundamento de que foi aplicada ao Município de Mogi Mirim penalidade não prevista em lei. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5346170. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Voto - MIN. GILMAR MENDES 18/02/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 788.550 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal, uma vez que o agravante não trouxe argumentos suficientes para infirmá-la, visando apenas à rediscussão da matéria já decidida de acordo com a jurisprudência pacífica desta Corte. Consoante afirmado na decisão monocrática, para se concluir de forma diversa do acórdão recorrido, seria imprescindível a análise da legislação infraconstitucional aplicável à espécie, o que é inviável no âmbito do recurso extraordinário. Nesse sentido, destaco a seguinte decisão monocrática: “DECISÃO: Trata-se de agravo nos próprios autos interposto pelo ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE, com fundamento no art. 544 do Código de Processo Civil, objetivando a reforma da decisão que inadmitiu seu recurso extraordinário manejado com arrimo na alínea “a” do permissivo Constitucional, contra acórdão assim ementado: ‘RECURSO DE REVISTA. FÉRIAS. PAGAMENTO FORA DO PRAZO PREVISTO NO ART. 145 DA CLT. DOBRA À QUE SE REFERE O ART. 137 DA CLT.’ Os embargos de declaração opostos foram rejeitados. Nas razões de apelo extremo, sustenta a preliminar de repercussão geral e, no mérito, alega violação aos artigos 2º, 5º, II, 7º, XXVII, e 59 da Constituição Federal. O Tribunal a quo negou seguimento ao recurso extraordinário por não vislumbrar ofensa direta à Constituição Federal. É o relatório. DECIDO. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5346171. Supremo Tribunal Federal 18/02/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 788.550 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal, uma vez que o agravante não trouxe argumentos suficientes para infirmá-la, visando apenas à rediscussão da matéria já decidida de acordo com a jurisprudência pacífica desta Corte. Consoante afirmado na decisão monocrática, para se concluir de forma diversa do acórdão recorrido, seria imprescindível a análise da legislação infraconstitucional aplicável à espécie, o que é inviável no âmbito do recurso extraordinário. Nesse sentido, destaco a seguinte decisão monocrática: “DECISÃO: Trata-se de agravo nos próprios autos interposto pelo ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE, com fundamento no art. 544 do Código de Processo Civil, objetivando a reforma da decisão que inadmitiu seu recurso extraordinário manejado com arrimo na alínea “a” do permissivo Constitucional, contra acórdão assim ementado: ‘RECURSO DE REVISTA. FÉRIAS. PAGAMENTO FORA DO PRAZO PREVISTO NO ART. 145 DA CLT. DOBRA À QUE SE REFERE O ART. 137 DA CLT.’ Os embargos de declaração opostos foram rejeitados. Nas razões de apelo extremo, sustenta a preliminar de repercussão geral e, no mérito, alega violação aos artigos 2º, 5º, II, 7º, XXVII, e 59 da Constituição Federal. O Tribunal a quo negou seguimento ao recurso extraordinário por não vislumbrar ofensa direta à Constituição Federal. É o relatório. DECIDO. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5346171. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MIN. GILMAR MENDES ARE 788550 AGR / DF Ab initio, a repercussão geral pressupõe recurso admissível sob o crivo dos demais requisitos constitucionais e processuais de admissibilidade (art. 323 do RISTF). Consectariamente, se o recurso é inadmissível por outro motivo, não há como se pretender seja reconhecida “a repercussão geral das questões constitucionais discutidas no caso” (art. 102, III, § 3º, da CF). Não merece provimento o agravo. O pagamento em dobro das férias não concedidas no prazo previsto no artigo 145 da CLT não enseja o cabimento de recurso extraordinária, posto controvérsia de índole infraconstitucional. Nesse sentido, o AI nº 322.067-AgR/SP, Relatora Ministra Ellen Gracie, Segunda Turma, DJe 19/4/2002, assim ementado: ‘Tratou o recurso extraordinário de matéria processual referente ao reexame do julgamento dos embargos de declaração opostos na instância de origem. 2. A discussão em torno do pagamento em dobro das férias não concedidas ao agravado também reside no âmbito infraconstitucional, o que veda a admissão do extraordinário. 3. Agravo regimental a que se nega provimento.’ No mesmo sentido, as seguintes decisões monocráticas: o ARE nº 697.204/DF, Relatora Ministra Cármen Lúcia, DJe 6/8/2012, o ARE nº 697.241/DF, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJe 7/8/2012, e o ARE nº 675.315/SC, Rel. Min. Luiz Fux, DJe 19/3/2012. Relativamente à alegada violação ao princípio da legalidade. Incide, in casu, o óbice erigido pelo Enunciado da Súmula 636 desta Suprema Corte, de seguinte teor: “Não cabe recurso extraordinário por contrariedade ao princípio constitucional da legalidade, quando a sua verificação pressuponha rever a interpretação dada a normas infraconstitucionais pela decisão recorrida”. Nesse sentido: AI nº 839.612-AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe 11/9/2013, e o ARE nº 749.433-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5346171. Supremo Tribunal Federal ARE 788550 AGR / DF Ab initio, a repercussão geral pressupõe recurso admissível sob o crivo dos demais requisitos constitucionais e processuais de admissibilidade (art. 323 do RISTF). Consectariamente, se o recurso é inadmissível por outro motivo, não há como se pretender seja reconhecida “a repercussão geral das questões constitucionais discutidas no caso” (art. 102, III, § 3º, da CF). Não merece provimento o agravo. O pagamento em dobro das férias não concedidas no prazo previsto no artigo 145 da CLT não enseja o cabimento de recurso extraordinária, posto controvérsia de índole infraconstitucional. Nesse sentido, o AI nº 322.067-AgR/SP, Relatora Ministra Ellen Gracie, Segunda Turma, DJe 19/4/2002, assim ementado: ‘Tratou o recurso extraordinário de matéria processual referente ao reexame do julgamento dos embargos de declaração opostos na instância de origem. 2. A discussão em torno do pagamento em dobro das férias não concedidas ao agravado também reside no âmbito infraconstitucional, o que veda a admissão do extraordinário. 3. Agravo regimental a que se nega provimento.’ No mesmo sentido, as seguintes decisões monocráticas: o ARE nº 697.204/DF, Relatora Ministra Cármen Lúcia, DJe 6/8/2012, o ARE nº 697.241/DF, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJe 7/8/2012, e o ARE nº 675.315/SC, Rel. Min. Luiz Fux, DJe 19/3/2012. Relativamente à alegada violação ao princípio da legalidade. Incide, in casu, o óbice erigido pelo Enunciado da Súmula 636 desta Suprema Corte, de seguinte teor: “Não cabe recurso extraordinário por contrariedade ao princípio constitucional da legalidade, quando a sua verificação pressuponha rever a interpretação dada a normas infraconstitucionais pela decisão recorrida”. Nesse sentido: AI nº 839.612-AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe 11/9/2013, e o ARE nº 749.433-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5346171. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MIN. GILMAR MENDES ARE 788550 AGR / DF 28/11/2013, assim ementado: (...) Ex positis, DESPROVEJO o agravo, com fundamento no disposto no artigo 21, § 1º, do RISTF”. (Are 783.172/DF, Rel. Min. Luiz Fux, DJe 03.02.2014) Ainda, reitero que o Supremo Tribunal Federal entende não ser cabível a interposição de recurso extraordinário por contrariedade ao princípio da legalidade, quando a verificação da ofensa envolver reapreciação de interpretação dada a normas infraconstitucionais pelo Tribunal a quo (Enunciado da Súmula 636 do STF). Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5346171. Supremo Tribunal Federal ARE 788550 AGR / DF 28/11/2013, assim ementado: (...) Ex positis, DESPROVEJO o agravo, com fundamento no disposto no artigo 21, § 1º, do RISTF”. (Are 783.172/DF, Rel. Min. Luiz Fux, DJe 03.02.2014) Ainda, reitero que o Supremo Tribunal Federal entende não ser cabível a interposição de recurso extraordinário por contrariedade ao princípio da legalidade, quando a verificação da ofensa envolver reapreciação de interpretação dada a normas infraconstitucionais pelo Tribunal a quo (Enunciado da Súmula 636 do STF). Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5346171. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Extrato de Ata - 18/02/2014 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 788.550 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE MOGI MIRIM PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE MOGI MIRIM AGDO.(A/S) : REGIANE APARECIDA DONEGÁ E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : VALDIR PAIS E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. 2ª Turma, 18.02.2014. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 5351784 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 788.550 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE MOGI MIRIM PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE MOGI MIRIM AGDO.(A/S) : REGIANE APARECIDA DONEGÁ E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : VALDIR PAIS E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. 2ª Turma, 18.02.2014. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 5351784 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=5361841
2014-02-18T00:00:00
2014-03-06T00:00:00
A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. 2ª Turma, 18.02.2014.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Direito do Trabalho. 3. Pagamento de férias em dobro. Matéria infraconstitucional. 4. Princípio da legalidade. Incidência do Enunciado 636 da Súmula do STF. 5. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 6. Agravo regimental a que se nega provimento.
sjur256525
- Acórdão(s) citado(s): (RE, MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL) ARE 783172. Número de páginas: 6. Análise: 06/03/2014, TIA.
GILMAR MENDES
Segunda Turma
788550
[ "LEG-FED SUMSTF-000636 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 788550 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE MOGI MIRIM PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE MOGI MIRIM AGDO.(A/S) : REGIANE APARECIDA DONEGÁ E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : VALDIR PAIS E OUTRO(A/S)
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Ementa e Acórdão 18/02/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 788.550 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :MUNICÍPIO DE MOGI MIRIM PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE MOGI MIRIM AGDO.(A/S) :REGIANE APARECIDA DONEGÁ E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :VALDIR PAIS E OUTRO(A/S) Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Direito do Trabalho. 3. Pagamento de férias em dobro. Matéria infraconstitucional. 4. Princípio da legalidade. Incidência do Enunciado 636 da Súmula do Supremo Tribunal Federal. 5. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 6. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 18 de fevereiro de 2014. Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5346169. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Relatório 18/02/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 788.550 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :MUNICÍPIO DE MOGI MIRIM PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE MOGI MIRIM AGDO.(A/S) :REGIANE APARECIDA DONEGÁ E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :VALDIR PAIS E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental em recurso extraordinário com agravo contra decisão que negou provimento a recurso, ao fundamento de que a natureza da matéria versada nos autos reveste-se de índole infraconstitucional. No agravo regimental, sustenta-se violação direta ao texto constitucional, em especial aos artigos 5..., II e LV; e 37, caput, ao fundamento de que foi aplicada ao Município de Mogi Mirim penalidade não prevista em lei. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5346170. Supremo Tribunal Federal 18/02/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 788.550 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :MUNICÍPIO DE MOGI MIRIM PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE MOGI MIRIM AGDO.(A/S) :REGIANE APARECIDA DONEGÁ E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :VALDIR PAIS E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental em recurso extraordinário com agravo contra decisão que negou provimento a recurso, ao fundamento de que a natureza da matéria versada nos autos reveste-se de índole infraconstitucional. No agravo regimental, sustenta-se violação direta ao texto constitucional, em especial aos artigos 5..., II e LV; e 37, caput, ao fundamento de que foi aplicada ao Município de Mogi Mirim penalidade não prevista em lei. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5346170. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Voto - MIN. GILMAR MENDES 18/02/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 788.550 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal, uma vez que o agravante não trouxe argumentos suficientes para infirmá-la, visando apenas à rediscussão da matéria já decidida de acordo com a jurisprudência pacífica desta Corte. Consoante afirmado na decisão monocrática, para se concluir de forma diversa do acórdão recorrido, seria imprescindível a análise da legislação infraconstitucional aplicável à espécie, o que é inviável no âmbito do recurso extraordinário. Nesse sentido, destaco a seguinte decisão monocrática: “DECISÃO: Trata-se de agravo nos próprios autos interposto pelo ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE, com fundamento no art. 544 do Código de Processo Civil, objetivando a reforma da decisão que inadmitiu seu recurso extraordinário manejado com arrimo na alínea “a” do permissivo Constitucional, contra acórdão assim ementado: ‘RECURSO DE REVISTA. FÉRIAS. PAGAMENTO FORA DO PRAZO PREVISTO NO ART. 145 DA Consolidação das Leis do Trabalho. DOBRA À QUE SE REFERE O ART. 137 DA Consolidação das Leis do Trabalho.’ Os embargos de declaração opostos foram rejeitados. Nas razões de apelo extremo, sustenta a preliminar de repercussão geral e, no mérito, alega violação aos artigos 2..., 5..., II, 7..., XXVII, e 59 da Constituição Federal. O Tribunal a quo negou seguimento ao recurso extraordinário por não vislumbrar ofensa direta à Constituição Federal. É o relatório. DECIDO. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5346171. Supremo Tribunal Federal 18/02/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 788.550 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal, uma vez que o agravante não trouxe argumentos suficientes para infirmá-la, visando apenas à rediscussão da matéria já decidida de acordo com a jurisprudência pacífica desta Corte. Consoante afirmado na decisão monocrática, para se concluir de forma diversa do acórdão recorrido, seria imprescindível a análise da legislação infraconstitucional aplicável à espécie, o que é inviável no âmbito do recurso extraordinário. Nesse sentido, destaco a seguinte decisão monocrática: “DECISÃO: Trata-se de agravo nos próprios autos interposto pelo ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE, com fundamento no art. 544 do Código de Processo Civil, objetivando a reforma da decisão que inadmitiu seu recurso extraordinário manejado com arrimo na alínea “a” do permissivo Constitucional, contra acórdão assim ementado: ‘RECURSO DE REVISTA. FÉRIAS. PAGAMENTO FORA DO PRAZO PREVISTO NO ART. 145 DA Consolidação das Leis do Trabalho. DOBRA À QUE SE REFERE O ART. 137 DA Consolidação das Leis do Trabalho.’ Os embargos de declaração opostos foram rejeitados. Nas razões de apelo extremo, sustenta a preliminar de repercussão geral e, no mérito, alega violação aos artigos 2..., 5..., II, 7..., XXVII, e 59 da Constituição Federal. O Tribunal a quo negou seguimento ao recurso extraordinário por não vislumbrar ofensa direta à Constituição Federal. É o relatório. DECIDO. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5346171. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MIN. GILMAR MENDES ARE 788550 AGR / DF Ab initio, a repercussão geral pressupõe recurso admissível sob o crivo dos demais requisitos constitucionais e processuais de admissibilidade (art. 323 do RISTF). Consectariamente, se o recurso é inadmissível por outro motivo, não há como se pretender seja reconhecida “a repercussão geral das questões constitucionais discutidas no caso” (art. 102, III, § 3..., da Constituição Federal de 1988). Não merece provimento o agravo. O pagamento em dobro das férias não concedidas no prazo previsto no artigo 145 da Consolidação das Leis do Trabalho não enseja o cabimento de recurso extraordinária, posto controvérsia de índole infraconstitucional. Nesse sentido, o AI n 322.067-AgR/SP, Relatora Ministra Ellen Gracie, Segunda Turma, DJe 19/4/2002, assim ementado: ‘Tratou o recurso extraordinário de matéria processual referente ao reexame do julgamento dos embargos de declaração opostos na instância de origem. 2. A discussão em torno do pagamento em dobro das férias não concedidas ao agravado também reside no âmbito infraconstitucional, o que veda a admissão do extraordinário. 3. Agravo regimental a que se nega provimento.’ No mesmo sentido, as seguintes decisões monocráticas: o ARE n 697.204/DF, Relatora Ministra Cármen Lúcia, DJe 6/8/2012, o ARE n 697.241/DF, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJe 7/8/2012, e o ARE n 675.315/SC, Rel. Min. Luiz Fux, DJe 19/3/2012. Relativamente à alegada violação ao princípio da legalidade. Incide, in casu, o óbice erigido pelo Enunciado da Súmula 636 desta Suprema Corte, de seguinte teor: “Não cabe recurso extraordinário por contrariedade ao princípio constitucional da legalidade, quando a sua verificação pressuponha rever a interpretação dada a normas infraconstitucionais pela decisão recorrida”. Nesse sentido: AI n 839.612-AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe 11/9/2013, e o ARE n 749.433-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5346171. Supremo Tribunal Federal ARE 788550 AGR / DF Ab initio, a repercussão geral pressupõe recurso admissível sob o crivo dos demais requisitos constitucionais e processuais de admissibilidade (art. 323 do RISTF). Consectariamente, se o recurso é inadmissível por outro motivo, não há como se pretender seja reconhecida “a repercussão geral das questões constitucionais discutidas no caso” (art. 102, III, § 3..., da Constituição Federal de 1988). Não merece provimento o agravo. O pagamento em dobro das férias não concedidas no prazo previsto no artigo 145 da Consolidação das Leis do Trabalho não enseja o cabimento de recurso extraordinária, posto controvérsia de índole infraconstitucional. Nesse sentido, o AI n 322.067-AgR/SP, Relatora Ministra Ellen Gracie, Segunda Turma, DJe 19/4/2002, assim ementado: ‘Tratou o recurso extraordinário de matéria processual referente ao reexame do julgamento dos embargos de declaração opostos na instância de origem. 2. A discussão em torno do pagamento em dobro das férias não concedidas ao agravado também reside no âmbito infraconstitucional, o que veda a admissão do extraordinário. 3. Agravo regimental a que se nega provimento.’ No mesmo sentido, as seguintes decisões monocráticas: o ARE n 697.204/DF, Relatora Ministra Cármen Lúcia, DJe 6/8/2012, o ARE n 697.241/DF, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJe 7/8/2012, e o ARE n 675.315/SC, Rel. Min. Luiz Fux, DJe 19/3/2012. Relativamente à alegada violação ao princípio da legalidade. Incide, in casu, o óbice erigido pelo Enunciado da Súmula 636 desta Suprema Corte, de seguinte teor: “Não cabe recurso extraordinário por contrariedade ao princípio constitucional da legalidade, quando a sua verificação pressuponha rever a interpretação dada a normas infraconstitucionais pela decisão recorrida”. Nesse sentido: AI n 839.612-AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe 11/9/2013, e o ARE n 749.433-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5346171. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MIN. GILMAR MENDES ARE 788550 AGR / DF 28/11/2013, assim ementado: (...) Ex positis, DESPROVEJO o agravo, com fundamento no disposto no artigo 21, § 1..., do RISTF”. (Are 783.172/DF, Rel. Min. Luiz Fux, DJe 03.02.2014) Ainda, reitero que o Supremo Tribunal Federal entende não ser cabível a interposição de recurso extraordinário por contrariedade ao princípio da legalidade, quando a verificação da ofensa envolver reapreciação de interpretação dada a normas infraconstitucionais pelo Tribunal a quo (Enunciado da Súmula 636 do Supremo Tribunal Federal). Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5346171. Supremo Tribunal Federal ARE 788550 AGR / DF 28/11/2013, assim ementado: (...) Ex positis, DESPROVEJO o agravo, com fundamento no disposto no artigo 21, § 1..., do RISTF”. (Are 783.172/DF, Rel. Min. Luiz Fux, DJe 03.02.2014) Ainda, reitero que o Supremo Tribunal Federal entende não ser cabível a interposição de recurso extraordinário por contrariedade ao princípio da legalidade, quando a verificação da ofensa envolver reapreciação de interpretação dada a normas infraconstitucionais pelo Tribunal a quo (Enunciado da Súmula 636 do Supremo Tribunal Federal). Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5346171. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Extrato de Ata - 18/02/2014 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 788.550 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE MOGI MIRIM PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE MOGI MIRIM AGDO.(A/S) : REGIANE APARECIDA DONEGÁ E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : VALDIR PAIS E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. 2... Turma, 18.02.2014. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 5351784 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 788.550 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE MOGI MIRIM PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE MOGI MIRIM AGDO.(A/S) : REGIANE APARECIDA DONEGÁ E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : VALDIR PAIS E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. 2... Turma, 18.02.2014. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 5351784 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM", "Enunciado 636 da Súmula do Supremo Tribunal Federal", "ARE 788550 AGR /", "AI n 322 . 067 - AgR / SP", "ARE n 697 . 204 / DF", "ARE n 697 . 241 / DF", "ARE n 675 . 315 / SC", "Enunciado da", "Súmula 636 desta Suprema Corte", "AI n 839 . 612 - AgR", "ARE n 749 . 433 - AgR", "ARE 788550 AGR / DF", "AI n 322 . 067 - AgR / SP", "ARE n 697 . 204 / DF", "ARE n 697 . 241 / DF", "ARE n 675 . 315 / SC", "Súmula 636 desta Suprema Corte", "AI n 839 . 612 - AgR", "ARE n 749 . 433 - AgR", "Are 783 . 172 / DF", "Súmula 636 do Supremo Tribunal Federal", "Are 783 . 172 / DF" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 544 do Código de Processo Civil", "alínea “ a ” do permissivo Constitucional", "ART . 145 DA Consolidação das Leis do Trabalho", "ART . 137 DA Consolidação das Leis do Trabalho", "artigos 2 . . . , 5 . . . , II , 7 . . . , XXVII , e 59 da Constituição Federal", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 544 do Código de Processo Civil", "ART . 145 DA Consolidação das Leis do Trabalho", "ART . 137 DA Consolidação das Leis do Trabalho", "artigos 2 . . . , 5 . . . , II , 7 . . . , XXVII , e 59 da Constituição Federal", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 323 do RISTF", "art . 102 , III , § 3 . . . , da Constituição Federal de 1988", "artigo 145 da Consolidação das Leis do Trabalho", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 323 do RISTF", "art . 102 , III , § 3 . . . , da Constituição Federal de 1988", "artigo 145 da Consolidação das Leis do Trabalho", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 21 , § 1 . . . , do RISTF", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 21 , § 1 . . . , do RISTF ”", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "DISTRITO FEDERAL", "MUNICÍPIO DE MOGI MIRIM", "MUNICÍPIO DE MOGI MIRIM", "Brasília", "DISTRITO FEDERAL", "MUNICÍPIO DE MOGI MIRIM", "MUNICÍPIO DE MOGI MIRIM", "Município de Mogi Mirim", "DISTRITO FEDERAL", "MUNICÍPIO DE MOGI MIRIM", "MUNICÍPIO DE MOGI MIRIM", "Município de Mogi Mirim", "DISTRITO FEDERAL", "ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE", "DISTRITO FEDERAL", "ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE", "DISTRITO FEDERAL", "MOGI MIRIM", "DISTRITO FEDERAL", "MOGI" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "DF", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "GILMAR MENDES", "REGIANE APARECIDA DONEGÁ", "VALDIR PAIS", "Cármen Lúcia", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "REGIANE APARECIDA DONEGÁ", "VALDIR PAIS", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "REGIANE APARECIDA DONEGÁ", "VALDIR PAIS", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "Ellen Gracie", "Cármen Lúcia", "Ricardo Lewandowski", "Luiz Fux", "Ricardo Lewandowski", "Dias Toffoli", "Ellen Gracie", "Cármen Lúcia", "Ricardo Lewandowski", "Luiz Fux", "Ricardo Lewandowski", "Dias Toffoli", "GILMAR MENDES", "Luiz Fux", "Luiz Fux", "GILMAR MENDES", "REGIANE APARECIDA DONEGÁ", "VALDIR PAIS", "Cármen Lúcia", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Teori Zavascki", "Cláudia Sampaio Marques", "Ravena Siqueira", "GILMAR MENDES", "REGIANE APARECIDA DONEGÁ", "VALDIR PAIS", "Cármen Lúcia", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Teori Zavascki", "Cláudia Sampaio Marques", "Ravena Siqueira" ], "TEMPO": [ "18", "/", "02", "/", "2014", "18 de fevereiro de 2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "18", "/", "02", "/", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "18", "/", "02", "/", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "18", "/", "02", "/", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "18", "/", "02", "/", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", "/", "4", "/", "2002", "6", "/", "8", "/", "2012", "7", "/", "8", "/", "2012", "19", "/", "3", "/", "2012", "11", "/", "9", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", "/", "4", "/", "2002", "6", "/", "8", "/", "2012", "7", "/", "8", "/", "2012", "19", "/", "3", "/", "2012", "11", "/", "9", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "11", "/", "2013", "03", ".", "02", ".", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "11", "/", "2013", "03", ".", "02", ".", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "18", "/", "02", "/", "2014", "18", ".", "02", ".", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "18", ".", "02", ".", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 11/03/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 816.586 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :ALVARO LUIZ FARIA ESTEVES ADV.(A/S) :NILO CÉSAR MARTINS POMPILIO DA HORA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. RECURSO QUE NÃO ATACA TODOS OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. JUSTIÇA COMPETENTE PARA O JULGAMENTO DO PROCESSO. NECESSIDADE DA ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. CONTROVÉRSIA DECIDIDA COM BASE NO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. SÚMULA 279/STF. A petição de agravo regimental não impugnou todos os fundamentos da decisão agravada. Nesses casos, é inadmissível o agravo, conforme a orientação do Supremo Tribunal Federal. Precedentes. De qualquer forma, a discussão acerca da justiça competente para o julgamento do processo, no caso concreto, passa necessariamente pela análise da legislação infraconstitucional pertinente e por uma nova apreciação dos fatos e do material probatório constantes dos autos (Súmula 279/STF). Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5583104. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9 Ementa e Acórdão AI 816586 AGR / RJ regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Ministro Marco Aurélio, Presidente. Brasília, 11 de março de 2014. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5583104. Supremo Tribunal Federal AI 816586 AGR / RJ regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Ministro Marco Aurélio, Presidente. Brasília, 11 de março de 2014. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5583104. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9 Relatório 11/03/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 816.586 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :ALVARO LUIZ FARIA ESTEVES ADV.(A/S) :NILO CÉSAR MARTINS POMPILIO DA HORA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão monocrática que negou seguimento ao agravo de instrumento, pelos seguintes fundamentos: “Trata-se de agravo de instrumento cujo objeto é decisão que negou seguimento a recurso extraordinário interposto contra acórdão do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, assim ementado: ‘APELAÇÃO CRIMINAL. TRÁFICO INTERESTADUAL DE ENTORPECENTES. RECURSO DEFENSIVO QUE, EM PRELIMINAR, ALEGA INCOMPETÊNCIA DO JUÍZO, VÍCIO DA INQUISA, FALTA DE FUNDAMENTAÇÃO DO DECISO E AFRONTA AO PRINCÍPIO DO DEVIDO PROCESSO LEGAL. NO MÉRITO, PUGNA PELA ABSOLVIÇÃO POR FRAGILIDADE DAS PROVAS, PELA APLICAÇÃO DO INSTITUTO DO PERDÃO JUDICIAL, E, POR DERRADEIRO, PELO RECONHECIMENTO DA INCIDÊNCIA DA NORMA Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5583105. Supremo Tribunal Federal 11/03/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 816.586 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :ALVARO LUIZ FARIA ESTEVES ADV.(A/S) :NILO CÉSAR MARTINS POMPILIO DA HORA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão monocrática que negou seguimento ao agravo de instrumento, pelos seguintes fundamentos: “Trata-se de agravo de instrumento cujo objeto é decisão que negou seguimento a recurso extraordinário interposto contra acórdão do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, assim ementado: ‘APELAÇÃO CRIMINAL. TRÁFICO INTERESTADUAL DE ENTORPECENTES. RECURSO DEFENSIVO QUE, EM PRELIMINAR, ALEGA INCOMPETÊNCIA DO JUÍZO, VÍCIO DA INQUISA, FALTA DE FUNDAMENTAÇÃO DO DECISO E AFRONTA AO PRINCÍPIO DO DEVIDO PROCESSO LEGAL. NO MÉRITO, PUGNA PELA ABSOLVIÇÃO POR FRAGILIDADE DAS PROVAS, PELA APLICAÇÃO DO INSTITUTO DO PERDÃO JUDICIAL, E, POR DERRADEIRO, PELO RECONHECIMENTO DA INCIDÊNCIA DA NORMA Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5583105. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9 Relatório AI 816586 AGR / RJ DE EXTENSÃO PREVISTA NO ART. 14, II, DO DIPLOMA PENAL REPRESSIVO. 1. Preliminar de incompetência que se rechaça. Não entrevejo, na hipótese, a ocorrência de conexão ou continência com o feito em trâmite na 7ª Vara Federal. Outrossim, no caso em comento trata-se de hipótese de tráfico de entorpecentes entre Estados da Federação e não de tráfico internacional a fazer prevalecer a competência da Justiça Federal. Inteligência do art. 70 da Lei de Drogas; 2. Vício na inquisa que não se vislumbra. Neste aspecto, a alegação do apelante de que o inquérito estaria maculado por não terem sido ouvidos os funcionários dos Correios, não merece ser acolhida por duplo fundamento: a uma, porque à autoridade policial é facultada a adoção das medidas e diligências que entender necessária, e, a duas, porque eventual irregularidade no inquérito resta sanada com o recebimento da denúncia. Precedentes jurisprudenciais; 3. Falta de fundamentação do deciso que não se presentifica. In casu, a douta sentenciante enfrentou de forma pontual e percuciente todas as alegações defensivas, atentando para o disposto no art. 93, IX, da Constituição da República. 4. Inocorrência de afronta ao princípio do devido processo legal e seus consectários, ampla defesa e contraditório, como aduz a defesa. No caso em exame, o fato de o juízo de piso ter indeferido o requerimento defensivo atinente à acareação entre os policiais e os funcionários dos Correios, não induz qualquer afronta os retromencionados princípios uma vez que, pelo que se dessume da leitura das declarações por eles prestadas, inexistem divergências sobre fatos ou circunstâncias relevantes a ensejar a pretendida acareação, na forma como dispõe o art. 229 do Código de Processo Penal; 5. Pleito absolutório que não prospera. Ao contrário do alegado, a prova colhida e robusta e hábil para a prolação do juízo de censura estampado no douto deciso ora vergastado, não sendo crível e sequer pouco provável 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5583105. Supremo Tribunal Federal AI 816586 AGR / RJ DE EXTENSÃO PREVISTA NO ART. 14, II, DO DIPLOMA PENAL REPRESSIVO. 1. Preliminar de incompetência que se rechaça. Não entrevejo, na hipótese, a ocorrência de conexão ou continência com o feito em trâmite na 7ª Vara Federal. Outrossim, no caso em comento trata-se de hipótese de tráfico de entorpecentes entre Estados da Federação e não de tráfico internacional a fazer prevalecer a competência da Justiça Federal. Inteligência do art. 70 da Lei de Drogas; 2. Vício na inquisa que não se vislumbra. Neste aspecto, a alegação do apelante de que o inquérito estaria maculado por não terem sido ouvidos os funcionários dos Correios, não merece ser acolhida por duplo fundamento: a uma, porque à autoridade policial é facultada a adoção das medidas e diligências que entender necessária, e, a duas, porque eventual irregularidade no inquérito resta sanada com o recebimento da denúncia. Precedentes jurisprudenciais; 3. Falta de fundamentação do deciso que não se presentifica. In casu, a douta sentenciante enfrentou de forma pontual e percuciente todas as alegações defensivas, atentando para o disposto no art. 93, IX, da Constituição da República. 4. Inocorrência de afronta ao princípio do devido processo legal e seus consectários, ampla defesa e contraditório, como aduz a defesa. No caso em exame, o fato de o juízo de piso ter indeferido o requerimento defensivo atinente à acareação entre os policiais e os funcionários dos Correios, não induz qualquer afronta os retromencionados princípios uma vez que, pelo que se dessume da leitura das declarações por eles prestadas, inexistem divergências sobre fatos ou circunstâncias relevantes a ensejar a pretendida acareação, na forma como dispõe o art. 229 do Código de Processo Penal; 5. Pleito absolutório que não prospera. Ao contrário do alegado, a prova colhida e robusta e hábil para a prolação do juízo de censura estampado no douto deciso ora vergastado, não sendo crível e sequer pouco provável 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5583105. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9 Relatório AI 816586 AGR / RJ a incidência do acusado quanto ao conteúdo da embalagem que postava quando foi flagranciado; 6. No que pertine à aplicação do disposto no art. 13, da Lei 9.807/79, tenho-a como incabível. No caso em exame, além do fato de o acusado ter se quedado silente na fase inquisitorial, em juízo ele tão-somente mencionou o nome daquele que apontava como o proprietário da droga, nada mais acrescentando, chegando a afirmar que sequer sabia do envolvimento deste com a abjeta mercancia; 7. Por derradeiro, no tocante ao reconhecimento da tentativa, entendo que, efetivamente, o tráfico de drogas restou consumado, todavia, sem a causa de aumento relativa ao art. 40, V, da Lei 11.343/06 a que alude a denúncia. 8. RECURSO A QUE SE DÁ PARCIAL PROVIMENTO PARA AFASTAR A INCIDÊNCIA DA CAUSA DE AUMENTO DO ART. 40, V, DA LEI DE DROGAS." O recurso busca fundamento no art. 102, III, a, da Constituição Federal. A parte recorrente alega violação aos arts. 5º, LIII, 93, IX, e 109, V, da Constituição. A decisão agravada não admitiu o recurso sob o fundamento de que incidem, no caso, as Súmulas 279 e 284/STF. O recurso extraordinário é inadmissível, tendo em vista que a parte recorrente não atacou os fundamentos utilizados pela decisão agravada para inadmitir o recurso extraordinário. Nesses casos, é inadmissível o agravo, conforme a orientação desta Corte. Veja-se, nesse sentido, a seguinte passagem da ementa do ARE 695.632-AgR/SP, julgado sob a relatoria do Ministro Luiz Fux: ‘(...) 1. O princípio da dialeticidade recursal impõe ao recorrente o ônus de evidenciar os motivos de fato e de direito suficientes à reforma da decisão objurgada, trazendo à baila novas argumentações capazes de infirmar todos os fundamentos do decisum que se pretende 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5583105. Supremo Tribunal Federal AI 816586 AGR / RJ a incidência do acusado quanto ao conteúdo da embalagem que postava quando foi flagranciado; 6. No que pertine à aplicação do disposto no art. 13, da Lei 9.807/79, tenho-a como incabível. No caso em exame, além do fato de o acusado ter se quedado silente na fase inquisitorial, em juízo ele tão-somente mencionou o nome daquele que apontava como o proprietário da droga, nada mais acrescentando, chegando a afirmar que sequer sabia do envolvimento deste com a abjeta mercancia; 7. Por derradeiro, no tocante ao reconhecimento da tentativa, entendo que, efetivamente, o tráfico de drogas restou consumado, todavia, sem a causa de aumento relativa ao art. 40, V, da Lei 11.343/06 a que alude a denúncia. 8. RECURSO A QUE SE DÁ PARCIAL PROVIMENTO PARA AFASTAR A INCIDÊNCIA DA CAUSA DE AUMENTO DO ART. 40, V, DA LEI DE DROGAS." O recurso busca fundamento no art. 102, III, a, da Constituição Federal. A parte recorrente alega violação aos arts. 5º, LIII, 93, IX, e 109, V, da Constituição. A decisão agravada não admitiu o recurso sob o fundamento de que incidem, no caso, as Súmulas 279 e 284/STF. O recurso extraordinário é inadmissível, tendo em vista que a parte recorrente não atacou os fundamentos utilizados pela decisão agravada para inadmitir o recurso extraordinário. Nesses casos, é inadmissível o agravo, conforme a orientação desta Corte. Veja-se, nesse sentido, a seguinte passagem da ementa do ARE 695.632-AgR/SP, julgado sob a relatoria do Ministro Luiz Fux: ‘(...) 1. O princípio da dialeticidade recursal impõe ao recorrente o ônus de evidenciar os motivos de fato e de direito suficientes à reforma da decisão objurgada, trazendo à baila novas argumentações capazes de infirmar todos os fundamentos do decisum que se pretende 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5583105. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9 Relatório AI 816586 AGR / RJ modificar, sob pena de vê-lo mantido por seus próprios fundamentos. 2. O agravo de instrumento é inadmissível quando a sua fundamentação não impugna especificamente a decisão agravada. Nega-se provimento ao agravo, quando a deficiência na sua fundamentação, ou na do recurso extraordinário, não permitir a exata compreensão da controvérsia. (súmula 287/STF). 3. Precedentes desta Corte: AI 841690 AgR, Relator: Min. Ricardo Lewandowski, DJe - 01/08/2011; RE 550505 AgR, Relator: Min. Gilmar Mendes, DJe - 24/02/2011; AI 786044 AgR, Relatora: Min. Ellen Gracie, DJe- 25/06/2010. (...)’ De qualquer forma, para se chegar à conclusão diversa do acórdão recorrido necessária seria a análise da legislação infraconstitucional pertinente e uma nova apreciação dos fatos e do material probatório constantes dos autos (Súmula 279/STF), procedimento inviável em sede de recurso extraordinário. Nessa linha, vejam-se o ARE 714.882, Rel. Min. Gilmar Mendes e o AI 856.958, Relª. Minª. Cármen Lúcia, do qual se extrai a seguinte ementa: ‘AGRAVO DE INSTRUMENTO. 1) CÓDIGO PENAL E LEI N. 6.368/1976: QUESTÕES INFRACONSTITUCIONAIS. 2) NECESSIDADE DE REEXAME DE FATOS E PROVAS: SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL. 3) TRÂNSITO EM JULGADO DE FUNDAMENTO INFRACONSTITUCIONAL AUTÔNOMO: SÚMULA N. 283 DO SUPREMO TRIBUNAL. AGRAVO AO QUAL SE NEGA SEGUIMENTO.’ Por fim, quanto à alegação de afronta ao art. 93, IX, da Constituição, o Plenário deste Tribunal já firmou o entendimento de que as decisões judiciais não precisam ser 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5583105. Supremo Tribunal Federal AI 816586 AGR / RJ modificar, sob pena de vê-lo mantido por seus próprios fundamentos. 2. O agravo de instrumento é inadmissível quando a sua fundamentação não impugna especificamente a decisão agravada. Nega-se provimento ao agravo, quando a deficiência na sua fundamentação, ou na do recurso extraordinário, não permitir a exata compreensão da controvérsia. (súmula 287/STF). 3. Precedentes desta Corte: AI 841690 AgR, Relator: Min. Ricardo Lewandowski, DJe - 01/08/2011; RE 550505 AgR, Relator: Min. Gilmar Mendes, DJe - 24/02/2011; AI 786044 AgR, Relatora: Min. Ellen Gracie, DJe- 25/06/2010. (...)’ De qualquer forma, para se chegar à conclusão diversa do acórdão recorrido necessária seria a análise da legislação infraconstitucional pertinente e uma nova apreciação dos fatos e do material probatório constantes dos autos (Súmula 279/STF), procedimento inviável em sede de recurso extraordinário. Nessa linha, vejam-se o ARE 714.882, Rel. Min. Gilmar Mendes e o AI 856.958, Relª. Minª. Cármen Lúcia, do qual se extrai a seguinte ementa: ‘AGRAVO DE INSTRUMENTO. 1) CÓDIGO PENAL E LEI N. 6.368/1976: QUESTÕES INFRACONSTITUCIONAIS. 2) NECESSIDADE DE REEXAME DE FATOS E PROVAS: SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL. 3) TRÂNSITO EM JULGADO DE FUNDAMENTO INFRACONSTITUCIONAL AUTÔNOMO: SÚMULA N. 283 DO SUPREMO TRIBUNAL. AGRAVO AO QUAL SE NEGA SEGUIMENTO.’ Por fim, quanto à alegação de afronta ao art. 93, IX, da Constituição, o Plenário deste Tribunal já firmou o entendimento de que as decisões judiciais não precisam ser 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5583105. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9 Relatório AI 816586 AGR / RJ necessariamente analíticas, bastando que contenham fundamentos suficientes para justificar suas conclusões. Nesse sentido, reconhecendo a repercussão geral da matéria, veja-se a ementa do AI 791.292-QO-RG, julgado sob a relatoria do Ministro Gilmar Mendes: ‘Questão de ordem. Agravo de Instrumento. Conversão em recurso extraordinário (CPC, art. 544, §§ 3° e 4°). 2. Alegação de ofensa aos incisos XXXV e LX do art. 5º e ao inciso IX do art. 93 da Constituição Federal. Inocorrência. 3. O art. 93, IX, da Constituição Federal exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar, contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão. 4. Questão de ordem acolhida para reconhecer a repercussão geral, reafirmar a jurisprudência do Tribunal, negar provimento ao recurso e autorizar a adoção dos procedimentos relacionados à repercussão geral.’ Diante do exposto, com base no art. 38 da Lei nº 8.038/1990 e no art. 21, § 1º, do RI/STF, nego seguimento ao agravo de instrumento.” 2. A parte agravante reitera as alegações deduzidas no recurso extraordinário, sustentando que “O FATO NARRADO NA DENÚNCIA SE ENCONTRA VINCULADO PROBATORIAMENTE POR PREVENÇÃO E/OU PREVALÊNCIA À JUSTIÇA FEDERAL CRIMINAL – 7ª VARA FEDERAL CRIMINAL – SEÇÃO JUDICIÁRIA DO RIO DE JANEIRO, NOTADAMENTE EM RAZÃO DO QUE DETERMINA O PRINCÍPIO CONSTITUCIONAL DO JUIZ NATURAL OU COMPETENTE”. 3. É o relatório. 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5583105. Supremo Tribunal Federal AI 816586 AGR / RJ necessariamente analíticas, bastando que contenham fundamentos suficientes para justificar suas conclusões. Nesse sentido, reconhecendo a repercussão geral da matéria, veja-se a ementa do AI 791.292-QO-RG, julgado sob a relatoria do Ministro Gilmar Mendes: ‘Questão de ordem. Agravo de Instrumento. Conversão em recurso extraordinário (CPC, art. 544, §§ 3° e 4°). 2. Alegação de ofensa aos incisos XXXV e LX do art. 5º e ao inciso IX do art. 93 da Constituição Federal. Inocorrência. 3. O art. 93, IX, da Constituição Federal exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar, contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão. 4. Questão de ordem acolhida para reconhecer a repercussão geral, reafirmar a jurisprudência do Tribunal, negar provimento ao recurso e autorizar a adoção dos procedimentos relacionados à repercussão geral.’ Diante do exposto, com base no art. 38 da Lei nº 8.038/1990 e no art. 21, § 1º, do RI/STF, nego seguimento ao agravo de instrumento.” 2. A parte agravante reitera as alegações deduzidas no recurso extraordinário, sustentando que “O FATO NARRADO NA DENÚNCIA SE ENCONTRA VINCULADO PROBATORIAMENTE POR PREVENÇÃO E/OU PREVALÊNCIA À JUSTIÇA FEDERAL CRIMINAL – 7ª VARA FEDERAL CRIMINAL – SEÇÃO JUDICIÁRIA DO RIO DE JANEIRO, NOTADAMENTE EM RAZÃO DO QUE DETERMINA O PRINCÍPIO CONSTITUCIONAL DO JUIZ NATURAL OU COMPETENTE”. 3. É o relatório. 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5583105. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 11/03/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 816.586 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. O agravo não deve ser provido, tendo em vista que a parte agravante não atacou todos os fundamentos da decisão agravada. Dessa forma, a decisão permanece incólume. Nessa linha, veja-se a ementa do ARE 737.174-AgR, julgado sob a relatoria do Ministro Ricardo Lewandowski: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DO FUNDAMENTO DA DECISÃO AGRAVADA. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 284 DO STF. AGRAVO REGIMENTAL IMPROVIDO. I É deficiente a fundamentação do agravo regimental cujas razões não atacam o fundamento da decisão agravada. Incidência da Súmula 284 do STF. Precedentes. II Agravo regimental improvido.” 2. Ademais, tal como constatou a decisão agravada, a discussão acerca da justiça competente para o julgamento do processo passa necessariamente pela análise da legislação infraconstitucional pertinente e por uma nova apreciação dos fatos e do material probatório constantes dos autos (Súmula 279/STF), procedimento inviável em sede de recurso extraordinário. Nessa linha, vejam-se o ARE 714.882, Rel. Min. Gilmar Mendes, e o AI 856.958, Rel.ª Min.ª Cármen Lúcia. 3. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5583106. Supremo Tribunal Federal 11/03/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 816.586 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. O agravo não deve ser provido, tendo em vista que a parte agravante não atacou todos os fundamentos da decisão agravada. Dessa forma, a decisão permanece incólume. Nessa linha, veja-se a ementa do ARE 737.174-AgR, julgado sob a relatoria do Ministro Ricardo Lewandowski: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DO FUNDAMENTO DA DECISÃO AGRAVADA. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 284 DO STF. AGRAVO REGIMENTAL IMPROVIDO. I É deficiente a fundamentação do agravo regimental cujas razões não atacam o fundamento da decisão agravada. Incidência da Súmula 284 do STF. Precedentes. II Agravo regimental improvido.” 2. Ademais, tal como constatou a decisão agravada, a discussão acerca da justiça competente para o julgamento do processo passa necessariamente pela análise da legislação infraconstitucional pertinente e por uma nova apreciação dos fatos e do material probatório constantes dos autos (Súmula 279/STF), procedimento inviável em sede de recurso extraordinário. Nessa linha, vejam-se o ARE 714.882, Rel. Min. Gilmar Mendes, e o AI 856.958, Rel.ª Min.ª Cármen Lúcia. 3. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5583106. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9 Extrato de Ata - 11/03/2014 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 816.586 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : ALVARO LUIZ FARIA ESTEVES ADV.(A/S) : NILO CÉSAR MARTINS POMPILIO DA HORA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Marco Aurélio, Presidente. Presidiu o julgamento o Senhor Ministro Dias Toffoli. Primeira Turma, 11.3.2014. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Marco Aurélio, Presidente. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo G. Gonet Branco. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 5495424 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 816.586 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : ALVARO LUIZ FARIA ESTEVES ADV.(A/S) : NILO CÉSAR MARTINS POMPILIO DA HORA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Marco Aurélio, Presidente. Presidiu o julgamento o Senhor Ministro Dias Toffoli. Primeira Turma, 11.3.2014. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Marco Aurélio, Presidente. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo G. Gonet Branco. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 5495424 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=5607802
2014-03-11T00:00:00
2014-04-07T00:00:00
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Marco Aurélio, Presidente. Presidiu o julgamento o Senhor Ministro Dias Toffoli. Primeira Turma, 11.3.2014.
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO
EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. RECURSO QUE NÃO ATACA TODOS OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. JUSTIÇA COMPETENTE PARA O JULGAMENTO DO PROCESSO. NECESSIDADE DA ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. CONTROVÉRSIA DECIDIDA COM BASE NO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. SÚMULA 279/STF. A petição de agravo regimental não impugnou todos os fundamentos da decisão agravada. Nesses casos, é inadmissível o agravo, conforme a orientação do Supremo Tribunal Federal. Precedentes. De qualquer forma, a discussão acerca da justiça competente para o julgamento do processo, no caso concreto, passa necessariamente pela análise da legislação infraconstitucional pertinente e por uma nova apreciação dos fatos e do material probatório constantes dos autos (Súmula 279/STF). Agravo regimental a que se nega provimento.
sjur260122
- Acórdão(s) citado(s): (SÚMULA 284) ARE 737174 AgR (2ªT). - Decisões monocráticas citadas: (SÚMULA 279) AI 856958, ARE 714882. Número de páginas: 9. Análise: 14/04/2014, BRU.
ROBERTO BARROSO
Primeira Turma
816586
[ "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
AI-AgR
acordaos
AI 816586 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : ALVARO LUIZ FARIA ESTEVES ADV.(A/S) : NILO CÉSAR MARTINS POMPILIO DA HORA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
[ "" ]
Ementa e Acórdão 11/03/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 816.586 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :ALVARO LUIZ FARIA ESTEVES ADV.(A/S) :NILO CÉSAR MARTINS POMPILIO DA HORA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. RECURSO QUE NÃO ATACA TODOS OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. JUSTIÇA COMPETENTE PARA O JULGAMENTO DO PROCESSO. NECESSIDADE DA ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. CONTROVÉRSIA DECIDIDA COM BASE NO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. A petição de agravo regimental não impugnou todos os fundamentos da decisão agravada. Nesses casos, é inadmissível o agravo, conforme a orientação do Supremo Tribunal Federal. Precedentes. De qualquer forma, a discussão acerca da justiça competente para o julgamento do processo, no caso concreto, passa necessariamente pela análise da legislação infraconstitucional pertinente e por uma nova apreciação dos fatos e do material probatório constantes dos autos (Súmula 279/Supremo Tribunal Federal). Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5583104. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9 Ementa e Acórdão AI 816586 AGR / RJ regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Ministro Marco Aurélio, Presidente. Brasília, 11 de março de 2014. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5583104. Supremo Tribunal Federal AI 816586 AGR / RJ regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Ministro Marco Aurélio, Presidente. Brasília, 11 de março de 2014. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5583104. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9 Relatório 11/03/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 816.586 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :ALVARO LUIZ FARIA ESTEVES ADV.(A/S) :NILO CÉSAR MARTINS POMPILIO DA HORA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão monocrática que negou seguimento ao agravo de instrumento, pelos seguintes fundamentos: “Trata-se de agravo de instrumento cujo objeto é decisão que negou seguimento a recurso extraordinário interposto contra acórdão do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, assim ementado: ‘APELAÇÃO CRIMINAL. TRÁFICO INTERESTADUAL DE ENTORPECENTES. RECURSO DEFENSIVO QUE, EM PRELIMINAR, ALEGA INCOMPETÊNCIA DO JUÍZO, VÍCIO DA INQUISA, FALTA DE FUNDAMENTAÇÃO DO DECISO E AFRONTA AO PRINCÍPIO DO DEVIDO PROCESSO LEGAL. NO MÉRITO, PUGNA PELA ABSOLVIÇÃO POR FRAGILIDADE DAS PROVAS, PELA APLICAÇÃO DO INSTITUTO DO PERDÃO JUDICIAL, E, POR DERRADEIRO, PELO RECONHECIMENTO DA INCIDÊNCIA DA NORMA Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5583105. Supremo Tribunal Federal 11/03/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 816.586 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :ALVARO LUIZ FARIA ESTEVES ADV.(A/S) :NILO CÉSAR MARTINS POMPILIO DA HORA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão monocrática que negou seguimento ao agravo de instrumento, pelos seguintes fundamentos: “Trata-se de agravo de instrumento cujo objeto é decisão que negou seguimento a recurso extraordinário interposto contra acórdão do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, assim ementado: ‘APELAÇÃO CRIMINAL. TRÁFICO INTERESTADUAL DE ENTORPECENTES. RECURSO DEFENSIVO QUE, EM PRELIMINAR, ALEGA INCOMPETÊNCIA DO JUÍZO, VÍCIO DA INQUISA, FALTA DE FUNDAMENTAÇÃO DO DECISO E AFRONTA AO PRINCÍPIO DO DEVIDO PROCESSO LEGAL. NO MÉRITO, PUGNA PELA ABSOLVIÇÃO POR FRAGILIDADE DAS PROVAS, PELA APLICAÇÃO DO INSTITUTO DO PERDÃO JUDICIAL, E, POR DERRADEIRO, PELO RECONHECIMENTO DA INCIDÊNCIA DA NORMA Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5583105. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9 Relatório AI 816586 AGR / RJ DE EXTENSÃO PREVISTA NO ART. 14, II, DO DIPLOMA PENAL REPRESSIVO. 1. Preliminar de incompetência que se rechaça. Não entrevejo, na hipótese, a ocorrência de conexão ou continência com o feito em trâmite na 7... Vara Federal. Outrossim, no caso em comento trata-se de hipótese de tráfico de entorpecentes entre Estados da Federação e não de tráfico internacional a fazer prevalecer a competência da Justiça Federal. Inteligência do art. 70 da Lei nº 11.343/2006 (Lei de Drogas); 2. Vício na inquisa que não se vislumbra. Neste aspecto, a alegação do apelante de que o inquérito estaria maculado por não terem sido ouvidos os funcionários dos Correios, não merece ser acolhida por duplo fundamento: a uma, porque à autoridade policial é facultada a adoção das medidas e diligências que entender necessária, e, a duas, porque eventual irregularidade no inquérito resta sanada com o recebimento da denúncia. Precedentes jurisprudenciais; 3. Falta de fundamentação do deciso que não se presentifica. In casu, a douta sentenciante enfrentou de forma pontual e percuciente todas as alegações defensivas, atentando para o disposto no art. 93, IX, da Constituição da República. 4. Inocorrência de afronta ao princípio do devido processo legal e seus consectários, ampla defesa e contraditório, como aduz a defesa. No caso em exame, o fato de o juízo de piso ter indeferido o requerimento defensivo atinente à acareação entre os policiais e os funcionários dos Correios, não induz qualquer afronta os retromencionados princípios uma vez que, pelo que se dessume da leitura das declarações por eles prestadas, inexistem divergências sobre fatos ou circunstâncias relevantes a ensejar a pretendida acareação, na forma como dispõe o art. 229 do Código de Processo Penal; 5. Pleito absolutório que não prospera. Ao contrário do alegado, a prova colhida e robusta e hábil para a prolação do juízo de censura estampado no douto deciso ora vergastado, não sendo crível e sequer pouco provável 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5583105. Supremo Tribunal Federal AI 816586 AGR / RJ DE EXTENSÃO PREVISTA NO ART. 14, II, DO DIPLOMA PENAL REPRESSIVO. 1. Preliminar de incompetência que se rechaça. Não entrevejo, na hipótese, a ocorrência de conexão ou continência com o feito em trâmite na 7... Vara Federal. Outrossim, no caso em comento trata-se de hipótese de tráfico de entorpecentes entre Estados da Federação e não de tráfico internacional a fazer prevalecer a competência da Justiça Federal. Inteligência do art. 70 da Lei nº 11.343/2006 (Lei de Drogas); 2. Vício na inquisa que não se vislumbra. Neste aspecto, a alegação do apelante de que o inquérito estaria maculado por não terem sido ouvidos os funcionários dos Correios, não merece ser acolhida por duplo fundamento: a uma, porque à autoridade policial é facultada a adoção das medidas e diligências que entender necessária, e, a duas, porque eventual irregularidade no inquérito resta sanada com o recebimento da denúncia. Precedentes jurisprudenciais; 3. Falta de fundamentação do deciso que não se presentifica. In casu, a douta sentenciante enfrentou de forma pontual e percuciente todas as alegações defensivas, atentando para o disposto no art. 93, IX, da Constituição da República. 4. Inocorrência de afronta ao princípio do devido processo legal e seus consectários, ampla defesa e contraditório, como aduz a defesa. No caso em exame, o fato de o juízo de piso ter indeferido o requerimento defensivo atinente à acareação entre os policiais e os funcionários dos Correios, não induz qualquer afronta os retromencionados princípios uma vez que, pelo que se dessume da leitura das declarações por eles prestadas, inexistem divergências sobre fatos ou circunstâncias relevantes a ensejar a pretendida acareação, na forma como dispõe o art. 229 do Código de Processo Penal; 5. Pleito absolutório que não prospera. Ao contrário do alegado, a prova colhida e robusta e hábil para a prolação do juízo de censura estampado no douto deciso ora vergastado, não sendo crível e sequer pouco provável 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5583105. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9 Relatório AI 816586 AGR / RJ a incidência do acusado quanto ao conteúdo da embalagem que postava quando foi flagranciado; 6. No que pertine à aplicação do disposto no art. 13, da Lei 9.807/79, tenho-a como incabível. No caso em exame, além do fato de o acusado ter se quedado silente na fase inquisitorial, em juízo ele tão-somente mencionou o nome daquele que apontava como o proprietário da droga, nada mais acrescentando, chegando a afirmar que sequer sabia do envolvimento deste com a abjeta mercancia; 7. Por derradeiro, no tocante ao reconhecimento da tentativa, entendo que, efetivamente, o tráfico de drogas restou consumado, todavia, sem a causa de aumento relativa ao art. 40, V, da Lei 11.343/06 a que alude a denúncia. 8. RECURSO A QUE SE DÁ PARCIAL PROVIMENTO PARA AFASTAR A INCIDÊNCIA DA CAUSA DE AUMENTO DO ART. 40, V, DA LEI DE DROGAS." O recurso busca fundamento no art. 102, III, a, da Constituição Federal. A parte recorrente alega violação aos arts. 5..., LIII, 93, IX, e 109, V, da Constituição. A decisão agravada não admitiu o recurso sob o fundamento de que incidem, no caso, as Súmulas 279 e 284/Supremo Tribunal Federal. O recurso extraordinário é inadmissível, tendo em vista que a parte recorrente não atacou os fundamentos utilizados pela decisão agravada para inadmitir o recurso extraordinário. Nesses casos, é inadmissível o agravo, conforme a orientação desta Corte. Veja-se, nesse sentido, a seguinte passagem da ementa do ARE 695.632-AgR/SP, julgado sob a relatoria do Ministro Luiz Fux: ‘(...) 1. O princípio da dialeticidade recursal impõe ao recorrente o ônus de evidenciar os motivos de fato e de direito suficientes à reforma da decisão objurgada, trazendo à baila novas argumentações capazes de infirmar todos os fundamentos do decisum que se pretende 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5583105. Supremo Tribunal Federal AI 816586 AGR / RJ a incidência do acusado quanto ao conteúdo da embalagem que postava quando foi flagranciado; 6. No que pertine à aplicação do disposto no art. 13, da Lei 9.807/79, tenho-a como incabível. No caso em exame, além do fato de o acusado ter se quedado silente na fase inquisitorial, em juízo ele tão-somente mencionou o nome daquele que apontava como o proprietário da droga, nada mais acrescentando, chegando a afirmar que sequer sabia do envolvimento deste com a abjeta mercancia; 7. Por derradeiro, no tocante ao reconhecimento da tentativa, entendo que, efetivamente, o tráfico de drogas restou consumado, todavia, sem a causa de aumento relativa ao art. 40, V, da Lei 11.343/06 a que alude a denúncia. 8. RECURSO A QUE SE DÁ PARCIAL PROVIMENTO PARA AFASTAR A INCIDÊNCIA DA CAUSA DE AUMENTO DO ART. 40, V, DA LEI DE DROGAS." O recurso busca fundamento no art. 102, III, a, da Constituição Federal. A parte recorrente alega violação aos arts. 5..., LIII, 93, IX, e 109, V, da Constituição. A decisão agravada não admitiu o recurso sob o fundamento de que incidem, no caso, as Súmulas 279 e 284/Supremo Tribunal Federal. O recurso extraordinário é inadmissível, tendo em vista que a parte recorrente não atacou os fundamentos utilizados pela decisão agravada para inadmitir o recurso extraordinário. Nesses casos, é inadmissível o agravo, conforme a orientação desta Corte. Veja-se, nesse sentido, a seguinte passagem da ementa do ARE 695.632-AgR/SP, julgado sob a relatoria do Ministro Luiz Fux: ‘(...) 1. O princípio da dialeticidade recursal impõe ao recorrente o ônus de evidenciar os motivos de fato e de direito suficientes à reforma da decisão objurgada, trazendo à baila novas argumentações capazes de infirmar todos os fundamentos do decisum que se pretende 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5583105. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9 Relatório AI 816586 AGR / RJ modificar, sob pena de vê-lo mantido por seus próprios fundamentos. 2. O agravo de instrumento é inadmissível quando a sua fundamentação não impugna especificamente a decisão agravada. Nega-se provimento ao agravo, quando a deficiência na sua fundamentação, ou na do recurso extraordinário, não permitir a exata compreensão da controvérsia. (súmula 287/Supremo Tribunal Federal). 3. Precedentes desta Corte: AI 841690 AgR, Relator: Min. Ricardo Lewandowski, DJe - 01/08/2011; Recurso Extraordinário 550505 AgR, Relator: Min. Gilmar Mendes, DJe - 24/02/2011; AI 786044 AgR, Relatora: Min. Ellen Gracie, DJe- 25/06/2010. (...)’ De qualquer forma, para se chegar à conclusão diversa do acórdão recorrido necessária seria a análise da legislação infraconstitucional pertinente e uma nova apreciação dos fatos e do material probatório constantes dos autos (Súmula 279/Supremo Tribunal Federal), procedimento inviável em sede de recurso extraordinário. Nessa linha, vejam-se o ARE 714.882, Rel. Min. Gilmar Mendes e o AI 856.958, Rel. Min. Cármen Lúcia, do qual se extrai a seguinte ementa: ‘AGRAVO DE INSTRUMENTO. 1) CÓDIGO PENAL E LEI N. 6.368/1976: QUESTÕES INFRACONSTITUCIONAIS. 2) NECESSIDADE DE REEXAME DE FATOS E PROVAS: SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL. 3) TRÂNSITO EM JULGADO DE FUNDAMENTO INFRACONSTITUCIONAL AUTÔNOMO: SÚMULA N. 283 DO SUPREMO TRIBUNAL. AGRAVO AO QUAL SE NEGA SEGUIMENTO.’ Por fim, quanto à alegação de afronta ao art. 93, IX, da Constituição, o Plenário deste Tribunal já firmou o entendimento de que as decisões judiciais não precisam ser 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5583105. Supremo Tribunal Federal AI 816586 AGR / RJ modificar, sob pena de vê-lo mantido por seus próprios fundamentos. 2. O agravo de instrumento é inadmissível quando a sua fundamentação não impugna especificamente a decisão agravada. Nega-se provimento ao agravo, quando a deficiência na sua fundamentação, ou na do recurso extraordinário, não permitir a exata compreensão da controvérsia. (súmula 287/Supremo Tribunal Federal). 3. Precedentes desta Corte: AI 841690 AgR, Relator: Min. Ricardo Lewandowski, DJe - 01/08/2011; Recurso Extraordinário 550505 AgR, Relator: Min. Gilmar Mendes, DJe - 24/02/2011; AI 786044 AgR, Relatora: Min. Ellen Gracie, DJe- 25/06/2010. (...)’ De qualquer forma, para se chegar à conclusão diversa do acórdão recorrido necessária seria a análise da legislação infraconstitucional pertinente e uma nova apreciação dos fatos e do material probatório constantes dos autos (Súmula 279/Supremo Tribunal Federal), procedimento inviável em sede de recurso extraordinário. Nessa linha, vejam-se o ARE 714.882, Rel. Min. Gilmar Mendes e o AI 856.958, Rel. Min. Cármen Lúcia, do qual se extrai a seguinte ementa: ‘AGRAVO DE INSTRUMENTO. 1) CÓDIGO PENAL E LEI N. 6.368/1976: QUESTÕES INFRACONSTITUCIONAIS. 2) NECESSIDADE DE REEXAME DE FATOS E PROVAS: SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL. 3) TRÂNSITO EM JULGADO DE FUNDAMENTO INFRACONSTITUCIONAL AUTÔNOMO: SÚMULA N. 283 DO SUPREMO TRIBUNAL. AGRAVO AO QUAL SE NEGA SEGUIMENTO.’ Por fim, quanto à alegação de afronta ao art. 93, IX, da Constituição, o Plenário deste Tribunal já firmou o entendimento de que as decisões judiciais não precisam ser 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5583105. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9 Relatório AI 816586 AGR / RJ necessariamente analíticas, bastando que contenham fundamentos suficientes para justificar suas conclusões. Nesse sentido, reconhecendo a repercussão geral da matéria, veja-se a ementa do AI 791.292-QO-RG, julgado sob a relatoria do Ministro Gilmar Mendes: ‘Questão de ordem. Agravo de Instrumento. Conversão em recurso extraordinário (Código de Processo Civil, art. 544, §§ 3... e 4...). 2. Alegação de ofensa aos incisos XXXV e LX do art. 5... e ao inciso IX do art. 93 da Constituição Federal. Inocorrência. 3. O art. 93, IX, da Constituição Federal exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar, contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão. 4. Questão de ordem acolhida para reconhecer a repercussão geral, reafirmar a jurisprudência do Tribunal, negar provimento ao recurso e autorizar a adoção dos procedimentos relacionados à repercussão geral.’ Diante do exposto, com base no art. 38 da Lei n 8.038/1990 e no art. 21, § 1..., do RI/Supremo Tribunal Federal, nego seguimento ao agravo de instrumento.” 2. A parte agravante reitera as alegações deduzidas no recurso extraordinário, sustentando que “O FATO NARRADO NA DENÚNCIA SE ENCONTRA VINCULADO PROBATORIAMENTE POR PREVENÇÃO E/OU PREVALÊNCIA À JUSTIÇA FEDERAL CRIMINAL – 7... VARA FEDERAL CRIMINAL – SEÇÃO JUDICIÁRIA DO RIO DE JANEIRO, NOTADAMENTE EM RAZÃO DO QUE DETERMINA O PRINCÍPIO CONSTITUCIONAL DO JUIZ NATURAL OU COMPETENTE”. 3. É o relatório. 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5583105. Supremo Tribunal Federal AI 816586 AGR / RJ necessariamente analíticas, bastando que contenham fundamentos suficientes para justificar suas conclusões. Nesse sentido, reconhecendo a repercussão geral da matéria, veja-se a ementa do AI 791.292-QO-RG, julgado sob a relatoria do Ministro Gilmar Mendes: ‘Questão de ordem. Agravo de Instrumento. Conversão em recurso extraordinário (Código de Processo Civil, art. 544, §§ 3... e 4...). 2. Alegação de ofensa aos incisos XXXV e LX do art. 5... e ao inciso IX do art. 93 da Constituição Federal. Inocorrência. 3. O art. 93, IX, da Constituição Federal exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar, contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão. 4. Questão de ordem acolhida para reconhecer a repercussão geral, reafirmar a jurisprudência do Tribunal, negar provimento ao recurso e autorizar a adoção dos procedimentos relacionados à repercussão geral.’ Diante do exposto, com base no art. 38 da Lei n 8.038/1990 e no art. 21, § 1..., do RI/Supremo Tribunal Federal, nego seguimento ao agravo de instrumento.” 2. A parte agravante reitera as alegações deduzidas no recurso extraordinário, sustentando que “O FATO NARRADO NA DENÚNCIA SE ENCONTRA VINCULADO PROBATORIAMENTE POR PREVENÇÃO E/OU PREVALÊNCIA À JUSTIÇA FEDERAL CRIMINAL – 7... VARA FEDERAL CRIMINAL – SEÇÃO JUDICIÁRIA DO RIO DE JANEIRO, NOTADAMENTE EM RAZÃO DO QUE DETERMINA O PRINCÍPIO CONSTITUCIONAL DO JUIZ NATURAL OU COMPETENTE”. 3. É o relatório. 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5583105. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 11/03/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 816.586 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. O agravo não deve ser provido, tendo em vista que a parte agravante não atacou todos os fundamentos da decisão agravada. Dessa forma, a decisão permanece incólume. Nessa linha, veja-se a ementa do ARE 737.174-AgR, julgado sob a relatoria do Ministro Ricardo Lewandowski: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DO FUNDAMENTO DA DECISÃO AGRAVADA. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 284 DO Supremo Tribunal Federal. AGRAVO REGIMENTAL IMPROVIDO. I É deficiente a fundamentação do agravo regimental cujas razões não atacam o fundamento da decisão agravada. Incidência da Súmula 284 do Supremo Tribunal Federal. Precedentes. II Agravo regimental improvido.” 2. Ademais, tal como constatou a decisão agravada, a discussão acerca da justiça competente para o julgamento do processo passa necessariamente pela análise da legislação infraconstitucional pertinente e por uma nova apreciação dos fatos e do material probatório constantes dos autos (Súmula 279/Supremo Tribunal Federal), procedimento inviável em sede de recurso extraordinário. Nessa linha, vejam-se o ARE 714.882, Rel. Min. Gilmar Mendes, e o AI 856.958, Rel. Min. Cármen Lúcia. 3. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5583106. Supremo Tribunal Federal 11/03/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 816.586 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. O agravo não deve ser provido, tendo em vista que a parte agravante não atacou todos os fundamentos da decisão agravada. Dessa forma, a decisão permanece incólume. Nessa linha, veja-se a ementa do ARE 737.174-AgR, julgado sob a relatoria do Ministro Ricardo Lewandowski: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DO FUNDAMENTO DA DECISÃO AGRAVADA. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 284 DO Supremo Tribunal Federal. AGRAVO REGIMENTAL IMPROVIDO. I É deficiente a fundamentação do agravo regimental cujas razões não atacam o fundamento da decisão agravada. Incidência da Súmula 284 do Supremo Tribunal Federal. Precedentes. II Agravo regimental improvido.” 2. Ademais, tal como constatou a decisão agravada, a discussão acerca da justiça competente para o julgamento do processo passa necessariamente pela análise da legislação infraconstitucional pertinente e por uma nova apreciação dos fatos e do material probatório constantes dos autos (Súmula 279/Supremo Tribunal Federal), procedimento inviável em sede de recurso extraordinário. Nessa linha, vejam-se o ARE 714.882, Rel. Min. Gilmar Mendes, e o AI 856.958, Rel. Min. Cármen Lúcia. 3. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5583106. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9 Extrato de Ata - 11/03/2014 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 816.586 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : ALVARO LUIZ FARIA ESTEVES ADV.(A/S) : NILO CÉSAR MARTINS POMPILIO DA HORA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Marco Aurélio, Presidente. Presidiu o julgamento o Senhor Ministro Dias Toffoli. Primeira Turma, 11.3.2014. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Marco Aurélio, Presidente. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo G. Gonet Branco. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 5495424 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 816.586 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : ALVARO LUIZ FARIA ESTEVES ADV.(A/S) : NILO CÉSAR MARTINS POMPILIO DA HORA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Marco Aurélio, Presidente. Presidiu o julgamento o Senhor Ministro Dias Toffoli. Primeira Turma, 11.3.2014. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Marco Aurélio, Presidente. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo G. Gonet Branco. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 5495424 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
{ "JURISPRUDENCIA": [ "AGRAVO DE INSTRUMENTO 816 . 586", "SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "AI 816586 AGR / RJ", "AI 816586 AGR / RJ", "AGRAVO DE INSTRUMENTO 816 . 586", "AI 816586 AGR / RJ", "AI 816586 AGR / RJ", "AI 816586 AGR / RJ", "Súmulas 279 e 284 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 695 . 632 - AgR / SP", "AI 816586 AGR", "Súmulas 279 e 284 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 695 . 632 - AgR / SP", "AI 816586 AGR / RJ", "súmula 287 / Supremo Tribunal Federal", "AI 841690 AgR", "Recurso Extraordinário 550505 AgR", "AI 786044 AgR", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 714 . 882", "AI 856 . 958", "SÚMULA N . 279 DO SUPREMO TRIBUNAL", "SÚMULA N . 283 DO SUPREMO TRIBUNAL", "AI 816586 AGR / RJ", "súmula 287 / Supremo Tribunal Federal", "AI 841690 AgR", "Recurso Extraordinário 550505 AgR", "AI 786044 AgR", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 714 . 882", "AI 856 . 958", "SÚMULA N . 279 DO SUPREMO TRIBUNAL", "SÚMULA N . 283 DO SUPREMO TRIBUNAL", "AI 816586 AGR / RJ", "AI 791 . 292 - QO - RG", "AI 816586 AGR / RJ", "AI 791 . 292 - QO - RG", "ARE 737 . 174 - AgR", "SÚMULA 284 DO Supremo Tribunal Federal", "Súmula 284 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 714 . 882", "AI 856 . 958", "AGRAVO DE INSTRUMENTO 816 . 586", "ARE 737 . 174 - AgR", "SÚMULA 284 DO Supremo Tribunal Federal", "Súmula 284 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 714 . 882", "AI 856 . 958", "AGRAVO DE INSTRUMENTO 816 . 586" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 14 , II , DO DIPLOMA PENAL REPRESSIVO", "art . 70 da Lei [UNK] 11 . 343 / 2006", "Lei de Drogas", "art . 93 , IX , da Constituição da República", "art . 229 do Código de Processo Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 14 ,", "art . 70 da Lei [UNK] 11 . 343 / 2006", "Lei de Drogas", "art . 93 , IX , da Constituição da República", "art . 229 do Código de Processo Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 13 , da Lei 9 . 807 / 79", "art . 40 , V , da Lei 11 . 343 / 06", "ART . 40 , V , DA LEI DE DROGAS", "art . 102 , III , a , da Constituição Federal", "arts . 5 . . . , LIII , 93 , IX , e 109 , V , da Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 13 , da Lei 9 . 807", "art . 40 , V , da Lei 11 . 343 / 06", "ART . 40 , V , DA LEI DE DROGAS", "art . 102 , III , a , da Constituição Federal", "arts . 5 . . . , LIII , 93 , IX , e 109 , V , da Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "CÓDIGO PENAL", "LEI N . 6 . 368 / 1976", "art . 93 , IX , da Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "CÓDIGO", "LEI N . 6 . 368 / 1976", "art . 93 , IX , da Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil , art . 544 , § §", "inciso IX do art . 93 da Constituição Federal", "art . 93 , IX , da Constituição Federal", "art . 38 da Lei n 8 . 038 / 1990", "art . 21 , § 1 . . . , do RI / Supremo Tribunal Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil , art . 544 , § §", "incisos XXXV e LX do art . 5 . . .", "inciso IX do art . 93 da Constituição Federal", "art . 93 , IX , da Constituição Federal", "art . 38 da Lei n 8 . 038 / 1990", "art . 21 , § 1 . . . , do RI / Supremo", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "RIO DE JANEIRO", "ESTADO DO RIO DE JANEIRO", "Brasília", "Brasília", "RIO DE JANEIRO", "ESTADO DO RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO", "ESTADO DO RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO", "ESTADO DO RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO", "ESTADO DO RIO DE JANEIRO" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO", "Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO", "Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "7", ". . . 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Gonet Branco", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "ROBERTO BARROSO", "ALVARO LUIZ FARIA ESTEVES", "NILO CÉSAR MARTINS POMPILIO DA HORA", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Marco Aurélio", "Paulo G . Gonet Branco", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "11", "/", "03", "/", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "11 de março de 2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "11 de março de 2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "11", "/", "03", "/", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "11", "/", "03", "/", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "01", "/", "08", "/", "2011", "24", "/", "02", "/", "2011", "25", "/", "06", "/", "2010", "24", "/", "08", "/", "2001", "01", "/", "08", "/", "2011", "24", "/", "02", "/", "2011", "25", "/", "06", "/", "2010", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "11", "/", "03", "/", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "11", "/", "03", "/", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "11", "/", "03", "/", "2014", "11", ".", "3", ".", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "11", ".", "3", ".", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 10/04/2014 PLENÁRIO EMB.DECL. NO AG.REG. NOS EMB.DIV. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 653.685 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO EMBTE.(S) :JOSÉ ALVES PEREIRA ADV.(A/S) :HÉLIO JOSÉ FIGUEIREDO EMBDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL EMBARGOS DECLARATÓRIOS – INEXISTÊNCIA DE VÍCIO – DESPROVIMENTO. Uma vez voltados os embargos declaratórios ao simples rejulgamento de certa matéria, inexistindo, no acórdão proferido, qualquer dos vícios que os respaldam – omissão, contradição e obscuridade –, impõe-se o desprovimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal em desprover os embargos de declaração no agravo regimental nos embargos de divergência nos embargos de declaração no agravo regimental no agravo de instrumento, nos termos do voto do relator e por unanimidade, em sessão presidida pelo Ministro Celso de Mello, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas. Brasília, 10 de abril de 2014. MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5704954. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 4 Relatório 10/04/2014 PLENÁRIO EMB.DECL. NO AG.REG. NOS EMB.DIV. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 653.685 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO EMBTE.(S) :JOSÉ ALVES PEREIRA ADV.(A/S) :HÉLIO JOSÉ FIGUEIREDO EMBDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O Pleno negou provimento a agravo regimental, consignando, em síntese (folha 285): EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA – ACÓRDÃO RELATIVO A AGRAVO DE INSTRUMENTO – INVIABILIDADE. Agravo regimental interposto contra ato do relator no exame de agravo de instrumento não enseja a interposição de embargos de divergência, a teor do artigo 546 do Código de Processo Civil. O embargante, às folhas 292 e 293, busca o processamento dos embargos de divergência. Afirma que a conclusão ora atacada conflita com o novo entendimento do Tribunal acerca do tema. O Instituto Nacional do Seguro Social, nas contrarrazões de folhas 299 e 300, aponta a ausência de vícios no julgado. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5704955. Supremo Tribunal Federal 10/04/2014 PLENÁRIO EMB.DECL. NO AG.REG. NOS EMB.DIV. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 653.685 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO EMBTE.(S) :JOSÉ ALVES PEREIRA ADV.(A/S) :HÉLIO JOSÉ FIGUEIREDO EMBDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O Pleno negou provimento a agravo regimental, consignando, em síntese (folha 285): EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA – ACÓRDÃO RELATIVO A AGRAVO DE INSTRUMENTO – INVIABILIDADE. Agravo regimental interposto contra ato do relator no exame de agravo de instrumento não enseja a interposição de embargos de divergência, a teor do artigo 546 do Código de Processo Civil. O embargante, às folhas 292 e 293, busca o processamento dos embargos de divergência. Afirma que a conclusão ora atacada conflita com o novo entendimento do Tribunal acerca do tema. O Instituto Nacional do Seguro Social, nas contrarrazões de folhas 299 e 300, aponta a ausência de vícios no julgado. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5704955. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 4 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 10/04/2014 PLENÁRIO EMB.DECL. NO AG.REG. NOS EMB.DIV. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 653.685 MINAS GERAIS V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na interposição destes embargos, atendeu-se aos pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por profissional da advocacia regularmente constituído, foi protocolada no prazo legal. Conheço. A articulação da parte embargante não merece prosperar. Além de não articular com a existência de vícios na decisão, simplesmente pleiteia o processamento de embargos de divergência inadequados na espécie. O Plenário, julgando agravo, assentou o não cabimento dos embargos contra decisão proferida por força de regimental, nos termos do artigo 546 do Código de Processo Civil. Observou-se, na espécie, a legislação aplicável, valendo notar que o direito de defesa não é absoluto, estando os contornos respectivos nas normas instrumentais pertinentes. Desprovejo os declaratórios. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5704956. Supremo Tribunal Federal 10/04/2014 PLENÁRIO EMB.DECL. NO AG.REG. NOS EMB.DIV. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 653.685 MINAS GERAIS V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na interposição destes embargos, atendeu-se aos pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por profissional da advocacia regularmente constituído, foi protocolada no prazo legal. Conheço. A articulação da parte embargante não merece prosperar. Além de não articular com a existência de vícios na decisão, simplesmente pleiteia o processamento de embargos de divergência inadequados na espécie. O Plenário, julgando agravo, assentou o não cabimento dos embargos contra decisão proferida por força de regimental, nos termos do artigo 546 do Código de Processo Civil. Observou-se, na espécie, a legislação aplicável, valendo notar que o direito de defesa não é absoluto, estando os contornos respectivos nas normas instrumentais pertinentes. Desprovejo os declaratórios. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5704956. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 4 Extrato de Ata - 10/04/2014 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO AG.REG. NOS EMB.DIV. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 653.685 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO EMBTE.(S) : JOSÉ ALVES PEREIRA ADV.(A/S) : HÉLIO JOSÉ FIGUEIREDO EMBDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL Decisão: O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, rejeitou os embargos de declaração. Votou o Presidente. Ausentes, neste julgamento, os Ministros Joaquim Barbosa (Presidente), Ricardo Lewandowski (Vice-Presidente) e Roberto Barroso. Presidiu o julgamento o Ministro Celso de Mello (art. 37, I, do RISTF). Plenário, 10.04.2014. Presidência do Senhor Ministro Joaquim Barbosa. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber, Teori Zavascki e Roberto Barroso. Procurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot Monteiro de Barros. p/ Luiz Tomimatsu Assessor-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 5704477 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO AG.REG. NOS EMB.DIV. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 653.685 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO EMBTE.(S) : JOSÉ ALVES PEREIRA ADV.(A/S) : HÉLIO JOSÉ FIGUEIREDO EMBDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL Decisão: O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, rejeitou os embargos de declaração. Votou o Presidente. Ausentes, neste julgamento, os Ministros Joaquim Barbosa (Presidente), Ricardo Lewandowski (Vice-Presidente) e Roberto Barroso. Presidiu o julgamento o Ministro Celso de Mello (art. 37, I, do RISTF). Plenário, 10.04.2014. Presidência do Senhor Ministro Joaquim Barbosa. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber, Teori Zavascki e Roberto Barroso. Procurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot Monteiro de Barros. p/ Luiz Tomimatsu Assessor-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 5704477 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 4
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=5808441
2014-04-10T00:00:00
2014-05-08T00:00:00
O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, rejeitou os embargos de declaração. Votou o Presidente. Ausentes, neste julgamento, os Ministros Joaquim Barbosa (Presidente), Ricardo Lewandowski (Vice-Presidente) e Roberto Barroso. Presidiu o julgamento o Ministro Celso de Mello (art. 37, I, do RISTF). Plenário, 10.04.2014.
EMB.DECL. NO AG.REG. NOS EMB.DIV. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO
EMBARGOS DECLARATÓRIOS – INEXISTÊNCIA DE VÍCIO – DESPROVIMENTO. Uma vez voltados os embargos declaratórios ao simples rejulgamento de certa matéria, inexistindo, no acórdão proferido, qualquer dos vícios que os respaldam – omissão, contradição e obscuridade –, impõe-se o desprovimento.
sjur263208
Número de páginas: 4. Análise: 12/05/2014, TIA.
MARCO AURÉLIO
Tribunal Pleno
653685
[ "LEG-FED LEI-005869 ANO-1973\n ART-00546\n CPC-1973 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL" ]
AI-AgR-ED-EDv-AgR-ED
acordaos
AI 653685 AgR-ED-EDv-AgR-ED
[ "" ]
EMBTE.(S) : JOSÉ ALVES PEREIRA ADV.(A/S) : HÉLIO JOSÉ FIGUEIREDO EMBDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL
[ "" ]
Ementa e Acórdão 10/04/2014 PLENÁRIO EMB.DECL. NO AG.REG. NOS EMB.DIV. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 653.685 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO EMBTE.(S) :JOSÉ ALVES PEREIRA ADV.(A/S) :HÉLIO JOSÉ FIGUEIREDO EMBDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL EMBARGOS DECLARATÓRIOS – INEXISTÊNCIA DE VÍCIO – DESPROVIMENTO. Uma vez voltados os embargos declaratórios ao simples rejulgamento de certa matéria, inexistindo, no acórdão proferido, qualquer dos vícios que os respaldam – omissão, contradição e obscuridade –, impõe-se o desprovimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal em desprover os embargos de declaração no agravo regimental nos embargos de divergência nos embargos de declaração no agravo regimental no agravo de instrumento, nos termos do voto do relator e por unanimidade, em sessão presidida pelo Ministro Celso de Mello, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas. Brasília, 10 de abril de 2014. MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5704954. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 4 Relatório 10/04/2014 PLENÁRIO EMB.DECL. NO AG.REG. NOS EMB.DIV. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 653.685 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO EMBTE.(S) :JOSÉ ALVES PEREIRA ADV.(A/S) :HÉLIO JOSÉ FIGUEIREDO EMBDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O Pleno negou provimento a agravo regimental, consignando, em síntese (folha 285): EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA – ACÓRDÃO RELATIVO A AGRAVO DE INSTRUMENTO – INVIABILIDADE. Agravo regimental interposto contra ato do relator no exame de agravo de instrumento não enseja a interposição de embargos de divergência, a teor do artigo 546 do Código de Processo Civil. O embargante, às folhas 292 e 293, busca o processamento dos embargos de divergência. Afirma que a conclusão ora atacada conflita com o novo entendimento do Tribunal acerca do tema. O Instituto Nacional do Seguro Social, nas contrarrazões de folhas 299 e 300, aponta a ausência de vícios no julgado. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5704955. Supremo Tribunal Federal 10/04/2014 PLENÁRIO EMB.DECL. NO AG.REG. NOS EMB.DIV. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 653.685 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO EMBTE.(S) :JOSÉ ALVES PEREIRA ADV.(A/S) :HÉLIO JOSÉ FIGUEIREDO EMBDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O Pleno negou provimento a agravo regimental, consignando, em síntese (folha 285): EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA – ACÓRDÃO RELATIVO A AGRAVO DE INSTRUMENTO – INVIABILIDADE. Agravo regimental interposto contra ato do relator no exame de agravo de instrumento não enseja a interposição de embargos de divergência, a teor do artigo 546 do Código de Processo Civil. O embargante, às folhas 292 e 293, busca o processamento dos embargos de divergência. Afirma que a conclusão ora atacada conflita com o novo entendimento do Tribunal acerca do tema. O Instituto Nacional do Seguro Social, nas contrarrazões de folhas 299 e 300, aponta a ausência de vícios no julgado. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5704955. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 4 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 10/04/2014 PLENÁRIO EMB.DECL. NO AG.REG. NOS EMB.DIV. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 653.685 MINAS GERAIS V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na interposição destes embargos, atendeu-se aos pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por profissional da advocacia regularmente constituído, foi protocolada no prazo legal. Conheço. A articulação da parte embargante não merece prosperar. Além de não articular com a existência de vícios na decisão, simplesmente pleiteia o processamento de embargos de divergência inadequados na espécie. O Plenário, julgando agravo, assentou o não cabimento dos embargos contra decisão proferida por força de regimental, nos termos do artigo 546 do Código de Processo Civil. Observou-se, na espécie, a legislação aplicável, valendo notar que o direito de defesa não é absoluto, estando os contornos respectivos nas normas instrumentais pertinentes. Desprovejo os declaratórios. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5704956. Supremo Tribunal Federal 10/04/2014 PLENÁRIO EMB.DECL. NO AG.REG. NOS EMB.DIV. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 653.685 MINAS GERAIS V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na interposição destes embargos, atendeu-se aos pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por profissional da advocacia regularmente constituído, foi protocolada no prazo legal. Conheço. A articulação da parte embargante não merece prosperar. Além de não articular com a existência de vícios na decisão, simplesmente pleiteia o processamento de embargos de divergência inadequados na espécie. O Plenário, julgando agravo, assentou o não cabimento dos embargos contra decisão proferida por força de regimental, nos termos do artigo 546 do Código de Processo Civil. Observou-se, na espécie, a legislação aplicável, valendo notar que o direito de defesa não é absoluto, estando os contornos respectivos nas normas instrumentais pertinentes. Desprovejo os declaratórios. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5704956. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 4 Extrato de Ata - 10/04/2014 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO AG.REG. NOS EMB.DIV. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 653.685 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO EMBTE.(S) : JOSÉ ALVES PEREIRA ADV.(A/S) : HÉLIO JOSÉ FIGUEIREDO EMBDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL Decisão: O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, rejeitou os embargos de declaração. Votou o Presidente. Ausentes, neste julgamento, os Ministros Joaquim Barbosa (Presidente), Ricardo Lewandowski (Vice-Presidente) e Roberto Barroso. Presidiu o julgamento o Ministro Celso de Mello (art. 37, I, do RISTF). Plenário, 10.04.2014. Presidência do Senhor Ministro Joaquim Barbosa. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber, Teori Zavascki e Roberto Barroso. Procurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot Monteiro de Barros. p/ Luiz Tomimatsu Assessor-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 5704477 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO AG.REG. NOS EMB.DIV. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 653.685 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO EMBTE.(S) : JOSÉ ALVES PEREIRA ADV.(A/S) : HÉLIO JOSÉ FIGUEIREDO EMBDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL Decisão: O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, rejeitou os embargos de declaração. Votou o Presidente. Ausentes, neste julgamento, os Ministros Joaquim Barbosa (Presidente), Ricardo Lewandowski (Vice-Presidente) e Roberto Barroso. Presidiu o julgamento o Ministro Celso de Mello (art. 37, I, do RISTF). Plenário, 10.04.2014. Presidência do Senhor Ministro Joaquim Barbosa. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber, Teori Zavascki e Roberto Barroso. Procurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot Monteiro de Barros. p/ Luiz Tomimatsu Assessor-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 5704477 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 4
{ "JURISPRUDENCIA": [ "AGRAVO DE INSTRUMENTO 653 . 685", "AGRAVO DE INSTRUMENTO 653 . 685", "AGRAVO DE INSTRUMENTO 653 . 685", "AGRAVO DE INSTRUMENTO 653 . 685", "AGRAVO DE INSTRUMENTO 653 .", "AGRAVO DE INSTRUMENTO 653 . 685", "AGRAVO DE INSTRUMENTO 653 . 685" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 546 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 546 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 546 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 546 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "MINAS GERAIS", "Brasília", "MINAS GERAIS", "MINAS GERAIS", "MINAS GERAIS", "MINAS GERAIS", "MINAS GERAIS" ], "ORGANIZACAO": [ "PLENÁRIO", "INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL", "INSS", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL", "INSS", "Instituto Nacional do Seguro Social", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL", "INSS", "Instituto Nacional do Seguro Social", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PLENÁRIO", "Plenário", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "Plenário", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PLENÁRIO", "INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL", "INSS", "Plenário", "Plenário", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL", "INSS", "Plenário", "Plenário", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "MARCO AURÉLIO", "JOSÉ ALVES PEREIRA", "HÉLIO JOSÉ FIGUEIREDO", "Celso de Mello", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "JOSÉ ALVES PEREIRA", "HÉLIO JOSÉ FIGUEIREDO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "JOSÉ ALVES PEREIRA", "HÉLIO JOSÉ FIGUEIREDO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "JOSÉ ALVES PEREIRA", "HÉLIO JOSÉ FIGUEIREDO", "Joaquim Barbosa", "Ricardo Lewandowski", "Roberto Barroso", "Celso de Mello", "Joaquim Barbosa", "Celso de Mello", "Marco Aurélio", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Cármen Lúcia", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Teori Zavascki", "Roberto Barroso", "Rodrigo Janot Monteiro de Barros", "Luiz Tomimatsu", "MARCO AURÉLIO", "JOSÉ ALVES PEREIRA", "HÉLIO JOSÉ FIGUEIREDO", "Joaquim Barbosa", "Ricardo Lewandowski", "Roberto Barroso", "Celso de Mello", "Joaquim Barbosa", "Celso de Mello", "Marco Aurélio", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Cármen Lúcia", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Teori Zavascki", "Roberto Barroso", "Rodrigo Janot Monteiro de Barros", "Luiz Tomimatsu" ], "TEMPO": [ "10", "/", "04", "/", "2014", "10 de abril de 2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "04", "/", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "04", "/", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "04", "/", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "04", "/", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "04", "/", "2014", "10", ".", "04", ".", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", ".", "04", ".", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 10/04/2014 PLENÁRIO AG.REG. NO MANDADO DE INJUNÇÃO 5.376 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :DISTRITO FEDERAL ADV.(A/S) :PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL AGDO.(A/S) :SINDICATO DOS AUXILIARES E TÉCNICOS DE ENFERMAGEM DO DISTRITO FEDERAL ADV.(A/S) :LUCIANA APARECIDA ANANIAS INTDO.(A/S) :CONGRESSO NACIONAL ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Agravo regimental em mandado de injunção. 2. Aposentadoria especial de servidor público. Omissão na edição da lei complementar prevista no artigo 40, § 4º, da Constituição da República. 3. Ordem concedida em parte para determinar à autoridade administrativa que analise o requerimento de aposentadoria especial dos substituídos do impetrante à luz da disciplina do Regime Geral de Previdência Social. 4. Agravo a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Plenária, sob a presidência do Senhor Ministro Joaquim Barbosa, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, negar provimento ao agravo, nos termos do voto do relator, ministro Gilmar Mendes. Brasília, 10 de abril de 2014. Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6838403. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5 Relatório 10/04/2014 PLENÁRIO AG.REG. NO MANDADO DE INJUNÇÃO 5.376 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :DISTRITO FEDERAL ADV.(A/S) :PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL AGDO.(A/S) :SINDICATO DOS AUXILIARES E TÉCNICOS DE ENFERMAGEM DO DISTRITO FEDERAL ADV.(A/S) :LUCIANA APARECIDA ANANIAS INTDO.(A/S) :CONGRESSO NACIONAL ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental em mandado de injunção interposto contra decisão monocrática de minha relatoria que concedeu em parte a ordem para determinar a autoridade administrativa que analise o requerimento de aposentadoria especial dos substituídos do impetrante à luz da disciplina do Regime Geral de Previdência Social. No agravo regimental, aduz-se que o § 5º do art. 57 da Lei 8.213/91 “permite que o tempo de serviço exercidos sob condições especiais seja somado, após a respectiva conversão, ao tempo de trabalho exercido em atividade comum, o que não é permitido por esta egrégia Corte.” (fl. 198) Dessa forma, requer a reforma da decisão a fim de que traga no seu dispositivo a vedação expressa à conversão de períodos especiais em comuns. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5668346. Supremo Tribunal Federal 10/04/2014 PLENÁRIO AG.REG. NO MANDADO DE INJUNÇÃO 5.376 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :DISTRITO FEDERAL ADV.(A/S) :PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL AGDO.(A/S) :SINDICATO DOS AUXILIARES E TÉCNICOS DE ENFERMAGEM DO DISTRITO FEDERAL ADV.(A/S) :LUCIANA APARECIDA ANANIAS INTDO.(A/S) :CONGRESSO NACIONAL ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental em mandado de injunção interposto contra decisão monocrática de minha relatoria que concedeu em parte a ordem para determinar a autoridade administrativa que analise o requerimento de aposentadoria especial dos substituídos do impetrante à luz da disciplina do Regime Geral de Previdência Social. No agravo regimental, aduz-se que o § 5º do art. 57 da Lei 8.213/91 “permite que o tempo de serviço exercidos sob condições especiais seja somado, após a respectiva conversão, ao tempo de trabalho exercido em atividade comum, o que não é permitido por esta egrégia Corte.” (fl. 198) Dessa forma, requer a reforma da decisão a fim de que traga no seu dispositivo a vedação expressa à conversão de períodos especiais em comuns. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5668346. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 5 Voto - MIN. GILMAR MENDES 10/04/2014 PLENÁRIO AG.REG. NO MANDADO DE INJUNÇÃO 5.376 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. O agravante não trouxe argumentos suficientes para infirmar a decisão. Conforme consignei na decisão agravada, a jurisprudência desta Corte é assente quanto à omissão legislativa de lei complementar, prevista no art. 40, § 4º, da CF, que regule a aposentadoria especial de servidor público, garantindo o exercício do direito constitucional por meio da aplicação, no que for pertinente, da legislação relativa aos segurados do Regime Geral de Previdência Social. Nesse sentido, cito o MI 721, de relatoria do Min. Marco Aurélio, Plenário, DJ 30.11.2007 e o MI 795, de relatoria da Min. Cármen Lúcia, DJe 21.5.2009, este último assim ementado: “MANDADO DE INJUNÇÃO. APOSENTADORIA ESPECIAL DO SERVIDOR PÚBLICO. ARTIGO 40, § 4º, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. AUSÊNCIA DE LEI COMPLEMENTAR A DISCIPLINAR A MATÉRIA. NECESSIDADE DE INTEGRAÇÃO LEGISLATIVA. 1. Servidor público. Investigador da polícia civil do Estado de São Paulo. Alegado exercício de atividade sob condições de periculosidade e insalubridade. 2. Reconhecida a omissão legislativa em razão da ausência de lei complementar a definir as condições para o implemento da aposentadoria especial. 3. Mandado de injunção conhecido e concedido para comunicar a mora à autoridade competente e determinar a aplicação, no que couber, do art. 57 da Lei n. 8.213/91.” (MI 795, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe 94, divulgado em 21.5.2009). A Corte, então, tem deferido parcialmente a ordem para determinar à Administração Pública que proceda à análise do pleito de aposentadoria especial de servidores públicos à luz da disciplina conferida pelo Regime Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5668347. Supremo Tribunal Federal 10/04/2014 PLENÁRIO AG.REG. NO MANDADO DE INJUNÇÃO 5.376 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. O agravante não trouxe argumentos suficientes para infirmar a decisão. Conforme consignei na decisão agravada, a jurisprudência desta Corte é assente quanto à omissão legislativa de lei complementar, prevista no art. 40, § 4º, da CF, que regule a aposentadoria especial de servidor público, garantindo o exercício do direito constitucional por meio da aplicação, no que for pertinente, da legislação relativa aos segurados do Regime Geral de Previdência Social. Nesse sentido, cito o MI 721, de relatoria do Min. Marco Aurélio, Plenário, DJ 30.11.2007 e o MI 795, de relatoria da Min. Cármen Lúcia, DJe 21.5.2009, este último assim ementado: “MANDADO DE INJUNÇÃO. APOSENTADORIA ESPECIAL DO SERVIDOR PÚBLICO. ARTIGO 40, § 4º, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. AUSÊNCIA DE LEI COMPLEMENTAR A DISCIPLINAR A MATÉRIA. NECESSIDADE DE INTEGRAÇÃO LEGISLATIVA. 1. Servidor público. Investigador da polícia civil do Estado de São Paulo. Alegado exercício de atividade sob condições de periculosidade e insalubridade. 2. Reconhecida a omissão legislativa em razão da ausência de lei complementar a definir as condições para o implemento da aposentadoria especial. 3. Mandado de injunção conhecido e concedido para comunicar a mora à autoridade competente e determinar a aplicação, no que couber, do art. 57 da Lei n. 8.213/91.” (MI 795, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe 94, divulgado em 21.5.2009). A Corte, então, tem deferido parcialmente a ordem para determinar à Administração Pública que proceda à análise do pleito de aposentadoria especial de servidores públicos à luz da disciplina conferida pelo Regime Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5668347. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 5 Voto - MIN. GILMAR MENDES MI 5376 AGR / DF Geral de Previdência Social. Referida disciplina consiste, entre outras normas, nos artigos 57, 58 e 65 da Lei 8.213/1991 e no Anexo IV do Regulamento da Previdência Social (Decreto 3.048/1999). Nessa ocasião, o Plenário, em questão de ordem suscitada pelo Ministro Joaquim Barbosa, autorizou aos Ministros que decidam monocrática e definitivamente os casos idênticos aos MI 721, 758 e 795. Assim, uma vez concedida a ordem por esta Corte, caberá à autoridade administrativa a verificação do atendimento, ou não, dos requisitos necessários à concessão da aposentadoria especial. Nessa linha, para se ter o direito à aposentadoria especial, é necessário demonstrar os requisitos legais, a exemplo do contato ininterrupto com agentes nocivos à saúde ou à integridade física durante 15, 20 ou 25 anos (parágrafos 3º e 4º do artigo 57 da Lei 8.213/1991), considerando a relação de agentes considerados nocivos e o tempo de exposição previstos no Anexo IV do Regulamento da Previdência Social (Decreto 3.048/1999), periodicamente atualizado. Ressalte-se que as peculiaridades e as adaptações necessárias da aplicação das regras referentes aos segurados do regime geral de previdência para os servidores públicos não são solucionadas nesta sede, mas devem ser analisadas e ponderadas pela própria administração pública em cada caso concreto. Em outras palavras, a decisão agravada limita-se a determinar que o ora agravante examine os requerimentos de aposentadoria especial à luz da Lei 8.213/1991, sem reconhecer qualquer direito subjetivo à contagem de tempo especial per se. Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5668347. Supremo Tribunal Federal MI 5376 AGR / DF Geral de Previdência Social. Referida disciplina consiste, entre outras normas, nos artigos 57, 58 e 65 da Lei 8.213/1991 e no Anexo IV do Regulamento da Previdência Social (Decreto 3.048/1999). Nessa ocasião, o Plenário, em questão de ordem suscitada pelo Ministro Joaquim Barbosa, autorizou aos Ministros que decidam monocrática e definitivamente os casos idênticos aos MI 721, 758 e 795. Assim, uma vez concedida a ordem por esta Corte, caberá à autoridade administrativa a verificação do atendimento, ou não, dos requisitos necessários à concessão da aposentadoria especial. Nessa linha, para se ter o direito à aposentadoria especial, é necessário demonstrar os requisitos legais, a exemplo do contato ininterrupto com agentes nocivos à saúde ou à integridade física durante 15, 20 ou 25 anos (parágrafos 3º e 4º do artigo 57 da Lei 8.213/1991), considerando a relação de agentes considerados nocivos e o tempo de exposição previstos no Anexo IV do Regulamento da Previdência Social (Decreto 3.048/1999), periodicamente atualizado. Ressalte-se que as peculiaridades e as adaptações necessárias da aplicação das regras referentes aos segurados do regime geral de previdência para os servidores públicos não são solucionadas nesta sede, mas devem ser analisadas e ponderadas pela própria administração pública em cada caso concreto. Em outras palavras, a decisão agravada limita-se a determinar que o ora agravante examine os requerimentos de aposentadoria especial à luz da Lei 8.213/1991, sem reconhecer qualquer direito subjetivo à contagem de tempo especial per se. Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5668347. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 5 Extrato de Ata - 10/04/2014 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NO MANDADO DE INJUNÇÃO 5.376 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : DISTRITO FEDERAL ADV.(A/S) : PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL AGDO.(A/S) : SINDICATO DOS AUXILIARES E TÉCNICOS DE ENFERMAGEM DO DISTRITO FEDERAL ADV.(A/S) : LUCIANA APARECIDA ANANIAS INTDO.(A/S) : CONGRESSO NACIONAL ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, negou provimento ao agravo regimental. Votou o Presidente. Ausentes, neste julgamento, os Ministros Joaquim Barbosa (Presidente), Ricardo Lewandowski (Vice-Presidente), Luiz Fux e Roberto Barroso. Presidiu o julgamento o Ministro Celso de Mello (art. 37, I, do RISTF). Plenário, 10.04.2014. Presidência do Senhor Ministro Joaquim Barbosa. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber, Teori Zavascki e Roberto Barroso. Procurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot Monteiro de Barros. p/ Luiz Tomimatsu Assessor-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 5704407 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NO MANDADO DE INJUNÇÃO 5.376 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : DISTRITO FEDERAL ADV.(A/S) : PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL AGDO.(A/S) : SINDICATO DOS AUXILIARES E TÉCNICOS DE ENFERMAGEM DO DISTRITO FEDERAL ADV.(A/S) : LUCIANA APARECIDA ANANIAS INTDO.(A/S) : CONGRESSO NACIONAL ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, negou provimento ao agravo regimental. Votou o Presidente. Ausentes, neste julgamento, os Ministros Joaquim Barbosa (Presidente), Ricardo Lewandowski (Vice-Presidente), Luiz Fux e Roberto Barroso. Presidiu o julgamento o Ministro Celso de Mello (art. 37, I, do RISTF). Plenário, 10.04.2014. Presidência do Senhor Ministro Joaquim Barbosa. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber, Teori Zavascki e Roberto Barroso. Procurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot Monteiro de Barros. p/ Luiz Tomimatsu Assessor-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 5704407 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=6871953
2014-04-10T00:00:00
2014-10-03T00:00:00
O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, negou provimento ao agravo regimental. Votou o Presidente. Ausentes, neste julgamento, os Ministros Joaquim Barbosa (Presidente), Ricardo Lewandowski (Vice-Presidente), Luiz Fux e Roberto Barroso. Presidiu o julgamento o Ministro Celso de Mello (art. 37, I, do RISTF). Plenário, 10.04.2014.
AG.REG. NO MANDADO DE INJUNÇÃO
Agravo regimental em mandado de injunção. 2. Aposentadoria especial de servidor público. Omissão na edição da lei complementar prevista no artigo 40, § 4º, da Constituição da República. 3. Ordem concedida em parte para determinar à autoridade administrativa que analise o requerimento de aposentadoria especial dos substituídos do impetrante à luz da disciplina do Regime Geral de Previdência Social. 4. Agravo a que se nega provimento.
sjur278938
- Acórdão(s) citado(s): (MI, SERVIDOR PÚBLICO, APOSENTADORIA ESPECIAL) MI 795 (TP). Número de páginas: 5. Análise: 15/10/2014, MÁR.
GILMAR MENDES
Tribunal Pleno
5376
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00040 PAR-00004\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED LEI-008213 ANO-1991\n ART-00057 PAR-00003 PAR-00004 ART-00058 \n ART-00065\n LEI ORDINÁRIA\n\n", "LEG-FED DEC-003048 ANO-1999\n DECRETO" ]
MI-AgR
acordaos
MI 5376 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : DISTRITO FEDERAL ADV.(A/S) : PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL AGDO.(A/S) : SINDICATO DOS AUXILIARES E TÉCNICOS DE ENFERMAGEM DO DISTRITO FEDERAL ADV.(A/S) : LUCIANA APARECIDA ANANIAS INTDO.(A/S) : CONGRESSO NACIONAL ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
[ "" ]
Ementa e Acórdão 10/04/2014 PLENÁRIO AG.REG. NO MANDADO DE INJUNÇÃO 5.376 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :DISTRITO FEDERAL ADV.(A/S) :PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL AGDO.(A/S) :SINDICATO DOS AUXILIARES E TÉCNICOS DE ENFERMAGEM DO DISTRITO FEDERAL ADV.(A/S) :LUCIANA APARECIDA ANANIAS INTDO.(A/S) :CONGRESSO NACIONAL ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Agravo regimental em mandado de injunção. 2. Aposentadoria especial de servidor público. Omissão na edição da lei complementar prevista no artigo 40, § 4..., da Constituição da República. 3. Ordem concedida em parte para determinar à autoridade administrativa que analise o requerimento de aposentadoria especial dos substituídos do impetrante à luz da disciplina do Regime Geral de Previdência Social. 4. Agravo a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Plenária, sob a presidência do Senhor Ministro Joaquim Barbosa, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, negar provimento ao agravo, nos termos do voto do relator, ministro Gilmar Mendes. Brasília, 10 de abril de 2014. Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6838403. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5 Relatório 10/04/2014 PLENÁRIO AG.REG. NO MANDADO DE INJUNÇÃO 5.376 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :DISTRITO FEDERAL ADV.(A/S) :PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL AGDO.(A/S) :SINDICATO DOS AUXILIARES E TÉCNICOS DE ENFERMAGEM DO DISTRITO FEDERAL ADV.(A/S) :LUCIANA APARECIDA ANANIAS INTDO.(A/S) :CONGRESSO NACIONAL ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental em mandado de injunção interposto contra decisão monocrática de minha relatoria que concedeu em parte a ordem para determinar a autoridade administrativa que analise o requerimento de aposentadoria especial dos substituídos do impetrante à luz da disciplina do Regime Geral de Previdência Social. No agravo regimental, aduz-se que o § 5... do art. 57 da Lei 8.213/91 “permite que o tempo de serviço exercidos sob condições especiais seja somado, após a respectiva conversão, ao tempo de trabalho exercido em atividade comum, o que não é permitido por esta egrégia Corte.” (fl. 198) Dessa forma, requer a reforma da decisão a fim de que traga no seu dispositivo a vedação expressa à conversão de períodos especiais em comuns. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5668346. Supremo Tribunal Federal 10/04/2014 PLENÁRIO AG.REG. NO MANDADO DE INJUNÇÃO 5.376 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :DISTRITO FEDERAL ADV.(A/S) :PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL AGDO.(A/S) :SINDICATO DOS AUXILIARES E TÉCNICOS DE ENFERMAGEM DO DISTRITO FEDERAL ADV.(A/S) :LUCIANA APARECIDA ANANIAS INTDO.(A/S) :CONGRESSO NACIONAL ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental em mandado de injunção interposto contra decisão monocrática de minha relatoria que concedeu em parte a ordem para determinar a autoridade administrativa que analise o requerimento de aposentadoria especial dos substituídos do impetrante à luz da disciplina do Regime Geral de Previdência Social. No agravo regimental, aduz-se que o § 5... do art. 57 da Lei 8.213/91 “permite que o tempo de serviço exercidos sob condições especiais seja somado, após a respectiva conversão, ao tempo de trabalho exercido em atividade comum, o que não é permitido por esta egrégia Corte.” (fl. 198) Dessa forma, requer a reforma da decisão a fim de que traga no seu dispositivo a vedação expressa à conversão de períodos especiais em comuns. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5668346. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 5 Voto - MIN. GILMAR MENDES 10/04/2014 PLENÁRIO AG.REG. NO MANDADO DE INJUNÇÃO 5.376 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. O agravante não trouxe argumentos suficientes para infirmar a decisão. Conforme consignei na decisão agravada, a jurisprudência desta Corte é assente quanto à omissão legislativa de lei complementar, prevista no art. 40, § 4..., da Constituição Federal de 1988, que regule a aposentadoria especial de servidor público, garantindo o exercício do direito constitucional por meio da aplicação, no que for pertinente, da legislação relativa aos segurados do Regime Geral de Previdência Social. Nesse sentido, cito o MI 721, de relatoria do Min. Marco Aurélio, Plenário, DJ 30.11.2007 e o MI 795, de relatoria da Min. Cármen Lúcia, DJe 21.5.2009, este último assim ementado: “MANDADO DE INJUNÇÃO. APOSENTADORIA ESPECIAL DO SERVIDOR PÚBLICO. ARTIGO 40, § 4..., DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. AUSÊNCIA DE LEI COMPLEMENTAR A DISCIPLINAR A MATÉRIA. NECESSIDADE DE INTEGRAÇÃO LEGISLATIVA. 1. Servidor público. Investigador da polícia civil do Estado de São Paulo. Alegado exercício de atividade sob condições de periculosidade e insalubridade. 2. Reconhecida a omissão legislativa em razão da ausência de lei complementar a definir as condições para o implemento da aposentadoria especial. 3. Mandado de injunção conhecido e concedido para comunicar a mora à autoridade competente e determinar a aplicação, no que couber, do art. 57 da Lei n. 8.213/91.” (MI 795, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe 94, divulgado em 21.5.2009). A Corte, então, tem deferido parcialmente a ordem para determinar à Administração Pública que proceda à análise do pleito de aposentadoria especial de servidores públicos à luz da disciplina conferida pelo Regime Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5668347. Supremo Tribunal Federal 10/04/2014 PLENÁRIO AG.REG. NO MANDADO DE INJUNÇÃO 5.376 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. O agravante não trouxe argumentos suficientes para infirmar a decisão. Conforme consignei na decisão agravada, a jurisprudência desta Corte é assente quanto à omissão legislativa de lei complementar, prevista no art. 40, § 4..., da Constituição Federal de 1988, que regule a aposentadoria especial de servidor público, garantindo o exercício do direito constitucional por meio da aplicação, no que for pertinente, da legislação relativa aos segurados do Regime Geral de Previdência Social. Nesse sentido, cito o MI 721, de relatoria do Min. Marco Aurélio, Plenário, DJ 30.11.2007 e o MI 795, de relatoria da Min. Cármen Lúcia, DJe 21.5.2009, este último assim ementado: “MANDADO DE INJUNÇÃO. APOSENTADORIA ESPECIAL DO SERVIDOR PÚBLICO. ARTIGO 40, § 4..., DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. AUSÊNCIA DE LEI COMPLEMENTAR A DISCIPLINAR A MATÉRIA. NECESSIDADE DE INTEGRAÇÃO LEGISLATIVA. 1. Servidor público. Investigador da polícia civil do Estado de São Paulo. Alegado exercício de atividade sob condições de periculosidade e insalubridade. 2. Reconhecida a omissão legislativa em razão da ausência de lei complementar a definir as condições para o implemento da aposentadoria especial. 3. Mandado de injunção conhecido e concedido para comunicar a mora à autoridade competente e determinar a aplicação, no que couber, do art. 57 da Lei n. 8.213/91.” (MI 795, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe 94, divulgado em 21.5.2009). A Corte, então, tem deferido parcialmente a ordem para determinar à Administração Pública que proceda à análise do pleito de aposentadoria especial de servidores públicos à luz da disciplina conferida pelo Regime Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5668347. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 5 Voto - MIN. GILMAR MENDES MI 5376 AGR / DF Geral de Previdência Social. Referida disciplina consiste, entre outras normas, nos artigos 57, 58 e 65 da Lei 8.213/1991 e no Anexo IV do Regulamento da Previdência Social (Decreto 3.048/1999). Nessa ocasião, o Plenário, em questão de ordem suscitada pelo Ministro Joaquim Barbosa, autorizou aos Ministros que decidam monocrática e definitivamente os casos idênticos aos MI 721, 758 e 795. Assim, uma vez concedida a ordem por esta Corte, caberá à autoridade administrativa a verificação do atendimento, ou não, dos requisitos necessários à concessão da aposentadoria especial. Nessa linha, para se ter o direito à aposentadoria especial, é necessário demonstrar os requisitos legais, a exemplo do contato ininterrupto com agentes nocivos à saúde ou à integridade física durante 15, 20 ou 25 anos (parágrafos 3... e 4... do artigo 57 da Lei 8.213/1991), considerando a relação de agentes considerados nocivos e o tempo de exposição previstos no Anexo IV do Regulamento da Previdência Social (Decreto 3.048/1999), periodicamente atualizado. Ressalte-se que as peculiaridades e as adaptações necessárias da aplicação das regras referentes aos segurados do regime geral de previdência para os servidores públicos não são solucionadas nesta sede, mas devem ser analisadas e ponderadas pela própria administração pública em cada caso concreto. Em outras palavras, a decisão agravada limita-se a determinar que o ora agravante examine os requerimentos de aposentadoria especial à luz da Lei 8.213/1991, sem reconhecer qualquer direito subjetivo à contagem de tempo especial per se. Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5668347. Supremo Tribunal Federal MI 5376 AGR / DF Geral de Previdência Social. Referida disciplina consiste, entre outras normas, nos artigos 57, 58 e 65 da Lei 8.213/1991 e no Anexo IV do Regulamento da Previdência Social (Decreto 3.048/1999). Nessa ocasião, o Plenário, em questão de ordem suscitada pelo Ministro Joaquim Barbosa, autorizou aos Ministros que decidam monocrática e definitivamente os casos idênticos aos MI 721, 758 e 795. Assim, uma vez concedida a ordem por esta Corte, caberá à autoridade administrativa a verificação do atendimento, ou não, dos requisitos necessários à concessão da aposentadoria especial. Nessa linha, para se ter o direito à aposentadoria especial, é necessário demonstrar os requisitos legais, a exemplo do contato ininterrupto com agentes nocivos à saúde ou à integridade física durante 15, 20 ou 25 anos (parágrafos 3... e 4... do artigo 57 da Lei 8.213/1991), considerando a relação de agentes considerados nocivos e o tempo de exposição previstos no Anexo IV do Regulamento da Previdência Social (Decreto 3.048/1999), periodicamente atualizado. Ressalte-se que as peculiaridades e as adaptações necessárias da aplicação das regras referentes aos segurados do regime geral de previdência para os servidores públicos não são solucionadas nesta sede, mas devem ser analisadas e ponderadas pela própria administração pública em cada caso concreto. Em outras palavras, a decisão agravada limita-se a determinar que o ora agravante examine os requerimentos de aposentadoria especial à luz da Lei 8.213/1991, sem reconhecer qualquer direito subjetivo à contagem de tempo especial per se. Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5668347. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 5 Extrato de Ata - 10/04/2014 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NO MANDADO DE INJUNÇÃO 5.376 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : DISTRITO FEDERAL ADV.(A/S) : PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL AGDO.(A/S) : SINDICATO DOS AUXILIARES E TÉCNICOS DE ENFERMAGEM DO DISTRITO FEDERAL ADV.(A/S) : LUCIANA APARECIDA ANANIAS INTDO.(A/S) : CONGRESSO NACIONAL ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, negou provimento ao agravo regimental. Votou o Presidente. Ausentes, neste julgamento, os Ministros Joaquim Barbosa (Presidente), Ricardo Lewandowski (Vice-Presidente), Luiz Fux e Roberto Barroso. Presidiu o julgamento o Ministro Celso de Mello (art. 37, I, do RISTF). Plenário, 10.04.2014. Presidência do Senhor Ministro Joaquim Barbosa. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber, Teori Zavascki e Roberto Barroso. Procurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot Monteiro de Barros. p/ Luiz Tomimatsu Assessor-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 5704407 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NO MANDADO DE INJUNÇÃO 5.376 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : DISTRITO FEDERAL ADV.(A/S) : PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL AGDO.(A/S) : SINDICATO DOS AUXILIARES E TÉCNICOS DE ENFERMAGEM DO DISTRITO FEDERAL ADV.(A/S) : LUCIANA APARECIDA ANANIAS INTDO.(A/S) : CONGRESSO NACIONAL ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, negou provimento ao agravo regimental. Votou o Presidente. Ausentes, neste julgamento, os Ministros Joaquim Barbosa (Presidente), Ricardo Lewandowski (Vice-Presidente), Luiz Fux e Roberto Barroso. Presidiu o julgamento o Ministro Celso de Mello (art. 37, I, do RISTF). Plenário, 10.04.2014. Presidência do Senhor Ministro Joaquim Barbosa. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber, Teori Zavascki e Roberto Barroso. Procurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot Monteiro de Barros. p/ Luiz Tomimatsu Assessor-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 5704407 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5
{ "JURISPRUDENCIA": [ "MANDADO DE INJUNÇÃO 5 . 376", "MANDADO DE INJUNÇÃO 5 . 376", "MANDADO DE INJUNÇÃO 5 . 376", "MI", "MANDADO DE INJUNÇÃO 5 . 376", "MI" ], "LEGISLACAO": [ "artigo 40 , § 4 . . . , da Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "§ 5 . . . do", "art . 57 da Lei 8 . 213 / 91", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 57 da Lei 8 . 213 / 91", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 40 , § 4 . . . , da Constituição Federal de 1988", "ARTIGO 40 , § 4 . . . , DA", "CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA", "art . 57 da Lei n . 8 . 213 / 91", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 40 , § 4 . . . , da Constituição Federal de 1988", "CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA", "art . 57 da Lei n . 8 . 213 / 91", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigos 57 , 58 e 65 da Lei 8 . 213 / 1991", "Anexo IV do Regulamento da Previdência Social", "Decreto 3 . 048 / 1999", "parágrafos", "artigo 57 da Lei 8 . 213 / 1991", "Anexo IV do Regulamento da Previdência Social", "Decreto 3 . 048 / 1999", "Lei 8 . 213 / 1991", "Medida Provisória n 2 . 200 - 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Ementa e Acórdão 10/04/2014 PLENÁRIO AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 29.270 PARÁ RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :RUBENS LIMA FARIAS E OUTROS ADV.(A/S) :CARLOS PESSOA DE AQUINO AGDO.(A/S) :CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO EMENTA Agravo regimental em mandado de segurança. Conselho Nacional de Justiça. Decisão que determina ao Tribunal de Justiça do Estado do Pará que promova o desligamento dos servidores admitidos irregularmente sem concurso público após a Constituição Federal de 1988. Aplicação direta do art. 37, caput e inciso II, da CF. Decadência administrativa. Art. 54 da Lei 9.784/1999. Inaplicabilidade em situações flagrantemente inconstitucionais. Apreciação conjunta, pelo CNJ, de pedidos de providências com objetos similares. Possibilidade. Desnecessidade de nova intimação. Duração razoável do processo. Apreciação das razões de defesa pelo CNJ e por comissão especialmente instituída no TJPA. Contraditório e ampla defesa assegurados. Agravo regimental não provido. 1. Configura o concurso público elemento nuclear da formação de vínculos estatutários efetivos com a Administração, em quaisquer níveis. 2. Situações flagrantemente inconstitucionais como o provimento de cargo na Administração Pública sem a devida submissão a concurso público não podem e não devem ser superadas pela simples incidência do que dispõe o art. 54 da Lei 9.784/1999, sob pena de subversão das determinações insertas na Constituição Federal. (Precedente: MS nº 28.297/DF, Relatora a Ministra Ellen Gracie, Tribunal Pleno, julgado , DJ de 29/4/11). 3. Quando configurada a identidade de objetos, não há violação do contraditório, mas, antes, respeito à duração razoável do processo, na análise conjunta pelo CNJ de pedidos de providência paralelamente Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5947935. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 12 Ementa e Acórdão MS 29270 AGR / PA instaurados naquele Conselho. Fica dispensada, na hipótese, nova intimação dos interessados, máxime quando suas razões forem apreciadas pelo CNJ e por comissão especialmente instituída no tribunal para o qual for dirigida a ordem do Conselho. 4. Agravo regimental não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em sessão plenária, sob a presidência do Senhor Ministro Celso de Mello, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por maioria de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 10 de abril de 2014. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5947935. Supremo Tribunal Federal MS 29270 AGR / PA instaurados naquele Conselho. Fica dispensada, na hipótese, nova intimação dos interessados, máxime quando suas razões forem apreciadas pelo CNJ e por comissão especialmente instituída no tribunal para o qual for dirigida a ordem do Conselho. 4. Agravo regimental não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em sessão plenária, sob a presidência do Senhor Ministro Celso de Mello, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por maioria de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 10 de abril de 2014. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5947935. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 12 Relatório 10/04/2014 PLENÁRIO AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 29.270 PARÁ RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :RUBENS LIMA FARIAS E OUTROS ADV.(A/S) :CARLOS PESSOA DE AQUINO AGDO.(A/S) :CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Cuida-se de agravo regimental em mandado de segurança interposto por Rubens Lima Farias e outros contra decisão monocrática mediante a qual neguei seguimento à espécie, pelos seguintes fundamentos: (i) Para o manejo do Mandado de Segurança, é imprescindível que o direito seja líquido e certo. No caso dos autos, em que os autores ingressaram nos quadros do TJ/PA sem concurso público, instrumento concretizador dos princípios da impessoalidade, da isonomia e da eficiência, não há como vislumbrar a presença de liquidez e certeza necessária à concessão da ordem; (ii) não restou evidenciado, nos autos, a inobservância dos postulados do contraditório e da ampla defesa, durante o processamento dos Pedidos de Providência nº 0005826- 22.2009.2.00.0000, nº 0006377-02.2009.2.00.000, nº 0007772- 29.2009.2.00.000 e nº 0001336-20.2010.2.00.000, vez que houve participação dos impetrantes durante o processamento dos referidos pedidos de providências, no âmbito do CNJ; (iii) não configura lesão aos impetrantes a reunião dos pedidos de providência para análise conjunta, sob a ótica do Pedido de Providência nº 0005826-22.2009.2.00.0000, haja vista a exata similitude dos objetos e a necessidade de implementar a Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5947932. Supremo Tribunal Federal 10/04/2014 PLENÁRIO AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 29.270 PARÁ RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :RUBENS LIMA FARIAS E OUTROS ADV.(A/S) :CARLOS PESSOA DE AQUINO AGDO.(A/S) :CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Cuida-se de agravo regimental em mandado de segurança interposto por Rubens Lima Farias e outros contra decisão monocrática mediante a qual neguei seguimento à espécie, pelos seguintes fundamentos: (i) Para o manejo do Mandado de Segurança, é imprescindível que o direito seja líquido e certo. No caso dos autos, em que os autores ingressaram nos quadros do TJ/PA sem concurso público, instrumento concretizador dos princípios da impessoalidade, da isonomia e da eficiência, não há como vislumbrar a presença de liquidez e certeza necessária à concessão da ordem; (ii) não restou evidenciado, nos autos, a inobservância dos postulados do contraditório e da ampla defesa, durante o processamento dos Pedidos de Providência nº 0005826- 22.2009.2.00.0000, nº 0006377-02.2009.2.00.000, nº 0007772- 29.2009.2.00.000 e nº 0001336-20.2010.2.00.000, vez que houve participação dos impetrantes durante o processamento dos referidos pedidos de providências, no âmbito do CNJ; (iii) não configura lesão aos impetrantes a reunião dos pedidos de providência para análise conjunta, sob a ótica do Pedido de Providência nº 0005826-22.2009.2.00.0000, haja vista a exata similitude dos objetos e a necessidade de implementar a Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5947932. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 12 Relatório MS 29270 AGR / PA duração razoável do processo, conforme o disposto no art. 5º, inciso LXXVIII da Constituição Federal; (iv) Está assente nesta Suprema Corte que a competência originária e autônoma do Conselho Nacional de Justiça deriva do texto constitucional, não se revelando subsidiária, o que já foi, inclusive, firmado por esta Corte no referendo à medida cautelar na ADI nº 4.638 (Rel. Min. Marco Aurélio); e (v) no que se refere ao problema da boa-fé e da eficácia continuativa das relações jurídicas, não pode haver usucapião de constitucionalidade. A obrigatoriedade da Constituição deriva de sua vigência. Não é possível entender que o tempo derrogue a força obrigatória de seus preceitos por causa de ações omissivas ou comissivas de autoridades públicas. “ Nas razões do agravo, os recorrentes defendem a reforma da decisão recorrida e apresentam os seguintes argumentos: a) Na apreciação dos fatos pelo CNJ, teria havido afronta ao contraditório e à ampla defesa, uma vez que os servidores interessados teriam sido intimados somente para se manifestar quanto ao Procedimento nº 0005826-22.2009.2.00.0000, tendo sido reunidos, posteriormente, todos os procedimentos instaurados no CNJ, sem a abertura de novo prazo ou nova intimação para manifestação. b) Afrontaria a segurança jurídica rever a ocupação de cargos públicos pelos impetrantes, princípio que “detém guarida constitucional assim como a regra do concurso público”. Ao final, requereram o provimento do recurso para “que seja o mandado de segurança submetido ao crivo do douto Plenário, (…), ou sucessivamente, para que sejam cassadas as decisões proferidas pelo Conselho nacional de Justiça nos Pedidos de Providências nº 0005826- 22.2009.2.00.0000, nº 0006377-02.2009.2.00.000, nº 0007772- 29.2009.2.00.000 e nº 0001336-20.2010.2.00.000”. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5947932. Supremo Tribunal Federal MS 29270 AGR / PA duração razoável do processo, conforme o disposto no art. 5º, inciso LXXVIII da Constituição Federal; (iv) Está assente nesta Suprema Corte que a competência originária e autônoma do Conselho Nacional de Justiça deriva do texto constitucional, não se revelando subsidiária, o que já foi, inclusive, firmado por esta Corte no referendo à medida cautelar na ADI nº 4.638 (Rel. Min. Marco Aurélio); e (v) no que se refere ao problema da boa-fé e da eficácia continuativa das relações jurídicas, não pode haver usucapião de constitucionalidade. A obrigatoriedade da Constituição deriva de sua vigência. Não é possível entender que o tempo derrogue a força obrigatória de seus preceitos por causa de ações omissivas ou comissivas de autoridades públicas. “ Nas razões do agravo, os recorrentes defendem a reforma da decisão recorrida e apresentam os seguintes argumentos: a) Na apreciação dos fatos pelo CNJ, teria havido afronta ao contraditório e à ampla defesa, uma vez que os servidores interessados teriam sido intimados somente para se manifestar quanto ao Procedimento nº 0005826-22.2009.2.00.0000, tendo sido reunidos, posteriormente, todos os procedimentos instaurados no CNJ, sem a abertura de novo prazo ou nova intimação para manifestação. b) Afrontaria a segurança jurídica rever a ocupação de cargos públicos pelos impetrantes, princípio que “detém guarida constitucional assim como a regra do concurso público”. Ao final, requereram o provimento do recurso para “que seja o mandado de segurança submetido ao crivo do douto Plenário, (…), ou sucessivamente, para que sejam cassadas as decisões proferidas pelo Conselho nacional de Justiça nos Pedidos de Providências nº 0005826- 22.2009.2.00.0000, nº 0006377-02.2009.2.00.000, nº 0007772- 29.2009.2.00.000 e nº 0001336-20.2010.2.00.000”. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5947932. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 12 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI 10/04/2014 PLENÁRIO AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 29.270 PARÁ VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI: A presente causa tem dois aspectos essenciais: a) a existência de situação jurídica consolidada, de boa-fé, com mais de vinte anos de eficácia continuativa, consistente na ocupação de loci na Administração Pública (Tribunal de Justiça do Estado do Pará) sem concurso público; b) os atos de exautoração desses agentes públicos teriam ocorrido sem realização do contraditório e da ampla defesa, com violação do devido processo legal. Quanto ao primeiro aspecto, reitero o quanto já exposto na decisão monocrática: tenho por certo e evidente que os autores não possuem direito a permanecer em suas funções/cargos sob o império das teses delineadas na inicial. O concurso público constitui elemento nuclear da formação de vínculos estatutários efetivos com a Administração, em quaisquer níveis. Nesse sentido já se pronunciou esta Corte: “O CONCURSO PÚBLICO REPRESENTA GARANTIA CONCRETIZADORA DO PRINCÍPIO DA IGUALDADE. - O respeito efetivo à exigência de prévia aprovação em concurso público qualifica-se, constitucionalmente, como paradigma de legitimação ético-jurídica da investidura de qualquer cidadão em cargos, funções ou empregos públicos, ressalvadas as hipóteses de nomeação para cargos em comissão (CF, art. 37, II). A razão subjacente ao postulado do concurso público traduz-se na necessidade essencial de o Estado conferir efetividade ao princípio constitucional de que todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, vedando-se, desse modo, a prática inaceitável de o Poder Público conceder privilégios a alguns ou de dispensar tratamento discriminatório e arbitrário a outros. Precedentes. Doutrina (RTJ 181/555, Rel. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5947933. Supremo Tribunal Federal 10/04/2014 PLENÁRIO AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 29.270 PARÁ VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI: A presente causa tem dois aspectos essenciais: a) a existência de situação jurídica consolidada, de boa-fé, com mais de vinte anos de eficácia continuativa, consistente na ocupação de loci na Administração Pública (Tribunal de Justiça do Estado do Pará) sem concurso público; b) os atos de exautoração desses agentes públicos teriam ocorrido sem realização do contraditório e da ampla defesa, com violação do devido processo legal. Quanto ao primeiro aspecto, reitero o quanto já exposto na decisão monocrática: tenho por certo e evidente que os autores não possuem direito a permanecer em suas funções/cargos sob o império das teses delineadas na inicial. O concurso público constitui elemento nuclear da formação de vínculos estatutários efetivos com a Administração, em quaisquer níveis. Nesse sentido já se pronunciou esta Corte: “O CONCURSO PÚBLICO REPRESENTA GARANTIA CONCRETIZADORA DO PRINCÍPIO DA IGUALDADE. - O respeito efetivo à exigência de prévia aprovação em concurso público qualifica-se, constitucionalmente, como paradigma de legitimação ético-jurídica da investidura de qualquer cidadão em cargos, funções ou empregos públicos, ressalvadas as hipóteses de nomeação para cargos em comissão (CF, art. 37, II). A razão subjacente ao postulado do concurso público traduz-se na necessidade essencial de o Estado conferir efetividade ao princípio constitucional de que todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, vedando-se, desse modo, a prática inaceitável de o Poder Público conceder privilégios a alguns ou de dispensar tratamento discriminatório e arbitrário a outros. Precedentes. Doutrina (RTJ 181/555, Rel. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5947933. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 12 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI MS 29270 AGR / PA Min. Celso de Mello) O postulado constitucional do concurso público, enquanto cláusula integralizadora dos princípios da isonomia e da impessoalidade, traduz-se na exigência inafastável de prévia aprovação em concurso público de provas, ou de provas e títulos, para efeito de investidura em cargo público. Essa imposição jurídico-constitucional passou a estender- se, genericamente, com a promulgação da Constituição de 1988, à investidura em cargo ou emprego público, ressalvadas, unicamente, as exceções previstas no próprio texto constitucional. (RTJ 152/762, Rel. Min. Celso de Mello ).” Eventuais situações de excepcionalidade reconhecidas pelo STF, como no caso INFRAERO (MS nº 22.357, Rel. Min. Gilmar Mendes, Tribunal Pleno, julgado em 27/5/04, DJ de 5/11/04), não podem ser dilatadas para toda e qualquer situação, máxime para hipóteses fáticas diversas da constante naqueles autos. Naquela oportunidade, apreciava-se provimento de cargos na Administração Pública sem concurso relativamente a pessoa jurídica de direito privado, em período em que ainda se discutia a exigência constitucional desse tipo de seleção para empresas públicas e sociedades de economia mista. Nesse sentido, ficou expressamente consignado no voto do Ministro Gilmar Mendes que a concessão da ordem justificava-se “[pelas] específicas e excepcionais circunstâncias do caso em exame”, entendimento que foi unanimemente seguido pelo Plenário desta Corte, com a pontuação do Ministro Marco Aurélio de que “não estivesse envolvida empresa pública, caminharia no sentido de concluir pela irregularidade constitucional das contratações”. A regra, portanto, é o concurso público, isonômico e universal. No caso dos autos, trata-se de provimento de cargos públicos de órgão integrante de pessoa jurídica de direito público realizado sem concurso público e já na vigência da CF/88 que difere significativamente, portanto, da hipótese excepcionalíssima supracitada. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5947933. Supremo Tribunal Federal MS 29270 AGR / PA Min. Celso de Mello) O postulado constitucional do concurso público, enquanto cláusula integralizadora dos princípios da isonomia e da impessoalidade, traduz-se na exigência inafastável de prévia aprovação em concurso público de provas, ou de provas e títulos, para efeito de investidura em cargo público. Essa imposição jurídico-constitucional passou a estender- se, genericamente, com a promulgação da Constituição de 1988, à investidura em cargo ou emprego público, ressalvadas, unicamente, as exceções previstas no próprio texto constitucional. (RTJ 152/762, Rel. Min. Celso de Mello ).” Eventuais situações de excepcionalidade reconhecidas pelo STF, como no caso INFRAERO (MS nº 22.357, Rel. Min. Gilmar Mendes, Tribunal Pleno, julgado em 27/5/04, DJ de 5/11/04), não podem ser dilatadas para toda e qualquer situação, máxime para hipóteses fáticas diversas da constante naqueles autos. Naquela oportunidade, apreciava-se provimento de cargos na Administração Pública sem concurso relativamente a pessoa jurídica de direito privado, em período em que ainda se discutia a exigência constitucional desse tipo de seleção para empresas públicas e sociedades de economia mista. Nesse sentido, ficou expressamente consignado no voto do Ministro Gilmar Mendes que a concessão da ordem justificava-se “[pelas] específicas e excepcionais circunstâncias do caso em exame”, entendimento que foi unanimemente seguido pelo Plenário desta Corte, com a pontuação do Ministro Marco Aurélio de que “não estivesse envolvida empresa pública, caminharia no sentido de concluir pela irregularidade constitucional das contratações”. A regra, portanto, é o concurso público, isonômico e universal. No caso dos autos, trata-se de provimento de cargos públicos de órgão integrante de pessoa jurídica de direito público realizado sem concurso público e já na vigência da CF/88 que difere significativamente, portanto, da hipótese excepcionalíssima supracitada. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5947933. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 12 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI MS 29270 AGR / PA Não há, por isso, como afastar os autores da incidência das citadas determinações do Conselho Nacional de Justiça, cumpridas pelo Tribunal de Justiça do Estado do Pará, ante a flagrante ausência de amparo constitucional ao ato que intencionou efetivá-los no serviço público. Destaque-se que não socorre os agravantes o apontamento à decadência administrativa (art. 54 da Lei nº 9.784/99) e ao princípio da segurança jurídica. Como já salientado em decisão monocrática, entendo que não pode haver usucapião de constitucionalidade. A obrigatoriedade da Constituição deriva de sua vigência. Não é possível entender que o tempo derrogue a força obrigatória de seus preceitos por causa de ações omissivas ou comissivas de autoridades públicas. É o que a doutrina reconhece, quando aduz que “(...) o servidor não-estável não é protegido pelos Estatutos dos Servidores Públicos Civis, não se estendendo a ele, por conseguinte, os direitos previstos na lei estatutária. Significa dizer que, nessa situação, o servidor de fato não pode requerer contagem do tempo de serviço público, estabilidade, progresso funcional, licenças especiais, licença-prêmio, aposentadoria paga pelos cofres públicos etc. Nem pretender que o tempo de trabalho prestado à Administração Pública conte como título, quando se submeter a concurso público - direito só facultado aos estáveis, nos termos do art. 19, § 1.º, do ADCT” (ALBUQUERQUE, Rogério Bonnassis de. Antijuridicidade da situação do servidor não-concursado e não alcançado pela estabilidade do art. 19 ADCT. Revista de Direito Constitucional . v. 7, p. 116, abr.-jun. 1994). Nesse mesmo sentido, este Tribunal, no julgamento do MS nº 28.279/DF, decidiu pela impossibilidade de incidência da regra inserta no art. 54 da Lei 9.784/99 em hipóteses de flagrante inconstitucionalidade. Destaco trecho da ementa: “5. Situações flagrantemente inconstitucionais como o 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5947933. Supremo Tribunal Federal MS 29270 AGR / PA Não há, por isso, como afastar os autores da incidência das citadas determinações do Conselho Nacional de Justiça, cumpridas pelo Tribunal de Justiça do Estado do Pará, ante a flagrante ausência de amparo constitucional ao ato que intencionou efetivá-los no serviço público. Destaque-se que não socorre os agravantes o apontamento à decadência administrativa (art. 54 da Lei nº 9.784/99) e ao princípio da segurança jurídica. Como já salientado em decisão monocrática, entendo que não pode haver usucapião de constitucionalidade. A obrigatoriedade da Constituição deriva de sua vigência. Não é possível entender que o tempo derrogue a força obrigatória de seus preceitos por causa de ações omissivas ou comissivas de autoridades públicas. É o que a doutrina reconhece, quando aduz que “(...) o servidor não-estável não é protegido pelos Estatutos dos Servidores Públicos Civis, não se estendendo a ele, por conseguinte, os direitos previstos na lei estatutária. Significa dizer que, nessa situação, o servidor de fato não pode requerer contagem do tempo de serviço público, estabilidade, progresso funcional, licenças especiais, licença-prêmio, aposentadoria paga pelos cofres públicos etc. Nem pretender que o tempo de trabalho prestado à Administração Pública conte como título, quando se submeter a concurso público - direito só facultado aos estáveis, nos termos do art. 19, § 1.º, do ADCT” (ALBUQUERQUE, Rogério Bonnassis de. Antijuridicidade da situação do servidor não-concursado e não alcançado pela estabilidade do art. 19 ADCT. Revista de Direito Constitucional . v. 7, p. 116, abr.-jun. 1994). Nesse mesmo sentido, este Tribunal, no julgamento do MS nº 28.279/DF, decidiu pela impossibilidade de incidência da regra inserta no art. 54 da Lei 9.784/99 em hipóteses de flagrante inconstitucionalidade. Destaco trecho da ementa: “5. Situações flagrantemente inconstitucionais como o 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5947933. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 12 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI MS 29270 AGR / PA provimento de serventia extrajudicial sem a devida submissão a concurso público não podem e não devem ser superadas pela simples incidência do que dispõe o art. 54 da Lei 9.784/1999, sob pena de subversão das determinações insertas na Constituição Federal.” (MS 28.297/DF, Relatora Ministra Ellen Gracie, Tribunal Pleno, DJ de 29/4/11). Superada, desse modo, a argumentação de supremacia da segurança jurídica em face das determinações constitucionais, adentro no exame da alegação de violação do devido processo legal e da ampla defesa, reconhecendo que é farta a jurisprudência do STF no sentido de que os procedimentos do CNJ, como de resto todos os demais, hão de obedecer os cânones do contraditório, da ampla defesa e do due process of law. Não há como se interferir na esfera jurídica de terceiros sem prévia notificação. A propósito, cito acórdão que serve de paradigma para essa posição: “CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - ATUAÇÃO - TERMO INICIAL. A atuação fiscalizadora do Conselho Nacional de Justiça não ficou balizada no tempo, considerada a Emenda Constitucional nº 45/2004. CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - DEVIDO PROCESSO LEGAL - CONTRADITÓRIO. Envolvida, no processo administrativo, situação constituída no tocante a terceiros, impõe-se a ciência destes para, querendo, apresentarem defesa. CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - DEVIDO PROCESSO LEGAL - CIÊNCIA FICTA. A espécie de conhecimento ficto, presente publicação ou edital fixado em setor do Órgão, pressupõe a ciência do processo em curso, surgindo como regra a comunicação direta. CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - PROCESSO - CIÊNCIA - ARTIGO 98 DO REGIMENTO INTERNO. Desconhecida a existência do processo, mostra-se inconstitucional dispositivo do Regimento Interno do Conselho Nacional de Justiça - artigo 98 - prevendo a ciência ficta de quem pode ser alcançado por decisão administrativa. CONCURSO PÚBLICO - NOTÁRIOS E REGISTRADORES - 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5947933. Supremo Tribunal Federal MS 29270 AGR / PA provimento de serventia extrajudicial sem a devida submissão a concurso público não podem e não devem ser superadas pela simples incidência do que dispõe o art. 54 da Lei 9.784/1999, sob pena de subversão das determinações insertas na Constituição Federal.” (MS 28.297/DF, Relatora Ministra Ellen Gracie, Tribunal Pleno, DJ de 29/4/11). Superada, desse modo, a argumentação de supremacia da segurança jurídica em face das determinações constitucionais, adentro no exame da alegação de violação do devido processo legal e da ampla defesa, reconhecendo que é farta a jurisprudência do STF no sentido de que os procedimentos do CNJ, como de resto todos os demais, hão de obedecer os cânones do contraditório, da ampla defesa e do due process of law. Não há como se interferir na esfera jurídica de terceiros sem prévia notificação. A propósito, cito acórdão que serve de paradigma para essa posição: “CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - ATUAÇÃO - TERMO INICIAL. A atuação fiscalizadora do Conselho Nacional de Justiça não ficou balizada no tempo, considerada a Emenda Constitucional nº 45/2004. CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - DEVIDO PROCESSO LEGAL - CONTRADITÓRIO. Envolvida, no processo administrativo, situação constituída no tocante a terceiros, impõe-se a ciência destes para, querendo, apresentarem defesa. CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - DEVIDO PROCESSO LEGAL - CIÊNCIA FICTA. A espécie de conhecimento ficto, presente publicação ou edital fixado em setor do Órgão, pressupõe a ciência do processo em curso, surgindo como regra a comunicação direta. CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - PROCESSO - CIÊNCIA - ARTIGO 98 DO REGIMENTO INTERNO. Desconhecida a existência do processo, mostra-se inconstitucional dispositivo do Regimento Interno do Conselho Nacional de Justiça - artigo 98 - prevendo a ciência ficta de quem pode ser alcançado por decisão administrativa. CONCURSO PÚBLICO - NOTÁRIOS E REGISTRADORES - 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5947933. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 12 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI MS 29270 AGR / PA COMISSÃO. Faz-se regular a comissão de concurso com a participação, personificando notários e registradores, da Presidente da entidade de classe, pouco importando seja esta notária ou registradora” (MS nº 25.962, Relator o Ministro Marco Aurélio, Tribunal Pleno, DJe de 20/3/09). Verifica-se, entretanto- nesse sentido são as afirmações dos agravantes-, que foram eles intimados para apresentar defesa no Pedido de Providências 0005826-22.2009.2.00.000 perante o Conselho Nacional de Justiça. Não obstante, aduzem que, tendo aquele pedido de providências sido reunido a outros pedidos de providências a ele relacionados, para esses, de igual modo, teriam que ter sido intimados. Das informações apresentadas pela autoridade coatora colhe-se que “(…) O TJPA prestou as informações em 24 de novembro de 2009. Em 25 de novembro de 2009, os impetrantes foram cientificados das informações prestadas pelo Tribunal. (…) Da decisão foram opostos Embargos de Declaração, não conhecidos por força do disposto no art. 115, § 6º do Regimento Interno do CNJ: Dos atos e das decisões do Plenário não cabe recurso. Os impetrantes protocolaram, também, Pedido de Esclarecimentos combinado com Recurso Administrativo, pleiteando a modificação do julgado proferido na 110 ª Sessão Ordinária deste Conselho, o que não obteve êxito (...)” Observo, assim, que o conteúdo das informações trazidas pela autoridade coatora convergem com o relato feito pelos impetrantes na petição inicial, tornando incontroversa a participação dos ora agravantes durante o processamento dos referidos pedidos de providências no âmbito do CNJ. Ademais, em decisão monocrática, determinei ainda que fossem observados os princípios da ampla defesa e do contraditório no processamento dos atos da comissão responsável pela apuração do status funcional dos impetrantes, de modo a permitir a mais ampla garantia de defesa. 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5947933. Supremo Tribunal Federal MS 29270 AGR / PA COMISSÃO. Faz-se regular a comissão de concurso com a participação, personificando notários e registradores, da Presidente da entidade de classe, pouco importando seja esta notária ou registradora” (MS nº 25.962, Relator o Ministro Marco Aurélio, Tribunal Pleno, DJe de 20/3/09). Verifica-se, entretanto- nesse sentido são as afirmações dos agravantes-, que foram eles intimados para apresentar defesa no Pedido de Providências 0005826-22.2009.2.00.000 perante o Conselho Nacional de Justiça. Não obstante, aduzem que, tendo aquele pedido de providências sido reunido a outros pedidos de providências a ele relacionados, para esses, de igual modo, teriam que ter sido intimados. Das informações apresentadas pela autoridade coatora colhe-se que “(…) O TJPA prestou as informações em 24 de novembro de 2009. Em 25 de novembro de 2009, os impetrantes foram cientificados das informações prestadas pelo Tribunal. (…) Da decisão foram opostos Embargos de Declaração, não conhecidos por força do disposto no art. 115, § 6º do Regimento Interno do CNJ: Dos atos e das decisões do Plenário não cabe recurso. Os impetrantes protocolaram, também, Pedido de Esclarecimentos combinado com Recurso Administrativo, pleiteando a modificação do julgado proferido na 110 ª Sessão Ordinária deste Conselho, o que não obteve êxito (...)” Observo, assim, que o conteúdo das informações trazidas pela autoridade coatora convergem com o relato feito pelos impetrantes na petição inicial, tornando incontroversa a participação dos ora agravantes durante o processamento dos referidos pedidos de providências no âmbito do CNJ. Ademais, em decisão monocrática, determinei ainda que fossem observados os princípios da ampla defesa e do contraditório no processamento dos atos da comissão responsável pela apuração do status funcional dos impetrantes, de modo a permitir a mais ampla garantia de defesa. 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5947933. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 12 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI MS 29270 AGR / PA Nesse diapasão, registro, por ser o cerne da insurgência, que não configura lesão aos interessados a reunião de pedidos de providência para análise conjunta com o Pedido de Providência nº 0005826- 22.2009.2.00.0000, haja vista a identidade dos seus objetos, o que. por si só, já dispensaria nova intimação – tese reforçada, ademais, pela necessidade de se implementar a duração razoável do processo, conforme o disposto no art. 5º, inciso LXXVIII, da Constituição Federal: “art. 5º (...) LXXVIII a todos, no âmbito judicial e administrativo, são assegurados a razoável duração do processo e os meios que garantam a celeridade de sua tramitação.” Não se vislumbra, desse modo, qualquer violação do contraditório, estando incontroversa nos autos a devida participação dos impetrantes durante o processamento dos referidos pedidos de providências no âmbito do CNJ. Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental, mantendo, por seus próprios fundamentos, a decisão agravada. É como voto. 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5947933. Supremo Tribunal Federal MS 29270 AGR / PA Nesse diapasão, registro, por ser o cerne da insurgência, que não configura lesão aos interessados a reunião de pedidos de providência para análise conjunta com o Pedido de Providência nº 0005826- 22.2009.2.00.0000, haja vista a identidade dos seus objetos, o que. por si só, já dispensaria nova intimação – tese reforçada, ademais, pela necessidade de se implementar a duração razoável do processo, conforme o disposto no art. 5º, inciso LXXVIII, da Constituição Federal: “art. 5º (...) LXXVIII a todos, no âmbito judicial e administrativo, são assegurados a razoável duração do processo e os meios que garantam a celeridade de sua tramitação.” Não se vislumbra, desse modo, qualquer violação do contraditório, estando incontroversa nos autos a devida participação dos impetrantes durante o processamento dos referidos pedidos de providências no âmbito do CNJ. Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental, mantendo, por seus próprios fundamentos, a decisão agravada. É como voto. 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5947933. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 12 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 10/04/2014 PLENÁRIO AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 29.270 PARÁ O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Presidente, peço vênia para divergir no processo nº 2 – Agravo Regimental no Mandado de Segurança nº 29.270. A decadência prevista no artigo 54 da Lei nº 9.784/99, pelo próprio dispositivo, somente é afastável se comprovada a má-fé. Em síntese, o caso de haver situação flagrantemente inconstitucional, contrária à Carta da República, não viabiliza a revisão dessa situação, a qualquer tempo, pela Administração Pública. A única exceção – repito, e todo preceito que encerra exceção deve ser interpretado de forma estrita, e não elástica – corre à conta da má-fé, não da inconstitucionalidade que possa, em termos de pecha, revestir o ato. Por isso, provejo o agravo. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5809967. Supremo Tribunal Federal 10/04/2014 PLENÁRIO AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 29.270 PARÁ O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Presidente, peço vênia para divergir no processo nº 2 – Agravo Regimental no Mandado de Segurança nº 29.270. A decadência prevista no artigo 54 da Lei nº 9.784/99, pelo próprio dispositivo, somente é afastável se comprovada a má-fé. Em síntese, o caso de haver situação flagrantemente inconstitucional, contrária à Carta da República, não viabiliza a revisão dessa situação, a qualquer tempo, pela Administração Pública. A única exceção – repito, e todo preceito que encerra exceção deve ser interpretado de forma estrita, e não elástica – corre à conta da má-fé, não da inconstitucionalidade que possa, em termos de pecha, revestir o ato. Por isso, provejo o agravo. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5809967. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 12 Extrato de Ata - 10/04/2014 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 29.270 PROCED. : PARÁ RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : RUBENS LIMA FARIAS E OUTROS ADV.(A/S) : CARLOS PESSOA DE AQUINO AGDO.(A/S) : CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: O Tribunal, por maioria, vencido o Ministro Marco Aurélio, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Votou o Presidente. Ausentes, neste julgamento, os Ministros Joaquim Barbosa (Presidente), Ricardo Lewandowski (Vice- Presidente) e Roberto Barroso. Presidiu o julgamento o Ministro Celso de Mello (art. 37, I, do RISTF). Plenário, 10.04.2014. Presidência do Senhor Ministro Joaquim Barbosa. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber, Teori Zavascki e Roberto Barroso. Procurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot Monteiro de Barros. p/ Luiz Tomimatsu Assessor-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 5704460 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 29.270 PROCED. : PARÁ RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : RUBENS LIMA FARIAS E OUTROS ADV.(A/S) : CARLOS PESSOA DE AQUINO AGDO.(A/S) : CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: O Tribunal, por maioria, vencido o Ministro Marco Aurélio, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Votou o Presidente. Ausentes, neste julgamento, os Ministros Joaquim Barbosa (Presidente), Ricardo Lewandowski (Vice- Presidente) e Roberto Barroso. Presidiu o julgamento o Ministro Celso de Mello (art. 37, I, do RISTF). Plenário, 10.04.2014. Presidência do Senhor Ministro Joaquim Barbosa. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber, Teori Zavascki e Roberto Barroso. Procurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot Monteiro de Barros. p/ Luiz Tomimatsu Assessor-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 5704460 Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 12
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=5989823
2014-04-10T00:00:00
2014-06-02T00:00:00
O Tribunal, por maioria, vencido o Ministro Marco Aurélio, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Votou o Presidente. Ausentes, neste julgamento, os Ministros Joaquim Barbosa (Presidente), Ricardo Lewandowski (Vice-Presidente) e Roberto Barroso. Presidiu o julgamento o Ministro Celso de Mello (art. 37, I, do RISTF). Plenário, 10.04.2014.
AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA
EMENTA Agravo regimental em mandado de segurança. Conselho Nacional de Justiça. Decisão que determina ao Tribunal de Justiça do Estado do Pará que promova o desligamento dos servidores admitidos irregularmente sem concurso público após a Constituição Federal de 1988. Aplicação direta do art. 37, caput e inciso II, da CF. Decadência administrativa. Art. 54 da Lei 9.784/1999. Inaplicabilidade em situações flagrantemente inconstitucionais. Apreciação conjunta, pelo CNJ, de pedidos de providências com objetos similares. Possibilidade. Desnecessidade de nova intimação. Duração razoável do processo. Apreciação das razões de defesa pelo CNJ e por comissão especialmente instituída no TJPA. Contraditório e ampla defesa assegurados. Agravo regimental não provido. 1. Configura o concurso público elemento nuclear da formação de vínculos estatutários efetivos com a Administração, em quaisquer níveis. 2. Situações flagrantemente inconstitucionais como o provimento de cargo na Administração Pública sem a devida submissão a concurso público não podem e não devem ser superadas pela simples incidência do que dispõe o art. 54 da Lei 9.784/1999, sob pena de subversão das determinações insertas na Constituição Federal. (Precedente: MS nº 28.297/DF, Relatora a Ministra Ellen Gracie, Tribunal Pleno, julgado , DJ de 29/4/11). 3. Quando configurada a identidade de objetos, não há violação do contraditório, mas, antes, respeito à duração razoável do processo, na análise conjunta pelo CNJ de pedidos de providência paralelamente instaurados naquele Conselho. Fica dispensada, na hipótese, nova intimação dos interessados, máxime quando suas razões forem apreciadas pelo CNJ e por comissão especialmente instituída no tribunal para o qual for dirigida a ordem do Conselho. 4. Agravo regimental não provido.
sjur266193
- Acórdão(s) citado(s): (CONCURSO PÚBLICO, PRINCÍPIO DA IGUALDADE) RTJ 181/555, RTJ 152/762. (CNJ, PEDIDO DE PROVIDÊNCIA) MS 25962 (TP). (CONCURSO PÚBLICO, PESSOA JURÍDICA DE DIREITO PRIVADO) MS 22357 (TP), RMS 28297. (PROVIMENTO DE CARGO PÚBLICO SEM CONCURSO PÚBLICO) MS 28279 (TP). Número de páginas: 12. Análise: 06/06/2014, MAR.
DIAS TOFFOLI
Tribunal Pleno
29270
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00037 \"CAPUT\" INC-00002\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED LEI-009784 ANO-1999\n ART-00054\n LPA-1999 LEI DE PROCESSO ADMINISTRATIVO" ]
MS-AgR
acordaos
MS 29270 AgR
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AGTE.(S) : RUBENS LIMA FARIAS E OUTROS ADV.(A/S) : CARLOS PESSOA DE AQUINO AGDO.(A/S) : CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
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Ementa e Acórdão 10/04/2014 PLENÁRIO AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 29.270 PARÁ RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :RUBENS LIMA FARIAS E OUTROS ADV.(A/S) :CARLOS PESSOA DE AQUINO AGDO.(A/S) :CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO EMENTA Agravo regimental em mandado de segurança. Conselho Nacional de Justiça. Decisão que determina ao Tribunal de Justiça do Estado do Pará que promova o desligamento dos servidores admitidos irregularmente sem concurso público após a Constituição Federal de 1988. Aplicação direta do art. 37, caput e inciso II, da Constituição Federal de 1988. Decadência administrativa. Art. 54 da Lei 9.784/1999. Inaplicabilidade em situações flagrantemente inconstitucionais. Apreciação conjunta, pelo CNJ, de pedidos de providências com objetos similares. Possibilidade. Desnecessidade de nova intimação. Duração razoável do processo. Apreciação das razões de defesa pelo CNJ e por comissão especialmente instituída no TJPA. Contraditório e ampla defesa assegurados. Agravo regimental não provido. 1. Configura o concurso público elemento nuclear da formação de vínculos estatutários efetivos com a Administração, em quaisquer níveis. 2. Situações flagrantemente inconstitucionais como o provimento de cargo na Administração Pública sem a devida submissão a concurso público não podem e não devem ser superadas pela simples incidência do que dispõe o art. 54 da Lei 9.784/1999, sob pena de subversão das determinações insertas na Constituição Federal. (Precedente: MS n 28.297/DF, Relatora a Ministra Ellen Gracie, Tribunal Pleno, julgado , DJ de 29/4/11). 3. Quando configurada a identidade de objetos, não há violação do contraditório, mas, antes, respeito à duração razoável do processo, na análise conjunta pelo CNJ de pedidos de providência paralelamente Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5947935. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 12 Ementa e Acórdão MS 29270 AGR / PA instaurados naquele Conselho. Fica dispensada, na hipótese, nova intimação dos interessados, máxime quando suas razões forem apreciadas pelo CNJ e por comissão especialmente instituída no tribunal para o qual for dirigida a ordem do Conselho. 4. Agravo regimental não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em sessão plenária, sob a presidência do Senhor Ministro Celso de Mello, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por maioria de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 10 de abril de 2014. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5947935. Supremo Tribunal Federal MS 29270 AGR / PA instaurados naquele Conselho. Fica dispensada, na hipótese, nova intimação dos interessados, máxime quando suas razões forem apreciadas pelo CNJ e por comissão especialmente instituída no tribunal para o qual for dirigida a ordem do Conselho. 4. Agravo regimental não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em sessão plenária, sob a presidência do Senhor Ministro Celso de Mello, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por maioria de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 10 de abril de 2014. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5947935. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 12 Relatório 10/04/2014 PLENÁRIO AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 29.270 PARÁ RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :RUBENS LIMA FARIAS E OUTROS ADV.(A/S) :CARLOS PESSOA DE AQUINO AGDO.(A/S) :CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Cuida-se de agravo regimental em mandado de segurança interposto por Rubens Lima Farias e outros contra decisão monocrática mediante a qual neguei seguimento à espécie, pelos seguintes fundamentos: (i) Para o manejo do Mandado de Segurança, é imprescindível que o direito seja líquido e certo. No caso dos autos, em que os autores ingressaram nos quadros do TJ/PA sem concurso público, instrumento concretizador dos princípios da impessoalidade, da isonomia e da eficiência, não há como vislumbrar a presença de liquidez e certeza necessária à concessão da ordem; (ii) não restou evidenciado, nos autos, a inobservância dos postulados do contraditório e da ampla defesa, durante o processamento dos Pedidos de Providência n 0005826- 22.2009.2.00.0000, n 0006377-02.2009.2.00.000, n 0007772- 29.2009.2.00.000 e n 0001336-20.2010.2.00.000, vez que houve participação dos impetrantes durante o processamento dos referidos pedidos de providências, no âmbito do CNJ; (iii) não configura lesão aos impetrantes a reunião dos pedidos de providência para análise conjunta, sob a ótica do Pedido de Providência n 0005826-22.2009.2.00.0000, haja vista a exata similitude dos objetos e a necessidade de implementar a Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5947932. Supremo Tribunal Federal 10/04/2014 PLENÁRIO AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 29.270 PARÁ RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :RUBENS LIMA FARIAS E OUTROS ADV.(A/S) :CARLOS PESSOA DE AQUINO AGDO.(A/S) :CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Cuida-se de agravo regimental em mandado de segurança interposto por Rubens Lima Farias e outros contra decisão monocrática mediante a qual neguei seguimento à espécie, pelos seguintes fundamentos: (i) Para o manejo do Mandado de Segurança, é imprescindível que o direito seja líquido e certo. No caso dos autos, em que os autores ingressaram nos quadros do TJ/PA sem concurso público, instrumento concretizador dos princípios da impessoalidade, da isonomia e da eficiência, não há como vislumbrar a presença de liquidez e certeza necessária à concessão da ordem; (ii) não restou evidenciado, nos autos, a inobservância dos postulados do contraditório e da ampla defesa, durante o processamento dos Pedidos de Providência n 0005826- 22.2009.2.00.0000, n 0006377-02.2009.2.00.000, n 0007772- 29.2009.2.00.000 e n 0001336-20.2010.2.00.000, vez que houve participação dos impetrantes durante o processamento dos referidos pedidos de providências, no âmbito do CNJ; (iii) não configura lesão aos impetrantes a reunião dos pedidos de providência para análise conjunta, sob a ótica do Pedido de Providência n 0005826-22.2009.2.00.0000, haja vista a exata similitude dos objetos e a necessidade de implementar a Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5947932. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 12 Relatório MS 29270 AGR / PA duração razoável do processo, conforme o disposto no art. 5..., inciso LXXVIII da Constituição Federal; (iv) Está assente nesta Suprema Corte que a competência originária e autônoma do Conselho Nacional de Justiça deriva do texto constitucional, não se revelando subsidiária, o que já foi, inclusive, firmado por esta Corte no referendo à medida cautelar na ADI n 4.638 (Rel. Min. Marco Aurélio); e (v) no que se refere ao problema da boa-fé e da eficácia continuativa das relações jurídicas, não pode haver usucapião de constitucionalidade. A obrigatoriedade da Constituição deriva de sua vigência. Não é possível entender que o tempo derrogue a força obrigatória de seus preceitos por causa de ações omissivas ou comissivas de autoridades públicas. “ Nas razões do agravo, os recorrentes defendem a reforma da decisão recorrida e apresentam os seguintes argumentos: a) Na apreciação dos fatos pelo CNJ, teria havido afronta ao contraditório e à ampla defesa, uma vez que os servidores interessados teriam sido intimados somente para se manifestar quanto ao Procedimento n 0005826-22.2009.2.00.0000, tendo sido reunidos, posteriormente, todos os procedimentos instaurados no CNJ, sem a abertura de novo prazo ou nova intimação para manifestação. b) Afrontaria a segurança jurídica rever a ocupação de cargos públicos pelos impetrantes, princípio que “detém guarida constitucional assim como a regra do concurso público”. Ao final, requereram o provimento do recurso para “que seja o mandado de segurança submetido ao crivo do douto Plenário, (…), ou sucessivamente, para que sejam cassadas as decisões proferidas pelo Conselho nacional de Justiça nos Pedidos de Providências n 0005826- 22.2009.2.00.0000, n 0006377-02.2009.2.00.000, n 0007772- 29.2009.2.00.000 e n 0001336-20.2010.2.00.000”. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5947932. Supremo Tribunal Federal MS 29270 AGR / PA duração razoável do processo, conforme o disposto no art. 5..., inciso LXXVIII da Constituição Federal; (iv) Está assente nesta Suprema Corte que a competência originária e autônoma do Conselho Nacional de Justiça deriva do texto constitucional, não se revelando subsidiária, o que já foi, inclusive, firmado por esta Corte no referendo à medida cautelar na ADI n 4.638 (Rel. Min. Marco Aurélio); e (v) no que se refere ao problema da boa-fé e da eficácia continuativa das relações jurídicas, não pode haver usucapião de constitucionalidade. A obrigatoriedade da Constituição deriva de sua vigência. Não é possível entender que o tempo derrogue a força obrigatória de seus preceitos por causa de ações omissivas ou comissivas de autoridades públicas. “ Nas razões do agravo, os recorrentes defendem a reforma da decisão recorrida e apresentam os seguintes argumentos: a) Na apreciação dos fatos pelo CNJ, teria havido afronta ao contraditório e à ampla defesa, uma vez que os servidores interessados teriam sido intimados somente para se manifestar quanto ao Procedimento n 0005826-22.2009.2.00.0000, tendo sido reunidos, posteriormente, todos os procedimentos instaurados no CNJ, sem a abertura de novo prazo ou nova intimação para manifestação. b) Afrontaria a segurança jurídica rever a ocupação de cargos públicos pelos impetrantes, princípio que “detém guarida constitucional assim como a regra do concurso público”. Ao final, requereram o provimento do recurso para “que seja o mandado de segurança submetido ao crivo do douto Plenário, (…), ou sucessivamente, para que sejam cassadas as decisões proferidas pelo Conselho nacional de Justiça nos Pedidos de Providências n 0005826- 22.2009.2.00.0000, n 0006377-02.2009.2.00.000, n 0007772- 29.2009.2.00.000 e n 0001336-20.2010.2.00.000”. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5947932. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 12 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI 10/04/2014 PLENÁRIO AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 29.270 PARÁ VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI: A presente causa tem dois aspectos essenciais: a) a existência de situação jurídica consolidada, de boa-fé, com mais de vinte anos de eficácia continuativa, consistente na ocupação de loci na Administração Pública (Tribunal de Justiça do Estado do Pará) sem concurso público; b) os atos de exautoração desses agentes públicos teriam ocorrido sem realização do contraditório e da ampla defesa, com violação do devido processo legal. Quanto ao primeiro aspecto, reitero o quanto já exposto na decisão monocrática: tenho por certo e evidente que os autores não possuem direito a permanecer em suas funções/cargos sob o império das teses delineadas na inicial. O concurso público constitui elemento nuclear da formação de vínculos estatutários efetivos com a Administração, em quaisquer níveis. Nesse sentido já se pronunciou esta Corte: “O CONCURSO PÚBLICO REPRESENTA GARANTIA CONCRETIZADORA DO PRINCÍPIO DA IGUALDADE. - O respeito efetivo à exigência de prévia aprovação em concurso público qualifica-se, constitucionalmente, como paradigma de legitimação ético-jurídica da investidura de qualquer cidadão em cargos, funções ou empregos públicos, ressalvadas as hipóteses de nomeação para cargos em comissão (Constituição Federal de 1988, art. 37, II). A razão subjacente ao postulado do concurso público traduz-se na necessidade essencial de o Estado conferir efetividade ao princípio constitucional de que todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, vedando-se, desse modo, a prática inaceitável de o Poder Público conceder privilégios a alguns ou de dispensar tratamento discriminatório e arbitrário a outros. Precedentes. Doutrina (RTJ 181/555, Rel. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5947933. Supremo Tribunal Federal 10/04/2014 PLENÁRIO AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 29.270 PARÁ VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI: A presente causa tem dois aspectos essenciais: a) a existência de situação jurídica consolidada, de boa-fé, com mais de vinte anos de eficácia continuativa, consistente na ocupação de loci na Administração Pública (Tribunal de Justiça do Estado do Pará) sem concurso público; b) os atos de exautoração desses agentes públicos teriam ocorrido sem realização do contraditório e da ampla defesa, com violação do devido processo legal. Quanto ao primeiro aspecto, reitero o quanto já exposto na decisão monocrática: tenho por certo e evidente que os autores não possuem direito a permanecer em suas funções/cargos sob o império das teses delineadas na inicial. O concurso público constitui elemento nuclear da formação de vínculos estatutários efetivos com a Administração, em quaisquer níveis. Nesse sentido já se pronunciou esta Corte: “O CONCURSO PÚBLICO REPRESENTA GARANTIA CONCRETIZADORA DO PRINCÍPIO DA IGUALDADE. - O respeito efetivo à exigência de prévia aprovação em concurso público qualifica-se, constitucionalmente, como paradigma de legitimação ético-jurídica da investidura de qualquer cidadão em cargos, funções ou empregos públicos, ressalvadas as hipóteses de nomeação para cargos em comissão (Constituição Federal de 1988, art. 37, II). A razão subjacente ao postulado do concurso público traduz-se na necessidade essencial de o Estado conferir efetividade ao princípio constitucional de que todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, vedando-se, desse modo, a prática inaceitável de o Poder Público conceder privilégios a alguns ou de dispensar tratamento discriminatório e arbitrário a outros. Precedentes. Doutrina (RTJ 181/555, Rel. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5947933. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 12 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI MS 29270 AGR / PA Min. Celso de Mello) O postulado constitucional do concurso público, enquanto cláusula integralizadora dos princípios da isonomia e da impessoalidade, traduz-se na exigência inafastável de prévia aprovação em concurso público de provas, ou de provas e títulos, para efeito de investidura em cargo público. Essa imposição jurídico-constitucional passou a estender- se, genericamente, com a promulgação da Constituição de 1988, à investidura em cargo ou emprego público, ressalvadas, unicamente, as exceções previstas no próprio texto constitucional. (RTJ 152/762, Rel. Min. Celso de Mello ).” Eventuais situações de excepcionalidade reconhecidas pelo Supremo Tribunal Federal, como no caso INFRAERO (MS n 22.357, Rel. Min. Gilmar Mendes, Tribunal Pleno, julgado em 27/5/04, DJ de 5/11/04), não podem ser dilatadas para toda e qualquer situação, máxime para hipóteses fáticas diversas da constante naqueles autos. Naquela oportunidade, apreciava-se provimento de cargos na Administração Pública sem concurso relativamente a pessoa jurídica de direito privado, em período em que ainda se discutia a exigência constitucional desse tipo de seleção para empresas públicas e sociedades de economia mista. Nesse sentido, ficou expressamente consignado no voto do Ministro Gilmar Mendes que a concessão da ordem justificava-se “[pelas] específicas e excepcionais circunstâncias do caso em exame”, entendimento que foi unanimemente seguido pelo Plenário desta Corte, com a pontuação do Ministro Marco Aurélio de que “não estivesse envolvida empresa pública, caminharia no sentido de concluir pela irregularidade constitucional das contratações”. A regra, portanto, é o concurso público, isonômico e universal. No caso dos autos, trata-se de provimento de cargos públicos de órgão integrante de pessoa jurídica de direito público realizado sem concurso público e já na vigência da Constituição Federal de 1988/88 que difere significativamente, portanto, da hipótese excepcionalíssima supracitada. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5947933. Supremo Tribunal Federal MS 29270 AGR / PA Min. Celso de Mello) O postulado constitucional do concurso público, enquanto cláusula integralizadora dos princípios da isonomia e da impessoalidade, traduz-se na exigência inafastável de prévia aprovação em concurso público de provas, ou de provas e títulos, para efeito de investidura em cargo público. Essa imposição jurídico-constitucional passou a estender- se, genericamente, com a promulgação da Constituição de 1988, à investidura em cargo ou emprego público, ressalvadas, unicamente, as exceções previstas no próprio texto constitucional. (RTJ 152/762, Rel. Min. Celso de Mello ).” Eventuais situações de excepcionalidade reconhecidas pelo Supremo Tribunal Federal, como no caso INFRAERO (MS n 22.357, Rel. Min. Gilmar Mendes, Tribunal Pleno, julgado em 27/5/04, DJ de 5/11/04), não podem ser dilatadas para toda e qualquer situação, máxime para hipóteses fáticas diversas da constante naqueles autos. Naquela oportunidade, apreciava-se provimento de cargos na Administração Pública sem concurso relativamente a pessoa jurídica de direito privado, em período em que ainda se discutia a exigência constitucional desse tipo de seleção para empresas públicas e sociedades de economia mista. Nesse sentido, ficou expressamente consignado no voto do Ministro Gilmar Mendes que a concessão da ordem justificava-se “[pelas] específicas e excepcionais circunstâncias do caso em exame”, entendimento que foi unanimemente seguido pelo Plenário desta Corte, com a pontuação do Ministro Marco Aurélio de que “não estivesse envolvida empresa pública, caminharia no sentido de concluir pela irregularidade constitucional das contratações”. A regra, portanto, é o concurso público, isonômico e universal. No caso dos autos, trata-se de provimento de cargos públicos de órgão integrante de pessoa jurídica de direito público realizado sem concurso público e já na vigência da Constituição Federal de 1988/88 que difere significativamente, portanto, da hipótese excepcionalíssima supracitada. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5947933. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 12 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI MS 29270 AGR / PA Não há, por isso, como afastar os autores da incidência das citadas determinações do Conselho Nacional de Justiça, cumpridas pelo Tribunal de Justiça do Estado do Pará, ante a flagrante ausência de amparo constitucional ao ato que intencionou efetivá-los no serviço público. Destaque-se que não socorre os agravantes o apontamento à decadência administrativa (art. 54 da Lei n 9.784/99) e ao princípio da segurança jurídica. Como já salientado em decisão monocrática, entendo que não pode haver usucapião de constitucionalidade. A obrigatoriedade da Constituição deriva de sua vigência. Não é possível entender que o tempo derrogue a força obrigatória de seus preceitos por causa de ações omissivas ou comissivas de autoridades públicas. É o que a doutrina reconhece, quando aduz que “(...) o servidor não-estável não é protegido pelos Estatutos dos Servidores Públicos Civis, não se estendendo a ele, por conseguinte, os direitos previstos na lei estatutária. Significa dizer que, nessa situação, o servidor de fato não pode requerer contagem do tempo de serviço público, estabilidade, progresso funcional, licenças especiais, licença-prêmio, aposentadoria paga pelos cofres públicos etc. Nem pretender que o tempo de trabalho prestado à Administração Pública conte como título, quando se submeter a concurso público - direito só facultado aos estáveis, nos termos do art. 19, § 1., do ADCT” (ALBUQUERQUE, Rogério Bonnassis de. Antijuridicidade da situação do servidor não-concursado e não alcançado pela estabilidade do art. 19 ADCT. Revista de Direito Constitucional . v. 7, p. 116, abr.-jun. 1994). Nesse mesmo sentido, este Tribunal, no julgamento do MS n 28.279/DF, decidiu pela impossibilidade de incidência da regra inserta no art. 54 da Lei 9.784/99 em hipóteses de flagrante inconstitucionalidade. Destaco trecho da ementa: “5. Situações flagrantemente inconstitucionais como o 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5947933. Supremo Tribunal Federal MS 29270 AGR / PA Não há, por isso, como afastar os autores da incidência das citadas determinações do Conselho Nacional de Justiça, cumpridas pelo Tribunal de Justiça do Estado do Pará, ante a flagrante ausência de amparo constitucional ao ato que intencionou efetivá-los no serviço público. Destaque-se que não socorre os agravantes o apontamento à decadência administrativa (art. 54 da Lei n 9.784/99) e ao princípio da segurança jurídica. Como já salientado em decisão monocrática, entendo que não pode haver usucapião de constitucionalidade. A obrigatoriedade da Constituição deriva de sua vigência. Não é possível entender que o tempo derrogue a força obrigatória de seus preceitos por causa de ações omissivas ou comissivas de autoridades públicas. É o que a doutrina reconhece, quando aduz que “(...) o servidor não-estável não é protegido pelos Estatutos dos Servidores Públicos Civis, não se estendendo a ele, por conseguinte, os direitos previstos na lei estatutária. Significa dizer que, nessa situação, o servidor de fato não pode requerer contagem do tempo de serviço público, estabilidade, progresso funcional, licenças especiais, licença-prêmio, aposentadoria paga pelos cofres públicos etc. Nem pretender que o tempo de trabalho prestado à Administração Pública conte como título, quando se submeter a concurso público - direito só facultado aos estáveis, nos termos do art. 19, § 1., do ADCT” (ALBUQUERQUE, Rogério Bonnassis de. Antijuridicidade da situação do servidor não-concursado e não alcançado pela estabilidade do art. 19 ADCT. Revista de Direito Constitucional . v. 7, p. 116, abr.-jun. 1994). Nesse mesmo sentido, este Tribunal, no julgamento do MS n 28.279/DF, decidiu pela impossibilidade de incidência da regra inserta no art. 54 da Lei 9.784/99 em hipóteses de flagrante inconstitucionalidade. Destaco trecho da ementa: “5. Situações flagrantemente inconstitucionais como o 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5947933. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 12 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI MS 29270 AGR / PA provimento de serventia extrajudicial sem a devida submissão a concurso público não podem e não devem ser superadas pela simples incidência do que dispõe o art. 54 da Lei 9.784/1999, sob pena de subversão das determinações insertas na Constituição Federal.” (MS 28.297/DF, Relatora Ministra Ellen Gracie, Tribunal Pleno, DJ de 29/4/11). Superada, desse modo, a argumentação de supremacia da segurança jurídica em face das determinações constitucionais, adentro no exame da alegação de violação do devido processo legal e da ampla defesa, reconhecendo que é farta a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal no sentido de que os procedimentos do CNJ, como de resto todos os demais, hão de obedecer os cânones do contraditório, da ampla defesa e do due process of law. Não há como se interferir na esfera jurídica de terceiros sem prévia notificação. A propósito, cito acórdão que serve de paradigma para essa posição: “CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - ATUAÇÃO - TERMO INICIAL. A atuação fiscalizadora do Conselho Nacional de Justiça não ficou balizada no tempo, considerada a Emenda Constitucional n 45/2004. CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - DEVIDO PROCESSO LEGAL - CONTRADITÓRIO. Envolvida, no processo administrativo, situação constituída no tocante a terceiros, impõe-se a ciência destes para, querendo, apresentarem defesa. CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - DEVIDO PROCESSO LEGAL - CIÊNCIA FICTA. A espécie de conhecimento ficto, presente publicação ou edital fixado em setor do Órgão, pressupõe a ciência do processo em curso, surgindo como regra a comunicação direta. CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - PROCESSO - CIÊNCIA - ARTIGO 98 DO REGIMENTO INTERNO. Desconhecida a existência do processo, mostra-se inconstitucional dispositivo do Regimento Interno do Conselho Nacional de Justiça - artigo 98 - prevendo a ciência ficta de quem pode ser alcançado por decisão administrativa. CONCURSO PÚBLICO - NOTÁRIOS E REGISTRADORES - 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5947933. Supremo Tribunal Federal MS 29270 AGR / PA provimento de serventia extrajudicial sem a devida submissão a concurso público não podem e não devem ser superadas pela simples incidência do que dispõe o art. 54 da Lei 9.784/1999, sob pena de subversão das determinações insertas na Constituição Federal.” (MS 28.297/DF, Relatora Ministra Ellen Gracie, Tribunal Pleno, DJ de 29/4/11). Superada, desse modo, a argumentação de supremacia da segurança jurídica em face das determinações constitucionais, adentro no exame da alegação de violação do devido processo legal e da ampla defesa, reconhecendo que é farta a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal no sentido de que os procedimentos do CNJ, como de resto todos os demais, hão de obedecer os cânones do contraditório, da ampla defesa e do due process of law. Não há como se interferir na esfera jurídica de terceiros sem prévia notificação. A propósito, cito acórdão que serve de paradigma para essa posição: “CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - ATUAÇÃO - TERMO INICIAL. A atuação fiscalizadora do Conselho Nacional de Justiça não ficou balizada no tempo, considerada a Emenda Constitucional n 45/2004. CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - DEVIDO PROCESSO LEGAL - CONTRADITÓRIO. Envolvida, no processo administrativo, situação constituída no tocante a terceiros, impõe-se a ciência destes para, querendo, apresentarem defesa. CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - DEVIDO PROCESSO LEGAL - CIÊNCIA FICTA. A espécie de conhecimento ficto, presente publicação ou edital fixado em setor do Órgão, pressupõe a ciência do processo em curso, surgindo como regra a comunicação direta. CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - PROCESSO - CIÊNCIA - ARTIGO 98 DO REGIMENTO INTERNO. Desconhecida a existência do processo, mostra-se inconstitucional dispositivo do Regimento Interno do Conselho Nacional de Justiça - artigo 98 - prevendo a ciência ficta de quem pode ser alcançado por decisão administrativa. CONCURSO PÚBLICO - NOTÁRIOS E REGISTRADORES - 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5947933. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 12 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI MS 29270 AGR / PA COMISSÃO. Faz-se regular a comissão de concurso com a participação, personificando notários e registradores, da Presidente da entidade de classe, pouco importando seja esta notária ou registradora” (MS n 25.962, Relator o Ministro Marco Aurélio, Tribunal Pleno, DJe de 20/3/09). Verifica-se, entretanto- nesse sentido são as afirmações dos agravantes-, que foram eles intimados para apresentar defesa no Pedido de Providências 0005826-22.2009.2.00.000 perante o Conselho Nacional de Justiça. Não obstante, aduzem que, tendo aquele pedido de providências sido reunido a outros pedidos de providências a ele relacionados, para esses, de igual modo, teriam que ter sido intimados. Das informações apresentadas pela autoridade coatora colhe-se que “(…) O TJPA prestou as informações em 24 de novembro de 2009. Em 25 de novembro de 2009, os impetrantes foram cientificados das informações prestadas pelo Tribunal. (…) Da decisão foram opostos Embargos de Declaração, não conhecidos por força do disposto no art. 115, § 6... do Regimento Interno do CNJ: Dos atos e das decisões do Plenário não cabe recurso. Os impetrantes protocolaram, também, Pedido de Esclarecimentos combinado com Recurso Administrativo, pleiteando a modificação do julgado proferido na 110 Sessão Ordinária deste Conselho, o que não obteve êxito (...)” Observo, assim, que o conteúdo das informações trazidas pela autoridade coatora convergem com o relato feito pelos impetrantes na petição inicial, tornando incontroversa a participação dos ora agravantes durante o processamento dos referidos pedidos de providências no âmbito do CNJ. Ademais, em decisão monocrática, determinei ainda que fossem observados os princípios da ampla defesa e do contraditório no processamento dos atos da comissão responsável pela apuração do status funcional dos impetrantes, de modo a permitir a mais ampla garantia de defesa. 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5947933. Supremo Tribunal Federal MS 29270 AGR / PA COMISSÃO. Faz-se regular a comissão de concurso com a participação, personificando notários e registradores, da Presidente da entidade de classe, pouco importando seja esta notária ou registradora” (MS n 25.962, Relator o Ministro Marco Aurélio, Tribunal Pleno, DJe de 20/3/09). Verifica-se, entretanto- nesse sentido são as afirmações dos agravantes-, que foram eles intimados para apresentar defesa no Pedido de Providências 0005826-22.2009.2.00.000 perante o Conselho Nacional de Justiça. Não obstante, aduzem que, tendo aquele pedido de providências sido reunido a outros pedidos de providências a ele relacionados, para esses, de igual modo, teriam que ter sido intimados. Das informações apresentadas pela autoridade coatora colhe-se que “(…) O TJPA prestou as informações em 24 de novembro de 2009. Em 25 de novembro de 2009, os impetrantes foram cientificados das informações prestadas pelo Tribunal. (…) Da decisão foram opostos Embargos de Declaração, não conhecidos por força do disposto no art. 115, § 6... do Regimento Interno do CNJ: Dos atos e das decisões do Plenário não cabe recurso. Os impetrantes protocolaram, também, Pedido de Esclarecimentos combinado com Recurso Administrativo, pleiteando a modificação do julgado proferido na 110 Sessão Ordinária deste Conselho, o que não obteve êxito (...)” Observo, assim, que o conteúdo das informações trazidas pela autoridade coatora convergem com o relato feito pelos impetrantes na petição inicial, tornando incontroversa a participação dos ora agravantes durante o processamento dos referidos pedidos de providências no âmbito do CNJ. Ademais, em decisão monocrática, determinei ainda que fossem observados os princípios da ampla defesa e do contraditório no processamento dos atos da comissão responsável pela apuração do status funcional dos impetrantes, de modo a permitir a mais ampla garantia de defesa. 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5947933. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 12 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI MS 29270 AGR / PA Nesse diapasão, registro, por ser o cerne da insurgência, que não configura lesão aos interessados a reunião de pedidos de providência para análise conjunta com o Pedido de Providência n 0005826- 22.2009.2.00.0000, haja vista a identidade dos seus objetos, o que. por si só, já dispensaria nova intimação – tese reforçada, ademais, pela necessidade de se implementar a duração razoável do processo, conforme o disposto no art. 5..., inciso LXXVIII, da Constituição Federal: “art. 5... (...) LXXVIII a todos, no âmbito judicial e administrativo, são assegurados a razoável duração do processo e os meios que garantam a celeridade de sua tramitação.” Não se vislumbra, desse modo, qualquer violação do contraditório, estando incontroversa nos autos a devida participação dos impetrantes durante o processamento dos referidos pedidos de providências no âmbito do CNJ. Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental, mantendo, por seus próprios fundamentos, a decisão agravada. É como voto. 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5947933. Supremo Tribunal Federal MS 29270 AGR / PA Nesse diapasão, registro, por ser o cerne da insurgência, que não configura lesão aos interessados a reunião de pedidos de providência para análise conjunta com o Pedido de Providência n 0005826- 22.2009.2.00.0000, haja vista a identidade dos seus objetos, o que. por si só, já dispensaria nova intimação – tese reforçada, ademais, pela necessidade de se implementar a duração razoável do processo, conforme o disposto no art. 5..., inciso LXXVIII, da Constituição Federal: “art. 5... (...) LXXVIII a todos, no âmbito judicial e administrativo, são assegurados a razoável duração do processo e os meios que garantam a celeridade de sua tramitação.” Não se vislumbra, desse modo, qualquer violação do contraditório, estando incontroversa nos autos a devida participação dos impetrantes durante o processamento dos referidos pedidos de providências no âmbito do CNJ. Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental, mantendo, por seus próprios fundamentos, a decisão agravada. É como voto. 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5947933. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 12 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 10/04/2014 PLENÁRIO AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 29.270 PARÁ O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Presidente, peço vênia para divergir no processo n 2 – Agravo Regimental no Mandado de Segurança n 29.270. A decadência prevista no artigo 54 da Lei n 9.784/99, pelo próprio dispositivo, somente é afastável se comprovada a má-fé. Em síntese, o caso de haver situação flagrantemente inconstitucional, contrária à Carta da República, não viabiliza a revisão dessa situação, a qualquer tempo, pela Administração Pública. A única exceção – repito, e todo preceito que encerra exceção deve ser interpretado de forma estrita, e não elástica – corre à conta da má-fé, não da inconstitucionalidade que possa, em termos de pecha, revestir o ato. Por isso, provejo o agravo. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5809967. Supremo Tribunal Federal 10/04/2014 PLENÁRIO AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 29.270 PARÁ O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Presidente, peço vênia para divergir no processo n 2 – Agravo Regimental no Mandado de Segurança n 29.270. A decadência prevista no artigo 54 da Lei n 9.784/99, pelo próprio dispositivo, somente é afastável se comprovada a má-fé. Em síntese, o caso de haver situação flagrantemente inconstitucional, contrária à Carta da República, não viabiliza a revisão dessa situação, a qualquer tempo, pela Administração Pública. A única exceção – repito, e todo preceito que encerra exceção deve ser interpretado de forma estrita, e não elástica – corre à conta da má-fé, não da inconstitucionalidade que possa, em termos de pecha, revestir o ato. Por isso, provejo o agravo. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5809967. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 12 Extrato de Ata - 10/04/2014 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 29.270 PROCED. : PARÁ RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : RUBENS LIMA FARIAS E OUTROS ADV.(A/S) : CARLOS PESSOA DE AQUINO AGDO.(A/S) : CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: O Tribunal, por maioria, vencido o Ministro Marco Aurélio, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Votou o Presidente. Ausentes, neste julgamento, os Ministros Joaquim Barbosa (Presidente), Ricardo Lewandowski (Vice- Presidente) e Roberto Barroso. Presidiu o julgamento o Ministro Celso de Mello (art. 37, I, do RISTF). Plenário, 10.04.2014. Presidência do Senhor Ministro Joaquim Barbosa. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber, Teori Zavascki e Roberto Barroso. Procurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot Monteiro de Barros. p/ Luiz Tomimatsu Assessor-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 5704460 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 29.270 PROCED. : PARÁ RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : RUBENS LIMA FARIAS E OUTROS ADV.(A/S) : CARLOS PESSOA DE AQUINO AGDO.(A/S) : CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: O Tribunal, por maioria, vencido o Ministro Marco Aurélio, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Votou o Presidente. Ausentes, neste julgamento, os Ministros Joaquim Barbosa (Presidente), Ricardo Lewandowski (Vice- Presidente) e Roberto Barroso. Presidiu o julgamento o Ministro Celso de Mello (art. 37, I, do RISTF). Plenário, 10.04.2014. Presidência do Senhor Ministro Joaquim Barbosa. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber, Teori Zavascki e Roberto Barroso. Procurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot Monteiro de Barros. p/ Luiz Tomimatsu Assessor-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 5704460 Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 12
{ "JURISPRUDENCIA": [ "MANDADO DE SEGURANÇA 29 . 270", "MS n 28 . 297 / DF", "MS 29270 AGR / PA", "MS 29270 AGR / PA", "Pedido de Providência n 0005826 - 22 . 2009 . 2 . 00 . 0000", "Pedidos", "n 0006377 - 02 . 2009 . 2 .", "Pedido de Providência n 0005826 - 22 . 2009 . 2 . 00 . 0000", "MS 29270 AGR / PA", "ADI n 4 . 638", "Procedimento n 0005826 - 22 . 2009 . 2 . 00 . 0000", "Pedidos de Providências n 0005826 - 22 . 2009 . 2 . 00 . 0000", "n", "-", "MS 29270 AGR / PA", "ADI n 4 . 638", "Procedimento n 0005826 - 22 . 2009 . 2 . 00", "RTJ 181 / 555", "RTJ 181 / 555", "MS 29270 AGR / PA", "RTJ 152 / 762", "MS n 22 . 357", "MS 29270 AGR /", "RTJ 152 / 762", "MS n 22 . 357", "MS 29270 AGR /", "MS n 28 . 279 / DF", "MS 29270 AGR / PA", "MS n 28 . 279 / DF", "MS 29270 AGR / PA", "MS 28 . 297 / DF", "MS 29270 AGR / PA", "MS 28 . 297 / DF", "MS 29270 AGR / PA", "MS", "MS 29270 AGR /", "MS n 25 . 962", "Pedido de Providência n 0005826 - 22 . 2009 . 2 . 00 . 0000", "Pedido de Providência n 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"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 54 da Lei n 9 . 784 / 99", "Estatutos dos Servidores Públicos Civis", "art . 54 da Lei 9 . 784 / 99", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 54 da Lei n 9 . 784 / 99", "Estatutos dos Servidores Públicos Civis", "art . 54 da Lei 9 . 784 / 99", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 54 da Lei 9 . 784 / 1999", "Constituição Federal", "Emenda Constitucional n 45 / 2004", "Regimento Interno do Conselho Nacional de Justiça", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 54 da Lei 9 . 784 / 1999", "Constituição Federal .", "Emenda Constitucional n 45 / 2004", "Regimento Interno do Conselho Nacional de Justiça", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 115 , § 6 . . . do Regimento Interno do CNJ", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 115 , § 6 . . . do Regimento Interno do CNJ", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "5", ".", ". . , inciso LXXVIII , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 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"ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "INFRAERO", "Tribunal Pleno", "Plenário", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PA", "Supremo Tribunal Federal", "INFRAERO", "Tribunal Pleno", "Plenário", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Conselho Nacional de Justiça", "Tribunal de Justiça do Estado do Pará", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Conselho Nacional de Justiça", "Tribunal de Justiça do Estado do Pará", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Tribunal Pleno", "Supremo Tribunal Federal", "CNJ", "CONSELHO", "Conselho Nacional de Justiça", "CONSELHO", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal Pleno", "Supremo Tribunal Federal", "CNJ", "CONSELHO", "Conselho Nacional de Justiça", "CONSELHO", "Infraestrutura de Chaves Públicas 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Ementa e Acórdão 10/04/2014 PLENÁRIO AG.REG. NO HABEAS CORPUS 109.430 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :DOMINGOS RAIMUNDO DA PAZ ADV.(A/S) :OSVALDO DE FREITAS FERREIRA AGDO.(A/S) :TRIBUNAL SUPERIOR ELEITORAL E M E N T A: “HABEAS CORPUS” – IMPETRAÇÃO COM APOIO EM FUNDAMENTO NÃO EXAMINADO PELO TRIBUNAL APONTADO COMO COATOR: HIPÓTESE DE INCOGNOSCIBILIDADE DO “WRIT” CONSTITUCIONAL – RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO. - Revela-se insuscetível de conhecimento, pelo Supremo Tribunal Federal, o remédio constitucional do “habeas corpus”, quando impetrado com suporte em fundamento que não foi apreciado pelo Tribunal apontado como coator. Precedentes. Se se revelasse lícito ao impetrante agir “per saltum”, registrar-se-ia indevida supressão de instância, com evidente subversão de princípios básicos de ordem processual. Precedentes. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Plenária, sob a Presidência do Ministro Joaquim Barbosa, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Votou o Presidente. Ausentes, neste julgamento, os Ministros Joaquim Barbosa (Presidente), Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6373643. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 14 Ementa e Acórdão HC 109430 AGR / DF Ricardo Lewandowski (Vice-Presidente), Luiz Fux e Roberto Barroso. Presidiu o julgamento o Ministro Celso de Mello (RISTF, art. 37, I). Brasília, 10 de abril de 2014. CELSO DE MELLO – RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6373643. Supremo Tribunal Federal HC 109430 AGR / DF Ricardo Lewandowski (Vice-Presidente), Luiz Fux e Roberto Barroso. Presidiu o julgamento o Ministro Celso de Mello (RISTF, art. 37, I). Brasília, 10 de abril de 2014. CELSO DE MELLO – RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6373643. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 14 Relatório 10/04/2014 PLENÁRIO AG.REG. NO HABEAS CORPUS 109.430 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :DOMINGOS RAIMUNDO DA PAZ ADV.(A/S) :OSVALDO DE FREITAS FERREIRA AGDO.(A/S) :TRIBUNAL SUPERIOR ELEITORAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se de recurso de agravo que, tempestivamente interposto, insurge-se contra decisão por mim proferida que não conheceu de ação de “habeas corpus” ajuizada perante esta Corte. O Ministério Público Federal, em parecer da lavra do ilustre Subprocurador-Geral da República Dr. EDSON OLIVEIRA DE ALMEIDA, ao opinar pelo improvimento deste recurso de agravo, assim resumiu e apreciou a matéria ora em exame: “1. O embargante foi denunciado pela prática dos delitos tipificados nos artigos 323, parágrafo único, 324, ‘caput’, e 325, ‘caput’, todos da Lei nº 4.737/65 (Código Eleitoral), já que, em 1º de outubro de 2004, no periódico CLARIM NEWS (ano V, edição 584), teria divulgado ‘fatos que sabia inverídicos, em relação ao então candidato a Prefeito CLÓVIS VIEIRA MENDES, capazes de exercer influência no eleitorado’. Julgado procedente o Processo nº 003/05, foi condenado pelo Juízo da 172ª Zona Eleitoral da Comarca de Registro/SC, nos termos da denúncia e na forma do artigo 71 do Código Penal, à pena de 1 (um) ano e 4 (quatro) meses de detenção, em regime semiaberto, acrescida do pagamento de 5 (cinco) dias-multa. 2. Inconformada, a defesa interpôs o Recurso Criminal nº 2038 perante o Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo, o qual foi julgado parcialmente procedente, ante o reconhecimento da prescrição da pretensão punitiva quanto à prática Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6373644. Supremo Tribunal Federal 10/04/2014 PLENÁRIO AG.REG. NO HABEAS CORPUS 109.430 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :DOMINGOS RAIMUNDO DA PAZ ADV.(A/S) :OSVALDO DE FREITAS FERREIRA AGDO.(A/S) :TRIBUNAL SUPERIOR ELEITORAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se de recurso de agravo que, tempestivamente interposto, insurge-se contra decisão por mim proferida que não conheceu de ação de “habeas corpus” ajuizada perante esta Corte. O Ministério Público Federal, em parecer da lavra do ilustre Subprocurador-Geral da República Dr. EDSON OLIVEIRA DE ALMEIDA, ao opinar pelo improvimento deste recurso de agravo, assim resumiu e apreciou a matéria ora em exame: “1. O embargante foi denunciado pela prática dos delitos tipificados nos artigos 323, parágrafo único, 324, ‘caput’, e 325, ‘caput’, todos da Lei nº 4.737/65 (Código Eleitoral), já que, em 1º de outubro de 2004, no periódico CLARIM NEWS (ano V, edição 584), teria divulgado ‘fatos que sabia inverídicos, em relação ao então candidato a Prefeito CLÓVIS VIEIRA MENDES, capazes de exercer influência no eleitorado’. Julgado procedente o Processo nº 003/05, foi condenado pelo Juízo da 172ª Zona Eleitoral da Comarca de Registro/SC, nos termos da denúncia e na forma do artigo 71 do Código Penal, à pena de 1 (um) ano e 4 (quatro) meses de detenção, em regime semiaberto, acrescida do pagamento de 5 (cinco) dias-multa. 2. Inconformada, a defesa interpôs o Recurso Criminal nº 2038 perante o Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo, o qual foi julgado parcialmente procedente, ante o reconhecimento da prescrição da pretensão punitiva quanto à prática Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6373644. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 14 Relatório HC 109430 AGR / DF dos crimes definidos nos artigos 323, parágrafo único, e 325, ambos do Código Eleitoral. Mantida a condenação pela incursão no tipo previsto no artigo 324 do mesmo diploma legal, a reprimenda foi redimensionada para um ano de detenção. Persistindo sua irresignação, a defesa opôs embargos de declaração, os quais foram rejeitados, e interpôs recurso especial que, tendo sido inadmitido, ensejou o manejo de agravo de instrumento, agravo regimental e outros embargos de declaração, sem obter sucesso. Além disso, impetrou o ‘Habeas Corpus’ nº 657/2009, o qual foi denegado pelos ministros do Tribunal Superior Eleitoral, e o ‘Habeas Corpus’ nº 109.430/DF, perante o Supremo Tribunal Federal, que foi assim julgado, em 31/08/2011, por decisão monocrática proferida pelo Ministro Celso de Mello: ‘DECISÃO: Observo que o acórdão ora impugnado sequer examinou os fundamentos em que se apóia a presente impetração. Inexiste, portanto, coincidência temática entre os fundamentos invocados na presente ação de ‘habeas corpus’ e aqueles que dão apoio à decisão objeto de impugnação nesta sede processual. A circunstância que venho de mencionar (ocorrência de incoincidência temática) faz incidir, na espécie, em relação à presente ação de ‘habeas corpus’, a jurisprudência desta Corte, que assim se tem pronunciado nos casos em que as razões invocadas pelo impetrante não guardam pertinência com aquelas que dão suporte à decisão impugnada (RTJ 182/243-244, Rel. Min. SEPÚLVEDA PERTENCE – HC 73.390/RS, Rel. Min. CARLOS VELLOSO – HC 81.115/SP, Rel. Min. ILMAR GALVÃO, v.g.): ‘IMPETRAÇÃO DE ‘HABEAS CORPUS’ COM APOIO EM FUNDAMENTO NÃO EXAMINADO PELO TRIBUNAL APONTADO COMO COATOR: HIPÓTESE DE INCOGNOSCIBILIDADE DO ‘WRIT’ CONSTITUCIONAL. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6373644. Supremo Tribunal Federal HC 109430 AGR / DF dos crimes definidos nos artigos 323, parágrafo único, e 325, ambos do Código Eleitoral. Mantida a condenação pela incursão no tipo previsto no artigo 324 do mesmo diploma legal, a reprimenda foi redimensionada para um ano de detenção. Persistindo sua irresignação, a defesa opôs embargos de declaração, os quais foram rejeitados, e interpôs recurso especial que, tendo sido inadmitido, ensejou o manejo de agravo de instrumento, agravo regimental e outros embargos de declaração, sem obter sucesso. Além disso, impetrou o ‘Habeas Corpus’ nº 657/2009, o qual foi denegado pelos ministros do Tribunal Superior Eleitoral, e o ‘Habeas Corpus’ nº 109.430/DF, perante o Supremo Tribunal Federal, que foi assim julgado, em 31/08/2011, por decisão monocrática proferida pelo Ministro Celso de Mello: ‘DECISÃO: Observo que o acórdão ora impugnado sequer examinou os fundamentos em que se apóia a presente impetração. Inexiste, portanto, coincidência temática entre os fundamentos invocados na presente ação de ‘habeas corpus’ e aqueles que dão apoio à decisão objeto de impugnação nesta sede processual. A circunstância que venho de mencionar (ocorrência de incoincidência temática) faz incidir, na espécie, em relação à presente ação de ‘habeas corpus’, a jurisprudência desta Corte, que assim se tem pronunciado nos casos em que as razões invocadas pelo impetrante não guardam pertinência com aquelas que dão suporte à decisão impugnada (RTJ 182/243-244, Rel. Min. SEPÚLVEDA PERTENCE – HC 73.390/RS, Rel. Min. CARLOS VELLOSO – HC 81.115/SP, Rel. Min. ILMAR GALVÃO, v.g.): ‘IMPETRAÇÃO DE ‘HABEAS CORPUS’ COM APOIO EM FUNDAMENTO NÃO EXAMINADO PELO TRIBUNAL APONTADO COMO COATOR: HIPÓTESE DE INCOGNOSCIBILIDADE DO ‘WRIT’ CONSTITUCIONAL. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6373644. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 14 Relatório HC 109430 AGR / DF - Revela-se insuscetível de conhecimento, pelo Supremo Tribunal Federal, o remédio constitucional do ‘habeas corpus’, quando impetrado com suporte em fundamento que não foi apreciado pelo Tribunal apontado como coator. Se se revelasse lícito ao impetrante agir ‘per saltum’, registrar-se-ia indevida supressão de instância, com evidente subversão de princípios básicos de ordem processual. Precedentes.’ (RTJ 192/233-234, Rel. Min. CELSO DE MELLO) ‘Em ‘habeas corpus’ substitutivo de recurso ordinário, a inconformidade deve ser com o acórdão proferido pelo STJ e não contra o julgado do Tribunal de Justiça. O STF só é competente para julgar ‘habeas corpus’ contra decisões provenientes de Tribunais Superiores. Os temas objeto do ‘habeas corpus’ devem ter sido examinados pelo STJ. .................................................................................... Caso contrário, caracterizaria supressão de instância. ‘Habeas Corpus’ não conhecido.’ (HC 79.551/SP, Rel. Min. NELSON JOBIM – grifei) Disso tudo resulta que o fundamento que dá suporte à presente impetração, para ser conhecido pelo Supremo Tribunal Federal, em sede de ‘habeas corpus’, precisa constituir objeto de prévio exame por parte do E. Tribunal Superior Eleitoral, sob pena de configurar-se, como precedentemente já acentuado, inadmissível supressão de instância, consoante tem advertido o magistério jurisprudencial desta Suprema Corte: ‘EXECUÇÃO PENAL. ‘HABEAS CORPUS’. PROGRESSÃO DE REGIME. CUMPRIMENTO DE UM 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6373644. Supremo Tribunal Federal HC 109430 AGR / DF - Revela-se insuscetível de conhecimento, pelo Supremo Tribunal Federal, o remédio constitucional do ‘habeas corpus’, quando impetrado com suporte em fundamento que não foi apreciado pelo Tribunal apontado como coator. Se se revelasse lícito ao impetrante agir ‘per saltum’, registrar-se-ia indevida supressão de instância, com evidente subversão de princípios básicos de ordem processual. Precedentes.’ (RTJ 192/233-234, Rel. Min. CELSO DE MELLO) ‘Em ‘habeas corpus’ substitutivo de recurso ordinário, a inconformidade deve ser com o acórdão proferido pelo STJ e não contra o julgado do Tribunal de Justiça. O STF só é competente para julgar ‘habeas corpus’ contra decisões provenientes de Tribunais Superiores. Os temas objeto do ‘habeas corpus’ devem ter sido examinados pelo STJ. .................................................................................... Caso contrário, caracterizaria supressão de instância. ‘Habeas Corpus’ não conhecido.’ (HC 79.551/SP, Rel. Min. NELSON JOBIM – grifei) Disso tudo resulta que o fundamento que dá suporte à presente impetração, para ser conhecido pelo Supremo Tribunal Federal, em sede de ‘habeas corpus’, precisa constituir objeto de prévio exame por parte do E. Tribunal Superior Eleitoral, sob pena de configurar-se, como precedentemente já acentuado, inadmissível supressão de instância, consoante tem advertido o magistério jurisprudencial desta Suprema Corte: ‘EXECUÇÃO PENAL. ‘HABEAS CORPUS’. PROGRESSÃO DE REGIME. CUMPRIMENTO DE UM 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6373644. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 14 Relatório HC 109430 AGR / DF SEXTO DA PENA. QUESTÃO NÃO APRECIADA PELO TRIBUNAL ‘A QUO’. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIAS. PRECEDENTES. ‘WRIT’ NÃO CONHECIDO. 1. A presente impetração visa ao reconhecimento do direito do paciente em progredir de regime prisional em razão do cumprimento de um sexto da pena. 2. A questão suscitada pelo impetrante no presente ‘habeas corpus’ não foi sequer apreciada pelo Superior Tribunal de Justiça, já que não tinha sido submetida anteriormente ao crivo do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. 3. Desse modo, o conhecimento da matéria, neste momento, pelo Supremo Tribunal Federal acarretaria inadmissível supressão de instâncias. 4. A jurisprudência dessa Suprema Corte é firme no sentido de que ‘não se conhece de ‘habeas corpus’ cujas questões não foram apreciadas pela decisão contra a qual é impetrado.’ (HC 93.904/RS, Rel. Min. Cezar Peluso, DJe 094). 5. ‘Writ’ não conhecido.’ (HC 97.761/RJ, Rel. Min. ELLEN GRACIE – grifei) Sendo assim, pelas razões expostas, não conheço da presente ação de ‘habeas corpus’, restando prejudicado, em conseqüência, o exame do pedido de medida liminar. Arquivem-se os presentes autos.’ 3. Daí o presente recurso de embargos de declaração, no qual o condenado suscita a incompetência do foro da Comarca de Registro/SC, em razão do lugar e da matéria; cerceamento de defesa, por ter ficado ‘indefeso até a condenação’, violação ao princípio do non bis in idem, já que está sendo processado ‘duas vezes pelos mesmos fatos, processos, parte, edições de jornais, datas, comarcas e juízos’, inexistência de justa causa para abertura de inquérito policial ou para ajuizamento de ação penal eleitoral, exceção de suspeição e justo receio de ser preso, em regime fechado, por descumprimento da decisão prolatada no HC nº 472.809.3, pelo Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, que lhe garantiu prisão domiciliar. Assim, requer, 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6373644. Supremo Tribunal Federal HC 109430 AGR / DF SEXTO DA PENA. QUESTÃO NÃO APRECIADA PELO TRIBUNAL ‘A QUO’. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIAS. PRECEDENTES. ‘WRIT’ NÃO CONHECIDO. 1. A presente impetração visa ao reconhecimento do direito do paciente em progredir de regime prisional em razão do cumprimento de um sexto da pena. 2. A questão suscitada pelo impetrante no presente ‘habeas corpus’ não foi sequer apreciada pelo Superior Tribunal de Justiça, já que não tinha sido submetida anteriormente ao crivo do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. 3. Desse modo, o conhecimento da matéria, neste momento, pelo Supremo Tribunal Federal acarretaria inadmissível supressão de instâncias. 4. A jurisprudência dessa Suprema Corte é firme no sentido de que ‘não se conhece de ‘habeas corpus’ cujas questões não foram apreciadas pela decisão contra a qual é impetrado.’ (HC 93.904/RS, Rel. Min. Cezar Peluso, DJe 094). 5. ‘Writ’ não conhecido.’ (HC 97.761/RJ, Rel. Min. ELLEN GRACIE – grifei) Sendo assim, pelas razões expostas, não conheço da presente ação de ‘habeas corpus’, restando prejudicado, em conseqüência, o exame do pedido de medida liminar. Arquivem-se os presentes autos.’ 3. Daí o presente recurso de embargos de declaração, no qual o condenado suscita a incompetência do foro da Comarca de Registro/SC, em razão do lugar e da matéria; cerceamento de defesa, por ter ficado ‘indefeso até a condenação’, violação ao princípio do non bis in idem, já que está sendo processado ‘duas vezes pelos mesmos fatos, processos, parte, edições de jornais, datas, comarcas e juízos’, inexistência de justa causa para abertura de inquérito policial ou para ajuizamento de ação penal eleitoral, exceção de suspeição e justo receio de ser preso, em regime fechado, por descumprimento da decisão prolatada no HC nº 472.809.3, pelo Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, que lhe garantiu prisão domiciliar. Assim, requer, 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6373644. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 14 Relatório HC 109430 AGR / DF liminarmente, a expedição de salvo conduto, com efeito suspensivo, ‘para não ser preso ilegalmente antes do JULGAMENTO DE MÉRITO deste ‘MANDAMUS’’ ou, subsidiariamente, o deferimento do cumprimento da pena em prisão domiciliar. No mérito, pleiteia o trancamento e o arquivamento definitivo da Ação Penal Eleitoral nº 003/2005, com fundamento no artigo 648, incisos I, III e VI, do Código de Processo Penal. 4. Primeiramente, apesar do recurso em destaque ter se voltado contra decisão monocrática, penso que deva ser recebido como agravo regimental, em consideração aos princípios da economia processual e da fungibilidade, respeitados os requisitos próprios de admissibilidade (AI 817100 AgR-ED-ED, Rel. Min. Dias Toffoli, Primeira Turma, julgado em 05/06/2012, De-126, PUBLIC 28-06-2012 e Rcl 3222 ED, Rel. Min. Gilmar Mendes, Tribunal Pleno, julgado em 21/03/2007, Dje-023, PUBLIC 25-05-2007). 5. De qualquer forma, mesmo assim, não assiste razão ao agravante. 6. De fato, como bem ponderou o Min. Celso de Mello, na decisão combatida, as insurgências expostas no ‘Habeas Corpus’ nº 109.430 não foram debatidas pelo Tribunal Superior Eleitoral, no HC nº 657/2009. 7. Conforme se extrai do acórdão proferido pela mencionada Corte Eleitoral, o acusado, no ‘Writ’ nº 109.430, pugnou pela anulação do processo-crime, desde o recebimento da denúncia, em decorrência de cerceamento de defesa, ‘tendo em conta a não apresentação de alegações escritas, a intimação do defensor dativo pela imprensa – e não pessoalmente – e o consequente não comparecimento às audiências de inquirição das testemunhas de acusação e da suposta vítima’. 8. Na ocasião, ainda, os ministros decidiram pela denegação da ordem pleiteada, por entenderem que o tema não havia sido enfrentado pelo juízo monocrático ou pelo respectivo Tribunal Regional Federal: ‘[...] Presente o processo-crime, na sentença não houve o enfrentamento de matéria de defesa relativa ao cerceio e à 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6373644. Supremo Tribunal Federal HC 109430 AGR / DF liminarmente, a expedição de salvo conduto, com efeito suspensivo, ‘para não ser preso ilegalmente antes do JULGAMENTO DE MÉRITO deste ‘MANDAMUS’’ ou, subsidiariamente, o deferimento do cumprimento da pena em prisão domiciliar. No mérito, pleiteia o trancamento e o arquivamento definitivo da Ação Penal Eleitoral nº 003/2005, com fundamento no artigo 648, incisos I, III e VI, do Código de Processo Penal. 4. Primeiramente, apesar do recurso em destaque ter se voltado contra decisão monocrática, penso que deva ser recebido como agravo regimental, em consideração aos princípios da economia processual e da fungibilidade, respeitados os requisitos próprios de admissibilidade (AI 817100 AgR-ED-ED, Rel. Min. Dias Toffoli, Primeira Turma, julgado em 05/06/2012, De-126, PUBLIC 28-06-2012 e Rcl 3222 ED, Rel. Min. Gilmar Mendes, Tribunal Pleno, julgado em 21/03/2007, Dje-023, PUBLIC 25-05-2007). 5. De qualquer forma, mesmo assim, não assiste razão ao agravante. 6. De fato, como bem ponderou o Min. Celso de Mello, na decisão combatida, as insurgências expostas no ‘Habeas Corpus’ nº 109.430 não foram debatidas pelo Tribunal Superior Eleitoral, no HC nº 657/2009. 7. Conforme se extrai do acórdão proferido pela mencionada Corte Eleitoral, o acusado, no ‘Writ’ nº 109.430, pugnou pela anulação do processo-crime, desde o recebimento da denúncia, em decorrência de cerceamento de defesa, ‘tendo em conta a não apresentação de alegações escritas, a intimação do defensor dativo pela imprensa – e não pessoalmente – e o consequente não comparecimento às audiências de inquirição das testemunhas de acusação e da suposta vítima’. 8. Na ocasião, ainda, os ministros decidiram pela denegação da ordem pleiteada, por entenderem que o tema não havia sido enfrentado pelo juízo monocrático ou pelo respectivo Tribunal Regional Federal: ‘[...] Presente o processo-crime, na sentença não houve o enfrentamento de matéria de defesa relativa ao cerceio e à 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6373644. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 14 Relatório HC 109430 AGR / DF ausência de intimação pessoal do defensor dativo. Confiram com o que se encontra às folhas 474 a 480. No acórdão proferido pelo Regional Eleitoral, examinou-se, sob o ângulo da preliminar, apenas a dificuldade de localizar o recorrente, aludindo-se à inexistência de animosidade, considerada a figura do Estado-Juiz. Quanto ao mérito, adentrou-se a problemática da prescrição – folhas 498 a 503. No ‘habeas’ apreciado pelo Regional, fez-se em jogo o trancamento da ação – folhas 382 a 384. Então, procede o que aventado pela Procuradoria-Geral Eleitoral. Não há contexto decisório a respeito do cerceamento de defesa, ante a falta de apresentação de alegações escritas e a intimação pessoal do defensor dativo, descabendo cogitar, na espécie, de ilegalidade.’ 9. Insatisfeita, a defesa apresentou ‘mandamus’ no Supremo Tribunal Federal, apontando não só a já aventada tese de cerceamento de defesa, mas também as inovadoras proposições de incompetência do Juízo, em razão do lugar e da matéria, de exceção de suspeição, de ‘non bis in idem’ e de inexistência de defesa técnica durante o processamento da ação penal eleitoral. 10. Diante desse quadro, o relator decidiu pelo não conhecimento da impetração, ante a inexistência de ‘coincidência temática entre os fundamentos invocados na presente ação de 'habeas corpus' e aqueles que dão apoio à decisão objeto de impugnação nesta sede processual’. 11. Dessa feita, diferentemente do que sustenta o ora agravante, nas suas confusas razões recursais, que, aliás, não contribuem para compreensão da controvérsia apresentada, a decisão julgou convenientemente o ‘writ’, ressalvando a inviabilidade da sua apreciação, sob pena de se incorrer em supressão de instância. 12. A alegação de que o julgado seria incoerente, por se reportar a ‘outro feito’, não encontra guarida, inclusive porque essa suscitação não foi devidamente apresentada/fundamentada pelo condenado, que se restringiu, tão somente, a afirmar, de forma superficial, que a ‘R. Decisão exarada em face de Liminar, 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6373644. Supremo Tribunal Federal HC 109430 AGR / DF ausência de intimação pessoal do defensor dativo. Confiram com o que se encontra às folhas 474 a 480. No acórdão proferido pelo Regional Eleitoral, examinou-se, sob o ângulo da preliminar, apenas a dificuldade de localizar o recorrente, aludindo-se à inexistência de animosidade, considerada a figura do Estado-Juiz. Quanto ao mérito, adentrou-se a problemática da prescrição – folhas 498 a 503. No ‘habeas’ apreciado pelo Regional, fez-se em jogo o trancamento da ação – folhas 382 a 384. Então, procede o que aventado pela Procuradoria-Geral Eleitoral. Não há contexto decisório a respeito do cerceamento de defesa, ante a falta de apresentação de alegações escritas e a intimação pessoal do defensor dativo, descabendo cogitar, na espécie, de ilegalidade.’ 9. Insatisfeita, a defesa apresentou ‘mandamus’ no Supremo Tribunal Federal, apontando não só a já aventada tese de cerceamento de defesa, mas também as inovadoras proposições de incompetência do Juízo, em razão do lugar e da matéria, de exceção de suspeição, de ‘non bis in idem’ e de inexistência de defesa técnica durante o processamento da ação penal eleitoral. 10. Diante desse quadro, o relator decidiu pelo não conhecimento da impetração, ante a inexistência de ‘coincidência temática entre os fundamentos invocados na presente ação de 'habeas corpus' e aqueles que dão apoio à decisão objeto de impugnação nesta sede processual’. 11. Dessa feita, diferentemente do que sustenta o ora agravante, nas suas confusas razões recursais, que, aliás, não contribuem para compreensão da controvérsia apresentada, a decisão julgou convenientemente o ‘writ’, ressalvando a inviabilidade da sua apreciação, sob pena de se incorrer em supressão de instância. 12. A alegação de que o julgado seria incoerente, por se reportar a ‘outro feito’, não encontra guarida, inclusive porque essa suscitação não foi devidamente apresentada/fundamentada pelo condenado, que se restringiu, tão somente, a afirmar, de forma superficial, que a ‘R. Decisão exarada em face de Liminar, 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6373644. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 14 Relatório HC 109430 AGR / DF determinando o arquivamento do presente, trata-se de 'OUTRO' e não dos fatos trazidos no ‘Habeas Corpus’’. 13. Ademais, ante o silêncio das instâncias ordinárias e o Tribunal Superior Eleitoral, sobre as questões ventiladas perante o Supremo Tribunal Federal, não há que se cogitar a procedência do presente recurso. 14. Isso posto, opino pelo desprovimento do agravo regimental.” (grifei) É o relatório. 7 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6373644. Supremo Tribunal Federal HC 109430 AGR / DF determinando o arquivamento do presente, trata-se de 'OUTRO' e não dos fatos trazidos no ‘Habeas Corpus’’. 13. Ademais, ante o silêncio das instâncias ordinárias e o Tribunal Superior Eleitoral, sobre as questões ventiladas perante o Supremo Tribunal Federal, não há que se cogitar a procedência do presente recurso. 14. Isso posto, opino pelo desprovimento do agravo regimental.” (grifei) É o relatório. 7 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6373644. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 14 Voto - MIN. CELSO DE MELLO 10/04/2014 PLENÁRIO AG.REG. NO HABEAS CORPUS 109.430 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Entendo não assistir razão à parte recorrente, eis que a decisão ora agravada ajusta-se, com integral fidelidade, à orientação jurisprudencial firmada pela Suprema Corte no tema ora em exame. Com efeito, a análise do contexto delineado nos presentes autos revela que as decisões emanadas do Ministro do E. Tribunal Superior Eleitoral sequer examinaram os fundamentos em que se apoia a impetração deduzida perante esta Suprema Corte. Inexiste, portanto, coincidência temática entre os fundamentos invocados na presente ação de “habeas corpus” e aqueles que dão apoio às decisões objeto de impugnação nesta sede processual. A circunstância que venho de mencionar (ocorrência de incoincidência temática) faz incidir, na espécie, em relação à presente ação de “habeas corpus”, a jurisprudência desta Corte, que assim se tem pronunciado nos casos em que as razões invocadas pela parte impetrante não guardam pertinência com aquelas que dão suporte à decisão impugnada (RTJ 182/243-244, Rel. Min. SEPÚLVEDA PERTENCE – HC 73.390/RS, Rel. Min. CARLOS VELLOSO – HC 81.115/SP, Rel. Min. ILMAR GALVÃO, v.g.): “IMPETRAÇÃO DE ‘HABEAS CORPUS’ COM APOIO EM FUNDAMENTO NÃO EXAMINADO PELO TRIBUNAL APONTADO COMO COATOR: HIPÓTESE DE INCOGNOSCIBILIDADE DO ‘WRIT’ CONSTITUCIONAL. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6373645. Supremo Tribunal Federal 10/04/2014 PLENÁRIO AG.REG. NO HABEAS CORPUS 109.430 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Entendo não assistir razão à parte recorrente, eis que a decisão ora agravada ajusta-se, com integral fidelidade, à orientação jurisprudencial firmada pela Suprema Corte no tema ora em exame. Com efeito, a análise do contexto delineado nos presentes autos revela que as decisões emanadas do Ministro do E. Tribunal Superior Eleitoral sequer examinaram os fundamentos em que se apoia a impetração deduzida perante esta Suprema Corte. Inexiste, portanto, coincidência temática entre os fundamentos invocados na presente ação de “habeas corpus” e aqueles que dão apoio às decisões objeto de impugnação nesta sede processual. A circunstância que venho de mencionar (ocorrência de incoincidência temática) faz incidir, na espécie, em relação à presente ação de “habeas corpus”, a jurisprudência desta Corte, que assim se tem pronunciado nos casos em que as razões invocadas pela parte impetrante não guardam pertinência com aquelas que dão suporte à decisão impugnada (RTJ 182/243-244, Rel. Min. SEPÚLVEDA PERTENCE – HC 73.390/RS, Rel. Min. CARLOS VELLOSO – HC 81.115/SP, Rel. Min. ILMAR GALVÃO, v.g.): “IMPETRAÇÃO DE ‘HABEAS CORPUS’ COM APOIO EM FUNDAMENTO NÃO EXAMINADO PELO TRIBUNAL APONTADO COMO COATOR: HIPÓTESE DE INCOGNOSCIBILIDADE DO ‘WRIT’ CONSTITUCIONAL. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6373645. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 14 Voto - MIN. CELSO DE MELLO HC 109430 AGR / DF - Revela-se insuscetível de conhecimento, pelo Supremo Tribunal Federal, o remédio constitucional do ‘habeas corpus’, quando impetrado com suporte em fundamento que não foi apreciado pelo Tribunal apontado como coator. Se se revelasse lícito ao impetrante agir ‘per saltum’, registrar-se-ia indevida supressão de instância, com evidente subversão de princípios básicos de ordem processual. Precedentes.” (RTJ 192/233-234, Rel. Min. CELSO DE MELLO) “Em ‘habeas corpus’ substitutivo de recurso ordinário, a inconformidade deve ser com o acórdão proferido pelo STJ e não contra o julgado do Tribunal de Justiça. O STF só é competente para julgar ‘habeas corpus’ contra decisões provenientes de Tribunais Superiores. Os temas objeto do ‘habeas corpus’ devem ter sido examinados pelo STJ. ....................................................................................................... Caso contrário, caracterizaria supressão de instância. ‘Habeas Corpus’ não conhecido.” (HC 79.551/SP, Rel. Min. NELSON JOBIM – grifei) Disso tudo resulta que os fundamentos que dão suporte à impetração, para que fossem conhecidos pelo Supremo Tribunal Federal, em sede de “habeas corpus”, precisariam constituir objeto de prévio exame por parte do E. Tribunal Superior Eleitoral, sob pena de configurar-se, como precedentemente já acentuado, inadmissível supressão de instância, consoante tem advertido o magistério jurisprudencial desta Suprema Corte: “EXECUÇÃO PENAL. ‘HABEAS CORPUS’. PROGRESSÃO DE REGIME. CUMPRIMENTO DE UM SEXTO DA PENA. QUESTÃO NÃO APRECIADA PELO TRIBUNAL ‘A QUO’. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIAS. PRECEDENTES. ‘WRIT’ NÃO CONHECIDO. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6373645. Supremo Tribunal Federal HC 109430 AGR / DF - Revela-se insuscetível de conhecimento, pelo Supremo Tribunal Federal, o remédio constitucional do ‘habeas corpus’, quando impetrado com suporte em fundamento que não foi apreciado pelo Tribunal apontado como coator. Se se revelasse lícito ao impetrante agir ‘per saltum’, registrar-se-ia indevida supressão de instância, com evidente subversão de princípios básicos de ordem processual. Precedentes.” (RTJ 192/233-234, Rel. Min. CELSO DE MELLO) “Em ‘habeas corpus’ substitutivo de recurso ordinário, a inconformidade deve ser com o acórdão proferido pelo STJ e não contra o julgado do Tribunal de Justiça. O STF só é competente para julgar ‘habeas corpus’ contra decisões provenientes de Tribunais Superiores. Os temas objeto do ‘habeas corpus’ devem ter sido examinados pelo STJ. ....................................................................................................... Caso contrário, caracterizaria supressão de instância. ‘Habeas Corpus’ não conhecido.” (HC 79.551/SP, Rel. Min. NELSON JOBIM – grifei) Disso tudo resulta que os fundamentos que dão suporte à impetração, para que fossem conhecidos pelo Supremo Tribunal Federal, em sede de “habeas corpus”, precisariam constituir objeto de prévio exame por parte do E. Tribunal Superior Eleitoral, sob pena de configurar-se, como precedentemente já acentuado, inadmissível supressão de instância, consoante tem advertido o magistério jurisprudencial desta Suprema Corte: “EXECUÇÃO PENAL. ‘HABEAS CORPUS’. PROGRESSÃO DE REGIME. CUMPRIMENTO DE UM SEXTO DA PENA. QUESTÃO NÃO APRECIADA PELO TRIBUNAL ‘A QUO’. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIAS. PRECEDENTES. ‘WRIT’ NÃO CONHECIDO. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6373645. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 14 Voto - MIN. CELSO DE MELLO HC 109430 AGR / DF 1. A presente impetração visa ao reconhecimento do direito do paciente em progredir de regime prisional em razão do cumprimento de um sexto da pena. 2. A questão suscitada pelo impetrante no presente ‘habeas corpus’ não foi sequer apreciada pelo Superior Tribunal de Justiça, já que não tinha sido submetida anteriormente ao crivo do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. 3. Desse modo, o conhecimento da matéria, neste momento, pelo Supremo Tribunal Federal acarretaria inadmissível supressão de instâncias. 4. A jurisprudência dessa Suprema Corte é firme no sentido de que ‘não se conhece de ‘habeas corpus’ cujas questões não foram apreciadas pela decisão contra a qual é impetrado.’ (HC 93.904/RS, Rel. Min. Cezar Peluso, DJe 094). 5. ‘Writ’ não conhecido.” (HC 97.761/RJ, Rel. Min. ELLEN GRACIE – grifei) Sendo assim, pelas razões expostas e acolhendo, ainda, o parecer da douta Procuradoria-Geral da República, nego provimento ao presente recurso de agravo, mantendo, em consequência, por seus próprios fundamentos, a decisão ora agravada. É o meu voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6373645. Supremo Tribunal Federal HC 109430 AGR / DF 1. A presente impetração visa ao reconhecimento do direito do paciente em progredir de regime prisional em razão do cumprimento de um sexto da pena. 2. A questão suscitada pelo impetrante no presente ‘habeas corpus’ não foi sequer apreciada pelo Superior Tribunal de Justiça, já que não tinha sido submetida anteriormente ao crivo do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. 3. Desse modo, o conhecimento da matéria, neste momento, pelo Supremo Tribunal Federal acarretaria inadmissível supressão de instâncias. 4. A jurisprudência dessa Suprema Corte é firme no sentido de que ‘não se conhece de ‘habeas corpus’ cujas questões não foram apreciadas pela decisão contra a qual é impetrado.’ (HC 93.904/RS, Rel. Min. Cezar Peluso, DJe 094). 5. ‘Writ’ não conhecido.” (HC 97.761/RJ, Rel. Min. ELLEN GRACIE – grifei) Sendo assim, pelas razões expostas e acolhendo, ainda, o parecer da douta Procuradoria-Geral da República, nego provimento ao presente recurso de agravo, mantendo, em consequência, por seus próprios fundamentos, a decisão ora agravada. É o meu voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6373645. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 14 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 10/04/2014 PLENÁRIO AG.REG. NO HABEAS CORPUS 109.430 DISTRITO FEDERAL O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Presidente, peço vênia para guardar coerência com o procedimento que adoto não só no Gabinete como também no órgão fracionado, a Primeira Turma. Entendo que essa ação, no que voltada a preservar a liberdade de ir e vir ameaçada ou já alcançada, é nobre e que a competência para julgamento é estrita. Cabe ao Colegiado, no Supremo, apreciá-la. Não há campo para, ante um habeas corpus, acionar-se quer o artigo 557 do Código de Processo Civil, quer o artigo 21 do Regimento Interno. Então, para manter coerência com o que venho praticando e sustentando, divirjo, provendo o agravo, para que o processo que revela o habeas corpus, devidamente aparelhado, venha a julgamento. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6463930. Supremo Tribunal Federal 10/04/2014 PLENÁRIO AG.REG. NO HABEAS CORPUS 109.430 DISTRITO FEDERAL O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Presidente, peço vênia para guardar coerência com o procedimento que adoto não só no Gabinete como também no órgão fracionado, a Primeira Turma. Entendo que essa ação, no que voltada a preservar a liberdade de ir e vir ameaçada ou já alcançada, é nobre e que a competência para julgamento é estrita. Cabe ao Colegiado, no Supremo, apreciá-la. Não há campo para, ante um habeas corpus, acionar-se quer o artigo 557 do Código de Processo Civil, quer o artigo 21 do Regimento Interno. Então, para manter coerência com o que venho praticando e sustentando, divirjo, provendo o agravo, para que o processo que revela o habeas corpus, devidamente aparelhado, venha a julgamento. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6463930. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 14 Extrato de Ata - 10/04/2014 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 109.430 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) : DOMINGOS RAIMUNDO DA PAZ ADV.(A/S) : OSVALDO DE FREITAS FERREIRA AGDO.(A/S) : TRIBUNAL SUPERIOR ELEITORAL Decisão: O Tribunal, por maioria, vencido o Ministro Marco Aurélio, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausentes, neste julgamento, os Ministros Joaquim Barbosa (Presidente), Ricardo Lewandowski (Vice-Presidente) e Roberto Barroso. Presidiu o julgamento o Ministro Celso de Mello (art. 37, I, do RISTF). Plenário, 10.04.2014. Presidência do Senhor Ministro Joaquim Barbosa. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber, Teori Zavascki e Roberto Barroso. Procurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot Monteiro de Barros. p/ Luiz Tomimatsu Assessor-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 5704462 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 109.430 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) : DOMINGOS RAIMUNDO DA PAZ ADV.(A/S) : OSVALDO DE FREITAS FERREIRA AGDO.(A/S) : TRIBUNAL SUPERIOR ELEITORAL Decisão: O Tribunal, por maioria, vencido o Ministro Marco Aurélio, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausentes, neste julgamento, os Ministros Joaquim Barbosa (Presidente), Ricardo Lewandowski (Vice-Presidente) e Roberto Barroso. Presidiu o julgamento o Ministro Celso de Mello (art. 37, I, do RISTF). Plenário, 10.04.2014. Presidência do Senhor Ministro Joaquim Barbosa. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber, Teori Zavascki e Roberto Barroso. Procurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot Monteiro de Barros. p/ Luiz Tomimatsu Assessor-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 5704462 Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 14
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=6494476
2014-04-10T00:00:00
2014-08-13T00:00:00
O Tribunal, por maioria, vencido o Ministro Marco Aurélio, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausentes, neste julgamento, os Ministros Joaquim Barbosa (Presidente), Ricardo Lewandowski (Vice-Presidente) e Roberto Barroso. Presidiu o julgamento o Ministro Celso de Mello (art. 37, I, do RISTF). Plenário, 10.04.2014.
AG.REG. NO HABEAS CORPUS
E M E N T A: “HABEAS CORPUS” – IMPETRAÇÃO COM APOIO EM FUNDAMENTO NÃO EXAMINADO PELO TRIBUNAL APONTADO COMO COATOR: HIPÓTESE DE INCOGNOSCIBILIDADE DO “WRIT” CONSTITUCIONAL – RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO. - Revela-se insuscetível de conhecimento, pelo Supremo Tribunal Federal, o remédio constitucional do “habeas corpus”, quando impetrado com suporte em fundamento que não foi apreciado pelo Tribunal apontado como coator. Precedentes. Se se revelasse lícito ao impetrante agir “per saltum”, registrar-se-ia indevida supressão de instância, com evidente subversão de princípios básicos de ordem processual. Precedentes.
sjur271726
- Acórdão(s) citado(s): (INEXISTÊNCIA, COINCIDÊNCIA TEMÁTICA) HC 73390 (2ªT), HC 79551 (1ªT), HC 81115 (1ªT). (SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA) HC 97761 (2ªT). Número de páginas: 14. Análise: 13/08/2014, BRU.
CELSO DE MELLO
Tribunal Pleno
109430
null
HC-AgR
acordaos
HC 109430 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : DOMINGOS RAIMUNDO DA PAZ ADV.(A/S) : OSVALDO DE FREITAS FERREIRA AGDO.(A/S) : TRIBUNAL SUPERIOR ELEITORAL
[ "" ]
Ementa e Acórdão 10/04/2014 PLENÁRIO AG.REG. NO HABEAS CORPUS 109.430 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :DOMINGOS RAIMUNDO DA PAZ ADV.(A/S) :OSVALDO DE FREITAS FERREIRA AGDO.(A/S) :TRIBUNAL SUPERIOR ELEITORAL E M E N T A: “HABEAS CORPUS” – IMPETRAÇÃO COM APOIO EM FUNDAMENTO NÃO EXAMINADO PELO TRIBUNAL APONTADO COMO COATOR: HIPÓTESE DE INCOGNOSCIBILIDADE DO “WRIT” CONSTITUCIONAL – RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO. - Revela-se insuscetível de conhecimento, pelo Supremo Tribunal Federal, o remédio constitucional do “habeas corpus”, quando impetrado com suporte em fundamento que não foi apreciado pelo Tribunal apontado como coator. Precedentes. Se se revelasse lícito ao impetrante agir “per saltum”, registrar-se-ia indevida supressão de instância, com evidente subversão de princípios básicos de ordem processual. Precedentes. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Plenária, sob a Presidência do Ministro Joaquim Barbosa, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Votou o Presidente. Ausentes, neste julgamento, os Ministros Joaquim Barbosa (Presidente), Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6373643. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 14 Ementa e Acórdão HC 109430 AGR / DF Ricardo Lewandowski (Vice-Presidente), Luiz Fux e Roberto Barroso. Presidiu o julgamento o Ministro Celso de Mello (RISTF, art. 37, I). Brasília, 10 de abril de 2014. CELSO DE MELLO – RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6373643. Supremo Tribunal Federal HC 109430 AGR / DF Ricardo Lewandowski (Vice-Presidente), Luiz Fux e Roberto Barroso. Presidiu o julgamento o Ministro Celso de Mello (RISTF, art. 37, I). Brasília, 10 de abril de 2014. CELSO DE MELLO – RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6373643. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 14 Relatório 10/04/2014 PLENÁRIO AG.REG. NO HABEAS CORPUS 109.430 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :DOMINGOS RAIMUNDO DA PAZ ADV.(A/S) :OSVALDO DE FREITAS FERREIRA AGDO.(A/S) :TRIBUNAL SUPERIOR ELEITORAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se de recurso de agravo que, tempestivamente interposto, insurge-se contra decisão por mim proferida que não conheceu de ação de “habeas corpus” ajuizada perante esta Corte. O Ministério Público Federal, em parecer da lavra do ilustre Subprocurador-Geral da República Dr. EDSON OLIVEIRA DE ALMEIDA, ao opinar pelo improvimento deste recurso de agravo, assim resumiu e apreciou a matéria ora em exame: “1. O embargante foi denunciado pela prática dos delitos tipificados nos artigos 323, parágrafo único, 324, ‘caput’, e 325, ‘caput’, todos da Lei n 4.737/65 (Código Eleitoral Brasileiro), já que, em 1... de outubro de 2004, no periódico CLARIM NEWS (ano V, edição 584), teria divulgado ‘fatos que sabia inverídicos, em relação ao então candidato a Prefeito CLÓVIS VIEIRA MENDES, capazes de exercer influência no eleitorado’. Julgado procedente o Processo n 003/05, foi condenado pelo Juízo da 172... Zona Eleitoral da Comarca de Registro/SC, nos termos da denúncia e na forma do artigo 71 do Código Penal, à pena de 1 (um) ano e 4 (quatro) meses de detenção, em regime semiaberto, acrescida do pagamento de 5 (cinco) dias-multa. 2. Inconformada, a defesa interpôs o Recurso Criminal n 2038 perante o Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo, o qual foi julgado parcialmente procedente, ante o reconhecimento da prescrição da pretensão punitiva quanto à prática Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6373644. Supremo Tribunal Federal 10/04/2014 PLENÁRIO AG.REG. NO HABEAS CORPUS 109.430 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :DOMINGOS RAIMUNDO DA PAZ ADV.(A/S) :OSVALDO DE FREITAS FERREIRA AGDO.(A/S) :TRIBUNAL SUPERIOR ELEITORAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se de recurso de agravo que, tempestivamente interposto, insurge-se contra decisão por mim proferida que não conheceu de ação de “habeas corpus” ajuizada perante esta Corte. O Ministério Público Federal, em parecer da lavra do ilustre Subprocurador-Geral da República Dr. EDSON OLIVEIRA DE ALMEIDA, ao opinar pelo improvimento deste recurso de agravo, assim resumiu e apreciou a matéria ora em exame: “1. O embargante foi denunciado pela prática dos delitos tipificados nos artigos 323, parágrafo único, 324, ‘caput’, e 325, ‘caput’, todos da Lei n 4.737/65 (Código Eleitoral Brasileiro), já que, em 1... de outubro de 2004, no periódico CLARIM NEWS (ano V, edição 584), teria divulgado ‘fatos que sabia inverídicos, em relação ao então candidato a Prefeito CLÓVIS VIEIRA MENDES, capazes de exercer influência no eleitorado’. Julgado procedente o Processo n 003/05, foi condenado pelo Juízo da 172... Zona Eleitoral da Comarca de Registro/SC, nos termos da denúncia e na forma do artigo 71 do Código Penal, à pena de 1 (um) ano e 4 (quatro) meses de detenção, em regime semiaberto, acrescida do pagamento de 5 (cinco) dias-multa. 2. Inconformada, a defesa interpôs o Recurso Criminal n 2038 perante o Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo, o qual foi julgado parcialmente procedente, ante o reconhecimento da prescrição da pretensão punitiva quanto à prática Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6373644. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 14 Relatório HC 109430 AGR / DF dos crimes definidos nos artigos 323, parágrafo único, e 325, ambos do Código Eleitoral Brasileiro. Mantida a condenação pela incursão no tipo previsto no artigo 324 do mesmo diploma legal, a reprimenda foi redimensionada para um ano de detenção. Persistindo sua irresignação, a defesa opôs embargos de declaração, os quais foram rejeitados, e interpôs recurso especial que, tendo sido inadmitido, ensejou o manejo de agravo de instrumento, agravo regimental e outros embargos de declaração, sem obter sucesso. Além disso, impetrou o ‘Habeas Corpus’ n 657/2009, o qual foi denegado pelos ministros do Tribunal Superior Eleitoral, e o ‘Habeas Corpus’ n 109.430/DF, perante o Supremo Tribunal Federal, que foi assim julgado, em 31/08/2011, por decisão monocrática proferida pelo Ministro Celso de Mello: ‘DECISÃO: Observo que o acórdão ora impugnado sequer examinou os fundamentos em que se apóia a presente impetração. Inexiste, portanto, coincidência temática entre os fundamentos invocados na presente ação de ‘habeas corpus’ e aqueles que dão apoio à decisão objeto de impugnação nesta sede processual. A circunstância que venho de mencionar (ocorrência de incoincidência temática) faz incidir, na espécie, em relação à presente ação de ‘habeas corpus’, a jurisprudência desta Corte, que assim se tem pronunciado nos casos em que as razões invocadas pelo impetrante não guardam pertinência com aquelas que dão suporte à decisão impugnada (RTJ 182/243-244, Rel. Min. SEPÚLVEDA PERTENCE – HC 73.390/RS, Rel. Min. CARLOS VELLOSO – HC 81.115/SP, Rel. Min. ILMAR GALVÃO, v.g.): ‘IMPETRAÇÃO DE ‘HABEAS CORPUS’ COM APOIO EM FUNDAMENTO NÃO EXAMINADO PELO TRIBUNAL APONTADO COMO COATOR: HIPÓTESE DE INCOGNOSCIBILIDADE DO ‘WRIT’ CONSTITUCIONAL. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6373644. Supremo Tribunal Federal HC 109430 AGR / DF dos crimes definidos nos artigos 323, parágrafo único, e 325, ambos do Código Eleitoral Brasileiro. Mantida a condenação pela incursão no tipo previsto no artigo 324 do mesmo diploma legal, a reprimenda foi redimensionada para um ano de detenção. Persistindo sua irresignação, a defesa opôs embargos de declaração, os quais foram rejeitados, e interpôs recurso especial que, tendo sido inadmitido, ensejou o manejo de agravo de instrumento, agravo regimental e outros embargos de declaração, sem obter sucesso. Além disso, impetrou o ‘Habeas Corpus’ n 657/2009, o qual foi denegado pelos ministros do Tribunal Superior Eleitoral, e o ‘Habeas Corpus’ n 109.430/DF, perante o Supremo Tribunal Federal, que foi assim julgado, em 31/08/2011, por decisão monocrática proferida pelo Ministro Celso de Mello: ‘DECISÃO: Observo que o acórdão ora impugnado sequer examinou os fundamentos em que se apóia a presente impetração. Inexiste, portanto, coincidência temática entre os fundamentos invocados na presente ação de ‘habeas corpus’ e aqueles que dão apoio à decisão objeto de impugnação nesta sede processual. A circunstância que venho de mencionar (ocorrência de incoincidência temática) faz incidir, na espécie, em relação à presente ação de ‘habeas corpus’, a jurisprudência desta Corte, que assim se tem pronunciado nos casos em que as razões invocadas pelo impetrante não guardam pertinência com aquelas que dão suporte à decisão impugnada (RTJ 182/243-244, Rel. Min. SEPÚLVEDA PERTENCE – HC 73.390/RS, Rel. Min. CARLOS VELLOSO – HC 81.115/SP, Rel. Min. ILMAR GALVÃO, v.g.): ‘IMPETRAÇÃO DE ‘HABEAS CORPUS’ COM APOIO EM FUNDAMENTO NÃO EXAMINADO PELO TRIBUNAL APONTADO COMO COATOR: HIPÓTESE DE INCOGNOSCIBILIDADE DO ‘WRIT’ CONSTITUCIONAL. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6373644. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 14 Relatório HC 109430 AGR / DF - Revela-se insuscetível de conhecimento, pelo Supremo Tribunal Federal, o remédio constitucional do ‘habeas corpus’, quando impetrado com suporte em fundamento que não foi apreciado pelo Tribunal apontado como coator. Se se revelasse lícito ao impetrante agir ‘per saltum’, registrar-se-ia indevida supressão de instância, com evidente subversão de princípios básicos de ordem processual. Precedentes.’ (RTJ 192/233-234, Rel. Min. CELSO DE MELLO) ‘Em ‘habeas corpus’ substitutivo de recurso ordinário, a inconformidade deve ser com o acórdão proferido pelo Superior Tribunal de Justiça e não contra o julgado do Tribunal de Justiça. O Supremo Tribunal Federal só é competente para julgar ‘habeas corpus’ contra decisões provenientes de Tribunais Superiores. Os temas objeto do ‘habeas corpus’ devem ter sido examinados pelo Superior Tribunal de Justiça. .................................................................................... Caso contrário, caracterizaria supressão de instância. ‘Habeas Corpus’ não conhecido.’ (HC 79.551/SP, Rel. Min. NELSON JOBIM – grifei) Disso tudo resulta que o fundamento que dá suporte à presente impetração, para ser conhecido pelo Supremo Tribunal Federal, em sede de ‘habeas corpus’, precisa constituir objeto de prévio exame por parte do E. Tribunal Superior Eleitoral, sob pena de configurar-se, como precedentemente já acentuado, inadmissível supressão de instância, consoante tem advertido o magistério jurisprudencial desta Suprema Corte: ‘EXECUÇÃO PENAL. ‘HABEAS CORPUS’. PROGRESSÃO DE REGIME. CUMPRIMENTO DE UM 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6373644. Supremo Tribunal Federal HC 109430 AGR / DF - Revela-se insuscetível de conhecimento, pelo Supremo Tribunal Federal, o remédio constitucional do ‘habeas corpus’, quando impetrado com suporte em fundamento que não foi apreciado pelo Tribunal apontado como coator. Se se revelasse lícito ao impetrante agir ‘per saltum’, registrar-se-ia indevida supressão de instância, com evidente subversão de princípios básicos de ordem processual. Precedentes.’ (RTJ 192/233-234, Rel. Min. CELSO DE MELLO) ‘Em ‘habeas corpus’ substitutivo de recurso ordinário, a inconformidade deve ser com o acórdão proferido pelo Superior Tribunal de Justiça e não contra o julgado do Tribunal de Justiça. O Supremo Tribunal Federal só é competente para julgar ‘habeas corpus’ contra decisões provenientes de Tribunais Superiores. Os temas objeto do ‘habeas corpus’ devem ter sido examinados pelo Superior Tribunal de Justiça. .................................................................................... Caso contrário, caracterizaria supressão de instância. ‘Habeas Corpus’ não conhecido.’ (HC 79.551/SP, Rel. Min. NELSON JOBIM – grifei) Disso tudo resulta que o fundamento que dá suporte à presente impetração, para ser conhecido pelo Supremo Tribunal Federal, em sede de ‘habeas corpus’, precisa constituir objeto de prévio exame por parte do E. Tribunal Superior Eleitoral, sob pena de configurar-se, como precedentemente já acentuado, inadmissível supressão de instância, consoante tem advertido o magistério jurisprudencial desta Suprema Corte: ‘EXECUÇÃO PENAL. ‘HABEAS CORPUS’. PROGRESSÃO DE REGIME. CUMPRIMENTO DE UM 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6373644. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 14 Relatório HC 109430 AGR / DF SEXTO DA PENA. QUESTÃO NÃO APRECIADA PELO TRIBUNAL ‘A QUO’. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIAS. PRECEDENTES. ‘WRIT’ NÃO CONHECIDO. 1. A presente impetração visa ao reconhecimento do direito do paciente em progredir de regime prisional em razão do cumprimento de um sexto da pena. 2. A questão suscitada pelo impetrante no presente ‘habeas corpus’ não foi sequer apreciada pelo Superior Tribunal de Justiça, já que não tinha sido submetida anteriormente ao crivo do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. 3. Desse modo, o conhecimento da matéria, neste momento, pelo Supremo Tribunal Federal acarretaria inadmissível supressão de instâncias. 4. A jurisprudência dessa Suprema Corte é firme no sentido de que ‘não se conhece de ‘habeas corpus’ cujas questões não foram apreciadas pela decisão contra a qual é impetrado.’ (HC 93.904/RS, Rel. Min. Cezar Peluso, DJe 094). 5. ‘Writ’ não conhecido.’ (HC 97.761/RJ, Rel. Min. ELLEN GRACIE – grifei) Sendo assim, pelas razões expostas, não conheço da presente ação de ‘habeas corpus’, restando prejudicado, em conseqüência, o exame do pedido de medida liminar. Arquivem-se os presentes autos.’ 3. Daí o presente recurso de embargos de declaração, no qual o condenado suscita a incompetência do foro da Comarca de Registro/SC, em razão do lugar e da matéria; cerceamento de defesa, por ter ficado ‘indefeso até a condenação’, violação ao princípio do non bis in idem, já que está sendo processado ‘duas vezes pelos mesmos fatos, processos, parte, edições de jornais, datas, comarcas e juízos’, inexistência de justa causa para abertura de inquérito policial ou para ajuizamento de ação penal eleitoral, exceção de suspeição e justo receio de ser preso, em regime fechado, por descumprimento da decisão prolatada no HC n 472.809.3, pelo Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, que lhe garantiu prisão domiciliar. Assim, requer, 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6373644. Supremo Tribunal Federal HC 109430 AGR / DF SEXTO DA PENA. QUESTÃO NÃO APRECIADA PELO TRIBUNAL ‘A QUO’. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIAS. PRECEDENTES. ‘WRIT’ NÃO CONHECIDO. 1. A presente impetração visa ao reconhecimento do direito do paciente em progredir de regime prisional em razão do cumprimento de um sexto da pena. 2. A questão suscitada pelo impetrante no presente ‘habeas corpus’ não foi sequer apreciada pelo Superior Tribunal de Justiça, já que não tinha sido submetida anteriormente ao crivo do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. 3. Desse modo, o conhecimento da matéria, neste momento, pelo Supremo Tribunal Federal acarretaria inadmissível supressão de instâncias. 4. A jurisprudência dessa Suprema Corte é firme no sentido de que ‘não se conhece de ‘habeas corpus’ cujas questões não foram apreciadas pela decisão contra a qual é impetrado.’ (HC 93.904/RS, Rel. Min. Cezar Peluso, DJe 094). 5. ‘Writ’ não conhecido.’ (HC 97.761/RJ, Rel. Min. ELLEN GRACIE – grifei) Sendo assim, pelas razões expostas, não conheço da presente ação de ‘habeas corpus’, restando prejudicado, em conseqüência, o exame do pedido de medida liminar. Arquivem-se os presentes autos.’ 3. Daí o presente recurso de embargos de declaração, no qual o condenado suscita a incompetência do foro da Comarca de Registro/SC, em razão do lugar e da matéria; cerceamento de defesa, por ter ficado ‘indefeso até a condenação’, violação ao princípio do non bis in idem, já que está sendo processado ‘duas vezes pelos mesmos fatos, processos, parte, edições de jornais, datas, comarcas e juízos’, inexistência de justa causa para abertura de inquérito policial ou para ajuizamento de ação penal eleitoral, exceção de suspeição e justo receio de ser preso, em regime fechado, por descumprimento da decisão prolatada no HC n 472.809.3, pelo Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, que lhe garantiu prisão domiciliar. Assim, requer, 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6373644. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 14 Relatório HC 109430 AGR / DF liminarmente, a expedição de salvo conduto, com efeito suspensivo, ‘para não ser preso ilegalmente antes do JULGAMENTO DE MÉRITO deste ‘MANDAMUS’’ ou, subsidiariamente, o deferimento do cumprimento da pena em prisão domiciliar. No mérito, pleiteia o trancamento e o arquivamento definitivo da Ação Penal Eleitoral n 003/2005, com fundamento no artigo 648, incisos I, III e VI, do Código de Processo Penal. 4. Primeiramente, apesar do recurso em destaque ter se voltado contra decisão monocrática, penso que deva ser recebido como agravo regimental, em consideração aos princípios da economia processual e da fungibilidade, respeitados os requisitos próprios de admissibilidade (AI 817100 AgR-ED-ED, Rel. Min. Dias Toffoli, Primeira Turma, julgado em 05/06/2012, De-126, PUBLIC 28-06-2012 e Rcl 3222 ED, Rel. Min. Gilmar Mendes, Tribunal Pleno, julgado em 21/03/2007, Dje-023, PUBLIC 25-05-2007). 5. De qualquer forma, mesmo assim, não assiste razão ao agravante. 6. De fato, como bem ponderou o Min. Celso de Mello, na decisão combatida, as insurgências expostas no ‘Habeas Corpus’ n 109.430 não foram debatidas pelo Tribunal Superior Eleitoral, no HC n 657/2009. 7. Conforme se extrai do acórdão proferido pela mencionada Corte Eleitoral, o acusado, no ‘Writ’ n 109.430, pugnou pela anulação do processo-crime, desde o recebimento da denúncia, em decorrência de cerceamento de defesa, ‘tendo em conta a não apresentação de alegações escritas, a intimação do defensor dativo pela imprensa – e não pessoalmente – e o consequente não comparecimento às audiências de inquirição das testemunhas de acusação e da suposta vítima’. 8. Na ocasião, ainda, os ministros decidiram pela denegação da ordem pleiteada, por entenderem que o tema não havia sido enfrentado pelo juízo monocrático ou pelo respectivo Tribunal Regional Federal: ‘[...] Presente o processo-crime, na sentença não houve o enfrentamento de matéria de defesa relativa ao cerceio e à 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6373644. Supremo Tribunal Federal HC 109430 AGR / DF liminarmente, a expedição de salvo conduto, com efeito suspensivo, ‘para não ser preso ilegalmente antes do JULGAMENTO DE MÉRITO deste ‘MANDAMUS’’ ou, subsidiariamente, o deferimento do cumprimento da pena em prisão domiciliar. No mérito, pleiteia o trancamento e o arquivamento definitivo da Ação Penal Eleitoral n 003/2005, com fundamento no artigo 648, incisos I, III e VI, do Código de Processo Penal. 4. Primeiramente, apesar do recurso em destaque ter se voltado contra decisão monocrática, penso que deva ser recebido como agravo regimental, em consideração aos princípios da economia processual e da fungibilidade, respeitados os requisitos próprios de admissibilidade (AI 817100 AgR-ED-ED, Rel. Min. Dias Toffoli, Primeira Turma, julgado em 05/06/2012, De-126, PUBLIC 28-06-2012 e Rcl 3222 ED, Rel. Min. Gilmar Mendes, Tribunal Pleno, julgado em 21/03/2007, Dje-023, PUBLIC 25-05-2007). 5. De qualquer forma, mesmo assim, não assiste razão ao agravante. 6. De fato, como bem ponderou o Min. Celso de Mello, na decisão combatida, as insurgências expostas no ‘Habeas Corpus’ n 109.430 não foram debatidas pelo Tribunal Superior Eleitoral, no HC n 657/2009. 7. Conforme se extrai do acórdão proferido pela mencionada Corte Eleitoral, o acusado, no ‘Writ’ n 109.430, pugnou pela anulação do processo-crime, desde o recebimento da denúncia, em decorrência de cerceamento de defesa, ‘tendo em conta a não apresentação de alegações escritas, a intimação do defensor dativo pela imprensa – e não pessoalmente – e o consequente não comparecimento às audiências de inquirição das testemunhas de acusação e da suposta vítima’. 8. Na ocasião, ainda, os ministros decidiram pela denegação da ordem pleiteada, por entenderem que o tema não havia sido enfrentado pelo juízo monocrático ou pelo respectivo Tribunal Regional Federal: ‘[...] Presente o processo-crime, na sentença não houve o enfrentamento de matéria de defesa relativa ao cerceio e à 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6373644. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 14 Relatório HC 109430 AGR / DF ausência de intimação pessoal do defensor dativo. Confiram com o que se encontra às folhas 474 a 480. No acórdão proferido pelo Regional Eleitoral, examinou-se, sob o ângulo da preliminar, apenas a dificuldade de localizar o recorrente, aludindo-se à inexistência de animosidade, considerada a figura do Estado-Juiz. Quanto ao mérito, adentrou-se a problemática da prescrição – folhas 498 a 503. No ‘habeas’ apreciado pelo Regional, fez-se em jogo o trancamento da ação – folhas 382 a 384. Então, procede o que aventado pela Procuradoria-Geral Eleitoral. Não há contexto decisório a respeito do cerceamento de defesa, ante a falta de apresentação de alegações escritas e a intimação pessoal do defensor dativo, descabendo cogitar, na espécie, de ilegalidade.’ 9. Insatisfeita, a defesa apresentou ‘mandamus’ no Supremo Tribunal Federal, apontando não só a já aventada tese de cerceamento de defesa, mas também as inovadoras proposições de incompetência do Juízo, em razão do lugar e da matéria, de exceção de suspeição, de ‘non bis in idem’ e de inexistência de defesa técnica durante o processamento da ação penal eleitoral. 10. Diante desse quadro, o relator decidiu pelo não conhecimento da impetração, ante a inexistência de ‘coincidência temática entre os fundamentos invocados na presente ação de 'habeas corpus' e aqueles que dão apoio à decisão objeto de impugnação nesta sede processual’. 11. Dessa feita, diferentemente do que sustenta o ora agravante, nas suas confusas razões recursais, que, aliás, não contribuem para compreensão da controvérsia apresentada, a decisão julgou convenientemente o ‘writ’, ressalvando a inviabilidade da sua apreciação, sob pena de se incorrer em supressão de instância. 12. A alegação de que o julgado seria incoerente, por se reportar a ‘outro feito’, não encontra guarida, inclusive porque essa suscitação não foi devidamente apresentada/fundamentada pelo condenado, que se restringiu, tão somente, a afirmar, de forma superficial, que a ‘R. Decisão exarada em face de Liminar, 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6373644. Supremo Tribunal Federal HC 109430 AGR / DF ausência de intimação pessoal do defensor dativo. Confiram com o que se encontra às folhas 474 a 480. No acórdão proferido pelo Regional Eleitoral, examinou-se, sob o ângulo da preliminar, apenas a dificuldade de localizar o recorrente, aludindo-se à inexistência de animosidade, considerada a figura do Estado-Juiz. Quanto ao mérito, adentrou-se a problemática da prescrição – folhas 498 a 503. No ‘habeas’ apreciado pelo Regional, fez-se em jogo o trancamento da ação – folhas 382 a 384. Então, procede o que aventado pela Procuradoria-Geral Eleitoral. Não há contexto decisório a respeito do cerceamento de defesa, ante a falta de apresentação de alegações escritas e a intimação pessoal do defensor dativo, descabendo cogitar, na espécie, de ilegalidade.’ 9. Insatisfeita, a defesa apresentou ‘mandamus’ no Supremo Tribunal Federal, apontando não só a já aventada tese de cerceamento de defesa, mas também as inovadoras proposições de incompetência do Juízo, em razão do lugar e da matéria, de exceção de suspeição, de ‘non bis in idem’ e de inexistência de defesa técnica durante o processamento da ação penal eleitoral. 10. Diante desse quadro, o relator decidiu pelo não conhecimento da impetração, ante a inexistência de ‘coincidência temática entre os fundamentos invocados na presente ação de 'habeas corpus' e aqueles que dão apoio à decisão objeto de impugnação nesta sede processual’. 11. Dessa feita, diferentemente do que sustenta o ora agravante, nas suas confusas razões recursais, que, aliás, não contribuem para compreensão da controvérsia apresentada, a decisão julgou convenientemente o ‘writ’, ressalvando a inviabilidade da sua apreciação, sob pena de se incorrer em supressão de instância. 12. A alegação de que o julgado seria incoerente, por se reportar a ‘outro feito’, não encontra guarida, inclusive porque essa suscitação não foi devidamente apresentada/fundamentada pelo condenado, que se restringiu, tão somente, a afirmar, de forma superficial, que a ‘R. Decisão exarada em face de Liminar, 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6373644. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 14 Relatório HC 109430 AGR / DF determinando o arquivamento do presente, trata-se de 'OUTRO' e não dos fatos trazidos no ‘Habeas Corpus’’. 13. Ademais, ante o silêncio das instâncias ordinárias e o Tribunal Superior Eleitoral, sobre as questões ventiladas perante o Supremo Tribunal Federal, não há que se cogitar a procedência do presente recurso. 14. Isso posto, opino pelo desprovimento do agravo regimental.” (grifei) É o relatório. 7 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6373644. Supremo Tribunal Federal HC 109430 AGR / DF determinando o arquivamento do presente, trata-se de 'OUTRO' e não dos fatos trazidos no ‘Habeas Corpus’’. 13. Ademais, ante o silêncio das instâncias ordinárias e o Tribunal Superior Eleitoral, sobre as questões ventiladas perante o Supremo Tribunal Federal, não há que se cogitar a procedência do presente recurso. 14. Isso posto, opino pelo desprovimento do agravo regimental.” (grifei) É o relatório. 7 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6373644. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 14 Voto - MIN. CELSO DE MELLO 10/04/2014 PLENÁRIO AG.REG. NO HABEAS CORPUS 109.430 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Entendo não assistir razão à parte recorrente, eis que a decisão ora agravada ajusta-se, com integral fidelidade, à orientação jurisprudencial firmada pela Suprema Corte no tema ora em exame. Com efeito, a análise do contexto delineado nos presentes autos revela que as decisões emanadas do Ministro do E. Tribunal Superior Eleitoral sequer examinaram os fundamentos em que se apoia a impetração deduzida perante esta Suprema Corte. Inexiste, portanto, coincidência temática entre os fundamentos invocados na presente ação de “habeas corpus” e aqueles que dão apoio às decisões objeto de impugnação nesta sede processual. A circunstância que venho de mencionar (ocorrência de incoincidência temática) faz incidir, na espécie, em relação à presente ação de “habeas corpus”, a jurisprudência desta Corte, que assim se tem pronunciado nos casos em que as razões invocadas pela parte impetrante não guardam pertinência com aquelas que dão suporte à decisão impugnada (RTJ 182/243-244, Rel. Min. SEPÚLVEDA PERTENCE – HC 73.390/RS, Rel. Min. CARLOS VELLOSO – HC 81.115/SP, Rel. Min. ILMAR GALVÃO, v.g.): “IMPETRAÇÃO DE ‘HABEAS CORPUS’ COM APOIO EM FUNDAMENTO NÃO EXAMINADO PELO TRIBUNAL APONTADO COMO COATOR: HIPÓTESE DE INCOGNOSCIBILIDADE DO ‘WRIT’ CONSTITUCIONAL. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6373645. Supremo Tribunal Federal 10/04/2014 PLENÁRIO AG.REG. NO HABEAS CORPUS 109.430 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Entendo não assistir razão à parte recorrente, eis que a decisão ora agravada ajusta-se, com integral fidelidade, à orientação jurisprudencial firmada pela Suprema Corte no tema ora em exame. Com efeito, a análise do contexto delineado nos presentes autos revela que as decisões emanadas do Ministro do E. Tribunal Superior Eleitoral sequer examinaram os fundamentos em que se apoia a impetração deduzida perante esta Suprema Corte. Inexiste, portanto, coincidência temática entre os fundamentos invocados na presente ação de “habeas corpus” e aqueles que dão apoio às decisões objeto de impugnação nesta sede processual. A circunstância que venho de mencionar (ocorrência de incoincidência temática) faz incidir, na espécie, em relação à presente ação de “habeas corpus”, a jurisprudência desta Corte, que assim se tem pronunciado nos casos em que as razões invocadas pela parte impetrante não guardam pertinência com aquelas que dão suporte à decisão impugnada (RTJ 182/243-244, Rel. Min. SEPÚLVEDA PERTENCE – HC 73.390/RS, Rel. Min. CARLOS VELLOSO – HC 81.115/SP, Rel. Min. ILMAR GALVÃO, v.g.): “IMPETRAÇÃO DE ‘HABEAS CORPUS’ COM APOIO EM FUNDAMENTO NÃO EXAMINADO PELO TRIBUNAL APONTADO COMO COATOR: HIPÓTESE DE INCOGNOSCIBILIDADE DO ‘WRIT’ CONSTITUCIONAL. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6373645. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 14 Voto - MIN. CELSO DE MELLO HC 109430 AGR / DF - Revela-se insuscetível de conhecimento, pelo Supremo Tribunal Federal, o remédio constitucional do ‘habeas corpus’, quando impetrado com suporte em fundamento que não foi apreciado pelo Tribunal apontado como coator. Se se revelasse lícito ao impetrante agir ‘per saltum’, registrar-se-ia indevida supressão de instância, com evidente subversão de princípios básicos de ordem processual. Precedentes.” (RTJ 192/233-234, Rel. Min. CELSO DE MELLO) “Em ‘habeas corpus’ substitutivo de recurso ordinário, a inconformidade deve ser com o acórdão proferido pelo Superior Tribunal de Justiça e não contra o julgado do Tribunal de Justiça. O Supremo Tribunal Federal só é competente para julgar ‘habeas corpus’ contra decisões provenientes de Tribunais Superiores. Os temas objeto do ‘habeas corpus’ devem ter sido examinados pelo Superior Tribunal de Justiça. ....................................................................................................... Caso contrário, caracterizaria supressão de instância. ‘Habeas Corpus’ não conhecido.” (HC 79.551/SP, Rel. Min. NELSON JOBIM – grifei) Disso tudo resulta que os fundamentos que dão suporte à impetração, para que fossem conhecidos pelo Supremo Tribunal Federal, em sede de “habeas corpus”, precisariam constituir objeto de prévio exame por parte do E. Tribunal Superior Eleitoral, sob pena de configurar-se, como precedentemente já acentuado, inadmissível supressão de instância, consoante tem advertido o magistério jurisprudencial desta Suprema Corte: “EXECUÇÃO PENAL. ‘HABEAS CORPUS’. PROGRESSÃO DE REGIME. CUMPRIMENTO DE UM SEXTO DA PENA. QUESTÃO NÃO APRECIADA PELO TRIBUNAL ‘A QUO’. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIAS. PRECEDENTES. ‘WRIT’ NÃO CONHECIDO. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6373645. Supremo Tribunal Federal HC 109430 AGR / DF - Revela-se insuscetível de conhecimento, pelo Supremo Tribunal Federal, o remédio constitucional do ‘habeas corpus’, quando impetrado com suporte em fundamento que não foi apreciado pelo Tribunal apontado como coator. Se se revelasse lícito ao impetrante agir ‘per saltum’, registrar-se-ia indevida supressão de instância, com evidente subversão de princípios básicos de ordem processual. Precedentes.” (RTJ 192/233-234, Rel. Min. CELSO DE MELLO) “Em ‘habeas corpus’ substitutivo de recurso ordinário, a inconformidade deve ser com o acórdão proferido pelo Superior Tribunal de Justiça e não contra o julgado do Tribunal de Justiça. O Supremo Tribunal Federal só é competente para julgar ‘habeas corpus’ contra decisões provenientes de Tribunais Superiores. Os temas objeto do ‘habeas corpus’ devem ter sido examinados pelo Superior Tribunal de Justiça. ....................................................................................................... Caso contrário, caracterizaria supressão de instância. ‘Habeas Corpus’ não conhecido.” (HC 79.551/SP, Rel. Min. NELSON JOBIM – grifei) Disso tudo resulta que os fundamentos que dão suporte à impetração, para que fossem conhecidos pelo Supremo Tribunal Federal, em sede de “habeas corpus”, precisariam constituir objeto de prévio exame por parte do E. Tribunal Superior Eleitoral, sob pena de configurar-se, como precedentemente já acentuado, inadmissível supressão de instância, consoante tem advertido o magistério jurisprudencial desta Suprema Corte: “EXECUÇÃO PENAL. ‘HABEAS CORPUS’. PROGRESSÃO DE REGIME. CUMPRIMENTO DE UM SEXTO DA PENA. QUESTÃO NÃO APRECIADA PELO TRIBUNAL ‘A QUO’. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIAS. PRECEDENTES. ‘WRIT’ NÃO CONHECIDO. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6373645. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 14 Voto - MIN. CELSO DE MELLO HC 109430 AGR / DF 1. A presente impetração visa ao reconhecimento do direito do paciente em progredir de regime prisional em razão do cumprimento de um sexto da pena. 2. A questão suscitada pelo impetrante no presente ‘habeas corpus’ não foi sequer apreciada pelo Superior Tribunal de Justiça, já que não tinha sido submetida anteriormente ao crivo do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. 3. Desse modo, o conhecimento da matéria, neste momento, pelo Supremo Tribunal Federal acarretaria inadmissível supressão de instâncias. 4. A jurisprudência dessa Suprema Corte é firme no sentido de que ‘não se conhece de ‘habeas corpus’ cujas questões não foram apreciadas pela decisão contra a qual é impetrado.’ (HC 93.904/RS, Rel. Min. Cezar Peluso, DJe 094). 5. ‘Writ’ não conhecido.” (HC 97.761/RJ, Rel. Min. ELLEN GRACIE – grifei) Sendo assim, pelas razões expostas e acolhendo, ainda, o parecer da douta Procuradoria-Geral da República, nego provimento ao presente recurso de agravo, mantendo, em consequência, por seus próprios fundamentos, a decisão ora agravada. É o meu voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6373645. Supremo Tribunal Federal HC 109430 AGR / DF 1. A presente impetração visa ao reconhecimento do direito do paciente em progredir de regime prisional em razão do cumprimento de um sexto da pena. 2. A questão suscitada pelo impetrante no presente ‘habeas corpus’ não foi sequer apreciada pelo Superior Tribunal de Justiça, já que não tinha sido submetida anteriormente ao crivo do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. 3. Desse modo, o conhecimento da matéria, neste momento, pelo Supremo Tribunal Federal acarretaria inadmissível supressão de instâncias. 4. A jurisprudência dessa Suprema Corte é firme no sentido de que ‘não se conhece de ‘habeas corpus’ cujas questões não foram apreciadas pela decisão contra a qual é impetrado.’ (HC 93.904/RS, Rel. Min. Cezar Peluso, DJe 094). 5. ‘Writ’ não conhecido.” (HC 97.761/RJ, Rel. Min. ELLEN GRACIE – grifei) Sendo assim, pelas razões expostas e acolhendo, ainda, o parecer da douta Procuradoria-Geral da República, nego provimento ao presente recurso de agravo, mantendo, em consequência, por seus próprios fundamentos, a decisão ora agravada. É o meu voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6373645. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 14 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 10/04/2014 PLENÁRIO AG.REG. NO HABEAS CORPUS 109.430 DISTRITO FEDERAL O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Presidente, peço vênia para guardar coerência com o procedimento que adoto não só no Gabinete como também no órgão fracionado, a Primeira Turma. Entendo que essa ação, no que voltada a preservar a liberdade de ir e vir ameaçada ou já alcançada, é nobre e que a competência para julgamento é estrita. Cabe ao Colegiado, no Supremo, apreciá-la. Não há campo para, ante um habeas corpus, acionar-se quer o artigo 557 do Código de Processo Civil, quer o artigo 21 do Regimento Interno. Então, para manter coerência com o que venho praticando e sustentando, divirjo, provendo o agravo, para que o processo que revela o habeas corpus, devidamente aparelhado, venha a julgamento. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6463930. Supremo Tribunal Federal 10/04/2014 PLENÁRIO AG.REG. NO HABEAS CORPUS 109.430 DISTRITO FEDERAL O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Presidente, peço vênia para guardar coerência com o procedimento que adoto não só no Gabinete como também no órgão fracionado, a Primeira Turma. Entendo que essa ação, no que voltada a preservar a liberdade de ir e vir ameaçada ou já alcançada, é nobre e que a competência para julgamento é estrita. Cabe ao Colegiado, no Supremo, apreciá-la. Não há campo para, ante um habeas corpus, acionar-se quer o artigo 557 do Código de Processo Civil, quer o artigo 21 do Regimento Interno. Então, para manter coerência com o que venho praticando e sustentando, divirjo, provendo o agravo, para que o processo que revela o habeas corpus, devidamente aparelhado, venha a julgamento. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6463930. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 14 Extrato de Ata - 10/04/2014 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 109.430 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) : DOMINGOS RAIMUNDO DA PAZ ADV.(A/S) : OSVALDO DE FREITAS FERREIRA AGDO.(A/S) : TRIBUNAL SUPERIOR ELEITORAL Decisão: O Tribunal, por maioria, vencido o Ministro Marco Aurélio, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausentes, neste julgamento, os Ministros Joaquim Barbosa (Presidente), Ricardo Lewandowski (Vice-Presidente) e Roberto Barroso. Presidiu o julgamento o Ministro Celso de Mello (art. 37, I, do RISTF). Plenário, 10.04.2014. Presidência do Senhor Ministro Joaquim Barbosa. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber, Teori Zavascki e Roberto Barroso. Procurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot Monteiro de Barros. p/ Luiz Tomimatsu Assessor-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 5704462 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 109.430 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) : DOMINGOS RAIMUNDO DA PAZ ADV.(A/S) : OSVALDO DE FREITAS FERREIRA AGDO.(A/S) : TRIBUNAL SUPERIOR ELEITORAL Decisão: O Tribunal, por maioria, vencido o Ministro Marco Aurélio, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausentes, neste julgamento, os Ministros Joaquim Barbosa (Presidente), Ricardo Lewandowski (Vice-Presidente) e Roberto Barroso. Presidiu o julgamento o Ministro Celso de Mello (art. 37, I, do RISTF). Plenário, 10.04.2014. Presidência do Senhor Ministro Joaquim Barbosa. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber, Teori Zavascki e Roberto Barroso. Procurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot Monteiro de Barros. p/ Luiz Tomimatsu Assessor-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 5704462 Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 14
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Ementa e Acórdão 25/06/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 741.488 SÃO PAULO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :AILTON ROBERTO MACEDO PINTO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :RUBENS HARUMY KAMOI E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DO ESTADO DE SÃO PAULO - IPESP PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DE TODOS OS FUNDAMENTOS SUFICIENTES DA DECISÃO AGRAVADA. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 283 DO STF. AGRAVO IMPROVIDO. I – Os agravantes não refutaram todos os fundamentos suficientes da decisão agravada, o que atrai a incidência da Súmula 283 do STF. II – Agravo regimental improvido. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 25 de junho de 2013. RICARDO LEWANDOWSKI – RELATOR Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4097708. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5 Relatório 25/06/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 741.488 SÃO PAULO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :AILTON ROBERTO MACEDO PINTO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :RUBENS HARUMY KAMOI E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DO ESTADO DE SÃO PAULO - IPESP PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão que negou seguimento ao agravo. Destaco os seguintes trechos da decisão agravada: “A pretensão recursal não merece acolhida. Isso porque o acórdão recorrido decidiu a questão posta nos autos com fundamento na interpretação da legislação local aplicável à espécie (Lei Estadual 10.393/1970 e Lei Complementar Estadual 980/2005), bem como no conjunto fático-probatório constante dos autos. Dessa forma, o exame da alegada ofensa ao texto constitucional envolve a reanálise da interpretação dada àquelas normas pelo juízo a quo. A afronta à Constituição, se ocorrente, seria indireta, além de incidir, na espécie, as Súmulas 279 e 280 do STF. Incabível, portanto, o recurso extraordinário (…). Ademais, este Tribunal entende inadmissível a interposição de RE por contrariedade ao princípio da legalidade, quando a verificação da ofensa envolva a reapreciação de interpretação dada a normas infraconstitucionais pelo Tribunal a quo (Súmula 636 do STF). Isso posto, nego seguimento ao recurso (CPC, art. 557, caput)” (fls. 229-230). Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4097709. Supremo Tribunal Federal 25/06/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 741.488 SÃO PAULO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :AILTON ROBERTO MACEDO PINTO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :RUBENS HARUMY KAMOI E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DO ESTADO DE SÃO PAULO - IPESP PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão que negou seguimento ao agravo. Destaco os seguintes trechos da decisão agravada: “A pretensão recursal não merece acolhida. Isso porque o acórdão recorrido decidiu a questão posta nos autos com fundamento na interpretação da legislação local aplicável à espécie (Lei Estadual 10.393/1970 e Lei Complementar Estadual 980/2005), bem como no conjunto fático-probatório constante dos autos. Dessa forma, o exame da alegada ofensa ao texto constitucional envolve a reanálise da interpretação dada àquelas normas pelo juízo a quo. A afronta à Constituição, se ocorrente, seria indireta, além de incidir, na espécie, as Súmulas 279 e 280 do STF. Incabível, portanto, o recurso extraordinário (…). Ademais, este Tribunal entende inadmissível a interposição de RE por contrariedade ao princípio da legalidade, quando a verificação da ofensa envolva a reapreciação de interpretação dada a normas infraconstitucionais pelo Tribunal a quo (Súmula 636 do STF). Isso posto, nego seguimento ao recurso (CPC, art. 557, caput)” (fls. 229-230). Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4097709. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 5 Relatório ARE 741488 AGR / SP Os agravantes sustentaram, em resumo, a ocorrência de violação direta do art. 5º, caput, II e XXXVI, da Constituição no caso dos autos. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4097709. Supremo Tribunal Federal ARE 741488 AGR / SP Os agravantes sustentaram, em resumo, a ocorrência de violação direta do art. 5º, caput, II e XXXVI, da Constituição no caso dos autos. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4097709. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 5 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI 25/06/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 741.488 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Bem reexaminada a questão, verifica-se que a decisão ora atacada não merece reforma, visto que os recorrentes não aduzem novos argumentos capazes de afastar as razões nela expendidas. Os agravantes não impugnaram todos os fundamentos suficientes da decisão agravada, o que atrai a incidência da Súmula 283 desta Corte. Com efeito, a decisão atacada, além de entender pela ausência de ofensa direta ao texto constitucional, com a consequente incidência das Súmulas 280 e 636 desta Corte, assentou, ainda, que a análise do recurso implicava reexame do conjunto fático-probatório dos autos, circunstância que inviabilizava o conhecimento do extraordinário ante os termos da Súmula 279 desta Corte. Os agravantes, contudo, não atacaram esse último fundamento da decisão monocrática. Ressalto que, nos termos da jurisprudência deste Tribunal, incumbe ao recorrente o dever de impugnar, de forma específica, cada um dos fundamentos suficientes da decisão recorrida, sob pena de não conhecimento do recurso. Inescusável, portanto, a deficiência na elaboração da peça recursal, o que faz incidir o teor da Súmula 283 do STF. Nesse sentido, menciono as seguintes decisões, entre outras: RE 548.094-AgR/DF e RE 561.869-AgR/RJ, Rel. Min. Cezar Peluso; RE 452.272-AgR/SE, Rel. Min. Sepúlveda Pertence; AI 469.221-AgR/SP, Rel. Min. Cármen Lúcia; AI 672.744-AgR/BA, Rel. Min. Ellen Gracie; RE 544.591-AgR/RN e RE 503.350-AgR/AL, de minha relatoria. Isso posto, nego provimento ao agravo regimental. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4097710. Supremo Tribunal Federal 25/06/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 741.488 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Bem reexaminada a questão, verifica-se que a decisão ora atacada não merece reforma, visto que os recorrentes não aduzem novos argumentos capazes de afastar as razões nela expendidas. Os agravantes não impugnaram todos os fundamentos suficientes da decisão agravada, o que atrai a incidência da Súmula 283 desta Corte. Com efeito, a decisão atacada, além de entender pela ausência de ofensa direta ao texto constitucional, com a consequente incidência das Súmulas 280 e 636 desta Corte, assentou, ainda, que a análise do recurso implicava reexame do conjunto fático-probatório dos autos, circunstância que inviabilizava o conhecimento do extraordinário ante os termos da Súmula 279 desta Corte. Os agravantes, contudo, não atacaram esse último fundamento da decisão monocrática. Ressalto que, nos termos da jurisprudência deste Tribunal, incumbe ao recorrente o dever de impugnar, de forma específica, cada um dos fundamentos suficientes da decisão recorrida, sob pena de não conhecimento do recurso. Inescusável, portanto, a deficiência na elaboração da peça recursal, o que faz incidir o teor da Súmula 283 do STF. Nesse sentido, menciono as seguintes decisões, entre outras: RE 548.094-AgR/DF e RE 561.869-AgR/RJ, Rel. Min. Cezar Peluso; RE 452.272-AgR/SE, Rel. Min. Sepúlveda Pertence; AI 469.221-AgR/SP, Rel. Min. Cármen Lúcia; AI 672.744-AgR/BA, Rel. Min. Ellen Gracie; RE 544.591-AgR/RN e RE 503.350-AgR/AL, de minha relatoria. Isso posto, nego provimento ao agravo regimental. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4097710. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 5 Extrato de Ata - 25/06/2013 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 741.488 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) : AILTON ROBERTO MACEDO PINTO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : RUBENS HARUMY KAMOI E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DO ESTADO DE SÃO PAULO - IPESP PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. 2ª Turma, 25.06.2013. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4301477 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 741.488 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) : AILTON ROBERTO MACEDO PINTO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : RUBENS HARUMY KAMOI E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DO ESTADO DE SÃO PAULO - IPESP PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. 2ª Turma, 25.06.2013. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4301477 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=4323239
2013-06-25T00:00:00
2013-08-15T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. 2ª Turma, 25.06.2013.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
Ementa: AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DE TODOS OS FUNDAMENTOS SUFICIENTES DA DECISÃO AGRAVADA. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 283 DO STF. AGRAVO IMPROVIDO. I – Os agravantes não refutaram todos os fundamentos suficientes da decisão agravada, o que atrai a incidência da Súmula 283 do STF. II – Agravo regimental improvido.
sjur238621
- Acórdão(s) citado(s): (SÚMULA 283) AI 469221 AgR (1ªT), RE 503350 AgR (1ªT), RE 452272 AgR (1ªT), RE 548094 AgR (2ªT), RE 544591 AgR (1ªT), AI 672744 AgR (2ªT), RE 561869 AgR (2ªT). Número de páginas: 5. Análise: 23/08/2013, AMS.
RICARDO LEWANDOWSKI
Segunda Turma
741488
[ "LEG-FED SUMSTF-000283 \r\n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 741488 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : AILTON ROBERTO MACEDO PINTO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : RUBENS HARUMY KAMOI E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DO ESTADO DE SÃO PAULO - IPESP PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO
[ "" ]
Ementa e Acórdão 25/06/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 741.488 SÃO PAULO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :AILTON ROBERTO MACEDO PINTO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :RUBENS HARUMY KAMOI E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DO ESTADO DE SÃO PAULO - IPESP PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DE TODOS OS FUNDAMENTOS SUFICIENTES DA DECISÃO AGRAVADA. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 283 DO Supremo Tribunal Federal. AGRAVO IMPROVIDO. I – Os agravantes não refutaram todos os fundamentos suficientes da decisão agravada, o que atrai a incidência da Súmula 283 do Supremo Tribunal Federal. II – Agravo regimental improvido. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 25 de junho de 2013. RICARDO LEWANDOWSKI – RELATOR Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4097708. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5 Relatório 25/06/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 741.488 SÃO PAULO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :AILTON ROBERTO MACEDO PINTO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :RUBENS HARUMY KAMOI E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DO ESTADO DE SÃO PAULO - IPESP PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão que negou seguimento ao agravo. Destaco os seguintes trechos da decisão agravada: “A pretensão recursal não merece acolhida. Isso porque o acórdão recorrido decidiu a questão posta nos autos com fundamento na interpretação da legislação local aplicável à espécie (Lei Estadual 10.393/1970 e Lei Complementar Estadual 980/2005), bem como no conjunto fático-probatório constante dos autos. Dessa forma, o exame da alegada ofensa ao texto constitucional envolve a reanálise da interpretação dada àquelas normas pelo juízo a quo. A afronta à Constituição, se ocorrente, seria indireta, além de incidir, na espécie, as Súmulas 279 e 280 do Supremo Tribunal Federal. Incabível, portanto, o recurso extraordinário (…). Ademais, este Tribunal entende inadmissível a interposição de Recurso Extraordinário por contrariedade ao princípio da legalidade, quando a verificação da ofensa envolva a reapreciação de interpretação dada a normas infraconstitucionais pelo Tribunal a quo (Súmula 636 do Supremo Tribunal Federal). Isso posto, nego seguimento ao recurso (Código de Processo Civil, art. 557, caput)” (fls. 229-230). Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4097709. Supremo Tribunal Federal 25/06/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 741.488 SÃO PAULO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :AILTON ROBERTO MACEDO PINTO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :RUBENS HARUMY KAMOI E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DO ESTADO DE SÃO PAULO - IPESP PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão que negou seguimento ao agravo. Destaco os seguintes trechos da decisão agravada: “A pretensão recursal não merece acolhida. Isso porque o acórdão recorrido decidiu a questão posta nos autos com fundamento na interpretação da legislação local aplicável à espécie (Lei Estadual 10.393/1970 e Lei Complementar Estadual 980/2005), bem como no conjunto fático-probatório constante dos autos. Dessa forma, o exame da alegada ofensa ao texto constitucional envolve a reanálise da interpretação dada àquelas normas pelo juízo a quo. A afronta à Constituição, se ocorrente, seria indireta, além de incidir, na espécie, as Súmulas 279 e 280 do Supremo Tribunal Federal. Incabível, portanto, o recurso extraordinário (…). Ademais, este Tribunal entende inadmissível a interposição de Recurso Extraordinário por contrariedade ao princípio da legalidade, quando a verificação da ofensa envolva a reapreciação de interpretação dada a normas infraconstitucionais pelo Tribunal a quo (Súmula 636 do Supremo Tribunal Federal). Isso posto, nego seguimento ao recurso (Código de Processo Civil, art. 557, caput)” (fls. 229-230). Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4097709. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 5 Relatório ARE 741488 AGR / SP Os agravantes sustentaram, em resumo, a ocorrência de violação direta do art. 5..., caput, II e XXXVI, da Constituição no caso dos autos. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4097709. Supremo Tribunal Federal ARE 741488 AGR / SP Os agravantes sustentaram, em resumo, a ocorrência de violação direta do art. 5..., caput, II e XXXVI, da Constituição no caso dos autos. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4097709. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 5 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI 25/06/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 741.488 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Bem reexaminada a questão, verifica-se que a decisão ora atacada não merece reforma, visto que os recorrentes não aduzem novos argumentos capazes de afastar as razões nela expendidas. Os agravantes não impugnaram todos os fundamentos suficientes da decisão agravada, o que atrai a incidência da Súmula 283 desta Corte. Com efeito, a decisão atacada, além de entender pela ausência de ofensa direta ao texto constitucional, com a consequente incidência das Súmulas 280 e 636 desta Corte, assentou, ainda, que a análise do recurso implicava reexame do conjunto fático-probatório dos autos, circunstância que inviabilizava o conhecimento do extraordinário ante os termos da Súmula 279 desta Corte. Os agravantes, contudo, não atacaram esse último fundamento da decisão monocrática. Ressalto que, nos termos da jurisprudência deste Tribunal, incumbe ao recorrente o dever de impugnar, de forma específica, cada um dos fundamentos suficientes da decisão recorrida, sob pena de não conhecimento do recurso. Inescusável, portanto, a deficiência na elaboração da peça recursal, o que faz incidir o teor da Súmula 283 do Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido, menciono as seguintes decisões, entre outras: Recurso Extraordinário 548.094-AgR/DF e Recurso Extraordinário 561.869-AgR/RJ, Rel. Min. Cezar Peluso; Recurso Extraordinário 452.272-AgR/SE, Rel. Min. Sepúlveda Pertence; AI 469.221-AgR/SP, Rel. Min. Cármen Lúcia; AI 672.744-AgR/BA, Rel. Min. Ellen Gracie; Recurso Extraordinário 544.591-AgR/RN e Recurso Extraordinário 503.350-AgR/AL, de minha relatoria. Isso posto, nego provimento ao agravo regimental. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4097710. Supremo Tribunal Federal 25/06/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 741.488 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Bem reexaminada a questão, verifica-se que a decisão ora atacada não merece reforma, visto que os recorrentes não aduzem novos argumentos capazes de afastar as razões nela expendidas. Os agravantes não impugnaram todos os fundamentos suficientes da decisão agravada, o que atrai a incidência da Súmula 283 desta Corte. Com efeito, a decisão atacada, além de entender pela ausência de ofensa direta ao texto constitucional, com a consequente incidência das Súmulas 280 e 636 desta Corte, assentou, ainda, que a análise do recurso implicava reexame do conjunto fático-probatório dos autos, circunstância que inviabilizava o conhecimento do extraordinário ante os termos da Súmula 279 desta Corte. Os agravantes, contudo, não atacaram esse último fundamento da decisão monocrática. Ressalto que, nos termos da jurisprudência deste Tribunal, incumbe ao recorrente o dever de impugnar, de forma específica, cada um dos fundamentos suficientes da decisão recorrida, sob pena de não conhecimento do recurso. Inescusável, portanto, a deficiência na elaboração da peça recursal, o que faz incidir o teor da Súmula 283 do Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido, menciono as seguintes decisões, entre outras: Recurso Extraordinário 548.094-AgR/DF e Recurso Extraordinário 561.869-AgR/RJ, Rel. Min. Cezar Peluso; Recurso Extraordinário 452.272-AgR/SE, Rel. Min. Sepúlveda Pertence; AI 469.221-AgR/SP, Rel. Min. Cármen Lúcia; AI 672.744-AgR/BA, Rel. Min. Ellen Gracie; Recurso Extraordinário 544.591-AgR/RN e Recurso Extraordinário 503.350-AgR/AL, de minha relatoria. Isso posto, nego provimento ao agravo regimental. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4097710. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 5 Extrato de Ata - 25/06/2013 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 741.488 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) : AILTON ROBERTO MACEDO PINTO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : RUBENS HARUMY KAMOI E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DO ESTADO DE SÃO PAULO - IPESP PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. 2... Turma, 25.06.2013. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4301477 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 741.488 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) : AILTON ROBERTO MACEDO PINTO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : RUBENS HARUMY KAMOI E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DO ESTADO DE SÃO PAULO - IPESP PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. 2... Turma, 25.06.2013. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4301477 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 741 . 488", "SÚMULA 283 DO Supremo Tribunal Federal", "Súmula 283 do Supremo Tribunal Federal", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 741 . 488 SÃO", "Súmulas 279", "Súmula 636 do Supremo Tribunal Federal", "Súmulas 279 e 280 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula 636 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 741488 AGR / SP", "ARE 741488 AGR / SP", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 741 . 488", "Súmula 283", "Súmula 283 do Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 548 . 094 - AgR / DF", "Recurso Extraordinário 561 . 869 - AgR / RJ", "Recurso Extraordinário 452 . 272 - AgR / SE", "AI 469 . 221 - AgR / SP", "AI 672 . 744 - AgR / BA", "Recurso Extraordinário 544 . 591 - AgR / RN", "Recurso Extraordinário 503 . 350 - AgR / AL", "Súmula 283 do Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 548 . 094 - AgR / DF", "Recurso Extraordinário 561 . 869 - AgR / RJ", "Recurso Extraordinário 452 . 272 - AgR / SE", "AI 469 . 221 - AgR / SP", "AI 672 . 744 - 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Ementa e Acórdão 11/03/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 839.561 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :CANASVIEIRAS TRANSPORTES LTDA ADV.(A/S) :ANETE MAIR MEDEIROS DE PONTES VIEIRA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL Agravo regimental no agravo de instrumento. 2. Tributário. PIS e COFINS. Creditamento. Combustíveis. Controvérsia decidida com base na legislação local. 3. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão recorrida. 4. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 11 de março de 2014. Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5485488. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5 Relatório 11/03/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 839.561 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :CANASVIEIRAS TRANSPORTES LTDA ADV.(A/S) :ANETE MAIR MEDEIROS DE PONTES VIEIRA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL R E L A T Ó R I O O Senhor Ministro Gilmar Mendes (Relator): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão que negou seguimento ao recurso, com base na legislação infraconstitucional aplicável a espécie. (fls. 372- 376) No agravo regimental (fls. 378-386), alega-se, em síntese, que o debate é constitucional por violar os artigos 150, II, e 246 da Constituição Federal. Em suas razões recursais, alega que “as violações aos preceitos constitucionais ora discutidos decorrem do fato de que , não obstante as empresas adquirentes de combustíveis diretamente das distribuidoras, para consumo próprio, sofram todo o encargo da tributação do PIS e da COFINS sobre a cadeia inteira de comercialização de tal mercadoria, o v. acórdão recorrido entendeu que não há direito ao crédito de tais contribuições.” (fl. 382) É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5485489. Supremo Tribunal Federal 11/03/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 839.561 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :CANASVIEIRAS TRANSPORTES LTDA ADV.(A/S) :ANETE MAIR MEDEIROS DE PONTES VIEIRA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL R E L A T Ó R I O O Senhor Ministro Gilmar Mendes (Relator): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão que negou seguimento ao recurso, com base na legislação infraconstitucional aplicável a espécie. (fls. 372- 376) No agravo regimental (fls. 378-386), alega-se, em síntese, que o debate é constitucional por violar os artigos 150, II, e 246 da Constituição Federal. Em suas razões recursais, alega que “as violações aos preceitos constitucionais ora discutidos decorrem do fato de que , não obstante as empresas adquirentes de combustíveis diretamente das distribuidoras, para consumo próprio, sofram todo o encargo da tributação do PIS e da COFINS sobre a cadeia inteira de comercialização de tal mercadoria, o v. acórdão recorrido entendeu que não há direito ao crédito de tais contribuições.” (fl. 382) É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5485489. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 5 Voto - MIN. GILMAR MENDES 11/03/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 839.561 DISTRITO FEDERAL V O T O O Senhor Ministro Gilmar Mendes (Relator): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifica-se que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por esta Corte Suprema. Conforme consignado na decisão ora agravada, percebo que, para divergir do entendimento adotado pelo Tribunal de origem, far-se-ia imprescindível prévia análise e interpretação da legislação infraconstitucional, tendo em vista que eventual ofensa à Constituição Federal, se existente, dar-se-ia de maneira reflexa ou indireta. Nesse sentido, confiram-se os seguintes julgados: “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Tributário. PIS. COFINS. Creditamento. Tributação monofásica. Matéria infraconstitucional. Ofensa reflexa. Precedentes. 1. A matéria aqui em discussão é dotada de cunho eminentemente infraconstitucional. Assim, eventual ofensa à Constituição Federal se daria de forma indireta ou reflexa, o que inviabiliza o apelo extremo. 2. Os fundamentos da agravante, insuficientes para modificar a decisão ora agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo ao processo, em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 3. Agravo regimental não provido” (ARE n° 646.173/PE-AgR, Primeira Turma, de minha relatoria, DJe de 22/8/12). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. TRIBUTÁRIO. CONTRIBUIÇÕES PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL COFINS E PARA O PROGRAMA DE INTEGRAÇÃO SOCIAL PIS. DIREITO AO CRÉDITO. TRIBUTAÇÃO MONOFÁSICA. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5485490. Supremo Tribunal Federal 11/03/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 839.561 DISTRITO FEDERAL V O T O O Senhor Ministro Gilmar Mendes (Relator): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifica-se que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por esta Corte Suprema. Conforme consignado na decisão ora agravada, percebo que, para divergir do entendimento adotado pelo Tribunal de origem, far-se-ia imprescindível prévia análise e interpretação da legislação infraconstitucional, tendo em vista que eventual ofensa à Constituição Federal, se existente, dar-se-ia de maneira reflexa ou indireta. Nesse sentido, confiram-se os seguintes julgados: “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Tributário. PIS. COFINS. Creditamento. Tributação monofásica. Matéria infraconstitucional. Ofensa reflexa. Precedentes. 1. A matéria aqui em discussão é dotada de cunho eminentemente infraconstitucional. Assim, eventual ofensa à Constituição Federal se daria de forma indireta ou reflexa, o que inviabiliza o apelo extremo. 2. Os fundamentos da agravante, insuficientes para modificar a decisão ora agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo ao processo, em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 3. Agravo regimental não provido” (ARE n° 646.173/PE-AgR, Primeira Turma, de minha relatoria, DJe de 22/8/12). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. TRIBUTÁRIO. CONTRIBUIÇÕES PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL COFINS E PARA O PROGRAMA DE INTEGRAÇÃO SOCIAL PIS. DIREITO AO CRÉDITO. TRIBUTAÇÃO MONOFÁSICA. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5485490. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 5 Voto - MIN. GILMAR MENDES AI 839561 AGR / DF QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (RE nº 648.586-AgR, Primeira Turma, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe 10/10/11). No mesmo sentido, as seguintes decisões: AI 855.545/RS, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe 25/5/12; RE 660.169/RS, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe 10/11/11; e RE nº 634.496/DF, Rel. Min. Marco Aurélio, Dje 8/9/11. Ante o exposto, mantenho o que decidido anteriormente por seus próprios fundamentos para negar provimento a este agravo regimental. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5485490. Supremo Tribunal Federal AI 839561 AGR / DF QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (RE nº 648.586-AgR, Primeira Turma, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe 10/10/11). No mesmo sentido, as seguintes decisões: AI 855.545/RS, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe 25/5/12; RE 660.169/RS, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe 10/11/11; e RE nº 634.496/DF, Rel. Min. Marco Aurélio, Dje 8/9/11. Ante o exposto, mantenho o que decidido anteriormente por seus próprios fundamentos para negar provimento a este agravo regimental. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5485490. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 5 Extrato de Ata - 11/03/2014 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 839.561 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : CANASVIEIRAS TRANSPORTES LTDA ADV.(A/S) : ANETE MAIR MEDEIROS DE PONTES VIEIRA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. 2ª Turma, 11.03.2014. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 5485284 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 839.561 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : CANASVIEIRAS TRANSPORTES LTDA ADV.(A/S) : ANETE MAIR MEDEIROS DE PONTES VIEIRA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. 2ª Turma, 11.03.2014. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 5485284 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=5520602
2014-03-11T00:00:00
2014-03-27T00:00:00
A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. 2ª Turma, 11.03.2014.
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO
Agravo regimental no agravo de instrumento. 2. Tributário. PIS e COFINS. Creditamento. Combustíveis. Controvérsia decidida com base na legislação local. 3. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão recorrida. 4. Agravo regimental a que se nega provimento.
sjur259029
- Acórdão(s) citado(s): (PIS, COFINS, CREDITAMENTO, COMBUSTÍVEL) RE 648586 AgR (1ªT), ARE 646173 AgR (1ªT). - Decisões monocráticas citadas: (PIS, COFINS, CREDITAMENTO, COMBUSTÍVEL) RE 634496, RE 660169, AI 855545. Número de páginas: 5. Análise: 04/04/2014, AUR.
GILMAR MENDES
Segunda Turma
839561
null
AI-AgR
acordaos
AI 839561 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : CANASVIEIRAS TRANSPORTES LTDA ADV.(A/S) : ANETE MAIR MEDEIROS DE PONTES VIEIRA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
[ "" ]
Ementa e Acórdão 11/03/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 839.561 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :CANASVIEIRAS TRANSPORTES LTDA ADV.(A/S) :ANETE MAIR MEDEIROS DE PONTES VIEIRA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL Agravo regimental no agravo de instrumento. 2. Tributário. PIS e COFINS. Creditamento. Combustíveis. Controvérsia decidida com base na legislação local. 3. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão recorrida. 4. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 11 de março de 2014. Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5485488. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5 Relatório 11/03/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 839.561 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :CANASVIEIRAS TRANSPORTES LTDA ADV.(A/S) :ANETE MAIR MEDEIROS DE PONTES VIEIRA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL R E L A T Ó R I O O Senhor Ministro Gilmar Mendes (Relator): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão que negou seguimento ao recurso, com base na legislação infraconstitucional aplicável a espécie. (fls. 372- 376) No agravo regimental (fls. 378-386), alega-se, em síntese, que o debate é constitucional por violar os artigos 150, II, e 246 da Constituição Federal. Em suas razões recursais, alega que “as violações aos preceitos constitucionais ora discutidos decorrem do fato de que , não obstante as empresas adquirentes de combustíveis diretamente das distribuidoras, para consumo próprio, sofram todo o encargo da tributação do PIS e da COFINS sobre a cadeia inteira de comercialização de tal mercadoria, o v. acórdão recorrido entendeu que não há direito ao crédito de tais contribuições.” (fl. 382) É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5485489. Supremo Tribunal Federal 11/03/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 839.561 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :CANASVIEIRAS TRANSPORTES LTDA ADV.(A/S) :ANETE MAIR MEDEIROS DE PONTES VIEIRA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL R E L A T Ó R I O O Senhor Ministro Gilmar Mendes (Relator): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão que negou seguimento ao recurso, com base na legislação infraconstitucional aplicável a espécie. (fls. 372- 376) No agravo regimental (fls. 378-386), alega-se, em síntese, que o debate é constitucional por violar os artigos 150, II, e 246 da Constituição Federal. Em suas razões recursais, alega que “as violações aos preceitos constitucionais ora discutidos decorrem do fato de que , não obstante as empresas adquirentes de combustíveis diretamente das distribuidoras, para consumo próprio, sofram todo o encargo da tributação do PIS e da COFINS sobre a cadeia inteira de comercialização de tal mercadoria, o v. acórdão recorrido entendeu que não há direito ao crédito de tais contribuições.” (fl. 382) É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5485489. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 5 Voto - MIN. GILMAR MENDES 11/03/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 839.561 DISTRITO FEDERAL V O T O O Senhor Ministro Gilmar Mendes (Relator): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifica-se que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por esta Corte Suprema. Conforme consignado na decisão ora agravada, percebo que, para divergir do entendimento adotado pelo Tribunal de origem, far-se-ia imprescindível prévia análise e interpretação da legislação infraconstitucional, tendo em vista que eventual ofensa à Constituição Federal, se existente, dar-se-ia de maneira reflexa ou indireta. Nesse sentido, confiram-se os seguintes julgados: “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Tributário. PIS. COFINS. Creditamento. Tributação monofásica. Matéria infraconstitucional. Ofensa reflexa. Precedentes. 1. A matéria aqui em discussão é dotada de cunho eminentemente infraconstitucional. Assim, eventual ofensa à Constituição Federal se daria de forma indireta ou reflexa, o que inviabiliza o apelo extremo. 2. Os fundamentos da agravante, insuficientes para modificar a decisão ora agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo ao processo, em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 3. Agravo regimental não provido” (ARE n 646.173/PE-AgR, Primeira Turma, de minha relatoria, DJe de 22/8/12). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. TRIBUTÁRIO. CONTRIBUIÇÕES PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL COFINS E PARA O PROGRAMA DE INTEGRAÇÃO SOCIAL PIS. DIREITO AO CRÉDITO. TRIBUTAÇÃO MONOFÁSICA. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5485490. Supremo Tribunal Federal 11/03/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 839.561 DISTRITO FEDERAL V O T O O Senhor Ministro Gilmar Mendes (Relator): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifica-se que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por esta Corte Suprema. Conforme consignado na decisão ora agravada, percebo que, para divergir do entendimento adotado pelo Tribunal de origem, far-se-ia imprescindível prévia análise e interpretação da legislação infraconstitucional, tendo em vista que eventual ofensa à Constituição Federal, se existente, dar-se-ia de maneira reflexa ou indireta. Nesse sentido, confiram-se os seguintes julgados: “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Tributário. PIS. COFINS. Creditamento. Tributação monofásica. Matéria infraconstitucional. Ofensa reflexa. Precedentes. 1. A matéria aqui em discussão é dotada de cunho eminentemente infraconstitucional. Assim, eventual ofensa à Constituição Federal se daria de forma indireta ou reflexa, o que inviabiliza o apelo extremo. 2. Os fundamentos da agravante, insuficientes para modificar a decisão ora agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo ao processo, em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 3. Agravo regimental não provido” (ARE n 646.173/PE-AgR, Primeira Turma, de minha relatoria, DJe de 22/8/12). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. TRIBUTÁRIO. CONTRIBUIÇÕES PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL COFINS E PARA O PROGRAMA DE INTEGRAÇÃO SOCIAL PIS. DIREITO AO CRÉDITO. TRIBUTAÇÃO MONOFÁSICA. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5485490. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 5 Voto - MIN. GILMAR MENDES AI 839561 AGR / DF QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (Recurso Extraordinário n 648.586-AgR, Primeira Turma, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe 10/10/11). No mesmo sentido, as seguintes decisões: AI 855.545/RS, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe 25/5/12; Recurso Extraordinário 660.169/RS, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe 10/11/11; e Recurso Extraordinário n 634.496/DF, Rel. Min. Marco Aurélio, Dje 8/9/11. Ante o exposto, mantenho o que decidido anteriormente por seus próprios fundamentos para negar provimento a este agravo regimental. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5485490. Supremo Tribunal Federal AI 839561 AGR / DF QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (Recurso Extraordinário n 648.586-AgR, Primeira Turma, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe 10/10/11). No mesmo sentido, as seguintes decisões: AI 855.545/RS, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe 25/5/12; Recurso Extraordinário 660.169/RS, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe 10/11/11; e Recurso Extraordinário n 634.496/DF, Rel. Min. Marco Aurélio, Dje 8/9/11. Ante o exposto, mantenho o que decidido anteriormente por seus próprios fundamentos para negar provimento a este agravo regimental. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5485490. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 5 Extrato de Ata - 11/03/2014 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 839.561 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : CANASVIEIRAS TRANSPORTES LTDA ADV.(A/S) : ANETE MAIR MEDEIROS DE PONTES VIEIRA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. 2... Turma, 11.03.2014. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 5485284 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 839.561 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : CANASVIEIRAS TRANSPORTES LTDA ADV.(A/S) : ANETE MAIR MEDEIROS DE PONTES VIEIRA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. 2... Turma, 11.03.2014. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 5485284 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5
{ "JURISPRUDENCIA": [ "AGRAVO DE INSTRUMENTO 839 . 561", "ARE n 646 . 173 / PE - AgR", "AGRAVO DE INSTRUMENTO 839 . 561", "ARE n 646 . 173 / PE - AgR", "AI 839561 AGR / DF", "Recurso Extraordinário n 648 . 586 - AgR", "AI 855 . 545 / RS", "Recurso Extraordinário 660 . 169 / RS", "Recurso Extraordinário n 634 . 496 / DF", "AI 839561 AGR / DF", "Recurso Extraordinário n 648 . 586 - AgR", "AI 855 . 545 / RS", "Recurso Extraordinário 660 . 169 / RS", "Recurso Extraordinário n 634 . 496 / DF", "AGRAVO DE INSTRUMENTO 839 . 561", "AGRAVO DE INSTRUMENTO 839 . 561" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigos 150 , II , e 246 da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigos 150 , II , e 246 da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "DISTRITO FEDERAL", "Brasília", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "CANASVIEIRAS TRANSPORTES LTDA", "UNIÃO", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "CANASVIEIRAS TRANSPORTES LTDA", "UNIÃO", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "CANASVIEIRAS TRANSPORTES LTDA", "UNIÃO", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "Primeira Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Primeira Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Primeira Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "CANASVIEIRAS TRANSPORTES LTDA", "UNIÃO", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "CANASVIEIRAS TRANSPORTES LTDA", "UNIÃO", "2", ".", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "GILMAR MENDES", "ANETE MAIR MEDEIROS DE PONTES VIEIRA", "Cármen Lúcia", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "ANETE MAIR MEDEIROS DE PONTES VIEIRA", "Gilmar Mendes", "GILMAR MENDES", "ANETE MAIR MEDEIROS DE PONTES VIEIRA", "Gilmar Mendes", "GILMAR MENDES", "Gilmar Mendes", "Gilmar Mendes", "GILMAR MENDES", "Cármen Lúcia", "Cármen Lúcia", "Cármen Lúcia", "Marco Aurélio", "Cármen Lúcia", "Cármen Lúcia", "Cármen Lúcia", "Marco Aurélio", "GILMAR MENDES", "ANETE MAIR MEDEIROS DE PONTES VIEIRA", "Cármen Lúcia", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Teori Zavascki", "Odim Brandão Ferreira", "Ravena Siqueira", "GILMAR MENDES", "ANETE MAIR MEDEIROS DE PONTES VIEIRA", "Cármen Lúcia", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Teori Zavascki", "Odim Brandão Ferreira", "Ravena Siqueira" ], "TEMPO": [ "11", "/", "03", "/", "2014", "11 de março de 2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "11", "/", "03", "/", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "11", "/", "03", "/", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "11", "/", "03", "/", "2014", "22", "/", "8", "/", "12", "24", "/", "08", "/", "2001", "11", "/", "03", "/", "2014", "22", "/", "8", "/", "12", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "10", "/", "11", "25", "/", "5", "/", "12", "10", "/", "11", "/", "11", "8", "/", "9", "/", "11", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "10", "/", "11", "25", "/", "5", "/", "12", "10", "/", "11", "/", "11", "8", "/", "9", "/", "11", "24", "/", "08", "/", "2001", "11", "/", "03", "/", "2014", "11", ".", "03", ".", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "11", ".", "03", ".", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 22/04/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 798.004 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO AGDO.(A/S) :VERA MARIA DE ALMEIDA BASTOS GOMES AGDO.(A/S) :RENAN BASTOS GOMES ADV.(A/S) :JOÃO CARLOS ESCOSTEGUY ADV.(A/S) :BRUNO DE SOUSA FITARONI EMENTA: PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PRELIMINAR DE REPERCUSSÃO GERAL. FUNDAMENTAÇÃO DEFICIENTE. ÔNUS DO RECORRENTE. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS 282 E 356 DO STF. TRIBUTÁRIO. ITBI. CONTRATOS DE PROMESSA DE COMPRA E VENDA. COBRANÇA INDEVIDA. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência da Ministra CÁRMEN LÚCIA, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausentes, justificadamente, neste julgamento, os Senhores Ministros Celso de Mello e Gilmar Mendes. Brasília, 22 de abril de 2014. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5719032. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Ementa e Acórdão ARE 798004 AGR / RJ Ministro TEORI ZAVASCKI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5719032. Supremo Tribunal Federal ARE 798004 AGR / RJ Ministro TEORI ZAVASCKI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5719032. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório 22/04/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 798.004 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO AGDO.(A/S) :VERA MARIA DE ALMEIDA BASTOS GOMES AGDO.(A/S) :RENAN BASTOS GOMES ADV.(A/S) :JOÃO CARLOS ESCOSTEGUY ADV.(A/S) :BRUNO DE SOUSA FITARONI R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão que negou provimento a agravo em recurso extraordinário, sob os fundamentos de que: (a) a alegação de repercussão geral não está acompanhada de fundamentação demonstrativa nos moldes exigidos pela jurisprudência do STF; (b) ausência de prequestionamento dos temas constitucionais suscitados, atraindo o óbice das Súmulas 282 e 356 do STF; e (c) há precedente nesta Corte entendendo ser indevida a cobrança de ITBI em relação a contratos de promessa de compra e venda, conforme jurisprudência desta Corte. Sustenta a parte agravante, em suma, que (a) foi devidamente demonstrada a repercussão geral do caso; e (b) há entendimento nesta Corte favorável à tese do recurso extraordinário (ARE 759964, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI). No mais, repisa as razões do recurso extraordinário. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5719071. Supremo Tribunal Federal 22/04/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 798.004 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO AGDO.(A/S) :VERA MARIA DE ALMEIDA BASTOS GOMES AGDO.(A/S) :RENAN BASTOS GOMES ADV.(A/S) :JOÃO CARLOS ESCOSTEGUY ADV.(A/S) :BRUNO DE SOUSA FITARONI R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão que negou provimento a agravo em recurso extraordinário, sob os fundamentos de que: (a) a alegação de repercussão geral não está acompanhada de fundamentação demonstrativa nos moldes exigidos pela jurisprudência do STF; (b) ausência de prequestionamento dos temas constitucionais suscitados, atraindo o óbice das Súmulas 282 e 356 do STF; e (c) há precedente nesta Corte entendendo ser indevida a cobrança de ITBI em relação a contratos de promessa de compra e venda, conforme jurisprudência desta Corte. Sustenta a parte agravante, em suma, que (a) foi devidamente demonstrada a repercussão geral do caso; e (b) há entendimento nesta Corte favorável à tese do recurso extraordinário (ARE 759964, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI). No mais, repisa as razões do recurso extraordinário. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5719071. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI 22/04/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 798.004 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. O agravo regimental não merece prosperar, pois a ausência de qualquer subsídio trazido pelo parte agravante, capaz de alterar os fundamentos da decisão ora agravada, faz subsistir incólume o entendimento nela firmado. Portanto, não há falar em reparos na decisão, pelo que se reafirma seu teor: 2. O Supremo Tribunal Federal firmou entendimento no sentido de que é ônus do recorrente a demonstração formal e fundamentada de repercussão geral da matéria constitucional versada no recurso extraordinário, com indicação específica das circunstâncias reais que evidenciem, no caso concreto, a relevância econômica, política, social ou jurídica. Não bastam, portanto, para que seja atendido o requisito previsto nos artigos 102, § 3º, da CF e 543-A, § 2º, do CPC, alegações genéricas a respeito do instituto, como a mera afirmação de que: (a) a matéria controvertida tem repercussão geral; (b) o tema goza de importância econômica, política, social ou jurídica; (c) a questão ultrapassa os interesses subjetivos da parte ou tem manifesto potencial de repetitividade; (d) a repercussão geral é consequência inevitável de suposta violação de dispositivo constitucional; ou, ainda, (e) a existência de jurisprudência pacífica desta Corte quanto ao tema discutido. Nesse sentido: ARE 691.595 AgR, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 25/02/2013; ARE 696.347-AgR-segundo, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 14.2.2013; ARE 696.263-AgR/MG, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 19.02.2013; AI 717.821 AgR, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA, Segunda Turma, DJe de 13/08/2012. Ora, no caso, a alegação de repercussão geral não está Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5719072. Supremo Tribunal Federal 22/04/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 798.004 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. O agravo regimental não merece prosperar, pois a ausência de qualquer subsídio trazido pelo parte agravante, capaz de alterar os fundamentos da decisão ora agravada, faz subsistir incólume o entendimento nela firmado. Portanto, não há falar em reparos na decisão, pelo que se reafirma seu teor: 2. O Supremo Tribunal Federal firmou entendimento no sentido de que é ônus do recorrente a demonstração formal e fundamentada de repercussão geral da matéria constitucional versada no recurso extraordinário, com indicação específica das circunstâncias reais que evidenciem, no caso concreto, a relevância econômica, política, social ou jurídica. Não bastam, portanto, para que seja atendido o requisito previsto nos artigos 102, § 3º, da CF e 543-A, § 2º, do CPC, alegações genéricas a respeito do instituto, como a mera afirmação de que: (a) a matéria controvertida tem repercussão geral; (b) o tema goza de importância econômica, política, social ou jurídica; (c) a questão ultrapassa os interesses subjetivos da parte ou tem manifesto potencial de repetitividade; (d) a repercussão geral é consequência inevitável de suposta violação de dispositivo constitucional; ou, ainda, (e) a existência de jurisprudência pacífica desta Corte quanto ao tema discutido. Nesse sentido: ARE 691.595 AgR, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 25/02/2013; ARE 696.347-AgR-segundo, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 14.2.2013; ARE 696.263-AgR/MG, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 19.02.2013; AI 717.821 AgR, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA, Segunda Turma, DJe de 13/08/2012. Ora, no caso, a alegação de repercussão geral não está Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5719072. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI ARE 798004 AGR / RJ acompanhada de fundamentação demonstrativa nesses moldes exigidos pela jurisprudência do STF. 3. Ademais, não houve emissão, pelo acórdão recorrido, de juízo acerca da violação da matéria de que tratam as normas insertas no artigos constitucionais apontados, e tampouco as questões foram suscitadas no momento oportuno, em sede dos embargos de declaração, razão pela qual, à falta do indispensável prequestionamento, não pode ser o recurso extraordinário conhecido, incidindo os óbices das Súmulas 282 e 356 do STF. 4. Por fim, ainda que superados estes graves óbices, o acórdão recorrido está em consonância com a jurisprudência desta Corte no sentido de que é indevida a cobrança de ITBI sobre contratos de promessa de compra e venda. Nesse sentido: Ementa: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. TRIBUTÁRIO. IMPOSSIBILIDADE DE INCIDÊNCIA DO IMPOSTO SOBRE TRANSMISSÃO DE BENS IMÓVEIS (ITBI) SOBRE CONTRATOS DE PROMESSA. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. (RE 666.096-AgR, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 21.11.12) 5. Diante do exposto, nego provimento ao agravo. 2. A decisão monocrática proferida no ARE 759.964 (Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI), cujo entendimento se alega seria favorável à parte agravante, não pode ser considerada um precedente, uma vez que pendente de chancela pelo órgão jurisdicional colegiado. No mais, os precedentes indicados na referida decisão singular versam sobre a interpretação do art. 150, § 7º, da CF/88 aplicada a outros tributos, distintos do ITBI. 3. Por fim, a Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, em julgamento de 01/04/14 (ARE 798241, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA), por 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5719072. Supremo Tribunal Federal ARE 798004 AGR / RJ acompanhada de fundamentação demonstrativa nesses moldes exigidos pela jurisprudência do STF. 3. Ademais, não houve emissão, pelo acórdão recorrido, de juízo acerca da violação da matéria de que tratam as normas insertas no artigos constitucionais apontados, e tampouco as questões foram suscitadas no momento oportuno, em sede dos embargos de declaração, razão pela qual, à falta do indispensável prequestionamento, não pode ser o recurso extraordinário conhecido, incidindo os óbices das Súmulas 282 e 356 do STF. 4. Por fim, ainda que superados estes graves óbices, o acórdão recorrido está em consonância com a jurisprudência desta Corte no sentido de que é indevida a cobrança de ITBI sobre contratos de promessa de compra e venda. Nesse sentido: Ementa: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. TRIBUTÁRIO. IMPOSSIBILIDADE DE INCIDÊNCIA DO IMPOSTO SOBRE TRANSMISSÃO DE BENS IMÓVEIS (ITBI) SOBRE CONTRATOS DE PROMESSA. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. (RE 666.096-AgR, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 21.11.12) 5. Diante do exposto, nego provimento ao agravo. 2. A decisão monocrática proferida no ARE 759.964 (Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI), cujo entendimento se alega seria favorável à parte agravante, não pode ser considerada um precedente, uma vez que pendente de chancela pelo órgão jurisdicional colegiado. No mais, os precedentes indicados na referida decisão singular versam sobre a interpretação do art. 150, § 7º, da CF/88 aplicada a outros tributos, distintos do ITBI. 3. Por fim, a Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, em julgamento de 01/04/14 (ARE 798241, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA), por 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5719072. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI ARE 798004 AGR / RJ votação unânime, negou provimento a agravo regimental do Município do Rio de Janeiro em que se discutia matéria idêntica à destes autos, mantendo o acórdão da origem que considerara ilegítima a exigência do ITBI em momento anterior ao registro do título translativo da propriedade do bem. 4. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. É o voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5719072. Supremo Tribunal Federal ARE 798004 AGR / RJ votação unânime, negou provimento a agravo regimental do Município do Rio de Janeiro em que se discutia matéria idêntica à destes autos, mantendo o acórdão da origem que considerara ilegítima a exigência do ITBI em momento anterior ao registro do título translativo da propriedade do bem. 4. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. É o voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5719072. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 22/04/2014 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 798.004 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) : MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO AGDO.(A/S) : VERA MARIA DE ALMEIDA BASTOS GOMES AGDO.(A/S) : RENAN BASTOS GOMES ADV.(A/S) : JOÃO CARLOS ESCOSTEGUY ADV.(A/S) : BRUNO DE SOUSA FITARONI Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausentes, justificadamente, neste julgamento, os Senhores Ministros Celso de Mello e Gilmar Mendes. 2ª Turma, 22.04.2014. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à sessão os Senhores Ministros Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Celso de Mello e Gilmar Mendes. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 5773931 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 798.004 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) : MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO AGDO.(A/S) : VERA MARIA DE ALMEIDA BASTOS GOMES AGDO.(A/S) : RENAN BASTOS GOMES ADV.(A/S) : JOÃO CARLOS ESCOSTEGUY ADV.(A/S) : BRUNO DE SOUSA FITARONI Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausentes, justificadamente, neste julgamento, os Senhores Ministros Celso de Mello e Gilmar Mendes. 2ª Turma, 22.04.2014. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à sessão os Senhores Ministros Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Celso de Mello e Gilmar Mendes. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 5773931 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=5797850
2014-04-22T00:00:00
2014-05-07T00:00:00
A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausentes, justificadamente, neste julgamento, os Senhores Ministros Celso de Mello e Gilmar Mendes. 2ª Turma, 22.04.2014.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
Ementa: PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PRELIMINAR DE REPERCUSSÃO GERAL. FUNDAMENTAÇÃO DEFICIENTE. ÔNUS DO RECORRENTE. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS 282 E 356 DO STF. TRIBUTÁRIO. ITBI. CONTRATOS DE PROMESSA DE COMPRA E VENDA. COBRANÇA INDEVIDA. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO.
sjur263048
- Acórdão(s) citado(s): (ITBI, FATO GERADOR) ARE 798241 AgR (2ªT). Número de páginas: 7. Análise: 13/05/2014, MAR.
TEORI ZAVASCKI
Segunda Turma
798004
[ "LEG-FED SUMSTF-000282 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000356 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 798004 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO AGDO.(A/S) : VERA MARIA DE ALMEIDA BASTOS GOMES AGDO.(A/S) : RENAN BASTOS GOMES ADV.(A/S) : JOÃO CARLOS ESCOSTEGUY ADV.(A/S) : BRUNO DE SOUSA FITARONI
[ "" ]
Ementa e Acórdão 22/04/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 798.004 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO AGDO.(A/S) :VERA MARIA DE ALMEIDA BASTOS GOMES AGDO.(A/S) :RENAN BASTOS GOMES ADV.(A/S) :JOÃO CARLOS ESCOSTEGUY ADV.(A/S) :BRUNO DE SOUSA FITARONI EMENTA: PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PRELIMINAR DE REPERCUSSÃO GERAL. FUNDAMENTAÇÃO DEFICIENTE. ÔNUS DO RECORRENTE. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS 282 E 356 DO Supremo Tribunal Federal. TRIBUTÁRIO. ITBI. CONTRATOS DE PROMESSA DE COMPRA E VENDA. COBRANÇA INDEVIDA. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência da Ministra CÁRMEN LÚCIA, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausentes, justificadamente, neste julgamento, os Senhores Ministros Celso de Mello e Gilmar Mendes. Brasília, 22 de abril de 2014. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5719032. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Ementa e Acórdão ARE 798004 AGR / RJ Ministro TEORI ZAVASCKI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5719032. Supremo Tribunal Federal ARE 798004 AGR / RJ Ministro TEORI ZAVASCKI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5719032. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório 22/04/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 798.004 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO AGDO.(A/S) :VERA MARIA DE ALMEIDA BASTOS GOMES AGDO.(A/S) :RENAN BASTOS GOMES ADV.(A/S) :JOÃO CARLOS ESCOSTEGUY ADV.(A/S) :BRUNO DE SOUSA FITARONI R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão que negou provimento a agravo em recurso extraordinário, sob os fundamentos de que: (a) a alegação de repercussão geral não está acompanhada de fundamentação demonstrativa nos moldes exigidos pela jurisprudência do Supremo Tribunal Federal; (b) ausência de prequestionamento dos temas constitucionais suscitados, atraindo o óbice das Súmulas 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal; e (c) há precedente nesta Corte entendendo ser indevida a cobrança de ITBI em relação a contratos de promessa de compra e venda, conforme jurisprudência desta Corte. Sustenta a parte agravante, em suma, que (a) foi devidamente demonstrada a repercussão geral do caso; e (b) há entendimento nesta Corte favorável à tese do recurso extraordinário (ARE 759964, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI). No mais, repisa as razões do recurso extraordinário. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5719071. Supremo Tribunal Federal 22/04/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 798.004 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO AGDO.(A/S) :VERA MARIA DE ALMEIDA BASTOS GOMES AGDO.(A/S) :RENAN BASTOS GOMES ADV.(A/S) :JOÃO CARLOS ESCOSTEGUY ADV.(A/S) :BRUNO DE SOUSA FITARONI R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão que negou provimento a agravo em recurso extraordinário, sob os fundamentos de que: (a) a alegação de repercussão geral não está acompanhada de fundamentação demonstrativa nos moldes exigidos pela jurisprudência do Supremo Tribunal Federal; (b) ausência de prequestionamento dos temas constitucionais suscitados, atraindo o óbice das Súmulas 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal; e (c) há precedente nesta Corte entendendo ser indevida a cobrança de ITBI em relação a contratos de promessa de compra e venda, conforme jurisprudência desta Corte. Sustenta a parte agravante, em suma, que (a) foi devidamente demonstrada a repercussão geral do caso; e (b) há entendimento nesta Corte favorável à tese do recurso extraordinário (ARE 759964, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI). No mais, repisa as razões do recurso extraordinário. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5719071. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI 22/04/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 798.004 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. O agravo regimental não merece prosperar, pois a ausência de qualquer subsídio trazido pelo parte agravante, capaz de alterar os fundamentos da decisão ora agravada, faz subsistir incólume o entendimento nela firmado. Portanto, não há falar em reparos na decisão, pelo que se reafirma seu teor: 2. O Supremo Tribunal Federal firmou entendimento no sentido de que é ônus do recorrente a demonstração formal e fundamentada de repercussão geral da matéria constitucional versada no recurso extraordinário, com indicação específica das circunstâncias reais que evidenciem, no caso concreto, a relevância econômica, política, social ou jurídica. Não bastam, portanto, para que seja atendido o requisito previsto nos artigos 102, § 3..., da Constituição Federal de 1988 e 543-A, § 2..., do Código de Processo Civil, alegações genéricas a respeito do instituto, como a mera afirmação de que: (a) a matéria controvertida tem repercussão geral; (b) o tema goza de importância econômica, política, social ou jurídica; (c) a questão ultrapassa os interesses subjetivos da parte ou tem manifesto potencial de repetitividade; (d) a repercussão geral é consequência inevitável de suposta violação de dispositivo constitucional; ou, ainda, (e) a existência de jurisprudência pacífica desta Corte quanto ao tema discutido. Nesse sentido: ARE 691.595 AgR, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 25/02/2013; ARE 696.347-AgR-segundo, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 14.2.2013; ARE 696.263-AgR/MG, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 19.02.2013; AI 717.821 AgR, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA, Segunda Turma, DJe de 13/08/2012. Ora, no caso, a alegação de repercussão geral não está Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5719072. Supremo Tribunal Federal 22/04/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 798.004 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. O agravo regimental não merece prosperar, pois a ausência de qualquer subsídio trazido pelo parte agravante, capaz de alterar os fundamentos da decisão ora agravada, faz subsistir incólume o entendimento nela firmado. Portanto, não há falar em reparos na decisão, pelo que se reafirma seu teor: 2. O Supremo Tribunal Federal firmou entendimento no sentido de que é ônus do recorrente a demonstração formal e fundamentada de repercussão geral da matéria constitucional versada no recurso extraordinário, com indicação específica das circunstâncias reais que evidenciem, no caso concreto, a relevância econômica, política, social ou jurídica. Não bastam, portanto, para que seja atendido o requisito previsto nos artigos 102, § 3..., da Constituição Federal de 1988 e 543-A, § 2..., do Código de Processo Civil, alegações genéricas a respeito do instituto, como a mera afirmação de que: (a) a matéria controvertida tem repercussão geral; (b) o tema goza de importância econômica, política, social ou jurídica; (c) a questão ultrapassa os interesses subjetivos da parte ou tem manifesto potencial de repetitividade; (d) a repercussão geral é consequência inevitável de suposta violação de dispositivo constitucional; ou, ainda, (e) a existência de jurisprudência pacífica desta Corte quanto ao tema discutido. Nesse sentido: ARE 691.595 AgR, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 25/02/2013; ARE 696.347-AgR-segundo, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 14.2.2013; ARE 696.263-AgR/MG, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 19.02.2013; AI 717.821 AgR, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA, Segunda Turma, DJe de 13/08/2012. Ora, no caso, a alegação de repercussão geral não está Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5719072. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI ARE 798004 AGR / RJ acompanhada de fundamentação demonstrativa nesses moldes exigidos pela jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. 3. Ademais, não houve emissão, pelo acórdão recorrido, de juízo acerca da violação da matéria de que tratam as normas insertas no artigos constitucionais apontados, e tampouco as questões foram suscitadas no momento oportuno, em sede dos embargos de declaração, razão pela qual, à falta do indispensável prequestionamento, não pode ser o recurso extraordinário conhecido, incidindo os óbices das Súmulas 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal. 4. Por fim, ainda que superados estes graves óbices, o acórdão recorrido está em consonância com a jurisprudência desta Corte no sentido de que é indevida a cobrança de ITBI sobre contratos de promessa de compra e venda. Nesse sentido: Ementa: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. TRIBUTÁRIO. IMPOSSIBILIDADE DE INCIDÊNCIA DO IMPOSTO SOBRE TRANSMISSÃO DE BENS IMÓVEIS (ITBI) SOBRE CONTRATOS DE PROMESSA. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. (Recurso Extraordinário 666.096-AgR, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 21.11.12) 5. Diante do exposto, nego provimento ao agravo. 2. A decisão monocrática proferida no ARE 759.964 (Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI), cujo entendimento se alega seria favorável à parte agravante, não pode ser considerada um precedente, uma vez que pendente de chancela pelo órgão jurisdicional colegiado. No mais, os precedentes indicados na referida decisão singular versam sobre a interpretação do art. 150, § 7..., da Constituição Federal de 1988/88 aplicada a outros tributos, distintos do ITBI. 3. Por fim, a Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, em julgamento de 01/04/14 (ARE 798241, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA), por 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5719072. Supremo Tribunal Federal ARE 798004 AGR / RJ acompanhada de fundamentação demonstrativa nesses moldes exigidos pela jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. 3. Ademais, não houve emissão, pelo acórdão recorrido, de juízo acerca da violação da matéria de que tratam as normas insertas no artigos constitucionais apontados, e tampouco as questões foram suscitadas no momento oportuno, em sede dos embargos de declaração, razão pela qual, à falta do indispensável prequestionamento, não pode ser o recurso extraordinário conhecido, incidindo os óbices das Súmulas 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal. 4. Por fim, ainda que superados estes graves óbices, o acórdão recorrido está em consonância com a jurisprudência desta Corte no sentido de que é indevida a cobrança de ITBI sobre contratos de promessa de compra e venda. Nesse sentido: Ementa: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. TRIBUTÁRIO. IMPOSSIBILIDADE DE INCIDÊNCIA DO IMPOSTO SOBRE TRANSMISSÃO DE BENS IMÓVEIS (ITBI) SOBRE CONTRATOS DE PROMESSA. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. (Recurso Extraordinário 666.096-AgR, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 21.11.12) 5. Diante do exposto, nego provimento ao agravo. 2. A decisão monocrática proferida no ARE 759.964 (Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI), cujo entendimento se alega seria favorável à parte agravante, não pode ser considerada um precedente, uma vez que pendente de chancela pelo órgão jurisdicional colegiado. No mais, os precedentes indicados na referida decisão singular versam sobre a interpretação do art. 150, § 7..., da Constituição Federal de 1988/88 aplicada a outros tributos, distintos do ITBI. 3. Por fim, a Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, em julgamento de 01/04/14 (ARE 798241, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA), por 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5719072. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI ARE 798004 AGR / RJ votação unânime, negou provimento a agravo regimental do Município do Rio de Janeiro em que se discutia matéria idêntica à destes autos, mantendo o acórdão da origem que considerara ilegítima a exigência do ITBI em momento anterior ao registro do título translativo da propriedade do bem. 4. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. É o voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5719072. Supremo Tribunal Federal ARE 798004 AGR / RJ votação unânime, negou provimento a agravo regimental do Município do Rio de Janeiro em que se discutia matéria idêntica à destes autos, mantendo o acórdão da origem que considerara ilegítima a exigência do ITBI em momento anterior ao registro do título translativo da propriedade do bem. 4. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. É o voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5719072. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 22/04/2014 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 798.004 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) : MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO AGDO.(A/S) : VERA MARIA DE ALMEIDA BASTOS GOMES AGDO.(A/S) : RENAN BASTOS GOMES ADV.(A/S) : JOÃO CARLOS ESCOSTEGUY ADV.(A/S) : BRUNO DE SOUSA FITARONI Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausentes, justificadamente, neste julgamento, os Senhores Ministros Celso de Mello e Gilmar Mendes. 2... Turma, 22.04.2014. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à sessão os Senhores Ministros Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Celso de Mello e Gilmar Mendes. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 5773931 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 798.004 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) : MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO AGDO.(A/S) : VERA MARIA DE ALMEIDA BASTOS GOMES AGDO.(A/S) : RENAN BASTOS GOMES ADV.(A/S) : JOÃO CARLOS ESCOSTEGUY ADV.(A/S) : BRUNO DE SOUSA FITARONI Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausentes, justificadamente, neste julgamento, os Senhores Ministros Celso de Mello e Gilmar Mendes. 2... Turma, 22.04.2014. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à sessão os Senhores Ministros Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Celso de Mello e Gilmar Mendes. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 5773931 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
{ "JURISPRUDENCIA": [ "SÚMULAS 282", "ARE 798004", "Súmulas 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 759964", "Súmulas 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 759964", "ARE 691 . 595 AgR", "ARE 696 . 347 - AgR - segundo", "ARE 696 . 263 - AgR / MG", "AI 717 . 821 AgR", "AGRAVO 798 . 004", "ARE 691 . 595 AgR", "ARE 696 . 347 - AgR - segundo", "ARE 696 . 263 - AgR / MG", "AI 717 . 821 AgR", "ARE 798004", "Súmulas 282", "Recurso Extraordinário 666 . 096 - AgR", "ARE 759 . 964", "ARE 798241", "ARE 798004 AGR / RJ", "Súmulas 282", "Recurso Extraordinário 666 . 096 - AgR", "ARE 759 . 964", "ARE 798241", "ARE 798004" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigos 102 , § 3 . . . , da Constituição Federal de 1988", "543", "-", "A , § 2 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 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Decisão sobre Repercussão Geral 17/04/2014 PLENÁRIO REPERCUSSÃO GERAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 802.082 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI RECTE.(S) :EVARISTO DOS SANTOS SILVA ADV.(A/S) :DULCINÉIA ISRAEL COSTA RECDO.(A/S) :ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA CATARINA EMENTA: PROCESSUAL CIVIL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ESTADO DE SANTA CATARINA. SERVIDORES PÚBLICOS. HORAS DE SOBREAVISO. INCIDÊNCIA DE IMPOSTO DE RENDA. NATUREZA DA VERBA. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. 1. A controvérsia relativa à incidência do Imposto de Renda sobre a importância paga a título de horas de sobreaviso é de natureza infraconstitucional, já que o caráter indenizatório da verba foi decidido pelo Tribunal de origem à luz da legislação estadual pertinente, não havendo, portanto, matéria constitucional a ser analisada. 2. O Supremo Tribunal Federal firmou entendimento no sentido de que é ônus do recorrente a demonstração formal e fundamentada de repercussão geral da matéria constitucional versada no recurso extraordinário, com indicação específica das circunstâncias reais que evidenciem, no caso concreto, a relevância econômica, política, social ou jurídica. No presente caso, a alegação de repercussão geral não está acompanhada de fundamentação nos moldes exigidos pela jurisprudência desta Corte. 3. A teor do art. 102, III, a, da Constituição, fundamento da interposição do presente recurso extraordinário, não cabe invocar nesse apelo a violação a norma infraconstitucional, razão pela qual não se conhece a alegada violação aos arts. 43, I e II, do CTN, 45, II, e 638, do Decreto 3.000/99. 4. É cabível a atribuição dos efeitos da declaração de ausência de Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5699832. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 16 Decisão sobre Repercussão Geral ARE 802082 RG / SC repercussão geral quando não há matéria constitucional a ser apreciada ou quando eventual ofensa à Constituição Federal se dê de forma indireta ou reflexa (RE 584.608 RG, Min. ELLEN GRACIE, Pleno, DJe de 13/03/2009). 5. Ausência de repercussão geral da questão suscitada, nos termos do art. 543-A do CPC. Decisão: O Tribunal, por unanimidade, reconheceu a inexistência de repercussão geral da questão. Ministro TEORI ZAVASCKI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5699832. Supremo Tribunal Federal ARE 802082 RG / SC repercussão geral quando não há matéria constitucional a ser apreciada ou quando eventual ofensa à Constituição Federal se dê de forma indireta ou reflexa (RE 584.608 RG, Min. ELLEN GRACIE, Pleno, DJe de 13/03/2009). 5. Ausência de repercussão geral da questão suscitada, nos termos do art. 543-A do CPC. Decisão: O Tribunal, por unanimidade, reconheceu a inexistência de repercussão geral da questão. Ministro TEORI ZAVASCKI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5699832. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 16 Manifestação sobre a Repercussão Geral 17/04/2014 PLENÁRIO REPERCUSSÃO GERAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 802.082 SANTA CATARINA Decisão: 1. Trata-se de agravo contra decisão que inadmitiu recurso extraordinário interposto em demanda visando a afastar a incidência de imposto de renda sobre verba denominada horas de sobreaviso, paga a servidores públicos do Estado de Santa Catarina. A Turma Recursal dos Juizados Especiais desse Estado negou provimento ao recurso inominado do contribuinte nos termos da seguinte ementa: RECURSO INOMINADO SERVIDOR DA SECRETARIA DA SAÚDE PAGAMENTO DAS HORAS DE SOBREAVISO INCIDÊNCIA DO IMPOSTO DE RENDA DEVIDA CARÁTER REMUNERATÓRIO E NÃO INDENIZATÓRIO SENTENÇA DE IMPROCEDÊNCIA MANTIDA RECURSO DESPROVIDO. "O sobreaviso, verba paga pela contraprestação do período em que o servidor, embora não esteja no efetivo exercício de suas funções, está à disposição da Administração (LC n. 323/06, art. 20, §1º), tem natureza remuneratória e não indenizatória, integrando, pois, a base de cálculo para a incidência do Imposto de Renda" (Mandado de Segurança n. 2012.008222-9, da Capital, rel. Des. Luiz Cézar Medeiros, j. 13-6-2012). Os embargos de declaração opostos foram rejeitados. No recurso extraordinário, a parte recorrente sustenta, preliminarmente, a existência de repercussão geral da matéria, conforme estabelece o art. 543-A, § 2º, do CPC, porquanto existem diversas ações com o mesmo objeto. Aponta ofensa aos arts. 153, III, da Constituição, 43, Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5699833. Supremo Tribunal Federal 17/04/2014 PLENÁRIO REPERCUSSÃO GERAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 802.082 SANTA CATARINA Decisão: 1. Trata-se de agravo contra decisão que inadmitiu recurso extraordinário interposto em demanda visando a afastar a incidência de imposto de renda sobre verba denominada horas de sobreaviso, paga a servidores públicos do Estado de Santa Catarina. A Turma Recursal dos Juizados Especiais desse Estado negou provimento ao recurso inominado do contribuinte nos termos da seguinte ementa: RECURSO INOMINADO SERVIDOR DA SECRETARIA DA SAÚDE PAGAMENTO DAS HORAS DE SOBREAVISO INCIDÊNCIA DO IMPOSTO DE RENDA DEVIDA CARÁTER REMUNERATÓRIO E NÃO INDENIZATÓRIO SENTENÇA DE IMPROCEDÊNCIA MANTIDA RECURSO DESPROVIDO. "O sobreaviso, verba paga pela contraprestação do período em que o servidor, embora não esteja no efetivo exercício de suas funções, está à disposição da Administração (LC n. 323/06, art. 20, §1º), tem natureza remuneratória e não indenizatória, integrando, pois, a base de cálculo para a incidência do Imposto de Renda" (Mandado de Segurança n. 2012.008222-9, da Capital, rel. Des. Luiz Cézar Medeiros, j. 13-6-2012). Os embargos de declaração opostos foram rejeitados. No recurso extraordinário, a parte recorrente sustenta, preliminarmente, a existência de repercussão geral da matéria, conforme estabelece o art. 543-A, § 2º, do CPC, porquanto existem diversas ações com o mesmo objeto. Aponta ofensa aos arts. 153, III, da Constituição, 43, Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5699833. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 16 Manifestação sobre a Repercussão Geral ARE 802082 RG / SC I e II, do CTN, 45, II, e 638 do Decreto 3.000/99, pois a verba denominada horas de sobreaviso possui natureza indenizatória, não podendo sobre ela incidir Imposto de Renda. Sustenta, ademais, que a Lei Complementar estadual 323/06, em seu art. 20, dispõe expressamente que a verba paga a título de horas de sobreaviso não se incorpora à remuneração para nenhum efeito legal. Requer, por fim, o provimento do recurso extraordinário para seja julgado procedente o pedido de abstenção da cobrança de Imposto de Renda sobre a verba denominada horas de sobreaviso. Em contrarrazões, a parte recorrida postula, preliminarmente, o não-conhecimento do recurso, em razão da (a) ausência de prequestionamento; (b) incidência das Súmulas 284 e 636 do STF; e (c) inocorrência de violação direta à Constituição. No mérito, pede o desprovimento do recurso. 2. O Supremo Tribunal Federal firmou entendimento no sentido de que é ônus do recorrente a demonstração formal e fundamentada de repercussão geral da matéria constitucional versada no recurso extraordinário, com indicação específica das circunstâncias reais que evidenciem, no caso concreto, a relevância econômica, política, social ou jurídica. Não bastam, portanto, para que seja atendido o requisito previsto nos artigos 102, § 3º, da CF e 543-A, § 2º, do CPC, alegações genéricas a respeito do instituto, como a mera afirmação de que: (a) a matéria controvertida tem repercussão geral; (b) o tema goza de importância econômica, política, social ou jurídica; (c) a questão ultrapassa os interesses subjetivos da parte ou tem manifesto potencial de repetitividade; (d) a 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5699833. Supremo Tribunal Federal ARE 802082 RG / SC I e II, do CTN, 45, II, e 638 do Decreto 3.000/99, pois a verba denominada horas de sobreaviso possui natureza indenizatória, não podendo sobre ela incidir Imposto de Renda. Sustenta, ademais, que a Lei Complementar estadual 323/06, em seu art. 20, dispõe expressamente que a verba paga a título de horas de sobreaviso não se incorpora à remuneração para nenhum efeito legal. Requer, por fim, o provimento do recurso extraordinário para seja julgado procedente o pedido de abstenção da cobrança de Imposto de Renda sobre a verba denominada horas de sobreaviso. Em contrarrazões, a parte recorrida postula, preliminarmente, o não-conhecimento do recurso, em razão da (a) ausência de prequestionamento; (b) incidência das Súmulas 284 e 636 do STF; e (c) inocorrência de violação direta à Constituição. No mérito, pede o desprovimento do recurso. 2. O Supremo Tribunal Federal firmou entendimento no sentido de que é ônus do recorrente a demonstração formal e fundamentada de repercussão geral da matéria constitucional versada no recurso extraordinário, com indicação específica das circunstâncias reais que evidenciem, no caso concreto, a relevância econômica, política, social ou jurídica. Não bastam, portanto, para que seja atendido o requisito previsto nos artigos 102, § 3º, da CF e 543-A, § 2º, do CPC, alegações genéricas a respeito do instituto, como a mera afirmação de que: (a) a matéria controvertida tem repercussão geral; (b) o tema goza de importância econômica, política, social ou jurídica; (c) a questão ultrapassa os interesses subjetivos da parte ou tem manifesto potencial de repetitividade; (d) a 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5699833. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 16 Manifestação sobre a Repercussão Geral ARE 802082 RG / SC repercussão geral é consequência inevitável de suposta violação de dispositivo constitucional; ou, ainda, (e) a existência de jurisprudência pacífica desta Corte quanto ao tema discutido. Nesse sentido: ARE 691.595 AgR, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 25/02/2013; ARE 696.347-AgR-segundo, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 14.2.2013; ARE 696.263-AgR/MG, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 19.02.2013; AI 717.821 AgR, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA, Segunda Turma, DJe de 13/08/2012. Ora, no caso, a alegação de repercussão geral não está acompanhada de fundamentação demonstrativa nesses moldes exigidos pela jurisprudência do STF. 3. Ainda que superado esse grave óbice, a irresignação não mereceria prosperar. A teor do art. 102, III, a, da Constituição, fundamento da interposição do presente recurso extraordinário, não cabe invocar nesse apelo a violação a norma infraconstitucional, razão pela qual não se conhece a alegada violação aos arts. 43, I e II, do CTN, 45, II, e 638, do Decreto 3.000/99. 4. Quanto aos demais fundamentos ventilados pela recorrente, não há matéria constitucional a ser analisada. Isso porque a Turma Recursal decidiu a controvérsia acerca da incidência do Imposto de Renda sobre a verba paga a título de horas de sobreaviso tão somente a partir de interpretação e aplicação das normas infraconstitucionais pertinentes (Lei Complementar estadual 323/06 e Lei estadual 1.137/92). É inviável a apreciação, em recurso extraordinário, de alegada violação a dispositivo da Constituição Federal que, por não prescindir da análise de normas 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5699833. Supremo Tribunal Federal ARE 802082 RG / SC repercussão geral é consequência inevitável de suposta violação de dispositivo constitucional; ou, ainda, (e) a existência de jurisprudência pacífica desta Corte quanto ao tema discutido. Nesse sentido: ARE 691.595 AgR, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 25/02/2013; ARE 696.347-AgR-segundo, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 14.2.2013; ARE 696.263-AgR/MG, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 19.02.2013; AI 717.821 AgR, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA, Segunda Turma, DJe de 13/08/2012. Ora, no caso, a alegação de repercussão geral não está acompanhada de fundamentação demonstrativa nesses moldes exigidos pela jurisprudência do STF. 3. Ainda que superado esse grave óbice, a irresignação não mereceria prosperar. A teor do art. 102, III, a, da Constituição, fundamento da interposição do presente recurso extraordinário, não cabe invocar nesse apelo a violação a norma infraconstitucional, razão pela qual não se conhece a alegada violação aos arts. 43, I e II, do CTN, 45, II, e 638, do Decreto 3.000/99. 4. Quanto aos demais fundamentos ventilados pela recorrente, não há matéria constitucional a ser analisada. Isso porque a Turma Recursal decidiu a controvérsia acerca da incidência do Imposto de Renda sobre a verba paga a título de horas de sobreaviso tão somente a partir de interpretação e aplicação das normas infraconstitucionais pertinentes (Lei Complementar estadual 323/06 e Lei estadual 1.137/92). É inviável a apreciação, em recurso extraordinário, de alegada violação a dispositivo da Constituição Federal que, por não prescindir da análise de normas 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5699833. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 16 Manifestação sobre a Repercussão Geral ARE 802082 RG / SC infraconstitucionais, se houvesse, seria meramente indireta ou reflexa. Saliente-se que o Supremo Tribunal Federal, por diversas vezes, rejeitou a existência de repercussão geral em recurso extraordinários tratando da natureza jurídica de verba para fins de incidência de Imposto de Renda, em razão do caráter eminentemente infraconstitucional da matéria. Nesse sentido, confiram-se os seguintes precedentes, todos submetidos à sistemática do art. 543-B do CPC: RECURSO. Extraordinário. Incognoscibilidade. Rescisão de contrato de trabalho. Verbas rescisórias. Natureza jurídica. Definição para fins de incidência de Imposto de Renda. Matéria infraconstitucional. Ausência de repercussão geral. Agravo de instrumento não conhecido. Não apresenta repercussão geral o recurso extraordinário que, tendo por objeto a definição da natureza jurídica de verbas rescisórias (salarial ou indenizatória), para fins de incidência de Imposto de Renda, versa sobre matéria infraconstitucional. (AI 705.941-RG, rel. Min. CEZAR PELUSO, DJe de 23-04-2010) TRIBUTÁRIO E CONSTITUCIONAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO. INCIDÊNCIA DE IMPOSTO DE RENDA SOBRE O ABONO DE PERMANÊNCIA. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL (ART. 543-A DO CPC). 1. A controvérsia a respeito da incidência do imposto de renda sobre as verbas percebidas a título de abono de permanência é de natureza infraconstitucional, não havendo, portanto, matéria constitucional a ser analisada (ARE 665800 AgR, de minha relatoria, Segunda Turma, DJe de 20/08/2013; ARE 691857 AgR, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Primeira Turma, DJe 19/09/2012; ARE 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5699833. Supremo Tribunal Federal ARE 802082 RG / SC infraconstitucionais, se houvesse, seria meramente indireta ou reflexa. Saliente-se que o Supremo Tribunal Federal, por diversas vezes, rejeitou a existência de repercussão geral em recurso extraordinários tratando da natureza jurídica de verba para fins de incidência de Imposto de Renda, em razão do caráter eminentemente infraconstitucional da matéria. Nesse sentido, confiram-se os seguintes precedentes, todos submetidos à sistemática do art. 543-B do CPC: RECURSO. Extraordinário. Incognoscibilidade. Rescisão de contrato de trabalho. Verbas rescisórias. Natureza jurídica. Definição para fins de incidência de Imposto de Renda. Matéria infraconstitucional. Ausência de repercussão geral. Agravo de instrumento não conhecido. Não apresenta repercussão geral o recurso extraordinário que, tendo por objeto a definição da natureza jurídica de verbas rescisórias (salarial ou indenizatória), para fins de incidência de Imposto de Renda, versa sobre matéria infraconstitucional. (AI 705.941-RG, rel. Min. CEZAR PELUSO, DJe de 23-04-2010) TRIBUTÁRIO E CONSTITUCIONAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO. INCIDÊNCIA DE IMPOSTO DE RENDA SOBRE O ABONO DE PERMANÊNCIA. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL (ART. 543-A DO CPC). 1. A controvérsia a respeito da incidência do imposto de renda sobre as verbas percebidas a título de abono de permanência é de natureza infraconstitucional, não havendo, portanto, matéria constitucional a ser analisada (ARE 665800 AgR, de minha relatoria, Segunda Turma, DJe de 20/08/2013; ARE 691857 AgR, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Primeira Turma, DJe 19/09/2012; ARE 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5699833. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 16 Manifestação sobre a Repercussão Geral ARE 802082 RG / SC 662017 AgR, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe de 03/08/2012; ARE 646358 AgR, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 15/05/2012). 2. É cabível a atribuição dos efeitos da declaração de ausência de repercussão geral quando não há matéria constitucional a ser apreciada ou quando eventual ofensa à Constituição Federal se dê de forma indireta ou reflexa (RE 584.608 RG, Min. ELLEN GRACIE, Pleno, DJe de 13/03/2009). 3. Ausência de repercussão geral da questão suscitada, nos termos do art. 543-A do CPC. (RE 688.001-RG, rel. Min. TEORI ZAVASCKI, DJe de 18-11-2013) TRIBUTÁRIO. INCIDÊNCIA DO IMPOSTO DE RENDA SOBRE VERBAS RECEBIDAS EM RECLAMATÓRIA TRABALHISTA A TÍTULO DE JUROS. DEFINIÇÃO DA NATUREZA JURÍDICA DOS JUROS. APLICAÇÃO DOS EFEITOS DA AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL TENDO EM VISTA TRATAR-SE DE DIVERGÊNCIA SOLUCIONÁVEL PELA APLICAÇÃO DA LEGISLAÇÃO FEDERAL. INEXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. (RE 611.512-RG, rel. Min. ELLEN GRACIE, DJe de 23-11-2010) 5. O Plenário do Supremo Tribunal Federal firmou o entendimento de que é possível a atribuição dos efeitos da declaração de ausência de repercussão geral quando não há matéria constitucional a ser apreciada ou quando eventual ofensa à Constituição Federal se dê de forma indireta ou reflexa (RE 584.608 RG, Min. ELLEN GRACIE, DJe de 13/03/2009). 6. Diante do exposto, manifesto-me pela inexistência de repercussão geral da questão suscitada. Brasília, 26 de março de 2014. 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5699833. Supremo Tribunal Federal ARE 802082 RG / SC 662017 AgR, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe de 03/08/2012; ARE 646358 AgR, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 15/05/2012). 2. É cabível a atribuição dos efeitos da declaração de ausência de repercussão geral quando não há matéria constitucional a ser apreciada ou quando eventual ofensa à Constituição Federal se dê de forma indireta ou reflexa (RE 584.608 RG, Min. ELLEN GRACIE, Pleno, DJe de 13/03/2009). 3. Ausência de repercussão geral da questão suscitada, nos termos do art. 543-A do CPC. (RE 688.001-RG, rel. Min. TEORI ZAVASCKI, DJe de 18-11-2013) TRIBUTÁRIO. INCIDÊNCIA DO IMPOSTO DE RENDA SOBRE VERBAS RECEBIDAS EM RECLAMATÓRIA TRABALHISTA A TÍTULO DE JUROS. DEFINIÇÃO DA NATUREZA JURÍDICA DOS JUROS. APLICAÇÃO DOS EFEITOS DA AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL TENDO EM VISTA TRATAR-SE DE DIVERGÊNCIA SOLUCIONÁVEL PELA APLICAÇÃO DA LEGISLAÇÃO FEDERAL. INEXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. (RE 611.512-RG, rel. Min. ELLEN GRACIE, DJe de 23-11-2010) 5. O Plenário do Supremo Tribunal Federal firmou o entendimento de que é possível a atribuição dos efeitos da declaração de ausência de repercussão geral quando não há matéria constitucional a ser apreciada ou quando eventual ofensa à Constituição Federal se dê de forma indireta ou reflexa (RE 584.608 RG, Min. ELLEN GRACIE, DJe de 13/03/2009). 6. Diante do exposto, manifesto-me pela inexistência de repercussão geral da questão suscitada. Brasília, 26 de março de 2014. 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5699833. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 16 Manifestação sobre a Repercussão Geral ARE 802082 RG / SC Ministro Teori Zavascki Relator Documento assinado digitalmente 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5699833. Supremo Tribunal Federal ARE 802082 RG / SC Ministro Teori Zavascki Relator Documento assinado digitalmente 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5699833. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 16 Manifestação sobre a Repercussão Geral 17/04/2014 PLENÁRIO REPERCUSSÃO GERAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 802.082 SANTA CATARINA PRONUNCIAMENTO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO – REPERCUSSÃO GERAL – INADEQUAÇÃO. 1. A Assessoria prestou as seguintes informações: Eis a síntese do que discutido no Recurso Extraordinário com Agravo nº 802.082/SC, da relatoria do ministro Teori Zavascki, inserido no sistema eletrônico da repercussão geral às 23 horas e 59 minutos do dia 28 de março de 2014. A Oitava Turma de Recursos dos Juizados Especiais do Estado de Santa Catarina, ao julgar o recurso interposto, manteve a sentença recorrida, na qual assentada a incidência do Imposto de Renda na parcela denominada de Indenização de Sobreaviso, prevista na Lei estadual nº 323/06, por tratar-se de verba de natureza remuneratória. Consoante ressaltou, o pagamento do citado valor é realizado tendo em vista a efetiva ou potencial prestação de um serviço, por um agente público à Administração, e não para compensar prejuízo decorrente do exercício da função pública, o que legitimaria a tributação do montante. Os embargos de declaração foram desprovidos. No extraordinário, protocolado com alegada base nas alíneas “a” e “c” do permissivo constitucional, o recorrente argui desrespeito ao artigo 153, inciso III, da Carta Federal. Enfatiza que a verba possui natureza indenizatória, conforme Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5703950. Supremo Tribunal Federal 17/04/2014 PLENÁRIO REPERCUSSÃO GERAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 802.082 SANTA CATARINA PRONUNCIAMENTO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO – REPERCUSSÃO GERAL – INADEQUAÇÃO. 1. A Assessoria prestou as seguintes informações: Eis a síntese do que discutido no Recurso Extraordinário com Agravo nº 802.082/SC, da relatoria do ministro Teori Zavascki, inserido no sistema eletrônico da repercussão geral às 23 horas e 59 minutos do dia 28 de março de 2014. A Oitava Turma de Recursos dos Juizados Especiais do Estado de Santa Catarina, ao julgar o recurso interposto, manteve a sentença recorrida, na qual assentada a incidência do Imposto de Renda na parcela denominada de Indenização de Sobreaviso, prevista na Lei estadual nº 323/06, por tratar-se de verba de natureza remuneratória. Consoante ressaltou, o pagamento do citado valor é realizado tendo em vista a efetiva ou potencial prestação de um serviço, por um agente público à Administração, e não para compensar prejuízo decorrente do exercício da função pública, o que legitimaria a tributação do montante. Os embargos de declaração foram desprovidos. No extraordinário, protocolado com alegada base nas alíneas “a” e “c” do permissivo constitucional, o recorrente argui desrespeito ao artigo 153, inciso III, da Carta Federal. Enfatiza que a verba possui natureza indenizatória, conforme Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5703950. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 16 Manifestação sobre a Repercussão Geral ARE 802082 RG / SC expressa previsão na legislação local. Evoca os artigos 43, incisos I e II, do Código Tributário Nacional e 45, inciso II, e 638 do Decreto nº 3.000/99. Sob o ângulo da repercussão geral, afirma ultrapassar o tema o interesse subjetivo das partes. O recorrido, nas contrarrazões, aponta não ter o recorrente demonstrado a repercussão geral da matéria em preliminar formal, sustentando a ausência de prequestionamento, a inexistência de ofensa direta ao Diploma de 1988 e a incidência dos Verbetes nº 284 e 636 da Súmula do Supremo. No mérito, defende o acerto do ato atacado. O extraordinário não foi admitido na origem. O recorrente, em agravo, reitera os argumentos constantes do extraordinário. O agravado protocolou contraminuta nos exatos termos das contrarrazões. Eis o pronunciamento do ministro Teori Zavascki: Decisão: 1. Trata-se de agravo contra decisão que inadmitiu recurso extraordinário interposto em demanda visando a afastar a incidência de imposto de renda sobre verba denominada horas de sobreaviso, paga a servidores públicos do Estado de Santa Catarina. A Turma Recursal dos Juizados Especiais desse Estado negou provimento ao recurso inominado do contribuinte nos termos da seguinte ementa: RECURSO INOMINADO SERVIDOR DA SECRETARIA DA SAÚDE PAGAMENTO DAS HORAS DE SOBREAVISO INCIDÊNCIA DO IMPOSTO DE 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5703950. Supremo Tribunal Federal ARE 802082 RG / SC expressa previsão na legislação local. Evoca os artigos 43, incisos I e II, do Código Tributário Nacional e 45, inciso II, e 638 do Decreto nº 3.000/99. Sob o ângulo da repercussão geral, afirma ultrapassar o tema o interesse subjetivo das partes. O recorrido, nas contrarrazões, aponta não ter o recorrente demonstrado a repercussão geral da matéria em preliminar formal, sustentando a ausência de prequestionamento, a inexistência de ofensa direta ao Diploma de 1988 e a incidência dos Verbetes nº 284 e 636 da Súmula do Supremo. No mérito, defende o acerto do ato atacado. O extraordinário não foi admitido na origem. O recorrente, em agravo, reitera os argumentos constantes do extraordinário. O agravado protocolou contraminuta nos exatos termos das contrarrazões. Eis o pronunciamento do ministro Teori Zavascki: Decisão: 1. Trata-se de agravo contra decisão que inadmitiu recurso extraordinário interposto em demanda visando a afastar a incidência de imposto de renda sobre verba denominada horas de sobreaviso, paga a servidores públicos do Estado de Santa Catarina. A Turma Recursal dos Juizados Especiais desse Estado negou provimento ao recurso inominado do contribuinte nos termos da seguinte ementa: RECURSO INOMINADO SERVIDOR DA SECRETARIA DA SAÚDE PAGAMENTO DAS HORAS DE SOBREAVISO INCIDÊNCIA DO IMPOSTO DE 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5703950. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 16 Manifestação sobre a Repercussão Geral ARE 802082 RG / SC RENDA DEVIDA CARÁTER REMUNERATÓRIO E NÃO INDENIZATÓRIO SENTENÇA DE IMPROCEDÊNCIA MANTIDA RECURSO DESPROVIDO. "O sobreaviso, verba paga pela contraprestação do período em que o servidor, embora não esteja no efetivo exercício de suas funções, está à disposição da Administração (LC n. 323/06, art. 20, §1º), tem natureza remuneratória e não indenizatória, integrando, pois, a base de cálculo para a incidência do Imposto de Renda" (Mandado de Segurança n. 2012.008222-9, da Capital, rel. Des. Luiz Cézar Medeiros, j. 13-6-2012). Os embargos de declaração opostos foram rejeitados. No recurso extraordinário, a parte recorrente sustenta, preliminarmente, a existência de repercussão geral da matéria, conforme estabelece o art. 543-A, § 2º, do CPC, porquanto existem diversas ações com o mesmo objeto. Aponta ofensa aos arts. 153, III, da Constituição, 43, I e II, do CTN, 45, II, e 638 do Decreto 3.000/99, pois a verba denominada horas de sobreaviso possui natureza indenizatória, não podendo sobre ela incidir Imposto de Renda. Sustenta, ademais, que a Lei Complementar estadual 323/06, em seu art. 20, dispõe expressamente que a verba paga a título de horas de sobreaviso não se incorpora à remuneração para nenhum efeito legal. Requer, por fim, o provimento do recurso extraordinário para seja julgado procedente o pedido de abstenção da cobrança de Imposto de Renda sobre a verba denominada horas de sobreaviso. Em contrarrazões, a parte recorrida postula, preliminarmente, o não conhecimento do recurso, em razão da (a) ausência de prequestionamento; (b) incidência das Súmulas 284 e 636 do STF; e (c) inocorrência de violação direta à Constituição. No mérito, pede o desprovimento do recurso. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5703950. Supremo Tribunal Federal ARE 802082 RG / SC RENDA DEVIDA CARÁTER REMUNERATÓRIO E NÃO INDENIZATÓRIO SENTENÇA DE IMPROCEDÊNCIA MANTIDA RECURSO DESPROVIDO. "O sobreaviso, verba paga pela contraprestação do período em que o servidor, embora não esteja no efetivo exercício de suas funções, está à disposição da Administração (LC n. 323/06, art. 20, §1º), tem natureza remuneratória e não indenizatória, integrando, pois, a base de cálculo para a incidência do Imposto de Renda" (Mandado de Segurança n. 2012.008222-9, da Capital, rel. Des. Luiz Cézar Medeiros, j. 13-6-2012). Os embargos de declaração opostos foram rejeitados. No recurso extraordinário, a parte recorrente sustenta, preliminarmente, a existência de repercussão geral da matéria, conforme estabelece o art. 543-A, § 2º, do CPC, porquanto existem diversas ações com o mesmo objeto. Aponta ofensa aos arts. 153, III, da Constituição, 43, I e II, do CTN, 45, II, e 638 do Decreto 3.000/99, pois a verba denominada horas de sobreaviso possui natureza indenizatória, não podendo sobre ela incidir Imposto de Renda. Sustenta, ademais, que a Lei Complementar estadual 323/06, em seu art. 20, dispõe expressamente que a verba paga a título de horas de sobreaviso não se incorpora à remuneração para nenhum efeito legal. Requer, por fim, o provimento do recurso extraordinário para seja julgado procedente o pedido de abstenção da cobrança de Imposto de Renda sobre a verba denominada horas de sobreaviso. Em contrarrazões, a parte recorrida postula, preliminarmente, o não conhecimento do recurso, em razão da (a) ausência de prequestionamento; (b) incidência das Súmulas 284 e 636 do STF; e (c) inocorrência de violação direta à Constituição. No mérito, pede o desprovimento do recurso. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5703950. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 16 Manifestação sobre a Repercussão Geral ARE 802082 RG / SC 2. O Supremo Tribunal Federal firmou entendimento no sentido de que é ônus do recorrente a demonstração formal e fundamentada de repercussão geral da matéria constitucional versada no recurso extraordinário, com indicação específica das circunstâncias reais que evidenciem, no caso concreto, a relevância econômica, política, social ou jurídica. Não bastam, portanto, para que seja atendido o requisito previsto nos artigos 102, § 3º, da CF e 543-A, § 2º, do CPC, alegações genéricas a respeito do instituto, como a mera afirmação de que: (a) a matéria controvertida tem repercussão geral; (b) o tema goza de importância econômica, política, social ou jurídica; (c) a questão ultrapassa os interesses subjetivos da parte ou tem manifesto potencial de repetitividade; (d) a repercussão geral é consequência inevitável de suposta violação de dispositivo constitucional; ou, ainda, (e) a existência de jurisprudência pacífica desta Corte quanto ao tema discutido. Nesse sentido: ARE 691.595 AgR, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 25/02/2013; ARE 696.347-AgR-segundo, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 14.2.2013; ARE 696.263-AgR/MG, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 19.02.2013; AI 717.821 AgR, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA, Segunda Turma, DJe de 13/08/2012. Ora, no caso, a alegação de repercussão geral não está acompanhada de fundamentação demonstrativa nesses moldes exigidos pela jurisprudência do STF. 3. Ainda que superado esse grave óbice, a irresignação não mereceria prosperar. A teor do art. 102, III, a, da Constituição, fundamento da interposição do presente recurso extraordinário, não cabe invocar nesse apelo a violação a norma infraconstitucional, razão pela qual não se conhece a alegada violação aos arts. 43, I e II, do CTN, 45, II, e 638, do Decreto 3.000/99. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5703950. Supremo Tribunal Federal ARE 802082 RG / SC 2. O Supremo Tribunal Federal firmou entendimento no sentido de que é ônus do recorrente a demonstração formal e fundamentada de repercussão geral da matéria constitucional versada no recurso extraordinário, com indicação específica das circunstâncias reais que evidenciem, no caso concreto, a relevância econômica, política, social ou jurídica. Não bastam, portanto, para que seja atendido o requisito previsto nos artigos 102, § 3º, da CF e 543-A, § 2º, do CPC, alegações genéricas a respeito do instituto, como a mera afirmação de que: (a) a matéria controvertida tem repercussão geral; (b) o tema goza de importância econômica, política, social ou jurídica; (c) a questão ultrapassa os interesses subjetivos da parte ou tem manifesto potencial de repetitividade; (d) a repercussão geral é consequência inevitável de suposta violação de dispositivo constitucional; ou, ainda, (e) a existência de jurisprudência pacífica desta Corte quanto ao tema discutido. Nesse sentido: ARE 691.595 AgR, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 25/02/2013; ARE 696.347-AgR-segundo, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 14.2.2013; ARE 696.263-AgR/MG, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 19.02.2013; AI 717.821 AgR, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA, Segunda Turma, DJe de 13/08/2012. Ora, no caso, a alegação de repercussão geral não está acompanhada de fundamentação demonstrativa nesses moldes exigidos pela jurisprudência do STF. 3. Ainda que superado esse grave óbice, a irresignação não mereceria prosperar. A teor do art. 102, III, a, da Constituição, fundamento da interposição do presente recurso extraordinário, não cabe invocar nesse apelo a violação a norma infraconstitucional, razão pela qual não se conhece a alegada violação aos arts. 43, I e II, do CTN, 45, II, e 638, do Decreto 3.000/99. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5703950. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 16 Manifestação sobre a Repercussão Geral ARE 802082 RG / SC 4. Quanto aos demais fundamentos ventilados pela recorrente, não há matéria constitucional a ser analisada. Isso porque a Turma Recursal decidiu a controvérsia acerca da incidência do Imposto de Renda sobre a verba paga a título de horas de sobreaviso tão somente a partir de interpretação e aplicação das normas infraconstitucionais pertinentes (Lei Complementar estadual 323/06 e Lei estadual 1.137/92). É inviável a apreciação, em recurso extraordinário, de alegada violação a dispositivo da Constituição Federal que, por não prescindir da análise de normas infraconstitucionais, se houvesse, seria meramente indireta ou reflexa. Saliente-se que o Supremo Tribunal Federal, por diversas vezes, rejeitou a existência de repercussão geral em recurso extraordinários tratando da natureza jurídica de verba para fins de incidência de Imposto de Renda, em razão do caráter eminentemente infraconstitucional da matéria. Nesse sentido, confiram-se os seguintes precedentes, todos submetidos à sistemática do art. 543-B do CPC: RECURSO. Extraordinário. Incognoscibilidade. Rescisão de contrato de trabalho. Verbas rescisórias. Natureza jurídica. Definição para fins de incidência de Imposto de Renda. Matéria infraconstitucional. Ausência de repercussão geral. Agravo de instrumento não conhecido. Não apresenta repercussão geral o recurso extraordinário que, tendo por objeto a definição da natureza jurídica de verbas rescisórias (salarial ou indenizatória), para fins de incidência de Imposto de Renda, versa sobre matéria infraconstitucional. (AI 705.941-RG, rel. Min. CEZAR PELUSO, DJe de 23-04-2010) TRIBUTÁRIO E CONSTITUCIONAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO. INCIDÊNCIA DE IMPOSTO DE RENDA SOBRE O ABONO DE PERMANÊNCIA. 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5703950. Supremo Tribunal Federal ARE 802082 RG / SC 4. Quanto aos demais fundamentos ventilados pela recorrente, não há matéria constitucional a ser analisada. Isso porque a Turma Recursal decidiu a controvérsia acerca da incidência do Imposto de Renda sobre a verba paga a título de horas de sobreaviso tão somente a partir de interpretação e aplicação das normas infraconstitucionais pertinentes (Lei Complementar estadual 323/06 e Lei estadual 1.137/92). É inviável a apreciação, em recurso extraordinário, de alegada violação a dispositivo da Constituição Federal que, por não prescindir da análise de normas infraconstitucionais, se houvesse, seria meramente indireta ou reflexa. Saliente-se que o Supremo Tribunal Federal, por diversas vezes, rejeitou a existência de repercussão geral em recurso extraordinários tratando da natureza jurídica de verba para fins de incidência de Imposto de Renda, em razão do caráter eminentemente infraconstitucional da matéria. Nesse sentido, confiram-se os seguintes precedentes, todos submetidos à sistemática do art. 543-B do CPC: RECURSO. Extraordinário. Incognoscibilidade. Rescisão de contrato de trabalho. Verbas rescisórias. Natureza jurídica. Definição para fins de incidência de Imposto de Renda. Matéria infraconstitucional. Ausência de repercussão geral. Agravo de instrumento não conhecido. Não apresenta repercussão geral o recurso extraordinário que, tendo por objeto a definição da natureza jurídica de verbas rescisórias (salarial ou indenizatória), para fins de incidência de Imposto de Renda, versa sobre matéria infraconstitucional. (AI 705.941-RG, rel. Min. CEZAR PELUSO, DJe de 23-04-2010) TRIBUTÁRIO E CONSTITUCIONAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO. INCIDÊNCIA DE IMPOSTO DE RENDA SOBRE O ABONO DE PERMANÊNCIA. 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5703950. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 16 Manifestação sobre a Repercussão Geral ARE 802082 RG / SC MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL (ART. 543-A DO CPC). 1. A controvérsia a respeito da incidência do imposto de renda sobre as verbas percebidas a título de abono de permanência é de natureza infraconstitucional, não havendo, portanto, matéria constitucional a ser analisada (ARE 665800 AgR, de minha relatoria, Segunda Turma, DJe de 20/08/2013; ARE 691857 AgR, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Primeira Turma, DJe 19/09/2012; ARE 662017 AgR, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe de 03/08/2012; ARE 646358 AgR, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 15/05/2012). 2. É cabível a atribuição dos efeitos da declaração de ausência de repercussão geral quando não há matéria constitucional a ser apreciada ou quando eventual ofensa à Constituição Federal se dê de forma indireta ou reflexa (RE 584.608 RG, Min. ELLEN GRACIE, Pleno, DJe de 13/03/2009). 3. Ausência de repercussão geral da questão suscitada, nos termos do art. 543-A do CPC. (RE 688.001- RG, rel. Min. TEORI ZAVASCKI, DJe de 18-11-2013) TRIBUTÁRIO. INCIDÊNCIA DO IMPOSTO DE RENDA SOBRE VERBAS RECEBIDAS EM RECLAMATÓRIA TRABALHISTA A TÍTULO DE JUROS. DEFINIÇÃO DA NATUREZA JURÍDICA DOS JUROS. APLICAÇÃO DOS EFEITOS DA AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL TENDO EM VISTA TRATAR-SE DE DIVERGÊNCIA SOLUCIONÁVEL PELA APLICAÇÃO DA LEGISLAÇÃO FEDERAL. INEXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. (RE 611.512- RG, rel. Min. ELLEN GRACIE, DJe de 23-11-2010) 5. O Plenário do Supremo Tribunal Federal firmou o entendimento de que é possível a atribuição dos efeitos da declaração de ausência de repercussão geral quando não 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5703950. Supremo Tribunal Federal ARE 802082 RG / SC MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL (ART. 543-A DO CPC). 1. A controvérsia a respeito da incidência do imposto de renda sobre as verbas percebidas a título de abono de permanência é de natureza infraconstitucional, não havendo, portanto, matéria constitucional a ser analisada (ARE 665800 AgR, de minha relatoria, Segunda Turma, DJe de 20/08/2013; ARE 691857 AgR, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Primeira Turma, DJe 19/09/2012; ARE 662017 AgR, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe de 03/08/2012; ARE 646358 AgR, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 15/05/2012). 2. É cabível a atribuição dos efeitos da declaração de ausência de repercussão geral quando não há matéria constitucional a ser apreciada ou quando eventual ofensa à Constituição Federal se dê de forma indireta ou reflexa (RE 584.608 RG, Min. ELLEN GRACIE, Pleno, DJe de 13/03/2009). 3. Ausência de repercussão geral da questão suscitada, nos termos do art. 543-A do CPC. (RE 688.001- RG, rel. Min. TEORI ZAVASCKI, DJe de 18-11-2013) TRIBUTÁRIO. INCIDÊNCIA DO IMPOSTO DE RENDA SOBRE VERBAS RECEBIDAS EM RECLAMATÓRIA TRABALHISTA A TÍTULO DE JUROS. DEFINIÇÃO DA NATUREZA JURÍDICA DOS JUROS. APLICAÇÃO DOS EFEITOS DA AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL TENDO EM VISTA TRATAR-SE DE DIVERGÊNCIA SOLUCIONÁVEL PELA APLICAÇÃO DA LEGISLAÇÃO FEDERAL. INEXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. (RE 611.512- RG, rel. Min. ELLEN GRACIE, DJe de 23-11-2010) 5. O Plenário do Supremo Tribunal Federal firmou o entendimento de que é possível a atribuição dos efeitos da declaração de ausência de repercussão geral quando não 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5703950. Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 16 Manifestação sobre a Repercussão Geral ARE 802082 RG / SC há matéria constitucional a ser apreciada ou quando eventual ofensa à Constituição Federal se dê de forma indireta ou reflexa (RE 584.608 RG, Min. ELLEN GRACIE, DJe de 13/03/2009). 6. Diante do exposto, manifesto-me pela inexistência de repercussão geral da questão suscitada. Brasília, 26 de março de 2014. Ministro Teori Zavascki Relator Documento assinado digitalmente 2. Observem a organicidade do Direito. O instituto da repercussão geral refere-se a recurso extraordinário que veicule matéria de índole constitucional. É o que decorre do disposto no § 3º do artigo 102 da Carta Federal: Art. 102. Compete ao Supremo Tribunal Federal, precipuamente, a guarda da Constituição, cabendo-lhe: (…) § 3º No recurso extraordinário o recorrente deverá demonstrar a repercussão geral das questões constitucionais discutidas no caso, nos termos da lei, a fim de que o Tribunal examine a admissão do recurso, somente podendo recusá-lo pela manifestação de dois terços de seus membros. Até aqui, para apreciação do Supremo, há o agravo interposto, que veio, ante a legislação instrumental, no próprio processo. Em síntese, o recurso extraordinário teve a sequência indeferida na origem. O interessado protocolou o agravo, o qual deve ser julgado pelo relator, o que ainda não ocorreu. Descabe fragilizar o instituto da repercussão geral e isso acontecerá caso, de cambulhada, seja colado a processo que não se apresenta a este 7 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5703950. Supremo Tribunal Federal ARE 802082 RG / SC há matéria constitucional a ser apreciada ou quando eventual ofensa à Constituição Federal se dê de forma indireta ou reflexa (RE 584.608 RG, Min. ELLEN GRACIE, DJe de 13/03/2009). 6. Diante do exposto, manifesto-me pela inexistência de repercussão geral da questão suscitada. Brasília, 26 de março de 2014. Ministro Teori Zavascki Relator Documento assinado digitalmente 2. Observem a organicidade do Direito. O instituto da repercussão geral refere-se a recurso extraordinário que veicule matéria de índole constitucional. É o que decorre do disposto no § 3º do artigo 102 da Carta Federal: Art. 102. Compete ao Supremo Tribunal Federal, precipuamente, a guarda da Constituição, cabendo-lhe: (…) § 3º No recurso extraordinário o recorrente deverá demonstrar a repercussão geral das questões constitucionais discutidas no caso, nos termos da lei, a fim de que o Tribunal examine a admissão do recurso, somente podendo recusá-lo pela manifestação de dois terços de seus membros. Até aqui, para apreciação do Supremo, há o agravo interposto, que veio, ante a legislação instrumental, no próprio processo. Em síntese, o recurso extraordinário teve a sequência indeferida na origem. O interessado protocolou o agravo, o qual deve ser julgado pelo relator, o que ainda não ocorreu. Descabe fragilizar o instituto da repercussão geral e isso acontecerá caso, de cambulhada, seja colado a processo que não se apresenta a este 7 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5703950. Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 16 Manifestação sobre a Repercussão Geral ARE 802082 RG / SC Tribunal com o recurso extraordinário admitido. 3. Concluo pela inadequação do instituto da repercussão geral. 4. À Assessoria, para acompanhar a tramitação do incidente. 5. Publiquem. Brasília, 15 de abril de 2014. Ministro MARCO AURÉLIO 8 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5703950. Supremo Tribunal Federal ARE 802082 RG / SC Tribunal com o recurso extraordinário admitido. 3. Concluo pela inadequação do instituto da repercussão geral. 4. À Assessoria, para acompanhar a tramitação do incidente. 5. Publiquem. Brasília, 15 de abril de 2014. Ministro MARCO AURÉLIO 8 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5703950. Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 16
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=5737911
2014-04-17T00:00:00
2014-04-29T00:00:00
Decisão: O Tribunal, por unanimidade, reconheceu a inexistência de repercussão geral da questão. Ministro TEORI ZAVASCKI Relator
REPERCUSSÃO GERAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
Ementa: PROCESSUAL CIVIL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ESTADO DE SANTA CATARINA. SERVIDORES PÚBLICOS. HORAS DE SOBREAVISO. INCIDÊNCIA DE IMPOSTO DE RENDA. NATUREZA DA VERBA. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. 1. A controvérsia relativa à incidência do Imposto de Renda sobre a importância paga a título de horas de sobreaviso é de natureza infraconstitucional, já que o caráter indenizatório da verba foi decidido pelo Tribunal de origem à luz da legislação estadual pertinente, não havendo, portanto, matéria constitucional a ser analisada. 2. O Supremo Tribunal Federal firmou entendimento no sentido de que é ônus do recorrente a demonstração formal e fundamentada de repercussão geral da matéria constitucional versada no recurso extraordinário, com indicação específica das circunstâncias reais que evidenciem, no caso concreto, a relevância econômica, política, social ou jurídica. No presente caso, a alegação de repercussão geral não está acompanhada de fundamentação nos moldes exigidos pela jurisprudência desta Corte. 3. A teor do art. 102, III, a, da Constituição, fundamento da interposição do presente recurso extraordinário, não cabe invocar nesse apelo a violação a norma infraconstitucional, razão pela qual não se conhece a alegada violação aos arts. 43, I e II, do CTN, 45, II, e 638, do Decreto 3.000/99. 4. É cabível a atribuição dos efeitos da declaração de ausência de repercussão geral quando não há matéria constitucional a ser apreciada ou quando eventual ofensa à Constituição Federal se dê de forma indireta ou reflexa (RE 584.608 RG, Min. ELLEN GRACIE, Pleno, DJe de 13/03/2009). 5. Ausência de repercussão geral da questão suscitada, nos termos do art. 543-A do CPC.
repercussao-geral5805
- Acórdão(s) citado(s): (ATRIBUIÇÃO, EFEITO, AUSÊNCIA, REPERCUSSÃO GERAL) RE 584608 RG. (REPERCUSSÃO GERAL, DEMONSTRAÇÃO FORMAL, FUNDAMENTAÇÃO) ARE 691595 AgR (2ªT), ARE 696347 AgR-segundo, (2ªT), ARE 696263 AgR (1ªT), AI 717821 AgR (2ªT). (AUSÊNCIA, REPERCUSSÃO GERAL, VERBA, INCIDÊNCIA, IR) AI 705941 RG, RE 688001 RG, RE 611512 RG. Número de páginas: 16. Análise: 02/05/2014, JOS. Revisão: 13/06/2014, GOD.
TEORI ZAVASCKI
Tribunal Pleno
802082
[ "LEG-FED CF ANO-1988\r\n ART-00102 INC-00003 LET-A LET-C\r\n PAR-00003 ART-00153 INC-00003 \r\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\r\n", "LEG-FED LEI-005172 ANO-1966\r\n ART-00043 INC-00001 INC-00002 \r\n CTN-1966 CÓDIGO TRIBUTÁRIO NACIONAL\r\n", "LEG-FED LEI-005869 ANO-1973\r\n ART-0543A PAR-00002 ART-0543B \r\n CPC-1973 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\r\n", "LEG-FED DEC-003000 ANO-1999\r\n ART-00045 INC-00002 ART-00638 \r\n DECRETO\r\n", "LEG-FED SUMSTF-000284 \r\n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\r\n", "LEG-FED SUMSTF-000636 \r\n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\r\n", "LEG-EST LCP-000323 ANO-2006\r\n ART-00020 \r\n LEI COMPLEMENTAR - SC\r\n", "LEG-EST LEI-001137 ANO-1992\r\n LEI ORDINÁRIA - SC" ]
ARE-RG
acordaos
ARE 802082 RG
[ "" ]
RECTE.(S) : EVARISTO DOS SANTOS SILVA ADV.(A/S) : DULCINÉIA ISRAEL COSTA RECDO.(A/S) : ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA CATARINA
[ "" ]
Decisão sobre Repercussão Geral 17/04/2014 PLENÁRIO REPERCUSSÃO GERAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 802.082 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI RECTE.(S) :EVARISTO DOS SANTOS SILVA ADV.(A/S) :DULCINÉIA ISRAEL COSTA RECDO.(A/S) :ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA CATARINA EMENTA: PROCESSUAL CIVIL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ESTADO DE SANTA CATARINA. SERVIDORES PÚBLICOS. HORAS DE SOBREAVISO. INCIDÊNCIA DE IMPOSTO DE RENDA. NATUREZA DA VERBA. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. 1. A controvérsia relativa à incidência do Imposto de Renda sobre a importância paga a título de horas de sobreaviso é de natureza infraconstitucional, já que o caráter indenizatório da verba foi decidido pelo Tribunal de origem à luz da legislação estadual pertinente, não havendo, portanto, matéria constitucional a ser analisada. 2. O Supremo Tribunal Federal firmou entendimento no sentido de que é ônus do recorrente a demonstração formal e fundamentada de repercussão geral da matéria constitucional versada no recurso extraordinário, com indicação específica das circunstâncias reais que evidenciem, no caso concreto, a relevância econômica, política, social ou jurídica. No presente caso, a alegação de repercussão geral não está acompanhada de fundamentação nos moldes exigidos pela jurisprudência desta Corte. 3. A teor do art. 102, III, a, da Constituição, fundamento da interposição do presente recurso extraordinário, não cabe invocar nesse apelo a violação a norma infraconstitucional, razão pela qual não se conhece a alegada violação aos arts. 43, I e II, do CTN, 45, II, e 638, do Decreto 3.000/99. 4. É cabível a atribuição dos efeitos da declaração de ausência de Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5699832. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 16 Decisão sobre Repercussão Geral ARE 802082 RG / SC repercussão geral quando não há matéria constitucional a ser apreciada ou quando eventual ofensa à Constituição Federal se dê de forma indireta ou reflexa (Recurso Extraordinário 584.608 RG, Min. ELLEN GRACIE, Pleno, DJe de 13/03/2009). 5. Ausência de repercussão geral da questão suscitada, nos termos do art. 543-A do Código de Processo Civil. Decisão: O Tribunal, por unanimidade, reconheceu a inexistência de repercussão geral da questão. Ministro TEORI ZAVASCKI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5699832. Supremo Tribunal Federal ARE 802082 RG / SC repercussão geral quando não há matéria constitucional a ser apreciada ou quando eventual ofensa à Constituição Federal se dê de forma indireta ou reflexa (Recurso Extraordinário 584.608 RG, Min. ELLEN GRACIE, Pleno, DJe de 13/03/2009). 5. Ausência de repercussão geral da questão suscitada, nos termos do art. 543-A do Código de Processo Civil. Decisão: O Tribunal, por unanimidade, reconheceu a inexistência de repercussão geral da questão. Ministro TEORI ZAVASCKI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5699832. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 16 Manifestação sobre a Repercussão Geral 17/04/2014 PLENÁRIO REPERCUSSÃO GERAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 802.082 SANTA CATARINA Decisão: 1. Trata-se de agravo contra decisão que inadmitiu recurso extraordinário interposto em demanda visando a afastar a incidência de imposto de renda sobre verba denominada horas de sobreaviso, paga a servidores públicos do Estado de Santa Catarina. A Turma Recursal dos Juizados Especiais desse Estado negou provimento ao recurso inominado do contribuinte nos termos da seguinte ementa: RECURSO INOMINADO SERVIDOR DA SECRETARIA DA SAÚDE PAGAMENTO DAS HORAS DE SOBREAVISO INCIDÊNCIA DO IMPOSTO DE RENDA DEVIDA CARÁTER REMUNERATÓRIO E NÃO INDENIZATÓRIO SENTENÇA DE IMPROCEDÊNCIA MANTIDA RECURSO DESPROVIDO. "O sobreaviso, verba paga pela contraprestação do período em que o servidor, embora não esteja no efetivo exercício de suas funções, está à disposição da Administração (Lei Complementar n. 323/06, art. 20, §1...), tem natureza remuneratória e não indenizatória, integrando, pois, a base de cálculo para a incidência do Imposto de Renda" (Mandado de Segurança n. 2012.008222-9, da Capital, rel. Des. Luiz Cézar Medeiros, j. 13-6-2012). Os embargos de declaração opostos foram rejeitados. No recurso extraordinário, a parte recorrente sustenta, preliminarmente, a existência de repercussão geral da matéria, conforme estabelece o art. 543-A, § 2..., do Código de Processo Civil, porquanto existem diversas ações com o mesmo objeto. Aponta ofensa aos arts. 153, III, da Constituição, 43, Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5699833. Supremo Tribunal Federal 17/04/2014 PLENÁRIO REPERCUSSÃO GERAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 802.082 SANTA CATARINA Decisão: 1. Trata-se de agravo contra decisão que inadmitiu recurso extraordinário interposto em demanda visando a afastar a incidência de imposto de renda sobre verba denominada horas de sobreaviso, paga a servidores públicos do Estado de Santa Catarina. A Turma Recursal dos Juizados Especiais desse Estado negou provimento ao recurso inominado do contribuinte nos termos da seguinte ementa: RECURSO INOMINADO SERVIDOR DA SECRETARIA DA SAÚDE PAGAMENTO DAS HORAS DE SOBREAVISO INCIDÊNCIA DO IMPOSTO DE RENDA DEVIDA CARÁTER REMUNERATÓRIO E NÃO INDENIZATÓRIO SENTENÇA DE IMPROCEDÊNCIA MANTIDA RECURSO DESPROVIDO. "O sobreaviso, verba paga pela contraprestação do período em que o servidor, embora não esteja no efetivo exercício de suas funções, está à disposição da Administração (Lei Complementar n. 323/06, art. 20, §1...), tem natureza remuneratória e não indenizatória, integrando, pois, a base de cálculo para a incidência do Imposto de Renda" (Mandado de Segurança n. 2012.008222-9, da Capital, rel. Des. Luiz Cézar Medeiros, j. 13-6-2012). Os embargos de declaração opostos foram rejeitados. No recurso extraordinário, a parte recorrente sustenta, preliminarmente, a existência de repercussão geral da matéria, conforme estabelece o art. 543-A, § 2..., do Código de Processo Civil, porquanto existem diversas ações com o mesmo objeto. Aponta ofensa aos arts. 153, III, da Constituição, 43, Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5699833. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 16 Manifestação sobre a Repercussão Geral ARE 802082 RG / SC I e II, do CTN, 45, II, e 638 do Decreto 3.000/99, pois a verba denominada horas de sobreaviso possui natureza indenizatória, não podendo sobre ela incidir Imposto de Renda. Sustenta, ademais, que a Lei Complementar estadual 323/06, em seu art. 20, dispõe expressamente que a verba paga a título de horas de sobreaviso não se incorpora à remuneração para nenhum efeito legal. Requer, por fim, o provimento do recurso extraordinário para seja julgado procedente o pedido de abstenção da cobrança de Imposto de Renda sobre a verba denominada horas de sobreaviso. Em contrarrazões, a parte recorrida postula, preliminarmente, o não-conhecimento do recurso, em razão da (a) ausência de prequestionamento; (b) incidência das Súmulas 284 e 636 do Supremo Tribunal Federal; e (c) inocorrência de violação direta à Constituição. No mérito, pede o desprovimento do recurso. 2. O Supremo Tribunal Federal firmou entendimento no sentido de que é ônus do recorrente a demonstração formal e fundamentada de repercussão geral da matéria constitucional versada no recurso extraordinário, com indicação específica das circunstâncias reais que evidenciem, no caso concreto, a relevância econômica, política, social ou jurídica. Não bastam, portanto, para que seja atendido o requisito previsto nos artigos 102, § 3..., da Constituição Federal de 1988 e 543-A, § 2..., do Código de Processo Civil, alegações genéricas a respeito do instituto, como a mera afirmação de que: (a) a matéria controvertida tem repercussão geral; (b) o tema goza de importância econômica, política, social ou jurídica; (c) a questão ultrapassa os interesses subjetivos da parte ou tem manifesto potencial de repetitividade; (d) a 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5699833. Supremo Tribunal Federal ARE 802082 RG / SC I e II, do CTN, 45, II, e 638 do Decreto 3.000/99, pois a verba denominada horas de sobreaviso possui natureza indenizatória, não podendo sobre ela incidir Imposto de Renda. Sustenta, ademais, que a Lei Complementar estadual 323/06, em seu art. 20, dispõe expressamente que a verba paga a título de horas de sobreaviso não se incorpora à remuneração para nenhum efeito legal. Requer, por fim, o provimento do recurso extraordinário para seja julgado procedente o pedido de abstenção da cobrança de Imposto de Renda sobre a verba denominada horas de sobreaviso. Em contrarrazões, a parte recorrida postula, preliminarmente, o não-conhecimento do recurso, em razão da (a) ausência de prequestionamento; (b) incidência das Súmulas 284 e 636 do Supremo Tribunal Federal; e (c) inocorrência de violação direta à Constituição. No mérito, pede o desprovimento do recurso. 2. O Supremo Tribunal Federal firmou entendimento no sentido de que é ônus do recorrente a demonstração formal e fundamentada de repercussão geral da matéria constitucional versada no recurso extraordinário, com indicação específica das circunstâncias reais que evidenciem, no caso concreto, a relevância econômica, política, social ou jurídica. Não bastam, portanto, para que seja atendido o requisito previsto nos artigos 102, § 3..., da Constituição Federal de 1988 e 543-A, § 2..., do Código de Processo Civil, alegações genéricas a respeito do instituto, como a mera afirmação de que: (a) a matéria controvertida tem repercussão geral; (b) o tema goza de importância econômica, política, social ou jurídica; (c) a questão ultrapassa os interesses subjetivos da parte ou tem manifesto potencial de repetitividade; (d) a 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5699833. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 16 Manifestação sobre a Repercussão Geral ARE 802082 RG / SC repercussão geral é consequência inevitável de suposta violação de dispositivo constitucional; ou, ainda, (e) a existência de jurisprudência pacífica desta Corte quanto ao tema discutido. Nesse sentido: ARE 691.595 AgR, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 25/02/2013; ARE 696.347-AgR-segundo, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 14.2.2013; ARE 696.263-AgR/MG, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 19.02.2013; AI 717.821 AgR, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA, Segunda Turma, DJe de 13/08/2012. Ora, no caso, a alegação de repercussão geral não está acompanhada de fundamentação demonstrativa nesses moldes exigidos pela jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. 3. Ainda que superado esse grave óbice, a irresignação não mereceria prosperar. A teor do art. 102, III, a, da Constituição, fundamento da interposição do presente recurso extraordinário, não cabe invocar nesse apelo a violação a norma infraconstitucional, razão pela qual não se conhece a alegada violação aos arts. 43, I e II, do CTN, 45, II, e 638, do Decreto 3.000/99. 4. Quanto aos demais fundamentos ventilados pela recorrente, não há matéria constitucional a ser analisada. Isso porque a Turma Recursal decidiu a controvérsia acerca da incidência do Imposto de Renda sobre a verba paga a título de horas de sobreaviso tão somente a partir de interpretação e aplicação das normas infraconstitucionais pertinentes (Lei Complementar estadual 323/06 e Lei estadual 1.137/92). É inviável a apreciação, em recurso extraordinário, de alegada violação a dispositivo da Constituição Federal que, por não prescindir da análise de normas 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5699833. Supremo Tribunal Federal ARE 802082 RG / SC repercussão geral é consequência inevitável de suposta violação de dispositivo constitucional; ou, ainda, (e) a existência de jurisprudência pacífica desta Corte quanto ao tema discutido. Nesse sentido: ARE 691.595 AgR, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 25/02/2013; ARE 696.347-AgR-segundo, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 14.2.2013; ARE 696.263-AgR/MG, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 19.02.2013; AI 717.821 AgR, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA, Segunda Turma, DJe de 13/08/2012. Ora, no caso, a alegação de repercussão geral não está acompanhada de fundamentação demonstrativa nesses moldes exigidos pela jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. 3. Ainda que superado esse grave óbice, a irresignação não mereceria prosperar. A teor do art. 102, III, a, da Constituição, fundamento da interposição do presente recurso extraordinário, não cabe invocar nesse apelo a violação a norma infraconstitucional, razão pela qual não se conhece a alegada violação aos arts. 43, I e II, do CTN, 45, II, e 638, do Decreto 3.000/99. 4. Quanto aos demais fundamentos ventilados pela recorrente, não há matéria constitucional a ser analisada. Isso porque a Turma Recursal decidiu a controvérsia acerca da incidência do Imposto de Renda sobre a verba paga a título de horas de sobreaviso tão somente a partir de interpretação e aplicação das normas infraconstitucionais pertinentes (Lei Complementar estadual 323/06 e Lei estadual 1.137/92). É inviável a apreciação, em recurso extraordinário, de alegada violação a dispositivo da Constituição Federal que, por não prescindir da análise de normas 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5699833. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 16 Manifestação sobre a Repercussão Geral ARE 802082 RG / SC infraconstitucionais, se houvesse, seria meramente indireta ou reflexa. Saliente-se que o Supremo Tribunal Federal, por diversas vezes, rejeitou a existência de repercussão geral em recurso extraordinários tratando da natureza jurídica de verba para fins de incidência de Imposto de Renda, em razão do caráter eminentemente infraconstitucional da matéria. Nesse sentido, confiram-se os seguintes precedentes, todos submetidos à sistemática do art. 543-B do Código de Processo Civil: RECURSO. Extraordinário. Incognoscibilidade. Rescisão de contrato de trabalho. Verbas rescisórias. Natureza jurídica. Definição para fins de incidência de Imposto de Renda. Matéria infraconstitucional. Ausência de repercussão geral. Agravo de instrumento não conhecido. Não apresenta repercussão geral o recurso extraordinário que, tendo por objeto a definição da natureza jurídica de verbas rescisórias (salarial ou indenizatória), para fins de incidência de Imposto de Renda, versa sobre matéria infraconstitucional. (AI 705.941-RG, rel. Min. CEZAR PELUSO, DJe de 23-04-2010) TRIBUTÁRIO E CONSTITUCIONAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO. INCIDÊNCIA DE IMPOSTO DE RENDA SOBRE O ABONO DE PERMANÊNCIA. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL (ART. 543-A DO Código de Processo Civil). 1. A controvérsia a respeito da incidência do imposto de renda sobre as verbas percebidas a título de abono de permanência é de natureza infraconstitucional, não havendo, portanto, matéria constitucional a ser analisada (ARE 665800 AgR, de minha relatoria, Segunda Turma, DJe de 20/08/2013; ARE 691857 AgR, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Primeira Turma, DJe 19/09/2012; ARE 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5699833. Supremo Tribunal Federal ARE 802082 RG / SC infraconstitucionais, se houvesse, seria meramente indireta ou reflexa. Saliente-se que o Supremo Tribunal Federal, por diversas vezes, rejeitou a existência de repercussão geral em recurso extraordinários tratando da natureza jurídica de verba para fins de incidência de Imposto de Renda, em razão do caráter eminentemente infraconstitucional da matéria. Nesse sentido, confiram-se os seguintes precedentes, todos submetidos à sistemática do art. 543-B do Código de Processo Civil: RECURSO. Extraordinário. Incognoscibilidade. Rescisão de contrato de trabalho. Verbas rescisórias. Natureza jurídica. Definição para fins de incidência de Imposto de Renda. Matéria infraconstitucional. Ausência de repercussão geral. Agravo de instrumento não conhecido. Não apresenta repercussão geral o recurso extraordinário que, tendo por objeto a definição da natureza jurídica de verbas rescisórias (salarial ou indenizatória), para fins de incidência de Imposto de Renda, versa sobre matéria infraconstitucional. (AI 705.941-RG, rel. Min. CEZAR PELUSO, DJe de 23-04-2010) TRIBUTÁRIO E CONSTITUCIONAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO. INCIDÊNCIA DE IMPOSTO DE RENDA SOBRE O ABONO DE PERMANÊNCIA. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL (ART. 543-A DO Código de Processo Civil). 1. A controvérsia a respeito da incidência do imposto de renda sobre as verbas percebidas a título de abono de permanência é de natureza infraconstitucional, não havendo, portanto, matéria constitucional a ser analisada (ARE 665800 AgR, de minha relatoria, Segunda Turma, DJe de 20/08/2013; ARE 691857 AgR, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Primeira Turma, DJe 19/09/2012; ARE 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5699833. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 16 Manifestação sobre a Repercussão Geral ARE 802082 RG / SC 662017 AgR, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe de 03/08/2012; ARE 646358 AgR, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 15/05/2012). 2. É cabível a atribuição dos efeitos da declaração de ausência de repercussão geral quando não há matéria constitucional a ser apreciada ou quando eventual ofensa à Constituição Federal se dê de forma indireta ou reflexa (Recurso Extraordinário 584.608 RG, Min. ELLEN GRACIE, Pleno, DJe de 13/03/2009). 3. Ausência de repercussão geral da questão suscitada, nos termos do art. 543-A do Código de Processo Civil. (Recurso Extraordinário 688.001-RG, rel. Min. TEORI ZAVASCKI, DJe de 18-11-2013) TRIBUTÁRIO. INCIDÊNCIA DO IMPOSTO DE RENDA SOBRE VERBAS RECEBIDAS EM RECLAMATÓRIA TRABALHISTA A TÍTULO DE JUROS. DEFINIÇÃO DA NATUREZA JURÍDICA DOS JUROS. APLICAÇÃO DOS EFEITOS DA AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL TENDO EM VISTA TRATAR-SE DE DIVERGÊNCIA SOLUCIONÁVEL PELA APLICAÇÃO DA LEGISLAÇÃO FEDERAL. INEXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. (Recurso Extraordinário 611.512-RG, rel. Min. ELLEN GRACIE, DJe de 23-11-2010) 5. O Plenário do Supremo Tribunal Federal firmou o entendimento de que é possível a atribuição dos efeitos da declaração de ausência de repercussão geral quando não há matéria constitucional a ser apreciada ou quando eventual ofensa à Constituição Federal se dê de forma indireta ou reflexa (Recurso Extraordinário 584.608 RG, Min. ELLEN GRACIE, DJe de 13/03/2009). 6. Diante do exposto, manifesto-me pela inexistência de repercussão geral da questão suscitada. Brasília, 26 de março de 2014. 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5699833. Supremo Tribunal Federal ARE 802082 RG / SC 662017 AgR, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe de 03/08/2012; ARE 646358 AgR, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 15/05/2012). 2. É cabível a atribuição dos efeitos da declaração de ausência de repercussão geral quando não há matéria constitucional a ser apreciada ou quando eventual ofensa à Constituição Federal se dê de forma indireta ou reflexa (Recurso Extraordinário 584.608 RG, Min. ELLEN GRACIE, Pleno, DJe de 13/03/2009). 3. Ausência de repercussão geral da questão suscitada, nos termos do art. 543-A do Código de Processo Civil. (Recurso Extraordinário 688.001-RG, rel. Min. TEORI ZAVASCKI, DJe de 18-11-2013) TRIBUTÁRIO. INCIDÊNCIA DO IMPOSTO DE RENDA SOBRE VERBAS RECEBIDAS EM RECLAMATÓRIA TRABALHISTA A TÍTULO DE JUROS. DEFINIÇÃO DA NATUREZA JURÍDICA DOS JUROS. APLICAÇÃO DOS EFEITOS DA AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL TENDO EM VISTA TRATAR-SE DE DIVERGÊNCIA SOLUCIONÁVEL PELA APLICAÇÃO DA LEGISLAÇÃO FEDERAL. INEXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. (Recurso Extraordinário 611.512-RG, rel. Min. ELLEN GRACIE, DJe de 23-11-2010) 5. O Plenário do Supremo Tribunal Federal firmou o entendimento de que é possível a atribuição dos efeitos da declaração de ausência de repercussão geral quando não há matéria constitucional a ser apreciada ou quando eventual ofensa à Constituição Federal se dê de forma indireta ou reflexa (Recurso Extraordinário 584.608 RG, Min. ELLEN GRACIE, DJe de 13/03/2009). 6. Diante do exposto, manifesto-me pela inexistência de repercussão geral da questão suscitada. Brasília, 26 de março de 2014. 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5699833. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 16 Manifestação sobre a Repercussão Geral ARE 802082 RG / SC Ministro Teori Zavascki Relator Documento assinado digitalmente 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5699833. Supremo Tribunal Federal ARE 802082 RG / SC Ministro Teori Zavascki Relator Documento assinado digitalmente 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5699833. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 16 Manifestação sobre a Repercussão Geral 17/04/2014 PLENÁRIO REPERCUSSÃO GERAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 802.082 SANTA CATARINA PRONUNCIAMENTO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO – REPERCUSSÃO GERAL – INADEQUAÇÃO. 1. A Assessoria prestou as seguintes informações: Eis a síntese do que discutido no Recurso Extraordinário com Agravo n 802.082/SC, da relatoria do ministro Teori Zavascki, inserido no sistema eletrônico da repercussão geral às 23 horas e 59 minutos do dia 28 de março de 2014. A Oitava Turma de Recursos dos Juizados Especiais do Estado de Santa Catarina, ao julgar o recurso interposto, manteve a sentença recorrida, na qual assentada a incidência do Imposto de Renda na parcela denominada de Indenização de Sobreaviso, prevista na Lei estadual n 323/06, por tratar-se de verba de natureza remuneratória. Consoante ressaltou, o pagamento do citado valor é realizado tendo em vista a efetiva ou potencial prestação de um serviço, por um agente público à Administração, e não para compensar prejuízo decorrente do exercício da função pública, o que legitimaria a tributação do montante. Os embargos de declaração foram desprovidos. No extraordinário, protocolado com alegada base nas alíneas “a” e “c” do permissivo constitucional, o recorrente argui desrespeito ao artigo 153, inciso III, da Carta Federal. Enfatiza que a verba possui natureza indenizatória, conforme Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5703950. Supremo Tribunal Federal 17/04/2014 PLENÁRIO REPERCUSSÃO GERAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 802.082 SANTA CATARINA PRONUNCIAMENTO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO – REPERCUSSÃO GERAL – INADEQUAÇÃO. 1. A Assessoria prestou as seguintes informações: Eis a síntese do que discutido no Recurso Extraordinário com Agravo n 802.082/SC, da relatoria do ministro Teori Zavascki, inserido no sistema eletrônico da repercussão geral às 23 horas e 59 minutos do dia 28 de março de 2014. A Oitava Turma de Recursos dos Juizados Especiais do Estado de Santa Catarina, ao julgar o recurso interposto, manteve a sentença recorrida, na qual assentada a incidência do Imposto de Renda na parcela denominada de Indenização de Sobreaviso, prevista na Lei estadual n 323/06, por tratar-se de verba de natureza remuneratória. Consoante ressaltou, o pagamento do citado valor é realizado tendo em vista a efetiva ou potencial prestação de um serviço, por um agente público à Administração, e não para compensar prejuízo decorrente do exercício da função pública, o que legitimaria a tributação do montante. Os embargos de declaração foram desprovidos. No extraordinário, protocolado com alegada base nas alíneas “a” e “c” do permissivo constitucional, o recorrente argui desrespeito ao artigo 153, inciso III, da Carta Federal. Enfatiza que a verba possui natureza indenizatória, conforme Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5703950. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 16 Manifestação sobre a Repercussão Geral ARE 802082 RG / SC expressa previsão na legislação local. Evoca os artigos 43, incisos I e II, do Código Tributário Nacional e 45, inciso II, e 638 do Decreto n 3.000/99. Sob o ângulo da repercussão geral, afirma ultrapassar o tema o interesse subjetivo das partes. O recorrido, nas contrarrazões, aponta não ter o recorrente demonstrado a repercussão geral da matéria em preliminar formal, sustentando a ausência de prequestionamento, a inexistência de ofensa direta ao Diploma de 1988 e a incidência dos Verbetes n 284 e 636 da Súmula do Supremo. No mérito, defende o acerto do ato atacado. O extraordinário não foi admitido na origem. O recorrente, em agravo, reitera os argumentos constantes do extraordinário. O agravado protocolou contraminuta nos exatos termos das contrarrazões. Eis o pronunciamento do ministro Teori Zavascki: Decisão: 1. Trata-se de agravo contra decisão que inadmitiu recurso extraordinário interposto em demanda visando a afastar a incidência de imposto de renda sobre verba denominada horas de sobreaviso, paga a servidores públicos do Estado de Santa Catarina. A Turma Recursal dos Juizados Especiais desse Estado negou provimento ao recurso inominado do contribuinte nos termos da seguinte ementa: RECURSO INOMINADO SERVIDOR DA SECRETARIA DA SAÚDE PAGAMENTO DAS HORAS DE SOBREAVISO INCIDÊNCIA DO IMPOSTO DE 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5703950. Supremo Tribunal Federal ARE 802082 RG / SC expressa previsão na legislação local. Evoca os artigos 43, incisos I e II, do Código Tributário Nacional e 45, inciso II, e 638 do Decreto n 3.000/99. Sob o ângulo da repercussão geral, afirma ultrapassar o tema o interesse subjetivo das partes. O recorrido, nas contrarrazões, aponta não ter o recorrente demonstrado a repercussão geral da matéria em preliminar formal, sustentando a ausência de prequestionamento, a inexistência de ofensa direta ao Diploma de 1988 e a incidência dos Verbetes n 284 e 636 da Súmula do Supremo. No mérito, defende o acerto do ato atacado. O extraordinário não foi admitido na origem. O recorrente, em agravo, reitera os argumentos constantes do extraordinário. O agravado protocolou contraminuta nos exatos termos das contrarrazões. Eis o pronunciamento do ministro Teori Zavascki: Decisão: 1. Trata-se de agravo contra decisão que inadmitiu recurso extraordinário interposto em demanda visando a afastar a incidência de imposto de renda sobre verba denominada horas de sobreaviso, paga a servidores públicos do Estado de Santa Catarina. A Turma Recursal dos Juizados Especiais desse Estado negou provimento ao recurso inominado do contribuinte nos termos da seguinte ementa: RECURSO INOMINADO SERVIDOR DA SECRETARIA DA SAÚDE PAGAMENTO DAS HORAS DE SOBREAVISO INCIDÊNCIA DO IMPOSTO DE 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5703950. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 16 Manifestação sobre a Repercussão Geral ARE 802082 RG / SC RENDA DEVIDA CARÁTER REMUNERATÓRIO E NÃO INDENIZATÓRIO SENTENÇA DE IMPROCEDÊNCIA MANTIDA RECURSO DESPROVIDO. "O sobreaviso, verba paga pela contraprestação do período em que o servidor, embora não esteja no efetivo exercício de suas funções, está à disposição da Administração (Lei Complementar n. 323/06, art. 20, §1...), tem natureza remuneratória e não indenizatória, integrando, pois, a base de cálculo para a incidência do Imposto de Renda" (Mandado de Segurança n. 2012.008222-9, da Capital, rel. Des. Luiz Cézar Medeiros, j. 13-6-2012). Os embargos de declaração opostos foram rejeitados. No recurso extraordinário, a parte recorrente sustenta, preliminarmente, a existência de repercussão geral da matéria, conforme estabelece o art. 543-A, § 2..., do Código de Processo Civil, porquanto existem diversas ações com o mesmo objeto. Aponta ofensa aos arts. 153, III, da Constituição, 43, I e II, do CTN, 45, II, e 638 do Decreto 3.000/99, pois a verba denominada horas de sobreaviso possui natureza indenizatória, não podendo sobre ela incidir Imposto de Renda. Sustenta, ademais, que a Lei Complementar estadual 323/06, em seu art. 20, dispõe expressamente que a verba paga a título de horas de sobreaviso não se incorpora à remuneração para nenhum efeito legal. Requer, por fim, o provimento do recurso extraordinário para seja julgado procedente o pedido de abstenção da cobrança de Imposto de Renda sobre a verba denominada horas de sobreaviso. Em contrarrazões, a parte recorrida postula, preliminarmente, o não conhecimento do recurso, em razão da (a) ausência de prequestionamento; (b) incidência das Súmulas 284 e 636 do Supremo Tribunal Federal; e (c) inocorrência de violação direta à Constituição. No mérito, pede o desprovimento do recurso. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5703950. Supremo Tribunal Federal ARE 802082 RG / SC RENDA DEVIDA CARÁTER REMUNERATÓRIO E NÃO INDENIZATÓRIO SENTENÇA DE IMPROCEDÊNCIA MANTIDA RECURSO DESPROVIDO. "O sobreaviso, verba paga pela contraprestação do período em que o servidor, embora não esteja no efetivo exercício de suas funções, está à disposição da Administração (Lei Complementar n. 323/06, art. 20, §1...), tem natureza remuneratória e não indenizatória, integrando, pois, a base de cálculo para a incidência do Imposto de Renda" (Mandado de Segurança n. 2012.008222-9, da Capital, rel. Des. Luiz Cézar Medeiros, j. 13-6-2012). Os embargos de declaração opostos foram rejeitados. No recurso extraordinário, a parte recorrente sustenta, preliminarmente, a existência de repercussão geral da matéria, conforme estabelece o art. 543-A, § 2..., do Código de Processo Civil, porquanto existem diversas ações com o mesmo objeto. Aponta ofensa aos arts. 153, III, da Constituição, 43, I e II, do CTN, 45, II, e 638 do Decreto 3.000/99, pois a verba denominada horas de sobreaviso possui natureza indenizatória, não podendo sobre ela incidir Imposto de Renda. Sustenta, ademais, que a Lei Complementar estadual 323/06, em seu art. 20, dispõe expressamente que a verba paga a título de horas de sobreaviso não se incorpora à remuneração para nenhum efeito legal. Requer, por fim, o provimento do recurso extraordinário para seja julgado procedente o pedido de abstenção da cobrança de Imposto de Renda sobre a verba denominada horas de sobreaviso. Em contrarrazões, a parte recorrida postula, preliminarmente, o não conhecimento do recurso, em razão da (a) ausência de prequestionamento; (b) incidência das Súmulas 284 e 636 do Supremo Tribunal Federal; e (c) inocorrência de violação direta à Constituição. No mérito, pede o desprovimento do recurso. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5703950. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 16 Manifestação sobre a Repercussão Geral ARE 802082 RG / SC 2. O Supremo Tribunal Federal firmou entendimento no sentido de que é ônus do recorrente a demonstração formal e fundamentada de repercussão geral da matéria constitucional versada no recurso extraordinário, com indicação específica das circunstâncias reais que evidenciem, no caso concreto, a relevância econômica, política, social ou jurídica. Não bastam, portanto, para que seja atendido o requisito previsto nos artigos 102, § 3..., da Constituição Federal de 1988 e 543-A, § 2..., do Código de Processo Civil, alegações genéricas a respeito do instituto, como a mera afirmação de que: (a) a matéria controvertida tem repercussão geral; (b) o tema goza de importância econômica, política, social ou jurídica; (c) a questão ultrapassa os interesses subjetivos da parte ou tem manifesto potencial de repetitividade; (d) a repercussão geral é consequência inevitável de suposta violação de dispositivo constitucional; ou, ainda, (e) a existência de jurisprudência pacífica desta Corte quanto ao tema discutido. Nesse sentido: ARE 691.595 AgR, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 25/02/2013; ARE 696.347-AgR-segundo, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 14.2.2013; ARE 696.263-AgR/MG, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 19.02.2013; AI 717.821 AgR, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA, Segunda Turma, DJe de 13/08/2012. Ora, no caso, a alegação de repercussão geral não está acompanhada de fundamentação demonstrativa nesses moldes exigidos pela jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. 3. Ainda que superado esse grave óbice, a irresignação não mereceria prosperar. A teor do art. 102, III, a, da Constituição, fundamento da interposição do presente recurso extraordinário, não cabe invocar nesse apelo a violação a norma infraconstitucional, razão pela qual não se conhece a alegada violação aos arts. 43, I e II, do CTN, 45, II, e 638, do Decreto 3.000/99. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5703950. Supremo Tribunal Federal ARE 802082 RG / SC 2. O Supremo Tribunal Federal firmou entendimento no sentido de que é ônus do recorrente a demonstração formal e fundamentada de repercussão geral da matéria constitucional versada no recurso extraordinário, com indicação específica das circunstâncias reais que evidenciem, no caso concreto, a relevância econômica, política, social ou jurídica. Não bastam, portanto, para que seja atendido o requisito previsto nos artigos 102, § 3..., da Constituição Federal de 1988 e 543-A, § 2..., do Código de Processo Civil, alegações genéricas a respeito do instituto, como a mera afirmação de que: (a) a matéria controvertida tem repercussão geral; (b) o tema goza de importância econômica, política, social ou jurídica; (c) a questão ultrapassa os interesses subjetivos da parte ou tem manifesto potencial de repetitividade; (d) a repercussão geral é consequência inevitável de suposta violação de dispositivo constitucional; ou, ainda, (e) a existência de jurisprudência pacífica desta Corte quanto ao tema discutido. Nesse sentido: ARE 691.595 AgR, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 25/02/2013; ARE 696.347-AgR-segundo, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 14.2.2013; ARE 696.263-AgR/MG, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 19.02.2013; AI 717.821 AgR, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA, Segunda Turma, DJe de 13/08/2012. Ora, no caso, a alegação de repercussão geral não está acompanhada de fundamentação demonstrativa nesses moldes exigidos pela jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. 3. Ainda que superado esse grave óbice, a irresignação não mereceria prosperar. A teor do art. 102, III, a, da Constituição, fundamento da interposição do presente recurso extraordinário, não cabe invocar nesse apelo a violação a norma infraconstitucional, razão pela qual não se conhece a alegada violação aos arts. 43, I e II, do CTN, 45, II, e 638, do Decreto 3.000/99. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5703950. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 16 Manifestação sobre a Repercussão Geral ARE 802082 RG / SC 4. Quanto aos demais fundamentos ventilados pela recorrente, não há matéria constitucional a ser analisada. Isso porque a Turma Recursal decidiu a controvérsia acerca da incidência do Imposto de Renda sobre a verba paga a título de horas de sobreaviso tão somente a partir de interpretação e aplicação das normas infraconstitucionais pertinentes (Lei Complementar estadual 323/06 e Lei estadual 1.137/92). É inviável a apreciação, em recurso extraordinário, de alegada violação a dispositivo da Constituição Federal que, por não prescindir da análise de normas infraconstitucionais, se houvesse, seria meramente indireta ou reflexa. Saliente-se que o Supremo Tribunal Federal, por diversas vezes, rejeitou a existência de repercussão geral em recurso extraordinários tratando da natureza jurídica de verba para fins de incidência de Imposto de Renda, em razão do caráter eminentemente infraconstitucional da matéria. Nesse sentido, confiram-se os seguintes precedentes, todos submetidos à sistemática do art. 543-B do Código de Processo Civil: RECURSO. Extraordinário. Incognoscibilidade. Rescisão de contrato de trabalho. Verbas rescisórias. Natureza jurídica. Definição para fins de incidência de Imposto de Renda. Matéria infraconstitucional. Ausência de repercussão geral. Agravo de instrumento não conhecido. Não apresenta repercussão geral o recurso extraordinário que, tendo por objeto a definição da natureza jurídica de verbas rescisórias (salarial ou indenizatória), para fins de incidência de Imposto de Renda, versa sobre matéria infraconstitucional. (AI 705.941-RG, rel. Min. CEZAR PELUSO, DJe de 23-04-2010) TRIBUTÁRIO E CONSTITUCIONAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO. INCIDÊNCIA DE IMPOSTO DE RENDA SOBRE O ABONO DE PERMANÊNCIA. 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5703950. Supremo Tribunal Federal ARE 802082 RG / SC 4. Quanto aos demais fundamentos ventilados pela recorrente, não há matéria constitucional a ser analisada. Isso porque a Turma Recursal decidiu a controvérsia acerca da incidência do Imposto de Renda sobre a verba paga a título de horas de sobreaviso tão somente a partir de interpretação e aplicação das normas infraconstitucionais pertinentes (Lei Complementar estadual 323/06 e Lei estadual 1.137/92). É inviável a apreciação, em recurso extraordinário, de alegada violação a dispositivo da Constituição Federal que, por não prescindir da análise de normas infraconstitucionais, se houvesse, seria meramente indireta ou reflexa. Saliente-se que o Supremo Tribunal Federal, por diversas vezes, rejeitou a existência de repercussão geral em recurso extraordinários tratando da natureza jurídica de verba para fins de incidência de Imposto de Renda, em razão do caráter eminentemente infraconstitucional da matéria. Nesse sentido, confiram-se os seguintes precedentes, todos submetidos à sistemática do art. 543-B do Código de Processo Civil: RECURSO. Extraordinário. Incognoscibilidade. Rescisão de contrato de trabalho. Verbas rescisórias. Natureza jurídica. Definição para fins de incidência de Imposto de Renda. Matéria infraconstitucional. Ausência de repercussão geral. Agravo de instrumento não conhecido. Não apresenta repercussão geral o recurso extraordinário que, tendo por objeto a definição da natureza jurídica de verbas rescisórias (salarial ou indenizatória), para fins de incidência de Imposto de Renda, versa sobre matéria infraconstitucional. (AI 705.941-RG, rel. Min. CEZAR PELUSO, DJe de 23-04-2010) TRIBUTÁRIO E CONSTITUCIONAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO. INCIDÊNCIA DE IMPOSTO DE RENDA SOBRE O ABONO DE PERMANÊNCIA. 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5703950. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 16 Manifestação sobre a Repercussão Geral ARE 802082 RG / SC MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL (ART. 543-A DO Código de Processo Civil). 1. A controvérsia a respeito da incidência do imposto de renda sobre as verbas percebidas a título de abono de permanência é de natureza infraconstitucional, não havendo, portanto, matéria constitucional a ser analisada (ARE 665800 AgR, de minha relatoria, Segunda Turma, DJe de 20/08/2013; ARE 691857 AgR, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Primeira Turma, DJe 19/09/2012; ARE 662017 AgR, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe de 03/08/2012; ARE 646358 AgR, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 15/05/2012). 2. É cabível a atribuição dos efeitos da declaração de ausência de repercussão geral quando não há matéria constitucional a ser apreciada ou quando eventual ofensa à Constituição Federal se dê de forma indireta ou reflexa (Recurso Extraordinário 584.608 RG, Min. ELLEN GRACIE, Pleno, DJe de 13/03/2009). 3. Ausência de repercussão geral da questão suscitada, nos termos do art. 543-A do Código de Processo Civil. (Recurso Extraordinário 688.001- RG, rel. Min. TEORI ZAVASCKI, DJe de 18-11-2013) TRIBUTÁRIO. INCIDÊNCIA DO IMPOSTO DE RENDA SOBRE VERBAS RECEBIDAS EM RECLAMATÓRIA TRABALHISTA A TÍTULO DE JUROS. DEFINIÇÃO DA NATUREZA JURÍDICA DOS JUROS. APLICAÇÃO DOS EFEITOS DA AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL TENDO EM VISTA TRATAR-SE DE DIVERGÊNCIA SOLUCIONÁVEL PELA APLICAÇÃO DA LEGISLAÇÃO FEDERAL. INEXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. (Recurso Extraordinário 611.512- RG, rel. Min. ELLEN GRACIE, DJe de 23-11-2010) 5. O Plenário do Supremo Tribunal Federal firmou o entendimento de que é possível a atribuição dos efeitos da declaração de ausência de repercussão geral quando não 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5703950. Supremo Tribunal Federal ARE 802082 RG / SC MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL (ART. 543-A DO Código de Processo Civil). 1. A controvérsia a respeito da incidência do imposto de renda sobre as verbas percebidas a título de abono de permanência é de natureza infraconstitucional, não havendo, portanto, matéria constitucional a ser analisada (ARE 665800 AgR, de minha relatoria, Segunda Turma, DJe de 20/08/2013; ARE 691857 AgR, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Primeira Turma, DJe 19/09/2012; ARE 662017 AgR, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe de 03/08/2012; ARE 646358 AgR, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 15/05/2012). 2. É cabível a atribuição dos efeitos da declaração de ausência de repercussão geral quando não há matéria constitucional a ser apreciada ou quando eventual ofensa à Constituição Federal se dê de forma indireta ou reflexa (Recurso Extraordinário 584.608 RG, Min. ELLEN GRACIE, Pleno, DJe de 13/03/2009). 3. Ausência de repercussão geral da questão suscitada, nos termos do art. 543-A do Código de Processo Civil. (Recurso Extraordinário 688.001- RG, rel. Min. TEORI ZAVASCKI, DJe de 18-11-2013) TRIBUTÁRIO. INCIDÊNCIA DO IMPOSTO DE RENDA SOBRE VERBAS RECEBIDAS EM RECLAMATÓRIA TRABALHISTA A TÍTULO DE JUROS. DEFINIÇÃO DA NATUREZA JURÍDICA DOS JUROS. APLICAÇÃO DOS EFEITOS DA AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL TENDO EM VISTA TRATAR-SE DE DIVERGÊNCIA SOLUCIONÁVEL PELA APLICAÇÃO DA LEGISLAÇÃO FEDERAL. INEXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. (Recurso Extraordinário 611.512- RG, rel. Min. ELLEN GRACIE, DJe de 23-11-2010) 5. O Plenário do Supremo Tribunal Federal firmou o entendimento de que é possível a atribuição dos efeitos da declaração de ausência de repercussão geral quando não 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5703950. Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 16 Manifestação sobre a Repercussão Geral ARE 802082 RG / SC há matéria constitucional a ser apreciada ou quando eventual ofensa à Constituição Federal se dê de forma indireta ou reflexa (Recurso Extraordinário 584.608 RG, Min. ELLEN GRACIE, DJe de 13/03/2009). 6. Diante do exposto, manifesto-me pela inexistência de repercussão geral da questão suscitada. Brasília, 26 de março de 2014. Ministro Teori Zavascki Relator Documento assinado digitalmente 2. Observem a organicidade do Direito. O instituto da repercussão geral refere-se a recurso extraordinário que veicule matéria de índole constitucional. É o que decorre do disposto no § 3... do artigo 102 da Carta Federal: Art. 102. Compete ao Supremo Tribunal Federal, precipuamente, a guarda da Constituição, cabendo-lhe: (…) § 3... No recurso extraordinário o recorrente deverá demonstrar a repercussão geral das questões constitucionais discutidas no caso, nos termos da lei, a fim de que o Tribunal examine a admissão do recurso, somente podendo recusá-lo pela manifestação de dois terços de seus membros. Até aqui, para apreciação do Supremo, há o agravo interposto, que veio, ante a legislação instrumental, no próprio processo. Em síntese, o recurso extraordinário teve a sequência indeferida na origem. O interessado protocolou o agravo, o qual deve ser julgado pelo relator, o que ainda não ocorreu. Descabe fragilizar o instituto da repercussão geral e isso acontecerá caso, de cambulhada, seja colado a processo que não se apresenta a este 7 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5703950. Supremo Tribunal Federal ARE 802082 RG / SC há matéria constitucional a ser apreciada ou quando eventual ofensa à Constituição Federal se dê de forma indireta ou reflexa (Recurso Extraordinário 584.608 RG, Min. ELLEN GRACIE, DJe de 13/03/2009). 6. Diante do exposto, manifesto-me pela inexistência de repercussão geral da questão suscitada. Brasília, 26 de março de 2014. Ministro Teori Zavascki Relator Documento assinado digitalmente 2. Observem a organicidade do Direito. O instituto da repercussão geral refere-se a recurso extraordinário que veicule matéria de índole constitucional. É o que decorre do disposto no § 3... do artigo 102 da Carta Federal: Art. 102. Compete ao Supremo Tribunal Federal, precipuamente, a guarda da Constituição, cabendo-lhe: (…) § 3... No recurso extraordinário o recorrente deverá demonstrar a repercussão geral das questões constitucionais discutidas no caso, nos termos da lei, a fim de que o Tribunal examine a admissão do recurso, somente podendo recusá-lo pela manifestação de dois terços de seus membros. Até aqui, para apreciação do Supremo, há o agravo interposto, que veio, ante a legislação instrumental, no próprio processo. Em síntese, o recurso extraordinário teve a sequência indeferida na origem. O interessado protocolou o agravo, o qual deve ser julgado pelo relator, o que ainda não ocorreu. Descabe fragilizar o instituto da repercussão geral e isso acontecerá caso, de cambulhada, seja colado a processo que não se apresenta a este 7 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5703950. Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 16 Manifestação sobre a Repercussão Geral ARE 802082 RG / SC Tribunal com o recurso extraordinário admitido. 3. Concluo pela inadequação do instituto da repercussão geral. 4. À Assessoria, para acompanhar a tramitação do incidente. 5. Publiquem. Brasília, 15 de abril de 2014. Ministro MARCO AURÉLIO 8 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5703950. Supremo Tribunal Federal ARE 802082 RG / SC Tribunal com o recurso extraordinário admitido. 3. Concluo pela inadequação do instituto da repercussão geral. 4. À Assessoria, para acompanhar a tramitação do incidente. 5. Publiquem. Brasília, 15 de abril de 2014. Ministro MARCO AURÉLIO 8 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5703950. Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 16
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 802 . 082", "ARE 802082 RG /", "Recurso Extraordinário 584 . 608 RG", "ARE 802082 RG /", "Recurso Extraordinário 584 . 608 RG", "Mandado de Segurança n . 2012 . 008222 - 9", "Mandado de Segurança n . 2012 . 008222", "Súmulas 284", "Súmulas 284", "ARE 802082 RG / SC", "ARE 691 . 595 AgR", "ARE 696 . 347 - AgR - segundo", "ARE 696 . 263 - AgR / MG", "AI 717 . 821 AgR", "ARE 802082 RG", "ARE 691 . 595 AgR", "ARE 696 . 347 - AgR - segundo", "ARE 696 . 263 - AgR / MG", "AI 717 . 821 AgR", "ARE 802082 RG / SC", "AI 705 . 941 - RG", "ARE 665800 AgR", "ARE 691857 AgR", "ARE 802082 RG / SC", "AI 705 . 941 - RG", "ARE 665800 AgR", "ARE 691857 AgR", "ARE 802082 RG / SC 662017 AgR", "ARE 646358 AgR", "Recurso Extraordinário 584 . 608 RG", "Recurso Extraordinário 688 . 001 - RG", "Recurso Extraordinário 611 . 512 - RG", "Recurso Extraordinário 584 . 608 RG", "ARE 802082 RG / SC 662017 AgR", "ARE 646358 AgR", "Recurso Extraordinário 584 . 608 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Ementa e Acórdão 22/04/2014 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 744.445 SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX EMBTE.(S) :ANTÔNIO DONIZETI BLUNDI ADV.(A/S) :ANDRÉ RENATO SERVIDONI EMBDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA EMENTA: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO OPOSTOS CONTRA DECISÃO DE ADMISSIBILIDADE DE RECURSO. NÃO CABIMENTO. AGRAVO. INTEMPESTIVIDADE. OMISSÃO. INEXISTÊNCIA. EFEITOS INFRINGENTES. IMPOSSIBILIDADE. DESPROVIMENTO. 1. A omissão, contradição ou obscuridade, quando inocorrentes, tornam inviável a revisão em sede de embargos de declaração, em face dos estreitos limites do art. 535 do CPC. 2. O magistrado não está obrigado a rebater, um a um, os argumentos trazidos pela parte, desde que os fundamentos utilizados tenham sido suficientes para embasar a decisão. 3. A revisão do julgado, com manifesto caráter infringente, revela-se inadmissível, em sede de embargos. (Precedentes: AI n. 799.509-AgR-ED, Relator o Ministro Marco Aurélio, 1ª Turma, DJe de 8/9/2011; e RE n. 591.260-AgR-ED, Relator o Ministro Celso de Mello, 2ª Turma, DJe de 9/9/2011). 4. In casu, o acórdão originariamente recorrido assentou: “AGRAVO REGIMENTAL. AGRAVO. RECURSO ESPECIAL. TRIBUNAL A QUO. DECISÃO. INADMISSÃO. EMBARGOS DECLARATÓRIOS. OPOSIÇÃO. NÃO CABIMENTO. AGRAVO. INTEMPESTIVIDADE” 5. Embargos de declaração DESPROVIDOS. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5799132. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10 Ementa e Acórdão ARE 744445 AGR-ED / SP Senhor Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento aos embargos de declaração, nos termos do voto do Relator. Brasília, 22 de abril de 2014. LUIZ FUX – Relator Documento assinado digitalmente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5799132. Supremo Tribunal Federal ARE 744445 AGR-ED / SP Senhor Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento aos embargos de declaração, nos termos do voto do Relator. Brasília, 22 de abril de 2014. LUIZ FUX – Relator Documento assinado digitalmente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5799132. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 10 Relatório 22/04/2014 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 744.445 SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX EMBTE.(S) :ANTÔNIO DONIZETI BLUNDI ADV.(A/S) :ANDRÉ RENATO SERVIDONI EMBDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de embargos de declaração opostos por ANTÔNIO DONIZETI BLUNDI contra acórdão que restou assim ementado: “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. EMBARGOS RECEBIDOS COMO AGRAVO REGIMENTAL. PENAL. ART. 1º, I, LEI Nº 8.137/90. PETIÇÃO DE AGRAVO RECEBIDA PELO PROTOCOLO APÓS O QUINQUÍDIO LEGAL. INTEMPESTIVIDADE. SÚMULA 699 DO STF. 1. O prazo para interposição do agravo em recurso extraordinário em matéria penal é de cinco dias, conforme estabelecido no art. 28 da Lei 8.038/90. Incide, in casu , o teor da Súmula 699 do STF, in verbis : ‘O prazo para interposição de agravo, em processo penal, é de cinco dias, de acordo com a lei 8.038/1990, não se aplicando o disposto a respeito nas alterações da lei 8.950/1994 ao Código de Processo Civil.’ Precedente: ARE 659.028-AgR, Rel. Min. Joaquim Barbosa, Segunda Turma, DJe 23/5/2012. 2. In casu, a parte agravante interpôs o agravo após o transcurso do quinquídio legal, o que torna forçoso o não conhecimento do agravo em recurso extraordinário. 3. Os embargos de declaração são incabíveis contra decisão de admissibilidade do recurso extraordinário. Precedente: AI 746.533- Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5799133. Supremo Tribunal Federal 22/04/2014 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 744.445 SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX EMBTE.(S) :ANTÔNIO DONIZETI BLUNDI ADV.(A/S) :ANDRÉ RENATO SERVIDONI EMBDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de embargos de declaração opostos por ANTÔNIO DONIZETI BLUNDI contra acórdão que restou assim ementado: “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. EMBARGOS RECEBIDOS COMO AGRAVO REGIMENTAL. PENAL. ART. 1º, I, LEI Nº 8.137/90. PETIÇÃO DE AGRAVO RECEBIDA PELO PROTOCOLO APÓS O QUINQUÍDIO LEGAL. INTEMPESTIVIDADE. SÚMULA 699 DO STF. 1. O prazo para interposição do agravo em recurso extraordinário em matéria penal é de cinco dias, conforme estabelecido no art. 28 da Lei 8.038/90. Incide, in casu , o teor da Súmula 699 do STF, in verbis : ‘O prazo para interposição de agravo, em processo penal, é de cinco dias, de acordo com a lei 8.038/1990, não se aplicando o disposto a respeito nas alterações da lei 8.950/1994 ao Código de Processo Civil.’ Precedente: ARE 659.028-AgR, Rel. Min. Joaquim Barbosa, Segunda Turma, DJe 23/5/2012. 2. In casu, a parte agravante interpôs o agravo após o transcurso do quinquídio legal, o que torna forçoso o não conhecimento do agravo em recurso extraordinário. 3. Os embargos de declaração são incabíveis contra decisão de admissibilidade do recurso extraordinário. Precedente: AI 746.533- Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5799133. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 10 Relatório ARE 744445 AGR-ED / SP ED/RS, Rel. Min. Gilmar Mendes, Plenário, DJe 1º/7/2009. 4. Os embargos de declaração opostos objetivando reforma da decisão do relator, com caráter infringente, devem ser convertidos em agravo regimental, que é o recurso cabível, por força do princípio da fungibilidade. Precedentes: Pet 4.837-ED, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Tribunal Pleno, DJ 14.3.2011; Rcl 11.022-ED, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Tribunal Pleno, DJ 7.4.2011; AI 547.827-ED, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, 1ª Turma, DJ 9.3.2011; RE 546.525-ED, Rel. Min. ELLEN GRACIE, 2ª Turma, DJ 5.4.2011. 5. Agravo regimental DESPROVIDO”. Inconformado com a decisão supra, o embargante interpõe o recurso alegando, em síntese, que “Primeiramente, a r. decisão de fls. 708, emitida pelo Presidente da Seção de Direito Criminal do TJSP não está de acordo com a legislação em vigor. Na verdade, o recorrente apresentou recurso especial contra o v. acórdão paulista que, por circunstâncias equivocadas e contraditórias, não foi aceito. Desta decisão, o recorrente protocolizou tempestivamente embargos de declaração, ao argumento de que tal posição seria totalmente contraditória diante da presença dos requisitos de admissibilidade do recurso especial, sendo que foram analisados pelo Presidente da Seção de Direito Criminal. (...) Ora, embora o Desembargador assevere no final da sua decisão que não conhece dos embargos, na verdade o seu argumento maior é que o recurso não pode ser utilizado para rediscutir os pressupostos de admissibilidade do recurso especial, o que teria um caráter infringente. Com efeito, a r. decisão que não aceitou a tramitação do recurso especial foi publicada no dia 12 de abril do corrente ano (quinta-feira), mas os embargos de declaração foram protocolizados no dia 16 de abril (segunda-feira), assim, totalmente tempestivos. Consequentemente, estando dentro do prazo legal e com amparo na legislação em vigor, o correto da interpretação da decisão do 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5799133. Supremo Tribunal Federal ARE 744445 AGR-ED / SP ED/RS, Rel. Min. Gilmar Mendes, Plenário, DJe 1º/7/2009. 4. Os embargos de declaração opostos objetivando reforma da decisão do relator, com caráter infringente, devem ser convertidos em agravo regimental, que é o recurso cabível, por força do princípio da fungibilidade. Precedentes: Pet 4.837-ED, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Tribunal Pleno, DJ 14.3.2011; Rcl 11.022-ED, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Tribunal Pleno, DJ 7.4.2011; AI 547.827-ED, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, 1ª Turma, DJ 9.3.2011; RE 546.525-ED, Rel. Min. ELLEN GRACIE, 2ª Turma, DJ 5.4.2011. 5. Agravo regimental DESPROVIDO”. Inconformado com a decisão supra, o embargante interpõe o recurso alegando, em síntese, que “Primeiramente, a r. decisão de fls. 708, emitida pelo Presidente da Seção de Direito Criminal do TJSP não está de acordo com a legislação em vigor. Na verdade, o recorrente apresentou recurso especial contra o v. acórdão paulista que, por circunstâncias equivocadas e contraditórias, não foi aceito. Desta decisão, o recorrente protocolizou tempestivamente embargos de declaração, ao argumento de que tal posição seria totalmente contraditória diante da presença dos requisitos de admissibilidade do recurso especial, sendo que foram analisados pelo Presidente da Seção de Direito Criminal. (...) Ora, embora o Desembargador assevere no final da sua decisão que não conhece dos embargos, na verdade o seu argumento maior é que o recurso não pode ser utilizado para rediscutir os pressupostos de admissibilidade do recurso especial, o que teria um caráter infringente. Com efeito, a r. decisão que não aceitou a tramitação do recurso especial foi publicada no dia 12 de abril do corrente ano (quinta-feira), mas os embargos de declaração foram protocolizados no dia 16 de abril (segunda-feira), assim, totalmente tempestivos. Consequentemente, estando dentro do prazo legal e com amparo na legislação em vigor, o correto da interpretação da decisão do 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5799133. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 10 Relatório ARE 744445 AGR-ED / SP Desembargador Paulista seria que conhece do recurso mas deixa de dar provimento, demonstrando que a decisão contém apenas um ERRO MATERIAL, que poderia ser sanada de ofício pelo juiz, esta foi a interpretação feita por este subscritor. Assim, o conteúdo final da decisão do Desembargador deve ser interpretado de outra forma, até porque os embargos de declaração interrompe o prazo recursal”. Requer, ao final, que este “agravo de instrumento denegatório de seguimento de recurso extraordinário seja recebido, processado e provido”. Em 30/9/2013, o ora embargante impetrou, ainda, Habeas Corpus com pedido de liminar (Petição 48.737/2013) em face da decisão que “não acolheu o recurso interposto pelo recorrente”, alegando, em síntese, que esse remédio é a única alternativa para que o STF reanalise seu processo. Postula a concessão de medida liminar para suspender a tramitação do processo até a decisão final deste tribunal. No mérito, pugna pela reforma do acórdão recorrido. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5799133. Supremo Tribunal Federal ARE 744445 AGR-ED / SP Desembargador Paulista seria que conhece do recurso mas deixa de dar provimento, demonstrando que a decisão contém apenas um ERRO MATERIAL, que poderia ser sanada de ofício pelo juiz, esta foi a interpretação feita por este subscritor. Assim, o conteúdo final da decisão do Desembargador deve ser interpretado de outra forma, até porque os embargos de declaração interrompe o prazo recursal”. Requer, ao final, que este “agravo de instrumento denegatório de seguimento de recurso extraordinário seja recebido, processado e provido”. Em 30/9/2013, o ora embargante impetrou, ainda, Habeas Corpus com pedido de liminar (Petição 48.737/2013) em face da decisão que “não acolheu o recurso interposto pelo recorrente”, alegando, em síntese, que esse remédio é a única alternativa para que o STF reanalise seu processo. Postula a concessão de medida liminar para suspender a tramitação do processo até a decisão final deste tribunal. No mérito, pugna pela reforma do acórdão recorrido. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5799133. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 10 Voto - MIN. LUIZ FUX 22/04/2014 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 744.445 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Não merecem acolhida as pretensões do embargante. O acórdão hostilizado, ao contrário do alegado pelo embargante, enfrentou os argumentos trazidos nas razões do agravo regimental, ao demonstrar a intempestividade do agravo sob o fundamento de que não cabem embargos de declaração contra decisão de admissibilidade de recurso excepcional. Ressalto que os embargos de declaração somente são cabíveis, quando houver, na sentença ou no acórdão, obscuridade, contradição ou omissão, consoante dispõe o artigo 535 do CPC. No caso concreto, não se constata nenhuma das hipóteses ensejadoras dos embargos de declaração, eis que a decisão embargada apreciou as questões suscitadas no recurso extraordinário, em perfeita consonância com jurisprudência pertinente, por isso não há se cogitar do cabimento da oposição destes embargos declaratórios. Ademais, cabe salientar que os restritos limites dos embargos de declaração não permitem rejulgamento da causa. Ademais, o efeito modificativo pretendido somente é possível em casos excepcionais e uma vez comprovada a obscuridade, contradição ou omissão do julgado, o que não se aplica ao caso sub examine pelas razões acima delineadas. Nesse sentido, confiram-se, à guisa de exemplo, os seguinte julgados da Suprema Corte, verbis: “EMBARGOS DECLARATÓRIOS INEXISTÊNCIA DE VÍCIO DESPROVIMENTO. Uma vez voltados os embargos Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5799134. Supremo Tribunal Federal 22/04/2014 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 744.445 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Não merecem acolhida as pretensões do embargante. O acórdão hostilizado, ao contrário do alegado pelo embargante, enfrentou os argumentos trazidos nas razões do agravo regimental, ao demonstrar a intempestividade do agravo sob o fundamento de que não cabem embargos de declaração contra decisão de admissibilidade de recurso excepcional. Ressalto que os embargos de declaração somente são cabíveis, quando houver, na sentença ou no acórdão, obscuridade, contradição ou omissão, consoante dispõe o artigo 535 do CPC. No caso concreto, não se constata nenhuma das hipóteses ensejadoras dos embargos de declaração, eis que a decisão embargada apreciou as questões suscitadas no recurso extraordinário, em perfeita consonância com jurisprudência pertinente, por isso não há se cogitar do cabimento da oposição destes embargos declaratórios. Ademais, cabe salientar que os restritos limites dos embargos de declaração não permitem rejulgamento da causa. Ademais, o efeito modificativo pretendido somente é possível em casos excepcionais e uma vez comprovada a obscuridade, contradição ou omissão do julgado, o que não se aplica ao caso sub examine pelas razões acima delineadas. Nesse sentido, confiram-se, à guisa de exemplo, os seguinte julgados da Suprema Corte, verbis: “EMBARGOS DECLARATÓRIOS INEXISTÊNCIA DE VÍCIO DESPROVIMENTO. Uma vez voltados os embargos Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5799134. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 10 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 744445 AGR-ED / SP declaratórios ao simples rejulgamento de certa matéria e inexistente no acórdão proferido qualquer dos vícios que os respaldam omissão, contradição e obscuridade , impõe-se o desprovimento”. (AI 799.509-AgR-ED, Rel. Min. MARCO AURÉLIO, 1ª Turma, DJ 8/9/2011). “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO - INOCORRÊNCIA DE CONTRADIÇÃO, OBSCURIDADE OU OMISSÃO - EMBARGOS DE DECLARAÇÃO REJEITADOS . - Os embargos de declaração destinam-se , precipuamente, a desfazer obscuridades, a afastar contradições e a suprir omissões que eventualmente se registrem no acórdão proferido pelo Tribunal. A inocorrência dos pressupostos de embargabilidade, a que se refere o art. 535 do CPC, autoriza a rejeição dos embargos de declaração, por incabíveis ”. (RE 591.260-AgR-ED, Rel. Min. CELSO DE MELLO, 2ª Turma, DJ 9/9/2011). Por fim, quanto ao Habeas Corpus impetrado nestes autos, anoto que não compete ao STF o julgamento de writ manejado contra ato de Tribunal de Justiça, consoante o disposto no artigo 102, inciso I, alínea i, da Constituição Federal, in verbis: “Art. 102. Compete ao Supremo Tribunal Federal, precipuamente, a guarda da Constituição, cabendo-lhe: I – processar e julgar, originariamente: (…) i) o habeas corpus, quando o coator for Tribunal Superior ou quando o coator ou o paciente for autoridade ou funcionário cujos atos estejam sujeitos diretamente à jurisdição do Supremo Tribunal Federal, ou se trate de crime sujeito à mesma jurisdição em uma única instância”. Desse modo, fica o Supremo Tribunal Federal impedido de apreciar o presente habes corpus, sob pena de incorrer-se em indevida supressão de instância, e, por conseguinte, violação às regras constitucionais 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5799134. Supremo Tribunal Federal ARE 744445 AGR-ED / SP declaratórios ao simples rejulgamento de certa matéria e inexistente no acórdão proferido qualquer dos vícios que os respaldam omissão, contradição e obscuridade , impõe-se o desprovimento”. (AI 799.509-AgR-ED, Rel. Min. MARCO AURÉLIO, 1ª Turma, DJ 8/9/2011). “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO - INOCORRÊNCIA DE CONTRADIÇÃO, OBSCURIDADE OU OMISSÃO - EMBARGOS DE DECLARAÇÃO REJEITADOS . - Os embargos de declaração destinam-se , precipuamente, a desfazer obscuridades, a afastar contradições e a suprir omissões que eventualmente se registrem no acórdão proferido pelo Tribunal. A inocorrência dos pressupostos de embargabilidade, a que se refere o art. 535 do CPC, autoriza a rejeição dos embargos de declaração, por incabíveis ”. (RE 591.260-AgR-ED, Rel. Min. CELSO DE MELLO, 2ª Turma, DJ 9/9/2011). Por fim, quanto ao Habeas Corpus impetrado nestes autos, anoto que não compete ao STF o julgamento de writ manejado contra ato de Tribunal de Justiça, consoante o disposto no artigo 102, inciso I, alínea i, da Constituição Federal, in verbis: “Art. 102. Compete ao Supremo Tribunal Federal, precipuamente, a guarda da Constituição, cabendo-lhe: I – processar e julgar, originariamente: (…) i) o habeas corpus, quando o coator for Tribunal Superior ou quando o coator ou o paciente for autoridade ou funcionário cujos atos estejam sujeitos diretamente à jurisdição do Supremo Tribunal Federal, ou se trate de crime sujeito à mesma jurisdição em uma única instância”. Desse modo, fica o Supremo Tribunal Federal impedido de apreciar o presente habes corpus, sob pena de incorrer-se em indevida supressão de instância, e, por conseguinte, violação às regras constitucionais 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5799134. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 10 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 744445 AGR-ED / SP definidoras da competência dos tribunais superiores, consoante pacífica jurisprudência desta Corte: “HABEAS CORPUS. DIREITO PENAL E PROCESSUAL PENAL. QUESTÕES NÃO CONHECIDAS PELO STJ. AUTORIDADE COATORA. TRIBUNAL DE JUSTIÇA. INCOMPETÊNCIA DO STF. NEGATIVA AO DIREITO DE RECORRER EM LIBERDADE FUNDAMENTADA. PRISÃO ANTES DO TRÂNSITO EM JULGADO. INSTRUÇÃO CRIMINAL ENCERRADA. EXCESSO DE PRAZO. PREJUDICADO. ORDEM DENEGADA. 1. O Superior Tribunal de Justiça não se manifestou acerca do regime prisional imposto ao paciente no que concerne ao crime de tráfico de drogas e da possibilidade de aplicação da causa de diminuição de pena prevista no art. 22, § 4º, da Lei 11.343/06. 2. No que diz respeito aos temas não abordados pela Corte Superior, a autoridade coatora é o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo. Com efeito, não compete a esta Suprema Corte conhecer dessas matérias, sob pena de supressão de instância. Precedentes. 3. A proibição ao direito de o paciente recorrer em liberdade foi devidamente fundamentada. Ademais, o paciente foi preso em flagrante e permaneceu preso durante toda a instrução criminal. 4. A alegação de excesso de prazo fica prejudicada pelo fim da instrução penal e pela prolação de sentença condenatória. Precedentes. 5. Writ conhecido em parte e denegado”. (HC 100.595/SP, Rel. Min. Ellen Gracie, Segunda Turma, DJ de 9/3/2011 – grifos meus). Ainda que superado esse óbice, ressalto que esta Corte não admite o manejo de habeas corpus contra decisão que apreciou requisitos de admissibilidade de recurso. O Supremo Tribunal Federal fixou entendimento no sentido de que a via do habeas corpus, que tem por objeto a tutela da liberdade de locomoção, não pode ser utilizada para o reexame de pressupostos de admissibilidade de recursos. Neste sentido, os seguintes julgados: 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5799134. Supremo Tribunal Federal ARE 744445 AGR-ED / SP definidoras da competência dos tribunais superiores, consoante pacífica jurisprudência desta Corte: “HABEAS CORPUS. DIREITO PENAL E PROCESSUAL PENAL. QUESTÕES NÃO CONHECIDAS PELO STJ. AUTORIDADE COATORA. TRIBUNAL DE JUSTIÇA. INCOMPETÊNCIA DO STF. NEGATIVA AO DIREITO DE RECORRER EM LIBERDADE FUNDAMENTADA. PRISÃO ANTES DO TRÂNSITO EM JULGADO. INSTRUÇÃO CRIMINAL ENCERRADA. EXCESSO DE PRAZO. PREJUDICADO. ORDEM DENEGADA. 1. O Superior Tribunal de Justiça não se manifestou acerca do regime prisional imposto ao paciente no que concerne ao crime de tráfico de drogas e da possibilidade de aplicação da causa de diminuição de pena prevista no art. 22, § 4º, da Lei 11.343/06. 2. No que diz respeito aos temas não abordados pela Corte Superior, a autoridade coatora é o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo. Com efeito, não compete a esta Suprema Corte conhecer dessas matérias, sob pena de supressão de instância. Precedentes. 3. A proibição ao direito de o paciente recorrer em liberdade foi devidamente fundamentada. Ademais, o paciente foi preso em flagrante e permaneceu preso durante toda a instrução criminal. 4. A alegação de excesso de prazo fica prejudicada pelo fim da instrução penal e pela prolação de sentença condenatória. Precedentes. 5. Writ conhecido em parte e denegado”. (HC 100.595/SP, Rel. Min. Ellen Gracie, Segunda Turma, DJ de 9/3/2011 – grifos meus). Ainda que superado esse óbice, ressalto que esta Corte não admite o manejo de habeas corpus contra decisão que apreciou requisitos de admissibilidade de recurso. O Supremo Tribunal Federal fixou entendimento no sentido de que a via do habeas corpus, que tem por objeto a tutela da liberdade de locomoção, não pode ser utilizada para o reexame de pressupostos de admissibilidade de recursos. Neste sentido, os seguintes julgados: 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5799134. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 10 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 744445 AGR-ED / SP “HABEAS CORPUS. TRÁFICO DE DROGAS. ADMISSIBILIDADE DE RECURSO ESPECIAL. COMPETÊNCIA DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. INADEQUAÇÃO DO WRIT. SUBSTITUIÇÃO DA PENA. REGIME INICIAL DE CUMPRIMENTO DE PENA. BENEFÍCIO DO ART. 33, § 4º, DA LEI Nº 11.343/2006. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. 1. Compete ao Superior Tribunal de Justiça decidir sobre a admissibilidade do recurso especial. 2. Não cabe habeas corpus, como regra, para rever decisão do Superior Tribunal de Justiça quanto à admissibilidade do recurso especial. 3. Inviável a análise dos pedidos de substituição da pena, de imposição de regime inicial diverso do fechado e de aplicação da causa de diminuição da pena estabelecida pelo art. 33, § 4º, da Lei nº 11.343/2006, temas não debatidos pelo Superior Tribunal de Justiça, sob pena de supressão de instância, em afronta às normas constitucionais de competência. Precedentes. 4. Ordem denegada. - Sem grifos no original.” (HC 112.756, Primeira Turma, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJ de 13/3/2013) “HABEAS CORPUS. PROCESSUAL PENAL. AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DOS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. QUESTÕES ALHEIAS À PRIVAÇÃO DA LIBERDADE DE LOCOMOÇÃO. AUSÊNCIA DE ILEGALIDADE, CONTRANGIMENTO ILEGAL OU ABUSO DE PODER. ORDEM DENEGADA. I A via estreita do habeas corpus não pode ser utilizada como sucedâneo de recurso, para discutir questões alheias à liberdade de locomoção, tais como ausência dos pressupostos de admissibilidade recursal. Precedentes. II A decisão impugnada está em consonância com a jurisprudência desta Corte no sentido de que incumbe ao agravante o dever de impugnar, de forma específica, cada um dos fundamentos da decisão questionada, sob pena de não conhecimento do recurso. III Ordem denegada. - Sem grifos no original.” (HC 113.660, Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJ de 13/2/2013) Com essas considerações, desprovejo os embargos de declaração. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5799134. Supremo Tribunal Federal ARE 744445 AGR-ED / SP “HABEAS CORPUS. TRÁFICO DE DROGAS. ADMISSIBILIDADE DE RECURSO ESPECIAL. COMPETÊNCIA DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. INADEQUAÇÃO DO WRIT. SUBSTITUIÇÃO DA PENA. REGIME INICIAL DE CUMPRIMENTO DE PENA. BENEFÍCIO DO ART. 33, § 4º, DA LEI Nº 11.343/2006. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. 1. Compete ao Superior Tribunal de Justiça decidir sobre a admissibilidade do recurso especial. 2. Não cabe habeas corpus, como regra, para rever decisão do Superior Tribunal de Justiça quanto à admissibilidade do recurso especial. 3. Inviável a análise dos pedidos de substituição da pena, de imposição de regime inicial diverso do fechado e de aplicação da causa de diminuição da pena estabelecida pelo art. 33, § 4º, da Lei nº 11.343/2006, temas não debatidos pelo Superior Tribunal de Justiça, sob pena de supressão de instância, em afronta às normas constitucionais de competência. Precedentes. 4. Ordem denegada. - Sem grifos no original.” (HC 112.756, Primeira Turma, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJ de 13/3/2013) “HABEAS CORPUS. PROCESSUAL PENAL. AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DOS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. QUESTÕES ALHEIAS À PRIVAÇÃO DA LIBERDADE DE LOCOMOÇÃO. AUSÊNCIA DE ILEGALIDADE, CONTRANGIMENTO ILEGAL OU ABUSO DE PODER. ORDEM DENEGADA. I A via estreita do habeas corpus não pode ser utilizada como sucedâneo de recurso, para discutir questões alheias à liberdade de locomoção, tais como ausência dos pressupostos de admissibilidade recursal. Precedentes. II A decisão impugnada está em consonância com a jurisprudência desta Corte no sentido de que incumbe ao agravante o dever de impugnar, de forma específica, cada um dos fundamentos da decisão questionada, sob pena de não conhecimento do recurso. III Ordem denegada. - Sem grifos no original.” (HC 113.660, Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJ de 13/2/2013) Com essas considerações, desprovejo os embargos de declaração. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5799134. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 10 Extrato de Ata - 22/04/2014 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 744.445 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX EMBTE.(S) : ANTÔNIO DONIZETI BLUNDI ADV.(A/S) : ANDRÉ RENATO SERVIDONI EMBDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: A Turma negou provimento aos embargos de declaração, nos termos do voto do relator. Unânime. Não participaram, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Marco Aurélio e a Senhora Ministra Rosa Weber. Presidiu, este julgamento, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Primeira Turma, 22.4.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 5787900 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 744.445 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX EMBTE.(S) : ANTÔNIO DONIZETI BLUNDI ADV.(A/S) : ANDRÉ RENATO SERVIDONI EMBDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: A Turma negou provimento aos embargos de declaração, nos termos do voto do relator. Unânime. Não participaram, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Marco Aurélio e a Senhora Ministra Rosa Weber. Presidiu, este julgamento, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Primeira Turma, 22.4.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 5787900 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=5842440
2014-04-22T00:00:00
2014-05-12T00:00:00
A Turma negou provimento aos embargos de declaração, nos termos do voto do relator. Unânime. Não participaram, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Marco Aurélio e a Senhora Ministra Rosa Weber. Presidiu, este julgamento, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Primeira Turma, 22.4.2014.
EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
Ementa: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO OPOSTOS CONTRA DECISÃO DE ADMISSIBILIDADE DE RECURSO. NÃO CABIMENTO. AGRAVO. INTEMPESTIVIDADE. OMISSÃO. INEXISTÊNCIA. EFEITOS INFRINGENTES. IMPOSSIBILIDADE. DESPROVIMENTO. 1. A omissão, contradição ou obscuridade, quando inocorrentes, tornam inviável a revisão em sede de embargos de declaração, em face dos estreitos limites do art. 535 do CPC. 2. O magistrado não está obrigado a rebater, um a um, os argumentos trazidos pela parte, desde que os fundamentos utilizados tenham sido suficientes para embasar a decisão. 3. A revisão do julgado, com manifesto caráter infringente, revela-se inadmissível, em sede de embargos. (Precedentes: AI n. 799.509-AgR-ED, Relator o Ministro Marco Aurélio, 1ª Turma, DJe de 8/9/2011; e RE n. 591.260-AgR-ED, Relator o Ministro Celso de Mello, 2ª Turma, DJe de 9/9/2011). 4. In casu, o acórdão originariamente recorrido assentou: “AGRAVO REGIMENTAL. AGRAVO. RECURSO ESPECIAL. TRIBUNAL A QUO. DECISÃO. INADMISSÃO. EMBARGOS DECLARATÓRIOS. OPOSIÇÃO. NÃO CABIMENTO. AGRAVO. INTEMPESTIVIDADE” 5. Embargos de declaração DESPROVIDOS.
sjur263389
- Acórdão(s) citado(s): (ED, CARÁTER INFRINGENTE) AI 799509 AgR-ED (1ªT), RE 591260 AgR-ED (2ªT). (PRESSUPOSTOS DE ADMISSIBILIDADE) HC 112756 (1ªT), HC 113660 (2ªT). Número de páginas: 10. Análise: 13/05/2014, TIA.
LUIZ FUX
Primeira Turma
744445
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00102 INC-00001 LET-I\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED LEI-005869 ANO-1973\n ART-00535\n CPC-1973 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL" ]
ARE-AgR-ED
acordaos
ARE 744445 AgR-ED
[ "" ]
EMBTE.(S) : ANTÔNIO DONIZETI BLUNDI ADV.(A/S) : ANDRÉ RENATO SERVIDONI EMBDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
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Ementa e Acórdão 22/04/2014 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 744.445 SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX EMBTE.(S) :ANTÔNIO DONIZETI BLUNDI ADV.(A/S) :ANDRÉ RENATO SERVIDONI EMBDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA EMENTA: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO OPOSTOS CONTRA DECISÃO DE ADMISSIBILIDADE DE RECURSO. NÃO CABIMENTO. AGRAVO. INTEMPESTIVIDADE. OMISSÃO. INEXISTÊNCIA. EFEITOS INFRINGENTES. IMPOSSIBILIDADE. DESPROVIMENTO. 1. A omissão, contradição ou obscuridade, quando inocorrentes, tornam inviável a revisão em sede de embargos de declaração, em face dos estreitos limites do art. 535 do Código de Processo Civil. 2. O magistrado não está obrigado a rebater, um a um, os argumentos trazidos pela parte, desde que os fundamentos utilizados tenham sido suficientes para embasar a decisão. 3. A revisão do julgado, com manifesto caráter infringente, revela-se inadmissível, em sede de embargos. (Precedentes: AI n. 799.509-AgR-ED, Relator o Ministro Marco Aurélio, 1... Turma, DJe de 8/9/2011; e Recurso Extraordinário n. 591.260-AgR-ED, Relator o Ministro Celso de Mello, 2... Turma, DJe de 9/9/2011). 4. In casu, o acórdão originariamente recorrido assentou: “AGRAVO REGIMENTAL. AGRAVO. RECURSO ESPECIAL. TRIBUNAL A QUO. DECISÃO. INADMISSÃO. EMBARGOS DECLARATÓRIOS. OPOSIÇÃO. NÃO CABIMENTO. AGRAVO. INTEMPESTIVIDADE” 5. Embargos de declaração DESPROVIDOS. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5799132. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10 Ementa e Acórdão ARE 744445 AGR-ED / SP Senhor Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento aos embargos de declaração, nos termos do voto do Relator. Brasília, 22 de abril de 2014. LUIZ FUX – Relator Documento assinado digitalmente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5799132. Supremo Tribunal Federal ARE 744445 AGR-ED / SP Senhor Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento aos embargos de declaração, nos termos do voto do Relator. Brasília, 22 de abril de 2014. LUIZ FUX – Relator Documento assinado digitalmente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5799132. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 10 Relatório 22/04/2014 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 744.445 SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX EMBTE.(S) :ANTÔNIO DONIZETI BLUNDI ADV.(A/S) :ANDRÉ RENATO SERVIDONI EMBDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de embargos de declaração opostos por ANTÔNIO DONIZETI BLUNDI contra acórdão que restou assim ementado: “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. EMBARGOS RECEBIDOS COMO AGRAVO REGIMENTAL. PENAL. ART. 1..., I, LEI n 8.137/90. PETIÇÃO DE AGRAVO RECEBIDA PELO PROTOCOLO APÓS O QUINQUÍDIO LEGAL. INTEMPESTIVIDADE. SÚMULA 699 DO Supremo Tribunal Federal. 1. O prazo para interposição do agravo em recurso extraordinário em matéria penal é de cinco dias, conforme estabelecido no art. 28 da Lei 8.038/90. Incide, in casu , o teor da Súmula 699 do Supremo Tribunal Federal, in verbis : ‘O prazo para interposição de agravo, em processo penal, é de cinco dias, de acordo com a lei 8.038/1990, não se aplicando o disposto a respeito nas alterações da lei 8.950/1994 ao Código de Processo Civil.’ Precedente: ARE 659.028-AgR, Rel. Min. Joaquim Barbosa, Segunda Turma, DJe 23/5/2012. 2. In casu, a parte agravante interpôs o agravo após o transcurso do quinquídio legal, o que torna forçoso o não conhecimento do agravo em recurso extraordinário. 3. Os embargos de declaração são incabíveis contra decisão de admissibilidade do recurso extraordinário. Precedente: AI 746.533- Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5799133. Supremo Tribunal Federal 22/04/2014 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 744.445 SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX EMBTE.(S) :ANTÔNIO DONIZETI BLUNDI ADV.(A/S) :ANDRÉ RENATO SERVIDONI EMBDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de embargos de declaração opostos por ANTÔNIO DONIZETI BLUNDI contra acórdão que restou assim ementado: “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. EMBARGOS RECEBIDOS COMO AGRAVO REGIMENTAL. PENAL. ART. 1..., I, LEI n 8.137/90. PETIÇÃO DE AGRAVO RECEBIDA PELO PROTOCOLO APÓS O QUINQUÍDIO LEGAL. INTEMPESTIVIDADE. SÚMULA 699 DO Supremo Tribunal Federal. 1. O prazo para interposição do agravo em recurso extraordinário em matéria penal é de cinco dias, conforme estabelecido no art. 28 da Lei 8.038/90. Incide, in casu , o teor da Súmula 699 do Supremo Tribunal Federal, in verbis : ‘O prazo para interposição de agravo, em processo penal, é de cinco dias, de acordo com a lei 8.038/1990, não se aplicando o disposto a respeito nas alterações da lei 8.950/1994 ao Código de Processo Civil.’ Precedente: ARE 659.028-AgR, Rel. Min. Joaquim Barbosa, Segunda Turma, DJe 23/5/2012. 2. In casu, a parte agravante interpôs o agravo após o transcurso do quinquídio legal, o que torna forçoso o não conhecimento do agravo em recurso extraordinário. 3. Os embargos de declaração são incabíveis contra decisão de admissibilidade do recurso extraordinário. Precedente: AI 746.533- Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5799133. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 10 Relatório ARE 744445 AGR-ED / SP ED/RS, Rel. Min. Gilmar Mendes, Plenário, DJe 1.../7/2009. 4. Os embargos de declaração opostos objetivando reforma da decisão do relator, com caráter infringente, devem ser convertidos em agravo regimental, que é o recurso cabível, por força do princípio da fungibilidade. Precedentes: Pet 4.837-ED, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Tribunal Pleno, DJ 14.3.2011; Rcl 11.022-ED, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Tribunal Pleno, DJ 7.4.2011; AI 547.827-ED, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, 1... Turma, DJ 9.3.2011; Recurso Extraordinário 546.525-ED, Rel. Min. ELLEN GRACIE, 2... Turma, DJ 5.4.2011. 5. Agravo regimental DESPROVIDO”. Inconformado com a decisão supra, o embargante interpõe o recurso alegando, em síntese, que “Primeiramente, a r. decisão de fls. 708, emitida pelo Presidente da Seção de Direito Criminal do TJSP não está de acordo com a legislação em vigor. Na verdade, o recorrente apresentou recurso especial contra o v. acórdão paulista que, por circunstâncias equivocadas e contraditórias, não foi aceito. Desta decisão, o recorrente protocolizou tempestivamente embargos de declaração, ao argumento de que tal posição seria totalmente contraditória diante da presença dos requisitos de admissibilidade do recurso especial, sendo que foram analisados pelo Presidente da Seção de Direito Criminal. (...) Ora, embora o Desembargador assevere no final da sua decisão que não conhece dos embargos, na verdade o seu argumento maior é que o recurso não pode ser utilizado para rediscutir os pressupostos de admissibilidade do recurso especial, o que teria um caráter infringente. Com efeito, a r. decisão que não aceitou a tramitação do recurso especial foi publicada no dia 12 de abril do corrente ano (quinta-feira), mas os embargos de declaração foram protocolizados no dia 16 de abril (segunda-feira), assim, totalmente tempestivos. Consequentemente, estando dentro do prazo legal e com amparo na legislação em vigor, o correto da interpretação da decisão do 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5799133. Supremo Tribunal Federal ARE 744445 AGR-ED / SP ED/RS, Rel. Min. Gilmar Mendes, Plenário, DJe 1.../7/2009. 4. Os embargos de declaração opostos objetivando reforma da decisão do relator, com caráter infringente, devem ser convertidos em agravo regimental, que é o recurso cabível, por força do princípio da fungibilidade. Precedentes: Pet 4.837-ED, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Tribunal Pleno, DJ 14.3.2011; Rcl 11.022-ED, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Tribunal Pleno, DJ 7.4.2011; AI 547.827-ED, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, 1... Turma, DJ 9.3.2011; Recurso Extraordinário 546.525-ED, Rel. Min. ELLEN GRACIE, 2... Turma, DJ 5.4.2011. 5. Agravo regimental DESPROVIDO”. Inconformado com a decisão supra, o embargante interpõe o recurso alegando, em síntese, que “Primeiramente, a r. decisão de fls. 708, emitida pelo Presidente da Seção de Direito Criminal do TJSP não está de acordo com a legislação em vigor. Na verdade, o recorrente apresentou recurso especial contra o v. acórdão paulista que, por circunstâncias equivocadas e contraditórias, não foi aceito. Desta decisão, o recorrente protocolizou tempestivamente embargos de declaração, ao argumento de que tal posição seria totalmente contraditória diante da presença dos requisitos de admissibilidade do recurso especial, sendo que foram analisados pelo Presidente da Seção de Direito Criminal. (...) Ora, embora o Desembargador assevere no final da sua decisão que não conhece dos embargos, na verdade o seu argumento maior é que o recurso não pode ser utilizado para rediscutir os pressupostos de admissibilidade do recurso especial, o que teria um caráter infringente. Com efeito, a r. decisão que não aceitou a tramitação do recurso especial foi publicada no dia 12 de abril do corrente ano (quinta-feira), mas os embargos de declaração foram protocolizados no dia 16 de abril (segunda-feira), assim, totalmente tempestivos. Consequentemente, estando dentro do prazo legal e com amparo na legislação em vigor, o correto da interpretação da decisão do 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5799133. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 10 Relatório ARE 744445 AGR-ED / SP Desembargador Paulista seria que conhece do recurso mas deixa de dar provimento, demonstrando que a decisão contém apenas um ERRO MATERIAL, que poderia ser sanada de ofício pelo juiz, esta foi a interpretação feita por este subscritor. Assim, o conteúdo final da decisão do Desembargador deve ser interpretado de outra forma, até porque os embargos de declaração interrompe o prazo recursal”. Requer, ao final, que este “agravo de instrumento denegatório de seguimento de recurso extraordinário seja recebido, processado e provido”. Em 30/9/2013, o ora embargante impetrou, ainda, Habeas Corpus com pedido de liminar (Petição 48.737/2013) em face da decisão que “não acolheu o recurso interposto pelo recorrente”, alegando, em síntese, que esse remédio é a única alternativa para que o Supremo Tribunal Federal reanalise seu processo. Postula a concessão de medida liminar para suspender a tramitação do processo até a decisão final deste tribunal. No mérito, pugna pela reforma do acórdão recorrido. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5799133. Supremo Tribunal Federal ARE 744445 AGR-ED / SP Desembargador Paulista seria que conhece do recurso mas deixa de dar provimento, demonstrando que a decisão contém apenas um ERRO MATERIAL, que poderia ser sanada de ofício pelo juiz, esta foi a interpretação feita por este subscritor. Assim, o conteúdo final da decisão do Desembargador deve ser interpretado de outra forma, até porque os embargos de declaração interrompe o prazo recursal”. Requer, ao final, que este “agravo de instrumento denegatório de seguimento de recurso extraordinário seja recebido, processado e provido”. Em 30/9/2013, o ora embargante impetrou, ainda, Habeas Corpus com pedido de liminar (Petição 48.737/2013) em face da decisão que “não acolheu o recurso interposto pelo recorrente”, alegando, em síntese, que esse remédio é a única alternativa para que o Supremo Tribunal Federal reanalise seu processo. Postula a concessão de medida liminar para suspender a tramitação do processo até a decisão final deste tribunal. No mérito, pugna pela reforma do acórdão recorrido. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5799133. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 10 Voto - MIN. LUIZ FUX 22/04/2014 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 744.445 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Não merecem acolhida as pretensões do embargante. O acórdão hostilizado, ao contrário do alegado pelo embargante, enfrentou os argumentos trazidos nas razões do agravo regimental, ao demonstrar a intempestividade do agravo sob o fundamento de que não cabem embargos de declaração contra decisão de admissibilidade de recurso excepcional. Ressalto que os embargos de declaração somente são cabíveis, quando houver, na sentença ou no acórdão, obscuridade, contradição ou omissão, consoante dispõe o artigo 535 do Código de Processo Civil. No caso concreto, não se constata nenhuma das hipóteses ensejadoras dos embargos de declaração, eis que a decisão embargada apreciou as questões suscitadas no recurso extraordinário, em perfeita consonância com jurisprudência pertinente, por isso não há se cogitar do cabimento da oposição destes embargos declaratórios. Ademais, cabe salientar que os restritos limites dos embargos de declaração não permitem rejulgamento da causa. Ademais, o efeito modificativo pretendido somente é possível em casos excepcionais e uma vez comprovada a obscuridade, contradição ou omissão do julgado, o que não se aplica ao caso sub examine pelas razões acima delineadas. Nesse sentido, confiram-se, à guisa de exemplo, os seguinte julgados da Suprema Corte, verbis: “EMBARGOS DECLARATÓRIOS INEXISTÊNCIA DE VÍCIO DESPROVIMENTO. Uma vez voltados os embargos Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5799134. Supremo Tribunal Federal 22/04/2014 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 744.445 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Não merecem acolhida as pretensões do embargante. O acórdão hostilizado, ao contrário do alegado pelo embargante, enfrentou os argumentos trazidos nas razões do agravo regimental, ao demonstrar a intempestividade do agravo sob o fundamento de que não cabem embargos de declaração contra decisão de admissibilidade de recurso excepcional. Ressalto que os embargos de declaração somente são cabíveis, quando houver, na sentença ou no acórdão, obscuridade, contradição ou omissão, consoante dispõe o artigo 535 do Código de Processo Civil. No caso concreto, não se constata nenhuma das hipóteses ensejadoras dos embargos de declaração, eis que a decisão embargada apreciou as questões suscitadas no recurso extraordinário, em perfeita consonância com jurisprudência pertinente, por isso não há se cogitar do cabimento da oposição destes embargos declaratórios. Ademais, cabe salientar que os restritos limites dos embargos de declaração não permitem rejulgamento da causa. Ademais, o efeito modificativo pretendido somente é possível em casos excepcionais e uma vez comprovada a obscuridade, contradição ou omissão do julgado, o que não se aplica ao caso sub examine pelas razões acima delineadas. Nesse sentido, confiram-se, à guisa de exemplo, os seguinte julgados da Suprema Corte, verbis: “EMBARGOS DECLARATÓRIOS INEXISTÊNCIA DE VÍCIO DESPROVIMENTO. Uma vez voltados os embargos Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5799134. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 10 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 744445 AGR-ED / SP declaratórios ao simples rejulgamento de certa matéria e inexistente no acórdão proferido qualquer dos vícios que os respaldam omissão, contradição e obscuridade , impõe-se o desprovimento”. (AI 799.509-AgR-ED, Rel. Min. MARCO AURÉLIO, 1... Turma, DJ 8/9/2011). “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO - INOCORRÊNCIA DE CONTRADIÇÃO, OBSCURIDADE OU OMISSÃO - EMBARGOS DE DECLARAÇÃO REJEITADOS . - Os embargos de declaração destinam-se , precipuamente, a desfazer obscuridades, a afastar contradições e a suprir omissões que eventualmente se registrem no acórdão proferido pelo Tribunal. A inocorrência dos pressupostos de embargabilidade, a que se refere o art. 535 do Código de Processo Civil, autoriza a rejeição dos embargos de declaração, por incabíveis ”. (Recurso Extraordinário 591.260-AgR-ED, Rel. Min. CELSO DE MELLO, 2... Turma, DJ 9/9/2011). Por fim, quanto ao Habeas Corpus impetrado nestes autos, anoto que não compete ao Supremo Tribunal Federal o julgamento de writ manejado contra ato de Tribunal de Justiça, consoante o disposto no artigo 102, inciso I, alínea i, da Constituição Federal, in verbis: “Art. 102. Compete ao Supremo Tribunal Federal, precipuamente, a guarda da Constituição, cabendo-lhe: I – processar e julgar, originariamente: (…) i) o habeas corpus, quando o coator for Tribunal Superior ou quando o coator ou o paciente for autoridade ou funcionário cujos atos estejam sujeitos diretamente à jurisdição do Supremo Tribunal Federal, ou se trate de crime sujeito à mesma jurisdição em uma única instância”. Desse modo, fica o Supremo Tribunal Federal impedido de apreciar o presente habes corpus, sob pena de incorrer-se em indevida supressão de instância, e, por conseguinte, violação às regras constitucionais 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5799134. Supremo Tribunal Federal ARE 744445 AGR-ED / SP declaratórios ao simples rejulgamento de certa matéria e inexistente no acórdão proferido qualquer dos vícios que os respaldam omissão, contradição e obscuridade , impõe-se o desprovimento”. (AI 799.509-AgR-ED, Rel. Min. MARCO AURÉLIO, 1... Turma, DJ 8/9/2011). “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO - INOCORRÊNCIA DE CONTRADIÇÃO, OBSCURIDADE OU OMISSÃO - EMBARGOS DE DECLARAÇÃO REJEITADOS . - Os embargos de declaração destinam-se , precipuamente, a desfazer obscuridades, a afastar contradições e a suprir omissões que eventualmente se registrem no acórdão proferido pelo Tribunal. A inocorrência dos pressupostos de embargabilidade, a que se refere o art. 535 do Código de Processo Civil, autoriza a rejeição dos embargos de declaração, por incabíveis ”. (Recurso Extraordinário 591.260-AgR-ED, Rel. Min. CELSO DE MELLO, 2... Turma, DJ 9/9/2011). Por fim, quanto ao Habeas Corpus impetrado nestes autos, anoto que não compete ao Supremo Tribunal Federal o julgamento de writ manejado contra ato de Tribunal de Justiça, consoante o disposto no artigo 102, inciso I, alínea i, da Constituição Federal, in verbis: “Art. 102. Compete ao Supremo Tribunal Federal, precipuamente, a guarda da Constituição, cabendo-lhe: I – processar e julgar, originariamente: (…) i) o habeas corpus, quando o coator for Tribunal Superior ou quando o coator ou o paciente for autoridade ou funcionário cujos atos estejam sujeitos diretamente à jurisdição do Supremo Tribunal Federal, ou se trate de crime sujeito à mesma jurisdição em uma única instância”. Desse modo, fica o Supremo Tribunal Federal impedido de apreciar o presente habes corpus, sob pena de incorrer-se em indevida supressão de instância, e, por conseguinte, violação às regras constitucionais 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5799134. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 10 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 744445 AGR-ED / SP definidoras da competência dos tribunais superiores, consoante pacífica jurisprudência desta Corte: “HABEAS CORPUS. DIREITO PENAL E PROCESSUAL PENAL. QUESTÕES NÃO CONHECIDAS PELO Superior Tribunal de Justiça. AUTORIDADE COATORA. TRIBUNAL DE JUSTIÇA. INCOMPETÊNCIA DO Supremo Tribunal Federal. NEGATIVA AO DIREITO DE RECORRER EM LIBERDADE FUNDAMENTADA. PRISÃO ANTES DO TRÂNSITO EM JULGADO. INSTRUÇÃO CRIMINAL ENCERRADA. EXCESSO DE PRAZO. PREJUDICADO. ORDEM DENEGADA. 1. O Superior Tribunal de Justiça não se manifestou acerca do regime prisional imposto ao paciente no que concerne ao crime de tráfico de drogas e da possibilidade de aplicação da causa de diminuição de pena prevista no art. 22, § 4..., da Lei 11.343/06. 2. No que diz respeito aos temas não abordados pela Corte Superior, a autoridade coatora é o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo. Com efeito, não compete a esta Suprema Corte conhecer dessas matérias, sob pena de supressão de instância. Precedentes. 3. A proibição ao direito de o paciente recorrer em liberdade foi devidamente fundamentada. Ademais, o paciente foi preso em flagrante e permaneceu preso durante toda a instrução criminal. 4. A alegação de excesso de prazo fica prejudicada pelo fim da instrução penal e pela prolação de sentença condenatória. Precedentes. 5. Writ conhecido em parte e denegado”. (HC 100.595/SP, Rel. Min. Ellen Gracie, Segunda Turma, DJ de 9/3/2011 – grifos meus). Ainda que superado esse óbice, ressalto que esta Corte não admite o manejo de habeas corpus contra decisão que apreciou requisitos de admissibilidade de recurso. O Supremo Tribunal Federal fixou entendimento no sentido de que a via do habeas corpus, que tem por objeto a tutela da liberdade de locomoção, não pode ser utilizada para o reexame de pressupostos de admissibilidade de recursos. Neste sentido, os seguintes julgados: 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5799134. Supremo Tribunal Federal ARE 744445 AGR-ED / SP definidoras da competência dos tribunais superiores, consoante pacífica jurisprudência desta Corte: “HABEAS CORPUS. DIREITO PENAL E PROCESSUAL PENAL. QUESTÕES NÃO CONHECIDAS PELO Superior Tribunal de Justiça. AUTORIDADE COATORA. TRIBUNAL DE JUSTIÇA. INCOMPETÊNCIA DO Supremo Tribunal Federal. NEGATIVA AO DIREITO DE RECORRER EM LIBERDADE FUNDAMENTADA. PRISÃO ANTES DO TRÂNSITO EM JULGADO. INSTRUÇÃO CRIMINAL ENCERRADA. EXCESSO DE PRAZO. PREJUDICADO. ORDEM DENEGADA. 1. O Superior Tribunal de Justiça não se manifestou acerca do regime prisional imposto ao paciente no que concerne ao crime de tráfico de drogas e da possibilidade de aplicação da causa de diminuição de pena prevista no art. 22, § 4..., da Lei 11.343/06. 2. No que diz respeito aos temas não abordados pela Corte Superior, a autoridade coatora é o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo. Com efeito, não compete a esta Suprema Corte conhecer dessas matérias, sob pena de supressão de instância. Precedentes. 3. A proibição ao direito de o paciente recorrer em liberdade foi devidamente fundamentada. Ademais, o paciente foi preso em flagrante e permaneceu preso durante toda a instrução criminal. 4. A alegação de excesso de prazo fica prejudicada pelo fim da instrução penal e pela prolação de sentença condenatória. Precedentes. 5. Writ conhecido em parte e denegado”. (HC 100.595/SP, Rel. Min. Ellen Gracie, Segunda Turma, DJ de 9/3/2011 – grifos meus). Ainda que superado esse óbice, ressalto que esta Corte não admite o manejo de habeas corpus contra decisão que apreciou requisitos de admissibilidade de recurso. O Supremo Tribunal Federal fixou entendimento no sentido de que a via do habeas corpus, que tem por objeto a tutela da liberdade de locomoção, não pode ser utilizada para o reexame de pressupostos de admissibilidade de recursos. Neste sentido, os seguintes julgados: 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5799134. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 10 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 744445 AGR-ED / SP “HABEAS CORPUS. TRÁFICO DE DROGAS. ADMISSIBILIDADE DE RECURSO ESPECIAL. COMPETÊNCIA DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. INADEQUAÇÃO DO WRIT. SUBSTITUIÇÃO DA PENA. REGIME INICIAL DE CUMPRIMENTO DE PENA. BENEFÍCIO DO ART. 33, § 4..., DA LEI n 11.343/2006. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. 1. Compete ao Superior Tribunal de Justiça decidir sobre a admissibilidade do recurso especial. 2. Não cabe habeas corpus, como regra, para rever decisão do Superior Tribunal de Justiça quanto à admissibilidade do recurso especial. 3. Inviável a análise dos pedidos de substituição da pena, de imposição de regime inicial diverso do fechado e de aplicação da causa de diminuição da pena estabelecida pelo art. 33, § 4..., da Lei n 11.343/2006, temas não debatidos pelo Superior Tribunal de Justiça, sob pena de supressão de instância, em afronta às normas constitucionais de competência. Precedentes. 4. Ordem denegada. - Sem grifos no original.” (HC 112.756, Primeira Turma, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJ de 13/3/2013) “HABEAS CORPUS. PROCESSUAL PENAL. AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DOS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. QUESTÕES ALHEIAS À PRIVAÇÃO DA LIBERDADE DE LOCOMOÇÃO. AUSÊNCIA DE ILEGALIDADE, CONTRANGIMENTO ILEGAL OU ABUSO DE PODER. ORDEM DENEGADA. I A via estreita do habeas corpus não pode ser utilizada como sucedâneo de recurso, para discutir questões alheias à liberdade de locomoção, tais como ausência dos pressupostos de admissibilidade recursal. Precedentes. II A decisão impugnada está em consonância com a jurisprudência desta Corte no sentido de que incumbe ao agravante o dever de impugnar, de forma específica, cada um dos fundamentos da decisão questionada, sob pena de não conhecimento do recurso. III Ordem denegada. - Sem grifos no original.” (HC 113.660, Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJ de 13/2/2013) Com essas considerações, desprovejo os embargos de declaração. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5799134. Supremo Tribunal Federal ARE 744445 AGR-ED / SP “HABEAS CORPUS. TRÁFICO DE DROGAS. ADMISSIBILIDADE DE RECURSO ESPECIAL. COMPETÊNCIA DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. INADEQUAÇÃO DO WRIT. SUBSTITUIÇÃO DA PENA. REGIME INICIAL DE CUMPRIMENTO DE PENA. BENEFÍCIO DO ART. 33, § 4..., DA LEI n 11.343/2006. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. 1. Compete ao Superior Tribunal de Justiça decidir sobre a admissibilidade do recurso especial. 2. Não cabe habeas corpus, como regra, para rever decisão do Superior Tribunal de Justiça quanto à admissibilidade do recurso especial. 3. Inviável a análise dos pedidos de substituição da pena, de imposição de regime inicial diverso do fechado e de aplicação da causa de diminuição da pena estabelecida pelo art. 33, § 4..., da Lei n 11.343/2006, temas não debatidos pelo Superior Tribunal de Justiça, sob pena de supressão de instância, em afronta às normas constitucionais de competência. Precedentes. 4. Ordem denegada. - Sem grifos no original.” (HC 112.756, Primeira Turma, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJ de 13/3/2013) “HABEAS CORPUS. PROCESSUAL PENAL. AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DOS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. QUESTÕES ALHEIAS À PRIVAÇÃO DA LIBERDADE DE LOCOMOÇÃO. AUSÊNCIA DE ILEGALIDADE, CONTRANGIMENTO ILEGAL OU ABUSO DE PODER. ORDEM DENEGADA. I A via estreita do habeas corpus não pode ser utilizada como sucedâneo de recurso, para discutir questões alheias à liberdade de locomoção, tais como ausência dos pressupostos de admissibilidade recursal. Precedentes. II A decisão impugnada está em consonância com a jurisprudência desta Corte no sentido de que incumbe ao agravante o dever de impugnar, de forma específica, cada um dos fundamentos da decisão questionada, sob pena de não conhecimento do recurso. III Ordem denegada. - Sem grifos no original.” (HC 113.660, Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJ de 13/2/2013) Com essas considerações, desprovejo os embargos de declaração. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5799134. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 10 Extrato de Ata - 22/04/2014 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 744.445 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX EMBTE.(S) : ANTÔNIO DONIZETI BLUNDI ADV.(A/S) : ANDRÉ RENATO SERVIDONI EMBDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: A Turma negou provimento aos embargos de declaração, nos termos do voto do relator. Unânime. Não participaram, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Marco Aurélio e a Senhora Ministra Rosa Weber. Presidiu, este julgamento, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Primeira Turma, 22.4.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 5787900 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 744.445 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX EMBTE.(S) : ANTÔNIO DONIZETI BLUNDI ADV.(A/S) : ANDRÉ RENATO SERVIDONI EMBDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: A Turma negou provimento aos embargos de declaração, nos termos do voto do relator. Unânime. Não participaram, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Marco Aurélio e a Senhora Ministra Rosa Weber. Presidiu, este julgamento, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Primeira Turma, 22.4.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 5787900 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10
{ "JURISPRUDENCIA": [ "AI n . 799 . 509 - AgR - ED", "ARE 744445 AGR - ED / SP", "ARE 744445 AGR - ED / SP", "RECURSO", "SÚMULA 699 DO Supremo", "Súmula 699 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 659 . 028 - AgR", "AI 746 . 533 -", "SÚMULA 699 DO Supremo Tribunal Federal", "Súmula 699 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 659 . 028 - AgR", "AI 746 . 533", "ARE 744445 AGR - ED / SP ED / RS", "Pet 4 . 837 - ED", "Rcl 11 . 022 - ED", "AI 547 . 827 - ED", "Recurso Extraordinário 546 . 525 - ED", "ARE 744445 AGR -", "Pet 4 . 837 - ED", "Rcl 11 . 022 - ED", "AI 547 . 827 - ED", "Recurso Extraordinário 546 . 525 - ED", "ARE 744445 AGR - ED / SP", "Petição 48 . 737 / 2013", "ARE 744445 AGR - ED / SP", "Petição 48 . 737 /", "AGRAVO 744 . 445", "ARE 744445 AGR - ED / SP", "AI 799 . 509 - AgR - ED", "Recurso Extraordinário 591 . 260 - AgR - ED", "ARE 744445 AGR", "AI 799 . 509 - AgR - ED", "Recurso Extraordinário 591 . 260 - AgR - ED", "ARE 744445 AGR", "HC 100 . 595 / SP", "ARE 744445 AGR - ED / SP", "HC 100 . 595 / SP", "ARE 744445 AGR - ED / SP", "HC 112 . 756", "HC 113 . 660", "ARE 744445 AGR - ED / SP", "HC 112 . 756", "HC 113 . 660" ], "LEGISLACAO": [ "art . 535 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "LEI n 8 . 137 / 90", "art . 28 da Lei 8 . 038 / 90", "lei 8 . 038 / 1990", "lei 8 . 950 / 1994", "Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 1 . . . , I , LEI n 8 . 137 / 90", "art . 28 da Lei 8 . 038 / 90", "lei 8 . 038 / 1990", "lei 8 . 950 / 1994", "Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 535 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 535 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 535 do Código de Processo Civil", "artigo 102 , inciso I , alínea i , da Constituição Federal", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 535 do Código de Processo Civil", "artigo 102 , inciso I , alínea i , da Constituição Federal", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "22 , § 4 . . . , da Lei 11 . 343 / 06", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 22 , § 4 . . . , da Lei 11 . 343 / 06", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 33 , § 4 . . . , DA LEI n 11 . 343 / 2006", "art . 33 , § 4 . . . , da Lei n 11 . 343 / 2006", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 33 , § 4 . . . , DA LEI n 11 . 343 / 2006", "art . 33 , § 4 . . . , da Lei n 11 . 343 / 2006", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "SÃO PAULO", "Brasília", "Brasília", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "1", ".", ".", "2", ".", "Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Plenário", "Tribunal Pleno", "Tribunal Pleno", "1", ".", ".", ". Turma", "2", ".", ".", ". Turma", "Seção de Direito Criminal do", "TJSP", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Tribunal Pleno", "Tribunal Pleno", "1", ".", ".", "2", ".", ".", "Seção de Direito Criminal do TJSP", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Suprema Corte", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Suprema Corte", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "1", ".", ". . Turma", "2", ".", ". . Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "1", ".", ".", "2", ".", ". . Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Superior Tribunal de Justiça", "Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Superior Tribunal de Justiça", "Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Superior Tribunal de Justiça", "Superior Tribunal de Justiça", "Superior Tribunal de Justiça", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Superior Tribunal de Justiça", "Superior Tribunal de Justiça", "Superior Tribunal de Justiça", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "Primeira", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "LUIZ FUX", "ANTÔNIO DONIZETI BLUNDI", "ANDRÉ RENATO SERVIDONI", "Marco Aurélio", "Celso de Mello", "Dias Toffoli", "LUIZ FUX", "Dias Toffoli", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "ANTÔNIO DONIZETI BLUNDI", "ANDRÉ RENATO SERVIDONI", "LUIZ FUX", "ANTÔNIO DONIZETI BLUNDI", "Joaquim Barbosa", "LUIZ FUX", "ANTÔNIO DONIZETI BLUNDI", "ANDRÉ RENATO SERVIDONI", "LUIZ FUX", "ANTÔNIO DONIZETI BLUNDI", "Joaquim Barbosa", "Gilmar Mendes", "CÁRMEN LÚCIA", "CÁRMEN LÚCIA", "DIAS TOFFOLI", "ELLEN GRACIE", "Gilmar Mendes", "CÁRMEN LÚCIA", "CÁRMEN LÚCIA", "DIAS TOFFOLI", "ELLEN GRACIE", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "MARCO AURÉLIO", "CELSO DE MELLO", "MARCO AURÉLIO", "CELSO DE MELLO", "LUIZ FUX", "Ellen Gracie", "Ellen Gracie", "LUIZ FUX", "Rosa Weber", "Ricardo Lewandowski", "Rosa Weber", "Ricardo Lewandowski", "LUIZ FUX", "ANTÔNIO DONIZETI BLUNDI", "ANDRÉ RENATO SERVIDONI", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "Dias Toffoli", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Cláudia Sampaio Marques", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "LUIZ", "ANTÔNIO DONIZETI BLUNDI", "ANDRÉ RENATO SERVIDONI", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "Dias Toffoli", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Cláudia Sampaio Marques", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "22", "/", "04", "/", "2014", "8", "/", "9", "/", "2011", "9", "/", "9", "/", "2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "22 de abril de 2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "22 de abril de 2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "04", "/", "2014", "23", "/", "5", "/", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "04", "/", "2014", "23", "/", "5", "/", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "1", ".", ".", ".", "/", "7", "/", "2009", "14", ".", "3", ".", "2011", "7", ".", "4", ".", "2011", "9", ".", "3", ".", "2011", "5", ".", "4", ".", "2011", "12 de abril do corrente ano", "quinta", "-", "feira", "16 de abril", "segunda", "-", "feira", "24", "/", "08", "/", "2001", "1", ".", ".", ".", "/", "7", "/", "2009", "14", ".", "3", ".", "2011", "7", ".", "4", ".", "2011", "9", ".", "3", ".", "2011", "5", ".", "4", ".", "2011", "12 de abril do corrente ano", "quinta", "-", "feira", "16 de abril", "segunda", "-", "feira", "24", "/", "08", "/", "2001", "30", "/", "9", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "30", "/", "9", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "04", "/", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "04", "/", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "8", "/", "9", "/", "2011", "9", "/", "9", "/", "2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "8", "/", "9", "/", "2011", "9", "/", "9", "/", "2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "9", "/", "3", "/", "2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "9", "/", "3", "/", "2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "13", "/", "3", "/", "2013", "13", "/", "2", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "13", "/", "3", "/", "2013", "13", "/", "2", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "04", "/", "2014", "22", ".", "4", ".", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", ".", "4", ".", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 10/04/2014 PLENÁRIO SEGUNDO AG.REG. NA AÇÃO RESCISÓRIA 1.958 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :VICENTE JOSÉ DE SOUZA E OUTRO(A/S) AGTE.(S) :ANTÔNIO CARLOS RODRIGUES DA SILVA ADV.(A/S) :MARIA DA CONCEIÇÃO CARREIRA ALVIM E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA AGDO.(A/S) :UNIVERSIDADE FEDERAL DE OURO PRETO - UFOP PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL EMENTA Agravo regimental em ação rescisória. Erro de fato e violação literal de dispositivo legal. Inexistência. Utilização da via rescisória como sucedâneo de recurso. Ministério Público como custos legis e parte. Legalidade. Ascensão funcional posterior ao advento da Constituição Federal de 1988. Inconstitucionalidade. Agravo regimental não provido. 1. O erro quanto à existência, nos autos da ação matriz, de elementos comprobatórios do prequestionamento no recurso extraordinário é matéria a ser objetada pelos meios recursais disponíveis na ação originária, não sendo apto a justificar a utilização da via rescisória, cujas hipóteses de cabimento são restritíssimas, sob pena de conversão desse meio autônomo de impugnação em sucedâneo recursal. 2. Não configura ilegalidade a atuação do Ministério Público, por um lado, como fiscal da lei, expressando-se dentro da independência de suas funções (art. 1º, parágrafo único, da Lei n. 8.625/93), e, por outro lado, como réu da ação rescisória. 3. Inexiste violação de literal dispositivo de lei na decisão em que não se reconhece direito adquirido a ascensão realizada após o advento da Constituição Federal de 1988, uma vez que é pacífico na Corte o entendimento de que é inconstitucional a forma de provimento derivado Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5947939. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 28 Ementa e Acórdão AR 1958 AGR-SEGUNDO / MG de cargos ou empregos públicos por ascensão. Precedentes: ADI nº 368/ES, ADI nº 231/RJ e ADI nº 837/DF, Rel. Min. Moreira Alves; ADI nº 3.582/PI, Rel. Min. Sepúlveda Pertence; ADI nº 3.030/AP, Rel. Min. Carlos Velloso; ADI nº 1.345/ES, Rel. Min. Ellen Gracie; RE nº 602.264/DF-AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe de 31/5/13). 4. Agravo regimental não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em sessão plenária, sob a presidência do Senhor Ministro Celso de Mello, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos e nos termos do voto do Relator, em negar provimento ao agravo regimental. Brasília, 10 de abril de 2014. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5947939. Supremo Tribunal Federal AR 1958 AGR-SEGUNDO / MG de cargos ou empregos públicos por ascensão. Precedentes: ADI nº 368/ES, ADI nº 231/RJ e ADI nº 837/DF, Rel. Min. Moreira Alves; ADI nº 3.582/PI, Rel. Min. Sepúlveda Pertence; ADI nº 3.030/AP, Rel. Min. Carlos Velloso; ADI nº 1.345/ES, Rel. Min. Ellen Gracie; RE nº 602.264/DF-AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe de 31/5/13). 4. Agravo regimental não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em sessão plenária, sob a presidência do Senhor Ministro Celso de Mello, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos e nos termos do voto do Relator, em negar provimento ao agravo regimental. Brasília, 10 de abril de 2014. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5947939. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 28 Relatório 10/04/2014 PLENÁRIO SEGUNDO AG.REG. NA AÇÃO RESCISÓRIA 1.958 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :VICENTE JOSÉ DE SOUZA E OUTRO(A/S) AGTE.(S) :ANTÔNIO CARLOS RODRIGUES DA SILVA ADV.(A/S) :MARIA DA CONCEIÇÃO CARREIRA ALVIM E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA AGDO.(A/S) :UNIVERSIDADE FEDERAL DE OURO PRETO - UFOP PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Cuida-se de agravo regimental interposto em face de decisão monocrática mediante a qual se negou seguimento à ação rescisória, nos termos do art. 21, § 1º, do RISTF e se julgou prejudicada a apreciação do agravo regimental interposto em face do indeferimento da antecipação de tutela. A decisão ora recorrida possui o seguinte teor: “Vistos. Cuida-se de ação rescisória proposta por Vicente José de Souza e Outro(a/s) e Antônio Carlos Rodrigues da Silva em face do Ministério Público Federal, com o objetivo de desconstituir a decisão proferida pelo Ministro Gilmar Mendes nos autos do AI nº 476.031/MG. Utilizo-me do relatório da decisão de fls. 264 a 271, pela qual indeferi o pedido de tutela antecipada: ‘A ação rescisória foi intentada com o escopo de desconstituir decisão monocrática proferida nos autos do AI nº 476.031/MG, de relatoria do Ministro Gilmar Mendes, cujo teor segue (Apenso 3, folhas 82/84): Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5947937. Supremo Tribunal Federal 10/04/2014 PLENÁRIO SEGUNDO AG.REG. NA AÇÃO RESCISÓRIA 1.958 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :VICENTE JOSÉ DE SOUZA E OUTRO(A/S) AGTE.(S) :ANTÔNIO CARLOS RODRIGUES DA SILVA ADV.(A/S) :MARIA DA CONCEIÇÃO CARREIRA ALVIM E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA AGDO.(A/S) :UNIVERSIDADE FEDERAL DE OURO PRETO - UFOP PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Cuida-se de agravo regimental interposto em face de decisão monocrática mediante a qual se negou seguimento à ação rescisória, nos termos do art. 21, § 1º, do RISTF e se julgou prejudicada a apreciação do agravo regimental interposto em face do indeferimento da antecipação de tutela. A decisão ora recorrida possui o seguinte teor: “Vistos. Cuida-se de ação rescisória proposta por Vicente José de Souza e Outro(a/s) e Antônio Carlos Rodrigues da Silva em face do Ministério Público Federal, com o objetivo de desconstituir a decisão proferida pelo Ministro Gilmar Mendes nos autos do AI nº 476.031/MG. Utilizo-me do relatório da decisão de fls. 264 a 271, pela qual indeferi o pedido de tutela antecipada: ‘A ação rescisória foi intentada com o escopo de desconstituir decisão monocrática proferida nos autos do AI nº 476.031/MG, de relatoria do Ministro Gilmar Mendes, cujo teor segue (Apenso 3, folhas 82/84): Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5947937. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 28 Relatório AR 1958 AGR-SEGUNDO / MG ‘Trata-se de agravo contra decisão que negou processamento a recurso extraordinário fundado no art. 102, III, ‘a’, da Constituição Federal, em face de acórdão assim ementado: ‘AÇÃO CIVIL PÚBLICA. ASCENSÃO FUNCIONAL EFETUADA DEPOIS DO ADVENTO DA ATUAL CONSTITUIÇÃO. INCONSTITUCIONALIDADE. 1.‘O critério do mérito aferível por concurso público de provas ou de provas e títulos é, no atual sistema constitucional, ressalvados os cargos em comissão declarados em lei de livre nomeação e exoneração, indispensável para cargo ou emprego público isolado ou em carreira. Para o isolado, em qualquer hipótese; para o em carreira, para o ingresso nela, que só se fará na classe inicial e pelo concurso público de provas ou de provas e títulos, não o sendo, porém, para os cargos subseqüentes que nela se escalonam até o final dela, pois, para estes, a investidura se fará pela forma de provimento que é a ‘promoção’. Estão, pois, banidas das formas de investidura admitidas pela Constituição a ascensão e a transferência, que são formas de ingresso em carreira diversa daquela para a qual o servidor público ingressou por concurso, e que não são, por isso mesmo, ínsitas ao sistema de provimento em carreira, ao contrário do que sucede com a promoção, sem a qual obviamente não haverá carreira, mas, sim, uma sucessão ascendente de cargos isolados’ (STF – ADIN 231-RJ – RTJ 144/24). Inexistência, por outro lado, de direito 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5947937. Supremo Tribunal Federal AR 1958 AGR-SEGUNDO / MG ‘Trata-se de agravo contra decisão que negou processamento a recurso extraordinário fundado no art. 102, III, ‘a’, da Constituição Federal, em face de acórdão assim ementado: ‘AÇÃO CIVIL PÚBLICA. ASCENSÃO FUNCIONAL EFETUADA DEPOIS DO ADVENTO DA ATUAL CONSTITUIÇÃO. INCONSTITUCIONALIDADE. 1.‘O critério do mérito aferível por concurso público de provas ou de provas e títulos é, no atual sistema constitucional, ressalvados os cargos em comissão declarados em lei de livre nomeação e exoneração, indispensável para cargo ou emprego público isolado ou em carreira. Para o isolado, em qualquer hipótese; para o em carreira, para o ingresso nela, que só se fará na classe inicial e pelo concurso público de provas ou de provas e títulos, não o sendo, porém, para os cargos subseqüentes que nela se escalonam até o final dela, pois, para estes, a investidura se fará pela forma de provimento que é a ‘promoção’. Estão, pois, banidas das formas de investidura admitidas pela Constituição a ascensão e a transferência, que são formas de ingresso em carreira diversa daquela para a qual o servidor público ingressou por concurso, e que não são, por isso mesmo, ínsitas ao sistema de provimento em carreira, ao contrário do que sucede com a promoção, sem a qual obviamente não haverá carreira, mas, sim, uma sucessão ascendente de cargos isolados’ (STF – ADIN 231-RJ – RTJ 144/24). Inexistência, por outro lado, de direito 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5947937. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 28 Relatório AR 1958 AGR-SEGUNDO / MG adquirido contra a Constituição. Precedentes do STF e desta Corte. Apelação provida’ Alega-se violação aos princípios do direito adquirido e ao da segurança jurídica. Em caso análogo ao destes autos, esta Corte no julgamento da ADI 837/DF, Tribunal Pleno, Rel. Moreira Alves, DJ 27.08.98, assim decidiu: ‘EMENTA: Ação direta de inconstitucionalidade. Formas de provimento derivado. Inconstitucionalidade. - Tendo sido editado o Plano de Classificação dos Cargos do Poder Judiciário posteriormente à propositura desta ação direta, ficou ela prejudicada quanto aos servidores desse Poder. - No mais, esta Corte, a partir do julgamento da ADIN 231, firmou o entendimento de que são inconstitucionais as formas de provimento derivado representadas pela ascensão ou acesso, transferência e aproveitamento no tocante a cargos ou empregos públicos. Outros precedentes: ADIN 245 e ADIN 97. - Inconstitucionalidade, no que concerne às normas da Lei nº 8.112/90, do inciso III do artigo 8º; das expressões ascensão e acesso no parágrafo único do artigo 10; das expressões acesso e ascensão no § 4º do artigo 13; das expressões ou ascensão e ou ascender no artigo 17; e do inciso IV do artigo 33. Ação conhecida em parte, e nessa parte julgada procedente para declarar a inconstitucionalidade dos incisos e das expressões acima referidos’ No mesmo sentido a ADI 368, Rel. Moreira 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5947937. Supremo Tribunal Federal AR 1958 AGR-SEGUNDO / MG adquirido contra a Constituição. Precedentes do STF e desta Corte. Apelação provida’ Alega-se violação aos princípios do direito adquirido e ao da segurança jurídica. Em caso análogo ao destes autos, esta Corte no julgamento da ADI 837/DF, Tribunal Pleno, Rel. Moreira Alves, DJ 27.08.98, assim decidiu: ‘EMENTA: Ação direta de inconstitucionalidade. Formas de provimento derivado. Inconstitucionalidade. - Tendo sido editado o Plano de Classificação dos Cargos do Poder Judiciário posteriormente à propositura desta ação direta, ficou ela prejudicada quanto aos servidores desse Poder. - No mais, esta Corte, a partir do julgamento da ADIN 231, firmou o entendimento de que são inconstitucionais as formas de provimento derivado representadas pela ascensão ou acesso, transferência e aproveitamento no tocante a cargos ou empregos públicos. Outros precedentes: ADIN 245 e ADIN 97. - Inconstitucionalidade, no que concerne às normas da Lei nº 8.112/90, do inciso III do artigo 8º; das expressões ascensão e acesso no parágrafo único do artigo 10; das expressões acesso e ascensão no § 4º do artigo 13; das expressões ou ascensão e ou ascender no artigo 17; e do inciso IV do artigo 33. Ação conhecida em parte, e nessa parte julgada procedente para declarar a inconstitucionalidade dos incisos e das expressões acima referidos’ No mesmo sentido a ADI 368, Rel. Moreira 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5947937. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 28 Relatório AR 1958 AGR-SEGUNDO / MG Alves, Tribunal Pleno, DJ 02.05.03. No que se refere a direito adquirido, esta Corte ao julgar o RE 157.538, Rel. Moreira Alves, 1ª T., DJ 27.08.93, assim decidiu: ‘EMENTA: - Transformação de cargo de datilógrafo em técnico de planejamento, por desvio de função. Alegação de direito adquirido contra a Constituição. - Esta Corte, ao julgar a Ação Direta de Inconstitucionalidade n. 245, firmou o entendimento de que, em face da atual Constituição, não mais se admitem, dada a necessidade de concurso público para as diferentes formas de provimento derivado de cargo que não decorrente de promoção, institutos como, entre outros, o da ascensão funcional e o da transformação de cargos. - Não há direito adquirido contra a Constituição. Recurso extraordinário conhecido e provido.’ Portanto, o acórdão recorrido não divergiu dessa orientação. Quanto à alegada violação ao princípio da segurança jurídica, observa-se que a matéria discutida no recurso extraordinário de fls. 45-55 não foi apreciada pelo Tribunal de origem, conforme se verifica da leitura do acórdão de fls. 27-35. Ainda que opostos os embargos declaratórios com o intuito de afastar a aplicação da Súmula 356/STF, não consta dos autos cópia da petição do recurso interposto para a Corte de origem, o que torna impossível a comprovação de que esta teria incorrido em omissão no tocante à matéria constitucional aduzida no recurso extraordinário. Este Tribunal pacificou o entendimento segundo o qual, nestes casos, esta peça é essencial à 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5947937. Supremo Tribunal Federal AR 1958 AGR-SEGUNDO / MG Alves, Tribunal Pleno, DJ 02.05.03. No que se refere a direito adquirido, esta Corte ao julgar o RE 157.538, Rel. Moreira Alves, 1ª T., DJ 27.08.93, assim decidiu: ‘EMENTA: - Transformação de cargo de datilógrafo em técnico de planejamento, por desvio de função. Alegação de direito adquirido contra a Constituição. - Esta Corte, ao julgar a Ação Direta de Inconstitucionalidade n. 245, firmou o entendimento de que, em face da atual Constituição, não mais se admitem, dada a necessidade de concurso público para as diferentes formas de provimento derivado de cargo que não decorrente de promoção, institutos como, entre outros, o da ascensão funcional e o da transformação de cargos. - Não há direito adquirido contra a Constituição. Recurso extraordinário conhecido e provido.’ Portanto, o acórdão recorrido não divergiu dessa orientação. Quanto à alegada violação ao princípio da segurança jurídica, observa-se que a matéria discutida no recurso extraordinário de fls. 45-55 não foi apreciada pelo Tribunal de origem, conforme se verifica da leitura do acórdão de fls. 27-35. Ainda que opostos os embargos declaratórios com o intuito de afastar a aplicação da Súmula 356/STF, não consta dos autos cópia da petição do recurso interposto para a Corte de origem, o que torna impossível a comprovação de que esta teria incorrido em omissão no tocante à matéria constitucional aduzida no recurso extraordinário. Este Tribunal pacificou o entendimento segundo o qual, nestes casos, esta peça é essencial à 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5947937. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 28 Relatório AR 1958 AGR-SEGUNDO / MG compreensão da controvérsia, além de imprescindível para afastar a incidência da súmula supracitada (v.g., AgRAI 319.666, 1a T., Rel. Sepúlveda Pertence, DJ 22.11.02; e AgRAI 269.177, 2a T., Rel. Maurício Corrêa, DJ 01.12.00). Dessa forma, incidem as Súmulas 282 e 288 do STF. Assim, nego seguimento ao agravo (art. 557, caput, do CPC)’. Os autores fundamentam a presente ação rescisória, com base no art. 485, IV, do Código de Processo Civil, sustentando que a decisão rescindenda teria implicado ofensa à coisa julgada. Ponderam que a declaração de inconstitucionalidade dos dispositivos da Lei nº 8.112/90 concernentes à ascensão funcional e outras formas de provimento derivado, emanada da ADI nº 837/DF, teria efeito ex nunc, confirmando a medida cautelar anteriormente deferida, e no seu dizer “legitimam todos os atos de ascensão funcional anteriores a 11 de fevereiro de 1993” (fl. 10), fato este inobservado no julgamento do AI nº 476.031/MG. Fazem referência à decisão proferida no RE nº 442.683/RS, em que a Segunda Turma desta Corte autorizou a adoção de efeito ex nunc para a decisão proferida na ADI 837/DF, tendo em vista os princípios da boa-fé e da segurança jurídica. Aduzem, ainda, que a decisão rescidenda teria violado literal disposição de lei (art. 485, inciso V, do CPC), especificamente o art. 21 da Lei nº 4.717/67, reiterado pelo art. 54 da Lei nº 9.784/99, bem como o art. 5º, caput e inciso XXXVI, da Constituição Federal (princípio da segurança jurídica). Ademais, apontam existência de erro de fato (art. 485, IX, do CPC), uma vez que a decisão rescindenda teria desconsiderado os prejuízos causados à Administração Pública pelos atos questionados, além de haver ‘equívoco do Eminente Relator, já que estavam nos autos tanto a petição 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5947937. Supremo Tribunal Federal AR 1958 AGR-SEGUNDO / MG compreensão da controvérsia, além de imprescindível para afastar a incidência da súmula supracitada (v.g., AgRAI 319.666, 1a T., Rel. Sepúlveda Pertence, DJ 22.11.02; e AgRAI 269.177, 2a T., Rel. Maurício Corrêa, DJ 01.12.00). Dessa forma, incidem as Súmulas 282 e 288 do STF. Assim, nego seguimento ao agravo (art. 557, caput, do CPC)’. Os autores fundamentam a presente ação rescisória, com base no art. 485, IV, do Código de Processo Civil, sustentando que a decisão rescindenda teria implicado ofensa à coisa julgada. Ponderam que a declaração de inconstitucionalidade dos dispositivos da Lei nº 8.112/90 concernentes à ascensão funcional e outras formas de provimento derivado, emanada da ADI nº 837/DF, teria efeito ex nunc, confirmando a medida cautelar anteriormente deferida, e no seu dizer “legitimam todos os atos de ascensão funcional anteriores a 11 de fevereiro de 1993” (fl. 10), fato este inobservado no julgamento do AI nº 476.031/MG. Fazem referência à decisão proferida no RE nº 442.683/RS, em que a Segunda Turma desta Corte autorizou a adoção de efeito ex nunc para a decisão proferida na ADI 837/DF, tendo em vista os princípios da boa-fé e da segurança jurídica. Aduzem, ainda, que a decisão rescidenda teria violado literal disposição de lei (art. 485, inciso V, do CPC), especificamente o art. 21 da Lei nº 4.717/67, reiterado pelo art. 54 da Lei nº 9.784/99, bem como o art. 5º, caput e inciso XXXVI, da Constituição Federal (princípio da segurança jurídica). Ademais, apontam existência de erro de fato (art. 485, IX, do CPC), uma vez que a decisão rescindenda teria desconsiderado os prejuízos causados à Administração Pública pelos atos questionados, além de haver ‘equívoco do Eminente Relator, já que estavam nos autos tanto a petição 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5947937. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 28 Relatório AR 1958 AGR-SEGUNDO / MG de interposição dos embargos de declaração, quanto o acórdão do julgamento e a certidão de intimação das partes’ (fl. 32). Os autores fazem pedido de tutela antecipada, sob os seguintes fundamentos: ‘Entende-se que a hipótese dos autos mais se aproxima de tutela específica, tendo em vista que a liminar ora pedida destinar-se-á a sustar os efeitos do acórdão rescindendo, impondo à UFOP obrigação de não fazer, a ser confirmada ao final: não retornar os autores à situação anterior à ascensão funcional que lhes foi deferida, após aprovação em concurso, nos anos de 1989 e 1992. (...) Pois bem, passados quase 20 (vinte) anos entre o momento da ascensão dos autores, após aprovação no concurso público realizado pela UFOP, eles encontram-se na iminência de sofrer graves prejuízos decorrentes da decisão que, com a devida vênia, padece de todos os vícios acima apontados, legitimando a propositura esta ação, nos termos do art. 485, IV, V e IX, do CPC. Como também, restou demonstrado, a própria Administração sofrerá prejuízos, já que a vingar r. acórdão, evidentemente não poderá manter os autores em desvio de função, valendo-se da qualificação que eles adquiriram. Os vencimentos/proventos recebidos pelos autores os permite, quando muito, ter padrão médio de vida, que será drasticamente reduzido caso não seja concedida antecipação da tutela (...) Portanto, é inequívoca a existência de dano irreparável ou difícil reparação, já que o que se deixa de comer, vestir, o estudo interrompido, são anos que jamais poderão ser totalmente reparados’ (fls. 33/34). 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5947937. Supremo Tribunal Federal AR 1958 AGR-SEGUNDO / MG de interposição dos embargos de declaração, quanto o acórdão do julgamento e a certidão de intimação das partes’ (fl. 32). Os autores fazem pedido de tutela antecipada, sob os seguintes fundamentos: ‘Entende-se que a hipótese dos autos mais se aproxima de tutela específica, tendo em vista que a liminar ora pedida destinar-se-á a sustar os efeitos do acórdão rescindendo, impondo à UFOP obrigação de não fazer, a ser confirmada ao final: não retornar os autores à situação anterior à ascensão funcional que lhes foi deferida, após aprovação em concurso, nos anos de 1989 e 1992. (...) Pois bem, passados quase 20 (vinte) anos entre o momento da ascensão dos autores, após aprovação no concurso público realizado pela UFOP, eles encontram-se na iminência de sofrer graves prejuízos decorrentes da decisão que, com a devida vênia, padece de todos os vícios acima apontados, legitimando a propositura esta ação, nos termos do art. 485, IV, V e IX, do CPC. Como também, restou demonstrado, a própria Administração sofrerá prejuízos, já que a vingar r. acórdão, evidentemente não poderá manter os autores em desvio de função, valendo-se da qualificação que eles adquiriram. Os vencimentos/proventos recebidos pelos autores os permite, quando muito, ter padrão médio de vida, que será drasticamente reduzido caso não seja concedida antecipação da tutela (...) Portanto, é inequívoca a existência de dano irreparável ou difícil reparação, já que o que se deixa de comer, vestir, o estudo interrompido, são anos que jamais poderão ser totalmente reparados’ (fls. 33/34). 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5947937. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 28 Relatório AR 1958 AGR-SEGUNDO / MG Citados, os réus foram silentes quanto ao pedido de tutela antecipada, apenas tecendo considerações sobre o mérito da causa.’ (fls. 264 a 268) Contestada a ação (fls. 226 a 232 e 257 a 262), apreciei o pedido de liminar. Da decisão que indeferiu a tutela antecipada, os autores interpuseram agravo regimental (fls. 305 a 331). Saneado o processo e apresentadas as razões finais (fls. 366 a 379 e 383 a 385), opinou a Procuradoria-Geral da República pela improcedência da ação, em parecer assim ementado: ‘AÇÃO RESCISÓRIA. SERVIDOR PÚBLICO. ASCENSÃO FUNCIONAL. ADI Nº 837-4/DF. INCONSTITUCIONALIDADE DOS DISPOSITIVOS DA LEI Nº 8.112/90 QUE PERMITIAM O PROVIMENTO DERIVADO DE CARGOS PÚBLICOS. DECISÃO LIMINAR. EFEITOS EX NUNC. AUSÊNCIA DE MODULAÇÃO DOS EFEITOS DA DECISÃO DEFINITIVA. RETROATIVIDADE. PARECER PELA IMPROCEDÊNCIA.’ (fl. 388) É o relatório. O pedido do autor é fundado nas hipóteses do art. 485, IV, V e IX, do CPC. Sustenta-se que referida decisão teria (i) agredido os efeitos ex nunc da decisão da cautelar na ADI nº 837/DF, transitada em julgado e não revogada pela decisão final na referida ADI; e (ii) ofendido o art. 21 da Lei nº 4.717/67, o art. 54 da Lei nº 9.784/99, o art. 5º, caput e inciso XXXVI, o art. 37, caput e os arts. 8º, III, 10, parágrafo único, 13, § 4º, 17 e 33, IV, todos da Lei nº 8.112/90. Segundo o autor, houve, ainda, erro de fato, na medida em que a decisão rescindenda não teria se atentado ao fato de que o 7 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5947937. Supremo Tribunal Federal AR 1958 AGR-SEGUNDO / MG Citados, os réus foram silentes quanto ao pedido de tutela antecipada, apenas tecendo considerações sobre o mérito da causa.’ (fls. 264 a 268) Contestada a ação (fls. 226 a 232 e 257 a 262), apreciei o pedido de liminar. Da decisão que indeferiu a tutela antecipada, os autores interpuseram agravo regimental (fls. 305 a 331). Saneado o processo e apresentadas as razões finais (fls. 366 a 379 e 383 a 385), opinou a Procuradoria-Geral da República pela improcedência da ação, em parecer assim ementado: ‘AÇÃO RESCISÓRIA. SERVIDOR PÚBLICO. ASCENSÃO FUNCIONAL. ADI Nº 837-4/DF. INCONSTITUCIONALIDADE DOS DISPOSITIVOS DA LEI Nº 8.112/90 QUE PERMITIAM O PROVIMENTO DERIVADO DE CARGOS PÚBLICOS. DECISÃO LIMINAR. EFEITOS EX NUNC. AUSÊNCIA DE MODULAÇÃO DOS EFEITOS DA DECISÃO DEFINITIVA. RETROATIVIDADE. PARECER PELA IMPROCEDÊNCIA.’ (fl. 388) É o relatório. O pedido do autor é fundado nas hipóteses do art. 485, IV, V e IX, do CPC. Sustenta-se que referida decisão teria (i) agredido os efeitos ex nunc da decisão da cautelar na ADI nº 837/DF, transitada em julgado e não revogada pela decisão final na referida ADI; e (ii) ofendido o art. 21 da Lei nº 4.717/67, o art. 54 da Lei nº 9.784/99, o art. 5º, caput e inciso XXXVI, o art. 37, caput e os arts. 8º, III, 10, parágrafo único, 13, § 4º, 17 e 33, IV, todos da Lei nº 8.112/90. Segundo o autor, houve, ainda, erro de fato, na medida em que a decisão rescindenda não teria se atentado ao fato de que o 7 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5947937. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 28 Relatório AR 1958 AGR-SEGUNDO / MG afastamento dos servidores traria graves prejuízos à Administração Pública. Prefacialmente, suscito a Súmula 514 desta Corte, para admitir a presente rescisória: “Admite-se ação rescisória contra sentença transitada em julgado, ainda que contra ela não se tenham esgotados todos os recursos”. Desse modo, a não interposição de agravo regimental na ação matriz não impede a propositura de ação rescisória em face de decisão, naqueles autos, transitada em julgado. No mérito, há de se destacar, primeiramente, a impertinência da alegação de ocorrência de erro de fato. A sua caracterização – como sabido – deve surgir de elementos já constantes dos autos primordiais, cuja falsa percepção pelo magistrado tenha levado à confirmação de realidade inexistente ou à negação de realidade efetivamente ocorrida. In casu, o contexto fático da ação matriz, consistente na situação funcional dos autores (aí incluída a ausência de prestação de concurso público e à possível lesão aos princípios do direito adquirido e da segurança jurídica), foi devidamente apreciada pelo decisum impugnado, sendo certo que a citação no julgado de precedentes desta Corte (ainda que relativos a situações fáticas diversas da dos autos, mas contempladores da matéria objeto da celeuma), por evidente, não desconstitui a plena prestação jurisdicional na ação originária. Nesse contexto, eventual discordância do litigante com a interpretação atribuída aos fatos pela decisão rescindenda não caracteriza erro de fato, não merecendo, nesse ponto, acolhida a pretensão rescisória. Trago à baila precedentes esclarecedores sobre o tema: ‘AÇÃO RESCISÓRIA. PREVIDENCIÁRIO. REVISÃO DE PROVENTOS. INEXISTÊNCIA DE ERRO DE FATO. INAPLICABILIDADE DO ART. 58 DO ATO DAS DISPOSIÇÕES CONSTITUCIONAIS TRANSITÓRIAS. AÇÃO JULGADA IMPROCEDENTE. 1. O fato, supostamente inquinado de erro, apresentou-se como o 8 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5947937. Supremo Tribunal Federal AR 1958 AGR-SEGUNDO / MG afastamento dos servidores traria graves prejuízos à Administração Pública. Prefacialmente, suscito a Súmula 514 desta Corte, para admitir a presente rescisória: “Admite-se ação rescisória contra sentença transitada em julgado, ainda que contra ela não se tenham esgotados todos os recursos”. Desse modo, a não interposição de agravo regimental na ação matriz não impede a propositura de ação rescisória em face de decisão, naqueles autos, transitada em julgado. No mérito, há de se destacar, primeiramente, a impertinência da alegação de ocorrência de erro de fato. A sua caracterização – como sabido – deve surgir de elementos já constantes dos autos primordiais, cuja falsa percepção pelo magistrado tenha levado à confirmação de realidade inexistente ou à negação de realidade efetivamente ocorrida. In casu, o contexto fático da ação matriz, consistente na situação funcional dos autores (aí incluída a ausência de prestação de concurso público e à possível lesão aos princípios do direito adquirido e da segurança jurídica), foi devidamente apreciada pelo decisum impugnado, sendo certo que a citação no julgado de precedentes desta Corte (ainda que relativos a situações fáticas diversas da dos autos, mas contempladores da matéria objeto da celeuma), por evidente, não desconstitui a plena prestação jurisdicional na ação originária. Nesse contexto, eventual discordância do litigante com a interpretação atribuída aos fatos pela decisão rescindenda não caracteriza erro de fato, não merecendo, nesse ponto, acolhida a pretensão rescisória. Trago à baila precedentes esclarecedores sobre o tema: ‘AÇÃO RESCISÓRIA. PREVIDENCIÁRIO. REVISÃO DE PROVENTOS. INEXISTÊNCIA DE ERRO DE FATO. INAPLICABILIDADE DO ART. 58 DO ATO DAS DISPOSIÇÕES CONSTITUCIONAIS TRANSITÓRIAS. AÇÃO JULGADA IMPROCEDENTE. 1. O fato, supostamente inquinado de erro, apresentou-se como o 8 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5947937. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 28 Relatório AR 1958 AGR-SEGUNDO / MG próprio objeto da controvérsia sobre a qual se manifestou o Supremo Tribunal Federal. A matéria posta nos autos é eminentemente de direito - houve julgamento antecipado da lide pelo magistrado de 1º grau -, e o acórdão rescindendo não admitiu fato inexistente tampouco considerou inexistente fato que tenha efetivamente ocorrido. 2. A pretensão de mérito do Autor, que consiste no reajuste de sua aposentadoria especial em números de salários mínimos desde abril de 1989 até maio de 1992, não se coaduna com a assentada jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. Precedentes. 3. O art. 58 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias aplica-se somente quando o benefício foi concedido antes da promulgação da Constituição da República, o que não se tem no caso vertente, pois o Autor obteve aposentadoria especial em 15.11.1988, logo após a promulgação da Constituição da República. Incidência da Súmula 687 do Supremo Tribunal Federal. 4. O critério de atualização a ser utilizado no caso dos autos está disposto na Lei n. 8.213/1991. 5. Ação Rescisória não serve para o amplo reexame da causa e de seus eventuais incidentes processuais. 6. Ação Rescisória julgada improcedente’ (AR nº 1.500/SP, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, Tribunal Pleno, DJe de 28/8/09). ‘AÇÃO RECISÓRIA. INCS. V e IX E §§ 1º E 2º DO ART. 485 DO CPC. ERRO DE FATO. INEXISTÊNCIA. VIOLAÇÃO LITERAL DE DISPOSITIVO DE LEI NÃO DEMONSTRADA. IMPROCEDÊNCIA. 1. O erro de fato consiste em a sentença ou o acórdão ‘admitir um fato inexistente’ ou então "considerar inexistente um fato efetivamente ocorrido", em razão de atos ou de documentos da causa. Não há erro quando a decisão impugnada apenas contraria as pretensões do autor. 2. Os dispositivos legais foram adequadamente abordados no acórdão rescindendo, o que impõe o óbice do § 2.° do 9 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5947937. Supremo Tribunal Federal AR 1958 AGR-SEGUNDO / MG próprio objeto da controvérsia sobre a qual se manifestou o Supremo Tribunal Federal. A matéria posta nos autos é eminentemente de direito - houve julgamento antecipado da lide pelo magistrado de 1º grau -, e o acórdão rescindendo não admitiu fato inexistente tampouco considerou inexistente fato que tenha efetivamente ocorrido. 2. A pretensão de mérito do Autor, que consiste no reajuste de sua aposentadoria especial em números de salários mínimos desde abril de 1989 até maio de 1992, não se coaduna com a assentada jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. Precedentes. 3. O art. 58 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias aplica-se somente quando o benefício foi concedido antes da promulgação da Constituição da República, o que não se tem no caso vertente, pois o Autor obteve aposentadoria especial em 15.11.1988, logo após a promulgação da Constituição da República. Incidência da Súmula 687 do Supremo Tribunal Federal. 4. O critério de atualização a ser utilizado no caso dos autos está disposto na Lei n. 8.213/1991. 5. Ação Rescisória não serve para o amplo reexame da causa e de seus eventuais incidentes processuais. 6. Ação Rescisória julgada improcedente’ (AR nº 1.500/SP, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, Tribunal Pleno, DJe de 28/8/09). ‘AÇÃO RECISÓRIA. INCS. V e IX E §§ 1º E 2º DO ART. 485 DO CPC. ERRO DE FATO. INEXISTÊNCIA. VIOLAÇÃO LITERAL DE DISPOSITIVO DE LEI NÃO DEMONSTRADA. IMPROCEDÊNCIA. 1. O erro de fato consiste em a sentença ou o acórdão ‘admitir um fato inexistente’ ou então "considerar inexistente um fato efetivamente ocorrido", em razão de atos ou de documentos da causa. Não há erro quando a decisão impugnada apenas contraria as pretensões do autor. 2. Os dispositivos legais foram adequadamente abordados no acórdão rescindendo, o que impõe o óbice do § 2.° do 9 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5947937. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 28 Relatório AR 1958 AGR-SEGUNDO / MG art. 485 do CPC. 3. Indispensável que a decisão rescindenda seja manifestamente contrária a norma legal apontada, gerando imperfeição da decisão de mérito que, por esse motivo, não pode subsistir. 4. Permissivos processuais não demonstrados pelo autor, o que impõe a improcedência da presente ação rescisória’ (AR nº 1.470/PI, Relatora a Ministra Ellen Gracie, Tribunal Pleno, DJ de 22/9/06). Com relação ao argumento da ofensa à coisa julgada, há de se reafirmar o entendimento exposto quando da apreciação do pedido de antecipação da tutela: ‘A decisão rescindenda fundou-se em precedente vinculante desta Corte, proferida na seara do controle de constitucionalidade abstrato, o qual, em regra, dado o seu caráter declaratório, apenas reconhece o vício inquinado à norma ofensora da Constituição, surgido desde o seu nascedouro. Embora tenha se emprestado efeitos prospectivos à decisão que deferiu a medida cautelar, com o julgamento definitivo, o pronunciamento ali proferido substituiu o anterior, de forma a lhe conferir efeito retroativo. Como bem assentado na contestação do MPF: ‘Ainda que se pudesse superar o óbice preliminar suscitado, não haveria como acolher tal pretensão. De um lado, a decisão de mérito proferida posteriormente nos autos da ação direta substitui a liminar concedida com efeito ex nunc. Por outro lado, é sabido que a declaração de inconstitucionalidade reveste-se, ordinariamente, de eficácia ex tunc (AI Agr 589789/RJ, Rel. Min. Celso de Mello, DJ 7.12.06, p.64), enquanto o efeito ex nunc é conferido às decisões cautelares, com ressalva do art. 27 da Lei nº 9868/99’ (fl. 231). 10 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5947937. Supremo Tribunal Federal AR 1958 AGR-SEGUNDO / MG art. 485 do CPC. 3. Indispensável que a decisão rescindenda seja manifestamente contrária a norma legal apontada, gerando imperfeição da decisão de mérito que, por esse motivo, não pode subsistir. 4. Permissivos processuais não demonstrados pelo autor, o que impõe a improcedência da presente ação rescisória’ (AR nº 1.470/PI, Relatora a Ministra Ellen Gracie, Tribunal Pleno, DJ de 22/9/06). Com relação ao argumento da ofensa à coisa julgada, há de se reafirmar o entendimento exposto quando da apreciação do pedido de antecipação da tutela: ‘A decisão rescindenda fundou-se em precedente vinculante desta Corte, proferida na seara do controle de constitucionalidade abstrato, o qual, em regra, dado o seu caráter declaratório, apenas reconhece o vício inquinado à norma ofensora da Constituição, surgido desde o seu nascedouro. Embora tenha se emprestado efeitos prospectivos à decisão que deferiu a medida cautelar, com o julgamento definitivo, o pronunciamento ali proferido substituiu o anterior, de forma a lhe conferir efeito retroativo. Como bem assentado na contestação do MPF: ‘Ainda que se pudesse superar o óbice preliminar suscitado, não haveria como acolher tal pretensão. De um lado, a decisão de mérito proferida posteriormente nos autos da ação direta substitui a liminar concedida com efeito ex nunc. Por outro lado, é sabido que a declaração de inconstitucionalidade reveste-se, ordinariamente, de eficácia ex tunc (AI Agr 589789/RJ, Rel. Min. Celso de Mello, DJ 7.12.06, p.64), enquanto o efeito ex nunc é conferido às decisões cautelares, com ressalva do art. 27 da Lei nº 9868/99’ (fl. 231). 10 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5947937. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 28 Relatório AR 1958 AGR-SEGUNDO / MG A modulação de efeitos, por se constituir hipótese de exceção, há de vir consignada expressamente no dispositivo da decisão, fato não ocorrido no julgamento da ADI nº 837/DF (Tribunal Pleno, Relator o Ministro Moreira Alves, DJ de 25/6/99), a saber: ‘Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Plenária, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em declarar prejudicada a ação, no que diz respeito às normas atinentes aos servidores do Poder Judiciário. No que concerne às normas da Lei nº 8.112/90, inciso III do art. 8º; às expressões ascensão e acesso, no parágrafo único do art. 10; às expressões acesso e ascensão, no § 4º do art. 13; às expressões ou ascensão e ou ascender, no art. 17 e ao inciso IV do art. 33, o Tribunal, por unanimidade, julgou procedente a ação direta, nos termos do voto do Sr. Ministro-Relator’. Embora o autor fundamente seu pedido com base no aresto do RE nº 442.683/RS, no qual a Segunda Turma deste Supremo Tribunal Federal, tendo em vista os princípios da boa-fé e da segurança jurídica, autorizou a adoção de efeito ex nunc para a decisão proferida na ADI 837/DF, tal decisão cinge-se aos limites subjetivos daquela demanda, o que descaracteriza, de início, a suposta ofensa à coisa julgada.’ (fls. 268 e 269) No que respeita à alegação de violação literal de lei, melhor razão não assiste ao autor, na medida em que já bem estabelecida no âmbito desta Corte a posição pela impossibilidade de ocupação de cargo público, sob qualquer forma de provimento, sem a prévia submissão a concurso 11 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5947937. Supremo Tribunal Federal AR 1958 AGR-SEGUNDO / MG A modulação de efeitos, por se constituir hipótese de exceção, há de vir consignada expressamente no dispositivo da decisão, fato não ocorrido no julgamento da ADI nº 837/DF (Tribunal Pleno, Relator o Ministro Moreira Alves, DJ de 25/6/99), a saber: ‘Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Plenária, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em declarar prejudicada a ação, no que diz respeito às normas atinentes aos servidores do Poder Judiciário. No que concerne às normas da Lei nº 8.112/90, inciso III do art. 8º; às expressões ascensão e acesso, no parágrafo único do art. 10; às expressões acesso e ascensão, no § 4º do art. 13; às expressões ou ascensão e ou ascender, no art. 17 e ao inciso IV do art. 33, o Tribunal, por unanimidade, julgou procedente a ação direta, nos termos do voto do Sr. Ministro-Relator’. Embora o autor fundamente seu pedido com base no aresto do RE nº 442.683/RS, no qual a Segunda Turma deste Supremo Tribunal Federal, tendo em vista os princípios da boa-fé e da segurança jurídica, autorizou a adoção de efeito ex nunc para a decisão proferida na ADI 837/DF, tal decisão cinge-se aos limites subjetivos daquela demanda, o que descaracteriza, de início, a suposta ofensa à coisa julgada.’ (fls. 268 e 269) No que respeita à alegação de violação literal de lei, melhor razão não assiste ao autor, na medida em que já bem estabelecida no âmbito desta Corte a posição pela impossibilidade de ocupação de cargo público, sob qualquer forma de provimento, sem a prévia submissão a concurso 11 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5947937. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 28 Relatório AR 1958 AGR-SEGUNDO / MG público, máxime após a Constituição Federal de 1988, e exceptuadas apenas o provimento via promoção e as hipóteses naquele mesmo diploma previstas. Destaco julgados deste STF nesse sentido: ‘AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. ASCENSÃO FUNCIONAL. INCONSTITUCIONALIDADE. OFENSA À REGRA DO CONCURSO PÚBLICO. PRECEDENTES. SEGURANÇA JURÍDICA E BOA-FÉ. INAPLICABILIDADE AO CASO. PLEITO QUE REVELA A PRETENSÃO DE CONSTITUIR NOVA SITUAÇÃO JURÍDICA E NÃO A PRESERVAÇÃO DE UMA POSIÇÃO CONSOLIDADA. AGRAVO IMPROVIDO. I – A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal firmou-se no sentido de que a promoção do servidor por ascensão funcional constitui forma de provimento derivado incompatível com a determinação prevista no art. 37, II, da Constituição de que os cargos públicos devem ser providos por concurso. II – Inviável a invocação dos princípios da segurança jurídica e da boa-fé no caso em que se pretende o reconhecimento de uma nova posição jurídica incompatível com a Constituição e não a preservação de uma situação concreta sedimentada. III – Agravo regimental improvido.’ (RE nº 602.264/DF-AgR, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe de 31/5/13). ‘O CONCURSO PÚBLICO REPRESENTA GARANTIA CONCRETIZADORA DO PRINCÍPIO DA IGUALDADE. - O respeito efetivo à exigência de prévia aprovação em concurso público qualifica-se, constitucionalmente, como paradigma de legitimação ético-jurídica da investidura de qualquer cidadão em cargos, funções ou empregos públicos, ressalvadas as hipóteses de nomeação 12 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5947937. Supremo Tribunal Federal AR 1958 AGR-SEGUNDO / MG público, máxime após a Constituição Federal de 1988, e exceptuadas apenas o provimento via promoção e as hipóteses naquele mesmo diploma previstas. Destaco julgados deste STF nesse sentido: ‘AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. ASCENSÃO FUNCIONAL. INCONSTITUCIONALIDADE. OFENSA À REGRA DO CONCURSO PÚBLICO. PRECEDENTES. SEGURANÇA JURÍDICA E BOA-FÉ. INAPLICABILIDADE AO CASO. PLEITO QUE REVELA A PRETENSÃO DE CONSTITUIR NOVA SITUAÇÃO JURÍDICA E NÃO A PRESERVAÇÃO DE UMA POSIÇÃO CONSOLIDADA. AGRAVO IMPROVIDO. I – A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal firmou-se no sentido de que a promoção do servidor por ascensão funcional constitui forma de provimento derivado incompatível com a determinação prevista no art. 37, II, da Constituição de que os cargos públicos devem ser providos por concurso. II – Inviável a invocação dos princípios da segurança jurídica e da boa-fé no caso em que se pretende o reconhecimento de uma nova posição jurídica incompatível com a Constituição e não a preservação de uma situação concreta sedimentada. III – Agravo regimental improvido.’ (RE nº 602.264/DF-AgR, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe de 31/5/13). ‘O CONCURSO PÚBLICO REPRESENTA GARANTIA CONCRETIZADORA DO PRINCÍPIO DA IGUALDADE. - O respeito efetivo à exigência de prévia aprovação em concurso público qualifica-se, constitucionalmente, como paradigma de legitimação ético-jurídica da investidura de qualquer cidadão em cargos, funções ou empregos públicos, ressalvadas as hipóteses de nomeação 12 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5947937. Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 28 Relatório AR 1958 AGR-SEGUNDO / MG para cargos em comissão (CF, art. 37, II). A razão subjacente ao postulado do concurso público traduz-se na necessidade essencial de o Estado conferir efetividade ao princípio constitucional de que todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, vedando-se, desse modo, a prática inaceitável de o Poder Público conceder privilégios a alguns ou de dispensar tratamento discriminatório e arbitrário a outros. Precedentes. Doutrina.’ (RTJ 181/555, Rel. Min. Celso de Mello). ‘O postulado constitucional do concurso público, enquanto cláusula integralizadora dos princípios da isonomia e da impessoalidade, traduz-se na exigência inafastável de prévia aprovação em concurso público de provas, ou de provas e títulos, para efeito de investidura em cargo público. Essa imposição jurídico-constitucional passou a estender-se, genericamente, com a promulgação da Constituição de 1988, à investidura em cargo ou emprego público, ressalvadas, unicamente, as exceções previstas no próprio texto constitucional.’ (RTJ 152/762, Rel. Min. Celso de Mello). In casu, segundo consta dos autos, os autores submeteram-se à concursos internos “que permitiram que alcançassem cargos superiores àqueles no qual haviam ingressado”. Não se tratando, desse modo, de concurso público, nos moldes previstos pela Constituição Federal, o ato de provimento derivado dos réus resta inquinado de nulidade, por violação direta à regra insculpida no art. 37, II, da CF. Nesse ponto, rememoro o que tenho afirmado em decisões monocráticas (de que são exemplo as proferidas nos MS nºs 29.270/PA, 30.016/PA, 30.018/PA): vislumbro não poder haver usucapião de constitucionalidade. A obrigatoriedade da Constituição deriva de sua vigência, de modo que não é 13 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5947937. Supremo Tribunal Federal AR 1958 AGR-SEGUNDO / MG para cargos em comissão (CF, art. 37, II). A razão subjacente ao postulado do concurso público traduz-se na necessidade essencial de o Estado conferir efetividade ao princípio constitucional de que todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, vedando-se, desse modo, a prática inaceitável de o Poder Público conceder privilégios a alguns ou de dispensar tratamento discriminatório e arbitrário a outros. Precedentes. Doutrina.’ (RTJ 181/555, Rel. Min. Celso de Mello). ‘O postulado constitucional do concurso público, enquanto cláusula integralizadora dos princípios da isonomia e da impessoalidade, traduz-se na exigência inafastável de prévia aprovação em concurso público de provas, ou de provas e títulos, para efeito de investidura em cargo público. Essa imposição jurídico-constitucional passou a estender-se, genericamente, com a promulgação da Constituição de 1988, à investidura em cargo ou emprego público, ressalvadas, unicamente, as exceções previstas no próprio texto constitucional.’ (RTJ 152/762, Rel. Min. Celso de Mello). In casu, segundo consta dos autos, os autores submeteram-se à concursos internos “que permitiram que alcançassem cargos superiores àqueles no qual haviam ingressado”. Não se tratando, desse modo, de concurso público, nos moldes previstos pela Constituição Federal, o ato de provimento derivado dos réus resta inquinado de nulidade, por violação direta à regra insculpida no art. 37, II, da CF. Nesse ponto, rememoro o que tenho afirmado em decisões monocráticas (de que são exemplo as proferidas nos MS nºs 29.270/PA, 30.016/PA, 30.018/PA): vislumbro não poder haver usucapião de constitucionalidade. A obrigatoriedade da Constituição deriva de sua vigência, de modo que não é 13 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5947937. Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 28 Relatório AR 1958 AGR-SEGUNDO / MG possível entender que o tempo derrogue a força obrigatória de seus preceitos por causa de ações omissivas ou comissivas de autoridades públicas, razão pela qual não há se falar em direito adquirido. Nesse sentido, este Tribunal, no julgamento do MS 28.279/DF, decidiu pela impossibilidade de incidência da regra inserta no artigo 54, da Lei 9784/99 em hipóteses de flagrante inconstitucionalidade; e, em que pese se referir a legislação federal, guarda importância ao caso ora em análise, vez que no citado acórdão o que restou afinal assentado foi o entendimento de que as regras insertas na Constituição não perdem sua imperatividade pelo mero decurso do tempo. Destaco trecho da ementa: ‘5. Situações flagrantemente inconstitucionais como o provimento de serventia extrajudicial sem a devida submissão a concurso público não podem e não devem ser superadas pela simples incidência do que dispõe o art. 54 da Lei 9.784/1999, sob pena de subversão das determinações insertas na Constituição Federal.’ (MS nº 28.297/DF, Relatora a Ministra Ellen Gracie, Tribunal Pleno, DJe de 29/4/11) É certo que esta Corte possui julgados pelo reconhecimento de excepcionalidade de determinadas situações a justificar a primazia da segurança jurídica, como no caso INFRAERO (MS nº 22.357/DF, Relator o Ministro Gilmar Mendes, Tribunal Pleno, DJ de 5/11/04). Entretanto, tenho que tais situações não podem ser dilatadas para toda e qualquer circunstância, máxime a hipóteses fáticas diversas da constante naqueles autos. Ademais, no caso dos autos, não se pode aceitar a alegação da ocorrência de grande lapso temporal: os atos questionados eram datados de 1989 e 1992, mas a Ação Civil Pública, que discutia tais provimentos, foi proposta pelo Ministério Público Federal ainda no ano de 1993. 14 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5947937. Supremo Tribunal Federal AR 1958 AGR-SEGUNDO / MG possível entender que o tempo derrogue a força obrigatória de seus preceitos por causa de ações omissivas ou comissivas de autoridades públicas, razão pela qual não há se falar em direito adquirido. Nesse sentido, este Tribunal, no julgamento do MS 28.279/DF, decidiu pela impossibilidade de incidência da regra inserta no artigo 54, da Lei 9784/99 em hipóteses de flagrante inconstitucionalidade; e, em que pese se referir a legislação federal, guarda importância ao caso ora em análise, vez que no citado acórdão o que restou afinal assentado foi o entendimento de que as regras insertas na Constituição não perdem sua imperatividade pelo mero decurso do tempo. Destaco trecho da ementa: ‘5. Situações flagrantemente inconstitucionais como o provimento de serventia extrajudicial sem a devida submissão a concurso público não podem e não devem ser superadas pela simples incidência do que dispõe o art. 54 da Lei 9.784/1999, sob pena de subversão das determinações insertas na Constituição Federal.’ (MS nº 28.297/DF, Relatora a Ministra Ellen Gracie, Tribunal Pleno, DJe de 29/4/11) É certo que esta Corte possui julgados pelo reconhecimento de excepcionalidade de determinadas situações a justificar a primazia da segurança jurídica, como no caso INFRAERO (MS nº 22.357/DF, Relator o Ministro Gilmar Mendes, Tribunal Pleno, DJ de 5/11/04). Entretanto, tenho que tais situações não podem ser dilatadas para toda e qualquer circunstância, máxime a hipóteses fáticas diversas da constante naqueles autos. Ademais, no caso dos autos, não se pode aceitar a alegação da ocorrência de grande lapso temporal: os atos questionados eram datados de 1989 e 1992, mas a Ação Civil Pública, que discutia tais provimentos, foi proposta pelo Ministério Público Federal ainda no ano de 1993. 14 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5947937. Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 28 Relatório AR 1958 AGR-SEGUNDO / MG A regra, portanto, é o concurso público, isonômico e universal; e, em meu sentir, a hipótese fática da ação não se mostra apta a excepcionar aquele imperativo constitucional. Estando, portanto, o acórdão questionado na esteira da ampla jurisprudência da Corte, não há como concluir pela existência de violação à literalidade dos dispositivos constitucionais e legais apontados pelos autores. Ante o exposto, nego seguimento à ação rescisória, nos termos do art. 21, § 1º, do RISTF. Julgo prejudicada a apreciação do agravo regimental interposto do indeferimento da antecipação de tutela. Deixo de condenar os autores nas custas e honorários advocatícios, uma vez que são beneficiários da justiça gratuita. Publique-se. Brasília, 18 de outubro de 2013.” Em suas razões recursais, fundamentados no art. 485, incisos IV, V e IX, do Código de Processo Civil, reiteram, inicialmente, os autores o que já constou da petição inicial da rescisória, sustentando que a) a decisão rescindenda teria implicado ofensa à coisa julgada, pela não observância do entendimento do próprio Supremo Tribunal Federal firmado na ADI 837-4 quanto aos efeitos ex nunc da declaração de inconstitucionalidade dos dispositivos da Lei nº 8.112/90 (concernentes à ascensão funcional e outras formas de provimento derivado). Segundo alegam os agravantes, o Tribunal, confirmando a medida cautelar anteriormente deferida naqueles autos, teria legitimado “todos os atos de ascensão funcional anteriores a 11 de fevereiro de 1993” - nesse ponto, fazem referência à decisão proferida no RE nº 442.683/RS, em que a Segunda Turma desta Corte autorizou a adoção de efeito ex nunc para a decisão proferida na ADI nº 837/DF, tendo em vista os princípios da boa- fé e da segurança jurídica; b) que a decisão rescindenda teria violado disposição literal de lei (art. 485, inciso V, do CPC), especificamente o art. 21 da Lei nº 4.717/67, reiterado pelo art. 54 da Lei nº 9.784/99, bem como o art. 5º, caput e inciso XXXVI, da Constituição Federal (princípio da segurança jurídica); 15 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5947937. Supremo Tribunal Federal AR 1958 AGR-SEGUNDO / MG A regra, portanto, é o concurso público, isonômico e universal; e, em meu sentir, a hipótese fática da ação não se mostra apta a excepcionar aquele imperativo constitucional. Estando, portanto, o acórdão questionado na esteira da ampla jurisprudência da Corte, não há como concluir pela existência de violação à literalidade dos dispositivos constitucionais e legais apontados pelos autores. Ante o exposto, nego seguimento à ação rescisória, nos termos do art. 21, § 1º, do RISTF. Julgo prejudicada a apreciação do agravo regimental interposto do indeferimento da antecipação de tutela. Deixo de condenar os autores nas custas e honorários advocatícios, uma vez que são beneficiários da justiça gratuita. Publique-se. Brasília, 18 de outubro de 2013.” Em suas razões recursais, fundamentados no art. 485, incisos IV, V e IX, do Código de Processo Civil, reiteram, inicialmente, os autores o que já constou da petição inicial da rescisória, sustentando que a) a decisão rescindenda teria implicado ofensa à coisa julgada, pela não observância do entendimento do próprio Supremo Tribunal Federal firmado na ADI 837-4 quanto aos efeitos ex nunc da declaração de inconstitucionalidade dos dispositivos da Lei nº 8.112/90 (concernentes à ascensão funcional e outras formas de provimento derivado). Segundo alegam os agravantes, o Tribunal, confirmando a medida cautelar anteriormente deferida naqueles autos, teria legitimado “todos os atos de ascensão funcional anteriores a 11 de fevereiro de 1993” - nesse ponto, fazem referência à decisão proferida no RE nº 442.683/RS, em que a Segunda Turma desta Corte autorizou a adoção de efeito ex nunc para a decisão proferida na ADI nº 837/DF, tendo em vista os princípios da boa- fé e da segurança jurídica; b) que a decisão rescindenda teria violado disposição literal de lei (art. 485, inciso V, do CPC), especificamente o art. 21 da Lei nº 4.717/67, reiterado pelo art. 54 da Lei nº 9.784/99, bem como o art. 5º, caput e inciso XXXVI, da Constituição Federal (princípio da segurança jurídica); 15 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5947937. Inteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 28 Relatório AR 1958 AGR-SEGUNDO / MG c) existiria erro de fato (art. 485, IX, do CPC), uma vez que a decisão rescindenda teria desconsiderado os prejuízos causados à Administração Pública pelos atos questionados, além de haver “equívoco do Eminente Relator, já que estavam nos autos tanto a petição de interposição dos embargos de declaração, quanto o acórdão do julgamento e a certidão de intimação das partes” (fl. 32). Em síntese, sustentam os agravantes que a decisão monocrática, além de incidir em erro de fato, teria agredido a decisão da cautelar na ADI nº 837/DF (transitada em julgado e não revogada pela decisão final na referida ADI), bem como o art. 21 da Lei nº 4.717/67, o art. 54 da Lei nº 9.784/99 e os arts. 5º, caput e inciso XXXVI; 37, caput; 8º, III; 10, parágrafo único; 13, § 4º; 17 e 33, IV, todos da Lei nº 8.112/90. No que concerne especificamente à decisão agravada, afirmam os agravantes o seguinte: (i) ter havido violação do duplo grau de jurisdição e negativa de prestação jurisdicional, visto que o agravo regimental interposto em face da decisão em que se indeferiu a antecipação dos efeitos da tutela foi considerado prejudicado; (ii) o pronunciamento da Procuradoria-Geral da República, como custos legis, pela improcedência da ação não poderia ter sido considerado, uma vez que o Ministério Público é também réu nesta ação; (iii) haveria um aspecto relativo ao erro de fato que não teria sido apreciado na decisão monocrática, uma vez que “no julgamento do AI 476.031, concluiu-se que o recurso extremo não poderia ser conhecido quanto à tese de ofensa à segurança jurídica, considerando que a petição dos embargos de declaração não teria sido juntada no agravo”; isso configuraria erro de fato porque “tanto os embargos quanto sua decisão e certidão de intimação foram apresentados”; e (iv) a decisão agravada externaria contradição, pois nela se teria invocado precedente que legitimaria a pretensão dos recorrentes, na medida em que – defende – no RE 602.264, “julgou-se improcedente o pedido porque se buscava situação jurídica nova, com a ressalva de que se fosse o contrário, aplicar-se-ia o precedente do RE 442683/RS”. 16 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5947937. Supremo Tribunal Federal AR 1958 AGR-SEGUNDO / MG c) existiria erro de fato (art. 485, IX, do CPC), uma vez que a decisão rescindenda teria desconsiderado os prejuízos causados à Administração Pública pelos atos questionados, além de haver “equívoco do Eminente Relator, já que estavam nos autos tanto a petição de interposição dos embargos de declaração, quanto o acórdão do julgamento e a certidão de intimação das partes” (fl. 32). Em síntese, sustentam os agravantes que a decisão monocrática, além de incidir em erro de fato, teria agredido a decisão da cautelar na ADI nº 837/DF (transitada em julgado e não revogada pela decisão final na referida ADI), bem como o art. 21 da Lei nº 4.717/67, o art. 54 da Lei nº 9.784/99 e os arts. 5º, caput e inciso XXXVI; 37, caput; 8º, III; 10, parágrafo único; 13, § 4º; 17 e 33, IV, todos da Lei nº 8.112/90. No que concerne especificamente à decisão agravada, afirmam os agravantes o seguinte: (i) ter havido violação do duplo grau de jurisdição e negativa de prestação jurisdicional, visto que o agravo regimental interposto em face da decisão em que se indeferiu a antecipação dos efeitos da tutela foi considerado prejudicado; (ii) o pronunciamento da Procuradoria-Geral da República, como custos legis, pela improcedência da ação não poderia ter sido considerado, uma vez que o Ministério Público é também réu nesta ação; (iii) haveria um aspecto relativo ao erro de fato que não teria sido apreciado na decisão monocrática, uma vez que “no julgamento do AI 476.031, concluiu-se que o recurso extremo não poderia ser conhecido quanto à tese de ofensa à segurança jurídica, considerando que a petição dos embargos de declaração não teria sido juntada no agravo”; isso configuraria erro de fato porque “tanto os embargos quanto sua decisão e certidão de intimação foram apresentados”; e (iv) a decisão agravada externaria contradição, pois nela se teria invocado precedente que legitimaria a pretensão dos recorrentes, na medida em que – defende – no RE 602.264, “julgou-se improcedente o pedido porque se buscava situação jurídica nova, com a ressalva de que se fosse o contrário, aplicar-se-ia o precedente do RE 442683/RS”. 16 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5947937. Inteiro Teor do Acórdão - Página 18 de 28 Relatório AR 1958 AGR-SEGUNDO / MG O parecer da Procuradoria-Geral da República (fls. 446/452) foi pelo não provimento do agravo. É o relatório. 17 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5947937. Supremo Tribunal Federal AR 1958 AGR-SEGUNDO / MG O parecer da Procuradoria-Geral da República (fls. 446/452) foi pelo não provimento do agravo. É o relatório. 17 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5947937. Inteiro Teor do Acórdão - Página 19 de 28 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI 10/04/2014 PLENÁRIO SEGUNDO AG.REG. NA AÇÃO RESCISÓRIA 1.958 MINAS GERAIS VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Inicialmente, destaco que não se sustenta o pleito pela desconsideração da cota ministerial lavrada nos autos. Além de não haver qualquer vinculação do julgador ao conteúdo do parecer ministerial, a atuação do Ministério Público como custos legis, com fundamento no art. 83 do CPC, não se confunde com a sua atuação como parte, especialmente em função do princípio institucional da independência funcional, que assegura autonomia à atuação dos membros do parquet. Por se tratar de questão que perpassa a análise da legislação, ressalto julgado do STJ sobre o assunto: “ADMINISTRATIVO. CONCESSÃO DE SERVIÇO MUNICIPAL DE ÁGUA E ESGOTO. SUPOSTA EXCLUSÃO DE PARTE DA POPULAÇÃO DO ACESSO AO REFERIDO SERVIÇO PÚBLICO. PLEITO MINISTERIAL DE NULIDADE DO EDITAL E DO PROCEDIMENTO LICITATÓRIO. CONTRATO DE CONCESSÃO AINDA VIGENTE. AUSÊNCIA DE SITUAÇÃO FÁTICA CONSOLIDADA A FAVOR DA CONCESSIONÁRIA. OFENSA AO ART. 535 DO CPC. INEXISTÊNCIA. PRESCRIÇÃO AFASTADA COM BASE NOS ELEMENTOS DE CONVICÇÃO DOS AUTOS. PRETENSÃO DE REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO E DE CLÁUSULAS CONTRATUAIS. SÚMULAS 5 E 7 DO STJ. NÃO CONFIGURADA A RENÚNCIA TÁCITA DO PARQUET AO DIREITO DE RECORRER. MULTA DO ART. 538, PARÁGRAFO ÚNICO, DO CPC MANTIDA. 1. Não cabe falar em ofensa ao art. 535 do CPC quando o acórdão impugnado se pronuncia de modo inequívoco e Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5947936. Supremo Tribunal Federal 10/04/2014 PLENÁRIO SEGUNDO AG.REG. NA AÇÃO RESCISÓRIA 1.958 MINAS GERAIS VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Inicialmente, destaco que não se sustenta o pleito pela desconsideração da cota ministerial lavrada nos autos. Além de não haver qualquer vinculação do julgador ao conteúdo do parecer ministerial, a atuação do Ministério Público como custos legis, com fundamento no art. 83 do CPC, não se confunde com a sua atuação como parte, especialmente em função do princípio institucional da independência funcional, que assegura autonomia à atuação dos membros do parquet. Por se tratar de questão que perpassa a análise da legislação, ressalto julgado do STJ sobre o assunto: “ADMINISTRATIVO. CONCESSÃO DE SERVIÇO MUNICIPAL DE ÁGUA E ESGOTO. SUPOSTA EXCLUSÃO DE PARTE DA POPULAÇÃO DO ACESSO AO REFERIDO SERVIÇO PÚBLICO. PLEITO MINISTERIAL DE NULIDADE DO EDITAL E DO PROCEDIMENTO LICITATÓRIO. CONTRATO DE CONCESSÃO AINDA VIGENTE. AUSÊNCIA DE SITUAÇÃO FÁTICA CONSOLIDADA A FAVOR DA CONCESSIONÁRIA. OFENSA AO ART. 535 DO CPC. INEXISTÊNCIA. PRESCRIÇÃO AFASTADA COM BASE NOS ELEMENTOS DE CONVICÇÃO DOS AUTOS. PRETENSÃO DE REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO E DE CLÁUSULAS CONTRATUAIS. SÚMULAS 5 E 7 DO STJ. NÃO CONFIGURADA A RENÚNCIA TÁCITA DO PARQUET AO DIREITO DE RECORRER. MULTA DO ART. 538, PARÁGRAFO ÚNICO, DO CPC MANTIDA. 1. Não cabe falar em ofensa ao art. 535 do CPC quando o acórdão impugnado se pronuncia de modo inequívoco e Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5947936. Inteiro Teor do Acórdão - Página 20 de 28 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI AR 1958 AGR-SEGUNDO / MG suficiente sobre a questão posta nos autos. 2. O aresto recorrido concluiu pela inaplicabilidade da teoria do fato consumado em benefício da concessionária, pois as provas dos autos e as cláusulas editalícias e contratuais seriam no sentido de que o contrato ainda estaria em vigência e a ação civil pública teria sido proposta antes do advento da prescrição, não havendo, pois, situação consolidada. Insuscetível de revisão o referido entendimento, por demandar reexame do conjunto fático-probatório e análise de cláusulas editalícias e contratuais, providências vedadas pelas Súmulas 5 e 7 do STJ. 3. Não configura violação do art. 503 do CPC quando o Ministério Público atua, por um lado, como fiscal da lei, expressando-se dentro da independência de suas funções (art. 1º, parágrafo único, da Lei n. 8.625/93), e, por outro lado, age como autor da ação civil pública em defesa de interesse coletivo. 4. Os serviços públicos concedidos estão sujeitos à regulamentação, fiscalização e retomada pelo concedente, em especial porque a concessão ao particular não desnatura o caratér público de tais serviços. 5. É cabível a manutenção da multa prevista no art. 538, parágrafo único, do CPC, quando os embargos declaratórios são opostos, na origem, com intuito meramente protelatório. Agravo regimental improvido” (AgRg no REsp 1370119/RJ, Rel. Ministro Humberto Martins, Segunda Turma, julgado em 19/9/13, DJe de 30/9/13) Rejeito, ainda, a alegação de que houve violação do duplo grau de jurisdição e negativa de prestação jurisdicional pelo fato de o agravo regimental interposto em face da decisão em que se indeferiu a antecipação dos efeitos da tutela ter sido considerado prejudicado. Por evidente, o julgamento do mérito da ação rescisória prejudica o recurso interposto em face de decisão liminar, já que a decisão definitiva prevalece sobre a precária, não se podendo falar, em tal caso, em violação do duplo grau de jurisdição ou de negativa de prestação jurisdicional. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5947936. Supremo Tribunal Federal AR 1958 AGR-SEGUNDO / MG suficiente sobre a questão posta nos autos. 2. O aresto recorrido concluiu pela inaplicabilidade da teoria do fato consumado em benefício da concessionária, pois as provas dos autos e as cláusulas editalícias e contratuais seriam no sentido de que o contrato ainda estaria em vigência e a ação civil pública teria sido proposta antes do advento da prescrição, não havendo, pois, situação consolidada. Insuscetível de revisão o referido entendimento, por demandar reexame do conjunto fático-probatório e análise de cláusulas editalícias e contratuais, providências vedadas pelas Súmulas 5 e 7 do STJ. 3. Não configura violação do art. 503 do CPC quando o Ministério Público atua, por um lado, como fiscal da lei, expressando-se dentro da independência de suas funções (art. 1º, parágrafo único, da Lei n. 8.625/93), e, por outro lado, age como autor da ação civil pública em defesa de interesse coletivo. 4. Os serviços públicos concedidos estão sujeitos à regulamentação, fiscalização e retomada pelo concedente, em especial porque a concessão ao particular não desnatura o caratér público de tais serviços. 5. É cabível a manutenção da multa prevista no art. 538, parágrafo único, do CPC, quando os embargos declaratórios são opostos, na origem, com intuito meramente protelatório. Agravo regimental improvido” (AgRg no REsp 1370119/RJ, Rel. Ministro Humberto Martins, Segunda Turma, julgado em 19/9/13, DJe de 30/9/13) Rejeito, ainda, a alegação de que houve violação do duplo grau de jurisdição e negativa de prestação jurisdicional pelo fato de o agravo regimental interposto em face da decisão em que se indeferiu a antecipação dos efeitos da tutela ter sido considerado prejudicado. Por evidente, o julgamento do mérito da ação rescisória prejudica o recurso interposto em face de decisão liminar, já que a decisão definitiva prevalece sobre a precária, não se podendo falar, em tal caso, em violação do duplo grau de jurisdição ou de negativa de prestação jurisdicional. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5947936. Inteiro Teor do Acórdão - Página 21 de 28 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI AR 1958 AGR-SEGUNDO / MG De igual modo, descabida a alegação dos recorrentes de que houve erro de fato na decisão rescindenda, sob o argumento de que, “no julgamento do AI 476.031, concluiu-se que o recurso extremo não poderia ser conhecido quanto à tese de ofensa à segurança jurídica, considerando que a petição dos embargos de declaração não teria sido juntada no agravo, [quando] tanto os embargos quanto sua decisão e certidão de intimação foram apresentados”. Ora, a ação rescisória é meio autônomo de impugnação da decisão judicial no bojo da qual se forma nova relação jurídico-processual, com base em hipóteses taxativamente definidas em lei, dentre as quais não se encontra a sua utilização como sucedâneo de recurso. No caso citado, o erro – ainda que se tenha configurado – não se deu sobre os fatos que se relacionam à lide, mas, sim, sobre a apreciação de elementos processuais (existência ou não de prequestionamento quanto a ponto específico do recurso extraordinário interposto na ação matriz). Trata-se de matéria a ser objetada pelos meios recursais disponíveis na ação originária, não sendo essa apta para justificar a utilização da via rescisória, cujas hipóteses de cabimento são restritíssimas, sob pena de conversão desse meio autônomo de impugnação em sucedâneo recursal. Essa é a posição da jurisprudência desta Corte: “AGRAVO REGIMENTAL. PROCESSUAL CIVIL. AÇÃO RESCISÓRIA COMO SUCEDÂNEO DE RECURSO. IMPOSSIBILIDADE. PRECEDENTES. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 83/STJ. 1. O acórdão rescindendo não violou direta e frontalmente o art. 6º, a Lei de Introdução ao Código Civil quando estabeleceu que apenas o índice de 84,32% não sofreria a limitação temporal ora objeto de debate. 2. De fato, o entendimento consignado naquela decisão não permite inferir que já havia direito adquirido ao patrimônio jurídico dos agravantes, com relação aos índices de 39%, 80%, 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5947936. Supremo Tribunal Federal AR 1958 AGR-SEGUNDO / MG De igual modo, descabida a alegação dos recorrentes de que houve erro de fato na decisão rescindenda, sob o argumento de que, “no julgamento do AI 476.031, concluiu-se que o recurso extremo não poderia ser conhecido quanto à tese de ofensa à segurança jurídica, considerando que a petição dos embargos de declaração não teria sido juntada no agravo, [quando] tanto os embargos quanto sua decisão e certidão de intimação foram apresentados”. Ora, a ação rescisória é meio autônomo de impugnação da decisão judicial no bojo da qual se forma nova relação jurídico-processual, com base em hipóteses taxativamente definidas em lei, dentre as quais não se encontra a sua utilização como sucedâneo de recurso. No caso citado, o erro – ainda que se tenha configurado – não se deu sobre os fatos que se relacionam à lide, mas, sim, sobre a apreciação de elementos processuais (existência ou não de prequestionamento quanto a ponto específico do recurso extraordinário interposto na ação matriz). Trata-se de matéria a ser objetada pelos meios recursais disponíveis na ação originária, não sendo essa apta para justificar a utilização da via rescisória, cujas hipóteses de cabimento são restritíssimas, sob pena de conversão desse meio autônomo de impugnação em sucedâneo recursal. Essa é a posição da jurisprudência desta Corte: “AGRAVO REGIMENTAL. PROCESSUAL CIVIL. AÇÃO RESCISÓRIA COMO SUCEDÂNEO DE RECURSO. IMPOSSIBILIDADE. PRECEDENTES. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 83/STJ. 1. O acórdão rescindendo não violou direta e frontalmente o art. 6º, a Lei de Introdução ao Código Civil quando estabeleceu que apenas o índice de 84,32% não sofreria a limitação temporal ora objeto de debate. 2. De fato, o entendimento consignado naquela decisão não permite inferir que já havia direito adquirido ao patrimônio jurídico dos agravantes, com relação aos índices de 39%, 80%, 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5947936. Inteiro Teor do Acórdão - Página 22 de 28 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI AR 1958 AGR-SEGUNDO / MG 2,87% e 28,44%, e, por isto, teria havido violação expressa ao art. 6º, da LICC e do art. 5º, XXXVI, da CF/88. Aliás, a fundamentação do julgado foi em sentido oposto. 3. O que se vê é que os agravantes querem desconstituir julgado do STJ por meio de rescisória e aduzem que houve erro no julgado que estabeleceu "indevidamente" a limitação combatida e a prescrição. Ora, tal pretensão é inviável, porquanto pautada na rediscussão da causa sem que estejam preenchidos os requisitos taxativos da lei para o cabimento da ação rescisória. Precedente: AR .508/SP, Rel. Ministra Maria Isabel Gallotti, Terceira Seção, julgado em 14.12.2009, DJe 3.2.2010. Agravo regimental improvido” (AgRg no AREsp 308.622/DF, Rel. Ministro Humberto Martins, Segunda Turma, DJe de 16/5/13) Quanto aos demais pontos trazidos em petição regimental, reitero as razões de decidir adotadas na decisão agravada. Relativamente, portanto, ao argumento da ofensa à coisa julgada, reafirmo: a decisão rescindenda fundou-se em precedente vinculante desta Corte (ADI 837) proferido na seara do controle de constitucionalidade abstrato, o qual, em regra, dado o seu caráter declaratório, apenas reconhece o vício inquinado à norma ofensora da Constituição, desde o seu nascedouro, momento a partir do qual, como regra, origina seus efeitos. Desse modo, embora, naqueles autos, tenham sido atribuídos efeitos prospectivos à decisão que deferiu a medida cautelar, com o julgamento definitivo, esse substituiu o anterior, de forma a conferir à decisão efeito retroativo, uma vez que não houve a modulação de efeitos no julgamento da ADI nº 837/DF. No que respeita à alegação de violação da literalidade da lei, reafirmo que já é bem estabelecida no âmbito desta Corte a posição pela impossibilidade de ocupação de cargo público, sob qualquer forma de provimento, sem a prévia submissão a concurso público, máxime após a 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5947936. Supremo Tribunal Federal AR 1958 AGR-SEGUNDO / MG 2,87% e 28,44%, e, por isto, teria havido violação expressa ao art. 6º, da LICC e do art. 5º, XXXVI, da CF/88. Aliás, a fundamentação do julgado foi em sentido oposto. 3. O que se vê é que os agravantes querem desconstituir julgado do STJ por meio de rescisória e aduzem que houve erro no julgado que estabeleceu "indevidamente" a limitação combatida e a prescrição. Ora, tal pretensão é inviável, porquanto pautada na rediscussão da causa sem que estejam preenchidos os requisitos taxativos da lei para o cabimento da ação rescisória. Precedente: AR .508/SP, Rel. Ministra Maria Isabel Gallotti, Terceira Seção, julgado em 14.12.2009, DJe 3.2.2010. Agravo regimental improvido” (AgRg no AREsp 308.622/DF, Rel. Ministro Humberto Martins, Segunda Turma, DJe de 16/5/13) Quanto aos demais pontos trazidos em petição regimental, reitero as razões de decidir adotadas na decisão agravada. Relativamente, portanto, ao argumento da ofensa à coisa julgada, reafirmo: a decisão rescindenda fundou-se em precedente vinculante desta Corte (ADI 837) proferido na seara do controle de constitucionalidade abstrato, o qual, em regra, dado o seu caráter declaratório, apenas reconhece o vício inquinado à norma ofensora da Constituição, desde o seu nascedouro, momento a partir do qual, como regra, origina seus efeitos. Desse modo, embora, naqueles autos, tenham sido atribuídos efeitos prospectivos à decisão que deferiu a medida cautelar, com o julgamento definitivo, esse substituiu o anterior, de forma a conferir à decisão efeito retroativo, uma vez que não houve a modulação de efeitos no julgamento da ADI nº 837/DF. No que respeita à alegação de violação da literalidade da lei, reafirmo que já é bem estabelecida no âmbito desta Corte a posição pela impossibilidade de ocupação de cargo público, sob qualquer forma de provimento, sem a prévia submissão a concurso público, máxime após a 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5947936. Inteiro Teor do Acórdão - Página 23 de 28 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI AR 1958 AGR-SEGUNDO / MG Constituição Federal de 1988, exceptuados apenas o provimento via promoção e as hipóteses previstas naquele mesmo diploma (entre as quais não se encontra a ascensão). Destaco julgados desta Corte nesse sentido: “EMENTA: AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE - LEI ESTADUAL QUE PERMITE A INTEGRAÇÃO DE SERVIDOR PÚBLICO NO QUADRO DE PESSOAL DE AUTARQUIAS OU FUNDAÇÕES ESTADUAIS, INDEPENDENTEMENTE DE CONCURSO PÚBLICO (LEI COMPLEMENTAR Nº 67/92, ART. 56) - OFENSA AO ART. 37, II, DA CARTA FEDERAL - DESRESPEITO AO POSTULADO CONSTITUCIONAL DO CONCURSO PÚBLICO, ESSENCIAL À CONCRETIZAÇÃO DO PRINCÍPIO DA IGUALDADE - AÇÃO DIRETA JULGADA PROCEDENTE. O CONCURSO PÚBLICO REPRESENTA GARANTIA CONCRETIZADORA DO PRINCÍPIO DA IGUALDADE, QUE NÃO TOLERA TRATAMENTOS DISCRIMINATÓRIOS NEM LEGITIMA A CONCESSÃO DE PRIVILÉGIOS. - A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal - tendo presente a essencialidade do postulado inscrito no art. 37, II, da Carta Política - tem censurado a validade jurídico-constitucional de normas que autorizam, permitem ou viabilizam, independentemente de prévia aprovação em concurso público de provas ou de provas e títulos, o ingresso originário no serviço estatal ou o provimento em cargos administrativos diversos daqueles para os quais o servidor público foi admitido. Precedentes. - O respeito efetivo à exigência de prévia aprovação em concurso público qualifica-se, constitucionalmente, como paradigma de legitimação ético-jurídica da investidura de qualquer cidadão em cargos, funções ou empregos públicos, ressalvadas as hipóteses de nomeação para cargos em comissão (CF, art. 37, II). A razão subjacente ao postulado do concurso público traduz-se na necessidade essencial de o Estado conferir efetividade ao princípio constitucional de que todos são iguais perante a lei, 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5947936. Supremo Tribunal Federal AR 1958 AGR-SEGUNDO / MG Constituição Federal de 1988, exceptuados apenas o provimento via promoção e as hipóteses previstas naquele mesmo diploma (entre as quais não se encontra a ascensão). Destaco julgados desta Corte nesse sentido: “EMENTA: AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE - LEI ESTADUAL QUE PERMITE A INTEGRAÇÃO DE SERVIDOR PÚBLICO NO QUADRO DE PESSOAL DE AUTARQUIAS OU FUNDAÇÕES ESTADUAIS, INDEPENDENTEMENTE DE CONCURSO PÚBLICO (LEI COMPLEMENTAR Nº 67/92, ART. 56) - OFENSA AO ART. 37, II, DA CARTA FEDERAL - DESRESPEITO AO POSTULADO CONSTITUCIONAL DO CONCURSO PÚBLICO, ESSENCIAL À CONCRETIZAÇÃO DO PRINCÍPIO DA IGUALDADE - AÇÃO DIRETA JULGADA PROCEDENTE. O CONCURSO PÚBLICO REPRESENTA GARANTIA CONCRETIZADORA DO PRINCÍPIO DA IGUALDADE, QUE NÃO TOLERA TRATAMENTOS DISCRIMINATÓRIOS NEM LEGITIMA A CONCESSÃO DE PRIVILÉGIOS. - A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal - tendo presente a essencialidade do postulado inscrito no art. 37, II, da Carta Política - tem censurado a validade jurídico-constitucional de normas que autorizam, permitem ou viabilizam, independentemente de prévia aprovação em concurso público de provas ou de provas e títulos, o ingresso originário no serviço estatal ou o provimento em cargos administrativos diversos daqueles para os quais o servidor público foi admitido. Precedentes. - O respeito efetivo à exigência de prévia aprovação em concurso público qualifica-se, constitucionalmente, como paradigma de legitimação ético-jurídica da investidura de qualquer cidadão em cargos, funções ou empregos públicos, ressalvadas as hipóteses de nomeação para cargos em comissão (CF, art. 37, II). A razão subjacente ao postulado do concurso público traduz-se na necessidade essencial de o Estado conferir efetividade ao princípio constitucional de que todos são iguais perante a lei, 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5947936. Inteiro Teor do Acórdão - Página 24 de 28 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI AR 1958 AGR-SEGUNDO / MG sem distinção de qualquer natureza, vedando-se, desse modo, a prática inaceitável de o Poder Público conceder privilégios a alguns ou de dispensar tratamento discriminatório e arbitrário a outros. Precedentes. Doutrina” (ADI nº 1.350, Relator Min. Celso de Mello, Tribunal Pleno, DJ de 1º/12/06). “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. ASCENSÃO FUNCIONAL. INCONSTITUCIONALIDADE. OFENSA À REGRA DO CONCURSO PÚBLICO. PRECEDENTES. SEGURANÇA JURÍDICA E BOA-FÉ. INAPLICABILIDADE AO CASO. PLEITO QUE REVELA A PRETENSÃO DE CONSTITUIR NOVA SITUAÇÃO JURÍDICA E NÃO A PRESERVAÇÃO DE UMA POSIÇÃO CONSOLIDADA. AGRAVO IMPROVIDO. I – A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal firmou-se no sentido de que a promoção do servidor por ascensão funcional constitui forma de provimento derivado incompatível com a determinação prevista no art. 37, II, da Constituição de que os cargos públicos devem ser providos por concurso. II – Inviável a invocação dos princípios da segurança jurídica e da boa-fé no caso em que se pretende o reconhecimento de uma nova posição jurídica incompatível com a Constituição e não a preservação de uma situação concreta sedimentada. III – Agravo regimental improvido.” (RE nº 602.264/DF-AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe de 31/5/13). Esse é o entendimento geral desta Corte. A regra é o concurso público, isonômico e universal. Os julgados pela primazia da segurança jurídica sobre a regra do concurso público são pontuais, sempre analisados a partir das excepcionalidades dos casos concretos, não podendo, desse modo, as fundamentações ali constantes ser dilatadas para toda e qualquer circunstância. Nesse contexto de excepcionalidade – ao contrário do quanto afirmado pelos ora recorrentes – o julgamento do RE nº 602.264/DF- 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5947936. Supremo Tribunal Federal AR 1958 AGR-SEGUNDO / MG sem distinção de qualquer natureza, vedando-se, desse modo, a prática inaceitável de o Poder Público conceder privilégios a alguns ou de dispensar tratamento discriminatório e arbitrário a outros. Precedentes. Doutrina” (ADI nº 1.350, Relator Min. Celso de Mello, Tribunal Pleno, DJ de 1º/12/06). “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. ASCENSÃO FUNCIONAL. INCONSTITUCIONALIDADE. OFENSA À REGRA DO CONCURSO PÚBLICO. PRECEDENTES. SEGURANÇA JURÍDICA E BOA-FÉ. INAPLICABILIDADE AO CASO. PLEITO QUE REVELA A PRETENSÃO DE CONSTITUIR NOVA SITUAÇÃO JURÍDICA E NÃO A PRESERVAÇÃO DE UMA POSIÇÃO CONSOLIDADA. AGRAVO IMPROVIDO. I – A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal firmou-se no sentido de que a promoção do servidor por ascensão funcional constitui forma de provimento derivado incompatível com a determinação prevista no art. 37, II, da Constituição de que os cargos públicos devem ser providos por concurso. II – Inviável a invocação dos princípios da segurança jurídica e da boa-fé no caso em que se pretende o reconhecimento de uma nova posição jurídica incompatível com a Constituição e não a preservação de uma situação concreta sedimentada. III – Agravo regimental improvido.” (RE nº 602.264/DF-AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe de 31/5/13). Esse é o entendimento geral desta Corte. A regra é o concurso público, isonômico e universal. Os julgados pela primazia da segurança jurídica sobre a regra do concurso público são pontuais, sempre analisados a partir das excepcionalidades dos casos concretos, não podendo, desse modo, as fundamentações ali constantes ser dilatadas para toda e qualquer circunstância. Nesse contexto de excepcionalidade – ao contrário do quanto afirmado pelos ora recorrentes – o julgamento do RE nº 602.264/DF- 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5947936. Inteiro Teor do Acórdão - Página 25 de 28 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI AR 1958 AGR-SEGUNDO / MG AgR (citado na decisão agravada) consagra a regra geral da exigência do concurso público e rememora expressamente que a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal firmou-se no sentido de que a promoção do servidor por ascensão funcional constitui forma de provimento derivado incompatível com a determinação prevista no art. 37, II, da Constituição. No mesmo acórdão, foram citados diversos precedentes desta Corte nesse sentido (ADI nº 368/ES, ADI nº 231/RJ e ADI nº 837/DF, Rel. Min. Moreira Alves; ADI nº 3.582/PI, Rel. Min. Sepúlveda Pertence; ADI nº 3.030/AP, Rel. Min. Carlos Velloso; ADI nº 1.345/ES, Rel. Min. Ellen Gracie). A excepcionalidade na adoção de entendimento diverso também foi destacada na fundamentação do julgado citado. Ressalto o seguinte trecho: “(...) em algumas oportunidades e sempre atuando com parcimônia, apesar de declarar a inconstitucionalidade em abstrato de certo diploma legal, tem mantido hígidas, em observância aos princípios da segurança jurídica e da boa-fé, as situações jurídicas concretas constituídas sob a égide da norma inconstitucional” (grifei). É evidente, desse modo, que a fundamentação exposta no RE nº 602.264 apenas reforça o grau máximo de excepcionalidade que a Corte utiliza para a adoção de entendimento diverso daquele que consagra a supremacia da regra do concurso público. No caso dos autos, não se pode nem mesmo aceitar a alegação da ocorrência de grande lapso temporal, uma vez que os atos questionados eram datados de 1989 e 1992, mas a ação civil pública que discutia tais provimentos foi proposta pelo Ministério Público Federal ainda no ano de 1993, o que bem demonstra que, contemporaneamente a suas realizações, as ascensões realizadas se encontravam sob questionamento, afastando-se, portanto, a pretensa consolidação daqueles atos e, por consequência, a segurança jurídica. Ademais, este Tribunal, no julgamento do MS nº 28.279/DF, decidiu 7 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5947936. Supremo Tribunal Federal AR 1958 AGR-SEGUNDO / MG AgR (citado na decisão agravada) consagra a regra geral da exigência do concurso público e rememora expressamente que a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal firmou-se no sentido de que a promoção do servidor por ascensão funcional constitui forma de provimento derivado incompatível com a determinação prevista no art. 37, II, da Constituição. No mesmo acórdão, foram citados diversos precedentes desta Corte nesse sentido (ADI nº 368/ES, ADI nº 231/RJ e ADI nº 837/DF, Rel. Min. Moreira Alves; ADI nº 3.582/PI, Rel. Min. Sepúlveda Pertence; ADI nº 3.030/AP, Rel. Min. Carlos Velloso; ADI nº 1.345/ES, Rel. Min. Ellen Gracie). A excepcionalidade na adoção de entendimento diverso também foi destacada na fundamentação do julgado citado. Ressalto o seguinte trecho: “(...) em algumas oportunidades e sempre atuando com parcimônia, apesar de declarar a inconstitucionalidade em abstrato de certo diploma legal, tem mantido hígidas, em observância aos princípios da segurança jurídica e da boa-fé, as situações jurídicas concretas constituídas sob a égide da norma inconstitucional” (grifei). É evidente, desse modo, que a fundamentação exposta no RE nº 602.264 apenas reforça o grau máximo de excepcionalidade que a Corte utiliza para a adoção de entendimento diverso daquele que consagra a supremacia da regra do concurso público. No caso dos autos, não se pode nem mesmo aceitar a alegação da ocorrência de grande lapso temporal, uma vez que os atos questionados eram datados de 1989 e 1992, mas a ação civil pública que discutia tais provimentos foi proposta pelo Ministério Público Federal ainda no ano de 1993, o que bem demonstra que, contemporaneamente a suas realizações, as ascensões realizadas se encontravam sob questionamento, afastando-se, portanto, a pretensa consolidação daqueles atos e, por consequência, a segurança jurídica. Ademais, este Tribunal, no julgamento do MS nº 28.279/DF, decidiu 7 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5947936. Inteiro Teor do Acórdão - Página 26 de 28 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI AR 1958 AGR-SEGUNDO / MG pela impossibilidade de incidência da regra inserta no art. 54 da Lei 9784/99 em hipóteses de flagrante inconstitucionalidade, tendo sido assentado o entendimento de que as regras insertas na Constituição não perdem sua imperatividade pelo mero decurso do tempo. Destaco trecho da ementa: “5. Situações flagrantemente inconstitucionais como o provimento de serventia extrajudicial sem a devida submissão a concurso público não podem e não devem ser superadas pela simples incidência do que dispõe o art. 54 da Lei 9.784/1999, sob pena de subversão das determinações insertas na Constituição Federal” (MS nº 28.297/DF, Relatora a Ministra Ellen Gracie, Tribunal Pleno, DJe de 29/4/11) A regra, desse modo, é o concurso público, isonômico e universal. A meu sentir, a hipótese fática da ação não se mostra apta a excepcionar aquele imperativo constitucional. Estando, portanto, a decisão questionada na esteira da ampla jurisprudência da Corte, não há como concluir pela existência de violação à literalidade dos dispositivos constitucionais e legais apontados pelos autores. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental, mantendo a decisão em que, nos termos do art. 21, § 1º, do RISTF, se negou seguimento à ação rescisória. 8 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5947936. Supremo Tribunal Federal AR 1958 AGR-SEGUNDO / MG pela impossibilidade de incidência da regra inserta no art. 54 da Lei 9784/99 em hipóteses de flagrante inconstitucionalidade, tendo sido assentado o entendimento de que as regras insertas na Constituição não perdem sua imperatividade pelo mero decurso do tempo. Destaco trecho da ementa: “5. Situações flagrantemente inconstitucionais como o provimento de serventia extrajudicial sem a devida submissão a concurso público não podem e não devem ser superadas pela simples incidência do que dispõe o art. 54 da Lei 9.784/1999, sob pena de subversão das determinações insertas na Constituição Federal” (MS nº 28.297/DF, Relatora a Ministra Ellen Gracie, Tribunal Pleno, DJe de 29/4/11) A regra, desse modo, é o concurso público, isonômico e universal. A meu sentir, a hipótese fática da ação não se mostra apta a excepcionar aquele imperativo constitucional. Estando, portanto, a decisão questionada na esteira da ampla jurisprudência da Corte, não há como concluir pela existência de violação à literalidade dos dispositivos constitucionais e legais apontados pelos autores. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental, mantendo a decisão em que, nos termos do art. 21, § 1º, do RISTF, se negou seguimento à ação rescisória. 8 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5947936. Inteiro Teor do Acórdão - Página 27 de 28 Extrato de Ata - 10/04/2014 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA SEGUNDO AG.REG. NA AÇÃO RESCISÓRIA 1.958 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : VICENTE JOSÉ DE SOUZA E OUTRO(A/S) AGTE.(S) : ANTÔNIO CARLOS RODRIGUES DA SILVA ADV.(A/S) : MARIA DA CONCEIÇÃO CARREIRA ALVIM E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA AGDO.(A/S) : UNIVERSIDADE FEDERAL DE OURO PRETO - UFOP PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL Decisão: O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, negou provimento ao agravo regimental. Votou o Presidente. Ausentes, neste julgamento, os Ministros Joaquim Barbosa (Presidente), Ricardo Lewandowski (Vice-Presidente) e Roberto Barroso. Presidiu o julgamento o Ministro Celso de Mello (art. 37, I, do RISTF). Plenário, 10.04.2014. Presidência do Senhor Ministro Joaquim Barbosa. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber, Teori Zavascki e Roberto Barroso. Procurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot Monteiro de Barros. p/ Luiz Tomimatsu Assessor-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 5704391 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA SEGUNDO AG.REG. NA AÇÃO RESCISÓRIA 1.958 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : VICENTE JOSÉ DE SOUZA E OUTRO(A/S) AGTE.(S) : ANTÔNIO CARLOS RODRIGUES DA SILVA ADV.(A/S) : MARIA DA CONCEIÇÃO CARREIRA ALVIM E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA AGDO.(A/S) : UNIVERSIDADE FEDERAL DE OURO PRETO - UFOP PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL Decisão: O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, negou provimento ao agravo regimental. Votou o Presidente. Ausentes, neste julgamento, os Ministros Joaquim Barbosa (Presidente), Ricardo Lewandowski (Vice-Presidente) e Roberto Barroso. Presidiu o julgamento o Ministro Celso de Mello (art. 37, I, do RISTF). Plenário, 10.04.2014. Presidência do Senhor Ministro Joaquim Barbosa. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber, Teori Zavascki e Roberto Barroso. Procurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot Monteiro de Barros. p/ Luiz Tomimatsu Assessor-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 5704391 Inteiro Teor do Acórdão - Página 28 de 28
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=5978145
2014-04-10T00:00:00
2014-05-30T00:00:00
O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, negou provimento ao agravo regimental. Votou o Presidente. Ausentes, neste julgamento, os Ministros Joaquim Barbosa (Presidente), Ricardo Lewandowski (Vice-Presidente) e Roberto Barroso. Presidiu o julgamento o Ministro Celso de Mello (art. 37, I, do RISTF). Plenário, 10.04.2014.
SEGUNDO AG.REG. NA AÇÃO RESCISÓRIA
EMENTA Agravo regimental em ação rescisória. Erro de fato e violação literal de dispositivo legal. Inexistência. Utilização da via rescisória como sucedâneo de recurso. Ministério Público como custos legis e parte. Legalidade. Ascensão funcional posterior ao advento da Constituição Federal de 1988. Inconstitucionalidade. Agravo regimental não provido. 1. O erro quanto à existência, nos autos da ação matriz, de elementos comprobatórios do prequestionamento no recurso extraordinário é matéria a ser objetada pelos meios recursais disponíveis na ação originária, não sendo apto a justificar a utilização da via rescisória, cujas hipóteses de cabimento são restritíssimas, sob pena de conversão desse meio autônomo de impugnação em sucedâneo recursal. 2. Não configura ilegalidade a atuação do Ministério Público, por um lado, como fiscal da lei, expressando-se dentro da independência de suas funções (art. 1º, parágrafo único, da Lei n. 8.625/93), e, por outro lado, como réu da ação rescisória. 3. Inexiste violação de literal dispositivo de lei na decisão em que não se reconhece direito adquirido a ascensão realizada após o advento da Constituição Federal de 1988, uma vez que é pacífico na Corte o entendimento de que é inconstitucional a forma de provimento derivado de cargos ou empregos públicos por ascensão. Precedentes: ADI nº 368/ES, ADI nº 231/RJ e ADI nº 837/DF, Rel. Min. Moreira Alves; ADI nº 3.582/PI, Rel. Min. Sepúlveda Pertence; ADI nº 3.030/AP, Rel. Min. Carlos Velloso; ADI nº 1.345/ES, Rel. Min. Ellen Gracie; RE nº 602.264/DF-AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe de 31/5/13). 4. Agravo regimental não provido.
sjur266011
- Acórdão(s) citado(s): (PROVIMENTO DERIVADO, CARGO PÚBLICO, ASCENSÃO) ADI 231 (TP), ADI 368 (TP), ADI 1345 (TP), ADI 1350 (TP), ADI 3030 (TP), ADI 3582 (TP), RE 602264 AgR (2ªT), ADI 837 (TP). (PROVIMENTO, CARGO PÚBLICO, CONCURSO PÚBLICO) ADI 1350 (TP), RE 602264 AgR (2ªT). (PRAZO, DECADÊNCIA ADMINISTRATIVA, INCONSTITUCIONALIDADE FLAGRANTE) MS 28279 (TP). - Acórdão(s) citado(s) - outros tribunais: STJ: AREsp 308622 AgRg, REsp 1370119 AgRg. Número de páginas: 28. Análise: 17/06/2014, GOD.
DIAS TOFFOLI
Tribunal Pleno
1958
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00037 \"CAPUT\" INC-00002\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED LEI-005869 ANO-1973\n ART-00083\n CPC-1973 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED LEI-008625 ANO-1993\n ART-00001 PAR-ÚNICO\n LEI ORDINÁRIA\n\n", "LEG-FED LEI-009784 ANO-1999\n ART-00054\n LPA-1999 LEI DE PROCESSO ADMINISTRATIVO\n\n", "LEG-FED RGI ANO-1980\n ART-00021 PAR-00001\n RISTF-1980 REGIMENTO INTERNO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL" ]
AR-AgR-segundo
acordaos
AR 1958 AgR-segundo
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AGTE.(S) : VICENTE JOSÉ DE SOUZA E OUTRO(A/S) AGTE.(S) : ANTÔNIO CARLOS RODRIGUES DA SILVA ADV.(A/S) : MARIA DA CONCEIÇÃO CARREIRA ALVIM E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA AGDO.(A/S) : UNIVERSIDADE FEDERAL DE OURO PRETO - UFOP PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL
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Ementa e Acórdão 10/04/2014 PLENÁRIO SEGUNDO AG.REG. NA AÇÃO RESCISÓRIA 1.958 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :VICENTE JOSÉ DE SOUZA E OUTRO(A/S) AGTE.(S) :ANTÔNIO CARLOS RODRIGUES DA SILVA ADV.(A/S) :MARIA DA CONCEIÇÃO CARREIRA ALVIM E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA AGDO.(A/S) :UNIVERSIDADE FEDERAL DE OURO PRETO - UFOP PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL EMENTA Agravo regimental em ação rescisória. Erro de fato e violação literal de dispositivo legal. Inexistência. Utilização da via rescisória como sucedâneo de recurso. Ministério Público como custos legis e parte. Legalidade. Ascensão funcional posterior ao advento da Constituição Federal de 1988. Inconstitucionalidade. Agravo regimental não provido. 1. O erro quanto à existência, nos autos da ação matriz, de elementos comprobatórios do prequestionamento no recurso extraordinário é matéria a ser objetada pelos meios recursais disponíveis na ação originária, não sendo apto a justificar a utilização da via rescisória, cujas hipóteses de cabimento são restritíssimas, sob pena de conversão desse meio autônomo de impugnação em sucedâneo recursal. 2. Não configura ilegalidade a atuação do Ministério Público, por um lado, como fiscal da lei, expressando-se dentro da independência de suas funções (art. 1..., parágrafo único, da Lei n. 8.625/93), e, por outro lado, como réu da ação rescisória. 3. Inexiste violação de literal dispositivo de lei na decisão em que não se reconhece direito adquirido a ascensão realizada após o advento da Constituição Federal de 1988, uma vez que é pacífico na Corte o entendimento de que é inconstitucional a forma de provimento derivado Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5947939. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 28 Ementa e Acórdão AR 1958 AGR-SEGUNDO / MG de cargos ou empregos públicos por ascensão. Precedentes: ADI n 368/ES, ADI n 231/RJ e ADI n 837/DF, Rel. Min. Moreira Alves; ADI n 3.582/PI, Rel. Min. Sepúlveda Pertence; ADI n 3.030/AP, Rel. Min. Carlos Velloso; ADI n 1.345/ES, Rel. Min. Ellen Gracie; Recurso Extraordinário n 602.264/DF-AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe de 31/5/13). 4. Agravo regimental não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em sessão plenária, sob a presidência do Senhor Ministro Celso de Mello, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos e nos termos do voto do Relator, em negar provimento ao agravo regimental. Brasília, 10 de abril de 2014. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5947939. Supremo Tribunal Federal AR 1958 AGR-SEGUNDO / MG de cargos ou empregos públicos por ascensão. Precedentes: ADI n 368/ES, ADI n 231/RJ e ADI n 837/DF, Rel. Min. Moreira Alves; ADI n 3.582/PI, Rel. Min. Sepúlveda Pertence; ADI n 3.030/AP, Rel. Min. Carlos Velloso; ADI n 1.345/ES, Rel. Min. Ellen Gracie; Recurso Extraordinário n 602.264/DF-AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe de 31/5/13). 4. Agravo regimental não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em sessão plenária, sob a presidência do Senhor Ministro Celso de Mello, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos e nos termos do voto do Relator, em negar provimento ao agravo regimental. Brasília, 10 de abril de 2014. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5947939. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 28 Relatório 10/04/2014 PLENÁRIO SEGUNDO AG.REG. NA AÇÃO RESCISÓRIA 1.958 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :VICENTE JOSÉ DE SOUZA E OUTRO(A/S) AGTE.(S) :ANTÔNIO CARLOS RODRIGUES DA SILVA ADV.(A/S) :MARIA DA CONCEIÇÃO CARREIRA ALVIM E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA AGDO.(A/S) :UNIVERSIDADE FEDERAL DE OURO PRETO - UFOP PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Cuida-se de agravo regimental interposto em face de decisão monocrática mediante a qual se negou seguimento à ação rescisória, nos termos do art. 21, § 1..., do RISTF e se julgou prejudicada a apreciação do agravo regimental interposto em face do indeferimento da antecipação de tutela. A decisão ora recorrida possui o seguinte teor: “Vistos. Cuida-se de ação rescisória proposta por Vicente José de Souza e Outro(a/s) e Antônio Carlos Rodrigues da Silva em face do Ministério Público Federal, com o objetivo de desconstituir a decisão proferida pelo Ministro Gilmar Mendes nos autos do AI n 476.031/MG. Utilizo-me do relatório da decisão de fls. 264 a 271, pela qual indeferi o pedido de tutela antecipada: ‘A ação rescisória foi intentada com o escopo de desconstituir decisão monocrática proferida nos autos do AI n 476.031/MG, de relatoria do Ministro Gilmar Mendes, cujo teor segue (Apenso 3, folhas 82/84): Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5947937. Supremo Tribunal Federal 10/04/2014 PLENÁRIO SEGUNDO AG.REG. NA AÇÃO RESCISÓRIA 1.958 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :VICENTE JOSÉ DE SOUZA E OUTRO(A/S) AGTE.(S) :ANTÔNIO CARLOS RODRIGUES DA SILVA ADV.(A/S) :MARIA DA CONCEIÇÃO CARREIRA ALVIM E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA AGDO.(A/S) :UNIVERSIDADE FEDERAL DE OURO PRETO - UFOP PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Cuida-se de agravo regimental interposto em face de decisão monocrática mediante a qual se negou seguimento à ação rescisória, nos termos do art. 21, § 1..., do RISTF e se julgou prejudicada a apreciação do agravo regimental interposto em face do indeferimento da antecipação de tutela. A decisão ora recorrida possui o seguinte teor: “Vistos. Cuida-se de ação rescisória proposta por Vicente José de Souza e Outro(a/s) e Antônio Carlos Rodrigues da Silva em face do Ministério Público Federal, com o objetivo de desconstituir a decisão proferida pelo Ministro Gilmar Mendes nos autos do AI n 476.031/MG. Utilizo-me do relatório da decisão de fls. 264 a 271, pela qual indeferi o pedido de tutela antecipada: ‘A ação rescisória foi intentada com o escopo de desconstituir decisão monocrática proferida nos autos do AI n 476.031/MG, de relatoria do Ministro Gilmar Mendes, cujo teor segue (Apenso 3, folhas 82/84): Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5947937. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 28 Relatório AR 1958 AGR-SEGUNDO / MG ‘Trata-se de agravo contra decisão que negou processamento a recurso extraordinário fundado no art. 102, III, ‘a’, da Constituição Federal, em face de acórdão assim ementado: ‘AÇÃO CIVIL PÚBLICA. ASCENSÃO FUNCIONAL EFETUADA DEPOIS DO ADVENTO DA ATUAL CONSTITUIÇÃO. INCONSTITUCIONALIDADE. 1.‘O critério do mérito aferível por concurso público de provas ou de provas e títulos é, no atual sistema constitucional, ressalvados os cargos em comissão declarados em lei de livre nomeação e exoneração, indispensável para cargo ou emprego público isolado ou em carreira. Para o isolado, em qualquer hipótese; para o em carreira, para o ingresso nela, que só se fará na classe inicial e pelo concurso público de provas ou de provas e títulos, não o sendo, porém, para os cargos subseqüentes que nela se escalonam até o final dela, pois, para estes, a investidura se fará pela forma de provimento que é a ‘promoção’. Estão, pois, banidas das formas de investidura admitidas pela Constituição a ascensão e a transferência, que são formas de ingresso em carreira diversa daquela para a qual o servidor público ingressou por concurso, e que não são, por isso mesmo, ínsitas ao sistema de provimento em carreira, ao contrário do que sucede com a promoção, sem a qual obviamente não haverá carreira, mas, sim, uma sucessão ascendente de cargos isolados’ (Supremo Tribunal Federal – ADIN 231-RJ – RTJ 144/24). Inexistência, por outro lado, de direito 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5947937. Supremo Tribunal Federal AR 1958 AGR-SEGUNDO / MG ‘Trata-se de agravo contra decisão que negou processamento a recurso extraordinário fundado no art. 102, III, ‘a’, da Constituição Federal, em face de acórdão assim ementado: ‘AÇÃO CIVIL PÚBLICA. ASCENSÃO FUNCIONAL EFETUADA DEPOIS DO ADVENTO DA ATUAL CONSTITUIÇÃO. INCONSTITUCIONALIDADE. 1.‘O critério do mérito aferível por concurso público de provas ou de provas e títulos é, no atual sistema constitucional, ressalvados os cargos em comissão declarados em lei de livre nomeação e exoneração, indispensável para cargo ou emprego público isolado ou em carreira. Para o isolado, em qualquer hipótese; para o em carreira, para o ingresso nela, que só se fará na classe inicial e pelo concurso público de provas ou de provas e títulos, não o sendo, porém, para os cargos subseqüentes que nela se escalonam até o final dela, pois, para estes, a investidura se fará pela forma de provimento que é a ‘promoção’. Estão, pois, banidas das formas de investidura admitidas pela Constituição a ascensão e a transferência, que são formas de ingresso em carreira diversa daquela para a qual o servidor público ingressou por concurso, e que não são, por isso mesmo, ínsitas ao sistema de provimento em carreira, ao contrário do que sucede com a promoção, sem a qual obviamente não haverá carreira, mas, sim, uma sucessão ascendente de cargos isolados’ (Supremo Tribunal Federal – ADIN 231-RJ – RTJ 144/24). Inexistência, por outro lado, de direito 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5947937. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 28 Relatório AR 1958 AGR-SEGUNDO / MG adquirido contra a Constituição. Precedentes do Supremo Tribunal Federal e desta Corte. Apelação provida’ Alega-se violação aos princípios do direito adquirido e ao da segurança jurídica. Em caso análogo ao destes autos, esta Corte no julgamento da ADI 837/DF, Tribunal Pleno, Rel. Moreira Alves, DJ 27.08.98, assim decidiu: ‘EMENTA: Ação direta de inconstitucionalidade. Formas de provimento derivado. Inconstitucionalidade. - Tendo sido editado o Plano de Classificação dos Cargos do Poder Judiciário posteriormente à propositura desta ação direta, ficou ela prejudicada quanto aos servidores desse Poder. - No mais, esta Corte, a partir do julgamento da ADIN 231, firmou o entendimento de que são inconstitucionais as formas de provimento derivado representadas pela ascensão ou acesso, transferência e aproveitamento no tocante a cargos ou empregos públicos. Outros precedentes: ADIN 245 e ADIN 97. - Inconstitucionalidade, no que concerne às normas da Lei n 8.112/90, do inciso III do artigo 8...; das expressões ascensão e acesso no parágrafo único do artigo 10; das expressões acesso e ascensão no § 4... do artigo 13; das expressões ou ascensão e ou ascender no artigo 17; e do inciso IV do artigo 33. Ação conhecida em parte, e nessa parte julgada procedente para declarar a inconstitucionalidade dos incisos e das expressões acima referidos’ No mesmo sentido a ADI 368, Rel. Moreira 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5947937. Supremo Tribunal Federal AR 1958 AGR-SEGUNDO / MG adquirido contra a Constituição. Precedentes do Supremo Tribunal Federal e desta Corte. Apelação provida’ Alega-se violação aos princípios do direito adquirido e ao da segurança jurídica. Em caso análogo ao destes autos, esta Corte no julgamento da ADI 837/DF, Tribunal Pleno, Rel. Moreira Alves, DJ 27.08.98, assim decidiu: ‘EMENTA: Ação direta de inconstitucionalidade. Formas de provimento derivado. Inconstitucionalidade. - Tendo sido editado o Plano de Classificação dos Cargos do Poder Judiciário posteriormente à propositura desta ação direta, ficou ela prejudicada quanto aos servidores desse Poder. - No mais, esta Corte, a partir do julgamento da ADIN 231, firmou o entendimento de que são inconstitucionais as formas de provimento derivado representadas pela ascensão ou acesso, transferência e aproveitamento no tocante a cargos ou empregos públicos. Outros precedentes: ADIN 245 e ADIN 97. - Inconstitucionalidade, no que concerne às normas da Lei n 8.112/90, do inciso III do artigo 8...; das expressões ascensão e acesso no parágrafo único do artigo 10; das expressões acesso e ascensão no § 4... do artigo 13; das expressões ou ascensão e ou ascender no artigo 17; e do inciso IV do artigo 33. Ação conhecida em parte, e nessa parte julgada procedente para declarar a inconstitucionalidade dos incisos e das expressões acima referidos’ No mesmo sentido a ADI 368, Rel. Moreira 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5947937. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 28 Relatório AR 1958 AGR-SEGUNDO / MG Alves, Tribunal Pleno, DJ 02.05.03. No que se refere a direito adquirido, esta Corte ao julgar o Recurso Extraordinário 157.538, Rel. Moreira Alves, 1... T., DJ 27.08.93, assim decidiu: ‘EMENTA: - Transformação de cargo de datilógrafo em técnico de planejamento, por desvio de função. Alegação de direito adquirido contra a Constituição. - Esta Corte, ao julgar a Ação Direta de Inconstitucionalidade n. 245, firmou o entendimento de que, em face da atual Constituição, não mais se admitem, dada a necessidade de concurso público para as diferentes formas de provimento derivado de cargo que não decorrente de promoção, institutos como, entre outros, o da ascensão funcional e o da transformação de cargos. - Não há direito adquirido contra a Constituição. Recurso extraordinário conhecido e provido.’ Portanto, o acórdão recorrido não divergiu dessa orientação. Quanto à alegada violação ao princípio da segurança jurídica, observa-se que a matéria discutida no recurso extraordinário de fls. 45-55 não foi apreciada pelo Tribunal de origem, conforme se verifica da leitura do acórdão de fls. 27-35. Ainda que opostos os embargos declaratórios com o intuito de afastar a aplicação da Súmula 356/Supremo Tribunal Federal, não consta dos autos cópia da petição do recurso interposto para a Corte de origem, o que torna impossível a comprovação de que esta teria incorrido em omissão no tocante à matéria constitucional aduzida no recurso extraordinário. Este Tribunal pacificou o entendimento segundo o qual, nestes casos, esta peça é essencial à 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5947937. Supremo Tribunal Federal AR 1958 AGR-SEGUNDO / MG Alves, Tribunal Pleno, DJ 02.05.03. No que se refere a direito adquirido, esta Corte ao julgar o Recurso Extraordinário 157.538, Rel. Moreira Alves, 1... T., DJ 27.08.93, assim decidiu: ‘EMENTA: - Transformação de cargo de datilógrafo em técnico de planejamento, por desvio de função. Alegação de direito adquirido contra a Constituição. - Esta Corte, ao julgar a Ação Direta de Inconstitucionalidade n. 245, firmou o entendimento de que, em face da atual Constituição, não mais se admitem, dada a necessidade de concurso público para as diferentes formas de provimento derivado de cargo que não decorrente de promoção, institutos como, entre outros, o da ascensão funcional e o da transformação de cargos. - Não há direito adquirido contra a Constituição. Recurso extraordinário conhecido e provido.’ Portanto, o acórdão recorrido não divergiu dessa orientação. Quanto à alegada violação ao princípio da segurança jurídica, observa-se que a matéria discutida no recurso extraordinário de fls. 45-55 não foi apreciada pelo Tribunal de origem, conforme se verifica da leitura do acórdão de fls. 27-35. Ainda que opostos os embargos declaratórios com o intuito de afastar a aplicação da Súmula 356/Supremo Tribunal Federal, não consta dos autos cópia da petição do recurso interposto para a Corte de origem, o que torna impossível a comprovação de que esta teria incorrido em omissão no tocante à matéria constitucional aduzida no recurso extraordinário. Este Tribunal pacificou o entendimento segundo o qual, nestes casos, esta peça é essencial à 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5947937. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 28 Relatório AR 1958 AGR-SEGUNDO / MG compreensão da controvérsia, além de imprescindível para afastar a incidência da súmula supracitada (v.g., AgRAI 319.666, 1a T., Rel. Sepúlveda Pertence, DJ 22.11.02; e AgRAI 269.177, 2a T., Rel. Maurício Corrêa, DJ 01.12.00). Dessa forma, incidem as Súmulas 282 e 288 do Supremo Tribunal Federal. Assim, nego seguimento ao agravo (art. 557, caput, do Código de Processo Civil)’. Os autores fundamentam a presente ação rescisória, com base no art. 485, IV, do Código de Processo Civil, sustentando que a decisão rescindenda teria implicado ofensa à coisa julgada. Ponderam que a declaração de inconstitucionalidade dos dispositivos da Lei n 8.112/90 concernentes à ascensão funcional e outras formas de provimento derivado, emanada da ADI n 837/DF, teria efeito ex nunc, confirmando a medida cautelar anteriormente deferida, e no seu dizer “legitimam todos os atos de ascensão funcional anteriores a 11 de fevereiro de 1993” (fl. 10), fato este inobservado no julgamento do AI n 476.031/MG. Fazem referência à decisão proferida no Recurso Extraordinário n 442.683/RS, em que a Segunda Turma desta Corte autorizou a adoção de efeito ex nunc para a decisão proferida na ADI 837/DF, tendo em vista os princípios da boa-fé e da segurança jurídica. Aduzem, ainda, que a decisão rescidenda teria violado literal disposição de lei (art. 485, inciso V, do Código de Processo Civil), especificamente o art. 21 da Lei n 4.717/67, reiterado pelo art. 54 da Lei n 9.784/99, bem como o art. 5..., caput e inciso XXXVI, da Constituição Federal (princípio da segurança jurídica). Ademais, apontam existência de erro de fato (art. 485, IX, do Código de Processo Civil), uma vez que a decisão rescindenda teria desconsiderado os prejuízos causados à Administração Pública pelos atos questionados, além de haver ‘equívoco do Eminente Relator, já que estavam nos autos tanto a petição 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5947937. Supremo Tribunal Federal AR 1958 AGR-SEGUNDO / MG compreensão da controvérsia, além de imprescindível para afastar a incidência da súmula supracitada (v.g., AgRAI 319.666, 1a T., Rel. Sepúlveda Pertence, DJ 22.11.02; e AgRAI 269.177, 2a T., Rel. Maurício Corrêa, DJ 01.12.00). Dessa forma, incidem as Súmulas 282 e 288 do Supremo Tribunal Federal. Assim, nego seguimento ao agravo (art. 557, caput, do Código de Processo Civil)’. Os autores fundamentam a presente ação rescisória, com base no art. 485, IV, do Código de Processo Civil, sustentando que a decisão rescindenda teria implicado ofensa à coisa julgada. Ponderam que a declaração de inconstitucionalidade dos dispositivos da Lei n 8.112/90 concernentes à ascensão funcional e outras formas de provimento derivado, emanada da ADI n 837/DF, teria efeito ex nunc, confirmando a medida cautelar anteriormente deferida, e no seu dizer “legitimam todos os atos de ascensão funcional anteriores a 11 de fevereiro de 1993” (fl. 10), fato este inobservado no julgamento do AI n 476.031/MG. Fazem referência à decisão proferida no Recurso Extraordinário n 442.683/RS, em que a Segunda Turma desta Corte autorizou a adoção de efeito ex nunc para a decisão proferida na ADI 837/DF, tendo em vista os princípios da boa-fé e da segurança jurídica. Aduzem, ainda, que a decisão rescidenda teria violado literal disposição de lei (art. 485, inciso V, do Código de Processo Civil), especificamente o art. 21 da Lei n 4.717/67, reiterado pelo art. 54 da Lei n 9.784/99, bem como o art. 5..., caput e inciso XXXVI, da Constituição Federal (princípio da segurança jurídica). Ademais, apontam existência de erro de fato (art. 485, IX, do Código de Processo Civil), uma vez que a decisão rescindenda teria desconsiderado os prejuízos causados à Administração Pública pelos atos questionados, além de haver ‘equívoco do Eminente Relator, já que estavam nos autos tanto a petição 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5947937. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 28 Relatório AR 1958 AGR-SEGUNDO / MG de interposição dos embargos de declaração, quanto o acórdão do julgamento e a certidão de intimação das partes’ (fl. 32). Os autores fazem pedido de tutela antecipada, sob os seguintes fundamentos: ‘Entende-se que a hipótese dos autos mais se aproxima de tutela específica, tendo em vista que a liminar ora pedida destinar-se-á a sustar os efeitos do acórdão rescindendo, impondo à UFOP obrigação de não fazer, a ser confirmada ao final: não retornar os autores à situação anterior à ascensão funcional que lhes foi deferida, após aprovação em concurso, nos anos de 1989 e 1992. (...) Pois bem, passados quase 20 (vinte) anos entre o momento da ascensão dos autores, após aprovação no concurso público realizado pela UFOP, eles encontram-se na iminência de sofrer graves prejuízos decorrentes da decisão que, com a devida vênia, padece de todos os vícios acima apontados, legitimando a propositura esta ação, nos termos do art. 485, IV, V e IX, do Código de Processo Civil. Como também, restou demonstrado, a própria Administração sofrerá prejuízos, já que a vingar r. acórdão, evidentemente não poderá manter os autores em desvio de função, valendo-se da qualificação que eles adquiriram. Os vencimentos/proventos recebidos pelos autores os permite, quando muito, ter padrão médio de vida, que será drasticamente reduzido caso não seja concedida antecipação da tutela (...) Portanto, é inequívoca a existência de dano irreparável ou difícil reparação, já que o que se deixa de comer, vestir, o estudo interrompido, são anos que jamais poderão ser totalmente reparados’ (fls. 33/34). 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5947937. Supremo Tribunal Federal AR 1958 AGR-SEGUNDO / MG de interposição dos embargos de declaração, quanto o acórdão do julgamento e a certidão de intimação das partes’ (fl. 32). Os autores fazem pedido de tutela antecipada, sob os seguintes fundamentos: ‘Entende-se que a hipótese dos autos mais se aproxima de tutela específica, tendo em vista que a liminar ora pedida destinar-se-á a sustar os efeitos do acórdão rescindendo, impondo à UFOP obrigação de não fazer, a ser confirmada ao final: não retornar os autores à situação anterior à ascensão funcional que lhes foi deferida, após aprovação em concurso, nos anos de 1989 e 1992. (...) Pois bem, passados quase 20 (vinte) anos entre o momento da ascensão dos autores, após aprovação no concurso público realizado pela UFOP, eles encontram-se na iminência de sofrer graves prejuízos decorrentes da decisão que, com a devida vênia, padece de todos os vícios acima apontados, legitimando a propositura esta ação, nos termos do art. 485, IV, V e IX, do Código de Processo Civil. Como também, restou demonstrado, a própria Administração sofrerá prejuízos, já que a vingar r. acórdão, evidentemente não poderá manter os autores em desvio de função, valendo-se da qualificação que eles adquiriram. Os vencimentos/proventos recebidos pelos autores os permite, quando muito, ter padrão médio de vida, que será drasticamente reduzido caso não seja concedida antecipação da tutela (...) Portanto, é inequívoca a existência de dano irreparável ou difícil reparação, já que o que se deixa de comer, vestir, o estudo interrompido, são anos que jamais poderão ser totalmente reparados’ (fls. 33/34). 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5947937. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 28 Relatório AR 1958 AGR-SEGUNDO / MG Citados, os réus foram silentes quanto ao pedido de tutela antecipada, apenas tecendo considerações sobre o mérito da causa.’ (fls. 264 a 268) Contestada a ação (fls. 226 a 232 e 257 a 262), apreciei o pedido de liminar. Da decisão que indeferiu a tutela antecipada, os autores interpuseram agravo regimental (fls. 305 a 331). Saneado o processo e apresentadas as razões finais (fls. 366 a 379 e 383 a 385), opinou a Procuradoria-Geral da República pela improcedência da ação, em parecer assim ementado: ‘AÇÃO RESCISÓRIA. SERVIDOR PÚBLICO. ASCENSÃO FUNCIONAL. ADI n 837-4/DF. INCONSTITUCIONALIDADE DOS DISPOSITIVOS DA LEI n 8.112/90 QUE PERMITIAM O PROVIMENTO DERIVADO DE CARGOS PÚBLICOS. DECISÃO LIMINAR. EFEITOS EX NUNC. AUSÊNCIA DE MODULAÇÃO DOS EFEITOS DA DECISÃO DEFINITIVA. RETROATIVIDADE. PARECER PELA IMPROCEDÊNCIA.’ (fl. 388) É o relatório. O pedido do autor é fundado nas hipóteses do art. 485, IV, V e IX, do Código de Processo Civil. Sustenta-se que referida decisão teria (i) agredido os efeitos ex nunc da decisão da cautelar na ADI n 837/DF, transitada em julgado e não revogada pela decisão final na referida ADI; e (ii) ofendido o art. 21 da Lei n 4.717/67, o art. 54 da Lei n 9.784/99, o art. 5..., caput e inciso XXXVI, o art. 37, caput e os arts. 8..., III, 10, parágrafo único, 13, § 4..., 17 e 33, IV, todos da Lei n 8.112/90. Segundo o autor, houve, ainda, erro de fato, na medida em que a decisão rescindenda não teria se atentado ao fato de que o 7 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5947937. Supremo Tribunal Federal AR 1958 AGR-SEGUNDO / MG Citados, os réus foram silentes quanto ao pedido de tutela antecipada, apenas tecendo considerações sobre o mérito da causa.’ (fls. 264 a 268) Contestada a ação (fls. 226 a 232 e 257 a 262), apreciei o pedido de liminar. Da decisão que indeferiu a tutela antecipada, os autores interpuseram agravo regimental (fls. 305 a 331). Saneado o processo e apresentadas as razões finais (fls. 366 a 379 e 383 a 385), opinou a Procuradoria-Geral da República pela improcedência da ação, em parecer assim ementado: ‘AÇÃO RESCISÓRIA. SERVIDOR PÚBLICO. ASCENSÃO FUNCIONAL. ADI n 837-4/DF. INCONSTITUCIONALIDADE DOS DISPOSITIVOS DA LEI n 8.112/90 QUE PERMITIAM O PROVIMENTO DERIVADO DE CARGOS PÚBLICOS. DECISÃO LIMINAR. EFEITOS EX NUNC. AUSÊNCIA DE MODULAÇÃO DOS EFEITOS DA DECISÃO DEFINITIVA. RETROATIVIDADE. PARECER PELA IMPROCEDÊNCIA.’ (fl. 388) É o relatório. O pedido do autor é fundado nas hipóteses do art. 485, IV, V e IX, do Código de Processo Civil. Sustenta-se que referida decisão teria (i) agredido os efeitos ex nunc da decisão da cautelar na ADI n 837/DF, transitada em julgado e não revogada pela decisão final na referida ADI; e (ii) ofendido o art. 21 da Lei n 4.717/67, o art. 54 da Lei n 9.784/99, o art. 5..., caput e inciso XXXVI, o art. 37, caput e os arts. 8..., III, 10, parágrafo único, 13, § 4..., 17 e 33, IV, todos da Lei n 8.112/90. Segundo o autor, houve, ainda, erro de fato, na medida em que a decisão rescindenda não teria se atentado ao fato de que o 7 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5947937. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 28 Relatório AR 1958 AGR-SEGUNDO / MG afastamento dos servidores traria graves prejuízos à Administração Pública. Prefacialmente, suscito a Súmula 514 desta Corte, para admitir a presente rescisória: “Admite-se ação rescisória contra sentença transitada em julgado, ainda que contra ela não se tenham esgotados todos os recursos”. Desse modo, a não interposição de agravo regimental na ação matriz não impede a propositura de ação rescisória em face de decisão, naqueles autos, transitada em julgado. No mérito, há de se destacar, primeiramente, a impertinência da alegação de ocorrência de erro de fato. A sua caracterização – como sabido – deve surgir de elementos já constantes dos autos primordiais, cuja falsa percepção pelo magistrado tenha levado à confirmação de realidade inexistente ou à negação de realidade efetivamente ocorrida. In casu, o contexto fático da ação matriz, consistente na situação funcional dos autores (aí incluída a ausência de prestação de concurso público e à possível lesão aos princípios do direito adquirido e da segurança jurídica), foi devidamente apreciada pelo decisum impugnado, sendo certo que a citação no julgado de precedentes desta Corte (ainda que relativos a situações fáticas diversas da dos autos, mas contempladores da matéria objeto da celeuma), por evidente, não desconstitui a plena prestação jurisdicional na ação originária. Nesse contexto, eventual discordância do litigante com a interpretação atribuída aos fatos pela decisão rescindenda não caracteriza erro de fato, não merecendo, nesse ponto, acolhida a pretensão rescisória. Trago à baila precedentes esclarecedores sobre o tema: ‘AÇÃO RESCISÓRIA. PREVIDENCIÁRIO. REVISÃO DE PROVENTOS. INEXISTÊNCIA DE ERRO DE FATO. INAPLICABILIDADE DO ART. 58 DO ATO DAS DISPOSIÇÕES CONSTITUCIONAIS TRANSITÓRIAS. AÇÃO JULGADA IMPROCEDENTE. 1. O fato, supostamente inquinado de erro, apresentou-se como o 8 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5947937. Supremo Tribunal Federal AR 1958 AGR-SEGUNDO / MG afastamento dos servidores traria graves prejuízos à Administração Pública. Prefacialmente, suscito a Súmula 514 desta Corte, para admitir a presente rescisória: “Admite-se ação rescisória contra sentença transitada em julgado, ainda que contra ela não se tenham esgotados todos os recursos”. Desse modo, a não interposição de agravo regimental na ação matriz não impede a propositura de ação rescisória em face de decisão, naqueles autos, transitada em julgado. No mérito, há de se destacar, primeiramente, a impertinência da alegação de ocorrência de erro de fato. A sua caracterização – como sabido – deve surgir de elementos já constantes dos autos primordiais, cuja falsa percepção pelo magistrado tenha levado à confirmação de realidade inexistente ou à negação de realidade efetivamente ocorrida. In casu, o contexto fático da ação matriz, consistente na situação funcional dos autores (aí incluída a ausência de prestação de concurso público e à possível lesão aos princípios do direito adquirido e da segurança jurídica), foi devidamente apreciada pelo decisum impugnado, sendo certo que a citação no julgado de precedentes desta Corte (ainda que relativos a situações fáticas diversas da dos autos, mas contempladores da matéria objeto da celeuma), por evidente, não desconstitui a plena prestação jurisdicional na ação originária. Nesse contexto, eventual discordância do litigante com a interpretação atribuída aos fatos pela decisão rescindenda não caracteriza erro de fato, não merecendo, nesse ponto, acolhida a pretensão rescisória. Trago à baila precedentes esclarecedores sobre o tema: ‘AÇÃO RESCISÓRIA. PREVIDENCIÁRIO. REVISÃO DE PROVENTOS. INEXISTÊNCIA DE ERRO DE FATO. INAPLICABILIDADE DO ART. 58 DO ATO DAS DISPOSIÇÕES CONSTITUCIONAIS TRANSITÓRIAS. AÇÃO JULGADA IMPROCEDENTE. 1. O fato, supostamente inquinado de erro, apresentou-se como o 8 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5947937. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 28 Relatório AR 1958 AGR-SEGUNDO / MG próprio objeto da controvérsia sobre a qual se manifestou o Supremo Tribunal Federal. A matéria posta nos autos é eminentemente de direito - houve julgamento antecipado da lide pelo magistrado de 1... grau -, e o acórdão rescindendo não admitiu fato inexistente tampouco considerou inexistente fato que tenha efetivamente ocorrido. 2. A pretensão de mérito do Autor, que consiste no reajuste de sua aposentadoria especial em números de salários mínimos desde abril de 1989 até maio de 1992, não se coaduna com a assentada jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. Precedentes. 3. O art. 58 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias aplica-se somente quando o benefício foi concedido antes da promulgação da Constituição da República, o que não se tem no caso vertente, pois o Autor obteve aposentadoria especial em 15.11.1988, logo após a promulgação da Constituição da República. Incidência da Súmula 687 do Supremo Tribunal Federal. 4. O critério de atualização a ser utilizado no caso dos autos está disposto na Lei n. 8.213/1991. 5. Ação Rescisória não serve para o amplo reexame da causa e de seus eventuais incidentes processuais. 6. Ação Rescisória julgada improcedente’ (AR n 1.500/SP, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, Tribunal Pleno, DJe de 28/8/09). ‘AÇÃO RECISÓRIA. INCS. V e IX E §§ 1... E 2... DO ART. 485 DO Código de Processo Civil. ERRO DE FATO. INEXISTÊNCIA. VIOLAÇÃO LITERAL DE DISPOSITIVO DE LEI NÃO DEMONSTRADA. IMPROCEDÊNCIA. 1. O erro de fato consiste em a sentença ou o acórdão ‘admitir um fato inexistente’ ou então "considerar inexistente um fato efetivamente ocorrido", em razão de atos ou de documentos da causa. Não há erro quando a decisão impugnada apenas contraria as pretensões do autor. 2. Os dispositivos legais foram adequadamente abordados no acórdão rescindendo, o que impõe o óbice do § 2. do 9 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5947937. Supremo Tribunal Federal AR 1958 AGR-SEGUNDO / MG próprio objeto da controvérsia sobre a qual se manifestou o Supremo Tribunal Federal. A matéria posta nos autos é eminentemente de direito - houve julgamento antecipado da lide pelo magistrado de 1... grau -, e o acórdão rescindendo não admitiu fato inexistente tampouco considerou inexistente fato que tenha efetivamente ocorrido. 2. A pretensão de mérito do Autor, que consiste no reajuste de sua aposentadoria especial em números de salários mínimos desde abril de 1989 até maio de 1992, não se coaduna com a assentada jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. Precedentes. 3. O art. 58 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias aplica-se somente quando o benefício foi concedido antes da promulgação da Constituição da República, o que não se tem no caso vertente, pois o Autor obteve aposentadoria especial em 15.11.1988, logo após a promulgação da Constituição da República. Incidência da Súmula 687 do Supremo Tribunal Federal. 4. O critério de atualização a ser utilizado no caso dos autos está disposto na Lei n. 8.213/1991. 5. Ação Rescisória não serve para o amplo reexame da causa e de seus eventuais incidentes processuais. 6. Ação Rescisória julgada improcedente’ (AR n 1.500/SP, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, Tribunal Pleno, DJe de 28/8/09). ‘AÇÃO RECISÓRIA. INCS. V e IX E §§ 1... E 2... DO ART. 485 DO Código de Processo Civil. ERRO DE FATO. INEXISTÊNCIA. VIOLAÇÃO LITERAL DE DISPOSITIVO DE LEI NÃO DEMONSTRADA. IMPROCEDÊNCIA. 1. O erro de fato consiste em a sentença ou o acórdão ‘admitir um fato inexistente’ ou então "considerar inexistente um fato efetivamente ocorrido", em razão de atos ou de documentos da causa. Não há erro quando a decisão impugnada apenas contraria as pretensões do autor. 2. Os dispositivos legais foram adequadamente abordados no acórdão rescindendo, o que impõe o óbice do § 2. do 9 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5947937. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 28 Relatório AR 1958 AGR-SEGUNDO / MG art. 485 do Código de Processo Civil. 3. Indispensável que a decisão rescindenda seja manifestamente contrária a norma legal apontada, gerando imperfeição da decisão de mérito que, por esse motivo, não pode subsistir. 4. Permissivos processuais não demonstrados pelo autor, o que impõe a improcedência da presente ação rescisória’ (AR n 1.470/PI, Relatora a Ministra Ellen Gracie, Tribunal Pleno, DJ de 22/9/06). Com relação ao argumento da ofensa à coisa julgada, há de se reafirmar o entendimento exposto quando da apreciação do pedido de antecipação da tutela: ‘A decisão rescindenda fundou-se em precedente vinculante desta Corte, proferida na seara do controle de constitucionalidade abstrato, o qual, em regra, dado o seu caráter declaratório, apenas reconhece o vício inquinado à norma ofensora da Constituição, surgido desde o seu nascedouro. Embora tenha se emprestado efeitos prospectivos à decisão que deferiu a medida cautelar, com o julgamento definitivo, o pronunciamento ali proferido substituiu o anterior, de forma a lhe conferir efeito retroativo. Como bem assentado na contestação do MPF: ‘Ainda que se pudesse superar o óbice preliminar suscitado, não haveria como acolher tal pretensão. De um lado, a decisão de mérito proferida posteriormente nos autos da ação direta substitui a liminar concedida com efeito ex nunc. Por outro lado, é sabido que a declaração de inconstitucionalidade reveste-se, ordinariamente, de eficácia ex tunc (AI Agr 589789/RJ, Rel. Min. Celso de Mello, DJ 7.12.06, p.64), enquanto o efeito ex nunc é conferido às decisões cautelares, com ressalva do art. 27 da Lei n 9868/99’ (fl. 231). 10 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5947937. Supremo Tribunal Federal AR 1958 AGR-SEGUNDO / MG art. 485 do Código de Processo Civil. 3. Indispensável que a decisão rescindenda seja manifestamente contrária a norma legal apontada, gerando imperfeição da decisão de mérito que, por esse motivo, não pode subsistir. 4. Permissivos processuais não demonstrados pelo autor, o que impõe a improcedência da presente ação rescisória’ (AR n 1.470/PI, Relatora a Ministra Ellen Gracie, Tribunal Pleno, DJ de 22/9/06). Com relação ao argumento da ofensa à coisa julgada, há de se reafirmar o entendimento exposto quando da apreciação do pedido de antecipação da tutela: ‘A decisão rescindenda fundou-se em precedente vinculante desta Corte, proferida na seara do controle de constitucionalidade abstrato, o qual, em regra, dado o seu caráter declaratório, apenas reconhece o vício inquinado à norma ofensora da Constituição, surgido desde o seu nascedouro. Embora tenha se emprestado efeitos prospectivos à decisão que deferiu a medida cautelar, com o julgamento definitivo, o pronunciamento ali proferido substituiu o anterior, de forma a lhe conferir efeito retroativo. Como bem assentado na contestação do MPF: ‘Ainda que se pudesse superar o óbice preliminar suscitado, não haveria como acolher tal pretensão. De um lado, a decisão de mérito proferida posteriormente nos autos da ação direta substitui a liminar concedida com efeito ex nunc. Por outro lado, é sabido que a declaração de inconstitucionalidade reveste-se, ordinariamente, de eficácia ex tunc (AI Agr 589789/RJ, Rel. Min. Celso de Mello, DJ 7.12.06, p.64), enquanto o efeito ex nunc é conferido às decisões cautelares, com ressalva do art. 27 da Lei n 9868/99’ (fl. 231). 10 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5947937. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 28 Relatório AR 1958 AGR-SEGUNDO / MG A modulação de efeitos, por se constituir hipótese de exceção, há de vir consignada expressamente no dispositivo da decisão, fato não ocorrido no julgamento da ADI n 837/DF (Tribunal Pleno, Relator o Ministro Moreira Alves, DJ de 25/6/99), a saber: ‘Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Plenária, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em declarar prejudicada a ação, no que diz respeito às normas atinentes aos servidores do Poder Judiciário. No que concerne às normas da Lei n 8.112/90, inciso III do art. 8...; às expressões ascensão e acesso, no parágrafo único do art. 10; às expressões acesso e ascensão, no § 4... do art. 13; às expressões ou ascensão e ou ascender, no art. 17 e ao inciso IV do art. 33, o Tribunal, por unanimidade, julgou procedente a ação direta, nos termos do voto do Sr. Ministro-Relator’. Embora o autor fundamente seu pedido com base no aresto do Recurso Extraordinário n 442.683/RS, no qual a Segunda Turma deste Supremo Tribunal Federal, tendo em vista os princípios da boa-fé e da segurança jurídica, autorizou a adoção de efeito ex nunc para a decisão proferida na ADI 837/DF, tal decisão cinge-se aos limites subjetivos daquela demanda, o que descaracteriza, de início, a suposta ofensa à coisa julgada.’ (fls. 268 e 269) No que respeita à alegação de violação literal de lei, melhor razão não assiste ao autor, na medida em que já bem estabelecida no âmbito desta Corte a posição pela impossibilidade de ocupação de cargo público, sob qualquer forma de provimento, sem a prévia submissão a concurso 11 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5947937. Supremo Tribunal Federal AR 1958 AGR-SEGUNDO / MG A modulação de efeitos, por se constituir hipótese de exceção, há de vir consignada expressamente no dispositivo da decisão, fato não ocorrido no julgamento da ADI n 837/DF (Tribunal Pleno, Relator o Ministro Moreira Alves, DJ de 25/6/99), a saber: ‘Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Plenária, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em declarar prejudicada a ação, no que diz respeito às normas atinentes aos servidores do Poder Judiciário. No que concerne às normas da Lei n 8.112/90, inciso III do art. 8...; às expressões ascensão e acesso, no parágrafo único do art. 10; às expressões acesso e ascensão, no § 4... do art. 13; às expressões ou ascensão e ou ascender, no art. 17 e ao inciso IV do art. 33, o Tribunal, por unanimidade, julgou procedente a ação direta, nos termos do voto do Sr. Ministro-Relator’. Embora o autor fundamente seu pedido com base no aresto do Recurso Extraordinário n 442.683/RS, no qual a Segunda Turma deste Supremo Tribunal Federal, tendo em vista os princípios da boa-fé e da segurança jurídica, autorizou a adoção de efeito ex nunc para a decisão proferida na ADI 837/DF, tal decisão cinge-se aos limites subjetivos daquela demanda, o que descaracteriza, de início, a suposta ofensa à coisa julgada.’ (fls. 268 e 269) No que respeita à alegação de violação literal de lei, melhor razão não assiste ao autor, na medida em que já bem estabelecida no âmbito desta Corte a posição pela impossibilidade de ocupação de cargo público, sob qualquer forma de provimento, sem a prévia submissão a concurso 11 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5947937. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 28 Relatório AR 1958 AGR-SEGUNDO / MG público, máxime após a Constituição Federal de 1988, e exceptuadas apenas o provimento via promoção e as hipóteses naquele mesmo diploma previstas. Destaco julgados deste Supremo Tribunal Federal nesse sentido: ‘AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. ASCENSÃO FUNCIONAL. INCONSTITUCIONALIDADE. OFENSA À REGRA DO CONCURSO PÚBLICO. PRECEDENTES. SEGURANÇA JURÍDICA E BOA-FÉ. INAPLICABILIDADE AO CASO. PLEITO QUE REVELA A PRETENSÃO DE CONSTITUIR NOVA SITUAÇÃO JURÍDICA E NÃO A PRESERVAÇÃO DE UMA POSIÇÃO CONSOLIDADA. AGRAVO IMPROVIDO. I – A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal firmou-se no sentido de que a promoção do servidor por ascensão funcional constitui forma de provimento derivado incompatível com a determinação prevista no art. 37, II, da Constituição de que os cargos públicos devem ser providos por concurso. II – Inviável a invocação dos princípios da segurança jurídica e da boa-fé no caso em que se pretende o reconhecimento de uma nova posição jurídica incompatível com a Constituição e não a preservação de uma situação concreta sedimentada. III – Agravo regimental improvido.’ (Recurso Extraordinário n 602.264/DF-AgR, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe de 31/5/13). ‘O CONCURSO PÚBLICO REPRESENTA GARANTIA CONCRETIZADORA DO PRINCÍPIO DA IGUALDADE. - O respeito efetivo à exigência de prévia aprovação em concurso público qualifica-se, constitucionalmente, como paradigma de legitimação ético-jurídica da investidura de qualquer cidadão em cargos, funções ou empregos públicos, ressalvadas as hipóteses de nomeação 12 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5947937. Supremo Tribunal Federal AR 1958 AGR-SEGUNDO / MG público, máxime após a Constituição Federal de 1988, e exceptuadas apenas o provimento via promoção e as hipóteses naquele mesmo diploma previstas. Destaco julgados deste Supremo Tribunal Federal nesse sentido: ‘AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. ASCENSÃO FUNCIONAL. INCONSTITUCIONALIDADE. OFENSA À REGRA DO CONCURSO PÚBLICO. PRECEDENTES. SEGURANÇA JURÍDICA E BOA-FÉ. INAPLICABILIDADE AO CASO. PLEITO QUE REVELA A PRETENSÃO DE CONSTITUIR NOVA SITUAÇÃO JURÍDICA E NÃO A PRESERVAÇÃO DE UMA POSIÇÃO CONSOLIDADA. AGRAVO IMPROVIDO. I – A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal firmou-se no sentido de que a promoção do servidor por ascensão funcional constitui forma de provimento derivado incompatível com a determinação prevista no art. 37, II, da Constituição de que os cargos públicos devem ser providos por concurso. II – Inviável a invocação dos princípios da segurança jurídica e da boa-fé no caso em que se pretende o reconhecimento de uma nova posição jurídica incompatível com a Constituição e não a preservação de uma situação concreta sedimentada. III – Agravo regimental improvido.’ (Recurso Extraordinário n 602.264/DF-AgR, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe de 31/5/13). ‘O CONCURSO PÚBLICO REPRESENTA GARANTIA CONCRETIZADORA DO PRINCÍPIO DA IGUALDADE. - O respeito efetivo à exigência de prévia aprovação em concurso público qualifica-se, constitucionalmente, como paradigma de legitimação ético-jurídica da investidura de qualquer cidadão em cargos, funções ou empregos públicos, ressalvadas as hipóteses de nomeação 12 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5947937. Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 28 Relatório AR 1958 AGR-SEGUNDO / MG para cargos em comissão (Constituição Federal de 1988, art. 37, II). A razão subjacente ao postulado do concurso público traduz-se na necessidade essencial de o Estado conferir efetividade ao princípio constitucional de que todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, vedando-se, desse modo, a prática inaceitável de o Poder Público conceder privilégios a alguns ou de dispensar tratamento discriminatório e arbitrário a outros. Precedentes. Doutrina.’ (RTJ 181/555, Rel. Min. Celso de Mello). ‘O postulado constitucional do concurso público, enquanto cláusula integralizadora dos princípios da isonomia e da impessoalidade, traduz-se na exigência inafastável de prévia aprovação em concurso público de provas, ou de provas e títulos, para efeito de investidura em cargo público. Essa imposição jurídico-constitucional passou a estender-se, genericamente, com a promulgação da Constituição de 1988, à investidura em cargo ou emprego público, ressalvadas, unicamente, as exceções previstas no próprio texto constitucional.’ (RTJ 152/762, Rel. Min. Celso de Mello). In casu, segundo consta dos autos, os autores submeteram-se à concursos internos “que permitiram que alcançassem cargos superiores àqueles no qual haviam ingressado”. Não se tratando, desse modo, de concurso público, nos moldes previstos pela Constituição Federal, o ato de provimento derivado dos réus resta inquinado de nulidade, por violação direta à regra insculpida no art. 37, II, da Constituição Federal de 1988. Nesse ponto, rememoro o que tenho afirmado em decisões monocráticas (de que são exemplo as proferidas nos MS ns 29.270/PA, 30.016/PA, 30.018/PA): vislumbro não poder haver usucapião de constitucionalidade. A obrigatoriedade da Constituição deriva de sua vigência, de modo que não é 13 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5947937. Supremo Tribunal Federal AR 1958 AGR-SEGUNDO / MG para cargos em comissão (Constituição Federal de 1988, art. 37, II). A razão subjacente ao postulado do concurso público traduz-se na necessidade essencial de o Estado conferir efetividade ao princípio constitucional de que todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, vedando-se, desse modo, a prática inaceitável de o Poder Público conceder privilégios a alguns ou de dispensar tratamento discriminatório e arbitrário a outros. Precedentes. Doutrina.’ (RTJ 181/555, Rel. Min. Celso de Mello). ‘O postulado constitucional do concurso público, enquanto cláusula integralizadora dos princípios da isonomia e da impessoalidade, traduz-se na exigência inafastável de prévia aprovação em concurso público de provas, ou de provas e títulos, para efeito de investidura em cargo público. Essa imposição jurídico-constitucional passou a estender-se, genericamente, com a promulgação da Constituição de 1988, à investidura em cargo ou emprego público, ressalvadas, unicamente, as exceções previstas no próprio texto constitucional.’ (RTJ 152/762, Rel. Min. Celso de Mello). In casu, segundo consta dos autos, os autores submeteram-se à concursos internos “que permitiram que alcançassem cargos superiores àqueles no qual haviam ingressado”. Não se tratando, desse modo, de concurso público, nos moldes previstos pela Constituição Federal, o ato de provimento derivado dos réus resta inquinado de nulidade, por violação direta à regra insculpida no art. 37, II, da Constituição Federal de 1988. Nesse ponto, rememoro o que tenho afirmado em decisões monocráticas (de que são exemplo as proferidas nos MS ns 29.270/PA, 30.016/PA, 30.018/PA): vislumbro não poder haver usucapião de constitucionalidade. A obrigatoriedade da Constituição deriva de sua vigência, de modo que não é 13 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5947937. Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 28 Relatório AR 1958 AGR-SEGUNDO / MG possível entender que o tempo derrogue a força obrigatória de seus preceitos por causa de ações omissivas ou comissivas de autoridades públicas, razão pela qual não há se falar em direito adquirido. Nesse sentido, este Tribunal, no julgamento do MS 28.279/DF, decidiu pela impossibilidade de incidência da regra inserta no artigo 54, da Lei 9784/99 em hipóteses de flagrante inconstitucionalidade; e, em que pese se referir a legislação federal, guarda importância ao caso ora em análise, vez que no citado acórdão o que restou afinal assentado foi o entendimento de que as regras insertas na Constituição não perdem sua imperatividade pelo mero decurso do tempo. Destaco trecho da ementa: ‘5. Situações flagrantemente inconstitucionais como o provimento de serventia extrajudicial sem a devida submissão a concurso público não podem e não devem ser superadas pela simples incidência do que dispõe o art. 54 da Lei 9.784/1999, sob pena de subversão das determinações insertas na Constituição Federal.’ (MS n 28.297/DF, Relatora a Ministra Ellen Gracie, Tribunal Pleno, DJe de 29/4/11) É certo que esta Corte possui julgados pelo reconhecimento de excepcionalidade de determinadas situações a justificar a primazia da segurança jurídica, como no caso INFRAERO (MS n 22.357/DF, Relator o Ministro Gilmar Mendes, Tribunal Pleno, DJ de 5/11/04). Entretanto, tenho que tais situações não podem ser dilatadas para toda e qualquer circunstância, máxime a hipóteses fáticas diversas da constante naqueles autos. Ademais, no caso dos autos, não se pode aceitar a alegação da ocorrência de grande lapso temporal: os atos questionados eram datados de 1989 e 1992, mas a Ação Civil Pública, que discutia tais provimentos, foi proposta pelo Ministério Público Federal ainda no ano de 1993. 14 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5947937. Supremo Tribunal Federal AR 1958 AGR-SEGUNDO / MG possível entender que o tempo derrogue a força obrigatória de seus preceitos por causa de ações omissivas ou comissivas de autoridades públicas, razão pela qual não há se falar em direito adquirido. Nesse sentido, este Tribunal, no julgamento do MS 28.279/DF, decidiu pela impossibilidade de incidência da regra inserta no artigo 54, da Lei 9784/99 em hipóteses de flagrante inconstitucionalidade; e, em que pese se referir a legislação federal, guarda importância ao caso ora em análise, vez que no citado acórdão o que restou afinal assentado foi o entendimento de que as regras insertas na Constituição não perdem sua imperatividade pelo mero decurso do tempo. Destaco trecho da ementa: ‘5. Situações flagrantemente inconstitucionais como o provimento de serventia extrajudicial sem a devida submissão a concurso público não podem e não devem ser superadas pela simples incidência do que dispõe o art. 54 da Lei 9.784/1999, sob pena de subversão das determinações insertas na Constituição Federal.’ (MS n 28.297/DF, Relatora a Ministra Ellen Gracie, Tribunal Pleno, DJe de 29/4/11) É certo que esta Corte possui julgados pelo reconhecimento de excepcionalidade de determinadas situações a justificar a primazia da segurança jurídica, como no caso INFRAERO (MS n 22.357/DF, Relator o Ministro Gilmar Mendes, Tribunal Pleno, DJ de 5/11/04). Entretanto, tenho que tais situações não podem ser dilatadas para toda e qualquer circunstância, máxime a hipóteses fáticas diversas da constante naqueles autos. Ademais, no caso dos autos, não se pode aceitar a alegação da ocorrência de grande lapso temporal: os atos questionados eram datados de 1989 e 1992, mas a Ação Civil Pública, que discutia tais provimentos, foi proposta pelo Ministério Público Federal ainda no ano de 1993. 14 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5947937. Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 28 Relatório AR 1958 AGR-SEGUNDO / MG A regra, portanto, é o concurso público, isonômico e universal; e, em meu sentir, a hipótese fática da ação não se mostra apta a excepcionar aquele imperativo constitucional. Estando, portanto, o acórdão questionado na esteira da ampla jurisprudência da Corte, não há como concluir pela existência de violação à literalidade dos dispositivos constitucionais e legais apontados pelos autores. Ante o exposto, nego seguimento à ação rescisória, nos termos do art. 21, § 1..., do RISTF. Julgo prejudicada a apreciação do agravo regimental interposto do indeferimento da antecipação de tutela. Deixo de condenar os autores nas custas e honorários advocatícios, uma vez que são beneficiários da justiça gratuita. Publique-se. Brasília, 18 de outubro de 2013.” Em suas razões recursais, fundamentados no art. 485, incisos IV, V e IX, do Código de Processo Civil, reiteram, inicialmente, os autores o que já constou da petição inicial da rescisória, sustentando que a) a decisão rescindenda teria implicado ofensa à coisa julgada, pela não observância do entendimento do próprio Supremo Tribunal Federal firmado na ADI 837-4 quanto aos efeitos ex nunc da declaração de inconstitucionalidade dos dispositivos da Lei n 8.112/90 (concernentes à ascensão funcional e outras formas de provimento derivado). Segundo alegam os agravantes, o Tribunal, confirmando a medida cautelar anteriormente deferida naqueles autos, teria legitimado “todos os atos de ascensão funcional anteriores a 11 de fevereiro de 1993” - nesse ponto, fazem referência à decisão proferida no Recurso Extraordinário n 442.683/RS, em que a Segunda Turma desta Corte autorizou a adoção de efeito ex nunc para a decisão proferida na ADI n 837/DF, tendo em vista os princípios da boa- fé e da segurança jurídica; b) que a decisão rescindenda teria violado disposição literal de lei (art. 485, inciso V, do Código de Processo Civil), especificamente o art. 21 da Lei n 4.717/67, reiterado pelo art. 54 da Lei n 9.784/99, bem como o art. 5..., caput e inciso XXXVI, da Constituição Federal (princípio da segurança jurídica); 15 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5947937. Supremo Tribunal Federal AR 1958 AGR-SEGUNDO / MG A regra, portanto, é o concurso público, isonômico e universal; e, em meu sentir, a hipótese fática da ação não se mostra apta a excepcionar aquele imperativo constitucional. Estando, portanto, o acórdão questionado na esteira da ampla jurisprudência da Corte, não há como concluir pela existência de violação à literalidade dos dispositivos constitucionais e legais apontados pelos autores. Ante o exposto, nego seguimento à ação rescisória, nos termos do art. 21, § 1..., do RISTF. Julgo prejudicada a apreciação do agravo regimental interposto do indeferimento da antecipação de tutela. Deixo de condenar os autores nas custas e honorários advocatícios, uma vez que são beneficiários da justiça gratuita. Publique-se. Brasília, 18 de outubro de 2013.” Em suas razões recursais, fundamentados no art. 485, incisos IV, V e IX, do Código de Processo Civil, reiteram, inicialmente, os autores o que já constou da petição inicial da rescisória, sustentando que a) a decisão rescindenda teria implicado ofensa à coisa julgada, pela não observância do entendimento do próprio Supremo Tribunal Federal firmado na ADI 837-4 quanto aos efeitos ex nunc da declaração de inconstitucionalidade dos dispositivos da Lei n 8.112/90 (concernentes à ascensão funcional e outras formas de provimento derivado). Segundo alegam os agravantes, o Tribunal, confirmando a medida cautelar anteriormente deferida naqueles autos, teria legitimado “todos os atos de ascensão funcional anteriores a 11 de fevereiro de 1993” - nesse ponto, fazem referência à decisão proferida no Recurso Extraordinário n 442.683/RS, em que a Segunda Turma desta Corte autorizou a adoção de efeito ex nunc para a decisão proferida na ADI n 837/DF, tendo em vista os princípios da boa- fé e da segurança jurídica; b) que a decisão rescindenda teria violado disposição literal de lei (art. 485, inciso V, do Código de Processo Civil), especificamente o art. 21 da Lei n 4.717/67, reiterado pelo art. 54 da Lei n 9.784/99, bem como o art. 5..., caput e inciso XXXVI, da Constituição Federal (princípio da segurança jurídica); 15 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5947937. Inteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 28 Relatório AR 1958 AGR-SEGUNDO / MG c) existiria erro de fato (art. 485, IX, do Código de Processo Civil), uma vez que a decisão rescindenda teria desconsiderado os prejuízos causados à Administração Pública pelos atos questionados, além de haver “equívoco do Eminente Relator, já que estavam nos autos tanto a petição de interposição dos embargos de declaração, quanto o acórdão do julgamento e a certidão de intimação das partes” (fl. 32). Em síntese, sustentam os agravantes que a decisão monocrática, além de incidir em erro de fato, teria agredido a decisão da cautelar na ADI n 837/DF (transitada em julgado e não revogada pela decisão final na referida ADI), bem como o art. 21 da Lei n 4.717/67, o art. 54 da Lei n 9.784/99 e os arts. 5..., caput e inciso XXXVI; 37, caput; 8..., III; 10, parágrafo único; 13, § 4...; 17 e 33, IV, todos da Lei n 8.112/90. No que concerne especificamente à decisão agravada, afirmam os agravantes o seguinte: (i) ter havido violação do duplo grau de jurisdição e negativa de prestação jurisdicional, visto que o agravo regimental interposto em face da decisão em que se indeferiu a antecipação dos efeitos da tutela foi considerado prejudicado; (ii) o pronunciamento da Procuradoria-Geral da República, como custos legis, pela improcedência da ação não poderia ter sido considerado, uma vez que o Ministério Público é também réu nesta ação; (iii) haveria um aspecto relativo ao erro de fato que não teria sido apreciado na decisão monocrática, uma vez que “no julgamento do AI 476.031, concluiu-se que o recurso extremo não poderia ser conhecido quanto à tese de ofensa à segurança jurídica, considerando que a petição dos embargos de declaração não teria sido juntada no agravo”; isso configuraria erro de fato porque “tanto os embargos quanto sua decisão e certidão de intimação foram apresentados”; e (iv) a decisão agravada externaria contradição, pois nela se teria invocado precedente que legitimaria a pretensão dos recorrentes, na medida em que – defende – no Recurso Extraordinário 602.264, “julgou-se improcedente o pedido porque se buscava situação jurídica nova, com a ressalva de que se fosse o contrário, aplicar-se-ia o precedente do Recurso Extraordinário 442683/RS”. 16 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5947937. Supremo Tribunal Federal AR 1958 AGR-SEGUNDO / MG c) existiria erro de fato (art. 485, IX, do Código de Processo Civil), uma vez que a decisão rescindenda teria desconsiderado os prejuízos causados à Administração Pública pelos atos questionados, além de haver “equívoco do Eminente Relator, já que estavam nos autos tanto a petição de interposição dos embargos de declaração, quanto o acórdão do julgamento e a certidão de intimação das partes” (fl. 32). Em síntese, sustentam os agravantes que a decisão monocrática, além de incidir em erro de fato, teria agredido a decisão da cautelar na ADI n 837/DF (transitada em julgado e não revogada pela decisão final na referida ADI), bem como o art. 21 da Lei n 4.717/67, o art. 54 da Lei n 9.784/99 e os arts. 5..., caput e inciso XXXVI; 37, caput; 8..., III; 10, parágrafo único; 13, § 4...; 17 e 33, IV, todos da Lei n 8.112/90. No que concerne especificamente à decisão agravada, afirmam os agravantes o seguinte: (i) ter havido violação do duplo grau de jurisdição e negativa de prestação jurisdicional, visto que o agravo regimental interposto em face da decisão em que se indeferiu a antecipação dos efeitos da tutela foi considerado prejudicado; (ii) o pronunciamento da Procuradoria-Geral da República, como custos legis, pela improcedência da ação não poderia ter sido considerado, uma vez que o Ministério Público é também réu nesta ação; (iii) haveria um aspecto relativo ao erro de fato que não teria sido apreciado na decisão monocrática, uma vez que “no julgamento do AI 476.031, concluiu-se que o recurso extremo não poderia ser conhecido quanto à tese de ofensa à segurança jurídica, considerando que a petição dos embargos de declaração não teria sido juntada no agravo”; isso configuraria erro de fato porque “tanto os embargos quanto sua decisão e certidão de intimação foram apresentados”; e (iv) a decisão agravada externaria contradição, pois nela se teria invocado precedente que legitimaria a pretensão dos recorrentes, na medida em que – defende – no Recurso Extraordinário 602.264, “julgou-se improcedente o pedido porque se buscava situação jurídica nova, com a ressalva de que se fosse o contrário, aplicar-se-ia o precedente do Recurso Extraordinário 442683/RS”. 16 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5947937. Inteiro Teor do Acórdão - Página 18 de 28 Relatório AR 1958 AGR-SEGUNDO / MG O parecer da Procuradoria-Geral da República (fls. 446/452) foi pelo não provimento do agravo. É o relatório. 17 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5947937. Supremo Tribunal Federal AR 1958 AGR-SEGUNDO / MG O parecer da Procuradoria-Geral da República (fls. 446/452) foi pelo não provimento do agravo. É o relatório. 17 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5947937. Inteiro Teor do Acórdão - Página 19 de 28 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI 10/04/2014 PLENÁRIO SEGUNDO AG.REG. NA AÇÃO RESCISÓRIA 1.958 MINAS GERAIS VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Inicialmente, destaco que não se sustenta o pleito pela desconsideração da cota ministerial lavrada nos autos. Além de não haver qualquer vinculação do julgador ao conteúdo do parecer ministerial, a atuação do Ministério Público como custos legis, com fundamento no art. 83 do Código de Processo Civil, não se confunde com a sua atuação como parte, especialmente em função do princípio institucional da independência funcional, que assegura autonomia à atuação dos membros do parquet. Por se tratar de questão que perpassa a análise da legislação, ressalto julgado do Superior Tribunal de Justiça sobre o assunto: “ADMINISTRATIVO. CONCESSÃO DE SERVIÇO MUNICIPAL DE ÁGUA E ESGOTO. SUPOSTA EXCLUSÃO DE PARTE DA POPULAÇÃO DO ACESSO AO REFERIDO SERVIÇO PÚBLICO. PLEITO MINISTERIAL DE NULIDADE DO EDITAL E DO PROCEDIMENTO LICITATÓRIO. CONTRATO DE CONCESSÃO AINDA VIGENTE. AUSÊNCIA DE SITUAÇÃO FÁTICA CONSOLIDADA A FAVOR DA CONCESSIONÁRIA. OFENSA AO ART. 535 DO Código de Processo Civil. INEXISTÊNCIA. PRESCRIÇÃO AFASTADA COM BASE NOS ELEMENTOS DE CONVICÇÃO DOS AUTOS. PRETENSÃO DE REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO E DE CLÁUSULAS CONTRATUAIS. SÚMULAS 5 E 7 DO Superior Tribunal de Justiça. NÃO CONFIGURADA A RENÚNCIA TÁCITA DO PARQUET AO DIREITO DE RECORRER. MULTA DO ART. 538, PARÁGRAFO ÚNICO, DO Código de Processo Civil MANTIDA. 1. Não cabe falar em ofensa ao art. 535 do Código de Processo Civil quando o acórdão impugnado se pronuncia de modo inequívoco e Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5947936. Supremo Tribunal Federal 10/04/2014 PLENÁRIO SEGUNDO AG.REG. NA AÇÃO RESCISÓRIA 1.958 MINAS GERAIS VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Inicialmente, destaco que não se sustenta o pleito pela desconsideração da cota ministerial lavrada nos autos. Além de não haver qualquer vinculação do julgador ao conteúdo do parecer ministerial, a atuação do Ministério Público como custos legis, com fundamento no art. 83 do Código de Processo Civil, não se confunde com a sua atuação como parte, especialmente em função do princípio institucional da independência funcional, que assegura autonomia à atuação dos membros do parquet. Por se tratar de questão que perpassa a análise da legislação, ressalto julgado do Superior Tribunal de Justiça sobre o assunto: “ADMINISTRATIVO. CONCESSÃO DE SERVIÇO MUNICIPAL DE ÁGUA E ESGOTO. SUPOSTA EXCLUSÃO DE PARTE DA POPULAÇÃO DO ACESSO AO REFERIDO SERVIÇO PÚBLICO. PLEITO MINISTERIAL DE NULIDADE DO EDITAL E DO PROCEDIMENTO LICITATÓRIO. CONTRATO DE CONCESSÃO AINDA VIGENTE. AUSÊNCIA DE SITUAÇÃO FÁTICA CONSOLIDADA A FAVOR DA CONCESSIONÁRIA. OFENSA AO ART. 535 DO Código de Processo Civil. INEXISTÊNCIA. PRESCRIÇÃO AFASTADA COM BASE NOS ELEMENTOS DE CONVICÇÃO DOS AUTOS. PRETENSÃO DE REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO E DE CLÁUSULAS CONTRATUAIS. SÚMULAS 5 E 7 DO Superior Tribunal de Justiça. NÃO CONFIGURADA A RENÚNCIA TÁCITA DO PARQUET AO DIREITO DE RECORRER. MULTA DO ART. 538, PARÁGRAFO ÚNICO, DO Código de Processo Civil MANTIDA. 1. Não cabe falar em ofensa ao art. 535 do Código de Processo Civil quando o acórdão impugnado se pronuncia de modo inequívoco e Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5947936. Inteiro Teor do Acórdão - Página 20 de 28 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI AR 1958 AGR-SEGUNDO / MG suficiente sobre a questão posta nos autos. 2. O aresto recorrido concluiu pela inaplicabilidade da teoria do fato consumado em benefício da concessionária, pois as provas dos autos e as cláusulas editalícias e contratuais seriam no sentido de que o contrato ainda estaria em vigência e a ação civil pública teria sido proposta antes do advento da prescrição, não havendo, pois, situação consolidada. Insuscetível de revisão o referido entendimento, por demandar reexame do conjunto fático-probatório e análise de cláusulas editalícias e contratuais, providências vedadas pelas Súmulas 5 e 7 do Superior Tribunal de Justiça. 3. Não configura violação do art. 503 do Código de Processo Civil quando o Ministério Público atua, por um lado, como fiscal da lei, expressando-se dentro da independência de suas funções (art. 1..., parágrafo único, da Lei n. 8.625/93), e, por outro lado, age como autor da ação civil pública em defesa de interesse coletivo. 4. Os serviços públicos concedidos estão sujeitos à regulamentação, fiscalização e retomada pelo concedente, em especial porque a concessão ao particular não desnatura o caratér público de tais serviços. 5. É cabível a manutenção da multa prevista no art. 538, parágrafo único, do Código de Processo Civil, quando os embargos declaratórios são opostos, na origem, com intuito meramente protelatório. Agravo regimental improvido” (AgRg no REsp 1370119/RJ, Rel. Ministro Humberto Martins, Segunda Turma, julgado em 19/9/13, DJe de 30/9/13) Rejeito, ainda, a alegação de que houve violação do duplo grau de jurisdição e negativa de prestação jurisdicional pelo fato de o agravo regimental interposto em face da decisão em que se indeferiu a antecipação dos efeitos da tutela ter sido considerado prejudicado. Por evidente, o julgamento do mérito da ação rescisória prejudica o recurso interposto em face de decisão liminar, já que a decisão definitiva prevalece sobre a precária, não se podendo falar, em tal caso, em violação do duplo grau de jurisdição ou de negativa de prestação jurisdicional. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5947936. Supremo Tribunal Federal AR 1958 AGR-SEGUNDO / MG suficiente sobre a questão posta nos autos. 2. O aresto recorrido concluiu pela inaplicabilidade da teoria do fato consumado em benefício da concessionária, pois as provas dos autos e as cláusulas editalícias e contratuais seriam no sentido de que o contrato ainda estaria em vigência e a ação civil pública teria sido proposta antes do advento da prescrição, não havendo, pois, situação consolidada. Insuscetível de revisão o referido entendimento, por demandar reexame do conjunto fático-probatório e análise de cláusulas editalícias e contratuais, providências vedadas pelas Súmulas 5 e 7 do Superior Tribunal de Justiça. 3. Não configura violação do art. 503 do Código de Processo Civil quando o Ministério Público atua, por um lado, como fiscal da lei, expressando-se dentro da independência de suas funções (art. 1..., parágrafo único, da Lei n. 8.625/93), e, por outro lado, age como autor da ação civil pública em defesa de interesse coletivo. 4. Os serviços públicos concedidos estão sujeitos à regulamentação, fiscalização e retomada pelo concedente, em especial porque a concessão ao particular não desnatura o caratér público de tais serviços. 5. É cabível a manutenção da multa prevista no art. 538, parágrafo único, do Código de Processo Civil, quando os embargos declaratórios são opostos, na origem, com intuito meramente protelatório. Agravo regimental improvido” (AgRg no REsp 1370119/RJ, Rel. Ministro Humberto Martins, Segunda Turma, julgado em 19/9/13, DJe de 30/9/13) Rejeito, ainda, a alegação de que houve violação do duplo grau de jurisdição e negativa de prestação jurisdicional pelo fato de o agravo regimental interposto em face da decisão em que se indeferiu a antecipação dos efeitos da tutela ter sido considerado prejudicado. Por evidente, o julgamento do mérito da ação rescisória prejudica o recurso interposto em face de decisão liminar, já que a decisão definitiva prevalece sobre a precária, não se podendo falar, em tal caso, em violação do duplo grau de jurisdição ou de negativa de prestação jurisdicional. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5947936. Inteiro Teor do Acórdão - Página 21 de 28 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI AR 1958 AGR-SEGUNDO / MG De igual modo, descabida a alegação dos recorrentes de que houve erro de fato na decisão rescindenda, sob o argumento de que, “no julgamento do AI 476.031, concluiu-se que o recurso extremo não poderia ser conhecido quanto à tese de ofensa à segurança jurídica, considerando que a petição dos embargos de declaração não teria sido juntada no agravo, [quando] tanto os embargos quanto sua decisão e certidão de intimação foram apresentados”. Ora, a ação rescisória é meio autônomo de impugnação da decisão judicial no bojo da qual se forma nova relação jurídico-processual, com base em hipóteses taxativamente definidas em lei, dentre as quais não se encontra a sua utilização como sucedâneo de recurso. No caso citado, o erro – ainda que se tenha configurado – não se deu sobre os fatos que se relacionam à lide, mas, sim, sobre a apreciação de elementos processuais (existência ou não de prequestionamento quanto a ponto específico do recurso extraordinário interposto na ação matriz). Trata-se de matéria a ser objetada pelos meios recursais disponíveis na ação originária, não sendo essa apta para justificar a utilização da via rescisória, cujas hipóteses de cabimento são restritíssimas, sob pena de conversão desse meio autônomo de impugnação em sucedâneo recursal. Essa é a posição da jurisprudência desta Corte: “AGRAVO REGIMENTAL. PROCESSUAL CIVIL. AÇÃO RESCISÓRIA COMO SUCEDÂNEO DE RECURSO. IMPOSSIBILIDADE. PRECEDENTES. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 83/Superior Tribunal de Justiça. 1. O acórdão rescindendo não violou direta e frontalmente o art. 6..., a Lei de Introdução ao Código Civil quando estabeleceu que apenas o índice de 84,32% não sofreria a limitação temporal ora objeto de debate. 2. De fato, o entendimento consignado naquela decisão não permite inferir que já havia direito adquirido ao patrimônio jurídico dos agravantes, com relação aos índices de 39%, 80%, 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5947936. Supremo Tribunal Federal AR 1958 AGR-SEGUNDO / MG De igual modo, descabida a alegação dos recorrentes de que houve erro de fato na decisão rescindenda, sob o argumento de que, “no julgamento do AI 476.031, concluiu-se que o recurso extremo não poderia ser conhecido quanto à tese de ofensa à segurança jurídica, considerando que a petição dos embargos de declaração não teria sido juntada no agravo, [quando] tanto os embargos quanto sua decisão e certidão de intimação foram apresentados”. Ora, a ação rescisória é meio autônomo de impugnação da decisão judicial no bojo da qual se forma nova relação jurídico-processual, com base em hipóteses taxativamente definidas em lei, dentre as quais não se encontra a sua utilização como sucedâneo de recurso. No caso citado, o erro – ainda que se tenha configurado – não se deu sobre os fatos que se relacionam à lide, mas, sim, sobre a apreciação de elementos processuais (existência ou não de prequestionamento quanto a ponto específico do recurso extraordinário interposto na ação matriz). Trata-se de matéria a ser objetada pelos meios recursais disponíveis na ação originária, não sendo essa apta para justificar a utilização da via rescisória, cujas hipóteses de cabimento são restritíssimas, sob pena de conversão desse meio autônomo de impugnação em sucedâneo recursal. Essa é a posição da jurisprudência desta Corte: “AGRAVO REGIMENTAL. PROCESSUAL CIVIL. AÇÃO RESCISÓRIA COMO SUCEDÂNEO DE RECURSO. IMPOSSIBILIDADE. PRECEDENTES. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 83/Superior Tribunal de Justiça. 1. O acórdão rescindendo não violou direta e frontalmente o art. 6..., a Lei de Introdução ao Código Civil quando estabeleceu que apenas o índice de 84,32% não sofreria a limitação temporal ora objeto de debate. 2. De fato, o entendimento consignado naquela decisão não permite inferir que já havia direito adquirido ao patrimônio jurídico dos agravantes, com relação aos índices de 39%, 80%, 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5947936. Inteiro Teor do Acórdão - Página 22 de 28 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI AR 1958 AGR-SEGUNDO / MG 2,87% e 28,44%, e, por isto, teria havido violação expressa ao art. 6..., da LICC e do art. 5..., XXXVI, da Constituição Federal de 1988/88. Aliás, a fundamentação do julgado foi em sentido oposto. 3. O que se vê é que os agravantes querem desconstituir julgado do Superior Tribunal de Justiça por meio de rescisória e aduzem que houve erro no julgado que estabeleceu "indevidamente" a limitação combatida e a prescrição. Ora, tal pretensão é inviável, porquanto pautada na rediscussão da causa sem que estejam preenchidos os requisitos taxativos da lei para o cabimento da ação rescisória. Precedente: AR .508/SP, Rel. Ministra Maria Isabel Gallotti, Terceira Seção, julgado em 14.12.2009, DJe 3.2.2010. Agravo regimental improvido” (AgRg no AREsp 308.622/DF, Rel. Ministro Humberto Martins, Segunda Turma, DJe de 16/5/13) Quanto aos demais pontos trazidos em petição regimental, reitero as razões de decidir adotadas na decisão agravada. Relativamente, portanto, ao argumento da ofensa à coisa julgada, reafirmo: a decisão rescindenda fundou-se em precedente vinculante desta Corte (ADI 837) proferido na seara do controle de constitucionalidade abstrato, o qual, em regra, dado o seu caráter declaratório, apenas reconhece o vício inquinado à norma ofensora da Constituição, desde o seu nascedouro, momento a partir do qual, como regra, origina seus efeitos. Desse modo, embora, naqueles autos, tenham sido atribuídos efeitos prospectivos à decisão que deferiu a medida cautelar, com o julgamento definitivo, esse substituiu o anterior, de forma a conferir à decisão efeito retroativo, uma vez que não houve a modulação de efeitos no julgamento da ADI n 837/DF. No que respeita à alegação de violação da literalidade da lei, reafirmo que já é bem estabelecida no âmbito desta Corte a posição pela impossibilidade de ocupação de cargo público, sob qualquer forma de provimento, sem a prévia submissão a concurso público, máxime após a 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5947936. Supremo Tribunal Federal AR 1958 AGR-SEGUNDO / MG 2,87% e 28,44%, e, por isto, teria havido violação expressa ao art. 6..., da LICC e do art. 5..., XXXVI, da Constituição Federal de 1988/88. Aliás, a fundamentação do julgado foi em sentido oposto. 3. O que se vê é que os agravantes querem desconstituir julgado do Superior Tribunal de Justiça por meio de rescisória e aduzem que houve erro no julgado que estabeleceu "indevidamente" a limitação combatida e a prescrição. Ora, tal pretensão é inviável, porquanto pautada na rediscussão da causa sem que estejam preenchidos os requisitos taxativos da lei para o cabimento da ação rescisória. Precedente: AR .508/SP, Rel. Ministra Maria Isabel Gallotti, Terceira Seção, julgado em 14.12.2009, DJe 3.2.2010. Agravo regimental improvido” (AgRg no AREsp 308.622/DF, Rel. Ministro Humberto Martins, Segunda Turma, DJe de 16/5/13) Quanto aos demais pontos trazidos em petição regimental, reitero as razões de decidir adotadas na decisão agravada. Relativamente, portanto, ao argumento da ofensa à coisa julgada, reafirmo: a decisão rescindenda fundou-se em precedente vinculante desta Corte (ADI 837) proferido na seara do controle de constitucionalidade abstrato, o qual, em regra, dado o seu caráter declaratório, apenas reconhece o vício inquinado à norma ofensora da Constituição, desde o seu nascedouro, momento a partir do qual, como regra, origina seus efeitos. Desse modo, embora, naqueles autos, tenham sido atribuídos efeitos prospectivos à decisão que deferiu a medida cautelar, com o julgamento definitivo, esse substituiu o anterior, de forma a conferir à decisão efeito retroativo, uma vez que não houve a modulação de efeitos no julgamento da ADI n 837/DF. No que respeita à alegação de violação da literalidade da lei, reafirmo que já é bem estabelecida no âmbito desta Corte a posição pela impossibilidade de ocupação de cargo público, sob qualquer forma de provimento, sem a prévia submissão a concurso público, máxime após a 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5947936. Inteiro Teor do Acórdão - Página 23 de 28 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI AR 1958 AGR-SEGUNDO / MG Constituição Federal de 1988, exceptuados apenas o provimento via promoção e as hipóteses previstas naquele mesmo diploma (entre as quais não se encontra a ascensão). Destaco julgados desta Corte nesse sentido: “EMENTA: AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE - LEI ESTADUAL QUE PERMITE A INTEGRAÇÃO DE SERVIDOR PÚBLICO NO QUADRO DE PESSOAL DE AUTARQUIAS OU FUNDAÇÕES ESTADUAIS, INDEPENDENTEMENTE DE CONCURSO PÚBLICO (LEI COMPLEMENTAR n 67/92, ART. 56) - OFENSA AO ART. 37, II, DA CARTA FEDERAL - DESRESPEITO AO POSTULADO CONSTITUCIONAL DO CONCURSO PÚBLICO, ESSENCIAL À CONCRETIZAÇÃO DO PRINCÍPIO DA IGUALDADE - AÇÃO DIRETA JULGADA PROCEDENTE. O CONCURSO PÚBLICO REPRESENTA GARANTIA CONCRETIZADORA DO PRINCÍPIO DA IGUALDADE, QUE NÃO TOLERA TRATAMENTOS DISCRIMINATÓRIOS NEM LEGITIMA A CONCESSÃO DE PRIVILÉGIOS. - A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal - tendo presente a essencialidade do postulado inscrito no art. 37, II, da Carta Política - tem censurado a validade jurídico-constitucional de normas que autorizam, permitem ou viabilizam, independentemente de prévia aprovação em concurso público de provas ou de provas e títulos, o ingresso originário no serviço estatal ou o provimento em cargos administrativos diversos daqueles para os quais o servidor público foi admitido. Precedentes. - O respeito efetivo à exigência de prévia aprovação em concurso público qualifica-se, constitucionalmente, como paradigma de legitimação ético-jurídica da investidura de qualquer cidadão em cargos, funções ou empregos públicos, ressalvadas as hipóteses de nomeação para cargos em comissão (Constituição Federal de 1988, art. 37, II). A razão subjacente ao postulado do concurso público traduz-se na necessidade essencial de o Estado conferir efetividade ao princípio constitucional de que todos são iguais perante a lei, 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5947936. Supremo Tribunal Federal AR 1958 AGR-SEGUNDO / MG Constituição Federal de 1988, exceptuados apenas o provimento via promoção e as hipóteses previstas naquele mesmo diploma (entre as quais não se encontra a ascensão). Destaco julgados desta Corte nesse sentido: “EMENTA: AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE - LEI ESTADUAL QUE PERMITE A INTEGRAÇÃO DE SERVIDOR PÚBLICO NO QUADRO DE PESSOAL DE AUTARQUIAS OU FUNDAÇÕES ESTADUAIS, INDEPENDENTEMENTE DE CONCURSO PÚBLICO (LEI COMPLEMENTAR n 67/92, ART. 56) - OFENSA AO ART. 37, II, DA CARTA FEDERAL - DESRESPEITO AO POSTULADO CONSTITUCIONAL DO CONCURSO PÚBLICO, ESSENCIAL À CONCRETIZAÇÃO DO PRINCÍPIO DA IGUALDADE - AÇÃO DIRETA JULGADA PROCEDENTE. O CONCURSO PÚBLICO REPRESENTA GARANTIA CONCRETIZADORA DO PRINCÍPIO DA IGUALDADE, QUE NÃO TOLERA TRATAMENTOS DISCRIMINATÓRIOS NEM LEGITIMA A CONCESSÃO DE PRIVILÉGIOS. - A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal - tendo presente a essencialidade do postulado inscrito no art. 37, II, da Carta Política - tem censurado a validade jurídico-constitucional de normas que autorizam, permitem ou viabilizam, independentemente de prévia aprovação em concurso público de provas ou de provas e títulos, o ingresso originário no serviço estatal ou o provimento em cargos administrativos diversos daqueles para os quais o servidor público foi admitido. Precedentes. - O respeito efetivo à exigência de prévia aprovação em concurso público qualifica-se, constitucionalmente, como paradigma de legitimação ético-jurídica da investidura de qualquer cidadão em cargos, funções ou empregos públicos, ressalvadas as hipóteses de nomeação para cargos em comissão (Constituição Federal de 1988, art. 37, II). A razão subjacente ao postulado do concurso público traduz-se na necessidade essencial de o Estado conferir efetividade ao princípio constitucional de que todos são iguais perante a lei, 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5947936. Inteiro Teor do Acórdão - Página 24 de 28 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI AR 1958 AGR-SEGUNDO / MG sem distinção de qualquer natureza, vedando-se, desse modo, a prática inaceitável de o Poder Público conceder privilégios a alguns ou de dispensar tratamento discriminatório e arbitrário a outros. Precedentes. Doutrina” (ADI n 1.350, Relator Min. Celso de Mello, Tribunal Pleno, DJ de 1.../12/06). “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. ASCENSÃO FUNCIONAL. INCONSTITUCIONALIDADE. OFENSA À REGRA DO CONCURSO PÚBLICO. PRECEDENTES. SEGURANÇA JURÍDICA E BOA-FÉ. INAPLICABILIDADE AO CASO. PLEITO QUE REVELA A PRETENSÃO DE CONSTITUIR NOVA SITUAÇÃO JURÍDICA E NÃO A PRESERVAÇÃO DE UMA POSIÇÃO CONSOLIDADA. AGRAVO IMPROVIDO. I – A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal firmou-se no sentido de que a promoção do servidor por ascensão funcional constitui forma de provimento derivado incompatível com a determinação prevista no art. 37, II, da Constituição de que os cargos públicos devem ser providos por concurso. II – Inviável a invocação dos princípios da segurança jurídica e da boa-fé no caso em que se pretende o reconhecimento de uma nova posição jurídica incompatível com a Constituição e não a preservação de uma situação concreta sedimentada. III – Agravo regimental improvido.” (Recurso Extraordinário n 602.264/DF-AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe de 31/5/13). Esse é o entendimento geral desta Corte. A regra é o concurso público, isonômico e universal. Os julgados pela primazia da segurança jurídica sobre a regra do concurso público são pontuais, sempre analisados a partir das excepcionalidades dos casos concretos, não podendo, desse modo, as fundamentações ali constantes ser dilatadas para toda e qualquer circunstância. Nesse contexto de excepcionalidade – ao contrário do quanto afirmado pelos ora recorrentes – o julgamento do Recurso Extraordinário n 602.264/DF- 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5947936. Supremo Tribunal Federal AR 1958 AGR-SEGUNDO / MG sem distinção de qualquer natureza, vedando-se, desse modo, a prática inaceitável de o Poder Público conceder privilégios a alguns ou de dispensar tratamento discriminatório e arbitrário a outros. Precedentes. Doutrina” (ADI n 1.350, Relator Min. Celso de Mello, Tribunal Pleno, DJ de 1.../12/06). “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. ASCENSÃO FUNCIONAL. INCONSTITUCIONALIDADE. OFENSA À REGRA DO CONCURSO PÚBLICO. PRECEDENTES. SEGURANÇA JURÍDICA E BOA-FÉ. INAPLICABILIDADE AO CASO. PLEITO QUE REVELA A PRETENSÃO DE CONSTITUIR NOVA SITUAÇÃO JURÍDICA E NÃO A PRESERVAÇÃO DE UMA POSIÇÃO CONSOLIDADA. AGRAVO IMPROVIDO. I – A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal firmou-se no sentido de que a promoção do servidor por ascensão funcional constitui forma de provimento derivado incompatível com a determinação prevista no art. 37, II, da Constituição de que os cargos públicos devem ser providos por concurso. II – Inviável a invocação dos princípios da segurança jurídica e da boa-fé no caso em que se pretende o reconhecimento de uma nova posição jurídica incompatível com a Constituição e não a preservação de uma situação concreta sedimentada. III – Agravo regimental improvido.” (Recurso Extraordinário n 602.264/DF-AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe de 31/5/13). Esse é o entendimento geral desta Corte. A regra é o concurso público, isonômico e universal. Os julgados pela primazia da segurança jurídica sobre a regra do concurso público são pontuais, sempre analisados a partir das excepcionalidades dos casos concretos, não podendo, desse modo, as fundamentações ali constantes ser dilatadas para toda e qualquer circunstância. Nesse contexto de excepcionalidade – ao contrário do quanto afirmado pelos ora recorrentes – o julgamento do Recurso Extraordinário n 602.264/DF- 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5947936. Inteiro Teor do Acórdão - Página 25 de 28 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI AR 1958 AGR-SEGUNDO / MG AgR (citado na decisão agravada) consagra a regra geral da exigência do concurso público e rememora expressamente que a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal firmou-se no sentido de que a promoção do servidor por ascensão funcional constitui forma de provimento derivado incompatível com a determinação prevista no art. 37, II, da Constituição. No mesmo acórdão, foram citados diversos precedentes desta Corte nesse sentido (ADI n 368/ES, ADI n 231/RJ e ADI n 837/DF, Rel. Min. Moreira Alves; ADI n 3.582/PI, Rel. Min. Sepúlveda Pertence; ADI n 3.030/AP, Rel. Min. Carlos Velloso; ADI n 1.345/ES, Rel. Min. Ellen Gracie). A excepcionalidade na adoção de entendimento diverso também foi destacada na fundamentação do julgado citado. Ressalto o seguinte trecho: “(...) em algumas oportunidades e sempre atuando com parcimônia, apesar de declarar a inconstitucionalidade em abstrato de certo diploma legal, tem mantido hígidas, em observância aos princípios da segurança jurídica e da boa-fé, as situações jurídicas concretas constituídas sob a égide da norma inconstitucional” (grifei). É evidente, desse modo, que a fundamentação exposta no Recurso Extraordinário n 602.264 apenas reforça o grau máximo de excepcionalidade que a Corte utiliza para a adoção de entendimento diverso daquele que consagra a supremacia da regra do concurso público. No caso dos autos, não se pode nem mesmo aceitar a alegação da ocorrência de grande lapso temporal, uma vez que os atos questionados eram datados de 1989 e 1992, mas a ação civil pública que discutia tais provimentos foi proposta pelo Ministério Público Federal ainda no ano de 1993, o que bem demonstra que, contemporaneamente a suas realizações, as ascensões realizadas se encontravam sob questionamento, afastando-se, portanto, a pretensa consolidação daqueles atos e, por consequência, a segurança jurídica. Ademais, este Tribunal, no julgamento do MS n 28.279/DF, decidiu 7 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5947936. Supremo Tribunal Federal AR 1958 AGR-SEGUNDO / MG AgR (citado na decisão agravada) consagra a regra geral da exigência do concurso público e rememora expressamente que a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal firmou-se no sentido de que a promoção do servidor por ascensão funcional constitui forma de provimento derivado incompatível com a determinação prevista no art. 37, II, da Constituição. No mesmo acórdão, foram citados diversos precedentes desta Corte nesse sentido (ADI n 368/ES, ADI n 231/RJ e ADI n 837/DF, Rel. Min. Moreira Alves; ADI n 3.582/PI, Rel. Min. Sepúlveda Pertence; ADI n 3.030/AP, Rel. Min. Carlos Velloso; ADI n 1.345/ES, Rel. Min. Ellen Gracie). A excepcionalidade na adoção de entendimento diverso também foi destacada na fundamentação do julgado citado. Ressalto o seguinte trecho: “(...) em algumas oportunidades e sempre atuando com parcimônia, apesar de declarar a inconstitucionalidade em abstrato de certo diploma legal, tem mantido hígidas, em observância aos princípios da segurança jurídica e da boa-fé, as situações jurídicas concretas constituídas sob a égide da norma inconstitucional” (grifei). É evidente, desse modo, que a fundamentação exposta no Recurso Extraordinário n 602.264 apenas reforça o grau máximo de excepcionalidade que a Corte utiliza para a adoção de entendimento diverso daquele que consagra a supremacia da regra do concurso público. No caso dos autos, não se pode nem mesmo aceitar a alegação da ocorrência de grande lapso temporal, uma vez que os atos questionados eram datados de 1989 e 1992, mas a ação civil pública que discutia tais provimentos foi proposta pelo Ministério Público Federal ainda no ano de 1993, o que bem demonstra que, contemporaneamente a suas realizações, as ascensões realizadas se encontravam sob questionamento, afastando-se, portanto, a pretensa consolidação daqueles atos e, por consequência, a segurança jurídica. Ademais, este Tribunal, no julgamento do MS n 28.279/DF, decidiu 7 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5947936. Inteiro Teor do Acórdão - Página 26 de 28 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI AR 1958 AGR-SEGUNDO / MG pela impossibilidade de incidência da regra inserta no art. 54 da Lei 9784/99 em hipóteses de flagrante inconstitucionalidade, tendo sido assentado o entendimento de que as regras insertas na Constituição não perdem sua imperatividade pelo mero decurso do tempo. Destaco trecho da ementa: “5. Situações flagrantemente inconstitucionais como o provimento de serventia extrajudicial sem a devida submissão a concurso público não podem e não devem ser superadas pela simples incidência do que dispõe o art. 54 da Lei 9.784/1999, sob pena de subversão das determinações insertas na Constituição Federal” (MS n 28.297/DF, Relatora a Ministra Ellen Gracie, Tribunal Pleno, DJe de 29/4/11) A regra, desse modo, é o concurso público, isonômico e universal. A meu sentir, a hipótese fática da ação não se mostra apta a excepcionar aquele imperativo constitucional. Estando, portanto, a decisão questionada na esteira da ampla jurisprudência da Corte, não há como concluir pela existência de violação à literalidade dos dispositivos constitucionais e legais apontados pelos autores. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental, mantendo a decisão em que, nos termos do art. 21, § 1..., do RISTF, se negou seguimento à ação rescisória. 8 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5947936. Supremo Tribunal Federal AR 1958 AGR-SEGUNDO / MG pela impossibilidade de incidência da regra inserta no art. 54 da Lei 9784/99 em hipóteses de flagrante inconstitucionalidade, tendo sido assentado o entendimento de que as regras insertas na Constituição não perdem sua imperatividade pelo mero decurso do tempo. Destaco trecho da ementa: “5. Situações flagrantemente inconstitucionais como o provimento de serventia extrajudicial sem a devida submissão a concurso público não podem e não devem ser superadas pela simples incidência do que dispõe o art. 54 da Lei 9.784/1999, sob pena de subversão das determinações insertas na Constituição Federal” (MS n 28.297/DF, Relatora a Ministra Ellen Gracie, Tribunal Pleno, DJe de 29/4/11) A regra, desse modo, é o concurso público, isonômico e universal. A meu sentir, a hipótese fática da ação não se mostra apta a excepcionar aquele imperativo constitucional. Estando, portanto, a decisão questionada na esteira da ampla jurisprudência da Corte, não há como concluir pela existência de violação à literalidade dos dispositivos constitucionais e legais apontados pelos autores. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental, mantendo a decisão em que, nos termos do art. 21, § 1..., do RISTF, se negou seguimento à ação rescisória. 8 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5947936. Inteiro Teor do Acórdão - Página 27 de 28 Extrato de Ata - 10/04/2014 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA SEGUNDO AG.REG. NA AÇÃO RESCISÓRIA 1.958 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : VICENTE JOSÉ DE SOUZA E OUTRO(A/S) AGTE.(S) : ANTÔNIO CARLOS RODRIGUES DA SILVA ADV.(A/S) : MARIA DA CONCEIÇÃO CARREIRA ALVIM E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA AGDO.(A/S) : UNIVERSIDADE FEDERAL DE OURO PRETO - UFOP PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL Decisão: O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, negou provimento ao agravo regimental. Votou o Presidente. Ausentes, neste julgamento, os Ministros Joaquim Barbosa (Presidente), Ricardo Lewandowski (Vice-Presidente) e Roberto Barroso. Presidiu o julgamento o Ministro Celso de Mello (art. 37, I, do RISTF). Plenário, 10.04.2014. Presidência do Senhor Ministro Joaquim Barbosa. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber, Teori Zavascki e Roberto Barroso. Procurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot Monteiro de Barros. p/ Luiz Tomimatsu Assessor-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 5704391 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA SEGUNDO AG.REG. NA AÇÃO RESCISÓRIA 1.958 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : VICENTE JOSÉ DE SOUZA E OUTRO(A/S) AGTE.(S) : ANTÔNIO CARLOS RODRIGUES DA SILVA ADV.(A/S) : MARIA DA CONCEIÇÃO CARREIRA ALVIM E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA AGDO.(A/S) : UNIVERSIDADE FEDERAL DE OURO PRETO - UFOP PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL Decisão: O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, negou provimento ao agravo regimental. Votou o Presidente. Ausentes, neste julgamento, os Ministros Joaquim Barbosa (Presidente), Ricardo Lewandowski (Vice-Presidente) e Roberto Barroso. Presidiu o julgamento o Ministro Celso de Mello (art. 37, I, do RISTF). Plenário, 10.04.2014. Presidência do Senhor Ministro Joaquim Barbosa. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber, Teori Zavascki e Roberto Barroso. Procurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot Monteiro de Barros. p/ Luiz Tomimatsu Assessor-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 5704391 Inteiro Teor do Acórdão - Página 28 de 28
{ "JURISPRUDENCIA": [ "AÇÃO RESCISÓRIA 1 . 958", "ADI n 368 / ES", "ADI n 231 / RJ", "ADI n 837 / DF", "ADI n 3 . 582 / PI", "ADI n 3 . 030 / AP", "ADI n 1 . 345 / ES", "Recurso Extraordinário n 602 . 264 / DF - AgR", "ADI n 368 / ES", "ADI n 231 / RJ", "ADI n 837 / DF", "ADI n 3 . 582 / PI", "ADI n 3 . 030 / AP", "ADI n 1 . 345 / ES", "Recurso Extraordinário n 602 . 264 / DF - AgR", "AI n 476 . 031 / MG", "AI n 476 . 031 / MG", "AÇÃO RESCISÓRIA 1 . 958", "AI n 476 . 031 / MG", "AI n 476 . 031 / MG", "ADIN 231 - RJ", "ADIN 231 - RJ", "RTJ", "ADI 837 / DF", "ADIN 231", "ADIN 245", "ADIN 97", "ADI 368", "ADI 837 / DF", "ADIN 231", "ADIN 245", "ADIN 97", "ADI 368", "Recurso Extraordinário 157 . 538", "Ação Direta de Inconstitucionalidade n . 245", "Súmula 356 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 157 . 538", "Ação Direta de Inconstitucionalidade n . 245", "Súmula 356 / Supremo Tribunal Federal", "AgRAI 319 . 666", "AgRAI 269 . 177", "Súmulas 282", "ADI n 837 / DF", "AI n 476 . 031 / MG", "Recurso Extraordinário n 442", "ADI 837 / DF", "AgRAI 319 . 666", "AgRAI 269 . 177", "Súmulas 282", "ADI n 837 / DF", "AI n 476 . 031 / MG", "Recurso Extraordinário n 442 . 683 / RS", "ADI 837 / DF", "ADI n 837 - 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4", "Recurso Extraordinário n 442 . 683 / RS", "ADI n 837 / DF", "ADI n 837 / DF", "AI 476 . 031", "Recurso Extraordinário 602 . 264 ,", "Recurso Extraordinário 442683 / RS", "ADI n 837 / DF", "AI 476 . 031", "Recurso Extraordinário 602 . 264 ,", "Recurso Extraordinário 442683 / RS", "AÇÃO RESCISÓRIA 1 . 958", "SÚMULAS 5 E 7 DO Superior Tribunal de Justiça", "SÚMULAS 5", "Súmulas 5 e 7 do Superior Tribunal de Justiça", "AgRg no REsp 1370119 / RJ", "Súmulas 5 e 7 do Superior Tribunal de Justiça", "AgRg no REsp 1370119 / RJ", "AI 476 . 031", "SÚMULA 83 / Superior Tribunal de Justiça", "AI 476 . 031", "SÚMULA 83 / Superior Tribunal de Justiça", "AR", ". 508 / SP", "AgRg no AREsp 308 . 622 / DF", "ADI 837", "ADI n 837 / DF", "AR", ".", "508", "/", "SP", "AgRg no AREsp 308 . 622 / DF", "ADI 837", "ADI n 837 / DF", "ADI n 1 .", "Recurso Extraordinário n 602 . 264 / DF - AgR", "Recurso Extraordinário n 602 . 264 / DF - 6", "ADI n 1 . 350", "Recurso Extraordinário n 602 . 264 / DF - AgR", "Recurso Extraordinário n 602 . 264 / DF - 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2 / 2001", "Lei n 8 . 112 / 90", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição", "Lei n 8 . 112 / 90", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 557 , caput , do Código de Processo Civil", "art . 485 , IV , do Código de Processo Civil", "Lei n 8 . 112 / 90", "art . 485 , inciso V , do Código de Processo Civil", "art . 21 da Lei n 4 . 717 / 67", "art . 54 da Lei n 9 . 784 / 99", "art . 5 . . . , caput e inciso XXXVI , da Constituição Federal", "art . 485 , IX , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 557 , caput , do Código de Processo Civil", "art . 485 , IV , do Código de Processo Civil", "Lei n 8 . 112 / 90", "art . 485 , inciso V , do Código de Processo Civil", "art . 21 da Lei n 4 . 717 / 67", "art . 54 da Lei n 9 . 784 / 99", "art . 5 . . . , caput e inciso XXXVI , da Constituição Federal", "art . 485 , IX , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 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V e IX E § § 1 . . . E 2 . . . DO ART . 485 DO Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 58 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias", "Constituição da República", "Constituição da República", "Lei n . 8 . 213 / 1991", "INCS . V e IX E § § 1 . . .", "ART . 485 DO Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 485 do Código de Processo Civil", "art . 27 da Lei n 9868 / 99", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 485 do Código de Processo Civil", "art . 27 da Lei n 9868 / 99", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei n 8 . 112 / 90", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei n 8 . 112 / 90", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal de 1988", "art . 37 , II , da Constituição", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal de 1988", "art . 37 , II , da Constituição", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal de 1988 , art . 37 , II", "Constituição de 1988", "Constituição Federal", "art . 37 , II , da Constituição Federal de 1988", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal de 1988 , art . 37 , II", "Constituição de 1988", 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Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 485 , IX , do Código de Processo Civil", "art . 21 da Lei n 4 . 717 / 67", "art . 54 da Lei n 9 . 784 / 99", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 485 , IX , do Código de Processo Civil", "art . 21 da Lei n 4 . 717 / 67", "art . 54 da Lei n 9 . 784 / 99", "13 , §", "17 e 33 , IV , todos da Lei n 8 . 112 / 90", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 83 do Código de Processo Civil", "ART . 535 DO Código de Processo Civil", "ART . 538 , PARÁGRAFO ÚNICO , DO Código de Processo Civil", "art . 535 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 83 do Código de Processo Civil", "ART . 535 DO Código de Processo Civil", "ART . 538 , PARÁGRAFO ÚNICO , DO Código de Processo Civil", "art . 535 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 503 do Código de 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Ementa e Acórdão 22/04/2014 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 118.880 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO PACTE.(S) :CHRISTIAN SOLOMON IMPTE.(S) :DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO COATOR(A/S)(ES) :PRESIDENTE DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA EMENTA: HABEAS CORPUS. SÚMULA 691/STF. TRÁFICO DE DROGAS. COCAÍNA. REGIME INICIAL DE CUMPRIMENTO DE PENA. CONTRARIEDADE À ORIENTAÇÃO PLENÁRIA DO STF. ORDEM CONCEDIDA DE OFÍCIO. 1. O Supremo Tribunal Federal consolidou o entendimento no sentido da inadmissibilidade da impetração de habeas corpus contra decisão denegatória de provimento cautelar (Súmula 691/STF). Esse entendimento é mitigado nos casos de evidente ilegalidade ou abuso de poder, de decisões de Tribunal Superior manifestamente contrárias à jurisprudência do Supremo Tribunal Federal e de decisões carentes de fundamentação. 2. No caso dos autos, o caráter hediondo do delito, em contrariedade ao que foi decidido no HC 111.840, Rel. Min. Dias Toffoli, foi o único fundamento utilizado para justificar a imposição do regime prisional mais gravoso. 3. Habeas corpus não conhecido. Ordem concedida de ofício para estabelecer o regime inicial semiaberto. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por maioria de votos, em implementar a ordem de habeas corpus, de ofício, para fixar o regime semiaberto, nos termos do voto do Relator. Vencido, em parte, o Ministro Marco Aurélio, que determinava o exame da matéria pelo juízo. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5842909. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 11 Ementa e Acórdão HC 118880 / SP Brasília, 22 de abril de 2014. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5842909. Supremo Tribunal Federal HC 118880 / SP Brasília, 22 de abril de 2014. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5842909. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 11 Relatório 22/04/2014 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 118.880 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO PACTE.(S) :CHRISTIAN SOLOMON IMPTE.(S) :DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO COATOR(A/S)(ES) :PRESIDENTE DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Trata-se de habeas corpus, com pedido liminar, impetrado contra decisão que indeferiu a cautelar requerida no HC 273.974, em tramitação no Superior Tribunal de Justiça. 2. Extrai-se dos autos que o paciente, preso em flagrante na posse de “1.400 porções de cocaína, divididas em três conjuntos de porções com pesos de 365,1g, 1.327,9g e 6833,3g, embaladas individualmente”, foi condenado pelo delito de tráfico de drogas, na forma do art. 40, III, da Lei nº 11.343/2006, à pena de 5 anos e 10 meses de reclusão em regime inicialmente fechado. 3. Contra a sentença penal condenatória a defesa interpôs apelação no Tribunal de Justiça de São Paulo, requerendo a aplicação da minorante do art. 33, § 4º da Lei nº 11.343/2006 e a alteração do regime inicial de cumprimento de pena. A Corte Estadual manteve integralmente a sentença e, relativamente ao regime prisional, entendeu que, apesar de a pena-base haver sido fixada no mínimo legal, “a imposição de regime fechado é o reflexo esperado por conta do tratamento mais rigoroso dado pela Constituição da República ao crime de tráfico ilícito de drogas que, inclusive, é equiparado à categoria de crime hediondo pela legislação infraconstitucional”. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5842910. Supremo Tribunal Federal 22/04/2014 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 118.880 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO PACTE.(S) :CHRISTIAN SOLOMON IMPTE.(S) :DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO COATOR(A/S)(ES) :PRESIDENTE DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Trata-se de habeas corpus, com pedido liminar, impetrado contra decisão que indeferiu a cautelar requerida no HC 273.974, em tramitação no Superior Tribunal de Justiça. 2. Extrai-se dos autos que o paciente, preso em flagrante na posse de “1.400 porções de cocaína, divididas em três conjuntos de porções com pesos de 365,1g, 1.327,9g e 6833,3g, embaladas individualmente”, foi condenado pelo delito de tráfico de drogas, na forma do art. 40, III, da Lei nº 11.343/2006, à pena de 5 anos e 10 meses de reclusão em regime inicialmente fechado. 3. Contra a sentença penal condenatória a defesa interpôs apelação no Tribunal de Justiça de São Paulo, requerendo a aplicação da minorante do art. 33, § 4º da Lei nº 11.343/2006 e a alteração do regime inicial de cumprimento de pena. A Corte Estadual manteve integralmente a sentença e, relativamente ao regime prisional, entendeu que, apesar de a pena-base haver sido fixada no mínimo legal, “a imposição de regime fechado é o reflexo esperado por conta do tratamento mais rigoroso dado pela Constituição da República ao crime de tráfico ilícito de drogas que, inclusive, é equiparado à categoria de crime hediondo pela legislação infraconstitucional”. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5842910. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 11 Relatório HC 118880 / SP 4. No Superior Tribunal de Justiça, o Presidente em Exercício, Ministro Gilson Dipp, indeferiu a liminar por não haver enxergado a ilegalidade flagrante arguida pela impetrante. 5. Neste habeas corpus, a Defensoria Pública do Estado de São Paulo reitera a alegação de que o regime inicial fechado foi estabelecido com base na gravidade abstrata do delito, em contrariedade à jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido, a impetrante requer a superação do entendimento da Súmula 691/STF para a imediata fixação do regime inicial semiaberto para o cumprimento da pena. 6. Tendo em vista a evidente contrariedade à orientação jurisprudencial do Supremo Tribunal Federal, deferi a medida liminar para determinar ao Juízo de origem o reexame, fundamentado, dos requisitos do art. 33 do Código Penal. 7. Muito embora tenha sido comunicado da decisão proferida em sede cautelar, o Juízo da 12ª Vara Criminal da Capital/SP encaminhou ao Supremo Tribunal Federal expediente de cujo teor extrai-se a seguinte passagem: “O paciente foi condenado ao início do cumprimento da pena privativa de liberdade em regime fechado, a despeito de sua primariedade, porque, além de o tráfico de drogas ser considerado crime hediondo e o art. 2º, § 1º, da Lei 8.072/1990 prever expressamente que crimes dessa natureza terão suas penas cumpridas em regime inicialmente fechado, a própria Constituição estabelece que crimes desta espécie são inafiançáveis” 8. A Procuradoria-Geral da República opinou pela concessão da ordem de ofício. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5842910. Supremo Tribunal Federal HC 118880 / SP 4. No Superior Tribunal de Justiça, o Presidente em Exercício, Ministro Gilson Dipp, indeferiu a liminar por não haver enxergado a ilegalidade flagrante arguida pela impetrante. 5. Neste habeas corpus, a Defensoria Pública do Estado de São Paulo reitera a alegação de que o regime inicial fechado foi estabelecido com base na gravidade abstrata do delito, em contrariedade à jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido, a impetrante requer a superação do entendimento da Súmula 691/STF para a imediata fixação do regime inicial semiaberto para o cumprimento da pena. 6. Tendo em vista a evidente contrariedade à orientação jurisprudencial do Supremo Tribunal Federal, deferi a medida liminar para determinar ao Juízo de origem o reexame, fundamentado, dos requisitos do art. 33 do Código Penal. 7. Muito embora tenha sido comunicado da decisão proferida em sede cautelar, o Juízo da 12ª Vara Criminal da Capital/SP encaminhou ao Supremo Tribunal Federal expediente de cujo teor extrai-se a seguinte passagem: “O paciente foi condenado ao início do cumprimento da pena privativa de liberdade em regime fechado, a despeito de sua primariedade, porque, além de o tráfico de drogas ser considerado crime hediondo e o art. 2º, § 1º, da Lei 8.072/1990 prever expressamente que crimes dessa natureza terão suas penas cumpridas em regime inicialmente fechado, a própria Constituição estabelece que crimes desta espécie são inafiançáveis” 8. A Procuradoria-Geral da República opinou pela concessão da ordem de ofício. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5842910. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 11 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 22/04/2014 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 118.880 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. O Supremo Tribunal Federal consolidou o entendimento no sentido da inadmissibilidade da impetração de habeas corpus contra decisão denegatória de provimento cautelar (Súmula 691/STF). No entanto, o rigor na aplicação do enunciado sumular vem sendo mitigado nos casos de evidente ilegalidade ou abuso de poder, de decisões de Tribunal Superior manifestamente contrárias à jurisprudência do Supremo Tribunal Federal e de decisões carentes de fundamentação . 2. No caso dos autos, a leitura da sentença e do acórdão estadual evidencia que o caráter hediondo do delito foi o fundamento utilizado para justificar a imposição do regime prisional mais gravoso. 3. Nessas condições, considero demonstrada a inobservância da orientação jurisprudencial do Supremo Tribunal Federal firmada nas Súmulas 718 e 719. Além disso, relativamente aos crimes hediondos e equiparados, no julgamento do HC 111.840, Rel. Min. Dias Toffoli, o Tribunal Pleno, ao declarar a inconstitucionalidade do art. 2º, §1º da Lei nº 8.072/90, superou o entendimento de que a natureza do delito é fundamento idôneo para a imposição de regime mais gravoso para o início do cumprimento da pena privativa de liberdade. 4. Diante do exposto, e tendo em vista que o Juízo de origem descumpriu a ordem liminar de reexame dos requisitos do art. 33 do Código Penal, concedo a ordem de ofício para, nos termos do art. 33, § 2º, b, do Código Penal, fixar o regime inicial semiaberto. 5. É como voto. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5842911. Supremo Tribunal Federal 22/04/2014 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 118.880 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. O Supremo Tribunal Federal consolidou o entendimento no sentido da inadmissibilidade da impetração de habeas corpus contra decisão denegatória de provimento cautelar (Súmula 691/STF). No entanto, o rigor na aplicação do enunciado sumular vem sendo mitigado nos casos de evidente ilegalidade ou abuso de poder, de decisões de Tribunal Superior manifestamente contrárias à jurisprudência do Supremo Tribunal Federal e de decisões carentes de fundamentação . 2. No caso dos autos, a leitura da sentença e do acórdão estadual evidencia que o caráter hediondo do delito foi o fundamento utilizado para justificar a imposição do regime prisional mais gravoso. 3. Nessas condições, considero demonstrada a inobservância da orientação jurisprudencial do Supremo Tribunal Federal firmada nas Súmulas 718 e 719. Além disso, relativamente aos crimes hediondos e equiparados, no julgamento do HC 111.840, Rel. Min. Dias Toffoli, o Tribunal Pleno, ao declarar a inconstitucionalidade do art. 2º, §1º da Lei nº 8.072/90, superou o entendimento de que a natureza do delito é fundamento idôneo para a imposição de regime mais gravoso para o início do cumprimento da pena privativa de liberdade. 4. Diante do exposto, e tendo em vista que o Juízo de origem descumpriu a ordem liminar de reexame dos requisitos do art. 33 do Código Penal, concedo a ordem de ofício para, nos termos do art. 33, § 2º, b, do Código Penal, fixar o regime inicial semiaberto. 5. É como voto. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5842911. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 11 Debate 22/04/2014 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 118.880 SÃO PAULO O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (PRESIDENTE) – Não posso julgar o processo-crime, e, como as circunstâncias judiciais se mostraram negativas, tem-se o obstáculo, para fazê-lo, do § 3º do artigo 33. Vamos deixar que o Juízo... O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR) - Mas por quais circunstâncias judiciais? O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (PRESIDENTE) – A pena-base foi fixada – cinco anos é o patamar mínimo – em cinco anos e dez meses. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR) - Portanto, compatível com o regime semi-aberto. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (PRESIDENTE) – Segundo as circunstâncias judiciais, porque o artigo 33, § 3º, remete ao 59, ambos do Código Penal. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR) - É, mas eu acho que, dada a determinação ao juiz para que refizesse essa valoração e tendo ele descumprido, eu não quero mais ficar dependente dele. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (PRESIDENTE) – Mas veja, defrontou-se com decisão – me perdoe o rótulo, que não é diminutivo – precária e efêmera, uma liminar. Então, não a observou. Já agora, com uma decisão definitiva do Colegiado, certamente examinará o tema. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5809912. Supremo Tribunal Federal 22/04/2014 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 118.880 SÃO PAULO O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (PRESIDENTE) – Não posso julgar o processo-crime, e, como as circunstâncias judiciais se mostraram negativas, tem-se o obstáculo, para fazê-lo, do § 3º do artigo 33. Vamos deixar que o Juízo... O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR) - Mas por quais circunstâncias judiciais? O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (PRESIDENTE) – A pena-base foi fixada – cinco anos é o patamar mínimo – em cinco anos e dez meses. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR) - Portanto, compatível com o regime semi-aberto. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (PRESIDENTE) – Segundo as circunstâncias judiciais, porque o artigo 33, § 3º, remete ao 59, ambos do Código Penal. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR) - É, mas eu acho que, dada a determinação ao juiz para que refizesse essa valoração e tendo ele descumprido, eu não quero mais ficar dependente dele. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (PRESIDENTE) – Mas veja, defrontou-se com decisão – me perdoe o rótulo, que não é diminutivo – precária e efêmera, uma liminar. Então, não a observou. Já agora, com uma decisão definitiva do Colegiado, certamente examinará o tema. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5809912. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 11 Debate HC 118880 / SP O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR) - Com todo respeito, considerando o volume de pena, compatível, pelo Código Penal, com o regime semi-aberto, e tendo em vista a não manifestação do juízo e o parecer favorável do Ministério Público, eu fixo desde logo o regime semi-aberto. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (PRESIDENTE) – Se fosse o juiz criminal, não implementaria o semiaberto. A circunstância judicial mostrou-se negativa. O Juízo deve considerar esse fato para impor o regime mais gravoso, muito embora, pela pena, pudesse ficar no menos gravoso. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR) - Eu considero que a omissão do juiz em revalorar, após a determinação do Supremo, me autoriza a, desde logo, fixar o regime compatível com o volume de pena. De modo que eu estou, desde logo, fixando o regime semi-aberto. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (PRESIDENTE) – Ministra Rosa Weber. A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER - Senhor Presidente, indagaria ao eminente Relator: como o juiz fundamentou? Fez que não viu? O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (PRESIDENTE) – Crime hediondo. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR) - A fundamentação é a seguinte: “a imposição de regime fechado é o reflexo esperado por conta do tratamento mais rigoroso dado pela Constituição da República ao crime de tráfico ilícito de drogas que, inclusive, é equiparado à categoria de 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5809912. Supremo Tribunal Federal HC 118880 / SP O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR) - Com todo respeito, considerando o volume de pena, compatível, pelo Código Penal, com o regime semi-aberto, e tendo em vista a não manifestação do juízo e o parecer favorável do Ministério Público, eu fixo desde logo o regime semi-aberto. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (PRESIDENTE) – Se fosse o juiz criminal, não implementaria o semiaberto. A circunstância judicial mostrou-se negativa. O Juízo deve considerar esse fato para impor o regime mais gravoso, muito embora, pela pena, pudesse ficar no menos gravoso. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR) - Eu considero que a omissão do juiz em revalorar, após a determinação do Supremo, me autoriza a, desde logo, fixar o regime compatível com o volume de pena. De modo que eu estou, desde logo, fixando o regime semi-aberto. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (PRESIDENTE) – Ministra Rosa Weber. A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER - Senhor Presidente, indagaria ao eminente Relator: como o juiz fundamentou? Fez que não viu? O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (PRESIDENTE) – Crime hediondo. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR) - A fundamentação é a seguinte: “a imposição de regime fechado é o reflexo esperado por conta do tratamento mais rigoroso dado pela Constituição da República ao crime de tráfico ilícito de drogas que, inclusive, é equiparado à categoria de 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5809912. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 11 Debate HC 118880 / SP crime hediondo pela legislação infraconstitucional.” Quer dizer, mais vago e abstrato é impossível. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (PRESIDENTE) – O ministro Sepúlveda Pertence costumava dizer que fundamentação que serve para todo e qualquer processo não é fundamentação. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR) - Por essa mesma razão, de uma fundamentação absolutamente vazia, eu estou concedendo a ordem para fixar o regime semi-aberto. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5809912. Supremo Tribunal Federal HC 118880 / SP crime hediondo pela legislação infraconstitucional.” Quer dizer, mais vago e abstrato é impossível. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (PRESIDENTE) – O ministro Sepúlveda Pertence costumava dizer que fundamentação que serve para todo e qualquer processo não é fundamentação. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR) - Por essa mesma razão, de uma fundamentação absolutamente vazia, eu estou concedendo a ordem para fixar o regime semi-aberto. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5809912. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 11 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 22/04/2014 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 118.880 SÃO PAULO O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (PRESIDENTE) – Até aí, estamos de acordo apenas na fixação, de imediato, do semiaberto, porque preconizo que o Juízo aprecie e fundamente a questão. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR) - Eu já dei essa oportunidade ao juízo, que não fez, então estou fazendo eu, senão a minha ordem vai ficar dependendo da vontade dele. É como eu voto. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5809913. Supremo Tribunal Federal 22/04/2014 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 118.880 SÃO PAULO O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (PRESIDENTE) – Até aí, estamos de acordo apenas na fixação, de imediato, do semiaberto, porque preconizo que o Juízo aprecie e fundamente a questão. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR) - Eu já dei essa oportunidade ao juízo, que não fez, então estou fazendo eu, senão a minha ordem vai ficar dependendo da vontade dele. É como eu voto. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5809913. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 11 Voto - MIN. ROSA WEBER 22/04/2014 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 118.880 SÃO PAULO VOTO A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER - Senhor Presidente, peço vênia a Vossa Excelência, mas acompanho o voto do Relator. Em função da fundamentação de que se valeu o juízo, retornando à hediondez, e não fixado naquelas circunstâncias judiciais que levaram à elevação da pena- base de cinco para cinco anos e dez meses. Peço vênia a Vossa Excelência, supero a Súmula 691 e acompanho o voto do eminente Relator. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5760992. Supremo Tribunal Federal 22/04/2014 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 118.880 SÃO PAULO VOTO A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER - Senhor Presidente, peço vênia a Vossa Excelência, mas acompanho o voto do Relator. Em função da fundamentação de que se valeu o juízo, retornando à hediondez, e não fixado naquelas circunstâncias judiciais que levaram à elevação da pena- base de cinco para cinco anos e dez meses. Peço vênia a Vossa Excelência, supero a Súmula 691 e acompanho o voto do eminente Relator. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5760992. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 11 Extrato de Ata - 22/04/2014 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 118.880 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO PACTE.(S) : CHRISTIAN SOLOMON IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO COATOR(A/S)(ES) : PRESIDENTE DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: Por maioria de votos, a Turma implementou a ordem de habeas corpus, de ofício, para fixar o regime semiaberto, nos termos do voto do relator, vencido, em parte, o Senhor Ministro Marco Aurélio, Presidente, que determinava o exame da matéria pelo juízo. Primeira Turma, 22.4.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 5787846 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 118.880 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO PACTE.(S) : CHRISTIAN SOLOMON IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO COATOR(A/S)(ES) : PRESIDENTE DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: Por maioria de votos, a Turma implementou a ordem de habeas corpus, de ofício, para fixar o regime semiaberto, nos termos do voto do relator, vencido, em parte, o Senhor Ministro Marco Aurélio, Presidente, que determinava o exame da matéria pelo juízo. Primeira Turma, 22.4.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 5787846 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 11
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=5875279
2014-04-22T00:00:00
2014-05-16T00:00:00
Por maioria de votos, a Turma implementou a ordem de habeas corpus, de ofício, para fixar o regime semiaberto, nos termos do voto do relator, vencido, em parte, o Senhor Ministro Marco Aurélio, Presidente, que determinava o exame da matéria pelo juízo. Primeira Turma, 22.4.2014.
HABEAS CORPUS
Ementa: HABEAS CORPUS. SÚMULA 691/STF. TRÁFICO DE DROGAS. COCAÍNA. REGIME INICIAL DE CUMPRIMENTO DE PENA. CONTRARIEDADE À ORIENTAÇÃO PLENÁRIA DO STF. ORDEM CONCEDIDA DE OFÍCIO. 1. O Supremo Tribunal Federal consolidou o entendimento no sentido da inadmissibilidade da impetração de habeas corpus contra decisão denegatória de provimento cautelar (Súmula 691/STF). Esse entendimento é mitigado nos casos de evidente ilegalidade ou abuso de poder, de decisões de Tribunal Superior manifestamente contrárias à jurisprudência do Supremo Tribunal Federal e de decisões carentes de fundamentação. 2. No caso dos autos, o caráter hediondo do delito, em contrariedade ao que foi decidido no HC 111.840, Rel. Min. Dias Toffoli, foi o único fundamento utilizado para justificar a imposição do regime prisional mais gravoso. 3. Habeas corpus não conhecido. Ordem concedida de ofício para estabelecer o regime inicial semiaberto.
sjur264025
- Acórdão(s) citado(s): (REGIME INICIAL DE CUMPRIMENTO DA PENA, LEI DOS CRIMES HEDIONDOS) HC 111840 (TP). Número de páginas: 11. Análise: 01/09/2015, IMC. Revisão: 30/11/2015, KBP.
ROBERTO BARROSO
Primeira Turma
118880
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED LEI-008072 ANO-1990\n ART-00002 PAR-00001\n LCH-1990 LEI DE CRIMES HEDIONDOS\n\n", "LEG-FED DEL-002848 ANO-1940\n ART-00033 PAR-00002 LET-B PAR-00003 \n ART-00059\n CP-1940 CÓDIGO PENAL\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000691 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000718 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000719 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
HC
acordaos
HC 118880
[ "" ]
PACTE.(S) : CHRISTIAN SOLOMON IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO COATOR(A/S)(ES) : PRESIDENTE DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
[ "" ]
Ementa e Acórdão 22/04/2014 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 118.880 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO PACTE.(S) :CHRISTIAN SOLOMON IMPTE.(S) :DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO COATOR(A/S)(ES) :PRESIDENTE DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA EMENTA: HABEAS CORPUS. SÚMULA 691/Supremo Tribunal Federal. TRÁFICO DE DROGAS. COCAÍNA. REGIME INICIAL DE CUMPRIMENTO DE PENA. CONTRARIEDADE À ORIENTAÇÃO PLENÁRIA DO Supremo Tribunal Federal. ORDEM CONCEDIDA DE OFÍCIO. 1. O Supremo Tribunal Federal consolidou o entendimento no sentido da inadmissibilidade da impetração de habeas corpus contra decisão denegatória de provimento cautelar (Súmula 691/Supremo Tribunal Federal). Esse entendimento é mitigado nos casos de evidente ilegalidade ou abuso de poder, de decisões de Tribunal Superior manifestamente contrárias à jurisprudência do Supremo Tribunal Federal e de decisões carentes de fundamentação. 2. No caso dos autos, o caráter hediondo do delito, em contrariedade ao que foi decidido no HC 111.840, Rel. Min. Dias Toffoli, foi o único fundamento utilizado para justificar a imposição do regime prisional mais gravoso. 3. Habeas corpus não conhecido. Ordem concedida de ofício para estabelecer o regime inicial semiaberto. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por maioria de votos, em implementar a ordem de habeas corpus, de ofício, para fixar o regime semiaberto, nos termos do voto do Relator. Vencido, em parte, o Ministro Marco Aurélio, que determinava o exame da matéria pelo juízo. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5842909. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 11 Ementa e Acórdão HC 118880 / SP Brasília, 22 de abril de 2014. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5842909. Supremo Tribunal Federal HC 118880 / SP Brasília, 22 de abril de 2014. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5842909. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 11 Relatório 22/04/2014 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 118.880 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO PACTE.(S) :CHRISTIAN SOLOMON IMPTE.(S) :DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO COATOR(A/S)(ES) :PRESIDENTE DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Trata-se de habeas corpus, com pedido liminar, impetrado contra decisão que indeferiu a cautelar requerida no HC 273.974, em tramitação no Superior Tribunal de Justiça. 2. Extrai-se dos autos que o paciente, preso em flagrante na posse de “1.400 porções de cocaína, divididas em três conjuntos de porções com pesos de 365,1g, 1.327,9g e 6833,3g, embaladas individualmente”, foi condenado pelo delito de tráfico de drogas, na forma do art. 40, III, da Lei n 11.343/2006, à pena de 5 anos e 10 meses de reclusão em regime inicialmente fechado. 3. Contra a sentença penal condenatória a defesa interpôs apelação no Tribunal de Justiça de São Paulo, requerendo a aplicação da minorante do art. 33, § 4... da Lei n 11.343/2006 e a alteração do regime inicial de cumprimento de pena. A Corte Estadual manteve integralmente a sentença e, relativamente ao regime prisional, entendeu que, apesar de a pena-base haver sido fixada no mínimo legal, “a imposição de regime fechado é o reflexo esperado por conta do tratamento mais rigoroso dado pela Constituição da República ao crime de tráfico ilícito de drogas que, inclusive, é equiparado à categoria de crime hediondo pela legislação infraconstitucional”. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5842910. Supremo Tribunal Federal 22/04/2014 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 118.880 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO PACTE.(S) :CHRISTIAN SOLOMON IMPTE.(S) :DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO COATOR(A/S)(ES) :PRESIDENTE DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Trata-se de habeas corpus, com pedido liminar, impetrado contra decisão que indeferiu a cautelar requerida no HC 273.974, em tramitação no Superior Tribunal de Justiça. 2. Extrai-se dos autos que o paciente, preso em flagrante na posse de “1.400 porções de cocaína, divididas em três conjuntos de porções com pesos de 365,1g, 1.327,9g e 6833,3g, embaladas individualmente”, foi condenado pelo delito de tráfico de drogas, na forma do art. 40, III, da Lei n 11.343/2006, à pena de 5 anos e 10 meses de reclusão em regime inicialmente fechado. 3. Contra a sentença penal condenatória a defesa interpôs apelação no Tribunal de Justiça de São Paulo, requerendo a aplicação da minorante do art. 33, § 4... da Lei n 11.343/2006 e a alteração do regime inicial de cumprimento de pena. A Corte Estadual manteve integralmente a sentença e, relativamente ao regime prisional, entendeu que, apesar de a pena-base haver sido fixada no mínimo legal, “a imposição de regime fechado é o reflexo esperado por conta do tratamento mais rigoroso dado pela Constituição da República ao crime de tráfico ilícito de drogas que, inclusive, é equiparado à categoria de crime hediondo pela legislação infraconstitucional”. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5842910. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 11 Relatório HC 118880 / SP 4. No Superior Tribunal de Justiça, o Presidente em Exercício, Ministro Gilson Dipp, indeferiu a liminar por não haver enxergado a ilegalidade flagrante arguida pela impetrante. 5. Neste habeas corpus, a Defensoria Pública do Estado de São Paulo reitera a alegação de que o regime inicial fechado foi estabelecido com base na gravidade abstrata do delito, em contrariedade à jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido, a impetrante requer a superação do entendimento da Súmula 691/Supremo Tribunal Federal para a imediata fixação do regime inicial semiaberto para o cumprimento da pena. 6. Tendo em vista a evidente contrariedade à orientação jurisprudencial do Supremo Tribunal Federal, deferi a medida liminar para determinar ao Juízo de origem o reexame, fundamentado, dos requisitos do art. 33 do Código Penal. 7. Muito embora tenha sido comunicado da decisão proferida em sede cautelar, o Juízo da 12... Vara Criminal da Capital/SP encaminhou ao Supremo Tribunal Federal expediente de cujo teor extrai-se a seguinte passagem: “O paciente foi condenado ao início do cumprimento da pena privativa de liberdade em regime fechado, a despeito de sua primariedade, porque, além de o tráfico de drogas ser considerado crime hediondo e o art. 2..., § 1..., da Lei 8.072/1990 prever expressamente que crimes dessa natureza terão suas penas cumpridas em regime inicialmente fechado, a própria Constituição estabelece que crimes desta espécie são inafiançáveis” 8. A Procuradoria-Geral da República opinou pela concessão da ordem de ofício. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5842910. Supremo Tribunal Federal HC 118880 / SP 4. No Superior Tribunal de Justiça, o Presidente em Exercício, Ministro Gilson Dipp, indeferiu a liminar por não haver enxergado a ilegalidade flagrante arguida pela impetrante. 5. Neste habeas corpus, a Defensoria Pública do Estado de São Paulo reitera a alegação de que o regime inicial fechado foi estabelecido com base na gravidade abstrata do delito, em contrariedade à jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido, a impetrante requer a superação do entendimento da Súmula 691/Supremo Tribunal Federal para a imediata fixação do regime inicial semiaberto para o cumprimento da pena. 6. Tendo em vista a evidente contrariedade à orientação jurisprudencial do Supremo Tribunal Federal, deferi a medida liminar para determinar ao Juízo de origem o reexame, fundamentado, dos requisitos do art. 33 do Código Penal. 7. Muito embora tenha sido comunicado da decisão proferida em sede cautelar, o Juízo da 12... Vara Criminal da Capital/SP encaminhou ao Supremo Tribunal Federal expediente de cujo teor extrai-se a seguinte passagem: “O paciente foi condenado ao início do cumprimento da pena privativa de liberdade em regime fechado, a despeito de sua primariedade, porque, além de o tráfico de drogas ser considerado crime hediondo e o art. 2..., § 1..., da Lei 8.072/1990 prever expressamente que crimes dessa natureza terão suas penas cumpridas em regime inicialmente fechado, a própria Constituição estabelece que crimes desta espécie são inafiançáveis” 8. A Procuradoria-Geral da República opinou pela concessão da ordem de ofício. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5842910. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 11 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 22/04/2014 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 118.880 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. O Supremo Tribunal Federal consolidou o entendimento no sentido da inadmissibilidade da impetração de habeas corpus contra decisão denegatória de provimento cautelar (Súmula 691/Supremo Tribunal Federal). No entanto, o rigor na aplicação do enunciado sumular vem sendo mitigado nos casos de evidente ilegalidade ou abuso de poder, de decisões de Tribunal Superior manifestamente contrárias à jurisprudência do Supremo Tribunal Federal e de decisões carentes de fundamentação . 2. No caso dos autos, a leitura da sentença e do acórdão estadual evidencia que o caráter hediondo do delito foi o fundamento utilizado para justificar a imposição do regime prisional mais gravoso. 3. Nessas condições, considero demonstrada a inobservância da orientação jurisprudencial do Supremo Tribunal Federal firmada nas Súmulas 718 e 719. Além disso, relativamente aos crimes hediondos e equiparados, no julgamento do HC 111.840, Rel. Min. Dias Toffoli, o Tribunal Pleno, ao declarar a inconstitucionalidade do art. 2..., §1... da Lei n 8.072/90, superou o entendimento de que a natureza do delito é fundamento idôneo para a imposição de regime mais gravoso para o início do cumprimento da pena privativa de liberdade. 4. Diante do exposto, e tendo em vista que o Juízo de origem descumpriu a ordem liminar de reexame dos requisitos do art. 33 do Código Penal, concedo a ordem de ofício para, nos termos do art. 33, § 2..., b, do Código Penal, fixar o regime inicial semiaberto. 5. É como voto. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5842911. Supremo Tribunal Federal 22/04/2014 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 118.880 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. O Supremo Tribunal Federal consolidou o entendimento no sentido da inadmissibilidade da impetração de habeas corpus contra decisão denegatória de provimento cautelar (Súmula 691/Supremo Tribunal Federal). No entanto, o rigor na aplicação do enunciado sumular vem sendo mitigado nos casos de evidente ilegalidade ou abuso de poder, de decisões de Tribunal Superior manifestamente contrárias à jurisprudência do Supremo Tribunal Federal e de decisões carentes de fundamentação . 2. No caso dos autos, a leitura da sentença e do acórdão estadual evidencia que o caráter hediondo do delito foi o fundamento utilizado para justificar a imposição do regime prisional mais gravoso. 3. Nessas condições, considero demonstrada a inobservância da orientação jurisprudencial do Supremo Tribunal Federal firmada nas Súmulas 718 e 719. Além disso, relativamente aos crimes hediondos e equiparados, no julgamento do HC 111.840, Rel. Min. Dias Toffoli, o Tribunal Pleno, ao declarar a inconstitucionalidade do art. 2..., §1... da Lei n 8.072/90, superou o entendimento de que a natureza do delito é fundamento idôneo para a imposição de regime mais gravoso para o início do cumprimento da pena privativa de liberdade. 4. Diante do exposto, e tendo em vista que o Juízo de origem descumpriu a ordem liminar de reexame dos requisitos do art. 33 do Código Penal, concedo a ordem de ofício para, nos termos do art. 33, § 2..., b, do Código Penal, fixar o regime inicial semiaberto. 5. É como voto. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5842911. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 11 Debate 22/04/2014 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 118.880 SÃO PAULO O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (PRESIDENTE) – Não posso julgar o processo-crime, e, como as circunstâncias judiciais se mostraram negativas, tem-se o obstáculo, para fazê-lo, do § 3... do artigo 33. Vamos deixar que o Juízo... O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR) - Mas por quais circunstâncias judiciais? O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (PRESIDENTE) – A pena-base foi fixada – cinco anos é o patamar mínimo – em cinco anos e dez meses. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR) - Portanto, compatível com o regime semi-aberto. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (PRESIDENTE) – Segundo as circunstâncias judiciais, porque o artigo 33, § 3..., remete ao 59, ambos do Código Penal. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR) - É, mas eu acho que, dada a determinação ao juiz para que refizesse essa valoração e tendo ele descumprido, eu não quero mais ficar dependente dele. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (PRESIDENTE) – Mas veja, defrontou-se com decisão – me perdoe o rótulo, que não é diminutivo – precária e efêmera, uma liminar. Então, não a observou. Já agora, com uma decisão definitiva do Colegiado, certamente examinará o tema. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5809912. Supremo Tribunal Federal 22/04/2014 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 118.880 SÃO PAULO O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (PRESIDENTE) – Não posso julgar o processo-crime, e, como as circunstâncias judiciais se mostraram negativas, tem-se o obstáculo, para fazê-lo, do § 3... do artigo 33. Vamos deixar que o Juízo... O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR) - Mas por quais circunstâncias judiciais? O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (PRESIDENTE) – A pena-base foi fixada – cinco anos é o patamar mínimo – em cinco anos e dez meses. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR) - Portanto, compatível com o regime semi-aberto. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (PRESIDENTE) – Segundo as circunstâncias judiciais, porque o artigo 33, § 3..., remete ao 59, ambos do Código Penal. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR) - É, mas eu acho que, dada a determinação ao juiz para que refizesse essa valoração e tendo ele descumprido, eu não quero mais ficar dependente dele. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (PRESIDENTE) – Mas veja, defrontou-se com decisão – me perdoe o rótulo, que não é diminutivo – precária e efêmera, uma liminar. Então, não a observou. Já agora, com uma decisão definitiva do Colegiado, certamente examinará o tema. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5809912. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 11 Debate HC 118880 / SP O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR) - Com todo respeito, considerando o volume de pena, compatível, pelo Código Penal, com o regime semi-aberto, e tendo em vista a não manifestação do juízo e o parecer favorável do Ministério Público, eu fixo desde logo o regime semi-aberto. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (PRESIDENTE) – Se fosse o juiz criminal, não implementaria o semiaberto. A circunstância judicial mostrou-se negativa. O Juízo deve considerar esse fato para impor o regime mais gravoso, muito embora, pela pena, pudesse ficar no menos gravoso. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR) - Eu considero que a omissão do juiz em revalorar, após a determinação do Supremo, me autoriza a, desde logo, fixar o regime compatível com o volume de pena. De modo que eu estou, desde logo, fixando o regime semi-aberto. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (PRESIDENTE) – Ministra Rosa Weber. A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER - Senhor Presidente, indagaria ao eminente Relator: como o juiz fundamentou? Fez que não viu? O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (PRESIDENTE) – Crime hediondo. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR) - A fundamentação é a seguinte: “a imposição de regime fechado é o reflexo esperado por conta do tratamento mais rigoroso dado pela Constituição da República ao crime de tráfico ilícito de drogas que, inclusive, é equiparado à categoria de 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5809912. Supremo Tribunal Federal HC 118880 / SP O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR) - Com todo respeito, considerando o volume de pena, compatível, pelo Código Penal, com o regime semi-aberto, e tendo em vista a não manifestação do juízo e o parecer favorável do Ministério Público, eu fixo desde logo o regime semi-aberto. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (PRESIDENTE) – Se fosse o juiz criminal, não implementaria o semiaberto. A circunstância judicial mostrou-se negativa. O Juízo deve considerar esse fato para impor o regime mais gravoso, muito embora, pela pena, pudesse ficar no menos gravoso. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR) - Eu considero que a omissão do juiz em revalorar, após a determinação do Supremo, me autoriza a, desde logo, fixar o regime compatível com o volume de pena. De modo que eu estou, desde logo, fixando o regime semi-aberto. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (PRESIDENTE) – Ministra Rosa Weber. A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER - Senhor Presidente, indagaria ao eminente Relator: como o juiz fundamentou? Fez que não viu? O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (PRESIDENTE) – Crime hediondo. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR) - A fundamentação é a seguinte: “a imposição de regime fechado é o reflexo esperado por conta do tratamento mais rigoroso dado pela Constituição da República ao crime de tráfico ilícito de drogas que, inclusive, é equiparado à categoria de 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5809912. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 11 Debate HC 118880 / SP crime hediondo pela legislação infraconstitucional.” Quer dizer, mais vago e abstrato é impossível. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (PRESIDENTE) – O ministro Sepúlveda Pertence costumava dizer que fundamentação que serve para todo e qualquer processo não é fundamentação. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR) - Por essa mesma razão, de uma fundamentação absolutamente vazia, eu estou concedendo a ordem para fixar o regime semi-aberto. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5809912. Supremo Tribunal Federal HC 118880 / SP crime hediondo pela legislação infraconstitucional.” Quer dizer, mais vago e abstrato é impossível. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (PRESIDENTE) – O ministro Sepúlveda Pertence costumava dizer que fundamentação que serve para todo e qualquer processo não é fundamentação. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR) - Por essa mesma razão, de uma fundamentação absolutamente vazia, eu estou concedendo a ordem para fixar o regime semi-aberto. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5809912. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 11 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 22/04/2014 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 118.880 SÃO PAULO O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (PRESIDENTE) – Até aí, estamos de acordo apenas na fixação, de imediato, do semiaberto, porque preconizo que o Juízo aprecie e fundamente a questão. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR) - Eu já dei essa oportunidade ao juízo, que não fez, então estou fazendo eu, senão a minha ordem vai ficar dependendo da vontade dele. É como eu voto. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5809913. Supremo Tribunal Federal 22/04/2014 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 118.880 SÃO PAULO O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (PRESIDENTE) – Até aí, estamos de acordo apenas na fixação, de imediato, do semiaberto, porque preconizo que o Juízo aprecie e fundamente a questão. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR) - Eu já dei essa oportunidade ao juízo, que não fez, então estou fazendo eu, senão a minha ordem vai ficar dependendo da vontade dele. É como eu voto. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5809913. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 11 Voto - MIN. ROSA WEBER 22/04/2014 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 118.880 SÃO PAULO VOTO A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER - Senhor Presidente, peço vênia a Vossa Excelência, mas acompanho o voto do Relator. Em função da fundamentação de que se valeu o juízo, retornando à hediondez, e não fixado naquelas circunstâncias judiciais que levaram à elevação da pena- base de cinco para cinco anos e dez meses. Peço vênia a Vossa Excelência, supero a Súmula 691 e acompanho o voto do eminente Relator. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5760992. Supremo Tribunal Federal 22/04/2014 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 118.880 SÃO PAULO VOTO A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER - Senhor Presidente, peço vênia a Vossa Excelência, mas acompanho o voto do Relator. Em função da fundamentação de que se valeu o juízo, retornando à hediondez, e não fixado naquelas circunstâncias judiciais que levaram à elevação da pena- base de cinco para cinco anos e dez meses. Peço vênia a Vossa Excelência, supero a Súmula 691 e acompanho o voto do eminente Relator. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5760992. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 11 Extrato de Ata - 22/04/2014 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 118.880 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO PACTE.(S) : CHRISTIAN SOLOMON IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO COATOR(A/S)(ES) : PRESIDENTE DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: Por maioria de votos, a Turma implementou a ordem de habeas corpus, de ofício, para fixar o regime semiaberto, nos termos do voto do relator, vencido, em parte, o Senhor Ministro Marco Aurélio, Presidente, que determinava o exame da matéria pelo juízo. Primeira Turma, 22.4.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 5787846 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 118.880 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO PACTE.(S) : CHRISTIAN SOLOMON IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO COATOR(A/S)(ES) : PRESIDENTE DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: Por maioria de votos, a Turma implementou a ordem de habeas corpus, de ofício, para fixar o regime semiaberto, nos termos do voto do relator, vencido, em parte, o Senhor Ministro Marco Aurélio, Presidente, que determinava o exame da matéria pelo juízo. Primeira Turma, 22.4.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 5787846 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 11
{ "JURISPRUDENCIA": [ "HABEAS CORPUS 118 . 880", "SÚMULA 691 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 691 / Supremo Tribunal Federal", "HC 111 . 840", "HC 118880 / SP", "HC 118880 / SP", "HABEAS CORPUS 118 . 880", "HC 273 . 974", "HABEAS CORPUS 118 . 880", "HC 273 . 974", "HC 118880 / SP", "Súmula 691 / Supremo Tribunal Federal", "HC 118880 / SP", "Súmula 691 / Supremo Tribunal Federal", "HABEAS CORPUS 118 . 880", "Súmula 691 / Supremo Tribunal Federal", "HC 111 . 840", "HABEAS CORPUS 118 . 880", "Súmula 691 / Supremo Tribunal Federal", "HC 111 . 840", "HABEAS CORPUS 118 . 880 SÃO", "HABEAS CORPUS 118 . 880", "HC 118880 / SP", "HC 118880 / SP", "HC 118880 / SP", "HC 118880 / SP", "HABEAS CORPUS 118 . 880", "HABEAS CORPUS 118 . 880", "HABEAS CORPUS 118 . 880", "HABEAS CORPUS 118 . 880", "HABEAS CORPUS 118 . 880", "HABEAS CORPUS 118 . 880" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 40 , III , da Lei n 11 . 343 / 2006", "art . 33 , § 4 . . . da Lei n 11 . 343 / 2006", "Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 40 , III , da Lei n 11 . 343 / 2006", "art . 33 , § 4 . . . da Lei n 11 . 343 / 2006", "Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 33 do Código Penal", "art . 2 . . . , § 1 . . . , da Lei 8 . 072 / 1990", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 33 do Código Penal", "art . 2 . . . , § 1 . . . , da Lei 8 . 072 / 1990", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 2 . . . , § 1 . . . da Lei n 8 . 072 / 90", "art . 33 do Código Penal", "art . 33 , § 2 . . . , b , do Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 2 . . . , § 1 . . . da Lei n 8 . 072 / 90", "art . 33 do Código Penal", "art . 33 , § 2 . . . , b , do Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "59 , ambos do Código Penal", "Medida Provisória n 2", "artigo 33 ,", "59 , ambos do Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código Penal", "Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código Penal", "Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 .", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "Brasília", "Brasília", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE SÃO PAULO", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma do", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "DEFENSORIA PÚBLICA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Superior Tribunal de Justiça", "Tribunal de Justiça de São Paulo", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE SÃO PAULO", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Superior Tribunal de Justiça", "Tribunal de Justiça de São Paulo", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Superior Tribunal de Justiça", "Defensoria Pública do Estado de São Paulo", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "12", ".", ". . Vara Criminal da Capital / SP", "Supremo Tribunal Federal", "Procuradoria", "-", "Geral da República", "Infraestrutura", "de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Superior Tribunal de Justiça", "Defensoria Pública do Estado de São Paulo", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "12", ".", ".", "Vara Criminal da Capital / SP", "Supremo Tribunal Federal", "Procuradoria", "-", "Geral da República", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal Pleno", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Ministério Público", "Supremo", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Ministério Público", "Supremo", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE SÃO PAULO", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Primeira Turma", "Primeira", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE SÃO PAULO", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "ROBERTO BARROSO", "CHRISTIAN SOLOMON", "Dias Toffoli", "Marco Aurélio", "Marco Aurélio", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "ROBERTO BARROSO", "CHRISTIAN SOLOMON", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "ROBERTO BARROSO", "CHRISTIAN SOLOMON", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "Gilson Dipp", "Gilson Dipp", "ROBERTO BARROSO", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "Dias Toffoli", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "Dias Toffoli", "MARCO AURÉLIO", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "MARCO AURÉLIO", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "MARCO AURÉLIO", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "MARCO AURÉLIO", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "MARCO AURÉLIO", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "MARCO AURÉLIO", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "MARCO AURÉLIO", "Rosa Weber", "ROSA WEBER", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "MARCO AURÉLIO", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "MARCO AURÉLIO", "Rosa Weber", "ROSA WEBER", "MARCO AURÉLIO", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "MARCO AURÉLIO", "Sepúlveda Pertence", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "MARCO AURÉLIO", "Sepúlveda Pertence", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "MARCO AURÉLIO", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "ROSA WEBER", "ROSA WEBER", "ROSA WEBER", "ROBERTO BARROSO", "CHRISTIAN SOLOMON", "Marco Aurélio", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Cláudia Sampaio Marques", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "ROBERTO BARROSO", "CHRISTIAN SOLOMON", "Marco Aurélio", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Cláudia Sampaio 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Ementa e Acórdão 10/04/2014 PLENÁRIO AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 17.046 DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :MARIA GORETE MARTINS DE OLIVEIRA ADV.(A/S) :MARIO DAVID PRADO SÁ AGDO.(A/S) :ESTADO DO PARÁ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARÁ AGDO.(A/S) :MERIAM AZANCOT CAMARINHA ADV.(A/S) :ELZA MARIA DE SOUZA MARTINS INTDO.(A/S) :RELATOR DO RE Nº 745.811 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NA RECLAMAÇÃO. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DOS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. ART. 317, § 1º, DO REGIMENTO INTERNO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. DESCABIMENTO DA RECLAMAÇÃO PARA IMPUGNAR DECISÃO PROFERIDA PELO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Plenária, sob a Presidência do Ministro Celso de Mello, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade, e nos termos do voto da Relatora, em negar provimento ao agravo regimental. Ausentes, neste julgamento, os Ministros Joaquim Barbosa (Presidente), Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski (Vice-Presidente) e Roberto Barroso. Brasília, 10 de abril de 2014. CÁRMEN LÚCIA - Relatora Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5676279. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Relatório 10/04/2014 PLENÁRIO AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 17.046 DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :MARIA GORETE MARTINS DE OLIVEIRA ADV.(A/S) :MARIO DAVID PRADO SÁ AGDO.(A/S) :ESTADO DO PARÁ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARÁ AGDO.(A/S) :MERIAM AZANCOT CAMARINHA ADV.(A/S) :ELZA MARIA DE SOUZA MARTINS INTDO.(A/S) :RELATOR DO RE Nº 745.811 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora): 1. Agravo regimental na reclamação interposto por Maria Gorete Martins de Oliveira, em 7.2.2014, contra decisão pela qual neguei seguimento à reclamação, por ter a decisão reclamada transitado em julgado em momento anterior ao ajuizamento desta reclamação e por ser ela instrumento processual incabível para impugnar decisão proferida por este Supremo Tribunal Federal. 2. Publicada essa decisão no DJe de 10.2.2014, interpõe Maria Gorete Martins de Oliveira, tempestivamente, o presente agravo regimental (doc. 18). 3. A Agravante sustenta ser cabível a Reclamação “para discutir matéria da própria Corte” (fl. 1, doc. 18) e menciona como precedente a decisão proferida no julgamento do Agravo Regimental na Reclamação n. 11.427. Pondera que a reclamação “poder[ia] ser recebid[a], inclusive, como Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5676280. Supremo Tribunal Federal 10/04/2014 PLENÁRIO AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 17.046 DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :MARIA GORETE MARTINS DE OLIVEIRA ADV.(A/S) :MARIO DAVID PRADO SÁ AGDO.(A/S) :ESTADO DO PARÁ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARÁ AGDO.(A/S) :MERIAM AZANCOT CAMARINHA ADV.(A/S) :ELZA MARIA DE SOUZA MARTINS INTDO.(A/S) :RELATOR DO RE Nº 745.811 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora): 1. Agravo regimental na reclamação interposto por Maria Gorete Martins de Oliveira, em 7.2.2014, contra decisão pela qual neguei seguimento à reclamação, por ter a decisão reclamada transitado em julgado em momento anterior ao ajuizamento desta reclamação e por ser ela instrumento processual incabível para impugnar decisão proferida por este Supremo Tribunal Federal. 2. Publicada essa decisão no DJe de 10.2.2014, interpõe Maria Gorete Martins de Oliveira, tempestivamente, o presente agravo regimental (doc. 18). 3. A Agravante sustenta ser cabível a Reclamação “para discutir matéria da própria Corte” (fl. 1, doc. 18) e menciona como precedente a decisão proferida no julgamento do Agravo Regimental na Reclamação n. 11.427. Pondera que a reclamação “poder[ia] ser recebid[a], inclusive, como Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5676280. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório RCL 17046 AGR / DF Ação de Descumprimento de Preceito Fundamental - ADPF, ou outra, Ação que bem entender essa Relatoria, amparada no princípio Constitucional da fungibilidade Recursal, levando em consideração (...) [ser] cristalino que o (...) plenário virtual Desse Supremo violou não somente a Súmula Vinculante nº 10 dessa Corte, como também os artigos 5º, LV, e 97 da Carta de 88” (fl. 2). Requer a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do presente recurso. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5676280. Supremo Tribunal Federal RCL 17046 AGR / DF Ação de Descumprimento de Preceito Fundamental - ADPF, ou outra, Ação que bem entender essa Relatoria, amparada no princípio Constitucional da fungibilidade Recursal, levando em consideração (...) [ser] cristalino que o (...) plenário virtual Desse Supremo violou não somente a Súmula Vinculante nº 10 dessa Corte, como também os artigos 5º, LV, e 97 da Carta de 88” (fl. 2). Requer a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do presente recurso. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5676280. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA 10/04/2014 PLENÁRIO AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 17.046 DISTRITO FEDERAL V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste à Agravante. 2. A decisão agravada está lastreada na aplicação da Súmula n. 734 e no descabimento da reclamação para impugnar decisão proferida por este Supremo Tribunal. 3. A Agravante não rebateu o fundamento relativo à aplicação da Súmula n. 734, que impede o ajuizamento da reclamação para questionar decisão judicial transitada em julgado. A ausência de impugnação deste fundamento específico evidencia a inviabilidade deste agravo regimental, nos termos da jurisprudência do Supremo Tribunal Federal: “AGRAVO REGIMENTAL NA RECLAMAÇÃO. ALEGAÇÃO DE AFRONTA AO QUE DECIDIDO NA AÇÃO DECLARATÓRIA DE CONSTITUCIONALIDADE 4/DF. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DE TODOS OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. ART. 317, § 1º, DO REGIMENTO INTERNO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. Inviável o agravo regimental no qual não são impugnados os fundamentos da decisão agravada. Precedentes” (Rcl 4.754-AgR, de minha relatoria, Plenário, DJe 26.3.2010). 4. Acrescente-se que, como salientado na decisão agravada, é de conhecimento primário que a reclamação não é instrumento processual adequado para impugnar decisões proferidas pelo próprio Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido: “Ementa: AGRAVO REGIMENTAL NA RECLAMAÇÃO. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5676281. Supremo Tribunal Federal 10/04/2014 PLENÁRIO AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 17.046 DISTRITO FEDERAL V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste à Agravante. 2. A decisão agravada está lastreada na aplicação da Súmula n. 734 e no descabimento da reclamação para impugnar decisão proferida por este Supremo Tribunal. 3. A Agravante não rebateu o fundamento relativo à aplicação da Súmula n. 734, que impede o ajuizamento da reclamação para questionar decisão judicial transitada em julgado. A ausência de impugnação deste fundamento específico evidencia a inviabilidade deste agravo regimental, nos termos da jurisprudência do Supremo Tribunal Federal: “AGRAVO REGIMENTAL NA RECLAMAÇÃO. ALEGAÇÃO DE AFRONTA AO QUE DECIDIDO NA AÇÃO DECLARATÓRIA DE CONSTITUCIONALIDADE 4/DF. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DE TODOS OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. ART. 317, § 1º, DO REGIMENTO INTERNO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. Inviável o agravo regimental no qual não são impugnados os fundamentos da decisão agravada. Precedentes” (Rcl 4.754-AgR, de minha relatoria, Plenário, DJe 26.3.2010). 4. Acrescente-se que, como salientado na decisão agravada, é de conhecimento primário que a reclamação não é instrumento processual adequado para impugnar decisões proferidas pelo próprio Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido: “Ementa: AGRAVO REGIMENTAL NA RECLAMAÇÃO. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5676281. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA RCL 17046 AGR / DF IMPUGNAÇÃO DE ATO DE MINISTRO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. COMPETÊNCIA DO RELATOR PARA DECIDIR MONOCRATICAMENTE AÇÃO SOB SUA RELATORIA. 1. A reclamação constitucional é o instrumento adequado para impedir a usurpação da competência do Supremo Tribunal Federal e para garantir a autoridade de suas decisões e súmulas vinculantes (art. 102, I, “l”e art. 103-A, § 3º, da CF). 2. A reclamação não é via processual adequada para impugnar decisão dos Ministros desta Corte. Precedentes: Rcl nº 4.591-AgR, Rel. Min. Joaquim Barbosa, DJe de 4/12/2009; Rcl nº 4.174-AgR, Rel. Min. Ayres Britto, DJe de 6/3/2009; Rcl 8.301-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, Plenário, DJe 9/10/2009. 3. In casu, trata-se de reclamação proposta contra ato do Ministro Ricardo Lewandowski, que negou seguimento ao Agravo de Instrumento nº 764.909 e, posteriormente, não conheceu dos sucessivos agravos regimentais interpostos.(...) 5. Agravo regimental a que se nega provimento” (Rcl 9945-AgR/SP, Relator o Ministro Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 21.5.2013). “Ementa: RECLAMAÇÃO CONTRA DECISÃO DE MINISTRO DO STF. NÃO CABIMENTO. 1. A competência originária do STF para processar e julgar reclamação, prevista nos arts. 102, I, l, e 103-A, § 3º, limita-se a preservar a competência do Tribunal, garantir a autoridade de suas decisões ou a eficácia de súmula vinculante. Na hipótese dos autos, não está configurada nenhuma dessas situações. Isso porque, (a) inadmissível falar em decisão do STF que usurpa a competência do próprio STF e (b) a reclamação não é via para preservar as competências dos órgãos do STF definidas em seu regimento. Precedentes. 2. Agravo regimental a que se nega provimento” (Rcl 13.996-AgR/BA, Relator o Ministro Teori Zavascki, Plenário, DJe 11.6.2013). 5. Anote-se, por fim, que o precedente invocado pela Agravante para sustentar o cabimento de sua reclamação não se amolda ao caso vertente. Na Reclamação n. 11.427-AgR, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, o Plenário deste Supremo Tribunal foi chamado a decidir sobre o cabimento da Reclamação para impugnar decisão do Superior Tribunal 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5676281. Supremo Tribunal Federal RCL 17046 AGR / DF IMPUGNAÇÃO DE ATO DE MINISTRO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. COMPETÊNCIA DO RELATOR PARA DECIDIR MONOCRATICAMENTE AÇÃO SOB SUA RELATORIA. 1. A reclamação constitucional é o instrumento adequado para impedir a usurpação da competência do Supremo Tribunal Federal e para garantir a autoridade de suas decisões e súmulas vinculantes (art. 102, I, “l”e art. 103-A, § 3º, da CF). 2. A reclamação não é via processual adequada para impugnar decisão dos Ministros desta Corte. Precedentes: Rcl nº 4.591-AgR, Rel. Min. Joaquim Barbosa, DJe de 4/12/2009; Rcl nº 4.174-AgR, Rel. Min. Ayres Britto, DJe de 6/3/2009; Rcl 8.301-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, Plenário, DJe 9/10/2009. 3. In casu, trata-se de reclamação proposta contra ato do Ministro Ricardo Lewandowski, que negou seguimento ao Agravo de Instrumento nº 764.909 e, posteriormente, não conheceu dos sucessivos agravos regimentais interpostos.(...) 5. Agravo regimental a que se nega provimento” (Rcl 9945-AgR/SP, Relator o Ministro Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 21.5.2013). “Ementa: RECLAMAÇÃO CONTRA DECISÃO DE MINISTRO DO STF. NÃO CABIMENTO. 1. A competência originária do STF para processar e julgar reclamação, prevista nos arts. 102, I, l, e 103-A, § 3º, limita-se a preservar a competência do Tribunal, garantir a autoridade de suas decisões ou a eficácia de súmula vinculante. Na hipótese dos autos, não está configurada nenhuma dessas situações. Isso porque, (a) inadmissível falar em decisão do STF que usurpa a competência do próprio STF e (b) a reclamação não é via para preservar as competências dos órgãos do STF definidas em seu regimento. Precedentes. 2. Agravo regimental a que se nega provimento” (Rcl 13.996-AgR/BA, Relator o Ministro Teori Zavascki, Plenário, DJe 11.6.2013). 5. Anote-se, por fim, que o precedente invocado pela Agravante para sustentar o cabimento de sua reclamação não se amolda ao caso vertente. Na Reclamação n. 11.427-AgR, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, o Plenário deste Supremo Tribunal foi chamado a decidir sobre o cabimento da Reclamação para impugnar decisão do Superior Tribunal 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5676281. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA RCL 17046 AGR / DF de Justiça que havia negado processamento a agravo em recurso extraordinário pela aplicação da sistemática da repercussão geral. 6. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5676281. Supremo Tribunal Federal RCL 17046 AGR / DF de Justiça que havia negado processamento a agravo em recurso extraordinário pela aplicação da sistemática da repercussão geral. 6. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5676281. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 10/04/2014 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 17.046 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : MARIA GORETE MARTINS DE OLIVEIRA ADV.(A/S) : MARIO DAVID PRADO SÁ AGDO.(A/S) : ESTADO DO PARÁ PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARÁ AGDO.(A/S) : MERIAM AZANCOT CAMARINHA ADV.(A/S) : ELZA MARIA DE SOUZA MARTINS INTDO.(A/S) : RELATOR DO RE Nº 745.811 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto da Relatora, negou provimento ao agravo regimental. Votou o Presidente. Ausentes, neste julgamento, os Ministros Joaquim Barbosa (Presidente), Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski (Vice- Presidente) e Roberto Barroso. Presidiu o julgamento o Ministro Celso de Mello (art. 37, I, do RISTF). Plenário, 10.04.2014. Presidência do Senhor Ministro Joaquim Barbosa. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber, Teori Zavascki e Roberto Barroso. Procurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot Monteiro de Barros. p/ Luiz Tomimatsu Assessor-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 5704451 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 17.046 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : MARIA GORETE MARTINS DE OLIVEIRA ADV.(A/S) : MARIO DAVID PRADO SÁ AGDO.(A/S) : ESTADO DO PARÁ PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARÁ AGDO.(A/S) : MERIAM AZANCOT CAMARINHA ADV.(A/S) : ELZA MARIA DE SOUZA MARTINS INTDO.(A/S) : RELATOR DO RE Nº 745.811 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto da Relatora, negou provimento ao agravo regimental. Votou o Presidente. Ausentes, neste julgamento, os Ministros Joaquim Barbosa (Presidente), Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski (Vice- Presidente) e Roberto Barroso. Presidiu o julgamento o Ministro Celso de Mello (art. 37, I, do RISTF). Plenário, 10.04.2014. Presidência do Senhor Ministro Joaquim Barbosa. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber, Teori Zavascki e Roberto Barroso. Procurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot Monteiro de Barros. p/ Luiz Tomimatsu Assessor-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 5704451 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=5717210
2014-04-10T00:00:00
2014-04-28T00:00:00
O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto da Relatora, negou provimento ao agravo regimental. Votou o Presidente. Ausentes, neste julgamento, os Ministros Joaquim Barbosa (Presidente), Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski (Vice-Presidente) e Roberto Barroso. Presidiu o julgamento o Ministro Celso de Mello (art. 37, I, do RISTF). Plenário, 10.04.2014.
AG.REG. NA RECLAMAÇÃO
EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NA RECLAMAÇÃO. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DOS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. ART. 317, § 1º, DO REGIMENTO INTERNO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. DESCABIMENTO DA RECLAMAÇÃO PARA IMPUGNAR DECISÃO PROFERIDA PELO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.
sjur261952
- Acórdão(s) citado(s): (IMPUGNAÇÃO, FUNDAMENTO) Rcl 4754 AgR (TP). (IMPUGNAÇÃO, ATO DO STF) Rcl 9945 AgR (1ªT), Rcl 13996 AgR (TP). Número de páginas: 7. Análise: 02/05/2014, TIA.
CÁRMEN LÚCIA
Tribunal Pleno
17046
[ "LEG-FED RGI ANO-1980\n ART-00317 PAR-00001\n RISTF-1980 REGIMENTO INTERNO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000734 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
Rcl-AgR
acordaos
Rcl 17046 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : MARIA GORETE MARTINS DE OLIVEIRA ADV.(A/S) : MARIO DAVID PRADO SÁ AGDO.(A/S) : ESTADO DO PARÁ PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARÁ AGDO.(A/S) : MERIAM AZANCOT CAMARINHA ADV.(A/S) : ELZA MARIA DE SOUZA MARTINS INTDO.(A/S) : RELATOR DO RE Nº 745.811 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
[ "" ]
Ementa e Acórdão 10/04/2014 PLENÁRIO AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 17.046 DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :MARIA GORETE MARTINS DE OLIVEIRA ADV.(A/S) :MARIO DAVID PRADO SÁ AGDO.(A/S) :ESTADO DO PARÁ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARÁ AGDO.(A/S) :MERIAM AZANCOT CAMARINHA ADV.(A/S) :ELZA MARIA DE SOUZA MARTINS INTDO.(A/S) :RELATOR DO Recurso Extraordinário n 745.811 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NA RECLAMAÇÃO. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DOS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. ART. 317, § 1..., DO REGIMENTO INTERNO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. DESCABIMENTO DA RECLAMAÇÃO PARA IMPUGNAR DECISÃO PROFERIDA PELO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Plenária, sob a Presidência do Ministro Celso de Mello, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade, e nos termos do voto da Relatora, em negar provimento ao agravo regimental. Ausentes, neste julgamento, os Ministros Joaquim Barbosa (Presidente), Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski (Vice-Presidente) e Roberto Barroso. Brasília, 10 de abril de 2014. CÁRMEN LÚCIA - Relatora Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5676279. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Relatório 10/04/2014 PLENÁRIO AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 17.046 DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :MARIA GORETE MARTINS DE OLIVEIRA ADV.(A/S) :MARIO DAVID PRADO SÁ AGDO.(A/S) :ESTADO DO PARÁ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARÁ AGDO.(A/S) :MERIAM AZANCOT CAMARINHA ADV.(A/S) :ELZA MARIA DE SOUZA MARTINS INTDO.(A/S) :RELATOR DO Recurso Extraordinário n 745.811 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora): 1. Agravo regimental na reclamação interposto por Maria Gorete Martins de Oliveira, em 7.2.2014, contra decisão pela qual neguei seguimento à reclamação, por ter a decisão reclamada transitado em julgado em momento anterior ao ajuizamento desta reclamação e por ser ela instrumento processual incabível para impugnar decisão proferida por este Supremo Tribunal Federal. 2. Publicada essa decisão no DJe de 10.2.2014, interpõe Maria Gorete Martins de Oliveira, tempestivamente, o presente agravo regimental (doc. 18). 3. A Agravante sustenta ser cabível a Reclamação “para discutir matéria da própria Corte” (fl. 1, doc. 18) e menciona como precedente a decisão proferida no julgamento do Agravo Regimental na Reclamação n. 11.427. Pondera que a reclamação “poder[ia] ser recebid[a], inclusive, como Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5676280. Supremo Tribunal Federal 10/04/2014 PLENÁRIO AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 17.046 DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :MARIA GORETE MARTINS DE OLIVEIRA ADV.(A/S) :MARIO DAVID PRADO SÁ AGDO.(A/S) :ESTADO DO PARÁ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARÁ AGDO.(A/S) :MERIAM AZANCOT CAMARINHA ADV.(A/S) :ELZA MARIA DE SOUZA MARTINS INTDO.(A/S) :RELATOR DO Recurso Extraordinário n 745.811 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora): 1. Agravo regimental na reclamação interposto por Maria Gorete Martins de Oliveira, em 7.2.2014, contra decisão pela qual neguei seguimento à reclamação, por ter a decisão reclamada transitado em julgado em momento anterior ao ajuizamento desta reclamação e por ser ela instrumento processual incabível para impugnar decisão proferida por este Supremo Tribunal Federal. 2. Publicada essa decisão no DJe de 10.2.2014, interpõe Maria Gorete Martins de Oliveira, tempestivamente, o presente agravo regimental (doc. 18). 3. A Agravante sustenta ser cabível a Reclamação “para discutir matéria da própria Corte” (fl. 1, doc. 18) e menciona como precedente a decisão proferida no julgamento do Agravo Regimental na Reclamação n. 11.427. Pondera que a reclamação “poder[ia] ser recebid[a], inclusive, como Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5676280. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório RCL 17046 AGR / DF Ação de Descumprimento de Preceito Fundamental - ADPF, ou outra, Ação que bem entender essa Relatoria, amparada no princípio Constitucional da fungibilidade Recursal, levando em consideração (...) [ser] cristalino que o (...) plenário virtual Desse Supremo violou não somente a Súmula Vinculante n 10 dessa Corte, como também os artigos 5..., LV, e 97 da Carta de 88” (fl. 2). Requer a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do presente recurso. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5676280. Supremo Tribunal Federal RCL 17046 AGR / DF Ação de Descumprimento de Preceito Fundamental - ADPF, ou outra, Ação que bem entender essa Relatoria, amparada no princípio Constitucional da fungibilidade Recursal, levando em consideração (...) [ser] cristalino que o (...) plenário virtual Desse Supremo violou não somente a Súmula Vinculante n 10 dessa Corte, como também os artigos 5..., LV, e 97 da Carta de 88” (fl. 2). Requer a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do presente recurso. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5676280. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA 10/04/2014 PLENÁRIO AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 17.046 DISTRITO FEDERAL V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste à Agravante. 2. A decisão agravada está lastreada na aplicação da Súmula n. 734 e no descabimento da reclamação para impugnar decisão proferida por este Supremo Tribunal. 3. A Agravante não rebateu o fundamento relativo à aplicação da Súmula n. 734, que impede o ajuizamento da reclamação para questionar decisão judicial transitada em julgado. A ausência de impugnação deste fundamento específico evidencia a inviabilidade deste agravo regimental, nos termos da jurisprudência do Supremo Tribunal Federal: “AGRAVO REGIMENTAL NA RECLAMAÇÃO. ALEGAÇÃO DE AFRONTA AO QUE DECIDIDO NA AÇÃO DECLARATÓRIA DE CONSTITUCIONALIDADE 4/DF. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DE TODOS OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. ART. 317, § 1..., DO REGIMENTO INTERNO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. Inviável o agravo regimental no qual não são impugnados os fundamentos da decisão agravada. Precedentes” (Rcl 4.754-AgR, de minha relatoria, Plenário, DJe 26.3.2010). 4. Acrescente-se que, como salientado na decisão agravada, é de conhecimento primário que a reclamação não é instrumento processual adequado para impugnar decisões proferidas pelo próprio Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido: “Ementa: AGRAVO REGIMENTAL NA RECLAMAÇÃO. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5676281. Supremo Tribunal Federal 10/04/2014 PLENÁRIO AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 17.046 DISTRITO FEDERAL V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste à Agravante. 2. A decisão agravada está lastreada na aplicação da Súmula n. 734 e no descabimento da reclamação para impugnar decisão proferida por este Supremo Tribunal. 3. A Agravante não rebateu o fundamento relativo à aplicação da Súmula n. 734, que impede o ajuizamento da reclamação para questionar decisão judicial transitada em julgado. A ausência de impugnação deste fundamento específico evidencia a inviabilidade deste agravo regimental, nos termos da jurisprudência do Supremo Tribunal Federal: “AGRAVO REGIMENTAL NA RECLAMAÇÃO. ALEGAÇÃO DE AFRONTA AO QUE DECIDIDO NA AÇÃO DECLARATÓRIA DE CONSTITUCIONALIDADE 4/DF. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DE TODOS OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. ART. 317, § 1..., DO REGIMENTO INTERNO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. Inviável o agravo regimental no qual não são impugnados os fundamentos da decisão agravada. Precedentes” (Rcl 4.754-AgR, de minha relatoria, Plenário, DJe 26.3.2010). 4. Acrescente-se que, como salientado na decisão agravada, é de conhecimento primário que a reclamação não é instrumento processual adequado para impugnar decisões proferidas pelo próprio Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido: “Ementa: AGRAVO REGIMENTAL NA RECLAMAÇÃO. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5676281. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA RCL 17046 AGR / DF IMPUGNAÇÃO DE ATO DE MINISTRO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. COMPETÊNCIA DO RELATOR PARA DECIDIR MONOCRATICAMENTE AÇÃO SOB SUA RELATORIA. 1. A reclamação constitucional é o instrumento adequado para impedir a usurpação da competência do Supremo Tribunal Federal e para garantir a autoridade de suas decisões e súmulas vinculantes (art. 102, I, “l”e art. 103-A, § 3..., da Constituição Federal de 1988). 2. A reclamação não é via processual adequada para impugnar decisão dos Ministros desta Corte. Precedentes: Rcl n 4.591-AgR, Rel. Min. Joaquim Barbosa, DJe de 4/12/2009; Rcl n 4.174-AgR, Rel. Min. Ayres Britto, DJe de 6/3/2009; Rcl 8.301-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, Plenário, DJe 9/10/2009. 3. In casu, trata-se de reclamação proposta contra ato do Ministro Ricardo Lewandowski, que negou seguimento ao Agravo de Instrumento n 764.909 e, posteriormente, não conheceu dos sucessivos agravos regimentais interpostos.(...) 5. Agravo regimental a que se nega provimento” (Rcl 9945-AgR/SP, Relator o Ministro Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 21.5.2013). “Ementa: RECLAMAÇÃO CONTRA DECISÃO DE MINISTRO DO Supremo Tribunal Federal. NÃO CABIMENTO. 1. A competência originária do Supremo Tribunal Federal para processar e julgar reclamação, prevista nos arts. 102, I, l, e 103-A, § 3..., limita-se a preservar a competência do Tribunal, garantir a autoridade de suas decisões ou a eficácia de súmula vinculante. Na hipótese dos autos, não está configurada nenhuma dessas situações. Isso porque, (a) inadmissível falar em decisão do Supremo Tribunal Federal que usurpa a competência do próprio Supremo Tribunal Federal e (b) a reclamação não é via para preservar as competências dos órgãos do Supremo Tribunal Federal definidas em seu regimento. Precedentes. 2. Agravo regimental a que se nega provimento” (Rcl 13.996-AgR/BA, Relator o Ministro Teori Zavascki, Plenário, DJe 11.6.2013). 5. Anote-se, por fim, que o precedente invocado pela Agravante para sustentar o cabimento de sua reclamação não se amolda ao caso vertente. Na Reclamação n. 11.427-AgR, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, o Plenário deste Supremo Tribunal foi chamado a decidir sobre o cabimento da Reclamação para impugnar decisão do Superior Tribunal 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5676281. Supremo Tribunal Federal RCL 17046 AGR / DF IMPUGNAÇÃO DE ATO DE MINISTRO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. COMPETÊNCIA DO RELATOR PARA DECIDIR MONOCRATICAMENTE AÇÃO SOB SUA RELATORIA. 1. A reclamação constitucional é o instrumento adequado para impedir a usurpação da competência do Supremo Tribunal Federal e para garantir a autoridade de suas decisões e súmulas vinculantes (art. 102, I, “l”e art. 103-A, § 3..., da Constituição Federal de 1988). 2. A reclamação não é via processual adequada para impugnar decisão dos Ministros desta Corte. Precedentes: Rcl n 4.591-AgR, Rel. Min. Joaquim Barbosa, DJe de 4/12/2009; Rcl n 4.174-AgR, Rel. Min. Ayres Britto, DJe de 6/3/2009; Rcl 8.301-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, Plenário, DJe 9/10/2009. 3. In casu, trata-se de reclamação proposta contra ato do Ministro Ricardo Lewandowski, que negou seguimento ao Agravo de Instrumento n 764.909 e, posteriormente, não conheceu dos sucessivos agravos regimentais interpostos.(...) 5. Agravo regimental a que se nega provimento” (Rcl 9945-AgR/SP, Relator o Ministro Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 21.5.2013). “Ementa: RECLAMAÇÃO CONTRA DECISÃO DE MINISTRO DO Supremo Tribunal Federal. NÃO CABIMENTO. 1. A competência originária do Supremo Tribunal Federal para processar e julgar reclamação, prevista nos arts. 102, I, l, e 103-A, § 3..., limita-se a preservar a competência do Tribunal, garantir a autoridade de suas decisões ou a eficácia de súmula vinculante. Na hipótese dos autos, não está configurada nenhuma dessas situações. Isso porque, (a) inadmissível falar em decisão do Supremo Tribunal Federal que usurpa a competência do próprio Supremo Tribunal Federal e (b) a reclamação não é via para preservar as competências dos órgãos do Supremo Tribunal Federal definidas em seu regimento. Precedentes. 2. Agravo regimental a que se nega provimento” (Rcl 13.996-AgR/BA, Relator o Ministro Teori Zavascki, Plenário, DJe 11.6.2013). 5. Anote-se, por fim, que o precedente invocado pela Agravante para sustentar o cabimento de sua reclamação não se amolda ao caso vertente. Na Reclamação n. 11.427-AgR, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, o Plenário deste Supremo Tribunal foi chamado a decidir sobre o cabimento da Reclamação para impugnar decisão do Superior Tribunal 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5676281. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA RCL 17046 AGR / DF de Justiça que havia negado processamento a agravo em recurso extraordinário pela aplicação da sistemática da repercussão geral. 6. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5676281. Supremo Tribunal Federal RCL 17046 AGR / DF de Justiça que havia negado processamento a agravo em recurso extraordinário pela aplicação da sistemática da repercussão geral. 6. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5676281. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 10/04/2014 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 17.046 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : MARIA GORETE MARTINS DE OLIVEIRA ADV.(A/S) : MARIO DAVID PRADO SÁ AGDO.(A/S) : ESTADO DO PARÁ PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARÁ AGDO.(A/S) : MERIAM AZANCOT CAMARINHA ADV.(A/S) : ELZA MARIA DE SOUZA MARTINS INTDO.(A/S) : RELATOR DO Recurso Extraordinário n 745.811 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto da Relatora, negou provimento ao agravo regimental. Votou o Presidente. Ausentes, neste julgamento, os Ministros Joaquim Barbosa (Presidente), Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski (Vice- Presidente) e Roberto Barroso. Presidiu o julgamento o Ministro Celso de Mello (art. 37, I, do RISTF). Plenário, 10.04.2014. Presidência do Senhor Ministro Joaquim Barbosa. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber, Teori Zavascki e Roberto Barroso. Procurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot Monteiro de Barros. p/ Luiz Tomimatsu Assessor-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 5704451 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 17.046 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : MARIA GORETE MARTINS DE OLIVEIRA ADV.(A/S) : MARIO DAVID PRADO SÁ AGDO.(A/S) : ESTADO DO PARÁ PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARÁ AGDO.(A/S) : MERIAM AZANCOT CAMARINHA ADV.(A/S) : ELZA MARIA DE SOUZA MARTINS INTDO.(A/S) : RELATOR DO Recurso Extraordinário n 745.811 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto da Relatora, negou provimento ao agravo regimental. Votou o Presidente. Ausentes, neste julgamento, os Ministros Joaquim Barbosa (Presidente), Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski (Vice- Presidente) e Roberto Barroso. Presidiu o julgamento o Ministro Celso de Mello (art. 37, I, do RISTF). Plenário, 10.04.2014. Presidência do Senhor Ministro Joaquim Barbosa. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber, Teori Zavascki e Roberto Barroso. Procurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot Monteiro de Barros. p/ Luiz Tomimatsu Assessor-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 5704451 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
{ "JURISPRUDENCIA": [ "Recurso Extraordinário n 745 . 811", "RECLAMAÇÃO 17 . 046", "Recurso Extraordinário n 745 . 811", "Reclamação n . 11 . 427", "Recurso Extraordinário n 745 . 811 DO", "Reclamação n . 11 . 427", "RCL", "RCL 17046", "Súmula Vinculante n 10 dessa Corte", "AÇÃO DECLARATÓRIA DE CONSTITUCIONALIDADE 4 / DF", "Rcl 4 . 754 - AgR", "Súmula n . 734", "AÇÃO DECLARATÓRIA DE CONSTITUCIONALIDADE 4 / DF", "Rcl 4 . 754 - AgR", "RCL 17046", "Rcl n 4 . 591 - AgR", "Rcl n 4 . 174 - AgR", "Rcl 8 . 301 - AgR", "Agravo de Instrumento n 764 . 909", "Rcl 9945 - AgR / SP", "Rcl 13 . 996 - AgR / BA", "Reclamação n . 11 . 427 - AgR", "Rcl n 4 . 591 - AgR", "Rcl n 4 . 174 - AgR", "Rcl 8 . 301 - AgR", "Agravo de Instrumento n 764 . 909", "Rcl 9945 - AgR / SP", "Rcl 13 . 996 - AgR / BA", "Reclamação n . 11 . 427 - AgR", "RCL 17046 AGR", "Recurso Extraordinário n 745 . 811", "Recurso Extraordinário n 745 . 811" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 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"Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Plenário", "Superior Tribunal 2", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PLENÁRIO", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Plenário", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "Plenário", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "CÁRMEN LÚCIA", "MARIA GORETE MARTINS DE OLIVEIRA", "MARIO DAVID PRADO SÁ", "MERIAM AZANCOT CAMARINHA", "ELZA MARIA DE SOUZA MARTINS", "Celso de Mello", "Joaquim Barbosa", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Roberto Barroso", "CÁRMEN LÚCIA", "CÁRMEN LÚCIA", "MARIA GORETE MARTINS DE OLIVEIRA", "MARIO DAVID PRADO SÁ", "MERIAM AZANCOT CAMARINHA", "ELZA MARIA DE SOUZA MARTINS", "CÁRMEN LÚCIA", "Maria Gorete Martins de Oliveira", "Maria Gorete Martins de Oliveira", "CÁRMEN LÚCIA", "MARIA GORETE MARTINS DE OLIVEIRA", "MARIO DAVID PRADO SÁ", "MERIAM AZANCOT CAMARINHA", "ELZA MARIA DE SOUZA MARTINS", "CÁRMEN LÚCIA", "Maria Gorete Martins de Oliveira", "Maria Gorete Martins de Oliveira", "CÁRMEN LÚCIA", "CÁRMEN LÚCIA", "CÁRMEN LÚCIA", "CÁRMEN LÚCIA", "Joaquim Barbosa", "Ayres Britto", "Cármen Lúcia", "Ricardo Lewandowski", "Luiz Fux", "Teori Zavascki", "Ricardo Lewandowski", "Joaquim Barbosa", "Ayres Britto", "Cármen Lúcia", "Ricardo Lewandowski", "Luiz Fux", "Teori Zavascki", "Ricardo Lewandowski", "CÁRMEN LÚCIA", "CÁRMEN LÚCIA", "MARIA GORETE MARTINS DE OLIVEIRA", "MARIO DAVID PRADO SÁ", "MERIAM AZANCOT CAMARINHA", "ELZA MARIA DE SOUZA MARTINS", "Joaquim Barbosa", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Roberto Barroso", "Celso de Mello", "Joaquim Barbosa", "Celso de Mello", "Marco Aurélio", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Cármen Lúcia", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Teori Zavascki", "Roberto Barroso", "Rodrigo Janot Monteiro de Barros", "CÁRMEN LÚCIA", "MARIA GORETE MARTINS DE OLIVEIRA", "MARIO DAVID PRADO SÁ", "MERIAM AZANCOT CAMARINHA", "ELZA MARIA DE SOUZA MARTINS", "Joaquim Barbosa", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Roberto Barroso", "Celso de Mello", "Joaquim Barbosa", "Celso de Mello", "Marco Aurélio", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Cármen Lúcia", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Teori Zavascki", "Roberto Barroso", "Rodrigo Janot Monteiro de Barros", "Luiz Tomimatsu" ], "TEMPO": [ "10", "/", "04", "/", "2014", "10 de abril de 2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "04", "/", "2014", ".", "2", ".", "2014", "10", ".", "2", ".", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "04", "/", "2014", "7", ".", "2", ".", "2014", "10", ".", "2", ".", "2014", "24", "/", 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Ementa e Acórdão 25/03/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 772.314 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :DEPARTAMENTO ESTADUAL DE TRÂNSITO - DETRAN/RS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL AGDO.(A/S) :MARIA DE LURDES MANFROI CZARNECKI ADV.(A/S) :MÁRCIO ROBERTO DA SILVA E OUTRO(A/S) Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Administrativo. Carteira Nacional de Habilitação. Infração administrativa. Expedição da CNH. Possibilidade. 3. Ausência de violação à cláusula de reserva de plenário. Súmula Vinculante 10 e artigo 97 da Constituição Federal. Decisão recorrida que decidiu o caso com base na interpretação da legislação infraconstitucional. 4. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 5. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 25 de março de 2014. Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5547779. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5 Relatório 25/03/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 772.314 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :DEPARTAMENTO ESTADUAL DE TRÂNSITO - DETRAN/RS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL AGDO.(A/S) :MARIA DE LURDES MANFROI CZARNECKI ADV.(A/S) :MÁRCIO ROBERTO DA SILVA E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental em recurso extraordinário com agravo em face de decisão monocrática (eDOC 4), de minha relatoria, que negou provimento ao recurso, com fundamento na jurisprudência desta Corte no sentido de que não viola a clausula de reserva de plenário quando o Tribunal de origem limita-se apenas à interpretação e aplicação da legislação infraconstitucional, sem declarar a inconstitucionalidade da norma. O agravante alega, em síntese, que: “(...) o entendimento manifestado pelo Superior Tribunal de Justiça desconsiderou o artigo 114, § 3º, do CTB, razão pela qual o acórdão deveria ter sido proferido pela Corte Especial com a consequente decretação de inconstitucionalidade do mencionado preceito legal, em respeito ao artigo 97 da CRFB.” (eDOC 6, p. 2) É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5547780. Supremo Tribunal Federal 25/03/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 772.314 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :DEPARTAMENTO ESTADUAL DE TRÂNSITO - DETRAN/RS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL AGDO.(A/S) :MARIA DE LURDES MANFROI CZARNECKI ADV.(A/S) :MÁRCIO ROBERTO DA SILVA E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental em recurso extraordinário com agravo em face de decisão monocrática (eDOC 4), de minha relatoria, que negou provimento ao recurso, com fundamento na jurisprudência desta Corte no sentido de que não viola a clausula de reserva de plenário quando o Tribunal de origem limita-se apenas à interpretação e aplicação da legislação infraconstitucional, sem declarar a inconstitucionalidade da norma. O agravante alega, em síntese, que: “(...) o entendimento manifestado pelo Superior Tribunal de Justiça desconsiderou o artigo 114, § 3º, do CTB, razão pela qual o acórdão deveria ter sido proferido pela Corte Especial com a consequente decretação de inconstitucionalidade do mencionado preceito legal, em respeito ao artigo 97 da CRFB.” (eDOC 6, p. 2) É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5547780. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 5 Voto - MIN. GILMAR MENDES 25/03/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 772.314 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal. O agravante não trouxe argumentos suficientes para infirmar a decisão, visando apenas a rediscussão da matéria já decidida em conformidade com a jurisprudência pacífica desta Corte. Quanto à alegação de ofensa ao princípio da reserva de plenário, verifico que o Tribunal de origem, ao analisar o caso concreto, não declarou inconstitucional o § 3º do artigo 148 do Código de Trânsito Brasileiro, nem afastou sua aplicação, por julgá-la inconstitucional, mas apenas interpretou a norma legal para dar solução à lide. A jurisprudência dessa Corte é firme no sentido de que para caracterizar violação à cláusula de reserva de plenário é necessário que a decisão fundamente-se na incompatibilidade entre a norma legal e o texto constitucional. Nesse sentido, destaca-se o seguinte: CONSTITUICIONAL. AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. INDENIZAÇÃO. CRIME DE TORTURA NO REGIME MILITAR. AFASTAMENTO DO ART. 1º DO DECRETO 20.910/32. PRESCRIÇÃO. VIOLAÇÃO À SÚMULA VINCULANTE 10: INOCORRÊNCIA. DESCRUMPRIMENTO AO PRINCÍPIO DA RESERVA DE PLENÁRIO: NÃO CONFIGURAÇÃO. 1. Inexistência de ofensa ao princípio da reserva de plenário, pois o acórdão recorrido analisou normas legais sem julgar inconstitucional lei ou ato normativo federal ou afastar Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5547781. Supremo Tribunal Federal 25/03/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 772.314 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal. O agravante não trouxe argumentos suficientes para infirmar a decisão, visando apenas a rediscussão da matéria já decidida em conformidade com a jurisprudência pacífica desta Corte. Quanto à alegação de ofensa ao princípio da reserva de plenário, verifico que o Tribunal de origem, ao analisar o caso concreto, não declarou inconstitucional o § 3º do artigo 148 do Código de Trânsito Brasileiro, nem afastou sua aplicação, por julgá-la inconstitucional, mas apenas interpretou a norma legal para dar solução à lide. A jurisprudência dessa Corte é firme no sentido de que para caracterizar violação à cláusula de reserva de plenário é necessário que a decisão fundamente-se na incompatibilidade entre a norma legal e o texto constitucional. Nesse sentido, destaca-se o seguinte: CONSTITUICIONAL. AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. INDENIZAÇÃO. CRIME DE TORTURA NO REGIME MILITAR. AFASTAMENTO DO ART. 1º DO DECRETO 20.910/32. PRESCRIÇÃO. VIOLAÇÃO À SÚMULA VINCULANTE 10: INOCORRÊNCIA. DESCRUMPRIMENTO AO PRINCÍPIO DA RESERVA DE PLENÁRIO: NÃO CONFIGURAÇÃO. 1. Inexistência de ofensa ao princípio da reserva de plenário, pois o acórdão recorrido analisou normas legais sem julgar inconstitucional lei ou ato normativo federal ou afastar Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5547781. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 5 Voto - MIN. GILMAR MENDES ARE 772314 AGR / RS a sua incidência, restringindo-se o Superior Tribunal de Justiça a considerar inaplicável ao caso o art. 1º do Decreto 20.910/32. 2. Agravo regimental a que se nega provimento. (AI 781.787, Rel. Min. Ellen Gracie, 2ª Turma, DJe 3.12.2010) (grifei) Cito, ainda, as seguintes decisões monocráticas proferidas em situações análogas a dos autos: RE 606.377, rel. Min. Dias Toffoli, DJe 8.11.2010; AI-AgR 783.609, rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJe 27.4.2010 e AI 773.071, rel. Min. Cármen Lúcia, DJe 8.4.2010. Ante o exposto, mantenho o que decidido anteriormente, por seus próprios fundamentos, para negar provimento a este agravo regimental. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5547781. Supremo Tribunal Federal ARE 772314 AGR / RS a sua incidência, restringindo-se o Superior Tribunal de Justiça a considerar inaplicável ao caso o art. 1º do Decreto 20.910/32. 2. Agravo regimental a que se nega provimento. (AI 781.787, Rel. Min. Ellen Gracie, 2ª Turma, DJe 3.12.2010) (grifei) Cito, ainda, as seguintes decisões monocráticas proferidas em situações análogas a dos autos: RE 606.377, rel. Min. Dias Toffoli, DJe 8.11.2010; AI-AgR 783.609, rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJe 27.4.2010 e AI 773.071, rel. Min. Cármen Lúcia, DJe 8.4.2010. Ante o exposto, mantenho o que decidido anteriormente, por seus próprios fundamentos, para negar provimento a este agravo regimental. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5547781. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 5 Extrato de Ata - 25/03/2014 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 772.314 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : DEPARTAMENTO ESTADUAL DE TRÂNSITO - DETRAN/RS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL AGDO.(A/S) : MARIA DE LURDES MANFROI CZARNECKI ADV.(A/S) : MÁRCIO ROBERTO DA SILVA E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. 2ª Turma, 25.03.2014. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 5597230 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 772.314 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : DEPARTAMENTO ESTADUAL DE TRÂNSITO - DETRAN/RS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL AGDO.(A/S) : MARIA DE LURDES MANFROI CZARNECKI ADV.(A/S) : MÁRCIO ROBERTO DA SILVA E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. 2ª Turma, 25.03.2014. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 5597230 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=5646775
2014-03-25T00:00:00
2014-04-11T00:00:00
A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. 2ª Turma, 25.03.2014.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Administrativo. Carteira Nacional de Habilitação. Infração administrativa. Expedição da CNH. Possibilidade. 3. Ausência de violação à cláusula de reserva de plenário. Súmula Vinculante 10 e artigo 97 da Constituição Federal. Decisão recorrida que decidiu o caso com base na interpretação da legislação infraconstitucional. 4. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 5. Agravo regimental a que se nega provimento.
sjur260861
- Decisões monocráticas citadas: (CLÁUSULA DE RESERVA DE PLENÁRIO) AI 773071, AI 783609 AgR, AI 781787, RE 606377. Número de páginas: 5. Análise: 24/04/2014, BRU.
GILMAR MENDES
Segunda Turma
772314
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00097\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED LEI-009503 ANO-1997\n ART-00148 PAR-00003\n CTB-1997 CÓDIGO DE TRÂNSITO BRASILEIRO\n\n", "LEG-FED SUV-000010 \n SÚMULA VINCULANTE DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 772314 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : DEPARTAMENTO ESTADUAL DE TRÂNSITO - DETRAN/RS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL AGDO.(A/S) : MARIA DE LURDES MANFROI CZARNECKI ADV.(A/S) : MÁRCIO ROBERTO DA SILVA E OUTRO(A/S)
[ "" ]
Ementa e Acórdão 25/03/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 772.314 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :DEPARTAMENTO ESTADUAL DE TRÂNSITO - DETRAN/RS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL AGDO.(A/S) :MARIA DE LURDES MANFROI CZARNECKI ADV.(A/S) :MÁRCIO ROBERTO DA SILVA E OUTRO(A/S) Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Administrativo. Carteira Nacional de Habilitação. Infração administrativa. Expedição da CNH. Possibilidade. 3. Ausência de violação à cláusula de reserva de plenário. Súmula Vinculante 10 e artigo 97 da Constituição Federal. Decisão recorrida que decidiu o caso com base na interpretação da legislação infraconstitucional. 4. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 5. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 25 de março de 2014. Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5547779. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5 Relatório 25/03/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 772.314 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :DEPARTAMENTO ESTADUAL DE TRÂNSITO - DETRAN/RS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL AGDO.(A/S) :MARIA DE LURDES MANFROI CZARNECKI ADV.(A/S) :MÁRCIO ROBERTO DA SILVA E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental em recurso extraordinário com agravo em face de decisão monocrática (eDOC 4), de minha relatoria, que negou provimento ao recurso, com fundamento na jurisprudência desta Corte no sentido de que não viola a clausula de reserva de plenário quando o Tribunal de origem limita-se apenas à interpretação e aplicação da legislação infraconstitucional, sem declarar a inconstitucionalidade da norma. O agravante alega, em síntese, que: “(...) o entendimento manifestado pelo Superior Tribunal de Justiça desconsiderou o artigo 114, § 3..., do CTB, razão pela qual o acórdão deveria ter sido proferido pela Corte Especial com a consequente decretação de inconstitucionalidade do mencionado preceito legal, em respeito ao artigo 97 da CRFB.” (eDOC 6, p. 2) É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5547780. Supremo Tribunal Federal 25/03/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 772.314 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :DEPARTAMENTO ESTADUAL DE TRÂNSITO - DETRAN/RS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL AGDO.(A/S) :MARIA DE LURDES MANFROI CZARNECKI ADV.(A/S) :MÁRCIO ROBERTO DA SILVA E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental em recurso extraordinário com agravo em face de decisão monocrática (eDOC 4), de minha relatoria, que negou provimento ao recurso, com fundamento na jurisprudência desta Corte no sentido de que não viola a clausula de reserva de plenário quando o Tribunal de origem limita-se apenas à interpretação e aplicação da legislação infraconstitucional, sem declarar a inconstitucionalidade da norma. O agravante alega, em síntese, que: “(...) o entendimento manifestado pelo Superior Tribunal de Justiça desconsiderou o artigo 114, § 3..., do CTB, razão pela qual o acórdão deveria ter sido proferido pela Corte Especial com a consequente decretação de inconstitucionalidade do mencionado preceito legal, em respeito ao artigo 97 da CRFB.” (eDOC 6, p. 2) É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5547780. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 5 Voto - MIN. GILMAR MENDES 25/03/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 772.314 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal. O agravante não trouxe argumentos suficientes para infirmar a decisão, visando apenas a rediscussão da matéria já decidida em conformidade com a jurisprudência pacífica desta Corte. Quanto à alegação de ofensa ao princípio da reserva de plenário, verifico que o Tribunal de origem, ao analisar o caso concreto, não declarou inconstitucional o § 3... do artigo 148 do Código de Trânsito Brasileiro, nem afastou sua aplicação, por julgá-la inconstitucional, mas apenas interpretou a norma legal para dar solução à lide. A jurisprudência dessa Corte é firme no sentido de que para caracterizar violação à cláusula de reserva de plenário é necessário que a decisão fundamente-se na incompatibilidade entre a norma legal e o texto constitucional. Nesse sentido, destaca-se o seguinte: CONSTITUICIONAL. AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. INDENIZAÇÃO. CRIME DE TORTURA NO REGIME MILITAR. AFASTAMENTO DO ART. 1... DO DECRETO 20.910/32. PRESCRIÇÃO. VIOLAÇÃO À SÚMULA VINCULANTE 10: INOCORRÊNCIA. DESCRUMPRIMENTO AO PRINCÍPIO DA RESERVA DE PLENÁRIO: NÃO CONFIGURAÇÃO. 1. Inexistência de ofensa ao princípio da reserva de plenário, pois o acórdão recorrido analisou normas legais sem julgar inconstitucional lei ou ato normativo federal ou afastar Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5547781. Supremo Tribunal Federal 25/03/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 772.314 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal. O agravante não trouxe argumentos suficientes para infirmar a decisão, visando apenas a rediscussão da matéria já decidida em conformidade com a jurisprudência pacífica desta Corte. Quanto à alegação de ofensa ao princípio da reserva de plenário, verifico que o Tribunal de origem, ao analisar o caso concreto, não declarou inconstitucional o § 3... do artigo 148 do Código de Trânsito Brasileiro, nem afastou sua aplicação, por julgá-la inconstitucional, mas apenas interpretou a norma legal para dar solução à lide. A jurisprudência dessa Corte é firme no sentido de que para caracterizar violação à cláusula de reserva de plenário é necessário que a decisão fundamente-se na incompatibilidade entre a norma legal e o texto constitucional. Nesse sentido, destaca-se o seguinte: CONSTITUICIONAL. AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. INDENIZAÇÃO. CRIME DE TORTURA NO REGIME MILITAR. AFASTAMENTO DO ART. 1... DO DECRETO 20.910/32. PRESCRIÇÃO. VIOLAÇÃO À SÚMULA VINCULANTE 10: INOCORRÊNCIA. DESCRUMPRIMENTO AO PRINCÍPIO DA RESERVA DE PLENÁRIO: NÃO CONFIGURAÇÃO. 1. Inexistência de ofensa ao princípio da reserva de plenário, pois o acórdão recorrido analisou normas legais sem julgar inconstitucional lei ou ato normativo federal ou afastar Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5547781. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 5 Voto - MIN. GILMAR MENDES ARE 772314 AGR / RS a sua incidência, restringindo-se o Superior Tribunal de Justiça a considerar inaplicável ao caso o art. 1... do Decreto 20.910/32. 2. Agravo regimental a que se nega provimento. (AI 781.787, Rel. Min. Ellen Gracie, 2... Turma, DJe 3.12.2010) (grifei) Cito, ainda, as seguintes decisões monocráticas proferidas em situações análogas a dos autos: Recurso Extraordinário 606.377, rel. Min. Dias Toffoli, DJe 8.11.2010; AI-AgR 783.609, rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJe 27.4.2010 e AI 773.071, rel. Min. Cármen Lúcia, DJe 8.4.2010. Ante o exposto, mantenho o que decidido anteriormente, por seus próprios fundamentos, para negar provimento a este agravo regimental. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5547781. Supremo Tribunal Federal ARE 772314 AGR / RS a sua incidência, restringindo-se o Superior Tribunal de Justiça a considerar inaplicável ao caso o art. 1... do Decreto 20.910/32. 2. Agravo regimental a que se nega provimento. (AI 781.787, Rel. Min. Ellen Gracie, 2... Turma, DJe 3.12.2010) (grifei) Cito, ainda, as seguintes decisões monocráticas proferidas em situações análogas a dos autos: Recurso Extraordinário 606.377, rel. Min. Dias Toffoli, DJe 8.11.2010; AI-AgR 783.609, rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJe 27.4.2010 e AI 773.071, rel. Min. Cármen Lúcia, DJe 8.4.2010. Ante o exposto, mantenho o que decidido anteriormente, por seus próprios fundamentos, para negar provimento a este agravo regimental. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5547781. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 5 Extrato de Ata - 25/03/2014 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 772.314 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : DEPARTAMENTO ESTADUAL DE TRÂNSITO - DETRAN/RS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL AGDO.(A/S) : MARIA DE LURDES MANFROI CZARNECKI ADV.(A/S) : MÁRCIO ROBERTO DA SILVA E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. 2... Turma, 25.03.2014. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 5597230 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 772.314 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : DEPARTAMENTO ESTADUAL DE TRÂNSITO - DETRAN/RS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL AGDO.(A/S) : MARIA DE LURDES MANFROI CZARNECKI ADV.(A/S) : MÁRCIO ROBERTO DA SILVA E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. 2... Turma, 25.03.2014. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 5597230 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5
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Ementa e Acórdão 25/03/2014 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 120.775 SÃO PAULO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA PACTE.(S) :CAMILA DA SILVA IMPTE.(S) :DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA EMENTA: HABEAS CORPUS. CONSTITUCIONAL. PENAL. CRIME DE ROUBO. FUNDAMENTAÇÃO IDÔNEA PARA A FIXAÇÃO DO REGIME PRISIONAL SEMIABERTO. ORDEM DENEGADA. 1. Conquanto a pena de quatro anos de reclusão e dez dias-multa imposta à Paciente permitisse, em tese, a fixação do regime aberto para o início do cumprimento da pena, as circunstâncias judiciais desfavoráveis conduziram à fixação do regime inicial semiaberto, o que se harmoniza com a jurisprudência consolidada no Brasil. Precedentes. 2. Ordem denegada. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência da Ministra Cármen Lúcia, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, em denegar a ordem, nos termos do voto da Relatora. Brasília, 25 de março de 2014. Ministra CÁRMEN LÚCIA - Relatora Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5533600. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 13 Relatório 25/03/2014 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 120.775 SÃO PAULO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA PACTE.(S) :CAMILA DA SILVA IMPTE.(S) :DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora): 1. Habeas corpus, com requerimento de medida liminar, impetrado pela DEFENSORIA PÚBLICA DE SÃO PAULO, em favor de CAMILA DA SILVA, contra julgado da Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça, que, em 10.12.2013, negou provimento ao Agravo Regimental no Habeas Corpus n. 279.426, Relatora a Ministra Regina Helena Costa. 2. Tem-se, nos autos, que o juízo da 9ª Vara Criminal da Comarca de São Paulo condenou a Paciente como incursa no art. 157, § 1º, do Código Penal à pena de quatro anos de reclusão e dez dias-multa, em regime inicial semiaberto. 3. A defesa da Paciente interpôs recurso de apelação, ao qual, em 7.8.2013, a 11ª Câmara de Direito Criminal do Tribunal de Justiça de São Paulo negou provimento: “Apelação Roubo Impróprio (Art. 157, § 1ª, do C.P.) Recurso defensivo Materialidade e autoria devidamente comprovados Ré confessa em juízo Confissão corroborada pelos demais elementos de prova Condenação de rigor. Pretendido o reconhecimento do princípio da insignificância Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5533601. Supremo Tribunal Federal 25/03/2014 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 120.775 SÃO PAULO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA PACTE.(S) :CAMILA DA SILVA IMPTE.(S) :DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora): 1. Habeas corpus, com requerimento de medida liminar, impetrado pela DEFENSORIA PÚBLICA DE SÃO PAULO, em favor de CAMILA DA SILVA, contra julgado da Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça, que, em 10.12.2013, negou provimento ao Agravo Regimental no Habeas Corpus n. 279.426, Relatora a Ministra Regina Helena Costa. 2. Tem-se, nos autos, que o juízo da 9ª Vara Criminal da Comarca de São Paulo condenou a Paciente como incursa no art. 157, § 1º, do Código Penal à pena de quatro anos de reclusão e dez dias-multa, em regime inicial semiaberto. 3. A defesa da Paciente interpôs recurso de apelação, ao qual, em 7.8.2013, a 11ª Câmara de Direito Criminal do Tribunal de Justiça de São Paulo negou provimento: “Apelação Roubo Impróprio (Art. 157, § 1ª, do C.P.) Recurso defensivo Materialidade e autoria devidamente comprovados Ré confessa em juízo Confissão corroborada pelos demais elementos de prova Condenação de rigor. Pretendido o reconhecimento do princípio da insignificância Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5533601. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 13 Relatório HC 120775 / SP Inaplicabilidade em delitos praticados com violência ou grave ameaça Precedentes do C.STJ - O pequeno valor da ‘res’ não tem o condão de eximir de responsabilidade o autor do ilícito. Desclassificação para furto Inadmissibilidade Firme e coerente depoimento prestado pela vítima – A própria apelante confessou que desferiu um soco no ofendido - Violência posterior configurada. Reconhecimento da tentativa Inadmissibilidade Delito que se consuma com o emprego da violência logo após a subtração da 'res' Não havendo tentativa, não há que se falar em crime impossível. Dosimetria Pena fixada no mínimo legal Impossibilidade de redução da pena aquém do mínimo pelo reconhecimento da atenuante da confissão Súmula 231 do C.STJ - Regime inicial semiaberto, nos termos do art. 33, § 3º, do C.P - Sentença mantida Recurso improvido”. 4. Contra esse acórdão, no qual foi mantido o regime semiaberto para o início do cumprimento da pena, foi impetrado o Habeas Corpus n. 279.426. Em 9.10.2013, a Ministra Regina Helena Costa, do Superior Tribunal de Justiça, indeferiu liminarmente essa impetração: “Trata-se de habeas corpus, com pedido liminar, impetrado em favor de CAMILA SILVA, apontando-se como autoridade coatora o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo. Sustenta a Impetrante, em síntese, ser incabível a fixação do regime fechado, porquanto, fixada a pena-base no mínimo legal, a Paciente foi condenada à pena de 04 (quatro) anos de reclusão. Requer, liminarmente, a concessão da ordem, para fixação do cumprimento da pena no regime inicial aberto, sob o argumento de que ‘a fundamentação exarada para fixar o regime fechado é inidônea’, sendo que ‘a manutenção do regime fechado gera indevida restrição da liberdade’. É o relatório. Decido. De início, verifico tratar-se, em verdade, de habeas corpus substitutivo de recurso especial, pois pretende a reforma do acórdão prolatado pela 11ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de São Paulo, que negou provimento à apelação. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5533601. Supremo Tribunal Federal HC 120775 / SP Inaplicabilidade em delitos praticados com violência ou grave ameaça Precedentes do C.STJ - O pequeno valor da ‘res’ não tem o condão de eximir de responsabilidade o autor do ilícito. Desclassificação para furto Inadmissibilidade Firme e coerente depoimento prestado pela vítima – A própria apelante confessou que desferiu um soco no ofendido - Violência posterior configurada. Reconhecimento da tentativa Inadmissibilidade Delito que se consuma com o emprego da violência logo após a subtração da 'res' Não havendo tentativa, não há que se falar em crime impossível. Dosimetria Pena fixada no mínimo legal Impossibilidade de redução da pena aquém do mínimo pelo reconhecimento da atenuante da confissão Súmula 231 do C.STJ - Regime inicial semiaberto, nos termos do art. 33, § 3º, do C.P - Sentença mantida Recurso improvido”. 4. Contra esse acórdão, no qual foi mantido o regime semiaberto para o início do cumprimento da pena, foi impetrado o Habeas Corpus n. 279.426. Em 9.10.2013, a Ministra Regina Helena Costa, do Superior Tribunal de Justiça, indeferiu liminarmente essa impetração: “Trata-se de habeas corpus, com pedido liminar, impetrado em favor de CAMILA SILVA, apontando-se como autoridade coatora o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo. Sustenta a Impetrante, em síntese, ser incabível a fixação do regime fechado, porquanto, fixada a pena-base no mínimo legal, a Paciente foi condenada à pena de 04 (quatro) anos de reclusão. Requer, liminarmente, a concessão da ordem, para fixação do cumprimento da pena no regime inicial aberto, sob o argumento de que ‘a fundamentação exarada para fixar o regime fechado é inidônea’, sendo que ‘a manutenção do regime fechado gera indevida restrição da liberdade’. É o relatório. Decido. De início, verifico tratar-se, em verdade, de habeas corpus substitutivo de recurso especial, pois pretende a reforma do acórdão prolatado pela 11ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de São Paulo, que negou provimento à apelação. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5533601. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 13 Relatório HC 120775 / SP Ocorre que, acompanhando o entendimento firmado pela 1.ª Turma do Supremo Tribunal Federal, nos autos do Habeas Corpus n. 109.956/PR, julgado em 07/08/2012, de relatoria do Excelentíssimo Ministro Marco Aurélio, a 5.ª Turma desse Superior Tribunal de Justiça passou a adotar orientação no sentido de não mais admitir o uso do writ como substitutivo de recurso ordinário, previsto nos arts. 105, II, a, da Constituição da República e 30, da Lei n. 8.038/90, sob pena de frustrar a celeridade e desvirtuar a essência desse instrumento constitucional (v.g. HC n. 252.810, Rel. Min. Laurita Vaz, DJe de 27.08.13). Na hipótese dos autos, verifico que o presente habeas corpus substitutivo de recurso especial foi impetrado posteriormente à mudança do entendimento, o que reforça sua inadmissibilidade. A ilegalidade passível de justificar a impetração do habeas corpus deve ser manifesta, de constatação evidente, restringindo-se a questões de direito, que não demandem incursão no acervo probatório constante de ação penal. (v.g. HC 155.924/RJ, 6ª T, Rel. Min. Maria Thereza de Assis Moura, DJe 29.8.12). Na hipótese dos autos, constata-se que, ao contrário do alegado no writ, a sentença fixou, como regime inicial de cumprimento fixado, o semiaberto, ‘pois se ajusta e convém à acusada que está sendo processada por outros crimes, todos contra o patrimônio’. O Tribunal de origem, por sua vez, ao negar provimento ao apelo defensivo, manteve a sentença, inclusive no que tange ao regime inicial de cumprimento de pena, assim assinalando: No tocante ao regime inicial de cumprimento de pena, o semiaberto permanece inalterado, pois nos termos do artigo 33, § 3º, do C.P, o regime prisional deve ser fixado com base nas circunstâncias judiciais do art. 59 do mesmo diploma, que prevê, dentre outros critérios, a análise da personalidade da sentenciada que, no presente caso, está sendo processada por outros crimes contra o patrimônio, além da frieza e desfaçatez da mesma, que após a subtração da res empregou violência para assegurar a impunidade do crime. Dessarte, verifico que o regime intermediário foi fixado com base em elementos concretos, considerando-se que a Paciente está sendo 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5533601. Supremo Tribunal Federal HC 120775 / SP Ocorre que, acompanhando o entendimento firmado pela 1.ª Turma do Supremo Tribunal Federal, nos autos do Habeas Corpus n. 109.956/PR, julgado em 07/08/2012, de relatoria do Excelentíssimo Ministro Marco Aurélio, a 5.ª Turma desse Superior Tribunal de Justiça passou a adotar orientação no sentido de não mais admitir o uso do writ como substitutivo de recurso ordinário, previsto nos arts. 105, II, a, da Constituição da República e 30, da Lei n. 8.038/90, sob pena de frustrar a celeridade e desvirtuar a essência desse instrumento constitucional (v.g. HC n. 252.810, Rel. Min. Laurita Vaz, DJe de 27.08.13). Na hipótese dos autos, verifico que o presente habeas corpus substitutivo de recurso especial foi impetrado posteriormente à mudança do entendimento, o que reforça sua inadmissibilidade. A ilegalidade passível de justificar a impetração do habeas corpus deve ser manifesta, de constatação evidente, restringindo-se a questões de direito, que não demandem incursão no acervo probatório constante de ação penal. (v.g. HC 155.924/RJ, 6ª T, Rel. Min. Maria Thereza de Assis Moura, DJe 29.8.12). Na hipótese dos autos, constata-se que, ao contrário do alegado no writ, a sentença fixou, como regime inicial de cumprimento fixado, o semiaberto, ‘pois se ajusta e convém à acusada que está sendo processada por outros crimes, todos contra o patrimônio’. O Tribunal de origem, por sua vez, ao negar provimento ao apelo defensivo, manteve a sentença, inclusive no que tange ao regime inicial de cumprimento de pena, assim assinalando: No tocante ao regime inicial de cumprimento de pena, o semiaberto permanece inalterado, pois nos termos do artigo 33, § 3º, do C.P, o regime prisional deve ser fixado com base nas circunstâncias judiciais do art. 59 do mesmo diploma, que prevê, dentre outros critérios, a análise da personalidade da sentenciada que, no presente caso, está sendo processada por outros crimes contra o patrimônio, além da frieza e desfaçatez da mesma, que após a subtração da res empregou violência para assegurar a impunidade do crime. Dessarte, verifico que o regime intermediário foi fixado com base em elementos concretos, considerando-se que a Paciente está sendo 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5533601. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 13 Relatório HC 120775 / SP processada por outros crimes contra o patrimônio, tendo, ademais, praticado falta grave quando detida (fuga). Ausentes, portanto, os indícios do pretenso quadro de configuração da ilegalidade do constrangimento de que estaria sendo vítima a Paciente. (…) Nesses termos, tendo em vista que ato apontado como coator encontra-se em conformidade com o entendimento sumulado por esta Corte, cabível o julgamento monocrático do writ, com base nos arts. 38 da Lei n. 8.038/90 e 34, XVIII, do Regimento Interno do Superior Tribunal de Justiça. Ante o exposto, INDEFIRO LIMINARMENTE O HABEAS CORPUS, com fulcro nos arts. 34, XI e 210, ambos do Regimento Interno do Superior Tribunal de Justiça”. 5. Foi interposto agravo regimental, ao qual a Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça negou provimento em 10.12.2013: “AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. INDEFERIMENTO LIMINAR. WRIT SUBSTITUTIVO DE RECURSO PRÓPRIO. AUSÊNCIA DE FLAGRANTE ILEGALIDADE APTA A POSSIBILITAR A CONCESSÃO DA ORDEM DE OFÍCIO. CRIME DE ROUBO. CONDENAÇÃO À PENA DE QUATRO ANOS. FIXAÇÃO DO REGIME INICIAL SEMIABERTO. FUNDAMENTAÇÃO IDÔNEA. AUSÊNCIA DE ILEGALIDADE. HABEAS CORPUS NÃO CONHECIDO. I- A rejeição liminar encontra-se fundamentada na impossibilidade de utilização do habeas corpus como substitutivo de recurso próprio, após a alteração do entendimento acerca do cabimento do writ, adotada pela 1ª Turma do Pretório Excelso (HC´s ns. 109.956/PR e 104.045/RJ), bem como pela ausência de ilegalidade apta a possibilitar a concessão da ordem de ofício. II- Embora a pena-base tenha sido fixada no mínimo legal, bem como o quantum da pena seja igual a quatro anos de reclusão, há menção a elemento concreto, que respalda o estabelecimento do regime intermediário. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5533601. Supremo Tribunal Federal HC 120775 / SP processada por outros crimes contra o patrimônio, tendo, ademais, praticado falta grave quando detida (fuga). Ausentes, portanto, os indícios do pretenso quadro de configuração da ilegalidade do constrangimento de que estaria sendo vítima a Paciente. (…) Nesses termos, tendo em vista que ato apontado como coator encontra-se em conformidade com o entendimento sumulado por esta Corte, cabível o julgamento monocrático do writ, com base nos arts. 38 da Lei n. 8.038/90 e 34, XVIII, do Regimento Interno do Superior Tribunal de Justiça. Ante o exposto, INDEFIRO LIMINARMENTE O HABEAS CORPUS, com fulcro nos arts. 34, XI e 210, ambos do Regimento Interno do Superior Tribunal de Justiça”. 5. Foi interposto agravo regimental, ao qual a Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça negou provimento em 10.12.2013: “AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. INDEFERIMENTO LIMINAR. WRIT SUBSTITUTIVO DE RECURSO PRÓPRIO. AUSÊNCIA DE FLAGRANTE ILEGALIDADE APTA A POSSIBILITAR A CONCESSÃO DA ORDEM DE OFÍCIO. CRIME DE ROUBO. CONDENAÇÃO À PENA DE QUATRO ANOS. FIXAÇÃO DO REGIME INICIAL SEMIABERTO. FUNDAMENTAÇÃO IDÔNEA. AUSÊNCIA DE ILEGALIDADE. HABEAS CORPUS NÃO CONHECIDO. I- A rejeição liminar encontra-se fundamentada na impossibilidade de utilização do habeas corpus como substitutivo de recurso próprio, após a alteração do entendimento acerca do cabimento do writ, adotada pela 1ª Turma do Pretório Excelso (HC´s ns. 109.956/PR e 104.045/RJ), bem como pela ausência de ilegalidade apta a possibilitar a concessão da ordem de ofício. II- Embora a pena-base tenha sido fixada no mínimo legal, bem como o quantum da pena seja igual a quatro anos de reclusão, há menção a elemento concreto, que respalda o estabelecimento do regime intermediário. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5533601. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 13 Relatório HC 120775 / SP III - Agravo Regimental improvido”. 6. Essa decisão é o objeto do presente habeas corpus, no qual a Impetrante busca a fixação do regime aberto para o início do cumprimento da pena da Paciente. Sustenta que “as circunstâncias judiciais são favoráveis, já que a pena- base restou no mínimo legal. A pena não ultrapassa 08 anos. Portanto, é devida a alteração do regime”. Alega que “o emprego [de] violência para assegurar a impunidade do delito, depois da subtração, faz parte da infração penal imputada” e pontua que “não é possível utilizar processo penal em curso para agravar o regime de cumprimento da pena, já que a postura viola a presunção constitucional de inocência”. Pondera que “não é possível que apenas uma das oito circunstâncias previstas no art. 59 supramencionado, qual seja, as circunstâncias do crime, prevaleça sobre as demais, para a fixação do regime inicial, sob pena de subsistir uma decisão desarrazoada, excessiva, que não encontra guarida no artigo 5º, LIV, da Constituição Federal”. 7. Este o teor dos pedidos: “Diante de todo o exposto, o paciente requer o seguinte: 1 - Que seja concedida a liminar para determinar o regime inicial aberto para o cumprimento de pena; 2 - Que seja conhecida e concedida a ordem de Habeas Corpus para alterar definitivamente o regime inicial de cumprimento da pena para aberto, com a confirmação da liminar; ou [3] - Caso a ordem não seja conhecida e concedida, que esta Corte se manifeste sobre o atendimento ou não ao disposto no Artigo 5º, incisos XXXV, LV, LXVIII e LXXVIII da Constituição 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5533601. Supremo Tribunal Federal HC 120775 / SP III - Agravo Regimental improvido”. 6. Essa decisão é o objeto do presente habeas corpus, no qual a Impetrante busca a fixação do regime aberto para o início do cumprimento da pena da Paciente. Sustenta que “as circunstâncias judiciais são favoráveis, já que a pena- base restou no mínimo legal. A pena não ultrapassa 08 anos. Portanto, é devida a alteração do regime”. Alega que “o emprego [de] violência para assegurar a impunidade do delito, depois da subtração, faz parte da infração penal imputada” e pontua que “não é possível utilizar processo penal em curso para agravar o regime de cumprimento da pena, já que a postura viola a presunção constitucional de inocência”. Pondera que “não é possível que apenas uma das oito circunstâncias previstas no art. 59 supramencionado, qual seja, as circunstâncias do crime, prevaleça sobre as demais, para a fixação do regime inicial, sob pena de subsistir uma decisão desarrazoada, excessiva, que não encontra guarida no artigo 5º, LIV, da Constituição Federal”. 7. Este o teor dos pedidos: “Diante de todo o exposto, o paciente requer o seguinte: 1 - Que seja concedida a liminar para determinar o regime inicial aberto para o cumprimento de pena; 2 - Que seja conhecida e concedida a ordem de Habeas Corpus para alterar definitivamente o regime inicial de cumprimento da pena para aberto, com a confirmação da liminar; ou [3] - Caso a ordem não seja conhecida e concedida, que esta Corte se manifeste sobre o atendimento ou não ao disposto no Artigo 5º, incisos XXXV, LV, LXVIII e LXXVIII da Constituição 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5533601. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 13 Relatório HC 120775 / SP Federal, Artigo 25, I , da Convenção Americana sobre Direitos Humanos e Artigo 647 do Código de Processo Penal, conforme fundamentado no item 2.1”. 8. Em 19.12.2013, indeferi a medida liminar requerida, requisitei informações e determinei vista ao Procurador-Geral da República. 9. As informações foram prestadas e a Procuradoria-Geral da República opinou pela concessão da ordem. É o relatório. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5533601. Supremo Tribunal Federal HC 120775 / SP Federal, Artigo 25, I , da Convenção Americana sobre Direitos Humanos e Artigo 647 do Código de Processo Penal, conforme fundamentado no item 2.1”. 8. Em 19.12.2013, indeferi a medida liminar requerida, requisitei informações e determinei vista ao Procurador-Geral da República. 9. As informações foram prestadas e a Procuradoria-Geral da República opinou pela concessão da ordem. É o relatório. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5533601. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 13 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA 25/03/2014 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 120.775 SÃO PAULO V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora): 1. Embora o parecer da Procuradoria-Geral da República seja pela concessão da ordem, tenho que razão jurídica não assiste à Impetrante. 2. Foi fixado o regime inicial semiaberto com base em circunstâncias concretas do caso, como o fato de estar a Paciente “sendo processada por outros crimes contra o patrimônio, além da frieza e desfaçatez da mesma, que após a subtração da 'res' empregou violência para assegurar a impunidade do crime”. Tem-se na sentença condenatória: “O regime inicial de cumprimento de pena é o semiaberto, pois se ajusta e convém à acusada que esta sendo processada por outros crimes todos contra o patrimônio. O roubo é crime grave, que revela temibilidade do agente. É ele que vem gerando o clima de violência e de intranquilidade que aflige a sociedade brasileira atual, estando a exigir medidas eficazes para combatê-lo (JUTACrim 88/87). Este regime é, portanto, o único compatível com esse tipo de infração e com a frieza e desfaçatez de seu autor. (...) Em síntese, certo que a determinação do regime prisional não é mero consectário da quantidade da pena reclusiva imposta, devendo ser levados em consideração os fatores contemplados no art. 59 do CP, força é convir em que o agente de roubo se sujeita a regime diverso do aberto, porque a autoria de crime dessa natureza põe em evidência ‘personalidade’ marcadamente defeituosa” (grifos nossos). 3. Tem-se no voto condutor do acórdão da 11ª Câmara de Direito Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5533602. Supremo Tribunal Federal 25/03/2014 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 120.775 SÃO PAULO V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora): 1. Embora o parecer da Procuradoria-Geral da República seja pela concessão da ordem, tenho que razão jurídica não assiste à Impetrante. 2. Foi fixado o regime inicial semiaberto com base em circunstâncias concretas do caso, como o fato de estar a Paciente “sendo processada por outros crimes contra o patrimônio, além da frieza e desfaçatez da mesma, que após a subtração da 'res' empregou violência para assegurar a impunidade do crime”. Tem-se na sentença condenatória: “O regime inicial de cumprimento de pena é o semiaberto, pois se ajusta e convém à acusada que esta sendo processada por outros crimes todos contra o patrimônio. O roubo é crime grave, que revela temibilidade do agente. É ele que vem gerando o clima de violência e de intranquilidade que aflige a sociedade brasileira atual, estando a exigir medidas eficazes para combatê-lo (JUTACrim 88/87). Este regime é, portanto, o único compatível com esse tipo de infração e com a frieza e desfaçatez de seu autor. (...) Em síntese, certo que a determinação do regime prisional não é mero consectário da quantidade da pena reclusiva imposta, devendo ser levados em consideração os fatores contemplados no art. 59 do CP, força é convir em que o agente de roubo se sujeita a regime diverso do aberto, porque a autoria de crime dessa natureza põe em evidência ‘personalidade’ marcadamente defeituosa” (grifos nossos). 3. Tem-se no voto condutor do acórdão da 11ª Câmara de Direito Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5533602. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 13 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA HC 120775 / SP Criminal do Tribunal de Justiça de São Paulo: “No tocante ao regime inicial de cumprimento de pena, o semiaberto permanece inalterado, pois nos termos do artigo 33, § 3º, do C.P, o regime prisional deve ser fixado com base nas circunstâncias judiciais do art. 59 do mesmo diploma, que prevê, dentre outros critérios, a análise da personalidade da sentenciada que, no presente caso, está sendo processada por outros crimes contra o patrimônio, além da frieza e desfaçatez da mesma, que após a subtração da ' res ' empregou violência para assegurar a impunidade do crime” (grifos nossos). 4. Dessa forma, conquanto a pena de quatro anos de reclusão e dez dias-multa imposta à Paciente permitisse, em tese, a fixação do regime aberto para o início do cumprimento da pena, as circunstâncias judiciais desfavoráveis conduziram à fixação do regime inicial semiaberto, o que se harmoniza com a jurisprudência consolidada no Brasil: “Habeas corpus. Penal. Roubo triplamente qualificado. Majoração decorrentes das qualificadoras. Decisão concretamente fundamentada em circunstâncias desfavoráveis. Aumento justificado e dentro dos limites discricionários do juiz. Precedentes. Fixação de regime prisional inicial fechado. Possibilidade. Valoração das circunstâncias judiciais do art. 59 do Código Penal, em consonância com o estatuído no § 3º do art. 33, do mesmo codex . Ordem denegada. 1. Cabe ao magistrado, diante das peculiaridades do caso concreto, constatar a ocorrência de circunstâncias que indiquem a necessidade da elevação da majorante acima do mínimo legal. 2. O Juiz sentenciante fundamentou, ainda que de forma sucinta, suficientemente a razão pela qual majorou a pena-base acima do mínimo legal, apontando objetivamente os elementos que o levaram ao incremento de 2/5 (dois quintos), atendendo ao disposto no art. 93, IX, da Constituição da República. 3. Ao fixar o regime inicial fechado para cumprimento da pena privativa de liberdade, fê-lo o juiz diante da valoração das circunstâncias judiciais do art. 59 do Código Penal, em consonância com o estatuído no § 3º do art. 33 do mesmo codex . 4. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5533602. Supremo Tribunal Federal HC 120775 / SP Criminal do Tribunal de Justiça de São Paulo: “No tocante ao regime inicial de cumprimento de pena, o semiaberto permanece inalterado, pois nos termos do artigo 33, § 3º, do C.P, o regime prisional deve ser fixado com base nas circunstâncias judiciais do art. 59 do mesmo diploma, que prevê, dentre outros critérios, a análise da personalidade da sentenciada que, no presente caso, está sendo processada por outros crimes contra o patrimônio, além da frieza e desfaçatez da mesma, que após a subtração da ' res ' empregou violência para assegurar a impunidade do crime” (grifos nossos). 4. Dessa forma, conquanto a pena de quatro anos de reclusão e dez dias-multa imposta à Paciente permitisse, em tese, a fixação do regime aberto para o início do cumprimento da pena, as circunstâncias judiciais desfavoráveis conduziram à fixação do regime inicial semiaberto, o que se harmoniza com a jurisprudência consolidada no Brasil: “Habeas corpus. Penal. Roubo triplamente qualificado. Majoração decorrentes das qualificadoras. Decisão concretamente fundamentada em circunstâncias desfavoráveis. Aumento justificado e dentro dos limites discricionários do juiz. Precedentes. Fixação de regime prisional inicial fechado. Possibilidade. Valoração das circunstâncias judiciais do art. 59 do Código Penal, em consonância com o estatuído no § 3º do art. 33, do mesmo codex . Ordem denegada. 1. Cabe ao magistrado, diante das peculiaridades do caso concreto, constatar a ocorrência de circunstâncias que indiquem a necessidade da elevação da majorante acima do mínimo legal. 2. O Juiz sentenciante fundamentou, ainda que de forma sucinta, suficientemente a razão pela qual majorou a pena-base acima do mínimo legal, apontando objetivamente os elementos que o levaram ao incremento de 2/5 (dois quintos), atendendo ao disposto no art. 93, IX, da Constituição da República. 3. Ao fixar o regime inicial fechado para cumprimento da pena privativa de liberdade, fê-lo o juiz diante da valoração das circunstâncias judiciais do art. 59 do Código Penal, em consonância com o estatuído no § 3º do art. 33 do mesmo codex . 4. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5533602. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 13 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA HC 120775 / SP Habeas corpus denegado” (HC 107.620, Relator o Ministro Dias Toffoli, DJe 23.5.2012, grifos nossos). “RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. CONSTITUCIONAL. IMPUTAÇÃO DA PRÁTICA DO DELITO DE ROUBO. PRETENSÃO DE FIXAÇÃO DE REGIME PRISIONAL ABERTO PARA CUMPRIMENTO DE PENA. 1. MATÉRIA NÃO APRECIADA PELO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. IMPOSSIBILIDADE DE EXAME SOB PENA DE SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. 2. TRÂNSITO EM JULGADO DO ACÓRDÃO PROFERIDO NO JULGAMENTO DO RECURSO DE APELAÇÃO DA DEFESA, EM RAZÃO DA IMPETRAÇÃO APENAS DE HABEAS CORPUS NO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. IMPOSSIBILIDADE DE UTILIZAÇÃO DE HABEAS CORPUS COMO SUCEDÂNEO DE REVISÃO CRIMINAL. 3. CIRCUNSTÃNCIAS JUDICIAIS DESFAVORÁVEIS. POSSIBILIDADE DE FIXAÇÃO DE REGIME PRISIONAL MAIS RIGOROSO. 1. Pedido do presente recurso restrito à fixação do regime prisional aberto para o início do cumprimento da pena imposta ao Recorrente. Matéria não examinada pelo Superior Tribunal de Justiça, que se restringiu a assentar a impossibilidade de utilização do habeas corpus em substituição dos recursos cabíveis. Impossibilidade de conhecimento deste recurso, sob pena de contrariedade à repartição constitucional de competências e indevida supressão de instância. Precedentes. 2. Trânsito em julgado do acórdão objeto da impetração no Superior Tribunal de Justiça. Nos termos da jurisprudência deste Supremo Tribunal, o habeas corpus não pode ser utilizado como sucedâneo de revisão criminal. 3. Possibilidade de fixação de regime prisional mais rigoroso do que aquele previsto no art. 33, § 2º, alínea c , do Código Penal quando as circunstâncias judiciais são desfavoráveis. Precedentes. 4. Recurso ao qual se nega provimento” (RHC 110.773, de minha relatoria, DJe 14.2.2012, grifos nossos). “HABEAS CORPUS. DIREITO PENAL. REGIME PRISIONAL MAIS GRAVOSO. NEGATIVA DE SUBSTITUIÇÃO 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5533602. Supremo Tribunal Federal HC 120775 / SP Habeas corpus denegado” (HC 107.620, Relator o Ministro Dias Toffoli, DJe 23.5.2012, grifos nossos). “RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. CONSTITUCIONAL. IMPUTAÇÃO DA PRÁTICA DO DELITO DE ROUBO. PRETENSÃO DE FIXAÇÃO DE REGIME PRISIONAL ABERTO PARA CUMPRIMENTO DE PENA. 1. MATÉRIA NÃO APRECIADA PELO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. IMPOSSIBILIDADE DE EXAME SOB PENA DE SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. 2. TRÂNSITO EM JULGADO DO ACÓRDÃO PROFERIDO NO JULGAMENTO DO RECURSO DE APELAÇÃO DA DEFESA, EM RAZÃO DA IMPETRAÇÃO APENAS DE HABEAS CORPUS NO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. IMPOSSIBILIDADE DE UTILIZAÇÃO DE HABEAS CORPUS COMO SUCEDÂNEO DE REVISÃO CRIMINAL. 3. CIRCUNSTÃNCIAS JUDICIAIS DESFAVORÁVEIS. POSSIBILIDADE DE FIXAÇÃO DE REGIME PRISIONAL MAIS RIGOROSO. 1. Pedido do presente recurso restrito à fixação do regime prisional aberto para o início do cumprimento da pena imposta ao Recorrente. Matéria não examinada pelo Superior Tribunal de Justiça, que se restringiu a assentar a impossibilidade de utilização do habeas corpus em substituição dos recursos cabíveis. Impossibilidade de conhecimento deste recurso, sob pena de contrariedade à repartição constitucional de competências e indevida supressão de instância. Precedentes. 2. Trânsito em julgado do acórdão objeto da impetração no Superior Tribunal de Justiça. Nos termos da jurisprudência deste Supremo Tribunal, o habeas corpus não pode ser utilizado como sucedâneo de revisão criminal. 3. Possibilidade de fixação de regime prisional mais rigoroso do que aquele previsto no art. 33, § 2º, alínea c , do Código Penal quando as circunstâncias judiciais são desfavoráveis. Precedentes. 4. Recurso ao qual se nega provimento” (RHC 110.773, de minha relatoria, DJe 14.2.2012, grifos nossos). “HABEAS CORPUS. DIREITO PENAL. REGIME PRISIONAL MAIS GRAVOSO. NEGATIVA DE SUBSTITUIÇÃO 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5533602. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 13 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA HC 120775 / SP DA PENA PRIVATIVA DE LIBERDADE POR RESTRITIVA DE DIREITOS. AUSÊNCIA DE ILEGALIDADE. CIRCUNSTÂNCIAS JUDICIAIS DESFAVORÁVEIS E REINCIDÊNCIA. ORDEM DENEGADA. 1. A despeito de a condenação aplicada ser inferior a quatro anos, há a presença de circunstâncias desfavoráveis ao paciente, o que possibilita a aplicação de regime mais gravoso para o cumprimento da pena do que aquele previsto no art. 33, § 2º, c , do Código Penal, devendo ser mantido o regime semi-aberto. (…) 3. Writ denegado” (HC 102.115, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJe 6.4.2011, grifos nossos). ‘Execução penal: regime inicial de cumprimento. 1. A gravidade do tipo incidente, para todos os efeitos jurídicos, traduz-se na escala penal a ele cominado e, em concreto, na pena aplicada: por isso, é inadmissível a imposição de regime mais severo que o correspondente, em princípio, à pena aplicada, quando baseada apenas na valoração judicial subjetiva da gravidade em abstrato do crime praticado: Súmula 718. 2. Quando fundada não apenas na gravidade abstrata do crime, mas também em circunstâncias específicas do fato, pode a sentença impor ao condenado regime mais severo que o autorizado pela quantidade de pena aplicada. 3. Verificar, no contexto do fato concreto, se as circunstâncias, às quais apelou no tópico o julgado, justificam ou não o regime mais severo ultrapassa os lindes do habeas corpus” (HC 83.930, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ 6.8.2004, grifos nossos). 5. Ademais, as informações prestadas evidenciam não ser adequada a fixação do regime aberto para a Paciente, pois, na oportunidade que teve, se evadiu para não continuar o cumprimento da pena imposta: “segue extrato da Vara de Execuções Criminais e Folha de Antecedentes atualizada da Paciente, contendo informação de abandono após a saída temporária relativa ao feriado da Páscoa de 2013, seguido da sustação cautelar do regime intermediário em face da evasão, expedição de mandado de recaptura e reinclusão no sistema carcerário em 26 de julho de 2013 (regime fechado)”. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5533602. Supremo Tribunal Federal HC 120775 / SP DA PENA PRIVATIVA DE LIBERDADE POR RESTRITIVA DE DIREITOS. AUSÊNCIA DE ILEGALIDADE. CIRCUNSTÂNCIAS JUDICIAIS DESFAVORÁVEIS E REINCIDÊNCIA. ORDEM DENEGADA. 1. A despeito de a condenação aplicada ser inferior a quatro anos, há a presença de circunstâncias desfavoráveis ao paciente, o que possibilita a aplicação de regime mais gravoso para o cumprimento da pena do que aquele previsto no art. 33, § 2º, c , do Código Penal, devendo ser mantido o regime semi-aberto. (…) 3. Writ denegado” (HC 102.115, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJe 6.4.2011, grifos nossos). ‘Execução penal: regime inicial de cumprimento. 1. A gravidade do tipo incidente, para todos os efeitos jurídicos, traduz-se na escala penal a ele cominado e, em concreto, na pena aplicada: por isso, é inadmissível a imposição de regime mais severo que o correspondente, em princípio, à pena aplicada, quando baseada apenas na valoração judicial subjetiva da gravidade em abstrato do crime praticado: Súmula 718. 2. Quando fundada não apenas na gravidade abstrata do crime, mas também em circunstâncias específicas do fato, pode a sentença impor ao condenado regime mais severo que o autorizado pela quantidade de pena aplicada. 3. Verificar, no contexto do fato concreto, se as circunstâncias, às quais apelou no tópico o julgado, justificam ou não o regime mais severo ultrapassa os lindes do habeas corpus” (HC 83.930, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ 6.8.2004, grifos nossos). 5. Ademais, as informações prestadas evidenciam não ser adequada a fixação do regime aberto para a Paciente, pois, na oportunidade que teve, se evadiu para não continuar o cumprimento da pena imposta: “segue extrato da Vara de Execuções Criminais e Folha de Antecedentes atualizada da Paciente, contendo informação de abandono após a saída temporária relativa ao feriado da Páscoa de 2013, seguido da sustação cautelar do regime intermediário em face da evasão, expedição de mandado de recaptura e reinclusão no sistema carcerário em 26 de julho de 2013 (regime fechado)”. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5533602. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 13 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA HC 120775 / SP 6. Pelo exposto, voto pela denegação da ordem. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5533602. Supremo Tribunal Federal HC 120775 / SP 6. Pelo exposto, voto pela denegação da ordem. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5533602. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 13 Extrato de Ata - 25/03/2014 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 120.775 PROCED. : SÃO PAULO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA PACTE.(S) : CAMILA DA SILVA IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por votação unânime, denegou a ordem, nos termos do voto da Relatora. 2ª Turma, 25.03.2014. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 5534399 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 120.775 PROCED. : SÃO PAULO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA PACTE.(S) : CAMILA DA SILVA IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por votação unânime, denegou a ordem, nos termos do voto da Relatora. 2ª Turma, 25.03.2014. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 5534399 Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 13
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=5581059
2014-03-25T00:00:00
2014-04-03T00:00:00
A Turma, por votação unânime, denegou a ordem, nos termos do voto da Relatora. 2ª Turma, 25.03.2014.
HABEAS CORPUS
EMENTA: HABEAS CORPUS. CONSTITUCIONAL. PENAL. CRIME DE ROUBO. FUNDAMENTAÇÃO IDÔNEA PARA A FIXAÇÃO DO REGIME PRISIONAL SEMIABERTO. ORDEM DENEGADA. 1. Conquanto a pena de quatro anos de reclusão e dez dias-multa imposta à Paciente permitisse, em tese, a fixação do regime aberto para o início do cumprimento da pena, as circunstâncias judiciais desfavoráveis conduziram à fixação do regime inicial semiaberto, o que se harmoniza com a jurisprudência consolidada no Brasil. Precedentes. 2. Ordem denegada.
sjur259822
- Acórdão(s) citado(s): (REGIME INICIAL, FIXAÇÃO ) HC 83930 (1ªT), HC 102115 (2ªT), HC 107620 (1ªT), RHC 110773 (1ªT). Número de páginas: 13. Análise: 09/04/2014, TIA.
CÁRMEN LÚCIA
Segunda Turma
120775
null
HC
acordaos
HC 120775
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PACTE.(S) : CAMILA DA SILVA IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
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Ementa e Acórdão 25/03/2014 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 120.775 SÃO PAULO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA PACTE.(S) :CAMILA DA SILVA IMPTE.(S) :DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA EMENTA: HABEAS CORPUS. CONSTITUCIONAL. PENAL. CRIME DE ROUBO. FUNDAMENTAÇÃO IDÔNEA PARA A FIXAÇÃO DO REGIME PRISIONAL SEMIABERTO. ORDEM DENEGADA. 1. Conquanto a pena de quatro anos de reclusão e dez dias-multa imposta à Paciente permitisse, em tese, a fixação do regime aberto para o início do cumprimento da pena, as circunstâncias judiciais desfavoráveis conduziram à fixação do regime inicial semiaberto, o que se harmoniza com a jurisprudência consolidada no Brasil. Precedentes. 2. Ordem denegada. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência da Ministra Cármen Lúcia, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, em denegar a ordem, nos termos do voto da Relatora. Brasília, 25 de março de 2014. Ministra CÁRMEN LÚCIA - Relatora Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5533600. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 13 Relatório 25/03/2014 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 120.775 SÃO PAULO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA PACTE.(S) :CAMILA DA SILVA IMPTE.(S) :DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora): 1. Habeas corpus, com requerimento de medida liminar, impetrado pela DEFENSORIA PÚBLICA DE SÃO PAULO, em favor de CAMILA DA SILVA, contra julgado da Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça, que, em 10.12.2013, negou provimento ao Agravo Regimental no Habeas Corpus n. 279.426, Relatora a Ministra Regina Helena Costa. 2. Tem-se, nos autos, que o juízo da 9... Vara Criminal da Comarca de São Paulo condenou a Paciente como incursa no art. 157, § 1..., do Código Penal à pena de quatro anos de reclusão e dez dias-multa, em regime inicial semiaberto. 3. A defesa da Paciente interpôs recurso de apelação, ao qual, em 7.8.2013, a 11... Câmara de Direito Criminal do Tribunal de Justiça de São Paulo negou provimento: “Apelação Roubo Impróprio (Art. 157, § 1..., do C.P.) Recurso defensivo Materialidade e autoria devidamente comprovados Ré confessa em juízo Confissão corroborada pelos demais elementos de prova Condenação de rigor. Pretendido o reconhecimento do princípio da insignificância Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5533601. Supremo Tribunal Federal 25/03/2014 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 120.775 SÃO PAULO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA PACTE.(S) :CAMILA DA SILVA IMPTE.(S) :DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora): 1. Habeas corpus, com requerimento de medida liminar, impetrado pela DEFENSORIA PÚBLICA DE SÃO PAULO, em favor de CAMILA DA SILVA, contra julgado da Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça, que, em 10.12.2013, negou provimento ao Agravo Regimental no Habeas Corpus n. 279.426, Relatora a Ministra Regina Helena Costa. 2. Tem-se, nos autos, que o juízo da 9... Vara Criminal da Comarca de São Paulo condenou a Paciente como incursa no art. 157, § 1..., do Código Penal à pena de quatro anos de reclusão e dez dias-multa, em regime inicial semiaberto. 3. A defesa da Paciente interpôs recurso de apelação, ao qual, em 7.8.2013, a 11... Câmara de Direito Criminal do Tribunal de Justiça de São Paulo negou provimento: “Apelação Roubo Impróprio (Art. 157, § 1..., do C.P.) Recurso defensivo Materialidade e autoria devidamente comprovados Ré confessa em juízo Confissão corroborada pelos demais elementos de prova Condenação de rigor. Pretendido o reconhecimento do princípio da insignificância Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5533601. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 13 Relatório HC 120775 / SP Inaplicabilidade em delitos praticados com violência ou grave ameaça Precedentes do C.Superior Tribunal de Justiça - O pequeno valor da ‘res’ não tem o condão de eximir de responsabilidade o autor do ilícito. Desclassificação para furto Inadmissibilidade Firme e coerente depoimento prestado pela vítima – A própria apelante confessou que desferiu um soco no ofendido - Violência posterior configurada. Reconhecimento da tentativa Inadmissibilidade Delito que se consuma com o emprego da violência logo após a subtração da 'res' Não havendo tentativa, não há que se falar em crime impossível. Dosimetria Pena fixada no mínimo legal Impossibilidade de redução da pena aquém do mínimo pelo reconhecimento da atenuante da confissão Súmula 231 do C.Superior Tribunal de Justiça - Regime inicial semiaberto, nos termos do art. 33, § 3..., do C.P - Sentença mantida Recurso improvido”. 4. Contra esse acórdão, no qual foi mantido o regime semiaberto para o início do cumprimento da pena, foi impetrado o Habeas Corpus n. 279.426. Em 9.10.2013, a Ministra Regina Helena Costa, do Superior Tribunal de Justiça, indeferiu liminarmente essa impetração: “Trata-se de habeas corpus, com pedido liminar, impetrado em favor de CAMILA SILVA, apontando-se como autoridade coatora o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo. Sustenta a Impetrante, em síntese, ser incabível a fixação do regime fechado, porquanto, fixada a pena-base no mínimo legal, a Paciente foi condenada à pena de 04 (quatro) anos de reclusão. Requer, liminarmente, a concessão da ordem, para fixação do cumprimento da pena no regime inicial aberto, sob o argumento de que ‘a fundamentação exarada para fixar o regime fechado é inidônea’, sendo que ‘a manutenção do regime fechado gera indevida restrição da liberdade’. É o relatório. Decido. De início, verifico tratar-se, em verdade, de habeas corpus substitutivo de recurso especial, pois pretende a reforma do acórdão prolatado pela 11... Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de São Paulo, que negou provimento à apelação. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5533601. Supremo Tribunal Federal HC 120775 / SP Inaplicabilidade em delitos praticados com violência ou grave ameaça Precedentes do C.Superior Tribunal de Justiça - O pequeno valor da ‘res’ não tem o condão de eximir de responsabilidade o autor do ilícito. Desclassificação para furto Inadmissibilidade Firme e coerente depoimento prestado pela vítima – A própria apelante confessou que desferiu um soco no ofendido - Violência posterior configurada. Reconhecimento da tentativa Inadmissibilidade Delito que se consuma com o emprego da violência logo após a subtração da 'res' Não havendo tentativa, não há que se falar em crime impossível. Dosimetria Pena fixada no mínimo legal Impossibilidade de redução da pena aquém do mínimo pelo reconhecimento da atenuante da confissão Súmula 231 do C.Superior Tribunal de Justiça - Regime inicial semiaberto, nos termos do art. 33, § 3..., do C.P - Sentença mantida Recurso improvido”. 4. Contra esse acórdão, no qual foi mantido o regime semiaberto para o início do cumprimento da pena, foi impetrado o Habeas Corpus n. 279.426. Em 9.10.2013, a Ministra Regina Helena Costa, do Superior Tribunal de Justiça, indeferiu liminarmente essa impetração: “Trata-se de habeas corpus, com pedido liminar, impetrado em favor de CAMILA SILVA, apontando-se como autoridade coatora o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo. Sustenta a Impetrante, em síntese, ser incabível a fixação do regime fechado, porquanto, fixada a pena-base no mínimo legal, a Paciente foi condenada à pena de 04 (quatro) anos de reclusão. Requer, liminarmente, a concessão da ordem, para fixação do cumprimento da pena no regime inicial aberto, sob o argumento de que ‘a fundamentação exarada para fixar o regime fechado é inidônea’, sendo que ‘a manutenção do regime fechado gera indevida restrição da liberdade’. É o relatório. Decido. De início, verifico tratar-se, em verdade, de habeas corpus substitutivo de recurso especial, pois pretende a reforma do acórdão prolatado pela 11... Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de São Paulo, que negou provimento à apelação. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5533601. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 13 Relatório HC 120775 / SP Ocorre que, acompanhando o entendimento firmado pela 1. Turma do Supremo Tribunal Federal, nos autos do Habeas Corpus n. 109.956/PR, julgado em 07/08/2012, de relatoria do Excelentíssimo Ministro Marco Aurélio, a 5. Turma desse Superior Tribunal de Justiça passou a adotar orientação no sentido de não mais admitir o uso do writ como substitutivo de recurso ordinário, previsto nos arts. 105, II, a, da Constituição da República e 30, da Lei n. 8.038/90, sob pena de frustrar a celeridade e desvirtuar a essência desse instrumento constitucional (v.g. HC n. 252.810, Rel. Min. Laurita Vaz, DJe de 27.08.13). Na hipótese dos autos, verifico que o presente habeas corpus substitutivo de recurso especial foi impetrado posteriormente à mudança do entendimento, o que reforça sua inadmissibilidade. A ilegalidade passível de justificar a impetração do habeas corpus deve ser manifesta, de constatação evidente, restringindo-se a questões de direito, que não demandem incursão no acervo probatório constante de ação penal. (v.g. HC 155.924/RJ, 6... T, Rel. Min. Maria Thereza de Assis Moura, DJe 29.8.12). Na hipótese dos autos, constata-se que, ao contrário do alegado no writ, a sentença fixou, como regime inicial de cumprimento fixado, o semiaberto, ‘pois se ajusta e convém à acusada que está sendo processada por outros crimes, todos contra o patrimônio’. O Tribunal de origem, por sua vez, ao negar provimento ao apelo defensivo, manteve a sentença, inclusive no que tange ao regime inicial de cumprimento de pena, assim assinalando: No tocante ao regime inicial de cumprimento de pena, o semiaberto permanece inalterado, pois nos termos do artigo 33, § 3..., do C.P, o regime prisional deve ser fixado com base nas circunstâncias judiciais do art. 59 do mesmo diploma, que prevê, dentre outros critérios, a análise da personalidade da sentenciada que, no presente caso, está sendo processada por outros crimes contra o patrimônio, além da frieza e desfaçatez da mesma, que após a subtração da res empregou violência para assegurar a impunidade do crime. Dessarte, verifico que o regime intermediário foi fixado com base em elementos concretos, considerando-se que a Paciente está sendo 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5533601. Supremo Tribunal Federal HC 120775 / SP Ocorre que, acompanhando o entendimento firmado pela 1. Turma do Supremo Tribunal Federal, nos autos do Habeas Corpus n. 109.956/PR, julgado em 07/08/2012, de relatoria do Excelentíssimo Ministro Marco Aurélio, a 5. Turma desse Superior Tribunal de Justiça passou a adotar orientação no sentido de não mais admitir o uso do writ como substitutivo de recurso ordinário, previsto nos arts. 105, II, a, da Constituição da República e 30, da Lei n. 8.038/90, sob pena de frustrar a celeridade e desvirtuar a essência desse instrumento constitucional (v.g. HC n. 252.810, Rel. Min. Laurita Vaz, DJe de 27.08.13). Na hipótese dos autos, verifico que o presente habeas corpus substitutivo de recurso especial foi impetrado posteriormente à mudança do entendimento, o que reforça sua inadmissibilidade. A ilegalidade passível de justificar a impetração do habeas corpus deve ser manifesta, de constatação evidente, restringindo-se a questões de direito, que não demandem incursão no acervo probatório constante de ação penal. (v.g. HC 155.924/RJ, 6... T, Rel. Min. Maria Thereza de Assis Moura, DJe 29.8.12). Na hipótese dos autos, constata-se que, ao contrário do alegado no writ, a sentença fixou, como regime inicial de cumprimento fixado, o semiaberto, ‘pois se ajusta e convém à acusada que está sendo processada por outros crimes, todos contra o patrimônio’. O Tribunal de origem, por sua vez, ao negar provimento ao apelo defensivo, manteve a sentença, inclusive no que tange ao regime inicial de cumprimento de pena, assim assinalando: No tocante ao regime inicial de cumprimento de pena, o semiaberto permanece inalterado, pois nos termos do artigo 33, § 3..., do C.P, o regime prisional deve ser fixado com base nas circunstâncias judiciais do art. 59 do mesmo diploma, que prevê, dentre outros critérios, a análise da personalidade da sentenciada que, no presente caso, está sendo processada por outros crimes contra o patrimônio, além da frieza e desfaçatez da mesma, que após a subtração da res empregou violência para assegurar a impunidade do crime. Dessarte, verifico que o regime intermediário foi fixado com base em elementos concretos, considerando-se que a Paciente está sendo 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5533601. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 13 Relatório HC 120775 / SP processada por outros crimes contra o patrimônio, tendo, ademais, praticado falta grave quando detida (fuga). Ausentes, portanto, os indícios do pretenso quadro de configuração da ilegalidade do constrangimento de que estaria sendo vítima a Paciente. (…) Nesses termos, tendo em vista que ato apontado como coator encontra-se em conformidade com o entendimento sumulado por esta Corte, cabível o julgamento monocrático do writ, com base nos arts. 38 da Lei n. 8.038/90 e 34, XVIII, do Regimento Interno do Superior Tribunal de Justiça. Ante o exposto, INDEFIRO LIMINARMENTE O HABEAS CORPUS, com fulcro nos arts. 34, XI e 210, ambos do Regimento Interno do Superior Tribunal de Justiça”. 5. Foi interposto agravo regimental, ao qual a Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça negou provimento em 10.12.2013: “AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. INDEFERIMENTO LIMINAR. WRIT SUBSTITUTIVO DE RECURSO PRÓPRIO. AUSÊNCIA DE FLAGRANTE ILEGALIDADE APTA A POSSIBILITAR A CONCESSÃO DA ORDEM DE OFÍCIO. CRIME DE ROUBO. CONDENAÇÃO À PENA DE QUATRO ANOS. FIXAÇÃO DO REGIME INICIAL SEMIABERTO. FUNDAMENTAÇÃO IDÔNEA. AUSÊNCIA DE ILEGALIDADE. HABEAS CORPUS NÃO CONHECIDO. I- A rejeição liminar encontra-se fundamentada na impossibilidade de utilização do habeas corpus como substitutivo de recurso próprio, após a alteração do entendimento acerca do cabimento do writ, adotada pela 1... Turma do Pretório Excelso (HC´s ns. 109.956/PR e 104.045/RJ), bem como pela ausência de ilegalidade apta a possibilitar a concessão da ordem de ofício. II- Embora a pena-base tenha sido fixada no mínimo legal, bem como o quantum da pena seja igual a quatro anos de reclusão, há menção a elemento concreto, que respalda o estabelecimento do regime intermediário. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5533601. Supremo Tribunal Federal HC 120775 / SP processada por outros crimes contra o patrimônio, tendo, ademais, praticado falta grave quando detida (fuga). Ausentes, portanto, os indícios do pretenso quadro de configuração da ilegalidade do constrangimento de que estaria sendo vítima a Paciente. (…) Nesses termos, tendo em vista que ato apontado como coator encontra-se em conformidade com o entendimento sumulado por esta Corte, cabível o julgamento monocrático do writ, com base nos arts. 38 da Lei n. 8.038/90 e 34, XVIII, do Regimento Interno do Superior Tribunal de Justiça. Ante o exposto, INDEFIRO LIMINARMENTE O HABEAS CORPUS, com fulcro nos arts. 34, XI e 210, ambos do Regimento Interno do Superior Tribunal de Justiça”. 5. Foi interposto agravo regimental, ao qual a Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça negou provimento em 10.12.2013: “AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. INDEFERIMENTO LIMINAR. WRIT SUBSTITUTIVO DE RECURSO PRÓPRIO. AUSÊNCIA DE FLAGRANTE ILEGALIDADE APTA A POSSIBILITAR A CONCESSÃO DA ORDEM DE OFÍCIO. CRIME DE ROUBO. CONDENAÇÃO À PENA DE QUATRO ANOS. FIXAÇÃO DO REGIME INICIAL SEMIABERTO. FUNDAMENTAÇÃO IDÔNEA. AUSÊNCIA DE ILEGALIDADE. HABEAS CORPUS NÃO CONHECIDO. I- A rejeição liminar encontra-se fundamentada na impossibilidade de utilização do habeas corpus como substitutivo de recurso próprio, após a alteração do entendimento acerca do cabimento do writ, adotada pela 1... Turma do Pretório Excelso (HC´s ns. 109.956/PR e 104.045/RJ), bem como pela ausência de ilegalidade apta a possibilitar a concessão da ordem de ofício. II- Embora a pena-base tenha sido fixada no mínimo legal, bem como o quantum da pena seja igual a quatro anos de reclusão, há menção a elemento concreto, que respalda o estabelecimento do regime intermediário. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5533601. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 13 Relatório HC 120775 / SP III - Agravo Regimental improvido”. 6. Essa decisão é o objeto do presente habeas corpus, no qual a Impetrante busca a fixação do regime aberto para o início do cumprimento da pena da Paciente. Sustenta que “as circunstâncias judiciais são favoráveis, já que a pena- base restou no mínimo legal. A pena não ultrapassa 08 anos. Portanto, é devida a alteração do regime”. Alega que “o emprego [de] violência para assegurar a impunidade do delito, depois da subtração, faz parte da infração penal imputada” e pontua que “não é possível utilizar processo penal em curso para agravar o regime de cumprimento da pena, já que a postura viola a presunção constitucional de inocência”. Pondera que “não é possível que apenas uma das oito circunstâncias previstas no art. 59 supramencionado, qual seja, as circunstâncias do crime, prevaleça sobre as demais, para a fixação do regime inicial, sob pena de subsistir uma decisão desarrazoada, excessiva, que não encontra guarida no artigo 5..., LIV, da Constituição Federal”. 7. Este o teor dos pedidos: “Diante de todo o exposto, o paciente requer o seguinte: 1 - Que seja concedida a liminar para determinar o regime inicial aberto para o cumprimento de pena; 2 - Que seja conhecida e concedida a ordem de Habeas Corpus para alterar definitivamente o regime inicial de cumprimento da pena para aberto, com a confirmação da liminar; ou [3] - Caso a ordem não seja conhecida e concedida, que esta Corte se manifeste sobre o atendimento ou não ao disposto no Artigo 5..., incisos XXXV, LV, LXVIII e LXXVIII da Constituição 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5533601. Supremo Tribunal Federal HC 120775 / SP III - Agravo Regimental improvido”. 6. Essa decisão é o objeto do presente habeas corpus, no qual a Impetrante busca a fixação do regime aberto para o início do cumprimento da pena da Paciente. Sustenta que “as circunstâncias judiciais são favoráveis, já que a pena- base restou no mínimo legal. A pena não ultrapassa 08 anos. Portanto, é devida a alteração do regime”. Alega que “o emprego [de] violência para assegurar a impunidade do delito, depois da subtração, faz parte da infração penal imputada” e pontua que “não é possível utilizar processo penal em curso para agravar o regime de cumprimento da pena, já que a postura viola a presunção constitucional de inocência”. Pondera que “não é possível que apenas uma das oito circunstâncias previstas no art. 59 supramencionado, qual seja, as circunstâncias do crime, prevaleça sobre as demais, para a fixação do regime inicial, sob pena de subsistir uma decisão desarrazoada, excessiva, que não encontra guarida no artigo 5..., LIV, da Constituição Federal”. 7. Este o teor dos pedidos: “Diante de todo o exposto, o paciente requer o seguinte: 1 - Que seja concedida a liminar para determinar o regime inicial aberto para o cumprimento de pena; 2 - Que seja conhecida e concedida a ordem de Habeas Corpus para alterar definitivamente o regime inicial de cumprimento da pena para aberto, com a confirmação da liminar; ou [3] - Caso a ordem não seja conhecida e concedida, que esta Corte se manifeste sobre o atendimento ou não ao disposto no Artigo 5..., incisos XXXV, LV, LXVIII e LXXVIII da Constituição 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5533601. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 13 Relatório HC 120775 / SP Federal, Artigo 25, I , da Convenção Americana sobre Direitos Humanos e Artigo 647 do Código de Processo Penal, conforme fundamentado no item 2.1”. 8. Em 19.12.2013, indeferi a medida liminar requerida, requisitei informações e determinei vista ao Procurador-Geral da República. 9. As informações foram prestadas e a Procuradoria-Geral da República opinou pela concessão da ordem. É o relatório. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5533601. Supremo Tribunal Federal HC 120775 / SP Federal, Artigo 25, I , da Convenção Americana sobre Direitos Humanos e Artigo 647 do Código de Processo Penal, conforme fundamentado no item 2.1”. 8. Em 19.12.2013, indeferi a medida liminar requerida, requisitei informações e determinei vista ao Procurador-Geral da República. 9. As informações foram prestadas e a Procuradoria-Geral da República opinou pela concessão da ordem. É o relatório. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5533601. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 13 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA 25/03/2014 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 120.775 SÃO PAULO V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora): 1. Embora o parecer da Procuradoria-Geral da República seja pela concessão da ordem, tenho que razão jurídica não assiste à Impetrante. 2. Foi fixado o regime inicial semiaberto com base em circunstâncias concretas do caso, como o fato de estar a Paciente “sendo processada por outros crimes contra o patrimônio, além da frieza e desfaçatez da mesma, que após a subtração da 'res' empregou violência para assegurar a impunidade do crime”. Tem-se na sentença condenatória: “O regime inicial de cumprimento de pena é o semiaberto, pois se ajusta e convém à acusada que esta sendo processada por outros crimes todos contra o patrimônio. O roubo é crime grave, que revela temibilidade do agente. É ele que vem gerando o clima de violência e de intranquilidade que aflige a sociedade brasileira atual, estando a exigir medidas eficazes para combatê-lo (JUTACrim 88/87). Este regime é, portanto, o único compatível com esse tipo de infração e com a frieza e desfaçatez de seu autor. (...) Em síntese, certo que a determinação do regime prisional não é mero consectário da quantidade da pena reclusiva imposta, devendo ser levados em consideração os fatores contemplados no art. 59 do Código Penal Brasileiro, força é convir em que o agente de roubo se sujeita a regime diverso do aberto, porque a autoria de crime dessa natureza põe em evidência ‘personalidade’ marcadamente defeituosa” (grifos nossos). 3. Tem-se no voto condutor do acórdão da 11... Câmara de Direito Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5533602. Supremo Tribunal Federal 25/03/2014 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 120.775 SÃO PAULO V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora): 1. Embora o parecer da Procuradoria-Geral da República seja pela concessão da ordem, tenho que razão jurídica não assiste à Impetrante. 2. Foi fixado o regime inicial semiaberto com base em circunstâncias concretas do caso, como o fato de estar a Paciente “sendo processada por outros crimes contra o patrimônio, além da frieza e desfaçatez da mesma, que após a subtração da 'res' empregou violência para assegurar a impunidade do crime”. Tem-se na sentença condenatória: “O regime inicial de cumprimento de pena é o semiaberto, pois se ajusta e convém à acusada que esta sendo processada por outros crimes todos contra o patrimônio. O roubo é crime grave, que revela temibilidade do agente. É ele que vem gerando o clima de violência e de intranquilidade que aflige a sociedade brasileira atual, estando a exigir medidas eficazes para combatê-lo (JUTACrim 88/87). Este regime é, portanto, o único compatível com esse tipo de infração e com a frieza e desfaçatez de seu autor. (...) Em síntese, certo que a determinação do regime prisional não é mero consectário da quantidade da pena reclusiva imposta, devendo ser levados em consideração os fatores contemplados no art. 59 do Código Penal Brasileiro, força é convir em que o agente de roubo se sujeita a regime diverso do aberto, porque a autoria de crime dessa natureza põe em evidência ‘personalidade’ marcadamente defeituosa” (grifos nossos). 3. Tem-se no voto condutor do acórdão da 11... Câmara de Direito Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5533602. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 13 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA HC 120775 / SP Criminal do Tribunal de Justiça de São Paulo: “No tocante ao regime inicial de cumprimento de pena, o semiaberto permanece inalterado, pois nos termos do artigo 33, § 3..., do C.P, o regime prisional deve ser fixado com base nas circunstâncias judiciais do art. 59 do mesmo diploma, que prevê, dentre outros critérios, a análise da personalidade da sentenciada que, no presente caso, está sendo processada por outros crimes contra o patrimônio, além da frieza e desfaçatez da mesma, que após a subtração da ' res ' empregou violência para assegurar a impunidade do crime” (grifos nossos). 4. Dessa forma, conquanto a pena de quatro anos de reclusão e dez dias-multa imposta à Paciente permitisse, em tese, a fixação do regime aberto para o início do cumprimento da pena, as circunstâncias judiciais desfavoráveis conduziram à fixação do regime inicial semiaberto, o que se harmoniza com a jurisprudência consolidada no Brasil: “Habeas corpus. Penal. Roubo triplamente qualificado. Majoração decorrentes das qualificadoras. Decisão concretamente fundamentada em circunstâncias desfavoráveis. Aumento justificado e dentro dos limites discricionários do juiz. Precedentes. Fixação de regime prisional inicial fechado. Possibilidade. Valoração das circunstâncias judiciais do art. 59 do Código Penal, em consonância com o estatuído no § 3... do art. 33, do mesmo codex . Ordem denegada. 1. Cabe ao magistrado, diante das peculiaridades do caso concreto, constatar a ocorrência de circunstâncias que indiquem a necessidade da elevação da majorante acima do mínimo legal. 2. O Juiz sentenciante fundamentou, ainda que de forma sucinta, suficientemente a razão pela qual majorou a pena-base acima do mínimo legal, apontando objetivamente os elementos que o levaram ao incremento de 2/5 (dois quintos), atendendo ao disposto no art. 93, IX, da Constituição da República. 3. Ao fixar o regime inicial fechado para cumprimento da pena privativa de liberdade, fê-lo o juiz diante da valoração das circunstâncias judiciais do art. 59 do Código Penal, em consonância com o estatuído no § 3... do art. 33 do mesmo codex . 4. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5533602. Supremo Tribunal Federal HC 120775 / SP Criminal do Tribunal de Justiça de São Paulo: “No tocante ao regime inicial de cumprimento de pena, o semiaberto permanece inalterado, pois nos termos do artigo 33, § 3..., do C.P, o regime prisional deve ser fixado com base nas circunstâncias judiciais do art. 59 do mesmo diploma, que prevê, dentre outros critérios, a análise da personalidade da sentenciada que, no presente caso, está sendo processada por outros crimes contra o patrimônio, além da frieza e desfaçatez da mesma, que após a subtração da ' res ' empregou violência para assegurar a impunidade do crime” (grifos nossos). 4. Dessa forma, conquanto a pena de quatro anos de reclusão e dez dias-multa imposta à Paciente permitisse, em tese, a fixação do regime aberto para o início do cumprimento da pena, as circunstâncias judiciais desfavoráveis conduziram à fixação do regime inicial semiaberto, o que se harmoniza com a jurisprudência consolidada no Brasil: “Habeas corpus. Penal. Roubo triplamente qualificado. Majoração decorrentes das qualificadoras. Decisão concretamente fundamentada em circunstâncias desfavoráveis. Aumento justificado e dentro dos limites discricionários do juiz. Precedentes. Fixação de regime prisional inicial fechado. Possibilidade. Valoração das circunstâncias judiciais do art. 59 do Código Penal, em consonância com o estatuído no § 3... do art. 33, do mesmo codex . Ordem denegada. 1. Cabe ao magistrado, diante das peculiaridades do caso concreto, constatar a ocorrência de circunstâncias que indiquem a necessidade da elevação da majorante acima do mínimo legal. 2. O Juiz sentenciante fundamentou, ainda que de forma sucinta, suficientemente a razão pela qual majorou a pena-base acima do mínimo legal, apontando objetivamente os elementos que o levaram ao incremento de 2/5 (dois quintos), atendendo ao disposto no art. 93, IX, da Constituição da República. 3. Ao fixar o regime inicial fechado para cumprimento da pena privativa de liberdade, fê-lo o juiz diante da valoração das circunstâncias judiciais do art. 59 do Código Penal, em consonância com o estatuído no § 3... do art. 33 do mesmo codex . 4. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5533602. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 13 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA HC 120775 / SP Habeas corpus denegado” (HC 107.620, Relator o Ministro Dias Toffoli, DJe 23.5.2012, grifos nossos). “RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. CONSTITUCIONAL. IMPUTAÇÃO DA PRÁTICA DO DELITO DE ROUBO. PRETENSÃO DE FIXAÇÃO DE REGIME PRISIONAL ABERTO PARA CUMPRIMENTO DE PENA. 1. MATÉRIA NÃO APRECIADA PELO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. IMPOSSIBILIDADE DE EXAME SOB PENA DE SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. 2. TRÂNSITO EM JULGADO DO ACÓRDÃO PROFERIDO NO JULGAMENTO DO RECURSO DE APELAÇÃO DA DEFESA, EM RAZÃO DA IMPETRAÇÃO APENAS DE HABEAS CORPUS NO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. IMPOSSIBILIDADE DE UTILIZAÇÃO DE HABEAS CORPUS COMO SUCEDÂNEO DE REVISÃO CRIMINAL. 3. CIRCUNSTÃNCIAS JUDICIAIS DESFAVORÁVEIS. POSSIBILIDADE DE FIXAÇÃO DE REGIME PRISIONAL MAIS RIGOROSO. 1. Pedido do presente recurso restrito à fixação do regime prisional aberto para o início do cumprimento da pena imposta ao Recorrente. Matéria não examinada pelo Superior Tribunal de Justiça, que se restringiu a assentar a impossibilidade de utilização do habeas corpus em substituição dos recursos cabíveis. Impossibilidade de conhecimento deste recurso, sob pena de contrariedade à repartição constitucional de competências e indevida supressão de instância. Precedentes. 2. Trânsito em julgado do acórdão objeto da impetração no Superior Tribunal de Justiça. Nos termos da jurisprudência deste Supremo Tribunal, o habeas corpus não pode ser utilizado como sucedâneo de revisão criminal. 3. Possibilidade de fixação de regime prisional mais rigoroso do que aquele previsto no art. 33, § 2..., alínea c , do Código Penal quando as circunstâncias judiciais são desfavoráveis. Precedentes. 4. Recurso ao qual se nega provimento” (RHC 110.773, de minha relatoria, DJe 14.2.2012, grifos nossos). “HABEAS CORPUS. DIREITO PENAL. REGIME PRISIONAL MAIS GRAVOSO. NEGATIVA DE SUBSTITUIÇÃO 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5533602. Supremo Tribunal Federal HC 120775 / SP Habeas corpus denegado” (HC 107.620, Relator o Ministro Dias Toffoli, DJe 23.5.2012, grifos nossos). “RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. CONSTITUCIONAL. IMPUTAÇÃO DA PRÁTICA DO DELITO DE ROUBO. PRETENSÃO DE FIXAÇÃO DE REGIME PRISIONAL ABERTO PARA CUMPRIMENTO DE PENA. 1. MATÉRIA NÃO APRECIADA PELO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. IMPOSSIBILIDADE DE EXAME SOB PENA DE SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. 2. TRÂNSITO EM JULGADO DO ACÓRDÃO PROFERIDO NO JULGAMENTO DO RECURSO DE APELAÇÃO DA DEFESA, EM RAZÃO DA IMPETRAÇÃO APENAS DE HABEAS CORPUS NO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. IMPOSSIBILIDADE DE UTILIZAÇÃO DE HABEAS CORPUS COMO SUCEDÂNEO DE REVISÃO CRIMINAL. 3. CIRCUNSTÃNCIAS JUDICIAIS DESFAVORÁVEIS. POSSIBILIDADE DE FIXAÇÃO DE REGIME PRISIONAL MAIS RIGOROSO. 1. Pedido do presente recurso restrito à fixação do regime prisional aberto para o início do cumprimento da pena imposta ao Recorrente. Matéria não examinada pelo Superior Tribunal de Justiça, que se restringiu a assentar a impossibilidade de utilização do habeas corpus em substituição dos recursos cabíveis. Impossibilidade de conhecimento deste recurso, sob pena de contrariedade à repartição constitucional de competências e indevida supressão de instância. Precedentes. 2. Trânsito em julgado do acórdão objeto da impetração no Superior Tribunal de Justiça. Nos termos da jurisprudência deste Supremo Tribunal, o habeas corpus não pode ser utilizado como sucedâneo de revisão criminal. 3. Possibilidade de fixação de regime prisional mais rigoroso do que aquele previsto no art. 33, § 2..., alínea c , do Código Penal quando as circunstâncias judiciais são desfavoráveis. Precedentes. 4. Recurso ao qual se nega provimento” (RHC 110.773, de minha relatoria, DJe 14.2.2012, grifos nossos). “HABEAS CORPUS. DIREITO PENAL. REGIME PRISIONAL MAIS GRAVOSO. NEGATIVA DE SUBSTITUIÇÃO 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5533602. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 13 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA HC 120775 / SP DA PENA PRIVATIVA DE LIBERDADE POR RESTRITIVA DE DIREITOS. AUSÊNCIA DE ILEGALIDADE. CIRCUNSTÂNCIAS JUDICIAIS DESFAVORÁVEIS E REINCIDÊNCIA. ORDEM DENEGADA. 1. A despeito de a condenação aplicada ser inferior a quatro anos, há a presença de circunstâncias desfavoráveis ao paciente, o que possibilita a aplicação de regime mais gravoso para o cumprimento da pena do que aquele previsto no art. 33, § 2..., c , do Código Penal, devendo ser mantido o regime semi-aberto. (…) 3. Writ denegado” (HC 102.115, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJe 6.4.2011, grifos nossos). ‘Execução penal: regime inicial de cumprimento. 1. A gravidade do tipo incidente, para todos os efeitos jurídicos, traduz-se na escala penal a ele cominado e, em concreto, na pena aplicada: por isso, é inadmissível a imposição de regime mais severo que o correspondente, em princípio, à pena aplicada, quando baseada apenas na valoração judicial subjetiva da gravidade em abstrato do crime praticado: Súmula 718. 2. Quando fundada não apenas na gravidade abstrata do crime, mas também em circunstâncias específicas do fato, pode a sentença impor ao condenado regime mais severo que o autorizado pela quantidade de pena aplicada. 3. Verificar, no contexto do fato concreto, se as circunstâncias, às quais apelou no tópico o julgado, justificam ou não o regime mais severo ultrapassa os lindes do habeas corpus” (HC 83.930, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ 6.8.2004, grifos nossos). 5. Ademais, as informações prestadas evidenciam não ser adequada a fixação do regime aberto para a Paciente, pois, na oportunidade que teve, se evadiu para não continuar o cumprimento da pena imposta: “segue extrato da Vara de Execuções Criminais e Folha de Antecedentes atualizada da Paciente, contendo informação de abandono após a saída temporária relativa ao feriado da Páscoa de 2013, seguido da sustação cautelar do regime intermediário em face da evasão, expedição de mandado de recaptura e reinclusão no sistema carcerário em 26 de julho de 2013 (regime fechado)”. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5533602. Supremo Tribunal Federal HC 120775 / SP DA PENA PRIVATIVA DE LIBERDADE POR RESTRITIVA DE DIREITOS. AUSÊNCIA DE ILEGALIDADE. CIRCUNSTÂNCIAS JUDICIAIS DESFAVORÁVEIS E REINCIDÊNCIA. ORDEM DENEGADA. 1. A despeito de a condenação aplicada ser inferior a quatro anos, há a presença de circunstâncias desfavoráveis ao paciente, o que possibilita a aplicação de regime mais gravoso para o cumprimento da pena do que aquele previsto no art. 33, § 2..., c , do Código Penal, devendo ser mantido o regime semi-aberto. (…) 3. Writ denegado” (HC 102.115, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJe 6.4.2011, grifos nossos). ‘Execução penal: regime inicial de cumprimento. 1. A gravidade do tipo incidente, para todos os efeitos jurídicos, traduz-se na escala penal a ele cominado e, em concreto, na pena aplicada: por isso, é inadmissível a imposição de regime mais severo que o correspondente, em princípio, à pena aplicada, quando baseada apenas na valoração judicial subjetiva da gravidade em abstrato do crime praticado: Súmula 718. 2. Quando fundada não apenas na gravidade abstrata do crime, mas também em circunstâncias específicas do fato, pode a sentença impor ao condenado regime mais severo que o autorizado pela quantidade de pena aplicada. 3. Verificar, no contexto do fato concreto, se as circunstâncias, às quais apelou no tópico o julgado, justificam ou não o regime mais severo ultrapassa os lindes do habeas corpus” (HC 83.930, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ 6.8.2004, grifos nossos). 5. Ademais, as informações prestadas evidenciam não ser adequada a fixação do regime aberto para a Paciente, pois, na oportunidade que teve, se evadiu para não continuar o cumprimento da pena imposta: “segue extrato da Vara de Execuções Criminais e Folha de Antecedentes atualizada da Paciente, contendo informação de abandono após a saída temporária relativa ao feriado da Páscoa de 2013, seguido da sustação cautelar do regime intermediário em face da evasão, expedição de mandado de recaptura e reinclusão no sistema carcerário em 26 de julho de 2013 (regime fechado)”. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5533602. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 13 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA HC 120775 / SP 6. Pelo exposto, voto pela denegação da ordem. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5533602. Supremo Tribunal Federal HC 120775 / SP 6. Pelo exposto, voto pela denegação da ordem. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5533602. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 13 Extrato de Ata - 25/03/2014 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 120.775 PROCED. : SÃO PAULO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA PACTE.(S) : CAMILA DA SILVA IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por votação unânime, denegou a ordem, nos termos do voto da Relatora. 2... Turma, 25.03.2014. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 5534399 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 120.775 PROCED. : SÃO PAULO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA PACTE.(S) : CAMILA DA SILVA IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por votação unânime, denegou a ordem, nos termos do voto da Relatora. 2... Turma, 25.03.2014. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 5534399 Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 13
{ "JURISPRUDENCIA": [ "HABEAS CORPUS 120 . 775", "HABEAS CORPUS 120 . 775", "Agravo Regimental no Habeas Corpus n . 279 . 426", "HABEAS CORPUS 120 . 775 SÃO", "Agravo Regimental no Habeas Corpus n . 279 . 426", "HC 120775 / SP", "Súmula 231 do C . Superior Tribunal de Justiça", "Habeas Corpus n . 279 . 426", "HC 120775 / SP", "Súmula 231 do C . 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Vara Criminal da Comarca de São Paulo", "11", ".", ".", ". Câmara de Direito Criminal do Tribunal de Justiça de São Paulo", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE SÃO PAULO", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "DEFENSORIA PÚBLICA DE SÃO PAULO", "Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça", "9", ".", ".", ".", "Vara Criminal da Comarca de São Paulo", "11", ".", ".", ".", "Câmara de Direito Criminal do Tribunal de Justiça de São Paulo", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "C", "Superior Tribunal de Justiça", "Superior Tribunal de Justiça", "Tribunal de Justiça do Estado de", "11", ".", ". . Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de São Paulo", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "C", ".", "Superior Tribunal de Justiça", "Superior Tribunal de Justiça", "Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo", "11", ".", ".", ".", "Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de São Paulo", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "1", ". Turma do", "Supremo Tribunal Federal", "5", ".", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "1", ".", "Turma do Supremo Tribunal Federal", "5", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça", "1", ".", "Turma do Pretório Excelso", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça", "1", ".", ".", ".", "Turma do Pretório Excelso", "[UNK] ns . 109 . 956 / PR", "104", ".", "045", "/", "RJ", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Procuradoria", "-", "Geral da República", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Procuradoria", "-", "Geral da República", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "Procuradoria", "-", "Geral da República", "11", "Câmara de Direito", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Procuradoria", "-", "Geral da República", "11", ".", ". . Câmara de Direito", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Tribunal de Justiça de São Paulo", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal de Justiça de São Paulo", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Superior Tribunal de Justiça", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Superior Tribunal de Justiça", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE SÃO PAULO", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "2", ".", ".", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE SÃO PAULO", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "CÁRMEN LÚCIA", "CAMILA DA SILVA", "Cármen Lúcia", "CÁRMEN LÚCIA", "LÚCIA", "CAMILA DA SILVA", "CÁRMEN LÚCIA", "CAMILA DA SILVA", "Regina Helena Costa", "CÁRMEN LÚCIA", "CAMILA DA SILVA", "CÁRMEN LÚCIA", "CAMILA DA SILVA", "Regina Helena Costa", "Regina Helena Costa", "CAMILA SILVA", "Regina Helena Costa", "CAMILA SILVA", "Marco Aurélio", "Laurita Vaz", "Maria Thereza de Assis Moura", "Marco Aurélio", "Laurita Vaz", "Maria Thereza de Assis Moura", "CÁRMEN LÚCIA", "CÁRMEN LÚCIA", "CÁRMEN LÚCIA", "CÁRMEN LÚCIA", "CÁRMEN LÚCIA", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "CÁRMEN LÚCIA", "Ellen Gracie", "Sepúlveda Pertence", "Ellen Gracie", "Sepúlveda Pertence", "CÁRMEN LÚCIA", "CÁRMEN LÚCIA", "CAMILA DA SILVA", "Cármen Lúcia", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Teori Zavascki", "Paulo Gustavo Gonet Branco", "Ravena Siqueira", "CAMILA DA SILVA", "Cármen Lúcia", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Teori Zavascki", "Paulo Gustavo Gonet Branco", "Ravena Siqueira" ], "TEMPO": [ "25", "/", "03", "/", "2014", "25 de março de 2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "25", "/", "03", "/", "2014", "10", ".", "12", ".", "2013", "7", ".", "8", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "25", "/", "03", "/", "2014", "10", ".", "12", ".", "2013", "7", ".", "8", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "9", ".", "10", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "9", ".", "10", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "07", "/", "08", "/", "2012", "27", ".", "08", ".", "13", "29", ".", "8", ".", "12", "24", "/", "08", "/", "2001", "07", "/", "08", "/", "2012", "27", ".", "08", ".", "13", "29", ".", "8", ".", "12", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", ".", "12", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", ".", "12", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", ".", "12", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", ".", "12", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "25", "/", "03", "/", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "25", "/", "03", "/", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "23", ".", "5", ".", "2012", "14", ".", "2", ".", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "23", ".", "5", ".", "2012", "14", ".", "2", ".", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "6", ".", "4", ".", "2011", "6", ".", "8", ".", "2004", "Páscoa de 2013", "26 de julho de 2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "6", ".", "4", ".", "2011", "6", ".", "8", ".", "2004", "feriado", "26 de julho de 2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "25", "/", "03", "/", "2014", "25", ".", "03", ".", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "25", ".", "03", ".", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 25/03/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 856.552 BAHIA RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :ESTADO DA BAHIA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA BAHIA AGDO.(A/S) :DISTRIBUIDORA DE LIVROS JMS LTDA. E OUTROS ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. EXECUÇÃO FISCAL. QUEBRA DE SIGILO FISCAL. INDEFERIMENTO. MEDIDA EXCEPCIONAL. CONCLUSÃO PELA AUSÊNCIA DOS REQUISITOS LEGAIS. SÚMULA 279/STF. ALEGADA OFENSA AO DEVIDO PROCESSO LEGAL. INEXISTÊNCIA. A decisão que determina a quebra de sigilo fiscal deve ser interpretada como atividade excepcional do Poder Judiciário, motivo pelo qual somente deve ser proferida quando comprovado nos autos a absoluta imprescindibilidade da medida. O Tribunal de origem entendeu que não estariam presentes os requisitos legais para a expedição de ofício à Receita Federal visando à quebra do sigilo fiscal dos sócios da empresa executada. Conclusão diversa demandaria o prévio exame do acervo probatório constante dos autos, providência que encontra óbice no teor da Súmula 279/STF. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 25 de março de 2014. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5667812. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9 Relatório 25/03/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 856.552 BAHIA RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :ESTADO DA BAHIA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA BAHIA AGDO.(A/S) :DISTRIBUIDORA DE LIVROS JMS LTDA. E OUTROS ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão monocrática do Ministro Joaquim Barbosa, relator originário do feito, que negou provimento ao agravo de instrumento, pelos seguintes fundamentos (fls. 237/238): “Trata-se de agravo de instrumento de decisão que não admitiu recurso extraordinário (art. 102, III, a, da Constituição federal) interposto de acórdão do Tribunal de Justiça do Estado da Bahia, cuja ementa tem o seguinte teor (fls. 121): ‘PROCESSUAL CIVIL. EXECUÇÃO FISCAL. PEDIDO INJUSTIFICADO DE EXPEDIÇÃO DE OFÍCIO À RECEITA FEDERAL, VISANDO INFORMAÇÕES SIGILOSAS SOBRE DECLARAÇÃO DE BENS DA EMPRESA EXECUTADA E SEUS CO- RESPONSÁVEIS TRIBUTÁRIOS. EXCEPCIONALIDADE DA MEDIDA. INDEFERIMENTO ADMISSÍVEL. AGRAVO DE INSTRUMENTO. IRRESIGNAÇÃO IMOTIVADA. RECURSO IMPROVIDO. Não merece reforma a decisão fundamentada, indeferitória de pedido de expedição de ofício à Receita Federal, formulado sem justificativa legal, visando informações sobre as declarações Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5667814. Supremo Tribunal Federal 25/03/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 856.552 BAHIA RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :ESTADO DA BAHIA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA BAHIA AGDO.(A/S) :DISTRIBUIDORA DE LIVROS JMS LTDA. E OUTROS ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão monocrática do Ministro Joaquim Barbosa, relator originário do feito, que negou provimento ao agravo de instrumento, pelos seguintes fundamentos (fls. 237/238): “Trata-se de agravo de instrumento de decisão que não admitiu recurso extraordinário (art. 102, III, a, da Constituição federal) interposto de acórdão do Tribunal de Justiça do Estado da Bahia, cuja ementa tem o seguinte teor (fls. 121): ‘PROCESSUAL CIVIL. EXECUÇÃO FISCAL. PEDIDO INJUSTIFICADO DE EXPEDIÇÃO DE OFÍCIO À RECEITA FEDERAL, VISANDO INFORMAÇÕES SIGILOSAS SOBRE DECLARAÇÃO DE BENS DA EMPRESA EXECUTADA E SEUS CO- RESPONSÁVEIS TRIBUTÁRIOS. EXCEPCIONALIDADE DA MEDIDA. INDEFERIMENTO ADMISSÍVEL. AGRAVO DE INSTRUMENTO. IRRESIGNAÇÃO IMOTIVADA. RECURSO IMPROVIDO. Não merece reforma a decisão fundamentada, indeferitória de pedido de expedição de ofício à Receita Federal, formulado sem justificativa legal, visando informações sobre as declarações Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5667814. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9 Relatório AI 856552 AGR / BA de bens e rendimentos da empresa executada e seus co responsáveis tributários. (...)’ (Grifos originais) Nas razões recurso extraordinário, o agravante alega ofensa aos arts. 5º, XXXV, LIV, LV; 93, IX e 192, da Carta Magna. Sustenta que o Tribunal a quo deixou de observar as garantias do contraditório e da ampla defesa, ao indeferir o pedido de expedição de ofícios à Delegacia da Receita Federal e ao Banco Central. É o relatório. Decido. O recurso extraordinário, ao alegar ofensa ao art. 192 da Constituição federal, versa questão constitucional não ventilada na decisão recorrida, faltando-lhe, pois, o indispensável prequestionamento (Súmulas 282 e 356). Ademais, inexiste violação aos arts. 5º, XXXV, e 93, IX da Carta Magna. Com efeito, o acórdão recorrido inequivocamente prestou jurisdição, em observância aos princípios do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa, tendo enfrentado as questões suscitadas com a devida fundamentação, ainda que com ela não concorde o agravante. Por outro lado, concluir diversamente do Tribunal de origem – no tocante à conveniência da expedição de ofícios à Delegacia da Receita Federal e ao Banco Central – demandaria o prévio exame da legislação infraconstitucional e do quadro fático-probatório, de forma que eventual ofensa à Constituição federal, acaso existente, seria meramente indireta ou reflexa, insuscetível, portanto, de conhecimento na via estreita do recurso extraordinário (Súmulas 279 e 636 do STF). Do exposto, nego seguimento ao agravo de instrumento.” 2. A parte agravante alega que teria ocorrido ofensa direta aos dispositivos constitucionais destacados no recurso extraordinário. Afirma que o Plenário Virtual desta Corte reconheceu a repercussão geral da matéria. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5667814. Supremo Tribunal Federal AI 856552 AGR / BA de bens e rendimentos da empresa executada e seus co responsáveis tributários. (...)’ (Grifos originais) Nas razões recurso extraordinário, o agravante alega ofensa aos arts. 5º, XXXV, LIV, LV; 93, IX e 192, da Carta Magna. Sustenta que o Tribunal a quo deixou de observar as garantias do contraditório e da ampla defesa, ao indeferir o pedido de expedição de ofícios à Delegacia da Receita Federal e ao Banco Central. É o relatório. Decido. O recurso extraordinário, ao alegar ofensa ao art. 192 da Constituição federal, versa questão constitucional não ventilada na decisão recorrida, faltando-lhe, pois, o indispensável prequestionamento (Súmulas 282 e 356). Ademais, inexiste violação aos arts. 5º, XXXV, e 93, IX da Carta Magna. Com efeito, o acórdão recorrido inequivocamente prestou jurisdição, em observância aos princípios do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa, tendo enfrentado as questões suscitadas com a devida fundamentação, ainda que com ela não concorde o agravante. Por outro lado, concluir diversamente do Tribunal de origem – no tocante à conveniência da expedição de ofícios à Delegacia da Receita Federal e ao Banco Central – demandaria o prévio exame da legislação infraconstitucional e do quadro fático-probatório, de forma que eventual ofensa à Constituição federal, acaso existente, seria meramente indireta ou reflexa, insuscetível, portanto, de conhecimento na via estreita do recurso extraordinário (Súmulas 279 e 636 do STF). Do exposto, nego seguimento ao agravo de instrumento.” 2. A parte agravante alega que teria ocorrido ofensa direta aos dispositivos constitucionais destacados no recurso extraordinário. Afirma que o Plenário Virtual desta Corte reconheceu a repercussão geral da matéria. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5667814. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9 Relatório AI 856552 AGR / BA 3. É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5667814. Supremo Tribunal Federal AI 856552 AGR / BA 3. É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5667814. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 25/03/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 856.552 BAHIA V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. O agravo não deve ser provido, tendo em vista que a parte recorrente se limita a repetir as alegações do agravo de instrumento, sem trazer novos argumentos suficientes para modificar a decisão ora agravada. 2. Tal como constatou a decisão agravada, inexiste a alegada ofensa aos arts. 5º, XXXV, e 93, IX, da Constituição Federal, uma vez que o Tribunal de origem prestou jurisdição por acórdão devidamente fundamentado, sem violar os princípios do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa. 3. O Plenário deste Tribunal já assentou o entendimento de que as decisões judiciais não precisam ser necessariamente analíticas, bastando que contenham fundamentos suficientes para justificar suas conclusões. Nesse sentido, reconhecendo a repercussão geral da matéria, veja-se a ementa do AI 791.292-QO-RG, julgado sob a relatoria do Ministro Gilmar Mendes: “Questão de ordem. Agravo de Instrumento. Conversão em recurso extraordinário (CPC, art. 544, §§ 3° e 4°). 2. Alegação de ofensa aos incisos XXXV e LX do art. 5º e ao inciso IX do art. 93 da Constituição Federal. Inocorrência. 3. O art. 93, IX, da Constituição Federal exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar, contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão. 4. Questão de ordem acolhida para reconhecer a repercussão Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5667813. Supremo Tribunal Federal 25/03/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 856.552 BAHIA V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. O agravo não deve ser provido, tendo em vista que a parte recorrente se limita a repetir as alegações do agravo de instrumento, sem trazer novos argumentos suficientes para modificar a decisão ora agravada. 2. Tal como constatou a decisão agravada, inexiste a alegada ofensa aos arts. 5º, XXXV, e 93, IX, da Constituição Federal, uma vez que o Tribunal de origem prestou jurisdição por acórdão devidamente fundamentado, sem violar os princípios do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa. 3. O Plenário deste Tribunal já assentou o entendimento de que as decisões judiciais não precisam ser necessariamente analíticas, bastando que contenham fundamentos suficientes para justificar suas conclusões. Nesse sentido, reconhecendo a repercussão geral da matéria, veja-se a ementa do AI 791.292-QO-RG, julgado sob a relatoria do Ministro Gilmar Mendes: “Questão de ordem. Agravo de Instrumento. Conversão em recurso extraordinário (CPC, art. 544, §§ 3° e 4°). 2. Alegação de ofensa aos incisos XXXV e LX do art. 5º e ao inciso IX do art. 93 da Constituição Federal. Inocorrência. 3. O art. 93, IX, da Constituição Federal exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar, contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão. 4. Questão de ordem acolhida para reconhecer a repercussão Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5667813. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO AI 856552 AGR / BA geral, reafirmar a jurisprudência do Tribunal, negar provimento ao recurso e autorizar a adoção dos procedimentos relacionados à repercussão geral.” 4. Ademais, esta Corte já firmou entendimento no sentido de que a alegação de desrespeito ao postulado da prestação jurisdicional não configura ofensa apta a a ensejar a abertura da via extraordinária. Vejam- se, a propósito, as seguintes ementas: “DIREITO TRIBUTÁRIO. CONTRIBUIÇÃO PARA A INTEGRAÇÃO SOCIAL - PIS E CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL – COFINS. DIREITO AO CRÉDITO. TRIBUTAÇÃO MONOFÁSICA. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. DECISÃO SUFICIENTEMENTE MOTIVADA. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 18.06.2009. Suficientemente explicitados os motivos de decidir, inexistente o vício de nulidade por negativa de prestação jurisdicional. A discussão travada nos autos não alcança status constitucional, porquanto solvida à luz da interpretação da legislação infraconstitucional aplicável à espécie. Agravo regimental conhecido e não provido.” (RE 760.122-AgR, Rel.ª Min.ª Rosa Weber, Primeira Turma) “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. IPVA. Prescrição. Ocorrência. Legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. Reexame de fatos e provas. Impossibilidade. Precedentes. 1. A afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando depende, para ser reconhecida como tal, da análise de normas infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição da República. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5667813. Supremo Tribunal Federal AI 856552 AGR / BA geral, reafirmar a jurisprudência do Tribunal, negar provimento ao recurso e autorizar a adoção dos procedimentos relacionados à repercussão geral.” 4. Ademais, esta Corte já firmou entendimento no sentido de que a alegação de desrespeito ao postulado da prestação jurisdicional não configura ofensa apta a a ensejar a abertura da via extraordinária. Vejam- se, a propósito, as seguintes ementas: “DIREITO TRIBUTÁRIO. CONTRIBUIÇÃO PARA A INTEGRAÇÃO SOCIAL - PIS E CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL – COFINS. DIREITO AO CRÉDITO. TRIBUTAÇÃO MONOFÁSICA. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. DECISÃO SUFICIENTEMENTE MOTIVADA. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 18.06.2009. Suficientemente explicitados os motivos de decidir, inexistente o vício de nulidade por negativa de prestação jurisdicional. A discussão travada nos autos não alcança status constitucional, porquanto solvida à luz da interpretação da legislação infraconstitucional aplicável à espécie. Agravo regimental conhecido e não provido.” (RE 760.122-AgR, Rel.ª Min.ª Rosa Weber, Primeira Turma) “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. IPVA. Prescrição. Ocorrência. Legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. Reexame de fatos e provas. Impossibilidade. Precedentes. 1. A afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando depende, para ser reconhecida como tal, da análise de normas infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição da República. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5667813. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO AI 856552 AGR / BA 2. Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise da legislação infraconstitucional e o reexame dos fatos e das provas dos autos. Incidência das Súmulas nºs 636 e 279/STF. 3. Agravo regimental não provido.” (ARE 750.157-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, Primeira Turma) 5. Quanto ao mérito, o Tribunal de origem acolheu as seguintes razões de decidir: “Inadmissível a expedição de ofício à Receita Federal, visando obtenção de informações sigilosas sobre declarações de bens dos sócios da executada, posto que se trata de quebra de sigilo fiscal, sem a demonstração, pelo exequente, de haver esgotado todos os meios para encontrar os bens do devedor a serem penhorados, ou que haja uma barreira intransponível para a obtenção dos dados solicitados por meio da via extrajudicial. A quebra de sigilo fiscal perseguida pela exequente é medida excepcional, dependendo da presença de motivos relevantes.” 6. De fato, a decisão que determina a quebra de sigilo fiscal deve ser interpretada como atividade excepcional do Poder Judiciário, motivo pelo qual somente deve ser proferida quando comprovado nos autos absoluta imprescindibilidade da medida. 7. A hipótese não trata da obtenção de informações sigilosas, após a instauração do regular procedimento administrativo, tal qual previsto no art. 6º da Lei Complementar nº 105/2001. Trata-se de medida solicitada em processo de execução, visando à obtenção de bens passíveis de constrição, no intuito de obter a satisfação do crédito pretendido. 8. Analisando as provas e os fatos correlatos, o Tribunal de origem entendeu que a parte exequente não exaurira os meios necessários para obtenção dos bens do devedor. Com efeito, dissentir das conclusões adotadas pelo Tribunal de origem demandaria o reexame do acervo 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5667813. Supremo Tribunal Federal AI 856552 AGR / BA 2. Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise da legislação infraconstitucional e o reexame dos fatos e das provas dos autos. Incidência das Súmulas nºs 636 e 279/STF. 3. Agravo regimental não provido.” (ARE 750.157-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, Primeira Turma) 5. Quanto ao mérito, o Tribunal de origem acolheu as seguintes razões de decidir: “Inadmissível a expedição de ofício à Receita Federal, visando obtenção de informações sigilosas sobre declarações de bens dos sócios da executada, posto que se trata de quebra de sigilo fiscal, sem a demonstração, pelo exequente, de haver esgotado todos os meios para encontrar os bens do devedor a serem penhorados, ou que haja uma barreira intransponível para a obtenção dos dados solicitados por meio da via extrajudicial. A quebra de sigilo fiscal perseguida pela exequente é medida excepcional, dependendo da presença de motivos relevantes.” 6. De fato, a decisão que determina a quebra de sigilo fiscal deve ser interpretada como atividade excepcional do Poder Judiciário, motivo pelo qual somente deve ser proferida quando comprovado nos autos absoluta imprescindibilidade da medida. 7. A hipótese não trata da obtenção de informações sigilosas, após a instauração do regular procedimento administrativo, tal qual previsto no art. 6º da Lei Complementar nº 105/2001. Trata-se de medida solicitada em processo de execução, visando à obtenção de bens passíveis de constrição, no intuito de obter a satisfação do crédito pretendido. 8. Analisando as provas e os fatos correlatos, o Tribunal de origem entendeu que a parte exequente não exaurira os meios necessários para obtenção dos bens do devedor. Com efeito, dissentir das conclusões adotadas pelo Tribunal de origem demandaria o reexame do acervo 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5667813. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO AI 856552 AGR / BA probatório constante dos autos, providência que encontra óbice na Súmula 279/STF. 9. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5667813. Supremo Tribunal Federal AI 856552 AGR / BA probatório constante dos autos, providência que encontra óbice na Súmula 279/STF. 9. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5667813. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9 Extrato de Ata - 25/03/2014 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 856.552 PROCED. : BAHIA RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : ESTADO DA BAHIA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA BAHIA AGDO.(A/S) : DISTRIBUIDORA DE LIVROS JMS LTDA. E OUTROS ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 25.3.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 5608770 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 856.552 PROCED. : BAHIA RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : ESTADO DA BAHIA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA BAHIA AGDO.(A/S) : DISTRIBUIDORA DE LIVROS JMS LTDA. E OUTROS ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 25.3.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 5608770 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=5697384
2014-03-25T00:00:00
2014-04-24T00:00:00
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 25.3.2014.
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO
EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. EXECUÇÃO FISCAL. QUEBRA DE SIGILO FISCAL. INDEFERIMENTO. MEDIDA EXCEPCIONAL. CONCLUSÃO PELA AUSÊNCIA DOS REQUISITOS LEGAIS. SÚMULA 279/STF. ALEGADA OFENSA AO DEVIDO PROCESSO LEGAL. INEXISTÊNCIA. A decisão que determina a quebra de sigilo fiscal deve ser interpretada como atividade excepcional do Poder Judiciário, motivo pelo qual somente deve ser proferida quando comprovado nos autos a absoluta imprescindibilidade da medida. O Tribunal de origem entendeu que não estariam presentes os requisitos legais para a expedição de ofício à Receita Federal visando à quebra do sigilo fiscal dos sócios da empresa executada. Conclusão diversa demandaria o prévio exame do acervo probatório constante dos autos, providência que encontra óbice no teor da Súmula 279/STF. Agravo regimental a que se nega provimento.
sjur261593
- Acórdão(s) citado(s): (FUNDAMENTAÇÃO, DECISÃO JUDICIAL) AI 791292 QO-RG. (PRESTAÇÃO JURISDICIONAL) ARE 750157 AgR (1ªT), RE 760122 AgR (1ªT). Número de páginas: 9. Análise: 29/04/2014, TIA.
ROBERTO BARROSO
Primeira Turma
856552
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00005 INC-00035 ART-00093 INC-00009\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED LCP-000105 ANO-2001\n ART-00006\n LEI COMPLEMENTAR\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
AI-AgR
acordaos
AI 856552 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : ESTADO DA BAHIA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA BAHIA AGDO.(A/S) : DISTRIBUIDORA DE LIVROS JMS LTDA. E OUTROS ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
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Ementa e Acórdão 25/03/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 856.552 BAHIA RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :ESTADO DA BAHIA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA BAHIA AGDO.(A/S) :DISTRIBUIDORA DE LIVROS JMS LTDA. E OUTROS ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. EXECUÇÃO FISCAL. QUEBRA DE SIGILO FISCAL. INDEFERIMENTO. MEDIDA EXCEPCIONAL. CONCLUSÃO PELA AUSÊNCIA DOS REQUISITOS LEGAIS. SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. ALEGADA OFENSA AO DEVIDO PROCESSO LEGAL. INEXISTÊNCIA. A decisão que determina a quebra de sigilo fiscal deve ser interpretada como atividade excepcional do Poder Judiciário, motivo pelo qual somente deve ser proferida quando comprovado nos autos a absoluta imprescindibilidade da medida. O Tribunal de origem entendeu que não estariam presentes os requisitos legais para a expedição de ofício à Receita Federal visando à quebra do sigilo fiscal dos sócios da empresa executada. Conclusão diversa demandaria o prévio exame do acervo probatório constante dos autos, providência que encontra óbice no teor da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 25 de março de 2014. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5667812. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9 Relatório 25/03/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 856.552 BAHIA RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :ESTADO DA BAHIA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA BAHIA AGDO.(A/S) :DISTRIBUIDORA DE LIVROS JMS LTDA. E OUTROS ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão monocrática do Ministro Joaquim Barbosa, relator originário do feito, que negou provimento ao agravo de instrumento, pelos seguintes fundamentos (fls. 237/238): “Trata-se de agravo de instrumento de decisão que não admitiu recurso extraordinário (art. 102, III, a, da Constituição federal) interposto de acórdão do Tribunal de Justiça do Estado da Bahia, cuja ementa tem o seguinte teor (fls. 121): ‘PROCESSUAL CIVIL. EXECUÇÃO FISCAL. PEDIDO INJUSTIFICADO DE EXPEDIÇÃO DE OFÍCIO À RECEITA FEDERAL, VISANDO INFORMAÇÕES SIGILOSAS SOBRE DECLARAÇÃO DE BENS DA EMPRESA EXECUTADA E SEUS CO- RESPONSÁVEIS TRIBUTÁRIOS. EXCEPCIONALIDADE DA MEDIDA. INDEFERIMENTO ADMISSÍVEL. AGRAVO DE INSTRUMENTO. IRRESIGNAÇÃO IMOTIVADA. RECURSO IMPROVIDO. Não merece reforma a decisão fundamentada, indeferitória de pedido de expedição de ofício à Receita Federal, formulado sem justificativa legal, visando informações sobre as declarações Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5667814. Supremo Tribunal Federal 25/03/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 856.552 BAHIA RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :ESTADO DA BAHIA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA BAHIA AGDO.(A/S) :DISTRIBUIDORA DE LIVROS JMS LTDA. E OUTROS ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão monocrática do Ministro Joaquim Barbosa, relator originário do feito, que negou provimento ao agravo de instrumento, pelos seguintes fundamentos (fls. 237/238): “Trata-se de agravo de instrumento de decisão que não admitiu recurso extraordinário (art. 102, III, a, da Constituição federal) interposto de acórdão do Tribunal de Justiça do Estado da Bahia, cuja ementa tem o seguinte teor (fls. 121): ‘PROCESSUAL CIVIL. EXECUÇÃO FISCAL. PEDIDO INJUSTIFICADO DE EXPEDIÇÃO DE OFÍCIO À RECEITA FEDERAL, VISANDO INFORMAÇÕES SIGILOSAS SOBRE DECLARAÇÃO DE BENS DA EMPRESA EXECUTADA E SEUS CO- RESPONSÁVEIS TRIBUTÁRIOS. EXCEPCIONALIDADE DA MEDIDA. INDEFERIMENTO ADMISSÍVEL. AGRAVO DE INSTRUMENTO. IRRESIGNAÇÃO IMOTIVADA. RECURSO IMPROVIDO. Não merece reforma a decisão fundamentada, indeferitória de pedido de expedição de ofício à Receita Federal, formulado sem justificativa legal, visando informações sobre as declarações Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5667814. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9 Relatório AI 856552 AGR / BA de bens e rendimentos da empresa executada e seus co responsáveis tributários. (...)’ (Grifos originais) Nas razões recurso extraordinário, o agravante alega ofensa aos arts. 5..., XXXV, LIV, LV; 93, IX e 192, da Carta Magna. Sustenta que o Tribunal a quo deixou de observar as garantias do contraditório e da ampla defesa, ao indeferir o pedido de expedição de ofícios à Delegacia da Receita Federal e ao Banco Central. É o relatório. Decido. O recurso extraordinário, ao alegar ofensa ao art. 192 da Constituição federal, versa questão constitucional não ventilada na decisão recorrida, faltando-lhe, pois, o indispensável prequestionamento (Súmulas 282 e 356). Ademais, inexiste violação aos arts. 5..., XXXV, e 93, IX da Carta Magna. Com efeito, o acórdão recorrido inequivocamente prestou jurisdição, em observância aos princípios do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa, tendo enfrentado as questões suscitadas com a devida fundamentação, ainda que com ela não concorde o agravante. Por outro lado, concluir diversamente do Tribunal de origem – no tocante à conveniência da expedição de ofícios à Delegacia da Receita Federal e ao Banco Central – demandaria o prévio exame da legislação infraconstitucional e do quadro fático-probatório, de forma que eventual ofensa à Constituição federal, acaso existente, seria meramente indireta ou reflexa, insuscetível, portanto, de conhecimento na via estreita do recurso extraordinário (Súmulas 279 e 636 do Supremo Tribunal Federal). Do exposto, nego seguimento ao agravo de instrumento.” 2. A parte agravante alega que teria ocorrido ofensa direta aos dispositivos constitucionais destacados no recurso extraordinário. Afirma que o Plenário Virtual desta Corte reconheceu a repercussão geral da matéria. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5667814. Supremo Tribunal Federal AI 856552 AGR / BA de bens e rendimentos da empresa executada e seus co responsáveis tributários. (...)’ (Grifos originais) Nas razões recurso extraordinário, o agravante alega ofensa aos arts. 5..., XXXV, LIV, LV; 93, IX e 192, da Carta Magna. Sustenta que o Tribunal a quo deixou de observar as garantias do contraditório e da ampla defesa, ao indeferir o pedido de expedição de ofícios à Delegacia da Receita Federal e ao Banco Central. É o relatório. Decido. O recurso extraordinário, ao alegar ofensa ao art. 192 da Constituição federal, versa questão constitucional não ventilada na decisão recorrida, faltando-lhe, pois, o indispensável prequestionamento (Súmulas 282 e 356). Ademais, inexiste violação aos arts. 5..., XXXV, e 93, IX da Carta Magna. Com efeito, o acórdão recorrido inequivocamente prestou jurisdição, em observância aos princípios do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa, tendo enfrentado as questões suscitadas com a devida fundamentação, ainda que com ela não concorde o agravante. Por outro lado, concluir diversamente do Tribunal de origem – no tocante à conveniência da expedição de ofícios à Delegacia da Receita Federal e ao Banco Central – demandaria o prévio exame da legislação infraconstitucional e do quadro fático-probatório, de forma que eventual ofensa à Constituição federal, acaso existente, seria meramente indireta ou reflexa, insuscetível, portanto, de conhecimento na via estreita do recurso extraordinário (Súmulas 279 e 636 do Supremo Tribunal Federal). Do exposto, nego seguimento ao agravo de instrumento.” 2. A parte agravante alega que teria ocorrido ofensa direta aos dispositivos constitucionais destacados no recurso extraordinário. Afirma que o Plenário Virtual desta Corte reconheceu a repercussão geral da matéria. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5667814. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9 Relatório AI 856552 AGR / BA 3. É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5667814. Supremo Tribunal Federal AI 856552 AGR / BA 3. É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5667814. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 25/03/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 856.552 BAHIA V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. O agravo não deve ser provido, tendo em vista que a parte recorrente se limita a repetir as alegações do agravo de instrumento, sem trazer novos argumentos suficientes para modificar a decisão ora agravada. 2. Tal como constatou a decisão agravada, inexiste a alegada ofensa aos arts. 5..., XXXV, e 93, IX, da Constituição Federal, uma vez que o Tribunal de origem prestou jurisdição por acórdão devidamente fundamentado, sem violar os princípios do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa. 3. O Plenário deste Tribunal já assentou o entendimento de que as decisões judiciais não precisam ser necessariamente analíticas, bastando que contenham fundamentos suficientes para justificar suas conclusões. Nesse sentido, reconhecendo a repercussão geral da matéria, veja-se a ementa do AI 791.292-QO-RG, julgado sob a relatoria do Ministro Gilmar Mendes: “Questão de ordem. Agravo de Instrumento. Conversão em recurso extraordinário (Código de Processo Civil, art. 544, §§ 3... e 4...). 2. Alegação de ofensa aos incisos XXXV e LX do art. 5... e ao inciso IX do art. 93 da Constituição Federal. Inocorrência. 3. O art. 93, IX, da Constituição Federal exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar, contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão. 4. Questão de ordem acolhida para reconhecer a repercussão Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5667813. Supremo Tribunal Federal 25/03/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 856.552 BAHIA V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. O agravo não deve ser provido, tendo em vista que a parte recorrente se limita a repetir as alegações do agravo de instrumento, sem trazer novos argumentos suficientes para modificar a decisão ora agravada. 2. Tal como constatou a decisão agravada, inexiste a alegada ofensa aos arts. 5..., XXXV, e 93, IX, da Constituição Federal, uma vez que o Tribunal de origem prestou jurisdição por acórdão devidamente fundamentado, sem violar os princípios do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa. 3. O Plenário deste Tribunal já assentou o entendimento de que as decisões judiciais não precisam ser necessariamente analíticas, bastando que contenham fundamentos suficientes para justificar suas conclusões. Nesse sentido, reconhecendo a repercussão geral da matéria, veja-se a ementa do AI 791.292-QO-RG, julgado sob a relatoria do Ministro Gilmar Mendes: “Questão de ordem. Agravo de Instrumento. Conversão em recurso extraordinário (Código de Processo Civil, art. 544, §§ 3... e 4...). 2. Alegação de ofensa aos incisos XXXV e LX do art. 5... e ao inciso IX do art. 93 da Constituição Federal. Inocorrência. 3. O art. 93, IX, da Constituição Federal exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar, contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão. 4. Questão de ordem acolhida para reconhecer a repercussão Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5667813. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO AI 856552 AGR / BA geral, reafirmar a jurisprudência do Tribunal, negar provimento ao recurso e autorizar a adoção dos procedimentos relacionados à repercussão geral.” 4. Ademais, esta Corte já firmou entendimento no sentido de que a alegação de desrespeito ao postulado da prestação jurisdicional não configura ofensa apta a a ensejar a abertura da via extraordinária. Vejam- se, a propósito, as seguintes ementas: “DIREITO TRIBUTÁRIO. CONTRIBUIÇÃO PARA A INTEGRAÇÃO SOCIAL - PIS E CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL – COFINS. DIREITO AO CRÉDITO. TRIBUTAÇÃO MONOFÁSICA. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. DECISÃO SUFICIENTEMENTE MOTIVADA. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 18.06.2009. Suficientemente explicitados os motivos de decidir, inexistente o vício de nulidade por negativa de prestação jurisdicional. A discussão travada nos autos não alcança status constitucional, porquanto solvida à luz da interpretação da legislação infraconstitucional aplicável à espécie. Agravo regimental conhecido e não provido.” (Recurso Extraordinário 760.122-AgR, Rel. Min. Rosa Weber, Primeira Turma) “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. IPVA. Prescrição. Ocorrência. Legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. Reexame de fatos e provas. Impossibilidade. Precedentes. 1. A afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando depende, para ser reconhecida como tal, da análise de normas infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição da República. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5667813. Supremo Tribunal Federal AI 856552 AGR / BA geral, reafirmar a jurisprudência do Tribunal, negar provimento ao recurso e autorizar a adoção dos procedimentos relacionados à repercussão geral.” 4. Ademais, esta Corte já firmou entendimento no sentido de que a alegação de desrespeito ao postulado da prestação jurisdicional não configura ofensa apta a a ensejar a abertura da via extraordinária. Vejam- se, a propósito, as seguintes ementas: “DIREITO TRIBUTÁRIO. CONTRIBUIÇÃO PARA A INTEGRAÇÃO SOCIAL - PIS E CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL – COFINS. DIREITO AO CRÉDITO. TRIBUTAÇÃO MONOFÁSICA. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. DECISÃO SUFICIENTEMENTE MOTIVADA. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 18.06.2009. Suficientemente explicitados os motivos de decidir, inexistente o vício de nulidade por negativa de prestação jurisdicional. A discussão travada nos autos não alcança status constitucional, porquanto solvida à luz da interpretação da legislação infraconstitucional aplicável à espécie. Agravo regimental conhecido e não provido.” (Recurso Extraordinário 760.122-AgR, Rel. Min. Rosa Weber, Primeira Turma) “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. IPVA. Prescrição. Ocorrência. Legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. Reexame de fatos e provas. Impossibilidade. Precedentes. 1. A afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando depende, para ser reconhecida como tal, da análise de normas infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição da República. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5667813. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO AI 856552 AGR / BA 2. Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise da legislação infraconstitucional e o reexame dos fatos e das provas dos autos. Incidência das Súmulas ns 636 e 279/Supremo Tribunal Federal. 3. Agravo regimental não provido.” (ARE 750.157-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, Primeira Turma) 5. Quanto ao mérito, o Tribunal de origem acolheu as seguintes razões de decidir: “Inadmissível a expedição de ofício à Receita Federal, visando obtenção de informações sigilosas sobre declarações de bens dos sócios da executada, posto que se trata de quebra de sigilo fiscal, sem a demonstração, pelo exequente, de haver esgotado todos os meios para encontrar os bens do devedor a serem penhorados, ou que haja uma barreira intransponível para a obtenção dos dados solicitados por meio da via extrajudicial. A quebra de sigilo fiscal perseguida pela exequente é medida excepcional, dependendo da presença de motivos relevantes.” 6. De fato, a decisão que determina a quebra de sigilo fiscal deve ser interpretada como atividade excepcional do Poder Judiciário, motivo pelo qual somente deve ser proferida quando comprovado nos autos absoluta imprescindibilidade da medida. 7. A hipótese não trata da obtenção de informações sigilosas, após a instauração do regular procedimento administrativo, tal qual previsto no art. 6... da Lei Complementar n 105/2001. Trata-se de medida solicitada em processo de execução, visando à obtenção de bens passíveis de constrição, no intuito de obter a satisfação do crédito pretendido. 8. Analisando as provas e os fatos correlatos, o Tribunal de origem entendeu que a parte exequente não exaurira os meios necessários para obtenção dos bens do devedor. Com efeito, dissentir das conclusões adotadas pelo Tribunal de origem demandaria o reexame do acervo 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5667813. Supremo Tribunal Federal AI 856552 AGR / BA 2. Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise da legislação infraconstitucional e o reexame dos fatos e das provas dos autos. Incidência das Súmulas ns 636 e 279/Supremo Tribunal Federal. 3. Agravo regimental não provido.” (ARE 750.157-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, Primeira Turma) 5. Quanto ao mérito, o Tribunal de origem acolheu as seguintes razões de decidir: “Inadmissível a expedição de ofício à Receita Federal, visando obtenção de informações sigilosas sobre declarações de bens dos sócios da executada, posto que se trata de quebra de sigilo fiscal, sem a demonstração, pelo exequente, de haver esgotado todos os meios para encontrar os bens do devedor a serem penhorados, ou que haja uma barreira intransponível para a obtenção dos dados solicitados por meio da via extrajudicial. A quebra de sigilo fiscal perseguida pela exequente é medida excepcional, dependendo da presença de motivos relevantes.” 6. De fato, a decisão que determina a quebra de sigilo fiscal deve ser interpretada como atividade excepcional do Poder Judiciário, motivo pelo qual somente deve ser proferida quando comprovado nos autos absoluta imprescindibilidade da medida. 7. A hipótese não trata da obtenção de informações sigilosas, após a instauração do regular procedimento administrativo, tal qual previsto no art. 6... da Lei Complementar n 105/2001. Trata-se de medida solicitada em processo de execução, visando à obtenção de bens passíveis de constrição, no intuito de obter a satisfação do crédito pretendido. 8. Analisando as provas e os fatos correlatos, o Tribunal de origem entendeu que a parte exequente não exaurira os meios necessários para obtenção dos bens do devedor. Com efeito, dissentir das conclusões adotadas pelo Tribunal de origem demandaria o reexame do acervo 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5667813. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO AI 856552 AGR / BA probatório constante dos autos, providência que encontra óbice na Súmula 279/Supremo Tribunal Federal. 9. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5667813. Supremo Tribunal Federal AI 856552 AGR / BA probatório constante dos autos, providência que encontra óbice na Súmula 279/Supremo Tribunal Federal. 9. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5667813. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9 Extrato de Ata - 25/03/2014 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 856.552 PROCED. : BAHIA RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : ESTADO DA BAHIA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA BAHIA AGDO.(A/S) : DISTRIBUIDORA DE LIVROS JMS LTDA. E OUTROS ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 25.3.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 5608770 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 856.552 PROCED. : BAHIA RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : ESTADO DA BAHIA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA BAHIA AGDO.(A/S) : DISTRIBUIDORA DE LIVROS JMS LTDA. E OUTROS ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 25.3.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 5608770 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
{ "JURISPRUDENCIA": [ "AGRAVO DE INSTRUMENTO 856 . 552", "SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "AGRAVO DE INSTRUMENTO 856 . 552", "AGRAVO DE INSTRUMENTO 856 . 552", "AI 856552 AGR", "Súmulas 279 e 636 do Supremo Tribunal Federal", "AI 856552 AGR / BA", "Súmulas 279 e 636 do Supremo Tribunal Federal", "AI 856552 AGR / BA", "AI 856552 AGR / BA", "AGRAVO DE INSTRUMENTO 856 . 552", "AI 791 . 292 - QO - RG", "AGRAVO DE INSTRUMENTO 856 . 552", "AI 791 . 292 - QO - RG", "AI 856552 AGR / BA", "Recurso Extraordinário 760 . 122 - AgR", "AI 856552 AGR / BA", "Recurso Extraordinário 760 . 122 - AgR", "AI 856552 AGR / BA", "Súmulas ns 636", "ARE 750 . 157 - AgR", "AI 856552 AGR / BA", "Súmulas ns 636", "ARE 750 . 157 - AgR", "AI 856552 AGR / BA", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "AI 856552 AGR / BA", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal .", "AGRAVO DE INSTRUMENTO 856 . 552" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , III , a , da Constituição federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , III , a , da Constituição federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "arts . 5 . . . , XXXV , LIV , LV ; 93 , IX e 192 , da Carta Magna", "art . 192 da Constituição federal", "arts . 5 . . . , XXXV , e 93 , IX da Carta Magna", "Constituição federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "arts . 5 . . . , XXXV , LIV , LV ; 93 , IX e 192 , da Carta Magna", "art . 192 da Constituição federal", "arts . 5 . . . , XXXV , e 93 , IX da Carta Magna", "Constituição federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "arts . 5 . . . , XXXV , e 93 , IX , da Constituição Federal", "Código de Processo Civil , art . 544 , § § 3 .", "inciso IX do art . 93 da Constituição Federal", "art . 93 , IX , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "arts . 5 . . . , XXXV , e 93 , IX , da Constituição Federal", "Código de Processo Civil , art . 544 , § § 3 .", "inciso IX do art . 93 da Constituição Federal", "art . 93 , IX , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 6 . . . da Lei Complementar n 105 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 6 . . . da Lei Complementar n 105 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "BAHIA", "ESTADO DA BAHIA", "ESTADO DA BAHIA", "Brasília", "BAHIA", "ESTADO DA BAHIA", "ESTADO DA BAHIA", "BAHIA", "ESTADO DA BAHIA", "ESTADO DA BAHIA", "BAHIA", "BAHIA", "BAHIA", "ESTADO DA BAHIA", "ESTADO DA BAHIA", "BAHIA", "ESTADO DA BAHIA", "ESTADO DA BAHIA" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "DISTRIBUIDORA DE LIVROS", "JMS LTDA .", "Receita Federal", "Primeira Turma do", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "DISTRIBUIDORA DE LIVROS JMS LTDA .", "Tribunal de Justiça do Estado da Bahia", "RECEITA FEDERAL", "Receita Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "DISTRIBUIDORA DE LIVROS JMS LTDA .", "Tribunal de Justiça do Estado da Bahia", "RECEITA FEDERAL", "Receita Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "/", "BA", "Delegacia da Receita Federal", "Banco Central", "Delegacia da Receita Federal", "Banco Central", "Plenário Virtual", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Delegacia da Receita Federal", "Banco Central", "Delegacia da Receita Federal", "Banco Central", "Plenário Virtual desta Corte", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Plenário", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Plenário", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Primeira Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Primeira Turma", "Receita Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Receita Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "DISTRIBUIDORA DE LIVROS JMS LTDA .", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "DISTRIBUIDORA DE LIVROS JMS LTDA .", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "ROBERTO BARROSO", "Marco Aurélio", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "ROBERTO BARROSO", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "Joaquim Barbosa", "ROBERTO BARROSO", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "Joaquim Barbosa", "ROBERTO BARROSO", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "Gilmar Mendes", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "Gilmar Mendes", "ROBERTO BARROSO", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "ROBERTO BARROSO", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "ROBERTO BARROSO", "ROBERTO BARROSO", "Marco Aurélio", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Edson Oliveira de Almeida", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "ROBERTO BARROSO", "Marco Aurélio", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Edson Oliveira de Almeida", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "25", "/", "03", "/", "2014", "25 de março de 2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "25", "/", "03", "/", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "25", "/", "03", "/", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "25", "/", "03", "/", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "25", "/", "03", "/", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "18", ".", "06", ".", "2009", "24", "/", "08", "/", "2001", "18", ".", "06", ".", "2009", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "25", "/", "03", "/", "2014", "25", ".", "3", ".", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "25", ".", "3", ".", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Decisão sobre Repercussão Geral 17/04/2014 PLENÁRIO REPERCUSSÃO GERAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 800.721 PERNAMBUCO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI RECTE.(S) :JOSE PEREIRA DA SILVA ADV.(A/S) :LEONARDO DA COSTA RECDO.(A/S) :FUNDACAO NACIONAL DE SAUDE - FUNASA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL RECDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO EMENTA: PROCESSUAL CIVIL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. LEI 10.698/03. CONCESSÃO DE “VANTAGEM PECUNIÁRIA INDIVIDUAL”. OFENSA AO ART. 37, X, DA CF. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. 1. A controvérsia relativa à incorporação, a vencimento de servidor, do reajuste de 13,23% sobre sua remuneração é de natureza infraconstitucional, já que decidida pelo Tribunal de origem com base nas Leis 10.697/03 e 10.698/03, não havendo, portanto, matéria constitucional a ser analisada. 2. É cabível a atribuição dos efeitos da declaração de ausência de repercussão geral quando não há matéria constitucional a ser apreciada ou quando eventual ofensa à Constituição Federal se dê de forma indireta ou reflexa (RE 584.608 RG, Min. ELLEN GRACIE, Pleno, DJe de 13/03/2009). 3. Ausência de repercussão geral da questão suscitada, nos termos do art. 543-A do CPC. Decisão: O Tribunal, por unanimidade, reconheceu a inexistência de repercussão geral da questão. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5699825. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 16 Decisão sobre Repercussão Geral ARE 800721 RG / PE Ministro TEORI ZAVASCKI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5699825. Supremo Tribunal Federal ARE 800721 RG / PE Ministro TEORI ZAVASCKI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5699825. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 16 Manifestação sobre a Repercussão Geral 17/04/2014 PLENÁRIO REPERCUSSÃO GERAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 800.721 PERNAMBUCO Decisão: 1. Trata-se de agravo contra decisão que inadmitiu recurso extraordinário interposto em ação visando à incorporação aos vencimentos de servidor público de reajuste de 13,23% sobre sua remuneração, com o pagamento das diferenças pretéritas. A Turma Recursal dos Juizados Especiais Federais de Pernambuco negou provimento ao recurso inominado do autor nos termos da seguinte ementa: ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. REVISÃO DA REMUNERAÇÃO. VPI. VANTAGEM PECUNIÁRIA INDIVIDUAL. INOCORRÊNCIA DE AFRONTA AO ART. 37, X, DA CF/88. RECURSO INOMINADO IMPROVIDO. - Fundamentando-se na ocorrência de violação ao art. 37, X, da Constituição Federal de 1988, a parte autora propõe a presente ação, almejando a implantação em seu vencimento do reajuste no percentual de 13,23%, com efeitos financeiros retroativos a maio de 2003. - A Lei nº 10.698/03 não teve o condão de efetivar o preceito constitucional da revisão geral anual, encartado no art. 37, X, da Constituição Federal, instituindo, em verdade, uma vantagem pecuniária individual no valor de R$ 59,87. Tanto é assim que tal valor, previsto no § único, do art. 1º, do mencionado diploma legal, não foi incorporado ao vencimento básico nem servirá de base de cálculo para qualquer outra vantagem. - Anoto, por fim, que a pretendida revisão esbarra na vedação imposta ao Poder Judiciário de conceder aumento a servidores públicos, sob o pálio da isonomia, nos termos da Súmula 339 do C. STF. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5699826. Supremo Tribunal Federal 17/04/2014 PLENÁRIO REPERCUSSÃO GERAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 800.721 PERNAMBUCO Decisão: 1. Trata-se de agravo contra decisão que inadmitiu recurso extraordinário interposto em ação visando à incorporação aos vencimentos de servidor público de reajuste de 13,23% sobre sua remuneração, com o pagamento das diferenças pretéritas. A Turma Recursal dos Juizados Especiais Federais de Pernambuco negou provimento ao recurso inominado do autor nos termos da seguinte ementa: ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. REVISÃO DA REMUNERAÇÃO. VPI. VANTAGEM PECUNIÁRIA INDIVIDUAL. INOCORRÊNCIA DE AFRONTA AO ART. 37, X, DA CF/88. RECURSO INOMINADO IMPROVIDO. - Fundamentando-se na ocorrência de violação ao art. 37, X, da Constituição Federal de 1988, a parte autora propõe a presente ação, almejando a implantação em seu vencimento do reajuste no percentual de 13,23%, com efeitos financeiros retroativos a maio de 2003. - A Lei nº 10.698/03 não teve o condão de efetivar o preceito constitucional da revisão geral anual, encartado no art. 37, X, da Constituição Federal, instituindo, em verdade, uma vantagem pecuniária individual no valor de R$ 59,87. Tanto é assim que tal valor, previsto no § único, do art. 1º, do mencionado diploma legal, não foi incorporado ao vencimento básico nem servirá de base de cálculo para qualquer outra vantagem. - Anoto, por fim, que a pretendida revisão esbarra na vedação imposta ao Poder Judiciário de conceder aumento a servidores públicos, sob o pálio da isonomia, nos termos da Súmula 339 do C. STF. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5699826. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 16 Manifestação sobre a Repercussão Geral ARE 800721 RG / PE - Por último, visando evitar descabidos e protelatórios embargos de declaração, ressalte-se que não existe a menor necessidade de manifestação expressa sobre os todos os argumentos jurídicos levantados pelas partes, eis que as razões já expostas neste decisum são suficientes para julgamento de todos os pedidos formulados. Idêntico raciocínio se aplica ao prequestionamento. Não há obrigação de manifestação expressa sobre todas as teses jurídicas apontadas como tal. O único propósito de prequestionar a matéria a ser eventualmente levada ao conhecimento das Cortes Superiores, sem que ocorra, na hipótese, qualquer dos pressupostos elencados no art. 535 do Código de Ritos, não constitui razão suficiente para a oposição dos embargos declaratórios, consoante prega a pacífica jurisprudência do STJ. De toda forma, a fim de agilizar o andamento dos processos, considero desde já prequestionados expressamente todos os dispositivos legais indicados pelas partes em suas petições durante o trâmite processual. Insta acentuar, por fim, que os embargos de declaração não se prestam para reanálise de pedidos já decididos. - Sentença mantida por seus próprios fundamentos (art. 46 da Lei 9.099/95). Recurso inominado improvido. - Fica a recorrente vencida condenada ao pagamento de honorários advocatícios à razão de 10% sobre o valor da causa, salvo se beneficiária da justiça gratuita. No recurso extraordinário, a parte recorrente sustenta, preliminarmente, a existência de repercussão geral da matéria, conforme estabelece o art. 543-A, § 2º, do CPC, porquanto possui relevância econômica, política e social, afetando mais de trinta mil servidores, ativos e inativos, no âmbito da 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5699826. Supremo Tribunal Federal ARE 800721 RG / PE - Por último, visando evitar descabidos e protelatórios embargos de declaração, ressalte-se que não existe a menor necessidade de manifestação expressa sobre os todos os argumentos jurídicos levantados pelas partes, eis que as razões já expostas neste decisum são suficientes para julgamento de todos os pedidos formulados. Idêntico raciocínio se aplica ao prequestionamento. Não há obrigação de manifestação expressa sobre todas as teses jurídicas apontadas como tal. O único propósito de prequestionar a matéria a ser eventualmente levada ao conhecimento das Cortes Superiores, sem que ocorra, na hipótese, qualquer dos pressupostos elencados no art. 535 do Código de Ritos, não constitui razão suficiente para a oposição dos embargos declaratórios, consoante prega a pacífica jurisprudência do STJ. De toda forma, a fim de agilizar o andamento dos processos, considero desde já prequestionados expressamente todos os dispositivos legais indicados pelas partes em suas petições durante o trâmite processual. Insta acentuar, por fim, que os embargos de declaração não se prestam para reanálise de pedidos já decididos. - Sentença mantida por seus próprios fundamentos (art. 46 da Lei 9.099/95). Recurso inominado improvido. - Fica a recorrente vencida condenada ao pagamento de honorários advocatícios à razão de 10% sobre o valor da causa, salvo se beneficiária da justiça gratuita. No recurso extraordinário, a parte recorrente sustenta, preliminarmente, a existência de repercussão geral da matéria, conforme estabelece o art. 543-A, § 2º, do CPC, porquanto possui relevância econômica, política e social, afetando mais de trinta mil servidores, ativos e inativos, no âmbito da 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5699826. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 16 Manifestação sobre a Repercussão Geral ARE 800721 RG / PE Administração Pública Federal. Aponta ofensa ao art. 37, X, da Constituição Federal, pois a Lei 10.698/03, ao conceder vantagem pecuniária individual (VPI) no valor de R$ 59,87 (cinquenta e nove reais e oitenta e sete centavos) para todos os servidores públicos federais, criou recomposição salarial maior para funcionários que possuíam remuneração menor, o que gerou ganho real diferenciado. Sustenta, assim, que, enquanto a Vantagem Pecuniária Individual - VPI concedida pela Lei 10.698/03 assegurou a servidores que recebiam o piso remuneratório da União um reajuste de 13,23%, os que recebiam o teto obtiveram apenas 0,88%, o que, no seu entender, viola o princípio da paridade de índices insculpido no art. 37, X, da CF. Alega, ademais, que a pretensão da demanda não contraria a Súmula 339 do STF, pois o que se pretende não é o aumento de vencimentos, mas, sim, a observância ao princípio da isonomia, com a aplicação dos dispositivos constitucionais que regem a matéria, os quais proíbem a utilização de índices distintos para fins de revisão remuneratória. Requer, por fim, o provimento do recurso extraordinário para que seja julgado procedente o pedido, determinando a incorporação, a seu vencimento, do reajuste de 13,23% sobre sua remuneração, a partir de maio de 2003, condenando a parte recorrida ao pagamento das diferenças, com reflexos sobre anuênio, GAE, adicional de insalubridade, 1/3 de férias e 13º salário. Em contrarrazões, a União postula, preliminarmente, o não-conhecimento do recurso, em razão da ausência de ofensa direta à Constituição. No mérito, pede o 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5699826. Supremo Tribunal Federal ARE 800721 RG / PE Administração Pública Federal. Aponta ofensa ao art. 37, X, da Constituição Federal, pois a Lei 10.698/03, ao conceder vantagem pecuniária individual (VPI) no valor de R$ 59,87 (cinquenta e nove reais e oitenta e sete centavos) para todos os servidores públicos federais, criou recomposição salarial maior para funcionários que possuíam remuneração menor, o que gerou ganho real diferenciado. Sustenta, assim, que, enquanto a Vantagem Pecuniária Individual - VPI concedida pela Lei 10.698/03 assegurou a servidores que recebiam o piso remuneratório da União um reajuste de 13,23%, os que recebiam o teto obtiveram apenas 0,88%, o que, no seu entender, viola o princípio da paridade de índices insculpido no art. 37, X, da CF. Alega, ademais, que a pretensão da demanda não contraria a Súmula 339 do STF, pois o que se pretende não é o aumento de vencimentos, mas, sim, a observância ao princípio da isonomia, com a aplicação dos dispositivos constitucionais que regem a matéria, os quais proíbem a utilização de índices distintos para fins de revisão remuneratória. Requer, por fim, o provimento do recurso extraordinário para que seja julgado procedente o pedido, determinando a incorporação, a seu vencimento, do reajuste de 13,23% sobre sua remuneração, a partir de maio de 2003, condenando a parte recorrida ao pagamento das diferenças, com reflexos sobre anuênio, GAE, adicional de insalubridade, 1/3 de férias e 13º salário. Em contrarrazões, a União postula, preliminarmente, o não-conhecimento do recurso, em razão da ausência de ofensa direta à Constituição. No mérito, pede o 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5699826. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 16 Manifestação sobre a Repercussão Geral ARE 800721 RG / PE desprovimento do recurso. A Fundação Nacional de Saúde (FUNASA) aduz, em contrarrazões, que a pretensão está prescrita, já que a ação, relativa a fatos ocorridos em 2003, foi ajuizada em 2013. No mais, requer o desprovimento do recurso. 2. Não há matéria constitucional a ser analisada. Isso porque a Turma Recursal decidiu a controvérsia acerca da incorporação, a vencimento de servidor, do reajuste de 13,23% sobre sua remuneração tão somente a partir de interpretação e aplicação das normas infraconstitucionais pertinentes (Leis 10.697/03 e 10.698/03). O Supremo Tribunal Federal já pacificou orientação de que é inviável a apreciação, em recurso extraordinário, de alegada violação a dispositivo da Constituição Federal que, por não prescindir da análise de normas infraconstitucionais, se houvesse, seria meramente indireta ou reflexa. Nesse sentido, em casos análogos: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. SERVIDORES PÚBLICOS FEDERAIS. VANTAGEM PECUNIÁRIA INDIVIDUAL VPI. 1. Inexistência de contrariedade ao art. 93, inc. IX, da Constituição da República. 2. Reajuste de remuneração com base nas Leis n. 10.697/2003 e 10.698/2003. Análise de matéria infraconstitucional: ofensa constitucional indireta. 3. Agravo regimental ao qual se nega provimento. (ARE 772.568-AgR, rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 02-12-2013) AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5699826. Supremo Tribunal Federal ARE 800721 RG / PE desprovimento do recurso. A Fundação Nacional de Saúde (FUNASA) aduz, em contrarrazões, que a pretensão está prescrita, já que a ação, relativa a fatos ocorridos em 2003, foi ajuizada em 2013. No mais, requer o desprovimento do recurso. 2. Não há matéria constitucional a ser analisada. Isso porque a Turma Recursal decidiu a controvérsia acerca da incorporação, a vencimento de servidor, do reajuste de 13,23% sobre sua remuneração tão somente a partir de interpretação e aplicação das normas infraconstitucionais pertinentes (Leis 10.697/03 e 10.698/03). O Supremo Tribunal Federal já pacificou orientação de que é inviável a apreciação, em recurso extraordinário, de alegada violação a dispositivo da Constituição Federal que, por não prescindir da análise de normas infraconstitucionais, se houvesse, seria meramente indireta ou reflexa. Nesse sentido, em casos análogos: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. SERVIDORES PÚBLICOS FEDERAIS. VANTAGEM PECUNIÁRIA INDIVIDUAL VPI. 1. Inexistência de contrariedade ao art. 93, inc. IX, da Constituição da República. 2. Reajuste de remuneração com base nas Leis n. 10.697/2003 e 10.698/2003. Análise de matéria infraconstitucional: ofensa constitucional indireta. 3. Agravo regimental ao qual se nega provimento. (ARE 772.568-AgR, rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 02-12-2013) AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5699826. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 16 Manifestação sobre a Repercussão Geral ARE 800721 RG / PE AGRAVO. ALEGAÇÃO DE AFRONTA AO ART. 5º, XXXV E LV, E AO ART. 93, IX, DA CF/88. JURISPRUDÊNCIA. SERVIDOR PÚBLICO. REAJUSTE CONCEDIDO PELA LEI Nº 10.698/2003. CONTROVÉRSIA DE ÍNDOLE INFRACONSTITUCIONAL. PRECEDENTES. O Plenário deste Tribunal já assentou o entendimento de que as decisões judiciais não precisam ser necessariamente analíticas, bastando que contenham fundamentos suficientes para justificar suas conclusões. Precedente. No mérito, incide a orientação do Supremo Tribunal Federal no sentido de que a controvérsia envolve a interpretação das Leis nºs 10.697/2003 e 10.698/2003, sem que se discuta o seu sentido à luz da Constituição Federal. Precedentes. Agravo regimental a que se nega provimento. (ARE 764.558-AgR, rel. Min. ROBERTO BARROSO, Primeira Turma, DJe de 12-11-2013) E ainda: ARE 771.723-AgR, rel. Min. TEORI ZAVASCKI, Segunda Turma, DJe de 17-02-2014; ARE 763.928-AgR, rel. Min. ROSA WEBER, Primeira Turma, DJe de 11-02- 2014; ARE 763.952-AgR, rel. Min. GILMAR MENDES, Segunda Turma, DJe de 02-10-2013; AI 857.270-AgR, rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 31-05-2013; RE 711.344-AgR, rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 11-03-2013; AI 850.152-AgR, rel. Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe de 09-10-2012; ARE 650.566-AgR, rel. Min. JOAQUIM BARBOSA, Segunda Turma, DJe de 22-05-2012; e RE 655.374-AgR, rel. Min. AYRES BRITTO, Segunda Turma, DJe de 02-03-2012. 3. O Plenário do Supremo Tribunal Federal firmou o entendimento de que é possível a atribuição dos efeitos da declaração de ausência de repercussão geral 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5699826. Supremo Tribunal Federal ARE 800721 RG / PE AGRAVO. ALEGAÇÃO DE AFRONTA AO ART. 5º, XXXV E LV, E AO ART. 93, IX, DA CF/88. JURISPRUDÊNCIA. SERVIDOR PÚBLICO. REAJUSTE CONCEDIDO PELA LEI Nº 10.698/2003. CONTROVÉRSIA DE ÍNDOLE INFRACONSTITUCIONAL. PRECEDENTES. O Plenário deste Tribunal já assentou o entendimento de que as decisões judiciais não precisam ser necessariamente analíticas, bastando que contenham fundamentos suficientes para justificar suas conclusões. Precedente. No mérito, incide a orientação do Supremo Tribunal Federal no sentido de que a controvérsia envolve a interpretação das Leis nºs 10.697/2003 e 10.698/2003, sem que se discuta o seu sentido à luz da Constituição Federal. Precedentes. Agravo regimental a que se nega provimento. (ARE 764.558-AgR, rel. Min. ROBERTO BARROSO, Primeira Turma, DJe de 12-11-2013) E ainda: ARE 771.723-AgR, rel. Min. TEORI ZAVASCKI, Segunda Turma, DJe de 17-02-2014; ARE 763.928-AgR, rel. Min. ROSA WEBER, Primeira Turma, DJe de 11-02- 2014; ARE 763.952-AgR, rel. Min. GILMAR MENDES, Segunda Turma, DJe de 02-10-2013; AI 857.270-AgR, rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 31-05-2013; RE 711.344-AgR, rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 11-03-2013; AI 850.152-AgR, rel. Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe de 09-10-2012; ARE 650.566-AgR, rel. Min. JOAQUIM BARBOSA, Segunda Turma, DJe de 22-05-2012; e RE 655.374-AgR, rel. Min. AYRES BRITTO, Segunda Turma, DJe de 02-03-2012. 3. O Plenário do Supremo Tribunal Federal firmou o entendimento de que é possível a atribuição dos efeitos da declaração de ausência de repercussão geral 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5699826. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 16 Manifestação sobre a Repercussão Geral ARE 800721 RG / PE quando não há matéria constitucional a ser apreciada ou quando eventual ofensa à Constituição Federal se dê de forma indireta ou reflexa (RE 584.608 RG, Min. ELLEN GRACIE, DJe de 13/03/2009). 4. Diante do exposto, manifesto-me pela inexistência de repercussão geral da questão suscitada. Brasília, 21 de março de 2014. Ministro Teori Zavascki Relator Documento assinado digitalmente 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5699826. Supremo Tribunal Federal ARE 800721 RG / PE quando não há matéria constitucional a ser apreciada ou quando eventual ofensa à Constituição Federal se dê de forma indireta ou reflexa (RE 584.608 RG, Min. ELLEN GRACIE, DJe de 13/03/2009). 4. Diante do exposto, manifesto-me pela inexistência de repercussão geral da questão suscitada. Brasília, 21 de março de 2014. Ministro Teori Zavascki Relator Documento assinado digitalmente 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5699826. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 16 Manifestação sobre a Repercussão Geral 17/04/2014 PLENÁRIO REPERCUSSÃO GERAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 800.721 PERNAMBUCO PRONUNCIAMENTO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO – REPERCUSSÃO GERAL – INADEQUAÇÃO. 1. A Assessoria prestou as seguintes informações: Eis a síntese do que discutido no Recurso Extraordinário com Agravo nº 800.721/PE, da relatoria do ministro Teori Zavascki, inserido no sistema eletrônico da repercussão geral às 23 horas e 59 minutos do dia 28 de março de 2014. A Segunda Turma Recursal dos Juizados Especiais Federais de Pernambuco, ao apreciar o recurso inominado, concluiu pela improcedência do pedido atinente à concessão de reajuste a servidor público federal, com fundamento na Lei nº 10.698/03. Consignou não ter o estatuto implementado revisão geral anual em observância ao comando constitucional, porquanto estabelece mera vantagem pecuniária individual com valor fixo, a qual não foi incorporada ao vencimento básico dos servidores, além de não servir como base de cálculo para outras vantagens. Frisou a impossibilidade de deferimento do pretendido reajuste, ante o teor do Verbete nº 339 da Súmula do Supremo, a revelar a inviabilidade de o Judiciário, sob o argumento de violação ao princípio da isonomia, aumentar remuneração de servidor público. Não foram interpostos embargos de declaração. No extraordinário, protocolado com alegado respaldo na alínea “a” do permissivo constitucional, o recorrente argui Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5703941. Supremo Tribunal Federal 17/04/2014 PLENÁRIO REPERCUSSÃO GERAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 800.721 PERNAMBUCO PRONUNCIAMENTO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO – REPERCUSSÃO GERAL – INADEQUAÇÃO. 1. A Assessoria prestou as seguintes informações: Eis a síntese do que discutido no Recurso Extraordinário com Agravo nº 800.721/PE, da relatoria do ministro Teori Zavascki, inserido no sistema eletrônico da repercussão geral às 23 horas e 59 minutos do dia 28 de março de 2014. A Segunda Turma Recursal dos Juizados Especiais Federais de Pernambuco, ao apreciar o recurso inominado, concluiu pela improcedência do pedido atinente à concessão de reajuste a servidor público federal, com fundamento na Lei nº 10.698/03. Consignou não ter o estatuto implementado revisão geral anual em observância ao comando constitucional, porquanto estabelece mera vantagem pecuniária individual com valor fixo, a qual não foi incorporada ao vencimento básico dos servidores, além de não servir como base de cálculo para outras vantagens. Frisou a impossibilidade de deferimento do pretendido reajuste, ante o teor do Verbete nº 339 da Súmula do Supremo, a revelar a inviabilidade de o Judiciário, sob o argumento de violação ao princípio da isonomia, aumentar remuneração de servidor público. Não foram interpostos embargos de declaração. No extraordinário, protocolado com alegado respaldo na alínea “a” do permissivo constitucional, o recorrente argui Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5703941. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 16 Manifestação sobre a Repercussão Geral ARE 800721 RG / PE desrespeito ao artigo 37, inciso X, da Carta Federal. Assevera que a concessão de Vantagem Pecuniária Individual – VPI, com valor fixo, para todos os servidores da União gerou recomposição salarial diferenciada entre as diversas carreiras, pois acarretou ganho maior a quem possuía remuneração menor, em ofensa ao princípio da isonomia. Afirma não existir desrespeito ao verbete do Supremo mencionado, porquanto a pretensão não consiste em obter aumento salarial, e sim em ver observados os dispositivos que vedam a utilização de índices discriminatórios para fins de revisão salarial. Sob o ângulo da repercussão geral, sustenta ultrapassar o tema o interesse subjetivo das partes e mostrar-se relevante do ponto de vista econômico, político e social. A União, nas contrarrazões, assinala a ausência de afronta direta ao Diploma de 1988. No mérito, ressalta o acerto do ato recorrido. A Fundação Nacional de Saúde – FUNASA, também em contrarrazões, sublinha, preliminarmente, a ocorrência da prescrição quinquenal. Na matéria de fundo, busca o desprovimento do recurso. O extraordinário teve o trânsito obstado na origem. O recorrente em agravo, ataca os fundamentos da decisão de inadmissão. O agravado protocolou contraminuta nos mesmos termos das contrarrazões. Eis o pronunciamento do ministro Teori Zavascki: Decisão: 1. Trata-se de agravo contra decisão que inadmitiu recurso extraordinário interposto em ação 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5703941. Supremo Tribunal Federal ARE 800721 RG / PE desrespeito ao artigo 37, inciso X, da Carta Federal. Assevera que a concessão de Vantagem Pecuniária Individual – VPI, com valor fixo, para todos os servidores da União gerou recomposição salarial diferenciada entre as diversas carreiras, pois acarretou ganho maior a quem possuía remuneração menor, em ofensa ao princípio da isonomia. Afirma não existir desrespeito ao verbete do Supremo mencionado, porquanto a pretensão não consiste em obter aumento salarial, e sim em ver observados os dispositivos que vedam a utilização de índices discriminatórios para fins de revisão salarial. Sob o ângulo da repercussão geral, sustenta ultrapassar o tema o interesse subjetivo das partes e mostrar-se relevante do ponto de vista econômico, político e social. A União, nas contrarrazões, assinala a ausência de afronta direta ao Diploma de 1988. No mérito, ressalta o acerto do ato recorrido. A Fundação Nacional de Saúde – FUNASA, também em contrarrazões, sublinha, preliminarmente, a ocorrência da prescrição quinquenal. Na matéria de fundo, busca o desprovimento do recurso. O extraordinário teve o trânsito obstado na origem. O recorrente em agravo, ataca os fundamentos da decisão de inadmissão. O agravado protocolou contraminuta nos mesmos termos das contrarrazões. Eis o pronunciamento do ministro Teori Zavascki: Decisão: 1. Trata-se de agravo contra decisão que inadmitiu recurso extraordinário interposto em ação 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5703941. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 16 Manifestação sobre a Repercussão Geral ARE 800721 RG / PE visando à incorporação aos vencimentos de servidor público de reajuste de 13,23% sobre sua remuneração, com o pagamento das diferenças pretéritas. A Turma Recursal dos Juizados Especiais Federais de Pernambuco negou provimento ao recurso inominado do autor nos termos da seguinte ementa: ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. REVISÃO DA REMUNERAÇÃO. VPI. VANTAGEM PECUNIÁRIA INDIVIDUAL. INOCORRÊNCIA DE AFRONTA AO ART. 37, X, DA CF/88. RECURSO INOMINADO IMPROVIDO. - Fundamentando-se na ocorrência de violação ao art. 37, X, da Constituição Federal de 1988, a parte autora propõe a presente ação, almejando a implantação em seu vencimento do reajuste no percentual de 13,23%, com efeitos financeiros retroativos a maio de 2003. - A Lei nº 10.698/03 não teve o condão de efetivar o preceito constitucional da revisão geral anual, encartado no art. 37, X, da Constituição Federal, instituindo, em verdade, uma vantagem pecuniária individual no valor de R$ 59,87. Tanto é assim que tal valor, previsto no § único, do art. 1º, do mencionado diploma legal, não foi incorporado ao vencimento básico nem servirá de base de cálculo para qualquer outra vantagem. - Anoto, por fim, que a pretendida revisão esbarra na vedação imposta ao Poder Judiciário de conceder aumento a servidores públicos, sob o pálio da isonomia, nos termos da Súmula 339 do C. STF. - Por último, visando evitar descabidos e protelatórios embargos de declaração, ressalte-se que não existe a menor necessidade de manifestação expressa sobre os todos os argumentos jurídicos levantados pelas partes, eis que as razões já expostas neste decisum são 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5703941. Supremo Tribunal Federal ARE 800721 RG / PE visando à incorporação aos vencimentos de servidor público de reajuste de 13,23% sobre sua remuneração, com o pagamento das diferenças pretéritas. A Turma Recursal dos Juizados Especiais Federais de Pernambuco negou provimento ao recurso inominado do autor nos termos da seguinte ementa: ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. REVISÃO DA REMUNERAÇÃO. VPI. VANTAGEM PECUNIÁRIA INDIVIDUAL. INOCORRÊNCIA DE AFRONTA AO ART. 37, X, DA CF/88. RECURSO INOMINADO IMPROVIDO. - Fundamentando-se na ocorrência de violação ao art. 37, X, da Constituição Federal de 1988, a parte autora propõe a presente ação, almejando a implantação em seu vencimento do reajuste no percentual de 13,23%, com efeitos financeiros retroativos a maio de 2003. - A Lei nº 10.698/03 não teve o condão de efetivar o preceito constitucional da revisão geral anual, encartado no art. 37, X, da Constituição Federal, instituindo, em verdade, uma vantagem pecuniária individual no valor de R$ 59,87. Tanto é assim que tal valor, previsto no § único, do art. 1º, do mencionado diploma legal, não foi incorporado ao vencimento básico nem servirá de base de cálculo para qualquer outra vantagem. - Anoto, por fim, que a pretendida revisão esbarra na vedação imposta ao Poder Judiciário de conceder aumento a servidores públicos, sob o pálio da isonomia, nos termos da Súmula 339 do C. STF. - Por último, visando evitar descabidos e protelatórios embargos de declaração, ressalte-se que não existe a menor necessidade de manifestação expressa sobre os todos os argumentos jurídicos levantados pelas partes, eis que as razões já expostas neste decisum são 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5703941. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 16 Manifestação sobre a Repercussão Geral ARE 800721 RG / PE suficientes para julgamento de todos os pedidos formulados. Idêntico raciocínio se aplica ao prequestionamento. Não há obrigação de manifestação expressa sobre todas as teses jurídicas apontadas como tal. O único propósito de prequestionar a matéria a ser eventualmente levada ao conhecimento das Cortes Superiores, sem que ocorra, na hipótese, qualquer dos pressupostos elencados no art. 535 do Código de Ritos, não constitui razão suficiente para a oposição dos embargos declaratórios, consoante prega a pacífica jurisprudência do STJ. De toda forma, a fim de agilizar o andamento dos processos, considero desde já prequestionados expressamente todos os dispositivos legais indicados pelas partes em suas petições durante o trâmite processual. Insta acentuar, por fim, que os embargos de declaração não se prestam para reanálise de pedidos já decididos. - Sentença mantida por seus próprios fundamentos (art. 46 da Lei 9.099/95). Recurso inominado improvido. - Fica a recorrente vencida condenada ao pagamento de honorários advocatícios à razão de 10% sobre o valor da causa, salvo se beneficiária da justiça gratuita. No recurso extraordinário, a parte recorrente sustenta, preliminarmente, a existência de repercussão geral da matéria, conforme estabelece o art. 543-A, § 2º, do CPC, porquanto possui relevância econômica, política e social, afetando mais de trinta mil servidores, ativos e inativos, no âmbito da Administração Pública Federal. Aponta ofensa ao art. 37, X, da Constituição Federal, pois a Lei 10.698/03, ao conceder vantagem pecuniária individual (VPI) no valor de R$ 59,87 (cinquenta e nove reais e oitenta e sete centavos) para todos os servidores públicos federais, criou recomposição salarial maior para funcionários que possuíam remuneração menor, o que gerou ganho real diferenciado. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5703941. Supremo Tribunal Federal ARE 800721 RG / PE suficientes para julgamento de todos os pedidos formulados. Idêntico raciocínio se aplica ao prequestionamento. Não há obrigação de manifestação expressa sobre todas as teses jurídicas apontadas como tal. O único propósito de prequestionar a matéria a ser eventualmente levada ao conhecimento das Cortes Superiores, sem que ocorra, na hipótese, qualquer dos pressupostos elencados no art. 535 do Código de Ritos, não constitui razão suficiente para a oposição dos embargos declaratórios, consoante prega a pacífica jurisprudência do STJ. De toda forma, a fim de agilizar o andamento dos processos, considero desde já prequestionados expressamente todos os dispositivos legais indicados pelas partes em suas petições durante o trâmite processual. Insta acentuar, por fim, que os embargos de declaração não se prestam para reanálise de pedidos já decididos. - Sentença mantida por seus próprios fundamentos (art. 46 da Lei 9.099/95). Recurso inominado improvido. - Fica a recorrente vencida condenada ao pagamento de honorários advocatícios à razão de 10% sobre o valor da causa, salvo se beneficiária da justiça gratuita. No recurso extraordinário, a parte recorrente sustenta, preliminarmente, a existência de repercussão geral da matéria, conforme estabelece o art. 543-A, § 2º, do CPC, porquanto possui relevância econômica, política e social, afetando mais de trinta mil servidores, ativos e inativos, no âmbito da Administração Pública Federal. Aponta ofensa ao art. 37, X, da Constituição Federal, pois a Lei 10.698/03, ao conceder vantagem pecuniária individual (VPI) no valor de R$ 59,87 (cinquenta e nove reais e oitenta e sete centavos) para todos os servidores públicos federais, criou recomposição salarial maior para funcionários que possuíam remuneração menor, o que gerou ganho real diferenciado. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5703941. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 16 Manifestação sobre a Repercussão Geral ARE 800721 RG / PE Sustenta, assim, que, enquanto a Vantagem Pecuniária Individual – VPI concedida pela Lei 10.698/03 assegurou a servidores que recebiam o piso remuneratório da União um reajuste de 13,23%, os que recebiam o teto obtiveram apenas 0,88%, o que, no seu entender, viola o princípio da paridade de índices insculpido no art. 37, X, da CF. Alega, ademais, que a pretensão da demanda não contraria a Súmula 339 do STF, pois o que se pretende não é o aumento de vencimentos, mas, sim, a observância ao princípio da isonomia, com a aplicação dos dispositivos constitucionais que regem a matéria, os quais proíbem a utilização de índices distintos para fins de revisão remuneratória. Requer, por fim, o provimento do recurso extraordinário para que seja julgado procedente o pedido, determinando a incorporação, a seu vencimento, do reajuste de 13,23% sobre sua remuneração, a partir de maio de 2003, condenando a parte recorrida ao pagamento das diferenças, com reflexos sobre anuênio, GAE, adicional de insalubridade, 1/3 de férias e 13º salário. Em contrarrazões, a União postula, preliminarmente, o não conhecimento do recurso, em razão da ausência de ofensa direta à Constituição. No mérito, pede o desprovimento do recurso. A Fundação Nacional de Saúde (FUNASA) aduz, em contrarrazões, que a pretensão está prescrita, já que a ação, relativa a fatos ocorridos em 2003, foi ajuizada em 2013. No mais, requer o desprovimento do recurso. 2. Não há matéria constitucional a ser analisada. Isso porque a Turma Recursal decidiu a controvérsia acerca da incorporação, a vencimento de servidor, do reajuste de 13,23% sobre sua remuneração tão somente a partir de interpretação e aplicação das normas infraconstitucionais pertinentes (Leis 10.697/03 e 10.698/03). O Supremo 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5703941. Supremo Tribunal Federal ARE 800721 RG / PE Sustenta, assim, que, enquanto a Vantagem Pecuniária Individual – VPI concedida pela Lei 10.698/03 assegurou a servidores que recebiam o piso remuneratório da União um reajuste de 13,23%, os que recebiam o teto obtiveram apenas 0,88%, o que, no seu entender, viola o princípio da paridade de índices insculpido no art. 37, X, da CF. Alega, ademais, que a pretensão da demanda não contraria a Súmula 339 do STF, pois o que se pretende não é o aumento de vencimentos, mas, sim, a observância ao princípio da isonomia, com a aplicação dos dispositivos constitucionais que regem a matéria, os quais proíbem a utilização de índices distintos para fins de revisão remuneratória. Requer, por fim, o provimento do recurso extraordinário para que seja julgado procedente o pedido, determinando a incorporação, a seu vencimento, do reajuste de 13,23% sobre sua remuneração, a partir de maio de 2003, condenando a parte recorrida ao pagamento das diferenças, com reflexos sobre anuênio, GAE, adicional de insalubridade, 1/3 de férias e 13º salário. Em contrarrazões, a União postula, preliminarmente, o não conhecimento do recurso, em razão da ausência de ofensa direta à Constituição. No mérito, pede o desprovimento do recurso. A Fundação Nacional de Saúde (FUNASA) aduz, em contrarrazões, que a pretensão está prescrita, já que a ação, relativa a fatos ocorridos em 2003, foi ajuizada em 2013. No mais, requer o desprovimento do recurso. 2. Não há matéria constitucional a ser analisada. Isso porque a Turma Recursal decidiu a controvérsia acerca da incorporação, a vencimento de servidor, do reajuste de 13,23% sobre sua remuneração tão somente a partir de interpretação e aplicação das normas infraconstitucionais pertinentes (Leis 10.697/03 e 10.698/03). O Supremo 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5703941. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 16 Manifestação sobre a Repercussão Geral ARE 800721 RG / PE Tribunal Federal já pacificou orientação de que é inviável a apreciação, em recurso extraordinário, de alegada violação a dispositivo da Constituição Federal que, por não prescindir da análise de normas infraconstitucionais, se houvesse, seria meramente indireta ou reflexa. Nesse sentido, em casos análogos: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. SERVIDORES PÚBLICOS FEDERAIS. VANTAGEM PECUNIÁRIA INDIVIDUAL VPI. 1. Inexistência de contrariedade ao art. 93, inc. IX, da Constituição da República. 2. Reajuste de remuneração com base nas Leis n. 10.697/2003 e 10.698/2003. Análise de matéria infraconstitucional: ofensa constitucional indireta. 3. Agravo regimental ao qual se nega provimento. (ARE 772.568-AgR, rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 02-12-2013) AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ALEGAÇÃO DE AFRONTA AO ART. 5º, XXXV E LV, E AO ART. 93, IX, DA CF/88. JURISPRUDÊNCIA. SERVIDOR PÚBLICO. REAJUSTE CONCEDIDO PELA LEI Nº 10.698/2003. CONTROVÉRSIA DE ÍNDOLE INFRACONSTITUCIONAL. PRECEDENTES. O Plenário deste Tribunal já assentou o entendimento de que as decisões judiciais não precisam ser necessariamente analíticas, bastando que contenham fundamentos suficientes para justificar suas conclusões. Precedente. No mérito, incide a orientação do Supremo Tribunal Federal no sentido de que a controvérsia envolve a interpretação das Leis nºs 10.697/2003 e 10.698/2003, sem que se discuta o seu sentido à luz da Constituição Federal. 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5703941. Supremo Tribunal Federal ARE 800721 RG / PE Tribunal Federal já pacificou orientação de que é inviável a apreciação, em recurso extraordinário, de alegada violação a dispositivo da Constituição Federal que, por não prescindir da análise de normas infraconstitucionais, se houvesse, seria meramente indireta ou reflexa. Nesse sentido, em casos análogos: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. SERVIDORES PÚBLICOS FEDERAIS. VANTAGEM PECUNIÁRIA INDIVIDUAL VPI. 1. Inexistência de contrariedade ao art. 93, inc. IX, da Constituição da República. 2. Reajuste de remuneração com base nas Leis n. 10.697/2003 e 10.698/2003. Análise de matéria infraconstitucional: ofensa constitucional indireta. 3. Agravo regimental ao qual se nega provimento. (ARE 772.568-AgR, rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 02-12-2013) AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ALEGAÇÃO DE AFRONTA AO ART. 5º, XXXV E LV, E AO ART. 93, IX, DA CF/88. JURISPRUDÊNCIA. SERVIDOR PÚBLICO. REAJUSTE CONCEDIDO PELA LEI Nº 10.698/2003. CONTROVÉRSIA DE ÍNDOLE INFRACONSTITUCIONAL. PRECEDENTES. O Plenário deste Tribunal já assentou o entendimento de que as decisões judiciais não precisam ser necessariamente analíticas, bastando que contenham fundamentos suficientes para justificar suas conclusões. Precedente. No mérito, incide a orientação do Supremo Tribunal Federal no sentido de que a controvérsia envolve a interpretação das Leis nºs 10.697/2003 e 10.698/2003, sem que se discuta o seu sentido à luz da Constituição Federal. 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5703941. Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 16 Manifestação sobre a Repercussão Geral ARE 800721 RG / PE Precedentes. Agravo regimental a que se nega provimento. (ARE 764.558-AgR, rel. Min. ROBERTO BARROSO, Primeira Turma, DJe de 12-11-2013) E ainda: ARE 771.723-AgR, rel. Min. TEORI ZAVASCKI, Segunda Turma, DJe de 17-02-2014; ARE 763.928-AgR, rel. Min. ROSA WEBER, Primeira Turma, DJe de 11-02-2014; ARE 763.952-AgR, rel. Min. GILMAR MENDES, Segunda Turma, DJe de 02-10-2013; AI 857.270- AgR, rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 31-05- 2013; RE 711.344-AgR, rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 11-03-2013; AI 850.152-AgR, rel. Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe de 09-10-2012; ARE 650.566- AgR, rel. Min. JOAQUIM BARBOSA, Segunda Turma, DJe de 22-05-2012; e RE 655.374-AgR, rel. Min. AYRES BRITTO, Segunda Turma, DJe de 02-03- 2012. 3. O Plenário do Supremo Tribunal Federal firmou o entendimento de que é possível a atribuição dos efeitos da declaração de ausência de repercussão geral quando não há matéria constitucional a ser apreciada ou quando eventual ofensa à Constituição Federal se dê de forma indireta ou reflexa (RE 584.608 RG, Min. ELLEN GRACIE, DJe de 13/03/2009). 4. Diante do exposto, manifesto-me pela inexistência de repercussão geral da questão suscitada. Brasília, 21 de março de 2014. Ministro Teori Zavascki Relator Documento assinado digitalmente 2. Observem a organicidade do Direito. O instituto da repercussão 7 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5703941. Supremo Tribunal Federal ARE 800721 RG / PE Precedentes. Agravo regimental a que se nega provimento. (ARE 764.558-AgR, rel. Min. ROBERTO BARROSO, Primeira Turma, DJe de 12-11-2013) E ainda: ARE 771.723-AgR, rel. Min. TEORI ZAVASCKI, Segunda Turma, DJe de 17-02-2014; ARE 763.928-AgR, rel. Min. ROSA WEBER, Primeira Turma, DJe de 11-02-2014; ARE 763.952-AgR, rel. Min. GILMAR MENDES, Segunda Turma, DJe de 02-10-2013; AI 857.270- AgR, rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 31-05- 2013; RE 711.344-AgR, rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 11-03-2013; AI 850.152-AgR, rel. Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe de 09-10-2012; ARE 650.566- AgR, rel. Min. JOAQUIM BARBOSA, Segunda Turma, DJe de 22-05-2012; e RE 655.374-AgR, rel. Min. AYRES BRITTO, Segunda Turma, DJe de 02-03- 2012. 3. O Plenário do Supremo Tribunal Federal firmou o entendimento de que é possível a atribuição dos efeitos da declaração de ausência de repercussão geral quando não há matéria constitucional a ser apreciada ou quando eventual ofensa à Constituição Federal se dê de forma indireta ou reflexa (RE 584.608 RG, Min. ELLEN GRACIE, DJe de 13/03/2009). 4. Diante do exposto, manifesto-me pela inexistência de repercussão geral da questão suscitada. Brasília, 21 de março de 2014. Ministro Teori Zavascki Relator Documento assinado digitalmente 2. Observem a organicidade do Direito. O instituto da repercussão 7 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5703941. Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 16 Manifestação sobre a Repercussão Geral ARE 800721 RG / PE geral refere-se a recurso extraordinário que veicule matéria de índole constitucional. É o que decorre do disposto no § 3º do artigo 102 da Carta Federal: Art. 102. Compete ao Supremo Tribunal Federal, precipuamente, a guarda da Constituição, cabendo-lhe: (…) § 3º No recurso extraordinário o recorrente deverá demonstrar a repercussão geral das questões constitucionais discutidas no caso, nos termos da lei, a fim de que o Tribunal examine a admissão do recurso, somente podendo recusá-lo pela manifestação de dois terços de seus membros. Até aqui, para apreciação do Supremo, há o agravo interposto, que veio, ante a legislação instrumental, no próprio processo. Em síntese, o recurso extraordinário teve a sequência indeferida na origem. O interessado protocolou o agravo, o qual deve ser julgado pelo relator, o que ainda não ocorreu. Descabe fragilizar o instituto da repercussão geral e isso acontecerá caso, de cambulhada, seja colado a processo que não se apresenta a este Tribunal com o recurso extraordinário admitido. 3. Concluo pela inadequação do instituto da repercussão geral. 4. À Assessoria, para acompanhar a tramitação do incidente. 5. Publiquem. Brasília, 15 de abril de 2014. Ministro MARCO AURÉLIO 8 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5703941. Supremo Tribunal Federal ARE 800721 RG / PE geral refere-se a recurso extraordinário que veicule matéria de índole constitucional. É o que decorre do disposto no § 3º do artigo 102 da Carta Federal: Art. 102. Compete ao Supremo Tribunal Federal, precipuamente, a guarda da Constituição, cabendo-lhe: (…) § 3º No recurso extraordinário o recorrente deverá demonstrar a repercussão geral das questões constitucionais discutidas no caso, nos termos da lei, a fim de que o Tribunal examine a admissão do recurso, somente podendo recusá-lo pela manifestação de dois terços de seus membros. Até aqui, para apreciação do Supremo, há o agravo interposto, que veio, ante a legislação instrumental, no próprio processo. Em síntese, o recurso extraordinário teve a sequência indeferida na origem. O interessado protocolou o agravo, o qual deve ser julgado pelo relator, o que ainda não ocorreu. Descabe fragilizar o instituto da repercussão geral e isso acontecerá caso, de cambulhada, seja colado a processo que não se apresenta a este Tribunal com o recurso extraordinário admitido. 3. Concluo pela inadequação do instituto da repercussão geral. 4. À Assessoria, para acompanhar a tramitação do incidente. 5. Publiquem. Brasília, 15 de abril de 2014. Ministro MARCO AURÉLIO 8 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5703941. Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 16
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=5737984
2014-04-17T00:00:00
2014-04-29T00:00:00
Decisão: O Tribunal, por unanimidade, reconheceu a inexistência de repercussão geral da questão. Ministro TEORI ZAVASCKI Relator
REPERCUSSÃO GERAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
Ementa: PROCESSUAL CIVIL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. LEI 10.698/03. CONCESSÃO DE “VANTAGEM PECUNIÁRIA INDIVIDUAL”. OFENSA AO ART. 37, X, DA CF. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. 1. A controvérsia relativa à incorporação, a vencimento de servidor, do reajuste de 13,23% sobre sua remuneração é de natureza infraconstitucional, já que decidida pelo Tribunal de origem com base nas Leis 10.697/03 e 10.698/03, não havendo, portanto, matéria constitucional a ser analisada. 2. É cabível a atribuição dos efeitos da declaração de ausência de repercussão geral quando não há matéria constitucional a ser apreciada ou quando eventual ofensa à Constituição Federal se dê de forma indireta ou reflexa (RE 584.608 RG, Min. ELLEN GRACIE, Pleno, DJe de 13/03/2009). 3. Ausência de repercussão geral da questão suscitada, nos termos do art. 543-A do CPC.
repercussao-geral5804
- Acórdão(s) citado(s): (APLICABILIDADE, EFEITO, AUSÊNCIA, REPERCUSSÃO GERAL, MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL, OFENSA REFLEXA) RE 584608 RG. (REAJUSTE, SERVIDOR PÚBLICO, MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL) ARE 772568 AgR (2ªT), ARE 764558 AgR (1ªT), ARE 771723 AgR (2ªT), ARE 763928 AgR (1ªT), ARE 763952 AgR (2ªT), AI 857270 AgR (1ªT), RE 711344 AgR (2ªT), AI 850152 AgR (1ªT), ARE 650566 AgR (2ªT), RE 655374 AgR (2ªT). Número de páginas: 16. Análise: 02/05/2014, RAF. Revisão: 25/06/2014, JOS.
TEORI ZAVASCKI
Tribunal Pleno
800721
[ "LEG-FED CF ANO-1988\r\n ART-00037 INC-00010 ART-00102 INC-00003\r\n LET-A PAR-00003 \r\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\r\n", "LEG-FED LEI-005869 ANO-1973\r\n ART-0543A PAR-00002 \r\n CPC-1973 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\r\n", "LEG-FED LEI-010697 ANO-2003\r\n LEI ORDINÁRIA\r\n", "LEG-FED LEI-010698 ANO-2003\r\n LEI ORDINÁRIA\r\n", "LEG-FED SUMSTF-000339 \r\n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-RG
acordaos
ARE 800721 RG
[ "" ]
RECTE.(S) : JOSE PEREIRA DA SILVA ADV.(A/S) : LEONARDO DA COSTA RECDO.(A/S) : FUNDACAO NACIONAL DE SAUDE - FUNASA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL RECDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
[ "" ]
Decisão sobre Repercussão Geral 17/04/2014 PLENÁRIO REPERCUSSÃO GERAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 800.721 PERNAMBUCO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI RECTE.(S) :JOSE PEREIRA DA SILVA ADV.(A/S) :LEONARDO DA COSTA RECDO.(A/S) :FUNDACAO NACIONAL DE SAUDE - FUNASA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL RECDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO EMENTA: PROCESSUAL CIVIL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. LEI 10.698/03. CONCESSÃO DE “VANTAGEM PECUNIÁRIA INDIVIDUAL”. OFENSA AO ART. 37, X, DA Constituição Federal de 1988. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. 1. A controvérsia relativa à incorporação, a vencimento de servidor, do reajuste de 13,23% sobre sua remuneração é de natureza infraconstitucional, já que decidida pelo Tribunal de origem com base nas Leis 10.697/03 e 10.698/03, não havendo, portanto, matéria constitucional a ser analisada. 2. É cabível a atribuição dos efeitos da declaração de ausência de repercussão geral quando não há matéria constitucional a ser apreciada ou quando eventual ofensa à Constituição Federal se dê de forma indireta ou reflexa (Recurso Extraordinário 584.608 RG, Min. ELLEN GRACIE, Pleno, DJe de 13/03/2009). 3. Ausência de repercussão geral da questão suscitada, nos termos do art. 543-A do Código de Processo Civil. Decisão: O Tribunal, por unanimidade, reconheceu a inexistência de repercussão geral da questão. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5699825. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 16 Decisão sobre Repercussão Geral ARE 800721 RG / PE Ministro TEORI ZAVASCKI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5699825. Supremo Tribunal Federal ARE 800721 RG / PE Ministro TEORI ZAVASCKI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5699825. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 16 Manifestação sobre a Repercussão Geral 17/04/2014 PLENÁRIO REPERCUSSÃO GERAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 800.721 PERNAMBUCO Decisão: 1. Trata-se de agravo contra decisão que inadmitiu recurso extraordinário interposto em ação visando à incorporação aos vencimentos de servidor público de reajuste de 13,23% sobre sua remuneração, com o pagamento das diferenças pretéritas. A Turma Recursal dos Juizados Especiais Federais de Pernambuco negou provimento ao recurso inominado do autor nos termos da seguinte ementa: ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. REVISÃO DA REMUNERAÇÃO. VPI. VANTAGEM PECUNIÁRIA INDIVIDUAL. INOCORRÊNCIA DE AFRONTA AO ART. 37, X, DA Constituição Federal de 1988/88. RECURSO INOMINADO IMPROVIDO. - Fundamentando-se na ocorrência de violação ao art. 37, X, da Constituição Federal de 1988, a parte autora propõe a presente ação, almejando a implantação em seu vencimento do reajuste no percentual de 13,23%, com efeitos financeiros retroativos a maio de 2003. - A Lei n 10.698/03 não teve o condão de efetivar o preceito constitucional da revisão geral anual, encartado no art. 37, X, da Constituição Federal, instituindo, em verdade, uma vantagem pecuniária individual no valor de R$ 59,87. Tanto é assim que tal valor, previsto no § único, do art. 1..., do mencionado diploma legal, não foi incorporado ao vencimento básico nem servirá de base de cálculo para qualquer outra vantagem. - Anoto, por fim, que a pretendida revisão esbarra na vedação imposta ao Poder Judiciário de conceder aumento a servidores públicos, sob o pálio da isonomia, nos termos da Súmula 339 do C. Supremo Tribunal Federal. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5699826. Supremo Tribunal Federal 17/04/2014 PLENÁRIO REPERCUSSÃO GERAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 800.721 PERNAMBUCO Decisão: 1. Trata-se de agravo contra decisão que inadmitiu recurso extraordinário interposto em ação visando à incorporação aos vencimentos de servidor público de reajuste de 13,23% sobre sua remuneração, com o pagamento das diferenças pretéritas. A Turma Recursal dos Juizados Especiais Federais de Pernambuco negou provimento ao recurso inominado do autor nos termos da seguinte ementa: ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. REVISÃO DA REMUNERAÇÃO. VPI. VANTAGEM PECUNIÁRIA INDIVIDUAL. INOCORRÊNCIA DE AFRONTA AO ART. 37, X, DA Constituição Federal de 1988/88. RECURSO INOMINADO IMPROVIDO. - Fundamentando-se na ocorrência de violação ao art. 37, X, da Constituição Federal de 1988, a parte autora propõe a presente ação, almejando a implantação em seu vencimento do reajuste no percentual de 13,23%, com efeitos financeiros retroativos a maio de 2003. - A Lei n 10.698/03 não teve o condão de efetivar o preceito constitucional da revisão geral anual, encartado no art. 37, X, da Constituição Federal, instituindo, em verdade, uma vantagem pecuniária individual no valor de R$ 59,87. Tanto é assim que tal valor, previsto no § único, do art. 1..., do mencionado diploma legal, não foi incorporado ao vencimento básico nem servirá de base de cálculo para qualquer outra vantagem. - Anoto, por fim, que a pretendida revisão esbarra na vedação imposta ao Poder Judiciário de conceder aumento a servidores públicos, sob o pálio da isonomia, nos termos da Súmula 339 do C. Supremo Tribunal Federal. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5699826. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 16 Manifestação sobre a Repercussão Geral ARE 800721 RG / PE - Por último, visando evitar descabidos e protelatórios embargos de declaração, ressalte-se que não existe a menor necessidade de manifestação expressa sobre os todos os argumentos jurídicos levantados pelas partes, eis que as razões já expostas neste decisum são suficientes para julgamento de todos os pedidos formulados. Idêntico raciocínio se aplica ao prequestionamento. Não há obrigação de manifestação expressa sobre todas as teses jurídicas apontadas como tal. O único propósito de prequestionar a matéria a ser eventualmente levada ao conhecimento das Cortes Superiores, sem que ocorra, na hipótese, qualquer dos pressupostos elencados no art. 535 do Código de Ritos, não constitui razão suficiente para a oposição dos embargos declaratórios, consoante prega a pacífica jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça. De toda forma, a fim de agilizar o andamento dos processos, considero desde já prequestionados expressamente todos os dispositivos legais indicados pelas partes em suas petições durante o trâmite processual. Insta acentuar, por fim, que os embargos de declaração não se prestam para reanálise de pedidos já decididos. - Sentença mantida por seus próprios fundamentos (art. 46 da Lei 9.099/95). Recurso inominado improvido. - Fica a recorrente vencida condenada ao pagamento de honorários advocatícios à razão de 10% sobre o valor da causa, salvo se beneficiária da justiça gratuita. No recurso extraordinário, a parte recorrente sustenta, preliminarmente, a existência de repercussão geral da matéria, conforme estabelece o art. 543-A, § 2..., do Código de Processo Civil, porquanto possui relevância econômica, política e social, afetando mais de trinta mil servidores, ativos e inativos, no âmbito da 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5699826. Supremo Tribunal Federal ARE 800721 RG / PE - Por último, visando evitar descabidos e protelatórios embargos de declaração, ressalte-se que não existe a menor necessidade de manifestação expressa sobre os todos os argumentos jurídicos levantados pelas partes, eis que as razões já expostas neste decisum são suficientes para julgamento de todos os pedidos formulados. Idêntico raciocínio se aplica ao prequestionamento. Não há obrigação de manifestação expressa sobre todas as teses jurídicas apontadas como tal. O único propósito de prequestionar a matéria a ser eventualmente levada ao conhecimento das Cortes Superiores, sem que ocorra, na hipótese, qualquer dos pressupostos elencados no art. 535 do Código de Ritos, não constitui razão suficiente para a oposição dos embargos declaratórios, consoante prega a pacífica jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça. De toda forma, a fim de agilizar o andamento dos processos, considero desde já prequestionados expressamente todos os dispositivos legais indicados pelas partes em suas petições durante o trâmite processual. Insta acentuar, por fim, que os embargos de declaração não se prestam para reanálise de pedidos já decididos. - Sentença mantida por seus próprios fundamentos (art. 46 da Lei 9.099/95). Recurso inominado improvido. - Fica a recorrente vencida condenada ao pagamento de honorários advocatícios à razão de 10% sobre o valor da causa, salvo se beneficiária da justiça gratuita. No recurso extraordinário, a parte recorrente sustenta, preliminarmente, a existência de repercussão geral da matéria, conforme estabelece o art. 543-A, § 2..., do Código de Processo Civil, porquanto possui relevância econômica, política e social, afetando mais de trinta mil servidores, ativos e inativos, no âmbito da 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5699826. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 16 Manifestação sobre a Repercussão Geral ARE 800721 RG / PE Administração Pública Federal. Aponta ofensa ao art. 37, X, da Constituição Federal, pois a Lei 10.698/03, ao conceder vantagem pecuniária individual (VPI) no valor de R$ 59,87 (cinquenta e nove reais e oitenta e sete centavos) para todos os servidores públicos federais, criou recomposição salarial maior para funcionários que possuíam remuneração menor, o que gerou ganho real diferenciado. Sustenta, assim, que, enquanto a Vantagem Pecuniária Individual - VPI concedida pela Lei 10.698/03 assegurou a servidores que recebiam o piso remuneratório da União um reajuste de 13,23%, os que recebiam o teto obtiveram apenas 0,88%, o que, no seu entender, viola o princípio da paridade de índices insculpido no art. 37, X, da Constituição Federal de 1988. Alega, ademais, que a pretensão da demanda não contraria a Súmula 339 do Supremo Tribunal Federal, pois o que se pretende não é o aumento de vencimentos, mas, sim, a observância ao princípio da isonomia, com a aplicação dos dispositivos constitucionais que regem a matéria, os quais proíbem a utilização de índices distintos para fins de revisão remuneratória. Requer, por fim, o provimento do recurso extraordinário para que seja julgado procedente o pedido, determinando a incorporação, a seu vencimento, do reajuste de 13,23% sobre sua remuneração, a partir de maio de 2003, condenando a parte recorrida ao pagamento das diferenças, com reflexos sobre anuênio, GAE, adicional de insalubridade, 1/3 de férias e 13... salário. Em contrarrazões, a União postula, preliminarmente, o não-conhecimento do recurso, em razão da ausência de ofensa direta à Constituição. No mérito, pede o 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5699826. Supremo Tribunal Federal ARE 800721 RG / PE Administração Pública Federal. Aponta ofensa ao art. 37, X, da Constituição Federal, pois a Lei 10.698/03, ao conceder vantagem pecuniária individual (VPI) no valor de R$ 59,87 (cinquenta e nove reais e oitenta e sete centavos) para todos os servidores públicos federais, criou recomposição salarial maior para funcionários que possuíam remuneração menor, o que gerou ganho real diferenciado. Sustenta, assim, que, enquanto a Vantagem Pecuniária Individual - VPI concedida pela Lei 10.698/03 assegurou a servidores que recebiam o piso remuneratório da União um reajuste de 13,23%, os que recebiam o teto obtiveram apenas 0,88%, o que, no seu entender, viola o princípio da paridade de índices insculpido no art. 37, X, da Constituição Federal de 1988. Alega, ademais, que a pretensão da demanda não contraria a Súmula 339 do Supremo Tribunal Federal, pois o que se pretende não é o aumento de vencimentos, mas, sim, a observância ao princípio da isonomia, com a aplicação dos dispositivos constitucionais que regem a matéria, os quais proíbem a utilização de índices distintos para fins de revisão remuneratória. Requer, por fim, o provimento do recurso extraordinário para que seja julgado procedente o pedido, determinando a incorporação, a seu vencimento, do reajuste de 13,23% sobre sua remuneração, a partir de maio de 2003, condenando a parte recorrida ao pagamento das diferenças, com reflexos sobre anuênio, GAE, adicional de insalubridade, 1/3 de férias e 13... salário. Em contrarrazões, a União postula, preliminarmente, o não-conhecimento do recurso, em razão da ausência de ofensa direta à Constituição. No mérito, pede o 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5699826. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 16 Manifestação sobre a Repercussão Geral ARE 800721 RG / PE desprovimento do recurso. A Fundação Nacional de Saúde (FUNASA) aduz, em contrarrazões, que a pretensão está prescrita, já que a ação, relativa a fatos ocorridos em 2003, foi ajuizada em 2013. No mais, requer o desprovimento do recurso. 2. Não há matéria constitucional a ser analisada. Isso porque a Turma Recursal decidiu a controvérsia acerca da incorporação, a vencimento de servidor, do reajuste de 13,23% sobre sua remuneração tão somente a partir de interpretação e aplicação das normas infraconstitucionais pertinentes (Leis 10.697/03 e 10.698/03). O Supremo Tribunal Federal já pacificou orientação de que é inviável a apreciação, em recurso extraordinário, de alegada violação a dispositivo da Constituição Federal que, por não prescindir da análise de normas infraconstitucionais, se houvesse, seria meramente indireta ou reflexa. Nesse sentido, em casos análogos: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. SERVIDORES PÚBLICOS FEDERAIS. VANTAGEM PECUNIÁRIA INDIVIDUAL VPI. 1. Inexistência de contrariedade ao art. 93, inc. IX, da Constituição da República. 2. Reajuste de remuneração com base nas Leis n. 10.697/2003 e 10.698/2003. Análise de matéria infraconstitucional: ofensa constitucional indireta. 3. Agravo regimental ao qual se nega provimento. (ARE 772.568-AgR, rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 02-12-2013) AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5699826. Supremo Tribunal Federal ARE 800721 RG / PE desprovimento do recurso. A Fundação Nacional de Saúde (FUNASA) aduz, em contrarrazões, que a pretensão está prescrita, já que a ação, relativa a fatos ocorridos em 2003, foi ajuizada em 2013. No mais, requer o desprovimento do recurso. 2. Não há matéria constitucional a ser analisada. Isso porque a Turma Recursal decidiu a controvérsia acerca da incorporação, a vencimento de servidor, do reajuste de 13,23% sobre sua remuneração tão somente a partir de interpretação e aplicação das normas infraconstitucionais pertinentes (Leis 10.697/03 e 10.698/03). O Supremo Tribunal Federal já pacificou orientação de que é inviável a apreciação, em recurso extraordinário, de alegada violação a dispositivo da Constituição Federal que, por não prescindir da análise de normas infraconstitucionais, se houvesse, seria meramente indireta ou reflexa. Nesse sentido, em casos análogos: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. SERVIDORES PÚBLICOS FEDERAIS. VANTAGEM PECUNIÁRIA INDIVIDUAL VPI. 1. Inexistência de contrariedade ao art. 93, inc. IX, da Constituição da República. 2. Reajuste de remuneração com base nas Leis n. 10.697/2003 e 10.698/2003. Análise de matéria infraconstitucional: ofensa constitucional indireta. 3. Agravo regimental ao qual se nega provimento. (ARE 772.568-AgR, rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 02-12-2013) AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5699826. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 16 Manifestação sobre a Repercussão Geral ARE 800721 RG / PE AGRAVO. ALEGAÇÃO DE AFRONTA AO ART. 5..., XXXV E LV, E AO ART. 93, IX, DA Constituição Federal de 1988/88. JURISPRUDÊNCIA. SERVIDOR PÚBLICO. REAJUSTE CONCEDIDO PELA LEI n 10.698/2003. CONTROVÉRSIA DE ÍNDOLE INFRACONSTITUCIONAL. PRECEDENTES. O Plenário deste Tribunal já assentou o entendimento de que as decisões judiciais não precisam ser necessariamente analíticas, bastando que contenham fundamentos suficientes para justificar suas conclusões. Precedente. No mérito, incide a orientação do Supremo Tribunal Federal no sentido de que a controvérsia envolve a interpretação das Leis ns 10.697/2003 e 10.698/2003, sem que se discuta o seu sentido à luz da Constituição Federal. Precedentes. Agravo regimental a que se nega provimento. (ARE 764.558-AgR, rel. Min. ROBERTO BARROSO, Primeira Turma, DJe de 12-11-2013) E ainda: ARE 771.723-AgR, rel. Min. TEORI ZAVASCKI, Segunda Turma, DJe de 17-02-2014; ARE 763.928-AgR, rel. Min. ROSA WEBER, Primeira Turma, DJe de 11-02- 2014; ARE 763.952-AgR, rel. Min. GILMAR MENDES, Segunda Turma, DJe de 02-10-2013; AI 857.270-AgR, rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 31-05-2013; Recurso Extraordinário 711.344-AgR, rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 11-03-2013; AI 850.152-AgR, rel. Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe de 09-10-2012; ARE 650.566-AgR, rel. Min. JOAQUIM BARBOSA, Segunda Turma, DJe de 22-05-2012; e Recurso Extraordinário 655.374-AgR, rel. Min. AYRES BRITTO, Segunda Turma, DJe de 02-03-2012. 3. O Plenário do Supremo Tribunal Federal firmou o entendimento de que é possível a atribuição dos efeitos da declaração de ausência de repercussão geral 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5699826. Supremo Tribunal Federal ARE 800721 RG / PE AGRAVO. ALEGAÇÃO DE AFRONTA AO ART. 5..., XXXV E LV, E AO ART. 93, IX, DA Constituição Federal de 1988/88. JURISPRUDÊNCIA. SERVIDOR PÚBLICO. REAJUSTE CONCEDIDO PELA LEI n 10.698/2003. CONTROVÉRSIA DE ÍNDOLE INFRACONSTITUCIONAL. PRECEDENTES. O Plenário deste Tribunal já assentou o entendimento de que as decisões judiciais não precisam ser necessariamente analíticas, bastando que contenham fundamentos suficientes para justificar suas conclusões. Precedente. No mérito, incide a orientação do Supremo Tribunal Federal no sentido de que a controvérsia envolve a interpretação das Leis ns 10.697/2003 e 10.698/2003, sem que se discuta o seu sentido à luz da Constituição Federal. Precedentes. Agravo regimental a que se nega provimento. (ARE 764.558-AgR, rel. Min. ROBERTO BARROSO, Primeira Turma, DJe de 12-11-2013) E ainda: ARE 771.723-AgR, rel. Min. TEORI ZAVASCKI, Segunda Turma, DJe de 17-02-2014; ARE 763.928-AgR, rel. Min. ROSA WEBER, Primeira Turma, DJe de 11-02- 2014; ARE 763.952-AgR, rel. Min. GILMAR MENDES, Segunda Turma, DJe de 02-10-2013; AI 857.270-AgR, rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 31-05-2013; Recurso Extraordinário 711.344-AgR, rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 11-03-2013; AI 850.152-AgR, rel. Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe de 09-10-2012; ARE 650.566-AgR, rel. Min. JOAQUIM BARBOSA, Segunda Turma, DJe de 22-05-2012; e Recurso Extraordinário 655.374-AgR, rel. Min. AYRES BRITTO, Segunda Turma, DJe de 02-03-2012. 3. O Plenário do Supremo Tribunal Federal firmou o entendimento de que é possível a atribuição dos efeitos da declaração de ausência de repercussão geral 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5699826. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 16 Manifestação sobre a Repercussão Geral ARE 800721 RG / PE quando não há matéria constitucional a ser apreciada ou quando eventual ofensa à Constituição Federal se dê de forma indireta ou reflexa (Recurso Extraordinário 584.608 RG, Min. ELLEN GRACIE, DJe de 13/03/2009). 4. Diante do exposto, manifesto-me pela inexistência de repercussão geral da questão suscitada. Brasília, 21 de março de 2014. Ministro Teori Zavascki Relator Documento assinado digitalmente 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5699826. Supremo Tribunal Federal ARE 800721 RG / PE quando não há matéria constitucional a ser apreciada ou quando eventual ofensa à Constituição Federal se dê de forma indireta ou reflexa (Recurso Extraordinário 584.608 RG, Min. ELLEN GRACIE, DJe de 13/03/2009). 4. Diante do exposto, manifesto-me pela inexistência de repercussão geral da questão suscitada. Brasília, 21 de março de 2014. Ministro Teori Zavascki Relator Documento assinado digitalmente 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5699826. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 16 Manifestação sobre a Repercussão Geral 17/04/2014 PLENÁRIO REPERCUSSÃO GERAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 800.721 PERNAMBUCO PRONUNCIAMENTO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO – REPERCUSSÃO GERAL – INADEQUAÇÃO. 1. A Assessoria prestou as seguintes informações: Eis a síntese do que discutido no Recurso Extraordinário com Agravo n 800.721/PE, da relatoria do ministro Teori Zavascki, inserido no sistema eletrônico da repercussão geral às 23 horas e 59 minutos do dia 28 de março de 2014. A Segunda Turma Recursal dos Juizados Especiais Federais de Pernambuco, ao apreciar o recurso inominado, concluiu pela improcedência do pedido atinente à concessão de reajuste a servidor público federal, com fundamento na Lei n 10.698/03. Consignou não ter o estatuto implementado revisão geral anual em observância ao comando constitucional, porquanto estabelece mera vantagem pecuniária individual com valor fixo, a qual não foi incorporada ao vencimento básico dos servidores, além de não servir como base de cálculo para outras vantagens. Frisou a impossibilidade de deferimento do pretendido reajuste, ante o teor do Verbete n 339 da Súmula do Supremo, a revelar a inviabilidade de o Judiciário, sob o argumento de violação ao princípio da isonomia, aumentar remuneração de servidor público. Não foram interpostos embargos de declaração. No extraordinário, protocolado com alegado respaldo na alínea “a” do permissivo constitucional, o recorrente argui Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5703941. Supremo Tribunal Federal 17/04/2014 PLENÁRIO REPERCUSSÃO GERAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 800.721 PERNAMBUCO PRONUNCIAMENTO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO – REPERCUSSÃO GERAL – INADEQUAÇÃO. 1. A Assessoria prestou as seguintes informações: Eis a síntese do que discutido no Recurso Extraordinário com Agravo n 800.721/PE, da relatoria do ministro Teori Zavascki, inserido no sistema eletrônico da repercussão geral às 23 horas e 59 minutos do dia 28 de março de 2014. A Segunda Turma Recursal dos Juizados Especiais Federais de Pernambuco, ao apreciar o recurso inominado, concluiu pela improcedência do pedido atinente à concessão de reajuste a servidor público federal, com fundamento na Lei n 10.698/03. Consignou não ter o estatuto implementado revisão geral anual em observância ao comando constitucional, porquanto estabelece mera vantagem pecuniária individual com valor fixo, a qual não foi incorporada ao vencimento básico dos servidores, além de não servir como base de cálculo para outras vantagens. Frisou a impossibilidade de deferimento do pretendido reajuste, ante o teor do Verbete n 339 da Súmula do Supremo, a revelar a inviabilidade de o Judiciário, sob o argumento de violação ao princípio da isonomia, aumentar remuneração de servidor público. Não foram interpostos embargos de declaração. No extraordinário, protocolado com alegado respaldo na alínea “a” do permissivo constitucional, o recorrente argui Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5703941. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 16 Manifestação sobre a Repercussão Geral ARE 800721 RG / PE desrespeito ao artigo 37, inciso X, da Carta Federal. Assevera que a concessão de Vantagem Pecuniária Individual – VPI, com valor fixo, para todos os servidores da União gerou recomposição salarial diferenciada entre as diversas carreiras, pois acarretou ganho maior a quem possuía remuneração menor, em ofensa ao princípio da isonomia. Afirma não existir desrespeito ao verbete do Supremo mencionado, porquanto a pretensão não consiste em obter aumento salarial, e sim em ver observados os dispositivos que vedam a utilização de índices discriminatórios para fins de revisão salarial. Sob o ângulo da repercussão geral, sustenta ultrapassar o tema o interesse subjetivo das partes e mostrar-se relevante do ponto de vista econômico, político e social. A União, nas contrarrazões, assinala a ausência de afronta direta ao Diploma de 1988. No mérito, ressalta o acerto do ato recorrido. A Fundação Nacional de Saúde – FUNASA, também em contrarrazões, sublinha, preliminarmente, a ocorrência da prescrição quinquenal. Na matéria de fundo, busca o desprovimento do recurso. O extraordinário teve o trânsito obstado na origem. O recorrente em agravo, ataca os fundamentos da decisão de inadmissão. O agravado protocolou contraminuta nos mesmos termos das contrarrazões. Eis o pronunciamento do ministro Teori Zavascki: Decisão: 1. Trata-se de agravo contra decisão que inadmitiu recurso extraordinário interposto em ação 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5703941. Supremo Tribunal Federal ARE 800721 RG / PE desrespeito ao artigo 37, inciso X, da Carta Federal. Assevera que a concessão de Vantagem Pecuniária Individual – VPI, com valor fixo, para todos os servidores da União gerou recomposição salarial diferenciada entre as diversas carreiras, pois acarretou ganho maior a quem possuía remuneração menor, em ofensa ao princípio da isonomia. Afirma não existir desrespeito ao verbete do Supremo mencionado, porquanto a pretensão não consiste em obter aumento salarial, e sim em ver observados os dispositivos que vedam a utilização de índices discriminatórios para fins de revisão salarial. Sob o ângulo da repercussão geral, sustenta ultrapassar o tema o interesse subjetivo das partes e mostrar-se relevante do ponto de vista econômico, político e social. A União, nas contrarrazões, assinala a ausência de afronta direta ao Diploma de 1988. No mérito, ressalta o acerto do ato recorrido. A Fundação Nacional de Saúde – FUNASA, também em contrarrazões, sublinha, preliminarmente, a ocorrência da prescrição quinquenal. Na matéria de fundo, busca o desprovimento do recurso. O extraordinário teve o trânsito obstado na origem. O recorrente em agravo, ataca os fundamentos da decisão de inadmissão. O agravado protocolou contraminuta nos mesmos termos das contrarrazões. Eis o pronunciamento do ministro Teori Zavascki: Decisão: 1. Trata-se de agravo contra decisão que inadmitiu recurso extraordinário interposto em ação 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5703941. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 16 Manifestação sobre a Repercussão Geral ARE 800721 RG / PE visando à incorporação aos vencimentos de servidor público de reajuste de 13,23% sobre sua remuneração, com o pagamento das diferenças pretéritas. A Turma Recursal dos Juizados Especiais Federais de Pernambuco negou provimento ao recurso inominado do autor nos termos da seguinte ementa: ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. REVISÃO DA REMUNERAÇÃO. VPI. VANTAGEM PECUNIÁRIA INDIVIDUAL. INOCORRÊNCIA DE AFRONTA AO ART. 37, X, DA Constituição Federal de 1988/88. RECURSO INOMINADO IMPROVIDO. - Fundamentando-se na ocorrência de violação ao art. 37, X, da Constituição Federal de 1988, a parte autora propõe a presente ação, almejando a implantação em seu vencimento do reajuste no percentual de 13,23%, com efeitos financeiros retroativos a maio de 2003. - A Lei n 10.698/03 não teve o condão de efetivar o preceito constitucional da revisão geral anual, encartado no art. 37, X, da Constituição Federal, instituindo, em verdade, uma vantagem pecuniária individual no valor de R$ 59,87. Tanto é assim que tal valor, previsto no § único, do art. 1..., do mencionado diploma legal, não foi incorporado ao vencimento básico nem servirá de base de cálculo para qualquer outra vantagem. - Anoto, por fim, que a pretendida revisão esbarra na vedação imposta ao Poder Judiciário de conceder aumento a servidores públicos, sob o pálio da isonomia, nos termos da Súmula 339 do C. Supremo Tribunal Federal. - Por último, visando evitar descabidos e protelatórios embargos de declaração, ressalte-se que não existe a menor necessidade de manifestação expressa sobre os todos os argumentos jurídicos levantados pelas partes, eis que as razões já expostas neste decisum são 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5703941. Supremo Tribunal Federal ARE 800721 RG / PE visando à incorporação aos vencimentos de servidor público de reajuste de 13,23% sobre sua remuneração, com o pagamento das diferenças pretéritas. A Turma Recursal dos Juizados Especiais Federais de Pernambuco negou provimento ao recurso inominado do autor nos termos da seguinte ementa: ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. REVISÃO DA REMUNERAÇÃO. VPI. VANTAGEM PECUNIÁRIA INDIVIDUAL. INOCORRÊNCIA DE AFRONTA AO ART. 37, X, DA Constituição Federal de 1988/88. RECURSO INOMINADO IMPROVIDO. - Fundamentando-se na ocorrência de violação ao art. 37, X, da Constituição Federal de 1988, a parte autora propõe a presente ação, almejando a implantação em seu vencimento do reajuste no percentual de 13,23%, com efeitos financeiros retroativos a maio de 2003. - A Lei n 10.698/03 não teve o condão de efetivar o preceito constitucional da revisão geral anual, encartado no art. 37, X, da Constituição Federal, instituindo, em verdade, uma vantagem pecuniária individual no valor de R$ 59,87. Tanto é assim que tal valor, previsto no § único, do art. 1..., do mencionado diploma legal, não foi incorporado ao vencimento básico nem servirá de base de cálculo para qualquer outra vantagem. - Anoto, por fim, que a pretendida revisão esbarra na vedação imposta ao Poder Judiciário de conceder aumento a servidores públicos, sob o pálio da isonomia, nos termos da Súmula 339 do C. Supremo Tribunal Federal. - Por último, visando evitar descabidos e protelatórios embargos de declaração, ressalte-se que não existe a menor necessidade de manifestação expressa sobre os todos os argumentos jurídicos levantados pelas partes, eis que as razões já expostas neste decisum são 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5703941. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 16 Manifestação sobre a Repercussão Geral ARE 800721 RG / PE suficientes para julgamento de todos os pedidos formulados. Idêntico raciocínio se aplica ao prequestionamento. Não há obrigação de manifestação expressa sobre todas as teses jurídicas apontadas como tal. O único propósito de prequestionar a matéria a ser eventualmente levada ao conhecimento das Cortes Superiores, sem que ocorra, na hipótese, qualquer dos pressupostos elencados no art. 535 do Código de Ritos, não constitui razão suficiente para a oposição dos embargos declaratórios, consoante prega a pacífica jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça. De toda forma, a fim de agilizar o andamento dos processos, considero desde já prequestionados expressamente todos os dispositivos legais indicados pelas partes em suas petições durante o trâmite processual. Insta acentuar, por fim, que os embargos de declaração não se prestam para reanálise de pedidos já decididos. - Sentença mantida por seus próprios fundamentos (art. 46 da Lei 9.099/95). Recurso inominado improvido. - Fica a recorrente vencida condenada ao pagamento de honorários advocatícios à razão de 10% sobre o valor da causa, salvo se beneficiária da justiça gratuita. No recurso extraordinário, a parte recorrente sustenta, preliminarmente, a existência de repercussão geral da matéria, conforme estabelece o art. 543-A, § 2..., do Código de Processo Civil, porquanto possui relevância econômica, política e social, afetando mais de trinta mil servidores, ativos e inativos, no âmbito da Administração Pública Federal. Aponta ofensa ao art. 37, X, da Constituição Federal, pois a Lei 10.698/03, ao conceder vantagem pecuniária individual (VPI) no valor de R$ 59,87 (cinquenta e nove reais e oitenta e sete centavos) para todos os servidores públicos federais, criou recomposição salarial maior para funcionários que possuíam remuneração menor, o que gerou ganho real diferenciado. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5703941. Supremo Tribunal Federal ARE 800721 RG / PE suficientes para julgamento de todos os pedidos formulados. Idêntico raciocínio se aplica ao prequestionamento. Não há obrigação de manifestação expressa sobre todas as teses jurídicas apontadas como tal. O único propósito de prequestionar a matéria a ser eventualmente levada ao conhecimento das Cortes Superiores, sem que ocorra, na hipótese, qualquer dos pressupostos elencados no art. 535 do Código de Ritos, não constitui razão suficiente para a oposição dos embargos declaratórios, consoante prega a pacífica jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça. De toda forma, a fim de agilizar o andamento dos processos, considero desde já prequestionados expressamente todos os dispositivos legais indicados pelas partes em suas petições durante o trâmite processual. Insta acentuar, por fim, que os embargos de declaração não se prestam para reanálise de pedidos já decididos. - Sentença mantida por seus próprios fundamentos (art. 46 da Lei 9.099/95). Recurso inominado improvido. - Fica a recorrente vencida condenada ao pagamento de honorários advocatícios à razão de 10% sobre o valor da causa, salvo se beneficiária da justiça gratuita. No recurso extraordinário, a parte recorrente sustenta, preliminarmente, a existência de repercussão geral da matéria, conforme estabelece o art. 543-A, § 2..., do Código de Processo Civil, porquanto possui relevância econômica, política e social, afetando mais de trinta mil servidores, ativos e inativos, no âmbito da Administração Pública Federal. Aponta ofensa ao art. 37, X, da Constituição Federal, pois a Lei 10.698/03, ao conceder vantagem pecuniária individual (VPI) no valor de R$ 59,87 (cinquenta e nove reais e oitenta e sete centavos) para todos os servidores públicos federais, criou recomposição salarial maior para funcionários que possuíam remuneração menor, o que gerou ganho real diferenciado. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5703941. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 16 Manifestação sobre a Repercussão Geral ARE 800721 RG / PE Sustenta, assim, que, enquanto a Vantagem Pecuniária Individual – VPI concedida pela Lei 10.698/03 assegurou a servidores que recebiam o piso remuneratório da União um reajuste de 13,23%, os que recebiam o teto obtiveram apenas 0,88%, o que, no seu entender, viola o princípio da paridade de índices insculpido no art. 37, X, da Constituição Federal de 1988. Alega, ademais, que a pretensão da demanda não contraria a Súmula 339 do Supremo Tribunal Federal, pois o que se pretende não é o aumento de vencimentos, mas, sim, a observância ao princípio da isonomia, com a aplicação dos dispositivos constitucionais que regem a matéria, os quais proíbem a utilização de índices distintos para fins de revisão remuneratória. Requer, por fim, o provimento do recurso extraordinário para que seja julgado procedente o pedido, determinando a incorporação, a seu vencimento, do reajuste de 13,23% sobre sua remuneração, a partir de maio de 2003, condenando a parte recorrida ao pagamento das diferenças, com reflexos sobre anuênio, GAE, adicional de insalubridade, 1/3 de férias e 13... salário. Em contrarrazões, a União postula, preliminarmente, o não conhecimento do recurso, em razão da ausência de ofensa direta à Constituição. No mérito, pede o desprovimento do recurso. A Fundação Nacional de Saúde (FUNASA) aduz, em contrarrazões, que a pretensão está prescrita, já que a ação, relativa a fatos ocorridos em 2003, foi ajuizada em 2013. No mais, requer o desprovimento do recurso. 2. Não há matéria constitucional a ser analisada. Isso porque a Turma Recursal decidiu a controvérsia acerca da incorporação, a vencimento de servidor, do reajuste de 13,23% sobre sua remuneração tão somente a partir de interpretação e aplicação das normas infraconstitucionais pertinentes (Leis 10.697/03 e 10.698/03). O Supremo 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5703941. Supremo Tribunal Federal ARE 800721 RG / PE Sustenta, assim, que, enquanto a Vantagem Pecuniária Individual – VPI concedida pela Lei 10.698/03 assegurou a servidores que recebiam o piso remuneratório da União um reajuste de 13,23%, os que recebiam o teto obtiveram apenas 0,88%, o que, no seu entender, viola o princípio da paridade de índices insculpido no art. 37, X, da Constituição Federal de 1988. Alega, ademais, que a pretensão da demanda não contraria a Súmula 339 do Supremo Tribunal Federal, pois o que se pretende não é o aumento de vencimentos, mas, sim, a observância ao princípio da isonomia, com a aplicação dos dispositivos constitucionais que regem a matéria, os quais proíbem a utilização de índices distintos para fins de revisão remuneratória. Requer, por fim, o provimento do recurso extraordinário para que seja julgado procedente o pedido, determinando a incorporação, a seu vencimento, do reajuste de 13,23% sobre sua remuneração, a partir de maio de 2003, condenando a parte recorrida ao pagamento das diferenças, com reflexos sobre anuênio, GAE, adicional de insalubridade, 1/3 de férias e 13... salário. Em contrarrazões, a União postula, preliminarmente, o não conhecimento do recurso, em razão da ausência de ofensa direta à Constituição. No mérito, pede o desprovimento do recurso. A Fundação Nacional de Saúde (FUNASA) aduz, em contrarrazões, que a pretensão está prescrita, já que a ação, relativa a fatos ocorridos em 2003, foi ajuizada em 2013. No mais, requer o desprovimento do recurso. 2. Não há matéria constitucional a ser analisada. Isso porque a Turma Recursal decidiu a controvérsia acerca da incorporação, a vencimento de servidor, do reajuste de 13,23% sobre sua remuneração tão somente a partir de interpretação e aplicação das normas infraconstitucionais pertinentes (Leis 10.697/03 e 10.698/03). O Supremo 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5703941. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 16 Manifestação sobre a Repercussão Geral ARE 800721 RG / PE Tribunal Federal já pacificou orientação de que é inviável a apreciação, em recurso extraordinário, de alegada violação a dispositivo da Constituição Federal que, por não prescindir da análise de normas infraconstitucionais, se houvesse, seria meramente indireta ou reflexa. Nesse sentido, em casos análogos: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. SERVIDORES PÚBLICOS FEDERAIS. VANTAGEM PECUNIÁRIA INDIVIDUAL VPI. 1. Inexistência de contrariedade ao art. 93, inc. IX, da Constituição da República. 2. Reajuste de remuneração com base nas Leis n. 10.697/2003 e 10.698/2003. Análise de matéria infraconstitucional: ofensa constitucional indireta. 3. Agravo regimental ao qual se nega provimento. (ARE 772.568-AgR, rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 02-12-2013) AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ALEGAÇÃO DE AFRONTA AO ART. 5..., XXXV E LV, E AO ART. 93, IX, DA Constituição Federal de 1988/88. JURISPRUDÊNCIA. SERVIDOR PÚBLICO. REAJUSTE CONCEDIDO PELA LEI n 10.698/2003. CONTROVÉRSIA DE ÍNDOLE INFRACONSTITUCIONAL. PRECEDENTES. O Plenário deste Tribunal já assentou o entendimento de que as decisões judiciais não precisam ser necessariamente analíticas, bastando que contenham fundamentos suficientes para justificar suas conclusões. Precedente. No mérito, incide a orientação do Supremo Tribunal Federal no sentido de que a controvérsia envolve a interpretação das Leis ns 10.697/2003 e 10.698/2003, sem que se discuta o seu sentido à luz da Constituição Federal. 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5703941. Supremo Tribunal Federal ARE 800721 RG / PE Tribunal Federal já pacificou orientação de que é inviável a apreciação, em recurso extraordinário, de alegada violação a dispositivo da Constituição Federal que, por não prescindir da análise de normas infraconstitucionais, se houvesse, seria meramente indireta ou reflexa. Nesse sentido, em casos análogos: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. SERVIDORES PÚBLICOS FEDERAIS. VANTAGEM PECUNIÁRIA INDIVIDUAL VPI. 1. Inexistência de contrariedade ao art. 93, inc. IX, da Constituição da República. 2. Reajuste de remuneração com base nas Leis n. 10.697/2003 e 10.698/2003. Análise de matéria infraconstitucional: ofensa constitucional indireta. 3. Agravo regimental ao qual se nega provimento. (ARE 772.568-AgR, rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 02-12-2013) AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ALEGAÇÃO DE AFRONTA AO ART. 5..., XXXV E LV, E AO ART. 93, IX, DA Constituição Federal de 1988/88. JURISPRUDÊNCIA. SERVIDOR PÚBLICO. REAJUSTE CONCEDIDO PELA LEI n 10.698/2003. CONTROVÉRSIA DE ÍNDOLE INFRACONSTITUCIONAL. PRECEDENTES. O Plenário deste Tribunal já assentou o entendimento de que as decisões judiciais não precisam ser necessariamente analíticas, bastando que contenham fundamentos suficientes para justificar suas conclusões. Precedente. No mérito, incide a orientação do Supremo Tribunal Federal no sentido de que a controvérsia envolve a interpretação das Leis ns 10.697/2003 e 10.698/2003, sem que se discuta o seu sentido à luz da Constituição Federal. 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5703941. Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 16 Manifestação sobre a Repercussão Geral ARE 800721 RG / PE Precedentes. Agravo regimental a que se nega provimento. (ARE 764.558-AgR, rel. Min. ROBERTO BARROSO, Primeira Turma, DJe de 12-11-2013) E ainda: ARE 771.723-AgR, rel. Min. TEORI ZAVASCKI, Segunda Turma, DJe de 17-02-2014; ARE 763.928-AgR, rel. Min. ROSA WEBER, Primeira Turma, DJe de 11-02-2014; ARE 763.952-AgR, rel. Min. GILMAR MENDES, Segunda Turma, DJe de 02-10-2013; AI 857.270- AgR, rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 31-05- 2013; Recurso Extraordinário 711.344-AgR, rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 11-03-2013; AI 850.152-AgR, rel. Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe de 09-10-2012; ARE 650.566- AgR, rel. Min. JOAQUIM BARBOSA, Segunda Turma, DJe de 22-05-2012; e Recurso Extraordinário 655.374-AgR, rel. Min. AYRES BRITTO, Segunda Turma, DJe de 02-03- 2012. 3. O Plenário do Supremo Tribunal Federal firmou o entendimento de que é possível a atribuição dos efeitos da declaração de ausência de repercussão geral quando não há matéria constitucional a ser apreciada ou quando eventual ofensa à Constituição Federal se dê de forma indireta ou reflexa (Recurso Extraordinário 584.608 RG, Min. ELLEN GRACIE, DJe de 13/03/2009). 4. Diante do exposto, manifesto-me pela inexistência de repercussão geral da questão suscitada. Brasília, 21 de março de 2014. Ministro Teori Zavascki Relator Documento assinado digitalmente 2. Observem a organicidade do Direito. O instituto da repercussão 7 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5703941. Supremo Tribunal Federal ARE 800721 RG / PE Precedentes. Agravo regimental a que se nega provimento. (ARE 764.558-AgR, rel. Min. ROBERTO BARROSO, Primeira Turma, DJe de 12-11-2013) E ainda: ARE 771.723-AgR, rel. Min. TEORI ZAVASCKI, Segunda Turma, DJe de 17-02-2014; ARE 763.928-AgR, rel. Min. ROSA WEBER, Primeira Turma, DJe de 11-02-2014; ARE 763.952-AgR, rel. Min. GILMAR MENDES, Segunda Turma, DJe de 02-10-2013; AI 857.270- AgR, rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 31-05- 2013; Recurso Extraordinário 711.344-AgR, rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 11-03-2013; AI 850.152-AgR, rel. Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe de 09-10-2012; ARE 650.566- AgR, rel. Min. JOAQUIM BARBOSA, Segunda Turma, DJe de 22-05-2012; e Recurso Extraordinário 655.374-AgR, rel. Min. AYRES BRITTO, Segunda Turma, DJe de 02-03- 2012. 3. O Plenário do Supremo Tribunal Federal firmou o entendimento de que é possível a atribuição dos efeitos da declaração de ausência de repercussão geral quando não há matéria constitucional a ser apreciada ou quando eventual ofensa à Constituição Federal se dê de forma indireta ou reflexa (Recurso Extraordinário 584.608 RG, Min. ELLEN GRACIE, DJe de 13/03/2009). 4. Diante do exposto, manifesto-me pela inexistência de repercussão geral da questão suscitada. Brasília, 21 de março de 2014. Ministro Teori Zavascki Relator Documento assinado digitalmente 2. Observem a organicidade do Direito. O instituto da repercussão 7 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5703941. Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 16 Manifestação sobre a Repercussão Geral ARE 800721 RG / PE geral refere-se a recurso extraordinário que veicule matéria de índole constitucional. É o que decorre do disposto no § 3... do artigo 102 da Carta Federal: Art. 102. Compete ao Supremo Tribunal Federal, precipuamente, a guarda da Constituição, cabendo-lhe: (…) § 3... No recurso extraordinário o recorrente deverá demonstrar a repercussão geral das questões constitucionais discutidas no caso, nos termos da lei, a fim de que o Tribunal examine a admissão do recurso, somente podendo recusá-lo pela manifestação de dois terços de seus membros. Até aqui, para apreciação do Supremo, há o agravo interposto, que veio, ante a legislação instrumental, no próprio processo. Em síntese, o recurso extraordinário teve a sequência indeferida na origem. O interessado protocolou o agravo, o qual deve ser julgado pelo relator, o que ainda não ocorreu. Descabe fragilizar o instituto da repercussão geral e isso acontecerá caso, de cambulhada, seja colado a processo que não se apresenta a este Tribunal com o recurso extraordinário admitido. 3. Concluo pela inadequação do instituto da repercussão geral. 4. À Assessoria, para acompanhar a tramitação do incidente. 5. Publiquem. Brasília, 15 de abril de 2014. Ministro MARCO AURÉLIO 8 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5703941. Supremo Tribunal Federal ARE 800721 RG / PE geral refere-se a recurso extraordinário que veicule matéria de índole constitucional. É o que decorre do disposto no § 3... do artigo 102 da Carta Federal: Art. 102. Compete ao Supremo Tribunal Federal, precipuamente, a guarda da Constituição, cabendo-lhe: (…) § 3... No recurso extraordinário o recorrente deverá demonstrar a repercussão geral das questões constitucionais discutidas no caso, nos termos da lei, a fim de que o Tribunal examine a admissão do recurso, somente podendo recusá-lo pela manifestação de dois terços de seus membros. Até aqui, para apreciação do Supremo, há o agravo interposto, que veio, ante a legislação instrumental, no próprio processo. Em síntese, o recurso extraordinário teve a sequência indeferida na origem. O interessado protocolou o agravo, o qual deve ser julgado pelo relator, o que ainda não ocorreu. Descabe fragilizar o instituto da repercussão geral e isso acontecerá caso, de cambulhada, seja colado a processo que não se apresenta a este Tribunal com o recurso extraordinário admitido. 3. Concluo pela inadequação do instituto da repercussão geral. 4. À Assessoria, para acompanhar a tramitação do incidente. 5. Publiquem. Brasília, 15 de abril de 2014. Ministro MARCO AURÉLIO 8 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5703941. Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 16
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 800 . 721", "Recurso Extraordinário 584 . 608 RG", "Súmula 339 do C . Supremo Tribunal Federal", "Súmula 339 do C . 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Ementa e Acórdão 19/02/2014 PLENÁRIO AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 310 NÃO INFORMADA RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA REQTE.(S) :GOVERNADOR DO ESTADO DO AMAZONAS ADV.(A/S) :SANDRA MARIA DO COUTO E SILVA E OUTROS E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) :SECRETÁRIOS DE FAZENDA, FINANÇAS OU TRIBUTAÇÃO DO DISTRITO FEDERAL E DE TODOS OS ESTADOS DA FEDERAÇÃO INTDO.(A/S) :MINISTRA DA ECONOMIA FAZENDA E PLANEJAMENTO EMENTA: AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. CONVÊNIOS SOBRE ICMS NS. 01, 02 E 06 DE 1990: REVOGAÇÃO DE BENEFÍCIOS FISCAIS INSTITUÍDOS ANTES DO ADVENTO DA ORDEM CONSTITUCIONAL DE 1998, ENVOLVENDO BENS DESTINADOS À ZONA FRANCA DE MANAUS. 1. Não se há cogitar de inconstitucionalidade indireta, por violação de normas interpostas, na espécie vertente: a questão está na definição do alcance do art. 40 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias, a saer, se esta norma de vigência temporária teria permitido a recepção do elenco pré-constitucional de incentivos à Zona Franca de Manaus, ainda que incompatíveis com o sistema constitucional do ICMS instituído desde 1988, no qual se insere a competência das unidades federativas para, mediante convênio, dispor sobre isenção e incentivos fiscais do novo tributo (art. 155, § 2º, inciso XII, letra ‘g’, da Constituição da República). 2. O quadro normativo pré-constitucional de incentivo fiscal à Zona Franca de Manaus constitucionalizou-se pelo art. 40 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias, adquirindo, por força dessa regra transitória, natureza de imunidade tributária, persistindo vigente a equiparação procedida pelo art. 4º do Decreto-Lei n. 288/1967, cujo propósito foi atrair a não incidência do imposto sobre circulação de mercadorias estipulada no art. 23, inc. II, § 7º, da Carta pretérita, desonerando, assim, a saída de mercadorias do território nacional para Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6643438. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 20 Ementa e Acórdão ADI 310 / NÃO INFORMADA consumo ou industrialização na Zona Franca de Manaus. 3. A determinação expressa de manutenção do conjunto de incentivos fiscais referentes à Zona Franca de Manaus, extraídos, obviamente, da legislação pré-constitucional, exige a não incidência do ICMS sobre as operações de saída de mercadorias para aquela área de livre comércio, sob pena de se proceder a uma redução do quadro fiscal expressamente mantido por dispositivo constitucional específico e transitório. 4. Ação direta de inconstitucionalidade julgada procedente. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Plenária, sob a Presidência do Ministro Joaquim Barbosa, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade e nos termos do voto da Relatora, rejeitou a preliminar suscitada pelo Advogado-Geral da União. No mérito, confirmou a cautelar concedida e julgou procedente a ação direta para declarar a inconstitucionalidade dos Convênios ICMS nºs 1, 2 e 6, todos de 30 de maio de 1990, do Conselho Nacional de Política Fazendária CONFAZ. Votou o Presidente. Ausente, neste julgamento, o Ministro Marco Aurélio. Falou pelo requerente o Dr. Carlos Alberto Ramos Filho, Procurador do Estado. Brasília, 19 de fevereiro de 2014 Ministra CÁRMEN LÚCIA – Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6643438. Supremo Tribunal Federal ADI 310 / NÃO INFORMADA consumo ou industrialização na Zona Franca de Manaus. 3. A determinação expressa de manutenção do conjunto de incentivos fiscais referentes à Zona Franca de Manaus, extraídos, obviamente, da legislação pré-constitucional, exige a não incidência do ICMS sobre as operações de saída de mercadorias para aquela área de livre comércio, sob pena de se proceder a uma redução do quadro fiscal expressamente mantido por dispositivo constitucional específico e transitório. 4. Ação direta de inconstitucionalidade julgada procedente. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Plenária, sob a Presidência do Ministro Joaquim Barbosa, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade e nos termos do voto da Relatora, rejeitou a preliminar suscitada pelo Advogado-Geral da União. No mérito, confirmou a cautelar concedida e julgou procedente a ação direta para declarar a inconstitucionalidade dos Convênios ICMS nºs 1, 2 e 6, todos de 30 de maio de 1990, do Conselho Nacional de Política Fazendária CONFAZ. Votou o Presidente. Ausente, neste julgamento, o Ministro Marco Aurélio. Falou pelo requerente o Dr. Carlos Alberto Ramos Filho, Procurador do Estado. Brasília, 19 de fevereiro de 2014 Ministra CÁRMEN LÚCIA – Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6643438. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 20 Relatório AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 310 NÃO INFORMADA RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA REQTE.(S) :GOVERNADOR DO ESTADO DO AMAZONAS ADV.(A/S) :SANDRA MARIA DO COUTO E SILVA E OUTROS E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) :SECRETÁRIOS DE FAZENDA, FINANÇAS OU TRIBUTAÇÃO DO DISTRITO FEDERAL E DE TODOS OS ESTADOS DA FEDERAÇÃO INTDO.(A/S) :MINISTRA DA ECONOMIA FAZENDA E PLANEJAMENTO R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora): 1. Ação Direta de Inconstitucionalidade, com requerimento de medida cautelar, ajuizada pelo Governador do Amazonas, em 20.6.1990, na qual se questiona a validade constitucional dos Convênios n. 01, 02 e 06, de 30.5.1990, firmados pela então Ministra da Economia, Fazenda e Planejamento e pelos Secretários da Fazenda ou Finanças dos Estados e do Distrito Federal, na 59º reunião do Conselho de Política Fazendária – CONFAZ, por pretensa contrariedade aos arts. 4º, do Decreto-Lei n. 288/1967, 5º, da Lei Complementar n. 4/1969, 15 da Lei Complementar n. 24/75 e 40 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias. 2. O Autor argumenta que os acordos seriam inconstitucionais. O “primeiro [Convênio 1/1990] porque exclui o açúcar de cana do benefício da não incidência do ICMS quando da remessa para comercialização ou industrialização na Zona Franca de Manaus, o segundo [Convênio n. 2/1990] porque ‘revoga isenção concedida pelo Convênio (sic) ICM 65/88 e fixa níveis de tributação na remessa de produtos industralizados semi-elaborados para o município de Manaus’, o terceiro [Convênio n. 6/1990] porque cancela o benefício da manutenção de crédito resultante da não incidência do ICMS nas operações de remessa de mercadoria nacional para a Z.F.M.” (fl. 2). Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5295633. Supremo Tribunal Federal AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 310 NÃO INFORMADA RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA REQTE.(S) :GOVERNADOR DO ESTADO DO AMAZONAS ADV.(A/S) :SANDRA MARIA DO COUTO E SILVA E OUTROS E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) :SECRETÁRIOS DE FAZENDA, FINANÇAS OU TRIBUTAÇÃO DO DISTRITO FEDERAL E DE TODOS OS ESTADOS DA FEDERAÇÃO INTDO.(A/S) :MINISTRA DA ECONOMIA FAZENDA E PLANEJAMENTO R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora): 1. Ação Direta de Inconstitucionalidade, com requerimento de medida cautelar, ajuizada pelo Governador do Amazonas, em 20.6.1990, na qual se questiona a validade constitucional dos Convênios n. 01, 02 e 06, de 30.5.1990, firmados pela então Ministra da Economia, Fazenda e Planejamento e pelos Secretários da Fazenda ou Finanças dos Estados e do Distrito Federal, na 59º reunião do Conselho de Política Fazendária – CONFAZ, por pretensa contrariedade aos arts. 4º, do Decreto-Lei n. 288/1967, 5º, da Lei Complementar n. 4/1969, 15 da Lei Complementar n. 24/75 e 40 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias. 2. O Autor argumenta que os acordos seriam inconstitucionais. O “primeiro [Convênio 1/1990] porque exclui o açúcar de cana do benefício da não incidência do ICMS quando da remessa para comercialização ou industrialização na Zona Franca de Manaus, o segundo [Convênio n. 2/1990] porque ‘revoga isenção concedida pelo Convênio (sic) ICM 65/88 e fixa níveis de tributação na remessa de produtos industralizados semi-elaborados para o município de Manaus’, o terceiro [Convênio n. 6/1990] porque cancela o benefício da manutenção de crédito resultante da não incidência do ICMS nas operações de remessa de mercadoria nacional para a Z.F.M.” (fl. 2). Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5295633. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 20 Relatório ADI 310 / NÃO INFORMADA Assevera o Autor que a base legal para a não-incidência do ICMS na remessa de mercadorias para a Zona Franca de Manaus seria o art. 4º do Decreto-Lei n. 288/1967, com valor jurídico de lei complementar, recepcionado pelo art. 40 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias da Constituição da República, e o conjunto normativo informador da Zona Franca de Manaus, não podendo ser alterado por Convênio ou qualquer outra legislação federal, estadual ou municipal (fls. 13-14). Expõe, ainda, que o Conselho de Política Fazendária não poderia legislar sobre isenção ou revogação de ICMS relacionada às atividades da Zona Franca de Manaus e que a desoneração fiscal prevista no art. 4º do Decreto-Lei n. 288/1967 consubstanciaria imunidade tributária (fl. 14). Requereu medida cautelar, e, no mérito, a declaração de inconstitucionalidade dos Convênios atacados. 3. A Ministra da Economia, Fazenda e Planejamento, com base em parecer da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional, manifestou-se pela improcedência da presente ação, argumentando que o art. 40 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias “não recepciona a isenção do tributo estadual contida no Decreto-lei 288/68, mantida pela Lei Complementar de n. 4/69, isso porque apenas mantém a Zona Franca de Manaus com características e atributos específicos de área de livre comércio exterio r ” (fl. 67, grifos no original). Acrescenta que a “isenção do ICMS passou a ser matéria privativa de deliberação conjunta dos Estados-membros e do Distrito Federal, na forma do artigo 155, § 2º, inciso XII, letra ‘g’, da Lei Magna” (fls. 73-74), pelo que não haveria qualquer inconstitucionalidade nos aludidos Convênios. 4. Os Secretários da Fazenda do Rio de Janeiro (fl. 76-87), do Distrito Federal (fl. 88-96), de Santa Catarina (fls. 177-190), de Mato Grosso do Sul 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5295633. Supremo Tribunal Federal ADI 310 / NÃO INFORMADA Assevera o Autor que a base legal para a não-incidência do ICMS na remessa de mercadorias para a Zona Franca de Manaus seria o art. 4º do Decreto-Lei n. 288/1967, com valor jurídico de lei complementar, recepcionado pelo art. 40 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias da Constituição da República, e o conjunto normativo informador da Zona Franca de Manaus, não podendo ser alterado por Convênio ou qualquer outra legislação federal, estadual ou municipal (fls. 13-14). Expõe, ainda, que o Conselho de Política Fazendária não poderia legislar sobre isenção ou revogação de ICMS relacionada às atividades da Zona Franca de Manaus e que a desoneração fiscal prevista no art. 4º do Decreto-Lei n. 288/1967 consubstanciaria imunidade tributária (fl. 14). Requereu medida cautelar, e, no mérito, a declaração de inconstitucionalidade dos Convênios atacados. 3. A Ministra da Economia, Fazenda e Planejamento, com base em parecer da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional, manifestou-se pela improcedência da presente ação, argumentando que o art. 40 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias “não recepciona a isenção do tributo estadual contida no Decreto-lei 288/68, mantida pela Lei Complementar de n. 4/69, isso porque apenas mantém a Zona Franca de Manaus com características e atributos específicos de área de livre comércio exterio r ” (fl. 67, grifos no original). Acrescenta que a “isenção do ICMS passou a ser matéria privativa de deliberação conjunta dos Estados-membros e do Distrito Federal, na forma do artigo 155, § 2º, inciso XII, letra ‘g’, da Lei Magna” (fls. 73-74), pelo que não haveria qualquer inconstitucionalidade nos aludidos Convênios. 4. Os Secretários da Fazenda do Rio de Janeiro (fl. 76-87), do Distrito Federal (fl. 88-96), de Santa Catarina (fls. 177-190), de Mato Grosso do Sul 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5295633. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 20 Relatório ADI 310 / NÃO INFORMADA (fls. 192-199), de Alagoas (fls. 201-210), de São Paulo (fls. 236-254), do Rio Grande do Sul (fls. 256-261), da Bahia (fls. 263-269) e de Minas Gerais (fl. 271-280) manifestaram-se pela constitucionalidade dos Convênios e pela improcedência da presente ação.. O Secretário da Fazenda do Estado do Amazonas pugnou pela procedência da ação (fls. 212-217). 5. Em 25.10.1990, o Plenário deste Supremo Tribunal Federal deferiu a medida cautelar pleiteada para suspender a eficácia dos Convênios ICMS ns. 1, 2 e 6/1990 até o julgamento final da presente ação (fl. 321). 6. Em 15.9.1995, o Advogado-Geral da União opinou no sentido de que eventual afronta ao art. 40 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias seria indireta, a evidenciar a impossibilidade de controle de constitucionalidade concentrado. No mérito, manifestou-se pela improcedência da presente ação “em virtude da inexistência de desconformidade dos Convênios impugnados com os preceitos constitucionais vigentes” (fl. 339). 7. Em 1.2.2002, a Procuradoria-Geral da República opinou pela procedência da presente ação, ao argumento de que os incentivos fiscais previstos na Constituição da República à Zona Franca de Manaus têm vigência até 2013, assim, “o legislador ordinário, ao celebrar os convênios hostilizados, o fez ao arrepio do texto constitucional, uma vez que não lhe fora atribuída competência para alterar ou reduzir os incentivos fiscais propugnados pelo Legislador Constituinte” (fl. 344). É o relatório, do qual deverão ser encaminhadas cópias aos eminentes Ministros do Supremo Tribunal Federal (art. 9º da Lei n. 9.868/1999 c/c o art. 87, inc. I, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal). 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5295633. Supremo Tribunal Federal ADI 310 / NÃO INFORMADA (fls. 192-199), de Alagoas (fls. 201-210), de São Paulo (fls. 236-254), do Rio Grande do Sul (fls. 256-261), da Bahia (fls. 263-269) e de Minas Gerais (fl. 271-280) manifestaram-se pela constitucionalidade dos Convênios e pela improcedência da presente ação.. O Secretário da Fazenda do Estado do Amazonas pugnou pela procedência da ação (fls. 212-217). 5. Em 25.10.1990, o Plenário deste Supremo Tribunal Federal deferiu a medida cautelar pleiteada para suspender a eficácia dos Convênios ICMS ns. 1, 2 e 6/1990 até o julgamento final da presente ação (fl. 321). 6. Em 15.9.1995, o Advogado-Geral da União opinou no sentido de que eventual afronta ao art. 40 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias seria indireta, a evidenciar a impossibilidade de controle de constitucionalidade concentrado. No mérito, manifestou-se pela improcedência da presente ação “em virtude da inexistência de desconformidade dos Convênios impugnados com os preceitos constitucionais vigentes” (fl. 339). 7. Em 1.2.2002, a Procuradoria-Geral da República opinou pela procedência da presente ação, ao argumento de que os incentivos fiscais previstos na Constituição da República à Zona Franca de Manaus têm vigência até 2013, assim, “o legislador ordinário, ao celebrar os convênios hostilizados, o fez ao arrepio do texto constitucional, uma vez que não lhe fora atribuída competência para alterar ou reduzir os incentivos fiscais propugnados pelo Legislador Constituinte” (fl. 344). É o relatório, do qual deverão ser encaminhadas cópias aos eminentes Ministros do Supremo Tribunal Federal (art. 9º da Lei n. 9.868/1999 c/c o art. 87, inc. I, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal). 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5295633. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 20 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA 19/02/2014 PLENÁRIO AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 310 NÃO INFORMADA V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (RELATORA): 1. Cumpre, inicialmente, examinar a preliminar de ofensa indireta à Constituição da República, suscitada pelo Advogado-Geral da União. Sustenta-se, no ponto, que a presente ação direta “limita-se a tentar demonstrar a inadequação dos Convênios cogitados com ditames de natureza infraconstitucional (art. 4º do Decreto-lei n. 288, de 1967, art. 5º da Lei Complementar n. 4, de 1969 e art. 15 da Lei Complementar n. 24, de 1975) e somente por via oblíqua, com o art. 40 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias” (fls. 336). 2. Quando do deferimento da medida cautelar requerida nesta ação direta, o então Relator, Ministro Sepúlveda Pertence, reconheceu que a demonstração de invalidade das normas questionadas não prescindiria do cotejo destas com outros preceitos infraconstitucionais (arts. 4º e 49 do Decreto-lei n. 288/1967). Realçou Sua Excelência, entretanto, que, em exame preliminar, tal circunstância não seria suficiente a atrair conclusão no sentido do descabimento do controle abstrato sob o argumento da denominada inconstitucionalidade indireta, por violação de normas interpostas, porque, considerada a Zona Franca de Manaus como o “conjunto de incentivos fiscais indutores do desenvolvimento regional e mantida, com esse caráter, pelas Disposições Constitucionais Transitórias (...), admitir-se que preceitos infraconstitucionais reduzam ou eliminem os favores fiscais existentes (...) esvazia[ria] de eficácia real o preceito constitucional” (fl. 311). O cerne da questão está, portanto, na definição do alcance do art. 40 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6413617. Supremo Tribunal Federal 19/02/2014 PLENÁRIO AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 310 NÃO INFORMADA V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (RELATORA): 1. Cumpre, inicialmente, examinar a preliminar de ofensa indireta à Constituição da República, suscitada pelo Advogado-Geral da União. Sustenta-se, no ponto, que a presente ação direta “limita-se a tentar demonstrar a inadequação dos Convênios cogitados com ditames de natureza infraconstitucional (art. 4º do Decreto-lei n. 288, de 1967, art. 5º da Lei Complementar n. 4, de 1969 e art. 15 da Lei Complementar n. 24, de 1975) e somente por via oblíqua, com o art. 40 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias” (fls. 336). 2. Quando do deferimento da medida cautelar requerida nesta ação direta, o então Relator, Ministro Sepúlveda Pertence, reconheceu que a demonstração de invalidade das normas questionadas não prescindiria do cotejo destas com outros preceitos infraconstitucionais (arts. 4º e 49 do Decreto-lei n. 288/1967). Realçou Sua Excelência, entretanto, que, em exame preliminar, tal circunstância não seria suficiente a atrair conclusão no sentido do descabimento do controle abstrato sob o argumento da denominada inconstitucionalidade indireta, por violação de normas interpostas, porque, considerada a Zona Franca de Manaus como o “conjunto de incentivos fiscais indutores do desenvolvimento regional e mantida, com esse caráter, pelas Disposições Constitucionais Transitórias (...), admitir-se que preceitos infraconstitucionais reduzam ou eliminem os favores fiscais existentes (...) esvazia[ria] de eficácia real o preceito constitucional” (fl. 311). O cerne da questão está, portanto, na definição do alcance do art. 40 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6413617. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 20 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA ADI 310 / NÃO INFORMADA do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias, ou seja, se esta norma de vigência temporária teria permitido a recepção do elenco pré- constitucional de incentivos à Zona Franca de Manaus, ainda que incompatíveis com o sistema constitucional do ICMS instituído desde 1988, “em cujo bojo se insere a ilimitada e privativa competência das unidades federativas, mediante convênio, para dispor sobre isenção do novo tributo, assim como sobre incentivos fiscais a ele relativos”, conforme asseverou o Ministro Sepúlveda Pertence. 3. Nesses termos, o conflito dos dispositivos impugnados nesta ação direta de inconstitucionalidade com o elenco pré-constitucional de incentivos à Zona Franca de Manaus não se resolveria pela aplicação de regras hermenêuticas de direito intertemporal, pois a preservação da eficácia destes decorreria exatamente da determinação da norma constitucional de caráter temporário (art. 40 do ADCT). Igual entendimento foi adotado no deferimento das medidas cautelares requeridas na Ação Direta de Inconstitucionalidade n. 2.348, ajuizada pelo Governador do Amazonas contra dispositivos que afastavam a isenção no recolhimento de COFINS e PIS/PASEP sobre as receitas de vendas efetuadas a empresa estabelecida na Zona Franca de Manaus (Relator o Ministro Marco Aurélio, Plenário, DJ 7.11.2003), e na Ação Direta de Inconstitucionalidade n. 1.799, quando suspensa a eficácia de dispositivo que projetava no tempo a mitigação do quadro de incentivos fiscais assegurado relativamente à Zona Franca de Manaus (Relator o Ministro Marco Aurélio, Plenário, DJ 12.4.2002). 4. Portanto, a solução da questão jurídica levantada não prescinde da definição do alcance do art. 40 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias, matéria de natureza constitucional, pelo que voto no sentido de rejeitar a preliminar de ofensa indireta à Constituição da República e a inadequação da ação direta de inconstitucionalidade para o questionamento posto a exame. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6413617. Supremo Tribunal Federal ADI 310 / NÃO INFORMADA do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias, ou seja, se esta norma de vigência temporária teria permitido a recepção do elenco pré- constitucional de incentivos à Zona Franca de Manaus, ainda que incompatíveis com o sistema constitucional do ICMS instituído desde 1988, “em cujo bojo se insere a ilimitada e privativa competência das unidades federativas, mediante convênio, para dispor sobre isenção do novo tributo, assim como sobre incentivos fiscais a ele relativos”, conforme asseverou o Ministro Sepúlveda Pertence. 3. Nesses termos, o conflito dos dispositivos impugnados nesta ação direta de inconstitucionalidade com o elenco pré-constitucional de incentivos à Zona Franca de Manaus não se resolveria pela aplicação de regras hermenêuticas de direito intertemporal, pois a preservação da eficácia destes decorreria exatamente da determinação da norma constitucional de caráter temporário (art. 40 do ADCT). Igual entendimento foi adotado no deferimento das medidas cautelares requeridas na Ação Direta de Inconstitucionalidade n. 2.348, ajuizada pelo Governador do Amazonas contra dispositivos que afastavam a isenção no recolhimento de COFINS e PIS/PASEP sobre as receitas de vendas efetuadas a empresa estabelecida na Zona Franca de Manaus (Relator o Ministro Marco Aurélio, Plenário, DJ 7.11.2003), e na Ação Direta de Inconstitucionalidade n. 1.799, quando suspensa a eficácia de dispositivo que projetava no tempo a mitigação do quadro de incentivos fiscais assegurado relativamente à Zona Franca de Manaus (Relator o Ministro Marco Aurélio, Plenário, DJ 12.4.2002). 4. Portanto, a solução da questão jurídica levantada não prescinde da definição do alcance do art. 40 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias, matéria de natureza constitucional, pelo que voto no sentido de rejeitar a preliminar de ofensa indireta à Constituição da República e a inadequação da ação direta de inconstitucionalidade para o questionamento posto a exame. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6413617. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 20 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA ADI 310 / NÃO INFORMADA 5. No mérito, vale transcrever o art. 40 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias: “Art. 40. É mantida a Zona Franca de Manaus, com suas características de área livre de comércio, de exportação e importação, e de incentivos fiscais, pelo prazo de vinte e cinco anos, a partir da promulgação da Constituição. Parágrafo único. Somente por lei federal podem ser modificados os critérios que disciplinaram ou venham a disciplinar a aprovação dos projetos na Zona Franca de Manaus.” Pelo art. 92, incluído no Ato das Disposições Constitucionais Transitórias pela Emenda Constitucional n. 42, de 19.12.2003, o prazo fixado foi elastecido por mais dez (10) anos, expirando, assim, em outubro de 2023. 6. A Zona Franca de Manaus, instituída pela Lei n. 3.173, de 6.6.1957, somente institucionalizou-se juridicamente e iniciou-se o seu pleno funcionamento com a edição do Decreto-Lei n. 288, de 28.2.1967, em cujo art. 1º se dispôs: “Art. 1º. A Zona Franca de Manaus é uma área de livre comércio de importação e exportação e de incentivos fiscais especiais, estabelecida com a finalidade de criar no interior da Amazônia um centro industrial, comercial e agropecuário dotado de condições econômicas que permitam seu desenvolvimento, em face dos fatores locais e da grande distância, a que se encontram, os centros consumidores de seus produtos.” Quanto aos incentivos fiscais, estabeleceu-se que: “Art. 4º A exportação de mercadorias de origem nacional para consumo ou industrialização na Zona Franca de Manaus, ou reexportação para o estrangeiro, será para todos os efeitos fiscais, constantes da legislação em vigor, equivalente a uma exportação 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6413617. Supremo Tribunal Federal ADI 310 / NÃO INFORMADA 5. No mérito, vale transcrever o art. 40 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias: “Art. 40. É mantida a Zona Franca de Manaus, com suas características de área livre de comércio, de exportação e importação, e de incentivos fiscais, pelo prazo de vinte e cinco anos, a partir da promulgação da Constituição. Parágrafo único. Somente por lei federal podem ser modificados os critérios que disciplinaram ou venham a disciplinar a aprovação dos projetos na Zona Franca de Manaus.” Pelo art. 92, incluído no Ato das Disposições Constitucionais Transitórias pela Emenda Constitucional n. 42, de 19.12.2003, o prazo fixado foi elastecido por mais dez (10) anos, expirando, assim, em outubro de 2023. 6. A Zona Franca de Manaus, instituída pela Lei n. 3.173, de 6.6.1957, somente institucionalizou-se juridicamente e iniciou-se o seu pleno funcionamento com a edição do Decreto-Lei n. 288, de 28.2.1967, em cujo art. 1º se dispôs: “Art. 1º. A Zona Franca de Manaus é uma área de livre comércio de importação e exportação e de incentivos fiscais especiais, estabelecida com a finalidade de criar no interior da Amazônia um centro industrial, comercial e agropecuário dotado de condições econômicas que permitam seu desenvolvimento, em face dos fatores locais e da grande distância, a que se encontram, os centros consumidores de seus produtos.” Quanto aos incentivos fiscais, estabeleceu-se que: “Art. 4º A exportação de mercadorias de origem nacional para consumo ou industrialização na Zona Franca de Manaus, ou reexportação para o estrangeiro, será para todos os efeitos fiscais, constantes da legislação em vigor, equivalente a uma exportação 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6413617. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 20 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA ADI 310 / NÃO INFORMADA brasileira para o estrangeiro.” Esse dispositivo foi confirmado pelo art. 5º da Lei Complementar n. 4, de 2.12.1969, elaborada para se conceder isenção do imposto sobre circulação de mercadorias nas hipóteses especificadas. As indústrias instaladas ou que viessem a instalar-se na Zona Franca de Manaus também foram excluídas dos convênios necessários para a concessão ou revogação de isenções do ICM, regulamentados pela Lei Complementar n. 24, de 7.1.1975, que também vedou, expressamente, às demais unidades da federação “determinar a exclusão de incentivo fiscal, prêmio ou estímulo concedido pelo Estado do Amazonas” (art. 15). Assim, quando do advento da ordem constitucional vigente, a legislação do antigo ICM conferia à saída de mercadorias para a Zona Franca de Manaus o mesmo tratamento fiscal outorgado à exportação, cujas operações, no regime constitucional anterior, eram feitas sem a cobrança do ICM (art. 23, inc. II, § 7º: “O imposto de que trata o item II [operações relativas à circulação de mercadorias] não incidirá sobre as operações que destinem ao exterior produtos industrializados e outros que a lei indicar”), sendo expressamente vedado aos entes federados modificar esse favorecimento fiscal. 7. A Constituição da República de 1988 agregou novas hipóteses de incidência do Imposto sobre a Circulação de Mercadorias, do que se tem a alegação constante nas informações prestadas na presente ação, de que a ordem constitucional atual teria apresentado imposto novo, sujeito a disciplina diversa daquela existente sob a égide da Carta decaída, e na qual expressa a atribuição de competência privativa às unidades federativas para regulamentarem, nos termos de lei complementar, sobre isenção do novo tributo, assim como sobre incentivos fiscais a ele relativos (art. 155, § 2º, inc. XII, al. g, da Constituição de 1988). Nisso se fundamenta a alegação dos Requeridos quanto à higidez 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6413617. Supremo Tribunal Federal ADI 310 / NÃO INFORMADA brasileira para o estrangeiro.” Esse dispositivo foi confirmado pelo art. 5º da Lei Complementar n. 4, de 2.12.1969, elaborada para se conceder isenção do imposto sobre circulação de mercadorias nas hipóteses especificadas. As indústrias instaladas ou que viessem a instalar-se na Zona Franca de Manaus também foram excluídas dos convênios necessários para a concessão ou revogação de isenções do ICM, regulamentados pela Lei Complementar n. 24, de 7.1.1975, que também vedou, expressamente, às demais unidades da federação “determinar a exclusão de incentivo fiscal, prêmio ou estímulo concedido pelo Estado do Amazonas” (art. 15). Assim, quando do advento da ordem constitucional vigente, a legislação do antigo ICM conferia à saída de mercadorias para a Zona Franca de Manaus o mesmo tratamento fiscal outorgado à exportação, cujas operações, no regime constitucional anterior, eram feitas sem a cobrança do ICM (art. 23, inc. II, § 7º: “O imposto de que trata o item II [operações relativas à circulação de mercadorias] não incidirá sobre as operações que destinem ao exterior produtos industrializados e outros que a lei indicar”), sendo expressamente vedado aos entes federados modificar esse favorecimento fiscal. 7. A Constituição da República de 1988 agregou novas hipóteses de incidência do Imposto sobre a Circulação de Mercadorias, do que se tem a alegação constante nas informações prestadas na presente ação, de que a ordem constitucional atual teria apresentado imposto novo, sujeito a disciplina diversa daquela existente sob a égide da Carta decaída, e na qual expressa a atribuição de competência privativa às unidades federativas para regulamentarem, nos termos de lei complementar, sobre isenção do novo tributo, assim como sobre incentivos fiscais a ele relativos (art. 155, § 2º, inc. XII, al. g, da Constituição de 1988). Nisso se fundamenta a alegação dos Requeridos quanto à higidez 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6413617. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 20 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA ADI 310 / NÃO INFORMADA constitucional dos convênios objeto desta ação, resultantes do exercício da competência estatuída no § 8º do art. 34 do ADCT, que dispõe: “Se, no prazo de sessenta dias contados da promulgação da Constituição, não for editada a lei complementar necessária à instituição do imposto de que trata o art. 155, I, ‘b’ [na redação originária, previsto atualmente no inc. II do mesmo artigo, em virtude da alteração procedida pela Emenda Constitucional n. 3, de 1993], os Estados e o Distrito Federal, mediante convênio celebrado nos termos da Lei Complementar n. 24, de 7 de janeiro de 1975, fixarão normas para regular provisoriamente a matéria.” 8. Talvez em decorrência da incerteza sobre a recepção da legislação pré-constitucional referente à Zona Franca de Manaus, editou-se o Convênio ICM n. 65, de 9.12.1988, tornando expressa a isenção do imposto sobre circulação de mercadorias às saídas de produtos industrializados de origem nacional para comercialização ou industrialização naquela região, desde que o estabelecimento destinatário tivesse domicílio no Município de Manaus. Tem-se, assim, que, no primeiro momento, os Estados e o Distrito Federal repetiram, por convênio celebrado nos termos da Lei Complementar n. 24/1975, o quadro legal existente quando da promulgação da Constituição de 1988. 9. A inovação na matéria deu-se a partir dos convênios impugnados, os quais: a) inseriram o açúcar de cana dentre os produtos excetuados do incentivo fiscal (Convênio ICMS 01/90); b) estabeleceram a revogação da isenção quanto aos produtos industrializados semi-elaborados, previstos na lista anexa ao Convênio ICM n. 07/1989 (Convênio ICMS 02/90); e c) cancelaram a manutenção dos créditos relativos às matérias primas, materiais secundários e materiais de embalagem utilizados na produção dos bens destinados para comercialização ou industrialização na Zona Franca de Manaus (Convênio ICMS 06/90). 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6413617. Supremo Tribunal Federal ADI 310 / NÃO INFORMADA constitucional dos convênios objeto desta ação, resultantes do exercício da competência estatuída no § 8º do art. 34 do ADCT, que dispõe: “Se, no prazo de sessenta dias contados da promulgação da Constituição, não for editada a lei complementar necessária à instituição do imposto de que trata o art. 155, I, ‘b’ [na redação originária, previsto atualmente no inc. II do mesmo artigo, em virtude da alteração procedida pela Emenda Constitucional n. 3, de 1993], os Estados e o Distrito Federal, mediante convênio celebrado nos termos da Lei Complementar n. 24, de 7 de janeiro de 1975, fixarão normas para regular provisoriamente a matéria.” 8. Talvez em decorrência da incerteza sobre a recepção da legislação pré-constitucional referente à Zona Franca de Manaus, editou-se o Convênio ICM n. 65, de 9.12.1988, tornando expressa a isenção do imposto sobre circulação de mercadorias às saídas de produtos industrializados de origem nacional para comercialização ou industrialização naquela região, desde que o estabelecimento destinatário tivesse domicílio no Município de Manaus. Tem-se, assim, que, no primeiro momento, os Estados e o Distrito Federal repetiram, por convênio celebrado nos termos da Lei Complementar n. 24/1975, o quadro legal existente quando da promulgação da Constituição de 1988. 9. A inovação na matéria deu-se a partir dos convênios impugnados, os quais: a) inseriram o açúcar de cana dentre os produtos excetuados do incentivo fiscal (Convênio ICMS 01/90); b) estabeleceram a revogação da isenção quanto aos produtos industrializados semi-elaborados, previstos na lista anexa ao Convênio ICM n. 07/1989 (Convênio ICMS 02/90); e c) cancelaram a manutenção dos créditos relativos às matérias primas, materiais secundários e materiais de embalagem utilizados na produção dos bens destinados para comercialização ou industrialização na Zona Franca de Manaus (Convênio ICMS 06/90). 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6413617. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 20 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA ADI 310 / NÃO INFORMADA 10. O que importa, para o julgamento da presente ação, é se essa atuação respalda-se na competência conferida aos Estados e ao Distrito Federal para disporem sobre isenções, incentivos e benefícios fiscais referentes ao ICMS (art. 155, § 2º, inc. XII, al. g, da Constituição da República), conferindo ao art. 40 do ADCT natureza de norma programática, cuja intenção teria sido atendida no Convênio 65/1988, sem que daí resultasse a impossibilidade de os Estados definirem, a seu critério, outro alcance do regime de incentivos fiscais da Zona Franca de Manaus, como nos convênios agora impugnados. 11. A norma constitucional transitória invocada pelo Autor impôs a preservação do elenco pré-constitucional de incentivos à Zona Franca de Manaus, restringindo, assim, o exercício da competência conferida aos Estados e ao Distrito Federal no corpo normativo permanente da Constituição de 1988, pela não incidência constitucionalmente qualificada instituída pelo art. 40 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias. Como asseverou o Ministro Sepúlveda Pertence no julgamento da medida cautelar, “as normas constitucionais transitórias se explicam precisamente pela necessidade, cujo único juiz é o constituinte, de subtrair temporariamente determinadas situações preexistentes à incidência imediata da nova disciplina constitucional permanente”. 12. Para preservar o projeto desenvolvimentista concebido sob a vigência da ordem de 1967 para a região setentrional do país, o poder constituinte originário tornou expressa a manutenção, por tempo determinado, da disciplina jurídica existente, afirmando a finalidade de apoio ou fomento para a criação de um centro industrial, comercial e agropecuário na região da Zona Franca de Manaus. O quadro normativo pré-constitucional de incentivo fiscal à Zona Franca de Manaus foi alçada à estatura constitucional pelo art. 40 do 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6413617. Supremo Tribunal Federal ADI 310 / NÃO INFORMADA 10. O que importa, para o julgamento da presente ação, é se essa atuação respalda-se na competência conferida aos Estados e ao Distrito Federal para disporem sobre isenções, incentivos e benefícios fiscais referentes ao ICMS (art. 155, § 2º, inc. XII, al. g, da Constituição da República), conferindo ao art. 40 do ADCT natureza de norma programática, cuja intenção teria sido atendida no Convênio 65/1988, sem que daí resultasse a impossibilidade de os Estados definirem, a seu critério, outro alcance do regime de incentivos fiscais da Zona Franca de Manaus, como nos convênios agora impugnados. 11. A norma constitucional transitória invocada pelo Autor impôs a preservação do elenco pré-constitucional de incentivos à Zona Franca de Manaus, restringindo, assim, o exercício da competência conferida aos Estados e ao Distrito Federal no corpo normativo permanente da Constituição de 1988, pela não incidência constitucionalmente qualificada instituída pelo art. 40 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias. Como asseverou o Ministro Sepúlveda Pertence no julgamento da medida cautelar, “as normas constitucionais transitórias se explicam precisamente pela necessidade, cujo único juiz é o constituinte, de subtrair temporariamente determinadas situações preexistentes à incidência imediata da nova disciplina constitucional permanente”. 12. Para preservar o projeto desenvolvimentista concebido sob a vigência da ordem de 1967 para a região setentrional do país, o poder constituinte originário tornou expressa a manutenção, por tempo determinado, da disciplina jurídica existente, afirmando a finalidade de apoio ou fomento para a criação de um centro industrial, comercial e agropecuário na região da Zona Franca de Manaus. O quadro normativo pré-constitucional de incentivo fiscal à Zona Franca de Manaus foi alçada à estatura constitucional pelo art. 40 do 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6413617. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 20 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA ADI 310 / NÃO INFORMADA ADCT, adquirindo, por força dessa regra transitória, natureza de imunidade tributária. Assim, considerando-se não apenas os conceitos de permanência e de transitoriedade, mas também os conceitos de generalidade e de especificidade das normas constitucionais discutidas, não se há cogitar de incompatibilidade do regramento pré-constitucional referente aos incentivos fiscais conferidos à Zona Franca de Manaus com o sistema tributário nacional surgido com a Constituição de 1988, pelo que persiste vigente a equiparação procedida pelo art. 4º do Decreto-Lei n. 288/1967, cujo propósito foi atrair a não incidência do imposto sobre circulação de mercadorias estipulada no art. 23, inc. II, § 7º, da Carta pretérita, desonerando, assim, a saída de mercadorias do território nacional para consumo ou industrialização na Zona Franca de Manaus. 13. A desoneração dessas operações também foi estendida às hipóteses de incidência do imposto acrescentadas pela ordem constitucional vigente, pois o ICMS atual é o antigo ICM. No ponto, Marco Aurélio Greco afirmou em parecer publicado em 1993: “Se o ICMS for visto como um tributo novo, que passou a existir a partir da promulgação da CF de 1988, desta afirmação decorre a necessidade de ser editada, desde o princípio, toda a legislação ordinária pertinente. Tudo começaria com a CF de 1988. Sendo assim, ficaria aberta a possibilidade para que os conceitos constantes da cláusula constitucional de competência recebessem sentido e abrangência novos. Ademais, dessa ótica, toda jurisprudência relativa ao ICM (anterior) tornar-se-ia automaticamente inaplicável ao ICMS. Porém, se o atual ICMS é, no que se refere às operações relativas à circulação de mercadorias, o mesmo ICM antigo, ao qual apenas foram agregadas novas incidências, disto decorre, p. ex., que a Constituição de 1988 recebeu a legislação anterior. As conseqüências da adoção de uma ou outra posição são 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6413617. Supremo Tribunal Federal ADI 310 / NÃO INFORMADA ADCT, adquirindo, por força dessa regra transitória, natureza de imunidade tributária. Assim, considerando-se não apenas os conceitos de permanência e de transitoriedade, mas também os conceitos de generalidade e de especificidade das normas constitucionais discutidas, não se há cogitar de incompatibilidade do regramento pré-constitucional referente aos incentivos fiscais conferidos à Zona Franca de Manaus com o sistema tributário nacional surgido com a Constituição de 1988, pelo que persiste vigente a equiparação procedida pelo art. 4º do Decreto-Lei n. 288/1967, cujo propósito foi atrair a não incidência do imposto sobre circulação de mercadorias estipulada no art. 23, inc. II, § 7º, da Carta pretérita, desonerando, assim, a saída de mercadorias do território nacional para consumo ou industrialização na Zona Franca de Manaus. 13. A desoneração dessas operações também foi estendida às hipóteses de incidência do imposto acrescentadas pela ordem constitucional vigente, pois o ICMS atual é o antigo ICM. No ponto, Marco Aurélio Greco afirmou em parecer publicado em 1993: “Se o ICMS for visto como um tributo novo, que passou a existir a partir da promulgação da CF de 1988, desta afirmação decorre a necessidade de ser editada, desde o princípio, toda a legislação ordinária pertinente. Tudo começaria com a CF de 1988. Sendo assim, ficaria aberta a possibilidade para que os conceitos constantes da cláusula constitucional de competência recebessem sentido e abrangência novos. Ademais, dessa ótica, toda jurisprudência relativa ao ICM (anterior) tornar-se-ia automaticamente inaplicável ao ICMS. Porém, se o atual ICMS é, no que se refere às operações relativas à circulação de mercadorias, o mesmo ICM antigo, ao qual apenas foram agregadas novas incidências, disto decorre, p. ex., que a Constituição de 1988 recebeu a legislação anterior. As conseqüências da adoção de uma ou outra posição são 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6413617. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 20 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA ADI 310 / NÃO INFORMADA relevantes. Assim, tratando-se do mesmo imposto haveria, p. ex., a recepção do Dec.-lei 406/68, com eficácia de lei complementar, bem como de todo o ordenamento jurídico compatível com a Carta atual (ADCT, art. 34, § 5º), até sua revogação por normas posteriores. Do mesmo modo, toda jurisprudência construída sobre conceitos pertinentes ao ICM, que não verse matéria alterada pela nova Carta, permaneceria íntegra e aplicável ao ICMS” (in Caderno de Direito Tributário e Finanças Públicas; Ano 1, n. 3, abril-junho de 1993, Editora Revista dos Tribunais, pág. 107). Continua aquele doutrinador: “A interpretação que se apresenta mais consentânea com a sistemática constitucional e com o próprio Texto Federal é no sentido de que o ICMS atual é o antigo ICM ao qual apenas foram agregadas incidências de serviços. Esta conclusão decorre da análise comparativa dos textos constitucionais. Cotejando a norma constitucional que estabelecia a materialidade da hipótese de incidência do ICM (art. 23, II, da CF de 1967) com a do atual ICMS (art. 155, I, ‘b’, da CF de 1988), verifica- se que a cláusula que atribui competência aos Estados para instituir imposto sobre operações relativas à circulação de mercadorias permaneceu absolutamente inalterada. Nesta parte os textos são literalmente idênticos. Distinguem-se apenas quando o atual prevê a incidência do ICMS também sobre serviços. Portanto, na concepção constitucional, trata-se do mesmo imposto. Além disso, nenhum indicador existe na CF de 1988 que possa ser invocado para dizer que o constituinte pretendeu realizar uma ruptura no ordenamento do tributo. Sendo assim, é de concluir que a legislação anterior que não colida com dispositivos constitucionais atuais foi recebida pela Constituição de 1988, continuando a vigorar plenamente, pela mesma razão, toda jurisprudência, especialmente do STF, construída sobre conceitos não alterados e determinando seu sentido e alcance, continua pertinente. 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6413617. Supremo Tribunal Federal ADI 310 / NÃO INFORMADA relevantes. Assim, tratando-se do mesmo imposto haveria, p. ex., a recepção do Dec.-lei 406/68, com eficácia de lei complementar, bem como de todo o ordenamento jurídico compatível com a Carta atual (ADCT, art. 34, § 5º), até sua revogação por normas posteriores. Do mesmo modo, toda jurisprudência construída sobre conceitos pertinentes ao ICM, que não verse matéria alterada pela nova Carta, permaneceria íntegra e aplicável ao ICMS” (in Caderno de Direito Tributário e Finanças Públicas; Ano 1, n. 3, abril-junho de 1993, Editora Revista dos Tribunais, pág. 107). Continua aquele doutrinador: “A interpretação que se apresenta mais consentânea com a sistemática constitucional e com o próprio Texto Federal é no sentido de que o ICMS atual é o antigo ICM ao qual apenas foram agregadas incidências de serviços. Esta conclusão decorre da análise comparativa dos textos constitucionais. Cotejando a norma constitucional que estabelecia a materialidade da hipótese de incidência do ICM (art. 23, II, da CF de 1967) com a do atual ICMS (art. 155, I, ‘b’, da CF de 1988), verifica- se que a cláusula que atribui competência aos Estados para instituir imposto sobre operações relativas à circulação de mercadorias permaneceu absolutamente inalterada. Nesta parte os textos são literalmente idênticos. Distinguem-se apenas quando o atual prevê a incidência do ICMS também sobre serviços. Portanto, na concepção constitucional, trata-se do mesmo imposto. Além disso, nenhum indicador existe na CF de 1988 que possa ser invocado para dizer que o constituinte pretendeu realizar uma ruptura no ordenamento do tributo. Sendo assim, é de concluir que a legislação anterior que não colida com dispositivos constitucionais atuais foi recebida pela Constituição de 1988, continuando a vigorar plenamente, pela mesma razão, toda jurisprudência, especialmente do STF, construída sobre conceitos não alterados e determinando seu sentido e alcance, continua pertinente. 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6413617. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 20 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA ADI 310 / NÃO INFORMADA Pela mesma razão, o regime jurídico mantido pelo art. 40 do ADCT, embora capte normas disciplinadoras do ICM, é integralmente aplicável ao ICMS previsto no art. 155, I, ‘b’, da CF de 1988” (op. cit., pág. 107 e 108). 14. De se saber, portanto, se os convênios impugnados conduziram à alteração do quadro de favorecimento fiscal existente quando da promulgação da Constituição de 1988, configurando-se a inconstitucionalidade suscitada, ou seja, afronta ao art. 40 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias. O cerne dessa questão está na definição do alcance da equiparação efetivada pelo art. 4º do Decreto-Lei n. 288/1967 e garantida pelo art. 40 do ADTC, pela modificação da disciplina constitucional referente à incidência do ICMS sobre as operações de exportação. Como enfatizado pelos Requeridos, ainda que admitida a recepção do art. 4º do Decreto-Lei n. 288/1967, a exclusão, pela norma originária da Constituição de 1988, dos produtos semi-elaborados do benefício fiscal concedido às operações de exportação (art. 155, § 2º, inc. X, al. a) autorizaria a tributação estipulada nos convênios impugnados, já “a imunidade, em análise, não contempla[ria] exportação de mercadorias em geral de origem nacional para consumo e industrialização na Zona Franca de Manaus ou reexportação para o estrangeiro” (fls. 328). Esse tema foi objeto de análise do ilustre Marco Aurélio Greco no parecer antes mencionado, do qual reproduzo as seguintes razões: “... De fato, é sabido que a CF de 1988 em matéria de exportação de produtos industrializados criou uma restrição à imunidade tributária no âmbito do ICMS, ao prever no inc. X, ‘a’, do § 2º, do art. 155, a figura dos produtos industrializados ‘semi-elaborados’, relativamente aos quais pode ser exigido o imposto na exportação. A pergunta que se põe – e bem formulada na consulta – é se o 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6413617. Supremo Tribunal Federal ADI 310 / NÃO INFORMADA Pela mesma razão, o regime jurídico mantido pelo art. 40 do ADCT, embora capte normas disciplinadoras do ICM, é integralmente aplicável ao ICMS previsto no art. 155, I, ‘b’, da CF de 1988” (op. cit., pág. 107 e 108). 14. De se saber, portanto, se os convênios impugnados conduziram à alteração do quadro de favorecimento fiscal existente quando da promulgação da Constituição de 1988, configurando-se a inconstitucionalidade suscitada, ou seja, afronta ao art. 40 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias. O cerne dessa questão está na definição do alcance da equiparação efetivada pelo art. 4º do Decreto-Lei n. 288/1967 e garantida pelo art. 40 do ADTC, pela modificação da disciplina constitucional referente à incidência do ICMS sobre as operações de exportação. Como enfatizado pelos Requeridos, ainda que admitida a recepção do art. 4º do Decreto-Lei n. 288/1967, a exclusão, pela norma originária da Constituição de 1988, dos produtos semi-elaborados do benefício fiscal concedido às operações de exportação (art. 155, § 2º, inc. X, al. a) autorizaria a tributação estipulada nos convênios impugnados, já “a imunidade, em análise, não contempla[ria] exportação de mercadorias em geral de origem nacional para consumo e industrialização na Zona Franca de Manaus ou reexportação para o estrangeiro” (fls. 328). Esse tema foi objeto de análise do ilustre Marco Aurélio Greco no parecer antes mencionado, do qual reproduzo as seguintes razões: “... De fato, é sabido que a CF de 1988 em matéria de exportação de produtos industrializados criou uma restrição à imunidade tributária no âmbito do ICMS, ao prever no inc. X, ‘a’, do § 2º, do art. 155, a figura dos produtos industrializados ‘semi-elaborados’, relativamente aos quais pode ser exigido o imposto na exportação. A pergunta que se põe – e bem formulada na consulta – é se o 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6413617. Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 20 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA ADI 310 / NÃO INFORMADA conceito de ‘semi-elaborado’ é conceito transplantável para o âmbito das operações realizadas com destino à ZFM. Alguém, de fato, poderia argumentar que, havendo ‘equiparação à exportação’ e existindo na exportação a figura do semi-elaborado, os produtos desse tipo que fossem remetidos para a ZFM, teriam, por consequência, o mesmo regime que lhes fosse deferido nas exportações. Com a devida vênia, não parece procedente esta linha de argumentação. Em primeiro lugar porque o art. 4º do Dec.-lei 288/67 estende a equivalência a quaisquer mercadorias, conceito muito mais amplo do que o de produto industrializado. E se a garantia é mais ampla, descabe a invocação de restrição específica a uma categoria. Realmente, na sistemática constitucional vigente os produtos industrializados foram subdivididos em duas espécies, uma dos semi- elaborados, outra dos totalmente elaborados. Esta subdivisão, porém, é criação da CF de 1988 inexistindo no regime constitucional anterior. Sendo assim, como o art. 40 do ADCT incorpora apenas o regime anteriormente existente que não continha a figura, não foi encampada em relação à ZFM. Repita-se o que acima foi dito. A norma transitória é, por definição, incompatível com a norma permanente. Daí a necessidade de ser expressamente mantida no ADCT, até que ocorra o evento nela previsto que implique em seu desaparecimento. Novos conceitos introduzidos pela parte permanente da CF de 1988 e que impliquem em diminuição ou restrição à amplitude dos incentivos anteriormente existentes, não são aplicáveis às operações com destino à ZFM em razão da ressalva contida no tantas vezes mencionado art. 40 do ADCT. Além disso, o conceito de ‘semi-elaborado’ está ligado à natureza do fato e não ao efeito jurídico. Como os fatos, por definição, não são equivalentes, mas os efeitos jurídicos deles decorrentes é que devem sê- lo, não vejo como transplantar esse conceito para as operações com a ZFM. Portanto, a meu ver, o conceito de ‘semi-elaborado’ embora constitucionalmente previsto em relação ao regime tributário de ICMS aplicável às exportações, e não obstante a sistemática básica dos incentivos à ZFM seja de equivalência à exportação, este conceito não 10 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6413617. Supremo Tribunal Federal ADI 310 / NÃO INFORMADA conceito de ‘semi-elaborado’ é conceito transplantável para o âmbito das operações realizadas com destino à ZFM. Alguém, de fato, poderia argumentar que, havendo ‘equiparação à exportação’ e existindo na exportação a figura do semi-elaborado, os produtos desse tipo que fossem remetidos para a ZFM, teriam, por consequência, o mesmo regime que lhes fosse deferido nas exportações. Com a devida vênia, não parece procedente esta linha de argumentação. Em primeiro lugar porque o art. 4º do Dec.-lei 288/67 estende a equivalência a quaisquer mercadorias, conceito muito mais amplo do que o de produto industrializado. E se a garantia é mais ampla, descabe a invocação de restrição específica a uma categoria. Realmente, na sistemática constitucional vigente os produtos industrializados foram subdivididos em duas espécies, uma dos semi- elaborados, outra dos totalmente elaborados. Esta subdivisão, porém, é criação da CF de 1988 inexistindo no regime constitucional anterior. Sendo assim, como o art. 40 do ADCT incorpora apenas o regime anteriormente existente que não continha a figura, não foi encampada em relação à ZFM. Repita-se o que acima foi dito. A norma transitória é, por definição, incompatível com a norma permanente. Daí a necessidade de ser expressamente mantida no ADCT, até que ocorra o evento nela previsto que implique em seu desaparecimento. Novos conceitos introduzidos pela parte permanente da CF de 1988 e que impliquem em diminuição ou restrição à amplitude dos incentivos anteriormente existentes, não são aplicáveis às operações com destino à ZFM em razão da ressalva contida no tantas vezes mencionado art. 40 do ADCT. Além disso, o conceito de ‘semi-elaborado’ está ligado à natureza do fato e não ao efeito jurídico. Como os fatos, por definição, não são equivalentes, mas os efeitos jurídicos deles decorrentes é que devem sê- lo, não vejo como transplantar esse conceito para as operações com a ZFM. Portanto, a meu ver, o conceito de ‘semi-elaborado’ embora constitucionalmente previsto em relação ao regime tributário de ICMS aplicável às exportações, e não obstante a sistemática básica dos incentivos à ZFM seja de equivalência à exportação, este conceito não 10 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6413617. Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 20 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA ADI 310 / NÃO INFORMADA é pertinente, pois implica em restrição à amplitude dos benefícios fiscais consagrados e, portanto, contraditório com o sentido e alcance da norma transitória. Ademais, é conceito ligado especificamente a fato (para o exterior) distinto do relativo à ZFM (no território nacional).” “Nem se diga” – continua o insigne jurista – “que isto implicaria em dar preeminência à norma transitória em cotejo com a norma permanente o que viciaria o raciocínio. Data vênia, a razão mesma de ser da norma transitória é predominar em relação à permanente, enquanto não ocorrer o evento extintivo nela previsto. Assim, as normas supervenientes, como, p. ex., os Convênios 1, 2 e 6/90, quando pretenderam introduzir o conceito de ‘semi- elaborado’ nas operações com a ZFM, para o fim de excluir certos produtos do regime de não incidência, ferem a garantia contida no art. 40 do ADCT por implicarem restrição ao incentivo anteriormente existente, que não distingue entre produtos industrializados. E onde a Constituição (por encampação do regime então vigente), ao dar uma garantia ao contribuinte, não distingue entre espécies do mesmo gênero, não pode o legislador ordinário (ou por convênio) restringir. (...) Em suma, todos os produtos industrializados destinados à ZFM (semi-elaborados ou não) estão cobertos pela não incidência de ICMS incorporada pelo art. 40 do ADCT. Excluir alguns é restringir o alcance da garantia constitucional e a norma que assim dispuser padecerá do vício de inconstitucionalidade.” (op. cit., págs. 110 e 111). O acerto na conclusão daquele tributarista torna-se evidente se se toma a hipótese de que tivesse o poder constituinte originário deixado de reconhecer a não incidência do ICMS sobre as operações que destinasse ao exterior qualquer produto industrializado, semi-elaborado ou não: ainda assim, a determinação expressa de manutenção do conjunto de incentivos fiscais referentes à Zona Franca de Manaus, extraídos, obviamente, da legislação pré-constitucional, exigiria a não incidência do ICMS sobre as operações de saída de mercadorias para aquela área de 11 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6413617. Supremo Tribunal Federal ADI 310 / NÃO INFORMADA é pertinente, pois implica em restrição à amplitude dos benefícios fiscais consagrados e, portanto, contraditório com o sentido e alcance da norma transitória. Ademais, é conceito ligado especificamente a fato (para o exterior) distinto do relativo à ZFM (no território nacional).” “Nem se diga” – continua o insigne jurista – “que isto implicaria em dar preeminência à norma transitória em cotejo com a norma permanente o que viciaria o raciocínio. Data vênia, a razão mesma de ser da norma transitória é predominar em relação à permanente, enquanto não ocorrer o evento extintivo nela previsto. Assim, as normas supervenientes, como, p. ex., os Convênios 1, 2 e 6/90, quando pretenderam introduzir o conceito de ‘semi- elaborado’ nas operações com a ZFM, para o fim de excluir certos produtos do regime de não incidência, ferem a garantia contida no art. 40 do ADCT por implicarem restrição ao incentivo anteriormente existente, que não distingue entre produtos industrializados. E onde a Constituição (por encampação do regime então vigente), ao dar uma garantia ao contribuinte, não distingue entre espécies do mesmo gênero, não pode o legislador ordinário (ou por convênio) restringir. (...) Em suma, todos os produtos industrializados destinados à ZFM (semi-elaborados ou não) estão cobertos pela não incidência de ICMS incorporada pelo art. 40 do ADCT. Excluir alguns é restringir o alcance da garantia constitucional e a norma que assim dispuser padecerá do vício de inconstitucionalidade.” (op. cit., págs. 110 e 111). O acerto na conclusão daquele tributarista torna-se evidente se se toma a hipótese de que tivesse o poder constituinte originário deixado de reconhecer a não incidência do ICMS sobre as operações que destinasse ao exterior qualquer produto industrializado, semi-elaborado ou não: ainda assim, a determinação expressa de manutenção do conjunto de incentivos fiscais referentes à Zona Franca de Manaus, extraídos, obviamente, da legislação pré-constitucional, exigiria a não incidência do ICMS sobre as operações de saída de mercadorias para aquela área de 11 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6413617. Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 20 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA ADI 310 / NÃO INFORMADA livre comércio, sob pena de se proceder a uma redução do quadro fiscal expressamente mantido por dispositivo constitucional específico e transitório. 15. A dificuldade que essa questão suscitava foi superada com o advento da Emenda Constitucional n. 42, de 19.12.2003, que, além de tornar expresso o reconhecimento da não incidência sobre serviços prestados a destinatários no exterior, abandonou a subdivisão dos produtos industrializados presente na norma originária da al. a do inc. X do § 2º do art. 155 da Constituição da República, para assentar a não incidência do ICMS sobre mercadorias destinadas ao exterior, utilizando rigorosamente o mesmo vocábulo do art. 4º Decreto-Lei n. 288/1967. 16. Nesses termos, tem-se que a incidência do imposto sobre circulação de mercadorias e serviços determinada nas situações previstas nos convênios questionados gerou redução da eficácia real do art. 40 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias. 17. Pelo exposto, voto no sentido da confirmação da medida cautelar deferida, julgando procedente a presente ação direta, para declarar a inconstitucionalidade dos Convênios ICMS ns. 01, 02 e 03, de 1990. 12 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6413617. Supremo Tribunal Federal ADI 310 / NÃO INFORMADA livre comércio, sob pena de se proceder a uma redução do quadro fiscal expressamente mantido por dispositivo constitucional específico e transitório. 15. A dificuldade que essa questão suscitava foi superada com o advento da Emenda Constitucional n. 42, de 19.12.2003, que, além de tornar expresso o reconhecimento da não incidência sobre serviços prestados a destinatários no exterior, abandonou a subdivisão dos produtos industrializados presente na norma originária da al. a do inc. X do § 2º do art. 155 da Constituição da República, para assentar a não incidência do ICMS sobre mercadorias destinadas ao exterior, utilizando rigorosamente o mesmo vocábulo do art. 4º Decreto-Lei n. 288/1967. 16. Nesses termos, tem-se que a incidência do imposto sobre circulação de mercadorias e serviços determinada nas situações previstas nos convênios questionados gerou redução da eficácia real do art. 40 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias. 17. Pelo exposto, voto no sentido da confirmação da medida cautelar deferida, julgando procedente a presente ação direta, para declarar a inconstitucionalidade dos Convênios ICMS ns. 01, 02 e 03, de 1990. 12 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6413617. Inteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 20 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 19/02/2014 PLENÁRIO AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 310 NÃO INFORMADA VOTO O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Senhor Presidente, louvando o bem lançado e cuidadoso voto da Ministra Cármen Lúcia e agradecendo a remessa antecipada do voto, que facilita imensamente a vida de todos, eu acompanho a Relatora. # # # Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5334879. Supremo Tribunal Federal 19/02/2014 PLENÁRIO AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 310 NÃO INFORMADA VOTO O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Senhor Presidente, louvando o bem lançado e cuidadoso voto da Ministra Cármen Lúcia e agradecendo a remessa antecipada do voto, que facilita imensamente a vida de todos, eu acompanho a Relatora. # # # Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5334879. Inteiro Teor do Acórdão - Página 18 de 20 Voto - MIN. ROSA WEBER 19/02/2014 PLENÁRIO AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 310 NÃO INFORMADA VOTO A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER -Senhor Presidente, da mesma forma louvo o belo voto da Ministra Cármen Lúcia e endosso os fundamentos de Sua Excelência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5519233. Supremo Tribunal Federal 19/02/2014 PLENÁRIO AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 310 NÃO INFORMADA VOTO A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER -Senhor Presidente, da mesma forma louvo o belo voto da Ministra Cármen Lúcia e endosso os fundamentos de Sua Excelência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5519233. Inteiro Teor do Acórdão - Página 19 de 20 Extrato de Ata - 19/02/2014 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 310 RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA REQTE.(S) : GOVERNADOR DO ESTADO DO AMAZONAS ADV.(A/S) : SANDRA MARIA DO COUTO E SILVA E OUTROS E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) : SECRETÁRIOS DE FAZENDA, FINANÇAS OU TRIBUTAÇÃO DO DISTRITO FEDERAL E DE TODOS OS ESTADOS DA FEDERAÇÃO INTDO.(A/S) : MINISTRA DA ECONOMIA FAZENDA E PLANEJAMENTO Decisão: O Tribunal, por unanimidade, rejeitou a preliminar suscitada pelo Advogado-Geral da União. No mérito, confirmou a cautelar concedida e julgou procedente a ação direta para suspender a eficácia dos Convênios ICMS nºs 1, 2 e 6, todos de 30 de maio de 1990, do Conselho Nacional de Política Fazendária – CONFAZ, tudo nos termos do voto da Relatora. Votou o Presidente, Ministro Joaquim Barbosa. Ausente, neste julgamento, o Ministro Marco Aurélio. Falou pelo requerente o Dr. Carlos Alberto Ramos Filho, Procurador do Estado. Plenário, 19.02.2014. Presidência do Senhor Ministro Joaquim Barbosa. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber, Teori Zavascki e Roberto Barroso. Procurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot Monteiro de Barros. p/ Luiz Tomimatsu Assessor-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 5351029 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 310 RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA REQTE.(S) : GOVERNADOR DO ESTADO DO AMAZONAS ADV.(A/S) : SANDRA MARIA DO COUTO E SILVA E OUTROS E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) : SECRETÁRIOS DE FAZENDA, FINANÇAS OU TRIBUTAÇÃO DO DISTRITO FEDERAL E DE TODOS OS ESTADOS DA FEDERAÇÃO INTDO.(A/S) : MINISTRA DA ECONOMIA FAZENDA E PLANEJAMENTO Decisão: O Tribunal, por unanimidade, rejeitou a preliminar suscitada pelo Advogado-Geral da União. No mérito, confirmou a cautelar concedida e julgou procedente a ação direta para suspender a eficácia dos Convênios ICMS nºs 1, 2 e 6, todos de 30 de maio de 1990, do Conselho Nacional de Política Fazendária – CONFAZ, tudo nos termos do voto da Relatora. Votou o Presidente, Ministro Joaquim Barbosa. Ausente, neste julgamento, o Ministro Marco Aurélio. Falou pelo requerente o Dr. Carlos Alberto Ramos Filho, Procurador do Estado. Plenário, 19.02.2014. Presidência do Senhor Ministro Joaquim Barbosa. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber, Teori Zavascki e Roberto Barroso. Procurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot Monteiro de Barros. p/ Luiz Tomimatsu Assessor-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 5351029 Inteiro Teor do Acórdão - Página 20 de 20
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=6671640
2014-02-19T00:00:00
2014-09-09T00:00:00
O Tribunal, por unanimidade, rejeitou a preliminar suscitada pelo Advogado-Geral da União. No mérito, confirmou a cautelar concedida e julgou procedente a ação direta para suspender a eficácia dos Convênios ICMS nºs 1, 2 e 6, todos de 30 de maio de 1990, do Conselho Nacional de Política Fazendária - CONFAZ, tudo nos termos do voto da Relatora. Votou o Presidente, Ministro Joaquim Barbosa. Ausente, neste julgamento, o Ministro Marco Aurélio. Falou pelo requerente o Dr. Carlos Alberto Ramos Filho, Procurador do Estado. Plenário, 19.02.2014.
AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE
EMENTA: AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. CONVÊNIOS SOBRE ICMS NS. 01, 02 E 06 DE 1990: REVOGAÇÃO DE BENEFÍCIOS FISCAIS INSTITUÍDOS ANTES DO ADVENTO DA ORDEM CONSTITUCIONAL DE 1998, ENVOLVENDO BENS DESTINADOS À ZONA FRANCA DE MANAUS. 1. Não se há cogitar de inconstitucionalidade indireta, por violação de normas interpostas, na espécie vertente: a questão está na definição do alcance do art. 40 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias, a saer, se esta norma de vigência temporária teria permitido a recepção do elenco pré-constitucional de incentivos à Zona Franca de Manaus, ainda que incompatíveis com o sistema constitucional do ICMS instituído desde 1988, no qual se insere a competência das unidades federativas para, mediante convênio, dispor sobre isenção e incentivos fiscais do novo tributo (art. 155, § 2º, inciso XII, letra ‘g’, da Constituição da República). 2. O quadro normativo pré-constitucional de incentivo fiscal à Zona Franca de Manaus constitucionalizou-se pelo art. 40 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias, adquirindo, por força dessa regra transitória, natureza de imunidade tributária, persistindo vigente a equiparação procedida pelo art. 4º do Decreto-Lei n. 288/1967, cujo propósito foi atrair a não incidência do imposto sobre circulação de mercadorias estipulada no art. 23, inc. II, § 7º, da Carta pretérita, desonerando, assim, a saída de mercadorias do território nacional para consumo ou industrialização na Zona Franca de Manaus. 3. A determinação expressa de manutenção do conjunto de incentivos fiscais referentes à Zona Franca de Manaus, extraídos, obviamente, da legislação pré-constitucional, exige a não incidência do ICMS sobre as operações de saída de mercadorias para aquela área de livre comércio, sob pena de se proceder a uma redução do quadro fiscal expressamente mantido por dispositivo constitucional específico e transitório. 4. Ação direta de inconstitucionalidade julgada procedente.
sjur275846
- Acórdão(s) citado(s): (ZONA FRANCA DE MANAUS, IMUNIDADE) ADI 2348 MC (TP), ADI 1799 (TP). Número de páginas: 20. Análise: 18/09/2014, JOS.
CÁRMEN LÚCIA
Tribunal Pleno
310
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00023 INC-00002 PAR-00007 ART-00155 \n PAR-00002 INC-00010 LET-A INC-00012 \n LET-G\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED ADCT ANO-1988\n ART-00034 PAR-00008 ART-00040 \n ART-00092 INCLUÍDO PELA EMC-42/2003\n ATO DAS DISPOSIÇÕES CONSTITUCIONAIS TRANSITÓRIAS\n\n", "LEG-FED EMC-000042 ANO-2003\n EMENDA CONSTITUCIONAL\n\n", "LEG-FED LCP-000004 ANO-1969\n ART-00005\n LEI COMPLEMENTAR\n\n", "LEG-FED LCP-000024 ANO-1975\n ART-00015\n LEI COMPLEMENTAR\n\n", "LEG-FED LEI-003173 ANO-1957\n LEI ORDINÁRIA\n\n", "LEG-FED DEL-000288 ANO-1967\n ART-00001 ART-00004 ART-00049\n DECRETO-LEI\n\n", "LEG-FED CNV-000065 ANO-1988\n CONVÊNIO DO CONSELHO NACIONAL DE POLÍTICA FAZENDÁRIA - CONFAZ\n\n", "LEG-FED CNV-000007 ANO-1989\n CONVÊNIO DO CONSELHO NACIONAL DE POLÍTICA FAZENDÁRIA - CONFAZ\n\n", "LEG-FED CNV-000001 ANO-1990\n CONVÊNIO DO CONSELHO NACIONAL DE POLÍTICA FAZENDÁRIA - CONFAZ\n\n", "LEG-FED CNV-000002 ANO-1990\n CONVÊNIO DO CONSELHO NACIONAL DE POLÍTICA FAZENDÁRIA - CONFAZ\n\n", "LEG-FED CNV-000006 ANO-1990\n CONVÊNIO DO CONSELHO NACIONAL DE POLÍTICA FAZENDÁRIA - CONFAZ" ]
ADI
acordaos
ADI 310
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REQTE.(S) : GOVERNADOR DO ESTADO DO AMAZONAS ADV.(A/S) : SANDRA MARIA DO COUTO E SILVA E OUTROS E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) : SECRETÁRIOS DE FAZENDA, FINANÇAS OU TRIBUTAÇÃO DO DISTRITO FEDERAL E DE TODOS OS ESTADOS DA FEDERAÇÃO INTDO.(A/S) : MINISTRA DA ECONOMIA FAZENDA E PLANEJAMENTO
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Ementa e Acórdão 19/02/2014 PLENÁRIO AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 310 NÃO INFORMADA RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA REQTE.(S) :GOVERNADOR DO ESTADO DO AMAZONAS ADV.(A/S) :SANDRA MARIA DO COUTO E SILVA E OUTROS E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) :SECRETÁRIOS DE FAZENDA, FINANÇAS OU TRIBUTAÇÃO DO DISTRITO FEDERAL E DE TODOS OS ESTADOS DA FEDERAÇÃO INTDO.(A/S) :MINISTRA DA ECONOMIA FAZENDA E PLANEJAMENTO EMENTA: AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. CONVÊNIOS SOBRE ICMS NS. 01, 02 E 06 DE 1990: REVOGAÇÃO DE BENEFÍCIOS FISCAIS INSTITUÍDOS ANTES DO ADVENTO DA ORDEM CONSTITUCIONAL DE 1998, ENVOLVENDO BENS DESTINADOS À ZONA FRANCA DE MANAUS. 1. Não se há cogitar de inconstitucionalidade indireta, por violação de normas interpostas, na espécie vertente: a questão está na definição do alcance do art. 40 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias, a saer, se esta norma de vigência temporária teria permitido a recepção do elenco pré-constitucional de incentivos à Zona Franca de Manaus, ainda que incompatíveis com o sistema constitucional do ICMS instituído desde 1988, no qual se insere a competência das unidades federativas para, mediante convênio, dispor sobre isenção e incentivos fiscais do novo tributo (art. 155, § 2..., inciso XII, letra ‘g’, da Constituição da República). 2. O quadro normativo pré-constitucional de incentivo fiscal à Zona Franca de Manaus constitucionalizou-se pelo art. 40 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias, adquirindo, por força dessa regra transitória, natureza de imunidade tributária, persistindo vigente a equiparação procedida pelo art. 4... do Decreto-Lei n. 288/1967, cujo propósito foi atrair a não incidência do imposto sobre circulação de mercadorias estipulada no art. 23, inc. II, § 7..., da Carta pretérita, desonerando, assim, a saída de mercadorias do território nacional para Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6643438. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 20 Ementa e Acórdão ADI 310 / NÃO INFORMADA consumo ou industrialização na Zona Franca de Manaus. 3. A determinação expressa de manutenção do conjunto de incentivos fiscais referentes à Zona Franca de Manaus, extraídos, obviamente, da legislação pré-constitucional, exige a não incidência do ICMS sobre as operações de saída de mercadorias para aquela área de livre comércio, sob pena de se proceder a uma redução do quadro fiscal expressamente mantido por dispositivo constitucional específico e transitório. 4. Ação direta de inconstitucionalidade julgada procedente. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Plenária, sob a Presidência do Ministro Joaquim Barbosa, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade e nos termos do voto da Relatora, rejeitou a preliminar suscitada pelo Advogado-Geral da União. No mérito, confirmou a cautelar concedida e julgou procedente a ação direta para declarar a inconstitucionalidade dos Convênios ICMS ns 1, 2 e 6, todos de 30 de maio de 1990, do Conselho Nacional de Política Fazendária CONFAZ. Votou o Presidente. Ausente, neste julgamento, o Ministro Marco Aurélio. Falou pelo requerente o Dr. Carlos Alberto Ramos Filho, Procurador do Estado. Brasília, 19 de fevereiro de 2014 Ministra CÁRMEN LÚCIA – Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6643438. Supremo Tribunal Federal ADI 310 / NÃO INFORMADA consumo ou industrialização na Zona Franca de Manaus. 3. A determinação expressa de manutenção do conjunto de incentivos fiscais referentes à Zona Franca de Manaus, extraídos, obviamente, da legislação pré-constitucional, exige a não incidência do ICMS sobre as operações de saída de mercadorias para aquela área de livre comércio, sob pena de se proceder a uma redução do quadro fiscal expressamente mantido por dispositivo constitucional específico e transitório. 4. Ação direta de inconstitucionalidade julgada procedente. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Plenária, sob a Presidência do Ministro Joaquim Barbosa, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade e nos termos do voto da Relatora, rejeitou a preliminar suscitada pelo Advogado-Geral da União. No mérito, confirmou a cautelar concedida e julgou procedente a ação direta para declarar a inconstitucionalidade dos Convênios ICMS ns 1, 2 e 6, todos de 30 de maio de 1990, do Conselho Nacional de Política Fazendária CONFAZ. Votou o Presidente. Ausente, neste julgamento, o Ministro Marco Aurélio. Falou pelo requerente o Dr. Carlos Alberto Ramos Filho, Procurador do Estado. Brasília, 19 de fevereiro de 2014 Ministra CÁRMEN LÚCIA – Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6643438. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 20 Relatório AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 310 NÃO INFORMADA RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA REQTE.(S) :GOVERNADOR DO ESTADO DO AMAZONAS ADV.(A/S) :SANDRA MARIA DO COUTO E SILVA E OUTROS E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) :SECRETÁRIOS DE FAZENDA, FINANÇAS OU TRIBUTAÇÃO DO DISTRITO FEDERAL E DE TODOS OS ESTADOS DA FEDERAÇÃO INTDO.(A/S) :MINISTRA DA ECONOMIA FAZENDA E PLANEJAMENTO R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora): 1. Ação Direta de Inconstitucionalidade, com requerimento de medida cautelar, ajuizada pelo Governador do Amazonas, em 20.6.1990, na qual se questiona a validade constitucional dos Convênios n. 01, 02 e 06, de 30.5.1990, firmados pela então Ministra da Economia, Fazenda e Planejamento e pelos Secretários da Fazenda ou Finanças dos Estados e do Distrito Federal, na 59... reunião do Conselho de Política Fazendária – CONFAZ, por pretensa contrariedade aos arts. 4..., do Decreto-Lei n. 288/1967, 5..., da Lei Complementar n. 4/1969, 15 da Lei Complementar n. 24/75 e 40 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias. 2. O Autor argumenta que os acordos seriam inconstitucionais. O “primeiro [Convênio 1/1990] porque exclui o açúcar de cana do benefício da não incidência do ICMS quando da remessa para comercialização ou industrialização na Zona Franca de Manaus, o segundo [Convênio n. 2/1990] porque ‘revoga isenção concedida pelo Convênio (sic) ICM 65/88 e fixa níveis de tributação na remessa de produtos industralizados semi-elaborados para o município de Manaus’, o terceiro [Convênio n. 6/1990] porque cancela o benefício da manutenção de crédito resultante da não incidência do ICMS nas operações de remessa de mercadoria nacional para a Z.F.M.” (fl. 2). Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5295633. Supremo Tribunal Federal AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 310 NÃO INFORMADA RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA REQTE.(S) :GOVERNADOR DO ESTADO DO AMAZONAS ADV.(A/S) :SANDRA MARIA DO COUTO E SILVA E OUTROS E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) :SECRETÁRIOS DE FAZENDA, FINANÇAS OU TRIBUTAÇÃO DO DISTRITO FEDERAL E DE TODOS OS ESTADOS DA FEDERAÇÃO INTDO.(A/S) :MINISTRA DA ECONOMIA FAZENDA E PLANEJAMENTO R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora): 1. Ação Direta de Inconstitucionalidade, com requerimento de medida cautelar, ajuizada pelo Governador do Amazonas, em 20.6.1990, na qual se questiona a validade constitucional dos Convênios n. 01, 02 e 06, de 30.5.1990, firmados pela então Ministra da Economia, Fazenda e Planejamento e pelos Secretários da Fazenda ou Finanças dos Estados e do Distrito Federal, na 59... reunião do Conselho de Política Fazendária – CONFAZ, por pretensa contrariedade aos arts. 4..., do Decreto-Lei n. 288/1967, 5..., da Lei Complementar n. 4/1969, 15 da Lei Complementar n. 24/75 e 40 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias. 2. O Autor argumenta que os acordos seriam inconstitucionais. O “primeiro [Convênio 1/1990] porque exclui o açúcar de cana do benefício da não incidência do ICMS quando da remessa para comercialização ou industrialização na Zona Franca de Manaus, o segundo [Convênio n. 2/1990] porque ‘revoga isenção concedida pelo Convênio (sic) ICM 65/88 e fixa níveis de tributação na remessa de produtos industralizados semi-elaborados para o município de Manaus’, o terceiro [Convênio n. 6/1990] porque cancela o benefício da manutenção de crédito resultante da não incidência do ICMS nas operações de remessa de mercadoria nacional para a Z.F.M.” (fl. 2). Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5295633. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 20 Relatório ADI 310 / NÃO INFORMADA Assevera o Autor que a base legal para a não-incidência do ICMS na remessa de mercadorias para a Zona Franca de Manaus seria o art. 4... do Decreto-Lei n. 288/1967, com valor jurídico de lei complementar, recepcionado pelo art. 40 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias da Constituição da República, e o conjunto normativo informador da Zona Franca de Manaus, não podendo ser alterado por Convênio ou qualquer outra legislação federal, estadual ou municipal (fls. 13-14). Expõe, ainda, que o Conselho de Política Fazendária não poderia legislar sobre isenção ou revogação de ICMS relacionada às atividades da Zona Franca de Manaus e que a desoneração fiscal prevista no art. 4... do Decreto-Lei n. 288/1967 consubstanciaria imunidade tributária (fl. 14). Requereu medida cautelar, e, no mérito, a declaração de inconstitucionalidade dos Convênios atacados. 3. A Ministra da Economia, Fazenda e Planejamento, com base em parecer da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional, manifestou-se pela improcedência da presente ação, argumentando que o art. 40 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias “não recepciona a isenção do tributo estadual contida no Decreto-lei 288/68, mantida pela Lei Complementar de n. 4/69, isso porque apenas mantém a Zona Franca de Manaus com características e atributos específicos de área de livre comércio exterio r ” (fl. 67, grifos no original). Acrescenta que a “isenção do ICMS passou a ser matéria privativa de deliberação conjunta dos Estados-membros e do Distrito Federal, na forma do artigo 155, § 2..., inciso XII, letra ‘g’, da Lei Magna” (fls. 73-74), pelo que não haveria qualquer inconstitucionalidade nos aludidos Convênios. 4. Os Secretários da Fazenda do Rio de Janeiro (fl. 76-87), do Distrito Federal (fl. 88-96), de Santa Catarina (fls. 177-190), de Mato Grosso do Sul 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5295633. Supremo Tribunal Federal ADI 310 / NÃO INFORMADA Assevera o Autor que a base legal para a não-incidência do ICMS na remessa de mercadorias para a Zona Franca de Manaus seria o art. 4... do Decreto-Lei n. 288/1967, com valor jurídico de lei complementar, recepcionado pelo art. 40 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias da Constituição da República, e o conjunto normativo informador da Zona Franca de Manaus, não podendo ser alterado por Convênio ou qualquer outra legislação federal, estadual ou municipal (fls. 13-14). Expõe, ainda, que o Conselho de Política Fazendária não poderia legislar sobre isenção ou revogação de ICMS relacionada às atividades da Zona Franca de Manaus e que a desoneração fiscal prevista no art. 4... do Decreto-Lei n. 288/1967 consubstanciaria imunidade tributária (fl. 14). Requereu medida cautelar, e, no mérito, a declaração de inconstitucionalidade dos Convênios atacados. 3. A Ministra da Economia, Fazenda e Planejamento, com base em parecer da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional, manifestou-se pela improcedência da presente ação, argumentando que o art. 40 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias “não recepciona a isenção do tributo estadual contida no Decreto-lei 288/68, mantida pela Lei Complementar de n. 4/69, isso porque apenas mantém a Zona Franca de Manaus com características e atributos específicos de área de livre comércio exterio r ” (fl. 67, grifos no original). Acrescenta que a “isenção do ICMS passou a ser matéria privativa de deliberação conjunta dos Estados-membros e do Distrito Federal, na forma do artigo 155, § 2..., inciso XII, letra ‘g’, da Lei Magna” (fls. 73-74), pelo que não haveria qualquer inconstitucionalidade nos aludidos Convênios. 4. Os Secretários da Fazenda do Rio de Janeiro (fl. 76-87), do Distrito Federal (fl. 88-96), de Santa Catarina (fls. 177-190), de Mato Grosso do Sul 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5295633. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 20 Relatório ADI 310 / NÃO INFORMADA (fls. 192-199), de Alagoas (fls. 201-210), de São Paulo (fls. 236-254), do Rio Grande do Sul (fls. 256-261), da Bahia (fls. 263-269) e de Minas Gerais (fl. 271-280) manifestaram-se pela constitucionalidade dos Convênios e pela improcedência da presente ação.. O Secretário da Fazenda do Estado do Amazonas pugnou pela procedência da ação (fls. 212-217). 5. Em 25.10.1990, o Plenário deste Supremo Tribunal Federal deferiu a medida cautelar pleiteada para suspender a eficácia dos Convênios ICMS ns. 1, 2 e 6/1990 até o julgamento final da presente ação (fl. 321). 6. Em 15.9.1995, o Advogado-Geral da União opinou no sentido de que eventual afronta ao art. 40 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias seria indireta, a evidenciar a impossibilidade de controle de constitucionalidade concentrado. No mérito, manifestou-se pela improcedência da presente ação “em virtude da inexistência de desconformidade dos Convênios impugnados com os preceitos constitucionais vigentes” (fl. 339). 7. Em 1.2.2002, a Procuradoria-Geral da República opinou pela procedência da presente ação, ao argumento de que os incentivos fiscais previstos na Constituição da República à Zona Franca de Manaus têm vigência até 2013, assim, “o legislador ordinário, ao celebrar os convênios hostilizados, o fez ao arrepio do texto constitucional, uma vez que não lhe fora atribuída competência para alterar ou reduzir os incentivos fiscais propugnados pelo Legislador Constituinte” (fl. 344). É o relatório, do qual deverão ser encaminhadas cópias aos eminentes Ministros do Supremo Tribunal Federal (art. 9... da Lei n. 9.868/1999 c/c o art. 87, inc. I, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal). 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5295633. Supremo Tribunal Federal ADI 310 / NÃO INFORMADA (fls. 192-199), de Alagoas (fls. 201-210), de São Paulo (fls. 236-254), do Rio Grande do Sul (fls. 256-261), da Bahia (fls. 263-269) e de Minas Gerais (fl. 271-280) manifestaram-se pela constitucionalidade dos Convênios e pela improcedência da presente ação.. O Secretário da Fazenda do Estado do Amazonas pugnou pela procedência da ação (fls. 212-217). 5. Em 25.10.1990, o Plenário deste Supremo Tribunal Federal deferiu a medida cautelar pleiteada para suspender a eficácia dos Convênios ICMS ns. 1, 2 e 6/1990 até o julgamento final da presente ação (fl. 321). 6. Em 15.9.1995, o Advogado-Geral da União opinou no sentido de que eventual afronta ao art. 40 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias seria indireta, a evidenciar a impossibilidade de controle de constitucionalidade concentrado. No mérito, manifestou-se pela improcedência da presente ação “em virtude da inexistência de desconformidade dos Convênios impugnados com os preceitos constitucionais vigentes” (fl. 339). 7. Em 1.2.2002, a Procuradoria-Geral da República opinou pela procedência da presente ação, ao argumento de que os incentivos fiscais previstos na Constituição da República à Zona Franca de Manaus têm vigência até 2013, assim, “o legislador ordinário, ao celebrar os convênios hostilizados, o fez ao arrepio do texto constitucional, uma vez que não lhe fora atribuída competência para alterar ou reduzir os incentivos fiscais propugnados pelo Legislador Constituinte” (fl. 344). É o relatório, do qual deverão ser encaminhadas cópias aos eminentes Ministros do Supremo Tribunal Federal (art. 9... da Lei n. 9.868/1999 c/c o art. 87, inc. I, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal). 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5295633. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 20 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA 19/02/2014 PLENÁRIO AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 310 NÃO INFORMADA V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (RELATORA): 1. Cumpre, inicialmente, examinar a preliminar de ofensa indireta à Constituição da República, suscitada pelo Advogado-Geral da União. Sustenta-se, no ponto, que a presente ação direta “limita-se a tentar demonstrar a inadequação dos Convênios cogitados com ditames de natureza infraconstitucional (art. 4... do Decreto-lei n. 288, de 1967, art. 5... da Lei Complementar n. 4, de 1969 e art. 15 da Lei Complementar n. 24, de 1975) e somente por via oblíqua, com o art. 40 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias” (fls. 336). 2. Quando do deferimento da medida cautelar requerida nesta ação direta, o então Relator, Ministro Sepúlveda Pertence, reconheceu que a demonstração de invalidade das normas questionadas não prescindiria do cotejo destas com outros preceitos infraconstitucionais (arts. 4... e 49 do Decreto-lei n. 288/1967). Realçou Sua Excelência, entretanto, que, em exame preliminar, tal circunstância não seria suficiente a atrair conclusão no sentido do descabimento do controle abstrato sob o argumento da denominada inconstitucionalidade indireta, por violação de normas interpostas, porque, considerada a Zona Franca de Manaus como o “conjunto de incentivos fiscais indutores do desenvolvimento regional e mantida, com esse caráter, pelas Disposições Constitucionais Transitórias (...), admitir-se que preceitos infraconstitucionais reduzam ou eliminem os favores fiscais existentes (...) esvazia[ria] de eficácia real o preceito constitucional” (fl. 311). O cerne da questão está, portanto, na definição do alcance do art. 40 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6413617. Supremo Tribunal Federal 19/02/2014 PLENÁRIO AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 310 NÃO INFORMADA V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (RELATORA): 1. Cumpre, inicialmente, examinar a preliminar de ofensa indireta à Constituição da República, suscitada pelo Advogado-Geral da União. Sustenta-se, no ponto, que a presente ação direta “limita-se a tentar demonstrar a inadequação dos Convênios cogitados com ditames de natureza infraconstitucional (art. 4... do Decreto-lei n. 288, de 1967, art. 5... da Lei Complementar n. 4, de 1969 e art. 15 da Lei Complementar n. 24, de 1975) e somente por via oblíqua, com o art. 40 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias” (fls. 336). 2. Quando do deferimento da medida cautelar requerida nesta ação direta, o então Relator, Ministro Sepúlveda Pertence, reconheceu que a demonstração de invalidade das normas questionadas não prescindiria do cotejo destas com outros preceitos infraconstitucionais (arts. 4... e 49 do Decreto-lei n. 288/1967). Realçou Sua Excelência, entretanto, que, em exame preliminar, tal circunstância não seria suficiente a atrair conclusão no sentido do descabimento do controle abstrato sob o argumento da denominada inconstitucionalidade indireta, por violação de normas interpostas, porque, considerada a Zona Franca de Manaus como o “conjunto de incentivos fiscais indutores do desenvolvimento regional e mantida, com esse caráter, pelas Disposições Constitucionais Transitórias (...), admitir-se que preceitos infraconstitucionais reduzam ou eliminem os favores fiscais existentes (...) esvazia[ria] de eficácia real o preceito constitucional” (fl. 311). O cerne da questão está, portanto, na definição do alcance do art. 40 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6413617. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 20 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA ADI 310 / NÃO INFORMADA do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias, ou seja, se esta norma de vigência temporária teria permitido a recepção do elenco pré- constitucional de incentivos à Zona Franca de Manaus, ainda que incompatíveis com o sistema constitucional do ICMS instituído desde 1988, “em cujo bojo se insere a ilimitada e privativa competência das unidades federativas, mediante convênio, para dispor sobre isenção do novo tributo, assim como sobre incentivos fiscais a ele relativos”, conforme asseverou o Ministro Sepúlveda Pertence. 3. Nesses termos, o conflito dos dispositivos impugnados nesta ação direta de inconstitucionalidade com o elenco pré-constitucional de incentivos à Zona Franca de Manaus não se resolveria pela aplicação de regras hermenêuticas de direito intertemporal, pois a preservação da eficácia destes decorreria exatamente da determinação da norma constitucional de caráter temporário (art. 40 do ADCT). Igual entendimento foi adotado no deferimento das medidas cautelares requeridas na Ação Direta de Inconstitucionalidade n. 2.348, ajuizada pelo Governador do Amazonas contra dispositivos que afastavam a isenção no recolhimento de COFINS e PIS/PASEP sobre as receitas de vendas efetuadas a empresa estabelecida na Zona Franca de Manaus (Relator o Ministro Marco Aurélio, Plenário, DJ 7.11.2003), e na Ação Direta de Inconstitucionalidade n. 1.799, quando suspensa a eficácia de dispositivo que projetava no tempo a mitigação do quadro de incentivos fiscais assegurado relativamente à Zona Franca de Manaus (Relator o Ministro Marco Aurélio, Plenário, DJ 12.4.2002). 4. Portanto, a solução da questão jurídica levantada não prescinde da definição do alcance do art. 40 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias, matéria de natureza constitucional, pelo que voto no sentido de rejeitar a preliminar de ofensa indireta à Constituição da República e a inadequação da ação direta de inconstitucionalidade para o questionamento posto a exame. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6413617. Supremo Tribunal Federal ADI 310 / NÃO INFORMADA do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias, ou seja, se esta norma de vigência temporária teria permitido a recepção do elenco pré- constitucional de incentivos à Zona Franca de Manaus, ainda que incompatíveis com o sistema constitucional do ICMS instituído desde 1988, “em cujo bojo se insere a ilimitada e privativa competência das unidades federativas, mediante convênio, para dispor sobre isenção do novo tributo, assim como sobre incentivos fiscais a ele relativos”, conforme asseverou o Ministro Sepúlveda Pertence. 3. Nesses termos, o conflito dos dispositivos impugnados nesta ação direta de inconstitucionalidade com o elenco pré-constitucional de incentivos à Zona Franca de Manaus não se resolveria pela aplicação de regras hermenêuticas de direito intertemporal, pois a preservação da eficácia destes decorreria exatamente da determinação da norma constitucional de caráter temporário (art. 40 do ADCT). Igual entendimento foi adotado no deferimento das medidas cautelares requeridas na Ação Direta de Inconstitucionalidade n. 2.348, ajuizada pelo Governador do Amazonas contra dispositivos que afastavam a isenção no recolhimento de COFINS e PIS/PASEP sobre as receitas de vendas efetuadas a empresa estabelecida na Zona Franca de Manaus (Relator o Ministro Marco Aurélio, Plenário, DJ 7.11.2003), e na Ação Direta de Inconstitucionalidade n. 1.799, quando suspensa a eficácia de dispositivo que projetava no tempo a mitigação do quadro de incentivos fiscais assegurado relativamente à Zona Franca de Manaus (Relator o Ministro Marco Aurélio, Plenário, DJ 12.4.2002). 4. Portanto, a solução da questão jurídica levantada não prescinde da definição do alcance do art. 40 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias, matéria de natureza constitucional, pelo que voto no sentido de rejeitar a preliminar de ofensa indireta à Constituição da República e a inadequação da ação direta de inconstitucionalidade para o questionamento posto a exame. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6413617. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 20 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA ADI 310 / NÃO INFORMADA 5. No mérito, vale transcrever o art. 40 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias: “Art. 40. É mantida a Zona Franca de Manaus, com suas características de área livre de comércio, de exportação e importação, e de incentivos fiscais, pelo prazo de vinte e cinco anos, a partir da promulgação da Constituição. Parágrafo único. Somente por lei federal podem ser modificados os critérios que disciplinaram ou venham a disciplinar a aprovação dos projetos na Zona Franca de Manaus.” Pelo art. 92, incluído no Ato das Disposições Constitucionais Transitórias pela Emenda Constitucional n. 42, de 19.12.2003, o prazo fixado foi elastecido por mais dez (10) anos, expirando, assim, em outubro de 2023. 6. A Zona Franca de Manaus, instituída pela Lei n. 3.173, de 6.6.1957, somente institucionalizou-se juridicamente e iniciou-se o seu pleno funcionamento com a edição do Decreto-Lei n. 288, de 28.2.1967, em cujo art. 1... se dispôs: “Art. 1.... A Zona Franca de Manaus é uma área de livre comércio de importação e exportação e de incentivos fiscais especiais, estabelecida com a finalidade de criar no interior da Amazônia um centro industrial, comercial e agropecuário dotado de condições econômicas que permitam seu desenvolvimento, em face dos fatores locais e da grande distância, a que se encontram, os centros consumidores de seus produtos.” Quanto aos incentivos fiscais, estabeleceu-se que: “Art. 4... A exportação de mercadorias de origem nacional para consumo ou industrialização na Zona Franca de Manaus, ou reexportação para o estrangeiro, será para todos os efeitos fiscais, constantes da legislação em vigor, equivalente a uma exportação 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6413617. Supremo Tribunal Federal ADI 310 / NÃO INFORMADA 5. No mérito, vale transcrever o art. 40 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias: “Art. 40. É mantida a Zona Franca de Manaus, com suas características de área livre de comércio, de exportação e importação, e de incentivos fiscais, pelo prazo de vinte e cinco anos, a partir da promulgação da Constituição. Parágrafo único. Somente por lei federal podem ser modificados os critérios que disciplinaram ou venham a disciplinar a aprovação dos projetos na Zona Franca de Manaus.” Pelo art. 92, incluído no Ato das Disposições Constitucionais Transitórias pela Emenda Constitucional n. 42, de 19.12.2003, o prazo fixado foi elastecido por mais dez (10) anos, expirando, assim, em outubro de 2023. 6. A Zona Franca de Manaus, instituída pela Lei n. 3.173, de 6.6.1957, somente institucionalizou-se juridicamente e iniciou-se o seu pleno funcionamento com a edição do Decreto-Lei n. 288, de 28.2.1967, em cujo art. 1... se dispôs: “Art. 1.... A Zona Franca de Manaus é uma área de livre comércio de importação e exportação e de incentivos fiscais especiais, estabelecida com a finalidade de criar no interior da Amazônia um centro industrial, comercial e agropecuário dotado de condições econômicas que permitam seu desenvolvimento, em face dos fatores locais e da grande distância, a que se encontram, os centros consumidores de seus produtos.” Quanto aos incentivos fiscais, estabeleceu-se que: “Art. 4... A exportação de mercadorias de origem nacional para consumo ou industrialização na Zona Franca de Manaus, ou reexportação para o estrangeiro, será para todos os efeitos fiscais, constantes da legislação em vigor, equivalente a uma exportação 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6413617. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 20 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA ADI 310 / NÃO INFORMADA brasileira para o estrangeiro.” Esse dispositivo foi confirmado pelo art. 5... da Lei Complementar n. 4, de 2.12.1969, elaborada para se conceder isenção do imposto sobre circulação de mercadorias nas hipóteses especificadas. As indústrias instaladas ou que viessem a instalar-se na Zona Franca de Manaus também foram excluídas dos convênios necessários para a concessão ou revogação de isenções do ICM, regulamentados pela Lei Complementar n. 24, de 7.1.1975, que também vedou, expressamente, às demais unidades da federação “determinar a exclusão de incentivo fiscal, prêmio ou estímulo concedido pelo Estado do Amazonas” (art. 15). Assim, quando do advento da ordem constitucional vigente, a legislação do antigo ICM conferia à saída de mercadorias para a Zona Franca de Manaus o mesmo tratamento fiscal outorgado à exportação, cujas operações, no regime constitucional anterior, eram feitas sem a cobrança do ICM (art. 23, inc. II, § 7...: “O imposto de que trata o item II [operações relativas à circulação de mercadorias] não incidirá sobre as operações que destinem ao exterior produtos industrializados e outros que a lei indicar”), sendo expressamente vedado aos entes federados modificar esse favorecimento fiscal. 7. A Constituição da República de 1988 agregou novas hipóteses de incidência do Imposto sobre a Circulação de Mercadorias, do que se tem a alegação constante nas informações prestadas na presente ação, de que a ordem constitucional atual teria apresentado imposto novo, sujeito a disciplina diversa daquela existente sob a égide da Carta decaída, e na qual expressa a atribuição de competência privativa às unidades federativas para regulamentarem, nos termos de lei complementar, sobre isenção do novo tributo, assim como sobre incentivos fiscais a ele relativos (art. 155, § 2..., inc. XII, al. g, da Constituição de 1988). Nisso se fundamenta a alegação dos Requeridos quanto à higidez 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6413617. Supremo Tribunal Federal ADI 310 / NÃO INFORMADA brasileira para o estrangeiro.” Esse dispositivo foi confirmado pelo art. 5... da Lei Complementar n. 4, de 2.12.1969, elaborada para se conceder isenção do imposto sobre circulação de mercadorias nas hipóteses especificadas. As indústrias instaladas ou que viessem a instalar-se na Zona Franca de Manaus também foram excluídas dos convênios necessários para a concessão ou revogação de isenções do ICM, regulamentados pela Lei Complementar n. 24, de 7.1.1975, que também vedou, expressamente, às demais unidades da federação “determinar a exclusão de incentivo fiscal, prêmio ou estímulo concedido pelo Estado do Amazonas” (art. 15). Assim, quando do advento da ordem constitucional vigente, a legislação do antigo ICM conferia à saída de mercadorias para a Zona Franca de Manaus o mesmo tratamento fiscal outorgado à exportação, cujas operações, no regime constitucional anterior, eram feitas sem a cobrança do ICM (art. 23, inc. II, § 7...: “O imposto de que trata o item II [operações relativas à circulação de mercadorias] não incidirá sobre as operações que destinem ao exterior produtos industrializados e outros que a lei indicar”), sendo expressamente vedado aos entes federados modificar esse favorecimento fiscal. 7. A Constituição da República de 1988 agregou novas hipóteses de incidência do Imposto sobre a Circulação de Mercadorias, do que se tem a alegação constante nas informações prestadas na presente ação, de que a ordem constitucional atual teria apresentado imposto novo, sujeito a disciplina diversa daquela existente sob a égide da Carta decaída, e na qual expressa a atribuição de competência privativa às unidades federativas para regulamentarem, nos termos de lei complementar, sobre isenção do novo tributo, assim como sobre incentivos fiscais a ele relativos (art. 155, § 2..., inc. XII, al. g, da Constituição de 1988). Nisso se fundamenta a alegação dos Requeridos quanto à higidez 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6413617. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 20 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA ADI 310 / NÃO INFORMADA constitucional dos convênios objeto desta ação, resultantes do exercício da competência estatuída no § 8... do art. 34 do ADCT, que dispõe: “Se, no prazo de sessenta dias contados da promulgação da Constituição, não for editada a lei complementar necessária à instituição do imposto de que trata o art. 155, I, ‘b’ [na redação originária, previsto atualmente no inc. II do mesmo artigo, em virtude da alteração procedida pela Emenda Constitucional n. 3, de 1993], os Estados e o Distrito Federal, mediante convênio celebrado nos termos da Lei Complementar n. 24, de 7 de janeiro de 1975, fixarão normas para regular provisoriamente a matéria.” 8. Talvez em decorrência da incerteza sobre a recepção da legislação pré-constitucional referente à Zona Franca de Manaus, editou-se o Convênio ICM n. 65, de 9.12.1988, tornando expressa a isenção do imposto sobre circulação de mercadorias às saídas de produtos industrializados de origem nacional para comercialização ou industrialização naquela região, desde que o estabelecimento destinatário tivesse domicílio no Município de Manaus. Tem-se, assim, que, no primeiro momento, os Estados e o Distrito Federal repetiram, por convênio celebrado nos termos da Lei Complementar n. 24/1975, o quadro legal existente quando da promulgação da Constituição de 1988. 9. A inovação na matéria deu-se a partir dos convênios impugnados, os quais: a) inseriram o açúcar de cana dentre os produtos excetuados do incentivo fiscal (Convênio ICMS 01/90); b) estabeleceram a revogação da isenção quanto aos produtos industrializados semi-elaborados, previstos na lista anexa ao Convênio ICM n. 07/1989 (Convênio ICMS 02/90); e c) cancelaram a manutenção dos créditos relativos às matérias primas, materiais secundários e materiais de embalagem utilizados na produção dos bens destinados para comercialização ou industrialização na Zona Franca de Manaus (Convênio ICMS 06/90). 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6413617. Supremo Tribunal Federal ADI 310 / NÃO INFORMADA constitucional dos convênios objeto desta ação, resultantes do exercício da competência estatuída no § 8... do art. 34 do ADCT, que dispõe: “Se, no prazo de sessenta dias contados da promulgação da Constituição, não for editada a lei complementar necessária à instituição do imposto de que trata o art. 155, I, ‘b’ [na redação originária, previsto atualmente no inc. II do mesmo artigo, em virtude da alteração procedida pela Emenda Constitucional n. 3, de 1993], os Estados e o Distrito Federal, mediante convênio celebrado nos termos da Lei Complementar n. 24, de 7 de janeiro de 1975, fixarão normas para regular provisoriamente a matéria.” 8. Talvez em decorrência da incerteza sobre a recepção da legislação pré-constitucional referente à Zona Franca de Manaus, editou-se o Convênio ICM n. 65, de 9.12.1988, tornando expressa a isenção do imposto sobre circulação de mercadorias às saídas de produtos industrializados de origem nacional para comercialização ou industrialização naquela região, desde que o estabelecimento destinatário tivesse domicílio no Município de Manaus. Tem-se, assim, que, no primeiro momento, os Estados e o Distrito Federal repetiram, por convênio celebrado nos termos da Lei Complementar n. 24/1975, o quadro legal existente quando da promulgação da Constituição de 1988. 9. A inovação na matéria deu-se a partir dos convênios impugnados, os quais: a) inseriram o açúcar de cana dentre os produtos excetuados do incentivo fiscal (Convênio ICMS 01/90); b) estabeleceram a revogação da isenção quanto aos produtos industrializados semi-elaborados, previstos na lista anexa ao Convênio ICM n. 07/1989 (Convênio ICMS 02/90); e c) cancelaram a manutenção dos créditos relativos às matérias primas, materiais secundários e materiais de embalagem utilizados na produção dos bens destinados para comercialização ou industrialização na Zona Franca de Manaus (Convênio ICMS 06/90). 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6413617. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 20 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA ADI 310 / NÃO INFORMADA 10. O que importa, para o julgamento da presente ação, é se essa atuação respalda-se na competência conferida aos Estados e ao Distrito Federal para disporem sobre isenções, incentivos e benefícios fiscais referentes ao ICMS (art. 155, § 2..., inc. XII, al. g, da Constituição da República), conferindo ao art. 40 do ADCT natureza de norma programática, cuja intenção teria sido atendida no Convênio 65/1988, sem que daí resultasse a impossibilidade de os Estados definirem, a seu critério, outro alcance do regime de incentivos fiscais da Zona Franca de Manaus, como nos convênios agora impugnados. 11. A norma constitucional transitória invocada pelo Autor impôs a preservação do elenco pré-constitucional de incentivos à Zona Franca de Manaus, restringindo, assim, o exercício da competência conferida aos Estados e ao Distrito Federal no corpo normativo permanente da Constituição de 1988, pela não incidência constitucionalmente qualificada instituída pelo art. 40 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias. Como asseverou o Ministro Sepúlveda Pertence no julgamento da medida cautelar, “as normas constitucionais transitórias se explicam precisamente pela necessidade, cujo único juiz é o constituinte, de subtrair temporariamente determinadas situações preexistentes à incidência imediata da nova disciplina constitucional permanente”. 12. Para preservar o projeto desenvolvimentista concebido sob a vigência da ordem de 1967 para a região setentrional do país, o poder constituinte originário tornou expressa a manutenção, por tempo determinado, da disciplina jurídica existente, afirmando a finalidade de apoio ou fomento para a criação de um centro industrial, comercial e agropecuário na região da Zona Franca de Manaus. O quadro normativo pré-constitucional de incentivo fiscal à Zona Franca de Manaus foi alçada à estatura constitucional pelo art. 40 do 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6413617. Supremo Tribunal Federal ADI 310 / NÃO INFORMADA 10. O que importa, para o julgamento da presente ação, é se essa atuação respalda-se na competência conferida aos Estados e ao Distrito Federal para disporem sobre isenções, incentivos e benefícios fiscais referentes ao ICMS (art. 155, § 2..., inc. XII, al. g, da Constituição da República), conferindo ao art. 40 do ADCT natureza de norma programática, cuja intenção teria sido atendida no Convênio 65/1988, sem que daí resultasse a impossibilidade de os Estados definirem, a seu critério, outro alcance do regime de incentivos fiscais da Zona Franca de Manaus, como nos convênios agora impugnados. 11. A norma constitucional transitória invocada pelo Autor impôs a preservação do elenco pré-constitucional de incentivos à Zona Franca de Manaus, restringindo, assim, o exercício da competência conferida aos Estados e ao Distrito Federal no corpo normativo permanente da Constituição de 1988, pela não incidência constitucionalmente qualificada instituída pelo art. 40 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias. Como asseverou o Ministro Sepúlveda Pertence no julgamento da medida cautelar, “as normas constitucionais transitórias se explicam precisamente pela necessidade, cujo único juiz é o constituinte, de subtrair temporariamente determinadas situações preexistentes à incidência imediata da nova disciplina constitucional permanente”. 12. Para preservar o projeto desenvolvimentista concebido sob a vigência da ordem de 1967 para a região setentrional do país, o poder constituinte originário tornou expressa a manutenção, por tempo determinado, da disciplina jurídica existente, afirmando a finalidade de apoio ou fomento para a criação de um centro industrial, comercial e agropecuário na região da Zona Franca de Manaus. O quadro normativo pré-constitucional de incentivo fiscal à Zona Franca de Manaus foi alçada à estatura constitucional pelo art. 40 do 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6413617. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 20 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA ADI 310 / NÃO INFORMADA ADCT, adquirindo, por força dessa regra transitória, natureza de imunidade tributária. Assim, considerando-se não apenas os conceitos de permanência e de transitoriedade, mas também os conceitos de generalidade e de especificidade das normas constitucionais discutidas, não se há cogitar de incompatibilidade do regramento pré-constitucional referente aos incentivos fiscais conferidos à Zona Franca de Manaus com o sistema tributário nacional surgido com a Constituição de 1988, pelo que persiste vigente a equiparação procedida pelo art. 4... do Decreto-Lei n. 288/1967, cujo propósito foi atrair a não incidência do imposto sobre circulação de mercadorias estipulada no art. 23, inc. II, § 7..., da Carta pretérita, desonerando, assim, a saída de mercadorias do território nacional para consumo ou industrialização na Zona Franca de Manaus. 13. A desoneração dessas operações também foi estendida às hipóteses de incidência do imposto acrescentadas pela ordem constitucional vigente, pois o ICMS atual é o antigo ICM. No ponto, Marco Aurélio Greco afirmou em parecer publicado em 1993: “Se o ICMS for visto como um tributo novo, que passou a existir a partir da promulgação da Constituição Federal de 1988 de 1988, desta afirmação decorre a necessidade de ser editada, desde o princípio, toda a legislação ordinária pertinente. Tudo começaria com a Constituição Federal de 1988 de 1988. Sendo assim, ficaria aberta a possibilidade para que os conceitos constantes da cláusula constitucional de competência recebessem sentido e abrangência novos. Ademais, dessa ótica, toda jurisprudência relativa ao ICM (anterior) tornar-se-ia automaticamente inaplicável ao ICMS. Porém, se o atual ICMS é, no que se refere às operações relativas à circulação de mercadorias, o mesmo ICM antigo, ao qual apenas foram agregadas novas incidências, disto decorre, p. ex., que a Constituição de 1988 recebeu a legislação anterior. As conseqüências da adoção de uma ou outra posição são 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6413617. Supremo Tribunal Federal ADI 310 / NÃO INFORMADA ADCT, adquirindo, por força dessa regra transitória, natureza de imunidade tributária. Assim, considerando-se não apenas os conceitos de permanência e de transitoriedade, mas também os conceitos de generalidade e de especificidade das normas constitucionais discutidas, não se há cogitar de incompatibilidade do regramento pré-constitucional referente aos incentivos fiscais conferidos à Zona Franca de Manaus com o sistema tributário nacional surgido com a Constituição de 1988, pelo que persiste vigente a equiparação procedida pelo art. 4... do Decreto-Lei n. 288/1967, cujo propósito foi atrair a não incidência do imposto sobre circulação de mercadorias estipulada no art. 23, inc. II, § 7..., da Carta pretérita, desonerando, assim, a saída de mercadorias do território nacional para consumo ou industrialização na Zona Franca de Manaus. 13. A desoneração dessas operações também foi estendida às hipóteses de incidência do imposto acrescentadas pela ordem constitucional vigente, pois o ICMS atual é o antigo ICM. No ponto, Marco Aurélio Greco afirmou em parecer publicado em 1993: “Se o ICMS for visto como um tributo novo, que passou a existir a partir da promulgação da Constituição Federal de 1988 de 1988, desta afirmação decorre a necessidade de ser editada, desde o princípio, toda a legislação ordinária pertinente. Tudo começaria com a Constituição Federal de 1988 de 1988. Sendo assim, ficaria aberta a possibilidade para que os conceitos constantes da cláusula constitucional de competência recebessem sentido e abrangência novos. Ademais, dessa ótica, toda jurisprudência relativa ao ICM (anterior) tornar-se-ia automaticamente inaplicável ao ICMS. Porém, se o atual ICMS é, no que se refere às operações relativas à circulação de mercadorias, o mesmo ICM antigo, ao qual apenas foram agregadas novas incidências, disto decorre, p. ex., que a Constituição de 1988 recebeu a legislação anterior. As conseqüências da adoção de uma ou outra posição são 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6413617. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 20 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA ADI 310 / NÃO INFORMADA relevantes. Assim, tratando-se do mesmo imposto haveria, p. ex., a recepção do Dec.-lei 406/68, com eficácia de lei complementar, bem como de todo o ordenamento jurídico compatível com a Carta atual (ADCT, art. 34, § 5...), até sua revogação por normas posteriores. Do mesmo modo, toda jurisprudência construída sobre conceitos pertinentes ao ICM, que não verse matéria alterada pela nova Carta, permaneceria íntegra e aplicável ao ICMS” (in Caderno de Direito Tributário e Finanças Públicas; Ano 1, n. 3, abril-junho de 1993, Editora Revista dos Tribunais, pág. 107). Continua aquele doutrinador: “A interpretação que se apresenta mais consentânea com a sistemática constitucional e com o próprio Texto Federal é no sentido de que o ICMS atual é o antigo ICM ao qual apenas foram agregadas incidências de serviços. Esta conclusão decorre da análise comparativa dos textos constitucionais. Cotejando a norma constitucional que estabelecia a materialidade da hipótese de incidência do ICM (art. 23, II, da Constituição Federal de 1988 de 1967) com a do atual ICMS (art. 155, I, ‘b’, da Constituição Federal de 1988 de 1988), verifica- se que a cláusula que atribui competência aos Estados para instituir imposto sobre operações relativas à circulação de mercadorias permaneceu absolutamente inalterada. Nesta parte os textos são literalmente idênticos. Distinguem-se apenas quando o atual prevê a incidência do ICMS também sobre serviços. Portanto, na concepção constitucional, trata-se do mesmo imposto. Além disso, nenhum indicador existe na Constituição Federal de 1988 de 1988 que possa ser invocado para dizer que o constituinte pretendeu realizar uma ruptura no ordenamento do tributo. Sendo assim, é de concluir que a legislação anterior que não colida com dispositivos constitucionais atuais foi recebida pela Constituição de 1988, continuando a vigorar plenamente, pela mesma razão, toda jurisprudência, especialmente do Supremo Tribunal Federal, construída sobre conceitos não alterados e determinando seu sentido e alcance, continua pertinente. 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6413617. Supremo Tribunal Federal ADI 310 / NÃO INFORMADA relevantes. Assim, tratando-se do mesmo imposto haveria, p. ex., a recepção do Dec.-lei 406/68, com eficácia de lei complementar, bem como de todo o ordenamento jurídico compatível com a Carta atual (ADCT, art. 34, § 5...), até sua revogação por normas posteriores. Do mesmo modo, toda jurisprudência construída sobre conceitos pertinentes ao ICM, que não verse matéria alterada pela nova Carta, permaneceria íntegra e aplicável ao ICMS” (in Caderno de Direito Tributário e Finanças Públicas; Ano 1, n. 3, abril-junho de 1993, Editora Revista dos Tribunais, pág. 107). Continua aquele doutrinador: “A interpretação que se apresenta mais consentânea com a sistemática constitucional e com o próprio Texto Federal é no sentido de que o ICMS atual é o antigo ICM ao qual apenas foram agregadas incidências de serviços. Esta conclusão decorre da análise comparativa dos textos constitucionais. Cotejando a norma constitucional que estabelecia a materialidade da hipótese de incidência do ICM (art. 23, II, da Constituição Federal de 1988 de 1967) com a do atual ICMS (art. 155, I, ‘b’, da Constituição Federal de 1988 de 1988), verifica- se que a cláusula que atribui competência aos Estados para instituir imposto sobre operações relativas à circulação de mercadorias permaneceu absolutamente inalterada. Nesta parte os textos são literalmente idênticos. Distinguem-se apenas quando o atual prevê a incidência do ICMS também sobre serviços. Portanto, na concepção constitucional, trata-se do mesmo imposto. Além disso, nenhum indicador existe na Constituição Federal de 1988 de 1988 que possa ser invocado para dizer que o constituinte pretendeu realizar uma ruptura no ordenamento do tributo. Sendo assim, é de concluir que a legislação anterior que não colida com dispositivos constitucionais atuais foi recebida pela Constituição de 1988, continuando a vigorar plenamente, pela mesma razão, toda jurisprudência, especialmente do Supremo Tribunal Federal, construída sobre conceitos não alterados e determinando seu sentido e alcance, continua pertinente. 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6413617. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 20 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA ADI 310 / NÃO INFORMADA Pela mesma razão, o regime jurídico mantido pelo art. 40 do ADCT, embora capte normas disciplinadoras do ICM, é integralmente aplicável ao ICMS previsto no art. 155, I, ‘b’, da Constituição Federal de 1988 de 1988” (op. cit., pág. 107 e 108). 14. De se saber, portanto, se os convênios impugnados conduziram à alteração do quadro de favorecimento fiscal existente quando da promulgação da Constituição de 1988, configurando-se a inconstitucionalidade suscitada, ou seja, afronta ao art. 40 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias. O cerne dessa questão está na definição do alcance da equiparação efetivada pelo art. 4... do Decreto-Lei n. 288/1967 e garantida pelo art. 40 do ADTC, pela modificação da disciplina constitucional referente à incidência do ICMS sobre as operações de exportação. Como enfatizado pelos Requeridos, ainda que admitida a recepção do art. 4... do Decreto-Lei n. 288/1967, a exclusão, pela norma originária da Constituição de 1988, dos produtos semi-elaborados do benefício fiscal concedido às operações de exportação (art. 155, § 2..., inc. X, al. a) autorizaria a tributação estipulada nos convênios impugnados, já “a imunidade, em análise, não contempla[ria] exportação de mercadorias em geral de origem nacional para consumo e industrialização na Zona Franca de Manaus ou reexportação para o estrangeiro” (fls. 328). Esse tema foi objeto de análise do ilustre Marco Aurélio Greco no parecer antes mencionado, do qual reproduzo as seguintes razões: “... De fato, é sabido que a Constituição Federal de 1988 de 1988 em matéria de exportação de produtos industrializados criou uma restrição à imunidade tributária no âmbito do ICMS, ao prever no inc. X, ‘a’, do § 2..., do art. 155, a figura dos produtos industrializados ‘semi-elaborados’, relativamente aos quais pode ser exigido o imposto na exportação. A pergunta que se põe – e bem formulada na consulta – é se o 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6413617. Supremo Tribunal Federal ADI 310 / NÃO INFORMADA Pela mesma razão, o regime jurídico mantido pelo art. 40 do ADCT, embora capte normas disciplinadoras do ICM, é integralmente aplicável ao ICMS previsto no art. 155, I, ‘b’, da Constituição Federal de 1988 de 1988” (op. cit., pág. 107 e 108). 14. De se saber, portanto, se os convênios impugnados conduziram à alteração do quadro de favorecimento fiscal existente quando da promulgação da Constituição de 1988, configurando-se a inconstitucionalidade suscitada, ou seja, afronta ao art. 40 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias. O cerne dessa questão está na definição do alcance da equiparação efetivada pelo art. 4... do Decreto-Lei n. 288/1967 e garantida pelo art. 40 do ADTC, pela modificação da disciplina constitucional referente à incidência do ICMS sobre as operações de exportação. Como enfatizado pelos Requeridos, ainda que admitida a recepção do art. 4... do Decreto-Lei n. 288/1967, a exclusão, pela norma originária da Constituição de 1988, dos produtos semi-elaborados do benefício fiscal concedido às operações de exportação (art. 155, § 2..., inc. X, al. a) autorizaria a tributação estipulada nos convênios impugnados, já “a imunidade, em análise, não contempla[ria] exportação de mercadorias em geral de origem nacional para consumo e industrialização na Zona Franca de Manaus ou reexportação para o estrangeiro” (fls. 328). Esse tema foi objeto de análise do ilustre Marco Aurélio Greco no parecer antes mencionado, do qual reproduzo as seguintes razões: “... De fato, é sabido que a Constituição Federal de 1988 de 1988 em matéria de exportação de produtos industrializados criou uma restrição à imunidade tributária no âmbito do ICMS, ao prever no inc. X, ‘a’, do § 2..., do art. 155, a figura dos produtos industrializados ‘semi-elaborados’, relativamente aos quais pode ser exigido o imposto na exportação. A pergunta que se põe – e bem formulada na consulta – é se o 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6413617. Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 20 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA ADI 310 / NÃO INFORMADA conceito de ‘semi-elaborado’ é conceito transplantável para o âmbito das operações realizadas com destino à ZFM. Alguém, de fato, poderia argumentar que, havendo ‘equiparação à exportação’ e existindo na exportação a figura do semi-elaborado, os produtos desse tipo que fossem remetidos para a ZFM, teriam, por consequência, o mesmo regime que lhes fosse deferido nas exportações. Com a devida vênia, não parece procedente esta linha de argumentação. Em primeiro lugar porque o art. 4... do Dec.-lei 288/67 estende a equivalência a quaisquer mercadorias, conceito muito mais amplo do que o de produto industrializado. E se a garantia é mais ampla, descabe a invocação de restrição específica a uma categoria. Realmente, na sistemática constitucional vigente os produtos industrializados foram subdivididos em duas espécies, uma dos semi- elaborados, outra dos totalmente elaborados. Esta subdivisão, porém, é criação da Constituição Federal de 1988 de 1988 inexistindo no regime constitucional anterior. Sendo assim, como o art. 40 do ADCT incorpora apenas o regime anteriormente existente que não continha a figura, não foi encampada em relação à ZFM. Repita-se o que acima foi dito. A norma transitória é, por definição, incompatível com a norma permanente. Daí a necessidade de ser expressamente mantida no ADCT, até que ocorra o evento nela previsto que implique em seu desaparecimento. Novos conceitos introduzidos pela parte permanente da Constituição Federal de 1988 de 1988 e que impliquem em diminuição ou restrição à amplitude dos incentivos anteriormente existentes, não são aplicáveis às operações com destino à ZFM em razão da ressalva contida no tantas vezes mencionado art. 40 do ADCT. Além disso, o conceito de ‘semi-elaborado’ está ligado à natureza do fato e não ao efeito jurídico. Como os fatos, por definição, não são equivalentes, mas os efeitos jurídicos deles decorrentes é que devem sê- lo, não vejo como transplantar esse conceito para as operações com a ZFM. Portanto, a meu ver, o conceito de ‘semi-elaborado’ embora constitucionalmente previsto em relação ao regime tributário de ICMS aplicável às exportações, e não obstante a sistemática básica dos incentivos à ZFM seja de equivalência à exportação, este conceito não 10 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6413617. Supremo Tribunal Federal ADI 310 / NÃO INFORMADA conceito de ‘semi-elaborado’ é conceito transplantável para o âmbito das operações realizadas com destino à ZFM. Alguém, de fato, poderia argumentar que, havendo ‘equiparação à exportação’ e existindo na exportação a figura do semi-elaborado, os produtos desse tipo que fossem remetidos para a ZFM, teriam, por consequência, o mesmo regime que lhes fosse deferido nas exportações. Com a devida vênia, não parece procedente esta linha de argumentação. Em primeiro lugar porque o art. 4... do Dec.-lei 288/67 estende a equivalência a quaisquer mercadorias, conceito muito mais amplo do que o de produto industrializado. E se a garantia é mais ampla, descabe a invocação de restrição específica a uma categoria. Realmente, na sistemática constitucional vigente os produtos industrializados foram subdivididos em duas espécies, uma dos semi- elaborados, outra dos totalmente elaborados. Esta subdivisão, porém, é criação da Constituição Federal de 1988 de 1988 inexistindo no regime constitucional anterior. Sendo assim, como o art. 40 do ADCT incorpora apenas o regime anteriormente existente que não continha a figura, não foi encampada em relação à ZFM. Repita-se o que acima foi dito. A norma transitória é, por definição, incompatível com a norma permanente. Daí a necessidade de ser expressamente mantida no ADCT, até que ocorra o evento nela previsto que implique em seu desaparecimento. Novos conceitos introduzidos pela parte permanente da Constituição Federal de 1988 de 1988 e que impliquem em diminuição ou restrição à amplitude dos incentivos anteriormente existentes, não são aplicáveis às operações com destino à ZFM em razão da ressalva contida no tantas vezes mencionado art. 40 do ADCT. Além disso, o conceito de ‘semi-elaborado’ está ligado à natureza do fato e não ao efeito jurídico. Como os fatos, por definição, não são equivalentes, mas os efeitos jurídicos deles decorrentes é que devem sê- lo, não vejo como transplantar esse conceito para as operações com a ZFM. Portanto, a meu ver, o conceito de ‘semi-elaborado’ embora constitucionalmente previsto em relação ao regime tributário de ICMS aplicável às exportações, e não obstante a sistemática básica dos incentivos à ZFM seja de equivalência à exportação, este conceito não 10 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6413617. Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 20 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA ADI 310 / NÃO INFORMADA é pertinente, pois implica em restrição à amplitude dos benefícios fiscais consagrados e, portanto, contraditório com o sentido e alcance da norma transitória. Ademais, é conceito ligado especificamente a fato (para o exterior) distinto do relativo à ZFM (no território nacional).” “Nem se diga” – continua o insigne jurista – “que isto implicaria em dar preeminência à norma transitória em cotejo com a norma permanente o que viciaria o raciocínio. Data vênia, a razão mesma de ser da norma transitória é predominar em relação à permanente, enquanto não ocorrer o evento extintivo nela previsto. Assim, as normas supervenientes, como, p. ex., os Convênios 1, 2 e 6/90, quando pretenderam introduzir o conceito de ‘semi- elaborado’ nas operações com a ZFM, para o fim de excluir certos produtos do regime de não incidência, ferem a garantia contida no art. 40 do ADCT por implicarem restrição ao incentivo anteriormente existente, que não distingue entre produtos industrializados. E onde a Constituição (por encampação do regime então vigente), ao dar uma garantia ao contribuinte, não distingue entre espécies do mesmo gênero, não pode o legislador ordinário (ou por convênio) restringir. (...) Em suma, todos os produtos industrializados destinados à ZFM (semi-elaborados ou não) estão cobertos pela não incidência de ICMS incorporada pelo art. 40 do ADCT. Excluir alguns é restringir o alcance da garantia constitucional e a norma que assim dispuser padecerá do vício de inconstitucionalidade.” (op. cit., págs. 110 e 111). O acerto na conclusão daquele tributarista torna-se evidente se se toma a hipótese de que tivesse o poder constituinte originário deixado de reconhecer a não incidência do ICMS sobre as operações que destinasse ao exterior qualquer produto industrializado, semi-elaborado ou não: ainda assim, a determinação expressa de manutenção do conjunto de incentivos fiscais referentes à Zona Franca de Manaus, extraídos, obviamente, da legislação pré-constitucional, exigiria a não incidência do ICMS sobre as operações de saída de mercadorias para aquela área de 11 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6413617. Supremo Tribunal Federal ADI 310 / NÃO INFORMADA é pertinente, pois implica em restrição à amplitude dos benefícios fiscais consagrados e, portanto, contraditório com o sentido e alcance da norma transitória. Ademais, é conceito ligado especificamente a fato (para o exterior) distinto do relativo à ZFM (no território nacional).” “Nem se diga” – continua o insigne jurista – “que isto implicaria em dar preeminência à norma transitória em cotejo com a norma permanente o que viciaria o raciocínio. Data vênia, a razão mesma de ser da norma transitória é predominar em relação à permanente, enquanto não ocorrer o evento extintivo nela previsto. Assim, as normas supervenientes, como, p. ex., os Convênios 1, 2 e 6/90, quando pretenderam introduzir o conceito de ‘semi- elaborado’ nas operações com a ZFM, para o fim de excluir certos produtos do regime de não incidência, ferem a garantia contida no art. 40 do ADCT por implicarem restrição ao incentivo anteriormente existente, que não distingue entre produtos industrializados. E onde a Constituição (por encampação do regime então vigente), ao dar uma garantia ao contribuinte, não distingue entre espécies do mesmo gênero, não pode o legislador ordinário (ou por convênio) restringir. (...) Em suma, todos os produtos industrializados destinados à ZFM (semi-elaborados ou não) estão cobertos pela não incidência de ICMS incorporada pelo art. 40 do ADCT. Excluir alguns é restringir o alcance da garantia constitucional e a norma que assim dispuser padecerá do vício de inconstitucionalidade.” (op. cit., págs. 110 e 111). O acerto na conclusão daquele tributarista torna-se evidente se se toma a hipótese de que tivesse o poder constituinte originário deixado de reconhecer a não incidência do ICMS sobre as operações que destinasse ao exterior qualquer produto industrializado, semi-elaborado ou não: ainda assim, a determinação expressa de manutenção do conjunto de incentivos fiscais referentes à Zona Franca de Manaus, extraídos, obviamente, da legislação pré-constitucional, exigiria a não incidência do ICMS sobre as operações de saída de mercadorias para aquela área de 11 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6413617. Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 20 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA ADI 310 / NÃO INFORMADA livre comércio, sob pena de se proceder a uma redução do quadro fiscal expressamente mantido por dispositivo constitucional específico e transitório. 15. A dificuldade que essa questão suscitava foi superada com o advento da Emenda Constitucional n. 42, de 19.12.2003, que, além de tornar expresso o reconhecimento da não incidência sobre serviços prestados a destinatários no exterior, abandonou a subdivisão dos produtos industrializados presente na norma originária da al. a do inc. X do § 2... do art. 155 da Constituição da República, para assentar a não incidência do ICMS sobre mercadorias destinadas ao exterior, utilizando rigorosamente o mesmo vocábulo do art. 4... Decreto-Lei n. 288/1967. 16. Nesses termos, tem-se que a incidência do imposto sobre circulação de mercadorias e serviços determinada nas situações previstas nos convênios questionados gerou redução da eficácia real do art. 40 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias. 17. Pelo exposto, voto no sentido da confirmação da medida cautelar deferida, julgando procedente a presente ação direta, para declarar a inconstitucionalidade dos Convênios ICMS ns. 01, 02 e 03, de 1990. 12 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6413617. Supremo Tribunal Federal ADI 310 / NÃO INFORMADA livre comércio, sob pena de se proceder a uma redução do quadro fiscal expressamente mantido por dispositivo constitucional específico e transitório. 15. A dificuldade que essa questão suscitava foi superada com o advento da Emenda Constitucional n. 42, de 19.12.2003, que, além de tornar expresso o reconhecimento da não incidência sobre serviços prestados a destinatários no exterior, abandonou a subdivisão dos produtos industrializados presente na norma originária da al. a do inc. X do § 2... do art. 155 da Constituição da República, para assentar a não incidência do ICMS sobre mercadorias destinadas ao exterior, utilizando rigorosamente o mesmo vocábulo do art. 4... Decreto-Lei n. 288/1967. 16. Nesses termos, tem-se que a incidência do imposto sobre circulação de mercadorias e serviços determinada nas situações previstas nos convênios questionados gerou redução da eficácia real do art. 40 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias. 17. Pelo exposto, voto no sentido da confirmação da medida cautelar deferida, julgando procedente a presente ação direta, para declarar a inconstitucionalidade dos Convênios ICMS ns. 01, 02 e 03, de 1990. 12 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6413617. Inteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 20 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 19/02/2014 PLENÁRIO AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 310 NÃO INFORMADA VOTO O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Senhor Presidente, louvando o bem lançado e cuidadoso voto da Ministra Cármen Lúcia e agradecendo a remessa antecipada do voto, que facilita imensamente a vida de todos, eu acompanho a Relatora. # # # Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5334879. Supremo Tribunal Federal 19/02/2014 PLENÁRIO AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 310 NÃO INFORMADA VOTO O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Senhor Presidente, louvando o bem lançado e cuidadoso voto da Ministra Cármen Lúcia e agradecendo a remessa antecipada do voto, que facilita imensamente a vida de todos, eu acompanho a Relatora. # # # Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5334879. Inteiro Teor do Acórdão - Página 18 de 20 Voto - MIN. ROSA WEBER 19/02/2014 PLENÁRIO AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 310 NÃO INFORMADA VOTO A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER -Senhor Presidente, da mesma forma louvo o belo voto da Ministra Cármen Lúcia e endosso os fundamentos de Sua Excelência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5519233. Supremo Tribunal Federal 19/02/2014 PLENÁRIO AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 310 NÃO INFORMADA VOTO A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER -Senhor Presidente, da mesma forma louvo o belo voto da Ministra Cármen Lúcia e endosso os fundamentos de Sua Excelência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5519233. Inteiro Teor do Acórdão - Página 19 de 20 Extrato de Ata - 19/02/2014 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 310 RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA REQTE.(S) : GOVERNADOR DO ESTADO DO AMAZONAS ADV.(A/S) : SANDRA MARIA DO COUTO E SILVA E OUTROS E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) : SECRETÁRIOS DE FAZENDA, FINANÇAS OU TRIBUTAÇÃO DO DISTRITO FEDERAL E DE TODOS OS ESTADOS DA FEDERAÇÃO INTDO.(A/S) : MINISTRA DA ECONOMIA FAZENDA E PLANEJAMENTO Decisão: O Tribunal, por unanimidade, rejeitou a preliminar suscitada pelo Advogado-Geral da União. No mérito, confirmou a cautelar concedida e julgou procedente a ação direta para suspender a eficácia dos Convênios ICMS ns 1, 2 e 6, todos de 30 de maio de 1990, do Conselho Nacional de Política Fazendária – CONFAZ, tudo nos termos do voto da Relatora. Votou o Presidente, Ministro Joaquim Barbosa. Ausente, neste julgamento, o Ministro Marco Aurélio. Falou pelo requerente o Dr. Carlos Alberto Ramos Filho, Procurador do Estado. Plenário, 19.02.2014. Presidência do Senhor Ministro Joaquim Barbosa. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber, Teori Zavascki e Roberto Barroso. Procurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot Monteiro de Barros. p/ Luiz Tomimatsu Assessor-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 5351029 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 310 RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA REQTE.(S) : GOVERNADOR DO ESTADO DO AMAZONAS ADV.(A/S) : SANDRA MARIA DO COUTO E SILVA E OUTROS E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) : SECRETÁRIOS DE FAZENDA, FINANÇAS OU TRIBUTAÇÃO DO DISTRITO FEDERAL E DE TODOS OS ESTADOS DA FEDERAÇÃO INTDO.(A/S) : MINISTRA DA ECONOMIA FAZENDA E PLANEJAMENTO Decisão: O Tribunal, por unanimidade, rejeitou a preliminar suscitada pelo Advogado-Geral da União. No mérito, confirmou a cautelar concedida e julgou procedente a ação direta para suspender a eficácia dos Convênios ICMS ns 1, 2 e 6, todos de 30 de maio de 1990, do Conselho Nacional de Política Fazendária – CONFAZ, tudo nos termos do voto da Relatora. Votou o Presidente, Ministro Joaquim Barbosa. Ausente, neste julgamento, o Ministro Marco Aurélio. Falou pelo requerente o Dr. Carlos Alberto Ramos Filho, Procurador do Estado. Plenário, 19.02.2014. Presidência do Senhor Ministro Joaquim Barbosa. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber, Teori Zavascki e Roberto Barroso. Procurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot Monteiro de Barros. p/ Luiz Tomimatsu Assessor-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 5351029 Inteiro Teor do Acórdão - Página 20 de 20
{ "JURISPRUDENCIA": [ "AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 310", "ADI 310 / NÃO", "ADI 310 / NÃO", "AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 310", "AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 310", "ADI 310 / NÃO", "ADI 310 / NÃO", "ADI 310 / NÃO", "ADI 310 / NÃO", "ADI 310 / NÃO", "Ação Direta de Inconstitucionalidade n . 2 . 348", "Ação Direta de Inconstitucionalidade n . 1 . 799", "ADI 310 / NÃO", "Ação Direta de Inconstitucionalidade n . 2 . 348", "Ação Direta de Inconstitucionalidade n . 1 . 799", "ADI 310 / NÃO", "ADI 310 / NÃO", "ADI 310 / NÃO", "ADI 310 / NÃO INFORMADA", "ADI 310 / NÃO", "ADI 310 / NÃO", "ADI 310 / NÃO", "ADI 310 / NÃO", "ADI 310 / NÃO", "ADI 310 / NÃO", "ADI 310 / NÃO", "ADI 310", "ADI 310 / NÃO", "ADI 310 / NÃO", "ADI 310 / NÃO", "ADI 310 / NÃO", "ADI 310 / NÃO", "ADI 310 / NÃO", "ADI 310 / NÃO", "ADI 310 / NÃO", "AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 310" ], "LEGISLACAO": [ "art . 40 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias", "art . 155 , § 2 . . . , inciso XII , letra ‘ g ’ , da Constituição da República", "art . 40 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias", "art . 4 . . . do Decreto - Lei n . 288 / 1967", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "arts . 4 . . . , do", "Decreto -", "Lei n . 288 / 1967", "Lei Complementar n . 4 / 1969", "15 da Lei Complementar n . 24 / 75", "40 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias", "Convênio", "ICM 65 / 88", "Convênio n . 6 / 1990", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Decreto", "-", "Lei n . 288 / 1967", "Lei Complementar n . 4 / 1969", "15 da Lei Complementar n . 24 / 75", "40 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias", "Convênio 1 / 1990", "Convênio n . 2 / 1990", "Convênio", "Convênio n . 6 / 1990", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art", "Decreto", "-", "Lei n . 288 / 1967", "art . 40 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias da Constituição da República", "art . 4 . . . do Decreto -", "Lei n . 288 / 1967", "art . 40 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias “", "Decreto", "-", "lei 288 / 68", "Lei Complementar de n . 4 / 69", "artigo 155 , § 2 . . . , inciso XII , letra ‘ g ’ , da Lei Magna", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Decreto", "-", "Lei n . 288 / 1967", "art . 40 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias da Constituição da", "art . 4 . . . do Decreto -", "Lei n . 288 / 1967", "art . 40 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias “", "Decreto", "-", "lei 288 / 68", "Lei Complementar de n . 4 / 69", "artigo 155 , § 2 . . . , inciso XII , letra ‘ g ’ , da Lei Magna ”", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 40 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias", "Constituição da República", "art", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 40 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias", "Constituição da República", "art . 9 . . . da Lei n . 9 . 868 / 1999", "art . 87 , inc . I , do Regimento Interno do Supremo", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição da República", "art . 4 . . . do Decreto - lei n . 288", "art . 5 . . . da Lei Complementar n . 4", "art . 15 da Lei Complementar n . 24", "art . 40", "arts . 4 . . . e 49 do Decreto - lei n . 288 / 1967", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição da República", "art . 4 . . . do Decreto - lei n . 288", "art . 5 . . . da Lei Complementar n . 4", "art . 15 da Lei Complementar n . 24", "art . 40 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias", "arts . 4 . . . e 49 do Decreto - lei n . 288 / 1967", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 40 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias", "Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 40 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias", "Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 40 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias", "Constituição", "Ato das Disposições Constitucionais Transitórias", "Emenda Constitucional n . 42", "Lei n .", "Decreto", "-", "Lei n . 288", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição", "Emenda Constitucional n . 42", "Lei n . 3 . 173", "Decreto", "-", "Lei n . 288", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 5 .", "Lei Complementar n . 4", "Lei Complementar n . 24", "Constituição da República de 1988", "art . 155 , § 2 . . . , inc . 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Ementa e Acórdão 22/04/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 793.359 BAHIA RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :ESTADO DA BAHIA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA BAHIA AGDO.(A/S) :REGINALDO DE CARVALHO BOMFIM ADV.(A/S) :ANTÔNIO JOÃO GUSMÃO CUNHA DEVIDO PROCESSO LEGAL – PRESTAÇÃO JURISDICIONAL – NULIDADE – RECURSO EXTRAORDINÁRIO. Se, de um lado, é possível haver situação concreta em que transgredido o devido processo legal a ponto de enquadrar o recurso extraordinário no permissivo que lhe é próprio, de outro, descabe confundir a ausência de aperfeiçoamento da prestação jurisdicional com a entrega de forma contrária a interesses. RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova, também não servindo à interpretação de normas estritamente legais. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em desprover o agravo regimental no recurso extraordinário com agravo, nos termos do voto do relator e por unanimidade, em sessão presidida pelo Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas. Brasília, 22 de abril de 2014. MINISTRO MARCO AURÉLIO – PRESIDENTE E RELATOR Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5809824. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Relatório 22/04/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 793.359 BAHIA RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :ESTADO DA BAHIA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA BAHIA AGDO.(A/S) :REGINALDO DE CARVALHO BOMFIM ADV.(A/S) :ANTÔNIO JOÃO GUSMÃO CUNHA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Por meio de decisão de folhas 212 e 213, neguei provimento ao agravo, consignando: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA – INTERPRETAÇÃO DE NORMAS LEGAIS – INVIABILIDADE – DESPROVIMENTO DO AGRAVO. 1. A recorribilidade extraordinária é distinta daquela revelada por simples revisão do que decidido, na maioria das vezes procedida mediante o recurso por excelência – a apelação. Atua-se em sede excepcional à luz da moldura fática delineada soberanamente pelo Tribunal de origem, considerando-se as premissas constantes do acórdão impugnado. A jurisprudência sedimentada é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o Verbete nº 279 da Súmula do Supremo: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. As razões do extraordinário partem de pressupostos fáticos estranhos ao acórdão atacado, buscando-se, em última análise, o reexame dos elementos probatórios para, com fundamento em quadro diverso, assentar a viabilidade do Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5809825. Supremo Tribunal Federal 22/04/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 793.359 BAHIA RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :ESTADO DA BAHIA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA BAHIA AGDO.(A/S) :REGINALDO DE CARVALHO BOMFIM ADV.(A/S) :ANTÔNIO JOÃO GUSMÃO CUNHA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Por meio de decisão de folhas 212 e 213, neguei provimento ao agravo, consignando: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA – INTERPRETAÇÃO DE NORMAS LEGAIS – INVIABILIDADE – DESPROVIMENTO DO AGRAVO. 1. A recorribilidade extraordinária é distinta daquela revelada por simples revisão do que decidido, na maioria das vezes procedida mediante o recurso por excelência – a apelação. Atua-se em sede excepcional à luz da moldura fática delineada soberanamente pelo Tribunal de origem, considerando-se as premissas constantes do acórdão impugnado. A jurisprudência sedimentada é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o Verbete nº 279 da Súmula do Supremo: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. As razões do extraordinário partem de pressupostos fáticos estranhos ao acórdão atacado, buscando-se, em última análise, o reexame dos elementos probatórios para, com fundamento em quadro diverso, assentar a viabilidade do Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5809825. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Relatório ARE 793359 AGR / BA recurso. A par desse aspecto, descabe confundir a ausência de entrega aperfeiçoada da prestação jurisdicional com decisão contrária aos interesses defendidos. A violência ao devido processo legal não pode ser tomada como uma alavanca para alçar a este Tribunal conflito de interesses com solução na origem. A tentativa acaba por fazer-se voltada à transformação do Supremo em mero revisor dos atos dos demais tribunais do País. Na espécie, o Colegiado de origem procedeu a julgamento fundamentado de forma consentânea com a ordem jurídica. Acresce que o acórdão impugnado mediante o extraordinário revela interpretação de normas estritamente legais, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. À mercê de articulação sobre a violência à Carta da República, pretende-se submeter a análise matéria que não se enquadra no inciso III do artigo 102 da Constituição Federal. Este agravo somente serve à sobrecarga da máquina judiciária, ocupando espaço que deveria ser utilizado na apreciação de outro processo. 2. Conheço do agravo e o desprovejo. 3. Publiquem. O Estado da Bahia, no regimental de folha 217 a 220, insiste no processamento do extraordinário. Sustenta não persistirem os óbices evocados na decisão agravada, afirmando que a jurisprudência do Supremo assentou a possibilidade de aplicação de exames físico e psicotécnico, desde que haja previsão legal, conforme Agravo de Instrumento nº 758.533. A parte agravada, instada a manifestar-se, não apresentou contraminuta (certidão de folha 224). É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5809825. Supremo Tribunal Federal ARE 793359 AGR / BA recurso. A par desse aspecto, descabe confundir a ausência de entrega aperfeiçoada da prestação jurisdicional com decisão contrária aos interesses defendidos. A violência ao devido processo legal não pode ser tomada como uma alavanca para alçar a este Tribunal conflito de interesses com solução na origem. A tentativa acaba por fazer-se voltada à transformação do Supremo em mero revisor dos atos dos demais tribunais do País. Na espécie, o Colegiado de origem procedeu a julgamento fundamentado de forma consentânea com a ordem jurídica. Acresce que o acórdão impugnado mediante o extraordinário revela interpretação de normas estritamente legais, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. À mercê de articulação sobre a violência à Carta da República, pretende-se submeter a análise matéria que não se enquadra no inciso III do artigo 102 da Constituição Federal. Este agravo somente serve à sobrecarga da máquina judiciária, ocupando espaço que deveria ser utilizado na apreciação de outro processo. 2. Conheço do agravo e o desprovejo. 3. Publiquem. O Estado da Bahia, no regimental de folha 217 a 220, insiste no processamento do extraordinário. Sustenta não persistirem os óbices evocados na decisão agravada, afirmando que a jurisprudência do Supremo assentou a possibilidade de aplicação de exames físico e psicotécnico, desde que haja previsão legal, conforme Agravo de Instrumento nº 758.533. A parte agravada, instada a manifestar-se, não apresentou contraminuta (certidão de folha 224). É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5809825. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 22/04/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 793.359 BAHIA V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por procurador estadual, foi protocolada no prazo legal. Conheço. Atentem para o que decidido na origem. O Tribunal de Justiça do Estado da Bahia concedeu a segurança pleiteada, assentando, em síntese (folhas 159 e 160): EMENTA: MANDADO DE SEGURANÇA. CURSO DE FORMAÇÃO DE AGENTE DA POLÍCIA CIVIL. PRELIMINAR DE CARÊNCIA DE AÇÃO REJEITADA. CANDIDATO REPROVADO NO TESTE DE APTIDÃO FÍSICA. EXIGÊNCIA DE TESTE DE APTIDÃO FÍSICA SEM PRÉVIA AUTORIZAÇÃO LEGISLATIVA. IMPOSSIBILIDADE. APLICAÇÃO HARMÔNICA DOS PRINCÍPIOS JURÍDICOS, TAIS COMO RAZOABILIDADE, A PONDERAÇÃO E A PROPORCIONALIDADE. ILEGALIDADE RECONHECIDA. PRECEDENTES DESTE TRIBUNAL. RECURSO PROVIDO. SENTENÇA REFORMADA. 1 - O direito líquido e certo mostra-se presente, pois inexiste previsão legal para a exigência dos testes de aptidão física, isto porque o Edital do concurso SAEB n°. 001/1997 foi publicado no dia 24/01/1997 (fl. 22), sendo que a Lei Estadual n°. 7.146/97, além de não impor expressamente a exigência do teste de aptidão física, passou a vigorar somente em 27/08/1997, ou seja, 7 (sete) meses após a publicação do Edital do concurso, produzindo efeitos retroativos financeiros a partir de 01/08/1997, a teor do seu art. 28, transcrito a seguir: "Esta lei entrará em vigor na data de sua publicação, produzindo efeitos financeiros a partir de 01 de agosto de 1997." Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5809826. Supremo Tribunal Federal 22/04/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 793.359 BAHIA V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por procurador estadual, foi protocolada no prazo legal. Conheço. Atentem para o que decidido na origem. O Tribunal de Justiça do Estado da Bahia concedeu a segurança pleiteada, assentando, em síntese (folhas 159 e 160): EMENTA: MANDADO DE SEGURANÇA. CURSO DE FORMAÇÃO DE AGENTE DA POLÍCIA CIVIL. PRELIMINAR DE CARÊNCIA DE AÇÃO REJEITADA. CANDIDATO REPROVADO NO TESTE DE APTIDÃO FÍSICA. EXIGÊNCIA DE TESTE DE APTIDÃO FÍSICA SEM PRÉVIA AUTORIZAÇÃO LEGISLATIVA. IMPOSSIBILIDADE. APLICAÇÃO HARMÔNICA DOS PRINCÍPIOS JURÍDICOS, TAIS COMO RAZOABILIDADE, A PONDERAÇÃO E A PROPORCIONALIDADE. ILEGALIDADE RECONHECIDA. PRECEDENTES DESTE TRIBUNAL. RECURSO PROVIDO. SENTENÇA REFORMADA. 1 - O direito líquido e certo mostra-se presente, pois inexiste previsão legal para a exigência dos testes de aptidão física, isto porque o Edital do concurso SAEB n°. 001/1997 foi publicado no dia 24/01/1997 (fl. 22), sendo que a Lei Estadual n°. 7.146/97, além de não impor expressamente a exigência do teste de aptidão física, passou a vigorar somente em 27/08/1997, ou seja, 7 (sete) meses após a publicação do Edital do concurso, produzindo efeitos retroativos financeiros a partir de 01/08/1997, a teor do seu art. 28, transcrito a seguir: "Esta lei entrará em vigor na data de sua publicação, produzindo efeitos financeiros a partir de 01 de agosto de 1997." Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5809826. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO ARE 793359 AGR / BA 2 - Logo, diante da situação fático-jurídica examinada, tem-se que, na aplicação harmônica dos princípios jurídicos, devem ser enfatizadas a razoabilidade, a ponderação e a proporcionalidade, em favor da conciliação dos interesses público e particular. 3 - Por fim, em caso semelhante, este Tribunal decidiu pela concessão da segurança, conforme ementa da Apelação Cível n° 7187-7/2009 transcrita neste voto. 4 - DÁ-SE PROVIMENTO AO RECURSO para determinar que o Impetrante seja matriculado no Curso de Formação Técnico Profissional e que possa prosseguir nas demais etapas do certame. O deslinde da controvérsia deu-se à luz dos fatos e das provas e sob o ângulo estritamente legal, não considerada a Constituição da República. A conclusão adotada fez-se alicerçada em interpretação conferida à legislação de regência da matéria, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. Acresce que, uma vez consignado pelo Colegiado de origem a obrigação de teste de aptidão física sem prévia autorização legislativa, descabe a evocação ao Agravo de Instrumento nº 758.533/MG. Na oportunidade, o Supremo reafirmou o entendimento no sentido de que a obrigação de avaliação psicológica ou de teste psicotécnico, como requisito ou condição necessária em concursos públicos, somente é possível se houver lei em sentido material e formal que expressamente o autorize, além da previsão no edital do certame Anoto não equivaler à negativa de prestação jurisdicional o julgamento fundamentado da controvérsia, mas contrário aos interesses da parte. Está-se diante de conflito de interesses que tem desfecho na origem, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. Ante o quadro, desprovejo o regimental. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5809826. Supremo Tribunal Federal ARE 793359 AGR / BA 2 - Logo, diante da situação fático-jurídica examinada, tem-se que, na aplicação harmônica dos princípios jurídicos, devem ser enfatizadas a razoabilidade, a ponderação e a proporcionalidade, em favor da conciliação dos interesses público e particular. 3 - Por fim, em caso semelhante, este Tribunal decidiu pela concessão da segurança, conforme ementa da Apelação Cível n° 7187-7/2009 transcrita neste voto. 4 - DÁ-SE PROVIMENTO AO RECURSO para determinar que o Impetrante seja matriculado no Curso de Formação Técnico Profissional e que possa prosseguir nas demais etapas do certame. O deslinde da controvérsia deu-se à luz dos fatos e das provas e sob o ângulo estritamente legal, não considerada a Constituição da República. A conclusão adotada fez-se alicerçada em interpretação conferida à legislação de regência da matéria, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. Acresce que, uma vez consignado pelo Colegiado de origem a obrigação de teste de aptidão física sem prévia autorização legislativa, descabe a evocação ao Agravo de Instrumento nº 758.533/MG. Na oportunidade, o Supremo reafirmou o entendimento no sentido de que a obrigação de avaliação psicológica ou de teste psicotécnico, como requisito ou condição necessária em concursos públicos, somente é possível se houver lei em sentido material e formal que expressamente o autorize, além da previsão no edital do certame Anoto não equivaler à negativa de prestação jurisdicional o julgamento fundamentado da controvérsia, mas contrário aos interesses da parte. Está-se diante de conflito de interesses que tem desfecho na origem, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. Ante o quadro, desprovejo o regimental. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5809826. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Extrato de Ata - 22/04/2014 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 793.359 PROCED. : BAHIA RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : ESTADO DA BAHIA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA BAHIA AGDO.(A/S) : REGINALDO DE CARVALHO BOMFIM ADV.(A/S) : ANTÔNIO JOÃO GUSMÃO CUNHA Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Unânime. Não participaram, justificadamente, deste julgamento, os Senhores Ministros Luiz Fux e Rosa Weber. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 22.4.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 5787940 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 793.359 PROCED. : BAHIA RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : ESTADO DA BAHIA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA BAHIA AGDO.(A/S) : REGINALDO DE CARVALHO BOMFIM ADV.(A/S) : ANTÔNIO JOÃO GUSMÃO CUNHA Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Unânime. Não participaram, justificadamente, deste julgamento, os Senhores Ministros Luiz Fux e Rosa Weber. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 22.4.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 5787940 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=5884087
2014-04-22T00:00:00
2014-05-16T00:00:00
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Unânime. Não participaram, justificadamente, deste julgamento, os Senhores Ministros Luiz Fux e Rosa Weber. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 22.4.2014.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
DEVIDO PROCESSO LEGAL – PRESTAÇÃO JURISDICIONAL – NULIDADE – RECURSO EXTRAORDINÁRIO. Se, de um lado, é possível haver situação concreta em que transgredido o devido processo legal a ponto de enquadrar o recurso extraordinário no permissivo que lhe é próprio, de outro, descabe confundir a ausência de aperfeiçoamento da prestação jurisdicional com a entrega de forma contrária a interesses. RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova, também não servindo à interpretação de normas estritamente legais.
sjur264059
Número de páginas: 6. Análise: 22/05/2014, BRU.
MARCO AURÉLIO
Primeira Turma
793359
null
ARE-AgR
acordaos
ARE 793359 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : ESTADO DA BAHIA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA BAHIA AGDO.(A/S) : REGINALDO DE CARVALHO BOMFIM ADV.(A/S) : ANTÔNIO JOÃO GUSMÃO CUNHA
[ "" ]
Ementa e Acórdão 22/04/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 793.359 BAHIA RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :ESTADO DA BAHIA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA BAHIA AGDO.(A/S) :REGINALDO DE CARVALHO BOMFIM ADV.(A/S) :ANTÔNIO JOÃO GUSMÃO CUNHA DEVIDO PROCESSO LEGAL – PRESTAÇÃO JURISDICIONAL – NULIDADE – RECURSO EXTRAORDINÁRIO. Se, de um lado, é possível haver situação concreta em que transgredido o devido processo legal a ponto de enquadrar o recurso extraordinário no permissivo que lhe é próprio, de outro, descabe confundir a ausência de aperfeiçoamento da prestação jurisdicional com a entrega de forma contrária a interesses. RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova, também não servindo à interpretação de normas estritamente legais. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em desprover o agravo regimental no recurso extraordinário com agravo, nos termos do voto do relator e por unanimidade, em sessão presidida pelo Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas. Brasília, 22 de abril de 2014. MINISTRO MARCO AURÉLIO – PRESIDENTE E RELATOR Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5809824. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Relatório 22/04/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 793.359 BAHIA RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :ESTADO DA BAHIA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA BAHIA AGDO.(A/S) :REGINALDO DE CARVALHO BOMFIM ADV.(A/S) :ANTÔNIO JOÃO GUSMÃO CUNHA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Por meio de decisão de folhas 212 e 213, neguei provimento ao agravo, consignando: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA – INTERPRETAÇÃO DE NORMAS LEGAIS – INVIABILIDADE – DESPROVIMENTO DO AGRAVO. 1. A recorribilidade extraordinária é distinta daquela revelada por simples revisão do que decidido, na maioria das vezes procedida mediante o recurso por excelência – a apelação. Atua-se em sede excepcional à luz da moldura fática delineada soberanamente pelo Tribunal de origem, considerando-se as premissas constantes do acórdão impugnado. A jurisprudência sedimentada é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o Verbete n 279 da Súmula do Supremo: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. As razões do extraordinário partem de pressupostos fáticos estranhos ao acórdão atacado, buscando-se, em última análise, o reexame dos elementos probatórios para, com fundamento em quadro diverso, assentar a viabilidade do Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5809825. Supremo Tribunal Federal 22/04/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 793.359 BAHIA RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :ESTADO DA BAHIA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA BAHIA AGDO.(A/S) :REGINALDO DE CARVALHO BOMFIM ADV.(A/S) :ANTÔNIO JOÃO GUSMÃO CUNHA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Por meio de decisão de folhas 212 e 213, neguei provimento ao agravo, consignando: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA – INTERPRETAÇÃO DE NORMAS LEGAIS – INVIABILIDADE – DESPROVIMENTO DO AGRAVO. 1. A recorribilidade extraordinária é distinta daquela revelada por simples revisão do que decidido, na maioria das vezes procedida mediante o recurso por excelência – a apelação. Atua-se em sede excepcional à luz da moldura fática delineada soberanamente pelo Tribunal de origem, considerando-se as premissas constantes do acórdão impugnado. A jurisprudência sedimentada é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o Verbete n 279 da Súmula do Supremo: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. As razões do extraordinário partem de pressupostos fáticos estranhos ao acórdão atacado, buscando-se, em última análise, o reexame dos elementos probatórios para, com fundamento em quadro diverso, assentar a viabilidade do Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5809825. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Relatório ARE 793359 AGR / BA recurso. A par desse aspecto, descabe confundir a ausência de entrega aperfeiçoada da prestação jurisdicional com decisão contrária aos interesses defendidos. A violência ao devido processo legal não pode ser tomada como uma alavanca para alçar a este Tribunal conflito de interesses com solução na origem. A tentativa acaba por fazer-se voltada à transformação do Supremo em mero revisor dos atos dos demais tribunais do País. Na espécie, o Colegiado de origem procedeu a julgamento fundamentado de forma consentânea com a ordem jurídica. Acresce que o acórdão impugnado mediante o extraordinário revela interpretação de normas estritamente legais, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. À mercê de articulação sobre a violência à Carta da República, pretende-se submeter a análise matéria que não se enquadra no inciso III do artigo 102 da Constituição Federal. Este agravo somente serve à sobrecarga da máquina judiciária, ocupando espaço que deveria ser utilizado na apreciação de outro processo. 2. Conheço do agravo e o desprovejo. 3. Publiquem. O Estado da Bahia, no regimental de folha 217 a 220, insiste no processamento do extraordinário. Sustenta não persistirem os óbices evocados na decisão agravada, afirmando que a jurisprudência do Supremo assentou a possibilidade de aplicação de exames físico e psicotécnico, desde que haja previsão legal, conforme Agravo de Instrumento n 758.533. A parte agravada, instada a manifestar-se, não apresentou contraminuta (certidão de folha 224). É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5809825. Supremo Tribunal Federal ARE 793359 AGR / BA recurso. A par desse aspecto, descabe confundir a ausência de entrega aperfeiçoada da prestação jurisdicional com decisão contrária aos interesses defendidos. A violência ao devido processo legal não pode ser tomada como uma alavanca para alçar a este Tribunal conflito de interesses com solução na origem. A tentativa acaba por fazer-se voltada à transformação do Supremo em mero revisor dos atos dos demais tribunais do País. Na espécie, o Colegiado de origem procedeu a julgamento fundamentado de forma consentânea com a ordem jurídica. Acresce que o acórdão impugnado mediante o extraordinário revela interpretação de normas estritamente legais, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. À mercê de articulação sobre a violência à Carta da República, pretende-se submeter a análise matéria que não se enquadra no inciso III do artigo 102 da Constituição Federal. Este agravo somente serve à sobrecarga da máquina judiciária, ocupando espaço que deveria ser utilizado na apreciação de outro processo. 2. Conheço do agravo e o desprovejo. 3. Publiquem. O Estado da Bahia, no regimental de folha 217 a 220, insiste no processamento do extraordinário. Sustenta não persistirem os óbices evocados na decisão agravada, afirmando que a jurisprudência do Supremo assentou a possibilidade de aplicação de exames físico e psicotécnico, desde que haja previsão legal, conforme Agravo de Instrumento n 758.533. A parte agravada, instada a manifestar-se, não apresentou contraminuta (certidão de folha 224). É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5809825. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 22/04/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 793.359 BAHIA V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por procurador estadual, foi protocolada no prazo legal. Conheço. Atentem para o que decidido na origem. O Tribunal de Justiça do Estado da Bahia concedeu a segurança pleiteada, assentando, em síntese (folhas 159 e 160): EMENTA: MANDADO DE SEGURANÇA. CURSO DE FORMAÇÃO DE AGENTE DA POLÍCIA CIVIL. PRELIMINAR DE CARÊNCIA DE AÇÃO REJEITADA. CANDIDATO REPROVADO NO TESTE DE APTIDÃO FÍSICA. EXIGÊNCIA DE TESTE DE APTIDÃO FÍSICA SEM PRÉVIA AUTORIZAÇÃO LEGISLATIVA. IMPOSSIBILIDADE. APLICAÇÃO HARMÔNICA DOS PRINCÍPIOS JURÍDICOS, TAIS COMO RAZOABILIDADE, A PONDERAÇÃO E A PROPORCIONALIDADE. ILEGALIDADE RECONHECIDA. PRECEDENTES DESTE TRIBUNAL. RECURSO PROVIDO. SENTENÇA REFORMADA. 1 - O direito líquido e certo mostra-se presente, pois inexiste previsão legal para a exigência dos testes de aptidão física, isto porque o Edital do concurso SAEB n. 001/1997 foi publicado no dia 24/01/1997 (fl. 22), sendo que a Lei Estadual n. 7.146/97, além de não impor expressamente a exigência do teste de aptidão física, passou a vigorar somente em 27/08/1997, ou seja, 7 (sete) meses após a publicação do Edital do concurso, produzindo efeitos retroativos financeiros a partir de 01/08/1997, a teor do seu art. 28, transcrito a seguir: "Esta lei entrará em vigor na data de sua publicação, produzindo efeitos financeiros a partir de 01 de agosto de 1997." Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5809826. Supremo Tribunal Federal 22/04/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 793.359 BAHIA V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por procurador estadual, foi protocolada no prazo legal. Conheço. Atentem para o que decidido na origem. O Tribunal de Justiça do Estado da Bahia concedeu a segurança pleiteada, assentando, em síntese (folhas 159 e 160): EMENTA: MANDADO DE SEGURANÇA. CURSO DE FORMAÇÃO DE AGENTE DA POLÍCIA CIVIL. PRELIMINAR DE CARÊNCIA DE AÇÃO REJEITADA. CANDIDATO REPROVADO NO TESTE DE APTIDÃO FÍSICA. EXIGÊNCIA DE TESTE DE APTIDÃO FÍSICA SEM PRÉVIA AUTORIZAÇÃO LEGISLATIVA. IMPOSSIBILIDADE. APLICAÇÃO HARMÔNICA DOS PRINCÍPIOS JURÍDICOS, TAIS COMO RAZOABILIDADE, A PONDERAÇÃO E A PROPORCIONALIDADE. ILEGALIDADE RECONHECIDA. PRECEDENTES DESTE TRIBUNAL. RECURSO PROVIDO. SENTENÇA REFORMADA. 1 - O direito líquido e certo mostra-se presente, pois inexiste previsão legal para a exigência dos testes de aptidão física, isto porque o Edital do concurso SAEB n. 001/1997 foi publicado no dia 24/01/1997 (fl. 22), sendo que a Lei Estadual n. 7.146/97, além de não impor expressamente a exigência do teste de aptidão física, passou a vigorar somente em 27/08/1997, ou seja, 7 (sete) meses após a publicação do Edital do concurso, produzindo efeitos retroativos financeiros a partir de 01/08/1997, a teor do seu art. 28, transcrito a seguir: "Esta lei entrará em vigor na data de sua publicação, produzindo efeitos financeiros a partir de 01 de agosto de 1997." Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5809826. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO ARE 793359 AGR / BA 2 - Logo, diante da situação fático-jurídica examinada, tem-se que, na aplicação harmônica dos princípios jurídicos, devem ser enfatizadas a razoabilidade, a ponderação e a proporcionalidade, em favor da conciliação dos interesses público e particular. 3 - Por fim, em caso semelhante, este Tribunal decidiu pela concessão da segurança, conforme ementa da Apelação Cível n 7187-7/2009 transcrita neste voto. 4 - DÁ-SE PROVIMENTO AO RECURSO para determinar que o Impetrante seja matriculado no Curso de Formação Técnico Profissional e que possa prosseguir nas demais etapas do certame. O deslinde da controvérsia deu-se à luz dos fatos e das provas e sob o ângulo estritamente legal, não considerada a Constituição da República. A conclusão adotada fez-se alicerçada em interpretação conferida à legislação de regência da matéria, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. Acresce que, uma vez consignado pelo Colegiado de origem a obrigação de teste de aptidão física sem prévia autorização legislativa, descabe a evocação ao Agravo de Instrumento n 758.533/MG. Na oportunidade, o Supremo reafirmou o entendimento no sentido de que a obrigação de avaliação psicológica ou de teste psicotécnico, como requisito ou condição necessária em concursos públicos, somente é possível se houver lei em sentido material e formal que expressamente o autorize, além da previsão no edital do certame Anoto não equivaler à negativa de prestação jurisdicional o julgamento fundamentado da controvérsia, mas contrário aos interesses da parte. Está-se diante de conflito de interesses que tem desfecho na origem, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. Ante o quadro, desprovejo o regimental. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5809826. Supremo Tribunal Federal ARE 793359 AGR / BA 2 - Logo, diante da situação fático-jurídica examinada, tem-se que, na aplicação harmônica dos princípios jurídicos, devem ser enfatizadas a razoabilidade, a ponderação e a proporcionalidade, em favor da conciliação dos interesses público e particular. 3 - Por fim, em caso semelhante, este Tribunal decidiu pela concessão da segurança, conforme ementa da Apelação Cível n 7187-7/2009 transcrita neste voto. 4 - DÁ-SE PROVIMENTO AO RECURSO para determinar que o Impetrante seja matriculado no Curso de Formação Técnico Profissional e que possa prosseguir nas demais etapas do certame. O deslinde da controvérsia deu-se à luz dos fatos e das provas e sob o ângulo estritamente legal, não considerada a Constituição da República. A conclusão adotada fez-se alicerçada em interpretação conferida à legislação de regência da matéria, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. Acresce que, uma vez consignado pelo Colegiado de origem a obrigação de teste de aptidão física sem prévia autorização legislativa, descabe a evocação ao Agravo de Instrumento n 758.533/MG. Na oportunidade, o Supremo reafirmou o entendimento no sentido de que a obrigação de avaliação psicológica ou de teste psicotécnico, como requisito ou condição necessária em concursos públicos, somente é possível se houver lei em sentido material e formal que expressamente o autorize, além da previsão no edital do certame Anoto não equivaler à negativa de prestação jurisdicional o julgamento fundamentado da controvérsia, mas contrário aos interesses da parte. Está-se diante de conflito de interesses que tem desfecho na origem, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. Ante o quadro, desprovejo o regimental. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5809826. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Extrato de Ata - 22/04/2014 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 793.359 PROCED. : BAHIA RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : ESTADO DA BAHIA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA BAHIA AGDO.(A/S) : REGINALDO DE CARVALHO BOMFIM ADV.(A/S) : ANTÔNIO JOÃO GUSMÃO CUNHA Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Unânime. Não participaram, justificadamente, deste julgamento, os Senhores Ministros Luiz Fux e Rosa Weber. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 22.4.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 5787940 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 793.359 PROCED. : BAHIA RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : ESTADO DA BAHIA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA BAHIA AGDO.(A/S) : REGINALDO DE CARVALHO BOMFIM ADV.(A/S) : ANTÔNIO JOÃO GUSMÃO CUNHA Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Unânime. Não participaram, justificadamente, deste julgamento, os Senhores Ministros Luiz Fux e Rosa Weber. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 22.4.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 5787940 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 793 . 359", "AGRAVO 793 . 359", "Verbete n 279 da Súmula do Supremo", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 793 . 359", "Verbete n 279 da Súmula do Supremo", "ARE 793359 AGR / BA", "Agravo de Instrumento n 758 . 533", "ARE 793359 AGR / BA", "Agravo de Instrumento n 758 . 533", "AGRAVO 793 . 359", "ARE 793359 AGR / BA", "Apelação Cível n 7187 - 7 / 2009", "Agravo de Instrumento n 758 . 533 / MG", "ARE 793359 AGR / BA", "Apelação Cível", "Agravo de Instrumento n 758 . 533 / MG" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Carta da República", "inciso III do artigo 102 da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Carta da República", "inciso III do artigo 102 da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei Estadual n . 7 . 146 / 97", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei Estadual n . 7 . 146 / 97", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "BAHIA", "ESTADO DA BAHIA", "ESTADO DA BAHIA", "Brasília", "BAHIA", "ESTADO DA BAHIA", "ESTADO DA BAHIA", "BAHIA", "ESTADO DA BAHIA", "ESTADO DA BAHIA", "Estado da Bahia", "BAHIA", "BAHIA", "BAHIA", "ESTADO DA BAHIA", "ESTADO DA BAHIA", "BAHIA", "ESTADO DA BAHIA", "ESTADO DA BAHIA" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "Primeira Turma do", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo", "Supremo", "Supremo", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo", "Supremo", "Estado", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "AG", "Tribunal de Justiça do Estado da Bahia", "SAEB", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Tribunal de Justiça do Estado da Bahia", "SAEB", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo", "Supremo", "Supremo", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo", "Supremo", "Supremo", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "MARCO AURÉLIO", "REGINALDO DE CARVALHO BOMFIM", "ANTÔNIO JOÃO GUSMÃO CUNHA", "Marco Aurélio", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "REGINALDO DE CARVALHO BOMFIM", "ANTÔNIO JOÃO GUSMÃO CUNHA", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "REGINALDO DE CARVALHO BOMFIM", "ANTÔNIO JOÃO GUSMÃO CUNHA", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "REGINALDO DE CARVALHO BOMFIM", "ANTÔNIO JOÃO GUSMÃO CUNHA", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Marco Aurélio", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Cláudia Sampaio Marques", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "MARCO AURÉLIO", "REGINALDO DE CARVALHO BOMFIM", "ANTÔNIO JOÃO GUSMÃO CUNHA", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Marco Aurélio", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Cláudia Sampaio Marques", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "22", "/", "04", "/", "2014", "22 de abril de 2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "04", "/", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "04", "/", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "04", "/", "2014", "24", "/", "01", "/", "1997", "27", "/", "08", "/", "1997", "01", "/", "08", "/", "1997", "01 de agosto de 1997", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "04", "/", "2014", "24", "/", "01", "/", "1997", "27", "/", "08", "/", "1997", "01", "/", "08", "/", "1997", "01 de agosto de 1997", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "04", "/", "2014", "22", ".", "4", ".", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", ".", "4", ".", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 18/03/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 782.568 PARÁ RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :JOÃO SCARPARO ADV.(A/S) :VITOR ANTÔNIO OLIVEIRA BAIA AGDO.(A/S) :CARLIN FELIPE DE ANDRADE ADV.(A/S) :CÂNDIDA YVETE FORTE DE AMORIM EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Ação de cobrança. Pagamento a credor putativo. Indeferimento de diligência probatória. Ausência de repercussão geral. Precedentes. 1. Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise da legislação infraconstitucional e o reexame dos fatos e das provas dos autos. Incidência das Súmulas nºs 636 e 279/STF. 2. O Plenário da Corte, no exame do ARE nº 639.228/RJ, Relator o Ministro Cezar Peluso, concluiu pela ausência de repercussão geral do tema relativo à suposta violação dos princípios do contraditório e da ampla defesa nos casos de indeferimento de produção de provas no âmbito de processo judicial, dado o caráter infraconstitucional da matéria. 3. Agravo regimental não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 18 de março de 2014. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5579481. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 11 Relatório 18/03/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 782.568 PARÁ RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :JOÃO SCARPARO ADV.(A/S) :VITOR ANTÔNIO OLIVEIRA BAIA AGDO.(A/S) :CARLIN FELIPE DE ANDRADE ADV.(A/S) :CÂNDIDA YVETE FORTE DE AMORIM RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): João Scarparo interpõe tempestivo agravo regimental contra decisão em que conheci de agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário, com a seguinte fundamentação: “Vistos. Trata-se de agravo contra a decisão que não admitiu recurso extraordinário interposto contra acórdão da Primeira Câmara Cível Isolada do Tribunal de Justiça do Estado do Pará. Opostos embargos de declaração, não foram acolhidos. No recurso extraordinário sustenta-se violação do artigo 5º, incisos LIV e LV, da Constituição Federal. Decido. Anote-se, inicialmente, que o recurso extraordinário foi interposto contra acórdão publicado após 3/5/07, quando já era plenamente exigível a demonstração da repercussão geral da matéria constitucional objeto do recurso, conforme decidido na Questão de Ordem no Agravo de Instrumento nº 664.567/RS, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 6/9/07. Todavia, apesar da petição recursal haver trazido a preliminar sobre o tema, não é de se proceder ao exame de sua existência, uma vez que, nos termos do artigo 323 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, com a redação introduzida pela Emenda Regimental nº 21/07, primeira parte, o procedimento acerca da existência da repercussão geral Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5579478. Supremo Tribunal Federal 18/03/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 782.568 PARÁ RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :JOÃO SCARPARO ADV.(A/S) :VITOR ANTÔNIO OLIVEIRA BAIA AGDO.(A/S) :CARLIN FELIPE DE ANDRADE ADV.(A/S) :CÂNDIDA YVETE FORTE DE AMORIM RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): João Scarparo interpõe tempestivo agravo regimental contra decisão em que conheci de agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário, com a seguinte fundamentação: “Vistos. Trata-se de agravo contra a decisão que não admitiu recurso extraordinário interposto contra acórdão da Primeira Câmara Cível Isolada do Tribunal de Justiça do Estado do Pará. Opostos embargos de declaração, não foram acolhidos. No recurso extraordinário sustenta-se violação do artigo 5º, incisos LIV e LV, da Constituição Federal. Decido. Anote-se, inicialmente, que o recurso extraordinário foi interposto contra acórdão publicado após 3/5/07, quando já era plenamente exigível a demonstração da repercussão geral da matéria constitucional objeto do recurso, conforme decidido na Questão de Ordem no Agravo de Instrumento nº 664.567/RS, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 6/9/07. Todavia, apesar da petição recursal haver trazido a preliminar sobre o tema, não é de se proceder ao exame de sua existência, uma vez que, nos termos do artigo 323 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, com a redação introduzida pela Emenda Regimental nº 21/07, primeira parte, o procedimento acerca da existência da repercussão geral Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5579478. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 11 Relatório ARE 782568 AGR / PA somente ocorrerá ‘quando não for o caso de inadmissibilidade do recurso por outra razão’. A irresignação não merece prosperar, haja vista que a jurisprudência desta Corte está consolidada no sentido de que as alegações de afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, se dependentes de reexame de normas infraconstitucionais, podem configurar apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal, o que não enseja reexame em recurso extraordinário. Nesse sentido: ‘AGRAVO DE INSTRUMENTO - ALEGAÇÃO DE OFENSA AO POSTULADO DA MOTIVAÇÃO DOS ATOS DECISÓRIOS - INOCORRÊNCIA - AUSÊNCIA DE OFENSA DIRETA À CONSTITUIÇÃO - RECURSO IMPROVIDO. O Supremo Tribunal Federal deixou assentado que, em regra, as alegações de desrespeito aos postulados da legalidade, do devido processo legal, da motivação dos atos decisórios, do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional podem configurar, quando muito, situações de ofensa meramente reflexa ao texto da Constituição, circunstância essa que impede a utilização do recurso extraordinário. Precedentes’ (AI nº 360.265/RJ-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Celso de Mello, DJ de 20/9/02). Ademais, esta Corte já assentou que o indeferimento de diligência probatória, tida por desnecessária pelas instâncias ordinárias, não viola os princípios do contraditório e da ampla defesa. Nesse sentido, anote-se: ‘Agravo regimental. Recurso extraordinário. Ação de indenização por dano causado por acidente de trânsito. Indeferimento de diligência probatória. Cerceamento de defesa. Inocorrência. 1. Não incorre em ofensa à ampla defesa o 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5579478. Supremo Tribunal Federal ARE 782568 AGR / PA somente ocorrerá ‘quando não for o caso de inadmissibilidade do recurso por outra razão’. A irresignação não merece prosperar, haja vista que a jurisprudência desta Corte está consolidada no sentido de que as alegações de afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, se dependentes de reexame de normas infraconstitucionais, podem configurar apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal, o que não enseja reexame em recurso extraordinário. Nesse sentido: ‘AGRAVO DE INSTRUMENTO - ALEGAÇÃO DE OFENSA AO POSTULADO DA MOTIVAÇÃO DOS ATOS DECISÓRIOS - INOCORRÊNCIA - AUSÊNCIA DE OFENSA DIRETA À CONSTITUIÇÃO - RECURSO IMPROVIDO. O Supremo Tribunal Federal deixou assentado que, em regra, as alegações de desrespeito aos postulados da legalidade, do devido processo legal, da motivação dos atos decisórios, do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional podem configurar, quando muito, situações de ofensa meramente reflexa ao texto da Constituição, circunstância essa que impede a utilização do recurso extraordinário. Precedentes’ (AI nº 360.265/RJ-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Celso de Mello, DJ de 20/9/02). Ademais, esta Corte já assentou que o indeferimento de diligência probatória, tida por desnecessária pelas instâncias ordinárias, não viola os princípios do contraditório e da ampla defesa. Nesse sentido, anote-se: ‘Agravo regimental. Recurso extraordinário. Ação de indenização por dano causado por acidente de trânsito. Indeferimento de diligência probatória. Cerceamento de defesa. Inocorrência. 1. Não incorre em ofensa à ampla defesa o 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5579478. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 11 Relatório ARE 782568 AGR / PA indeferimento de diligência probatória tida por desnecessária. 2. Não se abre a via do recurso extraordinário para o reexame de fatos e provas. Incidência da Súmula nº 279 desta Corte. 3. Agravo regimental desprovido’ (AI nº 631.856/AM- AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Menezes Direito, DJ de 7/12/07). ‘PROCESSUAL CIVIL. CERCEAMENTO DE DEFESA. INDEFERIMENTO DE DILIGÊNCIA PROBATÓRIA. OFENSA REFLEXA. AGRAVO IMPROVIDO. I - Como tem consignado o Tribunal, por meio de remansosa jurisprudência, a alegada violação ao art. 5º, LIV e LV, da Constituição, pode configurar, em regra, situação de ofensa reflexa ao texto constitucional, por demandar a análise de legislação processual ordinária, o que inviabiliza o conhecimento do recurso extraordinário. II - Este Tribunal tem decidido no sentido de que o indeferimento de diligência probatória, tida por desnecessária pelo juízo a quo, não viola os princípios do contraditório e da ampla defesa. III - Agravo regimental improvido’ (AI nº 616.277/MG-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJ de 19/9/08). Ressalte-se, por fim, que o Tribunal de origem decidiu a lide amparado na legislação infraconstitucional pertinente. Assim, a afronta aos dispositivos constitucionais suscitados no recurso extraordinário seria, se ocorresse, indireta ou reflexa, o que é insuficiente para amparar o apelo extremo. Ademais, o acolhimento da pretensão recursal demandaria o reexame do conjunto fático-probatório dos autos, o que se mostra incabível em sede extraordinária. Incidência da Súmula nº 279/STF. Sobre o tema: 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5579478. Supremo Tribunal Federal ARE 782568 AGR / PA indeferimento de diligência probatória tida por desnecessária. 2. Não se abre a via do recurso extraordinário para o reexame de fatos e provas. Incidência da Súmula nº 279 desta Corte. 3. Agravo regimental desprovido’ (AI nº 631.856/AM- AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Menezes Direito, DJ de 7/12/07). ‘PROCESSUAL CIVIL. CERCEAMENTO DE DEFESA. INDEFERIMENTO DE DILIGÊNCIA PROBATÓRIA. OFENSA REFLEXA. AGRAVO IMPROVIDO. I - Como tem consignado o Tribunal, por meio de remansosa jurisprudência, a alegada violação ao art. 5º, LIV e LV, da Constituição, pode configurar, em regra, situação de ofensa reflexa ao texto constitucional, por demandar a análise de legislação processual ordinária, o que inviabiliza o conhecimento do recurso extraordinário. II - Este Tribunal tem decidido no sentido de que o indeferimento de diligência probatória, tida por desnecessária pelo juízo a quo, não viola os princípios do contraditório e da ampla defesa. III - Agravo regimental improvido’ (AI nº 616.277/MG-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJ de 19/9/08). Ressalte-se, por fim, que o Tribunal de origem decidiu a lide amparado na legislação infraconstitucional pertinente. Assim, a afronta aos dispositivos constitucionais suscitados no recurso extraordinário seria, se ocorresse, indireta ou reflexa, o que é insuficiente para amparar o apelo extremo. Ademais, o acolhimento da pretensão recursal demandaria o reexame do conjunto fático-probatório dos autos, o que se mostra incabível em sede extraordinária. Incidência da Súmula nº 279/STF. Sobre o tema: 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5579478. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 11 Relatório ARE 782568 AGR / PA ‘Recurso extraordinário: descabimento: questão decidida à luz de legislação infraconstitucional e da análise de fatos e provas, ausente o prequestionamento dos dispositivos constitucionais tidos por violados (Súmulas 282 e 279); alegada ofensa que, se ocorresse, seria reflexa ou indireta: incidência, mutatis mutandis, da Súmula 636’ (AI nº 518.895/MG-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 15/4/05). Ante o exposto, conheço do agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário”. Insiste o agravante na alegação de que teria sido violado o art. 5º, inciso LV, da Constituição Federal. Aduz, in verbis, o seguinte: “Tratou-se na origem de ação de cobrança movida pelo agravado em face do agravante buscando o recebimento da quantia de R$ 15.000,00 (quinze mil reais) em decorrência da suposta ausência de pagamento de parte dos valores acordados em transação comercial de venda e compra de gado. O recorrente, por sua vez, demonstrou em audiência a realização do depósito em conta indicada pelo recorrido através de ligação realizada [de] linha telefônica (…). Ocorre, Excelência, que ao ser solicitado ao juízo monocrático, em audiência, a expedição de ofício às operadoras de telefonia móvel para informação acerca da titularidade da sobredita linha, aquele se quedou inerte, manifestando-se apenas em sentença, indeferindo-o, sem garantir ao recorrente a observância de seu direito ao contraditório e à ampla defesa, pois certamente, com a produção de tal prova, a lide teria sido corretamente resolvida e o recorrente provado seu correto pagamento, pois seria a única maneira de comprovar sua tese (…)”. É o relatório. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5579478. Supremo Tribunal Federal ARE 782568 AGR / PA ‘Recurso extraordinário: descabimento: questão decidida à luz de legislação infraconstitucional e da análise de fatos e provas, ausente o prequestionamento dos dispositivos constitucionais tidos por violados (Súmulas 282 e 279); alegada ofensa que, se ocorresse, seria reflexa ou indireta: incidência, mutatis mutandis, da Súmula 636’ (AI nº 518.895/MG-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 15/4/05). Ante o exposto, conheço do agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário”. Insiste o agravante na alegação de que teria sido violado o art. 5º, inciso LV, da Constituição Federal. Aduz, in verbis, o seguinte: “Tratou-se na origem de ação de cobrança movida pelo agravado em face do agravante buscando o recebimento da quantia de R$ 15.000,00 (quinze mil reais) em decorrência da suposta ausência de pagamento de parte dos valores acordados em transação comercial de venda e compra de gado. O recorrente, por sua vez, demonstrou em audiência a realização do depósito em conta indicada pelo recorrido através de ligação realizada [de] linha telefônica (…). Ocorre, Excelência, que ao ser solicitado ao juízo monocrático, em audiência, a expedição de ofício às operadoras de telefonia móvel para informação acerca da titularidade da sobredita linha, aquele se quedou inerte, manifestando-se apenas em sentença, indeferindo-o, sem garantir ao recorrente a observância de seu direito ao contraditório e à ampla defesa, pois certamente, com a produção de tal prova, a lide teria sido corretamente resolvida e o recorrente provado seu correto pagamento, pois seria a única maneira de comprovar sua tese (…)”. É o relatório. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5579478. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 11 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI 18/03/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 782.568 PARÁ VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Não merece prosperar a irresignação. Anote-se, inicialmente, que o Tribunal de origem, com fundamento na legislação infraconstitucional pertinente e no conjunto fático- probatório da causa, concluiu não ser válido o pagamento realizado pelo ora agravante a credor putativo, razão pela qual condenou-o a efetuar novo pagamento ao ora agravado. Esta Corte não pode rever esse entendimento, haja vista os óbices das Súmulas nº 636 e 279/STF. Ademais, o Plenário desta Corte, no exame do ARE nº 639.228/RJ, Relator o Ministro Cezar Peluso, concluiu pela ausência de repercussão geral do tema relativo à suposta violação dos princípios do contraditório e da ampla defesa nos casos de indeferimento de pedido de produção de provas no âmbito de processo judicial, dado o caráter infraconstitucional da matéria. O referido julgado restou assim ementado: “RECURSO. Agravo convertido em Extraordinário. Inadmissibilidade deste. Produção de provas. Processo judicial. Indeferimento. Contraditório e ampla defesa. Tema infraconstitucional. Precedentes. Ausência de repercussão geral. Recurso extraordinário não conhecido. Não apresenta repercussão geral recurso extraordinário que, tendo por objeto a obrigatoriedade de observância dos princípios do contraditório e da ampla defesa, nos casos de indeferimento de pedido de produção de provas em processo judicial, versa sobre tema infraconstitucional” (DJe de 31/8/11). Seguindo essa orientação, anotem-se os seguintes julgados: “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5579479. Supremo Tribunal Federal 18/03/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 782.568 PARÁ VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Não merece prosperar a irresignação. Anote-se, inicialmente, que o Tribunal de origem, com fundamento na legislação infraconstitucional pertinente e no conjunto fático- probatório da causa, concluiu não ser válido o pagamento realizado pelo ora agravante a credor putativo, razão pela qual condenou-o a efetuar novo pagamento ao ora agravado. Esta Corte não pode rever esse entendimento, haja vista os óbices das Súmulas nº 636 e 279/STF. Ademais, o Plenário desta Corte, no exame do ARE nº 639.228/RJ, Relator o Ministro Cezar Peluso, concluiu pela ausência de repercussão geral do tema relativo à suposta violação dos princípios do contraditório e da ampla defesa nos casos de indeferimento de pedido de produção de provas no âmbito de processo judicial, dado o caráter infraconstitucional da matéria. O referido julgado restou assim ementado: “RECURSO. Agravo convertido em Extraordinário. Inadmissibilidade deste. Produção de provas. Processo judicial. Indeferimento. Contraditório e ampla defesa. Tema infraconstitucional. Precedentes. Ausência de repercussão geral. Recurso extraordinário não conhecido. Não apresenta repercussão geral recurso extraordinário que, tendo por objeto a obrigatoriedade de observância dos princípios do contraditório e da ampla defesa, nos casos de indeferimento de pedido de produção de provas em processo judicial, versa sobre tema infraconstitucional” (DJe de 31/8/11). Seguindo essa orientação, anotem-se os seguintes julgados: “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5579479. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 11 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 782568 AGR / PA INDEFERIMENTO MOTIVADO DE PRODUÇÃO DE PROVAS. CERCEAMENTO DE DEFESA. INEXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. BONIFICAÇÃO ANUAL. NECESSIDADE DE REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO- PROBATÓRIO. SÚMULA 279 DO STF. ALEGADA OFENSA AO ART. 5º, II, DA CONSTITUIÇÃO. SÚMULA 636 DO STF. INCIDÊNCIA. VIOLAÇÃO AO ART. 93, IX, DA CF. INEXISTÊNCIA. AGRAVO IMPROVIDO. I - Os Ministros desta Corte, no ARE 639.228-RG/RJ, Rel. Min. Cezar Peluso, manifestaram-se pela inexistência de repercussão geral do tema - observância dos princípios do contraditório e da ampla defesa, nos casos de indeferimento de pedido de produção de provas em processo judicial - por se tratar de matéria infraconstitucional. II - Imprescindível a análise do conjunto fático-probatório dos autos, para verificar, no caso, ocorrência de eventual ofensa à Lei Maior, o que inviabiliza o apelo extremo, nos termos da Súmula 279 do STF. III - O Tribunal entende não ser cabível a interposição de RE por contrariedade princípio da legalidade quando a verificação da ofensa envolva a reapreciação de interpretação dada a normas infraconstitucionais pelo Tribunal a quo (Súmula 636 do STF). Precedentes. IV - Não há contrariedade ao art. 93, IX, da Constituição, quando o acórdão recorrido encontra-se suficientemente fundamentado. V - Agravo regimental improvido” (ARE nº 664.293/PR-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 28/2/12). “Agravo regimental em agravo de instrumento. 2. Trabalhista e processual civil. Preliminar de negativa de prestação jurisdicional. Indeferimento motivado de produção de prova. Alegação de cerceamento do direito de defesa. Inexistência. Precedentes. ARE-RG 639.228 e AI-QO-RG 791.292. 3. Cumprimento de cláusula de sentença normativa. Diferenças salariais. Matéria infraconstitucional. Ofensa constitucional indireta. Enunciado de Súmula 279. 4. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI nº 816.078/MG-AgR, Segunda Turma, 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5579479. Supremo Tribunal Federal ARE 782568 AGR / PA INDEFERIMENTO MOTIVADO DE PRODUÇÃO DE PROVAS. CERCEAMENTO DE DEFESA. INEXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. BONIFICAÇÃO ANUAL. NECESSIDADE DE REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO- PROBATÓRIO. SÚMULA 279 DO STF. ALEGADA OFENSA AO ART. 5º, II, DA CONSTITUIÇÃO. SÚMULA 636 DO STF. INCIDÊNCIA. VIOLAÇÃO AO ART. 93, IX, DA CF. INEXISTÊNCIA. AGRAVO IMPROVIDO. I - Os Ministros desta Corte, no ARE 639.228-RG/RJ, Rel. Min. Cezar Peluso, manifestaram-se pela inexistência de repercussão geral do tema - observância dos princípios do contraditório e da ampla defesa, nos casos de indeferimento de pedido de produção de provas em processo judicial - por se tratar de matéria infraconstitucional. II - Imprescindível a análise do conjunto fático-probatório dos autos, para verificar, no caso, ocorrência de eventual ofensa à Lei Maior, o que inviabiliza o apelo extremo, nos termos da Súmula 279 do STF. III - O Tribunal entende não ser cabível a interposição de RE por contrariedade princípio da legalidade quando a verificação da ofensa envolva a reapreciação de interpretação dada a normas infraconstitucionais pelo Tribunal a quo (Súmula 636 do STF). Precedentes. IV - Não há contrariedade ao art. 93, IX, da Constituição, quando o acórdão recorrido encontra-se suficientemente fundamentado. V - Agravo regimental improvido” (ARE nº 664.293/PR-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 28/2/12). “Agravo regimental em agravo de instrumento. 2. Trabalhista e processual civil. Preliminar de negativa de prestação jurisdicional. Indeferimento motivado de produção de prova. Alegação de cerceamento do direito de defesa. Inexistência. Precedentes. ARE-RG 639.228 e AI-QO-RG 791.292. 3. Cumprimento de cláusula de sentença normativa. Diferenças salariais. Matéria infraconstitucional. Ofensa constitucional indireta. Enunciado de Súmula 279. 4. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI nº 816.078/MG-AgR, Segunda Turma, 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5579479. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 11 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 782568 AGR / PA Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 20/9/11). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO DO CONSUMIDOR. SUSPENSÃO DO FORNECIMENTO DE ÁGUA. COMUNICAÇÃO PRÉVIA. RESTABELECIMENTO DO SERVIÇO FORA DO PRAZO COMUNICADO. DANO MORAL. RESPONSABILIDADE OBJETIVA DA CONCESSIONÁRIA DE SERVIÇO PÚBLICO. DISCUSSÃO QUANTO À NECESSIDADE DE PERÍCIA TÉCNICA. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. ALEGADA AUSÊNCIA DE FUNDAMENTAÇÃO. INOCORRÊNCIA. CAUSA EXCLUDENTE DE RESPONSABILIDADE. REEXAME DO CONTEXTO FÁTICO-PROBATÓRIO. INVIÁVEL. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279 DESTA CORTE. ALEGADA VIOLAÇÃO AOS ARTIGOS 2º E 5º, LIII, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS 282 E 356 DO STF. 1. A repercussão geral pressupõe recurso admissível sob o crivo dos demais requisitos constitucionais e processuais de admissibilidade (art. 323 do RISTF). Consectariamente, se o recurso é inadmissível por outro motivo, não há como se pretender seja reconhecida a repercussão geral das questões constitucionais discutidas no caso (art. 102, III, § 3º, da Constituição Federal). 2. O prequestionamento da questão constitucional é requisito indispensável à admissão do recurso extraordinário, sendo certo que eventual omissão do acórdão recorrido reclama embargos de declaração. 3. As Súmulas 282 e 356 do STF dispõem respectivamente, verbis: ‘É inadmissível o recurso extraordinário, quando não ventilada, na decisão recorrida, a questão federal suscitada’ e ‘O ponto omisso da decisão, sobre o qual não foram opostos embargos declaratórios, não pode ser objeto de recurso extraordinário, por faltar o requisito do prequestionamento’. 4. O Plenário desta Corte já se manifestou sobre a ocorrência de cerceamento de defesa por indeferimento de prova pericial no julgamento do 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5579479. Supremo Tribunal Federal ARE 782568 AGR / PA Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 20/9/11). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO DO CONSUMIDOR. SUSPENSÃO DO FORNECIMENTO DE ÁGUA. COMUNICAÇÃO PRÉVIA. RESTABELECIMENTO DO SERVIÇO FORA DO PRAZO COMUNICADO. DANO MORAL. RESPONSABILIDADE OBJETIVA DA CONCESSIONÁRIA DE SERVIÇO PÚBLICO. DISCUSSÃO QUANTO À NECESSIDADE DE PERÍCIA TÉCNICA. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. ALEGADA AUSÊNCIA DE FUNDAMENTAÇÃO. INOCORRÊNCIA. CAUSA EXCLUDENTE DE RESPONSABILIDADE. REEXAME DO CONTEXTO FÁTICO-PROBATÓRIO. INVIÁVEL. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279 DESTA CORTE. ALEGADA VIOLAÇÃO AOS ARTIGOS 2º E 5º, LIII, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS 282 E 356 DO STF. 1. A repercussão geral pressupõe recurso admissível sob o crivo dos demais requisitos constitucionais e processuais de admissibilidade (art. 323 do RISTF). Consectariamente, se o recurso é inadmissível por outro motivo, não há como se pretender seja reconhecida a repercussão geral das questões constitucionais discutidas no caso (art. 102, III, § 3º, da Constituição Federal). 2. O prequestionamento da questão constitucional é requisito indispensável à admissão do recurso extraordinário, sendo certo que eventual omissão do acórdão recorrido reclama embargos de declaração. 3. As Súmulas 282 e 356 do STF dispõem respectivamente, verbis: ‘É inadmissível o recurso extraordinário, quando não ventilada, na decisão recorrida, a questão federal suscitada’ e ‘O ponto omisso da decisão, sobre o qual não foram opostos embargos declaratórios, não pode ser objeto de recurso extraordinário, por faltar o requisito do prequestionamento’. 4. O Plenário desta Corte já se manifestou sobre a ocorrência de cerceamento de defesa por indeferimento de prova pericial no julgamento do 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5579479. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 11 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 782568 AGR / PA ARE 639.228, Rel. Min. Cezar Peluso, DJe de 30/08/2011. Naquela assentada, recusou-se o recurso extraordinário ante a ausência de repercussão geral, por versar sobre matéria infraconstitucional. 5. Os princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, da motivação das decisões judiciais, bem como os limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando a verificação de sua ofensa dependa do reexame prévio de normas infraconstitucionais, revelam ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal, o que, por si só, não desafia a abertura da instância extraordinária. Precedentes: AI 804.854-AgR, 1ª Turma, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe de 24/11/2010 e AI 756.336- AgR, 2ª Turma, Rel. Min. Ellen Gracie, DJe de 22/10/2010. 6. A matéria relativa à nulidade por negativa de prestação jurisdicional por ausência de fundamentação teve repercussão geral reconhecida pelo Plenário, no julgamento do AI 791.292 QO-RG, Rel. Min. Gilmar Mendes, DJe de 12/08/2010. Naquela assentada, reafirmou-se a jurisprudência desta Suprema Corte, no sentido de que o artigo 93, IX, da Constituição Federal exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar, contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão. 7. A Súmula 279 do STF dispõe: ‘Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário’. 8. É que o recurso extraordinário não se presta ao exame de questões que demandam o revolvimento do contexto fático-probatório dos autos, adstringindo-se à análise da violação direta da ordem constitucional. 9. In casu, o acórdão originariamente recorrido assentou: ‘AGRAVO REGIMENTAL. DECISÃO MONOCRÁTICA QUE NEGOU SEGUIMENTO AO RECURSO INOMINADO INTERPOSTO. APLICAÇÃO DO ART. 557, DO CPC E ENUNCIADO 102, DO FONAJE. COMPETÊNCIA. SUSPENSÃO NO FORNECIMENTO DE ÁGUA MEDIANTE COMUNICAÇÃO PRÉVIA. RESTABELECIMENTO DO SERVIÇO NÃO REALIZADO NO PRAZO COMUNICADO À 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5579479. Supremo Tribunal Federal ARE 782568 AGR / PA ARE 639.228, Rel. Min. Cezar Peluso, DJe de 30/08/2011. Naquela assentada, recusou-se o recurso extraordinário ante a ausência de repercussão geral, por versar sobre matéria infraconstitucional. 5. Os princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, da motivação das decisões judiciais, bem como os limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando a verificação de sua ofensa dependa do reexame prévio de normas infraconstitucionais, revelam ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal, o que, por si só, não desafia a abertura da instância extraordinária. Precedentes: AI 804.854-AgR, 1ª Turma, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe de 24/11/2010 e AI 756.336- AgR, 2ª Turma, Rel. Min. Ellen Gracie, DJe de 22/10/2010. 6. A matéria relativa à nulidade por negativa de prestação jurisdicional por ausência de fundamentação teve repercussão geral reconhecida pelo Plenário, no julgamento do AI 791.292 QO-RG, Rel. Min. Gilmar Mendes, DJe de 12/08/2010. Naquela assentada, reafirmou-se a jurisprudência desta Suprema Corte, no sentido de que o artigo 93, IX, da Constituição Federal exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar, contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão. 7. A Súmula 279 do STF dispõe: ‘Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário’. 8. É que o recurso extraordinário não se presta ao exame de questões que demandam o revolvimento do contexto fático-probatório dos autos, adstringindo-se à análise da violação direta da ordem constitucional. 9. In casu, o acórdão originariamente recorrido assentou: ‘AGRAVO REGIMENTAL. DECISÃO MONOCRÁTICA QUE NEGOU SEGUIMENTO AO RECURSO INOMINADO INTERPOSTO. APLICAÇÃO DO ART. 557, DO CPC E ENUNCIADO 102, DO FONAJE. COMPETÊNCIA. SUSPENSÃO NO FORNECIMENTO DE ÁGUA MEDIANTE COMUNICAÇÃO PRÉVIA. RESTABELECIMENTO DO SERVIÇO NÃO REALIZADO NO PRAZO COMUNICADO À 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5579479. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 11 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 782568 AGR / PA CONSUMIDORA. DESNECESSIDADE DE PERÍCIA TÉCNICA. DANO MORAL CONFIGURADO. ENTENDIMENTO JÁ CONSOLIDADO, INCLUSIVE, POR ESTA TURMA JULGADORA. INEXISTÊNCIA DE MOTIVOS QUE POSSAM ENSEJAR A REFORMA DO DECISUM. AGRAVO REGIMENTAL CONHECIDO E IMPROVIDO.’ 10. Agravo regimental desprovido” (ARE nº 670.866/SE-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 15/8/12). Nego provimento ao agravo regimental. 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5579479. Supremo Tribunal Federal ARE 782568 AGR / PA CONSUMIDORA. DESNECESSIDADE DE PERÍCIA TÉCNICA. DANO MORAL CONFIGURADO. ENTENDIMENTO JÁ CONSOLIDADO, INCLUSIVE, POR ESTA TURMA JULGADORA. INEXISTÊNCIA DE MOTIVOS QUE POSSAM ENSEJAR A REFORMA DO DECISUM. AGRAVO REGIMENTAL CONHECIDO E IMPROVIDO.’ 10. Agravo regimental desprovido” (ARE nº 670.866/SE-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 15/8/12). Nego provimento ao agravo regimental. 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5579479. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 11 Extrato de Ata - 18/03/2014 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 782.568 PROCED. : PARÁ RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : JOÃO SCARPARO ADV.(A/S) : VITOR ANTÔNIO OLIVEIRA BAIA AGDO.(A/S) : CARLIN FELIPE DE ANDRADE ADV.(A/S) : CÂNDIDA YVETE FORTE DE AMORIM Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 18.3.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 5545510 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 782.568 PROCED. : PARÁ RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : JOÃO SCARPARO ADV.(A/S) : VITOR ANTÔNIO OLIVEIRA BAIA AGDO.(A/S) : CARLIN FELIPE DE ANDRADE ADV.(A/S) : CÂNDIDA YVETE FORTE DE AMORIM Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 18.3.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 5545510 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 11
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=5618266
2014-03-18T00:00:00
2014-04-08T00:00:00
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 18.3.2014.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Ação de cobrança. Pagamento a credor putativo. Indeferimento de diligência probatória. Ausência de repercussão geral. Precedentes. 1. Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise da legislação infraconstitucional e o reexame dos fatos e das provas dos autos. Incidência das Súmulas nºs 636 e 279/STF. 2. O Plenário da Corte, no exame do ARE nº 639.228/RJ, Relator o Ministro Cezar Peluso, concluiu pela ausência de repercussão geral do tema relativo à suposta violação dos princípios do contraditório e da ampla defesa nos casos de indeferimento de produção de provas no âmbito de processo judicial, dado o caráter infraconstitucional da matéria. 3. Agravo regimental não provido.
sjur260323
- Acórdão(s) citado(s): (PRODUÇÃO DE PROVAS) ARE 639228 RG, AI 816078 AgR (2ªT), ARE 664293 AgR (2ªT), ARE 670866 AgR (1ªT). Número de páginas: 11. Análise: 14/04/2014, AUR.
DIAS TOFFOLI
Primeira Turma
782568
[ "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000636 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 782568 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : JOÃO SCARPARO ADV.(A/S) : VITOR ANTÔNIO OLIVEIRA BAIA AGDO.(A/S) : CARLIN FELIPE DE ANDRADE ADV.(A/S) : CÂNDIDA YVETE FORTE DE AMORIM
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Ementa e Acórdão 18/03/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 782.568 PARÁ RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :JOÃO SCARPARO ADV.(A/S) :VITOR ANTÔNIO OLIVEIRA BAIA AGDO.(A/S) :CARLIN FELIPE DE ANDRADE ADV.(A/S) :CÂNDIDA YVETE FORTE DE AMORIM EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Ação de cobrança. Pagamento a credor putativo. Indeferimento de diligência probatória. Ausência de repercussão geral. Precedentes. 1. Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise da legislação infraconstitucional e o reexame dos fatos e das provas dos autos. Incidência das Súmulas ns 636 e 279/Supremo Tribunal Federal. 2. O Plenário da Corte, no exame do ARE n 639.228/RJ, Relator o Ministro Cezar Peluso, concluiu pela ausência de repercussão geral do tema relativo à suposta violação dos princípios do contraditório e da ampla defesa nos casos de indeferimento de produção de provas no âmbito de processo judicial, dado o caráter infraconstitucional da matéria. 3. Agravo regimental não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 18 de março de 2014. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5579481. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 11 Relatório 18/03/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 782.568 PARÁ RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :JOÃO SCARPARO ADV.(A/S) :VITOR ANTÔNIO OLIVEIRA BAIA AGDO.(A/S) :CARLIN FELIPE DE ANDRADE ADV.(A/S) :CÂNDIDA YVETE FORTE DE AMORIM RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): João Scarparo interpõe tempestivo agravo regimental contra decisão em que conheci de agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário, com a seguinte fundamentação: “Vistos. Trata-se de agravo contra a decisão que não admitiu recurso extraordinário interposto contra acórdão da Primeira Câmara Cível Isolada do Tribunal de Justiça do Estado do Pará. Opostos embargos de declaração, não foram acolhidos. No recurso extraordinário sustenta-se violação do artigo 5..., incisos LIV e LV, da Constituição Federal. Decido. Anote-se, inicialmente, que o recurso extraordinário foi interposto contra acórdão publicado após 3/5/07, quando já era plenamente exigível a demonstração da repercussão geral da matéria constitucional objeto do recurso, conforme decidido na Questão de Ordem no Agravo de Instrumento n 664.567/RS, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 6/9/07. Todavia, apesar da petição recursal haver trazido a preliminar sobre o tema, não é de se proceder ao exame de sua existência, uma vez que, nos termos do artigo 323 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, com a redação introduzida pela Emenda Regimental n 21/07, primeira parte, o procedimento acerca da existência da repercussão geral Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5579478. Supremo Tribunal Federal 18/03/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 782.568 PARÁ RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :JOÃO SCARPARO ADV.(A/S) :VITOR ANTÔNIO OLIVEIRA BAIA AGDO.(A/S) :CARLIN FELIPE DE ANDRADE ADV.(A/S) :CÂNDIDA YVETE FORTE DE AMORIM RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): João Scarparo interpõe tempestivo agravo regimental contra decisão em que conheci de agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário, com a seguinte fundamentação: “Vistos. Trata-se de agravo contra a decisão que não admitiu recurso extraordinário interposto contra acórdão da Primeira Câmara Cível Isolada do Tribunal de Justiça do Estado do Pará. Opostos embargos de declaração, não foram acolhidos. No recurso extraordinário sustenta-se violação do artigo 5..., incisos LIV e LV, da Constituição Federal. Decido. Anote-se, inicialmente, que o recurso extraordinário foi interposto contra acórdão publicado após 3/5/07, quando já era plenamente exigível a demonstração da repercussão geral da matéria constitucional objeto do recurso, conforme decidido na Questão de Ordem no Agravo de Instrumento n 664.567/RS, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 6/9/07. Todavia, apesar da petição recursal haver trazido a preliminar sobre o tema, não é de se proceder ao exame de sua existência, uma vez que, nos termos do artigo 323 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, com a redação introduzida pela Emenda Regimental n 21/07, primeira parte, o procedimento acerca da existência da repercussão geral Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5579478. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 11 Relatório ARE 782568 AGR / PA somente ocorrerá ‘quando não for o caso de inadmissibilidade do recurso por outra razão’. A irresignação não merece prosperar, haja vista que a jurisprudência desta Corte está consolidada no sentido de que as alegações de afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, se dependentes de reexame de normas infraconstitucionais, podem configurar apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal, o que não enseja reexame em recurso extraordinário. Nesse sentido: ‘AGRAVO DE INSTRUMENTO - ALEGAÇÃO DE OFENSA AO POSTULADO DA MOTIVAÇÃO DOS ATOS DECISÓRIOS - INOCORRÊNCIA - AUSÊNCIA DE OFENSA DIRETA À CONSTITUIÇÃO - RECURSO IMPROVIDO. O Supremo Tribunal Federal deixou assentado que, em regra, as alegações de desrespeito aos postulados da legalidade, do devido processo legal, da motivação dos atos decisórios, do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional podem configurar, quando muito, situações de ofensa meramente reflexa ao texto da Constituição, circunstância essa que impede a utilização do recurso extraordinário. Precedentes’ (AI n 360.265/RJ-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Celso de Mello, DJ de 20/9/02). Ademais, esta Corte já assentou que o indeferimento de diligência probatória, tida por desnecessária pelas instâncias ordinárias, não viola os princípios do contraditório e da ampla defesa. Nesse sentido, anote-se: ‘Agravo regimental. Recurso extraordinário. Ação de indenização por dano causado por acidente de trânsito. Indeferimento de diligência probatória. Cerceamento de defesa. Inocorrência. 1. Não incorre em ofensa à ampla defesa o 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5579478. Supremo Tribunal Federal ARE 782568 AGR / PA somente ocorrerá ‘quando não for o caso de inadmissibilidade do recurso por outra razão’. A irresignação não merece prosperar, haja vista que a jurisprudência desta Corte está consolidada no sentido de que as alegações de afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, se dependentes de reexame de normas infraconstitucionais, podem configurar apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal, o que não enseja reexame em recurso extraordinário. Nesse sentido: ‘AGRAVO DE INSTRUMENTO - ALEGAÇÃO DE OFENSA AO POSTULADO DA MOTIVAÇÃO DOS ATOS DECISÓRIOS - INOCORRÊNCIA - AUSÊNCIA DE OFENSA DIRETA À CONSTITUIÇÃO - RECURSO IMPROVIDO. O Supremo Tribunal Federal deixou assentado que, em regra, as alegações de desrespeito aos postulados da legalidade, do devido processo legal, da motivação dos atos decisórios, do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional podem configurar, quando muito, situações de ofensa meramente reflexa ao texto da Constituição, circunstância essa que impede a utilização do recurso extraordinário. Precedentes’ (AI n 360.265/RJ-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Celso de Mello, DJ de 20/9/02). Ademais, esta Corte já assentou que o indeferimento de diligência probatória, tida por desnecessária pelas instâncias ordinárias, não viola os princípios do contraditório e da ampla defesa. Nesse sentido, anote-se: ‘Agravo regimental. Recurso extraordinário. Ação de indenização por dano causado por acidente de trânsito. Indeferimento de diligência probatória. Cerceamento de defesa. Inocorrência. 1. Não incorre em ofensa à ampla defesa o 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5579478. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 11 Relatório ARE 782568 AGR / PA indeferimento de diligência probatória tida por desnecessária. 2. Não se abre a via do recurso extraordinário para o reexame de fatos e provas. Incidência da Súmula n 279 desta Corte. 3. Agravo regimental desprovido’ (AI n 631.856/AM- AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Menezes Direito, DJ de 7/12/07). ‘PROCESSUAL CIVIL. CERCEAMENTO DE DEFESA. INDEFERIMENTO DE DILIGÊNCIA PROBATÓRIA. OFENSA REFLEXA. AGRAVO IMPROVIDO. I - Como tem consignado o Tribunal, por meio de remansosa jurisprudência, a alegada violação ao art. 5..., LIV e LV, da Constituição, pode configurar, em regra, situação de ofensa reflexa ao texto constitucional, por demandar a análise de legislação processual ordinária, o que inviabiliza o conhecimento do recurso extraordinário. II - Este Tribunal tem decidido no sentido de que o indeferimento de diligência probatória, tida por desnecessária pelo juízo a quo, não viola os princípios do contraditório e da ampla defesa. III - Agravo regimental improvido’ (AI n 616.277/MG-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJ de 19/9/08). Ressalte-se, por fim, que o Tribunal de origem decidiu a lide amparado na legislação infraconstitucional pertinente. Assim, a afronta aos dispositivos constitucionais suscitados no recurso extraordinário seria, se ocorresse, indireta ou reflexa, o que é insuficiente para amparar o apelo extremo. Ademais, o acolhimento da pretensão recursal demandaria o reexame do conjunto fático-probatório dos autos, o que se mostra incabível em sede extraordinária. Incidência da Súmula n 279/Supremo Tribunal Federal. Sobre o tema: 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5579478. Supremo Tribunal Federal ARE 782568 AGR / PA indeferimento de diligência probatória tida por desnecessária. 2. Não se abre a via do recurso extraordinário para o reexame de fatos e provas. Incidência da Súmula n 279 desta Corte. 3. Agravo regimental desprovido’ (AI n 631.856/AM- AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Menezes Direito, DJ de 7/12/07). ‘PROCESSUAL CIVIL. CERCEAMENTO DE DEFESA. INDEFERIMENTO DE DILIGÊNCIA PROBATÓRIA. OFENSA REFLEXA. AGRAVO IMPROVIDO. I - Como tem consignado o Tribunal, por meio de remansosa jurisprudência, a alegada violação ao art. 5..., LIV e LV, da Constituição, pode configurar, em regra, situação de ofensa reflexa ao texto constitucional, por demandar a análise de legislação processual ordinária, o que inviabiliza o conhecimento do recurso extraordinário. II - Este Tribunal tem decidido no sentido de que o indeferimento de diligência probatória, tida por desnecessária pelo juízo a quo, não viola os princípios do contraditório e da ampla defesa. III - Agravo regimental improvido’ (AI n 616.277/MG-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJ de 19/9/08). Ressalte-se, por fim, que o Tribunal de origem decidiu a lide amparado na legislação infraconstitucional pertinente. Assim, a afronta aos dispositivos constitucionais suscitados no recurso extraordinário seria, se ocorresse, indireta ou reflexa, o que é insuficiente para amparar o apelo extremo. Ademais, o acolhimento da pretensão recursal demandaria o reexame do conjunto fático-probatório dos autos, o que se mostra incabível em sede extraordinária. Incidência da Súmula n 279/Supremo Tribunal Federal. Sobre o tema: 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5579478. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 11 Relatório ARE 782568 AGR / PA ‘Recurso extraordinário: descabimento: questão decidida à luz de legislação infraconstitucional e da análise de fatos e provas, ausente o prequestionamento dos dispositivos constitucionais tidos por violados (Súmulas 282 e 279); alegada ofensa que, se ocorresse, seria reflexa ou indireta: incidência, mutatis mutandis, da Súmula 636’ (AI n 518.895/MG-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 15/4/05). Ante o exposto, conheço do agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário”. Insiste o agravante na alegação de que teria sido violado o art. 5..., inciso LV, da Constituição Federal. Aduz, in verbis, o seguinte: “Tratou-se na origem de ação de cobrança movida pelo agravado em face do agravante buscando o recebimento da quantia de R$ 15.000,00 (quinze mil reais) em decorrência da suposta ausência de pagamento de parte dos valores acordados em transação comercial de venda e compra de gado. O recorrente, por sua vez, demonstrou em audiência a realização do depósito em conta indicada pelo recorrido através de ligação realizada [de] linha telefônica (…). Ocorre, Excelência, que ao ser solicitado ao juízo monocrático, em audiência, a expedição de ofício às operadoras de telefonia móvel para informação acerca da titularidade da sobredita linha, aquele se quedou inerte, manifestando-se apenas em sentença, indeferindo-o, sem garantir ao recorrente a observância de seu direito ao contraditório e à ampla defesa, pois certamente, com a produção de tal prova, a lide teria sido corretamente resolvida e o recorrente provado seu correto pagamento, pois seria a única maneira de comprovar sua tese (…)”. É o relatório. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5579478. Supremo Tribunal Federal ARE 782568 AGR / PA ‘Recurso extraordinário: descabimento: questão decidida à luz de legislação infraconstitucional e da análise de fatos e provas, ausente o prequestionamento dos dispositivos constitucionais tidos por violados (Súmulas 282 e 279); alegada ofensa que, se ocorresse, seria reflexa ou indireta: incidência, mutatis mutandis, da Súmula 636’ (AI n 518.895/MG-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 15/4/05). Ante o exposto, conheço do agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário”. Insiste o agravante na alegação de que teria sido violado o art. 5..., inciso LV, da Constituição Federal. Aduz, in verbis, o seguinte: “Tratou-se na origem de ação de cobrança movida pelo agravado em face do agravante buscando o recebimento da quantia de R$ 15.000,00 (quinze mil reais) em decorrência da suposta ausência de pagamento de parte dos valores acordados em transação comercial de venda e compra de gado. O recorrente, por sua vez, demonstrou em audiência a realização do depósito em conta indicada pelo recorrido através de ligação realizada [de] linha telefônica (…). Ocorre, Excelência, que ao ser solicitado ao juízo monocrático, em audiência, a expedição de ofício às operadoras de telefonia móvel para informação acerca da titularidade da sobredita linha, aquele se quedou inerte, manifestando-se apenas em sentença, indeferindo-o, sem garantir ao recorrente a observância de seu direito ao contraditório e à ampla defesa, pois certamente, com a produção de tal prova, a lide teria sido corretamente resolvida e o recorrente provado seu correto pagamento, pois seria a única maneira de comprovar sua tese (…)”. É o relatório. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5579478. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 11 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI 18/03/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 782.568 PARÁ VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Não merece prosperar a irresignação. Anote-se, inicialmente, que o Tribunal de origem, com fundamento na legislação infraconstitucional pertinente e no conjunto fático- probatório da causa, concluiu não ser válido o pagamento realizado pelo ora agravante a credor putativo, razão pela qual condenou-o a efetuar novo pagamento ao ora agravado. Esta Corte não pode rever esse entendimento, haja vista os óbices das Súmulas n 636 e 279/Supremo Tribunal Federal. Ademais, o Plenário desta Corte, no exame do ARE n 639.228/RJ, Relator o Ministro Cezar Peluso, concluiu pela ausência de repercussão geral do tema relativo à suposta violação dos princípios do contraditório e da ampla defesa nos casos de indeferimento de pedido de produção de provas no âmbito de processo judicial, dado o caráter infraconstitucional da matéria. O referido julgado restou assim ementado: “RECURSO. Agravo convertido em Extraordinário. Inadmissibilidade deste. Produção de provas. Processo judicial. Indeferimento. Contraditório e ampla defesa. Tema infraconstitucional. Precedentes. Ausência de repercussão geral. Recurso extraordinário não conhecido. Não apresenta repercussão geral recurso extraordinário que, tendo por objeto a obrigatoriedade de observância dos princípios do contraditório e da ampla defesa, nos casos de indeferimento de pedido de produção de provas em processo judicial, versa sobre tema infraconstitucional” (DJe de 31/8/11). Seguindo essa orientação, anotem-se os seguintes julgados: “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5579479. Supremo Tribunal Federal 18/03/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 782.568 PARÁ VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Não merece prosperar a irresignação. Anote-se, inicialmente, que o Tribunal de origem, com fundamento na legislação infraconstitucional pertinente e no conjunto fático- probatório da causa, concluiu não ser válido o pagamento realizado pelo ora agravante a credor putativo, razão pela qual condenou-o a efetuar novo pagamento ao ora agravado. Esta Corte não pode rever esse entendimento, haja vista os óbices das Súmulas n 636 e 279/Supremo Tribunal Federal. Ademais, o Plenário desta Corte, no exame do ARE n 639.228/RJ, Relator o Ministro Cezar Peluso, concluiu pela ausência de repercussão geral do tema relativo à suposta violação dos princípios do contraditório e da ampla defesa nos casos de indeferimento de pedido de produção de provas no âmbito de processo judicial, dado o caráter infraconstitucional da matéria. O referido julgado restou assim ementado: “RECURSO. Agravo convertido em Extraordinário. Inadmissibilidade deste. Produção de provas. Processo judicial. Indeferimento. Contraditório e ampla defesa. Tema infraconstitucional. Precedentes. Ausência de repercussão geral. Recurso extraordinário não conhecido. Não apresenta repercussão geral recurso extraordinário que, tendo por objeto a obrigatoriedade de observância dos princípios do contraditório e da ampla defesa, nos casos de indeferimento de pedido de produção de provas em processo judicial, versa sobre tema infraconstitucional” (DJe de 31/8/11). Seguindo essa orientação, anotem-se os seguintes julgados: “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5579479. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 11 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 782568 AGR / PA INDEFERIMENTO MOTIVADO DE PRODUÇÃO DE PROVAS. CERCEAMENTO DE DEFESA. INEXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. BONIFICAÇÃO ANUAL. NECESSIDADE DE REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO- PROBATÓRIO. SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. ALEGADA OFENSA AO ART. 5..., II, DA CONSTITUIÇÃO. SÚMULA 636 DO Supremo Tribunal Federal. INCIDÊNCIA. VIOLAÇÃO AO ART. 93, IX, DA Constituição Federal de 1988. INEXISTÊNCIA. AGRAVO IMPROVIDO. I - Os Ministros desta Corte, no ARE 639.228-RG/RJ, Rel. Min. Cezar Peluso, manifestaram-se pela inexistência de repercussão geral do tema - observância dos princípios do contraditório e da ampla defesa, nos casos de indeferimento de pedido de produção de provas em processo judicial - por se tratar de matéria infraconstitucional. II - Imprescindível a análise do conjunto fático-probatório dos autos, para verificar, no caso, ocorrência de eventual ofensa à Lei Maior, o que inviabiliza o apelo extremo, nos termos da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. III - O Tribunal entende não ser cabível a interposição de Recurso Extraordinário por contrariedade princípio da legalidade quando a verificação da ofensa envolva a reapreciação de interpretação dada a normas infraconstitucionais pelo Tribunal a quo (Súmula 636 do Supremo Tribunal Federal). Precedentes. IV - Não há contrariedade ao art. 93, IX, da Constituição, quando o acórdão recorrido encontra-se suficientemente fundamentado. V - Agravo regimental improvido” (ARE n 664.293/PR-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 28/2/12). “Agravo regimental em agravo de instrumento. 2. Trabalhista e processual civil. Preliminar de negativa de prestação jurisdicional. Indeferimento motivado de produção de prova. Alegação de cerceamento do direito de defesa. Inexistência. Precedentes. ARE-RG 639.228 e AI-QO-RG 791.292. 3. Cumprimento de cláusula de sentença normativa. Diferenças salariais. Matéria infraconstitucional. Ofensa constitucional indireta. Enunciado de Súmula 279. 4. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI n 816.078/MG-AgR, Segunda Turma, 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5579479. Supremo Tribunal Federal ARE 782568 AGR / PA INDEFERIMENTO MOTIVADO DE PRODUÇÃO DE PROVAS. CERCEAMENTO DE DEFESA. INEXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. BONIFICAÇÃO ANUAL. NECESSIDADE DE REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO- PROBATÓRIO. SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. ALEGADA OFENSA AO ART. 5..., II, DA CONSTITUIÇÃO. SÚMULA 636 DO Supremo Tribunal Federal. INCIDÊNCIA. VIOLAÇÃO AO ART. 93, IX, DA Constituição Federal de 1988. INEXISTÊNCIA. AGRAVO IMPROVIDO. I - Os Ministros desta Corte, no ARE 639.228-RG/RJ, Rel. Min. Cezar Peluso, manifestaram-se pela inexistência de repercussão geral do tema - observância dos princípios do contraditório e da ampla defesa, nos casos de indeferimento de pedido de produção de provas em processo judicial - por se tratar de matéria infraconstitucional. II - Imprescindível a análise do conjunto fático-probatório dos autos, para verificar, no caso, ocorrência de eventual ofensa à Lei Maior, o que inviabiliza o apelo extremo, nos termos da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. III - O Tribunal entende não ser cabível a interposição de Recurso Extraordinário por contrariedade princípio da legalidade quando a verificação da ofensa envolva a reapreciação de interpretação dada a normas infraconstitucionais pelo Tribunal a quo (Súmula 636 do Supremo Tribunal Federal). Precedentes. IV - Não há contrariedade ao art. 93, IX, da Constituição, quando o acórdão recorrido encontra-se suficientemente fundamentado. V - Agravo regimental improvido” (ARE n 664.293/PR-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 28/2/12). “Agravo regimental em agravo de instrumento. 2. Trabalhista e processual civil. Preliminar de negativa de prestação jurisdicional. Indeferimento motivado de produção de prova. Alegação de cerceamento do direito de defesa. Inexistência. Precedentes. ARE-RG 639.228 e AI-QO-RG 791.292. 3. Cumprimento de cláusula de sentença normativa. Diferenças salariais. Matéria infraconstitucional. Ofensa constitucional indireta. Enunciado de Súmula 279. 4. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI n 816.078/MG-AgR, Segunda Turma, 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5579479. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 11 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 782568 AGR / PA Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 20/9/11). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO DO CONSUMIDOR. SUSPENSÃO DO FORNECIMENTO DE ÁGUA. COMUNICAÇÃO PRÉVIA. RESTABELECIMENTO DO SERVIÇO FORA DO PRAZO COMUNICADO. DANO MORAL. RESPONSABILIDADE OBJETIVA DA CONCESSIONÁRIA DE SERVIÇO PÚBLICO. DISCUSSÃO QUANTO À NECESSIDADE DE PERÍCIA TÉCNICA. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. ALEGADA AUSÊNCIA DE FUNDAMENTAÇÃO. INOCORRÊNCIA. CAUSA EXCLUDENTE DE RESPONSABILIDADE. REEXAME DO CONTEXTO FÁTICO-PROBATÓRIO. INVIÁVEL. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279 DESTA CORTE. ALEGADA VIOLAÇÃO AOS ARTIGOS 2... E 5..., LIII, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS 282 E 356 DO Supremo Tribunal Federal. 1. A repercussão geral pressupõe recurso admissível sob o crivo dos demais requisitos constitucionais e processuais de admissibilidade (art. 323 do RISTF). Consectariamente, se o recurso é inadmissível por outro motivo, não há como se pretender seja reconhecida a repercussão geral das questões constitucionais discutidas no caso (art. 102, III, § 3..., da Constituição Federal). 2. O prequestionamento da questão constitucional é requisito indispensável à admissão do recurso extraordinário, sendo certo que eventual omissão do acórdão recorrido reclama embargos de declaração. 3. As Súmulas 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal dispõem respectivamente, verbis: ‘É inadmissível o recurso extraordinário, quando não ventilada, na decisão recorrida, a questão federal suscitada’ e ‘O ponto omisso da decisão, sobre o qual não foram opostos embargos declaratórios, não pode ser objeto de recurso extraordinário, por faltar o requisito do prequestionamento’. 4. O Plenário desta Corte já se manifestou sobre a ocorrência de cerceamento de defesa por indeferimento de prova pericial no julgamento do 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5579479. Supremo Tribunal Federal ARE 782568 AGR / PA Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 20/9/11). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO DO CONSUMIDOR. SUSPENSÃO DO FORNECIMENTO DE ÁGUA. COMUNICAÇÃO PRÉVIA. RESTABELECIMENTO DO SERVIÇO FORA DO PRAZO COMUNICADO. DANO MORAL. RESPONSABILIDADE OBJETIVA DA CONCESSIONÁRIA DE SERVIÇO PÚBLICO. DISCUSSÃO QUANTO À NECESSIDADE DE PERÍCIA TÉCNICA. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. ALEGADA AUSÊNCIA DE FUNDAMENTAÇÃO. INOCORRÊNCIA. CAUSA EXCLUDENTE DE RESPONSABILIDADE. REEXAME DO CONTEXTO FÁTICO-PROBATÓRIO. INVIÁVEL. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279 DESTA CORTE. ALEGADA VIOLAÇÃO AOS ARTIGOS 2... E 5..., LIII, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS 282 E 356 DO Supremo Tribunal Federal. 1. A repercussão geral pressupõe recurso admissível sob o crivo dos demais requisitos constitucionais e processuais de admissibilidade (art. 323 do RISTF). Consectariamente, se o recurso é inadmissível por outro motivo, não há como se pretender seja reconhecida a repercussão geral das questões constitucionais discutidas no caso (art. 102, III, § 3..., da Constituição Federal). 2. O prequestionamento da questão constitucional é requisito indispensável à admissão do recurso extraordinário, sendo certo que eventual omissão do acórdão recorrido reclama embargos de declaração. 3. As Súmulas 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal dispõem respectivamente, verbis: ‘É inadmissível o recurso extraordinário, quando não ventilada, na decisão recorrida, a questão federal suscitada’ e ‘O ponto omisso da decisão, sobre o qual não foram opostos embargos declaratórios, não pode ser objeto de recurso extraordinário, por faltar o requisito do prequestionamento’. 4. O Plenário desta Corte já se manifestou sobre a ocorrência de cerceamento de defesa por indeferimento de prova pericial no julgamento do 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5579479. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 11 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 782568 AGR / PA ARE 639.228, Rel. Min. Cezar Peluso, DJe de 30/08/2011. Naquela assentada, recusou-se o recurso extraordinário ante a ausência de repercussão geral, por versar sobre matéria infraconstitucional. 5. Os princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, da motivação das decisões judiciais, bem como os limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando a verificação de sua ofensa dependa do reexame prévio de normas infraconstitucionais, revelam ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal, o que, por si só, não desafia a abertura da instância extraordinária. Precedentes: AI 804.854-AgR, 1... Turma, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe de 24/11/2010 e AI 756.336- AgR, 2... Turma, Rel. Min. Ellen Gracie, DJe de 22/10/2010. 6. A matéria relativa à nulidade por negativa de prestação jurisdicional por ausência de fundamentação teve repercussão geral reconhecida pelo Plenário, no julgamento do AI 791.292 QO-RG, Rel. Min. Gilmar Mendes, DJe de 12/08/2010. Naquela assentada, reafirmou-se a jurisprudência desta Suprema Corte, no sentido de que o artigo 93, IX, da Constituição Federal exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar, contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão. 7. A Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal dispõe: ‘Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário’. 8. É que o recurso extraordinário não se presta ao exame de questões que demandam o revolvimento do contexto fático-probatório dos autos, adstringindo-se à análise da violação direta da ordem constitucional. 9. In casu, o acórdão originariamente recorrido assentou: ‘AGRAVO REGIMENTAL. DECISÃO MONOCRÁTICA QUE NEGOU SEGUIMENTO AO RECURSO INOMINADO INTERPOSTO. APLICAÇÃO DO ART. 557, DO Código de Processo Civil E ENUNCIADO 102, DO FONAJE. COMPETÊNCIA. SUSPENSÃO NO FORNECIMENTO DE ÁGUA MEDIANTE COMUNICAÇÃO PRÉVIA. RESTABELECIMENTO DO SERVIÇO NÃO REALIZADO NO PRAZO COMUNICADO À 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5579479. Supremo Tribunal Federal ARE 782568 AGR / PA ARE 639.228, Rel. Min. Cezar Peluso, DJe de 30/08/2011. Naquela assentada, recusou-se o recurso extraordinário ante a ausência de repercussão geral, por versar sobre matéria infraconstitucional. 5. Os princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, da motivação das decisões judiciais, bem como os limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando a verificação de sua ofensa dependa do reexame prévio de normas infraconstitucionais, revelam ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal, o que, por si só, não desafia a abertura da instância extraordinária. Precedentes: AI 804.854-AgR, 1... Turma, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe de 24/11/2010 e AI 756.336- AgR, 2... Turma, Rel. Min. Ellen Gracie, DJe de 22/10/2010. 6. A matéria relativa à nulidade por negativa de prestação jurisdicional por ausência de fundamentação teve repercussão geral reconhecida pelo Plenário, no julgamento do AI 791.292 QO-RG, Rel. Min. Gilmar Mendes, DJe de 12/08/2010. Naquela assentada, reafirmou-se a jurisprudência desta Suprema Corte, no sentido de que o artigo 93, IX, da Constituição Federal exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar, contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão. 7. A Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal dispõe: ‘Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário’. 8. É que o recurso extraordinário não se presta ao exame de questões que demandam o revolvimento do contexto fático-probatório dos autos, adstringindo-se à análise da violação direta da ordem constitucional. 9. In casu, o acórdão originariamente recorrido assentou: ‘AGRAVO REGIMENTAL. DECISÃO MONOCRÁTICA QUE NEGOU SEGUIMENTO AO RECURSO INOMINADO INTERPOSTO. APLICAÇÃO DO ART. 557, DO Código de Processo Civil E ENUNCIADO 102, DO FONAJE. COMPETÊNCIA. SUSPENSÃO NO FORNECIMENTO DE ÁGUA MEDIANTE COMUNICAÇÃO PRÉVIA. RESTABELECIMENTO DO SERVIÇO NÃO REALIZADO NO PRAZO COMUNICADO À 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5579479. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 11 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 782568 AGR / PA CONSUMIDORA. DESNECESSIDADE DE PERÍCIA TÉCNICA. DANO MORAL CONFIGURADO. ENTENDIMENTO JÁ CONSOLIDADO, INCLUSIVE, POR ESTA TURMA JULGADORA. INEXISTÊNCIA DE MOTIVOS QUE POSSAM ENSEJAR A REFORMA DO DECISUM. AGRAVO REGIMENTAL CONHECIDO E IMPROVIDO.’ 10. Agravo regimental desprovido” (ARE n 670.866/SE-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 15/8/12). Nego provimento ao agravo regimental. 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5579479. Supremo Tribunal Federal ARE 782568 AGR / PA CONSUMIDORA. DESNECESSIDADE DE PERÍCIA TÉCNICA. DANO MORAL CONFIGURADO. ENTENDIMENTO JÁ CONSOLIDADO, INCLUSIVE, POR ESTA TURMA JULGADORA. INEXISTÊNCIA DE MOTIVOS QUE POSSAM ENSEJAR A REFORMA DO DECISUM. AGRAVO REGIMENTAL CONHECIDO E IMPROVIDO.’ 10. Agravo regimental desprovido” (ARE n 670.866/SE-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 15/8/12). Nego provimento ao agravo regimental. 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5579479. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 11 Extrato de Ata - 18/03/2014 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 782.568 PROCED. : PARÁ RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : JOÃO SCARPARO ADV.(A/S) : VITOR ANTÔNIO OLIVEIRA BAIA AGDO.(A/S) : CARLIN FELIPE DE ANDRADE ADV.(A/S) : CÂNDIDA YVETE FORTE DE AMORIM Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 18.3.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 5545510 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 782.568 PROCED. : PARÁ RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : JOÃO SCARPARO ADV.(A/S) : VITOR ANTÔNIO OLIVEIRA BAIA AGDO.(A/S) : CARLIN FELIPE DE ANDRADE ADV.(A/S) : CÂNDIDA YVETE FORTE DE AMORIM Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 18.3.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 5545510 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 11
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 782 . 568", "Súmulas ns 636 e 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE n 639 . 228 / RJ", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 782 . 568", "Agravo de Instrumento n 664 . 567 / RS", "AGRAVO 782 . 568", "Questão de Ordem no Agravo de Instrumento n 664 . 567 / RS", "ARE 782568 AGR / PA", "AI n 360 . 265 / RJ - AgR", "ARE 782568 AGR / PA", "AI n 360 . 265 / RJ - AgR", "ARE 782568 AGR / PA", "AI n 631 . 856 / AM - AgR", "AI n 616 . 277 / MG - AgR", "Súmula n 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 782568 AGR / PA", "Súmula n 279 desta Corte", "AI n 631 . 856 / AM - AgR", "AI n 616 . 277 / MG - AgR", "Súmula n 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 782568 AGR / PA", "Súmula 636 ’", "AI n 518 . 895 / MG - AgR", "ARE 782568 AGR / PA", "Súmula 636 ’", "AI n 518 . 895 / MG - AgR", "Súmulas n 636 e 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE n 639 . 228 / RJ", "Súmulas n 636 e 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE n 639 . 228 / RJ", "SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal", "SÚMULA 636 DO Supremo Tribunal Federal", "ARE 639 . 228 - RG / RJ", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula 636 do Supremo Tribunal Federal", "ARE n 664 . 293 / PR - AgR", "ARE", "-", "RG 639 . 228", "AI", "-", "QO", "-", "RG 791 . 292", "AI n 816 . 078 / MG - AgR", "ARE 782568 AGR / PA", "SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal", "SÚMULA 636 DO Supremo Tribunal Federal", "ARE 639 . 228 - RG / RJ", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula 636 do Supremo Tribunal Federal", "ARE n 664 . 293 / PR - AgR", "ARE", "-", "RG 639", "AI", "-", "QO", "-", "RG", "AI n 816 . 078 / MG - AgR", "SÚMULA 279 DESTA CORTE", "SÚMULAS 282", "Súmulas 282", "ARE 782568 AGR / PA", "SÚMULA 279 DESTA CORTE", "SÚMULAS 282", "Súmulas 282", "ARE 782568 AGR / PA", "ARE 639 . 228", "AI 804 . 854 - AgR", "AI 756 . 336 - AgR", "AI 791 . 292 QO - RG", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "ENUNCIADO 102 , DO FONAJE", "ARE 782568 AGR / PA", "ARE 639 . 228", "AI 804 . 854 - AgR", "AI 756 . 336 - AgR", "AI 791 . 292 QO - RG", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "ENUNCIADO 102 , DO FONAJE", "ARE n 670 . 866 / SE - AgR", "ARE 782568 AGR /", "ARE n 670 . 866 / SE - AgR" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 5 . . . , incisos LIV e LV , da Constituição Federal", "artigo 323 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "Emenda Regimental n 21 / 07", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 5 . . . , incisos LIV e LV , da Constituição Federal", "artigo 323 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "Emenda Regimental n 21 / 07", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 5 . . . , LIV e LV , da Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 5 . . . , inciso LV , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 5 . . . , inciso LV , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 5 . . . , II , DA CONSTITUIÇÃO", "ART . 93 , IX , DA Constituição Federal de 1988", "Lei Maior", "art . 93 , IX , da Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 5 . . . , II , DA CONSTITUIÇÃO", "ART . 93 , IX , DA Constituição Federal de 1988", "Lei Maior", "art . 93 , IX , da Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ARTIGOS 2 . . . 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Pará", "Tribunal Pleno", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Primeira Câmara Cível", "Tribunal de Justiça do Estado do Pará", "Tribunal Pleno", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Primeira Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", 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Ementa e Acórdão 19/02/2014 PLENÁRIO AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 290 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI REQTE.(S) :GOVERNADOR DO ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA CATARINA INTDO.(A/S) :ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DE SANTA CATARINA EMENTA Ação direta de inconstitucionalidade. Inciso II do art. 27 da Constituição do Estado de Santa Catarina. Lei estadual nº 1.117/90. Vinculação de vencimentos de servidores estaduais a piso salarial não inferior ao salário mínimo profissional. Vício de Iniciativa. Artigo 37, XIII, CF/88. Autonomia dos estados. Liminar deferida. Procedência. 1. Inequívoco o vício de iniciativa da Lei estadual nº 1.117, de 30 de março de 1990, na medida em que estabelece normas para aplicação do salário mínimo profissional aos servidores estaduais. Incidência da regra de iniciativa legislativa exclusiva do chefe do Poder Executivo para dispor sobre remuneração dos cargos e funções do serviço público, em razão da cláusula de reserva prevista no art. 61, § 1º, inciso II, alínea a, da Carta Magna. 2. Enquanto a Lei Maior, no inciso XIII do art. 37, veda a vinculação de “quaisquer espécies remuneratórias para efeitos de remuneração de pessoal do serviço público”, a Constituição estadual, diversamente, assegura aos servidores públicos estaduais ocupantes de cargos ou empregos de nível médio e superior “piso salarial proporcional à extensão e à complexidade do trabalho (...) não inferior ao salário mínimo profissional estabelecido em lei”, o que resulta em vinculação dos vencimentos de determinadas categorias de servidores públicos às variações do piso salarial profissional, importando em sistemática de aumento automático daqueles vencimentos, sem interferência do chefe do Poder Executivo do Estado, ferindo-se, ainda, o próprio princípio Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5519892. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 17 Ementa e Acórdão ADI 290 / SC federativo e a autonomia dos estados para fixar os vencimentos de seus servidores (arts. 2º e 25 da Constituição Federal). 3. A jurisprudência da Corte é pacífica no que tange ao não cabimento de qualquer espécie de vinculação da remuneração de servidores públicos, repelindo, assim, a vinculação da remuneração de servidores do estado a fatores alheios à sua vontade e ao seu controle; seja às variações de índices de correção editados pela União; seja aos pisos salariais profissionais. Precedentes. 4. Ação direta de inconstitucionalidade julgada procedente. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em sessão plenária, sob a presidência do Senhor Ministro Joaquim Barbosa, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos e nos termos do voto do Relator, em julgar procedente a ação direta para declarar a inconstitucionalidade da expressão “assegurada aos servidores ocupantes de cargos ou empregos de nível médio e superior remuneração não inferior ao salário mínimo profissional estabelecido em lei”, contida no inciso II do art. 27 da Constituição do Estado de Santa Catarina, bem como da íntegra da Lei estadual nº 1.117/90. Brasília, 19 de fevereiro de 2014. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5519892. Supremo Tribunal Federal ADI 290 / SC federativo e a autonomia dos estados para fixar os vencimentos de seus servidores (arts. 2º e 25 da Constituição Federal). 3. A jurisprudência da Corte é pacífica no que tange ao não cabimento de qualquer espécie de vinculação da remuneração de servidores públicos, repelindo, assim, a vinculação da remuneração de servidores do estado a fatores alheios à sua vontade e ao seu controle; seja às variações de índices de correção editados pela União; seja aos pisos salariais profissionais. Precedentes. 4. Ação direta de inconstitucionalidade julgada procedente. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em sessão plenária, sob a presidência do Senhor Ministro Joaquim Barbosa, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos e nos termos do voto do Relator, em julgar procedente a ação direta para declarar a inconstitucionalidade da expressão “assegurada aos servidores ocupantes de cargos ou empregos de nível médio e superior remuneração não inferior ao salário mínimo profissional estabelecido em lei”, contida no inciso II do art. 27 da Constituição do Estado de Santa Catarina, bem como da íntegra da Lei estadual nº 1.117/90. Brasília, 19 de fevereiro de 2014. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5519892. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 17 Relatório 19/02/2014 PLENÁRIO AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 290 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI REQTE.(S) :GOVERNADOR DO ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA CATARINA INTDO.(A/S) :ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DE SANTA CATARINA RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Cuida-se de ação direta de inconstitucionalidade, com pedido de liminar, ajuizada pelo Governador do Estado de Santa Catarina, em 29 de maio de 1990, tendo por objeto o art. 27, inciso II, da Constituição Estadual, e o art. 1º, §§ 1º, 2º, 3º e 4º, da Lei estadual nº 1.117, de 30 de março de 1990, os quais asseguram aos servidores públicos estaduais ocupantes de cargos ou empregos de nível médio e superior remuneração não inferior ao salário mínimo profissional estabelecido em lei. Eis o teor dos dispositivos impugnados: Constituição do Estado de Santa Catarina: “Art. 27 – São direitos dos servidores públicos sujeitos ao regime jurídico único, além de outros estabelecidos em lei: (...) II – piso de vencimento proporcional à extensão e à complexidade do trabalho, assegurado aos servidores ocupantes de cargos ou empregos de nível medo e superior remuneração não inferior aos salário-mínimo profissional estabelecido em lei.“ Lei nº 1.117, de 30 de março de 1990: “Art. 1º - Aos servidores públicos estaduais de níveis Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5519890. Supremo Tribunal Federal 19/02/2014 PLENÁRIO AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 290 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI REQTE.(S) :GOVERNADOR DO ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA CATARINA INTDO.(A/S) :ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DE SANTA CATARINA RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Cuida-se de ação direta de inconstitucionalidade, com pedido de liminar, ajuizada pelo Governador do Estado de Santa Catarina, em 29 de maio de 1990, tendo por objeto o art. 27, inciso II, da Constituição Estadual, e o art. 1º, §§ 1º, 2º, 3º e 4º, da Lei estadual nº 1.117, de 30 de março de 1990, os quais asseguram aos servidores públicos estaduais ocupantes de cargos ou empregos de nível médio e superior remuneração não inferior ao salário mínimo profissional estabelecido em lei. Eis o teor dos dispositivos impugnados: Constituição do Estado de Santa Catarina: “Art. 27 – São direitos dos servidores públicos sujeitos ao regime jurídico único, além de outros estabelecidos em lei: (...) II – piso de vencimento proporcional à extensão e à complexidade do trabalho, assegurado aos servidores ocupantes de cargos ou empregos de nível medo e superior remuneração não inferior aos salário-mínimo profissional estabelecido em lei.“ Lei nº 1.117, de 30 de março de 1990: “Art. 1º - Aos servidores públicos estaduais de níveis Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5519890. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 17 Relatório ADI 290 / SC médio e superior lotados na Administração Direta, Indireta, Autárquica e Fundações instituídas pelo Estado, fica assegurada a percepção de remuneração não inferior ao salário- mínimo profissional definido em lei. § 1º. Quando o nível de vencimento inicial de cada categoria profissional aludida no caput deste artigo não alcançar o valor do salário-mínimo profissional, ao mesmo será acrescido um valor de adicional de Salário-Mínimo Profissional. Para os demais níveis de vencimento de cada categoria profissional serão mantidas as diferenças desde que não excedam o teto fixado em lei. § 2º. Quando, em decorrência da aplicação da política salarial em vigor para os Serviços Públicos Estaduais, a condição contida no § 1º deste artigo não for satisfeita, o valor do adicional Salário-Mínimo Profissional será atualizado. § 3º. Aplica-se o contido neste artigo aos proventos e pensões dos inativos e pensionistas. § 4º O valor do adicional Salário-mínimo Profissional será considerado parte integrante da remuneração do servidor, para todos os efeitos legais.” Em síntese, sustenta o autor que os dispositivos impugnados afrontariam os arts. 2º; 37, XIII; 61, § 1º, II, a; 25, caput e § 1º, todos da Constituição Federal. Aduz que as normas questionadas versam sobre matéria – vencimentos de servidores públicos – que somente poderia ser regulada por lei de iniciativa do chefe do Poder Executivo do Estado, consoante determina o art. 61, § 1º, II, a, da Carta Federal – norma de repetição obrigatória pelos estados -, sendo, portanto, formalmente inconstitucionais. Aponta, ademais, para o desrespeito ao art. 37, XIII, da Constituição Republicana, uma vez que os dispositivos impugnados teriam vinculado de forma permanente “os vencimentos de determinadas categorias de servidores 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5519890. Supremo Tribunal Federal ADI 290 / SC médio e superior lotados na Administração Direta, Indireta, Autárquica e Fundações instituídas pelo Estado, fica assegurada a percepção de remuneração não inferior ao salário- mínimo profissional definido em lei. § 1º. Quando o nível de vencimento inicial de cada categoria profissional aludida no caput deste artigo não alcançar o valor do salário-mínimo profissional, ao mesmo será acrescido um valor de adicional de Salário-Mínimo Profissional. Para os demais níveis de vencimento de cada categoria profissional serão mantidas as diferenças desde que não excedam o teto fixado em lei. § 2º. Quando, em decorrência da aplicação da política salarial em vigor para os Serviços Públicos Estaduais, a condição contida no § 1º deste artigo não for satisfeita, o valor do adicional Salário-Mínimo Profissional será atualizado. § 3º. Aplica-se o contido neste artigo aos proventos e pensões dos inativos e pensionistas. § 4º O valor do adicional Salário-mínimo Profissional será considerado parte integrante da remuneração do servidor, para todos os efeitos legais.” Em síntese, sustenta o autor que os dispositivos impugnados afrontariam os arts. 2º; 37, XIII; 61, § 1º, II, a; 25, caput e § 1º, todos da Constituição Federal. Aduz que as normas questionadas versam sobre matéria – vencimentos de servidores públicos – que somente poderia ser regulada por lei de iniciativa do chefe do Poder Executivo do Estado, consoante determina o art. 61, § 1º, II, a, da Carta Federal – norma de repetição obrigatória pelos estados -, sendo, portanto, formalmente inconstitucionais. Aponta, ademais, para o desrespeito ao art. 37, XIII, da Constituição Republicana, uma vez que os dispositivos impugnados teriam vinculado de forma permanente “os vencimentos de determinadas categorias de servidores 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5519890. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 17 Relatório ADI 290 / SC públicos a variações do salário mínimo profissional, inaugurando-se assim uma sistemática que importa em automaticidade dos aumentos, sem qualquer ingerência para tanto, do Chefe do Executivo” (fl. 10). Acrescenta, ainda, que essa vinculação “desafia o próprio princípio federativo e autonomia constitucional assegurada aos Estados-membros para fixar o vencimento de seus servidores” (fl. 11), pois “sendo dos Estados a competência para fixar os vencimentos de seus servidores, (...) inadmissível é a hipótese de índices, atos, procedimentos ou leis de proveniência Federal dispor sobre matéria desta índole” (fl. 12). Requisitadas informações (fl. 35), a Assembleia Legislativa do Estado defendeu a constitucionalidade das normas impugnadas e a possibilidade de a Constituição estadual dispor sobre direito que julga fundamental e que não esteja claramente identificado na Constituição Federal (fls. 38/42). Em petição protocolizada em 3/9/91, o Governador do Estado de Santa Catarina pleiteou a concessão de medida liminar, a fim de suspender a eficácia dos dispositivos legais atacados (fls. 46/52). Em sessão plenária de 17 de outubro de 1991, a Corte, por unanimidade, deferiu a medida cautelar, para suspender a eficácia, no inciso II do art. 27 da Constituição do Estado de Santa Catarina, da expressão “assegurada aos servidores ocupantes de cargos ou empregos de nível médio e superior remuneração não inferior ao salário mínimo profissional estabelecido em lei” e também do art. 1º e seus parágrafos 1º, 2º, 3º e 4º da Lei Estadual nº 1.117/90, restando a ementa assim redigida: “AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE - CONSTITUIÇÃO DO ESTADO DE SANTA CATARINA (ART. 27, II) E LEI ESTADUAL N. 1117/90 - SERVIDOR PÚBLICO - CARGOS OU EMPREGOS DE NÍVEL MÉDIO E SUPERIOR - PISO SALARIAL - VINCULAÇÃO AO SALÁRIO MÍNIMO PROFISSIONAL - EXTENSÃO DO PODER CONSTITUINTE DECORRENTE - PODER DE INICIATIVA - MEDIDA CAUTELAR SUPERVENIENTEMENTE REQUERIDA - 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5519890. Supremo Tribunal Federal ADI 290 / SC públicos a variações do salário mínimo profissional, inaugurando-se assim uma sistemática que importa em automaticidade dos aumentos, sem qualquer ingerência para tanto, do Chefe do Executivo” (fl. 10). Acrescenta, ainda, que essa vinculação “desafia o próprio princípio federativo e autonomia constitucional assegurada aos Estados-membros para fixar o vencimento de seus servidores” (fl. 11), pois “sendo dos Estados a competência para fixar os vencimentos de seus servidores, (...) inadmissível é a hipótese de índices, atos, procedimentos ou leis de proveniência Federal dispor sobre matéria desta índole” (fl. 12). Requisitadas informações (fl. 35), a Assembleia Legislativa do Estado defendeu a constitucionalidade das normas impugnadas e a possibilidade de a Constituição estadual dispor sobre direito que julga fundamental e que não esteja claramente identificado na Constituição Federal (fls. 38/42). Em petição protocolizada em 3/9/91, o Governador do Estado de Santa Catarina pleiteou a concessão de medida liminar, a fim de suspender a eficácia dos dispositivos legais atacados (fls. 46/52). Em sessão plenária de 17 de outubro de 1991, a Corte, por unanimidade, deferiu a medida cautelar, para suspender a eficácia, no inciso II do art. 27 da Constituição do Estado de Santa Catarina, da expressão “assegurada aos servidores ocupantes de cargos ou empregos de nível médio e superior remuneração não inferior ao salário mínimo profissional estabelecido em lei” e também do art. 1º e seus parágrafos 1º, 2º, 3º e 4º da Lei Estadual nº 1.117/90, restando a ementa assim redigida: “AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE - CONSTITUIÇÃO DO ESTADO DE SANTA CATARINA (ART. 27, II) E LEI ESTADUAL N. 1117/90 - SERVIDOR PÚBLICO - CARGOS OU EMPREGOS DE NÍVEL MÉDIO E SUPERIOR - PISO SALARIAL - VINCULAÇÃO AO SALÁRIO MÍNIMO PROFISSIONAL - EXTENSÃO DO PODER CONSTITUINTE DECORRENTE - PODER DE INICIATIVA - MEDIDA CAUTELAR SUPERVENIENTEMENTE REQUERIDA - 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5519890. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 17 Relatório ADI 290 / SC DEFERIMENTO. - A impugnação, em sede de ação direta de inconstitucionalidade, da concessão de vantagens ou benefícios funcionais onerosos a servidores públicos estaduais, outorgada diretamente pela Constituição local, reveste-se de plausibilidade jurídica, na medida em que instaura, nesta Corte, a discussão em torno da extensão do poder constituinte decorrente inicial, outorgado aos Estados-membros. O conteúdo da norma constitucional estadual, ao assegurar aos servidores públicos um limite mínimo de remuneração, além de estabelecer a vinculação dos vencimentos a índices ou valores fixados em nível federal, parece cercear a atuação discricionária dos órgãos ativamente legitimados para a instauração, na esfera de sua respectiva competência, do correspondente processo legislativo” (Rel. Min. Celso de Mello, DJ de 3/4/92). Em seguida, o Governador do Estado informou (fls. 76/77) que, em cumprimento à decisão liminar, “foi determinada a imediata suspensão dos pagamentos que com base no art. 27, II, final da Constituição do Estado e, no art. 1º, §§ 1º, 2º, 3º e 4º da lei 1.117/90, estavam ocorrendo” (fl. 77). O Advogado-Geral da União, atuando na defesa da norma impugnada (fls. 80/88), manifestou-se no sentido da prevalência da autonomia estadual “em temas que se ajustem aos ditames dos arts. 25 da CF e 11 do respectivo ADCT” (fl. 87). Por seu turno, opinou o Procurador-Geral da República (fls. 90/97) pela procedência do pedido, nos exatos termos do entendimento manifesto quando do julgamento da medida cautelar. Questionada sobre a vigência das normas impugnadas, a Assembleia Legislativa do Estado de Santa Catarina informou que não houve revogação formal dos dispositivos (fl. 106). É o relatório. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5519890. Supremo Tribunal Federal ADI 290 / SC DEFERIMENTO. - A impugnação, em sede de ação direta de inconstitucionalidade, da concessão de vantagens ou benefícios funcionais onerosos a servidores públicos estaduais, outorgada diretamente pela Constituição local, reveste-se de plausibilidade jurídica, na medida em que instaura, nesta Corte, a discussão em torno da extensão do poder constituinte decorrente inicial, outorgado aos Estados-membros. O conteúdo da norma constitucional estadual, ao assegurar aos servidores públicos um limite mínimo de remuneração, além de estabelecer a vinculação dos vencimentos a índices ou valores fixados em nível federal, parece cercear a atuação discricionária dos órgãos ativamente legitimados para a instauração, na esfera de sua respectiva competência, do correspondente processo legislativo” (Rel. Min. Celso de Mello, DJ de 3/4/92). Em seguida, o Governador do Estado informou (fls. 76/77) que, em cumprimento à decisão liminar, “foi determinada a imediata suspensão dos pagamentos que com base no art. 27, II, final da Constituição do Estado e, no art. 1º, §§ 1º, 2º, 3º e 4º da lei 1.117/90, estavam ocorrendo” (fl. 77). O Advogado-Geral da União, atuando na defesa da norma impugnada (fls. 80/88), manifestou-se no sentido da prevalência da autonomia estadual “em temas que se ajustem aos ditames dos arts. 25 da CF e 11 do respectivo ADCT” (fl. 87). Por seu turno, opinou o Procurador-Geral da República (fls. 90/97) pela procedência do pedido, nos exatos termos do entendimento manifesto quando do julgamento da medida cautelar. Questionada sobre a vigência das normas impugnadas, a Assembleia Legislativa do Estado de Santa Catarina informou que não houve revogação formal dos dispositivos (fl. 106). É o relatório. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5519890. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 17 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI 19/02/2014 PLENÁRIO AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 290 SANTA CATARINA VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): A presente ação merece ser julgada procedente, na linha do que firmado por esta Corte por ocasião do deferimento da medida cautelar, em sessão de 17/10/91, conforme o acórdão de fls. 61/74, da lavra do eminente Ministro Celso de Mello, então Relator da ação. Exsurge inequívoco o vício de iniciativa da Lei estadual nº 1.117, de 30 de março de 1990, na medida em que o processo legislativo foi deflagrado pela Assembleia Legislativa do Estado de Santa Catarina, e não pelo Governador do Estado. Como visto, a Lei nº 1.117/90, em seu art. 1º, caput e parágrafos, estabelece normas para a aplicação do salário mínimo profissional aos servidores estaduais, incidindo, portanto, sobre matéria de iniciativa legislativa exclusiva do chefe do Poder Executivo, ao qual incumbe dispor sobre a remuneração dos cargos e funções do serviço público, em razão da cláusula de reserva prevista no art. 61, § 1º, inciso II, alínea a, da Carta Magna. No julgamento da medida cautelar, o Tribunal entendeu igualmente presente ofensa formal ao art. 27, II, da Constituição do Estado de Santa Catarina. O Ministro Celso de Mello, em seu voto, assentou que, “[n]ão obstante esse caráter institucionalizador, subordina-se o poder constituinte local à estrita observância dos princípios consagrados na Carta da República. Da necessidade de definir limites do poder de auto-organização dos Estados- membros emerge, assim, a plausibilidade jurídica da pretensão ora deduzida pelo Governador de Santa Catarina, no que pertine ao disposto no art. 27, II, da Constituição do Estado”. De fato, a jurisprudência da Corte estava firme no sentido de que as constituições estaduais, inclusive em suas versões originais, não podiam Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5458335. Supremo Tribunal Federal 19/02/2014 PLENÁRIO AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 290 SANTA CATARINA VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): A presente ação merece ser julgada procedente, na linha do que firmado por esta Corte por ocasião do deferimento da medida cautelar, em sessão de 17/10/91, conforme o acórdão de fls. 61/74, da lavra do eminente Ministro Celso de Mello, então Relator da ação. Exsurge inequívoco o vício de iniciativa da Lei estadual nº 1.117, de 30 de março de 1990, na medida em que o processo legislativo foi deflagrado pela Assembleia Legislativa do Estado de Santa Catarina, e não pelo Governador do Estado. Como visto, a Lei nº 1.117/90, em seu art. 1º, caput e parágrafos, estabelece normas para a aplicação do salário mínimo profissional aos servidores estaduais, incidindo, portanto, sobre matéria de iniciativa legislativa exclusiva do chefe do Poder Executivo, ao qual incumbe dispor sobre a remuneração dos cargos e funções do serviço público, em razão da cláusula de reserva prevista no art. 61, § 1º, inciso II, alínea a, da Carta Magna. No julgamento da medida cautelar, o Tribunal entendeu igualmente presente ofensa formal ao art. 27, II, da Constituição do Estado de Santa Catarina. O Ministro Celso de Mello, em seu voto, assentou que, “[n]ão obstante esse caráter institucionalizador, subordina-se o poder constituinte local à estrita observância dos princípios consagrados na Carta da República. Da necessidade de definir limites do poder de auto-organização dos Estados- membros emerge, assim, a plausibilidade jurídica da pretensão ora deduzida pelo Governador de Santa Catarina, no que pertine ao disposto no art. 27, II, da Constituição do Estado”. De fato, a jurisprudência da Corte estava firme no sentido de que as constituições estaduais, inclusive em suas versões originais, não podiam Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5458335. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 17 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ADI 290 / SC dispor sobre matéria reservada à iniciativa do Poder Executivo (art. 61, § 1º, II, da CF/88), uma vez que não estaria garantida, no processo legislativo, a participação desse Poder, incidindo aquelas constituições que assim o fizessem em inconstitucionalidade formal (cf. ADI nº 270/MG, Rel. Min. Maurício Corrêa, DJ de 30/4/04; ADI nº 1.695/PR, Rel. Min. Maurício Corrêa, DJ de 28/5/04; ADI nº 1.353, Rel. Min. Maurício Corrêa, DJ de 16/5/03; ADI nº 250/RJ, Rel. Min. Ilmar Galvão, DJ de 15/8/02; ADI nº 102/RO, Rel. Min. Maurício Corrêa, DJ de 8/8/02; ADI nº 843/MS, Rel. Min. Ilmar Galvão, DJ de 13/9/02; ADI nº 483, Rel. Min. Ilmar Galvão, DJ de 29/6/01). Contudo, esse entendimento vem sendo temperado pela Corte, que vem distinguindo as disposições originárias daquelas decorrentes de emendas constitucionais, de forma que as regras de iniciativa reservada previstas na Carta da República não seriam aplicáveis ao poder constituinte decorrente inicial, não incidindo, portanto, sobre as normas originárias das cartas estaduais, como se atesta na ementa da ADI nº 2.581/SP: “(...) INICIATIVA - CONSTITUIÇÃO DO ESTADO - INSUBSISTÊNCIA. A regra do Diploma Maior quanto à iniciativa do chefe do Poder Executivo para projeto a respeito de certas matérias não suplanta o tratamento destas últimas pela vez primeira na Carta do próprio Estado (...)” (ADI nº 2.581/SP, Rel. Min. Maurício Corrêa, Rel. p/ o ac. Min. Marco Aurélio, DJ de 15/8/08). Por essas razões, reconheço a inconstitucionalidade formal da Lei estadual nº 1.117/90, por violação do art. 61, § 1º, inciso II, alínea a, da Lei Maior. Afasto, contudo, o alegado vício formal quanto ao art. 27, II, da Constituição do Estado de Santa Catarina, por se tratar de redação originária da Carta estadual, a qual não se submete às regras de iniciativa legislativa privativa do chefe do Poder Executivo. Todavia, independentemente da não verificação de vício formal no art. 27, II, da Constituição estadual, subsistem as razões de ofensa 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5458335. Supremo Tribunal Federal ADI 290 / SC dispor sobre matéria reservada à iniciativa do Poder Executivo (art. 61, § 1º, II, da CF/88), uma vez que não estaria garantida, no processo legislativo, a participação desse Poder, incidindo aquelas constituições que assim o fizessem em inconstitucionalidade formal (cf. ADI nº 270/MG, Rel. Min. Maurício Corrêa, DJ de 30/4/04; ADI nº 1.695/PR, Rel. Min. Maurício Corrêa, DJ de 28/5/04; ADI nº 1.353, Rel. Min. Maurício Corrêa, DJ de 16/5/03; ADI nº 250/RJ, Rel. Min. Ilmar Galvão, DJ de 15/8/02; ADI nº 102/RO, Rel. Min. Maurício Corrêa, DJ de 8/8/02; ADI nº 843/MS, Rel. Min. Ilmar Galvão, DJ de 13/9/02; ADI nº 483, Rel. Min. Ilmar Galvão, DJ de 29/6/01). Contudo, esse entendimento vem sendo temperado pela Corte, que vem distinguindo as disposições originárias daquelas decorrentes de emendas constitucionais, de forma que as regras de iniciativa reservada previstas na Carta da República não seriam aplicáveis ao poder constituinte decorrente inicial, não incidindo, portanto, sobre as normas originárias das cartas estaduais, como se atesta na ementa da ADI nº 2.581/SP: “(...) INICIATIVA - CONSTITUIÇÃO DO ESTADO - INSUBSISTÊNCIA. A regra do Diploma Maior quanto à iniciativa do chefe do Poder Executivo para projeto a respeito de certas matérias não suplanta o tratamento destas últimas pela vez primeira na Carta do próprio Estado (...)” (ADI nº 2.581/SP, Rel. Min. Maurício Corrêa, Rel. p/ o ac. Min. Marco Aurélio, DJ de 15/8/08). Por essas razões, reconheço a inconstitucionalidade formal da Lei estadual nº 1.117/90, por violação do art. 61, § 1º, inciso II, alínea a, da Lei Maior. Afasto, contudo, o alegado vício formal quanto ao art. 27, II, da Constituição do Estado de Santa Catarina, por se tratar de redação originária da Carta estadual, a qual não se submete às regras de iniciativa legislativa privativa do chefe do Poder Executivo. Todavia, independentemente da não verificação de vício formal no art. 27, II, da Constituição estadual, subsistem as razões de ofensa 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5458335. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 17 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ADI 290 / SC material à Constituição Federal apontadas quando da análise da medida cautelar. Note-se que, enquanto a Lei Maior, no inciso XIII do art. 37, veda a vinculação de “quaisquer espécies remuneratórias para efeitos de remuneração de pessoal do serviço público”, a Constituição estadual, diversamente, assegura aos servidores públicos estaduais ocupantes de cargos ou empregos de nível médio e superior “piso salarial proporcional à extensão e à complexidade do trabalho (...) não inferior ao salário mínimo profissional estabelecido em lei”, o que resulta em vinculação dos vencimentos de determinadas categorias de servidores públicos às variações do piso salarial profissional, importando em sistemática de aumento automático daqueles vencimentos, sem interferência do chefe do Poder Executivo do Estado, ferindo ainda o próprio princípio federativo e a autonomia dos estados para fixar os vencimentos de seus servidores (arts. 2º e 25 da Constituição Federal). Conforme salientado pelo eminente Ministro Celso de Mello, por ocasião do deferimento da medida cautelar: “Não parece haver dúvida de que essa vinculação instaura um mecanismo de reajuste automático dos vencimentos dos servidores públicos do Estado, a partir da variação do salário mínimo profissional, que só pode ser promovida em nível federal, inclusive quando motivada – consoante assinala AMAURI MASCARO NASCIMENTO ('op. loc. cit') – por decisões normativas da justiça do trabalho ou por negociações coletivas diretas. O conteúdo da norma constitucional estadual, ao assegurar aos servidores públicos um limite mínimo de remuneração, parece cercear a atuação discricionária dos órgãos ativamente legitimados para a instauração, na esfera de sua respectiva competência, do correspondente processo legislativo” (fl. 69). Com efeito, revelam-se materialmente inconstitucionais os dispositivos locais - tanto da Carta estadual quanto da Lei 1.117/90 - que 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5458335. Supremo Tribunal Federal ADI 290 / SC material à Constituição Federal apontadas quando da análise da medida cautelar. Note-se que, enquanto a Lei Maior, no inciso XIII do art. 37, veda a vinculação de “quaisquer espécies remuneratórias para efeitos de remuneração de pessoal do serviço público”, a Constituição estadual, diversamente, assegura aos servidores públicos estaduais ocupantes de cargos ou empregos de nível médio e superior “piso salarial proporcional à extensão e à complexidade do trabalho (...) não inferior ao salário mínimo profissional estabelecido em lei”, o que resulta em vinculação dos vencimentos de determinadas categorias de servidores públicos às variações do piso salarial profissional, importando em sistemática de aumento automático daqueles vencimentos, sem interferência do chefe do Poder Executivo do Estado, ferindo ainda o próprio princípio federativo e a autonomia dos estados para fixar os vencimentos de seus servidores (arts. 2º e 25 da Constituição Federal). Conforme salientado pelo eminente Ministro Celso de Mello, por ocasião do deferimento da medida cautelar: “Não parece haver dúvida de que essa vinculação instaura um mecanismo de reajuste automático dos vencimentos dos servidores públicos do Estado, a partir da variação do salário mínimo profissional, que só pode ser promovida em nível federal, inclusive quando motivada – consoante assinala AMAURI MASCARO NASCIMENTO ('op. loc. cit') – por decisões normativas da justiça do trabalho ou por negociações coletivas diretas. O conteúdo da norma constitucional estadual, ao assegurar aos servidores públicos um limite mínimo de remuneração, parece cercear a atuação discricionária dos órgãos ativamente legitimados para a instauração, na esfera de sua respectiva competência, do correspondente processo legislativo” (fl. 69). Com efeito, revelam-se materialmente inconstitucionais os dispositivos locais - tanto da Carta estadual quanto da Lei 1.117/90 - que 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5458335. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 17 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ADI 290 / SC estabelecem a subordinação da remuneração dos servidores públicos estaduais ao salário mínimo profissional (o denominado piso salarial profissional), o qual, em regra, é regulado por legislação federal ou convenção/acordo coletivo de trabalho, sendo, somente na ausência desses, regulado por lei estadual, conforme delegação contida na Lei Complementar Federal nº 103/2000. A jurisprudência da Corte é pacífica no que tange ao não cabimento de qualquer espécie de vinculação entre remunerações de servidores do Estado a fatores alheios à sua vontade e ao seu controle; seja às variações de índices de correção editados pela União; seja às variações dos pisos salariais profissionais. Nesse sentido, vide os seguintes julgados: “AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE - CONSTITUIÇÃO DO ESTADO DE ALAGOAS (ART. 55, XII), - SERVIDOR PÚBLICO - HABILITAÇÃO PROFISSIONAL ESPECIFICA - PISO SALARIAL PROFISSIONAL - MECANISMO DE REAJUSTE AUTOMÁTICO DE VENCIMENTOS - MEDIDA CAUTELAR DEFERIDA. A fixação, pela Constituição do Estado, do salário mínimo profissional como piso salarial para certas categorias de servidores públicos cria um mecanismo de reajuste automático de vencimentos que parece afetar o postulado da separação de poderes, por inobservância da cláusula de iniciativa reservada para a instauração do necessário processo legislativo. Mais do que isso, essa vinculação condicionante da remuneração devida a certas categorias funcionais também parece vulnerar o próprio princípio federativo, que não tolera a subordinação da politica salarial referente ao funcionalismo público local a variação de índices fixados pela União” (ADI nº 668/AL-MC, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Celso de Mello, DJ de 19/6/92). “CONSTITUCIONAL. AÇÃO DIRETA. LIMINAR. REMUNERAÇÃO. SERVIDORES PÚBLICOS ESTADUAIS. VINCULAÇÃO. SALÁRIO-MINIMO PROFISSIONAL. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5458335. Supremo Tribunal Federal ADI 290 / SC estabelecem a subordinação da remuneração dos servidores públicos estaduais ao salário mínimo profissional (o denominado piso salarial profissional), o qual, em regra, é regulado por legislação federal ou convenção/acordo coletivo de trabalho, sendo, somente na ausência desses, regulado por lei estadual, conforme delegação contida na Lei Complementar Federal nº 103/2000. A jurisprudência da Corte é pacífica no que tange ao não cabimento de qualquer espécie de vinculação entre remunerações de servidores do Estado a fatores alheios à sua vontade e ao seu controle; seja às variações de índices de correção editados pela União; seja às variações dos pisos salariais profissionais. Nesse sentido, vide os seguintes julgados: “AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE - CONSTITUIÇÃO DO ESTADO DE ALAGOAS (ART. 55, XII), - SERVIDOR PÚBLICO - HABILITAÇÃO PROFISSIONAL ESPECIFICA - PISO SALARIAL PROFISSIONAL - MECANISMO DE REAJUSTE AUTOMÁTICO DE VENCIMENTOS - MEDIDA CAUTELAR DEFERIDA. A fixação, pela Constituição do Estado, do salário mínimo profissional como piso salarial para certas categorias de servidores públicos cria um mecanismo de reajuste automático de vencimentos que parece afetar o postulado da separação de poderes, por inobservância da cláusula de iniciativa reservada para a instauração do necessário processo legislativo. Mais do que isso, essa vinculação condicionante da remuneração devida a certas categorias funcionais também parece vulnerar o próprio princípio federativo, que não tolera a subordinação da politica salarial referente ao funcionalismo público local a variação de índices fixados pela União” (ADI nº 668/AL-MC, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Celso de Mello, DJ de 19/6/92). “CONSTITUCIONAL. AÇÃO DIRETA. LIMINAR. REMUNERAÇÃO. SERVIDORES PÚBLICOS ESTADUAIS. VINCULAÇÃO. SALÁRIO-MINIMO PROFISSIONAL. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5458335. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 17 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ADI 290 / SC JORNADA DE TRABALHO. A vinculação, na Constituição Estadual, da remuneração e da jornada de servidores estaduais a disciplina que se estabelece, em lei federal, para profissionais congeneres, para os quais se estipula piso salarial correspondente a determinada quantia de salários-mínimos, torna relevante a alegação de inconstitucionalidade, em face do princípio da autonomia dos Estados-membros, bem como das regras que se referem a iniciativa reservada do Poder Executivo para certas matérias e a inadmissibilidade de vinculação e reajustamento automático de remuneração no âmbito do Poder Público (arts. 25; 61, par. 1., II, a e c; e 37, XIII, da CF). Precedentes. Medida liminar deferida” (ADI nº 1.064/MS-MC, Rel. Min. Ilmar Galvão, DJ de 9/9/94). “(...) 2. Inconstitucionalidade das disposições legais impugnadas porque ferem a um só tempo os seguintes preceitos da Carta de 1969: a) iniciativa exclusiva do Governador para deflagrar o processo legislativo de lei que concede aumento de vencimentos ou aumenta a despesa (art. 57, II, c/c art. 200); b) autonomia do Estado, por ficar submisso a índice de correção monetária fixado pela União (art. 13); e c) proibição de vinculação de qualquer natureza para efeito de remuneração do pessoal do serviço público, ao conceder reajuste automático (art. 98, par. Único). (...)” (AO nº 293/SC, Tribunal Pleno, Rel. p/ o ac. Ministro Maurício Corrêa, DJ de 24/11/95). “(...) QUANTO AS EXPRESSÕES 'COM PISO SALARIAL PROFISSIONAL NUNCA INFERIOR A TRÊS VEZES O PISO SALARIAL DOS FUNCIONÁRIOS PÚBLICOS ESTADUAIS', CONTIDAS NA LETRA 'E' DO INCISO II DO ARTIGO 199 DA CONSTITUIÇÃO DO ESTADO DO AMAZONAS, SÃO INCONSTITUCIONAIS, PORQUANTO, EM SE TRATANDO DE ESTABELECIMENTO DE PISO EM MÚLTIPLO DE PISO SALARIAL, HÁ A VINCULAÇÃO VEDADA PELO ARTIGO 37, XIII, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. (...)” (ADI nº 120/AM, 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5458335. Supremo Tribunal Federal ADI 290 / SC JORNADA DE TRABALHO. A vinculação, na Constituição Estadual, da remuneração e da jornada de servidores estaduais a disciplina que se estabelece, em lei federal, para profissionais congeneres, para os quais se estipula piso salarial correspondente a determinada quantia de salários-mínimos, torna relevante a alegação de inconstitucionalidade, em face do princípio da autonomia dos Estados-membros, bem como das regras que se referem a iniciativa reservada do Poder Executivo para certas matérias e a inadmissibilidade de vinculação e reajustamento automático de remuneração no âmbito do Poder Público (arts. 25; 61, par. 1., II, a e c; e 37, XIII, da CF). Precedentes. Medida liminar deferida” (ADI nº 1.064/MS-MC, Rel. Min. Ilmar Galvão, DJ de 9/9/94). “(...) 2. Inconstitucionalidade das disposições legais impugnadas porque ferem a um só tempo os seguintes preceitos da Carta de 1969: a) iniciativa exclusiva do Governador para deflagrar o processo legislativo de lei que concede aumento de vencimentos ou aumenta a despesa (art. 57, II, c/c art. 200); b) autonomia do Estado, por ficar submisso a índice de correção monetária fixado pela União (art. 13); e c) proibição de vinculação de qualquer natureza para efeito de remuneração do pessoal do serviço público, ao conceder reajuste automático (art. 98, par. Único). (...)” (AO nº 293/SC, Tribunal Pleno, Rel. p/ o ac. Ministro Maurício Corrêa, DJ de 24/11/95). “(...) QUANTO AS EXPRESSÕES 'COM PISO SALARIAL PROFISSIONAL NUNCA INFERIOR A TRÊS VEZES O PISO SALARIAL DOS FUNCIONÁRIOS PÚBLICOS ESTADUAIS', CONTIDAS NA LETRA 'E' DO INCISO II DO ARTIGO 199 DA CONSTITUIÇÃO DO ESTADO DO AMAZONAS, SÃO INCONSTITUCIONAIS, PORQUANTO, EM SE TRATANDO DE ESTABELECIMENTO DE PISO EM MÚLTIPLO DE PISO SALARIAL, HÁ A VINCULAÇÃO VEDADA PELO ARTIGO 37, XIII, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. (...)” (ADI nº 120/AM, 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5458335. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 17 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ADI 290 / SC Rel. Min. Moreira Alves, DJ de 26/4/96). “AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. LEI RONDONIENSE N. 256/1989. FIXAÇÃO DE VENCIMENTO BÁSICO PARA DESEMBARGADOR ESTADUAL E CRIAÇÃO DE FÓRMULA DE REAJUSTE. 1. Prejuízo da ação quanto aos arts. 1º e 2º da Lei rondoniense n. 256/1989 em face das alterações constitucionais posteriores. Ação Direta de Inconstitucionalidade n. 96/RO. 2. Inconstitucionalidade da vinculação de reajuste de remuneração de servidores públicos ao índice de preços ao consumidor. Descumprimento do princípio federativo e da autonomia estadual. Precedentes. 3. Ação Direta de Inconstitucionalidade prejudicada quanto aos arts. 1º e 2º da Lei rondoniense n. 256/1989 e julgada procedente quanto aos arts. 3º e 4º desse diploma legal” (ADI nº 285/RO, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJ de 19/3/10). Por fim, reconhecidas as inconstitucionalidades formal e material do art. 1º, caput e parágrafos, da Lei estadual nº 1.117/90, deve ser declarada a inconstitucionalidade, por arrastamento, da íntegra do mencionado diploma legal, o qual, de resto, limita-se a veicular normas que instrumentalizam a aplicação do seu art. 1º. Com essas considerações, voto pela procedência do pedido e pela declaração de inconstitucionalidade da expressão “assegurada aos servidores ocupantes de cargos ou empregos de nível médio e superior remuneração não inferior ao salário mínimo profissional estabelecido em lei” contida no inciso II do art. 27 da Constituição do Estado de Santa Catarina, bem como da íntegra da Lei estadual nº 1.117/90. 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5458335. Supremo Tribunal Federal ADI 290 / SC Rel. Min. Moreira Alves, DJ de 26/4/96). “AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. LEI RONDONIENSE N. 256/1989. FIXAÇÃO DE VENCIMENTO BÁSICO PARA DESEMBARGADOR ESTADUAL E CRIAÇÃO DE FÓRMULA DE REAJUSTE. 1. Prejuízo da ação quanto aos arts. 1º e 2º da Lei rondoniense n. 256/1989 em face das alterações constitucionais posteriores. Ação Direta de Inconstitucionalidade n. 96/RO. 2. Inconstitucionalidade da vinculação de reajuste de remuneração de servidores públicos ao índice de preços ao consumidor. Descumprimento do princípio federativo e da autonomia estadual. Precedentes. 3. Ação Direta de Inconstitucionalidade prejudicada quanto aos arts. 1º e 2º da Lei rondoniense n. 256/1989 e julgada procedente quanto aos arts. 3º e 4º desse diploma legal” (ADI nº 285/RO, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJ de 19/3/10). Por fim, reconhecidas as inconstitucionalidades formal e material do art. 1º, caput e parágrafos, da Lei estadual nº 1.117/90, deve ser declarada a inconstitucionalidade, por arrastamento, da íntegra do mencionado diploma legal, o qual, de resto, limita-se a veicular normas que instrumentalizam a aplicação do seu art. 1º. Com essas considerações, voto pela procedência do pedido e pela declaração de inconstitucionalidade da expressão “assegurada aos servidores ocupantes de cargos ou empregos de nível médio e superior remuneração não inferior ao salário mínimo profissional estabelecido em lei” contida no inciso II do art. 27 da Constituição do Estado de Santa Catarina, bem como da íntegra da Lei estadual nº 1.117/90. 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5458335. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 17 Esclarecimento 19/02/2014 PLENÁRIO AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 290 SANTA CATARINA ESCLARECIMENTO A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - Ministro Toffoli, eu queria um esclarecimento, até porque nós temos de saber que estamos direcionando a jurisprudência num determinado sentido. Aqui, são normas da Constituição de Santa Catarina, de 90. Portanto, estou imaginando que seja da Constituição de 89, e o Constituinte decorrente, Constituinte estadual, incluiu, na matéria de servidores públicos, a questão referente à fixação de um piso de vencimento, que ficaria a cargo, portanto, de lei de iniciativa do governador. Se considerarmos a inconstitucionalidade formal, estamos a afirmar que as Constituições estaduais não podem tratar, no regime constitucional estadual dos servidores... O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Não. O vício de iniciativa é em relação à lei e não à Constituição. A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - Não à Constituição. Então, quando a conclusão é no sentido da... O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Eu fiz o resumo do voto, que foi anteriormente distribuído. Isso está esclarecido no voto. A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - Vossa Excelência, ao final, vota pela procedência do pedido de declaração de inconstitucionalidade, contido no inciso II da Lei. O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Isso está bem claro no voto. À fl. 2 de meu voto, digo: "[p]or essas razões, reconheço a inconstitucionalidade formal da lei". A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - Então, só da lei. Ou seja, quanto à Constituição, mantém-se integral... O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Na parte conclusiva do voto, falo o seguinte: "[p]or fim, reconhecidas Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6110922. Supremo Tribunal Federal 19/02/2014 PLENÁRIO AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 290 SANTA CATARINA ESCLARECIMENTO A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - Ministro Toffoli, eu queria um esclarecimento, até porque nós temos de saber que estamos direcionando a jurisprudência num determinado sentido. Aqui, são normas da Constituição de Santa Catarina, de 90. Portanto, estou imaginando que seja da Constituição de 89, e o Constituinte decorrente, Constituinte estadual, incluiu, na matéria de servidores públicos, a questão referente à fixação de um piso de vencimento, que ficaria a cargo, portanto, de lei de iniciativa do governador. Se considerarmos a inconstitucionalidade formal, estamos a afirmar que as Constituições estaduais não podem tratar, no regime constitucional estadual dos servidores... O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Não. O vício de iniciativa é em relação à lei e não à Constituição. A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - Não à Constituição. Então, quando a conclusão é no sentido da... O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Eu fiz o resumo do voto, que foi anteriormente distribuído. Isso está esclarecido no voto. A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - Vossa Excelência, ao final, vota pela procedência do pedido de declaração de inconstitucionalidade, contido no inciso II da Lei. O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Isso está bem claro no voto. À fl. 2 de meu voto, digo: "[p]or essas razões, reconheço a inconstitucionalidade formal da lei". A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - Então, só da lei. Ou seja, quanto à Constituição, mantém-se integral... O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Na parte conclusiva do voto, falo o seguinte: "[p]or fim, reconhecidas Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6110922. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 17 Esclarecimento ADI 290 / SC as inconstitucionalidades formal e material do art. 1º e caput da lei (…)". Eu falei “da lei” e não ‘da Constituição’. O SENHOR MINISTRO JOAQUIM BARBOSA (PRESIDENTE) - Vossa Excelência declara a inconstitucionalidade da expressão contida no art. 27, inciso II? O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Exatamente. E também da íntegra da Lei nº 1.117/90, embora tenha sido atacado apenas o art. 1º, caput e parágrafos. Mas, ao declará-los inconstitucionais, por arrastamento, a lei não tem nenhuma utilidade no que ela sobeja. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Presidente, só para entender a posição da Ministra Cármen, que é a de que a questão do vício de iniciativa não se colocaria em termos da Constituição estadual. O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Originária. A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - A Constituição estadual, em relação a servidores e a vencimentos que não impliquem aumento, eu acho que o Constituinte estadual pode tratar. Aqui, é porque fixou-se um piso de vencimento estabelecido em lei, e o Ministro Toffoli afirma que esta lei tinha vício formal de iniciativa. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Eu entendi. Eu teria uma dificuldade, mas não é relevante no momento, porque, na verdade, a Constituição estadual, ao estabelecer uma vinculação ao salário mínimo profissional, de certa forma, ela estabelece uma vinculação à legislação federal, e, aí, eu teria uma dificuldade. A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - Isso é considerado inconstitucional pela nossa jurisprudência. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Você vincular a remuneração estadual... A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - A uma lei federal, porque, aí, a autonomia do Estado ... O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Ao salário 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6110922. Supremo Tribunal Federal ADI 290 / SC as inconstitucionalidades formal e material do art. 1º e caput da lei (…)". Eu falei “da lei” e não ‘da Constituição’. O SENHOR MINISTRO JOAQUIM BARBOSA (PRESIDENTE) - Vossa Excelência declara a inconstitucionalidade da expressão contida no art. 27, inciso II? O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Exatamente. E também da íntegra da Lei nº 1.117/90, embora tenha sido atacado apenas o art. 1º, caput e parágrafos. Mas, ao declará-los inconstitucionais, por arrastamento, a lei não tem nenhuma utilidade no que ela sobeja. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Presidente, só para entender a posição da Ministra Cármen, que é a de que a questão do vício de iniciativa não se colocaria em termos da Constituição estadual. O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Originária. A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - A Constituição estadual, em relação a servidores e a vencimentos que não impliquem aumento, eu acho que o Constituinte estadual pode tratar. Aqui, é porque fixou-se um piso de vencimento estabelecido em lei, e o Ministro Toffoli afirma que esta lei tinha vício formal de iniciativa. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Eu entendi. Eu teria uma dificuldade, mas não é relevante no momento, porque, na verdade, a Constituição estadual, ao estabelecer uma vinculação ao salário mínimo profissional, de certa forma, ela estabelece uma vinculação à legislação federal, e, aí, eu teria uma dificuldade. A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - Isso é considerado inconstitucional pela nossa jurisprudência. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Você vincular a remuneração estadual... A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - A uma lei federal, porque, aí, a autonomia do Estado ... O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Ao salário 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6110922. Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 17 Esclarecimento ADI 290 / SC mínimo, eu até não teria muita dificuldade, mas a salário profissional, teria um pouco mais. A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - É porque a autonomia do Estado ficaria comprometida. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - É, por isso mesmo. A autonomia do Estado subordinada a uma modificação por lei federal. A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - Por isso mesmo. Eu estou concordando com Vossa Excelência. Estou concordando, por isso fiz o questionamento. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Eu teria essa dificuldade. Mas não é essa a questão, em rigor, como o Ministro Toffoli está declarando a lei inconstitucional. A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - Por vício formal. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - É, eu estou plenamente de acordo com essa declaração. A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - Por vício formal. Eu só fico no vício formal, por isso fiz a chamada. O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Como Relator, eu já trago as várias hipóteses, porque, se ficasse vencido quanto à inconstitucionalidade formal, teria que enfrentar a material. A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - Pois é, então por isso é que eu estou marcando que: eu estou acompanhando o Relator quanto ao vício formal da lei. O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Mas, na conclusão, Vossa Excelência está acompanhando, porque a proclamação corresponde à parte conclusiva. A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - É, exatamente. O SENHOR MINISTRO JOAQUIM BARBOSA (PRESIDENTE) - Tem a Constituição, e o dispositivo da Constituição? O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES - A Constituição porque tem a norma, a Constituição tem a norma da vinculação ao salário 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6110922. Supremo Tribunal Federal ADI 290 / SC mínimo, eu até não teria muita dificuldade, mas a salário profissional, teria um pouco mais. A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - É porque a autonomia do Estado ficaria comprometida. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - É, por isso mesmo. A autonomia do Estado subordinada a uma modificação por lei federal. A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - Por isso mesmo. Eu estou concordando com Vossa Excelência. Estou concordando, por isso fiz o questionamento. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Eu teria essa dificuldade. Mas não é essa a questão, em rigor, como o Ministro Toffoli está declarando a lei inconstitucional. A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - Por vício formal. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - É, eu estou plenamente de acordo com essa declaração. A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - Por vício formal. Eu só fico no vício formal, por isso fiz a chamada. O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Como Relator, eu já trago as várias hipóteses, porque, se ficasse vencido quanto à inconstitucionalidade formal, teria que enfrentar a material. A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - Pois é, então por isso é que eu estou marcando que: eu estou acompanhando o Relator quanto ao vício formal da lei. O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Mas, na conclusão, Vossa Excelência está acompanhando, porque a proclamação corresponde à parte conclusiva. A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - É, exatamente. O SENHOR MINISTRO JOAQUIM BARBOSA (PRESIDENTE) - Tem a Constituição, e o dispositivo da Constituição? O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES - A Constituição porque tem a norma, a Constituição tem a norma da vinculação ao salário 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6110922. Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 17 Esclarecimento ADI 290 / SC mínimo profissional. O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): E a conclusão aqui, Senhor Presidente, é pela procedência da ação. A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - É vício formal. O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): E, aí, os fundamentos podem ser diversos. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6110922. Supremo Tribunal Federal ADI 290 / SC mínimo profissional. O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): E a conclusão aqui, Senhor Presidente, é pela procedência da ação. A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - É vício formal. O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): E, aí, os fundamentos podem ser diversos. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6110922. Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 17 Extrato de Ata - 19/02/2014 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 290 PROCED. : SANTA CATARINA RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI REQTE.(S) : GOVERNADOR DO ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA CATARINA INTDO.(A/S) : ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DE SANTA CATARINA Decisão: O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, julgou procedente a ação direta para declarar a inconstitucionalidade da expressão “assegurada aos servidores ocupantes de cargos ou empregos de nível médio e superior remuneração não inferior ao salário mínimo profissional estabelecido em lei”, contida no inciso II do art. 27 da Constituição do Estado de Santa Catarina, bem como da íntegra da Lei estadual nº 1.117/90. Votou o Presidente, Ministro Joaquim Barbosa. Ausente, neste julgamento, o Ministro Marco Aurélio. Plenário, 19.02.2014. Presidência do Senhor Ministro Joaquim Barbosa. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber, Teori Zavascki e Roberto Barroso. Procurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot Monteiro de Barros. p/ Luiz Tomimatsu Assessor-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 5512456 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 290 PROCED. : SANTA CATARINA RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI REQTE.(S) : GOVERNADOR DO ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA CATARINA INTDO.(A/S) : ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DE SANTA CATARINA Decisão: O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, julgou procedente a ação direta para declarar a inconstitucionalidade da expressão “assegurada aos servidores ocupantes de cargos ou empregos de nível médio e superior remuneração não inferior ao salário mínimo profissional estabelecido em lei”, contida no inciso II do art. 27 da Constituição do Estado de Santa Catarina, bem como da íntegra da Lei estadual nº 1.117/90. Votou o Presidente, Ministro Joaquim Barbosa. Ausente, neste julgamento, o Ministro Marco Aurélio. Plenário, 19.02.2014. Presidência do Senhor Ministro Joaquim Barbosa. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber, Teori Zavascki e Roberto Barroso. Procurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot Monteiro de Barros. p/ Luiz Tomimatsu Assessor-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 5512456 Inteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 17
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=6136039
2014-02-19T00:00:00
2014-06-12T00:00:00
O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, julgou procedente a ação direta para declarar a inconstitucionalidade da expressão “assegurada aos servidores ocupantes de cargos ou empregos de nível médio e superior remuneração não inferior ao salário mínimo profissional estabelecido em lei”, contida no inciso II do art. 27 da Constituição do Estado de Santa Catarina, bem como da íntegra da Lei estadual nº 1.117/90. Votou o Presidente, Ministro Joaquim Barbosa. Ausente, neste julgamento, o Ministro Marco Aurélio. Plenário, 19.02.2014.
AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE
EMENTA Ação direta de inconstitucionalidade. Inciso II do art. 27 da Constituição do Estado de Santa Catarina. Lei estadual nº 1.117/90. Vinculação de vencimentos de servidores estaduais a piso salarial não inferior ao salário mínimo profissional. Vício de Iniciativa. Artigo 37, XIII, CF/88. Autonomia dos estados. Liminar deferida. Procedência. 1. Inequívoco o vício de iniciativa da Lei estadual nº 1.117, de 30 de março de 1990, na medida em que estabelece normas para aplicação do salário mínimo profissional aos servidores estaduais. Incidência da regra de iniciativa legislativa exclusiva do chefe do Poder Executivo para dispor sobre remuneração dos cargos e funções do serviço público, em razão da cláusula de reserva prevista no art. 61, § 1º, inciso II, alínea a, da Carta Magna. 2. Enquanto a Lei Maior, no inciso XIII do art. 37, veda a vinculação de “quaisquer espécies remuneratórias para efeitos de remuneração de pessoal do serviço público”, a Constituição estadual, diversamente, assegura aos servidores públicos estaduais ocupantes de cargos ou empregos de nível médio e superior “piso salarial proporcional à extensão e à complexidade do trabalho (...) não inferior ao salário mínimo profissional estabelecido em lei”, o que resulta em vinculação dos vencimentos de determinadas categorias de servidores públicos às variações do piso salarial profissional, importando em sistemática de aumento automático daqueles vencimentos, sem interferência do chefe do Poder Executivo do Estado, ferindo-se, ainda, o próprio princípio federativo e a autonomia dos estados para fixar os vencimentos de seus servidores (arts. 2º e 25 da Constituição Federal). 3. A jurisprudência da Corte é pacífica no que tange ao não cabimento de qualquer espécie de vinculação da remuneração de servidores públicos, repelindo, assim, a vinculação da remuneração de servidores do estado a fatores alheios à sua vontade e ao seu controle; seja às variações de índices de correção editados pela União; seja aos pisos salariais profissionais. Precedentes. 4. Ação direta de inconstitucionalidade julgada procedente.
sjur267304
- Acórdão(s) citado(s): (INICIATIVA DE LEI, COMPETÊNCIA PRIVATIVA, CHEFE DO PODER EXECUTIVO) ADI 102 (TP), ADI 250 (TP), ADI 270 (TP), ADI 843 (TP), ADI 1353 (TP), ADI 1695 (TP), ADI 483 (TP). (INCIATIVA DE LEI, PRINCÍPIO DA SIMETRIA, PODER CONSTITUINTE DECORRENTE) ADI 2581 (TP). (VINCULAÇÃO, REMUNERAÇÃO, SERVIDOR PÚBLICO, PRINCÍPIO FEDERATIVO) ADI 120 (TP), ADI 285 (TP), ADI 668 MC (TP), ADI 1064 MC (TP), AO 293 (TP). Número de páginas: 17. Análise: 27/06/2014, RAF. Revisão: 21/08/2014, JOS.
DIAS TOFFOLI
Tribunal Pleno
290
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00002 ART-00025 ART-00037 INC-00013 \n ART-00061 PAR-00001 INC-00002 LET-A\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED LCP-000103 ANO-2000\n LEI COMPLEMENTAR\n\n", "LEG-EST CES ANO-1989\n ART-00027 INC-00002\n CONSTITUIÇÃO ESTADUAL, SC\n\n", "LEG-EST LEI-001117 ANO-1990\n ART-00001 \"CAPUT\" PAR-00001 PAR-00002 \n PAR-00003 PAR-00004\n LEI ORDINÁRIA, SC" ]
ADI
acordaos
ADI 290
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REQTE.(S) : GOVERNADOR DO ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA CATARINA INTDO.(A/S) : ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DE SANTA CATARINA
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Ementa e Acórdão 19/02/2014 PLENÁRIO AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 290 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI REQTE.(S) :GOVERNADOR DO ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA CATARINA INTDO.(A/S) :ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DE SANTA CATARINA EMENTA Ação direta de inconstitucionalidade. Inciso II do art. 27 da Constituição do Estado de Santa Catarina. Lei estadual n 1.117/90. Vinculação de vencimentos de servidores estaduais a piso salarial não inferior ao salário mínimo profissional. Vício de Iniciativa. Artigo 37, XIII, Constituição Federal de 1988/88. Autonomia dos estados. Liminar deferida. Procedência. 1. Inequívoco o vício de iniciativa da Lei estadual n 1.117, de 30 de março de 1990, na medida em que estabelece normas para aplicação do salário mínimo profissional aos servidores estaduais. Incidência da regra de iniciativa legislativa exclusiva do chefe do Poder Executivo para dispor sobre remuneração dos cargos e funções do serviço público, em razão da cláusula de reserva prevista no art. 61, § 1..., inciso II, alínea a, da Carta Magna. 2. Enquanto a Lei Maior, no inciso XIII do art. 37, veda a vinculação de “quaisquer espécies remuneratórias para efeitos de remuneração de pessoal do serviço público”, a Constituição estadual, diversamente, assegura aos servidores públicos estaduais ocupantes de cargos ou empregos de nível médio e superior “piso salarial proporcional à extensão e à complexidade do trabalho (...) não inferior ao salário mínimo profissional estabelecido em lei”, o que resulta em vinculação dos vencimentos de determinadas categorias de servidores públicos às variações do piso salarial profissional, importando em sistemática de aumento automático daqueles vencimentos, sem interferência do chefe do Poder Executivo do Estado, ferindo-se, ainda, o próprio princípio Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5519892. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 17 Ementa e Acórdão ADI 290 / SC federativo e a autonomia dos estados para fixar os vencimentos de seus servidores (arts. 2... e 25 da Constituição Federal). 3. A jurisprudência da Corte é pacífica no que tange ao não cabimento de qualquer espécie de vinculação da remuneração de servidores públicos, repelindo, assim, a vinculação da remuneração de servidores do estado a fatores alheios à sua vontade e ao seu controle; seja às variações de índices de correção editados pela União; seja aos pisos salariais profissionais. Precedentes. 4. Ação direta de inconstitucionalidade julgada procedente. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em sessão plenária, sob a presidência do Senhor Ministro Joaquim Barbosa, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos e nos termos do voto do Relator, em julgar procedente a ação direta para declarar a inconstitucionalidade da expressão “assegurada aos servidores ocupantes de cargos ou empregos de nível médio e superior remuneração não inferior ao salário mínimo profissional estabelecido em lei”, contida no inciso II do art. 27 da Constituição do Estado de Santa Catarina, bem como da íntegra da Lei estadual n 1.117/90. Brasília, 19 de fevereiro de 2014. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5519892. Supremo Tribunal Federal ADI 290 / SC federativo e a autonomia dos estados para fixar os vencimentos de seus servidores (arts. 2... e 25 da Constituição Federal). 3. A jurisprudência da Corte é pacífica no que tange ao não cabimento de qualquer espécie de vinculação da remuneração de servidores públicos, repelindo, assim, a vinculação da remuneração de servidores do estado a fatores alheios à sua vontade e ao seu controle; seja às variações de índices de correção editados pela União; seja aos pisos salariais profissionais. Precedentes. 4. Ação direta de inconstitucionalidade julgada procedente. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em sessão plenária, sob a presidência do Senhor Ministro Joaquim Barbosa, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos e nos termos do voto do Relator, em julgar procedente a ação direta para declarar a inconstitucionalidade da expressão “assegurada aos servidores ocupantes de cargos ou empregos de nível médio e superior remuneração não inferior ao salário mínimo profissional estabelecido em lei”, contida no inciso II do art. 27 da Constituição do Estado de Santa Catarina, bem como da íntegra da Lei estadual n 1.117/90. Brasília, 19 de fevereiro de 2014. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5519892. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 17 Relatório 19/02/2014 PLENÁRIO AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 290 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI REQTE.(S) :GOVERNADOR DO ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA CATARINA INTDO.(A/S) :ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DE SANTA CATARINA RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Cuida-se de ação direta de inconstitucionalidade, com pedido de liminar, ajuizada pelo Governador do Estado de Santa Catarina, em 29 de maio de 1990, tendo por objeto o art. 27, inciso II, da Constituição Estadual, e o art. 1..., §§ 1..., 2..., 3... e 4..., da Lei estadual n 1.117, de 30 de março de 1990, os quais asseguram aos servidores públicos estaduais ocupantes de cargos ou empregos de nível médio e superior remuneração não inferior ao salário mínimo profissional estabelecido em lei. Eis o teor dos dispositivos impugnados: Constituição do Estado de Santa Catarina: “Art. 27 – São direitos dos servidores públicos sujeitos ao regime jurídico único, além de outros estabelecidos em lei: (...) II – piso de vencimento proporcional à extensão e à complexidade do trabalho, assegurado aos servidores ocupantes de cargos ou empregos de nível medo e superior remuneração não inferior aos salário-mínimo profissional estabelecido em lei.“ Lei n 1.117, de 30 de março de 1990: “Art. 1... - Aos servidores públicos estaduais de níveis Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5519890. Supremo Tribunal Federal 19/02/2014 PLENÁRIO AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 290 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI REQTE.(S) :GOVERNADOR DO ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA CATARINA INTDO.(A/S) :ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DE SANTA CATARINA RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Cuida-se de ação direta de inconstitucionalidade, com pedido de liminar, ajuizada pelo Governador do Estado de Santa Catarina, em 29 de maio de 1990, tendo por objeto o art. 27, inciso II, da Constituição Estadual, e o art. 1..., §§ 1..., 2..., 3... e 4..., da Lei estadual n 1.117, de 30 de março de 1990, os quais asseguram aos servidores públicos estaduais ocupantes de cargos ou empregos de nível médio e superior remuneração não inferior ao salário mínimo profissional estabelecido em lei. Eis o teor dos dispositivos impugnados: Constituição do Estado de Santa Catarina: “Art. 27 – São direitos dos servidores públicos sujeitos ao regime jurídico único, além de outros estabelecidos em lei: (...) II – piso de vencimento proporcional à extensão e à complexidade do trabalho, assegurado aos servidores ocupantes de cargos ou empregos de nível medo e superior remuneração não inferior aos salário-mínimo profissional estabelecido em lei.“ Lei n 1.117, de 30 de março de 1990: “Art. 1... - Aos servidores públicos estaduais de níveis Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5519890. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 17 Relatório ADI 290 / SC médio e superior lotados na Administração Direta, Indireta, Autárquica e Fundações instituídas pelo Estado, fica assegurada a percepção de remuneração não inferior ao salário- mínimo profissional definido em lei. § 1.... Quando o nível de vencimento inicial de cada categoria profissional aludida no caput deste artigo não alcançar o valor do salário-mínimo profissional, ao mesmo será acrescido um valor de adicional de Salário-Mínimo Profissional. Para os demais níveis de vencimento de cada categoria profissional serão mantidas as diferenças desde que não excedam o teto fixado em lei. § 2.... Quando, em decorrência da aplicação da política salarial em vigor para os Serviços Públicos Estaduais, a condição contida no § 1... deste artigo não for satisfeita, o valor do adicional Salário-Mínimo Profissional será atualizado. § 3.... Aplica-se o contido neste artigo aos proventos e pensões dos inativos e pensionistas. § 4... O valor do adicional Salário-mínimo Profissional será considerado parte integrante da remuneração do servidor, para todos os efeitos legais.” Em síntese, sustenta o autor que os dispositivos impugnados afrontariam os arts. 2...; 37, XIII; 61, § 1..., II, a; 25, caput e § 1..., todos da Constituição Federal. Aduz que as normas questionadas versam sobre matéria – vencimentos de servidores públicos – que somente poderia ser regulada por lei de iniciativa do chefe do Poder Executivo do Estado, consoante determina o art. 61, § 1..., II, a, da Carta Federal – norma de repetição obrigatória pelos estados -, sendo, portanto, formalmente inconstitucionais. Aponta, ademais, para o desrespeito ao art. 37, XIII, da Constituição Republicana, uma vez que os dispositivos impugnados teriam vinculado de forma permanente “os vencimentos de determinadas categorias de servidores 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5519890. Supremo Tribunal Federal ADI 290 / SC médio e superior lotados na Administração Direta, Indireta, Autárquica e Fundações instituídas pelo Estado, fica assegurada a percepção de remuneração não inferior ao salário- mínimo profissional definido em lei. § 1.... Quando o nível de vencimento inicial de cada categoria profissional aludida no caput deste artigo não alcançar o valor do salário-mínimo profissional, ao mesmo será acrescido um valor de adicional de Salário-Mínimo Profissional. Para os demais níveis de vencimento de cada categoria profissional serão mantidas as diferenças desde que não excedam o teto fixado em lei. § 2.... Quando, em decorrência da aplicação da política salarial em vigor para os Serviços Públicos Estaduais, a condição contida no § 1... deste artigo não for satisfeita, o valor do adicional Salário-Mínimo Profissional será atualizado. § 3.... Aplica-se o contido neste artigo aos proventos e pensões dos inativos e pensionistas. § 4... O valor do adicional Salário-mínimo Profissional será considerado parte integrante da remuneração do servidor, para todos os efeitos legais.” Em síntese, sustenta o autor que os dispositivos impugnados afrontariam os arts. 2...; 37, XIII; 61, § 1..., II, a; 25, caput e § 1..., todos da Constituição Federal. Aduz que as normas questionadas versam sobre matéria – vencimentos de servidores públicos – que somente poderia ser regulada por lei de iniciativa do chefe do Poder Executivo do Estado, consoante determina o art. 61, § 1..., II, a, da Carta Federal – norma de repetição obrigatória pelos estados -, sendo, portanto, formalmente inconstitucionais. Aponta, ademais, para o desrespeito ao art. 37, XIII, da Constituição Republicana, uma vez que os dispositivos impugnados teriam vinculado de forma permanente “os vencimentos de determinadas categorias de servidores 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5519890. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 17 Relatório ADI 290 / SC públicos a variações do salário mínimo profissional, inaugurando-se assim uma sistemática que importa em automaticidade dos aumentos, sem qualquer ingerência para tanto, do Chefe do Executivo” (fl. 10). Acrescenta, ainda, que essa vinculação “desafia o próprio princípio federativo e autonomia constitucional assegurada aos Estados-membros para fixar o vencimento de seus servidores” (fl. 11), pois “sendo dos Estados a competência para fixar os vencimentos de seus servidores, (...) inadmissível é a hipótese de índices, atos, procedimentos ou leis de proveniência Federal dispor sobre matéria desta índole” (fl. 12). Requisitadas informações (fl. 35), a Assembleia Legislativa do Estado defendeu a constitucionalidade das normas impugnadas e a possibilidade de a Constituição estadual dispor sobre direito que julga fundamental e que não esteja claramente identificado na Constituição Federal (fls. 38/42). Em petição protocolizada em 3/9/91, o Governador do Estado de Santa Catarina pleiteou a concessão de medida liminar, a fim de suspender a eficácia dos dispositivos legais atacados (fls. 46/52). Em sessão plenária de 17 de outubro de 1991, a Corte, por unanimidade, deferiu a medida cautelar, para suspender a eficácia, no inciso II do art. 27 da Constituição do Estado de Santa Catarina, da expressão “assegurada aos servidores ocupantes de cargos ou empregos de nível médio e superior remuneração não inferior ao salário mínimo profissional estabelecido em lei” e também do art. 1... e seus parágrafos 1..., 2..., 3... e 4... da Lei Estadual n 1.117/90, restando a ementa assim redigida: “AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE - CONSTITUIÇÃO DO ESTADO DE SANTA CATARINA (ART. 27, II) E LEI ESTADUAL N. 1117/90 - SERVIDOR PÚBLICO - CARGOS OU EMPREGOS DE NÍVEL MÉDIO E SUPERIOR - PISO SALARIAL - VINCULAÇÃO AO SALÁRIO MÍNIMO PROFISSIONAL - EXTENSÃO DO PODER CONSTITUINTE DECORRENTE - PODER DE INICIATIVA - MEDIDA CAUTELAR SUPERVENIENTEMENTE REQUERIDA - 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5519890. Supremo Tribunal Federal ADI 290 / SC públicos a variações do salário mínimo profissional, inaugurando-se assim uma sistemática que importa em automaticidade dos aumentos, sem qualquer ingerência para tanto, do Chefe do Executivo” (fl. 10). Acrescenta, ainda, que essa vinculação “desafia o próprio princípio federativo e autonomia constitucional assegurada aos Estados-membros para fixar o vencimento de seus servidores” (fl. 11), pois “sendo dos Estados a competência para fixar os vencimentos de seus servidores, (...) inadmissível é a hipótese de índices, atos, procedimentos ou leis de proveniência Federal dispor sobre matéria desta índole” (fl. 12). Requisitadas informações (fl. 35), a Assembleia Legislativa do Estado defendeu a constitucionalidade das normas impugnadas e a possibilidade de a Constituição estadual dispor sobre direito que julga fundamental e que não esteja claramente identificado na Constituição Federal (fls. 38/42). Em petição protocolizada em 3/9/91, o Governador do Estado de Santa Catarina pleiteou a concessão de medida liminar, a fim de suspender a eficácia dos dispositivos legais atacados (fls. 46/52). Em sessão plenária de 17 de outubro de 1991, a Corte, por unanimidade, deferiu a medida cautelar, para suspender a eficácia, no inciso II do art. 27 da Constituição do Estado de Santa Catarina, da expressão “assegurada aos servidores ocupantes de cargos ou empregos de nível médio e superior remuneração não inferior ao salário mínimo profissional estabelecido em lei” e também do art. 1... e seus parágrafos 1..., 2..., 3... e 4... da Lei Estadual n 1.117/90, restando a ementa assim redigida: “AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE - CONSTITUIÇÃO DO ESTADO DE SANTA CATARINA (ART. 27, II) E LEI ESTADUAL N. 1117/90 - SERVIDOR PÚBLICO - CARGOS OU EMPREGOS DE NÍVEL MÉDIO E SUPERIOR - PISO SALARIAL - VINCULAÇÃO AO SALÁRIO MÍNIMO PROFISSIONAL - EXTENSÃO DO PODER CONSTITUINTE DECORRENTE - PODER DE INICIATIVA - MEDIDA CAUTELAR SUPERVENIENTEMENTE REQUERIDA - 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5519890. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 17 Relatório ADI 290 / SC DEFERIMENTO. - A impugnação, em sede de ação direta de inconstitucionalidade, da concessão de vantagens ou benefícios funcionais onerosos a servidores públicos estaduais, outorgada diretamente pela Constituição local, reveste-se de plausibilidade jurídica, na medida em que instaura, nesta Corte, a discussão em torno da extensão do poder constituinte decorrente inicial, outorgado aos Estados-membros. O conteúdo da norma constitucional estadual, ao assegurar aos servidores públicos um limite mínimo de remuneração, além de estabelecer a vinculação dos vencimentos a índices ou valores fixados em nível federal, parece cercear a atuação discricionária dos órgãos ativamente legitimados para a instauração, na esfera de sua respectiva competência, do correspondente processo legislativo” (Rel. Min. Celso de Mello, DJ de 3/4/92). Em seguida, o Governador do Estado informou (fls. 76/77) que, em cumprimento à decisão liminar, “foi determinada a imediata suspensão dos pagamentos que com base no art. 27, II, final da Constituição do Estado e, no art. 1..., §§ 1..., 2..., 3... e 4... da lei 1.117/90, estavam ocorrendo” (fl. 77). O Advogado-Geral da União, atuando na defesa da norma impugnada (fls. 80/88), manifestou-se no sentido da prevalência da autonomia estadual “em temas que se ajustem aos ditames dos arts. 25 da Constituição Federal de 1988 e 11 do respectivo ADCT” (fl. 87). Por seu turno, opinou o Procurador-Geral da República (fls. 90/97) pela procedência do pedido, nos exatos termos do entendimento manifesto quando do julgamento da medida cautelar. Questionada sobre a vigência das normas impugnadas, a Assembleia Legislativa do Estado de Santa Catarina informou que não houve revogação formal dos dispositivos (fl. 106). É o relatório. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5519890. Supremo Tribunal Federal ADI 290 / SC DEFERIMENTO. - A impugnação, em sede de ação direta de inconstitucionalidade, da concessão de vantagens ou benefícios funcionais onerosos a servidores públicos estaduais, outorgada diretamente pela Constituição local, reveste-se de plausibilidade jurídica, na medida em que instaura, nesta Corte, a discussão em torno da extensão do poder constituinte decorrente inicial, outorgado aos Estados-membros. O conteúdo da norma constitucional estadual, ao assegurar aos servidores públicos um limite mínimo de remuneração, além de estabelecer a vinculação dos vencimentos a índices ou valores fixados em nível federal, parece cercear a atuação discricionária dos órgãos ativamente legitimados para a instauração, na esfera de sua respectiva competência, do correspondente processo legislativo” (Rel. Min. Celso de Mello, DJ de 3/4/92). Em seguida, o Governador do Estado informou (fls. 76/77) que, em cumprimento à decisão liminar, “foi determinada a imediata suspensão dos pagamentos que com base no art. 27, II, final da Constituição do Estado e, no art. 1..., §§ 1..., 2..., 3... e 4... da lei 1.117/90, estavam ocorrendo” (fl. 77). O Advogado-Geral da União, atuando na defesa da norma impugnada (fls. 80/88), manifestou-se no sentido da prevalência da autonomia estadual “em temas que se ajustem aos ditames dos arts. 25 da Constituição Federal de 1988 e 11 do respectivo ADCT” (fl. 87). Por seu turno, opinou o Procurador-Geral da República (fls. 90/97) pela procedência do pedido, nos exatos termos do entendimento manifesto quando do julgamento da medida cautelar. Questionada sobre a vigência das normas impugnadas, a Assembleia Legislativa do Estado de Santa Catarina informou que não houve revogação formal dos dispositivos (fl. 106). É o relatório. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5519890. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 17 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI 19/02/2014 PLENÁRIO AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 290 SANTA CATARINA VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): A presente ação merece ser julgada procedente, na linha do que firmado por esta Corte por ocasião do deferimento da medida cautelar, em sessão de 17/10/91, conforme o acórdão de fls. 61/74, da lavra do eminente Ministro Celso de Mello, então Relator da ação. Exsurge inequívoco o vício de iniciativa da Lei estadual n 1.117, de 30 de março de 1990, na medida em que o processo legislativo foi deflagrado pela Assembleia Legislativa do Estado de Santa Catarina, e não pelo Governador do Estado. Como visto, a Lei n 1.117/90, em seu art. 1..., caput e parágrafos, estabelece normas para a aplicação do salário mínimo profissional aos servidores estaduais, incidindo, portanto, sobre matéria de iniciativa legislativa exclusiva do chefe do Poder Executivo, ao qual incumbe dispor sobre a remuneração dos cargos e funções do serviço público, em razão da cláusula de reserva prevista no art. 61, § 1..., inciso II, alínea a, da Carta Magna. No julgamento da medida cautelar, o Tribunal entendeu igualmente presente ofensa formal ao art. 27, II, da Constituição do Estado de Santa Catarina. O Ministro Celso de Mello, em seu voto, assentou que, “[n]ão obstante esse caráter institucionalizador, subordina-se o poder constituinte local à estrita observância dos princípios consagrados na Carta da República. Da necessidade de definir limites do poder de auto-organização dos Estados- membros emerge, assim, a plausibilidade jurídica da pretensão ora deduzida pelo Governador de Santa Catarina, no que pertine ao disposto no art. 27, II, da Constituição do Estado”. De fato, a jurisprudência da Corte estava firme no sentido de que as constituições estaduais, inclusive em suas versões originais, não podiam Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5458335. Supremo Tribunal Federal 19/02/2014 PLENÁRIO AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 290 SANTA CATARINA VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): A presente ação merece ser julgada procedente, na linha do que firmado por esta Corte por ocasião do deferimento da medida cautelar, em sessão de 17/10/91, conforme o acórdão de fls. 61/74, da lavra do eminente Ministro Celso de Mello, então Relator da ação. Exsurge inequívoco o vício de iniciativa da Lei estadual n 1.117, de 30 de março de 1990, na medida em que o processo legislativo foi deflagrado pela Assembleia Legislativa do Estado de Santa Catarina, e não pelo Governador do Estado. Como visto, a Lei n 1.117/90, em seu art. 1..., caput e parágrafos, estabelece normas para a aplicação do salário mínimo profissional aos servidores estaduais, incidindo, portanto, sobre matéria de iniciativa legislativa exclusiva do chefe do Poder Executivo, ao qual incumbe dispor sobre a remuneração dos cargos e funções do serviço público, em razão da cláusula de reserva prevista no art. 61, § 1..., inciso II, alínea a, da Carta Magna. No julgamento da medida cautelar, o Tribunal entendeu igualmente presente ofensa formal ao art. 27, II, da Constituição do Estado de Santa Catarina. O Ministro Celso de Mello, em seu voto, assentou que, “[n]ão obstante esse caráter institucionalizador, subordina-se o poder constituinte local à estrita observância dos princípios consagrados na Carta da República. Da necessidade de definir limites do poder de auto-organização dos Estados- membros emerge, assim, a plausibilidade jurídica da pretensão ora deduzida pelo Governador de Santa Catarina, no que pertine ao disposto no art. 27, II, da Constituição do Estado”. De fato, a jurisprudência da Corte estava firme no sentido de que as constituições estaduais, inclusive em suas versões originais, não podiam Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5458335. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 17 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ADI 290 / SC dispor sobre matéria reservada à iniciativa do Poder Executivo (art. 61, § 1..., II, da Constituição Federal de 1988/88), uma vez que não estaria garantida, no processo legislativo, a participação desse Poder, incidindo aquelas constituições que assim o fizessem em inconstitucionalidade formal (cf. ADI n 270/MG, Rel. Min. Maurício Corrêa, DJ de 30/4/04; ADI n 1.695/PR, Rel. Min. Maurício Corrêa, DJ de 28/5/04; ADI n 1.353, Rel. Min. Maurício Corrêa, DJ de 16/5/03; ADI n 250/RJ, Rel. Min. Ilmar Galvão, DJ de 15/8/02; ADI n 102/RO, Rel. Min. Maurício Corrêa, DJ de 8/8/02; ADI n 843/MS, Rel. Min. Ilmar Galvão, DJ de 13/9/02; ADI n 483, Rel. Min. Ilmar Galvão, DJ de 29/6/01). Contudo, esse entendimento vem sendo temperado pela Corte, que vem distinguindo as disposições originárias daquelas decorrentes de emendas constitucionais, de forma que as regras de iniciativa reservada previstas na Carta da República não seriam aplicáveis ao poder constituinte decorrente inicial, não incidindo, portanto, sobre as normas originárias das cartas estaduais, como se atesta na ementa da ADI n 2.581/SP: “(...) INICIATIVA - CONSTITUIÇÃO DO ESTADO - INSUBSISTÊNCIA. A regra do Diploma Maior quanto à iniciativa do chefe do Poder Executivo para projeto a respeito de certas matérias não suplanta o tratamento destas últimas pela vez primeira na Carta do próprio Estado (...)” (ADI n 2.581/SP, Rel. Min. Maurício Corrêa, Rel. p/ o ac. Min. Marco Aurélio, DJ de 15/8/08). Por essas razões, reconheço a inconstitucionalidade formal da Lei estadual n 1.117/90, por violação do art. 61, § 1..., inciso II, alínea a, da Lei Maior. Afasto, contudo, o alegado vício formal quanto ao art. 27, II, da Constituição do Estado de Santa Catarina, por se tratar de redação originária da Carta estadual, a qual não se submete às regras de iniciativa legislativa privativa do chefe do Poder Executivo. Todavia, independentemente da não verificação de vício formal no art. 27, II, da Constituição estadual, subsistem as razões de ofensa 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5458335. Supremo Tribunal Federal ADI 290 / SC dispor sobre matéria reservada à iniciativa do Poder Executivo (art. 61, § 1..., II, da Constituição Federal de 1988/88), uma vez que não estaria garantida, no processo legislativo, a participação desse Poder, incidindo aquelas constituições que assim o fizessem em inconstitucionalidade formal (cf. ADI n 270/MG, Rel. Min. Maurício Corrêa, DJ de 30/4/04; ADI n 1.695/PR, Rel. Min. Maurício Corrêa, DJ de 28/5/04; ADI n 1.353, Rel. Min. Maurício Corrêa, DJ de 16/5/03; ADI n 250/RJ, Rel. Min. Ilmar Galvão, DJ de 15/8/02; ADI n 102/RO, Rel. Min. Maurício Corrêa, DJ de 8/8/02; ADI n 843/MS, Rel. Min. Ilmar Galvão, DJ de 13/9/02; ADI n 483, Rel. Min. Ilmar Galvão, DJ de 29/6/01). Contudo, esse entendimento vem sendo temperado pela Corte, que vem distinguindo as disposições originárias daquelas decorrentes de emendas constitucionais, de forma que as regras de iniciativa reservada previstas na Carta da República não seriam aplicáveis ao poder constituinte decorrente inicial, não incidindo, portanto, sobre as normas originárias das cartas estaduais, como se atesta na ementa da ADI n 2.581/SP: “(...) INICIATIVA - CONSTITUIÇÃO DO ESTADO - INSUBSISTÊNCIA. A regra do Diploma Maior quanto à iniciativa do chefe do Poder Executivo para projeto a respeito de certas matérias não suplanta o tratamento destas últimas pela vez primeira na Carta do próprio Estado (...)” (ADI n 2.581/SP, Rel. Min. Maurício Corrêa, Rel. p/ o ac. Min. Marco Aurélio, DJ de 15/8/08). Por essas razões, reconheço a inconstitucionalidade formal da Lei estadual n 1.117/90, por violação do art. 61, § 1..., inciso II, alínea a, da Lei Maior. Afasto, contudo, o alegado vício formal quanto ao art. 27, II, da Constituição do Estado de Santa Catarina, por se tratar de redação originária da Carta estadual, a qual não se submete às regras de iniciativa legislativa privativa do chefe do Poder Executivo. Todavia, independentemente da não verificação de vício formal no art. 27, II, da Constituição estadual, subsistem as razões de ofensa 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5458335. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 17 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ADI 290 / SC material à Constituição Federal apontadas quando da análise da medida cautelar. Note-se que, enquanto a Lei Maior, no inciso XIII do art. 37, veda a vinculação de “quaisquer espécies remuneratórias para efeitos de remuneração de pessoal do serviço público”, a Constituição estadual, diversamente, assegura aos servidores públicos estaduais ocupantes de cargos ou empregos de nível médio e superior “piso salarial proporcional à extensão e à complexidade do trabalho (...) não inferior ao salário mínimo profissional estabelecido em lei”, o que resulta em vinculação dos vencimentos de determinadas categorias de servidores públicos às variações do piso salarial profissional, importando em sistemática de aumento automático daqueles vencimentos, sem interferência do chefe do Poder Executivo do Estado, ferindo ainda o próprio princípio federativo e a autonomia dos estados para fixar os vencimentos de seus servidores (arts. 2... e 25 da Constituição Federal). Conforme salientado pelo eminente Ministro Celso de Mello, por ocasião do deferimento da medida cautelar: “Não parece haver dúvida de que essa vinculação instaura um mecanismo de reajuste automático dos vencimentos dos servidores públicos do Estado, a partir da variação do salário mínimo profissional, que só pode ser promovida em nível federal, inclusive quando motivada – consoante assinala AMAURI MASCARO NASCIMENTO ('op. loc. cit') – por decisões normativas da justiça do trabalho ou por negociações coletivas diretas. O conteúdo da norma constitucional estadual, ao assegurar aos servidores públicos um limite mínimo de remuneração, parece cercear a atuação discricionária dos órgãos ativamente legitimados para a instauração, na esfera de sua respectiva competência, do correspondente processo legislativo” (fl. 69). Com efeito, revelam-se materialmente inconstitucionais os dispositivos locais - tanto da Carta estadual quanto da Lei 1.117/90 - que 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5458335. Supremo Tribunal Federal ADI 290 / SC material à Constituição Federal apontadas quando da análise da medida cautelar. Note-se que, enquanto a Lei Maior, no inciso XIII do art. 37, veda a vinculação de “quaisquer espécies remuneratórias para efeitos de remuneração de pessoal do serviço público”, a Constituição estadual, diversamente, assegura aos servidores públicos estaduais ocupantes de cargos ou empregos de nível médio e superior “piso salarial proporcional à extensão e à complexidade do trabalho (...) não inferior ao salário mínimo profissional estabelecido em lei”, o que resulta em vinculação dos vencimentos de determinadas categorias de servidores públicos às variações do piso salarial profissional, importando em sistemática de aumento automático daqueles vencimentos, sem interferência do chefe do Poder Executivo do Estado, ferindo ainda o próprio princípio federativo e a autonomia dos estados para fixar os vencimentos de seus servidores (arts. 2... e 25 da Constituição Federal). Conforme salientado pelo eminente Ministro Celso de Mello, por ocasião do deferimento da medida cautelar: “Não parece haver dúvida de que essa vinculação instaura um mecanismo de reajuste automático dos vencimentos dos servidores públicos do Estado, a partir da variação do salário mínimo profissional, que só pode ser promovida em nível federal, inclusive quando motivada – consoante assinala AMAURI MASCARO NASCIMENTO ('op. loc. cit') – por decisões normativas da justiça do trabalho ou por negociações coletivas diretas. O conteúdo da norma constitucional estadual, ao assegurar aos servidores públicos um limite mínimo de remuneração, parece cercear a atuação discricionária dos órgãos ativamente legitimados para a instauração, na esfera de sua respectiva competência, do correspondente processo legislativo” (fl. 69). Com efeito, revelam-se materialmente inconstitucionais os dispositivos locais - tanto da Carta estadual quanto da Lei 1.117/90 - que 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5458335. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 17 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ADI 290 / SC estabelecem a subordinação da remuneração dos servidores públicos estaduais ao salário mínimo profissional (o denominado piso salarial profissional), o qual, em regra, é regulado por legislação federal ou convenção/acordo coletivo de trabalho, sendo, somente na ausência desses, regulado por lei estadual, conforme delegação contida na Lei Complementar Federal n 103/2000. A jurisprudência da Corte é pacífica no que tange ao não cabimento de qualquer espécie de vinculação entre remunerações de servidores do Estado a fatores alheios à sua vontade e ao seu controle; seja às variações de índices de correção editados pela União; seja às variações dos pisos salariais profissionais. Nesse sentido, vide os seguintes julgados: “AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE - CONSTITUIÇÃO DO ESTADO DE ALAGOAS (ART. 55, XII), - SERVIDOR PÚBLICO - HABILITAÇÃO PROFISSIONAL ESPECIFICA - PISO SALARIAL PROFISSIONAL - MECANISMO DE REAJUSTE AUTOMÁTICO DE VENCIMENTOS - MEDIDA CAUTELAR DEFERIDA. A fixação, pela Constituição do Estado, do salário mínimo profissional como piso salarial para certas categorias de servidores públicos cria um mecanismo de reajuste automático de vencimentos que parece afetar o postulado da separação de poderes, por inobservância da cláusula de iniciativa reservada para a instauração do necessário processo legislativo. Mais do que isso, essa vinculação condicionante da remuneração devida a certas categorias funcionais também parece vulnerar o próprio princípio federativo, que não tolera a subordinação da politica salarial referente ao funcionalismo público local a variação de índices fixados pela União” (ADI n 668/AL-MC, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Celso de Mello, DJ de 19/6/92). “CONSTITUCIONAL. AÇÃO DIRETA. LIMINAR. REMUNERAÇÃO. SERVIDORES PÚBLICOS ESTADUAIS. VINCULAÇÃO. SALÁRIO-MINIMO PROFISSIONAL. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5458335. Supremo Tribunal Federal ADI 290 / SC estabelecem a subordinação da remuneração dos servidores públicos estaduais ao salário mínimo profissional (o denominado piso salarial profissional), o qual, em regra, é regulado por legislação federal ou convenção/acordo coletivo de trabalho, sendo, somente na ausência desses, regulado por lei estadual, conforme delegação contida na Lei Complementar Federal n 103/2000. A jurisprudência da Corte é pacífica no que tange ao não cabimento de qualquer espécie de vinculação entre remunerações de servidores do Estado a fatores alheios à sua vontade e ao seu controle; seja às variações de índices de correção editados pela União; seja às variações dos pisos salariais profissionais. Nesse sentido, vide os seguintes julgados: “AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE - CONSTITUIÇÃO DO ESTADO DE ALAGOAS (ART. 55, XII), - SERVIDOR PÚBLICO - HABILITAÇÃO PROFISSIONAL ESPECIFICA - PISO SALARIAL PROFISSIONAL - MECANISMO DE REAJUSTE AUTOMÁTICO DE VENCIMENTOS - MEDIDA CAUTELAR DEFERIDA. A fixação, pela Constituição do Estado, do salário mínimo profissional como piso salarial para certas categorias de servidores públicos cria um mecanismo de reajuste automático de vencimentos que parece afetar o postulado da separação de poderes, por inobservância da cláusula de iniciativa reservada para a instauração do necessário processo legislativo. Mais do que isso, essa vinculação condicionante da remuneração devida a certas categorias funcionais também parece vulnerar o próprio princípio federativo, que não tolera a subordinação da politica salarial referente ao funcionalismo público local a variação de índices fixados pela União” (ADI n 668/AL-MC, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Celso de Mello, DJ de 19/6/92). “CONSTITUCIONAL. AÇÃO DIRETA. LIMINAR. REMUNERAÇÃO. SERVIDORES PÚBLICOS ESTADUAIS. VINCULAÇÃO. SALÁRIO-MINIMO PROFISSIONAL. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5458335. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 17 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ADI 290 / SC JORNADA DE TRABALHO. A vinculação, na Constituição Estadual, da remuneração e da jornada de servidores estaduais a disciplina que se estabelece, em lei federal, para profissionais congeneres, para os quais se estipula piso salarial correspondente a determinada quantia de salários-mínimos, torna relevante a alegação de inconstitucionalidade, em face do princípio da autonomia dos Estados-membros, bem como das regras que se referem a iniciativa reservada do Poder Executivo para certas matérias e a inadmissibilidade de vinculação e reajustamento automático de remuneração no âmbito do Poder Público (arts. 25; 61, par. 1., II, a e c; e 37, XIII, da Constituição Federal de 1988). Precedentes. Medida liminar deferida” (ADI n 1.064/MS-MC, Rel. Min. Ilmar Galvão, DJ de 9/9/94). “(...) 2. Inconstitucionalidade das disposições legais impugnadas porque ferem a um só tempo os seguintes preceitos da Carta de 1969: a) iniciativa exclusiva do Governador para deflagrar o processo legislativo de lei que concede aumento de vencimentos ou aumenta a despesa (art. 57, II, c/c art. 200); b) autonomia do Estado, por ficar submisso a índice de correção monetária fixado pela União (art. 13); e c) proibição de vinculação de qualquer natureza para efeito de remuneração do pessoal do serviço público, ao conceder reajuste automático (art. 98, par. Único). (...)” (AO n 293/SC, Tribunal Pleno, Rel. p/ o ac. Ministro Maurício Corrêa, DJ de 24/11/95). “(...) QUANTO AS EXPRESSÕES 'COM PISO SALARIAL PROFISSIONAL NUNCA INFERIOR A TRÊS VEZES O PISO SALARIAL DOS FUNCIONÁRIOS PÚBLICOS ESTADUAIS', CONTIDAS NA LETRA 'E' DO INCISO II DO ARTIGO 199 DA CONSTITUIÇÃO DO ESTADO DO AMAZONAS, SÃO INCONSTITUCIONAIS, PORQUANTO, EM SE TRATANDO DE ESTABELECIMENTO DE PISO EM MÚLTIPLO DE PISO SALARIAL, HÁ A VINCULAÇÃO VEDADA PELO ARTIGO 37, XIII, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. (...)” (ADI n 120/AM, 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5458335. Supremo Tribunal Federal ADI 290 / SC JORNADA DE TRABALHO. A vinculação, na Constituição Estadual, da remuneração e da jornada de servidores estaduais a disciplina que se estabelece, em lei federal, para profissionais congeneres, para os quais se estipula piso salarial correspondente a determinada quantia de salários-mínimos, torna relevante a alegação de inconstitucionalidade, em face do princípio da autonomia dos Estados-membros, bem como das regras que se referem a iniciativa reservada do Poder Executivo para certas matérias e a inadmissibilidade de vinculação e reajustamento automático de remuneração no âmbito do Poder Público (arts. 25; 61, par. 1., II, a e c; e 37, XIII, da Constituição Federal de 1988). Precedentes. Medida liminar deferida” (ADI n 1.064/MS-MC, Rel. Min. Ilmar Galvão, DJ de 9/9/94). “(...) 2. Inconstitucionalidade das disposições legais impugnadas porque ferem a um só tempo os seguintes preceitos da Carta de 1969: a) iniciativa exclusiva do Governador para deflagrar o processo legislativo de lei que concede aumento de vencimentos ou aumenta a despesa (art. 57, II, c/c art. 200); b) autonomia do Estado, por ficar submisso a índice de correção monetária fixado pela União (art. 13); e c) proibição de vinculação de qualquer natureza para efeito de remuneração do pessoal do serviço público, ao conceder reajuste automático (art. 98, par. Único). (...)” (AO n 293/SC, Tribunal Pleno, Rel. p/ o ac. Ministro Maurício Corrêa, DJ de 24/11/95). “(...) QUANTO AS EXPRESSÕES 'COM PISO SALARIAL PROFISSIONAL NUNCA INFERIOR A TRÊS VEZES O PISO SALARIAL DOS FUNCIONÁRIOS PÚBLICOS ESTADUAIS', CONTIDAS NA LETRA 'E' DO INCISO II DO ARTIGO 199 DA CONSTITUIÇÃO DO ESTADO DO AMAZONAS, SÃO INCONSTITUCIONAIS, PORQUANTO, EM SE TRATANDO DE ESTABELECIMENTO DE PISO EM MÚLTIPLO DE PISO SALARIAL, HÁ A VINCULAÇÃO VEDADA PELO ARTIGO 37, XIII, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. (...)” (ADI n 120/AM, 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5458335. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 17 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ADI 290 / SC Rel. Min. Moreira Alves, DJ de 26/4/96). “AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. LEI RONDONIENSE N. 256/1989. FIXAÇÃO DE VENCIMENTO BÁSICO PARA DESEMBARGADOR ESTADUAL E CRIAÇÃO DE FÓRMULA DE REAJUSTE. 1. Prejuízo da ação quanto aos arts. 1... e 2... da Lei rondoniense n. 256/1989 em face das alterações constitucionais posteriores. Ação Direta de Inconstitucionalidade n. 96/RO. 2. Inconstitucionalidade da vinculação de reajuste de remuneração de servidores públicos ao índice de preços ao consumidor. Descumprimento do princípio federativo e da autonomia estadual. Precedentes. 3. Ação Direta de Inconstitucionalidade prejudicada quanto aos arts. 1... e 2... da Lei rondoniense n. 256/1989 e julgada procedente quanto aos arts. 3... e 4... desse diploma legal” (ADI n 285/RO, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJ de 19/3/10). Por fim, reconhecidas as inconstitucionalidades formal e material do art. 1..., caput e parágrafos, da Lei estadual n 1.117/90, deve ser declarada a inconstitucionalidade, por arrastamento, da íntegra do mencionado diploma legal, o qual, de resto, limita-se a veicular normas que instrumentalizam a aplicação do seu art. 1.... Com essas considerações, voto pela procedência do pedido e pela declaração de inconstitucionalidade da expressão “assegurada aos servidores ocupantes de cargos ou empregos de nível médio e superior remuneração não inferior ao salário mínimo profissional estabelecido em lei” contida no inciso II do art. 27 da Constituição do Estado de Santa Catarina, bem como da íntegra da Lei estadual n 1.117/90. 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5458335. Supremo Tribunal Federal ADI 290 / SC Rel. Min. Moreira Alves, DJ de 26/4/96). “AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. LEI RONDONIENSE N. 256/1989. FIXAÇÃO DE VENCIMENTO BÁSICO PARA DESEMBARGADOR ESTADUAL E CRIAÇÃO DE FÓRMULA DE REAJUSTE. 1. Prejuízo da ação quanto aos arts. 1... e 2... da Lei rondoniense n. 256/1989 em face das alterações constitucionais posteriores. Ação Direta de Inconstitucionalidade n. 96/RO. 2. Inconstitucionalidade da vinculação de reajuste de remuneração de servidores públicos ao índice de preços ao consumidor. Descumprimento do princípio federativo e da autonomia estadual. Precedentes. 3. Ação Direta de Inconstitucionalidade prejudicada quanto aos arts. 1... e 2... da Lei rondoniense n. 256/1989 e julgada procedente quanto aos arts. 3... e 4... desse diploma legal” (ADI n 285/RO, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJ de 19/3/10). Por fim, reconhecidas as inconstitucionalidades formal e material do art. 1..., caput e parágrafos, da Lei estadual n 1.117/90, deve ser declarada a inconstitucionalidade, por arrastamento, da íntegra do mencionado diploma legal, o qual, de resto, limita-se a veicular normas que instrumentalizam a aplicação do seu art. 1.... Com essas considerações, voto pela procedência do pedido e pela declaração de inconstitucionalidade da expressão “assegurada aos servidores ocupantes de cargos ou empregos de nível médio e superior remuneração não inferior ao salário mínimo profissional estabelecido em lei” contida no inciso II do art. 27 da Constituição do Estado de Santa Catarina, bem como da íntegra da Lei estadual n 1.117/90. 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5458335. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 17 Esclarecimento 19/02/2014 PLENÁRIO AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 290 SANTA CATARINA ESCLARECIMENTO A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - Ministro Toffoli, eu queria um esclarecimento, até porque nós temos de saber que estamos direcionando a jurisprudência num determinado sentido. Aqui, são normas da Constituição de Santa Catarina, de 90. Portanto, estou imaginando que seja da Constituição de 89, e o Constituinte decorrente, Constituinte estadual, incluiu, na matéria de servidores públicos, a questão referente à fixação de um piso de vencimento, que ficaria a cargo, portanto, de lei de iniciativa do governador. Se considerarmos a inconstitucionalidade formal, estamos a afirmar que as Constituições estaduais não podem tratar, no regime constitucional estadual dos servidores... O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Não. O vício de iniciativa é em relação à lei e não à Constituição. A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - Não à Constituição. Então, quando a conclusão é no sentido da... O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Eu fiz o resumo do voto, que foi anteriormente distribuído. Isso está esclarecido no voto. A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - Vossa Excelência, ao final, vota pela procedência do pedido de declaração de inconstitucionalidade, contido no inciso II da Lei. O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Isso está bem claro no voto. À fl. 2 de meu voto, digo: "[p]or essas razões, reconheço a inconstitucionalidade formal da lei". A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - Então, só da lei. Ou seja, quanto à Constituição, mantém-se integral... O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Na parte conclusiva do voto, falo o seguinte: "[p]or fim, reconhecidas Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6110922. Supremo Tribunal Federal 19/02/2014 PLENÁRIO AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 290 SANTA CATARINA ESCLARECIMENTO A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - Ministro Toffoli, eu queria um esclarecimento, até porque nós temos de saber que estamos direcionando a jurisprudência num determinado sentido. Aqui, são normas da Constituição de Santa Catarina, de 90. Portanto, estou imaginando que seja da Constituição de 89, e o Constituinte decorrente, Constituinte estadual, incluiu, na matéria de servidores públicos, a questão referente à fixação de um piso de vencimento, que ficaria a cargo, portanto, de lei de iniciativa do governador. Se considerarmos a inconstitucionalidade formal, estamos a afirmar que as Constituições estaduais não podem tratar, no regime constitucional estadual dos servidores... O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Não. O vício de iniciativa é em relação à lei e não à Constituição. A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - Não à Constituição. Então, quando a conclusão é no sentido da... O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Eu fiz o resumo do voto, que foi anteriormente distribuído. Isso está esclarecido no voto. A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - Vossa Excelência, ao final, vota pela procedência do pedido de declaração de inconstitucionalidade, contido no inciso II da Lei. O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Isso está bem claro no voto. À fl. 2 de meu voto, digo: "[p]or essas razões, reconheço a inconstitucionalidade formal da lei". A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - Então, só da lei. Ou seja, quanto à Constituição, mantém-se integral... O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Na parte conclusiva do voto, falo o seguinte: "[p]or fim, reconhecidas Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6110922. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 17 Esclarecimento ADI 290 / SC as inconstitucionalidades formal e material do art. 1... e caput da lei (…)". Eu falei “da lei” e não ‘da Constituição’. O SENHOR MINISTRO JOAQUIM BARBOSA (PRESIDENTE) - Vossa Excelência declara a inconstitucionalidade da expressão contida no art. 27, inciso II? O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Exatamente. E também da íntegra da Lei n 1.117/90, embora tenha sido atacado apenas o art. 1..., caput e parágrafos. Mas, ao declará-los inconstitucionais, por arrastamento, a lei não tem nenhuma utilidade no que ela sobeja. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Presidente, só para entender a posição da Ministra Cármen, que é a de que a questão do vício de iniciativa não se colocaria em termos da Constituição estadual. O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Originária. A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - A Constituição estadual, em relação a servidores e a vencimentos que não impliquem aumento, eu acho que o Constituinte estadual pode tratar. Aqui, é porque fixou-se um piso de vencimento estabelecido em lei, e o Ministro Toffoli afirma que esta lei tinha vício formal de iniciativa. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Eu entendi. Eu teria uma dificuldade, mas não é relevante no momento, porque, na verdade, a Constituição estadual, ao estabelecer uma vinculação ao salário mínimo profissional, de certa forma, ela estabelece uma vinculação à legislação federal, e, aí, eu teria uma dificuldade. A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - Isso é considerado inconstitucional pela nossa jurisprudência. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Você vincular a remuneração estadual... A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - A uma lei federal, porque, aí, a autonomia do Estado ... O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Ao salário 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6110922. Supremo Tribunal Federal ADI 290 / SC as inconstitucionalidades formal e material do art. 1... e caput da lei (…)". Eu falei “da lei” e não ‘da Constituição’. O SENHOR MINISTRO JOAQUIM BARBOSA (PRESIDENTE) - Vossa Excelência declara a inconstitucionalidade da expressão contida no art. 27, inciso II? O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Exatamente. E também da íntegra da Lei n 1.117/90, embora tenha sido atacado apenas o art. 1..., caput e parágrafos. Mas, ao declará-los inconstitucionais, por arrastamento, a lei não tem nenhuma utilidade no que ela sobeja. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Presidente, só para entender a posição da Ministra Cármen, que é a de que a questão do vício de iniciativa não se colocaria em termos da Constituição estadual. O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Originária. A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - A Constituição estadual, em relação a servidores e a vencimentos que não impliquem aumento, eu acho que o Constituinte estadual pode tratar. Aqui, é porque fixou-se um piso de vencimento estabelecido em lei, e o Ministro Toffoli afirma que esta lei tinha vício formal de iniciativa. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Eu entendi. Eu teria uma dificuldade, mas não é relevante no momento, porque, na verdade, a Constituição estadual, ao estabelecer uma vinculação ao salário mínimo profissional, de certa forma, ela estabelece uma vinculação à legislação federal, e, aí, eu teria uma dificuldade. A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - Isso é considerado inconstitucional pela nossa jurisprudência. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Você vincular a remuneração estadual... A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - A uma lei federal, porque, aí, a autonomia do Estado ... O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Ao salário 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6110922. Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 17 Esclarecimento ADI 290 / SC mínimo, eu até não teria muita dificuldade, mas a salário profissional, teria um pouco mais. A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - É porque a autonomia do Estado ficaria comprometida. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - É, por isso mesmo. A autonomia do Estado subordinada a uma modificação por lei federal. A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - Por isso mesmo. Eu estou concordando com Vossa Excelência. Estou concordando, por isso fiz o questionamento. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Eu teria essa dificuldade. Mas não é essa a questão, em rigor, como o Ministro Toffoli está declarando a lei inconstitucional. A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - Por vício formal. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - É, eu estou plenamente de acordo com essa declaração. A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - Por vício formal. Eu só fico no vício formal, por isso fiz a chamada. O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Como Relator, eu já trago as várias hipóteses, porque, se ficasse vencido quanto à inconstitucionalidade formal, teria que enfrentar a material. A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - Pois é, então por isso é que eu estou marcando que: eu estou acompanhando o Relator quanto ao vício formal da lei. O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Mas, na conclusão, Vossa Excelência está acompanhando, porque a proclamação corresponde à parte conclusiva. A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - É, exatamente. O SENHOR MINISTRO JOAQUIM BARBOSA (PRESIDENTE) - Tem a Constituição, e o dispositivo da Constituição? O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES - A Constituição porque tem a norma, a Constituição tem a norma da vinculação ao salário 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6110922. Supremo Tribunal Federal ADI 290 / SC mínimo, eu até não teria muita dificuldade, mas a salário profissional, teria um pouco mais. A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - É porque a autonomia do Estado ficaria comprometida. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - É, por isso mesmo. A autonomia do Estado subordinada a uma modificação por lei federal. A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - Por isso mesmo. Eu estou concordando com Vossa Excelência. Estou concordando, por isso fiz o questionamento. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Eu teria essa dificuldade. Mas não é essa a questão, em rigor, como o Ministro Toffoli está declarando a lei inconstitucional. A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - Por vício formal. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - É, eu estou plenamente de acordo com essa declaração. A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - Por vício formal. Eu só fico no vício formal, por isso fiz a chamada. O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Como Relator, eu já trago as várias hipóteses, porque, se ficasse vencido quanto à inconstitucionalidade formal, teria que enfrentar a material. A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - Pois é, então por isso é que eu estou marcando que: eu estou acompanhando o Relator quanto ao vício formal da lei. O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Mas, na conclusão, Vossa Excelência está acompanhando, porque a proclamação corresponde à parte conclusiva. A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - É, exatamente. O SENHOR MINISTRO JOAQUIM BARBOSA (PRESIDENTE) - Tem a Constituição, e o dispositivo da Constituição? O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES - A Constituição porque tem a norma, a Constituição tem a norma da vinculação ao salário 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6110922. Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 17 Esclarecimento ADI 290 / SC mínimo profissional. O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): E a conclusão aqui, Senhor Presidente, é pela procedência da ação. A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - É vício formal. O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): E, aí, os fundamentos podem ser diversos. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6110922. Supremo Tribunal Federal ADI 290 / SC mínimo profissional. O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): E a conclusão aqui, Senhor Presidente, é pela procedência da ação. A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - É vício formal. O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): E, aí, os fundamentos podem ser diversos. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6110922. Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 17 Extrato de Ata - 19/02/2014 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 290 PROCED. : SANTA CATARINA RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI REQTE.(S) : GOVERNADOR DO ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA CATARINA INTDO.(A/S) : ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DE SANTA CATARINA Decisão: O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, julgou procedente a ação direta para declarar a inconstitucionalidade da expressão “assegurada aos servidores ocupantes de cargos ou empregos de nível médio e superior remuneração não inferior ao salário mínimo profissional estabelecido em lei”, contida no inciso II do art. 27 da Constituição do Estado de Santa Catarina, bem como da íntegra da Lei estadual n 1.117/90. Votou o Presidente, Ministro Joaquim Barbosa. Ausente, neste julgamento, o Ministro Marco Aurélio. Plenário, 19.02.2014. Presidência do Senhor Ministro Joaquim Barbosa. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber, Teori Zavascki e Roberto Barroso. Procurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot Monteiro de Barros. p/ Luiz Tomimatsu Assessor-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 5512456 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 290 PROCED. : SANTA CATARINA RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI REQTE.(S) : GOVERNADOR DO ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA CATARINA INTDO.(A/S) : ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DE SANTA CATARINA Decisão: O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, julgou procedente a ação direta para declarar a inconstitucionalidade da expressão “assegurada aos servidores ocupantes de cargos ou empregos de nível médio e superior remuneração não inferior ao salário mínimo profissional estabelecido em lei”, contida no inciso II do art. 27 da Constituição do Estado de Santa Catarina, bem como da íntegra da Lei estadual n 1.117/90. Votou o Presidente, Ministro Joaquim Barbosa. Ausente, neste julgamento, o Ministro Marco Aurélio. Plenário, 19.02.2014. Presidência do Senhor Ministro Joaquim Barbosa. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber, Teori Zavascki e Roberto Barroso. Procurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot Monteiro de Barros. p/ Luiz Tomimatsu Assessor-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 5512456 Inteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 17
{ "JURISPRUDENCIA": [ "AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 290", "ADI 290 / SC", "ADI 290 / SC", "ADI 290 / SC", "ADI 290 / SC", "ADI 290 / SC", "ADI 290 / SC", "ADI 290 / SC", "ADI 290 / SC", "ADI 290 / SC", "ADI n 270 / MG", "ADI n 1 . 695 / PR", "ADI n 1 . 353", "ADI n 250 / RJ", "ADI n 102 / RO", "ADI n 843 / MS", "ADI n 483", "ADI n 2 . 581 / SP", "ADI n 2 . 581 / SP", "ADI 290 / SC", "ADI n 270 / MG", "ADI n 1 . 695 / PR", "ADI n 1 . 353", "ADI n 250 / RJ", "ADI n 102 / RO", "ADI n 843 / MS", "ADI n 483", "ADI n 2 . 581 / SP", "ADI n 2 . 581 / SP", "ADI 290 / SC", "ADI 290 / SC", "ADI 290 / SC", "ADI n 668 / AL - MC", "ADI 290 / SC", "ADI n 668 / AL - MC", "ADI 290 / SC", "ADI n 1 . 064 / MS - MC", "AO n 293 / SC", "ADI n 120 / AM", "ADI 290 / SC", "ADI n 1 . 064 / MS - MC", "AO n 293 / SC", "ADI n 120 / AM", "ADI 290 / SC", "ADI n 285 / RO", "ADI 290 / SC", "Ação Direta de Inconstitucionalidade n . 96 / RO", "ADI n 285 / RO", "AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 290", "ADI 290 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Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PLENÁRIO", "ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DE SANTA CATARINA", "Plenário", "Plenário", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DE SANTA CATARINA", "Plenário", "Plenário", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "DIAS TOFFOLI", "Joaquim Barbosa", "DIAS TOFFOLI", "Joaquim Barbosa", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "Celso de Mello", "Celso de Mello", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "Celso de Mello", "Celso de Mello", "DIAS TOFFOLI", "Celso de Mello", "Celso de Mello", "DIAS TOFFOLI", "Maurício Corrêa", "Maurício Corrêa", "Maurício Corrêa", "Ilmar Galvão", "Maurício Corrêa", "Ilmar Galvão", "Ilmar Galvão", "Maurício Corrêa", "Marco Aurélio", "Maurício Corrêa", "Maurício Corrêa", "Maurício Corrêa", "Ilmar Galvão", "Maurício Corrêa", "Ilmar Galvão", "Ilmar Galvão", "Maurício Corrêa", "Marco Aurélio", "DIAS TOFFOLI", "Celso de Mello", "AMAURI MASCARO NASCIMENTO", "Celso de Mello", "AMAURI MASCARO NASCIMENTO", "DIAS TOFFOLI", "Celso de Mello", "Celso de Mello", "DIAS TOFFOLI", "Ilmar Galvão", "Maurício Corrêa", "Ilmar Galvão", "Maurício", "Corrêa", "DIAS TOFFOLI", "Moreira Alves", "Cármen Lúcia", "Moreira Alves", "Cármen Lúcia", "CÁRMEN LÚCIA", "Toffoli", "DIAS TOFFOLI", "CÁRMEN LÚCIA", "DIAS TOFFOLI", "CÁRMEN LÚCIA", "DIAS TOFFOLI", "CÁRMEN LÚCIA", "DIAS TOFFOLI", "CÁRMEN LÚCIA", "Toffoli", "DIAS TOFFOLI", "CÁRMEN LÚCIA", "DIAS TOFFOLI", "CÁRMEN LÚCIA", "DIAS TOFFOLI", "CÁRMEN LÚCIA", "DIAS TOFFOLI", "JOAQUIM BARBOSA", "DIAS TOFFOLI", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "Cármen", "DIAS TOFFOLI", "CÁRMEN LÚCIA", "Toffoli", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "CÁRMEN LÚCIA", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "CÁRMEN LÚCIA", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "JOAQUIM BARBOSA", "DIAS TOFFOLI", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "Cármen", "DIAS TOFFOLI", "CÁRMEN LÚCIA", "Toffoli", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "CÁRMEN LÚCIA", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "CÁRMEN LÚCIA", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "CÁRMEN LÚCIA", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "CÁRMEN LÚCIA", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "Toffoli", "CÁRMEN LÚCIA", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "CÁRMEN LÚCIA", "DIAS TOFFOLI", "CÁRMEN LÚCIA", "DIAS TOFFOLI", "CÁRMEN LÚCIA", "JOAQUIM BARBOSA", "GILMAR MENDES", "CÁRMEN LÚCIA", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "CÁRMEN LÚCIA", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "Toffoli", "CÁRMEN LÚCIA", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "CÁRMEN LÚCIA", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "CÁRMEN LÚCIA", "JOAQUIM BARBOSA", "GILMAR MENDES", "DIAS TOFFOLI", "CÁRMEN LÚCIA", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "CÁRMEN LÚCIA", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "Joaquim Barbosa", "Marco Aurélio", "Joaquim Barbosa", "Celso de Mello", "Marco Aurélio", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Cármen Lúcia", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Teori Zavascki", "Roberto Barroso", "Rodrigo Janot Monteiro de Barros", "Luiz Tomimatsu", "DIAS TOFFOLI", "Joaquim Barbosa", "Marco Aurélio", "Joaquim Barbosa", "Celso de Mello", "Marco Aurélio", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Cármen Lúcia", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Teori Zavascki", "Roberto Barroso", "Rodrigo Janot", "Monteiro de Barros", "Luiz Tomimatsu" ], "TEMPO": [ "19", "/", "02", "/", "2014", "30 de março de 1990", "24", "/", "08", "/", "2001", "19 de fevereiro de 2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "19 de fevereiro de 2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", "/", "02", "/", "2014", "29 de maio de 1990", "30 de março de 1990", "30 de março de 1990", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", "/", "02", "/", "2014", "29 de maio de 1990", "30 de março de 1990", "30 de março de 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"02", ".", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 18/03/2014 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 792.043 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI EMBTE.(S) :DARCI CARDOSO GOMES ADV.(A/S) :MAURÍCIO CESCON NIEDERAUER E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL EMENTA: PROCESSUAL CIVIL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO RECEBIDOS COMO AGRAVO REGIMENTAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PRELIMINAR DE REPERCUSSÃO GERAL. FUNDAMENTAÇÃO DEFICIENTE. ÔNUS DO RECORRENTE. CRITÉRIOS ELEITOS PELO LEGISLADOR PARA CÁLCULO DE SALÁRIO-DE-BENEFÍCIO. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA INDIRETA OU REFLEXA À CONSTITUIÇÃO. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência da Ministra CÁRMEN LÚCIA, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade, em converter os embargos de declaração em agravo regimental e negar-lhe provimento, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Brasília, 18 de março de 2014. Ministro TEORI ZAVASCKI Relator Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5497123. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5 Relatório 18/03/2014 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 792.043 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI EMBTE.(S) :DARCI CARDOSO GOMES ADV.(A/S) :MAURÍCIO CESCON NIEDERAUER E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de embargos de declaração opostos contra decisão que negou provimento ao agravo em recurso extraordinário sob os fundamentos de que (a) a alegação de repercussão geral não está acompanhada de fundamentação demonstrativa nos moldes exigidos pela jurisprudência do STF; (b) as razões recursais dizem respeito a matéria infraconstitucional, referente aos critérios eleitos pelo legislador para o cálculo do salário-de-benefício da aposentadoria do recorrente, podendo ocorrer apenas ofensa reflexa à Constituição. Sustenta o embargante, em suma, que, a ofensa à Constituição ocorreu de maneira direta. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5497138. Supremo Tribunal Federal 18/03/2014 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 792.043 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI EMBTE.(S) :DARCI CARDOSO GOMES ADV.(A/S) :MAURÍCIO CESCON NIEDERAUER E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de embargos de declaração opostos contra decisão que negou provimento ao agravo em recurso extraordinário sob os fundamentos de que (a) a alegação de repercussão geral não está acompanhada de fundamentação demonstrativa nos moldes exigidos pela jurisprudência do STF; (b) as razões recursais dizem respeito a matéria infraconstitucional, referente aos critérios eleitos pelo legislador para o cálculo do salário-de-benefício da aposentadoria do recorrente, podendo ocorrer apenas ofensa reflexa à Constituição. Sustenta o embargante, em suma, que, a ofensa à Constituição ocorreu de maneira direta. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5497138. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 5 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI 18/03/2014 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 792.043 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. Embora o recorrente tenha denominado o presente recurso de "embargos de declaração", pela análise de sua fundamentação, deduz-se, de forma clara e inequívoca, que objetiva reformar a decisão que negou provimento ao agravo, e não sanar qualquer erro material, omissão, obscuridade ou contradição (art. 535 do CPC). Evidenciando-se, portanto, a finalidade do recurso de reformar a decisão em referência, recebo-o como agravo regimental. 2. O agravo regimental não merece prosperar, pois a ausência de qualquer subsídio trazido pelo agravante, capaz de alterar os fundamentos da decisão ora agravada, faz subsistir incólume o entendimento nela firmado. Portanto, não há falar em reparos na decisão, pelo que se reafirma seu teor: 2. O Supremo Tribunal Federal firmou entendimento no sentido de que é ônus do recorrente a demonstração formal e fundamentada de repercussão geral da matéria constitucional versada no recurso extraordinário, com indicação específica das circunstâncias reais que evidenciem, no caso concreto, a relevância econômica, política, social ou jurídica. Não bastam, portanto, para que seja atendido o requisito previsto nos artigos 102, § 3º, da CF e 543-A, § 2º, do CPC, alegações genéricas a respeito do instituto, como a mera afirmação de que: (a) a matéria controvertida tem repercussão geral; (b) o tema goza de importância econômica, política, social ou jurídica; (c) a questão ultrapassa os interesses subjetivos da parte ou tem manifesto potencial de repetitividade; (d) a repercussão geral é consequência inevitável de suposta violação de dispositivo constitucional; ou, ainda, (e) a existência de jurisprudência Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5497139. Supremo Tribunal Federal 18/03/2014 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 792.043 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. Embora o recorrente tenha denominado o presente recurso de "embargos de declaração", pela análise de sua fundamentação, deduz-se, de forma clara e inequívoca, que objetiva reformar a decisão que negou provimento ao agravo, e não sanar qualquer erro material, omissão, obscuridade ou contradição (art. 535 do CPC). Evidenciando-se, portanto, a finalidade do recurso de reformar a decisão em referência, recebo-o como agravo regimental. 2. O agravo regimental não merece prosperar, pois a ausência de qualquer subsídio trazido pelo agravante, capaz de alterar os fundamentos da decisão ora agravada, faz subsistir incólume o entendimento nela firmado. Portanto, não há falar em reparos na decisão, pelo que se reafirma seu teor: 2. O Supremo Tribunal Federal firmou entendimento no sentido de que é ônus do recorrente a demonstração formal e fundamentada de repercussão geral da matéria constitucional versada no recurso extraordinário, com indicação específica das circunstâncias reais que evidenciem, no caso concreto, a relevância econômica, política, social ou jurídica. Não bastam, portanto, para que seja atendido o requisito previsto nos artigos 102, § 3º, da CF e 543-A, § 2º, do CPC, alegações genéricas a respeito do instituto, como a mera afirmação de que: (a) a matéria controvertida tem repercussão geral; (b) o tema goza de importância econômica, política, social ou jurídica; (c) a questão ultrapassa os interesses subjetivos da parte ou tem manifesto potencial de repetitividade; (d) a repercussão geral é consequência inevitável de suposta violação de dispositivo constitucional; ou, ainda, (e) a existência de jurisprudência Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5497139. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 5 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI ARE 792043 ED / RS pacífica desta Corte quanto ao tema discutido. Nesse sentido: ARE 691.595 AgR, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 25/02/2013; ARE 696.347-AgR-segundo, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 14.2.2013; ARE 696.263-AgR/MG, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 19.02.2013; AI 717.821 AgR, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA, Segunda Turma, DJe de 13/08/2012. 3. Ora, no caso, a alegação de repercussão geral não está acompanhada de fundamentação demonstrativa nesses moldes exigidos pela jurisprudência do STF. 4. Ademais, as razões recursais dizem respeito a matéria infraconstitucional, referente aos critérios eleitos pelo legislador para o cálculo do salário-de-benefício da aposentadoria do recorrente. Aliás, a norma constitucional tida por violada (art. 201, § 11) possui eficácia limitada, por atribuir à lei a forma de repercussão das contribuições previdenciárias sobre os respectivos benefícios. Por fim, em assunto similar, esta Corte decidiu que o critério legal de cálculo do fator previdenciário é matéria infraconstitucional: ADI 2111 MC/DF, Pleno, Rel. Min. SYDNEY SANCHES, DJ de 05/12/2003, p. 17. Igualmente, nas duas Turmas: ARE 712775 AgR/RS, 2ª Turma, rel. Min. Cármen lúcia, DJe de 19/11/2012; RE 697982 AgR/ES, 1ª Turma, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, DJe de 06/12/2012; ARE 707176 AgR/RS, 2ª Turma, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, DJe de 01/10/2012. Seguindo esse entendimento, cita-se ainda decisão monocrática de minha relatoria: ARE 664340 RG/SC, DJe de 20/03/2013. 5. Diante do exposto, nego provimento ao agravo. 3. Diante do exposto, recebo os embargos de declaração como agravo regimental e nego-lhe provimento. É o voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5497139. Supremo Tribunal Federal ARE 792043 ED / RS pacífica desta Corte quanto ao tema discutido. Nesse sentido: ARE 691.595 AgR, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 25/02/2013; ARE 696.347-AgR-segundo, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 14.2.2013; ARE 696.263-AgR/MG, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 19.02.2013; AI 717.821 AgR, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA, Segunda Turma, DJe de 13/08/2012. 3. Ora, no caso, a alegação de repercussão geral não está acompanhada de fundamentação demonstrativa nesses moldes exigidos pela jurisprudência do STF. 4. Ademais, as razões recursais dizem respeito a matéria infraconstitucional, referente aos critérios eleitos pelo legislador para o cálculo do salário-de-benefício da aposentadoria do recorrente. Aliás, a norma constitucional tida por violada (art. 201, § 11) possui eficácia limitada, por atribuir à lei a forma de repercussão das contribuições previdenciárias sobre os respectivos benefícios. Por fim, em assunto similar, esta Corte decidiu que o critério legal de cálculo do fator previdenciário é matéria infraconstitucional: ADI 2111 MC/DF, Pleno, Rel. Min. SYDNEY SANCHES, DJ de 05/12/2003, p. 17. Igualmente, nas duas Turmas: ARE 712775 AgR/RS, 2ª Turma, rel. Min. Cármen lúcia, DJe de 19/11/2012; RE 697982 AgR/ES, 1ª Turma, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, DJe de 06/12/2012; ARE 707176 AgR/RS, 2ª Turma, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, DJe de 01/10/2012. Seguindo esse entendimento, cita-se ainda decisão monocrática de minha relatoria: ARE 664340 RG/SC, DJe de 20/03/2013. 5. Diante do exposto, nego provimento ao agravo. 3. Diante do exposto, recebo os embargos de declaração como agravo regimental e nego-lhe provimento. É o voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5497139. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 5 Extrato de Ata - 18/03/2014 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 792.043 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI EMBTE.(S) : DARCI CARDOSO GOMES ADV.(A/S) : MAURÍCIO CESCON NIEDERAUER E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL Decisão: A Turma, por votação unânime, converteu os embargos de declaração em agravo regimental e a ele negou provimento, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 18.03.2014. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 5533336 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 792.043 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI EMBTE.(S) : DARCI CARDOSO GOMES ADV.(A/S) : MAURÍCIO CESCON NIEDERAUER E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL Decisão: A Turma, por votação unânime, converteu os embargos de declaração em agravo regimental e a ele negou provimento, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 18.03.2014. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 5533336 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=5559133
2014-03-18T00:00:00
2014-04-01T00:00:00
A Turma, por votação unânime, converteu os embargos de declaração em agravo regimental e a ele negou provimento, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 18.03.2014.
EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
Ementa: PROCESSUAL CIVIL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO RECEBIDOS COMO AGRAVO REGIMENTAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PRELIMINAR DE REPERCUSSÃO GERAL. FUNDAMENTAÇÃO DEFICIENTE. ÔNUS DO RECORRENTE. CRITÉRIOS ELEITOS PELO LEGISLADOR PARA CÁLCULO DE SALÁRIO-DE-BENEFÍCIO. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA INDIRETA OU REFLEXA À CONSTITUIÇÃO. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO.
sjur259486
Número de páginas: 5. Análise: 08/04/2014, BRU.
TEORI ZAVASCKI
Segunda Turma
792043
[ "LEG-FED LEI-005869 ANO-1973\n ART-00535\n CPC-1973 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL" ]
ARE-ED
acordaos
ARE 792043 ED
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EMBTE.(S) : DARCI CARDOSO GOMES ADV.(A/S) : MAURÍCIO CESCON NIEDERAUER E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL
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Ementa e Acórdão 18/03/2014 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 792.043 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI EMBTE.(S) :DARCI CARDOSO GOMES ADV.(A/S) :MAURÍCIO CESCON NIEDERAUER E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL EMENTA: PROCESSUAL CIVIL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO RECEBIDOS COMO AGRAVO REGIMENTAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PRELIMINAR DE REPERCUSSÃO GERAL. FUNDAMENTAÇÃO DEFICIENTE. ÔNUS DO RECORRENTE. CRITÉRIOS ELEITOS PELO LEGISLADOR PARA CÁLCULO DE SALÁRIO-DE-BENEFÍCIO. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA INDIRETA OU REFLEXA À CONSTITUIÇÃO. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência da Ministra CÁRMEN LÚCIA, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade, em converter os embargos de declaração em agravo regimental e negar-lhe provimento, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Brasília, 18 de março de 2014. Ministro TEORI ZAVASCKI Relator Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5497123. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5 Relatório 18/03/2014 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 792.043 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI EMBTE.(S) :DARCI CARDOSO GOMES ADV.(A/S) :MAURÍCIO CESCON NIEDERAUER E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de embargos de declaração opostos contra decisão que negou provimento ao agravo em recurso extraordinário sob os fundamentos de que (a) a alegação de repercussão geral não está acompanhada de fundamentação demonstrativa nos moldes exigidos pela jurisprudência do Supremo Tribunal Federal; (b) as razões recursais dizem respeito a matéria infraconstitucional, referente aos critérios eleitos pelo legislador para o cálculo do salário-de-benefício da aposentadoria do recorrente, podendo ocorrer apenas ofensa reflexa à Constituição. Sustenta o embargante, em suma, que, a ofensa à Constituição ocorreu de maneira direta. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5497138. Supremo Tribunal Federal 18/03/2014 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 792.043 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI EMBTE.(S) :DARCI CARDOSO GOMES ADV.(A/S) :MAURÍCIO CESCON NIEDERAUER E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de embargos de declaração opostos contra decisão que negou provimento ao agravo em recurso extraordinário sob os fundamentos de que (a) a alegação de repercussão geral não está acompanhada de fundamentação demonstrativa nos moldes exigidos pela jurisprudência do Supremo Tribunal Federal; (b) as razões recursais dizem respeito a matéria infraconstitucional, referente aos critérios eleitos pelo legislador para o cálculo do salário-de-benefício da aposentadoria do recorrente, podendo ocorrer apenas ofensa reflexa à Constituição. Sustenta o embargante, em suma, que, a ofensa à Constituição ocorreu de maneira direta. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5497138. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 5 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI 18/03/2014 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 792.043 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. Embora o recorrente tenha denominado o presente recurso de "embargos de declaração", pela análise de sua fundamentação, deduz-se, de forma clara e inequívoca, que objetiva reformar a decisão que negou provimento ao agravo, e não sanar qualquer erro material, omissão, obscuridade ou contradição (art. 535 do Código de Processo Civil). Evidenciando-se, portanto, a finalidade do recurso de reformar a decisão em referência, recebo-o como agravo regimental. 2. O agravo regimental não merece prosperar, pois a ausência de qualquer subsídio trazido pelo agravante, capaz de alterar os fundamentos da decisão ora agravada, faz subsistir incólume o entendimento nela firmado. Portanto, não há falar em reparos na decisão, pelo que se reafirma seu teor: 2. O Supremo Tribunal Federal firmou entendimento no sentido de que é ônus do recorrente a demonstração formal e fundamentada de repercussão geral da matéria constitucional versada no recurso extraordinário, com indicação específica das circunstâncias reais que evidenciem, no caso concreto, a relevância econômica, política, social ou jurídica. Não bastam, portanto, para que seja atendido o requisito previsto nos artigos 102, § 3..., da Constituição Federal de 1988 e 543-A, § 2..., do Código de Processo Civil, alegações genéricas a respeito do instituto, como a mera afirmação de que: (a) a matéria controvertida tem repercussão geral; (b) o tema goza de importância econômica, política, social ou jurídica; (c) a questão ultrapassa os interesses subjetivos da parte ou tem manifesto potencial de repetitividade; (d) a repercussão geral é consequência inevitável de suposta violação de dispositivo constitucional; ou, ainda, (e) a existência de jurisprudência Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5497139. Supremo Tribunal Federal 18/03/2014 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 792.043 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. Embora o recorrente tenha denominado o presente recurso de "embargos de declaração", pela análise de sua fundamentação, deduz-se, de forma clara e inequívoca, que objetiva reformar a decisão que negou provimento ao agravo, e não sanar qualquer erro material, omissão, obscuridade ou contradição (art. 535 do Código de Processo Civil). Evidenciando-se, portanto, a finalidade do recurso de reformar a decisão em referência, recebo-o como agravo regimental. 2. O agravo regimental não merece prosperar, pois a ausência de qualquer subsídio trazido pelo agravante, capaz de alterar os fundamentos da decisão ora agravada, faz subsistir incólume o entendimento nela firmado. Portanto, não há falar em reparos na decisão, pelo que se reafirma seu teor: 2. O Supremo Tribunal Federal firmou entendimento no sentido de que é ônus do recorrente a demonstração formal e fundamentada de repercussão geral da matéria constitucional versada no recurso extraordinário, com indicação específica das circunstâncias reais que evidenciem, no caso concreto, a relevância econômica, política, social ou jurídica. Não bastam, portanto, para que seja atendido o requisito previsto nos artigos 102, § 3..., da Constituição Federal de 1988 e 543-A, § 2..., do Código de Processo Civil, alegações genéricas a respeito do instituto, como a mera afirmação de que: (a) a matéria controvertida tem repercussão geral; (b) o tema goza de importância econômica, política, social ou jurídica; (c) a questão ultrapassa os interesses subjetivos da parte ou tem manifesto potencial de repetitividade; (d) a repercussão geral é consequência inevitável de suposta violação de dispositivo constitucional; ou, ainda, (e) a existência de jurisprudência Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5497139. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 5 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI ARE 792043 ED / RS pacífica desta Corte quanto ao tema discutido. Nesse sentido: ARE 691.595 AgR, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 25/02/2013; ARE 696.347-AgR-segundo, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 14.2.2013; ARE 696.263-AgR/MG, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 19.02.2013; AI 717.821 AgR, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA, Segunda Turma, DJe de 13/08/2012. 3. Ora, no caso, a alegação de repercussão geral não está acompanhada de fundamentação demonstrativa nesses moldes exigidos pela jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. 4. Ademais, as razões recursais dizem respeito a matéria infraconstitucional, referente aos critérios eleitos pelo legislador para o cálculo do salário-de-benefício da aposentadoria do recorrente. Aliás, a norma constitucional tida por violada (art. 201, § 11) possui eficácia limitada, por atribuir à lei a forma de repercussão das contribuições previdenciárias sobre os respectivos benefícios. Por fim, em assunto similar, esta Corte decidiu que o critério legal de cálculo do fator previdenciário é matéria infraconstitucional: ADI 2111 MC/DF, Pleno, Rel. Min. SYDNEY SANCHES, DJ de 05/12/2003, p. 17. Igualmente, nas duas Turmas: ARE 712775 AgR/RS, 2... Turma, rel. Min. Cármen lúcia, DJe de 19/11/2012; Recurso Extraordinário 697982 AgR/ES, 1... Turma, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, DJe de 06/12/2012; ARE 707176 AgR/RS, 2... Turma, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, DJe de 01/10/2012. Seguindo esse entendimento, cita-se ainda decisão monocrática de minha relatoria: ARE 664340 RG/SC, DJe de 20/03/2013. 5. Diante do exposto, nego provimento ao agravo. 3. Diante do exposto, recebo os embargos de declaração como agravo regimental e nego-lhe provimento. É o voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5497139. Supremo Tribunal Federal ARE 792043 ED / RS pacífica desta Corte quanto ao tema discutido. Nesse sentido: ARE 691.595 AgR, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 25/02/2013; ARE 696.347-AgR-segundo, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 14.2.2013; ARE 696.263-AgR/MG, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 19.02.2013; AI 717.821 AgR, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA, Segunda Turma, DJe de 13/08/2012. 3. Ora, no caso, a alegação de repercussão geral não está acompanhada de fundamentação demonstrativa nesses moldes exigidos pela jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. 4. Ademais, as razões recursais dizem respeito a matéria infraconstitucional, referente aos critérios eleitos pelo legislador para o cálculo do salário-de-benefício da aposentadoria do recorrente. Aliás, a norma constitucional tida por violada (art. 201, § 11) possui eficácia limitada, por atribuir à lei a forma de repercussão das contribuições previdenciárias sobre os respectivos benefícios. Por fim, em assunto similar, esta Corte decidiu que o critério legal de cálculo do fator previdenciário é matéria infraconstitucional: ADI 2111 MC/DF, Pleno, Rel. Min. SYDNEY SANCHES, DJ de 05/12/2003, p. 17. Igualmente, nas duas Turmas: ARE 712775 AgR/RS, 2... Turma, rel. Min. Cármen lúcia, DJe de 19/11/2012; Recurso Extraordinário 697982 AgR/ES, 1... Turma, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, DJe de 06/12/2012; ARE 707176 AgR/RS, 2... Turma, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, DJe de 01/10/2012. Seguindo esse entendimento, cita-se ainda decisão monocrática de minha relatoria: ARE 664340 RG/SC, DJe de 20/03/2013. 5. Diante do exposto, nego provimento ao agravo. 3. Diante do exposto, recebo os embargos de declaração como agravo regimental e nego-lhe provimento. É o voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5497139. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 5 Extrato de Ata - 18/03/2014 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 792.043 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI EMBTE.(S) : DARCI CARDOSO GOMES ADV.(A/S) : MAURÍCIO CESCON NIEDERAUER E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL Decisão: A Turma, por votação unânime, converteu os embargos de declaração em agravo regimental e a ele negou provimento, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2... Turma, 18.03.2014. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 5533336 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 792.043 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI EMBTE.(S) : DARCI CARDOSO GOMES ADV.(A/S) : MAURÍCIO CESCON NIEDERAUER E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL Decisão: A Turma, por votação unânime, converteu os embargos de declaração em agravo regimental e a ele negou provimento, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2... Turma, 18.03.2014. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 5533336 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 792 . 043", "ARE 691 . 595 AgR", "ARE 696 . 347 - AgR - segundo", "ARE 696 . 263 - AgR / MG", "AI 717 . 821 AgR", "ADI 2111 MC / DF", "ARE 712775 AgR / RS", "Recurso Extraordinário 697982 AgR / ES", "ARE 707176 AgR / RS", "ARE 664340 RG / SC", "ARE 792043 ED / RS", "ARE 691 . 595 AgR", "ARE 696 . 347 - AgR - segundo", "ARE 696 . 263 - AgR / MG", "AI 717 . 821 AgR", "ADI 2111 MC / DF", "ARE 712775 AgR / RS", "Recurso Extraordinário 697982 AgR / ES", "ARE 707176 AgR / RS", "ARE 664340 RG / SC" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 535 do Código de Processo Civil", "artigos 102 , § 3 . . . , da Constituição Federal de 1988", "543", "-", "A , § 2 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 535 do Código de Processo Civil", "artigos 102 , § 3 . . . , da Constituição Federal de 1988", "543", "-", "A , § 2 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "RIO GRANDE DO SUL", "Brasília", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO", "RIO GRANDE DO SUL" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL", "INSS", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL", "INSS", "Supremo Tribunal Federal", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL", "INSS", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Pleno", "2", ".", "1", ".", "2", ".", ".", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Pleno", "2", ".", ".", "1", ".", ".", ". Turma", "2", ".", ".", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL", "INSS", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO", "INSS", "2", ".", ".", ". Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "TEORI ZAVASCKI", "DARCI CARDOSO GOMES", "MAURÍCIO CESCON NIEDERAUER", "CÁRMEN LÚCIA", "Celso de Mello", "TEORI ZAVASCKI", "TEORI ZAVASCKI", "DARCI CARDOSO GOMES", "MAURÍCIO CESCON NIEDERAUER", "TEORI ZAVASCKI", "TEORI ZAVASCKI", "DARCI CARDOSO GOMES", "MAURÍCIO CESCON NIEDERAUER", "TEORI ZAVASCKI", "TEORI ZAVASCKI", "TEORI ZAVASCKI", "TEORI ZAVASCKI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "CÁRMEN LÚCIA", "LUIZ FUX", "JOAQUIM BARBOSA", "SYDNEY SANCHES", "Cármen lúcia", "DIAS TOFFOLI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "CÁRMEN LÚCIA", "LUIZ FUX", "JOAQUIM BARBOSA", "SYDNEY SANCHES", "Cármen lúcia", "DIAS TOFFOLI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "TEORI ZAVASCKI", "DARCI CARDOSO GOMES", "MAURÍCIO CESCON NIEDERAUER", "Celso de Mello", "Cármen Lúcia", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Teori Zavascki", "Celso de Mello", "Edson Oliveira de Almeida", "Ravena Siqueira", "TEORI ZAVASCKI", "DARCI CARDOSO GOMES", "MAURÍCIO CESCON NIEDERAUER", "Celso de Mello", "Cármen Lúcia", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Teori Zavascki", "Celso de Mello", "Edson Oliveira de Almeida", "Ravena Siqueira" ], "TEMPO": [ "18", "/", "03", "/", "2014", "18 de março de 2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "18", "/", "03", "/", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "18", "/", "03", "/", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "18", "/", "03", "/", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "18", "/", "03", "/", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "25", "/", "02", "/", "2013", "14", ".", "2", ".", "2013", "19", ".", "02", ".", "2013", "13", "/", "08", "/", "2012", "05", "/", "12", "/", "2003", "19", "/", "11", "/", "2012", "06", "/", "12", "/", "2012", "01", "/", "10", "/", "2012", "20", "/", "03", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "25", "/", "02", "/", "2013", "14", ".", "2", ".", "2013", "19", ".", "02", ".", "2013", "13", "/", "08", "/", "2012", "05", "/", "12", "/", "2003", "19", "/", "11", "/", "2012", "06", "/", "12", "/", "2012", "01", "/", "10", "/", "2012", "20", "/", "03", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "18", "/", "03", "/", "2014", "18", ".", "03", ".", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "18", ".", "03", ".", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 18/02/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 761.587 RIO GRANDE DO NORTE RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :SANDRA FERREIRA DA SILVA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :DANIEL ALVES PESSOA AGDO.(A/S) :ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. RESPONSABILIDADE DO ESTADO. MORTE DE DETENTO. CONTROVÉRSIA CONSTITUCIONAL SURGIDA NA INSTÂNCIA ORDINÁRIA. INVIABILIDADE DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMISSIBILIDADE DE RECURSO DE CORTE DIVERSA. MATÉRIA COM REPERCUSSÃO GERAL REJEITADA PELO PLENÁRIO DO STF NO RE Nº 598.365. CONTROVÉRSIA DE ÍNDOLE INFRACONSTITUCIONAL. NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL. INOCORRÊNCIA. 1. O recurso extraordinário contra acórdão do Superior Tribunal de Justiça proferido em recurso especial só é cabível quando a questão constitucional objeto da controvérsia for diversa da decidida pela instância ordinária. Nesses casos, só é admissível o apelo extremo que a suposta violação constitucional tiver sido, originariamente, apreciada pela Corte Especial. Precedentes: AI 718.334-AgR, Rel. Min. Rosa Weber, Primeira Turma, DJe 12/11/2012 e AI 761.983-AgR, Rel. Min. Ayres Britto, Segunda Turma, DJe 17/12/2010. 2. Os requisitos de admissibilidade dos recursos da competência de cortes diversas não revelam repercussão geral apta a dar seguimento ao apelo extremo, consoante decidido pelo Plenário virtual do STF, na análise do RE nº 598.365, da Relatoria do Min. Ayres Britto. 3. A prestação jurisdicional resta configurada com a prolação de decisão devidamente fundamentada, embora contrária aos interesses da Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5331557. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Ementa e Acórdão ARE 761587 AGR / RN parte. Nesse sentido, ARE 740.877-AgR/DF, Rel. Min. Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe 4/6/2013. 4. In casu, o acórdão recorrido assentou, in verbis: “ADMINISTRATIVO. RECURSO ESPECIAL. RESPONSABILIDADE CIVIL DO ESTADO. MORTE DE DETENTO. DANOS MORAIS E MATERIAIS. CABIMENTO. REVISÃO DO VALOR. NECESSIDADE DE REVOLVIMENTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. SÚMULA 07/STJ. RECURSO A QUE SE NEGA SEGUIMENTO”. 5. Agravo regimental DESPROVIDO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 18 de fevereiro de 2014. LUIZ FUX – Relator Documento assinado digitalmente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5331557. Supremo Tribunal Federal ARE 761587 AGR / RN parte. Nesse sentido, ARE 740.877-AgR/DF, Rel. Min. Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe 4/6/2013. 4. In casu, o acórdão recorrido assentou, in verbis: “ADMINISTRATIVO. RECURSO ESPECIAL. RESPONSABILIDADE CIVIL DO ESTADO. MORTE DE DETENTO. DANOS MORAIS E MATERIAIS. CABIMENTO. REVISÃO DO VALOR. NECESSIDADE DE REVOLVIMENTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. SÚMULA 07/STJ. RECURSO A QUE SE NEGA SEGUIMENTO”. 5. Agravo regimental DESPROVIDO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 18 de fevereiro de 2014. LUIZ FUX – Relator Documento assinado digitalmente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5331557. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório 18/02/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 761.587 RIO GRANDE DO NORTE RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :SANDRA FERREIRA DA SILVA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :DANIEL ALVES PESSOA AGDO.(A/S) :ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto por SANDRA FERREIRA DA SILVA E OUTROS contra a decisão que prolatei, assim ementada: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. RESPONSABILIDADE DO ESTADO. MORTE DE DETENTO. RECURSO CONTRA ACÓRDÃO DO STJ. CONTROVÉRSIA CONSTITUCIONAL SURGIDA NA INSTÂNCIA ORDINÁRIA. INADMISSIBILIDADE DO RE. ALEGADA VIOLAÇÃO AO ARTIGO 93, IX, DA CF/88. INEXISTÊNCIA. 1. O recurso extraordinário contra acórdão do Superior Tribunal de Justiça proferido em recurso especial só é cabível quando a questão constitucional objeto da controvérsia for diversa da decidida pela instância ordinária. Nesses casos, só é admissível o apelo extremo que a suposta violação constitucional tiver sido, originariamente, apreciada pela Corte Especial. Precedentes: RE 750.300-ED, Rel. Min. Celso de Mello, DJe de 6/9/2013, ARE 644.906-AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe de 12/4/2012. 2. A decisão judicial tem de ser fundamentada (art. 93, IX), ainda que sucintamente, sendo prescindível que o decisum se funde na tese suscitada pela parte. Precedente: AI-QO-RG 791.292, Rel. Min. Gilmar Mendes, Tribunal Pleno, DJe de 13/8/2010. 3. In casu, o acórdão recorrido assentou: ‘ADMINISTRATIVO. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5331558. Supremo Tribunal Federal 18/02/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 761.587 RIO GRANDE DO NORTE RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :SANDRA FERREIRA DA SILVA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :DANIEL ALVES PESSOA AGDO.(A/S) :ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto por SANDRA FERREIRA DA SILVA E OUTROS contra a decisão que prolatei, assim ementada: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. RESPONSABILIDADE DO ESTADO. MORTE DE DETENTO. RECURSO CONTRA ACÓRDÃO DO STJ. CONTROVÉRSIA CONSTITUCIONAL SURGIDA NA INSTÂNCIA ORDINÁRIA. INADMISSIBILIDADE DO RE. ALEGADA VIOLAÇÃO AO ARTIGO 93, IX, DA CF/88. INEXISTÊNCIA. 1. O recurso extraordinário contra acórdão do Superior Tribunal de Justiça proferido em recurso especial só é cabível quando a questão constitucional objeto da controvérsia for diversa da decidida pela instância ordinária. Nesses casos, só é admissível o apelo extremo que a suposta violação constitucional tiver sido, originariamente, apreciada pela Corte Especial. Precedentes: RE 750.300-ED, Rel. Min. Celso de Mello, DJe de 6/9/2013, ARE 644.906-AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe de 12/4/2012. 2. A decisão judicial tem de ser fundamentada (art. 93, IX), ainda que sucintamente, sendo prescindível que o decisum se funde na tese suscitada pela parte. Precedente: AI-QO-RG 791.292, Rel. Min. Gilmar Mendes, Tribunal Pleno, DJe de 13/8/2010. 3. In casu, o acórdão recorrido assentou: ‘ADMINISTRATIVO. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5331558. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Relatório ARE 761587 AGR / RN RECURSO ESPECIAL. RESPONSABILIDADE CIVIL DO ESTADO. MORTE DE DETENTO. DANOS MORAIS E MATERIAIS. CABIMENTO. REVISÃO DO VALOR. NECESSIDADE DE REVOLVIMENTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. SÚMULA 07/STJ. RECURSO A QUE SE NEGA SEGUIMENTO’. 4. Agravo DESPROVIDO”. Inconformados com a decisão supra, os agravantes interpõem o recurso alegando, em síntese: “Data venia, como dito na arguição de inconstitucionalidade proposta em sede de Agravo Regimental no âmbito do Especial, bem como no Extraordinário e no ARE, não há elemento algum de semiótica que pudesse tornar válida a interpretação do Relator do RESP, de que os Agravantes pretenderiam revolvimento de fatos e provas. Todavia, a manutenção da respeitável decisão agravada vai consolidar e perpetuar a injustiça perpetrada pelo Tribunal de origem. Aliás, vai configurar severíssimo abalo na vida dos Agravantes, que serão privados da condição financeira que o de cujus lhes proporcionava em vida e que o Juiz de Primeiro Grau garantiu, por força de Lei. Infelizmente, a Turma do STJ para o caso deixou de exercer a Jurisdição e aplicar corretamente a Lei para o caso concreto, ao arrepio da própria Jurisprudência Dominante do próprio STJ. Em razão do ocorrido no RESP, os Agravantes suscitaram a completa violação de normas constitucionais pelo Relator e pela Turma do STJ. Significa dizer, por conseguinte, a matéria constitucional disposta no Extraordinário surgiu originariamente no STJ, vez que diz respeito à arguição de inconstitucionalidade suscitada no Agravo Regimental no próprio Especial” (fls. 4-5 do documento eletrônico 19). É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5331558. Supremo Tribunal Federal ARE 761587 AGR / RN RECURSO ESPECIAL. RESPONSABILIDADE CIVIL DO ESTADO. MORTE DE DETENTO. DANOS MORAIS E MATERIAIS. CABIMENTO. REVISÃO DO VALOR. NECESSIDADE DE REVOLVIMENTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. SÚMULA 07/STJ. RECURSO A QUE SE NEGA SEGUIMENTO’. 4. Agravo DESPROVIDO”. Inconformados com a decisão supra, os agravantes interpõem o recurso alegando, em síntese: “Data venia, como dito na arguição de inconstitucionalidade proposta em sede de Agravo Regimental no âmbito do Especial, bem como no Extraordinário e no ARE, não há elemento algum de semiótica que pudesse tornar válida a interpretação do Relator do RESP, de que os Agravantes pretenderiam revolvimento de fatos e provas. Todavia, a manutenção da respeitável decisão agravada vai consolidar e perpetuar a injustiça perpetrada pelo Tribunal de origem. Aliás, vai configurar severíssimo abalo na vida dos Agravantes, que serão privados da condição financeira que o de cujus lhes proporcionava em vida e que o Juiz de Primeiro Grau garantiu, por força de Lei. Infelizmente, a Turma do STJ para o caso deixou de exercer a Jurisdição e aplicar corretamente a Lei para o caso concreto, ao arrepio da própria Jurisprudência Dominante do próprio STJ. Em razão do ocorrido no RESP, os Agravantes suscitaram a completa violação de normas constitucionais pelo Relator e pela Turma do STJ. Significa dizer, por conseguinte, a matéria constitucional disposta no Extraordinário surgiu originariamente no STJ, vez que diz respeito à arguição de inconstitucionalidade suscitada no Agravo Regimental no próprio Especial” (fls. 4-5 do documento eletrônico 19). É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5331558. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Voto - MIN. LUIZ FUX 18/02/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 761.587 RIO GRANDE DO NORTE V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação não merece prosperar. Em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta evidenciado das razões recursais que os recorrentes não trouxeram nenhum argumento capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual a mesma deve ser mantida por seus próprios fundamentos. Consoante afirmado na decisão agravada, o recurso extraordinário contra acórdão do Superior Tribunal de Justiça proferido em recurso especial só é cabível quando a questão constitucional objeto da controvérsia for diversa da decidida pela instância ordinária. Nesses casos, só é admissível o apelo extremo que a suposta violação constitucional tiver sido, originariamente, apreciada pela Corte Especial. Nesse sentido, aliás, é a jurisprudência desta Corte, como se infere dos seguintes julgados: “DIREITO PROCESSUAL CIVIL. APLICAÇÃO DO ART. 741, PARÁGRAFO ÚNICO, DO CPC AFASTADA NA INSTÂNCIA ORDINÁRIA. AUSÊNCIA DE INTERPOSIÇÃO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO CONCOMITANTEMENTE AO RECURSO ESPECIAL. PRECLUSÃO DA QUESTÃO CONSTITUCIONAL. O acórdão proferido pelo Superior Tribunal de Justiça, em sede de recurso especial, somente legitima o uso do apelo extremo se versar questão constitucional diversa daquela debatida na anterior instância. A matéria constitucional autorizadora da abertura da via extraordinária há de surgir, originariamente, no julgamento do Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5331559. Supremo Tribunal Federal 18/02/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 761.587 RIO GRANDE DO NORTE V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação não merece prosperar. Em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta evidenciado das razões recursais que os recorrentes não trouxeram nenhum argumento capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual a mesma deve ser mantida por seus próprios fundamentos. Consoante afirmado na decisão agravada, o recurso extraordinário contra acórdão do Superior Tribunal de Justiça proferido em recurso especial só é cabível quando a questão constitucional objeto da controvérsia for diversa da decidida pela instância ordinária. Nesses casos, só é admissível o apelo extremo que a suposta violação constitucional tiver sido, originariamente, apreciada pela Corte Especial. Nesse sentido, aliás, é a jurisprudência desta Corte, como se infere dos seguintes julgados: “DIREITO PROCESSUAL CIVIL. APLICAÇÃO DO ART. 741, PARÁGRAFO ÚNICO, DO CPC AFASTADA NA INSTÂNCIA ORDINÁRIA. AUSÊNCIA DE INTERPOSIÇÃO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO CONCOMITANTEMENTE AO RECURSO ESPECIAL. PRECLUSÃO DA QUESTÃO CONSTITUCIONAL. O acórdão proferido pelo Superior Tribunal de Justiça, em sede de recurso especial, somente legitima o uso do apelo extremo se versar questão constitucional diversa daquela debatida na anterior instância. A matéria constitucional autorizadora da abertura da via extraordinária há de surgir, originariamente, no julgamento do Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5331559. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 761587 AGR / RN recurso especial - o que não se observa na presente hipótese. Agravo regimental a que se dá provimento para, reconhecida a preclusão da questão constitucional, negar provimento ao agravo de instrumento da União” (AI 718.334-AgR, Rel. Min. Rosa Weber, Primeira Turma, DJe 12/11/2012). “AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. APELO EXTREMO MANEJADO CONTRA ACÓRDÃO DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. PRECLUSÃO DAS QUESTÕES CONSTITUCIONAIS ALEGADAS. 1. Nos termos da jurisprudência do STF, a admissibilidade do recurso extraordinário interposto contra acórdão do Superior Tribunal de Justiça está adstrita a discussões constitucionais inauguradas no julgamento do recurso especial. As matérias constitucionais que já foram objeto de análise pelas instâncias ordinárias precluem, ante a não interposição simultânea de recurso extraordinário e recurso especial. Precedentes. 2. Agravo regimental desprovido” (AI 761.983-AgR, Rel. Min. Ayres Britto, Segunda Turma, DJe 17/12/2010). Demais disso, verifica-se que o recurso extraordinário foi interposto contra acordão proferido pelo Superior Tribunal de Justiça que negou seguimento ao recurso especial, por entender que o conhecimento do recurso encontra óbice na Súmula 7 do STJ. Nesse contexto, destaco que os requisitos de admissibilidade dos recursos da competência de cortes diversas não revelam repercussão geral apta a dar seguimento ao apelo extremo, consoante decidido pelo Plenário virtual do STF, na análise do RE nº 598.365, da Relatoria do Min. Ayres Britto, DJe de 26/3/2010, o qual possui a seguinte ementa: “PRESSUPOSTOS DE ADMISSIBILIDADE DE RECURSOS DA COMPETÊNCIA DE OUTROS TRIBUNAIS. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. A questão alusiva ao cabimento de 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5331559. Supremo Tribunal Federal ARE 761587 AGR / RN recurso especial - o que não se observa na presente hipótese. Agravo regimental a que se dá provimento para, reconhecida a preclusão da questão constitucional, negar provimento ao agravo de instrumento da União” (AI 718.334-AgR, Rel. Min. Rosa Weber, Primeira Turma, DJe 12/11/2012). “AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. APELO EXTREMO MANEJADO CONTRA ACÓRDÃO DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. PRECLUSÃO DAS QUESTÕES CONSTITUCIONAIS ALEGADAS. 1. Nos termos da jurisprudência do STF, a admissibilidade do recurso extraordinário interposto contra acórdão do Superior Tribunal de Justiça está adstrita a discussões constitucionais inauguradas no julgamento do recurso especial. As matérias constitucionais que já foram objeto de análise pelas instâncias ordinárias precluem, ante a não interposição simultânea de recurso extraordinário e recurso especial. Precedentes. 2. Agravo regimental desprovido” (AI 761.983-AgR, Rel. Min. Ayres Britto, Segunda Turma, DJe 17/12/2010). Demais disso, verifica-se que o recurso extraordinário foi interposto contra acordão proferido pelo Superior Tribunal de Justiça que negou seguimento ao recurso especial, por entender que o conhecimento do recurso encontra óbice na Súmula 7 do STJ. Nesse contexto, destaco que os requisitos de admissibilidade dos recursos da competência de cortes diversas não revelam repercussão geral apta a dar seguimento ao apelo extremo, consoante decidido pelo Plenário virtual do STF, na análise do RE nº 598.365, da Relatoria do Min. Ayres Britto, DJe de 26/3/2010, o qual possui a seguinte ementa: “PRESSUPOSTOS DE ADMISSIBILIDADE DE RECURSOS DA COMPETÊNCIA DE OUTROS TRIBUNAIS. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. A questão alusiva ao cabimento de 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5331559. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 761587 AGR / RN recursos da competência de outros Tribunais se restringe ao âmbito infraconstitucional. Precedentes. Não havendo, em rigor, questão constitucional a ser apreciada por esta nossa Corte, falta ao caso “elemento de configuração da própria repercussão geral”, conforme salientou a ministra Ellen Gracie, no julgamento da Repercussão Geral no RE 584.608.” Por fim, da análise dos autos, é possível observar que a parte se valeu dos meios recursais cabíveis e teve a jurisdição devidamente prestada por decisões fundamentadas, embora contrária aos seus interesses. Assim, não resta caracterizada a negativa de prestação jurisdicional. Nesse sentido, ARE 740.877-AgR/DF, Rel. Min. Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe 4/6/2013, o qual possui a seguinte ementa: “Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Administrativo. 3. Alegação de ausência de prestação jurisdicional. Decisão fundamentada, embora contrária aos interesses da parte, não configura negativa de prestação jurisdicional. Precedente: AI-QO-RG 791.292 de minha relatoria, DJe 13.8.2010. 4. Afronta aos princípios do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, se dependente do reexame prévio de normas infraconstitucionais, configura ofensa reflexa à Constituição Federal, o que inviabiliza o processamento do recurso extraordinário. 5. Alegação de ofensa ao princípio da legalidade. Enunciado 636 da Súmula desta Corte. 6. Ausência de argumentos suficientes para infirmar a decisão recorrida. 4. Agravo regimental a que se nega provimento”. Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo regimental. É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5331559. Supremo Tribunal Federal ARE 761587 AGR / RN recursos da competência de outros Tribunais se restringe ao âmbito infraconstitucional. Precedentes. Não havendo, em rigor, questão constitucional a ser apreciada por esta nossa Corte, falta ao caso “elemento de configuração da própria repercussão geral”, conforme salientou a ministra Ellen Gracie, no julgamento da Repercussão Geral no RE 584.608.” Por fim, da análise dos autos, é possível observar que a parte se valeu dos meios recursais cabíveis e teve a jurisdição devidamente prestada por decisões fundamentadas, embora contrária aos seus interesses. Assim, não resta caracterizada a negativa de prestação jurisdicional. Nesse sentido, ARE 740.877-AgR/DF, Rel. Min. Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe 4/6/2013, o qual possui a seguinte ementa: “Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Administrativo. 3. Alegação de ausência de prestação jurisdicional. Decisão fundamentada, embora contrária aos interesses da parte, não configura negativa de prestação jurisdicional. Precedente: AI-QO-RG 791.292 de minha relatoria, DJe 13.8.2010. 4. Afronta aos princípios do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, se dependente do reexame prévio de normas infraconstitucionais, configura ofensa reflexa à Constituição Federal, o que inviabiliza o processamento do recurso extraordinário. 5. Alegação de ofensa ao princípio da legalidade. Enunciado 636 da Súmula desta Corte. 6. Ausência de argumentos suficientes para infirmar a decisão recorrida. 4. Agravo regimental a que se nega provimento”. Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo regimental. É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5331559. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 18/02/2014 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 761.587 PROCED. : RIO GRANDE DO NORTE RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : SANDRA FERREIRA DA SILVA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : DANIEL ALVES PESSOA AGDO.(A/S) : ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 18.2.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 5356788 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 761.587 PROCED. : RIO GRANDE DO NORTE RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : SANDRA FERREIRA DA SILVA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : DANIEL ALVES PESSOA AGDO.(A/S) : ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 18.2.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 5356788 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=5361664
2014-02-18T00:00:00
2014-03-06T00:00:00
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 18.2.2014.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
Ementa: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. RESPONSABILIDADE DO ESTADO. MORTE DE DETENTO. CONTROVÉRSIA CONSTITUCIONAL SURGIDA NA INSTÂNCIA ORDINÁRIA. INVIABILIDADE DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMISSIBILIDADE DE RECURSO DE CORTE DIVERSA. MATÉRIA COM REPERCUSSÃO GERAL REJEITADA PELO PLENÁRIO DO STF NO RE Nº 598.365. CONTROVÉRSIA DE ÍNDOLE INFRACONSTITUCIONAL. NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL. INOCORRÊNCIA. 1. O recurso extraordinário contra acórdão do Superior Tribunal de Justiça proferido em recurso especial só é cabível quando a questão constitucional objeto da controvérsia for diversa da decidida pela instância ordinária. Nesses casos, só é admissível o apelo extremo que a suposta violação constitucional tiver sido, originariamente, apreciada pela Corte Especial. Precedentes: AI 718.334-AgR, Rel. Min. Rosa Weber, Primeira Turma, DJe 12/11/2012 e AI 761.983-AgR, Rel. Min. Ayres Britto, Segunda Turma, DJe 17/12/2010. 2. Os requisitos de admissibilidade dos recursos da competência de cortes diversas não revelam repercussão geral apta a dar seguimento ao apelo extremo, consoante decidido pelo Plenário virtual do STF, na análise do RE nº 598.365, da Relatoria do Min. Ayres Britto. 3. A prestação jurisdicional resta configurada com a prolação de decisão devidamente fundamentada, embora contrária aos interesses da parte. Nesse sentido, ARE 740.877-AgR/DF, Rel. Min. Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe 4/6/2013. 4. In casu, o acórdão recorrido assentou, in verbis: “ADMINISTRATIVO. RECURSO ESPECIAL. RESPONSABILIDADE CIVIL DO ESTADO. MORTE DE DETENTO. DANOS MORAIS E MATERIAIS. CABIMENTO. REVISÃO DO VALOR. NECESSIDADE DE REVOLVIMENTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. SÚMULA 07/STJ. RECURSO A QUE SE NEGA SEGUIMENTO”. 5. Agravo regimental DESPROVIDO.
sjur256536
- Acórdão(s) citado(s): (QUESTÃO CONSTITUCIONAL, PRECLUSÃO) AI 718334 AgR (1ªT), AI 761983 AgR (2ªT). (RECURSO DE COMPETÊNCIA DE CORTE DIVERSA, PRESSUPOSTOS DE ADMISSIBILIDADE) RE 598365 RG. (NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL) ARE 740877 AgR (2ªT). Número de páginas: 8. Análise: 07/03/2014, MAR.
LUIZ FUX
Primeira Turma
761587
null
ARE-AgR
acordaos
ARE 761587 AgR
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AGTE.(S) : SANDRA FERREIRA DA SILVA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : DANIEL ALVES PESSOA AGDO.(A/S) : ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE
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Ementa e Acórdão 18/02/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 761.587 RIO GRANDE DO NORTE RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :SANDRA FERREIRA DA SILVA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :DANIEL ALVES PESSOA AGDO.(A/S) :ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. RESPONSABILIDADE DO ESTADO. MORTE DE DETENTO. CONTROVÉRSIA CONSTITUCIONAL SURGIDA NA INSTÂNCIA ORDINÁRIA. INVIABILIDADE DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMISSIBILIDADE DE RECURSO DE CORTE DIVERSA. MATÉRIA COM REPERCUSSÃO GERAL REJEITADA PELO PLENÁRIO DO Supremo Tribunal Federal NO Recurso Extraordinário n 598.365. CONTROVÉRSIA DE ÍNDOLE INFRACONSTITUCIONAL. NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL. INOCORRÊNCIA. 1. O recurso extraordinário contra acórdão do Superior Tribunal de Justiça proferido em recurso especial só é cabível quando a questão constitucional objeto da controvérsia for diversa da decidida pela instância ordinária. Nesses casos, só é admissível o apelo extremo que a suposta violação constitucional tiver sido, originariamente, apreciada pela Corte Especial. Precedentes: AI 718.334-AgR, Rel. Min. Rosa Weber, Primeira Turma, DJe 12/11/2012 e AI 761.983-AgR, Rel. Min. Ayres Britto, Segunda Turma, DJe 17/12/2010. 2. Os requisitos de admissibilidade dos recursos da competência de cortes diversas não revelam repercussão geral apta a dar seguimento ao apelo extremo, consoante decidido pelo Plenário virtual do Supremo Tribunal Federal, na análise do Recurso Extraordinário n 598.365, da Relatoria do Min. Ayres Britto. 3. A prestação jurisdicional resta configurada com a prolação de decisão devidamente fundamentada, embora contrária aos interesses da Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5331557. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Ementa e Acórdão ARE 761587 AGR / RN parte. Nesse sentido, ARE 740.877-AgR/DF, Rel. Min. Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe 4/6/2013. 4. In casu, o acórdão recorrido assentou, in verbis: “ADMINISTRATIVO. RECURSO ESPECIAL. RESPONSABILIDADE CIVIL DO ESTADO. MORTE DE DETENTO. DANOS MORAIS E MATERIAIS. CABIMENTO. REVISÃO DO VALOR. NECESSIDADE DE REVOLVIMENTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. SÚMULA 07/Superior Tribunal de Justiça. RECURSO A QUE SE NEGA SEGUIMENTO”. 5. Agravo regimental DESPROVIDO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 18 de fevereiro de 2014. LUIZ FUX – Relator Documento assinado digitalmente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5331557. Supremo Tribunal Federal ARE 761587 AGR / RN parte. Nesse sentido, ARE 740.877-AgR/DF, Rel. Min. Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe 4/6/2013. 4. In casu, o acórdão recorrido assentou, in verbis: “ADMINISTRATIVO. RECURSO ESPECIAL. RESPONSABILIDADE CIVIL DO ESTADO. MORTE DE DETENTO. DANOS MORAIS E MATERIAIS. CABIMENTO. REVISÃO DO VALOR. NECESSIDADE DE REVOLVIMENTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. SÚMULA 07/Superior Tribunal de Justiça. RECURSO A QUE SE NEGA SEGUIMENTO”. 5. Agravo regimental DESPROVIDO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 18 de fevereiro de 2014. LUIZ FUX – Relator Documento assinado digitalmente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5331557. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório 18/02/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 761.587 RIO GRANDE DO NORTE RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :SANDRA FERREIRA DA SILVA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :DANIEL ALVES PESSOA AGDO.(A/S) :ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto por SANDRA FERREIRA DA SILVA E OUTROS contra a decisão que prolatei, assim ementada: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. RESPONSABILIDADE DO ESTADO. MORTE DE DETENTO. RECURSO CONTRA ACÓRDÃO DO Superior Tribunal de Justiça. CONTROVÉRSIA CONSTITUCIONAL SURGIDA NA INSTÂNCIA ORDINÁRIA. INADMISSIBILIDADE DO Recurso Extraordinário. ALEGADA VIOLAÇÃO AO ARTIGO 93, IX, DA Constituição Federal de 1988/88. INEXISTÊNCIA. 1. O recurso extraordinário contra acórdão do Superior Tribunal de Justiça proferido em recurso especial só é cabível quando a questão constitucional objeto da controvérsia for diversa da decidida pela instância ordinária. Nesses casos, só é admissível o apelo extremo que a suposta violação constitucional tiver sido, originariamente, apreciada pela Corte Especial. Precedentes: Recurso Extraordinário 750.300-ED, Rel. Min. Celso de Mello, DJe de 6/9/2013, ARE 644.906-AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe de 12/4/2012. 2. A decisão judicial tem de ser fundamentada (art. 93, IX), ainda que sucintamente, sendo prescindível que o decisum se funde na tese suscitada pela parte. Precedente: AI-QO-RG 791.292, Rel. Min. Gilmar Mendes, Tribunal Pleno, DJe de 13/8/2010. 3. In casu, o acórdão recorrido assentou: ‘ADMINISTRATIVO. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5331558. Supremo Tribunal Federal 18/02/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 761.587 RIO GRANDE DO NORTE RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :SANDRA FERREIRA DA SILVA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :DANIEL ALVES PESSOA AGDO.(A/S) :ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto por SANDRA FERREIRA DA SILVA E OUTROS contra a decisão que prolatei, assim ementada: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. RESPONSABILIDADE DO ESTADO. MORTE DE DETENTO. RECURSO CONTRA ACÓRDÃO DO Superior Tribunal de Justiça. CONTROVÉRSIA CONSTITUCIONAL SURGIDA NA INSTÂNCIA ORDINÁRIA. INADMISSIBILIDADE DO Recurso Extraordinário. ALEGADA VIOLAÇÃO AO ARTIGO 93, IX, DA Constituição Federal de 1988/88. INEXISTÊNCIA. 1. O recurso extraordinário contra acórdão do Superior Tribunal de Justiça proferido em recurso especial só é cabível quando a questão constitucional objeto da controvérsia for diversa da decidida pela instância ordinária. Nesses casos, só é admissível o apelo extremo que a suposta violação constitucional tiver sido, originariamente, apreciada pela Corte Especial. Precedentes: Recurso Extraordinário 750.300-ED, Rel. Min. Celso de Mello, DJe de 6/9/2013, ARE 644.906-AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe de 12/4/2012. 2. A decisão judicial tem de ser fundamentada (art. 93, IX), ainda que sucintamente, sendo prescindível que o decisum se funde na tese suscitada pela parte. Precedente: AI-QO-RG 791.292, Rel. Min. Gilmar Mendes, Tribunal Pleno, DJe de 13/8/2010. 3. In casu, o acórdão recorrido assentou: ‘ADMINISTRATIVO. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5331558. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Relatório ARE 761587 AGR / RN RECURSO ESPECIAL. RESPONSABILIDADE CIVIL DO ESTADO. MORTE DE DETENTO. DANOS MORAIS E MATERIAIS. CABIMENTO. REVISÃO DO VALOR. NECESSIDADE DE REVOLVIMENTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. SÚMULA 07/Superior Tribunal de Justiça. RECURSO A QUE SE NEGA SEGUIMENTO’. 4. Agravo DESPROVIDO”. Inconformados com a decisão supra, os agravantes interpõem o recurso alegando, em síntese: “Data venia, como dito na arguição de inconstitucionalidade proposta em sede de Agravo Regimental no âmbito do Especial, bem como no Extraordinário e no ARE, não há elemento algum de semiótica que pudesse tornar válida a interpretação do Relator do RESP, de que os Agravantes pretenderiam revolvimento de fatos e provas. Todavia, a manutenção da respeitável decisão agravada vai consolidar e perpetuar a injustiça perpetrada pelo Tribunal de origem. Aliás, vai configurar severíssimo abalo na vida dos Agravantes, que serão privados da condição financeira que o de cujus lhes proporcionava em vida e que o Juiz de Primeiro Grau garantiu, por força de Lei. Infelizmente, a Turma do Superior Tribunal de Justiça para o caso deixou de exercer a Jurisdição e aplicar corretamente a Lei para o caso concreto, ao arrepio da própria Jurisprudência Dominante do próprio Superior Tribunal de Justiça. Em razão do ocorrido no RESP, os Agravantes suscitaram a completa violação de normas constitucionais pelo Relator e pela Turma do Superior Tribunal de Justiça. Significa dizer, por conseguinte, a matéria constitucional disposta no Extraordinário surgiu originariamente no Superior Tribunal de Justiça, vez que diz respeito à arguição de inconstitucionalidade suscitada no Agravo Regimental no próprio Especial” (fls. 4-5 do documento eletrônico 19). É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5331558. Supremo Tribunal Federal ARE 761587 AGR / RN RECURSO ESPECIAL. RESPONSABILIDADE CIVIL DO ESTADO. MORTE DE DETENTO. DANOS MORAIS E MATERIAIS. CABIMENTO. REVISÃO DO VALOR. NECESSIDADE DE REVOLVIMENTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. SÚMULA 07/Superior Tribunal de Justiça. RECURSO A QUE SE NEGA SEGUIMENTO’. 4. Agravo DESPROVIDO”. Inconformados com a decisão supra, os agravantes interpõem o recurso alegando, em síntese: “Data venia, como dito na arguição de inconstitucionalidade proposta em sede de Agravo Regimental no âmbito do Especial, bem como no Extraordinário e no ARE, não há elemento algum de semiótica que pudesse tornar válida a interpretação do Relator do RESP, de que os Agravantes pretenderiam revolvimento de fatos e provas. Todavia, a manutenção da respeitável decisão agravada vai consolidar e perpetuar a injustiça perpetrada pelo Tribunal de origem. Aliás, vai configurar severíssimo abalo na vida dos Agravantes, que serão privados da condição financeira que o de cujus lhes proporcionava em vida e que o Juiz de Primeiro Grau garantiu, por força de Lei. Infelizmente, a Turma do Superior Tribunal de Justiça para o caso deixou de exercer a Jurisdição e aplicar corretamente a Lei para o caso concreto, ao arrepio da própria Jurisprudência Dominante do próprio Superior Tribunal de Justiça. Em razão do ocorrido no RESP, os Agravantes suscitaram a completa violação de normas constitucionais pelo Relator e pela Turma do Superior Tribunal de Justiça. Significa dizer, por conseguinte, a matéria constitucional disposta no Extraordinário surgiu originariamente no Superior Tribunal de Justiça, vez que diz respeito à arguição de inconstitucionalidade suscitada no Agravo Regimental no próprio Especial” (fls. 4-5 do documento eletrônico 19). É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5331558. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Voto - MIN. LUIZ FUX 18/02/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 761.587 RIO GRANDE DO NORTE V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação não merece prosperar. Em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta evidenciado das razões recursais que os recorrentes não trouxeram nenhum argumento capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual a mesma deve ser mantida por seus próprios fundamentos. Consoante afirmado na decisão agravada, o recurso extraordinário contra acórdão do Superior Tribunal de Justiça proferido em recurso especial só é cabível quando a questão constitucional objeto da controvérsia for diversa da decidida pela instância ordinária. Nesses casos, só é admissível o apelo extremo que a suposta violação constitucional tiver sido, originariamente, apreciada pela Corte Especial. Nesse sentido, aliás, é a jurisprudência desta Corte, como se infere dos seguintes julgados: “DIREITO PROCESSUAL CIVIL. APLICAÇÃO DO ART. 741, PARÁGRAFO ÚNICO, DO Código de Processo Civil AFASTADA NA INSTÂNCIA ORDINÁRIA. AUSÊNCIA DE INTERPOSIÇÃO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO CONCOMITANTEMENTE AO RECURSO ESPECIAL. PRECLUSÃO DA QUESTÃO CONSTITUCIONAL. O acórdão proferido pelo Superior Tribunal de Justiça, em sede de recurso especial, somente legitima o uso do apelo extremo se versar questão constitucional diversa daquela debatida na anterior instância. A matéria constitucional autorizadora da abertura da via extraordinária há de surgir, originariamente, no julgamento do Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5331559. Supremo Tribunal Federal 18/02/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 761.587 RIO GRANDE DO NORTE V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação não merece prosperar. Em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta evidenciado das razões recursais que os recorrentes não trouxeram nenhum argumento capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual a mesma deve ser mantida por seus próprios fundamentos. Consoante afirmado na decisão agravada, o recurso extraordinário contra acórdão do Superior Tribunal de Justiça proferido em recurso especial só é cabível quando a questão constitucional objeto da controvérsia for diversa da decidida pela instância ordinária. Nesses casos, só é admissível o apelo extremo que a suposta violação constitucional tiver sido, originariamente, apreciada pela Corte Especial. Nesse sentido, aliás, é a jurisprudência desta Corte, como se infere dos seguintes julgados: “DIREITO PROCESSUAL CIVIL. APLICAÇÃO DO ART. 741, PARÁGRAFO ÚNICO, DO Código de Processo Civil AFASTADA NA INSTÂNCIA ORDINÁRIA. AUSÊNCIA DE INTERPOSIÇÃO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO CONCOMITANTEMENTE AO RECURSO ESPECIAL. PRECLUSÃO DA QUESTÃO CONSTITUCIONAL. O acórdão proferido pelo Superior Tribunal de Justiça, em sede de recurso especial, somente legitima o uso do apelo extremo se versar questão constitucional diversa daquela debatida na anterior instância. A matéria constitucional autorizadora da abertura da via extraordinária há de surgir, originariamente, no julgamento do Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5331559. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 761587 AGR / RN recurso especial - o que não se observa na presente hipótese. Agravo regimental a que se dá provimento para, reconhecida a preclusão da questão constitucional, negar provimento ao agravo de instrumento da União” (AI 718.334-AgR, Rel. Min. Rosa Weber, Primeira Turma, DJe 12/11/2012). “AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. APELO EXTREMO MANEJADO CONTRA ACÓRDÃO DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. PRECLUSÃO DAS QUESTÕES CONSTITUCIONAIS ALEGADAS. 1. Nos termos da jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, a admissibilidade do recurso extraordinário interposto contra acórdão do Superior Tribunal de Justiça está adstrita a discussões constitucionais inauguradas no julgamento do recurso especial. As matérias constitucionais que já foram objeto de análise pelas instâncias ordinárias precluem, ante a não interposição simultânea de recurso extraordinário e recurso especial. Precedentes. 2. Agravo regimental desprovido” (AI 761.983-AgR, Rel. Min. Ayres Britto, Segunda Turma, DJe 17/12/2010). Demais disso, verifica-se que o recurso extraordinário foi interposto contra acordão proferido pelo Superior Tribunal de Justiça que negou seguimento ao recurso especial, por entender que o conhecimento do recurso encontra óbice na Súmula 7 do Superior Tribunal de Justiça. Nesse contexto, destaco que os requisitos de admissibilidade dos recursos da competência de cortes diversas não revelam repercussão geral apta a dar seguimento ao apelo extremo, consoante decidido pelo Plenário virtual do Supremo Tribunal Federal, na análise do Recurso Extraordinário n 598.365, da Relatoria do Min. Ayres Britto, DJe de 26/3/2010, o qual possui a seguinte ementa: “PRESSUPOSTOS DE ADMISSIBILIDADE DE RECURSOS DA COMPETÊNCIA DE OUTROS TRIBUNAIS. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. A questão alusiva ao cabimento de 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5331559. Supremo Tribunal Federal ARE 761587 AGR / RN recurso especial - o que não se observa na presente hipótese. Agravo regimental a que se dá provimento para, reconhecida a preclusão da questão constitucional, negar provimento ao agravo de instrumento da União” (AI 718.334-AgR, Rel. Min. Rosa Weber, Primeira Turma, DJe 12/11/2012). “AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. APELO EXTREMO MANEJADO CONTRA ACÓRDÃO DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. PRECLUSÃO DAS QUESTÕES CONSTITUCIONAIS ALEGADAS. 1. Nos termos da jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, a admissibilidade do recurso extraordinário interposto contra acórdão do Superior Tribunal de Justiça está adstrita a discussões constitucionais inauguradas no julgamento do recurso especial. As matérias constitucionais que já foram objeto de análise pelas instâncias ordinárias precluem, ante a não interposição simultânea de recurso extraordinário e recurso especial. Precedentes. 2. Agravo regimental desprovido” (AI 761.983-AgR, Rel. Min. Ayres Britto, Segunda Turma, DJe 17/12/2010). Demais disso, verifica-se que o recurso extraordinário foi interposto contra acordão proferido pelo Superior Tribunal de Justiça que negou seguimento ao recurso especial, por entender que o conhecimento do recurso encontra óbice na Súmula 7 do Superior Tribunal de Justiça. Nesse contexto, destaco que os requisitos de admissibilidade dos recursos da competência de cortes diversas não revelam repercussão geral apta a dar seguimento ao apelo extremo, consoante decidido pelo Plenário virtual do Supremo Tribunal Federal, na análise do Recurso Extraordinário n 598.365, da Relatoria do Min. Ayres Britto, DJe de 26/3/2010, o qual possui a seguinte ementa: “PRESSUPOSTOS DE ADMISSIBILIDADE DE RECURSOS DA COMPETÊNCIA DE OUTROS TRIBUNAIS. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. A questão alusiva ao cabimento de 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5331559. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 761587 AGR / RN recursos da competência de outros Tribunais se restringe ao âmbito infraconstitucional. Precedentes. Não havendo, em rigor, questão constitucional a ser apreciada por esta nossa Corte, falta ao caso “elemento de configuração da própria repercussão geral”, conforme salientou a ministra Ellen Gracie, no julgamento da Repercussão Geral no Recurso Extraordinário 584.608.” Por fim, da análise dos autos, é possível observar que a parte se valeu dos meios recursais cabíveis e teve a jurisdição devidamente prestada por decisões fundamentadas, embora contrária aos seus interesses. Assim, não resta caracterizada a negativa de prestação jurisdicional. Nesse sentido, ARE 740.877-AgR/DF, Rel. Min. Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe 4/6/2013, o qual possui a seguinte ementa: “Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Administrativo. 3. Alegação de ausência de prestação jurisdicional. Decisão fundamentada, embora contrária aos interesses da parte, não configura negativa de prestação jurisdicional. Precedente: AI-QO-RG 791.292 de minha relatoria, DJe 13.8.2010. 4. Afronta aos princípios do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, se dependente do reexame prévio de normas infraconstitucionais, configura ofensa reflexa à Constituição Federal, o que inviabiliza o processamento do recurso extraordinário. 5. Alegação de ofensa ao princípio da legalidade. Enunciado 636 da Súmula desta Corte. 6. Ausência de argumentos suficientes para infirmar a decisão recorrida. 4. Agravo regimental a que se nega provimento”. Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo regimental. É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5331559. Supremo Tribunal Federal ARE 761587 AGR / RN recursos da competência de outros Tribunais se restringe ao âmbito infraconstitucional. Precedentes. Não havendo, em rigor, questão constitucional a ser apreciada por esta nossa Corte, falta ao caso “elemento de configuração da própria repercussão geral”, conforme salientou a ministra Ellen Gracie, no julgamento da Repercussão Geral no Recurso Extraordinário 584.608.” Por fim, da análise dos autos, é possível observar que a parte se valeu dos meios recursais cabíveis e teve a jurisdição devidamente prestada por decisões fundamentadas, embora contrária aos seus interesses. Assim, não resta caracterizada a negativa de prestação jurisdicional. Nesse sentido, ARE 740.877-AgR/DF, Rel. Min. Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe 4/6/2013, o qual possui a seguinte ementa: “Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Administrativo. 3. Alegação de ausência de prestação jurisdicional. Decisão fundamentada, embora contrária aos interesses da parte, não configura negativa de prestação jurisdicional. Precedente: AI-QO-RG 791.292 de minha relatoria, DJe 13.8.2010. 4. Afronta aos princípios do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, se dependente do reexame prévio de normas infraconstitucionais, configura ofensa reflexa à Constituição Federal, o que inviabiliza o processamento do recurso extraordinário. 5. Alegação de ofensa ao princípio da legalidade. Enunciado 636 da Súmula desta Corte. 6. Ausência de argumentos suficientes para infirmar a decisão recorrida. 4. Agravo regimental a que se nega provimento”. Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo regimental. É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5331559. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 18/02/2014 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 761.587 PROCED. : RIO GRANDE DO NORTE RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : SANDRA FERREIRA DA SILVA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : DANIEL ALVES PESSOA AGDO.(A/S) : ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 18.2.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 5356788 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 761.587 PROCED. : RIO GRANDE DO NORTE RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : SANDRA FERREIRA DA SILVA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : DANIEL ALVES PESSOA AGDO.(A/S) : ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 18.2.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 5356788 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 761 . 587", "Recurso Extraordinário n 598 . 365", "AI 761 . 983 - AgR", "Recurso Extraordinário n 598 . 365", "ARE 761587 AGR / RN", "ARE 740 . 877 - AgR / DF", "SÚMULA 07 / Superior Tribunal de Justiça", "ARE 761587 AGR / RN", "ARE 740 . 877 - AgR / DF", "SÚMULA 07 / Superior Tribunal de Justiça", "AGRAVO 761 . 587", "Recurso Extraordinário 750 . 300 - ED", "ARE 644 . 906 - AgR", "AI", "-", "QO", "-", "RG 791 . 292", "Recurso Extraordinário 750 . 300 - ED", "ARE 644 . 906 - AgR", "AI", "-", "QO", "-", "RG 791 . 292", "ARE 761587 AGR / RN", "SÚMULA 07 / Superior Tribunal de Justiça", "ARE 761587 AGR", "SÚMULA 07 / Superior Tribunal de Justiça", "RESP", "AI 718 . 334 - AgR", "AI 761 . 983 - AgR", "Súmula 7 do Superior Tribunal de Justiça", "Recurso Extraordinário n 598 . 365", "ARE 761587 AGR /", "AI 718 . 334 - AgR", "AI 761 . 983 - AgR", "Súmula 7 do Superior Tribunal de Justiça", "Recurso Extraordinário n 598 . 365", "ARE 761587 AGR / RN", "Recurso Extraordinário 584 . 608 .", "ARE 740 . 877 - AgR / DF", "AI", "-", "QO", "-", "RG 791 . 292", "Enunciado 636 da Súmula desta Corte", "ARE 761587 AGR / RN", "Recurso Extraordinário 584 . 608 .", "ARE 740 . 877 - AgR / DF", "AI", "-", "QO", "-", "RG 791 . 292", "Enunciado 636 da Súmula desta Corte" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ARTIGO 93 , IX , DA Constituição Federal de 1988 / 88", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ARTIGO 93 , IX , DA Constituição Federal de 1988 / 88", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 741 , PARÁGRAFO ÚNICO , DO Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 741 , PARÁGRAFO ÚNICO , DO Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", 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Ementa e Acórdão 18/03/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 796.874 SANTA CATARINA RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :JEREMIAS ADRIANO PEREIRA AGTE.(S) :SIDNEI DOS SANTOS ADV.(A/S) :EMANUELLE DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SANTA CATARINA INTDO.(A/S) :SANDRA LEMES FARIAS SEITENFUS EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PENAL. 1. INSUFICIÊNCIA DA PRELIMINAR FORMAL DE REPERCUSSÃO GERAL: INVIABILIDADE DA ANÁLISE DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. 2. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO: SÚMULAS NS. 282 E 356 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. 3. IMPOSSIBILIDADE DE ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. 4. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência da Ministra Cármen Lúcia, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausente, justificadamente, o Ministro Celso de Mello. Brasília, 18 de março de 2014. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5511165. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 11 Ementa e Acórdão ARE 796874 AGR / SC Ministra CÁRMEN LÚCIA - Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5511165. Supremo Tribunal Federal ARE 796874 AGR / SC Ministra CÁRMEN LÚCIA - Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5511165. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 11 Relatório 18/03/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 796.874 SANTA CATARINA RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :JEREMIAS ADRIANO PEREIRA AGTE.(S) :SIDNEI DOS SANTOS ADV.(A/S) :EMANUELLE DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SANTA CATARINA INTDO.(A/S) :SANDRA LEMES FARIAS SEITENFUS R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora): 1. Em 26 de fevereiro de 2014, neguei seguimento ao agravo nos autos do recurso extraordinário interposto por Jeremias Adriano Pereira e Sidnei dos Santos contra julgado do Tribunal de Justiça de Santa Catarina, que manteve sentença que condenara os Agravantes a dezoito anos de reclusão como incursos no art. 121, § 2º, incs. I e III, do Código Penal. A decisão agravada teve a seguinte fundamentação: “6. A intimação do acórdão recorrido deu-se em 7.2.2013 (fl. 935) e, nos termos do que decidido pelo Supremo Tribunal Federal no Agravo de Instrumento n. 664.567-QO, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, ‘a exigência da demonstração formal e fundamentada, no recurso extraordinário, da repercussão geral das questões constitucionais discutidas só incide quando a intimação do acórdão recorrido tenha ocorrido a partir de 03 de maio de 2007’. Entretanto, os Agravantes limitaram-se a afirmar que: ‘A não realização de exame de DNA implica diretamente em Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5511166. Supremo Tribunal Federal 18/03/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 796.874 SANTA CATARINA RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :JEREMIAS ADRIANO PEREIRA AGTE.(S) :SIDNEI DOS SANTOS ADV.(A/S) :EMANUELLE DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SANTA CATARINA INTDO.(A/S) :SANDRA LEMES FARIAS SEITENFUS R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora): 1. Em 26 de fevereiro de 2014, neguei seguimento ao agravo nos autos do recurso extraordinário interposto por Jeremias Adriano Pereira e Sidnei dos Santos contra julgado do Tribunal de Justiça de Santa Catarina, que manteve sentença que condenara os Agravantes a dezoito anos de reclusão como incursos no art. 121, § 2º, incs. I e III, do Código Penal. A decisão agravada teve a seguinte fundamentação: “6. A intimação do acórdão recorrido deu-se em 7.2.2013 (fl. 935) e, nos termos do que decidido pelo Supremo Tribunal Federal no Agravo de Instrumento n. 664.567-QO, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, ‘a exigência da demonstração formal e fundamentada, no recurso extraordinário, da repercussão geral das questões constitucionais discutidas só incide quando a intimação do acórdão recorrido tenha ocorrido a partir de 03 de maio de 2007’. Entretanto, os Agravantes limitaram-se a afirmar que: ‘A não realização de exame de DNA implica diretamente em Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5511166. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 11 Relatório ARE 796874 AGR / SC ofensa ao princípio da ampla defesa constante na Constituição Federal, eis que impossibilita a defesa de pessoas pobres, de parquíssimos recursos, sem qualquer argumento plausível, inclusive há que se dizer que se trata de ofensa ao princípio da segurança jurídica, a partir do momento que lança pessoas como assassinos dentro de unidade prisional sem lhes conferir o direito de exercer amplamente seu direito de defesa. Destaca-se que a realização de exame de DNA poderia certamente comprovar a inocência dos réus, eis que em consonância com as demais provas negativas de envolvimentos dos recorrentes produzidas durante o feito ‘ (fl. 958). O § 1º do art. 543-A do Código de Processo Civil dispõe que, “para efeito da repercussão geral, será considerada a existência, ou não, de questões relevantes do ponto de vista econômico, político, social ou jurídico, que ultrapassem os interesses subjetivos da causa”. Não basta, portanto, afirmar ser o tema de repercussão geral, sendo ônus exclusivo da parte recorrente demonstrar, com argumentos objetivos, haver na espécie relevância econômica, política, social ou jurídica. A insuficiência de argumentação expressa, formal e objetivamente articulada pelos Agravantes para demonstrar, nas razões do recurso extraordinário, a repercussão geral da matéria constitucionalmente arguida inviabiliza o exame do recurso. Assim, embora tenham mencionado haver, na espécie vertente, repercussão geral, os Agravantes não desenvolveram argumentos suficientes para cumprir a exigência constitucional. (…) 7. Quanto à alegação de contrariedade ao art. 5º, inc. LV, da Constituição da República, verifica-se que o dispositivo não foi objeto de debate e decisão prévios pelo Tribunal de origem, tampouco foram opostos embargos de declaração com a finalidade de comprovar ter havido, no momento processual próprio, o prequestionamento. Incidem na espécie vertente as Súmulas ns. 282 e 356 do Supremo 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5511166. Supremo Tribunal Federal ARE 796874 AGR / SC ofensa ao princípio da ampla defesa constante na Constituição Federal, eis que impossibilita a defesa de pessoas pobres, de parquíssimos recursos, sem qualquer argumento plausível, inclusive há que se dizer que se trata de ofensa ao princípio da segurança jurídica, a partir do momento que lança pessoas como assassinos dentro de unidade prisional sem lhes conferir o direito de exercer amplamente seu direito de defesa. Destaca-se que a realização de exame de DNA poderia certamente comprovar a inocência dos réus, eis que em consonância com as demais provas negativas de envolvimentos dos recorrentes produzidas durante o feito ‘ (fl. 958). O § 1º do art. 543-A do Código de Processo Civil dispõe que, “para efeito da repercussão geral, será considerada a existência, ou não, de questões relevantes do ponto de vista econômico, político, social ou jurídico, que ultrapassem os interesses subjetivos da causa”. Não basta, portanto, afirmar ser o tema de repercussão geral, sendo ônus exclusivo da parte recorrente demonstrar, com argumentos objetivos, haver na espécie relevância econômica, política, social ou jurídica. A insuficiência de argumentação expressa, formal e objetivamente articulada pelos Agravantes para demonstrar, nas razões do recurso extraordinário, a repercussão geral da matéria constitucionalmente arguida inviabiliza o exame do recurso. Assim, embora tenham mencionado haver, na espécie vertente, repercussão geral, os Agravantes não desenvolveram argumentos suficientes para cumprir a exigência constitucional. (…) 7. Quanto à alegação de contrariedade ao art. 5º, inc. LV, da Constituição da República, verifica-se que o dispositivo não foi objeto de debate e decisão prévios pelo Tribunal de origem, tampouco foram opostos embargos de declaração com a finalidade de comprovar ter havido, no momento processual próprio, o prequestionamento. Incidem na espécie vertente as Súmulas ns. 282 e 356 do Supremo 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5511166. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 11 Relatório ARE 796874 AGR / SC Tribunal Federal. (…) 8. Ademais, este Supremo Tribunal assentou que a alegação de contrariedade ao art. 5º, inc. LV da Constituição da República, se dependente do exame da legislação infraconstitucional (na espécie vertente, Código Penal e Código de Processo Penal), não viabiliza o recurso extraordinário, pois eventual ofensa constitucional, se tivesse ocorrido, seria indireta. (…) 9. Pelo exposto, nego seguimento a este agravo (art. 38 da Lei n. 8.038/1990 e art. 21, § 1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal)”. 2. Publicada essa decisão no DJe de 28.2.2014, interpõem Jeremias Adriano Pereira e Sidnei dos Santos, em 9.3.2014, tempestivamente, agravo regimental. 3. Os Agravantes alegam que “a ofensa aos princípios constitucionais, por si, já autoriza o exame do recurso em comento, eis que exaustivamente demonstrada a necessidade das provas periciais, bem como a ofensa ao princípio constitucional da plenitude de defesa, do contraditório e da presunção de inocência”. Requer a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do presente recurso. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5511166. Supremo Tribunal Federal ARE 796874 AGR / SC Tribunal Federal. (…) 8. Ademais, este Supremo Tribunal assentou que a alegação de contrariedade ao art. 5º, inc. LV da Constituição da República, se dependente do exame da legislação infraconstitucional (na espécie vertente, Código Penal e Código de Processo Penal), não viabiliza o recurso extraordinário, pois eventual ofensa constitucional, se tivesse ocorrido, seria indireta. (…) 9. Pelo exposto, nego seguimento a este agravo (art. 38 da Lei n. 8.038/1990 e art. 21, § 1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal)”. 2. Publicada essa decisão no DJe de 28.2.2014, interpõem Jeremias Adriano Pereira e Sidnei dos Santos, em 9.3.2014, tempestivamente, agravo regimental. 3. Os Agravantes alegam que “a ofensa aos princípios constitucionais, por si, já autoriza o exame do recurso em comento, eis que exaustivamente demonstrada a necessidade das provas periciais, bem como a ofensa ao princípio constitucional da plenitude de defesa, do contraditório e da presunção de inocência”. Requer a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do presente recurso. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5511166. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 11 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA 18/03/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 796.874 SANTA CATARINA V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste aos Agravantes. 2. A intimação do acórdão recorrido ocorreu em 7.2.2013 (fl. 935) e, nos termos do que decidido pelo Supremo Tribunal Federal no Agravo de Instrumento n. 664.567-QO, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, “a exigência da demonstração formal e fundamentada, no recurso extraordinário, da repercussão geral das questões constitucionais discutidas só incide quando a intimação do acórdão recorrido tenha ocorrido a partir de 03 de maio de 2007”. Entretanto, os Agravantes limitaram-se a afirmar: “A não realização de exame de DNA implica diretamente em ofensa ao princípio da ampla defesa constante na Constituição Federal, eis que impossibilita a defesa de pessoas pobres, de parquíssimos recursos, sem qualquer argumento plausível, inclusive há que se dizer que se trata de ofensa ao princípio da segurança jurídica, a partir do momento que lança pessoas como assassinos dentro de unidade prisional sem lhes conferir o direito de exercer amplamente seu direito de defesa. Destaca-se que a realização de exame de DNA poderia certamente comprovar a inocência dos réus, eis que em consonância com as demais provas negativas de envolvimentos dos recorrentes produzidas durante o feito ” (fl. 958). O § 1º do art. 543-A do Código de Processo Civil dispõe que, “para efeito da repercussão geral, será considerada a existência, ou não, de questões relevantes do ponto de vista econômico, político, social ou jurídico, que Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5511167. Supremo Tribunal Federal 18/03/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 796.874 SANTA CATARINA V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste aos Agravantes. 2. A intimação do acórdão recorrido ocorreu em 7.2.2013 (fl. 935) e, nos termos do que decidido pelo Supremo Tribunal Federal no Agravo de Instrumento n. 664.567-QO, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, “a exigência da demonstração formal e fundamentada, no recurso extraordinário, da repercussão geral das questões constitucionais discutidas só incide quando a intimação do acórdão recorrido tenha ocorrido a partir de 03 de maio de 2007”. Entretanto, os Agravantes limitaram-se a afirmar: “A não realização de exame de DNA implica diretamente em ofensa ao princípio da ampla defesa constante na Constituição Federal, eis que impossibilita a defesa de pessoas pobres, de parquíssimos recursos, sem qualquer argumento plausível, inclusive há que se dizer que se trata de ofensa ao princípio da segurança jurídica, a partir do momento que lança pessoas como assassinos dentro de unidade prisional sem lhes conferir o direito de exercer amplamente seu direito de defesa. Destaca-se que a realização de exame de DNA poderia certamente comprovar a inocência dos réus, eis que em consonância com as demais provas negativas de envolvimentos dos recorrentes produzidas durante o feito ” (fl. 958). O § 1º do art. 543-A do Código de Processo Civil dispõe que, “para efeito da repercussão geral, será considerada a existência, ou não, de questões relevantes do ponto de vista econômico, político, social ou jurídico, que Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5511167. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 11 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA ARE 796874 AGR / SC ultrapassem os interesses subjetivos da causa”. Não basta, portanto, afirmar ser o tema de repercussão geral, sendo ônus exclusivo da parte recorrente demonstrar, com argumentos objetivos, haver na espécie relevância econômica, política, social ou jurídica. A insuficiência de argumentação expressa, formal e objetivamente articulada pelos Agravantes para demonstrar, nas razões do recurso extraordinário, a repercussão geral da matéria constitucionalmente arguida inviabiliza o exame do recurso. Assim, embora tenham mencionado haver, na espécie vertente, repercussão geral, os Agravantes não desenvolveram argumentos suficientes para cumprir a exigência constitucional. Confiram-se os seguintes julgados: “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. PROCESSUAL CIVIL E TRIBUTÁRIO. REPERCUSSÃO GERAL DA QUESTÃO CONSTITUCIONAL. INTIMAÇÃO DO RECORRENTE APÓS 3.5.2007. NECESSIDADE DE DEMONSTRAÇÃO FORMAL. TAXA DE ILUMINAÇÃO PÚBLICA E TAXA DE COLETA DE LIXO E LIMPEZA PÚBLICA DO MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. 1. Repercussão geral da questão constitucional: demonstração insuficiente. 2. Atribuição de efeitos ex nunc: impossibilidade. Precedentes. 3. Imposição de multa de 5% do valor corrigido da causa. Aplicação do art. 557, § 2º, c/c arts. 14, inc. II e III, e 17, inc. VII, do Código de Processo Civil” (AI 703.803-AgR, de minha relatoria, Primeira Turma, DJe 20.2.2009). 3. Quanto à alegação de contrariedade ao art. 5º, inc. LV, da Constituição da República, verifica-se que esse dispositivo não foi objeto de debate e decisão prévios pelo Tribunal de origem, tampouco foram opostos embargos de declaração com a finalidade de comprovar ter 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5511167. Supremo Tribunal Federal ARE 796874 AGR / SC ultrapassem os interesses subjetivos da causa”. Não basta, portanto, afirmar ser o tema de repercussão geral, sendo ônus exclusivo da parte recorrente demonstrar, com argumentos objetivos, haver na espécie relevância econômica, política, social ou jurídica. A insuficiência de argumentação expressa, formal e objetivamente articulada pelos Agravantes para demonstrar, nas razões do recurso extraordinário, a repercussão geral da matéria constitucionalmente arguida inviabiliza o exame do recurso. Assim, embora tenham mencionado haver, na espécie vertente, repercussão geral, os Agravantes não desenvolveram argumentos suficientes para cumprir a exigência constitucional. Confiram-se os seguintes julgados: “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. PROCESSUAL CIVIL E TRIBUTÁRIO. REPERCUSSÃO GERAL DA QUESTÃO CONSTITUCIONAL. INTIMAÇÃO DO RECORRENTE APÓS 3.5.2007. NECESSIDADE DE DEMONSTRAÇÃO FORMAL. TAXA DE ILUMINAÇÃO PÚBLICA E TAXA DE COLETA DE LIXO E LIMPEZA PÚBLICA DO MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. 1. Repercussão geral da questão constitucional: demonstração insuficiente. 2. Atribuição de efeitos ex nunc: impossibilidade. Precedentes. 3. Imposição de multa de 5% do valor corrigido da causa. Aplicação do art. 557, § 2º, c/c arts. 14, inc. II e III, e 17, inc. VII, do Código de Processo Civil” (AI 703.803-AgR, de minha relatoria, Primeira Turma, DJe 20.2.2009). 3. Quanto à alegação de contrariedade ao art. 5º, inc. LV, da Constituição da República, verifica-se que esse dispositivo não foi objeto de debate e decisão prévios pelo Tribunal de origem, tampouco foram opostos embargos de declaração com a finalidade de comprovar ter 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5511167. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 11 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA ARE 796874 AGR / SC havido, no momento processual próprio, o prequestionamento. Incidem na espécie vertente as Súmulas ns. 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido: “A jurisprudência deste Supremo Tribunal firmou-se no sentido de que os embargos declaratórios só suprem a falta de prequestionamento quando a decisão embargada tenha sido efetivamente omissa a respeito da questão antes suscitada. Precedentes” (AI 580.465-AgR, de minha relatoria, Primeira Turma, DJ 19.9.2008). “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. PROCESSUAL CIVIL. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS 282 E 356 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. A jurisprudência do Supremo Tribunal firmou-se no sentido de que, ainda que surgida a alegada ofensa constitucional no acórdão recorrido, é necessária a oposição de embargos de declaração, se não houver a análise da ofensa pelo órgão judicante. Precedentes” (AI 620.677-AgR, de minha relatoria, Primeira Turma, DJe 6.2.2009). 4. Ademais, este Supremo Tribunal assentou que a alegação de contrariedade ao art. 5º, inc. LV, da Constituição da República, se dependente do exame da legislação infraconstitucional (na espécie vertente, Código Penal e Código de Processo Penal), não viabiliza o recurso extraordinário, pois eventual ofensa constitucional, se tivesse ocorrido, seria indireta: “PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 282 DESTE SUPREMO TRIBUNAL. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5511167. Supremo Tribunal Federal ARE 796874 AGR / SC havido, no momento processual próprio, o prequestionamento. Incidem na espécie vertente as Súmulas ns. 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido: “A jurisprudência deste Supremo Tribunal firmou-se no sentido de que os embargos declaratórios só suprem a falta de prequestionamento quando a decisão embargada tenha sido efetivamente omissa a respeito da questão antes suscitada. Precedentes” (AI 580.465-AgR, de minha relatoria, Primeira Turma, DJ 19.9.2008). “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. PROCESSUAL CIVIL. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS 282 E 356 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. A jurisprudência do Supremo Tribunal firmou-se no sentido de que, ainda que surgida a alegada ofensa constitucional no acórdão recorrido, é necessária a oposição de embargos de declaração, se não houver a análise da ofensa pelo órgão judicante. Precedentes” (AI 620.677-AgR, de minha relatoria, Primeira Turma, DJe 6.2.2009). 4. Ademais, este Supremo Tribunal assentou que a alegação de contrariedade ao art. 5º, inc. LV, da Constituição da República, se dependente do exame da legislação infraconstitucional (na espécie vertente, Código Penal e Código de Processo Penal), não viabiliza o recurso extraordinário, pois eventual ofensa constitucional, se tivesse ocorrido, seria indireta: “PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 282 DESTE SUPREMO TRIBUNAL. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5511167. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 11 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA ARE 796874 AGR / SC QUAL SE NEGA PROVIMENTO. 1. A jurisprudência deste Supremo Tribunal firmou-se no sentido de que "Os embargos declaratórios só suprem a falta de prequestionamento quando a decisão embargada tenha sido efetivamente omissa a respeito da questão antes suscitada". Precedentes. 2. O Supremo Tribunal Federal firmou jurisprudência no sentido de que as alegações de afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da motivação dos atos decisórios, do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, se dependentes de reexame de normas infraconstitucionais, podem configurar apenas ofensa reflexa à Constituição da República. Precedentes. 3. Agravo regimental desprovido” (AI 580.465-AgR, de minha relatoria, Primeira Turma, DJe 19.9.2008). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL PENAL. ALEGADA CONTRARIEDADE AO ART. 5º, LIV E LV, DA CONSTITUIÇÃO. OFENSA REFLEXA. VIOLAÇÃO AO ART. 93, IX, DA CONSTITUIÇÃO. INOCORRÊNCIA. ACÓRDÃO RECORRIDO DEVIDAMENTE FUNDAMENTADO. AGRAVO IMPROVIDO. I - Esta Corte firmou orientação no sentido de ser inadmissível, em regra, a interposição de recurso extraordinário para discutir matéria relacionada à ofensa aos princípios constitucionais do devido processo legal, da ampla defesa, do contraditório e da prestação jurisdicional, quando a verificação dessa alegação depender de exame prévio de legislação infraconstitucional, por configurar situação de ofensa reflexa ao texto constitucional. Precedentes. II - Não há contrariedade ao art. 93, IX, da Constituição quando o acórdão recorrido encontra-se suficientemente fundamentado. Precedentes. III - Agravo regimental improvido” (ARE 726.706-AgR, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe 14.5.2013). 5. Os argumentos dos Agravantes, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5511167. Supremo Tribunal Federal ARE 796874 AGR / SC QUAL SE NEGA PROVIMENTO. 1. A jurisprudência deste Supremo Tribunal firmou-se no sentido de que "Os embargos declaratórios só suprem a falta de prequestionamento quando a decisão embargada tenha sido efetivamente omissa a respeito da questão antes suscitada". Precedentes. 2. O Supremo Tribunal Federal firmou jurisprudência no sentido de que as alegações de afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da motivação dos atos decisórios, do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, se dependentes de reexame de normas infraconstitucionais, podem configurar apenas ofensa reflexa à Constituição da República. Precedentes. 3. Agravo regimental desprovido” (AI 580.465-AgR, de minha relatoria, Primeira Turma, DJe 19.9.2008). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL PENAL. ALEGADA CONTRARIEDADE AO ART. 5º, LIV E LV, DA CONSTITUIÇÃO. OFENSA REFLEXA. VIOLAÇÃO AO ART. 93, IX, DA CONSTITUIÇÃO. INOCORRÊNCIA. ACÓRDÃO RECORRIDO DEVIDAMENTE FUNDAMENTADO. AGRAVO IMPROVIDO. I - Esta Corte firmou orientação no sentido de ser inadmissível, em regra, a interposição de recurso extraordinário para discutir matéria relacionada à ofensa aos princípios constitucionais do devido processo legal, da ampla defesa, do contraditório e da prestação jurisdicional, quando a verificação dessa alegação depender de exame prévio de legislação infraconstitucional, por configurar situação de ofensa reflexa ao texto constitucional. Precedentes. II - Não há contrariedade ao art. 93, IX, da Constituição quando o acórdão recorrido encontra-se suficientemente fundamentado. Precedentes. III - Agravo regimental improvido” (ARE 726.706-AgR, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe 14.5.2013). 5. Os argumentos dos Agravantes, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5511167. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 11 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA ARE 796874 AGR / SC prestação jurisdicional. 6. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5511167. Supremo Tribunal Federal ARE 796874 AGR / SC prestação jurisdicional. 6. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5511167. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 11 Extrato de Ata - 18/03/2014 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 796.874 PROCED. : SANTA CATARINA RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : JEREMIAS ADRIANO PEREIRA AGTE.(S) : SIDNEI DOS SANTOS ADV.(A/S) : EMANUELLE DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SANTA CATARINA INTDO.(A/S) : SANDRA LEMES FARIAS SEITENFUS Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 18.03.2014. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 5485436 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 796.874 PROCED. : SANTA CATARINA RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : JEREMIAS ADRIANO PEREIRA AGTE.(S) : SIDNEI DOS SANTOS ADV.(A/S) : EMANUELLE DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SANTA CATARINA INTDO.(A/S) : SANDRA LEMES FARIAS SEITENFUS Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 18.03.2014. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 5485436 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 11
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=5546665
2014-03-18T00:00:00
2014-04-01T00:00:00
A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 18.03.2014.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PENAL. 1. INSUFICIÊNCIA DA PRELIMINAR FORMAL DE REPERCUSSÃO GERAL: INVIABILIDADE DA ANÁLISE DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. 2. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO: SÚMULAS NS. 282 E 356 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. 3. IMPOSSIBILIDADE DE ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. 4. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.
sjur259444
- Acórdão(s) citado(s): (REPERCUSSÃO GERAL) AI 703803 AgR (1ªT), AI 664567 QO (TP). (PREQUESTIONAMENTO) AI 580465 AgR (1ªT), AI 620677 AgR (1ªT). (OFENSA REFLEXA) AI 580465 AgR (1ªT), ARE 726706 AgR (2ªT). Número de páginas: 11. Análise: 04/04/2014, TIA.
CÁRMEN LÚCIA
Segunda Turma
796874
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00005 INC-00055\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED LEI-005869 ANO-1973\n ART-0543A PAR-00001\n CPC-1973 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000282 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000356 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 796874 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : JEREMIAS ADRIANO PEREIRA AGTE.(S) : SIDNEI DOS SANTOS ADV.(A/S) : EMANUELLE DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SANTA CATARINA INTDO.(A/S) : SANDRA LEMES FARIAS SEITENFUS
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Ementa e Acórdão 18/03/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 796.874 SANTA CATARINA RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :JEREMIAS ADRIANO PEREIRA AGTE.(S) :SIDNEI DOS SANTOS ADV.(A/S) :EMANUELLE DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SANTA CATARINA INTDO.(A/S) :SANDRA LEMES FARIAS SEITENFUS EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PENAL. 1. INSUFICIÊNCIA DA PRELIMINAR FORMAL DE REPERCUSSÃO GERAL: INVIABILIDADE DA ANÁLISE DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. 2. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO: SÚMULAS NS. 282 E 356 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. 3. IMPOSSIBILIDADE DE ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. 4. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência da Ministra Cármen Lúcia, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausente, justificadamente, o Ministro Celso de Mello. Brasília, 18 de março de 2014. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5511165. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 11 Ementa e Acórdão ARE 796874 AGR / SC Ministra CÁRMEN LÚCIA - Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5511165. Supremo Tribunal Federal ARE 796874 AGR / SC Ministra CÁRMEN LÚCIA - Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5511165. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 11 Relatório 18/03/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 796.874 SANTA CATARINA RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :JEREMIAS ADRIANO PEREIRA AGTE.(S) :SIDNEI DOS SANTOS ADV.(A/S) :EMANUELLE DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SANTA CATARINA INTDO.(A/S) :SANDRA LEMES FARIAS SEITENFUS R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora): 1. Em 26 de fevereiro de 2014, neguei seguimento ao agravo nos autos do recurso extraordinário interposto por Jeremias Adriano Pereira e Sidnei dos Santos contra julgado do Tribunal de Justiça de Santa Catarina, que manteve sentença que condenara os Agravantes a dezoito anos de reclusão como incursos no art. 121, § 2..., incs. I e III, do Código Penal. A decisão agravada teve a seguinte fundamentação: “6. A intimação do acórdão recorrido deu-se em 7.2.2013 (fl. 935) e, nos termos do que decidido pelo Supremo Tribunal Federal no Agravo de Instrumento n. 664.567-QO, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, ‘a exigência da demonstração formal e fundamentada, no recurso extraordinário, da repercussão geral das questões constitucionais discutidas só incide quando a intimação do acórdão recorrido tenha ocorrido a partir de 03 de maio de 2007’. Entretanto, os Agravantes limitaram-se a afirmar que: ‘A não realização de exame de DNA implica diretamente em Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5511166. Supremo Tribunal Federal 18/03/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 796.874 SANTA CATARINA RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :JEREMIAS ADRIANO PEREIRA AGTE.(S) :SIDNEI DOS SANTOS ADV.(A/S) :EMANUELLE DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SANTA CATARINA INTDO.(A/S) :SANDRA LEMES FARIAS SEITENFUS R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora): 1. Em 26 de fevereiro de 2014, neguei seguimento ao agravo nos autos do recurso extraordinário interposto por Jeremias Adriano Pereira e Sidnei dos Santos contra julgado do Tribunal de Justiça de Santa Catarina, que manteve sentença que condenara os Agravantes a dezoito anos de reclusão como incursos no art. 121, § 2..., incs. I e III, do Código Penal. A decisão agravada teve a seguinte fundamentação: “6. A intimação do acórdão recorrido deu-se em 7.2.2013 (fl. 935) e, nos termos do que decidido pelo Supremo Tribunal Federal no Agravo de Instrumento n. 664.567-QO, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, ‘a exigência da demonstração formal e fundamentada, no recurso extraordinário, da repercussão geral das questões constitucionais discutidas só incide quando a intimação do acórdão recorrido tenha ocorrido a partir de 03 de maio de 2007’. Entretanto, os Agravantes limitaram-se a afirmar que: ‘A não realização de exame de DNA implica diretamente em Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5511166. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 11 Relatório ARE 796874 AGR / SC ofensa ao princípio da ampla defesa constante na Constituição Federal, eis que impossibilita a defesa de pessoas pobres, de parquíssimos recursos, sem qualquer argumento plausível, inclusive há que se dizer que se trata de ofensa ao princípio da segurança jurídica, a partir do momento que lança pessoas como assassinos dentro de unidade prisional sem lhes conferir o direito de exercer amplamente seu direito de defesa. Destaca-se que a realização de exame de DNA poderia certamente comprovar a inocência dos réus, eis que em consonância com as demais provas negativas de envolvimentos dos recorrentes produzidas durante o feito ‘ (fl. 958). O § 1... do art. 543-A do Código de Processo Civil dispõe que, “para efeito da repercussão geral, será considerada a existência, ou não, de questões relevantes do ponto de vista econômico, político, social ou jurídico, que ultrapassem os interesses subjetivos da causa”. Não basta, portanto, afirmar ser o tema de repercussão geral, sendo ônus exclusivo da parte recorrente demonstrar, com argumentos objetivos, haver na espécie relevância econômica, política, social ou jurídica. A insuficiência de argumentação expressa, formal e objetivamente articulada pelos Agravantes para demonstrar, nas razões do recurso extraordinário, a repercussão geral da matéria constitucionalmente arguida inviabiliza o exame do recurso. Assim, embora tenham mencionado haver, na espécie vertente, repercussão geral, os Agravantes não desenvolveram argumentos suficientes para cumprir a exigência constitucional. (…) 7. Quanto à alegação de contrariedade ao art. 5..., inc. LV, da Constituição da República, verifica-se que o dispositivo não foi objeto de debate e decisão prévios pelo Tribunal de origem, tampouco foram opostos embargos de declaração com a finalidade de comprovar ter havido, no momento processual próprio, o prequestionamento. Incidem na espécie vertente as Súmulas ns. 282 e 356 do Supremo 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5511166. Supremo Tribunal Federal ARE 796874 AGR / SC ofensa ao princípio da ampla defesa constante na Constituição Federal, eis que impossibilita a defesa de pessoas pobres, de parquíssimos recursos, sem qualquer argumento plausível, inclusive há que se dizer que se trata de ofensa ao princípio da segurança jurídica, a partir do momento que lança pessoas como assassinos dentro de unidade prisional sem lhes conferir o direito de exercer amplamente seu direito de defesa. Destaca-se que a realização de exame de DNA poderia certamente comprovar a inocência dos réus, eis que em consonância com as demais provas negativas de envolvimentos dos recorrentes produzidas durante o feito ‘ (fl. 958). O § 1... do art. 543-A do Código de Processo Civil dispõe que, “para efeito da repercussão geral, será considerada a existência, ou não, de questões relevantes do ponto de vista econômico, político, social ou jurídico, que ultrapassem os interesses subjetivos da causa”. Não basta, portanto, afirmar ser o tema de repercussão geral, sendo ônus exclusivo da parte recorrente demonstrar, com argumentos objetivos, haver na espécie relevância econômica, política, social ou jurídica. A insuficiência de argumentação expressa, formal e objetivamente articulada pelos Agravantes para demonstrar, nas razões do recurso extraordinário, a repercussão geral da matéria constitucionalmente arguida inviabiliza o exame do recurso. Assim, embora tenham mencionado haver, na espécie vertente, repercussão geral, os Agravantes não desenvolveram argumentos suficientes para cumprir a exigência constitucional. (…) 7. Quanto à alegação de contrariedade ao art. 5..., inc. LV, da Constituição da República, verifica-se que o dispositivo não foi objeto de debate e decisão prévios pelo Tribunal de origem, tampouco foram opostos embargos de declaração com a finalidade de comprovar ter havido, no momento processual próprio, o prequestionamento. Incidem na espécie vertente as Súmulas ns. 282 e 356 do Supremo 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5511166. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 11 Relatório ARE 796874 AGR / SC Tribunal Federal. (…) 8. Ademais, este Supremo Tribunal assentou que a alegação de contrariedade ao art. 5..., inc. LV da Constituição da República, se dependente do exame da legislação infraconstitucional (na espécie vertente, Código Penal e Código de Processo Penal), não viabiliza o recurso extraordinário, pois eventual ofensa constitucional, se tivesse ocorrido, seria indireta. (…) 9. Pelo exposto, nego seguimento a este agravo (art. 38 da Lei n. 8.038/1990 e art. 21, § 1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal)”. 2. Publicada essa decisão no DJe de 28.2.2014, interpõem Jeremias Adriano Pereira e Sidnei dos Santos, em 9.3.2014, tempestivamente, agravo regimental. 3. Os Agravantes alegam que “a ofensa aos princípios constitucionais, por si, já autoriza o exame do recurso em comento, eis que exaustivamente demonstrada a necessidade das provas periciais, bem como a ofensa ao princípio constitucional da plenitude de defesa, do contraditório e da presunção de inocência”. Requer a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do presente recurso. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5511166. Supremo Tribunal Federal ARE 796874 AGR / SC Tribunal Federal. (…) 8. Ademais, este Supremo Tribunal assentou que a alegação de contrariedade ao art. 5..., inc. LV da Constituição da República, se dependente do exame da legislação infraconstitucional (na espécie vertente, Código Penal e Código de Processo Penal), não viabiliza o recurso extraordinário, pois eventual ofensa constitucional, se tivesse ocorrido, seria indireta. (…) 9. Pelo exposto, nego seguimento a este agravo (art. 38 da Lei n. 8.038/1990 e art. 21, § 1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal)”. 2. Publicada essa decisão no DJe de 28.2.2014, interpõem Jeremias Adriano Pereira e Sidnei dos Santos, em 9.3.2014, tempestivamente, agravo regimental. 3. Os Agravantes alegam que “a ofensa aos princípios constitucionais, por si, já autoriza o exame do recurso em comento, eis que exaustivamente demonstrada a necessidade das provas periciais, bem como a ofensa ao princípio constitucional da plenitude de defesa, do contraditório e da presunção de inocência”. Requer a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do presente recurso. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5511166. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 11 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA 18/03/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 796.874 SANTA CATARINA V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste aos Agravantes. 2. A intimação do acórdão recorrido ocorreu em 7.2.2013 (fl. 935) e, nos termos do que decidido pelo Supremo Tribunal Federal no Agravo de Instrumento n. 664.567-QO, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, “a exigência da demonstração formal e fundamentada, no recurso extraordinário, da repercussão geral das questões constitucionais discutidas só incide quando a intimação do acórdão recorrido tenha ocorrido a partir de 03 de maio de 2007”. Entretanto, os Agravantes limitaram-se a afirmar: “A não realização de exame de DNA implica diretamente em ofensa ao princípio da ampla defesa constante na Constituição Federal, eis que impossibilita a defesa de pessoas pobres, de parquíssimos recursos, sem qualquer argumento plausível, inclusive há que se dizer que se trata de ofensa ao princípio da segurança jurídica, a partir do momento que lança pessoas como assassinos dentro de unidade prisional sem lhes conferir o direito de exercer amplamente seu direito de defesa. Destaca-se que a realização de exame de DNA poderia certamente comprovar a inocência dos réus, eis que em consonância com as demais provas negativas de envolvimentos dos recorrentes produzidas durante o feito ” (fl. 958). O § 1... do art. 543-A do Código de Processo Civil dispõe que, “para efeito da repercussão geral, será considerada a existência, ou não, de questões relevantes do ponto de vista econômico, político, social ou jurídico, que Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5511167. Supremo Tribunal Federal 18/03/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 796.874 SANTA CATARINA V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste aos Agravantes. 2. A intimação do acórdão recorrido ocorreu em 7.2.2013 (fl. 935) e, nos termos do que decidido pelo Supremo Tribunal Federal no Agravo de Instrumento n. 664.567-QO, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, “a exigência da demonstração formal e fundamentada, no recurso extraordinário, da repercussão geral das questões constitucionais discutidas só incide quando a intimação do acórdão recorrido tenha ocorrido a partir de 03 de maio de 2007”. Entretanto, os Agravantes limitaram-se a afirmar: “A não realização de exame de DNA implica diretamente em ofensa ao princípio da ampla defesa constante na Constituição Federal, eis que impossibilita a defesa de pessoas pobres, de parquíssimos recursos, sem qualquer argumento plausível, inclusive há que se dizer que se trata de ofensa ao princípio da segurança jurídica, a partir do momento que lança pessoas como assassinos dentro de unidade prisional sem lhes conferir o direito de exercer amplamente seu direito de defesa. Destaca-se que a realização de exame de DNA poderia certamente comprovar a inocência dos réus, eis que em consonância com as demais provas negativas de envolvimentos dos recorrentes produzidas durante o feito ” (fl. 958). O § 1... do art. 543-A do Código de Processo Civil dispõe que, “para efeito da repercussão geral, será considerada a existência, ou não, de questões relevantes do ponto de vista econômico, político, social ou jurídico, que Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5511167. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 11 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA ARE 796874 AGR / SC ultrapassem os interesses subjetivos da causa”. Não basta, portanto, afirmar ser o tema de repercussão geral, sendo ônus exclusivo da parte recorrente demonstrar, com argumentos objetivos, haver na espécie relevância econômica, política, social ou jurídica. A insuficiência de argumentação expressa, formal e objetivamente articulada pelos Agravantes para demonstrar, nas razões do recurso extraordinário, a repercussão geral da matéria constitucionalmente arguida inviabiliza o exame do recurso. Assim, embora tenham mencionado haver, na espécie vertente, repercussão geral, os Agravantes não desenvolveram argumentos suficientes para cumprir a exigência constitucional. Confiram-se os seguintes julgados: “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. PROCESSUAL CIVIL E TRIBUTÁRIO. REPERCUSSÃO GERAL DA QUESTÃO CONSTITUCIONAL. INTIMAÇÃO DO RECORRENTE APÓS 3.5.2007. NECESSIDADE DE DEMONSTRAÇÃO FORMAL. TAXA DE ILUMINAÇÃO PÚBLICA E TAXA DE COLETA DE LIXO E LIMPEZA PÚBLICA DO MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. 1. Repercussão geral da questão constitucional: demonstração insuficiente. 2. Atribuição de efeitos ex nunc: impossibilidade. Precedentes. 3. Imposição de multa de 5% do valor corrigido da causa. Aplicação do art. 557, § 2..., c/c arts. 14, inc. II e III, e 17, inc. VII, do Código de Processo Civil” (AI 703.803-AgR, de minha relatoria, Primeira Turma, DJe 20.2.2009). 3. Quanto à alegação de contrariedade ao art. 5..., inc. LV, da Constituição da República, verifica-se que esse dispositivo não foi objeto de debate e decisão prévios pelo Tribunal de origem, tampouco foram opostos embargos de declaração com a finalidade de comprovar ter 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5511167. Supremo Tribunal Federal ARE 796874 AGR / SC ultrapassem os interesses subjetivos da causa”. Não basta, portanto, afirmar ser o tema de repercussão geral, sendo ônus exclusivo da parte recorrente demonstrar, com argumentos objetivos, haver na espécie relevância econômica, política, social ou jurídica. A insuficiência de argumentação expressa, formal e objetivamente articulada pelos Agravantes para demonstrar, nas razões do recurso extraordinário, a repercussão geral da matéria constitucionalmente arguida inviabiliza o exame do recurso. Assim, embora tenham mencionado haver, na espécie vertente, repercussão geral, os Agravantes não desenvolveram argumentos suficientes para cumprir a exigência constitucional. Confiram-se os seguintes julgados: “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. PROCESSUAL CIVIL E TRIBUTÁRIO. REPERCUSSÃO GERAL DA QUESTÃO CONSTITUCIONAL. INTIMAÇÃO DO RECORRENTE APÓS 3.5.2007. NECESSIDADE DE DEMONSTRAÇÃO FORMAL. TAXA DE ILUMINAÇÃO PÚBLICA E TAXA DE COLETA DE LIXO E LIMPEZA PÚBLICA DO MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. 1. Repercussão geral da questão constitucional: demonstração insuficiente. 2. Atribuição de efeitos ex nunc: impossibilidade. Precedentes. 3. Imposição de multa de 5% do valor corrigido da causa. Aplicação do art. 557, § 2..., c/c arts. 14, inc. II e III, e 17, inc. VII, do Código de Processo Civil” (AI 703.803-AgR, de minha relatoria, Primeira Turma, DJe 20.2.2009). 3. Quanto à alegação de contrariedade ao art. 5..., inc. LV, da Constituição da República, verifica-se que esse dispositivo não foi objeto de debate e decisão prévios pelo Tribunal de origem, tampouco foram opostos embargos de declaração com a finalidade de comprovar ter 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5511167. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 11 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA ARE 796874 AGR / SC havido, no momento processual próprio, o prequestionamento. Incidem na espécie vertente as Súmulas ns. 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido: “A jurisprudência deste Supremo Tribunal firmou-se no sentido de que os embargos declaratórios só suprem a falta de prequestionamento quando a decisão embargada tenha sido efetivamente omissa a respeito da questão antes suscitada. Precedentes” (AI 580.465-AgR, de minha relatoria, Primeira Turma, DJ 19.9.2008). “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. PROCESSUAL CIVIL. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS 282 E 356 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. A jurisprudência do Supremo Tribunal firmou-se no sentido de que, ainda que surgida a alegada ofensa constitucional no acórdão recorrido, é necessária a oposição de embargos de declaração, se não houver a análise da ofensa pelo órgão judicante. Precedentes” (AI 620.677-AgR, de minha relatoria, Primeira Turma, DJe 6.2.2009). 4. Ademais, este Supremo Tribunal assentou que a alegação de contrariedade ao art. 5..., inc. LV, da Constituição da República, se dependente do exame da legislação infraconstitucional (na espécie vertente, Código Penal e Código de Processo Penal), não viabiliza o recurso extraordinário, pois eventual ofensa constitucional, se tivesse ocorrido, seria indireta: “PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 282 DESTE SUPREMO TRIBUNAL. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5511167. Supremo Tribunal Federal ARE 796874 AGR / SC havido, no momento processual próprio, o prequestionamento. Incidem na espécie vertente as Súmulas ns. 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido: “A jurisprudência deste Supremo Tribunal firmou-se no sentido de que os embargos declaratórios só suprem a falta de prequestionamento quando a decisão embargada tenha sido efetivamente omissa a respeito da questão antes suscitada. Precedentes” (AI 580.465-AgR, de minha relatoria, Primeira Turma, DJ 19.9.2008). “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. PROCESSUAL CIVIL. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS 282 E 356 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. A jurisprudência do Supremo Tribunal firmou-se no sentido de que, ainda que surgida a alegada ofensa constitucional no acórdão recorrido, é necessária a oposição de embargos de declaração, se não houver a análise da ofensa pelo órgão judicante. Precedentes” (AI 620.677-AgR, de minha relatoria, Primeira Turma, DJe 6.2.2009). 4. Ademais, este Supremo Tribunal assentou que a alegação de contrariedade ao art. 5..., inc. LV, da Constituição da República, se dependente do exame da legislação infraconstitucional (na espécie vertente, Código Penal e Código de Processo Penal), não viabiliza o recurso extraordinário, pois eventual ofensa constitucional, se tivesse ocorrido, seria indireta: “PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 282 DESTE SUPREMO TRIBUNAL. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5511167. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 11 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA ARE 796874 AGR / SC QUAL SE NEGA PROVIMENTO. 1. A jurisprudência deste Supremo Tribunal firmou-se no sentido de que "Os embargos declaratórios só suprem a falta de prequestionamento quando a decisão embargada tenha sido efetivamente omissa a respeito da questão antes suscitada". Precedentes. 2. O Supremo Tribunal Federal firmou jurisprudência no sentido de que as alegações de afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da motivação dos atos decisórios, do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, se dependentes de reexame de normas infraconstitucionais, podem configurar apenas ofensa reflexa à Constituição da República. Precedentes. 3. Agravo regimental desprovido” (AI 580.465-AgR, de minha relatoria, Primeira Turma, DJe 19.9.2008). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL PENAL. ALEGADA CONTRARIEDADE AO ART. 5..., LIV E LV, DA CONSTITUIÇÃO. OFENSA REFLEXA. VIOLAÇÃO AO ART. 93, IX, DA CONSTITUIÇÃO. INOCORRÊNCIA. ACÓRDÃO RECORRIDO DEVIDAMENTE FUNDAMENTADO. AGRAVO IMPROVIDO. I - Esta Corte firmou orientação no sentido de ser inadmissível, em regra, a interposição de recurso extraordinário para discutir matéria relacionada à ofensa aos princípios constitucionais do devido processo legal, da ampla defesa, do contraditório e da prestação jurisdicional, quando a verificação dessa alegação depender de exame prévio de legislação infraconstitucional, por configurar situação de ofensa reflexa ao texto constitucional. Precedentes. II - Não há contrariedade ao art. 93, IX, da Constituição quando o acórdão recorrido encontra-se suficientemente fundamentado. Precedentes. III - Agravo regimental improvido” (ARE 726.706-AgR, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe 14.5.2013). 5. Os argumentos dos Agravantes, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5511167. Supremo Tribunal Federal ARE 796874 AGR / SC QUAL SE NEGA PROVIMENTO. 1. A jurisprudência deste Supremo Tribunal firmou-se no sentido de que "Os embargos declaratórios só suprem a falta de prequestionamento quando a decisão embargada tenha sido efetivamente omissa a respeito da questão antes suscitada". Precedentes. 2. O Supremo Tribunal Federal firmou jurisprudência no sentido de que as alegações de afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da motivação dos atos decisórios, do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, se dependentes de reexame de normas infraconstitucionais, podem configurar apenas ofensa reflexa à Constituição da República. Precedentes. 3. Agravo regimental desprovido” (AI 580.465-AgR, de minha relatoria, Primeira Turma, DJe 19.9.2008). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL PENAL. ALEGADA CONTRARIEDADE AO ART. 5..., LIV E LV, DA CONSTITUIÇÃO. OFENSA REFLEXA. VIOLAÇÃO AO ART. 93, IX, DA CONSTITUIÇÃO. INOCORRÊNCIA. ACÓRDÃO RECORRIDO DEVIDAMENTE FUNDAMENTADO. AGRAVO IMPROVIDO. I - Esta Corte firmou orientação no sentido de ser inadmissível, em regra, a interposição de recurso extraordinário para discutir matéria relacionada à ofensa aos princípios constitucionais do devido processo legal, da ampla defesa, do contraditório e da prestação jurisdicional, quando a verificação dessa alegação depender de exame prévio de legislação infraconstitucional, por configurar situação de ofensa reflexa ao texto constitucional. Precedentes. II - Não há contrariedade ao art. 93, IX, da Constituição quando o acórdão recorrido encontra-se suficientemente fundamentado. Precedentes. III - Agravo regimental improvido” (ARE 726.706-AgR, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe 14.5.2013). 5. Os argumentos dos Agravantes, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5511167. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 11 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA ARE 796874 AGR / SC prestação jurisdicional. 6. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5511167. Supremo Tribunal Federal ARE 796874 AGR / SC prestação jurisdicional. 6. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5511167. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 11 Extrato de Ata - 18/03/2014 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 796.874 PROCED. : SANTA CATARINA RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : JEREMIAS ADRIANO PEREIRA AGTE.(S) : SIDNEI DOS SANTOS ADV.(A/S) : EMANUELLE DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SANTA CATARINA INTDO.(A/S) : SANDRA LEMES FARIAS SEITENFUS Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2... Turma, 18.03.2014. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 5485436 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 796.874 PROCED. : SANTA CATARINA RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : JEREMIAS ADRIANO PEREIRA AGTE.(S) : SIDNEI DOS SANTOS ADV.(A/S) : EMANUELLE DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SANTA CATARINA INTDO.(A/S) : SANDRA LEMES FARIAS SEITENFUS Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2... Turma, 18.03.2014. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 5485436 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 11
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 796 . 874", "SÚMULAS NS . 282", "ARE 796874 AGR /", "ARE 796874 AGR /", "Agravo de Instrumento n . 664 . 567 - QO", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 796 . 874", "Agravo de Instrumento n . 664 . 567 - QO", "ARE 796874 AGR / SC", "Súmulas ns . 282", "ARE 796874 AGR / SC", "Súmulas ns . 282", "ARE 796874", "ARE 796874 AGR", "Agravo de Instrumento n . 664 . 567 - QO", "Agravo de Instrumento n . 664 . 567 - QO", "AI 703 . 803 -", "ARE 796874 AGR / SC", "AI 703 . 803 - AgR", "Súmulas ns . 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal", "AI 580 . 465 - AgR", "SÚMULAS 282", "AI 620 . 677 - AgR", "SÚMULA 282 DESTE SUPREMO", "ARE 796874 AGR / SC", "Súmulas ns . 282", "AI 580 . 465 - AgR", "SÚMULAS 282", "AI 620 . 677 - AgR", "SÚMULA 282 DESTE SUPREMO TRIBUNAL", "AI 580 . 465 - AgR", "ARE 726 . 706 - AgR", "ARE 796874 AGR / SC", "AI 580 . 465 - AgR", "ARE 726 . 706 - AgR" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 121 , § 2 . . . , incs . I e III , do Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 121 , § 2 . . . , incs . I e III , do Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", "§ 1 . . . do art . 543 - A do Código de Processo Civil", "art . 5 . . . , inc . LV , da Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", "§ 1 . . . do art . 543 - A do Código de Processo Civil", "art . 5 . . . , inc . LV , da Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 5 . . . , inc . LV da Constituição da República", "Código Penal", "Código de Processo Penal", "art . 38 da Lei n . 8 . 038 / 1990", "art . 21 , § 1 . . . , do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 5 . . . , inc . LV da Constituição da República", "Código Penal", "Código de Processo Penal", "art . 38 da Lei n . 8 . 038 / 1990", "art . 21 , § 1 . . . , do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", "art . 543 - A do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", "§ 1 . . . do art . 543 - A do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 557 , § 2 . . . , c / c arts . 14 , inc . II e III , e 17 , inc . VII , do Código de Processo Civil", "art . 5 . . . , inc . LV , da Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 557 , § 2 . . . , c", "art . 5 . . . , inc . LV , da Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "5", ".", ". . , inc . LV , da Constituição da República", "Código Penal", "Código de Processo Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 5 . . . , inc . LV , da Constituição da República", "Código Penal", "Código de Processo Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição da República", "ART . 5 . . . , LIV E LV , DA CONSTITUIÇÃO", "ART . 93 , IX , DA CONSTITUIÇÃO", "art . 93 , IX , da Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição da República", "ART . 5 . . . , LIV E LV , DA CONSTITUIÇÃO", "ART . 93 , IX , DA CONSTITUIÇÃO", "art . 93 , IX , da Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "SANTA CATARINA", "ESTADO DE SANTA CATARINA", "Brasília", "SANTA CATARINA", "ESTADO DE SANTA CATARINA", "SANTA CATARINA", "ESTADO DE SANTA CATARINA", "SANTA CATARINA", "SANTA CATARINA", "MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO", "SANTA CATARINA", "ESTADO DE SANTA CATARINA", "SANTA CATARINA", "ESTADO DE SANTA CATARINA" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA", "Tribunal de Justiça de Santa Catarina", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA", "Tribunal de Justiça de Santa Catarina", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "AGR", "/", "SC Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "/", "SC", "Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "/", "SC", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "AGR", "/", "SC", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "/", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA", ".", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA", "2", ".", ".", ". Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "JEREMIAS ADRIANO PEREIRA", "SIDNEI DOS SANTOS", "EMANUELLE DE OLIVEIRA", "SANDRA LEMES FARIAS", "Cármen Lúcia", "Celso de Mello", "CÁRMEN LÚCIA", "CÁRMEN LÚCIA", "JEREMIAS", "ADRIANO PEREIRA", "SIDNEI DOS SANTOS", "EMANUELLE DE OLIVEIRA", "SANDRA LEMES FARIAS", "CÁRMEN LÚCIA", "Jeremias Adriano Pereira", "Sidnei dos Santos", "Sepúlveda Pertence", "CÁRMEN LÚCIA", "JEREMIAS ADRIANO PEREIRA", "SIDNEI DOS SANTOS", "EMANUELLE DE OLIVEIRA", "SANDRA LEMES FARIAS", "CÁRMEN LÚCIA", "Jeremias Adriano Pereira", "Sidnei dos Santos", "Sepúlveda Pertence", "Jeremias Adriano Pereira", "Sidnei dos Santos", "Jeremias Adriano Pereira", "Sidnei dos Santos", "CÁRMEN LÚCIA", "CÁRMEN LÚCIA", "Sepúlveda Pertence", "CÁRMEN LÚCIA", "Sepúlveda Pertence", "CÁRMEN LÚCIA", "CÁRMEN LÚCIA ARE", "CÁRMEN LÚCIA ARE", "Ricardo Lewandowski", "Ricardo Lewandowski", "CÁRMEN LÚCIA", "CÁRMEN LÚCIA", "JEREMIAS ADRIANO PEREIRA", "SIDNEI DOS SANTOS", "EMANUELLE DE OLIVEIRA", "SANDRA LEMES FARIAS SEITENFUS", "Celso de Mello", "Cármen Lúcia", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Teori Zavascki", "Celso de Mello", "Edson Oliveira de Almeida", "Ravena Siqueira", "CÁRMEN LÚCIA", "JEREMIAS ADRIANO PEREIRA", "SIDNEI DOS SANTOS", "EMANUELLE DE OLIVEIRA", "SANDRA LEMES FARIAS", "Celso de Mello", "Cármen Lúcia", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Teori Zavascki", "Celso de Mello", "Edson Oliveira de Almeida", "Ravena Siqueira" ], "TEMPO": [ "18", "/", "03", "/", "2014", "18 de março de 2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "18", "/", "03", "/", "2014", "26 de fevereiro de 2014", "7", ".", "2", ".", "2013", "03 de maio de 2007", "24", "/", "08", "/", "2001", "18", "/", "03", "/", "2014", "26 de fevereiro de 2014", "7", ".", "2", ".", "2013", "03 de maio de 2007", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", ".", "2", ".", "2014", "9", ".", "3", ".", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", ".", "2", ".", "2014", "9", ".", "3", ".", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "18", "/", "03", "/", "2014", "7", "2013", "03 de maio de 2007", "24", "/", "08", "/", "2001", "18", "/", "03", "/", "2014", "7", ".", "2", ".", "2013", "03 de maio de 2007", "24", "/", "08", "/", "2001", "3", ".", "5", ".", "2007", "20", ".", "2", ".", "2009", "24", "/", "08", "/", "2001", "3", ".", "5", ".", "2007", "20", ".", "2", ".", "2009", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", ".", "9", ".", "2008", "6", ".", "2", ".", "2009", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", ".", "9", ".", "2008", "6", ".", "2", ".", "2009", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", ".", "9", ".", "2008", "14", ".", "5", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", ".", "9", ".", "2008", "14", ".", "5", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "18", "/", "03", "/", "2014", "18", ".", "03", ".", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "18", ".", "03", ".", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 19/02/2014 PLENÁRIO AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 13.019 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :CONFEDERAÇÃO NACIONAL DAS PROFISSÕES LIBERAIS-CNPL ADV.(A/S) :ADRIANA COSTA ALVES DOS SANTOS AGDO.(A/S) :UNIÃO AGDO.(A/S) :CONGRESSO NACIONAL ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO E M E N T A: RECLAMAÇÃO – PRETENDIDA SUBMISSÃO DO PODER LEGISLATIVO AO EFEITO VINCULANTE QUE RESULTA DO JULGAMENTO, PELO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, DOS PROCESSOS DE FISCALIZAÇÃO ABSTRATA DE CONSTITUCIONALIDADE – INADMISSIBILIDADE – CONSEQUENTE POSSIBILIDADE DE O LEGISLADOR EDITAR LEI DE CONTEÚDO IDÊNTICO AO DE OUTRO DIPLOMA LEGISLATIVO DECLARADO INCONSTITUCIONAL, EM SEDE DE CONTROLE ABSTRATO, PELA SUPREMA CORTE – INVIABILIDADE DE UTILIZAÇÃO, NESSE CONTEXTO, DO INSTRUMENTO PROCESSUAL DA RECLAMAÇÃO COMO SUCEDÂNEO DE RECURSOS E AÇÕES JUDICIAIS EM GERAL – RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO . - O efeito vinculante e a eficácia contra todos (“erga omnes”), que qualificam os julgamentos que o Supremo Tribunal Federal profere em sede de controle normativo abstrato, incidem, unicamente, sobre os demais órgãos do Poder Judiciário e os do Poder Executivo, não se estendendo, porém, em tema de produção normativa, ao legislador, que pode, em consequência, dispor, em novo ato legislativo, sobre a mesma matéria versada em legislação anteriormente declarada inconstitucional pelo Supremo, ainda que no âmbito de processo de fiscalização concentrada de constitucionalidade, sem que tal conduta importe em desrespeito à autoridade das decisões do STF. Doutrina. Precedentes. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5378290. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 14 Ementa e Acórdão RCL 13019 AGR / DF Inadequação, em tal contexto, da utilização do instrumento processual da reclamação. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Plenária, sob a Presidência do Ministro Joaquim Barbosa, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Votou o Presidente, Ministro Joaquim Barbosa. Ausente, neste julgamento, o Ministro Marco Aurélio. Brasília, 19 de fevereiro de 2014. CELSO DE MELLO – RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5378290. Supremo Tribunal Federal RCL 13019 AGR / DF Inadequação, em tal contexto, da utilização do instrumento processual da reclamação. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Plenária, sob a Presidência do Ministro Joaquim Barbosa, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Votou o Presidente, Ministro Joaquim Barbosa. Ausente, neste julgamento, o Ministro Marco Aurélio. Brasília, 19 de fevereiro de 2014. CELSO DE MELLO – RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5378290. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 14 Relatório 19/02/2014 PLENÁRIO AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 13.019 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :CONFEDERAÇÃO NACIONAL DAS PROFISSÕES LIBERAIS-CNPL ADV.(A/S) :ADRIANA COSTA ALVES DOS SANTOS AGDO.(A/S) :UNIÃO AGDO.(A/S) :CONGRESSO NACIONAL ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): O Ministério Público Federal, em parecer da lavra do ilustre Subprocurador-Geral da República Dr. FRANCISCO DE ASSIS VIEIRA SANSEVERINO, aprovado pelo eminente Chefe dessa Instituição, Dr. ROBERTO MONTEIRO GURGEL SANTOS, assim resumiu e apreciou o presente recurso de agravo: “RECLAMAÇÃO. GARANTIA DA AUTORIDADE. DECISÃO EM ADI. 1. A Reclamação serve para preservar a competência e garantir a autoridade de decisão e de Súmula Vinculante do STF. 2. Os efeitos ‘erga omnes’ e vinculante das decisões do STF não se impõe sobre a atividade legislativa. 3. No caso, não cabe Reclamação. 4. Parecer pelo desprovimento do agravo. 1. Trata-se de agravo regimental, interposto pela CONFEDERAÇÃO NACIONAL DAS PROFISSÕES LIBERAIS (CNPL), contra decisão do Relator que, em 08.05.2012, negou seguimento à Reclamação nº 13.019, contra a edição da Lei nº 12.514, Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5378291. Supremo Tribunal Federal 19/02/2014 PLENÁRIO AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 13.019 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :CONFEDERAÇÃO NACIONAL DAS PROFISSÕES LIBERAIS-CNPL ADV.(A/S) :ADRIANA COSTA ALVES DOS SANTOS AGDO.(A/S) :UNIÃO AGDO.(A/S) :CONGRESSO NACIONAL ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): O Ministério Público Federal, em parecer da lavra do ilustre Subprocurador-Geral da República Dr. FRANCISCO DE ASSIS VIEIRA SANSEVERINO, aprovado pelo eminente Chefe dessa Instituição, Dr. ROBERTO MONTEIRO GURGEL SANTOS, assim resumiu e apreciou o presente recurso de agravo: “RECLAMAÇÃO. GARANTIA DA AUTORIDADE. DECISÃO EM ADI. 1. A Reclamação serve para preservar a competência e garantir a autoridade de decisão e de Súmula Vinculante do STF. 2. Os efeitos ‘erga omnes’ e vinculante das decisões do STF não se impõe sobre a atividade legislativa. 3. No caso, não cabe Reclamação. 4. Parecer pelo desprovimento do agravo. 1. Trata-se de agravo regimental, interposto pela CONFEDERAÇÃO NACIONAL DAS PROFISSÕES LIBERAIS (CNPL), contra decisão do Relator que, em 08.05.2012, negou seguimento à Reclamação nº 13.019, contra a edição da Lei nº 12.514, Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5378291. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 14 Relatório RCL 13019 AGR / DF de 28 de outubro de 2011, aprovada pelo Congresso Nacional, para garantir autoridade da decisão proferida na ADI nº 1.717-6/DF. 2. Em 08.05.2012, o Relator não conheceu desta Reclamação. 3. Em 1º.08.2012, o Relator encaminhou os autos à Procuradoria-Geral da República. 4. Não merece provimento o agravo regimental. 5. Cabe reclamação para preservar a competência do STF e garantir a autoridade de suas decisões e de súmula vinculante (CF, art. 102, I, ‘l’; § 3º do art. 103-A). 6. ‘As decisões definitivas de mérito, proferidas pelo Supremo Tribunal Federal, nas ações diretas de inconstitucionalidade e nas ações declaratórias de constitucionalidade produzirão eficácia contra todos e efeito vinculante, relativamente aos demais órgãos do Poder Judiciário e à administração pública direta e indireta, nas esferas federal, estadual e municipal’ (CF, art. 102, § 2º). 7. Pode-se afirmar que os efeitos vinculantes das decisões definitivas de mérito proferidas em ADI e em ADC tem como destinatários os demais órgãos do Poder Judiciário e a Administração Pública direta e indireta, nas esferas federal, estadual e municipal. 8. A reclamante CNPL pretende garantir a autoridade da decisão, proferida pelo STF na ADI nº 1.717-6/DF, em face da Lei nº 12.514/11, pelo Congresso Nacional. 9. O Congresso Nacional, no exercício de sua função típica ou principal, consistente na aprovação de lei, não está abrangido como destinatário dos efeitos vinculantes da decisão definitiva de mérito, proferida pelo STF, em ADI ou ADC, em face do Princípio da Independência dos Poderes. 10. Neste sentido, o STF firmou jurisprudência, conforme os precedentes citados pelo Relator Min. Celso de Mello, na Reclamação nº 467/DF; Min. Sepúlveda Pertence, na ADI nº 1.850/RS; e Min. Cezar Peluso, na Reclamação nº 2.617/MG. 11. Cabe transcrever o seguinte trecho da decisão do Relator: ‘(…). Observe-se, ainda, se se analisar a questão sob a égide do efeito vinculante, que essa especial qualidade dos efeitos que 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5378291. Supremo Tribunal Federal RCL 13019 AGR / DF de 28 de outubro de 2011, aprovada pelo Congresso Nacional, para garantir autoridade da decisão proferida na ADI nº 1.717-6/DF. 2. Em 08.05.2012, o Relator não conheceu desta Reclamação. 3. Em 1º.08.2012, o Relator encaminhou os autos à Procuradoria-Geral da República. 4. Não merece provimento o agravo regimental. 5. Cabe reclamação para preservar a competência do STF e garantir a autoridade de suas decisões e de súmula vinculante (CF, art. 102, I, ‘l’; § 3º do art. 103-A). 6. ‘As decisões definitivas de mérito, proferidas pelo Supremo Tribunal Federal, nas ações diretas de inconstitucionalidade e nas ações declaratórias de constitucionalidade produzirão eficácia contra todos e efeito vinculante, relativamente aos demais órgãos do Poder Judiciário e à administração pública direta e indireta, nas esferas federal, estadual e municipal’ (CF, art. 102, § 2º). 7. Pode-se afirmar que os efeitos vinculantes das decisões definitivas de mérito proferidas em ADI e em ADC tem como destinatários os demais órgãos do Poder Judiciário e a Administração Pública direta e indireta, nas esferas federal, estadual e municipal. 8. A reclamante CNPL pretende garantir a autoridade da decisão, proferida pelo STF na ADI nº 1.717-6/DF, em face da Lei nº 12.514/11, pelo Congresso Nacional. 9. O Congresso Nacional, no exercício de sua função típica ou principal, consistente na aprovação de lei, não está abrangido como destinatário dos efeitos vinculantes da decisão definitiva de mérito, proferida pelo STF, em ADI ou ADC, em face do Princípio da Independência dos Poderes. 10. Neste sentido, o STF firmou jurisprudência, conforme os precedentes citados pelo Relator Min. Celso de Mello, na Reclamação nº 467/DF; Min. Sepúlveda Pertence, na ADI nº 1.850/RS; e Min. Cezar Peluso, na Reclamação nº 2.617/MG. 11. Cabe transcrever o seguinte trecho da decisão do Relator: ‘(…). Observe-se, ainda, se se analisar a questão sob a égide do efeito vinculante, que essa especial qualidade dos efeitos que 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5378291. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 14 Relatório RCL 13019 AGR / DF resultam das decisões do Supremo Tribunal Federal proferidas em sede de controle normativo abstrato (RTJ 187/150-152, Rel. Min. CELSO DE MELLO – RTJ 190/221, Rel. Min. GILMAR MENDES – Rcl 1.880-AgR/SP, Rel. Min. MAURÍCIO CORRÊA) tem, por únicos destinatários, os demais órgãos do Poder Judiciário e todos aqueles estruturados no âmbito da Administração Pública, não se estendendo, em tema de produção normativa, ao Poder Legislativo. Não foi por outra razão que o art. 28, parágrafo único, da Lei 9.868/99, ao referir-se ao efeito vinculante, claramente restringiu-o, no plano subjetivo, 'aos órgãos do Poder Judiciário e à Administração Pública federal, estadual e municipal’ (…)’. 12. Em face do exposto, a Procuradoria Geral da República opina pelo desprovimento do agravo regimental.” (grifei) É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5378291. Supremo Tribunal Federal RCL 13019 AGR / DF resultam das decisões do Supremo Tribunal Federal proferidas em sede de controle normativo abstrato (RTJ 187/150-152, Rel. Min. CELSO DE MELLO – RTJ 190/221, Rel. Min. GILMAR MENDES – Rcl 1.880-AgR/SP, Rel. Min. MAURÍCIO CORRÊA) tem, por únicos destinatários, os demais órgãos do Poder Judiciário e todos aqueles estruturados no âmbito da Administração Pública, não se estendendo, em tema de produção normativa, ao Poder Legislativo. Não foi por outra razão que o art. 28, parágrafo único, da Lei 9.868/99, ao referir-se ao efeito vinculante, claramente restringiu-o, no plano subjetivo, 'aos órgãos do Poder Judiciário e à Administração Pública federal, estadual e municipal’ (…)’. 12. Em face do exposto, a Procuradoria Geral da República opina pelo desprovimento do agravo regimental.” (grifei) É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5378291. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 14 Voto - MIN. CELSO DE MELLO 19/02/2014 PLENÁRIO AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 13.019 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Entendo assistir plena razão à douta Procuradoria-Geral da República, eis que a decisão agravada ajusta-se, com integral fidelidade, à diretriz jurisprudencial que o Plenário desta Suprema Corte firmou na matéria ora em exame. Como destaquei na decisão ora agravada, a parte reclamante, a pretexto de se insurgir contra determinada lei federal cujo conteúdo material teria desrespeitado decisão desta Suprema Corte que declarou a inconstitucionalidade de preceitos normativos de outro diploma legislativo editado pela União (ADI 1.717/DF), estaria, na realidade, questionando a própria edição da “Lei nº 12.514, de 28 de outubro de 2011”. Sob tal perspectiva, cabe assinalar que o efeito vinculante resultante do julgamento, por esta Suprema Corte, dos processos de fiscalização abstrata não se aplica nem se estende à atividade legislativa, consoante já advertiu o Supremo Tribunal Federal: “RECLAMAÇÃO – AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE – GARANTIA DA AUTORIDADE DE DECISÃO DO STF – CABIMENTO – INOCORRÊNCIA DO DESCUMPRIMENTO ALEGADO – PEDIDO INDEFERIDO. …................................................................................................... – A instauração do controle normativo abstrato perante o Supremo Tribunal Federal não impede que o Estado venha a dispor, em novo ato legislativo, sobre a mesma matéria versada nos atos estatais impugnados, especialmente quando o conteúdo material da Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5378292. Supremo Tribunal Federal 19/02/2014 PLENÁRIO AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 13.019 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Entendo assistir plena razão à douta Procuradoria-Geral da República, eis que a decisão agravada ajusta-se, com integral fidelidade, à diretriz jurisprudencial que o Plenário desta Suprema Corte firmou na matéria ora em exame. Como destaquei na decisão ora agravada, a parte reclamante, a pretexto de se insurgir contra determinada lei federal cujo conteúdo material teria desrespeitado decisão desta Suprema Corte que declarou a inconstitucionalidade de preceitos normativos de outro diploma legislativo editado pela União (ADI 1.717/DF), estaria, na realidade, questionando a própria edição da “Lei nº 12.514, de 28 de outubro de 2011”. Sob tal perspectiva, cabe assinalar que o efeito vinculante resultante do julgamento, por esta Suprema Corte, dos processos de fiscalização abstrata não se aplica nem se estende à atividade legislativa, consoante já advertiu o Supremo Tribunal Federal: “RECLAMAÇÃO – AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE – GARANTIA DA AUTORIDADE DE DECISÃO DO STF – CABIMENTO – INOCORRÊNCIA DO DESCUMPRIMENTO ALEGADO – PEDIDO INDEFERIDO. …................................................................................................... – A instauração do controle normativo abstrato perante o Supremo Tribunal Federal não impede que o Estado venha a dispor, em novo ato legislativo, sobre a mesma matéria versada nos atos estatais impugnados, especialmente quando o conteúdo material da Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5378292. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 14 Voto - MIN. CELSO DE MELLO RCL 13019 AGR / DF nova lei implicar tratamento jurídico diverso daquele resultante das normas questionadas na ação direta de inconstitucionalidade.” (RTJ 157/773, Rel. Min. CELSO DE MELLO) “Reclamação: cabimento para garantir a autoridade das decisões do STF no controle direto de constitucionalidade de normas: hipóteses de cabimento hoje admitidas pela jurisprudência (precedentes), que, entretanto, não abrangem o caso da edição de lei de conteúdo idêntico ou similar ao da anteriormente declarada inconstitucional, à falta de vinculação do legislador à motivação do julgamento sobre a validez do diploma legal precedente, que há de ser objeto de nova ação direta.” (RTJ 177/160, Rel. Min. SEPÚLVEDA PERTENCE – grifei) “INCONSTITUCIONALIDADE. Ação direta. Lei estadual. (...). Edição de lei posterior, de outro Estado, com idêntico conteúdo normativo. Ofensa à autoridade da decisão do STF. Não-caracterização. Função legislativa que não é alcançada pela eficácia ‘erga omnes’, nem pelo efeito vinculante da decisão cautelar na ação direta. Reclamação indeferida liminarmente. Agravo regimental improvido. (…). A eficácia geral e o efeito vinculante de decisão, proferida pelo Supremo Tribunal Federal, em ação direta de constitucionalidade ou de inconstitucionalidade de lei ou ato normativo federal, só atingem os demais órgãos do Poder Judiciário e todos os do Poder Executivo, não alcançando o legislador, que pode editar nova lei com idêntico conteúdo normativo, sem ofender a autoridade daquela decisão.” (RTJ 193/858, Rel. Min. CEZAR PELUSO – grifei) Essa asserção – que põe em evidência a inaplicabilidade da eficácia vinculante à atividade normativa do Poder Legislativo – encontra fundamento em autorizado magistério doutrinário (OSWALDO LUIZ PALU, “Controle de Constitucionalidade”, p. 183, item n. 9.5, 2ª ed., RT), cabendo referir, a tal propósito, a precisa observação de GILMAR FERREIRA MENDES (“Controle Concentrado de Constitucionalidade”, 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5378292. Supremo Tribunal Federal RCL 13019 AGR / DF nova lei implicar tratamento jurídico diverso daquele resultante das normas questionadas na ação direta de inconstitucionalidade.” (RTJ 157/773, Rel. Min. CELSO DE MELLO) “Reclamação: cabimento para garantir a autoridade das decisões do STF no controle direto de constitucionalidade de normas: hipóteses de cabimento hoje admitidas pela jurisprudência (precedentes), que, entretanto, não abrangem o caso da edição de lei de conteúdo idêntico ou similar ao da anteriormente declarada inconstitucional, à falta de vinculação do legislador à motivação do julgamento sobre a validez do diploma legal precedente, que há de ser objeto de nova ação direta.” (RTJ 177/160, Rel. Min. SEPÚLVEDA PERTENCE – grifei) “INCONSTITUCIONALIDADE. Ação direta. Lei estadual. (...). Edição de lei posterior, de outro Estado, com idêntico conteúdo normativo. Ofensa à autoridade da decisão do STF. Não-caracterização. Função legislativa que não é alcançada pela eficácia ‘erga omnes’, nem pelo efeito vinculante da decisão cautelar na ação direta. Reclamação indeferida liminarmente. Agravo regimental improvido. (…). A eficácia geral e o efeito vinculante de decisão, proferida pelo Supremo Tribunal Federal, em ação direta de constitucionalidade ou de inconstitucionalidade de lei ou ato normativo federal, só atingem os demais órgãos do Poder Judiciário e todos os do Poder Executivo, não alcançando o legislador, que pode editar nova lei com idêntico conteúdo normativo, sem ofender a autoridade daquela decisão.” (RTJ 193/858, Rel. Min. CEZAR PELUSO – grifei) Essa asserção – que põe em evidência a inaplicabilidade da eficácia vinculante à atividade normativa do Poder Legislativo – encontra fundamento em autorizado magistério doutrinário (OSWALDO LUIZ PALU, “Controle de Constitucionalidade”, p. 183, item n. 9.5, 2ª ed., RT), cabendo referir, a tal propósito, a precisa observação de GILMAR FERREIRA MENDES (“Controle Concentrado de Constitucionalidade”, 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5378292. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 14 Voto - MIN. CELSO DE MELLO RCL 13019 AGR / DF obra escrita em conjunto com Ives Gandra da Silva Martins, p. 335, item n. 7.3.5, 2001, Saraiva): “Poder-se-ia indagar se a eficácia ‘erga omnes’ teria o condão de vincular o legislador, de modo a impedi-lo de editar norma de teor idêntico àquela que foi objeto de declaração de inconstitucionalidade. A doutrina tedesca, firme na orientação segundo a qual a eficácia ‘erga omnes’ – tal como a coisa julgada – abrange exclusivamente a parte dispositiva da decisão, responde negativamente à indagação. Uma nova lei, ainda que de teor idêntico ao do texto normativo declarado inconstitucional, não estaria abrangida pela força de lei. Também o Supremo Tribunal Federal tem entendido que a declaração de inconstitucionalidade não impede o legislador de promulgar lei de conteúdo idêntico ao do texto anteriormente censurado. Tanto é assim, que, nessas hipóteses, tem o Tribunal processado e julgado nova ação direta, entendendo legítima a propositura de uma nova ação direta de inconstitucionalidade.” (grifei) Como já enfatizado, esse entendimento reflete-se na própria jurisprudência constitucional que o Supremo Tribunal Federal firmou no exame da matéria, valendo mencionar, a esse respeito, decisões plenárias desta Corte, consubstanciadas em acórdãos assim ementados: “Lei nº 2.130, de 16 de junho de 1993, do Estado do Rio de Janeiro. Pedido de suspensão de sua eficácia manifestado por meio de reclamação, sob alegação de tratar-se de reprodução de lei anterior (nº 1.914, de 1991), da mesma unidade federada, cujos efeitos foram suspensos pelo Supremo Tribunal Federal, na ADIn nº 669. Reclamação convertida em ação direta de inconstitucionalidade, na forma de precedentes do STF (ADIn nº 864, Relator Ministro Moreira Alves), com deferimento de 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5378292. Supremo Tribunal Federal RCL 13019 AGR / DF obra escrita em conjunto com Ives Gandra da Silva Martins, p. 335, item n. 7.3.5, 2001, Saraiva): “Poder-se-ia indagar se a eficácia ‘erga omnes’ teria o condão de vincular o legislador, de modo a impedi-lo de editar norma de teor idêntico àquela que foi objeto de declaração de inconstitucionalidade. A doutrina tedesca, firme na orientação segundo a qual a eficácia ‘erga omnes’ – tal como a coisa julgada – abrange exclusivamente a parte dispositiva da decisão, responde negativamente à indagação. Uma nova lei, ainda que de teor idêntico ao do texto normativo declarado inconstitucional, não estaria abrangida pela força de lei. Também o Supremo Tribunal Federal tem entendido que a declaração de inconstitucionalidade não impede o legislador de promulgar lei de conteúdo idêntico ao do texto anteriormente censurado. Tanto é assim, que, nessas hipóteses, tem o Tribunal processado e julgado nova ação direta, entendendo legítima a propositura de uma nova ação direta de inconstitucionalidade.” (grifei) Como já enfatizado, esse entendimento reflete-se na própria jurisprudência constitucional que o Supremo Tribunal Federal firmou no exame da matéria, valendo mencionar, a esse respeito, decisões plenárias desta Corte, consubstanciadas em acórdãos assim ementados: “Lei nº 2.130, de 16 de junho de 1993, do Estado do Rio de Janeiro. Pedido de suspensão de sua eficácia manifestado por meio de reclamação, sob alegação de tratar-se de reprodução de lei anterior (nº 1.914, de 1991), da mesma unidade federada, cujos efeitos foram suspensos pelo Supremo Tribunal Federal, na ADIn nº 669. Reclamação convertida em ação direta de inconstitucionalidade, na forma de precedentes do STF (ADIn nº 864, Relator Ministro Moreira Alves), com deferimento de 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5378292. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 14 Voto - MIN. CELSO DE MELLO RCL 13019 AGR / DF nova cautelar, face à subsistência das razões determinantes da provisória privação dos efeitos da lei reproduzida. Medida liminar deferida.” (RTJ 150/726-727, Rel. Min. ILMAR GALVÃO – grifei) “Ação direta de inconstitucionalidade. Medida liminar. - A presente ação direta diz respeito a lei do Estado do Rio Grande do Sul – a de nº 9.844, de 24 de março de 1993 – cujo conteúdo abrange parcialmente o do artigo 5º da Lei 9.265, de 13.06.91, do mesmo Estado, do qual a eficácia ficou suspensa em virtude do deferimento do pedido de liminar na ADIn nº 546. - Em casos como este, cabível é outra ação direta de inconstitucionalidade, e não reclamação. Diferença entre eficácia ‘erga omnes’ e efeito vinculante. - Ocorrência, no caso, de relevância jurídica e de ‘periculum in mora’, bem como de conveniência da suspensão cautelar requerida. Ação conhecida como direta de inconstitucionalidade, deferindo-se o pedido de liminar, para suspender, até decisão final, os efeitos da Lei nº 9.844, de 24.03.93, do Estado do Rio Grande do Sul.” (RTJ 151/416-417, Rel. Min. MOREIRA ALVES – grifei) Observe-se, ainda, se se analisar a questão sob a égide do efeito vinculante, que essa especial qualidade dos efeitos que resultam das decisões do Supremo Tribunal Federal proferidas em sede de controle normativo abstrato (RTJ 187/150-152, Rel. Min. CELSO DE MELLO – RTJ 190/221, Rel. Min. GILMAR MENDES – Rcl 1.880-AgR/SP, Rel. Min. MAURÍCIO CORRÊA) tem por únicos destinatários os demais órgãos do Poder Judiciário e todos aqueles estruturados no âmbito da Administração Pública, não se estendendo, em tema de produção normativa, ao Poder Legislativo. Não foi por outra razão que o art. 28, parágrafo único, da Lei nº 9.868/99, ao referir-se ao efeito vinculante, claramente restringiu-o, 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5378292. Supremo Tribunal Federal RCL 13019 AGR / DF nova cautelar, face à subsistência das razões determinantes da provisória privação dos efeitos da lei reproduzida. Medida liminar deferida.” (RTJ 150/726-727, Rel. Min. ILMAR GALVÃO – grifei) “Ação direta de inconstitucionalidade. Medida liminar. - A presente ação direta diz respeito a lei do Estado do Rio Grande do Sul – a de nº 9.844, de 24 de março de 1993 – cujo conteúdo abrange parcialmente o do artigo 5º da Lei 9.265, de 13.06.91, do mesmo Estado, do qual a eficácia ficou suspensa em virtude do deferimento do pedido de liminar na ADIn nº 546. - Em casos como este, cabível é outra ação direta de inconstitucionalidade, e não reclamação. Diferença entre eficácia ‘erga omnes’ e efeito vinculante. - Ocorrência, no caso, de relevância jurídica e de ‘periculum in mora’, bem como de conveniência da suspensão cautelar requerida. Ação conhecida como direta de inconstitucionalidade, deferindo-se o pedido de liminar, para suspender, até decisão final, os efeitos da Lei nº 9.844, de 24.03.93, do Estado do Rio Grande do Sul.” (RTJ 151/416-417, Rel. Min. MOREIRA ALVES – grifei) Observe-se, ainda, se se analisar a questão sob a égide do efeito vinculante, que essa especial qualidade dos efeitos que resultam das decisões do Supremo Tribunal Federal proferidas em sede de controle normativo abstrato (RTJ 187/150-152, Rel. Min. CELSO DE MELLO – RTJ 190/221, Rel. Min. GILMAR MENDES – Rcl 1.880-AgR/SP, Rel. Min. MAURÍCIO CORRÊA) tem por únicos destinatários os demais órgãos do Poder Judiciário e todos aqueles estruturados no âmbito da Administração Pública, não se estendendo, em tema de produção normativa, ao Poder Legislativo. Não foi por outra razão que o art. 28, parágrafo único, da Lei nº 9.868/99, ao referir-se ao efeito vinculante, claramente restringiu-o, 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5378292. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 14 Voto - MIN. CELSO DE MELLO RCL 13019 AGR / DF no plano subjetivo, “aos órgãos do Poder Judiciário e à Administração Pública federal, estadual e municipal”, tal como bem o proclamou, a propósito desse tema, o E. Plenário do Supremo Tribunal Federal: “EFICÁCIA VINCULANTE E FISCALIZAÇÃO NORMATIVA ABSTRATA DE CONSTITUCIONALIDADE – LEGITIMIDADE CONSTITUCIONAL DO ART. 28 DA LEI Nº 9.868/99. - As decisões consubstanciadoras de declaração de constitucionalidade ou de inconstitucionalidade, inclusive aquelas que importem em interpretação conforme à Constituição e em declaração parcial de inconstitucionalidade sem redução de texto, quando proferidas pelo Supremo Tribunal Federal, em sede de fiscalização normativa abstrata, revestem-se de eficácia contra todos (‘erga omnes’) e possuem efeito vinculante em relação a todos os magistrados e Tribunais, bem assim em face da Administração Pública federal, estadual, distrital e municipal, impondo-se, em conseqüência, a necessária observância por tais órgãos estatais, que deverão adequar-se, por isso mesmo, em seus pronunciamentos, ao que a Suprema Corte, em manifestação subordinante, houver decidido, seja no âmbito da ação direta de inconstitucionalidade, seja no da ação declaratória de constitucionalidade, a propósito da validade ou da invalidade jurídico-constitucional de determinada lei ou ato normativo. Precedente.” (RTJ 187/150-151, Rel. Min. CELSO DE MELLO) O exame do pedido revelou que se mostra processualmente inviável a reclamação em análise, por não se registrar qualquer das hipóteses legitimadoras de sua adequada utilização. Na verdade, postula-se, nesta causa, em sede processual inadequada, medida – declaração de inconstitucionalidade, “in abstracto”, da referida lei federal – que só pode viabilizar-se no âmbito do processo objetivo de fiscalização concentrada de constitucionalidade. 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5378292. Supremo Tribunal Federal RCL 13019 AGR / DF no plano subjetivo, “aos órgãos do Poder Judiciário e à Administração Pública federal, estadual e municipal”, tal como bem o proclamou, a propósito desse tema, o E. Plenário do Supremo Tribunal Federal: “EFICÁCIA VINCULANTE E FISCALIZAÇÃO NORMATIVA ABSTRATA DE CONSTITUCIONALIDADE – LEGITIMIDADE CONSTITUCIONAL DO ART. 28 DA LEI Nº 9.868/99. - As decisões consubstanciadoras de declaração de constitucionalidade ou de inconstitucionalidade, inclusive aquelas que importem em interpretação conforme à Constituição e em declaração parcial de inconstitucionalidade sem redução de texto, quando proferidas pelo Supremo Tribunal Federal, em sede de fiscalização normativa abstrata, revestem-se de eficácia contra todos (‘erga omnes’) e possuem efeito vinculante em relação a todos os magistrados e Tribunais, bem assim em face da Administração Pública federal, estadual, distrital e municipal, impondo-se, em conseqüência, a necessária observância por tais órgãos estatais, que deverão adequar-se, por isso mesmo, em seus pronunciamentos, ao que a Suprema Corte, em manifestação subordinante, houver decidido, seja no âmbito da ação direta de inconstitucionalidade, seja no da ação declaratória de constitucionalidade, a propósito da validade ou da invalidade jurídico-constitucional de determinada lei ou ato normativo. Precedente.” (RTJ 187/150-151, Rel. Min. CELSO DE MELLO) O exame do pedido revelou que se mostra processualmente inviável a reclamação em análise, por não se registrar qualquer das hipóteses legitimadoras de sua adequada utilização. Na verdade, postula-se, nesta causa, em sede processual inadequada, medida – declaração de inconstitucionalidade, “in abstracto”, da referida lei federal – que só pode viabilizar-se no âmbito do processo objetivo de fiscalização concentrada de constitucionalidade. 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5378292. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 14 Voto - MIN. CELSO DE MELLO RCL 13019 AGR / DF Não se desconhece, finalmente, que a reclamação – constitucionalmente vocacionada a cumprir a dupla função a que alude o art. 102, I, “l”, da Carta Política (RTJ 134/1033) – não se qualifica como sucedâneo de ações em geral, inclusive de ações diretas de inconstitucionalidade, e de recursos, como reiteradamente tem advertido o magistério jurisprudencial desta Corte: “CONSTITUCIONAL. PROCESSUAL CIVIL. RECLAMAÇÃO: NÃO É SUCEDÂNEO DE RECURSO OU DE AÇÃO RESCISÓRIA. I. - A reclamação não pode ser utilizada como sucedâneo de recurso ou de ação rescisória. II. - Reclamação não conhecida.” (RTJ 168/718, Rel. Min. CARLOS VELLOSO, Pleno – grifei) “Não cabe reclamação destinada a invalidar decisão de outro Tribunal, que haja porventura divergido da jurisprudência do Supremo Tribunal, firmada no julgamento de causa diferente, mesmo em se tratando de controvérsias de porte constitucional. Também não é a reclamação instrumento idôneo de uniformização de jurisprudência, tampouco sucedâneo de recurso ou rescisória, não utilizados tempestivamente pelas partes.” (Rcl 724-AgR/ES, Rel. Min. OCTAVIO GALLOTTI, Pleno – grifei) “O despacho acoimado de ofender a autoridade da decisão do Supremo Tribunal Federal negou seguimento, por razões processuais suficientes, ao recurso ordinário interposto contra acórdão em mandado de segurança. Por esse fundamento não é cabível reclamação, eis que a decisão da Corte Maior não cuida da matéria. …................................................................................................... A reclamação não pode servir de sucedâneo de recursos e ações cabíveis, como decidiu esse Plenário nas Rcl Ag.Rg 1852, relator Maurício Correa e Rcl Ag.Rg. 724, rel. Min. Octávio Gallotti. (...).” (Rcl 1.591/RN , Rel. Min. ELLEN GRACIE – grifei ) 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5378292. Supremo Tribunal Federal RCL 13019 AGR / DF Não se desconhece, finalmente, que a reclamação – constitucionalmente vocacionada a cumprir a dupla função a que alude o art. 102, I, “l”, da Carta Política (RTJ 134/1033) – não se qualifica como sucedâneo de ações em geral, inclusive de ações diretas de inconstitucionalidade, e de recursos, como reiteradamente tem advertido o magistério jurisprudencial desta Corte: “CONSTITUCIONAL. PROCESSUAL CIVIL. RECLAMAÇÃO: NÃO É SUCEDÂNEO DE RECURSO OU DE AÇÃO RESCISÓRIA. I. - A reclamação não pode ser utilizada como sucedâneo de recurso ou de ação rescisória. II. - Reclamação não conhecida.” (RTJ 168/718, Rel. Min. CARLOS VELLOSO, Pleno – grifei) “Não cabe reclamação destinada a invalidar decisão de outro Tribunal, que haja porventura divergido da jurisprudência do Supremo Tribunal, firmada no julgamento de causa diferente, mesmo em se tratando de controvérsias de porte constitucional. Também não é a reclamação instrumento idôneo de uniformização de jurisprudência, tampouco sucedâneo de recurso ou rescisória, não utilizados tempestivamente pelas partes.” (Rcl 724-AgR/ES, Rel. Min. OCTAVIO GALLOTTI, Pleno – grifei) “O despacho acoimado de ofender a autoridade da decisão do Supremo Tribunal Federal negou seguimento, por razões processuais suficientes, ao recurso ordinário interposto contra acórdão em mandado de segurança. Por esse fundamento não é cabível reclamação, eis que a decisão da Corte Maior não cuida da matéria. …................................................................................................... A reclamação não pode servir de sucedâneo de recursos e ações cabíveis, como decidiu esse Plenário nas Rcl Ag.Rg 1852, relator Maurício Correa e Rcl Ag.Rg. 724, rel. Min. Octávio Gallotti. (...).” (Rcl 1.591/RN , Rel. Min. ELLEN GRACIE – grifei ) 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5378292. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 14 Voto - MIN. CELSO DE MELLO RCL 13019 AGR / DF “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO EM RECLAMAÇÃO. CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. AUSÊNCIA DE ARGUMENTOS NOVOS. RECLAMAÇÃO UTILIZADA COMO SUCEDÂNEO RECURSAL. INEXISTÊNCIA DE AFRONTA AO ART. 93, INC. IX, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. AGRAVO REGIMENTAL NÃO PROVIDO. ....................................................................................................... 3. O instituto da Reclamação não se presta para substituir recurso específico que a legislação tenha posto à disposição do jurisdicionado irresignado com a decisão judicial proferida pelo juízo ‘a quo’. …................................................................................................... 5. Agravo regimental não provido.” (Rcl 5.465-ED/ES, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA – grifei) “AGRAVO REGIMENTAL EM RECLAMAÇÃO. A RECLAMAÇÃO NÃO É SUCEDÂNEO DE RECURSO PRÓPRIO. RECURSO IMPROVIDO. I – A reclamação constitucional não pode ser utilizada como sucedâneo de recurso próprio para conferir eficácia à jurisdição invocada nos autos da decisão de mérito. …................................................................................................... III - Reclamação improcedente. IV - Agravo regimental improvido.” (Rcl 5.684-AgR/PE, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI – grifei) “(...) - O remédio constitucional da reclamação não pode ser utilizado como um (inadmissível) atalho processual destinado a permitir, por razões de caráter meramente pragmático, a submissão imediata do litígio ao exame direto do Supremo Tribunal Federal. Precedentes. (...).” (Rcl 6.534-AgR/MA, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Pleno) 7 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5378292. Supremo Tribunal Federal RCL 13019 AGR / DF “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO EM RECLAMAÇÃO. CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. AUSÊNCIA DE ARGUMENTOS NOVOS. RECLAMAÇÃO UTILIZADA COMO SUCEDÂNEO RECURSAL. INEXISTÊNCIA DE AFRONTA AO ART. 93, INC. IX, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. AGRAVO REGIMENTAL NÃO PROVIDO. ....................................................................................................... 3. O instituto da Reclamação não se presta para substituir recurso específico que a legislação tenha posto à disposição do jurisdicionado irresignado com a decisão judicial proferida pelo juízo ‘a quo’. …................................................................................................... 5. Agravo regimental não provido.” (Rcl 5.465-ED/ES, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA – grifei) “AGRAVO REGIMENTAL EM RECLAMAÇÃO. A RECLAMAÇÃO NÃO É SUCEDÂNEO DE RECURSO PRÓPRIO. RECURSO IMPROVIDO. I – A reclamação constitucional não pode ser utilizada como sucedâneo de recurso próprio para conferir eficácia à jurisdição invocada nos autos da decisão de mérito. …................................................................................................... III - Reclamação improcedente. IV - Agravo regimental improvido.” (Rcl 5.684-AgR/PE, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI – grifei) “(...) - O remédio constitucional da reclamação não pode ser utilizado como um (inadmissível) atalho processual destinado a permitir, por razões de caráter meramente pragmático, a submissão imediata do litígio ao exame direto do Supremo Tribunal Federal. Precedentes. (...).” (Rcl 6.534-AgR/MA, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Pleno) 7 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5378292. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 14 Voto - MIN. CELSO DE MELLO RCL 13019 AGR / DF “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NA RECLAMAÇÃO. CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. ALEGAÇÃO DE DESCUMPRIMENTO DO QUE DECIDIDO NAS AÇÕES DIRETAS DE INCONSTITUCIONALIDADE N. 1.717/DF, 3.026/DF E 2.135-MC/DF. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. 1. Inexistência de identidade material entre as decisões reclamadas e os julgados tidos como paradigma. 2. Impossibilidade de utilização da reclamação como sucedâneo de recurso. ” (Rcl 11.022-ED/RJ, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA – grifei) “AGRAVO REGIMENTAL. RECLAMAÇÃO. AFRONTA À DECISÃO PROFERIDA NA ADI 1662-SP. INEXISTÊNCIA. AUSÊNCIA DE IDENTIDADE OU SIMILITUDE DE OBJETOS ENTRE O ATO IMPUGNADO E A EXEGESE DADA PELO TRIBUNAL. …................................................................................................... A questão da responsabilidade do Estado pelas dívidas da instituição financeira estatal revela tema afeto ao processo de execução que tramita na Justiça do Trabalho, não guardando pertinência com o objeto da presente ação. A reclamação não pode servir de sucedâneo de outros recursos ou ações cabíveis.” (Rcl 1.852-AgR/RN, Rel. Min. MAURÍCIO CORRÊA – grifei) Sendo assim, em face das razões expostas, acolhendo, ainda, o parecer da douta Procuradoria-Geral da República, nego provimento ao presente recurso de agravo, mantendo, por seus próprios fundamentos, a decisão ora agravada. É o meu voto. 8 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5378292. Supremo Tribunal Federal RCL 13019 AGR / DF “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NA RECLAMAÇÃO. CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. ALEGAÇÃO DE DESCUMPRIMENTO DO QUE DECIDIDO NAS AÇÕES DIRETAS DE INCONSTITUCIONALIDADE N. 1.717/DF, 3.026/DF E 2.135-MC/DF. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. 1. Inexistência de identidade material entre as decisões reclamadas e os julgados tidos como paradigma. 2. Impossibilidade de utilização da reclamação como sucedâneo de recurso. ” (Rcl 11.022-ED/RJ, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA – grifei) “AGRAVO REGIMENTAL. RECLAMAÇÃO. AFRONTA À DECISÃO PROFERIDA NA ADI 1662-SP. INEXISTÊNCIA. AUSÊNCIA DE IDENTIDADE OU SIMILITUDE DE OBJETOS ENTRE O ATO IMPUGNADO E A EXEGESE DADA PELO TRIBUNAL. …................................................................................................... A questão da responsabilidade do Estado pelas dívidas da instituição financeira estatal revela tema afeto ao processo de execução que tramita na Justiça do Trabalho, não guardando pertinência com o objeto da presente ação. A reclamação não pode servir de sucedâneo de outros recursos ou ações cabíveis.” (Rcl 1.852-AgR/RN, Rel. Min. MAURÍCIO CORRÊA – grifei) Sendo assim, em face das razões expostas, acolhendo, ainda, o parecer da douta Procuradoria-Geral da República, nego provimento ao presente recurso de agravo, mantendo, por seus próprios fundamentos, a decisão ora agravada. É o meu voto. 8 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5378292. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 14 Extrato de Ata - 19/02/2014 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 13.019 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) : CONFEDERAÇÃO NACIONAL DAS PROFISSÕES LIBERAIS-CNPL ADV.(A/S) : ADRIANA COSTA ALVES DOS SANTOS AGDO.(A/S) : UNIÃO AGDO.(A/S) : CONGRESSO NACIONAL ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, negou provimento ao agravo regimental. Votou o Presidente, Ministro Joaquim Barbosa. Ausente, neste julgamento, o Ministro Marco Aurélio. Plenário, 19.02.2014. Presidência do Senhor Ministro Joaquim Barbosa. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber, Teori Zavascki e Roberto Barroso. Procurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot Monteiro de Barros. p/ Luiz Tomimatsu Assessor-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 5351035 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 13.019 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) : CONFEDERAÇÃO NACIONAL DAS PROFISSÕES LIBERAIS-CNPL ADV.(A/S) : ADRIANA COSTA ALVES DOS SANTOS AGDO.(A/S) : UNIÃO AGDO.(A/S) : CONGRESSO NACIONAL ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, negou provimento ao agravo regimental. Votou o Presidente, Ministro Joaquim Barbosa. Ausente, neste julgamento, o Ministro Marco Aurélio. Plenário, 19.02.2014. Presidência do Senhor Ministro Joaquim Barbosa. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber, Teori Zavascki e Roberto Barroso. Procurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot Monteiro de Barros. p/ Luiz Tomimatsu Assessor-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 5351035 Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 14
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=5399923
2014-02-19T00:00:00
2014-03-12T00:00:00
O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, negou provimento ao agravo regimental. Votou o Presidente, Ministro Joaquim Barbosa. Ausente, neste julgamento, o Ministro Marco Aurélio. Plenário, 19.02.2014.
AG.REG. NA RECLAMAÇÃO
E M E N T A: RECLAMAÇÃO – PRETENDIDA SUBMISSÃO DO PODER LEGISLATIVO AO EFEITO VINCULANTE QUE RESULTA DO JULGAMENTO, PELO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, DOS PROCESSOS DE FISCALIZAÇÃO ABSTRATA DE CONSTITUCIONALIDADE – INADMISSIBILIDADE – CONSEQUENTE POSSIBILIDADE DE O LEGISLADOR EDITAR LEI DE CONTEÚDO IDÊNTICO AO DE OUTRO DIPLOMA LEGISLATIVO DECLARADO INCONSTITUCIONAL, EM SEDE DE CONTROLE ABSTRATO, PELA SUPREMA CORTE – INVIABILIDADE DE UTILIZAÇÃO, NESSE CONTEXTO, DO INSTRUMENTO PROCESSUAL DA RECLAMAÇÃO COMO SUCEDÂNEO DE RECURSOS E AÇÕES JUDICIAIS EM GERAL – RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO. - O efeito vinculante e a eficácia contra todos (“erga omnes”), que qualificam os julgamentos que o Supremo Tribunal Federal profere em sede de controle normativo abstrato, incidem, unicamente, sobre os demais órgãos do Poder Judiciário e os do Poder Executivo, não se estendendo, porém, em tema de produção normativa, ao legislador, que pode, em consequência, dispor, em novo ato legislativo, sobre a mesma matéria versada em legislação anteriormente declarada inconstitucional pelo Supremo, ainda que no âmbito de processo de fiscalização concentrada de constitucionalidade, sem que tal conduta importe em desrespeito à autoridade das decisões do STF. Doutrina. Precedentes. Inadequação, em tal contexto, da utilização do instrumento processual da reclamação.
sjur257107
- Acórdão(s) citado(s): (DECLARAÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE DE LEI, EFICÁCIA VINCULANTE) ADI 1717 (TP), Rcl 1880 AgR (TP), RTJ 157/773, RTJ 177/160, RTJ 193/858, RTJ 187/150, RTJ 190/221, RTJ 187/150. (RCL, SUCEDÂNEO DE AÇÃO) ADI 864 (1ªT), Rcl 1591 (TP), Rcl 724 AgR (2ªT), Rcl 1852 AgR (2ªT), Rcl 5465 ED (TP), Rcl 5684 AgR (TP), Rcl 6534 AgR (TP), Rcl 11022 ED (TP), RTJ 134/1033, RTJ 168/718, RTJ 150/726, RTJ 151/416. Número de páginas: 14. Análise: 19/03/2014, MAR.
CELSO DE MELLO
Tribunal Pleno
13019
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00102 INC-00001 LET-L\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED LEI-009868 ANO-1999\n ART-00028 PAR-ÚNICO\n LEI ORDINÁRIA\n\n", "LEG-FED LEI-012514 ANO-2011\n LEI ORDINÁRIA" ]
Rcl-AgR
acordaos
Rcl 13019 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : CONFEDERAÇÃO NACIONAL DAS PROFISSÕES LIBERAIS-CNPL ADV.(A/S) : ADRIANA COSTA ALVES DOS SANTOS AGDO.(A/S) : UNIÃO AGDO.(A/S) : CONGRESSO NACIONAL ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
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Ementa e Acórdão 19/02/2014 PLENÁRIO AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 13.019 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :CONFEDERAÇÃO NACIONAL DAS PROFISSÕES LIBERAIS-CNPL ADV.(A/S) :ADRIANA COSTA ALVES DOS SANTOS AGDO.(A/S) :UNIÃO AGDO.(A/S) :CONGRESSO NACIONAL ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO E M E N T A: RECLAMAÇÃO – PRETENDIDA SUBMISSÃO DO PODER LEGISLATIVO AO EFEITO VINCULANTE QUE RESULTA DO JULGAMENTO, PELO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, DOS PROCESSOS DE FISCALIZAÇÃO ABSTRATA DE CONSTITUCIONALIDADE – INADMISSIBILIDADE – CONSEQUENTE POSSIBILIDADE DE O LEGISLADOR EDITAR LEI DE CONTEÚDO IDÊNTICO AO DE OUTRO DIPLOMA LEGISLATIVO DECLARADO INCONSTITUCIONAL, EM SEDE DE CONTROLE ABSTRATO, PELA SUPREMA CORTE – INVIABILIDADE DE UTILIZAÇÃO, NESSE CONTEXTO, DO INSTRUMENTO PROCESSUAL DA RECLAMAÇÃO COMO SUCEDÂNEO DE RECURSOS E AÇÕES JUDICIAIS EM GERAL – RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO . - O efeito vinculante e a eficácia contra todos (“erga omnes”), que qualificam os julgamentos que o Supremo Tribunal Federal profere em sede de controle normativo abstrato, incidem, unicamente, sobre os demais órgãos do Poder Judiciário e os do Poder Executivo, não se estendendo, porém, em tema de produção normativa, ao legislador, que pode, em consequência, dispor, em novo ato legislativo, sobre a mesma matéria versada em legislação anteriormente declarada inconstitucional pelo Supremo, ainda que no âmbito de processo de fiscalização concentrada de constitucionalidade, sem que tal conduta importe em desrespeito à autoridade das decisões do Supremo Tribunal Federal. Doutrina. Precedentes. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5378290. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 14 Ementa e Acórdão RCL 13019 AGR / DF Inadequação, em tal contexto, da utilização do instrumento processual da reclamação. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Plenária, sob a Presidência do Ministro Joaquim Barbosa, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Votou o Presidente, Ministro Joaquim Barbosa. Ausente, neste julgamento, o Ministro Marco Aurélio. Brasília, 19 de fevereiro de 2014. CELSO DE MELLO – RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5378290. Supremo Tribunal Federal RCL 13019 AGR / DF Inadequação, em tal contexto, da utilização do instrumento processual da reclamação. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Plenária, sob a Presidência do Ministro Joaquim Barbosa, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Votou o Presidente, Ministro Joaquim Barbosa. Ausente, neste julgamento, o Ministro Marco Aurélio. Brasília, 19 de fevereiro de 2014. CELSO DE MELLO – RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5378290. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 14 Relatório 19/02/2014 PLENÁRIO AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 13.019 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :CONFEDERAÇÃO NACIONAL DAS PROFISSÕES LIBERAIS-CNPL ADV.(A/S) :ADRIANA COSTA ALVES DOS SANTOS AGDO.(A/S) :UNIÃO AGDO.(A/S) :CONGRESSO NACIONAL ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): O Ministério Público Federal, em parecer da lavra do ilustre Subprocurador-Geral da República Dr. FRANCISCO DE ASSIS VIEIRA SANSEVERINO, aprovado pelo eminente Chefe dessa Instituição, Dr. ROBERTO MONTEIRO GURGEL SANTOS, assim resumiu e apreciou o presente recurso de agravo: “RECLAMAÇÃO. GARANTIA DA AUTORIDADE. DECISÃO EM ADI. 1. A Reclamação serve para preservar a competência e garantir a autoridade de decisão e de Súmula Vinculante do Supremo Tribunal Federal. 2. Os efeitos ‘erga omnes’ e vinculante das decisões do Supremo Tribunal Federal não se impõe sobre a atividade legislativa. 3. No caso, não cabe Reclamação. 4. Parecer pelo desprovimento do agravo. 1. Trata-se de agravo regimental, interposto pela CONFEDERAÇÃO NACIONAL DAS PROFISSÕES LIBERAIS (CNPL), contra decisão do Relator que, em 08.05.2012, negou seguimento à Reclamação n 13.019, contra a edição da Lei n 12.514, Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5378291. Supremo Tribunal Federal 19/02/2014 PLENÁRIO AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 13.019 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :CONFEDERAÇÃO NACIONAL DAS PROFISSÕES LIBERAIS-CNPL ADV.(A/S) :ADRIANA COSTA ALVES DOS SANTOS AGDO.(A/S) :UNIÃO AGDO.(A/S) :CONGRESSO NACIONAL ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): O Ministério Público Federal, em parecer da lavra do ilustre Subprocurador-Geral da República Dr. FRANCISCO DE ASSIS VIEIRA SANSEVERINO, aprovado pelo eminente Chefe dessa Instituição, Dr. ROBERTO MONTEIRO GURGEL SANTOS, assim resumiu e apreciou o presente recurso de agravo: “RECLAMAÇÃO. GARANTIA DA AUTORIDADE. DECISÃO EM ADI. 1. A Reclamação serve para preservar a competência e garantir a autoridade de decisão e de Súmula Vinculante do Supremo Tribunal Federal. 2. Os efeitos ‘erga omnes’ e vinculante das decisões do Supremo Tribunal Federal não se impõe sobre a atividade legislativa. 3. No caso, não cabe Reclamação. 4. Parecer pelo desprovimento do agravo. 1. Trata-se de agravo regimental, interposto pela CONFEDERAÇÃO NACIONAL DAS PROFISSÕES LIBERAIS (CNPL), contra decisão do Relator que, em 08.05.2012, negou seguimento à Reclamação n 13.019, contra a edição da Lei n 12.514, Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5378291. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 14 Relatório RCL 13019 AGR / DF de 28 de outubro de 2011, aprovada pelo Congresso Nacional, para garantir autoridade da decisão proferida na ADI n 1.717-6/DF. 2. Em 08.05.2012, o Relator não conheceu desta Reclamação. 3. Em 1....08.2012, o Relator encaminhou os autos à Procuradoria-Geral da República. 4. Não merece provimento o agravo regimental. 5. Cabe reclamação para preservar a competência do Supremo Tribunal Federal e garantir a autoridade de suas decisões e de súmula vinculante (Constituição Federal de 1988, art. 102, I, ‘l’; § 3... do art. 103-A). 6. ‘As decisões definitivas de mérito, proferidas pelo Supremo Tribunal Federal, nas ações diretas de inconstitucionalidade e nas ações declaratórias de constitucionalidade produzirão eficácia contra todos e efeito vinculante, relativamente aos demais órgãos do Poder Judiciário e à administração pública direta e indireta, nas esferas federal, estadual e municipal’ (Constituição Federal de 1988, art. 102, § 2...). 7. Pode-se afirmar que os efeitos vinculantes das decisões definitivas de mérito proferidas em ADI e em ADC tem como destinatários os demais órgãos do Poder Judiciário e a Administração Pública direta e indireta, nas esferas federal, estadual e municipal. 8. A reclamante CNPL pretende garantir a autoridade da decisão, proferida pelo Supremo Tribunal Federal na ADI n 1.717-6/DF, em face da Lei n 12.514/11, pelo Congresso Nacional. 9. O Congresso Nacional, no exercício de sua função típica ou principal, consistente na aprovação de lei, não está abrangido como destinatário dos efeitos vinculantes da decisão definitiva de mérito, proferida pelo Supremo Tribunal Federal, em ADI ou ADC, em face do Princípio da Independência dos Poderes. 10. Neste sentido, o Supremo Tribunal Federal firmou jurisprudência, conforme os precedentes citados pelo Relator Min. Celso de Mello, na Reclamação n 467/DF; Min. Sepúlveda Pertence, na ADI n 1.850/RS; e Min. Cezar Peluso, na Reclamação n 2.617/MG. 11. Cabe transcrever o seguinte trecho da decisão do Relator: ‘(…). Observe-se, ainda, se se analisar a questão sob a égide do efeito vinculante, que essa especial qualidade dos efeitos que 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5378291. Supremo Tribunal Federal RCL 13019 AGR / DF de 28 de outubro de 2011, aprovada pelo Congresso Nacional, para garantir autoridade da decisão proferida na ADI n 1.717-6/DF. 2. Em 08.05.2012, o Relator não conheceu desta Reclamação. 3. Em 1....08.2012, o Relator encaminhou os autos à Procuradoria-Geral da República. 4. Não merece provimento o agravo regimental. 5. Cabe reclamação para preservar a competência do Supremo Tribunal Federal e garantir a autoridade de suas decisões e de súmula vinculante (Constituição Federal de 1988, art. 102, I, ‘l’; § 3... do art. 103-A). 6. ‘As decisões definitivas de mérito, proferidas pelo Supremo Tribunal Federal, nas ações diretas de inconstitucionalidade e nas ações declaratórias de constitucionalidade produzirão eficácia contra todos e efeito vinculante, relativamente aos demais órgãos do Poder Judiciário e à administração pública direta e indireta, nas esferas federal, estadual e municipal’ (Constituição Federal de 1988, art. 102, § 2...). 7. Pode-se afirmar que os efeitos vinculantes das decisões definitivas de mérito proferidas em ADI e em ADC tem como destinatários os demais órgãos do Poder Judiciário e a Administração Pública direta e indireta, nas esferas federal, estadual e municipal. 8. A reclamante CNPL pretende garantir a autoridade da decisão, proferida pelo Supremo Tribunal Federal na ADI n 1.717-6/DF, em face da Lei n 12.514/11, pelo Congresso Nacional. 9. O Congresso Nacional, no exercício de sua função típica ou principal, consistente na aprovação de lei, não está abrangido como destinatário dos efeitos vinculantes da decisão definitiva de mérito, proferida pelo Supremo Tribunal Federal, em ADI ou ADC, em face do Princípio da Independência dos Poderes. 10. Neste sentido, o Supremo Tribunal Federal firmou jurisprudência, conforme os precedentes citados pelo Relator Min. Celso de Mello, na Reclamação n 467/DF; Min. Sepúlveda Pertence, na ADI n 1.850/RS; e Min. Cezar Peluso, na Reclamação n 2.617/MG. 11. Cabe transcrever o seguinte trecho da decisão do Relator: ‘(…). Observe-se, ainda, se se analisar a questão sob a égide do efeito vinculante, que essa especial qualidade dos efeitos que 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5378291. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 14 Relatório RCL 13019 AGR / DF resultam das decisões do Supremo Tribunal Federal proferidas em sede de controle normativo abstrato (RTJ 187/150-152, Rel. Min. CELSO DE MELLO – RTJ 190/221, Rel. Min. GILMAR MENDES – Rcl 1.880-AgR/SP, Rel. Min. MAURÍCIO CORRÊA) tem, por únicos destinatários, os demais órgãos do Poder Judiciário e todos aqueles estruturados no âmbito da Administração Pública, não se estendendo, em tema de produção normativa, ao Poder Legislativo. Não foi por outra razão que o art. 28, parágrafo único, da Lei 9.868/99, ao referir-se ao efeito vinculante, claramente restringiu-o, no plano subjetivo, 'aos órgãos do Poder Judiciário e à Administração Pública federal, estadual e municipal’ (…)’. 12. Em face do exposto, a Procuradoria Geral da República opina pelo desprovimento do agravo regimental.” (grifei) É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5378291. Supremo Tribunal Federal RCL 13019 AGR / DF resultam das decisões do Supremo Tribunal Federal proferidas em sede de controle normativo abstrato (RTJ 187/150-152, Rel. Min. CELSO DE MELLO – RTJ 190/221, Rel. Min. GILMAR MENDES – Rcl 1.880-AgR/SP, Rel. Min. MAURÍCIO CORRÊA) tem, por únicos destinatários, os demais órgãos do Poder Judiciário e todos aqueles estruturados no âmbito da Administração Pública, não se estendendo, em tema de produção normativa, ao Poder Legislativo. Não foi por outra razão que o art. 28, parágrafo único, da Lei 9.868/99, ao referir-se ao efeito vinculante, claramente restringiu-o, no plano subjetivo, 'aos órgãos do Poder Judiciário e à Administração Pública federal, estadual e municipal’ (…)’. 12. Em face do exposto, a Procuradoria Geral da República opina pelo desprovimento do agravo regimental.” (grifei) É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5378291. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 14 Voto - MIN. CELSO DE MELLO 19/02/2014 PLENÁRIO AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 13.019 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Entendo assistir plena razão à douta Procuradoria-Geral da República, eis que a decisão agravada ajusta-se, com integral fidelidade, à diretriz jurisprudencial que o Plenário desta Suprema Corte firmou na matéria ora em exame. Como destaquei na decisão ora agravada, a parte reclamante, a pretexto de se insurgir contra determinada lei federal cujo conteúdo material teria desrespeitado decisão desta Suprema Corte que declarou a inconstitucionalidade de preceitos normativos de outro diploma legislativo editado pela União (ADI 1.717/DF), estaria, na realidade, questionando a própria edição da “Lei n 12.514, de 28 de outubro de 2011”. Sob tal perspectiva, cabe assinalar que o efeito vinculante resultante do julgamento, por esta Suprema Corte, dos processos de fiscalização abstrata não se aplica nem se estende à atividade legislativa, consoante já advertiu o Supremo Tribunal Federal: “RECLAMAÇÃO – AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE – GARANTIA DA AUTORIDADE DE DECISÃO DO Supremo Tribunal Federal – CABIMENTO – INOCORRÊNCIA DO DESCUMPRIMENTO ALEGADO – PEDIDO INDEFERIDO. …................................................................................................... – A instauração do controle normativo abstrato perante o Supremo Tribunal Federal não impede que o Estado venha a dispor, em novo ato legislativo, sobre a mesma matéria versada nos atos estatais impugnados, especialmente quando o conteúdo material da Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5378292. Supremo Tribunal Federal 19/02/2014 PLENÁRIO AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 13.019 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Entendo assistir plena razão à douta Procuradoria-Geral da República, eis que a decisão agravada ajusta-se, com integral fidelidade, à diretriz jurisprudencial que o Plenário desta Suprema Corte firmou na matéria ora em exame. Como destaquei na decisão ora agravada, a parte reclamante, a pretexto de se insurgir contra determinada lei federal cujo conteúdo material teria desrespeitado decisão desta Suprema Corte que declarou a inconstitucionalidade de preceitos normativos de outro diploma legislativo editado pela União (ADI 1.717/DF), estaria, na realidade, questionando a própria edição da “Lei n 12.514, de 28 de outubro de 2011”. Sob tal perspectiva, cabe assinalar que o efeito vinculante resultante do julgamento, por esta Suprema Corte, dos processos de fiscalização abstrata não se aplica nem se estende à atividade legislativa, consoante já advertiu o Supremo Tribunal Federal: “RECLAMAÇÃO – AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE – GARANTIA DA AUTORIDADE DE DECISÃO DO Supremo Tribunal Federal – CABIMENTO – INOCORRÊNCIA DO DESCUMPRIMENTO ALEGADO – PEDIDO INDEFERIDO. …................................................................................................... – A instauração do controle normativo abstrato perante o Supremo Tribunal Federal não impede que o Estado venha a dispor, em novo ato legislativo, sobre a mesma matéria versada nos atos estatais impugnados, especialmente quando o conteúdo material da Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5378292. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 14 Voto - MIN. CELSO DE MELLO RCL 13019 AGR / DF nova lei implicar tratamento jurídico diverso daquele resultante das normas questionadas na ação direta de inconstitucionalidade.” (RTJ 157/773, Rel. Min. CELSO DE MELLO) “Reclamação: cabimento para garantir a autoridade das decisões do Supremo Tribunal Federal no controle direto de constitucionalidade de normas: hipóteses de cabimento hoje admitidas pela jurisprudência (precedentes), que, entretanto, não abrangem o caso da edição de lei de conteúdo idêntico ou similar ao da anteriormente declarada inconstitucional, à falta de vinculação do legislador à motivação do julgamento sobre a validez do diploma legal precedente, que há de ser objeto de nova ação direta.” (RTJ 177/160, Rel. Min. SEPÚLVEDA PERTENCE – grifei) “INCONSTITUCIONALIDADE. Ação direta. Lei estadual. (...). Edição de lei posterior, de outro Estado, com idêntico conteúdo normativo. Ofensa à autoridade da decisão do Supremo Tribunal Federal. Não-caracterização. Função legislativa que não é alcançada pela eficácia ‘erga omnes’, nem pelo efeito vinculante da decisão cautelar na ação direta. Reclamação indeferida liminarmente. Agravo regimental improvido. (…). A eficácia geral e o efeito vinculante de decisão, proferida pelo Supremo Tribunal Federal, em ação direta de constitucionalidade ou de inconstitucionalidade de lei ou ato normativo federal, só atingem os demais órgãos do Poder Judiciário e todos os do Poder Executivo, não alcançando o legislador, que pode editar nova lei com idêntico conteúdo normativo, sem ofender a autoridade daquela decisão.” (RTJ 193/858, Rel. Min. CEZAR PELUSO – grifei) Essa asserção – que põe em evidência a inaplicabilidade da eficácia vinculante à atividade normativa do Poder Legislativo – encontra fundamento em autorizado magistério doutrinário (OSWALDO LUIZ PALU, “Controle de Constitucionalidade”, p. 183, item n. 9.5, 2... ed., RT), cabendo referir, a tal propósito, a precisa observação de GILMAR FERREIRA MENDES (“Controle Concentrado de Constitucionalidade”, 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5378292. Supremo Tribunal Federal RCL 13019 AGR / DF nova lei implicar tratamento jurídico diverso daquele resultante das normas questionadas na ação direta de inconstitucionalidade.” (RTJ 157/773, Rel. Min. CELSO DE MELLO) “Reclamação: cabimento para garantir a autoridade das decisões do Supremo Tribunal Federal no controle direto de constitucionalidade de normas: hipóteses de cabimento hoje admitidas pela jurisprudência (precedentes), que, entretanto, não abrangem o caso da edição de lei de conteúdo idêntico ou similar ao da anteriormente declarada inconstitucional, à falta de vinculação do legislador à motivação do julgamento sobre a validez do diploma legal precedente, que há de ser objeto de nova ação direta.” (RTJ 177/160, Rel. Min. SEPÚLVEDA PERTENCE – grifei) “INCONSTITUCIONALIDADE. Ação direta. Lei estadual. (...). Edição de lei posterior, de outro Estado, com idêntico conteúdo normativo. Ofensa à autoridade da decisão do Supremo Tribunal Federal. Não-caracterização. Função legislativa que não é alcançada pela eficácia ‘erga omnes’, nem pelo efeito vinculante da decisão cautelar na ação direta. Reclamação indeferida liminarmente. Agravo regimental improvido. (…). A eficácia geral e o efeito vinculante de decisão, proferida pelo Supremo Tribunal Federal, em ação direta de constitucionalidade ou de inconstitucionalidade de lei ou ato normativo federal, só atingem os demais órgãos do Poder Judiciário e todos os do Poder Executivo, não alcançando o legislador, que pode editar nova lei com idêntico conteúdo normativo, sem ofender a autoridade daquela decisão.” (RTJ 193/858, Rel. Min. CEZAR PELUSO – grifei) Essa asserção – que põe em evidência a inaplicabilidade da eficácia vinculante à atividade normativa do Poder Legislativo – encontra fundamento em autorizado magistério doutrinário (OSWALDO LUIZ PALU, “Controle de Constitucionalidade”, p. 183, item n. 9.5, 2... ed., RT), cabendo referir, a tal propósito, a precisa observação de GILMAR FERREIRA MENDES (“Controle Concentrado de Constitucionalidade”, 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5378292. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 14 Voto - MIN. CELSO DE MELLO RCL 13019 AGR / DF obra escrita em conjunto com Ives Gandra da Silva Martins, p. 335, item n. 7.3.5, 2001, Saraiva): “Poder-se-ia indagar se a eficácia ‘erga omnes’ teria o condão de vincular o legislador, de modo a impedi-lo de editar norma de teor idêntico àquela que foi objeto de declaração de inconstitucionalidade. A doutrina tedesca, firme na orientação segundo a qual a eficácia ‘erga omnes’ – tal como a coisa julgada – abrange exclusivamente a parte dispositiva da decisão, responde negativamente à indagação. Uma nova lei, ainda que de teor idêntico ao do texto normativo declarado inconstitucional, não estaria abrangida pela força de lei. Também o Supremo Tribunal Federal tem entendido que a declaração de inconstitucionalidade não impede o legislador de promulgar lei de conteúdo idêntico ao do texto anteriormente censurado. Tanto é assim, que, nessas hipóteses, tem o Tribunal processado e julgado nova ação direta, entendendo legítima a propositura de uma nova ação direta de inconstitucionalidade.” (grifei) Como já enfatizado, esse entendimento reflete-se na própria jurisprudência constitucional que o Supremo Tribunal Federal firmou no exame da matéria, valendo mencionar, a esse respeito, decisões plenárias desta Corte, consubstanciadas em acórdãos assim ementados: “Lei n 2.130, de 16 de junho de 1993, do Estado do Rio de Janeiro. Pedido de suspensão de sua eficácia manifestado por meio de reclamação, sob alegação de tratar-se de reprodução de lei anterior (n 1.914, de 1991), da mesma unidade federada, cujos efeitos foram suspensos pelo Supremo Tribunal Federal, na ADIn n 669. Reclamação convertida em ação direta de inconstitucionalidade, na forma de precedentes do Supremo Tribunal Federal (ADIn n 864, Relator Ministro Moreira Alves), com deferimento de 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5378292. Supremo Tribunal Federal RCL 13019 AGR / DF obra escrita em conjunto com Ives Gandra da Silva Martins, p. 335, item n. 7.3.5, 2001, Saraiva): “Poder-se-ia indagar se a eficácia ‘erga omnes’ teria o condão de vincular o legislador, de modo a impedi-lo de editar norma de teor idêntico àquela que foi objeto de declaração de inconstitucionalidade. A doutrina tedesca, firme na orientação segundo a qual a eficácia ‘erga omnes’ – tal como a coisa julgada – abrange exclusivamente a parte dispositiva da decisão, responde negativamente à indagação. Uma nova lei, ainda que de teor idêntico ao do texto normativo declarado inconstitucional, não estaria abrangida pela força de lei. Também o Supremo Tribunal Federal tem entendido que a declaração de inconstitucionalidade não impede o legislador de promulgar lei de conteúdo idêntico ao do texto anteriormente censurado. Tanto é assim, que, nessas hipóteses, tem o Tribunal processado e julgado nova ação direta, entendendo legítima a propositura de uma nova ação direta de inconstitucionalidade.” (grifei) Como já enfatizado, esse entendimento reflete-se na própria jurisprudência constitucional que o Supremo Tribunal Federal firmou no exame da matéria, valendo mencionar, a esse respeito, decisões plenárias desta Corte, consubstanciadas em acórdãos assim ementados: “Lei n 2.130, de 16 de junho de 1993, do Estado do Rio de Janeiro. Pedido de suspensão de sua eficácia manifestado por meio de reclamação, sob alegação de tratar-se de reprodução de lei anterior (n 1.914, de 1991), da mesma unidade federada, cujos efeitos foram suspensos pelo Supremo Tribunal Federal, na ADIn n 669. Reclamação convertida em ação direta de inconstitucionalidade, na forma de precedentes do Supremo Tribunal Federal (ADIn n 864, Relator Ministro Moreira Alves), com deferimento de 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5378292. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 14 Voto - MIN. CELSO DE MELLO RCL 13019 AGR / DF nova cautelar, face à subsistência das razões determinantes da provisória privação dos efeitos da lei reproduzida. Medida liminar deferida.” (RTJ 150/726-727, Rel. Min. ILMAR GALVÃO – grifei) “Ação direta de inconstitucionalidade. Medida liminar. - A presente ação direta diz respeito a lei do Estado do Rio Grande do Sul – a de n 9.844, de 24 de março de 1993 – cujo conteúdo abrange parcialmente o do artigo 5... da Lei 9.265, de 13.06.91, do mesmo Estado, do qual a eficácia ficou suspensa em virtude do deferimento do pedido de liminar na ADIn n 546. - Em casos como este, cabível é outra ação direta de inconstitucionalidade, e não reclamação. Diferença entre eficácia ‘erga omnes’ e efeito vinculante. - Ocorrência, no caso, de relevância jurídica e de ‘periculum in mora’, bem como de conveniência da suspensão cautelar requerida. Ação conhecida como direta de inconstitucionalidade, deferindo-se o pedido de liminar, para suspender, até decisão final, os efeitos da Lei n 9.844, de 24.03.93, do Estado do Rio Grande do Sul.” (RTJ 151/416-417, Rel. Min. MOREIRA ALVES – grifei) Observe-se, ainda, se se analisar a questão sob a égide do efeito vinculante, que essa especial qualidade dos efeitos que resultam das decisões do Supremo Tribunal Federal proferidas em sede de controle normativo abstrato (RTJ 187/150-152, Rel. Min. CELSO DE MELLO – RTJ 190/221, Rel. Min. GILMAR MENDES – Rcl 1.880-AgR/SP, Rel. Min. MAURÍCIO CORRÊA) tem por únicos destinatários os demais órgãos do Poder Judiciário e todos aqueles estruturados no âmbito da Administração Pública, não se estendendo, em tema de produção normativa, ao Poder Legislativo. Não foi por outra razão que o art. 28, parágrafo único, da Lei n 9.868/99, ao referir-se ao efeito vinculante, claramente restringiu-o, 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5378292. Supremo Tribunal Federal RCL 13019 AGR / DF nova cautelar, face à subsistência das razões determinantes da provisória privação dos efeitos da lei reproduzida. Medida liminar deferida.” (RTJ 150/726-727, Rel. Min. ILMAR GALVÃO – grifei) “Ação direta de inconstitucionalidade. Medida liminar. - A presente ação direta diz respeito a lei do Estado do Rio Grande do Sul – a de n 9.844, de 24 de março de 1993 – cujo conteúdo abrange parcialmente o do artigo 5... da Lei 9.265, de 13.06.91, do mesmo Estado, do qual a eficácia ficou suspensa em virtude do deferimento do pedido de liminar na ADIn n 546. - Em casos como este, cabível é outra ação direta de inconstitucionalidade, e não reclamação. Diferença entre eficácia ‘erga omnes’ e efeito vinculante. - Ocorrência, no caso, de relevância jurídica e de ‘periculum in mora’, bem como de conveniência da suspensão cautelar requerida. Ação conhecida como direta de inconstitucionalidade, deferindo-se o pedido de liminar, para suspender, até decisão final, os efeitos da Lei n 9.844, de 24.03.93, do Estado do Rio Grande do Sul.” (RTJ 151/416-417, Rel. Min. MOREIRA ALVES – grifei) Observe-se, ainda, se se analisar a questão sob a égide do efeito vinculante, que essa especial qualidade dos efeitos que resultam das decisões do Supremo Tribunal Federal proferidas em sede de controle normativo abstrato (RTJ 187/150-152, Rel. Min. CELSO DE MELLO – RTJ 190/221, Rel. Min. GILMAR MENDES – Rcl 1.880-AgR/SP, Rel. Min. MAURÍCIO CORRÊA) tem por únicos destinatários os demais órgãos do Poder Judiciário e todos aqueles estruturados no âmbito da Administração Pública, não se estendendo, em tema de produção normativa, ao Poder Legislativo. Não foi por outra razão que o art. 28, parágrafo único, da Lei n 9.868/99, ao referir-se ao efeito vinculante, claramente restringiu-o, 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5378292. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 14 Voto - MIN. CELSO DE MELLO RCL 13019 AGR / DF no plano subjetivo, “aos órgãos do Poder Judiciário e à Administração Pública federal, estadual e municipal”, tal como bem o proclamou, a propósito desse tema, o E. Plenário do Supremo Tribunal Federal: “EFICÁCIA VINCULANTE E FISCALIZAÇÃO NORMATIVA ABSTRATA DE CONSTITUCIONALIDADE – LEGITIMIDADE CONSTITUCIONAL DO ART. 28 DA LEI n 9.868/99. - As decisões consubstanciadoras de declaração de constitucionalidade ou de inconstitucionalidade, inclusive aquelas que importem em interpretação conforme à Constituição e em declaração parcial de inconstitucionalidade sem redução de texto, quando proferidas pelo Supremo Tribunal Federal, em sede de fiscalização normativa abstrata, revestem-se de eficácia contra todos (‘erga omnes’) e possuem efeito vinculante em relação a todos os magistrados e Tribunais, bem assim em face da Administração Pública federal, estadual, distrital e municipal, impondo-se, em conseqüência, a necessária observância por tais órgãos estatais, que deverão adequar-se, por isso mesmo, em seus pronunciamentos, ao que a Suprema Corte, em manifestação subordinante, houver decidido, seja no âmbito da ação direta de inconstitucionalidade, seja no da ação declaratória de constitucionalidade, a propósito da validade ou da invalidade jurídico-constitucional de determinada lei ou ato normativo. Precedente.” (RTJ 187/150-151, Rel. Min. CELSO DE MELLO) O exame do pedido revelou que se mostra processualmente inviável a reclamação em análise, por não se registrar qualquer das hipóteses legitimadoras de sua adequada utilização. Na verdade, postula-se, nesta causa, em sede processual inadequada, medida – declaração de inconstitucionalidade, “in abstracto”, da referida lei federal – que só pode viabilizar-se no âmbito do processo objetivo de fiscalização concentrada de constitucionalidade. 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5378292. Supremo Tribunal Federal RCL 13019 AGR / DF no plano subjetivo, “aos órgãos do Poder Judiciário e à Administração Pública federal, estadual e municipal”, tal como bem o proclamou, a propósito desse tema, o E. Plenário do Supremo Tribunal Federal: “EFICÁCIA VINCULANTE E FISCALIZAÇÃO NORMATIVA ABSTRATA DE CONSTITUCIONALIDADE – LEGITIMIDADE CONSTITUCIONAL DO ART. 28 DA LEI n 9.868/99. - As decisões consubstanciadoras de declaração de constitucionalidade ou de inconstitucionalidade, inclusive aquelas que importem em interpretação conforme à Constituição e em declaração parcial de inconstitucionalidade sem redução de texto, quando proferidas pelo Supremo Tribunal Federal, em sede de fiscalização normativa abstrata, revestem-se de eficácia contra todos (‘erga omnes’) e possuem efeito vinculante em relação a todos os magistrados e Tribunais, bem assim em face da Administração Pública federal, estadual, distrital e municipal, impondo-se, em conseqüência, a necessária observância por tais órgãos estatais, que deverão adequar-se, por isso mesmo, em seus pronunciamentos, ao que a Suprema Corte, em manifestação subordinante, houver decidido, seja no âmbito da ação direta de inconstitucionalidade, seja no da ação declaratória de constitucionalidade, a propósito da validade ou da invalidade jurídico-constitucional de determinada lei ou ato normativo. Precedente.” (RTJ 187/150-151, Rel. Min. CELSO DE MELLO) O exame do pedido revelou que se mostra processualmente inviável a reclamação em análise, por não se registrar qualquer das hipóteses legitimadoras de sua adequada utilização. Na verdade, postula-se, nesta causa, em sede processual inadequada, medida – declaração de inconstitucionalidade, “in abstracto”, da referida lei federal – que só pode viabilizar-se no âmbito do processo objetivo de fiscalização concentrada de constitucionalidade. 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5378292. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 14 Voto - MIN. CELSO DE MELLO RCL 13019 AGR / DF Não se desconhece, finalmente, que a reclamação – constitucionalmente vocacionada a cumprir a dupla função a que alude o art. 102, I, “l”, da Carta Política (RTJ 134/1033) – não se qualifica como sucedâneo de ações em geral, inclusive de ações diretas de inconstitucionalidade, e de recursos, como reiteradamente tem advertido o magistério jurisprudencial desta Corte: “CONSTITUCIONAL. PROCESSUAL CIVIL. RECLAMAÇÃO: NÃO É SUCEDÂNEO DE RECURSO OU DE AÇÃO RESCISÓRIA. I. - A reclamação não pode ser utilizada como sucedâneo de recurso ou de ação rescisória. II. - Reclamação não conhecida.” (RTJ 168/718, Rel. Min. CARLOS VELLOSO, Pleno – grifei) “Não cabe reclamação destinada a invalidar decisão de outro Tribunal, que haja porventura divergido da jurisprudência do Supremo Tribunal, firmada no julgamento de causa diferente, mesmo em se tratando de controvérsias de porte constitucional. Também não é a reclamação instrumento idôneo de uniformização de jurisprudência, tampouco sucedâneo de recurso ou rescisória, não utilizados tempestivamente pelas partes.” (Rcl 724-AgR/ES, Rel. Min. OCTAVIO GALLOTTI, Pleno – grifei) “O despacho acoimado de ofender a autoridade da decisão do Supremo Tribunal Federal negou seguimento, por razões processuais suficientes, ao recurso ordinário interposto contra acórdão em mandado de segurança. Por esse fundamento não é cabível reclamação, eis que a decisão da Corte Maior não cuida da matéria. …................................................................................................... A reclamação não pode servir de sucedâneo de recursos e ações cabíveis, como decidiu esse Plenário nas Rcl Ag.Rg 1852, relator Maurício Correa e Rcl Ag.Rg. 724, rel. Min. Octávio Gallotti. (...).” (Rcl 1.591/RN , Rel. Min. ELLEN GRACIE – grifei ) 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5378292. Supremo Tribunal Federal RCL 13019 AGR / DF Não se desconhece, finalmente, que a reclamação – constitucionalmente vocacionada a cumprir a dupla função a que alude o art. 102, I, “l”, da Carta Política (RTJ 134/1033) – não se qualifica como sucedâneo de ações em geral, inclusive de ações diretas de inconstitucionalidade, e de recursos, como reiteradamente tem advertido o magistério jurisprudencial desta Corte: “CONSTITUCIONAL. PROCESSUAL CIVIL. RECLAMAÇÃO: NÃO É SUCEDÂNEO DE RECURSO OU DE AÇÃO RESCISÓRIA. I. - A reclamação não pode ser utilizada como sucedâneo de recurso ou de ação rescisória. II. - Reclamação não conhecida.” (RTJ 168/718, Rel. Min. CARLOS VELLOSO, Pleno – grifei) “Não cabe reclamação destinada a invalidar decisão de outro Tribunal, que haja porventura divergido da jurisprudência do Supremo Tribunal, firmada no julgamento de causa diferente, mesmo em se tratando de controvérsias de porte constitucional. Também não é a reclamação instrumento idôneo de uniformização de jurisprudência, tampouco sucedâneo de recurso ou rescisória, não utilizados tempestivamente pelas partes.” (Rcl 724-AgR/ES, Rel. Min. OCTAVIO GALLOTTI, Pleno – grifei) “O despacho acoimado de ofender a autoridade da decisão do Supremo Tribunal Federal negou seguimento, por razões processuais suficientes, ao recurso ordinário interposto contra acórdão em mandado de segurança. Por esse fundamento não é cabível reclamação, eis que a decisão da Corte Maior não cuida da matéria. …................................................................................................... A reclamação não pode servir de sucedâneo de recursos e ações cabíveis, como decidiu esse Plenário nas Rcl Ag.Rg 1852, relator Maurício Correa e Rcl Ag.Rg. 724, rel. Min. Octávio Gallotti. (...).” (Rcl 1.591/RN , Rel. Min. ELLEN GRACIE – grifei ) 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5378292. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 14 Voto - MIN. CELSO DE MELLO RCL 13019 AGR / DF “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO EM RECLAMAÇÃO. CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. AUSÊNCIA DE ARGUMENTOS NOVOS. RECLAMAÇÃO UTILIZADA COMO SUCEDÂNEO RECURSAL. INEXISTÊNCIA DE AFRONTA AO ART. 93, INC. IX, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. AGRAVO REGIMENTAL NÃO PROVIDO. ....................................................................................................... 3. O instituto da Reclamação não se presta para substituir recurso específico que a legislação tenha posto à disposição do jurisdicionado irresignado com a decisão judicial proferida pelo juízo ‘a quo’. …................................................................................................... 5. Agravo regimental não provido.” (Rcl 5.465-ED/ES, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA – grifei) “AGRAVO REGIMENTAL EM RECLAMAÇÃO. A RECLAMAÇÃO NÃO É SUCEDÂNEO DE RECURSO PRÓPRIO. RECURSO IMPROVIDO. I – A reclamação constitucional não pode ser utilizada como sucedâneo de recurso próprio para conferir eficácia à jurisdição invocada nos autos da decisão de mérito. …................................................................................................... III - Reclamação improcedente. IV - Agravo regimental improvido.” (Rcl 5.684-AgR/PE, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI – grifei) “(...) - O remédio constitucional da reclamação não pode ser utilizado como um (inadmissível) atalho processual destinado a permitir, por razões de caráter meramente pragmático, a submissão imediata do litígio ao exame direto do Supremo Tribunal Federal. Precedentes. (...).” (Rcl 6.534-AgR/MA, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Pleno) 7 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5378292. Supremo Tribunal Federal RCL 13019 AGR / DF “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO EM RECLAMAÇÃO. CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. AUSÊNCIA DE ARGUMENTOS NOVOS. RECLAMAÇÃO UTILIZADA COMO SUCEDÂNEO RECURSAL. INEXISTÊNCIA DE AFRONTA AO ART. 93, INC. IX, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. AGRAVO REGIMENTAL NÃO PROVIDO. ....................................................................................................... 3. O instituto da Reclamação não se presta para substituir recurso específico que a legislação tenha posto à disposição do jurisdicionado irresignado com a decisão judicial proferida pelo juízo ‘a quo’. …................................................................................................... 5. Agravo regimental não provido.” (Rcl 5.465-ED/ES, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA – grifei) “AGRAVO REGIMENTAL EM RECLAMAÇÃO. A RECLAMAÇÃO NÃO É SUCEDÂNEO DE RECURSO PRÓPRIO. RECURSO IMPROVIDO. I – A reclamação constitucional não pode ser utilizada como sucedâneo de recurso próprio para conferir eficácia à jurisdição invocada nos autos da decisão de mérito. …................................................................................................... III - Reclamação improcedente. IV - Agravo regimental improvido.” (Rcl 5.684-AgR/PE, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI – grifei) “(...) - O remédio constitucional da reclamação não pode ser utilizado como um (inadmissível) atalho processual destinado a permitir, por razões de caráter meramente pragmático, a submissão imediata do litígio ao exame direto do Supremo Tribunal Federal. Precedentes. (...).” (Rcl 6.534-AgR/MA, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Pleno) 7 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5378292. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 14 Voto - MIN. CELSO DE MELLO RCL 13019 AGR / DF “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NA RECLAMAÇÃO. CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. ALEGAÇÃO DE DESCUMPRIMENTO DO QUE DECIDIDO NAS AÇÕES DIRETAS DE INCONSTITUCIONALIDADE N. 1.717/DF, 3.026/DF E 2.135-MC/DF. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. 1. Inexistência de identidade material entre as decisões reclamadas e os julgados tidos como paradigma. 2. Impossibilidade de utilização da reclamação como sucedâneo de recurso. ” (Rcl 11.022-ED/RJ, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA – grifei) “AGRAVO REGIMENTAL. RECLAMAÇÃO. AFRONTA À DECISÃO PROFERIDA NA ADI 1662-SP. INEXISTÊNCIA. AUSÊNCIA DE IDENTIDADE OU SIMILITUDE DE OBJETOS ENTRE O ATO IMPUGNADO E A EXEGESE DADA PELO TRIBUNAL. …................................................................................................... A questão da responsabilidade do Estado pelas dívidas da instituição financeira estatal revela tema afeto ao processo de execução que tramita na Justiça do Trabalho, não guardando pertinência com o objeto da presente ação. A reclamação não pode servir de sucedâneo de outros recursos ou ações cabíveis.” (Rcl 1.852-AgR/RN, Rel. Min. MAURÍCIO CORRÊA – grifei) Sendo assim, em face das razões expostas, acolhendo, ainda, o parecer da douta Procuradoria-Geral da República, nego provimento ao presente recurso de agravo, mantendo, por seus próprios fundamentos, a decisão ora agravada. É o meu voto. 8 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5378292. Supremo Tribunal Federal RCL 13019 AGR / DF “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NA RECLAMAÇÃO. CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. ALEGAÇÃO DE DESCUMPRIMENTO DO QUE DECIDIDO NAS AÇÕES DIRETAS DE INCONSTITUCIONALIDADE N. 1.717/DF, 3.026/DF E 2.135-MC/DF. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. 1. Inexistência de identidade material entre as decisões reclamadas e os julgados tidos como paradigma. 2. Impossibilidade de utilização da reclamação como sucedâneo de recurso. ” (Rcl 11.022-ED/RJ, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA – grifei) “AGRAVO REGIMENTAL. RECLAMAÇÃO. AFRONTA À DECISÃO PROFERIDA NA ADI 1662-SP. INEXISTÊNCIA. AUSÊNCIA DE IDENTIDADE OU SIMILITUDE DE OBJETOS ENTRE O ATO IMPUGNADO E A EXEGESE DADA PELO TRIBUNAL. …................................................................................................... A questão da responsabilidade do Estado pelas dívidas da instituição financeira estatal revela tema afeto ao processo de execução que tramita na Justiça do Trabalho, não guardando pertinência com o objeto da presente ação. A reclamação não pode servir de sucedâneo de outros recursos ou ações cabíveis.” (Rcl 1.852-AgR/RN, Rel. Min. MAURÍCIO CORRÊA – grifei) Sendo assim, em face das razões expostas, acolhendo, ainda, o parecer da douta Procuradoria-Geral da República, nego provimento ao presente recurso de agravo, mantendo, por seus próprios fundamentos, a decisão ora agravada. É o meu voto. 8 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5378292. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 14 Extrato de Ata - 19/02/2014 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 13.019 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) : CONFEDERAÇÃO NACIONAL DAS PROFISSÕES LIBERAIS-CNPL ADV.(A/S) : ADRIANA COSTA ALVES DOS SANTOS AGDO.(A/S) : UNIÃO AGDO.(A/S) : CONGRESSO NACIONAL ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, negou provimento ao agravo regimental. Votou o Presidente, Ministro Joaquim Barbosa. Ausente, neste julgamento, o Ministro Marco Aurélio. Plenário, 19.02.2014. Presidência do Senhor Ministro Joaquim Barbosa. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber, Teori Zavascki e Roberto Barroso. Procurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot Monteiro de Barros. p/ Luiz Tomimatsu Assessor-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 5351035 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 13.019 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) : CONFEDERAÇÃO NACIONAL DAS PROFISSÕES LIBERAIS-CNPL ADV.(A/S) : ADRIANA COSTA ALVES DOS SANTOS AGDO.(A/S) : UNIÃO AGDO.(A/S) : CONGRESSO NACIONAL ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, negou provimento ao agravo regimental. Votou o Presidente, Ministro Joaquim Barbosa. Ausente, neste julgamento, o Ministro Marco Aurélio. Plenário, 19.02.2014. Presidência do Senhor Ministro Joaquim Barbosa. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber, Teori Zavascki e Roberto Barroso. Procurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot Monteiro de Barros. p/ Luiz Tomimatsu Assessor-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 5351035 Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 14
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECLAMAÇÃO 13 . 019", "RCL 13019", "RCL 13019", "RECLAMAÇÃO", "Reclamação n 13 . 019", "RECLAMAÇÃO", "Reclamação n 13 . 019", "ADI n 1 . 717 - 6 / DF", "ADI n 1 . 717 - 6 / DF", "Reclamação n 467 / DF", "ADI n 1 . 850 / RS", "Reclamação n 2 . 617 / MG", "ADI n", "ADI n 1 . 717 - 6 / DF", "Reclamação n 467 / DF", "ADI n 1 . 850 / RS", "Reclamação n 2 . 617 / MG", "RCL 13019 AGR / DF", "RTJ 187 / 150 - 152", "RTJ 190 / 221", "Rcl 1 . 880 - AgR / SP", "RCL 13019 AGR", "RTJ 187 / 150 - 152", "RTJ 190 / 221", "Rcl 1 . 880 - AgR / SP", "ADI 1 . 717 / DF", "ADI 1 . 717 / DF", "RTJ 157 / 773", "RTJ 177 / 160", "RTJ 193 / 858", "RCL 13019 AGR / DF", "RTJ 157 / 773", "RTJ 177 / 160", "RTJ 193 / 858", "RCL 13019 AGR / DF", "ADIn n 669", "ADIn n 864", "RCL 13019 AGR / DF", "ADIn n 669", "ADIn n 864", "RTJ 150 / 726 - 727", "ADIn n 546", "RTJ 151 / 416 - 417", "RTJ 187 / 150 - 152", "RTJ 190 / 221", "Rcl 1 . 880 - AgR / SP", "RTJ 150 / 726 - 727", "ADIn n 546", "RTJ 151 / 416 - 417", "RTJ 187 / 150 - 152", "RTJ 190 / 221", "Rcl 1 . 880 - AgR / SP", "RCL 13019 AGR /", "RTJ 187 / 150 - 151", "RCL 13019", "RTJ 187 / 150 - 151", "RCL 13019", "RTJ 134 / 1033", "RTJ 168 / 718", "Rcl 724 - AgR / ES", "Rcl Ag . 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"Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "Procuradoria", "-", "Geral da República", "Plenário desta Suprema Corte", "União", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Saraiva", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Saraiva", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "RCL", "AGR", "/", "DF", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "/", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Plenário do Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Suprema Corte", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário do Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Suprema Corte", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal", "Supremo Tribunal Federal", "Corte Maior", "Plenário", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal", "Supremo Tribunal Federal", "Corte Maior", "Plenário", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Pleno", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Procuradoria", "-", "Geral da República", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Procuradoria", "-", "Geral da República", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PLENÁRIO", "CONFEDERAÇÃO", "UNIÃO", "CONGRESSO", "UNIÃO", "Plenário", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "CONFEDERAÇÃO NACIONAL DAS PROFISSÕES LIBERAIS", "CNPL", "UNIÃO", "CONGRESSO", "UNIÃO", "Plenário", "Plenário", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "CELSO DE MELLO", "ADRIANA COSTA ALVES DOS SANTOS", "Joaquim Barbosa", "Joaquim Barbosa", "Marco Aurélio", "CELSO DE MELLO", "Joaquim Barbosa", "Joaquim Barbosa", "Marco Aurélio", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "ADRIANA COSTA ALVES DOS SANTOS", "CELSO DE MELLO", "FRANCISCO DE ASSIS VIEIRA SANSEVERINO", "ROBERTO MONTEIRO GURGEL SANTOS", "CELSO DE MELLO", "ADRIANA COSTA ALVES DOS SANTOS", "CELSO DE MELLO", "FRANCISCO DE ASSIS VIEIRA SANSEVERINO", "ROBERTO MONTEIRO GURGEL SANTOS", "Celso de Mello", "Sepúlveda Pertence", "Cezar Peluso", "Celso de Mello", "Sepúlveda Pertence", "Cezar Peluso", "CELSO DE MELLO", "GILMAR MENDES", "MAURÍCIO CORRÊA", "CELSO DE MELLO", "GILMAR MENDES", "MAURÍCIO CORRÊA", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "SEPÚLVEDA PERTENCE", "CEZAR PELUSO", "OSWALDO LUIZ PALU", "GILMAR FERREIRA MENDES", "CELSO DE MELLO", "SEPÚLVEDA PERTENCE", "CEZAR PELUSO", "OSWALDO LUIZ PALU", "GILMAR FERREIRA MENDES", "CELSO DE MELLO", "Ives Gandra da Silva Martins", "Moreira Alves", "Ives Gandra da Silva Martins", "Moreira Alves", "CELSO DE MELLO", "ILMAR GALVÃO", "MOREIRA ALVES", "CELSO DE MELLO", "GILMAR MENDES", "MAURÍCIO CORRÊA", "ILMAR GALVÃO", "MOREIRA ALVES", "CELSO DE MELLO", "GILMAR MENDES", "MAURÍCIO CORRÊA", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CARLOS VELLOSO", "OCTAVIO GALLOTTI", "Maurício Correa", "Octávio Gallotti", "ELLEN GRACIE", "CARLOS VELLOSO", "OCTAVIO GALLOTTI", "Maurício Correa", "Octávio Gallotti", "ELLEN GRACIE", "CELSO DE MELLO", "CÁRMEN LÚCIA", ".", ".", ".", ".", "RICARDO LEWANDOWSKI", "CELSO DE MELLO", "CÁRMEN LÚCIA", "RICARDO LEWANDOWSKI", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CÁRMEN LÚCIA", "MAURÍCIO CORRÊA", "CÁRMEN LÚCIA", "MAURÍCIO CORRÊA", "CELSO DE MELLO", "ADRIANA COSTA ALVES DOS SANTOS", "Joaquim Barbosa", "Marco Aurélio", "Joaquim Barbosa", "Celso de Mello", "Marco Aurélio", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Cármen Lúcia", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Teori Zavascki", "Roberto Barroso", "Rodrigo Janot Monteiro de Barros", "CELSO DE MELLO", "ADRIANA COSTA ALVES DOS SANTOS", "Joaquim Barbosa", "Marco Aurélio", "Joaquim Barbosa", "Celso de Mello", "Marco Aurélio", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Cármen Lúcia", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Teori Zavascki", "Roberto Barroso", "Rodrigo Janot Monteiro de Barros", "Luiz Tomimatsu" ], "TEMPO": [ "19", "/", "02", "/", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "19 de fevereiro de 2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "19 de fevereiro de 2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", "/", "02", "/", "2014", "08", ".", "05", ".", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", "/", "02", "/", "2014", "08", ".", "05", ".", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "28 de outubro de 2011", "08", ".", "05", ".", "2012", "1", ".", ".", ".", ".", "08", ".", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "28 de outubro de 2011", "08", ".", "05", ".", "2012", "1", ".", ".", ".", ".", "08", ".", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", "/", "02", "/", "2014", "28 de outubro de 2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", "/", "02", "/", "2014", "28 de outubro de 2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "2001", "16 de junho de 1993", "1991", "24", "/", "08", "/", "2001", "2001", "16 de junho de 1993", "1991", "24", "/", "08", "/", "2001", "24 de março de 1993", "13", ".", "06", ".", "91", "24", ".", "03", ".", "93", "24", "/", "08", "/", "2001", "24 de março de 1993", "13", ".", "06", ".", "91", "24", ".", "03", ".", "93", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", "/", "02", "/", "2014", "19", ".", "02", ".", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", ".", "02", ".", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 18/02/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 758.951 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :MUNICÍPIO DE CABO FRIO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE CABO FRIO AGDO.(A/S) :ESCRITÓRIO CENTRAL DE ARRECADAÇÃO E DISTRIBUIÇÃO - ECAD ADV.(A/S) :VERA LÚCIA TEIXEIRA E OUTRO(A/S) EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. SUCUMBÊNCIA DA PARTE ORA RECORRENTE. NÃO OCORRÊNCIA. AUSÊNCIA DE INTERESSE RECURSAL. Em face da não ocorrência de sucumbência da parte ora recorrente, fica evidente a ausência de interesse recursal. Agravo regimental não conhecido. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em não conhecer do agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 18 de fevereiro de 2014. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5466190. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5 Relatório 18/02/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 758.951 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :MUNICÍPIO DE CABO FRIO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE CABO FRIO AGDO.(A/S) :ESCRITÓRIO CENTRAL DE ARRECADAÇÃO E DISTRIBUIÇÃO - ECAD ADV.(A/S) :VERA LÚCIA TEIXEIRA E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. Trata-se de agravo regimental contra decisão monocrática do Ministro Joaquim Barbosa, relator originário do feito, que negou seguimento ao agravo de instrumento da parte ora agravada pelos seguintes fundamentos (fls. 164): “Trata-se de recurso extraordinário (art. 102, III, a, da Constituição) interposto de acórdão prolatado pelo Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, cuja ementa tem o seguinte teor: ‘APELAÇÃO CÍVEL. AÇÃO DE COBRANÇA. ESCRITÓRIO CENTRAL DE ARRECADAÇÃO E DISTRIBUIÇÃO ECAD. MUNICÍPIO DE CABO FRIO. ESPETÁCULOS AO AR LIVRE SEM COBRANÇA DE INGRESSOS. ILEGALIDADE DA COBRANÇA. RECURSO IMPROVIDO.’ (fls. 54) Alega-se ofensa ao disposto nos arts. 5º, XXVII e XVIII, b; e 93, IX, da Carta Magna. Concluir diversamente do acórdão recorrido demandaria exame prévio da legislação infraconstitucional e do quadro Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5466191. Supremo Tribunal Federal 18/02/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 758.951 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :MUNICÍPIO DE CABO FRIO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE CABO FRIO AGDO.(A/S) :ESCRITÓRIO CENTRAL DE ARRECADAÇÃO E DISTRIBUIÇÃO - ECAD ADV.(A/S) :VERA LÚCIA TEIXEIRA E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. Trata-se de agravo regimental contra decisão monocrática do Ministro Joaquim Barbosa, relator originário do feito, que negou seguimento ao agravo de instrumento da parte ora agravada pelos seguintes fundamentos (fls. 164): “Trata-se de recurso extraordinário (art. 102, III, a, da Constituição) interposto de acórdão prolatado pelo Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, cuja ementa tem o seguinte teor: ‘APELAÇÃO CÍVEL. AÇÃO DE COBRANÇA. ESCRITÓRIO CENTRAL DE ARRECADAÇÃO E DISTRIBUIÇÃO ECAD. MUNICÍPIO DE CABO FRIO. ESPETÁCULOS AO AR LIVRE SEM COBRANÇA DE INGRESSOS. ILEGALIDADE DA COBRANÇA. RECURSO IMPROVIDO.’ (fls. 54) Alega-se ofensa ao disposto nos arts. 5º, XXVII e XVIII, b; e 93, IX, da Carta Magna. Concluir diversamente do acórdão recorrido demandaria exame prévio da legislação infraconstitucional e do quadro Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5466191. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 5 Relatório AI 758951 AGR / RJ fático-probatório, de modo que eventual ofensa à Constituição seria meramente indireta ou reflexa. Inadmissível, portanto, o recurso extraordinário, em razão do disposto nas Súmulas 279 e, mutatis mutantis, 636 do Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido: RE 601.919, rel. min. Cármen Lúcia, DJe de 10.09.2009 e AI 496.740. rel min. Sepúlveda Pertence, DJ de 05.04.2004. Por outro lado, inexiste a alegada afronta ao art. 5º, 93, IX, da Constituição federal, pois o acórdão recorrido inequivocamente prestou jurisdição, tendo enfrentado as questões suscitadas com a devida fundamentação, ainda que com ela não concorde o ora agravante. Do exposto, nego seguimento ao agravo.” 2. A parte agravante refuta os fundamentos da decisão agravada e reitera as razões do recurso extraordinário. Afirma que durante toda a instrução do feito demonstrou que “a falta cometida pelos órgãos julgadores anteriores ao deixar de se manifestar expressamente sobre as violações ocorridas aos dispositivos constitucionais, violara diversos dispositivos a respeito, dentre eles os arts. 5º, XXVII, XVIII, b e 93, da CR/88” (fls. 178). Defende a inaplicabilidade, ao caso, das Súmulas 636 e 279/STF. 3. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5466191. Supremo Tribunal Federal AI 758951 AGR / RJ fático-probatório, de modo que eventual ofensa à Constituição seria meramente indireta ou reflexa. Inadmissível, portanto, o recurso extraordinário, em razão do disposto nas Súmulas 279 e, mutatis mutantis, 636 do Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido: RE 601.919, rel. min. Cármen Lúcia, DJe de 10.09.2009 e AI 496.740. rel min. Sepúlveda Pertence, DJ de 05.04.2004. Por outro lado, inexiste a alegada afronta ao art. 5º, 93, IX, da Constituição federal, pois o acórdão recorrido inequivocamente prestou jurisdição, tendo enfrentado as questões suscitadas com a devida fundamentação, ainda que com ela não concorde o ora agravante. Do exposto, nego seguimento ao agravo.” 2. A parte agravante refuta os fundamentos da decisão agravada e reitera as razões do recurso extraordinário. Afirma que durante toda a instrução do feito demonstrou que “a falta cometida pelos órgãos julgadores anteriores ao deixar de se manifestar expressamente sobre as violações ocorridas aos dispositivos constitucionais, violara diversos dispositivos a respeito, dentre eles os arts. 5º, XXVII, XVIII, b e 93, da CR/88” (fls. 178). Defende a inaplicabilidade, ao caso, das Súmulas 636 e 279/STF. 3. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5466191. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 5 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 18/02/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 758.951 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. O agravo não deve ser conhecido, tendo em vista que o Município de Cabo Frio/RJ, ora agravante, é o vencedor da presente demanda. Com efeito, a decisão agravada negou seguimento ao agravo de instrumento interposto pelo Escritório Central de Arrecadação Distribuição – ECAD para destrancar seu o recurso extraordinário de fls. 109/121. 2. Dessa forma, ante a não ocorrência de sucumbência da parte ora recorrente, fica evidente a ausência de interesse recursal. Veja-se, nessa linha, o AI 731.641-AgR, julgado sob a relatoria do Ministro Gilmar Mendes: Agravo regimental em agravo de instrumento. 2. Agravo regimental interposto pela parte que não sofreu prejuízo com a decisão. Falta de interesse recursal. 3. Agravo regimental não conhecido. 3. Diante do exposto, voto pelo não conhecimento do agravo regimental. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5466192. Supremo Tribunal Federal 18/02/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 758.951 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. O agravo não deve ser conhecido, tendo em vista que o Município de Cabo Frio/RJ, ora agravante, é o vencedor da presente demanda. Com efeito, a decisão agravada negou seguimento ao agravo de instrumento interposto pelo Escritório Central de Arrecadação Distribuição – ECAD para destrancar seu o recurso extraordinário de fls. 109/121. 2. Dessa forma, ante a não ocorrência de sucumbência da parte ora recorrente, fica evidente a ausência de interesse recursal. Veja-se, nessa linha, o AI 731.641-AgR, julgado sob a relatoria do Ministro Gilmar Mendes: Agravo regimental em agravo de instrumento. 2. Agravo regimental interposto pela parte que não sofreu prejuízo com a decisão. Falta de interesse recursal. 3. Agravo regimental não conhecido. 3. Diante do exposto, voto pelo não conhecimento do agravo regimental. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5466192. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 5 Extrato de Ata - 18/02/2014 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 758.951 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE CABO FRIO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE CABO FRIO AGDO.(A/S) : ESCRITÓRIO CENTRAL DE ARRECADAÇÃO E DISTRIBUIÇÃO - ECAD ADV.(A/S) : VERA LÚCIA TEIXEIRA E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma não conheceu do agravo regimental, nos termos do voto do relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 18.2.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 5356783 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 758.951 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE CABO FRIO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE CABO FRIO AGDO.(A/S) : ESCRITÓRIO CENTRAL DE ARRECADAÇÃO E DISTRIBUIÇÃO - ECAD ADV.(A/S) : VERA LÚCIA TEIXEIRA E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma não conheceu do agravo regimental, nos termos do voto do relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 18.2.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 5356783 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=5503803
2014-02-18T00:00:00
2014-03-25T00:00:00
A Turma não conheceu do agravo regimental, nos termos do voto do relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 18.2.2014.
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO
EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. SUCUMBÊNCIA DA PARTE ORA RECORRENTE. NÃO OCORRÊNCIA. AUSÊNCIA DE INTERESSE RECURSAL. Em face da não ocorrência de sucumbência da parte ora recorrente, fica evidente a ausência de interesse recursal. Agravo regimental não conhecido.
sjur258732
- Acórdão(s) citado(s): (SUCUMBÊNCIA, AUSÊNCIA DE INTERESSE RECURSAL) AI 731641 AgR (TP). Número de páginas: 5. Análise: 28/03/2014, MAR.
ROBERTO BARROSO
Primeira Turma
758951
null
AI-AgR
acordaos
AI 758951 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE CABO FRIO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE CABO FRIO AGDO.(A/S) : ESCRITÓRIO CENTRAL DE ARRECADAÇÃO E DISTRIBUIÇÃO - ECAD ADV.(A/S) : VERA LÚCIA TEIXEIRA E OUTRO(A/S)
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Ementa e Acórdão 18/02/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 758.951 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :MUNICÍPIO DE CABO FRIO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE CABO FRIO AGDO.(A/S) :ESCRITÓRIO CENTRAL DE ARRECADAÇÃO E DISTRIBUIÇÃO - ECAD ADV.(A/S) :VERA LÚCIA TEIXEIRA E OUTRO(A/S) EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. SUCUMBÊNCIA DA PARTE ORA RECORRENTE. NÃO OCORRÊNCIA. AUSÊNCIA DE INTERESSE RECURSAL. Em face da não ocorrência de sucumbência da parte ora recorrente, fica evidente a ausência de interesse recursal. Agravo regimental não conhecido. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em não conhecer do agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 18 de fevereiro de 2014. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5466190. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5 Relatório 18/02/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 758.951 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :MUNICÍPIO DE CABO FRIO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE CABO FRIO AGDO.(A/S) :ESCRITÓRIO CENTRAL DE ARRECADAÇÃO E DISTRIBUIÇÃO - ECAD ADV.(A/S) :VERA LÚCIA TEIXEIRA E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. Trata-se de agravo regimental contra decisão monocrática do Ministro Joaquim Barbosa, relator originário do feito, que negou seguimento ao agravo de instrumento da parte ora agravada pelos seguintes fundamentos (fls. 164): “Trata-se de recurso extraordinário (art. 102, III, a, da Constituição) interposto de acórdão prolatado pelo Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, cuja ementa tem o seguinte teor: ‘APELAÇÃO CÍVEL. AÇÃO DE COBRANÇA. ESCRITÓRIO CENTRAL DE ARRECADAÇÃO E DISTRIBUIÇÃO ECAD. MUNICÍPIO DE CABO FRIO. ESPETÁCULOS AO AR LIVRE SEM COBRANÇA DE INGRESSOS. ILEGALIDADE DA COBRANÇA. RECURSO IMPROVIDO.’ (fls. 54) Alega-se ofensa ao disposto nos arts. 5..., XXVII e XVIII, b; e 93, IX, da Carta Magna. Concluir diversamente do acórdão recorrido demandaria exame prévio da legislação infraconstitucional e do quadro Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5466191. Supremo Tribunal Federal 18/02/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 758.951 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :MUNICÍPIO DE CABO FRIO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE CABO FRIO AGDO.(A/S) :ESCRITÓRIO CENTRAL DE ARRECADAÇÃO E DISTRIBUIÇÃO - ECAD ADV.(A/S) :VERA LÚCIA TEIXEIRA E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. Trata-se de agravo regimental contra decisão monocrática do Ministro Joaquim Barbosa, relator originário do feito, que negou seguimento ao agravo de instrumento da parte ora agravada pelos seguintes fundamentos (fls. 164): “Trata-se de recurso extraordinário (art. 102, III, a, da Constituição) interposto de acórdão prolatado pelo Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, cuja ementa tem o seguinte teor: ‘APELAÇÃO CÍVEL. AÇÃO DE COBRANÇA. ESCRITÓRIO CENTRAL DE ARRECADAÇÃO E DISTRIBUIÇÃO ECAD. MUNICÍPIO DE CABO FRIO. ESPETÁCULOS AO AR LIVRE SEM COBRANÇA DE INGRESSOS. ILEGALIDADE DA COBRANÇA. RECURSO IMPROVIDO.’ (fls. 54) Alega-se ofensa ao disposto nos arts. 5..., XXVII e XVIII, b; e 93, IX, da Carta Magna. Concluir diversamente do acórdão recorrido demandaria exame prévio da legislação infraconstitucional e do quadro Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5466191. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 5 Relatório AI 758951 AGR / RJ fático-probatório, de modo que eventual ofensa à Constituição seria meramente indireta ou reflexa. Inadmissível, portanto, o recurso extraordinário, em razão do disposto nas Súmulas 279 e, mutatis mutantis, 636 do Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido: Recurso Extraordinário 601.919, rel. min. Cármen Lúcia, DJe de 10.09.2009 e AI 496.740. rel min. Sepúlveda Pertence, DJ de 05.04.2004. Por outro lado, inexiste a alegada afronta ao art. 5..., 93, IX, da Constituição federal, pois o acórdão recorrido inequivocamente prestou jurisdição, tendo enfrentado as questões suscitadas com a devida fundamentação, ainda que com ela não concorde o ora agravante. Do exposto, nego seguimento ao agravo.” 2. A parte agravante refuta os fundamentos da decisão agravada e reitera as razões do recurso extraordinário. Afirma que durante toda a instrução do feito demonstrou que “a falta cometida pelos órgãos julgadores anteriores ao deixar de se manifestar expressamente sobre as violações ocorridas aos dispositivos constitucionais, violara diversos dispositivos a respeito, dentre eles os arts. 5..., XXVII, XVIII, b e 93, da CR/88” (fls. 178). Defende a inaplicabilidade, ao caso, das Súmulas 636 e 279/Supremo Tribunal Federal. 3. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5466191. Supremo Tribunal Federal AI 758951 AGR / RJ fático-probatório, de modo que eventual ofensa à Constituição seria meramente indireta ou reflexa. Inadmissível, portanto, o recurso extraordinário, em razão do disposto nas Súmulas 279 e, mutatis mutantis, 636 do Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido: Recurso Extraordinário 601.919, rel. min. Cármen Lúcia, DJe de 10.09.2009 e AI 496.740. rel min. Sepúlveda Pertence, DJ de 05.04.2004. Por outro lado, inexiste a alegada afronta ao art. 5..., 93, IX, da Constituição federal, pois o acórdão recorrido inequivocamente prestou jurisdição, tendo enfrentado as questões suscitadas com a devida fundamentação, ainda que com ela não concorde o ora agravante. Do exposto, nego seguimento ao agravo.” 2. A parte agravante refuta os fundamentos da decisão agravada e reitera as razões do recurso extraordinário. Afirma que durante toda a instrução do feito demonstrou que “a falta cometida pelos órgãos julgadores anteriores ao deixar de se manifestar expressamente sobre as violações ocorridas aos dispositivos constitucionais, violara diversos dispositivos a respeito, dentre eles os arts. 5..., XXVII, XVIII, b e 93, da CR/88” (fls. 178). Defende a inaplicabilidade, ao caso, das Súmulas 636 e 279/Supremo Tribunal Federal. 3. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5466191. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 5 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 18/02/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 758.951 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. O agravo não deve ser conhecido, tendo em vista que o Município de Cabo Frio/RJ, ora agravante, é o vencedor da presente demanda. Com efeito, a decisão agravada negou seguimento ao agravo de instrumento interposto pelo Escritório Central de Arrecadação Distribuição – ECAD para destrancar seu o recurso extraordinário de fls. 109/121. 2. Dessa forma, ante a não ocorrência de sucumbência da parte ora recorrente, fica evidente a ausência de interesse recursal. Veja-se, nessa linha, o AI 731.641-AgR, julgado sob a relatoria do Ministro Gilmar Mendes: Agravo regimental em agravo de instrumento. 2. Agravo regimental interposto pela parte que não sofreu prejuízo com a decisão. Falta de interesse recursal. 3. Agravo regimental não conhecido. 3. Diante do exposto, voto pelo não conhecimento do agravo regimental. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5466192. Supremo Tribunal Federal 18/02/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 758.951 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. O agravo não deve ser conhecido, tendo em vista que o Município de Cabo Frio/RJ, ora agravante, é o vencedor da presente demanda. Com efeito, a decisão agravada negou seguimento ao agravo de instrumento interposto pelo Escritório Central de Arrecadação Distribuição – ECAD para destrancar seu o recurso extraordinário de fls. 109/121. 2. Dessa forma, ante a não ocorrência de sucumbência da parte ora recorrente, fica evidente a ausência de interesse recursal. Veja-se, nessa linha, o AI 731.641-AgR, julgado sob a relatoria do Ministro Gilmar Mendes: Agravo regimental em agravo de instrumento. 2. Agravo regimental interposto pela parte que não sofreu prejuízo com a decisão. Falta de interesse recursal. 3. Agravo regimental não conhecido. 3. Diante do exposto, voto pelo não conhecimento do agravo regimental. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5466192. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 5 Extrato de Ata - 18/02/2014 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 758.951 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE CABO FRIO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE CABO FRIO AGDO.(A/S) : ESCRITÓRIO CENTRAL DE ARRECADAÇÃO E DISTRIBUIÇÃO - ECAD ADV.(A/S) : VERA LÚCIA TEIXEIRA E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma não conheceu do agravo regimental, nos termos do voto do relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 18.2.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 5356783 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 758.951 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE CABO FRIO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE CABO FRIO AGDO.(A/S) : ESCRITÓRIO CENTRAL DE ARRECADAÇÃO E DISTRIBUIÇÃO - ECAD ADV.(A/S) : VERA LÚCIA TEIXEIRA E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma não conheceu do agravo regimental, nos termos do voto do relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 18.2.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 5356783 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5
{ "JURISPRUDENCIA": [ "AGRAVO DE INSTRUMENTO 758 . 951", "AI 758951 AGR / RJ", "Súmulas 279 e", "Recurso Extraordinário 601 . 919", "AI 496 . 740", "Súmulas 636 e 279 / Supremo Tribunal Federal", "AI 758951 AGR / RJ", "Súmulas 279 e ,", "Recurso Extraordinário 601 . 919", "AI 496 . 740", "Súmulas 636 e 279 / Supremo Tribunal Federal", "AGRAVO DE INSTRUMENTO 758 . 951", "AI 731 . 641 - AgR", "AI 731 . 641 - AgR", "AGRAVO DE INSTRUMENTO 758 .", "AGRAVO DE INSTRUMENTO 758 . 951" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , III , a , da Constituição", "arts . 5 . . . , XXVII e XVIII , b ; e 93 , IX , da Carta Magna", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , III , a , da Constituição", "arts . 5 . . . , XXVII e XVIII , b ; e 93 , IX , da Carta Magna", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição", "art . 5 . . . , 93 , IX , da Constituição federal", "arts . 5 . . . , XXVII , XVIII , b e 93 , da CR / 88", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição", "art . 5 . . . , 93 , IX , da Constituição federal", "arts . 5 . . . , XXVII , XVIII , b e 93 , da CR / 88", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "RIO DE JANEIRO", "MUNICÍPIO DE CABO FRIO", "Brasília", "RIO DE JANEIRO", "MUNICÍPIO DE CABO FRIO", "MUNICÍPIO", "RIO DE JANEIRO", "MUNICÍPIO DE CABO FRIO", "MUNICÍPIO DE CABO FRIO", "MUNICÍPIO DE CABO FRIO", "RIO DE JANEIRO", "Município de Cabo Frio / RJ", "RIO DE JANEIRO", "Município de Cabo Frio / RJ", "RIO DE JANEIRO", "MUNICÍPIO DE CABO FRIO", "MUNICÍPIO DE CABO FRIO", "RIO DE JANEIRO", "MUNICÍPIO DE CABO FRIO", "MUNICÍPIO DE", "CABO FRIO" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "MUNICÍPIO", "ESCRITÓRIO CENTRAL DE ARRECADAÇÃO E DISTRIBUIÇÃO", "ECAD", "Primeira Turma do", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "MUNICÍPIO", "ESCRITÓRIO CENTRAL DE ARRECADAÇÃO E DISTRIBUIÇÃO", "ECAD", "Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro", "ESCRITÓRIO CENTRAL DE ARRECADAÇÃO E DISTRIBUIÇÃO ECAD", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "ECAD", "Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro", "ESCRITÓRIO CENTRAL DE ARRECADAÇÃO E DISTRIBUIÇÃO", "ECAD", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Escritório Central de Arrecadação Distribuição", "ECAD", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Escritório Central de Arrecadação Distribuição", "ECAD", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "ESCRITÓRIO CENTRAL DE ARRECADAÇÃO E DISTRIBUIÇÃO", "ECAD", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Primeira Turma", "Primeira", "de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "ROBERTO BARROSO", "VERA LÚCIA TEIXEIRA", "Marco Aurélio", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "ROBERTO BARROSO", "VERA LÚCIA TEIXEIRA", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "Joaquim Barbosa", "ROBERTO BARROSO", "VERA LÚCIA TEIXEIRA", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "Joaquim Barbosa", "Cármen Lúcia", "Sepúlveda Pertence", "Cármen Lúcia", "Sepúlveda Pertence", "ROBERTO BARROSO", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "Gilmar Mendes", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "Gilmar Mendes", "ROBERTO BARROSO", "VERA LÚCIA TEIXEIRA", "Marco Aurélio", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Odim Brandão Ferreira", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "ROBERTO BARROSO", "VERA LÚCIA TEIXEIRA", "Marco Aurélio", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Odim Brandão Ferreira", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "18", "/", "02", "/", "2014", "18 de fevereiro de 2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "18", "/", "02", "/", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "18", "/", "02", "/", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", ".", "09", ".", "2009", "05", ".", "04", ".", "2004", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", ".", "09", ".", "2009", "05", ".", "04", ".", "2004", "24", "/", "08", "/", "2001", "18", "/", "02", "/", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "18", "/", "02", "/", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "18", "/", "02", "/", "2014", "18", ".", "2", ".", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "18", ".", "2", ".", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 19/02/2014 PLENÁRIO AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 668 ALAGOAS RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI REQTE.(S) :GOVERNADOR DO ESTADO DE ALAGOAS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE ALAGOAS INTDO.(A/S) :ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DE ALAGOAS EMENTA Ação direta de inconstitucionalidade. Inciso XII do art. 55 da Constituição do Estado de Alagoas. Vinculação de vencimentos de servidores estaduais a piso salarial profissional. Artigo 37, XIII, CF/88. Autonomia dos estados. Liminar deferida pelo pleno desta Corte. Procedência. 1. Enquanto a Lei Maior, no inciso XIII do art. 37, veda a vinculação de “quaisquer espécie remuneratórias para efeitos de remuneração de pessoal do serviço público”, a Constituição do Estado de Alagoas, diversamente, assegura aos servidores públicos estaduais “piso salarial profissional para as categorias com habilitação profissional específica”, o que resulta em vinculação dos vencimentos de determinadas categorias de servidores públicos às variações do piso salarial profissional, importando em sistemática de aumento automático daqueles vencimentos, sem qualquer interferência do chefe do Poder Executivo do Estado, ferindo-se, ainda, o próprio princípio federativo e a autonomia dos estados para fixar os vencimentos de seus servidores (arts. 2º e 25 da Constituição Federal). 2. A jurisprudência da Corte é pacífica no que tange ao não cabimento de qualquer espécie de vinculação da remuneração de servidores públicos, repelindo, assim, a vinculação da remuneração de servidores do Estado a fatores alheios à sua vontade e ao seu controle; seja às variações de índices de correção editados pela União; seja aos pisos salariais profissionais. Precedentes. 3. Ação direta de inconstitucionalidade julgada procedente. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5519889. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 11 Ementa e Acórdão ADI 668 / AL ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em sessão plenária, sob a presidência do Senhor Ministro Joaquim Barbosa, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos e nos termos do voto do Relator, em julgar procedente a ação direta para declarar a inconstitucionalidade do inciso XII do art. 55 da Constituição do Estado de Alagoas. Brasília, 19 de fevereiro de 2014. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5519889. Supremo Tribunal Federal ADI 668 / AL ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em sessão plenária, sob a presidência do Senhor Ministro Joaquim Barbosa, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos e nos termos do voto do Relator, em julgar procedente a ação direta para declarar a inconstitucionalidade do inciso XII do art. 55 da Constituição do Estado de Alagoas. Brasília, 19 de fevereiro de 2014. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5519889. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 11 Relatório 19/02/2014 PLENÁRIO AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 668 ALAGOAS RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI REQTE.(S) :GOVERNADOR DO ESTADO DE ALAGOAS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE ALAGOAS INTDO.(A/S) :ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DE ALAGOAS RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Cuida-se de ação direta de inconstitucionalidade, com pedido de liminar, ajuizada pelo Governador do Estado de Alagoas, em 17 de janeiro de 1992, tendo por objeto o art. 55, inciso XII, da Constituição estadual, o qual prevê a aplicação aos servidores públicos de piso salarial profissional, conforme o dispositivo a seguir: “Art. 55 – São direitos especificamente assegurados aos servidores públicos civis: (...) XII – piso salarial profissional para as categorias com habilitação profissional específica.“ O autor alega que o dispositivo impugnado, ao possibilitar a vinculação dos vencimentos de determinadas categorias do serviço público estadual ao piso salarial profissional, viola o art. 37, inciso XIII, da Carta Magna. Em decisão de 20 de janeiro de 1992, o Ministro Octavio Gallotti, no exercício da Presidência da Corte, deferiu, ad referendum do Plenário, o requerimento de medida cautelar (fl. 73). Em sessão plenária de 27 de março de 1992, a Corte, por unanimidade, referendou a medida cautelar, suspendendo, até o julgamento final da ação, a vigência do inciso XII do art. 55 da Constituição do Estado de Alagoas, nos termos da ementa seguinte: Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5519887. Supremo Tribunal Federal 19/02/2014 PLENÁRIO AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 668 ALAGOAS RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI REQTE.(S) :GOVERNADOR DO ESTADO DE ALAGOAS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE ALAGOAS INTDO.(A/S) :ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DE ALAGOAS RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Cuida-se de ação direta de inconstitucionalidade, com pedido de liminar, ajuizada pelo Governador do Estado de Alagoas, em 17 de janeiro de 1992, tendo por objeto o art. 55, inciso XII, da Constituição estadual, o qual prevê a aplicação aos servidores públicos de piso salarial profissional, conforme o dispositivo a seguir: “Art. 55 – São direitos especificamente assegurados aos servidores públicos civis: (...) XII – piso salarial profissional para as categorias com habilitação profissional específica.“ O autor alega que o dispositivo impugnado, ao possibilitar a vinculação dos vencimentos de determinadas categorias do serviço público estadual ao piso salarial profissional, viola o art. 37, inciso XIII, da Carta Magna. Em decisão de 20 de janeiro de 1992, o Ministro Octavio Gallotti, no exercício da Presidência da Corte, deferiu, ad referendum do Plenário, o requerimento de medida cautelar (fl. 73). Em sessão plenária de 27 de março de 1992, a Corte, por unanimidade, referendou a medida cautelar, suspendendo, até o julgamento final da ação, a vigência do inciso XII do art. 55 da Constituição do Estado de Alagoas, nos termos da ementa seguinte: Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5519887. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 11 Relatório ADI 668 / AL “AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE – CONSTITUIÇÃO DO ESTADO DE ALAGOAS (ART. 55, XII) – SERVIDOR PÚBLICO – HABILITAÇÃO PROFISSIONAL ESPECÍFICA – PISO SALARIAL PROFISSIONAL – MECANISMO DE REAJUSTE AUTOMÁTICO DE VENCIMENTOS – MEDIDA CAUTELAR DEFERIDA. A fixação, pela Constituição do Estado, do salário mínimo profissional como piso salarial para certas categorias de servidores públicos cria um mecanismo de reajuste automático de vencimentos que parece afetar o postulado da separação de poderes, por inobservância da cláusula de iniciativa reservada para a instauração do necessário processo legislativo. Mais do que isso, essa vinculação condicionante da remuneração devida a certas categorias funcionais também parece vulnerar o próprio princípio federativo, que não tolera a subordinação da política salarial referente ao funcionalismo público local à variação de índices fixados pela União” (Relator o Ministro Celso de Mello, DJ de 19/6/92). A Assembleia Legislativa do Estado, instada a prestar informações, apresentou parecer da lavra do saudoso Ministro Mozart Victor Russomano e defendeu, em conformidade com o citado parecer, que “[o] que se quer resguardar, quando da estipulação do salário mínimo profissional para determinadas classes profissionais, é que se mantenha entre os salários mínimos, na sua evolução, a devida, rigorosa e louvável proporcionalidade, sem com isso, logicamente, ferir a nenhum preceito constitucional” (fl. 106). O Advogado-Geral da União, atuando na defesa da norma impugnada (fls. 136/142), ratificou os argumentos apresentados pela Assembleia Legislativa. Por seu turno, opinou o Procurador-Geral da República (fls. 144/146) 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5519887. Supremo Tribunal Federal ADI 668 / AL “AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE – CONSTITUIÇÃO DO ESTADO DE ALAGOAS (ART. 55, XII) – SERVIDOR PÚBLICO – HABILITAÇÃO PROFISSIONAL ESPECÍFICA – PISO SALARIAL PROFISSIONAL – MECANISMO DE REAJUSTE AUTOMÁTICO DE VENCIMENTOS – MEDIDA CAUTELAR DEFERIDA. A fixação, pela Constituição do Estado, do salário mínimo profissional como piso salarial para certas categorias de servidores públicos cria um mecanismo de reajuste automático de vencimentos que parece afetar o postulado da separação de poderes, por inobservância da cláusula de iniciativa reservada para a instauração do necessário processo legislativo. Mais do que isso, essa vinculação condicionante da remuneração devida a certas categorias funcionais também parece vulnerar o próprio princípio federativo, que não tolera a subordinação da política salarial referente ao funcionalismo público local à variação de índices fixados pela União” (Relator o Ministro Celso de Mello, DJ de 19/6/92). A Assembleia Legislativa do Estado, instada a prestar informações, apresentou parecer da lavra do saudoso Ministro Mozart Victor Russomano e defendeu, em conformidade com o citado parecer, que “[o] que se quer resguardar, quando da estipulação do salário mínimo profissional para determinadas classes profissionais, é que se mantenha entre os salários mínimos, na sua evolução, a devida, rigorosa e louvável proporcionalidade, sem com isso, logicamente, ferir a nenhum preceito constitucional” (fl. 106). O Advogado-Geral da União, atuando na defesa da norma impugnada (fls. 136/142), ratificou os argumentos apresentados pela Assembleia Legislativa. Por seu turno, opinou o Procurador-Geral da República (fls. 144/146) 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5519887. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 11 Relatório ADI 668 / AL pelo reconhecimento da inconstitucionalidade do dispositivo impugnado, afirmando que esta Corte, oportunamente, manifestou-se no sentido da “proibição de vinculação de qualquer natureza para efeito de remuneração do pessoal do serviço público” (fl. 146). Questionado sobre a vigência da norma impugnada, o Governador do Estado de Alagoas afirmou viger o diploma e não ter ele sofrido qualquer alteração. É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5519887. Supremo Tribunal Federal ADI 668 / AL pelo reconhecimento da inconstitucionalidade do dispositivo impugnado, afirmando que esta Corte, oportunamente, manifestou-se no sentido da “proibição de vinculação de qualquer natureza para efeito de remuneração do pessoal do serviço público” (fl. 146). Questionado sobre a vigência da norma impugnada, o Governador do Estado de Alagoas afirmou viger o diploma e não ter ele sofrido qualquer alteração. É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5519887. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 11 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI 19/02/2014 PLENÁRIO AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 668 ALAGOAS VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Com efeito, a presente ação merece ser julgada procedente, na linha do que firmado por esta Corte em sessão de 27/3/92, por ocasião do deferimento da medida cautelar. Observa-se que, enquanto a Lei Maior, no inciso XIII do art. 37, veda a vinculação de “quaisquer espécie remuneratórias para efeitos de remuneração de pessoal do serviço público”, a Constituição estadual, diversamente, assegura aos servidores públicos estaduais “piso salarial profissional para as categorias com habilitação profissional específica”, o que resulta em vinculação dos vencimentos de determinadas categorias de servidores públicos às variações do piso salarial profissional, importando em sistemática de aumento automático daqueles vencimentos, sem qualquer interferência do Chefe do Poder Executivo do Estado, ferindo-se, ainda, o próprio princípio federativo e a autonomia dos estados para fixar os vencimentos de seus servidores (arts. 2º e 25 da Constituição Federal). Conforme salientado pelo eminente Ministro Celso de Mello, por ocasião do deferimento da medida cautelar: “A plausibilidade jurídica da postulação cautelar evidencia-se, no caso, em face da jurisprudência desta Corte, que tem respeito a revisão de salários e vencimentos de servidores públicos, com base em fatores alheios à vontade e ao controle do Estado-membro. Os fundamentos dessa orientação jurisprudencial prendem-se à necessidade de estrita observância, quer do postulado da separação de poderes – que restaria comprometido pela inobservância da cláusula de iniciativa reservada para a instauração do necessário processo legislativo Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5458339. Supremo Tribunal Federal 19/02/2014 PLENÁRIO AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 668 ALAGOAS VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Com efeito, a presente ação merece ser julgada procedente, na linha do que firmado por esta Corte em sessão de 27/3/92, por ocasião do deferimento da medida cautelar. Observa-se que, enquanto a Lei Maior, no inciso XIII do art. 37, veda a vinculação de “quaisquer espécie remuneratórias para efeitos de remuneração de pessoal do serviço público”, a Constituição estadual, diversamente, assegura aos servidores públicos estaduais “piso salarial profissional para as categorias com habilitação profissional específica”, o que resulta em vinculação dos vencimentos de determinadas categorias de servidores públicos às variações do piso salarial profissional, importando em sistemática de aumento automático daqueles vencimentos, sem qualquer interferência do Chefe do Poder Executivo do Estado, ferindo-se, ainda, o próprio princípio federativo e a autonomia dos estados para fixar os vencimentos de seus servidores (arts. 2º e 25 da Constituição Federal). Conforme salientado pelo eminente Ministro Celso de Mello, por ocasião do deferimento da medida cautelar: “A plausibilidade jurídica da postulação cautelar evidencia-se, no caso, em face da jurisprudência desta Corte, que tem respeito a revisão de salários e vencimentos de servidores públicos, com base em fatores alheios à vontade e ao controle do Estado-membro. Os fundamentos dessa orientação jurisprudencial prendem-se à necessidade de estrita observância, quer do postulado da separação de poderes – que restaria comprometido pela inobservância da cláusula de iniciativa reservada para a instauração do necessário processo legislativo Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5458339. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 11 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ADI 668 / AL -, quer do princípio federativo, que não tolera a subordinação da política salarial referente ao funcionalismo público local à variação de índices ficados pela União. Com efeito, não parece haver dúvida de que a vinculação estabelecida pela Constituição estadual instaura um mecanismo de reajuste automático dos vencimentos dos servidores públicos do Estado, a partir da variação do salário mínimo profissional, que só pode ser promovida em nível federal, inclusive quando motivada – consoante assinala AMAURI MASCARO NASCIMENTO ('Curso de Direito do Trabalho', p. 454, item n. 214, 9ª ed., 1991, Saraiva) – por decisões normativas da Justiça do Trabalho ou, ainda, por negociações coletivas diretas. Esse procedimento fixado pela norma constitucional estadual, ao assegurar aos servidores públicos do Estado um limite mínimo de remuneração, cerceia a atuação discricionária do Chefe do Poder Executivo na instauração – que lhe é privativa – do correspondente processo legislativo” (fls. 84/85, grifos nossos). Logo, revela-se inconstitucional o dispositivo local que estabelece vinculação da remuneração dos respectivos servidores públicos, consoante o art. 37, inciso XIII da Carta da República, mormente quando subordinada a piso salarial profissional, o qual, em regra, é regulado por legislação federal ou convenção/acordo coletivo de trabalho, sendo, somente na ausência desses, regulado por lei estadual, conforme delegação contida na Lei Complementar Federal nº 103/2000. A jurisprudência da Corte é pacífica no que tange ao não cabimento de qualquer espécie de vinculação entre remunerações de servidores públicos, repelindo a vinculação de remuneração de servidores do Estado a fatores alheios à sua vontade e ao seu controle; seja às variações de índices de correção editados pela União; seja às variações dos pisos salariais profissionais. Nesse sentido, vide os seguintes julgados: “AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE - 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5458339. Supremo Tribunal Federal ADI 668 / AL -, quer do princípio federativo, que não tolera a subordinação da política salarial referente ao funcionalismo público local à variação de índices ficados pela União. Com efeito, não parece haver dúvida de que a vinculação estabelecida pela Constituição estadual instaura um mecanismo de reajuste automático dos vencimentos dos servidores públicos do Estado, a partir da variação do salário mínimo profissional, que só pode ser promovida em nível federal, inclusive quando motivada – consoante assinala AMAURI MASCARO NASCIMENTO ('Curso de Direito do Trabalho', p. 454, item n. 214, 9ª ed., 1991, Saraiva) – por decisões normativas da Justiça do Trabalho ou, ainda, por negociações coletivas diretas. Esse procedimento fixado pela norma constitucional estadual, ao assegurar aos servidores públicos do Estado um limite mínimo de remuneração, cerceia a atuação discricionária do Chefe do Poder Executivo na instauração – que lhe é privativa – do correspondente processo legislativo” (fls. 84/85, grifos nossos). Logo, revela-se inconstitucional o dispositivo local que estabelece vinculação da remuneração dos respectivos servidores públicos, consoante o art. 37, inciso XIII da Carta da República, mormente quando subordinada a piso salarial profissional, o qual, em regra, é regulado por legislação federal ou convenção/acordo coletivo de trabalho, sendo, somente na ausência desses, regulado por lei estadual, conforme delegação contida na Lei Complementar Federal nº 103/2000. A jurisprudência da Corte é pacífica no que tange ao não cabimento de qualquer espécie de vinculação entre remunerações de servidores públicos, repelindo a vinculação de remuneração de servidores do Estado a fatores alheios à sua vontade e ao seu controle; seja às variações de índices de correção editados pela União; seja às variações dos pisos salariais profissionais. Nesse sentido, vide os seguintes julgados: “AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE - 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5458339. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 11 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ADI 668 / AL CONSTITUIÇÃO DO ESTADO DE SANTA CATARINA (ART. 27, II) E LEI ESTADUAL N. 1117/90 - SERVIDOR PÚBLICO - CARGOS OU EMPREGOS DE NÍVEL MÉDIO E SUPERIOR - PISO SALARIAL - VINCULAÇÃO AO SALÁRIO MÍNIMO PROFISSIONAL - EXTENSÃO DO PODER CONSTITUINTE DECORRENTE - PODER DE INICIATIVA - MEDIDA CAUTELAR SUPERVENIENTEMENTE REQUERIDA - DEFERIMENTO. - A impugnação, em sede de ação direta de inconstitucionalidade, da concessão de vantagens ou benefícios funcionais onerosos a servidores públicos estaduais, outorgada diretamente pela Constituição local, reveste-se de plausibilidade jurídica, na medida em que instaura, nesta Corte, a discussão em torno da extensão do poder constituinte decorrente inicial, outorgado aos Estados-membros. O conteúdo da norma constitucional estadual, ao assegurar aos servidores públicos um limite mínimo de remuneração, além de estabelecer a vinculação dos vencimentos a índices ou valores fixados em nível federal, parece cercear a atuação discricionária dos órgãos ativamente legitimados para a instauração, na esfera de sua respectiva competência, do correspondente processo legislativo” (ADI nº 290/DF-MC, Rel. Min. Celso de Mello, DJ de 3/4/92). “CONSTITUCIONAL. AÇÃO DIRETA. LIMINAR. REMUNERAÇÃO. SERVIDORES PÚBLICOS ESTADUAIS. VINCULAÇÃO. SALÁRIO-MÍNIMO PROFISSIONAL. JORNADA DE TRABALHO. A vinculação, na Constituição Estadual, da remuneração e da jornada de servidores estaduais a disciplina que se estabelece, em lei federal, para profissionais congeneres, para os quais se estipula piso salarial correspondente a determinada quantia de salários-mínimos, torna relevante a alegação de inconstitucionalidade, em face do princípio da autonomia dos Estados-membros, bem como das regras que se referem a iniciativa reservada do Poder Executivo para certas matérias e a inadmissibilidade de vinculação e reajustamento automático de remuneração no âmbito do Poder 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5458339. Supremo Tribunal Federal ADI 668 / AL CONSTITUIÇÃO DO ESTADO DE SANTA CATARINA (ART. 27, II) E LEI ESTADUAL N. 1117/90 - SERVIDOR PÚBLICO - CARGOS OU EMPREGOS DE NÍVEL MÉDIO E SUPERIOR - PISO SALARIAL - VINCULAÇÃO AO SALÁRIO MÍNIMO PROFISSIONAL - EXTENSÃO DO PODER CONSTITUINTE DECORRENTE - PODER DE INICIATIVA - MEDIDA CAUTELAR SUPERVENIENTEMENTE REQUERIDA - DEFERIMENTO. - A impugnação, em sede de ação direta de inconstitucionalidade, da concessão de vantagens ou benefícios funcionais onerosos a servidores públicos estaduais, outorgada diretamente pela Constituição local, reveste-se de plausibilidade jurídica, na medida em que instaura, nesta Corte, a discussão em torno da extensão do poder constituinte decorrente inicial, outorgado aos Estados-membros. O conteúdo da norma constitucional estadual, ao assegurar aos servidores públicos um limite mínimo de remuneração, além de estabelecer a vinculação dos vencimentos a índices ou valores fixados em nível federal, parece cercear a atuação discricionária dos órgãos ativamente legitimados para a instauração, na esfera de sua respectiva competência, do correspondente processo legislativo” (ADI nº 290/DF-MC, Rel. Min. Celso de Mello, DJ de 3/4/92). “CONSTITUCIONAL. AÇÃO DIRETA. LIMINAR. REMUNERAÇÃO. SERVIDORES PÚBLICOS ESTADUAIS. VINCULAÇÃO. SALÁRIO-MÍNIMO PROFISSIONAL. JORNADA DE TRABALHO. A vinculação, na Constituição Estadual, da remuneração e da jornada de servidores estaduais a disciplina que se estabelece, em lei federal, para profissionais congeneres, para os quais se estipula piso salarial correspondente a determinada quantia de salários-mínimos, torna relevante a alegação de inconstitucionalidade, em face do princípio da autonomia dos Estados-membros, bem como das regras que se referem a iniciativa reservada do Poder Executivo para certas matérias e a inadmissibilidade de vinculação e reajustamento automático de remuneração no âmbito do Poder 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5458339. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 11 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ADI 668 / AL Público (arts. 25; 61, par. 1., II, a e c; e 37, XIII, da CF). Precedentes. Medida liminar deferida.” (ADI 1.064/MS-MC, Rel. Min. Ilmar Galvão, DJ de 9/9/94). “(...) 2. Inconstitucionalidade das disposições legais impugnadas porque ferem a um só tempo os seguintes preceitos da Carta de 1969: a) iniciativa exclusiva do Governador para deflagrar o processo legislativo de lei que concede aumento de vencimentos ou aumenta a despesa (art. 57, II, c/c art. 200); b) autonomia do Estado, por ficar submisso a índice de correção monetária fixado pela União (art. 13); e c) proibição de vinculação de qualquer natureza para efeito de remuneração do pessoal do serviço público, ao conceder reajuste automático (art. 98, par. Único). (...)” (AO nº 293/SC, Tribunal Pleno, Redator para acórdão o Ministro Maurício Corrêa, DJ de 24/11/95). “(...) QUANTO AS EXPRESSÕES 'COM PISO SALARIAL PROFISSIONAL NUNCA INFERIOR A TRÊS VEZES O PISO SALARIAL DOS FUNCIONÁRIOS PÚBLICOS ESTADUAIS', CONTIDAS NA LETRA 'E' DO INCISO II DO ARTIGO 199 DA CONSTITUIÇÃO DO ESTADO DO AMAZONAS, SÃO INCONSTITUCIONAIS, PORQUANTO, EM SE TRATANDO DE ESTABELECIMENTO DE PISO EM MÚLTIPLO DE PISO SALARIAL, HÁ A VINCULAÇÃO VEDADA PELO ARTIGO 37, XIII, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. (...)” (ADI 120/AM, Rel. Min. Moreira Alves, DJ de 26/4/96). “AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. LEI RONDONIENSE N. 256/1989. FIXAÇÃO DE VENCIMENTO BÁSICO PARA DESEMBARGADOR ESTADUAL E CRIAÇÃO DE FÓRMULA DE REAJUSTE. 1. Prejuízo da ação quanto aos arts. 1º e 2º da Lei rondoniense n. 256/1989 em face das alterações constitucionais posteriores. Ação Direta de Inconstitucionalidade n. 96/RO. 2. Inconstitucionalidade da 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5458339. Supremo Tribunal Federal ADI 668 / AL Público (arts. 25; 61, par. 1., II, a e c; e 37, XIII, da CF). Precedentes. Medida liminar deferida.” (ADI 1.064/MS-MC, Rel. Min. Ilmar Galvão, DJ de 9/9/94). “(...) 2. Inconstitucionalidade das disposições legais impugnadas porque ferem a um só tempo os seguintes preceitos da Carta de 1969: a) iniciativa exclusiva do Governador para deflagrar o processo legislativo de lei que concede aumento de vencimentos ou aumenta a despesa (art. 57, II, c/c art. 200); b) autonomia do Estado, por ficar submisso a índice de correção monetária fixado pela União (art. 13); e c) proibição de vinculação de qualquer natureza para efeito de remuneração do pessoal do serviço público, ao conceder reajuste automático (art. 98, par. Único). (...)” (AO nº 293/SC, Tribunal Pleno, Redator para acórdão o Ministro Maurício Corrêa, DJ de 24/11/95). “(...) QUANTO AS EXPRESSÕES 'COM PISO SALARIAL PROFISSIONAL NUNCA INFERIOR A TRÊS VEZES O PISO SALARIAL DOS FUNCIONÁRIOS PÚBLICOS ESTADUAIS', CONTIDAS NA LETRA 'E' DO INCISO II DO ARTIGO 199 DA CONSTITUIÇÃO DO ESTADO DO AMAZONAS, SÃO INCONSTITUCIONAIS, PORQUANTO, EM SE TRATANDO DE ESTABELECIMENTO DE PISO EM MÚLTIPLO DE PISO SALARIAL, HÁ A VINCULAÇÃO VEDADA PELO ARTIGO 37, XIII, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. (...)” (ADI 120/AM, Rel. Min. Moreira Alves, DJ de 26/4/96). “AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. LEI RONDONIENSE N. 256/1989. FIXAÇÃO DE VENCIMENTO BÁSICO PARA DESEMBARGADOR ESTADUAL E CRIAÇÃO DE FÓRMULA DE REAJUSTE. 1. Prejuízo da ação quanto aos arts. 1º e 2º da Lei rondoniense n. 256/1989 em face das alterações constitucionais posteriores. Ação Direta de Inconstitucionalidade n. 96/RO. 2. Inconstitucionalidade da 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5458339. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 11 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ADI 668 / AL vinculação de reajuste de remuneração de servidores públicos ao índice de preços ao consumidor. Descumprimento do princípio federativo e da autonomia estadual. Precedentes. 3. Ação Direta de Inconstitucionalidade prejudicada quanto aos arts. 1º e 2º da Lei rondoniense n. 256/1989 e julgada procedente quanto aos arts. 3º e 4º desse diploma legal” (ADI 285/RO, Rel. Cármen Lúcia, DJ de 19/3/10). Ante o exposto, voto pela procedência do pedido, declarando-se a inconstitucionalidade do inciso XII do art. 55 da Constituição do Estado de Alagoas. 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5458339. Supremo Tribunal Federal ADI 668 / AL vinculação de reajuste de remuneração de servidores públicos ao índice de preços ao consumidor. Descumprimento do princípio federativo e da autonomia estadual. Precedentes. 3. Ação Direta de Inconstitucionalidade prejudicada quanto aos arts. 1º e 2º da Lei rondoniense n. 256/1989 e julgada procedente quanto aos arts. 3º e 4º desse diploma legal” (ADI 285/RO, Rel. Cármen Lúcia, DJ de 19/3/10). Ante o exposto, voto pela procedência do pedido, declarando-se a inconstitucionalidade do inciso XII do art. 55 da Constituição do Estado de Alagoas. 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5458339. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 11 Extrato de Ata - 19/02/2014 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 668 PROCED. : ALAGOAS RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI REQTE.(S) : GOVERNADOR DO ESTADO DE ALAGOAS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE ALAGOAS INTDO.(A/S) : ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DE ALAGOAS Decisão: O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, julgou procedente a ação direta para declarar a inconstitucionalidade do inciso XII do art. 55 da Constituição do Estado de Alagoas. Votou o Presidente, Ministro Joaquim Barbosa. Ausente, neste julgamento, o Ministro Marco Aurélio. Plenário, 19.02.2014. Presidência do Senhor Ministro Joaquim Barbosa. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber, Teori Zavascki e Roberto Barroso. Procurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot Monteiro de Barros. p/ Luiz Tomimatsu Assessor-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 5512457 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 668 PROCED. : ALAGOAS RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI REQTE.(S) : GOVERNADOR DO ESTADO DE ALAGOAS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE ALAGOAS INTDO.(A/S) : ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DE ALAGOAS Decisão: O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, julgou procedente a ação direta para declarar a inconstitucionalidade do inciso XII do art. 55 da Constituição do Estado de Alagoas. Votou o Presidente, Ministro Joaquim Barbosa. Ausente, neste julgamento, o Ministro Marco Aurélio. Plenário, 19.02.2014. Presidência do Senhor Ministro Joaquim Barbosa. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber, Teori Zavascki e Roberto Barroso. Procurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot Monteiro de Barros. p/ Luiz Tomimatsu Assessor-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 5512457 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 11
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=5530540
2014-02-19T00:00:00
2014-03-28T00:00:00
O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, julgou procedente a ação direta para declarar a inconstitucionalidade do inciso XII do art. 55 da Constituição do Estado de Alagoas. Votou o Presidente, Ministro Joaquim Barbosa. Ausente, neste julgamento, o Ministro Marco Aurélio. Plenário, 19.02.2014.
AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE
EMENTA Ação direta de inconstitucionalidade. Inciso XII do art. 55 da Constituição do Estado de Alagoas. Vinculação de vencimentos de servidores estaduais a piso salarial profissional. Artigo 37, XIII, CF/88. Autonomia dos estados. Liminar deferida pelo pleno desta Corte. Procedência. 1. Enquanto a Lei Maior, no inciso XIII do art. 37, veda a vinculação de “quaisquer espécie remuneratórias para efeitos de remuneração de pessoal do serviço público”, a Constituição do Estado de Alagoas, diversamente, assegura aos servidores públicos estaduais “piso salarial profissional para as categorias com habilitação profissional específica”, o que resulta em vinculação dos vencimentos de determinadas categorias de servidores públicos às variações do piso salarial profissional, importando em sistemática de aumento automático daqueles vencimentos, sem qualquer interferência do chefe do Poder Executivo do Estado, ferindo-se, ainda, o próprio princípio federativo e a autonomia dos estados para fixar os vencimentos de seus servidores (arts. 2º e 25 da Constituição Federal). 2. A jurisprudência da Corte é pacífica no que tange ao não cabimento de qualquer espécie de vinculação da remuneração de servidores públicos, repelindo, assim, a vinculação da remuneração de servidores do Estado a fatores alheios à sua vontade e ao seu controle; seja às variações de índices de correção editados pela União; seja aos pisos salariais profissionais. Precedentes. 3. Ação direta de inconstitucionalidade julgada procedente.
sjur259183
- Acórdão(s) citado(s): (REMUNERAÇÃO DE SERVIDOR, VINCULAÇÃO) ADI 120 (TP), ADI 285 (TP), ADI 290 MC (TP), ADI 1064 MC (TP). Número de páginas: 11. Análise: 02/04/2014, BRU.
DIAS TOFFOLI
Tribunal Pleno
668
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00002 ART-00025 ART-00037 INC-00013 \n ART-00055 INC-00012\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED LCP-000103 ANO-2000\n LEI COMPLEMENTAR" ]
ADI
acordaos
ADI 668
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REQTE.(S) : GOVERNADOR DO ESTADO DE ALAGOAS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE ALAGOAS INTDO.(A/S) : ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DE ALAGOAS
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Ementa e Acórdão 19/02/2014 PLENÁRIO AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 668 ALAGOAS RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI REQTE.(S) :GOVERNADOR DO ESTADO DE ALAGOAS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE ALAGOAS INTDO.(A/S) :ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DE ALAGOAS EMENTA Ação direta de inconstitucionalidade. Inciso XII do art. 55 da Constituição do Estado de Alagoas. Vinculação de vencimentos de servidores estaduais a piso salarial profissional. Artigo 37, XIII, Constituição Federal de 1988/88. Autonomia dos estados. Liminar deferida pelo pleno desta Corte. Procedência. 1. Enquanto a Lei Maior, no inciso XIII do art. 37, veda a vinculação de “quaisquer espécie remuneratórias para efeitos de remuneração de pessoal do serviço público”, a Constituição do Estado de Alagoas, diversamente, assegura aos servidores públicos estaduais “piso salarial profissional para as categorias com habilitação profissional específica”, o que resulta em vinculação dos vencimentos de determinadas categorias de servidores públicos às variações do piso salarial profissional, importando em sistemática de aumento automático daqueles vencimentos, sem qualquer interferência do chefe do Poder Executivo do Estado, ferindo-se, ainda, o próprio princípio federativo e a autonomia dos estados para fixar os vencimentos de seus servidores (arts. 2... e 25 da Constituição Federal). 2. A jurisprudência da Corte é pacífica no que tange ao não cabimento de qualquer espécie de vinculação da remuneração de servidores públicos, repelindo, assim, a vinculação da remuneração de servidores do Estado a fatores alheios à sua vontade e ao seu controle; seja às variações de índices de correção editados pela União; seja aos pisos salariais profissionais. Precedentes. 3. Ação direta de inconstitucionalidade julgada procedente. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5519889. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 11 Ementa e Acórdão ADI 668 / AL ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em sessão plenária, sob a presidência do Senhor Ministro Joaquim Barbosa, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos e nos termos do voto do Relator, em julgar procedente a ação direta para declarar a inconstitucionalidade do inciso XII do art. 55 da Constituição do Estado de Alagoas. Brasília, 19 de fevereiro de 2014. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5519889. Supremo Tribunal Federal ADI 668 / AL ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em sessão plenária, sob a presidência do Senhor Ministro Joaquim Barbosa, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos e nos termos do voto do Relator, em julgar procedente a ação direta para declarar a inconstitucionalidade do inciso XII do art. 55 da Constituição do Estado de Alagoas. Brasília, 19 de fevereiro de 2014. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5519889. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 11 Relatório 19/02/2014 PLENÁRIO AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 668 ALAGOAS RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI REQTE.(S) :GOVERNADOR DO ESTADO DE ALAGOAS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE ALAGOAS INTDO.(A/S) :ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DE ALAGOAS RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Cuida-se de ação direta de inconstitucionalidade, com pedido de liminar, ajuizada pelo Governador do Estado de Alagoas, em 17 de janeiro de 1992, tendo por objeto o art. 55, inciso XII, da Constituição estadual, o qual prevê a aplicação aos servidores públicos de piso salarial profissional, conforme o dispositivo a seguir: “Art. 55 – São direitos especificamente assegurados aos servidores públicos civis: (...) XII – piso salarial profissional para as categorias com habilitação profissional específica.“ O autor alega que o dispositivo impugnado, ao possibilitar a vinculação dos vencimentos de determinadas categorias do serviço público estadual ao piso salarial profissional, viola o art. 37, inciso XIII, da Carta Magna. Em decisão de 20 de janeiro de 1992, o Ministro Octavio Gallotti, no exercício da Presidência da Corte, deferiu, ad referendum do Plenário, o requerimento de medida cautelar (fl. 73). Em sessão plenária de 27 de março de 1992, a Corte, por unanimidade, referendou a medida cautelar, suspendendo, até o julgamento final da ação, a vigência do inciso XII do art. 55 da Constituição do Estado de Alagoas, nos termos da ementa seguinte: Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5519887. Supremo Tribunal Federal 19/02/2014 PLENÁRIO AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 668 ALAGOAS RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI REQTE.(S) :GOVERNADOR DO ESTADO DE ALAGOAS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE ALAGOAS INTDO.(A/S) :ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DE ALAGOAS RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Cuida-se de ação direta de inconstitucionalidade, com pedido de liminar, ajuizada pelo Governador do Estado de Alagoas, em 17 de janeiro de 1992, tendo por objeto o art. 55, inciso XII, da Constituição estadual, o qual prevê a aplicação aos servidores públicos de piso salarial profissional, conforme o dispositivo a seguir: “Art. 55 – São direitos especificamente assegurados aos servidores públicos civis: (...) XII – piso salarial profissional para as categorias com habilitação profissional específica.“ O autor alega que o dispositivo impugnado, ao possibilitar a vinculação dos vencimentos de determinadas categorias do serviço público estadual ao piso salarial profissional, viola o art. 37, inciso XIII, da Carta Magna. Em decisão de 20 de janeiro de 1992, o Ministro Octavio Gallotti, no exercício da Presidência da Corte, deferiu, ad referendum do Plenário, o requerimento de medida cautelar (fl. 73). Em sessão plenária de 27 de março de 1992, a Corte, por unanimidade, referendou a medida cautelar, suspendendo, até o julgamento final da ação, a vigência do inciso XII do art. 55 da Constituição do Estado de Alagoas, nos termos da ementa seguinte: Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5519887. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 11 Relatório ADI 668 / AL “AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE – CONSTITUIÇÃO DO ESTADO DE ALAGOAS (ART. 55, XII) – SERVIDOR PÚBLICO – HABILITAÇÃO PROFISSIONAL ESPECÍFICA – PISO SALARIAL PROFISSIONAL – MECANISMO DE REAJUSTE AUTOMÁTICO DE VENCIMENTOS – MEDIDA CAUTELAR DEFERIDA. A fixação, pela Constituição do Estado, do salário mínimo profissional como piso salarial para certas categorias de servidores públicos cria um mecanismo de reajuste automático de vencimentos que parece afetar o postulado da separação de poderes, por inobservância da cláusula de iniciativa reservada para a instauração do necessário processo legislativo. Mais do que isso, essa vinculação condicionante da remuneração devida a certas categorias funcionais também parece vulnerar o próprio princípio federativo, que não tolera a subordinação da política salarial referente ao funcionalismo público local à variação de índices fixados pela União” (Relator o Ministro Celso de Mello, DJ de 19/6/92). A Assembleia Legislativa do Estado, instada a prestar informações, apresentou parecer da lavra do saudoso Ministro Mozart Victor Russomano e defendeu, em conformidade com o citado parecer, que “[o] que se quer resguardar, quando da estipulação do salário mínimo profissional para determinadas classes profissionais, é que se mantenha entre os salários mínimos, na sua evolução, a devida, rigorosa e louvável proporcionalidade, sem com isso, logicamente, ferir a nenhum preceito constitucional” (fl. 106). O Advogado-Geral da União, atuando na defesa da norma impugnada (fls. 136/142), ratificou os argumentos apresentados pela Assembleia Legislativa. Por seu turno, opinou o Procurador-Geral da República (fls. 144/146) 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5519887. Supremo Tribunal Federal ADI 668 / AL “AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE – CONSTITUIÇÃO DO ESTADO DE ALAGOAS (ART. 55, XII) – SERVIDOR PÚBLICO – HABILITAÇÃO PROFISSIONAL ESPECÍFICA – PISO SALARIAL PROFISSIONAL – MECANISMO DE REAJUSTE AUTOMÁTICO DE VENCIMENTOS – MEDIDA CAUTELAR DEFERIDA. A fixação, pela Constituição do Estado, do salário mínimo profissional como piso salarial para certas categorias de servidores públicos cria um mecanismo de reajuste automático de vencimentos que parece afetar o postulado da separação de poderes, por inobservância da cláusula de iniciativa reservada para a instauração do necessário processo legislativo. Mais do que isso, essa vinculação condicionante da remuneração devida a certas categorias funcionais também parece vulnerar o próprio princípio federativo, que não tolera a subordinação da política salarial referente ao funcionalismo público local à variação de índices fixados pela União” (Relator o Ministro Celso de Mello, DJ de 19/6/92). A Assembleia Legislativa do Estado, instada a prestar informações, apresentou parecer da lavra do saudoso Ministro Mozart Victor Russomano e defendeu, em conformidade com o citado parecer, que “[o] que se quer resguardar, quando da estipulação do salário mínimo profissional para determinadas classes profissionais, é que se mantenha entre os salários mínimos, na sua evolução, a devida, rigorosa e louvável proporcionalidade, sem com isso, logicamente, ferir a nenhum preceito constitucional” (fl. 106). O Advogado-Geral da União, atuando na defesa da norma impugnada (fls. 136/142), ratificou os argumentos apresentados pela Assembleia Legislativa. Por seu turno, opinou o Procurador-Geral da República (fls. 144/146) 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5519887. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 11 Relatório ADI 668 / AL pelo reconhecimento da inconstitucionalidade do dispositivo impugnado, afirmando que esta Corte, oportunamente, manifestou-se no sentido da “proibição de vinculação de qualquer natureza para efeito de remuneração do pessoal do serviço público” (fl. 146). Questionado sobre a vigência da norma impugnada, o Governador do Estado de Alagoas afirmou viger o diploma e não ter ele sofrido qualquer alteração. É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5519887. Supremo Tribunal Federal ADI 668 / AL pelo reconhecimento da inconstitucionalidade do dispositivo impugnado, afirmando que esta Corte, oportunamente, manifestou-se no sentido da “proibição de vinculação de qualquer natureza para efeito de remuneração do pessoal do serviço público” (fl. 146). Questionado sobre a vigência da norma impugnada, o Governador do Estado de Alagoas afirmou viger o diploma e não ter ele sofrido qualquer alteração. É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5519887. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 11 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI 19/02/2014 PLENÁRIO AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 668 ALAGOAS VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Com efeito, a presente ação merece ser julgada procedente, na linha do que firmado por esta Corte em sessão de 27/3/92, por ocasião do deferimento da medida cautelar. Observa-se que, enquanto a Lei Maior, no inciso XIII do art. 37, veda a vinculação de “quaisquer espécie remuneratórias para efeitos de remuneração de pessoal do serviço público”, a Constituição estadual, diversamente, assegura aos servidores públicos estaduais “piso salarial profissional para as categorias com habilitação profissional específica”, o que resulta em vinculação dos vencimentos de determinadas categorias de servidores públicos às variações do piso salarial profissional, importando em sistemática de aumento automático daqueles vencimentos, sem qualquer interferência do Chefe do Poder Executivo do Estado, ferindo-se, ainda, o próprio princípio federativo e a autonomia dos estados para fixar os vencimentos de seus servidores (arts. 2... e 25 da Constituição Federal). Conforme salientado pelo eminente Ministro Celso de Mello, por ocasião do deferimento da medida cautelar: “A plausibilidade jurídica da postulação cautelar evidencia-se, no caso, em face da jurisprudência desta Corte, que tem respeito a revisão de salários e vencimentos de servidores públicos, com base em fatores alheios à vontade e ao controle do Estado-membro. Os fundamentos dessa orientação jurisprudencial prendem-se à necessidade de estrita observância, quer do postulado da separação de poderes – que restaria comprometido pela inobservância da cláusula de iniciativa reservada para a instauração do necessário processo legislativo Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5458339. Supremo Tribunal Federal 19/02/2014 PLENÁRIO AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 668 ALAGOAS VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Com efeito, a presente ação merece ser julgada procedente, na linha do que firmado por esta Corte em sessão de 27/3/92, por ocasião do deferimento da medida cautelar. Observa-se que, enquanto a Lei Maior, no inciso XIII do art. 37, veda a vinculação de “quaisquer espécie remuneratórias para efeitos de remuneração de pessoal do serviço público”, a Constituição estadual, diversamente, assegura aos servidores públicos estaduais “piso salarial profissional para as categorias com habilitação profissional específica”, o que resulta em vinculação dos vencimentos de determinadas categorias de servidores públicos às variações do piso salarial profissional, importando em sistemática de aumento automático daqueles vencimentos, sem qualquer interferência do Chefe do Poder Executivo do Estado, ferindo-se, ainda, o próprio princípio federativo e a autonomia dos estados para fixar os vencimentos de seus servidores (arts. 2... e 25 da Constituição Federal). Conforme salientado pelo eminente Ministro Celso de Mello, por ocasião do deferimento da medida cautelar: “A plausibilidade jurídica da postulação cautelar evidencia-se, no caso, em face da jurisprudência desta Corte, que tem respeito a revisão de salários e vencimentos de servidores públicos, com base em fatores alheios à vontade e ao controle do Estado-membro. Os fundamentos dessa orientação jurisprudencial prendem-se à necessidade de estrita observância, quer do postulado da separação de poderes – que restaria comprometido pela inobservância da cláusula de iniciativa reservada para a instauração do necessário processo legislativo Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5458339. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 11 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ADI 668 / AL -, quer do princípio federativo, que não tolera a subordinação da política salarial referente ao funcionalismo público local à variação de índices ficados pela União. Com efeito, não parece haver dúvida de que a vinculação estabelecida pela Constituição estadual instaura um mecanismo de reajuste automático dos vencimentos dos servidores públicos do Estado, a partir da variação do salário mínimo profissional, que só pode ser promovida em nível federal, inclusive quando motivada – consoante assinala AMAURI MASCARO NASCIMENTO ('Curso de Direito do Trabalho', p. 454, item n. 214, 9... ed., 1991, Saraiva) – por decisões normativas da Justiça do Trabalho ou, ainda, por negociações coletivas diretas. Esse procedimento fixado pela norma constitucional estadual, ao assegurar aos servidores públicos do Estado um limite mínimo de remuneração, cerceia a atuação discricionária do Chefe do Poder Executivo na instauração – que lhe é privativa – do correspondente processo legislativo” (fls. 84/85, grifos nossos). Logo, revela-se inconstitucional o dispositivo local que estabelece vinculação da remuneração dos respectivos servidores públicos, consoante o art. 37, inciso XIII da Carta da República, mormente quando subordinada a piso salarial profissional, o qual, em regra, é regulado por legislação federal ou convenção/acordo coletivo de trabalho, sendo, somente na ausência desses, regulado por lei estadual, conforme delegação contida na Lei Complementar Federal n 103/2000. A jurisprudência da Corte é pacífica no que tange ao não cabimento de qualquer espécie de vinculação entre remunerações de servidores públicos, repelindo a vinculação de remuneração de servidores do Estado a fatores alheios à sua vontade e ao seu controle; seja às variações de índices de correção editados pela União; seja às variações dos pisos salariais profissionais. Nesse sentido, vide os seguintes julgados: “AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE - 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5458339. Supremo Tribunal Federal ADI 668 / AL -, quer do princípio federativo, que não tolera a subordinação da política salarial referente ao funcionalismo público local à variação de índices ficados pela União. Com efeito, não parece haver dúvida de que a vinculação estabelecida pela Constituição estadual instaura um mecanismo de reajuste automático dos vencimentos dos servidores públicos do Estado, a partir da variação do salário mínimo profissional, que só pode ser promovida em nível federal, inclusive quando motivada – consoante assinala AMAURI MASCARO NASCIMENTO ('Curso de Direito do Trabalho', p. 454, item n. 214, 9... ed., 1991, Saraiva) – por decisões normativas da Justiça do Trabalho ou, ainda, por negociações coletivas diretas. Esse procedimento fixado pela norma constitucional estadual, ao assegurar aos servidores públicos do Estado um limite mínimo de remuneração, cerceia a atuação discricionária do Chefe do Poder Executivo na instauração – que lhe é privativa – do correspondente processo legislativo” (fls. 84/85, grifos nossos). Logo, revela-se inconstitucional o dispositivo local que estabelece vinculação da remuneração dos respectivos servidores públicos, consoante o art. 37, inciso XIII da Carta da República, mormente quando subordinada a piso salarial profissional, o qual, em regra, é regulado por legislação federal ou convenção/acordo coletivo de trabalho, sendo, somente na ausência desses, regulado por lei estadual, conforme delegação contida na Lei Complementar Federal n 103/2000. A jurisprudência da Corte é pacífica no que tange ao não cabimento de qualquer espécie de vinculação entre remunerações de servidores públicos, repelindo a vinculação de remuneração de servidores do Estado a fatores alheios à sua vontade e ao seu controle; seja às variações de índices de correção editados pela União; seja às variações dos pisos salariais profissionais. Nesse sentido, vide os seguintes julgados: “AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE - 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5458339. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 11 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ADI 668 / AL CONSTITUIÇÃO DO ESTADO DE SANTA CATARINA (ART. 27, II) E LEI ESTADUAL N. 1117/90 - SERVIDOR PÚBLICO - CARGOS OU EMPREGOS DE NÍVEL MÉDIO E SUPERIOR - PISO SALARIAL - VINCULAÇÃO AO SALÁRIO MÍNIMO PROFISSIONAL - EXTENSÃO DO PODER CONSTITUINTE DECORRENTE - PODER DE INICIATIVA - MEDIDA CAUTELAR SUPERVENIENTEMENTE REQUERIDA - DEFERIMENTO. - A impugnação, em sede de ação direta de inconstitucionalidade, da concessão de vantagens ou benefícios funcionais onerosos a servidores públicos estaduais, outorgada diretamente pela Constituição local, reveste-se de plausibilidade jurídica, na medida em que instaura, nesta Corte, a discussão em torno da extensão do poder constituinte decorrente inicial, outorgado aos Estados-membros. O conteúdo da norma constitucional estadual, ao assegurar aos servidores públicos um limite mínimo de remuneração, além de estabelecer a vinculação dos vencimentos a índices ou valores fixados em nível federal, parece cercear a atuação discricionária dos órgãos ativamente legitimados para a instauração, na esfera de sua respectiva competência, do correspondente processo legislativo” (ADI n 290/DF-MC, Rel. Min. Celso de Mello, DJ de 3/4/92). “CONSTITUCIONAL. AÇÃO DIRETA. LIMINAR. REMUNERAÇÃO. SERVIDORES PÚBLICOS ESTADUAIS. VINCULAÇÃO. SALÁRIO-MÍNIMO PROFISSIONAL. JORNADA DE TRABALHO. A vinculação, na Constituição Estadual, da remuneração e da jornada de servidores estaduais a disciplina que se estabelece, em lei federal, para profissionais congeneres, para os quais se estipula piso salarial correspondente a determinada quantia de salários-mínimos, torna relevante a alegação de inconstitucionalidade, em face do princípio da autonomia dos Estados-membros, bem como das regras que se referem a iniciativa reservada do Poder Executivo para certas matérias e a inadmissibilidade de vinculação e reajustamento automático de remuneração no âmbito do Poder 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5458339. Supremo Tribunal Federal ADI 668 / AL CONSTITUIÇÃO DO ESTADO DE SANTA CATARINA (ART. 27, II) E LEI ESTADUAL N. 1117/90 - SERVIDOR PÚBLICO - CARGOS OU EMPREGOS DE NÍVEL MÉDIO E SUPERIOR - PISO SALARIAL - VINCULAÇÃO AO SALÁRIO MÍNIMO PROFISSIONAL - EXTENSÃO DO PODER CONSTITUINTE DECORRENTE - PODER DE INICIATIVA - MEDIDA CAUTELAR SUPERVENIENTEMENTE REQUERIDA - DEFERIMENTO. - A impugnação, em sede de ação direta de inconstitucionalidade, da concessão de vantagens ou benefícios funcionais onerosos a servidores públicos estaduais, outorgada diretamente pela Constituição local, reveste-se de plausibilidade jurídica, na medida em que instaura, nesta Corte, a discussão em torno da extensão do poder constituinte decorrente inicial, outorgado aos Estados-membros. O conteúdo da norma constitucional estadual, ao assegurar aos servidores públicos um limite mínimo de remuneração, além de estabelecer a vinculação dos vencimentos a índices ou valores fixados em nível federal, parece cercear a atuação discricionária dos órgãos ativamente legitimados para a instauração, na esfera de sua respectiva competência, do correspondente processo legislativo” (ADI n 290/DF-MC, Rel. Min. Celso de Mello, DJ de 3/4/92). “CONSTITUCIONAL. AÇÃO DIRETA. LIMINAR. REMUNERAÇÃO. SERVIDORES PÚBLICOS ESTADUAIS. VINCULAÇÃO. SALÁRIO-MÍNIMO PROFISSIONAL. JORNADA DE TRABALHO. A vinculação, na Constituição Estadual, da remuneração e da jornada de servidores estaduais a disciplina que se estabelece, em lei federal, para profissionais congeneres, para os quais se estipula piso salarial correspondente a determinada quantia de salários-mínimos, torna relevante a alegação de inconstitucionalidade, em face do princípio da autonomia dos Estados-membros, bem como das regras que se referem a iniciativa reservada do Poder Executivo para certas matérias e a inadmissibilidade de vinculação e reajustamento automático de remuneração no âmbito do Poder 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5458339. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 11 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ADI 668 / AL Público (arts. 25; 61, par. 1., II, a e c; e 37, XIII, da Constituição Federal de 1988). Precedentes. Medida liminar deferida.” (ADI 1.064/MS-MC, Rel. Min. Ilmar Galvão, DJ de 9/9/94). “(...) 2. Inconstitucionalidade das disposições legais impugnadas porque ferem a um só tempo os seguintes preceitos da Carta de 1969: a) iniciativa exclusiva do Governador para deflagrar o processo legislativo de lei que concede aumento de vencimentos ou aumenta a despesa (art. 57, II, c/c art. 200); b) autonomia do Estado, por ficar submisso a índice de correção monetária fixado pela União (art. 13); e c) proibição de vinculação de qualquer natureza para efeito de remuneração do pessoal do serviço público, ao conceder reajuste automático (art. 98, par. Único). (...)” (AO n 293/SC, Tribunal Pleno, Redator para acórdão o Ministro Maurício Corrêa, DJ de 24/11/95). “(...) QUANTO AS EXPRESSÕES 'COM PISO SALARIAL PROFISSIONAL NUNCA INFERIOR A TRÊS VEZES O PISO SALARIAL DOS FUNCIONÁRIOS PÚBLICOS ESTADUAIS', CONTIDAS NA LETRA 'E' DO INCISO II DO ARTIGO 199 DA CONSTITUIÇÃO DO ESTADO DO AMAZONAS, SÃO INCONSTITUCIONAIS, PORQUANTO, EM SE TRATANDO DE ESTABELECIMENTO DE PISO EM MÚLTIPLO DE PISO SALARIAL, HÁ A VINCULAÇÃO VEDADA PELO ARTIGO 37, XIII, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. (...)” (ADI 120/AM, Rel. Min. Moreira Alves, DJ de 26/4/96). “AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. LEI RONDONIENSE N. 256/1989. FIXAÇÃO DE VENCIMENTO BÁSICO PARA DESEMBARGADOR ESTADUAL E CRIAÇÃO DE FÓRMULA DE REAJUSTE. 1. Prejuízo da ação quanto aos arts. 1... e 2... da Lei rondoniense n. 256/1989 em face das alterações constitucionais posteriores. Ação Direta de Inconstitucionalidade n. 96/RO. 2. Inconstitucionalidade da 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5458339. Supremo Tribunal Federal ADI 668 / AL Público (arts. 25; 61, par. 1., II, a e c; e 37, XIII, da Constituição Federal de 1988). Precedentes. Medida liminar deferida.” (ADI 1.064/MS-MC, Rel. Min. Ilmar Galvão, DJ de 9/9/94). “(...) 2. Inconstitucionalidade das disposições legais impugnadas porque ferem a um só tempo os seguintes preceitos da Carta de 1969: a) iniciativa exclusiva do Governador para deflagrar o processo legislativo de lei que concede aumento de vencimentos ou aumenta a despesa (art. 57, II, c/c art. 200); b) autonomia do Estado, por ficar submisso a índice de correção monetária fixado pela União (art. 13); e c) proibição de vinculação de qualquer natureza para efeito de remuneração do pessoal do serviço público, ao conceder reajuste automático (art. 98, par. Único). (...)” (AO n 293/SC, Tribunal Pleno, Redator para acórdão o Ministro Maurício Corrêa, DJ de 24/11/95). “(...) QUANTO AS EXPRESSÕES 'COM PISO SALARIAL PROFISSIONAL NUNCA INFERIOR A TRÊS VEZES O PISO SALARIAL DOS FUNCIONÁRIOS PÚBLICOS ESTADUAIS', CONTIDAS NA LETRA 'E' DO INCISO II DO ARTIGO 199 DA CONSTITUIÇÃO DO ESTADO DO AMAZONAS, SÃO INCONSTITUCIONAIS, PORQUANTO, EM SE TRATANDO DE ESTABELECIMENTO DE PISO EM MÚLTIPLO DE PISO SALARIAL, HÁ A VINCULAÇÃO VEDADA PELO ARTIGO 37, XIII, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. (...)” (ADI 120/AM, Rel. Min. Moreira Alves, DJ de 26/4/96). “AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. LEI RONDONIENSE N. 256/1989. FIXAÇÃO DE VENCIMENTO BÁSICO PARA DESEMBARGADOR ESTADUAL E CRIAÇÃO DE FÓRMULA DE REAJUSTE. 1. Prejuízo da ação quanto aos arts. 1... e 2... da Lei rondoniense n. 256/1989 em face das alterações constitucionais posteriores. Ação Direta de Inconstitucionalidade n. 96/RO. 2. Inconstitucionalidade da 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5458339. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 11 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ADI 668 / AL vinculação de reajuste de remuneração de servidores públicos ao índice de preços ao consumidor. Descumprimento do princípio federativo e da autonomia estadual. Precedentes. 3. Ação Direta de Inconstitucionalidade prejudicada quanto aos arts. 1... e 2... da Lei rondoniense n. 256/1989 e julgada procedente quanto aos arts. 3... e 4... desse diploma legal” (ADI 285/RO, Rel. Cármen Lúcia, DJ de 19/3/10). Ante o exposto, voto pela procedência do pedido, declarando-se a inconstitucionalidade do inciso XII do art. 55 da Constituição do Estado de Alagoas. 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5458339. Supremo Tribunal Federal ADI 668 / AL vinculação de reajuste de remuneração de servidores públicos ao índice de preços ao consumidor. Descumprimento do princípio federativo e da autonomia estadual. Precedentes. 3. Ação Direta de Inconstitucionalidade prejudicada quanto aos arts. 1... e 2... da Lei rondoniense n. 256/1989 e julgada procedente quanto aos arts. 3... e 4... desse diploma legal” (ADI 285/RO, Rel. Cármen Lúcia, DJ de 19/3/10). Ante o exposto, voto pela procedência do pedido, declarando-se a inconstitucionalidade do inciso XII do art. 55 da Constituição do Estado de Alagoas. 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5458339. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 11 Extrato de Ata - 19/02/2014 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 668 PROCED. : ALAGOAS RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI REQTE.(S) : GOVERNADOR DO ESTADO DE ALAGOAS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE ALAGOAS INTDO.(A/S) : ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DE ALAGOAS Decisão: O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, julgou procedente a ação direta para declarar a inconstitucionalidade do inciso XII do art. 55 da Constituição do Estado de Alagoas. Votou o Presidente, Ministro Joaquim Barbosa. Ausente, neste julgamento, o Ministro Marco Aurélio. Plenário, 19.02.2014. Presidência do Senhor Ministro Joaquim Barbosa. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber, Teori Zavascki e Roberto Barroso. Procurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot Monteiro de Barros. p/ Luiz Tomimatsu Assessor-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 5512457 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 668 PROCED. : ALAGOAS RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI REQTE.(S) : GOVERNADOR DO ESTADO DE ALAGOAS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE ALAGOAS INTDO.(A/S) : ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DE ALAGOAS Decisão: O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, julgou procedente a ação direta para declarar a inconstitucionalidade do inciso XII do art. 55 da Constituição do Estado de Alagoas. Votou o Presidente, Ministro Joaquim Barbosa. Ausente, neste julgamento, o Ministro Marco Aurélio. Plenário, 19.02.2014. Presidência do Senhor Ministro Joaquim Barbosa. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber, Teori Zavascki e Roberto Barroso. Procurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot Monteiro de Barros. p/ Luiz Tomimatsu Assessor-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 5512457 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 11
{ "JURISPRUDENCIA": [ "AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 668", "ADI 668 / AL", "ADI 668 / AL", "AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 668", "AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 668", "ADI 668 / AL", "ADI 668 / AL", "ADI 668 / AL", "ADI 668 / AL", "ADI 668 / AL", "ADI 668 / AL", "ADI 668 / AL", "ADI n 290 / DF - MC", "ADI 668 / AL", "ADI n 290 / DF - MC", "ADI 668 / AL", "ADI 1 . 064 / MS - MC", "AO n 293 / SC", "ADI 120 / AM", "ADI 668 / AL", "ADI 1 . 064 / MS - MC", "AO n 293 / SC", "ADI 120 / AM", "Ação Direta de Inconstitucionalidade n . 96 / RO", "ADI 668 / AL", "ADI 285 / RO", "ADI 668 / AL", "ADI 285 / RO" ], "LEGISLACAO": [ "Inciso XII do art . 55 da Constituição do Estado de Alagoas", "Artigo 37 , XIII , Constituição Federal de 1988 / 88", "Lei Maior", "Constituição do Estado de Alagoas", "arts . 2 . . . e 25 da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "inciso XII do art . 55 da Constituição do Estado de Alagoas", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 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"ESTADO DE ALAGOAS", "ALAGOAS", "ESTADO DE ALAGOAS", "ESTADO DE ALAGOAS" ], "ORGANIZACAO": [ "PLENÁRIO", "ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DE ALAGOAS", "União", "Infraestrutura", "de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PLENÁRIO", "ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DE ALAGOAS", "Plenário", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DE ALAGOAS", "Plenário", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "União", "Assembleia Legislativa do Estado", "União", "Assembleia Legislativa", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal 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Ementa e Acórdão 18/02/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 778.727 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :CAIXA DE PREVIDÊNCIA DOS FUNCIONÁRIOS DO BANCO DO BRASIL - PREVI ADV.(A/S) :GIOVANA MICHELIN LETTI ADV.(A/S) :FABRÍCIO ZIR BOTHOMÉ E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :CASSIANO RICARDO CAPORAL E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :GELSON LUIZ SURDI E OUTRO(A/S) E M E N T A: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – PLANO DE PREVIDÊNCIA PRIVADA – RESTITUIÇÃO DE CONTRIBUIÇÕES – ÍNDICES DE CORREÇÃO MONETÁRIA – ALEGADA VIOLAÇÃO A PRECEITOS INSCRITOS NA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA – AUSÊNCIA DE OFENSA DIRETA À CONSTITUIÇÃO – CONTROVÉRSIA SUSCITADA NO RE 582.504-RG/RJ – MATÉRIA A CUJO RESPEITO NÃO SE RECONHECEU A EXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL – RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência da Ministra Cármen Lúcia, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. Brasília, 18 de fevereiro de 2014. CELSO DE MELLO – RELATOR Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5583203. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Relatório 18/02/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 778.727 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :CAIXA DE PREVIDÊNCIA DOS FUNCIONÁRIOS DO BANCO DO BRASIL - PREVI ADV.(A/S) :GIOVANA MICHELIN LETTI ADV.(A/S) :FABRÍCIO ZIR BOTHOMÉ E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :CASSIANO RICARDO CAPORAL E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :GELSON LUIZ SURDI E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se de recurso de agravo, tempestivamente interposto, contra decisão que não conheceu do recurso extraordinário deduzido pela parte ora recorrente, em face do reconhecimento, pelo Supremo Tribunal Federal, de que inexiste, no tema versado nestes autos, repercussão geral da matéria suscitada no RE 582.504-RG/RJ, Rel. Min. CEZAR PELUSO. Eis o teor da decisão que, por mim proferida, sofreu a interposição do presente recurso de agravo: “O Supremo Tribunal Federal, apreciando a ocorrência, ou não, de controvérsia alegadamente impregnada de transcendência e observando o procedimento a que se refere a Lei nº 11.418/2006, entendeu destituída de repercussão geral a questão suscitada no RE 582.504-RG/RJ, Rel. Min. CEZAR PELUSO, por tratar-se de litígio referente a matéria infraconstitucional e de causa decidida à luz dos fatos e das provas existentes nos autos, fazendo-o em decisão assim ementada: ‘RECURSO. Extraordinário. Incognoscibilidade. Plano de previdência privada. Resgate das contribuições. Índices de Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5583204. Supremo Tribunal Federal 18/02/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 778.727 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :CAIXA DE PREVIDÊNCIA DOS FUNCIONÁRIOS DO BANCO DO BRASIL - PREVI ADV.(A/S) :GIOVANA MICHELIN LETTI ADV.(A/S) :FABRÍCIO ZIR BOTHOMÉ E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :CASSIANO RICARDO CAPORAL E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :GELSON LUIZ SURDI E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se de recurso de agravo, tempestivamente interposto, contra decisão que não conheceu do recurso extraordinário deduzido pela parte ora recorrente, em face do reconhecimento, pelo Supremo Tribunal Federal, de que inexiste, no tema versado nestes autos, repercussão geral da matéria suscitada no RE 582.504-RG/RJ, Rel. Min. CEZAR PELUSO. Eis o teor da decisão que, por mim proferida, sofreu a interposição do presente recurso de agravo: “O Supremo Tribunal Federal, apreciando a ocorrência, ou não, de controvérsia alegadamente impregnada de transcendência e observando o procedimento a que se refere a Lei nº 11.418/2006, entendeu destituída de repercussão geral a questão suscitada no RE 582.504-RG/RJ, Rel. Min. CEZAR PELUSO, por tratar-se de litígio referente a matéria infraconstitucional e de causa decidida à luz dos fatos e das provas existentes nos autos, fazendo-o em decisão assim ementada: ‘RECURSO. Extraordinário. Incognoscibilidade. Plano de previdência privada. Resgate das contribuições. Índices de Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5583204. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório RE 778727 AGR / DF correção. Questão infraconstitucional. Precedentes. Ausência de repercussão geral. Recurso extraordinário não conhecido. Não apresenta repercussão geral o recurso extraordinário que, tendo por objeto questão de resgate de contribuição de plano de previdência privada, versa sobre matéria infraconstitucional.’ O não atendimento desse pré-requisito de admissibilidade recursal, considerado o que dispõe o art. 322 do RISTF, na redação dada pela Emenda Regimental nº 21/2007, inviabiliza o conhecimento do recurso extraordinário interposto pela parte ora recorrente. Impõe-se observar, de outro lado, no que se refere à alegada transgressão ao postulado constitucional que impõe, ao Poder Judiciário, o dever de motivar suas decisões (CF, art. 93, IX), que o Supremo Tribunal Federal – embora sempre enfatizando a imprescindibilidade da observância dessa imposição da Carta Política (RTJ 170/627-628) – não confere, a tal prescrição constitucional, o alcance que lhe pretende dar a parte ora recorrente, pois, na realidade, segundo entendimento firmado por esta própria Corte, ‘O que a Constituição exige, no art. 93, IX, é que a decisão judicial seja fundamentada; não, que a fundamentação seja correta, na solução das questões de fato ou de direito da lide: declinadas no julgado as premissas, corretamente assentadas ou não, mas coerentes com o dispositivo do acórdão, está satisfeita a exigência constitucional’ (RTJ 150/269, Rel. Min. SEPÚLVEDA PERTENCE – grifei). Vale ter presente , a respeito do sentido que esta Corte tem dado à norma inscrita no inciso IX do art. 93 da Constituição, que os precedentes deste Tribunal desautorizam a abordagem hermenêutica feita pela parte ora recorrente, como se dessume de diversos julgados (AI 731.527-AgR/RJ, Rel. Min. GILMAR MENDES – AI 838.209-AgR/MA, Rel. Min. GILMAR MENDES – AI 840.788-AgR/SC, Rel. Min. LUIZ FUX – AI 842.316-AgR/RJ, Rel. Min. LUIZ FUX, v.g.), notadamente daqueles referidos pelo eminente Relator do AI 791.792-QO-RG/PE, Rel. Min. GILMAR MENDES, em cujo âmbito se reconheceu, a propósito da cláusula 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5583204. Supremo Tribunal Federal RE 778727 AGR / DF correção. Questão infraconstitucional. Precedentes. Ausência de repercussão geral. Recurso extraordinário não conhecido. Não apresenta repercussão geral o recurso extraordinário que, tendo por objeto questão de resgate de contribuição de plano de previdência privada, versa sobre matéria infraconstitucional.’ O não atendimento desse pré-requisito de admissibilidade recursal, considerado o que dispõe o art. 322 do RISTF, na redação dada pela Emenda Regimental nº 21/2007, inviabiliza o conhecimento do recurso extraordinário interposto pela parte ora recorrente. Impõe-se observar, de outro lado, no que se refere à alegada transgressão ao postulado constitucional que impõe, ao Poder Judiciário, o dever de motivar suas decisões (CF, art. 93, IX), que o Supremo Tribunal Federal – embora sempre enfatizando a imprescindibilidade da observância dessa imposição da Carta Política (RTJ 170/627-628) – não confere, a tal prescrição constitucional, o alcance que lhe pretende dar a parte ora recorrente, pois, na realidade, segundo entendimento firmado por esta própria Corte, ‘O que a Constituição exige, no art. 93, IX, é que a decisão judicial seja fundamentada; não, que a fundamentação seja correta, na solução das questões de fato ou de direito da lide: declinadas no julgado as premissas, corretamente assentadas ou não, mas coerentes com o dispositivo do acórdão, está satisfeita a exigência constitucional’ (RTJ 150/269, Rel. Min. SEPÚLVEDA PERTENCE – grifei). Vale ter presente , a respeito do sentido que esta Corte tem dado à norma inscrita no inciso IX do art. 93 da Constituição, que os precedentes deste Tribunal desautorizam a abordagem hermenêutica feita pela parte ora recorrente, como se dessume de diversos julgados (AI 731.527-AgR/RJ, Rel. Min. GILMAR MENDES – AI 838.209-AgR/MA, Rel. Min. GILMAR MENDES – AI 840.788-AgR/SC, Rel. Min. LUIZ FUX – AI 842.316-AgR/RJ, Rel. Min. LUIZ FUX, v.g.), notadamente daqueles referidos pelo eminente Relator do AI 791.792-QO-RG/PE, Rel. Min. GILMAR MENDES, em cujo âmbito se reconheceu, a propósito da cláusula 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5583204. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Relatório RE 778727 AGR / DF constitucional mencionada, a existência de repercussão geral (RTJ 150/269, Rel. Min. SEPÚLVEDA PERTENCE – AI 529.105- -AgR/CE, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA – AI 637.301-AgR/GO, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA – RE 327.143-AgR/PE, Rel. Min. CARLOS VELLOSO, v.g.). Sendo assim, e em face das razões expostas, não conheço deste recurso extraordinário. ....................................................................................................... Ministro CELSO DE MELLO Relator” Inconformada com esse ato decisório, a parte ora agravante interpõe o presente recurso, postulando o provimento do agravo que deduziu. Por não me convencer das razões expostas, submeto, à apreciação desta colenda Turma, o presente recurso de agravo. É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5583204. Supremo Tribunal Federal RE 778727 AGR / DF constitucional mencionada, a existência de repercussão geral (RTJ 150/269, Rel. Min. SEPÚLVEDA PERTENCE – AI 529.105- -AgR/CE, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA – AI 637.301-AgR/GO, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA – RE 327.143-AgR/PE, Rel. Min. CARLOS VELLOSO, v.g.). Sendo assim, e em face das razões expostas, não conheço deste recurso extraordinário. ....................................................................................................... Ministro CELSO DE MELLO Relator” Inconformada com esse ato decisório, a parte ora agravante interpõe o presente recurso, postulando o provimento do agravo que deduziu. Por não me convencer das razões expostas, submeto, à apreciação desta colenda Turma, o presente recurso de agravo. É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5583204. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. CELSO DE MELLO 18/02/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 778.727 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Não assiste razão à parte recorrente, eis que a decisão agravada ajusta- se , com integral fidelidade, à diretriz jurisprudencial que o Supremo Tribunal Federal firmou na matéria ora em exame. Com efeito, o Plenário desta Suprema Corte, apreciando a ocorrência, ou não, de controvérsia impregnada de transcendência e observando o procedimento a que se refere a Lei nº 11.418/2006, entendeu destituída de repercussão geral a questão jurídica suscitada no RE 582.504-RG/RJ, Rel. Min. CEZAR PELUSO: “RECURSO. Extraordinário. Incognoscibilidade. Plano de previdência privada. Resgate das contribuições. Índices de correção. Questão infraconstitucional. Precedentes. Ausência de repercussão geral. Recurso extraordinário não conhecido. Não apresenta repercussão geral o recurso extraordinário que, tendo por objeto questão de resgate de contribuição de plano de previdência privada, versa sobre matéria infraconstitucional.” O não atendimento desse pré-requisito de admissibilidade recursal, considerado o que dispõe o art. 322 do RISTF, na redação dada pela Emenda Regimental nº 21/2007, inviabiliza o conhecimento do recurso extraordinário interposto pela parte agravante, como já ressaltado na decisão ora impugnada. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5583205. Supremo Tribunal Federal 18/02/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 778.727 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Não assiste razão à parte recorrente, eis que a decisão agravada ajusta- se , com integral fidelidade, à diretriz jurisprudencial que o Supremo Tribunal Federal firmou na matéria ora em exame. Com efeito, o Plenário desta Suprema Corte, apreciando a ocorrência, ou não, de controvérsia impregnada de transcendência e observando o procedimento a que se refere a Lei nº 11.418/2006, entendeu destituída de repercussão geral a questão jurídica suscitada no RE 582.504-RG/RJ, Rel. Min. CEZAR PELUSO: “RECURSO. Extraordinário. Incognoscibilidade. Plano de previdência privada. Resgate das contribuições. Índices de correção. Questão infraconstitucional. Precedentes. Ausência de repercussão geral. Recurso extraordinário não conhecido. Não apresenta repercussão geral o recurso extraordinário que, tendo por objeto questão de resgate de contribuição de plano de previdência privada, versa sobre matéria infraconstitucional.” O não atendimento desse pré-requisito de admissibilidade recursal, considerado o que dispõe o art. 322 do RISTF, na redação dada pela Emenda Regimental nº 21/2007, inviabiliza o conhecimento do recurso extraordinário interposto pela parte agravante, como já ressaltado na decisão ora impugnada. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5583205. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. CELSO DE MELLO RE 778727 AGR / DF Sendo assim, tendo em consideração as razões expostas, nego provimento ao presente recurso de agravo, mantendo, em consequência, por seus próprios fundamentos, a decisão ora agravada. É o meu voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5583205. Supremo Tribunal Federal RE 778727 AGR / DF Sendo assim, tendo em consideração as razões expostas, nego provimento ao presente recurso de agravo, mantendo, em consequência, por seus próprios fundamentos, a decisão ora agravada. É o meu voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5583205. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 18/02/2014 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 778.727 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) : CAIXA DE PREVIDÊNCIA DOS FUNCIONÁRIOS DO BANCO DO BRASIL - PREVI ADV.(A/S) : GIOVANA MICHELIN LETTI ADV.(A/S) : FABRÍCIO ZIR BOTHOMÉ E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : CASSIANO RICARDO CAPORAL E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : GELSON LUIZ SURDI E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. 2ª Turma, 18.02.2014. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 5351763 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 778.727 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) : CAIXA DE PREVIDÊNCIA DOS FUNCIONÁRIOS DO BANCO DO BRASIL - PREVI ADV.(A/S) : GIOVANA MICHELIN LETTI ADV.(A/S) : FABRÍCIO ZIR BOTHOMÉ E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : CASSIANO RICARDO CAPORAL E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : GELSON LUIZ SURDI E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. 2ª Turma, 18.02.2014. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 5351763 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=5634098
2014-02-18T00:00:00
2014-04-10T00:00:00
A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. 2ª Turma, 18.02.2014.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
E M E N T A: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – PLANO DE PREVIDÊNCIA PRIVADA – RESTITUIÇÃO DE CONTRIBUIÇÕES – ÍNDICES DE CORREÇÃO MONETÁRIA – ALEGADA VIOLAÇÃO A PRECEITOS INSCRITOS NA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA – AUSÊNCIA DE OFENSA DIRETA À CONSTITUIÇÃO – CONTROVÉRSIA SUSCITADA NO RE 582.504-RG/RJ – MATÉRIA A CUJO RESPEITO NÃO SE RECONHECEU A EXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL – RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO.
sjur260622
- Acórdão(s) citado(s): (CONTRIBUIÇÕES, ÍNDICES DE CORREÇÃO) RE 582504 RG. Número de páginas: 7. Análise: 22/04/2014, TIA.
CELSO DE MELLO
Segunda Turma
778727
[ "LEG-FED LEI-011418 ANO-2006\n LEI ORDINÁRIA\n\n", "LEG-FED RGI ANO-1980\n ART-00322 REDAÇÃO DADA PELA EMR-21/2007\n RISTF-1980 REGIMENTO INTERNO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL\n\n", "LEG-FED EMR-000021 ANO-2007\n EMENDA REGIMENTAL" ]
RE-AgR
acordaos
RE 778727 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : CAIXA DE PREVIDÊNCIA DOS FUNCIONÁRIOS DO BANCO DO BRASIL - PREVI ADV.(A/S) : GIOVANA MICHELIN LETTI ADV.(A/S) : FABRÍCIO ZIR BOTHOMÉ E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : CASSIANO RICARDO CAPORAL E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : GELSON LUIZ SURDI E OUTRO(A/S)
[ "" ]
Ementa e Acórdão 18/02/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 778.727 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :CAIXA DE PREVIDÊNCIA DOS FUNCIONÁRIOS DO BANCO DO BRASIL - PREVI ADV.(A/S) :GIOVANA MICHELIN LETTI ADV.(A/S) :FABRÍCIO ZIR BOTHOMÉ E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :CASSIANO RICARDO CAPORAL E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :GELSON LUIZ SURDI E OUTRO(A/S) E M E N T A: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – PLANO DE PREVIDÊNCIA PRIVADA – RESTITUIÇÃO DE CONTRIBUIÇÕES – ÍNDICES DE CORREÇÃO MONETÁRIA – ALEGADA VIOLAÇÃO A PRECEITOS INSCRITOS NA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA – AUSÊNCIA DE OFENSA DIRETA À CONSTITUIÇÃO – CONTROVÉRSIA SUSCITADA NO Recurso Extraordinário 582.504-RG/RJ – MATÉRIA A CUJO RESPEITO NÃO SE RECONHECEU A EXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL – RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência da Ministra Cármen Lúcia, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. Brasília, 18 de fevereiro de 2014. CELSO DE MELLO – RELATOR Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5583203. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Relatório 18/02/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 778.727 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :CAIXA DE PREVIDÊNCIA DOS FUNCIONÁRIOS DO BANCO DO BRASIL - PREVI ADV.(A/S) :GIOVANA MICHELIN LETTI ADV.(A/S) :FABRÍCIO ZIR BOTHOMÉ E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :CASSIANO RICARDO CAPORAL E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :GELSON LUIZ SURDI E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se de recurso de agravo, tempestivamente interposto, contra decisão que não conheceu do recurso extraordinário deduzido pela parte ora recorrente, em face do reconhecimento, pelo Supremo Tribunal Federal, de que inexiste, no tema versado nestes autos, repercussão geral da matéria suscitada no Recurso Extraordinário 582.504-RG/RJ, Rel. Min. CEZAR PELUSO. Eis o teor da decisão que, por mim proferida, sofreu a interposição do presente recurso de agravo: “O Supremo Tribunal Federal, apreciando a ocorrência, ou não, de controvérsia alegadamente impregnada de transcendência e observando o procedimento a que se refere a Lei n 11.418/2006, entendeu destituída de repercussão geral a questão suscitada no Recurso Extraordinário 582.504-RG/RJ, Rel. Min. CEZAR PELUSO, por tratar-se de litígio referente a matéria infraconstitucional e de causa decidida à luz dos fatos e das provas existentes nos autos, fazendo-o em decisão assim ementada: ‘RECURSO. Extraordinário. Incognoscibilidade. Plano de previdência privada. Resgate das contribuições. Índices de Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5583204. Supremo Tribunal Federal 18/02/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 778.727 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :CAIXA DE PREVIDÊNCIA DOS FUNCIONÁRIOS DO BANCO DO BRASIL - PREVI ADV.(A/S) :GIOVANA MICHELIN LETTI ADV.(A/S) :FABRÍCIO ZIR BOTHOMÉ E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :CASSIANO RICARDO CAPORAL E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :GELSON LUIZ SURDI E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se de recurso de agravo, tempestivamente interposto, contra decisão que não conheceu do recurso extraordinário deduzido pela parte ora recorrente, em face do reconhecimento, pelo Supremo Tribunal Federal, de que inexiste, no tema versado nestes autos, repercussão geral da matéria suscitada no Recurso Extraordinário 582.504-RG/RJ, Rel. Min. CEZAR PELUSO. Eis o teor da decisão que, por mim proferida, sofreu a interposição do presente recurso de agravo: “O Supremo Tribunal Federal, apreciando a ocorrência, ou não, de controvérsia alegadamente impregnada de transcendência e observando o procedimento a que se refere a Lei n 11.418/2006, entendeu destituída de repercussão geral a questão suscitada no Recurso Extraordinário 582.504-RG/RJ, Rel. Min. CEZAR PELUSO, por tratar-se de litígio referente a matéria infraconstitucional e de causa decidida à luz dos fatos e das provas existentes nos autos, fazendo-o em decisão assim ementada: ‘RECURSO. Extraordinário. Incognoscibilidade. Plano de previdência privada. Resgate das contribuições. Índices de Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5583204. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório Recurso Extraordinário 778727 AGR / DF correção. Questão infraconstitucional. Precedentes. Ausência de repercussão geral. Recurso extraordinário não conhecido. Não apresenta repercussão geral o recurso extraordinário que, tendo por objeto questão de resgate de contribuição de plano de previdência privada, versa sobre matéria infraconstitucional.’ O não atendimento desse pré-requisito de admissibilidade recursal, considerado o que dispõe o art. 322 do RISTF, na redação dada pela Emenda Regimental n 21/2007, inviabiliza o conhecimento do recurso extraordinário interposto pela parte ora recorrente. Impõe-se observar, de outro lado, no que se refere à alegada transgressão ao postulado constitucional que impõe, ao Poder Judiciário, o dever de motivar suas decisões (Constituição Federal de 1988, art. 93, IX), que o Supremo Tribunal Federal – embora sempre enfatizando a imprescindibilidade da observância dessa imposição da Carta Política (RTJ 170/627-628) – não confere, a tal prescrição constitucional, o alcance que lhe pretende dar a parte ora recorrente, pois, na realidade, segundo entendimento firmado por esta própria Corte, ‘O que a Constituição exige, no art. 93, IX, é que a decisão judicial seja fundamentada; não, que a fundamentação seja correta, na solução das questões de fato ou de direito da lide: declinadas no julgado as premissas, corretamente assentadas ou não, mas coerentes com o dispositivo do acórdão, está satisfeita a exigência constitucional’ (RTJ 150/269, Rel. Min. SEPÚLVEDA PERTENCE – grifei). Vale ter presente , a respeito do sentido que esta Corte tem dado à norma inscrita no inciso IX do art. 93 da Constituição, que os precedentes deste Tribunal desautorizam a abordagem hermenêutica feita pela parte ora recorrente, como se dessume de diversos julgados (AI 731.527-AgR/RJ, Rel. Min. GILMAR MENDES – AI 838.209-AgR/MA, Rel. Min. GILMAR MENDES – AI 840.788-AgR/SC, Rel. Min. LUIZ FUX – AI 842.316-AgR/RJ, Rel. Min. LUIZ FUX, v.g.), notadamente daqueles referidos pelo eminente Relator do AI 791.792-QO-RG/PE, Rel. Min. GILMAR MENDES, em cujo âmbito se reconheceu, a propósito da cláusula 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5583204. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 778727 AGR / DF correção. Questão infraconstitucional. Precedentes. Ausência de repercussão geral. Recurso extraordinário não conhecido. Não apresenta repercussão geral o recurso extraordinário que, tendo por objeto questão de resgate de contribuição de plano de previdência privada, versa sobre matéria infraconstitucional.’ O não atendimento desse pré-requisito de admissibilidade recursal, considerado o que dispõe o art. 322 do RISTF, na redação dada pela Emenda Regimental n 21/2007, inviabiliza o conhecimento do recurso extraordinário interposto pela parte ora recorrente. Impõe-se observar, de outro lado, no que se refere à alegada transgressão ao postulado constitucional que impõe, ao Poder Judiciário, o dever de motivar suas decisões (Constituição Federal de 1988, art. 93, IX), que o Supremo Tribunal Federal – embora sempre enfatizando a imprescindibilidade da observância dessa imposição da Carta Política (RTJ 170/627-628) – não confere, a tal prescrição constitucional, o alcance que lhe pretende dar a parte ora recorrente, pois, na realidade, segundo entendimento firmado por esta própria Corte, ‘O que a Constituição exige, no art. 93, IX, é que a decisão judicial seja fundamentada; não, que a fundamentação seja correta, na solução das questões de fato ou de direito da lide: declinadas no julgado as premissas, corretamente assentadas ou não, mas coerentes com o dispositivo do acórdão, está satisfeita a exigência constitucional’ (RTJ 150/269, Rel. Min. SEPÚLVEDA PERTENCE – grifei). Vale ter presente , a respeito do sentido que esta Corte tem dado à norma inscrita no inciso IX do art. 93 da Constituição, que os precedentes deste Tribunal desautorizam a abordagem hermenêutica feita pela parte ora recorrente, como se dessume de diversos julgados (AI 731.527-AgR/RJ, Rel. Min. GILMAR MENDES – AI 838.209-AgR/MA, Rel. Min. GILMAR MENDES – AI 840.788-AgR/SC, Rel. Min. LUIZ FUX – AI 842.316-AgR/RJ, Rel. Min. LUIZ FUX, v.g.), notadamente daqueles referidos pelo eminente Relator do AI 791.792-QO-RG/PE, Rel. Min. GILMAR MENDES, em cujo âmbito se reconheceu, a propósito da cláusula 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5583204. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Relatório Recurso Extraordinário 778727 AGR / DF constitucional mencionada, a existência de repercussão geral (RTJ 150/269, Rel. Min. SEPÚLVEDA PERTENCE – AI 529.105- -AgR/CE, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA – AI 637.301-AgR/GO, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA – Recurso Extraordinário 327.143-AgR/PE, Rel. Min. CARLOS VELLOSO, v.g.). Sendo assim, e em face das razões expostas, não conheço deste recurso extraordinário. ....................................................................................................... Ministro CELSO DE MELLO Relator” Inconformada com esse ato decisório, a parte ora agravante interpõe o presente recurso, postulando o provimento do agravo que deduziu. Por não me convencer das razões expostas, submeto, à apreciação desta colenda Turma, o presente recurso de agravo. É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5583204. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 778727 AGR / DF constitucional mencionada, a existência de repercussão geral (RTJ 150/269, Rel. Min. SEPÚLVEDA PERTENCE – AI 529.105- -AgR/CE, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA – AI 637.301-AgR/GO, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA – Recurso Extraordinário 327.143-AgR/PE, Rel. Min. CARLOS VELLOSO, v.g.). Sendo assim, e em face das razões expostas, não conheço deste recurso extraordinário. ....................................................................................................... Ministro CELSO DE MELLO Relator” Inconformada com esse ato decisório, a parte ora agravante interpõe o presente recurso, postulando o provimento do agravo que deduziu. Por não me convencer das razões expostas, submeto, à apreciação desta colenda Turma, o presente recurso de agravo. É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5583204. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. CELSO DE MELLO 18/02/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 778.727 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Não assiste razão à parte recorrente, eis que a decisão agravada ajusta- se , com integral fidelidade, à diretriz jurisprudencial que o Supremo Tribunal Federal firmou na matéria ora em exame. Com efeito, o Plenário desta Suprema Corte, apreciando a ocorrência, ou não, de controvérsia impregnada de transcendência e observando o procedimento a que se refere a Lei n 11.418/2006, entendeu destituída de repercussão geral a questão jurídica suscitada no Recurso Extraordinário 582.504-RG/RJ, Rel. Min. CEZAR PELUSO: “RECURSO. Extraordinário. Incognoscibilidade. Plano de previdência privada. Resgate das contribuições. Índices de correção. Questão infraconstitucional. Precedentes. Ausência de repercussão geral. Recurso extraordinário não conhecido. Não apresenta repercussão geral o recurso extraordinário que, tendo por objeto questão de resgate de contribuição de plano de previdência privada, versa sobre matéria infraconstitucional.” O não atendimento desse pré-requisito de admissibilidade recursal, considerado o que dispõe o art. 322 do RISTF, na redação dada pela Emenda Regimental n 21/2007, inviabiliza o conhecimento do recurso extraordinário interposto pela parte agravante, como já ressaltado na decisão ora impugnada. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5583205. Supremo Tribunal Federal 18/02/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 778.727 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Não assiste razão à parte recorrente, eis que a decisão agravada ajusta- se , com integral fidelidade, à diretriz jurisprudencial que o Supremo Tribunal Federal firmou na matéria ora em exame. Com efeito, o Plenário desta Suprema Corte, apreciando a ocorrência, ou não, de controvérsia impregnada de transcendência e observando o procedimento a que se refere a Lei n 11.418/2006, entendeu destituída de repercussão geral a questão jurídica suscitada no Recurso Extraordinário 582.504-RG/RJ, Rel. Min. CEZAR PELUSO: “RECURSO. Extraordinário. Incognoscibilidade. Plano de previdência privada. Resgate das contribuições. Índices de correção. Questão infraconstitucional. Precedentes. Ausência de repercussão geral. Recurso extraordinário não conhecido. Não apresenta repercussão geral o recurso extraordinário que, tendo por objeto questão de resgate de contribuição de plano de previdência privada, versa sobre matéria infraconstitucional.” O não atendimento desse pré-requisito de admissibilidade recursal, considerado o que dispõe o art. 322 do RISTF, na redação dada pela Emenda Regimental n 21/2007, inviabiliza o conhecimento do recurso extraordinário interposto pela parte agravante, como já ressaltado na decisão ora impugnada. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5583205. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. CELSO DE MELLO Recurso Extraordinário 778727 AGR / DF Sendo assim, tendo em consideração as razões expostas, nego provimento ao presente recurso de agravo, mantendo, em consequência, por seus próprios fundamentos, a decisão ora agravada. É o meu voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5583205. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 778727 AGR / DF Sendo assim, tendo em consideração as razões expostas, nego provimento ao presente recurso de agravo, mantendo, em consequência, por seus próprios fundamentos, a decisão ora agravada. É o meu voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5583205. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 18/02/2014 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 778.727 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) : CAIXA DE PREVIDÊNCIA DOS FUNCIONÁRIOS DO BANCO DO BRASIL - PREVI ADV.(A/S) : GIOVANA MICHELIN LETTI ADV.(A/S) : FABRÍCIO ZIR BOTHOMÉ E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : CASSIANO RICARDO CAPORAL E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : GELSON LUIZ SURDI E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. 2... Turma, 18.02.2014. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 5351763 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 778.727 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) : CAIXA DE PREVIDÊNCIA DOS FUNCIONÁRIOS DO BANCO DO BRASIL - PREVI ADV.(A/S) : GIOVANA MICHELIN LETTI ADV.(A/S) : FABRÍCIO ZIR BOTHOMÉ E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : CASSIANO RICARDO CAPORAL E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : GELSON LUIZ SURDI E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. 2... Turma, 18.02.2014. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 5351763 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 778 . 727", "Recurso Extraordinário 582 . 504 - RG / RJ", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 778 . 727", "Recurso Extraordinário 582 . 504 - RG / RJ", "Recurso Extraordinário 582 . 504 - RG / RJ", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 778 . 727", "Recurso Extraordinário 582 . 504 - RG / RJ", "Recurso Extraordinário 582 . 504 - RG / RJ", "Recurso Extraordinário 778727 AGR / DF", "RTJ 170 / 627 - 628", "RTJ 150 / 269", "AI 731 . 527 - AgR / RJ", "AI 838 . 209 - AgR / MA", "AI 840 . 788 - AgR / SC", "AI 842 . 316 - AgR / RJ", "AI 791 . 792 - QO - RG / PE", "Recurso Extraordinário 778727 AGR / DF", "RTJ 170 / 627", "RTJ 150 / 269", "AI 731 . 527 - AgR / RJ", "AI 838 . 209 - AgR / MA", "AI 840 .", "788", "-", "AgR", "/", "SC", "AI 842 . 316 - AgR / RJ", "AI 791 . 792 - QO - RG / PE", "Recurso Extraordinário 778727", "RTJ 150 / 269", "AI 529 . 105 - - AgR / CE", "AI 637 . 301 - AgR / GO", "Recurso Extraordinário 327 . 143 - AgR / PE", "Recurso Extraordinário 778727 AGR / DF", "RTJ 150 / 269", "AI 529 . 105 - 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Ementa e Acórdão 18/02/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 733.030 MARANHÃO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :ESTADO DO MARANHÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO MARANHÃO AGDO.(A/S) :ELIZABETE DA COSTA RIBEIRO ADV.(A/S) :COSMO ALEXANDRE DA SILVA E OUTRO(A/S) EMENTA: ADMINISTRATIVO. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONCURSO PÚBLICO. CANDIDATO APROVADO. CONTRATAÇÃO DE EMPREGADOS TEMPORÁRIOS. PRETERIÇÃO. DIREITO À NOMEAÇÃO. PRECEDENTES. NECESSIDADE DE CONTRATAÇÃO DE PESSOAL. REEXAME DE FATOS E PROVAS. SÚMULA 279/STF. 1. É pacífico nesta Corte o entendimento de que a contratação de empregados temporários gera, aos aprovados em concurso público, direito subjetivo à nomeação, desde que comprovada a necessidade de contratação de pessoal. 2. No caso dos autos, tendo a agravada sido aprovada em 2º lugar no concurso, que visava ao provimento de 1 (uma) vaga para o cargo de professor, e considerando que, após a realização de concurso para contratação de professor em caráter temporário, a própria agravada foi contratada, resta evidente o direito líquido e certo da parte à nomeação. 3. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência da Ministra CÁRMEN LÚCIA, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5338009. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Ementa e Acórdão RE 733030 AGR / MA Brasília, 18 de fevereiro de 2014. Ministro TEORI ZAVASCKI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5338009. Supremo Tribunal Federal RE 733030 AGR / MA Brasília, 18 de fevereiro de 2014. Ministro TEORI ZAVASCKI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5338009. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório 18/02/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 733.030 MARANHÃO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :ESTADO DO MARANHÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO MARANHÃO AGDO.(A/S) :ELIZABETE DA COSTA RIBEIRO ADV.(A/S) :COSMO ALEXANDRE DA SILVA E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão que negou seguimento a recurso extraordinário sob os seguintes fundamentos: (a) é inviável a apreciação, em recurso extraordinário, de alegada violação ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito, à coisa julgada ou aos princípios da legalidade, do contraditório, da ampla defesa e do devido processo legal que, por não prescindir do exame de normas infraconstitucionais, aponta ofensa meramente indireta ou reflexa; e (b) o acórdão de origem está em consonância com os precedentes do STF, segundo os quais a contratação de temporários gera, ao aprovado em concurso público, direito subjetivo à nomeação, desde que comprovada a necessidade de contratação de pessoal. Sustenta a parte agravante, em suma, que (a) não alegou ofensa aos princípios mencionados na decisão agravada; e (b) a decisão agravada contrariou precedente desta Corte. No mais, a reiterou as razões do recurso extraordinário. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5338097. Supremo Tribunal Federal 18/02/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 733.030 MARANHÃO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :ESTADO DO MARANHÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO MARANHÃO AGDO.(A/S) :ELIZABETE DA COSTA RIBEIRO ADV.(A/S) :COSMO ALEXANDRE DA SILVA E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão que negou seguimento a recurso extraordinário sob os seguintes fundamentos: (a) é inviável a apreciação, em recurso extraordinário, de alegada violação ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito, à coisa julgada ou aos princípios da legalidade, do contraditório, da ampla defesa e do devido processo legal que, por não prescindir do exame de normas infraconstitucionais, aponta ofensa meramente indireta ou reflexa; e (b) o acórdão de origem está em consonância com os precedentes do STF, segundo os quais a contratação de temporários gera, ao aprovado em concurso público, direito subjetivo à nomeação, desde que comprovada a necessidade de contratação de pessoal. Sustenta a parte agravante, em suma, que (a) não alegou ofensa aos princípios mencionados na decisão agravada; e (b) a decisão agravada contrariou precedente desta Corte. No mais, a reiterou as razões do recurso extraordinário. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5338097. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI 18/02/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 733.030 MARANHÃO V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. Inicialmente, é de se afastar a alegada natureza infraconstitucional da pretensão, em razão de suposta violação ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito, à coisa julgada, aos princípios da legalidade, do contraditório, da ampla defesa e do devido processo legal, tendo em vista que não houve alegação de violação a tais garantias no recurso extraordinário. 2. No mais, a decisão agravada é do seguinte teor: 3. Quanto ao mais, o acórdão recorrido está em consonância com os precedentes desta Corte: Agravo regimental em recurso ordinário em mandado de segurança. Concurso público. Contratação precária de terceirizados. Preterição de concursados. Não comprovação da existência de vagas de caráter efetivo. Ausência de direito líquido e certo. Agravo regimental a que se nega provimento. 1. É posição pacífica desta Suprema Corte que, havendo vaga e candidatos aprovados em concurso público vigente, o exercício precário, por comissão ou terceirização, de atribuições próprias de servidor de cargo efetivo faz nascer para os concursados o direito à nomeação, por imposição do art. 37, inciso IV, da Constituição Federal. 2. O direito subjetivo à nomeação de candidato aprovado em concurso vigente somente surge quando, além de constatada a contratação em comissão ou a terceirização das respectivas atribuições, restar comprovada a existência de cargo efetivo vago. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5338098. Supremo Tribunal Federal 18/02/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 733.030 MARANHÃO V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. Inicialmente, é de se afastar a alegada natureza infraconstitucional da pretensão, em razão de suposta violação ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito, à coisa julgada, aos princípios da legalidade, do contraditório, da ampla defesa e do devido processo legal, tendo em vista que não houve alegação de violação a tais garantias no recurso extraordinário. 2. No mais, a decisão agravada é do seguinte teor: 3. Quanto ao mais, o acórdão recorrido está em consonância com os precedentes desta Corte: Agravo regimental em recurso ordinário em mandado de segurança. Concurso público. Contratação precária de terceirizados. Preterição de concursados. Não comprovação da existência de vagas de caráter efetivo. Ausência de direito líquido e certo. Agravo regimental a que se nega provimento. 1. É posição pacífica desta Suprema Corte que, havendo vaga e candidatos aprovados em concurso público vigente, o exercício precário, por comissão ou terceirização, de atribuições próprias de servidor de cargo efetivo faz nascer para os concursados o direito à nomeação, por imposição do art. 37, inciso IV, da Constituição Federal. 2. O direito subjetivo à nomeação de candidato aprovado em concurso vigente somente surge quando, além de constatada a contratação em comissão ou a terceirização das respectivas atribuições, restar comprovada a existência de cargo efetivo vago. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5338098. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI RE 733030 AGR / MA Precedentes. 3. No caso em questão, não ficou comprovada, nos documentos acostados aos autos, a existência de vaga efetiva durante a vigência do concurso, sendo necessário, para tanto, que haja dilação probatória, o que não se admite em via mandamental. Ausência de direito líquido e certo do agravante. 4. Agravo regimental a que se nega provimento. (RMS 29.915 AgR/DF, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, 1ª Turma, DJe de 26.9.2012) Agravo regimental em agravo de instrumento. 2. Existência de candidatos aprovados em concurso público. 3. Contratação de temporários. 3. Preterição. Precedentes do STF. 4. Agravo regimental a que se nega provimento. (AI 776.070 AgR/MA, Rel. Min. GILMAR MENDES, 2ª Turma, DJe de 22.3.2011) CONSTITUCIONAL. ADMINISTRATIVO. AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRARODINÁRIO. CF/88, ART. 37, IX. CONTRATAÇÃO TEMPORÁRIA PARA O MAGISTÉRIO MUNICIPAL. PRETERIÇÃO DE APROVADOS EM CONCURSO PÚBLICO. 1. A regra constitucional é o provimento de cargo público mediante concurso. 2. Comprovada a necessidade de contratação de pessoal, os candidatos aprovados em concurso público serão nomeados em detrimento de contratações temporárias. Precedentes. 3. Agravo regimental a que se nega provimento. (RE 555.141 AgR, Rel. Min. ELLEN GRACIE, 2ª Turma, DJe de 24.02.2011) 4. Diante do exposto, nego seguimento ao recurso extraordinário. 3. O agravo regimental não traz qualquer subsídio apto a alterar 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5338098. Supremo Tribunal Federal RE 733030 AGR / MA Precedentes. 3. No caso em questão, não ficou comprovada, nos documentos acostados aos autos, a existência de vaga efetiva durante a vigência do concurso, sendo necessário, para tanto, que haja dilação probatória, o que não se admite em via mandamental. Ausência de direito líquido e certo do agravante. 4. Agravo regimental a que se nega provimento. (RMS 29.915 AgR/DF, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, 1ª Turma, DJe de 26.9.2012) Agravo regimental em agravo de instrumento. 2. Existência de candidatos aprovados em concurso público. 3. Contratação de temporários. 3. Preterição. Precedentes do STF. 4. Agravo regimental a que se nega provimento. (AI 776.070 AgR/MA, Rel. Min. GILMAR MENDES, 2ª Turma, DJe de 22.3.2011) CONSTITUCIONAL. ADMINISTRATIVO. AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRARODINÁRIO. CF/88, ART. 37, IX. CONTRATAÇÃO TEMPORÁRIA PARA O MAGISTÉRIO MUNICIPAL. PRETERIÇÃO DE APROVADOS EM CONCURSO PÚBLICO. 1. A regra constitucional é o provimento de cargo público mediante concurso. 2. Comprovada a necessidade de contratação de pessoal, os candidatos aprovados em concurso público serão nomeados em detrimento de contratações temporárias. Precedentes. 3. Agravo regimental a que se nega provimento. (RE 555.141 AgR, Rel. Min. ELLEN GRACIE, 2ª Turma, DJe de 24.02.2011) 4. Diante do exposto, nego seguimento ao recurso extraordinário. 3. O agravo regimental não traz qualquer subsídio apto a alterar 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5338098. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI RE 733030 AGR / MA esses fundamentos, razão pela qual deve ser mantido incólume o entendimento da decisão agravada. 4. Ademais, os precedentes citados pela parte agravante são incapazes de infirmar a decisão agravada, já que restou consignado no acórdão recorrido o seguinte (e-STJ fls. 237/238): A contratação temporária fundamentada no art. 37, IX, da Constituição da República não implica necessariamente o reconhecimento de haver cargos efetivos disponíveis. Nesses casos, a admissão no serviço ocorre em decorrência de situações marcadas pela transitoriedade e excepcionalidade, devendo ser justificadas pelo interesse público. Dessarte, aquele que é contratado temporariamente não exerce um cargo efetivo, mas desempenha uma função pública submetida a um regime especial de contratação. Por isso, a prestação do serviço ocorre sem que haja a ocupação de cargo ou emprego público. (…) Na espécie, todavia, não se trata de atividade eventual, tampouco está comprovado nos autos o excepcional interesse público de modo a justificar a abertura de processo seletivo simplificado, ainda que com respaldo na Lei Estadual nº 6.915/1997. Os professores, como cediço, executam atividade essencial e, portanto, permanente do Estado. Além disso, havia candidatos aprovados em concurso público ainda vigente, que não podem ser preteridos pela contratação temporária de profissionais para exercerem as mesmas funções. Dessa forma, tendo a agravada sido aprovada em 2º lugar no concurso em questão (e-STJ fls. 22), que visava ao provimento de 1 (uma) vaga para o cargo de professor, e considerando que, após a realização de concurso para contratação de professor em caráter temporário, a própria agravada foi contratada (e-STJ fl. 26), resta evidente o direito líquido e certo da parte à nomeação. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5338098. Supremo Tribunal Federal RE 733030 AGR / MA esses fundamentos, razão pela qual deve ser mantido incólume o entendimento da decisão agravada. 4. Ademais, os precedentes citados pela parte agravante são incapazes de infirmar a decisão agravada, já que restou consignado no acórdão recorrido o seguinte (e-STJ fls. 237/238): A contratação temporária fundamentada no art. 37, IX, da Constituição da República não implica necessariamente o reconhecimento de haver cargos efetivos disponíveis. Nesses casos, a admissão no serviço ocorre em decorrência de situações marcadas pela transitoriedade e excepcionalidade, devendo ser justificadas pelo interesse público. Dessarte, aquele que é contratado temporariamente não exerce um cargo efetivo, mas desempenha uma função pública submetida a um regime especial de contratação. Por isso, a prestação do serviço ocorre sem que haja a ocupação de cargo ou emprego público. (…) Na espécie, todavia, não se trata de atividade eventual, tampouco está comprovado nos autos o excepcional interesse público de modo a justificar a abertura de processo seletivo simplificado, ainda que com respaldo na Lei Estadual nº 6.915/1997. Os professores, como cediço, executam atividade essencial e, portanto, permanente do Estado. Além disso, havia candidatos aprovados em concurso público ainda vigente, que não podem ser preteridos pela contratação temporária de profissionais para exercerem as mesmas funções. Dessa forma, tendo a agravada sido aprovada em 2º lugar no concurso em questão (e-STJ fls. 22), que visava ao provimento de 1 (uma) vaga para o cargo de professor, e considerando que, após a realização de concurso para contratação de professor em caráter temporário, a própria agravada foi contratada (e-STJ fl. 26), resta evidente o direito líquido e certo da parte à nomeação. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5338098. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI RE 733030 AGR / MA Saliente-se que refutar as conclusões do Tribunal de origem demandaria a reapreciação do conjunto fático-probatório dos autos, o que não é cabível no âmbito do recurso extraordinário, conforme estabelece a Súmula 279 do STF. 5. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. É o voto. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5338098. Supremo Tribunal Federal RE 733030 AGR / MA Saliente-se que refutar as conclusões do Tribunal de origem demandaria a reapreciação do conjunto fático-probatório dos autos, o que não é cabível no âmbito do recurso extraordinário, conforme estabelece a Súmula 279 do STF. 5. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. É o voto. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5338098. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 18/02/2014 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 733.030 PROCED. : MARANHÃO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) : ESTADO DO MARANHÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO MARANHÃO AGDO.(A/S) : ELIZABETE DA COSTA RIBEIRO ADV.(A/S) : COSMO ALEXANDRE DA SILVA E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. 2ª Turma, 18.02.2014. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 5351727 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 733.030 PROCED. : MARANHÃO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) : ESTADO DO MARANHÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO MARANHÃO AGDO.(A/S) : ELIZABETE DA COSTA RIBEIRO ADV.(A/S) : COSMO ALEXANDRE DA SILVA E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. 2ª Turma, 18.02.2014. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 5351727 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=5362544
2014-02-18T00:00:00
2014-03-06T00:00:00
A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. 2ª Turma, 18.02.2014.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
Ementa: ADMINISTRATIVO. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONCURSO PÚBLICO. CANDIDATO APROVADO. CONTRATAÇÃO DE EMPREGADOS TEMPORÁRIOS. PRETERIÇÃO. DIREITO À NOMEAÇÃO. PRECEDENTES. NECESSIDADE DE CONTRATAÇÃO DE PESSOAL. REEXAME DE FATOS E PROVAS. SÚMULA 279/STF. 1. É pacífico nesta Corte o entendimento de que a contratação de empregados temporários gera, aos aprovados em concurso público, direito subjetivo à nomeação, desde que comprovada a necessidade de contratação de pessoal. 2. No caso dos autos, tendo a agravada sido aprovada em 2º lugar no concurso, que visava ao provimento de 1 (uma) vaga para o cargo de professor, e considerando que, após a realização de concurso para contratação de professor em caráter temporário, a própria agravada foi contratada, resta evidente o direito líquido e certo da parte à nomeação. 3. Agravo regimental a que se nega provimento.
sjur256518
Número de páginas: 8. Análise: 06/03/2014, TIA.
TEORI ZAVASCKI
Segunda Turma
733030
[ "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
RE-AgR
acordaos
RE 733030 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : ESTADO DO MARANHÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO MARANHÃO AGDO.(A/S) : ELIZABETE DA COSTA RIBEIRO ADV.(A/S) : COSMO ALEXANDRE DA SILVA E OUTRO(A/S)
[ "" ]
Ementa e Acórdão 18/02/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 733.030 MARANHÃO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :ESTADO DO MARANHÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO MARANHÃO AGDO.(A/S) :ELIZABETE DA COSTA RIBEIRO ADV.(A/S) :COSMO ALEXANDRE DA SILVA E OUTRO(A/S) EMENTA: ADMINISTRATIVO. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONCURSO PÚBLICO. CANDIDATO APROVADO. CONTRATAÇÃO DE EMPREGADOS TEMPORÁRIOS. PRETERIÇÃO. DIREITO À NOMEAÇÃO. PRECEDENTES. NECESSIDADE DE CONTRATAÇÃO DE PESSOAL. REEXAME DE FATOS E PROVAS. SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. 1. É pacífico nesta Corte o entendimento de que a contratação de empregados temporários gera, aos aprovados em concurso público, direito subjetivo à nomeação, desde que comprovada a necessidade de contratação de pessoal. 2. No caso dos autos, tendo a agravada sido aprovada em 2... lugar no concurso, que visava ao provimento de 1 (uma) vaga para o cargo de professor, e considerando que, após a realização de concurso para contratação de professor em caráter temporário, a própria agravada foi contratada, resta evidente o direito líquido e certo da parte à nomeação. 3. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência da Ministra CÁRMEN LÚCIA, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5338009. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Ementa e Acórdão Recurso Extraordinário 733030 AGR / MA Brasília, 18 de fevereiro de 2014. Ministro TEORI ZAVASCKI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5338009. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 733030 AGR / MA Brasília, 18 de fevereiro de 2014. Ministro TEORI ZAVASCKI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5338009. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório 18/02/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 733.030 MARANHÃO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :ESTADO DO MARANHÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO MARANHÃO AGDO.(A/S) :ELIZABETE DA COSTA RIBEIRO ADV.(A/S) :COSMO ALEXANDRE DA SILVA E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão que negou seguimento a recurso extraordinário sob os seguintes fundamentos: (a) é inviável a apreciação, em recurso extraordinário, de alegada violação ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito, à coisa julgada ou aos princípios da legalidade, do contraditório, da ampla defesa e do devido processo legal que, por não prescindir do exame de normas infraconstitucionais, aponta ofensa meramente indireta ou reflexa; e (b) o acórdão de origem está em consonância com os precedentes do Supremo Tribunal Federal, segundo os quais a contratação de temporários gera, ao aprovado em concurso público, direito subjetivo à nomeação, desde que comprovada a necessidade de contratação de pessoal. Sustenta a parte agravante, em suma, que (a) não alegou ofensa aos princípios mencionados na decisão agravada; e (b) a decisão agravada contrariou precedente desta Corte. No mais, a reiterou as razões do recurso extraordinário. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5338097. Supremo Tribunal Federal 18/02/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 733.030 MARANHÃO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :ESTADO DO MARANHÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO MARANHÃO AGDO.(A/S) :ELIZABETE DA COSTA RIBEIRO ADV.(A/S) :COSMO ALEXANDRE DA SILVA E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão que negou seguimento a recurso extraordinário sob os seguintes fundamentos: (a) é inviável a apreciação, em recurso extraordinário, de alegada violação ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito, à coisa julgada ou aos princípios da legalidade, do contraditório, da ampla defesa e do devido processo legal que, por não prescindir do exame de normas infraconstitucionais, aponta ofensa meramente indireta ou reflexa; e (b) o acórdão de origem está em consonância com os precedentes do Supremo Tribunal Federal, segundo os quais a contratação de temporários gera, ao aprovado em concurso público, direito subjetivo à nomeação, desde que comprovada a necessidade de contratação de pessoal. Sustenta a parte agravante, em suma, que (a) não alegou ofensa aos princípios mencionados na decisão agravada; e (b) a decisão agravada contrariou precedente desta Corte. No mais, a reiterou as razões do recurso extraordinário. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5338097. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI 18/02/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 733.030 MARANHÃO V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. Inicialmente, é de se afastar a alegada natureza infraconstitucional da pretensão, em razão de suposta violação ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito, à coisa julgada, aos princípios da legalidade, do contraditório, da ampla defesa e do devido processo legal, tendo em vista que não houve alegação de violação a tais garantias no recurso extraordinário. 2. No mais, a decisão agravada é do seguinte teor: 3. Quanto ao mais, o acórdão recorrido está em consonância com os precedentes desta Corte: Agravo regimental em recurso ordinário em mandado de segurança. Concurso público. Contratação precária de terceirizados. Preterição de concursados. Não comprovação da existência de vagas de caráter efetivo. Ausência de direito líquido e certo. Agravo regimental a que se nega provimento. 1. É posição pacífica desta Suprema Corte que, havendo vaga e candidatos aprovados em concurso público vigente, o exercício precário, por comissão ou terceirização, de atribuições próprias de servidor de cargo efetivo faz nascer para os concursados o direito à nomeação, por imposição do art. 37, inciso IV, da Constituição Federal. 2. O direito subjetivo à nomeação de candidato aprovado em concurso vigente somente surge quando, além de constatada a contratação em comissão ou a terceirização das respectivas atribuições, restar comprovada a existência de cargo efetivo vago. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5338098. Supremo Tribunal Federal 18/02/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 733.030 MARANHÃO V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. Inicialmente, é de se afastar a alegada natureza infraconstitucional da pretensão, em razão de suposta violação ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito, à coisa julgada, aos princípios da legalidade, do contraditório, da ampla defesa e do devido processo legal, tendo em vista que não houve alegação de violação a tais garantias no recurso extraordinário. 2. No mais, a decisão agravada é do seguinte teor: 3. Quanto ao mais, o acórdão recorrido está em consonância com os precedentes desta Corte: Agravo regimental em recurso ordinário em mandado de segurança. Concurso público. Contratação precária de terceirizados. Preterição de concursados. Não comprovação da existência de vagas de caráter efetivo. Ausência de direito líquido e certo. Agravo regimental a que se nega provimento. 1. É posição pacífica desta Suprema Corte que, havendo vaga e candidatos aprovados em concurso público vigente, o exercício precário, por comissão ou terceirização, de atribuições próprias de servidor de cargo efetivo faz nascer para os concursados o direito à nomeação, por imposição do art. 37, inciso IV, da Constituição Federal. 2. O direito subjetivo à nomeação de candidato aprovado em concurso vigente somente surge quando, além de constatada a contratação em comissão ou a terceirização das respectivas atribuições, restar comprovada a existência de cargo efetivo vago. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5338098. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI Recurso Extraordinário 733030 AGR / MA Precedentes. 3. No caso em questão, não ficou comprovada, nos documentos acostados aos autos, a existência de vaga efetiva durante a vigência do concurso, sendo necessário, para tanto, que haja dilação probatória, o que não se admite em via mandamental. Ausência de direito líquido e certo do agravante. 4. Agravo regimental a que se nega provimento. (RMS 29.915 AgR/DF, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, 1... Turma, DJe de 26.9.2012) Agravo regimental em agravo de instrumento. 2. Existência de candidatos aprovados em concurso público. 3. Contratação de temporários. 3. Preterição. Precedentes do Supremo Tribunal Federal. 4. Agravo regimental a que se nega provimento. (AI 776.070 AgR/MA, Rel. Min. GILMAR MENDES, 2... Turma, DJe de 22.3.2011) CONSTITUCIONAL. ADMINISTRATIVO. AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRARODINÁRIO. Constituição Federal de 1988/88, ART. 37, IX. CONTRATAÇÃO TEMPORÁRIA PARA O MAGISTÉRIO MUNICIPAL. PRETERIÇÃO DE APROVADOS EM CONCURSO PÚBLICO. 1. A regra constitucional é o provimento de cargo público mediante concurso. 2. Comprovada a necessidade de contratação de pessoal, os candidatos aprovados em concurso público serão nomeados em detrimento de contratações temporárias. Precedentes. 3. Agravo regimental a que se nega provimento. (Recurso Extraordinário 555.141 AgR, Rel. Min. ELLEN GRACIE, 2... Turma, DJe de 24.02.2011) 4. Diante do exposto, nego seguimento ao recurso extraordinário. 3. O agravo regimental não traz qualquer subsídio apto a alterar 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5338098. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 733030 AGR / MA Precedentes. 3. No caso em questão, não ficou comprovada, nos documentos acostados aos autos, a existência de vaga efetiva durante a vigência do concurso, sendo necessário, para tanto, que haja dilação probatória, o que não se admite em via mandamental. Ausência de direito líquido e certo do agravante. 4. Agravo regimental a que se nega provimento. (RMS 29.915 AgR/DF, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, 1... Turma, DJe de 26.9.2012) Agravo regimental em agravo de instrumento. 2. Existência de candidatos aprovados em concurso público. 3. Contratação de temporários. 3. Preterição. Precedentes do Supremo Tribunal Federal. 4. Agravo regimental a que se nega provimento. (AI 776.070 AgR/MA, Rel. Min. GILMAR MENDES, 2... Turma, DJe de 22.3.2011) CONSTITUCIONAL. ADMINISTRATIVO. AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRARODINÁRIO. Constituição Federal de 1988/88, ART. 37, IX. CONTRATAÇÃO TEMPORÁRIA PARA O MAGISTÉRIO MUNICIPAL. PRETERIÇÃO DE APROVADOS EM CONCURSO PÚBLICO. 1. A regra constitucional é o provimento de cargo público mediante concurso. 2. Comprovada a necessidade de contratação de pessoal, os candidatos aprovados em concurso público serão nomeados em detrimento de contratações temporárias. Precedentes. 3. Agravo regimental a que se nega provimento. (Recurso Extraordinário 555.141 AgR, Rel. Min. ELLEN GRACIE, 2... Turma, DJe de 24.02.2011) 4. Diante do exposto, nego seguimento ao recurso extraordinário. 3. O agravo regimental não traz qualquer subsídio apto a alterar 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5338098. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI Recurso Extraordinário 733030 AGR / MA esses fundamentos, razão pela qual deve ser mantido incólume o entendimento da decisão agravada. 4. Ademais, os precedentes citados pela parte agravante são incapazes de infirmar a decisão agravada, já que restou consignado no acórdão recorrido o seguinte (e-Superior Tribunal de Justiça fls. 237/238): A contratação temporária fundamentada no art. 37, IX, da Constituição da República não implica necessariamente o reconhecimento de haver cargos efetivos disponíveis. Nesses casos, a admissão no serviço ocorre em decorrência de situações marcadas pela transitoriedade e excepcionalidade, devendo ser justificadas pelo interesse público. Dessarte, aquele que é contratado temporariamente não exerce um cargo efetivo, mas desempenha uma função pública submetida a um regime especial de contratação. Por isso, a prestação do serviço ocorre sem que haja a ocupação de cargo ou emprego público. (…) Na espécie, todavia, não se trata de atividade eventual, tampouco está comprovado nos autos o excepcional interesse público de modo a justificar a abertura de processo seletivo simplificado, ainda que com respaldo na Lei Estadual n 6.915/1997. Os professores, como cediço, executam atividade essencial e, portanto, permanente do Estado. Além disso, havia candidatos aprovados em concurso público ainda vigente, que não podem ser preteridos pela contratação temporária de profissionais para exercerem as mesmas funções. Dessa forma, tendo a agravada sido aprovada em 2... lugar no concurso em questão (e-Superior Tribunal de Justiça fls. 22), que visava ao provimento de 1 (uma) vaga para o cargo de professor, e considerando que, após a realização de concurso para contratação de professor em caráter temporário, a própria agravada foi contratada (e-Superior Tribunal de Justiça fl. 26), resta evidente o direito líquido e certo da parte à nomeação. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5338098. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 733030 AGR / MA esses fundamentos, razão pela qual deve ser mantido incólume o entendimento da decisão agravada. 4. Ademais, os precedentes citados pela parte agravante são incapazes de infirmar a decisão agravada, já que restou consignado no acórdão recorrido o seguinte (e-Superior Tribunal de Justiça fls. 237/238): A contratação temporária fundamentada no art. 37, IX, da Constituição da República não implica necessariamente o reconhecimento de haver cargos efetivos disponíveis. Nesses casos, a admissão no serviço ocorre em decorrência de situações marcadas pela transitoriedade e excepcionalidade, devendo ser justificadas pelo interesse público. Dessarte, aquele que é contratado temporariamente não exerce um cargo efetivo, mas desempenha uma função pública submetida a um regime especial de contratação. Por isso, a prestação do serviço ocorre sem que haja a ocupação de cargo ou emprego público. (…) Na espécie, todavia, não se trata de atividade eventual, tampouco está comprovado nos autos o excepcional interesse público de modo a justificar a abertura de processo seletivo simplificado, ainda que com respaldo na Lei Estadual n 6.915/1997. Os professores, como cediço, executam atividade essencial e, portanto, permanente do Estado. Além disso, havia candidatos aprovados em concurso público ainda vigente, que não podem ser preteridos pela contratação temporária de profissionais para exercerem as mesmas funções. Dessa forma, tendo a agravada sido aprovada em 2... lugar no concurso em questão (e-Superior Tribunal de Justiça fls. 22), que visava ao provimento de 1 (uma) vaga para o cargo de professor, e considerando que, após a realização de concurso para contratação de professor em caráter temporário, a própria agravada foi contratada (e-Superior Tribunal de Justiça fl. 26), resta evidente o direito líquido e certo da parte à nomeação. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5338098. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI Recurso Extraordinário 733030 AGR / MA Saliente-se que refutar as conclusões do Tribunal de origem demandaria a reapreciação do conjunto fático-probatório dos autos, o que não é cabível no âmbito do recurso extraordinário, conforme estabelece a Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. 5. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. É o voto. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5338098. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 733030 AGR / MA Saliente-se que refutar as conclusões do Tribunal de origem demandaria a reapreciação do conjunto fático-probatório dos autos, o que não é cabível no âmbito do recurso extraordinário, conforme estabelece a Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. 5. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. É o voto. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5338098. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 18/02/2014 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 733.030 PROCED. : MARANHÃO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) : ESTADO DO MARANHÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO MARANHÃO AGDO.(A/S) : ELIZABETE DA COSTA RIBEIRO ADV.(A/S) : COSMO ALEXANDRE DA SILVA E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. 2... Turma, 18.02.2014. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 5351727 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 733.030 PROCED. : MARANHÃO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) : ESTADO DO MARANHÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO MARANHÃO AGDO.(A/S) : ELIZABETE DA COSTA RIBEIRO ADV.(A/S) : COSMO ALEXANDRE DA SILVA E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. 2... Turma, 18.02.2014. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 5351727 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 733 . 030", "SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 733030 AGR / MA", "Recurso Extraordinário 733030 AGR / MA", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 733 . 030", "Recurso Extraordinário 733030 AGR / MA", "RMS 29 . 915 AgR / DF", "AI 776 . 070 AgR / MA", "Recurso Extraordinário 555 . 141 AgR", "Recurso Extraordinário 733030 AGR / MA", "RMS 29 . 915 AgR / DF", "AI 776 . 070 AgR / MA", "Recurso Extraordinário 555 . 141 AgR", "Recurso Extraordinário 733030 AGR / MA", "Recurso Extraordinário 733030 AGR / MA", "Recurso Extraordinário 733030 AGR", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 733030 AGR / MA", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 733 . 030", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 733 . 030" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 37 , inciso IV , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 37 , inciso IV , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal de 1988 / 88 , ART . 37 , IX", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal de 1988 / 88 , ART . 37 , IX", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 37 , IX , da Constituição da República", "Lei Estadual n 6 . 915 / 1997", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 37 , IX , da Constituição da República", "Lei Estadual n 6 . 915 / 1997", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "MARANHÃO", "ESTADO DO MARANHÃO", "ESTADO DO MARANHÃO", "Brasília", "Brasília", "MARANHÃO", "ESTADO DO MARANHÃO", "ESTADO DO MARANHÃO", "MARANHÃO", "ESTADO DO MARANHÃO", "ESTADO DO MARANHÃO", "MARANHÃO", "MARANHÃO", "MARANHÃO", "ESTADO DO MARANHÃO", "ESTADO DO MARANHÃO", "MARANHÃO", "ESTADO DO MARANHÃO", "ESTADO DO MARANHÃO" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "Suprema Corte", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "1", ".", "Supremo Tribunal Federal", "2", ".", ". . 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Ementa e Acórdão 11/03/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 859.773 MINAS GERAIS RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :DISTRIBUIDORA CUMMINS MINAS S/A ADV.(A/S) :JADER DE MOURA FIUZA BOTELHO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :NEVES REPRESENTAÇÕES LTDA ADV.(A/S) :PAULO DE TARSO CARVALHO COSTA E OUTRO(A/S) EMENTA DIREITO PROCESSUAL CIVIL. ART. 5º, XXXVI, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. COISA JULGADA E LITISPENDÊNCIA. OFENSA REFLEXA. DEBATE DE ÂMBITO INFRACONSTITUCIONAL. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 11.8.2007. A discussão travada nos autos não alcança status constitucional, porquanto solvida à luz da interpretação da legislação infraconstitucional aplicável à espécie. Nessa conjuntura, a constatação de eventual ofensa ao art. 5º, XXXVI, da Lei Maior demandaria, na espécie, prévio exame de preceitos infraconstitucionais, o que não atende à exigência do art. 102, III, “a”, da Constituição Federal. Agravo regimental conhecido e não provido. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Marco Aurélio, Presidente. Brasília, 11 de março de 2014. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5426072. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9 Ementa e Acórdão AI 859773 AGR / MG Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5426072. Supremo Tribunal Federal AI 859773 AGR / MG Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5426072. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9 Relatório 11/03/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 859.773 MINAS GERAIS RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :DISTRIBUIDORA CUMMINS MINAS S/A ADV.(A/S) :JADER DE MOURA FIUZA BOTELHO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :NEVES REPRESENTAÇÕES LTDA ADV.(A/S) :PAULO DE TARSO CARVALHO COSTA E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra decisão por mim proferida, mediante a qual negado seguimento ao agravo de instrumento, maneja agravo regimental Distribuidora Cummins Minas S/A. A agravante insurge-se contra a decisão monocrática, ao argumento de que há violação direta do art. 5º, XXXVI, da Constituição Federal. Sustenta, in verbis, que: “ (…) conforme exaustivamente demonstrado pela Agravante na ocasião do Agravo de instrumento, pela simples análise destes autos, constata-se facilmente que coexistem, in casu, duas sentenças diametralmente opostas versando sobre o mesmo objeto, razão pela qual, ao melhor entendimento, deverá esta Egrégia Corte reconhecer a flagrante ofensa direta à norma preconizada pelo art. 5º, XXXVI, da Constituição da República, sob pena de se perpetuar em nosso ordenamento jurídico duas decisões completamente antagônicas.” Acórdão recorrido publicado em 11.8.2007. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5426073. Supremo Tribunal Federal 11/03/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 859.773 MINAS GERAIS RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :DISTRIBUIDORA CUMMINS MINAS S/A ADV.(A/S) :JADER DE MOURA FIUZA BOTELHO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :NEVES REPRESENTAÇÕES LTDA ADV.(A/S) :PAULO DE TARSO CARVALHO COSTA E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra decisão por mim proferida, mediante a qual negado seguimento ao agravo de instrumento, maneja agravo regimental Distribuidora Cummins Minas S/A. A agravante insurge-se contra a decisão monocrática, ao argumento de que há violação direta do art. 5º, XXXVI, da Constituição Federal. Sustenta, in verbis, que: “ (…) conforme exaustivamente demonstrado pela Agravante na ocasião do Agravo de instrumento, pela simples análise destes autos, constata-se facilmente que coexistem, in casu, duas sentenças diametralmente opostas versando sobre o mesmo objeto, razão pela qual, ao melhor entendimento, deverá esta Egrégia Corte reconhecer a flagrante ofensa direta à norma preconizada pelo art. 5º, XXXVI, da Constituição da República, sob pena de se perpetuar em nosso ordenamento jurídico duas decisões completamente antagônicas.” Acórdão recorrido publicado em 11.8.2007. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5426073. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9 Voto - MIN. ROSA WEBER 11/03/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 859.773 MINAS GERAIS VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame do mérito. Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo: “Vistos etc. Contra o juízo negativo de admissibilidade do recurso extraordinário, exarado pela Presidência do Tribunal a quo , foi manejado agravo de instrumento. Na minuta, sustenta-se que o recurso extraordinário reúne todos os requisitos para sua admissão. Aparelhado o recurso na violação do art. 5º, XXXVI, da Lei Maior. É o relatório. Decido. Preenchidos os pressupostos extrínsecos. Da detida análise dos fundamentos da decisão denegatória de seguimento do recurso extraordinário, bem como à luz das razões de decidir adotadas pelo Tribunal de origem, por ocasião do julgamento do recurso veiculado na instância ordinária, concluo que nada colhe o agravo de instrumento. O exame de eventual ofensa aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais, consagradores dos princípios da legalidade, da inafastabilidade da prestação jurisdicional e da proteção ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito e à coisa julgada, bem como ao devido processo legal, ao contraditório e à ampla defesa (art. 5º da Lei Maior), demanda, em primeiro plano, a interpretação das normas infraconstitucionais aplicáveis à espécie, de tal modo que, se afronta ocorresse, seria indireta, o que não atende à exigência do art. 102, III, a, da Lei Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5426074. Supremo Tribunal Federal 11/03/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 859.773 MINAS GERAIS VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame do mérito. Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo: “Vistos etc. Contra o juízo negativo de admissibilidade do recurso extraordinário, exarado pela Presidência do Tribunal a quo , foi manejado agravo de instrumento. Na minuta, sustenta-se que o recurso extraordinário reúne todos os requisitos para sua admissão. Aparelhado o recurso na violação do art. 5º, XXXVI, da Lei Maior. É o relatório. Decido. Preenchidos os pressupostos extrínsecos. Da detida análise dos fundamentos da decisão denegatória de seguimento do recurso extraordinário, bem como à luz das razões de decidir adotadas pelo Tribunal de origem, por ocasião do julgamento do recurso veiculado na instância ordinária, concluo que nada colhe o agravo de instrumento. O exame de eventual ofensa aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais, consagradores dos princípios da legalidade, da inafastabilidade da prestação jurisdicional e da proteção ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito e à coisa julgada, bem como ao devido processo legal, ao contraditório e à ampla defesa (art. 5º da Lei Maior), demanda, em primeiro plano, a interpretação das normas infraconstitucionais aplicáveis à espécie, de tal modo que, se afronta ocorresse, seria indireta, o que não atende à exigência do art. 102, III, a, da Lei Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5426074. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9 Voto - MIN. ROSA WEBER AI 859773 AGR / MG Maior, nos termos da remansosa jurisprudência deste egrégio Supremo Tribunal Federal, verbis: "EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Civil. Artigo 5º, incisos II e XXXVI, da CF. Prequestionamento. Ausência. Ofensa reflexa. Indenização. Valor. Legislação infraconstitucional. Reexame de fatos e provas. Impossibilidade. Precedentes. 1. Não se admite o recurso extraordinário quando os dispositivos constitucionais que nele se alega violados não estão devidamente prequestionados. Incidência das Súmulas nºs 282 e 356/STF. 2. A afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando depende, para reconhecida como tal, da análise de normas infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição da República. 3. Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise da legislação infraconstitucional e o reexame dos fatos e das provas dos autos. Incidência das Súmulas nºs 636 e 279 desta Corte. 4. Agravo regimental não provido". (STF-ARE-AgR- 767.704/SP, Relator Ministro Dias Toffoli, 1ª Turma, DJ 28.11.2013). "CONSTITUCIONAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO: ALEGAÇÃO DE OFENSA À C.F., art. 5º, II, XXXV, XXXVI, LIV e LV. I. - Ao Judiciário cabe, no conflito de interesses, fazer valer a vontade concreta da lei, interpretando-a. Se, em tal operação, interpreta razoavelmente ou desarrazoadamente a lei, a questão fica no campo da legalidade, inocorrendo o contencioso constitucional. II. - Decisão contrária ao interesse da parte não configura negativa de prestação jurisdicional (C.F., art. 5º, XXXV). III. - A verificação, no caso concreto, da existência, ou não, do direito adquirido, situa-se no campo infraconstitucional. IV. - Alegação de ofensa ao devido processo legal: C.F., art. 5º, LIV e LV: se ofensa tivesse havido, seria ela indireta, reflexa, dado que a ofensa direta seria a normas processuais. E a ofensa a preceito constitucional que autoriza a admissão do recurso extraordinário é a ofensa direta, frontal. V. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5426074. Supremo Tribunal Federal AI 859773 AGR / MG Maior, nos termos da remansosa jurisprudência deste egrégio Supremo Tribunal Federal, verbis: "EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Civil. Artigo 5º, incisos II e XXXVI, da CF. Prequestionamento. Ausência. Ofensa reflexa. Indenização. Valor. Legislação infraconstitucional. Reexame de fatos e provas. Impossibilidade. Precedentes. 1. Não se admite o recurso extraordinário quando os dispositivos constitucionais que nele se alega violados não estão devidamente prequestionados. Incidência das Súmulas nºs 282 e 356/STF. 2. A afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando depende, para reconhecida como tal, da análise de normas infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição da República. 3. Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise da legislação infraconstitucional e o reexame dos fatos e das provas dos autos. Incidência das Súmulas nºs 636 e 279 desta Corte. 4. Agravo regimental não provido". (STF-ARE-AgR- 767.704/SP, Relator Ministro Dias Toffoli, 1ª Turma, DJ 28.11.2013). "CONSTITUCIONAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO: ALEGAÇÃO DE OFENSA À C.F., art. 5º, II, XXXV, XXXVI, LIV e LV. I. - Ao Judiciário cabe, no conflito de interesses, fazer valer a vontade concreta da lei, interpretando-a. Se, em tal operação, interpreta razoavelmente ou desarrazoadamente a lei, a questão fica no campo da legalidade, inocorrendo o contencioso constitucional. II. - Decisão contrária ao interesse da parte não configura negativa de prestação jurisdicional (C.F., art. 5º, XXXV). III. - A verificação, no caso concreto, da existência, ou não, do direito adquirido, situa-se no campo infraconstitucional. IV. - Alegação de ofensa ao devido processo legal: C.F., art. 5º, LIV e LV: se ofensa tivesse havido, seria ela indireta, reflexa, dado que a ofensa direta seria a normas processuais. E a ofensa a preceito constitucional que autoriza a admissão do recurso extraordinário é a ofensa direta, frontal. V. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5426074. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9 Voto - MIN. ROSA WEBER AI 859773 AGR / MG - Agravo não provido" (STF-RE-AgR-154.158/SP, Relator Ministro Carlos Velloso, 2ª Turma, DJ 20.9.2002). "TRABALHISTA. ACÓRDÃO QUE NÃO ADMITIU RECURSO DE REVISTA, INTERPOSTO PARA AFASTAR PENHORA SOBRE BENS ALIENADOS FIDUCIARIAMENTE EM GARANTIA DE FINANCIAMENTO POR MEIO DE CÉDULA DE CRÉDITO À EXPORTAÇÃO. DECRETO-LEI 413/69 E LEI 4.728/65. ALEGADA AFRONTA AO ART. 5º, II, XXII, XXXV E XXXVI, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. Questão insuscetível de ser apreciada senão por via da legislação infraconstitucional que fundamentou o acórdão, procedimento inviável em sede de recurso extraordinário, onde não cabe a aferição de ofensa reflexa e indireta à Carta Magna. Recurso não conhecido" (STF-RE-153.781/DF, Relator Ministro Ilmar Galvão, 1ª Turma, DJ 02.02.2001). Não há, portanto, como assegurar trânsito ao extraordinário, consoante também se denota dos fundamentos da decisão que desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja detida análise conduz à conclusão pela ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República. Nego seguimento ao agravo de instrumento (CPC, art. 557, caput ).“ Nada colhe o agravo. Mantenho os fundamentos da decisão hostilizada. O exame de eventual ofensa ao art. 5º, XXXVI, da Constituição Federal dependeria da análise da legislação infraconstitucional aplicável à espécie, de modo que, se afronta ocorresse, seria indireta, o que não atende à exigência do art. 102, III, “a”, da Constituição Federal. Nesse sentido: “Ementa: PROCESSUAL CIVIL E ADMINISTRATIVO. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. SERVENTIA EXTRAJUDICIAL. EFETIVAÇÃO SEM CONCURSO PÚBLICO. EXTINÇÃO DO PROCESSO POR COISA JULGADA E LITISPENDÊNCIA. FUNDAMENTOS RECURSAIS DISSOCIADOS. DEFICIÊNCIA DE 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5426074. Supremo Tribunal Federal AI 859773 AGR / MG - Agravo não provido" (STF-RE-AgR-154.158/SP, Relator Ministro Carlos Velloso, 2ª Turma, DJ 20.9.2002). "TRABALHISTA. ACÓRDÃO QUE NÃO ADMITIU RECURSO DE REVISTA, INTERPOSTO PARA AFASTAR PENHORA SOBRE BENS ALIENADOS FIDUCIARIAMENTE EM GARANTIA DE FINANCIAMENTO POR MEIO DE CÉDULA DE CRÉDITO À EXPORTAÇÃO. DECRETO-LEI 413/69 E LEI 4.728/65. ALEGADA AFRONTA AO ART. 5º, II, XXII, XXXV E XXXVI, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. Questão insuscetível de ser apreciada senão por via da legislação infraconstitucional que fundamentou o acórdão, procedimento inviável em sede de recurso extraordinário, onde não cabe a aferição de ofensa reflexa e indireta à Carta Magna. Recurso não conhecido" (STF-RE-153.781/DF, Relator Ministro Ilmar Galvão, 1ª Turma, DJ 02.02.2001). Não há, portanto, como assegurar trânsito ao extraordinário, consoante também se denota dos fundamentos da decisão que desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja detida análise conduz à conclusão pela ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República. Nego seguimento ao agravo de instrumento (CPC, art. 557, caput ).“ Nada colhe o agravo. Mantenho os fundamentos da decisão hostilizada. O exame de eventual ofensa ao art. 5º, XXXVI, da Constituição Federal dependeria da análise da legislação infraconstitucional aplicável à espécie, de modo que, se afronta ocorresse, seria indireta, o que não atende à exigência do art. 102, III, “a”, da Constituição Federal. Nesse sentido: “Ementa: PROCESSUAL CIVIL E ADMINISTRATIVO. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. SERVENTIA EXTRAJUDICIAL. EFETIVAÇÃO SEM CONCURSO PÚBLICO. EXTINÇÃO DO PROCESSO POR COISA JULGADA E LITISPENDÊNCIA. FUNDAMENTOS RECURSAIS DISSOCIADOS. DEFICIÊNCIA DE 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5426074. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9 Voto - MIN. ROSA WEBER AI 859773 AGR / MG FUNDAMENTAÇÃO. SÚMULA 284/STF. TRÂNSITO EM JULGADO DOS FUNDAMENTOS INFRACONSTITUCIONAIS SUFICIENTES PARA MANTER O ACÓRDÃO RECORRIDO. SÚMULA 283/STF. VIOLAÇÃO AO DIREITO ADQUIRIDO, À COISA JULGADA, AO ATO JURÍDICO PERFEITO E AO DEVIDO PROCESSO LEGAL. OFENSA CONSTITUCIONAL MERAMENTE REFLEXA. OBRIGATORIEDADE DO CONCURSO PÚBLICO. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO”. (ARE 727207 AgR, Relator(a): Min. TEORI ZAVASCKI, Segunda Turma, julgado em 27/08/2013, PROCESSO ELETRÔNICO DJe-177 DIVULG 09-09-2013 PUBLIC 10-09-2013, grifos nossos) “EMENTA Agravo regimental no agravo de instrumento. Prequestionamento. Ausência. Ofensa ao art. 5º, inciso XXXV, da CF. Não ocorrência. Princípios do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa. Ofensa reflexa. Litispendência. Legislação infraconstitucional. Reexame de fatos e provas. Impossibilidade. Indeferimento de diligência probatória. Inexistência de repercussão geral. Precedentes. 1. Não se admite o recurso extraordinário quando os dispositivos constitucionais que nele se alega violados não estão devidamente prequestionados. Incidência das Súmulas nºs 282 e 356/STF. 2. A jurisdição foi prestada pelo Tribunal de origem mediante decisão suficientemente motivada. 3. A afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando depende, para ser reconhecida como tal, da análise de normas infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição da República. 4. Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise da legislação infraconstitucional e o reexame de fatos e provas dos autos. Incidência das Súmulas nºs 636 e 279/STF. 5. O Plenário desta Corte, em sessão realizada por meio eletrônico, no exame do ARE nº 639.228/RJ, Relator o Ministro Cezar Peluso, 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5426074. Supremo Tribunal Federal AI 859773 AGR / MG FUNDAMENTAÇÃO. SÚMULA 284/STF. TRÂNSITO EM JULGADO DOS FUNDAMENTOS INFRACONSTITUCIONAIS SUFICIENTES PARA MANTER O ACÓRDÃO RECORRIDO. SÚMULA 283/STF. VIOLAÇÃO AO DIREITO ADQUIRIDO, À COISA JULGADA, AO ATO JURÍDICO PERFEITO E AO DEVIDO PROCESSO LEGAL. OFENSA CONSTITUCIONAL MERAMENTE REFLEXA. OBRIGATORIEDADE DO CONCURSO PÚBLICO. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO”. (ARE 727207 AgR, Relator(a): Min. TEORI ZAVASCKI, Segunda Turma, julgado em 27/08/2013, PROCESSO ELETRÔNICO DJe-177 DIVULG 09-09-2013 PUBLIC 10-09-2013, grifos nossos) “EMENTA Agravo regimental no agravo de instrumento. Prequestionamento. Ausência. Ofensa ao art. 5º, inciso XXXV, da CF. Não ocorrência. Princípios do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa. Ofensa reflexa. Litispendência. Legislação infraconstitucional. Reexame de fatos e provas. Impossibilidade. Indeferimento de diligência probatória. Inexistência de repercussão geral. Precedentes. 1. Não se admite o recurso extraordinário quando os dispositivos constitucionais que nele se alega violados não estão devidamente prequestionados. Incidência das Súmulas nºs 282 e 356/STF. 2. A jurisdição foi prestada pelo Tribunal de origem mediante decisão suficientemente motivada. 3. A afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando depende, para ser reconhecida como tal, da análise de normas infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição da República. 4. Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise da legislação infraconstitucional e o reexame de fatos e provas dos autos. Incidência das Súmulas nºs 636 e 279/STF. 5. O Plenário desta Corte, em sessão realizada por meio eletrônico, no exame do ARE nº 639.228/RJ, Relator o Ministro Cezar Peluso, 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5426074. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9 Voto - MIN. ROSA WEBER AI 859773 AGR / MG entendeu pela ausência de repercussão geral do tema relativo à suposta violação dos princípios do contraditório e da ampla defesa nos casos de indeferimento de produção de provas no âmbito de processo judicial, dado o caráter infraconstitucional da matéria. 6. Agravo regimental não provido.” (AI 857129 AgR, Relator(a): Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, julgado em 07/05/2013, PROCESSO ELETRÔNICO DJe- 125 DIVULG 28-06-2013 PUBLIC 01-07-2013, grifos nossos) Assim, as razões do agravo regimental não são aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. Agravo regimental conhecido e não provido . É como voto. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5426074. Supremo Tribunal Federal AI 859773 AGR / MG entendeu pela ausência de repercussão geral do tema relativo à suposta violação dos princípios do contraditório e da ampla defesa nos casos de indeferimento de produção de provas no âmbito de processo judicial, dado o caráter infraconstitucional da matéria. 6. Agravo regimental não provido.” (AI 857129 AgR, Relator(a): Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, julgado em 07/05/2013, PROCESSO ELETRÔNICO DJe- 125 DIVULG 28-06-2013 PUBLIC 01-07-2013, grifos nossos) Assim, as razões do agravo regimental não são aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. Agravo regimental conhecido e não provido . É como voto. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5426074. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9 Extrato de Ata - 11/03/2014 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 859.773 PROCED. : MINAS GERAIS RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : DISTRIBUIDORA CUMMINS MINAS S/A ADV.(A/S) : JADER DE MOURA FIUZA BOTELHO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : NEVES REPRESENTAÇÕES LTDA ADV.(A/S) : PAULO DE TARSO CARVALHO COSTA E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da relatora. Unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Marco Aurélio, Presidente. Presidiu o julgamento o Senhor Ministro Dias Toffoli. Primeira Turma, 11.3.2014. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Marco Aurélio, Presidente. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo G. Gonet Branco. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 5495435 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 859.773 PROCED. : MINAS GERAIS RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : DISTRIBUIDORA CUMMINS MINAS S/A ADV.(A/S) : JADER DE MOURA FIUZA BOTELHO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : NEVES REPRESENTAÇÕES LTDA ADV.(A/S) : PAULO DE TARSO CARVALHO COSTA E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da relatora. Unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Marco Aurélio, Presidente. Presidiu o julgamento o Senhor Ministro Dias Toffoli. Primeira Turma, 11.3.2014. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Marco Aurélio, Presidente. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo G. Gonet Branco. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 5495435 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=5519959
2014-03-11T00:00:00
2014-03-27T00:00:00
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da relatora. Unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Marco Aurélio, Presidente. Presidiu o julgamento o Senhor Ministro Dias Toffoli. Primeira Turma, 11.3.2014.
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO
EMENTA DIREITO PROCESSUAL CIVIL. ART. 5º, XXXVI, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. COISA JULGADA E LITISPENDÊNCIA. OFENSA REFLEXA. DEBATE DE ÂMBITO INFRACONSTITUCIONAL. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 11.8.2007. A discussão travada nos autos não alcança status constitucional, porquanto solvida à luz da interpretação da legislação infraconstitucional aplicável à espécie. Nessa conjuntura, a constatação de eventual ofensa ao art. 5º, XXXVI, da Lei Maior demandaria, na espécie, prévio exame de preceitos infraconstitucionais, o que não atende à exigência do art. 102, III, “a”, da Constituição Federal. Agravo regimental conhecido e não provido.
sjur259046
- Acórdão(s) citado(s): (MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL) AI 857129 AgR (1ªT), ARE 727207 AgR (2ªT). Número de páginas: 9. Análise: 01/04/2014, BRU.
ROSA WEBER
Primeira Turma
859773
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00005 INC-00036 ART-00102 INC-00003 \n LET-A\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL" ]
AI-AgR
acordaos
AI 859773 AgR
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AGTE.(S) : DISTRIBUIDORA CUMMINS MINAS S/A ADV.(A/S) : JADER DE MOURA FIUZA BOTELHO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : NEVES REPRESENTAÇÕES LTDA ADV.(A/S) : PAULO DE TARSO CARVALHO COSTA E OUTRO(A/S)
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Ementa e Acórdão 11/03/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 859.773 MINAS GERAIS RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :DISTRIBUIDORA CUMMINS MINAS S/A ADV.(A/S) :JADER DE MOURA FIUZA BOTELHO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :NEVES REPRESENTAÇÕES LTDA ADV.(A/S) :PAULO DE TARSO CARVALHO COSTA E OUTRO(A/S) EMENTA DIREITO PROCESSUAL CIVIL. ART. 5..., XXXVI, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. COISA JULGADA E LITISPENDÊNCIA. OFENSA REFLEXA. DEBATE DE ÂMBITO INFRACONSTITUCIONAL. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 11.8.2007. A discussão travada nos autos não alcança status constitucional, porquanto solvida à luz da interpretação da legislação infraconstitucional aplicável à espécie. Nessa conjuntura, a constatação de eventual ofensa ao art. 5..., XXXVI, da Lei Maior demandaria, na espécie, prévio exame de preceitos infraconstitucionais, o que não atende à exigência do art. 102, III, “a”, da Constituição Federal. Agravo regimental conhecido e não provido. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Marco Aurélio, Presidente. Brasília, 11 de março de 2014. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5426072. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9 Ementa e Acórdão AI 859773 AGR / MG Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5426072. Supremo Tribunal Federal AI 859773 AGR / MG Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5426072. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9 Relatório 11/03/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 859.773 MINAS GERAIS RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :DISTRIBUIDORA CUMMINS MINAS S/A ADV.(A/S) :JADER DE MOURA FIUZA BOTELHO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :NEVES REPRESENTAÇÕES LTDA ADV.(A/S) :PAULO DE TARSO CARVALHO COSTA E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra decisão por mim proferida, mediante a qual negado seguimento ao agravo de instrumento, maneja agravo regimental Distribuidora Cummins Minas S/A. A agravante insurge-se contra a decisão monocrática, ao argumento de que há violação direta do art. 5..., XXXVI, da Constituição Federal. Sustenta, in verbis, que: “ (…) conforme exaustivamente demonstrado pela Agravante na ocasião do Agravo de instrumento, pela simples análise destes autos, constata-se facilmente que coexistem, in casu, duas sentenças diametralmente opostas versando sobre o mesmo objeto, razão pela qual, ao melhor entendimento, deverá esta Egrégia Corte reconhecer a flagrante ofensa direta à norma preconizada pelo art. 5..., XXXVI, da Constituição da República, sob pena de se perpetuar em nosso ordenamento jurídico duas decisões completamente antagônicas.” Acórdão recorrido publicado em 11.8.2007. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5426073. Supremo Tribunal Federal 11/03/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 859.773 MINAS GERAIS RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :DISTRIBUIDORA CUMMINS MINAS S/A ADV.(A/S) :JADER DE MOURA FIUZA BOTELHO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :NEVES REPRESENTAÇÕES LTDA ADV.(A/S) :PAULO DE TARSO CARVALHO COSTA E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra decisão por mim proferida, mediante a qual negado seguimento ao agravo de instrumento, maneja agravo regimental Distribuidora Cummins Minas S/A. A agravante insurge-se contra a decisão monocrática, ao argumento de que há violação direta do art. 5..., XXXVI, da Constituição Federal. Sustenta, in verbis, que: “ (…) conforme exaustivamente demonstrado pela Agravante na ocasião do Agravo de instrumento, pela simples análise destes autos, constata-se facilmente que coexistem, in casu, duas sentenças diametralmente opostas versando sobre o mesmo objeto, razão pela qual, ao melhor entendimento, deverá esta Egrégia Corte reconhecer a flagrante ofensa direta à norma preconizada pelo art. 5..., XXXVI, da Constituição da República, sob pena de se perpetuar em nosso ordenamento jurídico duas decisões completamente antagônicas.” Acórdão recorrido publicado em 11.8.2007. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5426073. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9 Voto - MIN. ROSA WEBER 11/03/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 859.773 MINAS GERAIS VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame do mérito. Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo: “Vistos etc. Contra o juízo negativo de admissibilidade do recurso extraordinário, exarado pela Presidência do Tribunal a quo , foi manejado agravo de instrumento. Na minuta, sustenta-se que o recurso extraordinário reúne todos os requisitos para sua admissão. Aparelhado o recurso na violação do art. 5..., XXXVI, da Lei Maior. É o relatório. Decido. Preenchidos os pressupostos extrínsecos. Da detida análise dos fundamentos da decisão denegatória de seguimento do recurso extraordinário, bem como à luz das razões de decidir adotadas pelo Tribunal de origem, por ocasião do julgamento do recurso veiculado na instância ordinária, concluo que nada colhe o agravo de instrumento. O exame de eventual ofensa aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais, consagradores dos princípios da legalidade, da inafastabilidade da prestação jurisdicional e da proteção ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito e à coisa julgada, bem como ao devido processo legal, ao contraditório e à ampla defesa (art. 5... da Lei Maior), demanda, em primeiro plano, a interpretação das normas infraconstitucionais aplicáveis à espécie, de tal modo que, se afronta ocorresse, seria indireta, o que não atende à exigência do art. 102, III, a, da Lei Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5426074. Supremo Tribunal Federal 11/03/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 859.773 MINAS GERAIS VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame do mérito. Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo: “Vistos etc. Contra o juízo negativo de admissibilidade do recurso extraordinário, exarado pela Presidência do Tribunal a quo , foi manejado agravo de instrumento. Na minuta, sustenta-se que o recurso extraordinário reúne todos os requisitos para sua admissão. Aparelhado o recurso na violação do art. 5..., XXXVI, da Lei Maior. É o relatório. Decido. Preenchidos os pressupostos extrínsecos. Da detida análise dos fundamentos da decisão denegatória de seguimento do recurso extraordinário, bem como à luz das razões de decidir adotadas pelo Tribunal de origem, por ocasião do julgamento do recurso veiculado na instância ordinária, concluo que nada colhe o agravo de instrumento. O exame de eventual ofensa aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais, consagradores dos princípios da legalidade, da inafastabilidade da prestação jurisdicional e da proteção ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito e à coisa julgada, bem como ao devido processo legal, ao contraditório e à ampla defesa (art. 5... da Lei Maior), demanda, em primeiro plano, a interpretação das normas infraconstitucionais aplicáveis à espécie, de tal modo que, se afronta ocorresse, seria indireta, o que não atende à exigência do art. 102, III, a, da Lei Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5426074. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9 Voto - MIN. ROSA WEBER AI 859773 AGR / MG Maior, nos termos da remansosa jurisprudência deste egrégio Supremo Tribunal Federal, verbis: "EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Civil. Artigo 5..., incisos II e XXXVI, da Constituição Federal de 1988. Prequestionamento. Ausência. Ofensa reflexa. Indenização. Valor. Legislação infraconstitucional. Reexame de fatos e provas. Impossibilidade. Precedentes. 1. Não se admite o recurso extraordinário quando os dispositivos constitucionais que nele se alega violados não estão devidamente prequestionados. Incidência das Súmulas ns 282 e 356/Supremo Tribunal Federal. 2. A afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando depende, para reconhecida como tal, da análise de normas infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição da República. 3. Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise da legislação infraconstitucional e o reexame dos fatos e das provas dos autos. Incidência das Súmulas ns 636 e 279 desta Corte. 4. Agravo regimental não provido". (Supremo Tribunal Federal-ARE-AgR- 767.704/SP, Relator Ministro Dias Toffoli, 1... Turma, DJ 28.11.2013). "CONSTITUCIONAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO: ALEGAÇÃO DE OFENSA À C.F., art. 5..., II, XXXV, XXXVI, LIV e LV. I. - Ao Judiciário cabe, no conflito de interesses, fazer valer a vontade concreta da lei, interpretando-a. Se, em tal operação, interpreta razoavelmente ou desarrazoadamente a lei, a questão fica no campo da legalidade, inocorrendo o contencioso constitucional. II. - Decisão contrária ao interesse da parte não configura negativa de prestação jurisdicional (C.F., art. 5..., XXXV). III. - A verificação, no caso concreto, da existência, ou não, do direito adquirido, situa-se no campo infraconstitucional. IV. - Alegação de ofensa ao devido processo legal: C.F., art. 5..., LIV e LV: se ofensa tivesse havido, seria ela indireta, reflexa, dado que a ofensa direta seria a normas processuais. E a ofensa a preceito constitucional que autoriza a admissão do recurso extraordinário é a ofensa direta, frontal. V. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5426074. Supremo Tribunal Federal AI 859773 AGR / MG Maior, nos termos da remansosa jurisprudência deste egrégio Supremo Tribunal Federal, verbis: "EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Civil. Artigo 5..., incisos II e XXXVI, da Constituição Federal de 1988. Prequestionamento. Ausência. Ofensa reflexa. Indenização. Valor. Legislação infraconstitucional. Reexame de fatos e provas. Impossibilidade. Precedentes. 1. Não se admite o recurso extraordinário quando os dispositivos constitucionais que nele se alega violados não estão devidamente prequestionados. Incidência das Súmulas ns 282 e 356/Supremo Tribunal Federal. 2. A afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando depende, para reconhecida como tal, da análise de normas infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição da República. 3. Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise da legislação infraconstitucional e o reexame dos fatos e das provas dos autos. Incidência das Súmulas ns 636 e 279 desta Corte. 4. Agravo regimental não provido". (Supremo Tribunal Federal-ARE-AgR- 767.704/SP, Relator Ministro Dias Toffoli, 1... Turma, DJ 28.11.2013). "CONSTITUCIONAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO: ALEGAÇÃO DE OFENSA À C.F., art. 5..., II, XXXV, XXXVI, LIV e LV. I. - Ao Judiciário cabe, no conflito de interesses, fazer valer a vontade concreta da lei, interpretando-a. Se, em tal operação, interpreta razoavelmente ou desarrazoadamente a lei, a questão fica no campo da legalidade, inocorrendo o contencioso constitucional. II. - Decisão contrária ao interesse da parte não configura negativa de prestação jurisdicional (C.F., art. 5..., XXXV). III. - A verificação, no caso concreto, da existência, ou não, do direito adquirido, situa-se no campo infraconstitucional. IV. - Alegação de ofensa ao devido processo legal: C.F., art. 5..., LIV e LV: se ofensa tivesse havido, seria ela indireta, reflexa, dado que a ofensa direta seria a normas processuais. E a ofensa a preceito constitucional que autoriza a admissão do recurso extraordinário é a ofensa direta, frontal. V. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5426074. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9 Voto - MIN. ROSA WEBER AI 859773 AGR / MG - Agravo não provido" (Supremo Tribunal Federal-Recurso Extraordinário-AgR-154.158/SP, Relator Ministro Carlos Velloso, 2... Turma, DJ 20.9.2002). "TRABALHISTA. ACÓRDÃO QUE NÃO ADMITIU RECURSO DE REVISTA, INTERPOSTO PARA AFASTAR PENHORA SOBRE BENS ALIENADOS FIDUCIARIAMENTE EM GARANTIA DE FINANCIAMENTO POR MEIO DE CÉDULA DE CRÉDITO À EXPORTAÇÃO. DECRETO-LEI 413/69 E LEI 4.728/65. ALEGADA AFRONTA AO ART. 5..., II, XXII, XXXV E XXXVI, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. Questão insuscetível de ser apreciada senão por via da legislação infraconstitucional que fundamentou o acórdão, procedimento inviável em sede de recurso extraordinário, onde não cabe a aferição de ofensa reflexa e indireta à Carta Magna. Recurso não conhecido" (Supremo Tribunal Federal-Recurso Extraordinário-153.781/DF, Relator Ministro Ilmar Galvão, 1... Turma, DJ 02.02.2001). Não há, portanto, como assegurar trânsito ao extraordinário, consoante também se denota dos fundamentos da decisão que desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja detida análise conduz à conclusão pela ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República. Nego seguimento ao agravo de instrumento (Código de Processo Civil, art. 557, caput ).“ Nada colhe o agravo. Mantenho os fundamentos da decisão hostilizada. O exame de eventual ofensa ao art. 5..., XXXVI, da Constituição Federal dependeria da análise da legislação infraconstitucional aplicável à espécie, de modo que, se afronta ocorresse, seria indireta, o que não atende à exigência do art. 102, III, “a”, da Constituição Federal. Nesse sentido: “Ementa: PROCESSUAL CIVIL E ADMINISTRATIVO. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. SERVENTIA EXTRAJUDICIAL. EFETIVAÇÃO SEM CONCURSO PÚBLICO. EXTINÇÃO DO PROCESSO POR COISA JULGADA E LITISPENDÊNCIA. FUNDAMENTOS RECURSAIS DISSOCIADOS. DEFICIÊNCIA DE 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5426074. Supremo Tribunal Federal AI 859773 AGR / MG - Agravo não provido" (Supremo Tribunal Federal-Recurso Extraordinário-AgR-154.158/SP, Relator Ministro Carlos Velloso, 2... Turma, DJ 20.9.2002). "TRABALHISTA. ACÓRDÃO QUE NÃO ADMITIU RECURSO DE REVISTA, INTERPOSTO PARA AFASTAR PENHORA SOBRE BENS ALIENADOS FIDUCIARIAMENTE EM GARANTIA DE FINANCIAMENTO POR MEIO DE CÉDULA DE CRÉDITO À EXPORTAÇÃO. DECRETO-LEI 413/69 E LEI 4.728/65. ALEGADA AFRONTA AO ART. 5..., II, XXII, XXXV E XXXVI, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. Questão insuscetível de ser apreciada senão por via da legislação infraconstitucional que fundamentou o acórdão, procedimento inviável em sede de recurso extraordinário, onde não cabe a aferição de ofensa reflexa e indireta à Carta Magna. Recurso não conhecido" (Supremo Tribunal Federal-Recurso Extraordinário-153.781/DF, Relator Ministro Ilmar Galvão, 1... Turma, DJ 02.02.2001). Não há, portanto, como assegurar trânsito ao extraordinário, consoante também se denota dos fundamentos da decisão que desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja detida análise conduz à conclusão pela ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República. Nego seguimento ao agravo de instrumento (Código de Processo Civil, art. 557, caput ).“ Nada colhe o agravo. Mantenho os fundamentos da decisão hostilizada. O exame de eventual ofensa ao art. 5..., XXXVI, da Constituição Federal dependeria da análise da legislação infraconstitucional aplicável à espécie, de modo que, se afronta ocorresse, seria indireta, o que não atende à exigência do art. 102, III, “a”, da Constituição Federal. Nesse sentido: “Ementa: PROCESSUAL CIVIL E ADMINISTRATIVO. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. SERVENTIA EXTRAJUDICIAL. EFETIVAÇÃO SEM CONCURSO PÚBLICO. EXTINÇÃO DO PROCESSO POR COISA JULGADA E LITISPENDÊNCIA. FUNDAMENTOS RECURSAIS DISSOCIADOS. DEFICIÊNCIA DE 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5426074. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9 Voto - MIN. ROSA WEBER AI 859773 AGR / MG FUNDAMENTAÇÃO. SÚMULA 284/Supremo Tribunal Federal. TRÂNSITO EM JULGADO DOS FUNDAMENTOS INFRACONSTITUCIONAIS SUFICIENTES PARA MANTER O ACÓRDÃO RECORRIDO. SÚMULA 283/Supremo Tribunal Federal. VIOLAÇÃO AO DIREITO ADQUIRIDO, À COISA JULGADA, AO ATO JURÍDICO PERFEITO E AO DEVIDO PROCESSO LEGAL. OFENSA CONSTITUCIONAL MERAMENTE REFLEXA. OBRIGATORIEDADE DO CONCURSO PÚBLICO. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO”. (ARE 727207 AgR, Relator(a): Min. TEORI ZAVASCKI, Segunda Turma, julgado em 27/08/2013, PROCESSO ELETRÔNICO DJe-177 DIVULG 09-09-2013 PUBLIC 10-09-2013, grifos nossos) “EMENTA Agravo regimental no agravo de instrumento. Prequestionamento. Ausência. Ofensa ao art. 5..., inciso XXXV, da Constituição Federal de 1988. Não ocorrência. Princípios do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa. Ofensa reflexa. Litispendência. Legislação infraconstitucional. Reexame de fatos e provas. Impossibilidade. Indeferimento de diligência probatória. Inexistência de repercussão geral. Precedentes. 1. Não se admite o recurso extraordinário quando os dispositivos constitucionais que nele se alega violados não estão devidamente prequestionados. Incidência das Súmulas ns 282 e 356/Supremo Tribunal Federal. 2. A jurisdição foi prestada pelo Tribunal de origem mediante decisão suficientemente motivada. 3. A afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando depende, para ser reconhecida como tal, da análise de normas infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição da República. 4. Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise da legislação infraconstitucional e o reexame de fatos e provas dos autos. Incidência das Súmulas ns 636 e 279/Supremo Tribunal Federal. 5. O Plenário desta Corte, em sessão realizada por meio eletrônico, no exame do ARE n 639.228/RJ, Relator o Ministro Cezar Peluso, 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5426074. Supremo Tribunal Federal AI 859773 AGR / MG FUNDAMENTAÇÃO. SÚMULA 284/Supremo Tribunal Federal. TRÂNSITO EM JULGADO DOS FUNDAMENTOS INFRACONSTITUCIONAIS SUFICIENTES PARA MANTER O ACÓRDÃO RECORRIDO. SÚMULA 283/Supremo Tribunal Federal. VIOLAÇÃO AO DIREITO ADQUIRIDO, À COISA JULGADA, AO ATO JURÍDICO PERFEITO E AO DEVIDO PROCESSO LEGAL. OFENSA CONSTITUCIONAL MERAMENTE REFLEXA. OBRIGATORIEDADE DO CONCURSO PÚBLICO. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO”. (ARE 727207 AgR, Relator(a): Min. TEORI ZAVASCKI, Segunda Turma, julgado em 27/08/2013, PROCESSO ELETRÔNICO DJe-177 DIVULG 09-09-2013 PUBLIC 10-09-2013, grifos nossos) “EMENTA Agravo regimental no agravo de instrumento. Prequestionamento. Ausência. Ofensa ao art. 5..., inciso XXXV, da Constituição Federal de 1988. Não ocorrência. Princípios do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa. Ofensa reflexa. Litispendência. Legislação infraconstitucional. Reexame de fatos e provas. Impossibilidade. Indeferimento de diligência probatória. Inexistência de repercussão geral. Precedentes. 1. Não se admite o recurso extraordinário quando os dispositivos constitucionais que nele se alega violados não estão devidamente prequestionados. Incidência das Súmulas ns 282 e 356/Supremo Tribunal Federal. 2. A jurisdição foi prestada pelo Tribunal de origem mediante decisão suficientemente motivada. 3. A afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando depende, para ser reconhecida como tal, da análise de normas infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição da República. 4. Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise da legislação infraconstitucional e o reexame de fatos e provas dos autos. Incidência das Súmulas ns 636 e 279/Supremo Tribunal Federal. 5. O Plenário desta Corte, em sessão realizada por meio eletrônico, no exame do ARE n 639.228/RJ, Relator o Ministro Cezar Peluso, 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5426074. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9 Voto - MIN. ROSA WEBER AI 859773 AGR / MG entendeu pela ausência de repercussão geral do tema relativo à suposta violação dos princípios do contraditório e da ampla defesa nos casos de indeferimento de produção de provas no âmbito de processo judicial, dado o caráter infraconstitucional da matéria. 6. Agravo regimental não provido.” (AI 857129 AgR, Relator(a): Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, julgado em 07/05/2013, PROCESSO ELETRÔNICO DJe- 125 DIVULG 28-06-2013 PUBLIC 01-07-2013, grifos nossos) Assim, as razões do agravo regimental não são aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. Agravo regimental conhecido e não provido . É como voto. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5426074. Supremo Tribunal Federal AI 859773 AGR / MG entendeu pela ausência de repercussão geral do tema relativo à suposta violação dos princípios do contraditório e da ampla defesa nos casos de indeferimento de produção de provas no âmbito de processo judicial, dado o caráter infraconstitucional da matéria. 6. Agravo regimental não provido.” (AI 857129 AgR, Relator(a): Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, julgado em 07/05/2013, PROCESSO ELETRÔNICO DJe- 125 DIVULG 28-06-2013 PUBLIC 01-07-2013, grifos nossos) Assim, as razões do agravo regimental não são aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. Agravo regimental conhecido e não provido . É como voto. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5426074. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9 Extrato de Ata - 11/03/2014 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 859.773 PROCED. : MINAS GERAIS RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : DISTRIBUIDORA CUMMINS MINAS S/A ADV.(A/S) : JADER DE MOURA FIUZA BOTELHO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : NEVES REPRESENTAÇÕES LTDA ADV.(A/S) : PAULO DE TARSO CARVALHO COSTA E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da relatora. Unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Marco Aurélio, Presidente. Presidiu o julgamento o Senhor Ministro Dias Toffoli. Primeira Turma, 11.3.2014. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Marco Aurélio, Presidente. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo G. Gonet Branco. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 5495435 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 859.773 PROCED. : MINAS GERAIS RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : DISTRIBUIDORA CUMMINS MINAS S/A ADV.(A/S) : JADER DE MOURA FIUZA BOTELHO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : NEVES REPRESENTAÇÕES LTDA ADV.(A/S) : PAULO DE TARSO CARVALHO COSTA E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da relatora. Unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Marco Aurélio, Presidente. Presidiu o julgamento o Senhor Ministro Dias Toffoli. Primeira Turma, 11.3.2014. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Marco Aurélio, Presidente. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo G. Gonet Branco. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 5495435 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
{ "JURISPRUDENCIA": [ "AGRAVO DE INSTRUMENTO 859 . 773", "AI 859773 AGR", "AI 859773 AGR / MG", "AGRAVO DE INSTRUMENTO 859 . 773", "AI 859773 AGR / MG Maior", "ARE", "-", "AgR", "-", "767", ".", "704", "/", "SP", "AI 859773 AGR / MG Maior", "Súmulas ns 282 e 356 / Supremo Tribunal Federal", "ARE", "-", "AgR", "-", "767", ".", "704", "/", "SP", "AI 859773 AGR /", "Recurso Extraordinário - AgR - 154 . 158 / SP", "Recurso Extraordinário - 153 . 781 / DF", "AI 859773 AGR", "Recurso Extraordinário - AgR - 154 . 158 / SP", "Recurso Extraordinário - 153 . 781 / DF", "AI 859773 AGR / MG", "SÚMULA 284 / Supremo Tribunal Federal", "SÚMULA 283 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 727207 AgR", "Súmulas ns 282 e 356 / Supremo Tribunal Federal", "Súmulas ns 636 e 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE n 639 . 228 / RJ", "AI 859773", "SÚMULA 284 / Supremo Tribunal Federal", "SÚMULA 283 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 727207 AgR", "Súmulas ns 282", "Súmulas ns 636 e 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE n 639 . 228 / RJ", "AI 859773 AGR", "AI 857129 AgR", "AI 859773 AGR / MG", "AI 857129 AgR", "AGRAVO DE INSTRUMENTO 859 . 773" ], "LEGISLACAO": [ "ART . 5 . . . , XXXVI , DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL", "art . 5 . . . , XXXVI , da Lei Maior", "art . 102 , III , “ a ” , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 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Turma", "Supremo Tribunal Federal", "1", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Segunda Turma", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "/", "MG", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "DISTRIBUIDORA CUMMINS MINAS S / A", "NEVES REPRESENTAÇÕES LTDA", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "DISTRIBUIDORA CUMMINS MINAS S / A", "NEVES REPRESENTAÇÕES LTDA", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "ROSA WEBER", "JADER DE MOURA FIUZA BOTELHO", "PAULO DE TARSO CARVALHO COSTA", "Dias Toffoli", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "ROSA WEBER", "JADER DE MOURA FIUZA BOTELHO", "PAULO DE TARSO CARVALHO COSTA", "Rosa Weber", "ROSA WEBER", "JADER DE MOURA FIUZA BOTELHO", "NEVES", "PAULO DE TARSO CARVALHO COSTA", "Rosa Weber", "ROSA WEBER", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "ROSA WEBER", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "ROSA WEBER", "Carlos Velloso", "Ilmar Galvão", "Carlos Velloso", "Ilmar Galvão", "ROSA WEBER", "TEORI ZAVASCKI", "Cezar Peluso", "TEORI ZAVASCKI", "Cezar Peluso", "ROSA WEBER", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "ROSA WEBER", "JADER DE MOURA FIUZA BOTELHO", "PAULO DE TARSO CARVALHO COSTA", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Marco Aurélio", "Paulo G . 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Ementa e Acórdão 18/02/2014 SEGUNDA TURMA RECURSO ORD. EM MANDADO DE SEGURANÇA 24.286 DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA RECTE.(S) :ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DOS TERMINAIS PORTUÁRIOS - ABTP ADV.(A/S) :ANTONIO CARLOS DANTAS RIBEIRO E OUTROS RECDO.(A/S) :UNIÃO ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO EMENTA: RECURSO ORDINÁRIO EM MANDADO DE SEGURANÇA. TERMINAIS PRIVATIVOS EM ÁREA DE PORTO ORGANIZADO. UTILIZAÇÃO DAS INSTALAÇÕES PORTUÁRIAS. CONTRATO DE ADESÃO. MODIFICAÇÃO DE CLÁUSULA CONTRATUAL POR ATO UNILATERAL DA UNIÃO. INTERESSE PÚBLICO: PRESSUPOSTO ESSENCIAL DO CONTRATO ADMINISTRATIVO. 1. Quando a Administração Pública contrata com particulares, conduz o interesse público e pode, unilateralmente, modificar cláusula contratual, desde que observados os termos da lei. 2. A remuneração devida pela utilização da área portuária permaneceu proporcional ao uso que dela se fizer. A obrigação de pagar pelo uso da infraestrutura portuária estava prevista no Contrato de Adesão originário. Estabeleceu-se, posteriormente, critério proporcional à tonelagem embarcada, desembarcada e baldeada, para o cálculo da tarifa pela utilização da infraestrutura portuária. 3. Recurso Ordinário em Mandado de Segurança ao qual se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência da Ministra Cármen Lúcia, na conformidade da ata de julgamento e das Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5323948. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 18 Ementa e Acórdão RMS 24286 / DF notas taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao recurso ordinário, nos termos do voto da Relatora. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Ministro Gilmar Mendes. Brasília, 18 de fevereiro de 2014. Ministra Cármen Lúcia - Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5323948. Supremo Tribunal Federal RMS 24286 / DF notas taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao recurso ordinário, nos termos do voto da Relatora. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Ministro Gilmar Mendes. Brasília, 18 de fevereiro de 2014. Ministra Cármen Lúcia - Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5323948. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 18 Extrato de Ata - 11/09/2012 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA RECURSO ORD. EM MANDADO DE SEGURANÇA 24.286 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA RECTE.(S) : ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DOS TERMINAIS PORTUÁRIOS - ABTP ADV.(A/S) : ANTONIO CARLOS DANTAS RIBEIRO E OUTROS RECDO.(A/S) : UNIÃO ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: Por indicação da Relatora e, por maioria de votos, a Turma retirou o processo da Pauta n. 4/2010, publicada no DJe de 18.3.2010, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 1ª Turma, 11.9.2012. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Rosa Weber. Subprocurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 2812670 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA RECURSO ORD. EM MANDADO DE SEGURANÇA 24.286 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA RECTE.(S) : ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DOS TERMINAIS PORTUÁRIOS - ABTP ADV.(A/S) : ANTONIO CARLOS DANTAS RIBEIRO E OUTROS RECDO.(A/S) : UNIÃO ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: Por indicação da Relatora e, por maioria de votos, a Turma retirou o processo da Pauta n. 4/2010, publicada no DJe de 18.3.2010, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 1ª Turma, 11.9.2012. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Rosa Weber. Subprocurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 2812670 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 18 Relatório 18/02/2014 SEGUNDA TURMA RECURSO ORD. EM MANDADO DE SEGURANÇA 24.286 DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA RECTE.(S) :ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DOS TERMINAIS PORTUÁRIOS - ABTP ADV.(A/S) :ANTONIO CARLOS DANTAS RIBEIRO E OUTROS RECDO.(A/S) :UNIÃO ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora): 1. Recurso ordinário em mandado de segurança interposto pela Associação Brasileira dos Terminais Portuários – ABTP contra julgado da Primeira Seção do Superior Tribunal de Justiça: “Mandado de Segurança. Coletivo e Preventivo. Terminais Privativos e Utilização da Estrutura Portuária da União. Ato Administrativo. Efeitos nas Cláusulas Contratuais. Direito Líquido e Certo Sem Demonstração Inequívoca. Dependência de Prova. Carência de Ação. Extinção do Processo. Constituição Federal, artigo 5º, LXIX e LXX, b - Lei 8630⁄93. 1. Funcionário sujeito à determinação de hierarquia superior, sem carga própria de autoridade para decidir, não podendo modificar ou revogar o ato editado e demonstrado que é mero executor, está órgão de legitimação para figurar no pólo passivo da relação processual. 2. Ato de autoridade competente e explicitando a finalidade, apropriado à atividade de interesse público na organização e administração dos fatos, não está maculado por ilegalidade formal. Efeitos lesivos ou ofensivos à garantia individual, somente dimensionáveis caso por caso e dependentes de comprovação específica, inviabilizam processualmente o mandamus, cuja ação tem como Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5323949. Supremo Tribunal Federal 18/02/2014 SEGUNDA TURMA RECURSO ORD. EM MANDADO DE SEGURANÇA 24.286 DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA RECTE.(S) :ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DOS TERMINAIS PORTUÁRIOS - ABTP ADV.(A/S) :ANTONIO CARLOS DANTAS RIBEIRO E OUTROS RECDO.(A/S) :UNIÃO ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora): 1. Recurso ordinário em mandado de segurança interposto pela Associação Brasileira dos Terminais Portuários – ABTP contra julgado da Primeira Seção do Superior Tribunal de Justiça: “Mandado de Segurança. Coletivo e Preventivo. Terminais Privativos e Utilização da Estrutura Portuária da União. Ato Administrativo. Efeitos nas Cláusulas Contratuais. Direito Líquido e Certo Sem Demonstração Inequívoca. Dependência de Prova. Carência de Ação. Extinção do Processo. Constituição Federal, artigo 5º, LXIX e LXX, b - Lei 8630⁄93. 1. Funcionário sujeito à determinação de hierarquia superior, sem carga própria de autoridade para decidir, não podendo modificar ou revogar o ato editado e demonstrado que é mero executor, está órgão de legitimação para figurar no pólo passivo da relação processual. 2. Ato de autoridade competente e explicitando a finalidade, apropriado à atividade de interesse público na organização e administração dos fatos, não está maculado por ilegalidade formal. Efeitos lesivos ou ofensivos à garantia individual, somente dimensionáveis caso por caso e dependentes de comprovação específica, inviabilizam processualmente o mandamus, cuja ação tem como Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5323949. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 18 Relatório RMS 24286 / DF condição fundamental o direito líquido e certo. 3. Extinção do processo” (fl. 389). 2. A Recorrente impetrou, preventivamente, no Superior Tribunal de Justiça, Mandado de Segurança contra ato do Ministro de Estado dos Transportes, para tornar ineficaz provimento de sua lavra, pelo qual “determinou ao Secretário de Transportes Aquaviários que executasse as providências cabíveis para a modificação da cláusula décima primeira dos contratos de adesão firmados entre a União Federal e os titulares de terminais portuários privativos...” (fls. 395). Em síntese, a ora Recorrente argumenta que o indeferimento do seu pedido teria sido baseado em Parecer CONJUR/MT nº 108/99, da Consultoria Jurídica, que concluiu: “No tocante aos terminais privativos, localizados na área do porto organizado, os seus titulares são usuários das facilidades do porto público ou organizado e, por esse motivo, não devem ser favorecidos com a isenção de tarifas portuárias. (...) De outro lado, não assiste razão dos terminais quando insistem em nomear um perito para dirimir a dúvida suscitada, tendo em vista que a relação jurídica é mantida com a União, que tem o poder do ‘jus impere’, na qualidade de poder concedente, incumbindo-lhe decidir sobre a real tarifa a ser cobrada, bem assim sobre a penalidade a ser aplicada no caso de descumprimento da decisão ministerial, que poderá, inclusive, culminar com a rescisão dos Contratos de Adesão.” (fls. 398-399). Alega que teria sido firmada “presunção juris et de jure de que, só por estarem situados dentro da área de ‘porto organizado’, os terminais utilizam sua infra-estrutura e por ela devem pagar, sem espaço para maiores digressões” (fls. 399). Sustenta que “os terminais privativos não são usuários dos serviços públicos objeto da concessão dos portos organizados. Ao contrário, até mesmo, em alguns casos, os terminais privativos competem com a concessionária do porto 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5323949. Supremo Tribunal Federal RMS 24286 / DF condição fundamental o direito líquido e certo. 3. Extinção do processo” (fl. 389). 2. A Recorrente impetrou, preventivamente, no Superior Tribunal de Justiça, Mandado de Segurança contra ato do Ministro de Estado dos Transportes, para tornar ineficaz provimento de sua lavra, pelo qual “determinou ao Secretário de Transportes Aquaviários que executasse as providências cabíveis para a modificação da cláusula décima primeira dos contratos de adesão firmados entre a União Federal e os titulares de terminais portuários privativos...” (fls. 395). Em síntese, a ora Recorrente argumenta que o indeferimento do seu pedido teria sido baseado em Parecer CONJUR/MT nº 108/99, da Consultoria Jurídica, que concluiu: “No tocante aos terminais privativos, localizados na área do porto organizado, os seus titulares são usuários das facilidades do porto público ou organizado e, por esse motivo, não devem ser favorecidos com a isenção de tarifas portuárias. (...) De outro lado, não assiste razão dos terminais quando insistem em nomear um perito para dirimir a dúvida suscitada, tendo em vista que a relação jurídica é mantida com a União, que tem o poder do ‘jus impere’, na qualidade de poder concedente, incumbindo-lhe decidir sobre a real tarifa a ser cobrada, bem assim sobre a penalidade a ser aplicada no caso de descumprimento da decisão ministerial, que poderá, inclusive, culminar com a rescisão dos Contratos de Adesão.” (fls. 398-399). Alega que teria sido firmada “presunção juris et de jure de que, só por estarem situados dentro da área de ‘porto organizado’, os terminais utilizam sua infra-estrutura e por ela devem pagar, sem espaço para maiores digressões” (fls. 399). Sustenta que “os terminais privativos não são usuários dos serviços públicos objeto da concessão dos portos organizados. Ao contrário, até mesmo, em alguns casos, os terminais privativos competem com a concessionária do porto 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5323949. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 18 Relatório RMS 24286 / DF organizado, oferecendo aos potenciais usuários serviços similares”. E que, “dependendo de sua localização, os terminais privativos utilizam, no todo ou em parte, ou não a infra-estrutura de proteção e acesso aquaviários do porto organizado. Esse fato, óbvio, é reconhecido expressamente pela cláusula décima primeira dos contratos de adesão, aliás redigida pelo próprio Ministério dos Transportes...” (fls. 401). Pontua que “a Autoridade Impetrada pretende impor uma alteração fundamental nos contratos de adesão já celebrados, que modificará substancialmente a equação financeira subjacente a tais contratos. Em vez de pagarem, se for o caso e em termos mutuamente acordados, à concessionária ou à União, a parte que lhes competir, na proporção em que efetivamente se valerem da infra-estrutura aquaviária, os terminais privativos terão de pagar a tarifa portuária cobrada dos navios que demandam ou partem do porto organizado, os quais, indistintamente, têm de utilizar a totalidade da infra-estrutura de proteção e acesso do porto organizado”. (fls. 402). Sob a alegação de violação a ato jurídico perfeito, a Recorrente assevera que o contrato de adesão é “...ato administrativo condicionado e sujeito a prazo determinado, que não pode ser revogado ou modificado por ato unilateral da Administração, sem a adrede manutenção do equilíbrio econômico- financeiro da avença” (fls. 403). Aduz, ainda, que “pelo teor da nova cláusula décima primeira pretendida pela autoridade coatora, acima reproduzida, verifica-se que ali se pretende estabelecer a obrigatoriedade de os terminais remunerarem a utilização da infra- estrutura do porto pela tarifa, qualquer que seja o grau de utilização dessa infra- estrutura e quiçá até mesmo quando tal infra-estrutura sequer seja usada. Ora, a tarifa portuária é aplicada às embarcações que demandam ou partem de um porto organizado, os quais necessariamente utilizam por inteiro a infra-estrutura aquaviária do porto, desde o início do canal de acesso até a bacia de atracação. É, portanto, calculada em vista da utilização integral dessa infra-estrutura, na proporção da tonelagem das embarcações que demandam ou partem do porto 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5323949. Supremo Tribunal Federal RMS 24286 / DF organizado, oferecendo aos potenciais usuários serviços similares”. E que, “dependendo de sua localização, os terminais privativos utilizam, no todo ou em parte, ou não a infra-estrutura de proteção e acesso aquaviários do porto organizado. Esse fato, óbvio, é reconhecido expressamente pela cláusula décima primeira dos contratos de adesão, aliás redigida pelo próprio Ministério dos Transportes...” (fls. 401). Pontua que “a Autoridade Impetrada pretende impor uma alteração fundamental nos contratos de adesão já celebrados, que modificará substancialmente a equação financeira subjacente a tais contratos. Em vez de pagarem, se for o caso e em termos mutuamente acordados, à concessionária ou à União, a parte que lhes competir, na proporção em que efetivamente se valerem da infra-estrutura aquaviária, os terminais privativos terão de pagar a tarifa portuária cobrada dos navios que demandam ou partem do porto organizado, os quais, indistintamente, têm de utilizar a totalidade da infra-estrutura de proteção e acesso do porto organizado”. (fls. 402). Sob a alegação de violação a ato jurídico perfeito, a Recorrente assevera que o contrato de adesão é “...ato administrativo condicionado e sujeito a prazo determinado, que não pode ser revogado ou modificado por ato unilateral da Administração, sem a adrede manutenção do equilíbrio econômico- financeiro da avença” (fls. 403). Aduz, ainda, que “pelo teor da nova cláusula décima primeira pretendida pela autoridade coatora, acima reproduzida, verifica-se que ali se pretende estabelecer a obrigatoriedade de os terminais remunerarem a utilização da infra- estrutura do porto pela tarifa, qualquer que seja o grau de utilização dessa infra- estrutura e quiçá até mesmo quando tal infra-estrutura sequer seja usada. Ora, a tarifa portuária é aplicada às embarcações que demandam ou partem de um porto organizado, os quais necessariamente utilizam por inteiro a infra-estrutura aquaviária do porto, desde o início do canal de acesso até a bacia de atracação. É, portanto, calculada em vista da utilização integral dessa infra-estrutura, na proporção da tonelagem das embarcações que demandam ou partem do porto 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5323949. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 18 Relatório RMS 24286 / DF organizado. Caso flagrantemente diverso, portanto, das embarcações que demandam ou partem dos terminais privativos.” (fls. 405). Nesse sentido, afirma que “as embarcações que demandam ou partem dos terminais privativos autorizados por contrato de adesão somente em alguns casos se valem da infra-estrutura do porto...” (fls. 405) e, por isso, entende que “os terminais privativos devem remunerar as concessionárias dos portos organizados pelos gastos em que essas incorrem, sempre que se utilizarem da infra-estrutura do porto organizado, mas não mediante o pagamento da tarifa, que tem outras destinação e natureza.” (fls. 406). Pede o provimento do recurso, a fim de que “seja tornado írrito e ineficaz o despacho do Exmº. Sr. Ministro dos Transportes publicado no Diário Oficial da União de 15 de outubro de 1999, que determinou ao Secretário de Transportes Aquaviários que executasse as providências cabíveis para a modificação da cláusula décima primeira dos contratos de adesão firmados entre a União Federal e os titulares de terminais portuários privativos autorizados por aquele Ministério a funcionar” (fls. 412). 3. Em 10.5.02, o presente Recurso Ordinário em Mandado de Segurança foi admitido pelo Ministro Vice-Presidente do Superior Tribunal de Justiça (fl. 415). 4. Em suas contrarrazões (fls. 417-423), a União defende a “impropriedade da via eleita para discutir lesão individual particularizada de cada associado, não se podendo olvidar que o mandamus pressupõe a existência de prova pré-constituída, sendo que, na hipótese ora apreciada, não haveria como comprovar a suposta lesão ao direito individual dos associados sem a realização de perícia, implicando em uma dilação probatória inadmissível em sede de mandado de segurança” (fls. 422). 5. Em parecer de fls. 428-431, o Procurador-Geral da República manifestou-se pelo desprovimento do recurso. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5323949. Supremo Tribunal Federal RMS 24286 / DF organizado. Caso flagrantemente diverso, portanto, das embarcações que demandam ou partem dos terminais privativos.” (fls. 405). Nesse sentido, afirma que “as embarcações que demandam ou partem dos terminais privativos autorizados por contrato de adesão somente em alguns casos se valem da infra-estrutura do porto...” (fls. 405) e, por isso, entende que “os terminais privativos devem remunerar as concessionárias dos portos organizados pelos gastos em que essas incorrem, sempre que se utilizarem da infra-estrutura do porto organizado, mas não mediante o pagamento da tarifa, que tem outras destinação e natureza.” (fls. 406). Pede o provimento do recurso, a fim de que “seja tornado írrito e ineficaz o despacho do Exmº. Sr. Ministro dos Transportes publicado no Diário Oficial da União de 15 de outubro de 1999, que determinou ao Secretário de Transportes Aquaviários que executasse as providências cabíveis para a modificação da cláusula décima primeira dos contratos de adesão firmados entre a União Federal e os titulares de terminais portuários privativos autorizados por aquele Ministério a funcionar” (fls. 412). 3. Em 10.5.02, o presente Recurso Ordinário em Mandado de Segurança foi admitido pelo Ministro Vice-Presidente do Superior Tribunal de Justiça (fl. 415). 4. Em suas contrarrazões (fls. 417-423), a União defende a “impropriedade da via eleita para discutir lesão individual particularizada de cada associado, não se podendo olvidar que o mandamus pressupõe a existência de prova pré-constituída, sendo que, na hipótese ora apreciada, não haveria como comprovar a suposta lesão ao direito individual dos associados sem a realização de perícia, implicando em uma dilação probatória inadmissível em sede de mandado de segurança” (fls. 422). 5. Em parecer de fls. 428-431, o Procurador-Geral da República manifestou-se pelo desprovimento do recurso. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5323949. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 18 Relatório RMS 24286 / DF É o relatório. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5323949. Supremo Tribunal Federal RMS 24286 / DF É o relatório. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5323949. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 18 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA 18/02/2014 SEGUNDA TURMA RECURSO ORD. EM MANDADO DE SEGURANÇA 24.286 DISTRITO FEDERAL V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora): Do ato administrativo 1. Como relatado, este Mandado de Segurança preventivo foi impetrado, originariamente, no Superior Tribunal de Justiça, contra ato do Ministro de Estado de Transportes que, nos autos do Processo nº 50000.006631/99, determinou: “a cobrança da tarifa portuária pela utilização da infra- estrutura aquaviária operada e mantida pela União ou concessionária de serviço portuário, de acordo com a tarifa portuária homologada pelo Conselho de Autoridade Portuária – CAP, devendo a CDP adotar as medidas administrativas indispensáveis naquele sentido. No caso de inadimplência, por parte dos Terminais, autorizo sejam aplicadas as penalidades previstas nas Cláusulas Décima Quinta e Décima Sexta dos Contratos de Adesão nºs 024/91 e 039/95, firmados, respectivamente, em 26 de agosto de 1994 e 26 de junho de 1996, o que poderá culminar, inclusive, com a rescisão dos instrumentos de adesão. Determino, ainda, à Secretaria de Transportes Aquaviários que adote as indispensáveis medidas no sentido de providenciar a lavratura de termo aditivo aos contratos de adesão, celebrados no âmbito deste Ministério, nos moldes proposto pela Consultoria Jurídica, a fim de melhor explicitar a referida obrigação dos terminais privativos, tudo em conformidade com o PARECER CONJUR/MT nº 108/99, aprovado pelo DESPACHO CONJUR/MT nº 656/99, do Senhor Consultor Jurídico deste Ministério, por mim adotado.” (fls. 72). Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5323950. Supremo Tribunal Federal 18/02/2014 SEGUNDA TURMA RECURSO ORD. EM MANDADO DE SEGURANÇA 24.286 DISTRITO FEDERAL V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora): Do ato administrativo 1. Como relatado, este Mandado de Segurança preventivo foi impetrado, originariamente, no Superior Tribunal de Justiça, contra ato do Ministro de Estado de Transportes que, nos autos do Processo nº 50000.006631/99, determinou: “a cobrança da tarifa portuária pela utilização da infra- estrutura aquaviária operada e mantida pela União ou concessionária de serviço portuário, de acordo com a tarifa portuária homologada pelo Conselho de Autoridade Portuária – CAP, devendo a CDP adotar as medidas administrativas indispensáveis naquele sentido. No caso de inadimplência, por parte dos Terminais, autorizo sejam aplicadas as penalidades previstas nas Cláusulas Décima Quinta e Décima Sexta dos Contratos de Adesão nºs 024/91 e 039/95, firmados, respectivamente, em 26 de agosto de 1994 e 26 de junho de 1996, o que poderá culminar, inclusive, com a rescisão dos instrumentos de adesão. Determino, ainda, à Secretaria de Transportes Aquaviários que adote as indispensáveis medidas no sentido de providenciar a lavratura de termo aditivo aos contratos de adesão, celebrados no âmbito deste Ministério, nos moldes proposto pela Consultoria Jurídica, a fim de melhor explicitar a referida obrigação dos terminais privativos, tudo em conformidade com o PARECER CONJUR/MT nº 108/99, aprovado pelo DESPACHO CONJUR/MT nº 656/99, do Senhor Consultor Jurídico deste Ministério, por mim adotado.” (fls. 72). Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5323950. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 18 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA RMS 24286 / DF Do acórdão recorrido 2. A Primeira Seção do Superior Tribunal de Justiça, por maioria, denegou a segurança sob o fundamento de que a cobrança da tarifa portuária é legal, quando utilizada a infraestrutura aquaviária. Em seu voto, a Ministra Eliana Calmon anotou: “Ao advento da Lei dos Portos, Lei 8.630 de 26/02/93, ficou estabelecido no art. 48, que os contratos de exploração de terminais ou embarcadouros, de uso privativo, deveriam ser adaptados no prazo de 180 (cento e oitenta) dias. Efetivamente, os artigos 75 e 76 da referida Lei revogaram expressamente os contratos até então firmados, bem assim o DL 83, de 26/12/66, ao tempo em que o art. 48 da mesma lei ordena a adaptação dos contratos existentes. Ora, passados 180 (cento e oitenta)dias, não houve adaptação do contrato, o que estimulou a empresa a pretender, sem contrato e sema tabela de preços ‘N’ (revogados ambos pelos artigos 75 e 76 da Lei n. 8.630/93, respectivamente), continuar utilizando-se do terminal privativo sem nada pagar. Esta é pois a controvérsia que reina não só nos autos, mas esta Corte”. Prossegue, nestes termos: “Ora, a questão é contratual e, como tal, está previsto na legislação – art. 33, § 1º da Lei 8.630/93 -, que o modelo tarifário antigo seria substituído. E no artigo 30 da Lei dos Portos ficou estabelecida a competência do Conselho de Autoridade Portuária para homologar os novos valores das tarifas, ficados pelas administrações dos portos organizados. Em verdade, o que houve foi o atraso na instituição dos 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5323950. Supremo Tribunal Federal RMS 24286 / DF Do acórdão recorrido 2. A Primeira Seção do Superior Tribunal de Justiça, por maioria, denegou a segurança sob o fundamento de que a cobrança da tarifa portuária é legal, quando utilizada a infraestrutura aquaviária. Em seu voto, a Ministra Eliana Calmon anotou: “Ao advento da Lei dos Portos, Lei 8.630 de 26/02/93, ficou estabelecido no art. 48, que os contratos de exploração de terminais ou embarcadouros, de uso privativo, deveriam ser adaptados no prazo de 180 (cento e oitenta) dias. Efetivamente, os artigos 75 e 76 da referida Lei revogaram expressamente os contratos até então firmados, bem assim o DL 83, de 26/12/66, ao tempo em que o art. 48 da mesma lei ordena a adaptação dos contratos existentes. Ora, passados 180 (cento e oitenta)dias, não houve adaptação do contrato, o que estimulou a empresa a pretender, sem contrato e sema tabela de preços ‘N’ (revogados ambos pelos artigos 75 e 76 da Lei n. 8.630/93, respectivamente), continuar utilizando-se do terminal privativo sem nada pagar. Esta é pois a controvérsia que reina não só nos autos, mas esta Corte”. Prossegue, nestes termos: “Ora, a questão é contratual e, como tal, está previsto na legislação – art. 33, § 1º da Lei 8.630/93 -, que o modelo tarifário antigo seria substituído. E no artigo 30 da Lei dos Portos ficou estabelecida a competência do Conselho de Autoridade Portuária para homologar os novos valores das tarifas, ficados pelas administrações dos portos organizados. Em verdade, o que houve foi o atraso na instituição dos 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5323950. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 18 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA RMS 24286 / DF Conselhos de Autoridade Portuária e, consequentemente, a impossibilidade de serem instituídas as tarifas. Entretanto, a pretensão da impetrante não é a de não pagar, mas sim só pagar quando se utilizarem os seus associados, efetivamente, da infraestrutura. (...) Verifica-se que, em verdade, o ponto aqui examinado restringe-se à questão do quantitativo da cobrança pela utilização, alterada pelo impetrado. O meu entendimento é o de que a nova sistemática simplificou a cobrança das tarifas portuárias, mensurando a utilização pelo volume de carga ou descarga de cada embarcação, sendo certo que, se não houver utilização efetiva, não será lícita a cobrança. Entretanto, é natural que se possa aferir, com perfeição, a maior ou menor utilização dos portos e seus equipamentos de acordo com a carga e descarga de cada embarcação. Dentro desta ótica, não vejo como imputar de ilegal o ato impugnado, razão pela qual acompanho o relator, denegando a segurança” (fls. 375-376). Da legislação 3. A Lei n. 8.630/93 - Lei dos Portos -, ao dispor sobre o regime jurídico de exploração dos portos organizados e das instalações portuárias, propiciou o rompimento do monopólio estatal e possibilitou a descentralização das atividades portuárias por concessão, precedida de licitação pública. Em seu art. 1º estabelece que “cabe à União explorar, diretamente ou mediante concessão, o porto organizado”. E no § 1º e incisos conceitua “Porto Organizado”, “Operação Portuária”, “Operador Portuário”, “Área do Porto Organizado”, “Instalação Portuária de Uso Privativo”, “Estação de Transbordo de Cargas” e “Instalação Portuária Pública de Pequeno Porte”. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5323950. Supremo Tribunal Federal RMS 24286 / DF Conselhos de Autoridade Portuária e, consequentemente, a impossibilidade de serem instituídas as tarifas. Entretanto, a pretensão da impetrante não é a de não pagar, mas sim só pagar quando se utilizarem os seus associados, efetivamente, da infraestrutura. (...) Verifica-se que, em verdade, o ponto aqui examinado restringe-se à questão do quantitativo da cobrança pela utilização, alterada pelo impetrado. O meu entendimento é o de que a nova sistemática simplificou a cobrança das tarifas portuárias, mensurando a utilização pelo volume de carga ou descarga de cada embarcação, sendo certo que, se não houver utilização efetiva, não será lícita a cobrança. Entretanto, é natural que se possa aferir, com perfeição, a maior ou menor utilização dos portos e seus equipamentos de acordo com a carga e descarga de cada embarcação. Dentro desta ótica, não vejo como imputar de ilegal o ato impugnado, razão pela qual acompanho o relator, denegando a segurança” (fls. 375-376). Da legislação 3. A Lei n. 8.630/93 - Lei dos Portos -, ao dispor sobre o regime jurídico de exploração dos portos organizados e das instalações portuárias, propiciou o rompimento do monopólio estatal e possibilitou a descentralização das atividades portuárias por concessão, precedida de licitação pública. Em seu art. 1º estabelece que “cabe à União explorar, diretamente ou mediante concessão, o porto organizado”. E no § 1º e incisos conceitua “Porto Organizado”, “Operação Portuária”, “Operador Portuário”, “Área do Porto Organizado”, “Instalação Portuária de Uso Privativo”, “Estação de Transbordo de Cargas” e “Instalação Portuária Pública de Pequeno Porte”. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5323950. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 18 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA RMS 24286 / DF Desses conceitos, interessam-nos agora: “I - Porto Organizado: o construído e aparelhado para atender às necessidades da navegação, da movimentação de passageiros ou da movimentação e armazenagem de mercadorias, concedido ou explorado pela União, cujo tráfego e operações portuárias estejam sob a jurisdição de uma autoridade portuária; (...) IV – Área do porto organizado: a compreendida pelas instalações portuárias, quase sejam, ancoradouros, docas, cais, pontes e piers de atracação e acostagem, terrenos, armazéns, edificações e vias de circulação interna, bem como pela infra-estrutura de proteção e acesso aquaviário ao porto tais como guias-correntes, quebra-mares, eclusas, canais, bacias de evolução e áreas de fundeio que deveriam ser mantidas pela Administração do Porto, referida na Seção II do Capítulo VI desta lei. V – Instalação Portuária de Uso Privativo: a explorada por pessoa jurídica de direito público ou privado, dentro ou fora da área do porto, utilizada na movimentação de passageiros ou na movimentação ou armazenagem de mercadorias, destinados ou provenientes de transporte aquaviário”. Ao tratar das Instalações Portuárias, aquela lei dispõe em seu art. 4º, incisos I e II: “Art. 4º Fica assegurado ao interessado o direito de construir, reformar, ampliar, melhorar, arrendar e explorar instalação portuária, dependendo: I – de contrato de arrendamento, celebrado com a União no caso de exploração direta, ou com sua concessionária, sempre através de licitação, quando localizada dentro dos limites da área do porto organizado; II – de autorização do órgão competente, quando se tratar de Instalação Portuária Pública de Pequeno Porte, de Estação de Transbordo de Cargas ou de terminal de uso privativo, desde que fora da área do porto organizado, ou quando o interessado for titular do domínio útil do terreno, mesmo que situado dentro da área do porto 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5323950. Supremo Tribunal Federal RMS 24286 / DF Desses conceitos, interessam-nos agora: “I - Porto Organizado: o construído e aparelhado para atender às necessidades da navegação, da movimentação de passageiros ou da movimentação e armazenagem de mercadorias, concedido ou explorado pela União, cujo tráfego e operações portuárias estejam sob a jurisdição de uma autoridade portuária; (...) IV – Área do porto organizado: a compreendida pelas instalações portuárias, quase sejam, ancoradouros, docas, cais, pontes e piers de atracação e acostagem, terrenos, armazéns, edificações e vias de circulação interna, bem como pela infra-estrutura de proteção e acesso aquaviário ao porto tais como guias-correntes, quebra-mares, eclusas, canais, bacias de evolução e áreas de fundeio que deveriam ser mantidas pela Administração do Porto, referida na Seção II do Capítulo VI desta lei. V – Instalação Portuária de Uso Privativo: a explorada por pessoa jurídica de direito público ou privado, dentro ou fora da área do porto, utilizada na movimentação de passageiros ou na movimentação ou armazenagem de mercadorias, destinados ou provenientes de transporte aquaviário”. Ao tratar das Instalações Portuárias, aquela lei dispõe em seu art. 4º, incisos I e II: “Art. 4º Fica assegurado ao interessado o direito de construir, reformar, ampliar, melhorar, arrendar e explorar instalação portuária, dependendo: I – de contrato de arrendamento, celebrado com a União no caso de exploração direta, ou com sua concessionária, sempre através de licitação, quando localizada dentro dos limites da área do porto organizado; II – de autorização do órgão competente, quando se tratar de Instalação Portuária Pública de Pequeno Porte, de Estação de Transbordo de Cargas ou de terminal de uso privativo, desde que fora da área do porto organizado, ou quando o interessado for titular do domínio útil do terreno, mesmo que situado dentro da área do porto 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5323950. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 18 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA RMS 24286 / DF organizado”. O inciso IV do § 4º do art. 4º da Lei n. 8.630/93 estabelece que o valor do contrato, “nele compreendida a remuneração pelo uso da infraestrutura a ser utilizada ou posta à disposição da referida instalação, inclusive a de proteção e acesso aquaviário” é cláusula essencial do contrato para exploração de instalação portuária de uso público. No art. 30 se previu a instituição, em cada porto organizado ou em cada concessão um Conselho de Autoridade Portuária. Dentre suas competências está a homologação do valores das tarifas portuárias (inciso VIII). O art. 48, inserido nas Disposições Transitórias da Lei n. 8.630/93, dispõe: “Os atuais contratos de exploração de terminais ou embarcadores de uso privativo deverão ser adaptados, no prazo de até cento e oitenta dias, às disposições desta lei, assegurado aos titulares o direito de opção por qualquer das formas de exploração previstas no inciso II do § 2º do art. 4º desta lei”. Também determinou-se no art. 53 que “o Poder Executivo promoverá, no prazo de cento e oitenta dias [a contar da publicação da lei, em 26.2.93], a adaptação das atuais concessões, permissões e autorizações às disposições desta lei”. Da alteração da cláusula contratual 4. Pelo exemplar do “Contrato de Adesão” (fls. 100-113), a Cláusula Décima Primeira, objeto de alteração pela União, estava assim redigida: “CLÁUSULA DÉCIMA PRIMEIRA Da Utilização das Vias de Acesso Aquaviário 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5323950. Supremo Tribunal Federal RMS 24286 / DF organizado”. O inciso IV do § 4º do art. 4º da Lei n. 8.630/93 estabelece que o valor do contrato, “nele compreendida a remuneração pelo uso da infraestrutura a ser utilizada ou posta à disposição da referida instalação, inclusive a de proteção e acesso aquaviário” é cláusula essencial do contrato para exploração de instalação portuária de uso público. No art. 30 se previu a instituição, em cada porto organizado ou em cada concessão um Conselho de Autoridade Portuária. Dentre suas competências está a homologação do valores das tarifas portuárias (inciso VIII). O art. 48, inserido nas Disposições Transitórias da Lei n. 8.630/93, dispõe: “Os atuais contratos de exploração de terminais ou embarcadores de uso privativo deverão ser adaptados, no prazo de até cento e oitenta dias, às disposições desta lei, assegurado aos titulares o direito de opção por qualquer das formas de exploração previstas no inciso II do § 2º do art. 4º desta lei”. Também determinou-se no art. 53 que “o Poder Executivo promoverá, no prazo de cento e oitenta dias [a contar da publicação da lei, em 26.2.93], a adaptação das atuais concessões, permissões e autorizações às disposições desta lei”. Da alteração da cláusula contratual 4. Pelo exemplar do “Contrato de Adesão” (fls. 100-113), a Cláusula Décima Primeira, objeto de alteração pela União, estava assim redigida: “CLÁUSULA DÉCIMA PRIMEIRA Da Utilização das Vias de Acesso Aquaviário 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5323950. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 18 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA RMS 24286 / DF A AUTORIZADA, quando a operação do TERMINAL exigir a utilização de proteção e acesso aquaviários operados e mantidos pela UNIÃO ou por concessionária de serviço portuário, acordará com uma ou outra, conforme o caso, a forma da remuneração proporcional que será devida pelo uso da referida infra-estrutura” (fls. 107) Conforme o “Termo Aditivo de Rerratificação ao Contrato de Adesão” (fls. 97-98), esta passou a ser a redação da referida cláusula: A autorizada obriga-se a remunerar, mensalmente, pela utilização da infra-estrutura aquaviária operada e mantida pela União ou concessionária de serviço portuário, de acordo com a tarifa portuária homologada pelo Conselho de Autoridade Portuária – CAP, calculada sobre a tonelagem embarcada e desembarcada ou baldeada nos terminais, a partir da publicação do extrato no D.O.U. dos respectivos instrumentos”. Do parecer da Procuradoria-Geral da República 5. A Procuradoria-Geral da República manifestou-se pelo desprovimento do recurso, em parecer de fls. 428-431, nos termos seguintes: “9. Não há dúvidas de que à Administração Pública socorre a prerrogativa de alterar unilateralmente as cláusulas dos contratos por ela celebrados com os particulares, quando assim reclamar o interesse público, e desde que observados os limites da lei. Não há, portanto, que se invocar o postulado do ato jurídico perfeito para se furtar à incidência das chamadas ‘cláusulas exorbitantes’, que permeiam os contratos administrativos e instrumentalizam a atuação do Estado. 10. Fixada essa premissa, passa-se ao exame do conteúdo da cláusula. E, neste ponto, verifica-se que, ao contrário do que sustenta a recorrente, a norma contratual estabelece a obrigatoriedade do pagamento da taxa apenas quando da efetiva utilização da infraestrutura aquaviária. (...) 11. Ora, não há, portanto, qualquer ilegalidade na cláusula sob 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5323950. Supremo Tribunal Federal RMS 24286 / DF A AUTORIZADA, quando a operação do TERMINAL exigir a utilização de proteção e acesso aquaviários operados e mantidos pela UNIÃO ou por concessionária de serviço portuário, acordará com uma ou outra, conforme o caso, a forma da remuneração proporcional que será devida pelo uso da referida infra-estrutura” (fls. 107) Conforme o “Termo Aditivo de Rerratificação ao Contrato de Adesão” (fls. 97-98), esta passou a ser a redação da referida cláusula: A autorizada obriga-se a remunerar, mensalmente, pela utilização da infra-estrutura aquaviária operada e mantida pela União ou concessionária de serviço portuário, de acordo com a tarifa portuária homologada pelo Conselho de Autoridade Portuária – CAP, calculada sobre a tonelagem embarcada e desembarcada ou baldeada nos terminais, a partir da publicação do extrato no D.O.U. dos respectivos instrumentos”. Do parecer da Procuradoria-Geral da República 5. A Procuradoria-Geral da República manifestou-se pelo desprovimento do recurso, em parecer de fls. 428-431, nos termos seguintes: “9. Não há dúvidas de que à Administração Pública socorre a prerrogativa de alterar unilateralmente as cláusulas dos contratos por ela celebrados com os particulares, quando assim reclamar o interesse público, e desde que observados os limites da lei. Não há, portanto, que se invocar o postulado do ato jurídico perfeito para se furtar à incidência das chamadas ‘cláusulas exorbitantes’, que permeiam os contratos administrativos e instrumentalizam a atuação do Estado. 10. Fixada essa premissa, passa-se ao exame do conteúdo da cláusula. E, neste ponto, verifica-se que, ao contrário do que sustenta a recorrente, a norma contratual estabelece a obrigatoriedade do pagamento da taxa apenas quando da efetiva utilização da infraestrutura aquaviária. (...) 11. Ora, não há, portanto, qualquer ilegalidade na cláusula sob 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5323950. Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 18 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA RMS 24286 / DF comento, já que a nova redação manteve os mesmos termos previstos na cláusula original, especificamente no que se refere à remuneração proporcional ao efetivo uso das instalações aquaviárias. 12. Outrossim, o receio de as associadas da recorrente virem a serem cobradas pela citada taxa em casos de não utilização dos acessos aquaviários não há que ser discutido na presente impetração, mas deve ser suscitado individualmente para cada interessado, a partir de ampla instrução probatória, conforme disto na decisão do STJ. Ante o exposto, o parecer é pelo desprovimento do recurso.” 6. De tudo se tem não assistir razão à Recorrente. Não se há cogitar de inobservância a ato jurídico perfeito. Ao contratar a Administração Pública com particulares conduz ela o interesse público e pode, unilateralmente, modificar cláusula contratual, desde que observados os termos da lei. O interesse público é pressuposto essencial do contrato administrativo e, assim, ressalvados o objeto do procedimento licitatório e a essência do contrato dele proveniente, alterações contratuais são legalmente aceitáveis. O contrato administrativo tem peculiaridades. Nesse sentido é que Marçal Justen Filho, in Curso de Direito Administrativo, 4ª ed. revista e atualizada, São Paulo: Saraiva, 2009, p. 358, refere-se à natureza funcional do contrato administrativo: “Reconhecer ao contrato administrativo natureza contratual não significa identificá-lo com os contratos privados. Há uma diferença fundamental: o contrato administrativo traduz o exercício da função administrativa, o que significa sua vinculação à satisfação dos direitos fundamentais. Os poderes atribuídos à Administração Pública pela lei ou derivados da própria avença se identificam como instrumento de satisfação de necessidades coletivas, como forma de promover os direitos fundamentais. Por isso, a própria situação do particular acaba funcionalizada. Como ensina BERÇAITZ, 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5323950. Supremo Tribunal Federal RMS 24286 / DF comento, já que a nova redação manteve os mesmos termos previstos na cláusula original, especificamente no que se refere à remuneração proporcional ao efetivo uso das instalações aquaviárias. 12. Outrossim, o receio de as associadas da recorrente virem a serem cobradas pela citada taxa em casos de não utilização dos acessos aquaviários não há que ser discutido na presente impetração, mas deve ser suscitado individualmente para cada interessado, a partir de ampla instrução probatória, conforme disto na decisão do STJ. Ante o exposto, o parecer é pelo desprovimento do recurso.” 6. De tudo se tem não assistir razão à Recorrente. Não se há cogitar de inobservância a ato jurídico perfeito. Ao contratar a Administração Pública com particulares conduz ela o interesse público e pode, unilateralmente, modificar cláusula contratual, desde que observados os termos da lei. O interesse público é pressuposto essencial do contrato administrativo e, assim, ressalvados o objeto do procedimento licitatório e a essência do contrato dele proveniente, alterações contratuais são legalmente aceitáveis. O contrato administrativo tem peculiaridades. Nesse sentido é que Marçal Justen Filho, in Curso de Direito Administrativo, 4ª ed. revista e atualizada, São Paulo: Saraiva, 2009, p. 358, refere-se à natureza funcional do contrato administrativo: “Reconhecer ao contrato administrativo natureza contratual não significa identificá-lo com os contratos privados. Há uma diferença fundamental: o contrato administrativo traduz o exercício da função administrativa, o que significa sua vinculação à satisfação dos direitos fundamentais. Os poderes atribuídos à Administração Pública pela lei ou derivados da própria avença se identificam como instrumento de satisfação de necessidades coletivas, como forma de promover os direitos fundamentais. Por isso, a própria situação do particular acaba funcionalizada. Como ensina BERÇAITZ, 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5323950. Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 18 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA RMS 24286 / DF reportando-se a Waline, ‘a Administração Pública considera seu co- contratante como um colaborador voluntário, não desinteressado, cujos interesses, ainda que pecuniários, não são necessariamente opostos ao interesse bem entendido do Estado’.” [Miguel Angel Berçaitz. Teoria general de los contratos administrativos, 2. ed., Buenos Aires: Depalma, 1980, p. 438] Essa colaboração consta, expressamente, dos arts. 4º, I e II, e 6º, § 1º da Lei n. 8.630/93, que dispõe sobre o direito do interessado de construir, reformar, ampliar, melhorar, arrendar e explorar instalação portuária, por autorização que se dará por ato unilateral da União. Tanto significa que a delegação desses serviços sujeita-se às normas de direito público, sendo autorização unilateral, ainda que formalizada por contrato de adesão. Antes, pelo art. 28, parágrafo único, “b”, do Decreto-Lei n. 5/66, admitia-se a utilização das instalações portuárias, nos termos em que formalizado o contrato, ou seja, a prazo ou para operação de carga ou descarga de navio. Portanto, o arrendamento era o instrumento legal adotado para a movimentação e armazenagem de cargas. Ao instituir o contrato de arrendamento como único meio para exploração das áreas e instalações portuárias, a Lei n. 8.630/93 revogou expressamente essa norma, que permitia o contrato com prazo menor. Nesse ponto, embora ainda não editada a Lei n. 8.987/95, a disciplina se assemelhava ao regime jurídico da concessão de serviço público, pois a exploração de portos marítimos, fluviais e lacustres sempre foi atribuída à União, de forma direta ou mediante autorização, concessão ou permissão, nos termos do art. 21, XII, al f, da Constituição da República. Atualmente, o Decreto n. 6.620/08 determina, expressamente, a aplicação da Lei n. 8.666/93 - Lei de Licitações - e da Lei n. 8.987/95, que 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5323950. Supremo Tribunal Federal RMS 24286 / DF reportando-se a Waline, ‘a Administração Pública considera seu co- contratante como um colaborador voluntário, não desinteressado, cujos interesses, ainda que pecuniários, não são necessariamente opostos ao interesse bem entendido do Estado’.” [Miguel Angel Berçaitz. Teoria general de los contratos administrativos, 2. ed., Buenos Aires: Depalma, 1980, p. 438] Essa colaboração consta, expressamente, dos arts. 4º, I e II, e 6º, § 1º da Lei n. 8.630/93, que dispõe sobre o direito do interessado de construir, reformar, ampliar, melhorar, arrendar e explorar instalação portuária, por autorização que se dará por ato unilateral da União. Tanto significa que a delegação desses serviços sujeita-se às normas de direito público, sendo autorização unilateral, ainda que formalizada por contrato de adesão. Antes, pelo art. 28, parágrafo único, “b”, do Decreto-Lei n. 5/66, admitia-se a utilização das instalações portuárias, nos termos em que formalizado o contrato, ou seja, a prazo ou para operação de carga ou descarga de navio. Portanto, o arrendamento era o instrumento legal adotado para a movimentação e armazenagem de cargas. Ao instituir o contrato de arrendamento como único meio para exploração das áreas e instalações portuárias, a Lei n. 8.630/93 revogou expressamente essa norma, que permitia o contrato com prazo menor. Nesse ponto, embora ainda não editada a Lei n. 8.987/95, a disciplina se assemelhava ao regime jurídico da concessão de serviço público, pois a exploração de portos marítimos, fluviais e lacustres sempre foi atribuída à União, de forma direta ou mediante autorização, concessão ou permissão, nos termos do art. 21, XII, al f, da Constituição da República. Atualmente, o Decreto n. 6.620/08 determina, expressamente, a aplicação da Lei n. 8.666/93 - Lei de Licitações - e da Lei n. 8.987/95, que 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5323950. Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 18 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA RMS 24286 / DF dispõe sobre o regime de concessão e permissão de serviços públicos ao processo administrativo de licitação para o arrendamento de instalações portuárias. Na espécie, inadmissível considerar que a Administração Pública tenha causado desequilíbrio econômico-financeiro aos terminais privativos com a nova cláusula contratual. A remuneração devida pela utilização da área portuária permaneceu proporcional ao uso que dela se fizer. Essa obrigação – a de pagar pelo uso da infraestrutura portuária – já estava prevista no Contrato de Adesão originário. Estabeleceu-se, agora, critério proporcional à tonelagem embarcada, desembarcada e baldeada, para o cálculo da tarifa pela utilização da infraestrutura portuária. De relevar-se que, para tanto, havia permissão legal no inciso V do art. 1º da Lei n. 8.630/93: “V – Instalação Portuária de Uso Privativo: a explorada por pessoa jurídica de direito público ou privado, dentro ou fora da área do porto, utilizada na movimentação de passageiros ou na movimentação ou armazenagem de mercadorias, destinados ou provenientes de transporte aquaviário. (...)” (grifos nossos). Descabida, pois, a alegação de que a União não poderia modificar unilateralmente o contrato de adesão. Pelo exposto, voto no sentido de negar provimento ao recurso ordinário em mandado de segurança. 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5323950. Supremo Tribunal Federal RMS 24286 / DF dispõe sobre o regime de concessão e permissão de serviços públicos ao processo administrativo de licitação para o arrendamento de instalações portuárias. Na espécie, inadmissível considerar que a Administração Pública tenha causado desequilíbrio econômico-financeiro aos terminais privativos com a nova cláusula contratual. A remuneração devida pela utilização da área portuária permaneceu proporcional ao uso que dela se fizer. Essa obrigação – a de pagar pelo uso da infraestrutura portuária – já estava prevista no Contrato de Adesão originário. Estabeleceu-se, agora, critério proporcional à tonelagem embarcada, desembarcada e baldeada, para o cálculo da tarifa pela utilização da infraestrutura portuária. De relevar-se que, para tanto, havia permissão legal no inciso V do art. 1º da Lei n. 8.630/93: “V – Instalação Portuária de Uso Privativo: a explorada por pessoa jurídica de direito público ou privado, dentro ou fora da área do porto, utilizada na movimentação de passageiros ou na movimentação ou armazenagem de mercadorias, destinados ou provenientes de transporte aquaviário. (...)” (grifos nossos). Descabida, pois, a alegação de que a União não poderia modificar unilateralmente o contrato de adesão. Pelo exposto, voto no sentido de negar provimento ao recurso ordinário em mandado de segurança. 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5323950. Inteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 18 Extrato de Ata - 18/02/2014 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA RECURSO ORD. EM MANDADO DE SEGURANÇA 24.286 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA RECTE.(S) : ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DOS TERMINAIS PORTUÁRIOS - ABTP ADV.(A/S) : ANTONIO CARLOS DANTAS RIBEIRO E OUTROS RECDO.(A/S) : UNIÃO ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: Por indicação da Relatora e, por maioria de votos, a Turma retirou o processo da Pauta n. 4/2010, publicada no DJe de 18.3.2010, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 1ª Turma, 11.9.2012. Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao recurso ordinário, nos termos do voto da Relatora. Falou, pela recorrente, o Dr. Daniel Ferreira da Ponte. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. 2ª Turma, 18.02.2014. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 5322832 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA RECURSO ORD. EM MANDADO DE SEGURANÇA 24.286 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA RECTE.(S) : ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DOS TERMINAIS PORTUÁRIOS - ABTP ADV.(A/S) : ANTONIO CARLOS DANTAS RIBEIRO E OUTROS RECDO.(A/S) : UNIÃO ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: Por indicação da Relatora e, por maioria de votos, a Turma retirou o processo da Pauta n. 4/2010, publicada no DJe de 18.3.2010, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 1ª Turma, 11.9.2012. Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao recurso ordinário, nos termos do voto da Relatora. Falou, pela recorrente, o Dr. Daniel Ferreira da Ponte. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. 2ª Turma, 18.02.2014. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 5322832 Inteiro Teor do Acórdão - Página 18 de 18
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=5377731
2014-02-18T00:00:00
2014-03-10T00:00:00
Por indicação da Relatora e, por maioria de votos, a Turma retirou o processo da Pauta n. 4/2010, publicada no DJe de 18.3.2010, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 1ª Turma, 11.9.2012. Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao recurso ordinário, nos termos do voto da Relatora. Falou, pela recorrente, o Dr. Daniel Ferreira da Ponte. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. 2ª Turma, 18.02.2014.
RECURSO ORD. EM MANDADO DE SEGURANÇA
EMENTA: RECURSO ORDINÁRIO EM MANDADO DE SEGURANÇA. TERMINAIS PRIVATIVOS EM ÁREA DE PORTO ORGANIZADO. UTILIZAÇÃO DAS INSTALAÇÕES PORTUÁRIAS. CONTRATO DE ADESÃO. MODIFICAÇÃO DE CLÁUSULA CONTRATUAL POR ATO UNILATERAL DA UNIÃO. INTERESSE PÚBLICO: PRESSUPOSTO ESSENCIAL DO CONTRATO ADMINISTRATIVO. 1. Quando a Administração Pública contrata com particulares, conduz o interesse público e pode, unilateralmente, modificar cláusula contratual, desde que observados os termos da lei. 2. A remuneração devida pela utilização da área portuária permaneceu proporcional ao uso que dela se fizer. A obrigação de pagar pelo uso da infraestrutura portuária estava prevista no Contrato de Adesão originário. Estabeleceu-se, posteriormente, critério proporcional à tonelagem embarcada, desembarcada e baldeada, para o cálculo da tarifa pela utilização da infraestrutura portuária. 3. Recurso Ordinário em Mandado de Segurança ao qual se nega provimento.
sjur256812
Número de páginas: 18. Análise: 12/03/2014, IVA. Revisão: 25/03/2014, GOD.
CÁRMEN LÚCIA
Segunda Turma
24286
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00021 INC-00012 LET-F\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED LEI-008630 ANO-1993\n ART-00001 PAR-00001 INC-00001 INC-00002 \n INC-00003 INC-00004 INC-00005 INC-00006 \n INC-00007 ART-00004 INC-00001 INC-00002 \n PAR-00004 INC-00004 ART-00006 PAR-00001 \n ART-00030 PAR-00001 INC-00008 ART-00048 \n ART-00053\n LEI ORDINÁRIA\n\n", "LEG-FED LEI-008666 ANO-1993\n LLC-1993 LEI DE LICITAÇÕES\n\n", "LEG-FED LEI-008987 ANO-1995\n LEI ORDINÁRIA\n\n", "LEG-FED DEL-000005 ANO-1966\n ART-00028 PAR-ÚNICO LET-B\n DECRETO-LEI\n\n", "LEG-FED DEC-006620 ANO-2008\n DECRETO" ]
RMS
acordaos
RMS 24286
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RECTE.(S) : ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DOS TERMINAIS PORTUÁRIOS - ABTP ADV.(A/S) : ANTONIO CARLOS DANTAS RIBEIRO E OUTROS RECDO.(A/S) : UNIÃO ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
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Ementa e Acórdão 18/02/2014 SEGUNDA TURMA RECURSO ORD. EM MANDADO DE SEGURANÇA 24.286 DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA RECTE.(S) :ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DOS TERMINAIS PORTUÁRIOS - ABTP ADV.(A/S) :ANTONIO CARLOS DANTAS RIBEIRO E OUTROS RECDO.(A/S) :UNIÃO ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO EMENTA: RECURSO ORDINÁRIO EM MANDADO DE SEGURANÇA. TERMINAIS PRIVATIVOS EM ÁREA DE PORTO ORGANIZADO. UTILIZAÇÃO DAS INSTALAÇÕES PORTUÁRIAS. CONTRATO DE ADESÃO. MODIFICAÇÃO DE CLÁUSULA CONTRATUAL POR ATO UNILATERAL DA UNIÃO. INTERESSE PÚBLICO: PRESSUPOSTO ESSENCIAL DO CONTRATO ADMINISTRATIVO. 1. Quando a Administração Pública contrata com particulares, conduz o interesse público e pode, unilateralmente, modificar cláusula contratual, desde que observados os termos da lei. 2. A remuneração devida pela utilização da área portuária permaneceu proporcional ao uso que dela se fizer. A obrigação de pagar pelo uso da infraestrutura portuária estava prevista no Contrato de Adesão originário. Estabeleceu-se, posteriormente, critério proporcional à tonelagem embarcada, desembarcada e baldeada, para o cálculo da tarifa pela utilização da infraestrutura portuária. 3. Recurso Ordinário em Mandado de Segurança ao qual se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência da Ministra Cármen Lúcia, na conformidade da ata de julgamento e das Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5323948. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 18 Ementa e Acórdão RMS 24286 / DF notas taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao recurso ordinário, nos termos do voto da Relatora. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Ministro Gilmar Mendes. Brasília, 18 de fevereiro de 2014. Ministra Cármen Lúcia - Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5323948. Supremo Tribunal Federal RMS 24286 / DF notas taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao recurso ordinário, nos termos do voto da Relatora. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Ministro Gilmar Mendes. Brasília, 18 de fevereiro de 2014. Ministra Cármen Lúcia - Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5323948. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 18 Extrato de Ata - 11/09/2012 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA RECURSO ORD. EM MANDADO DE SEGURANÇA 24.286 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA RECTE.(S) : ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DOS TERMINAIS PORTUÁRIOS - ABTP ADV.(A/S) : ANTONIO CARLOS DANTAS RIBEIRO E OUTROS RECDO.(A/S) : UNIÃO ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: Por indicação da Relatora e, por maioria de votos, a Turma retirou o processo da Pauta n. 4/2010, publicada no DJe de 18.3.2010, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 1... Turma, 11.9.2012. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Rosa Weber. Subprocurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 2812670 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA RECURSO ORD. EM MANDADO DE SEGURANÇA 24.286 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA RECTE.(S) : ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DOS TERMINAIS PORTUÁRIOS - ABTP ADV.(A/S) : ANTONIO CARLOS DANTAS RIBEIRO E OUTROS RECDO.(A/S) : UNIÃO ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: Por indicação da Relatora e, por maioria de votos, a Turma retirou o processo da Pauta n. 4/2010, publicada no DJe de 18.3.2010, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 1... Turma, 11.9.2012. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Rosa Weber. Subprocurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 2812670 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 18 Relatório 18/02/2014 SEGUNDA TURMA RECURSO ORD. EM MANDADO DE SEGURANÇA 24.286 DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA RECTE.(S) :ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DOS TERMINAIS PORTUÁRIOS - ABTP ADV.(A/S) :ANTONIO CARLOS DANTAS RIBEIRO E OUTROS RECDO.(A/S) :UNIÃO ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora): 1. Recurso ordinário em mandado de segurança interposto pela Associação Brasileira dos Terminais Portuários – ABTP contra julgado da Primeira Seção do Superior Tribunal de Justiça: “Mandado de Segurança. Coletivo e Preventivo. Terminais Privativos e Utilização da Estrutura Portuária da União. Ato Administrativo. Efeitos nas Cláusulas Contratuais. Direito Líquido e Certo Sem Demonstração Inequívoca. Dependência de Prova. Carência de Ação. Extinção do Processo. Constituição Federal, artigo 5..., LXIX e LXX, b - Lei 8630⁄93. 1. Funcionário sujeito à determinação de hierarquia superior, sem carga própria de autoridade para decidir, não podendo modificar ou revogar o ato editado e demonstrado que é mero executor, está órgão de legitimação para figurar no pólo passivo da relação processual. 2. Ato de autoridade competente e explicitando a finalidade, apropriado à atividade de interesse público na organização e administração dos fatos, não está maculado por ilegalidade formal. Efeitos lesivos ou ofensivos à garantia individual, somente dimensionáveis caso por caso e dependentes de comprovação específica, inviabilizam processualmente o mandamus, cuja ação tem como Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5323949. Supremo Tribunal Federal 18/02/2014 SEGUNDA TURMA RECURSO ORD. EM MANDADO DE SEGURANÇA 24.286 DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA RECTE.(S) :ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DOS TERMINAIS PORTUÁRIOS - ABTP ADV.(A/S) :ANTONIO CARLOS DANTAS RIBEIRO E OUTROS RECDO.(A/S) :UNIÃO ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora): 1. Recurso ordinário em mandado de segurança interposto pela Associação Brasileira dos Terminais Portuários – ABTP contra julgado da Primeira Seção do Superior Tribunal de Justiça: “Mandado de Segurança. Coletivo e Preventivo. Terminais Privativos e Utilização da Estrutura Portuária da União. Ato Administrativo. Efeitos nas Cláusulas Contratuais. Direito Líquido e Certo Sem Demonstração Inequívoca. Dependência de Prova. Carência de Ação. Extinção do Processo. Constituição Federal, artigo 5..., LXIX e LXX, b - Lei 8630⁄93. 1. Funcionário sujeito à determinação de hierarquia superior, sem carga própria de autoridade para decidir, não podendo modificar ou revogar o ato editado e demonstrado que é mero executor, está órgão de legitimação para figurar no pólo passivo da relação processual. 2. Ato de autoridade competente e explicitando a finalidade, apropriado à atividade de interesse público na organização e administração dos fatos, não está maculado por ilegalidade formal. Efeitos lesivos ou ofensivos à garantia individual, somente dimensionáveis caso por caso e dependentes de comprovação específica, inviabilizam processualmente o mandamus, cuja ação tem como Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5323949. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 18 Relatório RMS 24286 / DF condição fundamental o direito líquido e certo. 3. Extinção do processo” (fl. 389). 2. A Recorrente impetrou, preventivamente, no Superior Tribunal de Justiça, Mandado de Segurança contra ato do Ministro de Estado dos Transportes, para tornar ineficaz provimento de sua lavra, pelo qual “determinou ao Secretário de Transportes Aquaviários que executasse as providências cabíveis para a modificação da cláusula décima primeira dos contratos de adesão firmados entre a União Federal e os titulares de terminais portuários privativos...” (fls. 395). Em síntese, a ora Recorrente argumenta que o indeferimento do seu pedido teria sido baseado em Parecer CONJUR/MT n 108/99, da Consultoria Jurídica, que concluiu: “No tocante aos terminais privativos, localizados na área do porto organizado, os seus titulares são usuários das facilidades do porto público ou organizado e, por esse motivo, não devem ser favorecidos com a isenção de tarifas portuárias. (...) De outro lado, não assiste razão dos terminais quando insistem em nomear um perito para dirimir a dúvida suscitada, tendo em vista que a relação jurídica é mantida com a União, que tem o poder do ‘jus impere’, na qualidade de poder concedente, incumbindo-lhe decidir sobre a real tarifa a ser cobrada, bem assim sobre a penalidade a ser aplicada no caso de descumprimento da decisão ministerial, que poderá, inclusive, culminar com a rescisão dos Contratos de Adesão.” (fls. 398-399). Alega que teria sido firmada “presunção juris et de jure de que, só por estarem situados dentro da área de ‘porto organizado’, os terminais utilizam sua infra-estrutura e por ela devem pagar, sem espaço para maiores digressões” (fls. 399). Sustenta que “os terminais privativos não são usuários dos serviços públicos objeto da concessão dos portos organizados. Ao contrário, até mesmo, em alguns casos, os terminais privativos competem com a concessionária do porto 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5323949. Supremo Tribunal Federal RMS 24286 / DF condição fundamental o direito líquido e certo. 3. Extinção do processo” (fl. 389). 2. A Recorrente impetrou, preventivamente, no Superior Tribunal de Justiça, Mandado de Segurança contra ato do Ministro de Estado dos Transportes, para tornar ineficaz provimento de sua lavra, pelo qual “determinou ao Secretário de Transportes Aquaviários que executasse as providências cabíveis para a modificação da cláusula décima primeira dos contratos de adesão firmados entre a União Federal e os titulares de terminais portuários privativos...” (fls. 395). Em síntese, a ora Recorrente argumenta que o indeferimento do seu pedido teria sido baseado em Parecer CONJUR/MT n 108/99, da Consultoria Jurídica, que concluiu: “No tocante aos terminais privativos, localizados na área do porto organizado, os seus titulares são usuários das facilidades do porto público ou organizado e, por esse motivo, não devem ser favorecidos com a isenção de tarifas portuárias. (...) De outro lado, não assiste razão dos terminais quando insistem em nomear um perito para dirimir a dúvida suscitada, tendo em vista que a relação jurídica é mantida com a União, que tem o poder do ‘jus impere’, na qualidade de poder concedente, incumbindo-lhe decidir sobre a real tarifa a ser cobrada, bem assim sobre a penalidade a ser aplicada no caso de descumprimento da decisão ministerial, que poderá, inclusive, culminar com a rescisão dos Contratos de Adesão.” (fls. 398-399). Alega que teria sido firmada “presunção juris et de jure de que, só por estarem situados dentro da área de ‘porto organizado’, os terminais utilizam sua infra-estrutura e por ela devem pagar, sem espaço para maiores digressões” (fls. 399). Sustenta que “os terminais privativos não são usuários dos serviços públicos objeto da concessão dos portos organizados. Ao contrário, até mesmo, em alguns casos, os terminais privativos competem com a concessionária do porto 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5323949. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 18 Relatório RMS 24286 / DF organizado, oferecendo aos potenciais usuários serviços similares”. E que, “dependendo de sua localização, os terminais privativos utilizam, no todo ou em parte, ou não a infra-estrutura de proteção e acesso aquaviários do porto organizado. Esse fato, óbvio, é reconhecido expressamente pela cláusula décima primeira dos contratos de adesão, aliás redigida pelo próprio Ministério dos Transportes...” (fls. 401). Pontua que “a Autoridade Impetrada pretende impor uma alteração fundamental nos contratos de adesão já celebrados, que modificará substancialmente a equação financeira subjacente a tais contratos. Em vez de pagarem, se for o caso e em termos mutuamente acordados, à concessionária ou à União, a parte que lhes competir, na proporção em que efetivamente se valerem da infra-estrutura aquaviária, os terminais privativos terão de pagar a tarifa portuária cobrada dos navios que demandam ou partem do porto organizado, os quais, indistintamente, têm de utilizar a totalidade da infra-estrutura de proteção e acesso do porto organizado”. (fls. 402). Sob a alegação de violação a ato jurídico perfeito, a Recorrente assevera que o contrato de adesão é “...ato administrativo condicionado e sujeito a prazo determinado, que não pode ser revogado ou modificado por ato unilateral da Administração, sem a adrede manutenção do equilíbrio econômico- financeiro da avença” (fls. 403). Aduz, ainda, que “pelo teor da nova cláusula décima primeira pretendida pela autoridade coatora, acima reproduzida, verifica-se que ali se pretende estabelecer a obrigatoriedade de os terminais remunerarem a utilização da infra- estrutura do porto pela tarifa, qualquer que seja o grau de utilização dessa infra- estrutura e quiçá até mesmo quando tal infra-estrutura sequer seja usada. Ora, a tarifa portuária é aplicada às embarcações que demandam ou partem de um porto organizado, os quais necessariamente utilizam por inteiro a infra-estrutura aquaviária do porto, desde o início do canal de acesso até a bacia de atracação. É, portanto, calculada em vista da utilização integral dessa infra-estrutura, na proporção da tonelagem das embarcações que demandam ou partem do porto 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5323949. Supremo Tribunal Federal RMS 24286 / DF organizado, oferecendo aos potenciais usuários serviços similares”. E que, “dependendo de sua localização, os terminais privativos utilizam, no todo ou em parte, ou não a infra-estrutura de proteção e acesso aquaviários do porto organizado. Esse fato, óbvio, é reconhecido expressamente pela cláusula décima primeira dos contratos de adesão, aliás redigida pelo próprio Ministério dos Transportes...” (fls. 401). Pontua que “a Autoridade Impetrada pretende impor uma alteração fundamental nos contratos de adesão já celebrados, que modificará substancialmente a equação financeira subjacente a tais contratos. Em vez de pagarem, se for o caso e em termos mutuamente acordados, à concessionária ou à União, a parte que lhes competir, na proporção em que efetivamente se valerem da infra-estrutura aquaviária, os terminais privativos terão de pagar a tarifa portuária cobrada dos navios que demandam ou partem do porto organizado, os quais, indistintamente, têm de utilizar a totalidade da infra-estrutura de proteção e acesso do porto organizado”. (fls. 402). Sob a alegação de violação a ato jurídico perfeito, a Recorrente assevera que o contrato de adesão é “...ato administrativo condicionado e sujeito a prazo determinado, que não pode ser revogado ou modificado por ato unilateral da Administração, sem a adrede manutenção do equilíbrio econômico- financeiro da avença” (fls. 403). Aduz, ainda, que “pelo teor da nova cláusula décima primeira pretendida pela autoridade coatora, acima reproduzida, verifica-se que ali se pretende estabelecer a obrigatoriedade de os terminais remunerarem a utilização da infra- estrutura do porto pela tarifa, qualquer que seja o grau de utilização dessa infra- estrutura e quiçá até mesmo quando tal infra-estrutura sequer seja usada. Ora, a tarifa portuária é aplicada às embarcações que demandam ou partem de um porto organizado, os quais necessariamente utilizam por inteiro a infra-estrutura aquaviária do porto, desde o início do canal de acesso até a bacia de atracação. É, portanto, calculada em vista da utilização integral dessa infra-estrutura, na proporção da tonelagem das embarcações que demandam ou partem do porto 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5323949. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 18 Relatório RMS 24286 / DF organizado. Caso flagrantemente diverso, portanto, das embarcações que demandam ou partem dos terminais privativos.” (fls. 405). Nesse sentido, afirma que “as embarcações que demandam ou partem dos terminais privativos autorizados por contrato de adesão somente em alguns casos se valem da infra-estrutura do porto...” (fls. 405) e, por isso, entende que “os terminais privativos devem remunerar as concessionárias dos portos organizados pelos gastos em que essas incorrem, sempre que se utilizarem da infra-estrutura do porto organizado, mas não mediante o pagamento da tarifa, que tem outras destinação e natureza.” (fls. 406). Pede o provimento do recurso, a fim de que “seja tornado írrito e ineficaz o despacho do Exm. Sr. Ministro dos Transportes publicado no Diário Oficial da União de 15 de outubro de 1999, que determinou ao Secretário de Transportes Aquaviários que executasse as providências cabíveis para a modificação da cláusula décima primeira dos contratos de adesão firmados entre a União Federal e os titulares de terminais portuários privativos autorizados por aquele Ministério a funcionar” (fls. 412). 3. Em 10.5.02, o presente Recurso Ordinário em Mandado de Segurança foi admitido pelo Ministro Vice-Presidente do Superior Tribunal de Justiça (fl. 415). 4. Em suas contrarrazões (fls. 417-423), a União defende a “impropriedade da via eleita para discutir lesão individual particularizada de cada associado, não se podendo olvidar que o mandamus pressupõe a existência de prova pré-constituída, sendo que, na hipótese ora apreciada, não haveria como comprovar a suposta lesão ao direito individual dos associados sem a realização de perícia, implicando em uma dilação probatória inadmissível em sede de mandado de segurança” (fls. 422). 5. Em parecer de fls. 428-431, o Procurador-Geral da República manifestou-se pelo desprovimento do recurso. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5323949. Supremo Tribunal Federal RMS 24286 / DF organizado. Caso flagrantemente diverso, portanto, das embarcações que demandam ou partem dos terminais privativos.” (fls. 405). Nesse sentido, afirma que “as embarcações que demandam ou partem dos terminais privativos autorizados por contrato de adesão somente em alguns casos se valem da infra-estrutura do porto...” (fls. 405) e, por isso, entende que “os terminais privativos devem remunerar as concessionárias dos portos organizados pelos gastos em que essas incorrem, sempre que se utilizarem da infra-estrutura do porto organizado, mas não mediante o pagamento da tarifa, que tem outras destinação e natureza.” (fls. 406). Pede o provimento do recurso, a fim de que “seja tornado írrito e ineficaz o despacho do Exm. Sr. Ministro dos Transportes publicado no Diário Oficial da União de 15 de outubro de 1999, que determinou ao Secretário de Transportes Aquaviários que executasse as providências cabíveis para a modificação da cláusula décima primeira dos contratos de adesão firmados entre a União Federal e os titulares de terminais portuários privativos autorizados por aquele Ministério a funcionar” (fls. 412). 3. Em 10.5.02, o presente Recurso Ordinário em Mandado de Segurança foi admitido pelo Ministro Vice-Presidente do Superior Tribunal de Justiça (fl. 415). 4. Em suas contrarrazões (fls. 417-423), a União defende a “impropriedade da via eleita para discutir lesão individual particularizada de cada associado, não se podendo olvidar que o mandamus pressupõe a existência de prova pré-constituída, sendo que, na hipótese ora apreciada, não haveria como comprovar a suposta lesão ao direito individual dos associados sem a realização de perícia, implicando em uma dilação probatória inadmissível em sede de mandado de segurança” (fls. 422). 5. Em parecer de fls. 428-431, o Procurador-Geral da República manifestou-se pelo desprovimento do recurso. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5323949. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 18 Relatório RMS 24286 / DF É o relatório. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5323949. Supremo Tribunal Federal RMS 24286 / DF É o relatório. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5323949. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 18 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA 18/02/2014 SEGUNDA TURMA RECURSO ORD. EM MANDADO DE SEGURANÇA 24.286 DISTRITO FEDERAL V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora): Do ato administrativo 1. Como relatado, este Mandado de Segurança preventivo foi impetrado, originariamente, no Superior Tribunal de Justiça, contra ato do Ministro de Estado de Transportes que, nos autos do Processo n 50000.006631/99, determinou: “a cobrança da tarifa portuária pela utilização da infra- estrutura aquaviária operada e mantida pela União ou concessionária de serviço portuário, de acordo com a tarifa portuária homologada pelo Conselho de Autoridade Portuária – CAP, devendo a CDP adotar as medidas administrativas indispensáveis naquele sentido. No caso de inadimplência, por parte dos Terminais, autorizo sejam aplicadas as penalidades previstas nas Cláusulas Décima Quinta e Décima Sexta dos Contratos de Adesão ns 024/91 e 039/95, firmados, respectivamente, em 26 de agosto de 1994 e 26 de junho de 1996, o que poderá culminar, inclusive, com a rescisão dos instrumentos de adesão. Determino, ainda, à Secretaria de Transportes Aquaviários que adote as indispensáveis medidas no sentido de providenciar a lavratura de termo aditivo aos contratos de adesão, celebrados no âmbito deste Ministério, nos moldes proposto pela Consultoria Jurídica, a fim de melhor explicitar a referida obrigação dos terminais privativos, tudo em conformidade com o PARECER CONJUR/MT n 108/99, aprovado pelo DESPACHO CONJUR/MT n 656/99, do Senhor Consultor Jurídico deste Ministério, por mim adotado.” (fls. 72). Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5323950. Supremo Tribunal Federal 18/02/2014 SEGUNDA TURMA RECURSO ORD. EM MANDADO DE SEGURANÇA 24.286 DISTRITO FEDERAL V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora): Do ato administrativo 1. Como relatado, este Mandado de Segurança preventivo foi impetrado, originariamente, no Superior Tribunal de Justiça, contra ato do Ministro de Estado de Transportes que, nos autos do Processo n 50000.006631/99, determinou: “a cobrança da tarifa portuária pela utilização da infra- estrutura aquaviária operada e mantida pela União ou concessionária de serviço portuário, de acordo com a tarifa portuária homologada pelo Conselho de Autoridade Portuária – CAP, devendo a CDP adotar as medidas administrativas indispensáveis naquele sentido. No caso de inadimplência, por parte dos Terminais, autorizo sejam aplicadas as penalidades previstas nas Cláusulas Décima Quinta e Décima Sexta dos Contratos de Adesão ns 024/91 e 039/95, firmados, respectivamente, em 26 de agosto de 1994 e 26 de junho de 1996, o que poderá culminar, inclusive, com a rescisão dos instrumentos de adesão. Determino, ainda, à Secretaria de Transportes Aquaviários que adote as indispensáveis medidas no sentido de providenciar a lavratura de termo aditivo aos contratos de adesão, celebrados no âmbito deste Ministério, nos moldes proposto pela Consultoria Jurídica, a fim de melhor explicitar a referida obrigação dos terminais privativos, tudo em conformidade com o PARECER CONJUR/MT n 108/99, aprovado pelo DESPACHO CONJUR/MT n 656/99, do Senhor Consultor Jurídico deste Ministério, por mim adotado.” (fls. 72). Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5323950. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 18 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA RMS 24286 / DF Do acórdão recorrido 2. A Primeira Seção do Superior Tribunal de Justiça, por maioria, denegou a segurança sob o fundamento de que a cobrança da tarifa portuária é legal, quando utilizada a infraestrutura aquaviária. Em seu voto, a Ministra Eliana Calmon anotou: “Ao advento da Lei dos Portos, Lei 8.630 de 26/02/93, ficou estabelecido no art. 48, que os contratos de exploração de terminais ou embarcadouros, de uso privativo, deveriam ser adaptados no prazo de 180 (cento e oitenta) dias. Efetivamente, os artigos 75 e 76 da referida Lei revogaram expressamente os contratos até então firmados, bem assim o DL 83, de 26/12/66, ao tempo em que o art. 48 da mesma lei ordena a adaptação dos contratos existentes. Ora, passados 180 (cento e oitenta)dias, não houve adaptação do contrato, o que estimulou a empresa a pretender, sem contrato e sema tabela de preços ‘N’ (revogados ambos pelos artigos 75 e 76 da Lei n. 8.630/93, respectivamente), continuar utilizando-se do terminal privativo sem nada pagar. Esta é pois a controvérsia que reina não só nos autos, mas esta Corte”. Prossegue, nestes termos: “Ora, a questão é contratual e, como tal, está previsto na legislação – art. 33, § 1... da Lei 8.630/93 -, que o modelo tarifário antigo seria substituído. E no artigo 30 da Lei dos Portos ficou estabelecida a competência do Conselho de Autoridade Portuária para homologar os novos valores das tarifas, ficados pelas administrações dos portos organizados. Em verdade, o que houve foi o atraso na instituição dos 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5323950. Supremo Tribunal Federal RMS 24286 / DF Do acórdão recorrido 2. A Primeira Seção do Superior Tribunal de Justiça, por maioria, denegou a segurança sob o fundamento de que a cobrança da tarifa portuária é legal, quando utilizada a infraestrutura aquaviária. Em seu voto, a Ministra Eliana Calmon anotou: “Ao advento da Lei dos Portos, Lei 8.630 de 26/02/93, ficou estabelecido no art. 48, que os contratos de exploração de terminais ou embarcadouros, de uso privativo, deveriam ser adaptados no prazo de 180 (cento e oitenta) dias. Efetivamente, os artigos 75 e 76 da referida Lei revogaram expressamente os contratos até então firmados, bem assim o DL 83, de 26/12/66, ao tempo em que o art. 48 da mesma lei ordena a adaptação dos contratos existentes. Ora, passados 180 (cento e oitenta)dias, não houve adaptação do contrato, o que estimulou a empresa a pretender, sem contrato e sema tabela de preços ‘N’ (revogados ambos pelos artigos 75 e 76 da Lei n. 8.630/93, respectivamente), continuar utilizando-se do terminal privativo sem nada pagar. Esta é pois a controvérsia que reina não só nos autos, mas esta Corte”. Prossegue, nestes termos: “Ora, a questão é contratual e, como tal, está previsto na legislação – art. 33, § 1... da Lei 8.630/93 -, que o modelo tarifário antigo seria substituído. E no artigo 30 da Lei dos Portos ficou estabelecida a competência do Conselho de Autoridade Portuária para homologar os novos valores das tarifas, ficados pelas administrações dos portos organizados. Em verdade, o que houve foi o atraso na instituição dos 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5323950. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 18 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA RMS 24286 / DF Conselhos de Autoridade Portuária e, consequentemente, a impossibilidade de serem instituídas as tarifas. Entretanto, a pretensão da impetrante não é a de não pagar, mas sim só pagar quando se utilizarem os seus associados, efetivamente, da infraestrutura. (...) Verifica-se que, em verdade, o ponto aqui examinado restringe-se à questão do quantitativo da cobrança pela utilização, alterada pelo impetrado. O meu entendimento é o de que a nova sistemática simplificou a cobrança das tarifas portuárias, mensurando a utilização pelo volume de carga ou descarga de cada embarcação, sendo certo que, se não houver utilização efetiva, não será lícita a cobrança. Entretanto, é natural que se possa aferir, com perfeição, a maior ou menor utilização dos portos e seus equipamentos de acordo com a carga e descarga de cada embarcação. Dentro desta ótica, não vejo como imputar de ilegal o ato impugnado, razão pela qual acompanho o relator, denegando a segurança” (fls. 375-376). Da legislação 3. A Lei n. 8.630/93 - Lei dos Portos -, ao dispor sobre o regime jurídico de exploração dos portos organizados e das instalações portuárias, propiciou o rompimento do monopólio estatal e possibilitou a descentralização das atividades portuárias por concessão, precedida de licitação pública. Em seu art. 1... estabelece que “cabe à União explorar, diretamente ou mediante concessão, o porto organizado”. E no § 1... e incisos conceitua “Porto Organizado”, “Operação Portuária”, “Operador Portuário”, “Área do Porto Organizado”, “Instalação Portuária de Uso Privativo”, “Estação de Transbordo de Cargas” e “Instalação Portuária Pública de Pequeno Porte”. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5323950. Supremo Tribunal Federal RMS 24286 / DF Conselhos de Autoridade Portuária e, consequentemente, a impossibilidade de serem instituídas as tarifas. Entretanto, a pretensão da impetrante não é a de não pagar, mas sim só pagar quando se utilizarem os seus associados, efetivamente, da infraestrutura. (...) Verifica-se que, em verdade, o ponto aqui examinado restringe-se à questão do quantitativo da cobrança pela utilização, alterada pelo impetrado. O meu entendimento é o de que a nova sistemática simplificou a cobrança das tarifas portuárias, mensurando a utilização pelo volume de carga ou descarga de cada embarcação, sendo certo que, se não houver utilização efetiva, não será lícita a cobrança. Entretanto, é natural que se possa aferir, com perfeição, a maior ou menor utilização dos portos e seus equipamentos de acordo com a carga e descarga de cada embarcação. Dentro desta ótica, não vejo como imputar de ilegal o ato impugnado, razão pela qual acompanho o relator, denegando a segurança” (fls. 375-376). Da legislação 3. A Lei n. 8.630/93 - Lei dos Portos -, ao dispor sobre o regime jurídico de exploração dos portos organizados e das instalações portuárias, propiciou o rompimento do monopólio estatal e possibilitou a descentralização das atividades portuárias por concessão, precedida de licitação pública. Em seu art. 1... estabelece que “cabe à União explorar, diretamente ou mediante concessão, o porto organizado”. E no § 1... e incisos conceitua “Porto Organizado”, “Operação Portuária”, “Operador Portuário”, “Área do Porto Organizado”, “Instalação Portuária de Uso Privativo”, “Estação de Transbordo de Cargas” e “Instalação Portuária Pública de Pequeno Porte”. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5323950. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 18 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA RMS 24286 / DF Desses conceitos, interessam-nos agora: “I - Porto Organizado: o construído e aparelhado para atender às necessidades da navegação, da movimentação de passageiros ou da movimentação e armazenagem de mercadorias, concedido ou explorado pela União, cujo tráfego e operações portuárias estejam sob a jurisdição de uma autoridade portuária; (...) IV – Área do porto organizado: a compreendida pelas instalações portuárias, quase sejam, ancoradouros, docas, cais, pontes e piers de atracação e acostagem, terrenos, armazéns, edificações e vias de circulação interna, bem como pela infra-estrutura de proteção e acesso aquaviário ao porto tais como guias-correntes, quebra-mares, eclusas, canais, bacias de evolução e áreas de fundeio que deveriam ser mantidas pela Administração do Porto, referida na Seção II do Capítulo VI desta lei. V – Instalação Portuária de Uso Privativo: a explorada por pessoa jurídica de direito público ou privado, dentro ou fora da área do porto, utilizada na movimentação de passageiros ou na movimentação ou armazenagem de mercadorias, destinados ou provenientes de transporte aquaviário”. Ao tratar das Instalações Portuárias, aquela lei dispõe em seu art. 4..., incisos I e II: “Art. 4... Fica assegurado ao interessado o direito de construir, reformar, ampliar, melhorar, arrendar e explorar instalação portuária, dependendo: I – de contrato de arrendamento, celebrado com a União no caso de exploração direta, ou com sua concessionária, sempre através de licitação, quando localizada dentro dos limites da área do porto organizado; II – de autorização do órgão competente, quando se tratar de Instalação Portuária Pública de Pequeno Porte, de Estação de Transbordo de Cargas ou de terminal de uso privativo, desde que fora da área do porto organizado, ou quando o interessado for titular do domínio útil do terreno, mesmo que situado dentro da área do porto 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5323950. Supremo Tribunal Federal RMS 24286 / DF Desses conceitos, interessam-nos agora: “I - Porto Organizado: o construído e aparelhado para atender às necessidades da navegação, da movimentação de passageiros ou da movimentação e armazenagem de mercadorias, concedido ou explorado pela União, cujo tráfego e operações portuárias estejam sob a jurisdição de uma autoridade portuária; (...) IV – Área do porto organizado: a compreendida pelas instalações portuárias, quase sejam, ancoradouros, docas, cais, pontes e piers de atracação e acostagem, terrenos, armazéns, edificações e vias de circulação interna, bem como pela infra-estrutura de proteção e acesso aquaviário ao porto tais como guias-correntes, quebra-mares, eclusas, canais, bacias de evolução e áreas de fundeio que deveriam ser mantidas pela Administração do Porto, referida na Seção II do Capítulo VI desta lei. V – Instalação Portuária de Uso Privativo: a explorada por pessoa jurídica de direito público ou privado, dentro ou fora da área do porto, utilizada na movimentação de passageiros ou na movimentação ou armazenagem de mercadorias, destinados ou provenientes de transporte aquaviário”. Ao tratar das Instalações Portuárias, aquela lei dispõe em seu art. 4..., incisos I e II: “Art. 4... Fica assegurado ao interessado o direito de construir, reformar, ampliar, melhorar, arrendar e explorar instalação portuária, dependendo: I – de contrato de arrendamento, celebrado com a União no caso de exploração direta, ou com sua concessionária, sempre através de licitação, quando localizada dentro dos limites da área do porto organizado; II – de autorização do órgão competente, quando se tratar de Instalação Portuária Pública de Pequeno Porte, de Estação de Transbordo de Cargas ou de terminal de uso privativo, desde que fora da área do porto organizado, ou quando o interessado for titular do domínio útil do terreno, mesmo que situado dentro da área do porto 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5323950. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 18 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA RMS 24286 / DF organizado”. O inciso IV do § 4... do art. 4... da Lei n. 8.630/93 estabelece que o valor do contrato, “nele compreendida a remuneração pelo uso da infraestrutura a ser utilizada ou posta à disposição da referida instalação, inclusive a de proteção e acesso aquaviário” é cláusula essencial do contrato para exploração de instalação portuária de uso público. No art. 30 se previu a instituição, em cada porto organizado ou em cada concessão um Conselho de Autoridade Portuária. Dentre suas competências está a homologação do valores das tarifas portuárias (inciso VIII). O art. 48, inserido nas Disposições Transitórias da Lei n. 8.630/93, dispõe: “Os atuais contratos de exploração de terminais ou embarcadores de uso privativo deverão ser adaptados, no prazo de até cento e oitenta dias, às disposições desta lei, assegurado aos titulares o direito de opção por qualquer das formas de exploração previstas no inciso II do § 2... do art. 4... desta lei”. Também determinou-se no art. 53 que “o Poder Executivo promoverá, no prazo de cento e oitenta dias [a contar da publicação da lei, em 26.2.93], a adaptação das atuais concessões, permissões e autorizações às disposições desta lei”. Da alteração da cláusula contratual 4. Pelo exemplar do “Contrato de Adesão” (fls. 100-113), a Cláusula Décima Primeira, objeto de alteração pela União, estava assim redigida: “CLÁUSULA DÉCIMA PRIMEIRA Da Utilização das Vias de Acesso Aquaviário 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5323950. Supremo Tribunal Federal RMS 24286 / DF organizado”. O inciso IV do § 4... do art. 4... da Lei n. 8.630/93 estabelece que o valor do contrato, “nele compreendida a remuneração pelo uso da infraestrutura a ser utilizada ou posta à disposição da referida instalação, inclusive a de proteção e acesso aquaviário” é cláusula essencial do contrato para exploração de instalação portuária de uso público. No art. 30 se previu a instituição, em cada porto organizado ou em cada concessão um Conselho de Autoridade Portuária. Dentre suas competências está a homologação do valores das tarifas portuárias (inciso VIII). O art. 48, inserido nas Disposições Transitórias da Lei n. 8.630/93, dispõe: “Os atuais contratos de exploração de terminais ou embarcadores de uso privativo deverão ser adaptados, no prazo de até cento e oitenta dias, às disposições desta lei, assegurado aos titulares o direito de opção por qualquer das formas de exploração previstas no inciso II do § 2... do art. 4... desta lei”. Também determinou-se no art. 53 que “o Poder Executivo promoverá, no prazo de cento e oitenta dias [a contar da publicação da lei, em 26.2.93], a adaptação das atuais concessões, permissões e autorizações às disposições desta lei”. Da alteração da cláusula contratual 4. Pelo exemplar do “Contrato de Adesão” (fls. 100-113), a Cláusula Décima Primeira, objeto de alteração pela União, estava assim redigida: “CLÁUSULA DÉCIMA PRIMEIRA Da Utilização das Vias de Acesso Aquaviário 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5323950. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 18 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA RMS 24286 / DF A AUTORIZADA, quando a operação do TERMINAL exigir a utilização de proteção e acesso aquaviários operados e mantidos pela UNIÃO ou por concessionária de serviço portuário, acordará com uma ou outra, conforme o caso, a forma da remuneração proporcional que será devida pelo uso da referida infra-estrutura” (fls. 107) Conforme o “Termo Aditivo de Rerratificação ao Contrato de Adesão” (fls. 97-98), esta passou a ser a redação da referida cláusula: A autorizada obriga-se a remunerar, mensalmente, pela utilização da infra-estrutura aquaviária operada e mantida pela União ou concessionária de serviço portuário, de acordo com a tarifa portuária homologada pelo Conselho de Autoridade Portuária – CAP, calculada sobre a tonelagem embarcada e desembarcada ou baldeada nos terminais, a partir da publicação do extrato no D.O.U. dos respectivos instrumentos”. Do parecer da Procuradoria-Geral da República 5. A Procuradoria-Geral da República manifestou-se pelo desprovimento do recurso, em parecer de fls. 428-431, nos termos seguintes: “9. Não há dúvidas de que à Administração Pública socorre a prerrogativa de alterar unilateralmente as cláusulas dos contratos por ela celebrados com os particulares, quando assim reclamar o interesse público, e desde que observados os limites da lei. Não há, portanto, que se invocar o postulado do ato jurídico perfeito para se furtar à incidência das chamadas ‘cláusulas exorbitantes’, que permeiam os contratos administrativos e instrumentalizam a atuação do Estado. 10. Fixada essa premissa, passa-se ao exame do conteúdo da cláusula. E, neste ponto, verifica-se que, ao contrário do que sustenta a recorrente, a norma contratual estabelece a obrigatoriedade do pagamento da taxa apenas quando da efetiva utilização da infraestrutura aquaviária. (...) 11. Ora, não há, portanto, qualquer ilegalidade na cláusula sob 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5323950. Supremo Tribunal Federal RMS 24286 / DF A AUTORIZADA, quando a operação do TERMINAL exigir a utilização de proteção e acesso aquaviários operados e mantidos pela UNIÃO ou por concessionária de serviço portuário, acordará com uma ou outra, conforme o caso, a forma da remuneração proporcional que será devida pelo uso da referida infra-estrutura” (fls. 107) Conforme o “Termo Aditivo de Rerratificação ao Contrato de Adesão” (fls. 97-98), esta passou a ser a redação da referida cláusula: A autorizada obriga-se a remunerar, mensalmente, pela utilização da infra-estrutura aquaviária operada e mantida pela União ou concessionária de serviço portuário, de acordo com a tarifa portuária homologada pelo Conselho de Autoridade Portuária – CAP, calculada sobre a tonelagem embarcada e desembarcada ou baldeada nos terminais, a partir da publicação do extrato no D.O.U. dos respectivos instrumentos”. Do parecer da Procuradoria-Geral da República 5. A Procuradoria-Geral da República manifestou-se pelo desprovimento do recurso, em parecer de fls. 428-431, nos termos seguintes: “9. Não há dúvidas de que à Administração Pública socorre a prerrogativa de alterar unilateralmente as cláusulas dos contratos por ela celebrados com os particulares, quando assim reclamar o interesse público, e desde que observados os limites da lei. Não há, portanto, que se invocar o postulado do ato jurídico perfeito para se furtar à incidência das chamadas ‘cláusulas exorbitantes’, que permeiam os contratos administrativos e instrumentalizam a atuação do Estado. 10. Fixada essa premissa, passa-se ao exame do conteúdo da cláusula. E, neste ponto, verifica-se que, ao contrário do que sustenta a recorrente, a norma contratual estabelece a obrigatoriedade do pagamento da taxa apenas quando da efetiva utilização da infraestrutura aquaviária. (...) 11. Ora, não há, portanto, qualquer ilegalidade na cláusula sob 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5323950. Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 18 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA RMS 24286 / DF comento, já que a nova redação manteve os mesmos termos previstos na cláusula original, especificamente no que se refere à remuneração proporcional ao efetivo uso das instalações aquaviárias. 12. Outrossim, o receio de as associadas da recorrente virem a serem cobradas pela citada taxa em casos de não utilização dos acessos aquaviários não há que ser discutido na presente impetração, mas deve ser suscitado individualmente para cada interessado, a partir de ampla instrução probatória, conforme disto na decisão do Superior Tribunal de Justiça. Ante o exposto, o parecer é pelo desprovimento do recurso.” 6. De tudo se tem não assistir razão à Recorrente. Não se há cogitar de inobservância a ato jurídico perfeito. Ao contratar a Administração Pública com particulares conduz ela o interesse público e pode, unilateralmente, modificar cláusula contratual, desde que observados os termos da lei. O interesse público é pressuposto essencial do contrato administrativo e, assim, ressalvados o objeto do procedimento licitatório e a essência do contrato dele proveniente, alterações contratuais são legalmente aceitáveis. O contrato administrativo tem peculiaridades. Nesse sentido é que Marçal Justen Filho, in Curso de Direito Administrativo, 4... ed. revista e atualizada, São Paulo: Saraiva, 2009, p. 358, refere-se à natureza funcional do contrato administrativo: “Reconhecer ao contrato administrativo natureza contratual não significa identificá-lo com os contratos privados. Há uma diferença fundamental: o contrato administrativo traduz o exercício da função administrativa, o que significa sua vinculação à satisfação dos direitos fundamentais. Os poderes atribuídos à Administração Pública pela lei ou derivados da própria avença se identificam como instrumento de satisfação de necessidades coletivas, como forma de promover os direitos fundamentais. Por isso, a própria situação do particular acaba funcionalizada. Como ensina BERÇAITZ, 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5323950. Supremo Tribunal Federal RMS 24286 / DF comento, já que a nova redação manteve os mesmos termos previstos na cláusula original, especificamente no que se refere à remuneração proporcional ao efetivo uso das instalações aquaviárias. 12. Outrossim, o receio de as associadas da recorrente virem a serem cobradas pela citada taxa em casos de não utilização dos acessos aquaviários não há que ser discutido na presente impetração, mas deve ser suscitado individualmente para cada interessado, a partir de ampla instrução probatória, conforme disto na decisão do Superior Tribunal de Justiça. Ante o exposto, o parecer é pelo desprovimento do recurso.” 6. De tudo se tem não assistir razão à Recorrente. Não se há cogitar de inobservância a ato jurídico perfeito. Ao contratar a Administração Pública com particulares conduz ela o interesse público e pode, unilateralmente, modificar cláusula contratual, desde que observados os termos da lei. O interesse público é pressuposto essencial do contrato administrativo e, assim, ressalvados o objeto do procedimento licitatório e a essência do contrato dele proveniente, alterações contratuais são legalmente aceitáveis. O contrato administrativo tem peculiaridades. Nesse sentido é que Marçal Justen Filho, in Curso de Direito Administrativo, 4... ed. revista e atualizada, São Paulo: Saraiva, 2009, p. 358, refere-se à natureza funcional do contrato administrativo: “Reconhecer ao contrato administrativo natureza contratual não significa identificá-lo com os contratos privados. Há uma diferença fundamental: o contrato administrativo traduz o exercício da função administrativa, o que significa sua vinculação à satisfação dos direitos fundamentais. Os poderes atribuídos à Administração Pública pela lei ou derivados da própria avença se identificam como instrumento de satisfação de necessidades coletivas, como forma de promover os direitos fundamentais. Por isso, a própria situação do particular acaba funcionalizada. Como ensina BERÇAITZ, 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5323950. Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 18 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA RMS 24286 / DF reportando-se a Waline, ‘a Administração Pública considera seu co- contratante como um colaborador voluntário, não desinteressado, cujos interesses, ainda que pecuniários, não são necessariamente opostos ao interesse bem entendido do Estado’.” [Miguel Angel Berçaitz. Teoria general de los contratos administrativos, 2. ed., Buenos Aires: Depalma, 1980, p. 438] Essa colaboração consta, expressamente, dos arts. 4..., I e II, e 6..., § 1... da Lei n. 8.630/93, que dispõe sobre o direito do interessado de construir, reformar, ampliar, melhorar, arrendar e explorar instalação portuária, por autorização que se dará por ato unilateral da União. Tanto significa que a delegação desses serviços sujeita-se às normas de direito público, sendo autorização unilateral, ainda que formalizada por contrato de adesão. Antes, pelo art. 28, parágrafo único, “b”, do Decreto-Lei n. 5/66, admitia-se a utilização das instalações portuárias, nos termos em que formalizado o contrato, ou seja, a prazo ou para operação de carga ou descarga de navio. Portanto, o arrendamento era o instrumento legal adotado para a movimentação e armazenagem de cargas. Ao instituir o contrato de arrendamento como único meio para exploração das áreas e instalações portuárias, a Lei n. 8.630/93 revogou expressamente essa norma, que permitia o contrato com prazo menor. Nesse ponto, embora ainda não editada a Lei n. 8.987/95, a disciplina se assemelhava ao regime jurídico da concessão de serviço público, pois a exploração de portos marítimos, fluviais e lacustres sempre foi atribuída à União, de forma direta ou mediante autorização, concessão ou permissão, nos termos do art. 21, XII, al f, da Constituição da República. Atualmente, o Decreto n. 6.620/08 determina, expressamente, a aplicação da Lei n. 8.666/93 - Lei de Licitações - e da Lei n. 8.987/95, que 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5323950. Supremo Tribunal Federal RMS 24286 / DF reportando-se a Waline, ‘a Administração Pública considera seu co- contratante como um colaborador voluntário, não desinteressado, cujos interesses, ainda que pecuniários, não são necessariamente opostos ao interesse bem entendido do Estado’.” [Miguel Angel Berçaitz. Teoria general de los contratos administrativos, 2. ed., Buenos Aires: Depalma, 1980, p. 438] Essa colaboração consta, expressamente, dos arts. 4..., I e II, e 6..., § 1... da Lei n. 8.630/93, que dispõe sobre o direito do interessado de construir, reformar, ampliar, melhorar, arrendar e explorar instalação portuária, por autorização que se dará por ato unilateral da União. Tanto significa que a delegação desses serviços sujeita-se às normas de direito público, sendo autorização unilateral, ainda que formalizada por contrato de adesão. Antes, pelo art. 28, parágrafo único, “b”, do Decreto-Lei n. 5/66, admitia-se a utilização das instalações portuárias, nos termos em que formalizado o contrato, ou seja, a prazo ou para operação de carga ou descarga de navio. Portanto, o arrendamento era o instrumento legal adotado para a movimentação e armazenagem de cargas. Ao instituir o contrato de arrendamento como único meio para exploração das áreas e instalações portuárias, a Lei n. 8.630/93 revogou expressamente essa norma, que permitia o contrato com prazo menor. Nesse ponto, embora ainda não editada a Lei n. 8.987/95, a disciplina se assemelhava ao regime jurídico da concessão de serviço público, pois a exploração de portos marítimos, fluviais e lacustres sempre foi atribuída à União, de forma direta ou mediante autorização, concessão ou permissão, nos termos do art. 21, XII, al f, da Constituição da República. Atualmente, o Decreto n. 6.620/08 determina, expressamente, a aplicação da Lei n. 8.666/93 - Lei de Licitações - e da Lei n. 8.987/95, que 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5323950. Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 18 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA RMS 24286 / DF dispõe sobre o regime de concessão e permissão de serviços públicos ao processo administrativo de licitação para o arrendamento de instalações portuárias. Na espécie, inadmissível considerar que a Administração Pública tenha causado desequilíbrio econômico-financeiro aos terminais privativos com a nova cláusula contratual. A remuneração devida pela utilização da área portuária permaneceu proporcional ao uso que dela se fizer. Essa obrigação – a de pagar pelo uso da infraestrutura portuária – já estava prevista no Contrato de Adesão originário. Estabeleceu-se, agora, critério proporcional à tonelagem embarcada, desembarcada e baldeada, para o cálculo da tarifa pela utilização da infraestrutura portuária. De relevar-se que, para tanto, havia permissão legal no inciso V do art. 1... da Lei n. 8.630/93: “V – Instalação Portuária de Uso Privativo: a explorada por pessoa jurídica de direito público ou privado, dentro ou fora da área do porto, utilizada na movimentação de passageiros ou na movimentação ou armazenagem de mercadorias, destinados ou provenientes de transporte aquaviário. (...)” (grifos nossos). Descabida, pois, a alegação de que a União não poderia modificar unilateralmente o contrato de adesão. Pelo exposto, voto no sentido de negar provimento ao recurso ordinário em mandado de segurança. 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5323950. Supremo Tribunal Federal RMS 24286 / DF dispõe sobre o regime de concessão e permissão de serviços públicos ao processo administrativo de licitação para o arrendamento de instalações portuárias. Na espécie, inadmissível considerar que a Administração Pública tenha causado desequilíbrio econômico-financeiro aos terminais privativos com a nova cláusula contratual. A remuneração devida pela utilização da área portuária permaneceu proporcional ao uso que dela se fizer. Essa obrigação – a de pagar pelo uso da infraestrutura portuária – já estava prevista no Contrato de Adesão originário. Estabeleceu-se, agora, critério proporcional à tonelagem embarcada, desembarcada e baldeada, para o cálculo da tarifa pela utilização da infraestrutura portuária. De relevar-se que, para tanto, havia permissão legal no inciso V do art. 1... da Lei n. 8.630/93: “V – Instalação Portuária de Uso Privativo: a explorada por pessoa jurídica de direito público ou privado, dentro ou fora da área do porto, utilizada na movimentação de passageiros ou na movimentação ou armazenagem de mercadorias, destinados ou provenientes de transporte aquaviário. (...)” (grifos nossos). Descabida, pois, a alegação de que a União não poderia modificar unilateralmente o contrato de adesão. Pelo exposto, voto no sentido de negar provimento ao recurso ordinário em mandado de segurança. 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5323950. Inteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 18 Extrato de Ata - 18/02/2014 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA RECURSO ORD. EM MANDADO DE SEGURANÇA 24.286 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA RECTE.(S) : ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DOS TERMINAIS PORTUÁRIOS - ABTP ADV.(A/S) : ANTONIO CARLOS DANTAS RIBEIRO E OUTROS RECDO.(A/S) : UNIÃO ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: Por indicação da Relatora e, por maioria de votos, a Turma retirou o processo da Pauta n. 4/2010, publicada no DJe de 18.3.2010, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 1... Turma, 11.9.2012. Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao recurso ordinário, nos termos do voto da Relatora. Falou, pela recorrente, o Dr. Daniel Ferreira da Ponte. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. 2... Turma, 18.02.2014. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 5322832 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA RECURSO ORD. EM MANDADO DE SEGURANÇA 24.286 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA RECTE.(S) : ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DOS TERMINAIS PORTUÁRIOS - ABTP ADV.(A/S) : ANTONIO CARLOS DANTAS RIBEIRO E OUTROS RECDO.(A/S) : UNIÃO ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: Por indicação da Relatora e, por maioria de votos, a Turma retirou o processo da Pauta n. 4/2010, publicada no DJe de 18.3.2010, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 1... Turma, 11.9.2012. Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao recurso ordinário, nos termos do voto da Relatora. Falou, pela recorrente, o Dr. Daniel Ferreira da Ponte. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. 2... Turma, 18.02.2014. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 5322832 Inteiro Teor do Acórdão - Página 18 de 18
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO ORD . EM MANDADO DE SEGURANÇA 24 . 286", "RMS 24286 / DF", "RMS 24286 / DF", "RMS 24286 / DF", "Parecer CONJUR / MT n 108 / 99", "RMS 24286 / DF", "Parecer CONJUR / MT n 108 / 99", "RMS 24286 / DF", "RMS 24286 / DF", "RMS 24286 / DF", "RMS 24286 / DF", "RMS 24286 / DF", "RMS 24286 / DF", "Processo n 50000 . 006631 / 99", "RMS 24286 / DF", "RMS 24286 / DF", "RMS 24286 / DF", "RMS 24286 / DF", "RMS", "RMS 24286 / DF", "RMS 24286 / DF", "RMS 24286 / DF", "RMS 24286 / DF", "RMS 24286 / DF", "RMS 24286 / DF", "RMS 24286 / DF", "RMS 24286 / DF", "RMS 24286 / DF", "RMS 24286 / DF", "RMS 24286 / DF" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal , artigo 5 . . . , LXIX e LXX , b -", "Lei 8630⁄93", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal , artigo 5 . . . , LXIX e LXX , b - Lei 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Ementa e Acórdão 18/03/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 840.330 MATO GROSSO DO SUL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :EVALDO SALLES ADV.(A/S) :MÁRIO SÉRGIO ROSA AGDO.(A/S) :ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL INTDO.(A/S) :COMANDANTE-GERAL DO CORPO DE BOMBEIROS MILITAR DO ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL EMENTA Agravo regimental no agravo de instrumento. Artigo 5º, inciso XXXV, da Constituição Federal. Prequestionamento. Ausência. Ofensa reflexa. Mandado de segurança. Requisitos de admissibilidade. Precedentes. 1. Não se admite o recurso extraordinário quando o dispositivo constitucional que nele se alega violado não está devidamente prequestionado. Incidência das Súmulas nºs 282 e 356/STF. 2. A afronta aos princípios do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando depende, para ser reconhecida como tal, da análise de normas infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição da República. 3. O Plenário da Corte no exame do AI nº 800.074/SP, Relator o Ministro Gilmar Mendes, concluiu pela ausência de repercussão geral do tema relativo ao preenchimento dos requisitos de admissibilidade do mandado de segurança, dado o caráter infraconstitucional da matéria. 4. Agravo regimental não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5698872. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 13 Ementa e Acórdão AI 840330 AGR / MS Senhor Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 18 de março de 2014. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5698872. Supremo Tribunal Federal AI 840330 AGR / MS Senhor Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 18 de março de 2014. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5698872. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 13 Relatório 18/03/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 840.330 MATO GROSSO DO SUL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :EVALDO SALLES ADV.(A/S) :MÁRIO SÉRGIO ROSA AGDO.(A/S) :ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL INTDO.(A/S) :COMANDANTE-GERAL DO CORPO DE BOMBEIROS MILITAR DO ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Evaldo Salles interpõe tempestivo agravo regimental contra decisão mediante a qual neguei provimento ao agravo de instrumento, com a seguinte fundamentação: “Vistos. (...) Decido. Anote-se, inicialmente, que o recurso extraordinário foi interposto contra acórdão publicado após 3/5/07, quando já era plenamente exigível a demonstração da repercussão geral da matéria constitucional objeto do recurso, conforme decidido na Questão de Ordem no Agravo de Instrumento nº 664.567/RS, Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 6/9/07. Todavia, apesar da petição recursal haver trazido a preliminar sobre o tema, não é de se proceder ao exame de sua existência, uma vez que, nos termos do artigo 323 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, com a redação introduzida pela Emenda Regimental nº 21/07, primeira parte, o procedimento acerca da existência da repercussão geral somente ocorrerá quando não for o caso de inadmissibilidade do recurso por outra razão. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5698869. Supremo Tribunal Federal 18/03/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 840.330 MATO GROSSO DO SUL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :EVALDO SALLES ADV.(A/S) :MÁRIO SÉRGIO ROSA AGDO.(A/S) :ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL INTDO.(A/S) :COMANDANTE-GERAL DO CORPO DE BOMBEIROS MILITAR DO ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Evaldo Salles interpõe tempestivo agravo regimental contra decisão mediante a qual neguei provimento ao agravo de instrumento, com a seguinte fundamentação: “Vistos. (...) Decido. Anote-se, inicialmente, que o recurso extraordinário foi interposto contra acórdão publicado após 3/5/07, quando já era plenamente exigível a demonstração da repercussão geral da matéria constitucional objeto do recurso, conforme decidido na Questão de Ordem no Agravo de Instrumento nº 664.567/RS, Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 6/9/07. Todavia, apesar da petição recursal haver trazido a preliminar sobre o tema, não é de se proceder ao exame de sua existência, uma vez que, nos termos do artigo 323 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, com a redação introduzida pela Emenda Regimental nº 21/07, primeira parte, o procedimento acerca da existência da repercussão geral somente ocorrerá quando não for o caso de inadmissibilidade do recurso por outra razão. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5698869. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 13 Relatório AI 840330 AGR / MS A irresignação não merece prosperar, haja vista que o dispositivo constitucional indicado como violado no recurso extraordinário carece do necessário prequestionamento, sendo certo que não foram opostos embargos de declaração para sanar eventual omissão no acórdão recorrido. Incidem na espécie as Súmulas nºs 282 e 356 desta Corte. Ademais, a jurisprudência desta Corte está consolidada no sentido de que as alegações de afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, se dependentes de reexame de normas infraconstitucionais, podem configurar apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal, o que não enseja reexame em recurso extraordinário. Nesse sentido: ‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. AÇÃO DE COBRANÇA. DESPESAS CONDOMINIAIS. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. 1. Impossibilidade da análise da legislação infraconstitucional e do reexame de provas na via do recurso extraordinário. 2. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal firmou-se no sentido de que as alegações de afronta aos princípios do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, se dependentes de reexame de normas infraconstitucionais, podem configurar apenas ofensa reflexa à Constituição da República’ (AI nº 594.887/SPAgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia , DJ de 30/11/07). ‘AGRAVO DE INSTRUMENTO - ALEGAÇÃO DE OFENSA AO POSTULADO DA MOTIVAÇÃO DOS ATOS DECISÓRIOS - INOCORRÊNCIA - AUSÊNCIA DE OFENSA DIRETA À CONSTITUIÇÃO - RECURSO IMPROVIDO. O Supremo Tribunal Federal deixou assentado que, em regra, as alegações de desrespeito aos 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5698869. Supremo Tribunal Federal AI 840330 AGR / MS A irresignação não merece prosperar, haja vista que o dispositivo constitucional indicado como violado no recurso extraordinário carece do necessário prequestionamento, sendo certo que não foram opostos embargos de declaração para sanar eventual omissão no acórdão recorrido. Incidem na espécie as Súmulas nºs 282 e 356 desta Corte. Ademais, a jurisprudência desta Corte está consolidada no sentido de que as alegações de afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, se dependentes de reexame de normas infraconstitucionais, podem configurar apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal, o que não enseja reexame em recurso extraordinário. Nesse sentido: ‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. AÇÃO DE COBRANÇA. DESPESAS CONDOMINIAIS. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. 1. Impossibilidade da análise da legislação infraconstitucional e do reexame de provas na via do recurso extraordinário. 2. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal firmou-se no sentido de que as alegações de afronta aos princípios do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, se dependentes de reexame de normas infraconstitucionais, podem configurar apenas ofensa reflexa à Constituição da República’ (AI nº 594.887/SPAgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia , DJ de 30/11/07). ‘AGRAVO DE INSTRUMENTO - ALEGAÇÃO DE OFENSA AO POSTULADO DA MOTIVAÇÃO DOS ATOS DECISÓRIOS - INOCORRÊNCIA - AUSÊNCIA DE OFENSA DIRETA À CONSTITUIÇÃO - RECURSO IMPROVIDO. O Supremo Tribunal Federal deixou assentado que, em regra, as alegações de desrespeito aos 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5698869. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 13 Relatório AI 840330 AGR / MS postulados da legalidade, do devido processo legal, da motivação dos atos decisórios, do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional podem configurar, quando muito, situações de ofensa meramente reflexa ao texto da Constituição, circunstância essa que impede a utilização do recurso extraordinário. Precedentes’ (AI nº 360.265/RJ-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Celso de Mello, DJ de 20/9/02). Ressalte-se, por fim, que o Plenário deste Supremo Tribunal Federal, em sessão realizada por meio eletrônico, no exame do Agravo de Instrumento nº 800.074/SP, Pleno, Relator o Ministro Gilmar Mendes, concluiu pela ausência da repercussão geral da matéria relativa aos pressupostos de cabimento de mandado de segurança, dada a natureza infraconstitucional do tema. Destaco da manifestação do Relator os seguintes fundamentos: (...) A questão a ser analisada diz respeito ao preenchimento dos requisitos do mandado de segurança. Em que pese à ação mandamental ser um remédio constitucional por excelência, a admissibilidade do writ se relaciona com a Constituição Federal apenas de forma mediata, porque as normas processuais atinentes ao seu cabimento são disciplinadas pela Lei n. 12.016/2009. Ademais, a análise da demonstração do direito líquido e certo ou da existência de prova pré-constituída exige o revolvimento de provas, inviável em sede de recurso extraordinário (DJe de 6/12/10). O referido julgado recebeu a seguinte ementa: ‘Requisitos de admissibilidade. Mandado de segurança. Revisão. Recurso Extraordinário. Não cabimento. Matéria infraconstitucional. Inexistência de repercussão geral.’ 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5698869. Supremo Tribunal Federal AI 840330 AGR / MS postulados da legalidade, do devido processo legal, da motivação dos atos decisórios, do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional podem configurar, quando muito, situações de ofensa meramente reflexa ao texto da Constituição, circunstância essa que impede a utilização do recurso extraordinário. Precedentes’ (AI nº 360.265/RJ-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Celso de Mello, DJ de 20/9/02). Ressalte-se, por fim, que o Plenário deste Supremo Tribunal Federal, em sessão realizada por meio eletrônico, no exame do Agravo de Instrumento nº 800.074/SP, Pleno, Relator o Ministro Gilmar Mendes, concluiu pela ausência da repercussão geral da matéria relativa aos pressupostos de cabimento de mandado de segurança, dada a natureza infraconstitucional do tema. Destaco da manifestação do Relator os seguintes fundamentos: (...) A questão a ser analisada diz respeito ao preenchimento dos requisitos do mandado de segurança. Em que pese à ação mandamental ser um remédio constitucional por excelência, a admissibilidade do writ se relaciona com a Constituição Federal apenas de forma mediata, porque as normas processuais atinentes ao seu cabimento são disciplinadas pela Lei n. 12.016/2009. Ademais, a análise da demonstração do direito líquido e certo ou da existência de prova pré-constituída exige o revolvimento de provas, inviável em sede de recurso extraordinário (DJe de 6/12/10). O referido julgado recebeu a seguinte ementa: ‘Requisitos de admissibilidade. Mandado de segurança. Revisão. Recurso Extraordinário. Não cabimento. Matéria infraconstitucional. Inexistência de repercussão geral.’ 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5698869. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 13 Relatório AI 840330 AGR / MS Ante o exposto, nego provimento ao agravo. Publique-se. “ O agravante aduz, in verbis que “[os] embargos de declaração, ao contrário do entendimento do n. Relator, tem como finalidade completar a decisão quando em seu texto houver omissão, contradição ou obscuridade, conforme ditames do artigo 535 do CPC e não serve para fins exclusivos de prequestionamento referente a dispositivos constitucionais para viabilização de recurso extraordinário... (…) [o] fato do agravante não ter interposto embargos de declaração não enseja o improvimento do presente agravo, pois conforme artigo 535 do CPC, a finalidade do referido recurso é completar a decisão que for omissa, contraditória ou obscura... (...) [no] caso em tela o acórdão recorrido apreciou a matéria suscitada no recurso de apelação, portanto, houve prequestionamento implícito”. É o relatório. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5698869. Supremo Tribunal Federal AI 840330 AGR / MS Ante o exposto, nego provimento ao agravo. Publique-se. “ O agravante aduz, in verbis que “[os] embargos de declaração, ao contrário do entendimento do n. Relator, tem como finalidade completar a decisão quando em seu texto houver omissão, contradição ou obscuridade, conforme ditames do artigo 535 do CPC e não serve para fins exclusivos de prequestionamento referente a dispositivos constitucionais para viabilização de recurso extraordinário... (…) [o] fato do agravante não ter interposto embargos de declaração não enseja o improvimento do presente agravo, pois conforme artigo 535 do CPC, a finalidade do referido recurso é completar a decisão que for omissa, contraditória ou obscura... (...) [no] caso em tela o acórdão recorrido apreciou a matéria suscitada no recurso de apelação, portanto, houve prequestionamento implícito”. É o relatório. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5698869. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 13 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI 18/03/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 840.330 MATO GROSSO DO SUL VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): O inconformismo não merece prosperar. Consoante expresso na decisão agravada, o inciso XXXV do art. 5º da Constituição Federal, apontado como violado no recurso extraordinário, carece do necessário prequestionamento, sendo certo que o acórdão proferido pelo Tribunal de origem não cuidou da referida norma. Ressalte-se, também, que o referido dispositivo não foi objeto dos embargos de declaração opostos pelo recorrente. Incidência das Súmulas nºs 282 e 356/STF. É certo que, para se considerar que houve prequestionamento é necessário que o referido acórdão tenha versado inequivocamente sobre a matéria neles abordada, o que não ocorreu no caso em tela. A tese do prequestionamento implícito não é acolhida pela jurisprudência desta Corte. Nesse sentido: “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Prequestionamento implícito. Inadmissibilidade. Recurso Extraordinário contra acórdão do STJ. Pressupostos de admissibilidade recursal. Análise. Repercussão geral. Ausência. 1. O entendimento da Corte Suprema é no sentido da insubsistência da tese do chamado prequestionamento implícito. 2. O Plenário do Supremo Tribunal Federal, no exame do RE nº 598.365/MG, Relator o Ministro Ayres Britto, concluiu pela ausência de repercussão geral do tema relativo a pressupostos de admissibilidade de recursos da competência de outros tribunais, dado o caráter infraconstitucional da matéria. 3. Agravo regimental não provido.” (ARE 761.180/DF-AgR, Primeira Turma, de minha relatoria, DJe de 25/02/2014) “Agravo regimental no agravo de instrumento. Inadmissibilidade do prequestionamento implícito ou ficto. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5698870. Supremo Tribunal Federal 18/03/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 840.330 MATO GROSSO DO SUL VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): O inconformismo não merece prosperar. Consoante expresso na decisão agravada, o inciso XXXV do art. 5º da Constituição Federal, apontado como violado no recurso extraordinário, carece do necessário prequestionamento, sendo certo que o acórdão proferido pelo Tribunal de origem não cuidou da referida norma. Ressalte-se, também, que o referido dispositivo não foi objeto dos embargos de declaração opostos pelo recorrente. Incidência das Súmulas nºs 282 e 356/STF. É certo que, para se considerar que houve prequestionamento é necessário que o referido acórdão tenha versado inequivocamente sobre a matéria neles abordada, o que não ocorreu no caso em tela. A tese do prequestionamento implícito não é acolhida pela jurisprudência desta Corte. Nesse sentido: “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Prequestionamento implícito. Inadmissibilidade. Recurso Extraordinário contra acórdão do STJ. Pressupostos de admissibilidade recursal. Análise. Repercussão geral. Ausência. 1. O entendimento da Corte Suprema é no sentido da insubsistência da tese do chamado prequestionamento implícito. 2. O Plenário do Supremo Tribunal Federal, no exame do RE nº 598.365/MG, Relator o Ministro Ayres Britto, concluiu pela ausência de repercussão geral do tema relativo a pressupostos de admissibilidade de recursos da competência de outros tribunais, dado o caráter infraconstitucional da matéria. 3. Agravo regimental não provido.” (ARE 761.180/DF-AgR, Primeira Turma, de minha relatoria, DJe de 25/02/2014) “Agravo regimental no agravo de instrumento. Inadmissibilidade do prequestionamento implícito ou ficto. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5698870. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 13 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI AI 840330 AGR / MS Fundamento autônomo e suficiente não atacado. Orientação da súmula 283/STF. Juízo de mera legalidade. Súmula 280/STF. 1. A Corte entende ser inadmissível o prequestionamento implícito ou ficto (RE nº 681.953/DF-AgR, Relator Ministro Celso de Mello, Segunda Turma, DJe de 9/11/12; e AI nº 735.115/RS-AgR, de minha relatoria, Primeira Turma, DJe de 11/5/12). 2. É pacífica a jurisprudência da Corte no sentido de não se admitir recurso extraordinário contra acórdão que contenha fundamento autônomo e suficiente para a manutenção do julgado recorrido que não tenha sido atacado. Orientação da Súmula nº 283/STF. 3. O Tribunal de origem solucionou a controvérsia com base nas normas infraconstitucionais locais, o que inviabiliza a interposição do recurso extraordinário. Incidência do enunciado da Súmula nº 280 da Corte. 4. Agravo regimental não provido” (AI 764.757/SP-AgR, Primeira Turma, de minha relatoria, DJe de 19/12/2013). “Agravo regimental no agravo de instrumento. Processual. Ausência de impugnação de todos fundamentos da decisão agravada. Óbice ao processamento do agravo. Precedentes. Súmula nº 287/STF. Prequestionamento. Ausência. Incidência da Súmula nº 282/STF. 1. Há necessidade de impugnação de todos os fundamentos da decisão agravada, sob pena de se inviabilizar o agravo. Súmula nº 287/STF. 2. Ante a ausência de efetiva apreciação de questão constitucional por parte do Tribunal de origem, incabível o apelo extremo. Inadmissível o prequestionamento implícito ou ficto. Precedentes. Súmula nº 282/STF. 3. Agravo regimental.” (AI 763.915/RJ-AgR, Primeira Turma, de minha relatoria, DJe de 07/05/2013). Ressalte-se, outrossim, que a jurisprudência desta Corte é pacífica no sentido de que, se a ofensa à Constituição surgir com a prolação do acórdão recorrido, é necessário opor embargos declaratórios que permitam ao Tribunal de origem apreciar o ponto sob o ângulo constitucional. Sobre o tema, anotem-se os seguintes julgados: 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5698870. Supremo Tribunal Federal AI 840330 AGR / MS Fundamento autônomo e suficiente não atacado. Orientação da súmula 283/STF. Juízo de mera legalidade. Súmula 280/STF. 1. A Corte entende ser inadmissível o prequestionamento implícito ou ficto (RE nº 681.953/DF-AgR, Relator Ministro Celso de Mello, Segunda Turma, DJe de 9/11/12; e AI nº 735.115/RS-AgR, de minha relatoria, Primeira Turma, DJe de 11/5/12). 2. É pacífica a jurisprudência da Corte no sentido de não se admitir recurso extraordinário contra acórdão que contenha fundamento autônomo e suficiente para a manutenção do julgado recorrido que não tenha sido atacado. Orientação da Súmula nº 283/STF. 3. O Tribunal de origem solucionou a controvérsia com base nas normas infraconstitucionais locais, o que inviabiliza a interposição do recurso extraordinário. Incidência do enunciado da Súmula nº 280 da Corte. 4. Agravo regimental não provido” (AI 764.757/SP-AgR, Primeira Turma, de minha relatoria, DJe de 19/12/2013). “Agravo regimental no agravo de instrumento. Processual. Ausência de impugnação de todos fundamentos da decisão agravada. Óbice ao processamento do agravo. Precedentes. Súmula nº 287/STF. Prequestionamento. Ausência. Incidência da Súmula nº 282/STF. 1. Há necessidade de impugnação de todos os fundamentos da decisão agravada, sob pena de se inviabilizar o agravo. Súmula nº 287/STF. 2. Ante a ausência de efetiva apreciação de questão constitucional por parte do Tribunal de origem, incabível o apelo extremo. Inadmissível o prequestionamento implícito ou ficto. Precedentes. Súmula nº 282/STF. 3. Agravo regimental.” (AI 763.915/RJ-AgR, Primeira Turma, de minha relatoria, DJe de 07/05/2013). Ressalte-se, outrossim, que a jurisprudência desta Corte é pacífica no sentido de que, se a ofensa à Constituição surgir com a prolação do acórdão recorrido, é necessário opor embargos declaratórios que permitam ao Tribunal de origem apreciar o ponto sob o ângulo constitucional. Sobre o tema, anotem-se os seguintes julgados: 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5698870. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 13 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI AI 840330 AGR / MS “CONSTITUCIONAL. PROCESSUAL CIVIL. FALTA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULA 282 E 356 DO STF. INTERPRETAÇÃO DE CLÁUSULAS CONTRATUAIS. SÚMULA 454. I - Falta de prequestionamento da questão constitucional suscitada. Incidência da Súmula 282 e 356 do STF. II - Não se presta o recurso extraordinário à apreciação de cláusulas contratuais. Incidência da Súmula 454 do STF. III - Agravo regimental improvido” (AI nº 594.612/RJ-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 19/12/07). “Agravo regimental em recurso extraordinário. 2. Alegação de ofensa ao art. 5º, LXIX e 97, da Carta Magna. Ausência de prequestionamento. Caso a violação à Constituição surja no julgamento do acórdão recorrido, torna-se indispensável à oposição dos embargos de declaração. 3. Agravo regimental a que se nega provimento” (RE nº 411.859/AL-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJ de 3/3/06). Por outro lado, a jurisprudência desta Corte está consolidada no sentido de que a afronta aos princípios do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando depende, para ser reconhecida como tal, da análise de normas infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição da República, o que não enseja reexame da questão em recurso extraordinário. Nesse sentido, anote-se: “AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. ALEGADA VIOLAÇÃO AOS ARTS. 5º, XXXV, LV, DA CONSTITUIÇÃO. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. AGRAVO IMPROVIDO. I - A jurisprudência desta Corte fixou-se no sentido de que a afronta aos princípios constitucionais da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5698870. Supremo Tribunal Federal AI 840330 AGR / MS “CONSTITUCIONAL. PROCESSUAL CIVIL. FALTA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULA 282 E 356 DO STF. INTERPRETAÇÃO DE CLÁUSULAS CONTRATUAIS. SÚMULA 454. I - Falta de prequestionamento da questão constitucional suscitada. Incidência da Súmula 282 e 356 do STF. II - Não se presta o recurso extraordinário à apreciação de cláusulas contratuais. Incidência da Súmula 454 do STF. III - Agravo regimental improvido” (AI nº 594.612/RJ-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 19/12/07). “Agravo regimental em recurso extraordinário. 2. Alegação de ofensa ao art. 5º, LXIX e 97, da Carta Magna. Ausência de prequestionamento. Caso a violação à Constituição surja no julgamento do acórdão recorrido, torna-se indispensável à oposição dos embargos de declaração. 3. Agravo regimental a que se nega provimento” (RE nº 411.859/AL-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJ de 3/3/06). Por outro lado, a jurisprudência desta Corte está consolidada no sentido de que a afronta aos princípios do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando depende, para ser reconhecida como tal, da análise de normas infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição da República, o que não enseja reexame da questão em recurso extraordinário. Nesse sentido, anote-se: “AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. ALEGADA VIOLAÇÃO AOS ARTS. 5º, XXXV, LV, DA CONSTITUIÇÃO. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. AGRAVO IMPROVIDO. I - A jurisprudência desta Corte fixou-se no sentido de que a afronta aos princípios constitucionais da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5698870. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 13 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI AI 840330 AGR / MS da coisa julgada e da prestação jurisdicional, se dependente de reexame prévio de normas infraconstitucionais, seria indireta ou reflexa. Precedentes. II - Agravo regimental improvido” (AI nº 821.029/SP-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 4/3/11). “PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. CERCEAMENTO DE DEFESA. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL OFENSA INDIRETA À CONSTITUIÇÃO. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. 1. A jurisprudência deste Supremo Tribunal Federal firmou-se no sentido de que as alegações de afronta aos princípios do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, entre outros, configuram ofensa reflexa à Constituição da República. Precedentes. 2. Agravo Regimental desprovido” (AI nº 643.654/RJ-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 22/6/07). Reafirmo, por fim, que Plenário desta Corte, no exame do AI nº 800.074/SP, Relator o Ministro Gilmar Mendes, concluiu pela ausência de repercussão geral do tema relativo ao preenchimento dos requisitos de admissibilidade do mandado de segurança, dado o caráter infraconstitucional da matéria. Sobre o tema, anote-se: “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO OPOSTOS DE DECISÃO MONOCRÁTICA. CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. PROCESSUAL CIVIL. MANDADO DE SEGURANÇA. REQUISITO DE ADMISSIBILIDADE. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. INEXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. AGRAVO IMPROVIDO. I Os Ministros desta Corte, no AI 800.074-RG/SP, Rel. Min. Gilmar Mendes, manifestaram-se pela inexistência de repercussão geral do tema relativo ao preenchimento dos requisitos de admissibilidade do mandado de segurança, por não se tratar de 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5698870. Supremo Tribunal Federal AI 840330 AGR / MS da coisa julgada e da prestação jurisdicional, se dependente de reexame prévio de normas infraconstitucionais, seria indireta ou reflexa. Precedentes. II - Agravo regimental improvido” (AI nº 821.029/SP-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 4/3/11). “PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. CERCEAMENTO DE DEFESA. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL OFENSA INDIRETA À CONSTITUIÇÃO. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. 1. A jurisprudência deste Supremo Tribunal Federal firmou-se no sentido de que as alegações de afronta aos princípios do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, entre outros, configuram ofensa reflexa à Constituição da República. Precedentes. 2. Agravo Regimental desprovido” (AI nº 643.654/RJ-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 22/6/07). Reafirmo, por fim, que Plenário desta Corte, no exame do AI nº 800.074/SP, Relator o Ministro Gilmar Mendes, concluiu pela ausência de repercussão geral do tema relativo ao preenchimento dos requisitos de admissibilidade do mandado de segurança, dado o caráter infraconstitucional da matéria. Sobre o tema, anote-se: “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO OPOSTOS DE DECISÃO MONOCRÁTICA. CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. PROCESSUAL CIVIL. MANDADO DE SEGURANÇA. REQUISITO DE ADMISSIBILIDADE. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. INEXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. AGRAVO IMPROVIDO. I Os Ministros desta Corte, no AI 800.074-RG/SP, Rel. Min. Gilmar Mendes, manifestaram-se pela inexistência de repercussão geral do tema relativo ao preenchimento dos requisitos de admissibilidade do mandado de segurança, por não se tratar de 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5698870. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 13 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI AI 840330 AGR / MS matéria constitucional. II Agravo regimental improvido” (ARE nº 702.026/SP-ED-segundos, Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 12/4/13). “RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO (LEI Nº 12.322/2010) REQUISITOS DE ADMISSIBILIDADE DO MANDADO DE SEGURANÇA ALEGADA VIOLAÇÃO A PRECEITOS INSCRITOS NA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA AUSÊNCIA DE OFENSA DIRETA À CONSTITUIÇÃO CONTROVÉRSIA SUSCITADA NO AI 800.074-RG/SP MATÉRIA A CUJO RESPEITO NÃO SE RECONHECEU A EXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO” (ARE nº 730.004/ES- AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Celso de Mello, DJe de 1º/4/13). “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. CABIMENTO DE MANDADO DE SEGURANÇA. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. REPERCUSSÃO GERAL REJEITADA. 1. A controvérsia em que se discute o cabimento de mandado de segurança, em face de seus específicos pressupostos de admissibilidade, já restou analisada no AI 800.074RG, da relatoria do Min. Gilmar Mendes, DJe de 06/12/10, em que o Plenário desta Corte decidiu rejeitar sua repercussão geral, uma vez que a matéria está restrita a análise de norma infraconstitucional. 2. In casu, o acórdão originariamente recorrido indeferiu a inicial do mandado de segurança impetrado pelo ora recorrente, com fulcro no artigo 10 da Lei nº 12.016/2009, extinguindo o processo, sem resolução de mérito. 3. Agravo regimental desprovido” (AI nº 841.801/MG-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 5/9/12). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. CABIMENTO DE MANDADO DE SEGURANÇA EM 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5698870. Supremo Tribunal Federal AI 840330 AGR / MS matéria constitucional. II Agravo regimental improvido” (ARE nº 702.026/SP-ED-segundos, Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 12/4/13). “RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO (LEI Nº 12.322/2010) REQUISITOS DE ADMISSIBILIDADE DO MANDADO DE SEGURANÇA ALEGADA VIOLAÇÃO A PRECEITOS INSCRITOS NA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA AUSÊNCIA DE OFENSA DIRETA À CONSTITUIÇÃO CONTROVÉRSIA SUSCITADA NO AI 800.074-RG/SP MATÉRIA A CUJO RESPEITO NÃO SE RECONHECEU A EXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO” (ARE nº 730.004/ES- AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Celso de Mello, DJe de 1º/4/13). “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. CABIMENTO DE MANDADO DE SEGURANÇA. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. REPERCUSSÃO GERAL REJEITADA. 1. A controvérsia em que se discute o cabimento de mandado de segurança, em face de seus específicos pressupostos de admissibilidade, já restou analisada no AI 800.074RG, da relatoria do Min. Gilmar Mendes, DJe de 06/12/10, em que o Plenário desta Corte decidiu rejeitar sua repercussão geral, uma vez que a matéria está restrita a análise de norma infraconstitucional. 2. In casu, o acórdão originariamente recorrido indeferiu a inicial do mandado de segurança impetrado pelo ora recorrente, com fulcro no artigo 10 da Lei nº 12.016/2009, extinguindo o processo, sem resolução de mérito. 3. Agravo regimental desprovido” (AI nº 841.801/MG-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 5/9/12). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. CABIMENTO DE MANDADO DE SEGURANÇA EM 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5698870. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 13 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI AI 840330 AGR / MS TRIBUNAL DIVERSO. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL (AI 800.074, PLENÁRIO VIRTUAL, DJE 6.12.2010). AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (ARE nº 665.003/RJ-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 14/3/12). “AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. CABIMENTO DE MANDADO DE SEGURANÇA. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. 1. Questão restrita ao âmbito infraconstitucional, que não enseja apreciação em recurso extraordinário. 2. De mais a mais, ao analisar AI 800.074, sob a relatoria do ministro Gilmar Mendes, o Supremo Tribunal Federal assentou a ausência de repercussão geral do tema versado nestes autos, ante o seu caráter eminentemente infraconstitucional. 3. Agravo regimental desprovido” (AI nº 827.402/SP-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Ayres Britto, DJe de 22/6/11). Nego provimento ao agravo regimental. 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5698870. Supremo Tribunal Federal AI 840330 AGR / MS TRIBUNAL DIVERSO. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL (AI 800.074, PLENÁRIO VIRTUAL, DJE 6.12.2010). AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (ARE nº 665.003/RJ-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 14/3/12). “AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. CABIMENTO DE MANDADO DE SEGURANÇA. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. 1. Questão restrita ao âmbito infraconstitucional, que não enseja apreciação em recurso extraordinário. 2. De mais a mais, ao analisar AI 800.074, sob a relatoria do ministro Gilmar Mendes, o Supremo Tribunal Federal assentou a ausência de repercussão geral do tema versado nestes autos, ante o seu caráter eminentemente infraconstitucional. 3. Agravo regimental desprovido” (AI nº 827.402/SP-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Ayres Britto, DJe de 22/6/11). Nego provimento ao agravo regimental. 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5698870. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 13 Extrato de Ata - 18/03/2014 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 840.330 PROCED. : MATO GROSSO DO SUL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : EVALDO SALLES ADV.(A/S) : MÁRIO SÉRGIO ROSA AGDO.(A/S) : ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL INTDO.(A/S) : COMANDANTE-GERAL DO CORPO DE BOMBEIROS MILITAR DO ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 18.3.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 5545549 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 840.330 PROCED. : MATO GROSSO DO SUL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : EVALDO SALLES ADV.(A/S) : MÁRIO SÉRGIO ROSA AGDO.(A/S) : ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL INTDO.(A/S) : COMANDANTE-GERAL DO CORPO DE BOMBEIROS MILITAR DO ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 18.3.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 5545549 Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 13
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=5717399
2014-03-18T00:00:00
2014-04-28T00:00:00
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 18.3.2014.
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO
EMENTA Agravo regimental no agravo de instrumento. Artigo 5º, inciso XXXV, da Constituição Federal. Prequestionamento. Ausência. Ofensa reflexa. Mandado de segurança. Requisitos de admissibilidade. Precedentes. 1. Não se admite o recurso extraordinário quando o dispositivo constitucional que nele se alega violado não está devidamente prequestionado. Incidência das Súmulas nºs 282 e 356/STF. 2. A afronta aos princípios do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando depende, para ser reconhecida como tal, da análise de normas infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição da República. 3. O Plenário da Corte no exame do AI nº 800.074/SP, Relator o Ministro Gilmar Mendes, concluiu pela ausência de repercussão geral do tema relativo ao preenchimento dos requisitos de admissibilidade do mandado de segurança, dado o caráter infraconstitucional da matéria. 4. Agravo regimental não provido.
sjur261934
- Acórdão(s) citado(s): (PREQUESTIONAMENTO) RE 411859 AgR (2ªT), AI 594612 AgR (1ªT), AI 763915 AgR (1ªT), AI 764757 AgR (1ªT), ARE 761180 AgR (1ªT). (OFENSA REFLEXA) AI 643654 AgR (1ªT), AI 821029 AgR (1ªT). (REQUISITOS, MANDADO DE SEGURANÇA) AI 800074 RG, AI 827402 AgR (2ªT), AI 841801 AgR (1ªT), ARE 665003 AgR (1ªT), ARE 730004 AgR (2ªT). Número de páginas: 13. Análise: 02/05/2014, BRU.
DIAS TOFFOLI
Primeira Turma
840330
[ "LEG-FED SUMSTF-000282 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000356 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
AI-AgR
acordaos
AI 840330 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : EVALDO SALLES ADV.(A/S) : MÁRIO SÉRGIO ROSA AGDO.(A/S) : ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL INTDO.(A/S) : COMANDANTE-GERAL DO CORPO DE BOMBEIROS MILITAR DO ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL
[ "" ]
Ementa e Acórdão 18/03/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 840.330 MATO GROSSO DO SUL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :EVALDO SALLES ADV.(A/S) :MÁRIO SÉRGIO ROSA AGDO.(A/S) :ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL INTDO.(A/S) :COMANDANTE-GERAL DO CORPO DE BOMBEIROS MILITAR DO ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL EMENTA Agravo regimental no agravo de instrumento. Artigo 5..., inciso XXXV, da Constituição Federal. Prequestionamento. Ausência. Ofensa reflexa. Mandado de segurança. Requisitos de admissibilidade. Precedentes. 1. Não se admite o recurso extraordinário quando o dispositivo constitucional que nele se alega violado não está devidamente prequestionado. Incidência das Súmulas ns 282 e 356/Supremo Tribunal Federal. 2. A afronta aos princípios do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando depende, para ser reconhecida como tal, da análise de normas infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição da República. 3. O Plenário da Corte no exame do AI n 800.074/SP, Relator o Ministro Gilmar Mendes, concluiu pela ausência de repercussão geral do tema relativo ao preenchimento dos requisitos de admissibilidade do mandado de segurança, dado o caráter infraconstitucional da matéria. 4. Agravo regimental não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5698872. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 13 Ementa e Acórdão AI 840330 AGR / MS Senhor Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 18 de março de 2014. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5698872. Supremo Tribunal Federal AI 840330 AGR / MS Senhor Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 18 de março de 2014. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5698872. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 13 Relatório 18/03/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 840.330 MATO GROSSO DO SUL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :EVALDO SALLES ADV.(A/S) :MÁRIO SÉRGIO ROSA AGDO.(A/S) :ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL INTDO.(A/S) :COMANDANTE-GERAL DO CORPO DE BOMBEIROS MILITAR DO ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Evaldo Salles interpõe tempestivo agravo regimental contra decisão mediante a qual neguei provimento ao agravo de instrumento, com a seguinte fundamentação: “Vistos. (...) Decido. Anote-se, inicialmente, que o recurso extraordinário foi interposto contra acórdão publicado após 3/5/07, quando já era plenamente exigível a demonstração da repercussão geral da matéria constitucional objeto do recurso, conforme decidido na Questão de Ordem no Agravo de Instrumento n 664.567/RS, Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 6/9/07. Todavia, apesar da petição recursal haver trazido a preliminar sobre o tema, não é de se proceder ao exame de sua existência, uma vez que, nos termos do artigo 323 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, com a redação introduzida pela Emenda Regimental n 21/07, primeira parte, o procedimento acerca da existência da repercussão geral somente ocorrerá quando não for o caso de inadmissibilidade do recurso por outra razão. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5698869. Supremo Tribunal Federal 18/03/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 840.330 MATO GROSSO DO SUL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :EVALDO SALLES ADV.(A/S) :MÁRIO SÉRGIO ROSA AGDO.(A/S) :ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL INTDO.(A/S) :COMANDANTE-GERAL DO CORPO DE BOMBEIROS MILITAR DO ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Evaldo Salles interpõe tempestivo agravo regimental contra decisão mediante a qual neguei provimento ao agravo de instrumento, com a seguinte fundamentação: “Vistos. (...) Decido. Anote-se, inicialmente, que o recurso extraordinário foi interposto contra acórdão publicado após 3/5/07, quando já era plenamente exigível a demonstração da repercussão geral da matéria constitucional objeto do recurso, conforme decidido na Questão de Ordem no Agravo de Instrumento n 664.567/RS, Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 6/9/07. Todavia, apesar da petição recursal haver trazido a preliminar sobre o tema, não é de se proceder ao exame de sua existência, uma vez que, nos termos do artigo 323 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, com a redação introduzida pela Emenda Regimental n 21/07, primeira parte, o procedimento acerca da existência da repercussão geral somente ocorrerá quando não for o caso de inadmissibilidade do recurso por outra razão. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5698869. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 13 Relatório AI 840330 AGR / MS A irresignação não merece prosperar, haja vista que o dispositivo constitucional indicado como violado no recurso extraordinário carece do necessário prequestionamento, sendo certo que não foram opostos embargos de declaração para sanar eventual omissão no acórdão recorrido. Incidem na espécie as Súmulas ns 282 e 356 desta Corte. Ademais, a jurisprudência desta Corte está consolidada no sentido de que as alegações de afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, se dependentes de reexame de normas infraconstitucionais, podem configurar apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal, o que não enseja reexame em recurso extraordinário. Nesse sentido: ‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. AÇÃO DE COBRANÇA. DESPESAS CONDOMINIAIS. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. 1. Impossibilidade da análise da legislação infraconstitucional e do reexame de provas na via do recurso extraordinário. 2. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal firmou-se no sentido de que as alegações de afronta aos princípios do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, se dependentes de reexame de normas infraconstitucionais, podem configurar apenas ofensa reflexa à Constituição da República’ (AI n 594.887/SPAgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia , DJ de 30/11/07). ‘AGRAVO DE INSTRUMENTO - ALEGAÇÃO DE OFENSA AO POSTULADO DA MOTIVAÇÃO DOS ATOS DECISÓRIOS - INOCORRÊNCIA - AUSÊNCIA DE OFENSA DIRETA À CONSTITUIÇÃO - RECURSO IMPROVIDO. O Supremo Tribunal Federal deixou assentado que, em regra, as alegações de desrespeito aos 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5698869. Supremo Tribunal Federal AI 840330 AGR / MS A irresignação não merece prosperar, haja vista que o dispositivo constitucional indicado como violado no recurso extraordinário carece do necessário prequestionamento, sendo certo que não foram opostos embargos de declaração para sanar eventual omissão no acórdão recorrido. Incidem na espécie as Súmulas ns 282 e 356 desta Corte. Ademais, a jurisprudência desta Corte está consolidada no sentido de que as alegações de afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, se dependentes de reexame de normas infraconstitucionais, podem configurar apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal, o que não enseja reexame em recurso extraordinário. Nesse sentido: ‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. AÇÃO DE COBRANÇA. DESPESAS CONDOMINIAIS. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. 1. Impossibilidade da análise da legislação infraconstitucional e do reexame de provas na via do recurso extraordinário. 2. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal firmou-se no sentido de que as alegações de afronta aos princípios do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, se dependentes de reexame de normas infraconstitucionais, podem configurar apenas ofensa reflexa à Constituição da República’ (AI n 594.887/SPAgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia , DJ de 30/11/07). ‘AGRAVO DE INSTRUMENTO - ALEGAÇÃO DE OFENSA AO POSTULADO DA MOTIVAÇÃO DOS ATOS DECISÓRIOS - INOCORRÊNCIA - AUSÊNCIA DE OFENSA DIRETA À CONSTITUIÇÃO - RECURSO IMPROVIDO. O Supremo Tribunal Federal deixou assentado que, em regra, as alegações de desrespeito aos 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5698869. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 13 Relatório AI 840330 AGR / MS postulados da legalidade, do devido processo legal, da motivação dos atos decisórios, do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional podem configurar, quando muito, situações de ofensa meramente reflexa ao texto da Constituição, circunstância essa que impede a utilização do recurso extraordinário. Precedentes’ (AI n 360.265/RJ-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Celso de Mello, DJ de 20/9/02). Ressalte-se, por fim, que o Plenário deste Supremo Tribunal Federal, em sessão realizada por meio eletrônico, no exame do Agravo de Instrumento n 800.074/SP, Pleno, Relator o Ministro Gilmar Mendes, concluiu pela ausência da repercussão geral da matéria relativa aos pressupostos de cabimento de mandado de segurança, dada a natureza infraconstitucional do tema. Destaco da manifestação do Relator os seguintes fundamentos: (...) A questão a ser analisada diz respeito ao preenchimento dos requisitos do mandado de segurança. Em que pese à ação mandamental ser um remédio constitucional por excelência, a admissibilidade do writ se relaciona com a Constituição Federal apenas de forma mediata, porque as normas processuais atinentes ao seu cabimento são disciplinadas pela Lei n. 12.016/2009. Ademais, a análise da demonstração do direito líquido e certo ou da existência de prova pré-constituída exige o revolvimento de provas, inviável em sede de recurso extraordinário (DJe de 6/12/10). O referido julgado recebeu a seguinte ementa: ‘Requisitos de admissibilidade. Mandado de segurança. Revisão. Recurso Extraordinário. Não cabimento. Matéria infraconstitucional. Inexistência de repercussão geral.’ 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5698869. Supremo Tribunal Federal AI 840330 AGR / MS postulados da legalidade, do devido processo legal, da motivação dos atos decisórios, do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional podem configurar, quando muito, situações de ofensa meramente reflexa ao texto da Constituição, circunstância essa que impede a utilização do recurso extraordinário. Precedentes’ (AI n 360.265/RJ-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Celso de Mello, DJ de 20/9/02). Ressalte-se, por fim, que o Plenário deste Supremo Tribunal Federal, em sessão realizada por meio eletrônico, no exame do Agravo de Instrumento n 800.074/SP, Pleno, Relator o Ministro Gilmar Mendes, concluiu pela ausência da repercussão geral da matéria relativa aos pressupostos de cabimento de mandado de segurança, dada a natureza infraconstitucional do tema. Destaco da manifestação do Relator os seguintes fundamentos: (...) A questão a ser analisada diz respeito ao preenchimento dos requisitos do mandado de segurança. Em que pese à ação mandamental ser um remédio constitucional por excelência, a admissibilidade do writ se relaciona com a Constituição Federal apenas de forma mediata, porque as normas processuais atinentes ao seu cabimento são disciplinadas pela Lei n. 12.016/2009. Ademais, a análise da demonstração do direito líquido e certo ou da existência de prova pré-constituída exige o revolvimento de provas, inviável em sede de recurso extraordinário (DJe de 6/12/10). O referido julgado recebeu a seguinte ementa: ‘Requisitos de admissibilidade. Mandado de segurança. Revisão. Recurso Extraordinário. Não cabimento. Matéria infraconstitucional. Inexistência de repercussão geral.’ 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5698869. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 13 Relatório AI 840330 AGR / MS Ante o exposto, nego provimento ao agravo. Publique-se. “ O agravante aduz, in verbis que “[os] embargos de declaração, ao contrário do entendimento do n. Relator, tem como finalidade completar a decisão quando em seu texto houver omissão, contradição ou obscuridade, conforme ditames do artigo 535 do Código de Processo Civil e não serve para fins exclusivos de prequestionamento referente a dispositivos constitucionais para viabilização de recurso extraordinário... (…) [o] fato do agravante não ter interposto embargos de declaração não enseja o improvimento do presente agravo, pois conforme artigo 535 do Código de Processo Civil, a finalidade do referido recurso é completar a decisão que for omissa, contraditória ou obscura... (...) [no] caso em tela o acórdão recorrido apreciou a matéria suscitada no recurso de apelação, portanto, houve prequestionamento implícito”. É o relatório. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5698869. Supremo Tribunal Federal AI 840330 AGR / MS Ante o exposto, nego provimento ao agravo. Publique-se. “ O agravante aduz, in verbis que “[os] embargos de declaração, ao contrário do entendimento do n. Relator, tem como finalidade completar a decisão quando em seu texto houver omissão, contradição ou obscuridade, conforme ditames do artigo 535 do Código de Processo Civil e não serve para fins exclusivos de prequestionamento referente a dispositivos constitucionais para viabilização de recurso extraordinário... (…) [o] fato do agravante não ter interposto embargos de declaração não enseja o improvimento do presente agravo, pois conforme artigo 535 do Código de Processo Civil, a finalidade do referido recurso é completar a decisão que for omissa, contraditória ou obscura... (...) [no] caso em tela o acórdão recorrido apreciou a matéria suscitada no recurso de apelação, portanto, houve prequestionamento implícito”. É o relatório. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5698869. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 13 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI 18/03/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 840.330 MATO GROSSO DO SUL VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): O inconformismo não merece prosperar. Consoante expresso na decisão agravada, o inciso XXXV do art. 5... da Constituição Federal, apontado como violado no recurso extraordinário, carece do necessário prequestionamento, sendo certo que o acórdão proferido pelo Tribunal de origem não cuidou da referida norma. Ressalte-se, também, que o referido dispositivo não foi objeto dos embargos de declaração opostos pelo recorrente. Incidência das Súmulas ns 282 e 356/Supremo Tribunal Federal. É certo que, para se considerar que houve prequestionamento é necessário que o referido acórdão tenha versado inequivocamente sobre a matéria neles abordada, o que não ocorreu no caso em tela. A tese do prequestionamento implícito não é acolhida pela jurisprudência desta Corte. Nesse sentido: “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Prequestionamento implícito. Inadmissibilidade. Recurso Extraordinário contra acórdão do Superior Tribunal de Justiça. Pressupostos de admissibilidade recursal. Análise. Repercussão geral. Ausência. 1. O entendimento da Corte Suprema é no sentido da insubsistência da tese do chamado prequestionamento implícito. 2. O Plenário do Supremo Tribunal Federal, no exame do Recurso Extraordinário n 598.365/MG, Relator o Ministro Ayres Britto, concluiu pela ausência de repercussão geral do tema relativo a pressupostos de admissibilidade de recursos da competência de outros tribunais, dado o caráter infraconstitucional da matéria. 3. Agravo regimental não provido.” (ARE 761.180/DF-AgR, Primeira Turma, de minha relatoria, DJe de 25/02/2014) “Agravo regimental no agravo de instrumento. Inadmissibilidade do prequestionamento implícito ou ficto. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5698870. Supremo Tribunal Federal 18/03/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 840.330 MATO GROSSO DO SUL VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): O inconformismo não merece prosperar. Consoante expresso na decisão agravada, o inciso XXXV do art. 5... da Constituição Federal, apontado como violado no recurso extraordinário, carece do necessário prequestionamento, sendo certo que o acórdão proferido pelo Tribunal de origem não cuidou da referida norma. Ressalte-se, também, que o referido dispositivo não foi objeto dos embargos de declaração opostos pelo recorrente. Incidência das Súmulas ns 282 e 356/Supremo Tribunal Federal. É certo que, para se considerar que houve prequestionamento é necessário que o referido acórdão tenha versado inequivocamente sobre a matéria neles abordada, o que não ocorreu no caso em tela. A tese do prequestionamento implícito não é acolhida pela jurisprudência desta Corte. Nesse sentido: “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Prequestionamento implícito. Inadmissibilidade. Recurso Extraordinário contra acórdão do Superior Tribunal de Justiça. Pressupostos de admissibilidade recursal. Análise. Repercussão geral. Ausência. 1. O entendimento da Corte Suprema é no sentido da insubsistência da tese do chamado prequestionamento implícito. 2. O Plenário do Supremo Tribunal Federal, no exame do Recurso Extraordinário n 598.365/MG, Relator o Ministro Ayres Britto, concluiu pela ausência de repercussão geral do tema relativo a pressupostos de admissibilidade de recursos da competência de outros tribunais, dado o caráter infraconstitucional da matéria. 3. Agravo regimental não provido.” (ARE 761.180/DF-AgR, Primeira Turma, de minha relatoria, DJe de 25/02/2014) “Agravo regimental no agravo de instrumento. Inadmissibilidade do prequestionamento implícito ou ficto. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5698870. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 13 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI AI 840330 AGR / MS Fundamento autônomo e suficiente não atacado. Orientação da súmula 283/Supremo Tribunal Federal. Juízo de mera legalidade. Súmula 280/Supremo Tribunal Federal. 1. A Corte entende ser inadmissível o prequestionamento implícito ou ficto (Recurso Extraordinário n 681.953/DF-AgR, Relator Ministro Celso de Mello, Segunda Turma, DJe de 9/11/12; e AI n 735.115/RS-AgR, de minha relatoria, Primeira Turma, DJe de 11/5/12). 2. É pacífica a jurisprudência da Corte no sentido de não se admitir recurso extraordinário contra acórdão que contenha fundamento autônomo e suficiente para a manutenção do julgado recorrido que não tenha sido atacado. Orientação da Súmula n 283/Supremo Tribunal Federal. 3. O Tribunal de origem solucionou a controvérsia com base nas normas infraconstitucionais locais, o que inviabiliza a interposição do recurso extraordinário. Incidência do enunciado da Súmula n 280 da Corte. 4. Agravo regimental não provido” (AI 764.757/SP-AgR, Primeira Turma, de minha relatoria, DJe de 19/12/2013). “Agravo regimental no agravo de instrumento. Processual. Ausência de impugnação de todos fundamentos da decisão agravada. Óbice ao processamento do agravo. Precedentes. Súmula n 287/Supremo Tribunal Federal. Prequestionamento. Ausência. Incidência da Súmula n 282/Supremo Tribunal Federal. 1. Há necessidade de impugnação de todos os fundamentos da decisão agravada, sob pena de se inviabilizar o agravo. Súmula n 287/Supremo Tribunal Federal. 2. Ante a ausência de efetiva apreciação de questão constitucional por parte do Tribunal de origem, incabível o apelo extremo. Inadmissível o prequestionamento implícito ou ficto. Precedentes. Súmula n 282/Supremo Tribunal Federal. 3. Agravo regimental.” (AI 763.915/RJ-AgR, Primeira Turma, de minha relatoria, DJe de 07/05/2013). Ressalte-se, outrossim, que a jurisprudência desta Corte é pacífica no sentido de que, se a ofensa à Constituição surgir com a prolação do acórdão recorrido, é necessário opor embargos declaratórios que permitam ao Tribunal de origem apreciar o ponto sob o ângulo constitucional. Sobre o tema, anotem-se os seguintes julgados: 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5698870. Supremo Tribunal Federal AI 840330 AGR / MS Fundamento autônomo e suficiente não atacado. Orientação da súmula 283/Supremo Tribunal Federal. Juízo de mera legalidade. Súmula 280/Supremo Tribunal Federal. 1. A Corte entende ser inadmissível o prequestionamento implícito ou ficto (Recurso Extraordinário n 681.953/DF-AgR, Relator Ministro Celso de Mello, Segunda Turma, DJe de 9/11/12; e AI n 735.115/RS-AgR, de minha relatoria, Primeira Turma, DJe de 11/5/12). 2. É pacífica a jurisprudência da Corte no sentido de não se admitir recurso extraordinário contra acórdão que contenha fundamento autônomo e suficiente para a manutenção do julgado recorrido que não tenha sido atacado. Orientação da Súmula n 283/Supremo Tribunal Federal. 3. O Tribunal de origem solucionou a controvérsia com base nas normas infraconstitucionais locais, o que inviabiliza a interposição do recurso extraordinário. Incidência do enunciado da Súmula n 280 da Corte. 4. Agravo regimental não provido” (AI 764.757/SP-AgR, Primeira Turma, de minha relatoria, DJe de 19/12/2013). “Agravo regimental no agravo de instrumento. Processual. Ausência de impugnação de todos fundamentos da decisão agravada. Óbice ao processamento do agravo. Precedentes. Súmula n 287/Supremo Tribunal Federal. Prequestionamento. Ausência. Incidência da Súmula n 282/Supremo Tribunal Federal. 1. Há necessidade de impugnação de todos os fundamentos da decisão agravada, sob pena de se inviabilizar o agravo. Súmula n 287/Supremo Tribunal Federal. 2. Ante a ausência de efetiva apreciação de questão constitucional por parte do Tribunal de origem, incabível o apelo extremo. Inadmissível o prequestionamento implícito ou ficto. Precedentes. Súmula n 282/Supremo Tribunal Federal. 3. Agravo regimental.” (AI 763.915/RJ-AgR, Primeira Turma, de minha relatoria, DJe de 07/05/2013). Ressalte-se, outrossim, que a jurisprudência desta Corte é pacífica no sentido de que, se a ofensa à Constituição surgir com a prolação do acórdão recorrido, é necessário opor embargos declaratórios que permitam ao Tribunal de origem apreciar o ponto sob o ângulo constitucional. Sobre o tema, anotem-se os seguintes julgados: 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5698870. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 13 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI AI 840330 AGR / MS “CONSTITUCIONAL. PROCESSUAL CIVIL. FALTA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULA 282 E 356 DO Supremo Tribunal Federal. INTERPRETAÇÃO DE CLÁUSULAS CONTRATUAIS. SÚMULA 454. I - Falta de prequestionamento da questão constitucional suscitada. Incidência da Súmula 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal. II - Não se presta o recurso extraordinário à apreciação de cláusulas contratuais. Incidência da Súmula 454 do Supremo Tribunal Federal. III - Agravo regimental improvido” (AI n 594.612/RJ-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 19/12/07). “Agravo regimental em recurso extraordinário. 2. Alegação de ofensa ao art. 5..., LXIX e 97, da Carta Magna. Ausência de prequestionamento. Caso a violação à Constituição surja no julgamento do acórdão recorrido, torna-se indispensável à oposição dos embargos de declaração. 3. Agravo regimental a que se nega provimento” (Recurso Extraordinário n 411.859/AL-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJ de 3/3/06). Por outro lado, a jurisprudência desta Corte está consolidada no sentido de que a afronta aos princípios do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando depende, para ser reconhecida como tal, da análise de normas infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição da República, o que não enseja reexame da questão em recurso extraordinário. Nesse sentido, anote-se: “AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. ALEGADA VIOLAÇÃO AOS ARTS. 5..., XXXV, LV, DA CONSTITUIÇÃO. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. AGRAVO IMPROVIDO. I - A jurisprudência desta Corte fixou-se no sentido de que a afronta aos princípios constitucionais da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5698870. Supremo Tribunal Federal AI 840330 AGR / MS “CONSTITUCIONAL. PROCESSUAL CIVIL. FALTA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULA 282 E 356 DO Supremo Tribunal Federal. INTERPRETAÇÃO DE CLÁUSULAS CONTRATUAIS. SÚMULA 454. I - Falta de prequestionamento da questão constitucional suscitada. Incidência da Súmula 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal. II - Não se presta o recurso extraordinário à apreciação de cláusulas contratuais. Incidência da Súmula 454 do Supremo Tribunal Federal. III - Agravo regimental improvido” (AI n 594.612/RJ-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 19/12/07). “Agravo regimental em recurso extraordinário. 2. Alegação de ofensa ao art. 5..., LXIX e 97, da Carta Magna. Ausência de prequestionamento. Caso a violação à Constituição surja no julgamento do acórdão recorrido, torna-se indispensável à oposição dos embargos de declaração. 3. Agravo regimental a que se nega provimento” (Recurso Extraordinário n 411.859/AL-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJ de 3/3/06). Por outro lado, a jurisprudência desta Corte está consolidada no sentido de que a afronta aos princípios do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando depende, para ser reconhecida como tal, da análise de normas infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição da República, o que não enseja reexame da questão em recurso extraordinário. Nesse sentido, anote-se: “AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. ALEGADA VIOLAÇÃO AOS ARTS. 5..., XXXV, LV, DA CONSTITUIÇÃO. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. AGRAVO IMPROVIDO. I - A jurisprudência desta Corte fixou-se no sentido de que a afronta aos princípios constitucionais da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5698870. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 13 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI AI 840330 AGR / MS da coisa julgada e da prestação jurisdicional, se dependente de reexame prévio de normas infraconstitucionais, seria indireta ou reflexa. Precedentes. II - Agravo regimental improvido” (AI n 821.029/SP-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 4/3/11). “PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. CERCEAMENTO DE DEFESA. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL OFENSA INDIRETA À CONSTITUIÇÃO. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. 1. A jurisprudência deste Supremo Tribunal Federal firmou-se no sentido de que as alegações de afronta aos princípios do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, entre outros, configuram ofensa reflexa à Constituição da República. Precedentes. 2. Agravo Regimental desprovido” (AI n 643.654/RJ-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 22/6/07). Reafirmo, por fim, que Plenário desta Corte, no exame do AI n 800.074/SP, Relator o Ministro Gilmar Mendes, concluiu pela ausência de repercussão geral do tema relativo ao preenchimento dos requisitos de admissibilidade do mandado de segurança, dado o caráter infraconstitucional da matéria. Sobre o tema, anote-se: “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO OPOSTOS DE DECISÃO MONOCRÁTICA. CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. PROCESSUAL CIVIL. MANDADO DE SEGURANÇA. REQUISITO DE ADMISSIBILIDADE. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. INEXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. AGRAVO IMPROVIDO. I Os Ministros desta Corte, no AI 800.074-RG/SP, Rel. Min. Gilmar Mendes, manifestaram-se pela inexistência de repercussão geral do tema relativo ao preenchimento dos requisitos de admissibilidade do mandado de segurança, por não se tratar de 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5698870. Supremo Tribunal Federal AI 840330 AGR / MS da coisa julgada e da prestação jurisdicional, se dependente de reexame prévio de normas infraconstitucionais, seria indireta ou reflexa. Precedentes. II - Agravo regimental improvido” (AI n 821.029/SP-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 4/3/11). “PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. CERCEAMENTO DE DEFESA. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL OFENSA INDIRETA À CONSTITUIÇÃO. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. 1. A jurisprudência deste Supremo Tribunal Federal firmou-se no sentido de que as alegações de afronta aos princípios do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, entre outros, configuram ofensa reflexa à Constituição da República. Precedentes. 2. Agravo Regimental desprovido” (AI n 643.654/RJ-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 22/6/07). Reafirmo, por fim, que Plenário desta Corte, no exame do AI n 800.074/SP, Relator o Ministro Gilmar Mendes, concluiu pela ausência de repercussão geral do tema relativo ao preenchimento dos requisitos de admissibilidade do mandado de segurança, dado o caráter infraconstitucional da matéria. Sobre o tema, anote-se: “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO OPOSTOS DE DECISÃO MONOCRÁTICA. CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. PROCESSUAL CIVIL. MANDADO DE SEGURANÇA. REQUISITO DE ADMISSIBILIDADE. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. INEXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. AGRAVO IMPROVIDO. I Os Ministros desta Corte, no AI 800.074-RG/SP, Rel. Min. Gilmar Mendes, manifestaram-se pela inexistência de repercussão geral do tema relativo ao preenchimento dos requisitos de admissibilidade do mandado de segurança, por não se tratar de 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5698870. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 13 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI AI 840330 AGR / MS matéria constitucional. II Agravo regimental improvido” (ARE n 702.026/SP-ED-segundos, Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 12/4/13). “RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO (LEI n 12.322/2010) REQUISITOS DE ADMISSIBILIDADE DO MANDADO DE SEGURANÇA ALEGADA VIOLAÇÃO A PRECEITOS INSCRITOS NA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA AUSÊNCIA DE OFENSA DIRETA À CONSTITUIÇÃO CONTROVÉRSIA SUSCITADA NO AI 800.074-RG/SP MATÉRIA A CUJO RESPEITO NÃO SE RECONHECEU A EXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO” (ARE n 730.004/ES- AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Celso de Mello, DJe de 1.../4/13). “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. CABIMENTO DE MANDADO DE SEGURANÇA. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. REPERCUSSÃO GERAL REJEITADA. 1. A controvérsia em que se discute o cabimento de mandado de segurança, em face de seus específicos pressupostos de admissibilidade, já restou analisada no AI 800.074RG, da relatoria do Min. Gilmar Mendes, DJe de 06/12/10, em que o Plenário desta Corte decidiu rejeitar sua repercussão geral, uma vez que a matéria está restrita a análise de norma infraconstitucional. 2. In casu, o acórdão originariamente recorrido indeferiu a inicial do mandado de segurança impetrado pelo ora recorrente, com fulcro no artigo 10 da Lei n 12.016/2009, extinguindo o processo, sem resolução de mérito. 3. Agravo regimental desprovido” (AI n 841.801/MG-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 5/9/12). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. CABIMENTO DE MANDADO DE SEGURANÇA EM 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5698870. Supremo Tribunal Federal AI 840330 AGR / MS matéria constitucional. II Agravo regimental improvido” (ARE n 702.026/SP-ED-segundos, Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 12/4/13). “RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO (LEI n 12.322/2010) REQUISITOS DE ADMISSIBILIDADE DO MANDADO DE SEGURANÇA ALEGADA VIOLAÇÃO A PRECEITOS INSCRITOS NA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA AUSÊNCIA DE OFENSA DIRETA À CONSTITUIÇÃO CONTROVÉRSIA SUSCITADA NO AI 800.074-RG/SP MATÉRIA A CUJO RESPEITO NÃO SE RECONHECEU A EXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO” (ARE n 730.004/ES- AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Celso de Mello, DJe de 1.../4/13). “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. CABIMENTO DE MANDADO DE SEGURANÇA. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. REPERCUSSÃO GERAL REJEITADA. 1. A controvérsia em que se discute o cabimento de mandado de segurança, em face de seus específicos pressupostos de admissibilidade, já restou analisada no AI 800.074RG, da relatoria do Min. Gilmar Mendes, DJe de 06/12/10, em que o Plenário desta Corte decidiu rejeitar sua repercussão geral, uma vez que a matéria está restrita a análise de norma infraconstitucional. 2. In casu, o acórdão originariamente recorrido indeferiu a inicial do mandado de segurança impetrado pelo ora recorrente, com fulcro no artigo 10 da Lei n 12.016/2009, extinguindo o processo, sem resolução de mérito. 3. Agravo regimental desprovido” (AI n 841.801/MG-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 5/9/12). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. CABIMENTO DE MANDADO DE SEGURANÇA EM 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5698870. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 13 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI AI 840330 AGR / MS TRIBUNAL DIVERSO. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL (AI 800.074, PLENÁRIO VIRTUAL, DJE 6.12.2010). AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (ARE n 665.003/RJ-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 14/3/12). “AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. CABIMENTO DE MANDADO DE SEGURANÇA. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. 1. Questão restrita ao âmbito infraconstitucional, que não enseja apreciação em recurso extraordinário. 2. De mais a mais, ao analisar AI 800.074, sob a relatoria do ministro Gilmar Mendes, o Supremo Tribunal Federal assentou a ausência de repercussão geral do tema versado nestes autos, ante o seu caráter eminentemente infraconstitucional. 3. Agravo regimental desprovido” (AI n 827.402/SP-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Ayres Britto, DJe de 22/6/11). Nego provimento ao agravo regimental. 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5698870. Supremo Tribunal Federal AI 840330 AGR / MS TRIBUNAL DIVERSO. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL (AI 800.074, PLENÁRIO VIRTUAL, DJE 6.12.2010). AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (ARE n 665.003/RJ-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 14/3/12). “AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. CABIMENTO DE MANDADO DE SEGURANÇA. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. 1. Questão restrita ao âmbito infraconstitucional, que não enseja apreciação em recurso extraordinário. 2. De mais a mais, ao analisar AI 800.074, sob a relatoria do ministro Gilmar Mendes, o Supremo Tribunal Federal assentou a ausência de repercussão geral do tema versado nestes autos, ante o seu caráter eminentemente infraconstitucional. 3. Agravo regimental desprovido” (AI n 827.402/SP-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Ayres Britto, DJe de 22/6/11). Nego provimento ao agravo regimental. 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5698870. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 13 Extrato de Ata - 18/03/2014 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 840.330 PROCED. : MATO GROSSO DO SUL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : EVALDO SALLES ADV.(A/S) : MÁRIO SÉRGIO ROSA AGDO.(A/S) : ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL INTDO.(A/S) : COMANDANTE-GERAL DO CORPO DE BOMBEIROS MILITAR DO ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 18.3.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 5545549 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 840.330 PROCED. : MATO GROSSO DO SUL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : EVALDO SALLES ADV.(A/S) : MÁRIO SÉRGIO ROSA AGDO.(A/S) : ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL INTDO.(A/S) : COMANDANTE-GERAL DO CORPO DE BOMBEIROS MILITAR DO ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 18.3.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 5545549 Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 13
{ "JURISPRUDENCIA": [ "AGRAVO DE INSTRUMENTO 840 . 330", "Súmulas ns 282", "AI n 800 . 074 / SP", "AI 840330 AGR / MS", "AI 840330 AGR / MS", "INSTRUMENTO 840 . 330", "Questão de Ordem no Agravo de Instrumento n 664 . 567 / RS", "AI 840330 AGR / MS", "AI n 594 . 887 / SPAgR", "AI 840330 AGR / MS", "AI n 594 . 887", "AI 840330 AGR / MS", "AI n 360 . 265 / RJ - AgR", "Agravo de Instrumento n 800 . 074 / SP", "AI 840330 AGR / MS", "AI n 360 . 265 / RJ - AgR", "Agravo de Instrumento n 800 . 074 / SP", "AI 840330 AGR / MS", "AI 840330", "AGRAVO DE INSTRUMENTO 840 . 330", "Súmulas ns 282", "Recurso Extraordinário n 598 . 365 / MG", "ARE 761 . 180 / DF - AgR", "AGRAVO DE INSTRUMENTO 840 .", "Súmulas ns 282 e 356 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário n 598 . 365 / MG", "ARE 761 . 180 / DF - AgR", "AI 840330 AGR / MS", "súmula 283 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 280 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário n 681 . 953 / DF - AgR", "AI n 735 . 115 / RS - AgR", "Súmula n 283 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula n 280 da Corte", "AI 764 . 757 / SP - AgR", "Súmula n 287 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula n 282 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula n 287 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula n 282 / Supremo Tribunal Federal", "AI 763 . 915 / RJ - AgR", "AI 840330 AGR / MS", "súmula 283 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 280 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário n 681 . 953 / DF - AgR", "AI n 735 . 115 / RS - AgR", "Súmula n 283 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula n 280 da Corte", "AI 764 . 757 / SP - AgR", "Súmula n 287 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula n 282 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula n 287 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula n 282 / Supremo Tribunal Federal", "AI 763 . 915 / RJ - AgR", "AI 840330 AGR / MS", "SÚMULA 282 E 356 DO Supremo Tribunal Federal", "Súmula 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal", "AI n 594 . 612 / RJ - AgR", "Recurso Extraordinário n 411 . 859 / AL - AgR", "SÚMULA 282", "Súmula 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula 454 do Supremo Tribunal Federal", "AI n 594 . 612 / RJ - AgR", "Recurso Extraordinário n 411 . 859 / AL - AgR", "AI 840330 AGR / MS", "AI n 821 . 029 / SP - AgR", "AI n 643 . 654 / RJ - AgR", "AI n 800 .", "074", "/", "SP", "AI 800 . 074 - RG / SP", "AI 840330 AGR / MS", "AI n 821 . 029 / SP - AgR", "AI n 643 . 654 / RJ - AgR", "AI n 800 . 074 / SP", "AI 800 . 074 - RG / SP", "AI 840330 AGR / MS", "ARE n 702 . 026 / SP - ED - segundos", "AI 800 . 074 - RG / SP", "ARE n 730 . 004 / ES - AgR", "AI 800 . 074RG", "AI n 841 . 801 / MG - AgR", "AI 840330 AGR / MS", "ARE n 702 . 026 / SP -", "AI 800 . 074 - RG / SP", "ARE n 730 . 004 / ES - AgR", "AI 800 . 074RG", "AI n 841 . 801 / MG - AgR", "AI 840330 AGR / MS", "AI 800 . 074", "ARE n 665 . 003 / RJ - AgR", "AI 800 . 074", "AI n 827 . 402 / SP - AgR", "AI 840330 AGR", "AI 800 . 074", "ARE n 665 . 003 / RJ - AgR", "AI 800 . 074", "AI n 827 . 402 / SP - AgR", "AGRAVO DE INSTRUMENTO 840 . 330" ], 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2001", "artigo 535 do Código de Processo Civil", "artigo 535 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "inciso XXXV do art . 5 . . . da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição", "Medida Provisória", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 5 . . . , LXIX e 97 , da Carta Magna", "Constituição", "Constituição da República", "ARTS . 5 . . . , XXXV , LV , DA CONSTITUIÇÃO", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 5 . . . , LXIX e 97 , da Carta Magna", "Constituição", "Constituição da República", "ARTS . 5 . . . , XXXV , LV , DA CONSTITUIÇÃO", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "LEI n 12 . 322 / 2010", "CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA", "artigo 10 da Lei n 12 . 016 / 2009", "Medida Provisória n 2 . 200", "LEI n 12 . 322 / 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Oliveira de Souza", "DIAS TOFFOLI", "EVALDO SALLES", "MÁRIO SÉRGIO ROSA", "Marco Aurélio", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Cláudia Sampaio Marques", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "18", "/", "03", "/", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "18 de março de 2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "18 de março de 2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "18", "/", "03", "/", "2014", "3", "/", "5", "/", "07", "6", "/", "9", "/", "07", "24", "/", "08", "/", "2001", "18", "/", "03", "/", "2014", "3", "/", "5", "/", "07", "6", "/", "9", "/", "07", "24", "/", "08", "/", "2001", "30", "/", "11", "/", "07", "24", "/", "08", "/", "2001", "30", "/", "11", "/", "07", "24", "/", "08", "/", "2001", "20", "/", "9", "/", "02", "6", "/", "12", "/", "10", "24", "/", "08", "/", "2001", "20", "/", "9", "/", "02", "6", "/", "12", "/", "10", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "18", "/", "03", "/", 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Ementa e Acórdão 11/03/2014 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 102.077 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO PACTE.(S) :FERNANDO PAIXÃO SILVA IMPTE.(S) :DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA EMENTA: HABEAS CORPUS SUBSTITUTIVO DE RECURSO ORDINÁRIO. HOMICÍDIO QUALIFICADO. ALEGADA AUSÊNCIA DE INTIMAÇÃO PESSOAL DO DEFENSOR DATIVO DA DATA DE JULGAMENTO DA APELAÇÃO. PRECLUSÃO DA MATÉRIA. 1. A atual jurisprudência do Supremo Tribunal Federal entende que “a nulidade não suscitada no momento oportuno é impassível de ser arguida através de habeas corpus, no afã de superar a preclusão, sob pena de transformar o writ em sucedâneo da revisão criminal” (RHC 107.758, Rel. Min. Luiz Fux). 2. O defensor dativo foi intimado pessoalmente do resultado do julgamento da apelação e não arguiu, por meio dos instrumentos processuais cabíveis, a nulidade suscitada nesta impetração. 3. Preclusão da matéria com o trânsito em julgado da apelação. 4. Habeas Corpus extinto sem resolução de mérito por inadequação da via processual. Cassada a liminar deferida. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em julgar extinta a ordem de habeas corpus, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Ministro Marco Aurélio, Presidente. Brasília, 11 de março de 2014. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5514622. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 11 Relatório 11/03/2014 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 102.077 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO PACTE.(S) :FERNANDO PAIXÃO SILVA IMPTE.(S) :DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Trata-se de habeas corpus, originário, impetrado contra acordão unânime da Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça (da relatoria do Ministro Nilson Naves) que negou provimento ao agravo regimental nos autos do HC 137.330, nos termos da seguinte ementa: “Defensor dativo (intimação pessoal). Apelação (julgamento). Nulidade (inexistência). Agravo regimental (desprovimento).” 2. O paciente foi condenado à pena de 4 anos de reclusão, em regime inicial aberto, pelo crime de homicídio privilegiado (art. 121, § 1º, do CP1). 3. O Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo deu provimento ao recurso do Ministério Público, em 11 de abril de 2006, para determinar a realização de novo julgamento do acusado pelo Tribunal do 1 “Art. 121. Matar alguém: Pena - reclusão, de seis a vinte anos. Caso de diminuição de pena § 1º Se o agente comete o crime impelido por motivo de relevante valor social ou moral, ou sob o domínio de violenta emoção, logo em seguida a injusta provocação da vítima, ou juiz pode reduzir a pena de um sexto a um terço.[...]” Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5514623. Supremo Tribunal Federal 11/03/2014 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 102.077 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO PACTE.(S) :FERNANDO PAIXÃO SILVA IMPTE.(S) :DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Trata-se de habeas corpus, originário, impetrado contra acordão unânime da Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça (da relatoria do Ministro Nilson Naves) que negou provimento ao agravo regimental nos autos do HC 137.330, nos termos da seguinte ementa: “Defensor dativo (intimação pessoal). Apelação (julgamento). Nulidade (inexistência). Agravo regimental (desprovimento).” 2. O paciente foi condenado à pena de 4 anos de reclusão, em regime inicial aberto, pelo crime de homicídio privilegiado (art. 121, § 1º, do CP1). 3. O Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo deu provimento ao recurso do Ministério Público, em 11 de abril de 2006, para determinar a realização de novo julgamento do acusado pelo Tribunal do 1 “Art. 121. Matar alguém: Pena - reclusão, de seis a vinte anos. Caso de diminuição de pena § 1º Se o agente comete o crime impelido por motivo de relevante valor social ou moral, ou sob o domínio de violenta emoção, logo em seguida a injusta provocação da vítima, ou juiz pode reduzir a pena de um sexto a um terço.[...]” Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5514623. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 11 Relatório HC 102077 / SP Júri. 4. A defesa impetrou habeas corpus no Superior Tribunal de Justiça, sob a alegação de falta de intimação pessoal do defensor dativo para a sessão de julgamento do recurso de apelação. O STJ concedeu a ordem requerida nos autos do HC nº 71.601/SP, em 14 de maio de 2008, e determinou à Corte estadual que procedesse a um novo julgamento, observando a necessidade de intimação pessoal do advogado dativo. 5. O TJSP procedeu a um novo julgamento da apelação, em 21 de outubro de 2008. O recurso foi novamente provido, determinando- se a renovação do julgamento do paciente pelo Tribunal do Júri. O acórdão transitou em julgado para a defesa em 06.05.2009 (fls. 233). 6. Foi impetrada nova ordem de habeas corpus perante o Superior Tribunal de Justiça, ao argumento de que a Corte estadual paulista deixou de intimar, pela segunda oportunidade, o defensor dativo da data da sessão de julgamento da apelação. 7. O relator do HC 137.330, no Superior Tribunal de Justiça, Ministro Nilson Naves, negou seguimento ao pedido, tendo por não comprovada a irregularidade apontada na impetração. Dessa decisão, foi interposto agravo regimental desprovido pela Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça, conforme já referido. 8. Neste habeas corpus, a Defensoria Pública da União reitera o pedido de anulação do acórdão proferido pelo Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, cumprindo-se a prerrogativa de intimação pessoal do defensor dativo. Argumenta que não consta dos autos nenhuma certidão formal acerca dessa intimação, mas apenas a “mera informação de que, por intermédio de contato telefônico, ‘ouviu-se’ do oficial de justiça que o mandado de intimação havia sido cumprido.” 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5514623. Supremo Tribunal Federal HC 102077 / SP Júri. 4. A defesa impetrou habeas corpus no Superior Tribunal de Justiça, sob a alegação de falta de intimação pessoal do defensor dativo para a sessão de julgamento do recurso de apelação. O STJ concedeu a ordem requerida nos autos do HC nº 71.601/SP, em 14 de maio de 2008, e determinou à Corte estadual que procedesse a um novo julgamento, observando a necessidade de intimação pessoal do advogado dativo. 5. O TJSP procedeu a um novo julgamento da apelação, em 21 de outubro de 2008. O recurso foi novamente provido, determinando- se a renovação do julgamento do paciente pelo Tribunal do Júri. O acórdão transitou em julgado para a defesa em 06.05.2009 (fls. 233). 6. Foi impetrada nova ordem de habeas corpus perante o Superior Tribunal de Justiça, ao argumento de que a Corte estadual paulista deixou de intimar, pela segunda oportunidade, o defensor dativo da data da sessão de julgamento da apelação. 7. O relator do HC 137.330, no Superior Tribunal de Justiça, Ministro Nilson Naves, negou seguimento ao pedido, tendo por não comprovada a irregularidade apontada na impetração. Dessa decisão, foi interposto agravo regimental desprovido pela Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça, conforme já referido. 8. Neste habeas corpus, a Defensoria Pública da União reitera o pedido de anulação do acórdão proferido pelo Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, cumprindo-se a prerrogativa de intimação pessoal do defensor dativo. Argumenta que não consta dos autos nenhuma certidão formal acerca dessa intimação, mas apenas a “mera informação de que, por intermédio de contato telefônico, ‘ouviu-se’ do oficial de justiça que o mandado de intimação havia sido cumprido.” 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5514623. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 11 Relatório HC 102077 / SP 9. A Procuradoria-Geral da República opinou pela concessão da ordem, em parecer da lavra do Dr. Wagner Gonçalves. 10. O Ministro Joaquim Barbosa, relator originário deste processo, deferiu a medida liminar, em 31.08.2010, para suspender os efeitos do julgamento da apelação. 11. É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5514623. Supremo Tribunal Federal HC 102077 / SP 9. A Procuradoria-Geral da República opinou pela concessão da ordem, em parecer da lavra do Dr. Wagner Gonçalves. 10. O Ministro Joaquim Barbosa, relator originário deste processo, deferiu a medida liminar, em 31.08.2010, para suspender os efeitos do julgamento da apelação. 11. É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5514623. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 11 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 11/03/2014 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 102.077 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Do ponto de vista processual, o caso é de habeas corpus substitutivo de recurso ordinário. Nessas condições, tendo em vista a jurisprudência desta Turma, entendo que o processo deve ser extinto sem resolução de mérito, por inadequação da via processual (HC 109.956/PR, Rel. Min. Marco Aurélio). 2. O caso não autoriza a concessão da ordem de ofício. 3. É certo que o Supremo Tribunal Federal já decidiu que a falta de intimação pessoal do defensor dativo da data da sessão de julgamento pode, sim, gerar a nulidade do processo. Veja-se, nessa linha, conforme lembrou o parecer do Ministério Público Federal, o seguinte precedente: “Habeas corpus. Ação Penal. Réu defendido por defensor dativo. Ausência de intimação pessoal do defensor. Ofensa ao disposto no art. 370, § 4º, do CPP. Nulidade absoluta. Precedentes. É entendimento reiterado desta Corte que a prerrogativa de intimação pessoal dos defensores de réus de ação penal é inerente aos defensores dativos, por força do art. 370, § 4º, do Código de Processo Penal, e decorrente da própria Constituição, que assegura o direito à ampla defesa em procedimento estatal que respeite as prerrogativas do devido Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5514624. Supremo Tribunal Federal 11/03/2014 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 102.077 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Do ponto de vista processual, o caso é de habeas corpus substitutivo de recurso ordinário. Nessas condições, tendo em vista a jurisprudência desta Turma, entendo que o processo deve ser extinto sem resolução de mérito, por inadequação da via processual (HC 109.956/PR, Rel. Min. Marco Aurélio). 2. O caso não autoriza a concessão da ordem de ofício. 3. É certo que o Supremo Tribunal Federal já decidiu que a falta de intimação pessoal do defensor dativo da data da sessão de julgamento pode, sim, gerar a nulidade do processo. Veja-se, nessa linha, conforme lembrou o parecer do Ministério Público Federal, o seguinte precedente: “Habeas corpus. Ação Penal. Réu defendido por defensor dativo. Ausência de intimação pessoal do defensor. Ofensa ao disposto no art. 370, § 4º, do CPP. Nulidade absoluta. Precedentes. É entendimento reiterado desta Corte que a prerrogativa de intimação pessoal dos defensores de réus de ação penal é inerente aos defensores dativos, por força do art. 370, § 4º, do Código de Processo Penal, e decorrente da própria Constituição, que assegura o direito à ampla defesa em procedimento estatal que respeite as prerrogativas do devido Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5514624. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 11 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO HC 102077 / SP processo legal. Precedentes. A falta de intimação pessoal do defensor dativo qualifica- se como causa geradora de nulidade processual absoluta, sendo desnecessária a comprovação, nesta hipótese, do efetivo prejuízo para que tal nulidade seja declarada. Precedentes. Ordem concedida.” (HC 98.802, Rel. Min. Joaquim Barbosa) 4. No caso de que se trata, há peculiaridades que não me convencem da nulidade arguida na impetração. Em primeiro lugar, porque, embora não haja nos autos cópia do mandado de intimação devidamente cumprido, consta certidão lavrada pela Secretaria Judiciária, após contato telefônico com o Oficial de Justiça, no sentido de que o defensor foi devidamente intimado da data da sessão de julgamento (fls. 222). 5. Há também nos autos a comprovação de que o mesmo defensor dativo foi intimado, pessoalmente, em 06.04.2009, do resultado do julgamento da apelação. Contudo, não arguiu a nulidade discutida nestes autos por meio dos instrumentos processuais cabíveis (embargos declaratórios, recurso especial ou extraordinário), sendo certo que a decisão transitou em julgado no dia 06.05.2009 (fls. 233). 6. Nessas condições, e considerando que a irregularidade processual foi suscitada pela defesa técnica do acusado somente após o trânsito em julgado da apelação, por meio de habeas corpus, a hipótese é de preclusão da matéria. Nessa linha, vejam-se os seguintes precedentes: “PROCESSUAL PENAL. RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS . CRIME DE ESTUPRO (ART. 213 C/C 29 DO CÓDIGO PENAL) NULIDADE PROCESSUAL. AUSÊNCIA DE INTIMAÇÃO DA DEFESA DA DATA DE JULGAMENTO DA APELAÇÃO CRIMINAL. AUSÊNCIA DE MANIFESTAÇÃO NO MOMENTO OPORTUNO. PRECLUSÃO. TRÂNSITO EM JULGADO. O WRIT NÃO É 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5514624. Supremo Tribunal Federal HC 102077 / SP processo legal. Precedentes. A falta de intimação pessoal do defensor dativo qualifica- se como causa geradora de nulidade processual absoluta, sendo desnecessária a comprovação, nesta hipótese, do efetivo prejuízo para que tal nulidade seja declarada. Precedentes. Ordem concedida.” (HC 98.802, Rel. Min. Joaquim Barbosa) 4. No caso de que se trata, há peculiaridades que não me convencem da nulidade arguida na impetração. Em primeiro lugar, porque, embora não haja nos autos cópia do mandado de intimação devidamente cumprido, consta certidão lavrada pela Secretaria Judiciária, após contato telefônico com o Oficial de Justiça, no sentido de que o defensor foi devidamente intimado da data da sessão de julgamento (fls. 222). 5. Há também nos autos a comprovação de que o mesmo defensor dativo foi intimado, pessoalmente, em 06.04.2009, do resultado do julgamento da apelação. Contudo, não arguiu a nulidade discutida nestes autos por meio dos instrumentos processuais cabíveis (embargos declaratórios, recurso especial ou extraordinário), sendo certo que a decisão transitou em julgado no dia 06.05.2009 (fls. 233). 6. Nessas condições, e considerando que a irregularidade processual foi suscitada pela defesa técnica do acusado somente após o trânsito em julgado da apelação, por meio de habeas corpus, a hipótese é de preclusão da matéria. Nessa linha, vejam-se os seguintes precedentes: “PROCESSUAL PENAL. RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS . CRIME DE ESTUPRO (ART. 213 C/C 29 DO CÓDIGO PENAL) NULIDADE PROCESSUAL. AUSÊNCIA DE INTIMAÇÃO DA DEFESA DA DATA DE JULGAMENTO DA APELAÇÃO CRIMINAL. AUSÊNCIA DE MANIFESTAÇÃO NO MOMENTO OPORTUNO. PRECLUSÃO. TRÂNSITO EM JULGADO. O WRIT NÃO É 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5514624. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 11 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO HC 102077 / SP SUCEDÂNEO DE REVISÃO CRIMINAL. SUSTENTAÇÃO ORAL. ATO ESSENCIAL À DEFESA. DESCARACTERIZAÇÃO. RECURSO ORDINÁRIO DESPROVIDO. 1. A nulidade não suscitada no momento oportuno é impassível de ser arguida através de habeas corpus, no afã de superar a preclusão, sob pena de transformar o writ em sucedâneo da revisão criminal. (...)” (RHC 107.758, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma) "HABEAS CORPUS. PROCESSUAL PENAL. AUSÊNCIA DE INTIMAÇÃO QUANTO À DATA DE JULGAMENTO DA APELAÇÃO. NULIDADE RELATIVA. FALTA DE AUSÊNCIA DE COMPROVAÇÃO DE PREJUÍZO. PRECLUSÃO. ORDEM DENEGADA. I - A falta de intimação da defensoria quanto à data de julgamento da apelação gera apenas nulidade relativa. II - A alegação de eventual nulidade decorridos mais de oito anos do trânsito em julgado da condenação importa no reconhecimento da preclusão. III - Ordem denegada” (HC 94.277, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Primeira Turma) “PROCESSUAL PENAL. HABEAS CORPUS. AUSÊNCIA DE INTIMAÇÃO DE DEFENSOR DATIVO QUANTO À DATA DE JULGAMENTO DA APELAÇÃO. NULIDADE RELATIVA. FALTA DE AUSÊNCIA DE COMPROVAÇÃO DE PREJUÍZO. PRECLUSÃO. ART. 370, § 4º, DO CÓDIGO DE PROCESSO PENAL. APLICAÇÃO DO PRINCÍPIO DO TEMPUS REGIT ACTUM. ORDEM DENEGADA. I -A falta de intimação da defensoria quanto à data de julgamento da apelação gera apenas nulidade relativa. II -A alegação de eventual nulidade decorridos mais de quatorze anos do trânsito em julgado da condenação importa 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5514624. Supremo Tribunal Federal HC 102077 / SP SUCEDÂNEO DE REVISÃO CRIMINAL. SUSTENTAÇÃO ORAL. ATO ESSENCIAL À DEFESA. DESCARACTERIZAÇÃO. RECURSO ORDINÁRIO DESPROVIDO. 1. A nulidade não suscitada no momento oportuno é impassível de ser arguida através de habeas corpus, no afã de superar a preclusão, sob pena de transformar o writ em sucedâneo da revisão criminal. (...)” (RHC 107.758, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma) "HABEAS CORPUS. PROCESSUAL PENAL. AUSÊNCIA DE INTIMAÇÃO QUANTO À DATA DE JULGAMENTO DA APELAÇÃO. NULIDADE RELATIVA. FALTA DE AUSÊNCIA DE COMPROVAÇÃO DE PREJUÍZO. PRECLUSÃO. ORDEM DENEGADA. I - A falta de intimação da defensoria quanto à data de julgamento da apelação gera apenas nulidade relativa. II - A alegação de eventual nulidade decorridos mais de oito anos do trânsito em julgado da condenação importa no reconhecimento da preclusão. III - Ordem denegada” (HC 94.277, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Primeira Turma) “PROCESSUAL PENAL. HABEAS CORPUS. AUSÊNCIA DE INTIMAÇÃO DE DEFENSOR DATIVO QUANTO À DATA DE JULGAMENTO DA APELAÇÃO. NULIDADE RELATIVA. FALTA DE AUSÊNCIA DE COMPROVAÇÃO DE PREJUÍZO. PRECLUSÃO. ART. 370, § 4º, DO CÓDIGO DE PROCESSO PENAL. APLICAÇÃO DO PRINCÍPIO DO TEMPUS REGIT ACTUM. ORDEM DENEGADA. I -A falta de intimação da defensoria quanto à data de julgamento da apelação gera apenas nulidade relativa. II -A alegação de eventual nulidade decorridos mais de quatorze anos do trânsito em julgado da condenação importa 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5514624. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 11 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO HC 102077 / SP no reconhecimento da preclusão. III - A partir da edição da Lei 9.271/96, que incluiu o parágrafo 4º ao art. 370 do CPP, os defensores nomeados, dentre os quais se inclui o defensor dativo, passaram também a possuir a prerrogativa da intimação pessoal. IV - A condenação do impetrante-paciente ocorreu em data anterior à publicação da Lei 9.271/96, o que, pela aplicação do princípio do tempus regit actum, exclui a obrigatoriedade da intimação do defensor dativo. V - Ordem denegada.” (HC 95.641, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Primeira Turma) “HABEAS CORPUS. SESSÃO DE JULGAMENTO DE APELAÇÃO. FALTA DE INTIMAÇÃO PESSOAL DO DEFENSOR PÚBLICO. POSTERIOR TRÂNSITO EM JULGADO. ALEGAÇÃO DE NULIDADE. ORDEM DENEGADA. Segundo precedentes do Supremo Tribunal Federal, constatado, como no caso, o "trânsito em julgado da condenação, não há porque declarar a nulidade da ação penal por falta de intimação pessoal do defensor dativo da pauta de julgamento da apelação perante o Tribunal de Justiça" (HC 86.128, Rel. Min. Gilmar Mendes, DJe-074 de 25.04.2008). Isso porque a "jurisprudência do STF consolidou o entendimento segundo o qual a matéria relativa à nulidade processual torna-se definitiva com o trânsito em julgado da condenação". Ademais, a "publicação da pauta de julgamento na imprensa oficial" afasta a presunção da ocorrência de prejuízo (HC 86.128, rel. min. Gilmar Mendes, DJe-074 de 25.04.2008). Tal entendimento foi confirmado no julgamento do HC 95.641 (rel. min. Ricardo Lewandowski, DJe de 1º.07.2009), no qual esta Corte decidiu que a "alegação de eventual nulidade decorridos mais de quatorze anos do trânsito em julgado da condenação importa no reconhecimento da preclusão" (HC 95.641, rel. min. Ricardo Lewandowski, DJe de 1º.07.2009). 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5514624. Supremo Tribunal Federal HC 102077 / SP no reconhecimento da preclusão. III - A partir da edição da Lei 9.271/96, que incluiu o parágrafo 4º ao art. 370 do CPP, os defensores nomeados, dentre os quais se inclui o defensor dativo, passaram também a possuir a prerrogativa da intimação pessoal. IV - A condenação do impetrante-paciente ocorreu em data anterior à publicação da Lei 9.271/96, o que, pela aplicação do princípio do tempus regit actum, exclui a obrigatoriedade da intimação do defensor dativo. V - Ordem denegada.” (HC 95.641, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Primeira Turma) “HABEAS CORPUS. SESSÃO DE JULGAMENTO DE APELAÇÃO. FALTA DE INTIMAÇÃO PESSOAL DO DEFENSOR PÚBLICO. POSTERIOR TRÂNSITO EM JULGADO. ALEGAÇÃO DE NULIDADE. ORDEM DENEGADA. Segundo precedentes do Supremo Tribunal Federal, constatado, como no caso, o "trânsito em julgado da condenação, não há porque declarar a nulidade da ação penal por falta de intimação pessoal do defensor dativo da pauta de julgamento da apelação perante o Tribunal de Justiça" (HC 86.128, Rel. Min. Gilmar Mendes, DJe-074 de 25.04.2008). Isso porque a "jurisprudência do STF consolidou o entendimento segundo o qual a matéria relativa à nulidade processual torna-se definitiva com o trânsito em julgado da condenação". Ademais, a "publicação da pauta de julgamento na imprensa oficial" afasta a presunção da ocorrência de prejuízo (HC 86.128, rel. min. Gilmar Mendes, DJe-074 de 25.04.2008). Tal entendimento foi confirmado no julgamento do HC 95.641 (rel. min. Ricardo Lewandowski, DJe de 1º.07.2009), no qual esta Corte decidiu que a "alegação de eventual nulidade decorridos mais de quatorze anos do trânsito em julgado da condenação importa no reconhecimento da preclusão" (HC 95.641, rel. min. Ricardo Lewandowski, DJe de 1º.07.2009). 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5514624. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 11 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO HC 102077 / SP Ordem denegada.” (HC 96.777, Rel. Min. Joaquim Barbosa, Segunda Turma) 7. Por essas razões, data venia, em especial pelos últimos pronunciamentos desta Turma, não deve subsistir a liminar deferida pelo Ministro Joaquim Barbosa, que assim concluiu: “(...) Nos termos do § 4º do art. 370 do Código de Processo Penal (incluído pela Lei 9.271/1996), a intimação do defensor nomeado será pessoal. Ocorre que, no caso, o TJSP, nas informações de fls. 35-37, embora noticie, em princípio, que a serventia da Quarta Câmara Criminal, em contato telefônico mantido com o oficial de justiça, obteve a informação de que o mandado de intimação foi cumprido, acaba revelando que, compulsando o feito, não se verifica a juntada do mandado de intimação pessoal do defensor cumprido. Esclarecido esse fato, mostra-se plausível o entendimento do Ministério Público Federal, exposto no parecer de fls. 237- 240, segundo o qual, ante a inexistência de registro formal da intimação pessoal do defensor dativo para a sessão de julgamento da apelação, faz-se necessário reconhecer que o acórdão dele decorrente padece de nulidade insanável. Sobre o tema, cito, apenas para ilustrar, o seguinte julgado: “É entendimento reiterado desta Corte que a prerrogativa de intimação pessoal dos defensores de réus de ação penal é inerente aos defensores dativos, por força do art. 370, § 4º, do Código de Processo Penal, e decorrente da própria Constituição, que assegura o direito à ampla defesa em procedimento estatal que respeite as prerrogativas do devido processo legal. Precedentes. A falta de intimação pessoal do defensor dativo qualifica-se como causa geradora de nulidade processual absoluta, 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5514624. Supremo Tribunal Federal HC 102077 / SP Ordem denegada.” (HC 96.777, Rel. Min. Joaquim Barbosa, Segunda Turma) 7. Por essas razões, data venia, em especial pelos últimos pronunciamentos desta Turma, não deve subsistir a liminar deferida pelo Ministro Joaquim Barbosa, que assim concluiu: “(...) Nos termos do § 4º do art. 370 do Código de Processo Penal (incluído pela Lei 9.271/1996), a intimação do defensor nomeado será pessoal. Ocorre que, no caso, o TJSP, nas informações de fls. 35-37, embora noticie, em princípio, que a serventia da Quarta Câmara Criminal, em contato telefônico mantido com o oficial de justiça, obteve a informação de que o mandado de intimação foi cumprido, acaba revelando que, compulsando o feito, não se verifica a juntada do mandado de intimação pessoal do defensor cumprido. Esclarecido esse fato, mostra-se plausível o entendimento do Ministério Público Federal, exposto no parecer de fls. 237- 240, segundo o qual, ante a inexistência de registro formal da intimação pessoal do defensor dativo para a sessão de julgamento da apelação, faz-se necessário reconhecer que o acórdão dele decorrente padece de nulidade insanável. Sobre o tema, cito, apenas para ilustrar, o seguinte julgado: “É entendimento reiterado desta Corte que a prerrogativa de intimação pessoal dos defensores de réus de ação penal é inerente aos defensores dativos, por força do art. 370, § 4º, do Código de Processo Penal, e decorrente da própria Constituição, que assegura o direito à ampla defesa em procedimento estatal que respeite as prerrogativas do devido processo legal. Precedentes. A falta de intimação pessoal do defensor dativo qualifica-se como causa geradora de nulidade processual absoluta, 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5514624. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 11 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO HC 102077 / SP sendo desnecessária a comprovação, nesta hipótese, do efetivo prejuízo para que tal nulidade seja declarada. Precedentes. Ordem concedida. (HC 98.802, de minha relatoria, DJ de 27.11.2009).” Do exposto, revogo a decisão de fls. 14-15 e defiro o pedido de liminar , a fim de suspender os efeitos do julgamento proferido pelo Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo na apelação sob enfoque, até o julgamento deste writ.” 8. Diante do exposto, julgo extinto este processo sem resolução de mérito por inadequação da via processual. Cassada a liminar deferida. 9. É como voto. 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5514624. Supremo Tribunal Federal HC 102077 / SP sendo desnecessária a comprovação, nesta hipótese, do efetivo prejuízo para que tal nulidade seja declarada. Precedentes. Ordem concedida. (HC 98.802, de minha relatoria, DJ de 27.11.2009).” Do exposto, revogo a decisão de fls. 14-15 e defiro o pedido de liminar , a fim de suspender os efeitos do julgamento proferido pelo Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo na apelação sob enfoque, até o julgamento deste writ.” 8. Diante do exposto, julgo extinto este processo sem resolução de mérito por inadequação da via processual. Cassada a liminar deferida. 9. É como voto. 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5514624. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 11 Extrato de Ata - 11/03/2014 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 102.077 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO PACTE.(S) : FERNANDO PAIXÃO SILVA IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma julgou extinta a ordem de habeas corpus, nos termos do voto do relator. Unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Marco Aurélio, Presidente. Presidiu o julgamento o Senhor Ministro Dias Toffoli. Primeira Turma, 11.3.2014. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Marco Aurélio, Presidente. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo G. Gonet Branco. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 5495263 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 102.077 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO PACTE.(S) : FERNANDO PAIXÃO SILVA IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma julgou extinta a ordem de habeas corpus, nos termos do voto do relator. Unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Marco Aurélio, Presidente. Presidiu o julgamento o Senhor Ministro Dias Toffoli. Primeira Turma, 11.3.2014. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Marco Aurélio, Presidente. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo G. Gonet Branco. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 5495263 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 11
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=5546797
2014-03-11T00:00:00
2014-04-01T00:00:00
A Turma julgou extinta a ordem de habeas corpus, nos termos do voto do relator. Unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Marco Aurélio, Presidente. Presidiu o julgamento o Senhor Ministro Dias Toffoli. Primeira Turma, 11.3.2014.
HABEAS CORPUS
Ementa: Habeas Corpus Substitutivo de Recurso Ordinário. Homicídio Qualificado. Alegada Ausência de intimação pessoal do Defensor Dativo da data de julgamento da apelação. Preclusão da matéria. 1. A atual jurisprudência do Supremo Tribunal Federal entende que “a nulidade não suscitada no momento oportuno é impassível de ser arguida através de habeas corpus, no afã de superar a preclusão, sob pena de transformar o writ em sucedâneo da revisão criminal” (RHC 107.758, Rel. Min. Luiz Fux). 2. O defensor dativo foi intimado pessoalmente do resultado do julgamento da apelação e não arguiu, por meio dos instrumentos processuais cabíveis, a nulidade suscitada nesta impetração. 3. Preclusão da matéria com o trânsito em julgado da apelação. 4. Habeas Corpus extinto sem resolução de mérito por inadequação da via processual. Cassada a liminar deferida.
sjur259529
- Acórdão(s) citado(s): (HC, NULIDADE) RHC 107758 (1ªT). (HABEAS CORPUS SUBSTITUTIVO) HC 109956 (1ªT). (INTIMAÇÃO PESSOAL, DEFENSOR DATIVO) HC 98802 (2ªT). (PRECLUSÃO) HC 94277 (1ªT), HC 95641 (1ªT), RHC 107758 (1ªT). Número de páginas: 11. Análise: 04/04/2014, TIA.
ROBERTO BARROSO
Primeira Turma
102077
null
HC
acordaos
HC 102077
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PACTE.(S) : FERNANDO PAIXÃO SILVA IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
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Ementa e Acórdão 11/03/2014 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 102.077 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO PACTE.(S) :FERNANDO PAIXÃO SILVA IMPTE.(S) :DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA EMENTA: HABEAS CORPUS SUBSTITUTIVO DE RECURSO ORDINÁRIO. HOMICÍDIO QUALIFICADO. ALEGADA AUSÊNCIA DE INTIMAÇÃO PESSOAL DO DEFENSOR DATIVO DA DATA DE JULGAMENTO DA APELAÇÃO. PRECLUSÃO DA MATÉRIA. 1. A atual jurisprudência do Supremo Tribunal Federal entende que “a nulidade não suscitada no momento oportuno é impassível de ser arguida através de habeas corpus, no afã de superar a preclusão, sob pena de transformar o writ em sucedâneo da revisão criminal” (RHC 107.758, Rel. Min. Luiz Fux). 2. O defensor dativo foi intimado pessoalmente do resultado do julgamento da apelação e não arguiu, por meio dos instrumentos processuais cabíveis, a nulidade suscitada nesta impetração. 3. Preclusão da matéria com o trânsito em julgado da apelação. 4. Habeas Corpus extinto sem resolução de mérito por inadequação da via processual. Cassada a liminar deferida. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em julgar extinta a ordem de habeas corpus, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Ministro Marco Aurélio, Presidente. Brasília, 11 de março de 2014. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5514622. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 11 Relatório 11/03/2014 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 102.077 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO PACTE.(S) :FERNANDO PAIXÃO SILVA IMPTE.(S) :DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Trata-se de habeas corpus, originário, impetrado contra acordão unânime da Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça (da relatoria do Ministro Nilson Naves) que negou provimento ao agravo regimental nos autos do HC 137.330, nos termos da seguinte ementa: “Defensor dativo (intimação pessoal). Apelação (julgamento). Nulidade (inexistência). Agravo regimental (desprovimento).” 2. O paciente foi condenado à pena de 4 anos de reclusão, em regime inicial aberto, pelo crime de homicídio privilegiado (art. 121, § 1..., do CP1). 3. O Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo deu provimento ao recurso do Ministério Público, em 11 de abril de 2006, para determinar a realização de novo julgamento do acusado pelo Tribunal do 1 “Art. 121. Matar alguém: Pena - reclusão, de seis a vinte anos. Caso de diminuição de pena § 1... Se o agente comete o crime impelido por motivo de relevante valor social ou moral, ou sob o domínio de violenta emoção, logo em seguida a injusta provocação da vítima, ou juiz pode reduzir a pena de um sexto a um terço.[...]” Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5514623. Supremo Tribunal Federal 11/03/2014 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 102.077 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO PACTE.(S) :FERNANDO PAIXÃO SILVA IMPTE.(S) :DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Trata-se de habeas corpus, originário, impetrado contra acordão unânime da Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça (da relatoria do Ministro Nilson Naves) que negou provimento ao agravo regimental nos autos do HC 137.330, nos termos da seguinte ementa: “Defensor dativo (intimação pessoal). Apelação (julgamento). Nulidade (inexistência). Agravo regimental (desprovimento).” 2. O paciente foi condenado à pena de 4 anos de reclusão, em regime inicial aberto, pelo crime de homicídio privilegiado (art. 121, § 1..., do CP1). 3. O Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo deu provimento ao recurso do Ministério Público, em 11 de abril de 2006, para determinar a realização de novo julgamento do acusado pelo Tribunal do 1 “Art. 121. Matar alguém: Pena - reclusão, de seis a vinte anos. Caso de diminuição de pena § 1... Se o agente comete o crime impelido por motivo de relevante valor social ou moral, ou sob o domínio de violenta emoção, logo em seguida a injusta provocação da vítima, ou juiz pode reduzir a pena de um sexto a um terço.[...]” Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5514623. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 11 Relatório HC 102077 / SP Júri. 4. A defesa impetrou habeas corpus no Superior Tribunal de Justiça, sob a alegação de falta de intimação pessoal do defensor dativo para a sessão de julgamento do recurso de apelação. O Superior Tribunal de Justiça concedeu a ordem requerida nos autos do HC n 71.601/SP, em 14 de maio de 2008, e determinou à Corte estadual que procedesse a um novo julgamento, observando a necessidade de intimação pessoal do advogado dativo. 5. O TJSP procedeu a um novo julgamento da apelação, em 21 de outubro de 2008. O recurso foi novamente provido, determinando- se a renovação do julgamento do paciente pelo Tribunal do Júri. O acórdão transitou em julgado para a defesa em 06.05.2009 (fls. 233). 6. Foi impetrada nova ordem de habeas corpus perante o Superior Tribunal de Justiça, ao argumento de que a Corte estadual paulista deixou de intimar, pela segunda oportunidade, o defensor dativo da data da sessão de julgamento da apelação. 7. O relator do HC 137.330, no Superior Tribunal de Justiça, Ministro Nilson Naves, negou seguimento ao pedido, tendo por não comprovada a irregularidade apontada na impetração. Dessa decisão, foi interposto agravo regimental desprovido pela Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça, conforme já referido. 8. Neste habeas corpus, a Defensoria Pública da União reitera o pedido de anulação do acórdão proferido pelo Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, cumprindo-se a prerrogativa de intimação pessoal do defensor dativo. Argumenta que não consta dos autos nenhuma certidão formal acerca dessa intimação, mas apenas a “mera informação de que, por intermédio de contato telefônico, ‘ouviu-se’ do oficial de justiça que o mandado de intimação havia sido cumprido.” 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5514623. Supremo Tribunal Federal HC 102077 / SP Júri. 4. A defesa impetrou habeas corpus no Superior Tribunal de Justiça, sob a alegação de falta de intimação pessoal do defensor dativo para a sessão de julgamento do recurso de apelação. O Superior Tribunal de Justiça concedeu a ordem requerida nos autos do HC n 71.601/SP, em 14 de maio de 2008, e determinou à Corte estadual que procedesse a um novo julgamento, observando a necessidade de intimação pessoal do advogado dativo. 5. O TJSP procedeu a um novo julgamento da apelação, em 21 de outubro de 2008. O recurso foi novamente provido, determinando- se a renovação do julgamento do paciente pelo Tribunal do Júri. O acórdão transitou em julgado para a defesa em 06.05.2009 (fls. 233). 6. Foi impetrada nova ordem de habeas corpus perante o Superior Tribunal de Justiça, ao argumento de que a Corte estadual paulista deixou de intimar, pela segunda oportunidade, o defensor dativo da data da sessão de julgamento da apelação. 7. O relator do HC 137.330, no Superior Tribunal de Justiça, Ministro Nilson Naves, negou seguimento ao pedido, tendo por não comprovada a irregularidade apontada na impetração. Dessa decisão, foi interposto agravo regimental desprovido pela Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça, conforme já referido. 8. Neste habeas corpus, a Defensoria Pública da União reitera o pedido de anulação do acórdão proferido pelo Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, cumprindo-se a prerrogativa de intimação pessoal do defensor dativo. Argumenta que não consta dos autos nenhuma certidão formal acerca dessa intimação, mas apenas a “mera informação de que, por intermédio de contato telefônico, ‘ouviu-se’ do oficial de justiça que o mandado de intimação havia sido cumprido.” 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5514623. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 11 Relatório HC 102077 / SP 9. A Procuradoria-Geral da República opinou pela concessão da ordem, em parecer da lavra do Dr. Wagner Gonçalves. 10. O Ministro Joaquim Barbosa, relator originário deste processo, deferiu a medida liminar, em 31.08.2010, para suspender os efeitos do julgamento da apelação. 11. É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5514623. Supremo Tribunal Federal HC 102077 / SP 9. A Procuradoria-Geral da República opinou pela concessão da ordem, em parecer da lavra do Dr. Wagner Gonçalves. 10. O Ministro Joaquim Barbosa, relator originário deste processo, deferiu a medida liminar, em 31.08.2010, para suspender os efeitos do julgamento da apelação. 11. É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5514623. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 11 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 11/03/2014 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 102.077 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Do ponto de vista processual, o caso é de habeas corpus substitutivo de recurso ordinário. Nessas condições, tendo em vista a jurisprudência desta Turma, entendo que o processo deve ser extinto sem resolução de mérito, por inadequação da via processual (HC 109.956/PR, Rel. Min. Marco Aurélio). 2. O caso não autoriza a concessão da ordem de ofício. 3. É certo que o Supremo Tribunal Federal já decidiu que a falta de intimação pessoal do defensor dativo da data da sessão de julgamento pode, sim, gerar a nulidade do processo. Veja-se, nessa linha, conforme lembrou o parecer do Ministério Público Federal, o seguinte precedente: “Habeas corpus. Ação Penal. Réu defendido por defensor dativo. Ausência de intimação pessoal do defensor. Ofensa ao disposto no art. 370, § 4..., do CPP. Nulidade absoluta. Precedentes. É entendimento reiterado desta Corte que a prerrogativa de intimação pessoal dos defensores de réus de ação penal é inerente aos defensores dativos, por força do art. 370, § 4..., do Código de Processo Penal, e decorrente da própria Constituição, que assegura o direito à ampla defesa em procedimento estatal que respeite as prerrogativas do devido Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5514624. Supremo Tribunal Federal 11/03/2014 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 102.077 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Do ponto de vista processual, o caso é de habeas corpus substitutivo de recurso ordinário. Nessas condições, tendo em vista a jurisprudência desta Turma, entendo que o processo deve ser extinto sem resolução de mérito, por inadequação da via processual (HC 109.956/PR, Rel. Min. Marco Aurélio). 2. O caso não autoriza a concessão da ordem de ofício. 3. É certo que o Supremo Tribunal Federal já decidiu que a falta de intimação pessoal do defensor dativo da data da sessão de julgamento pode, sim, gerar a nulidade do processo. Veja-se, nessa linha, conforme lembrou o parecer do Ministério Público Federal, o seguinte precedente: “Habeas corpus. Ação Penal. Réu defendido por defensor dativo. Ausência de intimação pessoal do defensor. Ofensa ao disposto no art. 370, § 4..., do CPP. Nulidade absoluta. Precedentes. É entendimento reiterado desta Corte que a prerrogativa de intimação pessoal dos defensores de réus de ação penal é inerente aos defensores dativos, por força do art. 370, § 4..., do Código de Processo Penal, e decorrente da própria Constituição, que assegura o direito à ampla defesa em procedimento estatal que respeite as prerrogativas do devido Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5514624. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 11 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO HC 102077 / SP processo legal. Precedentes. A falta de intimação pessoal do defensor dativo qualifica- se como causa geradora de nulidade processual absoluta, sendo desnecessária a comprovação, nesta hipótese, do efetivo prejuízo para que tal nulidade seja declarada. Precedentes. Ordem concedida.” (HC 98.802, Rel. Min. Joaquim Barbosa) 4. No caso de que se trata, há peculiaridades que não me convencem da nulidade arguida na impetração. Em primeiro lugar, porque, embora não haja nos autos cópia do mandado de intimação devidamente cumprido, consta certidão lavrada pela Secretaria Judiciária, após contato telefônico com o Oficial de Justiça, no sentido de que o defensor foi devidamente intimado da data da sessão de julgamento (fls. 222). 5. Há também nos autos a comprovação de que o mesmo defensor dativo foi intimado, pessoalmente, em 06.04.2009, do resultado do julgamento da apelação. Contudo, não arguiu a nulidade discutida nestes autos por meio dos instrumentos processuais cabíveis (embargos declaratórios, recurso especial ou extraordinário), sendo certo que a decisão transitou em julgado no dia 06.05.2009 (fls. 233). 6. Nessas condições, e considerando que a irregularidade processual foi suscitada pela defesa técnica do acusado somente após o trânsito em julgado da apelação, por meio de habeas corpus, a hipótese é de preclusão da matéria. Nessa linha, vejam-se os seguintes precedentes: “PROCESSUAL PENAL. RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS . CRIME DE ESTUPRO (ART. 213 C/C 29 DO CÓDIGO PENAL) NULIDADE PROCESSUAL. AUSÊNCIA DE INTIMAÇÃO DA DEFESA DA DATA DE JULGAMENTO DA APELAÇÃO CRIMINAL. AUSÊNCIA DE MANIFESTAÇÃO NO MOMENTO OPORTUNO. PRECLUSÃO. TRÂNSITO EM JULGADO. O WRIT NÃO É 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5514624. Supremo Tribunal Federal HC 102077 / SP processo legal. Precedentes. A falta de intimação pessoal do defensor dativo qualifica- se como causa geradora de nulidade processual absoluta, sendo desnecessária a comprovação, nesta hipótese, do efetivo prejuízo para que tal nulidade seja declarada. Precedentes. Ordem concedida.” (HC 98.802, Rel. Min. Joaquim Barbosa) 4. No caso de que se trata, há peculiaridades que não me convencem da nulidade arguida na impetração. Em primeiro lugar, porque, embora não haja nos autos cópia do mandado de intimação devidamente cumprido, consta certidão lavrada pela Secretaria Judiciária, após contato telefônico com o Oficial de Justiça, no sentido de que o defensor foi devidamente intimado da data da sessão de julgamento (fls. 222). 5. Há também nos autos a comprovação de que o mesmo defensor dativo foi intimado, pessoalmente, em 06.04.2009, do resultado do julgamento da apelação. Contudo, não arguiu a nulidade discutida nestes autos por meio dos instrumentos processuais cabíveis (embargos declaratórios, recurso especial ou extraordinário), sendo certo que a decisão transitou em julgado no dia 06.05.2009 (fls. 233). 6. Nessas condições, e considerando que a irregularidade processual foi suscitada pela defesa técnica do acusado somente após o trânsito em julgado da apelação, por meio de habeas corpus, a hipótese é de preclusão da matéria. Nessa linha, vejam-se os seguintes precedentes: “PROCESSUAL PENAL. RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS . CRIME DE ESTUPRO (ART. 213 C/C 29 DO CÓDIGO PENAL) NULIDADE PROCESSUAL. AUSÊNCIA DE INTIMAÇÃO DA DEFESA DA DATA DE JULGAMENTO DA APELAÇÃO CRIMINAL. AUSÊNCIA DE MANIFESTAÇÃO NO MOMENTO OPORTUNO. PRECLUSÃO. TRÂNSITO EM JULGADO. O WRIT NÃO É 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5514624. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 11 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO HC 102077 / SP SUCEDÂNEO DE REVISÃO CRIMINAL. SUSTENTAÇÃO ORAL. ATO ESSENCIAL À DEFESA. DESCARACTERIZAÇÃO. RECURSO ORDINÁRIO DESPROVIDO. 1. A nulidade não suscitada no momento oportuno é impassível de ser arguida através de habeas corpus, no afã de superar a preclusão, sob pena de transformar o writ em sucedâneo da revisão criminal. (...)” (RHC 107.758, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma) "HABEAS CORPUS. PROCESSUAL PENAL. AUSÊNCIA DE INTIMAÇÃO QUANTO À DATA DE JULGAMENTO DA APELAÇÃO. NULIDADE RELATIVA. FALTA DE AUSÊNCIA DE COMPROVAÇÃO DE PREJUÍZO. PRECLUSÃO. ORDEM DENEGADA. I - A falta de intimação da defensoria quanto à data de julgamento da apelação gera apenas nulidade relativa. II - A alegação de eventual nulidade decorridos mais de oito anos do trânsito em julgado da condenação importa no reconhecimento da preclusão. III - Ordem denegada” (HC 94.277, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Primeira Turma) “PROCESSUAL PENAL. HABEAS CORPUS. AUSÊNCIA DE INTIMAÇÃO DE DEFENSOR DATIVO QUANTO À DATA DE JULGAMENTO DA APELAÇÃO. NULIDADE RELATIVA. FALTA DE AUSÊNCIA DE COMPROVAÇÃO DE PREJUÍZO. PRECLUSÃO. ART. 370, § 4..., DO CÓDIGO DE PROCESSO PENAL. APLICAÇÃO DO PRINCÍPIO DO TEMPUS REGIT ACTUM. ORDEM DENEGADA. I -A falta de intimação da defensoria quanto à data de julgamento da apelação gera apenas nulidade relativa. II -A alegação de eventual nulidade decorridos mais de quatorze anos do trânsito em julgado da condenação importa 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5514624. Supremo Tribunal Federal HC 102077 / SP SUCEDÂNEO DE REVISÃO CRIMINAL. SUSTENTAÇÃO ORAL. ATO ESSENCIAL À DEFESA. DESCARACTERIZAÇÃO. RECURSO ORDINÁRIO DESPROVIDO. 1. A nulidade não suscitada no momento oportuno é impassível de ser arguida através de habeas corpus, no afã de superar a preclusão, sob pena de transformar o writ em sucedâneo da revisão criminal. (...)” (RHC 107.758, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma) "HABEAS CORPUS. PROCESSUAL PENAL. AUSÊNCIA DE INTIMAÇÃO QUANTO À DATA DE JULGAMENTO DA APELAÇÃO. NULIDADE RELATIVA. FALTA DE AUSÊNCIA DE COMPROVAÇÃO DE PREJUÍZO. PRECLUSÃO. ORDEM DENEGADA. I - A falta de intimação da defensoria quanto à data de julgamento da apelação gera apenas nulidade relativa. II - A alegação de eventual nulidade decorridos mais de oito anos do trânsito em julgado da condenação importa no reconhecimento da preclusão. III - Ordem denegada” (HC 94.277, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Primeira Turma) “PROCESSUAL PENAL. HABEAS CORPUS. AUSÊNCIA DE INTIMAÇÃO DE DEFENSOR DATIVO QUANTO À DATA DE JULGAMENTO DA APELAÇÃO. NULIDADE RELATIVA. FALTA DE AUSÊNCIA DE COMPROVAÇÃO DE PREJUÍZO. PRECLUSÃO. ART. 370, § 4..., DO CÓDIGO DE PROCESSO PENAL. APLICAÇÃO DO PRINCÍPIO DO TEMPUS REGIT ACTUM. ORDEM DENEGADA. I -A falta de intimação da defensoria quanto à data de julgamento da apelação gera apenas nulidade relativa. II -A alegação de eventual nulidade decorridos mais de quatorze anos do trânsito em julgado da condenação importa 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5514624. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 11 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO HC 102077 / SP no reconhecimento da preclusão. III - A partir da edição da Lei 9.271/96, que incluiu o parágrafo 4... ao art. 370 do CPP, os defensores nomeados, dentre os quais se inclui o defensor dativo, passaram também a possuir a prerrogativa da intimação pessoal. IV - A condenação do impetrante-paciente ocorreu em data anterior à publicação da Lei 9.271/96, o que, pela aplicação do princípio do tempus regit actum, exclui a obrigatoriedade da intimação do defensor dativo. V - Ordem denegada.” (HC 95.641, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Primeira Turma) “HABEAS CORPUS. SESSÃO DE JULGAMENTO DE APELAÇÃO. FALTA DE INTIMAÇÃO PESSOAL DO DEFENSOR PÚBLICO. POSTERIOR TRÂNSITO EM JULGADO. ALEGAÇÃO DE NULIDADE. ORDEM DENEGADA. Segundo precedentes do Supremo Tribunal Federal, constatado, como no caso, o "trânsito em julgado da condenação, não há porque declarar a nulidade da ação penal por falta de intimação pessoal do defensor dativo da pauta de julgamento da apelação perante o Tribunal de Justiça" (HC 86.128, Rel. Min. Gilmar Mendes, DJe-074 de 25.04.2008). Isso porque a "jurisprudência do Supremo Tribunal Federal consolidou o entendimento segundo o qual a matéria relativa à nulidade processual torna-se definitiva com o trânsito em julgado da condenação". Ademais, a "publicação da pauta de julgamento na imprensa oficial" afasta a presunção da ocorrência de prejuízo (HC 86.128, rel. min. Gilmar Mendes, DJe-074 de 25.04.2008). Tal entendimento foi confirmado no julgamento do HC 95.641 (rel. min. Ricardo Lewandowski, DJe de 1....07.2009), no qual esta Corte decidiu que a "alegação de eventual nulidade decorridos mais de quatorze anos do trânsito em julgado da condenação importa no reconhecimento da preclusão" (HC 95.641, rel. min. Ricardo Lewandowski, DJe de 1....07.2009). 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5514624. Supremo Tribunal Federal HC 102077 / SP no reconhecimento da preclusão. III - A partir da edição da Lei 9.271/96, que incluiu o parágrafo 4... ao art. 370 do CPP, os defensores nomeados, dentre os quais se inclui o defensor dativo, passaram também a possuir a prerrogativa da intimação pessoal. IV - A condenação do impetrante-paciente ocorreu em data anterior à publicação da Lei 9.271/96, o que, pela aplicação do princípio do tempus regit actum, exclui a obrigatoriedade da intimação do defensor dativo. V - Ordem denegada.” (HC 95.641, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Primeira Turma) “HABEAS CORPUS. SESSÃO DE JULGAMENTO DE APELAÇÃO. FALTA DE INTIMAÇÃO PESSOAL DO DEFENSOR PÚBLICO. POSTERIOR TRÂNSITO EM JULGADO. ALEGAÇÃO DE NULIDADE. ORDEM DENEGADA. Segundo precedentes do Supremo Tribunal Federal, constatado, como no caso, o "trânsito em julgado da condenação, não há porque declarar a nulidade da ação penal por falta de intimação pessoal do defensor dativo da pauta de julgamento da apelação perante o Tribunal de Justiça" (HC 86.128, Rel. Min. Gilmar Mendes, DJe-074 de 25.04.2008). Isso porque a "jurisprudência do Supremo Tribunal Federal consolidou o entendimento segundo o qual a matéria relativa à nulidade processual torna-se definitiva com o trânsito em julgado da condenação". Ademais, a "publicação da pauta de julgamento na imprensa oficial" afasta a presunção da ocorrência de prejuízo (HC 86.128, rel. min. Gilmar Mendes, DJe-074 de 25.04.2008). Tal entendimento foi confirmado no julgamento do HC 95.641 (rel. min. Ricardo Lewandowski, DJe de 1....07.2009), no qual esta Corte decidiu que a "alegação de eventual nulidade decorridos mais de quatorze anos do trânsito em julgado da condenação importa no reconhecimento da preclusão" (HC 95.641, rel. min. Ricardo Lewandowski, DJe de 1....07.2009). 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5514624. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 11 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO HC 102077 / SP Ordem denegada.” (HC 96.777, Rel. Min. Joaquim Barbosa, Segunda Turma) 7. Por essas razões, data venia, em especial pelos últimos pronunciamentos desta Turma, não deve subsistir a liminar deferida pelo Ministro Joaquim Barbosa, que assim concluiu: “(...) Nos termos do § 4... do art. 370 do Código de Processo Penal (incluído pela Lei 9.271/1996), a intimação do defensor nomeado será pessoal. Ocorre que, no caso, o TJSP, nas informações de fls. 35-37, embora noticie, em princípio, que a serventia da Quarta Câmara Criminal, em contato telefônico mantido com o oficial de justiça, obteve a informação de que o mandado de intimação foi cumprido, acaba revelando que, compulsando o feito, não se verifica a juntada do mandado de intimação pessoal do defensor cumprido. Esclarecido esse fato, mostra-se plausível o entendimento do Ministério Público Federal, exposto no parecer de fls. 237- 240, segundo o qual, ante a inexistência de registro formal da intimação pessoal do defensor dativo para a sessão de julgamento da apelação, faz-se necessário reconhecer que o acórdão dele decorrente padece de nulidade insanável. Sobre o tema, cito, apenas para ilustrar, o seguinte julgado: “É entendimento reiterado desta Corte que a prerrogativa de intimação pessoal dos defensores de réus de ação penal é inerente aos defensores dativos, por força do art. 370, § 4..., do Código de Processo Penal, e decorrente da própria Constituição, que assegura o direito à ampla defesa em procedimento estatal que respeite as prerrogativas do devido processo legal. Precedentes. A falta de intimação pessoal do defensor dativo qualifica-se como causa geradora de nulidade processual absoluta, 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5514624. Supremo Tribunal Federal HC 102077 / SP Ordem denegada.” (HC 96.777, Rel. Min. Joaquim Barbosa, Segunda Turma) 7. Por essas razões, data venia, em especial pelos últimos pronunciamentos desta Turma, não deve subsistir a liminar deferida pelo Ministro Joaquim Barbosa, que assim concluiu: “(...) Nos termos do § 4... do art. 370 do Código de Processo Penal (incluído pela Lei 9.271/1996), a intimação do defensor nomeado será pessoal. Ocorre que, no caso, o TJSP, nas informações de fls. 35-37, embora noticie, em princípio, que a serventia da Quarta Câmara Criminal, em contato telefônico mantido com o oficial de justiça, obteve a informação de que o mandado de intimação foi cumprido, acaba revelando que, compulsando o feito, não se verifica a juntada do mandado de intimação pessoal do defensor cumprido. Esclarecido esse fato, mostra-se plausível o entendimento do Ministério Público Federal, exposto no parecer de fls. 237- 240, segundo o qual, ante a inexistência de registro formal da intimação pessoal do defensor dativo para a sessão de julgamento da apelação, faz-se necessário reconhecer que o acórdão dele decorrente padece de nulidade insanável. Sobre o tema, cito, apenas para ilustrar, o seguinte julgado: “É entendimento reiterado desta Corte que a prerrogativa de intimação pessoal dos defensores de réus de ação penal é inerente aos defensores dativos, por força do art. 370, § 4..., do Código de Processo Penal, e decorrente da própria Constituição, que assegura o direito à ampla defesa em procedimento estatal que respeite as prerrogativas do devido processo legal. Precedentes. A falta de intimação pessoal do defensor dativo qualifica-se como causa geradora de nulidade processual absoluta, 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5514624. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 11 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO HC 102077 / SP sendo desnecessária a comprovação, nesta hipótese, do efetivo prejuízo para que tal nulidade seja declarada. Precedentes. Ordem concedida. (HC 98.802, de minha relatoria, DJ de 27.11.2009).” Do exposto, revogo a decisão de fls. 14-15 e defiro o pedido de liminar , a fim de suspender os efeitos do julgamento proferido pelo Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo na apelação sob enfoque, até o julgamento deste writ.” 8. Diante do exposto, julgo extinto este processo sem resolução de mérito por inadequação da via processual. Cassada a liminar deferida. 9. É como voto. 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5514624. Supremo Tribunal Federal HC 102077 / SP sendo desnecessária a comprovação, nesta hipótese, do efetivo prejuízo para que tal nulidade seja declarada. Precedentes. Ordem concedida. (HC 98.802, de minha relatoria, DJ de 27.11.2009).” Do exposto, revogo a decisão de fls. 14-15 e defiro o pedido de liminar , a fim de suspender os efeitos do julgamento proferido pelo Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo na apelação sob enfoque, até o julgamento deste writ.” 8. Diante do exposto, julgo extinto este processo sem resolução de mérito por inadequação da via processual. Cassada a liminar deferida. 9. É como voto. 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5514624. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 11 Extrato de Ata - 11/03/2014 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 102.077 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO PACTE.(S) : FERNANDO PAIXÃO SILVA IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma julgou extinta a ordem de habeas corpus, nos termos do voto do relator. Unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Marco Aurélio, Presidente. Presidiu o julgamento o Senhor Ministro Dias Toffoli. Primeira Turma, 11.3.2014. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Marco Aurélio, Presidente. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo G. Gonet Branco. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 5495263 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 102.077 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO PACTE.(S) : FERNANDO PAIXÃO SILVA IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma julgou extinta a ordem de habeas corpus, nos termos do voto do relator. Unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Marco Aurélio, Presidente. Presidiu o julgamento o Senhor Ministro Dias Toffoli. Primeira Turma, 11.3.2014. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Marco Aurélio, Presidente. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo G. Gonet Branco. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 5495263 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 11
{ "JURISPRUDENCIA": [ "HABEAS CORPUS 102 . 077", "RHC 107 . 758", "HABEAS CORPUS 102 . 077 SÃO", "HC 137 . 330", "HABEAS CORPUS 102 . 077 SÃO", "HC 137 . 330", "HC 102077 / SP", "HC n 71 . 601 / SP", "HC 137 . 330", "HC 102077 / SP", "HC n 71 . 601 / SP", "HC 137 . 330", "HC 102077 / SP", "HC 102077 / SP", "HABEAS CORPUS 102 . 077", "HC 109 . 956 / PR", "HABEAS CORPUS 102 . 077", "HC 109 . 956 / PR", "HC 102077 / SP", "HC 98 . 802", "HC 102077 / SP", "HC 98 . 802", "HC 102077 / SP", "RHC 107 . 758", "HC 94 . 277", "HC 102077 / SP", "RHC 107 . 758", "HC 94 . 277", "HC 102077 / SP", "HC 95 . 641", "HC 86 . 128", "HC 86 . 128", "HC 95 . 641", "HC 95 . 641", "HC 102077 / SP", "HC 95 . 641", "HC 86 . 128", "HC 86 . 128", "HC 95 . 641", "HC 95 . 641", "HC 102077 / SP", "HC 96 . 777", "HC 102077 / SP", "HC 96 . 777", "HC 102077 / SP", "HC 98 . 802", "HC 102077 / SP", "HC 98 . 802", "HABEAS CORPUS 102 . 077", "HABEAS CORPUS 102 . 077" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 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Ementa e Acórdão 10/04/2014 PLENÁRIO AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 8.938 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :FUNDAÇÃO JOÃO PINHEIRO ADV.(A/S) :LUCAS DE MORAIS GUALTIERI E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MAURO GOMES DO NASCIMENTO INTDO.(A/S) :TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS (PROCESSO Nº 1.0024.08.942.092-1/002) EMENTA: CONSTITUCIONAL. AGRAVO REGIMENTAL EM RECLAMAÇÃO. SERVIDOR PÚBLICO. AÇÃO AJUIZADA NA JUSTIÇA COMUM ESTADUAL. DIREITO ANTERIOR À INSTITUIÇÃO DO REGIME JURÍDICO ESTATUTÁRIO. ALEGAÇÃO DE OFENSA À ADI 3.395-MC. INOCORRÊNCIA. COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA DO TRABALHO. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Plenária, sob a Presidência do Ministro CELSO DE MELLO (art. 37, I, do RISTF), na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Votou o Presidente. Ausentes, neste julgamento, os Ministros Joaquim Barbosa (Presidente), Ricardo Lewandowski (Vice-Presidente) e Roberto Barroso. Brasília, 10 de abril de 2014. Ministro TEORI ZAVASCKI Relator Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5703831. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5 Relatório 10/04/2014 PLENÁRIO AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 8.938 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :FUNDAÇÃO JOÃO PINHEIRO ADV.(A/S) :LUCAS DE MORAIS GUALTIERI E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MAURO GOMES DO NASCIMENTO INTDO.(A/S) :TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS (PROCESSO Nº 1.0024.08.942.092-1/002) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão proferida pelo Ministro Ayres Britto, que negou seguimento à reclamação por entender desrespeitado o acórdão desta Corte proferido no julgamento da ADI 3.395-MC (Rel. Min. Cezar Peluso, Pleno, DJe de 10/11/2006), uma vez que o autor da ação ordinária, embora servidor público, ajuizara a causa para requerer valores referentes a período anterior à implementação do regime jurídico estatutário. Alega a agravante, em síntese, que com o advento do regime estatutário em Minas Gerais, em 1990, “(...) toda e qualquer pretensão do Autor, veiculada após o advento do RJU, terá como fundamento a concessão e/ou continuidade, já no novo regime instaurado, de direitos aos quais o mesmo fazia jus ou efetivamente gozava no regime celetista.” (fl. 235). A Procuradoria-Geral da República opina pelo improvimento do agravo regimental. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5703832. Supremo Tribunal Federal 10/04/2014 PLENÁRIO AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 8.938 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :FUNDAÇÃO JOÃO PINHEIRO ADV.(A/S) :LUCAS DE MORAIS GUALTIERI E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MAURO GOMES DO NASCIMENTO INTDO.(A/S) :TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS (PROCESSO Nº 1.0024.08.942.092-1/002) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão proferida pelo Ministro Ayres Britto, que negou seguimento à reclamação por entender desrespeitado o acórdão desta Corte proferido no julgamento da ADI 3.395-MC (Rel. Min. Cezar Peluso, Pleno, DJe de 10/11/2006), uma vez que o autor da ação ordinária, embora servidor público, ajuizara a causa para requerer valores referentes a período anterior à implementação do regime jurídico estatutário. Alega a agravante, em síntese, que com o advento do regime estatutário em Minas Gerais, em 1990, “(...) toda e qualquer pretensão do Autor, veiculada após o advento do RJU, terá como fundamento a concessão e/ou continuidade, já no novo regime instaurado, de direitos aos quais o mesmo fazia jus ou efetivamente gozava no regime celetista.” (fl. 235). A Procuradoria-Geral da República opina pelo improvimento do agravo regimental. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5703832. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 5 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI 10/04/2014 PLENÁRIO AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 8.938 MINAS GERAIS V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. O agravo regimental não merece prosperar, pois a ausência de qualquer subsídio trazido pela agravante, capaz de alterar os fundamentos da decisão agravada, faz subsistir incólume o entendimento nela firmado. O acórdão reclamado, proferido pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais, ficou assim ementado: ADMINISTRATIVO. CONSTITUCIONAL. PROCESSO CIVIL. SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL. NÃO APLICAÇÃO DE RECOMPOSIÇÃO SALARIAL EM PERÍODO DE VÍNCULO CELETISTA. TRANSFORMAÇÃO DO REGIME CELETISTA EM ESTATUTÁRIO. REFLEXOS NO REGIME ESTATUTÁRIO. COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA DO TRABALHO. PRECEDENTES DO STJ – Na ótica do Superior Tribunal de Justiça, compete à Justiça Trabalhista processar e julgar ações ajuizadas por servidor público com o intuito de perceber vantagens relativas à vigência do regime celetista, antes de sua transformação em regime jurídico único. Ressalte-se que, além do Superior Tribunal de Justiça, conforme consignado pelo aresto, também esta Corte possui jurisprudência consolidada referente à competência da Justiça do Trabalho para processamento e julgamento de ações que digam respeito a direitos anteriores à instituição do regime jurídico estatutário: TRABALHISTA. CONFLITO DE COMPETÊNCIA. RECLAMAÇÃO PROPOSTA POR SERVIDORES DO IAPAS CONTRA A AUTARQUIA, TENDO POR OBJETO VANTAGENS FUNCIONAIS DECORRENTES DO CONTRATO DE TRABALHO QUE OS VINCULAVA À Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5703833. Supremo Tribunal Federal 10/04/2014 PLENÁRIO AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 8.938 MINAS GERAIS V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. O agravo regimental não merece prosperar, pois a ausência de qualquer subsídio trazido pela agravante, capaz de alterar os fundamentos da decisão agravada, faz subsistir incólume o entendimento nela firmado. O acórdão reclamado, proferido pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais, ficou assim ementado: ADMINISTRATIVO. CONSTITUCIONAL. PROCESSO CIVIL. SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL. NÃO APLICAÇÃO DE RECOMPOSIÇÃO SALARIAL EM PERÍODO DE VÍNCULO CELETISTA. TRANSFORMAÇÃO DO REGIME CELETISTA EM ESTATUTÁRIO. REFLEXOS NO REGIME ESTATUTÁRIO. COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA DO TRABALHO. PRECEDENTES DO STJ – Na ótica do Superior Tribunal de Justiça, compete à Justiça Trabalhista processar e julgar ações ajuizadas por servidor público com o intuito de perceber vantagens relativas à vigência do regime celetista, antes de sua transformação em regime jurídico único. Ressalte-se que, além do Superior Tribunal de Justiça, conforme consignado pelo aresto, também esta Corte possui jurisprudência consolidada referente à competência da Justiça do Trabalho para processamento e julgamento de ações que digam respeito a direitos anteriores à instituição do regime jurídico estatutário: TRABALHISTA. CONFLITO DE COMPETÊNCIA. RECLAMAÇÃO PROPOSTA POR SERVIDORES DO IAPAS CONTRA A AUTARQUIA, TENDO POR OBJETO VANTAGENS FUNCIONAIS DECORRENTES DO CONTRATO DE TRABALHO QUE OS VINCULAVA À Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5703833. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 5 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI RCL 8938 AGR / MG REFERIDA AUTARQUIA, ANTES DA IMPLANTAÇÃO DO REGIME ÚNICO. A Justiça do Trabalho continua competente para o julgamento de reclamações de servidores públicos federais, decorrentes de contrato de trabalho. Inteligência do art. 114 da Constituição Federal. Procedência do conflito. (CC 7.023, Rel. Min. Ilmar Galvão, Pleno, DJ de 19/05/1995, Ementário 1787-2. No mesmo sentido: CC 7.242, Rel. Min. Eros Grau, Pleno, DJe de 19/12/2008). 2. Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. É o voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5703833. Supremo Tribunal Federal RCL 8938 AGR / MG REFERIDA AUTARQUIA, ANTES DA IMPLANTAÇÃO DO REGIME ÚNICO. A Justiça do Trabalho continua competente para o julgamento de reclamações de servidores públicos federais, decorrentes de contrato de trabalho. Inteligência do art. 114 da Constituição Federal. Procedência do conflito. (CC 7.023, Rel. Min. Ilmar Galvão, Pleno, DJ de 19/05/1995, Ementário 1787-2. No mesmo sentido: CC 7.242, Rel. Min. Eros Grau, Pleno, DJe de 19/12/2008). 2. Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. É o voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5703833. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 5 Extrato de Ata - 10/04/2014 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 8.938 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) : FUNDAÇÃO JOÃO PINHEIRO ADV.(A/S) : LUCAS DE MORAIS GUALTIERI E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MAURO GOMES DO NASCIMENTO INTDO.(A/S) : TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS (PROCESSO Nº 1.0024.08.942.092-1/002) Decisão: O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, negou provimento ao agravo regimental. Votou o Presidente. Ausentes, neste julgamento, os Ministros Joaquim Barbosa (Presidente), Ricardo Lewandowski (Vice-Presidente) e Roberto Barroso. Presidiu o julgamento o Ministro Celso de Mello (art. 37, I, do RISTF). Plenário, 10.04.2014. Presidência do Senhor Ministro Joaquim Barbosa. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber, Teori Zavascki e Roberto Barroso. Procurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot Monteiro de Barros. p/ Luiz Tomimatsu Assessor-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 5704419 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 8.938 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) : FUNDAÇÃO JOÃO PINHEIRO ADV.(A/S) : LUCAS DE MORAIS GUALTIERI E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MAURO GOMES DO NASCIMENTO INTDO.(A/S) : TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS (PROCESSO Nº 1.0024.08.942.092-1/002) Decisão: O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, negou provimento ao agravo regimental. Votou o Presidente. Ausentes, neste julgamento, os Ministros Joaquim Barbosa (Presidente), Ricardo Lewandowski (Vice-Presidente) e Roberto Barroso. Presidiu o julgamento o Ministro Celso de Mello (art. 37, I, do RISTF). Plenário, 10.04.2014. Presidência do Senhor Ministro Joaquim Barbosa. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber, Teori Zavascki e Roberto Barroso. Procurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot Monteiro de Barros. p/ Luiz Tomimatsu Assessor-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 5704419 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=5738558
2014-04-10T00:00:00
2014-04-30T00:00:00
O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, negou provimento ao agravo regimental. Votou o Presidente. Ausentes, neste julgamento, os Ministros Joaquim Barbosa (Presidente), Ricardo Lewandowski (Vice-Presidente) e Roberto Barroso. Presidiu o julgamento o Ministro Celso de Mello (art. 37, I, do RISTF). Plenário, 10.04.2014.
AG.REG. NA RECLAMAÇÃO
Ementa: CONSTITUCIONAL. AGRAVO REGIMENTAL EM RECLAMAÇÃO. SERVIDOR PÚBLICO. AÇÃO AJUIZADA NA JUSTIÇA COMUM ESTADUAL. DIREITO ANTERIOR À INSTITUIÇÃO DO REGIME JURÍDICO ESTATUTÁRIO. ALEGAÇÃO DE OFENSA À ADI 3.395-MC. INOCORRÊNCIA. COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA DO TRABALHO. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO.
sjur262453
- Acórdão(s) citado(s): (COMPETÊNCIA, JUSTIÇA LABORAL) CC 7023 (TP), CC 7242 (TP). Número de páginas: 5. Análise: 06/05/2014, BRU.
TEORI ZAVASCKI
Tribunal Pleno
8938
[ "LEG-FED RGI ANO-1980\n ART-00037 INC-00001\n RISTF-1980 REGIMENTO INTERNO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL" ]
Rcl-AgR
acordaos
Rcl 8938 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : FUNDAÇÃO JOÃO PINHEIRO ADV.(A/S) : LUCAS DE MORAIS GUALTIERI E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MAURO GOMES DO NASCIMENTO INTDO.(A/S) : TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS (PROCESSO Nº 1.0024.08.942.092-1/002)
[ "" ]
Ementa e Acórdão 10/04/2014 PLENÁRIO AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 8.938 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :FUNDAÇÃO JOÃO PINHEIRO ADV.(A/S) :LUCAS DE MORAIS GUALTIERI E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MAURO GOMES DO NASCIMENTO INTDO.(A/S) :TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS (PROCESSO n 1.0024.08.942.092-1/002) EMENTA: CONSTITUCIONAL. AGRAVO REGIMENTAL EM RECLAMAÇÃO. SERVIDOR PÚBLICO. AÇÃO AJUIZADA NA JUSTIÇA COMUM ESTADUAL. DIREITO ANTERIOR À INSTITUIÇÃO DO REGIME JURÍDICO ESTATUTÁRIO. ALEGAÇÃO DE OFENSA À ADI 3.395-MC. INOCORRÊNCIA. COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA DO TRABALHO. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Plenária, sob a Presidência do Ministro CELSO DE MELLO (art. 37, I, do RISTF), na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Votou o Presidente. Ausentes, neste julgamento, os Ministros Joaquim Barbosa (Presidente), Ricardo Lewandowski (Vice-Presidente) e Roberto Barroso. Brasília, 10 de abril de 2014. Ministro TEORI ZAVASCKI Relator Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5703831. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5 Relatório 10/04/2014 PLENÁRIO AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 8.938 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :FUNDAÇÃO JOÃO PINHEIRO ADV.(A/S) :LUCAS DE MORAIS GUALTIERI E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MAURO GOMES DO NASCIMENTO INTDO.(A/S) :TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS (PROCESSO n 1.0024.08.942.092-1/002) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão proferida pelo Ministro Ayres Britto, que negou seguimento à reclamação por entender desrespeitado o acórdão desta Corte proferido no julgamento da ADI 3.395-MC (Rel. Min. Cezar Peluso, Pleno, DJe de 10/11/2006), uma vez que o autor da ação ordinária, embora servidor público, ajuizara a causa para requerer valores referentes a período anterior à implementação do regime jurídico estatutário. Alega a agravante, em síntese, que com o advento do regime estatutário em Minas Gerais, em 1990, “(...) toda e qualquer pretensão do Autor, veiculada após o advento do RJU, terá como fundamento a concessão e/ou continuidade, já no novo regime instaurado, de direitos aos quais o mesmo fazia jus ou efetivamente gozava no regime celetista.” (fl. 235). A Procuradoria-Geral da República opina pelo improvimento do agravo regimental. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5703832. Supremo Tribunal Federal 10/04/2014 PLENÁRIO AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 8.938 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :FUNDAÇÃO JOÃO PINHEIRO ADV.(A/S) :LUCAS DE MORAIS GUALTIERI E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MAURO GOMES DO NASCIMENTO INTDO.(A/S) :TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS (PROCESSO n 1.0024.08.942.092-1/002) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão proferida pelo Ministro Ayres Britto, que negou seguimento à reclamação por entender desrespeitado o acórdão desta Corte proferido no julgamento da ADI 3.395-MC (Rel. Min. Cezar Peluso, Pleno, DJe de 10/11/2006), uma vez que o autor da ação ordinária, embora servidor público, ajuizara a causa para requerer valores referentes a período anterior à implementação do regime jurídico estatutário. Alega a agravante, em síntese, que com o advento do regime estatutário em Minas Gerais, em 1990, “(...) toda e qualquer pretensão do Autor, veiculada após o advento do RJU, terá como fundamento a concessão e/ou continuidade, já no novo regime instaurado, de direitos aos quais o mesmo fazia jus ou efetivamente gozava no regime celetista.” (fl. 235). A Procuradoria-Geral da República opina pelo improvimento do agravo regimental. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5703832. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 5 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI 10/04/2014 PLENÁRIO AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 8.938 MINAS GERAIS V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. O agravo regimental não merece prosperar, pois a ausência de qualquer subsídio trazido pela agravante, capaz de alterar os fundamentos da decisão agravada, faz subsistir incólume o entendimento nela firmado. O acórdão reclamado, proferido pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais, ficou assim ementado: ADMINISTRATIVO. CONSTITUCIONAL. PROCESSO CIVIL. SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL. NÃO APLICAÇÃO DE RECOMPOSIÇÃO SALARIAL EM PERÍODO DE VÍNCULO CELETISTA. TRANSFORMAÇÃO DO REGIME CELETISTA EM ESTATUTÁRIO. REFLEXOS NO REGIME ESTATUTÁRIO. COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA DO TRABALHO. PRECEDENTES DO Superior Tribunal de Justiça – Na ótica do Superior Tribunal de Justiça, compete à Justiça Trabalhista processar e julgar ações ajuizadas por servidor público com o intuito de perceber vantagens relativas à vigência do regime celetista, antes de sua transformação em regime jurídico único. Ressalte-se que, além do Superior Tribunal de Justiça, conforme consignado pelo aresto, também esta Corte possui jurisprudência consolidada referente à competência da Justiça do Trabalho para processamento e julgamento de ações que digam respeito a direitos anteriores à instituição do regime jurídico estatutário: TRABALHISTA. CONFLITO DE COMPETÊNCIA. RECLAMAÇÃO PROPOSTA POR SERVIDORES DO IAPAS CONTRA A AUTARQUIA, TENDO POR OBJETO VANTAGENS FUNCIONAIS DECORRENTES DO CONTRATO DE TRABALHO QUE OS VINCULAVA À Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5703833. Supremo Tribunal Federal 10/04/2014 PLENÁRIO AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 8.938 MINAS GERAIS V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. O agravo regimental não merece prosperar, pois a ausência de qualquer subsídio trazido pela agravante, capaz de alterar os fundamentos da decisão agravada, faz subsistir incólume o entendimento nela firmado. O acórdão reclamado, proferido pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais, ficou assim ementado: ADMINISTRATIVO. CONSTITUCIONAL. PROCESSO CIVIL. SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL. NÃO APLICAÇÃO DE RECOMPOSIÇÃO SALARIAL EM PERÍODO DE VÍNCULO CELETISTA. TRANSFORMAÇÃO DO REGIME CELETISTA EM ESTATUTÁRIO. REFLEXOS NO REGIME ESTATUTÁRIO. COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA DO TRABALHO. PRECEDENTES DO Superior Tribunal de Justiça – Na ótica do Superior Tribunal de Justiça, compete à Justiça Trabalhista processar e julgar ações ajuizadas por servidor público com o intuito de perceber vantagens relativas à vigência do regime celetista, antes de sua transformação em regime jurídico único. Ressalte-se que, além do Superior Tribunal de Justiça, conforme consignado pelo aresto, também esta Corte possui jurisprudência consolidada referente à competência da Justiça do Trabalho para processamento e julgamento de ações que digam respeito a direitos anteriores à instituição do regime jurídico estatutário: TRABALHISTA. CONFLITO DE COMPETÊNCIA. RECLAMAÇÃO PROPOSTA POR SERVIDORES DO IAPAS CONTRA A AUTARQUIA, TENDO POR OBJETO VANTAGENS FUNCIONAIS DECORRENTES DO CONTRATO DE TRABALHO QUE OS VINCULAVA À Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5703833. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 5 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI RCL 8938 AGR / MG REFERIDA AUTARQUIA, ANTES DA IMPLANTAÇÃO DO REGIME ÚNICO. A Justiça do Trabalho continua competente para o julgamento de reclamações de servidores públicos federais, decorrentes de contrato de trabalho. Inteligência do art. 114 da Constituição Federal. Procedência do conflito. (Código Civil Brasileiro 7.023, Rel. Min. Ilmar Galvão, Pleno, DJ de 19/05/1995, Ementário 1787-2. No mesmo sentido: Código Civil Brasileiro 7.242, Rel. Min. Eros Grau, Pleno, DJe de 19/12/2008). 2. Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. É o voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5703833. Supremo Tribunal Federal RCL 8938 AGR / MG REFERIDA AUTARQUIA, ANTES DA IMPLANTAÇÃO DO REGIME ÚNICO. A Justiça do Trabalho continua competente para o julgamento de reclamações de servidores públicos federais, decorrentes de contrato de trabalho. Inteligência do art. 114 da Constituição Federal. Procedência do conflito. (Código Civil Brasileiro 7.023, Rel. Min. Ilmar Galvão, Pleno, DJ de 19/05/1995, Ementário 1787-2. No mesmo sentido: Código Civil Brasileiro 7.242, Rel. Min. Eros Grau, Pleno, DJe de 19/12/2008). 2. Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. É o voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5703833. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 5 Extrato de Ata - 10/04/2014 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 8.938 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) : FUNDAÇÃO JOÃO PINHEIRO ADV.(A/S) : LUCAS DE MORAIS GUALTIERI E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MAURO GOMES DO NASCIMENTO INTDO.(A/S) : TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS (PROCESSO n 1.0024.08.942.092-1/002) Decisão: O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, negou provimento ao agravo regimental. Votou o Presidente. Ausentes, neste julgamento, os Ministros Joaquim Barbosa (Presidente), Ricardo Lewandowski (Vice-Presidente) e Roberto Barroso. Presidiu o julgamento o Ministro Celso de Mello (art. 37, I, do RISTF). Plenário, 10.04.2014. Presidência do Senhor Ministro Joaquim Barbosa. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber, Teori Zavascki e Roberto Barroso. Procurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot Monteiro de Barros. p/ Luiz Tomimatsu Assessor-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 5704419 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 8.938 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) : FUNDAÇÃO JOÃO PINHEIRO ADV.(A/S) : LUCAS DE MORAIS GUALTIERI E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MAURO GOMES DO NASCIMENTO INTDO.(A/S) : TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS (PROCESSO n 1.0024.08.942.092-1/002) Decisão: O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, negou provimento ao agravo regimental. Votou o Presidente. Ausentes, neste julgamento, os Ministros Joaquim Barbosa (Presidente), Ricardo Lewandowski (Vice-Presidente) e Roberto Barroso. Presidiu o julgamento o Ministro Celso de Mello (art. 37, I, do RISTF). Plenário, 10.04.2014. Presidência do Senhor Ministro Joaquim Barbosa. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber, Teori Zavascki e Roberto Barroso. Procurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot Monteiro de Barros. p/ Luiz Tomimatsu Assessor-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 5704419 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5
{ "JURISPRUDENCIA": [ "ADI 3 . 395 - MC", "RECLAMAÇÃO 8 . 938", "ADI 3 . 395 - MC", "RECLAMAÇÃO 8 . 938", "ADI 3 . 395 -", "PROCESSO n 1 . 0024 . 08 . 942 . 092 - 1 / 002", "PROCESSO n 1 . 0024 . 08 . 942 . 092 - 1 / 002" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 114 da Constituição Federal", "Código Civil Brasileiro 7 . 023", "Código Civil Brasileiro 7 . 242", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 114 da Constituição Federal", "Código Civil Brasileiro 7 . 023", "Código Civil Brasileiro 7 . 242", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "MINAS GERAIS", "Brasília", "MINAS GERAIS", "Minas Gerais", "MINAS GERAIS", "Minas", "Gerais", "MINAS GERAIS", "MINAS GERAIS" ], "ORGANIZACAO": [ "PLENÁRIO", "RECLAMAÇÃO", "TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "FUNDAÇÃO", "TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS", "Procuradoria", "-", "Geral da República", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS", "RJU", "Procuradoria", "-", "Geral da República", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PLENÁRIO", "Tribunal de Justiça de Minas Gerais", "Superior Tribunal de Justiça", "Superior Tribunal de Justiça", "Superior Tribunal de Justiça", "IAPAS", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "Tribunal de Justiça de Minas Gerais", "Superior Tribunal de Justiça", "Superior Tribunal de Justiça", "Superior Tribunal de Justiça", "IAPAS", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "AGR", "/", "MG", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Pleno", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PLENÁRIO", "TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS", "Plenário", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS", "Plenário", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "TEORI", "ZAVASCKI", "JOÃO PINHEIRO", "LUCAS DE MORAIS GUALTIERI", "MAURO GOMES DO NASCIMENTO", "CELSO DE MELLO", "Joaquim Barbosa", "Ricardo Lewandowski", "Roberto Barroso", "TEORI ZAVASCKI", "TEORI ZAVASCKI", "JOÃO PINHEIRO", "LUCAS DE MORAIS GUALTIERI", "MAURO GOMES DO NASCIMENTO", "TEORI ZAVASCKI", "Ayres Britto", "Cezar Peluso", "TEORI ZAVASCKI", "JOÃO PINHEIRO", "LUCAS DE MORAIS GUALTIERI", "MAURO GOMES DO NASCIMENTO", "TEORI ZAVASCKI", "Ayres Britto", "Cezar Peluso", "TEORI ZAVASCKI", "TEORI ZAVASCKI", "TEORI ZAVASCKI", "TEORI ZAVASCKI", "Ilmar Galvão", "Eros Grau", "Ilmar Galvão", "Eros Grau", "TEORI ZAVASCKI", "JOÃO PINHEIRO", "LUCAS DE MORAIS GUALTIERI", "MAURO GOMES DO NASCIMENTO", "Joaquim Barbosa", "Ricardo Lewandowski", "Roberto Barroso", "Celso de Mello", "Joaquim Barbosa", "Celso de Mello", "Marco Aurélio", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Cármen Lúcia", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Teori Zavascki", "Roberto Barroso", "Rodrigo Janot Monteiro de Barros", "Luiz Tomimatsu", "TEORI ZAVASCKI", "JOÃO PINHEIRO", "LUCAS DE MORAIS GUALTIERI", "MAURO GOMES DO NASCIMENTO", "Joaquim Barbosa", "Ricardo Lewandowski", "Roberto Barroso", "Celso de Mello", "Joaquim Barbosa", "Celso de Mello", "Marco Aurélio", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Cármen Lúcia", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Teori Zavascki", "Roberto Barroso", "Rodrigo Janot Monteiro de Barros", "Luiz", "Tomimatsu" ], "TEMPO": [ "10", "/", "04", "/", "2014", "10 de abril de 2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "04", "/", "2014", "10", "/", "11", "/", "2006", "1990", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "04", "/", "2014", "10", "/", "11", "/", "2006", "1990", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "04", "/", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "04", "/", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", "/", "05", "/", "1995", "19", "/", "12", "/", "2008", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", "/", "05", "/", "1995", "19", "/", "12", "/", "2008", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "04", "/", "2014", "10", ".", "04", ".", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", ".", "04", ".", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 11/03/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 746.380 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :MARTA MAIRA WAGNER PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL AGDO.(A/S) :ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO ADMINISTRATIVO. PROCEDIMENTO CIRÚRGICO. NECESSIDADE. FORNECIMENTO PELO ESTADO. INCURSIONAMENTO NO CONTEXTO FÁTICO- PROBATÓRIO DOS AUTOS. SÚMULA 279 DO STF. INEXISTÊNCIA. REPERCUSSÃO GERAL NÃO EXAMINADA EM FACE DE OUTROS FUNDAMENTOS QUE OBSTAM A ADMISSÃO DO APELO EXTREMO. 1. A intervenção cirúrgica sob as expensas do Estado, quando sub judice a controvérsia, demanda a análise do conjunto fático-probatório dos autos, o que atrai a incidência da Súmula 279/STF que dispõe verbis: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário.” 2. O recurso extraordinário não se presta ao exame de questões que demandam revolvimento do contexto fático-probatório dos autos, adstringindo-se à análise da violação direta da ordem constitucional. 3. In casu, o acórdão recorrido assentou: “CONSTITUCIONAL. DIREITO À SAÚDE. INTERVENÇÃO CIRÚRGICA. PORTADORA DE GIGANTISMO. FALTA DE PROVA IDÔNEA QUANTO AO RISCO À VIDA. IMPOSSIBILIDADE. 1. A assecuração do acesso igualitário às ações e serviços, visando à promoção, proteção e recuperação da saúde, reclama a observância das atribuições conferidas a cada integrante do Sistema Único de Saúde. A exigência de prestações positivas na área de saúde está condicionada à comprovação de situação excepcional em que haja risco à vida do paciente. 2. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5465898. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Ementa e Acórdão ARE 746380 AGR / RS APELAÇÃO PROVIDA.” 4. Agravo regimental DESPROVIDO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 11 de março de 2014. LUIZ FUX – Relator Documento assinado digitalmente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5465898. Supremo Tribunal Federal ARE 746380 AGR / RS APELAÇÃO PROVIDA.” 4. Agravo regimental DESPROVIDO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 11 de março de 2014. LUIZ FUX – Relator Documento assinado digitalmente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5465898. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório 11/03/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 746.380 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :MARTA MAIRA WAGNER PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL AGDO.(A/S) :ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto por MARTA MAIRA WAGNER, contra decisão de relatoria do Ministro Luiz Fux, assim ementada: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO ADMINISTRATIVO. PROCEDIMENTO CIRÚRGICO. NECESSIDADE. FORNECIMENTO PELO ESTADO. INCURSIONAMENTO NO CONTEXTO FÁTICO- PROBATÓRIO DOS AUTOS. SÚMULA 279 DO STF. INEXISTÊNCIA. REPERCUSSÃO GERAL NÃO EXAMINADA EM FACE DE OUTROS FUNDAMENTOS QUE OBSTAM A ADMISSÃO DO APELO EXTREMO. 1. A necessidade de intervenção cirúrgica, quando sub judice a controvérsia, demanda a análise do conjunto fático-probatório dos autos, o que atrai a incidência da Súmula 279/STF que dispõe: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário.” 2. O recurso extraordinário não se presta ao exame de questões que demandam revolvimento do contexto fático-probatório dos autos, adstringindo-se à análise da violação direta da ordem constitucional. Precedente: ARE 725.192-AgR/RJ, Rel. Min. Cármen Lúcia, Segunda Turma, DJe de 14/6/2013. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5533422. Supremo Tribunal Federal 11/03/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 746.380 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :MARTA MAIRA WAGNER PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL AGDO.(A/S) :ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto por MARTA MAIRA WAGNER, contra decisão de relatoria do Ministro Luiz Fux, assim ementada: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO ADMINISTRATIVO. PROCEDIMENTO CIRÚRGICO. NECESSIDADE. FORNECIMENTO PELO ESTADO. INCURSIONAMENTO NO CONTEXTO FÁTICO- PROBATÓRIO DOS AUTOS. SÚMULA 279 DO STF. INEXISTÊNCIA. REPERCUSSÃO GERAL NÃO EXAMINADA EM FACE DE OUTROS FUNDAMENTOS QUE OBSTAM A ADMISSÃO DO APELO EXTREMO. 1. A necessidade de intervenção cirúrgica, quando sub judice a controvérsia, demanda a análise do conjunto fático-probatório dos autos, o que atrai a incidência da Súmula 279/STF que dispõe: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário.” 2. O recurso extraordinário não se presta ao exame de questões que demandam revolvimento do contexto fático-probatório dos autos, adstringindo-se à análise da violação direta da ordem constitucional. Precedente: ARE 725.192-AgR/RJ, Rel. Min. Cármen Lúcia, Segunda Turma, DJe de 14/6/2013. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5533422. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Relatório ARE 746380 AGR / RS 3. A repercussão geral pressupõe recurso admissível sob o crivo dos demais requisitos constitucionais e processuais de admissibilidade (art. 323 do RISTF). Consectariamente, se o recurso é inadmissível por outro motivo, não há como se pretender seja reconhecida “a repercussão geral das questões constitucionais discutidas no caso” (art. 102, III, § 3º, da CF). 4. In casu, o acórdão recorrido assentou: “CONSTITUCIONAL. DIREITO À SAÚDE. INTERVENÇÃO CIRÚRGICA. PORTADORA DE GIGANTISMO. FALTA DE PROVA IDÔNEA QUANTO AO RISCO À VIDA. IMPOSSIBILIDADE. 1. A assecuração do acesso igualitário às ações e serviços, visando à promoção, proteção e recuperação da saúde, reclama a observância das atribuições conferidas a cada integrante do Sistema Único de Saúde. A exigência de prestações positivas na área de saúde está condicionada à comprovação de situação excepcional em que haja risco à vida do paciente. 2. APELAÇÃO PROVIDA.” 5. Agravo DESPROVIDO.” Inconformado com a decisão supra, o agravante interpõe o recurso alegando, em síntese, que: “[...] não se trata aqui de análise de prova, mas sim da busca de posicionamento pelo Poder Judiciário acerca da obrigação do Estado em fornecer aos cidadãos os medicamentos e cirurgias necessários a uma existência digna, no que diz respeito a sua saúde, mormente no caso em que não disponha de recursos materiais (médicos e hospitais) aptos à realização do procedimento cirúrgico em questão.” (fl. 178) É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5533422. Supremo Tribunal Federal ARE 746380 AGR / RS 3. A repercussão geral pressupõe recurso admissível sob o crivo dos demais requisitos constitucionais e processuais de admissibilidade (art. 323 do RISTF). Consectariamente, se o recurso é inadmissível por outro motivo, não há como se pretender seja reconhecida “a repercussão geral das questões constitucionais discutidas no caso” (art. 102, III, § 3º, da CF). 4. In casu, o acórdão recorrido assentou: “CONSTITUCIONAL. DIREITO À SAÚDE. INTERVENÇÃO CIRÚRGICA. PORTADORA DE GIGANTISMO. FALTA DE PROVA IDÔNEA QUANTO AO RISCO À VIDA. IMPOSSIBILIDADE. 1. A assecuração do acesso igualitário às ações e serviços, visando à promoção, proteção e recuperação da saúde, reclama a observância das atribuições conferidas a cada integrante do Sistema Único de Saúde. A exigência de prestações positivas na área de saúde está condicionada à comprovação de situação excepcional em que haja risco à vida do paciente. 2. APELAÇÃO PROVIDA.” 5. Agravo DESPROVIDO.” Inconformado com a decisão supra, o agravante interpõe o recurso alegando, em síntese, que: “[...] não se trata aqui de análise de prova, mas sim da busca de posicionamento pelo Poder Judiciário acerca da obrigação do Estado em fornecer aos cidadãos os medicamentos e cirurgias necessários a uma existência digna, no que diz respeito a sua saúde, mormente no caso em que não disponha de recursos materiais (médicos e hospitais) aptos à realização do procedimento cirúrgico em questão.” (fl. 178) É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5533422. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. LUIZ FUX 11/03/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 746.380 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Não assiste razão ao agravante. Em que pesem os argumentos expendidos no recurso, resta evidenciado das razões recursais que o agravante não trouxe nenhum argumento capaz de infirmar a decisão hostilizada. Conforme já afirmado pela decisão agravada, a análise em sede de apelo extremo no tocante à necessidade de intervenção médica demanda o revolvimento do conjunto fático-probatório constante dos autos, o que torna inviável o recurso. Não se revela cognoscível, em sede de Recurso Extraordinário, a insurgência que tem como escopo o incursionamento no contexto fático- probatório engendrado nos autos, porquanto referida pretensão não se amolda à estreita via do apelo extremo, cujo conteúdo restringe-se a fundamentação vinculada de discussão eminentemente de direito e, portanto, não servil ao exame de questões que demandam o revolvimento do arcabouço fático dos autos, face ao óbice erigido pela Súmula 279/STF de seguinte teor, verbis: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário”. Nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. DIREITO À SAÚDE. INTERNAÇÃO HOSPITALAR. REEXAME DE FATOS E PROVAS. SÚMULA 279/STF. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI 693.564- AgR/RS, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA, Segunda Turma, DJe 24/10/2011) Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5533424. Supremo Tribunal Federal 11/03/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 746.380 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Não assiste razão ao agravante. Em que pesem os argumentos expendidos no recurso, resta evidenciado das razões recursais que o agravante não trouxe nenhum argumento capaz de infirmar a decisão hostilizada. Conforme já afirmado pela decisão agravada, a análise em sede de apelo extremo no tocante à necessidade de intervenção médica demanda o revolvimento do conjunto fático-probatório constante dos autos, o que torna inviável o recurso. Não se revela cognoscível, em sede de Recurso Extraordinário, a insurgência que tem como escopo o incursionamento no contexto fático- probatório engendrado nos autos, porquanto referida pretensão não se amolda à estreita via do apelo extremo, cujo conteúdo restringe-se a fundamentação vinculada de discussão eminentemente de direito e, portanto, não servil ao exame de questões que demandam o revolvimento do arcabouço fático dos autos, face ao óbice erigido pela Súmula 279/STF de seguinte teor, verbis: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário”. Nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. DIREITO À SAÚDE. INTERNAÇÃO HOSPITALAR. REEXAME DE FATOS E PROVAS. SÚMULA 279/STF. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI 693.564- AgR/RS, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA, Segunda Turma, DJe 24/10/2011) Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5533424. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 746380 AGR / RS Sob esse enfoque, ressoa inequívoca a vocação para o insucesso do apelo extremo, por força do óbice intransponível do verbete sumular supra, que veda a esta Suprema Corte, em sede de recurso extraordinário, sindicar matéria fática. Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo regimental. É como voto. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5533424. Supremo Tribunal Federal ARE 746380 AGR / RS Sob esse enfoque, ressoa inequívoca a vocação para o insucesso do apelo extremo, por força do óbice intransponível do verbete sumular supra, que veda a esta Suprema Corte, em sede de recurso extraordinário, sindicar matéria fática. Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo regimental. É como voto. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5533424. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 11/03/2014 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 746.380 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : MARTA MAIRA WAGNER PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL AGDO.(A/S) : ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Marco Aurélio, Presidente. Presidiu o julgamento o Senhor Ministro Dias Toffoli. Primeira Turma, 11.3.2014. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Marco Aurélio, Presidente. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo G. Gonet Branco. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 5495371 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 746.380 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : MARTA MAIRA WAGNER PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL AGDO.(A/S) : ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Marco Aurélio, Presidente. Presidiu o julgamento o Senhor Ministro Dias Toffoli. Primeira Turma, 11.3.2014. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Marco Aurélio, Presidente. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo G. Gonet Branco. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 5495371 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=5546448
2014-03-11T00:00:00
2014-03-31T00:00:00
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Marco Aurélio, Presidente. Presidiu o julgamento o Senhor Ministro Dias Toffoli. Primeira Turma, 11.3.2014.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
Ementa: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO ADMINISTRATIVO. PROCEDIMENTO CIRÚRGICO. NECESSIDADE. FORNECIMENTO PELO ESTADO. INCURSIONAMENTO NO CONTEXTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. SÚMULA 279 DO STF. INEXISTÊNCIA. REPERCUSSÃO GERAL NÃO EXAMINADA EM FACE DE OUTROS FUNDAMENTOS QUE OBSTAM A ADMISSÃO DO APELO EXTREMO. 1. A intervenção cirúrgica sob as expensas do Estado, quando sub judice a controvérsia, demanda a análise do conjunto fático-probatório dos autos, o que atrai a incidência da Súmula 279/STF que dispõe verbis: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário.” 2. O recurso extraordinário não se presta ao exame de questões que demandam revolvimento do contexto fático-probatório dos autos, adstringindo-se à análise da violação direta da ordem constitucional. 3. In casu, o acórdão recorrido assentou: “CONSTITUCIONAL. DIREITO À SAÚDE. INTERVENÇÃO CIRÚRGICA. PORTADORA DE GIGANTISMO. FALTA DE PROVA IDÔNEA QUANTO AO RISCO À VIDA. IMPOSSIBILIDADE. 1. A assecuração do acesso igualitário às ações e serviços, visando à promoção, proteção e recuperação da saúde, reclama a observância das atribuições conferidas a cada integrante do Sistema Único de Saúde. A exigência de prestações positivas na área de saúde está condicionada à comprovação de situação excepcional em que haja risco à vida do paciente. 2. APELAÇÃO PROVIDA.” 4. Agravo regimental DESPROVIDO.
sjur259311
- Acórdão(s) citado(s): (DIREITO À SAÚDE) AI 693564 AgR (2ªT). Número de páginas: 7. Análise: 03/04/2014, AUR.
LUIZ FUX
Primeira Turma
746380
[ "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 746380 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : MARTA MAIRA WAGNER PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL AGDO.(A/S) : ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
[ "" ]
Ementa e Acórdão 11/03/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 746.380 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :MARTA MAIRA WAGNER PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL AGDO.(A/S) :ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO ADMINISTRATIVO. PROCEDIMENTO CIRÚRGICO. NECESSIDADE. FORNECIMENTO PELO ESTADO. INCURSIONAMENTO NO CONTEXTO FÁTICO- PROBATÓRIO DOS AUTOS. SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. INEXISTÊNCIA. REPERCUSSÃO GERAL NÃO EXAMINADA EM FACE DE OUTROS FUNDAMENTOS QUE OBSTAM A ADMISSÃO DO APELO EXTREMO. 1. A intervenção cirúrgica sob as expensas do Estado, quando sub judice a controvérsia, demanda a análise do conjunto fático-probatório dos autos, o que atrai a incidência da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal que dispõe verbis: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário.” 2. O recurso extraordinário não se presta ao exame de questões que demandam revolvimento do contexto fático-probatório dos autos, adstringindo-se à análise da violação direta da ordem constitucional. 3. In casu, o acórdão recorrido assentou: “CONSTITUCIONAL. DIREITO À SAÚDE. INTERVENÇÃO CIRÚRGICA. PORTADORA DE GIGANTISMO. FALTA DE PROVA IDÔNEA QUANTO AO RISCO À VIDA. IMPOSSIBILIDADE. 1. A assecuração do acesso igualitário às ações e serviços, visando à promoção, proteção e recuperação da saúde, reclama a observância das atribuições conferidas a cada integrante do Sistema Único de Saúde. A exigência de prestações positivas na área de saúde está condicionada à comprovação de situação excepcional em que haja risco à vida do paciente. 2. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5465898. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Ementa e Acórdão ARE 746380 AGR / RS APELAÇÃO PROVIDA.” 4. Agravo regimental DESPROVIDO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 11 de março de 2014. LUIZ FUX – Relator Documento assinado digitalmente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5465898. Supremo Tribunal Federal ARE 746380 AGR / RS APELAÇÃO PROVIDA.” 4. Agravo regimental DESPROVIDO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 11 de março de 2014. LUIZ FUX – Relator Documento assinado digitalmente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5465898. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório 11/03/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 746.380 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :MARTA MAIRA WAGNER PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL AGDO.(A/S) :ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto por MARTA MAIRA WAGNER, contra decisão de relatoria do Ministro Luiz Fux, assim ementada: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO ADMINISTRATIVO. PROCEDIMENTO CIRÚRGICO. NECESSIDADE. FORNECIMENTO PELO ESTADO. INCURSIONAMENTO NO CONTEXTO FÁTICO- PROBATÓRIO DOS AUTOS. SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. INEXISTÊNCIA. REPERCUSSÃO GERAL NÃO EXAMINADA EM FACE DE OUTROS FUNDAMENTOS QUE OBSTAM A ADMISSÃO DO APELO EXTREMO. 1. A necessidade de intervenção cirúrgica, quando sub judice a controvérsia, demanda a análise do conjunto fático-probatório dos autos, o que atrai a incidência da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal que dispõe: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário.” 2. O recurso extraordinário não se presta ao exame de questões que demandam revolvimento do contexto fático-probatório dos autos, adstringindo-se à análise da violação direta da ordem constitucional. Precedente: ARE 725.192-AgR/RJ, Rel. Min. Cármen Lúcia, Segunda Turma, DJe de 14/6/2013. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5533422. Supremo Tribunal Federal 11/03/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 746.380 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :MARTA MAIRA WAGNER PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL AGDO.(A/S) :ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto por MARTA MAIRA WAGNER, contra decisão de relatoria do Ministro Luiz Fux, assim ementada: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO ADMINISTRATIVO. PROCEDIMENTO CIRÚRGICO. NECESSIDADE. FORNECIMENTO PELO ESTADO. INCURSIONAMENTO NO CONTEXTO FÁTICO- PROBATÓRIO DOS AUTOS. SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. INEXISTÊNCIA. REPERCUSSÃO GERAL NÃO EXAMINADA EM FACE DE OUTROS FUNDAMENTOS QUE OBSTAM A ADMISSÃO DO APELO EXTREMO. 1. A necessidade de intervenção cirúrgica, quando sub judice a controvérsia, demanda a análise do conjunto fático-probatório dos autos, o que atrai a incidência da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal que dispõe: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário.” 2. O recurso extraordinário não se presta ao exame de questões que demandam revolvimento do contexto fático-probatório dos autos, adstringindo-se à análise da violação direta da ordem constitucional. Precedente: ARE 725.192-AgR/RJ, Rel. Min. Cármen Lúcia, Segunda Turma, DJe de 14/6/2013. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5533422. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Relatório ARE 746380 AGR / RS 3. A repercussão geral pressupõe recurso admissível sob o crivo dos demais requisitos constitucionais e processuais de admissibilidade (art. 323 do RISTF). Consectariamente, se o recurso é inadmissível por outro motivo, não há como se pretender seja reconhecida “a repercussão geral das questões constitucionais discutidas no caso” (art. 102, III, § 3..., da Constituição Federal de 1988). 4. In casu, o acórdão recorrido assentou: “CONSTITUCIONAL. DIREITO À SAÚDE. INTERVENÇÃO CIRÚRGICA. PORTADORA DE GIGANTISMO. FALTA DE PROVA IDÔNEA QUANTO AO RISCO À VIDA. IMPOSSIBILIDADE. 1. A assecuração do acesso igualitário às ações e serviços, visando à promoção, proteção e recuperação da saúde, reclama a observância das atribuições conferidas a cada integrante do Sistema Único de Saúde. A exigência de prestações positivas na área de saúde está condicionada à comprovação de situação excepcional em que haja risco à vida do paciente. 2. APELAÇÃO PROVIDA.” 5. Agravo DESPROVIDO.” Inconformado com a decisão supra, o agravante interpõe o recurso alegando, em síntese, que: “[...] não se trata aqui de análise de prova, mas sim da busca de posicionamento pelo Poder Judiciário acerca da obrigação do Estado em fornecer aos cidadãos os medicamentos e cirurgias necessários a uma existência digna, no que diz respeito a sua saúde, mormente no caso em que não disponha de recursos materiais (médicos e hospitais) aptos à realização do procedimento cirúrgico em questão.” (fl. 178) É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5533422. Supremo Tribunal Federal ARE 746380 AGR / RS 3. A repercussão geral pressupõe recurso admissível sob o crivo dos demais requisitos constitucionais e processuais de admissibilidade (art. 323 do RISTF). Consectariamente, se o recurso é inadmissível por outro motivo, não há como se pretender seja reconhecida “a repercussão geral das questões constitucionais discutidas no caso” (art. 102, III, § 3..., da Constituição Federal de 1988). 4. In casu, o acórdão recorrido assentou: “CONSTITUCIONAL. DIREITO À SAÚDE. INTERVENÇÃO CIRÚRGICA. PORTADORA DE GIGANTISMO. FALTA DE PROVA IDÔNEA QUANTO AO RISCO À VIDA. IMPOSSIBILIDADE. 1. A assecuração do acesso igualitário às ações e serviços, visando à promoção, proteção e recuperação da saúde, reclama a observância das atribuições conferidas a cada integrante do Sistema Único de Saúde. A exigência de prestações positivas na área de saúde está condicionada à comprovação de situação excepcional em que haja risco à vida do paciente. 2. APELAÇÃO PROVIDA.” 5. Agravo DESPROVIDO.” Inconformado com a decisão supra, o agravante interpõe o recurso alegando, em síntese, que: “[...] não se trata aqui de análise de prova, mas sim da busca de posicionamento pelo Poder Judiciário acerca da obrigação do Estado em fornecer aos cidadãos os medicamentos e cirurgias necessários a uma existência digna, no que diz respeito a sua saúde, mormente no caso em que não disponha de recursos materiais (médicos e hospitais) aptos à realização do procedimento cirúrgico em questão.” (fl. 178) É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5533422. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. LUIZ FUX 11/03/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 746.380 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Não assiste razão ao agravante. Em que pesem os argumentos expendidos no recurso, resta evidenciado das razões recursais que o agravante não trouxe nenhum argumento capaz de infirmar a decisão hostilizada. Conforme já afirmado pela decisão agravada, a análise em sede de apelo extremo no tocante à necessidade de intervenção médica demanda o revolvimento do conjunto fático-probatório constante dos autos, o que torna inviável o recurso. Não se revela cognoscível, em sede de Recurso Extraordinário, a insurgência que tem como escopo o incursionamento no contexto fático- probatório engendrado nos autos, porquanto referida pretensão não se amolda à estreita via do apelo extremo, cujo conteúdo restringe-se a fundamentação vinculada de discussão eminentemente de direito e, portanto, não servil ao exame de questões que demandam o revolvimento do arcabouço fático dos autos, face ao óbice erigido pela Súmula 279/Supremo Tribunal Federal de seguinte teor, verbis: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário”. Nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. DIREITO À SAÚDE. INTERNAÇÃO HOSPITALAR. REEXAME DE FATOS E PROVAS. SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI 693.564- AgR/RS, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA, Segunda Turma, DJe 24/10/2011) Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5533424. Supremo Tribunal Federal 11/03/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 746.380 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Não assiste razão ao agravante. Em que pesem os argumentos expendidos no recurso, resta evidenciado das razões recursais que o agravante não trouxe nenhum argumento capaz de infirmar a decisão hostilizada. Conforme já afirmado pela decisão agravada, a análise em sede de apelo extremo no tocante à necessidade de intervenção médica demanda o revolvimento do conjunto fático-probatório constante dos autos, o que torna inviável o recurso. Não se revela cognoscível, em sede de Recurso Extraordinário, a insurgência que tem como escopo o incursionamento no contexto fático- probatório engendrado nos autos, porquanto referida pretensão não se amolda à estreita via do apelo extremo, cujo conteúdo restringe-se a fundamentação vinculada de discussão eminentemente de direito e, portanto, não servil ao exame de questões que demandam o revolvimento do arcabouço fático dos autos, face ao óbice erigido pela Súmula 279/Supremo Tribunal Federal de seguinte teor, verbis: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário”. Nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. DIREITO À SAÚDE. INTERNAÇÃO HOSPITALAR. REEXAME DE FATOS E PROVAS. SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI 693.564- AgR/RS, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA, Segunda Turma, DJe 24/10/2011) Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5533424. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 746380 AGR / RS Sob esse enfoque, ressoa inequívoca a vocação para o insucesso do apelo extremo, por força do óbice intransponível do verbete sumular supra, que veda a esta Suprema Corte, em sede de recurso extraordinário, sindicar matéria fática. Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo regimental. É como voto. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5533424. Supremo Tribunal Federal ARE 746380 AGR / RS Sob esse enfoque, ressoa inequívoca a vocação para o insucesso do apelo extremo, por força do óbice intransponível do verbete sumular supra, que veda a esta Suprema Corte, em sede de recurso extraordinário, sindicar matéria fática. Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo regimental. É como voto. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5533424. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 11/03/2014 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 746.380 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : MARTA MAIRA WAGNER PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL AGDO.(A/S) : ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Marco Aurélio, Presidente. Presidiu o julgamento o Senhor Ministro Dias Toffoli. Primeira Turma, 11.3.2014. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Marco Aurélio, Presidente. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo G. Gonet Branco. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 5495371 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 746.380 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : MARTA MAIRA WAGNER PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL AGDO.(A/S) : ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Marco Aurélio, Presidente. Presidiu o julgamento o Senhor Ministro Dias Toffoli. Primeira Turma, 11.3.2014. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Marco Aurélio, Presidente. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo G. Gonet Branco. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 5495371 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO", "SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 746380 AGR / RS", "ARE 746380", "SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 725 . 192 - AgR / RJ", "SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 725 . 192 - AgR / RJ", "ARE 746380 AGR / RS", "ARE 746380 AGR / RS", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal", "AI 693 . 564 - AgR", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal", "AI 693 . 564 - AgR / RS" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 323 do RISTF", "art . 102 , III , § 3 . . . , da Constituição Federal de 1988", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 323 do RISTF", "art . 102 , III , § 3 . . . , da Constituição Federal de 1988", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "RIO GRANDE DO SUL", "ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL", "ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL", "ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL", "Brasília", "Brasília", "RIO GRANDE DO SUL", "ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL", "ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL", "ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL", "ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL", "ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL", "ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL", "ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL", "ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL", "ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "Sistema Único de Saúde", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma do", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "/", "Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Sistema Único de Saúde", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Sistema Único de Saúde", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "/", "RS", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Suprema", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Primeira Turma", "Primeira", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "LUIZ FUX", "MARTA MAIRA WAGNER", "Dias Toffoli", "LUIZ FUX", "Dias Toffoli", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "MARTA MAIRA WAGNER", "LUIZ FUX", "MARTA MAIRA WAGNER", "Luiz Fux", "Cármen Lúcia", "LUIZ FUX", "MARTA MAIRA WAGNER", "LUIZ FUX", "MARTA MAIRA WAGNER", "Luiz Fux", "Cármen Lúcia", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "JOAQUIM BARBOSA", "LUIZ FUX", "JOAQUIM BARBOSA", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "MARTA MAIRA WAGNER", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Marco Aurélio", "Paulo G . Gonet", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "LUIZ FUX", "MARTA MAIRA WAGNER", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Marco Aurélio", "Paulo G . 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Ementa e Acórdão 10/04/2014 PLENÁRIO AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 10.680 GOIÁS RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :NILSON ANTONIO PRETO ADV.(A/S) :EDER CÉSAR DE CASTRO MARTINS AGDO.(A/S) :ESTADO DE GOIÁS ADV.(A/S) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE GOIÁS AGDO.(A/S) :TRIBUNAL DE CONTAS DO MUNICÍPIO DE GOIÁS EMENTA: CONSTITUCIONAL. AGRAVO REGIMENTAL EM RECLAMAÇÃO. PREFEITO. CONTRATO JULGADO IRREGULAR POR TRIBUNAL DE CONTAS DOS MUNICÍPIOS. ALEGAÇÃO DE DESRESPEITO ÀS ADI´S 3.715/TO, 1.779/PE E 849/MT. INOCORRÊNCIA. PRECEDENTE. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Plenária, sob a Presidência do Ministro CELSO DE MELLO (art. 37, I, do RISTF), na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Votou o Presidente. Ausentes, neste julgamento, os Ministros Joaquim Barbosa (Presidente), Ricardo Lewandowski (Vice-Presidente) e Roberto Barroso. Brasília, 10 de abril de 2014. Ministro TEORI ZAVASCKI Relator Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5705920. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5 Relatório 10/04/2014 PLENÁRIO AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 10.680 GOIÁS RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :NILSON ANTONIO PRETO ADV.(A/S) :EDER CÉSAR DE CASTRO MARTINS AGDO.(A/S) :ESTADO DE GOIÁS ADV.(A/S) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE GOIÁS AGDO.(A/S) :TRIBUNAL DE CONTAS DO MUNICÍPIO DE GOIÁS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão proferida pelo Ministro Ayres Britto, no sentido de negar seguimento à reclamação, sob fundamento de não haver exata correlação entre os atos confrontados. No caso, alega-se que o Tribunal de Contas dos Municípios de Goiás, ao julgar irregular o Contrato nº 03/2009, celebrado entre o Município de Mara Rosa, de que foi prefeito o acionante, e a empresa Lemos e Junqueira LTDA, teria desrespeitado a autoridade das ADI´s 3715-3/TO, 1779-1/PE, 849-8/MT. Consta do ato ora impugnado, em síntese, que esta Suprema Corte, no julgamento das ações apontadas como paradigmas, não teria enfrentado a questão referente à possibilidade de os Prefeitos ficarem sujeitos, quanto às contas de gestão, quando atuam como ordenadores de despesas, ao julgamento pelos Tribunais de Contas. Insiste o agravante, no presente recurso, na tese de que nas ações diretas esta Corte teria decidido que apenas os demais gestores e administradores de recursos públicos estariam sujeitos ao julgamento dos Tribunais de Contas, porquanto os Prefeitos deveriam se submeter apenas a parecer prévio. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5705921. Supremo Tribunal Federal 10/04/2014 PLENÁRIO AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 10.680 GOIÁS RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :NILSON ANTONIO PRETO ADV.(A/S) :EDER CÉSAR DE CASTRO MARTINS AGDO.(A/S) :ESTADO DE GOIÁS ADV.(A/S) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE GOIÁS AGDO.(A/S) :TRIBUNAL DE CONTAS DO MUNICÍPIO DE GOIÁS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão proferida pelo Ministro Ayres Britto, no sentido de negar seguimento à reclamação, sob fundamento de não haver exata correlação entre os atos confrontados. No caso, alega-se que o Tribunal de Contas dos Municípios de Goiás, ao julgar irregular o Contrato nº 03/2009, celebrado entre o Município de Mara Rosa, de que foi prefeito o acionante, e a empresa Lemos e Junqueira LTDA, teria desrespeitado a autoridade das ADI´s 3715-3/TO, 1779-1/PE, 849-8/MT. Consta do ato ora impugnado, em síntese, que esta Suprema Corte, no julgamento das ações apontadas como paradigmas, não teria enfrentado a questão referente à possibilidade de os Prefeitos ficarem sujeitos, quanto às contas de gestão, quando atuam como ordenadores de despesas, ao julgamento pelos Tribunais de Contas. Insiste o agravante, no presente recurso, na tese de que nas ações diretas esta Corte teria decidido que apenas os demais gestores e administradores de recursos públicos estariam sujeitos ao julgamento dos Tribunais de Contas, porquanto os Prefeitos deveriam se submeter apenas a parecer prévio. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5705921. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 5 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI 10/04/2014 PLENÁRIO AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 10.680 GOIÁS V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. O agravo regimental não merece prosperar, porquanto não traz nenhum subsídio apto a alterar os fundamentos da decisão agravada, razão pela qual esta deve ser mantida. Transcrevo trecho da decisão agravada que sintetiza a questão: Daí surgir a seguinte questão: o que ficou decidido nas referidas ações de natureza abstrata? a) ADI-MC 3715-3 – Nesta ação, debateu-se acerca da possibilidade de recurso, com efeito suspensivo, para o Plenário da Assembléia Legislativa Estadual das decisões do Tribunal de Contas Estadual. E, mais: discutiu-se a competência do Poder Legislativo Municipal para sustar licitações e atos de dispensa e e inexigibilidade de licitações, concluindo esta Casa de Justiça: “(...) o exercício da competência de julgamento pelo Tribunal de Contas não fica subordinado ao crivo posterior do Poder Legislativo. Precedentes. 6. A Constituição Federal dispõe que apenas no caso de contratos o ato de sustação será adotado diretamente pelo Congresso Nacional (art. 71, § 1º, CF/88)”; b) ADI 1779-1 – Foram declaradas inconstitucionais disposições da Constituição do Estado do Pernambuco. “Disposições que, na conformidade da orientação assentada na jurisprudência do STF, ao atribuírem competência exclusiva à Assembléia Legislativa para julgar as contas do Poder Legislativo, do Tribunal de Contas, do Tribunal de Justiça e das Mesas Diretoras das Câmaras Municipais, entram em choque com a norma contida no inciso I do artigo 71 da Constituição Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5705922. Supremo Tribunal Federal 10/04/2014 PLENÁRIO AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 10.680 GOIÁS V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. O agravo regimental não merece prosperar, porquanto não traz nenhum subsídio apto a alterar os fundamentos da decisão agravada, razão pela qual esta deve ser mantida. Transcrevo trecho da decisão agravada que sintetiza a questão: Daí surgir a seguinte questão: o que ficou decidido nas referidas ações de natureza abstrata? a) ADI-MC 3715-3 – Nesta ação, debateu-se acerca da possibilidade de recurso, com efeito suspensivo, para o Plenário da Assembléia Legislativa Estadual das decisões do Tribunal de Contas Estadual. E, mais: discutiu-se a competência do Poder Legislativo Municipal para sustar licitações e atos de dispensa e e inexigibilidade de licitações, concluindo esta Casa de Justiça: “(...) o exercício da competência de julgamento pelo Tribunal de Contas não fica subordinado ao crivo posterior do Poder Legislativo. Precedentes. 6. A Constituição Federal dispõe que apenas no caso de contratos o ato de sustação será adotado diretamente pelo Congresso Nacional (art. 71, § 1º, CF/88)”; b) ADI 1779-1 – Foram declaradas inconstitucionais disposições da Constituição do Estado do Pernambuco. “Disposições que, na conformidade da orientação assentada na jurisprudência do STF, ao atribuírem competência exclusiva à Assembléia Legislativa para julgar as contas do Poder Legislativo, do Tribunal de Contas, do Tribunal de Justiça e das Mesas Diretoras das Câmaras Municipais, entram em choque com a norma contida no inciso I do artigo 71 da Constituição Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5705922. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 5 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI RCL 10680 AGR / GO Federal”; c) ADI 849-8 – Já aqui concluiu o Supremo Tribunal Federal pela inconstitucionalidade da subtração ao Tribunal de Contas da competência para o julgamento das contas da Mesa da Assembléia Legislativa. Confira-se: “(...) inconstitucionalidade de subtração ao Tribunal de Contas da competência do julgamento das contas da Mesa da Assembléia Legislativa - compreendidas na previsão do art. 71, II, da Constituição Federal, para submetê-las ao regime do art. 71, c/c. art. 49, IX, que é exclusivo da prestação de contas do Chefe do Poder Executivo”. 6. Com efeito, em nenhum desses julgamentos houve específica análise acerca da competência do Tribunal de Contas Estadual para apreciação e julgamento de atos de gestão (contratos, por exemplo) dos Prefeitos Municipais. Noutras palavras, não há similitude ou identidade de objeto entre o ato reclamado (Resolução do TCM-GO) e as referidas decisões. Ainda que se pudesse argumentar em sentido contrário, verifica-se que o Plenário desta Corte, quando do julgamento da Rcl 11.479-AgR (Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe de 25/02/2013), já enfrentou a questão em sentido desfavorável ao ora agravante, ficando assim ementado o acórdão: AGRAVO REGIMENTAL NA RECLAMAÇÃO. PRESTAÇÃO DE CONTAS POR PREFEITO AO TRIBUNAL DE CONTAS DOS MUNICÍPIOS. INAPLICABILIDADE DA TRANSCENDÊNCIA DOS FUNDAMENTOS DETERMINANTES ADOTADOS NO JULGAMENTO DAS AÇÕES DIRETAS DE INCONSTITUCIONALIDADE N. 3.715/TO, 1.779/PE E 849/MT. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. 2. Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. É o voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5705922. Supremo Tribunal Federal RCL 10680 AGR / GO Federal”; c) ADI 849-8 – Já aqui concluiu o Supremo Tribunal Federal pela inconstitucionalidade da subtração ao Tribunal de Contas da competência para o julgamento das contas da Mesa da Assembléia Legislativa. Confira-se: “(...) inconstitucionalidade de subtração ao Tribunal de Contas da competência do julgamento das contas da Mesa da Assembléia Legislativa - compreendidas na previsão do art. 71, II, da Constituição Federal, para submetê-las ao regime do art. 71, c/c. art. 49, IX, que é exclusivo da prestação de contas do Chefe do Poder Executivo”. 6. Com efeito, em nenhum desses julgamentos houve específica análise acerca da competência do Tribunal de Contas Estadual para apreciação e julgamento de atos de gestão (contratos, por exemplo) dos Prefeitos Municipais. Noutras palavras, não há similitude ou identidade de objeto entre o ato reclamado (Resolução do TCM-GO) e as referidas decisões. Ainda que se pudesse argumentar em sentido contrário, verifica-se que o Plenário desta Corte, quando do julgamento da Rcl 11.479-AgR (Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe de 25/02/2013), já enfrentou a questão em sentido desfavorável ao ora agravante, ficando assim ementado o acórdão: AGRAVO REGIMENTAL NA RECLAMAÇÃO. PRESTAÇÃO DE CONTAS POR PREFEITO AO TRIBUNAL DE CONTAS DOS MUNICÍPIOS. INAPLICABILIDADE DA TRANSCENDÊNCIA DOS FUNDAMENTOS DETERMINANTES ADOTADOS NO JULGAMENTO DAS AÇÕES DIRETAS DE INCONSTITUCIONALIDADE N. 3.715/TO, 1.779/PE E 849/MT. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. 2. Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. É o voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5705922. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 5 Extrato de Ata - 10/04/2014 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 10.680 PROCED. : GOIÁS RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) : NILSON ANTONIO PRETO ADV.(A/S) : EDER CÉSAR DE CASTRO MARTINS AGDO.(A/S) : ESTADO DE GOIÁS ADV.(A/S) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE GOIÁS AGDO.(A/S) : TRIBUNAL DE CONTAS DO MUNICÍPIO DE GOIÁS Decisão: O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, negou provimento ao agravo regimental. Votou o Presidente. Ausentes, neste julgamento, os Ministros Joaquim Barbosa (Presidente), Ricardo Lewandowski (Vice-Presidente) e Roberto Barroso. Presidiu o julgamento o Ministro Celso de Mello (art. 37, I, do RISTF). Plenário, 10.04.2014. Presidência do Senhor Ministro Joaquim Barbosa. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber, Teori Zavascki e Roberto Barroso. Procurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot Monteiro de Barros. p/ Luiz Tomimatsu Assessor-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 5704423 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 10.680 PROCED. : GOIÁS RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) : NILSON ANTONIO PRETO ADV.(A/S) : EDER CÉSAR DE CASTRO MARTINS AGDO.(A/S) : ESTADO DE GOIÁS ADV.(A/S) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE GOIÁS AGDO.(A/S) : TRIBUNAL DE CONTAS DO MUNICÍPIO DE GOIÁS Decisão: O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, negou provimento ao agravo regimental. Votou o Presidente. Ausentes, neste julgamento, os Ministros Joaquim Barbosa (Presidente), Ricardo Lewandowski (Vice-Presidente) e Roberto Barroso. Presidiu o julgamento o Ministro Celso de Mello (art. 37, I, do RISTF). Plenário, 10.04.2014. Presidência do Senhor Ministro Joaquim Barbosa. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber, Teori Zavascki e Roberto Barroso. Procurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot Monteiro de Barros. p/ Luiz Tomimatsu Assessor-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 5704423 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=5750145
2014-04-10T00:00:00
2014-04-30T00:00:00
O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, negou provimento ao agravo regimental. Votou o Presidente. Ausentes, neste julgamento, os Ministros Joaquim Barbosa (Presidente), Ricardo Lewandowski (Vice-Presidente) e Roberto Barroso. Presidiu o julgamento o Ministro Celso de Mello (art. 37, I, do RISTF). Plenário, 10.04.2014.
AG.REG. NA RECLAMAÇÃO
Ementa: CONSTITUCIONAL. AGRAVO REGIMENTAL EM RECLAMAÇÃO. PREFEITO. CONTRATO JULGADO IRREGULAR POR TRIBUNAL DE CONTAS DOS MUNICÍPIOS. ALEGAÇÃO DE DESRESPEITO ÀS ADI´S 3.715/TO, 1.779/PE E 849/MT. INOCORRÊNCIA. PRECEDENTE. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO.
sjur262457
- Acórdão(s) citado(s): (TRANSCENDÊNCIA DOS MOTIVOS DETERMINANTES) Rcl 11479 AgR (TP). Número de páginas: 5. Análise: 06/05/2014, BRU.
TEORI ZAVASCKI
Tribunal Pleno
10680
null
Rcl-AgR
acordaos
Rcl 10680 AgR
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AGTE.(S) : NILSON ANTONIO PRETO ADV.(A/S) : EDER CÉSAR DE CASTRO MARTINS AGDO.(A/S) : ESTADO DE GOIÁS ADV.(A/S) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE GOIÁS AGDO.(A/S) : TRIBUNAL DE CONTAS DO MUNICÍPIO DE GOIÁS
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Ementa e Acórdão 10/04/2014 PLENÁRIO AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 10.680 GOIÁS RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :NILSON ANTONIO PRETO ADV.(A/S) :EDER CÉSAR DE CASTRO MARTINS AGDO.(A/S) :ESTADO DE GOIÁS ADV.(A/S) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE GOIÁS AGDO.(A/S) :TRIBUNAL DE CONTAS DO MUNICÍPIO DE GOIÁS EMENTA: CONSTITUCIONAL. AGRAVO REGIMENTAL EM RECLAMAÇÃO. PREFEITO. CONTRATO JULGADO IRREGULAR POR TRIBUNAL DE CONTAS DOS MUNICÍPIOS. ALEGAÇÃO DE DESRESPEITO ÀS ADI´S 3.715/TO, 1.779/PE E 849/MT. INOCORRÊNCIA. PRECEDENTE. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Plenária, sob a Presidência do Ministro CELSO DE MELLO (art. 37, I, do RISTF), na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Votou o Presidente. Ausentes, neste julgamento, os Ministros Joaquim Barbosa (Presidente), Ricardo Lewandowski (Vice-Presidente) e Roberto Barroso. Brasília, 10 de abril de 2014. Ministro TEORI ZAVASCKI Relator Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5705920. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5 Relatório 10/04/2014 PLENÁRIO AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 10.680 GOIÁS RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :NILSON ANTONIO PRETO ADV.(A/S) :EDER CÉSAR DE CASTRO MARTINS AGDO.(A/S) :ESTADO DE GOIÁS ADV.(A/S) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE GOIÁS AGDO.(A/S) :TRIBUNAL DE CONTAS DO MUNICÍPIO DE GOIÁS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão proferida pelo Ministro Ayres Britto, no sentido de negar seguimento à reclamação, sob fundamento de não haver exata correlação entre os atos confrontados. No caso, alega-se que o Tribunal de Contas dos Municípios de Goiás, ao julgar irregular o Contrato n 03/2009, celebrado entre o Município de Mara Rosa, de que foi prefeito o acionante, e a empresa Lemos e Junqueira LTDA, teria desrespeitado a autoridade das ADI´s 3715-3/TO, 1779-1/PE, 849-8/MT. Consta do ato ora impugnado, em síntese, que esta Suprema Corte, no julgamento das ações apontadas como paradigmas, não teria enfrentado a questão referente à possibilidade de os Prefeitos ficarem sujeitos, quanto às contas de gestão, quando atuam como ordenadores de despesas, ao julgamento pelos Tribunais de Contas. Insiste o agravante, no presente recurso, na tese de que nas ações diretas esta Corte teria decidido que apenas os demais gestores e administradores de recursos públicos estariam sujeitos ao julgamento dos Tribunais de Contas, porquanto os Prefeitos deveriam se submeter apenas a parecer prévio. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5705921. Supremo Tribunal Federal 10/04/2014 PLENÁRIO AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 10.680 GOIÁS RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :NILSON ANTONIO PRETO ADV.(A/S) :EDER CÉSAR DE CASTRO MARTINS AGDO.(A/S) :ESTADO DE GOIÁS ADV.(A/S) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE GOIÁS AGDO.(A/S) :TRIBUNAL DE CONTAS DO MUNICÍPIO DE GOIÁS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão proferida pelo Ministro Ayres Britto, no sentido de negar seguimento à reclamação, sob fundamento de não haver exata correlação entre os atos confrontados. No caso, alega-se que o Tribunal de Contas dos Municípios de Goiás, ao julgar irregular o Contrato n 03/2009, celebrado entre o Município de Mara Rosa, de que foi prefeito o acionante, e a empresa Lemos e Junqueira LTDA, teria desrespeitado a autoridade das ADI´s 3715-3/TO, 1779-1/PE, 849-8/MT. Consta do ato ora impugnado, em síntese, que esta Suprema Corte, no julgamento das ações apontadas como paradigmas, não teria enfrentado a questão referente à possibilidade de os Prefeitos ficarem sujeitos, quanto às contas de gestão, quando atuam como ordenadores de despesas, ao julgamento pelos Tribunais de Contas. Insiste o agravante, no presente recurso, na tese de que nas ações diretas esta Corte teria decidido que apenas os demais gestores e administradores de recursos públicos estariam sujeitos ao julgamento dos Tribunais de Contas, porquanto os Prefeitos deveriam se submeter apenas a parecer prévio. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5705921. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 5 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI 10/04/2014 PLENÁRIO AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 10.680 GOIÁS V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. O agravo regimental não merece prosperar, porquanto não traz nenhum subsídio apto a alterar os fundamentos da decisão agravada, razão pela qual esta deve ser mantida. Transcrevo trecho da decisão agravada que sintetiza a questão: Daí surgir a seguinte questão: o que ficou decidido nas referidas ações de natureza abstrata? a) ADI-MC 3715-3 – Nesta ação, debateu-se acerca da possibilidade de recurso, com efeito suspensivo, para o Plenário da Assembléia Legislativa Estadual das decisões do Tribunal de Contas Estadual. E, mais: discutiu-se a competência do Poder Legislativo Municipal para sustar licitações e atos de dispensa e e inexigibilidade de licitações, concluindo esta Casa de Justiça: “(...) o exercício da competência de julgamento pelo Tribunal de Contas não fica subordinado ao crivo posterior do Poder Legislativo. Precedentes. 6. A Constituição Federal dispõe que apenas no caso de contratos o ato de sustação será adotado diretamente pelo Congresso Nacional (art. 71, § 1..., Constituição Federal de 1988/88)”; b) ADI 1779-1 – Foram declaradas inconstitucionais disposições da Constituição do Estado do Pernambuco. “Disposições que, na conformidade da orientação assentada na jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, ao atribuírem competência exclusiva à Assembléia Legislativa para julgar as contas do Poder Legislativo, do Tribunal de Contas, do Tribunal de Justiça e das Mesas Diretoras das Câmaras Municipais, entram em choque com a norma contida no inciso I do artigo 71 da Constituição Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5705922. Supremo Tribunal Federal 10/04/2014 PLENÁRIO AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 10.680 GOIÁS V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. O agravo regimental não merece prosperar, porquanto não traz nenhum subsídio apto a alterar os fundamentos da decisão agravada, razão pela qual esta deve ser mantida. Transcrevo trecho da decisão agravada que sintetiza a questão: Daí surgir a seguinte questão: o que ficou decidido nas referidas ações de natureza abstrata? a) ADI-MC 3715-3 – Nesta ação, debateu-se acerca da possibilidade de recurso, com efeito suspensivo, para o Plenário da Assembléia Legislativa Estadual das decisões do Tribunal de Contas Estadual. E, mais: discutiu-se a competência do Poder Legislativo Municipal para sustar licitações e atos de dispensa e e inexigibilidade de licitações, concluindo esta Casa de Justiça: “(...) o exercício da competência de julgamento pelo Tribunal de Contas não fica subordinado ao crivo posterior do Poder Legislativo. Precedentes. 6. A Constituição Federal dispõe que apenas no caso de contratos o ato de sustação será adotado diretamente pelo Congresso Nacional (art. 71, § 1..., Constituição Federal de 1988/88)”; b) ADI 1779-1 – Foram declaradas inconstitucionais disposições da Constituição do Estado do Pernambuco. “Disposições que, na conformidade da orientação assentada na jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, ao atribuírem competência exclusiva à Assembléia Legislativa para julgar as contas do Poder Legislativo, do Tribunal de Contas, do Tribunal de Justiça e das Mesas Diretoras das Câmaras Municipais, entram em choque com a norma contida no inciso I do artigo 71 da Constituição Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5705922. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 5 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI RCL 10680 AGR / GO Federal”; c) ADI 849-8 – Já aqui concluiu o Supremo Tribunal Federal pela inconstitucionalidade da subtração ao Tribunal de Contas da competência para o julgamento das contas da Mesa da Assembléia Legislativa. Confira-se: “(...) inconstitucionalidade de subtração ao Tribunal de Contas da competência do julgamento das contas da Mesa da Assembléia Legislativa - compreendidas na previsão do art. 71, II, da Constituição Federal, para submetê-las ao regime do art. 71, c/c. art. 49, IX, que é exclusivo da prestação de contas do Chefe do Poder Executivo”. 6. Com efeito, em nenhum desses julgamentos houve específica análise acerca da competência do Tribunal de Contas Estadual para apreciação e julgamento de atos de gestão (contratos, por exemplo) dos Prefeitos Municipais. Noutras palavras, não há similitude ou identidade de objeto entre o ato reclamado (Resolução do TCM-GO) e as referidas decisões. Ainda que se pudesse argumentar em sentido contrário, verifica-se que o Plenário desta Corte, quando do julgamento da Rcl 11.479-AgR (Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe de 25/02/2013), já enfrentou a questão em sentido desfavorável ao ora agravante, ficando assim ementado o acórdão: AGRAVO REGIMENTAL NA RECLAMAÇÃO. PRESTAÇÃO DE CONTAS POR PREFEITO AO TRIBUNAL DE CONTAS DOS MUNICÍPIOS. INAPLICABILIDADE DA TRANSCENDÊNCIA DOS FUNDAMENTOS DETERMINANTES ADOTADOS NO JULGAMENTO DAS AÇÕES DIRETAS DE INCONSTITUCIONALIDADE N. 3.715/TO, 1.779/PE E 849/MT. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. 2. Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. É o voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5705922. Supremo Tribunal Federal RCL 10680 AGR / GO Federal”; c) ADI 849-8 – Já aqui concluiu o Supremo Tribunal Federal pela inconstitucionalidade da subtração ao Tribunal de Contas da competência para o julgamento das contas da Mesa da Assembléia Legislativa. Confira-se: “(...) inconstitucionalidade de subtração ao Tribunal de Contas da competência do julgamento das contas da Mesa da Assembléia Legislativa - compreendidas na previsão do art. 71, II, da Constituição Federal, para submetê-las ao regime do art. 71, c/c. art. 49, IX, que é exclusivo da prestação de contas do Chefe do Poder Executivo”. 6. Com efeito, em nenhum desses julgamentos houve específica análise acerca da competência do Tribunal de Contas Estadual para apreciação e julgamento de atos de gestão (contratos, por exemplo) dos Prefeitos Municipais. Noutras palavras, não há similitude ou identidade de objeto entre o ato reclamado (Resolução do TCM-GO) e as referidas decisões. Ainda que se pudesse argumentar em sentido contrário, verifica-se que o Plenário desta Corte, quando do julgamento da Rcl 11.479-AgR (Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe de 25/02/2013), já enfrentou a questão em sentido desfavorável ao ora agravante, ficando assim ementado o acórdão: AGRAVO REGIMENTAL NA RECLAMAÇÃO. PRESTAÇÃO DE CONTAS POR PREFEITO AO TRIBUNAL DE CONTAS DOS MUNICÍPIOS. INAPLICABILIDADE DA TRANSCENDÊNCIA DOS FUNDAMENTOS DETERMINANTES ADOTADOS NO JULGAMENTO DAS AÇÕES DIRETAS DE INCONSTITUCIONALIDADE N. 3.715/TO, 1.779/PE E 849/MT. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. 2. Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. É o voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5705922. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 5 Extrato de Ata - 10/04/2014 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 10.680 PROCED. : GOIÁS RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) : NILSON ANTONIO PRETO ADV.(A/S) : EDER CÉSAR DE CASTRO MARTINS AGDO.(A/S) : ESTADO DE GOIÁS ADV.(A/S) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE GOIÁS AGDO.(A/S) : TRIBUNAL DE CONTAS DO MUNICÍPIO DE GOIÁS Decisão: O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, negou provimento ao agravo regimental. Votou o Presidente. Ausentes, neste julgamento, os Ministros Joaquim Barbosa (Presidente), Ricardo Lewandowski (Vice-Presidente) e Roberto Barroso. Presidiu o julgamento o Ministro Celso de Mello (art. 37, I, do RISTF). Plenário, 10.04.2014. Presidência do Senhor Ministro Joaquim Barbosa. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber, Teori Zavascki e Roberto Barroso. Procurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot Monteiro de Barros. p/ Luiz Tomimatsu Assessor-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 5704423 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 10.680 PROCED. : GOIÁS RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) : NILSON ANTONIO PRETO ADV.(A/S) : EDER CÉSAR DE CASTRO MARTINS AGDO.(A/S) : ESTADO DE GOIÁS ADV.(A/S) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE GOIÁS AGDO.(A/S) : TRIBUNAL DE CONTAS DO MUNICÍPIO DE GOIÁS Decisão: O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, negou provimento ao agravo regimental. Votou o Presidente. Ausentes, neste julgamento, os Ministros Joaquim Barbosa (Presidente), Ricardo Lewandowski (Vice-Presidente) e Roberto Barroso. Presidiu o julgamento o Ministro Celso de Mello (art. 37, I, do RISTF). Plenário, 10.04.2014. Presidência do Senhor Ministro Joaquim Barbosa. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber, Teori Zavascki e Roberto Barroso. Procurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot Monteiro de Barros. p/ Luiz Tomimatsu Assessor-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 5704423 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECLAMAÇÃO 10 . 680", "RECLAMAÇÃO 10 . 680", "ADI", "-", "MC 3715 - 3", "ADI 1779 -", "ADI", "-", "MC 3715 - 3", "ADI 1779 - 1", "ADI 849 - 8", "Rcl 11 . 479 - AgR", "ADI 849 - 8", "Rcl 11 . 479 - AgR" ], "LEGISLACAO": [ "[UNK] 3 . 715 /", ".", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "[UNK]", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", "art . 71 , § 1 . . . , Constituição Federal de 1988 / 88", "Constituição do Estado do Pernambuco", "inciso I do artigo 71 da Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", "art . 71 , § 1 . . . ,", "Constituição Federal de 1988 / 88", "Constituição do Estado do Pernambuco", "inciso I do artigo 71 da Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 71 , II , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 71 , II , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 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Ementa e Acórdão 10/04/2014 PLENÁRIO AÇÃO PENAL 460 MATO GROSSO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO REVISOR : MIN. CELSO DE MELLO AUTOR(A/S)(ES) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA RÉU(É)(S) :JAYME VERÍSSIMO DE CAMPOS ADV.(A/S) :JOSÉ GERARDO GROSSI E OUTRO(A/S) Ementa: DIREITO PENAL. USO DE DOCUMENTO FALSO. ABSOLVIÇÃO REQUERIDA PELA PROCURADORIA-GERAL DA REPÚBLICA, POR FALTA DE PROVAS QUANTO AO DOLO. 1. Os testemunhos colhidos durante a fase de instrução não contêm indicação de que o réu tenha dado ordem para a produção de documento falso ou para que dele se fizesse uso. 2. Testemunho prestado no âmbito de CPI foi considerado suficiente para o recebimento da denúncia, mas não é suficiente, de forma isolada, para servir de fundamento para juízo condenatório. Manifestação da Procuradoria-Geral da República nesse sentido. 3. Absolvição do acusado da imputação de uso de documento falso, na forma do art. 386, V, do Código de Processo Penal. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Ministro Joaquim Barbosa, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em julgar improcedente a ação penal para absolver o réu com base no art. 386, V, do Código de Processo Penal. Votou o Presidente. Ausente, neste julgamento, o Ministro Gilmar Mendes, nos termos do voto do Relator. Brasília, 10 de abril de 2014. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5719991. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 19 Relatório AÇÃO PENAL 460 MATO GROSSO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO REVISOR : MIN. CELSO DE MELLO AUTOR(A/S)(ES) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA RÉU(É)(S) :JAYME VERÍSSIMO DE CAMPOS ADV.(A/S) :JOSÉ GERARDO GROSSI E OUTRO(A/S) RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): Trata-se de ação penal proposta em face do Senador Federal Jayme Veríssimo de Campos, na época do fatos Governador do Estado do Mato Grosso, em que foi imputada a conduta de utilização de documento público falso entre novembro e dezembro de 1994, nos termos do art. 304, do Código Penal. A peça acusatória foi apresentada perante o Superior Tribunal de Justiça (fls. 2.075/2.109, vol. 10), acompanhada do Inquérito 217/MT (vol. 1 a 9), com fundamento no seguinte relato de fatos: “JAYME VERÍSSIMO DE CAMPOS, Governador do Estado de Mato Grosso à época dos fatos, de acordo com Sr. Gabriel Júlio de Matos Müller, cf. fl. 208, do Relatório da CPI da Terra: “Determino ao Diretor Administrativo da CODEMAT, Sr. Francisco Lima atender essa permuta respeitados os aspectos legais. “ Conforme a Ata da 6a. Reunião da CPI da Terra (fls. 100/203) houve autorização anterior para permuta (no Governo do Sr. Pedro Pedrossian houve decisão judicial para que pagasse as terras ou as permutasse com os proprietários) solicitado ao Governador Jayme Veríssimo de Campos fosse realizada a permuta. (…) Sem a conflituosidade a que se refere o art. 337 da Constituição do Estado, foi realizada a permuta que é originária de terra em um Processo de Arrecadação, cuja rapidez na sua tramitação pode demonstrar a ilegalidade que permeou a conduta de servidores do Estado para a realização do Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4599461. Supremo Tribunal Federal AÇÃO PENAL 460 MATO GROSSO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO REVISOR : MIN. CELSO DE MELLO AUTOR(A/S)(ES) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA RÉU(É)(S) :JAYME VERÍSSIMO DE CAMPOS ADV.(A/S) :JOSÉ GERARDO GROSSI E OUTRO(A/S) RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): Trata-se de ação penal proposta em face do Senador Federal Jayme Veríssimo de Campos, na época do fatos Governador do Estado do Mato Grosso, em que foi imputada a conduta de utilização de documento público falso entre novembro e dezembro de 1994, nos termos do art. 304, do Código Penal. A peça acusatória foi apresentada perante o Superior Tribunal de Justiça (fls. 2.075/2.109, vol. 10), acompanhada do Inquérito 217/MT (vol. 1 a 9), com fundamento no seguinte relato de fatos: “JAYME VERÍSSIMO DE CAMPOS, Governador do Estado de Mato Grosso à época dos fatos, de acordo com Sr. Gabriel Júlio de Matos Müller, cf. fl. 208, do Relatório da CPI da Terra: “Determino ao Diretor Administrativo da CODEMAT, Sr. Francisco Lima atender essa permuta respeitados os aspectos legais. “ Conforme a Ata da 6a. Reunião da CPI da Terra (fls. 100/203) houve autorização anterior para permuta (no Governo do Sr. Pedro Pedrossian houve decisão judicial para que pagasse as terras ou as permutasse com os proprietários) solicitado ao Governador Jayme Veríssimo de Campos fosse realizada a permuta. (…) Sem a conflituosidade a que se refere o art. 337 da Constituição do Estado, foi realizada a permuta que é originária de terra em um Processo de Arrecadação, cuja rapidez na sua tramitação pode demonstrar a ilegalidade que permeou a conduta de servidores do Estado para a realização do Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4599461. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 19 Relatório AP 460 / MT desiderato. (…) Verifica-se a designação, também, pelo Sr. Governador, de Comissão de Avaliação desatinada à elaboração de Laudo sobre as terras a serem permutadas. Tendo o Estado de Mato Grosso pessoal de nível superior na área, designou servidores do INTERMAT e CODEMAT, sem preenchimento de tal condição, inclusive, compreendendo a elaboração de Laudo sem que pudessem todos assinar legalmente. Em 29.11.94 pelo Governador foi ratificada a escolha anterior da Comissão de Avaliação, sem observar, também, a natureza de Permanente da Comissão,. Dos autos deflui não haver a chamada Comissão Permanente para fins legais não se desincumbindo do mister para desproporção entre as áreas permutadas. O interesse manifestado pelo Sr. Governador ensejou, assim, além da rapidez para a tramitação do Processo de Arrecadação, a emissão de Certidão falsa propiciando a consideração de se tratar a área de terra devoluta. Com isso, pode se dizer houve a utilização de Certidão falsa, conduta infringente do art. 304 do CP dele não podendo ser excluído quem manifestou interesse para que fosse procedida permuta decorrente do processo originário. Tratando-se de crime remetido, a pena é a do art. 299 do CP. “ Os autos foram encaminhados à Justiça Federal de Primeiro Grau (fls. 2.799/2800, vol. 12), por declínio de competência, pois Jayme Veríssimo dos Santos deixou de exercer o cargo de Governador do Estado, sendo distribuídos à 3a. Vara Federal da Seção Judiciária de Mato Grosso. A denúncia foi recebida em 14.08.2006 (fls. 2.817, vol. 12). O Juízo declinou da competência para o Supremo Tribunal Federal (fls. 2.956, vol. 13), diante da diplomação do réu como Senador da República em 01.02.2007. Às fls. 3.050/3.051 (vol. 13), o Relator originário, Min. Joaquim Barbosa, proferiu decisão declarando válidos os atos judiciais praticados e, às fls. 5.062/5.068 (vol. 21), houve determinação de desmembramento do feito, permanecendo nos presentes autos somente o réu Jayme 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4599461. Supremo Tribunal Federal AP 460 / MT desiderato. (…) Verifica-se a designação, também, pelo Sr. Governador, de Comissão de Avaliação desatinada à elaboração de Laudo sobre as terras a serem permutadas. Tendo o Estado de Mato Grosso pessoal de nível superior na área, designou servidores do INTERMAT e CODEMAT, sem preenchimento de tal condição, inclusive, compreendendo a elaboração de Laudo sem que pudessem todos assinar legalmente. Em 29.11.94 pelo Governador foi ratificada a escolha anterior da Comissão de Avaliação, sem observar, também, a natureza de Permanente da Comissão,. Dos autos deflui não haver a chamada Comissão Permanente para fins legais não se desincumbindo do mister para desproporção entre as áreas permutadas. O interesse manifestado pelo Sr. Governador ensejou, assim, além da rapidez para a tramitação do Processo de Arrecadação, a emissão de Certidão falsa propiciando a consideração de se tratar a área de terra devoluta. Com isso, pode se dizer houve a utilização de Certidão falsa, conduta infringente do art. 304 do CP dele não podendo ser excluído quem manifestou interesse para que fosse procedida permuta decorrente do processo originário. Tratando-se de crime remetido, a pena é a do art. 299 do CP. “ Os autos foram encaminhados à Justiça Federal de Primeiro Grau (fls. 2.799/2800, vol. 12), por declínio de competência, pois Jayme Veríssimo dos Santos deixou de exercer o cargo de Governador do Estado, sendo distribuídos à 3a. Vara Federal da Seção Judiciária de Mato Grosso. A denúncia foi recebida em 14.08.2006 (fls. 2.817, vol. 12). O Juízo declinou da competência para o Supremo Tribunal Federal (fls. 2.956, vol. 13), diante da diplomação do réu como Senador da República em 01.02.2007. Às fls. 3.050/3.051 (vol. 13), o Relator originário, Min. Joaquim Barbosa, proferiu decisão declarando válidos os atos judiciais praticados e, às fls. 5.062/5.068 (vol. 21), houve determinação de desmembramento do feito, permanecendo nos presentes autos somente o réu Jayme 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4599461. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 19 Relatório AP 460 / MT Veríssimo de Campos. Houve interposição de agravo regimental, que restaram rejeitados por intempestividade (fls. 5.106/5.107, vol. 21) . Apresentada defesa prévia (fls. 5.125/5.128), foram ouvidas as testemunhas de acusação, uma vez que não foram arroladas testemunhas de defesa. Produzida a prova documental requerida pelo Ministério Público (fls. 5.282 e 5.349/5.351), foi encerrada a instrução. Em alegações finais, a Procuradoria-Geral da República pleiteia que seja julgada improcedente a pretensão punitiva estatal, com a absolvição do acusado por falta de prova de autoria (fls. 5.430/5.439). O réu apresentou memoriais sustentando: 1) não haver prova sobre a falsidade da certidão de fls. 162, 2) que a acusação atribuiu ao réu responsabilidade penal objetiva, 3) que não se conseguiu provar a autoria e o dolo na utilização de documento. Pediu a absolvição com base no art. 386, IV, do Código de Processo Penal. O feito veio ao Gabinete em 26.06.2013. É o relatório. Ao Gabinete do Ministro Revisor. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4599461. Supremo Tribunal Federal AP 460 / MT Veríssimo de Campos. Houve interposição de agravo regimental, que restaram rejeitados por intempestividade (fls. 5.106/5.107, vol. 21) . Apresentada defesa prévia (fls. 5.125/5.128), foram ouvidas as testemunhas de acusação, uma vez que não foram arroladas testemunhas de defesa. Produzida a prova documental requerida pelo Ministério Público (fls. 5.282 e 5.349/5.351), foi encerrada a instrução. Em alegações finais, a Procuradoria-Geral da República pleiteia que seja julgada improcedente a pretensão punitiva estatal, com a absolvição do acusado por falta de prova de autoria (fls. 5.430/5.439). O réu apresentou memoriais sustentando: 1) não haver prova sobre a falsidade da certidão de fls. 162, 2) que a acusação atribuiu ao réu responsabilidade penal objetiva, 3) que não se conseguiu provar a autoria e o dolo na utilização de documento. Pediu a absolvição com base no art. 386, IV, do Código de Processo Penal. O feito veio ao Gabinete em 26.06.2013. É o relatório. Ao Gabinete do Ministro Revisor. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4599461. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 19 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 10/04/2014 PLENÁRIO AÇÃO PENAL 460 MATO GROSSO VOTO O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): Ementa: DIREITO PENAL. USO DE DOCUMENTO FALSO. ABSOLVIÇÃO REQUERIDA PELA PROCURADORIA-GERAL DA REPÚBLICA, POR FALTA DE PROVAS QUANTO AO DOLO. 1. Os testemunhos colhidos durante a fase de instrução não contêm indicação de que o réu tenha dado ordem para a produção de documento falso ou para que dele se fizesse uso. 2. Testemunho prestado no âmbito de CPI foi considerado suficiente para o recebimento da denúncia, mas não é suficiente, de forma isolada, para servir de fundamento para juízo condenatório. Manifestação da Procuradoria-Geral da República nesse sentido. 3. Absolvição do acusado da imputação de uso de documento falso, na forma do art. 386, V, do Código de Processo Penal. 1. Nos termos da própria manifestação da Procuradoria-Geral da República, a pretensão punitiva deve ser julgada improcedente, com a absolvição do réu por falta de prova de autoria do crime, na forma do art. 386, V, do Código de Processo Penal. 2. A denúncia imputou ao réu Jayme Veríssimo de Campos, no exercício do mandato de Governador do Estado de Mato Grosso, a utilização de documento público falso. A acusação foi baseada em um único depoimento prestado à Comissão Parlamentar de Inquérito instaurada no âmbito da Assembleia Legislativa daquele Estado (CPI da Terra), por Gabriel Júlio de Matos Müller. De acordo com a afirmação feita, o réu teria determinado ao Diretor Administrativo da CODEMAT – Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5700611. Supremo Tribunal Federal 10/04/2014 PLENÁRIO AÇÃO PENAL 460 MATO GROSSO VOTO O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): Ementa: DIREITO PENAL. USO DE DOCUMENTO FALSO. ABSOLVIÇÃO REQUERIDA PELA PROCURADORIA-GERAL DA REPÚBLICA, POR FALTA DE PROVAS QUANTO AO DOLO. 1. Os testemunhos colhidos durante a fase de instrução não contêm indicação de que o réu tenha dado ordem para a produção de documento falso ou para que dele se fizesse uso. 2. Testemunho prestado no âmbito de CPI foi considerado suficiente para o recebimento da denúncia, mas não é suficiente, de forma isolada, para servir de fundamento para juízo condenatório. Manifestação da Procuradoria-Geral da República nesse sentido. 3. Absolvição do acusado da imputação de uso de documento falso, na forma do art. 386, V, do Código de Processo Penal. 1. Nos termos da própria manifestação da Procuradoria-Geral da República, a pretensão punitiva deve ser julgada improcedente, com a absolvição do réu por falta de prova de autoria do crime, na forma do art. 386, V, do Código de Processo Penal. 2. A denúncia imputou ao réu Jayme Veríssimo de Campos, no exercício do mandato de Governador do Estado de Mato Grosso, a utilização de documento público falso. A acusação foi baseada em um único depoimento prestado à Comissão Parlamentar de Inquérito instaurada no âmbito da Assembleia Legislativa daquele Estado (CPI da Terra), por Gabriel Júlio de Matos Müller. De acordo com a afirmação feita, o réu teria determinado ao Diretor Administrativo da CODEMAT – Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5700611. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 19 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO AP 460 / MT Companhia de Desenvolvimento do Estado do Mato Grosso, Francisco Lima, que deferisse um pleito de permuta de terras fundado em uma certidão falsa (fls. 162). Tal documento teria sido expedido pelo Superintendente Estadual do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária/MT, atestando indevidamente que o imóvel em questão não seria de propriedade da União. 3. Com base nesse relato, postulou-se o enquadramento da conduta no tipo previsto no art. 304 do Código Penal, que tem a seguinte dicção: “Fazer uso de qualquer dos papéis falsificados ou alterados, a que se referem os arts. 297 a 302”. 4. Pois bem. No caso dos autos, ao contrário do que sustenta o réu em alegações finais, a materialidade da falsidade ideológica foi provada através do Laudo de Exame Grafotécnico no. 226/2005, no qual se concluiu: “O lançamento manuscrito, a guisa de assinatura em forma de rubrica, aposto no documento questionado (Certidão), não partiu do punho fornecedor dos padrões gráficos”. (fls. 251/258) 5. Sem prejuízo de haver sido verificada a ocorrência de crime e indícios do envolvimento de agentes da Administração Pública estadual, não ficou comprovado que o acusado teria dado ordem nesse sentido. O ponto foi constatado pelo próprio Ministério Público Federal, em suas alegações finais: “Durante a instrução processual, indagada sobre a participação de Jayme Veríssimo de Campos nos fatos, Maria Magalhães Rosa afirmou que ‘ele era Governador do Estado na época, mas assim diretamente eu não tenho conhecimento. Ele não participou de nenhum desses atos administrativos’ (fls. 5266/5267). 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5700611. Supremo Tribunal Federal AP 460 / MT Companhia de Desenvolvimento do Estado do Mato Grosso, Francisco Lima, que deferisse um pleito de permuta de terras fundado em uma certidão falsa (fls. 162). Tal documento teria sido expedido pelo Superintendente Estadual do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária/MT, atestando indevidamente que o imóvel em questão não seria de propriedade da União. 3. Com base nesse relato, postulou-se o enquadramento da conduta no tipo previsto no art. 304 do Código Penal, que tem a seguinte dicção: “Fazer uso de qualquer dos papéis falsificados ou alterados, a que se referem os arts. 297 a 302”. 4. Pois bem. No caso dos autos, ao contrário do que sustenta o réu em alegações finais, a materialidade da falsidade ideológica foi provada através do Laudo de Exame Grafotécnico no. 226/2005, no qual se concluiu: “O lançamento manuscrito, a guisa de assinatura em forma de rubrica, aposto no documento questionado (Certidão), não partiu do punho fornecedor dos padrões gráficos”. (fls. 251/258) 5. Sem prejuízo de haver sido verificada a ocorrência de crime e indícios do envolvimento de agentes da Administração Pública estadual, não ficou comprovado que o acusado teria dado ordem nesse sentido. O ponto foi constatado pelo próprio Ministério Público Federal, em suas alegações finais: “Durante a instrução processual, indagada sobre a participação de Jayme Veríssimo de Campos nos fatos, Maria Magalhães Rosa afirmou que ‘ele era Governador do Estado na época, mas assim diretamente eu não tenho conhecimento. Ele não participou de nenhum desses atos administrativos’ (fls. 5266/5267). 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5700611. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 19 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO AP 460 / MT Benedito de Souza Santana e Domingos Monteiro da Silva Neto nada esclareceram acerca de eventual envolvimento de Jayme Veríssimo de Campos nos fatos. Assim, apesar de comprovado o envolvimento de servidores de diversos órgãos do Governo do Estado de Mato Grosso nas fraudes objeto da acusação, não há provas de que Jayme Veríssimo de Campos tenha usado o documento falso expedido pelo INCRA, que propiciou a indevida arrecadação da Gleba Divisa. Ainda que se considere o hipotético interesse do acusado, à época Governador do Estado, na rapidez do trâmite do processo de arrecadação da gleba Divisa, não se pode inferir que daí se originou a certidão falsa de fls. 162, tampouco que dela fez uso o acusado”. (fls. 5438-9) 6. Tem razão o Parquet. As testemunhas de acusação não prestaram depoimentos indicativos de que o réu tenha dado ordem para a produção de documento falso ou para que dele se fizesse uso. A inquirição ocorrida em fase investigatória na CPI da Terra, que serviu como indício de autoria para o oferecimento e recebimento da peça de acusação, não pode dar respaldo agora, de forma isolada, à condenação. 7. De um lado, a falsificação e até mesmo a celeridade com que foi concluído o processo administrativo referente à permuta (cinquenta e nove dias) permite cogitar de direcionamento por parte de agentes da Administração estadual superior. De outro lado, porém, não se pode inferir daí, sem elemento probatório suficiente, que o réu tenha determinado o uso de documento ideologicamente falso. Os motivos da prioridade dada à questão podem ser, no máximo, objeto de conjecturas, manifestamente insuficientes para fundamentar um juízo condenatório. 8. Sendo assim, julgo improcedente a pretensão estatal formulada na denúncia e absolvo o réu da imputação deduzida na presente ação penal, nos termos do art. 386, V, do Código de Processo Penal. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5700611. Supremo Tribunal Federal AP 460 / MT Benedito de Souza Santana e Domingos Monteiro da Silva Neto nada esclareceram acerca de eventual envolvimento de Jayme Veríssimo de Campos nos fatos. Assim, apesar de comprovado o envolvimento de servidores de diversos órgãos do Governo do Estado de Mato Grosso nas fraudes objeto da acusação, não há provas de que Jayme Veríssimo de Campos tenha usado o documento falso expedido pelo INCRA, que propiciou a indevida arrecadação da Gleba Divisa. Ainda que se considere o hipotético interesse do acusado, à época Governador do Estado, na rapidez do trâmite do processo de arrecadação da gleba Divisa, não se pode inferir que daí se originou a certidão falsa de fls. 162, tampouco que dela fez uso o acusado”. (fls. 5438-9) 6. Tem razão o Parquet. As testemunhas de acusação não prestaram depoimentos indicativos de que o réu tenha dado ordem para a produção de documento falso ou para que dele se fizesse uso. A inquirição ocorrida em fase investigatória na CPI da Terra, que serviu como indício de autoria para o oferecimento e recebimento da peça de acusação, não pode dar respaldo agora, de forma isolada, à condenação. 7. De um lado, a falsificação e até mesmo a celeridade com que foi concluído o processo administrativo referente à permuta (cinquenta e nove dias) permite cogitar de direcionamento por parte de agentes da Administração estadual superior. De outro lado, porém, não se pode inferir daí, sem elemento probatório suficiente, que o réu tenha determinado o uso de documento ideologicamente falso. Os motivos da prioridade dada à questão podem ser, no máximo, objeto de conjecturas, manifestamente insuficientes para fundamentar um juízo condenatório. 8. Sendo assim, julgo improcedente a pretensão estatal formulada na denúncia e absolvo o réu da imputação deduzida na presente ação penal, nos termos do art. 386, V, do Código de Processo Penal. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5700611. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 19 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO AP 460 / MT 9. É como voto. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5700611. Supremo Tribunal Federal AP 460 / MT 9. É como voto. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5700611. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 19 Explicação 10/04/2014 PLENÁRIO AÇÃO PENAL 460 MATO GROSSO EXPLICAÇÃO O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - Senhor Presidente, só pela ordem, nós temos utilizado, para otimizar a pauta, uma certa metodologia nesses casos em que o próprio Ministério Público pede absolvição do réu. São várias ações penais hoje em pauta. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR) - Eu não me oponho. Eu, às vezes, não gosto de cassar a palavra do Advogado, porque, às vezes, é o dia do Advogado na Corte e, se ele quiser sustentar, embora haja um caso famoso no Rio em que o Promotor pediu a absolvição no júri, e o Advogado sustentou durante duas horas e ganhou de quatro a três, ele quase perdeu sozinho. Porém, eu acho que é um direito do Advogado e, se quiser exercer, eu o respeito. Mas posso antecipar que o encaminhamento é favorável ao acusado, penso que seja de proveito essa informação. O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Revisor): Também eu, Senhor Presidente, tenho voto escrito, acompanhando o eminente Ministro Relator em seu juízo absolutório. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR) - Será o caso, Presidente, então, de consultar o eminente Advogado Doutor Grossi se deseja sustentar. O SENHOR MINISTRO JOAQUIM BARBOSA (PRESIDENTE) - Eminente Advogado, o Procurador-Geral da República insiste na sustentação? O SENHOR RODRIGO JANOT (SUBPROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA) - Não, se o Advogado dispensar, eu também, a minha manifestação será mantida a manifestação escrita. O SENHOR JOSÉ GERARDO GROSSI (ADVOGADO) - Senhor Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6432736. Supremo Tribunal Federal 10/04/2014 PLENÁRIO AÇÃO PENAL 460 MATO GROSSO EXPLICAÇÃO O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - Senhor Presidente, só pela ordem, nós temos utilizado, para otimizar a pauta, uma certa metodologia nesses casos em que o próprio Ministério Público pede absolvição do réu. São várias ações penais hoje em pauta. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR) - Eu não me oponho. Eu, às vezes, não gosto de cassar a palavra do Advogado, porque, às vezes, é o dia do Advogado na Corte e, se ele quiser sustentar, embora haja um caso famoso no Rio em que o Promotor pediu a absolvição no júri, e o Advogado sustentou durante duas horas e ganhou de quatro a três, ele quase perdeu sozinho. Porém, eu acho que é um direito do Advogado e, se quiser exercer, eu o respeito. Mas posso antecipar que o encaminhamento é favorável ao acusado, penso que seja de proveito essa informação. O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Revisor): Também eu, Senhor Presidente, tenho voto escrito, acompanhando o eminente Ministro Relator em seu juízo absolutório. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR) - Será o caso, Presidente, então, de consultar o eminente Advogado Doutor Grossi se deseja sustentar. O SENHOR MINISTRO JOAQUIM BARBOSA (PRESIDENTE) - Eminente Advogado, o Procurador-Geral da República insiste na sustentação? O SENHOR RODRIGO JANOT (SUBPROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA) - Não, se o Advogado dispensar, eu também, a minha manifestação será mantida a manifestação escrita. O SENHOR JOSÉ GERARDO GROSSI (ADVOGADO) - Senhor Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6432736. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 19 Explicação AP 460 / MT Presidente, boa-tarde. Não havendo sustentação do Ministério Público, também não haverá da defesa. O SENHOR MINISTRO JOAQUIM BARBOSA (PRESIDENTE) - Com a palavra o eminente Relator. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6432736. Supremo Tribunal Federal AP 460 / MT Presidente, boa-tarde. Não havendo sustentação do Ministério Público, também não haverá da defesa. O SENHOR MINISTRO JOAQUIM BARBOSA (PRESIDENTE) - Com a palavra o eminente Relator. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6432736. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 19 Voto do(a) Revisor(a) 10/04/2014 PLENÁRIO AÇÃO PENAL 460 MATO GROSSO V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO E MELLO – (Revisor): Acompanho o voto do eminente Ministro Relator para, em razão da insuficiência do conjunto probatório produzido pelo Ministério Público, proferir juízo absolutório favorável ao réu, fazendo-o com fundamento no art. 386, inciso V, do CPP. Não foi por outra razão que o eminente Relator da presente causa ressaltou, com absoluta propriedade, a falta de suporte probatório idôneo que pudesse legitimar a formulação, no caso, de um juízo penal condenatório. Vale destacar, bem por isso, expressiva passagem de seu douto voto: “4. Entretanto, não ficou demonstrada a autoria por parte do acusado. Conforme sustenta o Ministério Público Federal: ‘Durante a instrução processual, indagada sobre a participação de Jayme Veríssimo de Campos nos fatos, Maria Magalhães Rosa afirmou que ele era Governador do Estado na época, mas assim diretamente eu não tenho conhecimento. Ele não participou de nenhum desses atos administrativos (fls. 5266/5267). Benedito de Souza Santana e Domingos Monteiro da Silva Neto nada esclareceram acerca de eventual envolvimento de Jayme Veríssimo de Campos nos fatos. Assim, apesar de comprovado o envolvimento de servidores de diversos órgãos do Governo do Estado de Mato Grosso nas fraudes objeto da acusação, não há provas de que Jayme Veríssimo de Campos tenha usado o documento falso expedido pelo INCRA, que propiciou a indevida arrecadação da Gleba Divisa. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6409936. Supremo Tribunal Federal 10/04/2014 PLENÁRIO AÇÃO PENAL 460 MATO GROSSO V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO E MELLO – (Revisor): Acompanho o voto do eminente Ministro Relator para, em razão da insuficiência do conjunto probatório produzido pelo Ministério Público, proferir juízo absolutório favorável ao réu, fazendo-o com fundamento no art. 386, inciso V, do CPP. Não foi por outra razão que o eminente Relator da presente causa ressaltou, com absoluta propriedade, a falta de suporte probatório idôneo que pudesse legitimar a formulação, no caso, de um juízo penal condenatório. Vale destacar, bem por isso, expressiva passagem de seu douto voto: “4. Entretanto, não ficou demonstrada a autoria por parte do acusado. Conforme sustenta o Ministério Público Federal: ‘Durante a instrução processual, indagada sobre a participação de Jayme Veríssimo de Campos nos fatos, Maria Magalhães Rosa afirmou que ele era Governador do Estado na época, mas assim diretamente eu não tenho conhecimento. Ele não participou de nenhum desses atos administrativos (fls. 5266/5267). Benedito de Souza Santana e Domingos Monteiro da Silva Neto nada esclareceram acerca de eventual envolvimento de Jayme Veríssimo de Campos nos fatos. Assim, apesar de comprovado o envolvimento de servidores de diversos órgãos do Governo do Estado de Mato Grosso nas fraudes objeto da acusação, não há provas de que Jayme Veríssimo de Campos tenha usado o documento falso expedido pelo INCRA, que propiciou a indevida arrecadação da Gleba Divisa. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6409936. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 19 Voto do(a) Revisor(a) AP 460 / MT Ainda que se considere o hipotético interesse do acusado, à época Governador do Estado, na rapidez do trâmite do processo de arrecadação da gleba Divisa, não se pode inferir que daí se originou a certidão falsa de fls. 162, tampouco que dela fez uso o acusado.’ 5. Tem razão o ‘Parquet’. As testemunhas de acusação não prestaram depoimentos indicativos de que o réu tenha dado ordem para a produção de documento falso para que dele se fizesse uso. A inquirição ocorrida em fase investigatória na CPI da Terra, que serviu como indício de autoria para o oferecimento e recebimento da peça de acusação, não pode dar respaldo agora, de forma isolada, à condenação. 6. De um lado, é compreensível que uma determinação diretamente emanada do Governador, para atendimento à permuta, fosse objeto de cumprimento expedito pela Administração (em que pese o destaque de que o prazo de cinquenta e nove dias para a conclusão do procedimento impressione). Mas, de outro, não se pode inferir daí, sem elemento probatório suficiente, que o réu tenha determinado o uso de documento ideologicamente falso. Os motivos da prioridade dada pelo acusado à questão podem ser, no máximo, objeto de conjecturas, mas o conjunto colhido na instrução processual não permite certeza da autoria do fato pelo acusado.” (grifei) É importante assinalar, ainda, Senhores Ministros, considerado esse fundamento da absolvição penal, que o eminente Procurador-Geral da República, pronunciando-se em nome do Ministério Público, manifestou-se favoravelmente ao acusado, por entender, também ele, inexistentes, nos autos, elementos probatórios que pudessem justificar a prolação de decreto condenatório contra o ora acusado. É certo, tal como já salientou o Supremo Tribunal Federal, que “A manifestação do MP, em alegações finais, não vincula o julgador (...)” (HC 69.957-MC/RJ, Rel. Min. NÉRI DA SILVEIRA, v.g.). 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6409936. Supremo Tribunal Federal AP 460 / MT Ainda que se considere o hipotético interesse do acusado, à época Governador do Estado, na rapidez do trâmite do processo de arrecadação da gleba Divisa, não se pode inferir que daí se originou a certidão falsa de fls. 162, tampouco que dela fez uso o acusado.’ 5. Tem razão o ‘Parquet’. As testemunhas de acusação não prestaram depoimentos indicativos de que o réu tenha dado ordem para a produção de documento falso para que dele se fizesse uso. A inquirição ocorrida em fase investigatória na CPI da Terra, que serviu como indício de autoria para o oferecimento e recebimento da peça de acusação, não pode dar respaldo agora, de forma isolada, à condenação. 6. De um lado, é compreensível que uma determinação diretamente emanada do Governador, para atendimento à permuta, fosse objeto de cumprimento expedito pela Administração (em que pese o destaque de que o prazo de cinquenta e nove dias para a conclusão do procedimento impressione). Mas, de outro, não se pode inferir daí, sem elemento probatório suficiente, que o réu tenha determinado o uso de documento ideologicamente falso. Os motivos da prioridade dada pelo acusado à questão podem ser, no máximo, objeto de conjecturas, mas o conjunto colhido na instrução processual não permite certeza da autoria do fato pelo acusado.” (grifei) É importante assinalar, ainda, Senhores Ministros, considerado esse fundamento da absolvição penal, que o eminente Procurador-Geral da República, pronunciando-se em nome do Ministério Público, manifestou-se favoravelmente ao acusado, por entender, também ele, inexistentes, nos autos, elementos probatórios que pudessem justificar a prolação de decreto condenatório contra o ora acusado. É certo, tal como já salientou o Supremo Tribunal Federal, que “A manifestação do MP, em alegações finais, não vincula o julgador (...)” (HC 69.957-MC/RJ, Rel. Min. NÉRI DA SILVEIRA, v.g.). 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6409936. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 19 Voto do(a) Revisor(a) AP 460 / MT Ocorre, no entanto, que inexiste, no caso, base empírica idônea que justifique a efetiva prolação de um decreto de condenação penal. Cabe rememorar, bem por isso, quanto a esse ponto, expressiva passagem da promoção do eminente Chefe do Ministério Público da União, que, lealmente, reconheceu a ausência, neste processo, de acervo fático-probatório apto a legitimar a formulação, no caso ora em exame, de um juízo de condenação do réu (fls. 5.438/5.439): “20. Assim, apesar de comprovado o envolvimento de servidores de diversos órgãos do Governo do Estado de Mato Grosso nas fraudes objeto da acusação, não há provas de que Jayme Veríssimo de Campos tenha usado o documento falso expedido pelo INCRA, que propiciou a indevida arrecadação da gleba Divisa. 21. Ainda que se considere o hipotético interesse do acusado, à época Governador do Estado, na rapidez do trâmite do processo de arrecadação da gleba Divisa, não se pode inferir que daí se originou a certidão falsa de fls. 162, tampouco que dela fez uso o acusado. 22. Inconteste que a agilidade na tramitação dos feitos de arrecadação e permuta, que durou 59 dias, causa estranheza, mas tal fato não permite extrair o envolvimento de Jayme Campos no uso de documento falso. 23. É necessário à configuração do delito previsto no art. 304 do Código Penal o dolo quanto ao uso do documento falso, o que não ficou demonstrado em relação a Jayme Campos. Apesar dos fatos investigados terem ocorrido no final de seu mandato como Governador de Mato Grosso e de ser inconteste a emissão e o uso de certidão falsa para arrecadação e permuta de terras da gleba Divisa, não há como atribuir ao acusado o uso da certidão falsa de fls. 162. 24. Ante o exposto, requer o Procurador-Geral da República que seja julgada improcedente a pretensão punitiva deduzida na denúncia para absolver o réu quanto à prática do delito previsto no art. 304 do Código Penal.” (grifei) 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6409936. Supremo Tribunal Federal AP 460 / MT Ocorre, no entanto, que inexiste, no caso, base empírica idônea que justifique a efetiva prolação de um decreto de condenação penal. Cabe rememorar, bem por isso, quanto a esse ponto, expressiva passagem da promoção do eminente Chefe do Ministério Público da União, que, lealmente, reconheceu a ausência, neste processo, de acervo fático-probatório apto a legitimar a formulação, no caso ora em exame, de um juízo de condenação do réu (fls. 5.438/5.439): “20. Assim, apesar de comprovado o envolvimento de servidores de diversos órgãos do Governo do Estado de Mato Grosso nas fraudes objeto da acusação, não há provas de que Jayme Veríssimo de Campos tenha usado o documento falso expedido pelo INCRA, que propiciou a indevida arrecadação da gleba Divisa. 21. Ainda que se considere o hipotético interesse do acusado, à época Governador do Estado, na rapidez do trâmite do processo de arrecadação da gleba Divisa, não se pode inferir que daí se originou a certidão falsa de fls. 162, tampouco que dela fez uso o acusado. 22. Inconteste que a agilidade na tramitação dos feitos de arrecadação e permuta, que durou 59 dias, causa estranheza, mas tal fato não permite extrair o envolvimento de Jayme Campos no uso de documento falso. 23. É necessário à configuração do delito previsto no art. 304 do Código Penal o dolo quanto ao uso do documento falso, o que não ficou demonstrado em relação a Jayme Campos. Apesar dos fatos investigados terem ocorrido no final de seu mandato como Governador de Mato Grosso e de ser inconteste a emissão e o uso de certidão falsa para arrecadação e permuta de terras da gleba Divisa, não há como atribuir ao acusado o uso da certidão falsa de fls. 162. 24. Ante o exposto, requer o Procurador-Geral da República que seja julgada improcedente a pretensão punitiva deduzida na denúncia para absolver o réu quanto à prática do delito previsto no art. 304 do Código Penal.” (grifei) 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6409936. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 19 Voto do(a) Revisor(a) AP 460 / MT Vê-se, pois, que o Ministério Público deixou de produzir prova penal lícita que corroborasse o conteúdo da imputação penal deduzida contra o réu, não sendo capaz de cumprir, por isso mesmo, a norma inscrita no art. 156, “caput”, do CPP, que atribui ao órgão estatal da acusação penal o encargo de provar, para além de qualquer dúvida razoável, a autoria do fato delituoso. Como sabemos, nenhuma acusação penal se presume provada. Esta afirmação, que decorre do consenso doutrinário e jurisprudencial em torno do tema, apenas acentua a inteira sujeição do Ministério Público ao ônus material de provar a imputação penal consubstanciada na denúncia. Com a superveniência da Constituição de 1988, proclamou-se, explicitamente (art. 5º, LVII), um princípio que sempre existira, de modo imanente, em nosso ordenamento positivo: o princípio da não culpabilidade das pessoas sujeitas a procedimentos persecutórios (DALMO DE ABREU DALLARI, “O Renascer do Direito”, p. 94/103, 1976, Bushatsky; WEBER MARTINS BATISTA, “Liberdade Provisória”, p. 34, 1981, Forense). Esse postulado – cujo domínio de incidência mais expressivo é o da disciplina da prova – impede que se atribuam à denúncia penal consequências jurídicas apenas compatíveis com decretos judiciais de condenação definitiva. Esse princípio tutelar da liberdade individual repudia presunções contrárias ao imputado, que não deverá sofrer punições antecipadas nem ser reduzido, em sua pessoal dimensão jurídica, ao “status poenalis” de condenado. De outro lado, faz recair sobre o órgão da acusação, agora de modo muito mais intenso, o ônus substancial da prova, fixando diretriz a ser indeclinavelmente observada pelo magistrado e pelo legislador. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6409936. Supremo Tribunal Federal AP 460 / MT Vê-se, pois, que o Ministério Público deixou de produzir prova penal lícita que corroborasse o conteúdo da imputação penal deduzida contra o réu, não sendo capaz de cumprir, por isso mesmo, a norma inscrita no art. 156, “caput”, do CPP, que atribui ao órgão estatal da acusação penal o encargo de provar, para além de qualquer dúvida razoável, a autoria do fato delituoso. Como sabemos, nenhuma acusação penal se presume provada. Esta afirmação, que decorre do consenso doutrinário e jurisprudencial em torno do tema, apenas acentua a inteira sujeição do Ministério Público ao ônus material de provar a imputação penal consubstanciada na denúncia. Com a superveniência da Constituição de 1988, proclamou-se, explicitamente (art. 5º, LVII), um princípio que sempre existira, de modo imanente, em nosso ordenamento positivo: o princípio da não culpabilidade das pessoas sujeitas a procedimentos persecutórios (DALMO DE ABREU DALLARI, “O Renascer do Direito”, p. 94/103, 1976, Bushatsky; WEBER MARTINS BATISTA, “Liberdade Provisória”, p. 34, 1981, Forense). Esse postulado – cujo domínio de incidência mais expressivo é o da disciplina da prova – impede que se atribuam à denúncia penal consequências jurídicas apenas compatíveis com decretos judiciais de condenação definitiva. Esse princípio tutelar da liberdade individual repudia presunções contrárias ao imputado, que não deverá sofrer punições antecipadas nem ser reduzido, em sua pessoal dimensão jurídica, ao “status poenalis” de condenado. De outro lado, faz recair sobre o órgão da acusação, agora de modo muito mais intenso, o ônus substancial da prova, fixando diretriz a ser indeclinavelmente observada pelo magistrado e pelo legislador. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6409936. Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 19 Voto do(a) Revisor(a) AP 460 / MT É preciso relembrar, Senhor Presidente, que não compete ao réu demonstrar a sua inocência. Antes, cabe ao Ministério Público demonstrar, de forma inequívoca, a culpabilidade do acusado. Hoje já não mais prevalece, em nosso sistema de direito positivo, a regra hedionda que, em dado momento histórico de nosso processo político, criou, para o réu, com a falta de pudor que caracteriza os regimes autoritários, a obrigação de ele, acusado, provar a sua própria inocência!!! Refiro-me ao art. 20, inciso 5, do Decreto-lei nº 88, de 20/12/1937 – editado sob a égide do nefando Estado Novo de VARGAS –, que veiculava, no que se refere aos delitos submetidos a julgamento pelo tristemente célebre Tribunal de Segurança Nacional, e em ponto que guarda inteira pertinência com estas observações, uma fórmula jurídica de despotismo explícito: “Presume-se provada a acusação, cabendo ao réu prova em contrário (...)” (grifei). O fato indiscutivelmente relevante no domínio processual penal, Senhor Presidente, é que, no âmbito de uma formação social organizada sob a égide do regime democrático, não se justifica, sem base probatória idônea, a formulação possível de qualquer juízo condenatório, que deve sempre assentar-se – para que se qualifique como ato revestido de validade ético-jurídica – em elementos de certeza, os quais, ao dissiparem ambiguidades, ao esclarecerem situações equívocas e ao desfazerem dados eivados de obscuridade, revelem-se capazes de informar, com objetividade, o órgão judiciário competente, afastando, desse modo, dúvidas razoáveis, sérias e fundadas que poderiam conduzir qualquer magistrado ou Tribunal a pronunciar o “non liquet”. Não questiono, Senhor Presidente, a eficácia probante dos indícios, mas enfatizo que a prova indiciária deve ser convergente e concatenada, não excluída por contra-indícios, nem abalada ou neutralizada por 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6409936. Supremo Tribunal Federal AP 460 / MT É preciso relembrar, Senhor Presidente, que não compete ao réu demonstrar a sua inocência. Antes, cabe ao Ministério Público demonstrar, de forma inequívoca, a culpabilidade do acusado. Hoje já não mais prevalece, em nosso sistema de direito positivo, a regra hedionda que, em dado momento histórico de nosso processo político, criou, para o réu, com a falta de pudor que caracteriza os regimes autoritários, a obrigação de ele, acusado, provar a sua própria inocência!!! Refiro-me ao art. 20, inciso 5, do Decreto-lei nº 88, de 20/12/1937 – editado sob a égide do nefando Estado Novo de VARGAS –, que veiculava, no que se refere aos delitos submetidos a julgamento pelo tristemente célebre Tribunal de Segurança Nacional, e em ponto que guarda inteira pertinência com estas observações, uma fórmula jurídica de despotismo explícito: “Presume-se provada a acusação, cabendo ao réu prova em contrário (...)” (grifei). O fato indiscutivelmente relevante no domínio processual penal, Senhor Presidente, é que, no âmbito de uma formação social organizada sob a égide do regime democrático, não se justifica, sem base probatória idônea, a formulação possível de qualquer juízo condenatório, que deve sempre assentar-se – para que se qualifique como ato revestido de validade ético-jurídica – em elementos de certeza, os quais, ao dissiparem ambiguidades, ao esclarecerem situações equívocas e ao desfazerem dados eivados de obscuridade, revelem-se capazes de informar, com objetividade, o órgão judiciário competente, afastando, desse modo, dúvidas razoáveis, sérias e fundadas que poderiam conduzir qualquer magistrado ou Tribunal a pronunciar o “non liquet”. Não questiono, Senhor Presidente, a eficácia probante dos indícios, mas enfatizo que a prova indiciária deve ser convergente e concatenada, não excluída por contra-indícios, nem abalada ou neutralizada por 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6409936. Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 19 Voto do(a) Revisor(a) AP 460 / MT eventual dubiedade que possa emergir das conclusões a que tal prova meramente circunstancial dê lugar, sob pena de o acolhimento judicial desses elementos probatórios indiretos, quando precários, inconsistentes ou impregnados de equivocidade, importar em incompreensível transgressão ao postulado constitucional da não culpabilidade. Não se pode – tendo-se presente o postulado constitucional da não culpabilidade dos réus – atribuir relevo e eficácia a juízos meramente conjecturais, para, com fundamento neles, apoiar um inadmissível decreto condenatório. Não custa enfatizar que, no sistema jurídico brasileiro, não existe qualquer possibilidade de o Poder Judiciário, por simples presunção ou com fundamento em meras suspeitas, reconhecer, em sede penal, a culpa de alguém. É sempre importante advertir, Senhor Presidente, na linha do magistério jurisprudencial e em respeito aos princípios estruturantes do regime democrático, que, “Por exclusão, suspeita ou presunção, ninguém pode ser condenado em nosso sistema jurídico-penal” (RT 165/596, Rel. Des. VICENTE DE AZEVEDO – grifei). Na realidade, os princípios democráticos que informam o modelo constitucional consagrado na Carta Política de 1988 repelem qualquer ato estatal que transgrida o dogma de que não haverá culpa penal por presunção nem responsabilidade criminal por mera suspeita. As limitações à atividade persecutório-penal do Estado traduzem garantias dispensadas pela ordem jurídica à preservação, pelo suspeito, pelo indiciado ou pelo acusado, do seu estado de liberdade. Cumpre ter presente, neste ponto, em face de sua permanente atualidade, a advertência feita por RUI BARBOSA (“Novos Discursos e 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6409936. Supremo Tribunal Federal AP 460 / MT eventual dubiedade que possa emergir das conclusões a que tal prova meramente circunstancial dê lugar, sob pena de o acolhimento judicial desses elementos probatórios indiretos, quando precários, inconsistentes ou impregnados de equivocidade, importar em incompreensível transgressão ao postulado constitucional da não culpabilidade. Não se pode – tendo-se presente o postulado constitucional da não culpabilidade dos réus – atribuir relevo e eficácia a juízos meramente conjecturais, para, com fundamento neles, apoiar um inadmissível decreto condenatório. Não custa enfatizar que, no sistema jurídico brasileiro, não existe qualquer possibilidade de o Poder Judiciário, por simples presunção ou com fundamento em meras suspeitas, reconhecer, em sede penal, a culpa de alguém. É sempre importante advertir, Senhor Presidente, na linha do magistério jurisprudencial e em respeito aos princípios estruturantes do regime democrático, que, “Por exclusão, suspeita ou presunção, ninguém pode ser condenado em nosso sistema jurídico-penal” (RT 165/596, Rel. Des. VICENTE DE AZEVEDO – grifei). Na realidade, os princípios democráticos que informam o modelo constitucional consagrado na Carta Política de 1988 repelem qualquer ato estatal que transgrida o dogma de que não haverá culpa penal por presunção nem responsabilidade criminal por mera suspeita. As limitações à atividade persecutório-penal do Estado traduzem garantias dispensadas pela ordem jurídica à preservação, pelo suspeito, pelo indiciado ou pelo acusado, do seu estado de liberdade. Cumpre ter presente, neste ponto, em face de sua permanente atualidade, a advertência feita por RUI BARBOSA (“Novos Discursos e 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6409936. Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 19 Voto do(a) Revisor(a) AP 460 / MT Conferências”, p. 75, 1933, Saraiva), no sentido de que “Quanto mais abominável é o crime, tanto mais imperiosa, para os guardas da ordem social, a obrigação de não aventurar inferências, de não revelar prevenções, de não se extraviar em conjecturas (...)”. Não podemos desconhecer que o processo penal, representando uma estrutura formal de cooperação, rege-se pelo princípio da contraposição dialética, que, além de não admitir condenações judiciais baseadas em prova alguma, também não legitima nem tolera decretos condenatórios apoiados em elementos de informação unilateralmente produzidos pelos órgãos da acusação penal. A condenação do réu pela prática de qualquer delito – até mesmo pela prática de uma simples contravenção penal – somente se justificará quando existentes, no processo, e sempre colhidos sob a égide do postulado constitucional do contraditório, elementos de convicção que, projetando-se “beyond all reasonable doubt” (além, portanto, de qualquer dúvida razoável), veiculem dados consistentes que possam legitimar a prolação de um decreto condenatório pelo Poder Judiciário. O entendimento que venho de referir encontra apoio em autorizado magistério doutrinário (EDUARDO ESPÍNOLA FILHO, “Código de Processo Penal Brasileiro Anotado”, vol. IV/126-127, item n. 765, 3ª ed., 1955, Borsoi; JULIO FABBRINI MIRABETE, “Código de Processo Penal Interpretado” p. 1.004, item n. 386.3, 11ª ed., 2003, Atlas; GUILHERME DE SOUZA NUCCI, “Código de Processo Penal Comentado”, p. 679, item n. 48, 5ª ed., 2006, RT), valendo referir, no ponto, ante a extrema pertinência de suas observações, a lição de FERNANDO DA COSTA TOURINHO FILHO (“Código de Processo Penal Comentado”, vol. I/655, item n. VI, 5ª ed., 1999, Saraiva): “(...) Para que o Juiz possa proferir um decreto condenatório é preciso haja prova da materialidade delitiva e da autoria. Na dúvida, a absolvição se impõe. Evidente que a prova deve ser séria, ao menos sensata. Mais ainda: prova séria é aquela colhida 7 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6409936. Supremo Tribunal Federal AP 460 / MT Conferências”, p. 75, 1933, Saraiva), no sentido de que “Quanto mais abominável é o crime, tanto mais imperiosa, para os guardas da ordem social, a obrigação de não aventurar inferências, de não revelar prevenções, de não se extraviar em conjecturas (...)”. Não podemos desconhecer que o processo penal, representando uma estrutura formal de cooperação, rege-se pelo princípio da contraposição dialética, que, além de não admitir condenações judiciais baseadas em prova alguma, também não legitima nem tolera decretos condenatórios apoiados em elementos de informação unilateralmente produzidos pelos órgãos da acusação penal. A condenação do réu pela prática de qualquer delito – até mesmo pela prática de uma simples contravenção penal – somente se justificará quando existentes, no processo, e sempre colhidos sob a égide do postulado constitucional do contraditório, elementos de convicção que, projetando-se “beyond all reasonable doubt” (além, portanto, de qualquer dúvida razoável), veiculem dados consistentes que possam legitimar a prolação de um decreto condenatório pelo Poder Judiciário. O entendimento que venho de referir encontra apoio em autorizado magistério doutrinário (EDUARDO ESPÍNOLA FILHO, “Código de Processo Penal Brasileiro Anotado”, vol. IV/126-127, item n. 765, 3ª ed., 1955, Borsoi; JULIO FABBRINI MIRABETE, “Código de Processo Penal Interpretado” p. 1.004, item n. 386.3, 11ª ed., 2003, Atlas; GUILHERME DE SOUZA NUCCI, “Código de Processo Penal Comentado”, p. 679, item n. 48, 5ª ed., 2006, RT), valendo referir, no ponto, ante a extrema pertinência de suas observações, a lição de FERNANDO DA COSTA TOURINHO FILHO (“Código de Processo Penal Comentado”, vol. I/655, item n. VI, 5ª ed., 1999, Saraiva): “(...) Para que o Juiz possa proferir um decreto condenatório é preciso haja prova da materialidade delitiva e da autoria. Na dúvida, a absolvição se impõe. Evidente que a prova deve ser séria, ao menos sensata. Mais ainda: prova séria é aquela colhida 7 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6409936. Inteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 19 Voto do(a) Revisor(a) AP 460 / MT sob o crivo do contraditório. Na hipótese de, na instrução, não ter sido feita nenhuma prova a respeito da autoria, não pode o Juiz louvar-se no apurado na fase inquisitorial presidida pela Autoridade Policial. Não que o inquérito não apresente valor probatório; este, contudo, somente poderá ser levado em conta se, na instrução, surgir alguma prova, quando, então, é lícito ao Juiz considerar tanto as provas do inquérito quanto aquelas por ele colhidas, mesmo porque, não fosse assim, estaria proferindo um decreto condenatório sem permitir ao réu o direito constitucional do contraditório. (...).” (grifei) Em suma: a análise dos elementos de informação contidos neste processo leva-me a reconhecer a inexistência de prova penal convincente e necessária que permita a formação de um juízo seguro de culpabilidade em relação ao ora acusado, no que concerne ao crime que lhe foi imputado. Sendo assim, consideradas as razões expostas, e concordando com o eminente Relator, também julgo improcedente a presente ação penal, para, em consequência, absolver o réu, Senador Jayme Veríssimo de Campos, da imputação penal contra ele deduzida, fazendo-o com apoio no art. 386, inciso V, do CPP, em face de não existir prova de ter o réu concorrido para a infração penal. É o meu voto. 8 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6409936. Supremo Tribunal Federal AP 460 / MT sob o crivo do contraditório. Na hipótese de, na instrução, não ter sido feita nenhuma prova a respeito da autoria, não pode o Juiz louvar-se no apurado na fase inquisitorial presidida pela Autoridade Policial. Não que o inquérito não apresente valor probatório; este, contudo, somente poderá ser levado em conta se, na instrução, surgir alguma prova, quando, então, é lícito ao Juiz considerar tanto as provas do inquérito quanto aquelas por ele colhidas, mesmo porque, não fosse assim, estaria proferindo um decreto condenatório sem permitir ao réu o direito constitucional do contraditório. (...).” (grifei) Em suma: a análise dos elementos de informação contidos neste processo leva-me a reconhecer a inexistência de prova penal convincente e necessária que permita a formação de um juízo seguro de culpabilidade em relação ao ora acusado, no que concerne ao crime que lhe foi imputado. Sendo assim, consideradas as razões expostas, e concordando com o eminente Relator, também julgo improcedente a presente ação penal, para, em consequência, absolver o réu, Senador Jayme Veríssimo de Campos, da imputação penal contra ele deduzida, fazendo-o com apoio no art. 386, inciso V, do CPP, em face de não existir prova de ter o réu concorrido para a infração penal. É o meu voto. 8 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6409936. Inteiro Teor do Acórdão - Página 18 de 19 Extrato de Ata - 10/04/2014 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AÇÃO PENAL 460 PROCED. : MATO GROSSO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO REVISOR : MIN. CELSO DE MELLO AUTOR(A/S)(ES) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA RÉU(É)(S) : JAYME VERÍSSIMO DE CAMPOS ADV.(A/S) : JOSÉ GERARDO GROSSI E OUTRO(A/S) Decisão: O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, julgou improcedente a ação penal para absolver o réu com base no art. 386, V, do Código de Processo Penal. Votou o Presidente, Ministro Joaquim Barbosa. Ausente, neste julgamento, o Ministro Gilmar Mendes. Plenário, 10.04.2014. Presidência do Senhor Ministro Joaquim Barbosa. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber, Teori Zavascki e Roberto Barroso. Procurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot Monteiro de Barros. p/ Luiz Tomimatsu Assessor-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 5704222 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AÇÃO PENAL 460 PROCED. : MATO GROSSO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO REVISOR : MIN. CELSO DE MELLO AUTOR(A/S)(ES) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA RÉU(É)(S) : JAYME VERÍSSIMO DE CAMPOS ADV.(A/S) : JOSÉ GERARDO GROSSI E OUTRO(A/S) Decisão: O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, julgou improcedente a ação penal para absolver o réu com base no art. 386, V, do Código de Processo Penal. Votou o Presidente, Ministro Joaquim Barbosa. Ausente, neste julgamento, o Ministro Gilmar Mendes. Plenário, 10.04.2014. Presidência do Senhor Ministro Joaquim Barbosa. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber, Teori Zavascki e Roberto Barroso. Procurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot Monteiro de Barros. p/ Luiz Tomimatsu Assessor-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 5704222 Inteiro Teor do Acórdão - Página 19 de 19
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=6463958
2014-04-10T00:00:00
2014-08-07T00:00:00
O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, julgou improcedente a ação penal para absolver o réu com base no art. 386, V, do Código de Processo Penal. Votou o Presidente, Ministro Joaquim Barbosa. Ausente, neste julgamento, o Ministro Gilmar Mendes. Plenário, 10.04.2014.
AÇÃO PENAL
Ementa: Direito Penal. Uso de documento falso. Absolvição requerida pela Procuradoria-Geral da República, por falta de provas quanto ao dolo. 1. Os testemunhos colhidos durante a fase de instrução não contêm indicação de que o réu tenha dado ordem para a produção de documento falso ou para que dele se fizesse uso. 2. Testemunho prestado no âmbito de CPI foi considerado suficiente para o recebimento da denúncia, mas não é suficiente, de forma isolada, para servir de fundamento para juízo condenatório. Manifestação da Procuradoria-Geral da República nesse sentido. 3. Absolvição do acusado da imputação de uso de documento falso, na forma do art. 386, V, do Código de Processo Penal.
sjur271206
- Acórdão(s) citado(s): (MANIFESTAÇÃO, MINISTÉRIO PÚBLICO, ALEGAÇÃO FINAL, VINCULAÇÃO, JULGADOR) HC 69957 (2ªT). - Acórdão(s) citado(s) - outros tribunais: RT 165/596. Número de páginas: 19. Análise: 13/08/2014, JOS. Revisão: 21/10/2014, GOD.
ROBERTO BARROSO
Tribunal Pleno
460
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00005 INC-00057\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED DEL-000088 ANO-1937\n ART-00020 INC-00005\n DECRETO-LEI\n\n", "LEG-FED DEL-002848 ANO-1940\n ART-00304\n CP-1940 CÓDIGO PENAL\n\n", "LEG-FED DEL-003689 ANO-1941\n ART-00156 \"CAPUT\" ART-00386 INC-00005\n CPP-1941 CÓDIGO DE PROCESSO PENAL" ]
AP
acordaos
AP 460
[ "" ]
AUTOR(A/S)(ES) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA RÉU(É)(S) : JAYME VERÍSSIMO DE CAMPOS ADV.(A/S) : JOSÉ GERARDO GROSSI E OUTRO(A/S)
[ "" ]
Ementa e Acórdão 10/04/2014 PLENÁRIO AÇÃO PENAL 460 MATO GROSSO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO REVISOR : MIN. CELSO DE MELLO AUTOR(A/S)(ES) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA RÉU(É)(S) :JAYME VERÍSSIMO DE CAMPOS ADV.(A/S) :JOSÉ GERARDO GROSSI E OUTRO(A/S) Ementa: DIREITO PENAL. USO DE DOCUMENTO FALSO. ABSOLVIÇÃO REQUERIDA PELA PROCURADORIA-GERAL DA REPÚBLICA, POR FALTA DE PROVAS QUANTO AO DOLO. 1. Os testemunhos colhidos durante a fase de instrução não contêm indicação de que o réu tenha dado ordem para a produção de documento falso ou para que dele se fizesse uso. 2. Testemunho prestado no âmbito de CPI foi considerado suficiente para o recebimento da denúncia, mas não é suficiente, de forma isolada, para servir de fundamento para juízo condenatório. Manifestação da Procuradoria-Geral da República nesse sentido. 3. Absolvição do acusado da imputação de uso de documento falso, na forma do art. 386, V, do Código de Processo Penal. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Ministro Joaquim Barbosa, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em julgar improcedente a ação penal para absolver o réu com base no art. 386, V, do Código de Processo Penal. Votou o Presidente. Ausente, neste julgamento, o Ministro Gilmar Mendes, nos termos do voto do Relator. Brasília, 10 de abril de 2014. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5719991. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 19 Relatório AÇÃO PENAL 460 MATO GROSSO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO REVISOR : MIN. CELSO DE MELLO AUTOR(A/S)(ES) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA RÉU(É)(S) :JAYME VERÍSSIMO DE CAMPOS ADV.(A/S) :JOSÉ GERARDO GROSSI E OUTRO(A/S) RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): Trata-se de ação penal proposta em face do Senador Federal Jayme Veríssimo de Campos, na época do fatos Governador do Estado do Mato Grosso, em que foi imputada a conduta de utilização de documento público falso entre novembro e dezembro de 1994, nos termos do art. 304, do Código Penal. A peça acusatória foi apresentada perante o Superior Tribunal de Justiça (fls. 2.075/2.109, vol. 10), acompanhada do Inquérito 217/MT (vol. 1 a 9), com fundamento no seguinte relato de fatos: “JAYME VERÍSSIMO DE CAMPOS, Governador do Estado de Mato Grosso à época dos fatos, de acordo com Sr. Gabriel Júlio de Matos Müller, cf. fl. 208, do Relatório da CPI da Terra: “Determino ao Diretor Administrativo da CODEMAT, Sr. Francisco Lima atender essa permuta respeitados os aspectos legais. “ Conforme a Ata da 6a. Reunião da CPI da Terra (fls. 100/203) houve autorização anterior para permuta (no Governo do Sr. Pedro Pedrossian houve decisão judicial para que pagasse as terras ou as permutasse com os proprietários) solicitado ao Governador Jayme Veríssimo de Campos fosse realizada a permuta. (…) Sem a conflituosidade a que se refere o art. 337 da Constituição do Estado, foi realizada a permuta que é originária de terra em um Processo de Arrecadação, cuja rapidez na sua tramitação pode demonstrar a ilegalidade que permeou a conduta de servidores do Estado para a realização do Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4599461. Supremo Tribunal Federal AÇÃO PENAL 460 MATO GROSSO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO REVISOR : MIN. CELSO DE MELLO AUTOR(A/S)(ES) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA RÉU(É)(S) :JAYME VERÍSSIMO DE CAMPOS ADV.(A/S) :JOSÉ GERARDO GROSSI E OUTRO(A/S) RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): Trata-se de ação penal proposta em face do Senador Federal Jayme Veríssimo de Campos, na época do fatos Governador do Estado do Mato Grosso, em que foi imputada a conduta de utilização de documento público falso entre novembro e dezembro de 1994, nos termos do art. 304, do Código Penal. A peça acusatória foi apresentada perante o Superior Tribunal de Justiça (fls. 2.075/2.109, vol. 10), acompanhada do Inquérito 217/MT (vol. 1 a 9), com fundamento no seguinte relato de fatos: “JAYME VERÍSSIMO DE CAMPOS, Governador do Estado de Mato Grosso à época dos fatos, de acordo com Sr. Gabriel Júlio de Matos Müller, cf. fl. 208, do Relatório da CPI da Terra: “Determino ao Diretor Administrativo da CODEMAT, Sr. Francisco Lima atender essa permuta respeitados os aspectos legais. “ Conforme a Ata da 6a. Reunião da CPI da Terra (fls. 100/203) houve autorização anterior para permuta (no Governo do Sr. Pedro Pedrossian houve decisão judicial para que pagasse as terras ou as permutasse com os proprietários) solicitado ao Governador Jayme Veríssimo de Campos fosse realizada a permuta. (…) Sem a conflituosidade a que se refere o art. 337 da Constituição do Estado, foi realizada a permuta que é originária de terra em um Processo de Arrecadação, cuja rapidez na sua tramitação pode demonstrar a ilegalidade que permeou a conduta de servidores do Estado para a realização do Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4599461. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 19 Relatório AP 460 / MT desiderato. (…) Verifica-se a designação, também, pelo Sr. Governador, de Comissão de Avaliação desatinada à elaboração de Laudo sobre as terras a serem permutadas. Tendo o Estado de Mato Grosso pessoal de nível superior na área, designou servidores do INTERMAT e CODEMAT, sem preenchimento de tal condição, inclusive, compreendendo a elaboração de Laudo sem que pudessem todos assinar legalmente. Em 29.11.94 pelo Governador foi ratificada a escolha anterior da Comissão de Avaliação, sem observar, também, a natureza de Permanente da Comissão,. Dos autos deflui não haver a chamada Comissão Permanente para fins legais não se desincumbindo do mister para desproporção entre as áreas permutadas. O interesse manifestado pelo Sr. Governador ensejou, assim, além da rapidez para a tramitação do Processo de Arrecadação, a emissão de Certidão falsa propiciando a consideração de se tratar a área de terra devoluta. Com isso, pode se dizer houve a utilização de Certidão falsa, conduta infringente do art. 304 do Código Penal Brasileiro dele não podendo ser excluído quem manifestou interesse para que fosse procedida permuta decorrente do processo originário. Tratando-se de crime remetido, a pena é a do art. 299 do Código Penal Brasileiro. “ Os autos foram encaminhados à Justiça Federal de Primeiro Grau (fls. 2.799/2800, vol. 12), por declínio de competência, pois Jayme Veríssimo dos Santos deixou de exercer o cargo de Governador do Estado, sendo distribuídos à 3a. Vara Federal da Seção Judiciária de Mato Grosso. A denúncia foi recebida em 14.08.2006 (fls. 2.817, vol. 12). O Juízo declinou da competência para o Supremo Tribunal Federal (fls. 2.956, vol. 13), diante da diplomação do réu como Senador da República em 01.02.2007. Às fls. 3.050/3.051 (vol. 13), o Relator originário, Min. Joaquim Barbosa, proferiu decisão declarando válidos os atos judiciais praticados e, às fls. 5.062/5.068 (vol. 21), houve determinação de desmembramento do feito, permanecendo nos presentes autos somente o réu Jayme 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4599461. Supremo Tribunal Federal AP 460 / MT desiderato. (…) Verifica-se a designação, também, pelo Sr. Governador, de Comissão de Avaliação desatinada à elaboração de Laudo sobre as terras a serem permutadas. Tendo o Estado de Mato Grosso pessoal de nível superior na área, designou servidores do INTERMAT e CODEMAT, sem preenchimento de tal condição, inclusive, compreendendo a elaboração de Laudo sem que pudessem todos assinar legalmente. Em 29.11.94 pelo Governador foi ratificada a escolha anterior da Comissão de Avaliação, sem observar, também, a natureza de Permanente da Comissão,. Dos autos deflui não haver a chamada Comissão Permanente para fins legais não se desincumbindo do mister para desproporção entre as áreas permutadas. O interesse manifestado pelo Sr. Governador ensejou, assim, além da rapidez para a tramitação do Processo de Arrecadação, a emissão de Certidão falsa propiciando a consideração de se tratar a área de terra devoluta. Com isso, pode se dizer houve a utilização de Certidão falsa, conduta infringente do art. 304 do Código Penal Brasileiro dele não podendo ser excluído quem manifestou interesse para que fosse procedida permuta decorrente do processo originário. Tratando-se de crime remetido, a pena é a do art. 299 do Código Penal Brasileiro. “ Os autos foram encaminhados à Justiça Federal de Primeiro Grau (fls. 2.799/2800, vol. 12), por declínio de competência, pois Jayme Veríssimo dos Santos deixou de exercer o cargo de Governador do Estado, sendo distribuídos à 3a. Vara Federal da Seção Judiciária de Mato Grosso. A denúncia foi recebida em 14.08.2006 (fls. 2.817, vol. 12). O Juízo declinou da competência para o Supremo Tribunal Federal (fls. 2.956, vol. 13), diante da diplomação do réu como Senador da República em 01.02.2007. Às fls. 3.050/3.051 (vol. 13), o Relator originário, Min. Joaquim Barbosa, proferiu decisão declarando válidos os atos judiciais praticados e, às fls. 5.062/5.068 (vol. 21), houve determinação de desmembramento do feito, permanecendo nos presentes autos somente o réu Jayme 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4599461. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 19 Relatório AP 460 / MT Veríssimo de Campos. Houve interposição de agravo regimental, que restaram rejeitados por intempestividade (fls. 5.106/5.107, vol. 21) . Apresentada defesa prévia (fls. 5.125/5.128), foram ouvidas as testemunhas de acusação, uma vez que não foram arroladas testemunhas de defesa. Produzida a prova documental requerida pelo Ministério Público (fls. 5.282 e 5.349/5.351), foi encerrada a instrução. Em alegações finais, a Procuradoria-Geral da República pleiteia que seja julgada improcedente a pretensão punitiva estatal, com a absolvição do acusado por falta de prova de autoria (fls. 5.430/5.439). O réu apresentou memoriais sustentando: 1) não haver prova sobre a falsidade da certidão de fls. 162, 2) que a acusação atribuiu ao réu responsabilidade penal objetiva, 3) que não se conseguiu provar a autoria e o dolo na utilização de documento. Pediu a absolvição com base no art. 386, IV, do Código de Processo Penal. O feito veio ao Gabinete em 26.06.2013. É o relatório. Ao Gabinete do Ministro Revisor. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4599461. Supremo Tribunal Federal AP 460 / MT Veríssimo de Campos. Houve interposição de agravo regimental, que restaram rejeitados por intempestividade (fls. 5.106/5.107, vol. 21) . Apresentada defesa prévia (fls. 5.125/5.128), foram ouvidas as testemunhas de acusação, uma vez que não foram arroladas testemunhas de defesa. Produzida a prova documental requerida pelo Ministério Público (fls. 5.282 e 5.349/5.351), foi encerrada a instrução. Em alegações finais, a Procuradoria-Geral da República pleiteia que seja julgada improcedente a pretensão punitiva estatal, com a absolvição do acusado por falta de prova de autoria (fls. 5.430/5.439). O réu apresentou memoriais sustentando: 1) não haver prova sobre a falsidade da certidão de fls. 162, 2) que a acusação atribuiu ao réu responsabilidade penal objetiva, 3) que não se conseguiu provar a autoria e o dolo na utilização de documento. Pediu a absolvição com base no art. 386, IV, do Código de Processo Penal. O feito veio ao Gabinete em 26.06.2013. É o relatório. Ao Gabinete do Ministro Revisor. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4599461. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 19 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 10/04/2014 PLENÁRIO AÇÃO PENAL 460 MATO GROSSO VOTO O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): Ementa: DIREITO PENAL. USO DE DOCUMENTO FALSO. ABSOLVIÇÃO REQUERIDA PELA PROCURADORIA-GERAL DA REPÚBLICA, POR FALTA DE PROVAS QUANTO AO DOLO. 1. Os testemunhos colhidos durante a fase de instrução não contêm indicação de que o réu tenha dado ordem para a produção de documento falso ou para que dele se fizesse uso. 2. Testemunho prestado no âmbito de CPI foi considerado suficiente para o recebimento da denúncia, mas não é suficiente, de forma isolada, para servir de fundamento para juízo condenatório. Manifestação da Procuradoria-Geral da República nesse sentido. 3. Absolvição do acusado da imputação de uso de documento falso, na forma do art. 386, V, do Código de Processo Penal. 1. Nos termos da própria manifestação da Procuradoria-Geral da República, a pretensão punitiva deve ser julgada improcedente, com a absolvição do réu por falta de prova de autoria do crime, na forma do art. 386, V, do Código de Processo Penal. 2. A denúncia imputou ao réu Jayme Veríssimo de Campos, no exercício do mandato de Governador do Estado de Mato Grosso, a utilização de documento público falso. A acusação foi baseada em um único depoimento prestado à Comissão Parlamentar de Inquérito instaurada no âmbito da Assembleia Legislativa daquele Estado (CPI da Terra), por Gabriel Júlio de Matos Müller. De acordo com a afirmação feita, o réu teria determinado ao Diretor Administrativo da CODEMAT – Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5700611. Supremo Tribunal Federal 10/04/2014 PLENÁRIO AÇÃO PENAL 460 MATO GROSSO VOTO O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): Ementa: DIREITO PENAL. USO DE DOCUMENTO FALSO. ABSOLVIÇÃO REQUERIDA PELA PROCURADORIA-GERAL DA REPÚBLICA, POR FALTA DE PROVAS QUANTO AO DOLO. 1. Os testemunhos colhidos durante a fase de instrução não contêm indicação de que o réu tenha dado ordem para a produção de documento falso ou para que dele se fizesse uso. 2. Testemunho prestado no âmbito de CPI foi considerado suficiente para o recebimento da denúncia, mas não é suficiente, de forma isolada, para servir de fundamento para juízo condenatório. Manifestação da Procuradoria-Geral da República nesse sentido. 3. Absolvição do acusado da imputação de uso de documento falso, na forma do art. 386, V, do Código de Processo Penal. 1. Nos termos da própria manifestação da Procuradoria-Geral da República, a pretensão punitiva deve ser julgada improcedente, com a absolvição do réu por falta de prova de autoria do crime, na forma do art. 386, V, do Código de Processo Penal. 2. A denúncia imputou ao réu Jayme Veríssimo de Campos, no exercício do mandato de Governador do Estado de Mato Grosso, a utilização de documento público falso. A acusação foi baseada em um único depoimento prestado à Comissão Parlamentar de Inquérito instaurada no âmbito da Assembleia Legislativa daquele Estado (CPI da Terra), por Gabriel Júlio de Matos Müller. De acordo com a afirmação feita, o réu teria determinado ao Diretor Administrativo da CODEMAT – Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5700611. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 19 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO AP 460 / MT Companhia de Desenvolvimento do Estado do Mato Grosso, Francisco Lima, que deferisse um pleito de permuta de terras fundado em uma certidão falsa (fls. 162). Tal documento teria sido expedido pelo Superintendente Estadual do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária/MT, atestando indevidamente que o imóvel em questão não seria de propriedade da União. 3. Com base nesse relato, postulou-se o enquadramento da conduta no tipo previsto no art. 304 do Código Penal, que tem a seguinte dicção: “Fazer uso de qualquer dos papéis falsificados ou alterados, a que se referem os arts. 297 a 302”. 4. Pois bem. No caso dos autos, ao contrário do que sustenta o réu em alegações finais, a materialidade da falsidade ideológica foi provada através do Laudo de Exame Grafotécnico no. 226/2005, no qual se concluiu: “O lançamento manuscrito, a guisa de assinatura em forma de rubrica, aposto no documento questionado (Certidão), não partiu do punho fornecedor dos padrões gráficos”. (fls. 251/258) 5. Sem prejuízo de haver sido verificada a ocorrência de crime e indícios do envolvimento de agentes da Administração Pública estadual, não ficou comprovado que o acusado teria dado ordem nesse sentido. O ponto foi constatado pelo próprio Ministério Público Federal, em suas alegações finais: “Durante a instrução processual, indagada sobre a participação de Jayme Veríssimo de Campos nos fatos, Maria Magalhães Rosa afirmou que ‘ele era Governador do Estado na época, mas assim diretamente eu não tenho conhecimento. Ele não participou de nenhum desses atos administrativos’ (fls. 5266/5267). 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5700611. Supremo Tribunal Federal AP 460 / MT Companhia de Desenvolvimento do Estado do Mato Grosso, Francisco Lima, que deferisse um pleito de permuta de terras fundado em uma certidão falsa (fls. 162). Tal documento teria sido expedido pelo Superintendente Estadual do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária/MT, atestando indevidamente que o imóvel em questão não seria de propriedade da União. 3. Com base nesse relato, postulou-se o enquadramento da conduta no tipo previsto no art. 304 do Código Penal, que tem a seguinte dicção: “Fazer uso de qualquer dos papéis falsificados ou alterados, a que se referem os arts. 297 a 302”. 4. Pois bem. No caso dos autos, ao contrário do que sustenta o réu em alegações finais, a materialidade da falsidade ideológica foi provada através do Laudo de Exame Grafotécnico no. 226/2005, no qual se concluiu: “O lançamento manuscrito, a guisa de assinatura em forma de rubrica, aposto no documento questionado (Certidão), não partiu do punho fornecedor dos padrões gráficos”. (fls. 251/258) 5. Sem prejuízo de haver sido verificada a ocorrência de crime e indícios do envolvimento de agentes da Administração Pública estadual, não ficou comprovado que o acusado teria dado ordem nesse sentido. O ponto foi constatado pelo próprio Ministério Público Federal, em suas alegações finais: “Durante a instrução processual, indagada sobre a participação de Jayme Veríssimo de Campos nos fatos, Maria Magalhães Rosa afirmou que ‘ele era Governador do Estado na época, mas assim diretamente eu não tenho conhecimento. Ele não participou de nenhum desses atos administrativos’ (fls. 5266/5267). 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5700611. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 19 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO AP 460 / MT Benedito de Souza Santana e Domingos Monteiro da Silva Neto nada esclareceram acerca de eventual envolvimento de Jayme Veríssimo de Campos nos fatos. Assim, apesar de comprovado o envolvimento de servidores de diversos órgãos do Governo do Estado de Mato Grosso nas fraudes objeto da acusação, não há provas de que Jayme Veríssimo de Campos tenha usado o documento falso expedido pelo INCRA, que propiciou a indevida arrecadação da Gleba Divisa. Ainda que se considere o hipotético interesse do acusado, à época Governador do Estado, na rapidez do trâmite do processo de arrecadação da gleba Divisa, não se pode inferir que daí se originou a certidão falsa de fls. 162, tampouco que dela fez uso o acusado”. (fls. 5438-9) 6. Tem razão o Parquet. As testemunhas de acusação não prestaram depoimentos indicativos de que o réu tenha dado ordem para a produção de documento falso ou para que dele se fizesse uso. A inquirição ocorrida em fase investigatória na CPI da Terra, que serviu como indício de autoria para o oferecimento e recebimento da peça de acusação, não pode dar respaldo agora, de forma isolada, à condenação. 7. De um lado, a falsificação e até mesmo a celeridade com que foi concluído o processo administrativo referente à permuta (cinquenta e nove dias) permite cogitar de direcionamento por parte de agentes da Administração estadual superior. De outro lado, porém, não se pode inferir daí, sem elemento probatório suficiente, que o réu tenha determinado o uso de documento ideologicamente falso. Os motivos da prioridade dada à questão podem ser, no máximo, objeto de conjecturas, manifestamente insuficientes para fundamentar um juízo condenatório. 8. Sendo assim, julgo improcedente a pretensão estatal formulada na denúncia e absolvo o réu da imputação deduzida na presente ação penal, nos termos do art. 386, V, do Código de Processo Penal. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5700611. Supremo Tribunal Federal AP 460 / MT Benedito de Souza Santana e Domingos Monteiro da Silva Neto nada esclareceram acerca de eventual envolvimento de Jayme Veríssimo de Campos nos fatos. Assim, apesar de comprovado o envolvimento de servidores de diversos órgãos do Governo do Estado de Mato Grosso nas fraudes objeto da acusação, não há provas de que Jayme Veríssimo de Campos tenha usado o documento falso expedido pelo INCRA, que propiciou a indevida arrecadação da Gleba Divisa. Ainda que se considere o hipotético interesse do acusado, à época Governador do Estado, na rapidez do trâmite do processo de arrecadação da gleba Divisa, não se pode inferir que daí se originou a certidão falsa de fls. 162, tampouco que dela fez uso o acusado”. (fls. 5438-9) 6. Tem razão o Parquet. As testemunhas de acusação não prestaram depoimentos indicativos de que o réu tenha dado ordem para a produção de documento falso ou para que dele se fizesse uso. A inquirição ocorrida em fase investigatória na CPI da Terra, que serviu como indício de autoria para o oferecimento e recebimento da peça de acusação, não pode dar respaldo agora, de forma isolada, à condenação. 7. De um lado, a falsificação e até mesmo a celeridade com que foi concluído o processo administrativo referente à permuta (cinquenta e nove dias) permite cogitar de direcionamento por parte de agentes da Administração estadual superior. De outro lado, porém, não se pode inferir daí, sem elemento probatório suficiente, que o réu tenha determinado o uso de documento ideologicamente falso. Os motivos da prioridade dada à questão podem ser, no máximo, objeto de conjecturas, manifestamente insuficientes para fundamentar um juízo condenatório. 8. Sendo assim, julgo improcedente a pretensão estatal formulada na denúncia e absolvo o réu da imputação deduzida na presente ação penal, nos termos do art. 386, V, do Código de Processo Penal. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5700611. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 19 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO AP 460 / MT 9. É como voto. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5700611. Supremo Tribunal Federal AP 460 / MT 9. É como voto. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5700611. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 19 Explicação 10/04/2014 PLENÁRIO AÇÃO PENAL 460 MATO GROSSO EXPLICAÇÃO O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - Senhor Presidente, só pela ordem, nós temos utilizado, para otimizar a pauta, uma certa metodologia nesses casos em que o próprio Ministério Público pede absolvição do réu. São várias ações penais hoje em pauta. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR) - Eu não me oponho. Eu, às vezes, não gosto de cassar a palavra do Advogado, porque, às vezes, é o dia do Advogado na Corte e, se ele quiser sustentar, embora haja um caso famoso no Rio em que o Promotor pediu a absolvição no júri, e o Advogado sustentou durante duas horas e ganhou de quatro a três, ele quase perdeu sozinho. Porém, eu acho que é um direito do Advogado e, se quiser exercer, eu o respeito. Mas posso antecipar que o encaminhamento é favorável ao acusado, penso que seja de proveito essa informação. O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Revisor): Também eu, Senhor Presidente, tenho voto escrito, acompanhando o eminente Ministro Relator em seu juízo absolutório. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR) - Será o caso, Presidente, então, de consultar o eminente Advogado Doutor Grossi se deseja sustentar. O SENHOR MINISTRO JOAQUIM BARBOSA (PRESIDENTE) - Eminente Advogado, o Procurador-Geral da República insiste na sustentação? O SENHOR RODRIGO JANOT (SUBPROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA) - Não, se o Advogado dispensar, eu também, a minha manifestação será mantida a manifestação escrita. O SENHOR JOSÉ GERARDO GROSSI (ADVOGADO) - Senhor Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6432736. Supremo Tribunal Federal 10/04/2014 PLENÁRIO AÇÃO PENAL 460 MATO GROSSO EXPLICAÇÃO O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - Senhor Presidente, só pela ordem, nós temos utilizado, para otimizar a pauta, uma certa metodologia nesses casos em que o próprio Ministério Público pede absolvição do réu. São várias ações penais hoje em pauta. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR) - Eu não me oponho. Eu, às vezes, não gosto de cassar a palavra do Advogado, porque, às vezes, é o dia do Advogado na Corte e, se ele quiser sustentar, embora haja um caso famoso no Rio em que o Promotor pediu a absolvição no júri, e o Advogado sustentou durante duas horas e ganhou de quatro a três, ele quase perdeu sozinho. Porém, eu acho que é um direito do Advogado e, se quiser exercer, eu o respeito. Mas posso antecipar que o encaminhamento é favorável ao acusado, penso que seja de proveito essa informação. O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Revisor): Também eu, Senhor Presidente, tenho voto escrito, acompanhando o eminente Ministro Relator em seu juízo absolutório. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR) - Será o caso, Presidente, então, de consultar o eminente Advogado Doutor Grossi se deseja sustentar. O SENHOR MINISTRO JOAQUIM BARBOSA (PRESIDENTE) - Eminente Advogado, o Procurador-Geral da República insiste na sustentação? O SENHOR RODRIGO JANOT (SUBPROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA) - Não, se o Advogado dispensar, eu também, a minha manifestação será mantida a manifestação escrita. O SENHOR JOSÉ GERARDO GROSSI (ADVOGADO) - Senhor Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6432736. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 19 Explicação AP 460 / MT Presidente, boa-tarde. Não havendo sustentação do Ministério Público, também não haverá da defesa. O SENHOR MINISTRO JOAQUIM BARBOSA (PRESIDENTE) - Com a palavra o eminente Relator. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6432736. Supremo Tribunal Federal AP 460 / MT Presidente, boa-tarde. Não havendo sustentação do Ministério Público, também não haverá da defesa. O SENHOR MINISTRO JOAQUIM BARBOSA (PRESIDENTE) - Com a palavra o eminente Relator. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6432736. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 19 Voto do(a) Revisor(a) 10/04/2014 PLENÁRIO AÇÃO PENAL 460 MATO GROSSO V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO E MELLO – (Revisor): Acompanho o voto do eminente Ministro Relator para, em razão da insuficiência do conjunto probatório produzido pelo Ministério Público, proferir juízo absolutório favorável ao réu, fazendo-o com fundamento no art. 386, inciso V, do CPP. Não foi por outra razão que o eminente Relator da presente causa ressaltou, com absoluta propriedade, a falta de suporte probatório idôneo que pudesse legitimar a formulação, no caso, de um juízo penal condenatório. Vale destacar, bem por isso, expressiva passagem de seu douto voto: “4. Entretanto, não ficou demonstrada a autoria por parte do acusado. Conforme sustenta o Ministério Público Federal: ‘Durante a instrução processual, indagada sobre a participação de Jayme Veríssimo de Campos nos fatos, Maria Magalhães Rosa afirmou que ele era Governador do Estado na época, mas assim diretamente eu não tenho conhecimento. Ele não participou de nenhum desses atos administrativos (fls. 5266/5267). Benedito de Souza Santana e Domingos Monteiro da Silva Neto nada esclareceram acerca de eventual envolvimento de Jayme Veríssimo de Campos nos fatos. Assim, apesar de comprovado o envolvimento de servidores de diversos órgãos do Governo do Estado de Mato Grosso nas fraudes objeto da acusação, não há provas de que Jayme Veríssimo de Campos tenha usado o documento falso expedido pelo INCRA, que propiciou a indevida arrecadação da Gleba Divisa. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6409936. Supremo Tribunal Federal 10/04/2014 PLENÁRIO AÇÃO PENAL 460 MATO GROSSO V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO E MELLO – (Revisor): Acompanho o voto do eminente Ministro Relator para, em razão da insuficiência do conjunto probatório produzido pelo Ministério Público, proferir juízo absolutório favorável ao réu, fazendo-o com fundamento no art. 386, inciso V, do CPP. Não foi por outra razão que o eminente Relator da presente causa ressaltou, com absoluta propriedade, a falta de suporte probatório idôneo que pudesse legitimar a formulação, no caso, de um juízo penal condenatório. Vale destacar, bem por isso, expressiva passagem de seu douto voto: “4. Entretanto, não ficou demonstrada a autoria por parte do acusado. Conforme sustenta o Ministério Público Federal: ‘Durante a instrução processual, indagada sobre a participação de Jayme Veríssimo de Campos nos fatos, Maria Magalhães Rosa afirmou que ele era Governador do Estado na época, mas assim diretamente eu não tenho conhecimento. Ele não participou de nenhum desses atos administrativos (fls. 5266/5267). Benedito de Souza Santana e Domingos Monteiro da Silva Neto nada esclareceram acerca de eventual envolvimento de Jayme Veríssimo de Campos nos fatos. Assim, apesar de comprovado o envolvimento de servidores de diversos órgãos do Governo do Estado de Mato Grosso nas fraudes objeto da acusação, não há provas de que Jayme Veríssimo de Campos tenha usado o documento falso expedido pelo INCRA, que propiciou a indevida arrecadação da Gleba Divisa. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6409936. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 19 Voto do(a) Revisor(a) AP 460 / MT Ainda que se considere o hipotético interesse do acusado, à época Governador do Estado, na rapidez do trâmite do processo de arrecadação da gleba Divisa, não se pode inferir que daí se originou a certidão falsa de fls. 162, tampouco que dela fez uso o acusado.’ 5. Tem razão o ‘Parquet’. As testemunhas de acusação não prestaram depoimentos indicativos de que o réu tenha dado ordem para a produção de documento falso para que dele se fizesse uso. A inquirição ocorrida em fase investigatória na CPI da Terra, que serviu como indício de autoria para o oferecimento e recebimento da peça de acusação, não pode dar respaldo agora, de forma isolada, à condenação. 6. De um lado, é compreensível que uma determinação diretamente emanada do Governador, para atendimento à permuta, fosse objeto de cumprimento expedito pela Administração (em que pese o destaque de que o prazo de cinquenta e nove dias para a conclusão do procedimento impressione). Mas, de outro, não se pode inferir daí, sem elemento probatório suficiente, que o réu tenha determinado o uso de documento ideologicamente falso. Os motivos da prioridade dada pelo acusado à questão podem ser, no máximo, objeto de conjecturas, mas o conjunto colhido na instrução processual não permite certeza da autoria do fato pelo acusado.” (grifei) É importante assinalar, ainda, Senhores Ministros, considerado esse fundamento da absolvição penal, que o eminente Procurador-Geral da República, pronunciando-se em nome do Ministério Público, manifestou-se favoravelmente ao acusado, por entender, também ele, inexistentes, nos autos, elementos probatórios que pudessem justificar a prolação de decreto condenatório contra o ora acusado. É certo, tal como já salientou o Supremo Tribunal Federal, que “A manifestação do Medida Provisória, em alegações finais, não vincula o julgador (...)” (HC 69.957-MC/RJ, Rel. Min. NÉRI DA SILVEIRA, v.g.). 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6409936. Supremo Tribunal Federal AP 460 / MT Ainda que se considere o hipotético interesse do acusado, à época Governador do Estado, na rapidez do trâmite do processo de arrecadação da gleba Divisa, não se pode inferir que daí se originou a certidão falsa de fls. 162, tampouco que dela fez uso o acusado.’ 5. Tem razão o ‘Parquet’. As testemunhas de acusação não prestaram depoimentos indicativos de que o réu tenha dado ordem para a produção de documento falso para que dele se fizesse uso. A inquirição ocorrida em fase investigatória na CPI da Terra, que serviu como indício de autoria para o oferecimento e recebimento da peça de acusação, não pode dar respaldo agora, de forma isolada, à condenação. 6. De um lado, é compreensível que uma determinação diretamente emanada do Governador, para atendimento à permuta, fosse objeto de cumprimento expedito pela Administração (em que pese o destaque de que o prazo de cinquenta e nove dias para a conclusão do procedimento impressione). Mas, de outro, não se pode inferir daí, sem elemento probatório suficiente, que o réu tenha determinado o uso de documento ideologicamente falso. Os motivos da prioridade dada pelo acusado à questão podem ser, no máximo, objeto de conjecturas, mas o conjunto colhido na instrução processual não permite certeza da autoria do fato pelo acusado.” (grifei) É importante assinalar, ainda, Senhores Ministros, considerado esse fundamento da absolvição penal, que o eminente Procurador-Geral da República, pronunciando-se em nome do Ministério Público, manifestou-se favoravelmente ao acusado, por entender, também ele, inexistentes, nos autos, elementos probatórios que pudessem justificar a prolação de decreto condenatório contra o ora acusado. É certo, tal como já salientou o Supremo Tribunal Federal, que “A manifestação do Medida Provisória, em alegações finais, não vincula o julgador (...)” (HC 69.957-MC/RJ, Rel. Min. NÉRI DA SILVEIRA, v.g.). 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6409936. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 19 Voto do(a) Revisor(a) AP 460 / MT Ocorre, no entanto, que inexiste, no caso, base empírica idônea que justifique a efetiva prolação de um decreto de condenação penal. Cabe rememorar, bem por isso, quanto a esse ponto, expressiva passagem da promoção do eminente Chefe do Ministério Público da União, que, lealmente, reconheceu a ausência, neste processo, de acervo fático-probatório apto a legitimar a formulação, no caso ora em exame, de um juízo de condenação do réu (fls. 5.438/5.439): “20. Assim, apesar de comprovado o envolvimento de servidores de diversos órgãos do Governo do Estado de Mato Grosso nas fraudes objeto da acusação, não há provas de que Jayme Veríssimo de Campos tenha usado o documento falso expedido pelo INCRA, que propiciou a indevida arrecadação da gleba Divisa. 21. Ainda que se considere o hipotético interesse do acusado, à época Governador do Estado, na rapidez do trâmite do processo de arrecadação da gleba Divisa, não se pode inferir que daí se originou a certidão falsa de fls. 162, tampouco que dela fez uso o acusado. 22. Inconteste que a agilidade na tramitação dos feitos de arrecadação e permuta, que durou 59 dias, causa estranheza, mas tal fato não permite extrair o envolvimento de Jayme Campos no uso de documento falso. 23. É necessário à configuração do delito previsto no art. 304 do Código Penal o dolo quanto ao uso do documento falso, o que não ficou demonstrado em relação a Jayme Campos. Apesar dos fatos investigados terem ocorrido no final de seu mandato como Governador de Mato Grosso e de ser inconteste a emissão e o uso de certidão falsa para arrecadação e permuta de terras da gleba Divisa, não há como atribuir ao acusado o uso da certidão falsa de fls. 162. 24. Ante o exposto, requer o Procurador-Geral da República que seja julgada improcedente a pretensão punitiva deduzida na denúncia para absolver o réu quanto à prática do delito previsto no art. 304 do Código Penal.” (grifei) 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6409936. Supremo Tribunal Federal AP 460 / MT Ocorre, no entanto, que inexiste, no caso, base empírica idônea que justifique a efetiva prolação de um decreto de condenação penal. Cabe rememorar, bem por isso, quanto a esse ponto, expressiva passagem da promoção do eminente Chefe do Ministério Público da União, que, lealmente, reconheceu a ausência, neste processo, de acervo fático-probatório apto a legitimar a formulação, no caso ora em exame, de um juízo de condenação do réu (fls. 5.438/5.439): “20. Assim, apesar de comprovado o envolvimento de servidores de diversos órgãos do Governo do Estado de Mato Grosso nas fraudes objeto da acusação, não há provas de que Jayme Veríssimo de Campos tenha usado o documento falso expedido pelo INCRA, que propiciou a indevida arrecadação da gleba Divisa. 21. Ainda que se considere o hipotético interesse do acusado, à época Governador do Estado, na rapidez do trâmite do processo de arrecadação da gleba Divisa, não se pode inferir que daí se originou a certidão falsa de fls. 162, tampouco que dela fez uso o acusado. 22. Inconteste que a agilidade na tramitação dos feitos de arrecadação e permuta, que durou 59 dias, causa estranheza, mas tal fato não permite extrair o envolvimento de Jayme Campos no uso de documento falso. 23. É necessário à configuração do delito previsto no art. 304 do Código Penal o dolo quanto ao uso do documento falso, o que não ficou demonstrado em relação a Jayme Campos. Apesar dos fatos investigados terem ocorrido no final de seu mandato como Governador de Mato Grosso e de ser inconteste a emissão e o uso de certidão falsa para arrecadação e permuta de terras da gleba Divisa, não há como atribuir ao acusado o uso da certidão falsa de fls. 162. 24. Ante o exposto, requer o Procurador-Geral da República que seja julgada improcedente a pretensão punitiva deduzida na denúncia para absolver o réu quanto à prática do delito previsto no art. 304 do Código Penal.” (grifei) 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6409936. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 19 Voto do(a) Revisor(a) AP 460 / MT Vê-se, pois, que o Ministério Público deixou de produzir prova penal lícita que corroborasse o conteúdo da imputação penal deduzida contra o réu, não sendo capaz de cumprir, por isso mesmo, a norma inscrita no art. 156, “caput”, do CPP, que atribui ao órgão estatal da acusação penal o encargo de provar, para além de qualquer dúvida razoável, a autoria do fato delituoso. Como sabemos, nenhuma acusação penal se presume provada. Esta afirmação, que decorre do consenso doutrinário e jurisprudencial em torno do tema, apenas acentua a inteira sujeição do Ministério Público ao ônus material de provar a imputação penal consubstanciada na denúncia. Com a superveniência da Constituição de 1988, proclamou-se, explicitamente (art. 5..., LVII), um princípio que sempre existira, de modo imanente, em nosso ordenamento positivo: o princípio da não culpabilidade das pessoas sujeitas a procedimentos persecutórios (DALMO DE ABREU DALLARI, “O Renascer do Direito”, p. 94/103, 1976, Bushatsky; WEBER MARTINS BATISTA, “Liberdade Provisória”, p. 34, 1981, Forense). Esse postulado – cujo domínio de incidência mais expressivo é o da disciplina da prova – impede que se atribuam à denúncia penal consequências jurídicas apenas compatíveis com decretos judiciais de condenação definitiva. Esse princípio tutelar da liberdade individual repudia presunções contrárias ao imputado, que não deverá sofrer punições antecipadas nem ser reduzido, em sua pessoal dimensão jurídica, ao “status poenalis” de condenado. De outro lado, faz recair sobre o órgão da acusação, agora de modo muito mais intenso, o ônus substancial da prova, fixando diretriz a ser indeclinavelmente observada pelo magistrado e pelo legislador. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6409936. Supremo Tribunal Federal AP 460 / MT Vê-se, pois, que o Ministério Público deixou de produzir prova penal lícita que corroborasse o conteúdo da imputação penal deduzida contra o réu, não sendo capaz de cumprir, por isso mesmo, a norma inscrita no art. 156, “caput”, do CPP, que atribui ao órgão estatal da acusação penal o encargo de provar, para além de qualquer dúvida razoável, a autoria do fato delituoso. Como sabemos, nenhuma acusação penal se presume provada. Esta afirmação, que decorre do consenso doutrinário e jurisprudencial em torno do tema, apenas acentua a inteira sujeição do Ministério Público ao ônus material de provar a imputação penal consubstanciada na denúncia. Com a superveniência da Constituição de 1988, proclamou-se, explicitamente (art. 5..., LVII), um princípio que sempre existira, de modo imanente, em nosso ordenamento positivo: o princípio da não culpabilidade das pessoas sujeitas a procedimentos persecutórios (DALMO DE ABREU DALLARI, “O Renascer do Direito”, p. 94/103, 1976, Bushatsky; WEBER MARTINS BATISTA, “Liberdade Provisória”, p. 34, 1981, Forense). Esse postulado – cujo domínio de incidência mais expressivo é o da disciplina da prova – impede que se atribuam à denúncia penal consequências jurídicas apenas compatíveis com decretos judiciais de condenação definitiva. Esse princípio tutelar da liberdade individual repudia presunções contrárias ao imputado, que não deverá sofrer punições antecipadas nem ser reduzido, em sua pessoal dimensão jurídica, ao “status poenalis” de condenado. De outro lado, faz recair sobre o órgão da acusação, agora de modo muito mais intenso, o ônus substancial da prova, fixando diretriz a ser indeclinavelmente observada pelo magistrado e pelo legislador. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6409936. Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 19 Voto do(a) Revisor(a) AP 460 / MT É preciso relembrar, Senhor Presidente, que não compete ao réu demonstrar a sua inocência. Antes, cabe ao Ministério Público demonstrar, de forma inequívoca, a culpabilidade do acusado. Hoje já não mais prevalece, em nosso sistema de direito positivo, a regra hedionda que, em dado momento histórico de nosso processo político, criou, para o réu, com a falta de pudor que caracteriza os regimes autoritários, a obrigação de ele, acusado, provar a sua própria inocência!!! Refiro-me ao art. 20, inciso 5, do Decreto-lei n 88, de 20/12/1937 – editado sob a égide do nefando Estado Novo de VARGAS –, que veiculava, no que se refere aos delitos submetidos a julgamento pelo tristemente célebre Tribunal de Segurança Nacional, e em ponto que guarda inteira pertinência com estas observações, uma fórmula jurídica de despotismo explícito: “Presume-se provada a acusação, cabendo ao réu prova em contrário (...)” (grifei). O fato indiscutivelmente relevante no domínio processual penal, Senhor Presidente, é que, no âmbito de uma formação social organizada sob a égide do regime democrático, não se justifica, sem base probatória idônea, a formulação possível de qualquer juízo condenatório, que deve sempre assentar-se – para que se qualifique como ato revestido de validade ético-jurídica – em elementos de certeza, os quais, ao dissiparem ambiguidades, ao esclarecerem situações equívocas e ao desfazerem dados eivados de obscuridade, revelem-se capazes de informar, com objetividade, o órgão judiciário competente, afastando, desse modo, dúvidas razoáveis, sérias e fundadas que poderiam conduzir qualquer magistrado ou Tribunal a pronunciar o “non liquet”. Não questiono, Senhor Presidente, a eficácia probante dos indícios, mas enfatizo que a prova indiciária deve ser convergente e concatenada, não excluída por contra-indícios, nem abalada ou neutralizada por 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6409936. Supremo Tribunal Federal AP 460 / MT É preciso relembrar, Senhor Presidente, que não compete ao réu demonstrar a sua inocência. Antes, cabe ao Ministério Público demonstrar, de forma inequívoca, a culpabilidade do acusado. Hoje já não mais prevalece, em nosso sistema de direito positivo, a regra hedionda que, em dado momento histórico de nosso processo político, criou, para o réu, com a falta de pudor que caracteriza os regimes autoritários, a obrigação de ele, acusado, provar a sua própria inocência!!! Refiro-me ao art. 20, inciso 5, do Decreto-lei n 88, de 20/12/1937 – editado sob a égide do nefando Estado Novo de VARGAS –, que veiculava, no que se refere aos delitos submetidos a julgamento pelo tristemente célebre Tribunal de Segurança Nacional, e em ponto que guarda inteira pertinência com estas observações, uma fórmula jurídica de despotismo explícito: “Presume-se provada a acusação, cabendo ao réu prova em contrário (...)” (grifei). O fato indiscutivelmente relevante no domínio processual penal, Senhor Presidente, é que, no âmbito de uma formação social organizada sob a égide do regime democrático, não se justifica, sem base probatória idônea, a formulação possível de qualquer juízo condenatório, que deve sempre assentar-se – para que se qualifique como ato revestido de validade ético-jurídica – em elementos de certeza, os quais, ao dissiparem ambiguidades, ao esclarecerem situações equívocas e ao desfazerem dados eivados de obscuridade, revelem-se capazes de informar, com objetividade, o órgão judiciário competente, afastando, desse modo, dúvidas razoáveis, sérias e fundadas que poderiam conduzir qualquer magistrado ou Tribunal a pronunciar o “non liquet”. Não questiono, Senhor Presidente, a eficácia probante dos indícios, mas enfatizo que a prova indiciária deve ser convergente e concatenada, não excluída por contra-indícios, nem abalada ou neutralizada por 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6409936. Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 19 Voto do(a) Revisor(a) AP 460 / MT eventual dubiedade que possa emergir das conclusões a que tal prova meramente circunstancial dê lugar, sob pena de o acolhimento judicial desses elementos probatórios indiretos, quando precários, inconsistentes ou impregnados de equivocidade, importar em incompreensível transgressão ao postulado constitucional da não culpabilidade. Não se pode – tendo-se presente o postulado constitucional da não culpabilidade dos réus – atribuir relevo e eficácia a juízos meramente conjecturais, para, com fundamento neles, apoiar um inadmissível decreto condenatório. Não custa enfatizar que, no sistema jurídico brasileiro, não existe qualquer possibilidade de o Poder Judiciário, por simples presunção ou com fundamento em meras suspeitas, reconhecer, em sede penal, a culpa de alguém. É sempre importante advertir, Senhor Presidente, na linha do magistério jurisprudencial e em respeito aos princípios estruturantes do regime democrático, que, “Por exclusão, suspeita ou presunção, ninguém pode ser condenado em nosso sistema jurídico-penal” (RT 165/596, Rel. Des. VICENTE DE AZEVEDO – grifei). Na realidade, os princípios democráticos que informam o modelo constitucional consagrado na Carta Política de 1988 repelem qualquer ato estatal que transgrida o dogma de que não haverá culpa penal por presunção nem responsabilidade criminal por mera suspeita. As limitações à atividade persecutório-penal do Estado traduzem garantias dispensadas pela ordem jurídica à preservação, pelo suspeito, pelo indiciado ou pelo acusado, do seu estado de liberdade. Cumpre ter presente, neste ponto, em face de sua permanente atualidade, a advertência feita por RUI BARBOSA (“Novos Discursos e 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6409936. Supremo Tribunal Federal AP 460 / MT eventual dubiedade que possa emergir das conclusões a que tal prova meramente circunstancial dê lugar, sob pena de o acolhimento judicial desses elementos probatórios indiretos, quando precários, inconsistentes ou impregnados de equivocidade, importar em incompreensível transgressão ao postulado constitucional da não culpabilidade. Não se pode – tendo-se presente o postulado constitucional da não culpabilidade dos réus – atribuir relevo e eficácia a juízos meramente conjecturais, para, com fundamento neles, apoiar um inadmissível decreto condenatório. Não custa enfatizar que, no sistema jurídico brasileiro, não existe qualquer possibilidade de o Poder Judiciário, por simples presunção ou com fundamento em meras suspeitas, reconhecer, em sede penal, a culpa de alguém. É sempre importante advertir, Senhor Presidente, na linha do magistério jurisprudencial e em respeito aos princípios estruturantes do regime democrático, que, “Por exclusão, suspeita ou presunção, ninguém pode ser condenado em nosso sistema jurídico-penal” (RT 165/596, Rel. Des. VICENTE DE AZEVEDO – grifei). Na realidade, os princípios democráticos que informam o modelo constitucional consagrado na Carta Política de 1988 repelem qualquer ato estatal que transgrida o dogma de que não haverá culpa penal por presunção nem responsabilidade criminal por mera suspeita. As limitações à atividade persecutório-penal do Estado traduzem garantias dispensadas pela ordem jurídica à preservação, pelo suspeito, pelo indiciado ou pelo acusado, do seu estado de liberdade. Cumpre ter presente, neste ponto, em face de sua permanente atualidade, a advertência feita por RUI BARBOSA (“Novos Discursos e 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6409936. Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 19 Voto do(a) Revisor(a) AP 460 / MT Conferências”, p. 75, 1933, Saraiva), no sentido de que “Quanto mais abominável é o crime, tanto mais imperiosa, para os guardas da ordem social, a obrigação de não aventurar inferências, de não revelar prevenções, de não se extraviar em conjecturas (...)”. Não podemos desconhecer que o processo penal, representando uma estrutura formal de cooperação, rege-se pelo princípio da contraposição dialética, que, além de não admitir condenações judiciais baseadas em prova alguma, também não legitima nem tolera decretos condenatórios apoiados em elementos de informação unilateralmente produzidos pelos órgãos da acusação penal. A condenação do réu pela prática de qualquer delito – até mesmo pela prática de uma simples contravenção penal – somente se justificará quando existentes, no processo, e sempre colhidos sob a égide do postulado constitucional do contraditório, elementos de convicção que, projetando-se “beyond all reasonable doubt” (além, portanto, de qualquer dúvida razoável), veiculem dados consistentes que possam legitimar a prolação de um decreto condenatório pelo Poder Judiciário. O entendimento que venho de referir encontra apoio em autorizado magistério doutrinário (EDUARDO ESPÍNOLA FILHO, “Código de Processo Penal Brasileiro Anotado”, vol. IV/126-127, item n. 765, 3... ed., 1955, Borsoi; JULIO FABBRINI MIRABETE, “Código de Processo Penal Interpretado” p. 1.004, item n. 386.3, 11... ed., 2003, Atlas; GUILHERME DE SOUZA NUCCI, “Código de Processo Penal Comentado”, p. 679, item n. 48, 5... ed., 2006, RT), valendo referir, no ponto, ante a extrema pertinência de suas observações, a lição de FERNANDO DA COSTA TOURINHO FILHO (“Código de Processo Penal Comentado”, vol. I/655, item n. VI, 5... ed., 1999, Saraiva): “(...) Para que o Juiz possa proferir um decreto condenatório é preciso haja prova da materialidade delitiva e da autoria. Na dúvida, a absolvição se impõe. Evidente que a prova deve ser séria, ao menos sensata. Mais ainda: prova séria é aquela colhida 7 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6409936. Supremo Tribunal Federal AP 460 / MT Conferências”, p. 75, 1933, Saraiva), no sentido de que “Quanto mais abominável é o crime, tanto mais imperiosa, para os guardas da ordem social, a obrigação de não aventurar inferências, de não revelar prevenções, de não se extraviar em conjecturas (...)”. Não podemos desconhecer que o processo penal, representando uma estrutura formal de cooperação, rege-se pelo princípio da contraposição dialética, que, além de não admitir condenações judiciais baseadas em prova alguma, também não legitima nem tolera decretos condenatórios apoiados em elementos de informação unilateralmente produzidos pelos órgãos da acusação penal. A condenação do réu pela prática de qualquer delito – até mesmo pela prática de uma simples contravenção penal – somente se justificará quando existentes, no processo, e sempre colhidos sob a égide do postulado constitucional do contraditório, elementos de convicção que, projetando-se “beyond all reasonable doubt” (além, portanto, de qualquer dúvida razoável), veiculem dados consistentes que possam legitimar a prolação de um decreto condenatório pelo Poder Judiciário. O entendimento que venho de referir encontra apoio em autorizado magistério doutrinário (EDUARDO ESPÍNOLA FILHO, “Código de Processo Penal Brasileiro Anotado”, vol. IV/126-127, item n. 765, 3... ed., 1955, Borsoi; JULIO FABBRINI MIRABETE, “Código de Processo Penal Interpretado” p. 1.004, item n. 386.3, 11... ed., 2003, Atlas; GUILHERME DE SOUZA NUCCI, “Código de Processo Penal Comentado”, p. 679, item n. 48, 5... ed., 2006, RT), valendo referir, no ponto, ante a extrema pertinência de suas observações, a lição de FERNANDO DA COSTA TOURINHO FILHO (“Código de Processo Penal Comentado”, vol. I/655, item n. VI, 5... ed., 1999, Saraiva): “(...) Para que o Juiz possa proferir um decreto condenatório é preciso haja prova da materialidade delitiva e da autoria. Na dúvida, a absolvição se impõe. Evidente que a prova deve ser séria, ao menos sensata. Mais ainda: prova séria é aquela colhida 7 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6409936. Inteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 19 Voto do(a) Revisor(a) AP 460 / MT sob o crivo do contraditório. Na hipótese de, na instrução, não ter sido feita nenhuma prova a respeito da autoria, não pode o Juiz louvar-se no apurado na fase inquisitorial presidida pela Autoridade Policial. Não que o inquérito não apresente valor probatório; este, contudo, somente poderá ser levado em conta se, na instrução, surgir alguma prova, quando, então, é lícito ao Juiz considerar tanto as provas do inquérito quanto aquelas por ele colhidas, mesmo porque, não fosse assim, estaria proferindo um decreto condenatório sem permitir ao réu o direito constitucional do contraditório. (...).” (grifei) Em suma: a análise dos elementos de informação contidos neste processo leva-me a reconhecer a inexistência de prova penal convincente e necessária que permita a formação de um juízo seguro de culpabilidade em relação ao ora acusado, no que concerne ao crime que lhe foi imputado. Sendo assim, consideradas as razões expostas, e concordando com o eminente Relator, também julgo improcedente a presente ação penal, para, em consequência, absolver o réu, Senador Jayme Veríssimo de Campos, da imputação penal contra ele deduzida, fazendo-o com apoio no art. 386, inciso V, do CPP, em face de não existir prova de ter o réu concorrido para a infração penal. É o meu voto. 8 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6409936. Supremo Tribunal Federal AP 460 / MT sob o crivo do contraditório. Na hipótese de, na instrução, não ter sido feita nenhuma prova a respeito da autoria, não pode o Juiz louvar-se no apurado na fase inquisitorial presidida pela Autoridade Policial. Não que o inquérito não apresente valor probatório; este, contudo, somente poderá ser levado em conta se, na instrução, surgir alguma prova, quando, então, é lícito ao Juiz considerar tanto as provas do inquérito quanto aquelas por ele colhidas, mesmo porque, não fosse assim, estaria proferindo um decreto condenatório sem permitir ao réu o direito constitucional do contraditório. (...).” (grifei) Em suma: a análise dos elementos de informação contidos neste processo leva-me a reconhecer a inexistência de prova penal convincente e necessária que permita a formação de um juízo seguro de culpabilidade em relação ao ora acusado, no que concerne ao crime que lhe foi imputado. Sendo assim, consideradas as razões expostas, e concordando com o eminente Relator, também julgo improcedente a presente ação penal, para, em consequência, absolver o réu, Senador Jayme Veríssimo de Campos, da imputação penal contra ele deduzida, fazendo-o com apoio no art. 386, inciso V, do CPP, em face de não existir prova de ter o réu concorrido para a infração penal. É o meu voto. 8 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6409936. Inteiro Teor do Acórdão - Página 18 de 19 Extrato de Ata - 10/04/2014 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AÇÃO PENAL 460 PROCED. : MATO GROSSO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO REVISOR : MIN. CELSO DE MELLO AUTOR(A/S)(ES) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA RÉU(É)(S) : JAYME VERÍSSIMO DE CAMPOS ADV.(A/S) : JOSÉ GERARDO GROSSI E OUTRO(A/S) Decisão: O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, julgou improcedente a ação penal para absolver o réu com base no art. 386, V, do Código de Processo Penal. Votou o Presidente, Ministro Joaquim Barbosa. Ausente, neste julgamento, o Ministro Gilmar Mendes. Plenário, 10.04.2014. Presidência do Senhor Ministro Joaquim Barbosa. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber, Teori Zavascki e Roberto Barroso. Procurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot Monteiro de Barros. p/ Luiz Tomimatsu Assessor-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 5704222 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AÇÃO PENAL 460 PROCED. : MATO GROSSO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO REVISOR : MIN. CELSO DE MELLO AUTOR(A/S)(ES) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA RÉU(É)(S) : JAYME VERÍSSIMO DE CAMPOS ADV.(A/S) : JOSÉ GERARDO GROSSI E OUTRO(A/S) Decisão: O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, julgou improcedente a ação penal para absolver o réu com base no art. 386, V, do Código de Processo Penal. Votou o Presidente, Ministro Joaquim Barbosa. Ausente, neste julgamento, o Ministro Gilmar Mendes. Plenário, 10.04.2014. Presidência do Senhor Ministro Joaquim Barbosa. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber, Teori Zavascki e Roberto Barroso. Procurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot Monteiro de Barros. p/ Luiz Tomimatsu Assessor-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 5704222 Inteiro Teor do Acórdão - Página 19 de 19
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Campos", "Jayme Veríssimo de Campos", "CELSO E MELLO", "Jayme Veríssimo de Campos", "Maria Magalhães Rosa", "Benedito de Souza Santana", "Domingos Monteiro da Silva Neto", "Jayme Veríssimo de Campos", "Jayme Veríssimo de Campos", "NÉRI DA SILVEIRA", "NÉRI DA SILVEIRA", "Jayme Veríssimo de Campos", "Jayme Campos", "Jayme Campos", "Jayme Veríssimo de Campos", "Jayme Campos", "Jayme Campos", "DALMO DE ABREU DALLARI", "WEBER MARTINS BATISTA", "DALMO DE ABREU DALLARI", "WEBER MARTINS BATISTA", "VICENTE DE AZEVEDO", "RUI BARBOSA", "VICENTE DE AZEVEDO", "RUI BARBOSA", "EDUARDO ESPÍNOLA FILHO", "JULIO FABBRINI MIRABETE", "GUILHERME DE SOUZA NUCCI", "FERNANDO DA COSTA TOURINHO FILHO", "EDUARDO ESPÍNOLA FILHO", "JULIO FABBRINI MIRABETE", "GUILHERME DE SOUZA NUCCI", "FERNANDO DA COSTA TOURINHO FILHO", "Jayme Veríssimo de Campos", "Jayme Veríssimo de Campos", "ROBERTO BARROSO", "CELSO DE MELLO", "JAYME VERÍSSIMO DE CAMPOS", "JOSÉ GERARDO GROSSI", "Joaquim Barbosa", "Gilmar Mendes", "Joaquim Barbosa", "Celso de Mello", "Marco Aurélio", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Cármen Lúcia", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Teori Zavascki", "Roberto Barroso", "Rodrigo Janot Monteiro de Barros", "Luiz Tomimatsu", "ROBERTO BARROSO", "CELSO DE MELLO", "JAYME VERÍSSIMO DE CAMPOS", "JOSÉ GERARDO GROSSI", "Joaquim Barbosa", "Gilmar Mendes", "Joaquim Barbosa", "Celso de Mello", "Marco Aurélio", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Cármen Lúcia", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Teori Zavascki", "Roberto Barroso", "Rodrigo Janot Monteiro de Barros", "Luiz Tomimatsu" ], "TEMPO": [ "10", "/", "04", "/", "2014", "10 de abril de 2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "novembro e dezembro de 1994", "24", "/", "08", "/", "2001", "novembro e dezembro de 1994", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", ".", "11", ".", "94", "14", ".", "08", ".", "2006", "01", ".", "02", ".", "2007", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", ".", "11", ".", "94", "14", ".", "08", ".", "2006", "01", ".", "02", ".", "2007", "24", "/", "08", "/", "2001", "26", ".", "06", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "26", ".", "06", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "04", "/", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "04", "/", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "04", "/", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "04", "/", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "04", "/", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "04", "/", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "1976", "1981", "24", "/", "08", "/", "2001", "1976", "1981", "24", "/", "08", "/", "2001", "20", "/", "12", "/", "1937", "24", "/", "08", "/", "2001", "20", "/", "12", "/", "1937", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "1933", "1955", "2003", "2006", "1999", "24", "/", "08", "/", "2001", "1955", "2003", "2006", "1999", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "04", "/", "2014", "10", ".", "04", ".", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", ".", "04", ".", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 11/03/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 805.320 SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :ELEKTRO-ELETRICIDADE E SERVIÇOS S/A ADV.(A/S) :PAULO GUILHERME DE MENDONÇA LOPES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :RODOVIAS DAS COLINAS S/A ADV.(A/S) :CÂNDIDO DA SILVA DINAMARCO E OUTRO(A/S) EMENTA Agravo regimental no agravo de instrumento. Princípio da legalidade. Legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. Reexame de fatos e provas. Impossibilidade. Precedentes. 1. Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise da legislação infraconstitucional e o reexame de fatos e provas dos autos. Incidência das Súmulas nºs 636 e 279/STF. 2. Agravo regimental não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 11 de março de 2014. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5566963. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 12 Relatório 11/03/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 805.320 SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :ELEKTRO-ELETRICIDADE E SERVIÇOS S/A ADV.(A/S) :PAULO GUILHERME DE MENDONÇA LOPES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :RODOVIAS DAS COLINAS S/A ADV.(A/S) :CÂNDIDO DA SILVA DINAMARCO E OUTRO(A/S) RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Elektro-eletricidade e Serviços S.A. interpõe tempestivo agravo regimental contra decisão em que neguei provimento ao agravo de instrumento, com a seguinte fundamentação: “Vistos. Elektro-Eletricidade e Serviços S.A. interpõe agravo de instrumento contra a decisão que não admitiu recurso extraordinário assentado em contrariedade ao artigo 5º, inciso II, da Constituição Federal. Insurge-se, no apelo extremo, contra acórdão da Nona Câmara de Direito Público do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, assim ementado: ‘ORDINÁRIA COM PEDIDO DE TUTELA ANTECIPADA - Liminar concedida - Obrigação de fazer consistente na remoção de postes de energia elétrica em faixa de domínio de rodovia - Lei n° 8.987/95 revogou o artigo 151 do Código de Águas e os Decretos Federais nºs. 84.398.80 e 86.859/82 - Relações jurídico-econômicas entre pessoas jurídicas de direito privado, cujas atuações são delimitadas, regidas e tem suas finalidades no interesse público - Colocação de postes autorizada por ato administrativo a título precário, provisório e unilateral, Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5566961. Supremo Tribunal Federal 11/03/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 805.320 SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :ELEKTRO-ELETRICIDADE E SERVIÇOS S/A ADV.(A/S) :PAULO GUILHERME DE MENDONÇA LOPES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :RODOVIAS DAS COLINAS S/A ADV.(A/S) :CÂNDIDO DA SILVA DINAMARCO E OUTRO(A/S) RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Elektro-eletricidade e Serviços S.A. interpõe tempestivo agravo regimental contra decisão em que neguei provimento ao agravo de instrumento, com a seguinte fundamentação: “Vistos. Elektro-Eletricidade e Serviços S.A. interpõe agravo de instrumento contra a decisão que não admitiu recurso extraordinário assentado em contrariedade ao artigo 5º, inciso II, da Constituição Federal. Insurge-se, no apelo extremo, contra acórdão da Nona Câmara de Direito Público do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, assim ementado: ‘ORDINÁRIA COM PEDIDO DE TUTELA ANTECIPADA - Liminar concedida - Obrigação de fazer consistente na remoção de postes de energia elétrica em faixa de domínio de rodovia - Lei n° 8.987/95 revogou o artigo 151 do Código de Águas e os Decretos Federais nºs. 84.398.80 e 86.859/82 - Relações jurídico-econômicas entre pessoas jurídicas de direito privado, cujas atuações são delimitadas, regidas e tem suas finalidades no interesse público - Colocação de postes autorizada por ato administrativo a título precário, provisório e unilateral, Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5566961. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 12 Relatório AI 805320 AGR / SP inexistindo direito subjetivo da ré - Responsabilidade da concessionária de energia elétrica na remoção dos postes que se encontram nas margens da rodovia que precisa, por força de contrato de concessão, ser duplicada. - Sentença de improcedência reformada - Recurso voluntário da autora provido’. Opostos embargos de declaração, foram rejeitados. Decido. Anote-se, inicialmente, que o recurso extraordinário foi interposto contra acórdão publicado após 3/5/07, quando já era plenamente exigível a demonstração da repercussão geral da matéria constitucional objeto do recurso, conforme decidido na Questão de Ordem no Agravo de Instrumento nº 664.567/RS, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 6/9/07. Todavia, apesar da petição recursal haver trazido a preliminar sobre o tema, não é de se proceder ao exame de sua existência, uma vez que, nos termos do artigo 323 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, com a redação introduzida pela Emenda Regimental nº 21/07, primeira parte, o procedimento acerca da existência da repercussão geral somente ocorrerá ‘quando não for o caso de inadmissibilidade do recurso por outra razão’. A irresignação não merece prosperar. A jurisprudência deste Supremo Tribunal Federal é firme no sentido de que a afronta aos princípios constitucionais da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, da motivação dos atos decisórios, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, se dependente de reexame prévio de normas infraconstitucionais, seria indireta ou reflexa. Nesse sentido, anote-se: ‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. AÇÃO DE COBRANÇA. DESPESAS CONDOMINIAIS. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5566961. Supremo Tribunal Federal AI 805320 AGR / SP inexistindo direito subjetivo da ré - Responsabilidade da concessionária de energia elétrica na remoção dos postes que se encontram nas margens da rodovia que precisa, por força de contrato de concessão, ser duplicada. - Sentença de improcedência reformada - Recurso voluntário da autora provido’. Opostos embargos de declaração, foram rejeitados. Decido. Anote-se, inicialmente, que o recurso extraordinário foi interposto contra acórdão publicado após 3/5/07, quando já era plenamente exigível a demonstração da repercussão geral da matéria constitucional objeto do recurso, conforme decidido na Questão de Ordem no Agravo de Instrumento nº 664.567/RS, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 6/9/07. Todavia, apesar da petição recursal haver trazido a preliminar sobre o tema, não é de se proceder ao exame de sua existência, uma vez que, nos termos do artigo 323 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, com a redação introduzida pela Emenda Regimental nº 21/07, primeira parte, o procedimento acerca da existência da repercussão geral somente ocorrerá ‘quando não for o caso de inadmissibilidade do recurso por outra razão’. A irresignação não merece prosperar. A jurisprudência deste Supremo Tribunal Federal é firme no sentido de que a afronta aos princípios constitucionais da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, da motivação dos atos decisórios, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, se dependente de reexame prévio de normas infraconstitucionais, seria indireta ou reflexa. Nesse sentido, anote-se: ‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. AÇÃO DE COBRANÇA. DESPESAS CONDOMINIAIS. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5566961. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 12 Relatório AI 805320 AGR / SP SE NEGA PROVIMENTO. 1. Impossibilidade da análise da legislação infraconstitucional e do reexame de provas na via do recurso extraordinário. 2. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal firmou-se no sentido de que as alegações de afronta aos princípios do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, se dependentes de reexame de normas infraconstitucionais, podem configurar apenas ofensa reflexa à Constituição da República’ (AI nº 594.887/SP–AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJ de 30/11/07). ‘AGRAVO DE INSTRUMENTO - ALEGAÇÃO DE OFENSA AO POSTULADO DA MOTIVAÇÃO DOS ATOS DECISÓRIOS - INOCORRÊNCIA - AUSÊNCIA DE OFENSA DIRETA À CONSTITUIÇÃO - RECURSO IMPROVIDO. O Supremo Tribunal Federal deixou assentado que, em regra, as alegações de desrespeito aos postulados da legalidade, do devido processo legal, da motivação dos atos decisórios, do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional podem configurar, quando muito, situações de ofensa meramente reflexa ao texto da Constituição, circunstância essa que impede a utilização do recurso extraordinário. Precedentes’ (AI nº 360.265/RJ-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Celso de Mello, DJ de 20/9/02). Com efeito, no caso em questão, para divergir do entendimento firmado pelo Tribunal de origem e analisar a pretensão do recorrente, seria necessário o reexame das normas infraconstitucionais invocadas pelo acórdão recorrido (Leis nºs 8.987/95 e Decretos nºs 24.643/84, 84.398/80 e 96.859/82) e das cláusulas do contrato firmado entre as partes, o que é inadmissível em sede de recurso extraordinário. Incidência das Súmulas nºs 280 e 454 desta Corte. Nesse sentido, anote-se: 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5566961. Supremo Tribunal Federal AI 805320 AGR / SP SE NEGA PROVIMENTO. 1. Impossibilidade da análise da legislação infraconstitucional e do reexame de provas na via do recurso extraordinário. 2. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal firmou-se no sentido de que as alegações de afronta aos princípios do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, se dependentes de reexame de normas infraconstitucionais, podem configurar apenas ofensa reflexa à Constituição da República’ (AI nº 594.887/SP–AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJ de 30/11/07). ‘AGRAVO DE INSTRUMENTO - ALEGAÇÃO DE OFENSA AO POSTULADO DA MOTIVAÇÃO DOS ATOS DECISÓRIOS - INOCORRÊNCIA - AUSÊNCIA DE OFENSA DIRETA À CONSTITUIÇÃO - RECURSO IMPROVIDO. O Supremo Tribunal Federal deixou assentado que, em regra, as alegações de desrespeito aos postulados da legalidade, do devido processo legal, da motivação dos atos decisórios, do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional podem configurar, quando muito, situações de ofensa meramente reflexa ao texto da Constituição, circunstância essa que impede a utilização do recurso extraordinário. Precedentes’ (AI nº 360.265/RJ-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Celso de Mello, DJ de 20/9/02). Com efeito, no caso em questão, para divergir do entendimento firmado pelo Tribunal de origem e analisar a pretensão do recorrente, seria necessário o reexame das normas infraconstitucionais invocadas pelo acórdão recorrido (Leis nºs 8.987/95 e Decretos nºs 24.643/84, 84.398/80 e 96.859/82) e das cláusulas do contrato firmado entre as partes, o que é inadmissível em sede de recurso extraordinário. Incidência das Súmulas nºs 280 e 454 desta Corte. Nesse sentido, anote-se: 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5566961. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 12 Relatório AI 805320 AGR / SP ‘AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. SOLUÇÃO DA CONTROVÉRSIA QUE DEMANDA O REEXAME DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. 1. Entendimento diverso do adotado pela instância judicante de origem demandaria o reexame da legislação infraconstitucional pertinente (cotejo entre a Resolução da ANTT 233/2003, o Decreto 2.512/1998 e as Leis 8.987/1995 e 10.233/2001). Providência vedada neste momento processual. 2. Agravo regimental desprovido’ (AI nº 736.056/PR-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Ayres Britto, DJe de 25/4/11). ‘AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. LEGISLAÇÃO LOCAL. SUMULA 280 DO STF. EXAME DE FATO E INTERPRETAÇÃO DE CLÁUSULAS CONTRATUAIS. SÚMULAS 279 E 454 DO SFT. RECURSO PROTELATÓRIO. MULTA. AGRAVO IMPROVIDO. I - A apreciação do recurso extraordinário demanda a análise de normas locais, o exame de matéria de fato e a interpretação de cláusulas contratuais. Incidência das Súmulas 279, 280 e 454 do STF. II - Recurso protelatório. Aplicação de multa. III - Agravo regimental improvido’ (AI nº 744.230/CE-AgR, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 26/6/09) . ‘AGRAVO DE INSTRUMENTO - ALEGADA VIOLAÇÃO A PRECEITOS CONSTITUCIONAIS - DIREITO LOCAL - SÚMULA 280/STF - INTERPRETAÇÃO DE CLÁUSULA CONTRATUAL - SÚMULA 454/STF - RECURSO IMPROVIDO. - Revela-se inadmissível o recurso extraordinário, quando a alegação de ofensa resumir-se ao plano do direito meramente local (ordenamento positivo do Estado-membro ou do Município), sem qualquer repercussão direta sobre o âmbito normativo da Constituição da República. - Não cabe recurso extraordinário, quando interposto com o 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5566961. Supremo Tribunal Federal AI 805320 AGR / SP ‘AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. SOLUÇÃO DA CONTROVÉRSIA QUE DEMANDA O REEXAME DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. 1. Entendimento diverso do adotado pela instância judicante de origem demandaria o reexame da legislação infraconstitucional pertinente (cotejo entre a Resolução da ANTT 233/2003, o Decreto 2.512/1998 e as Leis 8.987/1995 e 10.233/2001). Providência vedada neste momento processual. 2. Agravo regimental desprovido’ (AI nº 736.056/PR-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Ayres Britto, DJe de 25/4/11). ‘AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. LEGISLAÇÃO LOCAL. SUMULA 280 DO STF. EXAME DE FATO E INTERPRETAÇÃO DE CLÁUSULAS CONTRATUAIS. SÚMULAS 279 E 454 DO SFT. RECURSO PROTELATÓRIO. MULTA. AGRAVO IMPROVIDO. I - A apreciação do recurso extraordinário demanda a análise de normas locais, o exame de matéria de fato e a interpretação de cláusulas contratuais. Incidência das Súmulas 279, 280 e 454 do STF. II - Recurso protelatório. Aplicação de multa. III - Agravo regimental improvido’ (AI nº 744.230/CE-AgR, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 26/6/09) . ‘AGRAVO DE INSTRUMENTO - ALEGADA VIOLAÇÃO A PRECEITOS CONSTITUCIONAIS - DIREITO LOCAL - SÚMULA 280/STF - INTERPRETAÇÃO DE CLÁUSULA CONTRATUAL - SÚMULA 454/STF - RECURSO IMPROVIDO. - Revela-se inadmissível o recurso extraordinário, quando a alegação de ofensa resumir-se ao plano do direito meramente local (ordenamento positivo do Estado-membro ou do Município), sem qualquer repercussão direta sobre o âmbito normativo da Constituição da República. - Não cabe recurso extraordinário, quando interposto com o 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5566961. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 12 Relatório AI 805320 AGR / SP objetivo de interpretar cláusula contratual’ (AI nº 735.156/SP-AgR, Relator o Ministro Celso de Mello, DJe de 17/4/09) . ‘AGRAVO DE INSTRUMENTO - ALEGADA VIOLAÇÃO A PRECEITOS CONSTITUCIONAIS - DIREITO LOCAL - SÚMULA 280/STF - INTERPRETAÇÃO DE CLÁUSULA CONTRATUAL - SÚMULA 454/STF - RECURSO IMPROVIDO. - Revela-se inadmissível o recurso extraordinário, quando a alegação de ofensa resumir-se ao plano do direito meramente local (ordenamento positivo do Estado-membro ou do Município), sem qualquer repercussão direta sobre o âmbito normativo da Constituição da República. - Não cabe recurso extraordinário, quando interposto com o objetivo de interpretar cláusula contratual’ (AI nº 735.156/SP-AgR, Relator o Ministro Celso de Mello, DJe de 17/4/09) . Ante o exposto, nego provimento ao agravo. Publique-se.” Insiste a agravante que foi violado o art. 5º, inciso II, da Constituição Federal. Aduz, in verbis, que “(...) o objeto da ação de origem se limita, exclusivamente, à existência ou não de responsabilidade da Agravante, concessionária de serviço público para a distribuição de energia elétrica, para com a remoção e recolocação de postes de energia elétrica, em decorrência da necessidade de execução de obras de duplicação de rodovia, por outra empresa, também concessionária de serviço público. Contudo, não há qualquer fundamento legal que ampare a obrigação defendida pela Agravada. (…) é este o fundamento da discussão sub judice: não há 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5566961. Supremo Tribunal Federal AI 805320 AGR / SP objetivo de interpretar cláusula contratual’ (AI nº 735.156/SP-AgR, Relator o Ministro Celso de Mello, DJe de 17/4/09) . ‘AGRAVO DE INSTRUMENTO - ALEGADA VIOLAÇÃO A PRECEITOS CONSTITUCIONAIS - DIREITO LOCAL - SÚMULA 280/STF - INTERPRETAÇÃO DE CLÁUSULA CONTRATUAL - SÚMULA 454/STF - RECURSO IMPROVIDO. - Revela-se inadmissível o recurso extraordinário, quando a alegação de ofensa resumir-se ao plano do direito meramente local (ordenamento positivo do Estado-membro ou do Município), sem qualquer repercussão direta sobre o âmbito normativo da Constituição da República. - Não cabe recurso extraordinário, quando interposto com o objetivo de interpretar cláusula contratual’ (AI nº 735.156/SP-AgR, Relator o Ministro Celso de Mello, DJe de 17/4/09) . Ante o exposto, nego provimento ao agravo. Publique-se.” Insiste a agravante que foi violado o art. 5º, inciso II, da Constituição Federal. Aduz, in verbis, que “(...) o objeto da ação de origem se limita, exclusivamente, à existência ou não de responsabilidade da Agravante, concessionária de serviço público para a distribuição de energia elétrica, para com a remoção e recolocação de postes de energia elétrica, em decorrência da necessidade de execução de obras de duplicação de rodovia, por outra empresa, também concessionária de serviço público. Contudo, não há qualquer fundamento legal que ampare a obrigação defendida pela Agravada. (…) é este o fundamento da discussão sub judice: não há 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5566961. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 12 Relatório AI 805320 AGR / SP previsão legal que ampare a imposição pretendida e, como ninguém é obrigado a fazer ou deixar de fazer algo senão em virtude de lei (artigo 5º, inciso II, Constituição Federal), inexiste a responsabilidade equivocadamente aventada pelo v. acórdão da 9ª Câmara de Direito Público do e. Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo. (…) Veja-se que no exercício das suas respectivas atividades, as concessionárias assumiram o exercício de funções públicas, em nome e por conta própria, responsabilizando-se, às suas expensas, pela satisfatória execução dos contratos de concessão que lhe foram outorgados, o que significa dizer no caso em apreço que, se a remoção dos postes era imprescindível para a realização de obras de instalação de postos de atendimento pela Agravada, resta mais do que óbvio que ela, como responsável por esse serviço, também o é pelo seu custo. (…) Nesse passo, cumpre consignar que em nenhum momento a Agravante se opôs à remoção dos postes ou colocou qualquer óbice à conclusão das atividades da Agravada. Ao assim proceder, colocando-se à disposição da RODOVIA DAS COLINAS para a retirada dos postes, a ELEKTRO cumpriu com seu dever perante o Poder Público de não obstaculizar obras essenciais à coletividade. (…) (…) o caso dos autos não representa mera afronta reflexa à Carta Magna, mas sim de imposição de obrigação que não encontra respaldo no ordenamento jurídico pátrio, em claro, direto e inequívoco desrespeito ao princípio da legalidade.” É o relatório. 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5566961. Supremo Tribunal Federal AI 805320 AGR / SP previsão legal que ampare a imposição pretendida e, como ninguém é obrigado a fazer ou deixar de fazer algo senão em virtude de lei (artigo 5º, inciso II, Constituição Federal), inexiste a responsabilidade equivocadamente aventada pelo v. acórdão da 9ª Câmara de Direito Público do e. Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo. (…) Veja-se que no exercício das suas respectivas atividades, as concessionárias assumiram o exercício de funções públicas, em nome e por conta própria, responsabilizando-se, às suas expensas, pela satisfatória execução dos contratos de concessão que lhe foram outorgados, o que significa dizer no caso em apreço que, se a remoção dos postes era imprescindível para a realização de obras de instalação de postos de atendimento pela Agravada, resta mais do que óbvio que ela, como responsável por esse serviço, também o é pelo seu custo. (…) Nesse passo, cumpre consignar que em nenhum momento a Agravante se opôs à remoção dos postes ou colocou qualquer óbice à conclusão das atividades da Agravada. Ao assim proceder, colocando-se à disposição da RODOVIA DAS COLINAS para a retirada dos postes, a ELEKTRO cumpriu com seu dever perante o Poder Público de não obstaculizar obras essenciais à coletividade. (…) (…) o caso dos autos não representa mera afronta reflexa à Carta Magna, mas sim de imposição de obrigação que não encontra respaldo no ordenamento jurídico pátrio, em claro, direto e inequívoco desrespeito ao princípio da legalidade.” É o relatório. 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5566961. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 12 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI 11/03/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 805.320 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Não merece prosperar a irresignação. Colhe-se do voto condutor do acórdão recorrido: “A controvérsia trazida à baila cinge, tão somente, em saber a quem cabe a responsabilidade de custear a remoção e recolocação dos postes, para que a apelante possa concluir as obras de duplicação da Rodovia SP-127. As partes são pessoas jurídicas de direito privado, que têm a concessão para exploração de bens públicos, cada uma na sua área de atuação, com o claro e óbvio objetivo de auferir lucro. De um lado temos a obrigação de fazer da Concessionária autora em duplicar a rodovia em questão, oriunda do contrato assinado com o DER - Departamento de Estradas e Rodagens do Estado de São Paulo. De outro, temos a obrigação de fazer da Concessionária ré em distribuir a energia elétrica à população, que se materializa, entre outros, através dos postes em questão. (...) Para o deslinde da questão, necessário analisar se os Decretos Federais nºs. 84.398/80 e 96.859/82 foram ou não revogados pela Lei Federal nº 8.987/95, pois no primeiro decreto existe artigo que impõe à autora o ônus aqui discutido. Os temas de tais dispositivos cuidam de ocupação de faixas de domínio de rodovias, ferrovias e de terrenos de domínio público, dentre outros. (...) (...) forçoso reconhecer que os regulamentos federais em comento não podem impor sua eficácia às normas dos demais entes federados. Sendo assim, inaplicável, na espécie, o contido no artigo 6°, inciso I, do Decreto nº 84.398/80, objeto de argumentação Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5566960. Supremo Tribunal Federal 11/03/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 805.320 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Não merece prosperar a irresignação. Colhe-se do voto condutor do acórdão recorrido: “A controvérsia trazida à baila cinge, tão somente, em saber a quem cabe a responsabilidade de custear a remoção e recolocação dos postes, para que a apelante possa concluir as obras de duplicação da Rodovia SP-127. As partes são pessoas jurídicas de direito privado, que têm a concessão para exploração de bens públicos, cada uma na sua área de atuação, com o claro e óbvio objetivo de auferir lucro. De um lado temos a obrigação de fazer da Concessionária autora em duplicar a rodovia em questão, oriunda do contrato assinado com o DER - Departamento de Estradas e Rodagens do Estado de São Paulo. De outro, temos a obrigação de fazer da Concessionária ré em distribuir a energia elétrica à população, que se materializa, entre outros, através dos postes em questão. (...) Para o deslinde da questão, necessário analisar se os Decretos Federais nºs. 84.398/80 e 96.859/82 foram ou não revogados pela Lei Federal nº 8.987/95, pois no primeiro decreto existe artigo que impõe à autora o ônus aqui discutido. Os temas de tais dispositivos cuidam de ocupação de faixas de domínio de rodovias, ferrovias e de terrenos de domínio público, dentre outros. (...) (...) forçoso reconhecer que os regulamentos federais em comento não podem impor sua eficácia às normas dos demais entes federados. Sendo assim, inaplicável, na espécie, o contido no artigo 6°, inciso I, do Decreto nº 84.398/80, objeto de argumentação Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5566960. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 12 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI AI 805320 AGR / SP legal da ré, para impor à autora o ônus da retirada e recolocação dos postes em questão. A apelada, nesse diapasão, não pode cobrar da autora os valores oriundos do remanejamento da rede de distribuição de energia, impondo óbices para a duplicação da rodovia em questão. Não fosse por toda a explanação supra, convém destacar que a autorização que a ré possui para fixar postes da rede elétrica nas faixas de domínio das rodovias é a título precário, o que, por óbvio, não gera direito subjetivo a seu favor. A duplicação de rodovia faz nascer, perante o Poder Público, um dever para as concessionárias de rodovias. De outra parte, a relação que existe entre as concessionárias de rodovias e de energia elétrica é de direito privado, como já salientado.” Constata-se no excerto que a Corte de origem, analisando a legislação infraconstitucional aplicável ao caso e os fatos e as provas dos autos, concluiu ser da ora agravante a responsabilidade pela remoção e pela recolocação de postes de energia elétrica, em decorrência da execução de obras de duplicação de rodovia, uma vez que se trataria de serviço inserido nas obrigações da recorrente, concessionária de energia elétrica. É certo que o deslinde do feito não prescinde da análise da legislação infraconstitucional pertinente, que regulamenta os serviços e obrigações assumidos por cada uma das partes concessionárias de serviço público, e do conjunto fático-probatório da causa, análise essa inviável em recurso extraordinário. Incidência das Súmulas nºs 636 e 279/STF. Nesse sentido, anote-se: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. CONSUMIDOR. CONCESSIONÁRIA DE SERVIÇO PÚBLICO. RESPONSABILIDADE CIVIL. QUEDA DE POSTES DE ENERGIA ELÉTRICA E DE TRANSFORMADOR SOBRE A 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5566960. Supremo Tribunal Federal AI 805320 AGR / SP legal da ré, para impor à autora o ônus da retirada e recolocação dos postes em questão. A apelada, nesse diapasão, não pode cobrar da autora os valores oriundos do remanejamento da rede de distribuição de energia, impondo óbices para a duplicação da rodovia em questão. Não fosse por toda a explanação supra, convém destacar que a autorização que a ré possui para fixar postes da rede elétrica nas faixas de domínio das rodovias é a título precário, o que, por óbvio, não gera direito subjetivo a seu favor. A duplicação de rodovia faz nascer, perante o Poder Público, um dever para as concessionárias de rodovias. De outra parte, a relação que existe entre as concessionárias de rodovias e de energia elétrica é de direito privado, como já salientado.” Constata-se no excerto que a Corte de origem, analisando a legislação infraconstitucional aplicável ao caso e os fatos e as provas dos autos, concluiu ser da ora agravante a responsabilidade pela remoção e pela recolocação de postes de energia elétrica, em decorrência da execução de obras de duplicação de rodovia, uma vez que se trataria de serviço inserido nas obrigações da recorrente, concessionária de energia elétrica. É certo que o deslinde do feito não prescinde da análise da legislação infraconstitucional pertinente, que regulamenta os serviços e obrigações assumidos por cada uma das partes concessionárias de serviço público, e do conjunto fático-probatório da causa, análise essa inviável em recurso extraordinário. Incidência das Súmulas nºs 636 e 279/STF. Nesse sentido, anote-se: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. CONSUMIDOR. CONCESSIONÁRIA DE SERVIÇO PÚBLICO. RESPONSABILIDADE CIVIL. QUEDA DE POSTES DE ENERGIA ELÉTRICA E DE TRANSFORMADOR SOBRE A 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5566960. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 12 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI AI 805320 AGR / SP RESIDÊNCIA DOS AGRAVADOS. INDENIZAÇÃO. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA REFLEXA. REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. SÚMULA 279 DO STF. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I - É inadmissível o recurso extraordinário quando sua análise implica rever a interpretação de norma infraconstitucional que fundamenta a decisão a quo. A afronta à Constituição, se ocorrente, seria indireta. II - Inviável em recurso extraordinário o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos. Incidência da Súmula 279 do STF. III - Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE nº 786.880/RS-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 17/2/14). “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Administrativo. Alegação de ofensa ao equilíbrio econômico- financeiro do contrato. Necessidade de prévio reexame de cláusulas contratuais e dos fatos e das provas dos autos. Impossibilidade. Precedentes. 1. A verificação do alegado rompimento do equilíbrio econômico-financeiro de contrato firmado entre a Administração Pública e particulares não prescinde do reexame dos termos da avença e dos fatos e das provas dos autos, os quais são insuscetíveis de análise em recurso extraordinário. Incidência das Súmulas nº 454 e 279/STF. 2. Agravo regimental não provido” (ARE nº 757.885/SP-AgR, Primeira Turma, minha relatoria, DJe de 13/12/13). “Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Direito Administrativo. 3. Falha na segurança da rodovia. Responsabilidade civil objetiva do Estado. 4. Consumidor. Indenização por danos morais. Necessidade de revolvimento da matéria fático-probatória. Impossibilidade. Incidência do Enunciado 279 da Súmula do STF. 5.A agravante não trouxe argumentos suficientes para infirmar a decisão agravada. 6. Agravo regimental a que se nega provimento” 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5566960. Supremo Tribunal Federal AI 805320 AGR / SP RESIDÊNCIA DOS AGRAVADOS. INDENIZAÇÃO. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA REFLEXA. REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. SÚMULA 279 DO STF. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I - É inadmissível o recurso extraordinário quando sua análise implica rever a interpretação de norma infraconstitucional que fundamenta a decisão a quo. A afronta à Constituição, se ocorrente, seria indireta. II - Inviável em recurso extraordinário o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos. Incidência da Súmula 279 do STF. III - Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE nº 786.880/RS-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 17/2/14). “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Administrativo. Alegação de ofensa ao equilíbrio econômico- financeiro do contrato. Necessidade de prévio reexame de cláusulas contratuais e dos fatos e das provas dos autos. Impossibilidade. Precedentes. 1. A verificação do alegado rompimento do equilíbrio econômico-financeiro de contrato firmado entre a Administração Pública e particulares não prescinde do reexame dos termos da avença e dos fatos e das provas dos autos, os quais são insuscetíveis de análise em recurso extraordinário. Incidência das Súmulas nº 454 e 279/STF. 2. Agravo regimental não provido” (ARE nº 757.885/SP-AgR, Primeira Turma, minha relatoria, DJe de 13/12/13). “Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Direito Administrativo. 3. Falha na segurança da rodovia. Responsabilidade civil objetiva do Estado. 4. Consumidor. Indenização por danos morais. Necessidade de revolvimento da matéria fático-probatória. Impossibilidade. Incidência do Enunciado 279 da Súmula do STF. 5.A agravante não trouxe argumentos suficientes para infirmar a decisão agravada. 6. Agravo regimental a que se nega provimento” 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5566960. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 12 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI AI 805320 AGR / SP (ARE nº 748.106/SP-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 24/9/13). “SEGUNDO AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. DIREITO ADMINISTRATIVO. CONTRATO ADMINISTRATIVO. EQUILÍBRIO ECONÔMICO- FINANCEIRO DO AJUSTE. REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO E DE CLÁUSULAS CONTRATUAIS. AUSÊNCIA DE ARGUMENTO CAPAZ DE INFIRMAR A DECISÃO IMPUGNADA. AGRAVO DESPROVIDO. 1. A jurisprudência desta Corte, analisando o tema do desequilíbrio econômico-financeiro dos contratos administrativos, fixou entendimento segundo o qual, para se entender de forma diversa daquela a que chegou o Tribunal de origem, far-se-ia necessário o reexame do conjunto fático-probatório e das cláusulas contratuais do pacto firmado, o que é descabido na via estreita do recurso extraordinário, em face das súmulas STF nºs 279 e 454. 2. In casu, o Tribunal de Justiça de São Paulo manteve sentença para julgar improcedente pedido de reajuste de valores em contrato administrativo, sob o duplo fundamento de que o edital de licitação e as cláusulas contratuais previam o reajuste atuarial a cada doze meses, a contar da assinatura do contrato e, no que diz respeito ao conjunto fático-probatório, a instância ordinária asseverou a ausência de qualquer prova de elevação de custos ou perdas. A parte limita-se a afirmar como fundamento para a desarmonia financeira, o simples decurso do prazo entre divulgação da proposta vencedora e a assinatura do contrato. 3. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI nº 822.386/SP-AgR-segundo, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 13/8/13). Nego provimento ao agravo regimental. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5566960. Supremo Tribunal Federal AI 805320 AGR / SP (ARE nº 748.106/SP-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 24/9/13). “SEGUNDO AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. DIREITO ADMINISTRATIVO. CONTRATO ADMINISTRATIVO. EQUILÍBRIO ECONÔMICO- FINANCEIRO DO AJUSTE. REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO E DE CLÁUSULAS CONTRATUAIS. AUSÊNCIA DE ARGUMENTO CAPAZ DE INFIRMAR A DECISÃO IMPUGNADA. AGRAVO DESPROVIDO. 1. A jurisprudência desta Corte, analisando o tema do desequilíbrio econômico-financeiro dos contratos administrativos, fixou entendimento segundo o qual, para se entender de forma diversa daquela a que chegou o Tribunal de origem, far-se-ia necessário o reexame do conjunto fático-probatório e das cláusulas contratuais do pacto firmado, o que é descabido na via estreita do recurso extraordinário, em face das súmulas STF nºs 279 e 454. 2. In casu, o Tribunal de Justiça de São Paulo manteve sentença para julgar improcedente pedido de reajuste de valores em contrato administrativo, sob o duplo fundamento de que o edital de licitação e as cláusulas contratuais previam o reajuste atuarial a cada doze meses, a contar da assinatura do contrato e, no que diz respeito ao conjunto fático-probatório, a instância ordinária asseverou a ausência de qualquer prova de elevação de custos ou perdas. A parte limita-se a afirmar como fundamento para a desarmonia financeira, o simples decurso do prazo entre divulgação da proposta vencedora e a assinatura do contrato. 3. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI nº 822.386/SP-AgR-segundo, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 13/8/13). Nego provimento ao agravo regimental. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5566960. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 12 Extrato de Ata - 11/03/2014 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 805.320 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : ELEKTRO-ELETRICIDADE E SERVIÇOS S/A ADV.(A/S) : PAULO GUILHERME DE MENDONÇA LOPES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : RODOVIAS DAS COLINAS S/A ADV.(A/S) : CÂNDIDO DA SILVA DINAMARCO E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Marco Aurélio, Presidente. Presidiu o julgamento o Senhor Ministro Dias Toffoli. Primeira Turma, 11.3.2014. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Marco Aurélio, Presidente. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo G. Gonet Branco. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 5495421 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 805.320 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : ELEKTRO-ELETRICIDADE E SERVIÇOS S/A ADV.(A/S) : PAULO GUILHERME DE MENDONÇA LOPES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : RODOVIAS DAS COLINAS S/A ADV.(A/S) : CÂNDIDO DA SILVA DINAMARCO E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Marco Aurélio, Presidente. Presidiu o julgamento o Senhor Ministro Dias Toffoli. Primeira Turma, 11.3.2014. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Marco Aurélio, Presidente. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo G. Gonet Branco. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 5495421 Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 12
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=5595455
2014-03-11T00:00:00
2014-04-04T00:00:00
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Marco Aurélio, Presidente. Presidiu o julgamento o Senhor Ministro Dias Toffoli. Primeira Turma, 11.3.2014.
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO
EMENTA Agravo regimental no agravo de instrumento. Princípio da legalidade. Legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. Reexame de fatos e provas. Impossibilidade. Precedentes. 1. Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise da legislação infraconstitucional e o reexame de fatos e provas dos autos. Incidência das Súmulas nºs 636 e 279/STF. 2. Agravo regimental não provido.
sjur259933
- Acórdão(s) citado(s): (SÚMULA 279) AI 822386 AgR-segundo (1ªT), ARE 748106 AgR (2ªT), ARE 757885 AgR (1ªT), ARE 786880 AgR (2ªT). Número de páginas: 12. Análise: 15/04/2014, BRU.
DIAS TOFFOLI
Primeira Turma
805320
[ "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000636 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
AI-AgR
acordaos
AI 805320 AgR
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AGTE.(S) : ELEKTRO-ELETRICIDADE E SERVIÇOS S/A ADV.(A/S) : PAULO GUILHERME DE MENDONÇA LOPES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : RODOVIAS DAS COLINAS S/A ADV.(A/S) : CÂNDIDO DA SILVA DINAMARCO E OUTRO(A/S)
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Ementa e Acórdão 11/03/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 805.320 SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :ELEKTRO-ELETRICIDADE E SERVIÇOS S/A ADV.(A/S) :PAULO GUILHERME DE MENDONÇA LOPES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :RODOVIAS DAS COLINAS S/A ADV.(A/S) :CÂNDIDO DA SILVA DINAMARCO E OUTRO(A/S) EMENTA Agravo regimental no agravo de instrumento. Princípio da legalidade. Legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. Reexame de fatos e provas. Impossibilidade. Precedentes. 1. Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise da legislação infraconstitucional e o reexame de fatos e provas dos autos. Incidência das Súmulas ns 636 e 279/Supremo Tribunal Federal. 2. Agravo regimental não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 11 de março de 2014. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5566963. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 12 Relatório 11/03/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 805.320 SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :ELEKTRO-ELETRICIDADE E SERVIÇOS S/A ADV.(A/S) :PAULO GUILHERME DE MENDONÇA LOPES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :RODOVIAS DAS COLINAS S/A ADV.(A/S) :CÂNDIDO DA SILVA DINAMARCO E OUTRO(A/S) RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Elektro-eletricidade e Serviços S.A. interpõe tempestivo agravo regimental contra decisão em que neguei provimento ao agravo de instrumento, com a seguinte fundamentação: “Vistos. Elektro-Eletricidade e Serviços S.A. interpõe agravo de instrumento contra a decisão que não admitiu recurso extraordinário assentado em contrariedade ao artigo 5..., inciso II, da Constituição Federal. Insurge-se, no apelo extremo, contra acórdão da Nona Câmara de Direito Público do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, assim ementado: ‘ORDINÁRIA COM PEDIDO DE TUTELA ANTECIPADA - Liminar concedida - Obrigação de fazer consistente na remoção de postes de energia elétrica em faixa de domínio de rodovia - Lei n 8.987/95 revogou o artigo 151 do Código de Águas e os Decretos Federais ns. 84.398.80 e 86.859/82 - Relações jurídico-econômicas entre pessoas jurídicas de direito privado, cujas atuações são delimitadas, regidas e tem suas finalidades no interesse público - Colocação de postes autorizada por ato administrativo a título precário, provisório e unilateral, Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5566961. Supremo Tribunal Federal 11/03/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 805.320 SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :ELEKTRO-ELETRICIDADE E SERVIÇOS S/A ADV.(A/S) :PAULO GUILHERME DE MENDONÇA LOPES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :RODOVIAS DAS COLINAS S/A ADV.(A/S) :CÂNDIDO DA SILVA DINAMARCO E OUTRO(A/S) RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Elektro-eletricidade e Serviços S.A. interpõe tempestivo agravo regimental contra decisão em que neguei provimento ao agravo de instrumento, com a seguinte fundamentação: “Vistos. Elektro-Eletricidade e Serviços S.A. interpõe agravo de instrumento contra a decisão que não admitiu recurso extraordinário assentado em contrariedade ao artigo 5..., inciso II, da Constituição Federal. Insurge-se, no apelo extremo, contra acórdão da Nona Câmara de Direito Público do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, assim ementado: ‘ORDINÁRIA COM PEDIDO DE TUTELA ANTECIPADA - Liminar concedida - Obrigação de fazer consistente na remoção de postes de energia elétrica em faixa de domínio de rodovia - Lei n 8.987/95 revogou o artigo 151 do Código de Águas e os Decretos Federais ns. 84.398.80 e 86.859/82 - Relações jurídico-econômicas entre pessoas jurídicas de direito privado, cujas atuações são delimitadas, regidas e tem suas finalidades no interesse público - Colocação de postes autorizada por ato administrativo a título precário, provisório e unilateral, Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5566961. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 12 Relatório AI 805320 AGR / SP inexistindo direito subjetivo da ré - Responsabilidade da concessionária de energia elétrica na remoção dos postes que se encontram nas margens da rodovia que precisa, por força de contrato de concessão, ser duplicada. - Sentença de improcedência reformada - Recurso voluntário da autora provido’. Opostos embargos de declaração, foram rejeitados. Decido. Anote-se, inicialmente, que o recurso extraordinário foi interposto contra acórdão publicado após 3/5/07, quando já era plenamente exigível a demonstração da repercussão geral da matéria constitucional objeto do recurso, conforme decidido na Questão de Ordem no Agravo de Instrumento n 664.567/RS, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 6/9/07. Todavia, apesar da petição recursal haver trazido a preliminar sobre o tema, não é de se proceder ao exame de sua existência, uma vez que, nos termos do artigo 323 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, com a redação introduzida pela Emenda Regimental n 21/07, primeira parte, o procedimento acerca da existência da repercussão geral somente ocorrerá ‘quando não for o caso de inadmissibilidade do recurso por outra razão’. A irresignação não merece prosperar. A jurisprudência deste Supremo Tribunal Federal é firme no sentido de que a afronta aos princípios constitucionais da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, da motivação dos atos decisórios, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, se dependente de reexame prévio de normas infraconstitucionais, seria indireta ou reflexa. Nesse sentido, anote-se: ‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. AÇÃO DE COBRANÇA. DESPESAS CONDOMINIAIS. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5566961. Supremo Tribunal Federal AI 805320 AGR / SP inexistindo direito subjetivo da ré - Responsabilidade da concessionária de energia elétrica na remoção dos postes que se encontram nas margens da rodovia que precisa, por força de contrato de concessão, ser duplicada. - Sentença de improcedência reformada - Recurso voluntário da autora provido’. Opostos embargos de declaração, foram rejeitados. Decido. Anote-se, inicialmente, que o recurso extraordinário foi interposto contra acórdão publicado após 3/5/07, quando já era plenamente exigível a demonstração da repercussão geral da matéria constitucional objeto do recurso, conforme decidido na Questão de Ordem no Agravo de Instrumento n 664.567/RS, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 6/9/07. Todavia, apesar da petição recursal haver trazido a preliminar sobre o tema, não é de se proceder ao exame de sua existência, uma vez que, nos termos do artigo 323 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, com a redação introduzida pela Emenda Regimental n 21/07, primeira parte, o procedimento acerca da existência da repercussão geral somente ocorrerá ‘quando não for o caso de inadmissibilidade do recurso por outra razão’. A irresignação não merece prosperar. A jurisprudência deste Supremo Tribunal Federal é firme no sentido de que a afronta aos princípios constitucionais da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, da motivação dos atos decisórios, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, se dependente de reexame prévio de normas infraconstitucionais, seria indireta ou reflexa. Nesse sentido, anote-se: ‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. AÇÃO DE COBRANÇA. DESPESAS CONDOMINIAIS. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5566961. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 12 Relatório AI 805320 AGR / SP SE NEGA PROVIMENTO. 1. Impossibilidade da análise da legislação infraconstitucional e do reexame de provas na via do recurso extraordinário. 2. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal firmou-se no sentido de que as alegações de afronta aos princípios do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, se dependentes de reexame de normas infraconstitucionais, podem configurar apenas ofensa reflexa à Constituição da República’ (AI n 594.887/SP–AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJ de 30/11/07). ‘AGRAVO DE INSTRUMENTO - ALEGAÇÃO DE OFENSA AO POSTULADO DA MOTIVAÇÃO DOS ATOS DECISÓRIOS - INOCORRÊNCIA - AUSÊNCIA DE OFENSA DIRETA À CONSTITUIÇÃO - RECURSO IMPROVIDO. O Supremo Tribunal Federal deixou assentado que, em regra, as alegações de desrespeito aos postulados da legalidade, do devido processo legal, da motivação dos atos decisórios, do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional podem configurar, quando muito, situações de ofensa meramente reflexa ao texto da Constituição, circunstância essa que impede a utilização do recurso extraordinário. Precedentes’ (AI n 360.265/RJ-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Celso de Mello, DJ de 20/9/02). Com efeito, no caso em questão, para divergir do entendimento firmado pelo Tribunal de origem e analisar a pretensão do recorrente, seria necessário o reexame das normas infraconstitucionais invocadas pelo acórdão recorrido (Leis ns 8.987/95 e Decretos ns 24.643/84, 84.398/80 e 96.859/82) e das cláusulas do contrato firmado entre as partes, o que é inadmissível em sede de recurso extraordinário. Incidência das Súmulas ns 280 e 454 desta Corte. Nesse sentido, anote-se: 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5566961. Supremo Tribunal Federal AI 805320 AGR / SP SE NEGA PROVIMENTO. 1. Impossibilidade da análise da legislação infraconstitucional e do reexame de provas na via do recurso extraordinário. 2. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal firmou-se no sentido de que as alegações de afronta aos princípios do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, se dependentes de reexame de normas infraconstitucionais, podem configurar apenas ofensa reflexa à Constituição da República’ (AI n 594.887/SP–AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJ de 30/11/07). ‘AGRAVO DE INSTRUMENTO - ALEGAÇÃO DE OFENSA AO POSTULADO DA MOTIVAÇÃO DOS ATOS DECISÓRIOS - INOCORRÊNCIA - AUSÊNCIA DE OFENSA DIRETA À CONSTITUIÇÃO - RECURSO IMPROVIDO. O Supremo Tribunal Federal deixou assentado que, em regra, as alegações de desrespeito aos postulados da legalidade, do devido processo legal, da motivação dos atos decisórios, do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional podem configurar, quando muito, situações de ofensa meramente reflexa ao texto da Constituição, circunstância essa que impede a utilização do recurso extraordinário. Precedentes’ (AI n 360.265/RJ-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Celso de Mello, DJ de 20/9/02). Com efeito, no caso em questão, para divergir do entendimento firmado pelo Tribunal de origem e analisar a pretensão do recorrente, seria necessário o reexame das normas infraconstitucionais invocadas pelo acórdão recorrido (Leis ns 8.987/95 e Decretos ns 24.643/84, 84.398/80 e 96.859/82) e das cláusulas do contrato firmado entre as partes, o que é inadmissível em sede de recurso extraordinário. Incidência das Súmulas ns 280 e 454 desta Corte. Nesse sentido, anote-se: 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5566961. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 12 Relatório AI 805320 AGR / SP ‘AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. SOLUÇÃO DA CONTROVÉRSIA QUE DEMANDA O REEXAME DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. 1. Entendimento diverso do adotado pela instância judicante de origem demandaria o reexame da legislação infraconstitucional pertinente (cotejo entre a Resolução da ANTT 233/2003, o Decreto 2.512/1998 e as Leis 8.987/1995 e 10.233/2001). Providência vedada neste momento processual. 2. Agravo regimental desprovido’ (AI n 736.056/PR-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Ayres Britto, DJe de 25/4/11). ‘AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. LEGISLAÇÃO LOCAL. SUMULA 280 DO Supremo Tribunal Federal. EXAME DE FATO E INTERPRETAÇÃO DE CLÁUSULAS CONTRATUAIS. SÚMULAS 279 E 454 DO SFT. RECURSO PROTELATÓRIO. MULTA. AGRAVO IMPROVIDO. I - A apreciação do recurso extraordinário demanda a análise de normas locais, o exame de matéria de fato e a interpretação de cláusulas contratuais. Incidência das Súmulas 279, 280 e 454 do Supremo Tribunal Federal. II - Recurso protelatório. Aplicação de multa. III - Agravo regimental improvido’ (AI n 744.230/CE-AgR, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 26/6/09) . ‘AGRAVO DE INSTRUMENTO - ALEGADA VIOLAÇÃO A PRECEITOS CONSTITUCIONAIS - DIREITO LOCAL - SÚMULA 280/Supremo Tribunal Federal - INTERPRETAÇÃO DE CLÁUSULA CONTRATUAL - SÚMULA 454/Supremo Tribunal Federal - RECURSO IMPROVIDO. - Revela-se inadmissível o recurso extraordinário, quando a alegação de ofensa resumir-se ao plano do direito meramente local (ordenamento positivo do Estado-membro ou do Município), sem qualquer repercussão direta sobre o âmbito normativo da Constituição da República. - Não cabe recurso extraordinário, quando interposto com o 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5566961. Supremo Tribunal Federal AI 805320 AGR / SP ‘AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. SOLUÇÃO DA CONTROVÉRSIA QUE DEMANDA O REEXAME DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. 1. Entendimento diverso do adotado pela instância judicante de origem demandaria o reexame da legislação infraconstitucional pertinente (cotejo entre a Resolução da ANTT 233/2003, o Decreto 2.512/1998 e as Leis 8.987/1995 e 10.233/2001). Providência vedada neste momento processual. 2. Agravo regimental desprovido’ (AI n 736.056/PR-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Ayres Britto, DJe de 25/4/11). ‘AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. LEGISLAÇÃO LOCAL. SUMULA 280 DO Supremo Tribunal Federal. EXAME DE FATO E INTERPRETAÇÃO DE CLÁUSULAS CONTRATUAIS. SÚMULAS 279 E 454 DO SFT. RECURSO PROTELATÓRIO. MULTA. AGRAVO IMPROVIDO. I - A apreciação do recurso extraordinário demanda a análise de normas locais, o exame de matéria de fato e a interpretação de cláusulas contratuais. Incidência das Súmulas 279, 280 e 454 do Supremo Tribunal Federal. II - Recurso protelatório. Aplicação de multa. III - Agravo regimental improvido’ (AI n 744.230/CE-AgR, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 26/6/09) . ‘AGRAVO DE INSTRUMENTO - ALEGADA VIOLAÇÃO A PRECEITOS CONSTITUCIONAIS - DIREITO LOCAL - SÚMULA 280/Supremo Tribunal Federal - INTERPRETAÇÃO DE CLÁUSULA CONTRATUAL - SÚMULA 454/Supremo Tribunal Federal - RECURSO IMPROVIDO. - Revela-se inadmissível o recurso extraordinário, quando a alegação de ofensa resumir-se ao plano do direito meramente local (ordenamento positivo do Estado-membro ou do Município), sem qualquer repercussão direta sobre o âmbito normativo da Constituição da República. - Não cabe recurso extraordinário, quando interposto com o 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5566961. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 12 Relatório AI 805320 AGR / SP objetivo de interpretar cláusula contratual’ (AI n 735.156/SP-AgR, Relator o Ministro Celso de Mello, DJe de 17/4/09) . ‘AGRAVO DE INSTRUMENTO - ALEGADA VIOLAÇÃO A PRECEITOS CONSTITUCIONAIS - DIREITO LOCAL - SÚMULA 280/Supremo Tribunal Federal - INTERPRETAÇÃO DE CLÁUSULA CONTRATUAL - SÚMULA 454/Supremo Tribunal Federal - RECURSO IMPROVIDO. - Revela-se inadmissível o recurso extraordinário, quando a alegação de ofensa resumir-se ao plano do direito meramente local (ordenamento positivo do Estado-membro ou do Município), sem qualquer repercussão direta sobre o âmbito normativo da Constituição da República. - Não cabe recurso extraordinário, quando interposto com o objetivo de interpretar cláusula contratual’ (AI n 735.156/SP-AgR, Relator o Ministro Celso de Mello, DJe de 17/4/09) . Ante o exposto, nego provimento ao agravo. Publique-se.” Insiste a agravante que foi violado o art. 5..., inciso II, da Constituição Federal. Aduz, in verbis, que “(...) o objeto da ação de origem se limita, exclusivamente, à existência ou não de responsabilidade da Agravante, concessionária de serviço público para a distribuição de energia elétrica, para com a remoção e recolocação de postes de energia elétrica, em decorrência da necessidade de execução de obras de duplicação de rodovia, por outra empresa, também concessionária de serviço público. Contudo, não há qualquer fundamento legal que ampare a obrigação defendida pela Agravada. (…) é este o fundamento da discussão sub judice: não há 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5566961. Supremo Tribunal Federal AI 805320 AGR / SP objetivo de interpretar cláusula contratual’ (AI n 735.156/SP-AgR, Relator o Ministro Celso de Mello, DJe de 17/4/09) . ‘AGRAVO DE INSTRUMENTO - ALEGADA VIOLAÇÃO A PRECEITOS CONSTITUCIONAIS - DIREITO LOCAL - SÚMULA 280/Supremo Tribunal Federal - INTERPRETAÇÃO DE CLÁUSULA CONTRATUAL - SÚMULA 454/Supremo Tribunal Federal - RECURSO IMPROVIDO. - Revela-se inadmissível o recurso extraordinário, quando a alegação de ofensa resumir-se ao plano do direito meramente local (ordenamento positivo do Estado-membro ou do Município), sem qualquer repercussão direta sobre o âmbito normativo da Constituição da República. - Não cabe recurso extraordinário, quando interposto com o objetivo de interpretar cláusula contratual’ (AI n 735.156/SP-AgR, Relator o Ministro Celso de Mello, DJe de 17/4/09) . Ante o exposto, nego provimento ao agravo. Publique-se.” Insiste a agravante que foi violado o art. 5..., inciso II, da Constituição Federal. Aduz, in verbis, que “(...) o objeto da ação de origem se limita, exclusivamente, à existência ou não de responsabilidade da Agravante, concessionária de serviço público para a distribuição de energia elétrica, para com a remoção e recolocação de postes de energia elétrica, em decorrência da necessidade de execução de obras de duplicação de rodovia, por outra empresa, também concessionária de serviço público. Contudo, não há qualquer fundamento legal que ampare a obrigação defendida pela Agravada. (…) é este o fundamento da discussão sub judice: não há 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5566961. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 12 Relatório AI 805320 AGR / SP previsão legal que ampare a imposição pretendida e, como ninguém é obrigado a fazer ou deixar de fazer algo senão em virtude de lei (artigo 5..., inciso II, Constituição Federal), inexiste a responsabilidade equivocadamente aventada pelo v. acórdão da 9... Câmara de Direito Público do e. Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo. (…) Veja-se que no exercício das suas respectivas atividades, as concessionárias assumiram o exercício de funções públicas, em nome e por conta própria, responsabilizando-se, às suas expensas, pela satisfatória execução dos contratos de concessão que lhe foram outorgados, o que significa dizer no caso em apreço que, se a remoção dos postes era imprescindível para a realização de obras de instalação de postos de atendimento pela Agravada, resta mais do que óbvio que ela, como responsável por esse serviço, também o é pelo seu custo. (…) Nesse passo, cumpre consignar que em nenhum momento a Agravante se opôs à remoção dos postes ou colocou qualquer óbice à conclusão das atividades da Agravada. Ao assim proceder, colocando-se à disposição da RODOVIA DAS COLINAS para a retirada dos postes, a ELEKTRO cumpriu com seu dever perante o Poder Público de não obstaculizar obras essenciais à coletividade. (…) (…) o caso dos autos não representa mera afronta reflexa à Carta Magna, mas sim de imposição de obrigação que não encontra respaldo no ordenamento jurídico pátrio, em claro, direto e inequívoco desrespeito ao princípio da legalidade.” É o relatório. 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5566961. Supremo Tribunal Federal AI 805320 AGR / SP previsão legal que ampare a imposição pretendida e, como ninguém é obrigado a fazer ou deixar de fazer algo senão em virtude de lei (artigo 5..., inciso II, Constituição Federal), inexiste a responsabilidade equivocadamente aventada pelo v. acórdão da 9... Câmara de Direito Público do e. Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo. (…) Veja-se que no exercício das suas respectivas atividades, as concessionárias assumiram o exercício de funções públicas, em nome e por conta própria, responsabilizando-se, às suas expensas, pela satisfatória execução dos contratos de concessão que lhe foram outorgados, o que significa dizer no caso em apreço que, se a remoção dos postes era imprescindível para a realização de obras de instalação de postos de atendimento pela Agravada, resta mais do que óbvio que ela, como responsável por esse serviço, também o é pelo seu custo. (…) Nesse passo, cumpre consignar que em nenhum momento a Agravante se opôs à remoção dos postes ou colocou qualquer óbice à conclusão das atividades da Agravada. Ao assim proceder, colocando-se à disposição da RODOVIA DAS COLINAS para a retirada dos postes, a ELEKTRO cumpriu com seu dever perante o Poder Público de não obstaculizar obras essenciais à coletividade. (…) (…) o caso dos autos não representa mera afronta reflexa à Carta Magna, mas sim de imposição de obrigação que não encontra respaldo no ordenamento jurídico pátrio, em claro, direto e inequívoco desrespeito ao princípio da legalidade.” É o relatório. 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5566961. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 12 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI 11/03/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 805.320 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Não merece prosperar a irresignação. Colhe-se do voto condutor do acórdão recorrido: “A controvérsia trazida à baila cinge, tão somente, em saber a quem cabe a responsabilidade de custear a remoção e recolocação dos postes, para que a apelante possa concluir as obras de duplicação da Rodovia SP-127. As partes são pessoas jurídicas de direito privado, que têm a concessão para exploração de bens públicos, cada uma na sua área de atuação, com o claro e óbvio objetivo de auferir lucro. De um lado temos a obrigação de fazer da Concessionária autora em duplicar a rodovia em questão, oriunda do contrato assinado com o DER - Departamento de Estradas e Rodagens do Estado de São Paulo. De outro, temos a obrigação de fazer da Concessionária ré em distribuir a energia elétrica à população, que se materializa, entre outros, através dos postes em questão. (...) Para o deslinde da questão, necessário analisar se os Decretos Federais ns. 84.398/80 e 96.859/82 foram ou não revogados pela Lei Federal n 8.987/95, pois no primeiro decreto existe artigo que impõe à autora o ônus aqui discutido. Os temas de tais dispositivos cuidam de ocupação de faixas de domínio de rodovias, ferrovias e de terrenos de domínio público, dentre outros. (...) (...) forçoso reconhecer que os regulamentos federais em comento não podem impor sua eficácia às normas dos demais entes federados. Sendo assim, inaplicável, na espécie, o contido no artigo 6..., inciso I, do Decreto n 84.398/80, objeto de argumentação Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5566960. Supremo Tribunal Federal 11/03/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 805.320 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Não merece prosperar a irresignação. Colhe-se do voto condutor do acórdão recorrido: “A controvérsia trazida à baila cinge, tão somente, em saber a quem cabe a responsabilidade de custear a remoção e recolocação dos postes, para que a apelante possa concluir as obras de duplicação da Rodovia SP-127. As partes são pessoas jurídicas de direito privado, que têm a concessão para exploração de bens públicos, cada uma na sua área de atuação, com o claro e óbvio objetivo de auferir lucro. De um lado temos a obrigação de fazer da Concessionária autora em duplicar a rodovia em questão, oriunda do contrato assinado com o DER - Departamento de Estradas e Rodagens do Estado de São Paulo. De outro, temos a obrigação de fazer da Concessionária ré em distribuir a energia elétrica à população, que se materializa, entre outros, através dos postes em questão. (...) Para o deslinde da questão, necessário analisar se os Decretos Federais ns. 84.398/80 e 96.859/82 foram ou não revogados pela Lei Federal n 8.987/95, pois no primeiro decreto existe artigo que impõe à autora o ônus aqui discutido. Os temas de tais dispositivos cuidam de ocupação de faixas de domínio de rodovias, ferrovias e de terrenos de domínio público, dentre outros. (...) (...) forçoso reconhecer que os regulamentos federais em comento não podem impor sua eficácia às normas dos demais entes federados. Sendo assim, inaplicável, na espécie, o contido no artigo 6..., inciso I, do Decreto n 84.398/80, objeto de argumentação Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5566960. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 12 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI AI 805320 AGR / SP legal da ré, para impor à autora o ônus da retirada e recolocação dos postes em questão. A apelada, nesse diapasão, não pode cobrar da autora os valores oriundos do remanejamento da rede de distribuição de energia, impondo óbices para a duplicação da rodovia em questão. Não fosse por toda a explanação supra, convém destacar que a autorização que a ré possui para fixar postes da rede elétrica nas faixas de domínio das rodovias é a título precário, o que, por óbvio, não gera direito subjetivo a seu favor. A duplicação de rodovia faz nascer, perante o Poder Público, um dever para as concessionárias de rodovias. De outra parte, a relação que existe entre as concessionárias de rodovias e de energia elétrica é de direito privado, como já salientado.” Constata-se no excerto que a Corte de origem, analisando a legislação infraconstitucional aplicável ao caso e os fatos e as provas dos autos, concluiu ser da ora agravante a responsabilidade pela remoção e pela recolocação de postes de energia elétrica, em decorrência da execução de obras de duplicação de rodovia, uma vez que se trataria de serviço inserido nas obrigações da recorrente, concessionária de energia elétrica. É certo que o deslinde do feito não prescinde da análise da legislação infraconstitucional pertinente, que regulamenta os serviços e obrigações assumidos por cada uma das partes concessionárias de serviço público, e do conjunto fático-probatório da causa, análise essa inviável em recurso extraordinário. Incidência das Súmulas ns 636 e 279/Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido, anote-se: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. CONSUMIDOR. CONCESSIONÁRIA DE SERVIÇO PÚBLICO. RESPONSABILIDADE CIVIL. QUEDA DE POSTES DE ENERGIA ELÉTRICA E DE TRANSFORMADOR SOBRE A 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5566960. Supremo Tribunal Federal AI 805320 AGR / SP legal da ré, para impor à autora o ônus da retirada e recolocação dos postes em questão. A apelada, nesse diapasão, não pode cobrar da autora os valores oriundos do remanejamento da rede de distribuição de energia, impondo óbices para a duplicação da rodovia em questão. Não fosse por toda a explanação supra, convém destacar que a autorização que a ré possui para fixar postes da rede elétrica nas faixas de domínio das rodovias é a título precário, o que, por óbvio, não gera direito subjetivo a seu favor. A duplicação de rodovia faz nascer, perante o Poder Público, um dever para as concessionárias de rodovias. De outra parte, a relação que existe entre as concessionárias de rodovias e de energia elétrica é de direito privado, como já salientado.” Constata-se no excerto que a Corte de origem, analisando a legislação infraconstitucional aplicável ao caso e os fatos e as provas dos autos, concluiu ser da ora agravante a responsabilidade pela remoção e pela recolocação de postes de energia elétrica, em decorrência da execução de obras de duplicação de rodovia, uma vez que se trataria de serviço inserido nas obrigações da recorrente, concessionária de energia elétrica. É certo que o deslinde do feito não prescinde da análise da legislação infraconstitucional pertinente, que regulamenta os serviços e obrigações assumidos por cada uma das partes concessionárias de serviço público, e do conjunto fático-probatório da causa, análise essa inviável em recurso extraordinário. Incidência das Súmulas ns 636 e 279/Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido, anote-se: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. CONSUMIDOR. CONCESSIONÁRIA DE SERVIÇO PÚBLICO. RESPONSABILIDADE CIVIL. QUEDA DE POSTES DE ENERGIA ELÉTRICA E DE TRANSFORMADOR SOBRE A 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5566960. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 12 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI AI 805320 AGR / SP RESIDÊNCIA DOS AGRAVADOS. INDENIZAÇÃO. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA REFLEXA. REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I - É inadmissível o recurso extraordinário quando sua análise implica rever a interpretação de norma infraconstitucional que fundamenta a decisão a quo. A afronta à Constituição, se ocorrente, seria indireta. II - Inviável em recurso extraordinário o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos. Incidência da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. III - Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE n 786.880/RS-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 17/2/14). “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Administrativo. Alegação de ofensa ao equilíbrio econômico- financeiro do contrato. Necessidade de prévio reexame de cláusulas contratuais e dos fatos e das provas dos autos. Impossibilidade. Precedentes. 1. A verificação do alegado rompimento do equilíbrio econômico-financeiro de contrato firmado entre a Administração Pública e particulares não prescinde do reexame dos termos da avença e dos fatos e das provas dos autos, os quais são insuscetíveis de análise em recurso extraordinário. Incidência das Súmulas n 454 e 279/Supremo Tribunal Federal. 2. Agravo regimental não provido” (ARE n 757.885/SP-AgR, Primeira Turma, minha relatoria, DJe de 13/12/13). “Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Direito Administrativo. 3. Falha na segurança da rodovia. Responsabilidade civil objetiva do Estado. 4. Consumidor. Indenização por danos morais. Necessidade de revolvimento da matéria fático-probatória. Impossibilidade. Incidência do Enunciado 279 da Súmula do Supremo Tribunal Federal. 5.A agravante não trouxe argumentos suficientes para infirmar a decisão agravada. 6. Agravo regimental a que se nega provimento” 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5566960. Supremo Tribunal Federal AI 805320 AGR / SP RESIDÊNCIA DOS AGRAVADOS. INDENIZAÇÃO. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA REFLEXA. REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I - É inadmissível o recurso extraordinário quando sua análise implica rever a interpretação de norma infraconstitucional que fundamenta a decisão a quo. A afronta à Constituição, se ocorrente, seria indireta. II - Inviável em recurso extraordinário o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos. Incidência da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. III - Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE n 786.880/RS-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 17/2/14). “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Administrativo. Alegação de ofensa ao equilíbrio econômico- financeiro do contrato. Necessidade de prévio reexame de cláusulas contratuais e dos fatos e das provas dos autos. Impossibilidade. Precedentes. 1. A verificação do alegado rompimento do equilíbrio econômico-financeiro de contrato firmado entre a Administração Pública e particulares não prescinde do reexame dos termos da avença e dos fatos e das provas dos autos, os quais são insuscetíveis de análise em recurso extraordinário. Incidência das Súmulas n 454 e 279/Supremo Tribunal Federal. 2. Agravo regimental não provido” (ARE n 757.885/SP-AgR, Primeira Turma, minha relatoria, DJe de 13/12/13). “Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Direito Administrativo. 3. Falha na segurança da rodovia. Responsabilidade civil objetiva do Estado. 4. Consumidor. Indenização por danos morais. Necessidade de revolvimento da matéria fático-probatória. Impossibilidade. Incidência do Enunciado 279 da Súmula do Supremo Tribunal Federal. 5.A agravante não trouxe argumentos suficientes para infirmar a decisão agravada. 6. Agravo regimental a que se nega provimento” 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5566960. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 12 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI AI 805320 AGR / SP (ARE n 748.106/SP-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 24/9/13). “SEGUNDO AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. DIREITO ADMINISTRATIVO. CONTRATO ADMINISTRATIVO. EQUILÍBRIO ECONÔMICO- FINANCEIRO DO AJUSTE. REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO E DE CLÁUSULAS CONTRATUAIS. AUSÊNCIA DE ARGUMENTO CAPAZ DE INFIRMAR A DECISÃO IMPUGNADA. AGRAVO DESPROVIDO. 1. A jurisprudência desta Corte, analisando o tema do desequilíbrio econômico-financeiro dos contratos administrativos, fixou entendimento segundo o qual, para se entender de forma diversa daquela a que chegou o Tribunal de origem, far-se-ia necessário o reexame do conjunto fático-probatório e das cláusulas contratuais do pacto firmado, o que é descabido na via estreita do recurso extraordinário, em face das súmulas Supremo Tribunal Federal ns 279 e 454. 2. In casu, o Tribunal de Justiça de São Paulo manteve sentença para julgar improcedente pedido de reajuste de valores em contrato administrativo, sob o duplo fundamento de que o edital de licitação e as cláusulas contratuais previam o reajuste atuarial a cada doze meses, a contar da assinatura do contrato e, no que diz respeito ao conjunto fático-probatório, a instância ordinária asseverou a ausência de qualquer prova de elevação de custos ou perdas. A parte limita-se a afirmar como fundamento para a desarmonia financeira, o simples decurso do prazo entre divulgação da proposta vencedora e a assinatura do contrato. 3. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI n 822.386/SP-AgR-segundo, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 13/8/13). Nego provimento ao agravo regimental. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5566960. Supremo Tribunal Federal AI 805320 AGR / SP (ARE n 748.106/SP-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 24/9/13). “SEGUNDO AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. DIREITO ADMINISTRATIVO. CONTRATO ADMINISTRATIVO. EQUILÍBRIO ECONÔMICO- FINANCEIRO DO AJUSTE. REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO E DE CLÁUSULAS CONTRATUAIS. AUSÊNCIA DE ARGUMENTO CAPAZ DE INFIRMAR A DECISÃO IMPUGNADA. AGRAVO DESPROVIDO. 1. A jurisprudência desta Corte, analisando o tema do desequilíbrio econômico-financeiro dos contratos administrativos, fixou entendimento segundo o qual, para se entender de forma diversa daquela a que chegou o Tribunal de origem, far-se-ia necessário o reexame do conjunto fático-probatório e das cláusulas contratuais do pacto firmado, o que é descabido na via estreita do recurso extraordinário, em face das súmulas Supremo Tribunal Federal ns 279 e 454. 2. In casu, o Tribunal de Justiça de São Paulo manteve sentença para julgar improcedente pedido de reajuste de valores em contrato administrativo, sob o duplo fundamento de que o edital de licitação e as cláusulas contratuais previam o reajuste atuarial a cada doze meses, a contar da assinatura do contrato e, no que diz respeito ao conjunto fático-probatório, a instância ordinária asseverou a ausência de qualquer prova de elevação de custos ou perdas. A parte limita-se a afirmar como fundamento para a desarmonia financeira, o simples decurso do prazo entre divulgação da proposta vencedora e a assinatura do contrato. 3. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI n 822.386/SP-AgR-segundo, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 13/8/13). Nego provimento ao agravo regimental. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5566960. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 12 Extrato de Ata - 11/03/2014 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 805.320 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : ELEKTRO-ELETRICIDADE E SERVIÇOS S/A ADV.(A/S) : PAULO GUILHERME DE MENDONÇA LOPES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : RODOVIAS DAS COLINAS S/A ADV.(A/S) : CÂNDIDO DA SILVA DINAMARCO E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Marco Aurélio, Presidente. Presidiu o julgamento o Senhor Ministro Dias Toffoli. Primeira Turma, 11.3.2014. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Marco Aurélio, Presidente. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo G. Gonet Branco. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 5495421 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 805.320 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : ELEKTRO-ELETRICIDADE E SERVIÇOS S/A ADV.(A/S) : PAULO GUILHERME DE MENDONÇA LOPES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : RODOVIAS DAS COLINAS S/A ADV.(A/S) : CÂNDIDO DA SILVA DINAMARCO E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Marco Aurélio, Presidente. Presidiu o julgamento o Senhor Ministro Dias Toffoli. Primeira Turma, 11.3.2014. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Marco Aurélio, Presidente. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo G. Gonet Branco. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 5495421 Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 12
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A .", "Nona Câmara de Direito Público do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Tribunal Pleno", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal Pleno", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "9", "Câmara de Direito Público", "e", "Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo", "ELEKTRO", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "9", ". . . Câmara de Direito Público do e . Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo", "RODOVIA DAS", "ELEKTRO", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "DER", "Departamento de Estradas e Rodagens do Estado de São Paulo", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "DER", "Departamento de Estradas e Rodagens do Estado de São Paulo", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal de Justiça de São Paulo", "Primeira Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal de Justiça de São Paulo", "Primeira Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "ELEKTRO", "- ELETRICIDADE E SERVIÇOS S / A", "RODOVIAS DAS COLINAS S / A", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "ELEKTRO - ELETRICIDADE E SERVIÇOS S / A", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "DIAS TOFFOLI", "PAULO GUILHERME DE MENDONÇA LOPES", "CÂNDIDO DA SILVA DINAMARCO", "Dias Toffoli", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "PAULO GUILHERME DE MENDONÇA LOPES", "CÂNDIDO DA SILVA DINAMARCO", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "PAULO GUILHERME DE MENDONÇA LOPES", "CÂNDIDO DA SILVA DINAMARCO", "DIAS TOFFOLI", "Sepúlveda Pertence", "Sepúlveda Pertence", "Cármen Lúcia", "Celso de Mello", "Cármen Lúcia", "Celso de Mello", "Ayres Britto", "Ricardo Lewandowski", "Ayres Britto", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Celso de Mello", "Celso de Mello", "Celso de Mello", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "Ricardo Lewandowski", "Ricardo Lewandowski", "DIAS TOFFOLI", "Gilmar Mendes", "Luiz Fux", "Gilmar Mendes", "Luiz Fux", "DIAS TOFFOLI", "PAULO GUILHERME DE MENDONÇA LOPES", "CÂNDIDO DA SILVA DINAMARCO", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Marco Aurélio", "Paulo G . Gonet Branco", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "DIAS TOFFOLI", "PAULO GUILHERME DE MENDONÇA LOPES", "RODOVIAS DAS", "CÂNDIDO DA SILVA DINAMARCO", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Marco Aurélio", "Paulo G . Gonet Branco", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "11", "/", "03", "/", "2014", "11 de março de 2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "11", "/", "03", "/", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "11", "/", "03", "/", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "3", "/", "5", "/", "07", "6", "/", "9", "/", "07", "24", "/", "08", "/", "2001", "3", "/", "5", "/", "07", "6", "/", "9", "/", "07", "24", "/", "08", "/", "2001", "30", "/", "11", "/", "07", "20", "/", "9", "/", "02", "24", "/", "08", "/", "2001", "30", "/", "11", "/", "07", "20", "/", "9", "/", "02", "24", "/", "08", "/", "2001", "25", "/", "4", "/", "11", "26", "/", "6", "/", "09", "24", "/", "08", "/", "2001", "25", "/", "4", "/", "11", "26", "/", "6", "/", "09", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", "/", "4", "/", "09", "17", "/", "4", "/", "09", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", "/", "4", "/", "09", "17", "/", "4", "/", "09", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "11", "/", "03", "/", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "11", "/", "03", "/", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", "/", "2", "/", "14", "13", "/", "12", "/", "13", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", "/", "2", "/", "14", "13", "/", "12", "/", "13", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "9", "/", "13", "13", "/", "8", "/", "13", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "9", "/", "13", "13", "/", "8", "/", "13", "24", "/", "08", "/", "2001", "11", "/", "03", "/", "2014", "11", ".", "3", ".", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "11", ".", "3", ".", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 10/04/2014 PLENÁRIO AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 16.882 DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :SERVIÇO FEDERAL DE PROCESSAMENTO DE DADOS - SERPRO ADV.(A/S) :PEDRO LOPES RAMOS ADV.(A/S) :MARCELO RAMOS CORREIA AGDO.(A/S) :WALDEMIRO SCHNEIDER E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :RENATA DIAS ROLIM VISENTIN ADV.(A/S) :LÊDA SOARES JANOT INTDO.(A/S) :JUIZ FEDERAL DA 22ª VARA FEDERAL DA SEÇÃO JUDICIÁRIA DO DISTRITO FEDERAL INTDO.(A/S) :RELATOR DA AÇÃO RESCISÓRIA Nº 0055501- 17.2013.4.01.0000 DO TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 1ª REGIÃO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NA RECLAMAÇÃO. ALEGADO DESCUMPRIMENTO DE DECISÃO QUE RECONHECE A REPERCUSSÃO GERAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO N. 655.283/DF NÃO CONFIGURADO. USO DA RECLAMAÇÃO COMO SUCEDÂNEO DE AÇÃO RESCISÓRIA. SÚMULA N. 734 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Plenária, sob a Presidência do Ministro Celso de Mello, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade, e nos termos do voto da Relatora, em negar provimento ao agravo regimental. Ausentes, neste julgamento, os Ministros Joaquim Barbosa (Presidente), Gilmar Mendes, Ricardo Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5915309. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10 Ementa e Acórdão RCL 16882 AGR / DF Lewandowski (Vice-Presidente) e Roberto Barroso. Brasília, 10 de abril de 2014. CÁRMEN LÚCIA - Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5915309. Supremo Tribunal Federal RCL 16882 AGR / DF Lewandowski (Vice-Presidente) e Roberto Barroso. Brasília, 10 de abril de 2014. CÁRMEN LÚCIA - Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5915309. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 10 Relatório 10/04/2014 PLENÁRIO AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 16.882 DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :SERVIÇO FEDERAL DE PROCESSAMENTO DE DADOS - SERPRO ADV.(A/S) :PEDRO LOPES RAMOS ADV.(A/S) :MARCELO RAMOS CORREIA AGDO.(A/S) :WALDEMIRO SCHNEIDER E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :RENATA DIAS ROLIM VISENTIN ADV.(A/S) :LÊDA SOARES JANOT INTDO.(A/S) :JUIZ FEDERAL DA 22ª VARA FEDERAL DA SEÇÃO JUDICIÁRIA DO DISTRITO FEDERAL INTDO.(A/S) :RELATOR DA AÇÃO RESCISÓRIA Nº 0055501- 17.2013.4.01.0000 DO TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 1ª REGIÃO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora): 1. Em 9.12.2013, neguei seguimento à reclamação ajuizada pelo Serviço Federal de Processamento de Dados - SERPRO contra o que decidido pelo Desembargador Relator da Ação Rescisória n. 0055501- 17.2013.4.01.0000 no Tribunal Regional Federal da 1ª Região que, ao indeferir antecipação de tutela, teria descumprido determinação no Recurso Extraordinário n. 655.283/DF. A decisão agravada teve a seguinte fundamentação: “4. O Reclamante sustenta haver descumprimento do que decidido no Recurso Extraordinário n. 655.283/DF, no qual este Supremo Tribunal Federal reconheceu a existência de repercussão geral da questão constitucional suscitada. Em 25.10.2012, o Plenário virtual deste Supremo Tribunal Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5915310. Supremo Tribunal Federal 10/04/2014 PLENÁRIO AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 16.882 DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :SERVIÇO FEDERAL DE PROCESSAMENTO DE DADOS - SERPRO ADV.(A/S) :PEDRO LOPES RAMOS ADV.(A/S) :MARCELO RAMOS CORREIA AGDO.(A/S) :WALDEMIRO SCHNEIDER E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :RENATA DIAS ROLIM VISENTIN ADV.(A/S) :LÊDA SOARES JANOT INTDO.(A/S) :JUIZ FEDERAL DA 22ª VARA FEDERAL DA SEÇÃO JUDICIÁRIA DO DISTRITO FEDERAL INTDO.(A/S) :RELATOR DA AÇÃO RESCISÓRIA Nº 0055501- 17.2013.4.01.0000 DO TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 1ª REGIÃO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora): 1. Em 9.12.2013, neguei seguimento à reclamação ajuizada pelo Serviço Federal de Processamento de Dados - SERPRO contra o que decidido pelo Desembargador Relator da Ação Rescisória n. 0055501- 17.2013.4.01.0000 no Tribunal Regional Federal da 1ª Região que, ao indeferir antecipação de tutela, teria descumprido determinação no Recurso Extraordinário n. 655.283/DF. A decisão agravada teve a seguinte fundamentação: “4. O Reclamante sustenta haver descumprimento do que decidido no Recurso Extraordinário n. 655.283/DF, no qual este Supremo Tribunal Federal reconheceu a existência de repercussão geral da questão constitucional suscitada. Em 25.10.2012, o Plenário virtual deste Supremo Tribunal Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5915310. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 10 Relatório RCL 16882 AGR / DF Federal decidiu: ‘COMPETÊNCIA JUSTIÇA FEDERAL X JUSTIÇA DO TRABALHO VÍNCULO EMPREGATÍCIO APOSENTADORIA EFEITOS PROVENTOS E SALÁRIOS ACUMULAÇÃO RECURSO EXTRAORDINÁRIO REPERCUSSÃO GERAL CONFIGURADA. Possui repercussão geral a controvérsia relativa à reintegração de empregados públicos dispensados em decorrência da concessão de aposentadoria espontânea, à consequente possibilidade de acumulação de proventos com vencimentos, bem como à competência para processar e julgar a lide correspondente’. O Reclamante alega que, por força dessa decisão, a execução da Ação Ordinária n. 2001.34.00.018146-5 deveria ser sobrestada até decisão definitiva deste Supremo Tribunal sobre o assunto. Aponta como decisão reclamada a decisão do Desembargador Relator que indeferiu o pedido de antecipação da tutela na Ação Rescisória n. 0055501-17.2013.4.01.0000 e pede, nesta reclamação, a suspensão da execução. O descumprimento alegado não ocorre. As decisões deste Supremo Tribunal Federal que reconhecem a existência de repercussão geral em recurso extraordinário representativo da controvérsia conduzem, conforme dispõe o art. 543- B, § 1º, do Código de Processo Civil, ao sobrestamento de demais recursos extraordinários interpostos e admitidos nos tribunais a quo . O Agravo de Instrumento n. 848.568/DF, interposto pelo Reclamante pela inadmissão de seu recurso extraordinário, teve seu seguimento negado pelo Ministro Gilmar Mendes com fundamento na Súmula n. 284 deste Supremo Tribunal Federal, em 15.4.2013. Essa decisão transitou em julgado em 15.5.2013 e iniciou-se a execução da Ação Ordinária n. 2001.34.00.018146-5. A decisão de mérito a ser proferida no Recurso Extraordinário n. 655.283/DF, por óbvio, não poderá repercutir em ação com trânsito em julgado. Na Reclamação n. 12.681/DF, o Ministro Marco Aurélio ressaltou que a decisão proferida pelo Ministro Dias Toffoli no Recurso Extraordinário n. 626.307/SP, determinando o sobrestamento dos demais recursos que se referiam ao tema objeto daquele, não poderia 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5915310. Supremo Tribunal Federal RCL 16882 AGR / DF Federal decidiu: ‘COMPETÊNCIA JUSTIÇA FEDERAL X JUSTIÇA DO TRABALHO VÍNCULO EMPREGATÍCIO APOSENTADORIA EFEITOS PROVENTOS E SALÁRIOS ACUMULAÇÃO RECURSO EXTRAORDINÁRIO REPERCUSSÃO GERAL CONFIGURADA. Possui repercussão geral a controvérsia relativa à reintegração de empregados públicos dispensados em decorrência da concessão de aposentadoria espontânea, à consequente possibilidade de acumulação de proventos com vencimentos, bem como à competência para processar e julgar a lide correspondente’. O Reclamante alega que, por força dessa decisão, a execução da Ação Ordinária n. 2001.34.00.018146-5 deveria ser sobrestada até decisão definitiva deste Supremo Tribunal sobre o assunto. Aponta como decisão reclamada a decisão do Desembargador Relator que indeferiu o pedido de antecipação da tutela na Ação Rescisória n. 0055501-17.2013.4.01.0000 e pede, nesta reclamação, a suspensão da execução. O descumprimento alegado não ocorre. As decisões deste Supremo Tribunal Federal que reconhecem a existência de repercussão geral em recurso extraordinário representativo da controvérsia conduzem, conforme dispõe o art. 543- B, § 1º, do Código de Processo Civil, ao sobrestamento de demais recursos extraordinários interpostos e admitidos nos tribunais a quo . O Agravo de Instrumento n. 848.568/DF, interposto pelo Reclamante pela inadmissão de seu recurso extraordinário, teve seu seguimento negado pelo Ministro Gilmar Mendes com fundamento na Súmula n. 284 deste Supremo Tribunal Federal, em 15.4.2013. Essa decisão transitou em julgado em 15.5.2013 e iniciou-se a execução da Ação Ordinária n. 2001.34.00.018146-5. A decisão de mérito a ser proferida no Recurso Extraordinário n. 655.283/DF, por óbvio, não poderá repercutir em ação com trânsito em julgado. Na Reclamação n. 12.681/DF, o Ministro Marco Aurélio ressaltou que a decisão proferida pelo Ministro Dias Toffoli no Recurso Extraordinário n. 626.307/SP, determinando o sobrestamento dos demais recursos que se referiam ao tema objeto daquele, não poderia 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5915310. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 10 Relatório RCL 16882 AGR / DF alcançar ações com trânsito em julgado, ante a necessidade de se preservar o instituto da coisa julgada. O acórdão ficou assim ementado: RECLAMAÇÃO REPERCUSSÃO GERAL PRONUNCIAMENTO DO SUPREMO INOBSERVÂNCIA ADEQUAÇÃO. A erronia na observância de pronunciamento do Supremo formalizado, sob o ângulo da repercussão geral, em recurso extraordinário gera o acesso ao Tribunal mediante a reclamação. REPERCUSSÃO GERAL RECURSO EXTRAORDINÁRIO LIMINAR ALCANCE. No que ressalvada , na liminar implementando a suspensão do processo, a existência de título judicial transitado em julgado , tem-se alcançada situação jurídica reveladora da fase de execução, muito embora se mostre necessário que venha a ser apurado, em processo de liquidação, o valor devido (Rcl 12.681/DF, Relator o Ministro Marco Aurélio, Primeira Turma, Dje 28.6.2013, grifos nossos). 5. O Reclamante pretende, na verdade, valer-se da presente reclamação como ação rescisória, o que não é permitido pela jurisprudência deste Supremo Tribunal. Nesse sentido: EMENTA Agravo regimental. Reclamação. Decisão reclamada transitada em julgado. Súmula nº 734/STF. Agravo regimental não provido. 1. A Suprema Corte possui jurisprudência pacífica no sentido do não conhecimento de reclamação que visa a desconstituir, em fase de execução, decisões da Justiça do Trabalho transitadas em julgado. 2. Caráter estrito da competência do STF no conhecimento de reclamação constitucional, a qual não pode ser usada para renovar debate já resolvido por decisão com trânsito em julgado, sob pena de se utilizar a reclamatória constitucional como sucedâneo de ação rescisória. Incidência da Súmula STF nº 734. 3. Agravo regimental não provido (RCL 11.306-AgR/AC, Relator o Ministro Dias Toffoli, Plenário, DJe 11.9.2013, grifos nossos). Essa jurisprudência foi sumulada no verbete deste Supremo Tribunal enunciado sob o n. 734: Não cabe reclamação quando já houver transitado em julgado o ato judicial que se alega tenha desrespeitado decisão do Supremo 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5915310. Supremo Tribunal Federal RCL 16882 AGR / DF alcançar ações com trânsito em julgado, ante a necessidade de se preservar o instituto da coisa julgada. O acórdão ficou assim ementado: RECLAMAÇÃO REPERCUSSÃO GERAL PRONUNCIAMENTO DO SUPREMO INOBSERVÂNCIA ADEQUAÇÃO. A erronia na observância de pronunciamento do Supremo formalizado, sob o ângulo da repercussão geral, em recurso extraordinário gera o acesso ao Tribunal mediante a reclamação. REPERCUSSÃO GERAL RECURSO EXTRAORDINÁRIO LIMINAR ALCANCE. No que ressalvada , na liminar implementando a suspensão do processo, a existência de título judicial transitado em julgado , tem-se alcançada situação jurídica reveladora da fase de execução, muito embora se mostre necessário que venha a ser apurado, em processo de liquidação, o valor devido (Rcl 12.681/DF, Relator o Ministro Marco Aurélio, Primeira Turma, Dje 28.6.2013, grifos nossos). 5. O Reclamante pretende, na verdade, valer-se da presente reclamação como ação rescisória, o que não é permitido pela jurisprudência deste Supremo Tribunal. Nesse sentido: EMENTA Agravo regimental. Reclamação. Decisão reclamada transitada em julgado. Súmula nº 734/STF. Agravo regimental não provido. 1. A Suprema Corte possui jurisprudência pacífica no sentido do não conhecimento de reclamação que visa a desconstituir, em fase de execução, decisões da Justiça do Trabalho transitadas em julgado. 2. Caráter estrito da competência do STF no conhecimento de reclamação constitucional, a qual não pode ser usada para renovar debate já resolvido por decisão com trânsito em julgado, sob pena de se utilizar a reclamatória constitucional como sucedâneo de ação rescisória. Incidência da Súmula STF nº 734. 3. Agravo regimental não provido (RCL 11.306-AgR/AC, Relator o Ministro Dias Toffoli, Plenário, DJe 11.9.2013, grifos nossos). Essa jurisprudência foi sumulada no verbete deste Supremo Tribunal enunciado sob o n. 734: Não cabe reclamação quando já houver transitado em julgado o ato judicial que se alega tenha desrespeitado decisão do Supremo 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5915310. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 10 Relatório RCL 16882 AGR / DF Tribunal Federal. Ainda nesse sentido: Rcl 8.364-AgR/SP, Relatora a Ministra Ellen Gracie, Plenário, DJ 28.3.2011; Rcl 10.767-AgR/CE, de minha relatoria, Plenário, DJ 13.4.2011; Rcl 9.127-AgR/RJ, Relator o Ministro Ayres Britto, Plenário, DJ 20.8.2010 e Rcl 4.702-AgR/SC, Relatora a Ministra Ellen Gracie, Plenário, DJ 2.10.2009” (Dje 13.12.2013). 2. Publicada essa decisão no DJe de 13.12.2013, interpõe o Serviço Federal de Processamento de Dados - SERPRO, ora Agravante, em 26.12.2013, tempestivamente, agravo regimental. O Agravante alega que “não pretende usar a reclamação como ação rescisória, a fim de desrespeitar a coisa julgada. Mas, pretende usar a presente reclamação para conceder efeito suspensivo a ação rescisória, o que é perfeitamente possível ante o disposto no art. 489, do CPC” (fl. 6 do agravo regimental) . Salienta que “a decisão que gerou a presente reclamação est[aria] desafiando a autoridade da decisão proferida por essa Suprema Corte no RE nº 655.283/DF e fará com que o Reclamante pague valores excessivamente altos para a parte adversa por meio de decisão proferida por juiz absolutamente incompetente” (fls. 6-7 do agravo regimental) . Ressalta que “após o julgamento do RE 655.283/DF, se declarada a incompetência da Justiça Federal para julgar demandas como essa, teremos a procedência da ação rescisória, mas os recursos financeiros já terão sido repassado para os particulares e a administração pública ficará com o prejuízo oriundo dessa situação” (fl. 4 do agravo regimental) . Pede seja provido o agravo regimental. É o relatório. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5915310. Supremo Tribunal Federal RCL 16882 AGR / DF Tribunal Federal. Ainda nesse sentido: Rcl 8.364-AgR/SP, Relatora a Ministra Ellen Gracie, Plenário, DJ 28.3.2011; Rcl 10.767-AgR/CE, de minha relatoria, Plenário, DJ 13.4.2011; Rcl 9.127-AgR/RJ, Relator o Ministro Ayres Britto, Plenário, DJ 20.8.2010 e Rcl 4.702-AgR/SC, Relatora a Ministra Ellen Gracie, Plenário, DJ 2.10.2009” (Dje 13.12.2013). 2. Publicada essa decisão no DJe de 13.12.2013, interpõe o Serviço Federal de Processamento de Dados - SERPRO, ora Agravante, em 26.12.2013, tempestivamente, agravo regimental. O Agravante alega que “não pretende usar a reclamação como ação rescisória, a fim de desrespeitar a coisa julgada. Mas, pretende usar a presente reclamação para conceder efeito suspensivo a ação rescisória, o que é perfeitamente possível ante o disposto no art. 489, do CPC” (fl. 6 do agravo regimental) . Salienta que “a decisão que gerou a presente reclamação est[aria] desafiando a autoridade da decisão proferida por essa Suprema Corte no RE nº 655.283/DF e fará com que o Reclamante pague valores excessivamente altos para a parte adversa por meio de decisão proferida por juiz absolutamente incompetente” (fls. 6-7 do agravo regimental) . Ressalta que “após o julgamento do RE 655.283/DF, se declarada a incompetência da Justiça Federal para julgar demandas como essa, teremos a procedência da ação rescisória, mas os recursos financeiros já terão sido repassado para os particulares e a administração pública ficará com o prejuízo oriundo dessa situação” (fl. 4 do agravo regimental) . Pede seja provido o agravo regimental. É o relatório. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5915310. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 10 Relatório RCL 16882 AGR / DF 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5915310. Supremo Tribunal Federal RCL 16882 AGR / DF 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5915310. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 10 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA 10/04/2014 PLENÁRIO AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 16.882 DISTRITO FEDERAL V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora): 1. O Agravante alega que “não pretende usar a reclamação como ação rescisória, a fim de desrespeitar a coisa julgada. Mas, pretende usar a presente reclamação para conceder efeito suspensivo a ação rescisória, o que é perfeitamente possível ante o disposto no art. 489, do CPC” (fl. 6 do agravo regimental) . 2. Razão jurídica não assiste ao Agravante. A reclamação não pode ser utilizada como substituto de ação rescisória e menos ainda como recurso contra decisão que, em ação rescisória, indeferiu pedido de antecipação de tutela. Conforme ressaltei na decisão agravada, a jurisprudência deste Supremo Tribunal, assentada no sentido de que a reclamação não é substituto de ação rescisória, foi sumulada no verbete enunciado sob o n. 734: “Não cabe reclamação quando já houver transitado em julgado o ato judicial que se alega tenha desrespeitado decisão do Supremo Tribunal Federal.” Ainda nesse sentido: Rcl 8.364-AgR/SP, Relatora a Ministra Ellen Gracie, Plenário, DJ 28.3.2011; Rcl 10.767-AgR/CE, de minha relatoria, Plenário, DJ 13.4.2011; Rcl 9.127-AgR/RJ, Relator o Ministro Ayres Britto, Plenário, DJ 20.8.2010 e Rcl 4.702-AgR/SC, Relatora a Ministra Ellen Gracie, Plenário, DJ 2.10.2009. 3. Ademais, o alegado descumprimento da decisão do Plenário Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5915311. Supremo Tribunal Federal 10/04/2014 PLENÁRIO AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 16.882 DISTRITO FEDERAL V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora): 1. O Agravante alega que “não pretende usar a reclamação como ação rescisória, a fim de desrespeitar a coisa julgada. Mas, pretende usar a presente reclamação para conceder efeito suspensivo a ação rescisória, o que é perfeitamente possível ante o disposto no art. 489, do CPC” (fl. 6 do agravo regimental) . 2. Razão jurídica não assiste ao Agravante. A reclamação não pode ser utilizada como substituto de ação rescisória e menos ainda como recurso contra decisão que, em ação rescisória, indeferiu pedido de antecipação de tutela. Conforme ressaltei na decisão agravada, a jurisprudência deste Supremo Tribunal, assentada no sentido de que a reclamação não é substituto de ação rescisória, foi sumulada no verbete enunciado sob o n. 734: “Não cabe reclamação quando já houver transitado em julgado o ato judicial que se alega tenha desrespeitado decisão do Supremo Tribunal Federal.” Ainda nesse sentido: Rcl 8.364-AgR/SP, Relatora a Ministra Ellen Gracie, Plenário, DJ 28.3.2011; Rcl 10.767-AgR/CE, de minha relatoria, Plenário, DJ 13.4.2011; Rcl 9.127-AgR/RJ, Relator o Ministro Ayres Britto, Plenário, DJ 20.8.2010 e Rcl 4.702-AgR/SC, Relatora a Ministra Ellen Gracie, Plenário, DJ 2.10.2009. 3. Ademais, o alegado descumprimento da decisão do Plenário Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5915311. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 10 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA RCL 16882 AGR / DF Virtual deste Supremo Tribunal Federal que reconheceu a existência de repercussão geral no Recurso Extraordinário n. 655.283/DF não ocorre. As decisões deste Supremo Tribunal Federal que reconhecem a existência de repercussão geral em recurso extraordinário representativo da controvérsia conduzem, conforme dispõe o art. 543-B, § 1º, do Código de Processo Civil, ao sobrestamento de demais recursos extraordinários interpostos e admitidos nos tribunais a quo. Não repercutem, no entanto, em ações com trânsito em julgado, como quer o ora Agravante. Na Reclamação n. 12.681/DF, o Ministro Marco Aurélio ressaltou que a decisão proferida pelo Ministro Dias Toffoli no Recurso Extraordinário n. 626.307/SP, determinando o sobrestamento dos demais recursos que se referiam ao tema objeto daquele, não poderia alcançar ações com trânsito em julgado, ante a necessidade de se preservar o instituto da coisa julgada. O acórdão ficou assim ementado: “RECLAMAÇÃO REPERCUSSÃO GERAL PRONUNCIAMENTO DO SUPREMO INOBSERVÂNCIA ADEQUAÇÃO. A erronia na observância de pronunciamento do Supremo formalizado, sob o ângulo da repercussão geral, em recurso extraordinário gera o acesso ao Tribunal mediante a reclamação. REPERCUSSÃO GERAL RECURSO EXTRAORDINÁRIO LIMINAR ALCANCE. No que ressalvada, na liminar implementando a suspensão do processo, a existência de título judicial transitado em julgado, tem-se alcançada situação jurídica reveladora da fase de execução, muito embora se mostre necessário que venha a ser apurado, em processo de liquidação, o valor devido” (Rcl 12.681/DF, Relator o Ministro Marco Aurélio, Primeira Turma, Dje 28.6.2013, grifos nossos). 4 . Pelo exposto, voto no sentido de negar provimento ao agravo regimental. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5915311. Supremo Tribunal Federal RCL 16882 AGR / DF Virtual deste Supremo Tribunal Federal que reconheceu a existência de repercussão geral no Recurso Extraordinário n. 655.283/DF não ocorre. As decisões deste Supremo Tribunal Federal que reconhecem a existência de repercussão geral em recurso extraordinário representativo da controvérsia conduzem, conforme dispõe o art. 543-B, § 1º, do Código de Processo Civil, ao sobrestamento de demais recursos extraordinários interpostos e admitidos nos tribunais a quo. Não repercutem, no entanto, em ações com trânsito em julgado, como quer o ora Agravante. Na Reclamação n. 12.681/DF, o Ministro Marco Aurélio ressaltou que a decisão proferida pelo Ministro Dias Toffoli no Recurso Extraordinário n. 626.307/SP, determinando o sobrestamento dos demais recursos que se referiam ao tema objeto daquele, não poderia alcançar ações com trânsito em julgado, ante a necessidade de se preservar o instituto da coisa julgada. O acórdão ficou assim ementado: “RECLAMAÇÃO REPERCUSSÃO GERAL PRONUNCIAMENTO DO SUPREMO INOBSERVÂNCIA ADEQUAÇÃO. A erronia na observância de pronunciamento do Supremo formalizado, sob o ângulo da repercussão geral, em recurso extraordinário gera o acesso ao Tribunal mediante a reclamação. REPERCUSSÃO GERAL RECURSO EXTRAORDINÁRIO LIMINAR ALCANCE. No que ressalvada, na liminar implementando a suspensão do processo, a existência de título judicial transitado em julgado, tem-se alcançada situação jurídica reveladora da fase de execução, muito embora se mostre necessário que venha a ser apurado, em processo de liquidação, o valor devido” (Rcl 12.681/DF, Relator o Ministro Marco Aurélio, Primeira Turma, Dje 28.6.2013, grifos nossos). 4 . Pelo exposto, voto no sentido de negar provimento ao agravo regimental. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5915311. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 10 Extrato de Ata - 10/04/2014 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 16.882 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : SERVIÇO FEDERAL DE PROCESSAMENTO DE DADOS - SERPRO ADV.(A/S) : PEDRO LOPES RAMOS ADV.(A/S) : MARCELO RAMOS CORREIA AGDO.(A/S) : WALDEMIRO SCHNEIDER E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : RENATA DIAS ROLIM VISENTIN ADV.(A/S) : LÊDA SOARES JANOT INTDO.(A/S) : JUIZ FEDERAL DA 22ª VARA FEDERAL DA SEÇÃO JUDICIÁRIA DO DISTRITO FEDERAL INTDO.(A/S) : RELATOR DA AÇÃO RESCISÓRIA Nº 0055501-17.2013.4.01.0000 DO TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 1ª REGIÃO ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto da Relatora, negou provimento ao agravo regimental. Votou o Presidente. Ausentes, neste julgamento, os Ministros Joaquim Barbosa (Presidente), Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski (Vice- Presidente) e Roberto Barroso. Presidiu o julgamento o Ministro Celso de Mello (art. 37, I, do RISTF). Plenário, 10.04.2014. Presidência do Senhor Ministro Joaquim Barbosa. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber, Teori Zavascki e Roberto Barroso. Procurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot Monteiro de Barros. p/ Luiz Tomimatsu Assessor-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 5939223 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 16.882 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : SERVIÇO FEDERAL DE PROCESSAMENTO DE DADOS - SERPRO ADV.(A/S) : PEDRO LOPES RAMOS ADV.(A/S) : MARCELO RAMOS CORREIA AGDO.(A/S) : WALDEMIRO SCHNEIDER E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : RENATA DIAS ROLIM VISENTIN ADV.(A/S) : LÊDA SOARES JANOT INTDO.(A/S) : JUIZ FEDERAL DA 22ª VARA FEDERAL DA SEÇÃO JUDICIÁRIA DO DISTRITO FEDERAL INTDO.(A/S) : RELATOR DA AÇÃO RESCISÓRIA Nº 0055501-17.2013.4.01.0000 DO TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 1ª REGIÃO ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto da Relatora, negou provimento ao agravo regimental. Votou o Presidente. Ausentes, neste julgamento, os Ministros Joaquim Barbosa (Presidente), Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski (Vice- Presidente) e Roberto Barroso. Presidiu o julgamento o Ministro Celso de Mello (art. 37, I, do RISTF). Plenário, 10.04.2014. Presidência do Senhor Ministro Joaquim Barbosa. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber, Teori Zavascki e Roberto Barroso. Procurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot Monteiro de Barros. p/ Luiz Tomimatsu Assessor-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 5939223 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=5939578
2014-04-10T00:00:00
2014-05-26T00:00:00
O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto da Relatora, negou provimento ao agravo regimental. Votou o Presidente. Ausentes, neste julgamento, os Ministros Joaquim Barbosa (Presidente), Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski (Vice-Presidente) e Roberto Barroso. Presidiu o julgamento o Ministro Celso de Mello (art. 37, I, do RISTF). Plenário, 10.04.2014.
AG.REG. NA RECLAMAÇÃO
EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NA RECLAMAÇÃO. ALEGADO DESCUMPRIMENTO DE DECISÃO QUE RECONHECE A REPERCUSSÃO GERAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO N. 655.283/DF NÃO CONFIGURADO. USO DA RECLAMAÇÃO COMO SUCEDÂNEO DE AÇÃO RESCISÓRIA. SÚMULA N. 734 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.
sjur265234
- Acórdão(s) citado(s): (RCL, SUBSTITUTIVO DE AÇÃO RESCISÓRIA) Rcl 4702 AgR (TP), Rcl 8364 AgR (TP), Rcl 9127 AgR (TP), Rcl 10767 AgR (TP). (REPERCUSSÃO GERAL, DECISÃO COM TRÂNSITO EM JULGADO) Rcl 12681 (1ªT). Número de páginas: 10. Análise: 04/06/2014, MAR.
CÁRMEN LÚCIA
Tribunal Pleno
16882
[ "LEG-FED LEI-005869 ANO-1973\n ART-0543B PAR-00001\n CPC-1973 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000734 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
Rcl-AgR
acordaos
Rcl 16882 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : SERVIÇO FEDERAL DE PROCESSAMENTO DE DADOS - SERPRO ADV.(A/S) : PEDRO LOPES RAMOS ADV.(A/S) : MARCELO RAMOS CORREIA AGDO.(A/S) : WALDEMIRO SCHNEIDER E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : RENATA DIAS ROLIM VISENTIN ADV.(A/S) : LÊDA SOARES JANOT INTDO.(A/S) : JUIZ FEDERAL DA 22ª VARA FEDERAL DA SEÇÃO JUDICIÁRIA DO DISTRITO FEDERAL INTDO.(A/S) : RELATOR DA AÇÃO RESCISÓRIA Nº 0055501-17.2013.4.01.0000 DO TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 1ª REGIÃO ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
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Ementa e Acórdão 10/04/2014 PLENÁRIO AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 16.882 DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :SERVIÇO FEDERAL DE PROCESSAMENTO DE DADOS - SERPRO ADV.(A/S) :PEDRO LOPES RAMOS ADV.(A/S) :MARCELO RAMOS CORREIA AGDO.(A/S) :WALDEMIRO SCHNEIDER E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :RENATA DIAS ROLIM VISENTIN ADV.(A/S) :LÊDA SOARES JANOT INTDO.(A/S) :JUIZ FEDERAL DA 22... VARA FEDERAL DA SEÇÃO JUDICIÁRIA DO DISTRITO FEDERAL INTDO.(A/S) :RELATOR DA AÇÃO RESCISÓRIA n 0055501- 17.2013.4.01.0000 DO TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 1... REGIÃO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NA RECLAMAÇÃO. ALEGADO DESCUMPRIMENTO DE DECISÃO QUE RECONHECE A REPERCUSSÃO GERAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO N. 655.283/DF NÃO CONFIGURADO. USO DA RECLAMAÇÃO COMO SUCEDÂNEO DE AÇÃO RESCISÓRIA. SÚMULA N. 734 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Plenária, sob a Presidência do Ministro Celso de Mello, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade, e nos termos do voto da Relatora, em negar provimento ao agravo regimental. Ausentes, neste julgamento, os Ministros Joaquim Barbosa (Presidente), Gilmar Mendes, Ricardo Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5915309. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10 Ementa e Acórdão RCL 16882 AGR / DF Lewandowski (Vice-Presidente) e Roberto Barroso. Brasília, 10 de abril de 2014. CÁRMEN LÚCIA - Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5915309. Supremo Tribunal Federal RCL 16882 AGR / DF Lewandowski (Vice-Presidente) e Roberto Barroso. Brasília, 10 de abril de 2014. CÁRMEN LÚCIA - Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5915309. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 10 Relatório 10/04/2014 PLENÁRIO AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 16.882 DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :SERVIÇO FEDERAL DE PROCESSAMENTO DE DADOS - SERPRO ADV.(A/S) :PEDRO LOPES RAMOS ADV.(A/S) :MARCELO RAMOS CORREIA AGDO.(A/S) :WALDEMIRO SCHNEIDER E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :RENATA DIAS ROLIM VISENTIN ADV.(A/S) :LÊDA SOARES JANOT INTDO.(A/S) :JUIZ FEDERAL DA 22... VARA FEDERAL DA SEÇÃO JUDICIÁRIA DO DISTRITO FEDERAL INTDO.(A/S) :RELATOR DA AÇÃO RESCISÓRIA n 0055501- 17.2013.4.01.0000 DO TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 1... REGIÃO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora): 1. Em 9.12.2013, neguei seguimento à reclamação ajuizada pelo Serviço Federal de Processamento de Dados - SERPRO contra o que decidido pelo Desembargador Relator da Ação Rescisória n. 0055501- 17.2013.4.01.0000 no Tribunal Regional Federal da 1... Região que, ao indeferir antecipação de tutela, teria descumprido determinação no Recurso Extraordinário n. 655.283/DF. A decisão agravada teve a seguinte fundamentação: “4. O Reclamante sustenta haver descumprimento do que decidido no Recurso Extraordinário n. 655.283/DF, no qual este Supremo Tribunal Federal reconheceu a existência de repercussão geral da questão constitucional suscitada. Em 25.10.2012, o Plenário virtual deste Supremo Tribunal Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5915310. Supremo Tribunal Federal 10/04/2014 PLENÁRIO AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 16.882 DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :SERVIÇO FEDERAL DE PROCESSAMENTO DE DADOS - SERPRO ADV.(A/S) :PEDRO LOPES RAMOS ADV.(A/S) :MARCELO RAMOS CORREIA AGDO.(A/S) :WALDEMIRO SCHNEIDER E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :RENATA DIAS ROLIM VISENTIN ADV.(A/S) :LÊDA SOARES JANOT INTDO.(A/S) :JUIZ FEDERAL DA 22... VARA FEDERAL DA SEÇÃO JUDICIÁRIA DO DISTRITO FEDERAL INTDO.(A/S) :RELATOR DA AÇÃO RESCISÓRIA n 0055501- 17.2013.4.01.0000 DO TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 1... REGIÃO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora): 1. Em 9.12.2013, neguei seguimento à reclamação ajuizada pelo Serviço Federal de Processamento de Dados - SERPRO contra o que decidido pelo Desembargador Relator da Ação Rescisória n. 0055501- 17.2013.4.01.0000 no Tribunal Regional Federal da 1... Região que, ao indeferir antecipação de tutela, teria descumprido determinação no Recurso Extraordinário n. 655.283/DF. A decisão agravada teve a seguinte fundamentação: “4. O Reclamante sustenta haver descumprimento do que decidido no Recurso Extraordinário n. 655.283/DF, no qual este Supremo Tribunal Federal reconheceu a existência de repercussão geral da questão constitucional suscitada. Em 25.10.2012, o Plenário virtual deste Supremo Tribunal Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5915310. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 10 Relatório RCL 16882 AGR / DF Federal decidiu: ‘COMPETÊNCIA JUSTIÇA FEDERAL X JUSTIÇA DO TRABALHO VÍNCULO EMPREGATÍCIO APOSENTADORIA EFEITOS PROVENTOS E SALÁRIOS ACUMULAÇÃO RECURSO EXTRAORDINÁRIO REPERCUSSÃO GERAL CONFIGURADA. Possui repercussão geral a controvérsia relativa à reintegração de empregados públicos dispensados em decorrência da concessão de aposentadoria espontânea, à consequente possibilidade de acumulação de proventos com vencimentos, bem como à competência para processar e julgar a lide correspondente’. O Reclamante alega que, por força dessa decisão, a execução da Ação Ordinária n. 2001.34.00.018146-5 deveria ser sobrestada até decisão definitiva deste Supremo Tribunal sobre o assunto. Aponta como decisão reclamada a decisão do Desembargador Relator que indeferiu o pedido de antecipação da tutela na Ação Rescisória n. 0055501-17.2013.4.01.0000 e pede, nesta reclamação, a suspensão da execução. O descumprimento alegado não ocorre. As decisões deste Supremo Tribunal Federal que reconhecem a existência de repercussão geral em recurso extraordinário representativo da controvérsia conduzem, conforme dispõe o art. 543- B, § 1..., do Código de Processo Civil, ao sobrestamento de demais recursos extraordinários interpostos e admitidos nos tribunais a quo . O Agravo de Instrumento n. 848.568/DF, interposto pelo Reclamante pela inadmissão de seu recurso extraordinário, teve seu seguimento negado pelo Ministro Gilmar Mendes com fundamento na Súmula n. 284 deste Supremo Tribunal Federal, em 15.4.2013. Essa decisão transitou em julgado em 15.5.2013 e iniciou-se a execução da Ação Ordinária n. 2001.34.00.018146-5. A decisão de mérito a ser proferida no Recurso Extraordinário n. 655.283/DF, por óbvio, não poderá repercutir em ação com trânsito em julgado. Na Reclamação n. 12.681/DF, o Ministro Marco Aurélio ressaltou que a decisão proferida pelo Ministro Dias Toffoli no Recurso Extraordinário n. 626.307/SP, determinando o sobrestamento dos demais recursos que se referiam ao tema objeto daquele, não poderia 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5915310. Supremo Tribunal Federal RCL 16882 AGR / DF Federal decidiu: ‘COMPETÊNCIA JUSTIÇA FEDERAL X JUSTIÇA DO TRABALHO VÍNCULO EMPREGATÍCIO APOSENTADORIA EFEITOS PROVENTOS E SALÁRIOS ACUMULAÇÃO RECURSO EXTRAORDINÁRIO REPERCUSSÃO GERAL CONFIGURADA. Possui repercussão geral a controvérsia relativa à reintegração de empregados públicos dispensados em decorrência da concessão de aposentadoria espontânea, à consequente possibilidade de acumulação de proventos com vencimentos, bem como à competência para processar e julgar a lide correspondente’. O Reclamante alega que, por força dessa decisão, a execução da Ação Ordinária n. 2001.34.00.018146-5 deveria ser sobrestada até decisão definitiva deste Supremo Tribunal sobre o assunto. Aponta como decisão reclamada a decisão do Desembargador Relator que indeferiu o pedido de antecipação da tutela na Ação Rescisória n. 0055501-17.2013.4.01.0000 e pede, nesta reclamação, a suspensão da execução. O descumprimento alegado não ocorre. As decisões deste Supremo Tribunal Federal que reconhecem a existência de repercussão geral em recurso extraordinário representativo da controvérsia conduzem, conforme dispõe o art. 543- B, § 1..., do Código de Processo Civil, ao sobrestamento de demais recursos extraordinários interpostos e admitidos nos tribunais a quo . O Agravo de Instrumento n. 848.568/DF, interposto pelo Reclamante pela inadmissão de seu recurso extraordinário, teve seu seguimento negado pelo Ministro Gilmar Mendes com fundamento na Súmula n. 284 deste Supremo Tribunal Federal, em 15.4.2013. Essa decisão transitou em julgado em 15.5.2013 e iniciou-se a execução da Ação Ordinária n. 2001.34.00.018146-5. A decisão de mérito a ser proferida no Recurso Extraordinário n. 655.283/DF, por óbvio, não poderá repercutir em ação com trânsito em julgado. Na Reclamação n. 12.681/DF, o Ministro Marco Aurélio ressaltou que a decisão proferida pelo Ministro Dias Toffoli no Recurso Extraordinário n. 626.307/SP, determinando o sobrestamento dos demais recursos que se referiam ao tema objeto daquele, não poderia 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5915310. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 10 Relatório RCL 16882 AGR / DF alcançar ações com trânsito em julgado, ante a necessidade de se preservar o instituto da coisa julgada. O acórdão ficou assim ementado: RECLAMAÇÃO REPERCUSSÃO GERAL PRONUNCIAMENTO DO SUPREMO INOBSERVÂNCIA ADEQUAÇÃO. A erronia na observância de pronunciamento do Supremo formalizado, sob o ângulo da repercussão geral, em recurso extraordinário gera o acesso ao Tribunal mediante a reclamação. REPERCUSSÃO GERAL RECURSO EXTRAORDINÁRIO LIMINAR ALCANCE. No que ressalvada , na liminar implementando a suspensão do processo, a existência de título judicial transitado em julgado , tem-se alcançada situação jurídica reveladora da fase de execução, muito embora se mostre necessário que venha a ser apurado, em processo de liquidação, o valor devido (Rcl 12.681/DF, Relator o Ministro Marco Aurélio, Primeira Turma, Dje 28.6.2013, grifos nossos). 5. O Reclamante pretende, na verdade, valer-se da presente reclamação como ação rescisória, o que não é permitido pela jurisprudência deste Supremo Tribunal. Nesse sentido: EMENTA Agravo regimental. Reclamação. Decisão reclamada transitada em julgado. Súmula n 734/Supremo Tribunal Federal. Agravo regimental não provido. 1. A Suprema Corte possui jurisprudência pacífica no sentido do não conhecimento de reclamação que visa a desconstituir, em fase de execução, decisões da Justiça do Trabalho transitadas em julgado. 2. Caráter estrito da competência do Supremo Tribunal Federal no conhecimento de reclamação constitucional, a qual não pode ser usada para renovar debate já resolvido por decisão com trânsito em julgado, sob pena de se utilizar a reclamatória constitucional como sucedâneo de ação rescisória. Incidência da Súmula Supremo Tribunal Federal n 734. 3. Agravo regimental não provido (RCL 11.306-AgR/AC, Relator o Ministro Dias Toffoli, Plenário, DJe 11.9.2013, grifos nossos). Essa jurisprudência foi sumulada no verbete deste Supremo Tribunal enunciado sob o n. 734: Não cabe reclamação quando já houver transitado em julgado o ato judicial que se alega tenha desrespeitado decisão do Supremo 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5915310. Supremo Tribunal Federal RCL 16882 AGR / DF alcançar ações com trânsito em julgado, ante a necessidade de se preservar o instituto da coisa julgada. O acórdão ficou assim ementado: RECLAMAÇÃO REPERCUSSÃO GERAL PRONUNCIAMENTO DO SUPREMO INOBSERVÂNCIA ADEQUAÇÃO. A erronia na observância de pronunciamento do Supremo formalizado, sob o ângulo da repercussão geral, em recurso extraordinário gera o acesso ao Tribunal mediante a reclamação. REPERCUSSÃO GERAL RECURSO EXTRAORDINÁRIO LIMINAR ALCANCE. No que ressalvada , na liminar implementando a suspensão do processo, a existência de título judicial transitado em julgado , tem-se alcançada situação jurídica reveladora da fase de execução, muito embora se mostre necessário que venha a ser apurado, em processo de liquidação, o valor devido (Rcl 12.681/DF, Relator o Ministro Marco Aurélio, Primeira Turma, Dje 28.6.2013, grifos nossos). 5. O Reclamante pretende, na verdade, valer-se da presente reclamação como ação rescisória, o que não é permitido pela jurisprudência deste Supremo Tribunal. Nesse sentido: EMENTA Agravo regimental. Reclamação. Decisão reclamada transitada em julgado. Súmula n 734/Supremo Tribunal Federal. Agravo regimental não provido. 1. A Suprema Corte possui jurisprudência pacífica no sentido do não conhecimento de reclamação que visa a desconstituir, em fase de execução, decisões da Justiça do Trabalho transitadas em julgado. 2. Caráter estrito da competência do Supremo Tribunal Federal no conhecimento de reclamação constitucional, a qual não pode ser usada para renovar debate já resolvido por decisão com trânsito em julgado, sob pena de se utilizar a reclamatória constitucional como sucedâneo de ação rescisória. Incidência da Súmula Supremo Tribunal Federal n 734. 3. Agravo regimental não provido (RCL 11.306-AgR/AC, Relator o Ministro Dias Toffoli, Plenário, DJe 11.9.2013, grifos nossos). Essa jurisprudência foi sumulada no verbete deste Supremo Tribunal enunciado sob o n. 734: Não cabe reclamação quando já houver transitado em julgado o ato judicial que se alega tenha desrespeitado decisão do Supremo 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5915310. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 10 Relatório RCL 16882 AGR / DF Tribunal Federal. Ainda nesse sentido: Rcl 8.364-AgR/SP, Relatora a Ministra Ellen Gracie, Plenário, DJ 28.3.2011; Rcl 10.767-AgR/CE, de minha relatoria, Plenário, DJ 13.4.2011; Rcl 9.127-AgR/RJ, Relator o Ministro Ayres Britto, Plenário, DJ 20.8.2010 e Rcl 4.702-AgR/SC, Relatora a Ministra Ellen Gracie, Plenário, DJ 2.10.2009” (Dje 13.12.2013). 2. Publicada essa decisão no DJe de 13.12.2013, interpõe o Serviço Federal de Processamento de Dados - SERPRO, ora Agravante, em 26.12.2013, tempestivamente, agravo regimental. O Agravante alega que “não pretende usar a reclamação como ação rescisória, a fim de desrespeitar a coisa julgada. Mas, pretende usar a presente reclamação para conceder efeito suspensivo a ação rescisória, o que é perfeitamente possível ante o disposto no art. 489, do Código de Processo Civil” (fl. 6 do agravo regimental) . Salienta que “a decisão que gerou a presente reclamação est[aria] desafiando a autoridade da decisão proferida por essa Suprema Corte no Recurso Extraordinário n 655.283/DF e fará com que o Reclamante pague valores excessivamente altos para a parte adversa por meio de decisão proferida por juiz absolutamente incompetente” (fls. 6-7 do agravo regimental) . Ressalta que “após o julgamento do Recurso Extraordinário 655.283/DF, se declarada a incompetência da Justiça Federal para julgar demandas como essa, teremos a procedência da ação rescisória, mas os recursos financeiros já terão sido repassado para os particulares e a administração pública ficará com o prejuízo oriundo dessa situação” (fl. 4 do agravo regimental) . Pede seja provido o agravo regimental. É o relatório. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5915310. Supremo Tribunal Federal RCL 16882 AGR / DF Tribunal Federal. Ainda nesse sentido: Rcl 8.364-AgR/SP, Relatora a Ministra Ellen Gracie, Plenário, DJ 28.3.2011; Rcl 10.767-AgR/CE, de minha relatoria, Plenário, DJ 13.4.2011; Rcl 9.127-AgR/RJ, Relator o Ministro Ayres Britto, Plenário, DJ 20.8.2010 e Rcl 4.702-AgR/SC, Relatora a Ministra Ellen Gracie, Plenário, DJ 2.10.2009” (Dje 13.12.2013). 2. Publicada essa decisão no DJe de 13.12.2013, interpõe o Serviço Federal de Processamento de Dados - SERPRO, ora Agravante, em 26.12.2013, tempestivamente, agravo regimental. O Agravante alega que “não pretende usar a reclamação como ação rescisória, a fim de desrespeitar a coisa julgada. Mas, pretende usar a presente reclamação para conceder efeito suspensivo a ação rescisória, o que é perfeitamente possível ante o disposto no art. 489, do Código de Processo Civil” (fl. 6 do agravo regimental) . Salienta que “a decisão que gerou a presente reclamação est[aria] desafiando a autoridade da decisão proferida por essa Suprema Corte no Recurso Extraordinário n 655.283/DF e fará com que o Reclamante pague valores excessivamente altos para a parte adversa por meio de decisão proferida por juiz absolutamente incompetente” (fls. 6-7 do agravo regimental) . Ressalta que “após o julgamento do Recurso Extraordinário 655.283/DF, se declarada a incompetência da Justiça Federal para julgar demandas como essa, teremos a procedência da ação rescisória, mas os recursos financeiros já terão sido repassado para os particulares e a administração pública ficará com o prejuízo oriundo dessa situação” (fl. 4 do agravo regimental) . Pede seja provido o agravo regimental. É o relatório. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5915310. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 10 Relatório RCL 16882 AGR / DF 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5915310. Supremo Tribunal Federal RCL 16882 AGR / DF 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5915310. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 10 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA 10/04/2014 PLENÁRIO AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 16.882 DISTRITO FEDERAL V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora): 1. O Agravante alega que “não pretende usar a reclamação como ação rescisória, a fim de desrespeitar a coisa julgada. Mas, pretende usar a presente reclamação para conceder efeito suspensivo a ação rescisória, o que é perfeitamente possível ante o disposto no art. 489, do Código de Processo Civil” (fl. 6 do agravo regimental) . 2. Razão jurídica não assiste ao Agravante. A reclamação não pode ser utilizada como substituto de ação rescisória e menos ainda como recurso contra decisão que, em ação rescisória, indeferiu pedido de antecipação de tutela. Conforme ressaltei na decisão agravada, a jurisprudência deste Supremo Tribunal, assentada no sentido de que a reclamação não é substituto de ação rescisória, foi sumulada no verbete enunciado sob o n. 734: “Não cabe reclamação quando já houver transitado em julgado o ato judicial que se alega tenha desrespeitado decisão do Supremo Tribunal Federal.” Ainda nesse sentido: Rcl 8.364-AgR/SP, Relatora a Ministra Ellen Gracie, Plenário, DJ 28.3.2011; Rcl 10.767-AgR/CE, de minha relatoria, Plenário, DJ 13.4.2011; Rcl 9.127-AgR/RJ, Relator o Ministro Ayres Britto, Plenário, DJ 20.8.2010 e Rcl 4.702-AgR/SC, Relatora a Ministra Ellen Gracie, Plenário, DJ 2.10.2009. 3. Ademais, o alegado descumprimento da decisão do Plenário Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5915311. Supremo Tribunal Federal 10/04/2014 PLENÁRIO AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 16.882 DISTRITO FEDERAL V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora): 1. O Agravante alega que “não pretende usar a reclamação como ação rescisória, a fim de desrespeitar a coisa julgada. Mas, pretende usar a presente reclamação para conceder efeito suspensivo a ação rescisória, o que é perfeitamente possível ante o disposto no art. 489, do Código de Processo Civil” (fl. 6 do agravo regimental) . 2. Razão jurídica não assiste ao Agravante. A reclamação não pode ser utilizada como substituto de ação rescisória e menos ainda como recurso contra decisão que, em ação rescisória, indeferiu pedido de antecipação de tutela. Conforme ressaltei na decisão agravada, a jurisprudência deste Supremo Tribunal, assentada no sentido de que a reclamação não é substituto de ação rescisória, foi sumulada no verbete enunciado sob o n. 734: “Não cabe reclamação quando já houver transitado em julgado o ato judicial que se alega tenha desrespeitado decisão do Supremo Tribunal Federal.” Ainda nesse sentido: Rcl 8.364-AgR/SP, Relatora a Ministra Ellen Gracie, Plenário, DJ 28.3.2011; Rcl 10.767-AgR/CE, de minha relatoria, Plenário, DJ 13.4.2011; Rcl 9.127-AgR/RJ, Relator o Ministro Ayres Britto, Plenário, DJ 20.8.2010 e Rcl 4.702-AgR/SC, Relatora a Ministra Ellen Gracie, Plenário, DJ 2.10.2009. 3. Ademais, o alegado descumprimento da decisão do Plenário Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5915311. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 10 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA RCL 16882 AGR / DF Virtual deste Supremo Tribunal Federal que reconheceu a existência de repercussão geral no Recurso Extraordinário n. 655.283/DF não ocorre. As decisões deste Supremo Tribunal Federal que reconhecem a existência de repercussão geral em recurso extraordinário representativo da controvérsia conduzem, conforme dispõe o art. 543-B, § 1..., do Código de Processo Civil, ao sobrestamento de demais recursos extraordinários interpostos e admitidos nos tribunais a quo. Não repercutem, no entanto, em ações com trânsito em julgado, como quer o ora Agravante. Na Reclamação n. 12.681/DF, o Ministro Marco Aurélio ressaltou que a decisão proferida pelo Ministro Dias Toffoli no Recurso Extraordinário n. 626.307/SP, determinando o sobrestamento dos demais recursos que se referiam ao tema objeto daquele, não poderia alcançar ações com trânsito em julgado, ante a necessidade de se preservar o instituto da coisa julgada. O acórdão ficou assim ementado: “RECLAMAÇÃO REPERCUSSÃO GERAL PRONUNCIAMENTO DO SUPREMO INOBSERVÂNCIA ADEQUAÇÃO. A erronia na observância de pronunciamento do Supremo formalizado, sob o ângulo da repercussão geral, em recurso extraordinário gera o acesso ao Tribunal mediante a reclamação. REPERCUSSÃO GERAL RECURSO EXTRAORDINÁRIO LIMINAR ALCANCE. No que ressalvada, na liminar implementando a suspensão do processo, a existência de título judicial transitado em julgado, tem-se alcançada situação jurídica reveladora da fase de execução, muito embora se mostre necessário que venha a ser apurado, em processo de liquidação, o valor devido” (Rcl 12.681/DF, Relator o Ministro Marco Aurélio, Primeira Turma, Dje 28.6.2013, grifos nossos). 4 . Pelo exposto, voto no sentido de negar provimento ao agravo regimental. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5915311. Supremo Tribunal Federal RCL 16882 AGR / DF Virtual deste Supremo Tribunal Federal que reconheceu a existência de repercussão geral no Recurso Extraordinário n. 655.283/DF não ocorre. As decisões deste Supremo Tribunal Federal que reconhecem a existência de repercussão geral em recurso extraordinário representativo da controvérsia conduzem, conforme dispõe o art. 543-B, § 1..., do Código de Processo Civil, ao sobrestamento de demais recursos extraordinários interpostos e admitidos nos tribunais a quo. Não repercutem, no entanto, em ações com trânsito em julgado, como quer o ora Agravante. Na Reclamação n. 12.681/DF, o Ministro Marco Aurélio ressaltou que a decisão proferida pelo Ministro Dias Toffoli no Recurso Extraordinário n. 626.307/SP, determinando o sobrestamento dos demais recursos que se referiam ao tema objeto daquele, não poderia alcançar ações com trânsito em julgado, ante a necessidade de se preservar o instituto da coisa julgada. O acórdão ficou assim ementado: “RECLAMAÇÃO REPERCUSSÃO GERAL PRONUNCIAMENTO DO SUPREMO INOBSERVÂNCIA ADEQUAÇÃO. A erronia na observância de pronunciamento do Supremo formalizado, sob o ângulo da repercussão geral, em recurso extraordinário gera o acesso ao Tribunal mediante a reclamação. REPERCUSSÃO GERAL RECURSO EXTRAORDINÁRIO LIMINAR ALCANCE. No que ressalvada, na liminar implementando a suspensão do processo, a existência de título judicial transitado em julgado, tem-se alcançada situação jurídica reveladora da fase de execução, muito embora se mostre necessário que venha a ser apurado, em processo de liquidação, o valor devido” (Rcl 12.681/DF, Relator o Ministro Marco Aurélio, Primeira Turma, Dje 28.6.2013, grifos nossos). 4 . Pelo exposto, voto no sentido de negar provimento ao agravo regimental. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5915311. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 10 Extrato de Ata - 10/04/2014 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 16.882 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : SERVIÇO FEDERAL DE PROCESSAMENTO DE DADOS - SERPRO ADV.(A/S) : PEDRO LOPES RAMOS ADV.(A/S) : MARCELO RAMOS CORREIA AGDO.(A/S) : WALDEMIRO SCHNEIDER E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : RENATA DIAS ROLIM VISENTIN ADV.(A/S) : LÊDA SOARES JANOT INTDO.(A/S) : JUIZ FEDERAL DA 22... VARA FEDERAL DA SEÇÃO JUDICIÁRIA DO DISTRITO FEDERAL INTDO.(A/S) : RELATOR DA AÇÃO RESCISÓRIA n 0055501-17.2013.4.01.0000 DO TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 1... REGIÃO ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto da Relatora, negou provimento ao agravo regimental. Votou o Presidente. Ausentes, neste julgamento, os Ministros Joaquim Barbosa (Presidente), Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski (Vice- Presidente) e Roberto Barroso. Presidiu o julgamento o Ministro Celso de Mello (art. 37, I, do RISTF). Plenário, 10.04.2014. Presidência do Senhor Ministro Joaquim Barbosa. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber, Teori Zavascki e Roberto Barroso. Procurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot Monteiro de Barros. p/ Luiz Tomimatsu Assessor-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 5939223 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 16.882 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : SERVIÇO FEDERAL DE PROCESSAMENTO DE DADOS - SERPRO ADV.(A/S) : PEDRO LOPES RAMOS ADV.(A/S) : MARCELO RAMOS CORREIA AGDO.(A/S) : WALDEMIRO SCHNEIDER E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : RENATA DIAS ROLIM VISENTIN ADV.(A/S) : LÊDA SOARES JANOT INTDO.(A/S) : JUIZ FEDERAL DA 22... VARA FEDERAL DA SEÇÃO JUDICIÁRIA DO DISTRITO FEDERAL INTDO.(A/S) : RELATOR DA AÇÃO RESCISÓRIA n 0055501-17.2013.4.01.0000 DO TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 1... REGIÃO ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto da Relatora, negou provimento ao agravo regimental. Votou o Presidente. Ausentes, neste julgamento, os Ministros Joaquim Barbosa (Presidente), Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski (Vice- Presidente) e Roberto Barroso. Presidiu o julgamento o Ministro Celso de Mello (art. 37, I, do RISTF). Plenário, 10.04.2014. Presidência do Senhor Ministro Joaquim Barbosa. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber, Teori Zavascki e Roberto Barroso. Procurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot Monteiro de Barros. p/ Luiz Tomimatsu Assessor-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 5939223 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10
{ "JURISPRUDENCIA": [ "AÇÃO RESCISÓRIA n 0055501 - 17 . 2013 . 4 . 01 . 0000", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO N . 655 . 283 /", "SÚMULA N . 734 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "RECLAMAÇÃO 16 . 882", "AÇÃO RESCISÓRIA n 0055501 - 17 . 2013 . 4", "Ação Rescisória n . 0055501 - 17 . 2013 . 4 . 01 . 0000", "Recurso Extraordinário n . 655 . 283 /", "Recurso Extraordinário n . 655 . 283 / DF", "AÇÃO RESCISÓRIA n 0055501 - 17 . 2013 . 4 . 01 . 0000", "Ação Rescisória n . 0055501 - 17 . 2013 . 4 . 01 . 0000", "Recurso Extraordinário n . 655 . 283 / DF", "Recurso Extraordinário n . 655 . 283 / DF", "Ação Ordinária n . 2001 . 34 . 00 . 018146 - 5", "Ação Rescisória n . 0055501 - 17 . 2013 . 4 . 01 . 0000", "Agravo de Instrumento n . 848 . 568 / DF", "Súmula n . 284 deste Supremo Tribunal Federal", "Ação Ordinária n . 2001 . 34 . 00 . 018146 - 5", "Recurso Extraordinário n . 655 . 283 / DF", "Reclamação n . 12 . 681 / DF", "Recurso Extraordinário n . 626 . 307 / SP", "Ação Ordinária n . 2001 . 34 . 00 . 018146 - 5", "Ação Rescisória n . 0055501 - 17 . 2013 . 4 . 01 . 0000", "Agravo de Instrumento n . 848 . 568 / DF", "Súmula n . 284 deste Supremo Tribunal Federal", "Ação Ordinária n . 2001 . 34 . 00 . 018146 - 5", "Recurso Extraordinário n . 655 . 283 / DF", "Reclamação n . 12 . 681 / DF", "Recurso Extraordinário n . 626 . 307 / SP", "Rcl 12 . 681 / DF", "Súmula n 734 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula", "RCL 11 . 306 - AgR / AC", "Rcl 12 . 681 / DF", "Súmula n 734 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula", "RCL 11 . 306 - AgR / AC", "RCL 16882", "Rcl 8 . 364 - AgR / SP", "Rcl 10 . 767 - AgR / CE", "Rcl 9 . 127 - AgR / RJ", "Rcl 4 . 702 - AgR / SC", "Recurso Extraordinário n 655 . 283 / DF", "Recurso Extraordinário 655 . 283 / DF", "Rcl 8 . 364 - AgR / SP", "Rcl 10 . 767 - AgR / CE", "Rcl 9 . 127 - AgR / RJ", "Rcl 4 . 702 - AgR / SC", "Recurso Extraordinário n 655 . 283 / DF", "Recurso Extraordinário 655 . 283 / DF", "RCL 16882 AGR / DF", "RECLAMAÇÃO 16 . 882", "Rcl 8 . 364 - AgR / SP", "Rcl 10 . 767 - AgR / CE", "Rcl 9 . 127 - AgR / RJ", "Rcl 4 . 702 - AgR / SC", "Rcl 8 . 364 - AgR / SP", "Rcl 10 . 767 - AgR / CE", "Rcl 9 . 127 - AgR / RJ", "Rcl 4 . 702 - AgR / SC", "Recurso Extraordinário n . 655 . 283 / DF", "Reclamação n . 12 . 681 / DF", "Recurso Extraordinário n . 626 . 307 / SP", "Rcl 12 . 681 / DF", "Recurso Extraordinário n . 655 . 283 / DF", "Reclamação n . 12 . 681 / DF", "Recurso Extraordinário n . 626 . 307 / SP", "Rcl 12 . 681 / DF", "AÇÃO RESCISÓRIA n 0055501 - 17 . 2013 . 4 . 01 . 0000", "AÇÃO RESCISÓRIA n 0055501 - 17 . 2013 . 4 ." ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 543 - B , § 1 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 543 - B , § 1 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 489 , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200", "art . 489 , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 489 , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 489 , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 543 - B , § 1 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 543 - B , § 1 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "/" ], "LOCAL": [ "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "Brasília", "Brasília", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL" ], "ORGANIZACAO": [ "PLENÁRIO", "SERVIÇO", "SERPRO", "VARA", "SEÇÃO", "TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 1 . .", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PLENÁRIO", "SERVIÇO FEDERAL DE PROCESSAMENTO DE DADOS", "SERPRO", "VARA FEDERAL DA SEÇÃO JUDICIÁRIA DO", "TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 1 . .", "Serviço Federal de Processamento de Dados", "SERPRO", "Tribunal Regional Federal da 1 . . . 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Ementa e Acórdão 13/05/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 798.598 PARAÍBA RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :ESTADO DA PARAÍBA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA PARAÍBA AGDO.(A/S) :DIEGO FERNANDES PEREIRA DA COSTA ADV.(A/S) :RICARDO NASCIMENTO FERNANDES E OUTRO(A/S) EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. CONCURSO PÚBLICO. CURSO DE FORMAÇÃO. MILITAR. NECESSIDADE DO REEXAME DE PROVAS, DO EDITAL E DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. SÚMULAS NS. 279 E 454 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência da Ministra Cármen Lúcia, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausente, justificadamente, neste julgamento, o Ministro Gilmar Mendes. Brasília, 13 de maio de 2014. Ministra Cármen Lúcia - Relatora Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5915053. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Relatório 13/05/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 798.598 PARAÍBA RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :ESTADO DA PARAÍBA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA PARAÍBA AGDO.(A/S) :DIEGO FERNANDES PEREIRA DA COSTA ADV.(A/S) :RICARDO NASCIMENTO FERNANDES E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora): 1. Em 26 de março de 2014, neguei seguimento ao agravo nos autos do recurso extraordinário interposto pelo Estado da Paraíba contra julgado do Tribunal de Justiça daquele Estado, o qual concedera ao candidato aprovado em concurso e curso de formação o direito à nomeação, respeitada tão somente a ordem de classificação. A decisão agravada teve a seguinte fundamentação: “6. A apreciação do pleito recursal demandaria o reexame do conjunto fático-probatório constante do processo e das cláusulas do edital n. 003/2007, procedimento inviável de ser adotado validamente nessa via processual. Incidem as Súmulas n. 279 e 454 deste Supremo Tribunal: “EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. CONCURSO PÚBLICO. CURSO DE FORMAÇÃO. LIMITE ETÁRIO. NECESSIDADE DO REEXAME DE PROVAS, DO EDITAL E DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. SÚMULAS NS. 279 E 454 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA SEGUIMENTO” (ARE 722.467-AgR/MS, de minha relatoria, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5915054. Supremo Tribunal Federal 13/05/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 798.598 PARAÍBA RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :ESTADO DA PARAÍBA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA PARAÍBA AGDO.(A/S) :DIEGO FERNANDES PEREIRA DA COSTA ADV.(A/S) :RICARDO NASCIMENTO FERNANDES E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora): 1. Em 26 de março de 2014, neguei seguimento ao agravo nos autos do recurso extraordinário interposto pelo Estado da Paraíba contra julgado do Tribunal de Justiça daquele Estado, o qual concedera ao candidato aprovado em concurso e curso de formação o direito à nomeação, respeitada tão somente a ordem de classificação. A decisão agravada teve a seguinte fundamentação: “6. A apreciação do pleito recursal demandaria o reexame do conjunto fático-probatório constante do processo e das cláusulas do edital n. 003/2007, procedimento inviável de ser adotado validamente nessa via processual. Incidem as Súmulas n. 279 e 454 deste Supremo Tribunal: “EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. CONCURSO PÚBLICO. CURSO DE FORMAÇÃO. LIMITE ETÁRIO. NECESSIDADE DO REEXAME DE PROVAS, DO EDITAL E DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. SÚMULAS NS. 279 E 454 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA SEGUIMENTO” (ARE 722.467-AgR/MS, de minha relatoria, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5915054. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório ARE 798598 AGR / PB Segunda Turma, DJe 30.8.2013). “EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL E ADMINISTRATIVO. CONCURSO PÚBLICO. CURSO DE FORMAÇÃO. 1. Inexistência de contrariedade ao art. 93, inc. IX, da Constituição da República. 2. Súmulas n. 279 e 454 do Supremo Tribunal Federal. 3. Alegada afronta ao art. 5º, inc. XXXV, da Constituição. Análise de norma legal. Ofensa constitucional indireta. 4. Agravo regimental ao qual se nega provimento” (ARE 724.409- AgR/BA, de minha relatoria, Segunda Turma, DJe 12.3.2013). “Ementa: SERVIDOR PÚBLICO MILITAR DO DISTRITO FEDERAL. EDITAL DE CONCURSO INTERNO PARA INGRESSO EM CURSO DE FORMAÇÃO. GRADUAÇÃO DE SARGENTO. DISCUSSÃO SOBRE PRAZO DE VALIDADE ESTABELECIDO EM EDITAL. ABERTURA DE OUTRO CONCURSO. FALTA DE PREQUESTIONAMENTO. EXISTÊNCIA DE FUNDAMENTO INFRACONSTITUCIONAL SUFICIENTE PARA A MANUTENÇÃO DO ACÓRDÃO RECORRIDO. REEXAME DE FATOS E PROVAS E DE CLÁUSULAS EDITALÍCIAS. ÓBICE DAS SÚMULAS 279 E 454 DO STF. PRECEDENTES. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI 490.552-AgR/DF, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, Segunda Turma, DJe 10.4.2012). “Ementa: AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. SERVIDOR PÚBLICO MILITAR DISTRITAL. GRADUAÇÃO DE SARGENTO. EDITAL DE CONCURSO INTERNO PARA INGRESSO NO CURSO DE FORMAÇÃO. REEXAME DE FATOS E DE CLÁUSULAS EDITALÍCIAS. ÓBICE DAS SÚMULAS 279 E 454 DO STF. PRECEDENTES. Agravo regimental a que se nega provimento” (RE 293.975-AgR/DF, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, Segunda Turma, DJe 1.2.2012). 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5915054. Supremo Tribunal Federal ARE 798598 AGR / PB Segunda Turma, DJe 30.8.2013). “EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL E ADMINISTRATIVO. CONCURSO PÚBLICO. CURSO DE FORMAÇÃO. 1. Inexistência de contrariedade ao art. 93, inc. IX, da Constituição da República. 2. Súmulas n. 279 e 454 do Supremo Tribunal Federal. 3. Alegada afronta ao art. 5º, inc. XXXV, da Constituição. Análise de norma legal. Ofensa constitucional indireta. 4. Agravo regimental ao qual se nega provimento” (ARE 724.409- AgR/BA, de minha relatoria, Segunda Turma, DJe 12.3.2013). “Ementa: SERVIDOR PÚBLICO MILITAR DO DISTRITO FEDERAL. EDITAL DE CONCURSO INTERNO PARA INGRESSO EM CURSO DE FORMAÇÃO. GRADUAÇÃO DE SARGENTO. DISCUSSÃO SOBRE PRAZO DE VALIDADE ESTABELECIDO EM EDITAL. ABERTURA DE OUTRO CONCURSO. FALTA DE PREQUESTIONAMENTO. EXISTÊNCIA DE FUNDAMENTO INFRACONSTITUCIONAL SUFICIENTE PARA A MANUTENÇÃO DO ACÓRDÃO RECORRIDO. REEXAME DE FATOS E PROVAS E DE CLÁUSULAS EDITALÍCIAS. ÓBICE DAS SÚMULAS 279 E 454 DO STF. PRECEDENTES. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI 490.552-AgR/DF, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, Segunda Turma, DJe 10.4.2012). “Ementa: AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. SERVIDOR PÚBLICO MILITAR DISTRITAL. GRADUAÇÃO DE SARGENTO. EDITAL DE CONCURSO INTERNO PARA INGRESSO NO CURSO DE FORMAÇÃO. REEXAME DE FATOS E DE CLÁUSULAS EDITALÍCIAS. ÓBICE DAS SÚMULAS 279 E 454 DO STF. PRECEDENTES. Agravo regimental a que se nega provimento” (RE 293.975-AgR/DF, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, Segunda Turma, DJe 1.2.2012). 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5915054. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Relatório ARE 798598 AGR / PB 7. Pelo exposto, nego seguimento ao agravo (art. 544, § 4º, inc. II, alínea a, do Código de Processo Civil e art. 21, § 1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal)”. 2. Publicada essa decisão no DJe de 31.3.2014, interpõe o Estado da Paraíba, em 8.4.2014, tempestivamente, agravo regimental. 3. O Agravante alega que “o recorrido não possui direito líquido e certo a nomeação, inexistindo razão para que fossem julgados procedentes os pedidos da ação pelo acórdão guerreado, haja vista a discricionariedade da administração na nomeação dos candidatos aprovados fora das vagas previstas no edital de um concurso público”. Requer a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do presente recurso. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5915054. Supremo Tribunal Federal ARE 798598 AGR / PB 7. Pelo exposto, nego seguimento ao agravo (art. 544, § 4º, inc. II, alínea a, do Código de Processo Civil e art. 21, § 1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal)”. 2. Publicada essa decisão no DJe de 31.3.2014, interpõe o Estado da Paraíba, em 8.4.2014, tempestivamente, agravo regimental. 3. O Agravante alega que “o recorrido não possui direito líquido e certo a nomeação, inexistindo razão para que fossem julgados procedentes os pedidos da ação pelo acórdão guerreado, haja vista a discricionariedade da administração na nomeação dos candidatos aprovados fora das vagas previstas no edital de um concurso público”. Requer a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do presente recurso. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5915054. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA 13/05/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 798.598 PARAÍBA V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste ao Agravante. 2. Na origem, o Tribunal de Justiça da Paraíba decidiu a controvérsia nos termos seguintes: “Analisando detidamente o caderno processual, depreende-se que o promovente prestou Concurso Público para o Curso de Formação de Soldado da Polícia Militar do Estado da Paraíba, posicionando-se entre os candidatos aprovados nas vagas remanescentes. (…) Contudo, o entendimento jurisprudencial atual, tanto do Superior Tribunal de Justiça como do Supremo Tribunal Federal, caminha no sentido de existir direito subjetivo à nomeação se o candidato restou aprovado dentro do número de vagas previsto, de modo expresso, no edital do concurso, ou na hipótese de a ordem de classificação não ter sido obedecida. Tais hipóteses excepcionais revelam que o ato de convocação, até então discricionário, passa a ser vinculada às regras editalícias. (…) Recentemente, consigne-se, o próprio Supremo Tribunal Federal, em Recurso Extraordinário n. 598.099- MS, com repercussão geral, através do Ministro Gilmar Mendes, decidiu assegurar o direito subjetivo à nomeação dos candidatos aprovados no número de vagas oferecidas pelo edital. Afinal, a disponibi1izição de um número determinado de vagas pressupõe que o provimento t tos candidatos aprovados atenderá às necessidades da Corporação - pressuposto integrante do próprio Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5915055. Supremo Tribunal Federal 13/05/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 798.598 PARAÍBA V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste ao Agravante. 2. Na origem, o Tribunal de Justiça da Paraíba decidiu a controvérsia nos termos seguintes: “Analisando detidamente o caderno processual, depreende-se que o promovente prestou Concurso Público para o Curso de Formação de Soldado da Polícia Militar do Estado da Paraíba, posicionando-se entre os candidatos aprovados nas vagas remanescentes. (…) Contudo, o entendimento jurisprudencial atual, tanto do Superior Tribunal de Justiça como do Supremo Tribunal Federal, caminha no sentido de existir direito subjetivo à nomeação se o candidato restou aprovado dentro do número de vagas previsto, de modo expresso, no edital do concurso, ou na hipótese de a ordem de classificação não ter sido obedecida. Tais hipóteses excepcionais revelam que o ato de convocação, até então discricionário, passa a ser vinculada às regras editalícias. (…) Recentemente, consigne-se, o próprio Supremo Tribunal Federal, em Recurso Extraordinário n. 598.099- MS, com repercussão geral, através do Ministro Gilmar Mendes, decidiu assegurar o direito subjetivo à nomeação dos candidatos aprovados no número de vagas oferecidas pelo edital. Afinal, a disponibi1izição de um número determinado de vagas pressupõe que o provimento t tos candidatos aprovados atenderá às necessidades da Corporação - pressuposto integrante do próprio Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5915055. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA ARE 798598 AGR / PB motivo do ato administrativo que culminou na abertura do certame. Ainda de acordo com o Aditivo n. 005, houve retificação do Edital n. 003/2007 CFSd PM/BM, no qual passou a vigorar nos seguintes termos: (…) Então, malgrado inicialmente fora do limite de vagas previstas no edital - de duas vezes o respectivo número, com a mencionada retificação, o autor passou a deter direito de prosseguir nas demais fases do certame, conjuntura confirmada com a presença do seu nome nos seguintes editais de convocação, tanto do exame médico, quanto do teste físico”. 3. Como afirmado na decisão agravada, divergir do Tribunal a quo demandaria o reexame das cláusulas do edital, da legislação analisada e das provas dos autos, procedimento incabível em recurso extraordinário. Incidem na espécie as Súmulas ns. 279 e 454 do Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL E ADMINISTRATIVO. CONCURSO PÚBLICO. CURSO DE FORMAÇÃO. 1. Inexistência de contrariedade ao art. 93, inc. IX, da Constituição da República. 2. Súmulas n. 279 e 454 do Supremo Tribunal Federal. 3. Alegada afronta ao art. 5º, inc. XXXV, da Constituição. Análise de norma legal. Ofensa constitucional indireta. 4. Agravo regimental ao qual se nega provimento” (ARE 724.409- AgR, de minha relatoria, Segunda Turma, DJe 4.4.2013). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CONCURSO PÚBLICO. LIMITE DE IDADE. CUMPRIMENTO DO REQUISITO PELO CANDIDATO. NECESSIDADE DE INTERPRETAÇÃO DE LEI ESTADUAL. ÓBICE DA SÚMULA 280 DO STF. IMPRESCINDIBILIDADE DA ANÁLISE DE PROVAS E 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5915055. Supremo Tribunal Federal ARE 798598 AGR / PB motivo do ato administrativo que culminou na abertura do certame. Ainda de acordo com o Aditivo n. 005, houve retificação do Edital n. 003/2007 CFSd PM/BM, no qual passou a vigorar nos seguintes termos: (…) Então, malgrado inicialmente fora do limite de vagas previstas no edital - de duas vezes o respectivo número, com a mencionada retificação, o autor passou a deter direito de prosseguir nas demais fases do certame, conjuntura confirmada com a presença do seu nome nos seguintes editais de convocação, tanto do exame médico, quanto do teste físico”. 3. Como afirmado na decisão agravada, divergir do Tribunal a quo demandaria o reexame das cláusulas do edital, da legislação analisada e das provas dos autos, procedimento incabível em recurso extraordinário. Incidem na espécie as Súmulas ns. 279 e 454 do Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL E ADMINISTRATIVO. CONCURSO PÚBLICO. CURSO DE FORMAÇÃO. 1. Inexistência de contrariedade ao art. 93, inc. IX, da Constituição da República. 2. Súmulas n. 279 e 454 do Supremo Tribunal Federal. 3. Alegada afronta ao art. 5º, inc. XXXV, da Constituição. Análise de norma legal. Ofensa constitucional indireta. 4. Agravo regimental ao qual se nega provimento” (ARE 724.409- AgR, de minha relatoria, Segunda Turma, DJe 4.4.2013). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CONCURSO PÚBLICO. LIMITE DE IDADE. CUMPRIMENTO DO REQUISITO PELO CANDIDATO. NECESSIDADE DE INTERPRETAÇÃO DE LEI ESTADUAL. ÓBICE DA SÚMULA 280 DO STF. IMPRESCINDIBILIDADE DA ANÁLISE DE PROVAS E 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5915055. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA ARE 798598 AGR / PB CLÁUSULAS DO EDITAL. INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS 279 E 454 DO STF. AGRAVO IMPROVIDO. I – Para dissentir da conclusão adotada pelo acórdão recorrido, seria necessário o reexame do conjunto fático-probatório dos autos e de cláusulas editalícias, o que atrai a incidência das Súmulas 279 e 454 do STF, bem como seria imprescindível a interpretação da legislação infraconstitucional local aplicável à espécie (Lei Estadual 7.990/2001), o que inviabiliza o extraordinário, a teor da Súmula 280 do STF. Precedentes. II – Agravo regimental improvido” (ARE 703.130-AgR, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe 18.6.2013). “Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo 2. Administrativo. Concurso público. Controvérsia que demanda análise das normas do edital. Impossibilidade. Enunciado 454 da Súmula desta Corte. Precedentes. 3. Alegação de violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa e do devido processo legal. Controvérsia que depende do exame prévio de normas infraconstitucionais. Ofensa reflexa à Constituição Federal. 4. Alegação de violação ao princípio da legalidade. Incidência do Enunciado 636 da Súmula do STF. 5. Ausência de argumentos suficientes para infirmar a decisão recorrida. 6. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE 695.529-AgR, Relator o Ministro Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe 18.12.2012). 4. Os argumentos do Agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 5. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5915055. Supremo Tribunal Federal ARE 798598 AGR / PB CLÁUSULAS DO EDITAL. INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS 279 E 454 DO STF. AGRAVO IMPROVIDO. I – Para dissentir da conclusão adotada pelo acórdão recorrido, seria necessário o reexame do conjunto fático-probatório dos autos e de cláusulas editalícias, o que atrai a incidência das Súmulas 279 e 454 do STF, bem como seria imprescindível a interpretação da legislação infraconstitucional local aplicável à espécie (Lei Estadual 7.990/2001), o que inviabiliza o extraordinário, a teor da Súmula 280 do STF. Precedentes. II – Agravo regimental improvido” (ARE 703.130-AgR, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe 18.6.2013). “Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo 2. Administrativo. Concurso público. Controvérsia que demanda análise das normas do edital. Impossibilidade. Enunciado 454 da Súmula desta Corte. Precedentes. 3. Alegação de violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa e do devido processo legal. Controvérsia que depende do exame prévio de normas infraconstitucionais. Ofensa reflexa à Constituição Federal. 4. Alegação de violação ao princípio da legalidade. Incidência do Enunciado 636 da Súmula do STF. 5. Ausência de argumentos suficientes para infirmar a decisão recorrida. 6. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE 695.529-AgR, Relator o Ministro Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe 18.12.2012). 4. Os argumentos do Agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 5. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5915055. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 13/05/2014 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 798.598 PROCED. : PARAÍBA RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : ESTADO DA PARAÍBA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA PARAÍBA AGDO.(A/S) : DIEGO FERNANDES PEREIRA DA COSTA ADV.(A/S) : RICARDO NASCIMENTO FERNANDES E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausente, justificadamente, neste julgamento, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. 2ª Turma, 13.05.2014. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Déborah Duprat. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 5885551 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 798.598 PROCED. : PARAÍBA RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : ESTADO DA PARAÍBA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA PARAÍBA AGDO.(A/S) : DIEGO FERNANDES PEREIRA DA COSTA ADV.(A/S) : RICARDO NASCIMENTO FERNANDES E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausente, justificadamente, neste julgamento, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. 2ª Turma, 13.05.2014. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Déborah Duprat. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 5885551 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=5939367
2014-05-13T00:00:00
2014-05-26T00:00:00
A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausente, justificadamente, neste julgamento, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. 2ª Turma, 13.05.2014.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. CONCURSO PÚBLICO. CURSO DE FORMAÇÃO. MILITAR. NECESSIDADE DO REEXAME DE PROVAS, DO EDITAL E DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. SÚMULAS NS. 279 E 454 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.
sjur265203
- Acórdão(s) citado(s): (CONCURSO PÚBLICO, CLÁUSULA DO EDITAL) ARE 695529 AgR (2ªT), ARE 724409 AgR (2ªT), ARE 703130 AgR (2ªT). Número de páginas: 8. Análise: 04/06/2014, MAR.
CÁRMEN LÚCIA
Segunda Turma
798598
[ "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000454 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 798598 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : ESTADO DA PARAÍBA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA PARAÍBA AGDO.(A/S) : DIEGO FERNANDES PEREIRA DA COSTA ADV.(A/S) : RICARDO NASCIMENTO FERNANDES E OUTRO(A/S)
[ "" ]
Ementa e Acórdão 13/05/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 798.598 PARAÍBA RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :ESTADO DA PARAÍBA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA PARAÍBA AGDO.(A/S) :DIEGO FERNANDES PEREIRA DA COSTA ADV.(A/S) :RICARDO NASCIMENTO FERNANDES E OUTRO(A/S) EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. CONCURSO PÚBLICO. CURSO DE FORMAÇÃO. MILITAR. NECESSIDADE DO REEXAME DE PROVAS, DO EDITAL E DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. SÚMULAS NS. 279 E 454 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência da Ministra Cármen Lúcia, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausente, justificadamente, neste julgamento, o Ministro Gilmar Mendes. Brasília, 13 de maio de 2014. Ministra Cármen Lúcia - Relatora Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5915053. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Relatório 13/05/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 798.598 PARAÍBA RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :ESTADO DA PARAÍBA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA PARAÍBA AGDO.(A/S) :DIEGO FERNANDES PEREIRA DA COSTA ADV.(A/S) :RICARDO NASCIMENTO FERNANDES E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora): 1. Em 26 de março de 2014, neguei seguimento ao agravo nos autos do recurso extraordinário interposto pelo Estado da Paraíba contra julgado do Tribunal de Justiça daquele Estado, o qual concedera ao candidato aprovado em concurso e curso de formação o direito à nomeação, respeitada tão somente a ordem de classificação. A decisão agravada teve a seguinte fundamentação: “6. A apreciação do pleito recursal demandaria o reexame do conjunto fático-probatório constante do processo e das cláusulas do edital n. 003/2007, procedimento inviável de ser adotado validamente nessa via processual. Incidem as Súmulas n. 279 e 454 deste Supremo Tribunal: “EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. CONCURSO PÚBLICO. CURSO DE FORMAÇÃO. LIMITE ETÁRIO. NECESSIDADE DO REEXAME DE PROVAS, DO EDITAL E DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. SÚMULAS NS. 279 E 454 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA SEGUIMENTO” (ARE 722.467-AgR/MS, de minha relatoria, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5915054. Supremo Tribunal Federal 13/05/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 798.598 PARAÍBA RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :ESTADO DA PARAÍBA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA PARAÍBA AGDO.(A/S) :DIEGO FERNANDES PEREIRA DA COSTA ADV.(A/S) :RICARDO NASCIMENTO FERNANDES E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora): 1. Em 26 de março de 2014, neguei seguimento ao agravo nos autos do recurso extraordinário interposto pelo Estado da Paraíba contra julgado do Tribunal de Justiça daquele Estado, o qual concedera ao candidato aprovado em concurso e curso de formação o direito à nomeação, respeitada tão somente a ordem de classificação. A decisão agravada teve a seguinte fundamentação: “6. A apreciação do pleito recursal demandaria o reexame do conjunto fático-probatório constante do processo e das cláusulas do edital n. 003/2007, procedimento inviável de ser adotado validamente nessa via processual. Incidem as Súmulas n. 279 e 454 deste Supremo Tribunal: “EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. CONCURSO PÚBLICO. CURSO DE FORMAÇÃO. LIMITE ETÁRIO. NECESSIDADE DO REEXAME DE PROVAS, DO EDITAL E DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. SÚMULAS NS. 279 E 454 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA SEGUIMENTO” (ARE 722.467-AgR/MS, de minha relatoria, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5915054. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório ARE 798598 AGR / PB Segunda Turma, DJe 30.8.2013). “EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL E ADMINISTRATIVO. CONCURSO PÚBLICO. CURSO DE FORMAÇÃO. 1. Inexistência de contrariedade ao art. 93, inc. IX, da Constituição da República. 2. Súmulas n. 279 e 454 do Supremo Tribunal Federal. 3. Alegada afronta ao art. 5..., inc. XXXV, da Constituição. Análise de norma legal. Ofensa constitucional indireta. 4. Agravo regimental ao qual se nega provimento” (ARE 724.409- AgR/BA, de minha relatoria, Segunda Turma, DJe 12.3.2013). “Ementa: SERVIDOR PÚBLICO MILITAR DO DISTRITO FEDERAL. EDITAL DE CONCURSO INTERNO PARA INGRESSO EM CURSO DE FORMAÇÃO. GRADUAÇÃO DE SARGENTO. DISCUSSÃO SOBRE PRAZO DE VALIDADE ESTABELECIDO EM EDITAL. ABERTURA DE OUTRO CONCURSO. FALTA DE PREQUESTIONAMENTO. EXISTÊNCIA DE FUNDAMENTO INFRACONSTITUCIONAL SUFICIENTE PARA A MANUTENÇÃO DO ACÓRDÃO RECORRIDO. REEXAME DE FATOS E PROVAS E DE CLÁUSULAS EDITALÍCIAS. ÓBICE DAS SÚMULAS 279 E 454 DO Supremo Tribunal Federal. PRECEDENTES. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI 490.552-AgR/DF, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, Segunda Turma, DJe 10.4.2012). “Ementa: AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. SERVIDOR PÚBLICO MILITAR DISTRITAL. GRADUAÇÃO DE SARGENTO. EDITAL DE CONCURSO INTERNO PARA INGRESSO NO CURSO DE FORMAÇÃO. REEXAME DE FATOS E DE CLÁUSULAS EDITALÍCIAS. ÓBICE DAS SÚMULAS 279 E 454 DO Supremo Tribunal Federal. PRECEDENTES. Agravo regimental a que se nega provimento” (Recurso Extraordinário 293.975-AgR/DF, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, Segunda Turma, DJe 1.2.2012). 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5915054. Supremo Tribunal Federal ARE 798598 AGR / PB Segunda Turma, DJe 30.8.2013). “EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL E ADMINISTRATIVO. CONCURSO PÚBLICO. CURSO DE FORMAÇÃO. 1. Inexistência de contrariedade ao art. 93, inc. IX, da Constituição da República. 2. Súmulas n. 279 e 454 do Supremo Tribunal Federal. 3. Alegada afronta ao art. 5..., inc. XXXV, da Constituição. Análise de norma legal. Ofensa constitucional indireta. 4. Agravo regimental ao qual se nega provimento” (ARE 724.409- AgR/BA, de minha relatoria, Segunda Turma, DJe 12.3.2013). “Ementa: SERVIDOR PÚBLICO MILITAR DO DISTRITO FEDERAL. EDITAL DE CONCURSO INTERNO PARA INGRESSO EM CURSO DE FORMAÇÃO. GRADUAÇÃO DE SARGENTO. DISCUSSÃO SOBRE PRAZO DE VALIDADE ESTABELECIDO EM EDITAL. ABERTURA DE OUTRO CONCURSO. FALTA DE PREQUESTIONAMENTO. EXISTÊNCIA DE FUNDAMENTO INFRACONSTITUCIONAL SUFICIENTE PARA A MANUTENÇÃO DO ACÓRDÃO RECORRIDO. REEXAME DE FATOS E PROVAS E DE CLÁUSULAS EDITALÍCIAS. ÓBICE DAS SÚMULAS 279 E 454 DO Supremo Tribunal Federal. PRECEDENTES. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI 490.552-AgR/DF, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, Segunda Turma, DJe 10.4.2012). “Ementa: AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. SERVIDOR PÚBLICO MILITAR DISTRITAL. GRADUAÇÃO DE SARGENTO. EDITAL DE CONCURSO INTERNO PARA INGRESSO NO CURSO DE FORMAÇÃO. REEXAME DE FATOS E DE CLÁUSULAS EDITALÍCIAS. ÓBICE DAS SÚMULAS 279 E 454 DO Supremo Tribunal Federal. PRECEDENTES. Agravo regimental a que se nega provimento” (Recurso Extraordinário 293.975-AgR/DF, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, Segunda Turma, DJe 1.2.2012). 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5915054. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Relatório ARE 798598 AGR / PB 7. Pelo exposto, nego seguimento ao agravo (art. 544, § 4..., inc. II, alínea a, do Código de Processo Civil e art. 21, § 1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal)”. 2. Publicada essa decisão no DJe de 31.3.2014, interpõe o Estado da Paraíba, em 8.4.2014, tempestivamente, agravo regimental. 3. O Agravante alega que “o recorrido não possui direito líquido e certo a nomeação, inexistindo razão para que fossem julgados procedentes os pedidos da ação pelo acórdão guerreado, haja vista a discricionariedade da administração na nomeação dos candidatos aprovados fora das vagas previstas no edital de um concurso público”. Requer a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do presente recurso. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5915054. Supremo Tribunal Federal ARE 798598 AGR / PB 7. Pelo exposto, nego seguimento ao agravo (art. 544, § 4..., inc. II, alínea a, do Código de Processo Civil e art. 21, § 1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal)”. 2. Publicada essa decisão no DJe de 31.3.2014, interpõe o Estado da Paraíba, em 8.4.2014, tempestivamente, agravo regimental. 3. O Agravante alega que “o recorrido não possui direito líquido e certo a nomeação, inexistindo razão para que fossem julgados procedentes os pedidos da ação pelo acórdão guerreado, haja vista a discricionariedade da administração na nomeação dos candidatos aprovados fora das vagas previstas no edital de um concurso público”. Requer a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do presente recurso. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5915054. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA 13/05/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 798.598 PARAÍBA V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste ao Agravante. 2. Na origem, o Tribunal de Justiça da Paraíba decidiu a controvérsia nos termos seguintes: “Analisando detidamente o caderno processual, depreende-se que o promovente prestou Concurso Público para o Curso de Formação de Soldado da Polícia Militar do Estado da Paraíba, posicionando-se entre os candidatos aprovados nas vagas remanescentes. (…) Contudo, o entendimento jurisprudencial atual, tanto do Superior Tribunal de Justiça como do Supremo Tribunal Federal, caminha no sentido de existir direito subjetivo à nomeação se o candidato restou aprovado dentro do número de vagas previsto, de modo expresso, no edital do concurso, ou na hipótese de a ordem de classificação não ter sido obedecida. Tais hipóteses excepcionais revelam que o ato de convocação, até então discricionário, passa a ser vinculada às regras editalícias. (…) Recentemente, consigne-se, o próprio Supremo Tribunal Federal, em Recurso Extraordinário n. 598.099- MS, com repercussão geral, através do Ministro Gilmar Mendes, decidiu assegurar o direito subjetivo à nomeação dos candidatos aprovados no número de vagas oferecidas pelo edital. Afinal, a disponibi1izição de um número determinado de vagas pressupõe que o provimento t tos candidatos aprovados atenderá às necessidades da Corporação - pressuposto integrante do próprio Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5915055. Supremo Tribunal Federal 13/05/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 798.598 PARAÍBA V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste ao Agravante. 2. Na origem, o Tribunal de Justiça da Paraíba decidiu a controvérsia nos termos seguintes: “Analisando detidamente o caderno processual, depreende-se que o promovente prestou Concurso Público para o Curso de Formação de Soldado da Polícia Militar do Estado da Paraíba, posicionando-se entre os candidatos aprovados nas vagas remanescentes. (…) Contudo, o entendimento jurisprudencial atual, tanto do Superior Tribunal de Justiça como do Supremo Tribunal Federal, caminha no sentido de existir direito subjetivo à nomeação se o candidato restou aprovado dentro do número de vagas previsto, de modo expresso, no edital do concurso, ou na hipótese de a ordem de classificação não ter sido obedecida. Tais hipóteses excepcionais revelam que o ato de convocação, até então discricionário, passa a ser vinculada às regras editalícias. (…) Recentemente, consigne-se, o próprio Supremo Tribunal Federal, em Recurso Extraordinário n. 598.099- MS, com repercussão geral, através do Ministro Gilmar Mendes, decidiu assegurar o direito subjetivo à nomeação dos candidatos aprovados no número de vagas oferecidas pelo edital. Afinal, a disponibi1izição de um número determinado de vagas pressupõe que o provimento t tos candidatos aprovados atenderá às necessidades da Corporação - pressuposto integrante do próprio Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5915055. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA ARE 798598 AGR / PB motivo do ato administrativo que culminou na abertura do certame. Ainda de acordo com o Aditivo n. 005, houve retificação do Edital n. 003/2007 CFSd PM/BM, no qual passou a vigorar nos seguintes termos: (…) Então, malgrado inicialmente fora do limite de vagas previstas no edital - de duas vezes o respectivo número, com a mencionada retificação, o autor passou a deter direito de prosseguir nas demais fases do certame, conjuntura confirmada com a presença do seu nome nos seguintes editais de convocação, tanto do exame médico, quanto do teste físico”. 3. Como afirmado na decisão agravada, divergir do Tribunal a quo demandaria o reexame das cláusulas do edital, da legislação analisada e das provas dos autos, procedimento incabível em recurso extraordinário. Incidem na espécie as Súmulas ns. 279 e 454 do Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL E ADMINISTRATIVO. CONCURSO PÚBLICO. CURSO DE FORMAÇÃO. 1. Inexistência de contrariedade ao art. 93, inc. IX, da Constituição da República. 2. Súmulas n. 279 e 454 do Supremo Tribunal Federal. 3. Alegada afronta ao art. 5..., inc. XXXV, da Constituição. Análise de norma legal. Ofensa constitucional indireta. 4. Agravo regimental ao qual se nega provimento” (ARE 724.409- AgR, de minha relatoria, Segunda Turma, DJe 4.4.2013). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CONCURSO PÚBLICO. LIMITE DE IDADE. CUMPRIMENTO DO REQUISITO PELO CANDIDATO. NECESSIDADE DE INTERPRETAÇÃO DE LEI ESTADUAL. ÓBICE DA SÚMULA 280 DO Supremo Tribunal Federal. IMPRESCINDIBILIDADE DA ANÁLISE DE PROVAS E 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5915055. Supremo Tribunal Federal ARE 798598 AGR / PB motivo do ato administrativo que culminou na abertura do certame. Ainda de acordo com o Aditivo n. 005, houve retificação do Edital n. 003/2007 CFSd PM/BM, no qual passou a vigorar nos seguintes termos: (…) Então, malgrado inicialmente fora do limite de vagas previstas no edital - de duas vezes o respectivo número, com a mencionada retificação, o autor passou a deter direito de prosseguir nas demais fases do certame, conjuntura confirmada com a presença do seu nome nos seguintes editais de convocação, tanto do exame médico, quanto do teste físico”. 3. Como afirmado na decisão agravada, divergir do Tribunal a quo demandaria o reexame das cláusulas do edital, da legislação analisada e das provas dos autos, procedimento incabível em recurso extraordinário. Incidem na espécie as Súmulas ns. 279 e 454 do Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL E ADMINISTRATIVO. CONCURSO PÚBLICO. CURSO DE FORMAÇÃO. 1. Inexistência de contrariedade ao art. 93, inc. IX, da Constituição da República. 2. Súmulas n. 279 e 454 do Supremo Tribunal Federal. 3. Alegada afronta ao art. 5..., inc. XXXV, da Constituição. Análise de norma legal. Ofensa constitucional indireta. 4. Agravo regimental ao qual se nega provimento” (ARE 724.409- AgR, de minha relatoria, Segunda Turma, DJe 4.4.2013). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CONCURSO PÚBLICO. LIMITE DE IDADE. CUMPRIMENTO DO REQUISITO PELO CANDIDATO. NECESSIDADE DE INTERPRETAÇÃO DE LEI ESTADUAL. ÓBICE DA SÚMULA 280 DO Supremo Tribunal Federal. IMPRESCINDIBILIDADE DA ANÁLISE DE PROVAS E 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5915055. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA ARE 798598 AGR / PB CLÁUSULAS DO EDITAL. INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS 279 E 454 DO Supremo Tribunal Federal. AGRAVO IMPROVIDO. I – Para dissentir da conclusão adotada pelo acórdão recorrido, seria necessário o reexame do conjunto fático-probatório dos autos e de cláusulas editalícias, o que atrai a incidência das Súmulas 279 e 454 do Supremo Tribunal Federal, bem como seria imprescindível a interpretação da legislação infraconstitucional local aplicável à espécie (Lei Estadual 7.990/2001), o que inviabiliza o extraordinário, a teor da Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal. Precedentes. II – Agravo regimental improvido” (ARE 703.130-AgR, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe 18.6.2013). “Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo 2. Administrativo. Concurso público. Controvérsia que demanda análise das normas do edital. Impossibilidade. Enunciado 454 da Súmula desta Corte. Precedentes. 3. Alegação de violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa e do devido processo legal. Controvérsia que depende do exame prévio de normas infraconstitucionais. Ofensa reflexa à Constituição Federal. 4. Alegação de violação ao princípio da legalidade. Incidência do Enunciado 636 da Súmula do Supremo Tribunal Federal. 5. Ausência de argumentos suficientes para infirmar a decisão recorrida. 6. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE 695.529-AgR, Relator o Ministro Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe 18.12.2012). 4. Os argumentos do Agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 5. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5915055. Supremo Tribunal Federal ARE 798598 AGR / PB CLÁUSULAS DO EDITAL. INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS 279 E 454 DO Supremo Tribunal Federal. AGRAVO IMPROVIDO. I – Para dissentir da conclusão adotada pelo acórdão recorrido, seria necessário o reexame do conjunto fático-probatório dos autos e de cláusulas editalícias, o que atrai a incidência das Súmulas 279 e 454 do Supremo Tribunal Federal, bem como seria imprescindível a interpretação da legislação infraconstitucional local aplicável à espécie (Lei Estadual 7.990/2001), o que inviabiliza o extraordinário, a teor da Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal. Precedentes. II – Agravo regimental improvido” (ARE 703.130-AgR, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe 18.6.2013). “Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo 2. Administrativo. Concurso público. Controvérsia que demanda análise das normas do edital. Impossibilidade. Enunciado 454 da Súmula desta Corte. Precedentes. 3. Alegação de violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa e do devido processo legal. Controvérsia que depende do exame prévio de normas infraconstitucionais. Ofensa reflexa à Constituição Federal. 4. Alegação de violação ao princípio da legalidade. Incidência do Enunciado 636 da Súmula do Supremo Tribunal Federal. 5. Ausência de argumentos suficientes para infirmar a decisão recorrida. 6. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE 695.529-AgR, Relator o Ministro Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe 18.12.2012). 4. Os argumentos do Agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 5. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5915055. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 13/05/2014 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 798.598 PROCED. : PARAÍBA RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : ESTADO DA PARAÍBA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA PARAÍBA AGDO.(A/S) : DIEGO FERNANDES PEREIRA DA COSTA ADV.(A/S) : RICARDO NASCIMENTO FERNANDES E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausente, justificadamente, neste julgamento, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. 2... Turma, 13.05.2014. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Déborah Duprat. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 5885551 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 798.598 PROCED. : PARAÍBA RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : ESTADO DA PARAÍBA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA PARAÍBA AGDO.(A/S) : DIEGO FERNANDES PEREIRA DA COSTA ADV.(A/S) : RICARDO NASCIMENTO FERNANDES E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausente, justificadamente, neste julgamento, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. 2... Turma, 13.05.2014. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Déborah Duprat. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 5885551 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 798 . 598", "SÚMULAS NS . 279", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 798 . 598", "SÚMULAS NS . 279", "ARE 722 . 467 - AgR / MS", "Súmulas n . 279", "SÚMULAS NS . 279", "ARE 722 . 467 - AgR / MS", "ARE 798598 AGR / PB", "ARE 724 . 409 - AgR / BA", "SÚMULAS 279", "AI 490 . 552 - AgR / DF", "SÚMULAS 279", "Recurso Extraordinário 293 . 975 - AgR / DF", "ARE 798598 AGR / PB Segunda", "Súmulas n . 279", "ARE 724 . 409 - AgR / BA", "SÚMULAS 279", "AI 490 . 552 - AgR / DF", "SÚMULAS 279", "Recurso Extraordinário 293 . 975 - AgR / DF", "ARE 798598 AGR / PB", "ARE 798598 AGR / PB", "Recurso Extraordinário n . 598 . 099 - MS", "Recurso Extraordinário n . 598 . 099 - MS", "ARE 798598 AGR / PB", "Súmulas ns . 279", "Súmulas n . 279", "ARE 724 . 409 - AgR", "SÚMULA 280 DO Supremo Tribunal Federal", "ARE 798598 AGR", "Súmulas ns . 279", "Súmulas n . 279", "ARE 724 . 409", "SÚMULA 280 DO Supremo Tribunal", "SÚMULAS 279", "Súmulas 279", "Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 703 . 130 - AgR", "Enunciado 636 da Súmula do Supremo Tribunal Federal", "ARE 695 . 529 - AgR", "ARE 798598 AGR / PB", "SÚMULAS 279", "Súmulas 279 e 454 do Supremo Tribunal", "Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 703 . 130 - AgR", "Enunciado 454 da Súmula desta", "Enunciado 636 da Súmula do Supremo Tribunal Federal", "ARE 695 . 529 - AgR", "RECURSO" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 93 , inc . IX , da Constituição da República", "art . 5 . . . , inc . XXXV , da Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 93 , inc . IX , da Constituição da República", "art . 5 . . . , inc", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", ".", ". . , inc . II , alínea a , do Código de Processo Civil", "art . 21 , § 1 . . . , do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 544 , § 4 . . . , inc . II , alínea a , do Código de Processo Civil", "art . 21 , § 1 . . . , do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 93 , inc . IX , da Constituição da República", "art . 5 . . . , inc . XXXV , da Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 93 , inc . IX , da Constituição da República", "art . 5 . . . , inc . XXXV , da Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei Estadual 7 . 990 / 2001", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei Estadual 7 . 990 / 2001", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "PARAÍBA", "ESTADO DA PARAÍBA", "ESTADO DA PARAÍBA", "Brasília", "PARAÍBA", "ESTADO DA PARAÍBA", "ESTADO DA PARAÍBA", "Estado da Paraíba", "PARAÍBA", "ESTADO DA PARAÍBA", "ESTADO DA PARAÍBA", "Estado da Paraíba", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "Estado da Paraíba", "PARAÍBA", "PARAÍBA", "PARAÍBA", "ESTADO DA PARAÍBA", "ESTADO DA PARAÍBA", "PARAÍBA", "ESTADO DA PARAÍBA", "ESTADO DA PARAÍBA" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Estado", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "Tribunal de Justiça da Paraíba", "Polícia Militar do Estado da Paraíba", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo 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"Ravena Siqueira", "CÁRMEN LÚCIA", "DIEGO FERNANDES PEREIRA DA COSTA", "RICARDO NASCIMENTO FERNANDES", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Celso de Mello", "Ricardo Lewandowski", "Teori Zavascki", "Gilmar Mendes", "Déborah Duprat", "Ravena Siqueira" ], "TEMPO": [ "13", "/", "05", "/", "2014", "13 de maio de 2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "13", "/", "05", "/", "2014", "26 de março de 2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "13", "/", "05", "/", "2014", "26 de março de 2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "30", ".", "8", ".", "2013", "12", ".", "3", ".", "2013", "10", ".", "4", ".", "2012", "1", ".", "2", ".", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "30", ".", "8", ".", "2013", "12", ".", "3", ".", "2013", "10", ".", "4", ".", "2012", "1", ".", "2", ".", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "31", ".", "3", ".", "2014", "8", ".", "4", ".", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "31", ".", "3", ".", "2014", "8", ".", "4", ".", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "13", "/", "05", "/", 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Ementa e Acórdão 11/03/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 679.077 SANTA CATARINA RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA CATARINA AGDO.(A/S) :OGUIMAR DE ARAÚJO MELLO ADV.(A/S) :FERNANDO PETRY E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :NIVALDO REINERT ADV.(A/S) :PAULO ALUISIO SCHOLZ EMENTA DIREITO ADMINISTRATIVO. ACIDENTE DE TRÂNSITO. RESPONSABILIDADE CIVIL DO ESTADO. DIREITO DE REGRESSO. VERIFICAÇÃO DA EXISTÊNCIA DE CULPA DO AGENTE DEPENDENTE DA REELABORAÇÃO DA MOLDURA FÁTICA DELINEADA NO ACÓRDÃO REGIONAL. DEBATE DE ÂMBITO INFRACONSTITUCIONAL. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA NÃO ENSEJA RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 18.4.2011. Divergir do entendimento do acórdão recorrido demandaria o revolvimento da moldura fática delineada no Tribunal de origem, o que refoge à competência jurisdicional extraordinária, prevista no art. 102 da Constituição Federal. Agravo regimental conhecido e não provido. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5426077. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Ementa e Acórdão ARE 679077 AGR / SC negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Marco Aurélio, Presidente. Brasília, 11 de março de 2014. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5426077. Supremo Tribunal Federal ARE 679077 AGR / SC negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Marco Aurélio, Presidente. Brasília, 11 de março de 2014. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5426077. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório 11/03/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 679.077 SANTA CATARINA RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA CATARINA AGDO.(A/S) :OGUIMAR DE ARAÚJO MELLO ADV.(A/S) :FERNANDO PETRY E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :NIVALDO REINERT ADV.(A/S) :PAULO ALUISIO SCHOLZ R E L A T Ó R I O A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra decisão por mim proferida, em que negado provimento ao agravo em recurso extraordinário, maneja agravo regimental o Estado de Santa Catarina. O agravante insurge-se contra a decisão agravada, ao argumento de que não é o caso de reexame de provas. Alega que “(...) o objeto do recurso extraordinário é saber se a norma constitucional – art. 37, § 6º – exige a culpa grave do servidor para a sua responsabilização” (fl. 207). Sustenta, ainda, que “(...) o acórdão recorrido nada mais faz do que eximir de responsabilidade o servidor que efetivamente praticou o ato danoso ao Poder Público, criando requisito que a Magna Carta não exigiu (culpa grave)” (fl. 208). Acórdão do Tribunal de Justiça do Estado de Santa Catarina publicado em 18.4.2011. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5426078. Supremo Tribunal Federal 11/03/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 679.077 SANTA CATARINA RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA CATARINA AGDO.(A/S) :OGUIMAR DE ARAÚJO MELLO ADV.(A/S) :FERNANDO PETRY E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :NIVALDO REINERT ADV.(A/S) :PAULO ALUISIO SCHOLZ R E L A T Ó R I O A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra decisão por mim proferida, em que negado provimento ao agravo em recurso extraordinário, maneja agravo regimental o Estado de Santa Catarina. O agravante insurge-se contra a decisão agravada, ao argumento de que não é o caso de reexame de provas. Alega que “(...) o objeto do recurso extraordinário é saber se a norma constitucional – art. 37, § 6º – exige a culpa grave do servidor para a sua responsabilização” (fl. 207). Sustenta, ainda, que “(...) o acórdão recorrido nada mais faz do que eximir de responsabilidade o servidor que efetivamente praticou o ato danoso ao Poder Público, criando requisito que a Magna Carta não exigiu (culpa grave)” (fl. 208). Acórdão do Tribunal de Justiça do Estado de Santa Catarina publicado em 18.4.2011. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5426078. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Voto - MIN. ROSA WEBER 11/03/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 679.077 SANTA CATARINA VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo. Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo: “Vistos etc. Contra o juízo negativo de admissibilidade do recurso extraordinário, exarado pela Presidência do Tribunal a quo , foi manejado agravo. Na minuta, sustenta-se que o recurso extraordinário reúne todos os requisitos para sua admissão. Aparelhado o recurso na afronta ao art. 37, § 6º, da Constituição Federal. É o relatório. Decido. Preenchidos os pressupostos extrínsecos. Da detida análise dos fundamentos da decisão denegatória de seguimento do recurso extraordinário, bem como à luz das razões de decidir adotadas pelo Tribunal de origem, por ocasião do julgamento do recurso veiculado na instância ordinária, concluo que nada colhe o agravo. O Tribunal de origem, na hipótese em apreço, lastreou-se na prova produzida para firmar seu convencimento, razão pela qual aferir a ocorrência de eventual afronta aos preceitos constitucionais invocados no apelo extremo exigiria o revolvimento do quadro fático delineado, procedimento vedado em sede extraordinária. Aplicação da Súmula 279/STF (para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário). Nesse sentido: ‘Agravo regimental no agravo de instrumento. Responsabilidade objetiva do Estado. Indenização. Nexo causal. Reexame de fatos e provas. Impossibilidade. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5426079. Supremo Tribunal Federal 11/03/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 679.077 SANTA CATARINA VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo. Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo: “Vistos etc. Contra o juízo negativo de admissibilidade do recurso extraordinário, exarado pela Presidência do Tribunal a quo , foi manejado agravo. Na minuta, sustenta-se que o recurso extraordinário reúne todos os requisitos para sua admissão. Aparelhado o recurso na afronta ao art. 37, § 6º, da Constituição Federal. É o relatório. Decido. Preenchidos os pressupostos extrínsecos. Da detida análise dos fundamentos da decisão denegatória de seguimento do recurso extraordinário, bem como à luz das razões de decidir adotadas pelo Tribunal de origem, por ocasião do julgamento do recurso veiculado na instância ordinária, concluo que nada colhe o agravo. O Tribunal de origem, na hipótese em apreço, lastreou-se na prova produzida para firmar seu convencimento, razão pela qual aferir a ocorrência de eventual afronta aos preceitos constitucionais invocados no apelo extremo exigiria o revolvimento do quadro fático delineado, procedimento vedado em sede extraordinária. Aplicação da Súmula 279/STF (para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário). Nesse sentido: ‘Agravo regimental no agravo de instrumento. Responsabilidade objetiva do Estado. Indenização. Nexo causal. Reexame de fatos e provas. Impossibilidade. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5426079. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 679077 AGR / SC Precedentes. 1. O Tribunal de origem concluiu pela responsabilidade objetiva da Administração Pública e o consequente dever de indenizar com fundamento nos elementos fáticos-probatórios constantes dos autos. 2. Inadmissível em recurso extraordinário o reexame de fatos e provas. Incidência da Súmula nº 279/STF. 3. Agravo regimental não provido.’ (AI 666.378-AgR/PI, Rel. Min. Dias Toffoli, 1ª Turma, DJe 07.6.2011). Nesse sentir, não merece processamento o apelo extremo, consoante também se denota dos fundamentos da decisão que desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja detida análise conduz à conclusão pela ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República. Conheço do agravo para negar-lhe provimento (art. 544, § 4º, II, ‘a’, do CPC).” Nada colhe. Transcrevo, por oportuno, a ementa do acórdão proferido pelo Tribunal de Justiça do Estado de Santa Catarina (fl. 148): “ADMINISTRATIVO. RESPONSABILIDADE CIVIL. ACIDENTE DE TRÂNSITO. POLICIAL MILITAR QUE, CONDUZINDO VIATURA OFICIAL, INVADE PISTA CONTRÁRIA E COLIDE COM O VEÍCULO DO AUTOR. DANOS MATERIAIS. DEVER DO ESTADO DE INDENIZAR. INSURGÊNCIA DO ESTADO RESTRITA AO DIREITO DE REGRESSO. DENUNCIAÇÃO DA LIDE AO SERVIDOR. AUSÊNCIA DE COMPROVAÇÃO DE QUE TENHA ESTE AGIDO COM DOLO OU CULPA GRAVE. RISCOS INERENTES À ATIVIDADE. RESSARCIMENTO INDEVIDO.” Emerge do acórdão que ensejou o manejo do recurso extraordinário que o Tribunal de origem concluiu pela ausência de responsabilidade do agente e pelo não cabimento de ação regressiva. Nesse sentir, a verificação da existência de culpa e do nexo de 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5426079. Supremo Tribunal Federal ARE 679077 AGR / SC Precedentes. 1. O Tribunal de origem concluiu pela responsabilidade objetiva da Administração Pública e o consequente dever de indenizar com fundamento nos elementos fáticos-probatórios constantes dos autos. 2. Inadmissível em recurso extraordinário o reexame de fatos e provas. Incidência da Súmula nº 279/STF. 3. Agravo regimental não provido.’ (AI 666.378-AgR/PI, Rel. Min. Dias Toffoli, 1ª Turma, DJe 07.6.2011). Nesse sentir, não merece processamento o apelo extremo, consoante também se denota dos fundamentos da decisão que desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja detida análise conduz à conclusão pela ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República. Conheço do agravo para negar-lhe provimento (art. 544, § 4º, II, ‘a’, do CPC).” Nada colhe. Transcrevo, por oportuno, a ementa do acórdão proferido pelo Tribunal de Justiça do Estado de Santa Catarina (fl. 148): “ADMINISTRATIVO. RESPONSABILIDADE CIVIL. ACIDENTE DE TRÂNSITO. POLICIAL MILITAR QUE, CONDUZINDO VIATURA OFICIAL, INVADE PISTA CONTRÁRIA E COLIDE COM O VEÍCULO DO AUTOR. DANOS MATERIAIS. DEVER DO ESTADO DE INDENIZAR. INSURGÊNCIA DO ESTADO RESTRITA AO DIREITO DE REGRESSO. DENUNCIAÇÃO DA LIDE AO SERVIDOR. AUSÊNCIA DE COMPROVAÇÃO DE QUE TENHA ESTE AGIDO COM DOLO OU CULPA GRAVE. RISCOS INERENTES À ATIVIDADE. RESSARCIMENTO INDEVIDO.” Emerge do acórdão que ensejou o manejo do recurso extraordinário que o Tribunal de origem concluiu pela ausência de responsabilidade do agente e pelo não cabimento de ação regressiva. Nesse sentir, a verificação da existência de culpa e do nexo de 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5426079. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 679077 AGR / SC causalidade entre a conduta do agente público e o dano dela resultante demandaria a reelaboração da moldura fática delineada no acórdão recorrido, o que refoge à competência jurisdicional extraordinária prevista no art. 102 da Constituição Federal. Colho precedentes de ambas as Turmas deste Tribunal: “Agravo regimental no agravo de instrumento. Ação de regresso contra servidor público envolvido em acidente de trânsito. Ausência de culpa. Reexame de fatos e provas. Impossibilidade. Precedentes. 1. O Tribunal de origem concluiu que não houve culpa do servidor público na ocorrência do acidente de trânsito, o que inviabilizaria a ação de regresso prevista no art. 37, § 6º, da Constituição Federal. 2. A aferição da existência ou não de culpa de servidor público no caso em tela requer o reexame de fatos e provas. Impossibilidade. Incidência da Súmula nº 279/STF. 3. Agravo regimental não provido.” (RE 601.839-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, 1ª Turma, DJe 08.02.2013). “Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Direito Administrativo. 3. Falha na segurança da rodovia. Responsabilidade civil objetiva do Estado. 4. Consumidor. Indenização por danos morais. Necessidade de revolvimento da matéria fático-probatória. Impossibilidade. Incidência do Enunciado 279 da Súmula do STF. 5.A agravante não trouxe argumentos suficientes para infirmar a decisão agravada. 6. Agravo regimental a que se nega provimento.” (ARE 748.106-AgR/SP, Rel. Min. Gilmar Mendes, 2ª Turma, DJe 24.9.2013). “CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. RESPONSABILIDADE CIVIL: AÇÃO REGRESSIVA. DANO CAUSADO À VIATURA DE POLÍCIA POR POLICIAL NO EXERCÍCIO DE SUAS FUNÇÕES. APRECIAÇÃO DE FATOS E PROVAS. SÚMULA STF 279. APLICAÇÃO DE NORMA TRABALHISTA EM VEZ DA LEI 8.112/90. AUSÊNCIA DE 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5426079. Supremo Tribunal Federal ARE 679077 AGR / SC causalidade entre a conduta do agente público e o dano dela resultante demandaria a reelaboração da moldura fática delineada no acórdão recorrido, o que refoge à competência jurisdicional extraordinária prevista no art. 102 da Constituição Federal. Colho precedentes de ambas as Turmas deste Tribunal: “Agravo regimental no agravo de instrumento. Ação de regresso contra servidor público envolvido em acidente de trânsito. Ausência de culpa. Reexame de fatos e provas. Impossibilidade. Precedentes. 1. O Tribunal de origem concluiu que não houve culpa do servidor público na ocorrência do acidente de trânsito, o que inviabilizaria a ação de regresso prevista no art. 37, § 6º, da Constituição Federal. 2. A aferição da existência ou não de culpa de servidor público no caso em tela requer o reexame de fatos e provas. Impossibilidade. Incidência da Súmula nº 279/STF. 3. Agravo regimental não provido.” (RE 601.839-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, 1ª Turma, DJe 08.02.2013). “Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Direito Administrativo. 3. Falha na segurança da rodovia. Responsabilidade civil objetiva do Estado. 4. Consumidor. Indenização por danos morais. Necessidade de revolvimento da matéria fático-probatória. Impossibilidade. Incidência do Enunciado 279 da Súmula do STF. 5.A agravante não trouxe argumentos suficientes para infirmar a decisão agravada. 6. Agravo regimental a que se nega provimento.” (ARE 748.106-AgR/SP, Rel. Min. Gilmar Mendes, 2ª Turma, DJe 24.9.2013). “CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. RESPONSABILIDADE CIVIL: AÇÃO REGRESSIVA. DANO CAUSADO À VIATURA DE POLÍCIA POR POLICIAL NO EXERCÍCIO DE SUAS FUNÇÕES. APRECIAÇÃO DE FATOS E PROVAS. SÚMULA STF 279. APLICAÇÃO DE NORMA TRABALHISTA EM VEZ DA LEI 8.112/90. AUSÊNCIA DE 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5426079. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 679077 AGR / SC PREQUESTIONAMENTO. SÚMULA STF 282. 1. Alegada contrariedade ao art. 37, § 6º, da Constituição Federal, não prescinde da análise de contexto fático-probatório. 2. Em sede de recurso extraordinário não é permitido inovar com argumentos não abordados pelo acórdão recorrido, nem pelos embargos de declaração opostos. Ausência do necessário prequestionamento (Súmula STF 282). 3. Agravo regimental a que se nega provimento.” (AI 731.877-AgR, Rel. Min. Ellen Gracie, 2ª Turma, DJe 15.8.2011). “RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova, também não servindo à interpretação de normas estritamente legais. AGRAVO – ARTIGO 557, § 2º, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL – MULTA. Se o agravo é manifestamente infundado, impõe-se a aplicação da multa prevista no § 2º do artigo 557 do Código de Processo Civil, arcando a parte com o ônus decorrente da litigância de má-fé.” (ARE 668.752-AgR, Rel. Min. Marco Aurélio, 1ª Turma, DJe 14.6.2012). Nesse contexto, as razões do agravo regimental não são aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere ao âmbito infraconstitucional do debate acerca da existência de culpa do agente, consabido que eventual violação reflexa não enseja recurso extraordinário. Agravo regimental conhecido e não provido . É como voto. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5426079. Supremo Tribunal Federal ARE 679077 AGR / SC PREQUESTIONAMENTO. SÚMULA STF 282. 1. Alegada contrariedade ao art. 37, § 6º, da Constituição Federal, não prescinde da análise de contexto fático-probatório. 2. Em sede de recurso extraordinário não é permitido inovar com argumentos não abordados pelo acórdão recorrido, nem pelos embargos de declaração opostos. Ausência do necessário prequestionamento (Súmula STF 282). 3. Agravo regimental a que se nega provimento.” (AI 731.877-AgR, Rel. Min. Ellen Gracie, 2ª Turma, DJe 15.8.2011). “RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova, também não servindo à interpretação de normas estritamente legais. AGRAVO – ARTIGO 557, § 2º, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL – MULTA. Se o agravo é manifestamente infundado, impõe-se a aplicação da multa prevista no § 2º do artigo 557 do Código de Processo Civil, arcando a parte com o ônus decorrente da litigância de má-fé.” (ARE 668.752-AgR, Rel. Min. Marco Aurélio, 1ª Turma, DJe 14.6.2012). Nesse contexto, as razões do agravo regimental não são aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere ao âmbito infraconstitucional do debate acerca da existência de culpa do agente, consabido que eventual violação reflexa não enseja recurso extraordinário. Agravo regimental conhecido e não provido . É como voto. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5426079. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 11/03/2014 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 679.077 PROCED. : SANTA CATARINA RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA CATARINA AGDO.(A/S) : OGUIMAR DE ARAÚJO MELLO ADV.(A/S) : FERNANDO PETRY E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : NIVALDO REINERT ADV.(A/S) : PAULO ALUISIO SCHOLZ Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da relatora. Unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Marco Aurélio, Presidente. Presidiu o julgamento o Senhor Ministro Dias Toffoli. Primeira Turma, 11.3.2014. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Marco Aurélio, Presidente. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo G. Gonet Branco. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 5495349 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 679.077 PROCED. : SANTA CATARINA RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA CATARINA AGDO.(A/S) : OGUIMAR DE ARAÚJO MELLO ADV.(A/S) : FERNANDO PETRY E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : NIVALDO REINERT ADV.(A/S) : PAULO ALUISIO SCHOLZ Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da relatora. Unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Marco Aurélio, Presidente. Presidiu o julgamento o Senhor Ministro Dias Toffoli. Primeira Turma, 11.3.2014. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Marco Aurélio, Presidente. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo G. Gonet Branco. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 5495349 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=5520603
2014-03-11T00:00:00
2014-03-27T00:00:00
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da relatora. Unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Marco Aurélio, Presidente. Presidiu o julgamento o Senhor Ministro Dias Toffoli. Primeira Turma, 11.3.2014.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
EMENTA DIREITO ADMINISTRATIVO. ACIDENTE DE TRÂNSITO. RESPONSABILIDADE CIVIL DO ESTADO. DIREITO DE REGRESSO. VERIFICAÇÃO DA EXISTÊNCIA DE CULPA DO AGENTE DEPENDENTE DA REELABORAÇÃO DA MOLDURA FÁTICA DELINEADA NO ACÓRDÃO REGIONAL. DEBATE DE ÂMBITO INFRACONSTITUCIONAL. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA NÃO ENSEJA RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 18.4.2011. Divergir do entendimento do acórdão recorrido demandaria o revolvimento da moldura fática delineada no Tribunal de origem, o que refoge à competência jurisdicional extraordinária, prevista no art. 102 da Constituição Federal. Agravo regimental conhecido e não provido.
sjur259055
- Acórdão(s) citado(s): (SÚMULA 279) AI 731877 AgR (2ªT), ARE 668752 AgR (1ªT), RE 601839 AgR (1ªT), ARE 748106 AgR (2ªT). Número de páginas: 8. Análise: 01/04/2014, BRU.
ROSA WEBER
Primeira Turma
679077
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00102\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 679077 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA CATARINA AGDO.(A/S) : OGUIMAR DE ARAÚJO MELLO ADV.(A/S) : FERNANDO PETRY E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : NIVALDO REINERT ADV.(A/S) : PAULO ALUISIO SCHOLZ
[ "" ]
Ementa e Acórdão 11/03/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 679.077 SANTA CATARINA RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA CATARINA AGDO.(A/S) :OGUIMAR DE ARAÚJO MELLO ADV.(A/S) :FERNANDO PETRY E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :NIVALDO REINERT ADV.(A/S) :PAULO ALUISIO SCHOLZ EMENTA DIREITO ADMINISTRATIVO. ACIDENTE DE TRÂNSITO. RESPONSABILIDADE CIVIL DO ESTADO. DIREITO DE REGRESSO. VERIFICAÇÃO DA EXISTÊNCIA DE CULPA DO AGENTE DEPENDENTE DA REELABORAÇÃO DA MOLDURA FÁTICA DELINEADA NO ACÓRDÃO REGIONAL. DEBATE DE ÂMBITO INFRACONSTITUCIONAL. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA NÃO ENSEJA RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 18.4.2011. Divergir do entendimento do acórdão recorrido demandaria o revolvimento da moldura fática delineada no Tribunal de origem, o que refoge à competência jurisdicional extraordinária, prevista no art. 102 da Constituição Federal. Agravo regimental conhecido e não provido. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5426077. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Ementa e Acórdão ARE 679077 AGR / SC negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Marco Aurélio, Presidente. Brasília, 11 de março de 2014. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5426077. Supremo Tribunal Federal ARE 679077 AGR / SC negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Marco Aurélio, Presidente. Brasília, 11 de março de 2014. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5426077. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório 11/03/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 679.077 SANTA CATARINA RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA CATARINA AGDO.(A/S) :OGUIMAR DE ARAÚJO MELLO ADV.(A/S) :FERNANDO PETRY E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :NIVALDO REINERT ADV.(A/S) :PAULO ALUISIO SCHOLZ R E L A T Ó R I O A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra decisão por mim proferida, em que negado provimento ao agravo em recurso extraordinário, maneja agravo regimental o Estado de Santa Catarina. O agravante insurge-se contra a decisão agravada, ao argumento de que não é o caso de reexame de provas. Alega que “(...) o objeto do recurso extraordinário é saber se a norma constitucional – art. 37, § 6... – exige a culpa grave do servidor para a sua responsabilização” (fl. 207). Sustenta, ainda, que “(...) o acórdão recorrido nada mais faz do que eximir de responsabilidade o servidor que efetivamente praticou o ato danoso ao Poder Público, criando requisito que a Magna Carta não exigiu (culpa grave)” (fl. 208). Acórdão do Tribunal de Justiça do Estado de Santa Catarina publicado em 18.4.2011. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5426078. Supremo Tribunal Federal 11/03/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 679.077 SANTA CATARINA RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA CATARINA AGDO.(A/S) :OGUIMAR DE ARAÚJO MELLO ADV.(A/S) :FERNANDO PETRY E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :NIVALDO REINERT ADV.(A/S) :PAULO ALUISIO SCHOLZ R E L A T Ó R I O A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra decisão por mim proferida, em que negado provimento ao agravo em recurso extraordinário, maneja agravo regimental o Estado de Santa Catarina. O agravante insurge-se contra a decisão agravada, ao argumento de que não é o caso de reexame de provas. Alega que “(...) o objeto do recurso extraordinário é saber se a norma constitucional – art. 37, § 6... – exige a culpa grave do servidor para a sua responsabilização” (fl. 207). Sustenta, ainda, que “(...) o acórdão recorrido nada mais faz do que eximir de responsabilidade o servidor que efetivamente praticou o ato danoso ao Poder Público, criando requisito que a Magna Carta não exigiu (culpa grave)” (fl. 208). Acórdão do Tribunal de Justiça do Estado de Santa Catarina publicado em 18.4.2011. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5426078. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Voto - MIN. ROSA WEBER 11/03/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 679.077 SANTA CATARINA VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo. Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo: “Vistos etc. Contra o juízo negativo de admissibilidade do recurso extraordinário, exarado pela Presidência do Tribunal a quo , foi manejado agravo. Na minuta, sustenta-se que o recurso extraordinário reúne todos os requisitos para sua admissão. Aparelhado o recurso na afronta ao art. 37, § 6..., da Constituição Federal. É o relatório. Decido. Preenchidos os pressupostos extrínsecos. Da detida análise dos fundamentos da decisão denegatória de seguimento do recurso extraordinário, bem como à luz das razões de decidir adotadas pelo Tribunal de origem, por ocasião do julgamento do recurso veiculado na instância ordinária, concluo que nada colhe o agravo. O Tribunal de origem, na hipótese em apreço, lastreou-se na prova produzida para firmar seu convencimento, razão pela qual aferir a ocorrência de eventual afronta aos preceitos constitucionais invocados no apelo extremo exigiria o revolvimento do quadro fático delineado, procedimento vedado em sede extraordinária. Aplicação da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal (para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário). Nesse sentido: ‘Agravo regimental no agravo de instrumento. Responsabilidade objetiva do Estado. Indenização. Nexo causal. Reexame de fatos e provas. Impossibilidade. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5426079. Supremo Tribunal Federal 11/03/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 679.077 SANTA CATARINA VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo. Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo: “Vistos etc. Contra o juízo negativo de admissibilidade do recurso extraordinário, exarado pela Presidência do Tribunal a quo , foi manejado agravo. Na minuta, sustenta-se que o recurso extraordinário reúne todos os requisitos para sua admissão. Aparelhado o recurso na afronta ao art. 37, § 6..., da Constituição Federal. É o relatório. Decido. Preenchidos os pressupostos extrínsecos. Da detida análise dos fundamentos da decisão denegatória de seguimento do recurso extraordinário, bem como à luz das razões de decidir adotadas pelo Tribunal de origem, por ocasião do julgamento do recurso veiculado na instância ordinária, concluo que nada colhe o agravo. O Tribunal de origem, na hipótese em apreço, lastreou-se na prova produzida para firmar seu convencimento, razão pela qual aferir a ocorrência de eventual afronta aos preceitos constitucionais invocados no apelo extremo exigiria o revolvimento do quadro fático delineado, procedimento vedado em sede extraordinária. Aplicação da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal (para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário). Nesse sentido: ‘Agravo regimental no agravo de instrumento. Responsabilidade objetiva do Estado. Indenização. Nexo causal. Reexame de fatos e provas. Impossibilidade. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5426079. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 679077 AGR / SC Precedentes. 1. O Tribunal de origem concluiu pela responsabilidade objetiva da Administração Pública e o consequente dever de indenizar com fundamento nos elementos fáticos-probatórios constantes dos autos. 2. Inadmissível em recurso extraordinário o reexame de fatos e provas. Incidência da Súmula n 279/Supremo Tribunal Federal. 3. Agravo regimental não provido.’ (AI 666.378-AgR/PI, Rel. Min. Dias Toffoli, 1... Turma, DJe 07.6.2011). Nesse sentir, não merece processamento o apelo extremo, consoante também se denota dos fundamentos da decisão que desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja detida análise conduz à conclusão pela ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República. Conheço do agravo para negar-lhe provimento (art. 544, § 4..., II, ‘a’, do Código de Processo Civil).” Nada colhe. Transcrevo, por oportuno, a ementa do acórdão proferido pelo Tribunal de Justiça do Estado de Santa Catarina (fl. 148): “ADMINISTRATIVO. RESPONSABILIDADE CIVIL. ACIDENTE DE TRÂNSITO. POLICIAL MILITAR QUE, CONDUZINDO VIATURA OFICIAL, INVADE PISTA CONTRÁRIA E COLIDE COM O VEÍCULO DO AUTOR. DANOS MATERIAIS. DEVER DO ESTADO DE INDENIZAR. INSURGÊNCIA DO ESTADO RESTRITA AO DIREITO DE REGRESSO. DENUNCIAÇÃO DA LIDE AO SERVIDOR. AUSÊNCIA DE COMPROVAÇÃO DE QUE TENHA ESTE AGIDO COM DOLO OU CULPA GRAVE. RISCOS INERENTES À ATIVIDADE. RESSARCIMENTO INDEVIDO.” Emerge do acórdão que ensejou o manejo do recurso extraordinário que o Tribunal de origem concluiu pela ausência de responsabilidade do agente e pelo não cabimento de ação regressiva. Nesse sentir, a verificação da existência de culpa e do nexo de 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5426079. Supremo Tribunal Federal ARE 679077 AGR / SC Precedentes. 1. O Tribunal de origem concluiu pela responsabilidade objetiva da Administração Pública e o consequente dever de indenizar com fundamento nos elementos fáticos-probatórios constantes dos autos. 2. Inadmissível em recurso extraordinário o reexame de fatos e provas. Incidência da Súmula n 279/Supremo Tribunal Federal. 3. Agravo regimental não provido.’ (AI 666.378-AgR/PI, Rel. Min. Dias Toffoli, 1... Turma, DJe 07.6.2011). Nesse sentir, não merece processamento o apelo extremo, consoante também se denota dos fundamentos da decisão que desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja detida análise conduz à conclusão pela ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República. Conheço do agravo para negar-lhe provimento (art. 544, § 4..., II, ‘a’, do Código de Processo Civil).” Nada colhe. Transcrevo, por oportuno, a ementa do acórdão proferido pelo Tribunal de Justiça do Estado de Santa Catarina (fl. 148): “ADMINISTRATIVO. RESPONSABILIDADE CIVIL. ACIDENTE DE TRÂNSITO. POLICIAL MILITAR QUE, CONDUZINDO VIATURA OFICIAL, INVADE PISTA CONTRÁRIA E COLIDE COM O VEÍCULO DO AUTOR. DANOS MATERIAIS. DEVER DO ESTADO DE INDENIZAR. INSURGÊNCIA DO ESTADO RESTRITA AO DIREITO DE REGRESSO. DENUNCIAÇÃO DA LIDE AO SERVIDOR. AUSÊNCIA DE COMPROVAÇÃO DE QUE TENHA ESTE AGIDO COM DOLO OU CULPA GRAVE. RISCOS INERENTES À ATIVIDADE. RESSARCIMENTO INDEVIDO.” Emerge do acórdão que ensejou o manejo do recurso extraordinário que o Tribunal de origem concluiu pela ausência de responsabilidade do agente e pelo não cabimento de ação regressiva. Nesse sentir, a verificação da existência de culpa e do nexo de 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5426079. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 679077 AGR / SC causalidade entre a conduta do agente público e o dano dela resultante demandaria a reelaboração da moldura fática delineada no acórdão recorrido, o que refoge à competência jurisdicional extraordinária prevista no art. 102 da Constituição Federal. Colho precedentes de ambas as Turmas deste Tribunal: “Agravo regimental no agravo de instrumento. Ação de regresso contra servidor público envolvido em acidente de trânsito. Ausência de culpa. Reexame de fatos e provas. Impossibilidade. Precedentes. 1. O Tribunal de origem concluiu que não houve culpa do servidor público na ocorrência do acidente de trânsito, o que inviabilizaria a ação de regresso prevista no art. 37, § 6..., da Constituição Federal. 2. A aferição da existência ou não de culpa de servidor público no caso em tela requer o reexame de fatos e provas. Impossibilidade. Incidência da Súmula n 279/Supremo Tribunal Federal. 3. Agravo regimental não provido.” (Recurso Extraordinário 601.839-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, 1... Turma, DJe 08.02.2013). “Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Direito Administrativo. 3. Falha na segurança da rodovia. Responsabilidade civil objetiva do Estado. 4. Consumidor. Indenização por danos morais. Necessidade de revolvimento da matéria fático-probatória. Impossibilidade. Incidência do Enunciado 279 da Súmula do Supremo Tribunal Federal. 5.A agravante não trouxe argumentos suficientes para infirmar a decisão agravada. 6. Agravo regimental a que se nega provimento.” (ARE 748.106-AgR/SP, Rel. Min. Gilmar Mendes, 2... Turma, DJe 24.9.2013). “CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. RESPONSABILIDADE CIVIL: AÇÃO REGRESSIVA. DANO CAUSADO À VIATURA DE POLÍCIA POR POLICIAL NO EXERCÍCIO DE SUAS FUNÇÕES. APRECIAÇÃO DE FATOS E PROVAS. SÚMULA Supremo Tribunal Federal 279. APLICAÇÃO DE NORMA TRABALHISTA EM VEZ DA LEI 8.112/90. AUSÊNCIA DE 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5426079. Supremo Tribunal Federal ARE 679077 AGR / SC causalidade entre a conduta do agente público e o dano dela resultante demandaria a reelaboração da moldura fática delineada no acórdão recorrido, o que refoge à competência jurisdicional extraordinária prevista no art. 102 da Constituição Federal. Colho precedentes de ambas as Turmas deste Tribunal: “Agravo regimental no agravo de instrumento. Ação de regresso contra servidor público envolvido em acidente de trânsito. Ausência de culpa. Reexame de fatos e provas. Impossibilidade. Precedentes. 1. O Tribunal de origem concluiu que não houve culpa do servidor público na ocorrência do acidente de trânsito, o que inviabilizaria a ação de regresso prevista no art. 37, § 6..., da Constituição Federal. 2. A aferição da existência ou não de culpa de servidor público no caso em tela requer o reexame de fatos e provas. Impossibilidade. Incidência da Súmula n 279/Supremo Tribunal Federal. 3. Agravo regimental não provido.” (Recurso Extraordinário 601.839-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, 1... Turma, DJe 08.02.2013). “Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Direito Administrativo. 3. Falha na segurança da rodovia. Responsabilidade civil objetiva do Estado. 4. Consumidor. Indenização por danos morais. Necessidade de revolvimento da matéria fático-probatória. Impossibilidade. Incidência do Enunciado 279 da Súmula do Supremo Tribunal Federal. 5.A agravante não trouxe argumentos suficientes para infirmar a decisão agravada. 6. Agravo regimental a que se nega provimento.” (ARE 748.106-AgR/SP, Rel. Min. Gilmar Mendes, 2... Turma, DJe 24.9.2013). “CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. RESPONSABILIDADE CIVIL: AÇÃO REGRESSIVA. DANO CAUSADO À VIATURA DE POLÍCIA POR POLICIAL NO EXERCÍCIO DE SUAS FUNÇÕES. APRECIAÇÃO DE FATOS E PROVAS. SÚMULA Supremo Tribunal Federal 279. APLICAÇÃO DE NORMA TRABALHISTA EM VEZ DA LEI 8.112/90. AUSÊNCIA DE 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5426079. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 679077 AGR / SC PREQUESTIONAMENTO. SÚMULA Supremo Tribunal Federal 282. 1. Alegada contrariedade ao art. 37, § 6..., da Constituição Federal, não prescinde da análise de contexto fático-probatório. 2. Em sede de recurso extraordinário não é permitido inovar com argumentos não abordados pelo acórdão recorrido, nem pelos embargos de declaração opostos. Ausência do necessário prequestionamento (Súmula Supremo Tribunal Federal 282). 3. Agravo regimental a que se nega provimento.” (AI 731.877-AgR, Rel. Min. Ellen Gracie, 2... Turma, DJe 15.8.2011). “RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova, também não servindo à interpretação de normas estritamente legais. AGRAVO – ARTIGO 557, § 2..., DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL – MULTA. Se o agravo é manifestamente infundado, impõe-se a aplicação da multa prevista no § 2... do artigo 557 do Código de Processo Civil, arcando a parte com o ônus decorrente da litigância de má-fé.” (ARE 668.752-AgR, Rel. Min. Marco Aurélio, 1... Turma, DJe 14.6.2012). Nesse contexto, as razões do agravo regimental não são aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere ao âmbito infraconstitucional do debate acerca da existência de culpa do agente, consabido que eventual violação reflexa não enseja recurso extraordinário. Agravo regimental conhecido e não provido . É como voto. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5426079. Supremo Tribunal Federal ARE 679077 AGR / SC PREQUESTIONAMENTO. SÚMULA Supremo Tribunal Federal 282. 1. Alegada contrariedade ao art. 37, § 6..., da Constituição Federal, não prescinde da análise de contexto fático-probatório. 2. Em sede de recurso extraordinário não é permitido inovar com argumentos não abordados pelo acórdão recorrido, nem pelos embargos de declaração opostos. Ausência do necessário prequestionamento (Súmula Supremo Tribunal Federal 282). 3. Agravo regimental a que se nega provimento.” (AI 731.877-AgR, Rel. Min. Ellen Gracie, 2... Turma, DJe 15.8.2011). “RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova, também não servindo à interpretação de normas estritamente legais. AGRAVO – ARTIGO 557, § 2..., DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL – MULTA. Se o agravo é manifestamente infundado, impõe-se a aplicação da multa prevista no § 2... do artigo 557 do Código de Processo Civil, arcando a parte com o ônus decorrente da litigância de má-fé.” (ARE 668.752-AgR, Rel. Min. Marco Aurélio, 1... Turma, DJe 14.6.2012). Nesse contexto, as razões do agravo regimental não são aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere ao âmbito infraconstitucional do debate acerca da existência de culpa do agente, consabido que eventual violação reflexa não enseja recurso extraordinário. Agravo regimental conhecido e não provido . É como voto. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5426079. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 11/03/2014 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 679.077 PROCED. : SANTA CATARINA RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA CATARINA AGDO.(A/S) : OGUIMAR DE ARAÚJO MELLO ADV.(A/S) : FERNANDO PETRY E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : NIVALDO REINERT ADV.(A/S) : PAULO ALUISIO SCHOLZ Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da relatora. Unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Marco Aurélio, Presidente. Presidiu o julgamento o Senhor Ministro Dias Toffoli. Primeira Turma, 11.3.2014. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Marco Aurélio, Presidente. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo G. Gonet Branco. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 5495349 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 679.077 PROCED. : SANTA CATARINA RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA CATARINA AGDO.(A/S) : OGUIMAR DE ARAÚJO MELLO ADV.(A/S) : FERNANDO PETRY E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : NIVALDO REINERT ADV.(A/S) : PAULO ALUISIO SCHOLZ Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da relatora. Unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Marco Aurélio, Presidente. Presidiu o julgamento o Senhor Ministro Dias Toffoli. Primeira Turma, 11.3.2014. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Marco Aurélio, Presidente. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo G. Gonet Branco. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 5495349 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 679 . 077", "ARE 679077 AGR / SC", "ARE 679077 AGR / SC", "AGRAVO 679 . 077", "RECURSO", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula n 279 / Supremo Tribunal Federal", "AI 666 . 378 - AgR / PI", "ARE 679077 AGR", "Súmula n 279 / Supremo Tribunal Federal", "AI 666 . 378 - AgR / PI", "Súmula n 279 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 601 . 839 - AgR", "Enunciado 279 da Súmula do Supremo Tribunal Federal", "ARE 748 . 106 - AgR / SP", "Súmula n 279 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 601 . 839 - AgR", "Enunciado 279 da Súmula do Supremo Tribunal Federal", "ARE 748 . 106 - AgR / SP", "Súmula", "AI 731 . 877 - AgR", "ARE 668 . 752 - AgR", "ARE 679077 AGR / SC", "Súmula", "AI 731 . 877 - AgR", "ARE 668 . 752 - AgR" ], "LEGISLACAO": [ "art . 102 da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Magna Carta", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Magna", "Carta", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 37 , § 6 . . . , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 37 , § 6 . . . , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição da República", "art . 544 , § 4 . . . , II , ‘ a ’ , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição da República", "art . 544 , § 4 . . . , II , ‘ a ’ , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 da Constituição Federal", "art . 37 , § 6 . . . , da Constituição Federal", "LEI 8 . 112 / 90", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 da Constituição Federal", "art . 37 , § 6 . . . , da Constituição Federal", "LEI 8 . 112 / 90", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 37 , § 6 . . . , da Constituição Federal", "ARTIGO 557 , § 2 . . . , DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 37 , § 6 . . . , da Constituição Federal", "ARTIGO 557 , § 2 . . . , DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "SANTA CATARINA", "ESTADO DE SANTA CATARINA", "ESTADO DE SANTA CATARINA", "Brasília", "Brasília", "SANTA CATARINA", "ESTADO DE SANTA CATARINA", "ESTADO DE SANTA CATARINA", "SANTA CATARINA", "ESTADO DE SANTA CATARINA", "ESTADO DE SANTA CATARINA", "SANTA CATARINA", "SANTA CATARINA", "SANTA CATARINA", "ESTADO DE SANTA CATARINA", "ESTADO DE SANTA CATARINA", "SANTA CATARINA", "ESTADO DE SANTA CATARINA", "ESTADO DE SANTA CATARINA" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Estado de", "Tribunal de Justiça do Estado de Santa Catarina", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Estado", "Tribunal de Justiça do Estado de Santa Catarina", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "AGR", "/", "SC", "1", ".", ". . Turma", "Tribunal de Justiça do Estado de Santa Catarina", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "/", "SC", "1", ".", ".", "Tribunal de Justiça do Estado de Santa Catarina", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "1", ".", "2", ".", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "1", ".", ".", ". Turma", "2", ".", ". . Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo", "2", ".", ". . Turma", "1", ".", ".", ". Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal", "2", ".", ".", ". Turma", "1", ".", ". . Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "ROSA WEBER", "OGUIMAR DE ARAÚJO MELLO", "FERNANDO PETRY", "NIVALDO REINERT", "PAULO ALUISIO SCHOLZ", "Dias Toffoli", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "ROSA WEBER", "OGUIMAR DE ARAÚJO MELLO", "FERNANDO PETRY", "NIVALDO REINERT", "PAULO ALUISIO SCHOLZ", "Rosa Weber", "ROSA WEBER", "OGUIMAR DE ARAÚJO MELLO", "FERNANDO PETRY", "NIVALDO REINERT", "PAULO ALUISIO SCHOLZ", "Rosa Weber", "ROSA", "WEBER", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "ROSA WEBER ARE", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "ROSA WEBER", "Dias Toffoli", "Gilmar Mendes", "Dias Toffoli", "Gilmar Mendes", "ROSA WEBER", "Ellen Gracie", "Marco Aurélio", "Ellen Gracie", "Marco Aurélio", "ROSA WEBER", "OGUIMAR DE ARAÚJO MELLO", "FERNANDO PETRY", "NIVALDO REINERT", "PAULO ALUISIO SCHOLZ", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Marco Aurélio", "Paulo G . Gonet Branco", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "ROSA WEBER", "OGUIMAR DE ARAÚJO MELLO", "FERNANDO PETRY", "NIVALDO REINERT", "PAULO ALUISIO SCHOLZ", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Marco Aurélio", "Paulo G . 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Ementa e Acórdão 20/05/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 805.034 RIO DE JANEIRO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :COMPANHIA DISTRIBUIDORA DE GÁS DO RIO DE JANEIRO - CEG ADV.(A/S) :GUSTAVO FARIA CORTINES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :AGÊNCIA REGULADORA DE ENERGIA E SANEAMENTO BÁSICO DO RIO DE JANEIRO - AGENERSA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO EMENTA DIREITO ADMINISTRATIVO. CONCESSÃO DE SERVIÇO PÚBLICO. PROCESSO ADMINISTRATIVO. APLICAÇÃO DE MULTA. VIOLAÇÃO DO PRINCÍPIO DA LEGALIDADE. DEBATE DE ÂMBITO INFRACONSTITUCIONAL. INCIDÊNCIA DA SÚMULA Nº 636/STF. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA NÃO VIABILIZA O MANEJO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ANÁLISE DA OCORRÊNCIA DE EVENTUAL AFRONTA AO PRECEITO CONSTITUCIONAL INVOCADO NO APELO EXTREMO DEPENDENTE DA REELABORAÇÃO DA MOLDURA FÁTICA CONSTANTE DO ACÓRDÃO RECORRIDO. APLICAÇÃO DA SÚMULA 279/STF. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 10.5.2013. Não cabe recurso extraordinário por contrariedade ao princípio constitucional da legalidade, quando a sua verificação pressuponha rever a interpretação dada a normas infraconstitucionais pela decisão recorrida (Súmula 636/STF). Divergir do entendimento do Tribunal a quo no tocante à regularidade do processo administrativo que concluiu pela aplicação de multa à ora agravante demandaria a reelaboração da moldura fática Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5933545. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 11 Ementa e Acórdão ARE 805034 AGR / RJ delineada no acórdão de origem. Aplicação da Súmula 279/STF: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário”. Precedentes. Agravo regimental conhecido e não provido. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Luiz Fux. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Brasília, 20 de maio de 2014. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5933545. Supremo Tribunal Federal ARE 805034 AGR / RJ delineada no acórdão de origem. Aplicação da Súmula 279/STF: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário”. Precedentes. Agravo regimental conhecido e não provido. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Luiz Fux. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Brasília, 20 de maio de 2014. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5933545. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 11 Relatório 20/05/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 805.034 RIO DE JANEIRO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :COMPANHIA DISTRIBUIDORA DE GÁS DO RIO DE JANEIRO - CEG ADV.(A/S) :GUSTAVO FARIA CORTINES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :AGÊNCIA REGULADORA DE ENERGIA E SANEAMENTO BÁSICO DO RIO DE JANEIRO - AGENERSA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO R E L A T Ó R I O A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra decisão por mim proferida, mediante a qual negado seguimento a seu agravo em recurso extraordinário, maneja agravo regimental a Companhia Distribuidora de Gás do Rio de Janeiro – CEG. Insurge-se contra a decisão agravada, ao argumento de que “(...) a discussão travada em todo o processo judicial, diz respeito à ausência de enquadramento legal da multa aplicada pela AGENERSA à CEG. Em outras palavras, a tese defendida se circunscreve tão somente à ausência de lei que tipifique a conduta da CEG”. Alega que “(...) não há que se falar em aplicação da súmula 636 desse colendo tribunal, na medida em que, como visto, a norma constitucional foi violada de forma direta, (...)”. Afirma que “(...) trata-se da hipótese clássica de ofensa ao princípio da legalidade, ou seja, de criar uma obrigação sem a necessária reserva legal”. Aduz que “(...) em não havendo lei que enquadre como ilícito o procedimento da agravante, nula é a penalidade imposta com esse fundamento. E ainda que se entendesse que o ilícito contratual decorre do alegado descumprimento do contrato, que efetivamente não ocorreu, não há lei que preveja a penalidade aplicável”. Sustenta ser inaplicável o óbice da Súmula 279/STF. Insiste na alegação de afronta direta ao art. 5º, II, da Constituição Federal. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5933546. Supremo Tribunal Federal 20/05/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 805.034 RIO DE JANEIRO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :COMPANHIA DISTRIBUIDORA DE GÁS DO RIO DE JANEIRO - CEG ADV.(A/S) :GUSTAVO FARIA CORTINES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :AGÊNCIA REGULADORA DE ENERGIA E SANEAMENTO BÁSICO DO RIO DE JANEIRO - AGENERSA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO R E L A T Ó R I O A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra decisão por mim proferida, mediante a qual negado seguimento a seu agravo em recurso extraordinário, maneja agravo regimental a Companhia Distribuidora de Gás do Rio de Janeiro – CEG. Insurge-se contra a decisão agravada, ao argumento de que “(...) a discussão travada em todo o processo judicial, diz respeito à ausência de enquadramento legal da multa aplicada pela AGENERSA à CEG. Em outras palavras, a tese defendida se circunscreve tão somente à ausência de lei que tipifique a conduta da CEG”. Alega que “(...) não há que se falar em aplicação da súmula 636 desse colendo tribunal, na medida em que, como visto, a norma constitucional foi violada de forma direta, (...)”. Afirma que “(...) trata-se da hipótese clássica de ofensa ao princípio da legalidade, ou seja, de criar uma obrigação sem a necessária reserva legal”. Aduz que “(...) em não havendo lei que enquadre como ilícito o procedimento da agravante, nula é a penalidade imposta com esse fundamento. E ainda que se entendesse que o ilícito contratual decorre do alegado descumprimento do contrato, que efetivamente não ocorreu, não há lei que preveja a penalidade aplicável”. Sustenta ser inaplicável o óbice da Súmula 279/STF. Insiste na alegação de afronta direta ao art. 5º, II, da Constituição Federal. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5933546. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 11 Relatório ARE 805034 AGR / RJ Acórdão do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro publicado em 10.5.2013. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5933546. Supremo Tribunal Federal ARE 805034 AGR / RJ Acórdão do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro publicado em 10.5.2013. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5933546. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 11 Voto - MIN. ROSA WEBER 20/05/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 805.034 RIO DE JANEIRO V O T O A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame do mérito. Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo: “Vistos etc. Contra o juízo negativo de admissibilidade do recurso extraordinário, exarado pela Presidência do Tribunal a quo, foi manejado agravo. Na minuta, sustenta-se que o recurso extraordinário reúne todos os requisitos para sua admissão. Aparelhado o recurso na violação do art. 5º, II, da Lei Maior. É o relatório. Decido. Preenchidos os pressupostos extrínsecos. Da detida análise dos fundamentos da decisão denegatória de seguimento do recurso extraordinário, bem como à luz das razões de decidir adotadas pelo Tribunal de origem, por ocasião do julgamento do recurso veiculado na instância ordinária, concluo que nada colhe o agravo. Na esteira da Súmula 636/STF: “Não cabe recurso extraordinário por contrariedade ao princípio constitucional da legalidade, quando a sua verificação pressuponha rever a interpretação dada a normas infraconstitucionais pela decisão recorrida”. “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. CONCESSÃO DE SERVIÇOS PÚBLICOS. PROCESSO ADMINISTRATIVO. FUNÇÃO FISCALIZATÓRIA DAS AGÊNCIAS REGULADORAS. MULTA. IMPOSSIBILIDADE DO REEXAME DE Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5933547. Supremo Tribunal Federal 20/05/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 805.034 RIO DE JANEIRO V O T O A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame do mérito. Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo: “Vistos etc. Contra o juízo negativo de admissibilidade do recurso extraordinário, exarado pela Presidência do Tribunal a quo, foi manejado agravo. Na minuta, sustenta-se que o recurso extraordinário reúne todos os requisitos para sua admissão. Aparelhado o recurso na violação do art. 5º, II, da Lei Maior. É o relatório. Decido. Preenchidos os pressupostos extrínsecos. Da detida análise dos fundamentos da decisão denegatória de seguimento do recurso extraordinário, bem como à luz das razões de decidir adotadas pelo Tribunal de origem, por ocasião do julgamento do recurso veiculado na instância ordinária, concluo que nada colhe o agravo. Na esteira da Súmula 636/STF: “Não cabe recurso extraordinário por contrariedade ao princípio constitucional da legalidade, quando a sua verificação pressuponha rever a interpretação dada a normas infraconstitucionais pela decisão recorrida”. “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. CONCESSÃO DE SERVIÇOS PÚBLICOS. PROCESSO ADMINISTRATIVO. FUNÇÃO FISCALIZATÓRIA DAS AGÊNCIAS REGULADORAS. MULTA. IMPOSSIBILIDADE DO REEXAME DE Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5933547. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 11 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 805034 AGR / RJ PROVAS. SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AUSÊNCIA DE OFENSA CONSTITUCIONAL DIRETA. ALEGAÇÃO DE CONTRARIEDADE AO PRINCÍPIO DA LEGALIDADE: SÚMULA N. 636 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.” (ARE 766799 AgR, Relator(a): Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, julgado em 15/10/2013, PROCESSO ELETRÔNICO DJe-213 DIVULG 25-10-2013 PUBLIC 28- 10-2013) “DIREITO ADMINISTRATIVO. APLICAÇÃO DE MULTA. ALEGAÇÃO DE VIOLAÇÃO DO PRINCÍPIO DA LEGALIDADE. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. INCIDÊNCIA DA SÚMULA Nº 636/STF. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA NÃO VIABILIZA O MANEJO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ACÓRDÃO RECORRIDO DISPONIBILIZADO EM 3.6.2009. Não cabe recurso extraordinário por contrariedade ao princípio constitucional da legalidade, quando a sua verificação pressuponha rever a interpretação dada a normas infraconstitucionais pela decisão recorrida (Súmula 636/STF). As razões do agravo regimental não são aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere ao âmbito infraconstitucional do debate, a inviabilizar o trânsito do recurso extraordinário. Agravo regimental conhecido e não provido.” (RE 643370 AgR, Relator(a): Min. ROSA WEBER, Primeira Turma, julgado em 03/09/2013, PROCESSO ELETRÔNICO DJe-185 DIVULG 19-09-2013 PUBLIC 20-09-2013) O Tribunal de origem, na hipótese em apreço, lastreou-se na prova produzida para firmar seu convencimento acerca da proporcionalidade da multa aplicada, razão pela qual aferir a 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5933547. Supremo Tribunal Federal ARE 805034 AGR / RJ PROVAS. SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AUSÊNCIA DE OFENSA CONSTITUCIONAL DIRETA. ALEGAÇÃO DE CONTRARIEDADE AO PRINCÍPIO DA LEGALIDADE: SÚMULA N. 636 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.” (ARE 766799 AgR, Relator(a): Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, julgado em 15/10/2013, PROCESSO ELETRÔNICO DJe-213 DIVULG 25-10-2013 PUBLIC 28- 10-2013) “DIREITO ADMINISTRATIVO. APLICAÇÃO DE MULTA. ALEGAÇÃO DE VIOLAÇÃO DO PRINCÍPIO DA LEGALIDADE. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. INCIDÊNCIA DA SÚMULA Nº 636/STF. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA NÃO VIABILIZA O MANEJO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ACÓRDÃO RECORRIDO DISPONIBILIZADO EM 3.6.2009. Não cabe recurso extraordinário por contrariedade ao princípio constitucional da legalidade, quando a sua verificação pressuponha rever a interpretação dada a normas infraconstitucionais pela decisão recorrida (Súmula 636/STF). As razões do agravo regimental não são aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere ao âmbito infraconstitucional do debate, a inviabilizar o trânsito do recurso extraordinário. Agravo regimental conhecido e não provido.” (RE 643370 AgR, Relator(a): Min. ROSA WEBER, Primeira Turma, julgado em 03/09/2013, PROCESSO ELETRÔNICO DJe-185 DIVULG 19-09-2013 PUBLIC 20-09-2013) O Tribunal de origem, na hipótese em apreço, lastreou-se na prova produzida para firmar seu convencimento acerca da proporcionalidade da multa aplicada, razão pela qual aferir a 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5933547. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 11 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 805034 AGR / RJ ocorrência de eventual afronta aos preceitos constitucionais invocados no apelo extremo exigiria o revolvimento do quadro fático delineado, procedimento vedado em sede extraordinária. Aplicação da Súmula 279/STF: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário”. Nesse sentir, não merece processamento o apelo extremo, consoante também se denota dos fundamentos da decisão que desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja detida análise conduz à conclusão pela ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República. Nego seguimento (art. 21, § 1º, do RISTF)”. Irrepreensível a decisão agravada. Oportuna a transcrição parcial do acórdão proferido pelo Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro: “(...) A controvérsia gira em torno da legalidade da multa aplicada à Apelante, CEG, pela Agência Reguladora ASEP/RJ, no bojo de processo administrativo em que se apurou que a autora cometeu falha na prestação do serviço de fornecimento de gás canalizado eis que houve emissão de gás em desacordo com as especificações regulatórias, no dia 29/07/2001, tendo como consequência a aplicação de multa equivalente a um dia de consumo dos consumidores, conforme previsão no Contrato de Concessão. (…) na cláusula oitava do Contrato de Concessão está prevista a aplicação de penalidades autorizadas pelas normas do serviço ou definidas no Contrato, assegurando à Concessionária o mais amplo direito de defesa estando as penalidades descritas na CLÁUSULA DEZ, entre elas a aplicação de multa, que, segundo o § 1º não excederá um décimo por cento do montante do faturamento da Concessionária nos últimos doze meses anteriores à ocorrência da infração. (fls.51) Ocorre que foram constatadas graves anomalias em duas 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5933547. Supremo Tribunal Federal ARE 805034 AGR / RJ ocorrência de eventual afronta aos preceitos constitucionais invocados no apelo extremo exigiria o revolvimento do quadro fático delineado, procedimento vedado em sede extraordinária. Aplicação da Súmula 279/STF: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário”. Nesse sentir, não merece processamento o apelo extremo, consoante também se denota dos fundamentos da decisão que desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja detida análise conduz à conclusão pela ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República. Nego seguimento (art. 21, § 1º, do RISTF)”. Irrepreensível a decisão agravada. Oportuna a transcrição parcial do acórdão proferido pelo Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro: “(...) A controvérsia gira em torno da legalidade da multa aplicada à Apelante, CEG, pela Agência Reguladora ASEP/RJ, no bojo de processo administrativo em que se apurou que a autora cometeu falha na prestação do serviço de fornecimento de gás canalizado eis que houve emissão de gás em desacordo com as especificações regulatórias, no dia 29/07/2001, tendo como consequência a aplicação de multa equivalente a um dia de consumo dos consumidores, conforme previsão no Contrato de Concessão. (…) na cláusula oitava do Contrato de Concessão está prevista a aplicação de penalidades autorizadas pelas normas do serviço ou definidas no Contrato, assegurando à Concessionária o mais amplo direito de defesa estando as penalidades descritas na CLÁUSULA DEZ, entre elas a aplicação de multa, que, segundo o § 1º não excederá um décimo por cento do montante do faturamento da Concessionária nos últimos doze meses anteriores à ocorrência da infração. (fls.51) Ocorre que foram constatadas graves anomalias em duas 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5933547. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 11 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 805034 AGR / RJ das três unidades da autora, conforme esclarecimentos do perito às fls. 742, sendo que todos os usuários que consumiam gás no momento do evento foram atingidos. (fls. 748). É de se frisar que a Lei 8987/95 regula a prestação de serviços públicos e determina que o poder concedente apure as falhas na prestação dos serviços e aplique as penalidades previstas no contrato. A apelante - Agência Reguladora Estadual dos Serviços Públicos concedidos de energia e saneamento- tem competência legal para impor sanções aos concessionários, desde que em processo administrativo seja garantido o contraditório e a ampla defesa. Também a Lei estadual no 2.686/97, em seu artigo 4º, estabelece caber à agência reguladora a fiscalização e o zelo para o fiel cumprimento dos contratos de concessão de serviços, aplicando as sanções cabíveis. Quanto à penalidade imposta, além da previsão legal, houve procedimento administrativo regular para apuração da responsabilidade da concessionária, onde foram observados os princípios do contraditório e da ampla defesa, (o que se confirma a fls. 108/186 e 189/191) resultando decisão sancionatória motivada, a se afastar qualquer ilegalidade, nos termos do 'processo administrativo E-04/079.246/2001, em anexo. Ademais, o valor imposto a título de multa administrativa (0,02 do faturamento nos últimos 12 meses anteriores à ocorrência da infração) afigura-se razoável e proporcional, tendo em vista o porte financeiro da concessionária, ressaltando-se, todavia, no que diz respeito ao valor da multa, tratar-se de matéria de mérito administrativo, do âmbito do poder discricionário do administrador, fora do controle jurisdicional. É de acrescentar que o valor da multa foi criteriosamente apurado pelo perito conforme cálculo de fls. 750. (…) Totalmente improcedente a alegação da parte autora no 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5933547. Supremo Tribunal Federal ARE 805034 AGR / RJ das três unidades da autora, conforme esclarecimentos do perito às fls. 742, sendo que todos os usuários que consumiam gás no momento do evento foram atingidos. (fls. 748). É de se frisar que a Lei 8987/95 regula a prestação de serviços públicos e determina que o poder concedente apure as falhas na prestação dos serviços e aplique as penalidades previstas no contrato. A apelante - Agência Reguladora Estadual dos Serviços Públicos concedidos de energia e saneamento- tem competência legal para impor sanções aos concessionários, desde que em processo administrativo seja garantido o contraditório e a ampla defesa. Também a Lei estadual no 2.686/97, em seu artigo 4º, estabelece caber à agência reguladora a fiscalização e o zelo para o fiel cumprimento dos contratos de concessão de serviços, aplicando as sanções cabíveis. Quanto à penalidade imposta, além da previsão legal, houve procedimento administrativo regular para apuração da responsabilidade da concessionária, onde foram observados os princípios do contraditório e da ampla defesa, (o que se confirma a fls. 108/186 e 189/191) resultando decisão sancionatória motivada, a se afastar qualquer ilegalidade, nos termos do 'processo administrativo E-04/079.246/2001, em anexo. Ademais, o valor imposto a título de multa administrativa (0,02 do faturamento nos últimos 12 meses anteriores à ocorrência da infração) afigura-se razoável e proporcional, tendo em vista o porte financeiro da concessionária, ressaltando-se, todavia, no que diz respeito ao valor da multa, tratar-se de matéria de mérito administrativo, do âmbito do poder discricionário do administrador, fora do controle jurisdicional. É de acrescentar que o valor da multa foi criteriosamente apurado pelo perito conforme cálculo de fls. 750. (…) Totalmente improcedente a alegação da parte autora no 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5933547. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 11 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 805034 AGR / RJ sentido de imotivação do ato punitivo, eis que, conforme o conteúdo do processo administrativo em apenso, a Autoridade descreveu todas as falhas na prestação do serviço, e ao final, justificou a adoção da penalidade imposta, conforme teor do voto do Conselheiro Relator do feito. (fls. 177/179). Concluindo-se pela legalidade do ato praticado, descabe ao Judiciário adentrar sobre o mérito da sanção aplicada, muito menos promover a substituição de uma sanção por outra”. Emerge do acórdão que ensejou o manejo do recurso extraordinário que o Tribunal a quo decidiu no sentido da regularidade do processo administrativo que concluiu pela aplicação de multa à ora agravante. Divergir desse entendimento demandaria a reelaboração da moldura fática delineada no acórdão de origem, assim como a análise da suposta afronta ao preceito constitucional indicado nas razões recursais dependeria da análise de legislação infraconstitucional, o que é vedado a esta instância extraordinária. Aplicação da Súmula 279/STF: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário”. Cito precedentes: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. CONCESSÃO DE SERVIÇOS PÚBLICOS. PROCESSO ADMINISTRATIVO. FUNÇÃO FISCALIZATÓRIA DAS AGÊNCIAS REGULADORAS. MULTA. IMPOSSIBILIDADE DO REEXAME DE PROVAS. SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AUSÊNCIA DE OFENSA CONSTITUCIONAL DIRETA. ALEGAÇÃO DE CONTRARIEDADE AO PRINCÍPIO DA LEGALIDADE: SÚMULA N. 636 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (ARE 766.799-AgR/RJ, Rel. Min. Cármen Lúcia, 2ª Turma, DJe 28.10.2013). “Auto de infração. Multa. Controvérsia infraconstitucional. Ausência de prequestionamento (Súmulas 282 e 356). Pre questionamento implícito. Impossibilidade. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5933547. Supremo Tribunal Federal ARE 805034 AGR / RJ sentido de imotivação do ato punitivo, eis que, conforme o conteúdo do processo administrativo em apenso, a Autoridade descreveu todas as falhas na prestação do serviço, e ao final, justificou a adoção da penalidade imposta, conforme teor do voto do Conselheiro Relator do feito. (fls. 177/179). Concluindo-se pela legalidade do ato praticado, descabe ao Judiciário adentrar sobre o mérito da sanção aplicada, muito menos promover a substituição de uma sanção por outra”. Emerge do acórdão que ensejou o manejo do recurso extraordinário que o Tribunal a quo decidiu no sentido da regularidade do processo administrativo que concluiu pela aplicação de multa à ora agravante. Divergir desse entendimento demandaria a reelaboração da moldura fática delineada no acórdão de origem, assim como a análise da suposta afronta ao preceito constitucional indicado nas razões recursais dependeria da análise de legislação infraconstitucional, o que é vedado a esta instância extraordinária. Aplicação da Súmula 279/STF: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário”. Cito precedentes: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. CONCESSÃO DE SERVIÇOS PÚBLICOS. PROCESSO ADMINISTRATIVO. FUNÇÃO FISCALIZATÓRIA DAS AGÊNCIAS REGULADORAS. MULTA. IMPOSSIBILIDADE DO REEXAME DE PROVAS. SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AUSÊNCIA DE OFENSA CONSTITUCIONAL DIRETA. ALEGAÇÃO DE CONTRARIEDADE AO PRINCÍPIO DA LEGALIDADE: SÚMULA N. 636 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (ARE 766.799-AgR/RJ, Rel. Min. Cármen Lúcia, 2ª Turma, DJe 28.10.2013). “Auto de infração. Multa. Controvérsia infraconstitucional. Ausência de prequestionamento (Súmulas 282 e 356). Pre questionamento implícito. Impossibilidade. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5933547. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 11 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 805034 AGR / RJ Precedentes. Regimental não provido” (AI 448.860/AgR-RJ, Rel. Min. Nelson Jobim, 2ª Turma DJ 17/10/03). Destaco ainda a incidência, na hipótese, da diretriz da Súmula 636/STF: “Não cabe recurso extraordinário por contrariedade ao princípio constitucional da legalidade, quando a sua verificação pressuponha rever a interpretação dada a normas infraconstitucionais pela decisão recorrida”. Nesse sentido: “DIREITO ADMINISTRATIVO. APLICAÇÃO DE MULTA. ALEGAÇÃO DE VIOLAÇÃO DO PRINCÍPIO DA LEGALIDADE. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. INCIDÊNCIA DA SÚMULA Nº 636/STF. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA NÃO VIABILIZA O MANEJO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ACÓRDÃO RECORRIDO DISPONIBILIZADO EM 3.6.2009. Não cabe recurso extraordinário por contrariedade ao princípio constitucional da legalidade, quando a sua verificação pressuponha rever a interpretação dada a normas infraconstitucionais pela decisão recorrida (Súmula 636/STF). As razões do agravo regimental não são aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere ao âmbito infraconstitucional do debate, a inviabilizar o trânsito do recurso extraordinário. Agravo regimental conhecido e não provido” (RE 643.370-AgR/DF, de minha relatoria, 1ª Turma, DJe 20.9.2013). Nesse contexto, as razões do agravo regimental não são aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere à ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República Agravo regimental conhecido e não provido. É como voto. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5933547. Supremo Tribunal Federal ARE 805034 AGR / RJ Precedentes. Regimental não provido” (AI 448.860/AgR-RJ, Rel. Min. Nelson Jobim, 2ª Turma DJ 17/10/03). Destaco ainda a incidência, na hipótese, da diretriz da Súmula 636/STF: “Não cabe recurso extraordinário por contrariedade ao princípio constitucional da legalidade, quando a sua verificação pressuponha rever a interpretação dada a normas infraconstitucionais pela decisão recorrida”. Nesse sentido: “DIREITO ADMINISTRATIVO. APLICAÇÃO DE MULTA. ALEGAÇÃO DE VIOLAÇÃO DO PRINCÍPIO DA LEGALIDADE. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. INCIDÊNCIA DA SÚMULA Nº 636/STF. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA NÃO VIABILIZA O MANEJO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ACÓRDÃO RECORRIDO DISPONIBILIZADO EM 3.6.2009. Não cabe recurso extraordinário por contrariedade ao princípio constitucional da legalidade, quando a sua verificação pressuponha rever a interpretação dada a normas infraconstitucionais pela decisão recorrida (Súmula 636/STF). As razões do agravo regimental não são aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere ao âmbito infraconstitucional do debate, a inviabilizar o trânsito do recurso extraordinário. Agravo regimental conhecido e não provido” (RE 643.370-AgR/DF, de minha relatoria, 1ª Turma, DJe 20.9.2013). Nesse contexto, as razões do agravo regimental não são aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere à ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República Agravo regimental conhecido e não provido. É como voto. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5933547. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 11 Extrato de Ata - 20/05/2014 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 805.034 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : COMPANHIA DISTRIBUIDORA DE GÁS DO RIO DE JANEIRO - CEG ADV.(A/S) : GUSTAVO FARIA CORTINES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : AGÊNCIA REGULADORA DE ENERGIA E SANEAMENTO BÁSICO DO RIO DE JANEIRO - AGENERSA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da relatora. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Luiz Fux. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 20.5.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Compareceu a Senhora Ministra Cármen Lúcia para julgar processos a ela vinculados. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo G. Gonet Branco. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 5988940 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 805.034 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : COMPANHIA DISTRIBUIDORA DE GÁS DO RIO DE JANEIRO - CEG ADV.(A/S) : GUSTAVO FARIA CORTINES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : AGÊNCIA REGULADORA DE ENERGIA E SANEAMENTO BÁSICO DO RIO DE JANEIRO - AGENERSA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da relatora. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Luiz Fux. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 20.5.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Compareceu a Senhora Ministra Cármen Lúcia para julgar processos a ela vinculados. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo G. Gonet Branco. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 5988940 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 11
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=6017203
2014-05-20T00:00:00
2014-06-04T00:00:00
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da relatora. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Luiz Fux. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 20.5.2014.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
EMENTA DIREITO ADMINISTRATIVO. CONCESSÃO DE SERVIÇO PÚBLICO. PROCESSO ADMINISTRATIVO. APLICAÇÃO DE MULTA. VIOLAÇÃO DO PRINCÍPIO DA LEGALIDADE. DEBATE DE ÂMBITO INFRACONSTITUCIONAL. INCIDÊNCIA DA SÚMULA Nº 636/STF. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA NÃO VIABILIZA O MANEJO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ANÁLISE DA OCORRÊNCIA DE EVENTUAL AFRONTA AO PRECEITO CONSTITUCIONAL INVOCADO NO APELO EXTREMO DEPENDENTE DA REELABORAÇÃO DA MOLDURA FÁTICA CONSTANTE DO ACÓRDÃO RECORRIDO. APLICAÇÃO DA SÚMULA 279/STF. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 10.5.2013. Não cabe recurso extraordinário por contrariedade ao princípio constitucional da legalidade, quando a sua verificação pressuponha rever a interpretação dada a normas infraconstitucionais pela decisão recorrida (Súmula 636/STF). Divergir do entendimento do Tribunal a quo no tocante à regularidade do processo administrativo que concluiu pela aplicação de multa à ora agravante demandaria a reelaboração da moldura fática delineada no acórdão de origem. Aplicação da Súmula 279/STF: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário”. Precedentes. Agravo regimental conhecido e não provido.
sjur266424
- Acórdão(s) citado(s): (SÚMULA 279) AI 448860 AgR (2ªT), ARE 766799 AgR (2ªT). (SÚMULA 636) RE 643370 AgR (1ªT). Número de páginas: 11. Análise: 09/06/2014, TIA.
ROSA WEBER
Primeira Turma
805034
[ "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000636 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 805034 AgR
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AGTE.(S) : COMPANHIA DISTRIBUIDORA DE GÁS DO RIO DE JANEIRO - CEG ADV.(A/S) : GUSTAVO FARIA CORTINES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : AGÊNCIA REGULADORA DE ENERGIA E SANEAMENTO BÁSICO DO RIO DE JANEIRO - AGENERSA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
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Ementa e Acórdão 20/05/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 805.034 RIO DE JANEIRO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :COMPANHIA DISTRIBUIDORA DE GÁS DO RIO DE JANEIRO - CEG ADV.(A/S) :GUSTAVO FARIA CORTINES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :AGÊNCIA REGULADORA DE ENERGIA E SANEAMENTO BÁSICO DO RIO DE JANEIRO - AGENERSA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO EMENTA DIREITO ADMINISTRATIVO. CONCESSÃO DE SERVIÇO PÚBLICO. PROCESSO ADMINISTRATIVO. APLICAÇÃO DE MULTA. VIOLAÇÃO DO PRINCÍPIO DA LEGALIDADE. DEBATE DE ÂMBITO INFRACONSTITUCIONAL. INCIDÊNCIA DA SÚMULA n 636/Supremo Tribunal Federal. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA NÃO VIABILIZA O MANEJO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ANÁLISE DA OCORRÊNCIA DE EVENTUAL AFRONTA AO PRECEITO CONSTITUCIONAL INVOCADO NO APELO EXTREMO DEPENDENTE DA REELABORAÇÃO DA MOLDURA FÁTICA CONSTANTE DO ACÓRDÃO RECORRIDO. APLICAÇÃO DA SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 10.5.2013. Não cabe recurso extraordinário por contrariedade ao princípio constitucional da legalidade, quando a sua verificação pressuponha rever a interpretação dada a normas infraconstitucionais pela decisão recorrida (Súmula 636/Supremo Tribunal Federal). Divergir do entendimento do Tribunal a quo no tocante à regularidade do processo administrativo que concluiu pela aplicação de multa à ora agravante demandaria a reelaboração da moldura fática Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5933545. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 11 Ementa e Acórdão ARE 805034 AGR / RJ delineada no acórdão de origem. Aplicação da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário”. Precedentes. Agravo regimental conhecido e não provido. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Luiz Fux. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Brasília, 20 de maio de 2014. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5933545. Supremo Tribunal Federal ARE 805034 AGR / RJ delineada no acórdão de origem. Aplicação da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário”. Precedentes. Agravo regimental conhecido e não provido. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Luiz Fux. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Brasília, 20 de maio de 2014. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5933545. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 11 Relatório 20/05/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 805.034 RIO DE JANEIRO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :COMPANHIA DISTRIBUIDORA DE GÁS DO RIO DE JANEIRO - CEG ADV.(A/S) :GUSTAVO FARIA CORTINES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :AGÊNCIA REGULADORA DE ENERGIA E SANEAMENTO BÁSICO DO RIO DE JANEIRO - AGENERSA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO R E L A T Ó R I O A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra decisão por mim proferida, mediante a qual negado seguimento a seu agravo em recurso extraordinário, maneja agravo regimental a Companhia Distribuidora de Gás do Rio de Janeiro – CEG. Insurge-se contra a decisão agravada, ao argumento de que “(...) a discussão travada em todo o processo judicial, diz respeito à ausência de enquadramento legal da multa aplicada pela AGENERSA à CEG. Em outras palavras, a tese defendida se circunscreve tão somente à ausência de lei que tipifique a conduta da CEG”. Alega que “(...) não há que se falar em aplicação da súmula 636 desse colendo tribunal, na medida em que, como visto, a norma constitucional foi violada de forma direta, (...)”. Afirma que “(...) trata-se da hipótese clássica de ofensa ao princípio da legalidade, ou seja, de criar uma obrigação sem a necessária reserva legal”. Aduz que “(...) em não havendo lei que enquadre como ilícito o procedimento da agravante, nula é a penalidade imposta com esse fundamento. E ainda que se entendesse que o ilícito contratual decorre do alegado descumprimento do contrato, que efetivamente não ocorreu, não há lei que preveja a penalidade aplicável”. Sustenta ser inaplicável o óbice da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal. Insiste na alegação de afronta direta ao art. 5..., II, da Constituição Federal. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5933546. Supremo Tribunal Federal 20/05/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 805.034 RIO DE JANEIRO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :COMPANHIA DISTRIBUIDORA DE GÁS DO RIO DE JANEIRO - CEG ADV.(A/S) :GUSTAVO FARIA CORTINES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :AGÊNCIA REGULADORA DE ENERGIA E SANEAMENTO BÁSICO DO RIO DE JANEIRO - AGENERSA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO R E L A T Ó R I O A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra decisão por mim proferida, mediante a qual negado seguimento a seu agravo em recurso extraordinário, maneja agravo regimental a Companhia Distribuidora de Gás do Rio de Janeiro – CEG. Insurge-se contra a decisão agravada, ao argumento de que “(...) a discussão travada em todo o processo judicial, diz respeito à ausência de enquadramento legal da multa aplicada pela AGENERSA à CEG. Em outras palavras, a tese defendida se circunscreve tão somente à ausência de lei que tipifique a conduta da CEG”. Alega que “(...) não há que se falar em aplicação da súmula 636 desse colendo tribunal, na medida em que, como visto, a norma constitucional foi violada de forma direta, (...)”. Afirma que “(...) trata-se da hipótese clássica de ofensa ao princípio da legalidade, ou seja, de criar uma obrigação sem a necessária reserva legal”. Aduz que “(...) em não havendo lei que enquadre como ilícito o procedimento da agravante, nula é a penalidade imposta com esse fundamento. E ainda que se entendesse que o ilícito contratual decorre do alegado descumprimento do contrato, que efetivamente não ocorreu, não há lei que preveja a penalidade aplicável”. Sustenta ser inaplicável o óbice da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal. Insiste na alegação de afronta direta ao art. 5..., II, da Constituição Federal. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5933546. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 11 Relatório ARE 805034 AGR / RJ Acórdão do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro publicado em 10.5.2013. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5933546. Supremo Tribunal Federal ARE 805034 AGR / RJ Acórdão do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro publicado em 10.5.2013. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5933546. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 11 Voto - MIN. ROSA WEBER 20/05/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 805.034 RIO DE JANEIRO V O T O A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame do mérito. Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo: “Vistos etc. Contra o juízo negativo de admissibilidade do recurso extraordinário, exarado pela Presidência do Tribunal a quo, foi manejado agravo. Na minuta, sustenta-se que o recurso extraordinário reúne todos os requisitos para sua admissão. Aparelhado o recurso na violação do art. 5..., II, da Lei Maior. É o relatório. Decido. Preenchidos os pressupostos extrínsecos. Da detida análise dos fundamentos da decisão denegatória de seguimento do recurso extraordinário, bem como à luz das razões de decidir adotadas pelo Tribunal de origem, por ocasião do julgamento do recurso veiculado na instância ordinária, concluo que nada colhe o agravo. Na esteira da Súmula 636/Supremo Tribunal Federal: “Não cabe recurso extraordinário por contrariedade ao princípio constitucional da legalidade, quando a sua verificação pressuponha rever a interpretação dada a normas infraconstitucionais pela decisão recorrida”. “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. CONCESSÃO DE SERVIÇOS PÚBLICOS. PROCESSO ADMINISTRATIVO. FUNÇÃO FISCALIZATÓRIA DAS AGÊNCIAS REGULADORAS. MULTA. IMPOSSIBILIDADE DO REEXAME DE Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5933547. Supremo Tribunal Federal 20/05/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 805.034 RIO DE JANEIRO V O T O A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame do mérito. Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo: “Vistos etc. Contra o juízo negativo de admissibilidade do recurso extraordinário, exarado pela Presidência do Tribunal a quo, foi manejado agravo. Na minuta, sustenta-se que o recurso extraordinário reúne todos os requisitos para sua admissão. Aparelhado o recurso na violação do art. 5..., II, da Lei Maior. É o relatório. Decido. Preenchidos os pressupostos extrínsecos. Da detida análise dos fundamentos da decisão denegatória de seguimento do recurso extraordinário, bem como à luz das razões de decidir adotadas pelo Tribunal de origem, por ocasião do julgamento do recurso veiculado na instância ordinária, concluo que nada colhe o agravo. Na esteira da Súmula 636/Supremo Tribunal Federal: “Não cabe recurso extraordinário por contrariedade ao princípio constitucional da legalidade, quando a sua verificação pressuponha rever a interpretação dada a normas infraconstitucionais pela decisão recorrida”. “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. CONCESSÃO DE SERVIÇOS PÚBLICOS. PROCESSO ADMINISTRATIVO. FUNÇÃO FISCALIZATÓRIA DAS AGÊNCIAS REGULADORAS. MULTA. IMPOSSIBILIDADE DO REEXAME DE Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5933547. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 11 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 805034 AGR / RJ PROVAS. SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AUSÊNCIA DE OFENSA CONSTITUCIONAL DIRETA. ALEGAÇÃO DE CONTRARIEDADE AO PRINCÍPIO DA LEGALIDADE: SÚMULA N. 636 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.” (ARE 766799 AgR, Relator(a): Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, julgado em 15/10/2013, PROCESSO ELETRÔNICO DJe-213 DIVULG 25-10-2013 PUBLIC 28- 10-2013) “DIREITO ADMINISTRATIVO. APLICAÇÃO DE MULTA. ALEGAÇÃO DE VIOLAÇÃO DO PRINCÍPIO DA LEGALIDADE. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. INCIDÊNCIA DA SÚMULA n 636/Supremo Tribunal Federal. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA NÃO VIABILIZA O MANEJO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ACÓRDÃO RECORRIDO DISPONIBILIZADO EM 3.6.2009. Não cabe recurso extraordinário por contrariedade ao princípio constitucional da legalidade, quando a sua verificação pressuponha rever a interpretação dada a normas infraconstitucionais pela decisão recorrida (Súmula 636/Supremo Tribunal Federal). As razões do agravo regimental não são aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere ao âmbito infraconstitucional do debate, a inviabilizar o trânsito do recurso extraordinário. Agravo regimental conhecido e não provido.” (Recurso Extraordinário 643370 AgR, Relator(a): Min. ROSA WEBER, Primeira Turma, julgado em 03/09/2013, PROCESSO ELETRÔNICO DJe-185 DIVULG 19-09-2013 PUBLIC 20-09-2013) O Tribunal de origem, na hipótese em apreço, lastreou-se na prova produzida para firmar seu convencimento acerca da proporcionalidade da multa aplicada, razão pela qual aferir a 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5933547. Supremo Tribunal Federal ARE 805034 AGR / RJ PROVAS. SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AUSÊNCIA DE OFENSA CONSTITUCIONAL DIRETA. ALEGAÇÃO DE CONTRARIEDADE AO PRINCÍPIO DA LEGALIDADE: SÚMULA N. 636 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.” (ARE 766799 AgR, Relator(a): Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, julgado em 15/10/2013, PROCESSO ELETRÔNICO DJe-213 DIVULG 25-10-2013 PUBLIC 28- 10-2013) “DIREITO ADMINISTRATIVO. APLICAÇÃO DE MULTA. ALEGAÇÃO DE VIOLAÇÃO DO PRINCÍPIO DA LEGALIDADE. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. INCIDÊNCIA DA SÚMULA n 636/Supremo Tribunal Federal. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA NÃO VIABILIZA O MANEJO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ACÓRDÃO RECORRIDO DISPONIBILIZADO EM 3.6.2009. Não cabe recurso extraordinário por contrariedade ao princípio constitucional da legalidade, quando a sua verificação pressuponha rever a interpretação dada a normas infraconstitucionais pela decisão recorrida (Súmula 636/Supremo Tribunal Federal). As razões do agravo regimental não são aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere ao âmbito infraconstitucional do debate, a inviabilizar o trânsito do recurso extraordinário. Agravo regimental conhecido e não provido.” (Recurso Extraordinário 643370 AgR, Relator(a): Min. ROSA WEBER, Primeira Turma, julgado em 03/09/2013, PROCESSO ELETRÔNICO DJe-185 DIVULG 19-09-2013 PUBLIC 20-09-2013) O Tribunal de origem, na hipótese em apreço, lastreou-se na prova produzida para firmar seu convencimento acerca da proporcionalidade da multa aplicada, razão pela qual aferir a 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5933547. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 11 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 805034 AGR / RJ ocorrência de eventual afronta aos preceitos constitucionais invocados no apelo extremo exigiria o revolvimento do quadro fático delineado, procedimento vedado em sede extraordinária. Aplicação da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário”. Nesse sentir, não merece processamento o apelo extremo, consoante também se denota dos fundamentos da decisão que desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja detida análise conduz à conclusão pela ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República. Nego seguimento (art. 21, § 1..., do RISTF)”. Irrepreensível a decisão agravada. Oportuna a transcrição parcial do acórdão proferido pelo Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro: “(...) A controvérsia gira em torno da legalidade da multa aplicada à Apelante, CEG, pela Agência Reguladora ASEP/RJ, no bojo de processo administrativo em que se apurou que a autora cometeu falha na prestação do serviço de fornecimento de gás canalizado eis que houve emissão de gás em desacordo com as especificações regulatórias, no dia 29/07/2001, tendo como consequência a aplicação de multa equivalente a um dia de consumo dos consumidores, conforme previsão no Contrato de Concessão. (…) na cláusula oitava do Contrato de Concessão está prevista a aplicação de penalidades autorizadas pelas normas do serviço ou definidas no Contrato, assegurando à Concessionária o mais amplo direito de defesa estando as penalidades descritas na CLÁUSULA DEZ, entre elas a aplicação de multa, que, segundo o § 1... não excederá um décimo por cento do montante do faturamento da Concessionária nos últimos doze meses anteriores à ocorrência da infração. (fls.51) Ocorre que foram constatadas graves anomalias em duas 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5933547. Supremo Tribunal Federal ARE 805034 AGR / RJ ocorrência de eventual afronta aos preceitos constitucionais invocados no apelo extremo exigiria o revolvimento do quadro fático delineado, procedimento vedado em sede extraordinária. Aplicação da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário”. Nesse sentir, não merece processamento o apelo extremo, consoante também se denota dos fundamentos da decisão que desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja detida análise conduz à conclusão pela ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República. Nego seguimento (art. 21, § 1..., do RISTF)”. Irrepreensível a decisão agravada. Oportuna a transcrição parcial do acórdão proferido pelo Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro: “(...) A controvérsia gira em torno da legalidade da multa aplicada à Apelante, CEG, pela Agência Reguladora ASEP/RJ, no bojo de processo administrativo em que se apurou que a autora cometeu falha na prestação do serviço de fornecimento de gás canalizado eis que houve emissão de gás em desacordo com as especificações regulatórias, no dia 29/07/2001, tendo como consequência a aplicação de multa equivalente a um dia de consumo dos consumidores, conforme previsão no Contrato de Concessão. (…) na cláusula oitava do Contrato de Concessão está prevista a aplicação de penalidades autorizadas pelas normas do serviço ou definidas no Contrato, assegurando à Concessionária o mais amplo direito de defesa estando as penalidades descritas na CLÁUSULA DEZ, entre elas a aplicação de multa, que, segundo o § 1... não excederá um décimo por cento do montante do faturamento da Concessionária nos últimos doze meses anteriores à ocorrência da infração. (fls.51) Ocorre que foram constatadas graves anomalias em duas 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5933547. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 11 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 805034 AGR / RJ das três unidades da autora, conforme esclarecimentos do perito às fls. 742, sendo que todos os usuários que consumiam gás no momento do evento foram atingidos. (fls. 748). É de se frisar que a Lei 8987/95 regula a prestação de serviços públicos e determina que o poder concedente apure as falhas na prestação dos serviços e aplique as penalidades previstas no contrato. A apelante - Agência Reguladora Estadual dos Serviços Públicos concedidos de energia e saneamento- tem competência legal para impor sanções aos concessionários, desde que em processo administrativo seja garantido o contraditório e a ampla defesa. Também a Lei estadual no 2.686/97, em seu artigo 4..., estabelece caber à agência reguladora a fiscalização e o zelo para o fiel cumprimento dos contratos de concessão de serviços, aplicando as sanções cabíveis. Quanto à penalidade imposta, além da previsão legal, houve procedimento administrativo regular para apuração da responsabilidade da concessionária, onde foram observados os princípios do contraditório e da ampla defesa, (o que se confirma a fls. 108/186 e 189/191) resultando decisão sancionatória motivada, a se afastar qualquer ilegalidade, nos termos do 'processo administrativo E-04/079.246/2001, em anexo. Ademais, o valor imposto a título de multa administrativa (0,02 do faturamento nos últimos 12 meses anteriores à ocorrência da infração) afigura-se razoável e proporcional, tendo em vista o porte financeiro da concessionária, ressaltando-se, todavia, no que diz respeito ao valor da multa, tratar-se de matéria de mérito administrativo, do âmbito do poder discricionário do administrador, fora do controle jurisdicional. É de acrescentar que o valor da multa foi criteriosamente apurado pelo perito conforme cálculo de fls. 750. (…) Totalmente improcedente a alegação da parte autora no 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5933547. Supremo Tribunal Federal ARE 805034 AGR / RJ das três unidades da autora, conforme esclarecimentos do perito às fls. 742, sendo que todos os usuários que consumiam gás no momento do evento foram atingidos. (fls. 748). É de se frisar que a Lei 8987/95 regula a prestação de serviços públicos e determina que o poder concedente apure as falhas na prestação dos serviços e aplique as penalidades previstas no contrato. A apelante - Agência Reguladora Estadual dos Serviços Públicos concedidos de energia e saneamento- tem competência legal para impor sanções aos concessionários, desde que em processo administrativo seja garantido o contraditório e a ampla defesa. Também a Lei estadual no 2.686/97, em seu artigo 4..., estabelece caber à agência reguladora a fiscalização e o zelo para o fiel cumprimento dos contratos de concessão de serviços, aplicando as sanções cabíveis. Quanto à penalidade imposta, além da previsão legal, houve procedimento administrativo regular para apuração da responsabilidade da concessionária, onde foram observados os princípios do contraditório e da ampla defesa, (o que se confirma a fls. 108/186 e 189/191) resultando decisão sancionatória motivada, a se afastar qualquer ilegalidade, nos termos do 'processo administrativo E-04/079.246/2001, em anexo. Ademais, o valor imposto a título de multa administrativa (0,02 do faturamento nos últimos 12 meses anteriores à ocorrência da infração) afigura-se razoável e proporcional, tendo em vista o porte financeiro da concessionária, ressaltando-se, todavia, no que diz respeito ao valor da multa, tratar-se de matéria de mérito administrativo, do âmbito do poder discricionário do administrador, fora do controle jurisdicional. É de acrescentar que o valor da multa foi criteriosamente apurado pelo perito conforme cálculo de fls. 750. (…) Totalmente improcedente a alegação da parte autora no 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5933547. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 11 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 805034 AGR / RJ sentido de imotivação do ato punitivo, eis que, conforme o conteúdo do processo administrativo em apenso, a Autoridade descreveu todas as falhas na prestação do serviço, e ao final, justificou a adoção da penalidade imposta, conforme teor do voto do Conselheiro Relator do feito. (fls. 177/179). Concluindo-se pela legalidade do ato praticado, descabe ao Judiciário adentrar sobre o mérito da sanção aplicada, muito menos promover a substituição de uma sanção por outra”. Emerge do acórdão que ensejou o manejo do recurso extraordinário que o Tribunal a quo decidiu no sentido da regularidade do processo administrativo que concluiu pela aplicação de multa à ora agravante. Divergir desse entendimento demandaria a reelaboração da moldura fática delineada no acórdão de origem, assim como a análise da suposta afronta ao preceito constitucional indicado nas razões recursais dependeria da análise de legislação infraconstitucional, o que é vedado a esta instância extraordinária. Aplicação da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário”. Cito precedentes: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. CONCESSÃO DE SERVIÇOS PÚBLICOS. PROCESSO ADMINISTRATIVO. FUNÇÃO FISCALIZATÓRIA DAS AGÊNCIAS REGULADORAS. MULTA. IMPOSSIBILIDADE DO REEXAME DE PROVAS. SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AUSÊNCIA DE OFENSA CONSTITUCIONAL DIRETA. ALEGAÇÃO DE CONTRARIEDADE AO PRINCÍPIO DA LEGALIDADE: SÚMULA N. 636 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (ARE 766.799-AgR/RJ, Rel. Min. Cármen Lúcia, 2... Turma, DJe 28.10.2013). “Auto de infração. Multa. Controvérsia infraconstitucional. Ausência de prequestionamento (Súmulas 282 e 356). Pre questionamento implícito. Impossibilidade. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5933547. Supremo Tribunal Federal ARE 805034 AGR / RJ sentido de imotivação do ato punitivo, eis que, conforme o conteúdo do processo administrativo em apenso, a Autoridade descreveu todas as falhas na prestação do serviço, e ao final, justificou a adoção da penalidade imposta, conforme teor do voto do Conselheiro Relator do feito. (fls. 177/179). Concluindo-se pela legalidade do ato praticado, descabe ao Judiciário adentrar sobre o mérito da sanção aplicada, muito menos promover a substituição de uma sanção por outra”. Emerge do acórdão que ensejou o manejo do recurso extraordinário que o Tribunal a quo decidiu no sentido da regularidade do processo administrativo que concluiu pela aplicação de multa à ora agravante. Divergir desse entendimento demandaria a reelaboração da moldura fática delineada no acórdão de origem, assim como a análise da suposta afronta ao preceito constitucional indicado nas razões recursais dependeria da análise de legislação infraconstitucional, o que é vedado a esta instância extraordinária. Aplicação da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário”. Cito precedentes: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. CONCESSÃO DE SERVIÇOS PÚBLICOS. PROCESSO ADMINISTRATIVO. FUNÇÃO FISCALIZATÓRIA DAS AGÊNCIAS REGULADORAS. MULTA. IMPOSSIBILIDADE DO REEXAME DE PROVAS. SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AUSÊNCIA DE OFENSA CONSTITUCIONAL DIRETA. ALEGAÇÃO DE CONTRARIEDADE AO PRINCÍPIO DA LEGALIDADE: SÚMULA N. 636 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (ARE 766.799-AgR/RJ, Rel. Min. Cármen Lúcia, 2... Turma, DJe 28.10.2013). “Auto de infração. Multa. Controvérsia infraconstitucional. Ausência de prequestionamento (Súmulas 282 e 356). Pre questionamento implícito. Impossibilidade. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5933547. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 11 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 805034 AGR / RJ Precedentes. Regimental não provido” (AI 448.860/AgR-RJ, Rel. Min. Nelson Jobim, 2... Turma DJ 17/10/03). Destaco ainda a incidência, na hipótese, da diretriz da Súmula 636/Supremo Tribunal Federal: “Não cabe recurso extraordinário por contrariedade ao princípio constitucional da legalidade, quando a sua verificação pressuponha rever a interpretação dada a normas infraconstitucionais pela decisão recorrida”. Nesse sentido: “DIREITO ADMINISTRATIVO. APLICAÇÃO DE MULTA. ALEGAÇÃO DE VIOLAÇÃO DO PRINCÍPIO DA LEGALIDADE. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. INCIDÊNCIA DA SÚMULA n 636/Supremo Tribunal Federal. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA NÃO VIABILIZA O MANEJO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ACÓRDÃO RECORRIDO DISPONIBILIZADO EM 3.6.2009. Não cabe recurso extraordinário por contrariedade ao princípio constitucional da legalidade, quando a sua verificação pressuponha rever a interpretação dada a normas infraconstitucionais pela decisão recorrida (Súmula 636/Supremo Tribunal Federal). As razões do agravo regimental não são aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere ao âmbito infraconstitucional do debate, a inviabilizar o trânsito do recurso extraordinário. Agravo regimental conhecido e não provido” (Recurso Extraordinário 643.370-AgR/DF, de minha relatoria, 1... Turma, DJe 20.9.2013). Nesse contexto, as razões do agravo regimental não são aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere à ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República Agravo regimental conhecido e não provido. É como voto. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5933547. Supremo Tribunal Federal ARE 805034 AGR / RJ Precedentes. Regimental não provido” (AI 448.860/AgR-RJ, Rel. Min. Nelson Jobim, 2... Turma DJ 17/10/03). Destaco ainda a incidência, na hipótese, da diretriz da Súmula 636/Supremo Tribunal Federal: “Não cabe recurso extraordinário por contrariedade ao princípio constitucional da legalidade, quando a sua verificação pressuponha rever a interpretação dada a normas infraconstitucionais pela decisão recorrida”. Nesse sentido: “DIREITO ADMINISTRATIVO. APLICAÇÃO DE MULTA. ALEGAÇÃO DE VIOLAÇÃO DO PRINCÍPIO DA LEGALIDADE. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. INCIDÊNCIA DA SÚMULA n 636/Supremo Tribunal Federal. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA NÃO VIABILIZA O MANEJO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ACÓRDÃO RECORRIDO DISPONIBILIZADO EM 3.6.2009. Não cabe recurso extraordinário por contrariedade ao princípio constitucional da legalidade, quando a sua verificação pressuponha rever a interpretação dada a normas infraconstitucionais pela decisão recorrida (Súmula 636/Supremo Tribunal Federal). As razões do agravo regimental não são aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere ao âmbito infraconstitucional do debate, a inviabilizar o trânsito do recurso extraordinário. Agravo regimental conhecido e não provido” (Recurso Extraordinário 643.370-AgR/DF, de minha relatoria, 1... Turma, DJe 20.9.2013). Nesse contexto, as razões do agravo regimental não são aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere à ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República Agravo regimental conhecido e não provido. É como voto. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5933547. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 11 Extrato de Ata - 20/05/2014 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 805.034 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : COMPANHIA DISTRIBUIDORA DE GÁS DO RIO DE JANEIRO - CEG ADV.(A/S) : GUSTAVO FARIA CORTINES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : AGÊNCIA REGULADORA DE ENERGIA E SANEAMENTO BÁSICO DO RIO DE JANEIRO - AGENERSA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da relatora. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Luiz Fux. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 20.5.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Compareceu a Senhora Ministra Cármen Lúcia para julgar processos a ela vinculados. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo G. Gonet Branco. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 5988940 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 805.034 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : COMPANHIA DISTRIBUIDORA DE GÁS DO RIO DE JANEIRO - CEG ADV.(A/S) : GUSTAVO FARIA CORTINES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : AGÊNCIA REGULADORA DE ENERGIA E SANEAMENTO BÁSICO DO RIO DE JANEIRO - AGENERSA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da relatora. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Luiz Fux. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 20.5.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Compareceu a Senhora Ministra Cármen Lúcia para julgar processos a ela vinculados. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo G. Gonet Branco. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 5988940 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 11
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO", "SÚMULA n 636 / Supremo Tribunal Federal", "SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 636 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 805034 AGR / RJ", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 805034 AGR / RJ", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 636 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 636 / Supremo Tribunal Federal", "SÚMULA N . 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "SÚMULA N . 636 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "ARE 766799 AgR", "SÚMULA n 636 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 636 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 643370 AgR", "ARE 805034 AGR / RJ", "SÚMULA N . 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "SÚMULA N . 636 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "ARE 766799 AgR", "SÚMULA n 636 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 636 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 643370 AgR", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 805034 AGR / RJ", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 805034 AGR", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "SÚMULA N . 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "SÚMULA N . 636 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "ARE 766 . 799 - 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Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "2", ".", ". . Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "2", ".", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "2", ".", ".", "1", ".", ". . 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Ementa e Acórdão 25/06/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 111.459 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. LUIZ FUX PACTE.(S) :LUIZ AUGUSTO PAIANI BORBA OU LUÍS AUGUSTO PAIANI BORBA IMPTE.(S) :DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA EMENTA: PENAL E PROCESSUAL PENAL. HABEAS CORPUS. PRÁTICA DE FALTA GRAVE DURANTE A EXECUÇÃO DA PENA. DIAS REMIDOS. PERDA INTEGRAL. MODIFICAÇÃO LEGISLATIVA. LIMITAÇÃO À PERDA DE 1/3. LEX IN MELIUS. APLICAÇÃO RETROATIVA – ART. 5º, INC. XL, DA CF/88. MATÉRIA NÃO SUBMETIDA À APRECIAÇÃO DAS INSTÂNCIAS PRECEDENTES. IMPOSSIBILIDADE. HABEAS CORPUS EXTINTO POR INADEQUAÇÃO DA VIA PROCESSUAL. ORDEM CONCEDIDA DE OFÍCIO PARA CONFIRMAR A MEDIDA LIMINAR ANTERIORMENTE DEFERIDA. 1. A falta grave cometida no curso da execução da pena, consoante o o artigo 127 da Lei 7.210/84, em sua redação original, implicava a perda total dos dias remidos pelo trabalho e o reinício do prazo para a obtenção de novos benefícios. 2. O advento da Lei n. 12.433/2011, limitou a revogação a no máximo 1/3 do tempo remido pelo trabalho, mantendo-se a previsão de reinício da contagem do prazo para a obtenção de benefícios. 3. A lei nova é lex in melius e, por isso, deve retroagir para limitar a perda dos dias remidos ao máximo de um terço, nos termos do artigo 5º, inciso XL, da Constituição Federal, verbis: “a lei penal não retroagirá, salvo para beneficiar o réu”. Precedentes: HC 110.040, 2ª Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, Dje de 29.11.11; HC 113.717, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, Dje de 19.03.13; HC 110.243, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, Dje de 18.12.12; HC 114.149, Primeira Turma, Relator o Ministro Dias Toffoli, Dje de 04.12.12; HC 113.443, Primeira Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4266095. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 15 Ementa e Acórdão HC 111459 / RS Turma, Relator o Ministro Dias Toffoli, Dje de 28.09.12; HC 111.400, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, Dje de 15.05.12. 4. In casu, o paciente cumpria pena de 31 (trinta e um) anos e 4 (quatro) meses de reclusão, em regime semiaberto, quando cometeu crime doloso de porte ilegal de arma de fogo (artigo 14 da Lei 10.826/03). O Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul deu provimento ao agravo em execução interposto pelo Ministério Público “para reconhecer a prática de falta disciplinar, regredir o regime para o fechado, estabelecer nova data-base e declarar a perda dos dias remidos” (sem grifos no original). 5. In casu, a matéria trazida ao crivo desta Corte não foi submetida à apreciação das instâncias precedentes. Destaca-se que, quando o paciente cometeu a falta grave, ainda não estava em vigor a Lei 12.433/11. Destarte, os acórdãos da Corte Estadual e do Superior Tribunal de Justiça, que determinaram a perda integral dos dias remidos, estavam de acordo com a legislação e jurisprudência então vigentes. 6. Habeas corpus extinto por inadequação da via processual. Ordem concedida de ofício para confirmar a medida liminar deferida “para determinar à Vara de Execuções Criminais da Comarca de São Luiz Gonzaga/RS que observe o limite máximo de 1/3 na sanção de perda dos dias remidos”. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em julgar extinta a ordem de habeas corpus por inadequação da via processual, mas em concedê-la, de ofício, nos termos do voto do Relator. Brasília, 25 de junho de 2013. LUIZ FUX – Relator Documento assinado digitalmente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4266095. Supremo Tribunal Federal HC 111459 / RS Turma, Relator o Ministro Dias Toffoli, Dje de 28.09.12; HC 111.400, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, Dje de 15.05.12. 4. In casu, o paciente cumpria pena de 31 (trinta e um) anos e 4 (quatro) meses de reclusão, em regime semiaberto, quando cometeu crime doloso de porte ilegal de arma de fogo (artigo 14 da Lei 10.826/03). O Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul deu provimento ao agravo em execução interposto pelo Ministério Público “para reconhecer a prática de falta disciplinar, regredir o regime para o fechado, estabelecer nova data-base e declarar a perda dos dias remidos” (sem grifos no original). 5. In casu, a matéria trazida ao crivo desta Corte não foi submetida à apreciação das instâncias precedentes. Destaca-se que, quando o paciente cometeu a falta grave, ainda não estava em vigor a Lei 12.433/11. Destarte, os acórdãos da Corte Estadual e do Superior Tribunal de Justiça, que determinaram a perda integral dos dias remidos, estavam de acordo com a legislação e jurisprudência então vigentes. 6. Habeas corpus extinto por inadequação da via processual. Ordem concedida de ofício para confirmar a medida liminar deferida “para determinar à Vara de Execuções Criminais da Comarca de São Luiz Gonzaga/RS que observe o limite máximo de 1/3 na sanção de perda dos dias remidos”. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em julgar extinta a ordem de habeas corpus por inadequação da via processual, mas em concedê-la, de ofício, nos termos do voto do Relator. Brasília, 25 de junho de 2013. LUIZ FUX – Relator Documento assinado digitalmente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4266095. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 15 Relatório 25/06/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 111.459 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. LUIZ FUX PACTE.(S) :LUIZ AUGUSTO PAIANI BORBA OU LUÍS AUGUSTO PAIANI BORBA IMPTE.(S) :DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de habeas corpus, com pedido de liminar, impetrado pela DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO, em benefício de LUIZ AUGUSTO PAIANI BORBA ou LUÍS AUGUSTO PAIANI BORBA, contra acórdão do Superior Tribunal de Justiça que não conheceu do agravo regimental interposto pela defesa, mantendo, por conseguinte, a decisão monocrática que deu provimento ao recurso especial interposto pelo Ministério Público, cuja ementa transcrevo: “RECURSO ESPECIAL. EXECUÇÃO PENAL. NOVO CRIME DOLOSO PRATICADO NO TRANSCURSO DO CUMPRIMENTO DA PENA. HOMOLOGAÇÃO DE FALTA GRAVE. EFEITOS. REGRESSÃO. NOVA DATA-BASE. PROGRESSÃO DE REGIME PRISIONAL. INCIDÊNCIA DA SÚMULA VINCULANTE N.º 09. PRECEDENTES. - É pacífica a orientação das Turmas componentes da Terceira Seção desta Corte no sentido de que a prática de crime doloso durante o transcurso do cumprimento da pena, resulta em cometimento de falta grave (art. 52, da Lei nº 7.210/84). - Desnecessário o trânsito em julgado da condenação do novo delito para que se reconheça a falta grave, porquanto é de cunho administrativo e obedece aos mesmos parâmetros da ampla defesa e do contraditório exigidos no processo penal. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4266096. Supremo Tribunal Federal 25/06/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 111.459 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. LUIZ FUX PACTE.(S) :LUIZ AUGUSTO PAIANI BORBA OU LUÍS AUGUSTO PAIANI BORBA IMPTE.(S) :DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de habeas corpus, com pedido de liminar, impetrado pela DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO, em benefício de LUIZ AUGUSTO PAIANI BORBA ou LUÍS AUGUSTO PAIANI BORBA, contra acórdão do Superior Tribunal de Justiça que não conheceu do agravo regimental interposto pela defesa, mantendo, por conseguinte, a decisão monocrática que deu provimento ao recurso especial interposto pelo Ministério Público, cuja ementa transcrevo: “RECURSO ESPECIAL. EXECUÇÃO PENAL. NOVO CRIME DOLOSO PRATICADO NO TRANSCURSO DO CUMPRIMENTO DA PENA. HOMOLOGAÇÃO DE FALTA GRAVE. EFEITOS. REGRESSÃO. NOVA DATA-BASE. PROGRESSÃO DE REGIME PRISIONAL. INCIDÊNCIA DA SÚMULA VINCULANTE N.º 09. PRECEDENTES. - É pacífica a orientação das Turmas componentes da Terceira Seção desta Corte no sentido de que a prática de crime doloso durante o transcurso do cumprimento da pena, resulta em cometimento de falta grave (art. 52, da Lei nº 7.210/84). - Desnecessário o trânsito em julgado da condenação do novo delito para que se reconheça a falta grave, porquanto é de cunho administrativo e obedece aos mesmos parâmetros da ampla defesa e do contraditório exigidos no processo penal. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4266096. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 15 Relatório HC 111459 / RS - Cristalizou-se na jurisprudência da Quinta Turma desta Corte que o cometimento de falta grave pelo apenado importa a alteração da data-base para o reinício da contagem dos prazos necessários para a obtenção dos requisitos objetivos, a fim de ser favorecido com os benefícios executórios, no que tange ao restante do cumprimento da reprimenda. - O cometimento da falta grave ocasiona a perda do direito ao tempo remido, reiniciando novo período a partir da data da infração disciplinar (Súmula Vinculante n.º 09). - Recurso especial provido parcialmente.” Colhe-se dos autos que o paciente cumpria pena de 31 (trinta e um) anos e 4 (quatro) meses de reclusão, em regime semiaberto, quando foi denunciado pela prática do crime de porte ilegal de arma de fogo (artigo 14 da Lei 10.826/03). O Juízo da Execução, reconhecendo a prática de falta grave, determinou a regressão do regime de cumprimento de pena, a alteração da data base para a obtenção de novos benefícios e a perda dos dias remidos. Contra essa decisão, a defesa interpôs agravo em execução, sustentando que a prática de novo delito apenas configura falta grave após o trânsito em julgado de eventual condenação. O Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul deu provimento ao recurso em acórdão assim ementado: "AGRAVO EM EXECUÇÃO. FALTA GRAVE. O RECONHECIMENTO DE FALTA GRAVE POR PRÁTICA DE NOVO DELITO DEPENDE DE DECISÃO CONDENATÓRIA TRANSITADA EM JULGADO TENDO EM VISTA A PRESUNÇÃO DE INOCÊNCIA. AGRAVO PROVIDO, POR MAIORIA." Irresignado, o Ministério Público interpôs recurso especial. O 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4266096. Supremo Tribunal Federal HC 111459 / RS - Cristalizou-se na jurisprudência da Quinta Turma desta Corte que o cometimento de falta grave pelo apenado importa a alteração da data-base para o reinício da contagem dos prazos necessários para a obtenção dos requisitos objetivos, a fim de ser favorecido com os benefícios executórios, no que tange ao restante do cumprimento da reprimenda. - O cometimento da falta grave ocasiona a perda do direito ao tempo remido, reiniciando novo período a partir da data da infração disciplinar (Súmula Vinculante n.º 09). - Recurso especial provido parcialmente.” Colhe-se dos autos que o paciente cumpria pena de 31 (trinta e um) anos e 4 (quatro) meses de reclusão, em regime semiaberto, quando foi denunciado pela prática do crime de porte ilegal de arma de fogo (artigo 14 da Lei 10.826/03). O Juízo da Execução, reconhecendo a prática de falta grave, determinou a regressão do regime de cumprimento de pena, a alteração da data base para a obtenção de novos benefícios e a perda dos dias remidos. Contra essa decisão, a defesa interpôs agravo em execução, sustentando que a prática de novo delito apenas configura falta grave após o trânsito em julgado de eventual condenação. O Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul deu provimento ao recurso em acórdão assim ementado: "AGRAVO EM EXECUÇÃO. FALTA GRAVE. O RECONHECIMENTO DE FALTA GRAVE POR PRÁTICA DE NOVO DELITO DEPENDE DE DECISÃO CONDENATÓRIA TRANSITADA EM JULGADO TENDO EM VISTA A PRESUNÇÃO DE INOCÊNCIA. AGRAVO PROVIDO, POR MAIORIA." Irresignado, o Ministério Público interpôs recurso especial. O 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4266096. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 15 Relatório HC 111459 / RS Ministro Adilson Vieira Macabu, Desembargador Convocado do TJ/RJ, deu parcial provimento ao recurso, “para reconhecer a efetiva ocorrência da falta grave pela prática, em tese, de crime doloso, determinando a regressão do regime e a retificação do cálculo de liquidação da pena para futura progressão, bem como a perda dos dias remidos”. Contra essa decisão, a defesa interpôs agravo regimental, não conhecido pelo colegiado do Superior Tribunal de Justiça. Transcrevo a ementa do acórdão: “PROCESSUAL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ESPECIAL. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 182/STJ. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DE TODOS OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO ATACADA. AGRAVO NÃO CONHECIDO. PRECEDENTES. 1. Incide o enunciado 182, da Súmula desta Corte, no agravo interno em que a parte agravante deixa de impugnar, especificamente, todos os fundamentos da decisão agravada. 2. Agravo regimental não conhecido.” Nesta impetração, a defesa sustenta, em síntese, a possibilidade da aplicação retroativa da Lei 12.433/11, que alterou o artigo 127 da Lei de Execuções Penais, inserindo o limite de 1/3 (um terço) para a perda dos dias remidos. Requer, ao final, a concessão de medida liminar “a fim de que seja auferido o real cômputo dos dias remidos ao paciente”. No mérito, pleiteia a confirmação da cautelar. A medida liminar foi deferida em decisão assim ementada: “EXECUÇÃO PENAL. HABEAS CORPUS. FALTA GRAVE. PRÁTICA DE CRIME DOLOSO (ART. 14 DA LEI Nº 10826/2003). PERDA INTEGRAL DOS DIAS REMIDOS E 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4266096. Supremo Tribunal Federal HC 111459 / RS Ministro Adilson Vieira Macabu, Desembargador Convocado do TJ/RJ, deu parcial provimento ao recurso, “para reconhecer a efetiva ocorrência da falta grave pela prática, em tese, de crime doloso, determinando a regressão do regime e a retificação do cálculo de liquidação da pena para futura progressão, bem como a perda dos dias remidos”. Contra essa decisão, a defesa interpôs agravo regimental, não conhecido pelo colegiado do Superior Tribunal de Justiça. Transcrevo a ementa do acórdão: “PROCESSUAL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ESPECIAL. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 182/STJ. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DE TODOS OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO ATACADA. AGRAVO NÃO CONHECIDO. PRECEDENTES. 1. Incide o enunciado 182, da Súmula desta Corte, no agravo interno em que a parte agravante deixa de impugnar, especificamente, todos os fundamentos da decisão agravada. 2. Agravo regimental não conhecido.” Nesta impetração, a defesa sustenta, em síntese, a possibilidade da aplicação retroativa da Lei 12.433/11, que alterou o artigo 127 da Lei de Execuções Penais, inserindo o limite de 1/3 (um terço) para a perda dos dias remidos. Requer, ao final, a concessão de medida liminar “a fim de que seja auferido o real cômputo dos dias remidos ao paciente”. No mérito, pleiteia a confirmação da cautelar. A medida liminar foi deferida em decisão assim ementada: “EXECUÇÃO PENAL. HABEAS CORPUS. FALTA GRAVE. PRÁTICA DE CRIME DOLOSO (ART. 14 DA LEI Nº 10826/2003). PERDA INTEGRAL DOS DIAS REMIDOS E 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4266096. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 15 Relatório HC 111459 / RS REINÍCIO DA CONTAGEM DO PRAZO PARA A CONCESSÃO DE BENEFÍCIOS. MODIFICAÇÃO LEGISLATIVA. LEI Nº 12.433/2011. LIMITAÇÃO DA PERDA AO MÁXIMO DE UM TERÇO. LEI PENAL MAIS FAVORÁVEL. RETROAÇÃO (ART. 5º, XL, DA CRFB E ART. 2º, PARÁGRAFO ÚNICO, DO CÓDIGO PENAL). LIMINAR DEFERIDA PARA QUE SE OBSERVE O LIMITE MÁXIMO DE 1/3 NA SANÇÃO DE PERDA DO TEMPO REMIDO.” O Ministério Público Federal manifesta-se “pelo não conhecimento do habeas corpus e pela concessão da ordem ex officio, para determinar ao i. Juiz da execução que redimensione a perda dos dias remidos com a observância da atual redação do art. 127 da Lei de Execução Penal”. Eis a ementa do parecer ministerial: “HABEAS CORPUS. EXECUÇÃO PENAL. PRÁTICA DE FALTA GRAVE. PAD. DIAS REMIDOS. PERDA PARCIAL A TEOR DA NOVA REDAÇÃO DO ART. 127 DA LEI DE EXECUÇÃO PENAL, INTRODUZIDA PELA LEI N.º 12.433/11. NOVATIO LEGIS IN MELLIUS – ART. 5º, XL, DA CF. INCIDÊNCIA DA NOVA LEI IN CASU. MATÉRIA NÃO ARGUIDA NAS INSTÂNCIAS ORDINÁRIAS. CONCESSÃO DA ORDEM DE OFÍCIO. - Parecer pelo não conhecimento do habeas corpus e pela concessão da ordem de ofício.” É o relatório. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4266096. Supremo Tribunal Federal HC 111459 / RS REINÍCIO DA CONTAGEM DO PRAZO PARA A CONCESSÃO DE BENEFÍCIOS. MODIFICAÇÃO LEGISLATIVA. LEI Nº 12.433/2011. LIMITAÇÃO DA PERDA AO MÁXIMO DE UM TERÇO. LEI PENAL MAIS FAVORÁVEL. RETROAÇÃO (ART. 5º, XL, DA CRFB E ART. 2º, PARÁGRAFO ÚNICO, DO CÓDIGO PENAL). LIMINAR DEFERIDA PARA QUE SE OBSERVE O LIMITE MÁXIMO DE 1/3 NA SANÇÃO DE PERDA DO TEMPO REMIDO.” O Ministério Público Federal manifesta-se “pelo não conhecimento do habeas corpus e pela concessão da ordem ex officio, para determinar ao i. Juiz da execução que redimensione a perda dos dias remidos com a observância da atual redação do art. 127 da Lei de Execução Penal”. Eis a ementa do parecer ministerial: “HABEAS CORPUS. EXECUÇÃO PENAL. PRÁTICA DE FALTA GRAVE. PAD. DIAS REMIDOS. PERDA PARCIAL A TEOR DA NOVA REDAÇÃO DO ART. 127 DA LEI DE EXECUÇÃO PENAL, INTRODUZIDA PELA LEI N.º 12.433/11. NOVATIO LEGIS IN MELLIUS – ART. 5º, XL, DA CF. INCIDÊNCIA DA NOVA LEI IN CASU. MATÉRIA NÃO ARGUIDA NAS INSTÂNCIAS ORDINÁRIAS. CONCESSÃO DA ORDEM DE OFÍCIO. - Parecer pelo não conhecimento do habeas corpus e pela concessão da ordem de ofício.” É o relatório. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4266096. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 15 Voto - MIN. LUIZ FUX 25/06/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 111.459 RIO GRANDE DO SUL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A controvérsia dos autos refere-se à possibilidade, ou não, da aplicação retroativa da Lei 12.433/11, que alterou o artigo 127 da Lei de Execuções Penais, inserindo o limite de 1/3 (um terço) para a perda dos dias remidos na hipótese de prática de falta grave. Verifica-se que matéria trazida ao crivo desta Corte não foi submetida à apreciação das instâncias precedentes. Destaca-se que, quando o ora paciente cometeu a falta grave, ainda não estava em vigor a Lei 12.433/11. Destarte, os acórdãos da Corte Estadual e do Superior Tribunal de Justiça, que determinaram a perda integral dos dias remidos, estavam de acordo com a legislação e jurisprudência então vigentes. Por conseguinte, é inviável o conhecimento do habeas corpus, sob pena de supressão de instância. Nesse sentido, os seguintes julgados: “HABEAS CORPUS. PEDIDO DE LIBERDADE. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. REINCIDÊNCIA. REGIME FECHADO. POSSIBILIDADE. ORDEM PARCIALMENTE CONHECIDA E, NESSA PARTE, DENEGADA. O impetrante, embora também tenha requerido a liberdade do paciente, não apresentou qualquer fundamento para tanto. Simplesmente fez o pedido. Além disso, o STJ não se manifestou sobre a questão. Portanto, não há como o habeas corpus ser conhecido nesse ponto, sob pena de supressão de instância. Quanto ao pedido de fixação do regime prisional aberto ou semi-aberto, o TJSP, ao impor o regime fechado, considerou o fato de o paciente ser, de acordo com a sentença, “multi-reincidente”. Tal fundamento está em harmonia com o disposto nas alíneas “b” e “c” do § 2º Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4266097. Supremo Tribunal Federal 25/06/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 111.459 RIO GRANDE DO SUL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A controvérsia dos autos refere-se à possibilidade, ou não, da aplicação retroativa da Lei 12.433/11, que alterou o artigo 127 da Lei de Execuções Penais, inserindo o limite de 1/3 (um terço) para a perda dos dias remidos na hipótese de prática de falta grave. Verifica-se que matéria trazida ao crivo desta Corte não foi submetida à apreciação das instâncias precedentes. Destaca-se que, quando o ora paciente cometeu a falta grave, ainda não estava em vigor a Lei 12.433/11. Destarte, os acórdãos da Corte Estadual e do Superior Tribunal de Justiça, que determinaram a perda integral dos dias remidos, estavam de acordo com a legislação e jurisprudência então vigentes. Por conseguinte, é inviável o conhecimento do habeas corpus, sob pena de supressão de instância. Nesse sentido, os seguintes julgados: “HABEAS CORPUS. PEDIDO DE LIBERDADE. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. REINCIDÊNCIA. REGIME FECHADO. POSSIBILIDADE. ORDEM PARCIALMENTE CONHECIDA E, NESSA PARTE, DENEGADA. O impetrante, embora também tenha requerido a liberdade do paciente, não apresentou qualquer fundamento para tanto. Simplesmente fez o pedido. Além disso, o STJ não se manifestou sobre a questão. Portanto, não há como o habeas corpus ser conhecido nesse ponto, sob pena de supressão de instância. Quanto ao pedido de fixação do regime prisional aberto ou semi-aberto, o TJSP, ao impor o regime fechado, considerou o fato de o paciente ser, de acordo com a sentença, “multi-reincidente”. Tal fundamento está em harmonia com o disposto nas alíneas “b” e “c” do § 2º Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4266097. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 15 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 111459 / RS do art. 33 do Código Penal, segundo as quais tanto o regime aberto, quanto o semi-aberto são reservados aos réus não reincidentes. Habeas corpus parcialmente conhecido e, nessa parte, denegado.” (HC 100.616, Segunda Turma, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJ de 14.03.11) “EMENTA: HABEAS CORPUS. PROCESSUAL PENAL. PEDIDO DE COMUTAÇÃO DE PENA. JUÍZO DE ORIGEM. APRECIAÇÃO. AUSÊNCIA. IMPOSSIBILIDADE DE SEU EXAME PELO STF SOB PENA DE SUPRESSÃO DE INSTÂNICAS. ALEGAÇÃO DE DEMORA NO JULGAMENTO DO MÉRITO DE WRIT PELO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. EXCESSO DE IMPETRAÇÕES NA CORTE SUPERIOR PENDENTES DE JULGAMENTO. FLEXIBILIZAÇÃO DO PRINCÍPIO CONSTITUCIONAL DA RAZOÁVEL DURAÇÃO DO PROCESSO QUE SE MOSTRA COMPREENSÍVEL. APOSENTADORIA DO RELATOR DOS FEITOS MANEJADOS EM FAVOR DO PACIENTE. ORDEM CONCEDIDA DE OFÍCIO PARA DETERMINAR SUA REDISTRIBUIÇÃO. I – O pedido de comutação da pena não pode ser conhecido, uma vez que esta questão não foi sequer analisada pelo juízo de origem. Seu exame por esta Suprema Corte implicaria indevida supressão de instância e extravasamento dos limites de competência do STF descritos no art. 102 da Constituição Federal. II – O excesso de trabalho que assoberba o STJ permite a flexibilização, em alguma medida, do princípio constitucional da razoável duração do processo. Precedentes. III - A concessão da ordem para determinar o julgamento do writ na Corte a quo poderia redundar na injustiça de determinar-se que a impetração manejada em favor do paciente seja colocada em posição privilegiada com relação a de outros jurisdicionados. IV – Ordem concedida de ofício para determinar a redistribuição dos habeas corpus manejados no STJ em favor do paciente, em razão da aposentadoria do então Relator.” 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4266097. Supremo Tribunal Federal HC 111459 / RS do art. 33 do Código Penal, segundo as quais tanto o regime aberto, quanto o semi-aberto são reservados aos réus não reincidentes. Habeas corpus parcialmente conhecido e, nessa parte, denegado.” (HC 100.616, Segunda Turma, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJ de 14.03.11) “EMENTA: HABEAS CORPUS. PROCESSUAL PENAL. PEDIDO DE COMUTAÇÃO DE PENA. JUÍZO DE ORIGEM. APRECIAÇÃO. AUSÊNCIA. IMPOSSIBILIDADE DE SEU EXAME PELO STF SOB PENA DE SUPRESSÃO DE INSTÂNICAS. ALEGAÇÃO DE DEMORA NO JULGAMENTO DO MÉRITO DE WRIT PELO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. EXCESSO DE IMPETRAÇÕES NA CORTE SUPERIOR PENDENTES DE JULGAMENTO. FLEXIBILIZAÇÃO DO PRINCÍPIO CONSTITUCIONAL DA RAZOÁVEL DURAÇÃO DO PROCESSO QUE SE MOSTRA COMPREENSÍVEL. APOSENTADORIA DO RELATOR DOS FEITOS MANEJADOS EM FAVOR DO PACIENTE. ORDEM CONCEDIDA DE OFÍCIO PARA DETERMINAR SUA REDISTRIBUIÇÃO. I – O pedido de comutação da pena não pode ser conhecido, uma vez que esta questão não foi sequer analisada pelo juízo de origem. Seu exame por esta Suprema Corte implicaria indevida supressão de instância e extravasamento dos limites de competência do STF descritos no art. 102 da Constituição Federal. II – O excesso de trabalho que assoberba o STJ permite a flexibilização, em alguma medida, do princípio constitucional da razoável duração do processo. Precedentes. III - A concessão da ordem para determinar o julgamento do writ na Corte a quo poderia redundar na injustiça de determinar-se que a impetração manejada em favor do paciente seja colocada em posição privilegiada com relação a de outros jurisdicionados. IV – Ordem concedida de ofício para determinar a redistribuição dos habeas corpus manejados no STJ em favor do paciente, em razão da aposentadoria do então Relator.” 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4266097. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 15 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 111459 / RS (HC 103.835, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJ de 8/2/2011) Vislumbro, no entanto, a possibilidade da concessão da ordem ex officio. O artigo 127 da Lei 7.210/84 preceituava, em sua redação original, que “O condenado que for punido por falta grave perderá o direito ao tempo remido, começando o novo período a partir da data da infração disciplinar”. Com o advento da Lei 12.433/11, o referido dispositivo passou a dispor que “Em caso de falta grave, o juiz poderá revogar até um terço do tempo remido, observando o disposto no art. 57, recomeçando a contagem a partir da data da infração disciplinar” (sem grifos no original). A lei nova é lex in melius e, por isso, deve retroagir para limitar a perda dos dias remidos ao máximo de um terço, nos termos do artigo 5º, inciso XL, da Constituição Federal, verbis: “a lei penal não retroagirá, salvo para beneficiar o réu”. Nesse sentido, os seguintes julgados: “Habeas corpus. 2. Execução Penal. 3. Falta disciplinar grave. 4. Pleito de concessão da ordem a fim de que a perda dos dias remidos pelo apenado seja proporcional e observe os parâmetros previstos no art. 127 da Lei 7.210/84, nos termos das modificações promovidas pela Lei 12.433/2011. 5. Norma penal mais benéfica. Retroatividade. 6. Ordem concedida.” (HC 110.040, 2ª Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, Dje de 29.11.11) “Ementa: Processual penal e constitucional. Habeas corpus substitutivo de recurso ordinário constitucional. Competência do Supremo Tribunal para julgar habeas corpus: CF, art. 102, I, ‘d’ e ‘i’. Rol taxativo. Matéria de direito estrito. Interpretação extensiva: Paradoxo. Organicidade do Direito. Execução penal. Progressão de regime. Não satisfação dos requisitos subjetivos. Improcedência. Falta grave. Dias 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4266097. Supremo Tribunal Federal HC 111459 / RS (HC 103.835, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJ de 8/2/2011) Vislumbro, no entanto, a possibilidade da concessão da ordem ex officio. O artigo 127 da Lei 7.210/84 preceituava, em sua redação original, que “O condenado que for punido por falta grave perderá o direito ao tempo remido, começando o novo período a partir da data da infração disciplinar”. Com o advento da Lei 12.433/11, o referido dispositivo passou a dispor que “Em caso de falta grave, o juiz poderá revogar até um terço do tempo remido, observando o disposto no art. 57, recomeçando a contagem a partir da data da infração disciplinar” (sem grifos no original). A lei nova é lex in melius e, por isso, deve retroagir para limitar a perda dos dias remidos ao máximo de um terço, nos termos do artigo 5º, inciso XL, da Constituição Federal, verbis: “a lei penal não retroagirá, salvo para beneficiar o réu”. Nesse sentido, os seguintes julgados: “Habeas corpus. 2. Execução Penal. 3. Falta disciplinar grave. 4. Pleito de concessão da ordem a fim de que a perda dos dias remidos pelo apenado seja proporcional e observe os parâmetros previstos no art. 127 da Lei 7.210/84, nos termos das modificações promovidas pela Lei 12.433/2011. 5. Norma penal mais benéfica. Retroatividade. 6. Ordem concedida.” (HC 110.040, 2ª Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, Dje de 29.11.11) “Ementa: Processual penal e constitucional. Habeas corpus substitutivo de recurso ordinário constitucional. Competência do Supremo Tribunal para julgar habeas corpus: CF, art. 102, I, ‘d’ e ‘i’. Rol taxativo. Matéria de direito estrito. Interpretação extensiva: Paradoxo. Organicidade do Direito. Execução penal. Progressão de regime. Não satisfação dos requisitos subjetivos. Improcedência. Falta grave. Dias 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4266097. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 15 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 111459 / RS remidos. Perda integral. Modificação legislativa. Limitação à perda de 1/3. Lex in melius. Aplicação retroativa – art. 5º, inc. XL, da Constituição Federal. 1. A competência originária do Supremo Tribunal Federal para conhecer e julgar habeas corpus está definida, taxativamente, no artigo 102, inciso I, alíneas ‘d’ e ‘i’, da Constituição Federal, sendo certo que o paciente não está arrolado em nenhuma das hipóteses elencadas. 2. In casu, o indeferimento dos pedidos de progressão de regime e de liberdade condicional restou satisfatoriamente fundamentado na ausência dos requisitos subjetivos, porquanto asseverado pelo Juiz da Execução que o paciente praticou ‘... muitas faltas graves...’ no cárcere’. 3. O silêncio da Lei a respeito da obrigatoriedade do exame criminológico não retira do juízo da execução o poder de determiná-lo, desde que o faça de forma fundamentada. É cediço que a análise do requisito subjetivo serve à verificação do mérito do condenado, que não está adstrito ao ‘bom comportamento carcerário’, como faz parecer a literalidade da lei, sob pena de concretizar-se o absurdo de transformar o diretor do presídio no verdadeiro concedente do benefício e o juiz em simples homologador. Precedentes: HC n. 105.234/RS, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, Primeira Turma, DJ de 21.3.11; HC n. 106.477/RS, Relator o Ministro Dias Toffoli, Primeira Turma, DJ de 19.4.11; e HC n. 102.859/SP, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, Segunda Turma, DJ de 1º.02.10. 4. O art. 127 da Lei n. 7.210/84 preceituava, com a redação anterior à da Lei n. 12.433, de 29 de junho de 2011, que ‘O condenado que for punido por falta grave perderá o direito ao tempo remido, começando o novo período a partir da data da infração disciplinar’. Após a alteração operada pela Lei n. 12.433/2011, o referido preceito passou a dispor que ‘Em caso de falta grave, o juiz poderá revogar até um terço do tempo remido, observando o disposto no art. 57, recomeçando a contagem a partir da data da infração disciplinar’. 5. A lei nova é lex in melius e por isso deve retroagir, por força do disposto no art. 5º, inc. XL, da Constituição: a lei penal não retroagirá, salvo para beneficiar. Precedentes: HHCC 110.040, Rel. Min. GILMAR MENDES, 2ª 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4266097. Supremo Tribunal Federal HC 111459 / RS remidos. Perda integral. Modificação legislativa. Limitação à perda de 1/3. Lex in melius. Aplicação retroativa – art. 5º, inc. XL, da Constituição Federal. 1. A competência originária do Supremo Tribunal Federal para conhecer e julgar habeas corpus está definida, taxativamente, no artigo 102, inciso I, alíneas ‘d’ e ‘i’, da Constituição Federal, sendo certo que o paciente não está arrolado em nenhuma das hipóteses elencadas. 2. In casu, o indeferimento dos pedidos de progressão de regime e de liberdade condicional restou satisfatoriamente fundamentado na ausência dos requisitos subjetivos, porquanto asseverado pelo Juiz da Execução que o paciente praticou ‘... muitas faltas graves...’ no cárcere’. 3. O silêncio da Lei a respeito da obrigatoriedade do exame criminológico não retira do juízo da execução o poder de determiná-lo, desde que o faça de forma fundamentada. É cediço que a análise do requisito subjetivo serve à verificação do mérito do condenado, que não está adstrito ao ‘bom comportamento carcerário’, como faz parecer a literalidade da lei, sob pena de concretizar-se o absurdo de transformar o diretor do presídio no verdadeiro concedente do benefício e o juiz em simples homologador. Precedentes: HC n. 105.234/RS, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, Primeira Turma, DJ de 21.3.11; HC n. 106.477/RS, Relator o Ministro Dias Toffoli, Primeira Turma, DJ de 19.4.11; e HC n. 102.859/SP, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, Segunda Turma, DJ de 1º.02.10. 4. O art. 127 da Lei n. 7.210/84 preceituava, com a redação anterior à da Lei n. 12.433, de 29 de junho de 2011, que ‘O condenado que for punido por falta grave perderá o direito ao tempo remido, começando o novo período a partir da data da infração disciplinar’. Após a alteração operada pela Lei n. 12.433/2011, o referido preceito passou a dispor que ‘Em caso de falta grave, o juiz poderá revogar até um terço do tempo remido, observando o disposto no art. 57, recomeçando a contagem a partir da data da infração disciplinar’. 5. A lei nova é lex in melius e por isso deve retroagir, por força do disposto no art. 5º, inc. XL, da Constituição: a lei penal não retroagirá, salvo para beneficiar. Precedentes: HHCC 110.040, Rel. Min. GILMAR MENDES, 2ª 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4266097. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 15 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 111459 / RS Turma, DJ e de 29/11/11; 110.317, Rel. Min. Carlos Britto, (liminar), DJe de 26/09/11, e 111.143, Rel. Min. DIAS TÓFFOLI (liminar), DJe de 22/11/11. 6. Habeas corpus julgado extinto, por ser substitutivo de recurso ordinário. 7. Ordem concedida, parcialmente e ex officio, para determinar que a perda dos dias remidos pelo trabalho não se dê em sua integralidade, observando-se o máximo de 1/3, por aplicação retroativa da Lei n. 12.433/2011, à luz do art. 5º, inc. XL, da Constituição Federal.” - Sem grifos no original (HC 113.717, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, Dje de 19.03.13) “Ementa: Processual penal e constitucional. Habeas corpus substitutivo de recurso ordinário constitucional. Competência do Supremo Tribunal para julgar habeas corpus: CF, art. 102, I, ‘d’ e ‘i’. Rol taxativo. Matéria de direito estrito. Interpretação extensiva: Paradoxo. Organicidade do Direito. Execução penal. Falta grave. Dias remidos. Perda integral. Modificação legislativa. Limitação à perda de 1/3. Lex in melius. Aplicação retroativa – art. 5º, inc. XL, da Constituição Federal. 1. O art. 127 da Lei n. 7.210/84 preceituava, com a redação anterior à da Lei n. 12.433, de 29 de junho de 2011, que ‘O condenado que for punido por falta grave perderá o direito ao tempo remido, começando o novo período a partir da data da infração disciplinar’. Após a alteração operada pela Lei n. 12.433/2011, o referido preceito passou a dispor que ‘Em caso de falta grave, o juiz poderá revogar até um terço do tempo remido, observando o disposto no art. 57, recomeçando a contagem a partir da data da infração disciplinar’. 2. A lei nova é lex in melius e por isso deve retroagir, por força do disposto no art. 5º, inc. XL, da Constituição: a lei penal não retroagirá, salvo para beneficiar. Precedentes: HHCC 110.040, Rel. Min. GILMAR MENDES, 2ª Turma, DJ e de 29/11/11; 110.317, Rel. Min. Carlos Britto, (liminar), DJe de 26/09/11, e 111.143, Rel. Min. DIAS TÓFFOLI (liminar), DJe de 22/11/11. 3. In casu, o paciente cumpria pena de 14 (quatorze) anos, 4 (quatro) meses e 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4266097. Supremo Tribunal Federal HC 111459 / RS Turma, DJ e de 29/11/11; 110.317, Rel. Min. Carlos Britto, (liminar), DJe de 26/09/11, e 111.143, Rel. Min. DIAS TÓFFOLI (liminar), DJe de 22/11/11. 6. Habeas corpus julgado extinto, por ser substitutivo de recurso ordinário. 7. Ordem concedida, parcialmente e ex officio, para determinar que a perda dos dias remidos pelo trabalho não se dê em sua integralidade, observando-se o máximo de 1/3, por aplicação retroativa da Lei n. 12.433/2011, à luz do art. 5º, inc. XL, da Constituição Federal.” - Sem grifos no original (HC 113.717, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, Dje de 19.03.13) “Ementa: Processual penal e constitucional. Habeas corpus substitutivo de recurso ordinário constitucional. Competência do Supremo Tribunal para julgar habeas corpus: CF, art. 102, I, ‘d’ e ‘i’. Rol taxativo. Matéria de direito estrito. Interpretação extensiva: Paradoxo. Organicidade do Direito. Execução penal. Falta grave. Dias remidos. Perda integral. Modificação legislativa. Limitação à perda de 1/3. Lex in melius. Aplicação retroativa – art. 5º, inc. XL, da Constituição Federal. 1. O art. 127 da Lei n. 7.210/84 preceituava, com a redação anterior à da Lei n. 12.433, de 29 de junho de 2011, que ‘O condenado que for punido por falta grave perderá o direito ao tempo remido, começando o novo período a partir da data da infração disciplinar’. Após a alteração operada pela Lei n. 12.433/2011, o referido preceito passou a dispor que ‘Em caso de falta grave, o juiz poderá revogar até um terço do tempo remido, observando o disposto no art. 57, recomeçando a contagem a partir da data da infração disciplinar’. 2. A lei nova é lex in melius e por isso deve retroagir, por força do disposto no art. 5º, inc. XL, da Constituição: a lei penal não retroagirá, salvo para beneficiar. Precedentes: HHCC 110.040, Rel. Min. GILMAR MENDES, 2ª Turma, DJ e de 29/11/11; 110.317, Rel. Min. Carlos Britto, (liminar), DJe de 26/09/11, e 111.143, Rel. Min. DIAS TÓFFOLI (liminar), DJe de 22/11/11. 3. In casu, o paciente cumpria pena de 14 (quatorze) anos, 4 (quatro) meses e 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4266097. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 15 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 111459 / RS 15 (quinze) dias de reclusão, em regime semiaberto, por crimes de furtos qualificados e simples, receptação e tentativa de homicídio quando praticou diversas faltas graves, consistentes em fugas, sendo que a última delas, praticada em 14/04/2010, deu ensejo à decisão decretando a perda dos dias remidos e o reinício da contagem do prazo para a concessão de benefícios da execução penal; decisão confirmada no julgamento do agravo em execução e encampada nos HHCC impetrados no TJ/RS e STJ. 4. Habeas corpus julgado extinto, por ser substitutivo de recurso ordinário. 5. Ordem concedida, ex officio, para determinar que a perda dos dias remidos pelo trabalho não se dê em sua integralidade, observando-se o máximo de 1/3, por aplicação retroativa da Lei n. 12.433/2011, à luz do art. 5º, inc. XL, da Constituição Federal.” (HC 110.243, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, Dje de 18.12.12) “EMENTA Habeas corpus. Falta grave. Perda dos dias remidos e outras medidas legais. Superveniência da Lei nº 12.433/11, a qual conferiu nova redação ao art. 127 da Lei de Execução Penal, limitando ao patamar máximo de 1/3 (um terço) a revogação do tempo a ser remido. Novatio legis in mellius que, em razão do princípio da retroatividade da lei penal menos gravosa, alcança a situação pretérita do paciente, beneficiando-o. Ordem concedida para esse fim. 1. A nova redação conferida pela Lei nº 12.433/11 ao art. 127 da Lei de Execução Penal limita ao patamar máximo de 1/3 (um terço) a revogação do tempo a ser remido. 2. No caso, o reconhecimento da prática de falta grave pelo paciente implicou a perda dos dias a serem remidos de sua pena, o que, à luz do novo ordenamento jurídico, não mais é permitido. 3. Por se tratar de novatio legis in mellius, nada impede que, em razão do princípio da retroatividade da lei penal menos gravosa, ela alcance a situação pretérita do paciente, beneficiando-o. 4. Habeas corpus concedido para esse fim.” (HC 114.149, Primeira Turma, Relator o Ministro Dias 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4266097. Supremo Tribunal Federal HC 111459 / RS 15 (quinze) dias de reclusão, em regime semiaberto, por crimes de furtos qualificados e simples, receptação e tentativa de homicídio quando praticou diversas faltas graves, consistentes em fugas, sendo que a última delas, praticada em 14/04/2010, deu ensejo à decisão decretando a perda dos dias remidos e o reinício da contagem do prazo para a concessão de benefícios da execução penal; decisão confirmada no julgamento do agravo em execução e encampada nos HHCC impetrados no TJ/RS e STJ. 4. Habeas corpus julgado extinto, por ser substitutivo de recurso ordinário. 5. Ordem concedida, ex officio, para determinar que a perda dos dias remidos pelo trabalho não se dê em sua integralidade, observando-se o máximo de 1/3, por aplicação retroativa da Lei n. 12.433/2011, à luz do art. 5º, inc. XL, da Constituição Federal.” (HC 110.243, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, Dje de 18.12.12) “EMENTA Habeas corpus. Falta grave. Perda dos dias remidos e outras medidas legais. Superveniência da Lei nº 12.433/11, a qual conferiu nova redação ao art. 127 da Lei de Execução Penal, limitando ao patamar máximo de 1/3 (um terço) a revogação do tempo a ser remido. Novatio legis in mellius que, em razão do princípio da retroatividade da lei penal menos gravosa, alcança a situação pretérita do paciente, beneficiando-o. Ordem concedida para esse fim. 1. A nova redação conferida pela Lei nº 12.433/11 ao art. 127 da Lei de Execução Penal limita ao patamar máximo de 1/3 (um terço) a revogação do tempo a ser remido. 2. No caso, o reconhecimento da prática de falta grave pelo paciente implicou a perda dos dias a serem remidos de sua pena, o que, à luz do novo ordenamento jurídico, não mais é permitido. 3. Por se tratar de novatio legis in mellius, nada impede que, em razão do princípio da retroatividade da lei penal menos gravosa, ela alcance a situação pretérita do paciente, beneficiando-o. 4. Habeas corpus concedido para esse fim.” (HC 114.149, Primeira Turma, Relator o Ministro Dias 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4266097. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 15 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 111459 / RS Toffoli, Dje de 04.12.12) “EMENTA Habeas corpus. Cometimento de falta grave pelo paciente. Perda integral dos dias remidos. Questão não analisada pelo Superior Tribunal de Justiça. Inadmissível Supressão de instância. Precedentes. Superveniência da Lei nº 12.433/11, que conferiu nova redação ao art. 127 da Lei de Execução Penal, limitando ao patamar máximo de 1/3 (um terço) a revogação do tempo a ser remido. Novatio legis in mellius que, em razão do princípio da retroatividade da lei penal menos gravosa, alcança a situação pretérita do paciente, beneficiando-o. Ordem de habeas corpus concedida de ofício. 1. A questão posta para apreciação neste writ não foi analisada pelo Superior Tribunal de Justiça. Portanto, sua análise, de forma originária, neste ensejo, configuraria inadmissível supressão de instância, na linha de precedentes. 2. Caso de concessão de habeas corpus de ofício, pois o reconhecimento da prática de falta grave pelo paciente implicou a perda integral dos dias a serem remidos de sua pena, o que, à luz do novo ordenamento jurídico, não mais é permitido. 3. A nova redação conferida pela Lei nº 12.433/11 ao art. 127 da Lei de Execução Penal limita ao patamar máximo de 1/3 (um terço) a revogação do tempo a ser remido. 4. Por se tratar de novatio legis in mellius, nada impede que, em razão do princípio da retroatividade da lei penal menos gravosa, ela alcance a situação pretérita do paciente, beneficiando-o. 5. Habeas corpus de que não se conhece. Ordem concedida de ofício.” (HC 113.443, Primeira Turma, Relator o Ministro Dias Toffoli, Dje de 28.09.12) “Habeas corpus. 2. Execução penal. 3. Falta disciplinar grave. 4. Dias remidos. Lei penal mais benéfica. Perda limitada ao máximo de 1/3. Aplicação retroativa da Lei 12.433/2011. 5. Concessão da ordem a fim de que o Juízo das Execuções Criminais reanalise a situação do paciente, atentando-se para os novos parâmetros.” 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4266097. Supremo Tribunal Federal HC 111459 / RS Toffoli, Dje de 04.12.12) “EMENTA Habeas corpus. Cometimento de falta grave pelo paciente. Perda integral dos dias remidos. Questão não analisada pelo Superior Tribunal de Justiça. Inadmissível Supressão de instância. Precedentes. Superveniência da Lei nº 12.433/11, que conferiu nova redação ao art. 127 da Lei de Execução Penal, limitando ao patamar máximo de 1/3 (um terço) a revogação do tempo a ser remido. Novatio legis in mellius que, em razão do princípio da retroatividade da lei penal menos gravosa, alcança a situação pretérita do paciente, beneficiando-o. Ordem de habeas corpus concedida de ofício. 1. A questão posta para apreciação neste writ não foi analisada pelo Superior Tribunal de Justiça. Portanto, sua análise, de forma originária, neste ensejo, configuraria inadmissível supressão de instância, na linha de precedentes. 2. Caso de concessão de habeas corpus de ofício, pois o reconhecimento da prática de falta grave pelo paciente implicou a perda integral dos dias a serem remidos de sua pena, o que, à luz do novo ordenamento jurídico, não mais é permitido. 3. A nova redação conferida pela Lei nº 12.433/11 ao art. 127 da Lei de Execução Penal limita ao patamar máximo de 1/3 (um terço) a revogação do tempo a ser remido. 4. Por se tratar de novatio legis in mellius, nada impede que, em razão do princípio da retroatividade da lei penal menos gravosa, ela alcance a situação pretérita do paciente, beneficiando-o. 5. Habeas corpus de que não se conhece. Ordem concedida de ofício.” (HC 113.443, Primeira Turma, Relator o Ministro Dias Toffoli, Dje de 28.09.12) “Habeas corpus. 2. Execução penal. 3. Falta disciplinar grave. 4. Dias remidos. Lei penal mais benéfica. Perda limitada ao máximo de 1/3. Aplicação retroativa da Lei 12.433/2011. 5. Concessão da ordem a fim de que o Juízo das Execuções Criminais reanalise a situação do paciente, atentando-se para os novos parâmetros.” 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4266097. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 15 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 111459 / RS (HC 111.400, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, Dje de 15.05.12) In casu, o paciente cumpria pena de 31 (trinta e um) anos e 4 (quatro) meses de reclusão, em regime semiaberto, quando praticou falta grave. O Ministro Adilson Vieira Macabu, Desembargador Convocado do TJ/RJ, deu parcial provimento ao recurso especial interposto pelo Ministério Público, “para reconhecer a efetiva ocorrência da falta grave pela prática, em tese, de crime doloso, determinando a regressão do regime e a retificação do cálculo de liquidação da pena para futura progressão, bem como a perda dos dias remidos” (sem grifos no original). Ex positis, julgo extinto o presente habeas corpus, mas concedo a ordem de ofício para confirmar a medida liminar deferida “para determinar à Vara de Execuções Criminais da Comarca de São Luiz Gonzaga/RS que observe o limite máximo de 1/3 na sanção de perda dos dias remidos”. 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4266097. Supremo Tribunal Federal HC 111459 / RS (HC 111.400, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, Dje de 15.05.12) In casu, o paciente cumpria pena de 31 (trinta e um) anos e 4 (quatro) meses de reclusão, em regime semiaberto, quando praticou falta grave. O Ministro Adilson Vieira Macabu, Desembargador Convocado do TJ/RJ, deu parcial provimento ao recurso especial interposto pelo Ministério Público, “para reconhecer a efetiva ocorrência da falta grave pela prática, em tese, de crime doloso, determinando a regressão do regime e a retificação do cálculo de liquidação da pena para futura progressão, bem como a perda dos dias remidos” (sem grifos no original). Ex positis, julgo extinto o presente habeas corpus, mas concedo a ordem de ofício para confirmar a medida liminar deferida “para determinar à Vara de Execuções Criminais da Comarca de São Luiz Gonzaga/RS que observe o limite máximo de 1/3 na sanção de perda dos dias remidos”. 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4266097. Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 15 Extrato de Ata - 25/06/2013 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 111.459 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. LUIZ FUX PACTE.(S) : LUIZ AUGUSTO PAIANI BORBA OU LUÍS AUGUSTO PAIANI BORBA IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma não conheceu da ordem de habeas corpus, mas a concedeu, de ofício, nos termos do voto do Relator. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Marco Aurélio. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 25.6.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Subprocurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4306842 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 111.459 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. LUIZ FUX PACTE.(S) : LUIZ AUGUSTO PAIANI BORBA OU LUÍS AUGUSTO PAIANI BORBA IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma não conheceu da ordem de habeas corpus, mas a concedeu, de ofício, nos termos do voto do Relator. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Marco Aurélio. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 25.6.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Subprocurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4306842 Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 15
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=4318769
2013-06-25T00:00:00
2013-08-15T00:00:00
A Turma não conheceu da ordem de habeas corpus, mas a concedeu, de ofício, nos termos do voto do Relator. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Marco Aurélio. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 25.6.2013.
HABEAS CORPUS
Ementa: PENAL E PROCESSUAL PENAL. HABEAS CORPUS. PRÁTICA DE FALTA GRAVE DURANTE A EXECUÇÃO DA PENA. DIAS REMIDOS. PERDA INTEGRAL. MODIFICAÇÃO LEGISLATIVA. LIMITAÇÃO À PERDA DE 1/3. LEX IN MELIUS. APLICAÇÃO RETROATIVA – ART. 5º, INC. XL, DA CF/88. MATÉRIA NÃO SUBMETIDA À APRECIAÇÃO DAS INSTÂNCIAS PRECEDENTES. IMPOSSIBILIDADE. HABEAS CORPUS EXTINTO POR INADEQUAÇÃO DA VIA PROCESSUAL. ORDEM CONCEDIDA DE OFÍCIO PARA CONFIRMAR A MEDIDA LIMINAR ANTERIORMENTE DEFERIDA. 1. A falta grave cometida no curso da execução da pena, consoante o o artigo 127 da Lei 7.210/84, em sua redação original, implicava a perda total dos dias remidos pelo trabalho e o reinício do prazo para a obtenção de novos benefícios. 2. O advento da Lei n. 12.433/2011, limitou a revogação a no máximo 1/3 do tempo remido pelo trabalho, mantendo-se a previsão de reinício da contagem do prazo para a obtenção de benefícios. 3. A lei nova é lex in melius e, por isso, deve retroagir para limitar a perda dos dias remidos ao máximo de um terço, nos termos do artigo 5º, inciso XL, da Constituição Federal, verbis: “a lei penal não retroagirá, salvo para beneficiar o réu”. Precedentes: HC 110.040, 2ª Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, Dje de 29.11.11; HC 113.717, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, Dje de 19.03.13; HC 110.243, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, Dje de 18.12.12; HC 114.149, Primeira Turma, Relator o Ministro Dias Toffoli, Dje de 04.12.12; HC 113.443, Primeira Turma, Relator o Ministro Dias Toffoli, Dje de 28.09.12; HC 111.400, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, Dje de 15.05.12. 4. In casu, o paciente cumpria pena de 31 (trinta e um) anos e 4 (quatro) meses de reclusão, em regime semiaberto, quando cometeu crime doloso de porte ilegal de arma de fogo (artigo 14 da Lei 10.826/03). O Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul deu provimento ao agravo em execução interposto pelo Ministério Público “para reconhecer a prática de falta disciplinar, regredir o regime para o fechado, estabelecer nova data-base e declarar a perda dos dias remidos” (sem grifos no original). 5. In casu, a matéria trazida ao crivo desta Corte não foi submetida à apreciação das instâncias precedentes. Destaca-se que, quando o paciente cometeu a falta grave, ainda não estava em vigor a Lei 12.433/11. Destarte, os acórdãos da Corte Estadual e do Superior Tribunal de Justiça, que determinaram a perda integral dos dias remidos, estavam de acordo com a legislação e jurisprudência então vigentes. 6. Habeas corpus extinto por inadequação da via processual. Ordem concedida de ofício para confirmar a medida liminar deferida “para determinar à Vara de Execuções Criminais da Comarca de São Luiz Gonzaga/RS que observe o limite máximo de 1/3 na sanção de perda dos dias remidos”.
sjur238571
- Acórdão(s) citado(s): (RETROATIVIDADE, LEI PENAL MAIS BENÉFICA, PERDA DOS DIAS REMIDOS) HC 110040 (2ªT), HC 110243 (1ªT), HC 111400 (2ªT), HC 113443 (1ªT), HC 113717 (1ªT), HC 114149 (1ªT). (HC, SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA) HC 100616 (2ªT), HC 103835 (1ªT). Número de páginas: 15. Análise: 29/08/2013, IVA. Revisão: 12/09/2013, SER.
LUIZ FUX
Primeira Turma
111459
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00005 INC-00040\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED LEI-007210 ANO-1984\n ART-00127 REDAÇÃO ORIGINAL\n ART-00127 REDAÇÃO DADA PELA 12433/2011\n LEP-1984 LEI DE EXECUÇÃO PENAL\n\n", "LEG-FED LEI-010826 ANO-2003\n ART-00014\n ED-2003 ESTATUTO DO DESARMAMENTO\n\n", "LEG-FED LEI-012433 ANO-2011\n LEI ORDINÁRIA" ]
HC
acordaos
HC 111459
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PACTE.(S) : LUIZ AUGUSTO PAIANI BORBA OU LUÍS AUGUSTO PAIANI BORBA IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
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Ementa e Acórdão 25/06/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 111.459 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. LUIZ FUX PACTE.(S) :LUIZ AUGUSTO PAIANI BORBA OU LUÍS AUGUSTO PAIANI BORBA IMPTE.(S) :DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA EMENTA: PENAL E PROCESSUAL PENAL. HABEAS CORPUS. PRÁTICA DE FALTA GRAVE DURANTE A EXECUÇÃO DA PENA. DIAS REMIDOS. PERDA INTEGRAL. MODIFICAÇÃO LEGISLATIVA. LIMITAÇÃO À PERDA DE 1/3. LEX IN MELIUS. APLICAÇÃO RETROATIVA – ART. 5..., INC. XL, DA Constituição Federal de 1988/88. MATÉRIA NÃO SUBMETIDA À APRECIAÇÃO DAS INSTÂNCIAS PRECEDENTES. IMPOSSIBILIDADE. HABEAS CORPUS EXTINTO POR INADEQUAÇÃO DA VIA PROCESSUAL. ORDEM CONCEDIDA DE OFÍCIO PARA CONFIRMAR A MEDIDA LIMINAR ANTERIORMENTE DEFERIDA. 1. A falta grave cometida no curso da execução da pena, consoante o o artigo 127 da Lei 7.210/84, em sua redação original, implicava a perda total dos dias remidos pelo trabalho e o reinício do prazo para a obtenção de novos benefícios. 2. O advento da Lei n. 12.433/2011, limitou a revogação a no máximo 1/3 do tempo remido pelo trabalho, mantendo-se a previsão de reinício da contagem do prazo para a obtenção de benefícios. 3. A lei nova é lex in melius e, por isso, deve retroagir para limitar a perda dos dias remidos ao máximo de um terço, nos termos do artigo 5..., inciso XL, da Constituição Federal, verbis: “a lei penal não retroagirá, salvo para beneficiar o réu”. Precedentes: HC 110.040, 2... Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, Dje de 29.11.11; HC 113.717, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, Dje de 19.03.13; HC 110.243, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, Dje de 18.12.12; HC 114.149, Primeira Turma, Relator o Ministro Dias Toffoli, Dje de 04.12.12; HC 113.443, Primeira Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4266095. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 15 Ementa e Acórdão HC 111459 / RS Turma, Relator o Ministro Dias Toffoli, Dje de 28.09.12; HC 111.400, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, Dje de 15.05.12. 4. In casu, o paciente cumpria pena de 31 (trinta e um) anos e 4 (quatro) meses de reclusão, em regime semiaberto, quando cometeu crime doloso de porte ilegal de arma de fogo (artigo 14 da Lei 10.826/03). O Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul deu provimento ao agravo em execução interposto pelo Ministério Público “para reconhecer a prática de falta disciplinar, regredir o regime para o fechado, estabelecer nova data-base e declarar a perda dos dias remidos” (sem grifos no original). 5. In casu, a matéria trazida ao crivo desta Corte não foi submetida à apreciação das instâncias precedentes. Destaca-se que, quando o paciente cometeu a falta grave, ainda não estava em vigor a Lei 12.433/11. Destarte, os acórdãos da Corte Estadual e do Superior Tribunal de Justiça, que determinaram a perda integral dos dias remidos, estavam de acordo com a legislação e jurisprudência então vigentes. 6. Habeas corpus extinto por inadequação da via processual. Ordem concedida de ofício para confirmar a medida liminar deferida “para determinar à Vara de Execuções Criminais da Comarca de São Luiz Gonzaga/RS que observe o limite máximo de 1/3 na sanção de perda dos dias remidos”. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em julgar extinta a ordem de habeas corpus por inadequação da via processual, mas em concedê-la, de ofício, nos termos do voto do Relator. Brasília, 25 de junho de 2013. LUIZ FUX – Relator Documento assinado digitalmente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4266095. Supremo Tribunal Federal HC 111459 / RS Turma, Relator o Ministro Dias Toffoli, Dje de 28.09.12; HC 111.400, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, Dje de 15.05.12. 4. In casu, o paciente cumpria pena de 31 (trinta e um) anos e 4 (quatro) meses de reclusão, em regime semiaberto, quando cometeu crime doloso de porte ilegal de arma de fogo (artigo 14 da Lei 10.826/03). O Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul deu provimento ao agravo em execução interposto pelo Ministério Público “para reconhecer a prática de falta disciplinar, regredir o regime para o fechado, estabelecer nova data-base e declarar a perda dos dias remidos” (sem grifos no original). 5. In casu, a matéria trazida ao crivo desta Corte não foi submetida à apreciação das instâncias precedentes. Destaca-se que, quando o paciente cometeu a falta grave, ainda não estava em vigor a Lei 12.433/11. Destarte, os acórdãos da Corte Estadual e do Superior Tribunal de Justiça, que determinaram a perda integral dos dias remidos, estavam de acordo com a legislação e jurisprudência então vigentes. 6. Habeas corpus extinto por inadequação da via processual. Ordem concedida de ofício para confirmar a medida liminar deferida “para determinar à Vara de Execuções Criminais da Comarca de São Luiz Gonzaga/RS que observe o limite máximo de 1/3 na sanção de perda dos dias remidos”. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em julgar extinta a ordem de habeas corpus por inadequação da via processual, mas em concedê-la, de ofício, nos termos do voto do Relator. Brasília, 25 de junho de 2013. LUIZ FUX – Relator Documento assinado digitalmente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4266095. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 15 Relatório 25/06/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 111.459 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. LUIZ FUX PACTE.(S) :LUIZ AUGUSTO PAIANI BORBA OU LUÍS AUGUSTO PAIANI BORBA IMPTE.(S) :DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de habeas corpus, com pedido de liminar, impetrado pela DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO, em benefício de LUIZ AUGUSTO PAIANI BORBA ou LUÍS AUGUSTO PAIANI BORBA, contra acórdão do Superior Tribunal de Justiça que não conheceu do agravo regimental interposto pela defesa, mantendo, por conseguinte, a decisão monocrática que deu provimento ao recurso especial interposto pelo Ministério Público, cuja ementa transcrevo: “RECURSO ESPECIAL. EXECUÇÃO PENAL. NOVO CRIME DOLOSO PRATICADO NO TRANSCURSO DO CUMPRIMENTO DA PENA. HOMOLOGAÇÃO DE FALTA GRAVE. EFEITOS. REGRESSÃO. NOVA DATA-BASE. PROGRESSÃO DE REGIME PRISIONAL. INCIDÊNCIA DA SÚMULA VINCULANTE N. 09. PRECEDENTES. - É pacífica a orientação das Turmas componentes da Terceira Seção desta Corte no sentido de que a prática de crime doloso durante o transcurso do cumprimento da pena, resulta em cometimento de falta grave (art. 52, da Lei n 7.210/84). - Desnecessário o trânsito em julgado da condenação do novo delito para que se reconheça a falta grave, porquanto é de cunho administrativo e obedece aos mesmos parâmetros da ampla defesa e do contraditório exigidos no processo penal. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4266096. Supremo Tribunal Federal 25/06/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 111.459 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. LUIZ FUX PACTE.(S) :LUIZ AUGUSTO PAIANI BORBA OU LUÍS AUGUSTO PAIANI BORBA IMPTE.(S) :DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de habeas corpus, com pedido de liminar, impetrado pela DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO, em benefício de LUIZ AUGUSTO PAIANI BORBA ou LUÍS AUGUSTO PAIANI BORBA, contra acórdão do Superior Tribunal de Justiça que não conheceu do agravo regimental interposto pela defesa, mantendo, por conseguinte, a decisão monocrática que deu provimento ao recurso especial interposto pelo Ministério Público, cuja ementa transcrevo: “RECURSO ESPECIAL. EXECUÇÃO PENAL. NOVO CRIME DOLOSO PRATICADO NO TRANSCURSO DO CUMPRIMENTO DA PENA. HOMOLOGAÇÃO DE FALTA GRAVE. EFEITOS. REGRESSÃO. NOVA DATA-BASE. PROGRESSÃO DE REGIME PRISIONAL. INCIDÊNCIA DA SÚMULA VINCULANTE N. 09. PRECEDENTES. - É pacífica a orientação das Turmas componentes da Terceira Seção desta Corte no sentido de que a prática de crime doloso durante o transcurso do cumprimento da pena, resulta em cometimento de falta grave (art. 52, da Lei n 7.210/84). - Desnecessário o trânsito em julgado da condenação do novo delito para que se reconheça a falta grave, porquanto é de cunho administrativo e obedece aos mesmos parâmetros da ampla defesa e do contraditório exigidos no processo penal. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4266096. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 15 Relatório HC 111459 / RS - Cristalizou-se na jurisprudência da Quinta Turma desta Corte que o cometimento de falta grave pelo apenado importa a alteração da data-base para o reinício da contagem dos prazos necessários para a obtenção dos requisitos objetivos, a fim de ser favorecido com os benefícios executórios, no que tange ao restante do cumprimento da reprimenda. - O cometimento da falta grave ocasiona a perda do direito ao tempo remido, reiniciando novo período a partir da data da infração disciplinar (Súmula Vinculante n. 09). - Recurso especial provido parcialmente.” Colhe-se dos autos que o paciente cumpria pena de 31 (trinta e um) anos e 4 (quatro) meses de reclusão, em regime semiaberto, quando foi denunciado pela prática do crime de porte ilegal de arma de fogo (artigo 14 da Lei 10.826/03). O Juízo da Execução, reconhecendo a prática de falta grave, determinou a regressão do regime de cumprimento de pena, a alteração da data base para a obtenção de novos benefícios e a perda dos dias remidos. Contra essa decisão, a defesa interpôs agravo em execução, sustentando que a prática de novo delito apenas configura falta grave após o trânsito em julgado de eventual condenação. O Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul deu provimento ao recurso em acórdão assim ementado: "AGRAVO EM EXECUÇÃO. FALTA GRAVE. O RECONHECIMENTO DE FALTA GRAVE POR PRÁTICA DE NOVO DELITO DEPENDE DE DECISÃO CONDENATÓRIA TRANSITADA EM JULGADO TENDO EM VISTA A PRESUNÇÃO DE INOCÊNCIA. AGRAVO PROVIDO, POR MAIORIA." Irresignado, o Ministério Público interpôs recurso especial. O 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4266096. Supremo Tribunal Federal HC 111459 / RS - Cristalizou-se na jurisprudência da Quinta Turma desta Corte que o cometimento de falta grave pelo apenado importa a alteração da data-base para o reinício da contagem dos prazos necessários para a obtenção dos requisitos objetivos, a fim de ser favorecido com os benefícios executórios, no que tange ao restante do cumprimento da reprimenda. - O cometimento da falta grave ocasiona a perda do direito ao tempo remido, reiniciando novo período a partir da data da infração disciplinar (Súmula Vinculante n. 09). - Recurso especial provido parcialmente.” Colhe-se dos autos que o paciente cumpria pena de 31 (trinta e um) anos e 4 (quatro) meses de reclusão, em regime semiaberto, quando foi denunciado pela prática do crime de porte ilegal de arma de fogo (artigo 14 da Lei 10.826/03). O Juízo da Execução, reconhecendo a prática de falta grave, determinou a regressão do regime de cumprimento de pena, a alteração da data base para a obtenção de novos benefícios e a perda dos dias remidos. Contra essa decisão, a defesa interpôs agravo em execução, sustentando que a prática de novo delito apenas configura falta grave após o trânsito em julgado de eventual condenação. O Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul deu provimento ao recurso em acórdão assim ementado: "AGRAVO EM EXECUÇÃO. FALTA GRAVE. O RECONHECIMENTO DE FALTA GRAVE POR PRÁTICA DE NOVO DELITO DEPENDE DE DECISÃO CONDENATÓRIA TRANSITADA EM JULGADO TENDO EM VISTA A PRESUNÇÃO DE INOCÊNCIA. AGRAVO PROVIDO, POR MAIORIA." Irresignado, o Ministério Público interpôs recurso especial. O 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4266096. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 15 Relatório HC 111459 / RS Ministro Adilson Vieira Macabu, Desembargador Convocado do TJ/RJ, deu parcial provimento ao recurso, “para reconhecer a efetiva ocorrência da falta grave pela prática, em tese, de crime doloso, determinando a regressão do regime e a retificação do cálculo de liquidação da pena para futura progressão, bem como a perda dos dias remidos”. Contra essa decisão, a defesa interpôs agravo regimental, não conhecido pelo colegiado do Superior Tribunal de Justiça. Transcrevo a ementa do acórdão: “PROCESSUAL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ESPECIAL. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 182/Superior Tribunal de Justiça. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DE TODOS OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO ATACADA. AGRAVO NÃO CONHECIDO. PRECEDENTES. 1. Incide o enunciado 182, da Súmula desta Corte, no agravo interno em que a parte agravante deixa de impugnar, especificamente, todos os fundamentos da decisão agravada. 2. Agravo regimental não conhecido.” Nesta impetração, a defesa sustenta, em síntese, a possibilidade da aplicação retroativa da Lei 12.433/11, que alterou o artigo 127 da Lei de Execuções Penais, inserindo o limite de 1/3 (um terço) para a perda dos dias remidos. Requer, ao final, a concessão de medida liminar “a fim de que seja auferido o real cômputo dos dias remidos ao paciente”. No mérito, pleiteia a confirmação da cautelar. A medida liminar foi deferida em decisão assim ementada: “EXECUÇÃO PENAL. HABEAS CORPUS. FALTA GRAVE. PRÁTICA DE CRIME DOLOSO (ART. 14 DA LEI n 10826/2003). PERDA INTEGRAL DOS DIAS REMIDOS E 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4266096. Supremo Tribunal Federal HC 111459 / RS Ministro Adilson Vieira Macabu, Desembargador Convocado do TJ/RJ, deu parcial provimento ao recurso, “para reconhecer a efetiva ocorrência da falta grave pela prática, em tese, de crime doloso, determinando a regressão do regime e a retificação do cálculo de liquidação da pena para futura progressão, bem como a perda dos dias remidos”. Contra essa decisão, a defesa interpôs agravo regimental, não conhecido pelo colegiado do Superior Tribunal de Justiça. Transcrevo a ementa do acórdão: “PROCESSUAL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ESPECIAL. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 182/Superior Tribunal de Justiça. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DE TODOS OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO ATACADA. AGRAVO NÃO CONHECIDO. PRECEDENTES. 1. Incide o enunciado 182, da Súmula desta Corte, no agravo interno em que a parte agravante deixa de impugnar, especificamente, todos os fundamentos da decisão agravada. 2. Agravo regimental não conhecido.” Nesta impetração, a defesa sustenta, em síntese, a possibilidade da aplicação retroativa da Lei 12.433/11, que alterou o artigo 127 da Lei de Execuções Penais, inserindo o limite de 1/3 (um terço) para a perda dos dias remidos. Requer, ao final, a concessão de medida liminar “a fim de que seja auferido o real cômputo dos dias remidos ao paciente”. No mérito, pleiteia a confirmação da cautelar. A medida liminar foi deferida em decisão assim ementada: “EXECUÇÃO PENAL. HABEAS CORPUS. FALTA GRAVE. PRÁTICA DE CRIME DOLOSO (ART. 14 DA LEI n 10826/2003). PERDA INTEGRAL DOS DIAS REMIDOS E 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4266096. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 15 Relatório HC 111459 / RS REINÍCIO DA CONTAGEM DO PRAZO PARA A CONCESSÃO DE BENEFÍCIOS. MODIFICAÇÃO LEGISLATIVA. LEI n 12.433/2011. LIMITAÇÃO DA PERDA AO MÁXIMO DE UM TERÇO. LEI PENAL MAIS FAVORÁVEL. RETROAÇÃO (ART. 5..., XL, DA CRFB E ART. 2..., PARÁGRAFO ÚNICO, DO CÓDIGO PENAL). LIMINAR DEFERIDA PARA QUE SE OBSERVE O LIMITE MÁXIMO DE 1/3 NA SANÇÃO DE PERDA DO TEMPO REMIDO.” O Ministério Público Federal manifesta-se “pelo não conhecimento do habeas corpus e pela concessão da ordem ex officio, para determinar ao i. Juiz da execução que redimensione a perda dos dias remidos com a observância da atual redação do art. 127 da Lei de Execução Penal”. Eis a ementa do parecer ministerial: “HABEAS CORPUS. EXECUÇÃO PENAL. PRÁTICA DE FALTA GRAVE. PAD. DIAS REMIDOS. PERDA PARCIAL A TEOR DA NOVA REDAÇÃO DO ART. 127 DA LEI DE EXECUÇÃO PENAL, INTRODUZIDA PELA LEI N. 12.433/11. NOVATIO LEGIS IN MELLIUS – ART. 5..., XL, DA Constituição Federal de 1988. INCIDÊNCIA DA NOVA LEI IN CASU. MATÉRIA NÃO ARGUIDA NAS INSTÂNCIAS ORDINÁRIAS. CONCESSÃO DA ORDEM DE OFÍCIO. - Parecer pelo não conhecimento do habeas corpus e pela concessão da ordem de ofício.” É o relatório. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4266096. Supremo Tribunal Federal HC 111459 / RS REINÍCIO DA CONTAGEM DO PRAZO PARA A CONCESSÃO DE BENEFÍCIOS. MODIFICAÇÃO LEGISLATIVA. LEI n 12.433/2011. LIMITAÇÃO DA PERDA AO MÁXIMO DE UM TERÇO. LEI PENAL MAIS FAVORÁVEL. RETROAÇÃO (ART. 5..., XL, DA CRFB E ART. 2..., PARÁGRAFO ÚNICO, DO CÓDIGO PENAL). LIMINAR DEFERIDA PARA QUE SE OBSERVE O LIMITE MÁXIMO DE 1/3 NA SANÇÃO DE PERDA DO TEMPO REMIDO.” O Ministério Público Federal manifesta-se “pelo não conhecimento do habeas corpus e pela concessão da ordem ex officio, para determinar ao i. Juiz da execução que redimensione a perda dos dias remidos com a observância da atual redação do art. 127 da Lei de Execução Penal”. Eis a ementa do parecer ministerial: “HABEAS CORPUS. EXECUÇÃO PENAL. PRÁTICA DE FALTA GRAVE. PAD. DIAS REMIDOS. PERDA PARCIAL A TEOR DA NOVA REDAÇÃO DO ART. 127 DA LEI DE EXECUÇÃO PENAL, INTRODUZIDA PELA LEI N. 12.433/11. NOVATIO LEGIS IN MELLIUS – ART. 5..., XL, DA Constituição Federal de 1988. INCIDÊNCIA DA NOVA LEI IN CASU. MATÉRIA NÃO ARGUIDA NAS INSTÂNCIAS ORDINÁRIAS. CONCESSÃO DA ORDEM DE OFÍCIO. - Parecer pelo não conhecimento do habeas corpus e pela concessão da ordem de ofício.” É o relatório. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4266096. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 15 Voto - MIN. LUIZ FUX 25/06/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 111.459 RIO GRANDE DO SUL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A controvérsia dos autos refere-se à possibilidade, ou não, da aplicação retroativa da Lei 12.433/11, que alterou o artigo 127 da Lei de Execuções Penais, inserindo o limite de 1/3 (um terço) para a perda dos dias remidos na hipótese de prática de falta grave. Verifica-se que matéria trazida ao crivo desta Corte não foi submetida à apreciação das instâncias precedentes. Destaca-se que, quando o ora paciente cometeu a falta grave, ainda não estava em vigor a Lei 12.433/11. Destarte, os acórdãos da Corte Estadual e do Superior Tribunal de Justiça, que determinaram a perda integral dos dias remidos, estavam de acordo com a legislação e jurisprudência então vigentes. Por conseguinte, é inviável o conhecimento do habeas corpus, sob pena de supressão de instância. Nesse sentido, os seguintes julgados: “HABEAS CORPUS. PEDIDO DE LIBERDADE. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. REINCIDÊNCIA. REGIME FECHADO. POSSIBILIDADE. ORDEM PARCIALMENTE CONHECIDA E, NESSA PARTE, DENEGADA. O impetrante, embora também tenha requerido a liberdade do paciente, não apresentou qualquer fundamento para tanto. Simplesmente fez o pedido. Além disso, o Superior Tribunal de Justiça não se manifestou sobre a questão. Portanto, não há como o habeas corpus ser conhecido nesse ponto, sob pena de supressão de instância. Quanto ao pedido de fixação do regime prisional aberto ou semi-aberto, o TJSP, ao impor o regime fechado, considerou o fato de o paciente ser, de acordo com a sentença, “multi-reincidente”. Tal fundamento está em harmonia com o disposto nas alíneas “b” e “c” do § 2... Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4266097. Supremo Tribunal Federal 25/06/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 111.459 RIO GRANDE DO SUL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A controvérsia dos autos refere-se à possibilidade, ou não, da aplicação retroativa da Lei 12.433/11, que alterou o artigo 127 da Lei de Execuções Penais, inserindo o limite de 1/3 (um terço) para a perda dos dias remidos na hipótese de prática de falta grave. Verifica-se que matéria trazida ao crivo desta Corte não foi submetida à apreciação das instâncias precedentes. Destaca-se que, quando o ora paciente cometeu a falta grave, ainda não estava em vigor a Lei 12.433/11. Destarte, os acórdãos da Corte Estadual e do Superior Tribunal de Justiça, que determinaram a perda integral dos dias remidos, estavam de acordo com a legislação e jurisprudência então vigentes. Por conseguinte, é inviável o conhecimento do habeas corpus, sob pena de supressão de instância. Nesse sentido, os seguintes julgados: “HABEAS CORPUS. PEDIDO DE LIBERDADE. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. REINCIDÊNCIA. REGIME FECHADO. POSSIBILIDADE. ORDEM PARCIALMENTE CONHECIDA E, NESSA PARTE, DENEGADA. O impetrante, embora também tenha requerido a liberdade do paciente, não apresentou qualquer fundamento para tanto. Simplesmente fez o pedido. Além disso, o Superior Tribunal de Justiça não se manifestou sobre a questão. Portanto, não há como o habeas corpus ser conhecido nesse ponto, sob pena de supressão de instância. Quanto ao pedido de fixação do regime prisional aberto ou semi-aberto, o TJSP, ao impor o regime fechado, considerou o fato de o paciente ser, de acordo com a sentença, “multi-reincidente”. Tal fundamento está em harmonia com o disposto nas alíneas “b” e “c” do § 2... Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4266097. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 15 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 111459 / RS do art. 33 do Código Penal, segundo as quais tanto o regime aberto, quanto o semi-aberto são reservados aos réus não reincidentes. Habeas corpus parcialmente conhecido e, nessa parte, denegado.” (HC 100.616, Segunda Turma, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJ de 14.03.11) “EMENTA: HABEAS CORPUS. PROCESSUAL PENAL. PEDIDO DE COMUTAÇÃO DE PENA. JUÍZO DE ORIGEM. APRECIAÇÃO. AUSÊNCIA. IMPOSSIBILIDADE DE SEU EXAME PELO Supremo Tribunal Federal SOB PENA DE SUPRESSÃO DE INSTÂNICAS. ALEGAÇÃO DE DEMORA NO JULGAMENTO DO MÉRITO DE WRIT PELO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. EXCESSO DE IMPETRAÇÕES NA CORTE SUPERIOR PENDENTES DE JULGAMENTO. FLEXIBILIZAÇÃO DO PRINCÍPIO CONSTITUCIONAL DA RAZOÁVEL DURAÇÃO DO PROCESSO QUE SE MOSTRA COMPREENSÍVEL. APOSENTADORIA DO RELATOR DOS FEITOS MANEJADOS EM FAVOR DO PACIENTE. ORDEM CONCEDIDA DE OFÍCIO PARA DETERMINAR SUA REDISTRIBUIÇÃO. I – O pedido de comutação da pena não pode ser conhecido, uma vez que esta questão não foi sequer analisada pelo juízo de origem. Seu exame por esta Suprema Corte implicaria indevida supressão de instância e extravasamento dos limites de competência do Supremo Tribunal Federal descritos no art. 102 da Constituição Federal. II – O excesso de trabalho que assoberba o Superior Tribunal de Justiça permite a flexibilização, em alguma medida, do princípio constitucional da razoável duração do processo. Precedentes. III - A concessão da ordem para determinar o julgamento do writ na Corte a quo poderia redundar na injustiça de determinar-se que a impetração manejada em favor do paciente seja colocada em posição privilegiada com relação a de outros jurisdicionados. IV – Ordem concedida de ofício para determinar a redistribuição dos habeas corpus manejados no Superior Tribunal de Justiça em favor do paciente, em razão da aposentadoria do então Relator.” 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4266097. Supremo Tribunal Federal HC 111459 / RS do art. 33 do Código Penal, segundo as quais tanto o regime aberto, quanto o semi-aberto são reservados aos réus não reincidentes. Habeas corpus parcialmente conhecido e, nessa parte, denegado.” (HC 100.616, Segunda Turma, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJ de 14.03.11) “EMENTA: HABEAS CORPUS. PROCESSUAL PENAL. PEDIDO DE COMUTAÇÃO DE PENA. JUÍZO DE ORIGEM. APRECIAÇÃO. AUSÊNCIA. IMPOSSIBILIDADE DE SEU EXAME PELO Supremo Tribunal Federal SOB PENA DE SUPRESSÃO DE INSTÂNICAS. ALEGAÇÃO DE DEMORA NO JULGAMENTO DO MÉRITO DE WRIT PELO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. EXCESSO DE IMPETRAÇÕES NA CORTE SUPERIOR PENDENTES DE JULGAMENTO. FLEXIBILIZAÇÃO DO PRINCÍPIO CONSTITUCIONAL DA RAZOÁVEL DURAÇÃO DO PROCESSO QUE SE MOSTRA COMPREENSÍVEL. APOSENTADORIA DO RELATOR DOS FEITOS MANEJADOS EM FAVOR DO PACIENTE. ORDEM CONCEDIDA DE OFÍCIO PARA DETERMINAR SUA REDISTRIBUIÇÃO. I – O pedido de comutação da pena não pode ser conhecido, uma vez que esta questão não foi sequer analisada pelo juízo de origem. Seu exame por esta Suprema Corte implicaria indevida supressão de instância e extravasamento dos limites de competência do Supremo Tribunal Federal descritos no art. 102 da Constituição Federal. II – O excesso de trabalho que assoberba o Superior Tribunal de Justiça permite a flexibilização, em alguma medida, do princípio constitucional da razoável duração do processo. Precedentes. III - A concessão da ordem para determinar o julgamento do writ na Corte a quo poderia redundar na injustiça de determinar-se que a impetração manejada em favor do paciente seja colocada em posição privilegiada com relação a de outros jurisdicionados. IV – Ordem concedida de ofício para determinar a redistribuição dos habeas corpus manejados no Superior Tribunal de Justiça em favor do paciente, em razão da aposentadoria do então Relator.” 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4266097. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 15 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 111459 / RS (HC 103.835, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJ de 8/2/2011) Vislumbro, no entanto, a possibilidade da concessão da ordem ex officio. O artigo 127 da Lei 7.210/84 preceituava, em sua redação original, que “O condenado que for punido por falta grave perderá o direito ao tempo remido, começando o novo período a partir da data da infração disciplinar”. Com o advento da Lei 12.433/11, o referido dispositivo passou a dispor que “Em caso de falta grave, o juiz poderá revogar até um terço do tempo remido, observando o disposto no art. 57, recomeçando a contagem a partir da data da infração disciplinar” (sem grifos no original). A lei nova é lex in melius e, por isso, deve retroagir para limitar a perda dos dias remidos ao máximo de um terço, nos termos do artigo 5..., inciso XL, da Constituição Federal, verbis: “a lei penal não retroagirá, salvo para beneficiar o réu”. Nesse sentido, os seguintes julgados: “Habeas corpus. 2. Execução Penal. 3. Falta disciplinar grave. 4. Pleito de concessão da ordem a fim de que a perda dos dias remidos pelo apenado seja proporcional e observe os parâmetros previstos no art. 127 da Lei 7.210/84, nos termos das modificações promovidas pela Lei 12.433/2011. 5. Norma penal mais benéfica. Retroatividade. 6. Ordem concedida.” (HC 110.040, 2... Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, Dje de 29.11.11) “Ementa: Processual penal e constitucional. Habeas corpus substitutivo de recurso ordinário constitucional. Competência do Supremo Tribunal para julgar habeas corpus: Constituição Federal de 1988, art. 102, I, ‘d’ e ‘i’. Rol taxativo. Matéria de direito estrito. Interpretação extensiva: Paradoxo. Organicidade do Direito. Execução penal. Progressão de regime. Não satisfação dos requisitos subjetivos. Improcedência. Falta grave. Dias 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4266097. Supremo Tribunal Federal HC 111459 / RS (HC 103.835, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJ de 8/2/2011) Vislumbro, no entanto, a possibilidade da concessão da ordem ex officio. O artigo 127 da Lei 7.210/84 preceituava, em sua redação original, que “O condenado que for punido por falta grave perderá o direito ao tempo remido, começando o novo período a partir da data da infração disciplinar”. Com o advento da Lei 12.433/11, o referido dispositivo passou a dispor que “Em caso de falta grave, o juiz poderá revogar até um terço do tempo remido, observando o disposto no art. 57, recomeçando a contagem a partir da data da infração disciplinar” (sem grifos no original). A lei nova é lex in melius e, por isso, deve retroagir para limitar a perda dos dias remidos ao máximo de um terço, nos termos do artigo 5..., inciso XL, da Constituição Federal, verbis: “a lei penal não retroagirá, salvo para beneficiar o réu”. Nesse sentido, os seguintes julgados: “Habeas corpus. 2. Execução Penal. 3. Falta disciplinar grave. 4. Pleito de concessão da ordem a fim de que a perda dos dias remidos pelo apenado seja proporcional e observe os parâmetros previstos no art. 127 da Lei 7.210/84, nos termos das modificações promovidas pela Lei 12.433/2011. 5. Norma penal mais benéfica. Retroatividade. 6. Ordem concedida.” (HC 110.040, 2... Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, Dje de 29.11.11) “Ementa: Processual penal e constitucional. Habeas corpus substitutivo de recurso ordinário constitucional. Competência do Supremo Tribunal para julgar habeas corpus: Constituição Federal de 1988, art. 102, I, ‘d’ e ‘i’. Rol taxativo. Matéria de direito estrito. Interpretação extensiva: Paradoxo. Organicidade do Direito. Execução penal. Progressão de regime. Não satisfação dos requisitos subjetivos. Improcedência. Falta grave. Dias 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4266097. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 15 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 111459 / RS remidos. Perda integral. Modificação legislativa. Limitação à perda de 1/3. Lex in melius. Aplicação retroativa – art. 5..., inc. XL, da Constituição Federal. 1. A competência originária do Supremo Tribunal Federal para conhecer e julgar habeas corpus está definida, taxativamente, no artigo 102, inciso I, alíneas ‘d’ e ‘i’, da Constituição Federal, sendo certo que o paciente não está arrolado em nenhuma das hipóteses elencadas. 2. In casu, o indeferimento dos pedidos de progressão de regime e de liberdade condicional restou satisfatoriamente fundamentado na ausência dos requisitos subjetivos, porquanto asseverado pelo Juiz da Execução que o paciente praticou ‘... muitas faltas graves...’ no cárcere’. 3. O silêncio da Lei a respeito da obrigatoriedade do exame criminológico não retira do juízo da execução o poder de determiná-lo, desde que o faça de forma fundamentada. É cediço que a análise do requisito subjetivo serve à verificação do mérito do condenado, que não está adstrito ao ‘bom comportamento carcerário’, como faz parecer a literalidade da lei, sob pena de concretizar-se o absurdo de transformar o diretor do presídio no verdadeiro concedente do benefício e o juiz em simples homologador. Precedentes: HC n. 105.234/RS, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, Primeira Turma, DJ de 21.3.11; HC n. 106.477/RS, Relator o Ministro Dias Toffoli, Primeira Turma, DJ de 19.4.11; e HC n. 102.859/SP, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, Segunda Turma, DJ de 1....02.10. 4. O art. 127 da Lei n. 7.210/84 preceituava, com a redação anterior à da Lei n. 12.433, de 29 de junho de 2011, que ‘O condenado que for punido por falta grave perderá o direito ao tempo remido, começando o novo período a partir da data da infração disciplinar’. Após a alteração operada pela Lei n. 12.433/2011, o referido preceito passou a dispor que ‘Em caso de falta grave, o juiz poderá revogar até um terço do tempo remido, observando o disposto no art. 57, recomeçando a contagem a partir da data da infração disciplinar’. 5. A lei nova é lex in melius e por isso deve retroagir, por força do disposto no art. 5..., inc. XL, da Constituição: a lei penal não retroagirá, salvo para beneficiar. Precedentes: HHCC 110.040, Rel. Min. GILMAR MENDES, 2... 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4266097. Supremo Tribunal Federal HC 111459 / RS remidos. Perda integral. Modificação legislativa. Limitação à perda de 1/3. Lex in melius. Aplicação retroativa – art. 5..., inc. XL, da Constituição Federal. 1. A competência originária do Supremo Tribunal Federal para conhecer e julgar habeas corpus está definida, taxativamente, no artigo 102, inciso I, alíneas ‘d’ e ‘i’, da Constituição Federal, sendo certo que o paciente não está arrolado em nenhuma das hipóteses elencadas. 2. In casu, o indeferimento dos pedidos de progressão de regime e de liberdade condicional restou satisfatoriamente fundamentado na ausência dos requisitos subjetivos, porquanto asseverado pelo Juiz da Execução que o paciente praticou ‘... muitas faltas graves...’ no cárcere’. 3. O silêncio da Lei a respeito da obrigatoriedade do exame criminológico não retira do juízo da execução o poder de determiná-lo, desde que o faça de forma fundamentada. É cediço que a análise do requisito subjetivo serve à verificação do mérito do condenado, que não está adstrito ao ‘bom comportamento carcerário’, como faz parecer a literalidade da lei, sob pena de concretizar-se o absurdo de transformar o diretor do presídio no verdadeiro concedente do benefício e o juiz em simples homologador. Precedentes: HC n. 105.234/RS, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, Primeira Turma, DJ de 21.3.11; HC n. 106.477/RS, Relator o Ministro Dias Toffoli, Primeira Turma, DJ de 19.4.11; e HC n. 102.859/SP, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, Segunda Turma, DJ de 1....02.10. 4. O art. 127 da Lei n. 7.210/84 preceituava, com a redação anterior à da Lei n. 12.433, de 29 de junho de 2011, que ‘O condenado que for punido por falta grave perderá o direito ao tempo remido, começando o novo período a partir da data da infração disciplinar’. Após a alteração operada pela Lei n. 12.433/2011, o referido preceito passou a dispor que ‘Em caso de falta grave, o juiz poderá revogar até um terço do tempo remido, observando o disposto no art. 57, recomeçando a contagem a partir da data da infração disciplinar’. 5. A lei nova é lex in melius e por isso deve retroagir, por força do disposto no art. 5..., inc. XL, da Constituição: a lei penal não retroagirá, salvo para beneficiar. Precedentes: HHCC 110.040, Rel. Min. GILMAR MENDES, 2... 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4266097. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 15 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 111459 / RS Turma, DJ e de 29/11/11; 110.317, Rel. Min. Carlos Britto, (liminar), DJe de 26/09/11, e 111.143, Rel. Min. DIAS TÓFFOLI (liminar), DJe de 22/11/11. 6. Habeas corpus julgado extinto, por ser substitutivo de recurso ordinário. 7. Ordem concedida, parcialmente e ex officio, para determinar que a perda dos dias remidos pelo trabalho não se dê em sua integralidade, observando-se o máximo de 1/3, por aplicação retroativa da Lei n. 12.433/2011, à luz do art. 5..., inc. XL, da Constituição Federal.” - Sem grifos no original (HC 113.717, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, Dje de 19.03.13) “Ementa: Processual penal e constitucional. Habeas corpus substitutivo de recurso ordinário constitucional. Competência do Supremo Tribunal para julgar habeas corpus: Constituição Federal de 1988, art. 102, I, ‘d’ e ‘i’. Rol taxativo. Matéria de direito estrito. Interpretação extensiva: Paradoxo. Organicidade do Direito. Execução penal. Falta grave. Dias remidos. Perda integral. Modificação legislativa. Limitação à perda de 1/3. Lex in melius. Aplicação retroativa – art. 5..., inc. XL, da Constituição Federal. 1. O art. 127 da Lei n. 7.210/84 preceituava, com a redação anterior à da Lei n. 12.433, de 29 de junho de 2011, que ‘O condenado que for punido por falta grave perderá o direito ao tempo remido, começando o novo período a partir da data da infração disciplinar’. Após a alteração operada pela Lei n. 12.433/2011, o referido preceito passou a dispor que ‘Em caso de falta grave, o juiz poderá revogar até um terço do tempo remido, observando o disposto no art. 57, recomeçando a contagem a partir da data da infração disciplinar’. 2. A lei nova é lex in melius e por isso deve retroagir, por força do disposto no art. 5..., inc. XL, da Constituição: a lei penal não retroagirá, salvo para beneficiar. Precedentes: HHCC 110.040, Rel. Min. GILMAR MENDES, 2... Turma, DJ e de 29/11/11; 110.317, Rel. Min. Carlos Britto, (liminar), DJe de 26/09/11, e 111.143, Rel. Min. DIAS TÓFFOLI (liminar), DJe de 22/11/11. 3. In casu, o paciente cumpria pena de 14 (quatorze) anos, 4 (quatro) meses e 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4266097. Supremo Tribunal Federal HC 111459 / RS Turma, DJ e de 29/11/11; 110.317, Rel. Min. Carlos Britto, (liminar), DJe de 26/09/11, e 111.143, Rel. Min. DIAS TÓFFOLI (liminar), DJe de 22/11/11. 6. Habeas corpus julgado extinto, por ser substitutivo de recurso ordinário. 7. Ordem concedida, parcialmente e ex officio, para determinar que a perda dos dias remidos pelo trabalho não se dê em sua integralidade, observando-se o máximo de 1/3, por aplicação retroativa da Lei n. 12.433/2011, à luz do art. 5..., inc. XL, da Constituição Federal.” - Sem grifos no original (HC 113.717, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, Dje de 19.03.13) “Ementa: Processual penal e constitucional. Habeas corpus substitutivo de recurso ordinário constitucional. Competência do Supremo Tribunal para julgar habeas corpus: Constituição Federal de 1988, art. 102, I, ‘d’ e ‘i’. Rol taxativo. Matéria de direito estrito. Interpretação extensiva: Paradoxo. Organicidade do Direito. Execução penal. Falta grave. Dias remidos. Perda integral. Modificação legislativa. Limitação à perda de 1/3. Lex in melius. Aplicação retroativa – art. 5..., inc. XL, da Constituição Federal. 1. O art. 127 da Lei n. 7.210/84 preceituava, com a redação anterior à da Lei n. 12.433, de 29 de junho de 2011, que ‘O condenado que for punido por falta grave perderá o direito ao tempo remido, começando o novo período a partir da data da infração disciplinar’. Após a alteração operada pela Lei n. 12.433/2011, o referido preceito passou a dispor que ‘Em caso de falta grave, o juiz poderá revogar até um terço do tempo remido, observando o disposto no art. 57, recomeçando a contagem a partir da data da infração disciplinar’. 2. A lei nova é lex in melius e por isso deve retroagir, por força do disposto no art. 5..., inc. XL, da Constituição: a lei penal não retroagirá, salvo para beneficiar. Precedentes: HHCC 110.040, Rel. Min. GILMAR MENDES, 2... Turma, DJ e de 29/11/11; 110.317, Rel. Min. Carlos Britto, (liminar), DJe de 26/09/11, e 111.143, Rel. Min. DIAS TÓFFOLI (liminar), DJe de 22/11/11. 3. In casu, o paciente cumpria pena de 14 (quatorze) anos, 4 (quatro) meses e 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4266097. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 15 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 111459 / RS 15 (quinze) dias de reclusão, em regime semiaberto, por crimes de furtos qualificados e simples, receptação e tentativa de homicídio quando praticou diversas faltas graves, consistentes em fugas, sendo que a última delas, praticada em 14/04/2010, deu ensejo à decisão decretando a perda dos dias remidos e o reinício da contagem do prazo para a concessão de benefícios da execução penal; decisão confirmada no julgamento do agravo em execução e encampada nos HHCC impetrados no TJ/RS e Superior Tribunal de Justiça. 4. Habeas corpus julgado extinto, por ser substitutivo de recurso ordinário. 5. Ordem concedida, ex officio, para determinar que a perda dos dias remidos pelo trabalho não se dê em sua integralidade, observando-se o máximo de 1/3, por aplicação retroativa da Lei n. 12.433/2011, à luz do art. 5..., inc. XL, da Constituição Federal.” (HC 110.243, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, Dje de 18.12.12) “EMENTA Habeas corpus. Falta grave. Perda dos dias remidos e outras medidas legais. Superveniência da Lei n 12.433/11, a qual conferiu nova redação ao art. 127 da Lei de Execução Penal, limitando ao patamar máximo de 1/3 (um terço) a revogação do tempo a ser remido. Novatio legis in mellius que, em razão do princípio da retroatividade da lei penal menos gravosa, alcança a situação pretérita do paciente, beneficiando-o. Ordem concedida para esse fim. 1. A nova redação conferida pela Lei n 12.433/11 ao art. 127 da Lei de Execução Penal limita ao patamar máximo de 1/3 (um terço) a revogação do tempo a ser remido. 2. No caso, o reconhecimento da prática de falta grave pelo paciente implicou a perda dos dias a serem remidos de sua pena, o que, à luz do novo ordenamento jurídico, não mais é permitido. 3. Por se tratar de novatio legis in mellius, nada impede que, em razão do princípio da retroatividade da lei penal menos gravosa, ela alcance a situação pretérita do paciente, beneficiando-o. 4. Habeas corpus concedido para esse fim.” (HC 114.149, Primeira Turma, Relator o Ministro Dias 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4266097. Supremo Tribunal Federal HC 111459 / RS 15 (quinze) dias de reclusão, em regime semiaberto, por crimes de furtos qualificados e simples, receptação e tentativa de homicídio quando praticou diversas faltas graves, consistentes em fugas, sendo que a última delas, praticada em 14/04/2010, deu ensejo à decisão decretando a perda dos dias remidos e o reinício da contagem do prazo para a concessão de benefícios da execução penal; decisão confirmada no julgamento do agravo em execução e encampada nos HHCC impetrados no TJ/RS e Superior Tribunal de Justiça. 4. Habeas corpus julgado extinto, por ser substitutivo de recurso ordinário. 5. Ordem concedida, ex officio, para determinar que a perda dos dias remidos pelo trabalho não se dê em sua integralidade, observando-se o máximo de 1/3, por aplicação retroativa da Lei n. 12.433/2011, à luz do art. 5..., inc. XL, da Constituição Federal.” (HC 110.243, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, Dje de 18.12.12) “EMENTA Habeas corpus. Falta grave. Perda dos dias remidos e outras medidas legais. Superveniência da Lei n 12.433/11, a qual conferiu nova redação ao art. 127 da Lei de Execução Penal, limitando ao patamar máximo de 1/3 (um terço) a revogação do tempo a ser remido. Novatio legis in mellius que, em razão do princípio da retroatividade da lei penal menos gravosa, alcança a situação pretérita do paciente, beneficiando-o. Ordem concedida para esse fim. 1. A nova redação conferida pela Lei n 12.433/11 ao art. 127 da Lei de Execução Penal limita ao patamar máximo de 1/3 (um terço) a revogação do tempo a ser remido. 2. No caso, o reconhecimento da prática de falta grave pelo paciente implicou a perda dos dias a serem remidos de sua pena, o que, à luz do novo ordenamento jurídico, não mais é permitido. 3. Por se tratar de novatio legis in mellius, nada impede que, em razão do princípio da retroatividade da lei penal menos gravosa, ela alcance a situação pretérita do paciente, beneficiando-o. 4. Habeas corpus concedido para esse fim.” (HC 114.149, Primeira Turma, Relator o Ministro Dias 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4266097. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 15 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 111459 / RS Toffoli, Dje de 04.12.12) “EMENTA Habeas corpus. Cometimento de falta grave pelo paciente. Perda integral dos dias remidos. Questão não analisada pelo Superior Tribunal de Justiça. Inadmissível Supressão de instância. Precedentes. Superveniência da Lei n 12.433/11, que conferiu nova redação ao art. 127 da Lei de Execução Penal, limitando ao patamar máximo de 1/3 (um terço) a revogação do tempo a ser remido. Novatio legis in mellius que, em razão do princípio da retroatividade da lei penal menos gravosa, alcança a situação pretérita do paciente, beneficiando-o. Ordem de habeas corpus concedida de ofício. 1. A questão posta para apreciação neste writ não foi analisada pelo Superior Tribunal de Justiça. Portanto, sua análise, de forma originária, neste ensejo, configuraria inadmissível supressão de instância, na linha de precedentes. 2. Caso de concessão de habeas corpus de ofício, pois o reconhecimento da prática de falta grave pelo paciente implicou a perda integral dos dias a serem remidos de sua pena, o que, à luz do novo ordenamento jurídico, não mais é permitido. 3. A nova redação conferida pela Lei n 12.433/11 ao art. 127 da Lei de Execução Penal limita ao patamar máximo de 1/3 (um terço) a revogação do tempo a ser remido. 4. Por se tratar de novatio legis in mellius, nada impede que, em razão do princípio da retroatividade da lei penal menos gravosa, ela alcance a situação pretérita do paciente, beneficiando-o. 5. Habeas corpus de que não se conhece. Ordem concedida de ofício.” (HC 113.443, Primeira Turma, Relator o Ministro Dias Toffoli, Dje de 28.09.12) “Habeas corpus. 2. Execução penal. 3. Falta disciplinar grave. 4. Dias remidos. Lei penal mais benéfica. Perda limitada ao máximo de 1/3. Aplicação retroativa da Lei 12.433/2011. 5. Concessão da ordem a fim de que o Juízo das Execuções Criminais reanalise a situação do paciente, atentando-se para os novos parâmetros.” 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4266097. Supremo Tribunal Federal HC 111459 / RS Toffoli, Dje de 04.12.12) “EMENTA Habeas corpus. Cometimento de falta grave pelo paciente. Perda integral dos dias remidos. Questão não analisada pelo Superior Tribunal de Justiça. Inadmissível Supressão de instância. Precedentes. Superveniência da Lei n 12.433/11, que conferiu nova redação ao art. 127 da Lei de Execução Penal, limitando ao patamar máximo de 1/3 (um terço) a revogação do tempo a ser remido. Novatio legis in mellius que, em razão do princípio da retroatividade da lei penal menos gravosa, alcança a situação pretérita do paciente, beneficiando-o. Ordem de habeas corpus concedida de ofício. 1. A questão posta para apreciação neste writ não foi analisada pelo Superior Tribunal de Justiça. Portanto, sua análise, de forma originária, neste ensejo, configuraria inadmissível supressão de instância, na linha de precedentes. 2. Caso de concessão de habeas corpus de ofício, pois o reconhecimento da prática de falta grave pelo paciente implicou a perda integral dos dias a serem remidos de sua pena, o que, à luz do novo ordenamento jurídico, não mais é permitido. 3. A nova redação conferida pela Lei n 12.433/11 ao art. 127 da Lei de Execução Penal limita ao patamar máximo de 1/3 (um terço) a revogação do tempo a ser remido. 4. Por se tratar de novatio legis in mellius, nada impede que, em razão do princípio da retroatividade da lei penal menos gravosa, ela alcance a situação pretérita do paciente, beneficiando-o. 5. Habeas corpus de que não se conhece. Ordem concedida de ofício.” (HC 113.443, Primeira Turma, Relator o Ministro Dias Toffoli, Dje de 28.09.12) “Habeas corpus. 2. Execução penal. 3. Falta disciplinar grave. 4. Dias remidos. Lei penal mais benéfica. Perda limitada ao máximo de 1/3. Aplicação retroativa da Lei 12.433/2011. 5. Concessão da ordem a fim de que o Juízo das Execuções Criminais reanalise a situação do paciente, atentando-se para os novos parâmetros.” 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4266097. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 15 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 111459 / RS (HC 111.400, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, Dje de 15.05.12) In casu, o paciente cumpria pena de 31 (trinta e um) anos e 4 (quatro) meses de reclusão, em regime semiaberto, quando praticou falta grave. O Ministro Adilson Vieira Macabu, Desembargador Convocado do TJ/RJ, deu parcial provimento ao recurso especial interposto pelo Ministério Público, “para reconhecer a efetiva ocorrência da falta grave pela prática, em tese, de crime doloso, determinando a regressão do regime e a retificação do cálculo de liquidação da pena para futura progressão, bem como a perda dos dias remidos” (sem grifos no original). Ex positis, julgo extinto o presente habeas corpus, mas concedo a ordem de ofício para confirmar a medida liminar deferida “para determinar à Vara de Execuções Criminais da Comarca de São Luiz Gonzaga/RS que observe o limite máximo de 1/3 na sanção de perda dos dias remidos”. 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4266097. Supremo Tribunal Federal HC 111459 / RS (HC 111.400, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, Dje de 15.05.12) In casu, o paciente cumpria pena de 31 (trinta e um) anos e 4 (quatro) meses de reclusão, em regime semiaberto, quando praticou falta grave. O Ministro Adilson Vieira Macabu, Desembargador Convocado do TJ/RJ, deu parcial provimento ao recurso especial interposto pelo Ministério Público, “para reconhecer a efetiva ocorrência da falta grave pela prática, em tese, de crime doloso, determinando a regressão do regime e a retificação do cálculo de liquidação da pena para futura progressão, bem como a perda dos dias remidos” (sem grifos no original). Ex positis, julgo extinto o presente habeas corpus, mas concedo a ordem de ofício para confirmar a medida liminar deferida “para determinar à Vara de Execuções Criminais da Comarca de São Luiz Gonzaga/RS que observe o limite máximo de 1/3 na sanção de perda dos dias remidos”. 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4266097. Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 15 Extrato de Ata - 25/06/2013 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 111.459 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. LUIZ FUX PACTE.(S) : LUIZ AUGUSTO PAIANI BORBA OU LUÍS AUGUSTO PAIANI BORBA IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma não conheceu da ordem de habeas corpus, mas a concedeu, de ofício, nos termos do voto do Relator. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Marco Aurélio. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1... Turma, 25.6.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Subprocurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4306842 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 111.459 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. LUIZ FUX PACTE.(S) : LUIZ AUGUSTO PAIANI BORBA OU LUÍS AUGUSTO PAIANI BORBA IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma não conheceu da ordem de habeas corpus, mas a concedeu, de ofício, nos termos do voto do Relator. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Marco Aurélio. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1... Turma, 25.6.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Subprocurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4306842 Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 15
{ "JURISPRUDENCIA": [ "HABEAS CORPUS 111 . 459", "HC 110 . 040", "HC 113 . 717", "HC 110 . 243", "HC 114 . 149", "HC 113 . 443", "HC 111459 / RS Turma", "HC 111 . 400", "HC 111459 / RS", "HC 111 . 400", "HABEAS CORPUS 111 . 459 RIO", "SÚMULA", "HABEAS CORPUS 111 . 459", "SÚMULA VINCULANTE N . 09", "HC 111459 / RS", "Súmula Vinculante n . 09", "HC 111459 / RS", "Súmula Vinculante n . 09", "HC 111459 / RS", "SÚMULA 182 / Superior Tribunal de Justiça", "HC 111459 / RS", "SÚMULA 182 / Superior Tribunal de Justiça", "HC 111459 / RS", "HC 111459 / RS", "HABEAS CORPUS 111 . 459", "HABEAS CORPUS 111 . 459", "HC 111459 / RS", "HC 100 . 616", "HC 111459 / RS", "HC 100 . 616", "HC 111459 / RS", "HC 103 . 835", "HC 110 . 040", "HC 111459 / RS", "HC 103 . 835", "HC 110 . 040", "HC 111459 / RS", "HC n . 105 . 234 / RS", "HC n . 106 . 477 / RS", "HC n . 102 . 859 / SP", "HHCC 110 . 040", "HC 111459 / RS", "HC n . 105 . 234 / RS", "HC n . 106 . 477 / RS", "HC n . 102 . 859 / SP", "HHCC 110 . 040", "HC 111459 / RS", "HC 113 . 717", "HHCC 110 . 040", "HC 111459 / RS Turma", "HC 113 . 717", "HHCC 110 . 040", "HC 111459 / RS", "HC 110 . 243", "HC 114 . 149", "HC 111459 / RS", "HC 110 . 243", "HC 114 . 149", "HC 111459 / RS", "HC 113 . 443", "HC 111459 / RS Toffoli", "HC 113 . 443", "HC 111459 / RS", "HC 111 . 400", "HC 111459 / RS", "HC 111 . 400", "HABEAS CORPUS 111 . 459", "HABEAS CORPUS 111 . 459" ], "LEGISLACAO": [ "ART . 5 . . . , INC . 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Ementa e Acórdão 18/02/2014 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 642.930 GOIÁS RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO EMBTE.(S) :VALÉRIA PEREIRA DURVAL ADV.(A/S) :PAULO ROBERTO CASTRO MARCELINO EMBDO.(A/S) :H P TRANSPORTES COLETIVOS LTDA ADV.(A/S) :EDSON DE MACEDO AMARAL EMENTA: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO RECEBIDOS COMO AGRAVO REGIMENTAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ACIDENTE DE TRÂNSITO. AÇÃO DE INDENIZAÇÃO. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS 282 E 356/STF. NECESSIDADE DE REAPRECIAÇÃO DOS FATOS E DO MATERIAL PROBATÓRIO DOS AUTOS. INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS 279 E 284/STF. Os temas constitucionais do apelo extremo não foram objeto de análise prévia e conclusiva pelo Colegiado de origem. Incidência das Súmulas 282 e 356/STF. Para dissentir da conclusão do acórdão recorrido, seria necessário nova apreciação dos fatos e do material probatório constante dos autos. Incidência da Súmula 279/STF. Ademais, a peça recursal não indicou, de forma clara e concreta, de que forma o acórdão recorrido teria violado o art. 5º, XXXVI, da Constituição. Nessas condições, aplica-se a Súmula 284/STF. Embargos de declaração recebidos como agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por maioria de votos, em converter os embargos de declaração em agravo regimental, vencido, nessa parte, o Ministro Marco Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5466211. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Ementa e Acórdão ARE 642930 ED / GO Aurélio, Presidente. Por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 18 de fevereiro de 2014. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5466211. Supremo Tribunal Federal ARE 642930 ED / GO Aurélio, Presidente. Por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 18 de fevereiro de 2014. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5466211. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório 18/02/2014 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 642.930 GOIÁS RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO EMBTE.(S) :VALÉRIA PEREIRA DURVAL ADV.(A/S) :PAULO ROBERTO CASTRO MARCELINO EMBDO.(A/S) :H P TRANSPORTES COLETIVOS LTDA ADV.(A/S) :EDSON DE MACEDO AMARAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Trata-se de embargos de declaração cujo objeto é decisão monocrática do Ministro Joaquim Barbosa, relator originário do feito, que negou seguimento ao recurso extraordinário com agravo, pelos seguintes fundamentos (fls. 156/157): “Trata-se de recurso extraordinário (art. 102, III, a, da Constituição) com agravo interposto contra decisão que julgou improcedente pedido de indenização decorrente de acidente que vitimou a parte ora recorrente. Eis a ementa ( Fls. 103): ‘AÇÃO DE INDENIZAÇÃO POR ACIDENTE DE TRÂNSITO. FALTA DE RESPEITO À VIA PREFERENCIAL. CAUTELA NÃO OBSERVADA PELO CONDUTOR DO VEÍCULO. 1 – Como emerge dos autos o acidente ocorreu por culpa única e exclusiva da Recorrente, a qual, não tomando as cautelas necessárias, invadiu a pista por onde transitava o ônibus da recorrida. 2 – O boletim de ocorrência demonstrou de forma suficiente, sem ter derruído por outro meio probatório, não ter sido a recorrente diligente, sendo a causadora do acidente, por não aguardar a passagem do ônibus que estava na via preferencial. Recurso conhecido e improvido. Sentença Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5466212. Supremo Tribunal Federal 18/02/2014 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 642.930 GOIÁS RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO EMBTE.(S) :VALÉRIA PEREIRA DURVAL ADV.(A/S) :PAULO ROBERTO CASTRO MARCELINO EMBDO.(A/S) :H P TRANSPORTES COLETIVOS LTDA ADV.(A/S) :EDSON DE MACEDO AMARAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Trata-se de embargos de declaração cujo objeto é decisão monocrática do Ministro Joaquim Barbosa, relator originário do feito, que negou seguimento ao recurso extraordinário com agravo, pelos seguintes fundamentos (fls. 156/157): “Trata-se de recurso extraordinário (art. 102, III, a, da Constituição) com agravo interposto contra decisão que julgou improcedente pedido de indenização decorrente de acidente que vitimou a parte ora recorrente. Eis a ementa ( Fls. 103): ‘AÇÃO DE INDENIZAÇÃO POR ACIDENTE DE TRÂNSITO. FALTA DE RESPEITO À VIA PREFERENCIAL. CAUTELA NÃO OBSERVADA PELO CONDUTOR DO VEÍCULO. 1 – Como emerge dos autos o acidente ocorreu por culpa única e exclusiva da Recorrente, a qual, não tomando as cautelas necessárias, invadiu a pista por onde transitava o ônibus da recorrida. 2 – O boletim de ocorrência demonstrou de forma suficiente, sem ter derruído por outro meio probatório, não ter sido a recorrente diligente, sendo a causadora do acidente, por não aguardar a passagem do ônibus que estava na via preferencial. Recurso conhecido e improvido. Sentença Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5466212. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Relatório ARE 642930 ED / GO mantida, por seus jurídicos fundamentos.’ No recurso extraordinário, alega-se violação do artigo 5º, II e XXXVI, da Constituição federal. Não prospera o recurso. Observo, inicialmente, que não foi prequestionada a suposta violação ao princípio da legalidade. Incide, no ponto, o óbice das Súmulas 282 e 356 desta Corte. Verifico, ainda, que o acórdão recorrido se fundou na prova pericial e testemunhal para concluir pela culpa exclusiva de terceiro. Afastar essas conclusões implicaria reexame da matéria fático-probatória, o que dá margem ao descabimento do recurso extraordinário (Súmula 279). Ademais, a parte recorrente não discorre adequadamente sobre a configuração da suposta ofensa ao artigo 5º, XXXVI, circunstância que inviabiliza a compreensão da controvérsia, impondo-se a aplicação da Súmula 284 do Supremo Tribunal Federal. Do exposto, nego seguimento ao presente recurso.” 2. A parte embargante alega que “existe o prequestionamento referente a matéria constitucional violada, ainda que seja em fase posterior ao pleito inicial” (fls. 169). Afirma que “não se trata o caso em questão de acolhida ao reexame fático, mas, ausência de qualquer relação ou fundamento entre as provas arroladas e a decisão embargada”. Insurge-se contra a aplicação da Súmula 284/STF. 3. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5466212. Supremo Tribunal Federal ARE 642930 ED / GO mantida, por seus jurídicos fundamentos.’ No recurso extraordinário, alega-se violação do artigo 5º, II e XXXVI, da Constituição federal. Não prospera o recurso. Observo, inicialmente, que não foi prequestionada a suposta violação ao princípio da legalidade. Incide, no ponto, o óbice das Súmulas 282 e 356 desta Corte. Verifico, ainda, que o acórdão recorrido se fundou na prova pericial e testemunhal para concluir pela culpa exclusiva de terceiro. Afastar essas conclusões implicaria reexame da matéria fático-probatória, o que dá margem ao descabimento do recurso extraordinário (Súmula 279). Ademais, a parte recorrente não discorre adequadamente sobre a configuração da suposta ofensa ao artigo 5º, XXXVI, circunstância que inviabiliza a compreensão da controvérsia, impondo-se a aplicação da Súmula 284 do Supremo Tribunal Federal. Do exposto, nego seguimento ao presente recurso.” 2. A parte embargante alega que “existe o prequestionamento referente a matéria constitucional violada, ainda que seja em fase posterior ao pleito inicial” (fls. 169). Afirma que “não se trata o caso em questão de acolhida ao reexame fático, mas, ausência de qualquer relação ou fundamento entre as provas arroladas e a decisão embargada”. Insurge-se contra a aplicação da Súmula 284/STF. 3. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5466212. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 18/02/2014 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 642.930 GOIÁS V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Recebo os presentes embargos de declaração como agravo regimental, tendo em vista a pretensão da parte recorrente em ver reformada a decisão ora impugnada (MI 823-ED-segundos, Rel. Min. Celso de Mello, Rcl 11.022-ED, Rel.ª Min.ª Cármen Lúcia, ARE 680.718- ED, Rel. Min. Luiz Fux). 2. Passo a apreciar a matéria. 3. O agravo não deve ser provido, tendo em vista que a parte recorrente se limita a repetir as alegações do recurso extraordinário sem trazer novos argumentos suficientes para modificar a decisão ora agravada. 4. O recurso extraordinário é inadmissível. Com efeito, quanto à alegação de ofensa ao art. 5º, II, da Constituição Federal, a decisão recorrida verificou, com acerto, que a questão constitucional não foi objeto de apreciação no acórdão proferido pela Primeira Turma Mista dos Juizados Especiais do Estado de Goiás. Também não foram opostos embargos declaratórios com fim de suprir eventual omissão. Incidem no caso, portanto, as Súmulas 282 e 356/STF, que exigem o prequestionamento da matéria alegada. 5. Para dissentir da conclusão do Colegiado de origem, seria necessário apreciação dos fatos e do material probatório constante dos autos. Nessas condições, a hipótese atrai a incidência da Súmula 279/STF: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário.” 6. De qualquer modo, a peça recursal não indicou, de forma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5466213. Supremo Tribunal Federal 18/02/2014 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 642.930 GOIÁS V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Recebo os presentes embargos de declaração como agravo regimental, tendo em vista a pretensão da parte recorrente em ver reformada a decisão ora impugnada (MI 823-ED-segundos, Rel. Min. Celso de Mello, Rcl 11.022-ED, Rel.ª Min.ª Cármen Lúcia, ARE 680.718- ED, Rel. Min. Luiz Fux). 2. Passo a apreciar a matéria. 3. O agravo não deve ser provido, tendo em vista que a parte recorrente se limita a repetir as alegações do recurso extraordinário sem trazer novos argumentos suficientes para modificar a decisão ora agravada. 4. O recurso extraordinário é inadmissível. Com efeito, quanto à alegação de ofensa ao art. 5º, II, da Constituição Federal, a decisão recorrida verificou, com acerto, que a questão constitucional não foi objeto de apreciação no acórdão proferido pela Primeira Turma Mista dos Juizados Especiais do Estado de Goiás. Também não foram opostos embargos declaratórios com fim de suprir eventual omissão. Incidem no caso, portanto, as Súmulas 282 e 356/STF, que exigem o prequestionamento da matéria alegada. 5. Para dissentir da conclusão do Colegiado de origem, seria necessário apreciação dos fatos e do material probatório constante dos autos. Nessas condições, a hipótese atrai a incidência da Súmula 279/STF: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário.” 6. De qualquer modo, a peça recursal não indicou, de forma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5466213. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO ARE 642930 ED / GO clara e concreta, como o acórdão recorrido teria violado o art. 5º, XXXVI, da Constituição. Nessas condições, aplica-se a Súmula 284/STF: “É inadmissível o recurso extraordinário, quando a deficiência na sua fundamentação não permitir a exata compreensão da controvérsia” 7. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5466213. Supremo Tribunal Federal ARE 642930 ED / GO clara e concreta, como o acórdão recorrido teria violado o art. 5º, XXXVI, da Constituição. Nessas condições, aplica-se a Súmula 284/STF: “É inadmissível o recurso extraordinário, quando a deficiência na sua fundamentação não permitir a exata compreensão da controvérsia” 7. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5466213. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 18/02/2014 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 642.930 GOIÁS O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (PRESIDENTE) – Peço vênia para divergir quanto à transmudação dos declaratórios em regimental. Reporto-me a fundamento que já expus à Turma: Entendo que os embargos declaratórios são cabíveis, quer direcionados a decisão definitiva, terminativa do processo, interlocutória, de colegiado ou individual, não sofrendo, sequer, esse recurso sui generis, as peias decorrentes da cláusula da irrecorribilidade, já que prescinde até mesmo do gravame, ou seja, da sucumbência. No caso, a parte, vislumbrando não sei se omissão, obscuridade ou contradição na decisão que implicara a apreciação do agravo de instrumento, protocolizou os declaratórios. A meu ver, incumbia o julgamento desses declaratórios, não sendo possível [...] inverter o princípio da fungibilidade, mesmo porque, caso se assentasse que não cabem os embargos declaratórios, estaríamos diante de um erro grosseiro, que não ensejaria, portanto, a conversão desse recurso em agravo regimental. Penso que há um prejuízo enorme para a parte, quando se procede a essa conversão. É que as causas de pedir dos embargos declaratórios são diversas e devem estar centradas num daqueles defeitos que os respaldam – em omissão, contradição ou dúvida –, enquanto, no agravo, a articulação é outra: afirma-se o desacerto da decisão proferida, sob o ângulo do vício de procedimento ou de julgamento. Por isso, peço vênia para não conhecer do recurso interposto como agravo inominado, agravo interno, na dicção do professor Sálvio de Figueiredo. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5439498. Supremo Tribunal Federal 18/02/2014 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 642.930 GOIÁS O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (PRESIDENTE) – Peço vênia para divergir quanto à transmudação dos declaratórios em regimental. Reporto-me a fundamento que já expus à Turma: Entendo que os embargos declaratórios são cabíveis, quer direcionados a decisão definitiva, terminativa do processo, interlocutória, de colegiado ou individual, não sofrendo, sequer, esse recurso sui generis, as peias decorrentes da cláusula da irrecorribilidade, já que prescinde até mesmo do gravame, ou seja, da sucumbência. No caso, a parte, vislumbrando não sei se omissão, obscuridade ou contradição na decisão que implicara a apreciação do agravo de instrumento, protocolizou os declaratórios. A meu ver, incumbia o julgamento desses declaratórios, não sendo possível [...] inverter o princípio da fungibilidade, mesmo porque, caso se assentasse que não cabem os embargos declaratórios, estaríamos diante de um erro grosseiro, que não ensejaria, portanto, a conversão desse recurso em agravo regimental. Penso que há um prejuízo enorme para a parte, quando se procede a essa conversão. É que as causas de pedir dos embargos declaratórios são diversas e devem estar centradas num daqueles defeitos que os respaldam – em omissão, contradição ou dúvida –, enquanto, no agravo, a articulação é outra: afirma-se o desacerto da decisão proferida, sob o ângulo do vício de procedimento ou de julgamento. Por isso, peço vênia para não conhecer do recurso interposto como agravo inominado, agravo interno, na dicção do professor Sálvio de Figueiredo. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5439498. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 18/02/2014 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 642.930 PROCED. : GOIÁS RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO EMBTE.(S) : VALÉRIA PEREIRA DURVAL ADV.(A/S) : PAULO ROBERTO CASTRO MARCELINO EMBDO.(A/S) : H P TRANSPORTES COLETIVOS LTDA ADV.(A/S) : EDSON DE MACEDO AMARAL Decisão: Por maioria de votos, a Turma converteu os embargos de declaração em agravo regimental, vencido, nessa parte, o Senhor Ministro Marco Aurélio, Presidente. Por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Primeira Turma, 18.2.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 5356731 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 642.930 PROCED. : GOIÁS RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO EMBTE.(S) : VALÉRIA PEREIRA DURVAL ADV.(A/S) : PAULO ROBERTO CASTRO MARCELINO EMBDO.(A/S) : H P TRANSPORTES COLETIVOS LTDA ADV.(A/S) : EDSON DE MACEDO AMARAL Decisão: Por maioria de votos, a Turma converteu os embargos de declaração em agravo regimental, vencido, nessa parte, o Senhor Ministro Marco Aurélio, Presidente. Por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Primeira Turma, 18.2.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 5356731 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=5503944
2014-02-18T00:00:00
2014-03-25T00:00:00
Por maioria de votos, a Turma converteu os embargos de declaração em agravo regimental, vencido, nessa parte, o Senhor Ministro Marco Aurélio, Presidente. Por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Primeira Turma, 18.2.2014.
EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
EMENTA: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO RECEBIDOS COMO AGRAVO REGIMENTAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ACIDENTE DE TRÂNSITO. AÇÃO DE INDENIZAÇÃO. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS 282 E 356/STF. NECESSIDADE DE REAPRECIAÇÃO DOS FATOS E DO MATERIAL PROBATÓRIO DOS AUTOS. INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS 279 E 284/STF. Os temas constitucionais do apelo extremo não foram objeto de análise prévia e conclusiva pelo Colegiado de origem. Incidência das Súmulas 282 e 356/STF. Para dissentir da conclusão do acórdão recorrido, seria necessário nova apreciação dos fatos e do material probatório constante dos autos. Incidência da Súmula 279/STF. Ademais, a peça recursal não indicou, de forma clara e concreta, de que forma o acórdão recorrido teria violado o art. 5º, XXXVI, da Constituição. Nessas condições, aplica-se a Súmula 284/STF. Embargos de declaração recebidos como agravo regimental a que se nega provimento.
sjur258731
- Acórdão(s) citado(s): (EMBARGOS DE DECLARAÇÃO, CONVERSÃO) Rcl 11022 ED (TP), ARE 680718 ED (1ªT), MI 829 ED-SEGUNDOS (TP). Número de páginas: 8. Análise: 28/03/2014, MAR.
ROBERTO BARROSO
Primeira Turma
642930
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00005 INC-00036\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000282 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000284 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000356 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-ED
acordaos
ARE 642930 ED
[ "" ]
EMBTE.(S) : VALÉRIA PEREIRA DURVAL ADV.(A/S) : PAULO ROBERTO CASTRO MARCELINO EMBDO.(A/S) : H P TRANSPORTES COLETIVOS LTDA ADV.(A/S) : EDSON DE MACEDO AMARAL
[ "" ]
Ementa e Acórdão 18/02/2014 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 642.930 GOIÁS RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO EMBTE.(S) :VALÉRIA PEREIRA DURVAL ADV.(A/S) :PAULO ROBERTO CASTRO MARCELINO EMBDO.(A/S) :H P TRANSPORTES COLETIVOS LTDA ADV.(A/S) :EDSON DE MACEDO AMARAL EMENTA: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO RECEBIDOS COMO AGRAVO REGIMENTAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ACIDENTE DE TRÂNSITO. AÇÃO DE INDENIZAÇÃO. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS 282 E 356/Supremo Tribunal Federal. NECESSIDADE DE REAPRECIAÇÃO DOS FATOS E DO MATERIAL PROBATÓRIO DOS AUTOS. INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS 279 E 284/Supremo Tribunal Federal. Os temas constitucionais do apelo extremo não foram objeto de análise prévia e conclusiva pelo Colegiado de origem. Incidência das Súmulas 282 e 356/Supremo Tribunal Federal. Para dissentir da conclusão do acórdão recorrido, seria necessário nova apreciação dos fatos e do material probatório constante dos autos. Incidência da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal. Ademais, a peça recursal não indicou, de forma clara e concreta, de que forma o acórdão recorrido teria violado o art. 5..., XXXVI, da Constituição. Nessas condições, aplica-se a Súmula 284/Supremo Tribunal Federal. Embargos de declaração recebidos como agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por maioria de votos, em converter os embargos de declaração em agravo regimental, vencido, nessa parte, o Ministro Marco Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5466211. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Ementa e Acórdão ARE 642930 ED / GO Aurélio, Presidente. Por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 18 de fevereiro de 2014. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5466211. Supremo Tribunal Federal ARE 642930 ED / GO Aurélio, Presidente. Por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 18 de fevereiro de 2014. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5466211. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório 18/02/2014 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 642.930 GOIÁS RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO EMBTE.(S) :VALÉRIA PEREIRA DURVAL ADV.(A/S) :PAULO ROBERTO CASTRO MARCELINO EMBDO.(A/S) :H P TRANSPORTES COLETIVOS LTDA ADV.(A/S) :EDSON DE MACEDO AMARAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Trata-se de embargos de declaração cujo objeto é decisão monocrática do Ministro Joaquim Barbosa, relator originário do feito, que negou seguimento ao recurso extraordinário com agravo, pelos seguintes fundamentos (fls. 156/157): “Trata-se de recurso extraordinário (art. 102, III, a, da Constituição) com agravo interposto contra decisão que julgou improcedente pedido de indenização decorrente de acidente que vitimou a parte ora recorrente. Eis a ementa ( Fls. 103): ‘AÇÃO DE INDENIZAÇÃO POR ACIDENTE DE TRÂNSITO. FALTA DE RESPEITO À VIA PREFERENCIAL. CAUTELA NÃO OBSERVADA PELO CONDUTOR DO VEÍCULO. 1 – Como emerge dos autos o acidente ocorreu por culpa única e exclusiva da Recorrente, a qual, não tomando as cautelas necessárias, invadiu a pista por onde transitava o ônibus da recorrida. 2 – O boletim de ocorrência demonstrou de forma suficiente, sem ter derruído por outro meio probatório, não ter sido a recorrente diligente, sendo a causadora do acidente, por não aguardar a passagem do ônibus que estava na via preferencial. Recurso conhecido e improvido. Sentença Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5466212. Supremo Tribunal Federal 18/02/2014 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 642.930 GOIÁS RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO EMBTE.(S) :VALÉRIA PEREIRA DURVAL ADV.(A/S) :PAULO ROBERTO CASTRO MARCELINO EMBDO.(A/S) :H P TRANSPORTES COLETIVOS LTDA ADV.(A/S) :EDSON DE MACEDO AMARAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Trata-se de embargos de declaração cujo objeto é decisão monocrática do Ministro Joaquim Barbosa, relator originário do feito, que negou seguimento ao recurso extraordinário com agravo, pelos seguintes fundamentos (fls. 156/157): “Trata-se de recurso extraordinário (art. 102, III, a, da Constituição) com agravo interposto contra decisão que julgou improcedente pedido de indenização decorrente de acidente que vitimou a parte ora recorrente. Eis a ementa ( Fls. 103): ‘AÇÃO DE INDENIZAÇÃO POR ACIDENTE DE TRÂNSITO. FALTA DE RESPEITO À VIA PREFERENCIAL. CAUTELA NÃO OBSERVADA PELO CONDUTOR DO VEÍCULO. 1 – Como emerge dos autos o acidente ocorreu por culpa única e exclusiva da Recorrente, a qual, não tomando as cautelas necessárias, invadiu a pista por onde transitava o ônibus da recorrida. 2 – O boletim de ocorrência demonstrou de forma suficiente, sem ter derruído por outro meio probatório, não ter sido a recorrente diligente, sendo a causadora do acidente, por não aguardar a passagem do ônibus que estava na via preferencial. Recurso conhecido e improvido. Sentença Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5466212. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Relatório ARE 642930 ED / GO mantida, por seus jurídicos fundamentos.’ No recurso extraordinário, alega-se violação do artigo 5..., II e XXXVI, da Constituição federal. Não prospera o recurso. Observo, inicialmente, que não foi prequestionada a suposta violação ao princípio da legalidade. Incide, no ponto, o óbice das Súmulas 282 e 356 desta Corte. Verifico, ainda, que o acórdão recorrido se fundou na prova pericial e testemunhal para concluir pela culpa exclusiva de terceiro. Afastar essas conclusões implicaria reexame da matéria fático-probatória, o que dá margem ao descabimento do recurso extraordinário (Súmula 279). Ademais, a parte recorrente não discorre adequadamente sobre a configuração da suposta ofensa ao artigo 5..., XXXVI, circunstância que inviabiliza a compreensão da controvérsia, impondo-se a aplicação da Súmula 284 do Supremo Tribunal Federal. Do exposto, nego seguimento ao presente recurso.” 2. A parte embargante alega que “existe o prequestionamento referente a matéria constitucional violada, ainda que seja em fase posterior ao pleito inicial” (fls. 169). Afirma que “não se trata o caso em questão de acolhida ao reexame fático, mas, ausência de qualquer relação ou fundamento entre as provas arroladas e a decisão embargada”. Insurge-se contra a aplicação da Súmula 284/Supremo Tribunal Federal. 3. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5466212. Supremo Tribunal Federal ARE 642930 ED / GO mantida, por seus jurídicos fundamentos.’ No recurso extraordinário, alega-se violação do artigo 5..., II e XXXVI, da Constituição federal. Não prospera o recurso. Observo, inicialmente, que não foi prequestionada a suposta violação ao princípio da legalidade. Incide, no ponto, o óbice das Súmulas 282 e 356 desta Corte. Verifico, ainda, que o acórdão recorrido se fundou na prova pericial e testemunhal para concluir pela culpa exclusiva de terceiro. Afastar essas conclusões implicaria reexame da matéria fático-probatória, o que dá margem ao descabimento do recurso extraordinário (Súmula 279). Ademais, a parte recorrente não discorre adequadamente sobre a configuração da suposta ofensa ao artigo 5..., XXXVI, circunstância que inviabiliza a compreensão da controvérsia, impondo-se a aplicação da Súmula 284 do Supremo Tribunal Federal. Do exposto, nego seguimento ao presente recurso.” 2. A parte embargante alega que “existe o prequestionamento referente a matéria constitucional violada, ainda que seja em fase posterior ao pleito inicial” (fls. 169). Afirma que “não se trata o caso em questão de acolhida ao reexame fático, mas, ausência de qualquer relação ou fundamento entre as provas arroladas e a decisão embargada”. Insurge-se contra a aplicação da Súmula 284/Supremo Tribunal Federal. 3. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5466212. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 18/02/2014 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 642.930 GOIÁS V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Recebo os presentes embargos de declaração como agravo regimental, tendo em vista a pretensão da parte recorrente em ver reformada a decisão ora impugnada (MI 823-ED-segundos, Rel. Min. Celso de Mello, Rcl 11.022-ED, Rel. Min. Cármen Lúcia, ARE 680.718- ED, Rel. Min. Luiz Fux). 2. Passo a apreciar a matéria. 3. O agravo não deve ser provido, tendo em vista que a parte recorrente se limita a repetir as alegações do recurso extraordinário sem trazer novos argumentos suficientes para modificar a decisão ora agravada. 4. O recurso extraordinário é inadmissível. Com efeito, quanto à alegação de ofensa ao art. 5..., II, da Constituição Federal, a decisão recorrida verificou, com acerto, que a questão constitucional não foi objeto de apreciação no acórdão proferido pela Primeira Turma Mista dos Juizados Especiais do Estado de Goiás. Também não foram opostos embargos declaratórios com fim de suprir eventual omissão. Incidem no caso, portanto, as Súmulas 282 e 356/Supremo Tribunal Federal, que exigem o prequestionamento da matéria alegada. 5. Para dissentir da conclusão do Colegiado de origem, seria necessário apreciação dos fatos e do material probatório constante dos autos. Nessas condições, a hipótese atrai a incidência da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário.” 6. De qualquer modo, a peça recursal não indicou, de forma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5466213. Supremo Tribunal Federal 18/02/2014 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 642.930 GOIÁS V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Recebo os presentes embargos de declaração como agravo regimental, tendo em vista a pretensão da parte recorrente em ver reformada a decisão ora impugnada (MI 823-ED-segundos, Rel. Min. Celso de Mello, Rcl 11.022-ED, Rel. Min. Cármen Lúcia, ARE 680.718- ED, Rel. Min. Luiz Fux). 2. Passo a apreciar a matéria. 3. O agravo não deve ser provido, tendo em vista que a parte recorrente se limita a repetir as alegações do recurso extraordinário sem trazer novos argumentos suficientes para modificar a decisão ora agravada. 4. O recurso extraordinário é inadmissível. Com efeito, quanto à alegação de ofensa ao art. 5..., II, da Constituição Federal, a decisão recorrida verificou, com acerto, que a questão constitucional não foi objeto de apreciação no acórdão proferido pela Primeira Turma Mista dos Juizados Especiais do Estado de Goiás. Também não foram opostos embargos declaratórios com fim de suprir eventual omissão. Incidem no caso, portanto, as Súmulas 282 e 356/Supremo Tribunal Federal, que exigem o prequestionamento da matéria alegada. 5. Para dissentir da conclusão do Colegiado de origem, seria necessário apreciação dos fatos e do material probatório constante dos autos. Nessas condições, a hipótese atrai a incidência da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário.” 6. De qualquer modo, a peça recursal não indicou, de forma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5466213. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO ARE 642930 ED / GO clara e concreta, como o acórdão recorrido teria violado o art. 5..., XXXVI, da Constituição. Nessas condições, aplica-se a Súmula 284/Supremo Tribunal Federal: “É inadmissível o recurso extraordinário, quando a deficiência na sua fundamentação não permitir a exata compreensão da controvérsia” 7. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5466213. Supremo Tribunal Federal ARE 642930 ED / GO clara e concreta, como o acórdão recorrido teria violado o art. 5..., XXXVI, da Constituição. Nessas condições, aplica-se a Súmula 284/Supremo Tribunal Federal: “É inadmissível o recurso extraordinário, quando a deficiência na sua fundamentação não permitir a exata compreensão da controvérsia” 7. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5466213. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 18/02/2014 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 642.930 GOIÁS O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (PRESIDENTE) – Peço vênia para divergir quanto à transmudação dos declaratórios em regimental. Reporto-me a fundamento que já expus à Turma: Entendo que os embargos declaratórios são cabíveis, quer direcionados a decisão definitiva, terminativa do processo, interlocutória, de colegiado ou individual, não sofrendo, sequer, esse recurso sui generis, as peias decorrentes da cláusula da irrecorribilidade, já que prescinde até mesmo do gravame, ou seja, da sucumbência. No caso, a parte, vislumbrando não sei se omissão, obscuridade ou contradição na decisão que implicara a apreciação do agravo de instrumento, protocolizou os declaratórios. A meu ver, incumbia o julgamento desses declaratórios, não sendo possível [...] inverter o princípio da fungibilidade, mesmo porque, caso se assentasse que não cabem os embargos declaratórios, estaríamos diante de um erro grosseiro, que não ensejaria, portanto, a conversão desse recurso em agravo regimental. Penso que há um prejuízo enorme para a parte, quando se procede a essa conversão. É que as causas de pedir dos embargos declaratórios são diversas e devem estar centradas num daqueles defeitos que os respaldam – em omissão, contradição ou dúvida –, enquanto, no agravo, a articulação é outra: afirma-se o desacerto da decisão proferida, sob o ângulo do vício de procedimento ou de julgamento. Por isso, peço vênia para não conhecer do recurso interposto como agravo inominado, agravo interno, na dicção do professor Sálvio de Figueiredo. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5439498. Supremo Tribunal Federal 18/02/2014 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 642.930 GOIÁS O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (PRESIDENTE) – Peço vênia para divergir quanto à transmudação dos declaratórios em regimental. Reporto-me a fundamento que já expus à Turma: Entendo que os embargos declaratórios são cabíveis, quer direcionados a decisão definitiva, terminativa do processo, interlocutória, de colegiado ou individual, não sofrendo, sequer, esse recurso sui generis, as peias decorrentes da cláusula da irrecorribilidade, já que prescinde até mesmo do gravame, ou seja, da sucumbência. No caso, a parte, vislumbrando não sei se omissão, obscuridade ou contradição na decisão que implicara a apreciação do agravo de instrumento, protocolizou os declaratórios. A meu ver, incumbia o julgamento desses declaratórios, não sendo possível [...] inverter o princípio da fungibilidade, mesmo porque, caso se assentasse que não cabem os embargos declaratórios, estaríamos diante de um erro grosseiro, que não ensejaria, portanto, a conversão desse recurso em agravo regimental. Penso que há um prejuízo enorme para a parte, quando se procede a essa conversão. É que as causas de pedir dos embargos declaratórios são diversas e devem estar centradas num daqueles defeitos que os respaldam – em omissão, contradição ou dúvida –, enquanto, no agravo, a articulação é outra: afirma-se o desacerto da decisão proferida, sob o ângulo do vício de procedimento ou de julgamento. Por isso, peço vênia para não conhecer do recurso interposto como agravo inominado, agravo interno, na dicção do professor Sálvio de Figueiredo. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5439498. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 18/02/2014 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 642.930 PROCED. : GOIÁS RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO EMBTE.(S) : VALÉRIA PEREIRA DURVAL ADV.(A/S) : PAULO ROBERTO CASTRO MARCELINO EMBDO.(A/S) : H P TRANSPORTES COLETIVOS LTDA ADV.(A/S) : EDSON DE MACEDO AMARAL Decisão: Por maioria de votos, a Turma converteu os embargos de declaração em agravo regimental, vencido, nessa parte, o Senhor Ministro Marco Aurélio, Presidente. Por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Primeira Turma, 18.2.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 5356731 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 642.930 PROCED. : GOIÁS RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO EMBTE.(S) : VALÉRIA PEREIRA DURVAL ADV.(A/S) : PAULO ROBERTO CASTRO MARCELINO EMBDO.(A/S) : H P TRANSPORTES COLETIVOS LTDA ADV.(A/S) : EDSON DE MACEDO AMARAL Decisão: Por maioria de votos, a Turma converteu os embargos de declaração em agravo regimental, vencido, nessa parte, o Senhor Ministro Marco Aurélio, Presidente. Por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Primeira Turma, 18.2.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 5356731 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
{ "JURISPRUDENCIA": [ "SÚMULAS 282 E 356 / Supremo Tribunal Federal", "SÚMULAS 279", "Súmulas 282", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 284 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 642930 ED / GO", "ARE 642930 ED / GO", "ARE 642930 ED / GO", "Súmula 284 / Supremo Tribunal Federal .", "ARE 642930 ED / GO", "Súmula 284 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula 284 / Supremo Tribunal Federal", "MI 823 - ED - segundos", "Rcl 11 . 022 - ED", "ARE 680 . 718 - ED", "Súmulas 282 e 356 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "MI 823 - ED - segundos", "Rcl 11 . 022 - ED", "ARE 680 . 718 - ED", "Súmulas 282 e 356 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 642930 ED / GO", "Súmula 284 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 642930 ED / GO", "Súmula 284 / Supremo Tribunal Federal", "AGRAVO 642 . 930" ], "LEGISLACAO": [ "art . 5 . . . , XXXVI , da Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 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Ementa e Acórdão 25/06/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 115.868 ESPÍRITO SANTO RELATOR : MIN. LUIZ FUX PACTE.(S) :JOSÉ SYDNY RIVA IMPTE.(S) :DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA EMENTA: DIREITO PENAL E PROCESSUAL PENAL. HABEAS CORPUS. CRIME DE APROPRIAÇÃO INDEVIDA DE CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA DE EMPREGADOS (CP, ART. 168-A, §1º, I). OMISSÃO NO REPASSE DE VALORES AO INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL (INSS) NO PERÍODO DE NOVEMBRO DE 1998 A JANEIRO DE 2000. ALEGAÇÃO DE ERROR IN JUDICANDO NA FIXAÇÃO DA PENA BASE. DOSIMETRIA. REAPRECIAÇÃO DOS ELEMENTOS CONSIDERADOS PARA FIXAÇÃO DA PENA NA CONDENAÇÃO. INVIABILIDADE EM SEDE DE HABEAS CORPUS. CONSIDERAÇÃO DE PROCESSOS CRIMINAIS AINDA NÃO TRANSITADOS EM JULGADO. NÃO OCORRÊNCIA. CARACTERIZAÇÃO DE CONTINUIDADE DELITIVA. EXASPERAÇÃO ADEQUADA E MOTIVADA DA PENA- BASE. INCIDÊNCIA DA ATENUANTE DE CONFISSÃO ESPONTÂNEA (CP, ART. 65, d). INVIABILIDADE. NÃO CARACTERIZAÇÃO DE CONFISSÃO. ORDEM DE HABEAS CORPUS EXTINTA. 1. A dosimetria da pena, bem como os critérios subjetivos considerados pelos órgãos inferiores para a sua realização, não são passíveis de aferição na via estreita do habeas corpus, por demandar minucioso exame fático e probatório inerente a meio processual diverso. Precedentes: HC 97058, Relator(a): Min. JOAQUIM BARBOSA, Segunda Turma, julgado em 01/03/2011; HC 94073, Relator(a): Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Primeira Turma, julgado em 09/11/2010. 2. In casu, o paciente foi condenado a 4 (quatro) anos de reclusão e multa em razão de, na qualidade de sócio-gerente de sociedade Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4266163. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 12 Ementa e Acórdão HC 115868 / ES empresária, deixar de repassar ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) as contribuições previdenciárias descontadas do salário de seus empregados, no período de novembro de 1998 a janeiro de 2000. 3. O Superior Tribunal de Justiça, assentando a regularidade da dosimetria realizada pelas instâncias ordinárias, afastou a alegação de bis in idem na caracterização da continuidade delitiva, bem como rechaçou o pleito pela incidência da atenuante da confissão (CR, art. 65, d). Inexistência de ilegalidade flagrante ou contradição evidente que justifique a intervenção corretiva do Supremo Tribunal Federal. 4. Ordem de habeas corpus extinta. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em julgar extinta a ordem de habeas corpus por inadequação da via processual, nos termos do voto do Relator. Brasília, 25 de junho de 2013. LUIZ FUX – Relator Documento assinado digitalmente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4266163. Supremo Tribunal Federal HC 115868 / ES empresária, deixar de repassar ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) as contribuições previdenciárias descontadas do salário de seus empregados, no período de novembro de 1998 a janeiro de 2000. 3. O Superior Tribunal de Justiça, assentando a regularidade da dosimetria realizada pelas instâncias ordinárias, afastou a alegação de bis in idem na caracterização da continuidade delitiva, bem como rechaçou o pleito pela incidência da atenuante da confissão (CR, art. 65, d). Inexistência de ilegalidade flagrante ou contradição evidente que justifique a intervenção corretiva do Supremo Tribunal Federal. 4. Ordem de habeas corpus extinta. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em julgar extinta a ordem de habeas corpus por inadequação da via processual, nos termos do voto do Relator. Brasília, 25 de junho de 2013. LUIZ FUX – Relator Documento assinado digitalmente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4266163. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 12 Relatório 25/06/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 115.868 ESPÍRITO SANTO RELATOR : MIN. LUIZ FUX PACTE.(S) :JOSÉ SYDNY RIVA IMPTE.(S) :DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Cuida-se de habeas corpus impetrado pela Defensoria Pública da União em favor de José Sydny Riva contra acórdão emanado da Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça nos autos do Agravo Regimental no Recurso Especial nº 1.164.689/ES, cuja ementa dispõe o seguinte: PROCESSUAL PENAL. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DOS FUNDAMENTOS DO DECISUM AGRAVADO. SÚMULA 182/STJ. 1. A falta de impugnação específica dos fundamentos utilizados na decisão agravada quanto à fixação da pena base e o patamar de aumento decorrente da continuidade delitiva, atrai a incidência do Enunciado Sumular 182 desta Corte Superior. RECONHECIMENTO DA ATENUANTE PREVISTA NO ART. 65, III, 'D', DO CÓDIGO PENAL. IMPOSSIBILIDADE. CONFISSÃO QUALIFICADA. 2. Este Superior Tribunal de Justiça possui entendimento no sentido de que a confissão qualificada - situação onde o agente agrega à confissão, teses descriminantes ou exculpantes - não implica em redução da pena pelo art. 65, III, "d", do Diploma Penalista. 3. Agravo regimental a que se nega provimento. Depreende-se dos autos que o paciente foi condenado à pena de 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4266164. Supremo Tribunal Federal 25/06/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 115.868 ESPÍRITO SANTO RELATOR : MIN. LUIZ FUX PACTE.(S) :JOSÉ SYDNY RIVA IMPTE.(S) :DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Cuida-se de habeas corpus impetrado pela Defensoria Pública da União em favor de José Sydny Riva contra acórdão emanado da Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça nos autos do Agravo Regimental no Recurso Especial nº 1.164.689/ES, cuja ementa dispõe o seguinte: PROCESSUAL PENAL. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DOS FUNDAMENTOS DO DECISUM AGRAVADO. SÚMULA 182/STJ. 1. A falta de impugnação específica dos fundamentos utilizados na decisão agravada quanto à fixação da pena base e o patamar de aumento decorrente da continuidade delitiva, atrai a incidência do Enunciado Sumular 182 desta Corte Superior. RECONHECIMENTO DA ATENUANTE PREVISTA NO ART. 65, III, 'D', DO CÓDIGO PENAL. IMPOSSIBILIDADE. CONFISSÃO QUALIFICADA. 2. Este Superior Tribunal de Justiça possui entendimento no sentido de que a confissão qualificada - situação onde o agente agrega à confissão, teses descriminantes ou exculpantes - não implica em redução da pena pelo art. 65, III, "d", do Diploma Penalista. 3. Agravo regimental a que se nega provimento. Depreende-se dos autos que o paciente foi condenado à pena de 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4266164. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 12 Relatório HC 115868 / ES (seis) anos e 8 (oito) meses de reclusão, em regime inicial fechado, mais 330 (trezentos e trinta) dias-multa, pela prática do crime previsto no art. 168-A, §1º, I, do Código Penal (apropriação indevida de contribuição previdenciária descontada de empregados). Como se extrai da denúncia, o paciente, na qualidade de sócio-gerente da empresa Núcleo de Apoio Pedagógico Ltda. (NAP), teria deixado de repassar ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), no prazo e forma legais, as contribuições previdenciárias descontadas do salário de seus empregados, no período de novembro de 1998 a janeiro de 2000. Em sede de apelação, o Tribunal Regional Federal da 2ª Região – TRF/2ª Região deu parcial provimento ao recurso para reduzir a pena corporal ao patamar de 4 (quatro) anos de reclusão, acrescida de 80 (oitenta) dias-multa. Isso porque, na sentença condenatória, teriam sido considerados, como circunstâncias judiciais desfavoráveis, processos criminais instaurados contra o paciente que ainda não haviam transitado em julgado. Daí a impetração perante o Superior Tribunal de Justiça, em que a Defensoria Pública da União pleiteou o redimensionamento da pena base, o reconhecimento da atenuante da confissão espontânea e da ocorrência de bis in idem entre os elementos utilizados para agravar a sanção base e o aumento decorrente da continuidade delitiva. A pretensão foi inadmitida monocraticamente pelo Min. Jorge Mussi, em decisão desafiada por recurso de agravo regimental, apreciado e decidido pela Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça nos termos da ementa transcrita no início deste relatório. Inconformada, a defesa impetrou o presente habeas corpus, pelo qual pretende a redução da pena do paciente. Alega que a pena-base foi fixada sob justificação vaga, reportando-se a caracteres inerentes ao tipo para seu agravamento, devendo ser reduzida ao mínimo de 2 (dois) anos de reclusão. Consigna que a fixação da pena-base acima do mínimo levou 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4266164. Supremo Tribunal Federal HC 115868 / ES (seis) anos e 8 (oito) meses de reclusão, em regime inicial fechado, mais 330 (trezentos e trinta) dias-multa, pela prática do crime previsto no art. 168-A, §1º, I, do Código Penal (apropriação indevida de contribuição previdenciária descontada de empregados). Como se extrai da denúncia, o paciente, na qualidade de sócio-gerente da empresa Núcleo de Apoio Pedagógico Ltda. (NAP), teria deixado de repassar ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), no prazo e forma legais, as contribuições previdenciárias descontadas do salário de seus empregados, no período de novembro de 1998 a janeiro de 2000. Em sede de apelação, o Tribunal Regional Federal da 2ª Região – TRF/2ª Região deu parcial provimento ao recurso para reduzir a pena corporal ao patamar de 4 (quatro) anos de reclusão, acrescida de 80 (oitenta) dias-multa. Isso porque, na sentença condenatória, teriam sido considerados, como circunstâncias judiciais desfavoráveis, processos criminais instaurados contra o paciente que ainda não haviam transitado em julgado. Daí a impetração perante o Superior Tribunal de Justiça, em que a Defensoria Pública da União pleiteou o redimensionamento da pena base, o reconhecimento da atenuante da confissão espontânea e da ocorrência de bis in idem entre os elementos utilizados para agravar a sanção base e o aumento decorrente da continuidade delitiva. A pretensão foi inadmitida monocraticamente pelo Min. Jorge Mussi, em decisão desafiada por recurso de agravo regimental, apreciado e decidido pela Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça nos termos da ementa transcrita no início deste relatório. Inconformada, a defesa impetrou o presente habeas corpus, pelo qual pretende a redução da pena do paciente. Alega que a pena-base foi fixada sob justificação vaga, reportando-se a caracteres inerentes ao tipo para seu agravamento, devendo ser reduzida ao mínimo de 2 (dois) anos de reclusão. Consigna que a fixação da pena-base acima do mínimo levou 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4266164. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 12 Relatório HC 115868 / ES em conta anotações criminais sem trânsito em julgado, o que seria defeso pelo própria Súmula 414 do STJ. Assinala que houve acréscimo indevido no tocante à continuidade delitiva, já que foram considerados fatos apurados em outros autos para o fim de recrudescer a fração de aumento da pena. Destaca ainda que não cabe majorar a pena em função dos motivos do crime e da conduta social do paciente, tendo-se em consideração ações penais sem trânsito em julgado. Ressalta, por fim, que deve incidir a atenuante da confissão espontânea, na espécie, a despeito de se tratar de confissão qualificada, isto é, agregada à argumento de exclusão da ilicitude. Em 20/11/12012, indeferi o pedido liminar. Instado a se manifestar, o Ministério Público federal se pronunciou em parecer assim ementado: HABEAS CORPUS. PENAL. DOSIMETRIA. PENABASE. CONDENAÇÕES SEM TRÂNSITO EM JULGADO JÁ AFASTADAS PELO TRIBUNAL DE APELAÇÃO. CONTINUIDADE DELITIVA CARACTERIZADA. AUSÊNCIA DE BIS IN IDEM. CIRCUNSTÂNCIAS JUDICIAIS. VALORAÇÃO PRÓPRIA DAS INSTÂNCIAS ORDINÁRIAS. INVIABILIDADE DE ANÁLISE NA VIA DO WRIT. CONFISSÃO QUALIFICADA. INAPLICABILIDADE DA ATENUANTE GENÉRICA DA CONFISSÃO ESPONTÂNEA. - Parecer pela denegação da ordem. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4266164. Supremo Tribunal Federal HC 115868 / ES em conta anotações criminais sem trânsito em julgado, o que seria defeso pelo própria Súmula 414 do STJ. Assinala que houve acréscimo indevido no tocante à continuidade delitiva, já que foram considerados fatos apurados em outros autos para o fim de recrudescer a fração de aumento da pena. Destaca ainda que não cabe majorar a pena em função dos motivos do crime e da conduta social do paciente, tendo-se em consideração ações penais sem trânsito em julgado. Ressalta, por fim, que deve incidir a atenuante da confissão espontânea, na espécie, a despeito de se tratar de confissão qualificada, isto é, agregada à argumento de exclusão da ilicitude. Em 20/11/12012, indeferi o pedido liminar. Instado a se manifestar, o Ministério Público federal se pronunciou em parecer assim ementado: HABEAS CORPUS. PENAL. DOSIMETRIA. PENABASE. CONDENAÇÕES SEM TRÂNSITO EM JULGADO JÁ AFASTADAS PELO TRIBUNAL DE APELAÇÃO. CONTINUIDADE DELITIVA CARACTERIZADA. AUSÊNCIA DE BIS IN IDEM. CIRCUNSTÂNCIAS JUDICIAIS. VALORAÇÃO PRÓPRIA DAS INSTÂNCIAS ORDINÁRIAS. INVIABILIDADE DE ANÁLISE NA VIA DO WRIT. CONFISSÃO QUALIFICADA. INAPLICABILIDADE DA ATENUANTE GENÉRICA DA CONFISSÃO ESPONTÂNEA. - Parecer pela denegação da ordem. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4266164. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 12 Voto - MIN. LUIZ FUX 25/06/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 115.868 ESPÍRITO SANTO V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A pretensão da impetrante não merece acolhimento pelo Supremo Tribunal Federal. Assento, preliminarmente, que esta Corte perfilha a orientação de que não é possível em sede de habeas corpus a reapreciação dos critérios subjetivos considerados pelo magistrado para a produção do decreto condenatório, como se observa diante dos seguintes excertos: EMENTA: Habeas Corpus. Sentença condenatória transitada em julgado. Impossibilidade de admitir-se o habeas corpus como sucedâneo de revisão criminal. Exacerbação da pena-base. Fundamentação. Ocorrência. Substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos. Existência de circunstâncias desfavoráveis. Reexame do conjunto fático- probatório. Impossibilidade. É pacífica a jurisprudência desta Corte no sentido de que o habeas corpus não pode ser manejado como sucedâneo de revisão criminal em face da ausência de ilegalidade flagrante em condenação com trânsito em julgado. Não cabe reexaminar os elementos de convicção essenciais ao estabelecimento da sanção penal, porque necessária, para tanto, a concreta avaliação das circunstâncias de fato subjacentes aos critérios legais que regem a operação de dosimetria da pena. No que se refere à não substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos, o magistrado de primeiro grau fundamentou sua decisão no quantum da pena imposta (superior a 4 (quatro) anos) e na existência de circunstâncias judiciais desfavoráveis ao réu, o que encontra amparo no art. 44 do Código Penal. A análise dos elementos de convicção acerca das circunstâncias judiciais avaliadas negativamente na sentença condenatória não é compatível com a via estreita do habeas corpus, por demandar minucioso Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4266165. Supremo Tribunal Federal 25/06/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 115.868 ESPÍRITO SANTO V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A pretensão da impetrante não merece acolhimento pelo Supremo Tribunal Federal. Assento, preliminarmente, que esta Corte perfilha a orientação de que não é possível em sede de habeas corpus a reapreciação dos critérios subjetivos considerados pelo magistrado para a produção do decreto condenatório, como se observa diante dos seguintes excertos: EMENTA: Habeas Corpus. Sentença condenatória transitada em julgado. Impossibilidade de admitir-se o habeas corpus como sucedâneo de revisão criminal. Exacerbação da pena-base. Fundamentação. Ocorrência. Substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos. Existência de circunstâncias desfavoráveis. Reexame do conjunto fático- probatório. Impossibilidade. É pacífica a jurisprudência desta Corte no sentido de que o habeas corpus não pode ser manejado como sucedâneo de revisão criminal em face da ausência de ilegalidade flagrante em condenação com trânsito em julgado. Não cabe reexaminar os elementos de convicção essenciais ao estabelecimento da sanção penal, porque necessária, para tanto, a concreta avaliação das circunstâncias de fato subjacentes aos critérios legais que regem a operação de dosimetria da pena. No que se refere à não substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos, o magistrado de primeiro grau fundamentou sua decisão no quantum da pena imposta (superior a 4 (quatro) anos) e na existência de circunstâncias judiciais desfavoráveis ao réu, o que encontra amparo no art. 44 do Código Penal. A análise dos elementos de convicção acerca das circunstâncias judiciais avaliadas negativamente na sentença condenatória não é compatível com a via estreita do habeas corpus, por demandar minucioso Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4266165. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 12 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 115868 / ES exame fático e probatório inerente a meio processual diverso. Precedentes. Ordem denegada. (HC 97058, Relator(a): Min. JOAQUIM BARBOSA, Segunda Turma, julgado em 01/03/2011, DJe-060 DIVULG 29- 03-2011 PUBLIC 30-03-2011 EMENT VOL-02492-01 PP-00014) EMENTA: PENAL. HABEAS CORPUS. ALEGADA OCORRÊNCIA DE BIS IN IDEM. INEXISTÊNCIA. CONDENAÇÕES FUNDADAS EM FATOS DISTINTOS. ALEGAÇÃO DE EXCESSO NA FIXAÇÃO DA PENA. VERIFICAÇÃO DA CORRETA DOSIMETRIA DA PENA. INVIABILIDADE NA VIA ESTREITA DO HABEAS CORPUS. IMPOSSIBILIDADE DE ADMITIR-SE O WRIT CONSTITUCIONAL COMO SUCEDÂNEO DE REVISÃO CRIMINAL. AUSÊNCIA DE NULIDADE FLAGRANTE. ORDEM DENEGADA. I – Não há falar em bis in idem ou litispendência, uma vez que as ações penais mencionadas trataram de fatos diferentes, os crimes foram praticados em situações diversas, as substâncias apreendidas também não são as mesmas, bem como os sujeitos envolvidos em cada ação penal são distintos. II - Não se presta o habeas corpus para realizar novo juízo de reprovabilidade, ponderando, em concreto, qual seria a pena adequada ao fato pelo qual foi condenado o paciente. Precedentes. III - O habeas corpus, em que pese configurar remédio constitucional de largo espectro, não pode ser empregado como sucedâneo de revisão criminal, ante a verificação do trânsito em julgado do acórdão que tornou definitiva a condenação. Precedentes. IV - Ordem denegada. (HC 94073, Relator(a): Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Primeira Turma, julgado em 09/11/2010, DJe-226 DIVULG 24- 11-2010 PUBLIC 25-11-2010 EMENT VOL-02438-01 PP-00009) A presente impetração é voltada exclusivamente para rediscutir os critérios empregados pelas instâncias ordinárias para fixação da dosimetria da pena. Mais especificamente, pretende a Defensoria Pública da União reabrir o exame, já efetuado pelas instâncias ordinárias, das 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4266165. Supremo Tribunal Federal HC 115868 / ES exame fático e probatório inerente a meio processual diverso. Precedentes. Ordem denegada. (HC 97058, Relator(a): Min. JOAQUIM BARBOSA, Segunda Turma, julgado em 01/03/2011, DJe-060 DIVULG 29- 03-2011 PUBLIC 30-03-2011 EMENT VOL-02492-01 PP-00014) EMENTA: PENAL. HABEAS CORPUS. ALEGADA OCORRÊNCIA DE BIS IN IDEM. INEXISTÊNCIA. CONDENAÇÕES FUNDADAS EM FATOS DISTINTOS. ALEGAÇÃO DE EXCESSO NA FIXAÇÃO DA PENA. VERIFICAÇÃO DA CORRETA DOSIMETRIA DA PENA. INVIABILIDADE NA VIA ESTREITA DO HABEAS CORPUS. IMPOSSIBILIDADE DE ADMITIR-SE O WRIT CONSTITUCIONAL COMO SUCEDÂNEO DE REVISÃO CRIMINAL. AUSÊNCIA DE NULIDADE FLAGRANTE. ORDEM DENEGADA. I – Não há falar em bis in idem ou litispendência, uma vez que as ações penais mencionadas trataram de fatos diferentes, os crimes foram praticados em situações diversas, as substâncias apreendidas também não são as mesmas, bem como os sujeitos envolvidos em cada ação penal são distintos. II - Não se presta o habeas corpus para realizar novo juízo de reprovabilidade, ponderando, em concreto, qual seria a pena adequada ao fato pelo qual foi condenado o paciente. Precedentes. III - O habeas corpus, em que pese configurar remédio constitucional de largo espectro, não pode ser empregado como sucedâneo de revisão criminal, ante a verificação do trânsito em julgado do acórdão que tornou definitiva a condenação. Precedentes. IV - Ordem denegada. (HC 94073, Relator(a): Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Primeira Turma, julgado em 09/11/2010, DJe-226 DIVULG 24- 11-2010 PUBLIC 25-11-2010 EMENT VOL-02438-01 PP-00009) A presente impetração é voltada exclusivamente para rediscutir os critérios empregados pelas instâncias ordinárias para fixação da dosimetria da pena. Mais especificamente, pretende a Defensoria Pública da União reabrir o exame, já efetuado pelas instâncias ordinárias, das 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4266165. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 12 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 115868 / ES circunstâncias judiciais imputadas ao paciente quanto às seguintes questões: (i) consideração pelas instâncias ordinárias de processos criminais contra o paciente que ainda não haviam transitado em julgado; (ii) bis in idem pelo acréscimo indevido em razão da continuidade delitiva daqueles mesmos crimes utilizados na valoração negativa das circunstâncias judiciais da 1ª fase da dosimetria da pena; (iii) desvalorização da conduta social do agente e motivo do crime apenas por causa do cometimento do ilícito penal. Ainda que fosse cognoscível o pleito, este revela-se manifestamente infundado. O parecer do MPF aponta com precisão o equívoco em que incorre a argumentação da defesa. Confira-se: “A defesa reprisa, nesta ação mandamental, o mesmo equívoco argumentativo cometido nas razões do recurso especial, cujo provimento foi recusado. Conforme já afirmado na decisão impetrada, já tinha o TRF/2ª Região, ‘quando do julgamento da apelação defensiva, procedido ao respectivo afastamento das ações penais em andamento na fixação da pena base, o que, igualmente, afastava a suposta ocorrência de bis in idem no aumento pela continuidade delitiva, eis que, não sendo os crimes considerados na 1ª etapa da dosimetria poderiam subsidiar o quantum pela configuração do delito continuado’. (…) Constata-se assim que, para reduzir a pena-base fixada na sentença condenatória, o TRF/2ª Região afastou a incidência de ações penais sem trânsito em julgado para majorar a pena-base e apenas considerou tais anotações para assinalar a ocorrência de continuidade delitiva”. De fato, tem razão o Ministério Público federal. Observa-se que a decisão monocrática do Superior Tribunal de Justiça assentou o seguinte: 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4266165. Supremo Tribunal Federal HC 115868 / ES circunstâncias judiciais imputadas ao paciente quanto às seguintes questões: (i) consideração pelas instâncias ordinárias de processos criminais contra o paciente que ainda não haviam transitado em julgado; (ii) bis in idem pelo acréscimo indevido em razão da continuidade delitiva daqueles mesmos crimes utilizados na valoração negativa das circunstâncias judiciais da 1ª fase da dosimetria da pena; (iii) desvalorização da conduta social do agente e motivo do crime apenas por causa do cometimento do ilícito penal. Ainda que fosse cognoscível o pleito, este revela-se manifestamente infundado. O parecer do MPF aponta com precisão o equívoco em que incorre a argumentação da defesa. Confira-se: “A defesa reprisa, nesta ação mandamental, o mesmo equívoco argumentativo cometido nas razões do recurso especial, cujo provimento foi recusado. Conforme já afirmado na decisão impetrada, já tinha o TRF/2ª Região, ‘quando do julgamento da apelação defensiva, procedido ao respectivo afastamento das ações penais em andamento na fixação da pena base, o que, igualmente, afastava a suposta ocorrência de bis in idem no aumento pela continuidade delitiva, eis que, não sendo os crimes considerados na 1ª etapa da dosimetria poderiam subsidiar o quantum pela configuração do delito continuado’. (…) Constata-se assim que, para reduzir a pena-base fixada na sentença condenatória, o TRF/2ª Região afastou a incidência de ações penais sem trânsito em julgado para majorar a pena-base e apenas considerou tais anotações para assinalar a ocorrência de continuidade delitiva”. De fato, tem razão o Ministério Público federal. Observa-se que a decisão monocrática do Superior Tribunal de Justiça assentou o seguinte: 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4266165. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 12 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 115868 / ES “Ora, da leitura do édito condenatório constata-se que o Magistrado tinha, naquele momento, levado em consideração ações penais em andamento para exasperar a pena base do Recorrente. Contudo, no julgamento do recurso de apelação, pelo voto vencedor e, posteriormente, no aclaratório, a Corte a quo afastou referida valoração, reduzindo a sanção base para 3 (três) anos de reclusão, mantendo-a acima do mínimo legal dada à existência de outras circunstâncias judiciais desfavoráveis - circunstâncias, conduta social, personalidade e motivos -, razão pela qual não há interesse recursal do Recorrente quanto à exasperação da pena base com espeque em ações penais em andamento e, em consequência, em relação à alegada ocorrência de bis in idem por ter o Tribunal a quo se valido dos mesmos processos para exasperar o aumento decorrente da continuidade delitiva, eis que, não tendo subsidiado a fixação da pena base, perfeitamente possível sua valoração quando da análise do crime continuado”. (grifos nossos). Para que não fiquem dúvidas: o acórdão do TRF 2ª Região afastou expressamente a reincidência do paciente, consignando tal posição de modo categórico (como se extrai do trecho “embora não considerando a reincidência, que necessita de pressupostos não verificados no caso presente”). Esse fato permitiu que a pena-base fosse reduzida de 4 (quatro) anos de reclusão, como fixado em primeira instância, para 3 (três) anos de reclusão, fixados em segundo grau. O patamar ainda superior ao mínimo legal de 2 (dois) anos foi justificado pelo TRF em razão de outras circunstâncias judiciais consideradas desfavoráveis ao paciente, como “a utilização de ardil para iludir sua real situação financeira” e a “motivação do crime por parte do acusado”. Tais circunstâncias, uma vez assentadas pelas instâncias ordinárias, soberanas na análise das provas acostadas aos autos, não se abrem à rediscussão pelas instâncias superiores, salvo quando encerrem contradições manifestas ou arbitrariedades flagrantes, o que não se 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4266165. Supremo Tribunal Federal HC 115868 / ES “Ora, da leitura do édito condenatório constata-se que o Magistrado tinha, naquele momento, levado em consideração ações penais em andamento para exasperar a pena base do Recorrente. Contudo, no julgamento do recurso de apelação, pelo voto vencedor e, posteriormente, no aclaratório, a Corte a quo afastou referida valoração, reduzindo a sanção base para 3 (três) anos de reclusão, mantendo-a acima do mínimo legal dada à existência de outras circunstâncias judiciais desfavoráveis - circunstâncias, conduta social, personalidade e motivos -, razão pela qual não há interesse recursal do Recorrente quanto à exasperação da pena base com espeque em ações penais em andamento e, em consequência, em relação à alegada ocorrência de bis in idem por ter o Tribunal a quo se valido dos mesmos processos para exasperar o aumento decorrente da continuidade delitiva, eis que, não tendo subsidiado a fixação da pena base, perfeitamente possível sua valoração quando da análise do crime continuado”. (grifos nossos). Para que não fiquem dúvidas: o acórdão do TRF 2ª Região afastou expressamente a reincidência do paciente, consignando tal posição de modo categórico (como se extrai do trecho “embora não considerando a reincidência, que necessita de pressupostos não verificados no caso presente”). Esse fato permitiu que a pena-base fosse reduzida de 4 (quatro) anos de reclusão, como fixado em primeira instância, para 3 (três) anos de reclusão, fixados em segundo grau. O patamar ainda superior ao mínimo legal de 2 (dois) anos foi justificado pelo TRF em razão de outras circunstâncias judiciais consideradas desfavoráveis ao paciente, como “a utilização de ardil para iludir sua real situação financeira” e a “motivação do crime por parte do acusado”. Tais circunstâncias, uma vez assentadas pelas instâncias ordinárias, soberanas na análise das provas acostadas aos autos, não se abrem à rediscussão pelas instâncias superiores, salvo quando encerrem contradições manifestas ou arbitrariedades flagrantes, o que não se 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4266165. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 12 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 115868 / ES verifica na hipótese. Não por outra razão assentou o STJ que “referente à consideração de elementos inerentes ao tipo penal para fixação da pena base acima do mínimo legal, constata-se que as instâncias ordinárias, após análise das provas constantes dos autos, justificaram a exasperação da reprimenda base dada à maior reprovação da conduta, pelas circunstâncias do delito, personalidade do agente, conduta social e dos motivos, eis que teria realizado manobras ardis no intuito de encobrir a prática criminosa, forma inescrupulosa na perpetração do delito e crimes praticados como estratégia de administração empresarial, o que impede conclusão em sentido contrário por este Sodalício Superior, primeiro, porque tais elementos não são inerentes ao tipo penal e, segundo, porque referida análise demandaria o revolvimento dos elementos probatórios constantes do presente procedimento criminal, inviável na presente seara recursal, ante o óbice contido na Súmula n.º 7/STJ”. Em seguida, a pena-base do paciente foi aumentada em 1/3 (um terço), em função da “continuidade delitiva expressiva (sucessão de 17 omissões de repasses de contribuições previdenciárias descontadas das folhas de salários dos empregados, incluindo duas vezes o 13º salário, dos anos de 1998 e 1999)”, chegando-se ao patamar de 4 (anos) de reclusão. Não há que se falar em bis in idem, porquanto as condutas que serviram de lastro à majoração da pena-base são exatamente aqueles pelas quais o paciente fora denunciado (quais sejam: as repetidas omissões quanto ao repasse de tributo retido na folha de seus empregados durante o período de novembro de 1998 a janeiro de 2000). O argumento da defesa faz crer que os crimes considerados para fins de continuidade delitiva seriam aqueles com relação aos quais não havia sentença penal condenatório. Sucede que uma leitura atenta dos autos revela que a continuidade se configurou em relação a cada um dos repasses não efetuados no período já mencionado. Improcedente, portanto, o argumento de bis in idem e adequada a valoração realizada pelas instâncias ordinárias, mantida, ao final, pelo STJ. No que se refere à incidência da confissão espontânea, igualmente 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4266165. Supremo Tribunal Federal HC 115868 / ES verifica na hipótese. Não por outra razão assentou o STJ que “referente à consideração de elementos inerentes ao tipo penal para fixação da pena base acima do mínimo legal, constata-se que as instâncias ordinárias, após análise das provas constantes dos autos, justificaram a exasperação da reprimenda base dada à maior reprovação da conduta, pelas circunstâncias do delito, personalidade do agente, conduta social e dos motivos, eis que teria realizado manobras ardis no intuito de encobrir a prática criminosa, forma inescrupulosa na perpetração do delito e crimes praticados como estratégia de administração empresarial, o que impede conclusão em sentido contrário por este Sodalício Superior, primeiro, porque tais elementos não são inerentes ao tipo penal e, segundo, porque referida análise demandaria o revolvimento dos elementos probatórios constantes do presente procedimento criminal, inviável na presente seara recursal, ante o óbice contido na Súmula n.º 7/STJ”. Em seguida, a pena-base do paciente foi aumentada em 1/3 (um terço), em função da “continuidade delitiva expressiva (sucessão de 17 omissões de repasses de contribuições previdenciárias descontadas das folhas de salários dos empregados, incluindo duas vezes o 13º salário, dos anos de 1998 e 1999)”, chegando-se ao patamar de 4 (anos) de reclusão. Não há que se falar em bis in idem, porquanto as condutas que serviram de lastro à majoração da pena-base são exatamente aqueles pelas quais o paciente fora denunciado (quais sejam: as repetidas omissões quanto ao repasse de tributo retido na folha de seus empregados durante o período de novembro de 1998 a janeiro de 2000). O argumento da defesa faz crer que os crimes considerados para fins de continuidade delitiva seriam aqueles com relação aos quais não havia sentença penal condenatório. Sucede que uma leitura atenta dos autos revela que a continuidade se configurou em relação a cada um dos repasses não efetuados no período já mencionado. Improcedente, portanto, o argumento de bis in idem e adequada a valoração realizada pelas instâncias ordinárias, mantida, ao final, pelo STJ. No que se refere à incidência da confissão espontânea, igualmente 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4266165. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 12 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 115868 / ES não merece prosperar a tese articulada pela defesa. Como consta da decisão emanada do STJ, “depreende-se da leitura dos arestos colacionados aos autos, que o impedimento do reconhecimento da atenuante prevista no art. 65, III, ‘d’, do Código Penal, se deu porque teria negado a autoria delitiva em seu interrogatório e, ainda, por ter justificado a referida conduta delitiva dada à existência de dificuldade financeira pela empresa no período do não recolhimento das contribuições previdenciárias, o que, configuraria confissão qualificada que, por sua vez, impediria a incidência da respectiva benesse (...)”. Também o Ministério Público apontou o equívoco da argumentação defensiva: “O paciente, a despeito de ter admitido a consumação de um dos verbos típicos do crime de apropriação indébita previdenciária, buscou justificar sua conduta por força das dificuldades financeiras por que passava sua empresa, a fim de que fosse reconhecida a excludente de ilicitude do estado de necessidade. Configura-se assim a confissão qualificada, inapta para fazer incidir a atenuante do art. 65, III, d, do Código Penal”. Verifica-se, portanto, que a atenuante da confissão não tem lugar, na hipótese, porque o paciente, em nenhum momento, confessou o crime, assentando o acórdão recorrido que chegou a negar a autoria em seu interrogatório, passando depois a afirmar a prática ilícita, alegando, em seu benefício, suposta causa de exclusão da ilicitude (o estado de necessidade por que passava a empresa). Improcedente, portanto, o pleito da defesa. Ex positis, voto no sentido de extinguir a ordem de habeas corpus, mantendo, na íntegra, a decisão do Superior Tribunal de Justiça, que rechaçou a pretensão do paciente. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4266165. Supremo Tribunal Federal HC 115868 / ES não merece prosperar a tese articulada pela defesa. Como consta da decisão emanada do STJ, “depreende-se da leitura dos arestos colacionados aos autos, que o impedimento do reconhecimento da atenuante prevista no art. 65, III, ‘d’, do Código Penal, se deu porque teria negado a autoria delitiva em seu interrogatório e, ainda, por ter justificado a referida conduta delitiva dada à existência de dificuldade financeira pela empresa no período do não recolhimento das contribuições previdenciárias, o que, configuraria confissão qualificada que, por sua vez, impediria a incidência da respectiva benesse (...)”. Também o Ministério Público apontou o equívoco da argumentação defensiva: “O paciente, a despeito de ter admitido a consumação de um dos verbos típicos do crime de apropriação indébita previdenciária, buscou justificar sua conduta por força das dificuldades financeiras por que passava sua empresa, a fim de que fosse reconhecida a excludente de ilicitude do estado de necessidade. Configura-se assim a confissão qualificada, inapta para fazer incidir a atenuante do art. 65, III, d, do Código Penal”. Verifica-se, portanto, que a atenuante da confissão não tem lugar, na hipótese, porque o paciente, em nenhum momento, confessou o crime, assentando o acórdão recorrido que chegou a negar a autoria em seu interrogatório, passando depois a afirmar a prática ilícita, alegando, em seu benefício, suposta causa de exclusão da ilicitude (o estado de necessidade por que passava a empresa). Improcedente, portanto, o pleito da defesa. Ex positis, voto no sentido de extinguir a ordem de habeas corpus, mantendo, na íntegra, a decisão do Superior Tribunal de Justiça, que rechaçou a pretensão do paciente. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4266165. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 12 Extrato de Ata - 25/06/2013 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 115.868 PROCED. : ESPÍRITO SANTO RELATOR : MIN. LUIZ FUX PACTE.(S) : JOSÉ SYDNY RIVA IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma julgou extinta a ordem de habeas corpus por inadequação da via processual, nos termos do voto do Relator. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Marco Aurélio. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 25.6.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Subprocurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4306869 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 115.868 PROCED. : ESPÍRITO SANTO RELATOR : MIN. LUIZ FUX PACTE.(S) : JOSÉ SYDNY RIVA IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma julgou extinta a ordem de habeas corpus por inadequação da via processual, nos termos do voto do Relator. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Marco Aurélio. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 25.6.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Subprocurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4306869 Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 12
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=4318778
2013-06-25T00:00:00
2013-08-15T00:00:00
A Turma julgou extinta a ordem de habeas corpus por inadequação da via processual, nos termos do voto do Relator. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Marco Aurélio. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 25.6.2013.
HABEAS CORPUS
Ementa: DIREITO PENAL E PROCESSUAL PENAL. HABEAS CORPUS. CRIME DE APROPRIAÇÃO INDEVIDA DE CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA DE EMPREGADOS (CP, ART. 168-A, §1º, I). OMISSÃO NO REPASSE DE VALORES AO INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL (INSS) NO PERÍODO DE NOVEMBRO DE 1998 A JANEIRO DE 2000. ALEGAÇÃO DE ERROR IN JUDICANDO NA FIXAÇÃO DA PENA BASE. DOSIMETRIA. REAPRECIAÇÃO DOS ELEMENTOS CONSIDERADOS PARA FIXAÇÃO DA PENA NA CONDENAÇÃO. INVIABILIDADE EM SEDE DE HABEAS CORPUS. CONSIDERAÇÃO DE PROCESSOS CRIMINAIS AINDA NÃO TRANSITADOS EM JULGADO. NÃO OCORRÊNCIA. CARACTERIZAÇÃO DE CONTINUIDADE DELITIVA. EXASPERAÇÃO ADEQUADA E MOTIVADA DA PENA-BASE. INCIDÊNCIA DA ATENUANTE DE CONFISSÃO ESPONTÂNEA (CP, ART. 65, d). INVIABILIDADE. NÃO CARACTERIZAÇÃO DE CONFISSÃO. ORDEM DE HABEAS CORPUS EXTINTA. 1. A dosimetria da pena, bem como os critérios subjetivos considerados pelos órgãos inferiores para a sua realização, não são passíveis de aferição na via estreita do habeas corpus, por demandar minucioso exame fático e probatório inerente a meio processual diverso. Precedentes: HC 97058, Relator(a): Min. JOAQUIM BARBOSA, Segunda Turma, julgado em 01/03/2011; HC 94073, Relator(a): Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Primeira Turma, julgado em 09/11/2010. 2. In casu, o paciente foi condenado a 4 (quatro) anos de reclusão e multa em razão de, na qualidade de sócio-gerente de sociedade empresária, deixar de repassar ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) as contribuições previdenciárias descontadas do salário de seus empregados, no período de novembro de 1998 a janeiro de 2000. 3. O Superior Tribunal de Justiça, assentando a regularidade da dosimetria realizada pelas instâncias ordinárias, afastou a alegação de bis in idem na caracterização da continuidade delitiva, bem como rechaçou o pleito pela incidência da atenuante da confissão (CR, art. 65, d). Inexistência de ilegalidade flagrante ou contradição evidente que justifique a intervenção corretiva do Supremo Tribunal Federal. 4. Ordem de habeas corpus extinta.
sjur238568
- Acórdão(s) citado(s): (HC, DOSIMETRIA DA PENA, REEXAME, FATO, PROVA) HC 97058 (2ªT), HC 94073 (1ªT). - Veja REsp 1164689 do STJ. Número de páginas: 12. Análise: 13/09/2013, AAT.
LUIZ FUX
Primeira Turma
115868
[ "LEG-FED DEL-002848 ANO-1940\n ART-00065 INC-00003 LET-D ART-0168A \n PAR-00001 INC-00001\n CP-1940 CÓDIGO PENAL" ]
HC
acordaos
HC 115868
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PACTE.(S) : JOSÉ SYDNY RIVA IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
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Ementa e Acórdão 25/06/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 115.868 ESPÍRITO SANTO RELATOR : MIN. LUIZ FUX PACTE.(S) :JOSÉ SYDNY RIVA IMPTE.(S) :DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA EMENTA: DIREITO PENAL E PROCESSUAL PENAL. HABEAS CORPUS. CRIME DE APROPRIAÇÃO INDEVIDA DE CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA DE EMPREGADOS (Código Penal Brasileiro, ART. 168-A, §1..., I). OMISSÃO NO REPASSE DE VALORES AO INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL (INSS) NO PERÍODO DE NOVEMBRO DE 1998 A JANEIRO DE 2000. ALEGAÇÃO DE ERROR IN JUDICANDO NA FIXAÇÃO DA PENA BASE. DOSIMETRIA. REAPRECIAÇÃO DOS ELEMENTOS CONSIDERADOS PARA FIXAÇÃO DA PENA NA CONDENAÇÃO. INVIABILIDADE EM SEDE DE HABEAS CORPUS. CONSIDERAÇÃO DE PROCESSOS CRIMINAIS AINDA NÃO TRANSITADOS EM JULGADO. NÃO OCORRÊNCIA. CARACTERIZAÇÃO DE CONTINUIDADE DELITIVA. EXASPERAÇÃO ADEQUADA E MOTIVADA DA PENA- BASE. INCIDÊNCIA DA ATENUANTE DE CONFISSÃO ESPONTÂNEA (Código Penal Brasileiro, ART. 65, d). INVIABILIDADE. NÃO CARACTERIZAÇÃO DE CONFISSÃO. ORDEM DE HABEAS CORPUS EXTINTA. 1. A dosimetria da pena, bem como os critérios subjetivos considerados pelos órgãos inferiores para a sua realização, não são passíveis de aferição na via estreita do habeas corpus, por demandar minucioso exame fático e probatório inerente a meio processual diverso. Precedentes: HC 97058, Relator(a): Min. JOAQUIM BARBOSA, Segunda Turma, julgado em 01/03/2011; HC 94073, Relator(a): Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Primeira Turma, julgado em 09/11/2010. 2. In casu, o paciente foi condenado a 4 (quatro) anos de reclusão e multa em razão de, na qualidade de sócio-gerente de sociedade Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4266163. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 12 Ementa e Acórdão HC 115868 / ES empresária, deixar de repassar ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) as contribuições previdenciárias descontadas do salário de seus empregados, no período de novembro de 1998 a janeiro de 2000. 3. O Superior Tribunal de Justiça, assentando a regularidade da dosimetria realizada pelas instâncias ordinárias, afastou a alegação de bis in idem na caracterização da continuidade delitiva, bem como rechaçou o pleito pela incidência da atenuante da confissão (CR, art. 65, d). Inexistência de ilegalidade flagrante ou contradição evidente que justifique a intervenção corretiva do Supremo Tribunal Federal. 4. Ordem de habeas corpus extinta. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em julgar extinta a ordem de habeas corpus por inadequação da via processual, nos termos do voto do Relator. Brasília, 25 de junho de 2013. LUIZ FUX – Relator Documento assinado digitalmente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4266163. Supremo Tribunal Federal HC 115868 / ES empresária, deixar de repassar ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) as contribuições previdenciárias descontadas do salário de seus empregados, no período de novembro de 1998 a janeiro de 2000. 3. O Superior Tribunal de Justiça, assentando a regularidade da dosimetria realizada pelas instâncias ordinárias, afastou a alegação de bis in idem na caracterização da continuidade delitiva, bem como rechaçou o pleito pela incidência da atenuante da confissão (CR, art. 65, d). Inexistência de ilegalidade flagrante ou contradição evidente que justifique a intervenção corretiva do Supremo Tribunal Federal. 4. Ordem de habeas corpus extinta. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em julgar extinta a ordem de habeas corpus por inadequação da via processual, nos termos do voto do Relator. Brasília, 25 de junho de 2013. LUIZ FUX – Relator Documento assinado digitalmente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4266163. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 12 Relatório 25/06/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 115.868 ESPÍRITO SANTO RELATOR : MIN. LUIZ FUX PACTE.(S) :JOSÉ SYDNY RIVA IMPTE.(S) :DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Cuida-se de habeas corpus impetrado pela Defensoria Pública da União em favor de José Sydny Riva contra acórdão emanado da Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça nos autos do Agravo Regimental no Recurso Especial n 1.164.689/ES, cuja ementa dispõe o seguinte: PROCESSUAL PENAL. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DOS FUNDAMENTOS DO DECISUM AGRAVADO. SÚMULA 182/Superior Tribunal de Justiça. 1. A falta de impugnação específica dos fundamentos utilizados na decisão agravada quanto à fixação da pena base e o patamar de aumento decorrente da continuidade delitiva, atrai a incidência do Enunciado Sumular 182 desta Corte Superior. RECONHECIMENTO DA ATENUANTE PREVISTA NO ART. 65, III, 'D', DO CÓDIGO PENAL. IMPOSSIBILIDADE. CONFISSÃO QUALIFICADA. 2. Este Superior Tribunal de Justiça possui entendimento no sentido de que a confissão qualificada - situação onde o agente agrega à confissão, teses descriminantes ou exculpantes - não implica em redução da pena pelo art. 65, III, "d", do Diploma Penalista. 3. Agravo regimental a que se nega provimento. Depreende-se dos autos que o paciente foi condenado à pena de 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4266164. Supremo Tribunal Federal 25/06/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 115.868 ESPÍRITO SANTO RELATOR : MIN. LUIZ FUX PACTE.(S) :JOSÉ SYDNY RIVA IMPTE.(S) :DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Cuida-se de habeas corpus impetrado pela Defensoria Pública da União em favor de José Sydny Riva contra acórdão emanado da Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça nos autos do Agravo Regimental no Recurso Especial n 1.164.689/ES, cuja ementa dispõe o seguinte: PROCESSUAL PENAL. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DOS FUNDAMENTOS DO DECISUM AGRAVADO. SÚMULA 182/Superior Tribunal de Justiça. 1. A falta de impugnação específica dos fundamentos utilizados na decisão agravada quanto à fixação da pena base e o patamar de aumento decorrente da continuidade delitiva, atrai a incidência do Enunciado Sumular 182 desta Corte Superior. RECONHECIMENTO DA ATENUANTE PREVISTA NO ART. 65, III, 'D', DO CÓDIGO PENAL. IMPOSSIBILIDADE. CONFISSÃO QUALIFICADA. 2. Este Superior Tribunal de Justiça possui entendimento no sentido de que a confissão qualificada - situação onde o agente agrega à confissão, teses descriminantes ou exculpantes - não implica em redução da pena pelo art. 65, III, "d", do Diploma Penalista. 3. Agravo regimental a que se nega provimento. Depreende-se dos autos que o paciente foi condenado à pena de 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4266164. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 12 Relatório HC 115868 / ES (seis) anos e 8 (oito) meses de reclusão, em regime inicial fechado, mais 330 (trezentos e trinta) dias-multa, pela prática do crime previsto no art. 168-A, §1..., I, do Código Penal (apropriação indevida de contribuição previdenciária descontada de empregados). Como se extrai da denúncia, o paciente, na qualidade de sócio-gerente da empresa Núcleo de Apoio Pedagógico Ltda. (NAP), teria deixado de repassar ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), no prazo e forma legais, as contribuições previdenciárias descontadas do salário de seus empregados, no período de novembro de 1998 a janeiro de 2000. Em sede de apelação, o Tribunal Regional Federal da 2... Região – TRF/2... Região deu parcial provimento ao recurso para reduzir a pena corporal ao patamar de 4 (quatro) anos de reclusão, acrescida de 80 (oitenta) dias-multa. Isso porque, na sentença condenatória, teriam sido considerados, como circunstâncias judiciais desfavoráveis, processos criminais instaurados contra o paciente que ainda não haviam transitado em julgado. Daí a impetração perante o Superior Tribunal de Justiça, em que a Defensoria Pública da União pleiteou o redimensionamento da pena base, o reconhecimento da atenuante da confissão espontânea e da ocorrência de bis in idem entre os elementos utilizados para agravar a sanção base e o aumento decorrente da continuidade delitiva. A pretensão foi inadmitida monocraticamente pelo Min. Jorge Mussi, em decisão desafiada por recurso de agravo regimental, apreciado e decidido pela Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça nos termos da ementa transcrita no início deste relatório. Inconformada, a defesa impetrou o presente habeas corpus, pelo qual pretende a redução da pena do paciente. Alega que a pena-base foi fixada sob justificação vaga, reportando-se a caracteres inerentes ao tipo para seu agravamento, devendo ser reduzida ao mínimo de 2 (dois) anos de reclusão. Consigna que a fixação da pena-base acima do mínimo levou 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4266164. Supremo Tribunal Federal HC 115868 / ES (seis) anos e 8 (oito) meses de reclusão, em regime inicial fechado, mais 330 (trezentos e trinta) dias-multa, pela prática do crime previsto no art. 168-A, §1..., I, do Código Penal (apropriação indevida de contribuição previdenciária descontada de empregados). Como se extrai da denúncia, o paciente, na qualidade de sócio-gerente da empresa Núcleo de Apoio Pedagógico Ltda. (NAP), teria deixado de repassar ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), no prazo e forma legais, as contribuições previdenciárias descontadas do salário de seus empregados, no período de novembro de 1998 a janeiro de 2000. Em sede de apelação, o Tribunal Regional Federal da 2... Região – TRF/2... Região deu parcial provimento ao recurso para reduzir a pena corporal ao patamar de 4 (quatro) anos de reclusão, acrescida de 80 (oitenta) dias-multa. Isso porque, na sentença condenatória, teriam sido considerados, como circunstâncias judiciais desfavoráveis, processos criminais instaurados contra o paciente que ainda não haviam transitado em julgado. Daí a impetração perante o Superior Tribunal de Justiça, em que a Defensoria Pública da União pleiteou o redimensionamento da pena base, o reconhecimento da atenuante da confissão espontânea e da ocorrência de bis in idem entre os elementos utilizados para agravar a sanção base e o aumento decorrente da continuidade delitiva. A pretensão foi inadmitida monocraticamente pelo Min. Jorge Mussi, em decisão desafiada por recurso de agravo regimental, apreciado e decidido pela Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça nos termos da ementa transcrita no início deste relatório. Inconformada, a defesa impetrou o presente habeas corpus, pelo qual pretende a redução da pena do paciente. Alega que a pena-base foi fixada sob justificação vaga, reportando-se a caracteres inerentes ao tipo para seu agravamento, devendo ser reduzida ao mínimo de 2 (dois) anos de reclusão. Consigna que a fixação da pena-base acima do mínimo levou 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4266164. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 12 Relatório HC 115868 / ES em conta anotações criminais sem trânsito em julgado, o que seria defeso pelo própria Súmula 414 do Superior Tribunal de Justiça. Assinala que houve acréscimo indevido no tocante à continuidade delitiva, já que foram considerados fatos apurados em outros autos para o fim de recrudescer a fração de aumento da pena. Destaca ainda que não cabe majorar a pena em função dos motivos do crime e da conduta social do paciente, tendo-se em consideração ações penais sem trânsito em julgado. Ressalta, por fim, que deve incidir a atenuante da confissão espontânea, na espécie, a despeito de se tratar de confissão qualificada, isto é, agregada à argumento de exclusão da ilicitude. Em 20/11/12012, indeferi o pedido liminar. Instado a se manifestar, o Ministério Público federal se pronunciou em parecer assim ementado: HABEAS CORPUS. PENAL. DOSIMETRIA. PENABASE. CONDENAÇÕES SEM TRÂNSITO EM JULGADO JÁ AFASTADAS PELO TRIBUNAL DE APELAÇÃO. CONTINUIDADE DELITIVA CARACTERIZADA. AUSÊNCIA DE BIS IN IDEM. CIRCUNSTÂNCIAS JUDICIAIS. VALORAÇÃO PRÓPRIA DAS INSTÂNCIAS ORDINÁRIAS. INVIABILIDADE DE ANÁLISE NA VIA DO WRIT. CONFISSÃO QUALIFICADA. INAPLICABILIDADE DA ATENUANTE GENÉRICA DA CONFISSÃO ESPONTÂNEA. - Parecer pela denegação da ordem. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4266164. Supremo Tribunal Federal HC 115868 / ES em conta anotações criminais sem trânsito em julgado, o que seria defeso pelo própria Súmula 414 do Superior Tribunal de Justiça. Assinala que houve acréscimo indevido no tocante à continuidade delitiva, já que foram considerados fatos apurados em outros autos para o fim de recrudescer a fração de aumento da pena. Destaca ainda que não cabe majorar a pena em função dos motivos do crime e da conduta social do paciente, tendo-se em consideração ações penais sem trânsito em julgado. Ressalta, por fim, que deve incidir a atenuante da confissão espontânea, na espécie, a despeito de se tratar de confissão qualificada, isto é, agregada à argumento de exclusão da ilicitude. Em 20/11/12012, indeferi o pedido liminar. Instado a se manifestar, o Ministério Público federal se pronunciou em parecer assim ementado: HABEAS CORPUS. PENAL. DOSIMETRIA. PENABASE. CONDENAÇÕES SEM TRÂNSITO EM JULGADO JÁ AFASTADAS PELO TRIBUNAL DE APELAÇÃO. CONTINUIDADE DELITIVA CARACTERIZADA. AUSÊNCIA DE BIS IN IDEM. CIRCUNSTÂNCIAS JUDICIAIS. VALORAÇÃO PRÓPRIA DAS INSTÂNCIAS ORDINÁRIAS. INVIABILIDADE DE ANÁLISE NA VIA DO WRIT. CONFISSÃO QUALIFICADA. INAPLICABILIDADE DA ATENUANTE GENÉRICA DA CONFISSÃO ESPONTÂNEA. - Parecer pela denegação da ordem. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4266164. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 12 Voto - MIN. LUIZ FUX 25/06/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 115.868 ESPÍRITO SANTO V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A pretensão da impetrante não merece acolhimento pelo Supremo Tribunal Federal. Assento, preliminarmente, que esta Corte perfilha a orientação de que não é possível em sede de habeas corpus a reapreciação dos critérios subjetivos considerados pelo magistrado para a produção do decreto condenatório, como se observa diante dos seguintes excertos: EMENTA: Habeas Corpus. Sentença condenatória transitada em julgado. Impossibilidade de admitir-se o habeas corpus como sucedâneo de revisão criminal. Exacerbação da pena-base. Fundamentação. Ocorrência. Substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos. Existência de circunstâncias desfavoráveis. Reexame do conjunto fático- probatório. Impossibilidade. É pacífica a jurisprudência desta Corte no sentido de que o habeas corpus não pode ser manejado como sucedâneo de revisão criminal em face da ausência de ilegalidade flagrante em condenação com trânsito em julgado. Não cabe reexaminar os elementos de convicção essenciais ao estabelecimento da sanção penal, porque necessária, para tanto, a concreta avaliação das circunstâncias de fato subjacentes aos critérios legais que regem a operação de dosimetria da pena. No que se refere à não substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos, o magistrado de primeiro grau fundamentou sua decisão no quantum da pena imposta (superior a 4 (quatro) anos) e na existência de circunstâncias judiciais desfavoráveis ao réu, o que encontra amparo no art. 44 do Código Penal. A análise dos elementos de convicção acerca das circunstâncias judiciais avaliadas negativamente na sentença condenatória não é compatível com a via estreita do habeas corpus, por demandar minucioso Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4266165. Supremo Tribunal Federal 25/06/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 115.868 ESPÍRITO SANTO V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A pretensão da impetrante não merece acolhimento pelo Supremo Tribunal Federal. Assento, preliminarmente, que esta Corte perfilha a orientação de que não é possível em sede de habeas corpus a reapreciação dos critérios subjetivos considerados pelo magistrado para a produção do decreto condenatório, como se observa diante dos seguintes excertos: EMENTA: Habeas Corpus. Sentença condenatória transitada em julgado. Impossibilidade de admitir-se o habeas corpus como sucedâneo de revisão criminal. Exacerbação da pena-base. Fundamentação. Ocorrência. Substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos. Existência de circunstâncias desfavoráveis. Reexame do conjunto fático- probatório. Impossibilidade. É pacífica a jurisprudência desta Corte no sentido de que o habeas corpus não pode ser manejado como sucedâneo de revisão criminal em face da ausência de ilegalidade flagrante em condenação com trânsito em julgado. Não cabe reexaminar os elementos de convicção essenciais ao estabelecimento da sanção penal, porque necessária, para tanto, a concreta avaliação das circunstâncias de fato subjacentes aos critérios legais que regem a operação de dosimetria da pena. No que se refere à não substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos, o magistrado de primeiro grau fundamentou sua decisão no quantum da pena imposta (superior a 4 (quatro) anos) e na existência de circunstâncias judiciais desfavoráveis ao réu, o que encontra amparo no art. 44 do Código Penal. A análise dos elementos de convicção acerca das circunstâncias judiciais avaliadas negativamente na sentença condenatória não é compatível com a via estreita do habeas corpus, por demandar minucioso Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4266165. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 12 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 115868 / ES exame fático e probatório inerente a meio processual diverso. Precedentes. Ordem denegada. (HC 97058, Relator(a): Min. JOAQUIM BARBOSA, Segunda Turma, julgado em 01/03/2011, DJe-060 DIVULG 29- 03-2011 PUBLIC 30-03-2011 EMENT VOL-02492-01 PP-00014) EMENTA: PENAL. HABEAS CORPUS. ALEGADA OCORRÊNCIA DE BIS IN IDEM. INEXISTÊNCIA. CONDENAÇÕES FUNDADAS EM FATOS DISTINTOS. ALEGAÇÃO DE EXCESSO NA FIXAÇÃO DA PENA. VERIFICAÇÃO DA CORRETA DOSIMETRIA DA PENA. INVIABILIDADE NA VIA ESTREITA DO HABEAS CORPUS. IMPOSSIBILIDADE DE ADMITIR-SE O WRIT CONSTITUCIONAL COMO SUCEDÂNEO DE REVISÃO CRIMINAL. AUSÊNCIA DE NULIDADE FLAGRANTE. ORDEM DENEGADA. I – Não há falar em bis in idem ou litispendência, uma vez que as ações penais mencionadas trataram de fatos diferentes, os crimes foram praticados em situações diversas, as substâncias apreendidas também não são as mesmas, bem como os sujeitos envolvidos em cada ação penal são distintos. II - Não se presta o habeas corpus para realizar novo juízo de reprovabilidade, ponderando, em concreto, qual seria a pena adequada ao fato pelo qual foi condenado o paciente. Precedentes. III - O habeas corpus, em que pese configurar remédio constitucional de largo espectro, não pode ser empregado como sucedâneo de revisão criminal, ante a verificação do trânsito em julgado do acórdão que tornou definitiva a condenação. Precedentes. IV - Ordem denegada. (HC 94073, Relator(a): Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Primeira Turma, julgado em 09/11/2010, DJe-226 DIVULG 24- 11-2010 PUBLIC 25-11-2010 EMENT VOL-02438-01 PP-00009) A presente impetração é voltada exclusivamente para rediscutir os critérios empregados pelas instâncias ordinárias para fixação da dosimetria da pena. Mais especificamente, pretende a Defensoria Pública da União reabrir o exame, já efetuado pelas instâncias ordinárias, das 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4266165. Supremo Tribunal Federal HC 115868 / ES exame fático e probatório inerente a meio processual diverso. Precedentes. Ordem denegada. (HC 97058, Relator(a): Min. JOAQUIM BARBOSA, Segunda Turma, julgado em 01/03/2011, DJe-060 DIVULG 29- 03-2011 PUBLIC 30-03-2011 EMENT VOL-02492-01 PP-00014) EMENTA: PENAL. HABEAS CORPUS. ALEGADA OCORRÊNCIA DE BIS IN IDEM. INEXISTÊNCIA. CONDENAÇÕES FUNDADAS EM FATOS DISTINTOS. ALEGAÇÃO DE EXCESSO NA FIXAÇÃO DA PENA. VERIFICAÇÃO DA CORRETA DOSIMETRIA DA PENA. INVIABILIDADE NA VIA ESTREITA DO HABEAS CORPUS. IMPOSSIBILIDADE DE ADMITIR-SE O WRIT CONSTITUCIONAL COMO SUCEDÂNEO DE REVISÃO CRIMINAL. AUSÊNCIA DE NULIDADE FLAGRANTE. ORDEM DENEGADA. I – Não há falar em bis in idem ou litispendência, uma vez que as ações penais mencionadas trataram de fatos diferentes, os crimes foram praticados em situações diversas, as substâncias apreendidas também não são as mesmas, bem como os sujeitos envolvidos em cada ação penal são distintos. II - Não se presta o habeas corpus para realizar novo juízo de reprovabilidade, ponderando, em concreto, qual seria a pena adequada ao fato pelo qual foi condenado o paciente. Precedentes. III - O habeas corpus, em que pese configurar remédio constitucional de largo espectro, não pode ser empregado como sucedâneo de revisão criminal, ante a verificação do trânsito em julgado do acórdão que tornou definitiva a condenação. Precedentes. IV - Ordem denegada. (HC 94073, Relator(a): Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Primeira Turma, julgado em 09/11/2010, DJe-226 DIVULG 24- 11-2010 PUBLIC 25-11-2010 EMENT VOL-02438-01 PP-00009) A presente impetração é voltada exclusivamente para rediscutir os critérios empregados pelas instâncias ordinárias para fixação da dosimetria da pena. Mais especificamente, pretende a Defensoria Pública da União reabrir o exame, já efetuado pelas instâncias ordinárias, das 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4266165. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 12 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 115868 / ES circunstâncias judiciais imputadas ao paciente quanto às seguintes questões: (i) consideração pelas instâncias ordinárias de processos criminais contra o paciente que ainda não haviam transitado em julgado; (ii) bis in idem pelo acréscimo indevido em razão da continuidade delitiva daqueles mesmos crimes utilizados na valoração negativa das circunstâncias judiciais da 1... fase da dosimetria da pena; (iii) desvalorização da conduta social do agente e motivo do crime apenas por causa do cometimento do ilícito penal. Ainda que fosse cognoscível o pleito, este revela-se manifestamente infundado. O parecer do MPF aponta com precisão o equívoco em que incorre a argumentação da defesa. Confira-se: “A defesa reprisa, nesta ação mandamental, o mesmo equívoco argumentativo cometido nas razões do recurso especial, cujo provimento foi recusado. Conforme já afirmado na decisão impetrada, já tinha o TRF/2... Região, ‘quando do julgamento da apelação defensiva, procedido ao respectivo afastamento das ações penais em andamento na fixação da pena base, o que, igualmente, afastava a suposta ocorrência de bis in idem no aumento pela continuidade delitiva, eis que, não sendo os crimes considerados na 1... etapa da dosimetria poderiam subsidiar o quantum pela configuração do delito continuado’. (…) Constata-se assim que, para reduzir a pena-base fixada na sentença condenatória, o TRF/2... Região afastou a incidência de ações penais sem trânsito em julgado para majorar a pena-base e apenas considerou tais anotações para assinalar a ocorrência de continuidade delitiva”. De fato, tem razão o Ministério Público federal. Observa-se que a decisão monocrática do Superior Tribunal de Justiça assentou o seguinte: 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4266165. Supremo Tribunal Federal HC 115868 / ES circunstâncias judiciais imputadas ao paciente quanto às seguintes questões: (i) consideração pelas instâncias ordinárias de processos criminais contra o paciente que ainda não haviam transitado em julgado; (ii) bis in idem pelo acréscimo indevido em razão da continuidade delitiva daqueles mesmos crimes utilizados na valoração negativa das circunstâncias judiciais da 1... fase da dosimetria da pena; (iii) desvalorização da conduta social do agente e motivo do crime apenas por causa do cometimento do ilícito penal. Ainda que fosse cognoscível o pleito, este revela-se manifestamente infundado. O parecer do MPF aponta com precisão o equívoco em que incorre a argumentação da defesa. Confira-se: “A defesa reprisa, nesta ação mandamental, o mesmo equívoco argumentativo cometido nas razões do recurso especial, cujo provimento foi recusado. Conforme já afirmado na decisão impetrada, já tinha o TRF/2... Região, ‘quando do julgamento da apelação defensiva, procedido ao respectivo afastamento das ações penais em andamento na fixação da pena base, o que, igualmente, afastava a suposta ocorrência de bis in idem no aumento pela continuidade delitiva, eis que, não sendo os crimes considerados na 1... etapa da dosimetria poderiam subsidiar o quantum pela configuração do delito continuado’. (…) Constata-se assim que, para reduzir a pena-base fixada na sentença condenatória, o TRF/2... Região afastou a incidência de ações penais sem trânsito em julgado para majorar a pena-base e apenas considerou tais anotações para assinalar a ocorrência de continuidade delitiva”. De fato, tem razão o Ministério Público federal. Observa-se que a decisão monocrática do Superior Tribunal de Justiça assentou o seguinte: 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4266165. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 12 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 115868 / ES “Ora, da leitura do édito condenatório constata-se que o Magistrado tinha, naquele momento, levado em consideração ações penais em andamento para exasperar a pena base do Recorrente. Contudo, no julgamento do recurso de apelação, pelo voto vencedor e, posteriormente, no aclaratório, a Corte a quo afastou referida valoração, reduzindo a sanção base para 3 (três) anos de reclusão, mantendo-a acima do mínimo legal dada à existência de outras circunstâncias judiciais desfavoráveis - circunstâncias, conduta social, personalidade e motivos -, razão pela qual não há interesse recursal do Recorrente quanto à exasperação da pena base com espeque em ações penais em andamento e, em consequência, em relação à alegada ocorrência de bis in idem por ter o Tribunal a quo se valido dos mesmos processos para exasperar o aumento decorrente da continuidade delitiva, eis que, não tendo subsidiado a fixação da pena base, perfeitamente possível sua valoração quando da análise do crime continuado”. (grifos nossos). Para que não fiquem dúvidas: o acórdão do TRF 2... Região afastou expressamente a reincidência do paciente, consignando tal posição de modo categórico (como se extrai do trecho “embora não considerando a reincidência, que necessita de pressupostos não verificados no caso presente”). Esse fato permitiu que a pena-base fosse reduzida de 4 (quatro) anos de reclusão, como fixado em primeira instância, para 3 (três) anos de reclusão, fixados em segundo grau. O patamar ainda superior ao mínimo legal de 2 (dois) anos foi justificado pelo TRF em razão de outras circunstâncias judiciais consideradas desfavoráveis ao paciente, como “a utilização de ardil para iludir sua real situação financeira” e a “motivação do crime por parte do acusado”. Tais circunstâncias, uma vez assentadas pelas instâncias ordinárias, soberanas na análise das provas acostadas aos autos, não se abrem à rediscussão pelas instâncias superiores, salvo quando encerrem contradições manifestas ou arbitrariedades flagrantes, o que não se 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4266165. Supremo Tribunal Federal HC 115868 / ES “Ora, da leitura do édito condenatório constata-se que o Magistrado tinha, naquele momento, levado em consideração ações penais em andamento para exasperar a pena base do Recorrente. Contudo, no julgamento do recurso de apelação, pelo voto vencedor e, posteriormente, no aclaratório, a Corte a quo afastou referida valoração, reduzindo a sanção base para 3 (três) anos de reclusão, mantendo-a acima do mínimo legal dada à existência de outras circunstâncias judiciais desfavoráveis - circunstâncias, conduta social, personalidade e motivos -, razão pela qual não há interesse recursal do Recorrente quanto à exasperação da pena base com espeque em ações penais em andamento e, em consequência, em relação à alegada ocorrência de bis in idem por ter o Tribunal a quo se valido dos mesmos processos para exasperar o aumento decorrente da continuidade delitiva, eis que, não tendo subsidiado a fixação da pena base, perfeitamente possível sua valoração quando da análise do crime continuado”. (grifos nossos). Para que não fiquem dúvidas: o acórdão do TRF 2... Região afastou expressamente a reincidência do paciente, consignando tal posição de modo categórico (como se extrai do trecho “embora não considerando a reincidência, que necessita de pressupostos não verificados no caso presente”). Esse fato permitiu que a pena-base fosse reduzida de 4 (quatro) anos de reclusão, como fixado em primeira instância, para 3 (três) anos de reclusão, fixados em segundo grau. O patamar ainda superior ao mínimo legal de 2 (dois) anos foi justificado pelo TRF em razão de outras circunstâncias judiciais consideradas desfavoráveis ao paciente, como “a utilização de ardil para iludir sua real situação financeira” e a “motivação do crime por parte do acusado”. Tais circunstâncias, uma vez assentadas pelas instâncias ordinárias, soberanas na análise das provas acostadas aos autos, não se abrem à rediscussão pelas instâncias superiores, salvo quando encerrem contradições manifestas ou arbitrariedades flagrantes, o que não se 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4266165. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 12 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 115868 / ES verifica na hipótese. Não por outra razão assentou o Superior Tribunal de Justiça que “referente à consideração de elementos inerentes ao tipo penal para fixação da pena base acima do mínimo legal, constata-se que as instâncias ordinárias, após análise das provas constantes dos autos, justificaram a exasperação da reprimenda base dada à maior reprovação da conduta, pelas circunstâncias do delito, personalidade do agente, conduta social e dos motivos, eis que teria realizado manobras ardis no intuito de encobrir a prática criminosa, forma inescrupulosa na perpetração do delito e crimes praticados como estratégia de administração empresarial, o que impede conclusão em sentido contrário por este Sodalício Superior, primeiro, porque tais elementos não são inerentes ao tipo penal e, segundo, porque referida análise demandaria o revolvimento dos elementos probatórios constantes do presente procedimento criminal, inviável na presente seara recursal, ante o óbice contido na Súmula n. 7/Superior Tribunal de Justiça”. Em seguida, a pena-base do paciente foi aumentada em 1/3 (um terço), em função da “continuidade delitiva expressiva (sucessão de 17 omissões de repasses de contribuições previdenciárias descontadas das folhas de salários dos empregados, incluindo duas vezes o 13... salário, dos anos de 1998 e 1999)”, chegando-se ao patamar de 4 (anos) de reclusão. Não há que se falar em bis in idem, porquanto as condutas que serviram de lastro à majoração da pena-base são exatamente aqueles pelas quais o paciente fora denunciado (quais sejam: as repetidas omissões quanto ao repasse de tributo retido na folha de seus empregados durante o período de novembro de 1998 a janeiro de 2000). O argumento da defesa faz crer que os crimes considerados para fins de continuidade delitiva seriam aqueles com relação aos quais não havia sentença penal condenatório. Sucede que uma leitura atenta dos autos revela que a continuidade se configurou em relação a cada um dos repasses não efetuados no período já mencionado. Improcedente, portanto, o argumento de bis in idem e adequada a valoração realizada pelas instâncias ordinárias, mantida, ao final, pelo Superior Tribunal de Justiça. No que se refere à incidência da confissão espontânea, igualmente 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4266165. Supremo Tribunal Federal HC 115868 / ES verifica na hipótese. Não por outra razão assentou o Superior Tribunal de Justiça que “referente à consideração de elementos inerentes ao tipo penal para fixação da pena base acima do mínimo legal, constata-se que as instâncias ordinárias, após análise das provas constantes dos autos, justificaram a exasperação da reprimenda base dada à maior reprovação da conduta, pelas circunstâncias do delito, personalidade do agente, conduta social e dos motivos, eis que teria realizado manobras ardis no intuito de encobrir a prática criminosa, forma inescrupulosa na perpetração do delito e crimes praticados como estratégia de administração empresarial, o que impede conclusão em sentido contrário por este Sodalício Superior, primeiro, porque tais elementos não são inerentes ao tipo penal e, segundo, porque referida análise demandaria o revolvimento dos elementos probatórios constantes do presente procedimento criminal, inviável na presente seara recursal, ante o óbice contido na Súmula n. 7/Superior Tribunal de Justiça”. Em seguida, a pena-base do paciente foi aumentada em 1/3 (um terço), em função da “continuidade delitiva expressiva (sucessão de 17 omissões de repasses de contribuições previdenciárias descontadas das folhas de salários dos empregados, incluindo duas vezes o 13... salário, dos anos de 1998 e 1999)”, chegando-se ao patamar de 4 (anos) de reclusão. Não há que se falar em bis in idem, porquanto as condutas que serviram de lastro à majoração da pena-base são exatamente aqueles pelas quais o paciente fora denunciado (quais sejam: as repetidas omissões quanto ao repasse de tributo retido na folha de seus empregados durante o período de novembro de 1998 a janeiro de 2000). O argumento da defesa faz crer que os crimes considerados para fins de continuidade delitiva seriam aqueles com relação aos quais não havia sentença penal condenatório. Sucede que uma leitura atenta dos autos revela que a continuidade se configurou em relação a cada um dos repasses não efetuados no período já mencionado. Improcedente, portanto, o argumento de bis in idem e adequada a valoração realizada pelas instâncias ordinárias, mantida, ao final, pelo Superior Tribunal de Justiça. No que se refere à incidência da confissão espontânea, igualmente 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4266165. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 12 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 115868 / ES não merece prosperar a tese articulada pela defesa. Como consta da decisão emanada do Superior Tribunal de Justiça, “depreende-se da leitura dos arestos colacionados aos autos, que o impedimento do reconhecimento da atenuante prevista no art. 65, III, ‘d’, do Código Penal, se deu porque teria negado a autoria delitiva em seu interrogatório e, ainda, por ter justificado a referida conduta delitiva dada à existência de dificuldade financeira pela empresa no período do não recolhimento das contribuições previdenciárias, o que, configuraria confissão qualificada que, por sua vez, impediria a incidência da respectiva benesse (...)”. Também o Ministério Público apontou o equívoco da argumentação defensiva: “O paciente, a despeito de ter admitido a consumação de um dos verbos típicos do crime de apropriação indébita previdenciária, buscou justificar sua conduta por força das dificuldades financeiras por que passava sua empresa, a fim de que fosse reconhecida a excludente de ilicitude do estado de necessidade. Configura-se assim a confissão qualificada, inapta para fazer incidir a atenuante do art. 65, III, d, do Código Penal”. Verifica-se, portanto, que a atenuante da confissão não tem lugar, na hipótese, porque o paciente, em nenhum momento, confessou o crime, assentando o acórdão recorrido que chegou a negar a autoria em seu interrogatório, passando depois a afirmar a prática ilícita, alegando, em seu benefício, suposta causa de exclusão da ilicitude (o estado de necessidade por que passava a empresa). Improcedente, portanto, o pleito da defesa. Ex positis, voto no sentido de extinguir a ordem de habeas corpus, mantendo, na íntegra, a decisão do Superior Tribunal de Justiça, que rechaçou a pretensão do paciente. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4266165. Supremo Tribunal Federal HC 115868 / ES não merece prosperar a tese articulada pela defesa. Como consta da decisão emanada do Superior Tribunal de Justiça, “depreende-se da leitura dos arestos colacionados aos autos, que o impedimento do reconhecimento da atenuante prevista no art. 65, III, ‘d’, do Código Penal, se deu porque teria negado a autoria delitiva em seu interrogatório e, ainda, por ter justificado a referida conduta delitiva dada à existência de dificuldade financeira pela empresa no período do não recolhimento das contribuições previdenciárias, o que, configuraria confissão qualificada que, por sua vez, impediria a incidência da respectiva benesse (...)”. Também o Ministério Público apontou o equívoco da argumentação defensiva: “O paciente, a despeito de ter admitido a consumação de um dos verbos típicos do crime de apropriação indébita previdenciária, buscou justificar sua conduta por força das dificuldades financeiras por que passava sua empresa, a fim de que fosse reconhecida a excludente de ilicitude do estado de necessidade. Configura-se assim a confissão qualificada, inapta para fazer incidir a atenuante do art. 65, III, d, do Código Penal”. Verifica-se, portanto, que a atenuante da confissão não tem lugar, na hipótese, porque o paciente, em nenhum momento, confessou o crime, assentando o acórdão recorrido que chegou a negar a autoria em seu interrogatório, passando depois a afirmar a prática ilícita, alegando, em seu benefício, suposta causa de exclusão da ilicitude (o estado de necessidade por que passava a empresa). Improcedente, portanto, o pleito da defesa. Ex positis, voto no sentido de extinguir a ordem de habeas corpus, mantendo, na íntegra, a decisão do Superior Tribunal de Justiça, que rechaçou a pretensão do paciente. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4266165. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 12 Extrato de Ata - 25/06/2013 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 115.868 PROCED. : ESPÍRITO SANTO RELATOR : MIN. LUIZ FUX PACTE.(S) : JOSÉ SYDNY RIVA IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma julgou extinta a ordem de habeas corpus por inadequação da via processual, nos termos do voto do Relator. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Marco Aurélio. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1... Turma, 25.6.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Subprocurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4306869 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 115.868 PROCED. : ESPÍRITO SANTO RELATOR : MIN. LUIZ FUX PACTE.(S) : JOSÉ SYDNY RIVA IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma julgou extinta a ordem de habeas corpus por inadequação da via processual, nos termos do voto do Relator. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Marco Aurélio. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1... Turma, 25.6.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Subprocurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4306869 Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 12
{ "JURISPRUDENCIA": [ "HABEAS CORPUS 115 . 868", "HC 97058", "HC 94073", "HC 115868 / ES", "HC 115868 / ES", "HABEAS CORPUS 115 . 868", "Agravo Regimental no Recurso Especial n 1 . 164 . 689 / ES", "SÚMULA 182 / Superior Tribunal", "Enunciado Sumular 182 desta Corte Superior", "HABEAS CORPUS 115 . 868", "Agravo Regimental no Recurso Especial n 1 . 164 . 689 / ES", "SÚMULA 182 / Superior", "HC 115868 / ES", "HC 115868 / ES", "HC 115868 / ES", "Súmula 414 do Superior Tribunal de Justiça", "HC 115868 / ES", "Súmula 414 do Superior Tribunal de Justiça", "HABEAS CORPUS 115 . 868", "HABEAS CORPUS 115 . 868", "HC 115868 / ES", "HC 97058", "HC 94073", "HC 115868 / ES", "HC 97058", "HC 94073", "HC 115868 / ES", "HC 115868 / ES", "HC 115868 / ES", "HC 115868 / ES", "HC 115868 / ES", "Súmula n . 7 / Superior Tribunal de Justiça", "HC 115868 / ES", "Súmula n . 7 / Superior Tribunal de Justiça ”", "HC 115868 / ES", "HC 115868 / ES", "HABEAS CORPUS 115 . 868", "HABEAS CORPUS 115 . 868" ], "LEGISLACAO": [ "Código Penal Brasileiro , ART . 168 - A , § 1 . . . , I", "Código Penal Brasileiro , ART . 65 , d", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "CR , art . 65 ,", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 65 , III , ' D ' , DO CÓDIGO PENAL", "art . 65 , III , \" d \" , do Diploma Penalista", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 65 , III , ' D ' , DO CÓDIGO PENAL", "art . 65 , III , \" d \" , do Diploma Penalista", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 168 - A , § 1 . . . , I , do Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 168 - A , § 1 . . . , I , do Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 44 do Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 44 do Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 65 , III , ‘ d ’ , do Código Penal", "art . 65 , III , d , do Código Penal ”", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 65 , III , ‘ d ’ , do Código Penal", "art . 65 , III , d , do Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "ESPÍRITO SANTO", "Brasília", "Brasília", "ESPÍRITO SANTO", "ESPÍRITO SANTO", "ESPÍRITO SANTO", "ESPÍRITO SANTO", "ESPÍRITO SANTO", "ESPÍRITO SANTO" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL", "INSS", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Instituto Nacional do Seguro Social", "INSS", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Instituto Nacional do Seguro Social", "INSS", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma do", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura", "de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Defensoria Pública da União", "Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Defensoria Pública da União", "Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "empresa", "Núcleo de Apoio Pedagógico Ltda .", "NAP", "Instituto Nacional do Seguro Social", "INSS", "Tribunal Regional Federal da 2 . . . Região", "TRF", "/", "2", ".", ". .", "Região", "Superior Tribunal de Justiça", "Defensoria Pública da União", "Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Núcleo de Apoio Pedagógico Ltda .", "NAP", "Instituto Nacional do Seguro Social", "INSS", "Tribunal Regional Federal da 2 . . . Região", "TRF", "/", "2", ".", ". . Região", "Superior Tribunal de Justiça", "Defensoria Pública da União", "Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Ministério Público federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Ministério Público federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Defensoria Pública da União", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Defensoria Pública da União", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "MPF", "TRF", "/", "2 . . . 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Ementa e Acórdão 25/06/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 115.832 SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI PACTE.(S) :ODAIR BERNADELLI TOMAZ IMPTE.(S) :RONALDO CAMILO E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) :RELATORA DO HC Nº 257.365 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA EMENTA Habeas corpus. Estelionato (CP, art. 171). Decisão monocrática do relator do habeas corpus no Superior Tribunal de Justiça a ele negando seguimento, por se tratar de sucedâneo de recurso especial cabível. Impossibilidade. Análise, ademais, do mérito da impetração. Ofensa ao princípio da colegialidade. Precedentes da Suprema Corte. Writ extinto. Ordem concedida de ofício. 1. Não tem esta Suprema Corte admitido a rejeição liminar da impetração pelo relator a pretexto de cuidar-se de substitutivo de recurso especial cabível (HC nº 115.715/CE, Primeira Turma, Rel. p/ o ac. o Min. Marco Aurélio, j. em 11/6/13). 2. O princípio da colegialidade assentado pela Suprema Corte, por seu turno, igualmente não autoriza o relator a negar seguimento ao habeas corpus enfrentando diretamente o mérito da impetração. 3. Habeas corpus extinto. 4. Ordem concedida de ofício. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em julgar extinta a ordem de habeas corpus, por inadequação da via processual, concedendo, no entanto, ordem de ofício, nos termos do voto do Relator. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4381129. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 16 Ementa e Acórdão HC 115832 / SP Brasília, 25 de junho de 2013. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4381129. Supremo Tribunal Federal HC 115832 / SP Brasília, 25 de junho de 2013. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4381129. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 16 Relatório 25/06/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 115.832 SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI PACTE.(S) :ODAIR BERNADELLI TOMAZ IMPTE.(S) :RONALDO CAMILO E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) :RELATORA DO HC Nº 257.365 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Habeas corpus, com pedido de liminar, impetrado pelos advogados Ronaldo Camilo e Elichielli Gabrielli Perilis em favor de Odair Bernardelli Tomaz, apontando como autoridade coatora a Ministra Marilza Maynard, do Superior Tribunal de Justiça, que indeferiu liminarmente a inicial do HC nº 257.365/SP impetrado àquela Corte. Sustentam os impetrantes, em síntese, ausência do elemento subjetivo do tipo penal pelo qual restou condenado o paciente (estelionato), qual seja, o dolo. Entendem que a ausência do dolo na prática da conduta, aliado ao fato de estar demonstrado que a dívida por ele contraída seria referente a contratos de compra e venda, seria suficiente para atestar sua absolvição. Asseveram, ainda, que a presença de circunstâncias judiciais favoráveis ao paciente lhe permite iniciar o cumprimento da pena em regime aberto, considerando a pena de 2 (dois) anos e 11 (onze) meses de reclusão que lhe foi imposta. Requerem o deferimento de liminar para, desde logo, assegurar ao paciente o início do cumprimento de sua pena em regime aberto. No mérito, pedem a concessão de ordem para que o paciente seja absolvido do ilícito a ele imputado, ou seja, para que seja confirmado o pedido liminar. Em 20/11/12, ausentes os pressupostos legais, indeferi a medida liminar pleiteada e, estando a impetração instruída com elementos suficientes à análise da controvérsia, dispensei as informações da Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4375194. Supremo Tribunal Federal 25/06/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 115.832 SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI PACTE.(S) :ODAIR BERNADELLI TOMAZ IMPTE.(S) :RONALDO CAMILO E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) :RELATORA DO HC Nº 257.365 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Habeas corpus, com pedido de liminar, impetrado pelos advogados Ronaldo Camilo e Elichielli Gabrielli Perilis em favor de Odair Bernardelli Tomaz, apontando como autoridade coatora a Ministra Marilza Maynard, do Superior Tribunal de Justiça, que indeferiu liminarmente a inicial do HC nº 257.365/SP impetrado àquela Corte. Sustentam os impetrantes, em síntese, ausência do elemento subjetivo do tipo penal pelo qual restou condenado o paciente (estelionato), qual seja, o dolo. Entendem que a ausência do dolo na prática da conduta, aliado ao fato de estar demonstrado que a dívida por ele contraída seria referente a contratos de compra e venda, seria suficiente para atestar sua absolvição. Asseveram, ainda, que a presença de circunstâncias judiciais favoráveis ao paciente lhe permite iniciar o cumprimento da pena em regime aberto, considerando a pena de 2 (dois) anos e 11 (onze) meses de reclusão que lhe foi imposta. Requerem o deferimento de liminar para, desde logo, assegurar ao paciente o início do cumprimento de sua pena em regime aberto. No mérito, pedem a concessão de ordem para que o paciente seja absolvido do ilícito a ele imputado, ou seja, para que seja confirmado o pedido liminar. Em 20/11/12, ausentes os pressupostos legais, indeferi a medida liminar pleiteada e, estando a impetração instruída com elementos suficientes à análise da controvérsia, dispensei as informações da Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4375194. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 16 Relatório HC 115832 / SP autoridade apontada como coatora, solicitando-as, contudo, ao Juízo de Direito da 1ª Vara Criminal da Comarca de Jacareí/SP, que as prestou devidamente (anexo de instrução 110). O Ministério Público Federal, em parecer da lavra do ilustre Subprocurador-Geral da República Dr. Mario José Gisi manifestou-se pelo não conhecimento da impetração e, caso dela se conheça, pela denegação da ordem (anexo de instrução 111). É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4375194. Supremo Tribunal Federal HC 115832 / SP autoridade apontada como coatora, solicitando-as, contudo, ao Juízo de Direito da 1ª Vara Criminal da Comarca de Jacareí/SP, que as prestou devidamente (anexo de instrução 110). O Ministério Público Federal, em parecer da lavra do ilustre Subprocurador-Geral da República Dr. Mario José Gisi manifestou-se pelo não conhecimento da impetração e, caso dela se conheça, pela denegação da ordem (anexo de instrução 111). É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4375194. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 16 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI 25/06/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 115.832 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Conforme relatado, volta-se esta impetração contra ato da Ministra Marilza Maynard, do Superior Tribunal de Justiça, que indeferiu liminarmente a inicial do HC nº 257.365/SP impetrado àquela Corte, por ter sido ele manejado como substitutivo do recurso especial constitucionalmente previsto. Transcrevo o teor daquela decisão: “Trata-se de ‘habeas corpus’ substitutivo de recurso especial, com pedido de liminar, impetrado em favor de ODAIR BERNADELLI TOMAZ contra acórdão do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo. Consta dos autos que o Tribunal de origem deu parcial provimento à apelação ministerial e fixou o regime inicial fechado para o cumprimento da pena de 2 (dois) anos, 11 (onze) meses e 16 (dezesseis) dias de reclusão, mais 26 (vinte e seis) dias-multa, imposta pela prática do crime previsto no art. 171, ‘caput’, c/c os artigos 29, caput, e 71, todos do Código Penal, conforme acórdão de fls. 230/248. No Superior Tribunal Justiça pretende o impetrante a concessão de liminar para ‘determinar a reforma da sentença proferida pelo MM. Juiz da 1ª Vara Criminal da Comarca de Jacareí, que condenou o paciente a cumprir pena no regime fechado’ (fl. 34) e, no mérito, ‘seja conhecido e após apreciação das provas seja concedida a ordem do presente recurso de habeas corpus e desconstituir a r. Sentença, onde o MM Juiz Monocrático condenou o paciente à pena de 2 (dois) anos e 11 (onze) meses de reclusão e 16 (dezesseis) dias, mais multa, e fixou o regime inicial fechado para o início do cumprimento da pena, pois, como demonstrado pelo paciente o mesmo deve ser Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4375195. Supremo Tribunal Federal 25/06/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 115.832 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Conforme relatado, volta-se esta impetração contra ato da Ministra Marilza Maynard, do Superior Tribunal de Justiça, que indeferiu liminarmente a inicial do HC nº 257.365/SP impetrado àquela Corte, por ter sido ele manejado como substitutivo do recurso especial constitucionalmente previsto. Transcrevo o teor daquela decisão: “Trata-se de ‘habeas corpus’ substitutivo de recurso especial, com pedido de liminar, impetrado em favor de ODAIR BERNADELLI TOMAZ contra acórdão do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo. Consta dos autos que o Tribunal de origem deu parcial provimento à apelação ministerial e fixou o regime inicial fechado para o cumprimento da pena de 2 (dois) anos, 11 (onze) meses e 16 (dezesseis) dias de reclusão, mais 26 (vinte e seis) dias-multa, imposta pela prática do crime previsto no art. 171, ‘caput’, c/c os artigos 29, caput, e 71, todos do Código Penal, conforme acórdão de fls. 230/248. No Superior Tribunal Justiça pretende o impetrante a concessão de liminar para ‘determinar a reforma da sentença proferida pelo MM. Juiz da 1ª Vara Criminal da Comarca de Jacareí, que condenou o paciente a cumprir pena no regime fechado’ (fl. 34) e, no mérito, ‘seja conhecido e após apreciação das provas seja concedida a ordem do presente recurso de habeas corpus e desconstituir a r. Sentença, onde o MM Juiz Monocrático condenou o paciente à pena de 2 (dois) anos e 11 (onze) meses de reclusão e 16 (dezesseis) dias, mais multa, e fixou o regime inicial fechado para o início do cumprimento da pena, pois, como demonstrado pelo paciente o mesmo deve ser Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4375195. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 16 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI HC 115832 / SP absolvido de tais increpações’ (fl. 35). Caso mantida a condenação, requer seja fixado o regime aberto para o início do cumprimento da pena. É o relatório. Decido. Inicialmente, verifico a inadequação da via eleita. Segundo dispõe o art. 105 da Constituição Federal, compete ao Superior Tribunal de Justiça tão-somente julgar, originariamente, o ’habeas corpus’ quando o coator ou paciente for os Governadores dos Estados e do Distrito Federal, os desembargadores dos Tribunais de Justiça dos Estados e do Distrito Federal, os membros dos Tribunais de Contas dos Estados e do Distrito Federal, os dos Tribunais Regionais Federais, dos Tribunais Regionais Eleitorais e do Trabalho, os membros dos Conselhos ou Tribunais de Contas dos Municípios e os do Ministério Público da União que oficiem perante tribunais, ou quando o coator for tribunal sujeito à sua jurisdição, Ministro de Estado ou Comandante da Marinha, do Exército ou da Aeronáutica, ressalvada a competência da Justiça Eleitoral. No entanto, possivelmente com a intenção de proteger o cidadão contra abusos e arbitrariedades do Estado, o cabimento do ‘habeas corpus’ foi sendo, paulatinamente, ampliado pela jurisprudência, passando a substituir outros recursos constitucionais. Assim, notadamente por se tratar de um remédio heróico despido de quaisquer requisitos processuais, a impetração do ‘habeas corpus’ como substitutivo do recurso ordinário e do recurso especial passou a ser a regra. Ocorre que, recentemente, o e. Supremo Tribunal Federal, pela sua Primeira Turma, visando combater o excessivo alargamento da admissibilidade da ação constitucional do habeas corpus pelos Tribunais, passou a adotar orientação no sentido de não mais admiti-lo quando substitutivo de recurso ordinário. Confira-se: 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4375195. Supremo Tribunal Federal HC 115832 / SP absolvido de tais increpações’ (fl. 35). Caso mantida a condenação, requer seja fixado o regime aberto para o início do cumprimento da pena. É o relatório. Decido. Inicialmente, verifico a inadequação da via eleita. Segundo dispõe o art. 105 da Constituição Federal, compete ao Superior Tribunal de Justiça tão-somente julgar, originariamente, o ’habeas corpus’ quando o coator ou paciente for os Governadores dos Estados e do Distrito Federal, os desembargadores dos Tribunais de Justiça dos Estados e do Distrito Federal, os membros dos Tribunais de Contas dos Estados e do Distrito Federal, os dos Tribunais Regionais Federais, dos Tribunais Regionais Eleitorais e do Trabalho, os membros dos Conselhos ou Tribunais de Contas dos Municípios e os do Ministério Público da União que oficiem perante tribunais, ou quando o coator for tribunal sujeito à sua jurisdição, Ministro de Estado ou Comandante da Marinha, do Exército ou da Aeronáutica, ressalvada a competência da Justiça Eleitoral. No entanto, possivelmente com a intenção de proteger o cidadão contra abusos e arbitrariedades do Estado, o cabimento do ‘habeas corpus’ foi sendo, paulatinamente, ampliado pela jurisprudência, passando a substituir outros recursos constitucionais. Assim, notadamente por se tratar de um remédio heróico despido de quaisquer requisitos processuais, a impetração do ‘habeas corpus’ como substitutivo do recurso ordinário e do recurso especial passou a ser a regra. Ocorre que, recentemente, o e. Supremo Tribunal Federal, pela sua Primeira Turma, visando combater o excessivo alargamento da admissibilidade da ação constitucional do habeas corpus pelos Tribunais, passou a adotar orientação no sentido de não mais admiti-lo quando substitutivo de recurso ordinário. Confira-se: 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4375195. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 16 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI HC 115832 / SP ‘HABEAS CORPUS’ – JULGAMENTO POR TRIBUNAL SUPERIOR – IMPUGNAÇÃO. A teor do disposto no artigo 102, inciso II, alínea ‘a’, da Constituição Federal, contra decisão, proferida em processo revelador de habeas corpus, a implicar a não concessão da ordem, cabível é o recurso ordinário. Evolução quanto à admissibilidade do substitutivo do habeas corpus. PROCESSO-CRIME – DILIGÊNCIAS – INADEQUAÇÃO. Uma vez inexistente base para o implemento de diligências, cumpre ao Juízo, na condução do processo, indeferi-las.’ (HC 109.956/PR, Rel. Min. Marco Aurélio, DJe de 11.9.2012) Em sequência, no julgamento do HC 104.045/RJ, na sessão do dia 28.8.2012, da relatoria da Exma. Ministra Rosa Weber, a aludida Turma julgadora foi além entendendo não mais ser cabível habeas corpus ‘como substitutivo de recurso no processo penal’. Por oportuno, transcrevo os seguintes excertos do julgado, ‘in verbis’: ‘A preservação da racionalidade do sistema processual e recursal, bem como a necessidade de atacar a sobrecarga dos Tribunais recursais e superiores, desta forma reduzindo a morosidade processual e assegurando uma melhor prestação jurisdicional e a razoável duração do processo, aconselham seja retomada a função constitucional do ‘habeas corpus’, sem o seu emprego como substitutivo de recurso no processo penal.’ Sobre os feitos já ajuizados destacou, ‘litteris’: ‘Como a não admissão do ‘habeas corpus’ como substitutivo do recurso ordinário constitucional representa guinada da jurisprudência desta Corte, entendo que, quanto os’ habeas corpus’ já impetrados, impõem-se o exame da questão de fundo, uma vez que possível o 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4375195. Supremo Tribunal Federal HC 115832 / SP ‘HABEAS CORPUS’ – JULGAMENTO POR TRIBUNAL SUPERIOR – IMPUGNAÇÃO. A teor do disposto no artigo 102, inciso II, alínea ‘a’, da Constituição Federal, contra decisão, proferida em processo revelador de habeas corpus, a implicar a não concessão da ordem, cabível é o recurso ordinário. Evolução quanto à admissibilidade do substitutivo do habeas corpus. PROCESSO-CRIME – DILIGÊNCIAS – INADEQUAÇÃO. Uma vez inexistente base para o implemento de diligências, cumpre ao Juízo, na condução do processo, indeferi-las.’ (HC 109.956/PR, Rel. Min. Marco Aurélio, DJe de 11.9.2012) Em sequência, no julgamento do HC 104.045/RJ, na sessão do dia 28.8.2012, da relatoria da Exma. Ministra Rosa Weber, a aludida Turma julgadora foi além entendendo não mais ser cabível habeas corpus ‘como substitutivo de recurso no processo penal’. Por oportuno, transcrevo os seguintes excertos do julgado, ‘in verbis’: ‘A preservação da racionalidade do sistema processual e recursal, bem como a necessidade de atacar a sobrecarga dos Tribunais recursais e superiores, desta forma reduzindo a morosidade processual e assegurando uma melhor prestação jurisdicional e a razoável duração do processo, aconselham seja retomada a função constitucional do ‘habeas corpus’, sem o seu emprego como substitutivo de recurso no processo penal.’ Sobre os feitos já ajuizados destacou, ‘litteris’: ‘Como a não admissão do ‘habeas corpus’ como substitutivo do recurso ordinário constitucional representa guinada da jurisprudência desta Corte, entendo que, quanto os’ habeas corpus’ já impetrados, impõem-se o exame da questão de fundo, uma vez que possível o 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4375195. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 16 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI HC 115832 / SP concessão de ‘habeas corpus’ de ofício diante de flagrante ilegalidade ou arbitrariedade.’ A ementa do aresto restou assim sintetizada: ‘EMENTA ‘HABEAS CORPUS’. PROCESSO PENAL. HISTÓRICO. VULGARIZAÇÃO E DESVIRTUAMENTO. SEQUESTRO. DOSIMETRIA. AUSÊNCIA DE DEMONSTRAÇÃO DE ILEGALIDADE OU ARBITRARIEDADE. 1. O ‘habeas corpus’ tem uma rica história, constituindo garantia fundamental do cidadão. Ação constitucional que é, não pode ser amesquinhado, mas também não é passível de vulgarização, sob pena de restar descaracterizado como remédio heroico. Contra a denegação de habeas corpus por Tribunal Superior prevê a Constituição Federal remédio jurídico expresso, o recurso ordinário. Diante da dicção do art. 102, II, a, da Constituição da República, a impetração de novo habeas corpus em caráter substitutivo escamoteia o instituto recursal próprio, em manifesta burla ao preceito constitucional. Precedente da Primeira Turma desta Suprema Corte. 2. A dosimetria da pena submete-se a certa discricionariedade judicial. O Código Penal não estabelece rígidos esquemas matemáticos ou regras absolutamente objetivas para a fixação da pena. Cabe às instâncias ordinárias, mais próximas dos fatos e das provas, fixar as penas. Às Cortes Superiores, no exame da dosimetria das penas em grau recursal, compete precipuamente o controle da legalidade e da constitucionalidade dos critérios empregados, com a correção apenas de eventuais discrepâncias gritantes e arbitrárias nas frações de aumento ou diminuição adotadas pelas instâncias anteriores. 3. Assim como a concorrência de vetoriais negativas 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4375195. Supremo Tribunal Federal HC 115832 / SP concessão de ‘habeas corpus’ de ofício diante de flagrante ilegalidade ou arbitrariedade.’ A ementa do aresto restou assim sintetizada: ‘EMENTA ‘HABEAS CORPUS’. PROCESSO PENAL. HISTÓRICO. VULGARIZAÇÃO E DESVIRTUAMENTO. SEQUESTRO. DOSIMETRIA. AUSÊNCIA DE DEMONSTRAÇÃO DE ILEGALIDADE OU ARBITRARIEDADE. 1. O ‘habeas corpus’ tem uma rica história, constituindo garantia fundamental do cidadão. Ação constitucional que é, não pode ser amesquinhado, mas também não é passível de vulgarização, sob pena de restar descaracterizado como remédio heroico. Contra a denegação de habeas corpus por Tribunal Superior prevê a Constituição Federal remédio jurídico expresso, o recurso ordinário. Diante da dicção do art. 102, II, a, da Constituição da República, a impetração de novo habeas corpus em caráter substitutivo escamoteia o instituto recursal próprio, em manifesta burla ao preceito constitucional. Precedente da Primeira Turma desta Suprema Corte. 2. A dosimetria da pena submete-se a certa discricionariedade judicial. O Código Penal não estabelece rígidos esquemas matemáticos ou regras absolutamente objetivas para a fixação da pena. Cabe às instâncias ordinárias, mais próximas dos fatos e das provas, fixar as penas. Às Cortes Superiores, no exame da dosimetria das penas em grau recursal, compete precipuamente o controle da legalidade e da constitucionalidade dos critérios empregados, com a correção apenas de eventuais discrepâncias gritantes e arbitrárias nas frações de aumento ou diminuição adotadas pelas instâncias anteriores. 3. Assim como a concorrência de vetoriais negativas 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4375195. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 16 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI HC 115832 / SP do art. 59 do Código Penal autoriza pena base bem acima da mínima legal, a existência de uma única, desde que de especial gravidade, também autoriza a exasperação da pena, a despeito de neutras as demais vetoriais. 4. A fixação do regime inicial de cumprimento da pena não está condicionada somente ao quantum da reprimenda, mas também ao exame das circunstâncias judiciais do artigo 59 do Código Penal, conforme remissão do art. 33, §3º, do mesmo diploma legal. Precedentes 5. Não se presta o ‘habeas corpus’, enquanto não permite ampla avaliação e valoração das provas, ao reexame do conjunto fático-probatório determinante da fixação das penas. 6. ‘Habeas corpus’ rejeitado’ (HC 104.045/RJ, Rel. Ministra Rosa Weber, DJe de 6.9.2012). Assim, seguindo esta nova orientação da e. Suprema Corte, verifico que, ‘in casu’, trata-se de ‘habeas corpus’ substitutivo de recurso especial, razão pela qual deixo de conhecer o presente ‘writ’. Acrescente-se, ainda, o fato de que é pacífico o entendimento desta Corte Superior no sentido de que não há como conhecer do pedido de absolvição em sede da habeas corpus, pois para se desconstituir as conclusões a que chegaram as instâncias ordinárias, mostra-se necessário o reexame aprofundado dos fatos e provas juntadas aos autos, procedimento incompatível com os estreitos limites do remédio constitucional, que é caracterizado pelo rito célere e por comportar dilação probatória. Vejam-se os precedentes de ambas as Turmas que julgam a matéria criminal no Superior Tribunal de Justiça: ‘HABEAS CORPUS’. EXTORSÃO MEDIANTE SEQUESTRO. USO DE DOCUMENTO FALSO. CONDENAÇÃO CONFIRMADA EM GRAU DE APELAÇÃO. VIA INDEVIDAMENTE UTILIZADA EM 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4375195. Supremo Tribunal Federal HC 115832 / SP do art. 59 do Código Penal autoriza pena base bem acima da mínima legal, a existência de uma única, desde que de especial gravidade, também autoriza a exasperação da pena, a despeito de neutras as demais vetoriais. 4. A fixação do regime inicial de cumprimento da pena não está condicionada somente ao quantum da reprimenda, mas também ao exame das circunstâncias judiciais do artigo 59 do Código Penal, conforme remissão do art. 33, §3º, do mesmo diploma legal. Precedentes 5. Não se presta o ‘habeas corpus’, enquanto não permite ampla avaliação e valoração das provas, ao reexame do conjunto fático-probatório determinante da fixação das penas. 6. ‘Habeas corpus’ rejeitado’ (HC 104.045/RJ, Rel. Ministra Rosa Weber, DJe de 6.9.2012). Assim, seguindo esta nova orientação da e. Suprema Corte, verifico que, ‘in casu’, trata-se de ‘habeas corpus’ substitutivo de recurso especial, razão pela qual deixo de conhecer o presente ‘writ’. Acrescente-se, ainda, o fato de que é pacífico o entendimento desta Corte Superior no sentido de que não há como conhecer do pedido de absolvição em sede da habeas corpus, pois para se desconstituir as conclusões a que chegaram as instâncias ordinárias, mostra-se necessário o reexame aprofundado dos fatos e provas juntadas aos autos, procedimento incompatível com os estreitos limites do remédio constitucional, que é caracterizado pelo rito célere e por comportar dilação probatória. Vejam-se os precedentes de ambas as Turmas que julgam a matéria criminal no Superior Tribunal de Justiça: ‘HABEAS CORPUS’. EXTORSÃO MEDIANTE SEQUESTRO. USO DE DOCUMENTO FALSO. CONDENAÇÃO CONFIRMADA EM GRAU DE APELAÇÃO. VIA INDEVIDAMENTE UTILIZADA EM 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4375195. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 16 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI HC 115832 / SP SUBSTITUIÇÃO A RECURSO ESPECIAL. ABSOLVIÇÃO. EXAME DAS PROVAS. INVIABILIDADE. NÃO CONHECIMENTO. 1. Mostra-se inadequado e descabido o manejo de habeas corpus em substituição ao recurso especial cabível. 2. É imperiosa a necessidade de racionalização do ‘writ’, a bem de se prestigiar a lógica do sistema recursal, devendo ser observada sua função constitucional, de sanar ilegalidade ou abuso de poder que resulte em coação ou ameaça à liberdade de locomoção. 3. ‘O habeas corpus é garantia fundamental que não pode ser vulgarizada, sob pena de sua descaracterização como remédio heróico, e seu emprego não pode servir a escamotear o instituto recursal previsto no texto da Constituição’ (STF, HC 104.045/RJ). 4. Hipótese em que a ausência de recurso ensejou o trânsito em julgado da condenação para a Defesa. E não se mostra possível, nesta sede, avaliar o pedido de absolvição, providência que demandaria o revolvimento fático-probatório. 5. ‘Habeas corpus’ não conhecido.’ (HC 131.659/SP, Rel. Ministra MARIA THEREZA DE ASSIS MOURA, 6ª TURMA, DJe 1º/10/2012) (...) Em relação ao pedido de fixação do regime inicial aberto, inexiste o alegado constrangimento ilegal a ser aqui corrigido, pois colhe-se dos autos que o regime fechado foi corretamente aplicado diante das peculiaridades do caso concreto em que se trata de condenação imposta a réu reincidente e com a pena- base fixada acima do mínimo legal, diante da presença de circunstâncias judiciais desfavoráveis. Nesse sentido: ‘HABEAS CORPUS’. PENAL. FURTO. FIXAÇÃO 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4375195. Supremo Tribunal Federal HC 115832 / SP SUBSTITUIÇÃO A RECURSO ESPECIAL. ABSOLVIÇÃO. EXAME DAS PROVAS. INVIABILIDADE. NÃO CONHECIMENTO. 1. Mostra-se inadequado e descabido o manejo de habeas corpus em substituição ao recurso especial cabível. 2. É imperiosa a necessidade de racionalização do ‘writ’, a bem de se prestigiar a lógica do sistema recursal, devendo ser observada sua função constitucional, de sanar ilegalidade ou abuso de poder que resulte em coação ou ameaça à liberdade de locomoção. 3. ‘O habeas corpus é garantia fundamental que não pode ser vulgarizada, sob pena de sua descaracterização como remédio heróico, e seu emprego não pode servir a escamotear o instituto recursal previsto no texto da Constituição’ (STF, HC 104.045/RJ). 4. Hipótese em que a ausência de recurso ensejou o trânsito em julgado da condenação para a Defesa. E não se mostra possível, nesta sede, avaliar o pedido de absolvição, providência que demandaria o revolvimento fático-probatório. 5. ‘Habeas corpus’ não conhecido.’ (HC 131.659/SP, Rel. Ministra MARIA THEREZA DE ASSIS MOURA, 6ª TURMA, DJe 1º/10/2012) (...) Em relação ao pedido de fixação do regime inicial aberto, inexiste o alegado constrangimento ilegal a ser aqui corrigido, pois colhe-se dos autos que o regime fechado foi corretamente aplicado diante das peculiaridades do caso concreto em que se trata de condenação imposta a réu reincidente e com a pena- base fixada acima do mínimo legal, diante da presença de circunstâncias judiciais desfavoráveis. Nesse sentido: ‘HABEAS CORPUS’. PENAL. FURTO. FIXAÇÃO 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4375195. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 16 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI HC 115832 / SP DA PENA-BASE ACIMA DO MÍNIMO LEGAL. PROPORCIONALIDADE ENTRE OS FUNDAMENTOS JUDICIAIS E A EXASPERAÇÃO DA REPRIMENDA. MOTIVAÇÃO VÁLIDA. CIRCUNSTÂNCIAS JUDICIAIS DESFAVORÁVEIS. RÉU REINCIDENTE. REGIME INICIAL FECHADO. CABIMENTO. ORDEM DENEGADA. 1. Não há constrangimento ilegal a ser sanado na via do ‘habeas corpus’, estranha ao reexame da individualização da sanção penal, quando a fixação da pena-base acima do mínimo legal, de forma fundamentada e proporcional, justifica-se em circunstâncias judiciais desfavoráveis. 2. A exasperação da reprimenda restou devidamente justificada nos maus antecedentes do réu, devidamente comprovados por sentenças condenatórias transitadas em julgado, que não foram utilizadas para configurar a reincidência. 3. Correta a fixação do regime inicial fechado de cumprimento de pena ao réu reincidente, que teve a pena- base fundamentadamente fixada acima do mínimo legal, ainda que condenado a pena inferior a quatro anos, dada a interpretação conjunta dos arts. 59 e 33, §§ 2º e 3.º, do Código Penal. 4. Ordem denegada.’ (HC 205.550/AM, Rel. Ministra LAURITA VAZ, 5ª TURMA, DJe 27/03/2012) (…) Ante o exposto, nos termos do art. 210 do RISTJ, indefiro liminarmente o presente ‘habeas corpus’” (fls. 1/6 do anexo 4 – grifos da autora). De início, ressalto não se tratar, na hipótese, de habeas corpus manejado em substituição a recurso ordinário constitucional. Segundo o entendimento da Corte, “não se conhece de recurso 7 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4375195. Supremo Tribunal Federal HC 115832 / SP DA PENA-BASE ACIMA DO MÍNIMO LEGAL. PROPORCIONALIDADE ENTRE OS FUNDAMENTOS JUDICIAIS E A EXASPERAÇÃO DA REPRIMENDA. MOTIVAÇÃO VÁLIDA. CIRCUNSTÂNCIAS JUDICIAIS DESFAVORÁVEIS. RÉU REINCIDENTE. REGIME INICIAL FECHADO. CABIMENTO. ORDEM DENEGADA. 1. Não há constrangimento ilegal a ser sanado na via do ‘habeas corpus’, estranha ao reexame da individualização da sanção penal, quando a fixação da pena-base acima do mínimo legal, de forma fundamentada e proporcional, justifica-se em circunstâncias judiciais desfavoráveis. 2. A exasperação da reprimenda restou devidamente justificada nos maus antecedentes do réu, devidamente comprovados por sentenças condenatórias transitadas em julgado, que não foram utilizadas para configurar a reincidência. 3. Correta a fixação do regime inicial fechado de cumprimento de pena ao réu reincidente, que teve a pena- base fundamentadamente fixada acima do mínimo legal, ainda que condenado a pena inferior a quatro anos, dada a interpretação conjunta dos arts. 59 e 33, §§ 2º e 3.º, do Código Penal. 4. Ordem denegada.’ (HC 205.550/AM, Rel. Ministra LAURITA VAZ, 5ª TURMA, DJe 27/03/2012) (…) Ante o exposto, nos termos do art. 210 do RISTJ, indefiro liminarmente o presente ‘habeas corpus’” (fls. 1/6 do anexo 4 – grifos da autora). De início, ressalto não se tratar, na hipótese, de habeas corpus manejado em substituição a recurso ordinário constitucional. Segundo o entendimento da Corte, “não se conhece de recurso 7 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4375195. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 16 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI HC 115832 / SP ordinário em habeas corpus contra decisão monocrática proferida no Superior Tribunal de Justiça” (RHC nº 107.877/SP, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 19/10/11). Tampouco tem esta Suprema Corte admitido a rejeição liminar da impetração pelo relator a pretexto de se cuidar de substitutivo de recurso especial cabível, como se deu na espécie (HC nº 115.715/CE, Primeira Turma, Relator para o acórdão o Ministro Marco Aurélio, j. em 11/6/13). Nesse mesmo sentido vai o entendimento da Segunda Turma da Corte: “Criminal. Impetração de habeas corpus substitutivo de recurso especial. Admissibilidade. Peculiaridades do caso concreto. Concessão da ordem. O eventual cabimento de recurso especial não constitui óbice à impetração de habeas corpus, desde que o direito-fim se identifique direta e imediatamente com a liberdade de locomoção física do paciente. Habeas corpus concedido, para que o STJ conheça e aprecie o mérito do HC 176.122/MS” (HC 110.1184/MS, Segunda Turma, da relatoria do Min. Joaquim Barbosa, DJe de 8/8/12); “HABEAS CORPUS. CONSTITUCIONAL. PENAL. DECISÃO MONOCRÁTICA QUE INDEFERE LIMINARMENTE WRIT MANEJADO NO STJ. WRIT NÃO CONHECIDO. UTILIZAÇÃO DO HC COMO SUCEDÂNEO DE RECURSO ORDINÁRIO OU EXTRAORDINÁRIO CABÍVEL. POSSIBILIDADE. ORDEM CONCEDIDA DE OFÍCIO. I - No caso sob exame, verifica-se que a decisão impugnada foi proferida monocraticamente. Desse modo, o pleito não pode ser conhecido, sob pena de indevida supressão de instância e de extravasamento dos limites de competência do STF descritos no art. 102 da Constituição Federal, que pressupõe seja a coação praticada por Tribunal Superior. II – Esta Turma possui entendimento diverso do esposado pelo Ministro Relator do Superior Tribunal de Justiça, no sentido de que a utilização do habeas corpus como sucedâneo do recurso 8 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4375195. Supremo Tribunal Federal HC 115832 / SP ordinário em habeas corpus contra decisão monocrática proferida no Superior Tribunal de Justiça” (RHC nº 107.877/SP, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 19/10/11). Tampouco tem esta Suprema Corte admitido a rejeição liminar da impetração pelo relator a pretexto de se cuidar de substitutivo de recurso especial cabível, como se deu na espécie (HC nº 115.715/CE, Primeira Turma, Relator para o acórdão o Ministro Marco Aurélio, j. em 11/6/13). Nesse mesmo sentido vai o entendimento da Segunda Turma da Corte: “Criminal. Impetração de habeas corpus substitutivo de recurso especial. Admissibilidade. Peculiaridades do caso concreto. Concessão da ordem. O eventual cabimento de recurso especial não constitui óbice à impetração de habeas corpus, desde que o direito-fim se identifique direta e imediatamente com a liberdade de locomoção física do paciente. Habeas corpus concedido, para que o STJ conheça e aprecie o mérito do HC 176.122/MS” (HC 110.1184/MS, Segunda Turma, da relatoria do Min. Joaquim Barbosa, DJe de 8/8/12); “HABEAS CORPUS. CONSTITUCIONAL. PENAL. DECISÃO MONOCRÁTICA QUE INDEFERE LIMINARMENTE WRIT MANEJADO NO STJ. WRIT NÃO CONHECIDO. UTILIZAÇÃO DO HC COMO SUCEDÂNEO DE RECURSO ORDINÁRIO OU EXTRAORDINÁRIO CABÍVEL. POSSIBILIDADE. ORDEM CONCEDIDA DE OFÍCIO. I - No caso sob exame, verifica-se que a decisão impugnada foi proferida monocraticamente. Desse modo, o pleito não pode ser conhecido, sob pena de indevida supressão de instância e de extravasamento dos limites de competência do STF descritos no art. 102 da Constituição Federal, que pressupõe seja a coação praticada por Tribunal Superior. II – Esta Turma possui entendimento diverso do esposado pelo Ministro Relator do Superior Tribunal de Justiça, no sentido de que a utilização do habeas corpus como sucedâneo do recurso 8 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4375195. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 16 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI HC 115832 / SP ordinário ou extraordinário cabível não obsta sua apreciação. Precedentes. III – Writ não conhecido. Ordem concedida de ofício para anular a decisão atacada e determinar a apreciação do mérito pelo colegiado competente. Prejudicado o exame do pedido de liberdade provisória” (HC nº 116.225/SP, Segunda Turma, da relatoria do Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 28/5/13). A Relatora do pedido no STJ, por seu turno, negou seguimento à ordem monocraticamente, tendo, contudo, feito a análise de todo o mérito da impetração, ferindo, assim, o princípio da colegialidade. Assim, por ser questão prejudicial às demais, analiso, preliminarmente, e de ofício, eventual nulidade – decorrente da utilização do writ em substituição ao recurso especial cabível, bem como da não observância do princípio da colegialidade - da decisão da Ministra Marilza Maynard, que deixou de submeter o mérito do habeas corpus à análise do colegiado respectivo. Ressalto que, com base no art. 38 da Lei nº 8.038/90 e no art. 21, § 1º, do RISTF, pode o relator proferir decisão monocrática negando seguimento ao habeas corpus manifestamente incabível, improcedente ou que contrariar súmula do respectivo tribunal (nesse sentido: HC nº 93.081/SP, Relator o Ministro Menezes Direito, DJ de 28/11/07; HC nº 96.439/RS-MC, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJ de 20/10/08; HC nº 96.301/SP, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJ de 8/10/08; HC nº 96.146/DF, Relator o Ministro Cezar Peluso, DJ de 22/9/08, entre outros). Não cabe ao relator, porém, monocraticamente, examinando o mérito da causa, denegar a ordem ou negar seguimento ao writ, sob pena de indevida ofensa ao princípio da colegialidade, conforme os precedentes seguintes: “HABEAS CORPUS. DECISÃO MONOCRÁTICA PROFERIDA POR MINISTRO DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. NEGATIVA DE SEGUIMENTO AO HABEAS CORPUS ALI AJUIZADO. EXAME DO MÉRITO DA 9 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4375195. Supremo Tribunal Federal HC 115832 / SP ordinário ou extraordinário cabível não obsta sua apreciação. Precedentes. III – Writ não conhecido. Ordem concedida de ofício para anular a decisão atacada e determinar a apreciação do mérito pelo colegiado competente. Prejudicado o exame do pedido de liberdade provisória” (HC nº 116.225/SP, Segunda Turma, da relatoria do Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 28/5/13). A Relatora do pedido no STJ, por seu turno, negou seguimento à ordem monocraticamente, tendo, contudo, feito a análise de todo o mérito da impetração, ferindo, assim, o princípio da colegialidade. Assim, por ser questão prejudicial às demais, analiso, preliminarmente, e de ofício, eventual nulidade – decorrente da utilização do writ em substituição ao recurso especial cabível, bem como da não observância do princípio da colegialidade - da decisão da Ministra Marilza Maynard, que deixou de submeter o mérito do habeas corpus à análise do colegiado respectivo. Ressalto que, com base no art. 38 da Lei nº 8.038/90 e no art. 21, § 1º, do RISTF, pode o relator proferir decisão monocrática negando seguimento ao habeas corpus manifestamente incabível, improcedente ou que contrariar súmula do respectivo tribunal (nesse sentido: HC nº 93.081/SP, Relator o Ministro Menezes Direito, DJ de 28/11/07; HC nº 96.439/RS-MC, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJ de 20/10/08; HC nº 96.301/SP, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJ de 8/10/08; HC nº 96.146/DF, Relator o Ministro Cezar Peluso, DJ de 22/9/08, entre outros). Não cabe ao relator, porém, monocraticamente, examinando o mérito da causa, denegar a ordem ou negar seguimento ao writ, sob pena de indevida ofensa ao princípio da colegialidade, conforme os precedentes seguintes: “HABEAS CORPUS. DECISÃO MONOCRÁTICA PROFERIDA POR MINISTRO DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. NEGATIVA DE SEGUIMENTO AO HABEAS CORPUS ALI AJUIZADO. EXAME DO MÉRITO DA 9 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4375195. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 16 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI HC 115832 / SP IMPETRAÇÃO. OFENSA AO PRINCÍPIO DA COLEGIALIDADE. PRECEDENTES. ORDEM CONCEDIDA DE OFÍCIO. 1. A decisão singular do ministro relator no STJ, ao negar seguimento ao habeas corpus, julgou, todavia, o mérito da impetração. O que viola o princípio da colegialidade, nos termos da Lei nº 8.038/90 e do Regimento Interno do Superior Tribunal de Justiça (art. 202). Precedentes específicos: HC 90.367, da relatoria do ministro Ricardo Lewandowski (Primeira Turma); e HC 90.427, da relatoria do ministro Joaquim Barbosa (Segunda Turma). 2. Habeas corpus não conhecido, porém concedida a ordem, de ofício, tão somente para determinar que o órgão colegiado respectivo aprecie o mérito da impetração” (HC nº 97.494/SP, Primeira Turma, Relator o Ministro Ayres Britto, DJe de 4/9/09); “HABEAS CORPUS. DECISÃO MONOCRÁTICA DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA QUE DENEGA HABEAS CORPUS. ALEGAÇÃO DE OFENSA AO PRINCÍPIO DA COLEGIALIDADE. EXAME DE MÉRITO INCABÍVEL. HABEAS CORPUS PARCIALMENTE DEFERIDO. Decisão singular que, examinando o mérito da causa, usurpa as funções do colegiado e denega de pronto o writ. Ofensa ao princípio da colegialidade, nos termos do Regimento Interno do Superior Tribunal de Justiça. Habeas corpus parcialmente deferido” (HC nº 90.427/GO, Segunda Turma, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJ de 1º/2/08); “PENAL. PROCESSUAL PENAL. HABEAS CORPUS. DECISÃO TERMINATIVA PROFERIDA MONOCRATICAMENTE PELO TRIBUNAL A QUO. INADMISSIBILIDADE. DEVIDO PROCESSO LEGAL. INOBSERVÂNCIA. ORDEM CONCEDIDA DE OFÍCIO. I - O habeas corpus deve ser apresentado ao colegiado após seu regular processamento, sendo indevida a decisão monocrática terminativa depois de apreciado o pedido liminar e oferecido o parecer do Ministério Público. II - HC concedido de ofício para 10 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4375195. Supremo Tribunal Federal HC 115832 / SP IMPETRAÇÃO. OFENSA AO PRINCÍPIO DA COLEGIALIDADE. PRECEDENTES. ORDEM CONCEDIDA DE OFÍCIO. 1. A decisão singular do ministro relator no STJ, ao negar seguimento ao habeas corpus, julgou, todavia, o mérito da impetração. O que viola o princípio da colegialidade, nos termos da Lei nº 8.038/90 e do Regimento Interno do Superior Tribunal de Justiça (art. 202). Precedentes específicos: HC 90.367, da relatoria do ministro Ricardo Lewandowski (Primeira Turma); e HC 90.427, da relatoria do ministro Joaquim Barbosa (Segunda Turma). 2. Habeas corpus não conhecido, porém concedida a ordem, de ofício, tão somente para determinar que o órgão colegiado respectivo aprecie o mérito da impetração” (HC nº 97.494/SP, Primeira Turma, Relator o Ministro Ayres Britto, DJe de 4/9/09); “HABEAS CORPUS. DECISÃO MONOCRÁTICA DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA QUE DENEGA HABEAS CORPUS. ALEGAÇÃO DE OFENSA AO PRINCÍPIO DA COLEGIALIDADE. EXAME DE MÉRITO INCABÍVEL. HABEAS CORPUS PARCIALMENTE DEFERIDO. Decisão singular que, examinando o mérito da causa, usurpa as funções do colegiado e denega de pronto o writ. Ofensa ao princípio da colegialidade, nos termos do Regimento Interno do Superior Tribunal de Justiça. Habeas corpus parcialmente deferido” (HC nº 90.427/GO, Segunda Turma, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJ de 1º/2/08); “PENAL. PROCESSUAL PENAL. HABEAS CORPUS. DECISÃO TERMINATIVA PROFERIDA MONOCRATICAMENTE PELO TRIBUNAL A QUO. INADMISSIBILIDADE. DEVIDO PROCESSO LEGAL. INOBSERVÂNCIA. ORDEM CONCEDIDA DE OFÍCIO. I - O habeas corpus deve ser apresentado ao colegiado após seu regular processamento, sendo indevida a decisão monocrática terminativa depois de apreciado o pedido liminar e oferecido o parecer do Ministério Público. II - HC concedido de ofício para 10 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4375195. Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 16 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI HC 115832 / SP anular a decisão atacada e determinar a apreciação do mérito pela autoridade impetrada. III - Pedido não-conhecido. IV - HC concedido de ofício” (HC nº 90.367/SE, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJ de 19/10/07). No mesmo sentido: HC nº 101.517/RS, Primeira Turma, de minha relatoria, DJe de 24/11/10; HC nº 97.938/SP, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 7/8/09; HC nº 95.876/RJ, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 17/4/09; e HC nº 95.173/TO, Primeira Turma, Relator o Ministro Menezes Direito, DJe de 13/2/09, entre outros. No caso presente, como já explicitado, embora tenha negado seguimento à impetração, na realidade, a eminente Relatora examinou o mérito do writ, concluindo pela sua improcedência, o que, na realidade, importou em verdadeira denegação da ordem. Tenho, assim, que o caso é de flagrante violação do princípio da colegialidade, com todas as suas consequências jurídicas, pelo que entendo ser o caso da concessão de ordem de ofício para cassar a decisão proferida pela Ministra Marilza Maynard, Relatora do HC nº 257.365/SP, e determinar que o writ seja levado a órgão colegiado para a devida apreciação do mérito. Ante o exposto, julgo extinto o habeas corpus, mas concedo a ordem de ofício. É como voto. 11 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4375195. Supremo Tribunal Federal HC 115832 / SP anular a decisão atacada e determinar a apreciação do mérito pela autoridade impetrada. III - Pedido não-conhecido. IV - HC concedido de ofício” (HC nº 90.367/SE, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJ de 19/10/07). No mesmo sentido: HC nº 101.517/RS, Primeira Turma, de minha relatoria, DJe de 24/11/10; HC nº 97.938/SP, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 7/8/09; HC nº 95.876/RJ, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 17/4/09; e HC nº 95.173/TO, Primeira Turma, Relator o Ministro Menezes Direito, DJe de 13/2/09, entre outros. No caso presente, como já explicitado, embora tenha negado seguimento à impetração, na realidade, a eminente Relatora examinou o mérito do writ, concluindo pela sua improcedência, o que, na realidade, importou em verdadeira denegação da ordem. Tenho, assim, que o caso é de flagrante violação do princípio da colegialidade, com todas as suas consequências jurídicas, pelo que entendo ser o caso da concessão de ordem de ofício para cassar a decisão proferida pela Ministra Marilza Maynard, Relatora do HC nº 257.365/SP, e determinar que o writ seja levado a órgão colegiado para a devida apreciação do mérito. Ante o exposto, julgo extinto o habeas corpus, mas concedo a ordem de ofício. É como voto. 11 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4375195. Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 16 Extrato de Ata - 25/06/2013 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 115.832 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI PACTE.(S) : ODAIR BERNADELLI TOMAZ IMPTE.(S) : RONALDO CAMILO E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) : RELATORA DO HC Nº 257.365 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma julgou extinta a ordem de habeas corpus por inadequação da via processual, mas a concedeu, de ofício, nos termos do voto do Relator. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Marco Aurélio. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 25.6.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Subprocurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4306868 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 115.832 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI PACTE.(S) : ODAIR BERNADELLI TOMAZ IMPTE.(S) : RONALDO CAMILO E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) : RELATORA DO HC Nº 257.365 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma julgou extinta a ordem de habeas corpus por inadequação da via processual, mas a concedeu, de ofício, nos termos do voto do Relator. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Marco Aurélio. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 25.6.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Subprocurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4306868 Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 16
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=4395220
2013-06-25T00:00:00
2013-08-28T00:00:00
A Turma julgou extinta a ordem de habeas corpus por inadequação da via processual, mas a concedeu, de ofício, nos termos do voto do Relator. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Marco Aurélio. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 25.6.2013.
HABEAS CORPUS
EMENTA Habeas corpus. Estelionato (CP, art. 171). Decisão monocrática do relator do habeas corpus no Superior Tribunal de Justiça a ele negando seguimento, por se tratar de sucedâneo de recurso especial cabível. Impossibilidade. Análise, ademais, do mérito da impetração. Ofensa ao princípio da colegialidade. Precedentes da Suprema Corte. Writ extinto. Ordem concedida de ofício. 1. Não tem esta Suprema Corte admitido a rejeição liminar da impetração pelo relator a pretexto de cuidar-se de substitutivo de recurso especial cabível (HC nº 115.715/CE, Primeira Turma, Rel. p/ o ac. o Min. Marco Aurélio, j. em 11/6/13). 2. O princípio da colegialidade assentado pela Suprema Corte, por seu turno, igualmente não autoriza o relator a negar seguimento ao habeas corpus enfrentando diretamente o mérito da impetração. 3. Habeas corpus extinto. 4. Ordem concedida de ofício.
sjur239895
- Acórdão(s) citado(s): (HC, SUBSTITUIÇÃO, RECURSO ESPECIAL) HC 115715. (RHC, CONTRARIEDADE, DECISÃO MONOCRÁTICA) RHC 107877 (1ªT), HC 110118 (2ªT), HC 116225 (2ªT). (HC, PRINCÍPIO DA COLEGIALIDADE) HC 97494 (1ªT), HC 90427 (2ªT), HC 90367 (1ªT), HC 101517 (1ªT), HC 97938 (1ªT), HC 95876 (1ªT), HC 95173 (1ªT). - Decisões monocráticas citadas: (JULGAMENTO, HABEAS CORPUS, DECISÃO MONOCRÁTICA) HC 93081, HC 96439 MC, HC 96301, HC 96146. Número de páginas: 16. Análise: 23/09/2013, IVA.
DIAS TOFFOLI
Primeira Turma
115832
[ "LEG-FED LEI-008038 ANO-1990\n ART-00038\n LEI ORDINÁRIA\n\n", "LEG-FED DEL-002848 ANO-1940\n ART-00171\n CP-1940 CÓDIGO PENAL\n\n", "LEG-FED RGI ANO-1980\n ART-00021 PAR-00001\n RISTF-1980 REGIMENTO INTERNO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL" ]
HC
acordaos
HC 115832
[ "" ]
PACTE.(S) : ODAIR BERNADELLI TOMAZ IMPTE.(S) : RONALDO CAMILO E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) : RELATORA DO HC Nº 257.365 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
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Ementa e Acórdão 25/06/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 115.832 SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI PACTE.(S) :ODAIR BERNADELLI TOMAZ IMPTE.(S) :RONALDO CAMILO E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) :RELATORA DO HC n 257.365 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA EMENTA Habeas corpus. Estelionato (Código Penal Brasileiro, art. 171). Decisão monocrática do relator do habeas corpus no Superior Tribunal de Justiça a ele negando seguimento, por se tratar de sucedâneo de recurso especial cabível. Impossibilidade. Análise, ademais, do mérito da impetração. Ofensa ao princípio da colegialidade. Precedentes da Suprema Corte. Writ extinto. Ordem concedida de ofício. 1. Não tem esta Suprema Corte admitido a rejeição liminar da impetração pelo relator a pretexto de cuidar-se de substitutivo de recurso especial cabível (HC n 115.715/CE, Primeira Turma, Rel. p/ o ac. o Min. Marco Aurélio, j. em 11/6/13). 2. O princípio da colegialidade assentado pela Suprema Corte, por seu turno, igualmente não autoriza o relator a negar seguimento ao habeas corpus enfrentando diretamente o mérito da impetração. 3. Habeas corpus extinto. 4. Ordem concedida de ofício. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em julgar extinta a ordem de habeas corpus, por inadequação da via processual, concedendo, no entanto, ordem de ofício, nos termos do voto do Relator. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4381129. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 16 Ementa e Acórdão HC 115832 / SP Brasília, 25 de junho de 2013. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4381129. Supremo Tribunal Federal HC 115832 / SP Brasília, 25 de junho de 2013. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4381129. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 16 Relatório 25/06/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 115.832 SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI PACTE.(S) :ODAIR BERNADELLI TOMAZ IMPTE.(S) :RONALDO CAMILO E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) :RELATORA DO HC n 257.365 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Habeas corpus, com pedido de liminar, impetrado pelos advogados Ronaldo Camilo e Elichielli Gabrielli Perilis em favor de Odair Bernardelli Tomaz, apontando como autoridade coatora a Ministra Marilza Maynard, do Superior Tribunal de Justiça, que indeferiu liminarmente a inicial do HC n 257.365/SP impetrado àquela Corte. Sustentam os impetrantes, em síntese, ausência do elemento subjetivo do tipo penal pelo qual restou condenado o paciente (estelionato), qual seja, o dolo. Entendem que a ausência do dolo na prática da conduta, aliado ao fato de estar demonstrado que a dívida por ele contraída seria referente a contratos de compra e venda, seria suficiente para atestar sua absolvição. Asseveram, ainda, que a presença de circunstâncias judiciais favoráveis ao paciente lhe permite iniciar o cumprimento da pena em regime aberto, considerando a pena de 2 (dois) anos e 11 (onze) meses de reclusão que lhe foi imposta. Requerem o deferimento de liminar para, desde logo, assegurar ao paciente o início do cumprimento de sua pena em regime aberto. No mérito, pedem a concessão de ordem para que o paciente seja absolvido do ilícito a ele imputado, ou seja, para que seja confirmado o pedido liminar. Em 20/11/12, ausentes os pressupostos legais, indeferi a medida liminar pleiteada e, estando a impetração instruída com elementos suficientes à análise da controvérsia, dispensei as informações da Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4375194. Supremo Tribunal Federal 25/06/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 115.832 SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI PACTE.(S) :ODAIR BERNADELLI TOMAZ IMPTE.(S) :RONALDO CAMILO E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) :RELATORA DO HC n 257.365 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Habeas corpus, com pedido de liminar, impetrado pelos advogados Ronaldo Camilo e Elichielli Gabrielli Perilis em favor de Odair Bernardelli Tomaz, apontando como autoridade coatora a Ministra Marilza Maynard, do Superior Tribunal de Justiça, que indeferiu liminarmente a inicial do HC n 257.365/SP impetrado àquela Corte. Sustentam os impetrantes, em síntese, ausência do elemento subjetivo do tipo penal pelo qual restou condenado o paciente (estelionato), qual seja, o dolo. Entendem que a ausência do dolo na prática da conduta, aliado ao fato de estar demonstrado que a dívida por ele contraída seria referente a contratos de compra e venda, seria suficiente para atestar sua absolvição. Asseveram, ainda, que a presença de circunstâncias judiciais favoráveis ao paciente lhe permite iniciar o cumprimento da pena em regime aberto, considerando a pena de 2 (dois) anos e 11 (onze) meses de reclusão que lhe foi imposta. Requerem o deferimento de liminar para, desde logo, assegurar ao paciente o início do cumprimento de sua pena em regime aberto. No mérito, pedem a concessão de ordem para que o paciente seja absolvido do ilícito a ele imputado, ou seja, para que seja confirmado o pedido liminar. Em 20/11/12, ausentes os pressupostos legais, indeferi a medida liminar pleiteada e, estando a impetração instruída com elementos suficientes à análise da controvérsia, dispensei as informações da Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4375194. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 16 Relatório HC 115832 / SP autoridade apontada como coatora, solicitando-as, contudo, ao Juízo de Direito da 1... Vara Criminal da Comarca de Jacareí/SP, que as prestou devidamente (anexo de instrução 110). O Ministério Público Federal, em parecer da lavra do ilustre Subprocurador-Geral da República Dr. Mario José Gisi manifestou-se pelo não conhecimento da impetração e, caso dela se conheça, pela denegação da ordem (anexo de instrução 111). É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4375194. Supremo Tribunal Federal HC 115832 / SP autoridade apontada como coatora, solicitando-as, contudo, ao Juízo de Direito da 1... Vara Criminal da Comarca de Jacareí/SP, que as prestou devidamente (anexo de instrução 110). O Ministério Público Federal, em parecer da lavra do ilustre Subprocurador-Geral da República Dr. Mario José Gisi manifestou-se pelo não conhecimento da impetração e, caso dela se conheça, pela denegação da ordem (anexo de instrução 111). É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4375194. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 16 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI 25/06/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 115.832 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Conforme relatado, volta-se esta impetração contra ato da Ministra Marilza Maynard, do Superior Tribunal de Justiça, que indeferiu liminarmente a inicial do HC n 257.365/SP impetrado àquela Corte, por ter sido ele manejado como substitutivo do recurso especial constitucionalmente previsto. Transcrevo o teor daquela decisão: “Trata-se de ‘habeas corpus’ substitutivo de recurso especial, com pedido de liminar, impetrado em favor de ODAIR BERNADELLI TOMAZ contra acórdão do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo. Consta dos autos que o Tribunal de origem deu parcial provimento à apelação ministerial e fixou o regime inicial fechado para o cumprimento da pena de 2 (dois) anos, 11 (onze) meses e 16 (dezesseis) dias de reclusão, mais 26 (vinte e seis) dias-multa, imposta pela prática do crime previsto no art. 171, ‘caput’, c/c os artigos 29, caput, e 71, todos do Código Penal, conforme acórdão de fls. 230/248. No Superior Tribunal Justiça pretende o impetrante a concessão de liminar para ‘determinar a reforma da sentença proferida pelo MM. Juiz da 1... Vara Criminal da Comarca de Jacareí, que condenou o paciente a cumprir pena no regime fechado’ (fl. 34) e, no mérito, ‘seja conhecido e após apreciação das provas seja concedida a ordem do presente recurso de habeas corpus e desconstituir a r. Sentença, onde o MM Juiz Monocrático condenou o paciente à pena de 2 (dois) anos e 11 (onze) meses de reclusão e 16 (dezesseis) dias, mais multa, e fixou o regime inicial fechado para o início do cumprimento da pena, pois, como demonstrado pelo paciente o mesmo deve ser Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4375195. Supremo Tribunal Federal 25/06/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 115.832 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Conforme relatado, volta-se esta impetração contra ato da Ministra Marilza Maynard, do Superior Tribunal de Justiça, que indeferiu liminarmente a inicial do HC n 257.365/SP impetrado àquela Corte, por ter sido ele manejado como substitutivo do recurso especial constitucionalmente previsto. Transcrevo o teor daquela decisão: “Trata-se de ‘habeas corpus’ substitutivo de recurso especial, com pedido de liminar, impetrado em favor de ODAIR BERNADELLI TOMAZ contra acórdão do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo. Consta dos autos que o Tribunal de origem deu parcial provimento à apelação ministerial e fixou o regime inicial fechado para o cumprimento da pena de 2 (dois) anos, 11 (onze) meses e 16 (dezesseis) dias de reclusão, mais 26 (vinte e seis) dias-multa, imposta pela prática do crime previsto no art. 171, ‘caput’, c/c os artigos 29, caput, e 71, todos do Código Penal, conforme acórdão de fls. 230/248. No Superior Tribunal Justiça pretende o impetrante a concessão de liminar para ‘determinar a reforma da sentença proferida pelo MM. Juiz da 1... Vara Criminal da Comarca de Jacareí, que condenou o paciente a cumprir pena no regime fechado’ (fl. 34) e, no mérito, ‘seja conhecido e após apreciação das provas seja concedida a ordem do presente recurso de habeas corpus e desconstituir a r. Sentença, onde o MM Juiz Monocrático condenou o paciente à pena de 2 (dois) anos e 11 (onze) meses de reclusão e 16 (dezesseis) dias, mais multa, e fixou o regime inicial fechado para o início do cumprimento da pena, pois, como demonstrado pelo paciente o mesmo deve ser Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4375195. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 16 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI HC 115832 / SP absolvido de tais increpações’ (fl. 35). Caso mantida a condenação, requer seja fixado o regime aberto para o início do cumprimento da pena. É o relatório. Decido. Inicialmente, verifico a inadequação da via eleita. Segundo dispõe o art. 105 da Constituição Federal, compete ao Superior Tribunal de Justiça tão-somente julgar, originariamente, o ’habeas corpus’ quando o coator ou paciente for os Governadores dos Estados e do Distrito Federal, os desembargadores dos Tribunais de Justiça dos Estados e do Distrito Federal, os membros dos Tribunais de Contas dos Estados e do Distrito Federal, os dos Tribunais Regionais Federais, dos Tribunais Regionais Eleitorais e do Trabalho, os membros dos Conselhos ou Tribunais de Contas dos Municípios e os do Ministério Público da União que oficiem perante tribunais, ou quando o coator for tribunal sujeito à sua jurisdição, Ministro de Estado ou Comandante da Marinha, do Exército ou da Aeronáutica, ressalvada a competência da Justiça Eleitoral. No entanto, possivelmente com a intenção de proteger o cidadão contra abusos e arbitrariedades do Estado, o cabimento do ‘habeas corpus’ foi sendo, paulatinamente, ampliado pela jurisprudência, passando a substituir outros recursos constitucionais. Assim, notadamente por se tratar de um remédio heróico despido de quaisquer requisitos processuais, a impetração do ‘habeas corpus’ como substitutivo do recurso ordinário e do recurso especial passou a ser a regra. Ocorre que, recentemente, o e. Supremo Tribunal Federal, pela sua Primeira Turma, visando combater o excessivo alargamento da admissibilidade da ação constitucional do habeas corpus pelos Tribunais, passou a adotar orientação no sentido de não mais admiti-lo quando substitutivo de recurso ordinário. Confira-se: 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4375195. Supremo Tribunal Federal HC 115832 / SP absolvido de tais increpações’ (fl. 35). Caso mantida a condenação, requer seja fixado o regime aberto para o início do cumprimento da pena. É o relatório. Decido. Inicialmente, verifico a inadequação da via eleita. Segundo dispõe o art. 105 da Constituição Federal, compete ao Superior Tribunal de Justiça tão-somente julgar, originariamente, o ’habeas corpus’ quando o coator ou paciente for os Governadores dos Estados e do Distrito Federal, os desembargadores dos Tribunais de Justiça dos Estados e do Distrito Federal, os membros dos Tribunais de Contas dos Estados e do Distrito Federal, os dos Tribunais Regionais Federais, dos Tribunais Regionais Eleitorais e do Trabalho, os membros dos Conselhos ou Tribunais de Contas dos Municípios e os do Ministério Público da União que oficiem perante tribunais, ou quando o coator for tribunal sujeito à sua jurisdição, Ministro de Estado ou Comandante da Marinha, do Exército ou da Aeronáutica, ressalvada a competência da Justiça Eleitoral. No entanto, possivelmente com a intenção de proteger o cidadão contra abusos e arbitrariedades do Estado, o cabimento do ‘habeas corpus’ foi sendo, paulatinamente, ampliado pela jurisprudência, passando a substituir outros recursos constitucionais. Assim, notadamente por se tratar de um remédio heróico despido de quaisquer requisitos processuais, a impetração do ‘habeas corpus’ como substitutivo do recurso ordinário e do recurso especial passou a ser a regra. Ocorre que, recentemente, o e. Supremo Tribunal Federal, pela sua Primeira Turma, visando combater o excessivo alargamento da admissibilidade da ação constitucional do habeas corpus pelos Tribunais, passou a adotar orientação no sentido de não mais admiti-lo quando substitutivo de recurso ordinário. Confira-se: 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4375195. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 16 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI HC 115832 / SP ‘HABEAS CORPUS’ – JULGAMENTO POR TRIBUNAL SUPERIOR – IMPUGNAÇÃO. A teor do disposto no artigo 102, inciso II, alínea ‘a’, da Constituição Federal, contra decisão, proferida em processo revelador de habeas corpus, a implicar a não concessão da ordem, cabível é o recurso ordinário. Evolução quanto à admissibilidade do substitutivo do habeas corpus. PROCESSO-CRIME – DILIGÊNCIAS – INADEQUAÇÃO. Uma vez inexistente base para o implemento de diligências, cumpre ao Juízo, na condução do processo, indeferi-las.’ (HC 109.956/PR, Rel. Min. Marco Aurélio, DJe de 11.9.2012) Em sequência, no julgamento do HC 104.045/RJ, na sessão do dia 28.8.2012, da relatoria da Exma. Ministra Rosa Weber, a aludida Turma julgadora foi além entendendo não mais ser cabível habeas corpus ‘como substitutivo de recurso no processo penal’. Por oportuno, transcrevo os seguintes excertos do julgado, ‘in verbis’: ‘A preservação da racionalidade do sistema processual e recursal, bem como a necessidade de atacar a sobrecarga dos Tribunais recursais e superiores, desta forma reduzindo a morosidade processual e assegurando uma melhor prestação jurisdicional e a razoável duração do processo, aconselham seja retomada a função constitucional do ‘habeas corpus’, sem o seu emprego como substitutivo de recurso no processo penal.’ Sobre os feitos já ajuizados destacou, ‘litteris’: ‘Como a não admissão do ‘habeas corpus’ como substitutivo do recurso ordinário constitucional representa guinada da jurisprudência desta Corte, entendo que, quanto os’ habeas corpus’ já impetrados, impõem-se o exame da questão de fundo, uma vez que possível o 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4375195. Supremo Tribunal Federal HC 115832 / SP ‘HABEAS CORPUS’ – JULGAMENTO POR TRIBUNAL SUPERIOR – IMPUGNAÇÃO. A teor do disposto no artigo 102, inciso II, alínea ‘a’, da Constituição Federal, contra decisão, proferida em processo revelador de habeas corpus, a implicar a não concessão da ordem, cabível é o recurso ordinário. Evolução quanto à admissibilidade do substitutivo do habeas corpus. PROCESSO-CRIME – DILIGÊNCIAS – INADEQUAÇÃO. Uma vez inexistente base para o implemento de diligências, cumpre ao Juízo, na condução do processo, indeferi-las.’ (HC 109.956/PR, Rel. Min. Marco Aurélio, DJe de 11.9.2012) Em sequência, no julgamento do HC 104.045/RJ, na sessão do dia 28.8.2012, da relatoria da Exma. Ministra Rosa Weber, a aludida Turma julgadora foi além entendendo não mais ser cabível habeas corpus ‘como substitutivo de recurso no processo penal’. Por oportuno, transcrevo os seguintes excertos do julgado, ‘in verbis’: ‘A preservação da racionalidade do sistema processual e recursal, bem como a necessidade de atacar a sobrecarga dos Tribunais recursais e superiores, desta forma reduzindo a morosidade processual e assegurando uma melhor prestação jurisdicional e a razoável duração do processo, aconselham seja retomada a função constitucional do ‘habeas corpus’, sem o seu emprego como substitutivo de recurso no processo penal.’ Sobre os feitos já ajuizados destacou, ‘litteris’: ‘Como a não admissão do ‘habeas corpus’ como substitutivo do recurso ordinário constitucional representa guinada da jurisprudência desta Corte, entendo que, quanto os’ habeas corpus’ já impetrados, impõem-se o exame da questão de fundo, uma vez que possível o 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4375195. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 16 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI HC 115832 / SP concessão de ‘habeas corpus’ de ofício diante de flagrante ilegalidade ou arbitrariedade.’ A ementa do aresto restou assim sintetizada: ‘EMENTA ‘HABEAS CORPUS’. PROCESSO PENAL. HISTÓRICO. VULGARIZAÇÃO E DESVIRTUAMENTO. SEQUESTRO. DOSIMETRIA. AUSÊNCIA DE DEMONSTRAÇÃO DE ILEGALIDADE OU ARBITRARIEDADE. 1. O ‘habeas corpus’ tem uma rica história, constituindo garantia fundamental do cidadão. Ação constitucional que é, não pode ser amesquinhado, mas também não é passível de vulgarização, sob pena de restar descaracterizado como remédio heroico. Contra a denegação de habeas corpus por Tribunal Superior prevê a Constituição Federal remédio jurídico expresso, o recurso ordinário. Diante da dicção do art. 102, II, a, da Constituição da República, a impetração de novo habeas corpus em caráter substitutivo escamoteia o instituto recursal próprio, em manifesta burla ao preceito constitucional. Precedente da Primeira Turma desta Suprema Corte. 2. A dosimetria da pena submete-se a certa discricionariedade judicial. O Código Penal não estabelece rígidos esquemas matemáticos ou regras absolutamente objetivas para a fixação da pena. Cabe às instâncias ordinárias, mais próximas dos fatos e das provas, fixar as penas. Às Cortes Superiores, no exame da dosimetria das penas em grau recursal, compete precipuamente o controle da legalidade e da constitucionalidade dos critérios empregados, com a correção apenas de eventuais discrepâncias gritantes e arbitrárias nas frações de aumento ou diminuição adotadas pelas instâncias anteriores. 3. Assim como a concorrência de vetoriais negativas 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4375195. Supremo Tribunal Federal HC 115832 / SP concessão de ‘habeas corpus’ de ofício diante de flagrante ilegalidade ou arbitrariedade.’ A ementa do aresto restou assim sintetizada: ‘EMENTA ‘HABEAS CORPUS’. PROCESSO PENAL. HISTÓRICO. VULGARIZAÇÃO E DESVIRTUAMENTO. SEQUESTRO. DOSIMETRIA. AUSÊNCIA DE DEMONSTRAÇÃO DE ILEGALIDADE OU ARBITRARIEDADE. 1. O ‘habeas corpus’ tem uma rica história, constituindo garantia fundamental do cidadão. Ação constitucional que é, não pode ser amesquinhado, mas também não é passível de vulgarização, sob pena de restar descaracterizado como remédio heroico. Contra a denegação de habeas corpus por Tribunal Superior prevê a Constituição Federal remédio jurídico expresso, o recurso ordinário. Diante da dicção do art. 102, II, a, da Constituição da República, a impetração de novo habeas corpus em caráter substitutivo escamoteia o instituto recursal próprio, em manifesta burla ao preceito constitucional. Precedente da Primeira Turma desta Suprema Corte. 2. A dosimetria da pena submete-se a certa discricionariedade judicial. O Código Penal não estabelece rígidos esquemas matemáticos ou regras absolutamente objetivas para a fixação da pena. Cabe às instâncias ordinárias, mais próximas dos fatos e das provas, fixar as penas. Às Cortes Superiores, no exame da dosimetria das penas em grau recursal, compete precipuamente o controle da legalidade e da constitucionalidade dos critérios empregados, com a correção apenas de eventuais discrepâncias gritantes e arbitrárias nas frações de aumento ou diminuição adotadas pelas instâncias anteriores. 3. Assim como a concorrência de vetoriais negativas 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4375195. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 16 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI HC 115832 / SP do art. 59 do Código Penal autoriza pena base bem acima da mínima legal, a existência de uma única, desde que de especial gravidade, também autoriza a exasperação da pena, a despeito de neutras as demais vetoriais. 4. A fixação do regime inicial de cumprimento da pena não está condicionada somente ao quantum da reprimenda, mas também ao exame das circunstâncias judiciais do artigo 59 do Código Penal, conforme remissão do art. 33, §3..., do mesmo diploma legal. Precedentes 5. Não se presta o ‘habeas corpus’, enquanto não permite ampla avaliação e valoração das provas, ao reexame do conjunto fático-probatório determinante da fixação das penas. 6. ‘Habeas corpus’ rejeitado’ (HC 104.045/RJ, Rel. Ministra Rosa Weber, DJe de 6.9.2012). Assim, seguindo esta nova orientação da e. Suprema Corte, verifico que, ‘in casu’, trata-se de ‘habeas corpus’ substitutivo de recurso especial, razão pela qual deixo de conhecer o presente ‘writ’. Acrescente-se, ainda, o fato de que é pacífico o entendimento desta Corte Superior no sentido de que não há como conhecer do pedido de absolvição em sede da habeas corpus, pois para se desconstituir as conclusões a que chegaram as instâncias ordinárias, mostra-se necessário o reexame aprofundado dos fatos e provas juntadas aos autos, procedimento incompatível com os estreitos limites do remédio constitucional, que é caracterizado pelo rito célere e por comportar dilação probatória. Vejam-se os precedentes de ambas as Turmas que julgam a matéria criminal no Superior Tribunal de Justiça: ‘HABEAS CORPUS’. EXTORSÃO MEDIANTE SEQUESTRO. USO DE DOCUMENTO FALSO. CONDENAÇÃO CONFIRMADA EM GRAU DE APELAÇÃO. VIA INDEVIDAMENTE UTILIZADA EM 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4375195. Supremo Tribunal Federal HC 115832 / SP do art. 59 do Código Penal autoriza pena base bem acima da mínima legal, a existência de uma única, desde que de especial gravidade, também autoriza a exasperação da pena, a despeito de neutras as demais vetoriais. 4. A fixação do regime inicial de cumprimento da pena não está condicionada somente ao quantum da reprimenda, mas também ao exame das circunstâncias judiciais do artigo 59 do Código Penal, conforme remissão do art. 33, §3..., do mesmo diploma legal. Precedentes 5. Não se presta o ‘habeas corpus’, enquanto não permite ampla avaliação e valoração das provas, ao reexame do conjunto fático-probatório determinante da fixação das penas. 6. ‘Habeas corpus’ rejeitado’ (HC 104.045/RJ, Rel. Ministra Rosa Weber, DJe de 6.9.2012). Assim, seguindo esta nova orientação da e. Suprema Corte, verifico que, ‘in casu’, trata-se de ‘habeas corpus’ substitutivo de recurso especial, razão pela qual deixo de conhecer o presente ‘writ’. Acrescente-se, ainda, o fato de que é pacífico o entendimento desta Corte Superior no sentido de que não há como conhecer do pedido de absolvição em sede da habeas corpus, pois para se desconstituir as conclusões a que chegaram as instâncias ordinárias, mostra-se necessário o reexame aprofundado dos fatos e provas juntadas aos autos, procedimento incompatível com os estreitos limites do remédio constitucional, que é caracterizado pelo rito célere e por comportar dilação probatória. Vejam-se os precedentes de ambas as Turmas que julgam a matéria criminal no Superior Tribunal de Justiça: ‘HABEAS CORPUS’. EXTORSÃO MEDIANTE SEQUESTRO. USO DE DOCUMENTO FALSO. CONDENAÇÃO CONFIRMADA EM GRAU DE APELAÇÃO. VIA INDEVIDAMENTE UTILIZADA EM 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4375195. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 16 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI HC 115832 / SP SUBSTITUIÇÃO A RECURSO ESPECIAL. ABSOLVIÇÃO. EXAME DAS PROVAS. INVIABILIDADE. NÃO CONHECIMENTO. 1. Mostra-se inadequado e descabido o manejo de habeas corpus em substituição ao recurso especial cabível. 2. É imperiosa a necessidade de racionalização do ‘writ’, a bem de se prestigiar a lógica do sistema recursal, devendo ser observada sua função constitucional, de sanar ilegalidade ou abuso de poder que resulte em coação ou ameaça à liberdade de locomoção. 3. ‘O habeas corpus é garantia fundamental que não pode ser vulgarizada, sob pena de sua descaracterização como remédio heróico, e seu emprego não pode servir a escamotear o instituto recursal previsto no texto da Constituição’ (Supremo Tribunal Federal, HC 104.045/RJ). 4. Hipótese em que a ausência de recurso ensejou o trânsito em julgado da condenação para a Defesa. E não se mostra possível, nesta sede, avaliar o pedido de absolvição, providência que demandaria o revolvimento fático-probatório. 5. ‘Habeas corpus’ não conhecido.’ (HC 131.659/SP, Rel. Ministra MARIA THEREZA DE ASSIS MOURA, 6... TURMA, DJe 1.../10/2012) (...) Em relação ao pedido de fixação do regime inicial aberto, inexiste o alegado constrangimento ilegal a ser aqui corrigido, pois colhe-se dos autos que o regime fechado foi corretamente aplicado diante das peculiaridades do caso concreto em que se trata de condenação imposta a réu reincidente e com a pena- base fixada acima do mínimo legal, diante da presença de circunstâncias judiciais desfavoráveis. Nesse sentido: ‘HABEAS CORPUS’. PENAL. FURTO. FIXAÇÃO 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4375195. Supremo Tribunal Federal HC 115832 / SP SUBSTITUIÇÃO A RECURSO ESPECIAL. ABSOLVIÇÃO. EXAME DAS PROVAS. INVIABILIDADE. NÃO CONHECIMENTO. 1. Mostra-se inadequado e descabido o manejo de habeas corpus em substituição ao recurso especial cabível. 2. É imperiosa a necessidade de racionalização do ‘writ’, a bem de se prestigiar a lógica do sistema recursal, devendo ser observada sua função constitucional, de sanar ilegalidade ou abuso de poder que resulte em coação ou ameaça à liberdade de locomoção. 3. ‘O habeas corpus é garantia fundamental que não pode ser vulgarizada, sob pena de sua descaracterização como remédio heróico, e seu emprego não pode servir a escamotear o instituto recursal previsto no texto da Constituição’ (Supremo Tribunal Federal, HC 104.045/RJ). 4. Hipótese em que a ausência de recurso ensejou o trânsito em julgado da condenação para a Defesa. E não se mostra possível, nesta sede, avaliar o pedido de absolvição, providência que demandaria o revolvimento fático-probatório. 5. ‘Habeas corpus’ não conhecido.’ (HC 131.659/SP, Rel. Ministra MARIA THEREZA DE ASSIS MOURA, 6... TURMA, DJe 1.../10/2012) (...) Em relação ao pedido de fixação do regime inicial aberto, inexiste o alegado constrangimento ilegal a ser aqui corrigido, pois colhe-se dos autos que o regime fechado foi corretamente aplicado diante das peculiaridades do caso concreto em que se trata de condenação imposta a réu reincidente e com a pena- base fixada acima do mínimo legal, diante da presença de circunstâncias judiciais desfavoráveis. Nesse sentido: ‘HABEAS CORPUS’. PENAL. FURTO. FIXAÇÃO 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4375195. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 16 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI HC 115832 / SP DA PENA-BASE ACIMA DO MÍNIMO LEGAL. PROPORCIONALIDADE ENTRE OS FUNDAMENTOS JUDICIAIS E A EXASPERAÇÃO DA REPRIMENDA. MOTIVAÇÃO VÁLIDA. CIRCUNSTÂNCIAS JUDICIAIS DESFAVORÁVEIS. RÉU REINCIDENTE. REGIME INICIAL FECHADO. CABIMENTO. ORDEM DENEGADA. 1. Não há constrangimento ilegal a ser sanado na via do ‘habeas corpus’, estranha ao reexame da individualização da sanção penal, quando a fixação da pena-base acima do mínimo legal, de forma fundamentada e proporcional, justifica-se em circunstâncias judiciais desfavoráveis. 2. A exasperação da reprimenda restou devidamente justificada nos maus antecedentes do réu, devidamente comprovados por sentenças condenatórias transitadas em julgado, que não foram utilizadas para configurar a reincidência. 3. Correta a fixação do regime inicial fechado de cumprimento de pena ao réu reincidente, que teve a pena- base fundamentadamente fixada acima do mínimo legal, ainda que condenado a pena inferior a quatro anos, dada a interpretação conjunta dos arts. 59 e 33, §§ 2... e 3., do Código Penal. 4. Ordem denegada.’ (HC 205.550/AM, Rel. Ministra LAURITA VAZ, 5... TURMA, DJe 27/03/2012) (…) Ante o exposto, nos termos do art. 210 do RISTJ, indefiro liminarmente o presente ‘habeas corpus’” (fls. 1/6 do anexo 4 – grifos da autora). De início, ressalto não se tratar, na hipótese, de habeas corpus manejado em substituição a recurso ordinário constitucional. Segundo o entendimento da Corte, “não se conhece de recurso 7 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4375195. Supremo Tribunal Federal HC 115832 / SP DA PENA-BASE ACIMA DO MÍNIMO LEGAL. PROPORCIONALIDADE ENTRE OS FUNDAMENTOS JUDICIAIS E A EXASPERAÇÃO DA REPRIMENDA. MOTIVAÇÃO VÁLIDA. CIRCUNSTÂNCIAS JUDICIAIS DESFAVORÁVEIS. RÉU REINCIDENTE. REGIME INICIAL FECHADO. CABIMENTO. ORDEM DENEGADA. 1. Não há constrangimento ilegal a ser sanado na via do ‘habeas corpus’, estranha ao reexame da individualização da sanção penal, quando a fixação da pena-base acima do mínimo legal, de forma fundamentada e proporcional, justifica-se em circunstâncias judiciais desfavoráveis. 2. A exasperação da reprimenda restou devidamente justificada nos maus antecedentes do réu, devidamente comprovados por sentenças condenatórias transitadas em julgado, que não foram utilizadas para configurar a reincidência. 3. Correta a fixação do regime inicial fechado de cumprimento de pena ao réu reincidente, que teve a pena- base fundamentadamente fixada acima do mínimo legal, ainda que condenado a pena inferior a quatro anos, dada a interpretação conjunta dos arts. 59 e 33, §§ 2... e 3., do Código Penal. 4. Ordem denegada.’ (HC 205.550/AM, Rel. Ministra LAURITA VAZ, 5... TURMA, DJe 27/03/2012) (…) Ante o exposto, nos termos do art. 210 do RISTJ, indefiro liminarmente o presente ‘habeas corpus’” (fls. 1/6 do anexo 4 – grifos da autora). De início, ressalto não se tratar, na hipótese, de habeas corpus manejado em substituição a recurso ordinário constitucional. Segundo o entendimento da Corte, “não se conhece de recurso 7 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4375195. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 16 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI HC 115832 / SP ordinário em habeas corpus contra decisão monocrática proferida no Superior Tribunal de Justiça” (RHC n 107.877/SP, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 19/10/11). Tampouco tem esta Suprema Corte admitido a rejeição liminar da impetração pelo relator a pretexto de se cuidar de substitutivo de recurso especial cabível, como se deu na espécie (HC n 115.715/CE, Primeira Turma, Relator para o acórdão o Ministro Marco Aurélio, j. em 11/6/13). Nesse mesmo sentido vai o entendimento da Segunda Turma da Corte: “Criminal. Impetração de habeas corpus substitutivo de recurso especial. Admissibilidade. Peculiaridades do caso concreto. Concessão da ordem. O eventual cabimento de recurso especial não constitui óbice à impetração de habeas corpus, desde que o direito-fim se identifique direta e imediatamente com a liberdade de locomoção física do paciente. Habeas corpus concedido, para que o Superior Tribunal de Justiça conheça e aprecie o mérito do HC 176.122/MS” (HC 110.1184/MS, Segunda Turma, da relatoria do Min. Joaquim Barbosa, DJe de 8/8/12); “HABEAS CORPUS. CONSTITUCIONAL. PENAL. DECISÃO MONOCRÁTICA QUE INDEFERE LIMINARMENTE WRIT MANEJADO NO Superior Tribunal de Justiça. WRIT NÃO CONHECIDO. UTILIZAÇÃO DO HC COMO SUCEDÂNEO DE RECURSO ORDINÁRIO OU EXTRAORDINÁRIO CABÍVEL. POSSIBILIDADE. ORDEM CONCEDIDA DE OFÍCIO. I - No caso sob exame, verifica-se que a decisão impugnada foi proferida monocraticamente. Desse modo, o pleito não pode ser conhecido, sob pena de indevida supressão de instância e de extravasamento dos limites de competência do Supremo Tribunal Federal descritos no art. 102 da Constituição Federal, que pressupõe seja a coação praticada por Tribunal Superior. II – Esta Turma possui entendimento diverso do esposado pelo Ministro Relator do Superior Tribunal de Justiça, no sentido de que a utilização do habeas corpus como sucedâneo do recurso 8 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4375195. Supremo Tribunal Federal HC 115832 / SP ordinário em habeas corpus contra decisão monocrática proferida no Superior Tribunal de Justiça” (RHC n 107.877/SP, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 19/10/11). Tampouco tem esta Suprema Corte admitido a rejeição liminar da impetração pelo relator a pretexto de se cuidar de substitutivo de recurso especial cabível, como se deu na espécie (HC n 115.715/CE, Primeira Turma, Relator para o acórdão o Ministro Marco Aurélio, j. em 11/6/13). Nesse mesmo sentido vai o entendimento da Segunda Turma da Corte: “Criminal. Impetração de habeas corpus substitutivo de recurso especial. Admissibilidade. Peculiaridades do caso concreto. Concessão da ordem. O eventual cabimento de recurso especial não constitui óbice à impetração de habeas corpus, desde que o direito-fim se identifique direta e imediatamente com a liberdade de locomoção física do paciente. Habeas corpus concedido, para que o Superior Tribunal de Justiça conheça e aprecie o mérito do HC 176.122/MS” (HC 110.1184/MS, Segunda Turma, da relatoria do Min. Joaquim Barbosa, DJe de 8/8/12); “HABEAS CORPUS. CONSTITUCIONAL. PENAL. DECISÃO MONOCRÁTICA QUE INDEFERE LIMINARMENTE WRIT MANEJADO NO Superior Tribunal de Justiça. WRIT NÃO CONHECIDO. UTILIZAÇÃO DO HC COMO SUCEDÂNEO DE RECURSO ORDINÁRIO OU EXTRAORDINÁRIO CABÍVEL. POSSIBILIDADE. ORDEM CONCEDIDA DE OFÍCIO. I - No caso sob exame, verifica-se que a decisão impugnada foi proferida monocraticamente. Desse modo, o pleito não pode ser conhecido, sob pena de indevida supressão de instância e de extravasamento dos limites de competência do Supremo Tribunal Federal descritos no art. 102 da Constituição Federal, que pressupõe seja a coação praticada por Tribunal Superior. II – Esta Turma possui entendimento diverso do esposado pelo Ministro Relator do Superior Tribunal de Justiça, no sentido de que a utilização do habeas corpus como sucedâneo do recurso 8 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4375195. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 16 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI HC 115832 / SP ordinário ou extraordinário cabível não obsta sua apreciação. Precedentes. III – Writ não conhecido. Ordem concedida de ofício para anular a decisão atacada e determinar a apreciação do mérito pelo colegiado competente. Prejudicado o exame do pedido de liberdade provisória” (HC n 116.225/SP, Segunda Turma, da relatoria do Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 28/5/13). A Relatora do pedido no Superior Tribunal de Justiça, por seu turno, negou seguimento à ordem monocraticamente, tendo, contudo, feito a análise de todo o mérito da impetração, ferindo, assim, o princípio da colegialidade. Assim, por ser questão prejudicial às demais, analiso, preliminarmente, e de ofício, eventual nulidade – decorrente da utilização do writ em substituição ao recurso especial cabível, bem como da não observância do princípio da colegialidade - da decisão da Ministra Marilza Maynard, que deixou de submeter o mérito do habeas corpus à análise do colegiado respectivo. Ressalto que, com base no art. 38 da Lei n 8.038/90 e no art. 21, § 1..., do RISTF, pode o relator proferir decisão monocrática negando seguimento ao habeas corpus manifestamente incabível, improcedente ou que contrariar súmula do respectivo tribunal (nesse sentido: HC n 93.081/SP, Relator o Ministro Menezes Direito, DJ de 28/11/07; HC n 96.439/RS-MC, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJ de 20/10/08; HC n 96.301/SP, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJ de 8/10/08; HC n 96.146/DF, Relator o Ministro Cezar Peluso, DJ de 22/9/08, entre outros). Não cabe ao relator, porém, monocraticamente, examinando o mérito da causa, denegar a ordem ou negar seguimento ao writ, sob pena de indevida ofensa ao princípio da colegialidade, conforme os precedentes seguintes: “HABEAS CORPUS. DECISÃO MONOCRÁTICA PROFERIDA POR MINISTRO DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. NEGATIVA DE SEGUIMENTO AO HABEAS CORPUS ALI AJUIZADO. EXAME DO MÉRITO DA 9 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4375195. Supremo Tribunal Federal HC 115832 / SP ordinário ou extraordinário cabível não obsta sua apreciação. Precedentes. III – Writ não conhecido. Ordem concedida de ofício para anular a decisão atacada e determinar a apreciação do mérito pelo colegiado competente. Prejudicado o exame do pedido de liberdade provisória” (HC n 116.225/SP, Segunda Turma, da relatoria do Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 28/5/13). A Relatora do pedido no Superior Tribunal de Justiça, por seu turno, negou seguimento à ordem monocraticamente, tendo, contudo, feito a análise de todo o mérito da impetração, ferindo, assim, o princípio da colegialidade. Assim, por ser questão prejudicial às demais, analiso, preliminarmente, e de ofício, eventual nulidade – decorrente da utilização do writ em substituição ao recurso especial cabível, bem como da não observância do princípio da colegialidade - da decisão da Ministra Marilza Maynard, que deixou de submeter o mérito do habeas corpus à análise do colegiado respectivo. Ressalto que, com base no art. 38 da Lei n 8.038/90 e no art. 21, § 1..., do RISTF, pode o relator proferir decisão monocrática negando seguimento ao habeas corpus manifestamente incabível, improcedente ou que contrariar súmula do respectivo tribunal (nesse sentido: HC n 93.081/SP, Relator o Ministro Menezes Direito, DJ de 28/11/07; HC n 96.439/RS-MC, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJ de 20/10/08; HC n 96.301/SP, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJ de 8/10/08; HC n 96.146/DF, Relator o Ministro Cezar Peluso, DJ de 22/9/08, entre outros). Não cabe ao relator, porém, monocraticamente, examinando o mérito da causa, denegar a ordem ou negar seguimento ao writ, sob pena de indevida ofensa ao princípio da colegialidade, conforme os precedentes seguintes: “HABEAS CORPUS. DECISÃO MONOCRÁTICA PROFERIDA POR MINISTRO DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. NEGATIVA DE SEGUIMENTO AO HABEAS CORPUS ALI AJUIZADO. EXAME DO MÉRITO DA 9 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4375195. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 16 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI HC 115832 / SP IMPETRAÇÃO. OFENSA AO PRINCÍPIO DA COLEGIALIDADE. PRECEDENTES. ORDEM CONCEDIDA DE OFÍCIO. 1. A decisão singular do ministro relator no Superior Tribunal de Justiça, ao negar seguimento ao habeas corpus, julgou, todavia, o mérito da impetração. O que viola o princípio da colegialidade, nos termos da Lei n 8.038/90 e do Regimento Interno do Superior Tribunal de Justiça (art. 202). Precedentes específicos: HC 90.367, da relatoria do ministro Ricardo Lewandowski (Primeira Turma); e HC 90.427, da relatoria do ministro Joaquim Barbosa (Segunda Turma). 2. Habeas corpus não conhecido, porém concedida a ordem, de ofício, tão somente para determinar que o órgão colegiado respectivo aprecie o mérito da impetração” (HC n 97.494/SP, Primeira Turma, Relator o Ministro Ayres Britto, DJe de 4/9/09); “HABEAS CORPUS. DECISÃO MONOCRÁTICA DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA QUE DENEGA HABEAS CORPUS. ALEGAÇÃO DE OFENSA AO PRINCÍPIO DA COLEGIALIDADE. EXAME DE MÉRITO INCABÍVEL. HABEAS CORPUS PARCIALMENTE DEFERIDO. Decisão singular que, examinando o mérito da causa, usurpa as funções do colegiado e denega de pronto o writ. Ofensa ao princípio da colegialidade, nos termos do Regimento Interno do Superior Tribunal de Justiça. Habeas corpus parcialmente deferido” (HC n 90.427/GO, Segunda Turma, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJ de 1.../2/08); “PENAL. PROCESSUAL PENAL. HABEAS CORPUS. DECISÃO TERMINATIVA PROFERIDA MONOCRATICAMENTE PELO TRIBUNAL A QUO. INADMISSIBILIDADE. DEVIDO PROCESSO LEGAL. INOBSERVÂNCIA. ORDEM CONCEDIDA DE OFÍCIO. I - O habeas corpus deve ser apresentado ao colegiado após seu regular processamento, sendo indevida a decisão monocrática terminativa depois de apreciado o pedido liminar e oferecido o parecer do Ministério Público. II - HC concedido de ofício para 10 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4375195. Supremo Tribunal Federal HC 115832 / SP IMPETRAÇÃO. OFENSA AO PRINCÍPIO DA COLEGIALIDADE. PRECEDENTES. ORDEM CONCEDIDA DE OFÍCIO. 1. A decisão singular do ministro relator no Superior Tribunal de Justiça, ao negar seguimento ao habeas corpus, julgou, todavia, o mérito da impetração. O que viola o princípio da colegialidade, nos termos da Lei n 8.038/90 e do Regimento Interno do Superior Tribunal de Justiça (art. 202). Precedentes específicos: HC 90.367, da relatoria do ministro Ricardo Lewandowski (Primeira Turma); e HC 90.427, da relatoria do ministro Joaquim Barbosa (Segunda Turma). 2. Habeas corpus não conhecido, porém concedida a ordem, de ofício, tão somente para determinar que o órgão colegiado respectivo aprecie o mérito da impetração” (HC n 97.494/SP, Primeira Turma, Relator o Ministro Ayres Britto, DJe de 4/9/09); “HABEAS CORPUS. DECISÃO MONOCRÁTICA DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA QUE DENEGA HABEAS CORPUS. ALEGAÇÃO DE OFENSA AO PRINCÍPIO DA COLEGIALIDADE. EXAME DE MÉRITO INCABÍVEL. HABEAS CORPUS PARCIALMENTE DEFERIDO. Decisão singular que, examinando o mérito da causa, usurpa as funções do colegiado e denega de pronto o writ. Ofensa ao princípio da colegialidade, nos termos do Regimento Interno do Superior Tribunal de Justiça. Habeas corpus parcialmente deferido” (HC n 90.427/GO, Segunda Turma, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJ de 1.../2/08); “PENAL. PROCESSUAL PENAL. HABEAS CORPUS. DECISÃO TERMINATIVA PROFERIDA MONOCRATICAMENTE PELO TRIBUNAL A QUO. INADMISSIBILIDADE. DEVIDO PROCESSO LEGAL. INOBSERVÂNCIA. ORDEM CONCEDIDA DE OFÍCIO. I - O habeas corpus deve ser apresentado ao colegiado após seu regular processamento, sendo indevida a decisão monocrática terminativa depois de apreciado o pedido liminar e oferecido o parecer do Ministério Público. II - HC concedido de ofício para 10 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4375195. Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 16 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI HC 115832 / SP anular a decisão atacada e determinar a apreciação do mérito pela autoridade impetrada. III - Pedido não-conhecido. IV - HC concedido de ofício” (HC n 90.367/SE, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJ de 19/10/07). No mesmo sentido: HC n 101.517/RS, Primeira Turma, de minha relatoria, DJe de 24/11/10; HC n 97.938/SP, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 7/8/09; HC n 95.876/RJ, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 17/4/09; e HC n 95.173/TO, Primeira Turma, Relator o Ministro Menezes Direito, DJe de 13/2/09, entre outros. No caso presente, como já explicitado, embora tenha negado seguimento à impetração, na realidade, a eminente Relatora examinou o mérito do writ, concluindo pela sua improcedência, o que, na realidade, importou em verdadeira denegação da ordem. Tenho, assim, que o caso é de flagrante violação do princípio da colegialidade, com todas as suas consequências jurídicas, pelo que entendo ser o caso da concessão de ordem de ofício para cassar a decisão proferida pela Ministra Marilza Maynard, Relatora do HC n 257.365/SP, e determinar que o writ seja levado a órgão colegiado para a devida apreciação do mérito. Ante o exposto, julgo extinto o habeas corpus, mas concedo a ordem de ofício. É como voto. 11 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4375195. Supremo Tribunal Federal HC 115832 / SP anular a decisão atacada e determinar a apreciação do mérito pela autoridade impetrada. III - Pedido não-conhecido. IV - HC concedido de ofício” (HC n 90.367/SE, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJ de 19/10/07). No mesmo sentido: HC n 101.517/RS, Primeira Turma, de minha relatoria, DJe de 24/11/10; HC n 97.938/SP, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 7/8/09; HC n 95.876/RJ, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 17/4/09; e HC n 95.173/TO, Primeira Turma, Relator o Ministro Menezes Direito, DJe de 13/2/09, entre outros. No caso presente, como já explicitado, embora tenha negado seguimento à impetração, na realidade, a eminente Relatora examinou o mérito do writ, concluindo pela sua improcedência, o que, na realidade, importou em verdadeira denegação da ordem. Tenho, assim, que o caso é de flagrante violação do princípio da colegialidade, com todas as suas consequências jurídicas, pelo que entendo ser o caso da concessão de ordem de ofício para cassar a decisão proferida pela Ministra Marilza Maynard, Relatora do HC n 257.365/SP, e determinar que o writ seja levado a órgão colegiado para a devida apreciação do mérito. Ante o exposto, julgo extinto o habeas corpus, mas concedo a ordem de ofício. É como voto. 11 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4375195. Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 16 Extrato de Ata - 25/06/2013 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 115.832 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI PACTE.(S) : ODAIR BERNADELLI TOMAZ IMPTE.(S) : RONALDO CAMILO E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) : RELATORA DO HC n 257.365 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma julgou extinta a ordem de habeas corpus por inadequação da via processual, mas a concedeu, de ofício, nos termos do voto do Relator. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Marco Aurélio. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1... Turma, 25.6.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Subprocurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4306868 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 115.832 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI PACTE.(S) : ODAIR BERNADELLI TOMAZ IMPTE.(S) : RONALDO CAMILO E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) : RELATORA DO HC n 257.365 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma julgou extinta a ordem de habeas corpus por inadequação da via processual, mas a concedeu, de ofício, nos termos do voto do Relator. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Marco Aurélio. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1... Turma, 25.6.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Subprocurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4306868 Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 16
{ "JURISPRUDENCIA": [ "HABEAS CORPUS 115 . 832", "HC n 257 . 365 DO SUPERIOR", "HC n 115 . 715 / CE", "HC 115832 / SP", "HC 115832 / SP", "HABEAS CORPUS 115 . 832 SÃO", "HC n 257 . 365", "HC n 257 . 365 / SP", "HABEAS CORPUS 115 . 832", "HC n 257 . 365 / SP", "HC 115832 / SP", "HC 115832 / SP", "HABEAS CORPUS 115 . 832", "HC n 257 . 365 / SP", "HABEAS CORPUS 115 . 832 SÃO", "HC n 257 . 365 / SP", "HC 115832 / SP", "HC 115832", "HC 109 . 956 / PR", "HC 104 . 045 / RJ", "HC 115832 / SP", "HC 109 . 956 / PR", "HC 104 . 045 / RJ", "HC 115832 / SP", "HC 115832 / SP", "HC 115832 / SP", "HC 104 . 045 / RJ", "HC 115832 / SP", "HC 104 . 045 / RJ", "HC 115832 / SP", "HC 104 . 045 / RJ", "HC 131 . 659 / SP", "HC 115832 / SP", "HC 104 . 045 / RJ", "HC 131 . 659 / SP", "HC 115832 / SP", "HC 205 . 550 / AM", "HC 115832 / SP", "HC 205 . 550 / AM", "HC 115832 / SP", "RHC n 107 . 877 / SP", "HC n 115 . 715 / CE", "HC 176 . 122 / MS", "HC 110 . 1184 / MS", "HC 115832 / SP", "RHC n 107 . 877 / SP", "HC n 115 . 715 / CE", "HC 176 . 122 / MS", "HC 110 . 1184 / MS", "HC 115832 / SP", "HC n 116 . 225 / SP", "HC n 93 . 081 / SP", "HC n 96 . 439 / RS - MC", "HC n 96 . 301 / SP", "HC n 96 . 146 / DF", "HC 115832 / SP", "HC n 116 . 225 / SP", "HC n 93 . 081 / SP", "HC n 96 . 439 / RS - MC", "HC n 96 . 301 / SP", "HC n 96 . 146 / DF", "HC 115832 / SP", "HC 90 . 367", "HC 90 . 427", "HC n 97 . 494 / SP", "HC n 90 . 427 / GO", "HC 115832 / SP", "HC 90 . 367", "HC 90 . 427", "HC n 97 . 494 / SP", "HC n 90 . 427 / GO", "HC 115832 / SP", "HC n 90 . 367 / SE", "HC n 101 . 517 / RS", "HC n 97 . 938 / SP", "HC n 95 . 876 / RJ", "HC n 95 . 173 / TO", "HC n 257 . 365 / SP", "HC 115832 / SP", "HC n 90 . 367 / SE", "HC n 101 . 517 / RS", "HC n 97 . 938 / SP", "HC n 95 . 876 / RJ", "HC n 95 . 173 / TO", "HC n 257 . 365 / SP", "HABEAS CORPUS 115 . 832", "HC n 257 . 365", "HABEAS CORPUS 115 . 832", "HC n 257 . 365 DO SUPERIOR TRIBUNAL" ], "LEGISLACAO": [ "Código Penal Brasileiro , art . 171", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 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2 / 2001", "art . 59 do Código Penal", "artigo 59 do Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição ’", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição ’", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "arts . 59 e 33 , § § 2 . . . e 3 . , do Código Penal", "art", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "arts . 59 e 33 , § § 2 . . . e 3 . , do Código Penal", "art . 210 do RISTJ", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 38 da Lei n 8 . 038 / 90", "art . 21 , § 1 . . . , do RISTF", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 38 da Lei n 8 . 038 / 90", "art . 21 , § 1 . . . , do RISTF", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei n 8 . 038 / 90", "Regimento Interno do Superior Tribunal de Justiça", "Regimento Interno do Superior Tribunal de Justiça", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei n 8 . 038 / 90", "Interno", "Regimento Interno do Superior Tribunal de Justiça", "Medida Provisória n 2 . 200 - 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TURMA", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "6", ".", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "5", ".", ". . TURMA", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "5", ".", ". . TURMA", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Superior Tribunal de Justiça", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Segunda Turma da Corte", "Superior Tribunal de Justiça", "Segunda Turma", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Superior Tribunal de Justiça", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Superior Tribunal de Justiça", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Segunda Turma da Corte", "Superior Tribunal de Justiça", "Segunda Turma", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Superior Tribunal de Justiça", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Segunda Turma", "Superior Tribunal de Justiça", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Superior Tribunal de Justiça", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Superior Tribunal de Justiça", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Segunda Turma", "Ministério Público", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Superior Tribunal de Justiça", "Superior Tribunal de Justiça", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "SUPERIOR TRIBUNAL", "Segunda Turma", "TRIBUNAL A", "Ministério Público", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "DIAS TOFFOLI", "ODAIR BERNADELLI TOMAZ", "RONALDO CAMILO", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "ODAIR BERNADELLI TOMAZ", "RONALDO CAMILO", "DIAS TOFFOLI", "Ronaldo Camilo", "Elichielli Gabrielli Perilis", "Odair Bernardelli Tomaz", "Marilza Maynard", "DIAS TOFFOLI", "ODAIR BERNADELLI TOMAZ", "RONALDO CAMILO", "DIAS TOFFOLI", "Ronaldo Camilo", "Elichielli Gabrielli Perilis", "Odair Bernardelli Tomaz", "Marilza Maynard", "Mario José Gisi", "Mario José Gisi", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "Marilza Maynard", "ODAIR BERNADELLI TOMAZ", "DIAS TOFFOLI", "Marilza Maynard", "ODAIR BERNADELLI TOMAZ", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI HC", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "DIAS TOFFOLI", "MARIA THEREZA DE ASSIS MOURA", "MARIA THEREZA DE ASSIS MOURA", "DIAS TOFFOLI", "LAURITA VAZ", "LAURITA VAZ", "DIAS TOFFOLI", "Cármen Lúcia", "Marco Aurélio", "Joaquim Barbosa", "Cármen Lúcia", "Marco Aurélio", "Joaquim Barbosa", "DIAS TOFFOLI", "Ricardo Lewandowski", "Marilza Maynard", "Menezes Direito", "Ricardo Lewandowski", "Ellen Gracie", "Cezar Peluso", "Ricardo Lewandowski", "Marilza Maynard", "Menezes Direito", "Ricardo Lewandowski", "Ellen Gracie", "Cezar Peluso", "DIAS TOFFOLI", "Ricardo Lewandowski", "Joaquim Barbosa", "Ayres Britto", "Joaquim Barbosa", "Ricardo Lewandowski", "Joaquim Barbosa", "Ayres Britto", "Joaquim Barbosa", "DIAS TOFFOLI", "Ricardo Lewandowski", "Ricardo Lewandowski", "Cármen Lúcia", "Menezes Direito", "Marilza Maynard", "Ricardo Lewandowski", "Ricardo Lewandowski", "Cármen Lúcia", "Menezes Direito", "Marilza Maynard", "DIAS TOFFOLI", "ODAIR BERNADELLI", "RONALDO CAMILO", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Rosa Weber", "Rodrigo Janot", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "DIAS TOFFOLI", "ODAIR BERNADELLI TOMAZ", "RONALDO CAMILO", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Rosa Weber", "Rodrigo Janot", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "25", "/", "06", "/", "2013", "11", "/", "6", "/", "13", "24", "/", "08", "/", "2001", "25 de junho de 2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "25 de junho de 2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "25", "/", "06", "/", "2013", "20", "/", "11", "/", "12", "24", "/", "08", "/", "2001", "25", "/", "06", "/", "2013", "20", "/", "11", "/", "12", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "25", "/", "06", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "25", "/", "06", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "11", ".", "9", ".", "2012", "28", ".", "8", ".", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "11", ".", "9", ".", "2012", "28", ".", "8", ".", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "6", ".", "9", ".", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "6", ".", "9", ".", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "1", ".", ".", ".", "/", "10", "/", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "1", ".", ".", ".", "/", "10", "/", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "27", "/", "03", "/", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "27", "/", "03", "/", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", "/", "10", "/", "11", "11", "/", "6", "/", "13", "8", "/", "8", "/", "12", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", "/", "10", "/", "11", "11", "/", "6", "/", "13", "8", "/", "8", "/", "12", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "5", "/", "13", "28", "/", "11", "/", "07", "20", "/", "10", "/", "08", "8", "/", "10", "/", "08", "22", "/", "9", "/", "08", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "5", "/", "13", "28", "/", "11", "/", "07", "20", "/", "10", 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Ementa e Acórdão 27/05/2014 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 631.020 PERNAMBUCO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO EMBTE.(S) :SORVANE S/A ADV.(A/S) :DÓRIS DE SOUZA CASTELO BRANCO E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) :ESTADO DE PERNAMBUCO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO EMBARGOS DECLARATÓRIOS – OMISSÃO – AFASTAMENTO. Uma vez configurada omissão, impõe-se o provimento dos declaratórios. EMBARGOS DECLARATÓRIOS – EFEITO MODIFICATIVO. REPRESENTAÇÃO PROCESSUAL – REGULARIDADE – PROCESSO ELETRÔNICO. Uma vez constatado que o instrumento de mandato existente no processo físico deixou de ser digitalizado para o eletrônico, não prevalece a irregularidade de representação processual declarada. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em dar provimento aos embargos de declaração nos embargos de declaração no agravo regimental no recurso extraordinário, nos termos do voto do relator e por unanimidade, em sessão presidida pelo Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas. Brasília, 27 de maio de 2014. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6225428. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Ementa e Acórdão RE 631020 AGR-ED-ED / PE MINISTRO MARCO AURÉLIO – PRESIDENTE E RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6225428. Supremo Tribunal Federal RE 631020 AGR-ED-ED / PE MINISTRO MARCO AURÉLIO – PRESIDENTE E RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6225428. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório 27/05/2014 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 631.020 PERNAMBUCO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO EMBTE.(S) :SORVANE S/A ADV.(A/S) :DÓRIS DE SOUZA CASTELO BRANCO E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) :ESTADO DE PERNAMBUCO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – A Primeira Turma negou acolhida a pedido formulado em declaratórios, ante os seguintes fundamentos: Não prospera a alegação da embargante. Conforme consignado no acórdão, não havia no processo a procuração na qual a empresa confere poderes ao Dr. José Ricardo dos Santos, subscritor dos substabelecimentos. Embora a embargante afirme a existência da procuração à folha 11, de fato o referido instrumento não consta dos autos. Apenas os substabelecimentos datados em 6 de abril de 1999, 11 de agosto de 2003, 23 de maio de 2003 e 6 de novembro de 2006 o integram. Inexiste omissão, obscuridade ou contradição no ato formalizado, razão pela qual desprovejo os declaratórios. Nos segundos declaratórios, a embargante alega a existência de procuração à folha 11 do processo físico, a qual não teria sido digitalizada pelo Tribunal de Justiça do Estado de Pernambuco. Pleiteia a requisição do processo, com o fim de comprovar a presença do mencionado instrumento de mandato. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6225429. Supremo Tribunal Federal 27/05/2014 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 631.020 PERNAMBUCO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO EMBTE.(S) :SORVANE S/A ADV.(A/S) :DÓRIS DE SOUZA CASTELO BRANCO E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) :ESTADO DE PERNAMBUCO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – A Primeira Turma negou acolhida a pedido formulado em declaratórios, ante os seguintes fundamentos: Não prospera a alegação da embargante. Conforme consignado no acórdão, não havia no processo a procuração na qual a empresa confere poderes ao Dr. José Ricardo dos Santos, subscritor dos substabelecimentos. Embora a embargante afirme a existência da procuração à folha 11, de fato o referido instrumento não consta dos autos. Apenas os substabelecimentos datados em 6 de abril de 1999, 11 de agosto de 2003, 23 de maio de 2003 e 6 de novembro de 2006 o integram. Inexiste omissão, obscuridade ou contradição no ato formalizado, razão pela qual desprovejo os declaratórios. Nos segundos declaratórios, a embargante alega a existência de procuração à folha 11 do processo físico, a qual não teria sido digitalizada pelo Tribunal de Justiça do Estado de Pernambuco. Pleiteia a requisição do processo, com o fim de comprovar a presença do mencionado instrumento de mandato. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6225429. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Relatório RE 631020 AGR-ED-ED / PE A parte embargada, nas contrarrazões, aponta a ausência dos requisitos do artigo 535 do Código de Processo Civil. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6225429. Supremo Tribunal Federal RE 631020 AGR-ED-ED / PE A parte embargada, nas contrarrazões, aponta a ausência dos requisitos do artigo 535 do Código de Processo Civil. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6225429. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 27/05/2014 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 631.020 PERNAMBUCO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na interposição destes embargos, atendeu-se aos pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por advogada regularmente credenciada, foi protocolada no prazo legal. Conheço. Procede o que articulado nas razões dos embargos. A decisão monocrática por mim proferida – e posteriormente mantida por este Colegiado – foi no seguinte sentido: RECURSO – REPRESENTAÇÃO PROCESSUAL – IRREGULARIDADE. 1. Este extraordinário está subscrito pelos Drs. Gustavo Cavalcanti Costa e Fernando F. R. de Andrade, cujos credenciamentos lastreiam-se, apenas, em substabelecimento. Não há nos autos o instrumento de mandato - a procuração. Não tendo o primeiro vida própria, forçoso é concluir pela irregularidade da representação processual. 2. Nego seguimento ao recurso. 3. Publiquem. Diante da alegação da embargante, determinei a requisição do processo físico, para verificar a regularidade da representação processual dos Doutores Gustavo Cavalcanti Costa e Fernando F. R. de Andrade. Constatei estarem os profissionais regularmente constituídos por meio da procuração de folha 11 e dos substabelecimentos de folhas 11-verso, 851 e 959. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6225430. Supremo Tribunal Federal 27/05/2014 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 631.020 PERNAMBUCO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na interposição destes embargos, atendeu-se aos pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por advogada regularmente credenciada, foi protocolada no prazo legal. Conheço. Procede o que articulado nas razões dos embargos. A decisão monocrática por mim proferida – e posteriormente mantida por este Colegiado – foi no seguinte sentido: RECURSO – REPRESENTAÇÃO PROCESSUAL – IRREGULARIDADE. 1. Este extraordinário está subscrito pelos Drs. Gustavo Cavalcanti Costa e Fernando F. R. de Andrade, cujos credenciamentos lastreiam-se, apenas, em substabelecimento. Não há nos autos o instrumento de mandato - a procuração. Não tendo o primeiro vida própria, forçoso é concluir pela irregularidade da representação processual. 2. Nego seguimento ao recurso. 3. Publiquem. Diante da alegação da embargante, determinei a requisição do processo físico, para verificar a regularidade da representação processual dos Doutores Gustavo Cavalcanti Costa e Fernando F. R. de Andrade. Constatei estarem os profissionais regularmente constituídos por meio da procuração de folha 11 e dos substabelecimentos de folhas 11-verso, 851 e 959. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6225430. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO RE 631020 AGR-ED-ED / PE Ante o quadro, provejo estes embargos declaratórios, emprestando- lhes efeitos modificativos. Restaurem a autuação do extraordinário, vindo-me o processo concluso para exame. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6225430. Supremo Tribunal Federal RE 631020 AGR-ED-ED / PE Ante o quadro, provejo estes embargos declaratórios, emprestando- lhes efeitos modificativos. Restaurem a autuação do extraordinário, vindo-me o processo concluso para exame. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6225430. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 27/05/2014 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 631.020 PROCED. : PERNAMBUCO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO EMBTE.(S) : SORVANE S/A ADV.(A/S) : DÓRIS DE SOUZA CASTELO BRANCO E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) : ESTADO DE PERNAMBUCO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO Decisão: A Turma deu provimento aos embargos de declaração, nos termos do voto do relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 27.5.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6071009 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 631.020 PROCED. : PERNAMBUCO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO EMBTE.(S) : SORVANE S/A ADV.(A/S) : DÓRIS DE SOUZA CASTELO BRANCO E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) : ESTADO DE PERNAMBUCO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO Decisão: A Turma deu provimento aos embargos de declaração, nos termos do voto do relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 27.5.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6071009 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=6272538
2014-05-27T00:00:00
2014-07-01T00:00:00
A Turma deu provimento aos embargos de declaração, nos termos do voto do relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 27.5.2014.
EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
EMBARGOS DECLARATÓRIOS – OMISSÃO – AFASTAMENTO. Uma vez configurada omissão, impõe-se o provimento dos declaratórios. EMBARGOS DECLARATÓRIOS – EFEITO MODIFICATIVO. REPRESENTAÇÃO PROCESSUAL – REGULARIDADE – PROCESSO ELETRÔNICO. Uma vez constatado que o instrumento de mandato existente no processo físico deixou de ser digitalizado para o eletrônico, não prevalece a irregularidade de representação processual declarada.
sjur269123
Número de páginas: 7. Análise: 31/07/2014, BRU.
MARCO AURÉLIO
Primeira Turma
631020
null
RE-AgR-ED-ED
acordaos
RE 631020 AgR-ED-ED
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EMBTE.(S) : SORVANE S/A ADV.(A/S) : DÓRIS DE SOUZA CASTELO BRANCO E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) : ESTADO DE PERNAMBUCO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO
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Ementa e Acórdão 27/05/2014 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 631.020 PERNAMBUCO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO EMBTE.(S) :SORVANE S/A ADV.(A/S) :DÓRIS DE SOUZA CASTELO BRANCO E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) :ESTADO DE PERNAMBUCO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO EMBARGOS DECLARATÓRIOS – OMISSÃO – AFASTAMENTO. Uma vez configurada omissão, impõe-se o provimento dos declaratórios. EMBARGOS DECLARATÓRIOS – EFEITO MODIFICATIVO. REPRESENTAÇÃO PROCESSUAL – REGULARIDADE – PROCESSO ELETRÔNICO. Uma vez constatado que o instrumento de mandato existente no processo físico deixou de ser digitalizado para o eletrônico, não prevalece a irregularidade de representação processual declarada. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em dar provimento aos embargos de declaração nos embargos de declaração no agravo regimental no recurso extraordinário, nos termos do voto do relator e por unanimidade, em sessão presidida pelo Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas. Brasília, 27 de maio de 2014. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6225428. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Ementa e Acórdão Recurso Extraordinário 631020 AGR-ED-ED / PE MINISTRO MARCO AURÉLIO – PRESIDENTE E RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6225428. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 631020 AGR-ED-ED / PE MINISTRO MARCO AURÉLIO – PRESIDENTE E RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6225428. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório 27/05/2014 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 631.020 PERNAMBUCO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO EMBTE.(S) :SORVANE S/A ADV.(A/S) :DÓRIS DE SOUZA CASTELO BRANCO E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) :ESTADO DE PERNAMBUCO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – A Primeira Turma negou acolhida a pedido formulado em declaratórios, ante os seguintes fundamentos: Não prospera a alegação da embargante. Conforme consignado no acórdão, não havia no processo a procuração na qual a empresa confere poderes ao Dr. José Ricardo dos Santos, subscritor dos substabelecimentos. Embora a embargante afirme a existência da procuração à folha 11, de fato o referido instrumento não consta dos autos. Apenas os substabelecimentos datados em 6 de abril de 1999, 11 de agosto de 2003, 23 de maio de 2003 e 6 de novembro de 2006 o integram. Inexiste omissão, obscuridade ou contradição no ato formalizado, razão pela qual desprovejo os declaratórios. Nos segundos declaratórios, a embargante alega a existência de procuração à folha 11 do processo físico, a qual não teria sido digitalizada pelo Tribunal de Justiça do Estado de Pernambuco. Pleiteia a requisição do processo, com o fim de comprovar a presença do mencionado instrumento de mandato. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6225429. Supremo Tribunal Federal 27/05/2014 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 631.020 PERNAMBUCO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO EMBTE.(S) :SORVANE S/A ADV.(A/S) :DÓRIS DE SOUZA CASTELO BRANCO E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) :ESTADO DE PERNAMBUCO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – A Primeira Turma negou acolhida a pedido formulado em declaratórios, ante os seguintes fundamentos: Não prospera a alegação da embargante. Conforme consignado no acórdão, não havia no processo a procuração na qual a empresa confere poderes ao Dr. José Ricardo dos Santos, subscritor dos substabelecimentos. Embora a embargante afirme a existência da procuração à folha 11, de fato o referido instrumento não consta dos autos. Apenas os substabelecimentos datados em 6 de abril de 1999, 11 de agosto de 2003, 23 de maio de 2003 e 6 de novembro de 2006 o integram. Inexiste omissão, obscuridade ou contradição no ato formalizado, razão pela qual desprovejo os declaratórios. Nos segundos declaratórios, a embargante alega a existência de procuração à folha 11 do processo físico, a qual não teria sido digitalizada pelo Tribunal de Justiça do Estado de Pernambuco. Pleiteia a requisição do processo, com o fim de comprovar a presença do mencionado instrumento de mandato. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6225429. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Relatório Recurso Extraordinário 631020 AGR-ED-ED / PE A parte embargada, nas contrarrazões, aponta a ausência dos requisitos do artigo 535 do Código de Processo Civil. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6225429. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 631020 AGR-ED-ED / PE A parte embargada, nas contrarrazões, aponta a ausência dos requisitos do artigo 535 do Código de Processo Civil. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6225429. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 27/05/2014 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 631.020 PERNAMBUCO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na interposição destes embargos, atendeu-se aos pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por advogada regularmente credenciada, foi protocolada no prazo legal. Conheço. Procede o que articulado nas razões dos embargos. A decisão monocrática por mim proferida – e posteriormente mantida por este Colegiado – foi no seguinte sentido: RECURSO – REPRESENTAÇÃO PROCESSUAL – IRREGULARIDADE. 1. Este extraordinário está subscrito pelos Drs. Gustavo Cavalcanti Costa e Fernando F. R. de Andrade, cujos credenciamentos lastreiam-se, apenas, em substabelecimento. Não há nos autos o instrumento de mandato - a procuração. Não tendo o primeiro vida própria, forçoso é concluir pela irregularidade da representação processual. 2. Nego seguimento ao recurso. 3. Publiquem. Diante da alegação da embargante, determinei a requisição do processo físico, para verificar a regularidade da representação processual dos Doutores Gustavo Cavalcanti Costa e Fernando F. R. de Andrade. Constatei estarem os profissionais regularmente constituídos por meio da procuração de folha 11 e dos substabelecimentos de folhas 11-verso, 851 e 959. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6225430. Supremo Tribunal Federal 27/05/2014 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 631.020 PERNAMBUCO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na interposição destes embargos, atendeu-se aos pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por advogada regularmente credenciada, foi protocolada no prazo legal. Conheço. Procede o que articulado nas razões dos embargos. A decisão monocrática por mim proferida – e posteriormente mantida por este Colegiado – foi no seguinte sentido: RECURSO – REPRESENTAÇÃO PROCESSUAL – IRREGULARIDADE. 1. Este extraordinário está subscrito pelos Drs. Gustavo Cavalcanti Costa e Fernando F. R. de Andrade, cujos credenciamentos lastreiam-se, apenas, em substabelecimento. Não há nos autos o instrumento de mandato - a procuração. Não tendo o primeiro vida própria, forçoso é concluir pela irregularidade da representação processual. 2. Nego seguimento ao recurso. 3. Publiquem. Diante da alegação da embargante, determinei a requisição do processo físico, para verificar a regularidade da representação processual dos Doutores Gustavo Cavalcanti Costa e Fernando F. R. de Andrade. Constatei estarem os profissionais regularmente constituídos por meio da procuração de folha 11 e dos substabelecimentos de folhas 11-verso, 851 e 959. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6225430. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO Recurso Extraordinário 631020 AGR-ED-ED / PE Ante o quadro, provejo estes embargos declaratórios, emprestando- lhes efeitos modificativos. Restaurem a autuação do extraordinário, vindo-me o processo concluso para exame. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6225430. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 631020 AGR-ED-ED / PE Ante o quadro, provejo estes embargos declaratórios, emprestando- lhes efeitos modificativos. Restaurem a autuação do extraordinário, vindo-me o processo concluso para exame. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6225430. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 27/05/2014 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 631.020 PROCED. : PERNAMBUCO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO EMBTE.(S) : SORVANE S/A ADV.(A/S) : DÓRIS DE SOUZA CASTELO BRANCO E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) : ESTADO DE PERNAMBUCO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO Decisão: A Turma deu provimento aos embargos de declaração, nos termos do voto do relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 27.5.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6071009 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 631.020 PROCED. : PERNAMBUCO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO EMBTE.(S) : SORVANE S/A ADV.(A/S) : DÓRIS DE SOUZA CASTELO BRANCO E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) : ESTADO DE PERNAMBUCO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO Decisão: A Turma deu provimento aos embargos de declaração, nos termos do voto do relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 27.5.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6071009 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 631 . 020", "Recurso Extraordinário 631020 AGR - ED - ED / PE", "Recurso Extraordinário 631020 AGR - ED - ED / PE", "Recurso Extraordinário 631020 AGR - ED - ED / PE", "Recurso Extraordinário 631020 AGR - ED - ED / PE", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 631 . 020", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 631 . 020", "Recurso Extraordinário 631020 AGR - ED - ED / PE", "Recurso Extraordinário 631020 AGR - ED - ED / PE", "RECURSO" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 535 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 535 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "PERNAMBUCO", "ESTADO DE PERNAMBUCO", "ESTADO DE PERNAMBUCO", "Brasília", "PERNAMBUCO", "ESTADO DE PERNAMBUCO", "ESTADO DE PERNAMBUCO", "PERNAMBUCO", "ESTADO DE PERNAMBUCO", "ESTADO DE PERNAMBUCO", "PERNAMBUCO", "PERNAMBUCO", "PERNAMBUCO", "ESTADO DE PERNAMBUCO", "ESTADO DE PERNAMBUCO", "PERNAMBUCO", "ESTADO DE PERNAMBUCO", "ESTADO DE PERNAMBUCO" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "SORVANE S / A", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Primeira Turma", "Tribunal de Justiça do Estado de Pernambuco", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Primeira Turma", "Tribunal de Justiça do Estado de Pernambuco", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Primeira Turma", "Primeira", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "SORVANE S / A", "Primeira Turma", "Primeira", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "MARCO AURÉLIO", "DÓRIS DE SOUZA CASTELO BRANCO", "Marco Aurélio", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "SORVANE", "DÓRIS DE SOUZA CASTELO BRANCO", "MARCO AURÉLIO", "José Ricardo dos Santos", "MARCO AURÉLIO", "SORVANE S", "DÓRIS DE SOUZA CASTELO BRANCO", "MARCO AURÉLIO", "José Ricardo dos Santos", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "Gustavo Cavalcanti Costa", "Fernando F . R . de Andrade", "Gustavo Cavalcanti Costa", "Fernando F . R . de Andrade", "MARCO AURÉLIO", "Gustavo Cavalcanti Costa", "Fernando F . R . de Andrade", "Gustavo Cavalcanti Costa", "Fernando F . R . de Andrade", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "SORVANE", "DÓRIS DE SOUZA CASTELO BRANCO", "Marco Aurélio", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Edson Oliveira de Almeida", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "MARCO AURÉLIO", "DÓRIS DE SOUZA CASTELO BRANCO", "Marco Aurélio", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Edson Oliveira de Almeida", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "27", "/", "05", "/", "2014", "27 de maio de 2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "27", "/", "05", "/", "2014", "6 de abril de 1999", "11 de agosto de 2003", "23 de maio de 2003", "6 de novembro de 2006", "24", "/", "08", "/", "2001", "27", "/", "05", "/", "2014", "6 de abril de 1999", "11 de agosto de 2003", "23 de maio de 2003", "6 de novembro de 2006", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "27", "/", "05", "/", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "27", "/", "05", "/", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "27", "/", "05", "/", "2014", "27", ".", "5", ".", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "27", ".", "5", ".", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 25/06/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 111.406 SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX PACTE.(S) :JOSUÉ FIGUEIRA RAMOS IMPTE.(S) :THOMAS LAW E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA EMENTA: PROCESSO PENAL. HABEAS CORPUS. HOMICÍDIO PRATICADO POR MILITAR CONTRA CIVIL, COM ARMA DA CORPORAÇÃO, ANTES DA VIGÊNCIA DA LEI Nº 9.299/96. ALEGAÇÃO DE IRRETROATIVIDADE E VIOLAÇÃO AO PRINCÍPIO DO JUIZ NATURAL. ATO IMPUGNADO FORMALIZADO EM 1997. AUSÊNCIA DE PERICULUM IN MORA. ALTERAÇÃO DE COMPETÊNCIA. LEI PURAMENTE PROCESSUAL. APLICAÇÃO IMEDIATA, SALVO SE PROFERIDA SENTENÇA DE MÉRITO. ORDEM DENEGADA. 1. A Justiça Comum é competente para julgar crime de militar (homicídio) contra civil, por força da Lei nº 9.299/96, cuja natureza processual impõe a sua aplicação imediata aos inquéritos e ações penais, mercê de o fato delituoso ter ocorrido antes da sua entrada em vigor (Precedente: HC nº 76.380/BA, Re. Moreira Alves, DJ 05.06.1998) 2. Deveras, a redação do § único do art. 9º do Código Penal Militar, promovida pela Lei nº 9.299/96, a despeito de sua topografia, ostenta nítida natureza processual, razão por que deve ser aplicada imediatamente aos processos em curso, salvo se já houver sido proferida sentença de mérito. (Precedentes: HC nº 78320/SP, rel. Min. Sydney Sanches, 1ª Turma, DJ de 28/5/1999; HC 76510/SP, rel. Min. Carlos Velloso, 2ªTurma, DJ de 15/5/21998). 3. A doutrina acerca do tema é assente no “as disposições concernentes à jurisdição e à competência aplicam-se imediatamente, salvo se já houver sentença relativa ao mérito – hipótese em que a causa prossegue no juízo onde surgiu o veredictum – ou se suprimindo o tribunal primitivo” (MAXIMILIANO, Carlos. Direito Intertemporal. 2ª ed. Rio de Janeiro: Freitas Bastos, 1995, p. 312-313, nº 269). Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4266087. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 14 Ementa e Acórdão HC 111406 / SP 4. In casu, a) O paciente, policial militar, fora denunciado perante o Juízo Auditor da 4ª Auditoria da Justiça Militar do Estado de São Paulo, uma vez que, em 18.11.1995, valendo-se de revólver da Corporação a cujos quadros integrava, efetuou disparos que resultaram na morte do civil Marco Antônio Alves Rodrigues; b) A denúncia foi recebida pela Justiça Militar em 06.03.1996; c) O Juízo Militar declarou-se incompetente para apreciar o feito, remetendo os autos à Justiça Comum, ao argumento de que a alteração promovida pela Lei nº 9.299/96 no § único do art. 9º ao CPM, estabelecendo a competência da Justiça Comum para o julgamento dos crimes dolosos contra a vida cometidos por militar contra a civil, possui aplicação imediata às ações penais em curso quando de sua promulgação; d) O Juízo da 4ª Vara do Tribunal do Júri de Penha da França da Comarca de São Paulo/SP suscitou conflito negativo de competência perante o Superior Tribunal de Justiça (CC nº 19.833/SP, sob o fundamento de que o § 2º do art. 82 do Código de Processo Penal Militar, também acrescentado pela Lei nº 9.299/96, objetivou apenas e tão somente o encaminhamento dos inquéritos em andamento à Justiça Comum, e não das ações penais; e) A Terceira Seção do STJ, em decisão proferida em 25.06.1997, conheceu do conflito de competência do Juízo do de Direito da 4ª Vara do Tribunal do Júri de Penha da França da Comarca de São Paulo/SP. 5. A Lei nº 9.299/96 entrou em vigor antes da sentença de mérito proferida pelo Juízo de Direito da 4ª Vara do Tribunal do Júri São Paulo/SP, que ocorreu em 14.09.2005, não configurando qualquer vício apto a inquinar de nulidade o processo. A decisão meramente formal do conflito de competência não atinge diretamente a liberdade ambulatorial, razão por que inadmissível o recurso substitutivo cuja pretensão meritória não atende pressupostos para a concessão ex officio da ordem. 6. Ordem denegada. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4266087. Supremo Tribunal Federal HC 111406 / SP 4. In casu, a) O paciente, policial militar, fora denunciado perante o Juízo Auditor da 4ª Auditoria da Justiça Militar do Estado de São Paulo, uma vez que, em 18.11.1995, valendo-se de revólver da Corporação a cujos quadros integrava, efetuou disparos que resultaram na morte do civil Marco Antônio Alves Rodrigues; b) A denúncia foi recebida pela Justiça Militar em 06.03.1996; c) O Juízo Militar declarou-se incompetente para apreciar o feito, remetendo os autos à Justiça Comum, ao argumento de que a alteração promovida pela Lei nº 9.299/96 no § único do art. 9º ao CPM, estabelecendo a competência da Justiça Comum para o julgamento dos crimes dolosos contra a vida cometidos por militar contra a civil, possui aplicação imediata às ações penais em curso quando de sua promulgação; d) O Juízo da 4ª Vara do Tribunal do Júri de Penha da França da Comarca de São Paulo/SP suscitou conflito negativo de competência perante o Superior Tribunal de Justiça (CC nº 19.833/SP, sob o fundamento de que o § 2º do art. 82 do Código de Processo Penal Militar, também acrescentado pela Lei nº 9.299/96, objetivou apenas e tão somente o encaminhamento dos inquéritos em andamento à Justiça Comum, e não das ações penais; e) A Terceira Seção do STJ, em decisão proferida em 25.06.1997, conheceu do conflito de competência do Juízo do de Direito da 4ª Vara do Tribunal do Júri de Penha da França da Comarca de São Paulo/SP. 5. A Lei nº 9.299/96 entrou em vigor antes da sentença de mérito proferida pelo Juízo de Direito da 4ª Vara do Tribunal do Júri São Paulo/SP, que ocorreu em 14.09.2005, não configurando qualquer vício apto a inquinar de nulidade o processo. A decisão meramente formal do conflito de competência não atinge diretamente a liberdade ambulatorial, razão por que inadmissível o recurso substitutivo cuja pretensão meritória não atende pressupostos para a concessão ex officio da ordem. 6. Ordem denegada. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4266087. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 14 Ementa e Acórdão HC 111406 / SP A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em denegar a ordem de habeas corpus, nos termos do voto do Relator. Brasília, 25 de junho de 2013. LUIZ FUX – Relator Documento assinado digitalmente 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4266087. Supremo Tribunal Federal HC 111406 / SP A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em denegar a ordem de habeas corpus, nos termos do voto do Relator. Brasília, 25 de junho de 2013. LUIZ FUX – Relator Documento assinado digitalmente 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4266087. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 14 Relatório 25/06/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 111.406 SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX PACTE.(S) :JOSUÉ FIGUEIRA RAMOS IMPTE.(S) :THOMAS LAW E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de habeas corpus, aparelhado com pedido de liminar, impetrado em favor de Josué Figueira Ramos contra acórdão proferido em 25.06.1997 pelo STJ no julgamento de Conflito de Competência (CC nº 19.833/SP), cuja ementa é a seguinte, verbis: CONFLITO DE COMPETÊNCIA. CRIMINAL. POLICIAL MILITAR. FOLGA. UTILIZAÇÃO DE ARMA DA CORPORAÇÃO. TENTATIVA DE HOMICÍDIO CONTRA CIVIL. 1. É competente a Justiça Estadual para processar e julgar crimes dolosos contra a vida praticados por militar, fora de serviço, ainda que usado para o delito, arma da corporação. 2. Conflito conhecido para declarar a competência em favor do Juízo de Direito da 4ª Vara do Júri do Foro Regional VI Penha de Franca – São Paulo/SP. Noticiam os autos que o paciente, policial militar, foi denunciado perante o Juízo Auditor da 4ª Auditoria da Justiça Militar do Estado de São Paulo pela prática de homicídio contra civil (CP, art. 121). O delito teria se consumado quando o paciente, no dia 18.11.1995, valendo-se de arma de fogo da Corporação a cujos quadros pertencia, efetuou disparos contra Marco Antônio Alves Rodrigues, que culminaram em sua morte. A Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4266088. Supremo Tribunal Federal 25/06/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 111.406 SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX PACTE.(S) :JOSUÉ FIGUEIRA RAMOS IMPTE.(S) :THOMAS LAW E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de habeas corpus, aparelhado com pedido de liminar, impetrado em favor de Josué Figueira Ramos contra acórdão proferido em 25.06.1997 pelo STJ no julgamento de Conflito de Competência (CC nº 19.833/SP), cuja ementa é a seguinte, verbis: CONFLITO DE COMPETÊNCIA. CRIMINAL. POLICIAL MILITAR. FOLGA. UTILIZAÇÃO DE ARMA DA CORPORAÇÃO. TENTATIVA DE HOMICÍDIO CONTRA CIVIL. 1. É competente a Justiça Estadual para processar e julgar crimes dolosos contra a vida praticados por militar, fora de serviço, ainda que usado para o delito, arma da corporação. 2. Conflito conhecido para declarar a competência em favor do Juízo de Direito da 4ª Vara do Júri do Foro Regional VI Penha de Franca – São Paulo/SP. Noticiam os autos que o paciente, policial militar, foi denunciado perante o Juízo Auditor da 4ª Auditoria da Justiça Militar do Estado de São Paulo pela prática de homicídio contra civil (CP, art. 121). O delito teria se consumado quando o paciente, no dia 18.11.1995, valendo-se de arma de fogo da Corporação a cujos quadros pertencia, efetuou disparos contra Marco Antônio Alves Rodrigues, que culminaram em sua morte. A Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4266088. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 14 Relatório HC 111406 / SP denúncia foi recebida pela Justiça Militar em 06.03.1996. Nada obstante isso, o Juízo castrense reputou-se incompetente para apreciar e julgar o feito, ante a superveniência de alteração promovida pela Lei nº 9.299/96, que, mediante a inclusão do parágrafo único ao art. 9º do Código Penal Militar, estabelecera a competência da Justiça Comum para o julgamento dos crimes dolosos contra a vida cometidos por militar contra civil. Os autos, então, foram remetidos ao Juízo de Direito da 4ª Vara do Tribunal do Júri da Comarca de São Paulo/SP que, por sua vez, suscitou, perante o Superior Tribunal de Justiça, conflito negativo de competência (CC nº 19.833/SP). Argumentou que o § 2º do art. 82 do Código de Processo Penal Militar, também acrescentado pela Lei nº 9.299/96, objetivou apenas o encaminhamento dos inquéritos em andamento à Justiça Comum, e não das ações penais. A Terceira Seção daquela Corte Superior, em decisão de 25.06.1997, conheceu do conflito para declarar a competência do Juízo de Direito da 4ª Vara do Tribunal do Júri – Fórum Regional VI – Penha de França – da Comarca de São Paulo/SP. Eis a ementa daquele julgado: CONFLITO DE COMPETENCIA. CRIMINAL. POLICIAL MILITAR. FOLGA. UTILIZAÇÃO DE ARMA DA CORPORAÇÃO. TENTATIVA DE HOMICIDIO CONTRA CIVIL. 1. É COMPETENTE A JUSTIÇA ESTADUAL PARA PROCESSAR E JULGAR CRIMES DOLOSOS CONTRA A VIDA PRATICADOS POR MILITAR, FORA DE SERVIÇO, AINDA QUE USADO PARA O DELITO, ARMA DA CORPORAÇÃO. 2. CONFLITO CONHECIDO PARA DECLARAR A COMPETENCIA EM FAVOR DO JUIZO DE DIREITO DA 4A. VARA DO JURI DO FORO REGIONAL VI PENHA DE FRANCA - SÃO PAULO/SP, O SUSCITANTE. Prossigo no relatório para afirmar que, ao apreciar o feito, o Juízo de Direito da 4ª Vara do Tribunal do Júri São Paulo/SP que, por fim, no dia 14.09.2005, proferiu sentença condenatória pela prática do crime previsto 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4266088. Supremo Tribunal Federal HC 111406 / SP denúncia foi recebida pela Justiça Militar em 06.03.1996. Nada obstante isso, o Juízo castrense reputou-se incompetente para apreciar e julgar o feito, ante a superveniência de alteração promovida pela Lei nº 9.299/96, que, mediante a inclusão do parágrafo único ao art. 9º do Código Penal Militar, estabelecera a competência da Justiça Comum para o julgamento dos crimes dolosos contra a vida cometidos por militar contra civil. Os autos, então, foram remetidos ao Juízo de Direito da 4ª Vara do Tribunal do Júri da Comarca de São Paulo/SP que, por sua vez, suscitou, perante o Superior Tribunal de Justiça, conflito negativo de competência (CC nº 19.833/SP). Argumentou que o § 2º do art. 82 do Código de Processo Penal Militar, também acrescentado pela Lei nº 9.299/96, objetivou apenas o encaminhamento dos inquéritos em andamento à Justiça Comum, e não das ações penais. A Terceira Seção daquela Corte Superior, em decisão de 25.06.1997, conheceu do conflito para declarar a competência do Juízo de Direito da 4ª Vara do Tribunal do Júri – Fórum Regional VI – Penha de França – da Comarca de São Paulo/SP. Eis a ementa daquele julgado: CONFLITO DE COMPETENCIA. CRIMINAL. POLICIAL MILITAR. FOLGA. UTILIZAÇÃO DE ARMA DA CORPORAÇÃO. TENTATIVA DE HOMICIDIO CONTRA CIVIL. 1. É COMPETENTE A JUSTIÇA ESTADUAL PARA PROCESSAR E JULGAR CRIMES DOLOSOS CONTRA A VIDA PRATICADOS POR MILITAR, FORA DE SERVIÇO, AINDA QUE USADO PARA O DELITO, ARMA DA CORPORAÇÃO. 2. CONFLITO CONHECIDO PARA DECLARAR A COMPETENCIA EM FAVOR DO JUIZO DE DIREITO DA 4A. VARA DO JURI DO FORO REGIONAL VI PENHA DE FRANCA - SÃO PAULO/SP, O SUSCITANTE. Prossigo no relatório para afirmar que, ao apreciar o feito, o Juízo de Direito da 4ª Vara do Tribunal do Júri São Paulo/SP que, por fim, no dia 14.09.2005, proferiu sentença condenatória pela prática do crime previsto 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4266088. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 14 Relatório HC 111406 / SP no art. 121, § 2º, II e IV, do Código Penal, à pena de 13 anos de reclusão. Irresignado com a decisão no CC nº 19.833/SP, adveio o presente habeas corpus. Nesta impetração, aduzem os Impetrantes ultraje ao princípio do juiz natural (CRFB/88, art. 5º, XXXV), porquanto o homicídio praticado pelo paciente com arma da corporação em 18.11.1995 não poderia ser regido pela Lei nº 9.299/96, determinante da competência do Tribunal do Júri no caso, que entrou em vigor em 07.08.1996. Em 1º.12.2011, indeferi o pleito liminar. O Ministério Público Federal manifestou-se pela denegação da ordem. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4266088. Supremo Tribunal Federal HC 111406 / SP no art. 121, § 2º, II e IV, do Código Penal, à pena de 13 anos de reclusão. Irresignado com a decisão no CC nº 19.833/SP, adveio o presente habeas corpus. Nesta impetração, aduzem os Impetrantes ultraje ao princípio do juiz natural (CRFB/88, art. 5º, XXXV), porquanto o homicídio praticado pelo paciente com arma da corporação em 18.11.1995 não poderia ser regido pela Lei nº 9.299/96, determinante da competência do Tribunal do Júri no caso, que entrou em vigor em 07.08.1996. Em 1º.12.2011, indeferi o pleito liminar. O Ministério Público Federal manifestou-se pela denegação da ordem. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4266088. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 14 Voto - MIN. LUIZ FUX 25/06/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 111.406 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Ab initio, assento que, em matéria de direito intertemporal, as disposições legais atinentes à jurisdição e competência aplicam-se de imediato aos processos em curso, salvo se já houver sentença de mérito proferida. Com efeito, a Lei 9.299/96, que alterou a redação do § único do art. 9º do Código Penal Militar, a despeito de sua topografia, ostenta nítida natureza processual, razão por que é inobjetável a sua incidência imediata ao caso sub examine, sem prejuízo da validade dos atos realizados sob a vigência da redação anterior. Nesse mesmo sentido é a jurisprudência da Corte: EMENTA: - DIREITO CONSTITUCIONAL, PENAL E PROCESSUAL PENAL MILITAR. JURISDIÇÃO. COMPETÊNCIA. CRIME MILITAR: HOMICÍDIO DOLOSO CONTRA A VIDA DE CIVIL, IMPUTADO A POLICIAIS MILITARES. RÉUS JULGADOS EM 1ª INSTÂNCIA NA JUSTIÇA MILITAR (ART. 441 DO CÓDIGO DE PROCESSO PENAL MILITAR) E, EM SEGUNDO GRAU, NO TRIBUNAL DE JUSTIÇA E NÃO NO TRIBUNAL DE JUSTIÇA MILITAR. INVALIDADE DO JULGAMENTO DA APELAÇÃO. COMPETÊNCIA: ARTS. 1º E 2º DA LEI Nº 9.299, DE 07.08.1996. "HABEAS CORPUS". 1. O julgamento, em 1ª instância, ocorreu a 29 de julho de 1996, quando a Justiça Militar ainda era a competente para isso, ou seja, para julgar processo por crime de homicídio doloso, praticado por policial militar, em serviço, contra civil (art. 125, § 4º, da Constituição Federal, e art. 9o, II, "c", do Código Penal Militar, Decreto-lei nº 1.001, de 21.10.1969). 2. É essa, com efeito, a data que deve ser considerada, pois, nela se proclamou o resultado do julgamento (art. 441 do Código de Processo Penal Militar), não passando a lavratura da sentença de mera formalização escrita do que já ficara decidido antes. 3. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4266089. Supremo Tribunal Federal 25/06/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 111.406 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Ab initio, assento que, em matéria de direito intertemporal, as disposições legais atinentes à jurisdição e competência aplicam-se de imediato aos processos em curso, salvo se já houver sentença de mérito proferida. Com efeito, a Lei 9.299/96, que alterou a redação do § único do art. 9º do Código Penal Militar, a despeito de sua topografia, ostenta nítida natureza processual, razão por que é inobjetável a sua incidência imediata ao caso sub examine, sem prejuízo da validade dos atos realizados sob a vigência da redação anterior. Nesse mesmo sentido é a jurisprudência da Corte: EMENTA: - DIREITO CONSTITUCIONAL, PENAL E PROCESSUAL PENAL MILITAR. JURISDIÇÃO. COMPETÊNCIA. CRIME MILITAR: HOMICÍDIO DOLOSO CONTRA A VIDA DE CIVIL, IMPUTADO A POLICIAIS MILITARES. RÉUS JULGADOS EM 1ª INSTÂNCIA NA JUSTIÇA MILITAR (ART. 441 DO CÓDIGO DE PROCESSO PENAL MILITAR) E, EM SEGUNDO GRAU, NO TRIBUNAL DE JUSTIÇA E NÃO NO TRIBUNAL DE JUSTIÇA MILITAR. INVALIDADE DO JULGAMENTO DA APELAÇÃO. COMPETÊNCIA: ARTS. 1º E 2º DA LEI Nº 9.299, DE 07.08.1996. "HABEAS CORPUS". 1. O julgamento, em 1ª instância, ocorreu a 29 de julho de 1996, quando a Justiça Militar ainda era a competente para isso, ou seja, para julgar processo por crime de homicídio doloso, praticado por policial militar, em serviço, contra civil (art. 125, § 4º, da Constituição Federal, e art. 9o, II, "c", do Código Penal Militar, Decreto-lei nº 1.001, de 21.10.1969). 2. É essa, com efeito, a data que deve ser considerada, pois, nela se proclamou o resultado do julgamento (art. 441 do Código de Processo Penal Militar), não passando a lavratura da sentença de mera formalização escrita do que já ficara decidido antes. 3. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4266089. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 14 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 111406 / SP Pouco importa, pois, que, à data da publicação da sentença, 12 de agosto de 1996 (art. 443 do C.P.P.M.), já estivesse em vigor a Lei nº 9.299, de 7 de agosto de 1996, publicada no D.O.U. de 8 de agosto de 1996, e que, alterando dispositivos dos Decretos- leis nºs 1.001 e 1.002, de 21 de outubro de 1969, Códigos Penal Militar e de Processo Penal Militar, respectivamente, haja desconsiderado como crime militar o doloso contra a vida, cometido por militar contra civil, atribuindo à competência para o respectivo julgamento à Justiça Comum (artigos 1o e 2o da Lei, inclusive com a nova redação dada ao art. 82). 4. O aresto impugnado, do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo - e não do Tribunal de Justiça Militar do Estado -, não só conheceu do recurso do Ministério Público Militar, como lhe deu provimento para anular o julgamento ocorrido, em data de 29 de julho de 1996, pela Justiça Militar, mas, também, para determinar a remessa dos autos à Vara do Júri, para observância dos artigos 407 e seguintes do Código de Processo Penal. 5. Sucede que a Justiça Militar, como já ficou dito, ao tempo do julgamento, a 29 de julho de 1996, em 1ª instância, era, ainda, a competente para isso. 6. Em circunstâncias assemelhadas, tem decidido esta Primeira Turma, que o recurso deve ser julgado pelo Tribunal de Justiça Militar (onde houver, como no caso), e não pelo Tribunal de Justiça. 7. Assim, por exemplo, no "H.C." nº 76.883 e no "H.C." nº 76.380. Da ementa do acórdão, neste último, constou: "As disposições concernentes à jurisdição e competência se aplicam de imediato, mas, se já houver sentença relativa ao mérito, a causa prossegue na jurisdição em que ela foi prolatada, salvo se suprimido o Tribunal que deverá julgar o recurso." 8. Como o Tribunal de Justiça Militar do Estado de São Paulo não foi extinto, continua competente para o julgamento da Apelação. 9. "Habeas Corpus" deferido, para anulação do acórdão do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, a fim de que o julgamento da Apelação seja feito pelo Tribunal de Justiça Militar do mesmo Estado. 10. Com esse desfecho, no caso concreto, em que fica preservada a competência da Justiça 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4266089. Supremo Tribunal Federal HC 111406 / SP Pouco importa, pois, que, à data da publicação da sentença, 12 de agosto de 1996 (art. 443 do C.P.P.M.), já estivesse em vigor a Lei nº 9.299, de 7 de agosto de 1996, publicada no D.O.U. de 8 de agosto de 1996, e que, alterando dispositivos dos Decretos- leis nºs 1.001 e 1.002, de 21 de outubro de 1969, Códigos Penal Militar e de Processo Penal Militar, respectivamente, haja desconsiderado como crime militar o doloso contra a vida, cometido por militar contra civil, atribuindo à competência para o respectivo julgamento à Justiça Comum (artigos 1o e 2o da Lei, inclusive com a nova redação dada ao art. 82). 4. O aresto impugnado, do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo - e não do Tribunal de Justiça Militar do Estado -, não só conheceu do recurso do Ministério Público Militar, como lhe deu provimento para anular o julgamento ocorrido, em data de 29 de julho de 1996, pela Justiça Militar, mas, também, para determinar a remessa dos autos à Vara do Júri, para observância dos artigos 407 e seguintes do Código de Processo Penal. 5. Sucede que a Justiça Militar, como já ficou dito, ao tempo do julgamento, a 29 de julho de 1996, em 1ª instância, era, ainda, a competente para isso. 6. Em circunstâncias assemelhadas, tem decidido esta Primeira Turma, que o recurso deve ser julgado pelo Tribunal de Justiça Militar (onde houver, como no caso), e não pelo Tribunal de Justiça. 7. Assim, por exemplo, no "H.C." nº 76.883 e no "H.C." nº 76.380. Da ementa do acórdão, neste último, constou: "As disposições concernentes à jurisdição e competência se aplicam de imediato, mas, se já houver sentença relativa ao mérito, a causa prossegue na jurisdição em que ela foi prolatada, salvo se suprimido o Tribunal que deverá julgar o recurso." 8. Como o Tribunal de Justiça Militar do Estado de São Paulo não foi extinto, continua competente para o julgamento da Apelação. 9. "Habeas Corpus" deferido, para anulação do acórdão do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, a fim de que o julgamento da Apelação seja feito pelo Tribunal de Justiça Militar do mesmo Estado. 10. Com esse desfecho, no caso concreto, em que fica preservada a competência da Justiça 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4266089. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 14 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 111406 / SP Militar, para tal fim, resta prejudicada a argüição de inconstitucionalidade dos artigos 1º e 2º da Lei n 9.299, de 07.08.1996. 11. Decisão unânime: 1ª Turma. (HC 78320/SP, rel. Min. Sydney Sanches, 1ª Turma, DJ de 28/5/1999) EMENTA: PENAL. PROCESSUAL PENAL. HABEAS CORPUS. CRIMES DOLOSOS CONTRA A VIDA PRATICADOS POR MILITAR OU POLICIAL MILITAR, CONTRA CIVIL. COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA COMUM. LEI 9.299, DE 7/8/96. EXAME DE PROVA: IMPOSSIBILIDADE. PRETENSÃO DE JULGAMENTO PELO TRIBUNAL DO JÚRI: IMPOSSIBILIDADE. PRISÃO DOS RÉUS: LEGALIDADE. I. - Com a promulgação da Lei 9.299/96, os crimes dolosos contra a vida praticados por militar ou policial militar, contra civil, passaram a ser da competência da Justiça comum. II. - A alegação de que os réus agiram em legítima defesa implicaria o revolvimento de toda a prova, o que não se admite nos estreitos limites do habeas corpus. III. - Hipótese em que já tendo sido proferida sentença de primeiro grau e estando pendente de julgamento a apelação dos réus, não há falar em novo julgamento, pelo Tribunal do Júri, em razão da promulgação da Lei 9.299/96. A controvérsia ficou restrita, no caso, à competência para o julgamento do recurso. IV. - HC indeferido. (HC 76510/SP, rel. Min. Carlos Velloso, 2ªTurma, DJ de 15/5/21998) Adite-se a isso que a Lei nº 9.299/96 entrou em vigor antes da sentença de mérito proferida pelo Juízo de Direito da 4ª Vara do Tribunal do Júri São Paulo/SP, que ocorreu em 14.09.2005, o que afasta a existência de qualquer vício que possa inquinar de nulidade o feito. Destarte, irretocável o aresto do e. Superior Tribunal de Justiça que, ao julgar o Conflito de Competência nº 19.833/SP, entendeu ser competente para processar e julgar o feito o Juízo de Direito da 4ª Vara do Tribunal do Júri São Paulo/SP, ante a superveniência da modificação 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4266089. Supremo Tribunal Federal HC 111406 / SP Militar, para tal fim, resta prejudicada a argüição de inconstitucionalidade dos artigos 1º e 2º da Lei n 9.299, de 07.08.1996. 11. Decisão unânime: 1ª Turma. (HC 78320/SP, rel. Min. Sydney Sanches, 1ª Turma, DJ de 28/5/1999) EMENTA: PENAL. PROCESSUAL PENAL. HABEAS CORPUS. CRIMES DOLOSOS CONTRA A VIDA PRATICADOS POR MILITAR OU POLICIAL MILITAR, CONTRA CIVIL. COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA COMUM. LEI 9.299, DE 7/8/96. EXAME DE PROVA: IMPOSSIBILIDADE. PRETENSÃO DE JULGAMENTO PELO TRIBUNAL DO JÚRI: IMPOSSIBILIDADE. PRISÃO DOS RÉUS: LEGALIDADE. I. - Com a promulgação da Lei 9.299/96, os crimes dolosos contra a vida praticados por militar ou policial militar, contra civil, passaram a ser da competência da Justiça comum. II. - A alegação de que os réus agiram em legítima defesa implicaria o revolvimento de toda a prova, o que não se admite nos estreitos limites do habeas corpus. III. - Hipótese em que já tendo sido proferida sentença de primeiro grau e estando pendente de julgamento a apelação dos réus, não há falar em novo julgamento, pelo Tribunal do Júri, em razão da promulgação da Lei 9.299/96. A controvérsia ficou restrita, no caso, à competência para o julgamento do recurso. IV. - HC indeferido. (HC 76510/SP, rel. Min. Carlos Velloso, 2ªTurma, DJ de 15/5/21998) Adite-se a isso que a Lei nº 9.299/96 entrou em vigor antes da sentença de mérito proferida pelo Juízo de Direito da 4ª Vara do Tribunal do Júri São Paulo/SP, que ocorreu em 14.09.2005, o que afasta a existência de qualquer vício que possa inquinar de nulidade o feito. Destarte, irretocável o aresto do e. Superior Tribunal de Justiça que, ao julgar o Conflito de Competência nº 19.833/SP, entendeu ser competente para processar e julgar o feito o Juízo de Direito da 4ª Vara do Tribunal do Júri São Paulo/SP, ante a superveniência da modificação 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4266089. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 14 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 111406 / SP legislativa operada pela Lei nº 9.299/96. Ex positis, denego a ordem. É como voto. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4266089. Supremo Tribunal Federal HC 111406 / SP legislativa operada pela Lei nº 9.299/96. Ex positis, denego a ordem. É como voto. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4266089. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 14 Esclarecimento 25/06/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 111.406 SÃO PAULO O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Presidente, estava em situação de atividade como militar, não? Ou foi um incidente? Porque o simples uso da arma da corporação não qualifica o crime como militar, não é? O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE E RELATOR) - Não, é que o conflito, aqui, foi dirimido sob o ângulo intertemporal mesmo. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Tenho dúvida se seria um crime militar. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE E RELATOR) - Mas, de qualquer maneira, parece que foi acidental; ele estava no exercício da função; parece. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Ah, estava no exercício. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE E RELATOR) - É, parece foi acidental, estava no exercício. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Em atividade, ou então em atuação assemelhada. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE E RELATOR) - É; atuação. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4272100. Supremo Tribunal Federal 25/06/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 111.406 SÃO PAULO O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Presidente, estava em situação de atividade como militar, não? Ou foi um incidente? Porque o simples uso da arma da corporação não qualifica o crime como militar, não é? O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE E RELATOR) - Não, é que o conflito, aqui, foi dirimido sob o ângulo intertemporal mesmo. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Tenho dúvida se seria um crime militar. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE E RELATOR) - Mas, de qualquer maneira, parece que foi acidental; ele estava no exercício da função; parece. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Ah, estava no exercício. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE E RELATOR) - É, parece foi acidental, estava no exercício. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Em atividade, ou então em atuação assemelhada. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE E RELATOR) - É; atuação. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4272100. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 14 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 25/06/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 111.406 SÃO PAULO O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Presidente, o simples fato de se utilizar arma da corporação não qualifica o crime como militar. É preciso que o militar esteja em situação de atividade ou assemelhada. Ele pode, inclusive, estando em situação de atividade ou assemelhada, usar arma com numeração raspada, que não seja da corporação, e cometer crime militar. Por isso, surgiu a dúvida. Agora, a Lei nº 9.299, de 7 de agosto de 1996, decorreu de um princípio básico: nos crimes dolosos contra a vida, a competência é do Tribunal do Júri, como está no rol das garantias constitucionais. Então, previu-se, em dois dispositivos, que, no caso, cabe ao Tribunal do Júri atuar. No parágrafo único, introduzido no artigo 9º do Código Penal Militar pela Lei nº 9.299, de 7 de agosto de 1996, passou-se a ter: Art. 9º. [...] Parágrafo único. Os crimes de que trata este artigo, quando dolosos contra a vida e cometidos contra civil, serão da competência da justiça comum. Evidentemente, é uma norma de competência, repito, que homenageia o princípio do juízo natural, o julgamento pelo Tribunal do Júri, e, como ressaltou Sua Excelência o ministro Luiz Fux – somos bons alunos do professor José Carlos Barbosa Moreira, muito embora não tenha frequentado a Universidade Estadual do Rio de Janeiro, mas a Nacional de Direito –, as leis processuais têm aplicação imediata. Surge irrelevante o fato de, também, se ter alterado o artigo 82 e se ter previsto que: Art. 82. [...] § 2º. Nos crimes dolosos contra a vida, praticados contra Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4290885. Supremo Tribunal Federal 25/06/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 111.406 SÃO PAULO O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Presidente, o simples fato de se utilizar arma da corporação não qualifica o crime como militar. É preciso que o militar esteja em situação de atividade ou assemelhada. Ele pode, inclusive, estando em situação de atividade ou assemelhada, usar arma com numeração raspada, que não seja da corporação, e cometer crime militar. Por isso, surgiu a dúvida. Agora, a Lei nº 9.299, de 7 de agosto de 1996, decorreu de um princípio básico: nos crimes dolosos contra a vida, a competência é do Tribunal do Júri, como está no rol das garantias constitucionais. Então, previu-se, em dois dispositivos, que, no caso, cabe ao Tribunal do Júri atuar. No parágrafo único, introduzido no artigo 9º do Código Penal Militar pela Lei nº 9.299, de 7 de agosto de 1996, passou-se a ter: Art. 9º. [...] Parágrafo único. Os crimes de que trata este artigo, quando dolosos contra a vida e cometidos contra civil, serão da competência da justiça comum. Evidentemente, é uma norma de competência, repito, que homenageia o princípio do juízo natural, o julgamento pelo Tribunal do Júri, e, como ressaltou Sua Excelência o ministro Luiz Fux – somos bons alunos do professor José Carlos Barbosa Moreira, muito embora não tenha frequentado a Universidade Estadual do Rio de Janeiro, mas a Nacional de Direito –, as leis processuais têm aplicação imediata. Surge irrelevante o fato de, também, se ter alterado o artigo 82 e se ter previsto que: Art. 82. [...] § 2º. Nos crimes dolosos contra a vida, praticados contra Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4290885. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 14 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO HC 111406 / SP civil, a Justiça Militar encaminhará os autos do inquérito policial militar à justiça comum. Esse preceito não pode ser interpretado como excludente do encaminhamento e, também, da ação penal, porque incide, de qualquer modo, o que versado hoje no parágrafo único do artigo 9º do Código Penal Militar, com a redação imprimida pela lei nova, que não é tão nova assim, é de 1996. Por isso, ressaltando, de qualquer forma, o cuidado, o denodo do ilustre Advogado que assomou à tribuna para defender os interesses do paciente, acompanho Vossa Excelência, indeferindo a ordem. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4290885. Supremo Tribunal Federal HC 111406 / SP civil, a Justiça Militar encaminhará os autos do inquérito policial militar à justiça comum. Esse preceito não pode ser interpretado como excludente do encaminhamento e, também, da ação penal, porque incide, de qualquer modo, o que versado hoje no parágrafo único do artigo 9º do Código Penal Militar, com a redação imprimida pela lei nova, que não é tão nova assim, é de 1996. Por isso, ressaltando, de qualquer forma, o cuidado, o denodo do ilustre Advogado que assomou à tribuna para defender os interesses do paciente, acompanho Vossa Excelência, indeferindo a ordem. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4290885. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 14 Extrato de Ata - 25/06/2013 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 111.406 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX PACTE.(S) : JOSUÉ FIGUEIRA RAMOS IMPTE.(S) : THOMAS LAW E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma denegou a ordem de habeas corpus, nos termos do voto do Relator. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Falaram: o Dr. Thomas Law, pelo Paciente, e o Dr. Rodrigo Janot, Subprocurador- Geral da República, pelo Ministério Público Federal. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 25.6.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Subprocurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4306840 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 111.406 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX PACTE.(S) : JOSUÉ FIGUEIRA RAMOS IMPTE.(S) : THOMAS LAW E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma denegou a ordem de habeas corpus, nos termos do voto do Relator. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Falaram: o Dr. Thomas Law, pelo Paciente, e o Dr. Rodrigo Janot, Subprocurador- Geral da República, pelo Ministério Público Federal. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 25.6.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Subprocurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4306840 Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 14
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=4332075
2013-06-25T00:00:00
2013-08-16T00:00:00
A Turma denegou a ordem de habeas corpus, nos termos do voto do Relator. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Falaram: o Dr. Thomas Law, pelo Paciente, e o Dr. Rodrigo Janot, Subprocurador-Geral da República, pelo Ministério Público Federal. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 25.6.2013.
HABEAS CORPUS
Ementa: PROCESSO PENAL. HABEAS CORPUS. HOMICÍDIO PRATICADO POR MILITAR CONTRA CIVIL, COM ARMA DA CORPORAÇÃO, ANTES DA VIGÊNCIA DA LEI Nº 9.299/96. ALEGAÇÃO DE IRRETROATIVIDADE E VIOLAÇÃO AO PRINCÍPIO DO JUIZ NATURAL. ATO IMPUGNADO FORMALIZADO EM 1997. AUSÊNCIA DE PERICULUM IN MORA. ALTERAÇÃO DE COMPETÊNCIA. LEI PURAMENTE PROCESSUAL. APLICAÇÃO IMEDIATA, SALVO SE PROFERIDA SENTENÇA DE MÉRITO. ORDEM DENEGADA. 1. A Justiça Comum é competente para julgar crime de militar (homicídio) contra civil, por força da Lei nº 9.299/96, cuja natureza processual impõe a sua aplicação imediata aos inquéritos e ações penais, mercê de o fato delituoso ter ocorrido antes da sua entrada em vigor (Precedente: HC nº 76.380/BA, Re. Moreira Alves, DJ 05.06.1998) 2. Deveras, a redação do § único do art. 9º do Código Penal Militar, promovida pela Lei nº 9.299/96, a despeito de sua topografia, ostenta nítida natureza processual, razão por que deve ser aplicada imediatamente aos processos em curso, salvo se já houver sido proferida sentença de mérito. (Precedentes: HC nº 78320/SP, rel. Min. Sydney Sanches, 1ª Turma, DJ de 28/5/1999; HC 76510/SP, rel. Min. Carlos Velloso, 2ªTurma, DJ de 15/5/21998). 3. A doutrina acerca do tema é assente no “as disposições concernentes à jurisdição e à competência aplicam-se imediatamente, salvo se já houver sentença relativa ao mérito – hipótese em que a causa prossegue no juízo onde surgiu o veredictum – ou se suprimindo o tribunal primitivo” (MAXIMILIANO, Carlos. Direito Intertemporal. 2ª ed. Rio de Janeiro: Freitas Bastos, 1995, p. 312-313, nº 269). 4. In casu, a) O paciente, policial militar, fora denunciado perante o Juízo Auditor da 4ª Auditoria da Justiça Militar do Estado de São Paulo, uma vez que, em 18.11.1995, valendo-se de revólver da Corporação a cujos quadros integrava, efetuou disparos que resultaram na morte do civil Marco Antônio Alves Rodrigues; b) A denúncia foi recebida pela Justiça Militar em 06.03.1996; c) O Juízo Militar declarou-se incompetente para apreciar o feito, remetendo os autos à Justiça Comum, ao argumento de que a alteração promovida pela Lei nº 9.299/96 no § único do art. 9º ao CPM, estabelecendo a competência da Justiça Comum para o julgamento dos crimes dolosos contra a vida cometidos por militar contra a civil, possui aplicação imediata às ações penais em curso quando de sua promulgação; d) O Juízo da 4ª Vara do Tribunal do Júri de Penha da França da Comarca de São Paulo/SP suscitou conflito negativo de competência perante o Superior Tribunal de Justiça (CC nº 19.833/SP, sob o fundamento de que o § 2º do art. 82 do Código de Processo Penal Militar, também acrescentado pela Lei nº 9.299/96, objetivou apenas e tão somente o encaminhamento dos inquéritos em andamento à Justiça Comum, e não das ações penais; e) A Terceira Seção do STJ, em decisão proferida em 25.06.1997, conheceu do conflito de competência do Juízo do de Direito da 4ª Vara do Tribunal do Júri de Penha da França da Comarca de São Paulo/SP. 5. A Lei nº 9.299/96 entrou em vigor antes da sentença de mérito proferida pelo Juízo de Direito da 4ª Vara do Tribunal do Júri São Paulo/SP, que ocorreu em 14.09.2005, não configurando qualquer vício apto a inquinar de nulidade o processo. A decisão meramente formal do conflito de competência não atinge diretamente a liberdade ambulatorial, razão por que inadmissível o recurso substitutivo cuja pretensão meritória não atende pressupostos para a concessão ex officio da ordem. 6. Ordem denegada.
sjur238780
- Acórdão(s) citado(s): (HOMICÍDIO, COMETIMENTO, MILITAR CONTRA CIVIL) HC 76380 (1ªT). (APLICAÇÃO IMEDIATA, LEI PROCESSUAL PENAL) HC 78320 (1ªT), HC 76510 (1ªT). - Veja CC 19833 do STJ. Número de páginas: 14. Análise: 17/09/2013, AND.
LUIZ FUX
Primeira Turma
111406
[ "LEG-FED DEL-001001 ANO-1969\n ART-00009 PAR-ÚNICO REDAÇÃO DADA PELA LEI-9299/1996\n CPM-1969 CÓDIGO PENAL MILITAR\n\n", "LEG-FED DEL-001002 ANO-1969\n ART-00082 PAR-00002 REDAÇÃO DADA PELA LEI-9299/1996\n CPPM-1969 CÓDIGO DE PROCESSO PENAL MILITAR\n\n", "LEG-FED LEI-009299 ANO-1996\n LEI ORDINÁRIA" ]
HC
acordaos
HC 111406
[ "" ]
PACTE.(S) : JOSUÉ FIGUEIRA RAMOS IMPTE.(S) : THOMAS LAW E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
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Ementa e Acórdão 25/06/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 111.406 SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX PACTE.(S) :JOSUÉ FIGUEIRA RAMOS IMPTE.(S) :THOMAS LAW E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA EMENTA: PROCESSO PENAL. HABEAS CORPUS. HOMICÍDIO PRATICADO POR MILITAR CONTRA CIVIL, COM ARMA DA CORPORAÇÃO, ANTES DA VIGÊNCIA DA LEI n 9.299/96. ALEGAÇÃO DE IRRETROATIVIDADE E VIOLAÇÃO AO PRINCÍPIO DO JUIZ NATURAL. ATO IMPUGNADO FORMALIZADO EM 1997. AUSÊNCIA DE PERICULUM IN MORA. ALTERAÇÃO DE COMPETÊNCIA. LEI PURAMENTE PROCESSUAL. APLICAÇÃO IMEDIATA, SALVO SE PROFERIDA SENTENÇA DE MÉRITO. ORDEM DENEGADA. 1. A Justiça Comum é competente para julgar crime de militar (homicídio) contra civil, por força da Lei n 9.299/96, cuja natureza processual impõe a sua aplicação imediata aos inquéritos e ações penais, mercê de o fato delituoso ter ocorrido antes da sua entrada em vigor (Precedente: HC n 76.380/BA, Re. Moreira Alves, DJ 05.06.1998) 2. Deveras, a redação do § único do art. 9... do Código Penal Militar, promovida pela Lei n 9.299/96, a despeito de sua topografia, ostenta nítida natureza processual, razão por que deve ser aplicada imediatamente aos processos em curso, salvo se já houver sido proferida sentença de mérito. (Precedentes: HC n 78320/SP, rel. Min. Sydney Sanches, 1... Turma, DJ de 28/5/1999; HC 76510/SP, rel. Min. Carlos Velloso, 2...Turma, DJ de 15/5/21998). 3. A doutrina acerca do tema é assente no “as disposições concernentes à jurisdição e à competência aplicam-se imediatamente, salvo se já houver sentença relativa ao mérito – hipótese em que a causa prossegue no juízo onde surgiu o veredictum – ou se suprimindo o tribunal primitivo” (MAXIMILIANO, Carlos. Direito Intertemporal. 2... ed. Rio de Janeiro: Freitas Bastos, 1995, p. 312-313, n 269). Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4266087. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 14 Ementa e Acórdão HC 111406 / SP 4. In casu, a) O paciente, policial militar, fora denunciado perante o Juízo Auditor da 4... Auditoria da Justiça Militar do Estado de São Paulo, uma vez que, em 18.11.1995, valendo-se de revólver da Corporação a cujos quadros integrava, efetuou disparos que resultaram na morte do civil Marco Antônio Alves Rodrigues; b) A denúncia foi recebida pela Justiça Militar em 06.03.1996; c) O Juízo Militar declarou-se incompetente para apreciar o feito, remetendo os autos à Justiça Comum, ao argumento de que a alteração promovida pela Lei n 9.299/96 no § único do art. 9... ao CPM, estabelecendo a competência da Justiça Comum para o julgamento dos crimes dolosos contra a vida cometidos por militar contra a civil, possui aplicação imediata às ações penais em curso quando de sua promulgação; d) O Juízo da 4... Vara do Tribunal do Júri de Penha da França da Comarca de São Paulo/SP suscitou conflito negativo de competência perante o Superior Tribunal de Justiça (Código Civil Brasileiro n 19.833/SP, sob o fundamento de que o § 2... do art. 82 do Código de Processo Penal Militar, também acrescentado pela Lei n 9.299/96, objetivou apenas e tão somente o encaminhamento dos inquéritos em andamento à Justiça Comum, e não das ações penais; e) A Terceira Seção do Superior Tribunal de Justiça, em decisão proferida em 25.06.1997, conheceu do conflito de competência do Juízo do de Direito da 4... Vara do Tribunal do Júri de Penha da França da Comarca de São Paulo/SP. 5. A Lei n 9.299/96 entrou em vigor antes da sentença de mérito proferida pelo Juízo de Direito da 4... Vara do Tribunal do Júri São Paulo/SP, que ocorreu em 14.09.2005, não configurando qualquer vício apto a inquinar de nulidade o processo. A decisão meramente formal do conflito de competência não atinge diretamente a liberdade ambulatorial, razão por que inadmissível o recurso substitutivo cuja pretensão meritória não atende pressupostos para a concessão ex officio da ordem. 6. Ordem denegada. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4266087. Supremo Tribunal Federal HC 111406 / SP 4. In casu, a) O paciente, policial militar, fora denunciado perante o Juízo Auditor da 4... Auditoria da Justiça Militar do Estado de São Paulo, uma vez que, em 18.11.1995, valendo-se de revólver da Corporação a cujos quadros integrava, efetuou disparos que resultaram na morte do civil Marco Antônio Alves Rodrigues; b) A denúncia foi recebida pela Justiça Militar em 06.03.1996; c) O Juízo Militar declarou-se incompetente para apreciar o feito, remetendo os autos à Justiça Comum, ao argumento de que a alteração promovida pela Lei n 9.299/96 no § único do art. 9... ao CPM, estabelecendo a competência da Justiça Comum para o julgamento dos crimes dolosos contra a vida cometidos por militar contra a civil, possui aplicação imediata às ações penais em curso quando de sua promulgação; d) O Juízo da 4... Vara do Tribunal do Júri de Penha da França da Comarca de São Paulo/SP suscitou conflito negativo de competência perante o Superior Tribunal de Justiça (Código Civil Brasileiro n 19.833/SP, sob o fundamento de que o § 2... do art. 82 do Código de Processo Penal Militar, também acrescentado pela Lei n 9.299/96, objetivou apenas e tão somente o encaminhamento dos inquéritos em andamento à Justiça Comum, e não das ações penais; e) A Terceira Seção do Superior Tribunal de Justiça, em decisão proferida em 25.06.1997, conheceu do conflito de competência do Juízo do de Direito da 4... Vara do Tribunal do Júri de Penha da França da Comarca de São Paulo/SP. 5. A Lei n 9.299/96 entrou em vigor antes da sentença de mérito proferida pelo Juízo de Direito da 4... Vara do Tribunal do Júri São Paulo/SP, que ocorreu em 14.09.2005, não configurando qualquer vício apto a inquinar de nulidade o processo. A decisão meramente formal do conflito de competência não atinge diretamente a liberdade ambulatorial, razão por que inadmissível o recurso substitutivo cuja pretensão meritória não atende pressupostos para a concessão ex officio da ordem. 6. Ordem denegada. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4266087. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 14 Ementa e Acórdão HC 111406 / SP A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em denegar a ordem de habeas corpus, nos termos do voto do Relator. Brasília, 25 de junho de 2013. LUIZ FUX – Relator Documento assinado digitalmente 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4266087. Supremo Tribunal Federal HC 111406 / SP A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em denegar a ordem de habeas corpus, nos termos do voto do Relator. Brasília, 25 de junho de 2013. LUIZ FUX – Relator Documento assinado digitalmente 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4266087. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 14 Relatório 25/06/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 111.406 SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX PACTE.(S) :JOSUÉ FIGUEIRA RAMOS IMPTE.(S) :THOMAS LAW E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de habeas corpus, aparelhado com pedido de liminar, impetrado em favor de Josué Figueira Ramos contra acórdão proferido em 25.06.1997 pelo Superior Tribunal de Justiça no julgamento de Conflito de Competência (Código Civil Brasileiro n 19.833/SP), cuja ementa é a seguinte, verbis: CONFLITO DE COMPETÊNCIA. CRIMINAL. POLICIAL MILITAR. FOLGA. UTILIZAÇÃO DE ARMA DA CORPORAÇÃO. TENTATIVA DE HOMICÍDIO CONTRA CIVIL. 1. É competente a Justiça Estadual para processar e julgar crimes dolosos contra a vida praticados por militar, fora de serviço, ainda que usado para o delito, arma da corporação. 2. Conflito conhecido para declarar a competência em favor do Juízo de Direito da 4... Vara do Júri do Foro Regional VI Penha de Franca – São Paulo/SP. Noticiam os autos que o paciente, policial militar, foi denunciado perante o Juízo Auditor da 4... Auditoria da Justiça Militar do Estado de São Paulo pela prática de homicídio contra civil (Código Penal Brasileiro, art. 121). O delito teria se consumado quando o paciente, no dia 18.11.1995, valendo-se de arma de fogo da Corporação a cujos quadros pertencia, efetuou disparos contra Marco Antônio Alves Rodrigues, que culminaram em sua morte. A Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4266088. Supremo Tribunal Federal 25/06/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 111.406 SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX PACTE.(S) :JOSUÉ FIGUEIRA RAMOS IMPTE.(S) :THOMAS LAW E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de habeas corpus, aparelhado com pedido de liminar, impetrado em favor de Josué Figueira Ramos contra acórdão proferido em 25.06.1997 pelo Superior Tribunal de Justiça no julgamento de Conflito de Competência (Código Civil Brasileiro n 19.833/SP), cuja ementa é a seguinte, verbis: CONFLITO DE COMPETÊNCIA. CRIMINAL. POLICIAL MILITAR. FOLGA. UTILIZAÇÃO DE ARMA DA CORPORAÇÃO. TENTATIVA DE HOMICÍDIO CONTRA CIVIL. 1. É competente a Justiça Estadual para processar e julgar crimes dolosos contra a vida praticados por militar, fora de serviço, ainda que usado para o delito, arma da corporação. 2. Conflito conhecido para declarar a competência em favor do Juízo de Direito da 4... Vara do Júri do Foro Regional VI Penha de Franca – São Paulo/SP. Noticiam os autos que o paciente, policial militar, foi denunciado perante o Juízo Auditor da 4... Auditoria da Justiça Militar do Estado de São Paulo pela prática de homicídio contra civil (Código Penal Brasileiro, art. 121). O delito teria se consumado quando o paciente, no dia 18.11.1995, valendo-se de arma de fogo da Corporação a cujos quadros pertencia, efetuou disparos contra Marco Antônio Alves Rodrigues, que culminaram em sua morte. A Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4266088. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 14 Relatório HC 111406 / SP denúncia foi recebida pela Justiça Militar em 06.03.1996. Nada obstante isso, o Juízo castrense reputou-se incompetente para apreciar e julgar o feito, ante a superveniência de alteração promovida pela Lei n 9.299/96, que, mediante a inclusão do parágrafo único ao art. 9... do Código Penal Militar, estabelecera a competência da Justiça Comum para o julgamento dos crimes dolosos contra a vida cometidos por militar contra civil. Os autos, então, foram remetidos ao Juízo de Direito da 4... Vara do Tribunal do Júri da Comarca de São Paulo/SP que, por sua vez, suscitou, perante o Superior Tribunal de Justiça, conflito negativo de competência (Código Civil Brasileiro n 19.833/SP). Argumentou que o § 2... do art. 82 do Código de Processo Penal Militar, também acrescentado pela Lei n 9.299/96, objetivou apenas o encaminhamento dos inquéritos em andamento à Justiça Comum, e não das ações penais. A Terceira Seção daquela Corte Superior, em decisão de 25.06.1997, conheceu do conflito para declarar a competência do Juízo de Direito da 4... Vara do Tribunal do Júri – Fórum Regional VI – Penha de França – da Comarca de São Paulo/SP. Eis a ementa daquele julgado: CONFLITO DE COMPETENCIA. CRIMINAL. POLICIAL MILITAR. FOLGA. UTILIZAÇÃO DE ARMA DA CORPORAÇÃO. TENTATIVA DE HOMICIDIO CONTRA CIVIL. 1. É COMPETENTE A JUSTIÇA ESTADUAL PARA PROCESSAR E JULGAR CRIMES DOLOSOS CONTRA A VIDA PRATICADOS POR MILITAR, FORA DE SERVIÇO, AINDA QUE USADO PARA O DELITO, ARMA DA CORPORAÇÃO. 2. CONFLITO CONHECIDO PARA DECLARAR A COMPETENCIA EM FAVOR DO JUIZO DE DIREITO DA 4A. VARA DO JURI DO FORO REGIONAL VI PENHA DE FRANCA - SÃO PAULO/SP, O SUSCITANTE. Prossigo no relatório para afirmar que, ao apreciar o feito, o Juízo de Direito da 4... Vara do Tribunal do Júri São Paulo/SP que, por fim, no dia 14.09.2005, proferiu sentença condenatória pela prática do crime previsto 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4266088. Supremo Tribunal Federal HC 111406 / SP denúncia foi recebida pela Justiça Militar em 06.03.1996. Nada obstante isso, o Juízo castrense reputou-se incompetente para apreciar e julgar o feito, ante a superveniência de alteração promovida pela Lei n 9.299/96, que, mediante a inclusão do parágrafo único ao art. 9... do Código Penal Militar, estabelecera a competência da Justiça Comum para o julgamento dos crimes dolosos contra a vida cometidos por militar contra civil. Os autos, então, foram remetidos ao Juízo de Direito da 4... Vara do Tribunal do Júri da Comarca de São Paulo/SP que, por sua vez, suscitou, perante o Superior Tribunal de Justiça, conflito negativo de competência (Código Civil Brasileiro n 19.833/SP). Argumentou que o § 2... do art. 82 do Código de Processo Penal Militar, também acrescentado pela Lei n 9.299/96, objetivou apenas o encaminhamento dos inquéritos em andamento à Justiça Comum, e não das ações penais. A Terceira Seção daquela Corte Superior, em decisão de 25.06.1997, conheceu do conflito para declarar a competência do Juízo de Direito da 4... Vara do Tribunal do Júri – Fórum Regional VI – Penha de França – da Comarca de São Paulo/SP. Eis a ementa daquele julgado: CONFLITO DE COMPETENCIA. CRIMINAL. POLICIAL MILITAR. FOLGA. UTILIZAÇÃO DE ARMA DA CORPORAÇÃO. TENTATIVA DE HOMICIDIO CONTRA CIVIL. 1. É COMPETENTE A JUSTIÇA ESTADUAL PARA PROCESSAR E JULGAR CRIMES DOLOSOS CONTRA A VIDA PRATICADOS POR MILITAR, FORA DE SERVIÇO, AINDA QUE USADO PARA O DELITO, ARMA DA CORPORAÇÃO. 2. CONFLITO CONHECIDO PARA DECLARAR A COMPETENCIA EM FAVOR DO JUIZO DE DIREITO DA 4A. VARA DO JURI DO FORO REGIONAL VI PENHA DE FRANCA - SÃO PAULO/SP, O SUSCITANTE. Prossigo no relatório para afirmar que, ao apreciar o feito, o Juízo de Direito da 4... Vara do Tribunal do Júri São Paulo/SP que, por fim, no dia 14.09.2005, proferiu sentença condenatória pela prática do crime previsto 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4266088. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 14 Relatório HC 111406 / SP no art. 121, § 2..., II e IV, do Código Penal, à pena de 13 anos de reclusão. Irresignado com a decisão no Código Civil Brasileiro n 19.833/SP, adveio o presente habeas corpus. Nesta impetração, aduzem os Impetrantes ultraje ao princípio do juiz natural (CRFB/88, art. 5..., XXXV), porquanto o homicídio praticado pelo paciente com arma da corporação em 18.11.1995 não poderia ser regido pela Lei n 9.299/96, determinante da competência do Tribunal do Júri no caso, que entrou em vigor em 07.08.1996. Em 1....12.2011, indeferi o pleito liminar. O Ministério Público Federal manifestou-se pela denegação da ordem. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4266088. Supremo Tribunal Federal HC 111406 / SP no art. 121, § 2..., II e IV, do Código Penal, à pena de 13 anos de reclusão. Irresignado com a decisão no Código Civil Brasileiro n 19.833/SP, adveio o presente habeas corpus. Nesta impetração, aduzem os Impetrantes ultraje ao princípio do juiz natural (CRFB/88, art. 5..., XXXV), porquanto o homicídio praticado pelo paciente com arma da corporação em 18.11.1995 não poderia ser regido pela Lei n 9.299/96, determinante da competência do Tribunal do Júri no caso, que entrou em vigor em 07.08.1996. Em 1....12.2011, indeferi o pleito liminar. O Ministério Público Federal manifestou-se pela denegação da ordem. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4266088. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 14 Voto - MIN. LUIZ FUX 25/06/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 111.406 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Ab initio, assento que, em matéria de direito intertemporal, as disposições legais atinentes à jurisdição e competência aplicam-se de imediato aos processos em curso, salvo se já houver sentença de mérito proferida. Com efeito, a Lei 9.299/96, que alterou a redação do § único do art. 9... do Código Penal Militar, a despeito de sua topografia, ostenta nítida natureza processual, razão por que é inobjetável a sua incidência imediata ao caso sub examine, sem prejuízo da validade dos atos realizados sob a vigência da redação anterior. Nesse mesmo sentido é a jurisprudência da Corte: EMENTA: - DIREITO CONSTITUCIONAL, PENAL E PROCESSUAL PENAL MILITAR. JURISDIÇÃO. COMPETÊNCIA. CRIME MILITAR: HOMICÍDIO DOLOSO CONTRA A VIDA DE CIVIL, IMPUTADO A POLICIAIS MILITARES. RÉUS JULGADOS EM 1... INSTÂNCIA NA JUSTIÇA MILITAR (ART. 441 DO CÓDIGO DE PROCESSO PENAL MILITAR) E, EM SEGUNDO GRAU, NO TRIBUNAL DE JUSTIÇA E NÃO NO TRIBUNAL DE JUSTIÇA MILITAR. INVALIDADE DO JULGAMENTO DA APELAÇÃO. COMPETÊNCIA: ARTS. 1... E 2... DA LEI n 9.299, DE 07.08.1996. "HABEAS CORPUS". 1. O julgamento, em 1... instância, ocorreu a 29 de julho de 1996, quando a Justiça Militar ainda era a competente para isso, ou seja, para julgar processo por crime de homicídio doloso, praticado por policial militar, em serviço, contra civil (art. 125, § 4..., da Constituição Federal, e art. 9o, II, "c", do Código Penal Militar, Decreto-lei n 1.001, de 21.10.1969). 2. É essa, com efeito, a data que deve ser considerada, pois, nela se proclamou o resultado do julgamento (art. 441 do Código de Processo Penal Militar), não passando a lavratura da sentença de mera formalização escrita do que já ficara decidido antes. 3. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4266089. Supremo Tribunal Federal 25/06/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 111.406 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Ab initio, assento que, em matéria de direito intertemporal, as disposições legais atinentes à jurisdição e competência aplicam-se de imediato aos processos em curso, salvo se já houver sentença de mérito proferida. Com efeito, a Lei 9.299/96, que alterou a redação do § único do art. 9... do Código Penal Militar, a despeito de sua topografia, ostenta nítida natureza processual, razão por que é inobjetável a sua incidência imediata ao caso sub examine, sem prejuízo da validade dos atos realizados sob a vigência da redação anterior. Nesse mesmo sentido é a jurisprudência da Corte: EMENTA: - DIREITO CONSTITUCIONAL, PENAL E PROCESSUAL PENAL MILITAR. JURISDIÇÃO. COMPETÊNCIA. CRIME MILITAR: HOMICÍDIO DOLOSO CONTRA A VIDA DE CIVIL, IMPUTADO A POLICIAIS MILITARES. RÉUS JULGADOS EM 1... INSTÂNCIA NA JUSTIÇA MILITAR (ART. 441 DO CÓDIGO DE PROCESSO PENAL MILITAR) E, EM SEGUNDO GRAU, NO TRIBUNAL DE JUSTIÇA E NÃO NO TRIBUNAL DE JUSTIÇA MILITAR. INVALIDADE DO JULGAMENTO DA APELAÇÃO. COMPETÊNCIA: ARTS. 1... E 2... DA LEI n 9.299, DE 07.08.1996. "HABEAS CORPUS". 1. O julgamento, em 1... instância, ocorreu a 29 de julho de 1996, quando a Justiça Militar ainda era a competente para isso, ou seja, para julgar processo por crime de homicídio doloso, praticado por policial militar, em serviço, contra civil (art. 125, § 4..., da Constituição Federal, e art. 9o, II, "c", do Código Penal Militar, Decreto-lei n 1.001, de 21.10.1969). 2. É essa, com efeito, a data que deve ser considerada, pois, nela se proclamou o resultado do julgamento (art. 441 do Código de Processo Penal Militar), não passando a lavratura da sentença de mera formalização escrita do que já ficara decidido antes. 3. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4266089. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 14 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 111406 / SP Pouco importa, pois, que, à data da publicação da sentença, 12 de agosto de 1996 (art. 443 do C.P.P.M.), já estivesse em vigor a Lei n 9.299, de 7 de agosto de 1996, publicada no D.O.U. de 8 de agosto de 1996, e que, alterando dispositivos dos Decretos- leis ns 1.001 e 1.002, de 21 de outubro de 1969, Códigos Penal Militar e de Processo Penal Militar, respectivamente, haja desconsiderado como crime militar o doloso contra a vida, cometido por militar contra civil, atribuindo à competência para o respectivo julgamento à Justiça Comum (artigos 1o e 2o da Lei, inclusive com a nova redação dada ao art. 82). 4. O aresto impugnado, do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo - e não do Tribunal de Justiça Militar do Estado -, não só conheceu do recurso do Ministério Público Militar, como lhe deu provimento para anular o julgamento ocorrido, em data de 29 de julho de 1996, pela Justiça Militar, mas, também, para determinar a remessa dos autos à Vara do Júri, para observância dos artigos 407 e seguintes do Código de Processo Penal. 5. Sucede que a Justiça Militar, como já ficou dito, ao tempo do julgamento, a 29 de julho de 1996, em 1... instância, era, ainda, a competente para isso. 6. Em circunstâncias assemelhadas, tem decidido esta Primeira Turma, que o recurso deve ser julgado pelo Tribunal de Justiça Militar (onde houver, como no caso), e não pelo Tribunal de Justiça. 7. Assim, por exemplo, no "H.C." n 76.883 e no "H.C." n 76.380. Da ementa do acórdão, neste último, constou: "As disposições concernentes à jurisdição e competência se aplicam de imediato, mas, se já houver sentença relativa ao mérito, a causa prossegue na jurisdição em que ela foi prolatada, salvo se suprimido o Tribunal que deverá julgar o recurso." 8. Como o Tribunal de Justiça Militar do Estado de São Paulo não foi extinto, continua competente para o julgamento da Apelação. 9. "Habeas Corpus" deferido, para anulação do acórdão do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, a fim de que o julgamento da Apelação seja feito pelo Tribunal de Justiça Militar do mesmo Estado. 10. Com esse desfecho, no caso concreto, em que fica preservada a competência da Justiça 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4266089. Supremo Tribunal Federal HC 111406 / SP Pouco importa, pois, que, à data da publicação da sentença, 12 de agosto de 1996 (art. 443 do C.P.P.M.), já estivesse em vigor a Lei n 9.299, de 7 de agosto de 1996, publicada no D.O.U. de 8 de agosto de 1996, e que, alterando dispositivos dos Decretos- leis ns 1.001 e 1.002, de 21 de outubro de 1969, Códigos Penal Militar e de Processo Penal Militar, respectivamente, haja desconsiderado como crime militar o doloso contra a vida, cometido por militar contra civil, atribuindo à competência para o respectivo julgamento à Justiça Comum (artigos 1o e 2o da Lei, inclusive com a nova redação dada ao art. 82). 4. O aresto impugnado, do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo - e não do Tribunal de Justiça Militar do Estado -, não só conheceu do recurso do Ministério Público Militar, como lhe deu provimento para anular o julgamento ocorrido, em data de 29 de julho de 1996, pela Justiça Militar, mas, também, para determinar a remessa dos autos à Vara do Júri, para observância dos artigos 407 e seguintes do Código de Processo Penal. 5. Sucede que a Justiça Militar, como já ficou dito, ao tempo do julgamento, a 29 de julho de 1996, em 1... instância, era, ainda, a competente para isso. 6. Em circunstâncias assemelhadas, tem decidido esta Primeira Turma, que o recurso deve ser julgado pelo Tribunal de Justiça Militar (onde houver, como no caso), e não pelo Tribunal de Justiça. 7. Assim, por exemplo, no "H.C." n 76.883 e no "H.C." n 76.380. Da ementa do acórdão, neste último, constou: "As disposições concernentes à jurisdição e competência se aplicam de imediato, mas, se já houver sentença relativa ao mérito, a causa prossegue na jurisdição em que ela foi prolatada, salvo se suprimido o Tribunal que deverá julgar o recurso." 8. Como o Tribunal de Justiça Militar do Estado de São Paulo não foi extinto, continua competente para o julgamento da Apelação. 9. "Habeas Corpus" deferido, para anulação do acórdão do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, a fim de que o julgamento da Apelação seja feito pelo Tribunal de Justiça Militar do mesmo Estado. 10. Com esse desfecho, no caso concreto, em que fica preservada a competência da Justiça 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4266089. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 14 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 111406 / SP Militar, para tal fim, resta prejudicada a argüição de inconstitucionalidade dos artigos 1... e 2... da Lei n 9.299, de 07.08.1996. 11. Decisão unânime: 1... Turma. (HC 78320/SP, rel. Min. Sydney Sanches, 1... Turma, DJ de 28/5/1999) EMENTA: PENAL. PROCESSUAL PENAL. HABEAS CORPUS. CRIMES DOLOSOS CONTRA A VIDA PRATICADOS POR MILITAR OU POLICIAL MILITAR, CONTRA CIVIL. COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA COMUM. LEI 9.299, DE 7/8/96. EXAME DE PROVA: IMPOSSIBILIDADE. PRETENSÃO DE JULGAMENTO PELO TRIBUNAL DO JÚRI: IMPOSSIBILIDADE. PRISÃO DOS RÉUS: LEGALIDADE. I. - Com a promulgação da Lei 9.299/96, os crimes dolosos contra a vida praticados por militar ou policial militar, contra civil, passaram a ser da competência da Justiça comum. II. - A alegação de que os réus agiram em legítima defesa implicaria o revolvimento de toda a prova, o que não se admite nos estreitos limites do habeas corpus. III. - Hipótese em que já tendo sido proferida sentença de primeiro grau e estando pendente de julgamento a apelação dos réus, não há falar em novo julgamento, pelo Tribunal do Júri, em razão da promulgação da Lei 9.299/96. A controvérsia ficou restrita, no caso, à competência para o julgamento do recurso. IV. - HC indeferido. (HC 76510/SP, rel. Min. Carlos Velloso, 2...Turma, DJ de 15/5/21998) Adite-se a isso que a Lei n 9.299/96 entrou em vigor antes da sentença de mérito proferida pelo Juízo de Direito da 4... Vara do Tribunal do Júri São Paulo/SP, que ocorreu em 14.09.2005, o que afasta a existência de qualquer vício que possa inquinar de nulidade o feito. Destarte, irretocável o aresto do e. Superior Tribunal de Justiça que, ao julgar o Conflito de Competência n 19.833/SP, entendeu ser competente para processar e julgar o feito o Juízo de Direito da 4... Vara do Tribunal do Júri São Paulo/SP, ante a superveniência da modificação 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4266089. Supremo Tribunal Federal HC 111406 / SP Militar, para tal fim, resta prejudicada a argüição de inconstitucionalidade dos artigos 1... e 2... da Lei n 9.299, de 07.08.1996. 11. Decisão unânime: 1... Turma. (HC 78320/SP, rel. Min. Sydney Sanches, 1... Turma, DJ de 28/5/1999) EMENTA: PENAL. PROCESSUAL PENAL. HABEAS CORPUS. CRIMES DOLOSOS CONTRA A VIDA PRATICADOS POR MILITAR OU POLICIAL MILITAR, CONTRA CIVIL. COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA COMUM. LEI 9.299, DE 7/8/96. EXAME DE PROVA: IMPOSSIBILIDADE. PRETENSÃO DE JULGAMENTO PELO TRIBUNAL DO JÚRI: IMPOSSIBILIDADE. PRISÃO DOS RÉUS: LEGALIDADE. I. - Com a promulgação da Lei 9.299/96, os crimes dolosos contra a vida praticados por militar ou policial militar, contra civil, passaram a ser da competência da Justiça comum. II. - A alegação de que os réus agiram em legítima defesa implicaria o revolvimento de toda a prova, o que não se admite nos estreitos limites do habeas corpus. III. - Hipótese em que já tendo sido proferida sentença de primeiro grau e estando pendente de julgamento a apelação dos réus, não há falar em novo julgamento, pelo Tribunal do Júri, em razão da promulgação da Lei 9.299/96. A controvérsia ficou restrita, no caso, à competência para o julgamento do recurso. IV. - HC indeferido. (HC 76510/SP, rel. Min. Carlos Velloso, 2...Turma, DJ de 15/5/21998) Adite-se a isso que a Lei n 9.299/96 entrou em vigor antes da sentença de mérito proferida pelo Juízo de Direito da 4... Vara do Tribunal do Júri São Paulo/SP, que ocorreu em 14.09.2005, o que afasta a existência de qualquer vício que possa inquinar de nulidade o feito. Destarte, irretocável o aresto do e. Superior Tribunal de Justiça que, ao julgar o Conflito de Competência n 19.833/SP, entendeu ser competente para processar e julgar o feito o Juízo de Direito da 4... Vara do Tribunal do Júri São Paulo/SP, ante a superveniência da modificação 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4266089. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 14 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 111406 / SP legislativa operada pela Lei n 9.299/96. Ex positis, denego a ordem. É como voto. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4266089. Supremo Tribunal Federal HC 111406 / SP legislativa operada pela Lei n 9.299/96. Ex positis, denego a ordem. É como voto. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4266089. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 14 Esclarecimento 25/06/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 111.406 SÃO PAULO O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Presidente, estava em situação de atividade como militar, não? Ou foi um incidente? Porque o simples uso da arma da corporação não qualifica o crime como militar, não é? O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE E RELATOR) - Não, é que o conflito, aqui, foi dirimido sob o ângulo intertemporal mesmo. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Tenho dúvida se seria um crime militar. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE E RELATOR) - Mas, de qualquer maneira, parece que foi acidental; ele estava no exercício da função; parece. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Ah, estava no exercício. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE E RELATOR) - É, parece foi acidental, estava no exercício. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Em atividade, ou então em atuação assemelhada. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE E RELATOR) - É; atuação. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4272100. Supremo Tribunal Federal 25/06/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 111.406 SÃO PAULO O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Presidente, estava em situação de atividade como militar, não? Ou foi um incidente? Porque o simples uso da arma da corporação não qualifica o crime como militar, não é? O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE E RELATOR) - Não, é que o conflito, aqui, foi dirimido sob o ângulo intertemporal mesmo. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Tenho dúvida se seria um crime militar. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE E RELATOR) - Mas, de qualquer maneira, parece que foi acidental; ele estava no exercício da função; parece. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Ah, estava no exercício. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE E RELATOR) - É, parece foi acidental, estava no exercício. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Em atividade, ou então em atuação assemelhada. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE E RELATOR) - É; atuação. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4272100. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 14 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 25/06/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 111.406 SÃO PAULO O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Presidente, o simples fato de se utilizar arma da corporação não qualifica o crime como militar. É preciso que o militar esteja em situação de atividade ou assemelhada. Ele pode, inclusive, estando em situação de atividade ou assemelhada, usar arma com numeração raspada, que não seja da corporação, e cometer crime militar. Por isso, surgiu a dúvida. Agora, a Lei n 9.299, de 7 de agosto de 1996, decorreu de um princípio básico: nos crimes dolosos contra a vida, a competência é do Tribunal do Júri, como está no rol das garantias constitucionais. Então, previu-se, em dois dispositivos, que, no caso, cabe ao Tribunal do Júri atuar. No parágrafo único, introduzido no artigo 9... do Código Penal Militar pela Lei n 9.299, de 7 de agosto de 1996, passou-se a ter: Art. 9.... [...] Parágrafo único. Os crimes de que trata este artigo, quando dolosos contra a vida e cometidos contra civil, serão da competência da justiça comum. Evidentemente, é uma norma de competência, repito, que homenageia o princípio do juízo natural, o julgamento pelo Tribunal do Júri, e, como ressaltou Sua Excelência o ministro Luiz Fux – somos bons alunos do professor José Carlos Barbosa Moreira, muito embora não tenha frequentado a Universidade Estadual do Rio de Janeiro, mas a Nacional de Direito –, as leis processuais têm aplicação imediata. Surge irrelevante o fato de, também, se ter alterado o artigo 82 e se ter previsto que: Art. 82. [...] § 2.... Nos crimes dolosos contra a vida, praticados contra Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4290885. Supremo Tribunal Federal 25/06/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 111.406 SÃO PAULO O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Presidente, o simples fato de se utilizar arma da corporação não qualifica o crime como militar. É preciso que o militar esteja em situação de atividade ou assemelhada. Ele pode, inclusive, estando em situação de atividade ou assemelhada, usar arma com numeração raspada, que não seja da corporação, e cometer crime militar. Por isso, surgiu a dúvida. Agora, a Lei n 9.299, de 7 de agosto de 1996, decorreu de um princípio básico: nos crimes dolosos contra a vida, a competência é do Tribunal do Júri, como está no rol das garantias constitucionais. Então, previu-se, em dois dispositivos, que, no caso, cabe ao Tribunal do Júri atuar. No parágrafo único, introduzido no artigo 9... do Código Penal Militar pela Lei n 9.299, de 7 de agosto de 1996, passou-se a ter: Art. 9.... [...] Parágrafo único. Os crimes de que trata este artigo, quando dolosos contra a vida e cometidos contra civil, serão da competência da justiça comum. Evidentemente, é uma norma de competência, repito, que homenageia o princípio do juízo natural, o julgamento pelo Tribunal do Júri, e, como ressaltou Sua Excelência o ministro Luiz Fux – somos bons alunos do professor José Carlos Barbosa Moreira, muito embora não tenha frequentado a Universidade Estadual do Rio de Janeiro, mas a Nacional de Direito –, as leis processuais têm aplicação imediata. Surge irrelevante o fato de, também, se ter alterado o artigo 82 e se ter previsto que: Art. 82. [...] § 2.... Nos crimes dolosos contra a vida, praticados contra Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4290885. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 14 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO HC 111406 / SP civil, a Justiça Militar encaminhará os autos do inquérito policial militar à justiça comum. Esse preceito não pode ser interpretado como excludente do encaminhamento e, também, da ação penal, porque incide, de qualquer modo, o que versado hoje no parágrafo único do artigo 9... do Código Penal Militar, com a redação imprimida pela lei nova, que não é tão nova assim, é de 1996. Por isso, ressaltando, de qualquer forma, o cuidado, o denodo do ilustre Advogado que assomou à tribuna para defender os interesses do paciente, acompanho Vossa Excelência, indeferindo a ordem. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4290885. Supremo Tribunal Federal HC 111406 / SP civil, a Justiça Militar encaminhará os autos do inquérito policial militar à justiça comum. Esse preceito não pode ser interpretado como excludente do encaminhamento e, também, da ação penal, porque incide, de qualquer modo, o que versado hoje no parágrafo único do artigo 9... do Código Penal Militar, com a redação imprimida pela lei nova, que não é tão nova assim, é de 1996. Por isso, ressaltando, de qualquer forma, o cuidado, o denodo do ilustre Advogado que assomou à tribuna para defender os interesses do paciente, acompanho Vossa Excelência, indeferindo a ordem. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4290885. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 14 Extrato de Ata - 25/06/2013 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 111.406 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX PACTE.(S) : JOSUÉ FIGUEIRA RAMOS IMPTE.(S) : THOMAS LAW E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma denegou a ordem de habeas corpus, nos termos do voto do Relator. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Falaram: o Dr. Thomas Law, pelo Paciente, e o Dr. Rodrigo Janot, Subprocurador- Geral da República, pelo Ministério Público Federal. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1... Turma, 25.6.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Subprocurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4306840 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 111.406 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX PACTE.(S) : JOSUÉ FIGUEIRA RAMOS IMPTE.(S) : THOMAS LAW E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma denegou a ordem de habeas corpus, nos termos do voto do Relator. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Falaram: o Dr. Thomas Law, pelo Paciente, e o Dr. Rodrigo Janot, Subprocurador- Geral da República, pelo Ministério Público Federal. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1... Turma, 25.6.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Subprocurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4306840 Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 14
{ "JURISPRUDENCIA": [ "HABEAS CORPUS 111 . 406", "HC n 76 . 380 / BA", "HC n 78320 / SP", "HC 76510 / SP", "HC 111406 / SP", "HC 111406 / SP", "HC 111406 / SP", "HC 111406 / SP", "HABEAS CORPUS 111 . 406", "HABEAS CORPUS 111 . 406", "HC 111406 / SP", "HC 111406 / SP", "HC 111406 / SP", "HC 111406 / SP", "HABEAS CORPUS 111 . 406", "HABEAS CORPUS 111 . 406", "HC 111406 / SP", "H", ".", "C", ".", "\"", "H", ".", "C", ".", "HC 111406 / SP", "H", "H", "C", "HC 111406 / SP", "HC 78320 / SP", "HC 76510 / SP", "Conflito de Competência n 19 . 833 / SP", "HC 111406 / SP", "HC 78320 / SP", "HC 76510 / SP", "Conflito de Competência n 19 . 833 / SP", "HC 111406 / SP", "HC 111406 / SP", "HABEAS CORPUS 111 . 406", "HABEAS CORPUS 111 . 406", "HABEAS CORPUS 111 . 406", "HABEAS CORPUS 111 . 406", "HC 111406 / SP", "HC 111406 / SP", "HABEAS CORPUS 111 . 406", "HABEAS CORPUS 111 . 406" ], "LEGISLACAO": [ "LEI n 9 . 299 / 96", "Lei n 9 . 299 / 96", "Lei n 9 . 299 / 96", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei n 9 . 299 / 96", "CPM", "Código Civil Brasileiro n 19 . 833 / SP", "§ 2 . . . do art . 82 do Código de Processo Penal Militar", "Lei n 9 . 299 / 96", "Lei n 9 . 299 / 96", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei n 9 . 299 / 96", "CPM", "Código Civil Brasileiro n 19 . 833 / SP", "§", "Lei n 9 . 299 / 96", "Lei n 9 . 299 / 96", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código Civil Brasileiro n 19 . 833 / SP", "Código Penal Brasileiro , art . 121", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código Civil Brasileiro n 19 . 833 / SP", "Código Penal Brasileiro , art . 121", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei n 9 . 299 / 96", "parágrafo único ao", "art . 9 . . . do Código Penal Militar", "Código Civil Brasileiro n 19 . 833 / SP", "§ 2 . . . do art . 82 do Código de Processo Penal Militar", "Lei n 9 . 299 / 96", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei n 9 . 299 / 96", "art . 9 . . . do Código Penal Militar", "Código Civil Brasileiro n 19 . 833 / SP", "Lei n 9 . 299 / 96", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 121 , § 2 . . . , II e IV , do Código Penal", "Código Civil Brasileiro n 19 . 833 / SP", "CRFB", "/", "88 , art . 5 . . . , XXXV", "Lei n 9 . 299 / 96", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 121 , § 2 . . . , II e IV , do Código Penal", "Código Civil Brasileiro n 19 . 833 / SP", "CRFB", "/", "88 , art . 5 . . . , XXXV", "Lei n 9 . 299 / 96", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei 9 . 299 / 96", "§ único do art . 9 . . . do Código Penal Militar", "ART . 441 DO CÓDIGO DE PROCESSO PENAL MILITAR", "ARTS .", "LEI n 9 . 299", "art . 125 , § 4 . . . , da Constituição Federal", "art . 9o , II , \" c \" , do Código Penal Militar", "Decreto", "-", "lei n 1 . 001", "art . 441 do Código de Processo Penal Militar", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei 9 . 299 / 96", "Código Penal Militar", "ART . 441 DO CÓDIGO DE PROCESSO PENAL MILITAR", "ARTS . 1 . . . 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"Carlos Velloso", "Sydney Sanches", "Carlos Velloso", "LUIZ FUX", "MARCO AURÉLIO", "LUIZ FUX", "MARCO AURÉLIO", "LUIZ FUX", "MARCO AURÉLIO", "LUIZ FUX", "MARCO AURÉLIO", "LUIZ FUX", "MARCO AURÉLIO", "LUIZ FUX", "MARCO AURÉLIO", "LUIZ FUX", "MARCO AURÉLIO", "LUIZ FUX", "MARCO AURÉLIO", "LUIZ FUX", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "Luiz Fux", "José Carlos Barbosa Moreira", "MARCO AURÉLIO", "Luiz Fux", "José Carlos Barbosa Moreira", "MARCO AURÉLIO", "LUIZ FUX", "JOSUÉ FIGUEIRA RAMOS", "THOMAS LAW", "Dias Toffoli", "Thomas Law", "Rodrigo Janot", "Luiz Fux", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Rosa Weber", "Rodrigo Janot", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "LUIZ FUX", "JOSUÉ FIGUEIRA RAMOS", "THOMAS LAW", "Dias Toffoli", "Thomas Law", "Rodrigo Janot", "Luiz Fux", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Rosa Weber", "Rodrigo Janot", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "25", "/", "06", "/", "2013", "1997", "05", ".", "06", ".", "1998", "28", "/", "5", "/", 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Ementa e Acórdão 20/05/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 790.299 SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :LOJA MAÇÔNICA BARÃO DE RAMALHO ADV.(A/S) :MARCOS ALEXANDRE RIVIELLO BALDUÍNO AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DE PIRASSUNUNGA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE PIRASSUNUNGA Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Tributário. Loja Maçônica. Imunidade Tributária. Art. 150, VI, “b”. Não incidência. 3. Reexame de fatos e provas. Óbice da Súmula 279, STF 4. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 20 de maio de 2014. Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5982778. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Relatório 20/05/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 790.299 SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :LOJA MAÇÔNICA BARÃO DE RAMALHO ADV.(A/S) :MARCOS ALEXANDRE RIVIELLO BALDUÍNO AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DE PIRASSUNUNGA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE PIRASSUNUNGA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão monocrática de fls. 896/898, de minha relatoria, que negou seguimento a recurso interposto, tendo em vista a incidência do Enunciado 279, bem como em jurisprudência desta Corte. No agravo regimental, sustenta-se, em síntese, o seguinte: “(...)o comando do art. 150, VI, “b” CF não inclui a palavra “religião” ou ainda, a expressão “religioso” ao vocábulo “culto”, para que necessariamente e somente sob esta condição, exista a limitação do poder de tributar do instituto da imunidade constitucional”. (fl. 911) Ademais, afirma-se que se adotou interpretação restritiva do comando constitucional insculpido no art. 150, VI, “b”, do texto constitucional. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5982779. Supremo Tribunal Federal 20/05/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 790.299 SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :LOJA MAÇÔNICA BARÃO DE RAMALHO ADV.(A/S) :MARCOS ALEXANDRE RIVIELLO BALDUÍNO AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DE PIRASSUNUNGA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE PIRASSUNUNGA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão monocrática de fls. 896/898, de minha relatoria, que negou seguimento a recurso interposto, tendo em vista a incidência do Enunciado 279, bem como em jurisprudência desta Corte. No agravo regimental, sustenta-se, em síntese, o seguinte: “(...)o comando do art. 150, VI, “b” CF não inclui a palavra “religião” ou ainda, a expressão “religioso” ao vocábulo “culto”, para que necessariamente e somente sob esta condição, exista a limitação do poder de tributar do instituto da imunidade constitucional”. (fl. 911) Ademais, afirma-se que se adotou interpretação restritiva do comando constitucional insculpido no art. 150, VI, “b”, do texto constitucional. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5982779. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Voto - MIN. GILMAR MENDES 20/05/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 790.299 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Pretende o agravante afastar a cobrança do imposto sobre serviços de qualquer natureza incidente sobre atividade de construção civil relativa à ampliação de prédio de loja maçônica, ao argumento de que as atividades ritualísticas ali desenvolvidas justificam a aplicação da imunidade dos templos de qualquer culto, prevista no art. 150, VI, “b”, da Constituição Federal. O acórdão recorrido (fls. 829) afastou a imunidade pretendida, ao fundamento de que a entidade recorrente não deveria receber tratamento tributário de entidade religiosa, visto não professar nem praticar culto religioso da qualquer espécie. Consta da decisão: “(...) o fato de haver prática de certos rituais iniciáticos ou denominar-se a sede como “templo” é insuficiente para que pudesse enquadrar a autora como entidade imune, subsumida na hipótese prevista no art. 150, VI, “b” (templos de qualquer culto). Já que não é entidade religiosa”. (fl. 831) A conclusão não diverge da orientação assentada na jurisprudência desta Corte, no sentido de que a regra de imunidade prevista no prevista art. 150, VI, “b”, diz respeito às entidades religiosas. Nessa linha, cito os seguintes julgados: “CONSTITUCIONAL. TRIBUTÁRIO. AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. IPTU. IMUNIDADE DE TEMPLOS. PRÉDIOS SEPARADOS DAQUELE EM QUE SE REALIZAM OS CULTOS. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5982780. Supremo Tribunal Federal 20/05/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 790.299 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Pretende o agravante afastar a cobrança do imposto sobre serviços de qualquer natureza incidente sobre atividade de construção civil relativa à ampliação de prédio de loja maçônica, ao argumento de que as atividades ritualísticas ali desenvolvidas justificam a aplicação da imunidade dos templos de qualquer culto, prevista no art. 150, VI, “b”, da Constituição Federal. O acórdão recorrido (fls. 829) afastou a imunidade pretendida, ao fundamento de que a entidade recorrente não deveria receber tratamento tributário de entidade religiosa, visto não professar nem praticar culto religioso da qualquer espécie. Consta da decisão: “(...) o fato de haver prática de certos rituais iniciáticos ou denominar-se a sede como “templo” é insuficiente para que pudesse enquadrar a autora como entidade imune, subsumida na hipótese prevista no art. 150, VI, “b” (templos de qualquer culto). Já que não é entidade religiosa”. (fl. 831) A conclusão não diverge da orientação assentada na jurisprudência desta Corte, no sentido de que a regra de imunidade prevista no prevista art. 150, VI, “b”, diz respeito às entidades religiosas. Nessa linha, cito os seguintes julgados: “CONSTITUCIONAL. TRIBUTÁRIO. AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. IPTU. IMUNIDADE DE TEMPLOS. PRÉDIOS SEPARADOS DAQUELE EM QUE SE REALIZAM OS CULTOS. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5982780. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MIN. GILMAR MENDES ARE 790299 AGR / SP FUNCIONAMENTO E FINALIDADES ESSENCIAIS DA ENTIDADE. RECURSO PROTELATÓRIO. MULTA. AGRAVO IMPORVIDO. I - A imunidade prevista na Constituição que tem como destinatário os templos de qualquer culto deve abranger os imóveis relacionados com a finalidade e funcionamento da entidade religiosa. Precedentes. II - Recurso Protelatório. Aplicação de multa. III - Agravo regimental improvido.” (AI 690712, rel. Min. Ricardo Lewandowski, Primeira Turma, DJ 14.8.2009). “RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONSTITUCIONAL. IMUNIDADE TRIBUTÁRIA. IPTU. ARTIGO 150, VI, "B", CB/88. CEMITÉRIO. EXTENSÃO DE ENTIDADE DE CUNHO RELIGIOSO. 1. Os cemitérios que consubstanciam extensões de entidades de cunho religioso estão abrangidos pela garantia contemplada no artigo 150 da Constituição do Brasil. Impossibilidade da incidência de IPTU em relação a eles. 2. A imunidade aos tributos de que gozam os templos de qualquer culto é projetada a partir da interpretação da totalidade que o texto da Constituição é, sobretudo do disposto nos artigos 5º, VI, 19, I e 150, VI, "b". 3. As áreas da incidência e da imunidade tributária são antípodas. Recurso extraordinário provido.” (RE 578.562, rel. Min. Eros Grau, Tribunal Pleno, DJ 12.9.2008). Vale também mencionar o RE 562.351, de relatoria do Min. Ricardo Lewandowski, DJe 14.12.2012, no qual se decidiu questão constitucional idêntica a do caso em exame, no sentido da inaplicabilidade a imunidade dos templos de qualquer culto (art. 150, VI, “b”) a loja maçônica: “CONSTITUCIONAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO. IMUNIDADE TRIBUTÁRIA. ART. 150, VI, C, DA CARTA FEDERAL. NECESSIDADE DE REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. SÚMULA 279 DO STF. ART. 150, VI, B, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. ABRANGÊNCIA DO TERMO “TEMPLOS DE QUALQUER CULTO”. MAÇONARIA. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5982780. Supremo Tribunal Federal ARE 790299 AGR / SP FUNCIONAMENTO E FINALIDADES ESSENCIAIS DA ENTIDADE. RECURSO PROTELATÓRIO. MULTA. AGRAVO IMPORVIDO. I - A imunidade prevista na Constituição que tem como destinatário os templos de qualquer culto deve abranger os imóveis relacionados com a finalidade e funcionamento da entidade religiosa. Precedentes. II - Recurso Protelatório. Aplicação de multa. III - Agravo regimental improvido.” (AI 690712, rel. Min. Ricardo Lewandowski, Primeira Turma, DJ 14.8.2009). “RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONSTITUCIONAL. IMUNIDADE TRIBUTÁRIA. IPTU. ARTIGO 150, VI, "B", CB/88. CEMITÉRIO. EXTENSÃO DE ENTIDADE DE CUNHO RELIGIOSO. 1. Os cemitérios que consubstanciam extensões de entidades de cunho religioso estão abrangidos pela garantia contemplada no artigo 150 da Constituição do Brasil. Impossibilidade da incidência de IPTU em relação a eles. 2. A imunidade aos tributos de que gozam os templos de qualquer culto é projetada a partir da interpretação da totalidade que o texto da Constituição é, sobretudo do disposto nos artigos 5º, VI, 19, I e 150, VI, "b". 3. As áreas da incidência e da imunidade tributária são antípodas. Recurso extraordinário provido.” (RE 578.562, rel. Min. Eros Grau, Tribunal Pleno, DJ 12.9.2008). Vale também mencionar o RE 562.351, de relatoria do Min. Ricardo Lewandowski, DJe 14.12.2012, no qual se decidiu questão constitucional idêntica a do caso em exame, no sentido da inaplicabilidade a imunidade dos templos de qualquer culto (art. 150, VI, “b”) a loja maçônica: “CONSTITUCIONAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO. IMUNIDADE TRIBUTÁRIA. ART. 150, VI, C, DA CARTA FEDERAL. NECESSIDADE DE REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. SÚMULA 279 DO STF. ART. 150, VI, B, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. ABRANGÊNCIA DO TERMO “TEMPLOS DE QUALQUER CULTO”. MAÇONARIA. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5982780. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MIN. GILMAR MENDES ARE 790299 AGR / SP NÃO CONFIGURAÇÃO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO CONHECIDO EM PARTE E, NO QUE CONHECIDO, DESPROVIDO. I – O reconhecimento da imunidade tributária prevista no art. 150, VI, c, da Constituição Federal exige o cumprimento dos requisitos estabelecidos em lei. II – Assim, para se chegar-se à conclusão se o recorrente atende aos requisitos da lei para fazer jus à imunidade prevista neste dispositivo, necessário seria o reexame do conjunto fático- probatório constante dos autos. Incide, na espécie, o teor da Súmula 279 do STF. Precedentes. III – A imunidade tributária conferida pelo art. 150, VI, b, é restrita aos templos de qualquer culto religioso, não se aplicando à maçonaria, em cujas lojas não se professa qualquer religião. IV - Recurso extraordinário parcialmente conhecido, e desprovido na parte conhecida”. Ademais, cumpre consignar também que o exame do exato teor das atividades desenvolvidas no âmbito do edifício em questão, tal como fez o tribunal de origem, encontra óbice na orientação fixada na Súmula 279 desta Corte, na medida em que o reexame da matéria fático-probatória não justifica a abertura da via extraordinária. Por essas razões, a decisão agravada não merece reforma. Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. É como voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5982780. Supremo Tribunal Federal ARE 790299 AGR / SP NÃO CONFIGURAÇÃO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO CONHECIDO EM PARTE E, NO QUE CONHECIDO, DESPROVIDO. I – O reconhecimento da imunidade tributária prevista no art. 150, VI, c, da Constituição Federal exige o cumprimento dos requisitos estabelecidos em lei. II – Assim, para se chegar-se à conclusão se o recorrente atende aos requisitos da lei para fazer jus à imunidade prevista neste dispositivo, necessário seria o reexame do conjunto fático- probatório constante dos autos. Incide, na espécie, o teor da Súmula 279 do STF. Precedentes. III – A imunidade tributária conferida pelo art. 150, VI, b, é restrita aos templos de qualquer culto religioso, não se aplicando à maçonaria, em cujas lojas não se professa qualquer religião. IV - Recurso extraordinário parcialmente conhecido, e desprovido na parte conhecida”. Ademais, cumpre consignar também que o exame do exato teor das atividades desenvolvidas no âmbito do edifício em questão, tal como fez o tribunal de origem, encontra óbice na orientação fixada na Súmula 279 desta Corte, na medida em que o reexame da matéria fático-probatória não justifica a abertura da via extraordinária. Por essas razões, a decisão agravada não merece reforma. Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. É como voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5982780. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Extrato de Ata - 20/05/2014 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 790.299 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : LOJA MAÇÔNICA BARÃO DE RAMALHO ADV.(A/S) : MARCOS ALEXANDRE RIVIELLO BALDUÍNO AGDO.(A/S) : MUNICÍPIO DE PIRASSUNUNGA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE PIRASSUNUNGA Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, neste julgamento, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 20.05.2014. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Cármen Lúcia. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 5982163 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 790.299 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : LOJA MAÇÔNICA BARÃO DE RAMALHO ADV.(A/S) : MARCOS ALEXANDRE RIVIELLO BALDUÍNO AGDO.(A/S) : MUNICÍPIO DE PIRASSUNUNGA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE PIRASSUNUNGA Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, neste julgamento, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 20.05.2014. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Cármen Lúcia. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 5982163 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=6017802
2014-05-20T00:00:00
2014-06-04T00:00:00
A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, neste julgamento, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 20.05.2014.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Tributário. Loja Maçônica. Imunidade Tributária. Art. 150, VI, “b”. Não incidência. 3. Reexame de fatos e provas. Óbice da Súmula 279, STF 4. Agravo regimental a que se nega provimento.
sjur266476
- Acórdão(s) citado(s): (IMUNIDADE TRIBUTÁRIA, ENTIDADE RELIGIOSA) RE 562351 (1ªT), RE 578562 (TP). - Decisão monocrática citada: (IMUNIDADE TRIBUTÁRIA, ENTIDADE RELIGIOSA) AI 690712. Número de páginas: 6. Análise: 10/06/2014, AUR.
GILMAR MENDES
Segunda Turma
790299
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00150 INC-00006 LET-B\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 790299 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : LOJA MAÇÔNICA BARÃO DE RAMALHO ADV.(A/S) : MARCOS ALEXANDRE RIVIELLO BALDUÍNO AGDO.(A/S) : MUNICÍPIO DE PIRASSUNUNGA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE PIRASSUNUNGA
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Ementa e Acórdão 20/05/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 790.299 SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :LOJA MAÇÔNICA BARÃO DE RAMALHO ADV.(A/S) :MARCOS ALEXANDRE RIVIELLO BALDUÍNO AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DE PIRASSUNUNGA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE PIRASSUNUNGA Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Tributário. Loja Maçônica. Imunidade Tributária. Art. 150, VI, “b”. Não incidência. 3. Reexame de fatos e provas. Óbice da Súmula 279, Supremo Tribunal Federal 4. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 20 de maio de 2014. Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5982778. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Relatório 20/05/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 790.299 SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :LOJA MAÇÔNICA BARÃO DE RAMALHO ADV.(A/S) :MARCOS ALEXANDRE RIVIELLO BALDUÍNO AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DE PIRASSUNUNGA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE PIRASSUNUNGA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão monocrática de fls. 896/898, de minha relatoria, que negou seguimento a recurso interposto, tendo em vista a incidência do Enunciado 279, bem como em jurisprudência desta Corte. No agravo regimental, sustenta-se, em síntese, o seguinte: “(...)o comando do art. 150, VI, “b” Constituição Federal de 1988 não inclui a palavra “religião” ou ainda, a expressão “religioso” ao vocábulo “culto”, para que necessariamente e somente sob esta condição, exista a limitação do poder de tributar do instituto da imunidade constitucional”. (fl. 911) Ademais, afirma-se que se adotou interpretação restritiva do comando constitucional insculpido no art. 150, VI, “b”, do texto constitucional. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5982779. Supremo Tribunal Federal 20/05/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 790.299 SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :LOJA MAÇÔNICA BARÃO DE RAMALHO ADV.(A/S) :MARCOS ALEXANDRE RIVIELLO BALDUÍNO AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DE PIRASSUNUNGA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE PIRASSUNUNGA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão monocrática de fls. 896/898, de minha relatoria, que negou seguimento a recurso interposto, tendo em vista a incidência do Enunciado 279, bem como em jurisprudência desta Corte. No agravo regimental, sustenta-se, em síntese, o seguinte: “(...)o comando do art. 150, VI, “b” Constituição Federal de 1988 não inclui a palavra “religião” ou ainda, a expressão “religioso” ao vocábulo “culto”, para que necessariamente e somente sob esta condição, exista a limitação do poder de tributar do instituto da imunidade constitucional”. (fl. 911) Ademais, afirma-se que se adotou interpretação restritiva do comando constitucional insculpido no art. 150, VI, “b”, do texto constitucional. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5982779. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Voto - MIN. GILMAR MENDES 20/05/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 790.299 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Pretende o agravante afastar a cobrança do imposto sobre serviços de qualquer natureza incidente sobre atividade de construção civil relativa à ampliação de prédio de loja maçônica, ao argumento de que as atividades ritualísticas ali desenvolvidas justificam a aplicação da imunidade dos templos de qualquer culto, prevista no art. 150, VI, “b”, da Constituição Federal. O acórdão recorrido (fls. 829) afastou a imunidade pretendida, ao fundamento de que a entidade recorrente não deveria receber tratamento tributário de entidade religiosa, visto não professar nem praticar culto religioso da qualquer espécie. Consta da decisão: “(...) o fato de haver prática de certos rituais iniciáticos ou denominar-se a sede como “templo” é insuficiente para que pudesse enquadrar a autora como entidade imune, subsumida na hipótese prevista no art. 150, VI, “b” (templos de qualquer culto). Já que não é entidade religiosa”. (fl. 831) A conclusão não diverge da orientação assentada na jurisprudência desta Corte, no sentido de que a regra de imunidade prevista no prevista art. 150, VI, “b”, diz respeito às entidades religiosas. Nessa linha, cito os seguintes julgados: “CONSTITUCIONAL. TRIBUTÁRIO. AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. IPTU. IMUNIDADE DE TEMPLOS. PRÉDIOS SEPARADOS DAQUELE EM QUE SE REALIZAM OS CULTOS. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5982780. Supremo Tribunal Federal 20/05/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 790.299 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Pretende o agravante afastar a cobrança do imposto sobre serviços de qualquer natureza incidente sobre atividade de construção civil relativa à ampliação de prédio de loja maçônica, ao argumento de que as atividades ritualísticas ali desenvolvidas justificam a aplicação da imunidade dos templos de qualquer culto, prevista no art. 150, VI, “b”, da Constituição Federal. O acórdão recorrido (fls. 829) afastou a imunidade pretendida, ao fundamento de que a entidade recorrente não deveria receber tratamento tributário de entidade religiosa, visto não professar nem praticar culto religioso da qualquer espécie. Consta da decisão: “(...) o fato de haver prática de certos rituais iniciáticos ou denominar-se a sede como “templo” é insuficiente para que pudesse enquadrar a autora como entidade imune, subsumida na hipótese prevista no art. 150, VI, “b” (templos de qualquer culto). Já que não é entidade religiosa”. (fl. 831) A conclusão não diverge da orientação assentada na jurisprudência desta Corte, no sentido de que a regra de imunidade prevista no prevista art. 150, VI, “b”, diz respeito às entidades religiosas. Nessa linha, cito os seguintes julgados: “CONSTITUCIONAL. TRIBUTÁRIO. AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. IPTU. IMUNIDADE DE TEMPLOS. PRÉDIOS SEPARADOS DAQUELE EM QUE SE REALIZAM OS CULTOS. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5982780. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MIN. GILMAR MENDES ARE 790299 AGR / SP FUNCIONAMENTO E FINALIDADES ESSENCIAIS DA ENTIDADE. RECURSO PROTELATÓRIO. MULTA. AGRAVO IMPORVIDO. I - A imunidade prevista na Constituição que tem como destinatário os templos de qualquer culto deve abranger os imóveis relacionados com a finalidade e funcionamento da entidade religiosa. Precedentes. II - Recurso Protelatório. Aplicação de multa. III - Agravo regimental improvido.” (AI 690712, rel. Min. Ricardo Lewandowski, Primeira Turma, DJ 14.8.2009). “RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONSTITUCIONAL. IMUNIDADE TRIBUTÁRIA. IPTU. ARTIGO 150, VI, "B", CB/88. CEMITÉRIO. EXTENSÃO DE ENTIDADE DE CUNHO RELIGIOSO. 1. Os cemitérios que consubstanciam extensões de entidades de cunho religioso estão abrangidos pela garantia contemplada no artigo 150 da Constituição do Brasil. Impossibilidade da incidência de IPTU em relação a eles. 2. A imunidade aos tributos de que gozam os templos de qualquer culto é projetada a partir da interpretação da totalidade que o texto da Constituição é, sobretudo do disposto nos artigos 5..., VI, 19, I e 150, VI, "b". 3. As áreas da incidência e da imunidade tributária são antípodas. Recurso extraordinário provido.” (Recurso Extraordinário 578.562, rel. Min. Eros Grau, Tribunal Pleno, DJ 12.9.2008). Vale também mencionar o Recurso Extraordinário 562.351, de relatoria do Min. Ricardo Lewandowski, DJe 14.12.2012, no qual se decidiu questão constitucional idêntica a do caso em exame, no sentido da inaplicabilidade a imunidade dos templos de qualquer culto (art. 150, VI, “b”) a loja maçônica: “CONSTITUCIONAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO. IMUNIDADE TRIBUTÁRIA. ART. 150, VI, C, DA CARTA FEDERAL. NECESSIDADE DE REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. ART. 150, VI, B, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. ABRANGÊNCIA DO TERMO “TEMPLOS DE QUALQUER CULTO”. MAÇONARIA. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5982780. Supremo Tribunal Federal ARE 790299 AGR / SP FUNCIONAMENTO E FINALIDADES ESSENCIAIS DA ENTIDADE. RECURSO PROTELATÓRIO. MULTA. AGRAVO IMPORVIDO. I - A imunidade prevista na Constituição que tem como destinatário os templos de qualquer culto deve abranger os imóveis relacionados com a finalidade e funcionamento da entidade religiosa. Precedentes. II - Recurso Protelatório. Aplicação de multa. III - Agravo regimental improvido.” (AI 690712, rel. Min. Ricardo Lewandowski, Primeira Turma, DJ 14.8.2009). “RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONSTITUCIONAL. IMUNIDADE TRIBUTÁRIA. IPTU. ARTIGO 150, VI, "B", CB/88. CEMITÉRIO. EXTENSÃO DE ENTIDADE DE CUNHO RELIGIOSO. 1. Os cemitérios que consubstanciam extensões de entidades de cunho religioso estão abrangidos pela garantia contemplada no artigo 150 da Constituição do Brasil. Impossibilidade da incidência de IPTU em relação a eles. 2. A imunidade aos tributos de que gozam os templos de qualquer culto é projetada a partir da interpretação da totalidade que o texto da Constituição é, sobretudo do disposto nos artigos 5..., VI, 19, I e 150, VI, "b". 3. As áreas da incidência e da imunidade tributária são antípodas. Recurso extraordinário provido.” (Recurso Extraordinário 578.562, rel. Min. Eros Grau, Tribunal Pleno, DJ 12.9.2008). Vale também mencionar o Recurso Extraordinário 562.351, de relatoria do Min. Ricardo Lewandowski, DJe 14.12.2012, no qual se decidiu questão constitucional idêntica a do caso em exame, no sentido da inaplicabilidade a imunidade dos templos de qualquer culto (art. 150, VI, “b”) a loja maçônica: “CONSTITUCIONAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO. IMUNIDADE TRIBUTÁRIA. ART. 150, VI, C, DA CARTA FEDERAL. NECESSIDADE DE REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. ART. 150, VI, B, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. ABRANGÊNCIA DO TERMO “TEMPLOS DE QUALQUER CULTO”. MAÇONARIA. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5982780. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MIN. GILMAR MENDES ARE 790299 AGR / SP NÃO CONFIGURAÇÃO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO CONHECIDO EM PARTE E, NO QUE CONHECIDO, DESPROVIDO. I – O reconhecimento da imunidade tributária prevista no art. 150, VI, c, da Constituição Federal exige o cumprimento dos requisitos estabelecidos em lei. II – Assim, para se chegar-se à conclusão se o recorrente atende aos requisitos da lei para fazer jus à imunidade prevista neste dispositivo, necessário seria o reexame do conjunto fático- probatório constante dos autos. Incide, na espécie, o teor da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. Precedentes. III – A imunidade tributária conferida pelo art. 150, VI, b, é restrita aos templos de qualquer culto religioso, não se aplicando à maçonaria, em cujas lojas não se professa qualquer religião. IV - Recurso extraordinário parcialmente conhecido, e desprovido na parte conhecida”. Ademais, cumpre consignar também que o exame do exato teor das atividades desenvolvidas no âmbito do edifício em questão, tal como fez o tribunal de origem, encontra óbice na orientação fixada na Súmula 279 desta Corte, na medida em que o reexame da matéria fático-probatória não justifica a abertura da via extraordinária. Por essas razões, a decisão agravada não merece reforma. Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. É como voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5982780. Supremo Tribunal Federal ARE 790299 AGR / SP NÃO CONFIGURAÇÃO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO CONHECIDO EM PARTE E, NO QUE CONHECIDO, DESPROVIDO. I – O reconhecimento da imunidade tributária prevista no art. 150, VI, c, da Constituição Federal exige o cumprimento dos requisitos estabelecidos em lei. II – Assim, para se chegar-se à conclusão se o recorrente atende aos requisitos da lei para fazer jus à imunidade prevista neste dispositivo, necessário seria o reexame do conjunto fático- probatório constante dos autos. Incide, na espécie, o teor da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. Precedentes. III – A imunidade tributária conferida pelo art. 150, VI, b, é restrita aos templos de qualquer culto religioso, não se aplicando à maçonaria, em cujas lojas não se professa qualquer religião. IV - Recurso extraordinário parcialmente conhecido, e desprovido na parte conhecida”. Ademais, cumpre consignar também que o exame do exato teor das atividades desenvolvidas no âmbito do edifício em questão, tal como fez o tribunal de origem, encontra óbice na orientação fixada na Súmula 279 desta Corte, na medida em que o reexame da matéria fático-probatória não justifica a abertura da via extraordinária. Por essas razões, a decisão agravada não merece reforma. Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. É como voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5982780. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Extrato de Ata - 20/05/2014 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 790.299 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : LOJA MAÇÔNICA BARÃO DE RAMALHO ADV.(A/S) : MARCOS ALEXANDRE RIVIELLO BALDUÍNO AGDO.(A/S) : MUNICÍPIO DE PIRASSUNUNGA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE PIRASSUNUNGA Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, neste julgamento, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2... Turma, 20.05.2014. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Cármen Lúcia. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 5982163 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 790.299 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : LOJA MAÇÔNICA BARÃO DE RAMALHO ADV.(A/S) : MARCOS ALEXANDRE RIVIELLO BALDUÍNO AGDO.(A/S) : MUNICÍPIO DE PIRASSUNUNGA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE PIRASSUNUNGA Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, neste julgamento, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2... Turma, 20.05.2014. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Cármen Lúcia. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 5982163 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO", "Súmula 279 , Supremo Tribunal Federal", "ARE 790299 AGR / SP", "AI 690712", "Recurso Extraordinário 578 . 562", "Recurso Extraordinário 562 . 351", "SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal", "ARE 790299", "AI 690712", "Recurso Extraordinário 578 . 562", "Recurso Extraordinário 562 . 351", "SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal", "ARE 790299 AGR / SP", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 790299 AGR / SP", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 150 , VI , “ b ” Constituição Federal de 1988", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 150 , VI , “ b ” Constituição Federal de 1988", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 150 , VI , “ b ” , da Constituição Federal", "art . 150 , VI , “ b", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 150 , VI , “ b ” , da Constituição Federal", "art . 150 , VI , “ b ”", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição", "ARTIGO 150 , VI , \" B \" , CB / 88", "artigo 150 da Constituição do Brasil", "Constituição", "ART . 150 , VI , C , DA CARTA FEDERAL", "ART . 150 , VI , B , DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição", "ARTIGO 150 , VI , \" B \" , CB / 88", "artigo 150 da Constituição do Brasil", "Constituição", "artigos 5 . . .", "ART . 150 , VI , C , DA CARTA FEDERAL", "ART . 150 , VI , B , DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 150 , VI , c , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 150 , VI , c , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "SÃO PAULO", "MUNICÍPIO DE PIRASSUNUNGA", "Brasília", "SÃO PAULO", "MUNICÍPIO DE PIRASSUNUNGA", "SÃO PAULO", "MUNICÍPIO DE PIRASSUNUNGA", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "MUNICÍPIO DE PIRASSUNUNGA", "MUNICÍPIO", "PIRASSUNUNGA", "SÃO PAULO", "MUNICÍPIO DE PIRASSUNUNGA", "MUNICÍPIO DE PIRASSUNUNGA" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "LOJA MAÇÔNICA BARÃO DE RAMALHO", "MUNICÍPIO", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "LOJA MAÇÔNICA BARÃO DE RAMALHO", "MUNICÍPIO", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "LOJA MAÇÔNICA BARÃO DE RAMALHO", "MUNICÍPIO", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Primeira Turma", "Tribunal Pleno", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Tribunal Pleno", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "maçonaria", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "maçonaria", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "LOJA MAÇÔNICA BARÃO DE RAMALHO", "2", ".", ".", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "LOJA MAÇÔNICA BARÃO DE RAMALHO", "2", ".", ".", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "GILMAR MENDES", "MARCOS ALEXANDRE RIVIELLO BALDUÍNO", "Teori Zavascki", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "MARCOS ALEXANDRE RIVIELLO BALDUÍNO", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "MARCOS ALEXANDRE RIVIELLO BALDUÍNO", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "Ricardo Lewandowski", "Eros Grau", "Ricardo Lewandowski", "Ricardo Lewandowski", "Eros Grau", "Ricardo Lewandowski", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "MARCOS ALEXANDRE RIVIELLO BALDUÍNO", "Celso de Mello", "Teori Zavascki", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Cármen Lúcia", "Celso de Mello", "Cláudia Sampaio Marques", "Ravena Siqueira", "GILMAR MENDES", "MARCOS ALEXANDRE RIVIELLO BALDUÍNO", "Celso de Mello", "Teori Zavascki", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Cármen Lúcia", "Celso de Mello", "Cláudia Sampaio Marques", "Ravena Siqueira" ], "TEMPO": [ "20", "/", "05", "/", "2014", "20 de maio de 2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "20", "/", "05", "/", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "20", "/", "05", "/", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "20", "/", "05", "/", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "20", "/", "05", "/", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", ".", "8", ".", "2009", "12", ".", "9", ".", "2008", "14", ".", "12", ".", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", ".", "8", ".", "2009", "12", ".", "9", ".", "2008", "14", ".", "12", ".", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "20", "/", "05", "/", "2014", "20", ".", "05", ".", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "20", ".", "05", ".", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Decisão sobre Repercussão Geral 17/04/2014 PLENÁRIO REPERCUSSÃO GERAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 789.218 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI RECTE.(S) :MUNICÍPIO DE OURO PRETO ADV.(A/S) :JOSÉ NILO DE CASTRO E OUTRO(A/S) RECDO.(A/S) :RAIMUNDO ONOFRE GALDINO ADV.(A/S) :ANTONIO RAMOS EMENTA TRIBUTÁRIO. REPERCUSSÃO GERAL. RATIFICAÇÃO DA JURISPRUDÊNCIA. TAXA DE EXPEDIENTE. FATO GERADOR. EMISSÃO DE GUIA PARA PAGAMENTO DE TRIBUTO. AUSÊNCIA DOS CRITÉRIOS EXIGIDOS PELO ART. 145, II, CF/88. INCONSTITUCIONALIDADE. 1. A emissão de guia de recolhimento de tributos é de interesse exclusivo da Administração, sendo mero instrumento de arrecadação, não envolvendo a prestação de um serviço público ao contribuinte. 2. Possui repercussão geral a questão constitucional suscitada no apelo extremo. Ratifica-se, no caso, a jurisprudência da Corte consolidada no sentido de ser inconstitucional a instituição e a cobrança de taxas por emissão ou remessa de carnês/guias de recolhimento de tributos. Precedente do Plenário da Corte: Rp nº 903, Rel. Min. Thompson Flores, DJ de 28/6/74. 3. Recurso extraordinário do qual se conhece, mas ao qual, no mérito, se nega provimento. Decisão: O Tribunal, por maioria, reputou constitucional a questão, vencido o Ministro Marco Aurélio. Não se manifestaram os Ministros Joaquim Barbosa e Roberto Barroso. O Tribunal, por maioria, reconheceu a existência de repercussão geral da questão constitucional suscitada, vencido o Ministro Marco Aurélio. Não se manifestaram os Ministros Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5953265. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 16 Decisão sobre Repercussão Geral RE 789218 RG / MG Joaquim Barbosa e Roberto Barroso. No mérito, por maioria, reafirmou a jurisprudência dominante sobre a matéria, vencido o Ministro Marco Aurélio. Não se manifestaram os Ministros Joaquim Barbosa e Roberto Barroso. Ministro DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5953265. Supremo Tribunal Federal RE 789218 RG / MG Joaquim Barbosa e Roberto Barroso. No mérito, por maioria, reafirmou a jurisprudência dominante sobre a matéria, vencido o Ministro Marco Aurélio. Não se manifestaram os Ministros Joaquim Barbosa e Roberto Barroso. Ministro DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5953265. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 16 Manifestação sobre a Repercussão Geral 17/04/2014 PLENÁRIO REPERCUSSÃO GERAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 789.218 MINAS GERAIS TRIBUTÁRIO. REPERCUSSÃO GERAL. RATIFICAÇÃO DA JURISPRUDÊNCIA. TAXA DE EXPEDIENTE. FATO GERADOR. EMISSÃO DE GUIA PARA PAGAMENTO DE TRIBUTO. AUSÊNCIA DOS CRITÉRIOS EXIGIDOS PELO ART. 145, II, CF/88. INCONSTITUCIONALIDADE. 1. A emissão de guia de recolhimento de tributos é de interesse exclusivo da Administração, sendo mero instrumento de arrecadação, não envolvendo a prestação de um serviço público ao contribuinte. 2. Possui repercussão geral a questão constitucional suscitada no apelo extremo. Ratifica-se, no caso, a jurisprudência da Corte consolidada no sentido de ser inconstitucional a instituição e a cobrança de taxas por emissão ou remessa de carnês/guias de recolhimento de tributos. Precedente do Plenário da Corte: Rp nº 903, Rel. Min. Thompson Flores, DJ de 28/6/74. 3. Recurso extraordinário do qual se conhece, mas ao qual, no mérito, se nega provimento. MANIFESTAÇÃO Trata-se de recurso extraordinário interposto, com fundamento na letra a do permissivo constitucional, contra acórdão do Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais assim ementado: TRIBUTÁRIO. MUNICÍPIO DE OURO PRETO. IPTU. ALEGAÇÃO DE AUMENTO INDEVIDO. AUMENTO DO VALOR VENAL DO IMÓVEL. POSSIBILIDADE LEGAL. TAXAS DE COLETA DE LIXO, DE ESGOTO SANITÁRIO E DE ÁGUA. DIVISIBILIDADE. CONSTITUCIONALIDADE. TAXAS DE LIMPEZA PÚBLICA E DE Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5953263. Supremo Tribunal Federal 17/04/2014 PLENÁRIO REPERCUSSÃO GERAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 789.218 MINAS GERAIS TRIBUTÁRIO. REPERCUSSÃO GERAL. RATIFICAÇÃO DA JURISPRUDÊNCIA. TAXA DE EXPEDIENTE. FATO GERADOR. EMISSÃO DE GUIA PARA PAGAMENTO DE TRIBUTO. AUSÊNCIA DOS CRITÉRIOS EXIGIDOS PELO ART. 145, II, CF/88. INCONSTITUCIONALIDADE. 1. A emissão de guia de recolhimento de tributos é de interesse exclusivo da Administração, sendo mero instrumento de arrecadação, não envolvendo a prestação de um serviço público ao contribuinte. 2. Possui repercussão geral a questão constitucional suscitada no apelo extremo. Ratifica-se, no caso, a jurisprudência da Corte consolidada no sentido de ser inconstitucional a instituição e a cobrança de taxas por emissão ou remessa de carnês/guias de recolhimento de tributos. Precedente do Plenário da Corte: Rp nº 903, Rel. Min. Thompson Flores, DJ de 28/6/74. 3. Recurso extraordinário do qual se conhece, mas ao qual, no mérito, se nega provimento. MANIFESTAÇÃO Trata-se de recurso extraordinário interposto, com fundamento na letra a do permissivo constitucional, contra acórdão do Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais assim ementado: TRIBUTÁRIO. MUNICÍPIO DE OURO PRETO. IPTU. ALEGAÇÃO DE AUMENTO INDEVIDO. AUMENTO DO VALOR VENAL DO IMÓVEL. POSSIBILIDADE LEGAL. TAXAS DE COLETA DE LIXO, DE ESGOTO SANITÁRIO E DE ÁGUA. DIVISIBILIDADE. CONSTITUCIONALIDADE. TAXAS DE LIMPEZA PÚBLICA E DE Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5953263. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 16 Manifestação sobre a Repercussão Geral RE 789218 RG / MG CONSERVAÇÃO DE VIAS E LOGRADOUROS PÚBLICOS. INDIVISIBILIDADE. INCONSTITUCIONALIDADE. TAXA DE EXPEDIENTE. VALOR CORRESPONDENTE À EXPEDIÇÃO DA GUIA. CONFIRMAÇÃO DA SENTENÇA. 1. A alegação de aumento indevido do IPTU sucumbe à verificação de que a diferença percebida se deveu ao aumento do valor venal do imóvel, ou seja, efetivou-se a legislação local (artigos 78 a 87). 2. As taxas de Coleta de Lixo, de Esgoto Sanitários e de Água previstas na legislação municipal de Ouro Preto possuem a necessária divisibilidade e especificidade estipuladas no artigo 145, II, da Constituição não havendo qualquer indício, pois, de inconstitucionalidade. 3. As Taxas de Limpeza Pública e de Conservação de Vias e logradouros Públicos do Município de Ouro Preto dizem respeito a serviços prestados indistintamente a toda coletividade, violando, pois, a essencial característica da divisibilidade apontada na Constituição o que implica no reconhecimento das suas inconstitucionalidades. 4. O valor da Taxa de Expediente deve corresponder ao valor necessário para a expedição da guia. Sob o enfoque da repercussão geral, aduz o recorrente que a decisão afronta diretamente o art. 145, II, da Constituição Federal e que é passível de repercutir em inúmeras ações [em] face de Municípios, Estados e da própria União, que constantemente instituem a cobrança deste mesmo tipo de taxa, sendo relevante que não sejam criados precedentes que declarem inconstitucional dispositivo que respeita a norma constitucional considerada 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5953263. Supremo Tribunal Federal RE 789218 RG / MG CONSERVAÇÃO DE VIAS E LOGRADOUROS PÚBLICOS. INDIVISIBILIDADE. INCONSTITUCIONALIDADE. TAXA DE EXPEDIENTE. VALOR CORRESPONDENTE À EXPEDIÇÃO DA GUIA. CONFIRMAÇÃO DA SENTENÇA. 1. A alegação de aumento indevido do IPTU sucumbe à verificação de que a diferença percebida se deveu ao aumento do valor venal do imóvel, ou seja, efetivou-se a legislação local (artigos 78 a 87). 2. As taxas de Coleta de Lixo, de Esgoto Sanitários e de Água previstas na legislação municipal de Ouro Preto possuem a necessária divisibilidade e especificidade estipuladas no artigo 145, II, da Constituição não havendo qualquer indício, pois, de inconstitucionalidade. 3. As Taxas de Limpeza Pública e de Conservação de Vias e logradouros Públicos do Município de Ouro Preto dizem respeito a serviços prestados indistintamente a toda coletividade, violando, pois, a essencial característica da divisibilidade apontada na Constituição o que implica no reconhecimento das suas inconstitucionalidades. 4. O valor da Taxa de Expediente deve corresponder ao valor necessário para a expedição da guia. Sob o enfoque da repercussão geral, aduz o recorrente que a decisão afronta diretamente o art. 145, II, da Constituição Federal e que é passível de repercutir em inúmeras ações [em] face de Municípios, Estados e da própria União, que constantemente instituem a cobrança deste mesmo tipo de taxa, sendo relevante que não sejam criados precedentes que declarem inconstitucional dispositivo que respeita a norma constitucional considerada 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5953263. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 16 Manifestação sobre a Repercussão Geral RE 789218 RG / MG violada. No mérito, o Município insurge-se exclusivamente quanto à exação intitulada Taxa de Expediente, relativa à expedição de guia para pagamento de tributo, a qual foi declarada inconstitucional pelo Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais. Sustenta o recorrente violação dos arts. 145, II, e 30, III, da Constituição Federal. Argumenta que é possível a instituição de taxa por municípios quando se está diante da prestação efetiva ou potencial de um serviço público específico e divisível, ou de regular exercício do poder de polícia. No que se refere à taxa de expediente, no seu entender, há uma verdadeira atividade desenvolvida pelo agente público para a emissão de documentos e guias de interesse do administrado, ocorrendo a prestação de um serviço público, hábil a ensejar a cobrança da taxa. Passo à análise do caso. A matéria discutida no extraordinário ultrapassa os interesses subjetivos das partes, estando a reclamar uma manifestação do colegiado sob o enfoque da repercussão geral, tendo em vista a necessidade de esta Suprema Corte reiterar aos entes da Federação o entendimento, de há muito assente na Corte, acerca das intituladas taxas de expediente, as quais, como dito, são cobradas pela emissão ou remessa de guias/carnês de recolhimento de tributos. Verifico que a taxa de expediente em discussão foi instituída pelo art. 248 da Lei municipal nº 106/94, com alíquota e base de cálculo fixada no art. 251, VII (atual art. 39, Lei municipal nº 511/09, Anexo VII, 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5953263. Supremo Tribunal Federal RE 789218 RG / MG violada. No mérito, o Município insurge-se exclusivamente quanto à exação intitulada Taxa de Expediente, relativa à expedição de guia para pagamento de tributo, a qual foi declarada inconstitucional pelo Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais. Sustenta o recorrente violação dos arts. 145, II, e 30, III, da Constituição Federal. Argumenta que é possível a instituição de taxa por municípios quando se está diante da prestação efetiva ou potencial de um serviço público específico e divisível, ou de regular exercício do poder de polícia. No que se refere à taxa de expediente, no seu entender, há uma verdadeira atividade desenvolvida pelo agente público para a emissão de documentos e guias de interesse do administrado, ocorrendo a prestação de um serviço público, hábil a ensejar a cobrança da taxa. Passo à análise do caso. A matéria discutida no extraordinário ultrapassa os interesses subjetivos das partes, estando a reclamar uma manifestação do colegiado sob o enfoque da repercussão geral, tendo em vista a necessidade de esta Suprema Corte reiterar aos entes da Federação o entendimento, de há muito assente na Corte, acerca das intituladas taxas de expediente, as quais, como dito, são cobradas pela emissão ou remessa de guias/carnês de recolhimento de tributos. Verifico que a taxa de expediente em discussão foi instituída pelo art. 248 da Lei municipal nº 106/94, com alíquota e base de cálculo fixada no art. 251, VII (atual art. 39, Lei municipal nº 511/09, Anexo VII, 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5953263. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 16 Manifestação sobre a Repercussão Geral RE 789218 RG / MG item 1). Nos termos da referida norma, a taxa é devida no ingresso de qualquer repartição da Prefeitura de requerimento, papéis ou documentos para exame, apreciação ou despacho, bem como para a expedição pelas mesmas repartições, de certidões, atestados, certificados, alvarás, averbações, autenticações, buscas, registros, anotações, lavraturas de termos e outros serviços de expediente. Sobre referida taxa, assim se manifestou o Tribunal de origem: Por derradeiro, a Taxa de Expediente para remessa de guia ou documento (art. 251, VII), tem alíquota de 3% da Unidade Padrão Municipal, ou seja, perfaz o montante de R$ 12,19. Assim, a expedição de guias não consiste propriamente [em] um serviço prestado pela administração em favor dos administrados, mas sim um instrumento de arrecadação de valores utilizado pela municipalidade. Ou seja, não existe uma contraprestação em favor do munícipe. Diante disso, correto o Meritíssimo Juiz em dispor que Inexistindo prestação de serviço público, a cobrança da taxa de expediente em razão da emissão de carnê ou boletos para o pagamento de tributos ofende o disposto no art. 145, II, da CRFB, sendo, destarte, inexigível (fl. 169). Discute-se, portanto, exclusivamente a taxa cobrada em razão de emissão ou remessa do carnê/guia para pagamento de tributos. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5953263. Supremo Tribunal Federal RE 789218 RG / MG item 1). Nos termos da referida norma, a taxa é devida no ingresso de qualquer repartição da Prefeitura de requerimento, papéis ou documentos para exame, apreciação ou despacho, bem como para a expedição pelas mesmas repartições, de certidões, atestados, certificados, alvarás, averbações, autenticações, buscas, registros, anotações, lavraturas de termos e outros serviços de expediente. Sobre referida taxa, assim se manifestou o Tribunal de origem: Por derradeiro, a Taxa de Expediente para remessa de guia ou documento (art. 251, VII), tem alíquota de 3% da Unidade Padrão Municipal, ou seja, perfaz o montante de R$ 12,19. Assim, a expedição de guias não consiste propriamente [em] um serviço prestado pela administração em favor dos administrados, mas sim um instrumento de arrecadação de valores utilizado pela municipalidade. Ou seja, não existe uma contraprestação em favor do munícipe. Diante disso, correto o Meritíssimo Juiz em dispor que Inexistindo prestação de serviço público, a cobrança da taxa de expediente em razão da emissão de carnê ou boletos para o pagamento de tributos ofende o disposto no art. 145, II, da CRFB, sendo, destarte, inexigível (fl. 169). Discute-se, portanto, exclusivamente a taxa cobrada em razão de emissão ou remessa do carnê/guia para pagamento de tributos. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5953263. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 16 Manifestação sobre a Repercussão Geral RE 789218 RG / MG Como se sabe, é característica da taxa a contraprestação de serviço público, ou de benefício feito, posto à disposição ou custeado pelo Estado em favor do admistrado. Na espécie, a emissão de guia de recolhimento de tributos é de interesse exclusivo da Administração, sendo um instrumento usado na arrecadação. Não se trata de serviço público prestado ou colocado à disposição do contribuinte. Não há, no caso, qualquer contraprestação em favor do administrado, razão pela qual é ilegítima sua cobrança. A matéria envolvendo a cobrança da denominada taxa de expediente já vem sendo analisada pelo Plenário da Corte há bastante tempo, como exemplifica a Rp nº 903, Rel. Min. Thompson Flores, DJ de 28/6/74, na qual se decidiu que a emissão de guia de pagamento de tributo não é, obviamente, serviço público especial em favor do contribuinte, para atender aos interesses ou necessidades deste. Na ocasião, o Ministro Aliomar Baleeiro registrou o seguinte: Parece que há dois dispositivos: o art. 14, que trata das cabulosas taxas para remessa de guia e para cada requerimento protocolado, e o art. 16, que trata da taxa que chamo onibus, porque cabe tudo dentro. Então, com relação ao primeiro dispositivo, já tenho juízo formado, e quanto ao segundo ainda estou perplexo, pediria a V. Exa. Que fizesse votar separadamente os dispositivos, como, aliás, sempre fazemos aqui. 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5953263. Supremo Tribunal Federal RE 789218 RG / MG Como se sabe, é característica da taxa a contraprestação de serviço público, ou de benefício feito, posto à disposição ou custeado pelo Estado em favor do admistrado. Na espécie, a emissão de guia de recolhimento de tributos é de interesse exclusivo da Administração, sendo um instrumento usado na arrecadação. Não se trata de serviço público prestado ou colocado à disposição do contribuinte. Não há, no caso, qualquer contraprestação em favor do administrado, razão pela qual é ilegítima sua cobrança. A matéria envolvendo a cobrança da denominada taxa de expediente já vem sendo analisada pelo Plenário da Corte há bastante tempo, como exemplifica a Rp nº 903, Rel. Min. Thompson Flores, DJ de 28/6/74, na qual se decidiu que a emissão de guia de pagamento de tributo não é, obviamente, serviço público especial em favor do contribuinte, para atender aos interesses ou necessidades deste. Na ocasião, o Ministro Aliomar Baleeiro registrou o seguinte: Parece que há dois dispositivos: o art. 14, que trata das cabulosas taxas para remessa de guia e para cada requerimento protocolado, e o art. 16, que trata da taxa que chamo onibus, porque cabe tudo dentro. Então, com relação ao primeiro dispositivo, já tenho juízo formado, e quanto ao segundo ainda estou perplexo, pediria a V. Exa. Que fizesse votar separadamente os dispositivos, como, aliás, sempre fazemos aqui. 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5953263. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 16 Manifestação sobre a Repercussão Geral RE 789218 RG / MG Registro, também, o entendimento do Ministro Roberto Barroso sobre o tema, manifesto na mesma exação do Município de Ouro Preto: A Taxa de Expediente para emissão de guia é uma forma velada de transferir um custo administrativo que incumbe ao Poder Público para o particular. A inconstitucionalidade revela-se, notadamente, pelo desvirtuamento da materialidade proposta, uma vez que não há nenhuma atividade prestada em favor dos administrados (ARE 734.452/MG, Relator o Ministro Roberto Barroso, DJe de 21/10/13). No mesmo sentido, a decisão monocrática da Ministra Rosa Weber proferida no RE nº 706.090/MG, DJe de 3/2/14. Manifesto-me, assim, pela existência de repercussão geral da questão constitucional suscitada no apelo extremo e pela ratificação da jurisprudência da Corte no sentido de ser inconstitucional a instituição e a cobrança de taxas por emissão ou remessa de carnês/guias de recolhimento de tributos. Conheço do recurso extraordinário e a ele nego provimento. Publique-se. Brasília, 27 de março de 2014. Ministro Dias Toffoli Relator Documento assinado digitalmente 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5953263. Supremo Tribunal Federal RE 789218 RG / MG Registro, também, o entendimento do Ministro Roberto Barroso sobre o tema, manifesto na mesma exação do Município de Ouro Preto: A Taxa de Expediente para emissão de guia é uma forma velada de transferir um custo administrativo que incumbe ao Poder Público para o particular. A inconstitucionalidade revela-se, notadamente, pelo desvirtuamento da materialidade proposta, uma vez que não há nenhuma atividade prestada em favor dos administrados (ARE 734.452/MG, Relator o Ministro Roberto Barroso, DJe de 21/10/13). No mesmo sentido, a decisão monocrática da Ministra Rosa Weber proferida no RE nº 706.090/MG, DJe de 3/2/14. Manifesto-me, assim, pela existência de repercussão geral da questão constitucional suscitada no apelo extremo e pela ratificação da jurisprudência da Corte no sentido de ser inconstitucional a instituição e a cobrança de taxas por emissão ou remessa de carnês/guias de recolhimento de tributos. Conheço do recurso extraordinário e a ele nego provimento. Publique-se. Brasília, 27 de março de 2014. Ministro Dias Toffoli Relator Documento assinado digitalmente 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5953263. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 16 Manifestação sobre a Repercussão Geral 17/04/2014 PLENÁRIO REPERCUSSÃO GERAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 789.218 MINAS GERAIS PRONUNCIAMENTO RECURSO EXTRAORDINÁRIO – PROVIMENTO – REPERCUSSÃO GERAL – INSERÇÃO NO PLENÁRIO VIRTUAL – INEXISTÊNCIA DE RAZÃO DE SER – INADEQUAÇÃO. 1. O Gabinete prestou as seguintes informações: Eis a síntese do que discutido no Recurso Extraordinário nº 789.218/MG, da relatoria do ministro Dias Toffoli, inserido no sistema eletrônico da repercussão geral em 28 de março de 2014. A 8ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais, ao manter a sentença em reexame necessário e julgar prejudicada a apelação do Município, consignou, quanto à Taxa de Expediente – instituída pelo artigo 248 da Lei municipal nº 106/94 –, que o respectivo fato gerador, a expedição de guias de cobrança, não constitui um serviço prestado pela Administração em favor dos administrados, mas apenas um instrumento de arrecadação de valores, porquanto não existe contraprestação por parte do ente federativo em benefício do munícipe. Assentou estar correta a sentença, no que asseverou que a exigência da referida taxa, em virtude da emissão de carnê ou boletos para o pagamento de tributos, ofende o disposto no artigo 145, inciso II, da Carta Federal. Não houve a interposição de embargos de declaração. No extraordinário, protocolado com alegada base na Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6273617. Supremo Tribunal Federal 17/04/2014 PLENÁRIO REPERCUSSÃO GERAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 789.218 MINAS GERAIS PRONUNCIAMENTO RECURSO EXTRAORDINÁRIO – PROVIMENTO – REPERCUSSÃO GERAL – INSERÇÃO NO PLENÁRIO VIRTUAL – INEXISTÊNCIA DE RAZÃO DE SER – INADEQUAÇÃO. 1. O Gabinete prestou as seguintes informações: Eis a síntese do que discutido no Recurso Extraordinário nº 789.218/MG, da relatoria do ministro Dias Toffoli, inserido no sistema eletrônico da repercussão geral em 28 de março de 2014. A 8ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais, ao manter a sentença em reexame necessário e julgar prejudicada a apelação do Município, consignou, quanto à Taxa de Expediente – instituída pelo artigo 248 da Lei municipal nº 106/94 –, que o respectivo fato gerador, a expedição de guias de cobrança, não constitui um serviço prestado pela Administração em favor dos administrados, mas apenas um instrumento de arrecadação de valores, porquanto não existe contraprestação por parte do ente federativo em benefício do munícipe. Assentou estar correta a sentença, no que asseverou que a exigência da referida taxa, em virtude da emissão de carnê ou boletos para o pagamento de tributos, ofende o disposto no artigo 145, inciso II, da Carta Federal. Não houve a interposição de embargos de declaração. No extraordinário, protocolado com alegada base na Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6273617. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 16 Manifestação sobre a Repercussão Geral RE 789218 RG / MG alínea “a” do permissivo constitucional, o Município argui desrespeito ao mencionado inciso II do artigo 145 do Diploma Maior. Sustenta que a Taxa de Expediente foi instituída em conformidade com o citado preceito e com base na competência estabelecida no artigo 30, inciso III, da Carta de 1988, tendo como fato gerador a prestação de serviço público específico e divisível, consubstanciado na emissão de guia ou documento por um agente público ao cidadão. Sob o ângulo da repercussão geral, afirma que o tema é relevante do ponto de vista jurídico, social e econômico- financeiro. Consoante sublinha, a decisão a ser proferida pelo Supremo poderá repercutir em inúmeras ações, porquanto os três entes federativos possuem atribuição para instituir taxas. O recorrido, apesar de intimado, não apresentou contrarrazões. O extraordinário foi admitido na origem. Consta da presente repercussão geral questão relativa à reafirmação da jurisprudência do Supremo. Eis o pronunciamento do ministro Dias Toffoli: TRIBUTÁRIO. REPERCUSSÃO GERAL. RATIFICAÇÃO DA JURISPRUDÊNCIA. TAXA DE EXPEDIENTE. FATO GERADOR. EMISSÃO DE GUIA PARA PAGAMENTO DE TRIBUTO. AUSÊNCIA DOS CRITÉRIOS EXIGIDOS PELO ART. 145, II, CF/88. INCONSTITUCIONALIDADE. 1. A emissão de guia de recolhimento de tributos é de interesse exclusivo da Administração, sendo mero instrumento de arrecadação, não envolvendo a prestação de um serviço público ao contribuinte. 2. Possui repercussão geral a questão constitucional 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6273617. Supremo Tribunal Federal RE 789218 RG / MG alínea “a” do permissivo constitucional, o Município argui desrespeito ao mencionado inciso II do artigo 145 do Diploma Maior. Sustenta que a Taxa de Expediente foi instituída em conformidade com o citado preceito e com base na competência estabelecida no artigo 30, inciso III, da Carta de 1988, tendo como fato gerador a prestação de serviço público específico e divisível, consubstanciado na emissão de guia ou documento por um agente público ao cidadão. Sob o ângulo da repercussão geral, afirma que o tema é relevante do ponto de vista jurídico, social e econômico- financeiro. Consoante sublinha, a decisão a ser proferida pelo Supremo poderá repercutir em inúmeras ações, porquanto os três entes federativos possuem atribuição para instituir taxas. O recorrido, apesar de intimado, não apresentou contrarrazões. O extraordinário foi admitido na origem. Consta da presente repercussão geral questão relativa à reafirmação da jurisprudência do Supremo. Eis o pronunciamento do ministro Dias Toffoli: TRIBUTÁRIO. REPERCUSSÃO GERAL. RATIFICAÇÃO DA JURISPRUDÊNCIA. TAXA DE EXPEDIENTE. FATO GERADOR. EMISSÃO DE GUIA PARA PAGAMENTO DE TRIBUTO. AUSÊNCIA DOS CRITÉRIOS EXIGIDOS PELO ART. 145, II, CF/88. INCONSTITUCIONALIDADE. 1. A emissão de guia de recolhimento de tributos é de interesse exclusivo da Administração, sendo mero instrumento de arrecadação, não envolvendo a prestação de um serviço público ao contribuinte. 2. Possui repercussão geral a questão constitucional 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6273617. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 16 Manifestação sobre a Repercussão Geral RE 789218 RG / MG suscitada no apelo extremo. Ratifica-se, no caso, a jurisprudência da Corte consolidada no sentido de ser inconstitucional a instituição e a cobrança de taxas por emissão ou remessa de carnês/guias de recolhimento de tributos. Precedente do Plenário da Corte: Rp nº 903, Rel. Min. Thompson Flores, DJ de 28/6/74. 3. Recurso extraordinário do qual se conhece, mas ao qual, no mérito, se nega provimento. MANIFESTAÇÃO Trata-se de recurso extraordinário interposto, com fundamento na letra a do permissivo constitucional, contra acórdão do Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais assim ementado: TRIBUTÁRIO. MUNICÍPIO DE OURO PRETO. IPTU. ALEGAÇÃO DE AUMENTO INDEVIDO. AUMENTO DO VALOR VENAL DO IMÓVEL. POSSIBILIDADE LEGAL. TAXAS DE COLETA DE LIXO, DE ESGOTO SANITÁRIO E DE ÁGUA. DIVISIBILIDADE. CONSTITUCIONALIDADE. TAXAS DE LIMPEZA PÚBLICA E DE CONSERVAÇÃO DE VIAS E LOGRADOUROS PÚBLICOS. INDIVISIBILIDADE. INCONSTITUCIONALIDADE. TAXA DE EXPEDIENTE. VALOR CORRESPONDENTE À EXPEDIÇÃO DA GUIA. CONFIRMAÇÃO DA SENTENÇA. 1. A alegação de aumento indevido do IPTU sucumbe à verificação de que a diferença percebida se deveu ao aumento do valor venal do imóvel, ou seja, efetivou-se a legislação local (artigos 78 a 87). 2. As taxas de Coleta de Lixo, de Esgoto Sanitários e de Água previstas na legislação municipal de Ouro Preto possuem a necessária 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6273617. Supremo Tribunal Federal RE 789218 RG / MG suscitada no apelo extremo. Ratifica-se, no caso, a jurisprudência da Corte consolidada no sentido de ser inconstitucional a instituição e a cobrança de taxas por emissão ou remessa de carnês/guias de recolhimento de tributos. Precedente do Plenário da Corte: Rp nº 903, Rel. Min. Thompson Flores, DJ de 28/6/74. 3. Recurso extraordinário do qual se conhece, mas ao qual, no mérito, se nega provimento. MANIFESTAÇÃO Trata-se de recurso extraordinário interposto, com fundamento na letra a do permissivo constitucional, contra acórdão do Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais assim ementado: TRIBUTÁRIO. MUNICÍPIO DE OURO PRETO. IPTU. ALEGAÇÃO DE AUMENTO INDEVIDO. AUMENTO DO VALOR VENAL DO IMÓVEL. POSSIBILIDADE LEGAL. TAXAS DE COLETA DE LIXO, DE ESGOTO SANITÁRIO E DE ÁGUA. DIVISIBILIDADE. CONSTITUCIONALIDADE. TAXAS DE LIMPEZA PÚBLICA E DE CONSERVAÇÃO DE VIAS E LOGRADOUROS PÚBLICOS. INDIVISIBILIDADE. INCONSTITUCIONALIDADE. TAXA DE EXPEDIENTE. VALOR CORRESPONDENTE À EXPEDIÇÃO DA GUIA. CONFIRMAÇÃO DA SENTENÇA. 1. A alegação de aumento indevido do IPTU sucumbe à verificação de que a diferença percebida se deveu ao aumento do valor venal do imóvel, ou seja, efetivou-se a legislação local (artigos 78 a 87). 2. As taxas de Coleta de Lixo, de Esgoto Sanitários e de Água previstas na legislação municipal de Ouro Preto possuem a necessária 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6273617. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 16 Manifestação sobre a Repercussão Geral RE 789218 RG / MG divisibilidade e especificidade estipuladas no artigo 145, II, da Constituição não havendo qualquer indício, pois, de inconstitucionalidade. 3. As Taxas de Limpeza Pública e de Conservação de Vias e logradouros Públicos do Município de Ouro Preto dizem respeito a serviços prestados indistintamente a toda coletividade, violando, pois, a essencial característica da divisibilidade apontada na Constituição o que implica no reconhecimento das suas inconstitucionalidades. 4. O valor da Taxa de Expediente deve corresponder ao valor necessário para a expedição da guia. Sob o enfoque da repercussão geral, aduz o recorrente que a decisão afronta diretamente o art. 145, II, da Constituição Federal e que é passível de repercutir em inúmeras ações [em] face de Municípios, Estados e da própria União, que constantemente instituem a cobrança deste mesmo tipo de taxa, sendo relevante que não sejam criados precedentes que declarem inconstitucional dispositivo que respeita a norma constitucional considerada violada. No mérito, o Município insurge-se exclusivamente quanto à exação intitulada Taxa de Expediente, relativa à expedição de guia para pagamento de tributo, a qual foi declarada inconstitucional pelo Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais. Sustenta o recorrente violação dos arts. 145, II, e 30, III, da Constituição Federal. Argumenta que é possível a instituição de taxa por municípios quando se está diante da prestação efetiva ou potencial de um serviço público específico e divisível, ou de regular exercício do poder de polícia. No que se refere à taxa de expediente, no seu entender, há uma verdadeira atividade desenvolvida pelo agente público para a 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6273617. Supremo Tribunal Federal RE 789218 RG / MG divisibilidade e especificidade estipuladas no artigo 145, II, da Constituição não havendo qualquer indício, pois, de inconstitucionalidade. 3. As Taxas de Limpeza Pública e de Conservação de Vias e logradouros Públicos do Município de Ouro Preto dizem respeito a serviços prestados indistintamente a toda coletividade, violando, pois, a essencial característica da divisibilidade apontada na Constituição o que implica no reconhecimento das suas inconstitucionalidades. 4. O valor da Taxa de Expediente deve corresponder ao valor necessário para a expedição da guia. Sob o enfoque da repercussão geral, aduz o recorrente que a decisão afronta diretamente o art. 145, II, da Constituição Federal e que é passível de repercutir em inúmeras ações [em] face de Municípios, Estados e da própria União, que constantemente instituem a cobrança deste mesmo tipo de taxa, sendo relevante que não sejam criados precedentes que declarem inconstitucional dispositivo que respeita a norma constitucional considerada violada. No mérito, o Município insurge-se exclusivamente quanto à exação intitulada Taxa de Expediente, relativa à expedição de guia para pagamento de tributo, a qual foi declarada inconstitucional pelo Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais. Sustenta o recorrente violação dos arts. 145, II, e 30, III, da Constituição Federal. Argumenta que é possível a instituição de taxa por municípios quando se está diante da prestação efetiva ou potencial de um serviço público específico e divisível, ou de regular exercício do poder de polícia. No que se refere à taxa de expediente, no seu entender, há uma verdadeira atividade desenvolvida pelo agente público para a 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6273617. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 16 Manifestação sobre a Repercussão Geral RE 789218 RG / MG emissão de documentos e guias de interesse do administrado, ocorrendo a prestação de um serviço público, hábil a ensejar a cobrança da taxa. Passo à análise do caso. A matéria discutida no extraordinário ultrapassa os interesses subjetivos das partes, estando a reclamar uma manifestação do colegiado sob o enfoque da repercussão geral, tendo em vista a necessidade de esta Suprema Corte reiterar aos entes da Federação o entendimento, de há muito assente na Corte, acerca das intituladas taxas de expediente, as quais, como dito, são cobradas pela emissão ou remessa de guias/carnês de recolhimento de tributos. Verifico que a taxa de expediente em discussão foi instituída pelo art. 248 da Lei municipal nº 106/94, com alíquota e base de cálculo fixada no art. 251, VII (atual art. 39, Lei municipal nº 511/09, Anexo VII, item 1). Nos termos da referida norma, a taxa é devida no ingresso de qualquer repartição da Prefeitura de requerimento, papéis ou documentos para exame, apreciação ou despacho, bem como para a expedição pelas mesmas repartições, de certidões, atestados, certificados, alvarás, averbações, autenticações, buscas, registros, anotações, lavraturas de termos e outros serviços de expediente. Sobre referida taxa, assim se manifestou o Tribunal de origem: Por derradeiro, a Taxa de Expediente para remessa de guia ou documento (art. 251, VII), tem alíquota de 3% da Unidade Padrão Municipal, ou seja, perfaz o montante de R$ 12,19. Assim, a expedição de guias não consiste propriamente [em] um serviço prestado pela administração em favor dos administrados, mas sim um instrumento de arrecadação de valores utilizado pela municipalidade. Ou seja, não existe uma 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6273617. Supremo Tribunal Federal RE 789218 RG / MG emissão de documentos e guias de interesse do administrado, ocorrendo a prestação de um serviço público, hábil a ensejar a cobrança da taxa. Passo à análise do caso. A matéria discutida no extraordinário ultrapassa os interesses subjetivos das partes, estando a reclamar uma manifestação do colegiado sob o enfoque da repercussão geral, tendo em vista a necessidade de esta Suprema Corte reiterar aos entes da Federação o entendimento, de há muito assente na Corte, acerca das intituladas taxas de expediente, as quais, como dito, são cobradas pela emissão ou remessa de guias/carnês de recolhimento de tributos. Verifico que a taxa de expediente em discussão foi instituída pelo art. 248 da Lei municipal nº 106/94, com alíquota e base de cálculo fixada no art. 251, VII (atual art. 39, Lei municipal nº 511/09, Anexo VII, item 1). Nos termos da referida norma, a taxa é devida no ingresso de qualquer repartição da Prefeitura de requerimento, papéis ou documentos para exame, apreciação ou despacho, bem como para a expedição pelas mesmas repartições, de certidões, atestados, certificados, alvarás, averbações, autenticações, buscas, registros, anotações, lavraturas de termos e outros serviços de expediente. Sobre referida taxa, assim se manifestou o Tribunal de origem: Por derradeiro, a Taxa de Expediente para remessa de guia ou documento (art. 251, VII), tem alíquota de 3% da Unidade Padrão Municipal, ou seja, perfaz o montante de R$ 12,19. Assim, a expedição de guias não consiste propriamente [em] um serviço prestado pela administração em favor dos administrados, mas sim um instrumento de arrecadação de valores utilizado pela municipalidade. Ou seja, não existe uma 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6273617. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 16 Manifestação sobre a Repercussão Geral RE 789218 RG / MG contraprestação em favor do munícipe. Diante disso, correto o Meritíssimo Juiz em dispor que Inexistindo prestação de serviço público, a cobrança da taxa de expediente em razão da emissão de carnê ou boletos para o pagamento de tributos ofende o disposto no art. 145, II, da CRFB, sendo, destarte, inexigível (fl. 169). Discute-se, portanto, exclusivamente a taxa cobrada em razão de emissão ou remessa do carnê/guia para pagamento de tributos. Como se sabe, é característica da taxa a contraprestação de serviço público, ou de benefício feito, posto à disposição ou custeado pelo Estado em favor do admistrado. Na espécie, a emissão de guia de recolhimento de tributos é de interesse exclusivo da Administração, sendo um instrumento usado na arrecadação. Não se trata de serviço público prestado ou colocado à disposição do contribuinte. Não há, no caso, qualquer contraprestação em favor do administrado, razão pela qual é ilegítima sua cobrança. A matéria envolvendo a cobrança da denominada taxa de expediente já vem sendo analisada pelo Plenário da Corte há bastante tempo, como exemplifica a Rp nº 903, Rel. Min. Thompson Flores, DJ de 28/6/74, na qual se decidiu que a emissão de guia de pagamento de tributo não é, obviamente, serviço público especial em favor do contribuinte, para atender aos interesses ou necessidades deste. Na ocasião, o Ministro Aliomar Baleeiro registrou o seguinte: Parece que há dois dispositivos: o art. 14, que trata das cabulosas taxas para remessa de guia e para cada requerimento protocolado, e o art. 16, que trata 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6273617. Supremo Tribunal Federal RE 789218 RG / MG contraprestação em favor do munícipe. Diante disso, correto o Meritíssimo Juiz em dispor que Inexistindo prestação de serviço público, a cobrança da taxa de expediente em razão da emissão de carnê ou boletos para o pagamento de tributos ofende o disposto no art. 145, II, da CRFB, sendo, destarte, inexigível (fl. 169). Discute-se, portanto, exclusivamente a taxa cobrada em razão de emissão ou remessa do carnê/guia para pagamento de tributos. Como se sabe, é característica da taxa a contraprestação de serviço público, ou de benefício feito, posto à disposição ou custeado pelo Estado em favor do admistrado. Na espécie, a emissão de guia de recolhimento de tributos é de interesse exclusivo da Administração, sendo um instrumento usado na arrecadação. Não se trata de serviço público prestado ou colocado à disposição do contribuinte. Não há, no caso, qualquer contraprestação em favor do administrado, razão pela qual é ilegítima sua cobrança. A matéria envolvendo a cobrança da denominada taxa de expediente já vem sendo analisada pelo Plenário da Corte há bastante tempo, como exemplifica a Rp nº 903, Rel. Min. Thompson Flores, DJ de 28/6/74, na qual se decidiu que a emissão de guia de pagamento de tributo não é, obviamente, serviço público especial em favor do contribuinte, para atender aos interesses ou necessidades deste. Na ocasião, o Ministro Aliomar Baleeiro registrou o seguinte: Parece que há dois dispositivos: o art. 14, que trata das cabulosas taxas para remessa de guia e para cada requerimento protocolado, e o art. 16, que trata 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6273617. Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 16 Manifestação sobre a Repercussão Geral RE 789218 RG / MG da taxa que chamo onibus, porque cabe tudo dentro. Então, com relação ao primeiro dispositivo, já tenho juízo formado, e quanto ao segundo ainda estou perplexo, pediria a V. Exa. Que fizesse votar separadamente os dispositivos, como, aliás, sempre fazemos aqui. Registro, também, o entendimento do Ministro Roberto Barroso sobre o tema, manifesto na mesma exação do Município de Ouro Preto: A Taxa de Expediente para emissão de guia é uma forma velada de transferir um custo administrativo que incumbe ao Poder Público para o particular. A inconstitucionalidade revela-se, notadamente, pelo desvirtuamento da materialidade proposta, uma vez que não há nenhuma atividade prestada em favor dos administrados (ARE 734.452/MG, Relator o Ministro Roberto Barroso, DJe de 21/10/13). No mesmo sentido, a decisão monocrática da Ministra Rosa Weber proferida no RE nº 706.090/MG, DJe de 3/2/14. Manifesto-me, assim, pela existência de repercussão geral da questão constitucional suscitada no apelo extremo e pela ratificação da jurisprudência da Corte no sentido de ser inconstitucional a instituição e a cobrança de taxas por emissão ou remessa de carnês/guias de recolhimento de tributos. Conheço do recurso extraordinário e a ele nego provimento. Publique-se. Brasília, 27 de março de 2014. 7 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6273617. Supremo Tribunal Federal RE 789218 RG / MG da taxa que chamo onibus, porque cabe tudo dentro. Então, com relação ao primeiro dispositivo, já tenho juízo formado, e quanto ao segundo ainda estou perplexo, pediria a V. Exa. Que fizesse votar separadamente os dispositivos, como, aliás, sempre fazemos aqui. Registro, também, o entendimento do Ministro Roberto Barroso sobre o tema, manifesto na mesma exação do Município de Ouro Preto: A Taxa de Expediente para emissão de guia é uma forma velada de transferir um custo administrativo que incumbe ao Poder Público para o particular. A inconstitucionalidade revela-se, notadamente, pelo desvirtuamento da materialidade proposta, uma vez que não há nenhuma atividade prestada em favor dos administrados (ARE 734.452/MG, Relator o Ministro Roberto Barroso, DJe de 21/10/13). No mesmo sentido, a decisão monocrática da Ministra Rosa Weber proferida no RE nº 706.090/MG, DJe de 3/2/14. Manifesto-me, assim, pela existência de repercussão geral da questão constitucional suscitada no apelo extremo e pela ratificação da jurisprudência da Corte no sentido de ser inconstitucional a instituição e a cobrança de taxas por emissão ou remessa de carnês/guias de recolhimento de tributos. Conheço do recurso extraordinário e a ele nego provimento. Publique-se. Brasília, 27 de março de 2014. 7 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6273617. Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 16 Manifestação sobre a Repercussão Geral RE 789218 RG / MG Ministro Dias Toffoli Relator 2. É hora de buscar a preservação do instituto da repercussão geral. Situações como a presente o desmerecem. A sistemática é filtro para haver a apreciação do recurso de natureza extraordinária. Neste caso, o relator conheceu o extraordinário e a ele negou provimento. Como, então, inseri-lo no Plenário Virtual para que se defina a configuração ou não da repercussão geral? 3. Pronuncio-me no sentido da inadequação do procedimento. 4. Publiquem. Brasília – residência –, 2 de abril de 2014, às 21h40. Ministro MARCO AURÉLIO 8 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6273617. Supremo Tribunal Federal RE 789218 RG / MG Ministro Dias Toffoli Relator 2. É hora de buscar a preservação do instituto da repercussão geral. Situações como a presente o desmerecem. A sistemática é filtro para haver a apreciação do recurso de natureza extraordinária. Neste caso, o relator conheceu o extraordinário e a ele negou provimento. Como, então, inseri-lo no Plenário Virtual para que se defina a configuração ou não da repercussão geral? 3. Pronuncio-me no sentido da inadequação do procedimento. 4. Publiquem. Brasília – residência –, 2 de abril de 2014, às 21h40. Ministro MARCO AURÉLIO 8 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6273617. Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 16
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=6316090
2014-04-17T00:00:00
2014-08-01T00:00:00
Decisão: O Tribunal, por maioria, reputou constitucional a questão, vencido o Ministro Marco Aurélio. Não se manifestaram os Ministros Joaquim Barbosa e Roberto Barroso. O Tribunal, por maioria, reconheceu a existência de repercussão geral da questão constitucional suscitada, vencido o Ministro Marco Aurélio. Não se manifestaram os Ministros Joaquim Barbosa e Roberto Barroso. No mérito, por maioria, reafirmou a jurisprudência dominante sobre a matéria, vencido o Ministro Marco Aurélio. Não se manifestaram os Ministros Joaquim Barbosa e Roberto Barroso. Ministro DIAS TOFFOLI Relator
REPERCUSSÃO GERAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
EMENTA TRIBUTÁRIO. REPERCUSSÃO GERAL. RATIFICAÇÃO DA JURISPRUDÊNCIA. TAXA DE EXPEDIENTE. FATO GERADOR. EMISSÃO DE GUIA PARA PAGAMENTO DE TRIBUTO. AUSÊNCIA DOS CRITÉRIOS EXIGIDOS PELO ART. 145, II, CF/88. INCONSTITUCIONALIDADE. 1. A emissão de guia de recolhimento de tributos é de interesse exclusivo da Administração, sendo mero instrumento de arrecadação, não envolvendo a prestação de um serviço público ao contribuinte. 2. Possui repercussão geral a questão constitucional suscitada no apelo extremo. Ratifica-se, no caso, a jurisprudência da Corte consolidada no sentido de ser inconstitucional a instituição e a cobrança de taxas por emissão ou remessa de carnês/guias de recolhimento de tributos. Precedente do Plenário da Corte: Rp nº 903, Rel. Min. Thompson Flores, DJ de 28/6/74. 3. Recurso extraordinário do qual se conhece, mas ao qual, no mérito, se nega provimento.
repercussao-geral6103
- Acórdão(s) citado(s): (INCONSTITUCIONALIDADE, INSTITUIÇÃO, TAXA DE EXPEDIENTE) Rp 903 (TP). - Decisões monocráticas citadas: (INCONSTITUCIONALIDADE, INSTITUIÇÃO, TAXA DE EXPEDIENTE) ARE 734452, RE 706090. Número de páginas: 16. Análise: 04/08/2014, RAF. Revisão: 21/08/2014, JOS.
DIAS TOFFOLI
Tribunal Pleno
789218
[ "LEG-FED CF ANO-1988\r\n ART-00030 INC-00003 ART-00102 INC-00003\r\n LET-A ART-00145 INC-00002\r\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\r\n", "LEG-MUN LEI-000106 ANO-1994\r\n ART-00248 ART-00251 INC-00007\r\n LEI ORDINÁRIA DO MUNICÍPIO DE OURO PRETO, MG\r\n", "LEG-MUN LEI-000511 ANO-2009\r\n ART-00039 ANEXO-7 ITEM-1\r\n LEI ORDINÁRIA DO MUNICÍPIO DE OURO PRETO, MG" ]
RE-RG
acordaos
RE 789218 RG
[ "" ]
RECTE.(S) : MUNICÍPIO DE OURO PRETO ADV.(A/S) : JOSÉ NILO DE CASTRO E OUTRO(A/S) RECDO.(A/S) : RAIMUNDO ONOFRE GALDINO ADV.(A/S) : ANTONIO RAMOS
[ "" ]
Decisão sobre Repercussão Geral 17/04/2014 PLENÁRIO REPERCUSSÃO GERAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 789.218 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI RECTE.(S) :MUNICÍPIO DE OURO PRETO ADV.(A/S) :JOSÉ NILO DE CASTRO E OUTRO(A/S) RECDO.(A/S) :RAIMUNDO ONOFRE GALDINO ADV.(A/S) :ANTONIO RAMOS EMENTA TRIBUTÁRIO. REPERCUSSÃO GERAL. RATIFICAÇÃO DA JURISPRUDÊNCIA. TAXA DE EXPEDIENTE. FATO GERADOR. EMISSÃO DE GUIA PARA PAGAMENTO DE TRIBUTO. AUSÊNCIA DOS CRITÉRIOS EXIGIDOS PELO ART. 145, II, Constituição Federal de 1988/88. INCONSTITUCIONALIDADE. 1. A emissão de guia de recolhimento de tributos é de interesse exclusivo da Administração, sendo mero instrumento de arrecadação, não envolvendo a prestação de um serviço público ao contribuinte. 2. Possui repercussão geral a questão constitucional suscitada no apelo extremo. Ratifica-se, no caso, a jurisprudência da Corte consolidada no sentido de ser inconstitucional a instituição e a cobrança de taxas por emissão ou remessa de carnês/guias de recolhimento de tributos. Precedente do Plenário da Corte: Rp n 903, Rel. Min. Thompson Flores, DJ de 28/6/74. 3. Recurso extraordinário do qual se conhece, mas ao qual, no mérito, se nega provimento. Decisão: O Tribunal, por maioria, reputou constitucional a questão, vencido o Ministro Marco Aurélio. Não se manifestaram os Ministros Joaquim Barbosa e Roberto Barroso. O Tribunal, por maioria, reconheceu a existência de repercussão geral da questão constitucional suscitada, vencido o Ministro Marco Aurélio. Não se manifestaram os Ministros Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5953265. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 16 Decisão sobre Repercussão Geral Recurso Extraordinário 789218 RG / MG Joaquim Barbosa e Roberto Barroso. No mérito, por maioria, reafirmou a jurisprudência dominante sobre a matéria, vencido o Ministro Marco Aurélio. Não se manifestaram os Ministros Joaquim Barbosa e Roberto Barroso. Ministro DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5953265. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 789218 RG / MG Joaquim Barbosa e Roberto Barroso. No mérito, por maioria, reafirmou a jurisprudência dominante sobre a matéria, vencido o Ministro Marco Aurélio. Não se manifestaram os Ministros Joaquim Barbosa e Roberto Barroso. Ministro DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5953265. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 16 Manifestação sobre a Repercussão Geral 17/04/2014 PLENÁRIO REPERCUSSÃO GERAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 789.218 MINAS GERAIS TRIBUTÁRIO. REPERCUSSÃO GERAL. RATIFICAÇÃO DA JURISPRUDÊNCIA. TAXA DE EXPEDIENTE. FATO GERADOR. EMISSÃO DE GUIA PARA PAGAMENTO DE TRIBUTO. AUSÊNCIA DOS CRITÉRIOS EXIGIDOS PELO ART. 145, II, Constituição Federal de 1988/88. INCONSTITUCIONALIDADE. 1. A emissão de guia de recolhimento de tributos é de interesse exclusivo da Administração, sendo mero instrumento de arrecadação, não envolvendo a prestação de um serviço público ao contribuinte. 2. Possui repercussão geral a questão constitucional suscitada no apelo extremo. Ratifica-se, no caso, a jurisprudência da Corte consolidada no sentido de ser inconstitucional a instituição e a cobrança de taxas por emissão ou remessa de carnês/guias de recolhimento de tributos. Precedente do Plenário da Corte: Rp n 903, Rel. Min. Thompson Flores, DJ de 28/6/74. 3. Recurso extraordinário do qual se conhece, mas ao qual, no mérito, se nega provimento. MANIFESTAÇÃO Trata-se de recurso extraordinário interposto, com fundamento na letra a do permissivo constitucional, contra acórdão do Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais assim ementado: TRIBUTÁRIO. MUNICÍPIO DE OURO PRETO. IPTU. ALEGAÇÃO DE AUMENTO INDEVIDO. AUMENTO DO VALOR VENAL DO IMÓVEL. POSSIBILIDADE LEGAL. TAXAS DE COLETA DE LIXO, DE ESGOTO SANITÁRIO E DE ÁGUA. DIVISIBILIDADE. CONSTITUCIONALIDADE. TAXAS DE LIMPEZA PÚBLICA E DE Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5953263. Supremo Tribunal Federal 17/04/2014 PLENÁRIO REPERCUSSÃO GERAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 789.218 MINAS GERAIS TRIBUTÁRIO. REPERCUSSÃO GERAL. RATIFICAÇÃO DA JURISPRUDÊNCIA. TAXA DE EXPEDIENTE. FATO GERADOR. EMISSÃO DE GUIA PARA PAGAMENTO DE TRIBUTO. AUSÊNCIA DOS CRITÉRIOS EXIGIDOS PELO ART. 145, II, Constituição Federal de 1988/88. INCONSTITUCIONALIDADE. 1. A emissão de guia de recolhimento de tributos é de interesse exclusivo da Administração, sendo mero instrumento de arrecadação, não envolvendo a prestação de um serviço público ao contribuinte. 2. Possui repercussão geral a questão constitucional suscitada no apelo extremo. Ratifica-se, no caso, a jurisprudência da Corte consolidada no sentido de ser inconstitucional a instituição e a cobrança de taxas por emissão ou remessa de carnês/guias de recolhimento de tributos. Precedente do Plenário da Corte: Rp n 903, Rel. Min. Thompson Flores, DJ de 28/6/74. 3. Recurso extraordinário do qual se conhece, mas ao qual, no mérito, se nega provimento. MANIFESTAÇÃO Trata-se de recurso extraordinário interposto, com fundamento na letra a do permissivo constitucional, contra acórdão do Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais assim ementado: TRIBUTÁRIO. MUNICÍPIO DE OURO PRETO. IPTU. ALEGAÇÃO DE AUMENTO INDEVIDO. AUMENTO DO VALOR VENAL DO IMÓVEL. POSSIBILIDADE LEGAL. TAXAS DE COLETA DE LIXO, DE ESGOTO SANITÁRIO E DE ÁGUA. DIVISIBILIDADE. CONSTITUCIONALIDADE. TAXAS DE LIMPEZA PÚBLICA E DE Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5953263. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 16 Manifestação sobre a Repercussão Geral Recurso Extraordinário 789218 RG / MG CONSERVAÇÃO DE VIAS E LOGRADOUROS PÚBLICOS. INDIVISIBILIDADE. INCONSTITUCIONALIDADE. TAXA DE EXPEDIENTE. VALOR CORRESPONDENTE À EXPEDIÇÃO DA GUIA. CONFIRMAÇÃO DA SENTENÇA. 1. A alegação de aumento indevido do IPTU sucumbe à verificação de que a diferença percebida se deveu ao aumento do valor venal do imóvel, ou seja, efetivou-se a legislação local (artigos 78 a 87). 2. As taxas de Coleta de Lixo, de Esgoto Sanitários e de Água previstas na legislação municipal de Ouro Preto possuem a necessária divisibilidade e especificidade estipuladas no artigo 145, II, da Constituição não havendo qualquer indício, pois, de inconstitucionalidade. 3. As Taxas de Limpeza Pública e de Conservação de Vias e logradouros Públicos do Município de Ouro Preto dizem respeito a serviços prestados indistintamente a toda coletividade, violando, pois, a essencial característica da divisibilidade apontada na Constituição o que implica no reconhecimento das suas inconstitucionalidades. 4. O valor da Taxa de Expediente deve corresponder ao valor necessário para a expedição da guia. Sob o enfoque da repercussão geral, aduz o recorrente que a decisão afronta diretamente o art. 145, II, da Constituição Federal e que é passível de repercutir em inúmeras ações [em] face de Municípios, Estados e da própria União, que constantemente instituem a cobrança deste mesmo tipo de taxa, sendo relevante que não sejam criados precedentes que declarem inconstitucional dispositivo que respeita a norma constitucional considerada 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5953263. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 789218 RG / MG CONSERVAÇÃO DE VIAS E LOGRADOUROS PÚBLICOS. INDIVISIBILIDADE. INCONSTITUCIONALIDADE. TAXA DE EXPEDIENTE. VALOR CORRESPONDENTE À EXPEDIÇÃO DA GUIA. CONFIRMAÇÃO DA SENTENÇA. 1. A alegação de aumento indevido do IPTU sucumbe à verificação de que a diferença percebida se deveu ao aumento do valor venal do imóvel, ou seja, efetivou-se a legislação local (artigos 78 a 87). 2. As taxas de Coleta de Lixo, de Esgoto Sanitários e de Água previstas na legislação municipal de Ouro Preto possuem a necessária divisibilidade e especificidade estipuladas no artigo 145, II, da Constituição não havendo qualquer indício, pois, de inconstitucionalidade. 3. As Taxas de Limpeza Pública e de Conservação de Vias e logradouros Públicos do Município de Ouro Preto dizem respeito a serviços prestados indistintamente a toda coletividade, violando, pois, a essencial característica da divisibilidade apontada na Constituição o que implica no reconhecimento das suas inconstitucionalidades. 4. O valor da Taxa de Expediente deve corresponder ao valor necessário para a expedição da guia. Sob o enfoque da repercussão geral, aduz o recorrente que a decisão afronta diretamente o art. 145, II, da Constituição Federal e que é passível de repercutir em inúmeras ações [em] face de Municípios, Estados e da própria União, que constantemente instituem a cobrança deste mesmo tipo de taxa, sendo relevante que não sejam criados precedentes que declarem inconstitucional dispositivo que respeita a norma constitucional considerada 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5953263. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 16 Manifestação sobre a Repercussão Geral Recurso Extraordinário 789218 RG / MG violada. No mérito, o Município insurge-se exclusivamente quanto à exação intitulada Taxa de Expediente, relativa à expedição de guia para pagamento de tributo, a qual foi declarada inconstitucional pelo Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais. Sustenta o recorrente violação dos arts. 145, II, e 30, III, da Constituição Federal. Argumenta que é possível a instituição de taxa por municípios quando se está diante da prestação efetiva ou potencial de um serviço público específico e divisível, ou de regular exercício do poder de polícia. No que se refere à taxa de expediente, no seu entender, há uma verdadeira atividade desenvolvida pelo agente público para a emissão de documentos e guias de interesse do administrado, ocorrendo a prestação de um serviço público, hábil a ensejar a cobrança da taxa. Passo à análise do caso. A matéria discutida no extraordinário ultrapassa os interesses subjetivos das partes, estando a reclamar uma manifestação do colegiado sob o enfoque da repercussão geral, tendo em vista a necessidade de esta Suprema Corte reiterar aos entes da Federação o entendimento, de há muito assente na Corte, acerca das intituladas taxas de expediente, as quais, como dito, são cobradas pela emissão ou remessa de guias/carnês de recolhimento de tributos. Verifico que a taxa de expediente em discussão foi instituída pelo art. 248 da Lei municipal n 106/94, com alíquota e base de cálculo fixada no art. 251, VII (atual art. 39, Lei municipal n 511/09, Anexo VII, 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5953263. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 789218 RG / MG violada. No mérito, o Município insurge-se exclusivamente quanto à exação intitulada Taxa de Expediente, relativa à expedição de guia para pagamento de tributo, a qual foi declarada inconstitucional pelo Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais. Sustenta o recorrente violação dos arts. 145, II, e 30, III, da Constituição Federal. Argumenta que é possível a instituição de taxa por municípios quando se está diante da prestação efetiva ou potencial de um serviço público específico e divisível, ou de regular exercício do poder de polícia. No que se refere à taxa de expediente, no seu entender, há uma verdadeira atividade desenvolvida pelo agente público para a emissão de documentos e guias de interesse do administrado, ocorrendo a prestação de um serviço público, hábil a ensejar a cobrança da taxa. Passo à análise do caso. A matéria discutida no extraordinário ultrapassa os interesses subjetivos das partes, estando a reclamar uma manifestação do colegiado sob o enfoque da repercussão geral, tendo em vista a necessidade de esta Suprema Corte reiterar aos entes da Federação o entendimento, de há muito assente na Corte, acerca das intituladas taxas de expediente, as quais, como dito, são cobradas pela emissão ou remessa de guias/carnês de recolhimento de tributos. Verifico que a taxa de expediente em discussão foi instituída pelo art. 248 da Lei municipal n 106/94, com alíquota e base de cálculo fixada no art. 251, VII (atual art. 39, Lei municipal n 511/09, Anexo VII, 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5953263. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 16 Manifestação sobre a Repercussão Geral Recurso Extraordinário 789218 RG / MG item 1). Nos termos da referida norma, a taxa é devida no ingresso de qualquer repartição da Prefeitura de requerimento, papéis ou documentos para exame, apreciação ou despacho, bem como para a expedição pelas mesmas repartições, de certidões, atestados, certificados, alvarás, averbações, autenticações, buscas, registros, anotações, lavraturas de termos e outros serviços de expediente. Sobre referida taxa, assim se manifestou o Tribunal de origem: Por derradeiro, a Taxa de Expediente para remessa de guia ou documento (art. 251, VII), tem alíquota de 3% da Unidade Padrão Municipal, ou seja, perfaz o montante de R$ 12,19. Assim, a expedição de guias não consiste propriamente [em] um serviço prestado pela administração em favor dos administrados, mas sim um instrumento de arrecadação de valores utilizado pela municipalidade. Ou seja, não existe uma contraprestação em favor do munícipe. Diante disso, correto o Meritíssimo Juiz em dispor que Inexistindo prestação de serviço público, a cobrança da taxa de expediente em razão da emissão de carnê ou boletos para o pagamento de tributos ofende o disposto no art. 145, II, da CRFB, sendo, destarte, inexigível (fl. 169). Discute-se, portanto, exclusivamente a taxa cobrada em razão de emissão ou remessa do carnê/guia para pagamento de tributos. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5953263. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 789218 RG / MG item 1). Nos termos da referida norma, a taxa é devida no ingresso de qualquer repartição da Prefeitura de requerimento, papéis ou documentos para exame, apreciação ou despacho, bem como para a expedição pelas mesmas repartições, de certidões, atestados, certificados, alvarás, averbações, autenticações, buscas, registros, anotações, lavraturas de termos e outros serviços de expediente. Sobre referida taxa, assim se manifestou o Tribunal de origem: Por derradeiro, a Taxa de Expediente para remessa de guia ou documento (art. 251, VII), tem alíquota de 3% da Unidade Padrão Municipal, ou seja, perfaz o montante de R$ 12,19. Assim, a expedição de guias não consiste propriamente [em] um serviço prestado pela administração em favor dos administrados, mas sim um instrumento de arrecadação de valores utilizado pela municipalidade. Ou seja, não existe uma contraprestação em favor do munícipe. Diante disso, correto o Meritíssimo Juiz em dispor que Inexistindo prestação de serviço público, a cobrança da taxa de expediente em razão da emissão de carnê ou boletos para o pagamento de tributos ofende o disposto no art. 145, II, da CRFB, sendo, destarte, inexigível (fl. 169). Discute-se, portanto, exclusivamente a taxa cobrada em razão de emissão ou remessa do carnê/guia para pagamento de tributos. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5953263. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 16 Manifestação sobre a Repercussão Geral Recurso Extraordinário 789218 RG / MG Como se sabe, é característica da taxa a contraprestação de serviço público, ou de benefício feito, posto à disposição ou custeado pelo Estado em favor do admistrado. Na espécie, a emissão de guia de recolhimento de tributos é de interesse exclusivo da Administração, sendo um instrumento usado na arrecadação. Não se trata de serviço público prestado ou colocado à disposição do contribuinte. Não há, no caso, qualquer contraprestação em favor do administrado, razão pela qual é ilegítima sua cobrança. A matéria envolvendo a cobrança da denominada taxa de expediente já vem sendo analisada pelo Plenário da Corte há bastante tempo, como exemplifica a Rp n 903, Rel. Min. Thompson Flores, DJ de 28/6/74, na qual se decidiu que a emissão de guia de pagamento de tributo não é, obviamente, serviço público especial em favor do contribuinte, para atender aos interesses ou necessidades deste. Na ocasião, o Ministro Aliomar Baleeiro registrou o seguinte: Parece que há dois dispositivos: o art. 14, que trata das cabulosas taxas para remessa de guia e para cada requerimento protocolado, e o art. 16, que trata da taxa que chamo onibus, porque cabe tudo dentro. Então, com relação ao primeiro dispositivo, já tenho juízo formado, e quanto ao segundo ainda estou perplexo, pediria a V. Exa. Que fizesse votar separadamente os dispositivos, como, aliás, sempre fazemos aqui. 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5953263. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 789218 RG / MG Como se sabe, é característica da taxa a contraprestação de serviço público, ou de benefício feito, posto à disposição ou custeado pelo Estado em favor do admistrado. Na espécie, a emissão de guia de recolhimento de tributos é de interesse exclusivo da Administração, sendo um instrumento usado na arrecadação. Não se trata de serviço público prestado ou colocado à disposição do contribuinte. Não há, no caso, qualquer contraprestação em favor do administrado, razão pela qual é ilegítima sua cobrança. A matéria envolvendo a cobrança da denominada taxa de expediente já vem sendo analisada pelo Plenário da Corte há bastante tempo, como exemplifica a Rp n 903, Rel. Min. Thompson Flores, DJ de 28/6/74, na qual se decidiu que a emissão de guia de pagamento de tributo não é, obviamente, serviço público especial em favor do contribuinte, para atender aos interesses ou necessidades deste. Na ocasião, o Ministro Aliomar Baleeiro registrou o seguinte: Parece que há dois dispositivos: o art. 14, que trata das cabulosas taxas para remessa de guia e para cada requerimento protocolado, e o art. 16, que trata da taxa que chamo onibus, porque cabe tudo dentro. Então, com relação ao primeiro dispositivo, já tenho juízo formado, e quanto ao segundo ainda estou perplexo, pediria a V. Exa. Que fizesse votar separadamente os dispositivos, como, aliás, sempre fazemos aqui. 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5953263. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 16 Manifestação sobre a Repercussão Geral Recurso Extraordinário 789218 RG / MG Registro, também, o entendimento do Ministro Roberto Barroso sobre o tema, manifesto na mesma exação do Município de Ouro Preto: A Taxa de Expediente para emissão de guia é uma forma velada de transferir um custo administrativo que incumbe ao Poder Público para o particular. A inconstitucionalidade revela-se, notadamente, pelo desvirtuamento da materialidade proposta, uma vez que não há nenhuma atividade prestada em favor dos administrados (ARE 734.452/MG, Relator o Ministro Roberto Barroso, DJe de 21/10/13). No mesmo sentido, a decisão monocrática da Ministra Rosa Weber proferida no Recurso Extraordinário n 706.090/MG, DJe de 3/2/14. Manifesto-me, assim, pela existência de repercussão geral da questão constitucional suscitada no apelo extremo e pela ratificação da jurisprudência da Corte no sentido de ser inconstitucional a instituição e a cobrança de taxas por emissão ou remessa de carnês/guias de recolhimento de tributos. Conheço do recurso extraordinário e a ele nego provimento. Publique-se. Brasília, 27 de março de 2014. Ministro Dias Toffoli Relator Documento assinado digitalmente 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5953263. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 789218 RG / MG Registro, também, o entendimento do Ministro Roberto Barroso sobre o tema, manifesto na mesma exação do Município de Ouro Preto: A Taxa de Expediente para emissão de guia é uma forma velada de transferir um custo administrativo que incumbe ao Poder Público para o particular. A inconstitucionalidade revela-se, notadamente, pelo desvirtuamento da materialidade proposta, uma vez que não há nenhuma atividade prestada em favor dos administrados (ARE 734.452/MG, Relator o Ministro Roberto Barroso, DJe de 21/10/13). No mesmo sentido, a decisão monocrática da Ministra Rosa Weber proferida no Recurso Extraordinário n 706.090/MG, DJe de 3/2/14. Manifesto-me, assim, pela existência de repercussão geral da questão constitucional suscitada no apelo extremo e pela ratificação da jurisprudência da Corte no sentido de ser inconstitucional a instituição e a cobrança de taxas por emissão ou remessa de carnês/guias de recolhimento de tributos. Conheço do recurso extraordinário e a ele nego provimento. Publique-se. Brasília, 27 de março de 2014. Ministro Dias Toffoli Relator Documento assinado digitalmente 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5953263. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 16 Manifestação sobre a Repercussão Geral 17/04/2014 PLENÁRIO REPERCUSSÃO GERAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 789.218 MINAS GERAIS PRONUNCIAMENTO RECURSO EXTRAORDINÁRIO – PROVIMENTO – REPERCUSSÃO GERAL – INSERÇÃO NO PLENÁRIO VIRTUAL – INEXISTÊNCIA DE RAZÃO DE SER – INADEQUAÇÃO. 1. O Gabinete prestou as seguintes informações: Eis a síntese do que discutido no Recurso Extraordinário n 789.218/MG, da relatoria do ministro Dias Toffoli, inserido no sistema eletrônico da repercussão geral em 28 de março de 2014. A 8... Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais, ao manter a sentença em reexame necessário e julgar prejudicada a apelação do Município, consignou, quanto à Taxa de Expediente – instituída pelo artigo 248 da Lei municipal n 106/94 –, que o respectivo fato gerador, a expedição de guias de cobrança, não constitui um serviço prestado pela Administração em favor dos administrados, mas apenas um instrumento de arrecadação de valores, porquanto não existe contraprestação por parte do ente federativo em benefício do munícipe. Assentou estar correta a sentença, no que asseverou que a exigência da referida taxa, em virtude da emissão de carnê ou boletos para o pagamento de tributos, ofende o disposto no artigo 145, inciso II, da Carta Federal. Não houve a interposição de embargos de declaração. No extraordinário, protocolado com alegada base na Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6273617. Supremo Tribunal Federal 17/04/2014 PLENÁRIO REPERCUSSÃO GERAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 789.218 MINAS GERAIS PRONUNCIAMENTO RECURSO EXTRAORDINÁRIO – PROVIMENTO – REPERCUSSÃO GERAL – INSERÇÃO NO PLENÁRIO VIRTUAL – INEXISTÊNCIA DE RAZÃO DE SER – INADEQUAÇÃO. 1. O Gabinete prestou as seguintes informações: Eis a síntese do que discutido no Recurso Extraordinário n 789.218/MG, da relatoria do ministro Dias Toffoli, inserido no sistema eletrônico da repercussão geral em 28 de março de 2014. A 8... Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais, ao manter a sentença em reexame necessário e julgar prejudicada a apelação do Município, consignou, quanto à Taxa de Expediente – instituída pelo artigo 248 da Lei municipal n 106/94 –, que o respectivo fato gerador, a expedição de guias de cobrança, não constitui um serviço prestado pela Administração em favor dos administrados, mas apenas um instrumento de arrecadação de valores, porquanto não existe contraprestação por parte do ente federativo em benefício do munícipe. Assentou estar correta a sentença, no que asseverou que a exigência da referida taxa, em virtude da emissão de carnê ou boletos para o pagamento de tributos, ofende o disposto no artigo 145, inciso II, da Carta Federal. Não houve a interposição de embargos de declaração. No extraordinário, protocolado com alegada base na Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6273617. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 16 Manifestação sobre a Repercussão Geral Recurso Extraordinário 789218 RG / MG alínea “a” do permissivo constitucional, o Município argui desrespeito ao mencionado inciso II do artigo 145 do Diploma Maior. Sustenta que a Taxa de Expediente foi instituída em conformidade com o citado preceito e com base na competência estabelecida no artigo 30, inciso III, da Carta de 1988, tendo como fato gerador a prestação de serviço público específico e divisível, consubstanciado na emissão de guia ou documento por um agente público ao cidadão. Sob o ângulo da repercussão geral, afirma que o tema é relevante do ponto de vista jurídico, social e econômico- financeiro. Consoante sublinha, a decisão a ser proferida pelo Supremo poderá repercutir em inúmeras ações, porquanto os três entes federativos possuem atribuição para instituir taxas. O recorrido, apesar de intimado, não apresentou contrarrazões. O extraordinário foi admitido na origem. Consta da presente repercussão geral questão relativa à reafirmação da jurisprudência do Supremo. Eis o pronunciamento do ministro Dias Toffoli: TRIBUTÁRIO. REPERCUSSÃO GERAL. RATIFICAÇÃO DA JURISPRUDÊNCIA. TAXA DE EXPEDIENTE. FATO GERADOR. EMISSÃO DE GUIA PARA PAGAMENTO DE TRIBUTO. AUSÊNCIA DOS CRITÉRIOS EXIGIDOS PELO ART. 145, II, Constituição Federal de 1988/88. INCONSTITUCIONALIDADE. 1. A emissão de guia de recolhimento de tributos é de interesse exclusivo da Administração, sendo mero instrumento de arrecadação, não envolvendo a prestação de um serviço público ao contribuinte. 2. Possui repercussão geral a questão constitucional 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6273617. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 789218 RG / MG alínea “a” do permissivo constitucional, o Município argui desrespeito ao mencionado inciso II do artigo 145 do Diploma Maior. Sustenta que a Taxa de Expediente foi instituída em conformidade com o citado preceito e com base na competência estabelecida no artigo 30, inciso III, da Carta de 1988, tendo como fato gerador a prestação de serviço público específico e divisível, consubstanciado na emissão de guia ou documento por um agente público ao cidadão. Sob o ângulo da repercussão geral, afirma que o tema é relevante do ponto de vista jurídico, social e econômico- financeiro. Consoante sublinha, a decisão a ser proferida pelo Supremo poderá repercutir em inúmeras ações, porquanto os três entes federativos possuem atribuição para instituir taxas. O recorrido, apesar de intimado, não apresentou contrarrazões. O extraordinário foi admitido na origem. Consta da presente repercussão geral questão relativa à reafirmação da jurisprudência do Supremo. Eis o pronunciamento do ministro Dias Toffoli: TRIBUTÁRIO. REPERCUSSÃO GERAL. RATIFICAÇÃO DA JURISPRUDÊNCIA. TAXA DE EXPEDIENTE. FATO GERADOR. EMISSÃO DE GUIA PARA PAGAMENTO DE TRIBUTO. AUSÊNCIA DOS CRITÉRIOS EXIGIDOS PELO ART. 145, II, Constituição Federal de 1988/88. INCONSTITUCIONALIDADE. 1. A emissão de guia de recolhimento de tributos é de interesse exclusivo da Administração, sendo mero instrumento de arrecadação, não envolvendo a prestação de um serviço público ao contribuinte. 2. Possui repercussão geral a questão constitucional 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6273617. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 16 Manifestação sobre a Repercussão Geral Recurso Extraordinário 789218 RG / MG suscitada no apelo extremo. Ratifica-se, no caso, a jurisprudência da Corte consolidada no sentido de ser inconstitucional a instituição e a cobrança de taxas por emissão ou remessa de carnês/guias de recolhimento de tributos. Precedente do Plenário da Corte: Rp n 903, Rel. Min. Thompson Flores, DJ de 28/6/74. 3. Recurso extraordinário do qual se conhece, mas ao qual, no mérito, se nega provimento. MANIFESTAÇÃO Trata-se de recurso extraordinário interposto, com fundamento na letra a do permissivo constitucional, contra acórdão do Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais assim ementado: TRIBUTÁRIO. MUNICÍPIO DE OURO PRETO. IPTU. ALEGAÇÃO DE AUMENTO INDEVIDO. AUMENTO DO VALOR VENAL DO IMÓVEL. POSSIBILIDADE LEGAL. TAXAS DE COLETA DE LIXO, DE ESGOTO SANITÁRIO E DE ÁGUA. DIVISIBILIDADE. CONSTITUCIONALIDADE. TAXAS DE LIMPEZA PÚBLICA E DE CONSERVAÇÃO DE VIAS E LOGRADOUROS PÚBLICOS. INDIVISIBILIDADE. INCONSTITUCIONALIDADE. TAXA DE EXPEDIENTE. VALOR CORRESPONDENTE À EXPEDIÇÃO DA GUIA. CONFIRMAÇÃO DA SENTENÇA. 1. A alegação de aumento indevido do IPTU sucumbe à verificação de que a diferença percebida se deveu ao aumento do valor venal do imóvel, ou seja, efetivou-se a legislação local (artigos 78 a 87). 2. As taxas de Coleta de Lixo, de Esgoto Sanitários e de Água previstas na legislação municipal de Ouro Preto possuem a necessária 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6273617. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 789218 RG / MG suscitada no apelo extremo. Ratifica-se, no caso, a jurisprudência da Corte consolidada no sentido de ser inconstitucional a instituição e a cobrança de taxas por emissão ou remessa de carnês/guias de recolhimento de tributos. Precedente do Plenário da Corte: Rp n 903, Rel. Min. Thompson Flores, DJ de 28/6/74. 3. Recurso extraordinário do qual se conhece, mas ao qual, no mérito, se nega provimento. MANIFESTAÇÃO Trata-se de recurso extraordinário interposto, com fundamento na letra a do permissivo constitucional, contra acórdão do Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais assim ementado: TRIBUTÁRIO. MUNICÍPIO DE OURO PRETO. IPTU. ALEGAÇÃO DE AUMENTO INDEVIDO. AUMENTO DO VALOR VENAL DO IMÓVEL. POSSIBILIDADE LEGAL. TAXAS DE COLETA DE LIXO, DE ESGOTO SANITÁRIO E DE ÁGUA. DIVISIBILIDADE. CONSTITUCIONALIDADE. TAXAS DE LIMPEZA PÚBLICA E DE CONSERVAÇÃO DE VIAS E LOGRADOUROS PÚBLICOS. INDIVISIBILIDADE. INCONSTITUCIONALIDADE. TAXA DE EXPEDIENTE. VALOR CORRESPONDENTE À EXPEDIÇÃO DA GUIA. CONFIRMAÇÃO DA SENTENÇA. 1. A alegação de aumento indevido do IPTU sucumbe à verificação de que a diferença percebida se deveu ao aumento do valor venal do imóvel, ou seja, efetivou-se a legislação local (artigos 78 a 87). 2. As taxas de Coleta de Lixo, de Esgoto Sanitários e de Água previstas na legislação municipal de Ouro Preto possuem a necessária 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6273617. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 16 Manifestação sobre a Repercussão Geral Recurso Extraordinário 789218 RG / MG divisibilidade e especificidade estipuladas no artigo 145, II, da Constituição não havendo qualquer indício, pois, de inconstitucionalidade. 3. As Taxas de Limpeza Pública e de Conservação de Vias e logradouros Públicos do Município de Ouro Preto dizem respeito a serviços prestados indistintamente a toda coletividade, violando, pois, a essencial característica da divisibilidade apontada na Constituição o que implica no reconhecimento das suas inconstitucionalidades. 4. O valor da Taxa de Expediente deve corresponder ao valor necessário para a expedição da guia. Sob o enfoque da repercussão geral, aduz o recorrente que a decisão afronta diretamente o art. 145, II, da Constituição Federal e que é passível de repercutir em inúmeras ações [em] face de Municípios, Estados e da própria União, que constantemente instituem a cobrança deste mesmo tipo de taxa, sendo relevante que não sejam criados precedentes que declarem inconstitucional dispositivo que respeita a norma constitucional considerada violada. No mérito, o Município insurge-se exclusivamente quanto à exação intitulada Taxa de Expediente, relativa à expedição de guia para pagamento de tributo, a qual foi declarada inconstitucional pelo Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais. Sustenta o recorrente violação dos arts. 145, II, e 30, III, da Constituição Federal. Argumenta que é possível a instituição de taxa por municípios quando se está diante da prestação efetiva ou potencial de um serviço público específico e divisível, ou de regular exercício do poder de polícia. No que se refere à taxa de expediente, no seu entender, há uma verdadeira atividade desenvolvida pelo agente público para a 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6273617. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 789218 RG / MG divisibilidade e especificidade estipuladas no artigo 145, II, da Constituição não havendo qualquer indício, pois, de inconstitucionalidade. 3. As Taxas de Limpeza Pública e de Conservação de Vias e logradouros Públicos do Município de Ouro Preto dizem respeito a serviços prestados indistintamente a toda coletividade, violando, pois, a essencial característica da divisibilidade apontada na Constituição o que implica no reconhecimento das suas inconstitucionalidades. 4. O valor da Taxa de Expediente deve corresponder ao valor necessário para a expedição da guia. Sob o enfoque da repercussão geral, aduz o recorrente que a decisão afronta diretamente o art. 145, II, da Constituição Federal e que é passível de repercutir em inúmeras ações [em] face de Municípios, Estados e da própria União, que constantemente instituem a cobrança deste mesmo tipo de taxa, sendo relevante que não sejam criados precedentes que declarem inconstitucional dispositivo que respeita a norma constitucional considerada violada. No mérito, o Município insurge-se exclusivamente quanto à exação intitulada Taxa de Expediente, relativa à expedição de guia para pagamento de tributo, a qual foi declarada inconstitucional pelo Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais. Sustenta o recorrente violação dos arts. 145, II, e 30, III, da Constituição Federal. Argumenta que é possível a instituição de taxa por municípios quando se está diante da prestação efetiva ou potencial de um serviço público específico e divisível, ou de regular exercício do poder de polícia. No que se refere à taxa de expediente, no seu entender, há uma verdadeira atividade desenvolvida pelo agente público para a 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6273617. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 16 Manifestação sobre a Repercussão Geral Recurso Extraordinário 789218 RG / MG emissão de documentos e guias de interesse do administrado, ocorrendo a prestação de um serviço público, hábil a ensejar a cobrança da taxa. Passo à análise do caso. A matéria discutida no extraordinário ultrapassa os interesses subjetivos das partes, estando a reclamar uma manifestação do colegiado sob o enfoque da repercussão geral, tendo em vista a necessidade de esta Suprema Corte reiterar aos entes da Federação o entendimento, de há muito assente na Corte, acerca das intituladas taxas de expediente, as quais, como dito, são cobradas pela emissão ou remessa de guias/carnês de recolhimento de tributos. Verifico que a taxa de expediente em discussão foi instituída pelo art. 248 da Lei municipal n 106/94, com alíquota e base de cálculo fixada no art. 251, VII (atual art. 39, Lei municipal n 511/09, Anexo VII, item 1). Nos termos da referida norma, a taxa é devida no ingresso de qualquer repartição da Prefeitura de requerimento, papéis ou documentos para exame, apreciação ou despacho, bem como para a expedição pelas mesmas repartições, de certidões, atestados, certificados, alvarás, averbações, autenticações, buscas, registros, anotações, lavraturas de termos e outros serviços de expediente. Sobre referida taxa, assim se manifestou o Tribunal de origem: Por derradeiro, a Taxa de Expediente para remessa de guia ou documento (art. 251, VII), tem alíquota de 3% da Unidade Padrão Municipal, ou seja, perfaz o montante de R$ 12,19. Assim, a expedição de guias não consiste propriamente [em] um serviço prestado pela administração em favor dos administrados, mas sim um instrumento de arrecadação de valores utilizado pela municipalidade. Ou seja, não existe uma 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6273617. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 789218 RG / MG emissão de documentos e guias de interesse do administrado, ocorrendo a prestação de um serviço público, hábil a ensejar a cobrança da taxa. Passo à análise do caso. A matéria discutida no extraordinário ultrapassa os interesses subjetivos das partes, estando a reclamar uma manifestação do colegiado sob o enfoque da repercussão geral, tendo em vista a necessidade de esta Suprema Corte reiterar aos entes da Federação o entendimento, de há muito assente na Corte, acerca das intituladas taxas de expediente, as quais, como dito, são cobradas pela emissão ou remessa de guias/carnês de recolhimento de tributos. Verifico que a taxa de expediente em discussão foi instituída pelo art. 248 da Lei municipal n 106/94, com alíquota e base de cálculo fixada no art. 251, VII (atual art. 39, Lei municipal n 511/09, Anexo VII, item 1). Nos termos da referida norma, a taxa é devida no ingresso de qualquer repartição da Prefeitura de requerimento, papéis ou documentos para exame, apreciação ou despacho, bem como para a expedição pelas mesmas repartições, de certidões, atestados, certificados, alvarás, averbações, autenticações, buscas, registros, anotações, lavraturas de termos e outros serviços de expediente. Sobre referida taxa, assim se manifestou o Tribunal de origem: Por derradeiro, a Taxa de Expediente para remessa de guia ou documento (art. 251, VII), tem alíquota de 3% da Unidade Padrão Municipal, ou seja, perfaz o montante de R$ 12,19. Assim, a expedição de guias não consiste propriamente [em] um serviço prestado pela administração em favor dos administrados, mas sim um instrumento de arrecadação de valores utilizado pela municipalidade. Ou seja, não existe uma 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6273617. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 16 Manifestação sobre a Repercussão Geral Recurso Extraordinário 789218 RG / MG contraprestação em favor do munícipe. Diante disso, correto o Meritíssimo Juiz em dispor que Inexistindo prestação de serviço público, a cobrança da taxa de expediente em razão da emissão de carnê ou boletos para o pagamento de tributos ofende o disposto no art. 145, II, da CRFB, sendo, destarte, inexigível (fl. 169). Discute-se, portanto, exclusivamente a taxa cobrada em razão de emissão ou remessa do carnê/guia para pagamento de tributos. Como se sabe, é característica da taxa a contraprestação de serviço público, ou de benefício feito, posto à disposição ou custeado pelo Estado em favor do admistrado. Na espécie, a emissão de guia de recolhimento de tributos é de interesse exclusivo da Administração, sendo um instrumento usado na arrecadação. Não se trata de serviço público prestado ou colocado à disposição do contribuinte. Não há, no caso, qualquer contraprestação em favor do administrado, razão pela qual é ilegítima sua cobrança. A matéria envolvendo a cobrança da denominada taxa de expediente já vem sendo analisada pelo Plenário da Corte há bastante tempo, como exemplifica a Rp n 903, Rel. Min. Thompson Flores, DJ de 28/6/74, na qual se decidiu que a emissão de guia de pagamento de tributo não é, obviamente, serviço público especial em favor do contribuinte, para atender aos interesses ou necessidades deste. Na ocasião, o Ministro Aliomar Baleeiro registrou o seguinte: Parece que há dois dispositivos: o art. 14, que trata das cabulosas taxas para remessa de guia e para cada requerimento protocolado, e o art. 16, que trata 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6273617. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 789218 RG / MG contraprestação em favor do munícipe. Diante disso, correto o Meritíssimo Juiz em dispor que Inexistindo prestação de serviço público, a cobrança da taxa de expediente em razão da emissão de carnê ou boletos para o pagamento de tributos ofende o disposto no art. 145, II, da CRFB, sendo, destarte, inexigível (fl. 169). Discute-se, portanto, exclusivamente a taxa cobrada em razão de emissão ou remessa do carnê/guia para pagamento de tributos. Como se sabe, é característica da taxa a contraprestação de serviço público, ou de benefício feito, posto à disposição ou custeado pelo Estado em favor do admistrado. Na espécie, a emissão de guia de recolhimento de tributos é de interesse exclusivo da Administração, sendo um instrumento usado na arrecadação. Não se trata de serviço público prestado ou colocado à disposição do contribuinte. Não há, no caso, qualquer contraprestação em favor do administrado, razão pela qual é ilegítima sua cobrança. A matéria envolvendo a cobrança da denominada taxa de expediente já vem sendo analisada pelo Plenário da Corte há bastante tempo, como exemplifica a Rp n 903, Rel. Min. Thompson Flores, DJ de 28/6/74, na qual se decidiu que a emissão de guia de pagamento de tributo não é, obviamente, serviço público especial em favor do contribuinte, para atender aos interesses ou necessidades deste. Na ocasião, o Ministro Aliomar Baleeiro registrou o seguinte: Parece que há dois dispositivos: o art. 14, que trata das cabulosas taxas para remessa de guia e para cada requerimento protocolado, e o art. 16, que trata 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6273617. Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 16 Manifestação sobre a Repercussão Geral Recurso Extraordinário 789218 RG / MG da taxa que chamo onibus, porque cabe tudo dentro. Então, com relação ao primeiro dispositivo, já tenho juízo formado, e quanto ao segundo ainda estou perplexo, pediria a V. Exa. Que fizesse votar separadamente os dispositivos, como, aliás, sempre fazemos aqui. Registro, também, o entendimento do Ministro Roberto Barroso sobre o tema, manifesto na mesma exação do Município de Ouro Preto: A Taxa de Expediente para emissão de guia é uma forma velada de transferir um custo administrativo que incumbe ao Poder Público para o particular. A inconstitucionalidade revela-se, notadamente, pelo desvirtuamento da materialidade proposta, uma vez que não há nenhuma atividade prestada em favor dos administrados (ARE 734.452/MG, Relator o Ministro Roberto Barroso, DJe de 21/10/13). No mesmo sentido, a decisão monocrática da Ministra Rosa Weber proferida no Recurso Extraordinário n 706.090/MG, DJe de 3/2/14. Manifesto-me, assim, pela existência de repercussão geral da questão constitucional suscitada no apelo extremo e pela ratificação da jurisprudência da Corte no sentido de ser inconstitucional a instituição e a cobrança de taxas por emissão ou remessa de carnês/guias de recolhimento de tributos. Conheço do recurso extraordinário e a ele nego provimento. Publique-se. Brasília, 27 de março de 2014. 7 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6273617. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 789218 RG / MG da taxa que chamo onibus, porque cabe tudo dentro. Então, com relação ao primeiro dispositivo, já tenho juízo formado, e quanto ao segundo ainda estou perplexo, pediria a V. Exa. Que fizesse votar separadamente os dispositivos, como, aliás, sempre fazemos aqui. Registro, também, o entendimento do Ministro Roberto Barroso sobre o tema, manifesto na mesma exação do Município de Ouro Preto: A Taxa de Expediente para emissão de guia é uma forma velada de transferir um custo administrativo que incumbe ao Poder Público para o particular. A inconstitucionalidade revela-se, notadamente, pelo desvirtuamento da materialidade proposta, uma vez que não há nenhuma atividade prestada em favor dos administrados (ARE 734.452/MG, Relator o Ministro Roberto Barroso, DJe de 21/10/13). No mesmo sentido, a decisão monocrática da Ministra Rosa Weber proferida no Recurso Extraordinário n 706.090/MG, DJe de 3/2/14. Manifesto-me, assim, pela existência de repercussão geral da questão constitucional suscitada no apelo extremo e pela ratificação da jurisprudência da Corte no sentido de ser inconstitucional a instituição e a cobrança de taxas por emissão ou remessa de carnês/guias de recolhimento de tributos. Conheço do recurso extraordinário e a ele nego provimento. Publique-se. Brasília, 27 de março de 2014. 7 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6273617. Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 16 Manifestação sobre a Repercussão Geral Recurso Extraordinário 789218 RG / MG Ministro Dias Toffoli Relator 2. É hora de buscar a preservação do instituto da repercussão geral. Situações como a presente o desmerecem. A sistemática é filtro para haver a apreciação do recurso de natureza extraordinária. Neste caso, o relator conheceu o extraordinário e a ele negou provimento. Como, então, inseri-lo no Plenário Virtual para que se defina a configuração ou não da repercussão geral? 3. Pronuncio-me no sentido da inadequação do procedimento. 4. Publiquem. Brasília – residência –, 2 de abril de 2014, às 21h40. Ministro MARCO AURÉLIO 8 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6273617. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 789218 RG / MG Ministro Dias Toffoli Relator 2. É hora de buscar a preservação do instituto da repercussão geral. Situações como a presente o desmerecem. A sistemática é filtro para haver a apreciação do recurso de natureza extraordinária. Neste caso, o relator conheceu o extraordinário e a ele negou provimento. Como, então, inseri-lo no Plenário Virtual para que se defina a configuração ou não da repercussão geral? 3. Pronuncio-me no sentido da inadequação do procedimento. 4. Publiquem. Brasília – residência –, 2 de abril de 2014, às 21h40. Ministro MARCO AURÉLIO 8 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6273617. Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 16
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"-", "Brasil", "Plenário da Corte", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário da Corte", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Plenário Virtual", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário Virtual", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "DIAS TOFFOLI", "JOSÉ NILO DE CASTRO", "RAIMUNDO ONOFRE GALDINO", "ANTONIO RAMOS", "Thompson Flores", "Marco Aurélio", "Joaquim Barbosa", "Roberto Barroso", "Marco Aurélio", "Joaquim Barbosa", "Roberto Barroso", "Marco Aurélio", "Joaquim Barbosa", "Roberto Barroso", "DIAS TOFFOLI", "Joaquim Barbosa", "Roberto Barroso", "Marco Aurélio", "Joaquim Barbosa", "Roberto Barroso", "DIAS TOFFOLI", "Thompson Flores", "Thompson Flores", "Thompson Flores", "Aliomar Baleeiro", "Thompson Flores", "Aliomar Baleeiro", "Roberto Barroso", "Roberto Barroso", "Rosa Weber", "Dias Toffoli", "Roberto Barroso", "Roberto Barroso", "Rosa Weber", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "Thompson Flores", "Thompson Flores", "Thompson Flores", "Aliomar Baleeiro", "Thompson Flores", "Aliomar Baleeiro", "Roberto Barroso", "Roberto Barroso", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Roberto Barroso", "Rosa Weber", "Dias Toffoli", "MARCO AURÉLIO", "Dias Toffoli", "MARCO AURÉLIO" ], "TEMPO": [ "17", "/", "04", "/", "2014", "28", "/", "6", "/", "74", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", "/", "04", "/", "2014", "28", "/", "6", "/", "74", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", "/", "04", "/", "2014", "28", "/", "6", "/", "74", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", 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Ementa e Acórdão 10/04/2014 PLENÁRIO SEGUNDO AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 13.198 DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :ASSOCIAÇÃO DOS POLICIAIS CIVIS, MILITARES E FUNCIONÁRIOS PÚBLICOS DOS ESTADOS FEDERATIVOS DO BRASIL ADV.(A/S) :JEFERSON CAMILLO DE OLIVEIRA AGDO.(A/S) :TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO INTDO.(A/S) :JOVAIR MARCOS DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S) EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NA RECLAMAÇÃO. ALEGAÇÃO DE AFRONTA AO QUE DECIDIDO EM MANDADOS DE INJUNÇÃO. EFEITOS INTER PARTES. AUSÊNCIA DE EFEITOS VINCULANTE E ERGA OMNES A VIABILIZAR A RECLAMAÇÃO. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Plenária, sob a Presidência do Ministro Celso de Mello, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade, e nos termos do voto da Relatora, em negar provimento ao agravo regimental. Ausentes, neste julgamento, os Ministros Joaquim Barbosa (Presidente), Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski (Vice-Presidente) e Roberto Barroso. Brasília, 10 de abril de 2014. CÁRMEN LÚCIA - Relatora Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5676215. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10 Relatório 10/04/2014 PLENÁRIO SEGUNDO AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 13.198 DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :ASSOCIAÇÃO DOS POLICIAIS CIVIS, MILITARES E FUNCIONÁRIOS PÚBLICOS DOS ESTADOS FEDERATIVOS DO BRASIL ADV.(A/S) :JEFERSON CAMILLO DE OLIVEIRA AGDO.(A/S) :TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO INTDO.(A/S) :JOVAIR MARCOS DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora): 1. Em 6.12.2012, neguei seguimento à reclamação ajuizada pela Associação dos Policiais Civis, Militares e Funcionários Públicos dos Estados Federativos do Brasil contra decisões proferidas em mandados de segurança em tramitação no Tribunal de Justiça de São Paulo por alegado descumprimento ao que decidido pelo Supremo Tribunal Federal nos Mandados de Injunção n. 721/DF, 758/DF, 781/DF, 786/DF, 788/DF, 791/DF, 792/DF e 795/DF. A decisão agravada teve a seguinte fundamentação: “8. A Reclamante não juntou cópia das decisões proferidas nos onze mandados de segurança que lista às fls. 6-7. A reclamação deve vir instruída com os documentos que comprovam o alegado, nos termos do parágrafo único do art. 156 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal e do art. 282, inc. VI, do Código de Processo Civil. Este Supremo Tribunal tem admitido a abertura de prazo para que petições iniciais irregulares sejam emendadas, conforme dispõe o art. 284 do Código de Processo Civil. No entanto, por economia processual, deixo de abrir prazo para Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5676216. Supremo Tribunal Federal 10/04/2014 PLENÁRIO SEGUNDO AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 13.198 DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :ASSOCIAÇÃO DOS POLICIAIS CIVIS, MILITARES E FUNCIONÁRIOS PÚBLICOS DOS ESTADOS FEDERATIVOS DO BRASIL ADV.(A/S) :JEFERSON CAMILLO DE OLIVEIRA AGDO.(A/S) :TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO INTDO.(A/S) :JOVAIR MARCOS DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora): 1. Em 6.12.2012, neguei seguimento à reclamação ajuizada pela Associação dos Policiais Civis, Militares e Funcionários Públicos dos Estados Federativos do Brasil contra decisões proferidas em mandados de segurança em tramitação no Tribunal de Justiça de São Paulo por alegado descumprimento ao que decidido pelo Supremo Tribunal Federal nos Mandados de Injunção n. 721/DF, 758/DF, 781/DF, 786/DF, 788/DF, 791/DF, 792/DF e 795/DF. A decisão agravada teve a seguinte fundamentação: “8. A Reclamante não juntou cópia das decisões proferidas nos onze mandados de segurança que lista às fls. 6-7. A reclamação deve vir instruída com os documentos que comprovam o alegado, nos termos do parágrafo único do art. 156 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal e do art. 282, inc. VI, do Código de Processo Civil. Este Supremo Tribunal tem admitido a abertura de prazo para que petições iniciais irregulares sejam emendadas, conforme dispõe o art. 284 do Código de Processo Civil. No entanto, por economia processual, deixo de abrir prazo para Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5676216. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 10 Relatório RCL 13198 AGR-SEGUNDO / DF que a Reclamante traga cópias das decisões reclamadas porque desnecessárias para se concluir sobre a manifesta inadmissibilidade da presente reclamação. 9. A reclamação é instrumento constitucional processual posto no sistema como dupla garantia formal da jurisdição: primeiro, para o jurisdicionado que tenha recebido resposta a pleito formulado judicialmente e que vê a decisão proferida afrontada, fragilizada e despojada de seu vigor e de sua eficácia; segundo, para o Supremo Tribunal Federal (art. 102, inc. I, alínea l , da Constituição da República) ou para o Superior Tribunal de Justiça (art. 105, inc. I, alínea f, da Constituição), que podem ter as suas respectivas competências enfrentadas e menosprezadas por outros órgãos do Poder Judiciário e a autoridade de suas decisões mitigada em face de atos reclamados. Busca-se, por ela, fazer com que a prestação jurisdicional mantenha-se dotada de seu vigor jurídico próprio ou que o órgão judicial de instância superior tenha a sua competência resguardada. Ela não se presta a antecipar julgados, a atalhar julgamentos, a fazer sucumbir decisões sem que se atenha à legislação processual específica qualquer discussão ou litígio a ser solucionado juridicamente. 10. O mandado de injunção é garantia constitucional prestante, exclusivamente, a viabilizar direitos ou liberdades constitucionais, bem como a soberania, a cidadania e a nacionalidade, quando não puderem ser exercidos por ausência de norma regulamentadora (art. 5º, inc. LXXI, da Constituição da República). É processo subjetivo e os efeitos de decisões nele proferidas limitam-se às partes que figuraram naquela relação processual. Jovair Marcos de Oliveira, Marcos Sérgio Santos Teixeira, João Bosco Fidelis, Cristina Dlouhy, Nubia Mateus Theodoro, Ismael Joaquim da Silva, Luis Antonio da Silva, Marcos Edaes Nobrega, Ivan Libório da Mota, Fábio Luis Carnaíba de Oliveira e Marcelo Ferreira da Silva, impetrantes dos mandados de segurança listados às fls. 6-7 da petição inicial, não foram partes nos Mandados de Injunção n. 721/DF, 758/DF, 781/DF, 786/DF, 788/DF, 791/DF, 792/DF e 795/DF, apontados como paradigma pela Reclamante . 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5676216. Supremo Tribunal Federal RCL 13198 AGR-SEGUNDO / DF que a Reclamante traga cópias das decisões reclamadas porque desnecessárias para se concluir sobre a manifesta inadmissibilidade da presente reclamação. 9. A reclamação é instrumento constitucional processual posto no sistema como dupla garantia formal da jurisdição: primeiro, para o jurisdicionado que tenha recebido resposta a pleito formulado judicialmente e que vê a decisão proferida afrontada, fragilizada e despojada de seu vigor e de sua eficácia; segundo, para o Supremo Tribunal Federal (art. 102, inc. I, alínea l , da Constituição da República) ou para o Superior Tribunal de Justiça (art. 105, inc. I, alínea f, da Constituição), que podem ter as suas respectivas competências enfrentadas e menosprezadas por outros órgãos do Poder Judiciário e a autoridade de suas decisões mitigada em face de atos reclamados. Busca-se, por ela, fazer com que a prestação jurisdicional mantenha-se dotada de seu vigor jurídico próprio ou que o órgão judicial de instância superior tenha a sua competência resguardada. Ela não se presta a antecipar julgados, a atalhar julgamentos, a fazer sucumbir decisões sem que se atenha à legislação processual específica qualquer discussão ou litígio a ser solucionado juridicamente. 10. O mandado de injunção é garantia constitucional prestante, exclusivamente, a viabilizar direitos ou liberdades constitucionais, bem como a soberania, a cidadania e a nacionalidade, quando não puderem ser exercidos por ausência de norma regulamentadora (art. 5º, inc. LXXI, da Constituição da República). É processo subjetivo e os efeitos de decisões nele proferidas limitam-se às partes que figuraram naquela relação processual. Jovair Marcos de Oliveira, Marcos Sérgio Santos Teixeira, João Bosco Fidelis, Cristina Dlouhy, Nubia Mateus Theodoro, Ismael Joaquim da Silva, Luis Antonio da Silva, Marcos Edaes Nobrega, Ivan Libório da Mota, Fábio Luis Carnaíba de Oliveira e Marcelo Ferreira da Silva, impetrantes dos mandados de segurança listados às fls. 6-7 da petição inicial, não foram partes nos Mandados de Injunção n. 721/DF, 758/DF, 781/DF, 786/DF, 788/DF, 791/DF, 792/DF e 795/DF, apontados como paradigma pela Reclamante . 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5676216. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 10 Relatório RCL 13198 AGR-SEGUNDO / DF Em 4.3.2009, este Supremo Tribunal reafirmou a impossibilidade de ajuizamento de reclamação que objetiva assegurar o cumprimento de decisões desprovidas de eficácia vinculante e efeitos erga omnes: ‘EMENTA: CONSTITUCIONAL. PRECATÓRIO. SEQUESTRO DE VERBAS PÚBLICAS. QUEBRA DA ORDEM CRONOLÓGICA. PRETERIÇÃO DO DIREITO DE PREFERÊNCIA DO CREDOR. VIOLAÇÃO DA AUTORIDADE DA ADI 1.662. DIFERENÇA DE SUJEITOS PASSIVOS. CRÉDITO PARADIGMÁTICO E CRÉDITO TIDO POR PRETERIDO DEVIDOS POR ENTES DIVERSOS. 1. A reclamação constitucional não é o instrumento adequado para salvaguarda genérica ou uniformização da jurisprudência da Corte. Portanto, precedentes desprovidos de eficácia vinculante e 'erga omnes' e de cuja relação processual o reclamante e os interessados não fizeram parte, uma vez que os respectivos fundamentos somente se projetam para a relação jurídica circunscrita àquela prestação jurisdicional e não legitimam o ajuizamento de reclamação. 2. Segundo orientação firmada por esta Corte, caracteriza-se violação da autoridade da ADI 1.662 ordem de seqüestro de verbas públicas, baseada em quebra de ordem cronológica ou de preterição do direito de preferência do credor, se o crédito tido por privilegiado (paradigmático) for devido por ente diverso do sujeito passivo do crédito tido por preterido (Rcl 3.219- AgR, rel. min. Cezar Peluso). Reclamação parcialmente conhecida e, na parte conhecida, julgada procedente. Medida liminar confirmada’ (Rcl 3.138/CE, Rel. Min. Joaquim Barbosa, Plenário, DJ 23.10.2009, grifos nossos). No julgamento da Reclamação 9.545-AgR/SP, o Supremo Tribunal Federal assentou: ‘EMENTA AGRAVO REGIMENTAL EM RECLAMAÇÃO - PROCESSUAL CIVIL - USO DE PARADIGMA EXTRAÍDO DE AÇÕES SUBJETIVAS - USO INDEVIDO DA RECLAMAÇÃO - PRECEDENTES - AGRAVO REGIMENTAL NÃO PROVIDO. 1 - A reclamação é meio constitucional de preservação da autoridade da Corte e da eficácia de suas decisões. Sua natureza é subsidiária e não pode ser desvirtuada e confundida com sucedâneo recursal. Ela não 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5676216. Supremo Tribunal Federal RCL 13198 AGR-SEGUNDO / DF Em 4.3.2009, este Supremo Tribunal reafirmou a impossibilidade de ajuizamento de reclamação que objetiva assegurar o cumprimento de decisões desprovidas de eficácia vinculante e efeitos erga omnes: ‘EMENTA: CONSTITUCIONAL. PRECATÓRIO. SEQUESTRO DE VERBAS PÚBLICAS. QUEBRA DA ORDEM CRONOLÓGICA. PRETERIÇÃO DO DIREITO DE PREFERÊNCIA DO CREDOR. VIOLAÇÃO DA AUTORIDADE DA ADI 1.662. DIFERENÇA DE SUJEITOS PASSIVOS. CRÉDITO PARADIGMÁTICO E CRÉDITO TIDO POR PRETERIDO DEVIDOS POR ENTES DIVERSOS. 1. A reclamação constitucional não é o instrumento adequado para salvaguarda genérica ou uniformização da jurisprudência da Corte. Portanto, precedentes desprovidos de eficácia vinculante e 'erga omnes' e de cuja relação processual o reclamante e os interessados não fizeram parte, uma vez que os respectivos fundamentos somente se projetam para a relação jurídica circunscrita àquela prestação jurisdicional e não legitimam o ajuizamento de reclamação. 2. Segundo orientação firmada por esta Corte, caracteriza-se violação da autoridade da ADI 1.662 ordem de seqüestro de verbas públicas, baseada em quebra de ordem cronológica ou de preterição do direito de preferência do credor, se o crédito tido por privilegiado (paradigmático) for devido por ente diverso do sujeito passivo do crédito tido por preterido (Rcl 3.219- AgR, rel. min. Cezar Peluso). Reclamação parcialmente conhecida e, na parte conhecida, julgada procedente. Medida liminar confirmada’ (Rcl 3.138/CE, Rel. Min. Joaquim Barbosa, Plenário, DJ 23.10.2009, grifos nossos). No julgamento da Reclamação 9.545-AgR/SP, o Supremo Tribunal Federal assentou: ‘EMENTA AGRAVO REGIMENTAL EM RECLAMAÇÃO - PROCESSUAL CIVIL - USO DE PARADIGMA EXTRAÍDO DE AÇÕES SUBJETIVAS - USO INDEVIDO DA RECLAMAÇÃO - PRECEDENTES - AGRAVO REGIMENTAL NÃO PROVIDO. 1 - A reclamação é meio constitucional de preservação da autoridade da Corte e da eficácia de suas decisões. Sua natureza é subsidiária e não pode ser desvirtuada e confundida com sucedâneo recursal. Ela não 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5676216. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 10 Relatório RCL 13198 AGR-SEGUNDO / DF visa a compor conflitos intersubjetivos, conquanto possa, indiretamente, atender a interesses individuais, o que se dá apenas como decorrência da realização de seu papel magno, que é a conservação da hierarquia jurisdicional (Egas Dirceu Moniz de Aragão). 2 - O uso, como paradigmas, de acórdãos prolatados em ações intersubjetivas, despossuídas de caráter 'erga omnes' e de eficácia vinculante , não é válido na reclamação, quando delas não fez parte o reclamante. Agravo regimental não provido’ (Rel. Min. Dias Toffoli, Plenário, DJ 14.5.2010, grifos nossos). Nesse sentido, a Reclamação n. 8.221-AgR/GO, de minha relatoria: ‘EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NA RECLAMAÇÃO. AÇÃO CIVIL PÚBLICA POR ATO DE IMPROBIDADE COM TRÂNSITO EM JULGADO. EX PREFEITO. ALEGAÇÃO DE AFRONTA AO QUE DECIDIDO NA RECLAMAÇÃO 2.138 E NO AGRAVO REGIMENTAL NA RECLAMAÇÃO 6.034. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. 1. As decisões proferidas pelo Plenário do Supremo Tribunal Federal nas Reclamações 2.138/DF e 6.034/SP têm efeitos apenas inter partes, não beneficiando, assim, o ora Agravante. 2. Inviável o agravo regimental no qual não são impugnados todos os fundamentos da decisão agravada. 3. Não cabe Reclamação contra decisão com trânsito em julgado. Súmula STF n. 734. 4. Agravo regimental ao qual se nega provimento’ (Plenário, DJ 26.3.2010, grifos nossos). Ainda: Rcl 4.119-AgR/BA, de minha relatoria, Plenário, DJ 28.10.2011; Rcl 6.078-AgR/SC, Rel. Min. Joaquim Barbosa, Plenário, DJ 30.4.2010 e Rcl 5.703-AgR/SP, de minha relatoria, Plenário, DJ 16.10.2009. 11. Pelo exposto, nego seguimento à presente reclamação (art. 38 da Lei n. 8.038/1990 e art. 21, § 1º, do Regimento interno do Supremo Tribunal Federal).” 2. Publicada essa decisão no DJe de 19.6.2012, interpõe a Associação dos Policiais Civis, Militares e Funcionários Públicos dos Estados Federativos do Brasil, ora Agravante, nessa mesma data, agravo regimental. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5676216. Supremo Tribunal Federal RCL 13198 AGR-SEGUNDO / DF visa a compor conflitos intersubjetivos, conquanto possa, indiretamente, atender a interesses individuais, o que se dá apenas como decorrência da realização de seu papel magno, que é a conservação da hierarquia jurisdicional (Egas Dirceu Moniz de Aragão). 2 - O uso, como paradigmas, de acórdãos prolatados em ações intersubjetivas, despossuídas de caráter 'erga omnes' e de eficácia vinculante , não é válido na reclamação, quando delas não fez parte o reclamante. Agravo regimental não provido’ (Rel. Min. Dias Toffoli, Plenário, DJ 14.5.2010, grifos nossos). Nesse sentido, a Reclamação n. 8.221-AgR/GO, de minha relatoria: ‘EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NA RECLAMAÇÃO. AÇÃO CIVIL PÚBLICA POR ATO DE IMPROBIDADE COM TRÂNSITO EM JULGADO. EX PREFEITO. ALEGAÇÃO DE AFRONTA AO QUE DECIDIDO NA RECLAMAÇÃO 2.138 E NO AGRAVO REGIMENTAL NA RECLAMAÇÃO 6.034. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. 1. As decisões proferidas pelo Plenário do Supremo Tribunal Federal nas Reclamações 2.138/DF e 6.034/SP têm efeitos apenas inter partes, não beneficiando, assim, o ora Agravante. 2. Inviável o agravo regimental no qual não são impugnados todos os fundamentos da decisão agravada. 3. Não cabe Reclamação contra decisão com trânsito em julgado. Súmula STF n. 734. 4. Agravo regimental ao qual se nega provimento’ (Plenário, DJ 26.3.2010, grifos nossos). Ainda: Rcl 4.119-AgR/BA, de minha relatoria, Plenário, DJ 28.10.2011; Rcl 6.078-AgR/SC, Rel. Min. Joaquim Barbosa, Plenário, DJ 30.4.2010 e Rcl 5.703-AgR/SP, de minha relatoria, Plenário, DJ 16.10.2009. 11. Pelo exposto, nego seguimento à presente reclamação (art. 38 da Lei n. 8.038/1990 e art. 21, § 1º, do Regimento interno do Supremo Tribunal Federal).” 2. Publicada essa decisão no DJe de 19.6.2012, interpõe a Associação dos Policiais Civis, Militares e Funcionários Públicos dos Estados Federativos do Brasil, ora Agravante, nessa mesma data, agravo regimental. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5676216. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 10 Relatório RCL 13198 AGR-SEGUNDO / DF A Agravante sustenta que as decisões apontadas como descumpridas “detém sim características plenoperante e erga omnes, marcadas pela sua carga de concretude” a “legitima[r], portanto, a partir delas a possibilidade do ajuizamento, admissão e consagração da pretensão resistida embutida nesta petição inicial” (fls. 15-16 do agravo regimental) . Pede seja o agravo regimental “submetido ao julgamento do Plenário ou da Turma, a quem caiba a competência” (fl. 40 do agravo regimental). É o relatório. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5676216. Supremo Tribunal Federal RCL 13198 AGR-SEGUNDO / DF A Agravante sustenta que as decisões apontadas como descumpridas “detém sim características plenoperante e erga omnes, marcadas pela sua carga de concretude” a “legitima[r], portanto, a partir delas a possibilidade do ajuizamento, admissão e consagração da pretensão resistida embutida nesta petição inicial” (fls. 15-16 do agravo regimental) . Pede seja o agravo regimental “submetido ao julgamento do Plenário ou da Turma, a quem caiba a competência” (fl. 40 do agravo regimental). É o relatório. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5676216. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 10 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA 10/04/2014 PLENÁRIO SEGUNDO AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 13.198 DISTRITO FEDERAL V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora): 1. A Agravante aponta como descumpridas, decisões monocráticas e acórdãos proferidos pelo Plenário deste Supremo Tribunal Federal nos Mandados de Injunção n. 721/DF, 758/DF, 781/DF, 786/DF, 788/DF, 791/DF, 792/DF e 795/DF, dos quais não foi parte. Insiste que essas decisões teriam, “sim, características plenoperante e erga omnes, marcadas pela sua carga de concretude” (fls. 15-16 do agravo regimental) . 2. Razão jurídica não assiste à Agravante. As decisões apontadas como descumpridas foram proferidas em processos subjetivos e os efeitos das decisões neles proferidas, limitam-se às partes que figuraram naquela relação processual. Conforme ressaltei na decisão agravada, é incabível a reclamação que objetiva assegurar o cumprimento de decisões desprovidas de eficácia vinculante e efeitos erga omnes. Nesse sentido, a jurisprudência deste Supremo Tribunal Federal: “EMENTA Agravo regimental em reclamação. Paradigma extraído de ações de caráter subjetivo. Ausência de requisitos. Perfil constitucional da reclamação. Decisão cautelar. Ausência de violação da Súmula Vinculante nº 10. Agravo regimental não provido. 1. Por atribuição constitucional, presta-se a reclamação para preservar a competência do STF e garantir a autoridade de suas decisões (art. 102, inciso I, alínea l, CF/88), bem como para resguardar a correta Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5676217. Supremo Tribunal Federal 10/04/2014 PLENÁRIO SEGUNDO AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 13.198 DISTRITO FEDERAL V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora): 1. A Agravante aponta como descumpridas, decisões monocráticas e acórdãos proferidos pelo Plenário deste Supremo Tribunal Federal nos Mandados de Injunção n. 721/DF, 758/DF, 781/DF, 786/DF, 788/DF, 791/DF, 792/DF e 795/DF, dos quais não foi parte. Insiste que essas decisões teriam, “sim, características plenoperante e erga omnes, marcadas pela sua carga de concretude” (fls. 15-16 do agravo regimental) . 2. Razão jurídica não assiste à Agravante. As decisões apontadas como descumpridas foram proferidas em processos subjetivos e os efeitos das decisões neles proferidas, limitam-se às partes que figuraram naquela relação processual. Conforme ressaltei na decisão agravada, é incabível a reclamação que objetiva assegurar o cumprimento de decisões desprovidas de eficácia vinculante e efeitos erga omnes. Nesse sentido, a jurisprudência deste Supremo Tribunal Federal: “EMENTA Agravo regimental em reclamação. Paradigma extraído de ações de caráter subjetivo. Ausência de requisitos. Perfil constitucional da reclamação. Decisão cautelar. Ausência de violação da Súmula Vinculante nº 10. Agravo regimental não provido. 1. Por atribuição constitucional, presta-se a reclamação para preservar a competência do STF e garantir a autoridade de suas decisões (art. 102, inciso I, alínea l, CF/88), bem como para resguardar a correta Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5676217. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 10 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA RCL 13198 AGR-SEGUNDO / DF aplicação das súmulas vinculantes (art. 103-A, § 3º, CF/88). 2. Inadmissibilidade do uso da reclamação por alegada ofensa à autoridade do STF e à eficácia de decisão proferida em processo de índole subjetiva quando a parte reclamante não figurar como sujeito processual nos casos concretos versados no paradigma, pois não há obrigatoriedade de seu acatamento vertical por tribunais e juízos. 3. Decisão reclamada proferida em sede de decisão cautelar, a qual não tem o condão de declarar a inconstitucionalidade de norma, inserido- se a atuação monocrática do relator no poder geral de cautela inerente ao ato de julgar. Ausência de violação da Súmula Vinculante nº 10. 4. Agravo regimental não provido (Rcl 15.220-AgR/MS, Relator o Ministro Dias Toffoli, Plenário, DJe 30.9.2013, grifos nossos). “EMENTA: CONSTITUCIONAL. PRECATÓRIO. SEQUESTRO DE VERBAS PÚBLICAS. QUEBRA DA ORDEM CRONOLÓGICA. PRETERIÇÃO DO DIREITO DE PREFERÊNCIA DO CREDOR. VIOLAÇÃO DA AUTORIDADE DA ADI 1.662. DIFERENÇA DE SUJEITOS PASSIVOS. CRÉDITO PARADIGMÁTICO E CRÉDITO TIDO POR PRETERIDO DEVIDOS POR ENTES DIVERSOS. 1. A reclamação constitucional não é o instrumento adequado para salvaguarda genérica ou uniformização da jurisprudência da Corte. Portanto, precedentes desprovidos de eficácia vinculante e 'erga omnes' e de cuja relação processual o reclamante e os interessados não fizeram parte, uma vez que os respectivos fundamentos somente se projetam para a relação jurídica circunscrita àquela prestação jurisdicional e não legitimam o ajuizamento de reclamação. 2. Segundo orientação firmada por esta Corte, caracteriza-se violação da autoridade da ADI 1.662 ordem de seqüestro de verbas públicas, baseada em quebra de ordem cronológica ou de preterição do direito de preferência do credor, se o crédito tido por privilegiado (paradigmático) for devido por ente diverso do sujeito passivo do crédito tido por preterido (Rcl 3.219- AgR, rel. min. Cezar Peluso). Reclamação parcialmente conhecida e, na parte conhecida, julgada procedente. Medida liminar confirmada (Rcl 3.138/CE, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, Plenário, DJ 23.10.2009, grifos nossos). 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5676217. Supremo Tribunal Federal RCL 13198 AGR-SEGUNDO / DF aplicação das súmulas vinculantes (art. 103-A, § 3º, CF/88). 2. Inadmissibilidade do uso da reclamação por alegada ofensa à autoridade do STF e à eficácia de decisão proferida em processo de índole subjetiva quando a parte reclamante não figurar como sujeito processual nos casos concretos versados no paradigma, pois não há obrigatoriedade de seu acatamento vertical por tribunais e juízos. 3. Decisão reclamada proferida em sede de decisão cautelar, a qual não tem o condão de declarar a inconstitucionalidade de norma, inserido- se a atuação monocrática do relator no poder geral de cautela inerente ao ato de julgar. Ausência de violação da Súmula Vinculante nº 10. 4. Agravo regimental não provido (Rcl 15.220-AgR/MS, Relator o Ministro Dias Toffoli, Plenário, DJe 30.9.2013, grifos nossos). “EMENTA: CONSTITUCIONAL. PRECATÓRIO. SEQUESTRO DE VERBAS PÚBLICAS. QUEBRA DA ORDEM CRONOLÓGICA. PRETERIÇÃO DO DIREITO DE PREFERÊNCIA DO CREDOR. VIOLAÇÃO DA AUTORIDADE DA ADI 1.662. DIFERENÇA DE SUJEITOS PASSIVOS. CRÉDITO PARADIGMÁTICO E CRÉDITO TIDO POR PRETERIDO DEVIDOS POR ENTES DIVERSOS. 1. A reclamação constitucional não é o instrumento adequado para salvaguarda genérica ou uniformização da jurisprudência da Corte. Portanto, precedentes desprovidos de eficácia vinculante e 'erga omnes' e de cuja relação processual o reclamante e os interessados não fizeram parte, uma vez que os respectivos fundamentos somente se projetam para a relação jurídica circunscrita àquela prestação jurisdicional e não legitimam o ajuizamento de reclamação. 2. Segundo orientação firmada por esta Corte, caracteriza-se violação da autoridade da ADI 1.662 ordem de seqüestro de verbas públicas, baseada em quebra de ordem cronológica ou de preterição do direito de preferência do credor, se o crédito tido por privilegiado (paradigmático) for devido por ente diverso do sujeito passivo do crédito tido por preterido (Rcl 3.219- AgR, rel. min. Cezar Peluso). Reclamação parcialmente conhecida e, na parte conhecida, julgada procedente. Medida liminar confirmada (Rcl 3.138/CE, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, Plenário, DJ 23.10.2009, grifos nossos). 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5676217. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 10 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA RCL 13198 AGR-SEGUNDO / DF No julgamento da Reclamação 9.545-AgR/SP, o Supremo Tribunal Federal assentou: “EMENTA AGRAVO REGIMENTAL EM RECLAMAÇÃO - PROCESSUAL CIVIL - USO DE PARADIGMA EXTRAÍDO DE AÇÕES SUBJETIVAS - USO INDEVIDO DA RECLAMAÇÃO - PRECEDENTES - AGRAVO REGIMENTAL NÃO PROVIDO. 1 - A reclamação é meio constitucional de preservação da autoridade da Corte e da eficácia de suas decisões. Sua natureza é subsidiária e não pode ser desvirtuada e confundida com sucedâneo recursal. Ela não visa a compor conflitos intersubjetivos, conquanto possa, indiretamente, atender a interesses individuais, o que se dá apenas como decorrência da realização de seu papel magno, que é a conservação da hierarquia jurisdicional (Egas Dirceu Moniz de Aragão). 2 - O uso, como paradigmas, de acórdãos prolatados em ações intersubjetivas, despossuídas de caráter 'erga omnes' e de eficácia vinculante , não é válido na reclamação, quando delas não fez parte o reclamante. Agravo regimental não provido” (Relator o Ministro Dias Toffoli, Plenário, DJ 14.5.2010, grifos nossos). 3 . Pelo exposto, voto no sentido de negar provimento ao agravo regimental. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5676217. Supremo Tribunal Federal RCL 13198 AGR-SEGUNDO / DF No julgamento da Reclamação 9.545-AgR/SP, o Supremo Tribunal Federal assentou: “EMENTA AGRAVO REGIMENTAL EM RECLAMAÇÃO - PROCESSUAL CIVIL - USO DE PARADIGMA EXTRAÍDO DE AÇÕES SUBJETIVAS - USO INDEVIDO DA RECLAMAÇÃO - PRECEDENTES - AGRAVO REGIMENTAL NÃO PROVIDO. 1 - A reclamação é meio constitucional de preservação da autoridade da Corte e da eficácia de suas decisões. Sua natureza é subsidiária e não pode ser desvirtuada e confundida com sucedâneo recursal. Ela não visa a compor conflitos intersubjetivos, conquanto possa, indiretamente, atender a interesses individuais, o que se dá apenas como decorrência da realização de seu papel magno, que é a conservação da hierarquia jurisdicional (Egas Dirceu Moniz de Aragão). 2 - O uso, como paradigmas, de acórdãos prolatados em ações intersubjetivas, despossuídas de caráter 'erga omnes' e de eficácia vinculante , não é válido na reclamação, quando delas não fez parte o reclamante. Agravo regimental não provido” (Relator o Ministro Dias Toffoli, Plenário, DJ 14.5.2010, grifos nossos). 3 . Pelo exposto, voto no sentido de negar provimento ao agravo regimental. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5676217. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 10 Extrato de Ata - 10/04/2014 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA SEGUNDO AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 13.198 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : ASSOCIAÇÃO DOS POLICIAIS CIVIS, MILITARES E FUNCIONÁRIOS PÚBLICOS DOS ESTADOS FEDERATIVOS DO BRASIL ADV.(A/S) : JEFERSON CAMILLO DE OLIVEIRA AGDO.(A/S) : TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO INTDO.(A/S) : JOVAIR MARCOS DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S) Decisão: O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto da Relatora, negou provimento ao agravo regimental. Votou o Presidente. Ausentes, neste julgamento, os Ministros Joaquim Barbosa (Presidente), Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski (Vice- Presidente) e Roberto Barroso. Presidiu o julgamento o Ministro Celso de Mello (art. 37, I, do RISTF). Plenário, 10.04.2014. Presidência do Senhor Ministro Joaquim Barbosa. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber, Teori Zavascki e Roberto Barroso. Procurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot Monteiro de Barros. p/ Luiz Tomimatsu Assessor-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 5704431 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA SEGUNDO AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 13.198 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : ASSOCIAÇÃO DOS POLICIAIS CIVIS, MILITARES E FUNCIONÁRIOS PÚBLICOS DOS ESTADOS FEDERATIVOS DO BRASIL ADV.(A/S) : JEFERSON CAMILLO DE OLIVEIRA AGDO.(A/S) : TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO INTDO.(A/S) : JOVAIR MARCOS DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S) Decisão: O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto da Relatora, negou provimento ao agravo regimental. Votou o Presidente. Ausentes, neste julgamento, os Ministros Joaquim Barbosa (Presidente), Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski (Vice- Presidente) e Roberto Barroso. Presidiu o julgamento o Ministro Celso de Mello (art. 37, I, do RISTF). Plenário, 10.04.2014. Presidência do Senhor Ministro Joaquim Barbosa. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber, Teori Zavascki e Roberto Barroso. Procurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot Monteiro de Barros. p/ Luiz Tomimatsu Assessor-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 5704431 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=5716628
2014-04-10T00:00:00
2014-04-28T00:00:00
O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto da Relatora, negou provimento ao agravo regimental. Votou o Presidente. Ausentes, neste julgamento, os Ministros Joaquim Barbosa (Presidente), Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski (Vice-Presidente) e Roberto Barroso. Presidiu o julgamento o Ministro Celso de Mello (art. 37, I, do RISTF). Plenário, 10.04.2014.
SEGUNDO AG.REG. NA RECLAMAÇÃO
EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NA RECLAMAÇÃO. ALEGAÇÃO DE AFRONTA AO QUE DECIDIDO EM MANDADOS DE INJUNÇÃO. EFEITOS INTER PARTES. AUSÊNCIA DE EFEITOS VINCULANTE E ERGA OMNES A VIABILIZAR A RECLAMAÇÃO. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.
sjur261944
- Acórdão(s) citado(s): (RCL, PARADIGMA) Rcl 3138 (TP), Rcl 9545 AgR (TP), Rcl 15220 AgR (TP). Número de páginas: 10. Análise: 30/04/2014, TIA.
CÁRMEN LÚCIA
Tribunal Pleno
13198
null
Rcl-AgR-segundo
acordaos
Rcl 13198 AgR-segundo
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AGTE.(S) : ASSOCIAÇÃO DOS POLICIAIS CIVIS, MILITARES E FUNCIONÁRIOS PÚBLICOS DOS ESTADOS FEDERATIVOS DO BRASIL ADV.(A/S) : JEFERSON CAMILLO DE OLIVEIRA AGDO.(A/S) : TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO INTDO.(A/S) : JOVAIR MARCOS DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S)
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Ementa e Acórdão 10/04/2014 PLENÁRIO SEGUNDO AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 13.198 DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :ASSOCIAÇÃO DOS POLICIAIS CIVIS, MILITARES E FUNCIONÁRIOS PÚBLICOS DOS ESTADOS FEDERATIVOS DO BRASIL ADV.(A/S) :JEFERSON CAMILLO DE OLIVEIRA AGDO.(A/S) :TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO INTDO.(A/S) :JOVAIR MARCOS DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S) EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NA RECLAMAÇÃO. ALEGAÇÃO DE AFRONTA AO QUE DECIDIDO EM MANDADOS DE INJUNÇÃO. EFEITOS INTER PARTES. AUSÊNCIA DE EFEITOS VINCULANTE E ERGA OMNES A VIABILIZAR A RECLAMAÇÃO. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Plenária, sob a Presidência do Ministro Celso de Mello, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade, e nos termos do voto da Relatora, em negar provimento ao agravo regimental. Ausentes, neste julgamento, os Ministros Joaquim Barbosa (Presidente), Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski (Vice-Presidente) e Roberto Barroso. Brasília, 10 de abril de 2014. CÁRMEN LÚCIA - Relatora Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5676215. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10 Relatório 10/04/2014 PLENÁRIO SEGUNDO AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 13.198 DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :ASSOCIAÇÃO DOS POLICIAIS CIVIS, MILITARES E FUNCIONÁRIOS PÚBLICOS DOS ESTADOS FEDERATIVOS DO BRASIL ADV.(A/S) :JEFERSON CAMILLO DE OLIVEIRA AGDO.(A/S) :TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO INTDO.(A/S) :JOVAIR MARCOS DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora): 1. Em 6.12.2012, neguei seguimento à reclamação ajuizada pela Associação dos Policiais Civis, Militares e Funcionários Públicos dos Estados Federativos do Brasil contra decisões proferidas em mandados de segurança em tramitação no Tribunal de Justiça de São Paulo por alegado descumprimento ao que decidido pelo Supremo Tribunal Federal nos Mandados de Injunção n. 721/DF, 758/DF, 781/DF, 786/DF, 788/DF, 791/DF, 792/DF e 795/DF. A decisão agravada teve a seguinte fundamentação: “8. A Reclamante não juntou cópia das decisões proferidas nos onze mandados de segurança que lista às fls. 6-7. A reclamação deve vir instruída com os documentos que comprovam o alegado, nos termos do parágrafo único do art. 156 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal e do art. 282, inc. VI, do Código de Processo Civil. Este Supremo Tribunal tem admitido a abertura de prazo para que petições iniciais irregulares sejam emendadas, conforme dispõe o art. 284 do Código de Processo Civil. No entanto, por economia processual, deixo de abrir prazo para Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5676216. Supremo Tribunal Federal 10/04/2014 PLENÁRIO SEGUNDO AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 13.198 DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :ASSOCIAÇÃO DOS POLICIAIS CIVIS, MILITARES E FUNCIONÁRIOS PÚBLICOS DOS ESTADOS FEDERATIVOS DO BRASIL ADV.(A/S) :JEFERSON CAMILLO DE OLIVEIRA AGDO.(A/S) :TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO INTDO.(A/S) :JOVAIR MARCOS DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora): 1. Em 6.12.2012, neguei seguimento à reclamação ajuizada pela Associação dos Policiais Civis, Militares e Funcionários Públicos dos Estados Federativos do Brasil contra decisões proferidas em mandados de segurança em tramitação no Tribunal de Justiça de São Paulo por alegado descumprimento ao que decidido pelo Supremo Tribunal Federal nos Mandados de Injunção n. 721/DF, 758/DF, 781/DF, 786/DF, 788/DF, 791/DF, 792/DF e 795/DF. A decisão agravada teve a seguinte fundamentação: “8. A Reclamante não juntou cópia das decisões proferidas nos onze mandados de segurança que lista às fls. 6-7. A reclamação deve vir instruída com os documentos que comprovam o alegado, nos termos do parágrafo único do art. 156 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal e do art. 282, inc. VI, do Código de Processo Civil. Este Supremo Tribunal tem admitido a abertura de prazo para que petições iniciais irregulares sejam emendadas, conforme dispõe o art. 284 do Código de Processo Civil. No entanto, por economia processual, deixo de abrir prazo para Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5676216. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 10 Relatório RCL 13198 AGR-SEGUNDO / DF que a Reclamante traga cópias das decisões reclamadas porque desnecessárias para se concluir sobre a manifesta inadmissibilidade da presente reclamação. 9. A reclamação é instrumento constitucional processual posto no sistema como dupla garantia formal da jurisdição: primeiro, para o jurisdicionado que tenha recebido resposta a pleito formulado judicialmente e que vê a decisão proferida afrontada, fragilizada e despojada de seu vigor e de sua eficácia; segundo, para o Supremo Tribunal Federal (art. 102, inc. I, alínea l , da Constituição da República) ou para o Superior Tribunal de Justiça (art. 105, inc. I, alínea f, da Constituição), que podem ter as suas respectivas competências enfrentadas e menosprezadas por outros órgãos do Poder Judiciário e a autoridade de suas decisões mitigada em face de atos reclamados. Busca-se, por ela, fazer com que a prestação jurisdicional mantenha-se dotada de seu vigor jurídico próprio ou que o órgão judicial de instância superior tenha a sua competência resguardada. Ela não se presta a antecipar julgados, a atalhar julgamentos, a fazer sucumbir decisões sem que se atenha à legislação processual específica qualquer discussão ou litígio a ser solucionado juridicamente. 10. O mandado de injunção é garantia constitucional prestante, exclusivamente, a viabilizar direitos ou liberdades constitucionais, bem como a soberania, a cidadania e a nacionalidade, quando não puderem ser exercidos por ausência de norma regulamentadora (art. 5..., inc. LXXI, da Constituição da República). É processo subjetivo e os efeitos de decisões nele proferidas limitam-se às partes que figuraram naquela relação processual. Jovair Marcos de Oliveira, Marcos Sérgio Santos Teixeira, João Bosco Fidelis, Cristina Dlouhy, Nubia Mateus Theodoro, Ismael Joaquim da Silva, Luis Antonio da Silva, Marcos Edaes Nobrega, Ivan Libório da Mota, Fábio Luis Carnaíba de Oliveira e Marcelo Ferreira da Silva, impetrantes dos mandados de segurança listados às fls. 6-7 da petição inicial, não foram partes nos Mandados de Injunção n. 721/DF, 758/DF, 781/DF, 786/DF, 788/DF, 791/DF, 792/DF e 795/DF, apontados como paradigma pela Reclamante . 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5676216. Supremo Tribunal Federal RCL 13198 AGR-SEGUNDO / DF que a Reclamante traga cópias das decisões reclamadas porque desnecessárias para se concluir sobre a manifesta inadmissibilidade da presente reclamação. 9. A reclamação é instrumento constitucional processual posto no sistema como dupla garantia formal da jurisdição: primeiro, para o jurisdicionado que tenha recebido resposta a pleito formulado judicialmente e que vê a decisão proferida afrontada, fragilizada e despojada de seu vigor e de sua eficácia; segundo, para o Supremo Tribunal Federal (art. 102, inc. I, alínea l , da Constituição da República) ou para o Superior Tribunal de Justiça (art. 105, inc. I, alínea f, da Constituição), que podem ter as suas respectivas competências enfrentadas e menosprezadas por outros órgãos do Poder Judiciário e a autoridade de suas decisões mitigada em face de atos reclamados. Busca-se, por ela, fazer com que a prestação jurisdicional mantenha-se dotada de seu vigor jurídico próprio ou que o órgão judicial de instância superior tenha a sua competência resguardada. Ela não se presta a antecipar julgados, a atalhar julgamentos, a fazer sucumbir decisões sem que se atenha à legislação processual específica qualquer discussão ou litígio a ser solucionado juridicamente. 10. O mandado de injunção é garantia constitucional prestante, exclusivamente, a viabilizar direitos ou liberdades constitucionais, bem como a soberania, a cidadania e a nacionalidade, quando não puderem ser exercidos por ausência de norma regulamentadora (art. 5..., inc. LXXI, da Constituição da República). É processo subjetivo e os efeitos de decisões nele proferidas limitam-se às partes que figuraram naquela relação processual. Jovair Marcos de Oliveira, Marcos Sérgio Santos Teixeira, João Bosco Fidelis, Cristina Dlouhy, Nubia Mateus Theodoro, Ismael Joaquim da Silva, Luis Antonio da Silva, Marcos Edaes Nobrega, Ivan Libório da Mota, Fábio Luis Carnaíba de Oliveira e Marcelo Ferreira da Silva, impetrantes dos mandados de segurança listados às fls. 6-7 da petição inicial, não foram partes nos Mandados de Injunção n. 721/DF, 758/DF, 781/DF, 786/DF, 788/DF, 791/DF, 792/DF e 795/DF, apontados como paradigma pela Reclamante . 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5676216. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 10 Relatório RCL 13198 AGR-SEGUNDO / DF Em 4.3.2009, este Supremo Tribunal reafirmou a impossibilidade de ajuizamento de reclamação que objetiva assegurar o cumprimento de decisões desprovidas de eficácia vinculante e efeitos erga omnes: ‘EMENTA: CONSTITUCIONAL. PRECATÓRIO. SEQUESTRO DE VERBAS PÚBLICAS. QUEBRA DA ORDEM CRONOLÓGICA. PRETERIÇÃO DO DIREITO DE PREFERÊNCIA DO CREDOR. VIOLAÇÃO DA AUTORIDADE DA ADI 1.662. DIFERENÇA DE SUJEITOS PASSIVOS. CRÉDITO PARADIGMÁTICO E CRÉDITO TIDO POR PRETERIDO DEVIDOS POR ENTES DIVERSOS. 1. A reclamação constitucional não é o instrumento adequado para salvaguarda genérica ou uniformização da jurisprudência da Corte. Portanto, precedentes desprovidos de eficácia vinculante e 'erga omnes' e de cuja relação processual o reclamante e os interessados não fizeram parte, uma vez que os respectivos fundamentos somente se projetam para a relação jurídica circunscrita àquela prestação jurisdicional e não legitimam o ajuizamento de reclamação. 2. Segundo orientação firmada por esta Corte, caracteriza-se violação da autoridade da ADI 1.662 ordem de seqüestro de verbas públicas, baseada em quebra de ordem cronológica ou de preterição do direito de preferência do credor, se o crédito tido por privilegiado (paradigmático) for devido por ente diverso do sujeito passivo do crédito tido por preterido (Rcl 3.219- AgR, rel. min. Cezar Peluso). Reclamação parcialmente conhecida e, na parte conhecida, julgada procedente. Medida liminar confirmada’ (Rcl 3.138/CE, Rel. Min. Joaquim Barbosa, Plenário, DJ 23.10.2009, grifos nossos). No julgamento da Reclamação 9.545-AgR/SP, o Supremo Tribunal Federal assentou: ‘EMENTA AGRAVO REGIMENTAL EM RECLAMAÇÃO - PROCESSUAL CIVIL - USO DE PARADIGMA EXTRAÍDO DE AÇÕES SUBJETIVAS - USO INDEVIDO DA RECLAMAÇÃO - PRECEDENTES - AGRAVO REGIMENTAL NÃO PROVIDO. 1 - A reclamação é meio constitucional de preservação da autoridade da Corte e da eficácia de suas decisões. Sua natureza é subsidiária e não pode ser desvirtuada e confundida com sucedâneo recursal. Ela não 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5676216. Supremo Tribunal Federal RCL 13198 AGR-SEGUNDO / DF Em 4.3.2009, este Supremo Tribunal reafirmou a impossibilidade de ajuizamento de reclamação que objetiva assegurar o cumprimento de decisões desprovidas de eficácia vinculante e efeitos erga omnes: ‘EMENTA: CONSTITUCIONAL. PRECATÓRIO. SEQUESTRO DE VERBAS PÚBLICAS. QUEBRA DA ORDEM CRONOLÓGICA. PRETERIÇÃO DO DIREITO DE PREFERÊNCIA DO CREDOR. VIOLAÇÃO DA AUTORIDADE DA ADI 1.662. DIFERENÇA DE SUJEITOS PASSIVOS. CRÉDITO PARADIGMÁTICO E CRÉDITO TIDO POR PRETERIDO DEVIDOS POR ENTES DIVERSOS. 1. A reclamação constitucional não é o instrumento adequado para salvaguarda genérica ou uniformização da jurisprudência da Corte. Portanto, precedentes desprovidos de eficácia vinculante e 'erga omnes' e de cuja relação processual o reclamante e os interessados não fizeram parte, uma vez que os respectivos fundamentos somente se projetam para a relação jurídica circunscrita àquela prestação jurisdicional e não legitimam o ajuizamento de reclamação. 2. Segundo orientação firmada por esta Corte, caracteriza-se violação da autoridade da ADI 1.662 ordem de seqüestro de verbas públicas, baseada em quebra de ordem cronológica ou de preterição do direito de preferência do credor, se o crédito tido por privilegiado (paradigmático) for devido por ente diverso do sujeito passivo do crédito tido por preterido (Rcl 3.219- AgR, rel. min. Cezar Peluso). Reclamação parcialmente conhecida e, na parte conhecida, julgada procedente. Medida liminar confirmada’ (Rcl 3.138/CE, Rel. Min. Joaquim Barbosa, Plenário, DJ 23.10.2009, grifos nossos). No julgamento da Reclamação 9.545-AgR/SP, o Supremo Tribunal Federal assentou: ‘EMENTA AGRAVO REGIMENTAL EM RECLAMAÇÃO - PROCESSUAL CIVIL - USO DE PARADIGMA EXTRAÍDO DE AÇÕES SUBJETIVAS - USO INDEVIDO DA RECLAMAÇÃO - PRECEDENTES - AGRAVO REGIMENTAL NÃO PROVIDO. 1 - A reclamação é meio constitucional de preservação da autoridade da Corte e da eficácia de suas decisões. Sua natureza é subsidiária e não pode ser desvirtuada e confundida com sucedâneo recursal. Ela não 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5676216. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 10 Relatório RCL 13198 AGR-SEGUNDO / DF visa a compor conflitos intersubjetivos, conquanto possa, indiretamente, atender a interesses individuais, o que se dá apenas como decorrência da realização de seu papel magno, que é a conservação da hierarquia jurisdicional (Egas Dirceu Moniz de Aragão). 2 - O uso, como paradigmas, de acórdãos prolatados em ações intersubjetivas, despossuídas de caráter 'erga omnes' e de eficácia vinculante , não é válido na reclamação, quando delas não fez parte o reclamante. Agravo regimental não provido’ (Rel. Min. Dias Toffoli, Plenário, DJ 14.5.2010, grifos nossos). Nesse sentido, a Reclamação n. 8.221-AgR/GO, de minha relatoria: ‘EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NA RECLAMAÇÃO. AÇÃO CIVIL PÚBLICA POR ATO DE IMPROBIDADE COM TRÂNSITO EM JULGADO. EX PREFEITO. ALEGAÇÃO DE AFRONTA AO QUE DECIDIDO NA RECLAMAÇÃO 2.138 E NO AGRAVO REGIMENTAL NA RECLAMAÇÃO 6.034. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. 1. As decisões proferidas pelo Plenário do Supremo Tribunal Federal nas Reclamações 2.138/DF e 6.034/SP têm efeitos apenas inter partes, não beneficiando, assim, o ora Agravante. 2. Inviável o agravo regimental no qual não são impugnados todos os fundamentos da decisão agravada. 3. Não cabe Reclamação contra decisão com trânsito em julgado. Súmula Supremo Tribunal Federal n. 734. 4. Agravo regimental ao qual se nega provimento’ (Plenário, DJ 26.3.2010, grifos nossos). Ainda: Rcl 4.119-AgR/BA, de minha relatoria, Plenário, DJ 28.10.2011; Rcl 6.078-AgR/SC, Rel. Min. Joaquim Barbosa, Plenário, DJ 30.4.2010 e Rcl 5.703-AgR/SP, de minha relatoria, Plenário, DJ 16.10.2009. 11. Pelo exposto, nego seguimento à presente reclamação (art. 38 da Lei n. 8.038/1990 e art. 21, § 1..., do Regimento interno do Supremo Tribunal Federal).” 2. Publicada essa decisão no DJe de 19.6.2012, interpõe a Associação dos Policiais Civis, Militares e Funcionários Públicos dos Estados Federativos do Brasil, ora Agravante, nessa mesma data, agravo regimental. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5676216. Supremo Tribunal Federal RCL 13198 AGR-SEGUNDO / DF visa a compor conflitos intersubjetivos, conquanto possa, indiretamente, atender a interesses individuais, o que se dá apenas como decorrência da realização de seu papel magno, que é a conservação da hierarquia jurisdicional (Egas Dirceu Moniz de Aragão). 2 - O uso, como paradigmas, de acórdãos prolatados em ações intersubjetivas, despossuídas de caráter 'erga omnes' e de eficácia vinculante , não é válido na reclamação, quando delas não fez parte o reclamante. Agravo regimental não provido’ (Rel. Min. Dias Toffoli, Plenário, DJ 14.5.2010, grifos nossos). Nesse sentido, a Reclamação n. 8.221-AgR/GO, de minha relatoria: ‘EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NA RECLAMAÇÃO. AÇÃO CIVIL PÚBLICA POR ATO DE IMPROBIDADE COM TRÂNSITO EM JULGADO. EX PREFEITO. ALEGAÇÃO DE AFRONTA AO QUE DECIDIDO NA RECLAMAÇÃO 2.138 E NO AGRAVO REGIMENTAL NA RECLAMAÇÃO 6.034. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. 1. As decisões proferidas pelo Plenário do Supremo Tribunal Federal nas Reclamações 2.138/DF e 6.034/SP têm efeitos apenas inter partes, não beneficiando, assim, o ora Agravante. 2. Inviável o agravo regimental no qual não são impugnados todos os fundamentos da decisão agravada. 3. Não cabe Reclamação contra decisão com trânsito em julgado. Súmula Supremo Tribunal Federal n. 734. 4. Agravo regimental ao qual se nega provimento’ (Plenário, DJ 26.3.2010, grifos nossos). Ainda: Rcl 4.119-AgR/BA, de minha relatoria, Plenário, DJ 28.10.2011; Rcl 6.078-AgR/SC, Rel. Min. Joaquim Barbosa, Plenário, DJ 30.4.2010 e Rcl 5.703-AgR/SP, de minha relatoria, Plenário, DJ 16.10.2009. 11. Pelo exposto, nego seguimento à presente reclamação (art. 38 da Lei n. 8.038/1990 e art. 21, § 1..., do Regimento interno do Supremo Tribunal Federal).” 2. Publicada essa decisão no DJe de 19.6.2012, interpõe a Associação dos Policiais Civis, Militares e Funcionários Públicos dos Estados Federativos do Brasil, ora Agravante, nessa mesma data, agravo regimental. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5676216. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 10 Relatório RCL 13198 AGR-SEGUNDO / DF A Agravante sustenta que as decisões apontadas como descumpridas “detém sim características plenoperante e erga omnes, marcadas pela sua carga de concretude” a “legitima[r], portanto, a partir delas a possibilidade do ajuizamento, admissão e consagração da pretensão resistida embutida nesta petição inicial” (fls. 15-16 do agravo regimental) . Pede seja o agravo regimental “submetido ao julgamento do Plenário ou da Turma, a quem caiba a competência” (fl. 40 do agravo regimental). É o relatório. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5676216. Supremo Tribunal Federal RCL 13198 AGR-SEGUNDO / DF A Agravante sustenta que as decisões apontadas como descumpridas “detém sim características plenoperante e erga omnes, marcadas pela sua carga de concretude” a “legitima[r], portanto, a partir delas a possibilidade do ajuizamento, admissão e consagração da pretensão resistida embutida nesta petição inicial” (fls. 15-16 do agravo regimental) . Pede seja o agravo regimental “submetido ao julgamento do Plenário ou da Turma, a quem caiba a competência” (fl. 40 do agravo regimental). É o relatório. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5676216. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 10 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA 10/04/2014 PLENÁRIO SEGUNDO AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 13.198 DISTRITO FEDERAL V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora): 1. A Agravante aponta como descumpridas, decisões monocráticas e acórdãos proferidos pelo Plenário deste Supremo Tribunal Federal nos Mandados de Injunção n. 721/DF, 758/DF, 781/DF, 786/DF, 788/DF, 791/DF, 792/DF e 795/DF, dos quais não foi parte. Insiste que essas decisões teriam, “sim, características plenoperante e erga omnes, marcadas pela sua carga de concretude” (fls. 15-16 do agravo regimental) . 2. Razão jurídica não assiste à Agravante. As decisões apontadas como descumpridas foram proferidas em processos subjetivos e os efeitos das decisões neles proferidas, limitam-se às partes que figuraram naquela relação processual. Conforme ressaltei na decisão agravada, é incabível a reclamação que objetiva assegurar o cumprimento de decisões desprovidas de eficácia vinculante e efeitos erga omnes. Nesse sentido, a jurisprudência deste Supremo Tribunal Federal: “EMENTA Agravo regimental em reclamação. Paradigma extraído de ações de caráter subjetivo. Ausência de requisitos. Perfil constitucional da reclamação. Decisão cautelar. Ausência de violação da Súmula Vinculante n 10. Agravo regimental não provido. 1. Por atribuição constitucional, presta-se a reclamação para preservar a competência do Supremo Tribunal Federal e garantir a autoridade de suas decisões (art. 102, inciso I, alínea l, Constituição Federal de 1988/88), bem como para resguardar a correta Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5676217. Supremo Tribunal Federal 10/04/2014 PLENÁRIO SEGUNDO AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 13.198 DISTRITO FEDERAL V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora): 1. A Agravante aponta como descumpridas, decisões monocráticas e acórdãos proferidos pelo Plenário deste Supremo Tribunal Federal nos Mandados de Injunção n. 721/DF, 758/DF, 781/DF, 786/DF, 788/DF, 791/DF, 792/DF e 795/DF, dos quais não foi parte. Insiste que essas decisões teriam, “sim, características plenoperante e erga omnes, marcadas pela sua carga de concretude” (fls. 15-16 do agravo regimental) . 2. Razão jurídica não assiste à Agravante. As decisões apontadas como descumpridas foram proferidas em processos subjetivos e os efeitos das decisões neles proferidas, limitam-se às partes que figuraram naquela relação processual. Conforme ressaltei na decisão agravada, é incabível a reclamação que objetiva assegurar o cumprimento de decisões desprovidas de eficácia vinculante e efeitos erga omnes. Nesse sentido, a jurisprudência deste Supremo Tribunal Federal: “EMENTA Agravo regimental em reclamação. Paradigma extraído de ações de caráter subjetivo. Ausência de requisitos. Perfil constitucional da reclamação. Decisão cautelar. Ausência de violação da Súmula Vinculante n 10. Agravo regimental não provido. 1. Por atribuição constitucional, presta-se a reclamação para preservar a competência do Supremo Tribunal Federal e garantir a autoridade de suas decisões (art. 102, inciso I, alínea l, Constituição Federal de 1988/88), bem como para resguardar a correta Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5676217. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 10 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA RCL 13198 AGR-SEGUNDO / DF aplicação das súmulas vinculantes (art. 103-A, § 3..., Constituição Federal de 1988/88). 2. Inadmissibilidade do uso da reclamação por alegada ofensa à autoridade do Supremo Tribunal Federal e à eficácia de decisão proferida em processo de índole subjetiva quando a parte reclamante não figurar como sujeito processual nos casos concretos versados no paradigma, pois não há obrigatoriedade de seu acatamento vertical por tribunais e juízos. 3. Decisão reclamada proferida em sede de decisão cautelar, a qual não tem o condão de declarar a inconstitucionalidade de norma, inserido- se a atuação monocrática do relator no poder geral de cautela inerente ao ato de julgar. Ausência de violação da Súmula Vinculante n 10. 4. Agravo regimental não provido (Rcl 15.220-AgR/MS, Relator o Ministro Dias Toffoli, Plenário, DJe 30.9.2013, grifos nossos). “EMENTA: CONSTITUCIONAL. PRECATÓRIO. SEQUESTRO DE VERBAS PÚBLICAS. QUEBRA DA ORDEM CRONOLÓGICA. PRETERIÇÃO DO DIREITO DE PREFERÊNCIA DO CREDOR. VIOLAÇÃO DA AUTORIDADE DA ADI 1.662. DIFERENÇA DE SUJEITOS PASSIVOS. CRÉDITO PARADIGMÁTICO E CRÉDITO TIDO POR PRETERIDO DEVIDOS POR ENTES DIVERSOS. 1. A reclamação constitucional não é o instrumento adequado para salvaguarda genérica ou uniformização da jurisprudência da Corte. Portanto, precedentes desprovidos de eficácia vinculante e 'erga omnes' e de cuja relação processual o reclamante e os interessados não fizeram parte, uma vez que os respectivos fundamentos somente se projetam para a relação jurídica circunscrita àquela prestação jurisdicional e não legitimam o ajuizamento de reclamação. 2. Segundo orientação firmada por esta Corte, caracteriza-se violação da autoridade da ADI 1.662 ordem de seqüestro de verbas públicas, baseada em quebra de ordem cronológica ou de preterição do direito de preferência do credor, se o crédito tido por privilegiado (paradigmático) for devido por ente diverso do sujeito passivo do crédito tido por preterido (Rcl 3.219- AgR, rel. min. Cezar Peluso). Reclamação parcialmente conhecida e, na parte conhecida, julgada procedente. Medida liminar confirmada (Rcl 3.138/CE, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, Plenário, DJ 23.10.2009, grifos nossos). 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5676217. Supremo Tribunal Federal RCL 13198 AGR-SEGUNDO / DF aplicação das súmulas vinculantes (art. 103-A, § 3..., Constituição Federal de 1988/88). 2. Inadmissibilidade do uso da reclamação por alegada ofensa à autoridade do Supremo Tribunal Federal e à eficácia de decisão proferida em processo de índole subjetiva quando a parte reclamante não figurar como sujeito processual nos casos concretos versados no paradigma, pois não há obrigatoriedade de seu acatamento vertical por tribunais e juízos. 3. Decisão reclamada proferida em sede de decisão cautelar, a qual não tem o condão de declarar a inconstitucionalidade de norma, inserido- se a atuação monocrática do relator no poder geral de cautela inerente ao ato de julgar. Ausência de violação da Súmula Vinculante n 10. 4. Agravo regimental não provido (Rcl 15.220-AgR/MS, Relator o Ministro Dias Toffoli, Plenário, DJe 30.9.2013, grifos nossos). “EMENTA: CONSTITUCIONAL. PRECATÓRIO. SEQUESTRO DE VERBAS PÚBLICAS. QUEBRA DA ORDEM CRONOLÓGICA. PRETERIÇÃO DO DIREITO DE PREFERÊNCIA DO CREDOR. VIOLAÇÃO DA AUTORIDADE DA ADI 1.662. DIFERENÇA DE SUJEITOS PASSIVOS. CRÉDITO PARADIGMÁTICO E CRÉDITO TIDO POR PRETERIDO DEVIDOS POR ENTES DIVERSOS. 1. A reclamação constitucional não é o instrumento adequado para salvaguarda genérica ou uniformização da jurisprudência da Corte. Portanto, precedentes desprovidos de eficácia vinculante e 'erga omnes' e de cuja relação processual o reclamante e os interessados não fizeram parte, uma vez que os respectivos fundamentos somente se projetam para a relação jurídica circunscrita àquela prestação jurisdicional e não legitimam o ajuizamento de reclamação. 2. Segundo orientação firmada por esta Corte, caracteriza-se violação da autoridade da ADI 1.662 ordem de seqüestro de verbas públicas, baseada em quebra de ordem cronológica ou de preterição do direito de preferência do credor, se o crédito tido por privilegiado (paradigmático) for devido por ente diverso do sujeito passivo do crédito tido por preterido (Rcl 3.219- AgR, rel. min. Cezar Peluso). Reclamação parcialmente conhecida e, na parte conhecida, julgada procedente. Medida liminar confirmada (Rcl 3.138/CE, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, Plenário, DJ 23.10.2009, grifos nossos). 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5676217. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 10 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA RCL 13198 AGR-SEGUNDO / DF No julgamento da Reclamação 9.545-AgR/SP, o Supremo Tribunal Federal assentou: “EMENTA AGRAVO REGIMENTAL EM RECLAMAÇÃO - PROCESSUAL CIVIL - USO DE PARADIGMA EXTRAÍDO DE AÇÕES SUBJETIVAS - USO INDEVIDO DA RECLAMAÇÃO - PRECEDENTES - AGRAVO REGIMENTAL NÃO PROVIDO. 1 - A reclamação é meio constitucional de preservação da autoridade da Corte e da eficácia de suas decisões. Sua natureza é subsidiária e não pode ser desvirtuada e confundida com sucedâneo recursal. Ela não visa a compor conflitos intersubjetivos, conquanto possa, indiretamente, atender a interesses individuais, o que se dá apenas como decorrência da realização de seu papel magno, que é a conservação da hierarquia jurisdicional (Egas Dirceu Moniz de Aragão). 2 - O uso, como paradigmas, de acórdãos prolatados em ações intersubjetivas, despossuídas de caráter 'erga omnes' e de eficácia vinculante , não é válido na reclamação, quando delas não fez parte o reclamante. Agravo regimental não provido” (Relator o Ministro Dias Toffoli, Plenário, DJ 14.5.2010, grifos nossos). 3 . Pelo exposto, voto no sentido de negar provimento ao agravo regimental. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5676217. Supremo Tribunal Federal RCL 13198 AGR-SEGUNDO / DF No julgamento da Reclamação 9.545-AgR/SP, o Supremo Tribunal Federal assentou: “EMENTA AGRAVO REGIMENTAL EM RECLAMAÇÃO - PROCESSUAL CIVIL - USO DE PARADIGMA EXTRAÍDO DE AÇÕES SUBJETIVAS - USO INDEVIDO DA RECLAMAÇÃO - PRECEDENTES - AGRAVO REGIMENTAL NÃO PROVIDO. 1 - A reclamação é meio constitucional de preservação da autoridade da Corte e da eficácia de suas decisões. Sua natureza é subsidiária e não pode ser desvirtuada e confundida com sucedâneo recursal. Ela não visa a compor conflitos intersubjetivos, conquanto possa, indiretamente, atender a interesses individuais, o que se dá apenas como decorrência da realização de seu papel magno, que é a conservação da hierarquia jurisdicional (Egas Dirceu Moniz de Aragão). 2 - O uso, como paradigmas, de acórdãos prolatados em ações intersubjetivas, despossuídas de caráter 'erga omnes' e de eficácia vinculante , não é válido na reclamação, quando delas não fez parte o reclamante. Agravo regimental não provido” (Relator o Ministro Dias Toffoli, Plenário, DJ 14.5.2010, grifos nossos). 3 . Pelo exposto, voto no sentido de negar provimento ao agravo regimental. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5676217. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 10 Extrato de Ata - 10/04/2014 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA SEGUNDO AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 13.198 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : ASSOCIAÇÃO DOS POLICIAIS CIVIS, MILITARES E FUNCIONÁRIOS PÚBLICOS DOS ESTADOS FEDERATIVOS DO BRASIL ADV.(A/S) : JEFERSON CAMILLO DE OLIVEIRA AGDO.(A/S) : TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO INTDO.(A/S) : JOVAIR MARCOS DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S) Decisão: O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto da Relatora, negou provimento ao agravo regimental. Votou o Presidente. Ausentes, neste julgamento, os Ministros Joaquim Barbosa (Presidente), Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski (Vice- Presidente) e Roberto Barroso. Presidiu o julgamento o Ministro Celso de Mello (art. 37, I, do RISTF). Plenário, 10.04.2014. Presidência do Senhor Ministro Joaquim Barbosa. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber, Teori Zavascki e Roberto Barroso. Procurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot Monteiro de Barros. p/ Luiz Tomimatsu Assessor-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 5704431 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA SEGUNDO AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 13.198 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : ASSOCIAÇÃO DOS POLICIAIS CIVIS, MILITARES E FUNCIONÁRIOS PÚBLICOS DOS ESTADOS FEDERATIVOS DO BRASIL ADV.(A/S) : JEFERSON CAMILLO DE OLIVEIRA AGDO.(A/S) : TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO INTDO.(A/S) : JOVAIR MARCOS DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S) Decisão: O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto da Relatora, negou provimento ao agravo regimental. Votou o Presidente. Ausentes, neste julgamento, os Ministros Joaquim Barbosa (Presidente), Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski (Vice- Presidente) e Roberto Barroso. Presidiu o julgamento o Ministro Celso de Mello (art. 37, I, do RISTF). Plenário, 10.04.2014. Presidência do Senhor Ministro Joaquim Barbosa. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber, Teori Zavascki e Roberto Barroso. Procurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot Monteiro de Barros. p/ Luiz Tomimatsu Assessor-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 5704431 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECLAMAÇÃO 13 . 198", "RECLAMAÇÃO 13 . 198", "RECLAMAÇÃO 13 . 198 DISTRITO", "Mandados de Injunção n . 721 / DF", "RCL 13198", "ADI 1 . 662", "ADI 1 . 662", "Rcl 3 . 219 - AgR", "Rcl 3 . 138 / CE", "Reclamação 9 . 545 - AgR / SP", "ADI 1 . 662", "ADI 1 . 662", "Rcl 3 . 219 - AgR", "Rcl 3 . 138 / CE", "Reclamação 9 . 545 - AgR / SP", "RCL 13198", "Reclamação n . 8 . 221 - AgR / GO", "RECLAMAÇÃO", "Reclamações 2 . 138 / DF", "6", ".", "034", "/", "SP", "Súmula", "Rcl 4 . 119 - AgR / BA", "Rcl 6 . 078 - AgR / SC", "Rcl 5 . 703 - AgR / SP", "Reclamação n . 8 . 221 - AgR / GO", "RECLAMAÇÃO", "RECLAMAÇÃO", "Reclamações 2 . 138 / DF", "6", ".", "034", "/", "SP", "Rcl 4 . 119 - AgR / BA", "Rcl 6 . 078 - AgR / SC", "Rcl 5 . 703 - AgR / SP", "Mandados", "Mandados de Injunção n . 721 / DF", "Súmula Vinculante n 10", "RCL 13198", "Súmula Vinculante n 10 . 4", "Rcl 15 . 220 - AgR / MS", "ADI 1 . 662", "ADI 1 . 662", "Rcl 3 . 219 - AgR", "Rcl 3 . 138 / CE", "Rcl 15 . 220 - AgR / MS", "ADI 1 . 662", "ADI 1 . 662", "Rcl 3 . 219 - AgR", "Rcl 3 . 138 / CE", "Reclamação 9 . 545 - AgR / SP", "Reclamação 9 . 545 - AgR / SP", "RECLAMAÇÃO" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 156 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "art . 282 , inc . 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LXXI , da Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 38 da Lei n . 8 . 038 / 1990", "art . 21 , § 1 . . . , do Regimento interno do Supremo Tribunal Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 38 da Lei n . 8 . 038 / 1990", "art . 21 , § 1 . . . , do Regimento interno do Supremo", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , inciso I , alínea l , Constituição Federal de 1988 / 88", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , inciso I , alínea l , Constituição Federal de 1988 / 88", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 103 - A , § 3 . . . , Constituição Federal de 1988 / 88", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 103 - A , § 3 . . . , Constituição Federal de 1988 / 88", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória 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Ementa e Acórdão 10/04/2014 PLENÁRIO AG.REG. NA AÇÃO RESCISÓRIA 2.198 MATO GROSSO DO SUL RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :MUNICÍPIO DE NAVIRAÍ ADV.(A/S) :ALAOR JOSÉ DOMINGOS FILHO AGDO.(A/S) :FLÁVIO FREITAS BARBOSA ADV.(A/S) :RUBENS DÁRIO FERREIRA LOBO JÚNIOR E M E N T A: AÇÃO RESCISÓRIA – DECISÃO RESCINDENDA QUE NÃO APRECIA O MÉRITO DA CONTROVÉRSIA – EXAME DE QUESTÕES EMINENTEMENTE FORMAIS – MATÉRIA DE FUNDO NÃO EFETIVAMENTE JULGADA – AGRAVO REGIMENTAL IMPROVIDO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Plenária, sob a Presidência do Ministro Celso de Mello (RISTF, art. 37, I), na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Ausentes, neste julgamento, os Ministros Joaquim Barbosa (Presidente), Ricardo Lewandowski (Vice-Presidente) e Roberto Barroso. Brasília, 10 de abril de 2014. CELSO DE MELLO – RELATOR Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7067146. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Relatório 10/04/2014 PLENÁRIO AG.REG. NA AÇÃO RESCISÓRIA 2.198 MATO GROSSO DO SUL RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :MUNICÍPIO DE NAVIRAÍ ADV.(A/S) :ALAOR JOSÉ DOMINGOS FILHO AGDO.(A/S) :FLÁVIO FREITAS BARBOSA ADV.(A/S) :RUBENS DÁRIO FERREIRA LOBO JÚNIOR R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): O Ministério Público Federal, em parecer aprovado pelo eminente Chefe da Instituição, ao opinar pelo não provimento do recurso de agravo, assim resumiu e apreciou a presente causa: “AGRAVO REGIMENTAL. AÇÃO RESCISÓRIA. ART. 485, V, DO CPC. AGRAVO DE INSTRUMENTO PROTOCOLO Nº 37.715/2009. DECISÃO DO STF QUE NÃO APRECIOU O MÉRITO, APENAS A INADMISSIBILIDADE DO RE. AUSÊNCIA DE EFEITO SUBSTITUTIVO. EXTINÇÃO DA AÇÃO RESCISÓRIA SEM RESOLUÇÃO DE MÉRITO. PARECER PELO DESPROVIMENTO DO AGRAVO REGIMENTAL. 1. Trata-se de agravo regimental, interposto pelo MUNICÍPIO DE NAVIRAÍ – MS (fls. 82-6; 89-93) contra decisão do Relator que não conheceu da ação rescisória em face da incompetência do STF para processá-la e julgá-la (fls. 79-80). 2. O MUNICÍPIO DE NAVIRAÍ – MS propôs ação rescisória, com pedido de medida liminar, em 05-10-2009, contra FLÁVIO Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7067147. Supremo Tribunal Federal 10/04/2014 PLENÁRIO AG.REG. NA AÇÃO RESCISÓRIA 2.198 MATO GROSSO DO SUL RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :MUNICÍPIO DE NAVIRAÍ ADV.(A/S) :ALAOR JOSÉ DOMINGOS FILHO AGDO.(A/S) :FLÁVIO FREITAS BARBOSA ADV.(A/S) :RUBENS DÁRIO FERREIRA LOBO JÚNIOR R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): O Ministério Público Federal, em parecer aprovado pelo eminente Chefe da Instituição, ao opinar pelo não provimento do recurso de agravo, assim resumiu e apreciou a presente causa: “AGRAVO REGIMENTAL. AÇÃO RESCISÓRIA. ART. 485, V, DO CPC. AGRAVO DE INSTRUMENTO PROTOCOLO Nº 37.715/2009. DECISÃO DO STF QUE NÃO APRECIOU O MÉRITO, APENAS A INADMISSIBILIDADE DO RE. AUSÊNCIA DE EFEITO SUBSTITUTIVO. EXTINÇÃO DA AÇÃO RESCISÓRIA SEM RESOLUÇÃO DE MÉRITO. PARECER PELO DESPROVIMENTO DO AGRAVO REGIMENTAL. 1. Trata-se de agravo regimental, interposto pelo MUNICÍPIO DE NAVIRAÍ – MS (fls. 82-6; 89-93) contra decisão do Relator que não conheceu da ação rescisória em face da incompetência do STF para processá-la e julgá-la (fls. 79-80). 2. O MUNICÍPIO DE NAVIRAÍ – MS propôs ação rescisória, com pedido de medida liminar, em 05-10-2009, contra FLÁVIO Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7067147. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório AR 2198 AGR / MS FREITAS BARBOSA, com fundamento no art. 485, V, do CPC, objetivando rescindir a decisão proferida pelo Min. Gilmar Mendes em agravo de instrumento (Protocolo nº 37.715/2009), transitada em julgado em 09-06-2009 (fl. 413 - Anexo 2), nos seguintes termos: ‘Trata-se de de petição de agravo de instrumento interposto contra decisão que não admitiu recurso extraordinário. Verifica-se que a formação do traslado apresenta-se deficiente, porquanto ausente peça obrigatória e/ou indispensável à compreensão da controvérsia (a certidão da respectiva intimação do acórdão recorrido; o inteiro teor da petição de recurso extraordinário; as contra-razões ou certidão de inexistência nos autos principais; o acórdão recorrido), a teor do que determinam o art. 544, §1º, do CPC e os Enunciados das Súmulas do STF nºs 288 e 639. E cabe à parte recorrente, segundo reiterada jurisprudência desta Corte, fiscalizar a inteireza do instrumento. Ante o exposto, nego seguimento ao agravo’. 3. Vieram os autos à Procuradoria Geral da República. 4. Não merece provimento o Agravo Regimental. 5. De início cabe registrar que só cabe ao STF processar e julgar as ações rescisórias de seus próprios julgados, proferidos em ações originárias ou, como no caso, no âmbito recursal, desde que, conhecido o recurso, tenha operado o efeito substitutivo, nos termos do art. 512 do CPC. 6. No caso, o agravo de instrumento (protocolo nº 37.715/2009) não foi sequer admitido (fl. 413 – Anexo 2) e, portanto, não houve julgamento de mérito, nem efeito substitutivo, motivo pelo qual não se aplica a Súmula 249. O acórdão proferido pela 2ª Turma Cível do TJMS nos autos da Apelação Cível nº 2006.016183-2 (fls. 231-4 – Apenso 2) permanece incólume. Assim, o STF não possui competência originária para processar e julgar a presente ação rescisória. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7067147. Supremo Tribunal Federal AR 2198 AGR / MS FREITAS BARBOSA, com fundamento no art. 485, V, do CPC, objetivando rescindir a decisão proferida pelo Min. Gilmar Mendes em agravo de instrumento (Protocolo nº 37.715/2009), transitada em julgado em 09-06-2009 (fl. 413 - Anexo 2), nos seguintes termos: ‘Trata-se de de petição de agravo de instrumento interposto contra decisão que não admitiu recurso extraordinário. Verifica-se que a formação do traslado apresenta-se deficiente, porquanto ausente peça obrigatória e/ou indispensável à compreensão da controvérsia (a certidão da respectiva intimação do acórdão recorrido; o inteiro teor da petição de recurso extraordinário; as contra-razões ou certidão de inexistência nos autos principais; o acórdão recorrido), a teor do que determinam o art. 544, §1º, do CPC e os Enunciados das Súmulas do STF nºs 288 e 639. E cabe à parte recorrente, segundo reiterada jurisprudência desta Corte, fiscalizar a inteireza do instrumento. Ante o exposto, nego seguimento ao agravo’. 3. Vieram os autos à Procuradoria Geral da República. 4. Não merece provimento o Agravo Regimental. 5. De início cabe registrar que só cabe ao STF processar e julgar as ações rescisórias de seus próprios julgados, proferidos em ações originárias ou, como no caso, no âmbito recursal, desde que, conhecido o recurso, tenha operado o efeito substitutivo, nos termos do art. 512 do CPC. 6. No caso, o agravo de instrumento (protocolo nº 37.715/2009) não foi sequer admitido (fl. 413 – Anexo 2) e, portanto, não houve julgamento de mérito, nem efeito substitutivo, motivo pelo qual não se aplica a Súmula 249. O acórdão proferido pela 2ª Turma Cível do TJMS nos autos da Apelação Cível nº 2006.016183-2 (fls. 231-4 – Apenso 2) permanece incólume. Assim, o STF não possui competência originária para processar e julgar a presente ação rescisória. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7067147. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Relatório AR 2198 AGR / MS 7. Ante o exposto, a Procuradoria Geral da República opina pelo desprovimento do Agravo Regimental.” (grifei) É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7067147. Supremo Tribunal Federal AR 2198 AGR / MS 7. Ante o exposto, a Procuradoria Geral da República opina pelo desprovimento do Agravo Regimental.” (grifei) É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7067147. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Voto - MIN. CELSO DE MELLO 10/04/2014 PLENÁRIO AG.REG. NA AÇÃO RESCISÓRIA 2.198 MATO GROSSO DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Entendo não assistir razão à parte recorrente, eis que a decisão impugnada na presente sede recursal ajusta-se, com integral fidelidade, ao magistério jurisprudencial desta Suprema Corte. Como já tive o ensejo de enfatizar quando da prolação da decisão ora recorrida, o Supremo Tribunal Federal não dispõe de competência para processar e julgar, originariamente, a presente ação rescisória. É que a decisão rescindenda, proferida pelo eminente Ministro GILMAR MENDES, no exercício da Presidência desta Suprema Corte, cingiu-se, unicamente, ao exame de questões de caráter eminentemente formal, consoante resulta inequívoco do seguinte fragmento constante de mencionado ato decisório (fls. 413): “Trata-se de petição de agravo de instrumento interposto contra decisão que não admitiu recurso extraordinário. Verifica-se que a formação do traslado apresenta-se deficiente, porquanto ausente peça obrigatória e/ou indispensável à compreensão da controvérsia (a certidão da respectiva intimação do acórdão recorrido; o inteiro teor da petição de recurso extraordinário; as contra-razões ou certidão de inexistência nos autos principais; o acórdão recorrido), a teor do que determinam o art. 544, § 1º, do CPC e os Enunciados das Súmulas do STF nºs 288 e 639. E cabe à parte recorrente, segundo reiterada jurisprudência desta Corte, fiscalizar a inteireza do instrumento. Ante o exposto, nego seguimento ao agravo.” (grifei) Como se sabe, o Supremo Tribunal Federal apenas dispõe de competência originária para processar e julgar as ações rescisórias, Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7067148. Supremo Tribunal Federal 10/04/2014 PLENÁRIO AG.REG. NA AÇÃO RESCISÓRIA 2.198 MATO GROSSO DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Entendo não assistir razão à parte recorrente, eis que a decisão impugnada na presente sede recursal ajusta-se, com integral fidelidade, ao magistério jurisprudencial desta Suprema Corte. Como já tive o ensejo de enfatizar quando da prolação da decisão ora recorrida, o Supremo Tribunal Federal não dispõe de competência para processar e julgar, originariamente, a presente ação rescisória. É que a decisão rescindenda, proferida pelo eminente Ministro GILMAR MENDES, no exercício da Presidência desta Suprema Corte, cingiu-se, unicamente, ao exame de questões de caráter eminentemente formal, consoante resulta inequívoco do seguinte fragmento constante de mencionado ato decisório (fls. 413): “Trata-se de petição de agravo de instrumento interposto contra decisão que não admitiu recurso extraordinário. Verifica-se que a formação do traslado apresenta-se deficiente, porquanto ausente peça obrigatória e/ou indispensável à compreensão da controvérsia (a certidão da respectiva intimação do acórdão recorrido; o inteiro teor da petição de recurso extraordinário; as contra-razões ou certidão de inexistência nos autos principais; o acórdão recorrido), a teor do que determinam o art. 544, § 1º, do CPC e os Enunciados das Súmulas do STF nºs 288 e 639. E cabe à parte recorrente, segundo reiterada jurisprudência desta Corte, fiscalizar a inteireza do instrumento. Ante o exposto, nego seguimento ao agravo.” (grifei) Como se sabe, o Supremo Tribunal Federal apenas dispõe de competência originária para processar e julgar as ações rescisórias, Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7067148. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. CELSO DE MELLO AR 2198 AGR / MS quando estas forem promovidas contra decisões que, emanadas desta Corte, hajam examinado o próprio fundo da controvérsia. O exame da decisão rescindenda, no entanto, claramente evidencia que o Supremo Tribunal Federal, na espécie em análise, não apreciou a questão constitucional controvertida, deixando, por isso mesmo, por razões de ordem estritamente formal (traslado incompleto de peças essenciais), de julgar o mérito da causa. Vê-se, pois, ante a ocorrência de tal circunstância – que assume indiscutível relevo jurídico-processual no contexto da presente ação rescisória – que a decisão em referência não se ajusta ao que dispõe o art. 485 do CPC, que exige, para efeito de ajuizamento da ação autônoma de impugnação, que o ato rescindendo se qualifique como pronunciamento jurisdicional que tenha efetivamente julgado o fundo da controvérsia de direito material (RISTF, art. 259). Por tal razão, o Supremo Tribunal Federal – com apoio no magistério da doutrina (PONTES DE MIRANDA, “Tratado da Ação Rescisória das Sentenças e de outras decisões”, p. 481, § 43, 5ª ed., 1976, Forense; VICENTE GRECO FILHO, “Direito Processual Civil Brasileiro”, vol. 2/375, 4ª ed., 1989, Saraiva; JOSÉ CARLOS BARBOSA MOREIRA, “Comentários ao Código de Processo Civil”, vol. V/112-113 e 199, itens ns. 69 e 121, 8ª ed., 1999, Forense, v.g.) – tem reiteradamente proclamado não caber ação rescisória contra acórdão ou decisão desta Corte, que, sem qualquer exame do mérito da causa, tenha deixado de conhecer do recurso extraordinário, por razões eminentemente formais (Súmula 249/STF – RTJ 87/776 – RTJ 105/473 – RTJ 107/528 – RTJ 112/29 – RTJ 114/471 – RTJ 117/461 – RTJ 119/46 – RTJ 121/898 – RTJ 131/1066 – Súmula 515/STF – AR 1.474/PE, Rel. Min. CELSO DE MELLO, v.g.): “Em tema de ação rescisória, é essencial que o acórdão rescindendo, proferido pelo Supremo Tribunal Federal, tenha efetivamente apreciado a questão federal controvertida, quer 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7067148. Supremo Tribunal Federal AR 2198 AGR / MS quando estas forem promovidas contra decisões que, emanadas desta Corte, hajam examinado o próprio fundo da controvérsia. O exame da decisão rescindenda, no entanto, claramente evidencia que o Supremo Tribunal Federal, na espécie em análise, não apreciou a questão constitucional controvertida, deixando, por isso mesmo, por razões de ordem estritamente formal (traslado incompleto de peças essenciais), de julgar o mérito da causa. Vê-se, pois, ante a ocorrência de tal circunstância – que assume indiscutível relevo jurídico-processual no contexto da presente ação rescisória – que a decisão em referência não se ajusta ao que dispõe o art. 485 do CPC, que exige, para efeito de ajuizamento da ação autônoma de impugnação, que o ato rescindendo se qualifique como pronunciamento jurisdicional que tenha efetivamente julgado o fundo da controvérsia de direito material (RISTF, art. 259). Por tal razão, o Supremo Tribunal Federal – com apoio no magistério da doutrina (PONTES DE MIRANDA, “Tratado da Ação Rescisória das Sentenças e de outras decisões”, p. 481, § 43, 5ª ed., 1976, Forense; VICENTE GRECO FILHO, “Direito Processual Civil Brasileiro”, vol. 2/375, 4ª ed., 1989, Saraiva; JOSÉ CARLOS BARBOSA MOREIRA, “Comentários ao Código de Processo Civil”, vol. V/112-113 e 199, itens ns. 69 e 121, 8ª ed., 1999, Forense, v.g.) – tem reiteradamente proclamado não caber ação rescisória contra acórdão ou decisão desta Corte, que, sem qualquer exame do mérito da causa, tenha deixado de conhecer do recurso extraordinário, por razões eminentemente formais (Súmula 249/STF – RTJ 87/776 – RTJ 105/473 – RTJ 107/528 – RTJ 112/29 – RTJ 114/471 – RTJ 117/461 – RTJ 119/46 – RTJ 121/898 – RTJ 131/1066 – Súmula 515/STF – AR 1.474/PE, Rel. Min. CELSO DE MELLO, v.g.): “Em tema de ação rescisória, é essencial que o acórdão rescindendo, proferido pelo Supremo Tribunal Federal, tenha efetivamente apreciado a questão federal controvertida, quer 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7067148. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. CELSO DE MELLO AR 2198 AGR / MS acolhendo-a, quer repelindo-a. É essa circunstância que define, para efeito do procedimento rescisório, a competência originária do Supremo Tribunal Federal (…).” (RTJ 148/703, Rel. p/ o acórdão Min. CELSO DE MELLO) “AÇÃO RESCISÓRIA E DECISÃO MONOCRÁTICA DO RELATOR. – Não cabe ação rescisória contra decisão proferida por Ministro-Relator, quando esta – por não haver apreciado o mérito do pedido – apresenta-se desvestida de conteúdo sentencial. Precedentes.” (RTJ 176/99-100, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Pleno) Sendo assim, em face das razões expostas e acolhendo, ainda, o parecer da douta Procuradoria-Geral da República, nego provimento ao presente recurso de agravo, mantendo, em consequência, por seus próprios fundamentos, a decisão ora agravada. É o meu voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7067148. Supremo Tribunal Federal AR 2198 AGR / MS acolhendo-a, quer repelindo-a. É essa circunstância que define, para efeito do procedimento rescisório, a competência originária do Supremo Tribunal Federal (…).” (RTJ 148/703, Rel. p/ o acórdão Min. CELSO DE MELLO) “AÇÃO RESCISÓRIA E DECISÃO MONOCRÁTICA DO RELATOR. – Não cabe ação rescisória contra decisão proferida por Ministro-Relator, quando esta – por não haver apreciado o mérito do pedido – apresenta-se desvestida de conteúdo sentencial. Precedentes.” (RTJ 176/99-100, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Pleno) Sendo assim, em face das razões expostas e acolhendo, ainda, o parecer da douta Procuradoria-Geral da República, nego provimento ao presente recurso de agravo, mantendo, em consequência, por seus próprios fundamentos, a decisão ora agravada. É o meu voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7067148. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 10/04/2014 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NA AÇÃO RESCISÓRIA 2.198 PROCED. : MATO GROSSO DO SUL RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE NAVIRAÍ ADV.(A/S) : ALAOR JOSÉ DOMINGOS FILHO AGDO.(A/S) : FLÁVIO FREITAS BARBOSA ADV.(A/S) : RUBENS DÁRIO FERREIRA LOBO JÚNIOR Decisão: O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, negou provimento ao agravo regimental. Ausentes, neste julgamento, os Ministros Joaquim Barbosa (Presidente), Ricardo Lewandowski (Vice-Presidente) e Roberto Barroso. Presidiu o julgamento o Ministro Celso de Mello (art. 37, I, do RISTF). Plenário, 10.04.2014. Presidência do Senhor Ministro Joaquim Barbosa. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber, Teori Zavascki e Roberto Barroso. Procurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot Monteiro de Barros. p/ Luiz Tomimatsu Assessor-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 5704392 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NA AÇÃO RESCISÓRIA 2.198 PROCED. : MATO GROSSO DO SUL RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE NAVIRAÍ ADV.(A/S) : ALAOR JOSÉ DOMINGOS FILHO AGDO.(A/S) : FLÁVIO FREITAS BARBOSA ADV.(A/S) : RUBENS DÁRIO FERREIRA LOBO JÚNIOR Decisão: O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, negou provimento ao agravo regimental. Ausentes, neste julgamento, os Ministros Joaquim Barbosa (Presidente), Ricardo Lewandowski (Vice-Presidente) e Roberto Barroso. Presidiu o julgamento o Ministro Celso de Mello (art. 37, I, do RISTF). Plenário, 10.04.2014. Presidência do Senhor Ministro Joaquim Barbosa. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber, Teori Zavascki e Roberto Barroso. Procurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot Monteiro de Barros. p/ Luiz Tomimatsu Assessor-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 5704392 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=7081204
2014-04-10T00:00:00
2014-10-30T00:00:00
O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, negou provimento ao agravo regimental. Ausentes, neste julgamento, os Ministros Joaquim Barbosa (Presidente), Ricardo Lewandowski (Vice-Presidente) e Roberto Barroso. Presidiu o julgamento o Ministro Celso de Mello (art. 37, I, do RISTF). Plenário, 10.04.2014.
AG.REG. NA AÇÃO RESCISÓRIA
E M E N T A: AÇÃO RESCISÓRIA – DECISÃO RESCINDENDA QUE NÃO APRECIA O MÉRITO DA CONTROVÉRSIA – EXAME DE QUESTÕES EMINENTEMENTE FORMAIS – MATÉRIA DE FUNDO NÃO EFETIVAMENTE JULGADA – AGRAVO REGIMENTAL IMPROVIDO.
sjur282509
- Acórdão(s) citado(s): (AR, CABIMENTO) RTJ 87/776, RTJ 105/473, RTJ 107/528, RTJ 112/29, RTJ 114/471, RTJ 117/461, RTJ 119/46, RTJ 121/898, RTJ 131/1066, RTJ 148/703, RTJ 176/99-100. - Decisão monocrática citada: (AR, CABIMENTO) AR 1474. Número de páginas: 8. Análise: 20/11/2014, MAR.
CELSO DE MELLO
Tribunal Pleno
2198
[ "LEG-FED LEI-005869 ANO-1973\n ART-00485\n CPC-1973 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED RGI ANO-1980\n ART-00259\n RISTF-1980 REGIMENTO INTERNO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000249 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000515 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
AR-AgR
acordaos
AR 2198 AgR
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AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE NAVIRAÍ ADV.(A/S) : ALAOR JOSÉ DOMINGOS FILHO AGDO.(A/S) : FLÁVIO FREITAS BARBOSA ADV.(A/S) : RUBENS DÁRIO FERREIRA LOBO JÚNIOR
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Ementa e Acórdão 10/04/2014 PLENÁRIO AG.REG. NA AÇÃO RESCISÓRIA 2.198 MATO GROSSO DO SUL RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :MUNICÍPIO DE NAVIRAÍ ADV.(A/S) :ALAOR JOSÉ DOMINGOS FILHO AGDO.(A/S) :FLÁVIO FREITAS BARBOSA ADV.(A/S) :RUBENS DÁRIO FERREIRA LOBO JÚNIOR E M E N T A: AÇÃO RESCISÓRIA – DECISÃO RESCINDENDA QUE NÃO APRECIA O MÉRITO DA CONTROVÉRSIA – EXAME DE QUESTÕES EMINENTEMENTE FORMAIS – MATÉRIA DE FUNDO NÃO EFETIVAMENTE JULGADA – AGRAVO REGIMENTAL IMPROVIDO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Plenária, sob a Presidência do Ministro Celso de Mello (RISTF, art. 37, I), na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Ausentes, neste julgamento, os Ministros Joaquim Barbosa (Presidente), Ricardo Lewandowski (Vice-Presidente) e Roberto Barroso. Brasília, 10 de abril de 2014. CELSO DE MELLO – RELATOR Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7067146. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Relatório 10/04/2014 PLENÁRIO AG.REG. NA AÇÃO RESCISÓRIA 2.198 MATO GROSSO DO SUL RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :MUNICÍPIO DE NAVIRAÍ ADV.(A/S) :ALAOR JOSÉ DOMINGOS FILHO AGDO.(A/S) :FLÁVIO FREITAS BARBOSA ADV.(A/S) :RUBENS DÁRIO FERREIRA LOBO JÚNIOR R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): O Ministério Público Federal, em parecer aprovado pelo eminente Chefe da Instituição, ao opinar pelo não provimento do recurso de agravo, assim resumiu e apreciou a presente causa: “AGRAVO REGIMENTAL. AÇÃO RESCISÓRIA. ART. 485, V, DO Código de Processo Civil. AGRAVO DE INSTRUMENTO PROTOCOLO n 37.715/2009. DECISÃO DO Supremo Tribunal Federal QUE NÃO APRECIOU O MÉRITO, APENAS A INADMISSIBILIDADE DO Recurso Extraordinário. AUSÊNCIA DE EFEITO SUBSTITUTIVO. EXTINÇÃO DA AÇÃO RESCISÓRIA SEM RESOLUÇÃO DE MÉRITO. PARECER PELO DESPROVIMENTO DO AGRAVO REGIMENTAL. 1. Trata-se de agravo regimental, interposto pelo MUNICÍPIO DE NAVIRAÍ – MS (fls. 82-6; 89-93) contra decisão do Relator que não conheceu da ação rescisória em face da incompetência do Supremo Tribunal Federal para processá-la e julgá-la (fls. 79-80). 2. O MUNICÍPIO DE NAVIRAÍ – MS propôs ação rescisória, com pedido de medida liminar, em 05-10-2009, contra FLÁVIO Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7067147. Supremo Tribunal Federal 10/04/2014 PLENÁRIO AG.REG. NA AÇÃO RESCISÓRIA 2.198 MATO GROSSO DO SUL RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :MUNICÍPIO DE NAVIRAÍ ADV.(A/S) :ALAOR JOSÉ DOMINGOS FILHO AGDO.(A/S) :FLÁVIO FREITAS BARBOSA ADV.(A/S) :RUBENS DÁRIO FERREIRA LOBO JÚNIOR R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): O Ministério Público Federal, em parecer aprovado pelo eminente Chefe da Instituição, ao opinar pelo não provimento do recurso de agravo, assim resumiu e apreciou a presente causa: “AGRAVO REGIMENTAL. AÇÃO RESCISÓRIA. ART. 485, V, DO Código de Processo Civil. AGRAVO DE INSTRUMENTO PROTOCOLO n 37.715/2009. DECISÃO DO Supremo Tribunal Federal QUE NÃO APRECIOU O MÉRITO, APENAS A INADMISSIBILIDADE DO Recurso Extraordinário. AUSÊNCIA DE EFEITO SUBSTITUTIVO. EXTINÇÃO DA AÇÃO RESCISÓRIA SEM RESOLUÇÃO DE MÉRITO. PARECER PELO DESPROVIMENTO DO AGRAVO REGIMENTAL. 1. Trata-se de agravo regimental, interposto pelo MUNICÍPIO DE NAVIRAÍ – MS (fls. 82-6; 89-93) contra decisão do Relator que não conheceu da ação rescisória em face da incompetência do Supremo Tribunal Federal para processá-la e julgá-la (fls. 79-80). 2. O MUNICÍPIO DE NAVIRAÍ – MS propôs ação rescisória, com pedido de medida liminar, em 05-10-2009, contra FLÁVIO Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7067147. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório AR 2198 AGR / MS FREITAS BARBOSA, com fundamento no art. 485, V, do Código de Processo Civil, objetivando rescindir a decisão proferida pelo Min. Gilmar Mendes em agravo de instrumento (Protocolo n 37.715/2009), transitada em julgado em 09-06-2009 (fl. 413 - Anexo 2), nos seguintes termos: ‘Trata-se de de petição de agravo de instrumento interposto contra decisão que não admitiu recurso extraordinário. Verifica-se que a formação do traslado apresenta-se deficiente, porquanto ausente peça obrigatória e/ou indispensável à compreensão da controvérsia (a certidão da respectiva intimação do acórdão recorrido; o inteiro teor da petição de recurso extraordinário; as contra-razões ou certidão de inexistência nos autos principais; o acórdão recorrido), a teor do que determinam o art. 544, §1..., do Código de Processo Civil e os Enunciados das Súmulas do Supremo Tribunal Federal ns 288 e 639. E cabe à parte recorrente, segundo reiterada jurisprudência desta Corte, fiscalizar a inteireza do instrumento. Ante o exposto, nego seguimento ao agravo’. 3. Vieram os autos à Procuradoria Geral da República. 4. Não merece provimento o Agravo Regimental. 5. De início cabe registrar que só cabe ao Supremo Tribunal Federal processar e julgar as ações rescisórias de seus próprios julgados, proferidos em ações originárias ou, como no caso, no âmbito recursal, desde que, conhecido o recurso, tenha operado o efeito substitutivo, nos termos do art. 512 do Código de Processo Civil. 6. No caso, o agravo de instrumento (protocolo n 37.715/2009) não foi sequer admitido (fl. 413 – Anexo 2) e, portanto, não houve julgamento de mérito, nem efeito substitutivo, motivo pelo qual não se aplica a Súmula 249. O acórdão proferido pela 2... Turma Cível do TJMS nos autos da Apelação Cível n 2006.016183-2 (fls. 231-4 – Apenso 2) permanece incólume. Assim, o Supremo Tribunal Federal não possui competência originária para processar e julgar a presente ação rescisória. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7067147. Supremo Tribunal Federal AR 2198 AGR / MS FREITAS BARBOSA, com fundamento no art. 485, V, do Código de Processo Civil, objetivando rescindir a decisão proferida pelo Min. Gilmar Mendes em agravo de instrumento (Protocolo n 37.715/2009), transitada em julgado em 09-06-2009 (fl. 413 - Anexo 2), nos seguintes termos: ‘Trata-se de de petição de agravo de instrumento interposto contra decisão que não admitiu recurso extraordinário. Verifica-se que a formação do traslado apresenta-se deficiente, porquanto ausente peça obrigatória e/ou indispensável à compreensão da controvérsia (a certidão da respectiva intimação do acórdão recorrido; o inteiro teor da petição de recurso extraordinário; as contra-razões ou certidão de inexistência nos autos principais; o acórdão recorrido), a teor do que determinam o art. 544, §1..., do Código de Processo Civil e os Enunciados das Súmulas do Supremo Tribunal Federal ns 288 e 639. E cabe à parte recorrente, segundo reiterada jurisprudência desta Corte, fiscalizar a inteireza do instrumento. Ante o exposto, nego seguimento ao agravo’. 3. Vieram os autos à Procuradoria Geral da República. 4. Não merece provimento o Agravo Regimental. 5. De início cabe registrar que só cabe ao Supremo Tribunal Federal processar e julgar as ações rescisórias de seus próprios julgados, proferidos em ações originárias ou, como no caso, no âmbito recursal, desde que, conhecido o recurso, tenha operado o efeito substitutivo, nos termos do art. 512 do Código de Processo Civil. 6. No caso, o agravo de instrumento (protocolo n 37.715/2009) não foi sequer admitido (fl. 413 – Anexo 2) e, portanto, não houve julgamento de mérito, nem efeito substitutivo, motivo pelo qual não se aplica a Súmula 249. O acórdão proferido pela 2... Turma Cível do TJMS nos autos da Apelação Cível n 2006.016183-2 (fls. 231-4 – Apenso 2) permanece incólume. Assim, o Supremo Tribunal Federal não possui competência originária para processar e julgar a presente ação rescisória. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7067147. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Relatório AR 2198 AGR / MS 7. Ante o exposto, a Procuradoria Geral da República opina pelo desprovimento do Agravo Regimental.” (grifei) É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7067147. Supremo Tribunal Federal AR 2198 AGR / MS 7. Ante o exposto, a Procuradoria Geral da República opina pelo desprovimento do Agravo Regimental.” (grifei) É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7067147. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Voto - MIN. CELSO DE MELLO 10/04/2014 PLENÁRIO AG.REG. NA AÇÃO RESCISÓRIA 2.198 MATO GROSSO DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Entendo não assistir razão à parte recorrente, eis que a decisão impugnada na presente sede recursal ajusta-se, com integral fidelidade, ao magistério jurisprudencial desta Suprema Corte. Como já tive o ensejo de enfatizar quando da prolação da decisão ora recorrida, o Supremo Tribunal Federal não dispõe de competência para processar e julgar, originariamente, a presente ação rescisória. É que a decisão rescindenda, proferida pelo eminente Ministro GILMAR MENDES, no exercício da Presidência desta Suprema Corte, cingiu-se, unicamente, ao exame de questões de caráter eminentemente formal, consoante resulta inequívoco do seguinte fragmento constante de mencionado ato decisório (fls. 413): “Trata-se de petição de agravo de instrumento interposto contra decisão que não admitiu recurso extraordinário. Verifica-se que a formação do traslado apresenta-se deficiente, porquanto ausente peça obrigatória e/ou indispensável à compreensão da controvérsia (a certidão da respectiva intimação do acórdão recorrido; o inteiro teor da petição de recurso extraordinário; as contra-razões ou certidão de inexistência nos autos principais; o acórdão recorrido), a teor do que determinam o art. 544, § 1..., do Código de Processo Civil e os Enunciados das Súmulas do Supremo Tribunal Federal ns 288 e 639. E cabe à parte recorrente, segundo reiterada jurisprudência desta Corte, fiscalizar a inteireza do instrumento. Ante o exposto, nego seguimento ao agravo.” (grifei) Como se sabe, o Supremo Tribunal Federal apenas dispõe de competência originária para processar e julgar as ações rescisórias, Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7067148. Supremo Tribunal Federal 10/04/2014 PLENÁRIO AG.REG. NA AÇÃO RESCISÓRIA 2.198 MATO GROSSO DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Entendo não assistir razão à parte recorrente, eis que a decisão impugnada na presente sede recursal ajusta-se, com integral fidelidade, ao magistério jurisprudencial desta Suprema Corte. Como já tive o ensejo de enfatizar quando da prolação da decisão ora recorrida, o Supremo Tribunal Federal não dispõe de competência para processar e julgar, originariamente, a presente ação rescisória. É que a decisão rescindenda, proferida pelo eminente Ministro GILMAR MENDES, no exercício da Presidência desta Suprema Corte, cingiu-se, unicamente, ao exame de questões de caráter eminentemente formal, consoante resulta inequívoco do seguinte fragmento constante de mencionado ato decisório (fls. 413): “Trata-se de petição de agravo de instrumento interposto contra decisão que não admitiu recurso extraordinário. Verifica-se que a formação do traslado apresenta-se deficiente, porquanto ausente peça obrigatória e/ou indispensável à compreensão da controvérsia (a certidão da respectiva intimação do acórdão recorrido; o inteiro teor da petição de recurso extraordinário; as contra-razões ou certidão de inexistência nos autos principais; o acórdão recorrido), a teor do que determinam o art. 544, § 1..., do Código de Processo Civil e os Enunciados das Súmulas do Supremo Tribunal Federal ns 288 e 639. E cabe à parte recorrente, segundo reiterada jurisprudência desta Corte, fiscalizar a inteireza do instrumento. Ante o exposto, nego seguimento ao agravo.” (grifei) Como se sabe, o Supremo Tribunal Federal apenas dispõe de competência originária para processar e julgar as ações rescisórias, Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7067148. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. CELSO DE MELLO AR 2198 AGR / MS quando estas forem promovidas contra decisões que, emanadas desta Corte, hajam examinado o próprio fundo da controvérsia. O exame da decisão rescindenda, no entanto, claramente evidencia que o Supremo Tribunal Federal, na espécie em análise, não apreciou a questão constitucional controvertida, deixando, por isso mesmo, por razões de ordem estritamente formal (traslado incompleto de peças essenciais), de julgar o mérito da causa. Vê-se, pois, ante a ocorrência de tal circunstância – que assume indiscutível relevo jurídico-processual no contexto da presente ação rescisória – que a decisão em referência não se ajusta ao que dispõe o art. 485 do Código de Processo Civil, que exige, para efeito de ajuizamento da ação autônoma de impugnação, que o ato rescindendo se qualifique como pronunciamento jurisdicional que tenha efetivamente julgado o fundo da controvérsia de direito material (RISTF, art. 259). Por tal razão, o Supremo Tribunal Federal – com apoio no magistério da doutrina (PONTES DE MIRANDA, “Tratado da Ação Rescisória das Sentenças e de outras decisões”, p. 481, § 43, 5... ed., 1976, Forense; VICENTE GRECO FILHO, “Direito Processual Civil Brasileiro”, vol. 2/375, 4... ed., 1989, Saraiva; JOSÉ CARLOS BARBOSA MOREIRA, “Comentários ao Código de Processo Civil”, vol. V/112-113 e 199, itens ns. 69 e 121, 8... ed., 1999, Forense, v.g.) – tem reiteradamente proclamado não caber ação rescisória contra acórdão ou decisão desta Corte, que, sem qualquer exame do mérito da causa, tenha deixado de conhecer do recurso extraordinário, por razões eminentemente formais (Súmula 249/Supremo Tribunal Federal – RTJ 87/776 – RTJ 105/473 – RTJ 107/528 – RTJ 112/29 – RTJ 114/471 – RTJ 117/461 – RTJ 119/46 – RTJ 121/898 – RTJ 131/1066 – Súmula 515/Supremo Tribunal Federal – AR 1.474/PE, Rel. Min. CELSO DE MELLO, v.g.): “Em tema de ação rescisória, é essencial que o acórdão rescindendo, proferido pelo Supremo Tribunal Federal, tenha efetivamente apreciado a questão federal controvertida, quer 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7067148. Supremo Tribunal Federal AR 2198 AGR / MS quando estas forem promovidas contra decisões que, emanadas desta Corte, hajam examinado o próprio fundo da controvérsia. O exame da decisão rescindenda, no entanto, claramente evidencia que o Supremo Tribunal Federal, na espécie em análise, não apreciou a questão constitucional controvertida, deixando, por isso mesmo, por razões de ordem estritamente formal (traslado incompleto de peças essenciais), de julgar o mérito da causa. Vê-se, pois, ante a ocorrência de tal circunstância – que assume indiscutível relevo jurídico-processual no contexto da presente ação rescisória – que a decisão em referência não se ajusta ao que dispõe o art. 485 do Código de Processo Civil, que exige, para efeito de ajuizamento da ação autônoma de impugnação, que o ato rescindendo se qualifique como pronunciamento jurisdicional que tenha efetivamente julgado o fundo da controvérsia de direito material (RISTF, art. 259). Por tal razão, o Supremo Tribunal Federal – com apoio no magistério da doutrina (PONTES DE MIRANDA, “Tratado da Ação Rescisória das Sentenças e de outras decisões”, p. 481, § 43, 5... ed., 1976, Forense; VICENTE GRECO FILHO, “Direito Processual Civil Brasileiro”, vol. 2/375, 4... ed., 1989, Saraiva; JOSÉ CARLOS BARBOSA MOREIRA, “Comentários ao Código de Processo Civil”, vol. V/112-113 e 199, itens ns. 69 e 121, 8... ed., 1999, Forense, v.g.) – tem reiteradamente proclamado não caber ação rescisória contra acórdão ou decisão desta Corte, que, sem qualquer exame do mérito da causa, tenha deixado de conhecer do recurso extraordinário, por razões eminentemente formais (Súmula 249/Supremo Tribunal Federal – RTJ 87/776 – RTJ 105/473 – RTJ 107/528 – RTJ 112/29 – RTJ 114/471 – RTJ 117/461 – RTJ 119/46 – RTJ 121/898 – RTJ 131/1066 – Súmula 515/Supremo Tribunal Federal – AR 1.474/PE, Rel. Min. CELSO DE MELLO, v.g.): “Em tema de ação rescisória, é essencial que o acórdão rescindendo, proferido pelo Supremo Tribunal Federal, tenha efetivamente apreciado a questão federal controvertida, quer 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7067148. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. CELSO DE MELLO AR 2198 AGR / MS acolhendo-a, quer repelindo-a. É essa circunstância que define, para efeito do procedimento rescisório, a competência originária do Supremo Tribunal Federal (…).” (RTJ 148/703, Rel. p/ o acórdão Min. CELSO DE MELLO) “AÇÃO RESCISÓRIA E DECISÃO MONOCRÁTICA DO RELATOR. – Não cabe ação rescisória contra decisão proferida por Ministro-Relator, quando esta – por não haver apreciado o mérito do pedido – apresenta-se desvestida de conteúdo sentencial. Precedentes.” (RTJ 176/99-100, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Pleno) Sendo assim, em face das razões expostas e acolhendo, ainda, o parecer da douta Procuradoria-Geral da República, nego provimento ao presente recurso de agravo, mantendo, em consequência, por seus próprios fundamentos, a decisão ora agravada. É o meu voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7067148. Supremo Tribunal Federal AR 2198 AGR / MS acolhendo-a, quer repelindo-a. É essa circunstância que define, para efeito do procedimento rescisório, a competência originária do Supremo Tribunal Federal (…).” (RTJ 148/703, Rel. p/ o acórdão Min. CELSO DE MELLO) “AÇÃO RESCISÓRIA E DECISÃO MONOCRÁTICA DO RELATOR. – Não cabe ação rescisória contra decisão proferida por Ministro-Relator, quando esta – por não haver apreciado o mérito do pedido – apresenta-se desvestida de conteúdo sentencial. Precedentes.” (RTJ 176/99-100, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Pleno) Sendo assim, em face das razões expostas e acolhendo, ainda, o parecer da douta Procuradoria-Geral da República, nego provimento ao presente recurso de agravo, mantendo, em consequência, por seus próprios fundamentos, a decisão ora agravada. É o meu voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7067148. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 10/04/2014 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NA AÇÃO RESCISÓRIA 2.198 PROCED. : MATO GROSSO DO SUL RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE NAVIRAÍ ADV.(A/S) : ALAOR JOSÉ DOMINGOS FILHO AGDO.(A/S) : FLÁVIO FREITAS BARBOSA ADV.(A/S) : RUBENS DÁRIO FERREIRA LOBO JÚNIOR Decisão: O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, negou provimento ao agravo regimental. Ausentes, neste julgamento, os Ministros Joaquim Barbosa (Presidente), Ricardo Lewandowski (Vice-Presidente) e Roberto Barroso. Presidiu o julgamento o Ministro Celso de Mello (art. 37, I, do RISTF). Plenário, 10.04.2014. Presidência do Senhor Ministro Joaquim Barbosa. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber, Teori Zavascki e Roberto Barroso. Procurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot Monteiro de Barros. p/ Luiz Tomimatsu Assessor-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 5704392 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NA AÇÃO RESCISÓRIA 2.198 PROCED. : MATO GROSSO DO SUL RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE NAVIRAÍ ADV.(A/S) : ALAOR JOSÉ DOMINGOS FILHO AGDO.(A/S) : FLÁVIO FREITAS BARBOSA ADV.(A/S) : RUBENS DÁRIO FERREIRA LOBO JÚNIOR Decisão: O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, negou provimento ao agravo regimental. Ausentes, neste julgamento, os Ministros Joaquim Barbosa (Presidente), Ricardo Lewandowski (Vice-Presidente) e Roberto Barroso. Presidiu o julgamento o Ministro Celso de Mello (art. 37, I, do RISTF). Plenário, 10.04.2014. Presidência do Senhor Ministro Joaquim Barbosa. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber, Teori Zavascki e Roberto Barroso. Procurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot Monteiro de Barros. p/ Luiz Tomimatsu Assessor-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 5704392 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
{ "JURISPRUDENCIA": [ "AÇÃO RESCISÓRIA 2 . 198", "AÇÃO RESCISÓRIA 2 . 198", "AGRAVO DE INSTRUMENTO PROTOCOLO n 37 . 715 / 2009", "AÇÃO RESCISÓRIA 2 . 198", "AGRAVO DE INSTRUMENTO PROTOCOLO n 37 . 715 / 2009", "Súmulas do Supremo", "Apelação Cível n 2006 . 016183 - 2", "Súmulas do Supremo Tribunal Federal ns 288", "Apelação Cível n 2006 . 016183 - 2", "AÇÃO RESCISÓRIA 2 . 198", "Súmulas", "AÇÃO RESCISÓRIA 2 . 198", "Súmulas", "Súmula 249 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 515 / Supremo Tribunal Federal", "AR 1 . 474 / PE", "Súmula 249 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 515 / Supremo Tribunal Federal", "AR 1 . 474 / PE", "RTJ 148 / 703", "RTJ 176 / 99 - 100", "RTJ 176 / 99 - 100", "AÇÃO RESCISÓRIA 2 . 198", "AÇÃO RESCISÓRIA 2 . 198" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 485 , V , DO Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 485 , V , DO Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 485 , V , do Código de Processo Civil", "art . 544 , § 1 . . . , do Código de Processo Civil", "art . 512 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 485 , V , do Código de Processo Civil", "art . 544 , § 1 . . . , do Código de Processo Civil", "art . 512 do Código de Processo Civil .", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 544 , § 1 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 544 , § 1 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 485 do Código de Processo Civil", "Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 485 do Código de Processo Civil", "Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "MATO GROSSO DO SUL", "Brasília", "MATO GROSSO DO SUL", "MUNICÍPIO DE NAVIRAÍ", "MUNICÍPIO DE NAVIRAÍ – MS", "MUNICÍPIO DE NAVIRAÍ – MS", "MATO GROSSO DO SUL", "MATO GROSSO DO SUL", "MATO GROSSO DO SUL", "MATO GROSSO DO SUL", "MUNICÍPIO DE NAVIRAÍ", "MATO GROSSO DO SUL", "MUNICÍPIO DE NAVIRAÍ" ], "ORGANIZACAO": [ "PLENÁRIO", "MUNICÍPIO", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "Ministério Público Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "MUNICÍPIO", "Ministério Público Federal", "Supremo Tribunal Federal", "MUNICÍPIO", "Supremo Tribunal Federal", "MUNICÍPIO", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Procuradoria Geral da República", "Supremo Tribunal Federal", "2", ".", ". 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Turma Cível do TJMS", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Procuradoria Geral da República", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Procuradoria Geral da República", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PLENÁRIO", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "Supremo Tribunal Federal", "Suprema", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Forense", "Saraiva", "Forense", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Forense", "Saraiva", "Forense", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Procuradoria", "-", "Geral da República", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Pleno", "Procuradoria", "-", "Geral da República", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PLENÁRIO", "Plenário", "Plenário", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "Plenário", "Plenário", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "CELSO DE MELLO", "ALAOR JOSÉ DOMINGOS FILHO", "FLÁVIO FREITAS BARBOSA", "RUBENS DÁRIO FERREIRA LOBO JÚNIOR", "Celso de Mello", "Joaquim Barbosa", "Ricardo Lewandowski", "Roberto Barroso", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "ALAOR JOSÉ DOMINGOS FILHO", "FLÁVIO FREITAS BARBOSA", "RUBENS DÁRIO FERREIRA LOBO JÚNIOR", "CELSO DE MELLO", "FLÁVIO", "CELSO DE MELLO", "ALAOR JOSÉ DOMINGOS FILHO", "FLÁVIO FREITAS BARBOSA", "RUBENS DÁRIO FERREIRA LOBO JÚNIOR", "CELSO DE MELLO", "FLÁVIO", "FREITAS BARBOSA", "Gilmar Mendes", "FREITAS BARBOSA", "Gilmar Mendes", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "GILMAR MENDES", "CELSO DE MELLO", "GILMAR MENDES", "CELSO DE MELLO AR 2198", "PONTES DE MIRANDA", "VICENTE GRECO FILHO", "JOSÉ CARLOS BARBOSA MOREIRA", "CELSO DE MELLO", "PONTES DE MIRANDA", "VICENTE GRECO FILHO", "JOSÉ CARLOS BARBOSA MOREIRA", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "ALAOR JOSÉ DOMINGOS FILHO", "FLÁVIO FREITAS BARBOSA", "RUBENS DÁRIO FERREIRA LOBO JÚNIOR", "Joaquim Barbosa", "Ricardo Lewandowski", "Roberto Barroso", "Celso de Mello", "Joaquim Barbosa", "Celso de Mello", "Marco Aurélio", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Cármen Lúcia", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Teori Zavascki", "Roberto Barroso", "Rodrigo Janot Monteiro de Barros", "Luiz Tomimatsu", "CELSO DE MELLO", "ALAOR JOSÉ DOMINGOS FILHO", "FLÁVIO FREITAS BARBOSA", "RUBENS DÁRIO FERREIRA LOBO JÚNIOR", "Joaquim Barbosa", "Ricardo Lewandowski", "Roberto Barroso", "Celso de Mello", "Joaquim Barbosa", "Celso de Mello", "Marco Aurélio", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Cármen Lúcia", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Teori Zavascki", "Roberto", "Rodrigo Janot Monteiro de Barros", "Luiz Tomimatsu" ], "TEMPO": [ "10", "/", "04", "/", "2014", "10 de abril de 2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "04", "/", "2014", "05", "-", "10", "-", "2009", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "04", "/", "2014", "05", "-", "10", "-", "2009", "24", "/", "08", "/", "2001", "09", "-", "06", "-", "2009", "24", "/", "08", "/", "2001", "09", "-", "06", "-", "2009", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "04", "/", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "04", "/", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "1976", "1989", "1999", "24", "/", "08", "/", "2001", "1976", "1989", "1999", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "04", "/", "2014", "10", ".", "04", ".", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", ".", "04", ".", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 25/03/2014 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 118.773 SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER PACTE.(S) :DOUGLAS SANTOS DUARTE PIRES IMPTE.(S) :ANDRE PIRES DE ANDRADE KEHDI E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) :RELATOR DO HC N.º 274.183 - SP DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA EMENTA HABEAS CORPUS. PROCESSO PENAL E DIREITO PENAL. SÚMULA 691. TRÁFICO DE DROGAS. DOSIMETRIA DA PENA. CAUSA DE DIMINUIÇÃO DA PENA DO ART. 33, § 4º, DA LEI 11.343/06. MAJORANTE DO ART. 40, VI, DA LEI 11.343/06. BIS IN IDEM. OCORRÊNCIA. REGIME INICIAL DE CUMPRIMENTO DE PENA. SUBSTITUIÇÃO DA PENA PRIVATIVA DE LIBERDADE POR RESTRITIVA DE DIREITOS. ORDEM PARCIALMENTE CONCEDIDA. CONCESSÃO DE HABEAS CORPUS DE OFÍCIO. 1. Em casos teratológicos e excepcionais, necessário o afastamento do óbice da Súmula 691 desta Suprema Corte. Precedentes. 2. A dosimetria da pena é matéria sujeita a certa discricionariedade judicial. O Código Penal não estabelece rígidos esquemas matemáticos ou regras absolutamente objetivas para a fixação da pena. Cabe às instâncias ordinárias, mais próximas dos fatos e das provas, fixar as penas. Às Cortes Superiores, no exame da dosimetria das penas em grau recursal, compete o controle da legalidade e da constitucionalidade dos critérios empregados, bem como a correção de eventuais discrepâncias, se gritantes ou arbitrárias, nas frações de aumento ou diminuição adotadas pelas instâncias anteriores. Pertinente à dosimetria da pena, encontra-se a aplicação da causa de diminuição da pena do § 4º do art. 33 da Lei 11.343/06. 3. Ocorrência de bis in idem. Majorante da prática do crime com o envolvimento de adolescente (art. 40, VI, da Lei 11.343/06) indevidamente valorada no dimensionamento da causa especial de diminuição de pena Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6480105. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 18 Ementa e Acórdão HC 118773 / SP (art. 33, § 4º, da Lei 11.343/06). 4. A quantidade e a qualidade da droga apreendida não autoriza inferir profundo envolvimento do paciente com o tráfico de drogas. Aplicação da causa de diminuição da pena do § 4º do art. 33 da Lei 11.343/06 em seu patamar máximo. 5. O Plenário do Supremo Tribunal Federal reputou inválidas, para crimes de tráfico de drogas, a vedação à substituição da pena privativa de liberdade por restritivas de direito e a imposição compulsória do regime inicial fechado. A questão há de ser apreciada pelo juiz do processo à luz do preenchimento, ou não, dos requisitos legais dos arts. 33 e 44 do Código Penal. 6. Ordem parcialmente concedida. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em deferir a ordem de habeas corpus, nos termos do voto da Relatora. Brasília, 25 de março de 2014. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6480105. Supremo Tribunal Federal HC 118773 / SP (art. 33, § 4º, da Lei 11.343/06). 4. A quantidade e a qualidade da droga apreendida não autoriza inferir profundo envolvimento do paciente com o tráfico de drogas. Aplicação da causa de diminuição da pena do § 4º do art. 33 da Lei 11.343/06 em seu patamar máximo. 5. O Plenário do Supremo Tribunal Federal reputou inválidas, para crimes de tráfico de drogas, a vedação à substituição da pena privativa de liberdade por restritivas de direito e a imposição compulsória do regime inicial fechado. A questão há de ser apreciada pelo juiz do processo à luz do preenchimento, ou não, dos requisitos legais dos arts. 33 e 44 do Código Penal. 6. Ordem parcialmente concedida. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em deferir a ordem de habeas corpus, nos termos do voto da Relatora. Brasília, 25 de março de 2014. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6480105. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 18 Relatório 25/03/2014 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 118.773 SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER PACTE.(S) :DOUGLAS SANTOS DUARTE PIRES IMPTE.(S) :ANDRE PIRES DE ANDRADE KEHDI E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) :RELATOR DO HC N.º 274.183 - SP DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Trata-se de habeas corpus, impetrado por Andre Pires de Andrade Kehdi e outros em favor de Douglas Santos Duarte Pires, contra decisão monocrática da lavra do Ministro Og Fernandes do Superior Tribunal de Justiça, que indeferiu a liminar no HC 274.183/SP. Em 09.11.2012, o paciente foi preso em flagrante delito, e, posteriormente, denunciado pela suposta prática do crime de tráfico de drogas, por ter sido flagrado, com outros dois coacusados, dentre eles, um adolescente, na posse de 07 (sete) pedras de “crack” e de 10 (dez) porções de maconha, além da quantia de R$ 209,00 (duzentos e nove reais). Com o outro coacusado foram encontrados mais 38 (trinta e oito) porções de cocaína, e com o adolescente, R$ 10,00 (dez reais) e 1 (um) telefone celular. A prisão em flagrante foi convertida em preventiva. O Juízo de Direito da 4ª Vara Criminal de Barra Funda/SP condenou o paciente às penas de 4 (quatro) anos, 10 (dez) meses e 10 (dez) dias, em regime inicial fechado, e de 485 (quatrocentos e oitenta e cinco) dias- multa, pela prática do crime tipificado no art. 33, § 4º, e art. 40, VI, da Lei 11.343/06. Naquela oportunidade, o magistrado de primeiro grau manteve a prisão do paciente. Inconformada, a Defesa impetrou habeas corpus perante o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, pleiteando a aplicação da minorante do § 4º do art. 33 da Lei 11.343/2006, em sua fração máxima, a fixação de regime mais brando, a substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos e a expedição do alvará de soltura em favor do Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6480106. Supremo Tribunal Federal 25/03/2014 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 118.773 SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER PACTE.(S) :DOUGLAS SANTOS DUARTE PIRES IMPTE.(S) :ANDRE PIRES DE ANDRADE KEHDI E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) :RELATOR DO HC N.º 274.183 - SP DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Trata-se de habeas corpus, impetrado por Andre Pires de Andrade Kehdi e outros em favor de Douglas Santos Duarte Pires, contra decisão monocrática da lavra do Ministro Og Fernandes do Superior Tribunal de Justiça, que indeferiu a liminar no HC 274.183/SP. Em 09.11.2012, o paciente foi preso em flagrante delito, e, posteriormente, denunciado pela suposta prática do crime de tráfico de drogas, por ter sido flagrado, com outros dois coacusados, dentre eles, um adolescente, na posse de 07 (sete) pedras de “crack” e de 10 (dez) porções de maconha, além da quantia de R$ 209,00 (duzentos e nove reais). Com o outro coacusado foram encontrados mais 38 (trinta e oito) porções de cocaína, e com o adolescente, R$ 10,00 (dez reais) e 1 (um) telefone celular. A prisão em flagrante foi convertida em preventiva. O Juízo de Direito da 4ª Vara Criminal de Barra Funda/SP condenou o paciente às penas de 4 (quatro) anos, 10 (dez) meses e 10 (dez) dias, em regime inicial fechado, e de 485 (quatrocentos e oitenta e cinco) dias- multa, pela prática do crime tipificado no art. 33, § 4º, e art. 40, VI, da Lei 11.343/06. Naquela oportunidade, o magistrado de primeiro grau manteve a prisão do paciente. Inconformada, a Defesa impetrou habeas corpus perante o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, pleiteando a aplicação da minorante do § 4º do art. 33 da Lei 11.343/2006, em sua fração máxima, a fixação de regime mais brando, a substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos e a expedição do alvará de soltura em favor do Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6480106. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 18 Relatório HC 118773 / SP paciente. O pedido liminar foi indeferido. Submetida a questão à apreciação do Superior Tribunal de Justiça no HC 274.183/SP, o Ministro Og Fernandes também indeferiu a liminar. No presente writ, os Impetrantes, preliminarmente, pugnam pelo afastamento da Súmula 691/STF. Para tanto, reputam teratológica a sentença por ter aplicado a causa de diminuição de pena prevista no art. 33, § 4º, da Lei 11.343/06, em seu patamar mínimo. Afirmam que a causa de aumento de envolvimento com adolescente, prevista no art. 40, VI, da Lei de Drogas, foi considerada tanto para majorar a pena, quanto para afastar a redução da pena em seu grau mínimo, incorrendo em indevido bis in idem. Insurgem-se contra a aplicação do regime inicial fechado para cumprimento de pena, bem como a negativa da substituição da pena corporal por restritiva de direitos, sem a devida fundamentação. Requerem a redução da pena privativa de liberdade, a substituição por restritiva de direitos, além da fixação de regime de cumprimento da pena mais brando. Em 14.10.2013, deferi parcialmente a liminar pretendida para que o Juiz da 4ª Vara Criminal do Foro Central de Barra Funda/SP reanalisasse o regime inicial de cumprimento da pena do paciente. Sobreveio nova petição da Defesa, em 19.11.2013, ao argumento de que o magistrado de primeiro grau, apesar de reavaliar o regime de cumprimento da pena, exarou decisão sem fundamentação idônea. Parecer do Ministério Público Federal, da lavra do Subprocurador- Geral da República Edson de Oliveira da Almeida, pelo não conhecimento do writ. Há pedido de sustentação oral. Expedido telegrama para dar ciência da sessão de julgamento do feito. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6480106. Supremo Tribunal Federal HC 118773 / SP paciente. O pedido liminar foi indeferido. Submetida a questão à apreciação do Superior Tribunal de Justiça no HC 274.183/SP, o Ministro Og Fernandes também indeferiu a liminar. No presente writ, os Impetrantes, preliminarmente, pugnam pelo afastamento da Súmula 691/STF. Para tanto, reputam teratológica a sentença por ter aplicado a causa de diminuição de pena prevista no art. 33, § 4º, da Lei 11.343/06, em seu patamar mínimo. Afirmam que a causa de aumento de envolvimento com adolescente, prevista no art. 40, VI, da Lei de Drogas, foi considerada tanto para majorar a pena, quanto para afastar a redução da pena em seu grau mínimo, incorrendo em indevido bis in idem. Insurgem-se contra a aplicação do regime inicial fechado para cumprimento de pena, bem como a negativa da substituição da pena corporal por restritiva de direitos, sem a devida fundamentação. Requerem a redução da pena privativa de liberdade, a substituição por restritiva de direitos, além da fixação de regime de cumprimento da pena mais brando. Em 14.10.2013, deferi parcialmente a liminar pretendida para que o Juiz da 4ª Vara Criminal do Foro Central de Barra Funda/SP reanalisasse o regime inicial de cumprimento da pena do paciente. Sobreveio nova petição da Defesa, em 19.11.2013, ao argumento de que o magistrado de primeiro grau, apesar de reavaliar o regime de cumprimento da pena, exarou decisão sem fundamentação idônea. Parecer do Ministério Público Federal, da lavra do Subprocurador- Geral da República Edson de Oliveira da Almeida, pelo não conhecimento do writ. Há pedido de sustentação oral. Expedido telegrama para dar ciência da sessão de julgamento do feito. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6480106. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 18 Voto - MIN. ROSA WEBER 25/03/2014 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 118.773 SÃO PAULO VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): O presente habeas corpus diz com a possibilidade de aplicação da minorante do § 4º do art. 33 da Lei 11.343/06, em seu grau máximo, a fixação de regime inicial de cumprimento de pena diverso do fechado e a substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos. De início, consigno que o presente writ foi impetrado contra decisão monocrática da lavra do Ministro Og Fernandes, do Superior Tribunal de Justiça, que indeferiu a liminar no HC 274.138/SP. Eis o teor da decisão: “(...). Nos termos do entendimento reiteradamente firmado por esta Corte, assim como pelo Supremo Tribunal Federal, não cabe habeas corpus contra indeferimento de liminar, a não ser em casos de evidente e flagrante ilegalidade, sob pena de indevida supressão de instância. Tal entendimento, inclusive, encontra-se consolidado no verbete n.º 691 da Súmula da Suprema Corte: Não compete ao Supremo Tribunal Federal conhecer de habeas corpus impetrado contra decisão do Relator que, em habeas corpus requerido a tribunal superior, indefere a liminar. Faz-se mister destacar que, não obstante a discussão, pelo Plenário do STF, a respeito do eventual cancelamento do mencionado verbete da Súmula do Pretório Excelso, nos autos do HC n.º 85.185-1, da relatoria do Ministro Cezar Peluso, tal proposta foi rejeitada, mantendo-se, por conseguinte, a aplicação de seu conteúdo (Informativo n.º 396, 08 a 12/08/2005). A conclusão da Suprema Corte foi de que o enunciado 691 não impede que o conhecimento de habeas corpus, se evidenciado flagrante constrangimento ilegal, o que não ocorre nos presentes autos. Entretanto, se não sobressai ilegalidade flagrante, o exame da controvérsia caracteriza supressão de instância. Pelo exame dos autos e da decisão denegatória da medida Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5547577. Supremo Tribunal Federal 25/03/2014 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 118.773 SÃO PAULO VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): O presente habeas corpus diz com a possibilidade de aplicação da minorante do § 4º do art. 33 da Lei 11.343/06, em seu grau máximo, a fixação de regime inicial de cumprimento de pena diverso do fechado e a substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos. De início, consigno que o presente writ foi impetrado contra decisão monocrática da lavra do Ministro Og Fernandes, do Superior Tribunal de Justiça, que indeferiu a liminar no HC 274.138/SP. Eis o teor da decisão: “(...). Nos termos do entendimento reiteradamente firmado por esta Corte, assim como pelo Supremo Tribunal Federal, não cabe habeas corpus contra indeferimento de liminar, a não ser em casos de evidente e flagrante ilegalidade, sob pena de indevida supressão de instância. Tal entendimento, inclusive, encontra-se consolidado no verbete n.º 691 da Súmula da Suprema Corte: Não compete ao Supremo Tribunal Federal conhecer de habeas corpus impetrado contra decisão do Relator que, em habeas corpus requerido a tribunal superior, indefere a liminar. Faz-se mister destacar que, não obstante a discussão, pelo Plenário do STF, a respeito do eventual cancelamento do mencionado verbete da Súmula do Pretório Excelso, nos autos do HC n.º 85.185-1, da relatoria do Ministro Cezar Peluso, tal proposta foi rejeitada, mantendo-se, por conseguinte, a aplicação de seu conteúdo (Informativo n.º 396, 08 a 12/08/2005). A conclusão da Suprema Corte foi de que o enunciado 691 não impede que o conhecimento de habeas corpus, se evidenciado flagrante constrangimento ilegal, o que não ocorre nos presentes autos. Entretanto, se não sobressai ilegalidade flagrante, o exame da controvérsia caracteriza supressão de instância. Pelo exame dos autos e da decisão denegatória da medida Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5547577. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 18 Voto - MIN. ROSA WEBER HC 118773 / SP urgente, não resta evidenciada a referida estreita exceptio, a fim de autorizar a outorga pretendida. Diante do exposto, indefiro a liminar. Solicitem-se informações à Autoridade Coatora. Dê-se vista ao Ministério Público Federal, para parecer”. Cumpre registrar, desde logo, que, à falta de pronunciamento final do colegiado do Superior Tribunal de Justiça, a pretensão esbarra na Súmula 691/STF segundo a qual “Não compete ao Supremo Tribunal Federal conhecer de habeas corpus impetrado contra decisão do Relator que, em habeas corpus requerido a tribunal superior, indefere a liminar”. Todavia, a compreensão expressa em tal verbete sumular tem sido abrandada por julgados desta Suprema Corte apenas em hipóteses excepcionais, de flagrante ilegalidade ou abuso de poder na denegação da tutela de eficácia imediata. Nesses termos, enumero as decisões colegiadas: HC 104.855/CE, Rel. Min. Gilmar Mendes, 2ª Turma, DJe 17.10.2011 e HC 96.539/SP, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, 1ª Turma, DJe 06.5.2010. Na espécie, verifico situação autorizadora do afastamento do mencionado verbete. Conforme relatado, o paciente foi denunciado pela suposta prática do crime de tráfico de drogas, por ter sido flagrado, com outros dois coacusados, dentre eles, um adolescente, expondo à venda e trazendo consigo 07 (sete) pedras de crack e 10 (dez) porções de maconha, além da quantia de R$ 209,00 (duzentos e nove reais). Com o outro coacusado foram encontrados mais 38 (trinta e oito) porções de cocaína, e com o adolescente, R$ 10,00 (dez reais) e 1 (um) telefone celular. O magistrado de primeiro grau, constatada a primariedade do paciente e circunstâncias judiciais favoráveis, fixou a pena-base no mínimo legal de 5 (cinco) anos de reclusão e ao pagamento de 500 (quinhentos) dias-multa. Na segunda fase da dosimetria, reputou inexistentes circunstâncias agravantes e atenuantes. Na última fase, aplicou a causa de diminuição de pena prevista no art. 33, § 4º, em 1/6 (um sexto), e, após, majorou-a em 1/6 (um sexto) forte no art. 40, VI, da 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5547577. Supremo Tribunal Federal HC 118773 / SP urgente, não resta evidenciada a referida estreita exceptio, a fim de autorizar a outorga pretendida. Diante do exposto, indefiro a liminar. Solicitem-se informações à Autoridade Coatora. Dê-se vista ao Ministério Público Federal, para parecer”. Cumpre registrar, desde logo, que, à falta de pronunciamento final do colegiado do Superior Tribunal de Justiça, a pretensão esbarra na Súmula 691/STF segundo a qual “Não compete ao Supremo Tribunal Federal conhecer de habeas corpus impetrado contra decisão do Relator que, em habeas corpus requerido a tribunal superior, indefere a liminar”. Todavia, a compreensão expressa em tal verbete sumular tem sido abrandada por julgados desta Suprema Corte apenas em hipóteses excepcionais, de flagrante ilegalidade ou abuso de poder na denegação da tutela de eficácia imediata. Nesses termos, enumero as decisões colegiadas: HC 104.855/CE, Rel. Min. Gilmar Mendes, 2ª Turma, DJe 17.10.2011 e HC 96.539/SP, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, 1ª Turma, DJe 06.5.2010. Na espécie, verifico situação autorizadora do afastamento do mencionado verbete. Conforme relatado, o paciente foi denunciado pela suposta prática do crime de tráfico de drogas, por ter sido flagrado, com outros dois coacusados, dentre eles, um adolescente, expondo à venda e trazendo consigo 07 (sete) pedras de crack e 10 (dez) porções de maconha, além da quantia de R$ 209,00 (duzentos e nove reais). Com o outro coacusado foram encontrados mais 38 (trinta e oito) porções de cocaína, e com o adolescente, R$ 10,00 (dez reais) e 1 (um) telefone celular. O magistrado de primeiro grau, constatada a primariedade do paciente e circunstâncias judiciais favoráveis, fixou a pena-base no mínimo legal de 5 (cinco) anos de reclusão e ao pagamento de 500 (quinhentos) dias-multa. Na segunda fase da dosimetria, reputou inexistentes circunstâncias agravantes e atenuantes. Na última fase, aplicou a causa de diminuição de pena prevista no art. 33, § 4º, em 1/6 (um sexto), e, após, majorou-a em 1/6 (um sexto) forte no art. 40, VI, da 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5547577. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 18 Voto - MIN. ROSA WEBER HC 118773 / SP Lei 11.343/06, tornando-a definitiva em 4 (quatro) anos, 10 (dez) meses e 10 (dez) dias, em regime inicial fechado, e de 485 (quatrocentos e oitenta e cinco) dias-multa. Transcrevo excerto da sentença condenatória: “(...). Na análise das circunstâncias do artigo 59 do Código Penal, apura-se que ambos os acusados são primários, assim como as circunstâncias do delito não revelam anormalidade a justificar fixação de pena maior nesta fase, razão pela qual fixo a pena-base no mínimo legal, ou seja, 05 anos de reclusão e pagamento de 500 dias-multa para cada acusado. Não existem circunstâncias atenuantes e agravantes a serem consideradas na segunda fase do cálculo da pena, pois ainda que relativamente menor o acusado Douglas na data dos fatos, tal circunstância não poderá aqui interferir na pena, posto que já fixada no mínimo legal na primeira fase. Para a terceira fase do cálculo, presente a causa de diminuição prevista no artigo 33, parágrafo 4º, da Lei 11.343/2006, pois além dos acusados serem primários, não há nos autos qualquer elemento a indicar dedicação da parte deles à atividades criminosas e ainda participação em organização criminosa. Porém, considerando que pesa sobre os acusados a causa de aumento prevista no artigo 40, inciso VI, da mesma lei, pois praticaram o delito visando e atingindo adolescente, além do fato importante de que foram presos com três drogas diferentes, aplico aqui a redução na fração de 1/6, resultando uma pena de 04 anos e 02 meses de reclusão e pagamento de 416 dias-multa. A redução mínima nesta fase, levando-se em conta que não se trata de um crime de tráfico comum, mas agravado pela razão de ter sido praticado nas condições do inciso VI, do artigo 40, da Lei 11.343/06, o que dispensa comentários e justificativas sobre a preocupação do legislador em estabelecer esta majorante, além do fato do delito em tela envolver três tipos de drogas diferentes, encontra respaldo na lei e na jurisprudência pátria, não sendo incomum decisões no sentido da plena possibilidade do juiz mitigar o grau de redução da pena nesta fase (artigo 33, par. 4º), em razão das circunstâncias do crime e variedade e quantidade de drogas 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5547577. Supremo Tribunal Federal HC 118773 / SP Lei 11.343/06, tornando-a definitiva em 4 (quatro) anos, 10 (dez) meses e 10 (dez) dias, em regime inicial fechado, e de 485 (quatrocentos e oitenta e cinco) dias-multa. Transcrevo excerto da sentença condenatória: “(...). Na análise das circunstâncias do artigo 59 do Código Penal, apura-se que ambos os acusados são primários, assim como as circunstâncias do delito não revelam anormalidade a justificar fixação de pena maior nesta fase, razão pela qual fixo a pena-base no mínimo legal, ou seja, 05 anos de reclusão e pagamento de 500 dias-multa para cada acusado. Não existem circunstâncias atenuantes e agravantes a serem consideradas na segunda fase do cálculo da pena, pois ainda que relativamente menor o acusado Douglas na data dos fatos, tal circunstância não poderá aqui interferir na pena, posto que já fixada no mínimo legal na primeira fase. Para a terceira fase do cálculo, presente a causa de diminuição prevista no artigo 33, parágrafo 4º, da Lei 11.343/2006, pois além dos acusados serem primários, não há nos autos qualquer elemento a indicar dedicação da parte deles à atividades criminosas e ainda participação em organização criminosa. Porém, considerando que pesa sobre os acusados a causa de aumento prevista no artigo 40, inciso VI, da mesma lei, pois praticaram o delito visando e atingindo adolescente, além do fato importante de que foram presos com três drogas diferentes, aplico aqui a redução na fração de 1/6, resultando uma pena de 04 anos e 02 meses de reclusão e pagamento de 416 dias-multa. A redução mínima nesta fase, levando-se em conta que não se trata de um crime de tráfico comum, mas agravado pela razão de ter sido praticado nas condições do inciso VI, do artigo 40, da Lei 11.343/06, o que dispensa comentários e justificativas sobre a preocupação do legislador em estabelecer esta majorante, além do fato do delito em tela envolver três tipos de drogas diferentes, encontra respaldo na lei e na jurisprudência pátria, não sendo incomum decisões no sentido da plena possibilidade do juiz mitigar o grau de redução da pena nesta fase (artigo 33, par. 4º), em razão das circunstâncias do crime e variedade e quantidade de drogas 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5547577. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 18 Voto - MIN. ROSA WEBER HC 118773 / SP apreendidas. (...). E finalmente, como causa de aumento, por força do disposto no artigo 40, inciso VI, da Lei 11.343/06, aumento a pena em 1/6, resultando uma pena de 04 anos, 10 meses e 10 dias de reclusão e pagamento de 485 dias-multa”. O Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo indeferiu a liminar pleiteada. Após, sobreveio julgamento de mérito da apelação defensiva, que, ao denegar a ordem, corroborou a pena fixada, destacando que “não haveria como sustentar a ocorrência de bis in idem com relação à previsão do art. 40, VI, da Lei 11.343/06, pois a magistrada não justificou a escolha pelo patamar mínimo do redutor previsto no parágrafo 4º do art. 33 do mesmo diploma apenas pela existência da referida causa de aumento, mas, também, em razão do fato importante de que foram presos com três drogas diferentes”. Invoca a Defesa a ocorrência de bis in idem decorrente de haver o magistrado sentenciante sopesado em desfavor do paciente o art. 40, VI, da Lei 11.343/06 (quando o crime envolver criança ou adolescente) para justificar o patamar de redução da pena do § 4º do art. 33 e como majorante da pena. A dosimetria da pena é matéria sujeita a certa discricionariedade judicial. O Código Penal e as leis extravagantes não estabelecem rígidos esquemas matemáticos ou regras absolutamente objetivas para tanto. Cabe às instâncias ordinárias, mais próximas dos fatos e das provas, fixar as penas. Às Cortes Superiores, no exame da dosimetria das penas em grau recursal, compete o controle da legalidade e da constitucionalidade dos critérios empregados, bem como a correção de eventuais discrepâncias, se gritantes ou arbitrárias, nas frações de aumento ou diminuição adotadas pelas instâncias anteriores. Pertinente à dosimetria da pena, encontra-se a aplicação da causa de diminuição da pena do § 4º do art. 33. Cabe às instâncias anteriores decidir sobre a aplicação ou não do benefício e, se aplicável, a fração pertinente, não se mostrando hábil o habeas corpus para revisão, salvo se presente manifesta ilegalidade ou arbitrariedade. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5547577. Supremo Tribunal Federal HC 118773 / SP apreendidas. (...). E finalmente, como causa de aumento, por força do disposto no artigo 40, inciso VI, da Lei 11.343/06, aumento a pena em 1/6, resultando uma pena de 04 anos, 10 meses e 10 dias de reclusão e pagamento de 485 dias-multa”. O Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo indeferiu a liminar pleiteada. Após, sobreveio julgamento de mérito da apelação defensiva, que, ao denegar a ordem, corroborou a pena fixada, destacando que “não haveria como sustentar a ocorrência de bis in idem com relação à previsão do art. 40, VI, da Lei 11.343/06, pois a magistrada não justificou a escolha pelo patamar mínimo do redutor previsto no parágrafo 4º do art. 33 do mesmo diploma apenas pela existência da referida causa de aumento, mas, também, em razão do fato importante de que foram presos com três drogas diferentes”. Invoca a Defesa a ocorrência de bis in idem decorrente de haver o magistrado sentenciante sopesado em desfavor do paciente o art. 40, VI, da Lei 11.343/06 (quando o crime envolver criança ou adolescente) para justificar o patamar de redução da pena do § 4º do art. 33 e como majorante da pena. A dosimetria da pena é matéria sujeita a certa discricionariedade judicial. O Código Penal e as leis extravagantes não estabelecem rígidos esquemas matemáticos ou regras absolutamente objetivas para tanto. Cabe às instâncias ordinárias, mais próximas dos fatos e das provas, fixar as penas. Às Cortes Superiores, no exame da dosimetria das penas em grau recursal, compete o controle da legalidade e da constitucionalidade dos critérios empregados, bem como a correção de eventuais discrepâncias, se gritantes ou arbitrárias, nas frações de aumento ou diminuição adotadas pelas instâncias anteriores. Pertinente à dosimetria da pena, encontra-se a aplicação da causa de diminuição da pena do § 4º do art. 33. Cabe às instâncias anteriores decidir sobre a aplicação ou não do benefício e, se aplicável, a fração pertinente, não se mostrando hábil o habeas corpus para revisão, salvo se presente manifesta ilegalidade ou arbitrariedade. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5547577. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 18 Voto - MIN. ROSA WEBER HC 118773 / SP Convém registrar que o Plenário deste Supremo Tribunal Federal, em sessão de julgamento realizada em 19.12.2013, nos autos do HC 112.776/MS, entendeu caracterizado bis in idem no sopeso pelo julgador, tanto na primeira quanto na terceira fase da dosimetria da pena, da natureza e da quantidade de drogas apreendidas com o apenado. Deliberou o Pleno, na oportunidade, por maioria - vencida, dentre outros, esta Relatora -, em atenção à discricionariedade do juiz na dosimetria e ao princípio da individualização das penas, pela possibilidade de considerar tais circunstâncias em um único momento do cálculo, à escolha do julgador. Na espécie, o magistrado de primeiro grau, ao analisar as circunstâncias judiciais previstas no art. 42 da Lei 11.343/06, c/c o art. 59 do Código Penal, apontou, de forma correta e fundamentada vetores suficientes para fixar a pena-base em seu mínimo legal. Não houve alterações na segunda fase da dosimetria. Na terceira fase, contudo, fixou o patamar de redução do art. 33, § 4º, da Lei de Drogas, em sua fração mínima, 1/6, por duplo fundamento - o “fato do delito em tela envolver três tipos de drogas diferentes” e a prática do crime “nas condições do inciso VI, do artigo 40, da Lei 11.343/06”. -, e mais uma vez considerou este último, calcado no art. 40, VI, da Lei de Drogas - “sua prática envolver ou visar atingir criança ou adolescente” -, como causa independente de majoração da pena. Evidenciada,assim, quanto a esse ponto específico, a ocorrência de bis in idem. De outra parte, ainda que consideradas, na sentença, a quantidade e a qualidade da droga somente uma vez, na linha do julgamento do HC 112.776/MG desta Suprema Corte, entende a Turma que a quantidade e a variedade da drogas com o paciente apreendidas – aproximadamente 20g (vinte gramas), distribuídas em 07 (sete) pedras de crack e em 10 (dez) porções de maconha –, não sinalizam um envolvimento mais significativo com o tráfico, cumprindo privilegiar, presente a ratio legis, a condição de primário e as circunstâncias judiciais tidas por favoráveis, determinantes da fixação da pena base no mínimo legal. Nesse contexto, imperioso o afastamento do enunciado da Súmula 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5547577. Supremo Tribunal Federal HC 118773 / SP Convém registrar que o Plenário deste Supremo Tribunal Federal, em sessão de julgamento realizada em 19.12.2013, nos autos do HC 112.776/MS, entendeu caracterizado bis in idem no sopeso pelo julgador, tanto na primeira quanto na terceira fase da dosimetria da pena, da natureza e da quantidade de drogas apreendidas com o apenado. Deliberou o Pleno, na oportunidade, por maioria - vencida, dentre outros, esta Relatora -, em atenção à discricionariedade do juiz na dosimetria e ao princípio da individualização das penas, pela possibilidade de considerar tais circunstâncias em um único momento do cálculo, à escolha do julgador. Na espécie, o magistrado de primeiro grau, ao analisar as circunstâncias judiciais previstas no art. 42 da Lei 11.343/06, c/c o art. 59 do Código Penal, apontou, de forma correta e fundamentada vetores suficientes para fixar a pena-base em seu mínimo legal. Não houve alterações na segunda fase da dosimetria. Na terceira fase, contudo, fixou o patamar de redução do art. 33, § 4º, da Lei de Drogas, em sua fração mínima, 1/6, por duplo fundamento - o “fato do delito em tela envolver três tipos de drogas diferentes” e a prática do crime “nas condições do inciso VI, do artigo 40, da Lei 11.343/06”. -, e mais uma vez considerou este último, calcado no art. 40, VI, da Lei de Drogas - “sua prática envolver ou visar atingir criança ou adolescente” -, como causa independente de majoração da pena. Evidenciada,assim, quanto a esse ponto específico, a ocorrência de bis in idem. De outra parte, ainda que consideradas, na sentença, a quantidade e a qualidade da droga somente uma vez, na linha do julgamento do HC 112.776/MG desta Suprema Corte, entende a Turma que a quantidade e a variedade da drogas com o paciente apreendidas – aproximadamente 20g (vinte gramas), distribuídas em 07 (sete) pedras de crack e em 10 (dez) porções de maconha –, não sinalizam um envolvimento mais significativo com o tráfico, cumprindo privilegiar, presente a ratio legis, a condição de primário e as circunstâncias judiciais tidas por favoráveis, determinantes da fixação da pena base no mínimo legal. Nesse contexto, imperioso o afastamento do enunciado da Súmula 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5547577. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 18 Voto - MIN. ROSA WEBER HC 118773 / SP 691/STF com a concessão da ordem de habeas corpus para que o juiz sentenciante proceda a nova dosimetria, observada em sua fração máxima de 2/3 (dois terços) a redução do art. 33, § 4º, da Lei 11.343/06. Já no que concerne ao regime de cumprimento de pena e à substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos, o pleito merece acolhimento parcial. É que a sentença condenatória se fundou unicamente na vedação legal tida por inconstitucional por este Excelso Pretório. Extraio do édito condenatório: “(...). O regime inicial de pena, no caso, somente pode ser o fechado. Os acusados estão sendo aqui condenados pela prática de crime de tráfico de drogas, delito equiparado ao hediondo e isto porque – segundo a correta exegese – os delitos de natureza diferenciada, devem receber tratamento diferenciado (art. 2º, da Lei 8.072/90). De acordo com o artigo 2º, § 1º, da lei de crimes hediondos, com a redação alterada pela Lei 11.464/2007, a pena por este crime deve ser cumprida inicialmente em regime fechado. (…) Pelos mesmos motivos e com estes mesmos fundamentos, inegável que não se aplica no caso, inobstante a Resolução 05 de 15 de fevereiro de 2012, do Senado Federal (Art. 1º: É suspensa a execução da expressão ‘vedada a conversão em penas restritivas de direitos’ do § 4º do art. 33 da Lei 11.343, de 23 de agosto de 2006, declarada inconstitucional por decisão definitiva do Supremo Tribunal Federal nos autos do HC 97.256/RS), a substituição da pena corporal por restritiva de direitos. Inegável que as substituições previstas no artigo 44 e seguintes do Código Penal não funcionam como reprimendas penais, tal como deve ocorrer nos crimes de tráfico de drogas, de tal sorte que este tratamento do legislador (benevolente), não se destina aos delitos hediondos (onde tais medidas por certo não são socialmente recomendáveis). Inegável também que fixar-se o regime fechado para início do cumprimento da pena (por força da Lei 8.072/90) e depois substituir o cárcere por uma pena alternativa, revelaria inexplicável contradição, que certamente não se coaduna com a Constituição Federal (que pontua o princípio da igualdade, da individualização da pena, pois outros condenados por crimes diversos não podem se ver 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5547577. Supremo Tribunal Federal HC 118773 / SP 691/STF com a concessão da ordem de habeas corpus para que o juiz sentenciante proceda a nova dosimetria, observada em sua fração máxima de 2/3 (dois terços) a redução do art. 33, § 4º, da Lei 11.343/06. Já no que concerne ao regime de cumprimento de pena e à substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos, o pleito merece acolhimento parcial. É que a sentença condenatória se fundou unicamente na vedação legal tida por inconstitucional por este Excelso Pretório. Extraio do édito condenatório: “(...). O regime inicial de pena, no caso, somente pode ser o fechado. Os acusados estão sendo aqui condenados pela prática de crime de tráfico de drogas, delito equiparado ao hediondo e isto porque – segundo a correta exegese – os delitos de natureza diferenciada, devem receber tratamento diferenciado (art. 2º, da Lei 8.072/90). De acordo com o artigo 2º, § 1º, da lei de crimes hediondos, com a redação alterada pela Lei 11.464/2007, a pena por este crime deve ser cumprida inicialmente em regime fechado. (…) Pelos mesmos motivos e com estes mesmos fundamentos, inegável que não se aplica no caso, inobstante a Resolução 05 de 15 de fevereiro de 2012, do Senado Federal (Art. 1º: É suspensa a execução da expressão ‘vedada a conversão em penas restritivas de direitos’ do § 4º do art. 33 da Lei 11.343, de 23 de agosto de 2006, declarada inconstitucional por decisão definitiva do Supremo Tribunal Federal nos autos do HC 97.256/RS), a substituição da pena corporal por restritiva de direitos. Inegável que as substituições previstas no artigo 44 e seguintes do Código Penal não funcionam como reprimendas penais, tal como deve ocorrer nos crimes de tráfico de drogas, de tal sorte que este tratamento do legislador (benevolente), não se destina aos delitos hediondos (onde tais medidas por certo não são socialmente recomendáveis). Inegável também que fixar-se o regime fechado para início do cumprimento da pena (por força da Lei 8.072/90) e depois substituir o cárcere por uma pena alternativa, revelaria inexplicável contradição, que certamente não se coaduna com a Constituição Federal (que pontua o princípio da igualdade, da individualização da pena, pois outros condenados por crimes diversos não podem se ver 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5547577. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 18 Voto - MIN. ROSA WEBER HC 118773 / SP com as mesmas reprimendas e regime de pena que os condenados por tráfico); com a legislação infra-constitucional (que equiparou o tráfico aos crimes hediondos) e ainda aos tratados internacionais dos quais o Brasil é signatário (que buscam também a repressão desse nefasto crime)”. Com efeito, ao julgamento do HC 111.840/ES, Rel. Min. Dias Toffoli, em sessão realizada em 27.6.2012, o Plenário desta Suprema Corte declarou a inconstitucionalidade do § 1º do art. 2º da Lei 8.072/90, com a redação dada pela Lei 11.464/07, que instituiu a obrigatoriedade de imposição do regime inicial fechado para o cumprimento da pena de crimes hediondos e equiparados. E, anteriormente, o mesmo Plenário desta Casa, ao julgamento do HC 97.256/RS (Rel. Min. Ayres Britto, por maioria, DJe 16.12.2010), reconheceu a inconstitucionalidade parcial do art. 44 da Lei 11.343/06, afastando o óbice legal à substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos nos crimes de tráfico. Com os precedentes, não se pretendeu ignorar o caráter danoso do tráfico de drogas na sociedade moderna, a reclamar, em geral, tratamento jurídico rigoroso, mas apenas permitir excepcionalmente a substituição da pena privativa de liberdade ou fixação de regime prisional mais brando quando viável, em especial se destinado a micro traficantes ou a traficantes ocasionais, e desde que não integrantes de grupos criminosos. Tais julgados, por outro lado, não reconheceram direito automático aos benefícios, impondo-se sua apreciação pelo juiz do processo à luz do preenchimento, ou não, dos requisitos legais gerais dos arts. 33 e 44 do Código Penal. Diante da baliza acima fixada à dosimetria – observância da fração máxima de redução de 2/3 (dois terços) para os efeitos da minorante do art. 33, § 4º, da Lei 11.343/2006 -, surge a viabilidade de imposição do regime aberto, ao qual entende a Turma de desde logo submeter o paciente até ulterior deliberação do magistrado de primeiro grau acerca da pena cominada em definitivo. Por fim, quanto à tese defensiva de que o magistrado de primeiro 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5547577. Supremo Tribunal Federal HC 118773 / SP com as mesmas reprimendas e regime de pena que os condenados por tráfico); com a legislação infra-constitucional (que equiparou o tráfico aos crimes hediondos) e ainda aos tratados internacionais dos quais o Brasil é signatário (que buscam também a repressão desse nefasto crime)”. Com efeito, ao julgamento do HC 111.840/ES, Rel. Min. Dias Toffoli, em sessão realizada em 27.6.2012, o Plenário desta Suprema Corte declarou a inconstitucionalidade do § 1º do art. 2º da Lei 8.072/90, com a redação dada pela Lei 11.464/07, que instituiu a obrigatoriedade de imposição do regime inicial fechado para o cumprimento da pena de crimes hediondos e equiparados. E, anteriormente, o mesmo Plenário desta Casa, ao julgamento do HC 97.256/RS (Rel. Min. Ayres Britto, por maioria, DJe 16.12.2010), reconheceu a inconstitucionalidade parcial do art. 44 da Lei 11.343/06, afastando o óbice legal à substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos nos crimes de tráfico. Com os precedentes, não se pretendeu ignorar o caráter danoso do tráfico de drogas na sociedade moderna, a reclamar, em geral, tratamento jurídico rigoroso, mas apenas permitir excepcionalmente a substituição da pena privativa de liberdade ou fixação de regime prisional mais brando quando viável, em especial se destinado a micro traficantes ou a traficantes ocasionais, e desde que não integrantes de grupos criminosos. Tais julgados, por outro lado, não reconheceram direito automático aos benefícios, impondo-se sua apreciação pelo juiz do processo à luz do preenchimento, ou não, dos requisitos legais gerais dos arts. 33 e 44 do Código Penal. Diante da baliza acima fixada à dosimetria – observância da fração máxima de redução de 2/3 (dois terços) para os efeitos da minorante do art. 33, § 4º, da Lei 11.343/2006 -, surge a viabilidade de imposição do regime aberto, ao qual entende a Turma de desde logo submeter o paciente até ulterior deliberação do magistrado de primeiro grau acerca da pena cominada em definitivo. Por fim, quanto à tese defensiva de que o magistrado de primeiro 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5547577. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 18 Voto - MIN. ROSA WEBER HC 118773 / SP grau, apesar de reavaliar o regime de cumprimento da pena, por força da liminar concedida, exarou decisão sem fundamentação idônea, resta prejudicado o seu exame diante da nova dosimetria que ora se impõe. Ante o exposto, afastado excepcionalmente o óbice do verbete da Súmula 691/STF, concedo em parte a ordem de habeas corpus para que o Juiz de Direito da 4ª Vara Criminal do Foro Central de Barra Funda-SP (1) proceda a nova dosimetria da pena, mediante a aplicação da causa de diminuição prevista no art. 33, § 4º, da Lei 11.343/06, em seu patamar máximo de 2/3 (dois terços); e (2) afastadas as vedações previstas no art. 2º, § 1º, da Lei 8.072/90 e no art. 44 da Lei 11.343/06, avalie a possibilidade de fixação de regime mais brando para o paciente, bem como de conversão da pena privativa de liberdade em restritiva de direitos, determinando-se ainda (3) seja o paciente imediatamente colocado no regime prisional aberto até a fixação da pena em definitivo. É como voto. 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5547577. Supremo Tribunal Federal HC 118773 / SP grau, apesar de reavaliar o regime de cumprimento da pena, por força da liminar concedida, exarou decisão sem fundamentação idônea, resta prejudicado o seu exame diante da nova dosimetria que ora se impõe. Ante o exposto, afastado excepcionalmente o óbice do verbete da Súmula 691/STF, concedo em parte a ordem de habeas corpus para que o Juiz de Direito da 4ª Vara Criminal do Foro Central de Barra Funda-SP (1) proceda a nova dosimetria da pena, mediante a aplicação da causa de diminuição prevista no art. 33, § 4º, da Lei 11.343/06, em seu patamar máximo de 2/3 (dois terços); e (2) afastadas as vedações previstas no art. 2º, § 1º, da Lei 8.072/90 e no art. 44 da Lei 11.343/06, avalie a possibilidade de fixação de regime mais brando para o paciente, bem como de conversão da pena privativa de liberdade em restritiva de direitos, determinando-se ainda (3) seja o paciente imediatamente colocado no regime prisional aberto até a fixação da pena em definitivo. É como voto. 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5547577. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 18 Debate 25/03/2014 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 118.773 SÃO PAULO O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (PRESIDENTE) – Ele é primário? A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (RELATORA) - Ele é primário. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (PRESIDENTE) – Vossa Excelência não caminharia no sentido de aplicar a causa de diminuição na percentagem máxima? A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (RELATORA) - Porque, na verdade, ela considerou apenas as duas drogas: o crack e a maconha. Minha proposta vem na esteira do que temos feito em todos os processos. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (PRESIDENTE) – Porque, pela quantidade mínima da droga... A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (RELATORA) - Não tenho nenhuma dificuldade se Vossas Excelências assim entenderem. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Eu penso que esse é um réu primário, preso por vinte gramas de droga, embora o crack tenha um efeito devastador, e nós não estejamos ganhando essa guerra. Portanto, é uma preocupação, mas, na verdade, é que foram vinte gramas de droga. E um réu primário já está preso há um ano e quatro meses. De modo que, talvez, eu sugerisse, sem prejuízo de acompanhar Vossa Excelência, que se refizesse a dosimetria, mas que o paciente aguardasse em regime aberto a nova fixação da dosimetria. Porque Vossa Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5609687. Supremo Tribunal Federal 25/03/2014 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 118.773 SÃO PAULO O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (PRESIDENTE) – Ele é primário? A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (RELATORA) - Ele é primário. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (PRESIDENTE) – Vossa Excelência não caminharia no sentido de aplicar a causa de diminuição na percentagem máxima? A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (RELATORA) - Porque, na verdade, ela considerou apenas as duas drogas: o crack e a maconha. Minha proposta vem na esteira do que temos feito em todos os processos. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (PRESIDENTE) – Porque, pela quantidade mínima da droga... A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (RELATORA) - Não tenho nenhuma dificuldade se Vossas Excelências assim entenderem. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Eu penso que esse é um réu primário, preso por vinte gramas de droga, embora o crack tenha um efeito devastador, e nós não estejamos ganhando essa guerra. Portanto, é uma preocupação, mas, na verdade, é que foram vinte gramas de droga. E um réu primário já está preso há um ano e quatro meses. De modo que, talvez, eu sugerisse, sem prejuízo de acompanhar Vossa Excelência, que se refizesse a dosimetria, mas que o paciente aguardasse em regime aberto a nova fixação da dosimetria. Porque Vossa Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5609687. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 18 Debate HC 118773 / SP Excelência já deu uma oportunidade, e, aparentemente, a Magistrada de primeiro grau não se sensibilizou, mas eu pessoalmente me sensibilizei com a circunstância de um réu primário ficar preso mais de um ano. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (PRESIDENTE) – O que receio, ministro, é a via-crúcis que ele terá de percorrer novamente para lograr a prestação jurisdicional. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Novamente. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (PRESIDENTE) – Por isso é que perguntei a Sua Excelência se evoluiria para fixar a pena em definitivo. A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (RELATORA) - Para desde logo fixar a fração máxima, dois terços. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (PRESIDENTE) – Porque, se não fixarmos, neste caso, a diminuição de dois terços, vamos fixar em qual? O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - O problema era o agravante. Ele compensou, pelo que eu entendi,...? O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (PRESIDENTE) – Compensou, considerou o envolvimento do menor para chegar à percentagem. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Aí fixou diretamente em um sexto? Eu tive a impressão de que ele tivesse fixado em dois terços e depois deduzido... 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5609687. Supremo Tribunal Federal HC 118773 / SP Excelência já deu uma oportunidade, e, aparentemente, a Magistrada de primeiro grau não se sensibilizou, mas eu pessoalmente me sensibilizei com a circunstância de um réu primário ficar preso mais de um ano. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (PRESIDENTE) – O que receio, ministro, é a via-crúcis que ele terá de percorrer novamente para lograr a prestação jurisdicional. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Novamente. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (PRESIDENTE) – Por isso é que perguntei a Sua Excelência se evoluiria para fixar a pena em definitivo. A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (RELATORA) - Para desde logo fixar a fração máxima, dois terços. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (PRESIDENTE) – Porque, se não fixarmos, neste caso, a diminuição de dois terços, vamos fixar em qual? O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - O problema era o agravante. Ele compensou, pelo que eu entendi,...? O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (PRESIDENTE) – Compensou, considerou o envolvimento do menor para chegar à percentagem. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Aí fixou diretamente em um sexto? Eu tive a impressão de que ele tivesse fixado em dois terços e depois deduzido... 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5609687. Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 18 Debate HC 118773 / SP A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (RELATORA) – Não. Diz a magistrada: “considerando a quantidade e a qualidade das drogas”. Fala em três drogas, crack, a qualidade que envolve não só maconha, considerando esse aspecto, e o envolvimento de menor, fixando a minorante em um sexto. E, depois, considera a agravante do envolvimento do menor. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Mas se nós dermos dois terços como sugere o Ministro Marco Aurélio,... A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (RELATORA) - Que é a fração máxima. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - ...o paciente já pegará o regime aberto? O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (PRESIDENTE) – A pena ficará aquém dos quatro, é possível o aberto. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Porque eu não gostaria de ficar novamente na mão da Juíza que não se impressionou. De modo que eu gostaria de ir um pouco adiante e já definir... O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (PRESIDENTE) – Pois é, poderíamos caminhar para adotar a percentagem máxima e implementar o regime aberto. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Eu entendo a preocupação de Vossa Excelência, mas é porque vinte gramas... A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (RELATORA) - Não, Ministro Luís Roberto, acredito que é porque não penso assim, a priori, 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5609687. Supremo Tribunal Federal HC 118773 / SP A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (RELATORA) – Não. Diz a magistrada: “considerando a quantidade e a qualidade das drogas”. Fala em três drogas, crack, a qualidade que envolve não só maconha, considerando esse aspecto, e o envolvimento de menor, fixando a minorante em um sexto. E, depois, considera a agravante do envolvimento do menor. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Mas se nós dermos dois terços como sugere o Ministro Marco Aurélio,... A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (RELATORA) - Que é a fração máxima. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - ...o paciente já pegará o regime aberto? O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (PRESIDENTE) – A pena ficará aquém dos quatro, é possível o aberto. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Porque eu não gostaria de ficar novamente na mão da Juíza que não se impressionou. De modo que eu gostaria de ir um pouco adiante e já definir... O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (PRESIDENTE) – Pois é, poderíamos caminhar para adotar a percentagem máxima e implementar o regime aberto. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Eu entendo a preocupação de Vossa Excelência, mas é porque vinte gramas... A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (RELATORA) - Não, Ministro Luís Roberto, acredito que é porque não penso assim, a priori, 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5609687. Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 18 Debate HC 118773 / SP sem ouvir a Juíza. Eu confio nas mãos da Juíza também, mas compreendo o entendimento de Vossa Excelência . O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Não, eu confio, apenas ela tem um critério diferente do meu. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (PRESIDENTE) – Tudo indica que encontrará um pretexto para manter a pena no mesmo patamar, como já encontrou anteriormente. A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (RELATORA) - No contraditório. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Eu proporia que a juíza reavaliasse o regime de prisão, mas que o paciente pudesse aguardar essa providência em regime aberto, porque acho que nós daríamos um incentivo, digamos assim, a uma visão um pouco mais liberal por parte dessa Juíza, num caso que eu acho que comporta, pela quantidade de droga e, a esta altura, penso eu, pela absoluta inutilidade social de manter um réu primário mais tempo do que um ano e quatro meses preso por vinte gramas de droga. De modo que - eu não gosto de discordar de Vossa Excelência, prefiro ficar do mesmo lado que Vossa Excelência -, neste caso,... O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (PRESIDENTE) – Mas a ministra já apontou que, se o Colegiado concluir que deve liquidar a pendência, ela também o faz. A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (RELATORA) - Estou concedendo a ordem, exatamente nos termos da jurisprudência da Turma; mas, pelo debate, vou adequar. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (PRESIDENTE) – Se a 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5609687. Supremo Tribunal Federal HC 118773 / SP sem ouvir a Juíza. Eu confio nas mãos da Juíza também, mas compreendo o entendimento de Vossa Excelência . O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Não, eu confio, apenas ela tem um critério diferente do meu. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (PRESIDENTE) – Tudo indica que encontrará um pretexto para manter a pena no mesmo patamar, como já encontrou anteriormente. A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (RELATORA) - No contraditório. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Eu proporia que a juíza reavaliasse o regime de prisão, mas que o paciente pudesse aguardar essa providência em regime aberto, porque acho que nós daríamos um incentivo, digamos assim, a uma visão um pouco mais liberal por parte dessa Juíza, num caso que eu acho que comporta, pela quantidade de droga e, a esta altura, penso eu, pela absoluta inutilidade social de manter um réu primário mais tempo do que um ano e quatro meses preso por vinte gramas de droga. De modo que - eu não gosto de discordar de Vossa Excelência, prefiro ficar do mesmo lado que Vossa Excelência -, neste caso,... O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (PRESIDENTE) – Mas a ministra já apontou que, se o Colegiado concluir que deve liquidar a pendência, ela também o faz. A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (RELATORA) - Estou concedendo a ordem, exatamente nos termos da jurisprudência da Turma; mas, pelo debate, vou adequar. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (PRESIDENTE) – Se a 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5609687. Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 18 Debate HC 118773 / SP maioria perceber que devemos realmente fixar em definitivo a pena e o regime. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Ótimo. Então eu concederia a ordem para que a Juíza reaprecie o regime inicial de prisão, ficando o paciente, desde logo, aguardando essa providência em regime aberto. Seria a minha proposta. A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (RELATORA) - E eu, desde logo, também vou acolher a sugestão do Ministro Marco Aurélio no sentido de que fixemos a minorante do § 4º do artigo 33 em dois terços. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - De acordo. A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (RELATORA) - Ou seja, que ela refaça a dosimetria, observados os dois terços, e que ele aguarde em liberdade. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (PRESIDENTE) – E já versamos o regime aberto, porque a pena ficará aquém dos quatro anos. É possível o regime aberto. Está bem assim? A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (RELATORA) - Nesses termos, sem prejuízo. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (PRESIDENTE) – Os colegas estão de acordo? O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - De acordo. A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (RELATORA) - Avançamos na jurisprudência, é inclusive uma inovação. 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5609687. Supremo Tribunal Federal HC 118773 / SP maioria perceber que devemos realmente fixar em definitivo a pena e o regime. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Ótimo. Então eu concederia a ordem para que a Juíza reaprecie o regime inicial de prisão, ficando o paciente, desde logo, aguardando essa providência em regime aberto. Seria a minha proposta. A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (RELATORA) - E eu, desde logo, também vou acolher a sugestão do Ministro Marco Aurélio no sentido de que fixemos a minorante do § 4º do artigo 33 em dois terços. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - De acordo. A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (RELATORA) - Ou seja, que ela refaça a dosimetria, observados os dois terços, e que ele aguarde em liberdade. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (PRESIDENTE) – E já versamos o regime aberto, porque a pena ficará aquém dos quatro anos. É possível o regime aberto. Está bem assim? A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (RELATORA) - Nesses termos, sem prejuízo. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (PRESIDENTE) – Os colegas estão de acordo? O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - De acordo. A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (RELATORA) - Avançamos na jurisprudência, é inclusive uma inovação. 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5609687. Inteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 18 Extrato de Ata - 25/03/2014 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 118.773 PROCED. : SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER PACTE.(S) : DOUGLAS SANTOS DUARTE PIRES IMPTE.(S) : ANDRE PIRES DE ANDRADE KEHDI E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) : RELATOR DO HC N.º 274.183 - SP DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma deferiu, em parte, a ordem de habeas corpus, nos termos do voto da relatora. Unânime. Falou o Dr. André Pires de Andrade Kehdi, pelo paciente. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 25.3.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 5608625 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 118.773 PROCED. : SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER PACTE.(S) : DOUGLAS SANTOS DUARTE PIRES IMPTE.(S) : ANDRE PIRES DE ANDRADE KEHDI E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) : RELATOR DO HC N.º 274.183 - SP DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma deferiu, em parte, a ordem de habeas corpus, nos termos do voto da relatora. Unânime. Falou o Dr. André Pires de Andrade Kehdi, pelo paciente. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 25.3.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 5608625 Inteiro Teor do Acórdão - Página 18 de 18
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=6528498
2014-03-25T00:00:00
2014-08-18T00:00:00
A Turma deferiu, em parte, a ordem de habeas corpus, nos termos do voto da relatora. Unânime. Falou o Dr. André Pires de Andrade Kehdi, pelo paciente. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 25.3.2014.
HABEAS CORPUS
EMENTA HABEAS CORPUS. PROCESSO PENAL E DIREITO PENAL. SÚMULA 691. TRÁFICO DE DROGAS. DOSIMETRIA DA PENA. CAUSA DE DIMINUIÇÃO DA PENA DO ART. 33, § 4º, DA LEI 11.343/06. MAJORANTE DO ART. 40, VI, DA LEI 11.343/06. BIS IN IDEM. OCORRÊNCIA. REGIME INICIAL DE CUMPRIMENTO DE PENA. SUBSTITUIÇÃO DA PENA PRIVATIVA DE LIBERDADE POR RESTRITIVA DE DIREITOS. ORDEM PARCIALMENTE CONCEDIDA. CONCESSÃO DE HABEAS CORPUS DE OFÍCIO. 1. Em casos teratológicos e excepcionais, necessário o afastamento do óbice da Súmula 691 desta Suprema Corte. Precedentes. 2. A dosimetria da pena é matéria sujeita a certa discricionariedade judicial. O Código Penal não estabelece rígidos esquemas matemáticos ou regras absolutamente objetivas para a fixação da pena. Cabe às instâncias ordinárias, mais próximas dos fatos e das provas, fixar as penas. Às Cortes Superiores, no exame da dosimetria das penas em grau recursal, compete o controle da legalidade e da constitucionalidade dos critérios empregados, bem como a correção de eventuais discrepâncias, se gritantes ou arbitrárias, nas frações de aumento ou diminuição adotadas pelas instâncias anteriores. Pertinente à dosimetria da pena, encontra-se a aplicação da causa de diminuição da pena do § 4º do art. 33 da Lei 11.343/06. 3. Ocorrência de bis in idem. Majorante da prática do crime com o envolvimento de adolescente (art. 40, VI, da Lei 11.343/06) indevidamente valorada no dimensionamento da causa especial de diminuição de pena (art. 33, § 4º, da Lei 11.343/06). 4. A quantidade e a qualidade da droga apreendida não autoriza inferir profundo envolvimento do paciente com o tráfico de drogas. Aplicação da causa de diminuição da pena do § 4º do art. 33 da Lei 11.343/06 em seu patamar máximo. 5. O Plenário do Supremo Tribunal Federal reputou inválidas, para crimes de tráfico de drogas, a vedação à substituição da pena privativa de liberdade por restritivas de direito e a imposição compulsória do regime inicial fechado. A questão há de ser apreciada pelo juiz do processo à luz do preenchimento, ou não, dos requisitos legais dos arts. 33 e 44 do Código Penal. 6. Ordem parcialmente concedida.
sjur272495
- Acórdão(s) citado(s): (SUPERAÇÃO, SÚMULA 691/STF) HC 96539 (1ªT), HC 104855 (2ªT). (TRÁFICO DE ENTORPECENTES, DOSIMETRIA DA PENA, NATUREZA, QUANTIDADE, ENTORPECENTE, "BIS IN IDEM") HC 112776 (TP). (REGIME INICIAL DE CUMPRIMENTO DE PENA, LEI DOS CRIMES HEDIONDOS) HC 111840 (TP). (TRÁFICO DE ENTORPECENTES, SUBSTITUIÇÃO, PENA) HC 97256 (TP). Número de páginas: 18. Análise: 20/08/2014, GOD. Revisão: 22/09/2014, RAF.
ROSA WEBER
Primeira Turma
118773
[ "LEG-FED LEI-008072 ANO-1990\n ART-00002 PAR-00001 REDAÇÃO DADA PELA LEI-11464/2007\n LCH-1990 LEI DE CRIMES HEDIONDOS\n\n", "LEG-FED LEI-011343 ANO-2006\n ART-00033 PAR-00004 ART-00040 INC-00006 \n ART-00042 ART-00044\n LTX-2006 LEI DE TÓXICOS\n\n", "LEG-FED LEI-011464 ANO-2007\n LEI ORDINÁRIA\n\n", "LEG-FED DEL-002848 ANO-1940\n ART-00033 ART-00044 ART-00059\n CP-1940 CÓDIGO PENAL\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000691 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
HC
acordaos
HC 118773
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PACTE.(S) : DOUGLAS SANTOS DUARTE PIRES IMPTE.(S) : ANDRE PIRES DE ANDRADE KEHDI E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) : RELATOR DO HC N.º 274.183 - SP DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
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Ementa e Acórdão 25/03/2014 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 118.773 SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER PACTE.(S) :DOUGLAS SANTOS DUARTE PIRES IMPTE.(S) :ANDRE PIRES DE ANDRADE KEHDI E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) :RELATOR DO HC N. 274.183 - SP DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA EMENTA HABEAS CORPUS. PROCESSO PENAL E DIREITO PENAL. SÚMULA 691. TRÁFICO DE DROGAS. DOSIMETRIA DA PENA. CAUSA DE DIMINUIÇÃO DA PENA DO ART. 33, § 4..., DA LEI 11.343/06. MAJORANTE DO ART. 40, VI, DA LEI 11.343/06. BIS IN IDEM. OCORRÊNCIA. REGIME INICIAL DE CUMPRIMENTO DE PENA. SUBSTITUIÇÃO DA PENA PRIVATIVA DE LIBERDADE POR RESTRITIVA DE DIREITOS. ORDEM PARCIALMENTE CONCEDIDA. CONCESSÃO DE HABEAS CORPUS DE OFÍCIO. 1. Em casos teratológicos e excepcionais, necessário o afastamento do óbice da Súmula 691 desta Suprema Corte. Precedentes. 2. A dosimetria da pena é matéria sujeita a certa discricionariedade judicial. O Código Penal não estabelece rígidos esquemas matemáticos ou regras absolutamente objetivas para a fixação da pena. Cabe às instâncias ordinárias, mais próximas dos fatos e das provas, fixar as penas. Às Cortes Superiores, no exame da dosimetria das penas em grau recursal, compete o controle da legalidade e da constitucionalidade dos critérios empregados, bem como a correção de eventuais discrepâncias, se gritantes ou arbitrárias, nas frações de aumento ou diminuição adotadas pelas instâncias anteriores. Pertinente à dosimetria da pena, encontra-se a aplicação da causa de diminuição da pena do § 4... do art. 33 da Lei 11.343/06. 3. Ocorrência de bis in idem. Majorante da prática do crime com o envolvimento de adolescente (art. 40, VI, da Lei 11.343/06) indevidamente valorada no dimensionamento da causa especial de diminuição de pena Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6480105. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 18 Ementa e Acórdão HC 118773 / SP (art. 33, § 4..., da Lei 11.343/06). 4. A quantidade e a qualidade da droga apreendida não autoriza inferir profundo envolvimento do paciente com o tráfico de drogas. Aplicação da causa de diminuição da pena do § 4... do art. 33 da Lei 11.343/06 em seu patamar máximo. 5. O Plenário do Supremo Tribunal Federal reputou inválidas, para crimes de tráfico de drogas, a vedação à substituição da pena privativa de liberdade por restritivas de direito e a imposição compulsória do regime inicial fechado. A questão há de ser apreciada pelo juiz do processo à luz do preenchimento, ou não, dos requisitos legais dos arts. 33 e 44 do Código Penal. 6. Ordem parcialmente concedida. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em deferir a ordem de habeas corpus, nos termos do voto da Relatora. Brasília, 25 de março de 2014. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6480105. Supremo Tribunal Federal HC 118773 / SP (art. 33, § 4..., da Lei 11.343/06). 4. A quantidade e a qualidade da droga apreendida não autoriza inferir profundo envolvimento do paciente com o tráfico de drogas. Aplicação da causa de diminuição da pena do § 4... do art. 33 da Lei 11.343/06 em seu patamar máximo. 5. O Plenário do Supremo Tribunal Federal reputou inválidas, para crimes de tráfico de drogas, a vedação à substituição da pena privativa de liberdade por restritivas de direito e a imposição compulsória do regime inicial fechado. A questão há de ser apreciada pelo juiz do processo à luz do preenchimento, ou não, dos requisitos legais dos arts. 33 e 44 do Código Penal. 6. Ordem parcialmente concedida. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em deferir a ordem de habeas corpus, nos termos do voto da Relatora. Brasília, 25 de março de 2014. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6480105. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 18 Relatório 25/03/2014 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 118.773 SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER PACTE.(S) :DOUGLAS SANTOS DUARTE PIRES IMPTE.(S) :ANDRE PIRES DE ANDRADE KEHDI E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) :RELATOR DO HC N. 274.183 - SP DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Trata-se de habeas corpus, impetrado por Andre Pires de Andrade Kehdi e outros em favor de Douglas Santos Duarte Pires, contra decisão monocrática da lavra do Ministro Og Fernandes do Superior Tribunal de Justiça, que indeferiu a liminar no HC 274.183/SP. Em 09.11.2012, o paciente foi preso em flagrante delito, e, posteriormente, denunciado pela suposta prática do crime de tráfico de drogas, por ter sido flagrado, com outros dois coacusados, dentre eles, um adolescente, na posse de 07 (sete) pedras de “crack” e de 10 (dez) porções de maconha, além da quantia de R$ 209,00 (duzentos e nove reais). Com o outro coacusado foram encontrados mais 38 (trinta e oito) porções de cocaína, e com o adolescente, R$ 10,00 (dez reais) e 1 (um) telefone celular. A prisão em flagrante foi convertida em preventiva. O Juízo de Direito da 4... Vara Criminal de Barra Funda/SP condenou o paciente às penas de 4 (quatro) anos, 10 (dez) meses e 10 (dez) dias, em regime inicial fechado, e de 485 (quatrocentos e oitenta e cinco) dias- multa, pela prática do crime tipificado no art. 33, § 4..., e art. 40, VI, da Lei 11.343/06. Naquela oportunidade, o magistrado de primeiro grau manteve a prisão do paciente. Inconformada, a Defesa impetrou habeas corpus perante o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, pleiteando a aplicação da minorante do § 4... do art. 33 da Lei 11.343/2006, em sua fração máxima, a fixação de regime mais brando, a substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos e a expedição do alvará de soltura em favor do Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6480106. Supremo Tribunal Federal 25/03/2014 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 118.773 SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER PACTE.(S) :DOUGLAS SANTOS DUARTE PIRES IMPTE.(S) :ANDRE PIRES DE ANDRADE KEHDI E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) :RELATOR DO HC N. 274.183 - SP DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Trata-se de habeas corpus, impetrado por Andre Pires de Andrade Kehdi e outros em favor de Douglas Santos Duarte Pires, contra decisão monocrática da lavra do Ministro Og Fernandes do Superior Tribunal de Justiça, que indeferiu a liminar no HC 274.183/SP. Em 09.11.2012, o paciente foi preso em flagrante delito, e, posteriormente, denunciado pela suposta prática do crime de tráfico de drogas, por ter sido flagrado, com outros dois coacusados, dentre eles, um adolescente, na posse de 07 (sete) pedras de “crack” e de 10 (dez) porções de maconha, além da quantia de R$ 209,00 (duzentos e nove reais). Com o outro coacusado foram encontrados mais 38 (trinta e oito) porções de cocaína, e com o adolescente, R$ 10,00 (dez reais) e 1 (um) telefone celular. A prisão em flagrante foi convertida em preventiva. O Juízo de Direito da 4... Vara Criminal de Barra Funda/SP condenou o paciente às penas de 4 (quatro) anos, 10 (dez) meses e 10 (dez) dias, em regime inicial fechado, e de 485 (quatrocentos e oitenta e cinco) dias- multa, pela prática do crime tipificado no art. 33, § 4..., e art. 40, VI, da Lei 11.343/06. Naquela oportunidade, o magistrado de primeiro grau manteve a prisão do paciente. Inconformada, a Defesa impetrou habeas corpus perante o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, pleiteando a aplicação da minorante do § 4... do art. 33 da Lei 11.343/2006, em sua fração máxima, a fixação de regime mais brando, a substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos e a expedição do alvará de soltura em favor do Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6480106. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 18 Relatório HC 118773 / SP paciente. O pedido liminar foi indeferido. Submetida a questão à apreciação do Superior Tribunal de Justiça no HC 274.183/SP, o Ministro Og Fernandes também indeferiu a liminar. No presente writ, os Impetrantes, preliminarmente, pugnam pelo afastamento da Súmula 691/Supremo Tribunal Federal. Para tanto, reputam teratológica a sentença por ter aplicado a causa de diminuição de pena prevista no art. 33, § 4..., da Lei 11.343/06, em seu patamar mínimo. Afirmam que a causa de aumento de envolvimento com adolescente, prevista no art. 40, VI, da Lei nº 11.343/2006 (Lei de Drogas), foi considerada tanto para majorar a pena, quanto para afastar a redução da pena em seu grau mínimo, incorrendo em indevido bis in idem. Insurgem-se contra a aplicação do regime inicial fechado para cumprimento de pena, bem como a negativa da substituição da pena corporal por restritiva de direitos, sem a devida fundamentação. Requerem a redução da pena privativa de liberdade, a substituição por restritiva de direitos, além da fixação de regime de cumprimento da pena mais brando. Em 14.10.2013, deferi parcialmente a liminar pretendida para que o Juiz da 4... Vara Criminal do Foro Central de Barra Funda/SP reanalisasse o regime inicial de cumprimento da pena do paciente. Sobreveio nova petição da Defesa, em 19.11.2013, ao argumento de que o magistrado de primeiro grau, apesar de reavaliar o regime de cumprimento da pena, exarou decisão sem fundamentação idônea. Parecer do Ministério Público Federal, da lavra do Subprocurador- Geral da República Edson de Oliveira da Almeida, pelo não conhecimento do writ. Há pedido de sustentação oral. Expedido telegrama para dar ciência da sessão de julgamento do feito. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6480106. Supremo Tribunal Federal HC 118773 / SP paciente. O pedido liminar foi indeferido. Submetida a questão à apreciação do Superior Tribunal de Justiça no HC 274.183/SP, o Ministro Og Fernandes também indeferiu a liminar. No presente writ, os Impetrantes, preliminarmente, pugnam pelo afastamento da Súmula 691/Supremo Tribunal Federal. Para tanto, reputam teratológica a sentença por ter aplicado a causa de diminuição de pena prevista no art. 33, § 4..., da Lei 11.343/06, em seu patamar mínimo. Afirmam que a causa de aumento de envolvimento com adolescente, prevista no art. 40, VI, da Lei nº 11.343/2006 (Lei de Drogas), foi considerada tanto para majorar a pena, quanto para afastar a redução da pena em seu grau mínimo, incorrendo em indevido bis in idem. Insurgem-se contra a aplicação do regime inicial fechado para cumprimento de pena, bem como a negativa da substituição da pena corporal por restritiva de direitos, sem a devida fundamentação. Requerem a redução da pena privativa de liberdade, a substituição por restritiva de direitos, além da fixação de regime de cumprimento da pena mais brando. Em 14.10.2013, deferi parcialmente a liminar pretendida para que o Juiz da 4... Vara Criminal do Foro Central de Barra Funda/SP reanalisasse o regime inicial de cumprimento da pena do paciente. Sobreveio nova petição da Defesa, em 19.11.2013, ao argumento de que o magistrado de primeiro grau, apesar de reavaliar o regime de cumprimento da pena, exarou decisão sem fundamentação idônea. Parecer do Ministério Público Federal, da lavra do Subprocurador- Geral da República Edson de Oliveira da Almeida, pelo não conhecimento do writ. Há pedido de sustentação oral. Expedido telegrama para dar ciência da sessão de julgamento do feito. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6480106. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 18 Voto - MIN. ROSA WEBER 25/03/2014 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 118.773 SÃO PAULO VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): O presente habeas corpus diz com a possibilidade de aplicação da minorante do § 4... do art. 33 da Lei 11.343/06, em seu grau máximo, a fixação de regime inicial de cumprimento de pena diverso do fechado e a substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos. De início, consigno que o presente writ foi impetrado contra decisão monocrática da lavra do Ministro Og Fernandes, do Superior Tribunal de Justiça, que indeferiu a liminar no HC 274.138/SP. Eis o teor da decisão: “(...). Nos termos do entendimento reiteradamente firmado por esta Corte, assim como pelo Supremo Tribunal Federal, não cabe habeas corpus contra indeferimento de liminar, a não ser em casos de evidente e flagrante ilegalidade, sob pena de indevida supressão de instância. Tal entendimento, inclusive, encontra-se consolidado no verbete n. 691 da Súmula da Suprema Corte: Não compete ao Supremo Tribunal Federal conhecer de habeas corpus impetrado contra decisão do Relator que, em habeas corpus requerido a tribunal superior, indefere a liminar. Faz-se mister destacar que, não obstante a discussão, pelo Plenário do Supremo Tribunal Federal, a respeito do eventual cancelamento do mencionado verbete da Súmula do Pretório Excelso, nos autos do HC n. 85.185-1, da relatoria do Ministro Cezar Peluso, tal proposta foi rejeitada, mantendo-se, por conseguinte, a aplicação de seu conteúdo (Informativo n. 396, 08 a 12/08/2005). A conclusão da Suprema Corte foi de que o enunciado 691 não impede que o conhecimento de habeas corpus, se evidenciado flagrante constrangimento ilegal, o que não ocorre nos presentes autos. Entretanto, se não sobressai ilegalidade flagrante, o exame da controvérsia caracteriza supressão de instância. Pelo exame dos autos e da decisão denegatória da medida Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5547577. Supremo Tribunal Federal 25/03/2014 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 118.773 SÃO PAULO VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): O presente habeas corpus diz com a possibilidade de aplicação da minorante do § 4... do art. 33 da Lei 11.343/06, em seu grau máximo, a fixação de regime inicial de cumprimento de pena diverso do fechado e a substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos. De início, consigno que o presente writ foi impetrado contra decisão monocrática da lavra do Ministro Og Fernandes, do Superior Tribunal de Justiça, que indeferiu a liminar no HC 274.138/SP. Eis o teor da decisão: “(...). Nos termos do entendimento reiteradamente firmado por esta Corte, assim como pelo Supremo Tribunal Federal, não cabe habeas corpus contra indeferimento de liminar, a não ser em casos de evidente e flagrante ilegalidade, sob pena de indevida supressão de instância. Tal entendimento, inclusive, encontra-se consolidado no verbete n. 691 da Súmula da Suprema Corte: Não compete ao Supremo Tribunal Federal conhecer de habeas corpus impetrado contra decisão do Relator que, em habeas corpus requerido a tribunal superior, indefere a liminar. Faz-se mister destacar que, não obstante a discussão, pelo Plenário do Supremo Tribunal Federal, a respeito do eventual cancelamento do mencionado verbete da Súmula do Pretório Excelso, nos autos do HC n. 85.185-1, da relatoria do Ministro Cezar Peluso, tal proposta foi rejeitada, mantendo-se, por conseguinte, a aplicação de seu conteúdo (Informativo n. 396, 08 a 12/08/2005). A conclusão da Suprema Corte foi de que o enunciado 691 não impede que o conhecimento de habeas corpus, se evidenciado flagrante constrangimento ilegal, o que não ocorre nos presentes autos. Entretanto, se não sobressai ilegalidade flagrante, o exame da controvérsia caracteriza supressão de instância. Pelo exame dos autos e da decisão denegatória da medida Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5547577. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 18 Voto - MIN. ROSA WEBER HC 118773 / SP urgente, não resta evidenciada a referida estreita exceptio, a fim de autorizar a outorga pretendida. Diante do exposto, indefiro a liminar. Solicitem-se informações à Autoridade Coatora. Dê-se vista ao Ministério Público Federal, para parecer”. Cumpre registrar, desde logo, que, à falta de pronunciamento final do colegiado do Superior Tribunal de Justiça, a pretensão esbarra na Súmula 691/Supremo Tribunal Federal segundo a qual “Não compete ao Supremo Tribunal Federal conhecer de habeas corpus impetrado contra decisão do Relator que, em habeas corpus requerido a tribunal superior, indefere a liminar”. Todavia, a compreensão expressa em tal verbete sumular tem sido abrandada por julgados desta Suprema Corte apenas em hipóteses excepcionais, de flagrante ilegalidade ou abuso de poder na denegação da tutela de eficácia imediata. Nesses termos, enumero as decisões colegiadas: HC 104.855/CE, Rel. Min. Gilmar Mendes, 2... Turma, DJe 17.10.2011 e HC 96.539/SP, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, 1... Turma, DJe 06.5.2010. Na espécie, verifico situação autorizadora do afastamento do mencionado verbete. Conforme relatado, o paciente foi denunciado pela suposta prática do crime de tráfico de drogas, por ter sido flagrado, com outros dois coacusados, dentre eles, um adolescente, expondo à venda e trazendo consigo 07 (sete) pedras de crack e 10 (dez) porções de maconha, além da quantia de R$ 209,00 (duzentos e nove reais). Com o outro coacusado foram encontrados mais 38 (trinta e oito) porções de cocaína, e com o adolescente, R$ 10,00 (dez reais) e 1 (um) telefone celular. O magistrado de primeiro grau, constatada a primariedade do paciente e circunstâncias judiciais favoráveis, fixou a pena-base no mínimo legal de 5 (cinco) anos de reclusão e ao pagamento de 500 (quinhentos) dias-multa. Na segunda fase da dosimetria, reputou inexistentes circunstâncias agravantes e atenuantes. Na última fase, aplicou a causa de diminuição de pena prevista no art. 33, § 4..., em 1/6 (um sexto), e, após, majorou-a em 1/6 (um sexto) forte no art. 40, VI, da 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5547577. Supremo Tribunal Federal HC 118773 / SP urgente, não resta evidenciada a referida estreita exceptio, a fim de autorizar a outorga pretendida. Diante do exposto, indefiro a liminar. Solicitem-se informações à Autoridade Coatora. Dê-se vista ao Ministério Público Federal, para parecer”. Cumpre registrar, desde logo, que, à falta de pronunciamento final do colegiado do Superior Tribunal de Justiça, a pretensão esbarra na Súmula 691/Supremo Tribunal Federal segundo a qual “Não compete ao Supremo Tribunal Federal conhecer de habeas corpus impetrado contra decisão do Relator que, em habeas corpus requerido a tribunal superior, indefere a liminar”. Todavia, a compreensão expressa em tal verbete sumular tem sido abrandada por julgados desta Suprema Corte apenas em hipóteses excepcionais, de flagrante ilegalidade ou abuso de poder na denegação da tutela de eficácia imediata. Nesses termos, enumero as decisões colegiadas: HC 104.855/CE, Rel. Min. Gilmar Mendes, 2... Turma, DJe 17.10.2011 e HC 96.539/SP, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, 1... Turma, DJe 06.5.2010. Na espécie, verifico situação autorizadora do afastamento do mencionado verbete. Conforme relatado, o paciente foi denunciado pela suposta prática do crime de tráfico de drogas, por ter sido flagrado, com outros dois coacusados, dentre eles, um adolescente, expondo à venda e trazendo consigo 07 (sete) pedras de crack e 10 (dez) porções de maconha, além da quantia de R$ 209,00 (duzentos e nove reais). Com o outro coacusado foram encontrados mais 38 (trinta e oito) porções de cocaína, e com o adolescente, R$ 10,00 (dez reais) e 1 (um) telefone celular. O magistrado de primeiro grau, constatada a primariedade do paciente e circunstâncias judiciais favoráveis, fixou a pena-base no mínimo legal de 5 (cinco) anos de reclusão e ao pagamento de 500 (quinhentos) dias-multa. Na segunda fase da dosimetria, reputou inexistentes circunstâncias agravantes e atenuantes. Na última fase, aplicou a causa de diminuição de pena prevista no art. 33, § 4..., em 1/6 (um sexto), e, após, majorou-a em 1/6 (um sexto) forte no art. 40, VI, da 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5547577. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 18 Voto - MIN. ROSA WEBER HC 118773 / SP Lei 11.343/06, tornando-a definitiva em 4 (quatro) anos, 10 (dez) meses e 10 (dez) dias, em regime inicial fechado, e de 485 (quatrocentos e oitenta e cinco) dias-multa. Transcrevo excerto da sentença condenatória: “(...). Na análise das circunstâncias do artigo 59 do Código Penal, apura-se que ambos os acusados são primários, assim como as circunstâncias do delito não revelam anormalidade a justificar fixação de pena maior nesta fase, razão pela qual fixo a pena-base no mínimo legal, ou seja, 05 anos de reclusão e pagamento de 500 dias-multa para cada acusado. Não existem circunstâncias atenuantes e agravantes a serem consideradas na segunda fase do cálculo da pena, pois ainda que relativamente menor o acusado Douglas na data dos fatos, tal circunstância não poderá aqui interferir na pena, posto que já fixada no mínimo legal na primeira fase. Para a terceira fase do cálculo, presente a causa de diminuição prevista no artigo 33, parágrafo 4..., da Lei 11.343/2006, pois além dos acusados serem primários, não há nos autos qualquer elemento a indicar dedicação da parte deles à atividades criminosas e ainda participação em organização criminosa. Porém, considerando que pesa sobre os acusados a causa de aumento prevista no artigo 40, inciso VI, da mesma lei, pois praticaram o delito visando e atingindo adolescente, além do fato importante de que foram presos com três drogas diferentes, aplico aqui a redução na fração de 1/6, resultando uma pena de 04 anos e 02 meses de reclusão e pagamento de 416 dias-multa. A redução mínima nesta fase, levando-se em conta que não se trata de um crime de tráfico comum, mas agravado pela razão de ter sido praticado nas condições do inciso VI, do artigo 40, da Lei 11.343/06, o que dispensa comentários e justificativas sobre a preocupação do legislador em estabelecer esta majorante, além do fato do delito em tela envolver três tipos de drogas diferentes, encontra respaldo na lei e na jurisprudência pátria, não sendo incomum decisões no sentido da plena possibilidade do juiz mitigar o grau de redução da pena nesta fase (artigo 33, par. 4...), em razão das circunstâncias do crime e variedade e quantidade de drogas 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5547577. Supremo Tribunal Federal HC 118773 / SP Lei 11.343/06, tornando-a definitiva em 4 (quatro) anos, 10 (dez) meses e 10 (dez) dias, em regime inicial fechado, e de 485 (quatrocentos e oitenta e cinco) dias-multa. Transcrevo excerto da sentença condenatória: “(...). Na análise das circunstâncias do artigo 59 do Código Penal, apura-se que ambos os acusados são primários, assim como as circunstâncias do delito não revelam anormalidade a justificar fixação de pena maior nesta fase, razão pela qual fixo a pena-base no mínimo legal, ou seja, 05 anos de reclusão e pagamento de 500 dias-multa para cada acusado. Não existem circunstâncias atenuantes e agravantes a serem consideradas na segunda fase do cálculo da pena, pois ainda que relativamente menor o acusado Douglas na data dos fatos, tal circunstância não poderá aqui interferir na pena, posto que já fixada no mínimo legal na primeira fase. Para a terceira fase do cálculo, presente a causa de diminuição prevista no artigo 33, parágrafo 4..., da Lei 11.343/2006, pois além dos acusados serem primários, não há nos autos qualquer elemento a indicar dedicação da parte deles à atividades criminosas e ainda participação em organização criminosa. Porém, considerando que pesa sobre os acusados a causa de aumento prevista no artigo 40, inciso VI, da mesma lei, pois praticaram o delito visando e atingindo adolescente, além do fato importante de que foram presos com três drogas diferentes, aplico aqui a redução na fração de 1/6, resultando uma pena de 04 anos e 02 meses de reclusão e pagamento de 416 dias-multa. A redução mínima nesta fase, levando-se em conta que não se trata de um crime de tráfico comum, mas agravado pela razão de ter sido praticado nas condições do inciso VI, do artigo 40, da Lei 11.343/06, o que dispensa comentários e justificativas sobre a preocupação do legislador em estabelecer esta majorante, além do fato do delito em tela envolver três tipos de drogas diferentes, encontra respaldo na lei e na jurisprudência pátria, não sendo incomum decisões no sentido da plena possibilidade do juiz mitigar o grau de redução da pena nesta fase (artigo 33, par. 4...), em razão das circunstâncias do crime e variedade e quantidade de drogas 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5547577. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 18 Voto - MIN. ROSA WEBER HC 118773 / SP apreendidas. (...). E finalmente, como causa de aumento, por força do disposto no artigo 40, inciso VI, da Lei 11.343/06, aumento a pena em 1/6, resultando uma pena de 04 anos, 10 meses e 10 dias de reclusão e pagamento de 485 dias-multa”. O Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo indeferiu a liminar pleiteada. Após, sobreveio julgamento de mérito da apelação defensiva, que, ao denegar a ordem, corroborou a pena fixada, destacando que “não haveria como sustentar a ocorrência de bis in idem com relação à previsão do art. 40, VI, da Lei 11.343/06, pois a magistrada não justificou a escolha pelo patamar mínimo do redutor previsto no parágrafo 4... do art. 33 do mesmo diploma apenas pela existência da referida causa de aumento, mas, também, em razão do fato importante de que foram presos com três drogas diferentes”. Invoca a Defesa a ocorrência de bis in idem decorrente de haver o magistrado sentenciante sopesado em desfavor do paciente o art. 40, VI, da Lei 11.343/06 (quando o crime envolver criança ou adolescente) para justificar o patamar de redução da pena do § 4... do art. 33 e como majorante da pena. A dosimetria da pena é matéria sujeita a certa discricionariedade judicial. O Código Penal e as leis extravagantes não estabelecem rígidos esquemas matemáticos ou regras absolutamente objetivas para tanto. Cabe às instâncias ordinárias, mais próximas dos fatos e das provas, fixar as penas. Às Cortes Superiores, no exame da dosimetria das penas em grau recursal, compete o controle da legalidade e da constitucionalidade dos critérios empregados, bem como a correção de eventuais discrepâncias, se gritantes ou arbitrárias, nas frações de aumento ou diminuição adotadas pelas instâncias anteriores. Pertinente à dosimetria da pena, encontra-se a aplicação da causa de diminuição da pena do § 4... do art. 33. Cabe às instâncias anteriores decidir sobre a aplicação ou não do benefício e, se aplicável, a fração pertinente, não se mostrando hábil o habeas corpus para revisão, salvo se presente manifesta ilegalidade ou arbitrariedade. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5547577. Supremo Tribunal Federal HC 118773 / SP apreendidas. (...). E finalmente, como causa de aumento, por força do disposto no artigo 40, inciso VI, da Lei 11.343/06, aumento a pena em 1/6, resultando uma pena de 04 anos, 10 meses e 10 dias de reclusão e pagamento de 485 dias-multa”. O Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo indeferiu a liminar pleiteada. Após, sobreveio julgamento de mérito da apelação defensiva, que, ao denegar a ordem, corroborou a pena fixada, destacando que “não haveria como sustentar a ocorrência de bis in idem com relação à previsão do art. 40, VI, da Lei 11.343/06, pois a magistrada não justificou a escolha pelo patamar mínimo do redutor previsto no parágrafo 4... do art. 33 do mesmo diploma apenas pela existência da referida causa de aumento, mas, também, em razão do fato importante de que foram presos com três drogas diferentes”. Invoca a Defesa a ocorrência de bis in idem decorrente de haver o magistrado sentenciante sopesado em desfavor do paciente o art. 40, VI, da Lei 11.343/06 (quando o crime envolver criança ou adolescente) para justificar o patamar de redução da pena do § 4... do art. 33 e como majorante da pena. A dosimetria da pena é matéria sujeita a certa discricionariedade judicial. O Código Penal e as leis extravagantes não estabelecem rígidos esquemas matemáticos ou regras absolutamente objetivas para tanto. Cabe às instâncias ordinárias, mais próximas dos fatos e das provas, fixar as penas. Às Cortes Superiores, no exame da dosimetria das penas em grau recursal, compete o controle da legalidade e da constitucionalidade dos critérios empregados, bem como a correção de eventuais discrepâncias, se gritantes ou arbitrárias, nas frações de aumento ou diminuição adotadas pelas instâncias anteriores. Pertinente à dosimetria da pena, encontra-se a aplicação da causa de diminuição da pena do § 4... do art. 33. Cabe às instâncias anteriores decidir sobre a aplicação ou não do benefício e, se aplicável, a fração pertinente, não se mostrando hábil o habeas corpus para revisão, salvo se presente manifesta ilegalidade ou arbitrariedade. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5547577. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 18 Voto - MIN. ROSA WEBER HC 118773 / SP Convém registrar que o Plenário deste Supremo Tribunal Federal, em sessão de julgamento realizada em 19.12.2013, nos autos do HC 112.776/MS, entendeu caracterizado bis in idem no sopeso pelo julgador, tanto na primeira quanto na terceira fase da dosimetria da pena, da natureza e da quantidade de drogas apreendidas com o apenado. Deliberou o Pleno, na oportunidade, por maioria - vencida, dentre outros, esta Relatora -, em atenção à discricionariedade do juiz na dosimetria e ao princípio da individualização das penas, pela possibilidade de considerar tais circunstâncias em um único momento do cálculo, à escolha do julgador. Na espécie, o magistrado de primeiro grau, ao analisar as circunstâncias judiciais previstas no art. 42 da Lei 11.343/06, c/c o art. 59 do Código Penal, apontou, de forma correta e fundamentada vetores suficientes para fixar a pena-base em seu mínimo legal. Não houve alterações na segunda fase da dosimetria. Na terceira fase, contudo, fixou o patamar de redução do art. 33, § 4..., da Lei nº 11.343/2006 (Lei de Drogas), em sua fração mínima, 1/6, por duplo fundamento - o “fato do delito em tela envolver três tipos de drogas diferentes” e a prática do crime “nas condições do inciso VI, do artigo 40, da Lei 11.343/06”. -, e mais uma vez considerou este último, calcado no art. 40, VI, da Lei nº 11.343/2006 (Lei de Drogas) - “sua prática envolver ou visar atingir criança ou adolescente” -, como causa independente de majoração da pena. Evidenciada,assim, quanto a esse ponto específico, a ocorrência de bis in idem. De outra parte, ainda que consideradas, na sentença, a quantidade e a qualidade da droga somente uma vez, na linha do julgamento do HC 112.776/MG desta Suprema Corte, entende a Turma que a quantidade e a variedade da drogas com o paciente apreendidas – aproximadamente 20g (vinte gramas), distribuídas em 07 (sete) pedras de crack e em 10 (dez) porções de maconha –, não sinalizam um envolvimento mais significativo com o tráfico, cumprindo privilegiar, presente a ratio legis, a condição de primário e as circunstâncias judiciais tidas por favoráveis, determinantes da fixação da pena base no mínimo legal. Nesse contexto, imperioso o afastamento do enunciado da Súmula 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5547577. Supremo Tribunal Federal HC 118773 / SP Convém registrar que o Plenário deste Supremo Tribunal Federal, em sessão de julgamento realizada em 19.12.2013, nos autos do HC 112.776/MS, entendeu caracterizado bis in idem no sopeso pelo julgador, tanto na primeira quanto na terceira fase da dosimetria da pena, da natureza e da quantidade de drogas apreendidas com o apenado. Deliberou o Pleno, na oportunidade, por maioria - vencida, dentre outros, esta Relatora -, em atenção à discricionariedade do juiz na dosimetria e ao princípio da individualização das penas, pela possibilidade de considerar tais circunstâncias em um único momento do cálculo, à escolha do julgador. Na espécie, o magistrado de primeiro grau, ao analisar as circunstâncias judiciais previstas no art. 42 da Lei 11.343/06, c/c o art. 59 do Código Penal, apontou, de forma correta e fundamentada vetores suficientes para fixar a pena-base em seu mínimo legal. Não houve alterações na segunda fase da dosimetria. Na terceira fase, contudo, fixou o patamar de redução do art. 33, § 4..., da Lei nº 11.343/2006 (Lei de Drogas), em sua fração mínima, 1/6, por duplo fundamento - o “fato do delito em tela envolver três tipos de drogas diferentes” e a prática do crime “nas condições do inciso VI, do artigo 40, da Lei 11.343/06”. -, e mais uma vez considerou este último, calcado no art. 40, VI, da Lei nº 11.343/2006 (Lei de Drogas) - “sua prática envolver ou visar atingir criança ou adolescente” -, como causa independente de majoração da pena. Evidenciada,assim, quanto a esse ponto específico, a ocorrência de bis in idem. De outra parte, ainda que consideradas, na sentença, a quantidade e a qualidade da droga somente uma vez, na linha do julgamento do HC 112.776/MG desta Suprema Corte, entende a Turma que a quantidade e a variedade da drogas com o paciente apreendidas – aproximadamente 20g (vinte gramas), distribuídas em 07 (sete) pedras de crack e em 10 (dez) porções de maconha –, não sinalizam um envolvimento mais significativo com o tráfico, cumprindo privilegiar, presente a ratio legis, a condição de primário e as circunstâncias judiciais tidas por favoráveis, determinantes da fixação da pena base no mínimo legal. Nesse contexto, imperioso o afastamento do enunciado da Súmula 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5547577. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 18 Voto - MIN. ROSA WEBER HC 118773 / SP 691/Supremo Tribunal Federal com a concessão da ordem de habeas corpus para que o juiz sentenciante proceda a nova dosimetria, observada em sua fração máxima de 2/3 (dois terços) a redução do art. 33, § 4..., da Lei 11.343/06. Já no que concerne ao regime de cumprimento de pena e à substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos, o pleito merece acolhimento parcial. É que a sentença condenatória se fundou unicamente na vedação legal tida por inconstitucional por este Excelso Pretório. Extraio do édito condenatório: “(...). O regime inicial de pena, no caso, somente pode ser o fechado. Os acusados estão sendo aqui condenados pela prática de crime de tráfico de drogas, delito equiparado ao hediondo e isto porque – segundo a correta exegese – os delitos de natureza diferenciada, devem receber tratamento diferenciado (art. 2..., da Lei 8.072/90). De acordo com o artigo 2..., § 1..., da lei de crimes hediondos, com a redação alterada pela Lei 11.464/2007, a pena por este crime deve ser cumprida inicialmente em regime fechado. (…) Pelos mesmos motivos e com estes mesmos fundamentos, inegável que não se aplica no caso, inobstante a Resolução 05 de 15 de fevereiro de 2012, do Senado Federal (Art. 1...: É suspensa a execução da expressão ‘vedada a conversão em penas restritivas de direitos’ do § 4... do art. 33 da Lei 11.343, de 23 de agosto de 2006, declarada inconstitucional por decisão definitiva do Supremo Tribunal Federal nos autos do HC 97.256/RS), a substituição da pena corporal por restritiva de direitos. Inegável que as substituições previstas no artigo 44 e seguintes do Código Penal não funcionam como reprimendas penais, tal como deve ocorrer nos crimes de tráfico de drogas, de tal sorte que este tratamento do legislador (benevolente), não se destina aos delitos hediondos (onde tais medidas por certo não são socialmente recomendáveis). Inegável também que fixar-se o regime fechado para início do cumprimento da pena (por força da Lei 8.072/90) e depois substituir o cárcere por uma pena alternativa, revelaria inexplicável contradição, que certamente não se coaduna com a Constituição Federal (que pontua o princípio da igualdade, da individualização da pena, pois outros condenados por crimes diversos não podem se ver 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5547577. Supremo Tribunal Federal HC 118773 / SP 691/Supremo Tribunal Federal com a concessão da ordem de habeas corpus para que o juiz sentenciante proceda a nova dosimetria, observada em sua fração máxima de 2/3 (dois terços) a redução do art. 33, § 4..., da Lei 11.343/06. Já no que concerne ao regime de cumprimento de pena e à substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos, o pleito merece acolhimento parcial. É que a sentença condenatória se fundou unicamente na vedação legal tida por inconstitucional por este Excelso Pretório. Extraio do édito condenatório: “(...). O regime inicial de pena, no caso, somente pode ser o fechado. Os acusados estão sendo aqui condenados pela prática de crime de tráfico de drogas, delito equiparado ao hediondo e isto porque – segundo a correta exegese – os delitos de natureza diferenciada, devem receber tratamento diferenciado (art. 2..., da Lei 8.072/90). De acordo com o artigo 2..., § 1..., da lei de crimes hediondos, com a redação alterada pela Lei 11.464/2007, a pena por este crime deve ser cumprida inicialmente em regime fechado. (…) Pelos mesmos motivos e com estes mesmos fundamentos, inegável que não se aplica no caso, inobstante a Resolução 05 de 15 de fevereiro de 2012, do Senado Federal (Art. 1...: É suspensa a execução da expressão ‘vedada a conversão em penas restritivas de direitos’ do § 4... do art. 33 da Lei 11.343, de 23 de agosto de 2006, declarada inconstitucional por decisão definitiva do Supremo Tribunal Federal nos autos do HC 97.256/RS), a substituição da pena corporal por restritiva de direitos. Inegável que as substituições previstas no artigo 44 e seguintes do Código Penal não funcionam como reprimendas penais, tal como deve ocorrer nos crimes de tráfico de drogas, de tal sorte que este tratamento do legislador (benevolente), não se destina aos delitos hediondos (onde tais medidas por certo não são socialmente recomendáveis). Inegável também que fixar-se o regime fechado para início do cumprimento da pena (por força da Lei 8.072/90) e depois substituir o cárcere por uma pena alternativa, revelaria inexplicável contradição, que certamente não se coaduna com a Constituição Federal (que pontua o princípio da igualdade, da individualização da pena, pois outros condenados por crimes diversos não podem se ver 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5547577. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 18 Voto - MIN. ROSA WEBER HC 118773 / SP com as mesmas reprimendas e regime de pena que os condenados por tráfico); com a legislação infra-constitucional (que equiparou o tráfico aos crimes hediondos) e ainda aos tratados internacionais dos quais o Brasil é signatário (que buscam também a repressão desse nefasto crime)”. Com efeito, ao julgamento do HC 111.840/ES, Rel. Min. Dias Toffoli, em sessão realizada em 27.6.2012, o Plenário desta Suprema Corte declarou a inconstitucionalidade do § 1... do art. 2... da Lei 8.072/90, com a redação dada pela Lei 11.464/07, que instituiu a obrigatoriedade de imposição do regime inicial fechado para o cumprimento da pena de crimes hediondos e equiparados. E, anteriormente, o mesmo Plenário desta Casa, ao julgamento do HC 97.256/RS (Rel. Min. Ayres Britto, por maioria, DJe 16.12.2010), reconheceu a inconstitucionalidade parcial do art. 44 da Lei 11.343/06, afastando o óbice legal à substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos nos crimes de tráfico. Com os precedentes, não se pretendeu ignorar o caráter danoso do tráfico de drogas na sociedade moderna, a reclamar, em geral, tratamento jurídico rigoroso, mas apenas permitir excepcionalmente a substituição da pena privativa de liberdade ou fixação de regime prisional mais brando quando viável, em especial se destinado a micro traficantes ou a traficantes ocasionais, e desde que não integrantes de grupos criminosos. Tais julgados, por outro lado, não reconheceram direito automático aos benefícios, impondo-se sua apreciação pelo juiz do processo à luz do preenchimento, ou não, dos requisitos legais gerais dos arts. 33 e 44 do Código Penal. Diante da baliza acima fixada à dosimetria – observância da fração máxima de redução de 2/3 (dois terços) para os efeitos da minorante do art. 33, § 4..., da Lei 11.343/2006 -, surge a viabilidade de imposição do regime aberto, ao qual entende a Turma de desde logo submeter o paciente até ulterior deliberação do magistrado de primeiro grau acerca da pena cominada em definitivo. Por fim, quanto à tese defensiva de que o magistrado de primeiro 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5547577. Supremo Tribunal Federal HC 118773 / SP com as mesmas reprimendas e regime de pena que os condenados por tráfico); com a legislação infra-constitucional (que equiparou o tráfico aos crimes hediondos) e ainda aos tratados internacionais dos quais o Brasil é signatário (que buscam também a repressão desse nefasto crime)”. Com efeito, ao julgamento do HC 111.840/ES, Rel. Min. Dias Toffoli, em sessão realizada em 27.6.2012, o Plenário desta Suprema Corte declarou a inconstitucionalidade do § 1... do art. 2... da Lei 8.072/90, com a redação dada pela Lei 11.464/07, que instituiu a obrigatoriedade de imposição do regime inicial fechado para o cumprimento da pena de crimes hediondos e equiparados. E, anteriormente, o mesmo Plenário desta Casa, ao julgamento do HC 97.256/RS (Rel. Min. Ayres Britto, por maioria, DJe 16.12.2010), reconheceu a inconstitucionalidade parcial do art. 44 da Lei 11.343/06, afastando o óbice legal à substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos nos crimes de tráfico. Com os precedentes, não se pretendeu ignorar o caráter danoso do tráfico de drogas na sociedade moderna, a reclamar, em geral, tratamento jurídico rigoroso, mas apenas permitir excepcionalmente a substituição da pena privativa de liberdade ou fixação de regime prisional mais brando quando viável, em especial se destinado a micro traficantes ou a traficantes ocasionais, e desde que não integrantes de grupos criminosos. Tais julgados, por outro lado, não reconheceram direito automático aos benefícios, impondo-se sua apreciação pelo juiz do processo à luz do preenchimento, ou não, dos requisitos legais gerais dos arts. 33 e 44 do Código Penal. Diante da baliza acima fixada à dosimetria – observância da fração máxima de redução de 2/3 (dois terços) para os efeitos da minorante do art. 33, § 4..., da Lei 11.343/2006 -, surge a viabilidade de imposição do regime aberto, ao qual entende a Turma de desde logo submeter o paciente até ulterior deliberação do magistrado de primeiro grau acerca da pena cominada em definitivo. Por fim, quanto à tese defensiva de que o magistrado de primeiro 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5547577. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 18 Voto - MIN. ROSA WEBER HC 118773 / SP grau, apesar de reavaliar o regime de cumprimento da pena, por força da liminar concedida, exarou decisão sem fundamentação idônea, resta prejudicado o seu exame diante da nova dosimetria que ora se impõe. Ante o exposto, afastado excepcionalmente o óbice do verbete da Súmula 691/Supremo Tribunal Federal, concedo em parte a ordem de habeas corpus para que o Juiz de Direito da 4... Vara Criminal do Foro Central de Barra Funda-SP (1) proceda a nova dosimetria da pena, mediante a aplicação da causa de diminuição prevista no art. 33, § 4..., da Lei 11.343/06, em seu patamar máximo de 2/3 (dois terços); e (2) afastadas as vedações previstas no art. 2..., § 1..., da Lei 8.072/90 e no art. 44 da Lei 11.343/06, avalie a possibilidade de fixação de regime mais brando para o paciente, bem como de conversão da pena privativa de liberdade em restritiva de direitos, determinando-se ainda (3) seja o paciente imediatamente colocado no regime prisional aberto até a fixação da pena em definitivo. É como voto. 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5547577. Supremo Tribunal Federal HC 118773 / SP grau, apesar de reavaliar o regime de cumprimento da pena, por força da liminar concedida, exarou decisão sem fundamentação idônea, resta prejudicado o seu exame diante da nova dosimetria que ora se impõe. Ante o exposto, afastado excepcionalmente o óbice do verbete da Súmula 691/Supremo Tribunal Federal, concedo em parte a ordem de habeas corpus para que o Juiz de Direito da 4... Vara Criminal do Foro Central de Barra Funda-SP (1) proceda a nova dosimetria da pena, mediante a aplicação da causa de diminuição prevista no art. 33, § 4..., da Lei 11.343/06, em seu patamar máximo de 2/3 (dois terços); e (2) afastadas as vedações previstas no art. 2..., § 1..., da Lei 8.072/90 e no art. 44 da Lei 11.343/06, avalie a possibilidade de fixação de regime mais brando para o paciente, bem como de conversão da pena privativa de liberdade em restritiva de direitos, determinando-se ainda (3) seja o paciente imediatamente colocado no regime prisional aberto até a fixação da pena em definitivo. É como voto. 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5547577. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 18 Debate 25/03/2014 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 118.773 SÃO PAULO O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (PRESIDENTE) – Ele é primário? A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (RELATORA) - Ele é primário. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (PRESIDENTE) – Vossa Excelência não caminharia no sentido de aplicar a causa de diminuição na percentagem máxima? A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (RELATORA) - Porque, na verdade, ela considerou apenas as duas drogas: o crack e a maconha. Minha proposta vem na esteira do que temos feito em todos os processos. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (PRESIDENTE) – Porque, pela quantidade mínima da droga... A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (RELATORA) - Não tenho nenhuma dificuldade se Vossas Excelências assim entenderem. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Eu penso que esse é um réu primário, preso por vinte gramas de droga, embora o crack tenha um efeito devastador, e nós não estejamos ganhando essa guerra. Portanto, é uma preocupação, mas, na verdade, é que foram vinte gramas de droga. E um réu primário já está preso há um ano e quatro meses. De modo que, talvez, eu sugerisse, sem prejuízo de acompanhar Vossa Excelência, que se refizesse a dosimetria, mas que o paciente aguardasse em regime aberto a nova fixação da dosimetria. Porque Vossa Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5609687. Supremo Tribunal Federal 25/03/2014 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 118.773 SÃO PAULO O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (PRESIDENTE) – Ele é primário? A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (RELATORA) - Ele é primário. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (PRESIDENTE) – Vossa Excelência não caminharia no sentido de aplicar a causa de diminuição na percentagem máxima? A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (RELATORA) - Porque, na verdade, ela considerou apenas as duas drogas: o crack e a maconha. Minha proposta vem na esteira do que temos feito em todos os processos. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (PRESIDENTE) – Porque, pela quantidade mínima da droga... A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (RELATORA) - Não tenho nenhuma dificuldade se Vossas Excelências assim entenderem. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Eu penso que esse é um réu primário, preso por vinte gramas de droga, embora o crack tenha um efeito devastador, e nós não estejamos ganhando essa guerra. Portanto, é uma preocupação, mas, na verdade, é que foram vinte gramas de droga. E um réu primário já está preso há um ano e quatro meses. De modo que, talvez, eu sugerisse, sem prejuízo de acompanhar Vossa Excelência, que se refizesse a dosimetria, mas que o paciente aguardasse em regime aberto a nova fixação da dosimetria. Porque Vossa Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5609687. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 18 Debate HC 118773 / SP Excelência já deu uma oportunidade, e, aparentemente, a Magistrada de primeiro grau não se sensibilizou, mas eu pessoalmente me sensibilizei com a circunstância de um réu primário ficar preso mais de um ano. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (PRESIDENTE) – O que receio, ministro, é a via-crúcis que ele terá de percorrer novamente para lograr a prestação jurisdicional. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Novamente. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (PRESIDENTE) – Por isso é que perguntei a Sua Excelência se evoluiria para fixar a pena em definitivo. A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (RELATORA) - Para desde logo fixar a fração máxima, dois terços. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (PRESIDENTE) – Porque, se não fixarmos, neste caso, a diminuição de dois terços, vamos fixar em qual? O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - O problema era o agravante. Ele compensou, pelo que eu entendi,...? O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (PRESIDENTE) – Compensou, considerou o envolvimento do menor para chegar à percentagem. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Aí fixou diretamente em um sexto? Eu tive a impressão de que ele tivesse fixado em dois terços e depois deduzido... 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5609687. Supremo Tribunal Federal HC 118773 / SP Excelência já deu uma oportunidade, e, aparentemente, a Magistrada de primeiro grau não se sensibilizou, mas eu pessoalmente me sensibilizei com a circunstância de um réu primário ficar preso mais de um ano. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (PRESIDENTE) – O que receio, ministro, é a via-crúcis que ele terá de percorrer novamente para lograr a prestação jurisdicional. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Novamente. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (PRESIDENTE) – Por isso é que perguntei a Sua Excelência se evoluiria para fixar a pena em definitivo. A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (RELATORA) - Para desde logo fixar a fração máxima, dois terços. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (PRESIDENTE) – Porque, se não fixarmos, neste caso, a diminuição de dois terços, vamos fixar em qual? O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - O problema era o agravante. Ele compensou, pelo que eu entendi,...? O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (PRESIDENTE) – Compensou, considerou o envolvimento do menor para chegar à percentagem. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Aí fixou diretamente em um sexto? Eu tive a impressão de que ele tivesse fixado em dois terços e depois deduzido... 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5609687. Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 18 Debate HC 118773 / SP A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (RELATORA) – Não. Diz a magistrada: “considerando a quantidade e a qualidade das drogas”. Fala em três drogas, crack, a qualidade que envolve não só maconha, considerando esse aspecto, e o envolvimento de menor, fixando a minorante em um sexto. E, depois, considera a agravante do envolvimento do menor. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Mas se nós dermos dois terços como sugere o Ministro Marco Aurélio,... A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (RELATORA) - Que é a fração máxima. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - ...o paciente já pegará o regime aberto? O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (PRESIDENTE) – A pena ficará aquém dos quatro, é possível o aberto. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Porque eu não gostaria de ficar novamente na mão da Juíza que não se impressionou. De modo que eu gostaria de ir um pouco adiante e já definir... O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (PRESIDENTE) – Pois é, poderíamos caminhar para adotar a percentagem máxima e implementar o regime aberto. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Eu entendo a preocupação de Vossa Excelência, mas é porque vinte gramas... A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (RELATORA) - Não, Ministro Luís Roberto, acredito que é porque não penso assim, a priori, 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5609687. Supremo Tribunal Federal HC 118773 / SP A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (RELATORA) – Não. Diz a magistrada: “considerando a quantidade e a qualidade das drogas”. Fala em três drogas, crack, a qualidade que envolve não só maconha, considerando esse aspecto, e o envolvimento de menor, fixando a minorante em um sexto. E, depois, considera a agravante do envolvimento do menor. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Mas se nós dermos dois terços como sugere o Ministro Marco Aurélio,... A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (RELATORA) - Que é a fração máxima. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - ...o paciente já pegará o regime aberto? O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (PRESIDENTE) – A pena ficará aquém dos quatro, é possível o aberto. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Porque eu não gostaria de ficar novamente na mão da Juíza que não se impressionou. De modo que eu gostaria de ir um pouco adiante e já definir... O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (PRESIDENTE) – Pois é, poderíamos caminhar para adotar a percentagem máxima e implementar o regime aberto. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Eu entendo a preocupação de Vossa Excelência, mas é porque vinte gramas... A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (RELATORA) - Não, Ministro Luís Roberto, acredito que é porque não penso assim, a priori, 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5609687. Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 18 Debate HC 118773 / SP sem ouvir a Juíza. Eu confio nas mãos da Juíza também, mas compreendo o entendimento de Vossa Excelência . O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Não, eu confio, apenas ela tem um critério diferente do meu. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (PRESIDENTE) – Tudo indica que encontrará um pretexto para manter a pena no mesmo patamar, como já encontrou anteriormente. A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (RELATORA) - No contraditório. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Eu proporia que a juíza reavaliasse o regime de prisão, mas que o paciente pudesse aguardar essa providência em regime aberto, porque acho que nós daríamos um incentivo, digamos assim, a uma visão um pouco mais liberal por parte dessa Juíza, num caso que eu acho que comporta, pela quantidade de droga e, a esta altura, penso eu, pela absoluta inutilidade social de manter um réu primário mais tempo do que um ano e quatro meses preso por vinte gramas de droga. De modo que - eu não gosto de discordar de Vossa Excelência, prefiro ficar do mesmo lado que Vossa Excelência -, neste caso,... O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (PRESIDENTE) – Mas a ministra já apontou que, se o Colegiado concluir que deve liquidar a pendência, ela também o faz. A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (RELATORA) - Estou concedendo a ordem, exatamente nos termos da jurisprudência da Turma; mas, pelo debate, vou adequar. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (PRESIDENTE) – Se a 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5609687. Supremo Tribunal Federal HC 118773 / SP sem ouvir a Juíza. Eu confio nas mãos da Juíza também, mas compreendo o entendimento de Vossa Excelência . O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Não, eu confio, apenas ela tem um critério diferente do meu. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (PRESIDENTE) – Tudo indica que encontrará um pretexto para manter a pena no mesmo patamar, como já encontrou anteriormente. A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (RELATORA) - No contraditório. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Eu proporia que a juíza reavaliasse o regime de prisão, mas que o paciente pudesse aguardar essa providência em regime aberto, porque acho que nós daríamos um incentivo, digamos assim, a uma visão um pouco mais liberal por parte dessa Juíza, num caso que eu acho que comporta, pela quantidade de droga e, a esta altura, penso eu, pela absoluta inutilidade social de manter um réu primário mais tempo do que um ano e quatro meses preso por vinte gramas de droga. De modo que - eu não gosto de discordar de Vossa Excelência, prefiro ficar do mesmo lado que Vossa Excelência -, neste caso,... O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (PRESIDENTE) – Mas a ministra já apontou que, se o Colegiado concluir que deve liquidar a pendência, ela também o faz. A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (RELATORA) - Estou concedendo a ordem, exatamente nos termos da jurisprudência da Turma; mas, pelo debate, vou adequar. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (PRESIDENTE) – Se a 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5609687. Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 18 Debate HC 118773 / SP maioria perceber que devemos realmente fixar em definitivo a pena e o regime. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Ótimo. Então eu concederia a ordem para que a Juíza reaprecie o regime inicial de prisão, ficando o paciente, desde logo, aguardando essa providência em regime aberto. Seria a minha proposta. A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (RELATORA) - E eu, desde logo, também vou acolher a sugestão do Ministro Marco Aurélio no sentido de que fixemos a minorante do § 4... do artigo 33 em dois terços. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - De acordo. A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (RELATORA) - Ou seja, que ela refaça a dosimetria, observados os dois terços, e que ele aguarde em liberdade. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (PRESIDENTE) – E já versamos o regime aberto, porque a pena ficará aquém dos quatro anos. É possível o regime aberto. Está bem assim? A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (RELATORA) - Nesses termos, sem prejuízo. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (PRESIDENTE) – Os colegas estão de acordo? O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - De acordo. A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (RELATORA) - Avançamos na jurisprudência, é inclusive uma inovação. 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5609687. Supremo Tribunal Federal HC 118773 / SP maioria perceber que devemos realmente fixar em definitivo a pena e o regime. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Ótimo. Então eu concederia a ordem para que a Juíza reaprecie o regime inicial de prisão, ficando o paciente, desde logo, aguardando essa providência em regime aberto. Seria a minha proposta. A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (RELATORA) - E eu, desde logo, também vou acolher a sugestão do Ministro Marco Aurélio no sentido de que fixemos a minorante do § 4... do artigo 33 em dois terços. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - De acordo. A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (RELATORA) - Ou seja, que ela refaça a dosimetria, observados os dois terços, e que ele aguarde em liberdade. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (PRESIDENTE) – E já versamos o regime aberto, porque a pena ficará aquém dos quatro anos. É possível o regime aberto. Está bem assim? A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (RELATORA) - Nesses termos, sem prejuízo. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (PRESIDENTE) – Os colegas estão de acordo? O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - De acordo. A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (RELATORA) - Avançamos na jurisprudência, é inclusive uma inovação. 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5609687. Inteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 18 Extrato de Ata - 25/03/2014 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 118.773 PROCED. : SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER PACTE.(S) : DOUGLAS SANTOS DUARTE PIRES IMPTE.(S) : ANDRE PIRES DE ANDRADE KEHDI E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) : RELATOR DO HC N. 274.183 - SP DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma deferiu, em parte, a ordem de habeas corpus, nos termos do voto da relatora. Unânime. Falou o Dr. André Pires de Andrade Kehdi, pelo paciente. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 25.3.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 5608625 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 118.773 PROCED. : SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER PACTE.(S) : DOUGLAS SANTOS DUARTE PIRES IMPTE.(S) : ANDRE PIRES DE ANDRADE KEHDI E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) : RELATOR DO HC N. 274.183 - SP DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma deferiu, em parte, a ordem de habeas corpus, nos termos do voto da relatora. Unânime. Falou o Dr. André Pires de Andrade Kehdi, pelo paciente. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 25.3.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 5608625 Inteiro Teor do Acórdão - Página 18 de 18
{ "JURISPRUDENCIA": [ "HABEAS CORPUS 118 . 773", "HC N . 274 . 183 - SP", "Súmula 691 desta Suprema Corte", "HC 118773 / SP", "HC 118773 / SP", "HABEAS CORPUS 118 . 773", "HC N . 274 . 183 - SP", "HC 274 . 183 / SP", "HABEAS CORPUS 118 . 773", "HC N . 274 . 183 - SP", "HC 274 . 183 / SP", "HC 118773 / SP", "HC 274 . 183 / SP", "Súmula 691 / Supremo Tribunal Federal", "HC 118773 / SP", "HC 274 . 183 / SP", "Súmula 691 / Supremo Tribunal Federal", "HABEAS CORPUS 118 . 773 SÃO", "HC 274 . 138 / SP", "verbete n . 691 da Súmula da Suprema Corte", "HC n . 85 . 185 - 1", "HABEAS CORPUS 118 . 773", "HC 274 . 138 / SP", "verbete n . 691 da Súmula da Suprema Corte", "HC n . 85 . 185 - 1", "HC 118773 / SP", "Súmula 691 / Supremo Tribunal Federal", "HC 104 . 855 / CE", "HC 96 . 539 / SP", "HC 118773 / SP", "Súmula 691 / Supremo Tribunal Federal", "HC 104 . 855 / CE", "HC 96 . 539 / SP", "HC 118773 / SP", "HC 118773 / SP", "HC 118773 / SP", "HC 118773 / SP", "HC 118773 / SP", "HC 112 . 776 / MS", "HC 112 . 776 / MG", "HC 118773 / SP", "HC 112 . 776 / MS", "HC 112 . 776 / MG", "HC 118773 / SP 691", "HC 97 . 256 / RS", "HC 118773 / SP 691 /", "HC 97 . 256 / RS", "HC 118773 / SP", "HC 111 . 840 / ES", "HC 97 . 256 / RS", "HC 118773 / SP", "HC 111 . 840 / ES", "HC 97 . 256 / RS", "HC 118773 / SP", "Súmula 691 / Supremo Tribunal Federal", "HC 118773 / SP", "Súmula 691 /", "HABEAS CORPUS 118 . 773 SÃO", "HABEAS CORPUS 118 . 773 SÃO PAULO", "HC 118773 / SP", "HC 118773 / SP", "HC 118773 / SP", "HC 118773 / SP", "HC 118773 / SP", "HC 118773 / SP", "HC 118773 / SP", "HC 118773 / SP", "HABEAS CORPUS 118 . 773", "HC N . 274 . 183 - 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Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Ministério Público Federal", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "2", ".", ".", "1", ".", ".", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Plenário deste Supremo Tribunal Federal", "Pleno", "Suprema Corte", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário deste Supremo Tribunal Federal", "Pleno", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Senado Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Senado Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Plenário", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Plenário desta", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "4", ".", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo", "4", ".", ". . Vara Criminal do Foro Central de Barra Funda - SP", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas 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"Rosa Weber", "Og Fernandes", "Cezar Peluso", "Rosa Weber", "Og Fernandes", "Cezar Peluso", "ROSA WEBER", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "ROSA WEBER", "ROSA WEBER", "ROSA WEBER", "ROSA WEBER", "ROSA WEBER", "Dias Toffoli", "Ayres Britto", "Dias Toffoli", "Ayres Britto", "ROSA WEBER", "MARCO AURÉLIO", "ROSA WEBER", "MARCO AURÉLIO", "ROSA WEBER", "MARCO AURÉLIO", "ROSA WEBER", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "MARCO AURÉLIO", "ROSA WEBER", "MARCO AURÉLIO", "ROSA WEBER", "MARCO AURÉLIO", "ROSA WEBER", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "MARCO AURÉLIO", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "MARCO AURÉLIO", "ROSA WEBER", "MARCO AURÉLIO", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "MARCO AURÉLIO", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "MARCO AURÉLIO", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "MARCO AURÉLIO", "ROSA WEBER", "MARCO AURÉLIO", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "MARCO AURÉLIO", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "ROSA WEBER", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "Marco Aurélio", "ROSA WEBER", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "MARCO AURÉLIO", "LUÍS ROBERTO 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Ementa e Acórdão 25/03/2014 PRIMEIRA TURMA RECURSO EXTRAORDINÁRIO 666.589 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO RECTE.(S) :PEBB CORRETORA DE VALORES LTDA ADV.(A/S) :ARNOLDO WALD FILHO RECDO.(A/S) :BANCO CENTRAL DO BRASIL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO BANCO CENTRAL COISA JULGADA – ENVERGADURA. A coisa julgada possui envergadura constitucional. COISA JULGADA – PRONUNCIAMENTO JUDICIAL – CAPÍTULOS AUTÔNOMOS. Os capítulos autônomos do pronunciamento judicial precluem no que não atacados por meio de recurso, surgindo, ante o fenômeno, o termo inicial do biênio decadencial para a propositura da rescisória. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em prover o recurso extraordinário, nos termos do voto do relator e por unanimidade, em sessão presidida pelo Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas. Brasília, 25 de março de 2014. MINISTRO MARCO AURÉLIO – PRESIDENTE E RELATOR Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5697977. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 28 Relatório 25/03/2014 PRIMEIRA TURMA RECURSO EXTRAORDINÁRIO 666.589 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO RECTE.(S) :PEBB CORRETORA DE VALORES LTDA ADV.(A/S) :ARNOLDO WALD FILHO RECDO.(A/S) :BANCO CENTRAL DO BRASIL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO BANCO CENTRAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O Superior Tribunal de Justiça negou acolhida a pedido formulado em embargos de divergência, ante fundamentos assim resumidos (folha 1.663): PROCESSUAL CIVIL – EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA NO RECURSO ESPECIAL – AÇÃO RESCISÓRIA – PRAZO PARA PROPOSITURA – TERMO INICIAL – TRÂNSITO EM JULGADO DA ÚLTIMA DECISÃO PROFERIDA NOS AUTOS – CPC, ARTS. 162, 163, 267, 269 E 495. – A coisa julgada material é a qualidade conferida por lei à sentença /acórdão que resolve todas as questões suscitadas pondo fim ao processo, extinguindo, pois, a lide. - Sendo a ação una e indivisível, não há que se falar em fracionamento da sentença/acórdão, o que afasta a possibilidade do seu trânsito em julgado parcial. – Consoante o disposto no art. 495 do CPC, o direito de propor a ação rescisória se extingue após o decurso de dois anos contados do trânsito em julgado da última decisão proferida na causa. – Embargos de divergência improvidos. Os embargos de declaração que se seguiram foram desprovidos pelo Colegiado (folha 1.712 a 1.721). Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5697978. Supremo Tribunal Federal 25/03/2014 PRIMEIRA TURMA RECURSO EXTRAORDINÁRIO 666.589 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO RECTE.(S) :PEBB CORRETORA DE VALORES LTDA ADV.(A/S) :ARNOLDO WALD FILHO RECDO.(A/S) :BANCO CENTRAL DO BRASIL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO BANCO CENTRAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O Superior Tribunal de Justiça negou acolhida a pedido formulado em embargos de divergência, ante fundamentos assim resumidos (folha 1.663): PROCESSUAL CIVIL – EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA NO RECURSO ESPECIAL – AÇÃO RESCISÓRIA – PRAZO PARA PROPOSITURA – TERMO INICIAL – TRÂNSITO EM JULGADO DA ÚLTIMA DECISÃO PROFERIDA NOS AUTOS – CPC, ARTS. 162, 163, 267, 269 E 495. – A coisa julgada material é a qualidade conferida por lei à sentença /acórdão que resolve todas as questões suscitadas pondo fim ao processo, extinguindo, pois, a lide. - Sendo a ação una e indivisível, não há que se falar em fracionamento da sentença/acórdão, o que afasta a possibilidade do seu trânsito em julgado parcial. – Consoante o disposto no art. 495 do CPC, o direito de propor a ação rescisória se extingue após o decurso de dois anos contados do trânsito em julgado da última decisão proferida na causa. – Embargos de divergência improvidos. Os embargos de declaração que se seguiram foram desprovidos pelo Colegiado (folha 1.712 a 1.721). Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5697978. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 28 Relatório RE 666589 / DF No extraordinário de folha 1.727 a 1.761, interposto com alegada base na alínea “a” do permissivo constitucional, PEBB Corretora de Valores Ltda. argui a ofensa aos artigos 5º, cabeça e incisos XXXVI, LIV, LV e LXXVIII, e 93, inciso IX, da Carta da República. Aduz estar em jogo a conceituação da coisa julgada e o momento preciso em que se dá o fenômeno, considerando-se o início da fluência do prazo decadencial para a propositura da ação rescisória. Afirma haver ajuizado ação contra o Banco Central, pleiteando indenização por danos sofridos em virtude de negligência na fiscalização do Grupo Coroa-Brastel. O Tribunal Regional Federal da 1ª Região deferiu os danos emergentes e afastou os lucros cessantes, o que ensejou a protocolação de recurso especial por ambas as partes. O do Banco Central teve a sequência obstada pelo relator, sendo desprovido o regimental. O trânsito em julgado ocorreu em 8 de fevereiro de 1994. O segundo especial, que versava a matéria dos lucros cessantes, foi conhecido e desprovido. O acórdão veio a ser alcançado pela preclusão maior em 10 de agosto de 1994. Ressalta que, por se tratar de pedidos cumulados, mas divisíveis, que geraram a interposição de recursos distintos, deu-se a formação de duas coisas julgadas, uma referente a cada pleito: a primeira alusiva aos danos emergentes e a segunda, aos lucros cessantes. Assevera ter ocorrido o início da fluência de prazos decadenciais distintos relativos à propositura de ações rescisórias para os interessados, tendo vencido o concernente ao Banco Central em 8 de fevereiro de 1996. A rescisória em exame foi ajuizada em 3 de junho seguinte, cerca de quatro meses após o decurso do prazo. Argumenta que o Superior Tribunal de Justiça, ao dar provimento ao especial, admitindo a rescisória – conclusão mantida no julgamento dos embargos de divergência –, olvidou, além da garantia da coisa julgada, os princípios da segurança jurídica e da celeridade processual. Salienta que a mudança ocorrida na jurisprudência do Tribunal, a partir do julgamento deste processo, acarreta ampliação do prazo para grande parte das rescisórias, em detrimento da garantia inserta no inciso XXXVI do artigo 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5697978. Supremo Tribunal Federal RE 666589 / DF No extraordinário de folha 1.727 a 1.761, interposto com alegada base na alínea “a” do permissivo constitucional, PEBB Corretora de Valores Ltda. argui a ofensa aos artigos 5º, cabeça e incisos XXXVI, LIV, LV e LXXVIII, e 93, inciso IX, da Carta da República. Aduz estar em jogo a conceituação da coisa julgada e o momento preciso em que se dá o fenômeno, considerando-se o início da fluência do prazo decadencial para a propositura da ação rescisória. Afirma haver ajuizado ação contra o Banco Central, pleiteando indenização por danos sofridos em virtude de negligência na fiscalização do Grupo Coroa-Brastel. O Tribunal Regional Federal da 1ª Região deferiu os danos emergentes e afastou os lucros cessantes, o que ensejou a protocolação de recurso especial por ambas as partes. O do Banco Central teve a sequência obstada pelo relator, sendo desprovido o regimental. O trânsito em julgado ocorreu em 8 de fevereiro de 1994. O segundo especial, que versava a matéria dos lucros cessantes, foi conhecido e desprovido. O acórdão veio a ser alcançado pela preclusão maior em 10 de agosto de 1994. Ressalta que, por se tratar de pedidos cumulados, mas divisíveis, que geraram a interposição de recursos distintos, deu-se a formação de duas coisas julgadas, uma referente a cada pleito: a primeira alusiva aos danos emergentes e a segunda, aos lucros cessantes. Assevera ter ocorrido o início da fluência de prazos decadenciais distintos relativos à propositura de ações rescisórias para os interessados, tendo vencido o concernente ao Banco Central em 8 de fevereiro de 1996. A rescisória em exame foi ajuizada em 3 de junho seguinte, cerca de quatro meses após o decurso do prazo. Argumenta que o Superior Tribunal de Justiça, ao dar provimento ao especial, admitindo a rescisória – conclusão mantida no julgamento dos embargos de divergência –, olvidou, além da garantia da coisa julgada, os princípios da segurança jurídica e da celeridade processual. Salienta que a mudança ocorrida na jurisprudência do Tribunal, a partir do julgamento deste processo, acarreta ampliação do prazo para grande parte das rescisórias, em detrimento da garantia inserta no inciso XXXVI do artigo 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5697978. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 28 Relatório RE 666589 / DF 5º da Constituição Federal. Evoca ensinamentos doutrinários e precedentes do Supremo. Subsidiariamente, caso não se entenda prequestionada a matéria, aponta a nulidade da decisão por revelar negativa de prestação jurisdicional. O Banco Central do Brasil, nas contrarrazões de folha 1.867 a 1.881, destaca a ausência de controvérsia de índole constitucional e tem por adequada à espécie a orientação dos Verbete nºs 279 e 636 da Súmula do Supremo. Aduz não disciplinar a Carta da República o prazo para o ajuizamento da rescisória, tampouco definir o conceito de coisa julgada. Defende não se estar diante de questões avulsas que poderiam ensejar a interpretação buscada pela recorrente, mas de “um caso em que se entrelaçam danos emergentes e lucros cessantes, reunidos por uma mesma causa de pedir”, inexistindo margem a assentar-se a decadência. O recurso teve o trânsito obstado na origem, decorrendo a sequência do provimento dado a agravo de instrumento, ocasião em que consignei: AGRAVO REGIMENTAL REDISTRIBUIÇÃO RELEVÂNCIA DA MATÉRIA PRONUNCIAMENTO JUDICIAL COM CARGA DECISÓRIA CAPÍTULOS AUTÔNOMOS PRECLUSÃO MAIOR AÇÃO RESCISÓRIA PRAZO DECADENCIAL JUÍZO DE RETRATAÇÃO PROCESSAMENTO DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. 1. A Ministra Cármen Lúcia negou provimento ao agravo, mediante a decisão de folha 2032 a 2037, ante os seguintes fundamentos: [...] 6. O Superior Tribunal de Justiça decidiu a controvérsia nos termos seguintes: 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5697978. Supremo Tribunal Federal RE 666589 / DF 5º da Constituição Federal. Evoca ensinamentos doutrinários e precedentes do Supremo. Subsidiariamente, caso não se entenda prequestionada a matéria, aponta a nulidade da decisão por revelar negativa de prestação jurisdicional. O Banco Central do Brasil, nas contrarrazões de folha 1.867 a 1.881, destaca a ausência de controvérsia de índole constitucional e tem por adequada à espécie a orientação dos Verbete nºs 279 e 636 da Súmula do Supremo. Aduz não disciplinar a Carta da República o prazo para o ajuizamento da rescisória, tampouco definir o conceito de coisa julgada. Defende não se estar diante de questões avulsas que poderiam ensejar a interpretação buscada pela recorrente, mas de “um caso em que se entrelaçam danos emergentes e lucros cessantes, reunidos por uma mesma causa de pedir”, inexistindo margem a assentar-se a decadência. O recurso teve o trânsito obstado na origem, decorrendo a sequência do provimento dado a agravo de instrumento, ocasião em que consignei: AGRAVO REGIMENTAL REDISTRIBUIÇÃO RELEVÂNCIA DA MATÉRIA PRONUNCIAMENTO JUDICIAL COM CARGA DECISÓRIA CAPÍTULOS AUTÔNOMOS PRECLUSÃO MAIOR AÇÃO RESCISÓRIA PRAZO DECADENCIAL JUÍZO DE RETRATAÇÃO PROCESSAMENTO DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. 1. A Ministra Cármen Lúcia negou provimento ao agravo, mediante a decisão de folha 2032 a 2037, ante os seguintes fundamentos: [...] 6. O Superior Tribunal de Justiça decidiu a controvérsia nos termos seguintes: 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5697978. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 28 Relatório RE 666589 / DF (...) volto a dizer que sentença é uma só. A sentença é o ato que põe termo ao processo art. 162, 1º, do CPC, vale dizer, extingue o processo (art. 269, I, CPC). No art. 269, inciso I, está dito que se extingue o processo com julgamento de mérito quando o juiz acolher ou rejeitar o pedido do autor. Não há, no processo brasileiro, coisa julgada material de capítulos de sentença. Aliás, não se diga que Pontes de Miranda fez tal afirmação, porque o ilustre jurista definiu com precisão coisa julgada formal e coisa julgada material. A coisa julgada em meio ao processo, a chamada coisa julgada formal, que, na verdade, é preclusão (art. 473/CPC), não constitui coisa julgada material, e nem poderia, porque o processo é um caminhar para a frente, e não se pode imaginar que a parte irrecorrida da sentença pudesse constituir coisa julgada oponível às partes. Não é essa a coisa julgada consagrada na Constituição ou na Lei de Introdução e no CPC. Coisa julgada material é a sentença de que não cabe mais recurso, e sentença é ato que põe termo ao processo (art. 162, § 1º do CPC). O prazo para a ação rescisória conta-se do trânsito em julgado da sentença. No CPC, talvez por vezo de não se repetir expressão, diz-se decisão, e, neste caso, cogita-se de sentença transitada em capítulos. Mas é Barbosa Moreira que, interpretando Pontes de Miranda, defende o trânsito em julgado de parte da sentença, quem diz da sinonímia jurídica entre sentença rescindenda e decisão, como diz o CPC no art. 495. É ver a nota 314 nos Com. ao CPC, art. 495 do renomado processualista, pág. 250, 4ª ed. Forense. Em outro artigo, diz o art. 463 que o juiz não pode modificar decisão, e que constitui coisa julgada a sentença indiscutível, não mais sujeita a recursos (art. 467/CPC). Ora, como contar o prazo para a ação rescisória? Como se admitir ações rescisórias em julgados no mesmo processo? É impossível conceber-se a existência de uma ação em curso, ou seja, a pretensão submetida ao julgamento do Estado e, no seu 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5697978. Supremo Tribunal Federal RE 666589 / DF (...) volto a dizer que sentença é uma só. A sentença é o ato que põe termo ao processo art. 162, 1º, do CPC, vale dizer, extingue o processo (art. 269, I, CPC). No art. 269, inciso I, está dito que se extingue o processo com julgamento de mérito quando o juiz acolher ou rejeitar o pedido do autor. Não há, no processo brasileiro, coisa julgada material de capítulos de sentença. Aliás, não se diga que Pontes de Miranda fez tal afirmação, porque o ilustre jurista definiu com precisão coisa julgada formal e coisa julgada material. A coisa julgada em meio ao processo, a chamada coisa julgada formal, que, na verdade, é preclusão (art. 473/CPC), não constitui coisa julgada material, e nem poderia, porque o processo é um caminhar para a frente, e não se pode imaginar que a parte irrecorrida da sentença pudesse constituir coisa julgada oponível às partes. Não é essa a coisa julgada consagrada na Constituição ou na Lei de Introdução e no CPC. Coisa julgada material é a sentença de que não cabe mais recurso, e sentença é ato que põe termo ao processo (art. 162, § 1º do CPC). O prazo para a ação rescisória conta-se do trânsito em julgado da sentença. No CPC, talvez por vezo de não se repetir expressão, diz-se decisão, e, neste caso, cogita-se de sentença transitada em capítulos. Mas é Barbosa Moreira que, interpretando Pontes de Miranda, defende o trânsito em julgado de parte da sentença, quem diz da sinonímia jurídica entre sentença rescindenda e decisão, como diz o CPC no art. 495. É ver a nota 314 nos Com. ao CPC, art. 495 do renomado processualista, pág. 250, 4ª ed. Forense. Em outro artigo, diz o art. 463 que o juiz não pode modificar decisão, e que constitui coisa julgada a sentença indiscutível, não mais sujeita a recursos (art. 467/CPC). Ora, como contar o prazo para a ação rescisória? Como se admitir ações rescisórias em julgados no mesmo processo? É impossível conceber-se a existência de uma ação em curso, ou seja, a pretensão submetida ao julgamento do Estado e, no seu 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5697978. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 28 Relatório RE 666589 / DF curso, enquanto a ação existir, várias ações rescisórias no seu bojo, como bem assinalou o eminente Ministro Franciulli Netto. Se isso é posto dentro da realidade brasileira de morosidade excessiva do Judiciário por força mesmo desse processo, que não acaba nunca, vai-se ao absurdo de imaginar que seja possível, por exemplo, a parte perder o prazo da rescisória, porque houve retardamento na decisão do seu recurso especial ou do seu recurso extraordinário. (...) Parece-me volto a dizer que continuo convencido e que insisto, em prol, quem sabe, de fazer com que se discuta, ao menos dentro da lei e nos termos que ela põe , em respeito à unicidade da sentença, porque sentença é una, não se divide, não pode ser fracionada para efeito da ação rescisória, que não se pode admitir ataque à parte de sentença irrecorrida, enquanto em curso o processo, pedindo mil vênias aos ilustres Ministros que pensam em contrário. Por tais razões, vencido no conhecimento dos embargos de divergência, os rejeito (fls. 1.702-1.704). 7. A controvérsia sobre o prazo para o ajuizamento da ação rescisória foi decidida com base na interpretação e aplicação da legislação processual vigente. Para se concluir de forma diversa, seria necessária a análise dessa legislação infraconstitucional. Assim, a pretensa ofensa à Constituição da República, se tivesse ocorrido, seria indireta. Nesse sentido, os seguintes julgados: EMENTA: EMBARGOS DECLARATÓRIOS CONTRA ACÓRDÃO QUE NEGOU PROVIMENTO A AGRAVO REGIMENTAL, NO QUAL SE DISCUTIU ACERCA DO PRAZO DECADENCIAL PARA O AJUIZAMENTO DE AÇÃO RESCISÓRIA. A DECISÃO EMBARGADA, À LUZ DA JURISPRUDÊNCIA DESTA COLENDA CORTE, AFIRMOU NÃO SER CASO DE OFENSA DIRETA À CARTA MAGNA. ALEGAÇÃO DE OMISSÃO E OBSCURIDADE. Vícios inexistentes, explicitada que se acha 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5697978. Supremo Tribunal Federal RE 666589 / DF curso, enquanto a ação existir, várias ações rescisórias no seu bojo, como bem assinalou o eminente Ministro Franciulli Netto. Se isso é posto dentro da realidade brasileira de morosidade excessiva do Judiciário por força mesmo desse processo, que não acaba nunca, vai-se ao absurdo de imaginar que seja possível, por exemplo, a parte perder o prazo da rescisória, porque houve retardamento na decisão do seu recurso especial ou do seu recurso extraordinário. (...) Parece-me volto a dizer que continuo convencido e que insisto, em prol, quem sabe, de fazer com que se discuta, ao menos dentro da lei e nos termos que ela põe , em respeito à unicidade da sentença, porque sentença é una, não se divide, não pode ser fracionada para efeito da ação rescisória, que não se pode admitir ataque à parte de sentença irrecorrida, enquanto em curso o processo, pedindo mil vênias aos ilustres Ministros que pensam em contrário. Por tais razões, vencido no conhecimento dos embargos de divergência, os rejeito (fls. 1.702-1.704). 7. A controvérsia sobre o prazo para o ajuizamento da ação rescisória foi decidida com base na interpretação e aplicação da legislação processual vigente. Para se concluir de forma diversa, seria necessária a análise dessa legislação infraconstitucional. Assim, a pretensa ofensa à Constituição da República, se tivesse ocorrido, seria indireta. Nesse sentido, os seguintes julgados: EMENTA: EMBARGOS DECLARATÓRIOS CONTRA ACÓRDÃO QUE NEGOU PROVIMENTO A AGRAVO REGIMENTAL, NO QUAL SE DISCUTIU ACERCA DO PRAZO DECADENCIAL PARA O AJUIZAMENTO DE AÇÃO RESCISÓRIA. A DECISÃO EMBARGADA, À LUZ DA JURISPRUDÊNCIA DESTA COLENDA CORTE, AFIRMOU NÃO SER CASO DE OFENSA DIRETA À CARTA MAGNA. ALEGAÇÃO DE OMISSÃO E OBSCURIDADE. Vícios inexistentes, explicitada que se acha 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5697978. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 28 Relatório RE 666589 / DF no acórdão embargado a ausência dos aludidos pressupostos do recurso extraordinário. Pretensão de se renovar o julgamento do regimental, não se mostrando, para isso, adequada a via adotada. Embargos rejeitados (AI 417.114-AgR-ED, Rel. Min. Carlos Britto, Primeira Turma, DJ 30.4.2004). EMENTA: Agravo regimental em agravo de instrumento. 2. Agravo de instrumento que versa sobre prazo decadencial para propositura de ação rescisória. Ofensa reflexa. 3. Razões do agravo regimental dissociadas dos fundamentos desenvolvidos na decisão recorrida. 4. Súmula 284/STF. 5. Agravo regimental a que se nega provimento (AI 437.138-AgR, Rel. Min. Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJ 6.8.2004). E ainda: AI 435.981-AgR, Rel. Min. Sepúlveda Pertence, Primeira Turma, DJ 4.8.2006; RE 385.171-AgR, Rel. Min. Marco Aurélio, Primeira Turma, DJ 5.11.2004; e AI 435.587-AgR, Rel. Min. Ellen Gracie, Segunda Turma, DJ 7.5.2004. Nada há, pois, a prover quanto às alegações da parte agravante. 8. Pelo exposto, nego seguimento a este agravo (art. 557, caput , do Código de Processo Civil e art. 21, § 1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal). Publique-se. Na peça de folha 2041 a 2066, a agravante insiste na natureza constitucional da controvérsia e na circunstância de a rescisória haver sido ajuizada após o decurso do prazo decadencial. Evoca precedentes do Supremo. À folha 2078, a Ministra Cármen Lúcia declarou-se suspeita, por motivo de foro íntimo, sendo o agravo a mim redistribuído. 2. Na interposição deste agravo, atendeu-se aos pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por profissionais da advocacia regularmente constituídos, foi protocolada no prazo legal. Observem a organicidade e a dinâmica do Direito. Se surgirem, no processo, conflitos de interesses autônomos, é 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5697978. Supremo Tribunal Federal RE 666589 / DF no acórdão embargado a ausência dos aludidos pressupostos do recurso extraordinário. Pretensão de se renovar o julgamento do regimental, não se mostrando, para isso, adequada a via adotada. Embargos rejeitados (AI 417.114-AgR-ED, Rel. Min. Carlos Britto, Primeira Turma, DJ 30.4.2004). EMENTA: Agravo regimental em agravo de instrumento. 2. Agravo de instrumento que versa sobre prazo decadencial para propositura de ação rescisória. Ofensa reflexa. 3. Razões do agravo regimental dissociadas dos fundamentos desenvolvidos na decisão recorrida. 4. Súmula 284/STF. 5. Agravo regimental a que se nega provimento (AI 437.138-AgR, Rel. Min. Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJ 6.8.2004). E ainda: AI 435.981-AgR, Rel. Min. Sepúlveda Pertence, Primeira Turma, DJ 4.8.2006; RE 385.171-AgR, Rel. Min. Marco Aurélio, Primeira Turma, DJ 5.11.2004; e AI 435.587-AgR, Rel. Min. Ellen Gracie, Segunda Turma, DJ 7.5.2004. Nada há, pois, a prover quanto às alegações da parte agravante. 8. Pelo exposto, nego seguimento a este agravo (art. 557, caput , do Código de Processo Civil e art. 21, § 1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal). Publique-se. Na peça de folha 2041 a 2066, a agravante insiste na natureza constitucional da controvérsia e na circunstância de a rescisória haver sido ajuizada após o decurso do prazo decadencial. Evoca precedentes do Supremo. À folha 2078, a Ministra Cármen Lúcia declarou-se suspeita, por motivo de foro íntimo, sendo o agravo a mim redistribuído. 2. Na interposição deste agravo, atendeu-se aos pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por profissionais da advocacia regularmente constituídos, foi protocolada no prazo legal. Observem a organicidade e a dinâmica do Direito. Se surgirem, no processo, conflitos de interesses autônomos, é 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5697978. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 28 Relatório RE 666589 / DF possível a acumulação de pedidos. Muito embora isso não seja a praxe, o jurisdicionado pode reconhecer a sintonia de pronunciamento, considerada certa controvérsia, com a ordem jurídica, vindo, então, a protocolar recurso parcial. Assim ocorrendo, a ordem natural das coisas e a disciplina própria ao Direito revelam a preclusão maior quanto ao que decidido e não impugnado. Dessa forma não entendeu o Superior Tribunal de Justiça, que admitiu a ação rescisória depois de passados dois anos da decisão proferida, contra a qual o ora agravado não se teria insurgido. Estaria configurada a mitigação de ato jurídico perfeito e acabado por excelência que é a coisa julgada, base maior do afastamento do descompasso que abalou a paz social. 3. Ante o quadro, reconsidero a decisão que implicou o desprovimento do agravo, para que o recurso extraordinário seja processado. 4. Uma vez recebido o processo, autuem o extraordinário, distribuindo-o por prevenção provimento do agravo de instrumento , apensando os autos deste agravo e colhendo o parecer da Procuradoria Geral da República. 5. Publiquem. Uma vez autuado o extraordinário, o Banco Central requereu a inclusão da matéria na repercussão geral ou a submissão do recurso o Plenário. Os pleitos foram por mim indeferidos, ante os seguintes fundamentos: 2. O recurso é regido pela legislação em vigor na data em que surge o interesse em recorrer. Quanto ao órgão a apreciá-lo se Turma ou o Plenário , a definição cabe ao relator, que, inclusive, pode atuar na via direta, julgando-o. Eis a organicidade do Direito, especialmente do instrumental. 3. Indefiro os pedidos formulados pelo recorrido. 7 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5697978. Supremo Tribunal Federal RE 666589 / DF possível a acumulação de pedidos. Muito embora isso não seja a praxe, o jurisdicionado pode reconhecer a sintonia de pronunciamento, considerada certa controvérsia, com a ordem jurídica, vindo, então, a protocolar recurso parcial. Assim ocorrendo, a ordem natural das coisas e a disciplina própria ao Direito revelam a preclusão maior quanto ao que decidido e não impugnado. Dessa forma não entendeu o Superior Tribunal de Justiça, que admitiu a ação rescisória depois de passados dois anos da decisão proferida, contra a qual o ora agravado não se teria insurgido. Estaria configurada a mitigação de ato jurídico perfeito e acabado por excelência que é a coisa julgada, base maior do afastamento do descompasso que abalou a paz social. 3. Ante o quadro, reconsidero a decisão que implicou o desprovimento do agravo, para que o recurso extraordinário seja processado. 4. Uma vez recebido o processo, autuem o extraordinário, distribuindo-o por prevenção provimento do agravo de instrumento , apensando os autos deste agravo e colhendo o parecer da Procuradoria Geral da República. 5. Publiquem. Uma vez autuado o extraordinário, o Banco Central requereu a inclusão da matéria na repercussão geral ou a submissão do recurso o Plenário. Os pleitos foram por mim indeferidos, ante os seguintes fundamentos: 2. O recurso é regido pela legislação em vigor na data em que surge o interesse em recorrer. Quanto ao órgão a apreciá-lo se Turma ou o Plenário , a definição cabe ao relator, que, inclusive, pode atuar na via direta, julgando-o. Eis a organicidade do Direito, especialmente do instrumental. 3. Indefiro os pedidos formulados pelo recorrido. 7 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5697978. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 28 Relatório RE 666589 / DF Houve a protocolação de agravo regimental, desprovido pela Primeira Turma. A Procuradoria Geral da República, no parecer de folha 1.901 a 1.905, preconiza o conhecimento e não provimento do recurso. É o relatório. 8 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5697978. Supremo Tribunal Federal RE 666589 / DF Houve a protocolação de agravo regimental, desprovido pela Primeira Turma. A Procuradoria Geral da República, no parecer de folha 1.901 a 1.905, preconiza o conhecimento e não provimento do recurso. É o relatório. 8 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5697978. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 28 Antecipação ao Voto 25/03/2014 PRIMEIRA TURMA RECURSO EXTRAORDINÁRIO 666.589 DISTRITO FEDERAL O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (PRESIDENTE E RELATOR) – Antes de proceder à leitura do voto, faço quatro observações. A primeira diz respeito à circunstância de, sem fato, não haver julgamento, e o fato é notório: a passagem dos dois anos. Segunda observação: a coisa julgada é o ato jurídico perfeito por excelência, porque emanado do próprio Judiciário. Tem, portanto, envergadura ímpar. Tanto a possui que somente é mitigada, pela Carta da República, considerada a ação de impugnação autônoma – a rescisória. Terceira observação – e talvez, quem sabe, nisso se possa situar o afastamento do processo por foro íntimo. Este processo é assustador; dos onze que participaram do julgamento no Superior Tribunal de Justiça, quatro já não se encontram mais entre nós; cinco estão aposentados e apenas dois permanecem em atividade, o Ministro Felix Fischer e o Ministro José Dipp. Por último, vou utilizar uma expressão, dirigindo-me à Ministra Rosa Weber, de um gaúcho, a quem admiro, Doutor Paulo Brossard, ex- integrante deste Tribunal. Que tal, Ministra, transportarmos a problemática dos capítulos para nossa sempre lembrada Justiça do Trabalho, quando, às vezes, as letras do alfabeto não são suficientes a mencionar todas as parcelas pleiteadas na inicial, todos os conflitos de interesse? Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5609721. Supremo Tribunal Federal 25/03/2014 PRIMEIRA TURMA RECURSO EXTRAORDINÁRIO 666.589 DISTRITO FEDERAL O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (PRESIDENTE E RELATOR) – Antes de proceder à leitura do voto, faço quatro observações. A primeira diz respeito à circunstância de, sem fato, não haver julgamento, e o fato é notório: a passagem dos dois anos. Segunda observação: a coisa julgada é o ato jurídico perfeito por excelência, porque emanado do próprio Judiciário. Tem, portanto, envergadura ímpar. Tanto a possui que somente é mitigada, pela Carta da República, considerada a ação de impugnação autônoma – a rescisória. Terceira observação – e talvez, quem sabe, nisso se possa situar o afastamento do processo por foro íntimo. Este processo é assustador; dos onze que participaram do julgamento no Superior Tribunal de Justiça, quatro já não se encontram mais entre nós; cinco estão aposentados e apenas dois permanecem em atividade, o Ministro Felix Fischer e o Ministro José Dipp. Por último, vou utilizar uma expressão, dirigindo-me à Ministra Rosa Weber, de um gaúcho, a quem admiro, Doutor Paulo Brossard, ex- integrante deste Tribunal. Que tal, Ministra, transportarmos a problemática dos capítulos para nossa sempre lembrada Justiça do Trabalho, quando, às vezes, as letras do alfabeto não são suficientes a mencionar todas as parcelas pleiteadas na inicial, todos os conflitos de interesse? Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5609721. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 28 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 25/03/2014 PRIMEIRA TURMA RECURSO EXTRAORDINÁRIO 666.589 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na interposição deste recurso, atendeu-se aos pressupostos gerais de recorribilidade. A peça, subscrita por profissionais da advocacia regularmente constituídos (folha 529), veio acompanhada da comprovação do preparo (folhas 1.764 e 1.765) e foi protocolada no prazo assinado em lei. O acórdão alusivo aos embargos de declaração teve notícia veiculada no Diário de 24 de outubro de 2005, segunda-feira, ocorrendo a manifestação do inconformismo em 8 de novembro seguinte, terça-feira. Na origem, houve dissenso expressivo. Apreciando embargos de divergência na Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça, os ministros Francisco Peçanha Martins, redator do acórdão, Humberto Gomes de Barros, Cesar Asfor Rocha, José Delgado, Felix Fischer e Franciulli Netto formaram na corrente vencedora, ficando vencidos os ministros Fontes de Alencar, relator, Barros Monteiro, José Arnaldo da Fonseca, Menezes Direito e Gilson Dipp, sendo formalizados substanciosos votos. Em síntese, a maioria mostrou-se escassa, ou seja, o escore foi de 6 x 5, vencido o relator, ministro Fontes de Alencar. Está em jogo definir o momento preciso em que ocorre o fenômeno da coisa julgada para efeito de assentar o início da fluência do prazo decadencial relativo à propositura de ação rescisória, considerado processo revelador de pedidos cumulados, mas materialmente divisíveis, em que as decisões concernentes a cada qual tornaram-se definitivas em momentos distintos. A controvérsia envolve saber se é possível cogitar de trânsito em julgado individual das decisões autônomas e a implicação dessa cisão para a contagem do prazo de decadência da rescisória. O Superior Tribunal de Justiça, apontando o caráter unitário e indivisível da causa, consignou a inviabilidade do trânsito em julgado de partes diferentes do acórdão rescindendo, devendo o prazo para Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5697979. Supremo Tribunal Federal 25/03/2014 PRIMEIRA TURMA RECURSO EXTRAORDINÁRIO 666.589 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na interposição deste recurso, atendeu-se aos pressupostos gerais de recorribilidade. A peça, subscrita por profissionais da advocacia regularmente constituídos (folha 529), veio acompanhada da comprovação do preparo (folhas 1.764 e 1.765) e foi protocolada no prazo assinado em lei. O acórdão alusivo aos embargos de declaração teve notícia veiculada no Diário de 24 de outubro de 2005, segunda-feira, ocorrendo a manifestação do inconformismo em 8 de novembro seguinte, terça-feira. Na origem, houve dissenso expressivo. Apreciando embargos de divergência na Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça, os ministros Francisco Peçanha Martins, redator do acórdão, Humberto Gomes de Barros, Cesar Asfor Rocha, José Delgado, Felix Fischer e Franciulli Netto formaram na corrente vencedora, ficando vencidos os ministros Fontes de Alencar, relator, Barros Monteiro, José Arnaldo da Fonseca, Menezes Direito e Gilson Dipp, sendo formalizados substanciosos votos. Em síntese, a maioria mostrou-se escassa, ou seja, o escore foi de 6 x 5, vencido o relator, ministro Fontes de Alencar. Está em jogo definir o momento preciso em que ocorre o fenômeno da coisa julgada para efeito de assentar o início da fluência do prazo decadencial relativo à propositura de ação rescisória, considerado processo revelador de pedidos cumulados, mas materialmente divisíveis, em que as decisões concernentes a cada qual tornaram-se definitivas em momentos distintos. A controvérsia envolve saber se é possível cogitar de trânsito em julgado individual das decisões autônomas e a implicação dessa cisão para a contagem do prazo de decadência da rescisória. O Superior Tribunal de Justiça, apontando o caráter unitário e indivisível da causa, consignou a inviabilidade do trânsito em julgado de partes diferentes do acórdão rescindendo, devendo o prazo para Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5697979. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 28 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO RE 666589 / DF propositura de demanda rescisória começar a partir da preclusão maior atinente ao último pronunciamento. Com essas premissas, deu provimento a especial do Banco Central para admitir pedido rescisório, afastada a decadência reconhecida no Tribunal Regional Federal da 1ª Região. O acórdão impugnado está em desarmonia com a melhor doutrina sobre o tema e com a jurisprudência do Supremo, encerrando violação à garantia da coisa julgada, prevista no artigo 5º, inciso XXXVI, da Carta da República. Consoante observa Cândido Rangel Dinamarco, o direito positivo brasileiro permite a configuração de capítulos “do decisório, quer todos de mérito, quer heterogêneos”, cada qual revelando uma “unidade elementar autônoma, no sentido de que cada um deles expressa uma deliberação específica” que “resulta da verificação de pressupostos próprios”. (DINAMARCO, Cândido Rangel. Capítulos de Sentença. 5ª ed. São Paulo: Malheiros, 2013, p. 35). A divisão deve ter em vista o pronunciamento em si, delimitado pelos pedidos, não pelos fundamentos. Assim, os capítulos constam, seguindo os artigos 458, inciso III, e 469 do Código de Processo Civil, na parte dispositiva da sentença. Ainda que envolvida decisão formalmente unitária, esta pode ser materialmente plural, presentes partes cindíveis do dispositivo, cada um, segundo Humberto Theodoro Júnior, “contendo solução para questão autônoma em face das demais”. Consoante o processualista: É longa e consolidada a tradição de nosso direito processual civil, segundo a qual as partes do julgado que resolvem questões autônomas formam de per si sentenças que ostentam vida própria, podendo cada qual ser mantida ou reformada sem prejuízo para as demais. (JÚNIOR THEODORO, Humberto. Curso de Direito Processual Civil. Volume I. 52ª ed., 2011, p. 744). A possibilidade apontada é reflexo da correlação existente entre o 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5697979. Supremo Tribunal Federal RE 666589 / DF propositura de demanda rescisória começar a partir da preclusão maior atinente ao último pronunciamento. Com essas premissas, deu provimento a especial do Banco Central para admitir pedido rescisório, afastada a decadência reconhecida no Tribunal Regional Federal da 1ª Região. O acórdão impugnado está em desarmonia com a melhor doutrina sobre o tema e com a jurisprudência do Supremo, encerrando violação à garantia da coisa julgada, prevista no artigo 5º, inciso XXXVI, da Carta da República. Consoante observa Cândido Rangel Dinamarco, o direito positivo brasileiro permite a configuração de capítulos “do decisório, quer todos de mérito, quer heterogêneos”, cada qual revelando uma “unidade elementar autônoma, no sentido de que cada um deles expressa uma deliberação específica” que “resulta da verificação de pressupostos próprios”. (DINAMARCO, Cândido Rangel. Capítulos de Sentença. 5ª ed. São Paulo: Malheiros, 2013, p. 35). A divisão deve ter em vista o pronunciamento em si, delimitado pelos pedidos, não pelos fundamentos. Assim, os capítulos constam, seguindo os artigos 458, inciso III, e 469 do Código de Processo Civil, na parte dispositiva da sentença. Ainda que envolvida decisão formalmente unitária, esta pode ser materialmente plural, presentes partes cindíveis do dispositivo, cada um, segundo Humberto Theodoro Júnior, “contendo solução para questão autônoma em face das demais”. Consoante o processualista: É longa e consolidada a tradição de nosso direito processual civil, segundo a qual as partes do julgado que resolvem questões autônomas formam de per si sentenças que ostentam vida própria, podendo cada qual ser mantida ou reformada sem prejuízo para as demais. (JÚNIOR THEODORO, Humberto. Curso de Direito Processual Civil. Volume I. 52ª ed., 2011, p. 744). A possibilidade apontada é reflexo da correlação existente entre o 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5697979. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 28 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO RE 666589 / DF pedido – a demanda – e a sentença. A pleitos cumulados, destacáveis, suscetíveis de diferentes prestações jurisdicionais, correspondem capítulos autônomos da sentença ou acórdão (CARNEIRO, Athos Gusmão. Ação Rescisória, Biênio Decadencial e Recurso Parcial. Revista de Processo nº 88, Ano 22, São Paulo: RT, 1997, p. 233). Daí não ser incomum à unidade instrumental da decisão corresponder uma complexidade substancial. A circunstância de haver capítulos dos pronunciamentos repercute, necessariamente, sobre a determinação do objeto possível dos recursos, seja quanto ao conteúdo, seja no tocante ao legitimado recursal. Unidades autônomas de pedidos implicam capítulos diferentes que condicionam, objetiva ou subjetivamente, e sem prejuízo do princípio da unicidade recursal, as vias de impugnação disponibilizadas pelo sistema normativo processual – recursos parciais ou interpostos por ambos os litigantes em face do mesmo ato judicial formalmente considerado. O caso concreto descreve muito bem o fenômeno – a cláusula do acórdão relativa aos danos emergentes foi desafiada por especial do Banco Central, a alusiva aos lucros cessantes, atacada por recurso da PEBB Corretora de Valores. Pressupostos diversos questionados mediante recursos interpostos por partes adversas em razão de fragmentos autônomos do mesmo acórdão. Essa distinção provoca reflexos no cumprimento do ato – que pode ser realizado de modo independente –, assim como – e esta é a questão central deste processo – no trânsito em julgado, que se mostra passível de ocorrer em momentos separados presentes os capítulos autônomos da decisão. Conforme Dinamarco, “podem variar, em relação aos diversos capítulos de uma só sentença, os momentos em que cada um deles passa em julgado”. Segundo esclarece: Essa variação tanto pode ocorrer entre capítulos da mesma natureza (todos de mérito, todos contendo a negativa do julgamento do mérito), como em relação a capítulos heterogêneos […]; pode também ocorrer em caso de capítulos favoráveis a uma das partes, em convívio na mesma sentença com capítulos desfavoráveis, ou mesmo quando todos eles são 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5697979. Supremo Tribunal Federal RE 666589 / DF pedido – a demanda – e a sentença. A pleitos cumulados, destacáveis, suscetíveis de diferentes prestações jurisdicionais, correspondem capítulos autônomos da sentença ou acórdão (CARNEIRO, Athos Gusmão. Ação Rescisória, Biênio Decadencial e Recurso Parcial. Revista de Processo nº 88, Ano 22, São Paulo: RT, 1997, p. 233). Daí não ser incomum à unidade instrumental da decisão corresponder uma complexidade substancial. A circunstância de haver capítulos dos pronunciamentos repercute, necessariamente, sobre a determinação do objeto possível dos recursos, seja quanto ao conteúdo, seja no tocante ao legitimado recursal. Unidades autônomas de pedidos implicam capítulos diferentes que condicionam, objetiva ou subjetivamente, e sem prejuízo do princípio da unicidade recursal, as vias de impugnação disponibilizadas pelo sistema normativo processual – recursos parciais ou interpostos por ambos os litigantes em face do mesmo ato judicial formalmente considerado. O caso concreto descreve muito bem o fenômeno – a cláusula do acórdão relativa aos danos emergentes foi desafiada por especial do Banco Central, a alusiva aos lucros cessantes, atacada por recurso da PEBB Corretora de Valores. Pressupostos diversos questionados mediante recursos interpostos por partes adversas em razão de fragmentos autônomos do mesmo acórdão. Essa distinção provoca reflexos no cumprimento do ato – que pode ser realizado de modo independente –, assim como – e esta é a questão central deste processo – no trânsito em julgado, que se mostra passível de ocorrer em momentos separados presentes os capítulos autônomos da decisão. Conforme Dinamarco, “podem variar, em relação aos diversos capítulos de uma só sentença, os momentos em que cada um deles passa em julgado”. Segundo esclarece: Essa variação tanto pode ocorrer entre capítulos da mesma natureza (todos de mérito, todos contendo a negativa do julgamento do mérito), como em relação a capítulos heterogêneos […]; pode também ocorrer em caso de capítulos favoráveis a uma das partes, em convívio na mesma sentença com capítulos desfavoráveis, ou mesmo quando todos eles são 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5697979. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 28 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO RE 666589 / DF favoráveis a uma só das partes. (DINAMARCO, Cândido Rangel. Capítulos de Sentença. 5ª ed. São Paulo: Malheiros, 2013, p. 118). Essa possibilidade, consoante Athos Gusmão, é uma “decorrência lógica” de assumir-se a teoria dos capítulos autônomos como correta – capítulos diferentes, correspondendo a demandas diversas, podem transitar em julgado em momentos distintos (CARNEIRO, Athos Gusmão. Ação Rescisória, Biênio Decadencial e Recurso Parcial. Revista de Processo nº 88, Ano 22, São Paulo: RT, 1997, p. 233). É nesse sentido o entendimento do Supremo, como ficou decidido na Décima Primeira Questão de Ordem na Ação Penal nº 470/MG, relator ministro Joaquim Barbosa, julgada em 13 de novembro de 2013, Diário da Justiça de 19 de fevereiro de 2014. Na ocasião, o Tribunal, por unanimidade, concluiu pela executoriedade imediata dos capítulos autônomos do acórdão condenatório, declarando o respectivo trânsito em julgado, excluídos aqueles objeto de embargos infringentes. Nessa parte, o acórdão foi assim resumido: […] 2. Sempre que a sentença decide pedidos autônomos, ela gera a formação de capítulos também autônomos, que são juridicamente cindíveis. O julgamento da demanda integrada por mais de uma pretensão exige um ato judicial múltiplo de procedência ou improcedência dos pedidos. Doutrina. 4. (sic) No direito processual penal, o julgamento múltiplo ocorre em razão da diversidade dos fatos típicos imputados e das regras próprias ao concurso material de crimes, em que se exige sentença de estrutura complexa, com condenações múltiplas. 5. É plena a autonomia dos capítulos, a independência da prova e a especificidade das penas impostas aos condenados para cada um dos crimes pelos quais estão sendo processados. 6. O trânsito em julgado refere-se à condenação e não ao processo. A coisa julgada material é a qualidade conferida pela 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5697979. Supremo Tribunal Federal RE 666589 / DF favoráveis a uma só das partes. (DINAMARCO, Cândido Rangel. Capítulos de Sentença. 5ª ed. São Paulo: Malheiros, 2013, p. 118). Essa possibilidade, consoante Athos Gusmão, é uma “decorrência lógica” de assumir-se a teoria dos capítulos autônomos como correta – capítulos diferentes, correspondendo a demandas diversas, podem transitar em julgado em momentos distintos (CARNEIRO, Athos Gusmão. Ação Rescisória, Biênio Decadencial e Recurso Parcial. Revista de Processo nº 88, Ano 22, São Paulo: RT, 1997, p. 233). É nesse sentido o entendimento do Supremo, como ficou decidido na Décima Primeira Questão de Ordem na Ação Penal nº 470/MG, relator ministro Joaquim Barbosa, julgada em 13 de novembro de 2013, Diário da Justiça de 19 de fevereiro de 2014. Na ocasião, o Tribunal, por unanimidade, concluiu pela executoriedade imediata dos capítulos autônomos do acórdão condenatório, declarando o respectivo trânsito em julgado, excluídos aqueles objeto de embargos infringentes. Nessa parte, o acórdão foi assim resumido: […] 2. Sempre que a sentença decide pedidos autônomos, ela gera a formação de capítulos também autônomos, que são juridicamente cindíveis. O julgamento da demanda integrada por mais de uma pretensão exige um ato judicial múltiplo de procedência ou improcedência dos pedidos. Doutrina. 4. (sic) No direito processual penal, o julgamento múltiplo ocorre em razão da diversidade dos fatos típicos imputados e das regras próprias ao concurso material de crimes, em que se exige sentença de estrutura complexa, com condenações múltiplas. 5. É plena a autonomia dos capítulos, a independência da prova e a especificidade das penas impostas aos condenados para cada um dos crimes pelos quais estão sendo processados. 6. O trânsito em julgado refere-se à condenação e não ao processo. A coisa julgada material é a qualidade conferida pela 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5697979. Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 28 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO RE 666589 / DF Constituição Federal e pela Lei à sentença/acórdão que põe fim a determinada lide, o que ocorre com o esgotamento de todas as possibilidades recursais quanto a uma determinada condenação e não quanto ao conjunto de condenações de um processo. No mesmo sentido, o artigo 467 do Código de Processo Civil; e o artigo 105 da Lei de Execuções Penais. Este entendimento já se encontra de longa data sedimentado nesta Corte, nos termos das Súmulas 354 e 514 do Supremo Tribunal Federal. 7. A interposição de embargos infringentes com relação a um dos crimes praticados não relativiza nem aniquila a eficácia da coisa julgada material relativamente às condenações pelos demais crimes praticados em concurso de delitos, que formam capítulos autônomos do acórdão. Descabe transformar a parte irrecorrível da sentença em um simples texto judicial, retirando- lhe temporariamente a força executiva até que seja finalizado outro julgamento, que, inclusive, em nada lhe afetará. Em voto, fiz ver : Presidente, a rigor, a rigor, o Ministério Público poderia ajuizar tantas ações penais quantos os acusados e os crimes praticados. Então, indago: ter-se-ia que aguardar a preclusão maior de cada pronunciamento condenatório nesses diversos processos? Não, não se teria. Optou o Ministério Público pela cumulação subjetiva e objetiva ajuizando, portanto, a ação contra os diversos partícipes dos delitos que teriam sidos cometidos e, consideradas, também, as diversas práticas. Por ficção jurídica, passamos a ter, no mesmo processo, várias ações, levando em conta os réus e os crimes imputados. Não há a menor dúvida de que o acórdão do Supremo possui capítulos, como apontou Vossa Excelência, distintos, autônomos e, evidentemente – trouxe o ministro Teori Zavascki o argumento –, quanto àqueles não impugnados, começou a correr o prazo prescricional da pretensão executória, a teor do disposto no Código Penal. Presidente, não tenho a menor dúvida de que os capítulos não impugnados podem ser acionados em termos – já 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5697979. Supremo Tribunal Federal RE 666589 / DF Constituição Federal e pela Lei à sentença/acórdão que põe fim a determinada lide, o que ocorre com o esgotamento de todas as possibilidades recursais quanto a uma determinada condenação e não quanto ao conjunto de condenações de um processo. No mesmo sentido, o artigo 467 do Código de Processo Civil; e o artigo 105 da Lei de Execuções Penais. Este entendimento já se encontra de longa data sedimentado nesta Corte, nos termos das Súmulas 354 e 514 do Supremo Tribunal Federal. 7. A interposição de embargos infringentes com relação a um dos crimes praticados não relativiza nem aniquila a eficácia da coisa julgada material relativamente às condenações pelos demais crimes praticados em concurso de delitos, que formam capítulos autônomos do acórdão. Descabe transformar a parte irrecorrível da sentença em um simples texto judicial, retirando- lhe temporariamente a força executiva até que seja finalizado outro julgamento, que, inclusive, em nada lhe afetará. Em voto, fiz ver : Presidente, a rigor, a rigor, o Ministério Público poderia ajuizar tantas ações penais quantos os acusados e os crimes praticados. Então, indago: ter-se-ia que aguardar a preclusão maior de cada pronunciamento condenatório nesses diversos processos? Não, não se teria. Optou o Ministério Público pela cumulação subjetiva e objetiva ajuizando, portanto, a ação contra os diversos partícipes dos delitos que teriam sidos cometidos e, consideradas, também, as diversas práticas. Por ficção jurídica, passamos a ter, no mesmo processo, várias ações, levando em conta os réus e os crimes imputados. Não há a menor dúvida de que o acórdão do Supremo possui capítulos, como apontou Vossa Excelência, distintos, autônomos e, evidentemente – trouxe o ministro Teori Zavascki o argumento –, quanto àqueles não impugnados, começou a correr o prazo prescricional da pretensão executória, a teor do disposto no Código Penal. Presidente, não tenho a menor dúvida de que os capítulos não impugnados podem ser acionados em termos – já 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5697979. Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 28 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO RE 666589 / DF que a culpa está selada – de execução da pena. Agora, o mesmo não ocorre, presentes situações em que ainda há pendência de embargos infringentes a serem apreciados por Vossa Excelência […] Relativas a processo penal, em que envolvida pretensão estatal em face da liberdade do acusado, as premissas e conclusões acima explicitadas são ainda mais pertinentes em se tratando de lide civil. O Supremo admite, há muitos anos, a coisa julgada progressiva ante a recorribilidade parcial também no processo civil. É o que consta do Verbete nº 354 da Súmula, segundo o qual, “em caso de embargos infringentes parciais, é definitiva a parte da decisão embargada em que não houve divergência na votação”. Assim, conforme a jurisprudência do Tribunal, a coisa julgada, reconhecida na Carta como cláusula pétrea no inciso XXXVI do artigo 5º, constitui aquela, material, que pode ocorrer de forma progressiva quando fragmentada a sentença em partes autônomas. Disso tudo decorre outra consequência lógica, agora tendo em conta a propositura de rescisória e o prazo para tanto, objeto deste extraordinário: ocorrendo, em datas diversas, o trânsito em julgado de capítulos autônomos da sentença ou do acórdão, tem-se, segundo Barbosa Moreira, a viabilidade de rescisórias distintas, com fundamentos próprios. Consoante afirma o mestre: Cumpre todavia enfatizar que, se algo da decisão recorrida transitou em julgado – por ter ficado fora do alcance do recurso, ou por dele não haver conhecido, no particular, o órgão ad quem –, e se é esse capítulo que se quer impugnar, a ação rescisória deve ser proposta contra a decisão recorrida. Assim, v.g., quando o vício alegado, a existir, residiria na parte unânime do acórdão proferido em grau de apelação, e não naquela outra que, tomada por maioria de votos, tenha dado ensejo a embargos infringentes. Pode, naturalmente, caber nova ação rescisória contra o acórdão dos embargos; mas cada qual terá seus fundamentos próprios e inconfundíveis. (BARBOSA MOREIRA, José Carlos. Comentários ao Código de Processo Civil. 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5697979. Supremo Tribunal Federal RE 666589 / DF que a culpa está selada – de execução da pena. Agora, o mesmo não ocorre, presentes situações em que ainda há pendência de embargos infringentes a serem apreciados por Vossa Excelência […] Relativas a processo penal, em que envolvida pretensão estatal em face da liberdade do acusado, as premissas e conclusões acima explicitadas são ainda mais pertinentes em se tratando de lide civil. O Supremo admite, há muitos anos, a coisa julgada progressiva ante a recorribilidade parcial também no processo civil. É o que consta do Verbete nº 354 da Súmula, segundo o qual, “em caso de embargos infringentes parciais, é definitiva a parte da decisão embargada em que não houve divergência na votação”. Assim, conforme a jurisprudência do Tribunal, a coisa julgada, reconhecida na Carta como cláusula pétrea no inciso XXXVI do artigo 5º, constitui aquela, material, que pode ocorrer de forma progressiva quando fragmentada a sentença em partes autônomas. Disso tudo decorre outra consequência lógica, agora tendo em conta a propositura de rescisória e o prazo para tanto, objeto deste extraordinário: ocorrendo, em datas diversas, o trânsito em julgado de capítulos autônomos da sentença ou do acórdão, tem-se, segundo Barbosa Moreira, a viabilidade de rescisórias distintas, com fundamentos próprios. Consoante afirma o mestre: Cumpre todavia enfatizar que, se algo da decisão recorrida transitou em julgado – por ter ficado fora do alcance do recurso, ou por dele não haver conhecido, no particular, o órgão ad quem –, e se é esse capítulo que se quer impugnar, a ação rescisória deve ser proposta contra a decisão recorrida. Assim, v.g., quando o vício alegado, a existir, residiria na parte unânime do acórdão proferido em grau de apelação, e não naquela outra que, tomada por maioria de votos, tenha dado ensejo a embargos infringentes. Pode, naturalmente, caber nova ação rescisória contra o acórdão dos embargos; mas cada qual terá seus fundamentos próprios e inconfundíveis. (BARBOSA MOREIRA, José Carlos. Comentários ao Código de Processo Civil. 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5697979. Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 28 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO RE 666589 / DF Volume V. 16ª ed. Rio de Janeiro: Forense, 2011, p. 114-115). Essa era a tese já defendida pelo grande Pontes de Miranda no clássico Tratado da Ação Rescisória (5ª ed., Rio de Janeiro: Forense, 1976, p. 353): Há tantas ações rescisórias quantas as decisões trânsitas em julgado em diferentes juízes. Pode-se dar, até, que os prazos preclusivos sejam dois ou mais, porque uma sentença transitou em julgado antes da outra, ou das outras. O prazo preclusivo para a rescisão da sentença que foi proferida, sem recurso, ou com decisão que dele não conheceu, começa com o trânsito em julgado de tal sentença irrecorrida. Se houve recurso quanto a algum ponto, ou alguns pontos, ou todos, tem-se de distinguir aquilo de que se conheceu e o de que não se conheceu. Há o prazo preclusivo a contar da coisa julgada naqueles pontos que foram julgados pela superior instância. A extensão da ação rescisória não é dada pelo pedido. É dada pela sentença que se compõe o pressuposto da rescindibilidade. Se a mesma petição continha três pedidos e o trânsito em julgado, a respeito do julgamento de cada um, foi em três instâncias, há tantas ações rescisórias quantas as instâncias. Considerada a implicação apontada pelos mestres de ontem e de hoje, deve ser recusada qualquer tese versando unidade absoluta de termo inicial do biênio previsto no artigo 495 do Código de Processo Civil. O prazo para formalização da rescisória, em homenagem à natureza fundamental da coisa julgada, só pode iniciar-se de modo independente, relativo a cada decisão autônoma, a partir da preclusão maior progressiva. Nas palavras de Humberto Theodoro, revelada a presença de capítulos diferentes e de recursos parciais, “não há como fugir da possibilidade de contar-se o prazo da rescisória a partir do trânsito em julgado de cada um dos capítulos em que se dividiu a sentença, se nem todos foram uniformemente afetados pelos diversos recursos manejados” (JÚNIOR THEODORO, Humberto. Curso de Direito 7 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5697979. Supremo Tribunal Federal RE 666589 / DF Volume V. 16ª ed. Rio de Janeiro: Forense, 2011, p. 114-115). Essa era a tese já defendida pelo grande Pontes de Miranda no clássico Tratado da Ação Rescisória (5ª ed., Rio de Janeiro: Forense, 1976, p. 353): Há tantas ações rescisórias quantas as decisões trânsitas em julgado em diferentes juízes. Pode-se dar, até, que os prazos preclusivos sejam dois ou mais, porque uma sentença transitou em julgado antes da outra, ou das outras. O prazo preclusivo para a rescisão da sentença que foi proferida, sem recurso, ou com decisão que dele não conheceu, começa com o trânsito em julgado de tal sentença irrecorrida. Se houve recurso quanto a algum ponto, ou alguns pontos, ou todos, tem-se de distinguir aquilo de que se conheceu e o de que não se conheceu. Há o prazo preclusivo a contar da coisa julgada naqueles pontos que foram julgados pela superior instância. A extensão da ação rescisória não é dada pelo pedido. É dada pela sentença que se compõe o pressuposto da rescindibilidade. Se a mesma petição continha três pedidos e o trânsito em julgado, a respeito do julgamento de cada um, foi em três instâncias, há tantas ações rescisórias quantas as instâncias. Considerada a implicação apontada pelos mestres de ontem e de hoje, deve ser recusada qualquer tese versando unidade absoluta de termo inicial do biênio previsto no artigo 495 do Código de Processo Civil. O prazo para formalização da rescisória, em homenagem à natureza fundamental da coisa julgada, só pode iniciar-se de modo independente, relativo a cada decisão autônoma, a partir da preclusão maior progressiva. Nas palavras de Humberto Theodoro, revelada a presença de capítulos diferentes e de recursos parciais, “não há como fugir da possibilidade de contar-se o prazo da rescisória a partir do trânsito em julgado de cada um dos capítulos em que se dividiu a sentença, se nem todos foram uniformemente afetados pelos diversos recursos manejados” (JÚNIOR THEODORO, Humberto. Curso de Direito 7 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5697979. Inteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 28 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO RE 666589 / DF Processual Civil. Volume I. 52ª ed., 2011, p. 745-746). Essa é a orientação adotada pelo Tribunal Superior do Trabalho no inciso II do Verbete nº 100 da Súmula: […] II - Havendo recurso parcial no processo principal, o trânsito em julgado dá-se em momentos e em tribunais diferentes, contando-se o prazo decadencial para a ação rescisória do trânsito em julgado de cada decisão, salvo se o recurso tratar de preliminar ou prejudicial que possa tornar insubsistente a decisão recorrida, hipótese em que flui a decadência a partir do trânsito em julgado da decisão que julgar o recurso parcial. Essa também é, há muito tempo, a posição tomada pelo Supremo. Na Ação Rescisória nº 903/SP, relator ministro Cordeiro Guerra, revisor ministro Moreira Alves, julgada em 17 de junho de 1982, o Tribunal assentou a decadência da rescisória quanto à parte de acórdão não impugnada por embargos de divergência ao concluir ter ocorrido a coisa julgada no tocante a esta, embora não em relação ao capítulo atacado. O entendimento foi assim sintetizado: Ação rescisória. A interposição de embargos de divergência contra acórdão que conhece do recurso extraordinário e lhe dá provimento para julgar procedente a ação só impede o trânsito em julgado desta se abarca todas as questões da demanda, uma vez que, se abranger apenas algumas delas, com relação às demais ocorre a coisa julgada. Decadência da ação rescisória no tocante às questões relativas à ocorrência de decisão ultra petita, de nulidade de testamento em favor da ré, de ilegitimidade da parte, de sentença de primeiro grau sem fundamentação e de vício de citação. [...] 8 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5697979. Supremo Tribunal Federal RE 666589 / DF Processual Civil. Volume I. 52ª ed., 2011, p. 745-746). Essa é a orientação adotada pelo Tribunal Superior do Trabalho no inciso II do Verbete nº 100 da Súmula: […] II - Havendo recurso parcial no processo principal, o trânsito em julgado dá-se em momentos e em tribunais diferentes, contando-se o prazo decadencial para a ação rescisória do trânsito em julgado de cada decisão, salvo se o recurso tratar de preliminar ou prejudicial que possa tornar insubsistente a decisão recorrida, hipótese em que flui a decadência a partir do trânsito em julgado da decisão que julgar o recurso parcial. Essa também é, há muito tempo, a posição tomada pelo Supremo. Na Ação Rescisória nº 903/SP, relator ministro Cordeiro Guerra, revisor ministro Moreira Alves, julgada em 17 de junho de 1982, o Tribunal assentou a decadência da rescisória quanto à parte de acórdão não impugnada por embargos de divergência ao concluir ter ocorrido a coisa julgada no tocante a esta, embora não em relação ao capítulo atacado. O entendimento foi assim sintetizado: Ação rescisória. A interposição de embargos de divergência contra acórdão que conhece do recurso extraordinário e lhe dá provimento para julgar procedente a ação só impede o trânsito em julgado desta se abarca todas as questões da demanda, uma vez que, se abranger apenas algumas delas, com relação às demais ocorre a coisa julgada. Decadência da ação rescisória no tocante às questões relativas à ocorrência de decisão ultra petita, de nulidade de testamento em favor da ré, de ilegitimidade da parte, de sentença de primeiro grau sem fundamentação e de vício de citação. [...] 8 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5697979. Inteiro Teor do Acórdão - Página 18 de 28 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO RE 666589 / DF Em decisão de 1º de dezembro de 2004, na Ação Cautelar nº 112/RN, relator ministro Cezar Peluso, o Pleno, por unanimidade, consignou violar a garantia constitucional da coisa julgada, prevista no artigo 5º, inciso XXXVI, da Carta, ato do Tribunal Superior Eleitoral que, evocado efeito translativo de recurso, implicou cassação de diploma de vice- prefeito que fora absolvido em capítulo decisório de sentença, proferida em ação de investigação judicial eleitoral, não impugnado. O Supremo concluiu pelo trânsito em julgado dessa parte da decisão, apesar da sequência do processo em razão de recurso interposto por prefeito cassado mediante a mesma sentença. Eis a ementa do julgado quanto ao ponto destacado: [...] 2. RECURSO. Especial. Eleitoral. Ação de investigação judicial eleitoral. Captação ilegal de sufrágio. Sentença que cassou o prefeito e absolveu o vice-prefeito, cuja diplomação determinou. Recurso apenas do prefeito. Improvimento pelo TRE, com cassação simultânea e oficial do diploma do vice- prefeito. Alegação de matéria de ordem pública. Acórdão confirmado pelo TSE, sob fundamento de operância do efeito translativo do recurso ordinário. Inadmissibilidade. Trânsito em julgado do capítulo decisório que absolveu o vice- prefeito. Matéria não devolvida pelo recurso do prefeito. Restabelecimento da sentença até o julgamento do recurso extraordinário já admitido. Liminar concedida. Ação cautelar julgada procedente. Ofensa à coisa julgada. Interpretação do art. 5º, XXXVI, da CF, e dos arts. 2º, 262, 467, 509 e 515, todos do CPC. Sob pena de ofensa à garantia constitucional da coisa julgada, não pode tribunal eleitoral, sob invocação do chamado efeito translativo do recurso, no âmbito de cognição do que foi interposto apenas pelo prefeito, cujo diploma foi cassado, por captação ilegal de sufrágio, cassar de ofício o diploma do vice- prefeito absolvido por capítulo decisório da sentença que, não impugnado por ninguém, transitou em julgado. 9 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5697979. Supremo Tribunal Federal RE 666589 / DF Em decisão de 1º de dezembro de 2004, na Ação Cautelar nº 112/RN, relator ministro Cezar Peluso, o Pleno, por unanimidade, consignou violar a garantia constitucional da coisa julgada, prevista no artigo 5º, inciso XXXVI, da Carta, ato do Tribunal Superior Eleitoral que, evocado efeito translativo de recurso, implicou cassação de diploma de vice- prefeito que fora absolvido em capítulo decisório de sentença, proferida em ação de investigação judicial eleitoral, não impugnado. O Supremo concluiu pelo trânsito em julgado dessa parte da decisão, apesar da sequência do processo em razão de recurso interposto por prefeito cassado mediante a mesma sentença. Eis a ementa do julgado quanto ao ponto destacado: [...] 2. RECURSO. Especial. Eleitoral. Ação de investigação judicial eleitoral. Captação ilegal de sufrágio. Sentença que cassou o prefeito e absolveu o vice-prefeito, cuja diplomação determinou. Recurso apenas do prefeito. Improvimento pelo TRE, com cassação simultânea e oficial do diploma do vice- prefeito. Alegação de matéria de ordem pública. Acórdão confirmado pelo TSE, sob fundamento de operância do efeito translativo do recurso ordinário. Inadmissibilidade. Trânsito em julgado do capítulo decisório que absolveu o vice- prefeito. Matéria não devolvida pelo recurso do prefeito. Restabelecimento da sentença até o julgamento do recurso extraordinário já admitido. Liminar concedida. Ação cautelar julgada procedente. Ofensa à coisa julgada. Interpretação do art. 5º, XXXVI, da CF, e dos arts. 2º, 262, 467, 509 e 515, todos do CPC. Sob pena de ofensa à garantia constitucional da coisa julgada, não pode tribunal eleitoral, sob invocação do chamado efeito translativo do recurso, no âmbito de cognição do que foi interposto apenas pelo prefeito, cujo diploma foi cassado, por captação ilegal de sufrágio, cassar de ofício o diploma do vice- prefeito absolvido por capítulo decisório da sentença que, não impugnado por ninguém, transitou em julgado. 9 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5697979. Inteiro Teor do Acórdão - Página 19 de 28 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO RE 666589 / DF Os fundamentos até aqui desenvolvidos revelam, a mais não poder, que o acórdão atacado implicou transgressão ao artigo 5º, inciso XXXVI, da Carta. A rescisória dirige-se contra acórdão do Superior Tribunal confirmando condenação quanto a danos emergentes, cujo trânsito em julgado ocorreu em 8 de fevereiro de 1994. Essa é a data a corresponder ao termo inicial do prazo decadencial, e não aquela, referente à preclusão maior da última decisão – 20 de junho de 1994 –, envolvido especial do recorrente e versados lucros cessantes, matéria que não é objeto da demanda rescisória. Devem ser reconhecidos, sob pena de afronta à garantia constitucional, dois momentos distintos do trânsito em julgado, sendo apenas o primeiro relevante para a formulação do presente pedido rescisório. Tendo sido formalizada a ação em 6 de junho de 1996, evidencia-se a decadência do pleito. Ante o exposto, voto no sentido de dar provimento ao extraordinário para reformar o acórdão recorrido, assentando a decadência do direito e negando seguimento ao pedido rescisório. Ficam invertidos os ônus sucumbenciais. 10 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5697979. Supremo Tribunal Federal RE 666589 / DF Os fundamentos até aqui desenvolvidos revelam, a mais não poder, que o acórdão atacado implicou transgressão ao artigo 5º, inciso XXXVI, da Carta. A rescisória dirige-se contra acórdão do Superior Tribunal confirmando condenação quanto a danos emergentes, cujo trânsito em julgado ocorreu em 8 de fevereiro de 1994. Essa é a data a corresponder ao termo inicial do prazo decadencial, e não aquela, referente à preclusão maior da última decisão – 20 de junho de 1994 –, envolvido especial do recorrente e versados lucros cessantes, matéria que não é objeto da demanda rescisória. Devem ser reconhecidos, sob pena de afronta à garantia constitucional, dois momentos distintos do trânsito em julgado, sendo apenas o primeiro relevante para a formulação do presente pedido rescisório. Tendo sido formalizada a ação em 6 de junho de 1996, evidencia-se a decadência do pleito. Ante o exposto, voto no sentido de dar provimento ao extraordinário para reformar o acórdão recorrido, assentando a decadência do direito e negando seguimento ao pedido rescisório. Ficam invertidos os ônus sucumbenciais. 10 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5697979. Inteiro Teor do Acórdão - Página 20 de 28 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 25/03/2014 PRIMEIRA TURMA RECURSO EXTRAORDINÁRIO 666.589 DISTRITO FEDERAL O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Presidente, em nenhum momento tive dúvida de que não estou de acordo com a decisão do Superior Tribunal de Justiça. Acho inclusive - como bem observou Vossa Excelência - que ela contraria frontalmente, dentre outros pronunciamentos do Supremo, aquele que ficou chancelado, por unanimidade, no julgamento da Ação Penal 470 - como bem observou o ilustre Advogado estreante da tribuna -, uma das poucas unanimidades ocorridas no caso. Aliás, gostaria de exaltar também a atuação não apenas do Advogado Sepúlveda Pertence, como também do advogado do Banco Central, Doutor Flávio José, pela sustentação proficiente e articulada e - eu diria - quase convincente. Porém, discordo na questão de fundo da decisão do Superior Tribunal de Justiça. E tive esse sentimento desde o primeiro momento. A minha dificuldade maior aflorou no tocante a reconhecer ou não dimensão constitucional à matéria que foi trazida. Porque, tradicionalmente, a questão atinente aos requisitos de admissibilidade da ação rescisória, com grande quantidades de precedentes, sempre foi tratada pela Casa como uma questão infraconstitucional. E, portanto, esse foi o ponto ao qual, no pouco tempo que tive, dediquei a maior parte da minha atenção. Lembro-me, Presidente, nosso José Carlos Barbosa Moreira - meu querido Professor e com quem tive oportunidade de conviver por muitos anos - disse certa vez que um amigo ilustre virou-se pra ele e perguntou: "Não sei por que uma pessoa inteligente como você se dedica a um ramo do Direito que cuida de prazos". Portanto, a percepção de que o Direito Processual era predominantemente um Direito focado em prazos. Evidentemente, José Carlos, sem tomar ofensa na imprecação, pensava maior do Direito Processual do que apenas a questão dos prazos. E a verdade é que, refletindo sobre esta questão, cheguei à conclusão que não estamos aqui discutindo prazo decadencial de ajuizamento da Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5619985. Supremo Tribunal Federal 25/03/2014 PRIMEIRA TURMA RECURSO EXTRAORDINÁRIO 666.589 DISTRITO FEDERAL O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Presidente, em nenhum momento tive dúvida de que não estou de acordo com a decisão do Superior Tribunal de Justiça. Acho inclusive - como bem observou Vossa Excelência - que ela contraria frontalmente, dentre outros pronunciamentos do Supremo, aquele que ficou chancelado, por unanimidade, no julgamento da Ação Penal 470 - como bem observou o ilustre Advogado estreante da tribuna -, uma das poucas unanimidades ocorridas no caso. Aliás, gostaria de exaltar também a atuação não apenas do Advogado Sepúlveda Pertence, como também do advogado do Banco Central, Doutor Flávio José, pela sustentação proficiente e articulada e - eu diria - quase convincente. Porém, discordo na questão de fundo da decisão do Superior Tribunal de Justiça. E tive esse sentimento desde o primeiro momento. A minha dificuldade maior aflorou no tocante a reconhecer ou não dimensão constitucional à matéria que foi trazida. Porque, tradicionalmente, a questão atinente aos requisitos de admissibilidade da ação rescisória, com grande quantidades de precedentes, sempre foi tratada pela Casa como uma questão infraconstitucional. E, portanto, esse foi o ponto ao qual, no pouco tempo que tive, dediquei a maior parte da minha atenção. Lembro-me, Presidente, nosso José Carlos Barbosa Moreira - meu querido Professor e com quem tive oportunidade de conviver por muitos anos - disse certa vez que um amigo ilustre virou-se pra ele e perguntou: "Não sei por que uma pessoa inteligente como você se dedica a um ramo do Direito que cuida de prazos". Portanto, a percepção de que o Direito Processual era predominantemente um Direito focado em prazos. Evidentemente, José Carlos, sem tomar ofensa na imprecação, pensava maior do Direito Processual do que apenas a questão dos prazos. E a verdade é que, refletindo sobre esta questão, cheguei à conclusão que não estamos aqui discutindo prazo decadencial de ajuizamento da Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5619985. Inteiro Teor do Acórdão - Página 21 de 28 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO RE 666589 / DF ação rescisória - ponto. Quer dizer, temos aqui uma questão conceitual mais importante que diz respeito à precisa caracterização do que seja exatamente a coisa julgada, notadamente em hipóteses nas quais a decisão possa ser logicamente fragmentada em capítulos. E, aí, a questão da conceituação da coisa julgada transcende a questão do mero prazo de propositura da ação rescisória, o que me leva à convicção de que a presente questão tem uma dimensão constitucional, como de certa forma revela o único caminho possível para se dirimir a dissensão que hoje existe, por exemplo, entre o Superior Tribunal de Justiça e o Tribunal Superior do Trabalho. De modo que, se nós já estivéssemos, neste caso, sob a égide da repercussão geral, eu até acharia que esta seria uma hipótese típica de reconhecimento de repercussão geral pela implicação relevante que tem para a jurisdição no País, de uma maneira geral, inclusive para a jurisdição prestada por Justiças diferentes. Superada a questão da possibilidade de conhecimento da matéria, porque a considero constitucional, acho que não teria dúvida em acolher a tese de que a decisão do Superior Tribunal de Justiça merece reforma. Eu achava tudo isso antes de ter ouvido o bem-lançado, bem-sustentado e inatacável voto proferido pelo Relator e eminente Presidente. De modo que estou acompanhando-o. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (PRESIDENTE E RELATOR) – Não receio a morte, muito menos a aposentadoria. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Mas preferencialmente a aposentadoria. Inclusive os seus amigos gostariam de tê-lo por muitos anos, depois de aposentado, aqui entre nós. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (PRESIDENTE E RELATOR) – Digo sempre: se a genética me ajudar e Ele me esquecer aqui embaixo, quero ficar, gosto muito desta vida! 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5619985. Supremo Tribunal Federal RE 666589 / DF ação rescisória - ponto. Quer dizer, temos aqui uma questão conceitual mais importante que diz respeito à precisa caracterização do que seja exatamente a coisa julgada, notadamente em hipóteses nas quais a decisão possa ser logicamente fragmentada em capítulos. E, aí, a questão da conceituação da coisa julgada transcende a questão do mero prazo de propositura da ação rescisória, o que me leva à convicção de que a presente questão tem uma dimensão constitucional, como de certa forma revela o único caminho possível para se dirimir a dissensão que hoje existe, por exemplo, entre o Superior Tribunal de Justiça e o Tribunal Superior do Trabalho. De modo que, se nós já estivéssemos, neste caso, sob a égide da repercussão geral, eu até acharia que esta seria uma hipótese típica de reconhecimento de repercussão geral pela implicação relevante que tem para a jurisdição no País, de uma maneira geral, inclusive para a jurisdição prestada por Justiças diferentes. Superada a questão da possibilidade de conhecimento da matéria, porque a considero constitucional, acho que não teria dúvida em acolher a tese de que a decisão do Superior Tribunal de Justiça merece reforma. Eu achava tudo isso antes de ter ouvido o bem-lançado, bem-sustentado e inatacável voto proferido pelo Relator e eminente Presidente. De modo que estou acompanhando-o. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (PRESIDENTE E RELATOR) – Não receio a morte, muito menos a aposentadoria. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Mas preferencialmente a aposentadoria. Inclusive os seus amigos gostariam de tê-lo por muitos anos, depois de aposentado, aqui entre nós. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (PRESIDENTE E RELATOR) – Digo sempre: se a genética me ajudar e Ele me esquecer aqui embaixo, quero ficar, gosto muito desta vida! 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5619985. Inteiro Teor do Acórdão - Página 22 de 28 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO RE 666589 / DF O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Não a ponto de dizer: se algum dia eu morrer! Portanto, eu, louvando uma vez mais o empenho da Advocacia do Banco Central, cujo memorial li, cuja sustentação apreciei, cujo ajuizamento da ação rescisória - relembrando os meus tempos de advogado - tenho reservas porque não é incomum que o Poder Público, depois de litigar no processo de conhecimento em todos os níveis de jurisdição, e depois do processo de execução em todos os níveis de jurisdição, ainda venha para um terceiro tempo na ação rescisória não por uma tese nova ou por um fato novo, mas para discutir as mesmas teses que já havia discutido nos dois tempos anteriores. De modo que tenho alguma reserva em relação a se utilizar ação rescisória como uma nova instância recursal, o que não é incomum de acontecer. Porém, não é essa a discussão aqui nem estou dizendo que esse tenha sido o caso. Por essas razões, Presidente, estou acompanhando integralmente o cuidadoso, profundo e bem-lançado voto de Vossa Excelência. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5619985. Supremo Tribunal Federal RE 666589 / DF O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Não a ponto de dizer: se algum dia eu morrer! Portanto, eu, louvando uma vez mais o empenho da Advocacia do Banco Central, cujo memorial li, cuja sustentação apreciei, cujo ajuizamento da ação rescisória - relembrando os meus tempos de advogado - tenho reservas porque não é incomum que o Poder Público, depois de litigar no processo de conhecimento em todos os níveis de jurisdição, e depois do processo de execução em todos os níveis de jurisdição, ainda venha para um terceiro tempo na ação rescisória não por uma tese nova ou por um fato novo, mas para discutir as mesmas teses que já havia discutido nos dois tempos anteriores. De modo que tenho alguma reserva em relação a se utilizar ação rescisória como uma nova instância recursal, o que não é incomum de acontecer. Porém, não é essa a discussão aqui nem estou dizendo que esse tenha sido o caso. Por essas razões, Presidente, estou acompanhando integralmente o cuidadoso, profundo e bem-lançado voto de Vossa Excelência. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5619985. Inteiro Teor do Acórdão - Página 23 de 28 Voto - MIN. ROSA WEBER 25/03/2014 PRIMEIRA TURMA RECURSO EXTRAORDINÁRIO 666.589 DISTRITO FEDERAL VOTO A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER – Senhor Presidente, nem precisaria falar, mas vou fazê-lo por obrigação funcional. Manifesto a minha alegria por ter assistido, hoje, essas duas estreias da tribuna, que muito colaboraram para a minha convicção e nossa reflexão com relação a um tema de tanta beleza, sensibilidade. Cumprimento Vossa Excelência, Presidente, pelo voto, como sempre, com precisão cirúrgica e brilho invulgar. Muito feliz, também, por ter presenciado Vossa Excelência emiti-lo. Vou inverter o meu voto e começar pelo tema de fundo porque, com relação a ele, já me pronunciei, conforme veio nos memoriais e lembrado, inclusive, da tribuna, na própria Ação Penal nº 470, onde a decisão foi, por unanimidade de votos, no sentido da possibilidade do trânsito em julgado em capítulos, das decisões, até por já ter me manifestado sempre, ainda no Tribunal Superior do Trabalho, na mesma linha da compreensão que naquela Corte se formou e está consubstanciada no Verbete nº 100, item II da súmula da sua jurisprudência. Fiquei muito feliz, na fundamentação de Vossa Excelência, de vê-lo lembrar o meu Mestre Barbosa Moreira. E hoje, Vossa Excelência e o Ministro Luís Roberto também o invocaram como Mestre nos bancos acadêmicos. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (PRESIDENTE E RELATOR) – Cursei a Nacional, mas o elegi, desde sempre, Mestre. A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER - Mestre dos mestres em matéria de processo. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Ministra Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5956413. Supremo Tribunal Federal 25/03/2014 PRIMEIRA TURMA RECURSO EXTRAORDINÁRIO 666.589 DISTRITO FEDERAL VOTO A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER – Senhor Presidente, nem precisaria falar, mas vou fazê-lo por obrigação funcional. Manifesto a minha alegria por ter assistido, hoje, essas duas estreias da tribuna, que muito colaboraram para a minha convicção e nossa reflexão com relação a um tema de tanta beleza, sensibilidade. Cumprimento Vossa Excelência, Presidente, pelo voto, como sempre, com precisão cirúrgica e brilho invulgar. Muito feliz, também, por ter presenciado Vossa Excelência emiti-lo. Vou inverter o meu voto e começar pelo tema de fundo porque, com relação a ele, já me pronunciei, conforme veio nos memoriais e lembrado, inclusive, da tribuna, na própria Ação Penal nº 470, onde a decisão foi, por unanimidade de votos, no sentido da possibilidade do trânsito em julgado em capítulos, das decisões, até por já ter me manifestado sempre, ainda no Tribunal Superior do Trabalho, na mesma linha da compreensão que naquela Corte se formou e está consubstanciada no Verbete nº 100, item II da súmula da sua jurisprudência. Fiquei muito feliz, na fundamentação de Vossa Excelência, de vê-lo lembrar o meu Mestre Barbosa Moreira. E hoje, Vossa Excelência e o Ministro Luís Roberto também o invocaram como Mestre nos bancos acadêmicos. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (PRESIDENTE E RELATOR) – Cursei a Nacional, mas o elegi, desde sempre, Mestre. A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER - Mestre dos mestres em matéria de processo. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Ministra Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5956413. Inteiro Teor do Acórdão - Página 24 de 28 Voto - MIN. ROSA WEBER RE 666589 / DF Rosa, eu me considero o único que pode verazmente reivindicar o título de ter sido aluno do Desembargador, Professor, e provavelmente o maior professor que já vi dentro de sala de aula, que foi José Carlos Barbosa Moreira, que ainda é, porque está vivo, mas já não mais como professor. De modo que essa prerrogativa eu reivindico. A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER - Está certo. Então, Barbosa Moreira, para o Ministro Marco Aurélio, tem a mesma posição que tem com relação a mim, que é meu Mestre. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (PRESIDENTE E RELATOR) – Cheguei, inclusive, a sair da Praça da República, onde estava a Nacional, para ir ao Catete, porque… O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Talvez tenha até mais mérito do que eu que já tinha que estar lá mesmo de qualquer jeito. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (PRESIDENTE E RELATOR) – Já na UERJ, no Maracanã? O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - É. Já peguei no Maracanã. A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER - Mas, de qualquer sorte, invocado Barbosa Moreira, junto com Pontes, mais também com quem? Com Athos Gusmão Carneiro. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (PRESIDENTE E RELATOR) – O nosso Athos. A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER - Meu Mestre também em sala de aula. Três anos, Faculdade de Direito de Porto Alegre, 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5956413. Supremo Tribunal Federal RE 666589 / DF Rosa, eu me considero o único que pode verazmente reivindicar o título de ter sido aluno do Desembargador, Professor, e provavelmente o maior professor que já vi dentro de sala de aula, que foi José Carlos Barbosa Moreira, que ainda é, porque está vivo, mas já não mais como professor. De modo que essa prerrogativa eu reivindico. A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER - Está certo. Então, Barbosa Moreira, para o Ministro Marco Aurélio, tem a mesma posição que tem com relação a mim, que é meu Mestre. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (PRESIDENTE E RELATOR) – Cheguei, inclusive, a sair da Praça da República, onde estava a Nacional, para ir ao Catete, porque… O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Talvez tenha até mais mérito do que eu que já tinha que estar lá mesmo de qualquer jeito. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (PRESIDENTE E RELATOR) – Já na UERJ, no Maracanã? O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - É. Já peguei no Maracanã. A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER - Mas, de qualquer sorte, invocado Barbosa Moreira, junto com Pontes, mais também com quem? Com Athos Gusmão Carneiro. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (PRESIDENTE E RELATOR) – O nosso Athos. A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER - Meu Mestre também em sala de aula. Três anos, Faculdade de Direito de Porto Alegre, 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5956413. Inteiro Teor do Acórdão - Página 25 de 28 Voto - MIN. ROSA WEBER RE 666589 / DF Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Meus dois Professores, ao longo de três anos de Processo Civil: o saudoso Professor Galeno Lacerda, recentemente falecido; e Athos Gusmão Carneiro, que está lá, ainda, abrilhantando as letras jurídicas no Rio Grande do Sul, e egresso do STJ - não é? -, nosso Ministro aposentado do STJ. E também fiquei feliz de ver o Ministro Luís Roberto lembrar da resposta de Barbosa Moreira: por que se preocupa tanto com um Direito que só cuida de prazo? E lembrei do nosso Direito do Trabalho, porque às vezes me diziam assim: por que tu gostas tanto de um Direito que só se preocupa e tem, ali, que verificar cartão ponto e hora extra em cartão ponto? Eu dizia: não, não, não; Direito do Trabalho não tem nada disso. Direito do Trabalho cuida de quê? Do trabalho. E o trabalho nada mais é do que o homem trabalhando. Então, o Direito do Trabalho cuida do homem, do ser humano. É um Direito relevantíssimo! E, hoje, fiquei satisfeita de ouvir essa história do Barbosa Moreira, não a conhecia. Então, com relação ao tema de fundo, a possibilidade do trânsito em julgado, da coisa julgada em capítulo, endosso, na íntegra, os belíssimos fundamentos de Vossa Excelência e toda a doutrina trazida; sem deixar de louvar, também, a bela sustentação oral do Doutor Flávio, dizer que: mas não é o Direito do Trabalho só porque as rescisórias, no Direito do Trabalho, as ações sejam propostas por empregadores. Há muitas, sim, por empregados, sobretudo por sindicatos, atuando como substitutos processuais. Mas, na realidade, por uma questão regimental, no TST, só se citam, há necessidade de se citar apenas cinco precedentes com relação a cada um dos verbetes. Digo: o meu exame está sendo na ordem inversa. Eu chego, por essa via estranha, à questão do conhecimento, realmente foi este o ponto, Ministro Luís Roberto, conforme Vossa Excelência, sobre o qual eu me detive, já que, com relação ao tema de fundo, tinha convicção formada. Como conhecer aqui. E eu não posso afastar, sem uma maior reflexão, os belos fundamentos da nossa eminente, querida, Ministra Cármen Lúcia, quando em um primeiro momento negou seguimento ao recurso 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5956413. Supremo Tribunal Federal RE 666589 / DF Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Meus dois Professores, ao longo de três anos de Processo Civil: o saudoso Professor Galeno Lacerda, recentemente falecido; e Athos Gusmão Carneiro, que está lá, ainda, abrilhantando as letras jurídicas no Rio Grande do Sul, e egresso do STJ - não é? -, nosso Ministro aposentado do STJ. E também fiquei feliz de ver o Ministro Luís Roberto lembrar da resposta de Barbosa Moreira: por que se preocupa tanto com um Direito que só cuida de prazo? E lembrei do nosso Direito do Trabalho, porque às vezes me diziam assim: por que tu gostas tanto de um Direito que só se preocupa e tem, ali, que verificar cartão ponto e hora extra em cartão ponto? Eu dizia: não, não, não; Direito do Trabalho não tem nada disso. Direito do Trabalho cuida de quê? Do trabalho. E o trabalho nada mais é do que o homem trabalhando. Então, o Direito do Trabalho cuida do homem, do ser humano. É um Direito relevantíssimo! E, hoje, fiquei satisfeita de ouvir essa história do Barbosa Moreira, não a conhecia. Então, com relação ao tema de fundo, a possibilidade do trânsito em julgado, da coisa julgada em capítulo, endosso, na íntegra, os belíssimos fundamentos de Vossa Excelência e toda a doutrina trazida; sem deixar de louvar, também, a bela sustentação oral do Doutor Flávio, dizer que: mas não é o Direito do Trabalho só porque as rescisórias, no Direito do Trabalho, as ações sejam propostas por empregadores. Há muitas, sim, por empregados, sobretudo por sindicatos, atuando como substitutos processuais. Mas, na realidade, por uma questão regimental, no TST, só se citam, há necessidade de se citar apenas cinco precedentes com relação a cada um dos verbetes. Digo: o meu exame está sendo na ordem inversa. Eu chego, por essa via estranha, à questão do conhecimento, realmente foi este o ponto, Ministro Luís Roberto, conforme Vossa Excelência, sobre o qual eu me detive, já que, com relação ao tema de fundo, tinha convicção formada. Como conhecer aqui. E eu não posso afastar, sem uma maior reflexão, os belos fundamentos da nossa eminente, querida, Ministra Cármen Lúcia, quando em um primeiro momento negou seguimento ao recurso 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5956413. Inteiro Teor do Acórdão - Página 26 de 28 Voto - MIN. ROSA WEBER RE 666589 / DF extraordinário, à compreensão de que se tratava de matéria infraconstitucional. Acresço, aos fundamentos do Ministro Luís Roberto, a circunstância de que a visão é diferente dependendo da posição, do ângulo do objeto sobre o qual nós nos debruçamos. Eu pensava: esta tribuna. Eu tenho uma visão desta tribuna seguramente diferente da visão do Ministro Luís Roberto e do Presidente que está a frente da mesma. Por isso, parece-me, com todo o respeito, que não se está a discutir, aqui, exclusivamente, o dies a quo do prazo decadencial, questão sem dúvida infraconstitucional, eminentemente infraconstitucional. Está a se discutir isso, mas não é só isso. Depende da visão. Estamos a discutir, aqui, se é possível um corte rescisório de uma decisão trânsita em julgado. E, aí, temos o art. 5º, XXXVI, da Constituição Federal. Na minha compreensão, com maior respeito, é um tema de envergadura constitucional. Mas, sem dúvida alguma, é uma matéria delicada, e as compreensões distintas merecem todo o nosso respeito sempre. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Ministra Rosa, quando o primeiro Advogado estreante subiu na tribuna, eu tive a nítida sensação de que os lugares estavam trocados, mas, depois, me veio a sensação é mesmo de que a vida dá voltas. A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER - É isso.. Senhor Presidente, de qualquer sorte, com essas brevíssimas considerações, renovo os meus cumprimentos a Vossa Excelência. Também provejo o recurso extraordinário e acompanho o voto de Vossa Excelência. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5956413. Supremo Tribunal Federal RE 666589 / DF extraordinário, à compreensão de que se tratava de matéria infraconstitucional. Acresço, aos fundamentos do Ministro Luís Roberto, a circunstância de que a visão é diferente dependendo da posição, do ângulo do objeto sobre o qual nós nos debruçamos. Eu pensava: esta tribuna. Eu tenho uma visão desta tribuna seguramente diferente da visão do Ministro Luís Roberto e do Presidente que está a frente da mesma. Por isso, parece-me, com todo o respeito, que não se está a discutir, aqui, exclusivamente, o dies a quo do prazo decadencial, questão sem dúvida infraconstitucional, eminentemente infraconstitucional. Está a se discutir isso, mas não é só isso. Depende da visão. Estamos a discutir, aqui, se é possível um corte rescisório de uma decisão trânsita em julgado. E, aí, temos o art. 5º, XXXVI, da Constituição Federal. Na minha compreensão, com maior respeito, é um tema de envergadura constitucional. Mas, sem dúvida alguma, é uma matéria delicada, e as compreensões distintas merecem todo o nosso respeito sempre. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Ministra Rosa, quando o primeiro Advogado estreante subiu na tribuna, eu tive a nítida sensação de que os lugares estavam trocados, mas, depois, me veio a sensação é mesmo de que a vida dá voltas. A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER - É isso.. Senhor Presidente, de qualquer sorte, com essas brevíssimas considerações, renovo os meus cumprimentos a Vossa Excelência. Também provejo o recurso extraordinário e acompanho o voto de Vossa Excelência. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5956413. Inteiro Teor do Acórdão - Página 27 de 28 Extrato de Ata - 25/03/2014 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA RECURSO EXTRAORDINÁRIO 666.589 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO RECTE.(S) : PEBB CORRETORA DE VALORES LTDA ADV.(A/S) : ARNOLDO WALD FILHO RECDO.(A/S) : BANCO CENTRAL DO BRASIL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO BANCO CENTRAL Decisão: A Turma deu provimento ao recurso extraordinário, nos termos do voto do relator. Unânime. Falaram: o Dr. Sepúlveda Pertence, pela recorrente, e o Dr. Flávio José Roman, Procurador do Banco Central, pelo recorrido. Impedidos os Senhores Ministros Dias Toffoli e Luiz Fux. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 25.3.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 5608675 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA RECURSO EXTRAORDINÁRIO 666.589 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO RECTE.(S) : PEBB CORRETORA DE VALORES LTDA ADV.(A/S) : ARNOLDO WALD FILHO RECDO.(A/S) : BANCO CENTRAL DO BRASIL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO BANCO CENTRAL Decisão: A Turma deu provimento ao recurso extraordinário, nos termos do voto do relator. Unânime. Falaram: o Dr. Sepúlveda Pertence, pela recorrente, e o Dr. Flávio José Roman, Procurador do Banco Central, pelo recorrido. Impedidos os Senhores Ministros Dias Toffoli e Luiz Fux. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 25.3.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 5608675 Inteiro Teor do Acórdão - Página 28 de 28
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=6002684
2014-03-25T00:00:00
2014-06-03T00:00:00
A Turma deu provimento ao recurso extraordinário, nos termos do voto do relator. Unânime. Falaram: o Dr. Sepúlveda Pertence, pela recorrente, e o Dr. Flávio José Roman, Procurador do Banco Central, pelo recorrido. Impedidos os Senhores Ministros Dias Toffoli e Luiz Fux. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 25.3.2014.
RECURSO EXTRAORDINÁRIO
COISA JULGADA – ENVERGADURA. A coisa julgada possui envergadura constitucional. COISA JULGADA – PRONUNCIAMENTO JUDICIAL – CAPÍTULOS AUTÔNOMOS. Os capítulos autônomos do pronunciamento judicial precluem no que não atacados por meio de recurso, surgindo, ante o fenômeno, o termo inicial do biênio decadencial para a propositura da rescisória.
sjur266243
- Acórdão(s) citado(s): (TEORIA DOS CAPÍTULOS AUTÔNOMOS DA SENTENÇA, APLICABILIDADE) AP 470 QO (TP). (COISA JULGADA, FORMAÇÃO PROGRESSIVA) AR 903 (TP). (EFEITO TRASLATIVO, OFENSA, COISA JULGADA) AC 112 (TP). (TEORIA DOS CAPÍTULOS AUTÔNOMOS DA SENTENÇA, APLICABILIDADE) AP 470 (TP). Número de páginas: 28. Análise: 09/06/2014, RAF. Revisão: 25/06/2014, JOS.
MARCO AURÉLIO
Primeira Turma
666589
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00005 INC-00036\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED LEI-005869 ANO-1973\n ART-00458 INC-00003 ART-00495\n CPC-1973 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000354 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-FED SUMTST-000100 \n ITEM-2\n SÚMULA DO TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO - TST" ]
RE
acordaos
RE 666589
[ "" ]
RECTE.(S) : PEBB CORRETORA DE VALORES LTDA ADV.(A/S) : ARNOLDO WALD FILHO RECDO.(A/S) : BANCO CENTRAL DO BRASIL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO BANCO CENTRAL
[ "" ]
Ementa e Acórdão 25/03/2014 PRIMEIRA TURMA RECURSO EXTRAORDINÁRIO 666.589 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO RECTE.(S) :PEBB CORRETORA DE VALORES LTDA ADV.(A/S) :ARNOLDO WALD FILHO RECDO.(A/S) :BANCO CENTRAL DO BRASIL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO BANCO CENTRAL COISA JULGADA – ENVERGADURA. A coisa julgada possui envergadura constitucional. COISA JULGADA – PRONUNCIAMENTO JUDICIAL – CAPÍTULOS AUTÔNOMOS. Os capítulos autônomos do pronunciamento judicial precluem no que não atacados por meio de recurso, surgindo, ante o fenômeno, o termo inicial do biênio decadencial para a propositura da rescisória. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em prover o recurso extraordinário, nos termos do voto do relator e por unanimidade, em sessão presidida pelo Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas. Brasília, 25 de março de 2014. MINISTRO MARCO AURÉLIO – PRESIDENTE E RELATOR Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5697977. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 28 Relatório 25/03/2014 PRIMEIRA TURMA RECURSO EXTRAORDINÁRIO 666.589 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO RECTE.(S) :PEBB CORRETORA DE VALORES LTDA ADV.(A/S) :ARNOLDO WALD FILHO RECDO.(A/S) :BANCO CENTRAL DO BRASIL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO BANCO CENTRAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O Superior Tribunal de Justiça negou acolhida a pedido formulado em embargos de divergência, ante fundamentos assim resumidos (folha 1.663): PROCESSUAL CIVIL – EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA NO RECURSO ESPECIAL – AÇÃO RESCISÓRIA – PRAZO PARA PROPOSITURA – TERMO INICIAL – TRÂNSITO EM JULGADO DA ÚLTIMA DECISÃO PROFERIDA NOS AUTOS – Código de Processo Civil, ARTS. 162, 163, 267, 269 E 495. – A coisa julgada material é a qualidade conferida por lei à sentença /acórdão que resolve todas as questões suscitadas pondo fim ao processo, extinguindo, pois, a lide. - Sendo a ação una e indivisível, não há que se falar em fracionamento da sentença/acórdão, o que afasta a possibilidade do seu trânsito em julgado parcial. – Consoante o disposto no art. 495 do Código de Processo Civil, o direito de propor a ação rescisória se extingue após o decurso de dois anos contados do trânsito em julgado da última decisão proferida na causa. – Embargos de divergência improvidos. Os embargos de declaração que se seguiram foram desprovidos pelo Colegiado (folha 1.712 a 1.721). Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5697978. Supremo Tribunal Federal 25/03/2014 PRIMEIRA TURMA RECURSO EXTRAORDINÁRIO 666.589 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO RECTE.(S) :PEBB CORRETORA DE VALORES LTDA ADV.(A/S) :ARNOLDO WALD FILHO RECDO.(A/S) :BANCO CENTRAL DO BRASIL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO BANCO CENTRAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O Superior Tribunal de Justiça negou acolhida a pedido formulado em embargos de divergência, ante fundamentos assim resumidos (folha 1.663): PROCESSUAL CIVIL – EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA NO RECURSO ESPECIAL – AÇÃO RESCISÓRIA – PRAZO PARA PROPOSITURA – TERMO INICIAL – TRÂNSITO EM JULGADO DA ÚLTIMA DECISÃO PROFERIDA NOS AUTOS – Código de Processo Civil, ARTS. 162, 163, 267, 269 E 495. – A coisa julgada material é a qualidade conferida por lei à sentença /acórdão que resolve todas as questões suscitadas pondo fim ao processo, extinguindo, pois, a lide. - Sendo a ação una e indivisível, não há que se falar em fracionamento da sentença/acórdão, o que afasta a possibilidade do seu trânsito em julgado parcial. – Consoante o disposto no art. 495 do Código de Processo Civil, o direito de propor a ação rescisória se extingue após o decurso de dois anos contados do trânsito em julgado da última decisão proferida na causa. – Embargos de divergência improvidos. Os embargos de declaração que se seguiram foram desprovidos pelo Colegiado (folha 1.712 a 1.721). Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5697978. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 28 Relatório Recurso Extraordinário 666589 / DF No extraordinário de folha 1.727 a 1.761, interposto com alegada base na alínea “a” do permissivo constitucional, PEBB Corretora de Valores Ltda. argui a ofensa aos artigos 5..., cabeça e incisos XXXVI, LIV, LV e LXXVIII, e 93, inciso IX, da Carta da República. Aduz estar em jogo a conceituação da coisa julgada e o momento preciso em que se dá o fenômeno, considerando-se o início da fluência do prazo decadencial para a propositura da ação rescisória. Afirma haver ajuizado ação contra o Banco Central, pleiteando indenização por danos sofridos em virtude de negligência na fiscalização do Grupo Coroa-Brastel. O Tribunal Regional Federal da 1... Região deferiu os danos emergentes e afastou os lucros cessantes, o que ensejou a protocolação de recurso especial por ambas as partes. O do Banco Central teve a sequência obstada pelo relator, sendo desprovido o regimental. O trânsito em julgado ocorreu em 8 de fevereiro de 1994. O segundo especial, que versava a matéria dos lucros cessantes, foi conhecido e desprovido. O acórdão veio a ser alcançado pela preclusão maior em 10 de agosto de 1994. Ressalta que, por se tratar de pedidos cumulados, mas divisíveis, que geraram a interposição de recursos distintos, deu-se a formação de duas coisas julgadas, uma referente a cada pleito: a primeira alusiva aos danos emergentes e a segunda, aos lucros cessantes. Assevera ter ocorrido o início da fluência de prazos decadenciais distintos relativos à propositura de ações rescisórias para os interessados, tendo vencido o concernente ao Banco Central em 8 de fevereiro de 1996. A rescisória em exame foi ajuizada em 3 de junho seguinte, cerca de quatro meses após o decurso do prazo. Argumenta que o Superior Tribunal de Justiça, ao dar provimento ao especial, admitindo a rescisória – conclusão mantida no julgamento dos embargos de divergência –, olvidou, além da garantia da coisa julgada, os princípios da segurança jurídica e da celeridade processual. Salienta que a mudança ocorrida na jurisprudência do Tribunal, a partir do julgamento deste processo, acarreta ampliação do prazo para grande parte das rescisórias, em detrimento da garantia inserta no inciso XXXVI do artigo 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5697978. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 666589 / DF No extraordinário de folha 1.727 a 1.761, interposto com alegada base na alínea “a” do permissivo constitucional, PEBB Corretora de Valores Ltda. argui a ofensa aos artigos 5..., cabeça e incisos XXXVI, LIV, LV e LXXVIII, e 93, inciso IX, da Carta da República. Aduz estar em jogo a conceituação da coisa julgada e o momento preciso em que se dá o fenômeno, considerando-se o início da fluência do prazo decadencial para a propositura da ação rescisória. Afirma haver ajuizado ação contra o Banco Central, pleiteando indenização por danos sofridos em virtude de negligência na fiscalização do Grupo Coroa-Brastel. O Tribunal Regional Federal da 1... Região deferiu os danos emergentes e afastou os lucros cessantes, o que ensejou a protocolação de recurso especial por ambas as partes. O do Banco Central teve a sequência obstada pelo relator, sendo desprovido o regimental. O trânsito em julgado ocorreu em 8 de fevereiro de 1994. O segundo especial, que versava a matéria dos lucros cessantes, foi conhecido e desprovido. O acórdão veio a ser alcançado pela preclusão maior em 10 de agosto de 1994. Ressalta que, por se tratar de pedidos cumulados, mas divisíveis, que geraram a interposição de recursos distintos, deu-se a formação de duas coisas julgadas, uma referente a cada pleito: a primeira alusiva aos danos emergentes e a segunda, aos lucros cessantes. Assevera ter ocorrido o início da fluência de prazos decadenciais distintos relativos à propositura de ações rescisórias para os interessados, tendo vencido o concernente ao Banco Central em 8 de fevereiro de 1996. A rescisória em exame foi ajuizada em 3 de junho seguinte, cerca de quatro meses após o decurso do prazo. Argumenta que o Superior Tribunal de Justiça, ao dar provimento ao especial, admitindo a rescisória – conclusão mantida no julgamento dos embargos de divergência –, olvidou, além da garantia da coisa julgada, os princípios da segurança jurídica e da celeridade processual. Salienta que a mudança ocorrida na jurisprudência do Tribunal, a partir do julgamento deste processo, acarreta ampliação do prazo para grande parte das rescisórias, em detrimento da garantia inserta no inciso XXXVI do artigo 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5697978. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 28 Relatório Recurso Extraordinário 666589 / DF 5... da Constituição Federal. Evoca ensinamentos doutrinários e precedentes do Supremo. Subsidiariamente, caso não se entenda prequestionada a matéria, aponta a nulidade da decisão por revelar negativa de prestação jurisdicional. O Banco Central do Brasil, nas contrarrazões de folha 1.867 a 1.881, destaca a ausência de controvérsia de índole constitucional e tem por adequada à espécie a orientação dos Verbete ns 279 e 636 da Súmula do Supremo. Aduz não disciplinar a Carta da República o prazo para o ajuizamento da rescisória, tampouco definir o conceito de coisa julgada. Defende não se estar diante de questões avulsas que poderiam ensejar a interpretação buscada pela recorrente, mas de “um caso em que se entrelaçam danos emergentes e lucros cessantes, reunidos por uma mesma causa de pedir”, inexistindo margem a assentar-se a decadência. O recurso teve o trânsito obstado na origem, decorrendo a sequência do provimento dado a agravo de instrumento, ocasião em que consignei: AGRAVO REGIMENTAL REDISTRIBUIÇÃO RELEVÂNCIA DA MATÉRIA PRONUNCIAMENTO JUDICIAL COM CARGA DECISÓRIA CAPÍTULOS AUTÔNOMOS PRECLUSÃO MAIOR AÇÃO RESCISÓRIA PRAZO DECADENCIAL JUÍZO DE RETRATAÇÃO PROCESSAMENTO DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. 1. A Ministra Cármen Lúcia negou provimento ao agravo, mediante a decisão de folha 2032 a 2037, ante os seguintes fundamentos: [...] 6. O Superior Tribunal de Justiça decidiu a controvérsia nos termos seguintes: 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5697978. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 666589 / DF 5... da Constituição Federal. Evoca ensinamentos doutrinários e precedentes do Supremo. Subsidiariamente, caso não se entenda prequestionada a matéria, aponta a nulidade da decisão por revelar negativa de prestação jurisdicional. O Banco Central do Brasil, nas contrarrazões de folha 1.867 a 1.881, destaca a ausência de controvérsia de índole constitucional e tem por adequada à espécie a orientação dos Verbete ns 279 e 636 da Súmula do Supremo. Aduz não disciplinar a Carta da República o prazo para o ajuizamento da rescisória, tampouco definir o conceito de coisa julgada. Defende não se estar diante de questões avulsas que poderiam ensejar a interpretação buscada pela recorrente, mas de “um caso em que se entrelaçam danos emergentes e lucros cessantes, reunidos por uma mesma causa de pedir”, inexistindo margem a assentar-se a decadência. O recurso teve o trânsito obstado na origem, decorrendo a sequência do provimento dado a agravo de instrumento, ocasião em que consignei: AGRAVO REGIMENTAL REDISTRIBUIÇÃO RELEVÂNCIA DA MATÉRIA PRONUNCIAMENTO JUDICIAL COM CARGA DECISÓRIA CAPÍTULOS AUTÔNOMOS PRECLUSÃO MAIOR AÇÃO RESCISÓRIA PRAZO DECADENCIAL JUÍZO DE RETRATAÇÃO PROCESSAMENTO DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. 1. A Ministra Cármen Lúcia negou provimento ao agravo, mediante a decisão de folha 2032 a 2037, ante os seguintes fundamentos: [...] 6. O Superior Tribunal de Justiça decidiu a controvérsia nos termos seguintes: 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5697978. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 28 Relatório Recurso Extraordinário 666589 / DF (...) volto a dizer que sentença é uma só. A sentença é o ato que põe termo ao processo art. 162, 1..., do Código de Processo Civil, vale dizer, extingue o processo (art. 269, I, Código de Processo Civil). No art. 269, inciso I, está dito que se extingue o processo com julgamento de mérito quando o juiz acolher ou rejeitar o pedido do autor. Não há, no processo brasileiro, coisa julgada material de capítulos de sentença. Aliás, não se diga que Pontes de Miranda fez tal afirmação, porque o ilustre jurista definiu com precisão coisa julgada formal e coisa julgada material. A coisa julgada em meio ao processo, a chamada coisa julgada formal, que, na verdade, é preclusão (art. 473/Código de Processo Civil), não constitui coisa julgada material, e nem poderia, porque o processo é um caminhar para a frente, e não se pode imaginar que a parte irrecorrida da sentença pudesse constituir coisa julgada oponível às partes. Não é essa a coisa julgada consagrada na Constituição ou na Lei de Introdução e no Código de Processo Civil. Coisa julgada material é a sentença de que não cabe mais recurso, e sentença é ato que põe termo ao processo (art. 162, § 1... do Código de Processo Civil). O prazo para a ação rescisória conta-se do trânsito em julgado da sentença. No Código de Processo Civil, talvez por vezo de não se repetir expressão, diz-se decisão, e, neste caso, cogita-se de sentença transitada em capítulos. Mas é Barbosa Moreira que, interpretando Pontes de Miranda, defende o trânsito em julgado de parte da sentença, quem diz da sinonímia jurídica entre sentença rescindenda e decisão, como diz o Código de Processo Civil no art. 495. É ver a nota 314 nos Com. ao Código de Processo Civil, art. 495 do renomado processualista, pág. 250, 4... ed. Forense. Em outro artigo, diz o art. 463 que o juiz não pode modificar decisão, e que constitui coisa julgada a sentença indiscutível, não mais sujeita a recursos (art. 467/Código de Processo Civil). Ora, como contar o prazo para a ação rescisória? Como se admitir ações rescisórias em julgados no mesmo processo? É impossível conceber-se a existência de uma ação em curso, ou seja, a pretensão submetida ao julgamento do Estado e, no seu 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5697978. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 666589 / DF (...) volto a dizer que sentença é uma só. A sentença é o ato que põe termo ao processo art. 162, 1..., do Código de Processo Civil, vale dizer, extingue o processo (art. 269, I, Código de Processo Civil). No art. 269, inciso I, está dito que se extingue o processo com julgamento de mérito quando o juiz acolher ou rejeitar o pedido do autor. Não há, no processo brasileiro, coisa julgada material de capítulos de sentença. Aliás, não se diga que Pontes de Miranda fez tal afirmação, porque o ilustre jurista definiu com precisão coisa julgada formal e coisa julgada material. A coisa julgada em meio ao processo, a chamada coisa julgada formal, que, na verdade, é preclusão (art. 473/Código de Processo Civil), não constitui coisa julgada material, e nem poderia, porque o processo é um caminhar para a frente, e não se pode imaginar que a parte irrecorrida da sentença pudesse constituir coisa julgada oponível às partes. Não é essa a coisa julgada consagrada na Constituição ou na Lei de Introdução e no Código de Processo Civil. Coisa julgada material é a sentença de que não cabe mais recurso, e sentença é ato que põe termo ao processo (art. 162, § 1... do Código de Processo Civil). O prazo para a ação rescisória conta-se do trânsito em julgado da sentença. No Código de Processo Civil, talvez por vezo de não se repetir expressão, diz-se decisão, e, neste caso, cogita-se de sentença transitada em capítulos. Mas é Barbosa Moreira que, interpretando Pontes de Miranda, defende o trânsito em julgado de parte da sentença, quem diz da sinonímia jurídica entre sentença rescindenda e decisão, como diz o Código de Processo Civil no art. 495. É ver a nota 314 nos Com. ao Código de Processo Civil, art. 495 do renomado processualista, pág. 250, 4... ed. Forense. Em outro artigo, diz o art. 463 que o juiz não pode modificar decisão, e que constitui coisa julgada a sentença indiscutível, não mais sujeita a recursos (art. 467/Código de Processo Civil). Ora, como contar o prazo para a ação rescisória? Como se admitir ações rescisórias em julgados no mesmo processo? É impossível conceber-se a existência de uma ação em curso, ou seja, a pretensão submetida ao julgamento do Estado e, no seu 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5697978. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 28 Relatório Recurso Extraordinário 666589 / DF curso, enquanto a ação existir, várias ações rescisórias no seu bojo, como bem assinalou o eminente Ministro Franciulli Netto. Se isso é posto dentro da realidade brasileira de morosidade excessiva do Judiciário por força mesmo desse processo, que não acaba nunca, vai-se ao absurdo de imaginar que seja possível, por exemplo, a parte perder o prazo da rescisória, porque houve retardamento na decisão do seu recurso especial ou do seu recurso extraordinário. (...) Parece-me volto a dizer que continuo convencido e que insisto, em prol, quem sabe, de fazer com que se discuta, ao menos dentro da lei e nos termos que ela põe , em respeito à unicidade da sentença, porque sentença é una, não se divide, não pode ser fracionada para efeito da ação rescisória, que não se pode admitir ataque à parte de sentença irrecorrida, enquanto em curso o processo, pedindo mil vênias aos ilustres Ministros que pensam em contrário. Por tais razões, vencido no conhecimento dos embargos de divergência, os rejeito (fls. 1.702-1.704). 7. A controvérsia sobre o prazo para o ajuizamento da ação rescisória foi decidida com base na interpretação e aplicação da legislação processual vigente. Para se concluir de forma diversa, seria necessária a análise dessa legislação infraconstitucional. Assim, a pretensa ofensa à Constituição da República, se tivesse ocorrido, seria indireta. Nesse sentido, os seguintes julgados: EMENTA: EMBARGOS DECLARATÓRIOS CONTRA ACÓRDÃO QUE NEGOU PROVIMENTO A AGRAVO REGIMENTAL, NO QUAL SE DISCUTIU ACERCA DO PRAZO DECADENCIAL PARA O AJUIZAMENTO DE AÇÃO RESCISÓRIA. A DECISÃO EMBARGADA, À LUZ DA JURISPRUDÊNCIA DESTA COLENDA CORTE, AFIRMOU NÃO SER CASO DE OFENSA DIRETA À CARTA MAGNA. ALEGAÇÃO DE OMISSÃO E OBSCURIDADE. Vícios inexistentes, explicitada que se acha 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5697978. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 666589 / DF curso, enquanto a ação existir, várias ações rescisórias no seu bojo, como bem assinalou o eminente Ministro Franciulli Netto. Se isso é posto dentro da realidade brasileira de morosidade excessiva do Judiciário por força mesmo desse processo, que não acaba nunca, vai-se ao absurdo de imaginar que seja possível, por exemplo, a parte perder o prazo da rescisória, porque houve retardamento na decisão do seu recurso especial ou do seu recurso extraordinário. (...) Parece-me volto a dizer que continuo convencido e que insisto, em prol, quem sabe, de fazer com que se discuta, ao menos dentro da lei e nos termos que ela põe , em respeito à unicidade da sentença, porque sentença é una, não se divide, não pode ser fracionada para efeito da ação rescisória, que não se pode admitir ataque à parte de sentença irrecorrida, enquanto em curso o processo, pedindo mil vênias aos ilustres Ministros que pensam em contrário. Por tais razões, vencido no conhecimento dos embargos de divergência, os rejeito (fls. 1.702-1.704). 7. A controvérsia sobre o prazo para o ajuizamento da ação rescisória foi decidida com base na interpretação e aplicação da legislação processual vigente. Para se concluir de forma diversa, seria necessária a análise dessa legislação infraconstitucional. Assim, a pretensa ofensa à Constituição da República, se tivesse ocorrido, seria indireta. Nesse sentido, os seguintes julgados: EMENTA: EMBARGOS DECLARATÓRIOS CONTRA ACÓRDÃO QUE NEGOU PROVIMENTO A AGRAVO REGIMENTAL, NO QUAL SE DISCUTIU ACERCA DO PRAZO DECADENCIAL PARA O AJUIZAMENTO DE AÇÃO RESCISÓRIA. A DECISÃO EMBARGADA, À LUZ DA JURISPRUDÊNCIA DESTA COLENDA CORTE, AFIRMOU NÃO SER CASO DE OFENSA DIRETA À CARTA MAGNA. ALEGAÇÃO DE OMISSÃO E OBSCURIDADE. Vícios inexistentes, explicitada que se acha 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5697978. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 28 Relatório Recurso Extraordinário 666589 / DF no acórdão embargado a ausência dos aludidos pressupostos do recurso extraordinário. Pretensão de se renovar o julgamento do regimental, não se mostrando, para isso, adequada a via adotada. Embargos rejeitados (AI 417.114-AgR-ED, Rel. Min. Carlos Britto, Primeira Turma, DJ 30.4.2004). EMENTA: Agravo regimental em agravo de instrumento. 2. Agravo de instrumento que versa sobre prazo decadencial para propositura de ação rescisória. Ofensa reflexa. 3. Razões do agravo regimental dissociadas dos fundamentos desenvolvidos na decisão recorrida. 4. Súmula 284/Supremo Tribunal Federal. 5. Agravo regimental a que se nega provimento (AI 437.138-AgR, Rel. Min. Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJ 6.8.2004). E ainda: AI 435.981-AgR, Rel. Min. Sepúlveda Pertence, Primeira Turma, DJ 4.8.2006; Recurso Extraordinário 385.171-AgR, Rel. Min. Marco Aurélio, Primeira Turma, DJ 5.11.2004; e AI 435.587-AgR, Rel. Min. Ellen Gracie, Segunda Turma, DJ 7.5.2004. Nada há, pois, a prover quanto às alegações da parte agravante. 8. Pelo exposto, nego seguimento a este agravo (art. 557, caput , do Código de Processo Civil e art. 21, § 1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal). Publique-se. Na peça de folha 2041 a 2066, a agravante insiste na natureza constitucional da controvérsia e na circunstância de a rescisória haver sido ajuizada após o decurso do prazo decadencial. Evoca precedentes do Supremo. À folha 2078, a Ministra Cármen Lúcia declarou-se suspeita, por motivo de foro íntimo, sendo o agravo a mim redistribuído. 2. Na interposição deste agravo, atendeu-se aos pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por profissionais da advocacia regularmente constituídos, foi protocolada no prazo legal. Observem a organicidade e a dinâmica do Direito. Se surgirem, no processo, conflitos de interesses autônomos, é 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5697978. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 666589 / DF no acórdão embargado a ausência dos aludidos pressupostos do recurso extraordinário. Pretensão de se renovar o julgamento do regimental, não se mostrando, para isso, adequada a via adotada. Embargos rejeitados (AI 417.114-AgR-ED, Rel. Min. Carlos Britto, Primeira Turma, DJ 30.4.2004). EMENTA: Agravo regimental em agravo de instrumento. 2. Agravo de instrumento que versa sobre prazo decadencial para propositura de ação rescisória. Ofensa reflexa. 3. Razões do agravo regimental dissociadas dos fundamentos desenvolvidos na decisão recorrida. 4. Súmula 284/Supremo Tribunal Federal. 5. Agravo regimental a que se nega provimento (AI 437.138-AgR, Rel. Min. Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJ 6.8.2004). E ainda: AI 435.981-AgR, Rel. Min. Sepúlveda Pertence, Primeira Turma, DJ 4.8.2006; Recurso Extraordinário 385.171-AgR, Rel. Min. Marco Aurélio, Primeira Turma, DJ 5.11.2004; e AI 435.587-AgR, Rel. Min. Ellen Gracie, Segunda Turma, DJ 7.5.2004. Nada há, pois, a prover quanto às alegações da parte agravante. 8. Pelo exposto, nego seguimento a este agravo (art. 557, caput , do Código de Processo Civil e art. 21, § 1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal). Publique-se. Na peça de folha 2041 a 2066, a agravante insiste na natureza constitucional da controvérsia e na circunstância de a rescisória haver sido ajuizada após o decurso do prazo decadencial. Evoca precedentes do Supremo. À folha 2078, a Ministra Cármen Lúcia declarou-se suspeita, por motivo de foro íntimo, sendo o agravo a mim redistribuído. 2. Na interposição deste agravo, atendeu-se aos pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por profissionais da advocacia regularmente constituídos, foi protocolada no prazo legal. Observem a organicidade e a dinâmica do Direito. Se surgirem, no processo, conflitos de interesses autônomos, é 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5697978. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 28 Relatório Recurso Extraordinário 666589 / DF possível a acumulação de pedidos. Muito embora isso não seja a praxe, o jurisdicionado pode reconhecer a sintonia de pronunciamento, considerada certa controvérsia, com a ordem jurídica, vindo, então, a protocolar recurso parcial. Assim ocorrendo, a ordem natural das coisas e a disciplina própria ao Direito revelam a preclusão maior quanto ao que decidido e não impugnado. Dessa forma não entendeu o Superior Tribunal de Justiça, que admitiu a ação rescisória depois de passados dois anos da decisão proferida, contra a qual o ora agravado não se teria insurgido. Estaria configurada a mitigação de ato jurídico perfeito e acabado por excelência que é a coisa julgada, base maior do afastamento do descompasso que abalou a paz social. 3. Ante o quadro, reconsidero a decisão que implicou o desprovimento do agravo, para que o recurso extraordinário seja processado. 4. Uma vez recebido o processo, autuem o extraordinário, distribuindo-o por prevenção provimento do agravo de instrumento , apensando os autos deste agravo e colhendo o parecer da Procuradoria Geral da República. 5. Publiquem. Uma vez autuado o extraordinário, o Banco Central requereu a inclusão da matéria na repercussão geral ou a submissão do recurso o Plenário. Os pleitos foram por mim indeferidos, ante os seguintes fundamentos: 2. O recurso é regido pela legislação em vigor na data em que surge o interesse em recorrer. Quanto ao órgão a apreciá-lo se Turma ou o Plenário , a definição cabe ao relator, que, inclusive, pode atuar na via direta, julgando-o. Eis a organicidade do Direito, especialmente do instrumental. 3. Indefiro os pedidos formulados pelo recorrido. 7 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5697978. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 666589 / DF possível a acumulação de pedidos. Muito embora isso não seja a praxe, o jurisdicionado pode reconhecer a sintonia de pronunciamento, considerada certa controvérsia, com a ordem jurídica, vindo, então, a protocolar recurso parcial. Assim ocorrendo, a ordem natural das coisas e a disciplina própria ao Direito revelam a preclusão maior quanto ao que decidido e não impugnado. Dessa forma não entendeu o Superior Tribunal de Justiça, que admitiu a ação rescisória depois de passados dois anos da decisão proferida, contra a qual o ora agravado não se teria insurgido. Estaria configurada a mitigação de ato jurídico perfeito e acabado por excelência que é a coisa julgada, base maior do afastamento do descompasso que abalou a paz social. 3. Ante o quadro, reconsidero a decisão que implicou o desprovimento do agravo, para que o recurso extraordinário seja processado. 4. Uma vez recebido o processo, autuem o extraordinário, distribuindo-o por prevenção provimento do agravo de instrumento , apensando os autos deste agravo e colhendo o parecer da Procuradoria Geral da República. 5. Publiquem. Uma vez autuado o extraordinário, o Banco Central requereu a inclusão da matéria na repercussão geral ou a submissão do recurso o Plenário. Os pleitos foram por mim indeferidos, ante os seguintes fundamentos: 2. O recurso é regido pela legislação em vigor na data em que surge o interesse em recorrer. Quanto ao órgão a apreciá-lo se Turma ou o Plenário , a definição cabe ao relator, que, inclusive, pode atuar na via direta, julgando-o. Eis a organicidade do Direito, especialmente do instrumental. 3. Indefiro os pedidos formulados pelo recorrido. 7 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5697978. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 28 Relatório Recurso Extraordinário 666589 / DF Houve a protocolação de agravo regimental, desprovido pela Primeira Turma. A Procuradoria Geral da República, no parecer de folha 1.901 a 1.905, preconiza o conhecimento e não provimento do recurso. É o relatório. 8 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5697978. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 666589 / DF Houve a protocolação de agravo regimental, desprovido pela Primeira Turma. A Procuradoria Geral da República, no parecer de folha 1.901 a 1.905, preconiza o conhecimento e não provimento do recurso. É o relatório. 8 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5697978. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 28 Antecipação ao Voto 25/03/2014 PRIMEIRA TURMA RECURSO EXTRAORDINÁRIO 666.589 DISTRITO FEDERAL O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (PRESIDENTE E RELATOR) – Antes de proceder à leitura do voto, faço quatro observações. A primeira diz respeito à circunstância de, sem fato, não haver julgamento, e o fato é notório: a passagem dos dois anos. Segunda observação: a coisa julgada é o ato jurídico perfeito por excelência, porque emanado do próprio Judiciário. Tem, portanto, envergadura ímpar. Tanto a possui que somente é mitigada, pela Carta da República, considerada a ação de impugnação autônoma – a rescisória. Terceira observação – e talvez, quem sabe, nisso se possa situar o afastamento do processo por foro íntimo. Este processo é assustador; dos onze que participaram do julgamento no Superior Tribunal de Justiça, quatro já não se encontram mais entre nós; cinco estão aposentados e apenas dois permanecem em atividade, o Ministro Felix Fischer e o Ministro José Dipp. Por último, vou utilizar uma expressão, dirigindo-me à Ministra Rosa Weber, de um gaúcho, a quem admiro, Doutor Paulo Brossard, ex- integrante deste Tribunal. Que tal, Ministra, transportarmos a problemática dos capítulos para nossa sempre lembrada Justiça do Trabalho, quando, às vezes, as letras do alfabeto não são suficientes a mencionar todas as parcelas pleiteadas na inicial, todos os conflitos de interesse? Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5609721. Supremo Tribunal Federal 25/03/2014 PRIMEIRA TURMA RECURSO EXTRAORDINÁRIO 666.589 DISTRITO FEDERAL O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (PRESIDENTE E RELATOR) – Antes de proceder à leitura do voto, faço quatro observações. A primeira diz respeito à circunstância de, sem fato, não haver julgamento, e o fato é notório: a passagem dos dois anos. Segunda observação: a coisa julgada é o ato jurídico perfeito por excelência, porque emanado do próprio Judiciário. Tem, portanto, envergadura ímpar. Tanto a possui que somente é mitigada, pela Carta da República, considerada a ação de impugnação autônoma – a rescisória. Terceira observação – e talvez, quem sabe, nisso se possa situar o afastamento do processo por foro íntimo. Este processo é assustador; dos onze que participaram do julgamento no Superior Tribunal de Justiça, quatro já não se encontram mais entre nós; cinco estão aposentados e apenas dois permanecem em atividade, o Ministro Felix Fischer e o Ministro José Dipp. Por último, vou utilizar uma expressão, dirigindo-me à Ministra Rosa Weber, de um gaúcho, a quem admiro, Doutor Paulo Brossard, ex- integrante deste Tribunal. Que tal, Ministra, transportarmos a problemática dos capítulos para nossa sempre lembrada Justiça do Trabalho, quando, às vezes, as letras do alfabeto não são suficientes a mencionar todas as parcelas pleiteadas na inicial, todos os conflitos de interesse? Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5609721. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 28 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 25/03/2014 PRIMEIRA TURMA RECURSO EXTRAORDINÁRIO 666.589 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na interposição deste recurso, atendeu-se aos pressupostos gerais de recorribilidade. A peça, subscrita por profissionais da advocacia regularmente constituídos (folha 529), veio acompanhada da comprovação do preparo (folhas 1.764 e 1.765) e foi protocolada no prazo assinado em lei. O acórdão alusivo aos embargos de declaração teve notícia veiculada no Diário de 24 de outubro de 2005, segunda-feira, ocorrendo a manifestação do inconformismo em 8 de novembro seguinte, terça-feira. Na origem, houve dissenso expressivo. Apreciando embargos de divergência na Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça, os ministros Francisco Peçanha Martins, redator do acórdão, Humberto Gomes de Barros, Cesar Asfor Rocha, José Delgado, Felix Fischer e Franciulli Netto formaram na corrente vencedora, ficando vencidos os ministros Fontes de Alencar, relator, Barros Monteiro, José Arnaldo da Fonseca, Menezes Direito e Gilson Dipp, sendo formalizados substanciosos votos. Em síntese, a maioria mostrou-se escassa, ou seja, o escore foi de 6 x 5, vencido o relator, ministro Fontes de Alencar. Está em jogo definir o momento preciso em que ocorre o fenômeno da coisa julgada para efeito de assentar o início da fluência do prazo decadencial relativo à propositura de ação rescisória, considerado processo revelador de pedidos cumulados, mas materialmente divisíveis, em que as decisões concernentes a cada qual tornaram-se definitivas em momentos distintos. A controvérsia envolve saber se é possível cogitar de trânsito em julgado individual das decisões autônomas e a implicação dessa cisão para a contagem do prazo de decadência da rescisória. O Superior Tribunal de Justiça, apontando o caráter unitário e indivisível da causa, consignou a inviabilidade do trânsito em julgado de partes diferentes do acórdão rescindendo, devendo o prazo para Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5697979. Supremo Tribunal Federal 25/03/2014 PRIMEIRA TURMA RECURSO EXTRAORDINÁRIO 666.589 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na interposição deste recurso, atendeu-se aos pressupostos gerais de recorribilidade. A peça, subscrita por profissionais da advocacia regularmente constituídos (folha 529), veio acompanhada da comprovação do preparo (folhas 1.764 e 1.765) e foi protocolada no prazo assinado em lei. O acórdão alusivo aos embargos de declaração teve notícia veiculada no Diário de 24 de outubro de 2005, segunda-feira, ocorrendo a manifestação do inconformismo em 8 de novembro seguinte, terça-feira. Na origem, houve dissenso expressivo. Apreciando embargos de divergência na Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça, os ministros Francisco Peçanha Martins, redator do acórdão, Humberto Gomes de Barros, Cesar Asfor Rocha, José Delgado, Felix Fischer e Franciulli Netto formaram na corrente vencedora, ficando vencidos os ministros Fontes de Alencar, relator, Barros Monteiro, José Arnaldo da Fonseca, Menezes Direito e Gilson Dipp, sendo formalizados substanciosos votos. Em síntese, a maioria mostrou-se escassa, ou seja, o escore foi de 6 x 5, vencido o relator, ministro Fontes de Alencar. Está em jogo definir o momento preciso em que ocorre o fenômeno da coisa julgada para efeito de assentar o início da fluência do prazo decadencial relativo à propositura de ação rescisória, considerado processo revelador de pedidos cumulados, mas materialmente divisíveis, em que as decisões concernentes a cada qual tornaram-se definitivas em momentos distintos. A controvérsia envolve saber se é possível cogitar de trânsito em julgado individual das decisões autônomas e a implicação dessa cisão para a contagem do prazo de decadência da rescisória. O Superior Tribunal de Justiça, apontando o caráter unitário e indivisível da causa, consignou a inviabilidade do trânsito em julgado de partes diferentes do acórdão rescindendo, devendo o prazo para Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5697979. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 28 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO Recurso Extraordinário 666589 / DF propositura de demanda rescisória começar a partir da preclusão maior atinente ao último pronunciamento. Com essas premissas, deu provimento a especial do Banco Central para admitir pedido rescisório, afastada a decadência reconhecida no Tribunal Regional Federal da 1... Região. O acórdão impugnado está em desarmonia com a melhor doutrina sobre o tema e com a jurisprudência do Supremo, encerrando violação à garantia da coisa julgada, prevista no artigo 5..., inciso XXXVI, da Carta da República. Consoante observa Cândido Rangel Dinamarco, o direito positivo brasileiro permite a configuração de capítulos “do decisório, quer todos de mérito, quer heterogêneos”, cada qual revelando uma “unidade elementar autônoma, no sentido de que cada um deles expressa uma deliberação específica” que “resulta da verificação de pressupostos próprios”. (DINAMARCO, Cândido Rangel. Capítulos de Sentença. 5... ed. São Paulo: Malheiros, 2013, p. 35). A divisão deve ter em vista o pronunciamento em si, delimitado pelos pedidos, não pelos fundamentos. Assim, os capítulos constam, seguindo os artigos 458, inciso III, e 469 do Código de Processo Civil, na parte dispositiva da sentença. Ainda que envolvida decisão formalmente unitária, esta pode ser materialmente plural, presentes partes cindíveis do dispositivo, cada um, segundo Humberto Theodoro Júnior, “contendo solução para questão autônoma em face das demais”. Consoante o processualista: É longa e consolidada a tradição de nosso direito processual civil, segundo a qual as partes do julgado que resolvem questões autônomas formam de per si sentenças que ostentam vida própria, podendo cada qual ser mantida ou reformada sem prejuízo para as demais. (JÚNIOR THEODORO, Humberto. Curso de Direito Processual Civil. Volume I. 52... ed., 2011, p. 744). A possibilidade apontada é reflexo da correlação existente entre o 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5697979. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 666589 / DF propositura de demanda rescisória começar a partir da preclusão maior atinente ao último pronunciamento. Com essas premissas, deu provimento a especial do Banco Central para admitir pedido rescisório, afastada a decadência reconhecida no Tribunal Regional Federal da 1... Região. O acórdão impugnado está em desarmonia com a melhor doutrina sobre o tema e com a jurisprudência do Supremo, encerrando violação à garantia da coisa julgada, prevista no artigo 5..., inciso XXXVI, da Carta da República. Consoante observa Cândido Rangel Dinamarco, o direito positivo brasileiro permite a configuração de capítulos “do decisório, quer todos de mérito, quer heterogêneos”, cada qual revelando uma “unidade elementar autônoma, no sentido de que cada um deles expressa uma deliberação específica” que “resulta da verificação de pressupostos próprios”. (DINAMARCO, Cândido Rangel. Capítulos de Sentença. 5... ed. São Paulo: Malheiros, 2013, p. 35). A divisão deve ter em vista o pronunciamento em si, delimitado pelos pedidos, não pelos fundamentos. Assim, os capítulos constam, seguindo os artigos 458, inciso III, e 469 do Código de Processo Civil, na parte dispositiva da sentença. Ainda que envolvida decisão formalmente unitária, esta pode ser materialmente plural, presentes partes cindíveis do dispositivo, cada um, segundo Humberto Theodoro Júnior, “contendo solução para questão autônoma em face das demais”. Consoante o processualista: É longa e consolidada a tradição de nosso direito processual civil, segundo a qual as partes do julgado que resolvem questões autônomas formam de per si sentenças que ostentam vida própria, podendo cada qual ser mantida ou reformada sem prejuízo para as demais. (JÚNIOR THEODORO, Humberto. Curso de Direito Processual Civil. Volume I. 52... ed., 2011, p. 744). A possibilidade apontada é reflexo da correlação existente entre o 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5697979. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 28 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO Recurso Extraordinário 666589 / DF pedido – a demanda – e a sentença. A pleitos cumulados, destacáveis, suscetíveis de diferentes prestações jurisdicionais, correspondem capítulos autônomos da sentença ou acórdão (CARNEIRO, Athos Gusmão. Ação Rescisória, Biênio Decadencial e Recurso Parcial. Revista de Processo n 88, Ano 22, São Paulo: RT, 1997, p. 233). Daí não ser incomum à unidade instrumental da decisão corresponder uma complexidade substancial. A circunstância de haver capítulos dos pronunciamentos repercute, necessariamente, sobre a determinação do objeto possível dos recursos, seja quanto ao conteúdo, seja no tocante ao legitimado recursal. Unidades autônomas de pedidos implicam capítulos diferentes que condicionam, objetiva ou subjetivamente, e sem prejuízo do princípio da unicidade recursal, as vias de impugnação disponibilizadas pelo sistema normativo processual – recursos parciais ou interpostos por ambos os litigantes em face do mesmo ato judicial formalmente considerado. O caso concreto descreve muito bem o fenômeno – a cláusula do acórdão relativa aos danos emergentes foi desafiada por especial do Banco Central, a alusiva aos lucros cessantes, atacada por recurso da PEBB Corretora de Valores. Pressupostos diversos questionados mediante recursos interpostos por partes adversas em razão de fragmentos autônomos do mesmo acórdão. Essa distinção provoca reflexos no cumprimento do ato – que pode ser realizado de modo independente –, assim como – e esta é a questão central deste processo – no trânsito em julgado, que se mostra passível de ocorrer em momentos separados presentes os capítulos autônomos da decisão. Conforme Dinamarco, “podem variar, em relação aos diversos capítulos de uma só sentença, os momentos em que cada um deles passa em julgado”. Segundo esclarece: Essa variação tanto pode ocorrer entre capítulos da mesma natureza (todos de mérito, todos contendo a negativa do julgamento do mérito), como em relação a capítulos heterogêneos […]; pode também ocorrer em caso de capítulos favoráveis a uma das partes, em convívio na mesma sentença com capítulos desfavoráveis, ou mesmo quando todos eles são 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5697979. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 666589 / DF pedido – a demanda – e a sentença. A pleitos cumulados, destacáveis, suscetíveis de diferentes prestações jurisdicionais, correspondem capítulos autônomos da sentença ou acórdão (CARNEIRO, Athos Gusmão. Ação Rescisória, Biênio Decadencial e Recurso Parcial. Revista de Processo n 88, Ano 22, São Paulo: RT, 1997, p. 233). Daí não ser incomum à unidade instrumental da decisão corresponder uma complexidade substancial. A circunstância de haver capítulos dos pronunciamentos repercute, necessariamente, sobre a determinação do objeto possível dos recursos, seja quanto ao conteúdo, seja no tocante ao legitimado recursal. Unidades autônomas de pedidos implicam capítulos diferentes que condicionam, objetiva ou subjetivamente, e sem prejuízo do princípio da unicidade recursal, as vias de impugnação disponibilizadas pelo sistema normativo processual – recursos parciais ou interpostos por ambos os litigantes em face do mesmo ato judicial formalmente considerado. O caso concreto descreve muito bem o fenômeno – a cláusula do acórdão relativa aos danos emergentes foi desafiada por especial do Banco Central, a alusiva aos lucros cessantes, atacada por recurso da PEBB Corretora de Valores. Pressupostos diversos questionados mediante recursos interpostos por partes adversas em razão de fragmentos autônomos do mesmo acórdão. Essa distinção provoca reflexos no cumprimento do ato – que pode ser realizado de modo independente –, assim como – e esta é a questão central deste processo – no trânsito em julgado, que se mostra passível de ocorrer em momentos separados presentes os capítulos autônomos da decisão. Conforme Dinamarco, “podem variar, em relação aos diversos capítulos de uma só sentença, os momentos em que cada um deles passa em julgado”. Segundo esclarece: Essa variação tanto pode ocorrer entre capítulos da mesma natureza (todos de mérito, todos contendo a negativa do julgamento do mérito), como em relação a capítulos heterogêneos […]; pode também ocorrer em caso de capítulos favoráveis a uma das partes, em convívio na mesma sentença com capítulos desfavoráveis, ou mesmo quando todos eles são 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5697979. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 28 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO Recurso Extraordinário 666589 / DF favoráveis a uma só das partes. (DINAMARCO, Cândido Rangel. Capítulos de Sentença. 5... ed. São Paulo: Malheiros, 2013, p. 118). Essa possibilidade, consoante Athos Gusmão, é uma “decorrência lógica” de assumir-se a teoria dos capítulos autônomos como correta – capítulos diferentes, correspondendo a demandas diversas, podem transitar em julgado em momentos distintos (CARNEIRO, Athos Gusmão. Ação Rescisória, Biênio Decadencial e Recurso Parcial. Revista de Processo n 88, Ano 22, São Paulo: RT, 1997, p. 233). É nesse sentido o entendimento do Supremo, como ficou decidido na Décima Primeira Questão de Ordem na Ação Penal n 470/MG, relator ministro Joaquim Barbosa, julgada em 13 de novembro de 2013, Diário da Justiça de 19 de fevereiro de 2014. Na ocasião, o Tribunal, por unanimidade, concluiu pela executoriedade imediata dos capítulos autônomos do acórdão condenatório, declarando o respectivo trânsito em julgado, excluídos aqueles objeto de embargos infringentes. Nessa parte, o acórdão foi assim resumido: […] 2. Sempre que a sentença decide pedidos autônomos, ela gera a formação de capítulos também autônomos, que são juridicamente cindíveis. O julgamento da demanda integrada por mais de uma pretensão exige um ato judicial múltiplo de procedência ou improcedência dos pedidos. Doutrina. 4. (sic) No direito processual penal, o julgamento múltiplo ocorre em razão da diversidade dos fatos típicos imputados e das regras próprias ao concurso material de crimes, em que se exige sentença de estrutura complexa, com condenações múltiplas. 5. É plena a autonomia dos capítulos, a independência da prova e a especificidade das penas impostas aos condenados para cada um dos crimes pelos quais estão sendo processados. 6. O trânsito em julgado refere-se à condenação e não ao processo. A coisa julgada material é a qualidade conferida pela 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5697979. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 666589 / DF favoráveis a uma só das partes. (DINAMARCO, Cândido Rangel. Capítulos de Sentença. 5... ed. São Paulo: Malheiros, 2013, p. 118). Essa possibilidade, consoante Athos Gusmão, é uma “decorrência lógica” de assumir-se a teoria dos capítulos autônomos como correta – capítulos diferentes, correspondendo a demandas diversas, podem transitar em julgado em momentos distintos (CARNEIRO, Athos Gusmão. Ação Rescisória, Biênio Decadencial e Recurso Parcial. Revista de Processo n 88, Ano 22, São Paulo: RT, 1997, p. 233). É nesse sentido o entendimento do Supremo, como ficou decidido na Décima Primeira Questão de Ordem na Ação Penal n 470/MG, relator ministro Joaquim Barbosa, julgada em 13 de novembro de 2013, Diário da Justiça de 19 de fevereiro de 2014. Na ocasião, o Tribunal, por unanimidade, concluiu pela executoriedade imediata dos capítulos autônomos do acórdão condenatório, declarando o respectivo trânsito em julgado, excluídos aqueles objeto de embargos infringentes. Nessa parte, o acórdão foi assim resumido: […] 2. Sempre que a sentença decide pedidos autônomos, ela gera a formação de capítulos também autônomos, que são juridicamente cindíveis. O julgamento da demanda integrada por mais de uma pretensão exige um ato judicial múltiplo de procedência ou improcedência dos pedidos. Doutrina. 4. (sic) No direito processual penal, o julgamento múltiplo ocorre em razão da diversidade dos fatos típicos imputados e das regras próprias ao concurso material de crimes, em que se exige sentença de estrutura complexa, com condenações múltiplas. 5. É plena a autonomia dos capítulos, a independência da prova e a especificidade das penas impostas aos condenados para cada um dos crimes pelos quais estão sendo processados. 6. O trânsito em julgado refere-se à condenação e não ao processo. A coisa julgada material é a qualidade conferida pela 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5697979. Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 28 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO Recurso Extraordinário 666589 / DF Constituição Federal e pela Lei à sentença/acórdão que põe fim a determinada lide, o que ocorre com o esgotamento de todas as possibilidades recursais quanto a uma determinada condenação e não quanto ao conjunto de condenações de um processo. No mesmo sentido, o artigo 467 do Código de Processo Civil; e o artigo 105 da Lei de Execuções Penais. Este entendimento já se encontra de longa data sedimentado nesta Corte, nos termos das Súmulas 354 e 514 do Supremo Tribunal Federal. 7. A interposição de embargos infringentes com relação a um dos crimes praticados não relativiza nem aniquila a eficácia da coisa julgada material relativamente às condenações pelos demais crimes praticados em concurso de delitos, que formam capítulos autônomos do acórdão. Descabe transformar a parte irrecorrível da sentença em um simples texto judicial, retirando- lhe temporariamente a força executiva até que seja finalizado outro julgamento, que, inclusive, em nada lhe afetará. Em voto, fiz ver : Presidente, a rigor, a rigor, o Ministério Público poderia ajuizar tantas ações penais quantos os acusados e os crimes praticados. Então, indago: ter-se-ia que aguardar a preclusão maior de cada pronunciamento condenatório nesses diversos processos? Não, não se teria. Optou o Ministério Público pela cumulação subjetiva e objetiva ajuizando, portanto, a ação contra os diversos partícipes dos delitos que teriam sidos cometidos e, consideradas, também, as diversas práticas. Por ficção jurídica, passamos a ter, no mesmo processo, várias ações, levando em conta os réus e os crimes imputados. Não há a menor dúvida de que o acórdão do Supremo possui capítulos, como apontou Vossa Excelência, distintos, autônomos e, evidentemente – trouxe o ministro Teori Zavascki o argumento –, quanto àqueles não impugnados, começou a correr o prazo prescricional da pretensão executória, a teor do disposto no Código Penal. Presidente, não tenho a menor dúvida de que os capítulos não impugnados podem ser acionados em termos – já 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5697979. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 666589 / DF Constituição Federal e pela Lei à sentença/acórdão que põe fim a determinada lide, o que ocorre com o esgotamento de todas as possibilidades recursais quanto a uma determinada condenação e não quanto ao conjunto de condenações de um processo. No mesmo sentido, o artigo 467 do Código de Processo Civil; e o artigo 105 da Lei de Execuções Penais. Este entendimento já se encontra de longa data sedimentado nesta Corte, nos termos das Súmulas 354 e 514 do Supremo Tribunal Federal. 7. A interposição de embargos infringentes com relação a um dos crimes praticados não relativiza nem aniquila a eficácia da coisa julgada material relativamente às condenações pelos demais crimes praticados em concurso de delitos, que formam capítulos autônomos do acórdão. Descabe transformar a parte irrecorrível da sentença em um simples texto judicial, retirando- lhe temporariamente a força executiva até que seja finalizado outro julgamento, que, inclusive, em nada lhe afetará. Em voto, fiz ver : Presidente, a rigor, a rigor, o Ministério Público poderia ajuizar tantas ações penais quantos os acusados e os crimes praticados. Então, indago: ter-se-ia que aguardar a preclusão maior de cada pronunciamento condenatório nesses diversos processos? Não, não se teria. Optou o Ministério Público pela cumulação subjetiva e objetiva ajuizando, portanto, a ação contra os diversos partícipes dos delitos que teriam sidos cometidos e, consideradas, também, as diversas práticas. Por ficção jurídica, passamos a ter, no mesmo processo, várias ações, levando em conta os réus e os crimes imputados. Não há a menor dúvida de que o acórdão do Supremo possui capítulos, como apontou Vossa Excelência, distintos, autônomos e, evidentemente – trouxe o ministro Teori Zavascki o argumento –, quanto àqueles não impugnados, começou a correr o prazo prescricional da pretensão executória, a teor do disposto no Código Penal. Presidente, não tenho a menor dúvida de que os capítulos não impugnados podem ser acionados em termos – já 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5697979. Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 28 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO Recurso Extraordinário 666589 / DF que a culpa está selada – de execução da pena. Agora, o mesmo não ocorre, presentes situações em que ainda há pendência de embargos infringentes a serem apreciados por Vossa Excelência […] Relativas a processo penal, em que envolvida pretensão estatal em face da liberdade do acusado, as premissas e conclusões acima explicitadas são ainda mais pertinentes em se tratando de lide civil. O Supremo admite, há muitos anos, a coisa julgada progressiva ante a recorribilidade parcial também no processo civil. É o que consta do Verbete n 354 da Súmula, segundo o qual, “em caso de embargos infringentes parciais, é definitiva a parte da decisão embargada em que não houve divergência na votação”. Assim, conforme a jurisprudência do Tribunal, a coisa julgada, reconhecida na Carta como cláusula pétrea no inciso XXXVI do artigo 5..., constitui aquela, material, que pode ocorrer de forma progressiva quando fragmentada a sentença em partes autônomas. Disso tudo decorre outra consequência lógica, agora tendo em conta a propositura de rescisória e o prazo para tanto, objeto deste extraordinário: ocorrendo, em datas diversas, o trânsito em julgado de capítulos autônomos da sentença ou do acórdão, tem-se, segundo Barbosa Moreira, a viabilidade de rescisórias distintas, com fundamentos próprios. Consoante afirma o mestre: Cumpre todavia enfatizar que, se algo da decisão recorrida transitou em julgado – por ter ficado fora do alcance do recurso, ou por dele não haver conhecido, no particular, o órgão ad quem –, e se é esse capítulo que se quer impugnar, a ação rescisória deve ser proposta contra a decisão recorrida. Assim, v.g., quando o vício alegado, a existir, residiria na parte unânime do acórdão proferido em grau de apelação, e não naquela outra que, tomada por maioria de votos, tenha dado ensejo a embargos infringentes. Pode, naturalmente, caber nova ação rescisória contra o acórdão dos embargos; mas cada qual terá seus fundamentos próprios e inconfundíveis. (BARBOSA MOREIRA, José Carlos. Comentários ao Código de Processo Civil. 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5697979. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 666589 / DF que a culpa está selada – de execução da pena. Agora, o mesmo não ocorre, presentes situações em que ainda há pendência de embargos infringentes a serem apreciados por Vossa Excelência […] Relativas a processo penal, em que envolvida pretensão estatal em face da liberdade do acusado, as premissas e conclusões acima explicitadas são ainda mais pertinentes em se tratando de lide civil. O Supremo admite, há muitos anos, a coisa julgada progressiva ante a recorribilidade parcial também no processo civil. É o que consta do Verbete n 354 da Súmula, segundo o qual, “em caso de embargos infringentes parciais, é definitiva a parte da decisão embargada em que não houve divergência na votação”. Assim, conforme a jurisprudência do Tribunal, a coisa julgada, reconhecida na Carta como cláusula pétrea no inciso XXXVI do artigo 5..., constitui aquela, material, que pode ocorrer de forma progressiva quando fragmentada a sentença em partes autônomas. Disso tudo decorre outra consequência lógica, agora tendo em conta a propositura de rescisória e o prazo para tanto, objeto deste extraordinário: ocorrendo, em datas diversas, o trânsito em julgado de capítulos autônomos da sentença ou do acórdão, tem-se, segundo Barbosa Moreira, a viabilidade de rescisórias distintas, com fundamentos próprios. Consoante afirma o mestre: Cumpre todavia enfatizar que, se algo da decisão recorrida transitou em julgado – por ter ficado fora do alcance do recurso, ou por dele não haver conhecido, no particular, o órgão ad quem –, e se é esse capítulo que se quer impugnar, a ação rescisória deve ser proposta contra a decisão recorrida. Assim, v.g., quando o vício alegado, a existir, residiria na parte unânime do acórdão proferido em grau de apelação, e não naquela outra que, tomada por maioria de votos, tenha dado ensejo a embargos infringentes. Pode, naturalmente, caber nova ação rescisória contra o acórdão dos embargos; mas cada qual terá seus fundamentos próprios e inconfundíveis. (BARBOSA MOREIRA, José Carlos. Comentários ao Código de Processo Civil. 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5697979. Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 28 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO Recurso Extraordinário 666589 / DF Volume V. 16... ed. Rio de Janeiro: Forense, 2011, p. 114-115). Essa era a tese já defendida pelo grande Pontes de Miranda no clássico Tratado da Ação Rescisória (5... ed., Rio de Janeiro: Forense, 1976, p. 353): Há tantas ações rescisórias quantas as decisões trânsitas em julgado em diferentes juízes. Pode-se dar, até, que os prazos preclusivos sejam dois ou mais, porque uma sentença transitou em julgado antes da outra, ou das outras. O prazo preclusivo para a rescisão da sentença que foi proferida, sem recurso, ou com decisão que dele não conheceu, começa com o trânsito em julgado de tal sentença irrecorrida. Se houve recurso quanto a algum ponto, ou alguns pontos, ou todos, tem-se de distinguir aquilo de que se conheceu e o de que não se conheceu. Há o prazo preclusivo a contar da coisa julgada naqueles pontos que foram julgados pela superior instância. A extensão da ação rescisória não é dada pelo pedido. É dada pela sentença que se compõe o pressuposto da rescindibilidade. Se a mesma petição continha três pedidos e o trânsito em julgado, a respeito do julgamento de cada um, foi em três instâncias, há tantas ações rescisórias quantas as instâncias. Considerada a implicação apontada pelos mestres de ontem e de hoje, deve ser recusada qualquer tese versando unidade absoluta de termo inicial do biênio previsto no artigo 495 do Código de Processo Civil. O prazo para formalização da rescisória, em homenagem à natureza fundamental da coisa julgada, só pode iniciar-se de modo independente, relativo a cada decisão autônoma, a partir da preclusão maior progressiva. Nas palavras de Humberto Theodoro, revelada a presença de capítulos diferentes e de recursos parciais, “não há como fugir da possibilidade de contar-se o prazo da rescisória a partir do trânsito em julgado de cada um dos capítulos em que se dividiu a sentença, se nem todos foram uniformemente afetados pelos diversos recursos manejados” (JÚNIOR THEODORO, Humberto. Curso de Direito 7 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5697979. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 666589 / DF Volume V. 16... ed. Rio de Janeiro: Forense, 2011, p. 114-115). Essa era a tese já defendida pelo grande Pontes de Miranda no clássico Tratado da Ação Rescisória (5... ed., Rio de Janeiro: Forense, 1976, p. 353): Há tantas ações rescisórias quantas as decisões trânsitas em julgado em diferentes juízes. Pode-se dar, até, que os prazos preclusivos sejam dois ou mais, porque uma sentença transitou em julgado antes da outra, ou das outras. O prazo preclusivo para a rescisão da sentença que foi proferida, sem recurso, ou com decisão que dele não conheceu, começa com o trânsito em julgado de tal sentença irrecorrida. Se houve recurso quanto a algum ponto, ou alguns pontos, ou todos, tem-se de distinguir aquilo de que se conheceu e o de que não se conheceu. Há o prazo preclusivo a contar da coisa julgada naqueles pontos que foram julgados pela superior instância. A extensão da ação rescisória não é dada pelo pedido. É dada pela sentença que se compõe o pressuposto da rescindibilidade. Se a mesma petição continha três pedidos e o trânsito em julgado, a respeito do julgamento de cada um, foi em três instâncias, há tantas ações rescisórias quantas as instâncias. Considerada a implicação apontada pelos mestres de ontem e de hoje, deve ser recusada qualquer tese versando unidade absoluta de termo inicial do biênio previsto no artigo 495 do Código de Processo Civil. O prazo para formalização da rescisória, em homenagem à natureza fundamental da coisa julgada, só pode iniciar-se de modo independente, relativo a cada decisão autônoma, a partir da preclusão maior progressiva. Nas palavras de Humberto Theodoro, revelada a presença de capítulos diferentes e de recursos parciais, “não há como fugir da possibilidade de contar-se o prazo da rescisória a partir do trânsito em julgado de cada um dos capítulos em que se dividiu a sentença, se nem todos foram uniformemente afetados pelos diversos recursos manejados” (JÚNIOR THEODORO, Humberto. Curso de Direito 7 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5697979. Inteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 28 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO Recurso Extraordinário 666589 / DF Processual Civil. Volume I. 52... ed., 2011, p. 745-746). Essa é a orientação adotada pelo Tribunal Superior do Trabalho no inciso II do Verbete n 100 da Súmula: […] II - Havendo recurso parcial no processo principal, o trânsito em julgado dá-se em momentos e em tribunais diferentes, contando-se o prazo decadencial para a ação rescisória do trânsito em julgado de cada decisão, salvo se o recurso tratar de preliminar ou prejudicial que possa tornar insubsistente a decisão recorrida, hipótese em que flui a decadência a partir do trânsito em julgado da decisão que julgar o recurso parcial. Essa também é, há muito tempo, a posição tomada pelo Supremo. Na Ação Rescisória n 903/SP, relator ministro Cordeiro Guerra, revisor ministro Moreira Alves, julgada em 17 de junho de 1982, o Tribunal assentou a decadência da rescisória quanto à parte de acórdão não impugnada por embargos de divergência ao concluir ter ocorrido a coisa julgada no tocante a esta, embora não em relação ao capítulo atacado. O entendimento foi assim sintetizado: Ação rescisória. A interposição de embargos de divergência contra acórdão que conhece do recurso extraordinário e lhe dá provimento para julgar procedente a ação só impede o trânsito em julgado desta se abarca todas as questões da demanda, uma vez que, se abranger apenas algumas delas, com relação às demais ocorre a coisa julgada. Decadência da ação rescisória no tocante às questões relativas à ocorrência de decisão ultra petita, de nulidade de testamento em favor da ré, de ilegitimidade da parte, de sentença de primeiro grau sem fundamentação e de vício de citação. [...] 8 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5697979. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 666589 / DF Processual Civil. Volume I. 52... ed., 2011, p. 745-746). Essa é a orientação adotada pelo Tribunal Superior do Trabalho no inciso II do Verbete n 100 da Súmula: […] II - Havendo recurso parcial no processo principal, o trânsito em julgado dá-se em momentos e em tribunais diferentes, contando-se o prazo decadencial para a ação rescisória do trânsito em julgado de cada decisão, salvo se o recurso tratar de preliminar ou prejudicial que possa tornar insubsistente a decisão recorrida, hipótese em que flui a decadência a partir do trânsito em julgado da decisão que julgar o recurso parcial. Essa também é, há muito tempo, a posição tomada pelo Supremo. Na Ação Rescisória n 903/SP, relator ministro Cordeiro Guerra, revisor ministro Moreira Alves, julgada em 17 de junho de 1982, o Tribunal assentou a decadência da rescisória quanto à parte de acórdão não impugnada por embargos de divergência ao concluir ter ocorrido a coisa julgada no tocante a esta, embora não em relação ao capítulo atacado. O entendimento foi assim sintetizado: Ação rescisória. A interposição de embargos de divergência contra acórdão que conhece do recurso extraordinário e lhe dá provimento para julgar procedente a ação só impede o trânsito em julgado desta se abarca todas as questões da demanda, uma vez que, se abranger apenas algumas delas, com relação às demais ocorre a coisa julgada. Decadência da ação rescisória no tocante às questões relativas à ocorrência de decisão ultra petita, de nulidade de testamento em favor da ré, de ilegitimidade da parte, de sentença de primeiro grau sem fundamentação e de vício de citação. [...] 8 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5697979. Inteiro Teor do Acórdão - Página 18 de 28 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO Recurso Extraordinário 666589 / DF Em decisão de 1... de dezembro de 2004, na Ação Cautelar n 112/RN, relator ministro Cezar Peluso, o Pleno, por unanimidade, consignou violar a garantia constitucional da coisa julgada, prevista no artigo 5..., inciso XXXVI, da Carta, ato do Tribunal Superior Eleitoral que, evocado efeito translativo de recurso, implicou cassação de diploma de vice- prefeito que fora absolvido em capítulo decisório de sentença, proferida em ação de investigação judicial eleitoral, não impugnado. O Supremo concluiu pelo trânsito em julgado dessa parte da decisão, apesar da sequência do processo em razão de recurso interposto por prefeito cassado mediante a mesma sentença. Eis a ementa do julgado quanto ao ponto destacado: [...] 2. RECURSO. Especial. Eleitoral. Ação de investigação judicial eleitoral. Captação ilegal de sufrágio. Sentença que cassou o prefeito e absolveu o vice-prefeito, cuja diplomação determinou. Recurso apenas do prefeito. Improvimento pelo TRE, com cassação simultânea e oficial do diploma do vice- prefeito. Alegação de matéria de ordem pública. Acórdão confirmado pelo TSE, sob fundamento de operância do efeito translativo do recurso ordinário. Inadmissibilidade. Trânsito em julgado do capítulo decisório que absolveu o vice- prefeito. Matéria não devolvida pelo recurso do prefeito. Restabelecimento da sentença até o julgamento do recurso extraordinário já admitido. Liminar concedida. Ação cautelar julgada procedente. Ofensa à coisa julgada. Interpretação do art. 5..., XXXVI, da Constituição Federal de 1988, e dos arts. 2..., 262, 467, 509 e 515, todos do Código de Processo Civil. Sob pena de ofensa à garantia constitucional da coisa julgada, não pode tribunal eleitoral, sob invocação do chamado efeito translativo do recurso, no âmbito de cognição do que foi interposto apenas pelo prefeito, cujo diploma foi cassado, por captação ilegal de sufrágio, cassar de ofício o diploma do vice- prefeito absolvido por capítulo decisório da sentença que, não impugnado por ninguém, transitou em julgado. 9 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5697979. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 666589 / DF Em decisão de 1... de dezembro de 2004, na Ação Cautelar n 112/RN, relator ministro Cezar Peluso, o Pleno, por unanimidade, consignou violar a garantia constitucional da coisa julgada, prevista no artigo 5..., inciso XXXVI, da Carta, ato do Tribunal Superior Eleitoral que, evocado efeito translativo de recurso, implicou cassação de diploma de vice- prefeito que fora absolvido em capítulo decisório de sentença, proferida em ação de investigação judicial eleitoral, não impugnado. O Supremo concluiu pelo trânsito em julgado dessa parte da decisão, apesar da sequência do processo em razão de recurso interposto por prefeito cassado mediante a mesma sentença. Eis a ementa do julgado quanto ao ponto destacado: [...] 2. RECURSO. Especial. Eleitoral. Ação de investigação judicial eleitoral. Captação ilegal de sufrágio. Sentença que cassou o prefeito e absolveu o vice-prefeito, cuja diplomação determinou. Recurso apenas do prefeito. Improvimento pelo TRE, com cassação simultânea e oficial do diploma do vice- prefeito. Alegação de matéria de ordem pública. Acórdão confirmado pelo TSE, sob fundamento de operância do efeito translativo do recurso ordinário. Inadmissibilidade. Trânsito em julgado do capítulo decisório que absolveu o vice- prefeito. Matéria não devolvida pelo recurso do prefeito. Restabelecimento da sentença até o julgamento do recurso extraordinário já admitido. Liminar concedida. Ação cautelar julgada procedente. Ofensa à coisa julgada. Interpretação do art. 5..., XXXVI, da Constituição Federal de 1988, e dos arts. 2..., 262, 467, 509 e 515, todos do Código de Processo Civil. Sob pena de ofensa à garantia constitucional da coisa julgada, não pode tribunal eleitoral, sob invocação do chamado efeito translativo do recurso, no âmbito de cognição do que foi interposto apenas pelo prefeito, cujo diploma foi cassado, por captação ilegal de sufrágio, cassar de ofício o diploma do vice- prefeito absolvido por capítulo decisório da sentença que, não impugnado por ninguém, transitou em julgado. 9 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5697979. Inteiro Teor do Acórdão - Página 19 de 28 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO Recurso Extraordinário 666589 / DF Os fundamentos até aqui desenvolvidos revelam, a mais não poder, que o acórdão atacado implicou transgressão ao artigo 5..., inciso XXXVI, da Carta. A rescisória dirige-se contra acórdão do Superior Tribunal confirmando condenação quanto a danos emergentes, cujo trânsito em julgado ocorreu em 8 de fevereiro de 1994. Essa é a data a corresponder ao termo inicial do prazo decadencial, e não aquela, referente à preclusão maior da última decisão – 20 de junho de 1994 –, envolvido especial do recorrente e versados lucros cessantes, matéria que não é objeto da demanda rescisória. Devem ser reconhecidos, sob pena de afronta à garantia constitucional, dois momentos distintos do trânsito em julgado, sendo apenas o primeiro relevante para a formulação do presente pedido rescisório. Tendo sido formalizada a ação em 6 de junho de 1996, evidencia-se a decadência do pleito. Ante o exposto, voto no sentido de dar provimento ao extraordinário para reformar o acórdão recorrido, assentando a decadência do direito e negando seguimento ao pedido rescisório. Ficam invertidos os ônus sucumbenciais. 10 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5697979. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 666589 / DF Os fundamentos até aqui desenvolvidos revelam, a mais não poder, que o acórdão atacado implicou transgressão ao artigo 5..., inciso XXXVI, da Carta. A rescisória dirige-se contra acórdão do Superior Tribunal confirmando condenação quanto a danos emergentes, cujo trânsito em julgado ocorreu em 8 de fevereiro de 1994. Essa é a data a corresponder ao termo inicial do prazo decadencial, e não aquela, referente à preclusão maior da última decisão – 20 de junho de 1994 –, envolvido especial do recorrente e versados lucros cessantes, matéria que não é objeto da demanda rescisória. Devem ser reconhecidos, sob pena de afronta à garantia constitucional, dois momentos distintos do trânsito em julgado, sendo apenas o primeiro relevante para a formulação do presente pedido rescisório. Tendo sido formalizada a ação em 6 de junho de 1996, evidencia-se a decadência do pleito. Ante o exposto, voto no sentido de dar provimento ao extraordinário para reformar o acórdão recorrido, assentando a decadência do direito e negando seguimento ao pedido rescisório. Ficam invertidos os ônus sucumbenciais. 10 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5697979. Inteiro Teor do Acórdão - Página 20 de 28 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 25/03/2014 PRIMEIRA TURMA RECURSO EXTRAORDINÁRIO 666.589 DISTRITO FEDERAL O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Presidente, em nenhum momento tive dúvida de que não estou de acordo com a decisão do Superior Tribunal de Justiça. Acho inclusive - como bem observou Vossa Excelência - que ela contraria frontalmente, dentre outros pronunciamentos do Supremo, aquele que ficou chancelado, por unanimidade, no julgamento da Ação Penal 470 - como bem observou o ilustre Advogado estreante da tribuna -, uma das poucas unanimidades ocorridas no caso. Aliás, gostaria de exaltar também a atuação não apenas do Advogado Sepúlveda Pertence, como também do advogado do Banco Central, Doutor Flávio José, pela sustentação proficiente e articulada e - eu diria - quase convincente. Porém, discordo na questão de fundo da decisão do Superior Tribunal de Justiça. E tive esse sentimento desde o primeiro momento. A minha dificuldade maior aflorou no tocante a reconhecer ou não dimensão constitucional à matéria que foi trazida. Porque, tradicionalmente, a questão atinente aos requisitos de admissibilidade da ação rescisória, com grande quantidades de precedentes, sempre foi tratada pela Casa como uma questão infraconstitucional. E, portanto, esse foi o ponto ao qual, no pouco tempo que tive, dediquei a maior parte da minha atenção. Lembro-me, Presidente, nosso José Carlos Barbosa Moreira - meu querido Professor e com quem tive oportunidade de conviver por muitos anos - disse certa vez que um amigo ilustre virou-se pra ele e perguntou: "Não sei por que uma pessoa inteligente como você se dedica a um ramo do Direito que cuida de prazos". Portanto, a percepção de que o Direito Processual era predominantemente um Direito focado em prazos. Evidentemente, José Carlos, sem tomar ofensa na imprecação, pensava maior do Direito Processual do que apenas a questão dos prazos. E a verdade é que, refletindo sobre esta questão, cheguei à conclusão que não estamos aqui discutindo prazo decadencial de ajuizamento da Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5619985. Supremo Tribunal Federal 25/03/2014 PRIMEIRA TURMA RECURSO EXTRAORDINÁRIO 666.589 DISTRITO FEDERAL O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Presidente, em nenhum momento tive dúvida de que não estou de acordo com a decisão do Superior Tribunal de Justiça. Acho inclusive - como bem observou Vossa Excelência - que ela contraria frontalmente, dentre outros pronunciamentos do Supremo, aquele que ficou chancelado, por unanimidade, no julgamento da Ação Penal 470 - como bem observou o ilustre Advogado estreante da tribuna -, uma das poucas unanimidades ocorridas no caso. Aliás, gostaria de exaltar também a atuação não apenas do Advogado Sepúlveda Pertence, como também do advogado do Banco Central, Doutor Flávio José, pela sustentação proficiente e articulada e - eu diria - quase convincente. Porém, discordo na questão de fundo da decisão do Superior Tribunal de Justiça. E tive esse sentimento desde o primeiro momento. A minha dificuldade maior aflorou no tocante a reconhecer ou não dimensão constitucional à matéria que foi trazida. Porque, tradicionalmente, a questão atinente aos requisitos de admissibilidade da ação rescisória, com grande quantidades de precedentes, sempre foi tratada pela Casa como uma questão infraconstitucional. E, portanto, esse foi o ponto ao qual, no pouco tempo que tive, dediquei a maior parte da minha atenção. Lembro-me, Presidente, nosso José Carlos Barbosa Moreira - meu querido Professor e com quem tive oportunidade de conviver por muitos anos - disse certa vez que um amigo ilustre virou-se pra ele e perguntou: "Não sei por que uma pessoa inteligente como você se dedica a um ramo do Direito que cuida de prazos". Portanto, a percepção de que o Direito Processual era predominantemente um Direito focado em prazos. Evidentemente, José Carlos, sem tomar ofensa na imprecação, pensava maior do Direito Processual do que apenas a questão dos prazos. E a verdade é que, refletindo sobre esta questão, cheguei à conclusão que não estamos aqui discutindo prazo decadencial de ajuizamento da Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5619985. Inteiro Teor do Acórdão - Página 21 de 28 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO Recurso Extraordinário 666589 / DF ação rescisória - ponto. Quer dizer, temos aqui uma questão conceitual mais importante que diz respeito à precisa caracterização do que seja exatamente a coisa julgada, notadamente em hipóteses nas quais a decisão possa ser logicamente fragmentada em capítulos. E, aí, a questão da conceituação da coisa julgada transcende a questão do mero prazo de propositura da ação rescisória, o que me leva à convicção de que a presente questão tem uma dimensão constitucional, como de certa forma revela o único caminho possível para se dirimir a dissensão que hoje existe, por exemplo, entre o Superior Tribunal de Justiça e o Tribunal Superior do Trabalho. De modo que, se nós já estivéssemos, neste caso, sob a égide da repercussão geral, eu até acharia que esta seria uma hipótese típica de reconhecimento de repercussão geral pela implicação relevante que tem para a jurisdição no País, de uma maneira geral, inclusive para a jurisdição prestada por Justiças diferentes. Superada a questão da possibilidade de conhecimento da matéria, porque a considero constitucional, acho que não teria dúvida em acolher a tese de que a decisão do Superior Tribunal de Justiça merece reforma. Eu achava tudo isso antes de ter ouvido o bem-lançado, bem-sustentado e inatacável voto proferido pelo Relator e eminente Presidente. De modo que estou acompanhando-o. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (PRESIDENTE E RELATOR) – Não receio a morte, muito menos a aposentadoria. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Mas preferencialmente a aposentadoria. Inclusive os seus amigos gostariam de tê-lo por muitos anos, depois de aposentado, aqui entre nós. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (PRESIDENTE E RELATOR) – Digo sempre: se a genética me ajudar e Ele me esquecer aqui embaixo, quero ficar, gosto muito desta vida! 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5619985. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 666589 / DF ação rescisória - ponto. Quer dizer, temos aqui uma questão conceitual mais importante que diz respeito à precisa caracterização do que seja exatamente a coisa julgada, notadamente em hipóteses nas quais a decisão possa ser logicamente fragmentada em capítulos. E, aí, a questão da conceituação da coisa julgada transcende a questão do mero prazo de propositura da ação rescisória, o que me leva à convicção de que a presente questão tem uma dimensão constitucional, como de certa forma revela o único caminho possível para se dirimir a dissensão que hoje existe, por exemplo, entre o Superior Tribunal de Justiça e o Tribunal Superior do Trabalho. De modo que, se nós já estivéssemos, neste caso, sob a égide da repercussão geral, eu até acharia que esta seria uma hipótese típica de reconhecimento de repercussão geral pela implicação relevante que tem para a jurisdição no País, de uma maneira geral, inclusive para a jurisdição prestada por Justiças diferentes. Superada a questão da possibilidade de conhecimento da matéria, porque a considero constitucional, acho que não teria dúvida em acolher a tese de que a decisão do Superior Tribunal de Justiça merece reforma. Eu achava tudo isso antes de ter ouvido o bem-lançado, bem-sustentado e inatacável voto proferido pelo Relator e eminente Presidente. De modo que estou acompanhando-o. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (PRESIDENTE E RELATOR) – Não receio a morte, muito menos a aposentadoria. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Mas preferencialmente a aposentadoria. Inclusive os seus amigos gostariam de tê-lo por muitos anos, depois de aposentado, aqui entre nós. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (PRESIDENTE E RELATOR) – Digo sempre: se a genética me ajudar e Ele me esquecer aqui embaixo, quero ficar, gosto muito desta vida! 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5619985. Inteiro Teor do Acórdão - Página 22 de 28 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO Recurso Extraordinário 666589 / DF O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Não a ponto de dizer: se algum dia eu morrer! Portanto, eu, louvando uma vez mais o empenho da Advocacia do Banco Central, cujo memorial li, cuja sustentação apreciei, cujo ajuizamento da ação rescisória - relembrando os meus tempos de advogado - tenho reservas porque não é incomum que o Poder Público, depois de litigar no processo de conhecimento em todos os níveis de jurisdição, e depois do processo de execução em todos os níveis de jurisdição, ainda venha para um terceiro tempo na ação rescisória não por uma tese nova ou por um fato novo, mas para discutir as mesmas teses que já havia discutido nos dois tempos anteriores. De modo que tenho alguma reserva em relação a se utilizar ação rescisória como uma nova instância recursal, o que não é incomum de acontecer. Porém, não é essa a discussão aqui nem estou dizendo que esse tenha sido o caso. Por essas razões, Presidente, estou acompanhando integralmente o cuidadoso, profundo e bem-lançado voto de Vossa Excelência. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5619985. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 666589 / DF O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Não a ponto de dizer: se algum dia eu morrer! Portanto, eu, louvando uma vez mais o empenho da Advocacia do Banco Central, cujo memorial li, cuja sustentação apreciei, cujo ajuizamento da ação rescisória - relembrando os meus tempos de advogado - tenho reservas porque não é incomum que o Poder Público, depois de litigar no processo de conhecimento em todos os níveis de jurisdição, e depois do processo de execução em todos os níveis de jurisdição, ainda venha para um terceiro tempo na ação rescisória não por uma tese nova ou por um fato novo, mas para discutir as mesmas teses que já havia discutido nos dois tempos anteriores. De modo que tenho alguma reserva em relação a se utilizar ação rescisória como uma nova instância recursal, o que não é incomum de acontecer. Porém, não é essa a discussão aqui nem estou dizendo que esse tenha sido o caso. Por essas razões, Presidente, estou acompanhando integralmente o cuidadoso, profundo e bem-lançado voto de Vossa Excelência. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5619985. Inteiro Teor do Acórdão - Página 23 de 28 Voto - MIN. ROSA WEBER 25/03/2014 PRIMEIRA TURMA RECURSO EXTRAORDINÁRIO 666.589 DISTRITO FEDERAL VOTO A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER – Senhor Presidente, nem precisaria falar, mas vou fazê-lo por obrigação funcional. Manifesto a minha alegria por ter assistido, hoje, essas duas estreias da tribuna, que muito colaboraram para a minha convicção e nossa reflexão com relação a um tema de tanta beleza, sensibilidade. Cumprimento Vossa Excelência, Presidente, pelo voto, como sempre, com precisão cirúrgica e brilho invulgar. Muito feliz, também, por ter presenciado Vossa Excelência emiti-lo. Vou inverter o meu voto e começar pelo tema de fundo porque, com relação a ele, já me pronunciei, conforme veio nos memoriais e lembrado, inclusive, da tribuna, na própria Ação Penal n 470, onde a decisão foi, por unanimidade de votos, no sentido da possibilidade do trânsito em julgado em capítulos, das decisões, até por já ter me manifestado sempre, ainda no Tribunal Superior do Trabalho, na mesma linha da compreensão que naquela Corte se formou e está consubstanciada no Verbete n 100, item II da súmula da sua jurisprudência. Fiquei muito feliz, na fundamentação de Vossa Excelência, de vê-lo lembrar o meu Mestre Barbosa Moreira. E hoje, Vossa Excelência e o Ministro Luís Roberto também o invocaram como Mestre nos bancos acadêmicos. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (PRESIDENTE E RELATOR) – Cursei a Nacional, mas o elegi, desde sempre, Mestre. A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER - Mestre dos mestres em matéria de processo. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Ministra Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5956413. Supremo Tribunal Federal 25/03/2014 PRIMEIRA TURMA RECURSO EXTRAORDINÁRIO 666.589 DISTRITO FEDERAL VOTO A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER – Senhor Presidente, nem precisaria falar, mas vou fazê-lo por obrigação funcional. Manifesto a minha alegria por ter assistido, hoje, essas duas estreias da tribuna, que muito colaboraram para a minha convicção e nossa reflexão com relação a um tema de tanta beleza, sensibilidade. Cumprimento Vossa Excelência, Presidente, pelo voto, como sempre, com precisão cirúrgica e brilho invulgar. Muito feliz, também, por ter presenciado Vossa Excelência emiti-lo. Vou inverter o meu voto e começar pelo tema de fundo porque, com relação a ele, já me pronunciei, conforme veio nos memoriais e lembrado, inclusive, da tribuna, na própria Ação Penal n 470, onde a decisão foi, por unanimidade de votos, no sentido da possibilidade do trânsito em julgado em capítulos, das decisões, até por já ter me manifestado sempre, ainda no Tribunal Superior do Trabalho, na mesma linha da compreensão que naquela Corte se formou e está consubstanciada no Verbete n 100, item II da súmula da sua jurisprudência. Fiquei muito feliz, na fundamentação de Vossa Excelência, de vê-lo lembrar o meu Mestre Barbosa Moreira. E hoje, Vossa Excelência e o Ministro Luís Roberto também o invocaram como Mestre nos bancos acadêmicos. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (PRESIDENTE E RELATOR) – Cursei a Nacional, mas o elegi, desde sempre, Mestre. A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER - Mestre dos mestres em matéria de processo. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Ministra Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5956413. Inteiro Teor do Acórdão - Página 24 de 28 Voto - MIN. ROSA WEBER Recurso Extraordinário 666589 / DF Rosa, eu me considero o único que pode verazmente reivindicar o título de ter sido aluno do Desembargador, Professor, e provavelmente o maior professor que já vi dentro de sala de aula, que foi José Carlos Barbosa Moreira, que ainda é, porque está vivo, mas já não mais como professor. De modo que essa prerrogativa eu reivindico. A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER - Está certo. Então, Barbosa Moreira, para o Ministro Marco Aurélio, tem a mesma posição que tem com relação a mim, que é meu Mestre. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (PRESIDENTE E RELATOR) – Cheguei, inclusive, a sair da Praça da República, onde estava a Nacional, para ir ao Catete, porque… O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Talvez tenha até mais mérito do que eu que já tinha que estar lá mesmo de qualquer jeito. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (PRESIDENTE E RELATOR) – Já na UERJ, no Maracanã? O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - É. Já peguei no Maracanã. A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER - Mas, de qualquer sorte, invocado Barbosa Moreira, junto com Pontes, mais também com quem? Com Athos Gusmão Carneiro. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (PRESIDENTE E RELATOR) – O nosso Athos. A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER - Meu Mestre também em sala de aula. Três anos, Faculdade de Direito de Porto Alegre, 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5956413. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 666589 / DF Rosa, eu me considero o único que pode verazmente reivindicar o título de ter sido aluno do Desembargador, Professor, e provavelmente o maior professor que já vi dentro de sala de aula, que foi José Carlos Barbosa Moreira, que ainda é, porque está vivo, mas já não mais como professor. De modo que essa prerrogativa eu reivindico. A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER - Está certo. Então, Barbosa Moreira, para o Ministro Marco Aurélio, tem a mesma posição que tem com relação a mim, que é meu Mestre. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (PRESIDENTE E RELATOR) – Cheguei, inclusive, a sair da Praça da República, onde estava a Nacional, para ir ao Catete, porque… O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Talvez tenha até mais mérito do que eu que já tinha que estar lá mesmo de qualquer jeito. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (PRESIDENTE E RELATOR) – Já na UERJ, no Maracanã? O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - É. Já peguei no Maracanã. A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER - Mas, de qualquer sorte, invocado Barbosa Moreira, junto com Pontes, mais também com quem? Com Athos Gusmão Carneiro. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (PRESIDENTE E RELATOR) – O nosso Athos. A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER - Meu Mestre também em sala de aula. Três anos, Faculdade de Direito de Porto Alegre, 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5956413. Inteiro Teor do Acórdão - Página 25 de 28 Voto - MIN. ROSA WEBER Recurso Extraordinário 666589 / DF Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Meus dois Professores, ao longo de três anos de Processo Civil: o saudoso Professor Galeno Lacerda, recentemente falecido; e Athos Gusmão Carneiro, que está lá, ainda, abrilhantando as letras jurídicas no Rio Grande do Sul, e egresso do Superior Tribunal de Justiça - não é? -, nosso Ministro aposentado do Superior Tribunal de Justiça. E também fiquei feliz de ver o Ministro Luís Roberto lembrar da resposta de Barbosa Moreira: por que se preocupa tanto com um Direito que só cuida de prazo? E lembrei do nosso Direito do Trabalho, porque às vezes me diziam assim: por que tu gostas tanto de um Direito que só se preocupa e tem, ali, que verificar cartão ponto e hora extra em cartão ponto? Eu dizia: não, não, não; Direito do Trabalho não tem nada disso. Direito do Trabalho cuida de quê? Do trabalho. E o trabalho nada mais é do que o homem trabalhando. Então, o Direito do Trabalho cuida do homem, do ser humano. É um Direito relevantíssimo! E, hoje, fiquei satisfeita de ouvir essa história do Barbosa Moreira, não a conhecia. Então, com relação ao tema de fundo, a possibilidade do trânsito em julgado, da coisa julgada em capítulo, endosso, na íntegra, os belíssimos fundamentos de Vossa Excelência e toda a doutrina trazida; sem deixar de louvar, também, a bela sustentação oral do Doutor Flávio, dizer que: mas não é o Direito do Trabalho só porque as rescisórias, no Direito do Trabalho, as ações sejam propostas por empregadores. Há muitas, sim, por empregados, sobretudo por sindicatos, atuando como substitutos processuais. Mas, na realidade, por uma questão regimental, no Tribunal Superior do Trabalho, só se citam, há necessidade de se citar apenas cinco precedentes com relação a cada um dos verbetes. Digo: o meu exame está sendo na ordem inversa. Eu chego, por essa via estranha, à questão do conhecimento, realmente foi este o ponto, Ministro Luís Roberto, conforme Vossa Excelência, sobre o qual eu me detive, já que, com relação ao tema de fundo, tinha convicção formada. Como conhecer aqui. E eu não posso afastar, sem uma maior reflexão, os belos fundamentos da nossa eminente, querida, Ministra Cármen Lúcia, quando em um primeiro momento negou seguimento ao recurso 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5956413. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 666589 / DF Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Meus dois Professores, ao longo de três anos de Processo Civil: o saudoso Professor Galeno Lacerda, recentemente falecido; e Athos Gusmão Carneiro, que está lá, ainda, abrilhantando as letras jurídicas no Rio Grande do Sul, e egresso do Superior Tribunal de Justiça - não é? -, nosso Ministro aposentado do Superior Tribunal de Justiça. E também fiquei feliz de ver o Ministro Luís Roberto lembrar da resposta de Barbosa Moreira: por que se preocupa tanto com um Direito que só cuida de prazo? E lembrei do nosso Direito do Trabalho, porque às vezes me diziam assim: por que tu gostas tanto de um Direito que só se preocupa e tem, ali, que verificar cartão ponto e hora extra em cartão ponto? Eu dizia: não, não, não; Direito do Trabalho não tem nada disso. Direito do Trabalho cuida de quê? Do trabalho. E o trabalho nada mais é do que o homem trabalhando. Então, o Direito do Trabalho cuida do homem, do ser humano. É um Direito relevantíssimo! E, hoje, fiquei satisfeita de ouvir essa história do Barbosa Moreira, não a conhecia. Então, com relação ao tema de fundo, a possibilidade do trânsito em julgado, da coisa julgada em capítulo, endosso, na íntegra, os belíssimos fundamentos de Vossa Excelência e toda a doutrina trazida; sem deixar de louvar, também, a bela sustentação oral do Doutor Flávio, dizer que: mas não é o Direito do Trabalho só porque as rescisórias, no Direito do Trabalho, as ações sejam propostas por empregadores. Há muitas, sim, por empregados, sobretudo por sindicatos, atuando como substitutos processuais. Mas, na realidade, por uma questão regimental, no Tribunal Superior do Trabalho, só se citam, há necessidade de se citar apenas cinco precedentes com relação a cada um dos verbetes. Digo: o meu exame está sendo na ordem inversa. Eu chego, por essa via estranha, à questão do conhecimento, realmente foi este o ponto, Ministro Luís Roberto, conforme Vossa Excelência, sobre o qual eu me detive, já que, com relação ao tema de fundo, tinha convicção formada. Como conhecer aqui. E eu não posso afastar, sem uma maior reflexão, os belos fundamentos da nossa eminente, querida, Ministra Cármen Lúcia, quando em um primeiro momento negou seguimento ao recurso 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5956413. Inteiro Teor do Acórdão - Página 26 de 28 Voto - MIN. ROSA WEBER Recurso Extraordinário 666589 / DF extraordinário, à compreensão de que se tratava de matéria infraconstitucional. Acresço, aos fundamentos do Ministro Luís Roberto, a circunstância de que a visão é diferente dependendo da posição, do ângulo do objeto sobre o qual nós nos debruçamos. Eu pensava: esta tribuna. Eu tenho uma visão desta tribuna seguramente diferente da visão do Ministro Luís Roberto e do Presidente que está a frente da mesma. Por isso, parece-me, com todo o respeito, que não se está a discutir, aqui, exclusivamente, o dies a quo do prazo decadencial, questão sem dúvida infraconstitucional, eminentemente infraconstitucional. Está a se discutir isso, mas não é só isso. Depende da visão. Estamos a discutir, aqui, se é possível um corte rescisório de uma decisão trânsita em julgado. E, aí, temos o art. 5..., XXXVI, da Constituição Federal. Na minha compreensão, com maior respeito, é um tema de envergadura constitucional. Mas, sem dúvida alguma, é uma matéria delicada, e as compreensões distintas merecem todo o nosso respeito sempre. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Ministra Rosa, quando o primeiro Advogado estreante subiu na tribuna, eu tive a nítida sensação de que os lugares estavam trocados, mas, depois, me veio a sensação é mesmo de que a vida dá voltas. A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER - É isso.. Senhor Presidente, de qualquer sorte, com essas brevíssimas considerações, renovo os meus cumprimentos a Vossa Excelência. Também provejo o recurso extraordinário e acompanho o voto de Vossa Excelência. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5956413. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 666589 / DF extraordinário, à compreensão de que se tratava de matéria infraconstitucional. Acresço, aos fundamentos do Ministro Luís Roberto, a circunstância de que a visão é diferente dependendo da posição, do ângulo do objeto sobre o qual nós nos debruçamos. Eu pensava: esta tribuna. Eu tenho uma visão desta tribuna seguramente diferente da visão do Ministro Luís Roberto e do Presidente que está a frente da mesma. Por isso, parece-me, com todo o respeito, que não se está a discutir, aqui, exclusivamente, o dies a quo do prazo decadencial, questão sem dúvida infraconstitucional, eminentemente infraconstitucional. Está a se discutir isso, mas não é só isso. Depende da visão. Estamos a discutir, aqui, se é possível um corte rescisório de uma decisão trânsita em julgado. E, aí, temos o art. 5..., XXXVI, da Constituição Federal. Na minha compreensão, com maior respeito, é um tema de envergadura constitucional. Mas, sem dúvida alguma, é uma matéria delicada, e as compreensões distintas merecem todo o nosso respeito sempre. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Ministra Rosa, quando o primeiro Advogado estreante subiu na tribuna, eu tive a nítida sensação de que os lugares estavam trocados, mas, depois, me veio a sensação é mesmo de que a vida dá voltas. A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER - É isso.. Senhor Presidente, de qualquer sorte, com essas brevíssimas considerações, renovo os meus cumprimentos a Vossa Excelência. Também provejo o recurso extraordinário e acompanho o voto de Vossa Excelência. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5956413. Inteiro Teor do Acórdão - Página 27 de 28 Extrato de Ata - 25/03/2014 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA RECURSO EXTRAORDINÁRIO 666.589 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO RECTE.(S) : PEBB CORRETORA DE VALORES LTDA ADV.(A/S) : ARNOLDO WALD FILHO RECDO.(A/S) : BANCO CENTRAL DO BRASIL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO BANCO CENTRAL Decisão: A Turma deu provimento ao recurso extraordinário, nos termos do voto do relator. Unânime. Falaram: o Dr. Sepúlveda Pertence, pela recorrente, e o Dr. Flávio José Roman, Procurador do Banco Central, pelo recorrido. Impedidos os Senhores Ministros Dias Toffoli e Luiz Fux. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 25.3.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 5608675 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA RECURSO EXTRAORDINÁRIO 666.589 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO RECTE.(S) : PEBB CORRETORA DE VALORES LTDA ADV.(A/S) : ARNOLDO WALD FILHO RECDO.(A/S) : BANCO CENTRAL DO BRASIL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO BANCO CENTRAL Decisão: A Turma deu provimento ao recurso extraordinário, nos termos do voto do relator. Unânime. Falaram: o Dr. Sepúlveda Pertence, pela recorrente, e o Dr. Flávio José Roman, Procurador do Banco Central, pelo recorrido. Impedidos os Senhores Ministros Dias Toffoli e Luiz Fux. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 25.3.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 5608675 Inteiro Teor do Acórdão - Página 28 de 28
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Ementa e Acórdão 10/04/2014 PLENÁRIO EMB.DECL. NO AG.REG. NOS EMB.DIV. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 480.704 RIO GRANDE DO SUL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA EMBTE.(S) :ANTÔNIA GESSI BARRETTO DE MOURA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :ROBERTO DE FIGUEIREDO CALDAS E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) :UNIÃO ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO EMENTA: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO REGIMENTAL NOS EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA NOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO COM A PRETENSÃO DE REEXAME DA MATÉRIA: NÃO CONHECIMENTO. DECISÃO DO PLENÁRIO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NÃO CONHECIDOS. IMEDIATA BAIXA DOS AUTOS À ORIGEM. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Plenária, sob a Presidência do Ministro Celso de Mello, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por maioria de votos, e nos termos do voto da Relatora, em não conhecer dos embargos de declaração e determinar a baixa imediata dos autos à origem, vencido o Ministro Marco Aurélio, que deles conhecia. Votou o Presidente. Ausentes, neste julgamento, os Ministros Joaquim Barbosa (Presidente), Ricardo Lewandowski (Vice- Presidente), Luiz Fux e Roberto Barroso. Brasília, 10 de abril de 2014. CÁRMEN LÚCIA - Relatora Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5676287. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Relatório 10/04/2014 PLENÁRIO EMB.DECL. NO AG.REG. NOS EMB.DIV. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 480.704 RIO GRANDE DO SUL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA EMBTE.(S) :ANTÔNIA GESSI BARRETTO DE MOURA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :ROBERTO DE FIGUEIREDO CALDAS E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) :UNIÃO ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora): 1. Em 8 de novembro de 2013, o Plenário do Supremo Tribunal Federal negou provimento ao agravo regimental nos embargos de divergência no agravo regimental no agravo de instrumento: “AGRAVO REGIMENTAL NOS EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA NO AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. PROCESSUAL CIVIL. INEXISTÊNCIA DE DIVER480GÊNCIA: ARTS. 330 E 332 DO REGIMENTO INTERNO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.” (fl. 362). 2. Publicado o acórdão em 18.11.2013 (fl. 327), opõem Antônia Gessi Barretto de Moura e Outro, em 25.11.2013, tempestivamente, embargos de declaração (fls. 368-373). 3. Os Embargantes repetem a mesma argumentação reiteradamente trazida no agravo de instrumento e demais recursos supervenientes. Sustentam ser o acórdão embargado omisso quanto “à efetiva Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5676288. Supremo Tribunal Federal 10/04/2014 PLENÁRIO EMB.DECL. NO AG.REG. NOS EMB.DIV. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 480.704 RIO GRANDE DO SUL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA EMBTE.(S) :ANTÔNIA GESSI BARRETTO DE MOURA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :ROBERTO DE FIGUEIREDO CALDAS E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) :UNIÃO ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora): 1. Em 8 de novembro de 2013, o Plenário do Supremo Tribunal Federal negou provimento ao agravo regimental nos embargos de divergência no agravo regimental no agravo de instrumento: “AGRAVO REGIMENTAL NOS EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA NO AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. PROCESSUAL CIVIL. INEXISTÊNCIA DE DIVER480GÊNCIA: ARTS. 330 E 332 DO REGIMENTO INTERNO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.” (fl. 362). 2. Publicado o acórdão em 18.11.2013 (fl. 327), opõem Antônia Gessi Barretto de Moura e Outro, em 25.11.2013, tempestivamente, embargos de declaração (fls. 368-373). 3. Os Embargantes repetem a mesma argumentação reiteradamente trazida no agravo de instrumento e demais recursos supervenientes. Sustentam ser o acórdão embargado omisso quanto “à efetiva Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5676288. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório RE 480704 AGR-ED-EDV-AGR-ED / RS caracterização do dissenso pretoriano e à possibilidade de se examinar, na presente hipótese, a ofensa à coisa julgada” (fl. 370). Requerem sejam acolhidos os embargos de declaração “com vistas ao saneamento das omissões apontadas e, com a impressão de efeitos modificativos, seja: reconhecida a possibilidade de incidência de juros moratórios até o efetivo pagamento da integralidade da dívida, em obediência à coisa julgada, nos termos do artigo 5º, XXXVI, da CF/88; caso assim não entenda, que ao menos seja sobrestado o presente feito até o julgamento do RE 579.431/RS, para que , ao final, seja deferido o pagamento de juros entre o cálculo e a expedição do precatório.” (fl. 373). É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5676288. Supremo Tribunal Federal RE 480704 AGR-ED-EDV-AGR-ED / RS caracterização do dissenso pretoriano e à possibilidade de se examinar, na presente hipótese, a ofensa à coisa julgada” (fl. 370). Requerem sejam acolhidos os embargos de declaração “com vistas ao saneamento das omissões apontadas e, com a impressão de efeitos modificativos, seja: reconhecida a possibilidade de incidência de juros moratórios até o efetivo pagamento da integralidade da dívida, em obediência à coisa julgada, nos termos do artigo 5º, XXXVI, da CF/88; caso assim não entenda, que ao menos seja sobrestado o presente feito até o julgamento do RE 579.431/RS, para que , ao final, seja deferido o pagamento de juros entre o cálculo e a expedição do precatório.” (fl. 373). É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5676288. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA 10/04/2014 PLENÁRIO EMB.DECL. NO AG.REG. NOS EMB.DIV. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 480.704 RIO GRANDE DO SUL V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste aos Embargantes. 2. Os embargos de declaração não se prestam para provocar a reforma da decisão embargada, salvo no ponto em que esta tenha sido omissa, contraditória ou obscura, nos moldes do art. 535 do Código de Processo Civil, o que não se dá na espécie. 3. Inexiste a omissão apontada. Consta no acórdão embargado: 4. Quanto à alegada afronta à coisa julgada, ambas as Turmas do Supremo Tribunal Federal firmaram jurisprudência no sentido de que a verificação do alcance do dispositivo de sentença transitada em julgado é procedimento que demandaria o prévio exame da legislação infraconstitucional: “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. 1) CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. 2) ALEGAÇÃO DE CONTRARIEDADE À COISA JULGADA. NECESSIDADE DA ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (AI 811.066-ED, de minha relatoria, Primeira Turma, DJe 26.4.2011). “CONSTITUCIONAL. PRECATÓRIO. JUROS DE MORA ENTRE A DATA DE EXPEDIÇÃO E DO EFETIVO PAGAMENTO. IMPOSSIBILIDADE. COISA JULGADA. NATUREZA INFRACONSTITUCIONAL. 1. Não cabe a incidência Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5676289. Supremo Tribunal Federal 10/04/2014 PLENÁRIO EMB.DECL. NO AG.REG. NOS EMB.DIV. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 480.704 RIO GRANDE DO SUL V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste aos Embargantes. 2. Os embargos de declaração não se prestam para provocar a reforma da decisão embargada, salvo no ponto em que esta tenha sido omissa, contraditória ou obscura, nos moldes do art. 535 do Código de Processo Civil, o que não se dá na espécie. 3. Inexiste a omissão apontada. Consta no acórdão embargado: 4. Quanto à alegada afronta à coisa julgada, ambas as Turmas do Supremo Tribunal Federal firmaram jurisprudência no sentido de que a verificação do alcance do dispositivo de sentença transitada em julgado é procedimento que demandaria o prévio exame da legislação infraconstitucional: “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. 1) CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. 2) ALEGAÇÃO DE CONTRARIEDADE À COISA JULGADA. NECESSIDADE DA ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (AI 811.066-ED, de minha relatoria, Primeira Turma, DJe 26.4.2011). “CONSTITUCIONAL. PRECATÓRIO. JUROS DE MORA ENTRE A DATA DE EXPEDIÇÃO E DO EFETIVO PAGAMENTO. IMPOSSIBILIDADE. COISA JULGADA. NATUREZA INFRACONSTITUCIONAL. 1. Não cabe a incidência Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5676289. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA RE 480704 AGR-ED-EDV-AGR-ED / RS de juros de mora no período compreendido entre a data de expedição do precatório e a do seu efetivo pagamento. Entendimento ratificado pelo Plenário desta Corte no julgamento do RE 591.085-RG-QO/MS, rel. Min. Ricardo Lewandowski, pub. DJE 20.2.2009. 2. A questão da incidência da coisa julgada possui natureza infraconstitucional. Precedentes. 3. Inexistência de argumento capaz de infirmar a decisão agravada, que deve ser mantida pelos seus próprios fundamentos. 4. Agravo regimental improvido” (RE 480.704-AgR, Relatora a Ministra Ellen Gracie, Segunda Turma, DJe 24.4.2009). 5. Assim, ausente a pretensa divergência, incabíveis são os presentes embargos, nos termos do art. 332 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, que dispõe não caber “embargos, se a jurisprudência do Plenário ou de ambas as Turmas estiver firmada no sentido da decisão embargada”.” (fls. 357-358). Os Embargantes insistem na pretensão de rediscutir o que assentado no julgamento do agravo regimental nos embargos de divergência nos embargos de declaração no agravo regimental no recurso extraordinário, o que não viabiliza o conhecimento dos embargos de declaração com esse objetivo (AI 490.707-AgR-ED-ED-ED, de minha relatoria, Primeira Turma, DJe 20.2.2009). 4. Assim, nos termos do que assentado pelo Plenário deste Supremo Tribunal, não conheço dos embargos de declaração e determino a baixa imediata dos autos à origem. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5676289. Supremo Tribunal Federal RE 480704 AGR-ED-EDV-AGR-ED / RS de juros de mora no período compreendido entre a data de expedição do precatório e a do seu efetivo pagamento. Entendimento ratificado pelo Plenário desta Corte no julgamento do RE 591.085-RG-QO/MS, rel. Min. Ricardo Lewandowski, pub. DJE 20.2.2009. 2. A questão da incidência da coisa julgada possui natureza infraconstitucional. Precedentes. 3. Inexistência de argumento capaz de infirmar a decisão agravada, que deve ser mantida pelos seus próprios fundamentos. 4. Agravo regimental improvido” (RE 480.704-AgR, Relatora a Ministra Ellen Gracie, Segunda Turma, DJe 24.4.2009). 5. Assim, ausente a pretensa divergência, incabíveis são os presentes embargos, nos termos do art. 332 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, que dispõe não caber “embargos, se a jurisprudência do Plenário ou de ambas as Turmas estiver firmada no sentido da decisão embargada”.” (fls. 357-358). Os Embargantes insistem na pretensão de rediscutir o que assentado no julgamento do agravo regimental nos embargos de divergência nos embargos de declaração no agravo regimental no recurso extraordinário, o que não viabiliza o conhecimento dos embargos de declaração com esse objetivo (AI 490.707-AgR-ED-ED-ED, de minha relatoria, Primeira Turma, DJe 20.2.2009). 4. Assim, nos termos do que assentado pelo Plenário deste Supremo Tribunal, não conheço dos embargos de declaração e determino a baixa imediata dos autos à origem. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5676289. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 10/04/2014 PLENÁRIO EMB.DECL. NO AG.REG. NOS EMB.DIV. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 480.704 RIO GRANDE DO SUL O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Na lista 5, Presidente, houve integrante de um Tribunal Superior que assentou inicialmente – e era processualista – que os vícios alusivos aos embargos declaratórios diriam respeito a pressuposto de recorribilidade, e não ao mérito. E seria o caso de indagar em que situação, então, ter-se-ia a abordagem do mérito. Refiro-me à obscuridade, à omissão e à contradição. Para que os embargos declaratórios sejam adequados, basta que o embargante sustente, na peça respectiva, a existência do vício. A configuração estará ligada ao provimento e a ausência ao desprovimento dos embargos declaratórios. Por isso, Presidente, peço vênia à relatora para divergir nestes casos e conhecer dos declaratórios. Também caminho no sentido de afastar a imediata baixa dos autos. Trata-se de autos mesmo – não sei se há algum processo, porque ainda nos defrontamos com agravo de instrumento, bifurcação do processo. Aguardem a confecção do acórdão alusivo a este julgamento. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5808574. Supremo Tribunal Federal 10/04/2014 PLENÁRIO EMB.DECL. NO AG.REG. NOS EMB.DIV. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 480.704 RIO GRANDE DO SUL O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Na lista 5, Presidente, houve integrante de um Tribunal Superior que assentou inicialmente – e era processualista – que os vícios alusivos aos embargos declaratórios diriam respeito a pressuposto de recorribilidade, e não ao mérito. E seria o caso de indagar em que situação, então, ter-se-ia a abordagem do mérito. Refiro-me à obscuridade, à omissão e à contradição. Para que os embargos declaratórios sejam adequados, basta que o embargante sustente, na peça respectiva, a existência do vício. A configuração estará ligada ao provimento e a ausência ao desprovimento dos embargos declaratórios. Por isso, Presidente, peço vênia à relatora para divergir nestes casos e conhecer dos declaratórios. Também caminho no sentido de afastar a imediata baixa dos autos. Trata-se de autos mesmo – não sei se há algum processo, porque ainda nos defrontamos com agravo de instrumento, bifurcação do processo. Aguardem a confecção do acórdão alusivo a este julgamento. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5808574. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI 10/04/2014 PLENÁRIO EMB.DECL. NO AG.REG. NOS EMB.DIV. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 480.704 RIO GRANDE DO SUL VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI: Senhor Presidente, as premissas do Ministro Marco Aurélio são importantes e cabíveis. Acompanharia Sua Excelência se estivesse julgando lá na Turma, mas, aqui, trata-se de embargos de divergência; já houve o agravo regimental, e agora vêm os embargos de declaração. Eu sugeriria à Ministra Relatora que expungíssemos a multa e mantivéssemos a baixa imediata. A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (RELATORA) - Eu posso até expungir a multa para haver o consenso. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Já disse em Plenário, Presidente, que admito embargos declaratórios interpostos contra pronunciamento formalizado em embargos declaratórios, desde que o vício tenha surgido, pela vez primeira, quando da prolação do último acórdão embargado. Mas, no caso, pelo menos considerada a nomenclatura – e me preparei para votar ante a lista distribuída –, não se trata de embargos declaratórios em embargos declaratórios, e sim de protocolação de embargos de declaração em agravos regimentais em embargos de divergência admitidos. Repito: não temos semideuses no Plenário. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6226711. Supremo Tribunal Federal 10/04/2014 PLENÁRIO EMB.DECL. NO AG.REG. NOS EMB.DIV. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 480.704 RIO GRANDE DO SUL VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI: Senhor Presidente, as premissas do Ministro Marco Aurélio são importantes e cabíveis. Acompanharia Sua Excelência se estivesse julgando lá na Turma, mas, aqui, trata-se de embargos de divergência; já houve o agravo regimental, e agora vêm os embargos de declaração. Eu sugeriria à Ministra Relatora que expungíssemos a multa e mantivéssemos a baixa imediata. A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (RELATORA) - Eu posso até expungir a multa para haver o consenso. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Já disse em Plenário, Presidente, que admito embargos declaratórios interpostos contra pronunciamento formalizado em embargos declaratórios, desde que o vício tenha surgido, pela vez primeira, quando da prolação do último acórdão embargado. Mas, no caso, pelo menos considerada a nomenclatura – e me preparei para votar ante a lista distribuída –, não se trata de embargos declaratórios em embargos declaratórios, e sim de protocolação de embargos de declaração em agravos regimentais em embargos de divergência admitidos. Repito: não temos semideuses no Plenário. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6226711. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 10/04/2014 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO AG.REG. NOS EMB.DIV. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 480.704 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA EMBTE.(S) : ANTÔNIA GESSI BARRETTO DE MOURA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : ROBERTO DE FIGUEIREDO CALDAS E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) : UNIÃO ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: O Tribunal, por maioria e nos termos do voto da Relatora, não conheceu dos embargos de declaração e determinou a imediata baixa dos autos ao juízo de origem, vencido o Ministro Marco Aurélio, que deles conhecia. Votou o Presidente. Ausentes, neste julgamento, os Ministros Joaquim Barbosa (Presidente), Ricardo Lewandowski (Vice-Presidente), Luiz Fux e Roberto Barroso. Presidiu o julgamento o Ministro Celso de Mello (art. 37, I, do RISTF). Plenário, 10.04.2014. Presidência do Senhor Ministro Joaquim Barbosa. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber, Teori Zavascki e Roberto Barroso. Procurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot Monteiro de Barros. p/ Luiz Tomimatsu Assessor-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 5704465 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO AG.REG. NOS EMB.DIV. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 480.704 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA EMBTE.(S) : ANTÔNIA GESSI BARRETTO DE MOURA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : ROBERTO DE FIGUEIREDO CALDAS E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) : UNIÃO ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: O Tribunal, por maioria e nos termos do voto da Relatora, não conheceu dos embargos de declaração e determinou a imediata baixa dos autos ao juízo de origem, vencido o Ministro Marco Aurélio, que deles conhecia. Votou o Presidente. Ausentes, neste julgamento, os Ministros Joaquim Barbosa (Presidente), Ricardo Lewandowski (Vice-Presidente), Luiz Fux e Roberto Barroso. Presidiu o julgamento o Ministro Celso de Mello (art. 37, I, do RISTF). Plenário, 10.04.2014. Presidência do Senhor Ministro Joaquim Barbosa. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber, Teori Zavascki e Roberto Barroso. Procurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot Monteiro de Barros. p/ Luiz Tomimatsu Assessor-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 5704465 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=6258249
2014-04-10T00:00:00
2014-06-27T00:00:00
O Tribunal, por maioria e nos termos do voto da Relatora, não conheceu dos embargos de declaração e determinou a imediata baixa dos autos ao juízo de origem, vencido o Ministro Marco Aurélio, que deles conhecia. Votou o Presidente. Ausentes, neste julgamento, os Ministros Joaquim Barbosa (Presidente), Ricardo Lewandowski (Vice-Presidente), Luiz Fux e Roberto Barroso. Presidiu o julgamento o Ministro Celso de Mello (art. 37, I, do RISTF). Plenário, 10.04.2014.
EMB.DECL. NO AG.REG. NOS EMB.DIV. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
EMENTA: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO REGIMENTAL NOS EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA NOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO COM A PRETENSÃO DE REEXAME DA MATÉRIA: NÃO CONHECIMENTO. DECISÃO DO PLENÁRIO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NÃO CONHECIDOS. IMEDIATA BAIXA DOS AUTOS À ORIGEM.
sjur268809
- Acórdão(s) citado(s): (EMBARGOS DE DECLARAÇÃO, REDISCUSSÃO DA MATÉRIA) AI 490707 AgR-ED-ED (1ªT). Número de páginas: 8. Análise: 16/07/2014, RAF. Revisão: 21/08/2014, JOS.
CÁRMEN LÚCIA
Tribunal Pleno
480704
[ "LEG-FED LEI-005869 ANO-1973\n ART-00535\n CPC-1973 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL" ]
RE-AgR-ED-EDv-AgR-ED
acordaos
RE 480704 AgR-ED-EDv-AgR-ED
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EMBTE.(S) : ANTÔNIA GESSI BARRETTO DE MOURA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : ROBERTO DE FIGUEIREDO CALDAS E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) : UNIÃO ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
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Ementa e Acórdão 10/04/2014 PLENÁRIO EMB.DECL. NO AG.REG. NOS EMB.DIV. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 480.704 RIO GRANDE DO SUL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA EMBTE.(S) :ANTÔNIA GESSI BARRETTO DE MOURA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :ROBERTO DE FIGUEIREDO CALDAS E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) :UNIÃO ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO EMENTA: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO REGIMENTAL NOS EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA NOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO COM A PRETENSÃO DE REEXAME DA MATÉRIA: NÃO CONHECIMENTO. DECISÃO DO PLENÁRIO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NÃO CONHECIDOS. IMEDIATA BAIXA DOS AUTOS À ORIGEM. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Plenária, sob a Presidência do Ministro Celso de Mello, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por maioria de votos, e nos termos do voto da Relatora, em não conhecer dos embargos de declaração e determinar a baixa imediata dos autos à origem, vencido o Ministro Marco Aurélio, que deles conhecia. Votou o Presidente. Ausentes, neste julgamento, os Ministros Joaquim Barbosa (Presidente), Ricardo Lewandowski (Vice- Presidente), Luiz Fux e Roberto Barroso. Brasília, 10 de abril de 2014. CÁRMEN LÚCIA - Relatora Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5676287. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Relatório 10/04/2014 PLENÁRIO EMB.DECL. NO AG.REG. NOS EMB.DIV. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 480.704 RIO GRANDE DO SUL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA EMBTE.(S) :ANTÔNIA GESSI BARRETTO DE MOURA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :ROBERTO DE FIGUEIREDO CALDAS E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) :UNIÃO ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora): 1. Em 8 de novembro de 2013, o Plenário do Supremo Tribunal Federal negou provimento ao agravo regimental nos embargos de divergência no agravo regimental no agravo de instrumento: “AGRAVO REGIMENTAL NOS EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA NO AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. PROCESSUAL CIVIL. INEXISTÊNCIA DE DIVER480GÊNCIA: ARTS. 330 E 332 DO REGIMENTO INTERNO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.” (fl. 362). 2. Publicado o acórdão em 18.11.2013 (fl. 327), opõem Antônia Gessi Barretto de Moura e Outro, em 25.11.2013, tempestivamente, embargos de declaração (fls. 368-373). 3. Os Embargantes repetem a mesma argumentação reiteradamente trazida no agravo de instrumento e demais recursos supervenientes. Sustentam ser o acórdão embargado omisso quanto “à efetiva Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5676288. Supremo Tribunal Federal 10/04/2014 PLENÁRIO EMB.DECL. NO AG.REG. NOS EMB.DIV. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 480.704 RIO GRANDE DO SUL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA EMBTE.(S) :ANTÔNIA GESSI BARRETTO DE MOURA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :ROBERTO DE FIGUEIREDO CALDAS E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) :UNIÃO ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora): 1. Em 8 de novembro de 2013, o Plenário do Supremo Tribunal Federal negou provimento ao agravo regimental nos embargos de divergência no agravo regimental no agravo de instrumento: “AGRAVO REGIMENTAL NOS EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA NO AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. PROCESSUAL CIVIL. INEXISTÊNCIA DE DIVER480GÊNCIA: ARTS. 330 E 332 DO REGIMENTO INTERNO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.” (fl. 362). 2. Publicado o acórdão em 18.11.2013 (fl. 327), opõem Antônia Gessi Barretto de Moura e Outro, em 25.11.2013, tempestivamente, embargos de declaração (fls. 368-373). 3. Os Embargantes repetem a mesma argumentação reiteradamente trazida no agravo de instrumento e demais recursos supervenientes. Sustentam ser o acórdão embargado omisso quanto “à efetiva Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5676288. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório Recurso Extraordinário 480704 AGR-ED-EDV-AGR-ED / RS caracterização do dissenso pretoriano e à possibilidade de se examinar, na presente hipótese, a ofensa à coisa julgada” (fl. 370). Requerem sejam acolhidos os embargos de declaração “com vistas ao saneamento das omissões apontadas e, com a impressão de efeitos modificativos, seja: reconhecida a possibilidade de incidência de juros moratórios até o efetivo pagamento da integralidade da dívida, em obediência à coisa julgada, nos termos do artigo 5..., XXXVI, da Constituição Federal de 1988/88; caso assim não entenda, que ao menos seja sobrestado o presente feito até o julgamento do Recurso Extraordinário 579.431/RS, para que , ao final, seja deferido o pagamento de juros entre o cálculo e a expedição do precatório.” (fl. 373). É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5676288. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 480704 AGR-ED-EDV-AGR-ED / RS caracterização do dissenso pretoriano e à possibilidade de se examinar, na presente hipótese, a ofensa à coisa julgada” (fl. 370). Requerem sejam acolhidos os embargos de declaração “com vistas ao saneamento das omissões apontadas e, com a impressão de efeitos modificativos, seja: reconhecida a possibilidade de incidência de juros moratórios até o efetivo pagamento da integralidade da dívida, em obediência à coisa julgada, nos termos do artigo 5..., XXXVI, da Constituição Federal de 1988/88; caso assim não entenda, que ao menos seja sobrestado o presente feito até o julgamento do Recurso Extraordinário 579.431/RS, para que , ao final, seja deferido o pagamento de juros entre o cálculo e a expedição do precatório.” (fl. 373). É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5676288. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA 10/04/2014 PLENÁRIO EMB.DECL. NO AG.REG. NOS EMB.DIV. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 480.704 RIO GRANDE DO SUL V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste aos Embargantes. 2. Os embargos de declaração não se prestam para provocar a reforma da decisão embargada, salvo no ponto em que esta tenha sido omissa, contraditória ou obscura, nos moldes do art. 535 do Código de Processo Civil, o que não se dá na espécie. 3. Inexiste a omissão apontada. Consta no acórdão embargado: 4. Quanto à alegada afronta à coisa julgada, ambas as Turmas do Supremo Tribunal Federal firmaram jurisprudência no sentido de que a verificação do alcance do dispositivo de sentença transitada em julgado é procedimento que demandaria o prévio exame da legislação infraconstitucional: “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. 1) CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. 2) ALEGAÇÃO DE CONTRARIEDADE À COISA JULGADA. NECESSIDADE DA ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (AI 811.066-ED, de minha relatoria, Primeira Turma, DJe 26.4.2011). “CONSTITUCIONAL. PRECATÓRIO. JUROS DE MORA ENTRE A DATA DE EXPEDIÇÃO E DO EFETIVO PAGAMENTO. IMPOSSIBILIDADE. COISA JULGADA. NATUREZA INFRACONSTITUCIONAL. 1. Não cabe a incidência Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5676289. Supremo Tribunal Federal 10/04/2014 PLENÁRIO EMB.DECL. NO AG.REG. NOS EMB.DIV. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 480.704 RIO GRANDE DO SUL V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste aos Embargantes. 2. Os embargos de declaração não se prestam para provocar a reforma da decisão embargada, salvo no ponto em que esta tenha sido omissa, contraditória ou obscura, nos moldes do art. 535 do Código de Processo Civil, o que não se dá na espécie. 3. Inexiste a omissão apontada. Consta no acórdão embargado: 4. Quanto à alegada afronta à coisa julgada, ambas as Turmas do Supremo Tribunal Federal firmaram jurisprudência no sentido de que a verificação do alcance do dispositivo de sentença transitada em julgado é procedimento que demandaria o prévio exame da legislação infraconstitucional: “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. 1) CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. 2) ALEGAÇÃO DE CONTRARIEDADE À COISA JULGADA. NECESSIDADE DA ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (AI 811.066-ED, de minha relatoria, Primeira Turma, DJe 26.4.2011). “CONSTITUCIONAL. PRECATÓRIO. JUROS DE MORA ENTRE A DATA DE EXPEDIÇÃO E DO EFETIVO PAGAMENTO. IMPOSSIBILIDADE. COISA JULGADA. NATUREZA INFRACONSTITUCIONAL. 1. Não cabe a incidência Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5676289. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA Recurso Extraordinário 480704 AGR-ED-EDV-AGR-ED / RS de juros de mora no período compreendido entre a data de expedição do precatório e a do seu efetivo pagamento. Entendimento ratificado pelo Plenário desta Corte no julgamento do Recurso Extraordinário 591.085-RG-QO/MS, rel. Min. Ricardo Lewandowski, pub. DJE 20.2.2009. 2. A questão da incidência da coisa julgada possui natureza infraconstitucional. Precedentes. 3. Inexistência de argumento capaz de infirmar a decisão agravada, que deve ser mantida pelos seus próprios fundamentos. 4. Agravo regimental improvido” (Recurso Extraordinário 480.704-AgR, Relatora a Ministra Ellen Gracie, Segunda Turma, DJe 24.4.2009). 5. Assim, ausente a pretensa divergência, incabíveis são os presentes embargos, nos termos do art. 332 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, que dispõe não caber “embargos, se a jurisprudência do Plenário ou de ambas as Turmas estiver firmada no sentido da decisão embargada”.” (fls. 357-358). Os Embargantes insistem na pretensão de rediscutir o que assentado no julgamento do agravo regimental nos embargos de divergência nos embargos de declaração no agravo regimental no recurso extraordinário, o que não viabiliza o conhecimento dos embargos de declaração com esse objetivo (AI 490.707-AgR-ED-ED-ED, de minha relatoria, Primeira Turma, DJe 20.2.2009). 4. Assim, nos termos do que assentado pelo Plenário deste Supremo Tribunal, não conheço dos embargos de declaração e determino a baixa imediata dos autos à origem. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5676289. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 480704 AGR-ED-EDV-AGR-ED / RS de juros de mora no período compreendido entre a data de expedição do precatório e a do seu efetivo pagamento. Entendimento ratificado pelo Plenário desta Corte no julgamento do Recurso Extraordinário 591.085-RG-QO/MS, rel. Min. Ricardo Lewandowski, pub. DJE 20.2.2009. 2. A questão da incidência da coisa julgada possui natureza infraconstitucional. Precedentes. 3. Inexistência de argumento capaz de infirmar a decisão agravada, que deve ser mantida pelos seus próprios fundamentos. 4. Agravo regimental improvido” (Recurso Extraordinário 480.704-AgR, Relatora a Ministra Ellen Gracie, Segunda Turma, DJe 24.4.2009). 5. Assim, ausente a pretensa divergência, incabíveis são os presentes embargos, nos termos do art. 332 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, que dispõe não caber “embargos, se a jurisprudência do Plenário ou de ambas as Turmas estiver firmada no sentido da decisão embargada”.” (fls. 357-358). Os Embargantes insistem na pretensão de rediscutir o que assentado no julgamento do agravo regimental nos embargos de divergência nos embargos de declaração no agravo regimental no recurso extraordinário, o que não viabiliza o conhecimento dos embargos de declaração com esse objetivo (AI 490.707-AgR-ED-ED-ED, de minha relatoria, Primeira Turma, DJe 20.2.2009). 4. Assim, nos termos do que assentado pelo Plenário deste Supremo Tribunal, não conheço dos embargos de declaração e determino a baixa imediata dos autos à origem. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5676289. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 10/04/2014 PLENÁRIO EMB.DECL. NO AG.REG. NOS EMB.DIV. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 480.704 RIO GRANDE DO SUL O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Na lista 5, Presidente, houve integrante de um Tribunal Superior que assentou inicialmente – e era processualista – que os vícios alusivos aos embargos declaratórios diriam respeito a pressuposto de recorribilidade, e não ao mérito. E seria o caso de indagar em que situação, então, ter-se-ia a abordagem do mérito. Refiro-me à obscuridade, à omissão e à contradição. Para que os embargos declaratórios sejam adequados, basta que o embargante sustente, na peça respectiva, a existência do vício. A configuração estará ligada ao provimento e a ausência ao desprovimento dos embargos declaratórios. Por isso, Presidente, peço vênia à relatora para divergir nestes casos e conhecer dos declaratórios. Também caminho no sentido de afastar a imediata baixa dos autos. Trata-se de autos mesmo – não sei se há algum processo, porque ainda nos defrontamos com agravo de instrumento, bifurcação do processo. Aguardem a confecção do acórdão alusivo a este julgamento. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5808574. Supremo Tribunal Federal 10/04/2014 PLENÁRIO EMB.DECL. NO AG.REG. NOS EMB.DIV. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 480.704 RIO GRANDE DO SUL O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Na lista 5, Presidente, houve integrante de um Tribunal Superior que assentou inicialmente – e era processualista – que os vícios alusivos aos embargos declaratórios diriam respeito a pressuposto de recorribilidade, e não ao mérito. E seria o caso de indagar em que situação, então, ter-se-ia a abordagem do mérito. Refiro-me à obscuridade, à omissão e à contradição. Para que os embargos declaratórios sejam adequados, basta que o embargante sustente, na peça respectiva, a existência do vício. A configuração estará ligada ao provimento e a ausência ao desprovimento dos embargos declaratórios. Por isso, Presidente, peço vênia à relatora para divergir nestes casos e conhecer dos declaratórios. Também caminho no sentido de afastar a imediata baixa dos autos. Trata-se de autos mesmo – não sei se há algum processo, porque ainda nos defrontamos com agravo de instrumento, bifurcação do processo. Aguardem a confecção do acórdão alusivo a este julgamento. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5808574. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI 10/04/2014 PLENÁRIO EMB.DECL. NO AG.REG. NOS EMB.DIV. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 480.704 RIO GRANDE DO SUL VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI: Senhor Presidente, as premissas do Ministro Marco Aurélio são importantes e cabíveis. Acompanharia Sua Excelência se estivesse julgando lá na Turma, mas, aqui, trata-se de embargos de divergência; já houve o agravo regimental, e agora vêm os embargos de declaração. Eu sugeriria à Ministra Relatora que expungíssemos a multa e mantivéssemos a baixa imediata. A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (RELATORA) - Eu posso até expungir a multa para haver o consenso. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Já disse em Plenário, Presidente, que admito embargos declaratórios interpostos contra pronunciamento formalizado em embargos declaratórios, desde que o vício tenha surgido, pela vez primeira, quando da prolação do último acórdão embargado. Mas, no caso, pelo menos considerada a nomenclatura – e me preparei para votar ante a lista distribuída –, não se trata de embargos declaratórios em embargos declaratórios, e sim de protocolação de embargos de declaração em agravos regimentais em embargos de divergência admitidos. Repito: não temos semideuses no Plenário. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6226711. Supremo Tribunal Federal 10/04/2014 PLENÁRIO EMB.DECL. NO AG.REG. NOS EMB.DIV. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 480.704 RIO GRANDE DO SUL VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI: Senhor Presidente, as premissas do Ministro Marco Aurélio são importantes e cabíveis. Acompanharia Sua Excelência se estivesse julgando lá na Turma, mas, aqui, trata-se de embargos de divergência; já houve o agravo regimental, e agora vêm os embargos de declaração. Eu sugeriria à Ministra Relatora que expungíssemos a multa e mantivéssemos a baixa imediata. A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (RELATORA) - Eu posso até expungir a multa para haver o consenso. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Já disse em Plenário, Presidente, que admito embargos declaratórios interpostos contra pronunciamento formalizado em embargos declaratórios, desde que o vício tenha surgido, pela vez primeira, quando da prolação do último acórdão embargado. Mas, no caso, pelo menos considerada a nomenclatura – e me preparei para votar ante a lista distribuída –, não se trata de embargos declaratórios em embargos declaratórios, e sim de protocolação de embargos de declaração em agravos regimentais em embargos de divergência admitidos. Repito: não temos semideuses no Plenário. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6226711. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 10/04/2014 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO AG.REG. NOS EMB.DIV. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 480.704 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA EMBTE.(S) : ANTÔNIA GESSI BARRETTO DE MOURA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : ROBERTO DE FIGUEIREDO CALDAS E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) : UNIÃO ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: O Tribunal, por maioria e nos termos do voto da Relatora, não conheceu dos embargos de declaração e determinou a imediata baixa dos autos ao juízo de origem, vencido o Ministro Marco Aurélio, que deles conhecia. Votou o Presidente. Ausentes, neste julgamento, os Ministros Joaquim Barbosa (Presidente), Ricardo Lewandowski (Vice-Presidente), Luiz Fux e Roberto Barroso. Presidiu o julgamento o Ministro Celso de Mello (art. 37, I, do RISTF). Plenário, 10.04.2014. Presidência do Senhor Ministro Joaquim Barbosa. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber, Teori Zavascki e Roberto Barroso. Procurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot Monteiro de Barros. p/ Luiz Tomimatsu Assessor-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 5704465 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO AG.REG. NOS EMB.DIV. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 480.704 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA EMBTE.(S) : ANTÔNIA GESSI BARRETTO DE MOURA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : ROBERTO DE FIGUEIREDO CALDAS E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) : UNIÃO ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: O Tribunal, por maioria e nos termos do voto da Relatora, não conheceu dos embargos de declaração e determinou a imediata baixa dos autos ao juízo de origem, vencido o Ministro Marco Aurélio, que deles conhecia. Votou o Presidente. Ausentes, neste julgamento, os Ministros Joaquim Barbosa (Presidente), Ricardo Lewandowski (Vice-Presidente), Luiz Fux e Roberto Barroso. Presidiu o julgamento o Ministro Celso de Mello (art. 37, I, do RISTF). Plenário, 10.04.2014. Presidência do Senhor Ministro Joaquim Barbosa. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber, Teori Zavascki e Roberto Barroso. Procurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot Monteiro de Barros. p/ Luiz Tomimatsu Assessor-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 5704465 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 480 . 704", "Recurso Extraordinário 579 . 431 / RS", "Recurso Extraordinário 480704 AGR - ED - EDV - AGR - ED / RS", "Recurso Extraordinário 579 . 431 / RS", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 480 . 704", "AI 811 . 066 - ED", "AI 811 . 066 - ED", "Recurso Extraordinário 480704 AGR -", "Recurso Extraordinário 591 . 085 - RG - QO / MS", "Recurso Extraordinário 480 . 704 - AgR", "AI 490 . 707 - AgR - ED - ED - ED", "Recurso Extraordinário 480704 AGR - ED - EDV - AGR - ED / RS", "Recurso Extraordinário 591 . 085 - RG - QO", "Recurso Extraordinário 480 . 704 - AgR", "AI 490 . 707 - AgR - ED - ED - ED", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 480 . 704", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 480 . 704" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ARTS . 330", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 5 . . . , XXXVI , da Constituição Federal de 1988 / 88", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 5 . . . , XXXVI 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LÚCIA", "MARCO AURÉLIO", "DIAS TOFFOLI", "Marco Aurélio", "CÁRMEN LÚCIA", "MARCO AURÉLIO", "CÁRMEN LÚCIA", "ANTÔNIA GESSI BARRETTO DE MOURA", "ROBERTO DE FIGUEIREDO CALDAS", "Marco Aurélio", "Joaquim Barbosa", "Ricardo Lewandowski", "Luiz Fux", "Roberto Barroso", "Celso de Mello", "Joaquim Barbosa", "Celso de Mello", "Marco Aurélio", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Cármen Lúcia", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Teori Zavascki", "Roberto Barroso", "Rodrigo Janot Monteiro de Barros", "Luiz Tomimatsu", "CÁRMEN LÚCIA", "ANTÔNIA GESSI BARRETTO DE MOURA", "ROBERTO DE FIGUEIREDO CALDAS", "Marco Aurélio", "Joaquim Barbosa", "Ricardo Lewandowski", "Luiz Fux", "Roberto Barroso", "Celso de Mello", "Joaquim Barbosa", "Celso de Mello", "Marco Aurélio", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Cármen Lúcia", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Teori Zavascki", "Roberto Barroso", "Rodrigo Janot Monteiro de Barros", "Luiz Tomimatsu" ], "TEMPO": [ "10", "/", "04", "/", 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Ementa e Acórdão 25/03/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 735.409 GOIÁS RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :JOSÉ URBANO PORTUGAL FILHO ADV.(A/S) :VICTOR MAGNUS GOMES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :HSBC BANK BRASIL S/A BANCO MULTIPLO ADV.(A/S) :ELIAS GOMES DE OLIVEIRA NETO E OUTRO(A/S) EMENTA DIREITO PROCESSUAL CIVIL. AÇÃO DE COBRANÇA. INTEMPESTIVIDADE DE RECURSO. DEBATE DE ÂMBITO INFRACONSTITUCIONAL. NEGATIVA DE PRESTRAÇÃO JURISDICIONAL NÃO CONFIGURADA. ALEGAÇÃO DE OFENSA AOS ARTS. 5º, XXI, LIV, E LV E 93, IX, DA LEI MAIOR. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA NÃO VIABILIZA O MANEJO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 31.5.2010. Inexiste violação do artigo 93, IX, da Constituição Federal. Na compreensão desta Suprema Corte, o texto constitucional exige que o órgão jurisdicional explicite as razões de seu convencimento, sem necessidade, contudo, do exame detalhado de cada argumento esgrimido pelas partes. A análise da ocorrência de eventual afronta aos preceitos constitucionais invocados no apelo extremo demandaria a análise da legislação infraconstitucional aplicável à espécie e do reexame da moldura fática constante no acórdão regional, o que refoge à competência jurisdicional extraordinária, prevista no art. 102 da Constituição da República. Emerge do acórdão que ensejou o manejo do recurso extraordinário que o Tribunal a quo manteve a decisão que não conheceu, porque intempestivos, os embargos de declaração no agravo de instrumento. Divergir de tal entendimento demandaria a análise da legislação infraconstitucional aplicável à espécie – Código de Processo Civil -, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5544775. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10 Ementa e Acórdão ARE 735409 AGR / GO insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Agravo regimental conhecido e não provido. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Brasília, 25 de março de 2014. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5544775. Supremo Tribunal Federal ARE 735409 AGR / GO insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Agravo regimental conhecido e não provido. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Brasília, 25 de março de 2014. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5544775. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 10 Relatório 25/03/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 735.409 GOIÁS RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :JOSÉ URBANO PORTUGAL FILHO ADV.(A/S) :VICTOR MAGNUS GOMES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :HSBC BANK BRASIL S/A BANCO MULTIPLO ADV.(A/S) :ELIAS GOMES DE OLIVEIRA NETO E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra decisão por mim proferida, mediante a qual negado provimento a seu agravo em recurso extraordinário, maneja agravo regimental José Urbano Portugal Filho. O agravante insurge-se contra a decisão agravada, ao argumento de que a afronta aos arts. 5º, XXII, LIV e LV, e 93, IX, da Constituição Federal é direta e frontal. Sustenta a negativa de prestação jurisdicional, pois o ora agravante não foi devidamente intimado da sentença, e assim ao interpôr o recurso de embargos de declaração o fez intempestivamente (doc. 09, fl. 08). Insiste em afirmar ausência de fundamentação e violação do art. 93, IX, da Lei Maior, a ensejar a nulidade da decisão que não conheceu dos embargos de declaração por intempestivos (doc. 09, fl. 21). Acórdão do Tribunal de Justiça do Estado de Goiás publicado em 31.5.2010. O Superior Tribunal de Justiça rejeitou os embargos de declaração no agravo regimental no agravo em recurso especial – acórdão com trânsito em julgado. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5544776. Supremo Tribunal Federal 25/03/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 735.409 GOIÁS RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :JOSÉ URBANO PORTUGAL FILHO ADV.(A/S) :VICTOR MAGNUS GOMES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :HSBC BANK BRASIL S/A BANCO MULTIPLO ADV.(A/S) :ELIAS GOMES DE OLIVEIRA NETO E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra decisão por mim proferida, mediante a qual negado provimento a seu agravo em recurso extraordinário, maneja agravo regimental José Urbano Portugal Filho. O agravante insurge-se contra a decisão agravada, ao argumento de que a afronta aos arts. 5º, XXII, LIV e LV, e 93, IX, da Constituição Federal é direta e frontal. Sustenta a negativa de prestação jurisdicional, pois o ora agravante não foi devidamente intimado da sentença, e assim ao interpôr o recurso de embargos de declaração o fez intempestivamente (doc. 09, fl. 08). Insiste em afirmar ausência de fundamentação e violação do art. 93, IX, da Lei Maior, a ensejar a nulidade da decisão que não conheceu dos embargos de declaração por intempestivos (doc. 09, fl. 21). Acórdão do Tribunal de Justiça do Estado de Goiás publicado em 31.5.2010. O Superior Tribunal de Justiça rejeitou os embargos de declaração no agravo regimental no agravo em recurso especial – acórdão com trânsito em julgado. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5544776. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 10 Voto - MIN. ROSA WEBER 25/03/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 735.409 GOIÁS V O T O A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame do mérito. Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo: “Vistos etc. Contra o juízo negativo de admissibilidade do recurso extraordinário, exarado pela Presidência do Tribunal a quo, foi manejado agravo. Na minuta, sustenta-se que o recurso extraordinário reúne todos os requisitos para sua admissão. Aparelhado o recurso na afronta aos arts. 5º, XXII, LIV e LV, e 93, IX, da Constituição Federal. É o relatório. Decido. Preenchidos os pressupostos extrínsecos. Da detida análise dos fundamentos da decisão denegatória de seguimento do recurso extraordinário, bem como à luz das razões de decidir adotadas pelo Tribunal de origem, por ocasião do julgamento do recurso veiculado na instância ordinária, concluo que nada colhe o agravo. Da leitura dos fundamentos do acórdão prolatado na origem, constato explicitados os motivos de decidir, a afastar o vício da nulidade por negativa de prestação jurisdicional arguido. Destaco que, no âmbito técnico-processual, o grau de correção do juízo de valor emitido na origem não se confunde com vício ao primado da fundamentação, notadamente consabido que a disparidade entre o resultado do julgamento e a expectativa da parte não sugestiona lesão à norma do texto republicano. Precedentes desta Suprema Corte na matéria: ‘Fundamentação do acórdão recorrido. Existência. Não há falar em ofensa ao art. 93, IX, da CF, quando o acórdão Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5544777. Supremo Tribunal Federal 25/03/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 735.409 GOIÁS V O T O A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame do mérito. Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo: “Vistos etc. Contra o juízo negativo de admissibilidade do recurso extraordinário, exarado pela Presidência do Tribunal a quo, foi manejado agravo. Na minuta, sustenta-se que o recurso extraordinário reúne todos os requisitos para sua admissão. Aparelhado o recurso na afronta aos arts. 5º, XXII, LIV e LV, e 93, IX, da Constituição Federal. É o relatório. Decido. Preenchidos os pressupostos extrínsecos. Da detida análise dos fundamentos da decisão denegatória de seguimento do recurso extraordinário, bem como à luz das razões de decidir adotadas pelo Tribunal de origem, por ocasião do julgamento do recurso veiculado na instância ordinária, concluo que nada colhe o agravo. Da leitura dos fundamentos do acórdão prolatado na origem, constato explicitados os motivos de decidir, a afastar o vício da nulidade por negativa de prestação jurisdicional arguido. Destaco que, no âmbito técnico-processual, o grau de correção do juízo de valor emitido na origem não se confunde com vício ao primado da fundamentação, notadamente consabido que a disparidade entre o resultado do julgamento e a expectativa da parte não sugestiona lesão à norma do texto republicano. Precedentes desta Suprema Corte na matéria: ‘Fundamentação do acórdão recorrido. Existência. Não há falar em ofensa ao art. 93, IX, da CF, quando o acórdão Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5544777. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 10 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 735409 AGR / GO impugnado tenha dado razões suficientes, embora contrárias à tese da recorrente.’ (AI 426.981-AgR, Relator Ministro Cezar Peluso, DJ 05.11.04; no mesmo sentido: AI 611.406-AgR, Relator Ministro Carlos Britto, DJE 20.02.09) ‘Omissão. Inexistência. O magistrado não está obrigado a responder todos os fundamentos alegados pelo recorrente. PIS. Lei n. 9.715/98. Constitucionalidade. A controvérsia foi decidida com respaldo em fundamentos adequados, inexistindo omissão a ser suprida. Este Tribunal fixou entendimento no sentido de que o magistrado não está vinculado pelo dever de responder todo s os fundamentos alegados pela parte recorrente. Precedentes. Esta Corte afastou a suposta inconstitucionalidade das alterações introduzidas pela Lei n. 9.715/98, admitindo a majoração da contribuição para o PIS mediante a edição de medida provisória. Precedentes.’ (RE 511.581-AgR, Relator Ministro Eros Grau, DJE 15.8.08) ‘O que a Constituição exige, no art. 93, IX, é que a decisão judicial seja fundamentada; não, que a fundamentação seja correta, na solução das questões de fato ou de direito da lide: declinadas no julgado as premissas, corretamente assentadas ou não, mas coerentes com o dispositivo do acórdão, está satisfeita a exigência constitucional.’ (AI 402.819-AgR, Relator Ministro Sepúlveda Pertence, DJ 05.9.03) O exame de eventual ofensa aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais, consagradores dos princípios da legalidade, da proteção ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito e à coisa julgada, bem como ao devido processo legal, ao contraditório e à ampla defesa (art. 5º da Lei Maior), demanda, em primeiro plano, a interpretação das normas infraconstitucionais aplicáveis à espécie, de tal modo que, se afronta ocorresse, seria indireta, o que não atende à exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência deste egrégio Supremo Tribunal Federal, verbis: 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5544777. Supremo Tribunal Federal ARE 735409 AGR / GO impugnado tenha dado razões suficientes, embora contrárias à tese da recorrente.’ (AI 426.981-AgR, Relator Ministro Cezar Peluso, DJ 05.11.04; no mesmo sentido: AI 611.406-AgR, Relator Ministro Carlos Britto, DJE 20.02.09) ‘Omissão. Inexistência. O magistrado não está obrigado a responder todos os fundamentos alegados pelo recorrente. PIS. Lei n. 9.715/98. Constitucionalidade. A controvérsia foi decidida com respaldo em fundamentos adequados, inexistindo omissão a ser suprida. Este Tribunal fixou entendimento no sentido de que o magistrado não está vinculado pelo dever de responder todo s os fundamentos alegados pela parte recorrente. Precedentes. Esta Corte afastou a suposta inconstitucionalidade das alterações introduzidas pela Lei n. 9.715/98, admitindo a majoração da contribuição para o PIS mediante a edição de medida provisória. Precedentes.’ (RE 511.581-AgR, Relator Ministro Eros Grau, DJE 15.8.08) ‘O que a Constituição exige, no art. 93, IX, é que a decisão judicial seja fundamentada; não, que a fundamentação seja correta, na solução das questões de fato ou de direito da lide: declinadas no julgado as premissas, corretamente assentadas ou não, mas coerentes com o dispositivo do acórdão, está satisfeita a exigência constitucional.’ (AI 402.819-AgR, Relator Ministro Sepúlveda Pertence, DJ 05.9.03) O exame de eventual ofensa aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais, consagradores dos princípios da legalidade, da proteção ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito e à coisa julgada, bem como ao devido processo legal, ao contraditório e à ampla defesa (art. 5º da Lei Maior), demanda, em primeiro plano, a interpretação das normas infraconstitucionais aplicáveis à espécie, de tal modo que, se afronta ocorresse, seria indireta, o que não atende à exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência deste egrégio Supremo Tribunal Federal, verbis: 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5544777. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 10 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 735409 AGR / GO ‘RECURSO. Extraordinário. Inadmissibilidade. Alegação de ofensa ao art. 5º, XXII, XXIII, XXIV, LIV e LV, da Constituição Federal. Violações dependentes de reexame prévio de normas inferiores. Ofensa constitucional indireta. Matéria fática. Súmula 279. Agravo regimental não provido. É pacífica a jurisprudência desta Corte, no sentido de não tolerar, em recurso extraordinário, alegação de ofensa que, irradiando-se de má interpretação, aplicação, ou, até, inobservância de normas infraconstitucionais, seria apenas indireta à Constituição da República, e, muito menos, de reexame de provas’ (STF-AI-AgR-495.880/SP, Relator Ministro Cezar Peluso, 1ª Turma, DJ 05.8.2005). ‘Recurso extraordinário: descabimento: acórdão recorrido, do Tribunal Superior do Trabalho, que decidiu a questão à luz de legislação infraconstitucional: alegada violação ao texto constitucional que, se ocorresse, seria reflexa ou indireta; ausência de negativa de prestação jurisdicional ou de defesa aos princípios compreendidos nos arts. 5º, II, XXXV, LIV e LV e 93, IX, da Constituição Federal.’ (STF-AI-AgR-436.911/SE, Relator Ministro Sepúlveda Pertence, 1ª Turma, DJ 17.6.2005) ‘CONSTITUCIONAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO: ALEGAÇÃO DE OFENSA À C.F., art. 5º, II, XXXV, XXXVI, LIV e LV. I. - Ao Judiciário cabe, no conflito de interesses, fazer valer a vontade concreta da lei, interpretando-a. Se, em tal operação, interpreta razoavelmente ou desarrazoadamente a lei, a questão fica no campo da legalidade, inocorrendo o contencioso constitucional. II. - Decisão contrária ao interesse da parte não configura negativa de prestação jurisdicional (C.F., art. 5º, XXXV). III. - A verificação, no caso concreto, da existência, ou não, do direito adquirido, situa-se no campo infraconstitucional. IV. - Alegação de ofensa ao devido processo legal: C.F., art. 5º, LIV e LV: se ofensa tivesse havido, seria ela indireta, reflexa, dado que a ofensa direta seria a normas 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5544777. Supremo Tribunal Federal ARE 735409 AGR / GO ‘RECURSO. Extraordinário. Inadmissibilidade. Alegação de ofensa ao art. 5º, XXII, XXIII, XXIV, LIV e LV, da Constituição Federal. Violações dependentes de reexame prévio de normas inferiores. Ofensa constitucional indireta. Matéria fática. Súmula 279. Agravo regimental não provido. É pacífica a jurisprudência desta Corte, no sentido de não tolerar, em recurso extraordinário, alegação de ofensa que, irradiando-se de má interpretação, aplicação, ou, até, inobservância de normas infraconstitucionais, seria apenas indireta à Constituição da República, e, muito menos, de reexame de provas’ (STF-AI-AgR-495.880/SP, Relator Ministro Cezar Peluso, 1ª Turma, DJ 05.8.2005). ‘Recurso extraordinário: descabimento: acórdão recorrido, do Tribunal Superior do Trabalho, que decidiu a questão à luz de legislação infraconstitucional: alegada violação ao texto constitucional que, se ocorresse, seria reflexa ou indireta; ausência de negativa de prestação jurisdicional ou de defesa aos princípios compreendidos nos arts. 5º, II, XXXV, LIV e LV e 93, IX, da Constituição Federal.’ (STF-AI-AgR-436.911/SE, Relator Ministro Sepúlveda Pertence, 1ª Turma, DJ 17.6.2005) ‘CONSTITUCIONAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO: ALEGAÇÃO DE OFENSA À C.F., art. 5º, II, XXXV, XXXVI, LIV e LV. I. - Ao Judiciário cabe, no conflito de interesses, fazer valer a vontade concreta da lei, interpretando-a. Se, em tal operação, interpreta razoavelmente ou desarrazoadamente a lei, a questão fica no campo da legalidade, inocorrendo o contencioso constitucional. II. - Decisão contrária ao interesse da parte não configura negativa de prestação jurisdicional (C.F., art. 5º, XXXV). III. - A verificação, no caso concreto, da existência, ou não, do direito adquirido, situa-se no campo infraconstitucional. IV. - Alegação de ofensa ao devido processo legal: C.F., art. 5º, LIV e LV: se ofensa tivesse havido, seria ela indireta, reflexa, dado que a ofensa direta seria a normas 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5544777. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 10 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 735409 AGR / GO processuais. E a ofensa a preceito constitucional que autoriza a admissão do recurso extraordinário é a ofensa direta, frontal. V. - Agravo não provido’ (STF-RE-AgR-154.158/SP, Relator Ministro Carlos Velloso, 2ª Turma, DJ 20.9.2002). ‘TRABALHISTA. ACÓRDÃO QUE NÃO ADMITIU RECURSO DE REVISTA, INTERPOSTO PARA AFASTAR PENHORA SOBRE BENS ALIENADOS FIDUCIARIAMENTE EM GARANTIA DE FINANCIAMENTO POR MEIO DE CÉDULA DE CRÉDITO À EXPORTAÇÃO. DECRETO-LEI 413/69 E LEI 4.728/65. ALEGADA AFRONTA AO ART. 5º, II, XXII, XXXV E XXXVI, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. Questão insuscetível de ser apreciada senão por via da legislação infraconstitucional que fundamentou o acórdão, procedimento inviável em sede de recurso extraordinário, onde não cabe a aferição de ofensa reflexa e indireta à Carta Magna. Recurso não conhecido’ (STF-RE-153.781/DF, Relator Ministro Ilmar Galvão, 1ª Turma, DJ 02.02.2001). Nesse sentir, não merece processamento o apelo extremo, consoante também se denota dos fundamentos da decisão que desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja detida análise conduz à conclusão pela ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República. Conheço do agravo para negar-lhe provimento (art. 544, § 4º, II, “a”, do CPC)”. Nada colhe. Tal como consignado na decisão agravada, a discussão travada nos autos não alcança status constitucional. Inexiste violação do artigo 93, IX, da Constituição Federal. Na compreensão desta Suprema Corte, o texto constitucional exige que o órgão jurisdicional explicite as razões de seu convencimento, sem necessidade, contudo, do exame detalhado de cada argumento esgrimido pelas partes. O exame da alegada ofensa ao art. 5º, XXII, LIV e LV, da Constituição 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5544777. Supremo Tribunal Federal ARE 735409 AGR / GO processuais. E a ofensa a preceito constitucional que autoriza a admissão do recurso extraordinário é a ofensa direta, frontal. V. - Agravo não provido’ (STF-RE-AgR-154.158/SP, Relator Ministro Carlos Velloso, 2ª Turma, DJ 20.9.2002). ‘TRABALHISTA. ACÓRDÃO QUE NÃO ADMITIU RECURSO DE REVISTA, INTERPOSTO PARA AFASTAR PENHORA SOBRE BENS ALIENADOS FIDUCIARIAMENTE EM GARANTIA DE FINANCIAMENTO POR MEIO DE CÉDULA DE CRÉDITO À EXPORTAÇÃO. DECRETO-LEI 413/69 E LEI 4.728/65. ALEGADA AFRONTA AO ART. 5º, II, XXII, XXXV E XXXVI, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. Questão insuscetível de ser apreciada senão por via da legislação infraconstitucional que fundamentou o acórdão, procedimento inviável em sede de recurso extraordinário, onde não cabe a aferição de ofensa reflexa e indireta à Carta Magna. Recurso não conhecido’ (STF-RE-153.781/DF, Relator Ministro Ilmar Galvão, 1ª Turma, DJ 02.02.2001). Nesse sentir, não merece processamento o apelo extremo, consoante também se denota dos fundamentos da decisão que desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja detida análise conduz à conclusão pela ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República. Conheço do agravo para negar-lhe provimento (art. 544, § 4º, II, “a”, do CPC)”. Nada colhe. Tal como consignado na decisão agravada, a discussão travada nos autos não alcança status constitucional. Inexiste violação do artigo 93, IX, da Constituição Federal. Na compreensão desta Suprema Corte, o texto constitucional exige que o órgão jurisdicional explicite as razões de seu convencimento, sem necessidade, contudo, do exame detalhado de cada argumento esgrimido pelas partes. O exame da alegada ofensa ao art. 5º, XXII, LIV e LV, da Constituição 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5544777. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 10 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 735409 AGR / GO Federal, dependeria de prévia análise da legislação infraconstitucional aplicável à espécie, o que refoge à competência jurisdicional extraordinária, prevista no art. 102 da Constituição Federal. Cito precedentes: “DIREITO PROCESSUAL CIVIL. NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL NÃO CONFIGURADA. CUMPRIMENTO DE SENTENÇA. IMPUGNAÇÃO. EXCEÇÃO DE PRÉ-EXECUTIVIDADE. INCIDÊNCIA DO ART. 475-L DO CPC. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA NÃO VIABILIZA O MANEJO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 14.01.2011. O exame da alegada ofensa ao art. 5º, XXXV, LIV e LV, da Constituição Federal, dependeria de prévia análise da legislação infraconstitucional aplicada à espécie, o que refoge à competência jurisdicional extraordinária, prevista no art. 102 da Constituição Federal. Agravo regimental conhecido e não provido” (ARE 698.491- AgR/MG, de minha relatoria, 1ª Turma, 19.3.2013). “AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. ALEGADA VIOLAÇÃO DO ARTIGO 5º, LV, DA CONSTITUIÇÃO. OFENSA INDIRETA OU REFLEXA. OFENSA AO ART. 93, IX, DA CONSTITUIÇÃO. INEXISTÊNCIA. ÓBICE DA SÚMULA 279 DO STF. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI 766.181-AgR/RJ, Rel. Min. Joaquim Barbosa, 2ª Turma, Dje 24.10.2011). “Agravo regimental no agravo de instrumento. Negativa de prestação jurisdicional. Não-ocorrência. Precedentes. Necessidade de reexame de legislação infraconstitucional e das provas dos autos. Impossibilidade. 1. A jurisdição foi prestada pelo Tribunal de origem mediante decisão suficientemente motivada. 2. Necessidade de reexame do Código de Processo Civil, do Código de Defesa do Consumidor e das provas dos autos. Incabível em sede de recurso extraordinário. 3. Agravo 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5544777. Supremo Tribunal Federal ARE 735409 AGR / GO Federal, dependeria de prévia análise da legislação infraconstitucional aplicável à espécie, o que refoge à competência jurisdicional extraordinária, prevista no art. 102 da Constituição Federal. Cito precedentes: “DIREITO PROCESSUAL CIVIL. NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL NÃO CONFIGURADA. CUMPRIMENTO DE SENTENÇA. IMPUGNAÇÃO. EXCEÇÃO DE PRÉ-EXECUTIVIDADE. INCIDÊNCIA DO ART. 475-L DO CPC. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA NÃO VIABILIZA O MANEJO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 14.01.2011. O exame da alegada ofensa ao art. 5º, XXXV, LIV e LV, da Constituição Federal, dependeria de prévia análise da legislação infraconstitucional aplicada à espécie, o que refoge à competência jurisdicional extraordinária, prevista no art. 102 da Constituição Federal. Agravo regimental conhecido e não provido” (ARE 698.491- AgR/MG, de minha relatoria, 1ª Turma, 19.3.2013). “AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. ALEGADA VIOLAÇÃO DO ARTIGO 5º, LV, DA CONSTITUIÇÃO. OFENSA INDIRETA OU REFLEXA. OFENSA AO ART. 93, IX, DA CONSTITUIÇÃO. INEXISTÊNCIA. ÓBICE DA SÚMULA 279 DO STF. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI 766.181-AgR/RJ, Rel. Min. Joaquim Barbosa, 2ª Turma, Dje 24.10.2011). “Agravo regimental no agravo de instrumento. Negativa de prestação jurisdicional. Não-ocorrência. Precedentes. Necessidade de reexame de legislação infraconstitucional e das provas dos autos. Impossibilidade. 1. A jurisdição foi prestada pelo Tribunal de origem mediante decisão suficientemente motivada. 2. Necessidade de reexame do Código de Processo Civil, do Código de Defesa do Consumidor e das provas dos autos. Incabível em sede de recurso extraordinário. 3. Agravo 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5544777. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 10 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 735409 AGR / GO regimental desprovido” (AI 642.367-AgR/PR, Rel. Min. Menezes Direito, 1ª Turma, DJe 13.3.2009). De outro lado, oportuna a transcrição da ementa proferida pelo Tribunal de Justiça do Estado de Goiás: “AGRAVO REGIMENTAL. AGRAVO DE INSTRUMENTO. MEDIDA LIMINAR. NEGATIVA DE EFEITO SUSPENSIVO. PECULIARIDADES DO CASO ESPECÍFICO SUSCETÍVEIS DE AFASTAR A INCIDÊNCIA DO ALEGADO ENTENDIMENTO DOMINANTE. DECISÃO MONOCRÁTICA CONFIRMADA. Tendo em vista as circunstâncias do caso concreto, não estando comprovada a alegação de descumprimento do art. 527, III e 558 do Código de Processo Civil, por evidenciar-se a harmonia entre os fundamentos da liminar recorrida e a jurisprudência dominante de outros Órgãos Jurisdicionais, impõe-se a manutenção do julgado. Agravo regimental conhecido e improvido” (doc. 03, fl. 62). Emerge do acórdão que ensejou o manejo do recurso extraordinário que o Tribunal a quo manteve a decisão que não conheceu, porque intempestivos, os embargos de declaração no agravo de instrumento. Divergir de tal entendimento demandaria a análise da legislação infraconstitucional aplicável à espécie - Código de Processo Civil -, insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Nesse contexto, as razões do agravo regimental não são aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere à ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República. Agravo regimental conhecido e não provido. É como voto. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5544777. Supremo Tribunal Federal ARE 735409 AGR / GO regimental desprovido” (AI 642.367-AgR/PR, Rel. Min. Menezes Direito, 1ª Turma, DJe 13.3.2009). De outro lado, oportuna a transcrição da ementa proferida pelo Tribunal de Justiça do Estado de Goiás: “AGRAVO REGIMENTAL. AGRAVO DE INSTRUMENTO. MEDIDA LIMINAR. NEGATIVA DE EFEITO SUSPENSIVO. PECULIARIDADES DO CASO ESPECÍFICO SUSCETÍVEIS DE AFASTAR A INCIDÊNCIA DO ALEGADO ENTENDIMENTO DOMINANTE. DECISÃO MONOCRÁTICA CONFIRMADA. Tendo em vista as circunstâncias do caso concreto, não estando comprovada a alegação de descumprimento do art. 527, III e 558 do Código de Processo Civil, por evidenciar-se a harmonia entre os fundamentos da liminar recorrida e a jurisprudência dominante de outros Órgãos Jurisdicionais, impõe-se a manutenção do julgado. Agravo regimental conhecido e improvido” (doc. 03, fl. 62). Emerge do acórdão que ensejou o manejo do recurso extraordinário que o Tribunal a quo manteve a decisão que não conheceu, porque intempestivos, os embargos de declaração no agravo de instrumento. Divergir de tal entendimento demandaria a análise da legislação infraconstitucional aplicável à espécie - Código de Processo Civil -, insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Nesse contexto, as razões do agravo regimental não são aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere à ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República. Agravo regimental conhecido e não provido. É como voto. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5544777. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 10 Extrato de Ata - 25/03/2014 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 735.409 PROCED. : GOIÁS RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : JOSÉ URBANO PORTUGAL FILHO ADV.(A/S) : VICTOR MAGNUS GOMES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : HSBC BANK BRASIL S/A BANCO MULTIPLO ADV.(A/S) : ELIAS GOMES DE OLIVEIRA NETO E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da relatora. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 25.3.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 5608690 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 735.409 PROCED. : GOIÁS RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : JOSÉ URBANO PORTUGAL FILHO ADV.(A/S) : VICTOR MAGNUS GOMES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : HSBC BANK BRASIL S/A BANCO MULTIPLO ADV.(A/S) : ELIAS GOMES DE OLIVEIRA NETO E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da relatora. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 25.3.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 5608690 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=5634496
2014-03-25T00:00:00
2014-04-10T00:00:00
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da relatora. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 25.3.2014.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
EMENTA DIREITO PROCESSUAL CIVIL. AÇÃO DE COBRANÇA. INTEMPESTIVIDADE DE RECURSO. DEBATE DE ÂMBITO INFRACONSTITUCIONAL. NEGATIVA DE PRESTRAÇÃO JURISDICIONAL NÃO CONFIGURADA. ALEGAÇÃO DE OFENSA AOS ARTS. 5º, XXI, LIV, E LV E 93, IX, DA LEI MAIOR. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA NÃO VIABILIZA O MANEJO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 31.5.2010. Inexiste violação do artigo 93, IX, da Constituição Federal. Na compreensão desta Suprema Corte, o texto constitucional exige que o órgão jurisdicional explicite as razões de seu convencimento, sem necessidade, contudo, do exame detalhado de cada argumento esgrimido pelas partes. A análise da ocorrência de eventual afronta aos preceitos constitucionais invocados no apelo extremo demandaria a análise da legislação infraconstitucional aplicável à espécie e do reexame da moldura fática constante no acórdão regional, o que refoge à competência jurisdicional extraordinária, prevista no art. 102 da Constituição da República. Emerge do acórdão que ensejou o manejo do recurso extraordinário que o Tribunal a quo manteve a decisão que não conheceu, porque intempestivos, os embargos de declaração no agravo de instrumento. Divergir de tal entendimento demandaria a análise da legislação infraconstitucional aplicável à espécie – Código de Processo Civil -, insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Agravo regimental conhecido e não provido.
sjur260531
- Acórdão(s) citado(s): (PRESTAÇÃO JURISDICIONAL) AI 642367 AgR (1ªT), AI 766181 AgR (2ªT), ARE 698491 AgR (1ªT). Número de páginas: 10. Análise: 23/04/2014, TIA.
ROSA WEBER
Primeira Turma
735409
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00005 INC-00021 INC-00054 INC-00055 \n ART-00093 INC-00009 ART-00102\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED LEI-005869 ANO-1973\n CPC-1973 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 735409 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : JOSÉ URBANO PORTUGAL FILHO ADV.(A/S) : VICTOR MAGNUS GOMES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : HSBC BANK BRASIL S/A BANCO MULTIPLO ADV.(A/S) : ELIAS GOMES DE OLIVEIRA NETO E OUTRO(A/S)
[ "" ]
Ementa e Acórdão 25/03/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 735.409 GOIÁS RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :JOSÉ URBANO PORTUGAL FILHO ADV.(A/S) :VICTOR MAGNUS GOMES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :HSBC BANK BRASIL S/A BANCO MULTIPLO ADV.(A/S) :ELIAS GOMES DE OLIVEIRA NETO E OUTRO(A/S) EMENTA DIREITO PROCESSUAL CIVIL. AÇÃO DE COBRANÇA. INTEMPESTIVIDADE DE RECURSO. DEBATE DE ÂMBITO INFRACONSTITUCIONAL. NEGATIVA DE PRESTRAÇÃO JURISDICIONAL NÃO CONFIGURADA. ALEGAÇÃO DE OFENSA AOS ARTS. 5..., XXI, LIV, E LV E 93, IX, DA LEI MAIOR. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA NÃO VIABILIZA O MANEJO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 31.5.2010. Inexiste violação do artigo 93, IX, da Constituição Federal. Na compreensão desta Suprema Corte, o texto constitucional exige que o órgão jurisdicional explicite as razões de seu convencimento, sem necessidade, contudo, do exame detalhado de cada argumento esgrimido pelas partes. A análise da ocorrência de eventual afronta aos preceitos constitucionais invocados no apelo extremo demandaria a análise da legislação infraconstitucional aplicável à espécie e do reexame da moldura fática constante no acórdão regional, o que refoge à competência jurisdicional extraordinária, prevista no art. 102 da Constituição da República. Emerge do acórdão que ensejou o manejo do recurso extraordinário que o Tribunal a quo manteve a decisão que não conheceu, porque intempestivos, os embargos de declaração no agravo de instrumento. Divergir de tal entendimento demandaria a análise da legislação infraconstitucional aplicável à espécie – Código de Processo Civil -, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5544775. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10 Ementa e Acórdão ARE 735409 AGR / GO insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Agravo regimental conhecido e não provido. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Brasília, 25 de março de 2014. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5544775. Supremo Tribunal Federal ARE 735409 AGR / GO insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Agravo regimental conhecido e não provido. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Brasília, 25 de março de 2014. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5544775. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 10 Relatório 25/03/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 735.409 GOIÁS RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :JOSÉ URBANO PORTUGAL FILHO ADV.(A/S) :VICTOR MAGNUS GOMES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :HSBC BANK BRASIL S/A BANCO MULTIPLO ADV.(A/S) :ELIAS GOMES DE OLIVEIRA NETO E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra decisão por mim proferida, mediante a qual negado provimento a seu agravo em recurso extraordinário, maneja agravo regimental José Urbano Portugal Filho. O agravante insurge-se contra a decisão agravada, ao argumento de que a afronta aos arts. 5..., XXII, LIV e LV, e 93, IX, da Constituição Federal é direta e frontal. Sustenta a negativa de prestação jurisdicional, pois o ora agravante não foi devidamente intimado da sentença, e assim ao interpôr o recurso de embargos de declaração o fez intempestivamente (doc. 09, fl. 08). Insiste em afirmar ausência de fundamentação e violação do art. 93, IX, da Lei Maior, a ensejar a nulidade da decisão que não conheceu dos embargos de declaração por intempestivos (doc. 09, fl. 21). Acórdão do Tribunal de Justiça do Estado de Goiás publicado em 31.5.2010. O Superior Tribunal de Justiça rejeitou os embargos de declaração no agravo regimental no agravo em recurso especial – acórdão com trânsito em julgado. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5544776. Supremo Tribunal Federal 25/03/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 735.409 GOIÁS RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :JOSÉ URBANO PORTUGAL FILHO ADV.(A/S) :VICTOR MAGNUS GOMES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :HSBC BANK BRASIL S/A BANCO MULTIPLO ADV.(A/S) :ELIAS GOMES DE OLIVEIRA NETO E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra decisão por mim proferida, mediante a qual negado provimento a seu agravo em recurso extraordinário, maneja agravo regimental José Urbano Portugal Filho. O agravante insurge-se contra a decisão agravada, ao argumento de que a afronta aos arts. 5..., XXII, LIV e LV, e 93, IX, da Constituição Federal é direta e frontal. Sustenta a negativa de prestação jurisdicional, pois o ora agravante não foi devidamente intimado da sentença, e assim ao interpôr o recurso de embargos de declaração o fez intempestivamente (doc. 09, fl. 08). Insiste em afirmar ausência de fundamentação e violação do art. 93, IX, da Lei Maior, a ensejar a nulidade da decisão que não conheceu dos embargos de declaração por intempestivos (doc. 09, fl. 21). Acórdão do Tribunal de Justiça do Estado de Goiás publicado em 31.5.2010. O Superior Tribunal de Justiça rejeitou os embargos de declaração no agravo regimental no agravo em recurso especial – acórdão com trânsito em julgado. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5544776. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 10 Voto - MIN. ROSA WEBER 25/03/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 735.409 GOIÁS V O T O A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame do mérito. Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo: “Vistos etc. Contra o juízo negativo de admissibilidade do recurso extraordinário, exarado pela Presidência do Tribunal a quo, foi manejado agravo. Na minuta, sustenta-se que o recurso extraordinário reúne todos os requisitos para sua admissão. Aparelhado o recurso na afronta aos arts. 5..., XXII, LIV e LV, e 93, IX, da Constituição Federal. É o relatório. Decido. Preenchidos os pressupostos extrínsecos. Da detida análise dos fundamentos da decisão denegatória de seguimento do recurso extraordinário, bem como à luz das razões de decidir adotadas pelo Tribunal de origem, por ocasião do julgamento do recurso veiculado na instância ordinária, concluo que nada colhe o agravo. Da leitura dos fundamentos do acórdão prolatado na origem, constato explicitados os motivos de decidir, a afastar o vício da nulidade por negativa de prestação jurisdicional arguido. Destaco que, no âmbito técnico-processual, o grau de correção do juízo de valor emitido na origem não se confunde com vício ao primado da fundamentação, notadamente consabido que a disparidade entre o resultado do julgamento e a expectativa da parte não sugestiona lesão à norma do texto republicano. Precedentes desta Suprema Corte na matéria: ‘Fundamentação do acórdão recorrido. Existência. Não há falar em ofensa ao art. 93, IX, da Constituição Federal de 1988, quando o acórdão Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5544777. Supremo Tribunal Federal 25/03/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 735.409 GOIÁS V O T O A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame do mérito. Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo: “Vistos etc. Contra o juízo negativo de admissibilidade do recurso extraordinário, exarado pela Presidência do Tribunal a quo, foi manejado agravo. Na minuta, sustenta-se que o recurso extraordinário reúne todos os requisitos para sua admissão. Aparelhado o recurso na afronta aos arts. 5..., XXII, LIV e LV, e 93, IX, da Constituição Federal. É o relatório. Decido. Preenchidos os pressupostos extrínsecos. Da detida análise dos fundamentos da decisão denegatória de seguimento do recurso extraordinário, bem como à luz das razões de decidir adotadas pelo Tribunal de origem, por ocasião do julgamento do recurso veiculado na instância ordinária, concluo que nada colhe o agravo. Da leitura dos fundamentos do acórdão prolatado na origem, constato explicitados os motivos de decidir, a afastar o vício da nulidade por negativa de prestação jurisdicional arguido. Destaco que, no âmbito técnico-processual, o grau de correção do juízo de valor emitido na origem não se confunde com vício ao primado da fundamentação, notadamente consabido que a disparidade entre o resultado do julgamento e a expectativa da parte não sugestiona lesão à norma do texto republicano. Precedentes desta Suprema Corte na matéria: ‘Fundamentação do acórdão recorrido. Existência. Não há falar em ofensa ao art. 93, IX, da Constituição Federal de 1988, quando o acórdão Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5544777. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 10 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 735409 AGR / GO impugnado tenha dado razões suficientes, embora contrárias à tese da recorrente.’ (AI 426.981-AgR, Relator Ministro Cezar Peluso, DJ 05.11.04; no mesmo sentido: AI 611.406-AgR, Relator Ministro Carlos Britto, DJE 20.02.09) ‘Omissão. Inexistência. O magistrado não está obrigado a responder todos os fundamentos alegados pelo recorrente. PIS. Lei n. 9.715/98. Constitucionalidade. A controvérsia foi decidida com respaldo em fundamentos adequados, inexistindo omissão a ser suprida. Este Tribunal fixou entendimento no sentido de que o magistrado não está vinculado pelo dever de responder todo s os fundamentos alegados pela parte recorrente. Precedentes. Esta Corte afastou a suposta inconstitucionalidade das alterações introduzidas pela Lei n. 9.715/98, admitindo a majoração da contribuição para o PIS mediante a edição de medida provisória. Precedentes.’ (Recurso Extraordinário 511.581-AgR, Relator Ministro Eros Grau, DJE 15.8.08) ‘O que a Constituição exige, no art. 93, IX, é que a decisão judicial seja fundamentada; não, que a fundamentação seja correta, na solução das questões de fato ou de direito da lide: declinadas no julgado as premissas, corretamente assentadas ou não, mas coerentes com o dispositivo do acórdão, está satisfeita a exigência constitucional.’ (AI 402.819-AgR, Relator Ministro Sepúlveda Pertence, DJ 05.9.03) O exame de eventual ofensa aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais, consagradores dos princípios da legalidade, da proteção ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito e à coisa julgada, bem como ao devido processo legal, ao contraditório e à ampla defesa (art. 5... da Lei Maior), demanda, em primeiro plano, a interpretação das normas infraconstitucionais aplicáveis à espécie, de tal modo que, se afronta ocorresse, seria indireta, o que não atende à exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência deste egrégio Supremo Tribunal Federal, verbis: 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5544777. Supremo Tribunal Federal ARE 735409 AGR / GO impugnado tenha dado razões suficientes, embora contrárias à tese da recorrente.’ (AI 426.981-AgR, Relator Ministro Cezar Peluso, DJ 05.11.04; no mesmo sentido: AI 611.406-AgR, Relator Ministro Carlos Britto, DJE 20.02.09) ‘Omissão. Inexistência. O magistrado não está obrigado a responder todos os fundamentos alegados pelo recorrente. PIS. Lei n. 9.715/98. Constitucionalidade. A controvérsia foi decidida com respaldo em fundamentos adequados, inexistindo omissão a ser suprida. Este Tribunal fixou entendimento no sentido de que o magistrado não está vinculado pelo dever de responder todo s os fundamentos alegados pela parte recorrente. Precedentes. Esta Corte afastou a suposta inconstitucionalidade das alterações introduzidas pela Lei n. 9.715/98, admitindo a majoração da contribuição para o PIS mediante a edição de medida provisória. Precedentes.’ (Recurso Extraordinário 511.581-AgR, Relator Ministro Eros Grau, DJE 15.8.08) ‘O que a Constituição exige, no art. 93, IX, é que a decisão judicial seja fundamentada; não, que a fundamentação seja correta, na solução das questões de fato ou de direito da lide: declinadas no julgado as premissas, corretamente assentadas ou não, mas coerentes com o dispositivo do acórdão, está satisfeita a exigência constitucional.’ (AI 402.819-AgR, Relator Ministro Sepúlveda Pertence, DJ 05.9.03) O exame de eventual ofensa aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais, consagradores dos princípios da legalidade, da proteção ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito e à coisa julgada, bem como ao devido processo legal, ao contraditório e à ampla defesa (art. 5... da Lei Maior), demanda, em primeiro plano, a interpretação das normas infraconstitucionais aplicáveis à espécie, de tal modo que, se afronta ocorresse, seria indireta, o que não atende à exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência deste egrégio Supremo Tribunal Federal, verbis: 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5544777. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 10 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 735409 AGR / GO ‘RECURSO. Extraordinário. Inadmissibilidade. Alegação de ofensa ao art. 5..., XXII, XXIII, XXIV, LIV e LV, da Constituição Federal. Violações dependentes de reexame prévio de normas inferiores. Ofensa constitucional indireta. Matéria fática. Súmula 279. Agravo regimental não provido. É pacífica a jurisprudência desta Corte, no sentido de não tolerar, em recurso extraordinário, alegação de ofensa que, irradiando-se de má interpretação, aplicação, ou, até, inobservância de normas infraconstitucionais, seria apenas indireta à Constituição da República, e, muito menos, de reexame de provas’ (Supremo Tribunal Federal-AI-AgR-495.880/SP, Relator Ministro Cezar Peluso, 1... Turma, DJ 05.8.2005). ‘Recurso extraordinário: descabimento: acórdão recorrido, do Tribunal Superior do Trabalho, que decidiu a questão à luz de legislação infraconstitucional: alegada violação ao texto constitucional que, se ocorresse, seria reflexa ou indireta; ausência de negativa de prestação jurisdicional ou de defesa aos princípios compreendidos nos arts. 5..., II, XXXV, LIV e LV e 93, IX, da Constituição Federal.’ (Supremo Tribunal Federal-AI-AgR-436.911/SE, Relator Ministro Sepúlveda Pertence, 1... Turma, DJ 17.6.2005) ‘CONSTITUCIONAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO: ALEGAÇÃO DE OFENSA À C.F., art. 5..., II, XXXV, XXXVI, LIV e LV. I. - Ao Judiciário cabe, no conflito de interesses, fazer valer a vontade concreta da lei, interpretando-a. Se, em tal operação, interpreta razoavelmente ou desarrazoadamente a lei, a questão fica no campo da legalidade, inocorrendo o contencioso constitucional. II. - Decisão contrária ao interesse da parte não configura negativa de prestação jurisdicional (C.F., art. 5..., XXXV). III. - A verificação, no caso concreto, da existência, ou não, do direito adquirido, situa-se no campo infraconstitucional. IV. - Alegação de ofensa ao devido processo legal: C.F., art. 5..., LIV e LV: se ofensa tivesse havido, seria ela indireta, reflexa, dado que a ofensa direta seria a normas 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5544777. Supremo Tribunal Federal ARE 735409 AGR / GO ‘RECURSO. Extraordinário. Inadmissibilidade. Alegação de ofensa ao art. 5..., XXII, XXIII, XXIV, LIV e LV, da Constituição Federal. Violações dependentes de reexame prévio de normas inferiores. Ofensa constitucional indireta. Matéria fática. Súmula 279. Agravo regimental não provido. É pacífica a jurisprudência desta Corte, no sentido de não tolerar, em recurso extraordinário, alegação de ofensa que, irradiando-se de má interpretação, aplicação, ou, até, inobservância de normas infraconstitucionais, seria apenas indireta à Constituição da República, e, muito menos, de reexame de provas’ (Supremo Tribunal Federal-AI-AgR-495.880/SP, Relator Ministro Cezar Peluso, 1... Turma, DJ 05.8.2005). ‘Recurso extraordinário: descabimento: acórdão recorrido, do Tribunal Superior do Trabalho, que decidiu a questão à luz de legislação infraconstitucional: alegada violação ao texto constitucional que, se ocorresse, seria reflexa ou indireta; ausência de negativa de prestação jurisdicional ou de defesa aos princípios compreendidos nos arts. 5..., II, XXXV, LIV e LV e 93, IX, da Constituição Federal.’ (Supremo Tribunal Federal-AI-AgR-436.911/SE, Relator Ministro Sepúlveda Pertence, 1... Turma, DJ 17.6.2005) ‘CONSTITUCIONAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO: ALEGAÇÃO DE OFENSA À C.F., art. 5..., II, XXXV, XXXVI, LIV e LV. I. - Ao Judiciário cabe, no conflito de interesses, fazer valer a vontade concreta da lei, interpretando-a. Se, em tal operação, interpreta razoavelmente ou desarrazoadamente a lei, a questão fica no campo da legalidade, inocorrendo o contencioso constitucional. II. - Decisão contrária ao interesse da parte não configura negativa de prestação jurisdicional (C.F., art. 5..., XXXV). III. - A verificação, no caso concreto, da existência, ou não, do direito adquirido, situa-se no campo infraconstitucional. IV. - Alegação de ofensa ao devido processo legal: C.F., art. 5..., LIV e LV: se ofensa tivesse havido, seria ela indireta, reflexa, dado que a ofensa direta seria a normas 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5544777. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 10 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 735409 AGR / GO processuais. E a ofensa a preceito constitucional que autoriza a admissão do recurso extraordinário é a ofensa direta, frontal. V. - Agravo não provido’ (Supremo Tribunal Federal-Recurso Extraordinário-AgR-154.158/SP, Relator Ministro Carlos Velloso, 2... Turma, DJ 20.9.2002). ‘TRABALHISTA. ACÓRDÃO QUE NÃO ADMITIU RECURSO DE REVISTA, INTERPOSTO PARA AFASTAR PENHORA SOBRE BENS ALIENADOS FIDUCIARIAMENTE EM GARANTIA DE FINANCIAMENTO POR MEIO DE CÉDULA DE CRÉDITO À EXPORTAÇÃO. DECRETO-LEI 413/69 E LEI 4.728/65. ALEGADA AFRONTA AO ART. 5..., II, XXII, XXXV E XXXVI, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. Questão insuscetível de ser apreciada senão por via da legislação infraconstitucional que fundamentou o acórdão, procedimento inviável em sede de recurso extraordinário, onde não cabe a aferição de ofensa reflexa e indireta à Carta Magna. Recurso não conhecido’ (Supremo Tribunal Federal-Recurso Extraordinário-153.781/DF, Relator Ministro Ilmar Galvão, 1... Turma, DJ 02.02.2001). Nesse sentir, não merece processamento o apelo extremo, consoante também se denota dos fundamentos da decisão que desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja detida análise conduz à conclusão pela ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República. Conheço do agravo para negar-lhe provimento (art. 544, § 4..., II, “a”, do Código de Processo Civil)”. Nada colhe. Tal como consignado na decisão agravada, a discussão travada nos autos não alcança status constitucional. Inexiste violação do artigo 93, IX, da Constituição Federal. Na compreensão desta Suprema Corte, o texto constitucional exige que o órgão jurisdicional explicite as razões de seu convencimento, sem necessidade, contudo, do exame detalhado de cada argumento esgrimido pelas partes. O exame da alegada ofensa ao art. 5..., XXII, LIV e LV, da Constituição 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5544777. Supremo Tribunal Federal ARE 735409 AGR / GO processuais. E a ofensa a preceito constitucional que autoriza a admissão do recurso extraordinário é a ofensa direta, frontal. V. - Agravo não provido’ (Supremo Tribunal Federal-Recurso Extraordinário-AgR-154.158/SP, Relator Ministro Carlos Velloso, 2... Turma, DJ 20.9.2002). ‘TRABALHISTA. ACÓRDÃO QUE NÃO ADMITIU RECURSO DE REVISTA, INTERPOSTO PARA AFASTAR PENHORA SOBRE BENS ALIENADOS FIDUCIARIAMENTE EM GARANTIA DE FINANCIAMENTO POR MEIO DE CÉDULA DE CRÉDITO À EXPORTAÇÃO. DECRETO-LEI 413/69 E LEI 4.728/65. ALEGADA AFRONTA AO ART. 5..., II, XXII, XXXV E XXXVI, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. Questão insuscetível de ser apreciada senão por via da legislação infraconstitucional que fundamentou o acórdão, procedimento inviável em sede de recurso extraordinário, onde não cabe a aferição de ofensa reflexa e indireta à Carta Magna. Recurso não conhecido’ (Supremo Tribunal Federal-Recurso Extraordinário-153.781/DF, Relator Ministro Ilmar Galvão, 1... Turma, DJ 02.02.2001). Nesse sentir, não merece processamento o apelo extremo, consoante também se denota dos fundamentos da decisão que desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja detida análise conduz à conclusão pela ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República. Conheço do agravo para negar-lhe provimento (art. 544, § 4..., II, “a”, do Código de Processo Civil)”. Nada colhe. Tal como consignado na decisão agravada, a discussão travada nos autos não alcança status constitucional. Inexiste violação do artigo 93, IX, da Constituição Federal. Na compreensão desta Suprema Corte, o texto constitucional exige que o órgão jurisdicional explicite as razões de seu convencimento, sem necessidade, contudo, do exame detalhado de cada argumento esgrimido pelas partes. O exame da alegada ofensa ao art. 5..., XXII, LIV e LV, da Constituição 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5544777. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 10 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 735409 AGR / GO Federal, dependeria de prévia análise da legislação infraconstitucional aplicável à espécie, o que refoge à competência jurisdicional extraordinária, prevista no art. 102 da Constituição Federal. Cito precedentes: “DIREITO PROCESSUAL CIVIL. NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL NÃO CONFIGURADA. CUMPRIMENTO DE SENTENÇA. IMPUGNAÇÃO. EXCEÇÃO DE PRÉ-EXECUTIVIDADE. INCIDÊNCIA DO ART. 475-L DO Código de Processo Civil. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA NÃO VIABILIZA O MANEJO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 14.01.2011. O exame da alegada ofensa ao art. 5..., XXXV, LIV e LV, da Constituição Federal, dependeria de prévia análise da legislação infraconstitucional aplicada à espécie, o que refoge à competência jurisdicional extraordinária, prevista no art. 102 da Constituição Federal. Agravo regimental conhecido e não provido” (ARE 698.491- AgR/MG, de minha relatoria, 1... Turma, 19.3.2013). “AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. ALEGADA VIOLAÇÃO DO ARTIGO 5..., LV, DA CONSTITUIÇÃO. OFENSA INDIRETA OU REFLEXA. OFENSA AO ART. 93, IX, DA CONSTITUIÇÃO. INEXISTÊNCIA. ÓBICE DA SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI 766.181-AgR/RJ, Rel. Min. Joaquim Barbosa, 2... Turma, Dje 24.10.2011). “Agravo regimental no agravo de instrumento. Negativa de prestação jurisdicional. Não-ocorrência. Precedentes. Necessidade de reexame de legislação infraconstitucional e das provas dos autos. Impossibilidade. 1. A jurisdição foi prestada pelo Tribunal de origem mediante decisão suficientemente motivada. 2. Necessidade de reexame do Código de Processo Civil, do Código de Defesa do Consumidor e das provas dos autos. Incabível em sede de recurso extraordinário. 3. Agravo 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5544777. Supremo Tribunal Federal ARE 735409 AGR / GO Federal, dependeria de prévia análise da legislação infraconstitucional aplicável à espécie, o que refoge à competência jurisdicional extraordinária, prevista no art. 102 da Constituição Federal. Cito precedentes: “DIREITO PROCESSUAL CIVIL. NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL NÃO CONFIGURADA. CUMPRIMENTO DE SENTENÇA. IMPUGNAÇÃO. EXCEÇÃO DE PRÉ-EXECUTIVIDADE. INCIDÊNCIA DO ART. 475-L DO Código de Processo Civil. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA NÃO VIABILIZA O MANEJO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 14.01.2011. O exame da alegada ofensa ao art. 5..., XXXV, LIV e LV, da Constituição Federal, dependeria de prévia análise da legislação infraconstitucional aplicada à espécie, o que refoge à competência jurisdicional extraordinária, prevista no art. 102 da Constituição Federal. Agravo regimental conhecido e não provido” (ARE 698.491- AgR/MG, de minha relatoria, 1... Turma, 19.3.2013). “AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. ALEGADA VIOLAÇÃO DO ARTIGO 5..., LV, DA CONSTITUIÇÃO. OFENSA INDIRETA OU REFLEXA. OFENSA AO ART. 93, IX, DA CONSTITUIÇÃO. INEXISTÊNCIA. ÓBICE DA SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI 766.181-AgR/RJ, Rel. Min. Joaquim Barbosa, 2... Turma, Dje 24.10.2011). “Agravo regimental no agravo de instrumento. Negativa de prestação jurisdicional. Não-ocorrência. Precedentes. Necessidade de reexame de legislação infraconstitucional e das provas dos autos. Impossibilidade. 1. A jurisdição foi prestada pelo Tribunal de origem mediante decisão suficientemente motivada. 2. Necessidade de reexame do Código de Processo Civil, do Código de Defesa do Consumidor e das provas dos autos. Incabível em sede de recurso extraordinário. 3. Agravo 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5544777. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 10 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 735409 AGR / GO regimental desprovido” (AI 642.367-AgR/PR, Rel. Min. Menezes Direito, 1... Turma, DJe 13.3.2009). De outro lado, oportuna a transcrição da ementa proferida pelo Tribunal de Justiça do Estado de Goiás: “AGRAVO REGIMENTAL. AGRAVO DE INSTRUMENTO. MEDIDA LIMINAR. NEGATIVA DE EFEITO SUSPENSIVO. PECULIARIDADES DO CASO ESPECÍFICO SUSCETÍVEIS DE AFASTAR A INCIDÊNCIA DO ALEGADO ENTENDIMENTO DOMINANTE. DECISÃO MONOCRÁTICA CONFIRMADA. Tendo em vista as circunstâncias do caso concreto, não estando comprovada a alegação de descumprimento do art. 527, III e 558 do Código de Processo Civil, por evidenciar-se a harmonia entre os fundamentos da liminar recorrida e a jurisprudência dominante de outros Órgãos Jurisdicionais, impõe-se a manutenção do julgado. Agravo regimental conhecido e improvido” (doc. 03, fl. 62). Emerge do acórdão que ensejou o manejo do recurso extraordinário que o Tribunal a quo manteve a decisão que não conheceu, porque intempestivos, os embargos de declaração no agravo de instrumento. Divergir de tal entendimento demandaria a análise da legislação infraconstitucional aplicável à espécie - Código de Processo Civil -, insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Nesse contexto, as razões do agravo regimental não são aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere à ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República. Agravo regimental conhecido e não provido. É como voto. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5544777. Supremo Tribunal Federal ARE 735409 AGR / GO regimental desprovido” (AI 642.367-AgR/PR, Rel. Min. Menezes Direito, 1... Turma, DJe 13.3.2009). De outro lado, oportuna a transcrição da ementa proferida pelo Tribunal de Justiça do Estado de Goiás: “AGRAVO REGIMENTAL. AGRAVO DE INSTRUMENTO. MEDIDA LIMINAR. NEGATIVA DE EFEITO SUSPENSIVO. PECULIARIDADES DO CASO ESPECÍFICO SUSCETÍVEIS DE AFASTAR A INCIDÊNCIA DO ALEGADO ENTENDIMENTO DOMINANTE. DECISÃO MONOCRÁTICA CONFIRMADA. Tendo em vista as circunstâncias do caso concreto, não estando comprovada a alegação de descumprimento do art. 527, III e 558 do Código de Processo Civil, por evidenciar-se a harmonia entre os fundamentos da liminar recorrida e a jurisprudência dominante de outros Órgãos Jurisdicionais, impõe-se a manutenção do julgado. Agravo regimental conhecido e improvido” (doc. 03, fl. 62). Emerge do acórdão que ensejou o manejo do recurso extraordinário que o Tribunal a quo manteve a decisão que não conheceu, porque intempestivos, os embargos de declaração no agravo de instrumento. Divergir de tal entendimento demandaria a análise da legislação infraconstitucional aplicável à espécie - Código de Processo Civil -, insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Nesse contexto, as razões do agravo regimental não são aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere à ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República. Agravo regimental conhecido e não provido. É como voto. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5544777. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 10 Extrato de Ata - 25/03/2014 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 735.409 PROCED. : GOIÁS RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : JOSÉ URBANO PORTUGAL FILHO ADV.(A/S) : VICTOR MAGNUS GOMES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : HSBC BANK BRASIL S/A BANCO MULTIPLO ADV.(A/S) : ELIAS GOMES DE OLIVEIRA NETO E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da relatora. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 25.3.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 5608690 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 735.409 PROCED. : GOIÁS RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : JOSÉ URBANO PORTUGAL FILHO ADV.(A/S) : VICTOR MAGNUS GOMES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : HSBC BANK BRASIL S/A BANCO MULTIPLO ADV.(A/S) : ELIAS GOMES DE OLIVEIRA NETO E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da relatora. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 25.3.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 5608690 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 735 . 409", "ARE 735409", "AI 426 . 981 - AgR", "AI 611 . 406 - AgR", "AI 402 . 819 - AgR", "ARE 735409 AGR / GO", "AI 426 . 981 - AgR", "AI 611 . 406 - AgR", "Recurso Extraordinário 511 . 581 - AgR", "AI 402 . 819 - AgR", "AI", "-", "AgR", "-", "495", ".", "880", "/", "SP", "-", "-", "436", ".", "911", "SE", "ARE 735409 AGR / GO", "AI", "-", "AgR", "-", "495", ".", "880", "/", "SP", "AI", "-", "AgR", "-", "436", ".", "SE", "Recurso Extraordinário - AgR - 154 . 158 / SP", "Recurso Extraordinário - 153 . 781 / DF", "ARE 735409 AGR / GO", "Recurso Extraordinário - AgR - 154 . 158 / SP", "Recurso Extraordinário - 153 . 781 / DF", "ARE 698 . 491 - AgR / MG", "SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal", "AI 766 . 181 - AgR / RJ", "ARE 735409 AGR /", "ARE 698 . 491 - AgR / MG", "SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal", "AI 766 . 181 - AgR", "AI 642 . 367 - AgR / PR", "ARE 735409", "AI 642 . 367 - AgR / PR" ], "LEGISLACAO": [ "ARTS . 5 . . . , XXI , LIV , E LV E 93 , IX , DA LEI MAIOR", "CONSTITUIÇÃO", "artigo 93 , IX , da Constituição Federal", "art . 102 da Constituição da República", "Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 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Ementa e Acórdão 25/03/2014 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 120.252 MINAS GERAIS RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA PACTE.(S) :MAURICIO FERREIRA JUNIOR IMPTE.(S) :DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA EMENTA: HABEAS CORPUS. CONSTITUCIONAL. PENAL. ALEGAÇÃO DE AUSÊNCIA DE PROPORCIONALIDADE NA FIXAÇÃO DE PENA. 1. AUTORIDADE COATORA QUE SE RESTRINGIU AO EXAME DE PRESSUPOSTOS DE RECURSO NO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. MATÉRIA QUE NÃO PODE SER APRECIADA NO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL EM HABEAS CORPUS. 2. FIXAÇÃO DA PENA-BASE. INDICAÇÃO DE FUNDAMENTAÇÃO IDÔNEA. IMPOSSIBILIDADE DE REEXAME, EM CONCRETO, DA SUFICIÊNCIA DAS CIRCUNSTÂNCIAS JUDICIAIS APRESENTADAS. INEXISTÊNCIA DE REFORMATIO IN PEJUS. ORDEM DENEGADA. 1. As questões relativas aos pressupostos de recurso interposto no Superior Tribunal de Justiça não podem ser objeto de exame neste Supremo Tribunal em habeas corpus. Precedentes. 2. Na fixação da pena-base se adotou fundamentação idônea para valorar negativamente as circunstâncias judiciais. Não se mostra juridicamente desproporcional a pena-base fixada. 3. O habeas corpus não se presta para ponderar, em concreto, a suficiência das circunstâncias judiciais invocadas pelas instâncias de mérito para a majoração da pena, devendo a sentença condenatória ser lida em sua integralidade. 4. Inexistência de reformatio in pejus. Embora nas instâncias antecedentes tenham sido apresentados exames distintos nas três fases da dosimetria penal, tem-se que a pena imposta ao Paciente não foi majorada em julgamento de recurso exclusivo da defesa, quanto à pena-base ou quanto à pena definitiva. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5533592. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 17 Ementa e Acórdão HC 120252 / MG 5. Ordem denegada. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência da Ministra Cármen Lúcia, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, em denegar a ordem, nos termos do voto da Relatora. Brasília, 25 de março de 2014. Ministra CÁRMEN LÚCIA - Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5533592. Supremo Tribunal Federal HC 120252 / MG 5. Ordem denegada. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência da Ministra Cármen Lúcia, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, em denegar a ordem, nos termos do voto da Relatora. Brasília, 25 de março de 2014. Ministra CÁRMEN LÚCIA - Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5533592. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 17 Relatório 25/03/2014 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 120.252 MINAS GERAIS RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA PACTE.(S) :MAURICIO FERREIRA JUNIOR IMPTE.(S) :DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (RELATORA): 1. Habeas corpus, sem requerimento de medida liminar, impetrado pela Defensoria Pública da União, em favor de MAURÍCIO FERREIRA JÚNIOR, contra acórdão da Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça, que, em 15.10.2013, negou provimento ao Agravo Regimental no Agravo em Recurso Especial n. 62.070, Relator o Ministro Jorge Mussi. 2. Narra-se na inicial: “MAURICIO FERREIRA JUNIOR foi denunciado como incurso nas penas previstas nos artigos 129, § 1º, III, e 129, § 2º, IV, ambos do Código Penal Brasileiro. O réu restou condenado às penas dos artigos 129, § 2º, IV, do Código Penal Brasileiro, sendo fixado a pena de 3 (três) anos de reclusão em regime aberto. Inconformado, interpôs recurso de apelação (fl. 159/167), pleiteando absolvição e subsidiariamente, a desclassificação do delito para o previsto no artigo 129, §1º, III do Código Penal Brasileiro, com consequente fixação da pena base no mínimo legal, suspensão condicional do processo e isenção de pagamento das custas processuais. O I. MP apresentou contrarrazões pugnando pelo desprovimento do recurso. Todavia, o E. TJMG deu provimento pela desclassificação da Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5533593. Supremo Tribunal Federal 25/03/2014 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 120.252 MINAS GERAIS RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA PACTE.(S) :MAURICIO FERREIRA JUNIOR IMPTE.(S) :DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (RELATORA): 1. Habeas corpus, sem requerimento de medida liminar, impetrado pela Defensoria Pública da União, em favor de MAURÍCIO FERREIRA JÚNIOR, contra acórdão da Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça, que, em 15.10.2013, negou provimento ao Agravo Regimental no Agravo em Recurso Especial n. 62.070, Relator o Ministro Jorge Mussi. 2. Narra-se na inicial: “MAURICIO FERREIRA JUNIOR foi denunciado como incurso nas penas previstas nos artigos 129, § 1º, III, e 129, § 2º, IV, ambos do Código Penal Brasileiro. O réu restou condenado às penas dos artigos 129, § 2º, IV, do Código Penal Brasileiro, sendo fixado a pena de 3 (três) anos de reclusão em regime aberto. Inconformado, interpôs recurso de apelação (fl. 159/167), pleiteando absolvição e subsidiariamente, a desclassificação do delito para o previsto no artigo 129, §1º, III do Código Penal Brasileiro, com consequente fixação da pena base no mínimo legal, suspensão condicional do processo e isenção de pagamento das custas processuais. O I. MP apresentou contrarrazões pugnando pelo desprovimento do recurso. Todavia, o E. TJMG deu provimento pela desclassificação da Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5533593. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 17 Relatório HC 120252 / MG conduta para o tipo penal do artigo 129, § 1º, III do Código Penal, sem, no entanto, alterar a pena imposta, bem como não mudou o regime carcerário. Desta feita, muito embora a desclassificação, o quantum da pena permaneceu inalterado. Pela proporcionalidade, a pena deveria ser alterada, dada a incidência das circunstancias do art. 59 do Código Penal. A defesa apresentou Embargos de Declaração, alegando o reformatio in pejus, ante a análise das circunstâncias do art. 59 do Código Penal, os quais foram rejeitados (fls. 220/223). A Defensoria manejou Recurso Especial junto ao STJ, com fulcro no art. 105, inciso III, alínea ‘a’ da Constituição Federal. No entanto, E. STJ, no seu entendimento, negou a reforma da sentença e, muito embora reconhecendo a desclassificação do delito do Art. 129, § 2º, IV para o tipo penal do Art. 129, § 1º, III do Código Penal, manteve inalterado o quantum da pena, não alterando a pena na proporcionalidade no novo tipo enquadrado e nem mesmo o regime carcerário”. A Impetrante alega ser desproporcional a pena imposta ao Paciente: “No caso em comento, foi aplicada 3 anos, ou seja, 1,5 da pena mínima do delito do Art. 129, § 2º, IV, que é prevista de 2 a 8 anos, e posteriormente o Tribunal desclassificou para o delito do Art. 129, § 1º, III, que tem pena prevista de 1 a 5 anos, contudo, manteve o quantum de 3 anos, que na proporção, seria o equivalente a 3 vezes a pena mínima, ou seja, uma exasperação de 200% da pena mínima prevista. Assim, na proporcionalidade, houve um reformatio in pejus da proporcionalidade da exasperação da pena de 150%, ante a desclassificação”. Salienta estar “configurado o constrangimento ilegal, já que na proporcionalidade foi aplicado um percentual maior para uma conduta que foi desclassificada”, menos reprovável e com consequências menores. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5533593. Supremo Tribunal Federal HC 120252 / MG conduta para o tipo penal do artigo 129, § 1º, III do Código Penal, sem, no entanto, alterar a pena imposta, bem como não mudou o regime carcerário. Desta feita, muito embora a desclassificação, o quantum da pena permaneceu inalterado. Pela proporcionalidade, a pena deveria ser alterada, dada a incidência das circunstancias do art. 59 do Código Penal. A defesa apresentou Embargos de Declaração, alegando o reformatio in pejus, ante a análise das circunstâncias do art. 59 do Código Penal, os quais foram rejeitados (fls. 220/223). A Defensoria manejou Recurso Especial junto ao STJ, com fulcro no art. 105, inciso III, alínea ‘a’ da Constituição Federal. No entanto, E. STJ, no seu entendimento, negou a reforma da sentença e, muito embora reconhecendo a desclassificação do delito do Art. 129, § 2º, IV para o tipo penal do Art. 129, § 1º, III do Código Penal, manteve inalterado o quantum da pena, não alterando a pena na proporcionalidade no novo tipo enquadrado e nem mesmo o regime carcerário”. A Impetrante alega ser desproporcional a pena imposta ao Paciente: “No caso em comento, foi aplicada 3 anos, ou seja, 1,5 da pena mínima do delito do Art. 129, § 2º, IV, que é prevista de 2 a 8 anos, e posteriormente o Tribunal desclassificou para o delito do Art. 129, § 1º, III, que tem pena prevista de 1 a 5 anos, contudo, manteve o quantum de 3 anos, que na proporção, seria o equivalente a 3 vezes a pena mínima, ou seja, uma exasperação de 200% da pena mínima prevista. Assim, na proporcionalidade, houve um reformatio in pejus da proporcionalidade da exasperação da pena de 150%, ante a desclassificação”. Salienta estar “configurado o constrangimento ilegal, já que na proporcionalidade foi aplicado um percentual maior para uma conduta que foi desclassificada”, menos reprovável e com consequências menores. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5533593. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 17 Relatório HC 120252 / MG Este o teor dos pedidos: “Requer a concessão da ordem de Habeas Corpus para reformar o v. acórdão impugnado, para que a pena seja readequada de acordo com o previsto no Código Penal, por ser a medida que mais se amolda à justiça”. 3. Em 18.11.2013, não havendo requerimento de medida liminar a ser apreciado, requisitei informações e determinei vista ao Procurador-Geral da República. 4. As informações foram prestadas e a Procuradoria-Geral da República opinou pela denegação da ordem. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5533593. Supremo Tribunal Federal HC 120252 / MG Este o teor dos pedidos: “Requer a concessão da ordem de Habeas Corpus para reformar o v. acórdão impugnado, para que a pena seja readequada de acordo com o previsto no Código Penal, por ser a medida que mais se amolda à justiça”. 3. Em 18.11.2013, não havendo requerimento de medida liminar a ser apreciado, requisitei informações e determinei vista ao Procurador-Geral da República. 4. As informações foram prestadas e a Procuradoria-Geral da República opinou pela denegação da ordem. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5533593. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 17 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA 25/03/2014 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 120.252 MINAS GERAIS V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste à Impetrante. 2. Ao proferir o julgado objeto da presente impetração, a Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça restringiu-se ao exame de pressupostos recursais: “Trata-se de agravo regimental interposto por MAURÍCIO FERREIRA JÚNIOR contra decisão de e-STJ fl. 326 que negou provimento ao seu agravo em recurso especial. Observa a DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO, em síntese, a indicação precisa da norma violada, inaplicável, pois, o óbice sumular 284/STF. Aduz, ainda, ‘a evidente reformatio in pejus, já que o TJ, proporcionalmente, agravou a pena do agravante em recurso exclusivo da defesa’ (e-STJ fl. 335). Pugna pelo provimento do agravo regimental. (…) O presente agravo regimental não merece prosperar. O decisum monocrático foi proferido nos seguintes termos, litteris (e-STJ fl. 326): ‘Trata-se de agravo em recurso especial interposto por MAURÍCIO FERREIRA JÚNIOR contra decisão do Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais que negou seguimento a seu recurso diante da não demonstração da alegada contrariedade a lei federal (e-STJ fls. 289/290). Sustenta o agravante, em síntese, a devida fundamentação do recurso especial, fulcrado na violação ao art. 617 do CPP, em face da agravada apreciação das circunstâncias judiciais na desclassificação operada pelo Tribunal de origem. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5533594. Supremo Tribunal Federal 25/03/2014 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 120.252 MINAS GERAIS V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste à Impetrante. 2. Ao proferir o julgado objeto da presente impetração, a Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça restringiu-se ao exame de pressupostos recursais: “Trata-se de agravo regimental interposto por MAURÍCIO FERREIRA JÚNIOR contra decisão de e-STJ fl. 326 que negou provimento ao seu agravo em recurso especial. Observa a DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO, em síntese, a indicação precisa da norma violada, inaplicável, pois, o óbice sumular 284/STF. Aduz, ainda, ‘a evidente reformatio in pejus, já que o TJ, proporcionalmente, agravou a pena do agravante em recurso exclusivo da defesa’ (e-STJ fl. 335). Pugna pelo provimento do agravo regimental. (…) O presente agravo regimental não merece prosperar. O decisum monocrático foi proferido nos seguintes termos, litteris (e-STJ fl. 326): ‘Trata-se de agravo em recurso especial interposto por MAURÍCIO FERREIRA JÚNIOR contra decisão do Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais que negou seguimento a seu recurso diante da não demonstração da alegada contrariedade a lei federal (e-STJ fls. 289/290). Sustenta o agravante, em síntese, a devida fundamentação do recurso especial, fulcrado na violação ao art. 617 do CPP, em face da agravada apreciação das circunstâncias judiciais na desclassificação operada pelo Tribunal de origem. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5533594. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 17 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA HC 120252 / MG A Douta Subprocuradoria-Geral da República opinou pelo não provimento do agravo (e-STJ fls. 315/318). É o relatório. Decido. O agravante rebateu os fundamentos da decisão agravada. Passo, pois, ao exame do mérito. Com efeito, é de se destacar que é pacífico o entendimento desta Corte Superior no sentido de que a simples alegação de violação genérica de preceitos infraconstitucionais, desprovida de fundamentação que demonstre a efetiva ofensa dos dispositivos legais pelo Tribunal de origem, não é suficiente para fundamentar recurso especial, atraindo a incidência da Súmula 284/STF: ‘É inadmissível o recurso extraordinário, quando a deficiência na sua fundamentação não permitir a exata compreensão da controvérsia’. Por outro lado, ‘Segundo o princípio da ne reformatio in pejus, o juízo ad quem não está vinculado aos fundamentos adotados pelo juízo a quo, somente sendo obstado no que diz respeito ao agravamento da pena, inadmissível em face de recurso apenas da Defesa. Inteligência do art. 617 do Código de Processo Penal’ (HC 142.443/SP, Rel. Ministra LAURITA VAZ, QUINTA TURMA, julgado em 15/12/2011, DJe 02/02/2012). Nesse aspecto, mantido o quantum no mesmo patamar adotado pelo juízo monocrático, não há falar em ofensa ao princípio da vedação da reformatio in pejus. Logo, estando o aresto impugnado em conformidade com a orientação do Superior Tribunal de Justiça, incide, ao caso, o teor da Súmula 83/STJ, in verbis: ‘Não se conhece do recurso especial pela divergência, quando a orientação do Tribunal se firmou no mesmo sentido da decisão recorrida’, aplicável, igualmente, aos recursos interpostos pela alínea ‘a’ do permissivo constitucional. Ante o exposto,a teor do art. 544, § 4º, II, ‘a’, do CPC c/c 3º do CPP, nego provimento ao agravo em recurso especial. Publique-se e intime-se’. Pois bem. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5533594. Supremo Tribunal Federal HC 120252 / MG A Douta Subprocuradoria-Geral da República opinou pelo não provimento do agravo (e-STJ fls. 315/318). É o relatório. Decido. O agravante rebateu os fundamentos da decisão agravada. Passo, pois, ao exame do mérito. Com efeito, é de se destacar que é pacífico o entendimento desta Corte Superior no sentido de que a simples alegação de violação genérica de preceitos infraconstitucionais, desprovida de fundamentação que demonstre a efetiva ofensa dos dispositivos legais pelo Tribunal de origem, não é suficiente para fundamentar recurso especial, atraindo a incidência da Súmula 284/STF: ‘É inadmissível o recurso extraordinário, quando a deficiência na sua fundamentação não permitir a exata compreensão da controvérsia’. Por outro lado, ‘Segundo o princípio da ne reformatio in pejus, o juízo ad quem não está vinculado aos fundamentos adotados pelo juízo a quo, somente sendo obstado no que diz respeito ao agravamento da pena, inadmissível em face de recurso apenas da Defesa. Inteligência do art. 617 do Código de Processo Penal’ (HC 142.443/SP, Rel. Ministra LAURITA VAZ, QUINTA TURMA, julgado em 15/12/2011, DJe 02/02/2012). Nesse aspecto, mantido o quantum no mesmo patamar adotado pelo juízo monocrático, não há falar em ofensa ao princípio da vedação da reformatio in pejus. Logo, estando o aresto impugnado em conformidade com a orientação do Superior Tribunal de Justiça, incide, ao caso, o teor da Súmula 83/STJ, in verbis: ‘Não se conhece do recurso especial pela divergência, quando a orientação do Tribunal se firmou no mesmo sentido da decisão recorrida’, aplicável, igualmente, aos recursos interpostos pela alínea ‘a’ do permissivo constitucional. Ante o exposto,a teor do art. 544, § 4º, II, ‘a’, do CPC c/c 3º do CPP, nego provimento ao agravo em recurso especial. Publique-se e intime-se’. Pois bem. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5533594. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 17 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA HC 120252 / MG Conforme ressaltado na decisão objurgada, realça-se a incidência da Súmula 284/STF na hipótese de simples alegação de violação genérica de preceitos infraconstitucionais, desprovida de fundamentação que demonstre a efetiva ofensa dos dispositivos legais pelo Tribunal de origem, não sendo, portanto, suficiente para fundamentar recurso especial. Por outro lado, ‘Segundo o princípio da ne reformatio in pejus, o juízo ad quem não está vinculado aos fundamentos adotados pelo juízo a quo, somente sendo obstado no que diz respeito ao agravamento da pena, inadmissível em face de recurso apenas da Defesa. Inteligência do art. 617 do Código de Processo Penal’ (HC 142.443/SP, Rel. Ministra LAURITA VAZ, QUINTA TURMA, julgado em 15/12/2011, DJe 02/02/2012). Nesse aspecto, mantido o quantum no mesmo patamar adotado pelo juízo monocrático, não há falar em ofensa ao princípio da vedação da reformatio in pejus. Logo, estando o aresto impugnado em conformidade com a orientação do Superior Tribunal de Justiça, incide, ao caso, o teor da Súmula 83/STJ, in verbis : ‘Não se conhece do recurso especial pela divergência, quando a orientação do Tribunal se firmou no mesmo sentido da decisão recorrida’, aplicável, igualmente, aos recursos interpostos pela alínea ‘ a ’ do permissivo constitucional. Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental” (grifos nossos). 3. As questões relativas aos pressupostos de recurso interposto no Superior Tribunal de Justiça não podem ser objeto de exame neste Supremo Tribunal em habeas corpus. Nesse sentido: “AGRAVO EM ‘HABEAS CORPUS’ – PRESSUPOSTOS DE ADMISSIBILIDADE DO RECURSO ESPECIAL – INCIDÊNCIA DA LEI Nº 8.038/90 (ART. 28) – PRAZO DE INTERPOSIÇÃO DO AGRAVO DE INSTRUMENTO NO PROCESSO PENAL: CINCO (05) DIAS – INAPLICABILIDADE DO ART. 544, ‘CAPUT’, DO CPC, NA REDAÇÃO DADA PELA LEI Nº 12.322/2010 – SUBSISTÊNCIA DA SÚMULA 699/STF – 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5533594. Supremo Tribunal Federal HC 120252 / MG Conforme ressaltado na decisão objurgada, realça-se a incidência da Súmula 284/STF na hipótese de simples alegação de violação genérica de preceitos infraconstitucionais, desprovida de fundamentação que demonstre a efetiva ofensa dos dispositivos legais pelo Tribunal de origem, não sendo, portanto, suficiente para fundamentar recurso especial. Por outro lado, ‘Segundo o princípio da ne reformatio in pejus, o juízo ad quem não está vinculado aos fundamentos adotados pelo juízo a quo, somente sendo obstado no que diz respeito ao agravamento da pena, inadmissível em face de recurso apenas da Defesa. Inteligência do art. 617 do Código de Processo Penal’ (HC 142.443/SP, Rel. Ministra LAURITA VAZ, QUINTA TURMA, julgado em 15/12/2011, DJe 02/02/2012). Nesse aspecto, mantido o quantum no mesmo patamar adotado pelo juízo monocrático, não há falar em ofensa ao princípio da vedação da reformatio in pejus. Logo, estando o aresto impugnado em conformidade com a orientação do Superior Tribunal de Justiça, incide, ao caso, o teor da Súmula 83/STJ, in verbis : ‘Não se conhece do recurso especial pela divergência, quando a orientação do Tribunal se firmou no mesmo sentido da decisão recorrida’, aplicável, igualmente, aos recursos interpostos pela alínea ‘ a ’ do permissivo constitucional. Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental” (grifos nossos). 3. As questões relativas aos pressupostos de recurso interposto no Superior Tribunal de Justiça não podem ser objeto de exame neste Supremo Tribunal em habeas corpus. Nesse sentido: “AGRAVO EM ‘HABEAS CORPUS’ – PRESSUPOSTOS DE ADMISSIBILIDADE DO RECURSO ESPECIAL – INCIDÊNCIA DA LEI Nº 8.038/90 (ART. 28) – PRAZO DE INTERPOSIÇÃO DO AGRAVO DE INSTRUMENTO NO PROCESSO PENAL: CINCO (05) DIAS – INAPLICABILIDADE DO ART. 544, ‘CAPUT’, DO CPC, NA REDAÇÃO DADA PELA LEI Nº 12.322/2010 – SUBSISTÊNCIA DA SÚMULA 699/STF – 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5533594. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 17 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA HC 120252 / MG RECURSO IMPROVIDO. - Não se revela admissível a ação de ‘ habeas corpus ’ quando se pretende discutir os pressupostos de admissibilidade de recurso interposto perante o E. Superior Tribunal de Justiça. Precedentes. - Continua a ser de cinco (e não de dez) dias o prazo para interposição de agravo contra decisão denegatória de processamento de recurso extraordinário e/ou recurso especial deduzidos em sede processual penal, não se lhe aplicando a norma inscrita no art. 544, ‘caput’, do CPC, na redação dada pela Lei nº 12.322/2010, subsistindo, em consequência, o enunciado constante da Súmula 699/STF. Precedente: ARE 639.846- -QO/SP, Rel. p/ o acórdão Min. LUIZ FUX, Pleno” (HC 113.429-AgR, Relator o Ministro Celso de Mello, DJe 17.5.2013, grifos nossos). “PENAL, PROCESSUAL PENAL E CONSTITUCIONAL. HABEAS CORPUS IMPETRADO CONTRA ATO DE MINISTRO DE TRIBUNAL SUPERIOR. INCOMPETÊNCIA DESTA CORTE. NECESSIDADE DO PRÉVIO ESGOTAMENTO DE INSTÂNCIA. CRIME DE RECEPTAÇÃO. ANÁLISE DOS REQUISITOS DE ADMISSIBILIDADE DE RECURSO ESPECIAL. IMPOSSIBILIDADE. PRECEDENTES. ORDEM DE HABEAS CORPUS EXTINTA POR INADEQUAÇÃO DA VIA ELEITA. 1. A competência desta Corte somente se inaugura com a prolação do ato colegiado, salvo as hipóteses de exceção à Súmula 691/STF. E não há de se estabelecer a possibilidade de flexibilização desta norma, pois, sendo matéria de direito estrito, não pode ser ampliada via interpretação para alcançar autoridades – no caso, membros de Tribunais Superiores – cujos atos não estão submetidos à apreciação do Supremo. 2. O artigo 34, inciso XVIII, do Regimento Interno do Superior Tribunal de Justiça, permite ao relator negar seguimento a pedido improcedente e incabível, fazendo-o sob as vestes de Tribunal. Entretanto, a competência do Supremo Tribunal Federal apenas exsurge se coator for o Tribunal Superior (CF, artigo 102, inciso I, alínea ‘i’), e não a autoridade que subscreveu o ato impugnado, por isso que, in casu, impunha-se a interposição de agravo regimental, sob pena de malferimento da norma segundo a qual quando o coator for tribunal superior, a impetração de habeas 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5533594. Supremo Tribunal Federal HC 120252 / MG RECURSO IMPROVIDO. - Não se revela admissível a ação de ‘ habeas corpus ’ quando se pretende discutir os pressupostos de admissibilidade de recurso interposto perante o E. Superior Tribunal de Justiça. Precedentes. - Continua a ser de cinco (e não de dez) dias o prazo para interposição de agravo contra decisão denegatória de processamento de recurso extraordinário e/ou recurso especial deduzidos em sede processual penal, não se lhe aplicando a norma inscrita no art. 544, ‘caput’, do CPC, na redação dada pela Lei nº 12.322/2010, subsistindo, em consequência, o enunciado constante da Súmula 699/STF. Precedente: ARE 639.846- -QO/SP, Rel. p/ o acórdão Min. LUIZ FUX, Pleno” (HC 113.429-AgR, Relator o Ministro Celso de Mello, DJe 17.5.2013, grifos nossos). “PENAL, PROCESSUAL PENAL E CONSTITUCIONAL. HABEAS CORPUS IMPETRADO CONTRA ATO DE MINISTRO DE TRIBUNAL SUPERIOR. INCOMPETÊNCIA DESTA CORTE. NECESSIDADE DO PRÉVIO ESGOTAMENTO DE INSTÂNCIA. CRIME DE RECEPTAÇÃO. ANÁLISE DOS REQUISITOS DE ADMISSIBILIDADE DE RECURSO ESPECIAL. IMPOSSIBILIDADE. PRECEDENTES. ORDEM DE HABEAS CORPUS EXTINTA POR INADEQUAÇÃO DA VIA ELEITA. 1. A competência desta Corte somente se inaugura com a prolação do ato colegiado, salvo as hipóteses de exceção à Súmula 691/STF. E não há de se estabelecer a possibilidade de flexibilização desta norma, pois, sendo matéria de direito estrito, não pode ser ampliada via interpretação para alcançar autoridades – no caso, membros de Tribunais Superiores – cujos atos não estão submetidos à apreciação do Supremo. 2. O artigo 34, inciso XVIII, do Regimento Interno do Superior Tribunal de Justiça, permite ao relator negar seguimento a pedido improcedente e incabível, fazendo-o sob as vestes de Tribunal. Entretanto, a competência do Supremo Tribunal Federal apenas exsurge se coator for o Tribunal Superior (CF, artigo 102, inciso I, alínea ‘i’), e não a autoridade que subscreveu o ato impugnado, por isso que, in casu, impunha-se a interposição de agravo regimental, sob pena de malferimento da norma segundo a qual quando o coator for tribunal superior, a impetração de habeas 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5533594. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 17 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA HC 120252 / MG corpus nesta Corte não prescinde do prévio esgotamento de instância. 3. In casu, aponta-se como ato de constrangimento ilegal a decisão monocrática proferida pelo Ministro Sebastião Reis Júnior, do Superior Tribunal de Justiça, que negou provimento ao agravo de instrumento interposto contra decisão que não admitiu o recurso especial na origem. 4. Inexiste, na hipótese sub examine, excepcionalidade que justifique a concessão da ordem ex officio. 5. A via do habeas corpus, que tem por objeto a tutela da liberdade de locomoção, não pode ser utilizada para o reexame de pressupostos de admissibilidade de recursos. Precedentes: HC 112.756, Primeira Turma, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJ de 13.03.13; HC 113.660, Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJ de 13.02.13; HC 112.323, Primeira Turma, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJ de 25.09.12; HC 111.254, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJ de 28.09.12; HC 112.130, Segunda Turma, Relator o Ministro Ayres Britto, DJ de 08.06.12; HC 99.174, Segunda Turma, Relator o Ministro Ayres Britto, DJ de 11.05.12. 6. In casu, o agravo de instrumento interposto contra decisão que não admitiu o recurso especial na origem foi indeferido sob o fundamento de que aquele recurso não preenche os requisitos de admissibilidade necessários ao seu conhecimento; por isso que não compete a esta Corte proferir eventual juízo positivo de admissibilidade e determinar o processamento do recurso. 7. Ordem de habeas corpus extinta por inadequação da via eleita” (HC 113.468, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe 29.4.2013, grifos nossos). “HABEAS CORPUS. PROCESSUAL PENAL. AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DOS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. QUESTÕES ALHEIAS À PRIVAÇÃO DA LIBERDADE DE LOCOMOÇÃO. AUSÊNCIA DE ILEGALIDADE, CONTRANGIMENTO ILEGAL OU ABUSO DE PODER. ORDEM DENEGADA. I – A via estreita do habeas corpus não pode ser utilizada como sucedâneo de recurso, para discutir questões alheias à liberdade de locomoção, tais como ausência dos pressupostos de admissibilidade recursal. Precedentes. II – A decisão impugnada está em consonância com a jurisprudência 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5533594. Supremo Tribunal Federal HC 120252 / MG corpus nesta Corte não prescinde do prévio esgotamento de instância. 3. In casu, aponta-se como ato de constrangimento ilegal a decisão monocrática proferida pelo Ministro Sebastião Reis Júnior, do Superior Tribunal de Justiça, que negou provimento ao agravo de instrumento interposto contra decisão que não admitiu o recurso especial na origem. 4. Inexiste, na hipótese sub examine, excepcionalidade que justifique a concessão da ordem ex officio. 5. A via do habeas corpus, que tem por objeto a tutela da liberdade de locomoção, não pode ser utilizada para o reexame de pressupostos de admissibilidade de recursos. Precedentes: HC 112.756, Primeira Turma, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJ de 13.03.13; HC 113.660, Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJ de 13.02.13; HC 112.323, Primeira Turma, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJ de 25.09.12; HC 111.254, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJ de 28.09.12; HC 112.130, Segunda Turma, Relator o Ministro Ayres Britto, DJ de 08.06.12; HC 99.174, Segunda Turma, Relator o Ministro Ayres Britto, DJ de 11.05.12. 6. In casu, o agravo de instrumento interposto contra decisão que não admitiu o recurso especial na origem foi indeferido sob o fundamento de que aquele recurso não preenche os requisitos de admissibilidade necessários ao seu conhecimento; por isso que não compete a esta Corte proferir eventual juízo positivo de admissibilidade e determinar o processamento do recurso. 7. Ordem de habeas corpus extinta por inadequação da via eleita” (HC 113.468, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe 29.4.2013, grifos nossos). “HABEAS CORPUS. PROCESSUAL PENAL. AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DOS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. QUESTÕES ALHEIAS À PRIVAÇÃO DA LIBERDADE DE LOCOMOÇÃO. AUSÊNCIA DE ILEGALIDADE, CONTRANGIMENTO ILEGAL OU ABUSO DE PODER. ORDEM DENEGADA. I – A via estreita do habeas corpus não pode ser utilizada como sucedâneo de recurso, para discutir questões alheias à liberdade de locomoção, tais como ausência dos pressupostos de admissibilidade recursal. Precedentes. II – A decisão impugnada está em consonância com a jurisprudência 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5533594. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 17 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA HC 120252 / MG desta Corte no sentido de que incumbe ao agravante o dever de impugnar, de forma específica, cada um dos fundamentos da decisão questionada, sob pena de não conhecimento do recurso. III – Ordem denegada” (HC 113.660, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe 13.2.2013, grifos nossos). “AGRAVO REGIMENTAL. HABEAS CORPUS. TENTATIVA DE HOMICÍDIO. PEDIDO DE ANULAÇÃO DO JULGAMENTO DO PACIENTE PERANTE O TRIBUNAL DO JÚRI. MATÉRIA QUE NÃO FOI ENFRENTADA PELO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA, EM SEDE EXCEPCIONAL. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. PEÇAS DOS AUTOS QUE NÃO EVIDENCIAM ILEGALIDADE FLAGRANTE OU ABUSO DE PODER. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. O Superior Tribunal de Justiça não assume a posição de autoridade coatora quando se limita a afirmar a ausência dos pressupostos de admissibilidade do recurso especial ali interposto. Precedentes: HCs 85.195, da minha relatoria; 95.206, da relatoria do ministro Dias Toffoli; e 95.978-AgR, da relatoria da ministra Cármen Lúcia. 2. As peças dos autos não evidenciam nenhuma ilegalidade flagrante ou abuso de poder que autorize a concessão da ordem de ofício (inciso LXVIII do art. 5º da CF/88). 3. Agravo regimental desprovido” (HC 99.174-AgR, Relator o Ministro Ayres Britto, DJe 26.8.2011, grifos nossos). 4. Ademais, tem-se que o juízo da 3ª Vara Criminal da Comarca de Divinópolis/MG condenou o Paciente pela prática do delito previsto no art. 129, § 2º, inc. IV, do Código Penal. Fixou a pena-base em três anos de reclusão, tornando-a definitiva após a segunda e a terceira fases da dosimetria penal: “Para a individualização da pena do acusado Maurício Ferreira Júnior, atento ao comando do Art. 68 do Código Penal e pela análise das circunstâncias do Art. 59 do mesmo diploma legal, verifico que a culpabilidade, hoje entendida como juízo de censurabilidade, não extrapola a reprovabilidade prevista no próprio tipo penal. Portanto, 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5533594. Supremo Tribunal Federal HC 120252 / MG desta Corte no sentido de que incumbe ao agravante o dever de impugnar, de forma específica, cada um dos fundamentos da decisão questionada, sob pena de não conhecimento do recurso. III – Ordem denegada” (HC 113.660, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe 13.2.2013, grifos nossos). “AGRAVO REGIMENTAL. HABEAS CORPUS. TENTATIVA DE HOMICÍDIO. PEDIDO DE ANULAÇÃO DO JULGAMENTO DO PACIENTE PERANTE O TRIBUNAL DO JÚRI. MATÉRIA QUE NÃO FOI ENFRENTADA PELO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA, EM SEDE EXCEPCIONAL. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. PEÇAS DOS AUTOS QUE NÃO EVIDENCIAM ILEGALIDADE FLAGRANTE OU ABUSO DE PODER. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. O Superior Tribunal de Justiça não assume a posição de autoridade coatora quando se limita a afirmar a ausência dos pressupostos de admissibilidade do recurso especial ali interposto. Precedentes: HCs 85.195, da minha relatoria; 95.206, da relatoria do ministro Dias Toffoli; e 95.978-AgR, da relatoria da ministra Cármen Lúcia. 2. As peças dos autos não evidenciam nenhuma ilegalidade flagrante ou abuso de poder que autorize a concessão da ordem de ofício (inciso LXVIII do art. 5º da CF/88). 3. Agravo regimental desprovido” (HC 99.174-AgR, Relator o Ministro Ayres Britto, DJe 26.8.2011, grifos nossos). 4. Ademais, tem-se que o juízo da 3ª Vara Criminal da Comarca de Divinópolis/MG condenou o Paciente pela prática do delito previsto no art. 129, § 2º, inc. IV, do Código Penal. Fixou a pena-base em três anos de reclusão, tornando-a definitiva após a segunda e a terceira fases da dosimetria penal: “Para a individualização da pena do acusado Maurício Ferreira Júnior, atento ao comando do Art. 68 do Código Penal e pela análise das circunstâncias do Art. 59 do mesmo diploma legal, verifico que a culpabilidade, hoje entendida como juízo de censurabilidade, não extrapola a reprovabilidade prevista no próprio tipo penal. Portanto, 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5533594. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 17 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA HC 120252 / MG esta condição não lhe desfavorece. O réu não registra maus antecedentes, conforme se denota da CAC de fls. 112/115. Assim, esta condição não lhe desfavorece. A conduta social do réu Maurício Ferreira Júnior não foi suficientemente perquirida, não havendo como ser aferida. Assim, esta condição não lhe desabona. A personalidade do réu também não se pode aquilatar pelas provas dos autos. Assim sendo, esta condição não lhe desabona. O motivo do crime foi, segundo a vítima, ciúme excessivo do denunciado, seguida de uma discussão. Logo, entendo que esta condição não lhe desfavorece. As circunstâncias do crime, a meu ver, ressaltam em desfavor do denunciado, tendo ele agredido a vítima de repente. Portanto, esta condição lhe desfavorece. O crime praticado pelo acusado Maurício Ferreira Júnior não causou danos além dos que lhe são peculiares, ou seja, as lesões corporais graves na vítima. Assim, as consequências do crime não lhe são desfavoráveis. Não se pode dizer que o comportamento da vítima tenha contribuído para a prática do delito, o que não milita em desfavor de Maurício. O Art. 129, § 2º, do CP comina penas de reclusão de dois a oito anos. Assim, considerando a análise do conjunto das circunstâncias judiciais, fixo a pena-base em 03 (três) anos de reclusão, por ser necessária e suficiente para a reprovação e prevenção do crime. Não há circunstâncias atenuantes ou agravantes da pena a serem consideradas. Em que pese o pedido do Ministério Público de se considerar o denunciado como reincidente, da análise da CAC, às fis. 112/115, observa-se que o denunciado fora beneficiado pela anistia nos delitos em que já havia contra o mesmo Sentença Penal Condenatória. De se observar que a anistia opera efeito ex nunc, ou seja, os benefícios da anistia retroagem, extinguindo a punibilidade e demais consequências de natureza penal. Logo, o denunciado, anistiado, não poderá se considerado como reincidente. 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5533594. Supremo Tribunal Federal HC 120252 / MG esta condição não lhe desfavorece. O réu não registra maus antecedentes, conforme se denota da CAC de fls. 112/115. Assim, esta condição não lhe desfavorece. A conduta social do réu Maurício Ferreira Júnior não foi suficientemente perquirida, não havendo como ser aferida. Assim, esta condição não lhe desabona. A personalidade do réu também não se pode aquilatar pelas provas dos autos. Assim sendo, esta condição não lhe desabona. O motivo do crime foi, segundo a vítima, ciúme excessivo do denunciado, seguida de uma discussão. Logo, entendo que esta condição não lhe desfavorece. As circunstâncias do crime, a meu ver, ressaltam em desfavor do denunciado, tendo ele agredido a vítima de repente. Portanto, esta condição lhe desfavorece. O crime praticado pelo acusado Maurício Ferreira Júnior não causou danos além dos que lhe são peculiares, ou seja, as lesões corporais graves na vítima. Assim, as consequências do crime não lhe são desfavoráveis. Não se pode dizer que o comportamento da vítima tenha contribuído para a prática do delito, o que não milita em desfavor de Maurício. O Art. 129, § 2º, do CP comina penas de reclusão de dois a oito anos. Assim, considerando a análise do conjunto das circunstâncias judiciais, fixo a pena-base em 03 (três) anos de reclusão, por ser necessária e suficiente para a reprovação e prevenção do crime. Não há circunstâncias atenuantes ou agravantes da pena a serem consideradas. Em que pese o pedido do Ministério Público de se considerar o denunciado como reincidente, da análise da CAC, às fis. 112/115, observa-se que o denunciado fora beneficiado pela anistia nos delitos em que já havia contra o mesmo Sentença Penal Condenatória. De se observar que a anistia opera efeito ex nunc, ou seja, os benefícios da anistia retroagem, extinguindo a punibilidade e demais consequências de natureza penal. Logo, o denunciado, anistiado, não poderá se considerado como reincidente. 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5533594. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 17 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA HC 120252 / MG Não há causas específicas gerais ou especiais de diminuição ou de aumento de pena a serem consideradas. A míngua de outras circunstâncias modificadoras, tomo a pena definitiva em 03 (três) anos de reclusão” (grifos nossos). 5. A 1ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Minas Gerais deu parcial provimento à Apelação Criminal n. 1.0223.03.113919-7/001, exclusiva da defesa, para desclassificar a conduta do Paciente para o art. 129, § 1º, inc. III, do Código Penal. Refez a dosimetria da pena e fixou a pena-base também em três anos, tornando-a definitiva, sem aumento da condenação: “Em relação á avaliação das condições circunstanciais, o que vejo é que a culpabilidade de fato é exacerbada, já que a prova dos autos nos dá conta de que o réu tinha pleno conhecimento do caráter ilícito da ação, mormente porque negou em todas as oportunidades a própria agressão, não havendo dúvida de que a ação, tal como produzida, se mostra reprovável, seja porque a agressão no âmbito de sua relação doméstica suscita condições mais reprováveis, mormente quando realizada com pessoa de compleição física diminuída em ataque contra integrante da unidade familiar e produzido, de forma inopinada, não deixando possibilidade de defesa, de modo que não veria como se mantivesse a benéfica avaliação produzida pela decisão hostilizada. Por outro lado, as circunstâncias antecedentes ao fato não conduzem a uma avaliação benéfica, já que o réu tinha uma série de envolvimentos criminais anteriores, inclusive condenações que foram extintas no momento da execução, conforme nos dá conta a Certidão de Antecedentes Criminais de fls. 112 a 114. A personalidade é de fato dissocial, o que se vislumbra pela só forma reiterada que vem adotando ações ilícitas contra o patrimônio alheio, envolvendo-se, também, com drogas, o que revela uma real propensão à criminalidade. Sua conduta social, ao contrário do que imagina o Juízo, revela- se, também, desfavorável, já que o que se vê dos autos é que o réu, no seu papel familiar, se mostrava violento, não havendo prova alguma de 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5533594. Supremo Tribunal Federal HC 120252 / MG Não há causas específicas gerais ou especiais de diminuição ou de aumento de pena a serem consideradas. A míngua de outras circunstâncias modificadoras, tomo a pena definitiva em 03 (três) anos de reclusão” (grifos nossos). 5. A 1ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Minas Gerais deu parcial provimento à Apelação Criminal n. 1.0223.03.113919-7/001, exclusiva da defesa, para desclassificar a conduta do Paciente para o art. 129, § 1º, inc. III, do Código Penal. Refez a dosimetria da pena e fixou a pena-base também em três anos, tornando-a definitiva, sem aumento da condenação: “Em relação á avaliação das condições circunstanciais, o que vejo é que a culpabilidade de fato é exacerbada, já que a prova dos autos nos dá conta de que o réu tinha pleno conhecimento do caráter ilícito da ação, mormente porque negou em todas as oportunidades a própria agressão, não havendo dúvida de que a ação, tal como produzida, se mostra reprovável, seja porque a agressão no âmbito de sua relação doméstica suscita condições mais reprováveis, mormente quando realizada com pessoa de compleição física diminuída em ataque contra integrante da unidade familiar e produzido, de forma inopinada, não deixando possibilidade de defesa, de modo que não veria como se mantivesse a benéfica avaliação produzida pela decisão hostilizada. Por outro lado, as circunstâncias antecedentes ao fato não conduzem a uma avaliação benéfica, já que o réu tinha uma série de envolvimentos criminais anteriores, inclusive condenações que foram extintas no momento da execução, conforme nos dá conta a Certidão de Antecedentes Criminais de fls. 112 a 114. A personalidade é de fato dissocial, o que se vislumbra pela só forma reiterada que vem adotando ações ilícitas contra o patrimônio alheio, envolvendo-se, também, com drogas, o que revela uma real propensão à criminalidade. Sua conduta social, ao contrário do que imagina o Juízo, revela- se, também, desfavorável, já que o que se vê dos autos é que o réu, no seu papel familiar, se mostrava violento, não havendo prova alguma de 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5533594. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 17 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA HC 120252 / MG que tenha trabalho lícito, ou que sustente boas relações no distrito da culpa, tornando patentes condições desfavoráveis a recrudescerem o caráter retributivo da imposição penal. Os motivos do crime que foi o excessivo ciúmes do réu, situação que ao contrário de se mostrar benéfica, acaba sendo circunstâncias desfavorável, porque supõe até mesmo uma falta de avaliação sobre o significado do amor que se deve dedicar a qualquer companheira. As circunstâncias que revelam ataque inopinado, não permitindo sequer a defesa, além de expor covardia pela natural força do homem frente ao sexo oposto, o que lhe desabona. As consequências que seriam próprias do tipo penal que exige que a lesão cause debilidade permanente, tal como declinado no Auto de Corpo de Delito. O comportamento da vítima que, ao contrário das ponderações do digno Juízo, acabam atenuando a imposição penal, porque tinha pleno conhecimento da condição violenta do réu e mesmo assim tomou a postura de manter-se no local, vindo a ser agredida em função de sua própria postura que poderia ter sido atenuada acaso tivesse simplesmente vislumbrado que seria, mais uma vez, agredida. De modo que o plexo das condições circunstanciais forjam, de fato, um contexto altamente desfavorável, sustentando a média imposição penal ao réu, já que a fixação em patamar superior importaria em reforma em prejuízo do réu, o que não seria mesmo admissível, de modo que imponho a pena-base, pela ação, em 3 (três) anos de reclusão. Na segunda fase, ao contrário das ponderações do culto Juízo, penso que a extinção da pena pelo indulto, não retira os efeitos da própria condenação, senão extingue a própria imposição penal derivada, não afastando a reincidência, no entanto, em função das condições do art. 617 do Código de Processo Penal, mantenho a pena no patamar aplicado. Na terceira fase, inexistindo, à data do fato, causas gerais ou especiais de aumento ou de diminuição de pena, mantenho a pena tal como aplicada, tornando-lhe definitiva em 3 (três) anos de reclusão” (grifos nossos). 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5533594. Supremo Tribunal Federal HC 120252 / MG que tenha trabalho lícito, ou que sustente boas relações no distrito da culpa, tornando patentes condições desfavoráveis a recrudescerem o caráter retributivo da imposição penal. Os motivos do crime que foi o excessivo ciúmes do réu, situação que ao contrário de se mostrar benéfica, acaba sendo circunstâncias desfavorável, porque supõe até mesmo uma falta de avaliação sobre o significado do amor que se deve dedicar a qualquer companheira. As circunstâncias que revelam ataque inopinado, não permitindo sequer a defesa, além de expor covardia pela natural força do homem frente ao sexo oposto, o que lhe desabona. As consequências que seriam próprias do tipo penal que exige que a lesão cause debilidade permanente, tal como declinado no Auto de Corpo de Delito. O comportamento da vítima que, ao contrário das ponderações do digno Juízo, acabam atenuando a imposição penal, porque tinha pleno conhecimento da condição violenta do réu e mesmo assim tomou a postura de manter-se no local, vindo a ser agredida em função de sua própria postura que poderia ter sido atenuada acaso tivesse simplesmente vislumbrado que seria, mais uma vez, agredida. De modo que o plexo das condições circunstanciais forjam, de fato, um contexto altamente desfavorável, sustentando a média imposição penal ao réu, já que a fixação em patamar superior importaria em reforma em prejuízo do réu, o que não seria mesmo admissível, de modo que imponho a pena-base, pela ação, em 3 (três) anos de reclusão. Na segunda fase, ao contrário das ponderações do culto Juízo, penso que a extinção da pena pelo indulto, não retira os efeitos da própria condenação, senão extingue a própria imposição penal derivada, não afastando a reincidência, no entanto, em função das condições do art. 617 do Código de Processo Penal, mantenho a pena no patamar aplicado. Na terceira fase, inexistindo, à data do fato, causas gerais ou especiais de aumento ou de diminuição de pena, mantenho a pena tal como aplicada, tornando-lhe definitiva em 3 (três) anos de reclusão” (grifos nossos). 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5533594. Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 17 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA HC 120252 / MG 6. Dessa forma, embora nas instâncias antecedentes tenham sido apresentados exames distintos nas três fases da dosimetria penal, tem-se que a pena imposta ao Paciente não foi majorada em julgamento de recurso exclusivo da defesa, seja quanto à pena-base seja quanto à pena definitiva, pelo que não há se cogitar de reformatio in pejus. Na mesma linha, o parecer da Procuradoria-Geral da República: “Na espécie, o acórdão atacado, ao examinar recurso exclusivo da defesa, não incorreu em reformatio in pejus por ocasião da desclassificação delitiva, uma vez que apenas foi realizada a alteração da capitulação jurídica do crime imputado ao paciente (emendatio libelli), não tendo ocorrido qualquer exasperação da pena aplicada – que permaneceu inalterada4 - ou agravamento do regime prisional”. 7. Pelo que decidido nas instâncias antecedentes, tem-se que, na fixação da pena-base, foi considerada fundamentação idônea para valorar negativamente as circunstâncias judiciais. Portanto, não se mostra juridicamente desproporcional a pena-base fixada em três anos de reclusão. 8. Este Supremo Tribunal assentou ser inexigível a “fundamentação exaustiva das circunstâncias judiciais consideradas, uma vez que a sentença deve ser lida em seu todo” (RHC 90.531, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJ 27.4.2007). 9. O habeas corpus não se presta para ponderar, em concreto, a suficiência das circunstâncias judiciais invocadas pelas instâncias de mérito para a majoração da pena (RHC 114.742, Relator o Ministro Dias Toffoli, DJe 8.11.2012; RHC 98.358, de minha relatoria, DJe 16.4.2010; HC 111.668, Relator o Ministro Dias Toffoli, DJe 16.4.2012; HC 101.892, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe 27.9.2011; HC 107.626, de minha relatoria, DJe 20.10.2011; HC 97.677, de minha relatoria, DJe 18.12.2009; HC 87.684, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ 25.8.2006; HC 10 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5533594. Supremo Tribunal Federal HC 120252 / MG 6. Dessa forma, embora nas instâncias antecedentes tenham sido apresentados exames distintos nas três fases da dosimetria penal, tem-se que a pena imposta ao Paciente não foi majorada em julgamento de recurso exclusivo da defesa, seja quanto à pena-base seja quanto à pena definitiva, pelo que não há se cogitar de reformatio in pejus. Na mesma linha, o parecer da Procuradoria-Geral da República: “Na espécie, o acórdão atacado, ao examinar recurso exclusivo da defesa, não incorreu em reformatio in pejus por ocasião da desclassificação delitiva, uma vez que apenas foi realizada a alteração da capitulação jurídica do crime imputado ao paciente (emendatio libelli), não tendo ocorrido qualquer exasperação da pena aplicada – que permaneceu inalterada4 - ou agravamento do regime prisional”. 7. Pelo que decidido nas instâncias antecedentes, tem-se que, na fixação da pena-base, foi considerada fundamentação idônea para valorar negativamente as circunstâncias judiciais. Portanto, não se mostra juridicamente desproporcional a pena-base fixada em três anos de reclusão. 8. Este Supremo Tribunal assentou ser inexigível a “fundamentação exaustiva das circunstâncias judiciais consideradas, uma vez que a sentença deve ser lida em seu todo” (RHC 90.531, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJ 27.4.2007). 9. O habeas corpus não se presta para ponderar, em concreto, a suficiência das circunstâncias judiciais invocadas pelas instâncias de mérito para a majoração da pena (RHC 114.742, Relator o Ministro Dias Toffoli, DJe 8.11.2012; RHC 98.358, de minha relatoria, DJe 16.4.2010; HC 111.668, Relator o Ministro Dias Toffoli, DJe 16.4.2012; HC 101.892, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe 27.9.2011; HC 107.626, de minha relatoria, DJe 20.10.2011; HC 97.677, de minha relatoria, DJe 18.12.2009; HC 87.684, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ 25.8.2006; HC 10 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5533594. Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 17 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA HC 120252 / MG 88.132, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ 2.6.2006; e RHC 90.525, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ 25.5.2007, entre outros). 10. Pelo exposto, voto pela denegação da ordem. 11 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5533594. Supremo Tribunal Federal HC 120252 / MG 88.132, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ 2.6.2006; e RHC 90.525, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ 25.5.2007, entre outros). 10. Pelo exposto, voto pela denegação da ordem. 11 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5533594. Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 17 Extrato de Ata - 25/03/2014 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 120.252 PROCED. : MINAS GERAIS RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA PACTE.(S) : MAURICIO FERREIRA JUNIOR IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por votação unânime, denegou a ordem, nos termos do voto da Relatora. 2ª Turma, 25.03.2014. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 5534397 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 120.252 PROCED. : MINAS GERAIS RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA PACTE.(S) : MAURICIO FERREIRA JUNIOR IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por votação unânime, denegou a ordem, nos termos do voto da Relatora. 2ª Turma, 25.03.2014. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 5534397 Inteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 17
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=5579968
2014-03-25T00:00:00
2014-04-03T00:00:00
A Turma, por votação unânime, denegou a ordem, nos termos do voto da Relatora. 2ª Turma, 25.03.2014.
HABEAS CORPUS
EMENTA: HABEAS CORPUS. CONSTITUCIONAL. PENAL. ALEGAÇÃO DE AUSÊNCIA DE PROPORCIONALIDADE NA FIXAÇÃO DE PENA. 1. AUTORIDADE COATORA QUE SE RESTRINGIU AO EXAME DE PRESSUPOSTOS DE RECURSO NO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. MATÉRIA QUE NÃO PODE SER APRECIADA NO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL EM HABEAS CORPUS. 2. FIXAÇÃO DA PENA-BASE. INDICAÇÃO DE FUNDAMENTAÇÃO IDÔNEA. IMPOSSIBILIDADE DE REEXAME, EM CONCRETO, DA SUFICIÊNCIA DAS CIRCUNSTÂNCIAS JUDICIAIS APRESENTADAS. INEXISTÊNCIA DE REFORMATIO IN PEJUS. ORDEM DENEGADA. 1. As questões relativas aos pressupostos de recurso interposto no Superior Tribunal de Justiça não podem ser objeto de exame neste Supremo Tribunal em habeas corpus. Precedentes. 2. Na fixação da pena-base se adotou fundamentação idônea para valorar negativamente as circunstâncias judiciais. Não se mostra juridicamente desproporcional a pena-base fixada. 3. O habeas corpus não se presta para ponderar, em concreto, a suficiência das circunstâncias judiciais invocadas pelas instâncias de mérito para a majoração da pena, devendo a sentença condenatória ser lida em sua integralidade. 4. Inexistência de reformatio in pejus. Embora nas instâncias antecedentes tenham sido apresentados exames distintos nas três fases da dosimetria penal, tem-se que a pena imposta ao Paciente não foi majorada em julgamento de recurso exclusivo da defesa, quanto à pena-base ou quanto à pena definitiva. 5. Ordem denegada.
sjur259817
- Acórdão(s) citado(s): (HC, PRESSUPOSTOS DE RECURSO) HC 99174 AgR (2ªT), HC 113468 (1ªT), HC 113429 AgR (2ªT), HC 113660 (2ªT). (CIRCUNSTÂNCIAS JUDICIAIS, FUNDAMENTAÇÃO) RHC 90531 (1ªT). (HC, REAPRECIAÇÃO, CIRCUNSTÂNCIAS JUDICIAIS) HC 87684 (1ªT), HC 88132 (1ªT), RHC 90525 (1ªT), HC 97677 (1ªT), RHC 98358 (1ªT), HC 101892 (1ªT), HC 107626 (1ªT), HC 111668 (1ªT), RHC 114742 (1ªT). Número de páginas: 17. Análise: 07/04/2014, TIA.
CÁRMEN LÚCIA
Segunda Turma
120252
[ "LEG-FED DEL-002848 ANO-1940\n ART-00129 PAR-00001 INC-00003 PAR-00002 \n INC-00004\n CP-1940 CÓDIGO PENAL" ]
HC
acordaos
HC 120252
[ "" ]
PACTE.(S) : MAURICIO FERREIRA JUNIOR IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
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Ementa e Acórdão 25/03/2014 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 120.252 MINAS GERAIS RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA PACTE.(S) :MAURICIO FERREIRA JUNIOR IMPTE.(S) :DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA EMENTA: HABEAS CORPUS. CONSTITUCIONAL. PENAL. ALEGAÇÃO DE AUSÊNCIA DE PROPORCIONALIDADE NA FIXAÇÃO DE PENA. 1. AUTORIDADE COATORA QUE SE RESTRINGIU AO EXAME DE PRESSUPOSTOS DE RECURSO NO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. MATÉRIA QUE NÃO PODE SER APRECIADA NO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL EM HABEAS CORPUS. 2. FIXAÇÃO DA PENA-BASE. INDICAÇÃO DE FUNDAMENTAÇÃO IDÔNEA. IMPOSSIBILIDADE DE REEXAME, EM CONCRETO, DA SUFICIÊNCIA DAS CIRCUNSTÂNCIAS JUDICIAIS APRESENTADAS. INEXISTÊNCIA DE REFORMATIO IN PEJUS. ORDEM DENEGADA. 1. As questões relativas aos pressupostos de recurso interposto no Superior Tribunal de Justiça não podem ser objeto de exame neste Supremo Tribunal em habeas corpus. Precedentes. 2. Na fixação da pena-base se adotou fundamentação idônea para valorar negativamente as circunstâncias judiciais. Não se mostra juridicamente desproporcional a pena-base fixada. 3. O habeas corpus não se presta para ponderar, em concreto, a suficiência das circunstâncias judiciais invocadas pelas instâncias de mérito para a majoração da pena, devendo a sentença condenatória ser lida em sua integralidade. 4. Inexistência de reformatio in pejus. Embora nas instâncias antecedentes tenham sido apresentados exames distintos nas três fases da dosimetria penal, tem-se que a pena imposta ao Paciente não foi majorada em julgamento de recurso exclusivo da defesa, quanto à pena-base ou quanto à pena definitiva. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5533592. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 17 Ementa e Acórdão HC 120252 / MG 5. Ordem denegada. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência da Ministra Cármen Lúcia, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, em denegar a ordem, nos termos do voto da Relatora. Brasília, 25 de março de 2014. Ministra CÁRMEN LÚCIA - Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5533592. Supremo Tribunal Federal HC 120252 / MG 5. Ordem denegada. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência da Ministra Cármen Lúcia, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, em denegar a ordem, nos termos do voto da Relatora. Brasília, 25 de março de 2014. Ministra CÁRMEN LÚCIA - Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5533592. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 17 Relatório 25/03/2014 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 120.252 MINAS GERAIS RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA PACTE.(S) :MAURICIO FERREIRA JUNIOR IMPTE.(S) :DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (RELATORA): 1. Habeas corpus, sem requerimento de medida liminar, impetrado pela Defensoria Pública da União, em favor de MAURÍCIO FERREIRA JÚNIOR, contra acórdão da Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça, que, em 15.10.2013, negou provimento ao Agravo Regimental no Agravo em Recurso Especial n. 62.070, Relator o Ministro Jorge Mussi. 2. Narra-se na inicial: “MAURICIO FERREIRA JUNIOR foi denunciado como incurso nas penas previstas nos artigos 129, § 1..., III, e 129, § 2..., IV, ambos do Código Penal Brasileiro. O réu restou condenado às penas dos artigos 129, § 2..., IV, do Código Penal Brasileiro, sendo fixado a pena de 3 (três) anos de reclusão em regime aberto. Inconformado, interpôs recurso de apelação (fl. 159/167), pleiteando absolvição e subsidiariamente, a desclassificação do delito para o previsto no artigo 129, §1..., III do Código Penal Brasileiro, com consequente fixação da pena base no mínimo legal, suspensão condicional do processo e isenção de pagamento das custas processuais. O I. Medida Provisória apresentou contrarrazões pugnando pelo desprovimento do recurso. Todavia, o E. TJMG deu provimento pela desclassificação da Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5533593. Supremo Tribunal Federal 25/03/2014 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 120.252 MINAS GERAIS RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA PACTE.(S) :MAURICIO FERREIRA JUNIOR IMPTE.(S) :DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (RELATORA): 1. Habeas corpus, sem requerimento de medida liminar, impetrado pela Defensoria Pública da União, em favor de MAURÍCIO FERREIRA JÚNIOR, contra acórdão da Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça, que, em 15.10.2013, negou provimento ao Agravo Regimental no Agravo em Recurso Especial n. 62.070, Relator o Ministro Jorge Mussi. 2. Narra-se na inicial: “MAURICIO FERREIRA JUNIOR foi denunciado como incurso nas penas previstas nos artigos 129, § 1..., III, e 129, § 2..., IV, ambos do Código Penal Brasileiro. O réu restou condenado às penas dos artigos 129, § 2..., IV, do Código Penal Brasileiro, sendo fixado a pena de 3 (três) anos de reclusão em regime aberto. Inconformado, interpôs recurso de apelação (fl. 159/167), pleiteando absolvição e subsidiariamente, a desclassificação do delito para o previsto no artigo 129, §1..., III do Código Penal Brasileiro, com consequente fixação da pena base no mínimo legal, suspensão condicional do processo e isenção de pagamento das custas processuais. O I. Medida Provisória apresentou contrarrazões pugnando pelo desprovimento do recurso. Todavia, o E. TJMG deu provimento pela desclassificação da Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5533593. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 17 Relatório HC 120252 / MG conduta para o tipo penal do artigo 129, § 1..., III do Código Penal, sem, no entanto, alterar a pena imposta, bem como não mudou o regime carcerário. Desta feita, muito embora a desclassificação, o quantum da pena permaneceu inalterado. Pela proporcionalidade, a pena deveria ser alterada, dada a incidência das circunstancias do art. 59 do Código Penal. A defesa apresentou Embargos de Declaração, alegando o reformatio in pejus, ante a análise das circunstâncias do art. 59 do Código Penal, os quais foram rejeitados (fls. 220/223). A Defensoria manejou Recurso Especial junto ao Superior Tribunal de Justiça, com fulcro no art. 105, inciso III, alínea ‘a’ da Constituição Federal. No entanto, E. Superior Tribunal de Justiça, no seu entendimento, negou a reforma da sentença e, muito embora reconhecendo a desclassificação do delito do Art. 129, § 2..., IV para o tipo penal do Art. 129, § 1..., III do Código Penal, manteve inalterado o quantum da pena, não alterando a pena na proporcionalidade no novo tipo enquadrado e nem mesmo o regime carcerário”. A Impetrante alega ser desproporcional a pena imposta ao Paciente: “No caso em comento, foi aplicada 3 anos, ou seja, 1,5 da pena mínima do delito do Art. 129, § 2..., IV, que é prevista de 2 a 8 anos, e posteriormente o Tribunal desclassificou para o delito do Art. 129, § 1..., III, que tem pena prevista de 1 a 5 anos, contudo, manteve o quantum de 3 anos, que na proporção, seria o equivalente a 3 vezes a pena mínima, ou seja, uma exasperação de 200% da pena mínima prevista. Assim, na proporcionalidade, houve um reformatio in pejus da proporcionalidade da exasperação da pena de 150%, ante a desclassificação”. Salienta estar “configurado o constrangimento ilegal, já que na proporcionalidade foi aplicado um percentual maior para uma conduta que foi desclassificada”, menos reprovável e com consequências menores. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5533593. Supremo Tribunal Federal HC 120252 / MG conduta para o tipo penal do artigo 129, § 1..., III do Código Penal, sem, no entanto, alterar a pena imposta, bem como não mudou o regime carcerário. Desta feita, muito embora a desclassificação, o quantum da pena permaneceu inalterado. Pela proporcionalidade, a pena deveria ser alterada, dada a incidência das circunstancias do art. 59 do Código Penal. A defesa apresentou Embargos de Declaração, alegando o reformatio in pejus, ante a análise das circunstâncias do art. 59 do Código Penal, os quais foram rejeitados (fls. 220/223). A Defensoria manejou Recurso Especial junto ao Superior Tribunal de Justiça, com fulcro no art. 105, inciso III, alínea ‘a’ da Constituição Federal. No entanto, E. Superior Tribunal de Justiça, no seu entendimento, negou a reforma da sentença e, muito embora reconhecendo a desclassificação do delito do Art. 129, § 2..., IV para o tipo penal do Art. 129, § 1..., III do Código Penal, manteve inalterado o quantum da pena, não alterando a pena na proporcionalidade no novo tipo enquadrado e nem mesmo o regime carcerário”. A Impetrante alega ser desproporcional a pena imposta ao Paciente: “No caso em comento, foi aplicada 3 anos, ou seja, 1,5 da pena mínima do delito do Art. 129, § 2..., IV, que é prevista de 2 a 8 anos, e posteriormente o Tribunal desclassificou para o delito do Art. 129, § 1..., III, que tem pena prevista de 1 a 5 anos, contudo, manteve o quantum de 3 anos, que na proporção, seria o equivalente a 3 vezes a pena mínima, ou seja, uma exasperação de 200% da pena mínima prevista. Assim, na proporcionalidade, houve um reformatio in pejus da proporcionalidade da exasperação da pena de 150%, ante a desclassificação”. Salienta estar “configurado o constrangimento ilegal, já que na proporcionalidade foi aplicado um percentual maior para uma conduta que foi desclassificada”, menos reprovável e com consequências menores. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5533593. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 17 Relatório HC 120252 / MG Este o teor dos pedidos: “Requer a concessão da ordem de Habeas Corpus para reformar o v. acórdão impugnado, para que a pena seja readequada de acordo com o previsto no Código Penal, por ser a medida que mais se amolda à justiça”. 3. Em 18.11.2013, não havendo requerimento de medida liminar a ser apreciado, requisitei informações e determinei vista ao Procurador-Geral da República. 4. As informações foram prestadas e a Procuradoria-Geral da República opinou pela denegação da ordem. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5533593. Supremo Tribunal Federal HC 120252 / MG Este o teor dos pedidos: “Requer a concessão da ordem de Habeas Corpus para reformar o v. acórdão impugnado, para que a pena seja readequada de acordo com o previsto no Código Penal, por ser a medida que mais se amolda à justiça”. 3. Em 18.11.2013, não havendo requerimento de medida liminar a ser apreciado, requisitei informações e determinei vista ao Procurador-Geral da República. 4. As informações foram prestadas e a Procuradoria-Geral da República opinou pela denegação da ordem. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5533593. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 17 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA 25/03/2014 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 120.252 MINAS GERAIS V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste à Impetrante. 2. Ao proferir o julgado objeto da presente impetração, a Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça restringiu-se ao exame de pressupostos recursais: “Trata-se de agravo regimental interposto por MAURÍCIO FERREIRA JÚNIOR contra decisão de e-Superior Tribunal de Justiça fl. 326 que negou provimento ao seu agravo em recurso especial. Observa a DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO, em síntese, a indicação precisa da norma violada, inaplicável, pois, o óbice sumular 284/Supremo Tribunal Federal. Aduz, ainda, ‘a evidente reformatio in pejus, já que o TJ, proporcionalmente, agravou a pena do agravante em recurso exclusivo da defesa’ (e-Superior Tribunal de Justiça fl. 335). Pugna pelo provimento do agravo regimental. (…) O presente agravo regimental não merece prosperar. O decisum monocrático foi proferido nos seguintes termos, litteris (e-Superior Tribunal de Justiça fl. 326): ‘Trata-se de agravo em recurso especial interposto por MAURÍCIO FERREIRA JÚNIOR contra decisão do Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais que negou seguimento a seu recurso diante da não demonstração da alegada contrariedade a lei federal (e-Superior Tribunal de Justiça fls. 289/290). Sustenta o agravante, em síntese, a devida fundamentação do recurso especial, fulcrado na violação ao art. 617 do CPP, em face da agravada apreciação das circunstâncias judiciais na desclassificação operada pelo Tribunal de origem. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5533594. Supremo Tribunal Federal 25/03/2014 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 120.252 MINAS GERAIS V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste à Impetrante. 2. Ao proferir o julgado objeto da presente impetração, a Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça restringiu-se ao exame de pressupostos recursais: “Trata-se de agravo regimental interposto por MAURÍCIO FERREIRA JÚNIOR contra decisão de e-Superior Tribunal de Justiça fl. 326 que negou provimento ao seu agravo em recurso especial. Observa a DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO, em síntese, a indicação precisa da norma violada, inaplicável, pois, o óbice sumular 284/Supremo Tribunal Federal. Aduz, ainda, ‘a evidente reformatio in pejus, já que o TJ, proporcionalmente, agravou a pena do agravante em recurso exclusivo da defesa’ (e-Superior Tribunal de Justiça fl. 335). Pugna pelo provimento do agravo regimental. (…) O presente agravo regimental não merece prosperar. O decisum monocrático foi proferido nos seguintes termos, litteris (e-Superior Tribunal de Justiça fl. 326): ‘Trata-se de agravo em recurso especial interposto por MAURÍCIO FERREIRA JÚNIOR contra decisão do Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais que negou seguimento a seu recurso diante da não demonstração da alegada contrariedade a lei federal (e-Superior Tribunal de Justiça fls. 289/290). Sustenta o agravante, em síntese, a devida fundamentação do recurso especial, fulcrado na violação ao art. 617 do CPP, em face da agravada apreciação das circunstâncias judiciais na desclassificação operada pelo Tribunal de origem. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5533594. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 17 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA HC 120252 / MG A Douta Subprocuradoria-Geral da República opinou pelo não provimento do agravo (e-Superior Tribunal de Justiça fls. 315/318). É o relatório. Decido. O agravante rebateu os fundamentos da decisão agravada. Passo, pois, ao exame do mérito. Com efeito, é de se destacar que é pacífico o entendimento desta Corte Superior no sentido de que a simples alegação de violação genérica de preceitos infraconstitucionais, desprovida de fundamentação que demonstre a efetiva ofensa dos dispositivos legais pelo Tribunal de origem, não é suficiente para fundamentar recurso especial, atraindo a incidência da Súmula 284/Supremo Tribunal Federal: ‘É inadmissível o recurso extraordinário, quando a deficiência na sua fundamentação não permitir a exata compreensão da controvérsia’. Por outro lado, ‘Segundo o princípio da ne reformatio in pejus, o juízo ad quem não está vinculado aos fundamentos adotados pelo juízo a quo, somente sendo obstado no que diz respeito ao agravamento da pena, inadmissível em face de recurso apenas da Defesa. Inteligência do art. 617 do Código de Processo Penal’ (HC 142.443/SP, Rel. Ministra LAURITA VAZ, QUINTA TURMA, julgado em 15/12/2011, DJe 02/02/2012). Nesse aspecto, mantido o quantum no mesmo patamar adotado pelo juízo monocrático, não há falar em ofensa ao princípio da vedação da reformatio in pejus. Logo, estando o aresto impugnado em conformidade com a orientação do Superior Tribunal de Justiça, incide, ao caso, o teor da Súmula 83/Superior Tribunal de Justiça, in verbis: ‘Não se conhece do recurso especial pela divergência, quando a orientação do Tribunal se firmou no mesmo sentido da decisão recorrida’, aplicável, igualmente, aos recursos interpostos pela alínea ‘a’ do permissivo constitucional. Ante o exposto,a teor do art. 544, § 4..., II, ‘a’, do Código de Processo Civil c/c 3... do CPP, nego provimento ao agravo em recurso especial. Publique-se e intime-se’. Pois bem. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5533594. Supremo Tribunal Federal HC 120252 / MG A Douta Subprocuradoria-Geral da República opinou pelo não provimento do agravo (e-Superior Tribunal de Justiça fls. 315/318). É o relatório. Decido. O agravante rebateu os fundamentos da decisão agravada. Passo, pois, ao exame do mérito. Com efeito, é de se destacar que é pacífico o entendimento desta Corte Superior no sentido de que a simples alegação de violação genérica de preceitos infraconstitucionais, desprovida de fundamentação que demonstre a efetiva ofensa dos dispositivos legais pelo Tribunal de origem, não é suficiente para fundamentar recurso especial, atraindo a incidência da Súmula 284/Supremo Tribunal Federal: ‘É inadmissível o recurso extraordinário, quando a deficiência na sua fundamentação não permitir a exata compreensão da controvérsia’. Por outro lado, ‘Segundo o princípio da ne reformatio in pejus, o juízo ad quem não está vinculado aos fundamentos adotados pelo juízo a quo, somente sendo obstado no que diz respeito ao agravamento da pena, inadmissível em face de recurso apenas da Defesa. Inteligência do art. 617 do Código de Processo Penal’ (HC 142.443/SP, Rel. Ministra LAURITA VAZ, QUINTA TURMA, julgado em 15/12/2011, DJe 02/02/2012). Nesse aspecto, mantido o quantum no mesmo patamar adotado pelo juízo monocrático, não há falar em ofensa ao princípio da vedação da reformatio in pejus. Logo, estando o aresto impugnado em conformidade com a orientação do Superior Tribunal de Justiça, incide, ao caso, o teor da Súmula 83/Superior Tribunal de Justiça, in verbis: ‘Não se conhece do recurso especial pela divergência, quando a orientação do Tribunal se firmou no mesmo sentido da decisão recorrida’, aplicável, igualmente, aos recursos interpostos pela alínea ‘a’ do permissivo constitucional. Ante o exposto,a teor do art. 544, § 4..., II, ‘a’, do Código de Processo Civil c/c 3... do CPP, nego provimento ao agravo em recurso especial. Publique-se e intime-se’. Pois bem. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5533594. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 17 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA HC 120252 / MG Conforme ressaltado na decisão objurgada, realça-se a incidência da Súmula 284/Supremo Tribunal Federal na hipótese de simples alegação de violação genérica de preceitos infraconstitucionais, desprovida de fundamentação que demonstre a efetiva ofensa dos dispositivos legais pelo Tribunal de origem, não sendo, portanto, suficiente para fundamentar recurso especial. Por outro lado, ‘Segundo o princípio da ne reformatio in pejus, o juízo ad quem não está vinculado aos fundamentos adotados pelo juízo a quo, somente sendo obstado no que diz respeito ao agravamento da pena, inadmissível em face de recurso apenas da Defesa. Inteligência do art. 617 do Código de Processo Penal’ (HC 142.443/SP, Rel. Ministra LAURITA VAZ, QUINTA TURMA, julgado em 15/12/2011, DJe 02/02/2012). Nesse aspecto, mantido o quantum no mesmo patamar adotado pelo juízo monocrático, não há falar em ofensa ao princípio da vedação da reformatio in pejus. Logo, estando o aresto impugnado em conformidade com a orientação do Superior Tribunal de Justiça, incide, ao caso, o teor da Súmula 83/Superior Tribunal de Justiça, in verbis : ‘Não se conhece do recurso especial pela divergência, quando a orientação do Tribunal se firmou no mesmo sentido da decisão recorrida’, aplicável, igualmente, aos recursos interpostos pela alínea ‘ a ’ do permissivo constitucional. Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental” (grifos nossos). 3. As questões relativas aos pressupostos de recurso interposto no Superior Tribunal de Justiça não podem ser objeto de exame neste Supremo Tribunal em habeas corpus. Nesse sentido: “AGRAVO EM ‘HABEAS CORPUS’ – PRESSUPOSTOS DE ADMISSIBILIDADE DO RECURSO ESPECIAL – INCIDÊNCIA DA LEI n 8.038/90 (ART. 28) – PRAZO DE INTERPOSIÇÃO DO AGRAVO DE INSTRUMENTO NO PROCESSO PENAL: CINCO (05) DIAS – INAPLICABILIDADE DO ART. 544, ‘CAPUT’, DO Código de Processo Civil, NA REDAÇÃO DADA PELA LEI n 12.322/2010 – SUBSISTÊNCIA DA SÚMULA 699/Supremo Tribunal Federal – 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5533594. Supremo Tribunal Federal HC 120252 / MG Conforme ressaltado na decisão objurgada, realça-se a incidência da Súmula 284/Supremo Tribunal Federal na hipótese de simples alegação de violação genérica de preceitos infraconstitucionais, desprovida de fundamentação que demonstre a efetiva ofensa dos dispositivos legais pelo Tribunal de origem, não sendo, portanto, suficiente para fundamentar recurso especial. Por outro lado, ‘Segundo o princípio da ne reformatio in pejus, o juízo ad quem não está vinculado aos fundamentos adotados pelo juízo a quo, somente sendo obstado no que diz respeito ao agravamento da pena, inadmissível em face de recurso apenas da Defesa. Inteligência do art. 617 do Código de Processo Penal’ (HC 142.443/SP, Rel. Ministra LAURITA VAZ, QUINTA TURMA, julgado em 15/12/2011, DJe 02/02/2012). Nesse aspecto, mantido o quantum no mesmo patamar adotado pelo juízo monocrático, não há falar em ofensa ao princípio da vedação da reformatio in pejus. Logo, estando o aresto impugnado em conformidade com a orientação do Superior Tribunal de Justiça, incide, ao caso, o teor da Súmula 83/Superior Tribunal de Justiça, in verbis : ‘Não se conhece do recurso especial pela divergência, quando a orientação do Tribunal se firmou no mesmo sentido da decisão recorrida’, aplicável, igualmente, aos recursos interpostos pela alínea ‘ a ’ do permissivo constitucional. Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental” (grifos nossos). 3. As questões relativas aos pressupostos de recurso interposto no Superior Tribunal de Justiça não podem ser objeto de exame neste Supremo Tribunal em habeas corpus. Nesse sentido: “AGRAVO EM ‘HABEAS CORPUS’ – PRESSUPOSTOS DE ADMISSIBILIDADE DO RECURSO ESPECIAL – INCIDÊNCIA DA LEI n 8.038/90 (ART. 28) – PRAZO DE INTERPOSIÇÃO DO AGRAVO DE INSTRUMENTO NO PROCESSO PENAL: CINCO (05) DIAS – INAPLICABILIDADE DO ART. 544, ‘CAPUT’, DO Código de Processo Civil, NA REDAÇÃO DADA PELA LEI n 12.322/2010 – SUBSISTÊNCIA DA SÚMULA 699/Supremo Tribunal Federal – 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5533594. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 17 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA HC 120252 / MG RECURSO IMPROVIDO. - Não se revela admissível a ação de ‘ habeas corpus ’ quando se pretende discutir os pressupostos de admissibilidade de recurso interposto perante o E. Superior Tribunal de Justiça. Precedentes. - Continua a ser de cinco (e não de dez) dias o prazo para interposição de agravo contra decisão denegatória de processamento de recurso extraordinário e/ou recurso especial deduzidos em sede processual penal, não se lhe aplicando a norma inscrita no art. 544, ‘caput’, do Código de Processo Civil, na redação dada pela Lei n 12.322/2010, subsistindo, em consequência, o enunciado constante da Súmula 699/Supremo Tribunal Federal. Precedente: ARE 639.846- -QO/SP, Rel. p/ o acórdão Min. LUIZ FUX, Pleno” (HC 113.429-AgR, Relator o Ministro Celso de Mello, DJe 17.5.2013, grifos nossos). “PENAL, PROCESSUAL PENAL E CONSTITUCIONAL. HABEAS CORPUS IMPETRADO CONTRA ATO DE MINISTRO DE TRIBUNAL SUPERIOR. INCOMPETÊNCIA DESTA CORTE. NECESSIDADE DO PRÉVIO ESGOTAMENTO DE INSTÂNCIA. CRIME DE RECEPTAÇÃO. ANÁLISE DOS REQUISITOS DE ADMISSIBILIDADE DE RECURSO ESPECIAL. IMPOSSIBILIDADE. PRECEDENTES. ORDEM DE HABEAS CORPUS EXTINTA POR INADEQUAÇÃO DA VIA ELEITA. 1. A competência desta Corte somente se inaugura com a prolação do ato colegiado, salvo as hipóteses de exceção à Súmula 691/Supremo Tribunal Federal. E não há de se estabelecer a possibilidade de flexibilização desta norma, pois, sendo matéria de direito estrito, não pode ser ampliada via interpretação para alcançar autoridades – no caso, membros de Tribunais Superiores – cujos atos não estão submetidos à apreciação do Supremo. 2. O artigo 34, inciso XVIII, do Regimento Interno do Superior Tribunal de Justiça, permite ao relator negar seguimento a pedido improcedente e incabível, fazendo-o sob as vestes de Tribunal. Entretanto, a competência do Supremo Tribunal Federal apenas exsurge se coator for o Tribunal Superior (Constituição Federal de 1988, artigo 102, inciso I, alínea ‘i’), e não a autoridade que subscreveu o ato impugnado, por isso que, in casu, impunha-se a interposição de agravo regimental, sob pena de malferimento da norma segundo a qual quando o coator for tribunal superior, a impetração de habeas 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5533594. Supremo Tribunal Federal HC 120252 / MG RECURSO IMPROVIDO. - Não se revela admissível a ação de ‘ habeas corpus ’ quando se pretende discutir os pressupostos de admissibilidade de recurso interposto perante o E. Superior Tribunal de Justiça. Precedentes. - Continua a ser de cinco (e não de dez) dias o prazo para interposição de agravo contra decisão denegatória de processamento de recurso extraordinário e/ou recurso especial deduzidos em sede processual penal, não se lhe aplicando a norma inscrita no art. 544, ‘caput’, do Código de Processo Civil, na redação dada pela Lei n 12.322/2010, subsistindo, em consequência, o enunciado constante da Súmula 699/Supremo Tribunal Federal. Precedente: ARE 639.846- -QO/SP, Rel. p/ o acórdão Min. LUIZ FUX, Pleno” (HC 113.429-AgR, Relator o Ministro Celso de Mello, DJe 17.5.2013, grifos nossos). “PENAL, PROCESSUAL PENAL E CONSTITUCIONAL. HABEAS CORPUS IMPETRADO CONTRA ATO DE MINISTRO DE TRIBUNAL SUPERIOR. INCOMPETÊNCIA DESTA CORTE. NECESSIDADE DO PRÉVIO ESGOTAMENTO DE INSTÂNCIA. CRIME DE RECEPTAÇÃO. ANÁLISE DOS REQUISITOS DE ADMISSIBILIDADE DE RECURSO ESPECIAL. IMPOSSIBILIDADE. PRECEDENTES. ORDEM DE HABEAS CORPUS EXTINTA POR INADEQUAÇÃO DA VIA ELEITA. 1. A competência desta Corte somente se inaugura com a prolação do ato colegiado, salvo as hipóteses de exceção à Súmula 691/Supremo Tribunal Federal. E não há de se estabelecer a possibilidade de flexibilização desta norma, pois, sendo matéria de direito estrito, não pode ser ampliada via interpretação para alcançar autoridades – no caso, membros de Tribunais Superiores – cujos atos não estão submetidos à apreciação do Supremo. 2. O artigo 34, inciso XVIII, do Regimento Interno do Superior Tribunal de Justiça, permite ao relator negar seguimento a pedido improcedente e incabível, fazendo-o sob as vestes de Tribunal. Entretanto, a competência do Supremo Tribunal Federal apenas exsurge se coator for o Tribunal Superior (Constituição Federal de 1988, artigo 102, inciso I, alínea ‘i’), e não a autoridade que subscreveu o ato impugnado, por isso que, in casu, impunha-se a interposição de agravo regimental, sob pena de malferimento da norma segundo a qual quando o coator for tribunal superior, a impetração de habeas 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5533594. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 17 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA HC 120252 / MG corpus nesta Corte não prescinde do prévio esgotamento de instância. 3. In casu, aponta-se como ato de constrangimento ilegal a decisão monocrática proferida pelo Ministro Sebastião Reis Júnior, do Superior Tribunal de Justiça, que negou provimento ao agravo de instrumento interposto contra decisão que não admitiu o recurso especial na origem. 4. Inexiste, na hipótese sub examine, excepcionalidade que justifique a concessão da ordem ex officio. 5. A via do habeas corpus, que tem por objeto a tutela da liberdade de locomoção, não pode ser utilizada para o reexame de pressupostos de admissibilidade de recursos. Precedentes: HC 112.756, Primeira Turma, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJ de 13.03.13; HC 113.660, Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJ de 13.02.13; HC 112.323, Primeira Turma, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJ de 25.09.12; HC 111.254, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJ de 28.09.12; HC 112.130, Segunda Turma, Relator o Ministro Ayres Britto, DJ de 08.06.12; HC 99.174, Segunda Turma, Relator o Ministro Ayres Britto, DJ de 11.05.12. 6. In casu, o agravo de instrumento interposto contra decisão que não admitiu o recurso especial na origem foi indeferido sob o fundamento de que aquele recurso não preenche os requisitos de admissibilidade necessários ao seu conhecimento; por isso que não compete a esta Corte proferir eventual juízo positivo de admissibilidade e determinar o processamento do recurso. 7. Ordem de habeas corpus extinta por inadequação da via eleita” (HC 113.468, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe 29.4.2013, grifos nossos). “HABEAS CORPUS. PROCESSUAL PENAL. AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DOS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. QUESTÕES ALHEIAS À PRIVAÇÃO DA LIBERDADE DE LOCOMOÇÃO. AUSÊNCIA DE ILEGALIDADE, CONTRANGIMENTO ILEGAL OU ABUSO DE PODER. ORDEM DENEGADA. I – A via estreita do habeas corpus não pode ser utilizada como sucedâneo de recurso, para discutir questões alheias à liberdade de locomoção, tais como ausência dos pressupostos de admissibilidade recursal. Precedentes. II – A decisão impugnada está em consonância com a jurisprudência 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5533594. Supremo Tribunal Federal HC 120252 / MG corpus nesta Corte não prescinde do prévio esgotamento de instância. 3. In casu, aponta-se como ato de constrangimento ilegal a decisão monocrática proferida pelo Ministro Sebastião Reis Júnior, do Superior Tribunal de Justiça, que negou provimento ao agravo de instrumento interposto contra decisão que não admitiu o recurso especial na origem. 4. Inexiste, na hipótese sub examine, excepcionalidade que justifique a concessão da ordem ex officio. 5. A via do habeas corpus, que tem por objeto a tutela da liberdade de locomoção, não pode ser utilizada para o reexame de pressupostos de admissibilidade de recursos. Precedentes: HC 112.756, Primeira Turma, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJ de 13.03.13; HC 113.660, Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJ de 13.02.13; HC 112.323, Primeira Turma, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJ de 25.09.12; HC 111.254, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJ de 28.09.12; HC 112.130, Segunda Turma, Relator o Ministro Ayres Britto, DJ de 08.06.12; HC 99.174, Segunda Turma, Relator o Ministro Ayres Britto, DJ de 11.05.12. 6. In casu, o agravo de instrumento interposto contra decisão que não admitiu o recurso especial na origem foi indeferido sob o fundamento de que aquele recurso não preenche os requisitos de admissibilidade necessários ao seu conhecimento; por isso que não compete a esta Corte proferir eventual juízo positivo de admissibilidade e determinar o processamento do recurso. 7. Ordem de habeas corpus extinta por inadequação da via eleita” (HC 113.468, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe 29.4.2013, grifos nossos). “HABEAS CORPUS. PROCESSUAL PENAL. AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DOS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. QUESTÕES ALHEIAS À PRIVAÇÃO DA LIBERDADE DE LOCOMOÇÃO. AUSÊNCIA DE ILEGALIDADE, CONTRANGIMENTO ILEGAL OU ABUSO DE PODER. ORDEM DENEGADA. I – A via estreita do habeas corpus não pode ser utilizada como sucedâneo de recurso, para discutir questões alheias à liberdade de locomoção, tais como ausência dos pressupostos de admissibilidade recursal. Precedentes. II – A decisão impugnada está em consonância com a jurisprudência 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5533594. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 17 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA HC 120252 / MG desta Corte no sentido de que incumbe ao agravante o dever de impugnar, de forma específica, cada um dos fundamentos da decisão questionada, sob pena de não conhecimento do recurso. III – Ordem denegada” (HC 113.660, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe 13.2.2013, grifos nossos). “AGRAVO REGIMENTAL. HABEAS CORPUS. TENTATIVA DE HOMICÍDIO. PEDIDO DE ANULAÇÃO DO JULGAMENTO DO PACIENTE PERANTE O TRIBUNAL DO JÚRI. MATÉRIA QUE NÃO FOI ENFRENTADA PELO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA, EM SEDE EXCEPCIONAL. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. PEÇAS DOS AUTOS QUE NÃO EVIDENCIAM ILEGALIDADE FLAGRANTE OU ABUSO DE PODER. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. O Superior Tribunal de Justiça não assume a posição de autoridade coatora quando se limita a afirmar a ausência dos pressupostos de admissibilidade do recurso especial ali interposto. Precedentes: HCs 85.195, da minha relatoria; 95.206, da relatoria do ministro Dias Toffoli; e 95.978-AgR, da relatoria da ministra Cármen Lúcia. 2. As peças dos autos não evidenciam nenhuma ilegalidade flagrante ou abuso de poder que autorize a concessão da ordem de ofício (inciso LXVIII do art. 5... da Constituição Federal de 1988/88). 3. Agravo regimental desprovido” (HC 99.174-AgR, Relator o Ministro Ayres Britto, DJe 26.8.2011, grifos nossos). 4. Ademais, tem-se que o juízo da 3... Vara Criminal da Comarca de Divinópolis/MG condenou o Paciente pela prática do delito previsto no art. 129, § 2..., inc. IV, do Código Penal. Fixou a pena-base em três anos de reclusão, tornando-a definitiva após a segunda e a terceira fases da dosimetria penal: “Para a individualização da pena do acusado Maurício Ferreira Júnior, atento ao comando do Art. 68 do Código Penal e pela análise das circunstâncias do Art. 59 do mesmo diploma legal, verifico que a culpabilidade, hoje entendida como juízo de censurabilidade, não extrapola a reprovabilidade prevista no próprio tipo penal. Portanto, 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5533594. Supremo Tribunal Federal HC 120252 / MG desta Corte no sentido de que incumbe ao agravante o dever de impugnar, de forma específica, cada um dos fundamentos da decisão questionada, sob pena de não conhecimento do recurso. III – Ordem denegada” (HC 113.660, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe 13.2.2013, grifos nossos). “AGRAVO REGIMENTAL. HABEAS CORPUS. TENTATIVA DE HOMICÍDIO. PEDIDO DE ANULAÇÃO DO JULGAMENTO DO PACIENTE PERANTE O TRIBUNAL DO JÚRI. MATÉRIA QUE NÃO FOI ENFRENTADA PELO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA, EM SEDE EXCEPCIONAL. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. PEÇAS DOS AUTOS QUE NÃO EVIDENCIAM ILEGALIDADE FLAGRANTE OU ABUSO DE PODER. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. O Superior Tribunal de Justiça não assume a posição de autoridade coatora quando se limita a afirmar a ausência dos pressupostos de admissibilidade do recurso especial ali interposto. Precedentes: HCs 85.195, da minha relatoria; 95.206, da relatoria do ministro Dias Toffoli; e 95.978-AgR, da relatoria da ministra Cármen Lúcia. 2. As peças dos autos não evidenciam nenhuma ilegalidade flagrante ou abuso de poder que autorize a concessão da ordem de ofício (inciso LXVIII do art. 5... da Constituição Federal de 1988/88). 3. Agravo regimental desprovido” (HC 99.174-AgR, Relator o Ministro Ayres Britto, DJe 26.8.2011, grifos nossos). 4. Ademais, tem-se que o juízo da 3... Vara Criminal da Comarca de Divinópolis/MG condenou o Paciente pela prática do delito previsto no art. 129, § 2..., inc. IV, do Código Penal. Fixou a pena-base em três anos de reclusão, tornando-a definitiva após a segunda e a terceira fases da dosimetria penal: “Para a individualização da pena do acusado Maurício Ferreira Júnior, atento ao comando do Art. 68 do Código Penal e pela análise das circunstâncias do Art. 59 do mesmo diploma legal, verifico que a culpabilidade, hoje entendida como juízo de censurabilidade, não extrapola a reprovabilidade prevista no próprio tipo penal. Portanto, 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5533594. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 17 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA HC 120252 / MG esta condição não lhe desfavorece. O réu não registra maus antecedentes, conforme se denota da CAC de fls. 112/115. Assim, esta condição não lhe desfavorece. A conduta social do réu Maurício Ferreira Júnior não foi suficientemente perquirida, não havendo como ser aferida. Assim, esta condição não lhe desabona. A personalidade do réu também não se pode aquilatar pelas provas dos autos. Assim sendo, esta condição não lhe desabona. O motivo do crime foi, segundo a vítima, ciúme excessivo do denunciado, seguida de uma discussão. Logo, entendo que esta condição não lhe desfavorece. As circunstâncias do crime, a meu ver, ressaltam em desfavor do denunciado, tendo ele agredido a vítima de repente. Portanto, esta condição lhe desfavorece. O crime praticado pelo acusado Maurício Ferreira Júnior não causou danos além dos que lhe são peculiares, ou seja, as lesões corporais graves na vítima. Assim, as consequências do crime não lhe são desfavoráveis. Não se pode dizer que o comportamento da vítima tenha contribuído para a prática do delito, o que não milita em desfavor de Maurício. O Art. 129, § 2..., do Código Penal Brasileiro comina penas de reclusão de dois a oito anos. Assim, considerando a análise do conjunto das circunstâncias judiciais, fixo a pena-base em 03 (três) anos de reclusão, por ser necessária e suficiente para a reprovação e prevenção do crime. Não há circunstâncias atenuantes ou agravantes da pena a serem consideradas. Em que pese o pedido do Ministério Público de se considerar o denunciado como reincidente, da análise da CAC, às fis. 112/115, observa-se que o denunciado fora beneficiado pela anistia nos delitos em que já havia contra o mesmo Sentença Penal Condenatória. De se observar que a anistia opera efeito ex nunc, ou seja, os benefícios da anistia retroagem, extinguindo a punibilidade e demais consequências de natureza penal. Logo, o denunciado, anistiado, não poderá se considerado como reincidente. 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5533594. Supremo Tribunal Federal HC 120252 / MG esta condição não lhe desfavorece. O réu não registra maus antecedentes, conforme se denota da CAC de fls. 112/115. Assim, esta condição não lhe desfavorece. A conduta social do réu Maurício Ferreira Júnior não foi suficientemente perquirida, não havendo como ser aferida. Assim, esta condição não lhe desabona. A personalidade do réu também não se pode aquilatar pelas provas dos autos. Assim sendo, esta condição não lhe desabona. O motivo do crime foi, segundo a vítima, ciúme excessivo do denunciado, seguida de uma discussão. Logo, entendo que esta condição não lhe desfavorece. As circunstâncias do crime, a meu ver, ressaltam em desfavor do denunciado, tendo ele agredido a vítima de repente. Portanto, esta condição lhe desfavorece. O crime praticado pelo acusado Maurício Ferreira Júnior não causou danos além dos que lhe são peculiares, ou seja, as lesões corporais graves na vítima. Assim, as consequências do crime não lhe são desfavoráveis. Não se pode dizer que o comportamento da vítima tenha contribuído para a prática do delito, o que não milita em desfavor de Maurício. O Art. 129, § 2..., do Código Penal Brasileiro comina penas de reclusão de dois a oito anos. Assim, considerando a análise do conjunto das circunstâncias judiciais, fixo a pena-base em 03 (três) anos de reclusão, por ser necessária e suficiente para a reprovação e prevenção do crime. Não há circunstâncias atenuantes ou agravantes da pena a serem consideradas. Em que pese o pedido do Ministério Público de se considerar o denunciado como reincidente, da análise da CAC, às fis. 112/115, observa-se que o denunciado fora beneficiado pela anistia nos delitos em que já havia contra o mesmo Sentença Penal Condenatória. De se observar que a anistia opera efeito ex nunc, ou seja, os benefícios da anistia retroagem, extinguindo a punibilidade e demais consequências de natureza penal. Logo, o denunciado, anistiado, não poderá se considerado como reincidente. 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5533594. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 17 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA HC 120252 / MG Não há causas específicas gerais ou especiais de diminuição ou de aumento de pena a serem consideradas. A míngua de outras circunstâncias modificadoras, tomo a pena definitiva em 03 (três) anos de reclusão” (grifos nossos). 5. A 1... Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Minas Gerais deu parcial provimento à Apelação Criminal n. 1.0223.03.113919-7/001, exclusiva da defesa, para desclassificar a conduta do Paciente para o art. 129, § 1..., inc. III, do Código Penal. Refez a dosimetria da pena e fixou a pena-base também em três anos, tornando-a definitiva, sem aumento da condenação: “Em relação á avaliação das condições circunstanciais, o que vejo é que a culpabilidade de fato é exacerbada, já que a prova dos autos nos dá conta de que o réu tinha pleno conhecimento do caráter ilícito da ação, mormente porque negou em todas as oportunidades a própria agressão, não havendo dúvida de que a ação, tal como produzida, se mostra reprovável, seja porque a agressão no âmbito de sua relação doméstica suscita condições mais reprováveis, mormente quando realizada com pessoa de compleição física diminuída em ataque contra integrante da unidade familiar e produzido, de forma inopinada, não deixando possibilidade de defesa, de modo que não veria como se mantivesse a benéfica avaliação produzida pela decisão hostilizada. Por outro lado, as circunstâncias antecedentes ao fato não conduzem a uma avaliação benéfica, já que o réu tinha uma série de envolvimentos criminais anteriores, inclusive condenações que foram extintas no momento da execução, conforme nos dá conta a Certidão de Antecedentes Criminais de fls. 112 a 114. A personalidade é de fato dissocial, o que se vislumbra pela só forma reiterada que vem adotando ações ilícitas contra o patrimônio alheio, envolvendo-se, também, com drogas, o que revela uma real propensão à criminalidade. Sua conduta social, ao contrário do que imagina o Juízo, revela- se, também, desfavorável, já que o que se vê dos autos é que o réu, no seu papel familiar, se mostrava violento, não havendo prova alguma de 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5533594. Supremo Tribunal Federal HC 120252 / MG Não há causas específicas gerais ou especiais de diminuição ou de aumento de pena a serem consideradas. A míngua de outras circunstâncias modificadoras, tomo a pena definitiva em 03 (três) anos de reclusão” (grifos nossos). 5. A 1... Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Minas Gerais deu parcial provimento à Apelação Criminal n. 1.0223.03.113919-7/001, exclusiva da defesa, para desclassificar a conduta do Paciente para o art. 129, § 1..., inc. III, do Código Penal. Refez a dosimetria da pena e fixou a pena-base também em três anos, tornando-a definitiva, sem aumento da condenação: “Em relação á avaliação das condições circunstanciais, o que vejo é que a culpabilidade de fato é exacerbada, já que a prova dos autos nos dá conta de que o réu tinha pleno conhecimento do caráter ilícito da ação, mormente porque negou em todas as oportunidades a própria agressão, não havendo dúvida de que a ação, tal como produzida, se mostra reprovável, seja porque a agressão no âmbito de sua relação doméstica suscita condições mais reprováveis, mormente quando realizada com pessoa de compleição física diminuída em ataque contra integrante da unidade familiar e produzido, de forma inopinada, não deixando possibilidade de defesa, de modo que não veria como se mantivesse a benéfica avaliação produzida pela decisão hostilizada. Por outro lado, as circunstâncias antecedentes ao fato não conduzem a uma avaliação benéfica, já que o réu tinha uma série de envolvimentos criminais anteriores, inclusive condenações que foram extintas no momento da execução, conforme nos dá conta a Certidão de Antecedentes Criminais de fls. 112 a 114. A personalidade é de fato dissocial, o que se vislumbra pela só forma reiterada que vem adotando ações ilícitas contra o patrimônio alheio, envolvendo-se, também, com drogas, o que revela uma real propensão à criminalidade. Sua conduta social, ao contrário do que imagina o Juízo, revela- se, também, desfavorável, já que o que se vê dos autos é que o réu, no seu papel familiar, se mostrava violento, não havendo prova alguma de 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5533594. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 17 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA HC 120252 / MG que tenha trabalho lícito, ou que sustente boas relações no distrito da culpa, tornando patentes condições desfavoráveis a recrudescerem o caráter retributivo da imposição penal. Os motivos do crime que foi o excessivo ciúmes do réu, situação que ao contrário de se mostrar benéfica, acaba sendo circunstâncias desfavorável, porque supõe até mesmo uma falta de avaliação sobre o significado do amor que se deve dedicar a qualquer companheira. As circunstâncias que revelam ataque inopinado, não permitindo sequer a defesa, além de expor covardia pela natural força do homem frente ao sexo oposto, o que lhe desabona. As consequências que seriam próprias do tipo penal que exige que a lesão cause debilidade permanente, tal como declinado no Auto de Corpo de Delito. O comportamento da vítima que, ao contrário das ponderações do digno Juízo, acabam atenuando a imposição penal, porque tinha pleno conhecimento da condição violenta do réu e mesmo assim tomou a postura de manter-se no local, vindo a ser agredida em função de sua própria postura que poderia ter sido atenuada acaso tivesse simplesmente vislumbrado que seria, mais uma vez, agredida. De modo que o plexo das condições circunstanciais forjam, de fato, um contexto altamente desfavorável, sustentando a média imposição penal ao réu, já que a fixação em patamar superior importaria em reforma em prejuízo do réu, o que não seria mesmo admissível, de modo que imponho a pena-base, pela ação, em 3 (três) anos de reclusão. Na segunda fase, ao contrário das ponderações do culto Juízo, penso que a extinção da pena pelo indulto, não retira os efeitos da própria condenação, senão extingue a própria imposição penal derivada, não afastando a reincidência, no entanto, em função das condições do art. 617 do Código de Processo Penal, mantenho a pena no patamar aplicado. Na terceira fase, inexistindo, à data do fato, causas gerais ou especiais de aumento ou de diminuição de pena, mantenho a pena tal como aplicada, tornando-lhe definitiva em 3 (três) anos de reclusão” (grifos nossos). 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5533594. Supremo Tribunal Federal HC 120252 / MG que tenha trabalho lícito, ou que sustente boas relações no distrito da culpa, tornando patentes condições desfavoráveis a recrudescerem o caráter retributivo da imposição penal. Os motivos do crime que foi o excessivo ciúmes do réu, situação que ao contrário de se mostrar benéfica, acaba sendo circunstâncias desfavorável, porque supõe até mesmo uma falta de avaliação sobre o significado do amor que se deve dedicar a qualquer companheira. As circunstâncias que revelam ataque inopinado, não permitindo sequer a defesa, além de expor covardia pela natural força do homem frente ao sexo oposto, o que lhe desabona. As consequências que seriam próprias do tipo penal que exige que a lesão cause debilidade permanente, tal como declinado no Auto de Corpo de Delito. O comportamento da vítima que, ao contrário das ponderações do digno Juízo, acabam atenuando a imposição penal, porque tinha pleno conhecimento da condição violenta do réu e mesmo assim tomou a postura de manter-se no local, vindo a ser agredida em função de sua própria postura que poderia ter sido atenuada acaso tivesse simplesmente vislumbrado que seria, mais uma vez, agredida. De modo que o plexo das condições circunstanciais forjam, de fato, um contexto altamente desfavorável, sustentando a média imposição penal ao réu, já que a fixação em patamar superior importaria em reforma em prejuízo do réu, o que não seria mesmo admissível, de modo que imponho a pena-base, pela ação, em 3 (três) anos de reclusão. Na segunda fase, ao contrário das ponderações do culto Juízo, penso que a extinção da pena pelo indulto, não retira os efeitos da própria condenação, senão extingue a própria imposição penal derivada, não afastando a reincidência, no entanto, em função das condições do art. 617 do Código de Processo Penal, mantenho a pena no patamar aplicado. Na terceira fase, inexistindo, à data do fato, causas gerais ou especiais de aumento ou de diminuição de pena, mantenho a pena tal como aplicada, tornando-lhe definitiva em 3 (três) anos de reclusão” (grifos nossos). 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5533594. Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 17 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA HC 120252 / MG 6. Dessa forma, embora nas instâncias antecedentes tenham sido apresentados exames distintos nas três fases da dosimetria penal, tem-se que a pena imposta ao Paciente não foi majorada em julgamento de recurso exclusivo da defesa, seja quanto à pena-base seja quanto à pena definitiva, pelo que não há se cogitar de reformatio in pejus. Na mesma linha, o parecer da Procuradoria-Geral da República: “Na espécie, o acórdão atacado, ao examinar recurso exclusivo da defesa, não incorreu em reformatio in pejus por ocasião da desclassificação delitiva, uma vez que apenas foi realizada a alteração da capitulação jurídica do crime imputado ao paciente (emendatio libelli), não tendo ocorrido qualquer exasperação da pena aplicada – que permaneceu inalterada4 - ou agravamento do regime prisional”. 7. Pelo que decidido nas instâncias antecedentes, tem-se que, na fixação da pena-base, foi considerada fundamentação idônea para valorar negativamente as circunstâncias judiciais. Portanto, não se mostra juridicamente desproporcional a pena-base fixada em três anos de reclusão. 8. Este Supremo Tribunal assentou ser inexigível a “fundamentação exaustiva das circunstâncias judiciais consideradas, uma vez que a sentença deve ser lida em seu todo” (RHC 90.531, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJ 27.4.2007). 9. O habeas corpus não se presta para ponderar, em concreto, a suficiência das circunstâncias judiciais invocadas pelas instâncias de mérito para a majoração da pena (RHC 114.742, Relator o Ministro Dias Toffoli, DJe 8.11.2012; RHC 98.358, de minha relatoria, DJe 16.4.2010; HC 111.668, Relator o Ministro Dias Toffoli, DJe 16.4.2012; HC 101.892, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe 27.9.2011; HC 107.626, de minha relatoria, DJe 20.10.2011; HC 97.677, de minha relatoria, DJe 18.12.2009; HC 87.684, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ 25.8.2006; HC 10 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5533594. Supremo Tribunal Federal HC 120252 / MG 6. Dessa forma, embora nas instâncias antecedentes tenham sido apresentados exames distintos nas três fases da dosimetria penal, tem-se que a pena imposta ao Paciente não foi majorada em julgamento de recurso exclusivo da defesa, seja quanto à pena-base seja quanto à pena definitiva, pelo que não há se cogitar de reformatio in pejus. Na mesma linha, o parecer da Procuradoria-Geral da República: “Na espécie, o acórdão atacado, ao examinar recurso exclusivo da defesa, não incorreu em reformatio in pejus por ocasião da desclassificação delitiva, uma vez que apenas foi realizada a alteração da capitulação jurídica do crime imputado ao paciente (emendatio libelli), não tendo ocorrido qualquer exasperação da pena aplicada – que permaneceu inalterada4 - ou agravamento do regime prisional”. 7. Pelo que decidido nas instâncias antecedentes, tem-se que, na fixação da pena-base, foi considerada fundamentação idônea para valorar negativamente as circunstâncias judiciais. Portanto, não se mostra juridicamente desproporcional a pena-base fixada em três anos de reclusão. 8. Este Supremo Tribunal assentou ser inexigível a “fundamentação exaustiva das circunstâncias judiciais consideradas, uma vez que a sentença deve ser lida em seu todo” (RHC 90.531, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJ 27.4.2007). 9. O habeas corpus não se presta para ponderar, em concreto, a suficiência das circunstâncias judiciais invocadas pelas instâncias de mérito para a majoração da pena (RHC 114.742, Relator o Ministro Dias Toffoli, DJe 8.11.2012; RHC 98.358, de minha relatoria, DJe 16.4.2010; HC 111.668, Relator o Ministro Dias Toffoli, DJe 16.4.2012; HC 101.892, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe 27.9.2011; HC 107.626, de minha relatoria, DJe 20.10.2011; HC 97.677, de minha relatoria, DJe 18.12.2009; HC 87.684, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ 25.8.2006; HC 10 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5533594. Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 17 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA HC 120252 / MG 88.132, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ 2.6.2006; e RHC 90.525, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ 25.5.2007, entre outros). 10. Pelo exposto, voto pela denegação da ordem. 11 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5533594. Supremo Tribunal Federal HC 120252 / MG 88.132, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ 2.6.2006; e RHC 90.525, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ 25.5.2007, entre outros). 10. Pelo exposto, voto pela denegação da ordem. 11 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5533594. Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 17 Extrato de Ata - 25/03/2014 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 120.252 PROCED. : MINAS GERAIS RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA PACTE.(S) : MAURICIO FERREIRA JUNIOR IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por votação unânime, denegou a ordem, nos termos do voto da Relatora. 2... Turma, 25.03.2014. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 5534397 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 120.252 PROCED. : MINAS GERAIS RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA PACTE.(S) : MAURICIO FERREIRA JUNIOR IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por votação unânime, denegou a ordem, nos termos do voto da Relatora. 2... Turma, 25.03.2014. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 5534397 Inteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 17
{ "JURISPRUDENCIA": [ "HABEAS CORPUS 120 . 252", "HC 120252 / MG", "HC 120252 / MG", "HABEAS CORPUS 120 . 252", "HABEAS CORPUS 120 . 252", "Agravo Regimental no Agravo em Recurso Especial n . 62 . 070", "HC 120252 / MG", "HC 120252 / MG", "HC 120252", "HC 120252 / MG", "HABEAS CORPUS 120 . 252", "óbice sumular 284 / Supremo Tribunal Federal", "HABEAS CORPUS 120 . 252", "HC 120252 / MG", "Súmula 284 / Supremo Tribunal Federal", "HC 142 . 443 / SP", "Súmula 83 / Superior Tribunal de Justiça", "HC 120252 / MG", "Súmula 284 / Supremo Tribunal Federal", "HC 142 . 443 / SP", "Súmula 83 / Superior Tribunal de Justiça", "HC 120252 / MG", "Súmula 284 / Supremo Tribunal Federal", "HC 142 . 443 / SP", "Súmula 83 / Superior Tribunal", "SÚMULA 699 / Supremo Tribunal Federal", "HC 120252 / MG", "Súmula 284 / Supremo Tribunal Federal", "HC 142 . 443 / SP", "Súmula 83 / Superior Tribunal de Justiça", "SÚMULA 699 /", "HC 120252 / MG", "Súmula 699 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 639 . 846 - - QO / SP", "HC 113 . 429 - AgR", "Súmula 691 / Supremo Tribunal Federal", "HC 120252 / MG", "Súmula 699 / Supremo", "ARE 639 . 846 - - QO / SP", "HC 113 . 429 - AgR", "Súmula 691 / Supremo Tribunal Federal", "HC 120252 / MG", "HC 112 . 756", "HC 113 . 660", "HC 112 . 323", "HC 111 . 254", "HC 112 . 130", "HC 99 . 174", "HC 113 . 468", "HC 120252 / MG", "HC 112 . 756", "HC 113 . 660", "HC 112 . 323", "HC 111 . 254", "HC 112 . 130", "HC 99 . 174", "HC 113 . 468", "HC 120252 / MG", "HC 113 . 660", "HCs 85 . 195", "95", ".", "206", "95", ".", "978", "-", "AgR", "HC 99 . 174 - AgR", "HC 120252 / MG", "HC 113 . 660", "HCs 85 . 195", "95", ".", "206", "95", ".", "978", "-", "AgR", "HC 99 . 174 - AgR", "HC 120252 / MG", "HC 120252 / MG", "HC 120252 / MG", "Apelação Criminal n . 1 . 0223 . 03 . 113919 - 7 / 001", "HC 120252 / MG", "Apelação Criminal n . 1 . 0223 . 03 . 113919 - 7 / 001", "HC 120252 / MG", "HC 120252 / MG", "HC 120252 / MG", "RHC 90 . 531", "RHC 114 . 742", "RHC 98 . 358", "HC 111 . 668", "HC 101 . 892", "HC 107 . 626", "HC 97 . 677", "HC 87 . 684", "HC 10", "HC 120252 / MG", "RHC 90 . 531", "RHC 114 . 742", "RHC 98 . 358", "HC 111 . 668", "HC 101 . 892", "HC 107 . 626", "HC 97 . 677", "HC 87 . 684", "HC 10", "HC 120252 / MG 88 . 132", "RHC 90 . 525", "HC 120252 /", "RHC 90 . 525", "HABEAS CORPUS 120 . 252", "HABEAS CORPUS 120 . 252" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 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Ementa e Acórdão 25/03/2014 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 119.183 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI PACTE.(S) :DAVID CHRISTIAN DE SOUZA BENEVIDES IMPTE.(S) :DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA EMENTA: HABEAS CORPUS. PROCESSUAL PENAL. TRÁFICO DE DROGAS. SUPERVENIÊNCIA DE SENTENÇA CONDENATÓRIA QUE MANTÉM OS FUNDAMENTOS DA CUSTÓDIA CAUTELAR. AUSÊNCIA DE PREJUÍZO. ORDEM CONCEDIDA. 1. Segundo a jurisprudência do STF, não há perda de objeto do habeas corpus quando a sentença condenatória superveniente mantém a custódia cautelar pelos mesmos fundamentos do decreto de prisão preventiva originário. Não há razão lógica e jurídica para obrigar a defesa a renovar o pedido de liberdade perante as instâncias subsequentes, impondo-lhe a obrigação de impugnar novamente os mesmos fundamentos que embasaram a custódia cautelar. O que acarreta a prejudicialidade da impetração é a sentença posterior que invoca motivação diversa do decreto prisional anterior. Precedentes. 2. Não revela suficiente, para impedir o exame da impetração, a alegação genérica e automática de que a sentença condenatória superveniente configura o surgimento de um novo título prisional (agora respaldado nos elementos de prova colhidos na instrução criminal), pois os argumentos da espécie não guardam, evidentemente, pertinência com os pressupostos de cautelaridade inerentes à prisão preventiva (art. 312 do CPP). 3. No caso, o Min. Relator do Superior Tribunal de Justiça julgou prejudicado o pedido de habeas corpus, sob o fundamento de que a superveniência de novo título teria inaugurado “situação processual nova, diversa da apresentada à autoridade responsável pela constrição”. Entretanto, a sentença condenatória manteve a segregação cautelar do paciente sob os mesmos do decreto de prisão preventiva anterior. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5560759. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Ementa e Acórdão HC 119183 / MG 4. Ordem concedida para que o Superior Tribunal de Justiça apresente o habeas corpus a novo julgamento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência da Ministra CÁRMEN LÚCIA, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade, em conceder a ordem, para que o Superior Tribunal de Justiça submeta a novo julgamento o HC 267.671/MG, nos termos do voto do Relator. Brasília, 25 de março de 2014. Ministro TEORI ZAVASCKI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5560759. Supremo Tribunal Federal HC 119183 / MG 4. Ordem concedida para que o Superior Tribunal de Justiça apresente o habeas corpus a novo julgamento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência da Ministra CÁRMEN LÚCIA, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade, em conceder a ordem, para que o Superior Tribunal de Justiça submeta a novo julgamento o HC 267.671/MG, nos termos do voto do Relator. Brasília, 25 de março de 2014. Ministro TEORI ZAVASCKI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5560759. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório 25/03/2014 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 119.183 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI PACTE.(S) :DAVID CHRISTIAN DE SOUZA BENEVIDES IMPTE.(S) :DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de habeas corpus impetrado em favor de David Christian de Souza Benevides contra acórdão proferido pela Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça, que negou provimento ao AgRg no HC 267.671/MG, nos termos da seguinte ementa: “AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. TRÁFICO DE DROGAS. PLEITO PELA REVOGAÇÃO DA PRISÃO PREVENTIVA. AUSÊNCIA DE REQUISITOS AUTORIZADORES PARA A PRISÃO CAUTELAR. SUPERVENIÊNCIA DE SENTENÇA CONDENATÓRIA. NOVO TÍTULO. PERDA DE OBJETO. 1. Com a superveniência de sentença condenatória, em que se manteve a prisão cautelar, fica prejudicado o writ anteriormente impetrado, vez que a medida, a partir de então, tem novo título. 2. O art. 387, parágrafo único, do Código de Processo Penal, com a redação conferida pela Lei nº 11.719/08, determina que o juiz fundamente a necessidade da manutenção da segregação cautelar ao proferir sentença condenatória, mas eventual análise pela instância especial, fica condicionada ao prévio pronunciamento do Tribunal a quo. 3. Agravo regimental a que se nega provimento.” Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5560760. Supremo Tribunal Federal 25/03/2014 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 119.183 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI PACTE.(S) :DAVID CHRISTIAN DE SOUZA BENEVIDES IMPTE.(S) :DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de habeas corpus impetrado em favor de David Christian de Souza Benevides contra acórdão proferido pela Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça, que negou provimento ao AgRg no HC 267.671/MG, nos termos da seguinte ementa: “AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. TRÁFICO DE DROGAS. PLEITO PELA REVOGAÇÃO DA PRISÃO PREVENTIVA. AUSÊNCIA DE REQUISITOS AUTORIZADORES PARA A PRISÃO CAUTELAR. SUPERVENIÊNCIA DE SENTENÇA CONDENATÓRIA. NOVO TÍTULO. PERDA DE OBJETO. 1. Com a superveniência de sentença condenatória, em que se manteve a prisão cautelar, fica prejudicado o writ anteriormente impetrado, vez que a medida, a partir de então, tem novo título. 2. O art. 387, parágrafo único, do Código de Processo Penal, com a redação conferida pela Lei nº 11.719/08, determina que o juiz fundamente a necessidade da manutenção da segregação cautelar ao proferir sentença condenatória, mas eventual análise pela instância especial, fica condicionada ao prévio pronunciamento do Tribunal a quo. 3. Agravo regimental a que se nega provimento.” Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5560760. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Relatório HC 119183 / MG Sustenta a impetrante, em síntese, que (a) “o habeas corpus não está prejudicado pela perda de objeto decorrente da superveniência da sentença, título prisional mais recente do que o atacado no writ, afinal, os argumentos são os mesmos, vagos e imprecisos, sem lastro fático, sem modificação nuclear dos fundamentos do título prisional que deu origem ao presente HC”; (b) “ademais, a decisão impugnada foi baseada segundo informações tiradas do site do tribunal local, sem maiores detalhes sobre os motivos da ratificação da custódia na sentença”. Requer a concessão da ordem, para determinar ao STJ que julgue o mérito do habeas corpus. Em parecer, a Procuradoria-Geral da República manifesta-se pelo não conhecimento da impetração. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5560760. Supremo Tribunal Federal HC 119183 / MG Sustenta a impetrante, em síntese, que (a) “o habeas corpus não está prejudicado pela perda de objeto decorrente da superveniência da sentença, título prisional mais recente do que o atacado no writ, afinal, os argumentos são os mesmos, vagos e imprecisos, sem lastro fático, sem modificação nuclear dos fundamentos do título prisional que deu origem ao presente HC”; (b) “ademais, a decisão impugnada foi baseada segundo informações tiradas do site do tribunal local, sem maiores detalhes sobre os motivos da ratificação da custódia na sentença”. Requer a concessão da ordem, para determinar ao STJ que julgue o mérito do habeas corpus. Em parecer, a Procuradoria-Geral da República manifesta-se pelo não conhecimento da impetração. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5560760. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI 25/03/2014 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 119.183 MINAS GERAIS V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. Segundo a jurisprudência predominante do STF, não há perda de objeto do habeas corpus quando a sentença condenatória superveniente mantém a custódia cautelar pelos mesmos fundamentos do decreto prisional originário. Precedentes: HC 114616, Relator(a): Min. TEORI ZAVASCKI, Segunda Turma, DJe de 17-09-2013; HC 113185, Relator(a): Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 17-12-2012; HC 110518, Relator(a): Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 20-03-2012; HC 116491, Relator(a): Min. GILMAR MENDES, Segunda Turma, DJe de 25- 06-2013; HC 117474, Relator(a): Min. TEORI ZAVASCKI, Segunda Turma, DJe de 05-11-2013; HC 119396, Relator(a): Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 14-02-2014, este último assim ementado: “HABEAS CORPUS. CONSTITUCIONAL. PENAL. HOMICÍDIO. 1. FUNDAMENTOS DA PRISÃO CAUTELAR. MATÉRIA NÃO APRECIADA NO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. 2. SUPERVENIÊNCIA DE SENTENÇA CONDENATÓRIA. PRISÃO MANTIDA PELOS MESMOS FUNDAMENTOS. INEXISTÊNCIA DE PREJUÍZO. ORDEM CONCEDIDA DE OFÍCIO. 1. A questão dos fundamentos da prisão cautelar do Paciente não foi objeto de exame pela autoridade coatora, que se restringiu a julgar prejudicada a impetração no Superior Tribunal de Justiça pela superveniência da sentença condenatória e pela substituição do título prisional. Este Supremo Tribunal assentou a impossibilidade de atuação jurisdicional quando a decisão impugnada no habeas corpus não tenha cuidado da matéria objeto do pedido apresentado na nova ação, sob pena de supressão de instância. 2. Diversamente do que afirmado pelo Ministro Moura Ribeiro, do Superior Tribunal de Justiça, não se há falar em prejuízo do Habeas Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5560761. Supremo Tribunal Federal 25/03/2014 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 119.183 MINAS GERAIS V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. Segundo a jurisprudência predominante do STF, não há perda de objeto do habeas corpus quando a sentença condenatória superveniente mantém a custódia cautelar pelos mesmos fundamentos do decreto prisional originário. Precedentes: HC 114616, Relator(a): Min. TEORI ZAVASCKI, Segunda Turma, DJe de 17-09-2013; HC 113185, Relator(a): Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 17-12-2012; HC 110518, Relator(a): Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 20-03-2012; HC 116491, Relator(a): Min. GILMAR MENDES, Segunda Turma, DJe de 25- 06-2013; HC 117474, Relator(a): Min. TEORI ZAVASCKI, Segunda Turma, DJe de 05-11-2013; HC 119396, Relator(a): Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 14-02-2014, este último assim ementado: “HABEAS CORPUS. CONSTITUCIONAL. PENAL. HOMICÍDIO. 1. FUNDAMENTOS DA PRISÃO CAUTELAR. MATÉRIA NÃO APRECIADA NO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. 2. SUPERVENIÊNCIA DE SENTENÇA CONDENATÓRIA. PRISÃO MANTIDA PELOS MESMOS FUNDAMENTOS. INEXISTÊNCIA DE PREJUÍZO. ORDEM CONCEDIDA DE OFÍCIO. 1. A questão dos fundamentos da prisão cautelar do Paciente não foi objeto de exame pela autoridade coatora, que se restringiu a julgar prejudicada a impetração no Superior Tribunal de Justiça pela superveniência da sentença condenatória e pela substituição do título prisional. Este Supremo Tribunal assentou a impossibilidade de atuação jurisdicional quando a decisão impugnada no habeas corpus não tenha cuidado da matéria objeto do pedido apresentado na nova ação, sob pena de supressão de instância. 2. Diversamente do que afirmado pelo Ministro Moura Ribeiro, do Superior Tribunal de Justiça, não se há falar em prejuízo do Habeas Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5560761. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI HC 119183 / MG Corpus n. 274.495. Conforme reiterada jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, o habeas corpus fica prejudicado apenas quando a sentença condenatória que mantém o réu preso utiliza fundamentos diversos do decreto de prisão preventiva, o que não ocorreu na espécie vertente. 3. Habeas corpus não conhecido. Ordem concedida de ofício para determinar ao Superior Tribunal de Justiça que examine o mérito da impetração.” Ora, não há razão lógica e jurídica para obrigar a defesa a renovar o pedido de liberdade perante as instâncias subsequentes – o que, inclusive, contribuiria para o aumento de número de processos –, impondo-lhe a obrigação de impugnar novamente os mesmos fundamentos que embasaram a custódia cautelar. Não revela suficiente, para impedir o exame da impetração, a alegação genérica e automática de que a sentença condenatória configura o surgimento de um novo título prisional (agora respaldado nos elementos de prova colhidos na instrução criminal), já que argumentos da espécie não guardam, evidentemente, pertinência com a cautelaridade inerente à prisão preventiva, ou seja, com os pressupostos variáveis descritos no art. 312 do CPP: (a) garantia da ordem pública; ou (b) garantia da ordem econômica; ou (c) por conveniência da instrução criminal; ou (d) para assegurar a aplicação da lei penal do CPP. Por isso mesmo é que a perda de objeto do habeas corpus somente se justifica quando a sentença condenatória invocar fundamentos diversos do decreto prisional originário. É que nesse caso a defesa deverá impugná-los especificamente no órgão judicial competente, sob pena de apreciação da matéria per saltum. 2. No caso, o Ministro Campos Marques (desembargador convocado), do Superior Tribunal de Justiça, julgou prejudicado o pedido de habeas corpus, sob o fundamento de que a superveniência da sentença condenatória teria inaugurado “situação processual nova, diversa da apresentada à autoridade responsável pela constrição” (doc. 05, fl. 57). Interposto agravo regimental pela defesa, a Quinta Turma do STJ negou 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5560761. Supremo Tribunal Federal HC 119183 / MG Corpus n. 274.495. Conforme reiterada jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, o habeas corpus fica prejudicado apenas quando a sentença condenatória que mantém o réu preso utiliza fundamentos diversos do decreto de prisão preventiva, o que não ocorreu na espécie vertente. 3. Habeas corpus não conhecido. Ordem concedida de ofício para determinar ao Superior Tribunal de Justiça que examine o mérito da impetração.” Ora, não há razão lógica e jurídica para obrigar a defesa a renovar o pedido de liberdade perante as instâncias subsequentes – o que, inclusive, contribuiria para o aumento de número de processos –, impondo-lhe a obrigação de impugnar novamente os mesmos fundamentos que embasaram a custódia cautelar. Não revela suficiente, para impedir o exame da impetração, a alegação genérica e automática de que a sentença condenatória configura o surgimento de um novo título prisional (agora respaldado nos elementos de prova colhidos na instrução criminal), já que argumentos da espécie não guardam, evidentemente, pertinência com a cautelaridade inerente à prisão preventiva, ou seja, com os pressupostos variáveis descritos no art. 312 do CPP: (a) garantia da ordem pública; ou (b) garantia da ordem econômica; ou (c) por conveniência da instrução criminal; ou (d) para assegurar a aplicação da lei penal do CPP. Por isso mesmo é que a perda de objeto do habeas corpus somente se justifica quando a sentença condenatória invocar fundamentos diversos do decreto prisional originário. É que nesse caso a defesa deverá impugná-los especificamente no órgão judicial competente, sob pena de apreciação da matéria per saltum. 2. No caso, o Ministro Campos Marques (desembargador convocado), do Superior Tribunal de Justiça, julgou prejudicado o pedido de habeas corpus, sob o fundamento de que a superveniência da sentença condenatória teria inaugurado “situação processual nova, diversa da apresentada à autoridade responsável pela constrição” (doc. 05, fl. 57). Interposto agravo regimental pela defesa, a Quinta Turma do STJ negou 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5560761. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI HC 119183 / MG provimento ao recurso, nos termos do voto do relator, sem ingressar no mérito da impetração (doc. 05, fls. 77/84). Entretanto, a sentença condenatória manteve a segregação cautelar do paciente, sob os mesmos fundamentos expostos no decreto de prisão preventiva originário. A propósito, o seguinte excerto da sentença (doc. 21, fl. 09): “Desta forma, preso em flagrante e, permanecendo preso durante a instrução criminal e ao final, condenado pela prática de crime equiparado aos hediondos, deverá o acusado permanecer no local em que se encontra. Além disso, creio que ainda estão presentes os motivos que ensejaram a manutenção da medida até esta fase processual.” Vê-se, pois, que a sentença condenatória não aduziu novos fundamentos para manter a prisão cautelar do paciente. Fez apenas remissão aos motivos ensejadores da medida constritiva anterior. Desse modo, não há falar em perda superveniente de objeto do habeas corpus impetrado no Superior Tribunal de Justiça. 3. Com essas considerações, concedo a ordem, para que o Superior Tribunal de Justiça submeta a novo julgamento o HC 267.671/MG, nos termos da fundamentação. É o voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5560761. Supremo Tribunal Federal HC 119183 / MG provimento ao recurso, nos termos do voto do relator, sem ingressar no mérito da impetração (doc. 05, fls. 77/84). Entretanto, a sentença condenatória manteve a segregação cautelar do paciente, sob os mesmos fundamentos expostos no decreto de prisão preventiva originário. A propósito, o seguinte excerto da sentença (doc. 21, fl. 09): “Desta forma, preso em flagrante e, permanecendo preso durante a instrução criminal e ao final, condenado pela prática de crime equiparado aos hediondos, deverá o acusado permanecer no local em que se encontra. Além disso, creio que ainda estão presentes os motivos que ensejaram a manutenção da medida até esta fase processual.” Vê-se, pois, que a sentença condenatória não aduziu novos fundamentos para manter a prisão cautelar do paciente. Fez apenas remissão aos motivos ensejadores da medida constritiva anterior. Desse modo, não há falar em perda superveniente de objeto do habeas corpus impetrado no Superior Tribunal de Justiça. 3. Com essas considerações, concedo a ordem, para que o Superior Tribunal de Justiça submeta a novo julgamento o HC 267.671/MG, nos termos da fundamentação. É o voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5560761. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 25/03/2014 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 119.183 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI PACTE.(S) : DAVID CHRISTIAN DE SOUZA BENEVIDES IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por votação unânime, concedeu a ordem, para que o Superior Tribunal de Justiça submeta a novo julgamento o HC 267.671/MG, nos termos do voto do Relator. 2ª Turma, 25.03.2014. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 5597167 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 119.183 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI PACTE.(S) : DAVID CHRISTIAN DE SOUZA BENEVIDES IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por votação unânime, concedeu a ordem, para que o Superior Tribunal de Justiça submeta a novo julgamento o HC 267.671/MG, nos termos do voto do Relator. 2ª Turma, 25.03.2014. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 5597167 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=5634453
2014-03-25T00:00:00
2014-04-10T00:00:00
A Turma, por votação unânime, concedeu a ordem, para que o Superior Tribunal de Justiça submeta a novo julgamento o HC 267.671/MG, nos termos do voto do Relator. 2ª Turma, 25.03.2014.
HABEAS CORPUS
Ementa: HABEAS CORPUS. PROCESSUAL PENAL. TRÁFICO DE DROGAS. SUPERVENIÊNCIA DE SENTENÇA CONDENATÓRIA QUE MANTÉM OS FUNDAMENTOS DA CUSTÓDIA CAUTELAR. AUSÊNCIA DE PREJUÍZO. ORDEM CONCEDIDA. 1. Segundo a jurisprudência do STF, não há perda de objeto do habeas corpus quando a sentença condenatória superveniente mantém a custódia cautelar pelos mesmos fundamentos do decreto de prisão preventiva originário. Não há razão lógica e jurídica para obrigar a defesa a renovar o pedido de liberdade perante as instâncias subsequentes, impondo-lhe a obrigação de impugnar novamente os mesmos fundamentos que embasaram a custódia cautelar. O que acarreta a prejudicialidade da impetração é a sentença posterior que invoca motivação diversa do decreto prisional anterior. Precedentes. 2. Não revela suficiente, para impedir o exame da impetração, a alegação genérica e automática de que a sentença condenatória superveniente configura o surgimento de um novo título prisional (agora respaldado nos elementos de prova colhidos na instrução criminal), pois os argumentos da espécie não guardam, evidentemente, pertinência com os pressupostos de cautelaridade inerentes à prisão preventiva (art. 312 do CPP). 3. No caso, o Min. Relator do Superior Tribunal de Justiça julgou prejudicado o pedido de habeas corpus, sob o fundamento de que a superveniência de novo título teria inaugurado “situação processual nova, diversa da apresentada à autoridade responsável pela constrição”. Entretanto, a sentença condenatória manteve a segregação cautelar do paciente sob os mesmos do decreto de prisão preventiva anterior. 4. Ordem concedida para que o Superior Tribunal de Justiça apresente o habeas corpus a novo julgamento.
sjur260607
- Acórdão(s) citado(s): (HC, PERDA DE OBJETO) HC 110518 (2ªT), HC 113185 (2ªT), HC 114616 (2ªT), HC 116491 (2ªT), HC 117474 (2ªT), HC 119396 (2ªT). Número de páginas: 8. Análise: 23/04/2014, TIA.
TEORI ZAVASCKI
Segunda Turma
119183
[ "LEG-FED DEL-003689 ANO-1941\n ART-00312\n CPP-1941 CÓDIGO DE PROCESSO PENAL" ]
HC
acordaos
HC 119183
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PACTE.(S) : DAVID CHRISTIAN DE SOUZA BENEVIDES IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
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Ementa e Acórdão 25/03/2014 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 119.183 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI PACTE.(S) :DAVID CHRISTIAN DE SOUZA BENEVIDES IMPTE.(S) :DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA EMENTA: HABEAS CORPUS. PROCESSUAL PENAL. TRÁFICO DE DROGAS. SUPERVENIÊNCIA DE SENTENÇA CONDENATÓRIA QUE MANTÉM OS FUNDAMENTOS DA CUSTÓDIA CAUTELAR. AUSÊNCIA DE PREJUÍZO. ORDEM CONCEDIDA. 1. Segundo a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, não há perda de objeto do habeas corpus quando a sentença condenatória superveniente mantém a custódia cautelar pelos mesmos fundamentos do decreto de prisão preventiva originário. Não há razão lógica e jurídica para obrigar a defesa a renovar o pedido de liberdade perante as instâncias subsequentes, impondo-lhe a obrigação de impugnar novamente os mesmos fundamentos que embasaram a custódia cautelar. O que acarreta a prejudicialidade da impetração é a sentença posterior que invoca motivação diversa do decreto prisional anterior. Precedentes. 2. Não revela suficiente, para impedir o exame da impetração, a alegação genérica e automática de que a sentença condenatória superveniente configura o surgimento de um novo título prisional (agora respaldado nos elementos de prova colhidos na instrução criminal), pois os argumentos da espécie não guardam, evidentemente, pertinência com os pressupostos de cautelaridade inerentes à prisão preventiva (art. 312 do CPP). 3. No caso, o Min. Relator do Superior Tribunal de Justiça julgou prejudicado o pedido de habeas corpus, sob o fundamento de que a superveniência de novo título teria inaugurado “situação processual nova, diversa da apresentada à autoridade responsável pela constrição”. Entretanto, a sentença condenatória manteve a segregação cautelar do paciente sob os mesmos do decreto de prisão preventiva anterior. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5560759. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Ementa e Acórdão HC 119183 / MG 4. Ordem concedida para que o Superior Tribunal de Justiça apresente o habeas corpus a novo julgamento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência da Ministra CÁRMEN LÚCIA, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade, em conceder a ordem, para que o Superior Tribunal de Justiça submeta a novo julgamento o HC 267.671/MG, nos termos do voto do Relator. Brasília, 25 de março de 2014. Ministro TEORI ZAVASCKI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5560759. Supremo Tribunal Federal HC 119183 / MG 4. Ordem concedida para que o Superior Tribunal de Justiça apresente o habeas corpus a novo julgamento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência da Ministra CÁRMEN LÚCIA, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade, em conceder a ordem, para que o Superior Tribunal de Justiça submeta a novo julgamento o HC 267.671/MG, nos termos do voto do Relator. Brasília, 25 de março de 2014. Ministro TEORI ZAVASCKI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5560759. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório 25/03/2014 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 119.183 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI PACTE.(S) :DAVID CHRISTIAN DE SOUZA BENEVIDES IMPTE.(S) :DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de habeas corpus impetrado em favor de David Christian de Souza Benevides contra acórdão proferido pela Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça, que negou provimento ao AgRg no HC 267.671/MG, nos termos da seguinte ementa: “AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. TRÁFICO DE DROGAS. PLEITO PELA REVOGAÇÃO DA PRISÃO PREVENTIVA. AUSÊNCIA DE REQUISITOS AUTORIZADORES PARA A PRISÃO CAUTELAR. SUPERVENIÊNCIA DE SENTENÇA CONDENATÓRIA. NOVO TÍTULO. PERDA DE OBJETO. 1. Com a superveniência de sentença condenatória, em que se manteve a prisão cautelar, fica prejudicado o writ anteriormente impetrado, vez que a medida, a partir de então, tem novo título. 2. O art. 387, parágrafo único, do Código de Processo Penal, com a redação conferida pela Lei n 11.719/08, determina que o juiz fundamente a necessidade da manutenção da segregação cautelar ao proferir sentença condenatória, mas eventual análise pela instância especial, fica condicionada ao prévio pronunciamento do Tribunal a quo. 3. Agravo regimental a que se nega provimento.” Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5560760. Supremo Tribunal Federal 25/03/2014 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 119.183 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI PACTE.(S) :DAVID CHRISTIAN DE SOUZA BENEVIDES IMPTE.(S) :DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de habeas corpus impetrado em favor de David Christian de Souza Benevides contra acórdão proferido pela Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça, que negou provimento ao AgRg no HC 267.671/MG, nos termos da seguinte ementa: “AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. TRÁFICO DE DROGAS. PLEITO PELA REVOGAÇÃO DA PRISÃO PREVENTIVA. AUSÊNCIA DE REQUISITOS AUTORIZADORES PARA A PRISÃO CAUTELAR. SUPERVENIÊNCIA DE SENTENÇA CONDENATÓRIA. NOVO TÍTULO. PERDA DE OBJETO. 1. Com a superveniência de sentença condenatória, em que se manteve a prisão cautelar, fica prejudicado o writ anteriormente impetrado, vez que a medida, a partir de então, tem novo título. 2. O art. 387, parágrafo único, do Código de Processo Penal, com a redação conferida pela Lei n 11.719/08, determina que o juiz fundamente a necessidade da manutenção da segregação cautelar ao proferir sentença condenatória, mas eventual análise pela instância especial, fica condicionada ao prévio pronunciamento do Tribunal a quo. 3. Agravo regimental a que se nega provimento.” Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5560760. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Relatório HC 119183 / MG Sustenta a impetrante, em síntese, que (a) “o habeas corpus não está prejudicado pela perda de objeto decorrente da superveniência da sentença, título prisional mais recente do que o atacado no writ, afinal, os argumentos são os mesmos, vagos e imprecisos, sem lastro fático, sem modificação nuclear dos fundamentos do título prisional que deu origem ao presente HC”; (b) “ademais, a decisão impugnada foi baseada segundo informações tiradas do site do tribunal local, sem maiores detalhes sobre os motivos da ratificação da custódia na sentença”. Requer a concessão da ordem, para determinar ao Superior Tribunal de Justiça que julgue o mérito do habeas corpus. Em parecer, a Procuradoria-Geral da República manifesta-se pelo não conhecimento da impetração. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5560760. Supremo Tribunal Federal HC 119183 / MG Sustenta a impetrante, em síntese, que (a) “o habeas corpus não está prejudicado pela perda de objeto decorrente da superveniência da sentença, título prisional mais recente do que o atacado no writ, afinal, os argumentos são os mesmos, vagos e imprecisos, sem lastro fático, sem modificação nuclear dos fundamentos do título prisional que deu origem ao presente HC”; (b) “ademais, a decisão impugnada foi baseada segundo informações tiradas do site do tribunal local, sem maiores detalhes sobre os motivos da ratificação da custódia na sentença”. Requer a concessão da ordem, para determinar ao Superior Tribunal de Justiça que julgue o mérito do habeas corpus. Em parecer, a Procuradoria-Geral da República manifesta-se pelo não conhecimento da impetração. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5560760. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI 25/03/2014 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 119.183 MINAS GERAIS V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. Segundo a jurisprudência predominante do Supremo Tribunal Federal, não há perda de objeto do habeas corpus quando a sentença condenatória superveniente mantém a custódia cautelar pelos mesmos fundamentos do decreto prisional originário. Precedentes: HC 114616, Relator(a): Min. TEORI ZAVASCKI, Segunda Turma, DJe de 17-09-2013; HC 113185, Relator(a): Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 17-12-2012; HC 110518, Relator(a): Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 20-03-2012; HC 116491, Relator(a): Min. GILMAR MENDES, Segunda Turma, DJe de 25- 06-2013; HC 117474, Relator(a): Min. TEORI ZAVASCKI, Segunda Turma, DJe de 05-11-2013; HC 119396, Relator(a): Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 14-02-2014, este último assim ementado: “HABEAS CORPUS. CONSTITUCIONAL. PENAL. HOMICÍDIO. 1. FUNDAMENTOS DA PRISÃO CAUTELAR. MATÉRIA NÃO APRECIADA NO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. 2. SUPERVENIÊNCIA DE SENTENÇA CONDENATÓRIA. PRISÃO MANTIDA PELOS MESMOS FUNDAMENTOS. INEXISTÊNCIA DE PREJUÍZO. ORDEM CONCEDIDA DE OFÍCIO. 1. A questão dos fundamentos da prisão cautelar do Paciente não foi objeto de exame pela autoridade coatora, que se restringiu a julgar prejudicada a impetração no Superior Tribunal de Justiça pela superveniência da sentença condenatória e pela substituição do título prisional. Este Supremo Tribunal assentou a impossibilidade de atuação jurisdicional quando a decisão impugnada no habeas corpus não tenha cuidado da matéria objeto do pedido apresentado na nova ação, sob pena de supressão de instância. 2. Diversamente do que afirmado pelo Ministro Moura Ribeiro, do Superior Tribunal de Justiça, não se há falar em prejuízo do Habeas Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5560761. Supremo Tribunal Federal 25/03/2014 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 119.183 MINAS GERAIS V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. Segundo a jurisprudência predominante do Supremo Tribunal Federal, não há perda de objeto do habeas corpus quando a sentença condenatória superveniente mantém a custódia cautelar pelos mesmos fundamentos do decreto prisional originário. Precedentes: HC 114616, Relator(a): Min. TEORI ZAVASCKI, Segunda Turma, DJe de 17-09-2013; HC 113185, Relator(a): Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 17-12-2012; HC 110518, Relator(a): Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 20-03-2012; HC 116491, Relator(a): Min. GILMAR MENDES, Segunda Turma, DJe de 25- 06-2013; HC 117474, Relator(a): Min. TEORI ZAVASCKI, Segunda Turma, DJe de 05-11-2013; HC 119396, Relator(a): Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 14-02-2014, este último assim ementado: “HABEAS CORPUS. CONSTITUCIONAL. PENAL. HOMICÍDIO. 1. FUNDAMENTOS DA PRISÃO CAUTELAR. MATÉRIA NÃO APRECIADA NO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. 2. SUPERVENIÊNCIA DE SENTENÇA CONDENATÓRIA. PRISÃO MANTIDA PELOS MESMOS FUNDAMENTOS. INEXISTÊNCIA DE PREJUÍZO. ORDEM CONCEDIDA DE OFÍCIO. 1. A questão dos fundamentos da prisão cautelar do Paciente não foi objeto de exame pela autoridade coatora, que se restringiu a julgar prejudicada a impetração no Superior Tribunal de Justiça pela superveniência da sentença condenatória e pela substituição do título prisional. Este Supremo Tribunal assentou a impossibilidade de atuação jurisdicional quando a decisão impugnada no habeas corpus não tenha cuidado da matéria objeto do pedido apresentado na nova ação, sob pena de supressão de instância. 2. Diversamente do que afirmado pelo Ministro Moura Ribeiro, do Superior Tribunal de Justiça, não se há falar em prejuízo do Habeas Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5560761. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI HC 119183 / MG Corpus n. 274.495. Conforme reiterada jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, o habeas corpus fica prejudicado apenas quando a sentença condenatória que mantém o réu preso utiliza fundamentos diversos do decreto de prisão preventiva, o que não ocorreu na espécie vertente. 3. Habeas corpus não conhecido. Ordem concedida de ofício para determinar ao Superior Tribunal de Justiça que examine o mérito da impetração.” Ora, não há razão lógica e jurídica para obrigar a defesa a renovar o pedido de liberdade perante as instâncias subsequentes – o que, inclusive, contribuiria para o aumento de número de processos –, impondo-lhe a obrigação de impugnar novamente os mesmos fundamentos que embasaram a custódia cautelar. Não revela suficiente, para impedir o exame da impetração, a alegação genérica e automática de que a sentença condenatória configura o surgimento de um novo título prisional (agora respaldado nos elementos de prova colhidos na instrução criminal), já que argumentos da espécie não guardam, evidentemente, pertinência com a cautelaridade inerente à prisão preventiva, ou seja, com os pressupostos variáveis descritos no art. 312 do CPP: (a) garantia da ordem pública; ou (b) garantia da ordem econômica; ou (c) por conveniência da instrução criminal; ou (d) para assegurar a aplicação da lei penal do CPP. Por isso mesmo é que a perda de objeto do habeas corpus somente se justifica quando a sentença condenatória invocar fundamentos diversos do decreto prisional originário. É que nesse caso a defesa deverá impugná-los especificamente no órgão judicial competente, sob pena de apreciação da matéria per saltum. 2. No caso, o Ministro Campos Marques (desembargador convocado), do Superior Tribunal de Justiça, julgou prejudicado o pedido de habeas corpus, sob o fundamento de que a superveniência da sentença condenatória teria inaugurado “situação processual nova, diversa da apresentada à autoridade responsável pela constrição” (doc. 05, fl. 57). Interposto agravo regimental pela defesa, a Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça negou 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5560761. Supremo Tribunal Federal HC 119183 / MG Corpus n. 274.495. Conforme reiterada jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, o habeas corpus fica prejudicado apenas quando a sentença condenatória que mantém o réu preso utiliza fundamentos diversos do decreto de prisão preventiva, o que não ocorreu na espécie vertente. 3. Habeas corpus não conhecido. Ordem concedida de ofício para determinar ao Superior Tribunal de Justiça que examine o mérito da impetração.” Ora, não há razão lógica e jurídica para obrigar a defesa a renovar o pedido de liberdade perante as instâncias subsequentes – o que, inclusive, contribuiria para o aumento de número de processos –, impondo-lhe a obrigação de impugnar novamente os mesmos fundamentos que embasaram a custódia cautelar. Não revela suficiente, para impedir o exame da impetração, a alegação genérica e automática de que a sentença condenatória configura o surgimento de um novo título prisional (agora respaldado nos elementos de prova colhidos na instrução criminal), já que argumentos da espécie não guardam, evidentemente, pertinência com a cautelaridade inerente à prisão preventiva, ou seja, com os pressupostos variáveis descritos no art. 312 do CPP: (a) garantia da ordem pública; ou (b) garantia da ordem econômica; ou (c) por conveniência da instrução criminal; ou (d) para assegurar a aplicação da lei penal do CPP. Por isso mesmo é que a perda de objeto do habeas corpus somente se justifica quando a sentença condenatória invocar fundamentos diversos do decreto prisional originário. É que nesse caso a defesa deverá impugná-los especificamente no órgão judicial competente, sob pena de apreciação da matéria per saltum. 2. No caso, o Ministro Campos Marques (desembargador convocado), do Superior Tribunal de Justiça, julgou prejudicado o pedido de habeas corpus, sob o fundamento de que a superveniência da sentença condenatória teria inaugurado “situação processual nova, diversa da apresentada à autoridade responsável pela constrição” (doc. 05, fl. 57). Interposto agravo regimental pela defesa, a Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça negou 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5560761. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI HC 119183 / MG provimento ao recurso, nos termos do voto do relator, sem ingressar no mérito da impetração (doc. 05, fls. 77/84). Entretanto, a sentença condenatória manteve a segregação cautelar do paciente, sob os mesmos fundamentos expostos no decreto de prisão preventiva originário. A propósito, o seguinte excerto da sentença (doc. 21, fl. 09): “Desta forma, preso em flagrante e, permanecendo preso durante a instrução criminal e ao final, condenado pela prática de crime equiparado aos hediondos, deverá o acusado permanecer no local em que se encontra. Além disso, creio que ainda estão presentes os motivos que ensejaram a manutenção da medida até esta fase processual.” Vê-se, pois, que a sentença condenatória não aduziu novos fundamentos para manter a prisão cautelar do paciente. Fez apenas remissão aos motivos ensejadores da medida constritiva anterior. Desse modo, não há falar em perda superveniente de objeto do habeas corpus impetrado no Superior Tribunal de Justiça. 3. Com essas considerações, concedo a ordem, para que o Superior Tribunal de Justiça submeta a novo julgamento o HC 267.671/MG, nos termos da fundamentação. É o voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5560761. Supremo Tribunal Federal HC 119183 / MG provimento ao recurso, nos termos do voto do relator, sem ingressar no mérito da impetração (doc. 05, fls. 77/84). Entretanto, a sentença condenatória manteve a segregação cautelar do paciente, sob os mesmos fundamentos expostos no decreto de prisão preventiva originário. A propósito, o seguinte excerto da sentença (doc. 21, fl. 09): “Desta forma, preso em flagrante e, permanecendo preso durante a instrução criminal e ao final, condenado pela prática de crime equiparado aos hediondos, deverá o acusado permanecer no local em que se encontra. Além disso, creio que ainda estão presentes os motivos que ensejaram a manutenção da medida até esta fase processual.” Vê-se, pois, que a sentença condenatória não aduziu novos fundamentos para manter a prisão cautelar do paciente. Fez apenas remissão aos motivos ensejadores da medida constritiva anterior. Desse modo, não há falar em perda superveniente de objeto do habeas corpus impetrado no Superior Tribunal de Justiça. 3. Com essas considerações, concedo a ordem, para que o Superior Tribunal de Justiça submeta a novo julgamento o HC 267.671/MG, nos termos da fundamentação. 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Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 5597167 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 119.183 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI PACTE.(S) : DAVID CHRISTIAN DE SOUZA BENEVIDES IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por votação unânime, concedeu a ordem, para que o Superior Tribunal de Justiça submeta a novo julgamento o HC 267.671/MG, nos termos do voto do Relator. 2... Turma, 25.03.2014. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 5597167 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
{ "JURISPRUDENCIA": [ "HABEAS CORPUS 119 . 183", "HC 119183 / MG", "HC 267 . 671 / MG", "HC 119183 / MG", "HC 267 . 671 / MG", "HABEAS CORPUS 119 . 183 MINAS", "AgRg no HC 267 . 671 / MG", "HABEAS CORPUS 119 . 183", "AgRg no HC 267 . 671 / MG", "HC 119183 / MG", "HC 119183 / MG", "HABEAS CORPUS 119 . 183", "HC 114616", "HC 113185", "HC 110518", "HC 116491", "HC 117474", "HC 119396", "HABEAS CORPUS 119 . 183", "HC 114616", "HC 113185", "HC 110518", "HC 116491", "HC 117474", "HC 119396", "HC 119183 / MG", "Corpus n . 274 . 495", "HC 119183 / MG", "Corpus n . 274 . 495", "HC 119183 / MG", "HC 267 . 671 / MG", "HC 119183 / MG", "HC 267 . 671 / MG", "HABEAS CORPUS 119 . 183", "HC 267 . 671 / MG", "HABEAS CORPUS 119 . 183", "HC 267 . 671 / MG" ], "LEGISLACAO": [ "art . 312 do CPP", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 -", "art . 387 , parágrafo único , do Código de Processo Penal", "Lei n 11 . 719 / 08", "Medida 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BENEVIDES", "Cármen Lúcia", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Teori Zavascki", "Paulo Gustavo Gonet Branco", "Ravena Siqueira" ], "TEMPO": [ "25", "/", "03", "/", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "25 de março de 2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "25 de março de 2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "25", "/", "03", "/", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "25", "/", "03", "/", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "25", "/", "03", "/", "2014", "17", "-", "09", "-", "2013", "17", "-", "12", "-", "2012", "20", "-", "03", "-", "2012", "25", "-", "06", "-", "2013", "05", "-", "11", "-", "2013", "14", "-", "02", "-", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "25", "/", "03", "/", "2014", "17", "-", "09", "-", "2013", "17", "-", "12", "-", "2012", "20", "-", "03", "-", "2012", "25", "-", "06", "-", "2013", "05", "-", "11", "-", "2013", "14", "-", "02", "-", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", 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Ementa e Acórdão 25/03/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 795.652 RIO GRANDE DO SUL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL AGDO.(A/S) :CODY JARDIM DA ROSA ADV.(A/S) :PEDRO KREBS EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. REAJUSTE. IMPOSSIBILIDADE DE ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência da Ministra Cármen Lúcia, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Brasília, 25 de março de 2014. Ministra CÁRMEN LÚCIA - Relatora Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5559608. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Relatório 25/03/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 795.652 RIO GRANDE DO SUL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL AGDO.(A/S) :CODY JARDIM DA ROSA ADV.(A/S) :PEDRO KREBS R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora): 1. Em 26 de fevereiro de 2014, neguei seguimento ao agravo nos autos do recurso extraordinário interposto pelo Estado do Rio Grande do Sul contra julgado da Turma Recursal dos Juizados Especiais do Rio Grande do Sul, a qual reconhecera o direito do Agravado ao reajuste remuneratório previsto na Lei n. 13.444/2010. A decisão agravada teve a seguinte fundamentação: “A apreciação do pleito recursal quanto ao reajuste da remuneração de servidor público estadual dependeria da análise prévia de legislação infraconstitucional aplicada à espécie (Leis estaduais ns. 9.963/1993, 12.153/2009, 13.427/2010 e 13.444/2010). Assim, a alegada contrariedade à Constituição da República, se tivesse ocorrido, seria indireta, o que não viabiliza o processamento do recurso extraordinário (…) A decisão agravada, embasada nos dados constantes do acórdão recorrido, harmoniza-se com a jurisprudência deste Supremo Tribunal, pelo que nada há prover quanto às alegações do Agravante. 7. Pelo exposto, nego seguimento a este agravo (alínea a do inc. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5559609. Supremo Tribunal Federal 25/03/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 795.652 RIO GRANDE DO SUL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL AGDO.(A/S) :CODY JARDIM DA ROSA ADV.(A/S) :PEDRO KREBS R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora): 1. Em 26 de fevereiro de 2014, neguei seguimento ao agravo nos autos do recurso extraordinário interposto pelo Estado do Rio Grande do Sul contra julgado da Turma Recursal dos Juizados Especiais do Rio Grande do Sul, a qual reconhecera o direito do Agravado ao reajuste remuneratório previsto na Lei n. 13.444/2010. A decisão agravada teve a seguinte fundamentação: “A apreciação do pleito recursal quanto ao reajuste da remuneração de servidor público estadual dependeria da análise prévia de legislação infraconstitucional aplicada à espécie (Leis estaduais ns. 9.963/1993, 12.153/2009, 13.427/2010 e 13.444/2010). Assim, a alegada contrariedade à Constituição da República, se tivesse ocorrido, seria indireta, o que não viabiliza o processamento do recurso extraordinário (…) A decisão agravada, embasada nos dados constantes do acórdão recorrido, harmoniza-se com a jurisprudência deste Supremo Tribunal, pelo que nada há prover quanto às alegações do Agravante. 7. Pelo exposto, nego seguimento a este agravo (alínea a do inc. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5559609. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório ARE 795652 AGR / RS II do § 4º do art. 544 do Código de Processo Civil e § 1º do art. 21 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal)”. 2. Publicada essa decisão no DJe de 5.3.2014, interpõe o Estado do Rio Grande do Sul, em 11.3.2014, tempestivamente, agravo regimental. 3. O Agravante afirma que “a matéria posta (…) evidencia similitude, também, com os temas 315, 600 e 624 com repercussão geral e o presente caso, pelo fato de que o tribunal local, embora tenha concedido aumento, efetivamente reconheceu válido aumento remuneratório por mera extensão legal dos reajustes concedidos ao Quadro Geral aos servidores que compõem o Quadro Especial” (fl. 140). Assevera que “não há necessidade de analisar o arcabouço fático- probatório dos autos e de quaisquer leis estaduais para se identificar que o mote da inconformidade do Estado é o aumento de remuneração, com base no princípio da isonomia, através da admissão pelo Tribunal local de validade de uma vinculação entre vencimentos de carreiras diversas, ao utilizar-se de norma de extensão (Lei 9.963/1993) que apenas se gruda a outra (Lei n. 13.744/2010), esta sim que fixou aumento salarial para o quadro geral e que, por sua vez, não contemplava os servidores do quadro especial” (fls. 142-143). Requer a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do presente recurso. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5559609. Supremo Tribunal Federal ARE 795652 AGR / RS II do § 4º do art. 544 do Código de Processo Civil e § 1º do art. 21 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal)”. 2. Publicada essa decisão no DJe de 5.3.2014, interpõe o Estado do Rio Grande do Sul, em 11.3.2014, tempestivamente, agravo regimental. 3. O Agravante afirma que “a matéria posta (…) evidencia similitude, também, com os temas 315, 600 e 624 com repercussão geral e o presente caso, pelo fato de que o tribunal local, embora tenha concedido aumento, efetivamente reconheceu válido aumento remuneratório por mera extensão legal dos reajustes concedidos ao Quadro Geral aos servidores que compõem o Quadro Especial” (fl. 140). Assevera que “não há necessidade de analisar o arcabouço fático- probatório dos autos e de quaisquer leis estaduais para se identificar que o mote da inconformidade do Estado é o aumento de remuneração, com base no princípio da isonomia, através da admissão pelo Tribunal local de validade de uma vinculação entre vencimentos de carreiras diversas, ao utilizar-se de norma de extensão (Lei 9.963/1993) que apenas se gruda a outra (Lei n. 13.744/2010), esta sim que fixou aumento salarial para o quadro geral e que, por sua vez, não contemplava os servidores do quadro especial” (fls. 142-143). Requer a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do presente recurso. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5559609. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA 25/03/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 795.652 RIO GRANDE DO SUL V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste ao Agravante. 2. Inicialmente, cumpre anotar que a matéria discutida nos presentes autos não tem identidade com a tratada no Recurso Extraordinário n. 592.317, Relator o Ministro Gilmar Mendes; no Recurso Extraordinário n. 710.293, Relator o Ministro Luiz Fux; nem no Recurso Extraordinário com Agravo n. 701.511, Relator do Ministro Luiz Fux, todos com repercussão geral reconhecida. 3. O Tribunal de origem assentou: “Estando o servidor a integrar o quadro especial em extinção da Secretaria de Ciência e Tecnologia faz jus, para efeitos de percepção de reajustes de vencimentos, aos mesmos percentuais destinados aos Técnico-Científicos previstos na Lei n. 13.444/2010. 2. Situação decorrente de expressa previsão legal, pois que por força do contido no art. 3º da Lei n. 9.963/1993 aos servidores integrantes do referido quadro em extinção são aplicáveis os reajustes, nas mesmas datas e percentuais, concedidos ao Quadro Geral e dos Técnicos Científicos. 3. Ausência de infração ao contido no art. 37, inc. XIII, da CF/88, uma vez que não se trata de extensão de reajuste ou vinculação de servidores pertencentes à categorias diversas, mas sim de integrantes da mesma categoria funcional. 4. Inexistência da diferença explicitada no art. 3º da Lei [estadual] n. 13.427/2010, o que implica incidência dos reajustes conferidos, de forma cumulativa, pela Lei [estadual] n. 13.444/2010 ao Quadro Geral e dos Técnicos Científicos (art. 1º), no integral vencimento básico da parte autora, em cumprimento ao disposto no art. 3º da Lei [estadual] 9.963/1993. 5. Sentença Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5559610. Supremo Tribunal Federal 25/03/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 795.652 RIO GRANDE DO SUL V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste ao Agravante. 2. Inicialmente, cumpre anotar que a matéria discutida nos presentes autos não tem identidade com a tratada no Recurso Extraordinário n. 592.317, Relator o Ministro Gilmar Mendes; no Recurso Extraordinário n. 710.293, Relator o Ministro Luiz Fux; nem no Recurso Extraordinário com Agravo n. 701.511, Relator do Ministro Luiz Fux, todos com repercussão geral reconhecida. 3. O Tribunal de origem assentou: “Estando o servidor a integrar o quadro especial em extinção da Secretaria de Ciência e Tecnologia faz jus, para efeitos de percepção de reajustes de vencimentos, aos mesmos percentuais destinados aos Técnico-Científicos previstos na Lei n. 13.444/2010. 2. Situação decorrente de expressa previsão legal, pois que por força do contido no art. 3º da Lei n. 9.963/1993 aos servidores integrantes do referido quadro em extinção são aplicáveis os reajustes, nas mesmas datas e percentuais, concedidos ao Quadro Geral e dos Técnicos Científicos. 3. Ausência de infração ao contido no art. 37, inc. XIII, da CF/88, uma vez que não se trata de extensão de reajuste ou vinculação de servidores pertencentes à categorias diversas, mas sim de integrantes da mesma categoria funcional. 4. Inexistência da diferença explicitada no art. 3º da Lei [estadual] n. 13.427/2010, o que implica incidência dos reajustes conferidos, de forma cumulativa, pela Lei [estadual] n. 13.444/2010 ao Quadro Geral e dos Técnicos Científicos (art. 1º), no integral vencimento básico da parte autora, em cumprimento ao disposto no art. 3º da Lei [estadual] 9.963/1993. 5. Sentença Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5559610. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA ARE 795652 AGR / RS confirmada por seus fundamentos. Aplicação das regras contidas nos arts. 46 da Lei n. 9.099/1995 e 27 da Lei n. 12.153/2009” (fl. 101 – grifos nossos). Como afirmado na decisão agravada, concluir de forma diversa demandaria o reexame da legislação infraconstitucional interpretada e aplicada, especificamente as Leis estaduais ns. 9.963/1993, 12.153/2009, 13.427/210 e 13.444/2010. Eventual ofensa constitucional, se tivesse ocorrido, seria indireta. Confiram-se, nesse sentido, os seguintes julgados: “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Servidor público. Leis nºs 9.963/93 e 13.444/10 do Estado do Rio Grande do Sul. Reajuste. Legislação local. Ofensa reflexa. Reexame de fatos e provas. Impossibilidade. Precedentes. 1. Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise da legislação local e o reexame dos fatos e das provas dos autos. Incidência das Súmulas nº 280 e 279/STF. 2. Agravo regimental não provido” (ARE 762430-AgR, Relator o Ministro Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe 12.11.2013). “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL. QUADRO EM EXTINÇÃO. REAJUSTES CONCEDIDOS PELAS LEIS NºS 9.963/1993 E 13.444/2010 DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL. CONTROVÉRSIA QUE ENVOLVE A ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. SÚMULA 280/STF. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal afasta o cabimento de recurso extraordinário para o questionamento de alegadas violações à legislação local, sem que se discuta o seu sentido à luz da Constituição Incidência da Súmula 280/STF. Precedentes. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE 759.300-AgR, Relator o Ministro Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe 18.12.2013). 4. Os argumentos do Agravante, insuficientes para modificar a 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5559610. Supremo Tribunal Federal ARE 795652 AGR / RS confirmada por seus fundamentos. Aplicação das regras contidas nos arts. 46 da Lei n. 9.099/1995 e 27 da Lei n. 12.153/2009” (fl. 101 – grifos nossos). Como afirmado na decisão agravada, concluir de forma diversa demandaria o reexame da legislação infraconstitucional interpretada e aplicada, especificamente as Leis estaduais ns. 9.963/1993, 12.153/2009, 13.427/210 e 13.444/2010. Eventual ofensa constitucional, se tivesse ocorrido, seria indireta. Confiram-se, nesse sentido, os seguintes julgados: “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Servidor público. Leis nºs 9.963/93 e 13.444/10 do Estado do Rio Grande do Sul. Reajuste. Legislação local. Ofensa reflexa. Reexame de fatos e provas. Impossibilidade. Precedentes. 1. Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise da legislação local e o reexame dos fatos e das provas dos autos. Incidência das Súmulas nº 280 e 279/STF. 2. Agravo regimental não provido” (ARE 762430-AgR, Relator o Ministro Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe 12.11.2013). “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL. QUADRO EM EXTINÇÃO. REAJUSTES CONCEDIDOS PELAS LEIS NºS 9.963/1993 E 13.444/2010 DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL. CONTROVÉRSIA QUE ENVOLVE A ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. SÚMULA 280/STF. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal afasta o cabimento de recurso extraordinário para o questionamento de alegadas violações à legislação local, sem que se discuta o seu sentido à luz da Constituição Incidência da Súmula 280/STF. Precedentes. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE 759.300-AgR, Relator o Ministro Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe 18.12.2013). 4. Os argumentos do Agravante, insuficientes para modificar a 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5559610. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA ARE 795652 AGR / RS decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 5. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5559610. Supremo Tribunal Federal ARE 795652 AGR / RS decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 5. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5559610. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 25/03/2014 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 795.652 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL AGDO.(A/S) : CODY JARDIM DA ROSA ADV.(A/S) : PEDRO KREBS Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. 2ª Turma, 25.03.2014. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 5534430 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 795.652 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL AGDO.(A/S) : CODY JARDIM DA ROSA ADV.(A/S) : PEDRO KREBS Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. 2ª Turma, 25.03.2014. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 5534430 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=5607630
2014-03-25T00:00:00
2014-04-07T00:00:00
A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. 2ª Turma, 25.03.2014.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. REAJUSTE. IMPOSSIBILIDADE DE ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.
sjur269731
- Acórdão(s) citado(s): (SERVIDOR PÚBLICO, PLANO DE CARGOS E SALÁRIOS) AI 797711 AgR (1ªT), ARE 659122 AgR (2ªT). Número de páginas: 7. Análise: 11/07/2014, AUR.
CÁRMEN LÚCIA
Segunda Turma
795652
[ "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000280 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-EST LEI-009963 ANO-1993\n LEI ORDINÁRIA, RS\n\n", "LEG-EST LEI-012153 ANO-2009\n LEI ORDINÁRIA, RS\n\n", "LEG-EST LEI-013427 ANO-2010\n LEI ORDINÁRIA, RS\n\n", "LEG-EST LEI-013444 ANO-2010\n LEI ORDINÁRIA, RS" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 795652 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL AGDO.(A/S) : CODY JARDIM DA ROSA ADV.(A/S) : PEDRO KREBS
[ "" ]
Ementa e Acórdão 25/03/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 795.652 RIO GRANDE DO SUL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL AGDO.(A/S) :CODY JARDIM DA ROSA ADV.(A/S) :PEDRO KREBS EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. REAJUSTE. IMPOSSIBILIDADE DE ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência da Ministra Cármen Lúcia, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Brasília, 25 de março de 2014. Ministra CÁRMEN LÚCIA - Relatora Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5559608. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Relatório 25/03/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 795.652 RIO GRANDE DO SUL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL AGDO.(A/S) :CODY JARDIM DA ROSA ADV.(A/S) :PEDRO KREBS R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora): 1. Em 26 de fevereiro de 2014, neguei seguimento ao agravo nos autos do recurso extraordinário interposto pelo Estado do Rio Grande do Sul contra julgado da Turma Recursal dos Juizados Especiais do Rio Grande do Sul, a qual reconhecera o direito do Agravado ao reajuste remuneratório previsto na Lei n. 13.444/2010. A decisão agravada teve a seguinte fundamentação: “A apreciação do pleito recursal quanto ao reajuste da remuneração de servidor público estadual dependeria da análise prévia de legislação infraconstitucional aplicada à espécie (Leis estaduais ns. 9.963/1993, 12.153/2009, 13.427/2010 e 13.444/2010). Assim, a alegada contrariedade à Constituição da República, se tivesse ocorrido, seria indireta, o que não viabiliza o processamento do recurso extraordinário (…) A decisão agravada, embasada nos dados constantes do acórdão recorrido, harmoniza-se com a jurisprudência deste Supremo Tribunal, pelo que nada há prover quanto às alegações do Agravante. 7. Pelo exposto, nego seguimento a este agravo (alínea a do inc. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5559609. Supremo Tribunal Federal 25/03/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 795.652 RIO GRANDE DO SUL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL AGDO.(A/S) :CODY JARDIM DA ROSA ADV.(A/S) :PEDRO KREBS R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora): 1. Em 26 de fevereiro de 2014, neguei seguimento ao agravo nos autos do recurso extraordinário interposto pelo Estado do Rio Grande do Sul contra julgado da Turma Recursal dos Juizados Especiais do Rio Grande do Sul, a qual reconhecera o direito do Agravado ao reajuste remuneratório previsto na Lei n. 13.444/2010. A decisão agravada teve a seguinte fundamentação: “A apreciação do pleito recursal quanto ao reajuste da remuneração de servidor público estadual dependeria da análise prévia de legislação infraconstitucional aplicada à espécie (Leis estaduais ns. 9.963/1993, 12.153/2009, 13.427/2010 e 13.444/2010). Assim, a alegada contrariedade à Constituição da República, se tivesse ocorrido, seria indireta, o que não viabiliza o processamento do recurso extraordinário (…) A decisão agravada, embasada nos dados constantes do acórdão recorrido, harmoniza-se com a jurisprudência deste Supremo Tribunal, pelo que nada há prover quanto às alegações do Agravante. 7. Pelo exposto, nego seguimento a este agravo (alínea a do inc. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5559609. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório ARE 795652 AGR / RS II do § 4... do art. 544 do Código de Processo Civil e § 1... do art. 21 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal)”. 2. Publicada essa decisão no DJe de 5.3.2014, interpõe o Estado do Rio Grande do Sul, em 11.3.2014, tempestivamente, agravo regimental. 3. O Agravante afirma que “a matéria posta (…) evidencia similitude, também, com os temas 315, 600 e 624 com repercussão geral e o presente caso, pelo fato de que o tribunal local, embora tenha concedido aumento, efetivamente reconheceu válido aumento remuneratório por mera extensão legal dos reajustes concedidos ao Quadro Geral aos servidores que compõem o Quadro Especial” (fl. 140). Assevera que “não há necessidade de analisar o arcabouço fático- probatório dos autos e de quaisquer leis estaduais para se identificar que o mote da inconformidade do Estado é o aumento de remuneração, com base no princípio da isonomia, através da admissão pelo Tribunal local de validade de uma vinculação entre vencimentos de carreiras diversas, ao utilizar-se de norma de extensão (Lei 9.963/1993) que apenas se gruda a outra (Lei n. 13.744/2010), esta sim que fixou aumento salarial para o quadro geral e que, por sua vez, não contemplava os servidores do quadro especial” (fls. 142-143). Requer a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do presente recurso. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5559609. Supremo Tribunal Federal ARE 795652 AGR / RS II do § 4... do art. 544 do Código de Processo Civil e § 1... do art. 21 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal)”. 2. Publicada essa decisão no DJe de 5.3.2014, interpõe o Estado do Rio Grande do Sul, em 11.3.2014, tempestivamente, agravo regimental. 3. O Agravante afirma que “a matéria posta (…) evidencia similitude, também, com os temas 315, 600 e 624 com repercussão geral e o presente caso, pelo fato de que o tribunal local, embora tenha concedido aumento, efetivamente reconheceu válido aumento remuneratório por mera extensão legal dos reajustes concedidos ao Quadro Geral aos servidores que compõem o Quadro Especial” (fl. 140). Assevera que “não há necessidade de analisar o arcabouço fático- probatório dos autos e de quaisquer leis estaduais para se identificar que o mote da inconformidade do Estado é o aumento de remuneração, com base no princípio da isonomia, através da admissão pelo Tribunal local de validade de uma vinculação entre vencimentos de carreiras diversas, ao utilizar-se de norma de extensão (Lei 9.963/1993) que apenas se gruda a outra (Lei n. 13.744/2010), esta sim que fixou aumento salarial para o quadro geral e que, por sua vez, não contemplava os servidores do quadro especial” (fls. 142-143). Requer a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do presente recurso. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5559609. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA 25/03/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 795.652 RIO GRANDE DO SUL V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste ao Agravante. 2. Inicialmente, cumpre anotar que a matéria discutida nos presentes autos não tem identidade com a tratada no Recurso Extraordinário n. 592.317, Relator o Ministro Gilmar Mendes; no Recurso Extraordinário n. 710.293, Relator o Ministro Luiz Fux; nem no Recurso Extraordinário com Agravo n. 701.511, Relator do Ministro Luiz Fux, todos com repercussão geral reconhecida. 3. O Tribunal de origem assentou: “Estando o servidor a integrar o quadro especial em extinção da Secretaria de Ciência e Tecnologia faz jus, para efeitos de percepção de reajustes de vencimentos, aos mesmos percentuais destinados aos Técnico-Científicos previstos na Lei n. 13.444/2010. 2. Situação decorrente de expressa previsão legal, pois que por força do contido no art. 3... da Lei n. 9.963/1993 aos servidores integrantes do referido quadro em extinção são aplicáveis os reajustes, nas mesmas datas e percentuais, concedidos ao Quadro Geral e dos Técnicos Científicos. 3. Ausência de infração ao contido no art. 37, inc. XIII, da Constituição Federal de 1988/88, uma vez que não se trata de extensão de reajuste ou vinculação de servidores pertencentes à categorias diversas, mas sim de integrantes da mesma categoria funcional. 4. Inexistência da diferença explicitada no art. 3... da Lei [estadual] n. 13.427/2010, o que implica incidência dos reajustes conferidos, de forma cumulativa, pela Lei [estadual] n. 13.444/2010 ao Quadro Geral e dos Técnicos Científicos (art. 1...), no integral vencimento básico da parte autora, em cumprimento ao disposto no art. 3... da Lei [estadual] 9.963/1993. 5. Sentença Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5559610. Supremo Tribunal Federal 25/03/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 795.652 RIO GRANDE DO SUL V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste ao Agravante. 2. Inicialmente, cumpre anotar que a matéria discutida nos presentes autos não tem identidade com a tratada no Recurso Extraordinário n. 592.317, Relator o Ministro Gilmar Mendes; no Recurso Extraordinário n. 710.293, Relator o Ministro Luiz Fux; nem no Recurso Extraordinário com Agravo n. 701.511, Relator do Ministro Luiz Fux, todos com repercussão geral reconhecida. 3. O Tribunal de origem assentou: “Estando o servidor a integrar o quadro especial em extinção da Secretaria de Ciência e Tecnologia faz jus, para efeitos de percepção de reajustes de vencimentos, aos mesmos percentuais destinados aos Técnico-Científicos previstos na Lei n. 13.444/2010. 2. Situação decorrente de expressa previsão legal, pois que por força do contido no art. 3... da Lei n. 9.963/1993 aos servidores integrantes do referido quadro em extinção são aplicáveis os reajustes, nas mesmas datas e percentuais, concedidos ao Quadro Geral e dos Técnicos Científicos. 3. Ausência de infração ao contido no art. 37, inc. XIII, da Constituição Federal de 1988/88, uma vez que não se trata de extensão de reajuste ou vinculação de servidores pertencentes à categorias diversas, mas sim de integrantes da mesma categoria funcional. 4. Inexistência da diferença explicitada no art. 3... da Lei [estadual] n. 13.427/2010, o que implica incidência dos reajustes conferidos, de forma cumulativa, pela Lei [estadual] n. 13.444/2010 ao Quadro Geral e dos Técnicos Científicos (art. 1...), no integral vencimento básico da parte autora, em cumprimento ao disposto no art. 3... da Lei [estadual] 9.963/1993. 5. Sentença Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5559610. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA ARE 795652 AGR / RS confirmada por seus fundamentos. Aplicação das regras contidas nos arts. 46 da Lei n. 9.099/1995 e 27 da Lei n. 12.153/2009” (fl. 101 – grifos nossos). Como afirmado na decisão agravada, concluir de forma diversa demandaria o reexame da legislação infraconstitucional interpretada e aplicada, especificamente as Leis estaduais ns. 9.963/1993, 12.153/2009, 13.427/210 e 13.444/2010. Eventual ofensa constitucional, se tivesse ocorrido, seria indireta. Confiram-se, nesse sentido, os seguintes julgados: “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Servidor público. Leis ns 9.963/93 e 13.444/10 do Estado do Rio Grande do Sul. Reajuste. Legislação local. Ofensa reflexa. Reexame de fatos e provas. Impossibilidade. Precedentes. 1. Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise da legislação local e o reexame dos fatos e das provas dos autos. Incidência das Súmulas n 280 e 279/Supremo Tribunal Federal. 2. Agravo regimental não provido” (ARE 762430-AgR, Relator o Ministro Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe 12.11.2013). “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL. QUADRO EM EXTINÇÃO. REAJUSTES CONCEDIDOS PELAS LEIS nS 9.963/1993 E 13.444/2010 DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL. CONTROVÉRSIA QUE ENVOLVE A ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. SÚMULA 280/Supremo Tribunal Federal. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal afasta o cabimento de recurso extraordinário para o questionamento de alegadas violações à legislação local, sem que se discuta o seu sentido à luz da Constituição Incidência da Súmula 280/Supremo Tribunal Federal. Precedentes. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE 759.300-AgR, Relator o Ministro Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe 18.12.2013). 4. Os argumentos do Agravante, insuficientes para modificar a 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5559610. Supremo Tribunal Federal ARE 795652 AGR / RS confirmada por seus fundamentos. Aplicação das regras contidas nos arts. 46 da Lei n. 9.099/1995 e 27 da Lei n. 12.153/2009” (fl. 101 – grifos nossos). Como afirmado na decisão agravada, concluir de forma diversa demandaria o reexame da legislação infraconstitucional interpretada e aplicada, especificamente as Leis estaduais ns. 9.963/1993, 12.153/2009, 13.427/210 e 13.444/2010. Eventual ofensa constitucional, se tivesse ocorrido, seria indireta. Confiram-se, nesse sentido, os seguintes julgados: “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Servidor público. Leis ns 9.963/93 e 13.444/10 do Estado do Rio Grande do Sul. Reajuste. Legislação local. Ofensa reflexa. Reexame de fatos e provas. Impossibilidade. Precedentes. 1. Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise da legislação local e o reexame dos fatos e das provas dos autos. Incidência das Súmulas n 280 e 279/Supremo Tribunal Federal. 2. Agravo regimental não provido” (ARE 762430-AgR, Relator o Ministro Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe 12.11.2013). “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL. QUADRO EM EXTINÇÃO. REAJUSTES CONCEDIDOS PELAS LEIS nS 9.963/1993 E 13.444/2010 DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL. CONTROVÉRSIA QUE ENVOLVE A ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. SÚMULA 280/Supremo Tribunal Federal. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal afasta o cabimento de recurso extraordinário para o questionamento de alegadas violações à legislação local, sem que se discuta o seu sentido à luz da Constituição Incidência da Súmula 280/Supremo Tribunal Federal. Precedentes. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE 759.300-AgR, Relator o Ministro Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe 18.12.2013). 4. Os argumentos do Agravante, insuficientes para modificar a 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5559610. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA ARE 795652 AGR / RS decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 5. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5559610. Supremo Tribunal Federal ARE 795652 AGR / RS decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 5. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5559610. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 25/03/2014 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 795.652 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL AGDO.(A/S) : CODY JARDIM DA ROSA ADV.(A/S) : PEDRO KREBS Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. 2... Turma, 25.03.2014. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 5534430 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 795.652 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL AGDO.(A/S) : CODY JARDIM DA ROSA ADV.(A/S) : PEDRO KREBS Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. 2... Turma, 25.03.2014. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 5534430 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 795 . 652", "RECURSO", "ARE 795652 AGR / RS", "ARE 795652 AGR / RS", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 795 . 652", "Recurso Extraordinário n . 592 . 317", "Recurso Extraordinário n . 710 . 293", "Recurso Extraordinário com Agravo n . 701 . 511", "Recurso Extraordinário n . 592 . 317", "Recurso Extraordinário n . 710 . 293", "Recurso Extraordinário com Agravo n . 701 . 511", "ARE 795652 AGR / RS", "Súmulas n 280", "ARE 762430 - AgR", "SÚMULA 280 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 280 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 759 . 300 - AgR", "ARE 795652 AGR / RS", "Súmulas n 280 e 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 762430 - AgR", "SÚMULA 280 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 280 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 759 . 300 - AgR", "ARE 795652 AGR / RS", "ARE 795652 AGR / RS" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei n . 13 . 444 / 2010", "Leis estaduais ns . 9 . 963 / 1993", "12", ".", "153", "/", "2009", "13", ".", "427", "/", "2010", "13", ".", "444", "/", "2010", "Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei n . 13 . 444 / 2010", "Leis estaduais ns . 9 . 963 / 1993", "12", ".", "153", "/", "2009", "13", ".", "427", "/", "2010", "13", ".", "444", "/", "2010", "Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "§ 1 . . . do art . 21 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "Lei 9 . 963 / 1993", "Lei n . 13 . 744 / 2010", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "§ 4 . . . do", "art . 544 do Código de Processo Civil", "§ 1 . . . do", "art . 21 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "Lei 9 . 963 / 1993", "Lei n . 13 . 744 / 2010", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei n . 13 . 444 / 2010", "art . 3 . . . da Lei n . 9 . 963 / 1993", "art . 37 , inc . XIII , da Constituição Federal de 1988 / 88", "art . 3 . . . da", "Lei [ estadual ] n . 13 . 427 / 2010", "Lei", "art . 3 . . . da Lei [ estadual ] 9 . 963 / 1993", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei n . 13 . 444 / 2010", "art . 3 . . . da Lei n . 9 . 963 / 1993", "art . 37 , inc . XIII , da Constituição Federal de 1988 / 88", "art . 3 . . . da Lei [ estadual ] n . 13 . 427", "Lei", "art . 3 . . . da Lei [ estadual ] 9 . 963 / 1993", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "arts . 46 da Lei n . 9 . 099 / 1995", "27 da Lei n . 12 . 153 / 2009", "Leis estaduais ns . 9 . 963 / 1993", "12", ".", "153", "/", "2009", "13", ".", "427", "/", "210", "13", ".", "444", "/", "2010", "Leis ns 9 . 963 / 93", "13", ".", "444", "/", "10 do Estado do Rio Grande do Sul", "LEIS nS 9 . 963 / 1993", "13", ".", "444", "/", "2010", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "arts . 46 da Lei n . 9 . 099 / 1995", "27 da Lei n . 12 . 153 / 2009", "Leis estaduais ns . 9 . 963 / 1993", "12", ".", "153", "/", "2009", "13", ".", "427", "/", "210", "13", ".", "444", "/", "2010", "Leis ns 9 . 963 / 93", "13", ".", "444", "/", "10", "LEIS nS 9 . 963 /", "13", ".", "444", "/", "2010", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 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Ementa e Acórdão 10/04/2014 PLENÁRIO AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 7.001 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :DÉRLIO LUIZ DE SOUZA ADV.(A/S) :DÉRLIO LUIZ DE SOUZA AGDO.(A/S) :NILTON CAMPOS INTDO.(A/S) :LABORATÓRIO MÉDICO MARIZE ROGÉRIO LTDA ADV.(A/S) :AURÉLIO RINALDI NASCIMENTO INTDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO NACIONAL - INSS ADV.(A/S) :PROCURADORIA-GERAL DA FAZENDA NACIONAL INTDO.(A/S) :JUIZ DO TRABALHO DA 2ª VARA DO TRABALHO DE TUBARÃO (PROCESSO Nº 840/98) E M E N T A: RECLAMAÇÃO – ALEGADO DESRESPEITO AO ENUNCIADO DA SÚMULA VINCULANTE Nº 08/STF – IMPOSSIBILIDADE – DECISÃO RECLAMADA PROFERIDA EM DATA ANTERIOR À PUBLICAÇÃO, NA IMPRENSA OFICIAL, DE REFERIDA FORMULAÇÃO SUMULAR – AUSÊNCIA DO INTERESSE DE AGIR – INVIABILIDADE DA UTILIZAÇÃO PROCESSUAL DO INSTRUMENTO DA RECLAMAÇÃO COMO INADMISSÍVEL SUCEDÂNEO DE AÇÃO RESCISÓRIA, DE RECURSOS OU DE AÇÕES JUDICIAIS EM GERAL – PRECEDENTES – RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO. ANTERIORIDADE DA DECISÃO RECLAMADA E AUSÊNCIA DE PARÂMETRO. - Considerado o que dispõe o art. 103-A, “caput”, da Constituição, somente a partir da data em que o enunciado sumular é publicado em órgão da imprensa oficial é que passa a ter eficácia vinculante, impondo-se, em consequência, à observância dos demais juízes e Tribunais, excluídos do Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6990818. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 13 Ementa e Acórdão RCL 7001 AGR / SC seu alcance todos os atos decisórios, como o de que ora se cuida, anteriores à sua publicação. - Impõe-se, à parte reclamante, para ter legítimo acesso à via reclamatória, demonstrar que o ato de que se reclama tenha sido sido proferido posteriormente à publicação, na imprensa oficial, do enunciado da Súmula Vinculante. - Inexiste ofensa a enunciado constante de súmula vinculante do Supremo Tribunal Federal, se o ato de que se reclama é anterior a referido pronunciamento sumular. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Plenária, sob a Presidência do Ministro Celso de Mello (RISTF, art. 37, I), na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausentes, neste julgamento, os Ministros Joaquim Barbosa (Presidente), Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski (Vice-Presidente) e Roberto Barroso. Brasília, 10 de abril de 2014. CELSO DE MELLO – RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6990818. Supremo Tribunal Federal RCL 7001 AGR / SC seu alcance todos os atos decisórios, como o de que ora se cuida, anteriores à sua publicação. - Impõe-se, à parte reclamante, para ter legítimo acesso à via reclamatória, demonstrar que o ato de que se reclama tenha sido sido proferido posteriormente à publicação, na imprensa oficial, do enunciado da Súmula Vinculante. - Inexiste ofensa a enunciado constante de súmula vinculante do Supremo Tribunal Federal, se o ato de que se reclama é anterior a referido pronunciamento sumular. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Plenária, sob a Presidência do Ministro Celso de Mello (RISTF, art. 37, I), na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausentes, neste julgamento, os Ministros Joaquim Barbosa (Presidente), Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski (Vice-Presidente) e Roberto Barroso. Brasília, 10 de abril de 2014. CELSO DE MELLO – RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6990818. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 13 Relatório 10/04/2014 PLENÁRIO AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 7.001 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :DÉRLIO LUIZ DE SOUZA ADV.(A/S) :DÉRLIO LUIZ DE SOUZA AGDO.(A/S) :NILTON CAMPOS INTDO.(A/S) :LABORATÓRIO MÉDICO MARIZE ROGÉRIO LTDA ADV.(A/S) :AURÉLIO RINALDI NASCIMENTO INTDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO NACIONAL - INSS ADV.(A/S) :PROCURADORIA-GERAL DA FAZENDA NACIONAL INTDO.(A/S) :JUIZ DO TRABALHO DA 2ª VARA DO TRABALHO DE TUBARÃO (PROCESSO Nº 840/98) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): O Ministério Público Federal, em manifestação aprovada pelo eminente Chefe da Instituição, opinou pelo não provimento do recurso de agravo em parecer assim ementado (fls. 261): “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO EM RECLAMAÇÃO. ALEGAÇÃO DE DESCUMPRIMENTO DA SÚMULA VINCULANTE Nº 8. I – INVIABILIDADE DE EMBARGOS OPOSTOS CONTRA DECISÃO MONOCRÁTICA. CONVERSÃO PARA AGRAVO REGIMENTAL. II – DESRESPEITO À AUTORIDADE DA SÚMULA VINCULANTE Nº 8 DESSA CORTE. INEXISTÊNCIA. ANTERIORIDADE DA DECISÃO RECLAMADA. III – PARECER PELO DESPROVIMENTO DO RECURSO. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6990819. Supremo Tribunal Federal 10/04/2014 PLENÁRIO AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 7.001 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :DÉRLIO LUIZ DE SOUZA ADV.(A/S) :DÉRLIO LUIZ DE SOUZA AGDO.(A/S) :NILTON CAMPOS INTDO.(A/S) :LABORATÓRIO MÉDICO MARIZE ROGÉRIO LTDA ADV.(A/S) :AURÉLIO RINALDI NASCIMENTO INTDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO NACIONAL - INSS ADV.(A/S) :PROCURADORIA-GERAL DA FAZENDA NACIONAL INTDO.(A/S) :JUIZ DO TRABALHO DA 2ª VARA DO TRABALHO DE TUBARÃO (PROCESSO Nº 840/98) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): O Ministério Público Federal, em manifestação aprovada pelo eminente Chefe da Instituição, opinou pelo não provimento do recurso de agravo em parecer assim ementado (fls. 261): “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO EM RECLAMAÇÃO. ALEGAÇÃO DE DESCUMPRIMENTO DA SÚMULA VINCULANTE Nº 8. I – INVIABILIDADE DE EMBARGOS OPOSTOS CONTRA DECISÃO MONOCRÁTICA. CONVERSÃO PARA AGRAVO REGIMENTAL. II – DESRESPEITO À AUTORIDADE DA SÚMULA VINCULANTE Nº 8 DESSA CORTE. INEXISTÊNCIA. ANTERIORIDADE DA DECISÃO RECLAMADA. III – PARECER PELO DESPROVIMENTO DO RECURSO. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6990819. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 13 Relatório RCL 7001 AGR / SC Excelentíssimo Senhor Ministro Relator, Trata-se de embargos de declaração, opostos por Dérlio Luiz de Souza, contra decisão monocrática que não conheceu da reclamação, ante os seguintes fundamentos: ‘(...) Passo a apreciar, em caráter preliminar, a admissibilidade, no caso ora em exame, do instrumento constitucional da reclamação. E, ao proceder a essa análise, não vejo como dar trânsito à presente reclamação, eis que o ato de que se reclama, a decisão que determinou a ‘continuidade da execução, concernente aos créditos previdenciários’, contra o ora reclamante, foi proferido em 27/07/2006, ocasião em que esta Suprema Corte sequer aprovara a Súmula Vinculante nº 08/STF, o que somente viria a ocorrer em 12/06/2008. Isso significa, portanto, que inexistia, formal e objetivamente, qualquer pronunciamento vinculante do Supremo Tribunal Federal, no momento em que proferida a decisão ora reclamada. O acesso ao remédio constitucional da reclamação, como típica ação judicial que é, submete-se, dentre outros, aos requisitos pertinentes às condições da ação. Impossível, portanto, uma vez inexistente o interesse legitimador da ação de reclamação, o exercício, pelo ora reclamante, do direito de acesso ao instrumento reclamatório. Impunha-se, no caso, que a parte ora reclamante, para ter legítimo acesso à via reclamatória, demonstrasse que a decisão jurisdicional de que ora se reclama houvesse sido proferida posteriormente à aprovação da Súmula Vinculante nº 08/STF. Como já enfatizado, o enunciado vinculante desta Suprema Corte – supostamente transgredido pelo Juízo da 2ª Vara do Trabalho de Tubarão/SC – somente veio a ser aprovado em momento posterior ao da decisão de que ora se reclama, circunstância essa que, por si só, basta para afastar a argüição de desrespeito a uma Súmula Vinculante até então inexistente. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6990819. Supremo Tribunal Federal RCL 7001 AGR / SC Excelentíssimo Senhor Ministro Relator, Trata-se de embargos de declaração, opostos por Dérlio Luiz de Souza, contra decisão monocrática que não conheceu da reclamação, ante os seguintes fundamentos: ‘(...) Passo a apreciar, em caráter preliminar, a admissibilidade, no caso ora em exame, do instrumento constitucional da reclamação. E, ao proceder a essa análise, não vejo como dar trânsito à presente reclamação, eis que o ato de que se reclama, a decisão que determinou a ‘continuidade da execução, concernente aos créditos previdenciários’, contra o ora reclamante, foi proferido em 27/07/2006, ocasião em que esta Suprema Corte sequer aprovara a Súmula Vinculante nº 08/STF, o que somente viria a ocorrer em 12/06/2008. Isso significa, portanto, que inexistia, formal e objetivamente, qualquer pronunciamento vinculante do Supremo Tribunal Federal, no momento em que proferida a decisão ora reclamada. O acesso ao remédio constitucional da reclamação, como típica ação judicial que é, submete-se, dentre outros, aos requisitos pertinentes às condições da ação. Impossível, portanto, uma vez inexistente o interesse legitimador da ação de reclamação, o exercício, pelo ora reclamante, do direito de acesso ao instrumento reclamatório. Impunha-se, no caso, que a parte ora reclamante, para ter legítimo acesso à via reclamatória, demonstrasse que a decisão jurisdicional de que ora se reclama houvesse sido proferida posteriormente à aprovação da Súmula Vinculante nº 08/STF. Como já enfatizado, o enunciado vinculante desta Suprema Corte – supostamente transgredido pelo Juízo da 2ª Vara do Trabalho de Tubarão/SC – somente veio a ser aprovado em momento posterior ao da decisão de que ora se reclama, circunstância essa que, por si só, basta para afastar a argüição de desrespeito a uma Súmula Vinculante até então inexistente. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6990819. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 13 Relatório RCL 7001 AGR / SC Cumpre mencionar, por cabível, que o magistério jurisprudencial firmado pelo Plenário do Supremo Tribunal Federal reconhece a carência da ação reclamatória nos casos em que o ato alegadamente ofensivo tenha sido proferido em momento anterior à prolação de julgamento cuja autoridade estaria sendo desrespeitada: ‘(...)’ Sendo assim, pelas razões expostas, não conheço, por incabível, da presente reclamação, restando prejudicada a apreciação do pedido de medida liminar.’ (fls. 239/241). Alega o embargante, em síntese, que a decisão reclamada é posterior à aprovação da Súmula Vinculante nº 8 do Supremo Tribunal Federal (fls. 252/255). Em seguida, vieram os autos para parecer. É o relatório. Passo a opinar. De início, cabe registrar ser firme a jurisprudência do Pretório Excelso no sentido de que não cabem embargos declaratórios contra decisão monocrática, devendo os mesmos serem conhecidos como agravo regimental. Senão, vejamos: ‘EMBARGOS DE DECLARAÇÃO CONTRA DECISÃO DO RELATOR DA AÇÃO PENAL N. 480. PRETENSÃO INFRINGENTE E PROTELATÓRIA. ALEGAÇÃO DE OMISSÃO. INVIABILIDADE DE EMBARGOS OPOSTOS CONTRA DECISÃO MONOCRÁTICA. CONVERSÃO PARA AGRAVO REGIMENTAL. DECISÃO MANTIDA POR SEUS PRÓPRIOS FUNDAMENTOS. AGRAVO DESPROVIDO. 1. A jurisprudência deste Supremo Tribunal é firme no sentido da inadmissibilidade de embargos declaratórios contra decisão monocrática. Recebimento do pedido como agravo regimental. 2. Não há omissão ou ilegalidade na decisão do relator que, diante do propósito meramente protelatório, indefere diligência complementar requestada pela defesa. Mormente quando tal diligência nem sequer foi pleiteada nos dez anos de instrução 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6990819. Supremo Tribunal Federal RCL 7001 AGR / SC Cumpre mencionar, por cabível, que o magistério jurisprudencial firmado pelo Plenário do Supremo Tribunal Federal reconhece a carência da ação reclamatória nos casos em que o ato alegadamente ofensivo tenha sido proferido em momento anterior à prolação de julgamento cuja autoridade estaria sendo desrespeitada: ‘(...)’ Sendo assim, pelas razões expostas, não conheço, por incabível, da presente reclamação, restando prejudicada a apreciação do pedido de medida liminar.’ (fls. 239/241). Alega o embargante, em síntese, que a decisão reclamada é posterior à aprovação da Súmula Vinculante nº 8 do Supremo Tribunal Federal (fls. 252/255). Em seguida, vieram os autos para parecer. É o relatório. Passo a opinar. De início, cabe registrar ser firme a jurisprudência do Pretório Excelso no sentido de que não cabem embargos declaratórios contra decisão monocrática, devendo os mesmos serem conhecidos como agravo regimental. Senão, vejamos: ‘EMBARGOS DE DECLARAÇÃO CONTRA DECISÃO DO RELATOR DA AÇÃO PENAL N. 480. PRETENSÃO INFRINGENTE E PROTELATÓRIA. ALEGAÇÃO DE OMISSÃO. INVIABILIDADE DE EMBARGOS OPOSTOS CONTRA DECISÃO MONOCRÁTICA. CONVERSÃO PARA AGRAVO REGIMENTAL. DECISÃO MANTIDA POR SEUS PRÓPRIOS FUNDAMENTOS. AGRAVO DESPROVIDO. 1. A jurisprudência deste Supremo Tribunal é firme no sentido da inadmissibilidade de embargos declaratórios contra decisão monocrática. Recebimento do pedido como agravo regimental. 2. Não há omissão ou ilegalidade na decisão do relator que, diante do propósito meramente protelatório, indefere diligência complementar requestada pela defesa. Mormente quando tal diligência nem sequer foi pleiteada nos dez anos de instrução 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6990819. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 13 Relatório RCL 7001 AGR / SC criminal e não guarda relação com eventual prova de excludentes de ilicitude, tipicidade ou culpabilidade, ou mesmo da materialidade delitiva. 3. Recurso a que se nega provimento.’ (AP nº 480 ED/PR, Relator Ministro CARLOS BRITTO, Órgão Julgador: Tribunal Pleno, Publicação: DJe 19/12/2008) (...) O Exmo. Sr. Ministro Relator não conheceu da presente reclamação ao fundamento de que inexistia, ‘formal e objetivamente, qualquer pronunciamento vinculante do Supremo Tribunal Federal, no momento em que proferida a decisão ora reclamada’ (...). De fato, compulsando os autos, observo que a decisão reclamada, a qual determinou o prosseguimento da execução quanto aos créditos previdenciários, foi proferida em 27.7.2006 (fl. 129), ou seja, em data anterior à aprovação da Súmula Vinculante nº 8 dessa Corte, que apenas ocorreu em 12.6.2008. Dessarte, o remédio constitucional utilizado não merece acolhida, porquanto ausente o requisito necessário do interesse de agir. Neste sentido, apresenta-se o entendimento do Supremo Tribunal Federal, para quem ‘a utilização da via reclamatória exige a existência de atos concretos que efetivamente desrespeitem a competência deste Tribunal ou a autoridade de suas decisões’. É o que se colhe do precedente abaixo, ‘in verbis’: ‘(...) Ocorre que a Súmula Vinculante nº 4 foi aprovada na Sessão Plenária de 30/4/08. O ato de que se reclama data de 19/10/04 (fl. 65, apenso 1), portanto, é anterior ao entendimento firmado nesta Corte Suprema com eficácia vinculante, sendo inviável a utilização da reclamação constitucional. Nesse sentido, Rcl-AgR-QO 1.723/CE, Relator o Ministro Celso de Melo, Tribunal Pleno, DJ de 6/4/01, em acórdão assim ementado: ‘RECLAMAÇÃO – ALEGADO DESRESPEITO À AUTORIDADE DE DECISÃO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, REVESTIDA DE EFICÁCIA VINCULANTE – IMPOSSIBILIDADE – DECISÃO RECLAMADA QUE FOI PROFERIDA EM 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6990819. Supremo Tribunal Federal RCL 7001 AGR / SC criminal e não guarda relação com eventual prova de excludentes de ilicitude, tipicidade ou culpabilidade, ou mesmo da materialidade delitiva. 3. Recurso a que se nega provimento.’ (AP nº 480 ED/PR, Relator Ministro CARLOS BRITTO, Órgão Julgador: Tribunal Pleno, Publicação: DJe 19/12/2008) (...) O Exmo. Sr. Ministro Relator não conheceu da presente reclamação ao fundamento de que inexistia, ‘formal e objetivamente, qualquer pronunciamento vinculante do Supremo Tribunal Federal, no momento em que proferida a decisão ora reclamada’ (...). De fato, compulsando os autos, observo que a decisão reclamada, a qual determinou o prosseguimento da execução quanto aos créditos previdenciários, foi proferida em 27.7.2006 (fl. 129), ou seja, em data anterior à aprovação da Súmula Vinculante nº 8 dessa Corte, que apenas ocorreu em 12.6.2008. Dessarte, o remédio constitucional utilizado não merece acolhida, porquanto ausente o requisito necessário do interesse de agir. Neste sentido, apresenta-se o entendimento do Supremo Tribunal Federal, para quem ‘a utilização da via reclamatória exige a existência de atos concretos que efetivamente desrespeitem a competência deste Tribunal ou a autoridade de suas decisões’. É o que se colhe do precedente abaixo, ‘in verbis’: ‘(...) Ocorre que a Súmula Vinculante nº 4 foi aprovada na Sessão Plenária de 30/4/08. O ato de que se reclama data de 19/10/04 (fl. 65, apenso 1), portanto, é anterior ao entendimento firmado nesta Corte Suprema com eficácia vinculante, sendo inviável a utilização da reclamação constitucional. Nesse sentido, Rcl-AgR-QO 1.723/CE, Relator o Ministro Celso de Melo, Tribunal Pleno, DJ de 6/4/01, em acórdão assim ementado: ‘RECLAMAÇÃO – ALEGADO DESRESPEITO À AUTORIDADE DE DECISÃO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, REVESTIDA DE EFICÁCIA VINCULANTE – IMPOSSIBILIDADE – DECISÃO RECLAMADA QUE FOI PROFERIDA EM 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6990819. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 13 Relatório RCL 7001 AGR / SC DATA ANTERIOR ÀQUELA EM QUE O STF JULGOU, COM EFEITO VINCULANTE, O PEDIDO DE MEDIDA CAUTELAR FORMULADO NA ADC 4 – AUSÊNCIA DO INTERESSE DE AGIR – INVIABILIDADE DA UTILIZAÇÃO PROCESSUAL DO INSTRUMENTO DA RECLAMAÇÃO – RECLAMAÇÃO NÃO CONHECIDA. RECLAMAÇÃO E PRESERVAÇÃO DA AUTORIDADE DAS DECISÕES DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL – O eventual descumprimento, por juízes ou Tribunais, de decisões emanadas do Supremo Tribunal Federal, especialmente quando proferidas com efeito vinculante (CF, art. 102, § 2º), ainda que em sede de medida cautelar, torna legítima a utilização do instrumento constitucional da reclamação, cuja específica função processual – além de impedir a usurpação da competência da Corte Suprema – também consiste em fazer prevalecer e em resguardar a integridade e a eficácia subordinante dos comandos que emergem de seus atos decisórios. Precedentes. Doutrina. ANTERIORIDADE DA DECISÃO RECLAMADA E AUSÊNCIA DE PARÂMETRO – Para que se legitime o acesso à via reclamatória, impõe-se a demonstração da efetiva ocorrência de desrespeito a julgamento emanado do Supremo Tribunal Federal. Inexiste ofensa à autoridade de pronunciamento do Supremo Tribunal Federal, se o ato de que se reclama é anterior à decisão emanada da Corte Suprema. A ausência de qualquer parâmetro decisório, previamente fixado pelo Supremo Tribunal Federal, torna inviável a instauração do processo de reclamação, notadamente porque inexistente o requisito necessário do interesse de agir. (...).’ (...) Diante do exposto, opina o Ministério Público Federal pelo desprovimento do recurso.” É o relatório. 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6990819. Supremo Tribunal Federal RCL 7001 AGR / SC DATA ANTERIOR ÀQUELA EM QUE O STF JULGOU, COM EFEITO VINCULANTE, O PEDIDO DE MEDIDA CAUTELAR FORMULADO NA ADC 4 – AUSÊNCIA DO INTERESSE DE AGIR – INVIABILIDADE DA UTILIZAÇÃO PROCESSUAL DO INSTRUMENTO DA RECLAMAÇÃO – RECLAMAÇÃO NÃO CONHECIDA. RECLAMAÇÃO E PRESERVAÇÃO DA AUTORIDADE DAS DECISÕES DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL – O eventual descumprimento, por juízes ou Tribunais, de decisões emanadas do Supremo Tribunal Federal, especialmente quando proferidas com efeito vinculante (CF, art. 102, § 2º), ainda que em sede de medida cautelar, torna legítima a utilização do instrumento constitucional da reclamação, cuja específica função processual – além de impedir a usurpação da competência da Corte Suprema – também consiste em fazer prevalecer e em resguardar a integridade e a eficácia subordinante dos comandos que emergem de seus atos decisórios. Precedentes. Doutrina. ANTERIORIDADE DA DECISÃO RECLAMADA E AUSÊNCIA DE PARÂMETRO – Para que se legitime o acesso à via reclamatória, impõe-se a demonstração da efetiva ocorrência de desrespeito a julgamento emanado do Supremo Tribunal Federal. Inexiste ofensa à autoridade de pronunciamento do Supremo Tribunal Federal, se o ato de que se reclama é anterior à decisão emanada da Corte Suprema. A ausência de qualquer parâmetro decisório, previamente fixado pelo Supremo Tribunal Federal, torna inviável a instauração do processo de reclamação, notadamente porque inexistente o requisito necessário do interesse de agir. (...).’ (...) Diante do exposto, opina o Ministério Público Federal pelo desprovimento do recurso.” É o relatório. 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6990819. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 13 Voto - MIN. CELSO DE MELLO 10/04/2014 PLENÁRIO AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 7.001 SANTA CATARINA V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Entendo não assistir razão à parte recorrente, eis que a decisão agravada ajusta-se, com integral fidelidade, à diretriz jurisprudencial firmada por esta Suprema Corte na matéria ora em exame. Tal como já tive o ensejo de assinalar quando da prolação da decisão ora recorrida, o agravante sustenta que o ato decisório objeto da presente reclamação teria transgredido o enunciado constante da Súmula Vinculante nº 08/STF, que possui o seguinte teor: “São inconstitucionais o parágrafo único do artigo 5º do Decreto-Lei nº 1.569/1977 e os artigos 45 E 46 da Lei nº 8.212/1991, que tratam de prescrição e decadência de crédito tributário.” Ocorre, no entanto, que o exame destes autos revela a ocorrência de situação processual apta a inviabilizar, por si só, a utilização do instrumento reclamatório. Refiro-me ao fato, processualmente relevante, de que o ato do qual se reclama foi proferido em 27/07/2006, ocasião em que esta Suprema Corte sequer aprovara a Súmula Vinculante nº 08/STF, o que somente viria a ocorrer em 12/06/2008. Demais disso, impende considerar, presente o que dispõe o art. 103-A, “caput”, da Constituição, que a publicação de referido enunciado sumular deu-se, apenas, em 20/06/2008, data a partir da qual passou ele a ter eficácia vinculante, impondo-se, em consequência, à observância dos demais órgãos do Poder Judiciário e à administração pública, excluídos do seu alcance todos os atos, anteriores à publicação, em órgão oficial, da súmula vinculante em questão. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6990820. Supremo Tribunal Federal 10/04/2014 PLENÁRIO AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 7.001 SANTA CATARINA V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Entendo não assistir razão à parte recorrente, eis que a decisão agravada ajusta-se, com integral fidelidade, à diretriz jurisprudencial firmada por esta Suprema Corte na matéria ora em exame. Tal como já tive o ensejo de assinalar quando da prolação da decisão ora recorrida, o agravante sustenta que o ato decisório objeto da presente reclamação teria transgredido o enunciado constante da Súmula Vinculante nº 08/STF, que possui o seguinte teor: “São inconstitucionais o parágrafo único do artigo 5º do Decreto-Lei nº 1.569/1977 e os artigos 45 E 46 da Lei nº 8.212/1991, que tratam de prescrição e decadência de crédito tributário.” Ocorre, no entanto, que o exame destes autos revela a ocorrência de situação processual apta a inviabilizar, por si só, a utilização do instrumento reclamatório. Refiro-me ao fato, processualmente relevante, de que o ato do qual se reclama foi proferido em 27/07/2006, ocasião em que esta Suprema Corte sequer aprovara a Súmula Vinculante nº 08/STF, o que somente viria a ocorrer em 12/06/2008. Demais disso, impende considerar, presente o que dispõe o art. 103-A, “caput”, da Constituição, que a publicação de referido enunciado sumular deu-se, apenas, em 20/06/2008, data a partir da qual passou ele a ter eficácia vinculante, impondo-se, em consequência, à observância dos demais órgãos do Poder Judiciário e à administração pública, excluídos do seu alcance todos os atos, anteriores à publicação, em órgão oficial, da súmula vinculante em questão. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6990820. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 13 Voto - MIN. CELSO DE MELLO RCL 7001 AGR / SC Isso significa, portanto, que inexistia, formal e objetivamente, qualquer pronunciamento vinculante do Supremo Tribunal Federal, no momento em que proferido o julgamento reclamado. O acesso ao remédio constitucional da reclamação, como típica ação judicial que é, submete-se, dentre outros, aos requisitos pertinentes às condições da ação. Impossível, portanto, uma vez inexistente o interesse legitimador da ação de reclamação, o exercício, pelo reclamante, do direito de acesso ao instrumento reclamatório. Impunha-se, no caso, que a parte reclamante, ora recorrente, para ter legítimo acesso à via reclamatória, demonstrasse que a decisão de que se reclama houvesse sido proferida posteriormente à publicação, na imprensa oficial, da Súmula Vinculante nº 08/STF. Como já enfatizado, o enunciado vinculante desta Suprema Corte somente veio a ser publicado em momento posterior ao ato decisório do qual se reclama, circunstância essa que, por si só, basta para afastar a arguição de desrespeito a uma Súmula Vinculante até então inexistente. Cumpre mencionar, tal como já referido, que o magistério jurisprudencial firmado pelo Plenário do Supremo Tribunal Federal reconhece a carência da ação reclamatória nos casos em que, tratando-se de súmula vinculante, o ato alegadamente ofensivo tenha sido proferido em momento anterior ao da publicação do enunciado sumular vinculante na imprensa oficial (CF, art. 103-A, “caput”): “RECLAMAÇÃO – ALEGADO DESRESPEITO À AUTORIDADE DE DECISÃO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, REVESTIDA DE EFICÁCIA VINCULANTE – IMPOSSIBILIDADE – DECISÃO RECLAMADA QUE FOI PROFERIDA EM DATA ANTERIOR ÀQUELA EM QUE O STF 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6990820. Supremo Tribunal Federal RCL 7001 AGR / SC Isso significa, portanto, que inexistia, formal e objetivamente, qualquer pronunciamento vinculante do Supremo Tribunal Federal, no momento em que proferido o julgamento reclamado. O acesso ao remédio constitucional da reclamação, como típica ação judicial que é, submete-se, dentre outros, aos requisitos pertinentes às condições da ação. Impossível, portanto, uma vez inexistente o interesse legitimador da ação de reclamação, o exercício, pelo reclamante, do direito de acesso ao instrumento reclamatório. Impunha-se, no caso, que a parte reclamante, ora recorrente, para ter legítimo acesso à via reclamatória, demonstrasse que a decisão de que se reclama houvesse sido proferida posteriormente à publicação, na imprensa oficial, da Súmula Vinculante nº 08/STF. Como já enfatizado, o enunciado vinculante desta Suprema Corte somente veio a ser publicado em momento posterior ao ato decisório do qual se reclama, circunstância essa que, por si só, basta para afastar a arguição de desrespeito a uma Súmula Vinculante até então inexistente. Cumpre mencionar, tal como já referido, que o magistério jurisprudencial firmado pelo Plenário do Supremo Tribunal Federal reconhece a carência da ação reclamatória nos casos em que, tratando-se de súmula vinculante, o ato alegadamente ofensivo tenha sido proferido em momento anterior ao da publicação do enunciado sumular vinculante na imprensa oficial (CF, art. 103-A, “caput”): “RECLAMAÇÃO – ALEGADO DESRESPEITO À AUTORIDADE DE DECISÃO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, REVESTIDA DE EFICÁCIA VINCULANTE – IMPOSSIBILIDADE – DECISÃO RECLAMADA QUE FOI PROFERIDA EM DATA ANTERIOR ÀQUELA EM QUE O STF 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6990820. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 13 Voto - MIN. CELSO DE MELLO RCL 7001 AGR / SC JULGOU, COM EFEITO VINCULANTE, O PEDIDO DE MEDIDA CAUTELAR FORMULADO NA ADC 4 – AUSÊNCIA DO INTERESSE DE AGIR – INVIABILIDADE DA UTILIZAÇÃO PROCESSUAL DO INSTRUMENTO DA RECLAMAÇÃO – RECLAMAÇÃO NÃO CONHECIDA. RECLAMAÇÃO E PRESERVAÇÃO DA AUTORIDADE DAS DECISÕES DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. - O eventual descumprimento, por juízes ou Tribunais, de decisões emanadas do Supremo Tribunal Federal, especialmente quando proferidas com efeito vinculante (CF, art. 102, § 2º), ainda que em sede de medida cautelar, torna legítima a utilização do instrumento constitucional da reclamação, cuja específica função processual – além de impedir a usurpação da competência da Corte Suprema – também consiste em fazer prevalecer e em resguardar a integridade e a eficácia subordinante dos comandos que emergem de seus atos decisórios. Precedentes. Doutrina. ANTERIORIDADE DA DECISÃO RECLAMADA E AUSÊNCIA DE PARÂMETRO. - Para que se legitime o acesso à via reclamatória, impõe-se a demonstração da efetiva ocorrência de desrespeito a julgamento emanado do Supremo Tribunal Federal. Inexiste ofensa à autoridade de pronunciamento do Supremo Tribunal Federal, se o ato de que se reclama é anterior à decisão emanada da Corte Suprema. A ausência de qualquer parâmetro decisório, previamente fixado pelo Supremo Tribunal Federal, torna inviável a instauração do processo de reclamação, notadamente porque inexistente o requisito necessário do interesse de agir. (...).” (RTJ 179/995-996, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Pleno) “RECLAMAÇÃO. SERVIDOR PÚBLICO. VENCIMENTOS. VANTAGENS PESSOAIS. ANTECIPAÇÃO DE TUTELA. DESRESPEITO À AUTORIDADE DA DECISÃO PROFERIDA NA ADC-4: INEXISTÊNCIA. ANTERIORIDADE DA DECISÃO RECLAMADA. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6990820. Supremo Tribunal Federal RCL 7001 AGR / SC JULGOU, COM EFEITO VINCULANTE, O PEDIDO DE MEDIDA CAUTELAR FORMULADO NA ADC 4 – AUSÊNCIA DO INTERESSE DE AGIR – INVIABILIDADE DA UTILIZAÇÃO PROCESSUAL DO INSTRUMENTO DA RECLAMAÇÃO – RECLAMAÇÃO NÃO CONHECIDA. RECLAMAÇÃO E PRESERVAÇÃO DA AUTORIDADE DAS DECISÕES DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. - O eventual descumprimento, por juízes ou Tribunais, de decisões emanadas do Supremo Tribunal Federal, especialmente quando proferidas com efeito vinculante (CF, art. 102, § 2º), ainda que em sede de medida cautelar, torna legítima a utilização do instrumento constitucional da reclamação, cuja específica função processual – além de impedir a usurpação da competência da Corte Suprema – também consiste em fazer prevalecer e em resguardar a integridade e a eficácia subordinante dos comandos que emergem de seus atos decisórios. Precedentes. Doutrina. ANTERIORIDADE DA DECISÃO RECLAMADA E AUSÊNCIA DE PARÂMETRO. - Para que se legitime o acesso à via reclamatória, impõe-se a demonstração da efetiva ocorrência de desrespeito a julgamento emanado do Supremo Tribunal Federal. Inexiste ofensa à autoridade de pronunciamento do Supremo Tribunal Federal, se o ato de que se reclama é anterior à decisão emanada da Corte Suprema. A ausência de qualquer parâmetro decisório, previamente fixado pelo Supremo Tribunal Federal, torna inviável a instauração do processo de reclamação, notadamente porque inexistente o requisito necessário do interesse de agir. (...).” (RTJ 179/995-996, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Pleno) “RECLAMAÇÃO. SERVIDOR PÚBLICO. VENCIMENTOS. VANTAGENS PESSOAIS. ANTECIPAÇÃO DE TUTELA. DESRESPEITO À AUTORIDADE DA DECISÃO PROFERIDA NA ADC-4: INEXISTÊNCIA. ANTERIORIDADE DA DECISÃO RECLAMADA. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6990820. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 13 Voto - MIN. CELSO DE MELLO RCL 7001 AGR / SC Não há falar em afronta à autoridade da decisão do Supremo Tribunal Federal quando o ato reclamado foi prolatado em data anterior ao julgado cujos efeitos busca-se preservar. A antecipação de tutela objeto desta Reclamação foi deferida mais de um ano antes da decisão desta Corte na ADC-4/DF, inexistindo parâmetro de confronto suficiente para legitimar a medida. Precedentes. Reclamação improcedente.” (Rcl 879/RS, Rel. Min. MAURÍCIO CORRÊA, Pleno – grifei) “AGRAVO REGIMENTAL NA RECLAMAÇÃO. ALEGAÇÃO DE DESRESPEITO À SÚMULA VINCULANTE DO STF. DECISÃO RECLAMADA PROFERIDA EM DATA ANTERIOR À EDIÇÃO DA SÚMULA VINCULANTE. AUSÊNCIA DO INTERESSE DE AGIR. DECLARAÇÃO INCIDENTAL DE INCONSTITUCIONALIDADE. AÇÃO CIVIL PÚBLICA. USURPAÇÃO DA COMPETÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. IMPROCEDÊNCIA. 1. Inexiste ofensa à autoridade de Súmula Vinculante quando o ato de que se reclama é anterior à decisão emanada da Corte Suprema. 2. Não usurpa a competência do Supremo Tribunal Federal a declaração incidental de inconstitucionalidade proferida por juiz em ação civil pública. Precedentes. Agravo regimental a que se nega provimento.” (Rcl 6.449-AgR/RS, Rel. Min. EROS GRAU, Pleno – grifei) “AGRAVO REGIMENTAL NA RECLAMAÇÃO. ALEGAÇÃO DE DESCUMPRIMENTO DA SÚMULA VINCULANTE N. 4 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. DECISÃO RECLAMADA ANTERIOR À EDIÇÃO DESSA SÚMULA: INADMISSIBILIDADE DA RECLAMAÇÃO. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.” (Rcl 8.111-AgR/SP, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Pleno – grifei) 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6990820. Supremo Tribunal Federal RCL 7001 AGR / SC Não há falar em afronta à autoridade da decisão do Supremo Tribunal Federal quando o ato reclamado foi prolatado em data anterior ao julgado cujos efeitos busca-se preservar. A antecipação de tutela objeto desta Reclamação foi deferida mais de um ano antes da decisão desta Corte na ADC-4/DF, inexistindo parâmetro de confronto suficiente para legitimar a medida. Precedentes. Reclamação improcedente.” (Rcl 879/RS, Rel. Min. MAURÍCIO CORRÊA, Pleno – grifei) “AGRAVO REGIMENTAL NA RECLAMAÇÃO. ALEGAÇÃO DE DESRESPEITO À SÚMULA VINCULANTE DO STF. DECISÃO RECLAMADA PROFERIDA EM DATA ANTERIOR À EDIÇÃO DA SÚMULA VINCULANTE. AUSÊNCIA DO INTERESSE DE AGIR. DECLARAÇÃO INCIDENTAL DE INCONSTITUCIONALIDADE. AÇÃO CIVIL PÚBLICA. USURPAÇÃO DA COMPETÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. IMPROCEDÊNCIA. 1. Inexiste ofensa à autoridade de Súmula Vinculante quando o ato de que se reclama é anterior à decisão emanada da Corte Suprema. 2. Não usurpa a competência do Supremo Tribunal Federal a declaração incidental de inconstitucionalidade proferida por juiz em ação civil pública. Precedentes. Agravo regimental a que se nega provimento.” (Rcl 6.449-AgR/RS, Rel. Min. EROS GRAU, Pleno – grifei) “AGRAVO REGIMENTAL NA RECLAMAÇÃO. ALEGAÇÃO DE DESCUMPRIMENTO DA SÚMULA VINCULANTE N. 4 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. DECISÃO RECLAMADA ANTERIOR À EDIÇÃO DESSA SÚMULA: INADMISSIBILIDADE DA RECLAMAÇÃO. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.” (Rcl 8.111-AgR/SP, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Pleno – grifei) 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6990820. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 13 Voto - MIN. CELSO DE MELLO RCL 7001 AGR / SC “RECLAMAÇÃO. Inadmissibilidade. Alegação de ofensa à súmula vinculante nº 10. Decisão anterior à edição desta. Seguimento negado. Agravo improvido. Não cabe reclamação por ofensa a súmula vinculante editada após a decisão impugnada.” (Rcl 8.846-AgR/SP, Rel. Min. CEZAR PELUSO, Pleno – grifei) Sendo assim, pelas razões expostas e acolhendo, ainda, o parecer da douta Procuradoria-Geral da República, nego provimento ao presente recurso de agravo, mantendo, por seus próprios fundamentos, a decisão ora recorrida. É o meu voto. 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6990820. Supremo Tribunal Federal RCL 7001 AGR / SC “RECLAMAÇÃO. Inadmissibilidade. Alegação de ofensa à súmula vinculante nº 10. Decisão anterior à edição desta. Seguimento negado. Agravo improvido. Não cabe reclamação por ofensa a súmula vinculante editada após a decisão impugnada.” (Rcl 8.846-AgR/SP, Rel. Min. CEZAR PELUSO, Pleno – grifei) Sendo assim, pelas razões expostas e acolhendo, ainda, o parecer da douta Procuradoria-Geral da República, nego provimento ao presente recurso de agravo, mantendo, por seus próprios fundamentos, a decisão ora recorrida. É o meu voto. 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6990820. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 13 Extrato de Ata - 10/04/2014 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 7.001 PROCED. : SANTA CATARINA RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) : DÉRLIO LUIZ DE SOUZA ADV.(A/S) : DÉRLIO LUIZ DE SOUZA AGDO.(A/S) : NILTON CAMPOS INTDO.(A/S) : LABORATÓRIO MÉDICO MARIZE ROGÉRIO LTDA ADV.(A/S) : AURÉLIO RINALDI NASCIMENTO INTDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO NACIONAL - INSS ADV.(A/S) : PROCURADORIA-GERAL DA FAZENDA NACIONAL INTDO.(A/S) : JUIZ DO TRABALHO DA 2ª VARA DO TRABALHO DE TUBARÃO (PROCESSO Nº 840/98) Decisão: O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, negou provimento ao agravo regimental. Ausentes, neste julgamento, os Ministros Joaquim Barbosa (Presidente), Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski (Vice-Presidente) e Roberto Barroso. Presidiu o julgamento o Ministro Celso de Mello (art. 37, I, do RISTF). Plenário, 10.04.2014. Presidência do Senhor Ministro Joaquim Barbosa. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber, Teori Zavascki e Roberto Barroso. Procurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot Monteiro de Barros. p/ Luiz Tomimatsu Assessor-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 5704414 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 7.001 PROCED. : SANTA CATARINA RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) : DÉRLIO LUIZ DE SOUZA ADV.(A/S) : DÉRLIO LUIZ DE SOUZA AGDO.(A/S) : NILTON CAMPOS INTDO.(A/S) : LABORATÓRIO MÉDICO MARIZE ROGÉRIO LTDA ADV.(A/S) : AURÉLIO RINALDI NASCIMENTO INTDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO NACIONAL - INSS ADV.(A/S) : PROCURADORIA-GERAL DA FAZENDA NACIONAL INTDO.(A/S) : JUIZ DO TRABALHO DA 2ª VARA DO TRABALHO DE TUBARÃO (PROCESSO Nº 840/98) Decisão: O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, negou provimento ao agravo regimental. Ausentes, neste julgamento, os Ministros Joaquim Barbosa (Presidente), Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski (Vice-Presidente) e Roberto Barroso. Presidiu o julgamento o Ministro Celso de Mello (art. 37, I, do RISTF). Plenário, 10.04.2014. Presidência do Senhor Ministro Joaquim Barbosa. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber, Teori Zavascki e Roberto Barroso. Procurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot Monteiro de Barros. p/ Luiz Tomimatsu Assessor-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 5704414 Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 13
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=7027038
2014-04-10T00:00:00
2014-10-30T00:00:00
O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, negou provimento ao agravo regimental. Ausentes, neste julgamento, os Ministros Joaquim Barbosa (Presidente), Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski (Vice-Presidente) e Roberto Barroso. Presidiu o julgamento o Ministro Celso de Mello (art. 37, I, do RISTF). Plenário, 10.04.2014.
AG.REG. NA RECLAMAÇÃO
E M E N T A: RECLAMAÇÃO – ALEGADO DESRESPEITO AO ENUNCIADO DA SÚMULA VINCULANTE Nº 08/STF – IMPOSSIBILIDADE – DECISÃO RECLAMADA PROFERIDA EM DATA ANTERIOR À PUBLICAÇÃO, NA IMPRENSA OFICIAL, DE REFERIDA FORMULAÇÃO SUMULAR – AUSÊNCIA DO INTERESSE DE AGIR – INVIABILIDADE DA UTILIZAÇÃO PROCESSUAL DO INSTRUMENTO DA RECLAMAÇÃO COMO INADMISSÍVEL SUCEDÂNEO DE AÇÃO RESCISÓRIA, DE RECURSOS OU DE AÇÕES JUDICIAIS EM GERAL – PRECEDENTES – RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO. ANTERIORIDADE DA DECISÃO RECLAMADA E AUSÊNCIA DE PARÂMETRO. - Considerado o que dispõe o art. 103-A, “caput”, da Constituição, somente a partir da data em que o enunciado sumular é publicado em órgão da imprensa oficial é que passa a ter eficácia vinculante, impondo-se, em consequência, à observância dos demais juízes e Tribunais, excluídos do seu alcance todos os atos decisórios, como o de que ora se cuida, anteriores à sua publicação. - Impõe-se, à parte reclamante, para ter legítimo acesso à via reclamatória, demonstrar que o ato de que se reclama tenha sido sido proferido posteriormente à publicação, na imprensa oficial, do enunciado da Súmula Vinculante. - Inexiste ofensa a enunciado constante de súmula vinculante do Supremo Tribunal Federal, se o ato de que se reclama é anterior a referido pronunciamento sumular.
sjur282401
- Acórdão(s) citado(s): (RCL, SUV) Rcl 879 (TP), Rcl 6449 AgR (TP), Rcl 8846 AgR (TP), Rcl 8111 AgR (TP), RTJ 179/995-996,. Número de páginas: 13. Análise: 17/11/2014, MAR.
CELSO DE MELLO
Tribunal Pleno
7001
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-0103A\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED SUV-000008 \n SÚMULA VINCULANTE DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
Rcl-AgR
acordaos
Rcl 7001 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : DÉRLIO LUIZ DE SOUZA ADV.(A/S) : DÉRLIO LUIZ DE SOUZA AGDO.(A/S) : NILTON CAMPOS INTDO.(A/S) : LABORATÓRIO MÉDICO MARIZE ROGÉRIO LTDA ADV.(A/S) : AURÉLIO RINALDI NASCIMENTO INTDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO NACIONAL - INSS ADV.(A/S) : PROCURADORIA-GERAL DA FAZENDA NACIONAL INTDO.(A/S) : JUIZ DO TRABALHO DA 2ª VARA DO TRABALHO DE TUBARÃO (PROCESSO Nº 840/98)
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Ementa e Acórdão 10/04/2014 PLENÁRIO AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 7.001 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :DÉRLIO LUIZ DE SOUZA ADV.(A/S) :DÉRLIO LUIZ DE SOUZA AGDO.(A/S) :NILTON CAMPOS INTDO.(A/S) :LABORATÓRIO MÉDICO MARIZE ROGÉRIO LTDA ADV.(A/S) :AURÉLIO RINALDI NASCIMENTO INTDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO NACIONAL - INSS ADV.(A/S) :PROCURADORIA-GERAL DA FAZENDA NACIONAL INTDO.(A/S) :JUIZ DO TRABALHO DA 2... VARA DO TRABALHO DE TUBARÃO (PROCESSO n 840/98) E M E N T A: RECLAMAÇÃO – ALEGADO DESRESPEITO AO ENUNCIADO DA SÚMULA VINCULANTE n 08/Supremo Tribunal Federal – IMPOSSIBILIDADE – DECISÃO RECLAMADA PROFERIDA EM DATA ANTERIOR À PUBLICAÇÃO, NA IMPRENSA OFICIAL, DE REFERIDA FORMULAÇÃO SUMULAR – AUSÊNCIA DO INTERESSE DE AGIR – INVIABILIDADE DA UTILIZAÇÃO PROCESSUAL DO INSTRUMENTO DA RECLAMAÇÃO COMO INADMISSÍVEL SUCEDÂNEO DE AÇÃO RESCISÓRIA, DE RECURSOS OU DE AÇÕES JUDICIAIS EM GERAL – PRECEDENTES – RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO. ANTERIORIDADE DA DECISÃO RECLAMADA E AUSÊNCIA DE PARÂMETRO. - Considerado o que dispõe o art. 103-A, “caput”, da Constituição, somente a partir da data em que o enunciado sumular é publicado em órgão da imprensa oficial é que passa a ter eficácia vinculante, impondo-se, em consequência, à observância dos demais juízes e Tribunais, excluídos do Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6990818. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 13 Ementa e Acórdão RCL 7001 AGR / SC seu alcance todos os atos decisórios, como o de que ora se cuida, anteriores à sua publicação. - Impõe-se, à parte reclamante, para ter legítimo acesso à via reclamatória, demonstrar que o ato de que se reclama tenha sido sido proferido posteriormente à publicação, na imprensa oficial, do enunciado da Súmula Vinculante. - Inexiste ofensa a enunciado constante de súmula vinculante do Supremo Tribunal Federal, se o ato de que se reclama é anterior a referido pronunciamento sumular. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Plenária, sob a Presidência do Ministro Celso de Mello (RISTF, art. 37, I), na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausentes, neste julgamento, os Ministros Joaquim Barbosa (Presidente), Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski (Vice-Presidente) e Roberto Barroso. Brasília, 10 de abril de 2014. CELSO DE MELLO – RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6990818. Supremo Tribunal Federal RCL 7001 AGR / SC seu alcance todos os atos decisórios, como o de que ora se cuida, anteriores à sua publicação. - Impõe-se, à parte reclamante, para ter legítimo acesso à via reclamatória, demonstrar que o ato de que se reclama tenha sido sido proferido posteriormente à publicação, na imprensa oficial, do enunciado da Súmula Vinculante. - Inexiste ofensa a enunciado constante de súmula vinculante do Supremo Tribunal Federal, se o ato de que se reclama é anterior a referido pronunciamento sumular. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Plenária, sob a Presidência do Ministro Celso de Mello (RISTF, art. 37, I), na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausentes, neste julgamento, os Ministros Joaquim Barbosa (Presidente), Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski (Vice-Presidente) e Roberto Barroso. Brasília, 10 de abril de 2014. CELSO DE MELLO – RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6990818. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 13 Relatório 10/04/2014 PLENÁRIO AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 7.001 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :DÉRLIO LUIZ DE SOUZA ADV.(A/S) :DÉRLIO LUIZ DE SOUZA AGDO.(A/S) :NILTON CAMPOS INTDO.(A/S) :LABORATÓRIO MÉDICO MARIZE ROGÉRIO LTDA ADV.(A/S) :AURÉLIO RINALDI NASCIMENTO INTDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO NACIONAL - INSS ADV.(A/S) :PROCURADORIA-GERAL DA FAZENDA NACIONAL INTDO.(A/S) :JUIZ DO TRABALHO DA 2... VARA DO TRABALHO DE TUBARÃO (PROCESSO n 840/98) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): O Ministério Público Federal, em manifestação aprovada pelo eminente Chefe da Instituição, opinou pelo não provimento do recurso de agravo em parecer assim ementado (fls. 261): “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO EM RECLAMAÇÃO. ALEGAÇÃO DE DESCUMPRIMENTO DA SÚMULA VINCULANTE n 8. I – INVIABILIDADE DE EMBARGOS OPOSTOS CONTRA DECISÃO MONOCRÁTICA. CONVERSÃO PARA AGRAVO REGIMENTAL. II – DESRESPEITO À AUTORIDADE DA SÚMULA VINCULANTE n 8 DESSA CORTE. INEXISTÊNCIA. ANTERIORIDADE DA DECISÃO RECLAMADA. III – PARECER PELO DESPROVIMENTO DO RECURSO. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6990819. Supremo Tribunal Federal 10/04/2014 PLENÁRIO AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 7.001 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :DÉRLIO LUIZ DE SOUZA ADV.(A/S) :DÉRLIO LUIZ DE SOUZA AGDO.(A/S) :NILTON CAMPOS INTDO.(A/S) :LABORATÓRIO MÉDICO MARIZE ROGÉRIO LTDA ADV.(A/S) :AURÉLIO RINALDI NASCIMENTO INTDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO NACIONAL - INSS ADV.(A/S) :PROCURADORIA-GERAL DA FAZENDA NACIONAL INTDO.(A/S) :JUIZ DO TRABALHO DA 2... VARA DO TRABALHO DE TUBARÃO (PROCESSO n 840/98) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): O Ministério Público Federal, em manifestação aprovada pelo eminente Chefe da Instituição, opinou pelo não provimento do recurso de agravo em parecer assim ementado (fls. 261): “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO EM RECLAMAÇÃO. ALEGAÇÃO DE DESCUMPRIMENTO DA SÚMULA VINCULANTE n 8. I – INVIABILIDADE DE EMBARGOS OPOSTOS CONTRA DECISÃO MONOCRÁTICA. CONVERSÃO PARA AGRAVO REGIMENTAL. II – DESRESPEITO À AUTORIDADE DA SÚMULA VINCULANTE n 8 DESSA CORTE. INEXISTÊNCIA. ANTERIORIDADE DA DECISÃO RECLAMADA. III – PARECER PELO DESPROVIMENTO DO RECURSO. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6990819. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 13 Relatório RCL 7001 AGR / SC Excelentíssimo Senhor Ministro Relator, Trata-se de embargos de declaração, opostos por Dérlio Luiz de Souza, contra decisão monocrática que não conheceu da reclamação, ante os seguintes fundamentos: ‘(...) Passo a apreciar, em caráter preliminar, a admissibilidade, no caso ora em exame, do instrumento constitucional da reclamação. E, ao proceder a essa análise, não vejo como dar trânsito à presente reclamação, eis que o ato de que se reclama, a decisão que determinou a ‘continuidade da execução, concernente aos créditos previdenciários’, contra o ora reclamante, foi proferido em 27/07/2006, ocasião em que esta Suprema Corte sequer aprovara a Súmula Vinculante n 08/Supremo Tribunal Federal, o que somente viria a ocorrer em 12/06/2008. Isso significa, portanto, que inexistia, formal e objetivamente, qualquer pronunciamento vinculante do Supremo Tribunal Federal, no momento em que proferida a decisão ora reclamada. O acesso ao remédio constitucional da reclamação, como típica ação judicial que é, submete-se, dentre outros, aos requisitos pertinentes às condições da ação. Impossível, portanto, uma vez inexistente o interesse legitimador da ação de reclamação, o exercício, pelo ora reclamante, do direito de acesso ao instrumento reclamatório. Impunha-se, no caso, que a parte ora reclamante, para ter legítimo acesso à via reclamatória, demonstrasse que a decisão jurisdicional de que ora se reclama houvesse sido proferida posteriormente à aprovação da Súmula Vinculante n 08/Supremo Tribunal Federal. Como já enfatizado, o enunciado vinculante desta Suprema Corte – supostamente transgredido pelo Juízo da 2... Vara do Trabalho de Tubarão/SC – somente veio a ser aprovado em momento posterior ao da decisão de que ora se reclama, circunstância essa que, por si só, basta para afastar a argüição de desrespeito a uma Súmula Vinculante até então inexistente. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6990819. Supremo Tribunal Federal RCL 7001 AGR / SC Excelentíssimo Senhor Ministro Relator, Trata-se de embargos de declaração, opostos por Dérlio Luiz de Souza, contra decisão monocrática que não conheceu da reclamação, ante os seguintes fundamentos: ‘(...) Passo a apreciar, em caráter preliminar, a admissibilidade, no caso ora em exame, do instrumento constitucional da reclamação. E, ao proceder a essa análise, não vejo como dar trânsito à presente reclamação, eis que o ato de que se reclama, a decisão que determinou a ‘continuidade da execução, concernente aos créditos previdenciários’, contra o ora reclamante, foi proferido em 27/07/2006, ocasião em que esta Suprema Corte sequer aprovara a Súmula Vinculante n 08/Supremo Tribunal Federal, o que somente viria a ocorrer em 12/06/2008. Isso significa, portanto, que inexistia, formal e objetivamente, qualquer pronunciamento vinculante do Supremo Tribunal Federal, no momento em que proferida a decisão ora reclamada. O acesso ao remédio constitucional da reclamação, como típica ação judicial que é, submete-se, dentre outros, aos requisitos pertinentes às condições da ação. Impossível, portanto, uma vez inexistente o interesse legitimador da ação de reclamação, o exercício, pelo ora reclamante, do direito de acesso ao instrumento reclamatório. Impunha-se, no caso, que a parte ora reclamante, para ter legítimo acesso à via reclamatória, demonstrasse que a decisão jurisdicional de que ora se reclama houvesse sido proferida posteriormente à aprovação da Súmula Vinculante n 08/Supremo Tribunal Federal. Como já enfatizado, o enunciado vinculante desta Suprema Corte – supostamente transgredido pelo Juízo da 2... Vara do Trabalho de Tubarão/SC – somente veio a ser aprovado em momento posterior ao da decisão de que ora se reclama, circunstância essa que, por si só, basta para afastar a argüição de desrespeito a uma Súmula Vinculante até então inexistente. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6990819. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 13 Relatório RCL 7001 AGR / SC Cumpre mencionar, por cabível, que o magistério jurisprudencial firmado pelo Plenário do Supremo Tribunal Federal reconhece a carência da ação reclamatória nos casos em que o ato alegadamente ofensivo tenha sido proferido em momento anterior à prolação de julgamento cuja autoridade estaria sendo desrespeitada: ‘(...)’ Sendo assim, pelas razões expostas, não conheço, por incabível, da presente reclamação, restando prejudicada a apreciação do pedido de medida liminar.’ (fls. 239/241). Alega o embargante, em síntese, que a decisão reclamada é posterior à aprovação da Súmula Vinculante n 8 do Supremo Tribunal Federal (fls. 252/255). Em seguida, vieram os autos para parecer. É o relatório. Passo a opinar. De início, cabe registrar ser firme a jurisprudência do Pretório Excelso no sentido de que não cabem embargos declaratórios contra decisão monocrática, devendo os mesmos serem conhecidos como agravo regimental. Senão, vejamos: ‘EMBARGOS DE DECLARAÇÃO CONTRA DECISÃO DO RELATOR DA AÇÃO PENAL N. 480. PRETENSÃO INFRINGENTE E PROTELATÓRIA. ALEGAÇÃO DE OMISSÃO. INVIABILIDADE DE EMBARGOS OPOSTOS CONTRA DECISÃO MONOCRÁTICA. CONVERSÃO PARA AGRAVO REGIMENTAL. DECISÃO MANTIDA POR SEUS PRÓPRIOS FUNDAMENTOS. AGRAVO DESPROVIDO. 1. A jurisprudência deste Supremo Tribunal é firme no sentido da inadmissibilidade de embargos declaratórios contra decisão monocrática. Recebimento do pedido como agravo regimental. 2. Não há omissão ou ilegalidade na decisão do relator que, diante do propósito meramente protelatório, indefere diligência complementar requestada pela defesa. Mormente quando tal diligência nem sequer foi pleiteada nos dez anos de instrução 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6990819. Supremo Tribunal Federal RCL 7001 AGR / SC Cumpre mencionar, por cabível, que o magistério jurisprudencial firmado pelo Plenário do Supremo Tribunal Federal reconhece a carência da ação reclamatória nos casos em que o ato alegadamente ofensivo tenha sido proferido em momento anterior à prolação de julgamento cuja autoridade estaria sendo desrespeitada: ‘(...)’ Sendo assim, pelas razões expostas, não conheço, por incabível, da presente reclamação, restando prejudicada a apreciação do pedido de medida liminar.’ (fls. 239/241). Alega o embargante, em síntese, que a decisão reclamada é posterior à aprovação da Súmula Vinculante n 8 do Supremo Tribunal Federal (fls. 252/255). Em seguida, vieram os autos para parecer. É o relatório. Passo a opinar. De início, cabe registrar ser firme a jurisprudência do Pretório Excelso no sentido de que não cabem embargos declaratórios contra decisão monocrática, devendo os mesmos serem conhecidos como agravo regimental. Senão, vejamos: ‘EMBARGOS DE DECLARAÇÃO CONTRA DECISÃO DO RELATOR DA AÇÃO PENAL N. 480. PRETENSÃO INFRINGENTE E PROTELATÓRIA. ALEGAÇÃO DE OMISSÃO. INVIABILIDADE DE EMBARGOS OPOSTOS CONTRA DECISÃO MONOCRÁTICA. CONVERSÃO PARA AGRAVO REGIMENTAL. DECISÃO MANTIDA POR SEUS PRÓPRIOS FUNDAMENTOS. AGRAVO DESPROVIDO. 1. A jurisprudência deste Supremo Tribunal é firme no sentido da inadmissibilidade de embargos declaratórios contra decisão monocrática. Recebimento do pedido como agravo regimental. 2. Não há omissão ou ilegalidade na decisão do relator que, diante do propósito meramente protelatório, indefere diligência complementar requestada pela defesa. Mormente quando tal diligência nem sequer foi pleiteada nos dez anos de instrução 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6990819. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 13 Relatório RCL 7001 AGR / SC criminal e não guarda relação com eventual prova de excludentes de ilicitude, tipicidade ou culpabilidade, ou mesmo da materialidade delitiva. 3. Recurso a que se nega provimento.’ (AP n 480 ED/PR, Relator Ministro CARLOS BRITTO, Órgão Julgador: Tribunal Pleno, Publicação: DJe 19/12/2008) (...) O Exmo. Sr. Ministro Relator não conheceu da presente reclamação ao fundamento de que inexistia, ‘formal e objetivamente, qualquer pronunciamento vinculante do Supremo Tribunal Federal, no momento em que proferida a decisão ora reclamada’ (...). De fato, compulsando os autos, observo que a decisão reclamada, a qual determinou o prosseguimento da execução quanto aos créditos previdenciários, foi proferida em 27.7.2006 (fl. 129), ou seja, em data anterior à aprovação da Súmula Vinculante n 8 dessa Corte, que apenas ocorreu em 12.6.2008. Dessarte, o remédio constitucional utilizado não merece acolhida, porquanto ausente o requisito necessário do interesse de agir. Neste sentido, apresenta-se o entendimento do Supremo Tribunal Federal, para quem ‘a utilização da via reclamatória exige a existência de atos concretos que efetivamente desrespeitem a competência deste Tribunal ou a autoridade de suas decisões’. É o que se colhe do precedente abaixo, ‘in verbis’: ‘(...) Ocorre que a Súmula Vinculante n 4 foi aprovada na Sessão Plenária de 30/4/08. O ato de que se reclama data de 19/10/04 (fl. 65, apenso 1), portanto, é anterior ao entendimento firmado nesta Corte Suprema com eficácia vinculante, sendo inviável a utilização da reclamação constitucional. Nesse sentido, Rcl-AgR-QO 1.723/CE, Relator o Ministro Celso de Melo, Tribunal Pleno, DJ de 6/4/01, em acórdão assim ementado: ‘RECLAMAÇÃO – ALEGADO DESRESPEITO À AUTORIDADE DE DECISÃO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, REVESTIDA DE EFICÁCIA VINCULANTE – IMPOSSIBILIDADE – DECISÃO RECLAMADA QUE FOI PROFERIDA EM 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6990819. Supremo Tribunal Federal RCL 7001 AGR / SC criminal e não guarda relação com eventual prova de excludentes de ilicitude, tipicidade ou culpabilidade, ou mesmo da materialidade delitiva. 3. Recurso a que se nega provimento.’ (AP n 480 ED/PR, Relator Ministro CARLOS BRITTO, Órgão Julgador: Tribunal Pleno, Publicação: DJe 19/12/2008) (...) O Exmo. Sr. Ministro Relator não conheceu da presente reclamação ao fundamento de que inexistia, ‘formal e objetivamente, qualquer pronunciamento vinculante do Supremo Tribunal Federal, no momento em que proferida a decisão ora reclamada’ (...). De fato, compulsando os autos, observo que a decisão reclamada, a qual determinou o prosseguimento da execução quanto aos créditos previdenciários, foi proferida em 27.7.2006 (fl. 129), ou seja, em data anterior à aprovação da Súmula Vinculante n 8 dessa Corte, que apenas ocorreu em 12.6.2008. Dessarte, o remédio constitucional utilizado não merece acolhida, porquanto ausente o requisito necessário do interesse de agir. Neste sentido, apresenta-se o entendimento do Supremo Tribunal Federal, para quem ‘a utilização da via reclamatória exige a existência de atos concretos que efetivamente desrespeitem a competência deste Tribunal ou a autoridade de suas decisões’. É o que se colhe do precedente abaixo, ‘in verbis’: ‘(...) Ocorre que a Súmula Vinculante n 4 foi aprovada na Sessão Plenária de 30/4/08. O ato de que se reclama data de 19/10/04 (fl. 65, apenso 1), portanto, é anterior ao entendimento firmado nesta Corte Suprema com eficácia vinculante, sendo inviável a utilização da reclamação constitucional. Nesse sentido, Rcl-AgR-QO 1.723/CE, Relator o Ministro Celso de Melo, Tribunal Pleno, DJ de 6/4/01, em acórdão assim ementado: ‘RECLAMAÇÃO – ALEGADO DESRESPEITO À AUTORIDADE DE DECISÃO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, REVESTIDA DE EFICÁCIA VINCULANTE – IMPOSSIBILIDADE – DECISÃO RECLAMADA QUE FOI PROFERIDA EM 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6990819. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 13 Relatório RCL 7001 AGR / SC DATA ANTERIOR ÀQUELA EM QUE O Supremo Tribunal Federal JULGOU, COM EFEITO VINCULANTE, O PEDIDO DE MEDIDA CAUTELAR FORMULADO NA ADC 4 – AUSÊNCIA DO INTERESSE DE AGIR – INVIABILIDADE DA UTILIZAÇÃO PROCESSUAL DO INSTRUMENTO DA RECLAMAÇÃO – RECLAMAÇÃO NÃO CONHECIDA. RECLAMAÇÃO E PRESERVAÇÃO DA AUTORIDADE DAS DECISÕES DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL – O eventual descumprimento, por juízes ou Tribunais, de decisões emanadas do Supremo Tribunal Federal, especialmente quando proferidas com efeito vinculante (Constituição Federal de 1988, art. 102, § 2...), ainda que em sede de medida cautelar, torna legítima a utilização do instrumento constitucional da reclamação, cuja específica função processual – além de impedir a usurpação da competência da Corte Suprema – também consiste em fazer prevalecer e em resguardar a integridade e a eficácia subordinante dos comandos que emergem de seus atos decisórios. Precedentes. Doutrina. ANTERIORIDADE DA DECISÃO RECLAMADA E AUSÊNCIA DE PARÂMETRO – Para que se legitime o acesso à via reclamatória, impõe-se a demonstração da efetiva ocorrência de desrespeito a julgamento emanado do Supremo Tribunal Federal. Inexiste ofensa à autoridade de pronunciamento do Supremo Tribunal Federal, se o ato de que se reclama é anterior à decisão emanada da Corte Suprema. A ausência de qualquer parâmetro decisório, previamente fixado pelo Supremo Tribunal Federal, torna inviável a instauração do processo de reclamação, notadamente porque inexistente o requisito necessário do interesse de agir. (...).’ (...) Diante do exposto, opina o Ministério Público Federal pelo desprovimento do recurso.” É o relatório. 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6990819. Supremo Tribunal Federal RCL 7001 AGR / SC DATA ANTERIOR ÀQUELA EM QUE O Supremo Tribunal Federal JULGOU, COM EFEITO VINCULANTE, O PEDIDO DE MEDIDA CAUTELAR FORMULADO NA ADC 4 – AUSÊNCIA DO INTERESSE DE AGIR – INVIABILIDADE DA UTILIZAÇÃO PROCESSUAL DO INSTRUMENTO DA RECLAMAÇÃO – RECLAMAÇÃO NÃO CONHECIDA. RECLAMAÇÃO E PRESERVAÇÃO DA AUTORIDADE DAS DECISÕES DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL – O eventual descumprimento, por juízes ou Tribunais, de decisões emanadas do Supremo Tribunal Federal, especialmente quando proferidas com efeito vinculante (Constituição Federal de 1988, art. 102, § 2...), ainda que em sede de medida cautelar, torna legítima a utilização do instrumento constitucional da reclamação, cuja específica função processual – além de impedir a usurpação da competência da Corte Suprema – também consiste em fazer prevalecer e em resguardar a integridade e a eficácia subordinante dos comandos que emergem de seus atos decisórios. Precedentes. Doutrina. ANTERIORIDADE DA DECISÃO RECLAMADA E AUSÊNCIA DE PARÂMETRO – Para que se legitime o acesso à via reclamatória, impõe-se a demonstração da efetiva ocorrência de desrespeito a julgamento emanado do Supremo Tribunal Federal. Inexiste ofensa à autoridade de pronunciamento do Supremo Tribunal Federal, se o ato de que se reclama é anterior à decisão emanada da Corte Suprema. A ausência de qualquer parâmetro decisório, previamente fixado pelo Supremo Tribunal Federal, torna inviável a instauração do processo de reclamação, notadamente porque inexistente o requisito necessário do interesse de agir. (...).’ (...) Diante do exposto, opina o Ministério Público Federal pelo desprovimento do recurso.” É o relatório. 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6990819. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 13 Voto - MIN. CELSO DE MELLO 10/04/2014 PLENÁRIO AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 7.001 SANTA CATARINA V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Entendo não assistir razão à parte recorrente, eis que a decisão agravada ajusta-se, com integral fidelidade, à diretriz jurisprudencial firmada por esta Suprema Corte na matéria ora em exame. Tal como já tive o ensejo de assinalar quando da prolação da decisão ora recorrida, o agravante sustenta que o ato decisório objeto da presente reclamação teria transgredido o enunciado constante da Súmula Vinculante n 08/Supremo Tribunal Federal, que possui o seguinte teor: “São inconstitucionais o parágrafo único do artigo 5... do Decreto-Lei n 1.569/1977 e os artigos 45 E 46 da Lei n 8.212/1991, que tratam de prescrição e decadência de crédito tributário.” Ocorre, no entanto, que o exame destes autos revela a ocorrência de situação processual apta a inviabilizar, por si só, a utilização do instrumento reclamatório. Refiro-me ao fato, processualmente relevante, de que o ato do qual se reclama foi proferido em 27/07/2006, ocasião em que esta Suprema Corte sequer aprovara a Súmula Vinculante n 08/Supremo Tribunal Federal, o que somente viria a ocorrer em 12/06/2008. Demais disso, impende considerar, presente o que dispõe o art. 103-A, “caput”, da Constituição, que a publicação de referido enunciado sumular deu-se, apenas, em 20/06/2008, data a partir da qual passou ele a ter eficácia vinculante, impondo-se, em consequência, à observância dos demais órgãos do Poder Judiciário e à administração pública, excluídos do seu alcance todos os atos, anteriores à publicação, em órgão oficial, da súmula vinculante em questão. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6990820. Supremo Tribunal Federal 10/04/2014 PLENÁRIO AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 7.001 SANTA CATARINA V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Entendo não assistir razão à parte recorrente, eis que a decisão agravada ajusta-se, com integral fidelidade, à diretriz jurisprudencial firmada por esta Suprema Corte na matéria ora em exame. Tal como já tive o ensejo de assinalar quando da prolação da decisão ora recorrida, o agravante sustenta que o ato decisório objeto da presente reclamação teria transgredido o enunciado constante da Súmula Vinculante n 08/Supremo Tribunal Federal, que possui o seguinte teor: “São inconstitucionais o parágrafo único do artigo 5... do Decreto-Lei n 1.569/1977 e os artigos 45 E 46 da Lei n 8.212/1991, que tratam de prescrição e decadência de crédito tributário.” Ocorre, no entanto, que o exame destes autos revela a ocorrência de situação processual apta a inviabilizar, por si só, a utilização do instrumento reclamatório. Refiro-me ao fato, processualmente relevante, de que o ato do qual se reclama foi proferido em 27/07/2006, ocasião em que esta Suprema Corte sequer aprovara a Súmula Vinculante n 08/Supremo Tribunal Federal, o que somente viria a ocorrer em 12/06/2008. Demais disso, impende considerar, presente o que dispõe o art. 103-A, “caput”, da Constituição, que a publicação de referido enunciado sumular deu-se, apenas, em 20/06/2008, data a partir da qual passou ele a ter eficácia vinculante, impondo-se, em consequência, à observância dos demais órgãos do Poder Judiciário e à administração pública, excluídos do seu alcance todos os atos, anteriores à publicação, em órgão oficial, da súmula vinculante em questão. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6990820. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 13 Voto - MIN. CELSO DE MELLO RCL 7001 AGR / SC Isso significa, portanto, que inexistia, formal e objetivamente, qualquer pronunciamento vinculante do Supremo Tribunal Federal, no momento em que proferido o julgamento reclamado. O acesso ao remédio constitucional da reclamação, como típica ação judicial que é, submete-se, dentre outros, aos requisitos pertinentes às condições da ação. Impossível, portanto, uma vez inexistente o interesse legitimador da ação de reclamação, o exercício, pelo reclamante, do direito de acesso ao instrumento reclamatório. Impunha-se, no caso, que a parte reclamante, ora recorrente, para ter legítimo acesso à via reclamatória, demonstrasse que a decisão de que se reclama houvesse sido proferida posteriormente à publicação, na imprensa oficial, da Súmula Vinculante n 08/Supremo Tribunal Federal. Como já enfatizado, o enunciado vinculante desta Suprema Corte somente veio a ser publicado em momento posterior ao ato decisório do qual se reclama, circunstância essa que, por si só, basta para afastar a arguição de desrespeito a uma Súmula Vinculante até então inexistente. Cumpre mencionar, tal como já referido, que o magistério jurisprudencial firmado pelo Plenário do Supremo Tribunal Federal reconhece a carência da ação reclamatória nos casos em que, tratando-se de súmula vinculante, o ato alegadamente ofensivo tenha sido proferido em momento anterior ao da publicação do enunciado sumular vinculante na imprensa oficial (Constituição Federal de 1988, art. 103-A, “caput”): “RECLAMAÇÃO – ALEGADO DESRESPEITO À AUTORIDADE DE DECISÃO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, REVESTIDA DE EFICÁCIA VINCULANTE – IMPOSSIBILIDADE – DECISÃO RECLAMADA QUE FOI PROFERIDA EM DATA ANTERIOR ÀQUELA EM QUE O Supremo Tribunal Federal 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6990820. Supremo Tribunal Federal RCL 7001 AGR / SC Isso significa, portanto, que inexistia, formal e objetivamente, qualquer pronunciamento vinculante do Supremo Tribunal Federal, no momento em que proferido o julgamento reclamado. O acesso ao remédio constitucional da reclamação, como típica ação judicial que é, submete-se, dentre outros, aos requisitos pertinentes às condições da ação. Impossível, portanto, uma vez inexistente o interesse legitimador da ação de reclamação, o exercício, pelo reclamante, do direito de acesso ao instrumento reclamatório. Impunha-se, no caso, que a parte reclamante, ora recorrente, para ter legítimo acesso à via reclamatória, demonstrasse que a decisão de que se reclama houvesse sido proferida posteriormente à publicação, na imprensa oficial, da Súmula Vinculante n 08/Supremo Tribunal Federal. Como já enfatizado, o enunciado vinculante desta Suprema Corte somente veio a ser publicado em momento posterior ao ato decisório do qual se reclama, circunstância essa que, por si só, basta para afastar a arguição de desrespeito a uma Súmula Vinculante até então inexistente. Cumpre mencionar, tal como já referido, que o magistério jurisprudencial firmado pelo Plenário do Supremo Tribunal Federal reconhece a carência da ação reclamatória nos casos em que, tratando-se de súmula vinculante, o ato alegadamente ofensivo tenha sido proferido em momento anterior ao da publicação do enunciado sumular vinculante na imprensa oficial (Constituição Federal de 1988, art. 103-A, “caput”): “RECLAMAÇÃO – ALEGADO DESRESPEITO À AUTORIDADE DE DECISÃO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, REVESTIDA DE EFICÁCIA VINCULANTE – IMPOSSIBILIDADE – DECISÃO RECLAMADA QUE FOI PROFERIDA EM DATA ANTERIOR ÀQUELA EM QUE O Supremo Tribunal Federal 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6990820. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 13 Voto - MIN. CELSO DE MELLO RCL 7001 AGR / SC JULGOU, COM EFEITO VINCULANTE, O PEDIDO DE MEDIDA CAUTELAR FORMULADO NA ADC 4 – AUSÊNCIA DO INTERESSE DE AGIR – INVIABILIDADE DA UTILIZAÇÃO PROCESSUAL DO INSTRUMENTO DA RECLAMAÇÃO – RECLAMAÇÃO NÃO CONHECIDA. RECLAMAÇÃO E PRESERVAÇÃO DA AUTORIDADE DAS DECISÕES DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. - O eventual descumprimento, por juízes ou Tribunais, de decisões emanadas do Supremo Tribunal Federal, especialmente quando proferidas com efeito vinculante (Constituição Federal de 1988, art. 102, § 2...), ainda que em sede de medida cautelar, torna legítima a utilização do instrumento constitucional da reclamação, cuja específica função processual – além de impedir a usurpação da competência da Corte Suprema – também consiste em fazer prevalecer e em resguardar a integridade e a eficácia subordinante dos comandos que emergem de seus atos decisórios. Precedentes. Doutrina. ANTERIORIDADE DA DECISÃO RECLAMADA E AUSÊNCIA DE PARÂMETRO. - Para que se legitime o acesso à via reclamatória, impõe-se a demonstração da efetiva ocorrência de desrespeito a julgamento emanado do Supremo Tribunal Federal. Inexiste ofensa à autoridade de pronunciamento do Supremo Tribunal Federal, se o ato de que se reclama é anterior à decisão emanada da Corte Suprema. A ausência de qualquer parâmetro decisório, previamente fixado pelo Supremo Tribunal Federal, torna inviável a instauração do processo de reclamação, notadamente porque inexistente o requisito necessário do interesse de agir. (...).” (RTJ 179/995-996, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Pleno) “RECLAMAÇÃO. SERVIDOR PÚBLICO. VENCIMENTOS. VANTAGENS PESSOAIS. ANTECIPAÇÃO DE TUTELA. DESRESPEITO À AUTORIDADE DA DECISÃO PROFERIDA NA ADC-4: INEXISTÊNCIA. ANTERIORIDADE DA DECISÃO RECLAMADA. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6990820. Supremo Tribunal Federal RCL 7001 AGR / SC JULGOU, COM EFEITO VINCULANTE, O PEDIDO DE MEDIDA CAUTELAR FORMULADO NA ADC 4 – AUSÊNCIA DO INTERESSE DE AGIR – INVIABILIDADE DA UTILIZAÇÃO PROCESSUAL DO INSTRUMENTO DA RECLAMAÇÃO – RECLAMAÇÃO NÃO CONHECIDA. RECLAMAÇÃO E PRESERVAÇÃO DA AUTORIDADE DAS DECISÕES DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. - O eventual descumprimento, por juízes ou Tribunais, de decisões emanadas do Supremo Tribunal Federal, especialmente quando proferidas com efeito vinculante (Constituição Federal de 1988, art. 102, § 2...), ainda que em sede de medida cautelar, torna legítima a utilização do instrumento constitucional da reclamação, cuja específica função processual – além de impedir a usurpação da competência da Corte Suprema – também consiste em fazer prevalecer e em resguardar a integridade e a eficácia subordinante dos comandos que emergem de seus atos decisórios. Precedentes. Doutrina. ANTERIORIDADE DA DECISÃO RECLAMADA E AUSÊNCIA DE PARÂMETRO. - Para que se legitime o acesso à via reclamatória, impõe-se a demonstração da efetiva ocorrência de desrespeito a julgamento emanado do Supremo Tribunal Federal. Inexiste ofensa à autoridade de pronunciamento do Supremo Tribunal Federal, se o ato de que se reclama é anterior à decisão emanada da Corte Suprema. A ausência de qualquer parâmetro decisório, previamente fixado pelo Supremo Tribunal Federal, torna inviável a instauração do processo de reclamação, notadamente porque inexistente o requisito necessário do interesse de agir. (...).” (RTJ 179/995-996, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Pleno) “RECLAMAÇÃO. SERVIDOR PÚBLICO. VENCIMENTOS. VANTAGENS PESSOAIS. ANTECIPAÇÃO DE TUTELA. DESRESPEITO À AUTORIDADE DA DECISÃO PROFERIDA NA ADC-4: INEXISTÊNCIA. ANTERIORIDADE DA DECISÃO RECLAMADA. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6990820. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 13 Voto - MIN. CELSO DE MELLO RCL 7001 AGR / SC Não há falar em afronta à autoridade da decisão do Supremo Tribunal Federal quando o ato reclamado foi prolatado em data anterior ao julgado cujos efeitos busca-se preservar. A antecipação de tutela objeto desta Reclamação foi deferida mais de um ano antes da decisão desta Corte na ADC-4/DF, inexistindo parâmetro de confronto suficiente para legitimar a medida. Precedentes. Reclamação improcedente.” (Rcl 879/RS, Rel. Min. MAURÍCIO CORRÊA, Pleno – grifei) “AGRAVO REGIMENTAL NA RECLAMAÇÃO. ALEGAÇÃO DE DESRESPEITO À SÚMULA VINCULANTE DO Supremo Tribunal Federal. DECISÃO RECLAMADA PROFERIDA EM DATA ANTERIOR À EDIÇÃO DA SÚMULA VINCULANTE. AUSÊNCIA DO INTERESSE DE AGIR. DECLARAÇÃO INCIDENTAL DE INCONSTITUCIONALIDADE. AÇÃO CIVIL PÚBLICA. USURPAÇÃO DA COMPETÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. IMPROCEDÊNCIA. 1. Inexiste ofensa à autoridade de Súmula Vinculante quando o ato de que se reclama é anterior à decisão emanada da Corte Suprema. 2. Não usurpa a competência do Supremo Tribunal Federal a declaração incidental de inconstitucionalidade proferida por juiz em ação civil pública. Precedentes. Agravo regimental a que se nega provimento.” (Rcl 6.449-AgR/RS, Rel. Min. EROS GRAU, Pleno – grifei) “AGRAVO REGIMENTAL NA RECLAMAÇÃO. ALEGAÇÃO DE DESCUMPRIMENTO DA SÚMULA VINCULANTE N. 4 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. DECISÃO RECLAMADA ANTERIOR À EDIÇÃO DESSA SÚMULA: INADMISSIBILIDADE DA RECLAMAÇÃO. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.” (Rcl 8.111-AgR/SP, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Pleno – grifei) 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6990820. Supremo Tribunal Federal RCL 7001 AGR / SC Não há falar em afronta à autoridade da decisão do Supremo Tribunal Federal quando o ato reclamado foi prolatado em data anterior ao julgado cujos efeitos busca-se preservar. A antecipação de tutela objeto desta Reclamação foi deferida mais de um ano antes da decisão desta Corte na ADC-4/DF, inexistindo parâmetro de confronto suficiente para legitimar a medida. Precedentes. Reclamação improcedente.” (Rcl 879/RS, Rel. Min. MAURÍCIO CORRÊA, Pleno – grifei) “AGRAVO REGIMENTAL NA RECLAMAÇÃO. ALEGAÇÃO DE DESRESPEITO À SÚMULA VINCULANTE DO Supremo Tribunal Federal. DECISÃO RECLAMADA PROFERIDA EM DATA ANTERIOR À EDIÇÃO DA SÚMULA VINCULANTE. AUSÊNCIA DO INTERESSE DE AGIR. DECLARAÇÃO INCIDENTAL DE INCONSTITUCIONALIDADE. AÇÃO CIVIL PÚBLICA. USURPAÇÃO DA COMPETÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. IMPROCEDÊNCIA. 1. Inexiste ofensa à autoridade de Súmula Vinculante quando o ato de que se reclama é anterior à decisão emanada da Corte Suprema. 2. Não usurpa a competência do Supremo Tribunal Federal a declaração incidental de inconstitucionalidade proferida por juiz em ação civil pública. Precedentes. Agravo regimental a que se nega provimento.” (Rcl 6.449-AgR/RS, Rel. Min. EROS GRAU, Pleno – grifei) “AGRAVO REGIMENTAL NA RECLAMAÇÃO. ALEGAÇÃO DE DESCUMPRIMENTO DA SÚMULA VINCULANTE N. 4 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. DECISÃO RECLAMADA ANTERIOR À EDIÇÃO DESSA SÚMULA: INADMISSIBILIDADE DA RECLAMAÇÃO. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.” (Rcl 8.111-AgR/SP, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Pleno – grifei) 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6990820. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 13 Voto - MIN. CELSO DE MELLO RCL 7001 AGR / SC “RECLAMAÇÃO. Inadmissibilidade. Alegação de ofensa à súmula vinculante n 10. Decisão anterior à edição desta. Seguimento negado. Agravo improvido. Não cabe reclamação por ofensa a súmula vinculante editada após a decisão impugnada.” (Rcl 8.846-AgR/SP, Rel. Min. CEZAR PELUSO, Pleno – grifei) Sendo assim, pelas razões expostas e acolhendo, ainda, o parecer da douta Procuradoria-Geral da República, nego provimento ao presente recurso de agravo, mantendo, por seus próprios fundamentos, a decisão ora recorrida. É o meu voto. 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6990820. Supremo Tribunal Federal RCL 7001 AGR / SC “RECLAMAÇÃO. Inadmissibilidade. Alegação de ofensa à súmula vinculante n 10. Decisão anterior à edição desta. Seguimento negado. Agravo improvido. Não cabe reclamação por ofensa a súmula vinculante editada após a decisão impugnada.” (Rcl 8.846-AgR/SP, Rel. Min. CEZAR PELUSO, Pleno – grifei) Sendo assim, pelas razões expostas e acolhendo, ainda, o parecer da douta Procuradoria-Geral da República, nego provimento ao presente recurso de agravo, mantendo, por seus próprios fundamentos, a decisão ora recorrida. É o meu voto. 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6990820. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 13 Extrato de Ata - 10/04/2014 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 7.001 PROCED. : SANTA CATARINA RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) : DÉRLIO LUIZ DE SOUZA ADV.(A/S) : DÉRLIO LUIZ DE SOUZA AGDO.(A/S) : NILTON CAMPOS INTDO.(A/S) : LABORATÓRIO MÉDICO MARIZE ROGÉRIO LTDA ADV.(A/S) : AURÉLIO RINALDI NASCIMENTO INTDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO NACIONAL - INSS ADV.(A/S) : PROCURADORIA-GERAL DA FAZENDA NACIONAL INTDO.(A/S) : JUIZ DO TRABALHO DA 2... VARA DO TRABALHO DE TUBARÃO (PROCESSO n 840/98) Decisão: O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, negou provimento ao agravo regimental. Ausentes, neste julgamento, os Ministros Joaquim Barbosa (Presidente), Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski (Vice-Presidente) e Roberto Barroso. Presidiu o julgamento o Ministro Celso de Mello (art. 37, I, do RISTF). Plenário, 10.04.2014. Presidência do Senhor Ministro Joaquim Barbosa. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber, Teori Zavascki e Roberto Barroso. Procurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot Monteiro de Barros. p/ Luiz Tomimatsu Assessor-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 5704414 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 7.001 PROCED. : SANTA CATARINA RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) : DÉRLIO LUIZ DE SOUZA ADV.(A/S) : DÉRLIO LUIZ DE SOUZA AGDO.(A/S) : NILTON CAMPOS INTDO.(A/S) : LABORATÓRIO MÉDICO MARIZE ROGÉRIO LTDA ADV.(A/S) : AURÉLIO RINALDI NASCIMENTO INTDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO NACIONAL - INSS ADV.(A/S) : PROCURADORIA-GERAL DA FAZENDA NACIONAL INTDO.(A/S) : JUIZ DO TRABALHO DA 2... VARA DO TRABALHO DE TUBARÃO (PROCESSO n 840/98) Decisão: O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, negou provimento ao agravo regimental. Ausentes, neste julgamento, os Ministros Joaquim Barbosa (Presidente), Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski (Vice-Presidente) e Roberto Barroso. Presidiu o julgamento o Ministro Celso de Mello (art. 37, I, do RISTF). Plenário, 10.04.2014. Presidência do Senhor Ministro Joaquim Barbosa. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber, Teori Zavascki e Roberto Barroso. Procurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot Monteiro de Barros. p/ Luiz Tomimatsu Assessor-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 5704414 Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 13
{ "JURISPRUDENCIA": [ "SÚMULA VINCULANTE n 08 / Supremo Tribunal Federal", "RCL 7001 AGR /", "RECLAMAÇÃO 7 . 001", "SÚMULA VINCULANTE n 8 DESSA CORTE", "Súmula Vinculante n 08 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula Vinculante n 08 / Supremo Tribunal Federal", "RCL 7001", "Súmula Vinculante n 08 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula Vinculante n 08 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula Vinculante n 8 do Supremo Tribunal Federal", "AÇÃO PENAL N . 480", "RCL 7001 AGR / SC", "Súmula Vinculante n 8 do Supremo Tribunal Federal", "AÇÃO PENAL N . 480", "AP n 480 ED /", "Rcl", "-", "AgR", "-", "QO 1 . 723 / CE", "RCL 7001 AGR / SC", "AP n 480 ED / PR", "Rcl", "-", "AgR", "-", "QO 1 . 723 / CE", "RCL 7001 AGR /", "RCL 7001", "RECLAMAÇÃO", "Súmula Vinculante n 08 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula Vinculante n 08 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula Vinculante n 08 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula Vinculante n 08 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula Vinculante n 08 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula Vinculante n 08 / Supremo Tribunal Federal", "RTJ 179 / 995 - 996", "RCL 7001 AGR / SC", "RTJ 179 / 995 - 996", "ADC", "ADC", "-", "4 /", "DF", "Rcl 879 / RS", "Rcl 6 . 449 - AgR / RS", "SÚMULA VINCULANTE N . 4 DO", "Rcl 8 . 111 - AgR / SP", "RCL 7001 AGR / SC", "ADC", "-", "4 /", "DF", "Rcl 879 / RS", "Rcl 6 . 449 - AgR / RS", "SÚMULA VINCULANTE N . 4 DO SUPREMO", "Rcl 8 . 111 - AgR / SP", "Rcl 8 . 846 - AgR / SP", "Rcl 8 . 846 - AgR / SP", "RECLAMAÇÃO", "PROCESSO" ], "LEGISLACAO": [ "art . 103 - A , “ caput ” , da Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 -", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal de 1988 , art . 102 , § 2 . . .", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal de 1988 , art", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 5 . . . do Decreto - Lei n 1 . 569 / 1977", "artigos 45 E 46 da Lei n 8 . 212 / 1991", "art . 103 - A , “ caput ” , da Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "parágrafo único do artigo 5 . . . do Decreto - Lei n 1 . 569 / 1977", "artigos 45 E 46 da Lei n 8 . 212 / 1991", "art . 103 - A , “ caput ” , da Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal de 1988 , art . 103 - A , “ caput ”", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal de 1988 , art . 103 - A", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal de 1988 , art . 102 , § 2 . . .", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal de 1988 , art . 102 , § 2 . . .", "Medida Provisória", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "PROCESSO", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "SANTA CATARINA", "Brasília", "Brasília", "SANTA CATARINA", "SANTA CATARINA", "SANTA CATARINA", "SANTA CATARINA", "SANTA CATARINA", "SANTA CATARINA" ], "ORGANIZACAO": [ "PLENÁRIO", "LABORATÓRIO MÉDICO", "MARIZE ROGÉRIO LTDA", "INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO NACIONAL", "INSS", "VARA DO", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PLENÁRIO", "MARIZE ROGÉRIO LTDA", "INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO NACIONAL", "INSS", "PROCURADORIA", "-", "GERAL DA FAZENDA NACIONAL", "2", "Ministério Público Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "MARIZE ROGÉRIO LTDA", "INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO NACIONAL", "INSS", "PROCURADORIA", "-", "GERAL DA FAZENDA NACIONAL", "VARA DO TRABALHO DE TUBARÃO", "Ministério Público Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Suprema", "Supremo Tribunal Federal", "2", ".", "Vara do Trabalho de Tubarão / SC", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "2", ".", ".", ". Vara do Trabalho de Tubarão / SC", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Plenário do Supremo Tribunal Federal", "Pretório Excelso", "Supremo Tribunal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário do Supremo Tribunal Federal", "Supremo", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Tribunal Pleno", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal Pleno", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal Pleno", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal Pleno", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "Corte Suprema", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Corte Suprema", "Supremo 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Federal", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "/", "SC", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "Corte Suprema", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Corte Suprema", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "Corte Suprema", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Pleno", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "AGR", "/", "SC", "Supremo Tribunal Federal", "Pleno", "Supremo Tribunal Federal", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Corte Suprema", "Supremo Tribunal Federal", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Corte Suprema", "Supremo Tribunal Federal", "Pleno", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Procuradoria", "-", "Geral da República", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Pleno", "Procuradoria", "-", "Geral da República", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO NACIONAL", "INSS", "PROCURADORIA", "VARA DO TRABALHO DE TUBARÃO", "Plenário", "Plenário", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "LABORATÓRIO MÉDICO MARIZE ROGÉRIO LTDA", "INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO NACIONAL", "INSS", "PROCURADORIA", "-", "GERAL DA FAZENDA NACIONAL", "2", "VARA DO TRABALHO DE TUBARÃO", "Plenário", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "CELSO DE MELLO", "DÉRLIO LUIZ DE SOUZA", "DÉRLIO LUIZ DE 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LUIZ DE SOUZA", "NILTON CAMPOS", "MARIZE ROGÉRIO LTDA", "AURÉLIO RINALDI NASCIMENTO", "Joaquim Barbosa", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Roberto Barroso", "Celso de Mello", "Joaquim Barbosa", "Celso de Mello", "Marco Aurélio", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Cármen Lúcia", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Teori Zavascki", "Roberto Barroso", "Rodrigo Janot Monteiro de Barros", "Luiz", "Tomimatsu", "CELSO DE MELLO", "DÉRLIO LUIZ DE SOUZA", "DÉRLIO LUIZ DE SOUZA", "NILTON CAMPOS", "AURÉLIO RINALDI NASCIMENTO", "Joaquim Barbosa", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Roberto Barroso", "Celso de Mello", "Joaquim Barbosa", "Celso de Mello", "Marco Aurélio", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Cármen Lúcia", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Teori Zavascki", "Roberto Barroso", "Rodrigo Janot Monteiro de Barros", "Tomimatsu" ], "TEMPO": [ "10", "/", "04", "/", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "10 de abril", "24", "/", "08", "/", "2001", "10 de 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Ementa e Acórdão 18/03/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 787.970 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :COMPANHIA ESTADUAL DE ÁGUAS E ESGOTOS - CEDAE ADV.(A/S) :CARLOS ROBERTO SIQUEIRA CASTRO ADV.(A/S) :RAFAEL FERRARESI HOLANDA CAVALCANTE E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :LUIZ ALEXANDRE SÁ DE FARIA ADV.(A/S) :ANA CECÍLIA MONTEIRO CHAVES DE AZEVEDO E OUTRO(A/S) RECURSO EXTRAORDINÁRIO – NULIDADE – PRESTAÇÃO JURISDICIONAL – DEVIDO PROCESSO LEGAL. Se, de um lado, é possível haver situação concreta em que transgredido o devido processo legal a ponto de enquadrar o recurso extraordinário no permissivo que lhe é próprio, de outro, descabe confundir a ausência de aperfeiçoamento da prestação jurisdicional com a entrega de forma contrária a interesses. RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova, também não servindo à interpretação de normas estritamente legais. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em desprover o agravo regimental no recurso extraordinário com agravo, nos termos do voto do relator e por unanimidade, em sessão presidida pelo Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas. Brasília, 18 de março de 2014. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5495818. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Ementa e Acórdão ARE 787970 AGR / DF MINISTRO MARCO AURÉLIO – PRESIDENTE E RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5495818. Supremo Tribunal Federal ARE 787970 AGR / DF MINISTRO MARCO AURÉLIO – PRESIDENTE E RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5495818. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório 18/03/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 787.970 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :COMPANHIA ESTADUAL DE ÁGUAS E ESGOTOS - CEDAE ADV.(A/S) :CARLOS ROBERTO SIQUEIRA CASTRO ADV.(A/S) :RAFAEL FERRARESI HOLANDA CAVALCANTE E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :LUIZ ALEXANDRE SÁ DE FARIA ADV.(A/S) :ANA CECÍLIA MONTEIRO CHAVES DE AZEVEDO E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Em 18 de dezembro de 2013, desprovi o agravo, consignando: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – INTERPRETAÇÃO DE NORMAS LEGAIS – INVIABILIDADE. 1. O acórdão impugnado mediante o extraordinário revela interpretação de normas estritamente legais, não ensejando o acesso ao Supremo. À mercê de articulação sobre a ofensa à Carta da República, pretende-se guindar a esta Corte recurso que não se enquadra no inciso III do artigo 102 da Constituição Federal. A par desse aspecto, descabe confundir a ausência de entrega aperfeiçoada da prestação jurisdicional com decisão contrária aos interesses defendidos. A violência ao devido processo legal não pode ser tomada como uma alavanca para alçar a este Tribunal conflito de interesses cuja solução se exaure na origem. A tentativa acaba por se fazer voltada à Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5495819. Supremo Tribunal Federal 18/03/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 787.970 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :COMPANHIA ESTADUAL DE ÁGUAS E ESGOTOS - CEDAE ADV.(A/S) :CARLOS ROBERTO SIQUEIRA CASTRO ADV.(A/S) :RAFAEL FERRARESI HOLANDA CAVALCANTE E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :LUIZ ALEXANDRE SÁ DE FARIA ADV.(A/S) :ANA CECÍLIA MONTEIRO CHAVES DE AZEVEDO E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Em 18 de dezembro de 2013, desprovi o agravo, consignando: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – INTERPRETAÇÃO DE NORMAS LEGAIS – INVIABILIDADE. 1. O acórdão impugnado mediante o extraordinário revela interpretação de normas estritamente legais, não ensejando o acesso ao Supremo. À mercê de articulação sobre a ofensa à Carta da República, pretende-se guindar a esta Corte recurso que não se enquadra no inciso III do artigo 102 da Constituição Federal. A par desse aspecto, descabe confundir a ausência de entrega aperfeiçoada da prestação jurisdicional com decisão contrária aos interesses defendidos. A violência ao devido processo legal não pode ser tomada como uma alavanca para alçar a este Tribunal conflito de interesses cuja solução se exaure na origem. A tentativa acaba por se fazer voltada à Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5495819. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Relatório ARE 787970 AGR / DF transformação do Supremo em mero revisor dos atos dos demais tribunais do País. Na espécie, o Colegiado de origem procedeu a julgamento fundamentado de forma consentânea com a ordem jurídica. Este agravo somente serve à sobrecarga da máquina judiciária, ocupando espaço que deveria estar sendo utilizado no exame de outro processo. 2. Conheço do agravo e o desprovejo. 3. Publiquem. A Companhia Estadual de Águas e Esgoto - CEDAE, nas razões do regimental, insiste na demonstração de ofensa aos artigos 5º, incisos I, II, XXXIV, alínea “a”, XXXV, LIV, e LV, e 37, inciso II, da Constituição Federal. Sustenta que a parcela denominada “plus salarial” foi deferida, por meio de decisão judicial, a alguns empregados, não podendo ser estendida a todos, indistintamente. Argui a nulidade do julgado por ausência de fundamentação e de análise de questões importantes para a solução da controvérsia. O agravado, na contraminuta, ressalta o acerto do ato atacado. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5495819. Supremo Tribunal Federal ARE 787970 AGR / DF transformação do Supremo em mero revisor dos atos dos demais tribunais do País. Na espécie, o Colegiado de origem procedeu a julgamento fundamentado de forma consentânea com a ordem jurídica. Este agravo somente serve à sobrecarga da máquina judiciária, ocupando espaço que deveria estar sendo utilizado no exame de outro processo. 2. Conheço do agravo e o desprovejo. 3. Publiquem. A Companhia Estadual de Águas e Esgoto - CEDAE, nas razões do regimental, insiste na demonstração de ofensa aos artigos 5º, incisos I, II, XXXIV, alínea “a”, XXXV, LIV, e LV, e 37, inciso II, da Constituição Federal. Sustenta que a parcela denominada “plus salarial” foi deferida, por meio de decisão judicial, a alguns empregados, não podendo ser estendida a todos, indistintamente. Argui a nulidade do julgado por ausência de fundamentação e de análise de questões importantes para a solução da controvérsia. O agravado, na contraminuta, ressalta o acerto do ato atacado. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5495819. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 18/03/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 787.970 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Na interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por advogado regularmente credenciado, foi protocolada no prazo legal. Conheço. Eis a razão, até certo ponto, de a máquina judiciária estar emperrada. Vê-se a interposição de recurso meramente protelatório. Apesar de se articular com a existência de questão constitucional a ser apreciada, simplesmente são reiterados os argumentos até então expendidos, pretendendo-se o rejulgamento da causa. A par desse aspecto, a controvérsia foi dirimida considerando a legislação de regência. Atentem para a síntese do acórdão impugnado mediante o extraordinário: RECURSO ORDINÁRIO. AÇÃO RESCISÓRIA. DIFERENÇAS SALARIAIS. VIOLAÇÃO DE DISPOSITIVO DE LEI. INOCORRÊNCIA. Inviável a conclusão de violação dos artigos apontados como tal pela recorrente, uma vez que a discussão acerca de ser devido ao recorrido o “plus salarial”, ante a existência de norma regulamentar que garantia a isonomia salarial àqueles contratados antes do advento do plano de cargos e salários – fundamento da decisão rescindenda - não decidiu à luz do disposto nos artigos 37, II e XIII, Constituição Federal e 461 da Consolidação das Leis do Trabalho (Súmula nº 298 do Tribunal Superior do Trabalho). Ademais, a decisão rescindenda consignou que o reclamante exercia o mesmo cargo dos demais a quem foi deferida a parcela. Dessa forma, para constatar-se eventual violação dos dispositivos apontados, seria necessário revolver o conjunto fático-probatório no processo originário, fenômeno não admitido em ação rescisória que se funda em violação de lei, a Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5495820. Supremo Tribunal Federal 18/03/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 787.970 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Na interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por advogado regularmente credenciado, foi protocolada no prazo legal. Conheço. Eis a razão, até certo ponto, de a máquina judiciária estar emperrada. Vê-se a interposição de recurso meramente protelatório. Apesar de se articular com a existência de questão constitucional a ser apreciada, simplesmente são reiterados os argumentos até então expendidos, pretendendo-se o rejulgamento da causa. A par desse aspecto, a controvérsia foi dirimida considerando a legislação de regência. Atentem para a síntese do acórdão impugnado mediante o extraordinário: RECURSO ORDINÁRIO. AÇÃO RESCISÓRIA. DIFERENÇAS SALARIAIS. VIOLAÇÃO DE DISPOSITIVO DE LEI. INOCORRÊNCIA. Inviável a conclusão de violação dos artigos apontados como tal pela recorrente, uma vez que a discussão acerca de ser devido ao recorrido o “plus salarial”, ante a existência de norma regulamentar que garantia a isonomia salarial àqueles contratados antes do advento do plano de cargos e salários – fundamento da decisão rescindenda - não decidiu à luz do disposto nos artigos 37, II e XIII, Constituição Federal e 461 da Consolidação das Leis do Trabalho (Súmula nº 298 do Tribunal Superior do Trabalho). Ademais, a decisão rescindenda consignou que o reclamante exercia o mesmo cargo dos demais a quem foi deferida a parcela. Dessa forma, para constatar-se eventual violação dos dispositivos apontados, seria necessário revolver o conjunto fático-probatório no processo originário, fenômeno não admitido em ação rescisória que se funda em violação de lei, a Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5495820. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO ARE 787970 AGR / DF teor do que prevê a Súmula nº 410 do Tribunal Superior do Trabalho. Por outro lado, é certo que a alegação da parte no sentido de que fazia jus ao pagamento da parcela não acarretou cerceamento a caracterizar o dolo processual previsto no inciso III do artigo 485 do Código de Processo Civil. Recurso ordinário a que se nega provimento. No mais, não equivale à negativa de prestação jurisdicional o julgamento fundamentado da controvérsia, mas contrário aos interesses da parte. O acórdão recorrido encontra-se devidamente motivado. Está-se diante de conflito de interesses que tem solução no âmbito do judiciário do Estado, não ensejando campo de acesso ao Supremo. Ante o quadro, desprovejo o regimental. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5495820. Supremo Tribunal Federal ARE 787970 AGR / DF teor do que prevê a Súmula nº 410 do Tribunal Superior do Trabalho. Por outro lado, é certo que a alegação da parte no sentido de que fazia jus ao pagamento da parcela não acarretou cerceamento a caracterizar o dolo processual previsto no inciso III do artigo 485 do Código de Processo Civil. Recurso ordinário a que se nega provimento. No mais, não equivale à negativa de prestação jurisdicional o julgamento fundamentado da controvérsia, mas contrário aos interesses da parte. O acórdão recorrido encontra-se devidamente motivado. Está-se diante de conflito de interesses que tem solução no âmbito do judiciário do Estado, não ensejando campo de acesso ao Supremo. Ante o quadro, desprovejo o regimental. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5495820. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 18/03/2014 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 787.970 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : COMPANHIA ESTADUAL DE ÁGUAS E ESGOTOS - CEDAE ADV.(A/S) : CARLOS ROBERTO SIQUEIRA CASTRO ADV.(A/S) : RAFAEL FERRARESI HOLANDA CAVALCANTE E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : LUIZ ALEXANDRE SÁ DE FARIA ADV.(A/S) : ANA CECÍLIA MONTEIRO CHAVES DE AZEVEDO E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 18.3.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 5545524 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 787.970 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : COMPANHIA ESTADUAL DE ÁGUAS E ESGOTOS - CEDAE ADV.(A/S) : CARLOS ROBERTO SIQUEIRA CASTRO ADV.(A/S) : RAFAEL FERRARESI HOLANDA CAVALCANTE E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : LUIZ ALEXANDRE SÁ DE FARIA ADV.(A/S) : ANA CECÍLIA MONTEIRO CHAVES DE AZEVEDO E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 18.3.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 5545524 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=5595144
2014-03-18T00:00:00
2014-04-04T00:00:00
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 18.3.2014.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
RECURSO EXTRAORDINÁRIO – NULIDADE – PRESTAÇÃO JURISDICIONAL – DEVIDO PROCESSO LEGAL. Se, de um lado, é possível haver situação concreta em que transgredido o devido processo legal a ponto de enquadrar o recurso extraordinário no permissivo que lhe é próprio, de outro, descabe confundir a ausência de aperfeiçoamento da prestação jurisdicional com a entrega de forma contrária a interesses. RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova, também não servindo à interpretação de normas estritamente legais.
sjur259957
Número de páginas: 7. Análise: 14/04/2014, TIA.
MARCO AURÉLIO
Primeira Turma
787970
null
ARE-AgR
acordaos
ARE 787970 AgR
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AGTE.(S) : COMPANHIA ESTADUAL DE ÁGUAS E ESGOTOS - CEDAE ADV.(A/S) : CARLOS ROBERTO SIQUEIRA CASTRO ADV.(A/S) : RAFAEL FERRARESI HOLANDA CAVALCANTE E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : LUIZ ALEXANDRE SÁ DE FARIA ADV.(A/S) : ANA CECÍLIA MONTEIRO CHAVES DE AZEVEDO E OUTRO(A/S)
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Ementa e Acórdão 18/03/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 787.970 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :COMPANHIA ESTADUAL DE ÁGUAS E ESGOTOS - CEDAE ADV.(A/S) :CARLOS ROBERTO SIQUEIRA CASTRO ADV.(A/S) :RAFAEL FERRARESI HOLANDA CAVALCANTE E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :LUIZ ALEXANDRE SÁ DE FARIA ADV.(A/S) :ANA CECÍLIA MONTEIRO CHAVES DE AZEVEDO E OUTRO(A/S) RECURSO EXTRAORDINÁRIO – NULIDADE – PRESTAÇÃO JURISDICIONAL – DEVIDO PROCESSO LEGAL. Se, de um lado, é possível haver situação concreta em que transgredido o devido processo legal a ponto de enquadrar o recurso extraordinário no permissivo que lhe é próprio, de outro, descabe confundir a ausência de aperfeiçoamento da prestação jurisdicional com a entrega de forma contrária a interesses. RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova, também não servindo à interpretação de normas estritamente legais. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em desprover o agravo regimental no recurso extraordinário com agravo, nos termos do voto do relator e por unanimidade, em sessão presidida pelo Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas. Brasília, 18 de março de 2014. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5495818. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Ementa e Acórdão ARE 787970 AGR / DF MINISTRO MARCO AURÉLIO – PRESIDENTE E RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5495818. Supremo Tribunal Federal ARE 787970 AGR / DF MINISTRO MARCO AURÉLIO – PRESIDENTE E RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5495818. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório 18/03/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 787.970 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :COMPANHIA ESTADUAL DE ÁGUAS E ESGOTOS - CEDAE ADV.(A/S) :CARLOS ROBERTO SIQUEIRA CASTRO ADV.(A/S) :RAFAEL FERRARESI HOLANDA CAVALCANTE E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :LUIZ ALEXANDRE SÁ DE FARIA ADV.(A/S) :ANA CECÍLIA MONTEIRO CHAVES DE AZEVEDO E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Em 18 de dezembro de 2013, desprovi o agravo, consignando: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – INTERPRETAÇÃO DE NORMAS LEGAIS – INVIABILIDADE. 1. O acórdão impugnado mediante o extraordinário revela interpretação de normas estritamente legais, não ensejando o acesso ao Supremo. À mercê de articulação sobre a ofensa à Carta da República, pretende-se guindar a esta Corte recurso que não se enquadra no inciso III do artigo 102 da Constituição Federal. A par desse aspecto, descabe confundir a ausência de entrega aperfeiçoada da prestação jurisdicional com decisão contrária aos interesses defendidos. A violência ao devido processo legal não pode ser tomada como uma alavanca para alçar a este Tribunal conflito de interesses cuja solução se exaure na origem. A tentativa acaba por se fazer voltada à Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5495819. Supremo Tribunal Federal 18/03/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 787.970 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :COMPANHIA ESTADUAL DE ÁGUAS E ESGOTOS - CEDAE ADV.(A/S) :CARLOS ROBERTO SIQUEIRA CASTRO ADV.(A/S) :RAFAEL FERRARESI HOLANDA CAVALCANTE E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :LUIZ ALEXANDRE SÁ DE FARIA ADV.(A/S) :ANA CECÍLIA MONTEIRO CHAVES DE AZEVEDO E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Em 18 de dezembro de 2013, desprovi o agravo, consignando: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – INTERPRETAÇÃO DE NORMAS LEGAIS – INVIABILIDADE. 1. O acórdão impugnado mediante o extraordinário revela interpretação de normas estritamente legais, não ensejando o acesso ao Supremo. À mercê de articulação sobre a ofensa à Carta da República, pretende-se guindar a esta Corte recurso que não se enquadra no inciso III do artigo 102 da Constituição Federal. A par desse aspecto, descabe confundir a ausência de entrega aperfeiçoada da prestação jurisdicional com decisão contrária aos interesses defendidos. A violência ao devido processo legal não pode ser tomada como uma alavanca para alçar a este Tribunal conflito de interesses cuja solução se exaure na origem. A tentativa acaba por se fazer voltada à Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5495819. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Relatório ARE 787970 AGR / DF transformação do Supremo em mero revisor dos atos dos demais tribunais do País. Na espécie, o Colegiado de origem procedeu a julgamento fundamentado de forma consentânea com a ordem jurídica. Este agravo somente serve à sobrecarga da máquina judiciária, ocupando espaço que deveria estar sendo utilizado no exame de outro processo. 2. Conheço do agravo e o desprovejo. 3. Publiquem. A Companhia Estadual de Águas e Esgoto - CEDAE, nas razões do regimental, insiste na demonstração de ofensa aos artigos 5..., incisos I, II, XXXIV, alínea “a”, XXXV, LIV, e LV, e 37, inciso II, da Constituição Federal. Sustenta que a parcela denominada “plus salarial” foi deferida, por meio de decisão judicial, a alguns empregados, não podendo ser estendida a todos, indistintamente. Argui a nulidade do julgado por ausência de fundamentação e de análise de questões importantes para a solução da controvérsia. O agravado, na contraminuta, ressalta o acerto do ato atacado. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5495819. Supremo Tribunal Federal ARE 787970 AGR / DF transformação do Supremo em mero revisor dos atos dos demais tribunais do País. Na espécie, o Colegiado de origem procedeu a julgamento fundamentado de forma consentânea com a ordem jurídica. Este agravo somente serve à sobrecarga da máquina judiciária, ocupando espaço que deveria estar sendo utilizado no exame de outro processo. 2. Conheço do agravo e o desprovejo. 3. Publiquem. A Companhia Estadual de Águas e Esgoto - CEDAE, nas razões do regimental, insiste na demonstração de ofensa aos artigos 5..., incisos I, II, XXXIV, alínea “a”, XXXV, LIV, e LV, e 37, inciso II, da Constituição Federal. Sustenta que a parcela denominada “plus salarial” foi deferida, por meio de decisão judicial, a alguns empregados, não podendo ser estendida a todos, indistintamente. Argui a nulidade do julgado por ausência de fundamentação e de análise de questões importantes para a solução da controvérsia. O agravado, na contraminuta, ressalta o acerto do ato atacado. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5495819. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 18/03/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 787.970 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Na interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por advogado regularmente credenciado, foi protocolada no prazo legal. Conheço. Eis a razão, até certo ponto, de a máquina judiciária estar emperrada. Vê-se a interposição de recurso meramente protelatório. Apesar de se articular com a existência de questão constitucional a ser apreciada, simplesmente são reiterados os argumentos até então expendidos, pretendendo-se o rejulgamento da causa. A par desse aspecto, a controvérsia foi dirimida considerando a legislação de regência. Atentem para a síntese do acórdão impugnado mediante o extraordinário: RECURSO ORDINÁRIO. AÇÃO RESCISÓRIA. DIFERENÇAS SALARIAIS. VIOLAÇÃO DE DISPOSITIVO DE LEI. INOCORRÊNCIA. Inviável a conclusão de violação dos artigos apontados como tal pela recorrente, uma vez que a discussão acerca de ser devido ao recorrido o “plus salarial”, ante a existência de norma regulamentar que garantia a isonomia salarial àqueles contratados antes do advento do plano de cargos e salários – fundamento da decisão rescindenda - não decidiu à luz do disposto nos artigos 37, II e XIII, Constituição Federal e 461 da Consolidação das Leis do Trabalho (Súmula n 298 do Tribunal Superior do Trabalho). Ademais, a decisão rescindenda consignou que o reclamante exercia o mesmo cargo dos demais a quem foi deferida a parcela. Dessa forma, para constatar-se eventual violação dos dispositivos apontados, seria necessário revolver o conjunto fático-probatório no processo originário, fenômeno não admitido em ação rescisória que se funda em violação de lei, a Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5495820. Supremo Tribunal Federal 18/03/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 787.970 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Na interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por advogado regularmente credenciado, foi protocolada no prazo legal. Conheço. Eis a razão, até certo ponto, de a máquina judiciária estar emperrada. Vê-se a interposição de recurso meramente protelatório. Apesar de se articular com a existência de questão constitucional a ser apreciada, simplesmente são reiterados os argumentos até então expendidos, pretendendo-se o rejulgamento da causa. A par desse aspecto, a controvérsia foi dirimida considerando a legislação de regência. Atentem para a síntese do acórdão impugnado mediante o extraordinário: RECURSO ORDINÁRIO. AÇÃO RESCISÓRIA. DIFERENÇAS SALARIAIS. VIOLAÇÃO DE DISPOSITIVO DE LEI. INOCORRÊNCIA. Inviável a conclusão de violação dos artigos apontados como tal pela recorrente, uma vez que a discussão acerca de ser devido ao recorrido o “plus salarial”, ante a existência de norma regulamentar que garantia a isonomia salarial àqueles contratados antes do advento do plano de cargos e salários – fundamento da decisão rescindenda - não decidiu à luz do disposto nos artigos 37, II e XIII, Constituição Federal e 461 da Consolidação das Leis do Trabalho (Súmula n 298 do Tribunal Superior do Trabalho). Ademais, a decisão rescindenda consignou que o reclamante exercia o mesmo cargo dos demais a quem foi deferida a parcela. Dessa forma, para constatar-se eventual violação dos dispositivos apontados, seria necessário revolver o conjunto fático-probatório no processo originário, fenômeno não admitido em ação rescisória que se funda em violação de lei, a Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5495820. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO ARE 787970 AGR / DF teor do que prevê a Súmula n 410 do Tribunal Superior do Trabalho. Por outro lado, é certo que a alegação da parte no sentido de que fazia jus ao pagamento da parcela não acarretou cerceamento a caracterizar o dolo processual previsto no inciso III do artigo 485 do Código de Processo Civil. Recurso ordinário a que se nega provimento. No mais, não equivale à negativa de prestação jurisdicional o julgamento fundamentado da controvérsia, mas contrário aos interesses da parte. O acórdão recorrido encontra-se devidamente motivado. Está-se diante de conflito de interesses que tem solução no âmbito do judiciário do Estado, não ensejando campo de acesso ao Supremo. Ante o quadro, desprovejo o regimental. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5495820. Supremo Tribunal Federal ARE 787970 AGR / DF teor do que prevê a Súmula n 410 do Tribunal Superior do Trabalho. Por outro lado, é certo que a alegação da parte no sentido de que fazia jus ao pagamento da parcela não acarretou cerceamento a caracterizar o dolo processual previsto no inciso III do artigo 485 do Código de Processo Civil. Recurso ordinário a que se nega provimento. No mais, não equivale à negativa de prestação jurisdicional o julgamento fundamentado da controvérsia, mas contrário aos interesses da parte. O acórdão recorrido encontra-se devidamente motivado. Está-se diante de conflito de interesses que tem solução no âmbito do judiciário do Estado, não ensejando campo de acesso ao Supremo. Ante o quadro, desprovejo o regimental. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5495820. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 18/03/2014 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 787.970 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : COMPANHIA ESTADUAL DE ÁGUAS E ESGOTOS - CEDAE ADV.(A/S) : CARLOS ROBERTO SIQUEIRA CASTRO ADV.(A/S) : RAFAEL FERRARESI HOLANDA CAVALCANTE E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : LUIZ ALEXANDRE SÁ DE FARIA ADV.(A/S) : ANA CECÍLIA MONTEIRO CHAVES DE AZEVEDO E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 18.3.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 5545524 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 787.970 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : COMPANHIA ESTADUAL DE ÁGUAS E ESGOTOS - CEDAE ADV.(A/S) : CARLOS ROBERTO SIQUEIRA CASTRO ADV.(A/S) : RAFAEL FERRARESI HOLANDA CAVALCANTE E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : LUIZ ALEXANDRE SÁ DE FARIA ADV.(A/S) : ANA CECÍLIA MONTEIRO CHAVES DE AZEVEDO E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 18.3.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 5545524 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 787 . 970", "ARE 787970 AGR / DF", "ARE 787970 AGR / DF", "ARE 787970 AGR / DF", "ARE 787970 AGR / DF", "Súmula n 298 do Tribunal Superior do Trabalho", "Súmula n 298 do Tribunal Superior do Trabalho", "Súmula n 410 do Tribunal Superior do Trabalho", "ARE 787970 AGR / DF", "Súmula n 410 do Tribunal Superior do Trabalho" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 /", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Carta da República", "inciso III do artigo 102 da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Carta da República", "inciso III do artigo 102 da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigos 5 . . . , incisos I , II , XXXIV , alínea “ a ” , XXXV , LIV , e LV , e 37 , inciso II , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigos", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigos 37 , II e XIII , Constituição Federal", "Consolidação das Leis do Trabalho", "Medida Provisória n 2 . 200 - 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Ementa e Acórdão 10/04/2014 PLENÁRIO AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 28.554 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :ASSOCIACAO DOS NOTARIOS E REGISTRADORES DO BRASIL E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :MAURÍCIO GARCIA PALLARES ZOCKUN AGDO.(A/S) :PRESIDENTE DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO LIT.PAS.(A/S) :UNIÃO ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO E M E N T A: MANDADO DE SEGURANÇA – CONSUMAÇÃO DO PRAZO DECADENCIAL DE CENTO E VINTE (120) DIAS (LEI Nº 12.016/2009, ART. 23) – CONSEQUENTE EXTINÇÃO DO DIREITO DE IMPETRAR MANDADO DE SEGURANÇA – ATO EM TESE – INVIABILIDADE DA IMPUGNAÇÃO MEDIANTE AÇÃO MANDAMENTAL (SÚMULA 266/STF) – PRECEDENTES – RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO. - Revela-se insuscetível de conhecimento a ação de mandado de segurança que foi ajuizada tardiamente, em momento no qual já se achava consumado o prazo decadencial de 120 dias a que se refere o art. 23 da Lei nº 12.016/2009, que reproduziu, fielmente, o art. 18 da revogada Lei nº 1.533/51, cuja validade jurídica foi reconhecida, pelo Supremo Tribunal Federal (RTJ 142/161 – RTJ 145/186 – RTJ 156/506, v.g.), em face da vigente Constituição da República. Precedentes. - Não se revelam sindicáveis, pela via jurídico-processual do mandado de segurança, os atos em tese, assim considerados aqueles – como as leis ou os seus equivalentes constitucionais – que dispõem sobre situações gerais e impessoais, que têm alcance genérico e que disciplinam hipóteses neles abstratamente previstas. Súmula 266/STF. Precedentes. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5941332. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 14 Ementa e Acórdão MS 28554 AGR / DF - O mandado de segurança não se qualifica como sucedâneo da ação direta de inconstitucionalidade, não podendo ser utilizado, em consequência, como instrumento de controle abstrato da validade constitucional das leis e dos atos normativos em geral. Precedentes. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Plenária, sob a Presidência do Ministro Celso de Mello (RISTF, art. 37, I), na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausentes, neste julgamento, os Ministros Joaquim Barbosa (Presidente), Ricardo Lewandowski (Vice-Presidente) e Roberto Barroso. Brasília, 10 de abril de 2014. CELSO DE MELLO – RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5941332. Supremo Tribunal Federal MS 28554 AGR / DF - O mandado de segurança não se qualifica como sucedâneo da ação direta de inconstitucionalidade, não podendo ser utilizado, em consequência, como instrumento de controle abstrato da validade constitucional das leis e dos atos normativos em geral. Precedentes. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Plenária, sob a Presidência do Ministro Celso de Mello (RISTF, art. 37, I), na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausentes, neste julgamento, os Ministros Joaquim Barbosa (Presidente), Ricardo Lewandowski (Vice-Presidente) e Roberto Barroso. Brasília, 10 de abril de 2014. CELSO DE MELLO – RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5941332. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 14 Relatório 10/04/2014 PLENÁRIO AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 28.554 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :ASSOCIACAO DOS NOTARIOS E REGISTRADORES DO BRASIL E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :MAURÍCIO GARCIA PALLARES ZOCKUN AGDO.(A/S) :PRESIDENTE DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO LIT.PAS.(A/S) :UNIÃO ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): O Ministério Público Federal, em manifestação subscrita pelo eminente Chefe da Instituição, ao opinar pelo improvimento do recurso de agravo, assim resumiu e apreciou a presente causa: “Mandado de segurança. Negativa de seguimento. Agravo regimental dos impetrantes. Conselho Nacional de Justiça. Pedido de suspensão parcial dos efeitos das Resoluções nº 80 e nº 81 do órgão. Escoamento do prazo para a impetração. Não cabimento do uso da regra de legitimação extraordinária sucessiva do art. 3º da Lei nº 12.016/09. Parecer pelo desprovimento do agravo. 1. Trata-se de mandado de segurança, com pedido de liminar, impetrado pela Associação dos Notários e Registradores do Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5941333. Supremo Tribunal Federal 10/04/2014 PLENÁRIO AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 28.554 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :ASSOCIACAO DOS NOTARIOS E REGISTRADORES DO BRASIL E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :MAURÍCIO GARCIA PALLARES ZOCKUN AGDO.(A/S) :PRESIDENTE DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO LIT.PAS.(A/S) :UNIÃO ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): O Ministério Público Federal, em manifestação subscrita pelo eminente Chefe da Instituição, ao opinar pelo improvimento do recurso de agravo, assim resumiu e apreciou a presente causa: “Mandado de segurança. Negativa de seguimento. Agravo regimental dos impetrantes. Conselho Nacional de Justiça. Pedido de suspensão parcial dos efeitos das Resoluções nº 80 e nº 81 do órgão. Escoamento do prazo para a impetração. Não cabimento do uso da regra de legitimação extraordinária sucessiva do art. 3º da Lei nº 12.016/09. Parecer pelo desprovimento do agravo. 1. Trata-se de mandado de segurança, com pedido de liminar, impetrado pela Associação dos Notários e Registradores do Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5941333. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 14 Relatório MS 28554 AGR / DF Brasil – ANOREG/BR e pelo Sindicato dos Notários e Registradores do Estado de São Paulo – SINOREG/SP contra o Presidente do Conselho Nacional de Justiça, em decorrência da edição das Resoluções de nºs 80 e 81 do órgão. Pede-se, em suma, a suspensão parcial dos efeitos de ambas as resoluções. 2. Prestadas informações pela autoridade impetrada, o Ministro Relator negou seguimento ao mandado de segurança, por intempestividade. 3. Agravaram os impetrantes e contra-arrazoou a União, vindo os autos, em seguida, com vista à Procuradoria Geral da República. 4. O agravo deverá ser desprovido. 5. Em que pese haja se manifestado o próprio CNJ pela tempestividade do feito, estava efetivamente esgotado o prazo para a impetração em 7.1.2010. Isso porque a Resolução nº 80 e a Resolução nº 81 foram aprovadas pelo Conselho em 9.6.2009, durante a 86ª Sessão Ordinária do órgão, com publicação no Diário Oficial do dia 16.6.2009. Portanto, o prazo de cento e vinte dias encerrou-se, inescusavelmente, antes da data da autuação do presente. A esse respeito, reconhece-se no próprio agravo que a ação foi ajuizada mais de duzentos dias após a publicação dos atos impugnados. 6. É questionável a tentativa forçada de equiparação, para fins de aplicação do art. 3º da Lei nº 12.016/09, entre a associação e o sindicato impetrantes e o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, destinatário imediato das normas contidas nas resoluções. 7. Parece clara a distinção entre as hipóteses clássicas de aplicação da norma e o caso descrito. Consoante ilustra a doutrina, há de ocorrer a desídia do titular originário do direito líquido e certo, o que, por sua vez, deve interferir negativamente na situação do titular do direito decorrente, como se extrai do exemplo clássico: ‘Numa determinada repartição pública, a lei manda que as promoções se façam, todas, por antiguidade. Ocorrendo uma vaga, o mais antigo, a quem cabe a promoção, deixa que outro seja promovido, sem defender o seu direito líquido e certo à 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5941333. Supremo Tribunal Federal MS 28554 AGR / DF Brasil – ANOREG/BR e pelo Sindicato dos Notários e Registradores do Estado de São Paulo – SINOREG/SP contra o Presidente do Conselho Nacional de Justiça, em decorrência da edição das Resoluções de nºs 80 e 81 do órgão. Pede-se, em suma, a suspensão parcial dos efeitos de ambas as resoluções. 2. Prestadas informações pela autoridade impetrada, o Ministro Relator negou seguimento ao mandado de segurança, por intempestividade. 3. Agravaram os impetrantes e contra-arrazoou a União, vindo os autos, em seguida, com vista à Procuradoria Geral da República. 4. O agravo deverá ser desprovido. 5. Em que pese haja se manifestado o próprio CNJ pela tempestividade do feito, estava efetivamente esgotado o prazo para a impetração em 7.1.2010. Isso porque a Resolução nº 80 e a Resolução nº 81 foram aprovadas pelo Conselho em 9.6.2009, durante a 86ª Sessão Ordinária do órgão, com publicação no Diário Oficial do dia 16.6.2009. Portanto, o prazo de cento e vinte dias encerrou-se, inescusavelmente, antes da data da autuação do presente. A esse respeito, reconhece-se no próprio agravo que a ação foi ajuizada mais de duzentos dias após a publicação dos atos impugnados. 6. É questionável a tentativa forçada de equiparação, para fins de aplicação do art. 3º da Lei nº 12.016/09, entre a associação e o sindicato impetrantes e o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, destinatário imediato das normas contidas nas resoluções. 7. Parece clara a distinção entre as hipóteses clássicas de aplicação da norma e o caso descrito. Consoante ilustra a doutrina, há de ocorrer a desídia do titular originário do direito líquido e certo, o que, por sua vez, deve interferir negativamente na situação do titular do direito decorrente, como se extrai do exemplo clássico: ‘Numa determinada repartição pública, a lei manda que as promoções se façam, todas, por antiguidade. Ocorrendo uma vaga, o mais antigo, a quem cabe a promoção, deixa que outro seja promovido, sem defender o seu direito líquido e certo à 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5941333. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 14 Relatório MS 28554 AGR / DF vaga. Este, o preterido, na terminologia da lei é o 'terceiro' titular de direito originário, que, por desídia, não vai a juízo arguir a ilegalidade. Quem tem maior antiguidade, depois dele, neste caso, ficará prejudicado e como ambos se encontram em condições idênticas, deve-lhe ser permitido defender o direito do mais antigo, caso este não o faça, embora para isto notificado. Na realidade, o que ele está defendendo será o próprio direito, embora o esteja fazendo mediante defesa do direito do colega mais antigo, do 'terceiro' negligente. É que novas vagas poderão ser preenchidas sem aproveitamento do mais antigo e, não havendo reclamação, por parte deste, o segundo ficará lesado.’ 8. Ora, o simples fato de ter o tribunal estadual acatado as diretrizes normativas do Conselho Nacional de Justiça não gerou direito líquido e certo de, com esteio nas prerrogativas processuais do tribunal, utilizarem-se entidades de classe para ajuizarem mandado de segurança antes da concretização de qualquer ato lesivo aos interesses de seus representados/substituídos. 9. Reitere-se: o direito que se defende nos autos não aparenta ser, sob nenhuma hipótese, decorrente diretamente da inexistência de litigiosidade na relação entre o Conselho e o TJSP, nem é dotado de liquidez e certeza. Aliás, faz parte da lógica do regime especial de legitimação sucessiva que o terceiro também impetre o mandado de segurança em favor do legitimado originário, para, apenas indiretamente, ser agraciado com os frutos da demanda. Não se vê, até aqui, no que a impetração poderia favorecer o tribunal paulista. 10. Contudo, ainda que fosse o caso de aplicação da norma processual em comento, verificar-se-ia que, ao incumbirem-se os supostos legitimados extraordinários de impetrar mandado de segurança na forma propugnada no dispositivo – cuja redação é assemelhada à anteriormente adotada na revogada Lei nº 1.533/51 –, deveriam eles atentar-se para o prazo dilatório de trinta dias, cuidando de realizar a notificação do legitimado ordinário dentro dos noventa primeiros dias do prazo total de 120 que lhes foi assinalado. Essa linha interpretativa confere objetividade e segurança à contagem do prazo para a impetração, garantindo que tanto os interessados legitimados 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5941333. Supremo Tribunal Federal MS 28554 AGR / DF vaga. Este, o preterido, na terminologia da lei é o 'terceiro' titular de direito originário, que, por desídia, não vai a juízo arguir a ilegalidade. Quem tem maior antiguidade, depois dele, neste caso, ficará prejudicado e como ambos se encontram em condições idênticas, deve-lhe ser permitido defender o direito do mais antigo, caso este não o faça, embora para isto notificado. Na realidade, o que ele está defendendo será o próprio direito, embora o esteja fazendo mediante defesa do direito do colega mais antigo, do 'terceiro' negligente. É que novas vagas poderão ser preenchidas sem aproveitamento do mais antigo e, não havendo reclamação, por parte deste, o segundo ficará lesado.’ 8. Ora, o simples fato de ter o tribunal estadual acatado as diretrizes normativas do Conselho Nacional de Justiça não gerou direito líquido e certo de, com esteio nas prerrogativas processuais do tribunal, utilizarem-se entidades de classe para ajuizarem mandado de segurança antes da concretização de qualquer ato lesivo aos interesses de seus representados/substituídos. 9. Reitere-se: o direito que se defende nos autos não aparenta ser, sob nenhuma hipótese, decorrente diretamente da inexistência de litigiosidade na relação entre o Conselho e o TJSP, nem é dotado de liquidez e certeza. Aliás, faz parte da lógica do regime especial de legitimação sucessiva que o terceiro também impetre o mandado de segurança em favor do legitimado originário, para, apenas indiretamente, ser agraciado com os frutos da demanda. Não se vê, até aqui, no que a impetração poderia favorecer o tribunal paulista. 10. Contudo, ainda que fosse o caso de aplicação da norma processual em comento, verificar-se-ia que, ao incumbirem-se os supostos legitimados extraordinários de impetrar mandado de segurança na forma propugnada no dispositivo – cuja redação é assemelhada à anteriormente adotada na revogada Lei nº 1.533/51 –, deveriam eles atentar-se para o prazo dilatório de trinta dias, cuidando de realizar a notificação do legitimado ordinário dentro dos noventa primeiros dias do prazo total de 120 que lhes foi assinalado. Essa linha interpretativa confere objetividade e segurança à contagem do prazo para a impetração, garantindo que tanto os interessados legitimados 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5941333. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 14 Relatório MS 28554 AGR / DF ordinariamente quanto aqueles que atuam em substituição sucessiva se organizem para manifestar sua eventual irresignação a partir da data do ato coator. A adoção de tal linha de raciocínio nada tem de irrazoável e ainda previne, igualmente, conluio entre as partes interessadas para a manipulação do prazo decadencial do ‘mandamus’. 11. Irretocáveis, no ponto, as considerações postas pelo Ministro Relator, as quais alinham-se com o magistério doutrinário de Luiz Guilherme Marinoni, que defende não existir possibilidade de elastecimento do prazo do art. 23 da Lei nº 12.016/09. 12. Destaque-se que seria intempestiva a utilização da via mandamental, mesmo vislumbrada a questão por outra ótica: se aceitável a existência de suspensão legal do prazo de impetração por 30 (trinta) dias, a contar da notificação, alargar-se-ia o lapso temporal para até cento e cinquenta dias, mas a impetração continuaria intempestiva. Note-se que tal contagem não se encaixa no pacífico entendimento de que não se suspendem ou interrompem prazos decadenciais. 13. Há uma segunda forma de contagem possível: notificado o legitimado ordinário dentro dos primeiros 90 (noventa) dias, teria ele a possibilidade de atuar nos 30 (trinta) restantes – até porque, sem a notificação efetuada no prazo nonagesimal, sequer existiria falar em inércia do legitimado originário. O prazo do legitimado extraordinário passaria a contar da data da notificação, por mais 120 (cento e vinte) dias, podendo chegar ao total de 210 (duzentos e dez) dias. Contudo, no caso, formalizado o protesto judicial em face do Estado de São Paulo em 22.10.2009, o ente federado foi intimado pessoalmente apenas em 6.10.2009. Ou seja, os impetrantes agiram mais de noventa dias após a publicação original dos atos questionados, pelo que haver-se-ia de reconhecer a perda da possibilidade de utilização do art. 3º da Lei nº 12.016/09. 14. Por fim, a ideia defendida no agravo, de que o prazo poderia se elastecer por 240 (duzentos e quarenta) dias, não encontra amparo na sistemática da lei, pelo que a impetração deve ser inexoravelmente rejeitada. Ante o exposto, o parecer é pelo desprovimento do agravo.” (grifei) 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5941333. Supremo Tribunal Federal MS 28554 AGR / DF ordinariamente quanto aqueles que atuam em substituição sucessiva se organizem para manifestar sua eventual irresignação a partir da data do ato coator. A adoção de tal linha de raciocínio nada tem de irrazoável e ainda previne, igualmente, conluio entre as partes interessadas para a manipulação do prazo decadencial do ‘mandamus’. 11. Irretocáveis, no ponto, as considerações postas pelo Ministro Relator, as quais alinham-se com o magistério doutrinário de Luiz Guilherme Marinoni, que defende não existir possibilidade de elastecimento do prazo do art. 23 da Lei nº 12.016/09. 12. Destaque-se que seria intempestiva a utilização da via mandamental, mesmo vislumbrada a questão por outra ótica: se aceitável a existência de suspensão legal do prazo de impetração por 30 (trinta) dias, a contar da notificação, alargar-se-ia o lapso temporal para até cento e cinquenta dias, mas a impetração continuaria intempestiva. Note-se que tal contagem não se encaixa no pacífico entendimento de que não se suspendem ou interrompem prazos decadenciais. 13. Há uma segunda forma de contagem possível: notificado o legitimado ordinário dentro dos primeiros 90 (noventa) dias, teria ele a possibilidade de atuar nos 30 (trinta) restantes – até porque, sem a notificação efetuada no prazo nonagesimal, sequer existiria falar em inércia do legitimado originário. O prazo do legitimado extraordinário passaria a contar da data da notificação, por mais 120 (cento e vinte) dias, podendo chegar ao total de 210 (duzentos e dez) dias. Contudo, no caso, formalizado o protesto judicial em face do Estado de São Paulo em 22.10.2009, o ente federado foi intimado pessoalmente apenas em 6.10.2009. Ou seja, os impetrantes agiram mais de noventa dias após a publicação original dos atos questionados, pelo que haver-se-ia de reconhecer a perda da possibilidade de utilização do art. 3º da Lei nº 12.016/09. 14. Por fim, a ideia defendida no agravo, de que o prazo poderia se elastecer por 240 (duzentos e quarenta) dias, não encontra amparo na sistemática da lei, pelo que a impetração deve ser inexoravelmente rejeitada. Ante o exposto, o parecer é pelo desprovimento do agravo.” (grifei) 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5941333. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 14 Relatório MS 28554 AGR / DF Por não me convencer da razões expostas, submeto, à apreciação do Egrégio Plenário do Supremo Tribunal Federal, o presente recurso de agravo. É o relatório. 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5941333. Supremo Tribunal Federal MS 28554 AGR / DF Por não me convencer da razões expostas, submeto, à apreciação do Egrégio Plenário do Supremo Tribunal Federal, o presente recurso de agravo. É o relatório. 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5941333. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 14 Voto - MIN. CELSO DE MELLO 10/04/2014 PLENÁRIO AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 28.554 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Entendo não assistir razão à parte ora recorrente, eis que a decisão recorrida ajusta-se, com integral fidelidade, à orientação jurisprudencial firmada por esta Suprema Corte na matéria ora em análise. Já tive o ensejo de assinalar, ao proferir a decisão ora questionada, que a Resolução/CNJ nº 80/2009 foi publicada em 16/06/2009 e retificada em 17/06/2009 e que a Resolução/CNJ nº 81/2009, por sua vez, foi publicada em 16/06/2009 e retificada em 15/07/2009. Observei, ainda, que a Associação dos Notários e Registradores do Brasil – ANOREG/BR ingressou com “protesto judicial” em face do Estado de São Paulo em 25/08/2009, havendo sido intimada, referida pessoa política, em 06/10/2009. Ocorre , no entanto , que a ação de mandado de segurança ajuizada pela parte ora recorrente foi recebida, eletronicamente, na Secretaria desta Suprema Corte, apenas em 07/01/2010 , quando já superado o prazo decadencial a que se refere o art. 23 da Lei nº 12.016/2009. Forçoso concluir, desse modo, que se operou, na espécie, em virtude da consumação da decadência, a extinção do direito de impetrar, em tempo oportuno, o mandado de segurança ora utilizado contra o ato estatal em causa. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5941334. Supremo Tribunal Federal 10/04/2014 PLENÁRIO AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 28.554 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Entendo não assistir razão à parte ora recorrente, eis que a decisão recorrida ajusta-se, com integral fidelidade, à orientação jurisprudencial firmada por esta Suprema Corte na matéria ora em análise. Já tive o ensejo de assinalar, ao proferir a decisão ora questionada, que a Resolução/CNJ nº 80/2009 foi publicada em 16/06/2009 e retificada em 17/06/2009 e que a Resolução/CNJ nº 81/2009, por sua vez, foi publicada em 16/06/2009 e retificada em 15/07/2009. Observei, ainda, que a Associação dos Notários e Registradores do Brasil – ANOREG/BR ingressou com “protesto judicial” em face do Estado de São Paulo em 25/08/2009, havendo sido intimada, referida pessoa política, em 06/10/2009. Ocorre , no entanto , que a ação de mandado de segurança ajuizada pela parte ora recorrente foi recebida, eletronicamente, na Secretaria desta Suprema Corte, apenas em 07/01/2010 , quando já superado o prazo decadencial a que se refere o art. 23 da Lei nº 12.016/2009. Forçoso concluir, desse modo, que se operou, na espécie, em virtude da consumação da decadência, a extinção do direito de impetrar, em tempo oportuno, o mandado de segurança ora utilizado contra o ato estatal em causa. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5941334. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 14 Voto - MIN. CELSO DE MELLO MS 28554 AGR / DF Cumpre advertir, por necessário, que o preceito inscrito no art. 23 da Lei nº 12.016/2009 – que delimita o âmbito temporal de impetração do mandado de segurança – não ostenta qualquer eiva de inconstitucionalidade. Foi por essa razão que o Supremo Tribunal Federal, ao analisar o art. 18 da revogada Lei nº 1.533/51 (que foi fielmente reproduzido pelo art. 23 da Lei nº 12.016/2009), veio a proclamar, em reiteradas decisões, a recepção dessa norma legal pela vigente Constituição da República (RTJ 142/161 – RTJ 156/506, v.g.): “Não ofende a Constituição a norma legal que estipula prazo para a impetração do mandado de segurança. A circunstância de a Constituição da República nada dispor sobre a fixação de prazo para efeito de ajuizamento da ação mandamental não inibe o legislador de definir um lapso de ordem temporal em cujo âmbito o ‘writ’ deve ser oportunamente impetrado.” (RTJ 145/186, Rel. Min. CELSO DE MELLO) “- Com o decurso, ‘in albis’, do prazo decadencial de 120 dias, a que se refere o art. 18 da Lei nº 1.533/51 – cuja constitucionalidade foi reafirmada pelo Supremo Tribunal Federal (RTJ 142/161 – RTJ 145/186 – RTJ 156/506) –, extingue-se, de pleno direito, a prerrogativa de impetrar mandado de segurança.” (RTJ 177/774-775, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Pleno) Cabe registrar, ainda, por relevante, que essa orientação jurisprudencial acha-se, presentemente, consolidada na Súmula 632 desta Suprema Corte, cujo enunciado assim dispõe: “É constitucional lei que fixa o prazo de decadência para a impetração de mandado de segurança” (grifei). Impende assinalar, finalmente, que, segundo reconhece esta Corte (RTJ 126/945 – RTJ 177/774-775, v.g.), a extinção do direito de 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5941334. Supremo Tribunal Federal MS 28554 AGR / DF Cumpre advertir, por necessário, que o preceito inscrito no art. 23 da Lei nº 12.016/2009 – que delimita o âmbito temporal de impetração do mandado de segurança – não ostenta qualquer eiva de inconstitucionalidade. Foi por essa razão que o Supremo Tribunal Federal, ao analisar o art. 18 da revogada Lei nº 1.533/51 (que foi fielmente reproduzido pelo art. 23 da Lei nº 12.016/2009), veio a proclamar, em reiteradas decisões, a recepção dessa norma legal pela vigente Constituição da República (RTJ 142/161 – RTJ 156/506, v.g.): “Não ofende a Constituição a norma legal que estipula prazo para a impetração do mandado de segurança. A circunstância de a Constituição da República nada dispor sobre a fixação de prazo para efeito de ajuizamento da ação mandamental não inibe o legislador de definir um lapso de ordem temporal em cujo âmbito o ‘writ’ deve ser oportunamente impetrado.” (RTJ 145/186, Rel. Min. CELSO DE MELLO) “- Com o decurso, ‘in albis’, do prazo decadencial de 120 dias, a que se refere o art. 18 da Lei nº 1.533/51 – cuja constitucionalidade foi reafirmada pelo Supremo Tribunal Federal (RTJ 142/161 – RTJ 145/186 – RTJ 156/506) –, extingue-se, de pleno direito, a prerrogativa de impetrar mandado de segurança.” (RTJ 177/774-775, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Pleno) Cabe registrar, ainda, por relevante, que essa orientação jurisprudencial acha-se, presentemente, consolidada na Súmula 632 desta Suprema Corte, cujo enunciado assim dispõe: “É constitucional lei que fixa o prazo de decadência para a impetração de mandado de segurança” (grifei). Impende assinalar, finalmente, que, segundo reconhece esta Corte (RTJ 126/945 – RTJ 177/774-775, v.g.), a extinção do direito de 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5941334. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 14 Voto - MIN. CELSO DE MELLO MS 28554 AGR / DF impetrar o “writ” constitucional em questão não afeta nem compromete o direito material eventualmente titularizado pelo autor da ação mandamental, a quem fica assegurado, por isso mesmo, o acesso às vias ordinárias: “MANDADO DE SEGURANÇA – PRAZO DECADENCIAL (LEI Nº 1533/51, ART. 18) – CONSUMAÇÃO (…) – RECURSO IMPROVIDO. - Não se conhece de mandado de segurança quando impetrado fora do prazo decadencial a que se refere o art. 18 da Lei nº 1533/51. A extinção do direito de impetrar o ‘writ’ constitucional não gera a extinção do direito material eventualmente titularizado pelo impetrante, a quem se reconhece, em conseqüência, observadas as normas legais, a possibilidade de acesso às vias processuais ordinárias.” (RTJ 158/846, Rel. Min. CELSO DE MELLO) Mesmo que fosse possível superar essa obstáculo processual, ainda assim não assistiria razão aos ora impetrantes. É que se revela insuscetível de conhecimento a presente ação de mandado de segurança, eis que ajuizada contra atos estatais revestidos de conteúdo evidentemente normativo e abstrato, subsumível, por isso mesmo, à noção de atos em tese. Com efeito, os preceitos inscritos em tais diplomas normativos traduzem atos em tese, cujos coeficientes de normatividade e de generalidade abstrata impedem, na linha de diretriz jurisprudencial firmada pelo Supremo Tribunal Federal (Súmula 266), a válida utilização do remédio constitucional do mandado de segurança: “Não se revelam sindicáveis, pela via jurídico-processual do mandado de segurança, os atos em tese, assim considerados aqueles 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5941334. Supremo Tribunal Federal MS 28554 AGR / DF impetrar o “writ” constitucional em questão não afeta nem compromete o direito material eventualmente titularizado pelo autor da ação mandamental, a quem fica assegurado, por isso mesmo, o acesso às vias ordinárias: “MANDADO DE SEGURANÇA – PRAZO DECADENCIAL (LEI Nº 1533/51, ART. 18) – CONSUMAÇÃO (…) – RECURSO IMPROVIDO. - Não se conhece de mandado de segurança quando impetrado fora do prazo decadencial a que se refere o art. 18 da Lei nº 1533/51. A extinção do direito de impetrar o ‘writ’ constitucional não gera a extinção do direito material eventualmente titularizado pelo impetrante, a quem se reconhece, em conseqüência, observadas as normas legais, a possibilidade de acesso às vias processuais ordinárias.” (RTJ 158/846, Rel. Min. CELSO DE MELLO) Mesmo que fosse possível superar essa obstáculo processual, ainda assim não assistiria razão aos ora impetrantes. É que se revela insuscetível de conhecimento a presente ação de mandado de segurança, eis que ajuizada contra atos estatais revestidos de conteúdo evidentemente normativo e abstrato, subsumível, por isso mesmo, à noção de atos em tese. Com efeito, os preceitos inscritos em tais diplomas normativos traduzem atos em tese, cujos coeficientes de normatividade e de generalidade abstrata impedem, na linha de diretriz jurisprudencial firmada pelo Supremo Tribunal Federal (Súmula 266), a válida utilização do remédio constitucional do mandado de segurança: “Não se revelam sindicáveis, pela via jurídico-processual do mandado de segurança, os atos em tese, assim considerados aqueles 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5941334. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 14 Voto - MIN. CELSO DE MELLO MS 28554 AGR / DF (...) que dispõem sobre situações gerais e impessoais, que têm alcance genérico e que disciplinam hipóteses neles abstratamente previstas. Precedentes. Súmula 266/STF.” (RTJ 180/942-943, Rel. Min. CELSO DE MELLO) Cumpre enfatizar, neste ponto, que normas em tese – assim entendidos os preceitos estatais qualificados em função do tríplice atributo da generalidade, impessoalidade e abstração – não se expõem ao controle jurisdicional pela via do mandado de segurança, cuja utilização deverá recair, unicamente, sobre os atos destinados a dar aplicação concreta ao que se contiver nas leis, em seus equivalentes constitucionais ou em regramentos administrativos de conteúdo normativo, consoante adverte o magistério da doutrina (HELY LOPES MEIRELLES, “Mandado de Segurança”, p. 40/41, 28ª ed., 2005, atualizada por Arnoldo Wald e Gilmar Ferreira Mendes, Malheiros; ALFREDO BUZAID, “Do Mandado de Segurança”, vol. I/126-129, itens ns. 5/6, 1989, Saraiva; CARLOS ALBERTO MENEZES DIREITO, “Manual do Mandado de Segurança”, p. 41/43, 3ª ed., 1999, Renovar; FRANCISCO ANTONIO DE OLIVEIRA, “Mandado de Segurança e Controle Jurisdicional”, p. 28/29, item n. 2.1.1, 2ª ed., 1996, RT). Esse entendimento doutrinário, por sua vez, expressa, de maneira clara, a própria jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, que sempre tem enfatizado, a propósito da matéria em exame, não serem impugnáveis, em sede mandamental, aqueles atos estatais – como os de que ora se cuida – cujo conteúdo veicule prescrições disciplinadoras de situações gerais e impessoais e regedoras de hipóteses que se achem abstratamente previstas em tais atos ou resoluções (RTJ 132/189, Rel. Min. CELSO DE MELLO). E é, exatamente, o que sucede na espécie, pois os atos editados pelo E. Conselho Nacional de Justiça – pela circunstância de apenas disporem, normativamente, “in abstracto”, sobre situações gerais e impessoais – dependem, para efeito de sua aplicabilidade, da prática necessária e 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5941334. Supremo Tribunal Federal MS 28554 AGR / DF (...) que dispõem sobre situações gerais e impessoais, que têm alcance genérico e que disciplinam hipóteses neles abstratamente previstas. Precedentes. Súmula 266/STF.” (RTJ 180/942-943, Rel. Min. CELSO DE MELLO) Cumpre enfatizar, neste ponto, que normas em tese – assim entendidos os preceitos estatais qualificados em função do tríplice atributo da generalidade, impessoalidade e abstração – não se expõem ao controle jurisdicional pela via do mandado de segurança, cuja utilização deverá recair, unicamente, sobre os atos destinados a dar aplicação concreta ao que se contiver nas leis, em seus equivalentes constitucionais ou em regramentos administrativos de conteúdo normativo, consoante adverte o magistério da doutrina (HELY LOPES MEIRELLES, “Mandado de Segurança”, p. 40/41, 28ª ed., 2005, atualizada por Arnoldo Wald e Gilmar Ferreira Mendes, Malheiros; ALFREDO BUZAID, “Do Mandado de Segurança”, vol. I/126-129, itens ns. 5/6, 1989, Saraiva; CARLOS ALBERTO MENEZES DIREITO, “Manual do Mandado de Segurança”, p. 41/43, 3ª ed., 1999, Renovar; FRANCISCO ANTONIO DE OLIVEIRA, “Mandado de Segurança e Controle Jurisdicional”, p. 28/29, item n. 2.1.1, 2ª ed., 1996, RT). Esse entendimento doutrinário, por sua vez, expressa, de maneira clara, a própria jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, que sempre tem enfatizado, a propósito da matéria em exame, não serem impugnáveis, em sede mandamental, aqueles atos estatais – como os de que ora se cuida – cujo conteúdo veicule prescrições disciplinadoras de situações gerais e impessoais e regedoras de hipóteses que se achem abstratamente previstas em tais atos ou resoluções (RTJ 132/189, Rel. Min. CELSO DE MELLO). E é, exatamente, o que sucede na espécie, pois os atos editados pelo E. Conselho Nacional de Justiça – pela circunstância de apenas disporem, normativamente, “in abstracto”, sobre situações gerais e impessoais – dependem, para efeito de sua aplicabilidade, da prática necessária e 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5941334. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 14 Voto - MIN. CELSO DE MELLO MS 28554 AGR / DF ulterior de atos concretos destinados a realizar as prescrições abstratas formalmente consubstanciadas nos mencionados atos normativos. Reconhecer-se, na espécie ora em exame, a possibilidade jurídico- -processual de impugnação, em sede mandamental, dos atos normativos em questão equivaleria, em última análise, a autorizar a indevida utilização do mandado de segurança como inadmissível sucedâneo da ação direta de inconstitucionalidade, desconsiderando-se, desse modo, a advertência deste Supremo Tribunal Federal, cujas decisões já acentuaram, por mais de uma vez, a inviabilidade do emprego do “writ” mandamental como instrumento de controle abstrato da validade constitucional das leis e dos atos normativos em geral (RTJ 110/77, Rel. Min. FRANCISCO REZEK – RTJ 111/184, Rel. Min. DJACI FALCÃO – RTJ 132/1136, Rel. Min. CELSO DE MELLO, v.g.): “É plena a insindicabilidade, pela via jurídico- -processual do mandado de segurança, de atos em tese, assim considerados os que dispõem sobre situações gerais e impessoais, têm alcance genérico e disciplinam hipóteses que neles se acham abstratamente previstas. O mandado de segurança não é sucedâneo da ação direta de inconstitucionalidade nem pode substituí-la, sob pena de grave deformação do instituto e inaceitável desvio de sua verdadeira função jurídico-processual.” (RTJ 132/189, Rel. Min. CELSO DE MELLO) “I. (...) Todavia, se o decreto tem efeito normativo, genérico, por isso mesmo sem operatividade imediata, necessitando, para a sua individualização, da expedição de ato administrativo, então contra ele não cabe mandado de segurança, já que, admiti-lo, seria admitir a segurança contra lei em tese, o que é repelido pela doutrina e pela jurisprudência (Súmula nº 266). II. - Mandado de segurança não conhecido.” (RTJ 138/756, Rel. Min. CARLOS VELLOSO – grifei) 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5941334. Supremo Tribunal Federal MS 28554 AGR / DF ulterior de atos concretos destinados a realizar as prescrições abstratas formalmente consubstanciadas nos mencionados atos normativos. Reconhecer-se, na espécie ora em exame, a possibilidade jurídico- -processual de impugnação, em sede mandamental, dos atos normativos em questão equivaleria, em última análise, a autorizar a indevida utilização do mandado de segurança como inadmissível sucedâneo da ação direta de inconstitucionalidade, desconsiderando-se, desse modo, a advertência deste Supremo Tribunal Federal, cujas decisões já acentuaram, por mais de uma vez, a inviabilidade do emprego do “writ” mandamental como instrumento de controle abstrato da validade constitucional das leis e dos atos normativos em geral (RTJ 110/77, Rel. Min. FRANCISCO REZEK – RTJ 111/184, Rel. Min. DJACI FALCÃO – RTJ 132/1136, Rel. Min. CELSO DE MELLO, v.g.): “É plena a insindicabilidade, pela via jurídico- -processual do mandado de segurança, de atos em tese, assim considerados os que dispõem sobre situações gerais e impessoais, têm alcance genérico e disciplinam hipóteses que neles se acham abstratamente previstas. O mandado de segurança não é sucedâneo da ação direta de inconstitucionalidade nem pode substituí-la, sob pena de grave deformação do instituto e inaceitável desvio de sua verdadeira função jurídico-processual.” (RTJ 132/189, Rel. Min. CELSO DE MELLO) “I. (...) Todavia, se o decreto tem efeito normativo, genérico, por isso mesmo sem operatividade imediata, necessitando, para a sua individualização, da expedição de ato administrativo, então contra ele não cabe mandado de segurança, já que, admiti-lo, seria admitir a segurança contra lei em tese, o que é repelido pela doutrina e pela jurisprudência (Súmula nº 266). II. - Mandado de segurança não conhecido.” (RTJ 138/756, Rel. Min. CARLOS VELLOSO – grifei) 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5941334. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 14 Voto - MIN. CELSO DE MELLO MS 28554 AGR / DF Sendo assim, em face das razões expostas e acolhendo, ainda, o parecer da douta Procuradoria-Geral da República, nego provimento a este recurso de agravo, mantendo, por seus próprios fundamentos, a decisão ora agravada. É o meu voto. 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5941334. Supremo Tribunal Federal MS 28554 AGR / DF Sendo assim, em face das razões expostas e acolhendo, ainda, o parecer da douta Procuradoria-Geral da República, nego provimento a este recurso de agravo, mantendo, por seus próprios fundamentos, a decisão ora agravada. É o meu voto. 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5941334. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 14 Extrato de Ata - 10/04/2014 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 28.554 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) : ASSOCIACAO DOS NOTARIOS E REGISTRADORES DO BRASIL E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : MAURÍCIO GARCIA PALLARES ZOCKUN AGDO.(A/S) : PRESIDENTE DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO LIT.PAS.(A/S) : UNIÃO ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: O Tribunal, unanimidade e nos termos do voto do Relator, negou provimento ao agravo regimental. Ausentes, neste julgamento, os Ministros Joaquim Barbosa (Presidente), Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski (Vice-Presidente) e Roberto Barroso. Presidiu o julgamento o Ministro Celso de Mello (art. 37, I, do RISTF). Plenário, 10.04.2014. Presidência do Senhor Ministro Joaquim Barbosa. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber, Teori Zavascki e Roberto Barroso. Procurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot Monteiro de Barros. p/ Luiz Tomimatsu Assessor-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 5704459 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 28.554 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) : ASSOCIACAO DOS NOTARIOS E REGISTRADORES DO BRASIL E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : MAURÍCIO GARCIA PALLARES ZOCKUN AGDO.(A/S) : PRESIDENTE DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO LIT.PAS.(A/S) : UNIÃO ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: O Tribunal, unanimidade e nos termos do voto do Relator, negou provimento ao agravo regimental. Ausentes, neste julgamento, os Ministros Joaquim Barbosa (Presidente), Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski (Vice-Presidente) e Roberto Barroso. Presidiu o julgamento o Ministro Celso de Mello (art. 37, I, do RISTF). Plenário, 10.04.2014. Presidência do Senhor Ministro Joaquim Barbosa. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber, Teori Zavascki e Roberto Barroso. Procurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot Monteiro de Barros. p/ Luiz Tomimatsu Assessor-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 5704459 Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 14
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=5982335
2014-04-10T00:00:00
2014-06-02T00:00:00
O Tribunal, unanimidade e nos termos do voto do Relator, negou provimento ao agravo regimental. Ausentes, neste julgamento, os Ministros Joaquim Barbosa (Presidente), Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski (Vice-Presidente) e Roberto Barroso. Presidiu o julgamento o Ministro Celso de Mello (art. 37, I, do RISTF). Plenário, 10.04.2014.
AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA
E M E N T A: MANDADO DE SEGURANÇA – CONSUMAÇÃO DO PRAZO DECADENCIAL DE CENTO E VINTE (120) DIAS (LEI Nº 12.016/2009, ART. 23) – CONSEQUENTE EXTINÇÃO DO DIREITO DE IMPETRAR MANDADO DE SEGURANÇA – ATO EM TESE – INVIABILIDADE DA IMPUGNAÇÃO MEDIANTE AÇÃO MANDAMENTAL (SÚMULA 266/STF) – PRECEDENTES – RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO. - Revela-se insuscetível de conhecimento a ação de mandado de segurança que foi ajuizada tardiamente, em momento no qual já se achava consumado o prazo decadencial de 120 dias a que se refere o art. 23 da Lei nº 12.016/2009, que reproduziu, fielmente, o art. 18 da revogada Lei nº 1.533/51, cuja validade jurídica foi reconhecida, pelo Supremo Tribunal Federal (RTJ 142/161 – RTJ 145/186 – RTJ 156/506, v.g.), em face da vigente Constituição da República. Precedentes. - Não se revelam sindicáveis, pela via jurídico-processual do mandado de segurança, os atos em tese, assim considerados aqueles – como as leis ou os seus equivalentes constitucionais – que dispõem sobre situações gerais e impessoais, que têm alcance genérico e que disciplinam hipóteses neles abstratamente previstas. Súmula 266/STF. Precedentes. - O mandado de segurança não se qualifica como sucedâneo da ação direta de inconstitucionalidade, não podendo ser utilizado, em consequência, como instrumento de controle abstrato da validade constitucional das leis e dos atos normativos em geral. Precedentes.
sjur266168
- Acórdão(s) citado(s): (MS, PRAZO DECADENCIAL) RTJ 142/161, RTJ 145/186, RTJ 156/506, RTJ 177/774 . (DECADÊNCIA, DIREITO MATERIAL) RTJ 126/945, RTJ 177/774. (SÚMULA 266) RTJ 180/942, RTJ 132/189. (MS, CONTROLE DE CONSTITUCIONALIDADE) RTJ 110/77, RTJ 111/184, RTJ 132/1136, RTJ 132/189, RTJ 138/756. Número de páginas: 14. Análise: 10/06/2014, TIA.
CELSO DE MELLO
Tribunal Pleno
28554
[ "LEG-FED LEI-001533 ANO-1951\n ART-00018\n LMS-1951 LEI DO MANDADO DE SEGURANÇA\n\n", "LEG-FED LEI-012016 ANO-2009\n ART-00023\n LMS-2009 LEI DO MANDADO DE SEGURANÇA\n\n", "LEG-FED RES-000080 ANO-2009\n RESOLUÇÃO DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ\n\n", "LEG-FED RES-000081 ANO-2009\n RESOLUÇÃO DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000266 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000632 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
MS-AgR
acordaos
MS 28554 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : ASSOCIACAO DOS NOTARIOS E REGISTRADORES DO BRASIL E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : MAURÍCIO GARCIA PALLARES ZOCKUN AGDO.(A/S) : PRESIDENTE DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO LIT.PAS.(A/S) : UNIÃO ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
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Ementa e Acórdão 10/04/2014 PLENÁRIO AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 28.554 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :ASSOCIACAO DOS NOTARIOS E REGISTRADORES DO BRASIL E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :MAURÍCIO GARCIA PALLARES ZOCKUN AGDO.(A/S) :PRESIDENTE DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO LIT.PAS.(A/S) :UNIÃO ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO E M E N T A: MANDADO DE SEGURANÇA – CONSUMAÇÃO DO PRAZO DECADENCIAL DE CENTO E VINTE (120) DIAS (LEI n 12.016/2009, ART. 23) – CONSEQUENTE EXTINÇÃO DO DIREITO DE IMPETRAR MANDADO DE SEGURANÇA – ATO EM TESE – INVIABILIDADE DA IMPUGNAÇÃO MEDIANTE AÇÃO MANDAMENTAL (SÚMULA 266/Supremo Tribunal Federal) – PRECEDENTES – RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO. - Revela-se insuscetível de conhecimento a ação de mandado de segurança que foi ajuizada tardiamente, em momento no qual já se achava consumado o prazo decadencial de 120 dias a que se refere o art. 23 da Lei n 12.016/2009, que reproduziu, fielmente, o art. 18 da revogada Lei n 1.533/51, cuja validade jurídica foi reconhecida, pelo Supremo Tribunal Federal (RTJ 142/161 – RTJ 145/186 – RTJ 156/506, v.g.), em face da vigente Constituição da República. Precedentes. - Não se revelam sindicáveis, pela via jurídico-processual do mandado de segurança, os atos em tese, assim considerados aqueles – como as leis ou os seus equivalentes constitucionais – que dispõem sobre situações gerais e impessoais, que têm alcance genérico e que disciplinam hipóteses neles abstratamente previstas. Súmula 266/Supremo Tribunal Federal. Precedentes. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5941332. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 14 Ementa e Acórdão MS 28554 AGR / DF - O mandado de segurança não se qualifica como sucedâneo da ação direta de inconstitucionalidade, não podendo ser utilizado, em consequência, como instrumento de controle abstrato da validade constitucional das leis e dos atos normativos em geral. Precedentes. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Plenária, sob a Presidência do Ministro Celso de Mello (RISTF, art. 37, I), na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausentes, neste julgamento, os Ministros Joaquim Barbosa (Presidente), Ricardo Lewandowski (Vice-Presidente) e Roberto Barroso. Brasília, 10 de abril de 2014. CELSO DE MELLO – RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5941332. Supremo Tribunal Federal MS 28554 AGR / DF - O mandado de segurança não se qualifica como sucedâneo da ação direta de inconstitucionalidade, não podendo ser utilizado, em consequência, como instrumento de controle abstrato da validade constitucional das leis e dos atos normativos em geral. Precedentes. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Plenária, sob a Presidência do Ministro Celso de Mello (RISTF, art. 37, I), na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausentes, neste julgamento, os Ministros Joaquim Barbosa (Presidente), Ricardo Lewandowski (Vice-Presidente) e Roberto Barroso. Brasília, 10 de abril de 2014. CELSO DE MELLO – RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5941332. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 14 Relatório 10/04/2014 PLENÁRIO AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 28.554 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :ASSOCIACAO DOS NOTARIOS E REGISTRADORES DO BRASIL E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :MAURÍCIO GARCIA PALLARES ZOCKUN AGDO.(A/S) :PRESIDENTE DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO LIT.PAS.(A/S) :UNIÃO ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): O Ministério Público Federal, em manifestação subscrita pelo eminente Chefe da Instituição, ao opinar pelo improvimento do recurso de agravo, assim resumiu e apreciou a presente causa: “Mandado de segurança. Negativa de seguimento. Agravo regimental dos impetrantes. Conselho Nacional de Justiça. Pedido de suspensão parcial dos efeitos das Resoluções n 80 e n 81 do órgão. Escoamento do prazo para a impetração. Não cabimento do uso da regra de legitimação extraordinária sucessiva do art. 3... da Lei n 12.016/09. Parecer pelo desprovimento do agravo. 1. Trata-se de mandado de segurança, com pedido de liminar, impetrado pela Associação dos Notários e Registradores do Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5941333. Supremo Tribunal Federal 10/04/2014 PLENÁRIO AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 28.554 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :ASSOCIACAO DOS NOTARIOS E REGISTRADORES DO BRASIL E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :MAURÍCIO GARCIA PALLARES ZOCKUN AGDO.(A/S) :PRESIDENTE DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO LIT.PAS.(A/S) :UNIÃO ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): O Ministério Público Federal, em manifestação subscrita pelo eminente Chefe da Instituição, ao opinar pelo improvimento do recurso de agravo, assim resumiu e apreciou a presente causa: “Mandado de segurança. Negativa de seguimento. Agravo regimental dos impetrantes. Conselho Nacional de Justiça. Pedido de suspensão parcial dos efeitos das Resoluções n 80 e n 81 do órgão. Escoamento do prazo para a impetração. Não cabimento do uso da regra de legitimação extraordinária sucessiva do art. 3... da Lei n 12.016/09. Parecer pelo desprovimento do agravo. 1. Trata-se de mandado de segurança, com pedido de liminar, impetrado pela Associação dos Notários e Registradores do Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5941333. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 14 Relatório MS 28554 AGR / DF Brasil – ANOREG/BR e pelo Sindicato dos Notários e Registradores do Estado de São Paulo – SINOREG/SP contra o Presidente do Conselho Nacional de Justiça, em decorrência da edição das Resoluções de ns 80 e 81 do órgão. Pede-se, em suma, a suspensão parcial dos efeitos de ambas as resoluções. 2. Prestadas informações pela autoridade impetrada, o Ministro Relator negou seguimento ao mandado de segurança, por intempestividade. 3. Agravaram os impetrantes e contra-arrazoou a União, vindo os autos, em seguida, com vista à Procuradoria Geral da República. 4. O agravo deverá ser desprovido. 5. Em que pese haja se manifestado o próprio CNJ pela tempestividade do feito, estava efetivamente esgotado o prazo para a impetração em 7.1.2010. Isso porque a Resolução n 80 e a Resolução n 81 foram aprovadas pelo Conselho em 9.6.2009, durante a 86... Sessão Ordinária do órgão, com publicação no Diário Oficial do dia 16.6.2009. Portanto, o prazo de cento e vinte dias encerrou-se, inescusavelmente, antes da data da autuação do presente. A esse respeito, reconhece-se no próprio agravo que a ação foi ajuizada mais de duzentos dias após a publicação dos atos impugnados. 6. É questionável a tentativa forçada de equiparação, para fins de aplicação do art. 3... da Lei n 12.016/09, entre a associação e o sindicato impetrantes e o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, destinatário imediato das normas contidas nas resoluções. 7. Parece clara a distinção entre as hipóteses clássicas de aplicação da norma e o caso descrito. Consoante ilustra a doutrina, há de ocorrer a desídia do titular originário do direito líquido e certo, o que, por sua vez, deve interferir negativamente na situação do titular do direito decorrente, como se extrai do exemplo clássico: ‘Numa determinada repartição pública, a lei manda que as promoções se façam, todas, por antiguidade. Ocorrendo uma vaga, o mais antigo, a quem cabe a promoção, deixa que outro seja promovido, sem defender o seu direito líquido e certo à 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5941333. Supremo Tribunal Federal MS 28554 AGR / DF Brasil – ANOREG/BR e pelo Sindicato dos Notários e Registradores do Estado de São Paulo – SINOREG/SP contra o Presidente do Conselho Nacional de Justiça, em decorrência da edição das Resoluções de ns 80 e 81 do órgão. Pede-se, em suma, a suspensão parcial dos efeitos de ambas as resoluções. 2. Prestadas informações pela autoridade impetrada, o Ministro Relator negou seguimento ao mandado de segurança, por intempestividade. 3. Agravaram os impetrantes e contra-arrazoou a União, vindo os autos, em seguida, com vista à Procuradoria Geral da República. 4. O agravo deverá ser desprovido. 5. Em que pese haja se manifestado o próprio CNJ pela tempestividade do feito, estava efetivamente esgotado o prazo para a impetração em 7.1.2010. Isso porque a Resolução n 80 e a Resolução n 81 foram aprovadas pelo Conselho em 9.6.2009, durante a 86... Sessão Ordinária do órgão, com publicação no Diário Oficial do dia 16.6.2009. Portanto, o prazo de cento e vinte dias encerrou-se, inescusavelmente, antes da data da autuação do presente. A esse respeito, reconhece-se no próprio agravo que a ação foi ajuizada mais de duzentos dias após a publicação dos atos impugnados. 6. É questionável a tentativa forçada de equiparação, para fins de aplicação do art. 3... da Lei n 12.016/09, entre a associação e o sindicato impetrantes e o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, destinatário imediato das normas contidas nas resoluções. 7. Parece clara a distinção entre as hipóteses clássicas de aplicação da norma e o caso descrito. Consoante ilustra a doutrina, há de ocorrer a desídia do titular originário do direito líquido e certo, o que, por sua vez, deve interferir negativamente na situação do titular do direito decorrente, como se extrai do exemplo clássico: ‘Numa determinada repartição pública, a lei manda que as promoções se façam, todas, por antiguidade. Ocorrendo uma vaga, o mais antigo, a quem cabe a promoção, deixa que outro seja promovido, sem defender o seu direito líquido e certo à 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5941333. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 14 Relatório MS 28554 AGR / DF vaga. Este, o preterido, na terminologia da lei é o 'terceiro' titular de direito originário, que, por desídia, não vai a juízo arguir a ilegalidade. Quem tem maior antiguidade, depois dele, neste caso, ficará prejudicado e como ambos se encontram em condições idênticas, deve-lhe ser permitido defender o direito do mais antigo, caso este não o faça, embora para isto notificado. Na realidade, o que ele está defendendo será o próprio direito, embora o esteja fazendo mediante defesa do direito do colega mais antigo, do 'terceiro' negligente. É que novas vagas poderão ser preenchidas sem aproveitamento do mais antigo e, não havendo reclamação, por parte deste, o segundo ficará lesado.’ 8. Ora, o simples fato de ter o tribunal estadual acatado as diretrizes normativas do Conselho Nacional de Justiça não gerou direito líquido e certo de, com esteio nas prerrogativas processuais do tribunal, utilizarem-se entidades de classe para ajuizarem mandado de segurança antes da concretização de qualquer ato lesivo aos interesses de seus representados/substituídos. 9. Reitere-se: o direito que se defende nos autos não aparenta ser, sob nenhuma hipótese, decorrente diretamente da inexistência de litigiosidade na relação entre o Conselho e o TJSP, nem é dotado de liquidez e certeza. Aliás, faz parte da lógica do regime especial de legitimação sucessiva que o terceiro também impetre o mandado de segurança em favor do legitimado originário, para, apenas indiretamente, ser agraciado com os frutos da demanda. Não se vê, até aqui, no que a impetração poderia favorecer o tribunal paulista. 10. Contudo, ainda que fosse o caso de aplicação da norma processual em comento, verificar-se-ia que, ao incumbirem-se os supostos legitimados extraordinários de impetrar mandado de segurança na forma propugnada no dispositivo – cuja redação é assemelhada à anteriormente adotada na revogada Lei n 1.533/51 –, deveriam eles atentar-se para o prazo dilatório de trinta dias, cuidando de realizar a notificação do legitimado ordinário dentro dos noventa primeiros dias do prazo total de 120 que lhes foi assinalado. Essa linha interpretativa confere objetividade e segurança à contagem do prazo para a impetração, garantindo que tanto os interessados legitimados 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5941333. Supremo Tribunal Federal MS 28554 AGR / DF vaga. Este, o preterido, na terminologia da lei é o 'terceiro' titular de direito originário, que, por desídia, não vai a juízo arguir a ilegalidade. Quem tem maior antiguidade, depois dele, neste caso, ficará prejudicado e como ambos se encontram em condições idênticas, deve-lhe ser permitido defender o direito do mais antigo, caso este não o faça, embora para isto notificado. Na realidade, o que ele está defendendo será o próprio direito, embora o esteja fazendo mediante defesa do direito do colega mais antigo, do 'terceiro' negligente. É que novas vagas poderão ser preenchidas sem aproveitamento do mais antigo e, não havendo reclamação, por parte deste, o segundo ficará lesado.’ 8. Ora, o simples fato de ter o tribunal estadual acatado as diretrizes normativas do Conselho Nacional de Justiça não gerou direito líquido e certo de, com esteio nas prerrogativas processuais do tribunal, utilizarem-se entidades de classe para ajuizarem mandado de segurança antes da concretização de qualquer ato lesivo aos interesses de seus representados/substituídos. 9. Reitere-se: o direito que se defende nos autos não aparenta ser, sob nenhuma hipótese, decorrente diretamente da inexistência de litigiosidade na relação entre o Conselho e o TJSP, nem é dotado de liquidez e certeza. Aliás, faz parte da lógica do regime especial de legitimação sucessiva que o terceiro também impetre o mandado de segurança em favor do legitimado originário, para, apenas indiretamente, ser agraciado com os frutos da demanda. Não se vê, até aqui, no que a impetração poderia favorecer o tribunal paulista. 10. Contudo, ainda que fosse o caso de aplicação da norma processual em comento, verificar-se-ia que, ao incumbirem-se os supostos legitimados extraordinários de impetrar mandado de segurança na forma propugnada no dispositivo – cuja redação é assemelhada à anteriormente adotada na revogada Lei n 1.533/51 –, deveriam eles atentar-se para o prazo dilatório de trinta dias, cuidando de realizar a notificação do legitimado ordinário dentro dos noventa primeiros dias do prazo total de 120 que lhes foi assinalado. Essa linha interpretativa confere objetividade e segurança à contagem do prazo para a impetração, garantindo que tanto os interessados legitimados 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5941333. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 14 Relatório MS 28554 AGR / DF ordinariamente quanto aqueles que atuam em substituição sucessiva se organizem para manifestar sua eventual irresignação a partir da data do ato coator. A adoção de tal linha de raciocínio nada tem de irrazoável e ainda previne, igualmente, conluio entre as partes interessadas para a manipulação do prazo decadencial do ‘mandamus’. 11. Irretocáveis, no ponto, as considerações postas pelo Ministro Relator, as quais alinham-se com o magistério doutrinário de Luiz Guilherme Marinoni, que defende não existir possibilidade de elastecimento do prazo do art. 23 da Lei n 12.016/09. 12. Destaque-se que seria intempestiva a utilização da via mandamental, mesmo vislumbrada a questão por outra ótica: se aceitável a existência de suspensão legal do prazo de impetração por 30 (trinta) dias, a contar da notificação, alargar-se-ia o lapso temporal para até cento e cinquenta dias, mas a impetração continuaria intempestiva. Note-se que tal contagem não se encaixa no pacífico entendimento de que não se suspendem ou interrompem prazos decadenciais. 13. Há uma segunda forma de contagem possível: notificado o legitimado ordinário dentro dos primeiros 90 (noventa) dias, teria ele a possibilidade de atuar nos 30 (trinta) restantes – até porque, sem a notificação efetuada no prazo nonagesimal, sequer existiria falar em inércia do legitimado originário. O prazo do legitimado extraordinário passaria a contar da data da notificação, por mais 120 (cento e vinte) dias, podendo chegar ao total de 210 (duzentos e dez) dias. Contudo, no caso, formalizado o protesto judicial em face do Estado de São Paulo em 22.10.2009, o ente federado foi intimado pessoalmente apenas em 6.10.2009. Ou seja, os impetrantes agiram mais de noventa dias após a publicação original dos atos questionados, pelo que haver-se-ia de reconhecer a perda da possibilidade de utilização do art. 3... da Lei n 12.016/09. 14. Por fim, a ideia defendida no agravo, de que o prazo poderia se elastecer por 240 (duzentos e quarenta) dias, não encontra amparo na sistemática da lei, pelo que a impetração deve ser inexoravelmente rejeitada. Ante o exposto, o parecer é pelo desprovimento do agravo.” (grifei) 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5941333. Supremo Tribunal Federal MS 28554 AGR / DF ordinariamente quanto aqueles que atuam em substituição sucessiva se organizem para manifestar sua eventual irresignação a partir da data do ato coator. A adoção de tal linha de raciocínio nada tem de irrazoável e ainda previne, igualmente, conluio entre as partes interessadas para a manipulação do prazo decadencial do ‘mandamus’. 11. Irretocáveis, no ponto, as considerações postas pelo Ministro Relator, as quais alinham-se com o magistério doutrinário de Luiz Guilherme Marinoni, que defende não existir possibilidade de elastecimento do prazo do art. 23 da Lei n 12.016/09. 12. Destaque-se que seria intempestiva a utilização da via mandamental, mesmo vislumbrada a questão por outra ótica: se aceitável a existência de suspensão legal do prazo de impetração por 30 (trinta) dias, a contar da notificação, alargar-se-ia o lapso temporal para até cento e cinquenta dias, mas a impetração continuaria intempestiva. Note-se que tal contagem não se encaixa no pacífico entendimento de que não se suspendem ou interrompem prazos decadenciais. 13. Há uma segunda forma de contagem possível: notificado o legitimado ordinário dentro dos primeiros 90 (noventa) dias, teria ele a possibilidade de atuar nos 30 (trinta) restantes – até porque, sem a notificação efetuada no prazo nonagesimal, sequer existiria falar em inércia do legitimado originário. O prazo do legitimado extraordinário passaria a contar da data da notificação, por mais 120 (cento e vinte) dias, podendo chegar ao total de 210 (duzentos e dez) dias. Contudo, no caso, formalizado o protesto judicial em face do Estado de São Paulo em 22.10.2009, o ente federado foi intimado pessoalmente apenas em 6.10.2009. Ou seja, os impetrantes agiram mais de noventa dias após a publicação original dos atos questionados, pelo que haver-se-ia de reconhecer a perda da possibilidade de utilização do art. 3... da Lei n 12.016/09. 14. Por fim, a ideia defendida no agravo, de que o prazo poderia se elastecer por 240 (duzentos e quarenta) dias, não encontra amparo na sistemática da lei, pelo que a impetração deve ser inexoravelmente rejeitada. Ante o exposto, o parecer é pelo desprovimento do agravo.” (grifei) 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5941333. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 14 Relatório MS 28554 AGR / DF Por não me convencer da razões expostas, submeto, à apreciação do Egrégio Plenário do Supremo Tribunal Federal, o presente recurso de agravo. É o relatório. 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5941333. Supremo Tribunal Federal MS 28554 AGR / DF Por não me convencer da razões expostas, submeto, à apreciação do Egrégio Plenário do Supremo Tribunal Federal, o presente recurso de agravo. É o relatório. 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5941333. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 14 Voto - MIN. CELSO DE MELLO 10/04/2014 PLENÁRIO AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 28.554 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Entendo não assistir razão à parte ora recorrente, eis que a decisão recorrida ajusta-se, com integral fidelidade, à orientação jurisprudencial firmada por esta Suprema Corte na matéria ora em análise. Já tive o ensejo de assinalar, ao proferir a decisão ora questionada, que a Resolução/CNJ n 80/2009 foi publicada em 16/06/2009 e retificada em 17/06/2009 e que a Resolução/CNJ n 81/2009, por sua vez, foi publicada em 16/06/2009 e retificada em 15/07/2009. Observei, ainda, que a Associação dos Notários e Registradores do Brasil – ANOREG/BR ingressou com “protesto judicial” em face do Estado de São Paulo em 25/08/2009, havendo sido intimada, referida pessoa política, em 06/10/2009. Ocorre , no entanto , que a ação de mandado de segurança ajuizada pela parte ora recorrente foi recebida, eletronicamente, na Secretaria desta Suprema Corte, apenas em 07/01/2010 , quando já superado o prazo decadencial a que se refere o art. 23 da Lei n 12.016/2009. Forçoso concluir, desse modo, que se operou, na espécie, em virtude da consumação da decadência, a extinção do direito de impetrar, em tempo oportuno, o mandado de segurança ora utilizado contra o ato estatal em causa. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5941334. Supremo Tribunal Federal 10/04/2014 PLENÁRIO AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 28.554 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Entendo não assistir razão à parte ora recorrente, eis que a decisão recorrida ajusta-se, com integral fidelidade, à orientação jurisprudencial firmada por esta Suprema Corte na matéria ora em análise. Já tive o ensejo de assinalar, ao proferir a decisão ora questionada, que a Resolução/CNJ n 80/2009 foi publicada em 16/06/2009 e retificada em 17/06/2009 e que a Resolução/CNJ n 81/2009, por sua vez, foi publicada em 16/06/2009 e retificada em 15/07/2009. Observei, ainda, que a Associação dos Notários e Registradores do Brasil – ANOREG/BR ingressou com “protesto judicial” em face do Estado de São Paulo em 25/08/2009, havendo sido intimada, referida pessoa política, em 06/10/2009. Ocorre , no entanto , que a ação de mandado de segurança ajuizada pela parte ora recorrente foi recebida, eletronicamente, na Secretaria desta Suprema Corte, apenas em 07/01/2010 , quando já superado o prazo decadencial a que se refere o art. 23 da Lei n 12.016/2009. Forçoso concluir, desse modo, que se operou, na espécie, em virtude da consumação da decadência, a extinção do direito de impetrar, em tempo oportuno, o mandado de segurança ora utilizado contra o ato estatal em causa. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5941334. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 14 Voto - MIN. CELSO DE MELLO MS 28554 AGR / DF Cumpre advertir, por necessário, que o preceito inscrito no art. 23 da Lei n 12.016/2009 – que delimita o âmbito temporal de impetração do mandado de segurança – não ostenta qualquer eiva de inconstitucionalidade. Foi por essa razão que o Supremo Tribunal Federal, ao analisar o art. 18 da revogada Lei n 1.533/51 (que foi fielmente reproduzido pelo art. 23 da Lei n 12.016/2009), veio a proclamar, em reiteradas decisões, a recepção dessa norma legal pela vigente Constituição da República (RTJ 142/161 – RTJ 156/506, v.g.): “Não ofende a Constituição a norma legal que estipula prazo para a impetração do mandado de segurança. A circunstância de a Constituição da República nada dispor sobre a fixação de prazo para efeito de ajuizamento da ação mandamental não inibe o legislador de definir um lapso de ordem temporal em cujo âmbito o ‘writ’ deve ser oportunamente impetrado.” (RTJ 145/186, Rel. Min. CELSO DE MELLO) “- Com o decurso, ‘in albis’, do prazo decadencial de 120 dias, a que se refere o art. 18 da Lei n 1.533/51 – cuja constitucionalidade foi reafirmada pelo Supremo Tribunal Federal (RTJ 142/161 – RTJ 145/186 – RTJ 156/506) –, extingue-se, de pleno direito, a prerrogativa de impetrar mandado de segurança.” (RTJ 177/774-775, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Pleno) Cabe registrar, ainda, por relevante, que essa orientação jurisprudencial acha-se, presentemente, consolidada na Súmula 632 desta Suprema Corte, cujo enunciado assim dispõe: “É constitucional lei que fixa o prazo de decadência para a impetração de mandado de segurança” (grifei). Impende assinalar, finalmente, que, segundo reconhece esta Corte (RTJ 126/945 – RTJ 177/774-775, v.g.), a extinção do direito de 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5941334. Supremo Tribunal Federal MS 28554 AGR / DF Cumpre advertir, por necessário, que o preceito inscrito no art. 23 da Lei n 12.016/2009 – que delimita o âmbito temporal de impetração do mandado de segurança – não ostenta qualquer eiva de inconstitucionalidade. Foi por essa razão que o Supremo Tribunal Federal, ao analisar o art. 18 da revogada Lei n 1.533/51 (que foi fielmente reproduzido pelo art. 23 da Lei n 12.016/2009), veio a proclamar, em reiteradas decisões, a recepção dessa norma legal pela vigente Constituição da República (RTJ 142/161 – RTJ 156/506, v.g.): “Não ofende a Constituição a norma legal que estipula prazo para a impetração do mandado de segurança. A circunstância de a Constituição da República nada dispor sobre a fixação de prazo para efeito de ajuizamento da ação mandamental não inibe o legislador de definir um lapso de ordem temporal em cujo âmbito o ‘writ’ deve ser oportunamente impetrado.” (RTJ 145/186, Rel. Min. CELSO DE MELLO) “- Com o decurso, ‘in albis’, do prazo decadencial de 120 dias, a que se refere o art. 18 da Lei n 1.533/51 – cuja constitucionalidade foi reafirmada pelo Supremo Tribunal Federal (RTJ 142/161 – RTJ 145/186 – RTJ 156/506) –, extingue-se, de pleno direito, a prerrogativa de impetrar mandado de segurança.” (RTJ 177/774-775, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Pleno) Cabe registrar, ainda, por relevante, que essa orientação jurisprudencial acha-se, presentemente, consolidada na Súmula 632 desta Suprema Corte, cujo enunciado assim dispõe: “É constitucional lei que fixa o prazo de decadência para a impetração de mandado de segurança” (grifei). Impende assinalar, finalmente, que, segundo reconhece esta Corte (RTJ 126/945 – RTJ 177/774-775, v.g.), a extinção do direito de 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5941334. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 14 Voto - MIN. CELSO DE MELLO MS 28554 AGR / DF impetrar o “writ” constitucional em questão não afeta nem compromete o direito material eventualmente titularizado pelo autor da ação mandamental, a quem fica assegurado, por isso mesmo, o acesso às vias ordinárias: “MANDADO DE SEGURANÇA – PRAZO DECADENCIAL (LEI n 1533/51, ART. 18) – CONSUMAÇÃO (…) – RECURSO IMPROVIDO. - Não se conhece de mandado de segurança quando impetrado fora do prazo decadencial a que se refere o art. 18 da Lei n 1533/51. A extinção do direito de impetrar o ‘writ’ constitucional não gera a extinção do direito material eventualmente titularizado pelo impetrante, a quem se reconhece, em conseqüência, observadas as normas legais, a possibilidade de acesso às vias processuais ordinárias.” (RTJ 158/846, Rel. Min. CELSO DE MELLO) Mesmo que fosse possível superar essa obstáculo processual, ainda assim não assistiria razão aos ora impetrantes. É que se revela insuscetível de conhecimento a presente ação de mandado de segurança, eis que ajuizada contra atos estatais revestidos de conteúdo evidentemente normativo e abstrato, subsumível, por isso mesmo, à noção de atos em tese. Com efeito, os preceitos inscritos em tais diplomas normativos traduzem atos em tese, cujos coeficientes de normatividade e de generalidade abstrata impedem, na linha de diretriz jurisprudencial firmada pelo Supremo Tribunal Federal (Súmula 266), a válida utilização do remédio constitucional do mandado de segurança: “Não se revelam sindicáveis, pela via jurídico-processual do mandado de segurança, os atos em tese, assim considerados aqueles 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5941334. Supremo Tribunal Federal MS 28554 AGR / DF impetrar o “writ” constitucional em questão não afeta nem compromete o direito material eventualmente titularizado pelo autor da ação mandamental, a quem fica assegurado, por isso mesmo, o acesso às vias ordinárias: “MANDADO DE SEGURANÇA – PRAZO DECADENCIAL (LEI n 1533/51, ART. 18) – CONSUMAÇÃO (…) – RECURSO IMPROVIDO. - Não se conhece de mandado de segurança quando impetrado fora do prazo decadencial a que se refere o art. 18 da Lei n 1533/51. A extinção do direito de impetrar o ‘writ’ constitucional não gera a extinção do direito material eventualmente titularizado pelo impetrante, a quem se reconhece, em conseqüência, observadas as normas legais, a possibilidade de acesso às vias processuais ordinárias.” (RTJ 158/846, Rel. Min. CELSO DE MELLO) Mesmo que fosse possível superar essa obstáculo processual, ainda assim não assistiria razão aos ora impetrantes. É que se revela insuscetível de conhecimento a presente ação de mandado de segurança, eis que ajuizada contra atos estatais revestidos de conteúdo evidentemente normativo e abstrato, subsumível, por isso mesmo, à noção de atos em tese. Com efeito, os preceitos inscritos em tais diplomas normativos traduzem atos em tese, cujos coeficientes de normatividade e de generalidade abstrata impedem, na linha de diretriz jurisprudencial firmada pelo Supremo Tribunal Federal (Súmula 266), a válida utilização do remédio constitucional do mandado de segurança: “Não se revelam sindicáveis, pela via jurídico-processual do mandado de segurança, os atos em tese, assim considerados aqueles 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5941334. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 14 Voto - MIN. CELSO DE MELLO MS 28554 AGR / DF (...) que dispõem sobre situações gerais e impessoais, que têm alcance genérico e que disciplinam hipóteses neles abstratamente previstas. Precedentes. Súmula 266/Supremo Tribunal Federal.” (RTJ 180/942-943, Rel. Min. CELSO DE MELLO) Cumpre enfatizar, neste ponto, que normas em tese – assim entendidos os preceitos estatais qualificados em função do tríplice atributo da generalidade, impessoalidade e abstração – não se expõem ao controle jurisdicional pela via do mandado de segurança, cuja utilização deverá recair, unicamente, sobre os atos destinados a dar aplicação concreta ao que se contiver nas leis, em seus equivalentes constitucionais ou em regramentos administrativos de conteúdo normativo, consoante adverte o magistério da doutrina (HELY LOPES MEIRELLES, “Mandado de Segurança”, p. 40/41, 28... ed., 2005, atualizada por Arnoldo Wald e Gilmar Ferreira Mendes, Malheiros; ALFREDO BUZAID, “Do Mandado de Segurança”, vol. I/126-129, itens ns. 5/6, 1989, Saraiva; CARLOS ALBERTO MENEZES DIREITO, “Manual do Mandado de Segurança”, p. 41/43, 3... ed., 1999, Renovar; FRANCISCO ANTONIO DE OLIVEIRA, “Mandado de Segurança e Controle Jurisdicional”, p. 28/29, item n. 2.1.1, 2... ed., 1996, RT). Esse entendimento doutrinário, por sua vez, expressa, de maneira clara, a própria jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, que sempre tem enfatizado, a propósito da matéria em exame, não serem impugnáveis, em sede mandamental, aqueles atos estatais – como os de que ora se cuida – cujo conteúdo veicule prescrições disciplinadoras de situações gerais e impessoais e regedoras de hipóteses que se achem abstratamente previstas em tais atos ou resoluções (RTJ 132/189, Rel. Min. CELSO DE MELLO). E é, exatamente, o que sucede na espécie, pois os atos editados pelo E. Conselho Nacional de Justiça – pela circunstância de apenas disporem, normativamente, “in abstracto”, sobre situações gerais e impessoais – dependem, para efeito de sua aplicabilidade, da prática necessária e 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5941334. Supremo Tribunal Federal MS 28554 AGR / DF (...) que dispõem sobre situações gerais e impessoais, que têm alcance genérico e que disciplinam hipóteses neles abstratamente previstas. Precedentes. Súmula 266/Supremo Tribunal Federal.” (RTJ 180/942-943, Rel. Min. CELSO DE MELLO) Cumpre enfatizar, neste ponto, que normas em tese – assim entendidos os preceitos estatais qualificados em função do tríplice atributo da generalidade, impessoalidade e abstração – não se expõem ao controle jurisdicional pela via do mandado de segurança, cuja utilização deverá recair, unicamente, sobre os atos destinados a dar aplicação concreta ao que se contiver nas leis, em seus equivalentes constitucionais ou em regramentos administrativos de conteúdo normativo, consoante adverte o magistério da doutrina (HELY LOPES MEIRELLES, “Mandado de Segurança”, p. 40/41, 28... ed., 2005, atualizada por Arnoldo Wald e Gilmar Ferreira Mendes, Malheiros; ALFREDO BUZAID, “Do Mandado de Segurança”, vol. I/126-129, itens ns. 5/6, 1989, Saraiva; CARLOS ALBERTO MENEZES DIREITO, “Manual do Mandado de Segurança”, p. 41/43, 3... ed., 1999, Renovar; FRANCISCO ANTONIO DE OLIVEIRA, “Mandado de Segurança e Controle Jurisdicional”, p. 28/29, item n. 2.1.1, 2... ed., 1996, RT). Esse entendimento doutrinário, por sua vez, expressa, de maneira clara, a própria jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, que sempre tem enfatizado, a propósito da matéria em exame, não serem impugnáveis, em sede mandamental, aqueles atos estatais – como os de que ora se cuida – cujo conteúdo veicule prescrições disciplinadoras de situações gerais e impessoais e regedoras de hipóteses que se achem abstratamente previstas em tais atos ou resoluções (RTJ 132/189, Rel. Min. CELSO DE MELLO). E é, exatamente, o que sucede na espécie, pois os atos editados pelo E. Conselho Nacional de Justiça – pela circunstância de apenas disporem, normativamente, “in abstracto”, sobre situações gerais e impessoais – dependem, para efeito de sua aplicabilidade, da prática necessária e 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5941334. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 14 Voto - MIN. CELSO DE MELLO MS 28554 AGR / DF ulterior de atos concretos destinados a realizar as prescrições abstratas formalmente consubstanciadas nos mencionados atos normativos. Reconhecer-se, na espécie ora em exame, a possibilidade jurídico- -processual de impugnação, em sede mandamental, dos atos normativos em questão equivaleria, em última análise, a autorizar a indevida utilização do mandado de segurança como inadmissível sucedâneo da ação direta de inconstitucionalidade, desconsiderando-se, desse modo, a advertência deste Supremo Tribunal Federal, cujas decisões já acentuaram, por mais de uma vez, a inviabilidade do emprego do “writ” mandamental como instrumento de controle abstrato da validade constitucional das leis e dos atos normativos em geral (RTJ 110/77, Rel. Min. FRANCISCO REZEK – RTJ 111/184, Rel. Min. DJACI FALCÃO – RTJ 132/1136, Rel. Min. CELSO DE MELLO, v.g.): “É plena a insindicabilidade, pela via jurídico- -processual do mandado de segurança, de atos em tese, assim considerados os que dispõem sobre situações gerais e impessoais, têm alcance genérico e disciplinam hipóteses que neles se acham abstratamente previstas. O mandado de segurança não é sucedâneo da ação direta de inconstitucionalidade nem pode substituí-la, sob pena de grave deformação do instituto e inaceitável desvio de sua verdadeira função jurídico-processual.” (RTJ 132/189, Rel. Min. CELSO DE MELLO) “I. (...) Todavia, se o decreto tem efeito normativo, genérico, por isso mesmo sem operatividade imediata, necessitando, para a sua individualização, da expedição de ato administrativo, então contra ele não cabe mandado de segurança, já que, admiti-lo, seria admitir a segurança contra lei em tese, o que é repelido pela doutrina e pela jurisprudência (Súmula n 266). II. - Mandado de segurança não conhecido.” (RTJ 138/756, Rel. Min. CARLOS VELLOSO – grifei) 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5941334. Supremo Tribunal Federal MS 28554 AGR / DF ulterior de atos concretos destinados a realizar as prescrições abstratas formalmente consubstanciadas nos mencionados atos normativos. Reconhecer-se, na espécie ora em exame, a possibilidade jurídico- -processual de impugnação, em sede mandamental, dos atos normativos em questão equivaleria, em última análise, a autorizar a indevida utilização do mandado de segurança como inadmissível sucedâneo da ação direta de inconstitucionalidade, desconsiderando-se, desse modo, a advertência deste Supremo Tribunal Federal, cujas decisões já acentuaram, por mais de uma vez, a inviabilidade do emprego do “writ” mandamental como instrumento de controle abstrato da validade constitucional das leis e dos atos normativos em geral (RTJ 110/77, Rel. Min. FRANCISCO REZEK – RTJ 111/184, Rel. Min. DJACI FALCÃO – RTJ 132/1136, Rel. Min. CELSO DE MELLO, v.g.): “É plena a insindicabilidade, pela via jurídico- -processual do mandado de segurança, de atos em tese, assim considerados os que dispõem sobre situações gerais e impessoais, têm alcance genérico e disciplinam hipóteses que neles se acham abstratamente previstas. O mandado de segurança não é sucedâneo da ação direta de inconstitucionalidade nem pode substituí-la, sob pena de grave deformação do instituto e inaceitável desvio de sua verdadeira função jurídico-processual.” (RTJ 132/189, Rel. Min. CELSO DE MELLO) “I. (...) Todavia, se o decreto tem efeito normativo, genérico, por isso mesmo sem operatividade imediata, necessitando, para a sua individualização, da expedição de ato administrativo, então contra ele não cabe mandado de segurança, já que, admiti-lo, seria admitir a segurança contra lei em tese, o que é repelido pela doutrina e pela jurisprudência (Súmula n 266). II. - Mandado de segurança não conhecido.” (RTJ 138/756, Rel. Min. CARLOS VELLOSO – grifei) 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5941334. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 14 Voto - MIN. CELSO DE MELLO MS 28554 AGR / DF Sendo assim, em face das razões expostas e acolhendo, ainda, o parecer da douta Procuradoria-Geral da República, nego provimento a este recurso de agravo, mantendo, por seus próprios fundamentos, a decisão ora agravada. É o meu voto. 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5941334. Supremo Tribunal Federal MS 28554 AGR / DF Sendo assim, em face das razões expostas e acolhendo, ainda, o parecer da douta Procuradoria-Geral da República, nego provimento a este recurso de agravo, mantendo, por seus próprios fundamentos, a decisão ora agravada. É o meu voto. 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5941334. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 14 Extrato de Ata - 10/04/2014 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 28.554 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) : ASSOCIACAO DOS NOTARIOS E REGISTRADORES DO BRASIL E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : MAURÍCIO GARCIA PALLARES ZOCKUN AGDO.(A/S) : PRESIDENTE DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO LIT.PAS.(A/S) : UNIÃO ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: O Tribunal, unanimidade e nos termos do voto do Relator, negou provimento ao agravo regimental. Ausentes, neste julgamento, os Ministros Joaquim Barbosa (Presidente), Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski (Vice-Presidente) e Roberto Barroso. Presidiu o julgamento o Ministro Celso de Mello (art. 37, I, do RISTF). Plenário, 10.04.2014. Presidência do Senhor Ministro Joaquim Barbosa. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber, Teori Zavascki e Roberto Barroso. Procurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot Monteiro de Barros. p/ Luiz Tomimatsu Assessor-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 5704459 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 28.554 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) : ASSOCIACAO DOS NOTARIOS E REGISTRADORES DO BRASIL E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : MAURÍCIO GARCIA PALLARES ZOCKUN AGDO.(A/S) : PRESIDENTE DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO LIT.PAS.(A/S) : UNIÃO ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: O Tribunal, unanimidade e nos termos do voto do Relator, negou provimento ao agravo regimental. Ausentes, neste julgamento, os Ministros Joaquim Barbosa (Presidente), Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski (Vice-Presidente) e Roberto Barroso. Presidiu o julgamento o Ministro Celso de Mello (art. 37, I, do RISTF). Plenário, 10.04.2014. Presidência do Senhor Ministro Joaquim Barbosa. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber, Teori Zavascki e Roberto Barroso. Procurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot Monteiro de Barros. p/ Luiz Tomimatsu Assessor-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 5704459 Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 14
{ "JURISPRUDENCIA": [ "SÚMULA 266 / Supremo Tribunal Federal", "RTJ 142 / 161", "RTJ 145 / 186", "Súmula 266 / Supremo Tribunal Federal", "MS 28554 AGR /", "MS 28554 AGR / DF", "MS 28554 AGR / DF", "MS 28554 AGR", "MS 28554 AGR / DF", "MS 28554 AGR", "MS 28554", "MS 28554 AGR / DF", "MS 28554", "RTJ 145 / 186", "RTJ", "RTJ 177 / 774 - 775", "Súmula 632 desta Suprema Corte", "RTJ 126 / 945", "RTJ 177 / 774 - 775", "MS 28554 AGR / DF", "RTJ 142 / 161", "RTJ", "RTJ 145 / 186", "RTJ 142 / 161", "RTJ", "RTJ", "RTJ 177 / 774 - 775", "Súmula 632 desta Suprema Corte", "RTJ 126 / 945", "RTJ 177 / 774 - 775", "MS 28554 AGR / DF", "RTJ 158 / 846", "MS 28554 AGR / DF", "RTJ 158 / 846", "MS 28554 AGR / DF", "Súmula 266 / Supremo Tribunal Federal .", "RTJ 180 / 942 - 943", "RTJ 132 / 189", "MS", "Súmula 266 / Supremo Tribunal Federal .", "RTJ 180 / 942 - 943", "RTJ", "MS 28554 AGR / DF", "RTJ 110 / 77", "RTJ 111 / 184", "RTJ 132 / 1136", "RTJ 132 / 189", "RTJ 138 / 756", "RTJ 110 / 77", "RTJ 111 / 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MEIRELLES", "Arnoldo Wald", "Gilmar Ferreira Mendes", "ALFREDO BUZAID", "CARLOS ALBERTO MENEZES DIREITO", "FRANCISCO ANTONIO DE OLIVEIRA", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "HELY LOPES MEIRELLES", "Arnoldo Wald", "Gilmar Ferreira Mendes", "ALFREDO BUZAID", "CARLOS ALBERTO MENEZES DIREITO", "FRANCISCO ANTONIO DE OLIVEIRA", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "FRANCISCO REZEK", "DJACI FALCÃO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CARLOS VELLOSO", "FRANCISCO REZEK", "DJACI FALCÃO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CARLOS VELLOSO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "MAURÍCIO GARCIA PALLARES ZOCKUN", "Joaquim Barbosa", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Roberto Barroso", "Celso de Mello", "Joaquim Barbosa", "Celso de Mello", "Marco Aurélio", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Cármen Lúcia", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Teori Zavascki", "Roberto Barroso", "Rodrigo Janot Monteiro de Barros", "Luiz Tomimatsu", "CELSO DE MELLO", "MAURÍCIO GARCIA PALLARES 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Ementa e Acórdão 18/03/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 712.317 ALAGOAS RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :ESTADO DE ALAGOAS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE ALAGOAS AGDO.(A/S) :RÔMULO VASCONCELOS DE ALBUQUERQUE E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :FÁBIO BARBOSA MACIEL E OUTRO(A/S) EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário. Interesse não exclusivo da magistratura. Competência originária do STF. Artigo 102, I, n, da CF/88. Inexistência. Incidência do imposto de renda sobre verbas indenizatórias. Natureza jurídica da verba. Infraconstitucional. Ofensa reflexa. 1. Inexiste, no presente caso, interesse exclusivo da magistratura, o que afasta a competência originária desta Corte. Precedentes. 2. A análise da natureza da verba (indenizatória ou remuneratória), para fins de incidência do imposto de renda, restringe-se à interpretação da legislação infraconstitucional. Eventual ofensa à Constituição se daria de forma indireta ou reflexa. 3. Agravo regimental não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 18 de março de 2014. MINISTRO DIAS TOFFOLI Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5596215. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9 Ementa e Acórdão RE 712317 AGR / AL Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5596215. Supremo Tribunal Federal RE 712317 AGR / AL Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5596215. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9 Relatório 18/03/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 712.317 ALAGOAS RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :ESTADO DE ALAGOAS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE ALAGOAS AGDO.(A/S) :RÔMULO VASCONCELOS DE ALBUQUERQUE E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :FÁBIO BARBOSA MACIEL E OUTRO(A/S) RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Estado de Alagoas interpõe tempestivo agravo regimental contra decisão em que neguei seguimento ao recurso extraordinário, com o seguinte fundamento: “Vistos. Trata-se de recurso extraordinário no qual se alega contrariedade ao artigo 102, I, alínea ‘n’, da Constituição Federal. O Tribunal de origem firmou entendimento no sentido de que é incabível a aplicação do artigo 102, I, alínea “n”, da CF/88, no tocante à ação interposta por determinados magistrados estaduais pleiteando a devolução de valores descontados de verbas indenizatórias a título de imposto de renda. Decido. Não merece prosperar a irresignação, haja vista que esta Corte consolidou entendimento no sentido de que a matéria debatida nos autos não evidencia interesse privativo da magistratura, apto a atrair a competência desta Corte para o feito. O Plenário do Supremo Tribunal Federal, no julgamento da Rcl n° 1.952/MA-AgR, acatou o voto da Relatora a Ministra Ellen Gracie, que assim consignou: Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5596213. Supremo Tribunal Federal 18/03/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 712.317 ALAGOAS RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :ESTADO DE ALAGOAS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE ALAGOAS AGDO.(A/S) :RÔMULO VASCONCELOS DE ALBUQUERQUE E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :FÁBIO BARBOSA MACIEL E OUTRO(A/S) RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Estado de Alagoas interpõe tempestivo agravo regimental contra decisão em que neguei seguimento ao recurso extraordinário, com o seguinte fundamento: “Vistos. Trata-se de recurso extraordinário no qual se alega contrariedade ao artigo 102, I, alínea ‘n’, da Constituição Federal. O Tribunal de origem firmou entendimento no sentido de que é incabível a aplicação do artigo 102, I, alínea “n”, da CF/88, no tocante à ação interposta por determinados magistrados estaduais pleiteando a devolução de valores descontados de verbas indenizatórias a título de imposto de renda. Decido. Não merece prosperar a irresignação, haja vista que esta Corte consolidou entendimento no sentido de que a matéria debatida nos autos não evidencia interesse privativo da magistratura, apto a atrair a competência desta Corte para o feito. O Plenário do Supremo Tribunal Federal, no julgamento da Rcl n° 1.952/MA-AgR, acatou o voto da Relatora a Ministra Ellen Gracie, que assim consignou: Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5596213. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9 Relatório RE 712317 AGR / AL ‘A ação que o agravante pretende seja julgada por esta Corte tem como objeto a restituição de valores retidos a título de imposto de renda de magistrados estaduais incidente sobre a verba de licença prêmio. É matéria que evidentemente também interessa a outros servidores. Como afirmei no despacho agravado esta ‘Corte, por inúmeras vezes decidiu que a letra n do inciso I do art. 102 da Constituição Federal, ao firmar a competência originária do STF para a causa só se aplica quando a matéria versada na demanda diz respeito a privativo interesse da magistratura enquanto tal e não também quando interessa a outros servidores. (AO 33, AO 38, AO 467, AO 465, AO 755, entre outras)’. Colhe-se a ementa do referido julgado: ‘COMPETÊNCIA. CAUSA DE INTERESSE DA MAGISTRATURA. A letra n do inciso I do art. 102 da Constituição Federal, ao firmar a competência originária do STF para a causa, só se aplica quando a matéria versada na demanda diz respeito a privativo interesse da magistratura enquanto tal e não também quando interessa a outros servidores. Precedentes. Agravo improvido’ (Rcl n° 1.952/MA-AgR, Plenário, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJ de 12/3/04) (Grifo nosso). Anote-se, ainda, as seguintes decisões: AO n° 1.457/MA, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 20/8/12 e AO n° 1.466/MA, Relator o Ministro Marco Aurélio, DJe de 10/4/12. Ante o exposto, nos termos do artigo 557, caput, do Código de Processo Civil, nego seguimento ao recurso extraordinário. Publique-se”. Alega que “é competência exclusiva do respectivo Tribunal de Justiça gerenciar o direito de férias dos magistrados, não havendo espaço para qualquer outo órgão ou Poder do Estado atuar nesse âmbito (…)” (fl. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5596213. Supremo Tribunal Federal RE 712317 AGR / AL ‘A ação que o agravante pretende seja julgada por esta Corte tem como objeto a restituição de valores retidos a título de imposto de renda de magistrados estaduais incidente sobre a verba de licença prêmio. É matéria que evidentemente também interessa a outros servidores. Como afirmei no despacho agravado esta ‘Corte, por inúmeras vezes decidiu que a letra n do inciso I do art. 102 da Constituição Federal, ao firmar a competência originária do STF para a causa só se aplica quando a matéria versada na demanda diz respeito a privativo interesse da magistratura enquanto tal e não também quando interessa a outros servidores. (AO 33, AO 38, AO 467, AO 465, AO 755, entre outras)’. Colhe-se a ementa do referido julgado: ‘COMPETÊNCIA. CAUSA DE INTERESSE DA MAGISTRATURA. A letra n do inciso I do art. 102 da Constituição Federal, ao firmar a competência originária do STF para a causa, só se aplica quando a matéria versada na demanda diz respeito a privativo interesse da magistratura enquanto tal e não também quando interessa a outros servidores. Precedentes. Agravo improvido’ (Rcl n° 1.952/MA-AgR, Plenário, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJ de 12/3/04) (Grifo nosso). Anote-se, ainda, as seguintes decisões: AO n° 1.457/MA, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 20/8/12 e AO n° 1.466/MA, Relator o Ministro Marco Aurélio, DJe de 10/4/12. Ante o exposto, nos termos do artigo 557, caput, do Código de Processo Civil, nego seguimento ao recurso extraordinário. Publique-se”. Alega que “é competência exclusiva do respectivo Tribunal de Justiça gerenciar o direito de férias dos magistrados, não havendo espaço para qualquer outo órgão ou Poder do Estado atuar nesse âmbito (…)” (fl. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5596213. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9 Relatório RE 712317 AGR / AL 360). Aduz, ainda, que “o ato narrado nos autos foi praticado pelo Tribunal de Justiça local, no seu poder de gestão administrativa, afetando exclusivamente os juízes e desembargadores estaduais. Apenas esta classe de servidores públicos é que detêm interesse na solução do litígio, através do reconhecimento do cerceamento do direito às férias e, por consequência, da ilegalidade da retenção do Imposto de renda sobre as parcelas pecuniárias recebidas sobre esta rubrica” (fl. 365). É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5596213. Supremo Tribunal Federal RE 712317 AGR / AL 360). Aduz, ainda, que “o ato narrado nos autos foi praticado pelo Tribunal de Justiça local, no seu poder de gestão administrativa, afetando exclusivamente os juízes e desembargadores estaduais. Apenas esta classe de servidores públicos é que detêm interesse na solução do litígio, através do reconhecimento do cerceamento do direito às férias e, por consequência, da ilegalidade da retenção do Imposto de renda sobre as parcelas pecuniárias recebidas sobre esta rubrica” (fl. 365). É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5596213. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI 18/03/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 712.317 ALAGOAS VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): A irresignação não merece prosperar. O agravante não trouxe argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. Inexiste, no presente caso, interesse exclusivo da magistratura, o que afasta a competência originária desta Corte. A questão dos autos se resume à análise da ilegalidade da incidência do imposto de renda sobre verbas de caráter indenizatório, em especial, férias não gozadas e abonos, conforme assentado pelo Tribunal de origem (fl. 294), matéria que interessa a outros servidores públicos. Nesse sentido, além do precedente já exposto na decisão agravada, cito os seguintes julgados: “DIREITO CONSTITUCIONAL E PROCESSUAL. AGRAVO REGIMENTAL. INCOMPETÊNCIA ORIGINÁRIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. ALÍNEA "N" DO INCISO I DO ART. 102 DA MAGNA CARTA. RESTITUIÇÃO DE IMPOSTO DE RENDA. INTERESSE NÃO EXCLUSIVO DA MAGISTRATURA. 1. Não se discute o direito à licença-prêmio (Súmula 731/STF), nem à conversão, em pecúnia, de licença- prêmio não gozada, mas, sim, a legalidade do desconto do Imposto de Renda sobre tal parcela. 2. Matéria que, em tese, interessa a todos os servidores públicos. 3. Agravo regimental desprovido” (AO nº 1.473/MA-AgR, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Ayres Britto, DJe de 11/4/08). “CONSTITUCIONAL. AGRAVO REGIMENTAL EM RECLAMAÇÃO. TERÇO CONSTITUCIONAL DE FÉRIAS. INCIDÊNCIA DE IMPOSTO DE RENDA. PRETENSÃO DE AFASTAMENTO DO TRIBUTO FORMULADA POR MAGISTRADOS. ALEGAÇÃO DE USURPAÇÃO DA COMPETÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. INOCORRÊNCIA. INTERESSE COMUM A OUTRAS Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5596212. Supremo Tribunal Federal 18/03/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 712.317 ALAGOAS VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): A irresignação não merece prosperar. O agravante não trouxe argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. Inexiste, no presente caso, interesse exclusivo da magistratura, o que afasta a competência originária desta Corte. A questão dos autos se resume à análise da ilegalidade da incidência do imposto de renda sobre verbas de caráter indenizatório, em especial, férias não gozadas e abonos, conforme assentado pelo Tribunal de origem (fl. 294), matéria que interessa a outros servidores públicos. Nesse sentido, além do precedente já exposto na decisão agravada, cito os seguintes julgados: “DIREITO CONSTITUCIONAL E PROCESSUAL. AGRAVO REGIMENTAL. INCOMPETÊNCIA ORIGINÁRIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. ALÍNEA "N" DO INCISO I DO ART. 102 DA MAGNA CARTA. RESTITUIÇÃO DE IMPOSTO DE RENDA. INTERESSE NÃO EXCLUSIVO DA MAGISTRATURA. 1. Não se discute o direito à licença-prêmio (Súmula 731/STF), nem à conversão, em pecúnia, de licença- prêmio não gozada, mas, sim, a legalidade do desconto do Imposto de Renda sobre tal parcela. 2. Matéria que, em tese, interessa a todos os servidores públicos. 3. Agravo regimental desprovido” (AO nº 1.473/MA-AgR, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Ayres Britto, DJe de 11/4/08). “CONSTITUCIONAL. AGRAVO REGIMENTAL EM RECLAMAÇÃO. TERÇO CONSTITUCIONAL DE FÉRIAS. INCIDÊNCIA DE IMPOSTO DE RENDA. PRETENSÃO DE AFASTAMENTO DO TRIBUTO FORMULADA POR MAGISTRADOS. ALEGAÇÃO DE USURPAÇÃO DA COMPETÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. INOCORRÊNCIA. INTERESSE COMUM A OUTRAS Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5596212. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI RE 712317 AGR / AL CATEGORIAS DE SERVIDORES PÚBLICOS. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO” (Rcl nº 16.359/DF-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Teori Zavascki, DJe de 6/3/14). Na mesma direção, colho a seguinte decisão monocrática, que em muito se assemelha ao presente caso: Rcl 12.808/AL, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 25/6/12. Ademais, reitero que a análise da natureza da verba (indenizatória ou remuneratória), para fins de incidência do imposto de renda, restringe-se à interpretação da legislação infraconstitucional. Eventual ofensa à Constituição se daria de forma indireta ou reflexa, o que inviabiliza o apelo extremo. Corroborando esse entendimento: RE nº 597.564/PE-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 14/8/09; AI nº 733.908/MG-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Marco Aurélio, DJe de 7/5/10, e ARE nº 646.358/DF-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 15/5/12, esse último assim ementado: “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. TRIBUTÁRIO. INCIDÊNCIA DE IMPOSTO DE RENDA SOBRE O ABONO DE PERMANÊNCIA. NATUREZA JURÍDICA DA VERBA. OFENSA INDIRETA. PRECEDENTES. AGRAVO IMPROVIDO. I – A jurisprudência do STF firmou-se no sentido de que a discussão a respeito do caráter indenizatório ou não de determinada verba, para fins de incidência de imposto de renda, situa-se em âmbito infraconstitucional. II – Agravo regimental improvido” (ARE nº 646.358/DF-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 15/5/12). Por fim, ressalto que o Plenário desta Corte, em sessão realizada por meio eletrônico, no exame do AI nº 705.941/SP-RG, Relator o Ministro Cezar Peluzo, DJe de 23/4/10, concluiu pela ausência da repercussão geral 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5596212. Supremo Tribunal Federal RE 712317 AGR / AL CATEGORIAS DE SERVIDORES PÚBLICOS. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO” (Rcl nº 16.359/DF-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Teori Zavascki, DJe de 6/3/14). Na mesma direção, colho a seguinte decisão monocrática, que em muito se assemelha ao presente caso: Rcl 12.808/AL, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 25/6/12. Ademais, reitero que a análise da natureza da verba (indenizatória ou remuneratória), para fins de incidência do imposto de renda, restringe-se à interpretação da legislação infraconstitucional. Eventual ofensa à Constituição se daria de forma indireta ou reflexa, o que inviabiliza o apelo extremo. Corroborando esse entendimento: RE nº 597.564/PE-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 14/8/09; AI nº 733.908/MG-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Marco Aurélio, DJe de 7/5/10, e ARE nº 646.358/DF-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 15/5/12, esse último assim ementado: “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. TRIBUTÁRIO. INCIDÊNCIA DE IMPOSTO DE RENDA SOBRE O ABONO DE PERMANÊNCIA. NATUREZA JURÍDICA DA VERBA. OFENSA INDIRETA. PRECEDENTES. AGRAVO IMPROVIDO. I – A jurisprudência do STF firmou-se no sentido de que a discussão a respeito do caráter indenizatório ou não de determinada verba, para fins de incidência de imposto de renda, situa-se em âmbito infraconstitucional. II – Agravo regimental improvido” (ARE nº 646.358/DF-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 15/5/12). Por fim, ressalto que o Plenário desta Corte, em sessão realizada por meio eletrônico, no exame do AI nº 705.941/SP-RG, Relator o Ministro Cezar Peluzo, DJe de 23/4/10, concluiu pela ausência da repercussão geral 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5596212. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI RE 712317 AGR / AL de controvérsia referente à definição da natureza jurídica de verbas rescisórias (salarial ou indenizatória) para fins de incidência de imposto de renda, por entender que a discussão possui natureza infraconstitucional. Ante o exposto, voto pelo não provimento do agravo regimental. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5596212. Supremo Tribunal Federal RE 712317 AGR / AL de controvérsia referente à definição da natureza jurídica de verbas rescisórias (salarial ou indenizatória) para fins de incidência de imposto de renda, por entender que a discussão possui natureza infraconstitucional. Ante o exposto, voto pelo não provimento do agravo regimental. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5596212. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9 Extrato de Ata - 18/03/2014 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 712.317 PROCED. : ALAGOAS RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : ESTADO DE ALAGOAS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE ALAGOAS AGDO.(A/S) : RÔMULO VASCONCELOS DE ALBUQUERQUE E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : FÁBIO BARBOSA MACIEL E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 18.3.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 5545416 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 712.317 PROCED. : ALAGOAS RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : ESTADO DE ALAGOAS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE ALAGOAS AGDO.(A/S) : RÔMULO VASCONCELOS DE ALBUQUERQUE E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : FÁBIO BARBOSA MACIEL E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 18.3.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 5545416 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=5618633
2014-03-18T00:00:00
2014-04-08T00:00:00
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 18.3.2014.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário. Interesse não exclusivo da magistratura. Competência originária do STF. Artigo 102, I, n, da CF/88. Inexistência. Incidência do imposto de renda sobre verbas indenizatórias. Natureza jurídica da verba. Infraconstitucional. Ofensa reflexa. 1. Inexiste, no presente caso, interesse exclusivo da magistratura, o que afasta a competência originária desta Corte. Precedentes. 2. A análise da natureza da verba (indenizatória ou remuneratória), para fins de incidência do imposto de renda, restringe-se à interpretação da legislação infraconstitucional. Eventual ofensa à Constituição se daria de forma indireta ou reflexa. 3. Agravo regimental não provido.
sjur260304
- Acórdão(s) citado(s): (IMPOSTO DE RENDA, VERBA INDENIZATÓRIA) AO 1473 AgR (TP), Rcl 16359 AgR (2ªT). (MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL) RE 597564 AgR (1ªT), AI 733908 AgR (1ªT), ARE 646358 AgR (2ªT). (NATUREZA JURÍDICA, VERBAS RESCISÓRIAS) AI 705941 RG. - Decisão monocrática citada: (IMPOSTO DE RENDA, VERBA INDENIZATÓRIA) Rcl 12808. Número de páginas: 9. Análise: 22/04/2014, BRU.
DIAS TOFFOLI
Primeira Turma
712317
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00102 INC-00001 LET-N\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL" ]
RE-AgR
acordaos
RE 712317 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : ESTADO DE ALAGOAS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE ALAGOAS AGDO.(A/S) : RÔMULO VASCONCELOS DE ALBUQUERQUE E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : FÁBIO BARBOSA MACIEL E OUTRO(A/S)
[ "" ]
Ementa e Acórdão 18/03/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 712.317 ALAGOAS RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :ESTADO DE ALAGOAS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE ALAGOAS AGDO.(A/S) :RÔMULO VASCONCELOS DE ALBUQUERQUE E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :FÁBIO BARBOSA MACIEL E OUTRO(A/S) EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário. Interesse não exclusivo da magistratura. Competência originária do Supremo Tribunal Federal. Artigo 102, I, n, da Constituição Federal de 1988/88. Inexistência. Incidência do imposto de renda sobre verbas indenizatórias. Natureza jurídica da verba. Infraconstitucional. Ofensa reflexa. 1. Inexiste, no presente caso, interesse exclusivo da magistratura, o que afasta a competência originária desta Corte. Precedentes. 2. A análise da natureza da verba (indenizatória ou remuneratória), para fins de incidência do imposto de renda, restringe-se à interpretação da legislação infraconstitucional. Eventual ofensa à Constituição se daria de forma indireta ou reflexa. 3. Agravo regimental não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 18 de março de 2014. MINISTRO DIAS TOFFOLI Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5596215. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9 Ementa e Acórdão Recurso Extraordinário 712317 AGR / AL Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5596215. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 712317 AGR / AL Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5596215. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9 Relatório 18/03/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 712.317 ALAGOAS RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :ESTADO DE ALAGOAS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE ALAGOAS AGDO.(A/S) :RÔMULO VASCONCELOS DE ALBUQUERQUE E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :FÁBIO BARBOSA MACIEL E OUTRO(A/S) RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Estado de Alagoas interpõe tempestivo agravo regimental contra decisão em que neguei seguimento ao recurso extraordinário, com o seguinte fundamento: “Vistos. Trata-se de recurso extraordinário no qual se alega contrariedade ao artigo 102, I, alínea ‘n’, da Constituição Federal. O Tribunal de origem firmou entendimento no sentido de que é incabível a aplicação do artigo 102, I, alínea “n”, da Constituição Federal de 1988/88, no tocante à ação interposta por determinados magistrados estaduais pleiteando a devolução de valores descontados de verbas indenizatórias a título de imposto de renda. Decido. Não merece prosperar a irresignação, haja vista que esta Corte consolidou entendimento no sentido de que a matéria debatida nos autos não evidencia interesse privativo da magistratura, apto a atrair a competência desta Corte para o feito. O Plenário do Supremo Tribunal Federal, no julgamento da Rcl n 1.952/MA-AgR, acatou o voto da Relatora a Ministra Ellen Gracie, que assim consignou: Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5596213. Supremo Tribunal Federal 18/03/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 712.317 ALAGOAS RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :ESTADO DE ALAGOAS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE ALAGOAS AGDO.(A/S) :RÔMULO VASCONCELOS DE ALBUQUERQUE E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :FÁBIO BARBOSA MACIEL E OUTRO(A/S) RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Estado de Alagoas interpõe tempestivo agravo regimental contra decisão em que neguei seguimento ao recurso extraordinário, com o seguinte fundamento: “Vistos. Trata-se de recurso extraordinário no qual se alega contrariedade ao artigo 102, I, alínea ‘n’, da Constituição Federal. O Tribunal de origem firmou entendimento no sentido de que é incabível a aplicação do artigo 102, I, alínea “n”, da Constituição Federal de 1988/88, no tocante à ação interposta por determinados magistrados estaduais pleiteando a devolução de valores descontados de verbas indenizatórias a título de imposto de renda. Decido. Não merece prosperar a irresignação, haja vista que esta Corte consolidou entendimento no sentido de que a matéria debatida nos autos não evidencia interesse privativo da magistratura, apto a atrair a competência desta Corte para o feito. O Plenário do Supremo Tribunal Federal, no julgamento da Rcl n 1.952/MA-AgR, acatou o voto da Relatora a Ministra Ellen Gracie, que assim consignou: Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5596213. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9 Relatório Recurso Extraordinário 712317 AGR / AL ‘A ação que o agravante pretende seja julgada por esta Corte tem como objeto a restituição de valores retidos a título de imposto de renda de magistrados estaduais incidente sobre a verba de licença prêmio. É matéria que evidentemente também interessa a outros servidores. Como afirmei no despacho agravado esta ‘Corte, por inúmeras vezes decidiu que a letra n do inciso I do art. 102 da Constituição Federal, ao firmar a competência originária do Supremo Tribunal Federal para a causa só se aplica quando a matéria versada na demanda diz respeito a privativo interesse da magistratura enquanto tal e não também quando interessa a outros servidores. (AO 33, AO 38, AO 467, AO 465, AO 755, entre outras)’. Colhe-se a ementa do referido julgado: ‘COMPETÊNCIA. CAUSA DE INTERESSE DA MAGISTRATURA. A letra n do inciso I do art. 102 da Constituição Federal, ao firmar a competência originária do Supremo Tribunal Federal para a causa, só se aplica quando a matéria versada na demanda diz respeito a privativo interesse da magistratura enquanto tal e não também quando interessa a outros servidores. Precedentes. Agravo improvido’ (Rcl n 1.952/MA-AgR, Plenário, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJ de 12/3/04) (Grifo nosso). Anote-se, ainda, as seguintes decisões: AO n 1.457/MA, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 20/8/12 e AO n 1.466/MA, Relator o Ministro Marco Aurélio, DJe de 10/4/12. Ante o exposto, nos termos do artigo 557, caput, do Código de Processo Civil, nego seguimento ao recurso extraordinário. Publique-se”. Alega que “é competência exclusiva do respectivo Tribunal de Justiça gerenciar o direito de férias dos magistrados, não havendo espaço para qualquer outo órgão ou Poder do Estado atuar nesse âmbito (…)” (fl. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5596213. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 712317 AGR / AL ‘A ação que o agravante pretende seja julgada por esta Corte tem como objeto a restituição de valores retidos a título de imposto de renda de magistrados estaduais incidente sobre a verba de licença prêmio. É matéria que evidentemente também interessa a outros servidores. Como afirmei no despacho agravado esta ‘Corte, por inúmeras vezes decidiu que a letra n do inciso I do art. 102 da Constituição Federal, ao firmar a competência originária do Supremo Tribunal Federal para a causa só se aplica quando a matéria versada na demanda diz respeito a privativo interesse da magistratura enquanto tal e não também quando interessa a outros servidores. (AO 33, AO 38, AO 467, AO 465, AO 755, entre outras)’. Colhe-se a ementa do referido julgado: ‘COMPETÊNCIA. CAUSA DE INTERESSE DA MAGISTRATURA. A letra n do inciso I do art. 102 da Constituição Federal, ao firmar a competência originária do Supremo Tribunal Federal para a causa, só se aplica quando a matéria versada na demanda diz respeito a privativo interesse da magistratura enquanto tal e não também quando interessa a outros servidores. Precedentes. Agravo improvido’ (Rcl n 1.952/MA-AgR, Plenário, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJ de 12/3/04) (Grifo nosso). Anote-se, ainda, as seguintes decisões: AO n 1.457/MA, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 20/8/12 e AO n 1.466/MA, Relator o Ministro Marco Aurélio, DJe de 10/4/12. Ante o exposto, nos termos do artigo 557, caput, do Código de Processo Civil, nego seguimento ao recurso extraordinário. Publique-se”. Alega que “é competência exclusiva do respectivo Tribunal de Justiça gerenciar o direito de férias dos magistrados, não havendo espaço para qualquer outo órgão ou Poder do Estado atuar nesse âmbito (…)” (fl. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5596213. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9 Relatório Recurso Extraordinário 712317 AGR / AL 360). Aduz, ainda, que “o ato narrado nos autos foi praticado pelo Tribunal de Justiça local, no seu poder de gestão administrativa, afetando exclusivamente os juízes e desembargadores estaduais. Apenas esta classe de servidores públicos é que detêm interesse na solução do litígio, através do reconhecimento do cerceamento do direito às férias e, por consequência, da ilegalidade da retenção do Imposto de renda sobre as parcelas pecuniárias recebidas sobre esta rubrica” (fl. 365). É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5596213. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 712317 AGR / AL 360). Aduz, ainda, que “o ato narrado nos autos foi praticado pelo Tribunal de Justiça local, no seu poder de gestão administrativa, afetando exclusivamente os juízes e desembargadores estaduais. Apenas esta classe de servidores públicos é que detêm interesse na solução do litígio, através do reconhecimento do cerceamento do direito às férias e, por consequência, da ilegalidade da retenção do Imposto de renda sobre as parcelas pecuniárias recebidas sobre esta rubrica” (fl. 365). É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5596213. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI 18/03/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 712.317 ALAGOAS VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): A irresignação não merece prosperar. O agravante não trouxe argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. Inexiste, no presente caso, interesse exclusivo da magistratura, o que afasta a competência originária desta Corte. A questão dos autos se resume à análise da ilegalidade da incidência do imposto de renda sobre verbas de caráter indenizatório, em especial, férias não gozadas e abonos, conforme assentado pelo Tribunal de origem (fl. 294), matéria que interessa a outros servidores públicos. Nesse sentido, além do precedente já exposto na decisão agravada, cito os seguintes julgados: “DIREITO CONSTITUCIONAL E PROCESSUAL. AGRAVO REGIMENTAL. INCOMPETÊNCIA ORIGINÁRIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. ALÍNEA "N" DO INCISO I DO ART. 102 DA MAGNA CARTA. RESTITUIÇÃO DE IMPOSTO DE RENDA. INTERESSE NÃO EXCLUSIVO DA MAGISTRATURA. 1. Não se discute o direito à licença-prêmio (Súmula 731/Supremo Tribunal Federal), nem à conversão, em pecúnia, de licença- prêmio não gozada, mas, sim, a legalidade do desconto do Imposto de Renda sobre tal parcela. 2. Matéria que, em tese, interessa a todos os servidores públicos. 3. Agravo regimental desprovido” (AO n 1.473/MA-AgR, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Ayres Britto, DJe de 11/4/08). “CONSTITUCIONAL. AGRAVO REGIMENTAL EM RECLAMAÇÃO. TERÇO CONSTITUCIONAL DE FÉRIAS. INCIDÊNCIA DE IMPOSTO DE RENDA. PRETENSÃO DE AFASTAMENTO DO TRIBUTO FORMULADA POR MAGISTRADOS. ALEGAÇÃO DE USURPAÇÃO DA COMPETÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. INOCORRÊNCIA. INTERESSE COMUM A OUTRAS Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5596212. Supremo Tribunal Federal 18/03/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 712.317 ALAGOAS VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): A irresignação não merece prosperar. O agravante não trouxe argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. Inexiste, no presente caso, interesse exclusivo da magistratura, o que afasta a competência originária desta Corte. A questão dos autos se resume à análise da ilegalidade da incidência do imposto de renda sobre verbas de caráter indenizatório, em especial, férias não gozadas e abonos, conforme assentado pelo Tribunal de origem (fl. 294), matéria que interessa a outros servidores públicos. Nesse sentido, além do precedente já exposto na decisão agravada, cito os seguintes julgados: “DIREITO CONSTITUCIONAL E PROCESSUAL. AGRAVO REGIMENTAL. INCOMPETÊNCIA ORIGINÁRIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. ALÍNEA "N" DO INCISO I DO ART. 102 DA MAGNA CARTA. RESTITUIÇÃO DE IMPOSTO DE RENDA. INTERESSE NÃO EXCLUSIVO DA MAGISTRATURA. 1. Não se discute o direito à licença-prêmio (Súmula 731/Supremo Tribunal Federal), nem à conversão, em pecúnia, de licença- prêmio não gozada, mas, sim, a legalidade do desconto do Imposto de Renda sobre tal parcela. 2. Matéria que, em tese, interessa a todos os servidores públicos. 3. Agravo regimental desprovido” (AO n 1.473/MA-AgR, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Ayres Britto, DJe de 11/4/08). “CONSTITUCIONAL. AGRAVO REGIMENTAL EM RECLAMAÇÃO. TERÇO CONSTITUCIONAL DE FÉRIAS. INCIDÊNCIA DE IMPOSTO DE RENDA. PRETENSÃO DE AFASTAMENTO DO TRIBUTO FORMULADA POR MAGISTRADOS. ALEGAÇÃO DE USURPAÇÃO DA COMPETÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. INOCORRÊNCIA. INTERESSE COMUM A OUTRAS Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5596212. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI Recurso Extraordinário 712317 AGR / AL CATEGORIAS DE SERVIDORES PÚBLICOS. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO” (Rcl n 16.359/DF-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Teori Zavascki, DJe de 6/3/14). Na mesma direção, colho a seguinte decisão monocrática, que em muito se assemelha ao presente caso: Rcl 12.808/AL, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 25/6/12. Ademais, reitero que a análise da natureza da verba (indenizatória ou remuneratória), para fins de incidência do imposto de renda, restringe-se à interpretação da legislação infraconstitucional. Eventual ofensa à Constituição se daria de forma indireta ou reflexa, o que inviabiliza o apelo extremo. Corroborando esse entendimento: Recurso Extraordinário n 597.564/PE-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 14/8/09; AI n 733.908/MG-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Marco Aurélio, DJe de 7/5/10, e ARE n 646.358/DF-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 15/5/12, esse último assim ementado: “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. TRIBUTÁRIO. INCIDÊNCIA DE IMPOSTO DE RENDA SOBRE O ABONO DE PERMANÊNCIA. NATUREZA JURÍDICA DA VERBA. OFENSA INDIRETA. PRECEDENTES. AGRAVO IMPROVIDO. I – A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal firmou-se no sentido de que a discussão a respeito do caráter indenizatório ou não de determinada verba, para fins de incidência de imposto de renda, situa-se em âmbito infraconstitucional. II – Agravo regimental improvido” (ARE n 646.358/DF-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 15/5/12). Por fim, ressalto que o Plenário desta Corte, em sessão realizada por meio eletrônico, no exame do AI n 705.941/SP-RG, Relator o Ministro Cezar Peluzo, DJe de 23/4/10, concluiu pela ausência da repercussão geral 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5596212. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 712317 AGR / AL CATEGORIAS DE SERVIDORES PÚBLICOS. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO” (Rcl n 16.359/DF-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Teori Zavascki, DJe de 6/3/14). Na mesma direção, colho a seguinte decisão monocrática, que em muito se assemelha ao presente caso: Rcl 12.808/AL, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 25/6/12. Ademais, reitero que a análise da natureza da verba (indenizatória ou remuneratória), para fins de incidência do imposto de renda, restringe-se à interpretação da legislação infraconstitucional. Eventual ofensa à Constituição se daria de forma indireta ou reflexa, o que inviabiliza o apelo extremo. Corroborando esse entendimento: Recurso Extraordinário n 597.564/PE-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 14/8/09; AI n 733.908/MG-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Marco Aurélio, DJe de 7/5/10, e ARE n 646.358/DF-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 15/5/12, esse último assim ementado: “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. TRIBUTÁRIO. INCIDÊNCIA DE IMPOSTO DE RENDA SOBRE O ABONO DE PERMANÊNCIA. NATUREZA JURÍDICA DA VERBA. OFENSA INDIRETA. PRECEDENTES. AGRAVO IMPROVIDO. I – A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal firmou-se no sentido de que a discussão a respeito do caráter indenizatório ou não de determinada verba, para fins de incidência de imposto de renda, situa-se em âmbito infraconstitucional. II – Agravo regimental improvido” (ARE n 646.358/DF-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 15/5/12). Por fim, ressalto que o Plenário desta Corte, em sessão realizada por meio eletrônico, no exame do AI n 705.941/SP-RG, Relator o Ministro Cezar Peluzo, DJe de 23/4/10, concluiu pela ausência da repercussão geral 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5596212. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI Recurso Extraordinário 712317 AGR / AL de controvérsia referente à definição da natureza jurídica de verbas rescisórias (salarial ou indenizatória) para fins de incidência de imposto de renda, por entender que a discussão possui natureza infraconstitucional. Ante o exposto, voto pelo não provimento do agravo regimental. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5596212. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 712317 AGR / AL de controvérsia referente à definição da natureza jurídica de verbas rescisórias (salarial ou indenizatória) para fins de incidência de imposto de renda, por entender que a discussão possui natureza infraconstitucional. Ante o exposto, voto pelo não provimento do agravo regimental. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5596212. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9 Extrato de Ata - 18/03/2014 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 712.317 PROCED. : ALAGOAS RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : ESTADO DE ALAGOAS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE ALAGOAS AGDO.(A/S) : RÔMULO VASCONCELOS DE ALBUQUERQUE E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : FÁBIO BARBOSA MACIEL E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 18.3.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 5545416 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 712.317 PROCED. : ALAGOAS RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : ESTADO DE ALAGOAS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE ALAGOAS AGDO.(A/S) : RÔMULO VASCONCELOS DE ALBUQUERQUE E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : FÁBIO BARBOSA MACIEL E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 18.3.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 5545416 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 712 . 317", "Recurso Extraordinário 712317 AGR / AL", "Recurso Extraordinário 712317 AGR / AL", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 712 . 317", "Rcl n 1 . 952 / MA - AgR", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 712 .", "Rcl n 1 . 952 / MA - AgR", "AO", "AO", "AO", "AO", "Rcl n 1 . 952 / MA - AgR", "AO n 1 . 457 / MA", "AO n 1 . 466 / MA", "Recurso Extraordinário 712317 AGR / AL", "AO 33", "AO 467", "AO 465", "AO 755", "Rcl n 1 . 952 / MA - AgR", "AO n 1 . 457 / MA", "AO n 1 . 466 / MA", "Recurso Extraordinário 712317 AGR / AL", "Recurso Extraordinário 712317 AGR / AL 360", "Súmula 731 / Supremo Tribunal Federal", "AO n 1 . 473 / MA - AgR", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 712 . 317", "Súmula 731 / Supremo Tribunal Federal", "AO n 1 . 473 / MA - AgR", "Recurso Extraordinário 712317 AGR / AL", "Rcl n 16 . 359 / DF - AgR", "Rcl 12 . 808 / AL", "Recurso Extraordinário n 597 . 564 / PE - AgR", "AI n 733 . 908 / MG - AgR", "ARE n 646 . 358 / DF - AgR", "ARE n 646 . 358 / DF - AgR", 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art . 102 da Constituição Federal", "letra n do inciso I do art . 102 da Constituição Federal", "artigo 557 , caput , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "letra n do inciso I do art . 102 da Constituição Federal", "letra n do inciso I do art . 102 da Constituição Federal", "artigo 557 , caput , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ALÍNEA \" N \" DO INCISO I DO ART . 102 DA MAGNA CARTA", "Medida Provisória n 2 . 200 -", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 -", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "ALAGOAS", "ESTADO DE ALAGOAS", "ESTADO DE ALAGOAS", "Brasília", "ALAGOAS", "ESTADO DE ALAGOAS", "ESTADO DE ALAGOAS", "Estado de Alagoas", "ALAGOAS", "ESTADO DE ALAGOAS", "ESTADO DE ALAGOAS", "Estado de Alagoas", "ALAGOAS", "ALAGOAS", "ALAGOAS", "ESTADO DE ALAGOAS", "ESTADO DE ALAGOAS", "ALAGOAS", "ESTADO DE ALAGOAS", "ESTADO DE ALAGOAS" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma do", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Plenário do Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Plenário do Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Tribunal de Justiça", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Tribunal Pleno", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Tribunal Pleno", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "CATEGORIAS", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Plenário", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Plenário", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Primeira Turma", "Primeira", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "DIAS TOFFOLI", "RÔMULO VASCONCELOS DE ALBUQUERQUE", "FÁBIO BARBOSA MACIEL", "Marco Aurélio", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "RÔMULO VASCONCELOS DE ALBUQUERQUE", "FÁBIO BARBOSA MACIEL", "DIAS TOFFOLI", "Ellen Gracie", "DIAS TOFFOLI", "RÔMULO VASCONCELOS DE ALBUQUERQUE", "FÁBIO BARBOSA MACIEL", "DIAS TOFFOLI", "Ellen Gracie", "Ellen Gracie", "Gilmar Mendes", "Marco Aurélio", "Ellen Gracie", "Gilmar Mendes", "Marco Aurélio", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "Ayres Britto", "DIAS TOFFOLI", "Ayres Britto", "DIAS TOFFOLI", "Teori Zavascki", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Marco Aurélio", "Ricardo Lewandowski", "Ricardo Lewandowski", "Cezar Peluzo", "Teori Zavascki", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Marco Aurélio", "Ricardo Lewandowski", "Ricardo Lewandowski", "Cezar Peluzo", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "RÔMULO VASCONCELOS DE ALBUQUERQUE", "FÁBIO BARBOSA MACIEL", "Marco Aurélio", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Cláudia Sampaio Marques", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "DIAS TOFFOLI", "RÔMULO VASCONCELOS DE ALBUQUERQUE", "FÁBIO BARBOSA MACIEL", "Marco Aurélio", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Cláudia Sampaio Marques", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "18", "/", "03", "/", "2014", "18 de março de 2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "18", "/", "03", "/", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "18", "/", "03", "/", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "3", "/", "04", "20", "/", "8", "/", "12", "10", "/", "4", "/", "12", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "3", "/", "04", "20", "/", "8", "/", "12", "10", "/", "4", "/", "12", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "18", "/", "03", "/", "2014", "11", "/", "4", "/", "08", "24", "/", "08", "/", "2001", "18", "/", "03", "/", "2014", "11", "/", "4", "/", "08", "24", "/", "08", "/", "2001", "6", "/", "3", "/", "14", "25", "/", "6", "/", "12", "14", "/", "8", "/", "09", "7", "/", "5", "/", "10", "15", "/", "5", "/", "12", "15", "/", "5", "/", "12", "23", "/", "4", "/", "10", "24", "/", "08", "/", "2001", "6", "/", "3", "/", "14", "25", "/", "6", "/", "12", "14", "/", "8", 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Ementa e Acórdão 25/06/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 752.643 SANTA CATARINA RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :ADORILDE PIOVESANA SIQUEIRA ADV.(A/S) :ANA PAULA FONTES DE ANDRADE E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :DEPARTAMENTO ESTADUAL DE INFRA- ESTRUTURA - DEINFRA ADV.(A/S) :TARSIA SMEHA QUILIAO E OUTRO(A/S) EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. RESPONSABILIDADE CIVIL. AUTORIA APURADA NO JUÍZO PENAL. DISCUSSÃO SOBRE EVENTUAL RESPONSABILIDADE DO ENTE PÚBLICO. 1. ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. 2. REEXAME DE FATOS E PROVAS. SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. 3. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência da Ministra Cármen Lúcia, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, à unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental no recurso extraordinário com agravo, nos termos do voto da Relatora. Brasília, 25 de junho de 2013. Ministra CÁRMEN LÚCIA - Relatora Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4395810. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9 Relatório 25/06/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 752.643 SANTA CATARINA RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :ADORILDE PIOVESANA SIQUEIRA ADV.(A/S) :ANA PAULA FONTES DE ANDRADE E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :DEPARTAMENTO ESTADUAL DE INFRA- ESTRUTURA - DEINFRA ADV.(A/S) :TARSIA SMEHA QUILIAO E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA – (Relatora): 1. Em 7 de junho de 2013, neguei seguimento ao agravo nos autos do recurso extraordinário interposto por Adorilde Piovesana Siqueira contra julgado proferido pelo Tribunal de Justiça de Santa Catarina, que julgara improcedente pedido de indenização por danos materiais e morais em decorrência de acidente automobilístico. A decisão agravada teve a seguinte fundamentação: “5. Cumpre afastar, inicialmente, o óbice exposto pela decisão agravada quanto à alegada ausência de prequestionamento, pois a matéria constitucional posta à apreciação foi suscitada em momento processualmente adequado. Todavia, a superação desse óbice não é suficiente para o acolhimento da pretensão da Agravante. 6. A alegação de nulidade do acórdão por contrariedade ao art. 93, inc. IX, da Constituição da República não pode prosperar. Embora em sentido contrário à pretensão da Agravante, o acórdão recorrido apresentou suficiente fundamentação. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4395811. Supremo Tribunal Federal 25/06/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 752.643 SANTA CATARINA RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :ADORILDE PIOVESANA SIQUEIRA ADV.(A/S) :ANA PAULA FONTES DE ANDRADE E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :DEPARTAMENTO ESTADUAL DE INFRA- ESTRUTURA - DEINFRA ADV.(A/S) :TARSIA SMEHA QUILIAO E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA – (Relatora): 1. Em 7 de junho de 2013, neguei seguimento ao agravo nos autos do recurso extraordinário interposto por Adorilde Piovesana Siqueira contra julgado proferido pelo Tribunal de Justiça de Santa Catarina, que julgara improcedente pedido de indenização por danos materiais e morais em decorrência de acidente automobilístico. A decisão agravada teve a seguinte fundamentação: “5. Cumpre afastar, inicialmente, o óbice exposto pela decisão agravada quanto à alegada ausência de prequestionamento, pois a matéria constitucional posta à apreciação foi suscitada em momento processualmente adequado. Todavia, a superação desse óbice não é suficiente para o acolhimento da pretensão da Agravante. 6. A alegação de nulidade do acórdão por contrariedade ao art. 93, inc. IX, da Constituição da República não pode prosperar. Embora em sentido contrário à pretensão da Agravante, o acórdão recorrido apresentou suficiente fundamentação. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4395811. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9 Relatório ARE 752643 AGR / SC Conforme a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, ‘o que a Constituição exige, no art. 93, IX, é que a decisão judicial seja fundamentada; não, que a fundamentação seja correta, na solução das questões de fato ou de direito da lide: declinadas no julgado as premissas, corretamente assentadas ou não, mas coerentes com o dispositivo do acórdão, está satisfeita a exigência constitucional” (RE 140.370, Rel. Min. Sepúlveda Pertence, RTJ 150/269). 7. O Desembargador Relator, José Volpato de Souza, asseverou que: (…) Concluir de forma diversa do que decidido demandaria o reexame do conjunto fático-probatório, procedimento que não pode ser validamente adotado em recurso extraordinário. Incide na espécie a Súmula n. 279 do Supremo Tribunal Federal. Confiram-se, a propósito, os seguintes julgados: (AI 783.538-AgR, de minha relatoria, Primeira Turma, Dje 28.3.2012) (…) Nada há, pois, a prover quanto às alegações da Agravante. 8. Pelo exposto, nego seguimento ao agravo (art. 544, § 4º, inc. II, alínea a, do Código de Processo Civil e art. 21, § 1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal)”. 2. Publicada essa decisão do DJe de 7.6.2013, interpõe Adorilde Piovesana Siqueira, em 17.6.2013, tempestivamente, agravo regimental. 3. Alega a Agravante que “há afronta de forma direta a Constituição Federal, não havendo necessidade de se incursionar no conjunto fático-probatório para se concluir que a responsabilidade a ser imputada ao DEINFRA é objetiva”. Requer a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do presente recurso. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4395811. Supremo Tribunal Federal ARE 752643 AGR / SC Conforme a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, ‘o que a Constituição exige, no art. 93, IX, é que a decisão judicial seja fundamentada; não, que a fundamentação seja correta, na solução das questões de fato ou de direito da lide: declinadas no julgado as premissas, corretamente assentadas ou não, mas coerentes com o dispositivo do acórdão, está satisfeita a exigência constitucional” (RE 140.370, Rel. Min. Sepúlveda Pertence, RTJ 150/269). 7. O Desembargador Relator, José Volpato de Souza, asseverou que: (…) Concluir de forma diversa do que decidido demandaria o reexame do conjunto fático-probatório, procedimento que não pode ser validamente adotado em recurso extraordinário. Incide na espécie a Súmula n. 279 do Supremo Tribunal Federal. Confiram-se, a propósito, os seguintes julgados: (AI 783.538-AgR, de minha relatoria, Primeira Turma, Dje 28.3.2012) (…) Nada há, pois, a prover quanto às alegações da Agravante. 8. Pelo exposto, nego seguimento ao agravo (art. 544, § 4º, inc. II, alínea a, do Código de Processo Civil e art. 21, § 1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal)”. 2. Publicada essa decisão do DJe de 7.6.2013, interpõe Adorilde Piovesana Siqueira, em 17.6.2013, tempestivamente, agravo regimental. 3. Alega a Agravante que “há afronta de forma direta a Constituição Federal, não havendo necessidade de se incursionar no conjunto fático-probatório para se concluir que a responsabilidade a ser imputada ao DEINFRA é objetiva”. Requer a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do presente recurso. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4395811. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9 Relatório ARE 752643 AGR / SC É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4395811. Supremo Tribunal Federal ARE 752643 AGR / SC É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4395811. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA 25/06/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 752.643 SANTA CATARINA V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA – (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste à Agravante. 2. Na espécie, o Tribunal a quo decidiu: “No caso em análise, aplica-se a teoria da responsabilidade civil com culpa (subjetiva), uma vez que a causa de pedir remota imputa ao apelante omissão quanto a não conservação e sinalização de rodovia (SC 463). A falta atribuída ao apelante encontra-se parcialmente estampada nos autos e não tem o condão de responsabilizar o ente público pelo trágico acidente de trânsito. Da análise atenta aos elementos probatórios acostados aos autos indicam que a via pública, na qual trafegava a vítima, encontrava-se em razoável estado de conservação (fls. 240/241). O boletim de ocorrência de fl. 28 esclarece que a pista objeto da discussão é asfaltada, assim como possui marcas, faixas e placas visíveis. Os registros fotográficos de fls. 36/38 demonstram que a rodovia realmente é asfaltada e que não se encontra deteriorada tal qual como descrito na petição inicial. Nesta peça há imputação de que o local é precário e possui ‘...desnível, buracos...’ (fl. 03). Não é esta a realidade que se verifica do conjunto probatório. É bem verdade que a pista em que ocorreu o acidente encontra-se desgastada em razão de seu intenso uso. Porém, impossível reconhecer sua precariedade, segundo o referido acima. Desde logo, advirta-se, que esta afirmação não exime o Poder Público de implementar melhorias na rodovia SC 463 (e em tantas outras deste Estado), a fim de conceder ao usuário maior segurança e comodidade. (…) Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4395812. Supremo Tribunal Federal 25/06/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 752.643 SANTA CATARINA V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA – (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste à Agravante. 2. Na espécie, o Tribunal a quo decidiu: “No caso em análise, aplica-se a teoria da responsabilidade civil com culpa (subjetiva), uma vez que a causa de pedir remota imputa ao apelante omissão quanto a não conservação e sinalização de rodovia (SC 463). A falta atribuída ao apelante encontra-se parcialmente estampada nos autos e não tem o condão de responsabilizar o ente público pelo trágico acidente de trânsito. Da análise atenta aos elementos probatórios acostados aos autos indicam que a via pública, na qual trafegava a vítima, encontrava-se em razoável estado de conservação (fls. 240/241). O boletim de ocorrência de fl. 28 esclarece que a pista objeto da discussão é asfaltada, assim como possui marcas, faixas e placas visíveis. Os registros fotográficos de fls. 36/38 demonstram que a rodovia realmente é asfaltada e que não se encontra deteriorada tal qual como descrito na petição inicial. Nesta peça há imputação de que o local é precário e possui ‘...desnível, buracos...’ (fl. 03). Não é esta a realidade que se verifica do conjunto probatório. É bem verdade que a pista em que ocorreu o acidente encontra-se desgastada em razão de seu intenso uso. Porém, impossível reconhecer sua precariedade, segundo o referido acima. Desde logo, advirta-se, que esta afirmação não exime o Poder Público de implementar melhorias na rodovia SC 463 (e em tantas outras deste Estado), a fim de conceder ao usuário maior segurança e comodidade. (…) Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4395812. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA ARE 752643 AGR / SC Dessarte, anota-se que a questão fática, a autoria do acidente automobilístico, bem como a culpa já foram resolvidas pelo juízo criminal, razão por que não mais se torna viável modificá-las neste processo cível, consoante determina o art. 935 do CC (art. 1.525 do Código Civil de 1916). Precedente desta Corte de Justiça assim preconiza: Não há que se discutir culpa e extensão do dano em sede civil, se na ação penal condenatória transitada em julgado, essas questões já restaram cabalmente comprovadas (AC n. 2000.018094-7, de Pinhalzinho, Relª. Desª. Salete Silva Sommariva, julgado em 19/10/2004. (…) Não se desconhece a dor e o quão trágico foi o acidente que ceifou a vida da filha da apelada, todavia, o Poder Judiciário não pode ignorar a postura daquele que conduzia o veículo em que se encontrava a vítima. O Poder Público deve, sempre que possível, implementar melhores condições de segurança aos usuários das rodovias. Ocorre que há situações em que nem mesmo a prestação com qualidade do serviço público evitará a ocorrência de graves sinistros, tal qual o ora em exame. Por consequência, inverte-se a sucumbência, cuja cobrança fica suspensa diante do deferimento da assistência judiciária gratuita, consoante decisão de fl. 112. Nesses termos, conhece-se do recurso interposto pelo Departamento Estadual de Infra-Estrutura - DEINFRA e dá-se provimento com o fim de julgar improcedentes os pedidos deduzidos da petição inicial” (grifos nossos). 3. Inicialmente, cumpre esclarecer que o Supremo Tribunal Federal assentou que as pessoas jurídicas de direito público respondem objetivamente pelos danos causados a terceiros, por atos comissivos ou omissivos, nos termos do art. 37, § 6º, da Constituição, desde que demonstrado o nexo causal entre o dano e a omissão do Poder Público (RE 327.904, Relator o Ministro Ayres Britto, DJe 8.9.2006, grifos nossos). Todavia, como afirmado na decisão agravada, para divergir da 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4395812. Supremo Tribunal Federal ARE 752643 AGR / SC Dessarte, anota-se que a questão fática, a autoria do acidente automobilístico, bem como a culpa já foram resolvidas pelo juízo criminal, razão por que não mais se torna viável modificá-las neste processo cível, consoante determina o art. 935 do CC (art. 1.525 do Código Civil de 1916). Precedente desta Corte de Justiça assim preconiza: Não há que se discutir culpa e extensão do dano em sede civil, se na ação penal condenatória transitada em julgado, essas questões já restaram cabalmente comprovadas (AC n. 2000.018094-7, de Pinhalzinho, Relª. Desª. Salete Silva Sommariva, julgado em 19/10/2004. (…) Não se desconhece a dor e o quão trágico foi o acidente que ceifou a vida da filha da apelada, todavia, o Poder Judiciário não pode ignorar a postura daquele que conduzia o veículo em que se encontrava a vítima. O Poder Público deve, sempre que possível, implementar melhores condições de segurança aos usuários das rodovias. Ocorre que há situações em que nem mesmo a prestação com qualidade do serviço público evitará a ocorrência de graves sinistros, tal qual o ora em exame. Por consequência, inverte-se a sucumbência, cuja cobrança fica suspensa diante do deferimento da assistência judiciária gratuita, consoante decisão de fl. 112. Nesses termos, conhece-se do recurso interposto pelo Departamento Estadual de Infra-Estrutura - DEINFRA e dá-se provimento com o fim de julgar improcedentes os pedidos deduzidos da petição inicial” (grifos nossos). 3. Inicialmente, cumpre esclarecer que o Supremo Tribunal Federal assentou que as pessoas jurídicas de direito público respondem objetivamente pelos danos causados a terceiros, por atos comissivos ou omissivos, nos termos do art. 37, § 6º, da Constituição, desde que demonstrado o nexo causal entre o dano e a omissão do Poder Público (RE 327.904, Relator o Ministro Ayres Britto, DJe 8.9.2006, grifos nossos). Todavia, como afirmado na decisão agravada, para divergir da 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4395812. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA ARE 752643 AGR / SC conclusão do Tribunal de origem no sentido de que “a questão fática, a autoria do acidente automobilístico, bem como a culpa já foram resolvidas pelo juízo criminal, razão por que não mais se torna viável modificá-las neste processo cível, consoante determina o art. 935 do CC (art. 1.525 do Código Civil de 1916)”, seriam necessários a prévia análise de normas infraconstitucionais e o reexame de fatos e provas. Incide na espécie a Súmula n. 279 do Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido: “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Administrativo. Estabelecimento de ensino. Ingresso de aluno portando arma branca. Agressão. Omissão do Poder Público. Responsabilidade objetiva. Elementos da responsabilidade civil estatal demonstrados na origem. Reexame de fatos e provas. Impossibilidade. Precedentes. 1. A jurisprudência da Corte firmou-se no sentido de que as pessoas jurídicas de direito público respondem objetivamente pelos danos que causarem a terceiros, com fundamento no art. 37, § 6º, da Constituição Federal, tanto por atos comissivos quanto por omissivos, desde que demonstrado o nexo causal entre o dano e a omissão do Poder Público. 2. O Tribunal de origem concluiu, com base nos fatos e nas provas dos autos, que restaram devidamente demonstrados os pressupostos necessários à configuração da responsabilidade extracontratual do Estado. 3. Inadmissível, em recurso extraordinário, o reexame de fatos e provas dos autos. Incidência da Súmula nº 279/STF. 4. Agravo regimental não provido” (ARE 697.326-AgR, Relator o Ministro Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe 26.4.2013). “Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Direito Administrativo. 3. Queda em bueiro. Omissão estatal. Falta de serviço. Responsabilidade civil do Estado. Precedentes. 4. Necessidade de revolvimento da matéria fático-probatória. Impossibilidade. Súmula 279. 5. Alegação de violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa e do devido processo legal. Controvérsia que depende do exame prévio de normas infraconstitucionais. Ofensa reflexa à Constituição 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4395812. Supremo Tribunal Federal ARE 752643 AGR / SC conclusão do Tribunal de origem no sentido de que “a questão fática, a autoria do acidente automobilístico, bem como a culpa já foram resolvidas pelo juízo criminal, razão por que não mais se torna viável modificá-las neste processo cível, consoante determina o art. 935 do CC (art. 1.525 do Código Civil de 1916)”, seriam necessários a prévia análise de normas infraconstitucionais e o reexame de fatos e provas. Incide na espécie a Súmula n. 279 do Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido: “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Administrativo. Estabelecimento de ensino. Ingresso de aluno portando arma branca. Agressão. Omissão do Poder Público. Responsabilidade objetiva. Elementos da responsabilidade civil estatal demonstrados na origem. Reexame de fatos e provas. Impossibilidade. Precedentes. 1. A jurisprudência da Corte firmou-se no sentido de que as pessoas jurídicas de direito público respondem objetivamente pelos danos que causarem a terceiros, com fundamento no art. 37, § 6º, da Constituição Federal, tanto por atos comissivos quanto por omissivos, desde que demonstrado o nexo causal entre o dano e a omissão do Poder Público. 2. O Tribunal de origem concluiu, com base nos fatos e nas provas dos autos, que restaram devidamente demonstrados os pressupostos necessários à configuração da responsabilidade extracontratual do Estado. 3. Inadmissível, em recurso extraordinário, o reexame de fatos e provas dos autos. Incidência da Súmula nº 279/STF. 4. Agravo regimental não provido” (ARE 697.326-AgR, Relator o Ministro Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe 26.4.2013). “Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Direito Administrativo. 3. Queda em bueiro. Omissão estatal. Falta de serviço. Responsabilidade civil do Estado. Precedentes. 4. Necessidade de revolvimento da matéria fático-probatória. Impossibilidade. Súmula 279. 5. Alegação de violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa e do devido processo legal. Controvérsia que depende do exame prévio de normas infraconstitucionais. Ofensa reflexa à Constituição 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4395812. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA ARE 752643 AGR / SC Federal. 6. Inexistência de argumentos suficientes para infirmar a decisão agravada. 7. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE 720.215-AgR, Relator o Ministro Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe 7.3.2013). 4. Os argumentos da Agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 5. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4395812. Supremo Tribunal Federal ARE 752643 AGR / SC Federal. 6. Inexistência de argumentos suficientes para infirmar a decisão agravada. 7. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE 720.215-AgR, Relator o Ministro Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe 7.3.2013). 4. Os argumentos da Agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 5. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4395812. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9 Extrato de Ata - 25/06/2013 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 752.643 PROCED. : SANTA CATARINA RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : ADORILDE PIOVESANA SIQUEIRA ADV.(A/S) : ANA PAULA FONTES DE ANDRADE E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : DEPARTAMENTO ESTADUAL DE INFRA-ESTRUTURA - DEINFRA ADV.(A/S) : TARSIA SMEHA QUILIAO E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. 2ª Turma, 25.06.2013. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4301533 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 752.643 PROCED. : SANTA CATARINA RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : ADORILDE PIOVESANA SIQUEIRA ADV.(A/S) : ANA PAULA FONTES DE ANDRADE E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : DEPARTAMENTO ESTADUAL DE INFRA-ESTRUTURA - DEINFRA ADV.(A/S) : TARSIA SMEHA QUILIAO E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. 2ª Turma, 25.06.2013. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4301533 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=4417876
2013-06-25T00:00:00
2013-09-02T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. 2ª Turma, 25.06.2013.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. RESPONSABILIDADE CIVIL. AUTORIA APURADA NO JUÍZO PENAL. DISCUSSÃO SOBRE EVENTUAL RESPONSABILIDADE DO ENTE PÚBLICO. 1. ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. 2. REEXAME DE FATOS E PROVAS. SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. 3. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.
sjur240312
- Acórdão(s) citado(s): (RESPONSABILIDADE, PODER PÚBLICO, OMISSÃO) RE 327904 (1ªT). (SÚMULA 279) ARE 720215 AgR (2ªT), ARE 697326 AgR (1ªT). Número de páginas: 9. Análise: 11/09/2013, TIA.
CÁRMEN LÚCIA
Segunda Turma
752643
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00037 PAR-00006\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 752643 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : ADORILDE PIOVESANA SIQUEIRA ADV.(A/S) : ANA PAULA FONTES DE ANDRADE E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : DEPARTAMENTO ESTADUAL DE INFRA-ESTRUTURA - DEINFRA ADV.(A/S) : TARSIA SMEHA QUILIAO E OUTRO(A/S)
[ "" ]
Ementa e Acórdão 25/06/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 752.643 SANTA CATARINA RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :ADORILDE PIOVESANA SIQUEIRA ADV.(A/S) :ANA PAULA FONTES DE ANDRADE E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :DEPARTAMENTO ESTADUAL DE INFRA- ESTRUTURA - DEINFRA ADV.(A/S) :TARSIA SMEHA QUILIAO E OUTRO(A/S) EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. RESPONSABILIDADE CIVIL. AUTORIA APURADA NO JUÍZO PENAL. DISCUSSÃO SOBRE EVENTUAL RESPONSABILIDADE DO ENTE PÚBLICO. 1. ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. 2. REEXAME DE FATOS E PROVAS. SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. 3. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência da Ministra Cármen Lúcia, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, à unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental no recurso extraordinário com agravo, nos termos do voto da Relatora. Brasília, 25 de junho de 2013. Ministra CÁRMEN LÚCIA - Relatora Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4395810. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9 Relatório 25/06/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 752.643 SANTA CATARINA RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :ADORILDE PIOVESANA SIQUEIRA ADV.(A/S) :ANA PAULA FONTES DE ANDRADE E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :DEPARTAMENTO ESTADUAL DE INFRA- ESTRUTURA - DEINFRA ADV.(A/S) :TARSIA SMEHA QUILIAO E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA – (Relatora): 1. Em 7 de junho de 2013, neguei seguimento ao agravo nos autos do recurso extraordinário interposto por Adorilde Piovesana Siqueira contra julgado proferido pelo Tribunal de Justiça de Santa Catarina, que julgara improcedente pedido de indenização por danos materiais e morais em decorrência de acidente automobilístico. A decisão agravada teve a seguinte fundamentação: “5. Cumpre afastar, inicialmente, o óbice exposto pela decisão agravada quanto à alegada ausência de prequestionamento, pois a matéria constitucional posta à apreciação foi suscitada em momento processualmente adequado. Todavia, a superação desse óbice não é suficiente para o acolhimento da pretensão da Agravante. 6. A alegação de nulidade do acórdão por contrariedade ao art. 93, inc. IX, da Constituição da República não pode prosperar. Embora em sentido contrário à pretensão da Agravante, o acórdão recorrido apresentou suficiente fundamentação. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4395811. Supremo Tribunal Federal 25/06/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 752.643 SANTA CATARINA RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :ADORILDE PIOVESANA SIQUEIRA ADV.(A/S) :ANA PAULA FONTES DE ANDRADE E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :DEPARTAMENTO ESTADUAL DE INFRA- ESTRUTURA - DEINFRA ADV.(A/S) :TARSIA SMEHA QUILIAO E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA – (Relatora): 1. Em 7 de junho de 2013, neguei seguimento ao agravo nos autos do recurso extraordinário interposto por Adorilde Piovesana Siqueira contra julgado proferido pelo Tribunal de Justiça de Santa Catarina, que julgara improcedente pedido de indenização por danos materiais e morais em decorrência de acidente automobilístico. A decisão agravada teve a seguinte fundamentação: “5. Cumpre afastar, inicialmente, o óbice exposto pela decisão agravada quanto à alegada ausência de prequestionamento, pois a matéria constitucional posta à apreciação foi suscitada em momento processualmente adequado. Todavia, a superação desse óbice não é suficiente para o acolhimento da pretensão da Agravante. 6. A alegação de nulidade do acórdão por contrariedade ao art. 93, inc. IX, da Constituição da República não pode prosperar. Embora em sentido contrário à pretensão da Agravante, o acórdão recorrido apresentou suficiente fundamentação. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4395811. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9 Relatório ARE 752643 AGR / SC Conforme a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, ‘o que a Constituição exige, no art. 93, IX, é que a decisão judicial seja fundamentada; não, que a fundamentação seja correta, na solução das questões de fato ou de direito da lide: declinadas no julgado as premissas, corretamente assentadas ou não, mas coerentes com o dispositivo do acórdão, está satisfeita a exigência constitucional” (Recurso Extraordinário 140.370, Rel. Min. Sepúlveda Pertence, RTJ 150/269). 7. O Desembargador Relator, José Volpato de Souza, asseverou que: (…) Concluir de forma diversa do que decidido demandaria o reexame do conjunto fático-probatório, procedimento que não pode ser validamente adotado em recurso extraordinário. Incide na espécie a Súmula n. 279 do Supremo Tribunal Federal. Confiram-se, a propósito, os seguintes julgados: (AI 783.538-AgR, de minha relatoria, Primeira Turma, Dje 28.3.2012) (…) Nada há, pois, a prover quanto às alegações da Agravante. 8. Pelo exposto, nego seguimento ao agravo (art. 544, § 4..., inc. II, alínea a, do Código de Processo Civil e art. 21, § 1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal)”. 2. Publicada essa decisão do DJe de 7.6.2013, interpõe Adorilde Piovesana Siqueira, em 17.6.2013, tempestivamente, agravo regimental. 3. Alega a Agravante que “há afronta de forma direta a Constituição Federal, não havendo necessidade de se incursionar no conjunto fático-probatório para se concluir que a responsabilidade a ser imputada ao DEINFRA é objetiva”. Requer a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do presente recurso. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4395811. Supremo Tribunal Federal ARE 752643 AGR / SC Conforme a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, ‘o que a Constituição exige, no art. 93, IX, é que a decisão judicial seja fundamentada; não, que a fundamentação seja correta, na solução das questões de fato ou de direito da lide: declinadas no julgado as premissas, corretamente assentadas ou não, mas coerentes com o dispositivo do acórdão, está satisfeita a exigência constitucional” (Recurso Extraordinário 140.370, Rel. Min. Sepúlveda Pertence, RTJ 150/269). 7. O Desembargador Relator, José Volpato de Souza, asseverou que: (…) Concluir de forma diversa do que decidido demandaria o reexame do conjunto fático-probatório, procedimento que não pode ser validamente adotado em recurso extraordinário. Incide na espécie a Súmula n. 279 do Supremo Tribunal Federal. Confiram-se, a propósito, os seguintes julgados: (AI 783.538-AgR, de minha relatoria, Primeira Turma, Dje 28.3.2012) (…) Nada há, pois, a prover quanto às alegações da Agravante. 8. Pelo exposto, nego seguimento ao agravo (art. 544, § 4..., inc. II, alínea a, do Código de Processo Civil e art. 21, § 1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal)”. 2. Publicada essa decisão do DJe de 7.6.2013, interpõe Adorilde Piovesana Siqueira, em 17.6.2013, tempestivamente, agravo regimental. 3. Alega a Agravante que “há afronta de forma direta a Constituição Federal, não havendo necessidade de se incursionar no conjunto fático-probatório para se concluir que a responsabilidade a ser imputada ao DEINFRA é objetiva”. Requer a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do presente recurso. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4395811. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9 Relatório ARE 752643 AGR / SC É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4395811. Supremo Tribunal Federal ARE 752643 AGR / SC É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4395811. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA 25/06/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 752.643 SANTA CATARINA V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA – (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste à Agravante. 2. Na espécie, o Tribunal a quo decidiu: “No caso em análise, aplica-se a teoria da responsabilidade civil com culpa (subjetiva), uma vez que a causa de pedir remota imputa ao apelante omissão quanto a não conservação e sinalização de rodovia (SC 463). A falta atribuída ao apelante encontra-se parcialmente estampada nos autos e não tem o condão de responsabilizar o ente público pelo trágico acidente de trânsito. Da análise atenta aos elementos probatórios acostados aos autos indicam que a via pública, na qual trafegava a vítima, encontrava-se em razoável estado de conservação (fls. 240/241). O boletim de ocorrência de fl. 28 esclarece que a pista objeto da discussão é asfaltada, assim como possui marcas, faixas e placas visíveis. Os registros fotográficos de fls. 36/38 demonstram que a rodovia realmente é asfaltada e que não se encontra deteriorada tal qual como descrito na petição inicial. Nesta peça há imputação de que o local é precário e possui ‘...desnível, buracos...’ (fl. 03). Não é esta a realidade que se verifica do conjunto probatório. É bem verdade que a pista em que ocorreu o acidente encontra-se desgastada em razão de seu intenso uso. Porém, impossível reconhecer sua precariedade, segundo o referido acima. Desde logo, advirta-se, que esta afirmação não exime o Poder Público de implementar melhorias na rodovia SC 463 (e em tantas outras deste Estado), a fim de conceder ao usuário maior segurança e comodidade. (…) Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4395812. Supremo Tribunal Federal 25/06/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 752.643 SANTA CATARINA V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA – (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste à Agravante. 2. Na espécie, o Tribunal a quo decidiu: “No caso em análise, aplica-se a teoria da responsabilidade civil com culpa (subjetiva), uma vez que a causa de pedir remota imputa ao apelante omissão quanto a não conservação e sinalização de rodovia (SC 463). A falta atribuída ao apelante encontra-se parcialmente estampada nos autos e não tem o condão de responsabilizar o ente público pelo trágico acidente de trânsito. Da análise atenta aos elementos probatórios acostados aos autos indicam que a via pública, na qual trafegava a vítima, encontrava-se em razoável estado de conservação (fls. 240/241). O boletim de ocorrência de fl. 28 esclarece que a pista objeto da discussão é asfaltada, assim como possui marcas, faixas e placas visíveis. Os registros fotográficos de fls. 36/38 demonstram que a rodovia realmente é asfaltada e que não se encontra deteriorada tal qual como descrito na petição inicial. Nesta peça há imputação de que o local é precário e possui ‘...desnível, buracos...’ (fl. 03). Não é esta a realidade que se verifica do conjunto probatório. É bem verdade que a pista em que ocorreu o acidente encontra-se desgastada em razão de seu intenso uso. Porém, impossível reconhecer sua precariedade, segundo o referido acima. Desde logo, advirta-se, que esta afirmação não exime o Poder Público de implementar melhorias na rodovia SC 463 (e em tantas outras deste Estado), a fim de conceder ao usuário maior segurança e comodidade. (…) Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4395812. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA ARE 752643 AGR / SC Dessarte, anota-se que a questão fática, a autoria do acidente automobilístico, bem como a culpa já foram resolvidas pelo juízo criminal, razão por que não mais se torna viável modificá-las neste processo cível, consoante determina o art. 935 do Código Civil Brasileiro (art. 1.525 do Código Civil de 1916). Precedente desta Corte de Justiça assim preconiza: Não há que se discutir culpa e extensão do dano em sede civil, se na ação penal condenatória transitada em julgado, essas questões já restaram cabalmente comprovadas (AC n. 2000.018094-7, de Pinhalzinho, Rel. Des. Salete Silva Sommariva, julgado em 19/10/2004. (…) Não se desconhece a dor e o quão trágico foi o acidente que ceifou a vida da filha da apelada, todavia, o Poder Judiciário não pode ignorar a postura daquele que conduzia o veículo em que se encontrava a vítima. O Poder Público deve, sempre que possível, implementar melhores condições de segurança aos usuários das rodovias. Ocorre que há situações em que nem mesmo a prestação com qualidade do serviço público evitará a ocorrência de graves sinistros, tal qual o ora em exame. Por consequência, inverte-se a sucumbência, cuja cobrança fica suspensa diante do deferimento da assistência judiciária gratuita, consoante decisão de fl. 112. Nesses termos, conhece-se do recurso interposto pelo Departamento Estadual de Infra-Estrutura - DEINFRA e dá-se provimento com o fim de julgar improcedentes os pedidos deduzidos da petição inicial” (grifos nossos). 3. Inicialmente, cumpre esclarecer que o Supremo Tribunal Federal assentou que as pessoas jurídicas de direito público respondem objetivamente pelos danos causados a terceiros, por atos comissivos ou omissivos, nos termos do art. 37, § 6..., da Constituição, desde que demonstrado o nexo causal entre o dano e a omissão do Poder Público (Recurso Extraordinário 327.904, Relator o Ministro Ayres Britto, DJe 8.9.2006, grifos nossos). Todavia, como afirmado na decisão agravada, para divergir da 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4395812. Supremo Tribunal Federal ARE 752643 AGR / SC Dessarte, anota-se que a questão fática, a autoria do acidente automobilístico, bem como a culpa já foram resolvidas pelo juízo criminal, razão por que não mais se torna viável modificá-las neste processo cível, consoante determina o art. 935 do Código Civil Brasileiro (art. 1.525 do Código Civil de 1916). Precedente desta Corte de Justiça assim preconiza: Não há que se discutir culpa e extensão do dano em sede civil, se na ação penal condenatória transitada em julgado, essas questões já restaram cabalmente comprovadas (AC n. 2000.018094-7, de Pinhalzinho, Rel. Des. Salete Silva Sommariva, julgado em 19/10/2004. (…) Não se desconhece a dor e o quão trágico foi o acidente que ceifou a vida da filha da apelada, todavia, o Poder Judiciário não pode ignorar a postura daquele que conduzia o veículo em que se encontrava a vítima. O Poder Público deve, sempre que possível, implementar melhores condições de segurança aos usuários das rodovias. Ocorre que há situações em que nem mesmo a prestação com qualidade do serviço público evitará a ocorrência de graves sinistros, tal qual o ora em exame. Por consequência, inverte-se a sucumbência, cuja cobrança fica suspensa diante do deferimento da assistência judiciária gratuita, consoante decisão de fl. 112. Nesses termos, conhece-se do recurso interposto pelo Departamento Estadual de Infra-Estrutura - DEINFRA e dá-se provimento com o fim de julgar improcedentes os pedidos deduzidos da petição inicial” (grifos nossos). 3. Inicialmente, cumpre esclarecer que o Supremo Tribunal Federal assentou que as pessoas jurídicas de direito público respondem objetivamente pelos danos causados a terceiros, por atos comissivos ou omissivos, nos termos do art. 37, § 6..., da Constituição, desde que demonstrado o nexo causal entre o dano e a omissão do Poder Público (Recurso Extraordinário 327.904, Relator o Ministro Ayres Britto, DJe 8.9.2006, grifos nossos). Todavia, como afirmado na decisão agravada, para divergir da 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4395812. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA ARE 752643 AGR / SC conclusão do Tribunal de origem no sentido de que “a questão fática, a autoria do acidente automobilístico, bem como a culpa já foram resolvidas pelo juízo criminal, razão por que não mais se torna viável modificá-las neste processo cível, consoante determina o art. 935 do Código Civil Brasileiro (art. 1.525 do Código Civil de 1916)”, seriam necessários a prévia análise de normas infraconstitucionais e o reexame de fatos e provas. Incide na espécie a Súmula n. 279 do Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido: “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Administrativo. Estabelecimento de ensino. Ingresso de aluno portando arma branca. Agressão. Omissão do Poder Público. Responsabilidade objetiva. Elementos da responsabilidade civil estatal demonstrados na origem. Reexame de fatos e provas. Impossibilidade. Precedentes. 1. A jurisprudência da Corte firmou-se no sentido de que as pessoas jurídicas de direito público respondem objetivamente pelos danos que causarem a terceiros, com fundamento no art. 37, § 6..., da Constituição Federal, tanto por atos comissivos quanto por omissivos, desde que demonstrado o nexo causal entre o dano e a omissão do Poder Público. 2. O Tribunal de origem concluiu, com base nos fatos e nas provas dos autos, que restaram devidamente demonstrados os pressupostos necessários à configuração da responsabilidade extracontratual do Estado. 3. Inadmissível, em recurso extraordinário, o reexame de fatos e provas dos autos. Incidência da Súmula n 279/Supremo Tribunal Federal. 4. Agravo regimental não provido” (ARE 697.326-AgR, Relator o Ministro Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe 26.4.2013). “Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Direito Administrativo. 3. Queda em bueiro. Omissão estatal. Falta de serviço. Responsabilidade civil do Estado. Precedentes. 4. Necessidade de revolvimento da matéria fático-probatória. Impossibilidade. Súmula 279. 5. Alegação de violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa e do devido processo legal. Controvérsia que depende do exame prévio de normas infraconstitucionais. Ofensa reflexa à Constituição 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4395812. Supremo Tribunal Federal ARE 752643 AGR / SC conclusão do Tribunal de origem no sentido de que “a questão fática, a autoria do acidente automobilístico, bem como a culpa já foram resolvidas pelo juízo criminal, razão por que não mais se torna viável modificá-las neste processo cível, consoante determina o art. 935 do Código Civil Brasileiro (art. 1.525 do Código Civil de 1916)”, seriam necessários a prévia análise de normas infraconstitucionais e o reexame de fatos e provas. Incide na espécie a Súmula n. 279 do Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido: “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Administrativo. Estabelecimento de ensino. Ingresso de aluno portando arma branca. Agressão. Omissão do Poder Público. Responsabilidade objetiva. Elementos da responsabilidade civil estatal demonstrados na origem. Reexame de fatos e provas. Impossibilidade. Precedentes. 1. A jurisprudência da Corte firmou-se no sentido de que as pessoas jurídicas de direito público respondem objetivamente pelos danos que causarem a terceiros, com fundamento no art. 37, § 6..., da Constituição Federal, tanto por atos comissivos quanto por omissivos, desde que demonstrado o nexo causal entre o dano e a omissão do Poder Público. 2. O Tribunal de origem concluiu, com base nos fatos e nas provas dos autos, que restaram devidamente demonstrados os pressupostos necessários à configuração da responsabilidade extracontratual do Estado. 3. Inadmissível, em recurso extraordinário, o reexame de fatos e provas dos autos. Incidência da Súmula n 279/Supremo Tribunal Federal. 4. Agravo regimental não provido” (ARE 697.326-AgR, Relator o Ministro Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe 26.4.2013). “Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Direito Administrativo. 3. Queda em bueiro. Omissão estatal. Falta de serviço. Responsabilidade civil do Estado. Precedentes. 4. Necessidade de revolvimento da matéria fático-probatória. Impossibilidade. Súmula 279. 5. Alegação de violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa e do devido processo legal. Controvérsia que depende do exame prévio de normas infraconstitucionais. Ofensa reflexa à Constituição 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4395812. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA ARE 752643 AGR / SC Federal. 6. Inexistência de argumentos suficientes para infirmar a decisão agravada. 7. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE 720.215-AgR, Relator o Ministro Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe 7.3.2013). 4. Os argumentos da Agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 5. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4395812. Supremo Tribunal Federal ARE 752643 AGR / SC Federal. 6. Inexistência de argumentos suficientes para infirmar a decisão agravada. 7. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE 720.215-AgR, Relator o Ministro Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe 7.3.2013). 4. Os argumentos da Agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 5. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4395812. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9 Extrato de Ata - 25/06/2013 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 752.643 PROCED. : SANTA CATARINA RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : ADORILDE PIOVESANA SIQUEIRA ADV.(A/S) : ANA PAULA FONTES DE ANDRADE E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : DEPARTAMENTO ESTADUAL DE INFRA-ESTRUTURA - DEINFRA ADV.(A/S) : TARSIA SMEHA QUILIAO E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. 2... Turma, 25.06.2013. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4301533 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 752.643 PROCED. : SANTA CATARINA RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : ADORILDE PIOVESANA SIQUEIRA ADV.(A/S) : ANA PAULA FONTES DE ANDRADE E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : DEPARTAMENTO ESTADUAL DE INFRA-ESTRUTURA - DEINFRA ADV.(A/S) : TARSIA SMEHA QUILIAO E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. 2... Turma, 25.06.2013. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4301533 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 752 . 643", "SÚMULA N . 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "ARE 752643 AGR / SC", "Recurso Extraordinário 140 . 370", "RTJ 150 / 269", "Súmula n . 279 do Supremo Tribunal Federal", "AI 783 . 538 - AgR", "ARE 752643 AGR /", "Recurso Extraordinário 140 . 370", "Súmula n . 279 do Supremo Tribunal Federal", "AI 783 . 538 - AgR", "ARE 752643 AGR / SC", "ARE 752643 AGR / SC", "RECURSO", "AC n . 2000 . 018094 - 7", "Recurso Extraordinário 327 . 904", "ARE 752643 AGR / SC", "AC n . 2000 . 018094 - 7", "Recurso Extraordinário 327 . 904", "ARE 752643 AGR / SC", "Súmula n . 279 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula n 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 697 . 326 - AgR", "ARE 752643 AGR / SC", "Súmula n . 279 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula n 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 697 . 326 - AgR", "ARE 752643 AGR /", "ARE 720 . 215 - AgR", "ARE 752643 AGR / SC Federal", "ARE 720 . 215 - AgR" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 93 , inc . IX , da Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 93 , inc . IX , da Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição", "art . 544 , § 4 . . . , inc . II , alínea a , do Código de Processo Civil", "art . 21 , § 1 . . . , do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição", "art . 93 , IX", "art . 544 , § 4 . . . , inc . II , alínea a , do Código de Processo Civil", "Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 935 do Código Civil Brasileiro", "art . 1 . 525 do Código Civil de 1916", "art . 37 , § 6 . . . , da Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 935 do Código Civil Brasileiro", "art . 1 . 525 do Código Civil de 1916", "37 , § 6 . . . , da Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 935 do Código Civil Brasileiro", "art . 1 . 525 do Código Civil de 1916", "art . 37 , § 6 . . . , da Constituição Federal", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 935 do Código Civil Brasileiro", "art . 1 . 525 do Código Civil de 1916", "art . 37 , § 6 . . . , da Constituição Federal", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "SANTA CATARINA", "Brasília", "SANTA CATARINA", "SANTA CATARINA", "SANTA CATARINA", "SC 463", "rodovia SC 463", "SANTA CATARINA", "SC 463", "rodovia SC 463", "Pinhalzinho", "Pinhalzinho", "SANTA CATARINA", "SANTA CATARINA" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "DEPARTAMENTO ESTADUAL DE INFRA - ESTRUTURA", "DEINFRA", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "DEPARTAMENTO ESTADUAL DE INFRA - ESTRUTURA", "DEINFRA", "Tribunal de Justiça de Santa Catarina", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "DEPARTAMENTO ESTADUAL DE INFRA - ESTRUTURA", "DEINFRA", "Tribunal de Justiça de Santa Catarina", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "/", "SC", "Departamento Estadual de Infra - Estrutura", "DEINFRA", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Departamento Estadual de Infra - Estrutura", "DEINFRA", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SC", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "DEPARTAMENTO ESTADUAL DE INFRA - ESTRUTURA", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "DEPARTAMENTO ESTADUAL DE INFRA - ESTRUTURA", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "CÁRMEN LÚCIA", "ADORILDE PIOVESANA SIQUEIRA", "ANA PAULA FONTES DE ANDRADE", "TARSIA SMEHA QUILIAO", "Cármen Lúcia", "CÁRMEN LÚCIA", "CÁRMEN LÚCIA", "ADORILDE PIOVESANA SIQUEIRA", "ANA PAULA FONTES DE ANDRADE", "TARSIA SMEHA QUILIAO", "CÁRMEN LÚCIA", "Adorilde Piovesana Siqueira", "CÁRMEN LÚCIA", "ADORILDE PIOVESANA SIQUEIRA", "ANA PAULA FONTES DE ANDRADE", "TARSIA SMEHA QUILIAO", "CÁRMEN LÚCIA", "Adorilde Piovesana Siqueira", "Sepúlveda Pertence", "José Volpato de Souza", "Adorilde Piovesana Siqueira", "Sepúlveda Pertence", "José Volpato de Souza", "Adorilde Piovesana Siqueira", "CÁRMEN LÚCIA", "CÁRMEN LÚCIA", "CÁRMEN LÚCIA", "CÁRMEN LÚCIA ARE", "Salete Silva Sommariva", "Ayres Britto", "Salete Silva Sommariva", "Ayres Britto", "CÁRMEN LÚCIA", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "CÁRMEN LÚCIA", "Gilmar Mendes", "Gilmar Mendes", "CÁRMEN LÚCIA", "ADORILDE PIOVESANA SIQUEIRA", "ANA PAULA FONTES DE ANDRADE", "TARSIA SMEHA QUILIAO", "Cármen Lúcia", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Teori Zavascki", "Odim Brandão Ferreira", "Ravena Siqueira", "CÁRMEN LÚCIA", "ADORILDE PIOVESANA SIQUEIRA", "ANA PAULA FONTES DE ANDRADE", "TARSIA SMEHA QUILIAO", "Cármen Lúcia", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Teori Zavascki", "Odim Brandão Ferreira", "Ravena Siqueira" ], "TEMPO": [ "25", "/", "06", "/", "2013", "25", "de junho de 2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "25", "/", "06", "/", "2013", "7 de junho de 2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "25", "/", "06", "/", "2013", "7 de junho de 2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", ".", "3", ".", "2012", "7", ".", "6", ".", "2013", "17", ".", "6", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", ".", "3", ".", "2012", "7", ".", "6", ".", "2013", "17", ".", "6", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "25", "/", "06", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "25", "/", "06", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", "/", "10", "/", "2004", "8", ".", "9", ".", "2006", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", "/", "10", "/", "2004", "8", ".", "9", ".", "2006", "24", "/", "08", "/", "2001", "26", ".", "4", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "26", ".", "4", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "7", ".", "3", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "7", ".", "3", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "25", "/", "06", "/", "2013", "25", ".", "06", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "25", ".", "06", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 18/03/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 545.005 PARANÁ RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :NEW HOLLAND LATINO AMERICANA LTDA ADV.(A/S) :LUIZ EDUARDO DE C. GIROTTO AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova, também não servindo à interpretação de normas estritamente legais. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em desprover o agravo regimental no recurso extraordinário, nos termos do voto do relator e por unanimidade, em sessão presidida pelo Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas. Brasília, 18 de março de 2014. MINISTRO MARCO AURÉLIO – PRESIDENTE E RELATOR Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5545070. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Relatório 18/03/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 545.005 PARANÁ RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :NEW HOLLAND LATINO AMERICANA LTDA ADV.(A/S) :LUIZ EDUARDO DE C. GIROTTO AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Por meio da decisão de folha 376, neguei seguimento ao extraordinário, consignando: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – INTERPRETAÇÃO DE NORMAS LEGAIS – INVIABILIDADE. 1. O acórdão impugnado mediante o extraordinário revela interpretação de normas estritamente legais, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. À mercê de articulação sobre a violência à Carta da República, pretende-se submeter a análise matéria que não se enquadra no inciso III do artigo 102 da Constituição Federal. Este recurso somente serve à sobrecarga da máquina judiciária, ocupando espaço que deveria ser utilizado no exame de processo da competência deste Tribunal. 2. Nego seguimento ao extraordinário de folha 244 a 274. 3. Publiquem. A agravante, na minuta de folha 381 a 397, insiste na índole constitucional da controvérsia. Discorre acerca do tema de fundo, articulando com a existência de ofensa direta aos artigos 5º, inciso XXXV, 145, §1º, 150, inciso II, e 153, inciso III, da Carta Federal. Pleiteia o Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5545071. Supremo Tribunal Federal 18/03/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 545.005 PARANÁ RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :NEW HOLLAND LATINO AMERICANA LTDA ADV.(A/S) :LUIZ EDUARDO DE C. GIROTTO AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Por meio da decisão de folha 376, neguei seguimento ao extraordinário, consignando: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – INTERPRETAÇÃO DE NORMAS LEGAIS – INVIABILIDADE. 1. O acórdão impugnado mediante o extraordinário revela interpretação de normas estritamente legais, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. À mercê de articulação sobre a violência à Carta da República, pretende-se submeter a análise matéria que não se enquadra no inciso III do artigo 102 da Constituição Federal. Este recurso somente serve à sobrecarga da máquina judiciária, ocupando espaço que deveria ser utilizado no exame de processo da competência deste Tribunal. 2. Nego seguimento ao extraordinário de folha 244 a 274. 3. Publiquem. A agravante, na minuta de folha 381 a 397, insiste na índole constitucional da controvérsia. Discorre acerca do tema de fundo, articulando com a existência de ofensa direta aos artigos 5º, inciso XXXV, 145, §1º, 150, inciso II, e 153, inciso III, da Carta Federal. Pleiteia o Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5545071. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Relatório RE 545005 AGR / PR sobrestamento do processo com base no Recurso Extraordinário nº 719.870. A União, na contraminuta de folhas 406 e 407, defende a manutenção do ato impugnado. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5545071. Supremo Tribunal Federal RE 545005 AGR / PR sobrestamento do processo com base no Recurso Extraordinário nº 719.870. A União, na contraminuta de folhas 406 e 407, defende a manutenção do ato impugnado. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5545071. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 18/03/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 545.005 PARANÁ V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por advogado devidamente credenciado (folhas 35 e 36), foi protocolada no prazo legal. Conheço. No tocante à falta de envergadura constitucional da controvérsia, atentem para o que decidido na origem. O Tribunal Regional Federal da 4ª Região negou provimento à apelação, consignando, em síntese (folha 208): TRIBUTÁRIO. LEI 8.981, DE 1995. PAR. 1º DO ART. 41. PRINCÍPIOS DA CAPACIDADE CONTRIBUTIVA E ISONOMIA. CONSTITUCIONALIDADE. A Lei 8.981/95 limitou-se a repetir a previsão já existente na Lei 8.541/92, cuja legalidade foi confirmada pelos Tribunais Superiores, e consiste simplesmente em postergar o momento da contabilização de despesas do exercício, para fins de apuração do lucro líquido, para o exercício em que ocorrer o efetivo pagamento, assim, não prospera a alegação da impetrante que a restrição imposta pelo parágrafo 1º do artigo 41 da Lei 8.981/95 fere os princípios constitucionais da capacidade contributiva e da isonomia. Com efeito, tributo cuja exigibilidade esteja suspensa, com ou sem depósito judicial, não é tributo pago. Desta forma, nenhuma violação ao princípio da capacidade contributiva se afigura. Pelo contrário, tal haveria se tivesse sido vedada e dedução do tributo após sua extinção pelo pagamento, pois somente este constitui despesa com repercussão no conceito de lucro líquido como fato imponível do Imposto de Renda. Também não procede a arguição de ofensa ao princípio da capacidade econômica, pois preservou-se o direito à dedução dos valores depositados, ficando apenas postergado o seu Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5545072. Supremo Tribunal Federal 18/03/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 545.005 PARANÁ V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por advogado devidamente credenciado (folhas 35 e 36), foi protocolada no prazo legal. Conheço. No tocante à falta de envergadura constitucional da controvérsia, atentem para o que decidido na origem. O Tribunal Regional Federal da 4ª Região negou provimento à apelação, consignando, em síntese (folha 208): TRIBUTÁRIO. LEI 8.981, DE 1995. PAR. 1º DO ART. 41. PRINCÍPIOS DA CAPACIDADE CONTRIBUTIVA E ISONOMIA. CONSTITUCIONALIDADE. A Lei 8.981/95 limitou-se a repetir a previsão já existente na Lei 8.541/92, cuja legalidade foi confirmada pelos Tribunais Superiores, e consiste simplesmente em postergar o momento da contabilização de despesas do exercício, para fins de apuração do lucro líquido, para o exercício em que ocorrer o efetivo pagamento, assim, não prospera a alegação da impetrante que a restrição imposta pelo parágrafo 1º do artigo 41 da Lei 8.981/95 fere os princípios constitucionais da capacidade contributiva e da isonomia. Com efeito, tributo cuja exigibilidade esteja suspensa, com ou sem depósito judicial, não é tributo pago. Desta forma, nenhuma violação ao princípio da capacidade contributiva se afigura. Pelo contrário, tal haveria se tivesse sido vedada e dedução do tributo após sua extinção pelo pagamento, pois somente este constitui despesa com repercussão no conceito de lucro líquido como fato imponível do Imposto de Renda. Também não procede a arguição de ofensa ao princípio da capacidade econômica, pois preservou-se o direito à dedução dos valores depositados, ficando apenas postergado o seu Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5545072. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO RE 545005 AGR / PR exercício para quando ocorrer o efetivo pagamento, pela conversão do depósito em renda a favor da União. O deslinde da controvérsia deu-se sob o ângulo estritamente legal, não considerada a Constituição da República. A conclusão adotada fez-se alicerçada em interpretação conferida à legislação de regência, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. No mais, tem-se a ausência de similitude entre a matéria ora em discussão e a contida no Recurso Extraordinário nº 719.870/MG, não havendo que se falar no sobrestamento pretendido. Ante o quadro, desprovejo o regimental. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5545072. Supremo Tribunal Federal RE 545005 AGR / PR exercício para quando ocorrer o efetivo pagamento, pela conversão do depósito em renda a favor da União. O deslinde da controvérsia deu-se sob o ângulo estritamente legal, não considerada a Constituição da República. A conclusão adotada fez-se alicerçada em interpretação conferida à legislação de regência, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. No mais, tem-se a ausência de similitude entre a matéria ora em discussão e a contida no Recurso Extraordinário nº 719.870/MG, não havendo que se falar no sobrestamento pretendido. Ante o quadro, desprovejo o regimental. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5545072. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Extrato de Ata - 18/03/2014 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 545.005 PROCED. : PARANÁ RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : NEW HOLLAND LATINO AMERICANA LTDA ADV.(A/S) : LUIZ EDUARDO DE C. GIROTTO AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 18.3.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 5545376 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 545.005 PROCED. : PARANÁ RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : NEW HOLLAND LATINO AMERICANA LTDA ADV.(A/S) : LUIZ EDUARDO DE C. GIROTTO AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 18.3.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 5545376 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=5580681
2014-03-18T00:00:00
2014-04-03T00:00:00
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 18.3.2014.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova, também não servindo à interpretação de normas estritamente legais.
sjur259769
Número de páginas: 6. Análise: 08/04/2014, AUR.
MARCO AURÉLIO
Primeira Turma
545005
[ "LEG-FED LEI-008541 ANO-1992\n LEI ORDINÁRIA\n\n", "LEG-FED LEI-008981 ANO-1995\n ART-00041 PAR-00001\n LEI ORDINÁRIA" ]
RE-AgR
acordaos
RE 545005 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : NEW HOLLAND LATINO AMERICANA LTDA ADV.(A/S) : LUIZ EDUARDO DE C. GIROTTO AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
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Ementa e Acórdão 18/03/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 545.005 PARANÁ RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :NEW HOLLAND LATINO AMERICANA LTDA ADV.(A/S) :LUIZ EDUARDO DE C. GIROTTO AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova, também não servindo à interpretação de normas estritamente legais. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em desprover o agravo regimental no recurso extraordinário, nos termos do voto do relator e por unanimidade, em sessão presidida pelo Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas. Brasília, 18 de março de 2014. MINISTRO MARCO AURÉLIO – PRESIDENTE E RELATOR Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5545070. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Relatório 18/03/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 545.005 PARANÁ RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :NEW HOLLAND LATINO AMERICANA LTDA ADV.(A/S) :LUIZ EDUARDO DE C. GIROTTO AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Por meio da decisão de folha 376, neguei seguimento ao extraordinário, consignando: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – INTERPRETAÇÃO DE NORMAS LEGAIS – INVIABILIDADE. 1. O acórdão impugnado mediante o extraordinário revela interpretação de normas estritamente legais, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. À mercê de articulação sobre a violência à Carta da República, pretende-se submeter a análise matéria que não se enquadra no inciso III do artigo 102 da Constituição Federal. Este recurso somente serve à sobrecarga da máquina judiciária, ocupando espaço que deveria ser utilizado no exame de processo da competência deste Tribunal. 2. Nego seguimento ao extraordinário de folha 244 a 274. 3. Publiquem. A agravante, na minuta de folha 381 a 397, insiste na índole constitucional da controvérsia. Discorre acerca do tema de fundo, articulando com a existência de ofensa direta aos artigos 5..., inciso XXXV, 145, §1..., 150, inciso II, e 153, inciso III, da Carta Federal. Pleiteia o Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5545071. Supremo Tribunal Federal 18/03/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 545.005 PARANÁ RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :NEW HOLLAND LATINO AMERICANA LTDA ADV.(A/S) :LUIZ EDUARDO DE C. GIROTTO AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Por meio da decisão de folha 376, neguei seguimento ao extraordinário, consignando: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – INTERPRETAÇÃO DE NORMAS LEGAIS – INVIABILIDADE. 1. O acórdão impugnado mediante o extraordinário revela interpretação de normas estritamente legais, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. À mercê de articulação sobre a violência à Carta da República, pretende-se submeter a análise matéria que não se enquadra no inciso III do artigo 102 da Constituição Federal. Este recurso somente serve à sobrecarga da máquina judiciária, ocupando espaço que deveria ser utilizado no exame de processo da competência deste Tribunal. 2. Nego seguimento ao extraordinário de folha 244 a 274. 3. Publiquem. A agravante, na minuta de folha 381 a 397, insiste na índole constitucional da controvérsia. Discorre acerca do tema de fundo, articulando com a existência de ofensa direta aos artigos 5..., inciso XXXV, 145, §1..., 150, inciso II, e 153, inciso III, da Carta Federal. Pleiteia o Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5545071. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Relatório Recurso Extraordinário 545005 AGR / PR sobrestamento do processo com base no Recurso Extraordinário n 719.870. A União, na contraminuta de folhas 406 e 407, defende a manutenção do ato impugnado. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5545071. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 545005 AGR / PR sobrestamento do processo com base no Recurso Extraordinário n 719.870. A União, na contraminuta de folhas 406 e 407, defende a manutenção do ato impugnado. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5545071. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 18/03/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 545.005 PARANÁ V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por advogado devidamente credenciado (folhas 35 e 36), foi protocolada no prazo legal. Conheço. No tocante à falta de envergadura constitucional da controvérsia, atentem para o que decidido na origem. O Tribunal Regional Federal da 4... Região negou provimento à apelação, consignando, em síntese (folha 208): TRIBUTÁRIO. LEI 8.981, DE 1995. PAR. 1... DO ART. 41. PRINCÍPIOS DA CAPACIDADE CONTRIBUTIVA E ISONOMIA. CONSTITUCIONALIDADE. A Lei 8.981/95 limitou-se a repetir a previsão já existente na Lei 8.541/92, cuja legalidade foi confirmada pelos Tribunais Superiores, e consiste simplesmente em postergar o momento da contabilização de despesas do exercício, para fins de apuração do lucro líquido, para o exercício em que ocorrer o efetivo pagamento, assim, não prospera a alegação da impetrante que a restrição imposta pelo parágrafo 1... do artigo 41 da Lei 8.981/95 fere os princípios constitucionais da capacidade contributiva e da isonomia. Com efeito, tributo cuja exigibilidade esteja suspensa, com ou sem depósito judicial, não é tributo pago. Desta forma, nenhuma violação ao princípio da capacidade contributiva se afigura. Pelo contrário, tal haveria se tivesse sido vedada e dedução do tributo após sua extinção pelo pagamento, pois somente este constitui despesa com repercussão no conceito de lucro líquido como fato imponível do Imposto de Renda. Também não procede a arguição de ofensa ao princípio da capacidade econômica, pois preservou-se o direito à dedução dos valores depositados, ficando apenas postergado o seu Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5545072. Supremo Tribunal Federal 18/03/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 545.005 PARANÁ V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por advogado devidamente credenciado (folhas 35 e 36), foi protocolada no prazo legal. Conheço. No tocante à falta de envergadura constitucional da controvérsia, atentem para o que decidido na origem. O Tribunal Regional Federal da 4... Região negou provimento à apelação, consignando, em síntese (folha 208): TRIBUTÁRIO. LEI 8.981, DE 1995. PAR. 1... DO ART. 41. PRINCÍPIOS DA CAPACIDADE CONTRIBUTIVA E ISONOMIA. CONSTITUCIONALIDADE. A Lei 8.981/95 limitou-se a repetir a previsão já existente na Lei 8.541/92, cuja legalidade foi confirmada pelos Tribunais Superiores, e consiste simplesmente em postergar o momento da contabilização de despesas do exercício, para fins de apuração do lucro líquido, para o exercício em que ocorrer o efetivo pagamento, assim, não prospera a alegação da impetrante que a restrição imposta pelo parágrafo 1... do artigo 41 da Lei 8.981/95 fere os princípios constitucionais da capacidade contributiva e da isonomia. Com efeito, tributo cuja exigibilidade esteja suspensa, com ou sem depósito judicial, não é tributo pago. Desta forma, nenhuma violação ao princípio da capacidade contributiva se afigura. Pelo contrário, tal haveria se tivesse sido vedada e dedução do tributo após sua extinção pelo pagamento, pois somente este constitui despesa com repercussão no conceito de lucro líquido como fato imponível do Imposto de Renda. Também não procede a arguição de ofensa ao princípio da capacidade econômica, pois preservou-se o direito à dedução dos valores depositados, ficando apenas postergado o seu Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5545072. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO Recurso Extraordinário 545005 AGR / PR exercício para quando ocorrer o efetivo pagamento, pela conversão do depósito em renda a favor da União. O deslinde da controvérsia deu-se sob o ângulo estritamente legal, não considerada a Constituição da República. A conclusão adotada fez-se alicerçada em interpretação conferida à legislação de regência, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. No mais, tem-se a ausência de similitude entre a matéria ora em discussão e a contida no Recurso Extraordinário n 719.870/MG, não havendo que se falar no sobrestamento pretendido. Ante o quadro, desprovejo o regimental. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5545072. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 545005 AGR / PR exercício para quando ocorrer o efetivo pagamento, pela conversão do depósito em renda a favor da União. O deslinde da controvérsia deu-se sob o ângulo estritamente legal, não considerada a Constituição da República. A conclusão adotada fez-se alicerçada em interpretação conferida à legislação de regência, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. No mais, tem-se a ausência de similitude entre a matéria ora em discussão e a contida no Recurso Extraordinário n 719.870/MG, não havendo que se falar no sobrestamento pretendido. Ante o quadro, desprovejo o regimental. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5545072. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Extrato de Ata - 18/03/2014 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 545.005 PROCED. : PARANÁ RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : NEW HOLLAND LATINO AMERICANA LTDA ADV.(A/S) : LUIZ EDUARDO DE C. GIROTTO AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 18.3.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 5545376 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 545.005 PROCED. : PARANÁ RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : NEW HOLLAND LATINO AMERICANA LTDA ADV.(A/S) : LUIZ EDUARDO DE C. GIROTTO AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 18.3.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 5545376 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 545 . 005", "Recurso Extraordinário 545005", "Recurso Extraordinário n 719 . 870", "Recurso Extraordinário 545005 AGR / PR", "Recurso Extraordinário n 719 . 870", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 545 . 005", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 545 . 005", "Recurso Extraordinário 545005 AGR / PR", "Recurso Extraordinário n 719 . 870 / MG", "Recurso Extraordinário 545005 AGR / PR", "Recurso Extraordinário n 719 . 870 / MG", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 545 . 005", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 545 . 005" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "R", "Carta da República", "inciso III do artigo 102 da Constituição Federal", "artigos 5 .", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Carta da República", "inciso III do artigo 102 da Constituição Federal", "artigos 5 . . . , inciso XXXV , 145 , § 1 . . . , 150 , inciso II , e 153 , inciso III , da Carta Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "LEI 8 . 981", "Lei 8 . 981 / 95", "Lei 8 . 541 / 92", "parágrafo 1 . . . do artigo 41 da Lei 8 . 981 / 95", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "LEI 8 . 981", "Lei 8 . 981 / 95", "Lei 8 . 541 / 92", "parágrafo 1", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "PARANÁ", "Brasília", "PARANÁ", "PARANÁ", "PARANÁ", "PARANÁ", "PARANÁ", "PARANÁ" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "NEW HOLLAND LATINO AMERICANA LTDA", "UNIÃO", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "NEW HOLLAND LATINO AMERICANA LTDA", "UNIÃO", "Supremo", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "NEW HOLLAND LATINO AMERICANA LTDA", "UNIÃO", "Supremo", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "União", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "União", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Tribunal Regional Federal da 4 . . . Região", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Tribunal Regional Federal da 4 . . . Região", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "União", "Supremo", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "União", "Supremo", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "NEW HOLLAND", "LATINO AMERICANA LTDA", "UNIÃO", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "NEW HOLLAND LATINO AMERICANA LTDA", "UNIÃO", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "MARCO AURÉLIO", "LUIZ EDUARDO DE C . GIROTTO", "Marco Aurélio", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "LUIZ EDUARDO DE C . GIROTTO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "LUIZ EDUARDO DE C . GIROTTO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "LUIZ EDUARDO DE C . GIROTTO", "Marco Aurélio", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Cláudia Sampaio Marques", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "MARCO AURÉLIO", "LUIZ EDUARDO DE C . GIROTTO", "Marco Aurélio", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Cláudia Sampaio Marques", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "18", "/", "03", "/", "2014", "18 de março de 2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "18", "/", "03", "/", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "18", "/", "03", "/", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "18", "/", "03", "/", "2014", "1995", "24", "/", "08", "/", "2001", "18", "/", "03", "/", "2014", "1995", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "18", "/", "03", "/", "2014", "18", ".", "3", ".", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "18", ".", "3", ".", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 18/03/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 781.185 MATO GROSSO DO SUL RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL AGDO.(A/S) :CINTYA ROGÉRIA RODRIGUES TAIAR ADV.(A/S) :ROBINSON FERNANDO ALVES E OUTRO(A/S) EMENTA: PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PRELIMINAR DE REPERCUSSÃO GERAL. FUNDAMENTAÇÃO DEFICIENTE. ÔNUS DO RECORRENTE. DIREITO ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. DELEGADO DE POLÍCIA. RECEBIMENTO DE INDENIZAÇÃO EM RAZÃO DE SUBSTITUIÇÃO. LEI COMPLEMENTAR 114/2005 DO ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL. OFENSA CONSTITUCIONAL REFLEXA. SÚMULA 280/STF. PRECEDENTE. ALEGAÇÃO DE VIOLAÇÃO A NORMA INCAPAZ DE INFIRMAR O JUÍZO RECORRIDO. DEFICIÊNCIA RECURSAL. SÚMULA 284/STF. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência da Ministra CÁRMEN LÚCIA, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Brasília, 18 de março de 2014. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5495990. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Ementa e Acórdão ARE 781185 AGR / MS Ministro TEORI ZAVASCKI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5495990. Supremo Tribunal Federal ARE 781185 AGR / MS Ministro TEORI ZAVASCKI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5495990. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Relatório 18/03/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 781.185 MATO GROSSO DO SUL RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL AGDO.(A/S) :CINTYA ROGÉRIA RODRIGUES TAIAR ADV.(A/S) :ROBINSON FERNANDO ALVES E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão que negou provimento ao agravo em recurso extraordinário aos fundamentos de que: (a) a alegação de repercussão geral não está acompanhada de fundamentação demonstrativa nesses moldes exigidos pela jurisprudência do STF; (b) não houve emissão, pelo acórdão recorrido, de juízo acerca da matéria de que trata a norma inserta no art. 169, §1º, I, da Constituição Federal; (c) o acolhimento do extraordinário demanda análise de norma infraconstitucional local (Leis Complementares Estaduais 38/89 e 114/2005) o que faz incidir o óbice constante da Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal; e (d) quanto ao art. 2º da Constituição, trata-se de norma de conteúdo principiológico, incapaz de infirmar o juízo formulado pelo acórdão recorrido, por trazer disposição demasiado genérica, o que atrai a aplicação analógica da Súmula 284 do STF. Sustenta o agravante, em suma, que: (a) a repercussão geral foi devidamente demonstrada; (b) a matéria constitucional foi prequestionada; (c) houve deliberação sobre questões constitucionais, visto que o acórdão não se restringiu à análise de mera legislação local e; (d) não se aplica ao caso a Súmula 284/STF. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5496086. Supremo Tribunal Federal 18/03/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 781.185 MATO GROSSO DO SUL RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL AGDO.(A/S) :CINTYA ROGÉRIA RODRIGUES TAIAR ADV.(A/S) :ROBINSON FERNANDO ALVES E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão que negou provimento ao agravo em recurso extraordinário aos fundamentos de que: (a) a alegação de repercussão geral não está acompanhada de fundamentação demonstrativa nesses moldes exigidos pela jurisprudência do STF; (b) não houve emissão, pelo acórdão recorrido, de juízo acerca da matéria de que trata a norma inserta no art. 169, §1º, I, da Constituição Federal; (c) o acolhimento do extraordinário demanda análise de norma infraconstitucional local (Leis Complementares Estaduais 38/89 e 114/2005) o que faz incidir o óbice constante da Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal; e (d) quanto ao art. 2º da Constituição, trata-se de norma de conteúdo principiológico, incapaz de infirmar o juízo formulado pelo acórdão recorrido, por trazer disposição demasiado genérica, o que atrai a aplicação analógica da Súmula 284 do STF. Sustenta o agravante, em suma, que: (a) a repercussão geral foi devidamente demonstrada; (b) a matéria constitucional foi prequestionada; (c) houve deliberação sobre questões constitucionais, visto que o acórdão não se restringiu à análise de mera legislação local e; (d) não se aplica ao caso a Súmula 284/STF. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5496086. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI 18/03/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 781.185 MATO GROSSO DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. Assiste razão parcial ao agravante. De fato, houve o prequestionamento da matéria relativa ao art. 169, § 1º, I, da Constituição Federal. Dessa forma, deve ser afastada, apenas quanto a esse ponto, a incidência das Súmulas 282 e 356/STF. 2. No mais, decisão agravada é do seguinte teor: 2. O Supremo Tribunal Federal firmou entendimento no sentido de que é ônus do recorrente a demonstração formal e fundamentada de repercussão geral da matéria constitucional versada no recurso extraordinário, com indicação específica das circunstâncias reais que evidenciem, no caso concreto, a relevância econômica, política, social ou jurídica. Não bastam, portanto, para que seja atendido o requisito previsto nos artigos 102, § 3º, da CF e 543-A, § 2º, do CPC, alegações genéricas a respeito do instituto, como a mera afirmação de que: (a) a matéria controvertida tem repercussão geral; (b) o tema goza de importância econômica, política, social ou jurídica; (c) a questão ultrapassa os interesses subjetivos da parte ou tem manifesto potencial de repetitividade; (d) a repercussão geral é consequência inevitável de suposta violação de dispositivo constitucional; ou, ainda, (e) a existência de jurisprudência pacífica desta Corte quanto ao tema discutido. Nesse sentido: ARE 691.595 AgR, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 25/02/2013; ARE 696.347-AgR-segundo, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 14.2.2013; ARE 696.263-AgR/MG, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 19.02.2013; AI 717.821 AgR, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA, Segunda Turma, DJe de 13/08/2012. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5496087. Supremo Tribunal Federal 18/03/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 781.185 MATO GROSSO DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. Assiste razão parcial ao agravante. De fato, houve o prequestionamento da matéria relativa ao art. 169, § 1º, I, da Constituição Federal. Dessa forma, deve ser afastada, apenas quanto a esse ponto, a incidência das Súmulas 282 e 356/STF. 2. No mais, decisão agravada é do seguinte teor: 2. O Supremo Tribunal Federal firmou entendimento no sentido de que é ônus do recorrente a demonstração formal e fundamentada de repercussão geral da matéria constitucional versada no recurso extraordinário, com indicação específica das circunstâncias reais que evidenciem, no caso concreto, a relevância econômica, política, social ou jurídica. Não bastam, portanto, para que seja atendido o requisito previsto nos artigos 102, § 3º, da CF e 543-A, § 2º, do CPC, alegações genéricas a respeito do instituto, como a mera afirmação de que: (a) a matéria controvertida tem repercussão geral; (b) o tema goza de importância econômica, política, social ou jurídica; (c) a questão ultrapassa os interesses subjetivos da parte ou tem manifesto potencial de repetitividade; (d) a repercussão geral é consequência inevitável de suposta violação de dispositivo constitucional; ou, ainda, (e) a existência de jurisprudência pacífica desta Corte quanto ao tema discutido. Nesse sentido: ARE 691.595 AgR, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 25/02/2013; ARE 696.347-AgR-segundo, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 14.2.2013; ARE 696.263-AgR/MG, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 19.02.2013; AI 717.821 AgR, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA, Segunda Turma, DJe de 13/08/2012. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5496087. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI ARE 781185 AGR / MS Ora, no caso, a alegação de repercussão geral não está acompanhada de fundamentação demonstrativa nesses moldes exigidos pela jurisprudência do STF. (...) 4. De outro lado, o acolhimento do extraordinário demanda análise de norma infraconstitucional local (Leis Complementares Estaduais 38/89 e 114/2005 e Decreto ), o que faz incidir o óbice constante da Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido, em caso idêntico ao presente: Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Aplicabilidade do RE-RG 563.965 ao caso. Não- ocorrência. 3. Delegado de polícia. Necessidade de complementação de indenização decorrente de substituição. Lei Complementar estadual 114/2005. Necessidade de análise e interpretação de legislação local. Enunciado 280. 4. Agravo regimental a que se nega provimento. (ARE 711.947-AgR, Rel. Min. GILMAR MENDES, Segunda Turma, Dje 21-11-2012) 5. Por fim, quanto ao art. 2º da Constituição, trata-se de norma de conteúdo principiológico. Como se vê, o apelo apoia- se em norma incapaz de infirmar o juízo formulado pelo acórdão recorrido, por trazer disposição demasiado genérica, o que atrai a aplicação analógica da Súmula 284 do STF. 6. Diante do exposto, nego provimento ao agravo. O agravo regimental não traz qualquer subsídio apto a alterar esses fundamentos, razão pela qual deve ser mantido incólume o entendimento da decisão agravada. 3. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. É o voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5496087. Supremo Tribunal Federal ARE 781185 AGR / MS Ora, no caso, a alegação de repercussão geral não está acompanhada de fundamentação demonstrativa nesses moldes exigidos pela jurisprudência do STF. (...) 4. De outro lado, o acolhimento do extraordinário demanda análise de norma infraconstitucional local (Leis Complementares Estaduais 38/89 e 114/2005 e Decreto ), o que faz incidir o óbice constante da Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido, em caso idêntico ao presente: Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Aplicabilidade do RE-RG 563.965 ao caso. Não- ocorrência. 3. Delegado de polícia. Necessidade de complementação de indenização decorrente de substituição. Lei Complementar estadual 114/2005. Necessidade de análise e interpretação de legislação local. Enunciado 280. 4. Agravo regimental a que se nega provimento. (ARE 711.947-AgR, Rel. Min. GILMAR MENDES, Segunda Turma, Dje 21-11-2012) 5. Por fim, quanto ao art. 2º da Constituição, trata-se de norma de conteúdo principiológico. Como se vê, o apelo apoia- se em norma incapaz de infirmar o juízo formulado pelo acórdão recorrido, por trazer disposição demasiado genérica, o que atrai a aplicação analógica da Súmula 284 do STF. 6. Diante do exposto, nego provimento ao agravo. O agravo regimental não traz qualquer subsídio apto a alterar esses fundamentos, razão pela qual deve ser mantido incólume o entendimento da decisão agravada. 3. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. É o voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5496087. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Extrato de Ata - 18/03/2014 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 781.185 PROCED. : MATO GROSSO DO SUL RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) : ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL AGDO.(A/S) : CINTYA ROGÉRIA RODRIGUES TAIAR ADV.(A/S) : ROBINSON FERNANDO ALVES E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 18.03.2014. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 5533314 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 781.185 PROCED. : MATO GROSSO DO SUL RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) : ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL AGDO.(A/S) : CINTYA ROGÉRIA RODRIGUES TAIAR ADV.(A/S) : ROBINSON FERNANDO ALVES E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 18.03.2014. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 5533314 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=5559007
2014-03-18T00:00:00
2014-04-01T00:00:00
A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 18.03.2014.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
Ementa: PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PRELIMINAR DE REPERCUSSÃO GERAL. FUNDAMENTAÇÃO DEFICIENTE. ÔNUS DO RECORRENTE. DIREITO ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. DELEGADO DE POLÍCIA. RECEBIMENTO DE INDENIZAÇÃO EM RAZÃO DE SUBSTITUIÇÃO. LEI COMPLEMENTAR 114/2005 DO ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL. OFENSA CONSTITUCIONAL REFLEXA. SÚMULA 280/STF. PRECEDENTE. ALEGAÇÃO DE VIOLAÇÃO A NORMA INCAPAZ DE INFIRMAR O JUÍZO RECORRIDO. DEFICIÊNCIA RECURSAL. SÚMULA 284/STF. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO.
sjur259482
Número de páginas: 6. Análise: 08/04/2014, BRU.
TEORI ZAVASCKI
Segunda Turma
781185
[ "LEG-FED SUMSTF-000280 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000284 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-EST LCP-000038 ANO-1989\n LEI COMPLEMENTAR, MS\n\n", "LEG-EST LCP-000114 ANO-2005\n LEI COMPLEMENTAR, MS" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 781185 AgR
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AGTE.(S) : ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL AGDO.(A/S) : CINTYA ROGÉRIA RODRIGUES TAIAR ADV.(A/S) : ROBINSON FERNANDO ALVES E OUTRO(A/S)
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Ementa e Acórdão 18/03/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 781.185 MATO GROSSO DO SUL RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL AGDO.(A/S) :CINTYA ROGÉRIA RODRIGUES TAIAR ADV.(A/S) :ROBINSON FERNANDO ALVES E OUTRO(A/S) EMENTA: PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PRELIMINAR DE REPERCUSSÃO GERAL. FUNDAMENTAÇÃO DEFICIENTE. ÔNUS DO RECORRENTE. DIREITO ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. DELEGADO DE POLÍCIA. RECEBIMENTO DE INDENIZAÇÃO EM RAZÃO DE SUBSTITUIÇÃO. LEI COMPLEMENTAR 114/2005 DO ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL. OFENSA CONSTITUCIONAL REFLEXA. SÚMULA 280/Supremo Tribunal Federal. PRECEDENTE. ALEGAÇÃO DE VIOLAÇÃO A NORMA INCAPAZ DE INFIRMAR O JUÍZO RECORRIDO. DEFICIÊNCIA RECURSAL. SÚMULA 284/Supremo Tribunal Federal. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência da Ministra CÁRMEN LÚCIA, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Brasília, 18 de março de 2014. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5495990. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Ementa e Acórdão ARE 781185 AGR / MS Ministro TEORI ZAVASCKI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5495990. Supremo Tribunal Federal ARE 781185 AGR / MS Ministro TEORI ZAVASCKI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5495990. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Relatório 18/03/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 781.185 MATO GROSSO DO SUL RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL AGDO.(A/S) :CINTYA ROGÉRIA RODRIGUES TAIAR ADV.(A/S) :ROBINSON FERNANDO ALVES E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão que negou provimento ao agravo em recurso extraordinário aos fundamentos de que: (a) a alegação de repercussão geral não está acompanhada de fundamentação demonstrativa nesses moldes exigidos pela jurisprudência do Supremo Tribunal Federal; (b) não houve emissão, pelo acórdão recorrido, de juízo acerca da matéria de que trata a norma inserta no art. 169, §1..., I, da Constituição Federal; (c) o acolhimento do extraordinário demanda análise de norma infraconstitucional local (Leis Complementares Estaduais 38/89 e 114/2005) o que faz incidir o óbice constante da Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal; e (d) quanto ao art. 2... da Constituição, trata-se de norma de conteúdo principiológico, incapaz de infirmar o juízo formulado pelo acórdão recorrido, por trazer disposição demasiado genérica, o que atrai a aplicação analógica da Súmula 284 do Supremo Tribunal Federal. Sustenta o agravante, em suma, que: (a) a repercussão geral foi devidamente demonstrada; (b) a matéria constitucional foi prequestionada; (c) houve deliberação sobre questões constitucionais, visto que o acórdão não se restringiu à análise de mera legislação local e; (d) não se aplica ao caso a Súmula 284/Supremo Tribunal Federal. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5496086. Supremo Tribunal Federal 18/03/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 781.185 MATO GROSSO DO SUL RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL AGDO.(A/S) :CINTYA ROGÉRIA RODRIGUES TAIAR ADV.(A/S) :ROBINSON FERNANDO ALVES E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão que negou provimento ao agravo em recurso extraordinário aos fundamentos de que: (a) a alegação de repercussão geral não está acompanhada de fundamentação demonstrativa nesses moldes exigidos pela jurisprudência do Supremo Tribunal Federal; (b) não houve emissão, pelo acórdão recorrido, de juízo acerca da matéria de que trata a norma inserta no art. 169, §1..., I, da Constituição Federal; (c) o acolhimento do extraordinário demanda análise de norma infraconstitucional local (Leis Complementares Estaduais 38/89 e 114/2005) o que faz incidir o óbice constante da Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal; e (d) quanto ao art. 2... da Constituição, trata-se de norma de conteúdo principiológico, incapaz de infirmar o juízo formulado pelo acórdão recorrido, por trazer disposição demasiado genérica, o que atrai a aplicação analógica da Súmula 284 do Supremo Tribunal Federal. Sustenta o agravante, em suma, que: (a) a repercussão geral foi devidamente demonstrada; (b) a matéria constitucional foi prequestionada; (c) houve deliberação sobre questões constitucionais, visto que o acórdão não se restringiu à análise de mera legislação local e; (d) não se aplica ao caso a Súmula 284/Supremo Tribunal Federal. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5496086. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI 18/03/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 781.185 MATO GROSSO DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. Assiste razão parcial ao agravante. De fato, houve o prequestionamento da matéria relativa ao art. 169, § 1..., I, da Constituição Federal. Dessa forma, deve ser afastada, apenas quanto a esse ponto, a incidência das Súmulas 282 e 356/Supremo Tribunal Federal. 2. No mais, decisão agravada é do seguinte teor: 2. O Supremo Tribunal Federal firmou entendimento no sentido de que é ônus do recorrente a demonstração formal e fundamentada de repercussão geral da matéria constitucional versada no recurso extraordinário, com indicação específica das circunstâncias reais que evidenciem, no caso concreto, a relevância econômica, política, social ou jurídica. Não bastam, portanto, para que seja atendido o requisito previsto nos artigos 102, § 3..., da Constituição Federal de 1988 e 543-A, § 2..., do Código de Processo Civil, alegações genéricas a respeito do instituto, como a mera afirmação de que: (a) a matéria controvertida tem repercussão geral; (b) o tema goza de importância econômica, política, social ou jurídica; (c) a questão ultrapassa os interesses subjetivos da parte ou tem manifesto potencial de repetitividade; (d) a repercussão geral é consequência inevitável de suposta violação de dispositivo constitucional; ou, ainda, (e) a existência de jurisprudência pacífica desta Corte quanto ao tema discutido. Nesse sentido: ARE 691.595 AgR, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 25/02/2013; ARE 696.347-AgR-segundo, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 14.2.2013; ARE 696.263-AgR/MG, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 19.02.2013; AI 717.821 AgR, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA, Segunda Turma, DJe de 13/08/2012. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5496087. Supremo Tribunal Federal 18/03/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 781.185 MATO GROSSO DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. Assiste razão parcial ao agravante. De fato, houve o prequestionamento da matéria relativa ao art. 169, § 1..., I, da Constituição Federal. Dessa forma, deve ser afastada, apenas quanto a esse ponto, a incidência das Súmulas 282 e 356/Supremo Tribunal Federal. 2. No mais, decisão agravada é do seguinte teor: 2. O Supremo Tribunal Federal firmou entendimento no sentido de que é ônus do recorrente a demonstração formal e fundamentada de repercussão geral da matéria constitucional versada no recurso extraordinário, com indicação específica das circunstâncias reais que evidenciem, no caso concreto, a relevância econômica, política, social ou jurídica. Não bastam, portanto, para que seja atendido o requisito previsto nos artigos 102, § 3..., da Constituição Federal de 1988 e 543-A, § 2..., do Código de Processo Civil, alegações genéricas a respeito do instituto, como a mera afirmação de que: (a) a matéria controvertida tem repercussão geral; (b) o tema goza de importância econômica, política, social ou jurídica; (c) a questão ultrapassa os interesses subjetivos da parte ou tem manifesto potencial de repetitividade; (d) a repercussão geral é consequência inevitável de suposta violação de dispositivo constitucional; ou, ainda, (e) a existência de jurisprudência pacífica desta Corte quanto ao tema discutido. Nesse sentido: ARE 691.595 AgR, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 25/02/2013; ARE 696.347-AgR-segundo, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 14.2.2013; ARE 696.263-AgR/MG, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 19.02.2013; AI 717.821 AgR, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA, Segunda Turma, DJe de 13/08/2012. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5496087. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI ARE 781185 AGR / MS Ora, no caso, a alegação de repercussão geral não está acompanhada de fundamentação demonstrativa nesses moldes exigidos pela jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. (...) 4. De outro lado, o acolhimento do extraordinário demanda análise de norma infraconstitucional local (Leis Complementares Estaduais 38/89 e 114/2005 e Decreto ), o que faz incidir o óbice constante da Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido, em caso idêntico ao presente: Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Aplicabilidade do Recurso Extraordinário-RG 563.965 ao caso. Não- ocorrência. 3. Delegado de polícia. Necessidade de complementação de indenização decorrente de substituição. Lei Complementar estadual 114/2005. Necessidade de análise e interpretação de legislação local. Enunciado 280. 4. Agravo regimental a que se nega provimento. (ARE 711.947-AgR, Rel. Min. GILMAR MENDES, Segunda Turma, Dje 21-11-2012) 5. Por fim, quanto ao art. 2... da Constituição, trata-se de norma de conteúdo principiológico. Como se vê, o apelo apoia- se em norma incapaz de infirmar o juízo formulado pelo acórdão recorrido, por trazer disposição demasiado genérica, o que atrai a aplicação analógica da Súmula 284 do Supremo Tribunal Federal. 6. Diante do exposto, nego provimento ao agravo. O agravo regimental não traz qualquer subsídio apto a alterar esses fundamentos, razão pela qual deve ser mantido incólume o entendimento da decisão agravada. 3. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. É o voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5496087. Supremo Tribunal Federal ARE 781185 AGR / MS Ora, no caso, a alegação de repercussão geral não está acompanhada de fundamentação demonstrativa nesses moldes exigidos pela jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. (...) 4. De outro lado, o acolhimento do extraordinário demanda análise de norma infraconstitucional local (Leis Complementares Estaduais 38/89 e 114/2005 e Decreto ), o que faz incidir o óbice constante da Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido, em caso idêntico ao presente: Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Aplicabilidade do Recurso Extraordinário-RG 563.965 ao caso. Não- ocorrência. 3. Delegado de polícia. Necessidade de complementação de indenização decorrente de substituição. Lei Complementar estadual 114/2005. Necessidade de análise e interpretação de legislação local. Enunciado 280. 4. Agravo regimental a que se nega provimento. (ARE 711.947-AgR, Rel. Min. GILMAR MENDES, Segunda Turma, Dje 21-11-2012) 5. Por fim, quanto ao art. 2... da Constituição, trata-se de norma de conteúdo principiológico. Como se vê, o apelo apoia- se em norma incapaz de infirmar o juízo formulado pelo acórdão recorrido, por trazer disposição demasiado genérica, o que atrai a aplicação analógica da Súmula 284 do Supremo Tribunal Federal. 6. Diante do exposto, nego provimento ao agravo. O agravo regimental não traz qualquer subsídio apto a alterar esses fundamentos, razão pela qual deve ser mantido incólume o entendimento da decisão agravada. 3. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. É o voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5496087. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Extrato de Ata - 18/03/2014 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 781.185 PROCED. : MATO GROSSO DO SUL RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) : ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL AGDO.(A/S) : CINTYA ROGÉRIA RODRIGUES TAIAR ADV.(A/S) : ROBINSON FERNANDO ALVES E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2... Turma, 18.03.2014. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 5533314 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 781.185 PROCED. : MATO GROSSO DO SUL RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) : ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL AGDO.(A/S) : CINTYA ROGÉRIA RODRIGUES TAIAR ADV.(A/S) : ROBINSON FERNANDO ALVES E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2... Turma, 18.03.2014. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 5533314 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
{ "JURISPRUDENCIA": [ "SÚMULA 280 / Supremo Tribunal Federal", "SÚMULA 284 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 781185 AGR / MS", "ARE 781185 AGR / MS", "Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula 284 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula 284 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula 284 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula 284 / Supremo Tribunal Federal", "Súmulas 282 e 356 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 691 . 595 AgR", "ARE 696 . 347 - AgR - segundo", "ARE 696 . 263 - AgR / MG", "AI 717 . 821 AgR", "Súmulas 282 e 356 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 691 . 595 AgR", "ARE 696 . 347 - AgR - segundo", "ARE 696 . 263 - AgR / MG", "AI 717 . 821 AgR", "Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 711 . 947 - AgR", "Súmula 284 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 781185 AGR / MS", "Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 711 . 947 - AgR", "Súmula 284 do Supremo Tribunal Federal" ], "LEGISLACAO": [ "LEI COMPLEMENTAR 114 / 2005", "Medida Provisória n 2 . 200 - 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